Você está na página 1de 7

ATIVIDADE 1 Orlando Francisco de Jesus Neto

1. Como chefe de um programa estadual de triagem neonatal, você é solicitado a

avaliar um teste novo, para um distúrbio bioquímico que é fatal na infância. A decisão de adicionar este novo teste ao programa de triagem neonatal é baseada em qual dos seguintes fatores:

Resposta: d) Há um tratamento efetivo para a doença se for diagnosticada bem cedo.

2. Quando um gene de uma doença, ainda não foi identificado, mas se dispõe de uma

série de famílias afetadas e indícios da região cromossômica que provavelmente o gene se localiza; qual o melhor método para saber se a pessoa possui a chance de ter herdado ou herdará (caso de análise de material fetal) este gene? Quais são as desvantagens dessa abordagem? Resposta: O melhor método para avaliar se a pessoa possui a chance de ser herdar ou transmitir o gene de uma doença é através de diagnóstico pré-sintomático, com o desenvolvimento do diagnóstico genético por meio de análise de ligação e detecção direta de mutação, o diagnóstico pré-sintomático se tornou viável para muitos distúrbios genéticos, como o câncer de mama. A análise de ligação e o diagnóstico direto de mutação foram usados para testes de diagnósticos dentro de famílias para diagnósticos pré-natal de doenças genéticas e triagem populacional, sendo esta segunda impraticável e recomendável somente em pessoas em risco, geralmente devido ao diagnóstico familiar positivo.

3. Quais são as principais vantagens e desvantagens da análise direta da mutação

por RFLPs? Resposta: Comparados às isoenzimas, os marcadores RFLP possuem a vantagem de cobrir todo o genoma do organismo estudado. Possuem expressão co-dominante, isto é, em cada loco estudado é possível identificar genótipos hetero e homozigotos, gerando mais informações e permitindo uma análise detalhada da ação gênica e da interação entre os alelos. Ao contrário das isoenzimas, o número de marcadores RFLP é praticamente ilimitado, e o nível de polimorfismo alélico em cada loco é muito maior. Outra característica de marcadores de DNA em relação à isoenzimas é a alta estabilidade do DNA, que pode ser extraído, conservado e reutilizado por longos períodos de tempo. As membranas de hibridização também podem ser conservadas e reutilizadas por 15 ou mais vezes, o que assegura que o processo de obtenção das mesmas seja compensado por seu prolongado uso. Porém a técnica de RFLP apresenta uma série de limitações neste aspecto, uma vez que envolve vários passos intensivos em mão de obra. Outra limitação que se apresenta ao se iniciar um projeto é a inexistência de uma. Frequentemente, ao se iniciar um projeto não há uma biblioteca de sondas disponível, esta, portanto, deverá ser obtido em outro laboratório, o que leva vários meses. O uso de RFLP requer um pessoal técnico habilitado para a manipulação de DNA recombinante, neste aspecto é uma técnica mais complexa do que a isoenzimas. Estes aspectos têm tornado limitado o uso do RFLP. Um outro detalhe é que apenas 5% das mutações causadoras de doença podem afetar sítios de restrição conhecidos.

4.

Qual a importância dos marcadores polimórficos no genoma humano?

Resposta: Com o mapeamento dos marcadores polimórficos, localizar genes a partir de estudos de ligações tornou-se relativamente simples, facilitando a identificação de novos genes e precisar caso ele esteja ligado a alguma doença genética, pois há sempre um

caminho para descobrir a função do gene.

5. O que é fase de ligação?

Resposta: É uma expressão que se refere ao fato de estarem os genes no mesmo cromossomo (fase de acoplamento) ou em homólogos diferentes (fase de repulsão). Em famílias de três gerações, a fase de ligação nos indivíduos da segunda geração pode ser óbvia pela simples inspeção do heredograma. A fase acoplada, é a condição na qual os dois alelos dominantes (ou recessivos) tem maior probabilidade de penetrar simultaneamente em um gameta e fase de repulsão, é a condição na qual o alelo dominante de um gene e o alelo recessivo de outro gene tem maior probabilidade de

penetrar simultaneamente em um gameta.

6. Em uma doença como a fibrose cística, causada por mais de 1.200 mutações no

gene CFTR, localizado em 7q31, com 190 kb de DNA; qual a desvantagem da análise direta da mutação pelo método ASO? Resposta: Qualquer alteração na sequência do gene pode ser identificada por esse sistema, desde que esta alteração já tenha sido descrita. Ou seja, como ela pode ter 1200 mutações pode ser bastante trabalhoso compará-las com outras descrições existentes.

