Obs. Esses roteiros não foram revisados pelo professor.

PARTE GERAL-Código Civil/2002 Introdução: Noções (Conceito) de Direito. Realidade: é enfocada de três modos diferentes mundo da natureza; mundo dos valores; mundo da cultura.

Mundo da natureza: tudo o que existe independentemente da atividade humana. É o princípio da causalidade das leis naturais. As leis naturais são as leis do ser, que não podem ser violadas e se explicam quando indagamos e delas fazemos um juízo de realidade. Ex. Lei da gravidade. Mundo dos valores: A tudo o que afeta ao homem, direta ou indiretamente, é atribuída qualidades e significações, isto é, atribui-se um valor. Ex. segurança, trabalho, estética, moral, religião etc. Mundo da satisfação automóvel, significado formal) cultura: é o mundo das realizações humanas, da adaptação da natureza à das necessidades vitais e impelidos pela exigência da perfeição. Ex. poesia etc. O mundo da cultura se compreende, apreende-se seu sentido e e dele fazemos juízo de valor. Ex. Direito: princípios e normas (expressão

Idéia de fim, de valor e de bem: fim é aquilo pelo qual todos fazem alguma coisa (Escolástica); valor é o produto de nossa subjetividade (subjetivismo axiológico), consubstanciado na realidade objetiva consistente em qualidades e perfeições que nos atraem; bem será tudo aquilo que pertence a uma classe especial de objeto sobre a qual repousa, incide nosso valor, isto é, a coisa afetada de valor é sinônimo de bem. Silogismo: se fim é aquilo pelo qual se faz alguma coisa, valor é uma classe especial de coisa afetada, que se constitui em um bem, pode-se concluir que fim é sinônimo de valor. Valor é um bem; (premissa maior) Bem coincide com o fim; (premissa menor) Fim equivale a valor. (conclusão) Direito: À medida que a natureza se mostra insuficiente para satisfazer as necessidades humanas, passa o homem a agir sobre ela, com base nos valores atribuídos às necessidades, criando uma realidade que é produto de sua criatividade. Para regular e disciplinar essas atividades (um fim) criadas pelo homem, concernindo a valores (classe de coisas afetadas = bem), apareceu o Direito, fato histórico apenas existente na sociedade: Ubi societas, ibi ius – onde a sociedade, aí o Direito. Conceito: é a ciência do “dever ser”, é ordem normativa, sistema de normas harmônicas entre si, que regula a conduta humana, egoísta por natureza, que vem sempre acompanhada de uma sanção. Segundo Ruggiero e Maroi: “O direito é a norma das ações humanas na vida social, estabelecida por uma organização soberana e

imposta coativamente à observância de todos”. Direito, enfim, é instrumento de controle social. Intuição de Dante Alighieri: “Jus est realis ac personalis hominis ad hominem proportio, quae servata servat societatem; corrupta, corrumpit” (O Direito é uma proporção real e pessoal, de homem para homem, que, conservada, conserva a sociedade; corrompida, corrompe-a). Diferenças entre o “ser” e o “dever ser”: um determinado metal disposto a certa temperatura muda do estado sólido para o líquido (disposição imutável); o homem que comete determinado delito “deve ser” punido (circunstâncias próprias). Teoria tridimensional do direito: aspecto normativo – o Direito como ordenamento e sua respectiva ciência; um aspecto fático – o Direito como fato, ou em sua efetividade social e histórica; e um aspecto axiológico – o Direito como valor de Justiça (Miguel Reale). Fato: é uma dimensão (aspecto) do Direito, é o acontecimento social que envolve interesses básicos para o homem e que por isso, enquadra-se dentro dos assuntos regulados pela ordem jurídica. Valor: é o elemento moral do Direito; se toda obra humana (ação) é impregnada de sentido finalístico ou moral, igualmente o Direito: ele protege e procura realizar valores fundamentais da vida social, notadamente a ordem, a segurança e a Justiça. Norma: consiste no padrão de comportamento social imposto aos indivíduos, que devem observá-la em determinadas circunstâncias. Direito e moral: A Teoria do Mínimo Ético (filósofo inglês, Jeremias Bentham e jurista alemão, Georg Jellinek): consiste em dizer que o Direito representa apenas o mínimo de Moral declarado obrigatório para que a sociedade possa sobreviver. A moral, em regra, é cumprida de maneira espontânea, mas como as violações são inevitáveis, é indispensável que se impeça a transgressão dos dispositivos que a comunidade considerar indispensável à paz social. Assim o Direito não é algo diverso da Moral, mas é parte desta, armada de garantias específicas (imagem dos círculos concêntricos): “tudo o que é jurídico, é moral; mas nem tudo o que é moral, é jurídico”. (círculos concêntricos). Controvérsias: regra de trânsito modificada, atinge a moral? Dois sócios da empresa: um trabalha e o outro não. É moral, embora legal, os dois receberem o mesmo “pro-labore”? (imoral tutelado pelo Direito). Assim, Moral e Direito podem ser vistos como dois círculos secantes; estes representam a concepção real; aqueles (concêntricos), a concepção ideal. Teoria dos Círculos Secantes: (Claude du Pasquier): Segundo Du Pasquier, Direito e Moral possuem um campo de competência comum e, ao mesmo tempo, uma área particular independente. A representação das suas relações é a de dois círculos secantes; esta a opinião de Miguel Reale. Direito Positivo/Objetivo: Quando surgem, as normas jurídicas se põem ou se positivam como uma realidade objetiva; elas se positivam e se objetivam , vigem e têm eficácia em certo tempo, como realidades culturais, postas e garantidas pela sociedade e pelo Estado; elas são direito positivo objetivo. Daí poder-se dizer que os termos “objetivo” e “positivo” se implicam. Assim, o Direito positivo é o ordenamento jurídico em vigor, o conjunto de normas impostas pelo Estado, de caráter geral, a cuja observância os indivíduos podem

