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PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO.

Professor Antonio Sacca

BELO HORIZONTE

2014

Professor Antonio Saccá


1. Introdução
2.1. Representatividade da carga tributária brasileira.
Estudo concluído no dia 4 de março de 2013, pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário)
indica que a carga tributária brasileira em 2012 chegou a 36,27% do PIB. Um aumento em relação a 2011,
período em que foi registrado o percentual de 36,02%.

O estudo do IBPT concluiu que a arrecadação tributária chegou a R$ 1,59 trilhão em 2012, contra R$ 1,49
trilhão registrado em 2011. Nominalmente, houve crescimento de 7,03% na arrecadação tributária,
enquanto que o PIB variou 6,26%.

Fonte: www.ibpt.com.br/.../Carga tributaria-recorde-em-2012-36-27-do-PIB - 04/03/2013


O estudo demonstra que a arrecadação para o INSS(Instituto Nacional de Seguridade Social) foi o item
que registrou maior crescimento, de R$ 30,73 bilhões em relação ao ano de 2011.
- O ICMS vem em segundo lugar, com R$ 28,48 bilhões;
- COFINS, em terceiro com R$ 16,39 bilhões e;
- O Imposto de Renda, em quarto com R$ 14,33 bilhões.

Desta forma:
- Os tributos federais apresentaram crescimento de R$ 65,38bi
- Os estaduais, de R$ 31,38 bilhões e;
- Os municipais, de R$ 8,11 bilhões.
Fonte: www.ibpt.com.br/.../Carga tributaria-recorde-em-2012-36-27-do-PIB - 04/03/2013

3. Planejamento Tributário Estratégico.


O gerenciamento das obrigações tributárias não pode ser mais considerado como necessidade cotidiana,
mas sim como algo estrátegico dentro das organizações, independentemente de seu porte ou setor.
Entende-se por planejamento tributário estratégico o conjunto do estudo das alternativas lícitas de
formalização jurídica de determinada operação, antes da ocorrência do fato gerador, para que o
contribuinte possa optar por aquela que apresente o menor ônus tributário. É uma maneira licita de reduzir
a carga fiscal.

No que constitui o Planejamento Tributário Estratégico?

Qualquer que seja a forma de tributação escolhida pela empresa, pode-se verificar que a falta de um
planejamento estratégico tributário pode deixar a empresa mal preparada aos investimentos futuros e uma
possível deficiência de caixa, que gera um desgaste desnecessário de investimentos forçados para
cobertura de gastos que não estavam previstos.
A necessidade de medir os gastos deve ser minuciosa. Deve-se procurar estar atendo a todas as cobranças
tributárias, questionando:
O que estamos pagando?
Quanto estamos pagando?
Porque estamos pagando?
É possivel diminuir esse gasto sem promover o mau andamento dos negocios da empresa?
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O planejamento tributário estratégico, no entanto, não pode ser confundido com sonegação ou fraude, ou
seja, toda a ação ou omissão dolosa tendente a impedir ou a retardar, total ou parcialmente, o
conhecimento por parte da autoridade fazendaria da ocorrência do fato gerador da obrigação principal.

No planejamento tributário estratégico, a empresa passa a desenvolver sua atividade de forma estritamente
preventiva, projetando de forma clara os atos e fatos administrativos, objetivando a informação de quais
são os ônus tributários em cada uma das opções legais disponiveis.

De todas as formas legais de planejamento estratégicos tributário, é necessário que o contribuinte esteja
bem assessorado por uma equipe especializada que saiba realizar o planejamento de tributos sem alterar as
obrigações, quando o fato gerador assim o fizer.

Responsabilidade da Contabilidade Tributária.

O contador precisa conhecer com grande profundidade a legislação tributária, em virtude de suas
responsabilidades quanto à eficácia e eficiência nesse gerenciamento. Desta forma esta sob a sua
responsabilidade:
a) Orientar, treinar e supervisionar os funcionários do setor Fiscal, controlando os prazos de recolhimentos
dos impostos diversos.
b) Acompanhar a apuração fiscal e o registro contábil das provisões relativas aos tributos devidos.
c) A orientação fiscal para todas as unidades da empresa (filiais, fabricas, departamentos, depositos, etc)
ou das empresas do grupo (controladas, coligadas, parceiras em joint ventures,etc).
d) Realizar o planejamento estratégico dos tributos.

Desta forma, para alcançar êxito nessa atividade, o contador precisa ter solidos conhecimento sobre:
a) Os diversos incentivos fiscais existentes que permitem a redução de tributos federias, estaduais e
municipais.
b) Todas as situações em que é possivel o crédito tributário, principalmente em relação aos chamados
impostos não acumulativos.
c) Todas a situações em que é possivel o diferimento (postergação) dos recolhimentos dos impostos,
permitindo um melhor gerenciamento do fluxo de caixa.
d) Todas as despesas e provisões dedutiveis e indedutiveis.

4. A Legislação Tributária e o Planejamento Legal.


A obrigação tributária é ex-lege (A expressão ex lege é uma expressão latina que significa "por força da
lei" ou "que decorre da letra da lei“).

Essa é a razão pela qual a vontade das partes não pode ser alterada ou modificada, uma vez ocorrido o fato
gerador, que por sua vez é a obrigação tributária principal que tem como objetivo o pagamento do tributo.
É a situação descrita em lei que, uma vez concretamente localizado no tempo e no espaço, determina a
transferência juridica, em favor do Estado, da titularidade de certa quantia.

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Conceitos a serem observados.
Atualmente existem, no Brasil, cerca de 61 tributos vigente com diversas leis e regulamentos sendo
constantemente alterados.

Neste ambiente, se faz necessário interpretar corretamente o conceito do que vem a ser tributo.

Tributos.
Nos termos do artigo 3º do Código Tributário Nacional, é prestação pecuniária compulsória, em moeda ou
cujo valor nela possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante
atividade administrativa plenamente vinculada.

No Brasil, os tributos têm as seguintes funções:


a) Fiscal: Quando tem como objetivo a arrecadação de recursos financeiros para o Estado. Imposto de
Renda, por exemplo.

b) Extrafiscal: Quando o objetivo é interferir no domínio econômico, buscando regular determinados


setores da
economia. As mudanças no IPI possuem essa função.

c) Parafiscal: Quando ocorre a delegação, pela pessoa política (União, Estados-Membros, Distrito Federal
e Municípios), mediante lei, a terceiros como: autarquia, órgãos paraestatais, profissionais ou sociais, de
forma que este arrecade o tributo, fiscalize sua exigência e utilize-se dos recursos auferidos para a
consecução de seus fins. Por exemplo, a contribuição anual paga ao CREA, OAB, CRC, CRM, CRO, etc.

Nota: Excluídos do conceito de tributo estão todas as obrigações que resultem de aplicação de pena ou
sanção, como por exemplo: multa de trânsito.

Os tributos formam a receita da União, Estados e Municípios e abrangem:


I- Imposto.
II- Taxa.
III- Contribuição de Melhoria.
IV- Contribuição Social.
V- Empréstimo Compulsório.

I. Imposto.
Nos termos do Art.16 do CTN (Código Tributário Nacional), imposto é o tributo cuja obrigação tem por
fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal especifica, relativa ao contribuinte.
Portanto, não há que falar em troca, pois o imposto é cobrado em virtude de um acontecimento
desencadeador e caracterizador do imposto, ao que denomina-se fato gerador do imposto, e por tal
pagamento o governo não precisará prestar qualquer serviço ou melhoria ao contribuinte, isso a rigor e
respeitando-se as cláusulas estabelecidas em lei.

Os impostos podem ser classificados:

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a) Direto: quando em uma só pessoa reúnem-se as condições de contribuintes: De fato (aquele que arca
com o ônus representado pelo tributo) e de direito (aquele que é responsável pelo cumprimento de todas as
obrigações tributárias prevista na legislação). Ou seja, refere-se aos impostos que não há compensação, ou
repasse num primeiro momento ao preço da mercadoria, como por exemplo: IRPJ, CSLL, IRRF, IPVA,
IPTU etc.

b) Indireto: são aqueles em que o contribuinte legal apenas recolhe o valor exigido na apuração que é
suportada de fato pelo consumidor final. Nessa modalidade, existe a compensação do imposto na compra
de insumos para revenda ou para industrialização; exemplificando, é gerado o efeito cascata até que o
imposto acabe por se pago pelo consumidor ou usuário final, como por exemplo: ICMS, IPI, PIS e
COFINS, etc.

II. Taxa.
Nos termos do Art.77 do CTN (Código Tributário Nacional) taxa é o tributo que tem como fato gerador o
exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos
e divisíveis prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição.

A taxa, portanto, envolve uma atividade estatal (União, Estado Distrito Federal e Município) específica em
relação ao contribuinte, como por exemplo: Taxa de luz pública só podem ser cobradas pelos municípios.
Não necessariamente quem paga a taxa vai usar o serviço, apenas terá o serviço à disposição.

III. Contribuição de Melhoria.


Nos termos do Art.81 do CTN (Código Tributário Nacional), a contribuição de melhoria cobrada pela
União, Estados, Distrito Federal e Municípios no âmbito de suas respectivas atribuições é instituída em
face do custo de obras públicas de que decorra a valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa
realizada (custo da obra) e como limite individual o acréscimo de valor que resultar da obra para cada
imóvel beneficiado, como por exemplo: Quando o município cobra pelo asfalto de uma rua dos munícipes
residentes no local. Além disso, este tributo é recolhido especificamente pelo próprio Ente Público.
O art.5º do CTN indica que são espécies de tributos os impostos, as taxas e as contribuições de melhorias.
No entanto, o Art.217 do próprio CTN, acrescentado pelo Decreto-Lei nº 27, de 14/11/1966, já mostrava
que havia uma quarta espécie, que era a Contribuição Social, pois já se fazia referência à contribuição
sindical, quotas da previdência, contribuição do fundo de assistência e contribuição do FGTS.

A Constituição Federal de 1988 no seu Capitulo I, denominado de “Sistema Tributário Nacional”


ampliou, conforme artigos 145, 146 e 149 as espécies tributárias incluindo a Contribuição Social e o
Empréstimo Compulsório.

IV. Contribuição Social.


O Art.149 da Constituição Federal, prevê que compete exclusivamente à União instituir:
a) Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico.
b) Contribuições de interesse das categorias profissionais e econômicas.
c) Dispõe ainda, o artigo, que os Estados, Distrito Federal e os Municípios poderão instituir Contribuições,
cobradas de seus servidores, para custeio, em benefício destes, de sistema de previdência e assistência
social.
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Desta forma, a Contribuição Social é o tributo destinado a custear atividades especificas que não são
inerente a função do estado, tais como:
a) Contribuições de intervenção no domínio econômico. São contribuições de natureza extrafiscal.
Exemplo: Salário-educação e o FGTS, recolhidos pelas empresas no objetivo de financiar o custeio do
Ensino Fundamental e arrecadar recursos para financiar o Sistema Financeiro de Habitação,
respectivamente.

b) Contribuições de interesse de categorias profissionais e econômicas.


Exemplo: Contribuição Sindical, Contribuição destinada a órgãos fiscalizadores do exercício da profissão,
tais como: CREA, OAB, CRC, CRM, CRO, etc.

c) Contribuição para o custeio da seguridade social.


A Seguridade Social compreende a Previdência Social, a Assistência Social e a Saúde. Estabelece o
art.195 da Constituição Federal, que as contribuições destinadas ao financiamento da seguridade social são
provenientes:
c.1 – Da parte que cabe dos empregadores, das empresas e da entidade a ela equiparada na forma da lei,
incidente sobre a Folha de Pagamento e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer
título, à pessoa física que lhe presta serviço, mesmo sem vinculo empregatício.
c.2 – Do trabalhador e demais segurados da previdência social, tais como: empregados domésticos,
temporários, autônomo, empresário, etc.
c.3 – Da receita de concursos de prognósticos, tais como: loto, sena, loteria esportiva e federal, etc.

V. Empréstimo Compulsório.
Previsto na Constituição Federal, conforme Art.148 e também no Capitulo I que trata do Sistema
Tributário Nacional, o empréstimo compulsório é considerado um tributo e consiste na tomada
compulsória de certa quantidade em dinheiro do contribuinte a título de "empréstimo", para que este o
resgate em certo prazo, conforme as determinações estabelecidas por lei.

Desta forma, o empréstimo compulsório tem por objetivo:


a) Atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade publica, de guerra ou sua iminência,
podendo ser cobrado no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicado a lei.
b) No caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, não podendo ser
cobrado no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicado a lei que o instituiu ou aumentou.

Exemplo ocorrido no Brasil foi por ocasião do Plano Cruzado, no qual foi instituído o empréstimo
compulsório sobre:
a) Taxação em 28% no álcool e na gasolina.
b) Taxação nas viagens ao exterior e
c) Taxação sobre as compras de dólares.

5. Obrigação Tributária.
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5.1. A relação jurídica tributária é obrigacional e envolve.
a) Sujeito ativo (Estado), que é a pessoa que pode exigir a obrigação tributaria.
b) Sujeito passivo (Contribuinte), que é a pessoa física ou jurídica obrigada pela lei a cumprir a
prestação tributária.
c) Causa (Operação), que a lei determina como a obrigação jurídica tributária, não deixando
simplesmente prevalecer à vontade da pessoa.
d) Objeto (Obrigações), que é a prestação positiva ou negativa a que esta obrigado o contribuinte em
decorrência da lei.
A lei descreve a hipótese de incidência, a situação hipotética em que o contribuinte terá ou não de pagar o
tributo. Ocorrida a hipótese de incidência, temos o fato gerador da obrigação tributária.

O fato gerador faz nascer a relação tributária.

O sujeito passivo terá a obrigação ou não de pagar o tributo ao sujeito ativo. Tem, portanto, a obrigação
tributária natureza publica, proveniente da previsão legal e não em decorrência da vontade da pessoa. Só
pode ser a obrigação tributária alterada por força de lei.

5.2. Fato Gerador da obrigação tributária.


Fato gerador é a situação de fato ou de direito que dá ensejo à obrigação tributária, incidindo o tributo.

Neste caso, não podemos utilizar como sinônimo de Fato Gerador, a expressão Hipótese de Incidência,
pois:
a) Hipótese de incidência é a situação abstrata, hipotética, descrita na lei para a incidência do tributo. É
uma simples previsão legal, é a descrição na lei do fato gerador.
b) Fato gerador é a situação concreta para a incidência do tributo. É a efetivação da hipótese de
incidência prevista na lei.

5.3. Competência Tributária.


No exercício de sua competência tributária o Estado pode definir, para determinadas operações, as
condições de:
a) Isenção: é a exclusão, por lei, de parcela da hipótese de incidência, ou suportar fático da norma de
tributação, sendo o objeto da isenção a parcela que a lei retira dos fatos que realizam a hipótese de
incidência da regra de tributação.
Exemplo: A isenção de impostos (ICMS e IPI) e o portador de deficiência. Ao comprar o veículo, o
portador de deficiência física tem direito a isenção de impostos como o IPI, o ICMS e ainda o IPVA.
b) Imunidade: é o obstáculo decorrente da regra da Constituição à incidência de regra jurídica de
tributação. O que é imune não pode ser tributado. A imunidade impede que a lei defina como hipótese de
incidência tributária o que é imune. É limitação da compentência tributária.
Exemplo: A Constituição Federal estabelece no seu Art.150, a relação de imunidades de impostos sobre o
patrimônio, renda e serviços, bem como com relação à contribuição patronal da previdência pública sobre
pessoas juridicas sem fins lucrativos (Templos religiosos, Partidos Politicos, Entidades Filantropicas, etc.)
c) Não-Incidência: em linhas gerais, por não-incidência entende-se a não-ocorrência do fato gerador, em
virtude de a legislação não descrever a situação como hipótese de Incidência.
Exemplo: O RICMS prevê que o ICMS Não Incide sobre:
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I – operações com livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão;
II – operações e prestações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos primários e produtos
industrializados semi-elaborados, ou serviços;
III – operações interestaduais relativas à energia elétrica e petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis
líquidos e gasosos dele derivados, quando destinados à industrialização ou à comercialização;
IV – operações com ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial.

d) Diferimento: instituto pelo qual, em certas operações caracterizadas por sucessivas etapas de
comercialização, o legislador elege uma desas fases como o fato jurídico tributário, ou seja, o legislador
elegerá o momento efetivo da cobrança dos impostos.
Exemplo: O RICMS prevê que o ICMS fica deferido sobre (Anexo II – Art.8º do RIMCS):
Art. 1º Fica diferido o pagamento do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e
sobre Prestação de Serviços de Transportes Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), nas
operações internas realizadas pelo produtor, com gado bovino, carvão, pimenta-do-reino e borracha
natural e, ainda, com cacau, exceto quando este for destinado a estabelecimentos industriais"
Parágrafo único. Interrompe-se o deferimento:
I - na saída do produto do estabelecimento adquirente, exceto para outro estabelecimento produtor em se
tratando de gado bovino;
II - na saída para outra unidade da Federação;
III - na saída para o exterior;
IV - na saída para consumidor final.

e) Suspensão: nesses casos, verifica-se a ocorrência do fato gerador do imposto, sendo apenas postergado
para o momento futuro e certo seu pagamento.
Exemplo: O RICMS, prevê no seu Art.319 a suspensão do ICMS nas operações internas de remessa de
mercadoria a titulo de Demonstração, desde que retornem ao estabelecimento de origem no prazo de 60
dias, contados da data de saida, se neste prazo não for realizada a transmissão de sua propriedade.

f) Substituição Tributária: caracteriza-se pela condição do estado de atribuir a contribuinte do imposto a


responsabilidade de seu pagamento, hipótese em que o mesmo será denominado de substituto tributário.
Exemplo: Art. 20 do RICMS – Anexo XV = Operações de venda de Cerveja, chope, refrigerante, água
mineral ou gelo, bebidas hidroeletrolíticas (Isotônicas) e Energéticas. Cimento de qualquer espécie, exceto
branco.

6. A Incidência dos Tributos.


A incidência dos tributos depende da previsão legal, da caracterização do fato gerador do tributo, da
determinação da base de cálculo e alíquota aplicável. Os tributos surgem como uma consequência dos
relacionamentos entre os indivíduos/organização e o ambiente no qual estão inseridos.

A exemplo disto, as empresas escolhem os ambientes nos quais irão implementar suas fabricas, suas lojas
e seus escritórios. A escolha da localização geográfica da empresa para realização de suas atividades
influencia o valor do tributo a ser pago ao ente governamental. Por exemplo, as alíquotas do ISS e do
ICMS e outros tributos variam de Município e de Estado respectivamente.
Outros aspectos determinantes que impactam o valor do tributo a ser pago pelas organizações são:
a) As atividades escolhidas – produtos e serviços.
b) O porte da empresa - faturamento.

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Considerando o impacto da carga tributária sobre o resultado das organizações, a contabilidade organiza a
apresentação dos tributos, considerando a seguinte classificação:
a) Incidentes sobre o Lucro.
b) Incidentes sobre as Receitas.

7. LUCRO REAL.
7.1. Conceito.
É à base de cálculo do imposto sobre a renda apurada segundo registros contábeis e fiscais efetuados
sistematicamente de acordo com as leis comerciais e fiscais.

Data de Apuração.
Para efeito da incidência do imposto sobre a renda, o lucro real das pessoas jurídicas deve ser apurado na
data de encerramento do período de apuração que encerra-se:
a) nos dias 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro, no caso de apuração trimestral do
imposto de renda;
b) no dia 31 de dezembro de cada ano-calendário, no caso de apuração anual do imposto de renda;
c) na data da extinção da pessoa jurídica, assim entendida a destinação total de seu acervo líquido;
d) na data do evento, nos casos de incorporação, fusão ou cisão da pessoa jurídica.

7.2. Principais Características.


São características especiais da tributação com base no lucro:

Balanço Patrimonial.
O regime de tributação com base no lucro real exige o levantamento de Balanços Patrimoniais,
fundamentados nas normas das legislações comerciais e fiscais e de acordo com os Princípios
Fundamentais de Contabilidade.

Os Balanços são levantados ao final de cada trimestre ou de cada ano, de acordo com o período de
apuração escolhido pela pessoa jurídica.

Apuração do Lucro Real.


O lucro real é apurado a partir do lucro efetivo da pessoa jurídica, ou seja, do resultado das receitas,
ganhos e rendimentos auferidos, deduzidos dos custos, das despesas e das perdas, demonstrados através da
escrita contábil.

O lucro real corresponde ao resultado contábil ajustado pelas adições e exclusões ou compensações
estabelecidas em lei, que são feitas extra contabilmente através do Livro de Apuração do Lucro Real -
LALUR.

Pagamento do Imposto de Renda.


O Imposto de Renda é pago:
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a) trimestralmente, em quota única ou em até 3 parcelas mensais, iguais e consecutivas, se a empresa optar
pela apuração trimestral do imposto;
b) mensalmente, pelo regime de estimativa, se a empresa optar pela apuração anual do imposto. Nesse
caso, se apurada diferença positiva entre o imposto estimado pago e o devido anualmente, esta deverá ser
recolhido até o último dia útil de março do ano-calendário seguinte.

7.3. Principais Vantagens e Desvantagens.


A forma de tributação com base no lucro real implica as principais vantagens:
a) Cálculo do Imposto com base no lucro efetivo: Como o imposto incide sobre o lucro efetivo da pessoa
jurídica, não existe possibilidade de pagamento a maior ou a menor do que o devido.
b) Compensação de prejuízos: O prejuízo compensável é o apurado na demonstração do lucro real (IRPJ)
e registrado no LALUR. A compensação poderá ser total ou parcial, em um ou mais períodos de apuração,
à opção do contribuinte, desde que respeitados:
• O limite de 30% (trinta por cento) do referido lucro líquido Ajustado (exceto nas empresas rurais e
nas titulares de Programas Especiais de Exportação - Befiex - aprovados até 03/06/1993);
• Para fins de CSLL, o lucro líquido, depois de ajustado pelas adições e exclusões prescritas ou
autorizadas pela legislação da CSLL, poderá ser reduzido pela compensação de Bases de Cálculo
Negativas da CSLL de períodos de apuração anteriores em até, no máximo, 30% (trinta por cento)
do referido lucro líquido ajustado.
c) Deferimento de Lucros e Ganhos e Apropriação de Despesas Incorridas: O lucro real consagra o
“Regime de Competência” para tributação das receitas, rendimentos, lucros e ganhos e para dedução de
despesas, custos e perdas. Em função disso, as receitas apenas devem ser incluídas na apuração do
resultado do período em que forem auferidas e as despesas no período em que incorrerem, sendo
irrelevante o recebimento ou pagamento das mesmas.
d) Opção por Incentivos Fiscais: O lucro real é o único regime de tributação que permite o gozo dos
diversos incentivos fiscais estabelecidos pela legislação do Imposto de Renda, tais como:
d.1) Isenção ou Redução do Imposto;
d.2) Depreciação ou Amortização Acelerada Incentivada;
d.3) Aplicação no FINOR, FINAM, FUNRES e em Depósitos para Reinvestimentos;
d.4) Benefícios decorrentes das doações ao Fundo de Apoio à Criança e ao Adolescente, à Cultura
e ao Cinema, ao Programa de Alimentação do Trabalhador, etc.
e) Distribuição aos Sócios do Lucro Efetivo: Como é obrigatória a determinação do lucro através da
escrituração contábil, a pessoa jurídica não corre o risco de distribuir lucros além do valor efetivo e os
sócios, acionistas e titular da pessoa jurídica podem conferir a apuração desses lucros.

A principal desvantagem do lucro real decorre da obrigatoriedade de escriturações comercial e fiscal.

A apuração do lucro real demanda uma estrutura administrativa mais complexa, pois muitos são os
documentos e livros exigidos pela fiscalização, obrigando a empresa a ter controle de todo movimento
financeiro, administrativo, de estoques, de produção, de comercialização, etc.

7.4. Pessoas Jurídicas Obrigadas ao Lucro Real.


A partir de 01.01.2014, estarão obrigadas à opção pelo Lucro Real as seguintes pessoas jurídicas:

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I – cuja receita total, no ano-calendário anterior seja superior ao limite de R$ 78.000.000,00 (setenta e oito
milhões de reais) ou a R$ 6.500.000,00 (seis milhões e quinhentos mil reais) multiplicado pelo número de
meses de atividade do ano-calendário anterior, quando inferior a 12 (doze) meses (limite estabelecido
pela Lei 12.814/2013);¹
II – cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de desenvolvimento,
caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de crédito
imobiliário, sociedades corretoras de títulos, valores mobiliários e câmbio, distribuidora de títulos e
valores mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguros
privados e de capitalização e entidades de previdência privada aberta;
III – que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior;
IV – que, autorizadas pela legislação tributária, usufruam de benefícios fiscais relativos à isenção ou
redução do imposto;
V – que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa, na
forma do art. 2 da Lei 9.430/1996;
VI – que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de assessoria creditícia,
mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, compras
de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de serviços (factoring);
VII – que explorem as atividades de securitização de créditos imobiliários, financeiros e do agronegócio.
Também estão obrigadas ao Lucro Real as empresas imobiliárias, enquanto não concluídas as operações
imobiliárias para as quais haja registro de custo orçado (IN SRF 25/1999). O custo orçado é a modalidade
de tratamento contábil dos custos futuros de conclusão de obras.

As Sociedades de Propósito Específico (SPE) deverão apurar o imposto de renda das pessoas jurídicas
com base no lucro real, conforme estipulado no art. 56, § 2, IV da Lei Complementar 123/2006.

Nota¹: O limite em vigor em 2013, fixado pela Lei 10.637/2002, considerava a receita bruta total, no ano-
calendário anterior, seja superior a R$ 48.000.000,00 (quarenta e oito milhões de reais), ou a R$
4.000.000,00 (quatro milhões de reais) multiplicado pelo número de meses de atividade do ano-calendário
anterior, quando inferior a 12 (doze) meses.

7.5. Apuração do Lucro Real.


O contribuinte optante pelo Lucro Real poderá escolher duas modalidades de apuração do IRPJ e CSLL,
que são:

1ª Opção: Anual.
Modalidade de Apuração:
a) Antecipações por Estimativa Mensal; ou
b) Antecipação com base em Balanço ou Balancetes de Suspensão ou Redução.
O Contribuinte que optar pela apuração anual, está obrigado a fazer antecipações mensais do IRPJ e
CSLL, que serão compensadas com o IRPJ e CSLL devido, calculado na DIPJ de Ajuste. A opção será
manifestada com o pagamento do imposto correspondente ao mês de janeiro ou de início de atividade.
Nota: O montante do tributo pago em antecipações mensais será compensado com o montante devido com
base no Lucro Real, e a empresa deverá providenciar o recolhimento da diferença, se houver. Este
“encontro de contas” acontece por ocasião da entrega da DIPJ.
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a) Antecipação por Estimativa (Lei 9.430/96, art.2): O cálculo do IRPJ e CSLL por estimativa tem como
base de cálculo a receita bruta auferida mensalmente, aplicando-se percentuais constantes no artigo 15, §
lº, da Lei 9.249/1995, acrescidos das demais receitas (ganho de capital, juros, variação monetária ativa,
etc.).

Nota: Na opção de Estimativa, o pagamento do IRPJ e CSLL pode ser Suspenso ou Reduzido, desde que a
empresa comprove, através de balancetes mensais, que o saldo do IRPJ e CSLL a recolher é menor que o
calculado por Estimativa sobre a receita.

b) Antecipação com base em Balanço ou Balancetes de Suspensão ou Redução: Baseado nos artigos 10 a
16 da Instrução Normativa SRF 93/1997 e Instrução Normativa RFB 926/99, o contribuinte efetua o
cálculo do IRPJ e CSLL, considerando a possibilidade:
- De Suspender o pagamento do imposto, desde que demonstre que o valor do imposto devido,
calculado com base no lucro real do período em curso (Balancete de Suspensão pelo lucro real
acumulado), é igual ou inferior à soma do imposto de renda devido por estimativa, correspondente
aos meses do mesmo ano-calendário, anteriores àquele a que se
refere o balanço ou balancete levantado.