7. O primeiro exon para o gene selvagem da globina é cortado duas vezes pela

enzima de restrição DdeI (C↓TNAG, onde N é igual a qualquer nucleotídeo),

produzindo dois fragmentos de 175 e 201 pb. A mutação causando a anemia

fragmentos de 175 e 201 pb. A mutação causando a anemia  . Abaixo são dados

. Abaixo são dados os diagramas de três famílias que se submeteram a amniocentese e comparados os RFLPs do gene da globina dos pais com o dos fetos. Com base nos genótipos mostrados no diagrama diga em qual deles os pais são ambos portadores (heterozigotos) e o feto afetado (homozigoto que porta os dois genes mutados).

são ambos portadores (heterozigotos) e o feto afetado (homozigoto que porta os dois genes mutados). Resposta:

8. Estude a família mostrada no heredograma da Figura abaixo. O indivíduo II-1

possui fenilocetonúria (PKU), um distúrbio autossômico recessivo. Um RFLP de dois alelos intimamente ligados ao loco (locus) da PKU foi testado para cada membro da família, e a Figura mostra os genótipos de cada indivíduo. Os alelos marcadores têm 5 kb e 3 kb de tamanho. Com base nos genótipos do marcador ligado, o indivíduo II-4 pode ser: afetado, um portador heterozigoto ou um homozigoto normal?

afetado, um portador heterozigoto ou um homozigoto normal? Resposta: Será afetado. 9. Estude a família mostrada
afetado, um portador heterozigoto ou um homozigoto normal? Resposta: Será afetado. 9. Estude a família mostrada

Resposta: Será afetado.

9. Estude a família mostrada no heredograma abaixo. Os três indivíduos afetados,

na geração II e o pai I1, possuem a neurofibromatose tipo 1 (NF1), uma condição autossômica dominante. Um sistema de microssatélites com quatro alelos intimamente ligados ao lócus NF1 foi tipado para cada membro da família. Com base nos genótipos mostrados na Figura abaixo, o indivíduo II-4 vai desenvolver

NF1?

na Figura abaixo, o indivíduo II-4 vai desenvolver NF1? Diagrama da família mostrada no heredograma para

Diagrama da família mostrada no heredograma para o locus marcador do gene NF1

mostrada no heredograma para o locus marcador do gene NF1 Resposta: O gene da doença NF1

Resposta: O gene da doença NF1 está no mesmo cromossomo que o alelo 1 no pai afetado. Assim, o indivíduo II-4, que herdou o alelo 2 de seu pai, não deve ser afetado.

10. Uma família, pai, mãe e filho com síndrome de Down; é estudada por RFLPs do

cromossomo 21. Um destes RFLPs tem alelos de 7, 6, 5 e 4 kb. Abaixo é mostrado o resultado do diagrama de Southern. Você pode dizer em qual genitor ocorreu a não disjunção? Pode dizer em qual estágio da meiose?

a não disjunção? Pode dizer em qual estágio da meiose? Resposta: Não disjunção de origem paterna.

Resposta: Não disjunção de origem paterna. Casos de trissomia do 21 de origem paterna resultam da não disjunção na meiose I ou na meiose II.

11. Descobriu-se que o lócus da doença de Huntington (HD) está proximamente

ligado a um polimorfismo de DNA no cromossomo 4. No mesmo estudo, entretanto, a ligação foi excluída entre HD e o lócus para o polimorfismo do grupo sangüíneo MNSs, que também está mapeado no cromossomo 4. Qual é a explicação para isso? Resposta: os loci HD e MNSs estão mapeados distantes no cromossomo 4 e, assim sendo, não estão ligados. Sua distância favorece crossing-over.