ser compelidos coercitivamente, é o conjunto de normas que a todos se dirige e a todos vincula; é a norma agendi. Direito Natural: é a idéia abstrata do direito, o ordenamento ideal, correspondente a uma justiça superior. Revela ao legislador os princípios e valores fundamentais de proteção ao homem, que deverão ser consagrados pela legislação, a fim de que se tenha uma ordem jurídica substancialmente justa. Denominado “jusnaturalismo”, foi defendido por Santo Tomás de Aquino e Santo Agostinho, que defendiam, ao lado de outros pensadores dos séculos XVII e XVIII a existência de um direito ideal e eterno, ao lado do direito positivo. Ex. cumprimento de obrigação natural. Direito Subjetivo: Na conceituação de Miguel Reale, direito subjetivo, como espécie de situação subjetiva, vem a ser “a possibilidade de exigir-se, de maneira garantida, aquilo que as normas de direito atribuem a alguém como próprio”. É a facultas agendi, que se traduz na faculdade individual de agir de acordo com o direito objetivo. Trata-se de faculdade conferida ao indivíduo de invocar a norma a seu favor, ou seja, da faculdade de agir sob a sombra da regra positiva/objetiva. Teorias de Duguit e Hans Kelsen: integram as doutrinas negativistas que não admitem a existência do direito subjetivo. Para eles, a obrigação jurídica é a própria norma jurídica e o direito subjetivo o próprio direito objetivo. Doutrinas afirmativas: teoria da vontade; teoria do interesse; e teoria mista. Teoria da vontade: o direito subjetivo constitui um poder da vontade (Windscheid); Teoria do interesse: direito subjetivo é o interesse juridicamente protegido (Ihering); e Teoria mista: conjuga o elemento vontade com o elemento interesse, definindo como o interesse protegido que a vontade tem o poder de realizar (Jellinek). Direito Público/Direito Privado: Direito público é o destinado a disciplinar os interesses gerais da coletividade, tais como a organização do Estado (Dir. Constitucional), atividades políticas, administrativas e financeiras (Dir. Administrativo), a repressão aos delitos (Dir. Penal) etc. Correto é também dizer que direito público é o direito que regula as relações do Estado com outro Estado, ou as do Estado com os cidadãos. Direito privado é o que regula as relações entre os homens, tendo em vista o interesse particular dos indivíduos, ou a ordem privada; é o que disciplina as relações entre os indivíduos, predominando o interesse de ordem particular. O Direito privado se confunde com o Direito Civil, pois em determinadas situações essas expressões se equivalem. Do Direito Civil destacou-se o Direito Comercial em razão de oferecer características próprias; outro ramo que se destacou foi o Direito do Trabalho. As normas de ordem pública são as cogentes, de aplicação obrigatória; as de ordem privada são dispositivas, que vigoram enquanto a vontade dos interessados não modificá-las. Publicização ou constitucionalização do direito privado: na atualidade há um movimento de renovação do direito, impregnado de essência antiindividualista, já que a função do direito é atender e satisfazer primeiramente os interesses gerais da coletividade. (Dir. família, dir. trabalho, contratual – art. 421/2). Fala-se, inclusive, na extinção do direito privado e na permanência do direito público por sua influência socializante. Fontes do Código Civil: A fonte primordial e inspiradora de nosso direito civil é o direito romano. Na fase do Brasil colonial estavam em vigor as Ordenações do Reino (Afonsinas – Manoelinas – Filipinas). Após a Independência, entra em vigor a Lei de 20 de outubro de 1823, que determinou que continuasse a aplicar a legislação do Reino.

Vigorou essa legislação até sua revogação pelo artigo 1807 do Código Civil – Lei n. 3.071/1º/Jan./1916) Houve grande influência do Código de Napoleão (1804) e do Código Alemão (1896 – pandectistas germânicos calcado na legislação latina – Pandectas ou Digesto designa a coleção de fragmentos dos jurisconsultos romanos, incluídos no Corpus Juris Civilis de Justiniano: compilação efetuada sob a supervisão de Triboniano, que também participou na elaboração das Institutas). Outras fontes: a) 1858 - Consolidação das Leis Civis, de Teixeira de Freitas; b) 1865 – “Esboço” – de Teixeira de Freitas (- CF de 1824 / C. Civil argentino) c) Nova Consolidação das Leis Civis, de Carlos de Carvalho (Bruxelas, 1899; publicada no Porto, em 1915); d) Projeto de Lei de Coelho Rodrigues e) Projeto de Lei (Clóvis Beviláqua), de 1899 - transformado na Lei n. 3.071/16. f) Projeto de Lei n. 634/75 (Miguel Reale); 634/B e 118/94: Lei n. 10.406/02. CÓDIGO CIVIL – Lei n. 10.406/2002 Divisão Parte Geral (Livro I – Das Pessoas) (Livro II – Dos Bens) (Livro III – Dos Fatos Jurídicos) (Livro I – Do Direito das Obrigações) (Livro II – Do Direito de Empresa) (Livro III – Do Direito das Coisas) (Livro IV – Do Direito de Família) (Livro V – Do Direito das Sucessões)

Parte Especial

Tentativas de Reforma: Primeira tentativa se deu na década de quarenta, pelo Anteprojeto de Código de Obrigações, de juristas como Orozimbo Nonato, Philadelfho Azevedo e outros. A Segunda tentativa se deu na década de sessenta com anteprojetos dos civilistas Orlando Gomes e Caio Mário da Silva Pereira. Em 1975, após revisões e emendas, foi apresentado o Projeto de Lei n. 634/75, elaborado por uma comissão de juristas, entre eles, Agostinho de Arruda Alvim, com supervisão de Miguel Reale, procura unificar parcialmente o direito privado, trazendo a primeira parte do Código Comercial. Posteriormente tramitou no Senado Federal como Projeto de Lei n. 118/94, conforme publicado no Diário do Congresso Nacional, sendo transformado na Lei n. 10.406/02. Leis Esparsas modificadoras: Lei n. 883/49 – possibilitou o reconhecimento dos filhos adulterinos; Lei n. 2.437/55 – modificou os prazos de prescrição; Lei n. 3.133/57 – alterou o instituto da adoção; Lei n. 4.121/62 – Estatuto da Mulher Casada; Lei n. 6.515/73 – Lei do Divórcio; Lei n. 8.971/94 e Lei n. 9.278/96 – Lei dos companheiros e conviventes etc. Fontes do Direito: é a verificação sob o aspecto da origem criadora do Direito. Expressa a Lei de Introdução ao Código Civil – Decreto-Lei n. 4.657/42, Art. 4º: serem fontes do Direito a lei, a analogia, os costumes e os princípios gerais de Direito. Sistemas Jurídicos: romano-germânico: com maciça supremacia do direito escrito; e o sistema Common Law, dos países de língua inglesa, que é basicamente de direito não escrito, fundado em normas costumeiras e precedentes jurisprudenciais.