Exemplo de Suspensão: Através do balancete mensal acumulado, demonstra-se que o imposto pago até a
data do balancete é maior que o devido.
- Período de apuração: 30 de Maio/2013, pelo Balancete acumulado de Janeiro a Maio/2013 do respectivo
ano.
- Imposto apurado:
- Lucro Real: R$ 20.000,00.
- Estimativa: R$ 25.000,00.
- Imposto até essa data que já foi recolhido: R$ 22.000,00.
- Portanto, inexiste a obrigação de recolhimento do IRPJ.

Nota: Essa opção, também, pode ser utilizada nos meses em que houver prejuízo fiscal.

- De Reduzir o valor do imposto mensal a ser pago, desde que demonstre que o valor do imposto
mensal do imposto devido, calculado com base no lucro real do período em curso (Balancete de
Redução pelo lucro real acumulado) poderá ser reduzido ao montante correspondente à diferença
positiva entre o imposto devido no período em curso e a soma do imposto de renda devido,
correspondente aos meses do mesmo ano-calendário, anteriores àquele a que se refere o balanço ou
balancete levantado.

Exemplo de Redução: Através do balancete mensal acumulado demonstra-se que o imposto devido, com
base no lucro real, é inferior ao apurado com base na receita bruta mensal da empresa, conforme citado no
item "a", podendo haver a redução do recolhimento mensal.
- Período de apuração: 30 de Maio/2013, pelo Balancete acumulado de Janeiro a Maio/2013 do respectivo
ano.

- Imposto apurado:
- Lucro Real: R$ 10.000,00.
- Estimativa: R$ 15.000,00.
Professor Antonio Saccá
- Imposto até essa data que já foi recolhido: R$ 8.000,00.
- Diferença a recolher: R$ 2.000,00.

Informações complementares ao Balanço ou Balancete de Suspensão ou Redução:


 A diferença verificada, correspondente ao imposto de renda apurado a maior, no período abrangido
pelo balanço de suspensão, não poderá ser utilizada para reduzir o montante do imposto devido em
meses subsequentes do mesmo ano-calendário, calculado com base na receita bruta e acréscimos.

 Caso a pessoa jurídica pretenda suspender ou reduzir o valor do imposto devido, em qualquer
outro mês do ano-calendário, deverá levantar novo balanço ou balancete do período em curso.

 O pagamento do imposto de renda relativo ao mês de janeiro do ano-calendário poderá ser


efetuado com base em balanço ou balancete de suspensão ou redução, se ficar demonstrado que o
imposto devido no período é inferior ao calculado sobre a base de cálculo estimada (sobre a receita
bruta e acréscimos).

 Os balanços ou balancetes de suspensão ou redução deverão ser levantados com observância das
leis comerciais e fiscais e transcritos no livro Diário até a data fixada para pagamento do imposto
do respectivo mês. Esses balanços ou balancetes somente produzirão efeitos para fins de
determinação do imposto de renda e da contribuição social sobre o lucro líquido do período em
curso.
 O resultado do período em curso deverá ser ajustado por todas as adições determinadas, exclusões
e compensações de prejuízos fiscais admitidas pela legislação do imposto de renda. A
demonstração do lucro real relativa ao período abrangido pelos balanços ou balancetes de
suspensão ou redução deverá ser transcrita no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR).

 Ocorrendo apuração de prejuízo fiscal, a pessoa jurídica estará dispensada do pagamento do


imposto correspondente ao mês em que foi levantado o balanço ou balancete de suspensão ou
redução.

2ª Opção: Real Trimestral.


Modalidade de Apuração: Trimestral.
A empresa que optar por esse regime de lucro real deverá a cada trimestre do ano (31/mar., 30/jun.,
30/set. e 31/dez.) levantar balanço acumulado no período trimestral e definitivamente apurar o Imposto de
Renda e a Contribuição Social.
Os cálculos realizados, adotando a opção pelo lucro real trimestral, são efetuados de maneira isolada,
sendo apurações definitivas em cada trimestre.
Em decorrência deste fato gera no contribuinte a impossibilidade de conseguir compensar 100% do saldo
de prejuízo fiscal apurado em um determinado trimestre com o lucro apurado em outro(s) trimestre(s),
principalmente para as empresas que possuem resultados sazonais ou a incerteza de gerar resultados
constantes durante o ano.

1º Exemplo – Desvantagem do Lucro Real Trimestral.


1a. Opção: Lucro Real Trimestral:
a) Prejuízo Fiscal no 1º trimestre/2013 (30.03.2013): R$ 500.000,00.
Professor Antonio Saccá
b) Lucro Real no 2º trimestre/2013 (30.06.2013): R$ 100.000,00.
c) Prejuízo compensável 30% de R$ 100.000,00 = R$ 30.000,00.
d) Lucro Real após a compensação de prejuízo do 1º trimestre (b – c) = R$ 70.000,00.
e) IRPJ a pagar: R$ 70.000,00 x 15% = R$ 10.500,00
f) CSL a pagar: R$ 70.000,00 x 9% = R$ 6.300,00
g) Adicional: ((R$ 70.000,00 – R$ 60.000,00) x 10%) = R$ 1.000,00
h) Total a recolher: R$ 17.800,00.

2a Opção: Lucro Real Anual (com balancetes de suspensão mensais):


Neste caso, o resultado em 30.06.2013 seria de:
a) Prejuízo de R$ 500.000,00, apurado no período de 01.01.2013 a 31.03.2013;
b) Lucro de R$ 100.000,00, apurado no período de 01.04.2013 a 30.06.2013;
c) Resultado em 30.06.2013: ( b – a) = R$ 400.000,00 de prejuízo e;
d) IRPJ e CSL a pagar: ZERO.

2º Exemplo – Vantagem do Lucro Real Trimestral.


A empresa apurar prejuízos constantes e crescentes no ano, ou seja, apurar prejuízos em todos os
trimestres e tiver valores de IR fonte retidos por:
a) Aplicações financeiras;
b) Prestação de serviços;
c) Venda de mercadorias e produtos para órgãos públicos.

Nesses casos as retenções ocorridas nos trimestres, poderão, a partir do trimestre seguinte, ser
considerados como saldo negativo de IRPJ e CSLL e ser atualizados monetariamente pela taxa de juros
Selic, contribuindo ainda com a geração de resultados financeiros.

3º Exemplo – Vantagem do Lucro Real Trimestral.


A empresa apurar lucros constantes e crescentes no ano, ou seja, apurar lucros em todos os trimestres,
nesse caso haverá maior prazo p/ pagamento e/ou compensação de IRPJ e CSLL, gerando melhores
resultados com a atualização monetária dos recursos disponíveis.

O maior prazo para recolhimento do IRPJ e CSLL poderá ser de até 60 dias a mais nessa opção.

Nota: O IRPJ e a CSLL são recolhidos no último dia do mês posterior ao encerramento do trimestre, ou
ainda, em três quotas iguais e sucessivas que devem ser recolhidas no último dia útil do mês posterior ao
encerramento do trimestre em relação à primeira quota, e a segunda e a terceira quotas serão pagas
respectivamente nos meses subsequentes. Devendo ser acrescidas de juros Selic, acumulada mensalmente,
a partir do primeiro dia do segundo mês subsequente ao do encerramento do período de apuração até o
ultimo dia do mês anterior ao do pagamento e de 1% (um por cento) no mês do pagamento.
Nenhuma quota pode ter valor inferior a R$ 1.000,00 (mil reais) e a CSLL de valor a R$ 2.000,00 (dois
mil reais) deve ser paga em quota única.

7.6. Incentivos Fiscais.

Professor Antonio Saccá


A Instrução Normativa SRF nº 267 de 23 de dezembro de 2002, alterada pela Instrução Normativa RFB nº
1.187 de 29 de agosto de 2011, dispõe sobre os incentivos fiscais decorrentes do imposto de renda das
pessoas jurídicas.

Do imposto apurado, a pessoa jurídica pode deduzir valores a título de incentivo fiscal, tais como o
incentivo de Alimentação ao Trabalhador, Doações ao Fundo da Criança e Adolescência, Doações ao
Fundo do Idoso, Incentivos à Atividade Cultural e Artística, Incentivos à Atividade Audiovisual,
Incentivos ao Desporto, etc.

Cada incentivo possui uma normatização específica e uma série de procedimentos a serem observados.
No entanto, em regra, a legislação permite que valores caracterizados como inventivos fiscais sejam
deduzidos diretamente do imposto de renda devido (o adicional não conta para cálculo dos incentivos).

Os incentivos fiscais poderão ser deduzidos do IRPJ normal apurado durante o ano de acordo com a opção
de tributação da pessoa jurídica:
(a) balanço trimestral;
(b) regime da estimativa; ou,
(c) balancetes de suspensão/redução.
Limite de
Limite de Dedução
Incentivos Fiscais Base de Cálculo do Incentivo Dedução Fundamento Legal
Cumulativa
Individual
15% das despesas de custeio do
PAT, líquidas da parcela cobrada
dos empregados ou 15% de
R$1,99 X número de refeições
Programa de Alimentação do 4% do IRPJ
fornecidas no período, o que for
Trabalhador (PAT) devido Arts. 491 a 493, 581
menor.
O valor de R$ 1,99 corresponde a 4% do IRPJ devido a 587, 504 a 507 do
80% do custo máximo da refeição RIR/99
de R$ 2,49.
Programa de Desenvolvimento
15% dos dispêndios incorridos no 4% do IRPJ
Tecnológico Industrial ou
período devido
Agropecuário (PDTI/PDTA)
Operações de Caráter Cultural Valor das doações e patrocínios 4% do IRPJ
e Artístico, realizados devido 4% do IRPJ devido,
observado o limite
Valores aplicados na aquisição de Arts. 475 a 478, 484
específico para as
certificados de investimentos em 3% do IRPJ atividades a 488 do RIR/99
Atividade Audiovisual
projetos aprovados pelo Ministério devido audiovisuais
da Cultura
Doações aos Fundos dos
1% do IRPJ
Direitos da Criança e do Doações efetivamente realizadas Não há Art. 591 do RIR/99
devido
Adolescente
Art. 1º da Lei nº
Patrocínios e doações a projetos
Projetos Desportivos e 1% do IRPJ 11.438/06 com a
aprovados pelo Ministério do Não há
Paradesportivos devido redação dada pela
Esporte
Lei nº 11.472/2007

Exemplo de cálculo.
PAT – Programa de Alimentação ao Trabalhador.

Professor Antonio Saccá


É permitido às pessoas jurídicas tributadas com base no lucro real deduzir do Imposto de Renda devido, a
título de incentivo fiscal, entre outros, o valor correspondente á aplicação da alíquota do imposto sobre a
soma das despesas de custeio realizadas no período em Programas de Alimentação do Trabalhador (PAT).

Para a execução do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), a pessoa jurídica beneficiária poderá:
1) manter serviço próprio de refeições;
2) distribuir alimentos, inclusive não preparados (cestas básicas) e
3) firmar convênios com entidades que forneçam ou prestem serviços de alimentação coletiva, desde que
essas entidades sejam credenciadas pelo Programa e se obriguem a cumprir o disposto na legislação do
PAT e na Portaria SIT (Secretaria de Inspeção do Trabalho) nº 3/2002, condição que deverá constar
expressamente do texto do convênio entre as partes interessadas.

Independentemente da existência de Programa de Alimentação do Trabalhador os gastos com a aquisição


de cestas básicas, distribuídas indistintamente a todos os empregados da pessoa jurídica, são dedutíveis do
lucro liquido, para fins de determinação do lucro real e da base de cálculo da Contribuição Social sobre o
Lucro IN SRF (Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal) nº 11/1996, artigo 27, parágrafo
único).

É importante ressaltar que no PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador) previamente aprovado pelo
Ministério do Trabalho, a parcela paga in natura pela empresa não tem natureza salarial, assim não se
incorpora á remuneração para quaisquer efeitos, não constitui base de incidência de contribuição
previdenciária ou do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nem se configura como rendimento
tributável do trabalhador (artigo 6o do Decreto 05/1991).

A pessoa jurídica que custear em comum com outra pessoa jurídica as despesas para a execução do
Programa de Alimentação do Trabalhador poderá beneficiar-se do incentivo fiscal, porém, apurando-se o
valor do incentivo pelo critério de rateio (artigo 5o do Decreto 05/1991).

As despesas de custeio admitidas na base de cálculo do incentivo são aquelas que vierem a constituir o
custeio direto e exclusivo do serviço de alimentação, podendo ser considerados, além da matéria-prima,
mão de obra, encargos decorrentes de salários, asseio e os gastos de energia diretamente relacionados com
o preparo e a distribuição das refeições.

A pessoa jurídica deve destacar contabilmente, com subtítulos por natureza de gastos, as despesas
constantes do PAT (Artigo 7o do Decreto 05/1991).

A participação do trabalhador no PAT é limitada a 20% (vinte por cento) do custo direto da refeição.
Parágrafo 2o do artigo 585 do RIR/1999 e artigo 4o da Portaria SIT (Secretaria de Inspeção do Trabalho) nº
3/2002.

Desde 01.01.1998, a dedução direta no imposto, relativa ao incentivo ao PAT (Programa de Alimentação
do Trabalhador), fica limitada a 4%, do Imposto de Renda (sem a inclusão do adicional).

Observados os limites supracitados e os demais requisitos normativos, o valor do incentivo ao PAT pode
ser deduzido do valor do imposto:
1) devido mensalmente por estimativa, ainda que calculado com base em balanços/balancetes de
suspensão ou redução do imposto mensal;
Professor Antonio Saccá
2) apurado com base no lucro real anual ou trimestral.

A dedução do incentivo ao PAT (Programa de Alimentação ao Trabalhador), como já mencionado, está


limitada a 4% do imposto devido, mas o eventual excesso pode ser utilizado para dedução nos dois anos-
calendário subsequentes com observância dos limites admitidos.

Para efeito de pagamento mensal do imposto por estimativa, a parcela do incentivo excedente em cada
mês pode ser utilizada nos meses subsequentes, do mesmo ano-calendário, observados os limites
normativos.

Para efeito de utilização do incentivo fiscal relativo aos PAT (Programas de Alimentação do Trabalhador),
a IN SRF (Instrução Normativa da Secretaria da Receita Federal) nº 16/1992 fixou o custo máximo por
refeição em 3,00 UFIR e dispôs, ainda, que o valor do incentivo fiscal por refeição dedutível do Imposto
de Renda deve ser calculado mediante a aplicação da alíquota do imposto sobre 2,40 UFIR (Unidade
Fiscal de Referência).
De acordo com o artigo 30 da Lei 9.249/1995 a partir de 01.01.1996 os valores constantes da legislação
tributária, expressos em quantidade de UFIR (Unidade Fiscal de Referência), foram convertidos em reais
pelo valor da UFIR (Unidade Fiscal de Referencia) em 01.01.1996 (R$ 0,8287), temos, então, os seguintes
limites em reais:
- Custo máximo por refeição R$ 2,49;
- Base do incentivo: R$ 1,99 por refeição.

O incentivo ao PAT que será deduzido diretamente do IRPJ, corresponderá ao menor dos seguintes
valores:
1) aplicação da alíquota de 15% sobre a soma das despesas de custeio realizadas com o PAT;
2) R$ 0,2985 (15% de R$ 1,99), multiplicado pelo número de refeições fornecidas no período.

Observados os critérios normativos, a pessoa jurídica pode deduzir do Imposto de Renda devido com base
no lucro real o valor equivalente á aplicação da alíquota cabível do Imposto de Renda sobre a soma das
despesas de custeio realizadas na execução do PAT, diminuída a participação dos empregados no custo das
refeições.

1ª Simulação:
A Companhia gastou R$ 20.000,00 com refeições para os seus funcionários em 2013, equivalente a 2.000
refeições.

Para fins de cálculo do incentivo o contribuinte primeiramente identifica qual a menor das bases,
conforme segue:
- Custo efetivo das refeições conforme balancete: R$ 20.000,00 x 15% = R$ 3.000,00
- Custo fiscal máximo das refeições: R$ 3.980,00 (2.000 refeições x R$ 1,99) = R$ 597,00

a) Identificada a menor das bases, o incentivo será calculado da seguinte forma:

Custo fiscal máximo R$ 3.980,00


Percentual de incentivo 15%
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Valor do incentivo R$ 597,00

b) Identificado o valor do incentivo, o contribuinte precisa determinar o limite para dedução direta
do IRPJ. Considerando que o lucro fosse de R$ 15.000,00, desta maneira o cálculo do limite se
processaria da seguinte forma:

IRPJ apurado pela alíquota de 15% R$ 15.000,00


Limite máximo para dedução do PAT 4%
Valor máximo dedutível do incentivo R$ 600,00

Desta forma temos:


b.1) O valor máximo permitido para dedução do IRPJ = R$ 600,00;
b.2) O valor do incentivo a ser deduzido integralmente, pois ficou abaixo do limite máximo = R$ 597,00.

c) Sabendo qual o limite que pode ser deduzido diretamente do IRPJ, o imposto a recolher será
determinado da seguinte forma:

IRPJ apurado à alíquota de 15% R$ 15.000,00


(-) Dedução a título de incentivo fiscal – PAT R$ (597,00)
Valor a recolher para a Receita Federal R$ 14.403,00

2ª Simulação:
Considerando um imposto a recolher de R$ 10.000,00 teríamos a seguinte situação:
a) O limite sobre o IRPJ foi apurado no ano-base de 2013 da seguinte forma:

IRPJ apurado pela alíquota de 15% R$ 10.000,00


Limite máximo para dedução do PAT 4%
Valor máximo dedutível do incentivo R$ 400,00

Valor que poderá ser deduzido em 2013 R$ 400,00


Valor total do incentivo em 2013 R$ 597,00
Saldo a ser utilizado no próximo exercício¹ R$ 197,00
Nota¹: De acordo com a legislação em vigor o saldo do incentivo poderá ser aproveitado no curso dos
próximos dois anos-calendários, caso contrário deverá ser estornado.

b) Sabendo qual o limite que pode ser deduzido diretamente do IRPJ, o imposto a recolher será
determinado da seguinte forma:

IRPJ apurado à alíquota de 15% R$ 10.000,00


(-) Dedução a título de incentivo fiscal - PAT R$ (400,00)
Valor a recolher para a Receita Federal R$ 9.600,00
7.7. LALUR – Livro de Apuração do Lucro Real.
O LALUR - Livro de Apuração do Lucro Real, é um livro fiscal, sendo obrigatório somente para as
empresas tributadas pelo imposto de renda na modalidade LUCRO REAL, conforme previsão contida no
Professor Antonio Saccá
Regulamento do Imposto de Renda. Sua função é ajustar os demonstrativos contábeis à declaração do
imposto de renda com adições e exclusões ao lucro líquido do período-base, apurando-se a base de cálculo
do imposto de renda devido e controle de valores que devam influenciar a determinação do lucro real de
períodos-base futuros e que não
constem da escrituração comercial.

Deste modo, os valores lançados na contabilidade, que diminuam o Lucro Contábil, mas que pela
legislação do IRPJ e da CSLL são indedutíveis, devem ser adicionados ao resultado, pelo LALUR, tais
como:
- Custos e Despesas consideradas como indedutíveis pela legislação do IRPJ e CSLL: Multa por Infração
à legislação, exceto as de natureza compensatórias; Provisão para Crédito de Liquidação Duvidosa; Gastos
não relacionados à atividade da empresa (ex: Brindes e Doações), etc.
- Valores levados a crédito da conta de Ajuste de Exercícios Anteriores.

Nota: É importante observar que nem todas as Adições para efeito do cálculo do IRPJ são consideradas
para efeito da CSLL e vise versa.
Do mesmo modo, os valores que foram acrescentados ao Resultado contábil, mas que pela legislação não
devem compor a base de cálculo do IR e da CSLL, serão excluídos no LALUR, tais como:
- Receitas não tributáveis inclusas no lucro liquido: Dividendos recebidos de outras empresas; Receita
com Equivalência Patrimonial.
- Reversão de Provisões não indedutiveis de períodos anteriores: a reversão de provisão é contabilizada
como
aumentará o lucro contábil.
- Valores levados a débito da conta de Ajuste de Exercícios Anteriores.

Nota: É importante observar que nem todas as Exclusões para efeito do cálculo do IRPJ são consideradas
para efeito da CSLL e vise versa

O LALUR contém 2 partes:


PARTE "A" - é a parte aonde irão discriminados os ajustes, por data, ao Lucro Real, como: despesas
indedutíveis, valores excluídos, e a respectiva Demonstração do Lucro Real.

PARTE "B" - é a parte onde incluem-se os valores que afetarão o Lucro Real de períodos-base futuros,
como, por exemplo: Prejuízos Fiscais a Compensar, Ajuste Fiscais Temporárias, etc.

AJUSTES NO LUCRO REAL E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO


* arts. 249 e 250 do RIR/99 Instrução Normativa SRF 390/2004 (CSLL)
* Controlado na Parte "B" do LALUR
** Controlado em Relatório Específico

D IS C R IM I NAÇ Ã O Ajuste ao Lucro Real Ajuste a CSLL

1- Contribuição Social sobre o Lucro Líquido que foi apropriada contabilmente


no período art. 249,IX e 344, §6º do RIR/99 - Lei 9.316/96; Para fins de Adição
Professor Antonio Saccá
determinação do Lucro Real, as cooperativas deverão adicionar o valor
da CSLL sobre os resultados das operações realizadas com os não associados.
No caso de cooperativa de consumo, o valor da CSLL a ser adicionado deverá
abranger as operações com os associados e não associados.
A Lei 10.865/2002 art. 39. As sociedades cooperativas que obedecerem
ao disposto na legislação específica, relativamente aos atos cooperativos,
ficam isentas da CSLL. Não se aplica às sociedades cooperativas de
consumo de que trata o art. 69 da Lei 9.532, de 10 de dezembro de 1997.
(art. 69 - As sociedades cooperativas de consumo, que tenham por objeto
a compra e fornecimento de bens aos consumidores, sujeitam-se às mesmas
normas de incidência dos impostos e contribuições de competência da União,
aplicáveis às demais pessoas jurídicas.) Art. 48. Produz efeitos a partir de
1 de janeiro de 2005 o disposto no art. 39 desta Lei.
2 - Perdas Incorridas no mercado de Renda Variável e de Swap que
excederem os ganhos no período de apuração - art. 249, X e 250, Adição
§ único, "e" do RIR/99 - I.N. SRF 25/2001, art.30; Deverá ser considerado **
o valor das perdas, excedentes aos ganhos auferidos no mesmo período de
apuração, decorrentes de aplicações no mercado de renda variável,
exceto day-trade. As perdas de titularidade de instituição financeira,
sociedade de seguro, de previdência privada aberta e de capitalização,
sociedade corretora de títulos, valores mobiliários e câmbio, sociedade
distribuidora de títulos e valores mobiliários ou sociedade de
arrendamento mercantil podem ser compensadas integralmente
(Lei 8.981/95, art. 77, III; Lei 9.249/95, art. 12; Lei 8.981/95,
art. 77, I; Lei 9.065/95, art. 1º).

3 - Perdas Incorridas em operações Day-Trade no período de apuração


(mercado de renda fixa ou variável) - art. 249 IV do RIR/99 - IN SRF 25/01 Adição
art.33 § 4º;Considerar as perdas incorridas em operações iniciadas e
encerradas no mesmo dia. No caso de atividade geral e rural as
perdas deverão ser adicionadas somente para a "Atividade Geral".

4 - Participações e Gratificações a administradores e dirigentes - art. 463 Adição


e 303 do RIR/99 - P.N. CST 48/72 e 109/75;

5 - Prejuízos e perdas em operações no Exterior exceto hedge (adição somente Adição Adição
em Dezembro art.394 e 396 do RIR/99; §8º art. 1º I.N. SRF 213/2002; *
Considerar:
a) as perdas incorridas em operações efetuadas no exterior e reconhecidas nos
resultados da pessoa jurídica (IN SRF 213/2002, art. 1º, § 8º);
b) as perdas de capital decorrentes de aplicações e operações efetuadas no
exterior pela própria empresa brasileira, não podem ser deduzidas,na
determinação do lucro real, nem compensadas com lucros produzidos no
Brasil. A indedutibilidade da perda de capital aplica-se, inclusive, em relação às
alienações de filiais e sucursais e de participações societárias em pessoas
jurídicas domiciliadas no exterior (IN SRF 213/2002, art.12).
c) as perdas em operações realizadas no exterior devem ser consideradas somente
para a Atividade Geral;

6 - Rendimentos e Ganhos de Capital Auferidos no Exterior que devem ser


considerados pelos seus valores antes de descontado o tributo pago no país Exclusão Exclusão
de origem (IN SRF 213, de 07 de outubro de 2002, art. 1º §7º).
Cômputo em dezembro de cada ano e no caso de apuração trimestral, os
rendimentos e ganhos de capital no exterior que tenham sido excluídos
nos 1º, 2º e 3º trimestres na apuração do resultado ajustado referente à
esses períodos devem ser adicionados no 4º trimestre (Lei 9.249, de 1995,
art. 25; Lei 9.532, de 1997, art. 1º; IN SRF 213, de 2002, art. 9º);
Professor Antonio Saccá
Os rendimentos e ganhos de capital no exterior deverão ser considerados
somente para a "Atividade Geral".Os créditos de imposto de renda, relativos
a rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior, somente serão
compensados com o imposto de renda devido no Brasil, se os referidos
rendimentos e ganhos de capital forem computados na base de cálculo do
imposto no Brasil, até o final do segundo ano-calendário subsequente ao
de sua apuração.

7 - Lucros disponibilizados no Exterior (filiais, sucursais, coligadas e


controladas) art.394 do RIR/99; art.25 da Lei 9.249/95; art. 2º Adição Adição
IN SRF 213/02; M.P. 2.158 art. 74 - IN SRF 390/2004 art. 76;
Adição em Dezembro, e em caso de apuração trimestral, esses lucros
deverão ser adicionados no 4º trimestre.

