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UNIVERSIDADE PEDAGOGICA DE MOÇAMBIQUE

Verbo (Andar, Entender e Sorrir)

Sérgio Alfredo Macore

Licenciatura em Gestão de Empresas

Exame Externo de Língua Portuguesa II


2º Ano

Nampula, Outubro 2013

Autor: Sergio Alfredo Macore Sergio.macore@gmail.com / +258846458829 Pemba - Moz


ÍNDICE

1.Introdução .................................................................................................................................... 5
2.Revisão de Literatura ................................................................................................................... 6
2.1.Conceito do verbo ................................................................................................................. 6
2.1.1.Estrutura do verbo .............................................................................................................. 6
2.1.1.1.Estrutura interna das formas verbais ........................................................................... 7
2.1.1.2.Estrutura interna das formas verbais ........................................................................... 7
2.1.2.Vozes do Verbo .............................................................................................................. 8
2.1.3.Classificação dos Verbos ................................................................................................ 9
3.Verbo Andar............................................................................................................................... 10
4.Verbo Entender .......................................................................................................................... 11
5.Verbo Sorrir ............................................................................................................................... 11
6.Verbo - estrutura - Radical, vogal temática e desinências ......................................................... 12
6.1.Desinências modo-temporais .............................................................................................. 13
6.2.Desinências modo-temporais do subjuntivo: ...................................................................... 13
6.3.Desinências modo-temporais das formas nominais: ........................................................... 13
6.4.Desinências número-pessoais .............................................................................................. 13
Conclusão...................................................................................................................................... 14
Bibliografias .................................................................................................................................. 15

Autor: Sergio Alfredo Macore Sergio.macore@gmail.com / +258846458829 Pemba - Moz


1.Introdução

O presente trabalho, tem como tema sobre „‟Verbo‟‟. Na verdade, Verbo é a classe de palavras
que se flexiona em pessoa, número, tempo, modo e voz. O que caracteriza o verbo são as suas
flexões, e não os seus possíveis significados. Observe que palavras como corrida, chuva e
nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns verbos mencionados acima; não
apresentam, porém, todas as possibilidades de flexão que esses verbos possuem.

Dai que, as estrutura das Formas Verbais, temos os seguintes elementos: Radical: é a parte
invariável, que expressa o significado essencial do verbo. Por exemplo: Tema: é o radical
seguido da vogal temática que indica a conjugação a que pertence o verbo.

E encontramos três as conjugações: 1ª - Vogal Temática - A - (falar), 2ª - Vogal Temática - E -


(vender) e 3ª - Vogal Temática - I - (partir). E também, encontramos a Desinência modo-
temporal: é o elemento que designa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo:

E por fim, temos Desinência número-pessoal: é o elemento que designa a pessoa do discurso (1ª,
2ª ou 3ª) e o número (singular ou plural).

Contudo, ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos verbos com o conceito de


acentuação tónica, percebemos com facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tónico cai no
radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tónico
não cai no radical, mas sim na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos.

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2.Revisão de Literatura

2.1.Conceito do verbo

Os verbos são palavras que indicam as acções, estados, processos praticados ou sofridos pelo
sujeito, ou que fazem afirmações a seu respeito com indicações de tempo – Presente, Pretérito
(passado) ou Futuro. Maria (2010:24).

1. Os meninos visitam a exposição Leonardo da Vinci.


2. A menina tirou boas notas.
3. O Daniel mostrará o telemóvel aos amigos.
4. A Carolina estava na escola.
5. A Marta adoeceu.

Na primeira frase, a forma verbal (visitam) indica uma acção no Presente.


Na segunda frase, a forma verbal (tirou) indica uma acção no Pretérito Perfeito.
Na terceira frase, a forma verbal (mostrará) indica uma acção no Futuro.
Na quarta frase, a forma verbal (estava) indica um estado no Pretérito Imperfeito.
Na quinta frase, a forma verbal (adoeceu) indica um estado no Pretérito Perfeito.