4) Quanto à força obrigatória (imperatividade): leis cogentes e dispositivas. abstrata porque regula uma situação jurídica hipotética. por sua natureza. dotada de sanção. são especiais as leis que regulam matérias com critérios particulares. emanada de autoridade competente porque advém da estrutura formal do Estado. lei e costume. estaduais ou municipais (hierarquia das leis). ou supletivas. até ser revogada. expressa pela vontade de uma autoridade competente. Fontes formais (diretas. atingindo uma gama de situações genéricas (Código Civil).Fontes históricas: são aquelas das quais se socorrem os estudiosos quando pretendem investigar a origem histórica de um instituto jurídico ou de um sistema. imediatas ou primárias): são aquelas que por si sós têm força suficiente para gerar a regra jurídica. que fazem a regra. é permanente porque rege todos os casos a que se aplica. destacam-se: 1) Quanto à origem legislativa: são federais. Aquelas. de maneira indefinida. as Institutas.245/91 – Lei do Inquilinato). tais como o Digesto. as permanentes. Fontes atuais: são aquelas às quais nos reportamos para afirmar o nosso direito e o juiz. São cogentes as leis que se impõem por si mesmas. aquelas normas colocadas à disposição do indivíduo e só aplicadas supletivamente na ausência da vontade das partes (opção pelo regime de . São gerais aquelas que disciplinam um número indeterminado de indivíduos. ficando excluído qualquer arbítrio ou convenção individual (CC. permanecendo no ordenamento jurídico até sua revogação. são consideradas excepcionais aquelas leis que regulam. as Ordenações do Reino etc. 8. são dispositivas. que só atualiza quando o particular se submeter a sua descrição. surgem para atender a uma situação circunstancial ou de emergência (leis orçamentárias. para fundamentar a decisão. A lei é fonte formal principal e o costume fonte formal acessória Fontes mediatas ou secundárias: são aquelas que não têm a mesma força que as primeiras. art. por modo contrário ao estabelecido na lei geral. constituindo a exceção do ordenamento jurídico. já nascem com um tempo determinado de vigência. estariam compreendidos nela (Atos Institucionais que contrariavam as garantias constitucionais). é o modo de expressão do Direito Positivo. a jurisprudência. mas servem para esclarecer o espírito dos aplicadores da lei e de precioso substrato para a compreensão e aplicação global do Direito. Ex. a doutrina. que obriga seu cumprimento de maneira obrigatória. os princípios gerais do Direito e a eqüidade. Lei: podemos conceituar lei como uma regra geral de direito. 2) Quanto à duração: são temporárias e permanentes. específicos (Lei n. de cunho obrigatório e de forma escrita. abstrata e permanente. são editadas para vigorar por tempo indeterminado. a analogia.548). são equiparadas às leis de ordem pública. Classificação das Leis: dentre as várias características que a lei possui. dotada de sanção que é o elemento constrangedor. 1. 3) Quanto à amplitude ou ao alcance: são leis gerais. disposições transitórias). Nota: é geral porque dirigida a todos indistintamente. especiais e excepcionais. Ex. é de forma escrita porque nosso ordenamento assim a prevê (contrariamente ao sistema do Common Law). fatos ou relações jurídicas que.

supletivamente a lei adota o regime da comunhão parcial) (CC. também denominadas processuais. aquelas que se situam entre a norma constitucional e a lei ordinária e tratam de matéria especial. c) leis ordinárias. já as normas morais não possuem esse autorizamento. na falta da escolha. Menos que perfeitas as leis que trazem sanção incompleta ou inadequada. Diferenças entre o costume e o uso: note-se que nem todo uso é costume. Também serve como exemplo o pagamento de dívida prescrita (o sistema jurídico não fornece meios coercitivos para seu recebimento – CC. ou adjetivas.639 e 1. Autorizamento: (coação): segundo Goffredo da Silva Telles. as elaboradas para ter vigência geral. 6) Quanto à natureza: as leis podem ser substantivas. d) leis delegadas. é essa característica que legitima o lesado a exercer a faculdade da coação legal através da exigência da reparação do dano.521. O costume circunda a lei e não pode contrariá-la. 814). .641. exteriorizado e percebido pelos sentidos). Seu papel de fonte criadora do Direito foi mais intenso nos sistemas jurídicos da Antigüidade.640).523. é aquela prática constante e habitual que brota espontaneamente do meio social e acaba por se tornar obrigatório. a contar da sucessão. Exemplo disso é a prescrição de trinta dias de prazo. 1. porque tratam do direito material. Mais que perfeitas são as normas cuja violação dá margem a duas sanções: nulidade do ato praticado somado à aplicação de uma pena ao infrator (casamento de pessoa já casada. mais que perfeitas.bens. elaboradas pelo Poder Executivo. 1. ser constante (repetitivo na sociedade). VI. costume é um uso juridicamente considerado. 1. são de fundo. tais como a aplicada ao viúvo que contrai novas núpcias antes de promovido o inventário: obrigatoriamente se casará sob o regime da separação de bens (CC. possuindo a mesma hierarquia das ordinárias. com autorização do Legislativo. são elaboradas pelo Poder Legislativo. 1. também denominadas materiais. I. são necessárias algumas características: tem que ser geral (disseminado no meio social). mas num dado momento sua observância é obrigatória. Para que assim seja. 5) Quanto à sanção: as leis podem ser perfeitas. Sua formação é paulatina e quase imperceptível. Art. traçam o meio de realização do direito. b) leis complementares. 983). Nota: leis estaduais prescrevem uma sanção – multa. art. menos que perfeitas e imperfeitas. Requisitos necessários: de ordem objetiva (o próprio uso. art. CC. Imperfeitas são as leis que prescrevem uma conduta sem impor uma sanção. Costume: é o uso reiterado de uma conduta levado a efeito por uma coletividade. I). Perfeitas são aquelas cuja violação importa em sanção de nulidade. hoje são mais observados nos sistemas do Common Law. negócio jurídico praticado por absolutamente incapaz). ou possibilidade de anulação do ato praticado (Ex. palpável. pratica bigamia punida pelo artigo 235 do CP). 7) Quanto à hierarquia: podem ser: a) constitucionais. que tenha certo lapso de tempo (há de ser um hábito arraigado). para o início do processo de inventário (CPC. e de ordem subjetiva (consciência coletiva da obrigatoriedade de sua prática). art. é o fato de ser autorizante que distingue a lei das demais normas éticas.