8 - Preços de Transferências (transfer price) arbitrados mediante ajustes


pelos métodos admitidos pela legislação - art.240 a 245 do RIR/99 -
arts. 18 a 24 da Lei 9.430/1996; I.N. SRF 188 e IN SRF 243/2002; art.4º da Adição Adição
Lei 10.451/2002; art. 45 Lei 10.637/2002;
9 - Multas por infrações fiscais cobradas de Oficio, portanto fica salvo as de Adição Adição
natureza compensatória e as impostas por descumprimento de obrigações
tributárias meramente acessórias de que não resultem falta ou insuficiência
de pagamento de tributo, e também as multas impostas por infrações ou
transgressões de leis de natureza não tributária - art. 344 §5º do RIR/99 -
P.N. CST 61/79 e 174/74 - IN SRF 390/2004 arts. 56 e 57;

10 -Lucros distribuídos disfarçadamente - art.467 do RIR/99; IN SRF 390/04 art. 38 Adição Adição

11- Comissão condicionada ao recebimento do cliente - P.N. CST 07/76; Adição Adição
* **
12 - Pagamento a sociedade civil de profissão regulamentada controlada Adição
por pessoa física controladora da fonte pagadora
- art.249, II do RIR/99 - D.L.2.397/87;

13 - Prejuízo na baixa de investimento adquirido por incentivo fiscal Adição


- art.429 do RIR/99;

14 - Amortização de ágio na aquisição de investimento avaliado pela Adição


equivalência patrimonial - art.391 do RIR/99; *

15 - Amortização de deságio na aquisição de investimento avaliado Exclusão


equivalência patrimonial - art.391 do RIR/99; *

16 -Alimentação de empregados quando não fornecidos indistintamente Adição Adição


a todos - art.369 do RIR/99 - I.N. SRF 74/89 - IN SRF 390/2004 art. 63;

17 - Seguro de vida de sócios ou acionistas - P.N. CST 16/76 e 02/86; Adição

18 - Prejuízo por desfalque, apropriação indébita, furto por sócios ou Adição


acionistas - art.364 do RIR/99 - P.N.CST 50/73;

19 - Aquisição com cupom fiscal que não atender as exigências do Adição Adição
art. 61 Lei 9.532/97 - P.N. CST 83/76;

20 - Remuneração de diretores de S.A. que não residam no país Adição


- art.357, II do RIR/99 - I.N. SRF 93/97, art.31;

21 - Lucro inflacionário realizado -art.447 a 456 do RIR/99- Adição


Professor Antonio Saccá
*
22 - Tributos e Contribuições com exigibilidade suspensa - art.344, §1º
do RIR/99 - AD(N) COSIT 11/95 - IN SRF 390/2004 arts. 45 e 50; Adição Adição
Considerar o valor correspondente aos tributos e às contribuições cuja * *
exigibilidade esteja suspensa, nos termos dos incisos II a VI redação da
do art. 151 da Lei 5.172/1966 (Código Tributário Nacional), com a
Lei Complementar 104/2001, haja ou não depósito judicial, caso aqueles
tenham sido computados na demonstração do lucro líquido.
Exigibilidade suspensa em virtude de:
I - depósito, ainda que judicial, do montante integral do crédito tributário;
II - impugnação, reclamação ou recurso, nos termos das leis reguladoras
do processo tributário administrativo;
III - concessão de medida liminar em mandado de segurança;
IV - concessão de medida liminar ou de tutela antecipada em outras espécies
de ação judicial;

23 - Juros sobre o Patrimônio Líquido excedentes ao limite admitido Adição Adição


- art.347 do RIR/99 - I.N. SRF 93/97 - ADN Cosit 13/96 -
Lei 9.249/95, art. 9º § 1º - Lei 9.430/96, art. 78; IN SRF 390/2004 art. 38

24 - Investimentos em atividades audiovisuais - art.372, § único do RIR/99 Exclusão


- IN SRF 267/2002 art. 28 e 39; IN SRF 56/94;Considerar o valor dos
investimentos em atividades audiovisuais, inclusive os relativos aos
Fundos de Financiamento da Indústria Cinematográfica Nacional (Funcines);

25 - Ganho na desapropriação para reforma agrária - art.250, § único, Exclusão


"a" e 423 do RIR/99 - art.184, § 5º, da C.F.;

26 - Ganho em desapropriação com diferimento da tributação - art.422 do RIR/99;


Art. 422 - O contribuinte poderá diferir a tributação do ganho de capital Exclusão
obtido na desapropriação de bens, desde que (Decreto-Lei 1.598/77, *
art. 31, § 4º):
I - transfira o ganho de capital para reserva especial de lucros;
II - aplique, no prazo máximo de dois anos do recebimento da
indenização, na aquisição de outros bens do ativo permanente, importância
igual ao ganho de capital;
III - discrimine, na reserva de lucros, os bens objeto da aplicação de
que trata o inciso anterior, em condições que permitam a
determinação do valor realizado em cada período de apuração.
§ 1º. A reserva será computada na determinação do lucro real
nos termos do art. 435, ou quando for utilizada para distribuição
de dividendos (Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, art. 31, § 5º).
§ 2º. Será mantido controle, no LALUR, do ganho diferido nos
termos deste artigo.

27 - Ganho na venda de Ativo Permanente a Longo Prazo com Exclusão Exclusão


recebimento do preço no todo ou em parte, após o ano calendário * *
seguinte - art.421 do RIR/99 - IN SRF 390 art.18 §10;

28 - Resultado da Equivalência Patrimonial - art.389 e 428, § único do Adição Adição


RIR/99 - art.248 da Lei 6.404/76 - I.N. CVM 247/76; Exclusão Exclusão
IN SRF 390/04 art. 38 e 39.

29 - Reserva de Reavaliação realizada durante o periodo-base -


art. 435 do RIR/99 - art.182 da Lei 6.404/76;IN SRF 390/04 art. 38 Adição Adição
Considerar o valor da reserva de reavaliação baixada durante
o período de apuração, cuja contrapartida não tenha sido
Professor Antonio Saccá
computada no resultado do período de apuração (trimestral ou anual).

A contrapartida da reavaliação de quaisquer bens da pessoa


jurídica somente pode ser computada em conta de resultado
ou na determinação do Lucro Real, quando ocorrer à efetiva
realização do bem reavaliado (Lei 9.959/2000, art. 4º).

30 - Provisões não dedutíveis - art.335 a 340 do RIR/99;Provisões dedutíveis: Adição Adição


Provisão para perdas de estoques de livros (Lei 10.833/2003 * **
art. 85 - IN SRF 412/2004); Provisão para perdas no recebimento
de créditos de clientes (IN SRF 390/2004 art. 46);Provisão para
Férias de empregados e encargos sociais (PN CST 07/80 -
IN SRF 390/2004 art. 45);Provisão para 13 salário de empregados
(IN SRF 390/2004 art. 45);Provisões Técnicas das companhias de
seguro e de capitalização, das entidades de previdência complementar
e das operadoras de planos de assistência à saúde, quando
constituídas por exigência da legislação especial a elas
aplicável (IN SRF 390/2004 art. 45);

31 - Reversão de Provisões não Dedutíveis; IN SRF 390 art. 39


Considerar o montante dos saldos das provisões não dedutíveis, Exclusão Exclusão
bem como o montante dos créditos deduzidos que tenham sido
recuperados, em qualquer época ou a qualquer título, inclusive nos
casos de novação da dívida ou do arresto dos bens recebidos em
garantia real. Os bens recebidos a título de quitação do débito serão
escriturados pelo valor do crédito ou avaliados pelo valor
definido na decisão judicial que tenha determinado sua
incorporação ao patrimônio do credor (Lei nº 9.430, de 1996, art. 12).

32 - Parcela não recebida dos lucros de contratos de construção Exclusão Exclusão


por empreitada ou de fornecimento de serviços, celebrados com Adição Adição
entidades governamentais - art.409 do RIR/99; Lei 8.003, de 1990, art. 3º * **
Lei 9.711, de 1998, art. 18; IN SRF 390/04 art. 38

33 - Reserva Especial de Correção Monetária do Ativo Permanente Adição Adição


efetivada em 1991, realizada no período - art.460 do RIR/99 - art.45
do Decreto 332/91 - art. 2 da Lei 8.200/91;
34 - Encargos de depreciação, amortização, exaustão de bens relativo Adição
a diferença de correção Monetária - IPC/BTNF e parcela do custo de **
bem baixado a qualquer título, computados em conta de resultado, que
correspondem à diferença de correção monetária entre o IPC e o BTNF
do ano de 1990 - art.457 do RIR/99 - Lei 8.200/91; art. 3º; IN SRF 96,
de 1993, art. 16

35 - Custo ou despesa com leasing, aluguel, de móveis ou imóveis, Adição Adição


exceto quando relacionados intrinsecamente com a atividade
- art.351, §2º e 356, §5º do RIR/99 - I.N. SRF 11/96; IN SRF 390/04,
art. 43

36 - Custo ou despesa de depreciação e demais gastos com bens Adição Adição


móveis ou imóveis, exceto quando relacionados com a atividade
- art.305 §5º e 346, §3º do RIR/99; IN SRF 390/04 art 43

37 - Alimentação de sócios, acionistas e administradores - art.249, V Adição Adição


do RIR/99 - IN SRF 390/2004 art. 64;

38 - As contribuições não compulsórias, exceto as destinadas a custear Adição Adição


Professor Antonio Saccá
seguros e planos saúde, para empregados e dirigentes - art.249, VI, 361
e 371, § único do RIR/99 - IN SRF 390/2004 art. 59

39 - As contribuições não compulsórias, exceto as destinadas a custear Adição Adição


benefícios complementares assemelhados ao da previdência social,
para empregados e dirigentes e também exceto ao Fundo de
Aposentadoria Programada Individual (Fapi) desde que o Fapi atinja,
no mínimo, cinquenta por cento dos empregados, e que cujos ônus
sejam da pessoa jurídica, que, somados, excederem a 20% do
total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes
da empresa, vinculados ao referido plano; (art. 249, VI, 361 e 371,
§ único RIR/99; IN SRF 390/2004 art. 60 e 61);

40 - As doações, exceto: Adição Adição


- as doações efetuadas às instituições de ensino e pesquisa cuja
criação tenha sido autorizada por lei federal, até o limite
de 1,5% do lucro operacional, antes de computada a sua dedução
e a seguinte;- as doações efetuadas a entidades civis,
legalmente constituídas no Brasil, sem fins lucrativos, que
prestem serviços gratuitos em benefício de empregados da
pessoa jurídica doadora, e respectivos dependentes, ou em
benefício da comunidade na qual atuem, até o limite de 2% do
lucro operacional, antes de computada a sua dedução;
- as doações a OSCIP - Organizações da Sociedade Civil de
Interesse Público (lei 9.790/99); e- as doações a OS
- Organizações Sociais (Lei 9.637 de 1998; art. 249, VII e
365 do RIR/99; IN SRF 87/96; § 1º art. 62 da IN SRF 390/2004);
Também deverão ser adicionados os valores relativos às doações
e patrocínios a projetos culturais, previstos no art. 18 da Lei 8.313/91,
com as alterações introduzidas pelo art. 1º da Lei 9.874/99 e pelo
art. 53 da Medida Provisória 2.228-1/2001;

41 - As doações aos Fundos da criança e Adolescente - art.591, do RIR/99 Adição Adição


Lei 8.069/90; IN SRF 390/04 art. 38

42 - As despesas com brindes (art. 249, VIII do RIR/99; PN CST 15/76; Adição Adição
IN SRF 390/2004 art. 38);

43 - Lucros e dividendos derivados de investimentos avaliados pelo custo Exclusão Exclusão


de aquisição (inclusive de Sociedade em Conta de Participação), computados
como receita (art. 379, §1º do RIR/99; IN SRF 390/2004 art. 39);
44 - Remuneração Indireta de administradores, dirigentes, gerentes, Adição
assessores, não identificados e não individualizados os beneficiários
assim como o imposto de renda na fonte - art.358, §3º do RIR/99
Pagamento sem causa ou a beneficiário não identificado - art.304 do RIR/99;

45 - Resultados Positivos relativos aos atos cooperativos Exclusão


(exceto para cooperativas de consumo) art.182 do RIR/99 -
PN CST 49/87 - AD(N) COSIT 04/99 - PN CST 38/80 -
Lei 9.532/97 art. 69;

46 - Resultados Negativos com Atos Cooperativos As sociedades Adição


cooperativas que obedecerem ao disposto na legislação
específica deverão adicionar os resultados negativos das
operações realizadas com seus associados. Lei 9.532/97, art. 69;
PN CST 38/80 e ADN 04/99). Não aplica-se a cooperativa de consumo que
tenha por objeto a compra e fornecimento de bens aos consumidores.
Professor Antonio Saccá
47 - Depreciação acelerada Incentivada para bens do Ativo Permanente Exclusão Exclusão
Imobilizado (exceto a terra nua) adquiridos por pessoa jurídica que * **
explore Atividade Rural - Lei 8.023 de 1990; art.314 do RIR/99 -
IN SRF 390/2004 art. 104
48 - A contrapartida do aumento do ativo, em decorrência da atualização Exclusão Exclusão
do valor dos estoques de produtos agrícolas, animais e extrativos Adição Adição
destinados à venda, tanto em virtude do registro no estoque * **
de crias nascidas no período de apuração, como pela avaliação
do estoque a preço de mercado, constitui receita operacional,
que comporá a base de cálculo da CSLL no período de apuração
em que ocorrer a venda dos respectivos estoques (IN SRF 257/2002
art. 16 - IN SRF 390/2004 art. 106).Para efeito da CSLL, a receita
operacional no período de sua formação constituirá exclusão do
lucro líquido e poderá ser controlada na Parte B do Lalur ou em
livro específico para apuração da CSLL.No período de apuração
em que ocorrer a venda, a permuta ou dação em pagamento dos
estoques atualizados, a receita operacional deverá ser adicionada ao
lucro líquido para efeito de determinar a base de cálculo.

49 - Depreciação ou Amortização Acelerada Incentivada Exclusão


(art. 313 a 323 do RIR/99 - PN CST 01/82 e 19/82);Beneficio *
e ser utilizado pelas empresas titulares de PDTI e PDTA para a
exclusão relativa ao benefício da amortização acelerada incentivada
(arts. 495 e 504, III, do RIR/99).

50 - Exaustão Incentivada (art. 331 do RIR/99 - PN CST 153/72 e 44/77); Exclusão


As empresas de mineração poderão excluir quota de exaustão mineral *
incentivada relativa aos recursos minerais, equivalente à diferença entre
vinte por cento da receita bruta auferida nos dez primeiros anos de
exploração de cada jazida e o valor computado tendo em vista o volume da
produção no período e sua relação com a possança conhecida da mina, ou
em função do prazo de concessão.
51 -Perda na alienação de bens que serão tomados em arrendamento Adição
pelo próprio vendedor do bem - art.424 do RIR/99;

52 Prejuízo na venda de ações em tesouraria - art.442 do RIR/99; Adição

53 - Prejuízos na alienação de participações não integrantes Adição


do ativo permanente, com deságio superior a 10% (dez por cento)
dos respectivos valores de aquisição, caso a venda não tenha sido
realizada em bolsa de valores, ou onde esta não existir, não
tenha sido efetuada por meio de leilão público, com divulgação
do respectivo edital, na forma da lei, durante 3 (três) dias no
período de um mês (art. 393 do RIR/99).

54 - O valor total da Variação Cambial Passiva, contabilizada pelo


regime de competência, quando a opção for pelo regime Adição Adição
de caixa (M.P. 2.158, art. 30 - IN SRF 390/2004 arts, 38 e 74); * **
IN SRF 345/03; Somente para as empresas que optaram (a partir de jan/2000)
por considerar, para fins de determinação da base de cálculo
do imposto de renda, da contribuição social sobre o lucro
líquido, e da contribuição para o PIS/Pasep e Cofins, o valor
correspondente às variações monetárias das obrigações e
direitos de crédito, em função da taxa de câmbio, quando
da liquidação da correspondente operação.Em um relatório
Professor Antonio Saccá
considerar o valor total correspondente à variação cambial
passiva, ainda que a operação tenha sido liquidada no período
de apuração. A opção pelo reconhecimento das variações cambiais,
quando da liquidação das correspondentes operações, é definitiva
para todo o ano-calendário.

55 - O valor total da Variação Cambial Passiva, adicionada em período


anterior, liquidada no período de apuração, quando a opção for Exclusão Exclusão
pelo regime de caixa (M.P. 1.858-10 art. 30; 2.158-35 art. 30 - * **
IN SRF 390/2004 arts, 38 e 74; IN SRF 345/03 Somente para as
empresas que optaram (a partir de jan/2000) por considerar, para fins
de determinação da base de cálculo do imposto de renda, da contribuição
social sobre o lucro líquido, e da contribuição para o PIS/Pasep e Cofins,
o valor correspondente às variações monetárias das obrigações
e direitos de crédito, em função da taxa de câmbio, quando da
liquidação da correspondente operação.Em um relatório considerar
o valor total correspondente à variação cambial passiva, adicionada
em período anterior, que tenha sido liquidada no período de
apuração. A opção pelo reconhecimento das variações cambiais,
quando da liquidação das correspondentes operações, é definitiva
para todo o ano-calendário. À medida que for liquidada a operação
que deu origem ao saldo de variação cambial, devem ser consideradas
realizadas as variações ocorridas tanto no próprio período de
apuração quanto em períodos de apuração anteriores, e que
tenham sido adicionadas na determinação do lucro real, do
lucro da exploração e da base de cálculo da contribuição social.
56 - O valor total da Variação Cambial Ativa, contabilizada pelo regime Exclusão Exclusão
de competência, quando a opção for pelo regime de caixa * **
(M.P. 2.158, art. 30 - IN SRF 390/2004 arts, 38 e 74; IN SRF 345/03);
Somente para as empresas que optaram (a partir de jan/2000) por
considerar, para fins de determinação da base de cálculo do
imposto de renda, da contribuição social sobre o lucro líquido,
e da contribuição para o PIS/Pasep e Cofins, o valor correspondente
às variações monetárias das obrigações e direitos de crédito,
em função da taxa de câmbio, quando da liquidação da
correspondente operação. Em um relatório considerar o
valor total correspondente à variação cambial ativa, contabilizada
no período, ainda que tenha sido liquidada no período de apuração.
A opção pelo reconhecimento das variações cambiais, quando da
liquidação das correspondentes operações, é definitiva para todo
o ano-calendário.

57 - O valor total da Variação Cambial Ativa, excluída em período Adição Adição


anterior e que tenha sido liquidada no período de apuração,
quando a opção for pelo regime de caixa (M.P. 1.858-10
art. 30; 2.158-35 art. 30 - IN SRF 390/2004 arts, 38 e 74; IN SRF 345/03)
Somente para as empresas que optaram (a partir de jan/2000) por
considerar, para fins de determinação da base de cálculo
do imposto de renda, da contribuição social sobre o lucro
líquido, e da contribuição para o PIS/Pasep e Cofins, o valor
correspondente às variações monetárias das obrigações e
direitos de crédito, em função da taxa de câmbio, quando
da liquidação da correspondente operação. Em um relatório
considerar o valor total correspondente à variação cambial ativa,
excluída em período anterior, que tenha sido liquidada no
período de apuração. A opção pelo reconhecimento das variações
cambiais, quando da liquidação das correspondentes operações,
Professor Antonio Saccá
é definitiva para todo o ano-calendário.À medida que for
liquidada a operação que deu origem ao saldo de variação
cambial, devem ser consideradas realizadas as variações
ocorridas tanto no próprio período de apuração quanto em
períodos de apuração anteriores, e que tenham sido excluídas
na determinação do lucro real, do lucro da exploração e da
base de cálculo da contribuição social. No caso de alteração
do critério de reconhecimento das variações monetárias,
em função da taxa de câmbio, em anos-calendário subsequentes,
deve ser observada a IN SRF nº 345, de 2003.

58 - A parcela correspondente à diferença entre o valor de Exclusão Exclusão


integralização de capital, resultante da incorporação ao * **
patrimônio de outra pessoa jurídica, de participação societária
de titularidade da empresa que efetuar a subscrição e
integralização, e o valor dessa participação societária
registrado na escrituração contábil desta mesma pessoa jurídica.
O valor da diferença apurada, controlado, somente deverá ser
computado na determinação da base de cálculo:
I - na alienação, liquidação ou baixa, a qualquer título, da
participação subscrita, proporcionalmente ao montante realizado;
II - proporcionalmente ao valor realizado, no período de apuração
em que a pessoa jurídica para a qual a participação societária tenha
sido transferida, realizar o valor dessa participação, por alienação,
liquidação, conferência de capital em outra pessoa jurídica, ou baixa
a qualquer título.Não será considerada realização a eventual
transferência da participação societária incorporada ao patrimônio
de outra pessoa jurídica, em decorrência de fusão, cisão ou incorporação
- art. 36 Lei 10.637/2002 - IN SRF 390/2004 art. 66;

59 - As despesas operacionais relativas aos dispêndios realizados Exclusão Exclusão


com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação * **
tecnológica de produtos, pagos a pessoas físicas ou jurídicas
residentes e domiciliadas no País - art. 39 Lei 10.637/2002 -
Decreto 4.928/2003;

60 - Os valores relativos aos dispêndios incorridos em Exclusão Exclusão


instalações fixas e na aquisição de aparelhos, máquinas * **
e equipamentos, pagos a pessoas físicas ou jurídicas
residentes e domiciliadas no País, destinados à utilização
em projetos de pesquisa e desenvolvimentos tecnológicos,
metrologia, normalização técnica e avaliação da conformidade,
aplicáveis a produtos, processos, sistemas e pessoal,
procedimentos de autorização de registros, licenças,
homologações e suas formas correlatas, bem como relativos
a procedimentos de proteção de propriedade intelectual,
poderão ser depreciados na forma da legislação vigente,
podendo o saldo não depreciado ser excluído na determinação
do lucro real, no período de apuração em que concluída
sua utilização - § 2º art. 39 Lei 10.637/2002 - Decreto 4.928/2003;

61 - Ganho com bens ou direitos recebidos em devolução de participação Exclusão Exclusão


no capital registrados pelo valor de mercado. Os bens ou direitos do ativo
da pessoa jurídica, que forem entregues ao titular ou a sócio ou acionista,
a título de devolução de sua participação no capital social, poderão ser
avaliados pelo valor contábil ou de mercado. No caso de a devolução realizar-se
pelo valor de mercado, a diferença entre este e o valor contábil dos bens ou
Professor Antonio Saccá
direitos entregues será considerada ganho de capital, que será computado
no resultado tributável da investida.Para o investidor titular, sócio ou
acionista, pessoa jurídica, os bens ou direitos recebidos em devolução de
sua participação no capital serão registrados pelo valor contábil da participação
ou pelo valor de mercado, conforme avaliado pela pessoa jurídica que esteja
devolvendo capital. Neste investidor, a diferença entre o valor de mercado
dos bens ou direitos e o valor contábil da participação extinta será excluída
do resultado (IN SRF 390 art. 97);

Nota:
* controlado na parte "B" do LALUR
** controlado no LALUR ou em relatório específico para a CSLL Instrução Normativa SRF 390/2004

Da Demonstração do Resultado Ajustado


Art. 28 - A demonstração do resultado ajustado da CSLL relativa ao período abrangido pelos balanços ou balancetes de
suspensão ou redução poderá ser transcrita no Livro de Apuração do Lucro Real (Lalur) ou em livro específico para apuração
da CSLL, observando-se, nessa hipótese, o seguinte:
I - a cada balanço ou balancete levantado para fins de suspensão ou redução da CSLL, o contribuinte deverá determinar um
novo resultado ajustado para o período em curso, desconsiderando aqueles apurados em meses anteriores do mesmo ano-
calendário;
II - as adições, exclusões e compensações, computadas na apuração do resultado ajustado, correspondentes aos balanços ou
balancetes, deverão constar, discriminadamente, na Parte A do Lalur, para fins de elaboração da demonstração do resultado
ajustado do período em curso, não cabendo nenhum registro na Parte B do referido livro.

Art. 42 - A pessoa jurídica poderá utilizar o Lalur ou livro específico para apuração da CSLL, para transcrever a demonstração
do resultado ajustado e manter os registros de controle dos valores que devam influenciar a determinação do resultado ajustado
dos períodos subsequentes.

ADIÇÕES A BASE DE CÁLCULO DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO

1. INTRODUÇÃO
Para se apurar a base de cálculo da contribuição social sobre o lucro deverão ser adicionados e excluídos do resultado do
exercício determinados valores que estão previstos não lei que rege a matéria. Em decorrência das constantes alterações da
legislação tributária e muitas vezes o texto da lei encarrega-se de confundir o contribuinte surgindo à indagação de quais são os
valores que devem ser adicionados resultado para determinação da base de cálculo da referida contribuição, ou seja, adiciona-se
os mesmos valores que são adicionados ao lucro real ou são diferentes

2. DISPOSIÇÕES LEGAIS - A Lei 8.981/95 em seu art. 57 determina que - Aplica-se à Contribuição Social sobre o Lucro, as
mesmas normas de apuração e de pagamento estabelecidos para o imposto de renda das pessoas jurídicas, inclusive no que se
refere ao disposto no art. 38, mantidas a base de cálculo e as alíquotas previstas na legislação em vigor, com as alterações
introduzidas por esta Lei.

3. JURISPRUDÊNCIA ADMINISTRATIVA - O primeiro Conselho de Contribuinte através do Acórdão nº 101-92.553/99


publicado no DOU de 26-05-99, definiu que somente a lei pode fixar a base de cálculo do tributo, não se admitindo que valores
indedutíveis para efeito do IRPJ sejam adicionados às bases de cálculo de outros tributos sem expressa determinação legal.

4. CONCLUSÃO - Como se observa, a Lei determina que deve ser seguido à mesma regra de cálculo e pagamento, em outras
palavras o mesmo sistema de cálculo (Lucro Real, Presumido ou Arbitrado) e nos mesmos prazos, todavia permanecendo
inalterada a base de cálculo e as alíquotas na legislação em vigor.
A Lei 7.689/88 ao dispor sobre a base de calculo da CSLL determina quais são os valores que devem ser adicionados e
excluídos de sua base de cálculo. Assim, os valores que devem ser considerados na base de cálculo são os previstos nessa lei.
Assim, os valores que devem ser adicionados necessariamente não os mesmos que são adicionados para apuração do lucro real.
Por exemplo, no rol de adições não consta: as multas punitivas; os tributos cuja exigibilidade estejam suspensos de acordo com
as normas do CTN. Portanto, no exemplo citado acima as multas punitivas e os tributos apropriados como despesas e cuja sua
exigibilidade esteja não suspensa mediante ação judicial própria não devem ser adicionados em sua base de cálculo da CSLL.

Professor Antonio Saccá


7.8.Contabilização dos Ajustes Fiscais (Ativos/Passivos Diferidos).
A resolução CFC nº 1.189/09, aprovou a NBC TG 32- Tributos sobre o Lucro. Foi alterada e
consolidada em 11.12.2013 como NBC TG 32 (R1) e novamente alterada e consolidada em
11.04.2014 como NBC TG 32 (R2).
O objetivo desta Norma é estabelecer o tratamento contábil para os tributos sobre o lucro. A questão
principal na contabilização dos tributos sobre o lucro é como contabilizar os efeitos fiscais atuais e
futuros de:
a) futura recuperação (liquidação) do valor contábil dos ativos (passivos) que são reconhecidos no
balanço patrimonial da entidade; e
b) operações e outros eventos do período atual que são reconhecidos nas demonstrações contábeis da
entidade.

Desta forma, a contabilização de um ativo ou passivo enseja que a recuperação ou liquidação de seus
valores possa produzir alterações nas futuras apurações de imposto de renda e contribuição social, através
da sua dedutibilidade ou tributação. Nessa circunstância, a entidade deve reconhecer, com certas
exceções, esse impacto fiscal através da contabilização de um passivo ou ativo fiscal diferido, no período
em que tais diferenças surgirem.

Ativos Fiscais Diferidos.


São os valores do imposto de renda e da contribuição social a recuperar
em períodos futuros com relação a:
a) diferenças temporárias dedutíveis;
b) compensação futura de prejuízos fiscais não utilizados.

a) Diferenças Temporárias são as diferenças que impactam ou podem impactar a apuração do imposto
de renda e da contribuição social decorrentes de diferenças temporárias entre a base fiscal de um ativo ou
passivo e seu valor contábil no balanço patrimonial. Elas podem ser:
a.1) tributáveis, ou seja, que resultarão em valores a serem adicionados no cálculo do resultado tributável
de períodos futuros, quando o valor contábil do ativo ou passivo for recuperado ou liquidado;
a.2) dedutíveis, ou seja, que resultarão em valores a serem deduzidos no cálculo do resultado tributável de
períodos futuros, quando o valor contábil do ativo ou passivo for recuperado ou liquidado.

b) Compensação futura de prejuízos fiscais deve-se reconhecer o ativo fiscal diferido com relação
a prejuízos fiscais à medida que seja provável que no futuro haverá lucro tributável suficiente para
compensar estes prejuízos.

Desta forma, se não for provável que não haverá lucro tributável para compensar os prejuízos fiscais, o
ativo fiscal diferido não deve ser reconhecido.

Passivos Fiscais Diferidos.


De acordo com o Princípio Contábil da Competência, se a contabilidade já reconheceu uma receita ou
lucro, a despesa de Imposto de Renda deve ser reconhecida nesse mesmo período, ainda que tais receitas e
Professor Antonio Saccá
lucros tenham a sua tributação diferida para efeitos fiscais, ou seja, o Imposto de Renda incidente sobre
elas será pago em períodos futuros.

Nesses casos, a receita ou o lucro já foram registrados contabilmente pelo regime de competência e a
despesa de Imposto de Renda também deve ser reconhecida no mesmo período, mediante crédito na conta
de Provisão para Imposto de Renda Diferido, classificada no Passivo Circulante ou Passivo Não
Circulante e débito na conta de despesa de Imposto de Renda no Resultado.

Quando a receita ou o lucro se tornarem tributáveis, o valor constante da conta de Provisão para Imposto
de Renda Diferido será transferido para a conta de Provisão para Imposto de Renda no Passivo Circulante,
não alterando o resultado desse período.