12. O heredograma abaixo mostra uma família com um distúrbio de herança autossômica dominante. Cada membro foi tipado com um marcador de microssatélite com quatro alelos, como mostrado no auto-radiograma correspondente. Determine a fase de ligação para o distúrbio e o lócus marcador no homem afetado II1. Com base na meiose que produziu a prole na geração II, qual a freqüência de recombinação para o marcador e o lócus da doença?

de recombinação para o marcador e o lócus da doença? Resposta: O homem afetado na geração

Resposta: O homem afetado na geração II herdou o alelo da doença e o alelo 1 do marcador de seu pai afetado, e ele herdou um alelo normal e um alelo 2 do marcador da mãe. Consequentemente, o alelo da doença deve estar no cromossomo que contém o alelo marcador 1 neste homem (fase de ligação). Como ele se casou com uma mulher que é heterozigota para os alelos marcadores 3 e 4, esperamos observar o alelo 1 no filho afetado sob a hipótese de ligação. O indivíduo III-5 possui o genótipo 2,4 para o

marcador, mas é afetado, e o indivíduo III-7 possui o genótipo 1,3, mas é normal. Ambos representam recombinantes. Assim, existem duas recombinações observadas em oito meioses, dando uma taxa de recombinação de 2/8 ou 25%.

13. Considere o heredograma abaixo. Aqui um gene autossômico recessivo, responsável por um distúrbio, está sendo transmitido. A condição de portador do gene é estabelecida com base em dosagem enzimática. Cada membro da família foi tipada para um polimorfismo de microssatélite de cinco alelos. Qual a frequência de recombinação entre o polimorfismo de microssatélite e o lócus do distúrbio? Observe que aqui se trata de um gene autossômico recessivo, portanto considere 10 meioses ao analisar a geração III.

portanto considere 10 meioses ao analisar a geração III. Resposta: Esses casamentos nos permitem estabelecer a

Resposta: Esses casamentos nos permitem estabelecer a fase de ligação em indivíduos II-1 e II-2, os genitores do indivíduo na geração III. O alelo da doença está no mesmo cromossomo que o marcador 4 no indivíduo II-1, e no mesmo cromossomo que o marcador 5 no indivíduo II-2. Sob a hipótese de ligação, poderíamos prever que os filhos que herdarem os marcadores 4 e 5 serão homozigotos para o alelo da doença e, assim, afetados; filhos que herdarem ou o marcador 4 ou o 5 serão portadores heterozigotos, e os filhos que não herdarem nem o marcador 4 nem o 5 serão homozigotos normais. Note uma diferença importante entre os heredogramas autossômicos recessivos e os dominantes na estimativa das frequências de recombinação; aqui ambos genitores têm um alelo causador da doença. Assim podemos avaliar todas as 10 meioses contribuintes para a geração III para recombinação entre a doença e os loci marcadores. Nenhuma recombinação é vista nos primeiros quatro filhos; entretanto o indivíduo III-5 é homozigoto normal, mas herdou o alelo 5 de sua mãe. Assim, uma recombinação em 10 meioses gera uma frequência de 1/10 ou 10%.

14. O heredograma que se segue mostra um exemplo de diagnóstico molecular na

síndrome de Wiskott-Aldrich (WA), uma imunodeficiência ligada ao X, usando-se um polimorfismo de DNA ligado a uma distância de mapa de aproximadamente 5cM entre o lócus polimórfico e o gene da WA.

A) Qual a provável fase de ligação na mãe portadora? Como você determina isto? Você

pode confirmar ou excluir que o feto é portador da WA?

B) Na família descrita se descobriu que o avô materno torna-se disponível para o teste

de DNA e apresenta o alelo B no lócus ligado. Como, este achado, afeta sua determinação da fase na mãe? O que você conclui sobre o filho afetado? Que outros estudos devem ser

feitos para verificar isto? Que diagnóstico você faria com relação ao atual diagnóstico pré-natal?

você faria com relação ao atual diagnóstico pré-natal? 15. Por que são utilizadas duas células do

15. Por que são utilizadas duas células do blastômero quando se quer saber da

possibilidade de um embrião portar um determinado genótipo? Resposta: Utilizam-se duas células para evitar “falha alélica”.

16. Determine de qual suspeito deve ser o DNA, da amostra encontrada na cena do

crime. Lembre-se que, hoje, este método do fingerprinting não é o melhor exame de escolha para criminalística forense.

é o melhor exame de escolha para criminalística forense. Resposta: Miss Scarlett é a dona do

Resposta: Miss Scarlett é a dona do DNA encontrado na cena do crime.

17. Determine qual par é gêmeo monozigótico e qual não é; baseado no figerprinting abaixo.

17. Determine qual par é gêmeo monozigótico e qual não é; baseado no figerprinting abaixo. Resposta:

Resposta: B e C.