a jurisprudência atualiza a interpretação dessas leis (união estável). Revista Trimestral de Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça etc. mas é inegável que influi nas demais decisões vindouras sobre o mesmo caso. isto é. Também teve por significação a própria “ciência do Direito”. denominando-se desuso. É pela doutrina que se forjam o vocabulário e os conceitos jurídicos. o costume contra legem é aquele que se opõe ao dispositivo de lei. É o Direito “ao vivo”.Costume secundum legem. denominando-se costume ab-rogatório. portanto perdeu a característica de costume propriamente dito. busca no trabalho de interpretação. termo que ainda se encontra empregado nesse sentido na modernidade. dos “sábios do direito”. mas sim em buscar soluções. que em caso de omissão da lei pode aplicar os princípios da compra e venda e da locação. transporta para o caso concreto. Enfocados nos brocardos de Ulpiniano. A analogia é um processo de raciocínio lógico pelo qual o juiz estende um preceito legal a casos não diretamente compreendidos na descrição legal. Princípios gerais de direito: por este princípio. Revista Forense. contrato de leasing (locação com opção de compra). mas não igual. ou quando torna uma lei não utilizada. criticar a injustiça e lacunas da lei (M. científico e filosófico. Diniz). praeter legem e contra legem: no primeiro caso. no segundo caso. um raciocínio mais profundo e complexo. isto é. importantíssimos para a exata compreensão da ciência. a idéia global desses princípios funda-se na honeste vivere. ou a uma série de decisões similares sobre uma mesma matéria. não lesar a ninguém e dar a cada um aquilo que é seu. Os julgados não possuem força vinculante. coincide com aquele referido no artigo 4º da lei de Introdução. Nota: Pode ser admitido o costume contra a lei? Interpretação do disposto no artigo 5º da Lei de Introdução (fazer a leitura e problematizar). no seu dia-a-dia. O valor da obra jurídica funda-se no fato de não ficar na repetição de conceitos ou permanecer na estratificação do sistema. aquele que serve para preencher eventuais lacunas da lei como recurso que se serve o julgador ao pronunciar a sentença quando a lei for omissa. Analogia: Na aplicação do Direito. neminem laedere. suum cuique tribuere: viver honestamente. extrair do pensamento dominante um conjunto de situações que possa aplicar. A importância dessa fonte está em que as leis envelhecem e levam tempo para modificar-se. semelhante àquela hipótese da lei. pelos estudiosos do Direito dentro do campo técnico. o intérprete investiga o pensamento mais alto da cultura jurídica universal. a mesma aplicação desta. Jurisprudência: atualmente é aplicado o nome jurisprudência ao conjunto de decisões dos tribunais. buscando uma orientação geral do pensamento jurídico. Há inúmeros repertórios jurisprudenciais publicados em revistas. Pode ser analogia legal: o aplicador do Direito busca uma norma que se aplique a casos semelhantes. significava a “sabedoria dos prudentes”. No Direito antigo. o costume já foi erigido em lei. deve buscar soluções nas demais fontes do Direito. Doutrina: a doutrina é o fruto do trabalho concebido pelos juristas. Postulando a importância do princípio podemos citar lição de Bandeira de Melo:” Violar um princípio é muito mais grave que transgredir uma norma. tais como Revista dos Tribunais. e analogia jurídica: quando não havendo uma norma semelhante a aplicar. avaliar o direito comparado. principalmente a publicação periódica das Súmulas de jurisprudência dos tribunais. Ex. H. o juiz não poderá se escusar desta aplicação alegando inexistir lei determinada a aplicar. ou seja. A desatenção ao princípio implica ofensa não apenas a . Princípio: violar um princípio constitui maior ofensa ao ordenamento jurídico de uma nação do que violar ou transgredir uma norma legal.

A lei pode também perder sua eficácia por decretação de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal. a promulgação – que é o ato pelo qual o Presidente sanciona a lei já votada e remetida a seu exame (pode ser vetada e passar novamente pela votação no Congresso). tácita quando ocorrer de a nova lei não se referir à anterior mas com ela for incompatível ou for de forma que regule inteiramente a matéria tratada na lei anterior. 3º LICC). No entanto. 883/49. contumélia (injúria. é doutrinariamente denominada de “regra de sobredireito”. a lei começa a vigorar em todo o território nacional quarenta e cinco dias após a sua publicação. é a supressão. Da vigência da lei: expressa o artigo 1º da Lei de Introdução que. a sua obrigatoriedade se dará após três meses de sua publicação. É uma posição filosófica e subjetiva em que cada julgador dará valoração própria. Os decretos e regulamentos não estão sob a regra desse prazo. embaixadores. Ex. a retirada da força obrigatória. ou parcial. que só pode ser feito por outra lei. Da revogação da lei: pelo princípio da continuidade ou da permanência da lei. Lei de Introdução ao Código Civil (LICC) – Decreto-Lei n. que revogou o artigo 358 do C. normalmente coincide com a sua publicação. Eqüidade: é uma forma de manifestação de justiça que tem o condão de atenuar a rudeza de uma regra jurídica no momento de sua aplicação ao caso concreto. porque representa insurgência contra todo o sistema. portanto. insulto) irremissível a seu arcabouço lógico e corrosão de sua estrutura mestra”. Quando a lei brasileira for admitida no exterior (atribuições de ministros. A revogação pode ser total e se tem a denominada ab-rogação. do primeiro caso: Lei n. É a mais grave forma de ilegalidade ou inconstitucionalidade. Civil (reconhecimento de filho adulterino) . pois sua obrigatoriedade é determinada publicação oficial. publicação – após a sanção da lei. momento em que tem início o prazo para entrar em vigor e se tornar obrigatória a todos. 4. subversão de seus valores fundamentais. Fases da lei: são três as fases porque passam as leis até a sua obrigatoriedade: elaboração – estudos e discussões iniciais até a votação do Projeto. Tipos de revogação: expressa ou tácita. Do conhecimento da lei: a ninguém é dado escusar-se do cumprimento à lei alegando ignorá-la (Art. “nemo ius ignorare censetur”. esta será publicada à Nação. cônsules. cabendo ao Senado suspender-lhe a execução. salvo disposição em contrário. mas com a mesma finalidade de abrandar o rigor da norma. convenções de direito internacional). tendo sua vigência até que outra a revogue ou modifique. a maioria das leis entram em vigor na data que vem prevista em seu texto. Expressa quando a lei revogadora traz em seu texto a declaração de que a lei anterior está revogada (ou parte dela). Revogação.657/42: Tema central: a Lei de Introdução ao Código Civil cuida do estudo da própria lei.um específico mandamento obrigatório mas a todo o sistema de comandos. e se tem a derrogação. esta nasce e tem vigência por prazo indeterminado. da eficácia da lei. salvo aquelas temporárias que fazem a exceção. conforme o escalão do princípio atingido. Vacatio legis: o intervalo – lapso temporal – havido entre a publicação e a efetiva entrada em vigor da lei denomina-se vacatio legis.