O passivo fiscal diferido deve ser reconhecido às alíquotas aplicáveis ao exercício em que o passivo deve
ser liquidado

7.9. Considerações Gerais.


Fisco publica novas regras para apresentação de informações contábeis digitais.
Em 24 de dezembro de 2009, foi publicada a Instrução Normativa RFB nº 989/2009 que instituiu o (e-
Lalur) Livro Eletrônico de Escrituração e Apuração do Imposto sobre a Renda e da Contribuição Social
sobre o Lucro Líquido da Pessoa Jurídica Tributada pelo Lucro Real.

A obrigatoriedade do e-Lalur teve início a partir do ano-calendário 2013 e deverá ser apresentada pelo
estabelecimento matriz da pessoa jurídica, até o final do último dia útil do mês de junho do ano
subsequente ao ano-calendário de referência, ou seja, os dados inerentes ao exercício de 2013 deverão ser
apresentados até o dia 30/06/2014, conforme Instrução Normativa 1.249/2012.

Com a publicação da Instrução Normativa nº 1.353 de 30 de abril de 2013, a RFB criou a EFD-IRPJ
Escrituração Fiscal Digital do Imposto sobre a Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido das
Pessoas Jurídicas (EFD-IRPJ) que, neste caso, teve por objetivo absorver:
a) O e-LALUR – Lalur Eletrônico;
b) O FCONT – Controle Fiscal de Transição;
c) A ECD-FISCAL – Escrituração Contabil Digital – Fiscal;
d) DIPJ – Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica.

No entanto, em 20 de dezembro de 2013 a RFB publicou as Instruções Normativas RFB nº 1.420/13 e


1.423/13 que tratam respectivamente, da Escrituração Contábil Digital (ECD) e da Escrituração Contabil
Fiscal (EFD), sendo que:
a) A IN 1420/13 – ECD (Escrituração Contábil Digital) compreende:
i. a exigência a apresentação dos livros Diário, Razão, Balancetes e Balanços que
demandarão validação eletrônica por meio de certificação digital do representante do
contribuinte, conforme previsto na IN 787/2007.
ii. Altera o rol de contribuintes obrigados a transmitir o ECD de modo que, com relação aos
fatos contábeis ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2014, essa obrigação acessória deverá
ser apresentada pelas seguintes pessoas jurídicas:
 Sujeitas a tributação pelo Lucro Real;
 Sujeitas a tributação pelo Lucro Presumido e Arbitrado;
Professor Antonio Saccá
 Empresas Imunes e Isentas;
 As demais pessoas jurídicas que optarem por adotar o ECD voluntariamente.

b) A IN 1422/13 – ECF (Escrituração Contábil Fiscal) compreende o mesmo escopo anteriormente


atribuído à EFD-IRPJ pela IN 1.353/2013, ou seja, a sua apresentação elimina:
i. O e-LALUR – Lalur Eletrônico;
ii. O FCONT – Controle Fiscal de Transição;
iii. A ECD-FISCAL – Escrituração Contabil Digital – Fiscal;
iv. DIPJ – Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica.
v. Altera o rol de contribuintes obrigados a transmitir o ECF de modo que, com relação aos
fatos contábeis ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2014, essa obrigação acessória deverá
ser apresentada pelas seguintes pessoas jurídicas:
 Sujeitas a tributação pelo Lucro Real;
 Sujeitas a tributação pelo Lucro Presumido e Arbitrado;
 Empresas Imunes e Isentas;
 A exceção fica por contas das empresas inscritas Simples Nacional; Pessoas
Jurídicas Inativas; Órgãos Públicos; Autarquias; e Fundações Publicas.

Tanto a ECD (Escrituração Contabil Digital) quanto a ECF (Escrituração Contabil Fiscal) deverão ser
transmitidas anualmente, por meio do SPED, até o ultimo dia útil dos meses de junho e julho,
respectivamente, do ano seguinte ao ano-calendário a que se referira à escrituração, salvo hipótese em que
transmissão da obrigação acessória seja antecipada.

Observando que nos casos de omissão, inexatidão ou incompletude em suas informações sujeitam o
contribuinte penalidades que podem chegar a três por cento do valor das transações comerciais ou das
operações financeiras.

Notas adicionais a partir da aplicação da Lei 12.973/2014:

1- Conforme determina o art. 2º da Lei 12.973 de 2014, que alterou o art. 7º e 8º do Decreto-Lei
1.598/77.
O Livro de Apuração do Lucro Real Eletrônico (e-Lalur) e o Livro de Apuração da CSLL Eletrônico (e-
Lacs), assim como o Cálculo da CSLL e do IRPJ serão demonstrados em relatórios constantes dos Blocos
da Escrituração Contábil Fiscal (ECF), e serão transmitidos ao SPED – Sistema Público de Escrituração
Digital,
Lei 12.973 de 2014
"Art. 8º-A - O sujeito passivo que deixar de apresentar o livro de que trata o inciso I do caput do Art. 8º,
nos prazos fixados no ato normativo a que se refere o seu §3º, ou que o apresentar com inexatidões,
incorreções ou omissões, fica sujeito às seguintes multas:
I - equivalente a 0,25% (vinte e cinco centésimos por cento), por mês-calendário ou fração, do lucro
líquido antes do Imposto de Renda da pessoa jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, no
período a que se refere a apuração, limitada a 10% (dez por cento) relativamente às pessoas jurídicas que
deixarem de apresentar ou apresentarem em atraso o livro; e
II - 3% (três por cento), não inferior a R$ 100,00 (cem reais), do valor omitido, inexato ou incorreto.
Professor Antonio Saccá
§1º - A multa de que trata o inciso I do caput será limitada em:
I - R$ 100.000,00 (cem mil reais) para as pessoas jurídicas que no ano-calendário anterior tiverem
auferido receita bruta total, igual ou inferior a R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais);
II - R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais) para as pessoas jurídicas que não se enquadrarem na
hipótese de que trata o inciso I deste parágrafo.
§2º - A multa de que trata o inciso I do caput será reduzida:
I - em 90% (noventa por cento), quando o livro for apresentado em até 30 (trinta) dias após o prazo;
II - em 75% (setenta e cinco por cento), quando o livro for apresentado em até 60 (sessenta) dias após o
prazo;
III - à metade, quando o livro for apresentado depois do prazo, mas antes de qualquer procedimento de
ofício; e
IV - em 25% (vinte e cinco por cento), se houver a apresentação do livro no prazo fixado em intimação.
§3º - A multa de que trata o inciso II do caput:
I - não será devida se o sujeito passivo corrigir as inexatidões, incorreções ou omissões antes de iniciado
qualquer procedimento de ofício; e
II - será reduzida em 50% (cinquenta por cento) se forem corrigidas as inexatidões, incorreções ou
omissões no prazo fixado em intimação.
§4º - Quando não houver lucro líquido, antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social, no período
de apuração a que se refere a escrituração, deverá ser utilizado o lucro líquido, antes do Imposto de Renda
e da Contribuição Social do último período de apuração informado, atualizado pela taxa referencial do
Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - Selic, até o termo final de encerramento do período a que
se refere a escrituração.
§5º - Sem prejuízo das penalidades previstas neste artigo, aplica-se o disposto no Art. 47 da Lei nº 8.981,
de 20 de janeiro de 1995, à pessoa jurídica que não escriturar o livro de que trata o inciso I do caput do
Art. 8º da presente Lei de acordo com as disposições da legislação tributária."

2 – Pagamento Por Estimativa – Alteração no Conceito de Receita Bruta


A pessoa jurídica sujeita a tributação com base no lucro real poderá optar pelo pagamento do imposto, em
cada mês, determinado sobre base de cálculo estimada, mediante a aplicação dos percentuais de que trata
o art. 15 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995, sobre a receita bruta definida pelo art. 12 do
Decreto-Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977, auferida mensalmente, deduzida das devoluções,
vendas canceladas e dos descontos incondicionais concedidos, observado o disposto nos §§ 1º e 2º do art.
29 e nos arts. 30, 32, 34 e 35 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995. (art. 2º da Lei nº 9.430/96 com a
redação pelo o art. 5º da MP nº 627/2013)
3- Subvenções para Investimento e Doações do Poder Público
Lei 12.973 de 2014
Seção XI
Subvenções Para Investimento
Art. 30 As subvenções para investimento, inclusive mediante isenção ou redução de impostos, concedidas
como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos e as doações feitas pelo poder
Professor Antonio Saccá
público não serão computadas na determinação do lucro real, desde que seja registrada em reserva de
lucros a que se refere o art. 195-A da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, que somente poderá ser
utilizada para:

I - absorção de prejuízos, desde que anteriormente já tenham sido totalmente absorvidas as demais
Reservas de Lucros, com exceção da Reserva Legal; ou
II - aumento do capital social.

§ 1o Na hipótese do inciso I do caput, a pessoa jurídica deverá recompor a reserva à medida que forem
apurados lucros nos períodos subsequentes.
§ 2o As doações e subvenções de que trata o caput serão tributadas caso não seja observado o disposto no
§ 1o, ou seja, dada destinação diversa da que está prevista no caput, inclusive nas hipóteses de:

I - capitalização do valor e posterior restituição de capital aos sócios ou ao titular, mediante redução do
capital social, hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído, limitado ao valor total das
exclusões decorrentes de doações ou subvenções governamentais para investimentos;
II - restituição de capital aos sócios ou ao titular, mediante redução do capital social, nos 5 (cinco) anos
anteriores à data da doação ou da subvenção, com posterior capitalização do valor da doação ou da
subvenção, hipótese em que a base para a incidência será o valor restituído, limitada ao valor total das
exclusões decorrentes de doações ou de subvenções governamentais para investimentos; ou
III - integração à base de cálculo dos dividendos obrigatórios.

§ 3o Se, no período de apuração, a pessoa jurídica apurar prejuízo contábil ou lucro líquido contábil
inferior à parcela decorrente de doações e de subvenções governamentais e, nesse caso, não puder ser
constituída como parcela de lucros nos termos do caput, esta deverá ocorrer à medida que forem apurados
lucros nos períodos subsequentes.

4- Redução ao Valor Recuperável dos Ativos (Teste de Recuperabilidade dos Ativos)


Lei 12.973 de 2014
Seção XIII
Teste de Recuperabilidade
Art. 32. O contribuinte poderá reconhecer na apuração do lucro real somente os valores contabilizados
como redução ao valor recuperável de ativos que não tenham sido objeto de reversão, quando ocorrer a
alienação ou baixa do bem correspondente.

Parágrafo único. No caso de alienação ou baixa de um ativo que compõe uma unidade geradora de caixa,
o valor a ser reconhecido na apuração do lucro real deve ser proporcional à relação entre o valor contábil
desse ativo e o total da unidade geradora de caixa à data em que foi realizado o teste de recuperabilidade.

5- Depreciação (prazo de vida útil)


Lei 12.973 de 2014
Seção XVII
Depreciação - Exclusão no e-Lalur
Art. 40. O art. 57 da Lei 4.506, de 30 de novembro de 1964, passa a vigorar com as seguintes alterações:

Professor Antonio Saccá


"Art. 57.........................................................................
§ 1o A quota de depreciação dedutível na apuração do imposto será determinada mediante a aplicação da
taxa anual de depreciação sobre o custo de aquisição do ativo.
..............................................................................................

§ 15. Caso a quota de depreciação registrada na contabilidade do contribuinte seja menor do que aquela
calculada com base no § 3o, a diferença poderá ser excluída do lucro líquido na apuração do lucro real,
observando-se o disposto no § 6o.

§ 16. Para fins do disposto no § 15, a partir do período de apuração em que o montante acumulado das
quotas de depreciação computado na determinação do lucro real atingir o limite previsto no § 6o, o valor
da depreciação, registrado na escrituração comercial, deverá ser adicionado ao lucro líquido para efeito de
determinação do lucro real." (NR)

Lei 4.506, de 30 de novembro de 1964


(...)
Art. 57. Poderá ser computada como custo ou encargo, em cada exercício, a importância correspondente
à diminuição do valor dos bens do ativo resultante do desgaste pelo uso, ação da natureza e
obsolescência normal.

§ 1º A quota de depreciação registrável em cada exercício será estimada pela aplicação da taxa anual de
depreciação sobre o custo de aquisição do bem depreciável, atualizado monetàriamente, observadas nos
exercícios financeiros de 1965 e 1966, as disposições constantes do § 15 do artigo 3º da Lei nº 4.357 de
16 de julho de 1964. (Vide Medida Provisória nº 627, de 2013) (Vigência)

§ 1º A quota de depreciação dedutível na apuração do imposto será determinada mediante a aplicação da


taxa anual de depreciação sobre o custo de aquisição do ativo.

§ 2º A taxa anual de depreciação será fixada em função do prazo durante o qual se possa esperar a
utilização econômica do bem pelo contribuinte, na produção dos seus rendimentos.

§ 3º A administração do Impôsto de Renda publicará periódicamente o prazo de vida útil admissível a


partir de 1º de janeiro de 1965, em condições normais ou médias, para cada espécie de bem, ficando
assegurado ao contribuinte o direito de computar a quota efetivamente adequada às condições de
depreciação dos seus bens, desde que faça a prova dessa adequação, quando adotar taxa diferente.

§ 4º No caso de dúvida, o contribuinte ou a administração do impôsto de renda poderão pedir perícia do


Instituto Nacional de Tecnologia, ou de outra entidade oficial de pesquisa científica ou tecnológica,
prevalecendo os prazos de vida útil recomendados por essas instituições, enquanto os mesmos não forem
alterados por decisão administrativa superior ou por sentença judicial, baseadas, igualmente, em laudo
técnico idôneo.
§ 5º Com o fim de incentivar a implantação, renovação ou modernização de instalações e equipamentos,
o Poder Executivo poderá mediante decreto, autorizar condições de depreciação acelerada, a vigorar
durante prazo certo para determinadas indústrias ou atividades.

Professor Antonio Saccá


§ 6º Em qualquer hipótese, o montante acumulado, das cotas de depreciação não poderá ultrapassar o
custo de aquisição do bem, atualizado monetàriamente.

§ 7º A depreciação será deduzida pelo contribuinte que suporta o encargo econômico do desgaste ou
obsolescência, de acordo com condições de propriedade, posse ou uso de bem.

§ 8º A quota de depreciação é dedutível a partir da época em que o bem é instalado, posto em serviço ou
em condições de produzir.

§ 9º Podem ser objeto de depreciação todos os bens físicos sujeitos a desgaste pelo uso ou por causas
naturais, ou obsolescência normal, inclusive edifícios e construções.

§ 10. Não será admitida quota de depreciação referente a:


a) terrenos, salvo em relação aos melhoramentos ou construções;
b) prédios ou construções não alugados nem utilizados pelo proprietário na produção dos seus
rendimentos, ou destinados à revenda;
c) os bens que normalmente aumentam de valor com o tempo, como obras de arte ou antiguidades.

§ 11. O valor não depreciado dos bens sujeitos à depreciação que se tornarem imprestáveis, ou caírem em
desuso, importará na redução do ativo imobilizado.

§ 12. Quando o registro do imobilizado for feito por conjunto de instalação ou equipamentos, sem
especificação suficiente para permitir aplicar as diferentes taxas de depreciação de acordo com a
natureza do bem, e o contribuinte não tiver elementos para justificar as taxas médias adotadas para o
conjunto, será obrigado a utilizar as taxas aplicáveis aos bens de maior vida útil que integrem o conjunto.

§ 13. Não será admitida depreciação dos bens para os quais seja registrada quota de exaustão.

§ 14. A quota de depreciação dos bens aplicados exclusivamente na exploração de minas, jazidas e
florestas, registrável em cada exercício, poderá ser determinada de acordo com o § 2º do art. 59, se o
período de exploração total da mina, jazida ou floresta for inferior ao tempo de vida útil dos mesmos
bens.

§ 15. (Vide Medida Provisória nº 627, de 2013) (Vigência)

§ 16. (Vide Medida Provisória nº 627, de 2013) (Vigência)

6- Amortização do Intangível
Lei 12.973 de 2014

(...)

Seção XVIII
Professor Antonio Saccá
Amortização do Intangível
Art. 41. A amortização de direitos classificados no ativo não circulante intangível é considerada dedutível
na determinação do lucro real, observado o disposto no inciso III do caput do art. 13 da Lei no 9.249, de
26 de dezembro de 1995.

7- Arrendamento Mercantil Financeiro


Lei 12.973 de 2014

(...)

Art. 9o A Lei 9.249, de 26 de dezembro de 1995, passa a vigorar com as seguintes alterações:
"Art. 13........................................................................
..............................................................................................
VIII - de despesas de depreciação, amortização e exaustão geradas por bem objeto de arrendamento
mercantil pela arrendatária, na hipótese em que esta reconheça contabilmente o encargo.
..................................................................................." (NR)

Lei 9.249, de 26 de dezembro de 1995

(...)

Art. 13. Para efeito de apuração do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro
líquido, são vedadas as seguintes deduções, independentemente do disposto no art. 47 da Lei nº 4.506, de
30 de novembro de 1964:

I - de qualquer provisão, exceto as constituídas para o pagamento de férias de empregados e de décimo-


terceiro salário, a de que trata o art. 43 da Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, com as alterações da
Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, e as provisões técnicas das companhias de seguro e de
capitalização, bem como das entidades de previdência privada, cuja constituição é exigida pela
legislação especial a elas aplicável;

II - das contraprestações de arrendamento mercantil e do aluguel de bens móveis ou imóveis, exceto


quando relacionados intrinsecamente com a produção ou comercialização dos bens e serviços;

III - de despesas de depreciação, amortização, manutenção, reparo, conservação, impostos, taxas,


seguros e quaisquer outros gastos com bens móveis ou imóveis, exceto se intrinsecamente relacionados
com a produção ou comercialização dos bens e serviços;

IV - das despesas com alimentação de sócios, acionistas e administradores;

V - das contribuições não compulsórias, exceto as destinadas a custear seguros e planos de saúde, e
benefícios complementares assemelhados aos da previdência social, instituídos em favor dos empregados
e dirigentes da pessoa jurídica;

VI - das doações, exceto as referidas no § 2º;

VII - das despesas com brindes.


Professor Antonio Saccá
VIII - (Vide arts. 8º e 98 da MP nº 627, de 11 de novembro de 2013)
VIII - de despesas de depreciação, amortização e exaustão geradas por bem objeto de arrendamento
mercantil pela arrendatária, na hipótese em que esta reconheça contabilmente o encargo.

§ 1º Admitir-se-ão como dedutíveis as despesas com alimentação fornecida pela pessoa jurídica,
indistintamente, a todos os seus empregados.

§ 2º Poderão ser deduzidas as seguintes doações:


I - as de que trata a Lei nº 8.313, de 23 de dezembro de 1991;

II - as efetuadas às instituições de ensino e pesquisa cuja criação tenha sido autorizada por lei federal e
que preencham os requisitos dos incisos I e II do art. 213 da Constituição Federal, até o limite de um e
meio por cento do lucro operacional, antes de computada a sua dedução e a de que trata o inciso
seguinte;

III - as doações, até o limite de dois por cento do lucro operacional da pessoa jurídica, antes de
computada a sua dedução, efetuadas a entidades civis, legalmente constituídas no Brasil, sem fins
lucrativos, que prestem serviços gratuitos em benefício de empregados da pessoa jurídica doadora, e
respectivos dependentes, ou em benefício da comunidade onde atuem, observadas as seguintes regras:
a) as doações, quando em dinheiro, serão feitas mediante crédito em conta corrente bancária diretamente
em nome da entidade beneficiária;
b) a pessoa jurídica doadora manterá em arquivo, à disposição da fiscalização, declaração, segundo
modelo aprovado pela Secretaria da Receita Federal, fornecida pela entidade beneficiária, em que esta se
compromete a aplicar integralmente os recursos recebidos na realização de seus objetivos sociais, com
identificação da pessoa física responsável pelo seu cumprimento, e a não distribuir lucros, bonificações
ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou pretexto;
c) a entidade civil beneficiária deverá ser reconhecida de utilidade pública por ato formal de órgão
competente da União.

Lei 12.973 de 2014

(...)

Seção XXII
Arrendamento Mercantil
Art. 47. Poderão ser computadas na determinação do lucro real da pessoa jurídica arrendatária as
contraprestações pagas ou creditadas por força de contrato de arrendamento mercantil, referentes a bens
móveis ou imóveis intrinsecamente relacionados com a produção ou comercialização dos bens e serviços,
inclusive as despesas financeiras nelas consideradas.
Lei 12.973 de 2014
(...)
Arrendamento Mercantil
Art. 57. No caso de operação de arrendamento mercantil não sujeita ao tratamento tributário previsto na
Lei no 6.099, de 12 de setembro de 1974, em que haja transferência substancial dos riscos e benefícios

Professor Antonio Saccá


inerentes à propriedade do ativo, o valor da contraprestação deverá ser computado na base de cálculo da
Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins pela pessoa jurídica arrendadora.

Parágrafo único. As pessoas jurídicas sujeitas ao regime de tributação de que tratam as Leis nos 10.637, de
30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, poderão descontar créditos calculados
sobre o valor do custo de aquisição ou construção dos bens arrendados proporcionalmente ao valor de
cada contraprestação durante o período de vigência do contrato.

Nota:
Lei 12973/14 – art. 2º (acresce ao DL 1598/77, art. 13, os §§ 3º e 4º):
“Art. 13. (...)
(...)
§ 3o O disposto nas alíneas “c”, “d” e “e” do § 1o não alcança os encargos de depreciação, amortização e exaustão gerados
por bem objeto de arrendamento mercantil, na pessoa jurídica arrendatária.
§ 4o No caso de que trata o § 3o, a pessoa jurídica deverá proceder ao ajuste no lucro líquido para fins de apuração do
lucro real, no período de apuração em que o encargo de depreciação, amortização ou exaustão for apropriado como custo
de produção.” (NR)

8- Imobilizado – Alteração no valor para Bens de Pequeno Valor


Lei 12.973 de 2014
(...)
Art. 2o O Decreto-Lei 1.598, de 26 de dezembro de 1977, passa a vigorar com as seguintes alterações:
"Art. 15. O custo de aquisição de bens do ativo não circulante imobilizado e intangível não poderá ser
deduzido como despesa operacional, salvo se o bem adquirido tiver valor unitário não superior a R$
1.200,00 (mil e duzentos reais) ou prazo de vida útil não superior a 1 (um) ano.
..................................................................................." (NR)

9- Ajuste a Valor Presente e Ajuste a Valor Justo


Lei 12.973 de 2014
(...)
Seção I
Ajuste a Valor Presente
Art. 4o Os valores decorrentes do ajuste a valor presente, de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da
Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, relativos a cada operação, somente serão considerados na
determinação do lucro real no mesmo período de apuração em que a receita ou resultado da operação deva
ser oferecido à tributação.
Art. 5o Os valores decorrentes do ajuste a valor presente, de que trata o inciso III do caput do art. 184 da
Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, relativos a cada operação, somente serão considerados na
determinação do lucro real no período de apuração em que:
I - o bem for revendido, no caso de aquisição a prazo de bem para revenda;
II - o bem for utilizado como insumo na produção de bens ou serviços, no caso de aquisição a prazo de
bem a ser utilizado como insumo na produção de bens ou serviços;
III - o ativo for realizado, inclusive mediante depreciação, amortização, exaustão, alienação ou baixa, no
caso de aquisição a prazo de ativo não classificável nos incisos I e II do caput;
IV - a despesa for incorrida, no caso de aquisição a prazo de bem ou serviço contabilizado diretamente
como despesa; e
Professor Antonio Saccá
V - o custo for incorrido, no caso de aquisição a prazo de bem ou serviço contabilizado diretamente como
custo de produção de bens ou serviços.

§ 1o Nas hipóteses previstas nos incisos I, II e III do caput, os valores decorrentes do ajuste a valor
presente deverão ser evidenciados contabilmente em subconta vinculada ao ativo.

§ 2o Os valores decorrentes de ajuste a valor presente de que trata o caput não poderão ser considerados
na determinação do lucro real:
I - na hipótese prevista no inciso III do caput, caso o valor realizado, inclusive mediante depreciação,
amortização, exaustão, alienação ou baixa não seja dedutível;
II - na hipótese prevista no inciso IV do caput, caso a despesa não seja dedutível; e
III - nas hipóteses previstas nos incisos I, II e III do caput, caso os valores decorrentes do ajuste a valor
presente não tenham sido evidenciados conforme disposto no § 1o.

10- ADOÇÃO INICIAL DAS NORMAS TRIBUTÁRIAS


1- Para as operações ocorridas até 31 de dezembro de 2013, para os optantes conforme o art. 75 da Lei nº
12.973/2014;
2- A pessoa jurídica deverá proceder nos períodos de apuração a partir de janeiro de 2014, para os optantes
conforme o art. 75 da Lei nº 12.973/2014;
3- Ou até 31 de dezembro de 2014, para os não optantes, permanece a neutralidade tributária estabelecida
nos arts. 15 e 16 da Lei no 11.941, de 27 de maio de 2009, e;
4- A partir de janeiro de 2015, para os não optantes, aos respectivos ajustes nas bases de cálculo do IRPJ,
da CSLL, da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, observado o disposto nos arts. 66 e 67 da Lei nº
12.973/2014. (art. 64 da Lei nº 12.973/2014)

Lei 12.973 de 2014


CAPÍTULO VII
DA OPÇÃO PELOS EFEITOS EM 2014
Art. 75 - A pessoa jurídica poderá optar pela aplicação das disposições contidas nos Arts. 1º e 2º e 4º a 70
desta Lei para o ano calendário de 2014.
§1º - A opção será irretratável e acarretará a observância de todas as alterações trazidas pelos Arts. 1º e 2º
e 4º a 70 e os efeitos dos incisos I a VI, VIII e X do caput do Art. 117 a partir de 1º de janeiro de 2014.
§2º - A Secretaria da Receita Federal do Brasil definirá a forma, o prazo e as condições da opção de que
trata o caput.

8. LUCRO PRESUMIDO.
8.1. Conceito.
É a forma de tributação simplificada do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social
sobre o Lucro (CSLL).

Professor Antonio Saccá


8.2. Como Funciona?
8.2.1. Via de regra, a opção é manifestada com o pagamento da primeira quota ou quota única do imposto
devido correspondente ao primeiro período de apuração, sendo considerada definitiva para todo o ano-
calendário (RIR/1999, art. 516, §§ 1 o e 4 o ).

As pessoas jurídicas que tenham iniciado suas atividades ou que resultarem de incorporação, fusão ou
cisão, ocorrida a partir do segundo trimestre do ano-calendário, poderão manifestar a sua opção por meio
do pagamento da primeira ou única quota relativa ao trimestre de apuração correspondente ao início de
atividade (RIR/1999, art. 517).
8.2.2. Podem optar as pessoas jurídicas:
a) A partir de 01.01.2014, cuja receita bruta total tenha sido igual ou inferior a R$ 78.000.000,00 (setenta e
oito milhões de reais) ou a R$ 6.500.000,00 (seis milhões e quinhentos mil reais) multiplicados pelo
número de meses de atividade do ano-calendário anterior, quando inferior a 12 (doze) meses (limite
estabelecido pela Lei 12.814/2013).
b) Os contribuintes que não estejam obrigadas à tributação pelo lucro real em função da atividade exercida
ou da sua constituição societária ou natureza jurídica.

NOTAS:
Até o ano de 2103, conforme Lei nº 10.637/2012, a receita bruta total era igual ou inferior a R$
48.000.000,00 (quarenta e oito milhões de reais), no ano-calendário anterior, ou a R$ 4.000.000,00 (quatro
milhões de reais) multiplicados pelo número de meses em atividade no ano-calendário anterior.
Durante o período em que estiverem submetidas ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis), as pessoas
jurídicas obrigadas ao lucro real, exceto Instituições Financeiras (inclusive as equiparadas e as factoring ),
poderão optar pelo lucro presumido (Lei n o 9.718, de 1998, art. 14, inciso II; e Lei n o 9.964, de 2000, art.
4 o ).

A partir de 1 o /01/2001, as sociedades em conta de participação (SCP) ficaram autorizadas a optar pelo
lucro presumido, exceto aquelas com atividades imobiliárias, enquanto mantiverem registro de custo
orçado (IN SRF n o 31, de 2001).