O verbo é uma classe de palavras mais flexível, mais variável da língua e pode variar em:

2.1.1.Estrutura do verbo

As formas verbais são formadas por uma estrutura morfológica complexa, que se caracteriza pela
combinação, a um radical, de uma vogal temática e de desinências modo-temporais e desinências
número pessoais.

Ex: trabalh-a-sse-m

V = R + VT + DMT + DNP

Conjugar um verbo significa apresentar todas as formas em que um determinado radical pode se
manifestar ao flexionar-se, isto é, ao receber a vogal temática da conjugação a que pertence, as
desinências modo-temporais e as desinências número-pessoais.

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2.1.1.1.Estrutura interna das formas verbais

A vogal temática indica a que conjugação o verbo pertence.

Vogal temática –a: 1ª conjugação: viajar, pesquisar, arrumar.

Vogal temática –e: 2ª conjugação: ter, beber, ver.

Vogal temática –i: 3ª conjugação: partir, fingir, vir.

2.1.1.2.Estrutura interna das formas verbais

Os verbos têm as seguintes categorias de flexão:

Número: singular e plural.

Pessoa: primeira, segunda e terceira.

Modo: indicativo, subjuntivo, imperativo.

Tempo: presente, pretéritos e futuros.

1. Número

Há duas flexões: singular e plural.

Ex: Vendo – singular;

Venderam – plural.

Note que número e pessoa estão interligados:

Eu falo – 1ª pessoa do singular;

Eles falam – 3ª pessoa do plural.

2. Pessoa

1ª Pessoa – é aquela que fala. Ex: eu falo, nós falamos.

2ª Pessoa – é aquela com quem se fala. Ex: tu falas, vós falais.

3ª Pessoa – é aquela de quem se fala.

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3. Modo

Os modos verbais indicam diferentes maneiras de um fato ser expresso. É dividido em:

4. Modo indicativo

Indica um fato certo. Expressa certeza absoluta apresentando o fato de uma maneira real, certa,
positiva.

Ex: Ele canta no teatro hoje à noite. Ele come frutas.

5. Modo subjuntivo

Indica um fato duvidoso, hipotético, incerto.

Ex: Espero que ele volte cedo. Se me falasse, eu te ajudaria.

6. Modo imperativo

Indica ordem, proibição, pedido, conselho, solicitação, mando. É formado por afirmativo e
negativo.

Ex: Fique aqui. (ordem); Não entre na sala. (pedido)

7. Tempo

Tomando como ponto de referência o momento da declaração, os fatos expressos pelo verbo
podem referir-se a um momento presente (o momento em que se fala), a um momento passado
ou pretérito (anterior ao momento em que se fala), ou ainda a um momento futuro (posterior ao
momento em que se fala).

2.1.2.Vozes do Verbo

Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para indicar se o sujeito é agente ou paciente
da acção. São três as vozes verbais:

a) Activa: Quando o sujeito é agente, isto é, pratica a acção expressa pelo verbo.

b) Passiva: Quando o sujeito é paciente, recebendo a acção expressa pelo verbo.


c) Reflexiva: Quando o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente, isto é, pratica e recebe a
acção.

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2.1.3.Classificação dos Verbos

Os verbos em língua portuguesa são classificados em regulares, irregulares, defectivos ou


abundantes. A classificação está condicionada à flexão verbal e não ao significado. Verbo é a
classe de palavras que tem o maior número de flexões na língua portuguesa.

Ou seja, Classificam-se em:

a) Regulares: são aqueles que possuem as desinências normais de sua conjugação e cuja flexão
não provoca alterações no radical. Por exemplo:

 Canto
 Cantei
 Cantarei
 Cantava
 Cantasse

b) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou nas desinências. Por
exemplo:

 Faço
 Fiz
 Farei
 Fizesse

c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação completa. Classificam-se em


impessoais, unipessoais e pessoais.

Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Normalmente, são usados na terceira pessoa do
singular. Os principais verbos impessoais são:

a) Haver, quando sinónimo de existir, acontecer, realizar-se ou fazer (em orações temporais). Por
exemplo:

 Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)


 Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
 Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)

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 Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)

b) Fazer, ser e estar (quando indicam tempo). Por exemplo:

 Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.


 Era primavera quando a conheci.
 Estava frio naquele dia.

c) Todos os verbos que indicam fenómenos da natureza são impessoais: chover, ventar, nevar,
gear, trovejar, amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, "Amanheci mal-
humorado", usa-se o verbo "amanhecer" em sentido figurado. Qualquer verbo impessoal,
empregado em sentido figurado, deixa de ser impessoal para ser pessoal. Por exemplo:

 Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)


 Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
 Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)

d) São impessoais, ainda:

1. O verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo. Ex.: Já passa das seis.
2. Os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição de, indicando suficiência. Ex.: Basta
de tolices. Chega de blasfêmias.
3. Os verbos estar e ficar em orações tais como Está bem, Está muito bem assim, Não fica
bem, Fica mal, sem referência a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse
caso, classificar o sujeito como hipotético, tornando-se, tais verbos, então, pessoais.
4. O verbo deu + para da língua popular, equivalente de "ser possível". Por exemplo:
 Não deu para chegar mais cedo.
 Dá para me arrumar uns trocados?

3.Verbo Andar

 Gerúndio: andando
 Particípio passado: andado
 Infinitivo: andar
 Tipo de verbo: regular, de ligação

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 Transitividade: intransitivo, transitivo indirecto e transitivo directo
 Separação silábica: an-dar

4.Verbo Entender

O verbo entender é frequentemente confundido com o verbo entender. Entender indica,


principalmente, o acto de compreender: Eu entendi a matéria. Já o verbo entender indica,
principalmente, o ato de superintender ou administrar: Eu entendi a empresa durante cinco anos.

 Gerúndio: entendendo
 Particípio passado: entendido
 Infinitivo: entender
 Tipo de verbo: regular
 Transitividade: transitivo directo, transitivo indirecto e pronominal
 Separação silábica: en-ten-der

5.Verbo Sorrir
 Gerúndio: sorrindo
 Particípio passado: sorrido
 Infinitivo: sorrir
 Tipo de verbo: irregular
 Transitividade: transitivo directo, transitivo indirecto, transitivo directo e indirecto,
intransitivo e pronominal
 Separação silábica: sor-rir

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6.Verbo - estrutura - Radical, vogal temática e desinências

Há três elementos que encontramos na estrutura das formas verbais: o radical, a vogal temática e
as desinências. O radical é o portador do "sentido", da "identidade" do verbo. Vamos tomar
como exemplo alguns verbos e seus radicais.

Verbo Radical Correspondente


Andar And-
Entender Entend-
Sorrir Sorri-

A vogal temática, por sua vez, é o elemento que permite a ligação entre o radical e as
desinências. Em português reconhecemos três vogais temáticas:

 -a-, que caracteriza os verbos da primeira conjugação, a exemplo de participar,


determinar, ofertar;
 -e-, que caracteriza os verbos da segunda conjugação, a exemplo de entender,
surpreender, aquecer. Nesta conjugação incluem-se ainda os verbos que derivam de pôr
(supor, compor), visto que sua vogal temática é -e-, cuja origem está na forma arcaica da
língua portuguesa poer, do latim ponere;
 -i-, que caracteriza os verbos da terceira conjugação, a exemplo de reagir, partir, sorrir.

Dá-se ao conjunto formado pelo radical e pela vogal temática de um verbo o nome de tema. Por
fim, a desinência (ou terminação), elemento que, acrescentado ao tema, indica as flexões do
verbo, que podem ser de número, pessoa, modo e tempo.