é aquele que busca conhecer qual a intenção do legislador. precisar e verificar o alcance da norma chama-se interpretação. para seja possível a convivência social. que declara o sentido da norma. O dispositivo legal visa a garantia global da eficácia da ordem jurídica.182. Da Obrigatoriedade da lei: a lei é uma ordem. que seja restaurada a lei anterior. A ciência que estuda a interpretação das leis denomina-se hermenêutica. Os meios colocados à disposição do aplicador do direito são aqueles especificados no artigo 4º da LICC e 126 do CPC. a hipótese sub judice como premissa menor. elaboradas nos tribunais através das decisões do Poder Judiciário. diz-se que ela é autêntica. todos devem cumpri-la não porque haja um conhecimento presumido ou ficto. não faz com que ressuscite. o próprio sistema prevê mecanismos de integração das fontes para que nenhum caso fique sem solução. a conclusão será a decisão. sob o aspecto dinâmico. Do efeito repristinatório da lei: a lei nova. à interpretação lógica. essa operação intelectual que busca clarear. se define no tipo legal (da norma). 10. ninguém se escusa de cumpri-la alegando sua ignorância – “ignorantia legis neminem excusat”. a que emana do próprio legislador. O intermediário entre a norma e o fato é o magistrado. uma vez publicada. salvo disposição expressa nesse sentido. Ex. Justificação do preceito: três teorias dividem a justificação: a) teoria da presunção legal: prescreve que a lei. Interpretação quanto ao meio: método tradicional. Da integração das normas: o direito. exemplo do segundo caso temos a própria LICC que revogou a primeira (de 1916) sem a ela se referir. Segundo o artigo 3º da LICC. um comando geral e abstrato que não se refere especificamente a nenhum caso concreto. Fontes da interpretação: dependendo de onde promana a interpretação da lei. Lei n. doutrinária. restaura os efeitos da lei n. que é o confronto da norma em análise com outras existentes no ordenamento jurídico de forma a não permitir o conflito de regras apontadas para casos análogos. e . Quando o fato (ocorrência) se enquadra.(derrogação).989/95. estaticamente considerado. diz-se que ocorreu o fenômeno da subsunção. um comando normativo dirigido à vontade geral. que restaria comprometida sem o seu cumprimento. Mas nem sempre a clareza da lei está presente. torna-se conhecida por todos. de 12 de fevereiro de 2001. É a plenitude lógica do sistema. mas por relevante interesse público. ou seja. Para descobrir qual a intenção do legislador recorre-se à interpretação literal ou gramatical. da aplicação ao caso concreto. Exemplificar. Repristinação é. Da aplicação e interpretação das normas jurídicas: a norma jurídica é genérica. aquela exposta pelos juristas nos compêndios científico-literários. o efeito restaurador da lei revogada quando revogada for a lei revogadora daquela. c) teoria da necessidade social: é a mais aceita e sustenta que a lei. sendo obrigatória e geral. há situações obscuras em que o intérprete deverá lançar mão de um conjunto de situações para chegar à conclusão. 8. sobre IPI (imposto sobre produto industrializado). Do silogismo interpretativo: a norma funciona como premissa maior. e jurisprudencial. revogadora da lei velha. uma vez sendo também revogada ou perdendo sua eficácia por qualquer das formas previstas (inconstitucional). portanto. que consiste no meticuloso exame e análise do texto para ressaltar o sentido dado pelo legislador (análise semântica etc). Visa a segurança das próprias relações sociais. b) teoria da ficção: pressupõe do conhecimento de todos a partir da publicação da lei. pode conter falhas ou lacunas.

cosmopolitismo. tem vigência temporária e visa evitar ou solucionar eventuais conflitos do confronto das leis velha e nova. É a aplicação do princípio da territorialidade. Tal tendência vem ao encontro da moderna concepção exposta na Teoria de Gabba. isso já não é mais absoluto. não vem proibida expressamente. objetivando assegurar a certeza. chama-se interpretação teleológica ou sociológica. Critérios para solução: a) disposições transitórias – elaborados pelo legislador. resguardando aqueles atos intransponíveis. e aeronaves no espaço aéreo do Estado. poder maior exercido pelo Estado politicamente organizado sobre seu território e seus habitantes. nossa legislação adotou o princípio da retroatividade como regra e da irretroatividade como exceção.interpretação histórica. A questão do intercâmbio. expresso no brocardo “leges non valent ultra territorium”. com soberania própria. Assim. artigo 6º. Na atualidade tal brocardo é visto com reservas. XXXVI. navios estrangeiros (menos de guerra) em águas territoriais. nada tem que ser interpretada. quando clara e precisa. Ex. anseios a que se buscou atender. Da eficácia da lei no espaço: em razão da soberania estatal. em águas territoriais ou em alto-mar. a retroatividade da lei. tal fato ocorre da exclusão de certos e determinados atos especiais acima previstos. preservando as situações consolidadas. Se diminuir p/ 18: aplica-se a nova. no próprio texto da lei. é expressa nos argumentos de que a lei nova atende melhor os anseios e interesses sociais (impedimento matrimonial etc). Contudo. Da retroatividade da lei: diz-se ser retroativa a lei nova posta em vigor que busca ter eficácia sobre os efeitos de atos que tiveram seu nascimento antes da sua entrada em vigor. onde quer que se encontrem. sem comprometimento de sua soberania nacional. 9º). para o qual deve-se respeitar sempre o ato jurídico perfeito. necessidades atuais etc. se aumentar para 24: respeita-se o direito adquirido. b) irretroatividade – é a não aplicação da lei nova às situações anteriormente constituídas. É endereçada aos juizes no artigo 5º da LICC. globalização: dado o relacionamento cada vez maior entre os indivíduos – pessoas físicas/jurídicas – de países diferentes. admitindo a extraterritorialidade para regular situações entre estrangeiros nesse território localizados. Extraterritorialidade: é a norma de um estado aplicada em outro. segue princípios estabelecidos em Tratados e Convenções internacionais e estipulam certos privilégios pelos quais determinadas pessoas escapam à jurisdição do Estado em cujo território se . bem como na LICC. ideais. navios mercantes.discussões em plenário. A interpretação que busca a finalidade da norma.). navios e barcos de guerra. consulados. a segurança e a estabilidade do ordenamento jurídico. Art. (Da interpretação poderá surgir os conflitos da lei no tempo). a coisa julgada e o direito adquirido. O sistema brasileiro é o da territorialidade moderada. A defesa de que a lei nova deve retroagir. a norma tem aplicação dentro dos limites de suas fronteiras. Da eficácia da lei no tempo: segundo preceitos constitucionais expostos no artigo 5º. fez surgir outra realidade mundial que levou os Estados a permitirem que leis estrangeiras possam ter vigência em seu território. em nosso ordenamento. Expressão “território nacional”: estende-se a expressão “território nacional” às embaixadas. que consiste no exame dos trabalhos que precederam a promulgação da lei (processo legislativo . qual o objeto a que se destina. “In claris cessat interpretatio”: brocardo latino que diz que a norma. maioridade civil = 21 anos (CC.