Atendidos os requisitos acima elencados, a pessoa jurídica poderá optar pelo lucro presumido, se ainda
não tiver efetuado o pagamento do imposto com base em outro tipo de tributação naquele ano-calendário e
desde que faça o pagamento do imposto e respectivos acréscimos legais (multa e juros de mora) incidentes
em razão do atraso no recolhimento do imposto.

A pessoa jurídica não poderá optar fora do prazo para pagamento, caso tenha sido iniciado qualquer
procedimento fiscal de ofício contra ela.
A opção pelo lucro presumido deverá ter sido informada na DCTF.

8.2.3. Para efeito da verificação do limite, considera-se como receita bruta total o produto da venda de
bens nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações
de conta alheia, acrescidos das demais receitas, tais como, rendimentos de aplicações financeiras (renda
fixa e variável), receita de locação de imóveis, descontos ativos, variações monetárias ativas, juros
recebidos como remuneração do capital próprio etc e dos ganhos de capital (RIR/1999, arts. 518, 519 e
521).
Professor Antonio Saccá
NOTAS:
A Lei 12.973 de 2014, com a nova redação dada ao art. 12 do Decreto-Lei 1.598 de 1977, estabelece o
conceito de Receita Bruta que foi estendido às demais legislações que utilizam a Receita Bruta como base
de cálculo, como por exemplo, o Lucro Presumido, a Estimativa Mensal e o Pis e Cofins.

“Art. 12. A receita bruta compreende:


I - o produto da venda de bens nas operações de conta própria;
II - o preço da prestação de serviços em geral;
III - o resultado auferido nas operações de conta alheia; e
IV - as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica, não compreendidas nos incisos I a III

§ 1º A receita líquida será a receita bruta diminuída de:


I - devoluções e vendas canceladas;
II - descontos concedidos incondicionalmente;
III - tributos sobre ela incidentes; e
IV - valores decorrentes do ajuste a valor presente, de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei nº
6.404, de 1976, das operações vinculadas à receita bruta.

§ 2º - O fato de a escrituração indicar saldo credor de caixa ou a manutenção, no passivo, de obrigações já


pagas, autoriza presunção de omissão no registro de receita, ressalvada ao contribuinte a prova da
improcedência da presunção.

§ 3º - Provada, por indícios na escrituração do contribuinte ou qualquer outro elemento de prova, a


omissão de receita, a autoridade tributária poderá arbitrá-la com base no valor dos recursos de caixa
fornecidos à empresa por administradores, sócios da sociedade não anônima, titular da empresa individual,
ou pelo acionista controlador da companhia, se a efetividade da entrega e a origem dos recursos não forem
comprovadamente demonstradas. (Redação dada pelo Decreto-lei 1.648, de 1978).

§ 4º Na receita bruta, não se incluem os tributos não cumulativos cobrados, destacadamente, do comprador
ou contratante, pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de mero depositário.

§ 5º Na receita bruta, incluem-se os tributos sobre ela incidentes e os valores decorrentes do ajuste a valor
presente, de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei nº 6.404, de 1976, das operações previstas
no caput, observado o disposto no § 4º. (NR)”

Demonstrativo do Conceito de Receita Bruta

Receita Operacional Bruta


(+) Faturamento (venda, revenda e serviços), operações de conta alheia e demais receitas da atividade ou
objeto principal;
(+) Ajuste a Valor Presente (Receitas Financeiras a Apropriar).
Professor Antonio Saccá
(-) Deduções
I - devoluções e vendas canceladas;
II - descontos concedidos incondicionalmente;
III - tributos sobre ela incidentes; e
IV - valores decorrentes do Ajuste a Valor Presente das operações vinculadas à receita bruta
(=) Receita Operacional Líquida

Nos casos em que a Pessoa Jurídica iniciou as atividades ou submeteu-se a algum processo de
incorporação, fusão ou cisão durante o curso do ano-calendário anterior, o limite a ser considerado (v.
pergunta 520) será proporcional ao número de meses em que esteve em funcionamento no referido
período, isto é, deverá ser multiplicado o valor de R$ 6.500.000,00 (seis milhões e quinhentos mil reais)
pelo número de meses em que esteve em atividade, para efeito de verificação do limite em relação à
receita bruta total (Lei n o 9.718, de 1998, art. 13).

Não, tendo em vista que o limite para opção pelo lucro presumido é verificado em relação à receita bruta
total do ano-calendário anterior. Quando a pessoa jurídica ultrapassar o limite legal em algum período de
apuração dentro do próprio ano-calendário, tal fato não implica necessariamente mudança do regime de
tributação, podendo continuar sendo tributada com base no lucro presumido dentro deste mesmo ano.
Contudo, automaticamente, estará obrigada à apuração do lucro real no ano-calendário subsequente,
independentemente do valor da receita bruta que for auferida naquele ano. Daí por diante, para que a
pessoa jurídica possa retornar à opção pelo lucro presumido deverá observar as regras gerais aplicáveis à
espécie.

8.2.4. A partir de 1999 estão obrigadas à apuração do lucro real e, portanto, não podem optar pelo Lucro
Presumido, as pessoas jurídicas (Lei 9.718/98, art. 14):
a) pessoas jurídicas cujas atividades sejam de bancos comerciais, bancos de investimentos, bancos de
desenvolvimento, caixas econômicas, sociedades de crédito, financiamento e investimento, sociedades de
crédito imobiliário, sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários, empresas de arrendamento
mercantil, cooperativas de crédito, empresas de seguro privado e de capitalização e entidades de
previdência privada aberta;
b) pessoas jurídicas que tiverem lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior;
c) pessoas jurídicas que, autorizadas pela legislação tributária, queiram usufruir de benefícios fiscais
relativos à isenção ou redução do imposto de renda;
d) pessoas jurídicas que, no decorrer do ano-calendário, tenham efetuado o recolhimento mensal com base
em estimativa;
e) pessoas jurídicas que explorem as atividades de prestação cumulativa e contínua de serviços de
assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e
a receber, compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de prestação de
serviços (factoring ).

NOTAS:
A obrigatoriedade a que se refere o item "b" acima não se aplica à pessoa jurídica que auferir receita de
exportação de mercadorias e da prestação direta de serviços no exterior. Não se considera direta a
prestação de serviços realizada no exterior por intermédio de filiais, sucursais, agências, representações,
coligadas, controladas e outras unidades descentralizadas da pessoa jurídica que lhes sejam assemelhadas
(ADI SRF n º 5, de 2001).
Professor Antonio Saccá
A pessoa jurídica que houver pago o imposto com base no lucro presumido e que, em relação ao mesmo
ano-calendário, incorrer em situação de obrigatoriedade de apuração pelo lucro real por ter auferido
lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior, deverá apurar o IRPJ e a CSLL sob o
regime de apuração pelo lucro real trimestral a partir, inclusive, do trimestre da ocorrência do fato (ADI
SRF n º 5, de 2001).

8.2.5. Como regra, o contribuinte que já efetuou o recolhimento da primeira quota ou de quota única com
base no Lucro Presumido, não poderá mudar de opção. Portanto, a opção pela tributação com base no
lucro presumido será definitiva em relação a todo o ano-calendário (RIR/1999, art. 516, § 1 o ).

Todavia, abre-se exceção quando ocorrer qualquer das hipóteses de arbitramento previstas na legislação
tributária, situação em que a pessoa jurídica poderá, desde que conhecida à receita bruta, determinar o
lucro tributável segundo as regras relativas ao regime de tributação com base no lucro arbitrado.
NOTAS:
Não é permitido REDARF para alterar o código de receita identificador da opção manifestada.

Excepcionalmente, em relação ao 4 º trimestre de 2003, as pessoas jurídicas submetidas ao lucro


presumido poderão optar pelo regime de tributação com base no lucro real trimestral, tomando, nesta
hipótese, como definitiva a tributação com base no lucro presumido relativa aos 3 (três) primeiros
trimestres (Lei n º 9.249, de 1995, art. 20, parágrafo único, acrescentado pelo art. 22 da Lei n º 10.684, de
2003).

8.2.6. A pessoa jurídica que optar pelo lucro presumido poderá em algum período de apuração trimestral
ser tributada com base no lucro real, na hipótese de haver pago o imposto com base no lucro presumido e,
em relação ao mesmo ano-calendário, incorrer em situação de obrigatoriedade de apuração pelo lucro real
por ter auferido lucros, rendimentos ou ganhos de capital oriundos do exterior, deverá apurar o IRPJ e a
CSLL sob o regime de apuração pelo lucro real trimestral a partir, inclusive, do trimestre da ocorrência do
fato (ADI SRF n º 5, de 2001).

Tal situação também é possível de ocorrer na hipótese de exclusão do Refis de empresa incluída neste
programa como sendo do lucro presumido, embora obrigada ao lucro real.

8.3. Base de Cálculo.


O lucro presumido será o montante determinado pela soma das seguintes parcelas: (art. 25 da Lei nº
9.430/96 com a redação pelo o art. 5º da Lei 12.973/2014)

a) o valor resultante da aplicação dos percentuais de que trata o art. 15 da Lei nº 9.249, de 1995, sobre a
receita bruta definida pelo art. 12 do Decreto-Lei nº 1.598, de 1977, auferida no período de apuração de
que trata o art. 1º da Lei nº 9.430/96, deduzida das devoluções e vendas canceladas e dos descontos
incondicionais concedidos; e

b) os ganhos de capital, os rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras, as demais


receitas, os resultados positivos decorrentes de receitas não abrangidas pela letra “a” acima, com os seus
respectivos valores decorrentes do ajuste a valor presente de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da
Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e demais valores determinados nesta Lei, auferidos naquele
mesmo período.
Professor Antonio Saccá
Notas:

1) O ganho de capital nas alienações de investimentos, imobilizados e intangíveis corresponderá à


diferença positiva entre o valor da alienação e o respectivo valor contábil.

2) Para fins do disposto na nota nº 1 acima, poderão ser considerados no valor contábil, e na proporção
deste, os respectivos valores decorrentes dos efeitos do ajuste a valor presente de que trata o inciso III do
caput do art. 184 da Lei nº 6.404, de 1976.

3) Os ganhos decorrentes de avaliação de ativo ou passivo com base no valor justo não integrarão a base
de cálculo do imposto, no momento em que forem apurados.

4) Para fins do disposto na letra “b’ do subitem 2.18, os ganhos e perdas decorrentes de avaliação do ativo
com base em valor justo não serão considerados como parte integrante do valor contábil.

5) O disposto na nota nº 4 acima não se aplica aos ganhos que tenham sido anteriormente computados na
base de cálculo do imposto.

Compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e
o resultado auferido nas operações de conta alheia, tais como:
• a venda de produtos de fabricação própria;
• a receita da revenda de mercadorias;
• a receita da prestação de serviços;
• a receita de transporte de cargas;
• a receita da atividade rural;
• outras compreendidas nos objetivos sociais da PJ.

Observação: A base de cálculo do imposto e do adicional, decorrente da receita bruta, em cada trimestre,
será determinada mediante a aplicação de percentual sobre a receita bruta auferida no período de
apuração, obedecidas as demais disposições (Lei n° 9.249/95, art. 15, e Lei n° 9.430/96, art. 1 e 25, inciso
I).

NOTAS:
a) A pessoa jurídica, optante pelo regime de tributação com base no lucro presumido, poderá adotar o
critério de reconhecimento de suas receitas de venda de bens ou direitos ou de prestação de serviços pelo
regime de caixa ou de competência, observando-se as exigências descritas na IN SRF n º 104, de 1998;

b) As empresas de compra e venda de veículos usados, com este objeto social declarado em seus atos
constitutivos, podem adotar desde 30/10/1998, na determinação da base de cálculo do imposto de renda, o
regime aplicável às operações de consignação, computando a diferença entre o valor pelo qual o veículo
usado houver sido alienado, constante da nota fiscal de venda, e o seu custo de aquisição, constante da
nota fiscal de entrada (Lei n o 9.716, de 1998, art. 5 o ;e IN SRF n o 152, de 1998).

8.4. Percentuais.
Os percentuais a serem aplicados sobre a receita bruta são os abaixo discriminados (RIR/1999, art. 223):
Atividades Percentuais

Professor Antonio Saccá


1. Revenda, para consumo, de combustível derivado de petróleo, álcool etílico carburante e gás natural. 1,6% - IRPJ
12% - CSLL

2. Venda de mercadorias ou produtos (exceto revenda de combustíveis para consumo); 8% - IRPJ


3. Transporte de cargas; 12% - CSLL
4. Serviços hospitalares;
5. Atividade de loteamento de terrenos, incorporação imobiliária e venda de imóveis construídos ou
adquiridos para revenda;
6. Atividade rural;
7. Industrialização por encomenda, em que a matéria-prima, ou o produto intermediário, ou o material de
embalagem tenham sido fornecidos por que encomendou a industrialização;
8. Qualquer outra atividade (exceto prestação de serviços), para a qual não haja percentual específico. (*)¹

9. Serviços de transporte (exceto o de cargas); 16% - IRPJ


10. Serviços (exceto hospitalares, de transporte e de sociedades civis de profissões legalmente 16% - CSLL
regulamentadas) prestados com exclusividade por empresas com receita bruta anual não superior a R$
120.000,00.

11. Serviços em geral, para os quais não haja percentual específico, inclusive os prestados por sociedades 32% - IRPJ
civis de profissões legalmente regulamentas. 32% - CSLL

(*)¹ Observação: A pessoa jurídica que tenha como objeto social, declarado em seus atos -
constitutivos, a compra de venda de veículos automotores, que pratique as vendas em
consignação, terá como base de cálculo o valor da diferença entre o valor de venda e o da
compra (IN 152/98).

NOTAS:

Para as pessoas jurídicas exclusivamente prestadoras de serviços, exceto as que prestam serviços
hospitalares e as sociedades civis de prestação de serviços de profissão legalmente regulamentada, cuja
receita bruta anual não ultrapassar R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais), o percentual a ser considerado
na apuração do lucro presumido será de 16% (dezesseis por cento) sobre a receita bruta de cada trimestre
(RIR/1999, art. 519, § 4 º ).

A pessoa jurídica que houver utilizado o percentual reduzido cuja receita bruta acumulada até determinado
mês do ano-calendário exceder o limite de R$ 120.000,00 ficará sujeita ao pagamento da diferença do
imposto, apurada em relação a cada mês transcorrido, até o último dia útil do mês subsequente aquele em
que ocorrer o excesso, sem acréscimos (RIR/1999, art. 519, §§ 6 o e 7 o ).

O exercício de profissões legalmente regulamentadas, como as escolas, inclusive as creches, mesmo com
receita bruta anual de até R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais), não podem aplicar o percentual de 16%
(dezesseis por cento) sobre a receita bruta para fins de determinação do lucro presumido, devendo,
portanto, aplicar o percentual de 32% (trinta e dois por cento) (ADN Cosit n o 22, de 2000).

No caso de a pessoa jurídica explorar atividades diversificadas deverá ser aplicado especificamente, para
cada uma delas, o respectivo percentual previsto na legislação, devendo as receitas serem apuradas
separadamente (RIR/1999, arts. 223, § 3 o e 51 8).

O percentual a ser aplicado sobre a receita bruta para apuração da base de cálculo do lucro presumido na
atividade de prestação de serviço de construção civil é de 32% (trinta e dois por cento) quando houver
emprego unicamente de mão-de-obra, e de 8% (oito por cento) quando houver emprego de materiais, em
qualquer quantidade (ADN Cosit n o 6, de 1997).

As pessoas jurídicas que exerçam as atividades de compra e venda, loteamento, incorporação e construção
de imóveis não poderão optar pelo lucro presumido enquanto não concluídas as operações imobiliárias

Professor Antonio Saccá


para as quais haja registro de custo orçado (IN SRF n o 25, de 1999, art. 2 o ; sobre a possibilidade de opção
quando da adesão ao Refis).

8.4.1. ALIQUOTAS.
A alíquota do imposto de renda que incidirá sobre a base de cálculo é de 15% (quinze por cento) e 9%
para CSLL (RIR/1999, art. 541).

O adicional do imposto de renda devido pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido
será calculado mediante a aplicação do percentual de 10% (dez por cento) sobre a parcela do lucro
presumido que exceder ao valor de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) em cada trimestre.

O valor do adicional deverá ser recolhido integralmente, não sendo admitidas quaisquer deduções.
Na hipótese de período de apuração inferior a três meses (início de atividade, por exemplo), deverá ser
considerado para fins do adicional o valor de R$ 20.000,00 (vinte mil reais) multiplicado pelo número de
meses do período.

As empresas tributadas pelo lucro presumido passaram a pagar o adicional do IR a partir de 1 o /01/1996 –
(Lei n o 9.249, de 1995, art. 3 o , § 1 o ).

1º - Exemplo de Calculo do IRPJ – Lucro Presumido – Memória a ser aplicada até 31/12/2014:
Receita de vendas de mercadorias:....................................................................................= R$ 900.000,00
Receita de Prestação de Serviços:...................................................................................= R$ 60.000,00
Rendimentos de Aplicações Financeiras de Renda Fixa:...................................................= R$ 7.000,00
IRRF s/ Aplicações Financeiras de Renda Fixa.................................................................= R$ 1.400,00
Ganho de Capital na Venda de Bem do Ativo Permanente.................................................= R$ 18.000,00
Determinação da Base de Cálculo:
8% s/ R$ 900.000,00........................................................................................................= R$ 72.000,00
32% s/ R$ 60.000,00........................................................................................................= R$ 19.200,00
Soma..............................................................................................................................= R$ 91.200,00

Acréscimos à Base de Cálculo:


Rendimentos de Aplicações Financeiras de Renda Fixa.......................................................= R$ 7.000,00
Ganhos de Capital na Alienação de Bem do Ativo Permanente..........................................= R$ 18.000,00
Base de Cálculo.............................................................................................................= R$ 116.200,00
Imposto de Renda (15%).................................................................................................= R$ 17.430,00
Adicional (10% s/ R$ 56.200,00)........................................................................................= R$ 5.620,00
(-) IRRF s/ Aplicações Financeiras....................................................................................= R$ 1.400,00
IR a Recolher...................................................................................................................= R$ 21.650,00

1.1- Exemplo de cálculo da CSLL – Lucro Presumido:

Professor Antonio Saccá


Receita de vendas de mercadorias:...................................................................................= R$ 900.000,00
Receita de Prestação de Serviços:.................................................................................= R$ 60.000,00
Rendimentos de Aplicações Financeiras de Renda Fixa:..................................................= R$ 7.000,00
Ganho de Capital na Venda de Bem do Ativo Permanente...............................................= R$ 18.000,00
Determinação da Base de Cálculo:
12% s/ R$ 900.000,00....................................................................................................= R$ 108.000,00
32% s/ R$ 60.000,00......................................................................................................= R$ 19.200,00
Soma............................................................................................................................= R$ 127.200,00
Acréscimos à Base de Cálculo:
Rendimentos de Aplicações Financeiras de Renda Fixa....................................................= R$ 7.000,00
Ganhos de Capital na Alienação de Bem do Ativo Permanente.........................................= R$ 18.000,00
Base de Cálculo............................................................................................................= R$ 152.200,00
Alíquota........................................................................................................................= 9%
CSLL a Recolher............................................................................................................= R$ 13.698,00

Notas adicionais a partir da aplicação da Lei 12.973/2014:

1- Lucro Presumido ou Arbitrado – Receitas Financeiras Originadas de Ajuste a Valor


Presente

No caso de pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido ou arbitrado, as receitas financeiras relativas às
variações monetárias dos direitos de crédito e das obrigações do contribuinte, em função da taxa de câmbio,
originadas dos saldos de valores a apropriar decorrentes de ajuste a valor presente não integrarão a base de
cálculo do imposto sobre a renda. (art. 8º da Lei 12.973/2014).

2 – Ajuste a Valor Justo - Lucro Presumido para Lucro Real

A pessoa jurídica tributada pelo lucro presumido que, em período de apuração imediatamente posterior, passar a
ser tributada pelo lucro real, deverá incluir na base de cálculo do imposto apurado pelo lucro presumido os ganhos
decorrentes de avaliação com base no valor justo, que façam parte do valor contábil, e na proporção deste,
relativos aos ativos constantes em seu patrimônio, observado o seguinte: (art. 16 da Lei 12.973/2014)

a) a tributação dos ganhos poderá ser diferida para os períodos de apuração em que a pessoa jurídica for tributada
pelo lucro real, desde que observados os procedimentos e requisitos previstos no art. 13 da Lei 12.973/2014;

b) as perdas verificadas nas condições acima somente poderão ser computadas na determinação do lucro real dos
períodos de apuração posteriores se observados os procedimentos e requisitos previstos no art. 14 da Lei
12.973/2014;

d) o disposto neste subitem aplica-se, também, na hipótese de avaliação com base no valor justo de passivos
relacionados a ativos ainda não totalmente realizados na data de transição para o lucro real.

Professor Antonio Saccá


8.5. Considerações Gerais.
8.5.1. PERGUNTAS E RESPOSTAS – RECEITA FEDERAL.

542 As pessoas jurídicas optantes pelo lucro presumido estão obrigadas à escrituração contábil ou à
manutenção de livros fiscais?

A pessoa jurídica tributada com base no lucro presumido deverá (RIR/1999, art. 527):
a) manter escrituração contábil nos termos da legislação comercial. Para efeitos fiscais, é dispensável a
escrituração quando a pessoa jurídica mantiver Livro Caixa, devidamente escriturado, contendo toda a
movimentação financeira, inclusive bancária;
b) manter o Livro Registro de Inventário, no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término do
ano-calendário abrangido pela tributação simplificada;
c) manter em boa guarda e ordem, enquanto não decorrido o prazo decadencial e prescritas eventuais ações que
lhes sejam pertinentes, todos os livros de escrituração obrigatórios determinados pela legislação fiscal específica,
bem assim os documentos e demais papéis que servirem de base para escrituração comercial e fiscal (Decreto-lei
n º 486, de 1969, art. 4 º );
d) Lalur, quando tiver lucros diferidos de períodos de apuração anteriores (saldo de lucro inflacionário a tributar na
situação específica de ser optante pelo lucro presumido no ano-calendário 1996, conforme IN SRF n º 93, de 1997,
art. 36, inciso V, §§ 7 º e 8 º ) e/ou prejuízos a compensar.

NOTA: Na hipótese de incorporação submetida ao regime de afetação, incumbe ao incorporador manter


escrituração contábil completa, ainda que optante pela tributação com base no lucro presumido (MP n o 2.221, de
2001, art.1 o , que altera a Lei n o 4.591, de 1964, art. 1 º ).

543 Tendo ingressado no regime tributário do lucro presumido, que a desobriga da escrituração contábil
(perante o fisco federal), caso escriture o livro caixa a pessoa jurídica permanecendo nesse sistema por
tempo indeterminado, afasta, definitivamente, a hipótese de voltar a manter escrituração contábil?

Se a receita bruta total da pessoa jurídica em determinado ano-calendário for superior a R$ 78.000.000,00 (setenta
e oito milhões de reais), a pessoa jurídica estará automaticamente excluída do regime para o ano-calendário
seguinte, quando deverá adotar a tributação com base no lucro real.

Se não estiver mantendo escrituração regular, escriturando apenas o livro caixa, deverá obrigatoriamente realizar,
no dia 1 o de janeiro do respectivo ano-calendário, levantamento patrimonial a fim de elaborar balanço de abertura
e iniciar escrituração contábil.
544 A pessoa jurídica optante pelo lucro presumido que mantiver escrituração regular e apurar lucro contábil
poderá utilizar o montante desse lucro contábil como reserva livre para aumento de capital, sem ônus
tributário (voltando ou não à tributação pelo lucro real)?

Na hipótese de apuração de lucro contábil a pessoa jurídica poderá utilizar o montante desse lucro como reserva
livre para aumento de capital, entretanto, não poderá utilizar a esse título todo o montante do lucro contábil,
devendo dele diminuir o valor do imposto de renda apurado com base no lucro presumido, as contribuições (CSLL,
Cofins e PIS/Pasep), bem assim os valores que forem distribuídos a título de lucros ao seu titular, sócio ou
acionista (Lei n o 8.981, de 1995, art. 46 e ADN Cosit n o 4, de 1996).

545 Como se dará a distribuição do lucro presumido ao titular, sócio ou acionista da pessoa jurídica, e sua
respectiva tributação?

Professor Antonio Saccá


Poderá ser distribuído a título de lucros, sem incidência de imposto de renda (dispensada, portanto, a retenção na
fonte), ao titular, sócio ou acionista da pessoa jurídica, o valor correspondente ao lucro presumido, diminuído de
todos os impostos e contribuições (inclusive adicional do IR, CSLL, Cofins, PIS/Pasep) a que estiver sujeita a
pessoa jurídica (Lei n º 9.249, de 1995, art. 10; ADN Cosit n º 4, de 1996; e IN SRF n º 11, de 1996, art. 51).
Acima desse valor, a pessoa jurídica poderá distribuir, sem incidência do imposto de renda, até o limite do lucro
contábil efetivo, desde que ela demonstre, via escrituração contábil feita de acordo com as leis comerciais, que
esse último é maior que o lucro presumido.

Todavia, se houver qualquer distribuição de valor a título de lucros, superior àquele apurado contabilmente, deverá
ser imputada à conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros de exercícios anteriores. Na distribuição
incidirá o imposto de renda com base na legislação vigente nos respectivos períodos (correspondentes aos
exercícios anteriores), com acréscimos legais.

NOTA: Inexistindo lucros acumulados ou reservas de lucros em montante suficiente, bem assim quando se tratar
de lucro que não tenha sido apurado em balanço, a parcela excedente será submetida à tributação, que, no caso
de beneficiário pessoa física, dar-se-á com base na tabela progressiva mensal (IN SRF n o 93, de 1997, art. 48, §
4 º).

546 A isenção de imposto de renda para os lucros distribuídos pela pessoa jurídica tributada com base no lucro
presumido abrange os demais valores por ela pagos ao titular, sócio ou acionista?

Não. A isenção somente abrange os lucros distribuídos, não alcançando valores pagos a outros títulos como por
exemplo: pró-labore , aluguéis e serviços prestados, os quais se submeterão à tributação, conforme a legislação
que rege a matéria (IN SRF n º 93, de 1997, art. 48).

No caso desses rendimentos serem percebidos por pessoas físicas serão submetidos à tributação com base na
tabela progressiva; no caso de pessoas jurídicas serão considerados como receita operacional, sendo passíveis ou
não de tributação na fonte, conforme a hipótese.

547 Como proceder, no que se refere aos valores a se consignar no balanço de abertura, caso a pessoa
jurídica que vinha optando pelo lucro presumido pretenda retornar à forma de apuração do imposto pelo
lucro real?

No balanço de abertura a ser procedido na data do início do período de apuração (trimestral ou anual com
recolhimentos mensais com base na estimativa), cujos resultados serão submetidos à tributação com base no lucro
real, a pessoa jurídica deverá adotar o seguinte tratamento com relação às situações a seguir descritas (PN CST
n o 33, de 1978):

1) A pessoa jurídica que nunca manteve escrituração contábil para fins de imposto de renda deverá tomar como
base, para determinar o valor a ser registrado, o custo de aquisição dos bens do ativo imobilizado e dos
investimentos, bem como o valor do capital social, corrigidos monetariamente até 31/12/1995, quando se tratar de
valores já existentes até essa data, e para os bens e direitos adquiridos posteriormente, ou no caso da pessoa
jurídica que iniciou suas atividades após essa data, deverá ser considerado o custo de aquisição sem qualquer
correção monetária, nos termos da legislação aplicável;

2) A pessoa jurídica que abandonou a escrituração ao optar pelo lucro presumido, se possuir a escrituração
anterior, deverá considerar no balanço de abertura:
a) para os bens já existentes em 31/12/1995, que foram objeto de correção monetária anteriormente, o valor
corrigido monetariamente desde o último período em que foi objeto de correção monetária até a data de
31/12/1995;
b) para os bens da pessoa jurídica que nunca foram objeto de correção, se adquiridos até 31/12/1995, deverão ser
corrigidos até essa data; e para os adquiridos posteriormente, ou para as pessoas jurídicas que iniciaram suas
atividades após tal data, considerar o custo de aquisição sem qualquer correção monetária;

Professor Antonio Saccá


c) em quaisquer das situações dos itens "a" ou "b" anteriores, a diferença entre o Ativo e o Passivo será
classificada como lucros ou prejuízos acumulados, sendo não compensável na apuração do lucro real o prejuízo
assim obtido, tendo em vista tratar-se de prejuízo meramente contábil.