O radical am-

A vogal temática -a-

1. O elemento -mos, comum às duas formas e que, associado ao pronome nós, traz uma
marca de pessoa (a primeira) e de número (plural);
2. O elemento -re- (variante de -ra-) em amaremos, que aparece em amarei, amarás, amará,
amarão, sendo uma desinência de modo (indicativo) e de tempo (futuro de presente); por

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oposição ao elemento -va- em amávamos, que aparece em amava, amavas, amavam,
sendo uma desinência de modo (indicativo) e de tempo (pretérito imperfeito).

6.1.Desinências modo-temporais

As desinências modo-temporais indicam o modo e o tempo dos verbos.

Desinências modo-temporais do indicativo:

 Pretérito perfeito: -ra- apenas para a 3.ª pessoa do plural.


 Pretérito imperfeito: -va- para a os verbos da 1.ª conjugação e -ia- para os verbos da 2.ª e
3.ª conjugações.
 Pretérito mais-que-perfeito: -ra- átona.
 Futuro do presente: -ra- tônica e –re-
 Futuro do pretérito: -ria-

6.2.Desinências modo-temporais do subjuntivo:

 Presente: -e- para a os verbos da 1.ª conjugação e -a- para os verbos da 2.ª e 3.ª
conjugações.
 Pretérito imperfeito: -sse-
 Futuro: -r-

6.3.Desinências modo-temporais das formas nominais:

 Gerúndio: -ndo
 Particípio: -do
 Infinitivo: -r

6.4.Desinências número-pessoais

As desinências número-pessoais indicam o número e a pessoa verbal.

1.ª Pessoa do singular: -o no presente do indicativo e –i no pretérito perfeito do indicativo e no


futuro do presente.

2.ª Pessoa do singular: -s e –ste no pretérito perfeito do indicativo.

3.ª Pessoa do singular: -u no pretérito perfeito do indicativo.

Autor: Sergio Alfredo Macore Sergio.macore@gmail.com / +258846458829 Pemba - Moz


Conclusão

Chegando o fim deste trabalho, conclui-se que, um verbo é uma palavra que indica
acontecimentos representados no tempo, como uma acção, um estado, um processo ou um
fenómeno. Os verbos flexionam-se em número, pessoa, modo, tempo, aspecto e voz. As orações
e os períodos desenvolvem-se em torno de um verbo. Falamos agora mesmo que o verbo é
justamente o que transforma uma frase ou período em uma oração. Por isso, dizemos que ele é
um dos termos essenciais da oração, fazendo parte do predicado.

De modo geral, estamos acostumados a pensar o verbo como a palavra que indica uma acção,
mas, na verdade, ele pode exprimir também:

 Estado (“Eu estou cansada”);


 Mudança de estado (“Ele se tornou o melhor da turma”);
 Fenómeno da natureza (“Nevou em Gramado”);
 Existência (“Havia muitos textos disponíveis na plataforma);
 Desejo (“Quero fazer mais tarefas para a Rock”);
 Conveniência (“O trabalho de freelancer me convém”).

Para sintetizar tudo isso, o gramático Ernani Terra define o termo como “palavra variável em
pessoa, número, tempo, modo e voz que exprime um processo, isto é, aquilo que se passa no
tempo”.

Autor: Sergio Alfredo Macore Sergio.macore@gmail.com / +258846458829 Pemba - Moz


Bibliografias

http://twitter.com/elienelacerda - Professora Eliene Lacerda.

https://docente.ifrn.edu.br/franciscoarruda/disciplinas/el etro2av/ - Professor Francisco Arruda.

Luísa Oliveira e Leonor Sardinha. Saber Português Hoje. Didáctica Editora, Brazil, São Paulo,
2005.

Maria José Costa e Maria Emília Traça. Na Companhia das Letras. Porto Editora, 2010, S.Paulo.

Autor: Sergio Alfredo Macore Sergio.macore@gmail.com / +258846458829 Pemba - Moz