8º).515/77 e homologada a sentença pelo STF. § 1º: casamento no Brasil. mesmo no caso do critério do domicílio. aplicar-se-á a lei brasileira em relação aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração (CC. Estatuto pessoal: é a situação jurídica que rege o estrangeiro pelas leis de seu país de origem. Pode ser aplicada a lex rei sitae (lei da localização dos bens) para qualificar os bens e regular as suas relações (Art. brasileira + estrangeiro que reside em seu próprio país. Art. I a VIII). baseado na lei da nacionalidade ou na lei do domicílio. . ratificado pelo Brasil mas não observado integralmente. sempre que for mais favorável que a lei do de cujus (redação do § 1º dada pela lei n. contém regras de direito internacional privado.521. se observadas as normas da Lei n. É a lex fori (lei do foro competente). Assim. A capacidade para suceder será regulada pela lei de seu domicílio. Código de Bustamante: oriundo da Convenção de Havana. sendo que os dois possuem 18 anos de idade e a lei do país de origem. querem casar no Brasil. Também as provas de fatos ocorridos no estrangeiro rege-se pela lei desse país. 10: sucessão “causa mortis”: lei do domicílio do de cujus. § 2º: pode o estrangeiro casar-se perante as autoridades diplomáticas ou consulares de seu país. O regime de bens será também aquele da lei do domicílio dos noivos. Art. Mas para qualificar e reger as obrigações aplica-se a lei do lugar em que se constituírem essas obrigações. 12: competência da autoridade judiciária em razão do domicílio ou da execução da obrigação. sob a lei do país do celebrante. a norma estrangeira acaba por integrar momentaneamente o ordenamento jurídico nacional. A sucessão de bens de estrangeiros situados no Brasil será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge e dos herdeiros. exige o consentimento dos pais para casamento de menores de 22 anos (Argentina). O Artigo 7º da LICC: (ler e comentar): por este artigo nota-se que as questões acerca do estatuto social reger-se-á pelo critério do domicílio da pessoa. É a lex loci actus (lei do local do ato). a lei do primeiro domicílio do casal (§ 4º). de 1928. ficando adstritos à jurisdição de seu próprio país.encontram. onde é domiciliado. Ex. aplicar-se-á a lei de seu país ou a de seu domicílio. Obs. ao contrário da lei anterior que se baseava no critério da nacionalidade. 15: sentenças proferidas no estrangeiro para serem executadas no Brasil devem preencher os requisitos do artigo (ler e comentar). ainda que os nubentes sejam estrangeiros. Se o noivo for aqui domiciliado não precisará da autorização. 1. O mesmo se dá com brasileiros que se casam fora do país (os dois). art. 6. se domicílios diversos. É a norma de um Estado que acompanha seu cidadão para regular seus direitos em outro país. Mas se os estrangeiros forem domiciliados fora do Brasil e só se casarem aqui.047/95) Art. 9. O divórcio de brasileiros obtido no estrangeiro será reconhecido no Brasil. ele terá que apresentar tal consentimento no Brasil em razão da aplicação da lei do domicílio. mas de ambos os cônjuges. há situações em que o juiz aplicará o direito alienígena em vez do direito interno.

Pessoa Condicional: condição suspensiva para adquirir direitos = o nascimento com vida. Docimasia hidrostática de Galeno: exame do nascimento com vida inequívocos. Livro I – Das Pessoas Título I – Das Pessoas Naturais Capítulo I – Da Personalidade e da Capacidade Art. Ex.não reconhecimento da titularidade de direitos – gozo de direitos recíprocos. Início e Fim da Pessoa Natural: Capacidade de Direito (de aquisição ou de gozo. é inerente ao ser humano (art.Limites à extraterritorialidade da lei: sem eficácia no Brasil aquilo que ofender a soberania nacional. Capacidade x legitimidade: toda pessoa é capaz. a ordem pública e os bons costumes (Art. Capacidade de Exercício / Fato: (legitimação) inibição da prática do ato por si. art. Pessoa moderna: capaz de direitos e contrair obrigações (deveres) – é a capacidade de direito ou personalidade. 496). Estrangeiros: Direito Romano = jus gentium comum aos diversos povos da antigüidade) e não jus civile . Medicina Legal: elemento determinante da individualidade de uma pessoa (Freud) Filosofia: conjunto de qualidades Pessoa: do latim persona – linguagem teatral na antigüidade romana = máscara Personare: ecoar. Civil Espanhol – 24 horas / Sinais Capacidade: é elemento da personalidade : aptidão para adquirir direitos e exercer – por si ou por outrem – os atos da vida civil. (Ex. legitimação será a aptidão para a prática de determinado ato jurídico. . mas que se encontra no ventre materno – cortar o cordão. Nascituro: ser já concebido. mãe grávida e pai morre. 2º). Vitae Habilis : C. Antecipação da personalidade (Planiol).o próprio indivíduo (atualmente) Escravos: Direito Romano – ausência de direitos – legislação protetora dos escravos = animais. venda de ascendente a descendente (CC. Toda pessoa (homem) é capaz de direitos e deveres (obrigações) na ordem civil. Também é denominada capacidade de ação. é a personalidade jurídica): nascimento com vida. mas nem toda é legítima a praticar qualquer ato. Salvo o direito do nascituro: (formal) implicações no nascimento. venda efetuada por menor). 17). Evolução: papel que cada ator representava . fazer ressoar – a máscara era persona por ressoar a voz da pessoa. Ex. 1º.