3) A pessoa jurídica que, embora desobrigada, tendo mantido escrituração regular deverá montar o balanço de
abertura com a simples transposição dos valores expressos no último balanço patrimonial levantado, se
correspondente a 31 de dezembro do ano-calendário anterior, ou no balancete de verificação que se transformará
em balanço patrimonial para consolidar os resultados ali registrados (31 de dezembro).

NOTAS:
No balanço de abertura deverão ser consideradas como utilizadas as quotas de depreciação, amortização e
exaustão, que seriam cabíveis nos períodos de apuração anteriores ao do referido balanço de abertura, em que se
submeteram ao lucro presumido.

Esse procedimento deverá ser observado por todas as pessoas jurídicas que se retirarem (ou forem excluídas) do
regime de tributação com base no lucro presumido, tenham ou não mantido escrituração contábil nesse período.

No caso de ter mantido escrituração e não ter lançado os encargos, o ajuste contábil será feito contra a conta de
lucros ou prejuízos acumulados, não afetando o resultado do período de apuração.

549 Qual o tratamento a ser dado pela pessoa jurídica que optar pela tributação com base no lucro presumido
quando anteriormente vinha sendo tributada com base no lucro real, com relação aos valores cuja
tributação vinha sendo diferida na parte B do Lalur?

A pessoa jurídica que até o ano-calendário anterior houver sido tributada com base no lucro real deverá adicionar à
base de cálculo do imposto, correspondente ao primeiro período de apuração em que fizer a opção pelo lucro
presumido, os saldos dos valores cuja tributação havia sido diferida e estejam sendo controlados na parte B do
Lalur (corrigidos monetariamente até 31/12/1995).

NOTA: Caso a pessoa jurídica tenha optado pelo lucro presumido no ano-calendário de 1996, tendo saldo do lucro
inflacionário acumulado existente ao final do período de apuração anterior, poderá ainda ter saldo diferido de lucro
inflacionário sendo controlado no Lalur (livro obrigatório nesta hipótese) (IN SRF n o 93, de 1997, art. 36, inciso V, e
§§ 7 o e 8 o ).

550 Como poderá ser compensado o imposto pago a maior no período de apuração?

No caso em que o valor retido na fonte ou já pago pelo contribuinte for maior que o imposto devido no período de
apuração trimestral, a diferença a maior poderá ser compensada com o imposto relativo aos períodos de apuração
subsequentes (RIR/1999, art. 526, parágrafo único).

NOTA: O imposto de renda retido na fonte maior que o imposto de renda apurado no período trimestral será
compensável como "imposto de renda negativo de períodos anteriores".

551 A pessoa jurídica que faz a opção pelo lucro presumido perde o direito à compensação dos prejuízos
fiscais verificados em período anterior em que foi tributada com base no lucro real, os quais estão
controlados na parte B do Lalur?

Não. Observe-se que o regime de tributação com base no lucro presumido não prevê a hipótese de compensação
de prejuízos fiscais apurados em períodos anteriores nos quais a pessoa jurídica tenha sido tributada com base no
lucro real.

Entretanto, tendo em vista que não existe mais prazo para a compensação de prejuízos fiscais, caso a pessoa
jurídica retorne ao sistema de tributação com base no lucro real poderá nesse período compensar, desde que

Professor Antonio Saccá


continue a manter o controle desses valores no Lalur, Parte B, os prejuízos fiscais anteriores, gerados nos períodos
em que havia sido tributada com base no lucro real, obedecidas as regras vigentes no período de compensação.

552 Qual o tratamento a ser dado pelo fisco às pessoas jurídicas que optarem pela tributação com base no
lucro presumido no caso de ser constatada receita bruta (operacional ou não) maior que a oferecida à
tributação (omissão de receita)?

A partir de 1 o /01/1996 (RIR/1999, art. 528), constatada, mediante procedimento de ofício, a ocorrência de omissão
de receitas esta será tributada de acordo com o regime a que estiver submetida à pessoa jurídica no ano-
calendário.

Para fins de cálculo do lucro presumido, serão aplicados os respectivos percentuais de presunção, estando o lucro
calculado sujeito ao adicional do imposto (se for o caso), conforme legislação vigente no período correspondente
ao da omissão, devendo o montante omitido ser computado para determinação da base de cálculo do imposto de
renda e do adicional.
Igual procedimento será adotado para a determinação da CSLL, Cofins e PIS.

A receita assim tributada será considerada distribuída ao titular, sócio ou acionista, e não mais sofrerá tributação,
seja na fonte, seja na declaração.
Entretanto, podem ocorrer algumas situações que demandam procedimentos distintos, adequados a cada caso, a
saber:

a) Quando a omissão de receita for detectada em pessoa jurídica que no ano-calendário anterior auferiu receita
bruta total dentro do limite de R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais) e preenche as demais condições
para a opção pelo lucro presumido no ano seguinte, ano em que está sendo realizado o procedimento de ofício,
deverá ser respeitada e mantida a opção da pessoa jurídica.

b) Se no ano em que se estiver procedendo à fiscalização, somando-se a receita já tributada pela pessoa jurídica
com aquela apurada como omitida for verificado um total superior ao limite fixado legalmente, deverá ser
observado que, para o ano subsequente àquele em que a pessoa jurídica está sendo fiscalizada, ela deixou de
atender ao requisito para opção pelo lucro presumido, em relação ao limite da receita bruta total (nesse caso, a
pessoa jurídica estará excluída do lucro presumido);

c) Quando a omissão de receita for detectada em pessoa jurídica que está ingressando no regime, não havendo
auferido receita bruta no ano-calendário anterior (ano de início de atividades), no ano da omissão deverá ser
mantida a opção pelo lucro presumido, mesmo que a soma das receitas auferidas e omitidas tenha ultrapassado o
limite. Entretanto, deverá ser observado o entendimento exposto no item anterior com relação à manutenção ou
não do lucro presumido para o ano subsequente.

NOTA: No caso da pessoa jurídica com atividades diversificadas tributadas com base no lucro presumido, não
sendo possível à identificação da atividade a que se refere à receita omitida, esta será adicionada àquela que
corresponder o percentual mais elevado (RIR/1999, art. 528, parágrafo único).

553 O que poderá acontecer à pessoa jurídica que optar indevidamente ou deixar de cumprir alguma das
condições estabelecidas para opção pelo lucro presumido?

Inicialmente será verificada a possibilidade de apuração da base de cálculo do imposto de renda pelo lucro real,
caso a empresa mantenha escrituração regular com base nas leis comerciais e fiscais. Entretanto, na
impossibilidade de adoção de tal procedimento, deverá ser arbitrado o lucro da pessoa jurídica no respectivo
período de apuração (RIR/1999, art. 530, inciso IV).

554 Qual o regime de reconhecimento de receitas quando a pessoa jurídica opta pelo lucro presumido?

Professor Antonio Saccá


Regra geral, a pessoa jurídica apura a base de cálculo dos impostos e contribuições pelo Regimento de
Competência, sendo exceção os rendimentos auferidos em aplicações de renda fixa e os ganhos líquidos em
renda variável, os quais devem ser acrescidos à base de cálculo do lucro presumido quando da alienação, resgate
ou cessão do título ou aplicação (IN SRF n o 93, de 1997, art. 36, § 2 o ).

Contudo, poderá a pessoa jurídica adotar o critério de reconhecimento das receitas das vendas de bens e direitos
ou da prestação de serviços com pagamento a prazo ou em parcelas na medida dos recebimentos, ou seja, pelo
Regime de Caixa, desde que mantenha a escrituração do livro Caixa e observadas às demais exigências impostas
pela IN SRF n o 104, de 1998.

Instrução Normativa SRF nº 104, de 24 de agosto de 1998

DOU de 26/08/1998, pág. 16


Estabelece normas para apuração do Lucro Presumido com base no regime de caixa.
Alterada pela IN SRF n º 247, de 21 de novembro de 2002 . (*)

O SECRETÁRIO DA RECEITA FEDERAL , no uso de suas atribuições e tendo em vista as disposições do parágrafo único do
artigo 10 da Lei Complementar n° 70, de 30 de dezembro de 1991, do artigo 44, do parágrafo único do art. 45 e do artigo 57 da
Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, com a nova redação dada pelo art. 1º da Lei nº 9.065, de 20 de junho de 1995, e do
artigo 3° da Medida Provisória n° 1676-35, de 29 de julho de 1998, resolve:

Art. 1º A pessoa jurídica, optante pelo regime de tributação com base no lucro presumido, que adotar o critério de
reconhecimento de suas receitas de venda de bens ou direitos ou de prestação de serviços com pagamento a prazo ou em
parcelas na medida do recebimento e mantiver a escrituração do livro Caixa, deverá:
I - emitir a nota fiscal quando da entrega do bem ou direito ou da conclusão do serviço;
II - indicar, no livro Caixa, em registro individual, a nota fiscal a que corresponder cada recebimento.
§ 1° Na hipótese deste artigo, a pessoa jurídica que mantiver escrituração contábil, na forma da legislação comercial, deverá
controlar os recebimentos de suas receitas em conta específica, na qual, em cada lançamento, será indicada a nota fiscal a que
corresponder o recebimento.
§ 2° Os valores recebidos adiantadamente, por conta de venda de bens ou direitos ou da prestação de serviços, serão
computados como receita do mês em que se der o faturamento, a entrega do bem ou do direito ou a conclusão dos serviços, o
que primeiro ocorrer.
§ 3° Na hipótese deste artigo, os valores recebidos, a qualquer título, do adquirente do bem ou direito ou do contratante dos
serviços serão considerados como recebimento do preço ou de parte deste, até o seu limite.
§ 4° O cômputo da receita em período de apuração posterior ao do recebimento sujeitará a pessoa jurídica ao pagamento do
imposto e das contribuições com o acréscimo de juros de mora e de multa, de mora ou de ofício, conforme o caso, calculados
na forma da legislação vigente.

Art. 2º O disposto neste artigo aplica-se, também, à determinação das bases de cálculo da contribuição PIS/PASEP, da
contribuição para a seguridade social - COFINS, da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e para os optantes pelo Sistema
Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - SIMPLES.

Art. 3º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

555 A pessoa jurídica optante pelo lucro presumido que estiver adotando o critério de reconhecimento de
suas receitas à medida do recebimento, se alterar a forma de tributação para o lucro real, como deverá
proceder em relação aos valores ainda não recebidos?

A adoção do lucro real quer por opção ou por obrigatoriedade, leva ao critério de reconhecimento de receitas
segundo o regime de competência, e nesta condição, a pessoa jurídica deverá reconhecer no mês de dezembro do
ano-calendário anterior àquele em que ocorrer a mudança de regime, as receitas auferidas e ainda não recebidas.

Professor Antonio Saccá


Se a obrigatoriedade ao lucro real ocorrer no curso do ano-calendário, a pessoa jurídica deverá oferecer à
tributação as receitas auferidas e ainda não recebidas, no período de apuração anterior àquele em que ocorrer a
mudança do regime de tributação, recalculando o imposto e as contribuições (CSLL, Cofins e PIS/Pasep)
correspondentes ao período.

A diferença apurada, após compensação do tributo pago, poderá ser recolhida, sem multa e sem juros moratórios,
até o último dia útil do mês subsequente àquele em que incorreu na situação de obrigatoriedade ao lucro real.

Ressalte-se que os custos e despesas associados às receitas incorridas e não recebidas após a mudança do
regime de tributação não poderão ser deduzidos da base de cálculo do IRPJ ou da CSLL.
NOTA: A pessoa jurídica optante pelo regime de tributação com base no lucro presumido que, no quarto trimestre-
calendário de 2003, por opção, passar a adotar o regime de tributação com base no lucro real, nos termos da Lei
n º 10.684, de 2003, art. 22 (ver perguntas 526, 527 e 529), deverá oferecer à tributação no terceiro trimestre-
calendário de 2003, as receitas auferidas e ainda não recebidas (IN SRF n º 345, de 2003, art. 1 º e art. 2 º ).

8.5.2. CUIDADOS COM A DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS – LUCRO PRESUMIDO.


De acordo com a legislação societária a pessoa jurídica pode distribuir lucros aos seus sócios ou acionistas
mesmo antes do encerramento do exercício social. No entanto deve haver previsão contratual ou
estatutária para que sejam levantados balanços intermediários, semestrais ou em períodos menores.

O artigo 204 da Lei 6.404/1976 dispõe o assunto nos seguintes termos:

Art. 204. A companhia que, por força de lei ou de disposição estatutária, levantar balanço semestral,
poderá declarar, por deliberação dos órgãos de administração, se autorizados pelo estatuto, dividendo à
conta do lucro apurado nesse balanço.
§ 1º A companhia poderá, nos termos de disposição estatutária, levantar balanço e distribuir dividendos
em períodos menores, desde que o total dos dividendos pagos em cada semestre do exercício social não
exceda o montante das reservas de capital de que trata o § 1º do artigo 182.

§ 2º O estatuto poderá autorizar os órgãos de administração a declarar dividendos intermediários, à


conta de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes no último balanço anual ou semestral.

Em termos fiscais, pode-se distribuir lucros sem a incidência do imposto de renda na fonte, tendo como
limite a base de cálculo presumida do IRPJ devido no trimestre, deduzidos dos valores correspondentes ao
IRPJ(¹), a CSSL, a COFINS e ao PIS (ADN 4/96).

A parcela dos lucros ou dividendos que exceder ao valor da base de cálculo do imposto, diminuída de
todos os impostos e contribuições a que estiver sujeita a pessoa jurídica, também poderá ser distribuída
sem a incidência do imposto, desde que a empresa demonstre, através de escrituração contábil feita com
observância da legislação comercial, que o lucro efetivo é maior que o determinado segundo as normas
para apuração da base de cálculo do imposto pela qual houver optado Instrução Normativa SRF 93/1997
no seu Artigo 48.

Portanto se o Lucro Líquido Contábil, após a dedução do IRPJ devido, for superior ao Lucro Presumido, o
primeiro poderá ser totalmente distribuído aos sócios ou titular de empresa individual, com isenção do IR
Fonte e na declaração do beneficiário. Sendo assim, a pessoa jurídica optante pelo Lucro Presumido
poderá distribuir lucros aos seus sócios antes do encerramento do trimestre com isenção do Imposto de
Renda na Fonte, devendo, no entanto, levantar balanço intermediário com previsão contratual ou
estatutária e desde que tenha apurado lucro contábil suficiente para a distribuição.
Professor Antonio Saccá
Não cumprindo estas condições, será tributado pelo IR Fonte, mediante aplicação da tabela progressiva
vigente no mês do pagamento (artigo 620 do RIR/99).
(¹)
Nota importante:
A Instrução Normativa 1420, de 20 de Dezembro de 2013, veio dar novas normas e restringir a
distribuição de lucros nas empresas do lucro presumido e também alcança as sociedades que, optantes por
este regime, participam como sócias ostensivas de Sociedades em conta de participação.

As regras são válidas para os fatos geradores a partir de 01 de Janeiro de 2014.


A ECD – Escrituração Contabil Digital, compreende a versão digital dos seguintes livros:
a) livro Diário e seus auxiliares se houver;
b) livro Razão e seus auxiliares se houver;
c) livro Balancetes Diários Balanços e fichas de lançamento comprobatórias dos assentamentos neles
transcritos.

Estão obrigadas a adotar a ECD (Escrituração Contabil Digital), em relação aos fatos contábeis
ocorridos a partir de 01.01.2014:
a) as pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no lucro real;
b) as pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido, que distribuírem, a título de lucros,
sem incidência do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), parcela dos lucros ou dividendos
superior ao valor da base de cálculo do imposto, diminuída de todos os impostos e contribuições a que
estiver sujeita;
c) as pessoas jurídicas imunes e isentas.

Desta forma, as empresas optantes pelo lucro presumido que passam a ficar obrigadas a realizar
escrituração contábil de forma digital se DISTRIBUIR LUCROS em parcela superior ao lucro presumido
deduzido do PIS, COFINS, IR e CSLL sobre ele ( lucro presumido ) apurado. A distribuição de lucros em
valores superiores ao lucro já tributado somente é possível com a escrituração contábil. Agora a exigência
se amplia para a escrituração contábil nos moldes do SPED.

O prazo de entrega da ECD é o último minuto ( horário de Brasília ) do dia 30 de Junho, anualmente. O
prazo pode ser antecipado se esta data cair em sábados, domingos ou feriados.
Base: Instrução Normativa RFB 1.420/2013.

EXEMPLO DE CÁLCULO:
- Faturamento pela prestação de serviço: R$ 20.000,00
Provisão de Impostos:
- IRPJ - Base de Cálculo 32% (20.000,00 X 32% X 15% ) = R$ 960,00
- CSLL - Base de Cálculo 32% (20.000,00 X 32% X 9% ) = R$ 576,00
- PIS ( 20.000,00 X 0,65%) = R$ 130,00
- COFINS ( 20.000,00 X 3% ) = R$ 600,00
- TOTAL= R$ 2.266,00

1- Cálculo da Distribuição de Lucros a partir do lucro presumido:


a) Base de calculo do lucro presumido (32% do faturamento = R$ 20.000,00 X 32%: R$ 6.400,00)

Professor Antonio Saccá


b) Total provisão de imposto ( IRPJ + CSSL + PIS + COFINS ) = R$ 2.266,00
c) Lucro distribuível, independentemente do lucro líquido contábil (R$ 6.400,00 – R$ 2.266,00 = R$ 4.134,00).
Observação: No lucro arbitrado será a mesma sistemática de cálculo. (art. 48, § 2º, da IN SRF nº 093/1997)

2- Cálculo da Distribuição de Lucros a partir do lucro contabil:


a) Lucro Contábil apurado no período: R$ 8.000,00
b) Base de calculo do lucro presumido deduzido dos impostos, conforme calculado ( R$ 6.400,00 – R$ 2.266,00 =
R$ 4.134,00).
c) Lucro excedente a ser distribuído, isentos dos impostos: (R$ 8.000,00 – R$ 4.134,00 = R$ 3.866,00).

Atenção para a Proibição de Distribuir Lucros:


O art. 32 da Lei nº 4.357, de 1964, com a nova redação dada pelo art. 17 da Lei nº 11.051, de 2004, dispõe
explicitamente que as pessoas jurídicas, enquanto estiverem em débito, não garantido, para com a União e
suas autarquias de Previdência e Assistência Social, por falta de recolhimento de imposto, taxa
ou contribuições, no prazo legal, não poderão:
a) distribuir quaisquer bonificações a seus acionistas;
b) dar ou atribuir participação de lucros a seus sócios ou quotistas, bem como a seus diretores e demais
membros de órgãos dirigentes, fiscais ou consultivos.

O dispositivo acima corresponde à base legal do art. 889 do Regulamento do Imposto de Renda, aprovado
pelo Decreto nº 3.000, de 1999.

A inobservância da norma acima acarretará multa que será imposta às pessoas jurídicas que distribuírem
ou pagarem bonificações ou remunerações, em montante igual a 50% (cinquenta por cento) das quantias
distribuídas ou pagas indevidamente. A mesma multa é aplicada aos beneficiários (diretores e demais
membros da administração superior) que receberem as importâncias indevidas (Lei nº 4.357, de 1964, art.
32, parágrafo único, base legal do art. 975 do RIR/99, aprovado pelo Decreto nº 3.000, de 1999). A lei nº
11.051, de 2004, art. 17, limitou essas multas a 50% (cinquenta por cento) do valor total do débito não
garantido da pessoa jurídica.

Portando, vê-se que o artigo 32 da lei 4357/64 prevê que nenhuma empresa pode distribuir bonificações a
sócios, acionistas, cotistas ou executivos se tiver dívidas tributárias ou previdenciárias junto à União.
Observa-se que a norma estabeleceu como penalidade uma multa para a empresa que fizer o pagamento e
outra para o beneficiário que receber a quantia. A fonte pagadora que descumprir a lei pagaria 50% do
valor distribuído, e o beneficiário, conivente com a irregularidade, pagaria também 50% do valor
recebido. Dessa forma, a União receberia 100% do valor dos lucros e dividendos, não podendo ultrapassar
a 50% do débito não garantido.

Com relação ao beneficiário dos rendimentos "pessoa física", até o exercício de 2006, ano-calendário de
2005, ao fazer a declaração do IRPF, o contribuinte não especificava de qual ou de quantas empresas havia
recebido lucros e dividendos - apenas somava o total dos valores recebidos e informava na declaração. A
partir deste exercício (2007), passou a ser obrigatório separar e identificar os valores que recebeu de cada
empresa. Antes, a dificuldade da União era identificar quais empresas se encaixavam nessa situação. Com
a mudança na declaração do IRPF neste ano, o governo terá informações e meios para cruzar informações

Professor Antonio Saccá


e descobrir se uma empresa com dívidas tributárias ou previdenciárias distribuiu lucros para seus
acionistas.

No que se refere aos débitos de tributos e contribuições sociais administrados pela Receita Federal, o
Impedimento acima inclui também os débitos inscritos junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional,
ou seja, na Dívida Ativa da União, na hipótese de existência de débitos não garantidos. Já os débitos
inscritos ou não junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sem garantias, impedem a
distribuição de lucros.
As empresas que mantém débito parcelado, impugnado ou com recurso administrativo ou judicial, cuja
exigibilidade esteja suspensa, podem distribuir lucros e dividendos, sem maiores problemas.

9. PIS E COFINS.
9.1. Conceito
São contribuições sociais com funções fiscais, ou seja, de arrecadação, cuja denominação tem os seguintes
significados:

- PIS (Programa de Integração Social).


- COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social.)

Compentência de arrecadação: União.

9.2. Contribuinte
Pessoas jurídicas de direito privado e as que lhes são equipardas pela legislação do imposto de renda,
inclusive as empresas públicas e as sociedades de economia mista e suas subsidiárias)

9.3. Definição da base de Cálculo e Forma de Apuração


1- No Sistema Cumulativo, as aliquotas são aplicadas ao valor do faturamento mensal, que corresponde à
receita bruta, assim entendida a totalidade das receitas auferidas pela pessoa jurídica, sendo irrelevantes o
tipo de atividade por ela exercida e a classificação contábil adotada para as receitas. (Lei nº 9.718, de
1998, art. 3º, § 1º).
O faturamento para fins de cálculo do Pis e a Cofins, compreende a receita bruta de que trata o art. 12 do
Decreto-Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977. (art. 3º da Lei nº 9.718/1998 com a redação dada pelo o
art. 52 da Lei nº 12.973/2014).
Art. 52 - A Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, passa a vigorar com as seguintes alterações:
"Art. 3º - O faturamento a que se refere o Art. 2º compreende a receita bruta de que trata o Art. 12 do Decreto-Lei
nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977.

Art. 12. A receita bruta compreende:


I - o produto da venda de bens nas operações de conta própria;
II - o preço da prestação de serviços em geral;
III - o resultado auferido nas operações de conta alheia; e
IV - as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica, não compreendidas nos incisos I a III

Professor Antonio Saccá


Poderão ser excluídos da base de cálculo: (incisos I, II, IV, e VI do § 2º do art. 3º da Lei nº 9.718/1998
com a redação dada pelo o art. 52 da Lei nº 12.973/2014)

I) as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos;


II) as reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda, que não representem
ingresso de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimento pelo valor do patrimônio
líquido e os lucros e dividendos derivados de participações societárias, que tenham sido computados
como receita bruta;
III) a receita decorrente da venda de bens classificados no ativo não circulante que tenha sido computada
como receita bruta;
IV) a receita reconhecida pela construção, recuperação, ampliação ou melhoramento da infraestrutura,
cuja contrapartida seja ativo intangível representativo de direito de exploração, no caso de contratos de
concessão de serviços públicos.
A contribuição incidente na hipótese de contratos, com prazo de execução superior a 1 (um) ano, de
construção por empreitada ou de fornecimento, a preço predeterminado, de bens ou serviços a serem
produzidos será calculada sobre a receita apurada de acordo com os critérios de reconhecimento
adotados pela legislação do imposto sobre a renda, previstos para a espécie de operação. (§ 13 do art. 3º
da Lei nº 9.718/1998 com a redação dada pelo o art. 52 da Lei nº 12.973/2014)
Nota:
A expressa previsão dos serviços em geral (art. 12, inciso II) visa afastar qualquer dúvida de que a receita de quaisquer
serviços integra a receita bruta, reforçado pela previsão de inclusão nela das receitas de atividades ou objeto principal da PJ
nãocompreendidas nos incisos anteriores do art. 12 comentado. Assim, a locação de bens móveis não é fato gerador do ISS,
mas deve compor a receita bruta.

1.1- Apuração pelo regime de Caixa: As pessoas jurídicas optantes pelo regime de tributação do
Imposto de Renda com base no Lucro Presumido poderão adotar o Regime de Caixa para fins a incidência
do PIS e COFINS.A adoção do Regime de Caixa, no entanto, esta condicionada a adoção do mesmo
critério em relação ao Imposto de Renda e à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

2- No regime de incidencia não cumulativa: sistema no qual, as aliquotas são aplicadas à receita
ajustada na mesma forma da base cumulativa, mas permite-se também que o contribuinte reduza o valor
da contribuição devida no montante relativo à mesma alíquota aplicada aos valores de compras de bens
para revenda, insumos utilizados na produção de produto ou serviços, e as despesas e custos com energia
elétrica, alugueis pagos a pessoas juridicas, arrendamento,depreciação e amortização, dentro das
condições estabelecidas na legislação.

2.1 – Alterações na Lei 10.637/2002

2.1.1 – Novo Conceito de Faturamento Para Efeito da Lei nº 10.637/2002


A Contribuição para o PIS/Pasep, com a incidência não cumulativa, incide sobre o total das receitas
auferidas no mês pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil.
(art. 1º da Lei nº 10.637/2002 com a redação pelo o art. 54 da Lei nº 12.973/2014)
Para efeito da base de cálculo do Pis/Pasep, com a incidência não cumulativa, o total das receitas
compreende a receita bruta de que trata o art. 12 do Decreto-Lei no 1.598, de 26 de dezembro de 1977, e
todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica com os respectivos valores decorrentes do ajuste a
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valor presente de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976.
(§ 1º do art. 1º da Lei nº 10.637/2002, com a redação pelo o art. 54 da Lei nº 12.973/2014)

2.1.2 – Novos Valores Que Não Integram a Base de Cálculo do PIS/PASEP


Não integram a base de cálculo, as receitas: (§ 3º, inc. V, alínea "b”, VI, VIII, "IX” a "XIII”, todos do art.
1º da Lei nº 10.637/2002 com a redação pelo o art. 54 da Lei nº 12.973/2014)
a) reversões de provisões e recuperações de créditos baixados como perda, que não representem ingresso
de novas receitas, o resultado positivo da avaliação de investimentos pelo valor do patrimônio líquido e os
lucros e dividendos derivados de participações societárias, que tenham sido computados como receita;
b) de que trata o inciso IV do caput do art. 187 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, decorrentes
da venda de bens do ativo não circulante, classificado como investimento, imobilizado ou intangível;
c) financeiras decorrentes do ajuste a valor presente de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei
no 6.404, de 15 de dezembro de 1976, referentes a receitas excluídas da base de cálculo da Contribuição
para o PIS/Pasep;

d) relativas aos ganhos decorrentes de avaliação de ativo e passivo com base no valor justo;
e) de subvenções para investimento, inclusive mediante isenção ou redução de impostos, concedidas como
estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos e de doações feitas pelo poder
público;
f) reconhecidas pela construção, recuperação, reforma, ampliação ou melhoramento da infraestrutura, cuja
contrapartida seja ativo intangível representativo de direito de exploração, no caso de contratos de
concessão de serviços públicos;
g) relativas ao valor do imposto que deixar de ser pago em virtude das isenções e reduções de que tratam
as alíneas "a”, "b”, "c” e "e” do § 1o do art. 19 do Decreto-Lei no 1.598, de 26 de dezembro de 1977; e

h) relativas ao prêmio na emissão de debêntures.

2.1.3 - Novos Valores de Créditos Para Fins de Cálculo do PIS/PASEP


No cálculo do crédito de que trata o art. 3º da Lei nº 10.637/2002, a pessoa jurídica poderá descontar
créditos calculados em relação a bens incorporados ao ativo intangível, adquiridos para utilização na
produção de bens destinados a venda ou na prestação de serviços. (inc. XI do art. 3º da Lei nº10.637/2002,
incluído pelo o art. 54 da Lei nº 12.973/2014)
O crédito será determinado mediante a aplicação da alíquota prevista no caput do art. 2o da Lei nº
10.637/2002 sobre o valor dos encargos de depreciação e amortização dos bens mencionados nos incisos
VI, VII e XI do caput do art. 3º da Lei nº 10.637/2002, incorridos no mês (art. 3º, § 1º, inc. III, da Lei nº
10.637/2002, com a redação dada pelo o art. 54 da Lei nº 12.973/2014)
No cálculo do crédito de que tratam os incisos do caput do art. 3º da Lei nº 10.637/2002, poderão ser
considerados os valores decorrentes do ajuste a valor presente de que trata o inciso III do caput do art. 184
da Lei nº 6.404, de 1976. (§ 17 do art. 3º da Lei nº 10.637/2002 com a redação dada pelo o art. 54 da Lei
nº 12.973/2014)

2.1.4 – Crédito de Pis-Importação e Cofins-Importação


No cálculo do crédito de que trata o inciso V do caput do art. 15 da Lei nº 10.865/2004: (§ 13 do art. 15 da
Lei nº 10.865/2004 com a redação dada pelo o art. 53 da Lei nº 12.973/2014)
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a) os valores decorrentes do ajuste a valor presente de que trata o inciso III do caput do art. 184 da Lei no
6.404, de 15 de dezembro de 1976, poderão ser considerados como parte integrante do custo ou valor de
aquisição; e

b) não serão computados os ganhos e perdas decorrentes de avaliação de ativo com base no valor justo.
O disposto no inciso V do caput do art. 15 da Lei nº 10.865/2004 não se aplica no caso de bem objeto de
arrendamento mercantil, na pessoa jurídica arrendatária. (§ 14 do art. 15 da Lei nº 10.865/2004 com a
redação dada pelo o art. 53 da Lei nº 12.973/2014)
O disposto no § 2º do art. 27 da Lei nº 10.865/2004, não se aplica aos valores decorrentes do ajuste a valor
presente de que trata o inciso VIII caput do art. 183 da Lei nº 6.404, de 1976. (§ 3º do art. 27 da Lei nº
10.865/2004 com a redação dada pelo o art. 53 da Lei nº 12.973/2014)

Nota:
Para a maioria dos casos, o regime de incidência é uma escolha que cabe à própria empresa, condicionada
à escolha do regime de tributação do Imposto de Renda. No entanto, ainda que a pessoa jurídica esteja
submetida ao regime de incidência não cumulativa, as receitas constantes do art. 8º da Lei nº 10.637, de
2002, e do art. 10 da Lei nº 10.833, de 2003, observado o disposto no art.15 desta última Lei, estão
excluídas desse regime, o que significa também que os custos, despesas e encargos vinculados a essas
receitas não geram direito ao desconto de créditos.

As receitas excluídas do regime de incidência não cumulativa são as decorrentes:


• de prestação de serviços de telecomunicações;
• de venda de jornais e periódicos e de prestação de serviços das empresas jornalísticas e de
radiodifusão sonora e de sons e imagens;
• de prestação de serviços de transporte coletivo rodoviário, metroviário, ferroviário e aquaviário de
passageiros;
• de serviços prestados por hospital, pronto-socorro, clínica médica, odontológica, de fisioterapia e
de fonoaudiologia, e laboratório de anatomia patológica, citológica ou de análises clínicas; e de
serviços de diálise, raios X, radiodiagnóstico e radioterapia, quimioterapia e de banco de
sangue(Ver ADI SRF nº 26/2004);
• de venda de mercadorias realizadas pelas lojas francas de portos e aeroportos (free shops);
• de prestação de serviço de transporte coletivo de passageiros, efetuado por empresas regulares de
linhas aéreas domésticas, e as decorrentes da prestação de serviço de transporte de pessoas por
empresas de táxi aéreo;
• de prestação de serviços das empresas de call center, telemarketing, telecomunicação e de
teleatendimento em geral;
• da execução por administração, empreitada ou subempreitada de obras de construção civil, até 31
de dezembro de 2008;
• de prestação de serviços de educação infantil, ensinos fundamental e médio e educação superior;
• de venda de álcool para fins carburantes;
• das operações sujeitas à substituição tributária;
• de venda de veículos usados de que trata da Lei nº9.716/98;
• da prestação de serviços postais e telegráficos prestados pela Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos;
• de prestação de serviços públicos de concessionárias operadoras de rodovias;
• da prestação de serviços das agências de viagem e de viagens e turismo;
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• das atividades de desenvolvimento de software e o seu licenciamento ou cessão de direito de uso,
bem como de análise, programação, instalação, configuração, assessoria, consultoria, suporte
técnico e manutenção ou atualização de software, compreendidas ainda como softwares as páginas
eletrônicas, auferidas por empresas de serviços de informática.

9.4. Alíquotas correspondentes:


a) Base de cálculo corresponde:
a.1) PIS:
i. 0,65% no regime de incidência cumulativa.
ii. 1,65% no regime de incidência não cumulativa.

a.2) COFINS:
i. 3% no regime de incidência cumulativa.
ii. 7,60% no regime de incidência não cumulativa.

9.5. Lançamento
a) Lançamento: por homologação, ou seja, é a modalidade em que a constituição do crédito é feita sem
prévio exame da autoridade. O sujeito passivo apura, informa e paga a parcela em dinheiro referente à
obrigação tributária.

9.6. Recolhimento
Recolhimento: O recolhimento da Contribuição para o PIS e da COFINS será efetuado mensalmente, de
forma centralizada, pelo estabelecimento matriz da pessoa jurídica. Deverá ser efetuado até o último dia
útil do 2º (segundo) decêndio subsequente ao mês de ocorrência dos fatos geradores, sob os códigos de
receita 8109 e 2172.

9.7. Considerações Gerais.


1- Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (DACON)
A Instrução Normativa RFB nº 1.441, de 20/01/2014, extingue o Demonstrativo de Apuração de
Contribuições Sociais (DACON) relativos a fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2014,
conforme segue:
A SECRETÁRIA DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL, no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do art. 280 do Regimento
Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012, e tendo em vista o
disposto no art. 16 da Lei nº 9.779, de 19 de janeiro de 1999, resolve:
Art. 1º Fica extinto o Demonstrativo de Apuração de Contribuições Sociais (Dacon), relativo aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º
de janeiro de 2014.
Parágrafo único. O disposto no caput aplica-se também aos casos de extinção, incorporação, fusão, cisão parcial ou cisão total que
ocorrerem a partir de 1º de janeiro de 2014.
Art. 2º A apresentação de Dacon, original ou retificador, relativo a fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2013, deverá ser
efetuada com a utilização das versões anteriores do programa gerador, conforme o caso.
Art. 3º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União.
Art. 4º Fica revogada a Instrução Normativa RFB nº 1.015, de 5 de março de 2010.
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10. SIMPLES NACIONAL.
10.1. Conceito.
Se constitui no Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas
Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, instituído pela Lei Complementar nº 123, de 14 de
dezembro de 2006.

Consideram-se microempresa ou empresas de pequeno porte, a sociedade empresária, a sociedade simples


e o empresário a que se refere o art. 966 da Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil Brasileiro),
devidamente registrados no registro de empresas mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas,
conforme o caso, desde que dentro dos limites de receita bruta previstos na legislação.

10.2. Como Funciona?


Através da Lei Complementar 139/2011, o Governo Federal elevou os limites de receita bruta, para fins de
opção pelo Simples Nacional. Os novos limites, válidos a partir de 2012, são:
I - no caso da microempresa aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$
360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais);
II - no caso da empresa de pequeno porte aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$
360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos
mil reais); e
III - Para o microempreendedor individual (MEI), a receita máxima anual sobe de R$ 36 mil para R$ 60
mil.

Opção pelo regime de apuração das receitas:


Antes de efetuar a apuração relativa ao primeiro período de apuração (PA) do ano-calendário, é necessário
definir o regime de apuração das receitas (COMPETÊNCIA OU CAIXA).

A opção deve ser feita na internet, no Portal do Simples Nacional, opções: Simples - Serviços > Cálculo e
Declaração > Opção pelo Regime de Apuração de Receitas.

Ao acessar a “Opção pelo Regime de Apuração de Receitas” no Portal do Simples Nacional, o


contribuinte terá acesso ao aplicativo que permitirá efetuar a opção ou consultar opção já efetuada.

O Simples Nacional implica o recolhimento mensal mediante DAS dos seguintes


impostos e contribuições:
I IRPJ Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica.

II IPI Imposto sobre Produtos Industrializados, exceto o incidente na importação.

III CSLL Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

IV COFINS Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, exceto a incidente na importação.


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Contribuição para o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor
V PIS/PASEP Público, exceto a incidente na importação.

Contribuição Patronal Previdenciária (CPP) para a Seguridade Social, a cargo da pessoa jurídica
VI INSS/CPP (patronal), exceto as receitas do Anexo IV.

Imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de


VII ICMS transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.

VIIIISS Imposto sobre serviços de qualquer natureza.

10.3. Definição da base de cálculo.


O procedimento para elaboração dos cálculos do Simples Nacional deverá ser feito em três etapas
conforme se segue:

1ª Etapa - Segregação das Receitas:


Nesta primeira etapa você deve (se for o caso) separar as receitas em três grandes grupos ou seja, receitas
do Comércio, da Indústria e dos Serviços.

2ª Etapa - Determinação da Tabela a ser Utilizada:


Após a separação de cada grupo de receitas, deve-se localizar a tabela a ser utilizada tendo-se em conta as
características das receitas em questão, de acordo com os Anexos da Resolução CGSN 5/2007.
Assim (por exemplo) no grupo de receitas do comércio se pode ter:
- Receitas decorrentes da revenda de mercadorias não sujeitas à substituição tributária.
- Receitas decorrentes da revenda de mercadorias sujeitas à substituição tributária (ICMS, PIS e
COFINS).
- Receitas decorrentes da revenda de mercadorias para exportação.

Nota:
As receitas relativas a operações sujeitas à substituição tributária deverão ser segregadas por tributo.
Conforme Artigo 56º da Lei Complementar 123/2006, consideram-se receitas de exportação, para fins de
destaque, as vendas realizadas por meio de comercial exportadora ou de consórcio.

As receitas de comércio sofrerão aplicação das alíquotas conforme o Anexo I da Resolução CGSN
005/2007.

Face ao exposto, o que irá determinar em que tabela deve ser enquadrada cada receita é justamente a
origem destas, ou seja, se nas tabelas do comércio, da indústria ou as dos serviços.

3ª Etapa - Determinação da Alíquota e Cálculo do valor devido:


Cada tabela possui uma grade crescente de valores acumulados da "Receita Bruta Total em 12 meses".

Para se determinar qual a "faixa limite" que recairão as receitas do período e a alíquota correspondente,
devem ser somadas a Receita Bruta Total dos doze meses anteriores ao do período da apuração.

Uma vez determinada a Tabela e a Faixa Limite a que deve se submeter o faturamento do mês, aplica-se a
alíquota constante daquela faixa sobre a receita de cada atividade em separado.
Professor Antonio Saccá
Finalmente, somam-se os valores devidos para cada atividade, obtendo-se assim o valor total do Simples
Nacional a ser recolhido em DAS.

Resumo:
1 - Separa-se as receitas por atividade (comércio, Indústria e Serviços) para se determinar a tabela a ser usada;
2 - Soma-se a Receita Bruta Total dos últimos 12 meses anteriores ao mês de apuração para se determinar a faixa limite que se
enquadrará o faturamento e a alíquota correspondente;
3 - Aplica-se a alíquota encontrada no item "2" a cada receita (separadamente).
4 - Soma-se todas as alíquotas para determinar o valor total do Simples Nacional com o uso do DAS.

Atenção: Cálculo do Simples Nacional para as empresas no inicio de suas atividades

De acordo com a Lei Complementar Nº 123, de 14 de dezembro de 2006, Capítulo II, Art 3º:

§ 2o No caso de início de atividade no próprio ano-calendário, o limite a que se refere o caput deste artigo
será proporcional ao número de meses em que a microempresa ou a empresa de pequeno porte houver
exercido atividade, inclusive as frações de meses.

Exemplo de cálculo:
Empresa que iniciou suas atividades em agosto de 2013, tendo tido receitas decorrentes exclusivamente da
revenda de mercadorias sem substituição tributária e todas as vendas foram efetuadas no mercado interno,ou
seja, sem exportação.

Para a apuração do Simples Nacional no mês de janeiro de 2014 deve proceder

Memória de cálculo:

Período e receitas auferidas:


Agosto/2013 = R$ 5.000,00
Setembro/2013 = R$ 7.000,00
Outubro/2013 = R$ 8.000,00
Novembro/2013 = R$ 10.000,00
Dezembro/2013 = R$ 10.000,00
Total da Receita Acumulada = R$ 40.000,00

Receita apurada no mês de Janeiro/2014 = R$ 10.000,00


Considerando que estamos calculando o Simples Nacional de janeiro de 2014, para encontrarmos a alíquota
a ser aplicada sobre a base de cálculo no valor total de R$ 10.000,00, devemos considerar as receitas de
agosto a dezembro, correspondente ao total de R$ 40.000,00.

Assim, encontrando a média aritmética, teremos R$ 40.000,00 / 5 meses = R$ 8.000,00.

Basta então, multiplicar essa média por 12 = 12 X 8.0000 = R$ 96.000,00.

Ou seja, neste exemplo, consideraremos para fins de verificação da alíquota o valor de R$ 96.000,00.
Neste exemplo a alíquota a ser aplicada no cálculo do Simples Nacional para janeiro será de 4% (conforme
tabela vigente – Anexo I)

Professor Antonio Saccá


O valor do Simples Nacional a pagar será de = R$ 10.000 X 4% = R$ 400,00.

Nota:
Parágrafo 2º do Art. 5º da Resolução CGSN nº 005:
§ 2o No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo Simples Nacional, para efeito de
determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, o sujeito passivo utilizará, como receita bruta total
acumulada, a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze).

10.4. Anexos do Simples Nacional.


Para efeitos de apuração e pagamento do imposto simples o contribuinte deverá considerar, destacadamente, para fim
de pagamento:
a) as receitas decorrentes da revenda de mercadorias;
b) as receitas decorrentes da venda de mercadorias industrializadas pelo contribuinte;
c) as receitas decorrentes da venda de mercadorias sujeitas à substituição tributária e tributação concentrada em uma
única etapa (monofásica), bem como, em relação ao ICMS, antecipação tributária com encerramento de tributação;
d) as receitas decorrentes da exportação de mercadorias para o exterior, inclusive as vendas realizadas por meio de
comercial exportadora ou da sociedade de propósito específico prevista no art. 56 da LC 123/06.

Assim, a partir do mês de janeiro de 2009 as receitas devem ser tributadas de acordo com os seguintes anexos:

Anexo I
Receita das atividades comerciais
Receita Bruta em 12 meses (em R$) ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP ICMS
Até 180.000,00 4,00% 0,00% 0,21% 0,74% 0,00% 1,80% 1,25%
De 180.000,01 a 360.000,00 5,47% 0,00% 0,36% 1,08% 0,00% 2,17% 1,86%
De 360.000,01 a 540.000,00 6,84% 0,27% 0,31% 0,95% 0,23% 2,75% 2,33%
De 540.000,01 a 720.000,00 7,54% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56%
De 720.000,01 a 900.000,00 7,60% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 8,28% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 8,36% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 8,45% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 9,03% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 9,12% 0,43% 0,43% 1,26% 0,30% 3,60% 3,10%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 9,95% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 10,04% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41%
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 10,13% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 10,23% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 10,32% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 11,23% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 11,32% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 11,42% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 11,51% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 11,61% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95%
Nota(¹): CPP = Contribuição Patronal Previdenciária

Anexo II
Receita das atividades industriais
Receita Bruta em 12 meses (em R $) ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP ICMS IPI
Até 180.000,00 4,50% 0,00% 0,21% 0,74% 0,00% 1,80% 1,25% 0,50%

Professor Antonio Saccá


De 180.000,01 a 360.000,00 5,97% 0,00% 0,36% 1,08% 0,00% 2,17% 1,86% 0,50%
De 360.000,01 a 540.000,00 7,34% 0,31% 0,31% 0,95% 0,23% 2,71% 2,33% 0,50%
De 540.000,01 a 720.000,00 8,04% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56% 0,50%
De 720.000,01 a 900.000,00 8,10% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58% 0,50%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 8,78% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82% 0,50%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 8,86% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84% 0,50%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 8,95% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87% 0,50%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 9,53% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07% 0,50%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 9,62% 0,42% 0,42% 1,26% 0,30% 3,62% 3,10% 0,50%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 10,45% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38% 0,50%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 10,54% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41% 0,50%
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 10,63% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45% 0,50%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 10,73% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48% 0,50%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 10,82% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51% 0,50%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 11,73% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82% 0,50%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 11,82% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85% 0,50%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 11,92% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88% 0,50%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 12,01% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91% 0,50%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 12,11% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95% 0,50%
Nota(¹): CPP = Contribuição Patronal Previdenciária

Anexo III
1. locação de bens móveis;
2. creche, pré-escola e estabelecimento de ensino fundamental, escolas técnicas, profissionais e de ensino médio, de
línguas estrangeiras, de artes,cursos técnicos de pilotagem, preparatórios para concursos, gerenciais e escolas livres;
3. agência terceirizada de correios;
4. agência de viagem e turismo;
5. centro de formação de condutores de veículos automotores de transporte terrestre de passageiros e de carga;
6. agência lotérica;
7.serviços de instalação, de reparos e de manutenção em geral, bem como de usinagem, solda, tratamento e
revestimento em metais;
8. transporte municipal de passageiros;
9. escritórios de serviços contábeis, observado o disposto nos §§ 22-B e 22-C do artigo 18;
10. transportes interestadual e intermunicipal de cargas; e
11. Demais prestações de serviços não inclusas nos anexos III a V e não vedadas expressamente pela Lei (LC Art. 17,
§ 2.º).

Receita Bruta em 12 meses (em R $) ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP(¹) ISS
Até 180.000,00 6,00% 0,00% 0,39% 1,19% 0,00% 2,42% 2,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 8,21% 0,00% 0,54% 1,62% 0,00% 3,26% 2,79%
De 360.000,01 a 540.000,00 10,26% 0,48% 0,43% 1,43% 0,35% 4,07% 3,50%
De 540.000,01 a 720.000,00 11,31% 0,53% 0,53% 1,56% 0,38% 4,47% 3,84%
De 720.000,01 a 900.000,00 11,40% 0,53% 0,52% 1,58% 0,38% 4,52% 3,87%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 12,42% 0,57% 0,57% 1,73% 0,40% 4,92% 4,23%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 12,54% 0,59% 0,56% 1,74% 0,42% 4,97% 4,26%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 12,68% 0,59% 0,57% 1,76% 0,42% 5,03% 4,31%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 13,55% 0,63% 0,61% 1,88% 0,45% 5,37% 4,61%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 13,68% 0,63% 0,64% 1,89% 0,45% 5,42% 4,65%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 14,93% 0,69% 0,69% 2,07% 0,50% 5,98% 5,00%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 15,06% 0,69% 0,69% 2,09% 0,50% 6,09% 5,00%
Professor Antonio Saccá
De 2.160.000,01 a 2340.000,00 15,20% 0,71% 0,70% 2,10% 0,50% 6,19% 5,00%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 15,35% 0,71% 0,70% 2,13% 0,51% 6,30% 5,00%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 15,48% 0,72% 0,70% 2,15% 0,51% 6,40% 5,00%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 16,85% 0,78% 0,76% 2,34% 0,56% 7,41% 5,00%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 16,98% 0,78% 0,78% 2,36% 0,56% 7,50% 5,00%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 17,13% 0,80% 0,79% 2,37% 0,57% 7,60% 5,00%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 17,27% 0,80% 0,79% 2,40% 0,57% 7,71% 5,00%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 17,42% 0,81% 0,79% 2,42% 0,57% 7,83% 5,00%
Nota(¹): CPP = Contribuição Patronal Previdenciária

Anexo IV
1. construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a forma de subempreitada, execução de
projetos e serviços de paisagismo, bem como decoração de interiores;e
2. serviço de vigilância, limpeza ou conservação.

Nota: Nessa hipótese não estará incluída no Simples Nacional a CPP prevista no inciso VI do caput do art. 13 desta
Lei Complementar, devendo ela ser recolhida segundo a legislação prevista para os demais contribuintes ou
responsáveis:

Receita Bruta em 12 meses (em R $) ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP ISS
4,50% 0,00% 1,22% 1,28% 0,00% 2,00%
Até 180.000,00
6,54% 0,00% 1,84% 1,91% 0,00% 2,79%
De 180.000,01 a 360.000,00
7,70% 0,16% 1,85% 1,95% 0,24% 3,50%
De 360.000,01 a 540.000,00
8,49% 0,52% 1,87% 1,99% 0,27% 3,84%
De 540.000,01 a 720.000,00
8,97% 0,89% 1,89% 2,03% 0,29% 3,87%
De 720.000,01 a 900.000,00
9,78% 1,25% 1,91% 2,07% 0,32% 4,23%
De 900.000,01 a 1.080.000,00
10,26% 1,62% 1,93% 2,11% 0,34% 4,26%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00
10,76% 2,00% 1,95% 2,15% 0,35% 4,31%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00
11,51% 2,37% 1,97% 2,19% 0,37% 4,61%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00
12,00% 2,74% 2,00% 2,23% 0,38% 4,65%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00
12,80% 3,12% 2,01% 2,27% 0,40% 5,00%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00
13,25% 3,49% 2,03% 2,31% 0,42% 5,00%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00
13,70% 3,86% 2,05% 2,35% 0,44% 5,00%
De 2.160.000,01 a 2340.000,00
14,15% 4,23% 2,07% 2,39% 0,46% 5,00%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00
14,60% 4,60% 2,10% 2,43% 0,47% 5,00%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00
15,05% 4,90% 2,19% 2,47% 0,49% 5,00%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00
15,50% 5,21% 2,27% 2,51% 0,51% 5,00%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00
15,95% 5,51% 2,36% 2,55% 0,53% 5,00%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00
16,40% 5,81% 2,45% 2,59% 0,55% 5,00%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00
16,85% 6,12% 2,53% 2,63% 0,57% 5,00%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00

Anexo V

1. cumulativamente administração e locação de imóveis de terceiros;


2. academias de dança, de capoeira, de ioga e de artes marciais;
3. academias de atividades físicas, desportivas, de natação e escolas de esportes;
4. elaboração de programas de computadores, inclusive jogos eletrônicos, desde que desenvolvidos em
estabelecimento do optante;
5. licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação;
6. planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas, desde que realizados em
estabelecimento do optante;
Professor Antonio Saccá
7. empresas montadoras de estandes para feiras;
8. produção cultural e artística;
9. produção cinematográfica e de artes cênicas;
10. laboratórios de análises clínicas ou de patologia clínica;
11. serviços de tomografia, diagnósticos médicos por imagem, registros gráficos e métodos óticos, bem como
ressonância magnética;
12. serviços de prótese em geral.

Metodologia de cálculo.

TABELA V - A

1) Será apurada a relação (r)


conforme abaixo:

Fator (r) = Folha de Salários incluídos encargos (em 12 meses)


Receita Bruta (em 12 meses)

2) Nas hipóteses em que (r) corresponda aos intervalos centesimais da Tabela V - A, onde:
a) "<" significa menor que;
b) ">" significa maior que;
c) "=<" significa igual ou menor que;
d) ">=" significa maior ou igual que;

As alíquotas do Simples Nacional relativas ao IRPJ, PIS/Pasep, CSLL, Cofins e CPP corresponderão ao seguinte:

Tabela V- A
0,10=< (r) e 0,15=< (r) e 0,20=< (r) e 0,25=< (r) e 0,30=< (r) e 0,35=< (r) e
Receita Bruta em 12 meses (em R$) (r)<0,10 (r) < 0,15 (r) < 0,20 (r) < 0,25 (r) < 0,30 (r) < 0,35 (r) < 0,40 (r)>= 0,40
Até 180.000,00 17,50% 15,70% 13,70% 11,82% 10,47% 9,97% 8,80% 8,00%
De 180.000,01 a 360.000,00 17,52% 15,75% 13,90% 12,60% 12,33% 10,72% 9,10% 8,48%
De 360.000,01 a 540.000,00 17,55% 15,95% 14,20% 12,90% 12,64% 11,11% 9,58% 9,03%
De 540.000,01 a 720.000,00 17,95% 16,70% 15,00% 13,70% 13,45% 12,00% 10,56% 9,34%
De 720.000,01 a 900.000,00 18,15% 16,95% 15,30% 14,03% 13,53% 12,40% 11,04% 10,06%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 18,45% 17,20% 15,40% 14,10% 13,60% 12,60% 11,60% 10,60%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 18,55% 17,30% 15,50% 14,11% 13,68% 12,68% 11,68% 10,68%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 18,62% 17,32% 15,60% 14,12% 13,69% 12,69% 11,69% 10,69%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 18,72% 17,42% 15,70% 14,13% 14,08% 13,08% 12,08% 11,08%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 18,86% 17,56% 15,80% 14,14% 14,09% 13,09% 12,09% 11,09%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 18,96% 17,66% 15,90% 14,49% 14,45% 13,61% 12,78% 11,87%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 19,06% 17,76% 16,00% 14,67% 14,64% 13,89% 13,15% 12,28%
De 2.160.000,01 a 2340.000,00 19,26% 17,96% 16,20% 14,86% 14,82% 14,17% 13,51% 12,68%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 19,56% 18,30% 16,50% 15,46% 15,18% 14,61% 14,04% 13,26%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 20,70% 19,30% 17,45% 16,24% 16,00% 15,52% 15,03% 14,29%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 21,20% 20,00% 18,20% 16,91% 16,72% 16,32% 15,93% 15,23%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 21,70% 20,50% 18,70% 17,40% 17,13% 16,82% 16,38% 16,17%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 22,20% 20,90% 19,10% 17,80% 17,55% 17,22% 16,82% 16,51%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 22,50% 21,30% 19,50% 18,20% 17,97% 17,44% 17,21% 16,94%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 22,90% 21,80% 20,00% 18,60% 18,40% 17,85% 17,60% 17,18%
Nota(¹): CPP = Contribuição Patronal Previdenciária

Professor Antonio Saccá


Observação: Somar-se-á a alíquota do Simples Nacional relativa ao IRPJ, PIS/Pasep, CSLL, Cofins e CPP apurada na forma
acima a parcela correspondente ao ISS prevista no Anexo IV.

TABELA V - B

1) A partilha das receitas relativas ao IRPJ, PIS/Pasep, CSLL, Cofins e CPP arrecadadas na forma deste Anexo será
realizada com base nos parâmetros definidos na Tabela V – B, onde:

(I) = pontos percentuais da partilha destinada à CPP;

(J) = pontos percentuais da partilha destinada ao IRPJ, calculados após o resultado do fator (I);

(K) = pontos percentuais da partilha destinada à CSLL, calculados após o resultado dos fatores (I) e (J);

(L) = pontos percentuais da partilha destinada à Cofins, calculados após o resultado dos fatores (I), (J) e (K);

(M) = pontos percentuais da partilha destinada à contribuição para o PIS/Pasep, calculados após os resultados dos
fatores (I), (J), (K) e (L);

(I) + (J) + (K) + (L) + (M) = 100

(N) = relação (r) dividida por 0,004, limitando-se o resultado a 100;

(P) = 0,1 dividido pela relação (r), limitando-se o resultado a 1.