II – Enfermidade ou deficiência mental: insanidade mental (permanente e duradoura). 3º. 24. I . V). 4º: Incapacidade Relativa: (Restrição) A lei já não despreza o ato de vontade do relativamente incapaz. Afasia / Embriaguez e Toxicômanos (Decreto-lei 891/38 . par. Art.A incapacidade de exercício/fato não suprime a capacidade de gozo.Todos aqueles que. 3º. III – Causa transitória: independe da interdição (CC.I CC. Processo de interdição – Art. Sentença de natureza declaratória. mas durante a manifestação da causa (arteriosclerose. (Hoje é idade núbil acima de 16 anos. 166.Menores de 16 anos: Impúberes – exíguo desenvolvimento mental. não convalesce.559/34 – Alterações –Perícia médica = classificação. 1. 1. E os atos praticados nos intervalos de lucidez? E antes da interdição? Boa-fé do contratante. tirocínio ao amental e senso ao silvícola. Representados por pais. embriaguez e entorpecentes eventuais). O absolutamente incapaz não possui discernimento/maturidade para externar sua vontade e por isso não pode praticar. por si. Atribui efeitos ao ato desde que submetido a certos requisitos: assistência. . Art. 171. pressão arterial excessiva. por defeito psíquico. amentais.Maiores de 16 e menores de 18 anos: menores púberes. 3º / 4º : decorrem da imaturidade ou da deficiência. imaturidade e reduzida adaptabilidade à vida social negocial – não por incapacidade de procriar. seus atos civis são considerados nulos. I). A mulher alcançaria a capacidade limitada antes do homem. Incapacidade Absoluta / Relativa: Art. Sentido Protetivo da Incapacidade: falta maturidade ao menor. 4º. art. 3º . psicopatas . 171. não se ratifica). Processo: curador provisório do bens. Inovação: Ordenações – varão –14 e mulher – 12 (base era a puberdade). de 16 a 18 necessita consentimento).368/76) relativa ou absolutamente (Art.Lei 6. Art. 3º. não podem reger sua pessoa e seus bens. Podem praticar alguns atos desacompanhados de seus assistentes: aceitar mandato. (Decreto n. Incapacidade é exceção da regra.Incapacidade Absoluta: (Proibição) A prática do ato jurídico é ato da vontade humana que a lei empresta conseqüências (elemento substancial do ato jurídico). Art. Nulidade: Ato praticado diretamente por absolutamente incapaz – Art. Diferença: de grau ou de natureza: certos atos ou à maneira de os exercer Anulabilidade: O ato jurídico praticado sem a assistência será apenas anulável – Art. Art.634. 5º decreto). até 2 anos – Interdição judicial considerado relativa ou absolutamente incapaz). art. A diferença entre as duas é de grau. nos quais comparece pessoalmente juntamente com uma pessoa capaz (Art. Art. I (Não gera efeito. desenvolvimento intelectual – discernimento pessoal. II). qualquer ato jurídico (representante). 30. apenas requer a assistência na prática de atos jurídicos. tutores ou curadores.767. 166. testemunhar.177 do CPC. aquela é suprida pela representação/assistência (CC. I . fazer testamento. I e 1. Registro no 1º Ofício da comarca.

que não possuem educação adequada. 5º. Proteção legal conferida aos incapazes: Contra o absolutamente incapaz não corre prescrição (Art. 9º. Art. . 460). No direito atual inexiste. viciados em tóxicos etc: Verificar arts. No Código Civil de 1916 só aplicava a tutela àquele que possuía cônjuge. art. Art. enquadram-se neste inciso. Proceder-se-á à inscrição em livro especial no Cartório do 1º Ofício de Registro Civil ou subdivisão judiciária da comarca. arts. I. ouvido seu tutor e posterior homologação judicial (CC. 180: Equiparação ao maior obrigando-se aos resultados praticados dolosamente (ato ilícito). pode recobrar dívida de jogo (CC.: Os surdos-mudos. II – Ébrios habituais. Benefício da Restituição: (restitutio in integrum) prerrogativa concedida pelo direito anterior (Ordenações) que facultava ao menor. exceção (CC.792).015/73. que podiam interditá-lo (CC/16. I e Lei 6.772 e 1. com remissões no assento de nascimento (CC. (Se nascido em 29 de fevereiro (ano bissexto) atinge a maioridade no dia 1º de março). e 1. Cessação da Incapacidade: Quando cessar a causa que a motivou. art..Perda da proteção legal: CC. Art. par. do CPC): liberdade do juiz na concessão. 4º. único. 814) (obrigações naturais). enquanto não integrado na civilização. Critérios para a concessão: quando o menor contar com 16 anos completos. Antes do registro a emancipação não produz efeitos (LRP. A Lei n.. par. art. 588). de pleitear a devolução do valor envolvido na transação. art. III – Os excepcionais. 589).Os pródigos: Há no pródigo um desvio de personalidade e não um estado de alienação mental.103 e s. 1. art.Silvícolas: direitos restritos até que não se adaptem à civilização. art. único. art. essa forma é obrigatória. 4º. 107). Art.782 CC. mútuo feito não pode ser reavido (CC. Na vigente lei civil tal dispositivo não veio repetido. 5º => aos 18 anos de idade. descendentes ou ascendentes. par. I). 6. 6. 4º. I). único . art.630). A Lei n. Determinações legais: A emancipação é irrevogável e deve ser procedida por escritura pública. art. Emancipação: Há três espécies: 1) Voluntária: ato específico da vontade do titular do poder familiar (CC. A norma visa a salvaguarda dos interesses patrimoniais destes e limitados aos atos negociais de seu patrimônio (CC. 2) Judicial: requerida pelo menor ao juiz.015/73 – Lei dos Registros Públicos – esclarece que o índio. art. não está obrigado ao registro de nascimento. par. art. IV . 198. Fim da Menoridade: CC. 1. 1. em nome da União. 4º. 5º.001/73 – Estatuto do Índio – é que regula seus direitos e a Funai – Fundação Nacional do Índio – é quem exerce essa tutela. 91. lesado no negócio jurídico válido. único) Sentença: menor sob tutela (Art.

1. Código Civil : Art. d) estabelecimento civil/comercial c/ economia própria (CC. na comoriência não estabelece relação . Mors omnia solvit : a morte extingue tudo. desnecessário o registro. 5º. de boafé) mantém a emancipação.) Exceção: casamento nulo ou anulado. b) emprego público efetivo (CC. único. art. art. Vicente Ráo – status de servidor público. DA AUSÊNCIA . 8º: comorientes são pessoas que falecem na mesma ocasião. a) Registro: na emancipação legal os efeitos ocorrem desde a ocorrência do fato. depois o interesse dos herdeiros e mesmo. pai e filho). par. art. Comoriência (morte simultânea) CC. nesse caso. viuvez etc. II): situação irreversível (separação. 22). Conseqüências: direito das sucessões jurídica entre eles (ex. de 10/Fev/1941: militar indigno c/ o oficialato – percepção das pensões pela família como se houvesse falecido (Decreto-lei 9698/46 – art. 111) 2) Morte Real: CC. arts 22 a 39 Conceito: entende-se por ausente a pessoa que desaparece de seu domicílio sem deixar notícia ou representante e ninguém souber de seu paradeiro (art.088. 5º. desenvolvimento mental. Deflui de determinado evento/ocorrência previsto em lei. da sociedade. par. art. 3) Morte presumida: CC. proteger o patrimônio do ausente. em terceiro.816 – exclusão da herança por indignidade – como se morto fosse. Decreto-lei nº 3. tais como: Casamento (CC. 7º).CC. único. Fim (extinção) da personalidade jurídica: o morto (não é ninguém – não é sujeito de direitos/obrigações). discernimento.3) Legal: decorre de fatos que se enquadram na determinação legal constante nos incisos II a V do parágrafo único do art. III): maturidade para o serviço público. art. primeiramente assegurando o próprio interesse. V): maturidade adequada. 7º. 1) Morte Civil: Na Antigüidade: status libertatis – perdia o status de pessoa (escravos) Ficta mors – morte civil : condenados à pena perpétua / religiosos professos. Proteção da lei: a lei busca.814 e 1. 6º (leitura): prova-se o fato pela certidão de óbito ou pela justificação (morte presumida – art. 5º. sem que se possa determinar qual morreu antes (exame pericial). 5º. c) colação de grau superior (CC. art. IV): maturidade da pessoa. art. 5º do CC. Nota: o casamento putativo (aparência de verdadeiro.