Tabela V - B

Receita Bruta em 12 meses (em R$) CPP IRPJ CSLL COFINS PIS/Pasep
I J K L M
Até 180.000,00 N x 0,9 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 180.000,01 a 360.000,00 N x 0,875 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 360.000,01 a 540.000,00 N x 0,85 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 540.000,01 a 720.000,00 N x 0,825 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 720.000,01 a 900.000,00 N x 0,8 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 900.000,01 a 1.080.000,00 N x 0,775 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 N x 0,75 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 N x 0,725 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 N x 0,7 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 N x 0,675 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 N x 0,65 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 N x 0,625 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 N x 0,6 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 N x 0,575 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 N x 0,55 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 N x 0,525 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 N x 0,5 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 N x 0,475 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 N x 0,45 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 N x 0,425 0,75 X (100 - I) X P 0,25 X (100 - I) X P 0,75 X (100 - I - J - K) 100 - I - J - K - L

Professor Antonio Saccá


Resultado do cálculo da Tabela V-B

Receita Bruta em 12 meses (em R $) ALÍQUOTA IRPJ CSLL COFINS PIS/PASEP CPP
Até 180.000,00 8,80% 0,26% 0,09% 0,73% 0,24% 7,47%
De 180.000,01 a 360.000,00 9,10% 0,32% 0,11% 0,88% 0,29% 7,51%
De 360.000,01 a 540.000,00 9,58% 0,38% 0,13% 1,05% 0,35% 7,68%
De 540.000,01 a 720.000,00 10,56% 0,47% 0,16% 1,29% 0,43% 8,22%
De 720.000,01 a 900.000,00 11,04% 0,54% 0,18% 1,49% 0,50% 8,33%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 11,60% 0,62% 0,21% 1,72% 0,57% 8,48%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 11,68% 0,68% 0,23% 1,88% 0,63% 8,26%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 11,69% 0,73% 0,24% 2,04% 0,68% 8,00%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 12,08% 0,82% 0,27% 2,26% 0,75% 7,98%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 12,09% 0,87% 0,29% 2,42% 0,81% 7,70%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 12,78% 0,98% 0,33% 2,72% 0,91% 7,84%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 13,15% 1,07% 0,36% 2,97% 0,99% 7,75%
De 2.160.000,01 a 2340.000,00 13,51% 1,17% 0,39% 3,23% 1,08% 7,65%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 14,04% 1,28% 0,43% 3,54% 1,18% 7,62%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 15,03% 1,44% 0,48% 3,99% 1,33% 7,80%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 15,93% 1,60% 0,53% 4,43% 1,48% 7,89%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 16,38% 1,72% 0,57% 4,77% 1,59% 7,73%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 16,82% 1,84% 0,61% 5,12% 1,71% 7,54%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 17,21% 1,97% 0,66% 5,46% 1,82% 7,31%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 17,60% 2,10% 0,70% 5,81% 1,94% 7,06%
Nota(¹): CPP = Contribuição Patronal Previdenciária

9.5. Considerações Gerais.


9.5.1. Resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional nº 94, de 29 de Novembro de 2011,
publicada no DOU (Diário Oficial da União) de 01.12.2011.
Dispõe sobre o Simples Nacional e dá outras providências.
Alterada pela Resolução CGSN nº 96, de 1º de fevereiro de 2012.
Alterada pela Resolução CGSN nº 98, de 13 de março de 2012.
Alterada pela Resolução CGSN nº 99, de 16 de abril de 2012.
Alterada pela Resolução CGSN nº 100, de 27 de junho de 2012.
Alterada pela Resolução CGSN nº 101, de 19 de setembro de 2012.
Alterada pela Resolução CGSN nº 104, de 12 de dezembro de 2012.
Alterada pela Resolução CGSN nº 105, de 21 de dezembro de 2012.
Alterada pela Resolução CGSN nº 106, de 2 de abril de 2013.
Alterada pela Resolução CGSN nº 107, de 9 de maio de 2013.
Alterada pela Resolução CGSN nº 108, de 12 de julho de 2013.
Alterada pela Resolução CGSN nº 108, de 12 de julho de 2013.
Alterada pela Resolução CGSN nº 109, de 20 de agosto de 2013.
Alterada pela Resolução CGSN nº 111, de 11 de dezembro de 2013.
Alterada pela Resolução CGSN nº 112, de 12 de março de 2014.
Alterada pela Resolução CGSN nº 113, de 27 de março de 2014.
Professor Antonio Saccá
Art. 1º Esta Resolução dispõe sobre o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições
devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - Simples Nacional, e dá outras providências. ( Lei
Complementar nº 123, de 2006 , art. 2º, inciso I e § 6º)

Constam desta Resolução os seguintes anexos:

- Anexo I - Alíquotas e Partilha do Simples Nacional – Comércio.


- Anexo II - Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Indústria.
- Anexo III - Alíquotas e Partilha do Simples Nacional – Receitas Decorrentes de Locação de Bens Móveis e de
Prestação de Serviços Relacionados no Inciso III do art. 25 da Resolução CGSN nº 94, de 2011
- Anexo IV - Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Receitas Decorrentes da Prestação de Serviços
Relacionados no Inciso IV do art. 25 da Resolução CGSN nº 94, de 2011
- Anexo V - Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Receitas Decorrentes da Prestação de Serviços
Relacionados no Inciso V do art. 25 da Resolução CGSN nº 94, de 2011
- Anexo VI - Códigos previstos na CNAE (Código Nacional de Atividade Econômica) impeditivos ao Simples
Nacional
- Anexo VII - Códigos previstos na CNAE (Código Nacional de Atividade Econômica) que abrangem
concomitantemente atividade impeditiva e permitidos ao Simples Nacional
- Anexo VIII - Benefícios – Isenções e Reduções
- Anexo IX - Documento de Arrecadação do Simples Nacional - DAS
- Anexo X - Modelo do Comprovante de Pagamento
- Anexo XI - Registro de Valores a Receber
- Anexo XII - Relatório Mensal de Receitas Brutas
- Anexo XIII - Atividades Permitidas ao MEI, Alterado pela Resolução CGSN nº 104, de 12 de dezembro de 2012,
Vide art. 5º da Res. CGSN nº 104/2012 e Alterado pela Resolução CGSN nº 111, de 11 de dezembro de 2013, Vide
art. 6º,I.
- Anexo XIV - Índice Remissivo

9.5.2. CUIDADOS COM A DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS – ME e EPP.


A retirada de lucro por parte dos sócios em empresas enquadradas como Microempresas e Empresas de
Pequeno Porte, em regra, são beneficiadas com a isenção do imposto de renda e não sofrem a incidência
de contribuição previdenciária, ao contrário do pró-labore.
A empresa poderá distribuir lucro sem incidência de Imposto de Renda na Fonte, devendo, porém,
registrar o pagamento como saída de caixa sob a rubrica de "lucros distribuídos". Na declaração de
rendimentos da Pessoa Física beneficiária estes lucros também serão considerados isentos.

9.5.2.1. Pessoas Jurídicas sem Contabilidade


A isenção fica limitada ao valor resultante da aplicação dos percentuais de que trata o artigo 15 da Lei
9.249/1995 sobre a receita bruta mensal, subtraído do valor devido na forma do Simples Nacional no
período, relativo ao IRPJ. Os percentuais em referências são aqueles que seriam utilizados para calcular o
imposto de renda com base no Lucro Presumido.

Exemplo:
Uma empresa comercial, optante pelo Simples Nacional, com receita bruta em determinado mês de R$
30.000,00, pretende distribuir lucros do referido mês.

Professor Antonio Saccá


Passo 1: Aplica-se o percentual de presunção de lucro que no caso hipotético seria de 8%, sobre o valor da
receita do mês, obtendo um lucro presumido de R$ 2.400,00 (R$ 30.000,00 x 8%).

Passo 2: Do valor apurado no passo “1”, será subtraído o valor devido ao Simples Nacional, relativo ao
IRPJ. Digamos que seja R$ 81,00.

Passo 3. Subtrai-se (1 – 2) e teremos o valor do lucro que pode ser distribuído com isenção neste mês:
R$ 2.400,00 - R$ 81,00 = R$ 2.319,00.

9.5.2.2- Pessoas Jurídicas com Contabilidade


Conforme disposto no § 2º do artigo 14 da Lei Complementar 123/2006, a mencionada limitação não se
aplica na hipótese de a pessoa jurídica manter escrituração contábil e evidenciar lucro superior ao limite.

Se no mês a empresa tivesse apurado e evidenciado contabilmente um lucro de R$ 10.000,00 este valor
poderia ser distribuído normalmente, sem qualquer incidência de imposto de renda. Neste caso é
necessário que a contabilidade elabore, através da escrituração contábil completa, os balancetes mensais e
dos demais livros contábeis usuais.

A periodicidade da distribuição de lucros de qualquer empresa deve ser definida dentro do contrato social
da mesma. Não havendo o registro do contrato a empresa, ela deve distribuir estes lucros apenas no
encerramento do balanço anual. Desta forma, para que haja uma distribuição mensal deste valor dentro da
sua empresa, é necessário incluir uma cláusula neste sentido no contrato social de sua empresa.

9.5.3. CUIDADOS COM A DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS – MEI.

O MEI e o Imposto de Renda (Pessoa Física X Jurídica)

O MEI foi equiparado pela legislação tributária à Pessoa Jurídica. Consequentemente, em razão dessa
equiparação o trabalhador passa a ter obrigações como pessoa jurídica e também mantém obrigações
como pessoa física, para efeito do imposto de renda. Portanto, é necessário separar estas duas situações,
ou seja:
• Pessoa Jurídica (PJ) que podemos denominar de MEI/PJ: quando nos referirmos ao MEI equiparado à
Pessoa Jurídica no exercício de seu negócio;
• Pessoa Física (PF) que podemos denominar de MEI/PF: quando referirmos ao MEI Pessoa Física que
usufrui os rendimentos do trabalho em sua vida particular.

9.5.3.1. TRIBUTAÇÃO NA PESSOA JURÍDICA DO MEI.


Na condição de pessoa jurídica o MEI paga os seguintes tributos: INSS, ICMS e/ou ISS.

Desta forma, independentemente da receita bruta auferida pelo MEI/PJ (na condição de pessoa jurídica
equiparada) e, desde que respeitado o limite anual de R$ 36 mil, ele recolherá:

Atividade Mercantil Atividade de Prestação de Serviço


Professor Antonio Saccá
INSS = R$ 36,20 INSS = R$ 36,20
ICMS = R$ 1,00 ou ISS = R$ 5,00

Vale lembrar que por força da LC 128/08, o MEI está isento do IRPJ e demais tributos, tais como: PIS,
COFINS, CSLL, IPI. Portanto, o MEI/PJ não recolhe o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ.
Contudo, o MEI/PJ deverá apresentar anualmente o DASN, que é a Declaração Anual do Simples
Nacional, em formato especial, informando tão somente:
a) a receita bruta total auferida relativa ao ano-calendário anterior;
b) a receita bruta total auferida relativa ao ano-calendário anterior, referente às atividades sujeitas ao
ICMS;
c) informação referente à contratação de empregado, quando houver.

A DASN do MEI conterá somente as informações relativas à receita bruta total sujeita ao ICMS, para
efeito de partilha do ICMS com os municípios. Com o cumprimento desta obrigação, os Estados não
poderão exigir declaração adicional com dados relativos ao cálculo do IPM (distribuição do ICMS para os
Municípios).

9.5.3.2. TRIBUTAÇÃO DA PESSOA FÍSICA DO MEI (Simplificado)


É necessário observar que a Pessoa Jurídica (PJ) e a Pessoa Física (PF) não se confundem (Principio
contabil da Entidade).
A tributação da Pessoa Jurídica já está resolvida, na medida em que o MEI/PJ compra, vende, presta
serviços, recebeu por isso, pagou suas despesas e foi tributado conforme visto acima.

Agora, como fazer para esse dinheiro ir parar no bolso do MEI/PF, para seus gastos pessoais?

A legislação do IRPF estabelece que a pessoa física que auferir rendimento anual igual ou inferior a
determinado valor, está isento do IR e também da apresentação da declaração do IR.

Nota: Base legal: § 4º do art. 25 da Lei Geral das MPEs (LC 123/06 atualizada pela LC 128/08).

Neste sentido, observe que o Caderno de Perguntas e Respostas do IRPF – Exercício 2014 – ano-
calendário 2013 da Receita Federal do Brasil, prevê que o contribuinte, pessoa física, está obrigado a
apresentar a declaração, caso tenha recebido em 2013, rendimento superior a R$ 25.661,70 em 2013.

Exemplo de cálculo a partir desta informação:


MEI que exerce atividade mercantil que compra mercadorias no atacado e as revende no varejo.

→ Receita bruta mensal de R$ 5.000,00 → Receita bruta anual (12 meses) de R$ 60.000,00.

Observe que, se o MEI teve receita bruta anual de R$ 60.000,00, esta receita pertence à sua Pessoa
Jurídica e não à Pessoa Física.

Atenção: Não é porque o MEI/PJ faturou R$ 60.000,00 é que o MEI/PF estará sujeito ao Imposto de
Renda sobre este valor.
Professor Antonio Saccá
Se o rendimento médio mensal do MEI/PJ é de R$ 5.000,00, antes de repassar algum dinheiro para a sua
pessoa física, o MEI/PJ deve avaliar os custos e despesas que tiver com o seu negócio, tais como:
a) preço de aquisição de mercadorias (recomposição do estoque);
b) INSS, ICMS, ISS (tributos do MEI);
c) salário e encargos de empregado (se tiver empregado);
d) aluguel de um box, sala, etc (local onde exerce a atividade);
e) luz, água, telefone;
f) transporte para se dirigir ao local de venda ou realizar entregas;
g) outros.

Portanto, é preciso analisar a capacidade financeira da Pessoa Jurídica. Isto é, se o MEI/PJ tem receita
média mensal de R$ 5.000,00, ele deverá subtrair os gastos inerentes ao exercício de sua atividade
econômica, manter alguma reserva para situações inesperadas e, caso queira, criar também outro fundo de
reserva para investimentos, como aquisição de estantes, cadeiras, computador, de modo a melhorar a
desempenho de seu negócio.
Após o calculo, o que sobra é considerado lucro do MEI/PJ e o MEI/PF poderá retirar este dinheiro para
as suas necessidades pessoais. Desta forma, considerando o ano calendário de 2013, o MEI/PF não será
tributado caso a quantia retirada da pessoa jurídica (MEI/PJ) em 2013, não ultrapasse a R$ 25.661,70.

Caso ocorra do MEI/PJ transferir ao MEI/PF valor superior ao limite de isenção de R$ 25.661,70, o
excedente deverá ser tributado.

Nota: Caso o MEI/PJ seja registrado ao longo do período o limite de receita bruta deve ser calculada de
forma proporcional.
9.5.3.3. TRIBUTAÇÃO DA PESSOA FÍSICA DO MEI (Distribuição + Pró-Labore)
O MEI/PF pode retirar quantia um pouco maior sem tributação do imposto de renda, conforme previsto no
art. 14 da Lei Geral das MPEs.

São considerados isentos do Imposto sobre a Renda, na fonte e na declaração de ajuste do beneficiário, os
valores efetivamente pagos ou distribuídos ao Microempreendedor Individual – MEI, optante pelo
Simples Nacional, exceto os que corresponderem a pró-labore ou alugueis.

A isenção fica limitada ao valor resultante da aplicação, sobre a receita bruta mensal, no caso de
antecipação de fonte, ou da receita bruta total anual, tratando-se de Declaração de Ajuste Anual, dos
percentuais de apuração do Lucro Presumido, mencionados no artigo 15, da Lei nº 9.249, de 26 de
dezembro de 1995.

Nota: O limite acima não se aplica na hipótese de o microempreendedor individual manter escrituração
contábil que evidencia lucro superior àquele limite, conforme Lei Complementar nº 123, de 14 de
dezembro de 2006, art. 14; Resolução CGSN nº 4, de 30 de maio de 2007, art.6º, § 1º; e Resolução CGSN
nº 14, de 23 de julho de 2007, art.2º. Diante dessa informação, a Pessoa Física do MEI está isenta do IRPF
sobre os valores que lhes forem distribuídos a título de lucro, somente nos seguintes casos:
a. Se exercer atividade mercantil (comércio ou indústria), a distribuição de lucro for igual ou inferior a 8%
da receita bruta auferida pelo MEI/PJ.

Professor Antonio Saccá


b. Se exercer atividade de prestação de serviços, a distribuição de lucro for igual ou inferior a 16% ou 32%
da receita bruta do MEI/PJ.
c. Em ambos os casos, se a distribuição de lucros superar estes limites, só haverá isenção se o MEI/PJ
mantiver escrituração contábil que evidencie lucro superior.
Considerando a movimentação registrada pelo MEI sem escrituração contábil para apuração de seu lucro,
formulamos os seguintes exemplos de calculo:

9.5.3.3.1. MEI que exerce atividade mercantil.


Exemplo: MEI que compra mercadorias no atacado e as revende no varejo.

→ Receita bruta mensal de R$ 2.000,00 → Receita bruta anual (12 meses) de R$ 24.000,00.

Aplica-se o percentual de presunção de lucro (tabela da Lei 9.249/95) correspondente à atividade


comercial, que é de 8%, sobre o valor da receita do mês (R$ 2.000,00 x 8% = R$ 160,00). Este valor de
R$ 160,00 é o valor mensal que pode ser distribuído a título de lucro com isenção do IRPF.
Logo, no ano o MEI/PJ poderá distribuir ao MEI/PF, R$ 1.920,00 (R$ 160,00 x 12) com isenção do IRPF.
Pela legislação do Imposto de Renda, este valor é considerado “isento e não tributável” para o MEI/PF.

Conforme consta do art. 14 da Lei Geral das MPEs, poderá o MEI/PF fazer retiradas a título de pró-
labore,cujos valores serão tributados se ultrapassarem os limite de isenção do IRPF que, em 2013, foi de
R$ 25.661,70.

Considerando que o valor anual calculado no total de R$ 1.920,00, a titulo de Distribuição de Lucro, é
“isento e não tributável” pelo Imposto de Renda Pessoa Física, o MEI/PF poderá retirar, a titulo de Pró-
Labore, o limite de isenção anual do IRPF de R$ 25.661,70. Totalizando, portanto, uma retirada de até R$
27.581,70, com isenção do IRPF.

9.5.3.3.2. MEI que exerce atividade de prestação de serviços.


A regra é a aplicação do percentual de 32% sobre a receita bruta das empresas tributadas pelo Lucro
Presumido para se encontrar a base de cálculo do IR. Contudo, a legislação tributária reduz para 16% no
caso delas auferirem receita bruta anual abaixo de R$ 120 mil/ano. Como o MEI tem receita bruta anual
de até R$ 60 mil, prevalece o percentual reduzido de 16% para a grande maioria dos serviços.
Exemplo: MEI que presta serviços de manicure, pedicura e cabeleireira.
→ Receita bruta mensal de R$ 4.000,00 → Receita bruta anual (12 meses) de R$ 48.000,00.
Aplica-se o percentual de presunção do lucro (tabela da Lei 9.249/95) correspondente à prestação de
serviços para faturamento inferior a R$ 120.000,00/ano, que é de 16%, sobre o valor da receita do mês
(R$ 4.000,00 x 16% = R$ 640,00). Este valor de R$ 640,00 é o valor mensal que pode ser distribuído a
título de lucro com isenção do IRPF.

Logo, no ano o MEI pode distribuir R$ 7.680,00 (R$ 640,00 x 12). . Pela legislação do Imposto de Renda,
este valor é considerado “isento e não tributável” para o MEI/PF.

Conforme consta art. 14 da Lei Geral das MPEs, poderá o MEI/PF fazer retiradas a título de pró-
labore,cujos valores serão tributados se ultrapassarem os limite de isenção do IRPF que, em 2013, foi de
R$ 25.661,70.
Professor Antonio Saccá
Considerando que o valor anual calculado no total de R$ 7.680,00, a titulo de Distribuição de Lucro, é
“isento e não tributável” pelo Imposto de Renda Pessoa Física, o MEI/PF poderá retirar, a titulo de Pró-
Labore, o limite de isenção anual do IRPF de R$ 25.661,70. Totalizando , portanto, uma retirada de R$
33.341,70, com isenção do IRPF.

9.5.3.4- COMPENSAÇAO DE PAGAMENTO RECOLHIDO INDEVIDAMENTE OU A MAIOR


PELO SIMPLES NACIONAL – “COMPENSAÇÃO A PEDIDO”.
Por meio de comunicado expresso no site da Receita Federal do Brasil em 25/02/2014, no portal
do Simples Nacional está disponível o aplicativo que permite que o contribuinte realize a compensação de
créditos apurados no Simples Nacional decorrente de pagamentos indevidos ou a maior com débitos
também apurados no Simples Nacional para com o mesmo ente federado e relativos ao mesmo tributo, de
acordo com a Lei Complementar nº 123/2006.

Até então só era possível fazer o Pedido de Restituição de valores recolhidos indevidamente ou a maior do
Simples Nacional. Na Receita Federal esse pedido é uma das exceções à regra do PER/DCOMP. Assim
sendo, o pedido deveria ser protocolado pelo contribuinte, mediante a utilização do formulário previsto na
IN RFB nº 1.300/2012, com todo trâmite processual, análise e operacionalização manuais.

A partir de agora, o contribuinte pode utilizar este recolhimento indevido ou a maior do Simples Nacional
para fazer a (auto) compensação, via Portal do Simples Nacional na Internet.

O aplicativo denominado “Compensação a Pedido” já está disponível para utilização no menu Simples
Serviços > Cálculo e Declaração > Compensação a Pedido, podendo ser acessado por meio de código de
acesso ou certificado digital. Trata-se de um sistema de preenchimento “on line”,onde ao informar os
dados do pagamento recolhido indevidamente ou a maior, o aplicativo exibe uma tela contendo todos os
débitos possíveis de serem compensados.
Neste sentido, a compensação é processada de forma imediata, na internet. O contribuinte ainda pode
consultar as compensações realizadas, imprimindo o extrato respectivo, e até mesmo cancelar a
compensação.

ASPECTOS A SEREM OBSERVADOS:


a) E permitida à compensação somente de créditos para extinção de débitos junto ao mesmo ente federado
e relativos ao mesmo tributo;
b) Os créditos a serem compensados na forma da letra "a" serão aqueles oriundos de período para o qual já
tenha sido apropriada a respectiva DASN (Declaração Anual do Simples Nacional) apresentada pelo
contribuinte, até o ano-calendário de 2011, ou a apuração validada por meio do PGDAS-D (Programa
Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório), a partir do ano-calendário
de 2012;
c) O valor a ser restituído ou compensado será acrescido de juros Selic para títulos federais, acumulada
mensalmente, a partir do mês subsequente ao do pagamento indevido ou a maior que o devido até o mês
anterior ao da compensação ou restituição e de 1%, relativamente ao mês em que estiver sendo efetuada;
d) Deverão ser levados em conta os prazos de decadência e prescrição previstos no CTN (Código
Tributário Nacional), isto é, cinco anos.

Professor Antonio Saccá


e) Os valores compensados indevidamente serão exigidos com os acréscimos legais de juros Selic e multa
limitado a 20%, mesmo utilizados para o imposto de renda, inclusive, quando for o caso, em relação ao
ICMS e ao ISS.
f) No caso de compensação indevida, na hipótese de se comprovar falsidade de declaração apresentada
pelo sujeito passivo, o contribuinte estará sujeito à multa isolada aplicada no percentual de 150% (75%
aplicado em dobro) sobre a totalidade ou diferença de imposto ou contribuição nos casos de falta de
pagamento ou recolhimento, de falta de declaração e de declaração inexata, e terá como base de cálculo o
valor total do débito indevidamente compensado.
g) Não poderão ser aproveitados créditos não apurados no Simples Nacional, inclusive de natureza não
tributária, para extinção de débitos do referido regime.
h) Via de regra, os valores recolhidos indevidamente ou a maior no Simples Nacional, denominados
créditos do contribuinte, não poderão ser compensados com outros débitos junto às Fazendas Públicas,
exceto quando a compensação for de ofício oriundo de deferimento em processo de restituição ou após a
exclusão da empresa no Simples Nacional. Nesses casos, o ente federado (Estado, Município ou Distrito
Federal) deverá registrar os dados referentes à compensação processada no aplicativo específico do
Simples Nacional para bloqueio de novas compensações ou restituições do mesmo valor.

9.5.3.5. ALTERAÇÃO DA DENOMINAÇÃO DAS ALIQUOTAS PERCENTUAIS UTILIZADAS


NO CÁLCULO DOS TRIBUTOS DEVIDOS MENSALMENTE PELO SIMPLES NACIONAL
As empresas enquadradas no regime do Simples Nacional têm uma novidade na apuração dos Tributos
devidos a partir do mês de abril de 2014. Trata-se da publicação da Resolução CGSN nº 113/2014 que
alterou a Resolução CGSN nº 94/2011.
[...]
Parágrafo único. As alíquotas utilizadas no Simples Nacional são denominadas: (Lei Complemenar nº 123,
de 2006, art.2º, inciso I e Parágrafo 6º.
Considera-se alíquota o somatório dos percentuais dos Tributos constantes das tabelas dos Anexos I a V da
Resolução CGSN nº 94/2011. Assim, a nova denominação passa a ser a seguinte:
a) Alíquota normal:
As usuais constantes das tabelas dos Anexos I a V.

b) Alíquota máxima:
Utilizada nos períodos de apuração que houver a compensação dos valores recolhidos indevidamente ou
em montante superior ao devido.

c) Alíquota majorada limite nacional:


Utilizada a partir do período de apuração em que a empresa ultrapassar o limite máximo de receita bruta
anual, exceto no ano de início de atividades.

d) Alíquota majorada limite nacional proporcional


Utilizada a partir do período de apuração em que a empresa, no ano de início de atividades, ultrapassar o
limite máximo de receita bruta anual.

Professor Antonio Saccá


e) Alíquota majorada sublimite estadual
Utilizada no cálculo do ICMS e do ISS a partir do período de apuração em que a empresa ultrapassar o
sublimite estadual, exceto no ano de inicio de atividades.

f) Alíquota majorada sublimite estadual proporcional


Utilizada no cálculo do ICMS e do ISS a partir do período de apuração em que a empresa, no ano de início
de atividades, ultrapassar o sublimite estadual.

Notas:
O valor devido no mês pela empresa optante pelo Simples Nacional continua sendo determinada mediante
a aplicação das alíquotas constantes das tabelas dos Anexos I a V, sobre as receitas brutas auferidas.

Na determinação da alíquota, a empresa utilizará a receita bruta total acumulada nos 12 meses anteriores
ao do período de apuração.

No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo Simples Nacional, na


determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, deverá utilizar como receita bruta total
acumulada, a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12.

Nos meses subsequentes ao do início das atividades, deverá utilizar a média aritmética da receita bruta
total dos meses anteriores ao do período de apuração, multiplicada por 12.

9.5.3.6. ESCRITURAÇÃO FISCAL DIGITAL – ICMS MG


O Governador do Estado de Minas Gerais, por meio do Decreto 46.487/2014 (DOE
12.04.2014), estabeleceu a obrigatoriedade da Escrituração Fiscal Digital (EFD), a partir de
01.01.2014, a todos os contribuintes do ICMS do Estado de Minas Gerais.
Estão dispensados desta obrigatoriedade:
a) os microempreendedores individuais (MEI) optantes pelo Sistema de Recolhimento em Valores
Fixos Mensais dos Tributos abrangidos pelo Simples Nacional (SIMEI); e,
b) as microempresas (ME) e as empresas de pequeno porte (EPP), optantes pelo Simples
Nacional, salvo o que estiver impedido de recolher o ICMS por este regime na forma do §1º do artigo
20 da Lei Complementar Federal 123/2006;

Ademais, ressalte-se que o contribuinte obrigado à EFD a partir de 01.01.2014 poderá transmitir,
até 25.07.2014, os arquivos digitais relativos à EFD dos períodos de apuração de janeiro/2014 a
junho/2014.

Por fim, não se aplica a obrigatoriedade da EFD ao estabelecimento não contribuinte do ICMS,
mesmo que inscrito no Cadastro de Contribuintes do imposto, exceto na hipótese de existência de outro
Professor Antonio Saccá
estabelecimento de mesma titularidade que seja contribuinte do ICMS, e ao produtor rural pessoa
física.

OBRIGADO!
DEUS LHE ABENÇOE.

Professor Antonio Saccá