desde que não separado legalmente. a não ser em caso de ordem judicial. o cônjuge do ausente não estaria desimpedido para novo casamento. 3) Da Sucessão Definitiva: após dez anos da abertura da sucessão provisória ou cinco anos. Pode. na vigência da união estável. seu direito será retomar seus bens no estado em que se encontrarem. A sucessão provisória. Nota: CPC. Procedimento da fase: empossado o curador e arrecadados os bens. depois de passada à sucessão definitiva. b) companheiro ou companheira. contado a partir da última publicação. mas aos demais herdeiros só caberá metade da renda e a outra metade será poupada. Pode pleitear a nomeação ao juiz qualquer interessado ou o Ministério Público. 25). o juiz nomeará um curador que administrará os bens com o propósito de preservar-lhes. mas os herdeiros darão garantias da sua restituição por penhor ou hipoteca. 226. Quem pode ser curador: cônjuge. possibilitou o divórcio direto após a separação de fato por dois anos. 28: a) a sentença que determina a abertura da sucessão provisória só produzirá efeitos seis meses depois de publicada na imprensa. Assim. Assim sendo. cônjuge ou companheiro. previa-se que o casamento só se dissolvia com a morte de um dos cônjuges. . 39). 3) sucessão definitiva. 315 da lei n. 25: a) cônjuge não separado judicialmente. 2) Da Sucessão provisória: nesta fase passa a lei a tutelar também os interesses dos herdeiros. art. o juiz. se o ausente já conta com 80 anos de idade. Retorno do ausente: se. não tendo aparecido o ausente. c) fica proibida a alienação dos bens recebidos. 3. companheiro(a). Na falta deles. não se aplicando ao caso as hipóteses de morte presumida de conformidade com o art. 2) sucessão provisória. 1.Fases da declaração de ausência: 1) curadoria do ausente. a probabilidade de sua morte é maior. § 6º. mãe ou descendentes. Alteração constitucional: o art. após dois anos do desaparecimento do ausente. Morte presumida do ausente e limites para efeitos matrimoniais: Na vigência do art. b) proceder-se-á à partilha dos bens com o deferimento da imissão na posse. entendendo que provavelmente morreu o ausente. Pessoas legitimadas à sucessão provisória: são aquelas apontadas pelo art. Direitos assegurados ao ausente: CC. reproduzidos a cada dois meses. passa-se à sucessão definitiva levantando as cauções prestadas pelos herdeiros e as demais limitações a eles impostas. o cônjuge requerer o divórcio e contrair novas núpcias. sem que haja qualquer notícia do ausente. permite a abertura da sucessão provisória. No fim do prazo de um ano. o ausente retorna. o juiz ordenará a publicação de editais durante um ano. pai. art. ele os recebe pela ocorrência da sub-rogação real (art. o juiz escolherá o curador (art. d) as rendas produzidas pelos bens do ausente pertencerão integralmente aos herdeiros necessários. então. assim.071/16. desapropriação ou ruína. 22 CC. convocando o ausente a comparecer. nos moldes do art.163 – prazo de 1 ano a contar do 1º edital. 1) Da curadoria do ausente: tendo havido o desaparecimento. a requerimento do interessado. levará em conta uma situação fática presumindo que tenha falecido o ausente. 10 (481/2) CC. Se uns entraram em lugar de outros.

direito de exigir reparação. da CF/ Arts. sua integridade intelectual e sua integridade moral” (M. 5º. Arts. Pede-se a cessação do dano e sua reparação: cumulação de pedidos. A LIBERDADE E DIGNIDADE HUMANA = Campo de Direito Público.D) Código de Napoleão: 191 artigos aos regimes matrimoniais. I. 1. 11/21) Introdução: Direitos Subjetivos do homem Destacam-se 2 espécies Espécies: 1) destacáveis da pessoa titular = dir. “São direitos subjetivos da pessoa de defender sua integridade física. basta a ocorrência da ausência. ligados para sempre = vida / liberdade / honra / imagem / corpo ESTES ÚLTIMOS SÃO OS CHAMADOS DIREITOS DA PERSONALIDADE Inerentes à pessoa humana – saem da esfera patrimonial e são : inalienáveis / intransmissíveis / imprescritíveis / irrenunciáveis. Assim. X. ANSEIOS DE PRESERVAR A VIDA. 20 aos muros e fossas divisórias. 13 CC – salvo exigência médica Lei nº 9. Código Italiano de 1942 : primeira disciplina legal dos direitos da personalidade.501/92 e Decreto 879/93 e sofre alterações trazidas pelo .571.” (A Corte de Cassação francesa reconheceu o direito do autor de uma obra literária ou artística o direito de dispor dela. 10. Fundamentos dos Dir.434.H. Personalidade = Art. art. Forma de exercício: declaração judicial (dir. francês = seqüestro de publicações) Atos de disposição do próprio corpo: Permissivo: por exceção é permitido pelo art. Personalidade: CC.Vigência na Lei n.406/02: o art. nos moldes estudados.211/01): disciplina os transplantes (Revogou disposições da lei nº 8. crédito / propriedade / posse 2) inerentes à pessoa titular. Preocupação da pessoa humana : contra as agressões do Poder Público – Declaração dos Direitos do Homem (1789) e Nações Unidas de 1948 (mesmo texto). DOS DIREITOS DA PERSONALIDADE (CC. CC prevê o término da sociedade conjugal pela morte. 10. alienígena) = meios de fazer cessar a ameaça ou lesão. 12 e jurisprudência brasileira (dir. modificá-la como bem lhe aprouver). Nenhum sobre defesa do nome Acórdão Lecocq – 22/junho/1902 = “a faculdade inerente a sua própria personalidade. para pôr termo ao casamento. acrescentando em seu § 1º a aplicação da presunção da morte do ausente. de 4/Fev/1997 (alterada pela Lei n. 11/21 CC Da Proteção aos Dir.

1. 90). Individualização da Pessoa Natural: Nome (CC. aspecto público = LRP. art. 6. em primeira instância : Provocou Projeto de lei nº 1. Inseminação heteróloga (impotência generandi).015/73) é imutável. Elementos do nome: O nome possui duas partes essenciais e uma circunstancial: 1) Sobrenome: (apelido de família/patronímico familiar) . Operações Transexuais: Condenação de cirurgião. § 1º. o da mãe ou de ambos. 16)  Conceito: é o sinal exterior pelo qual se designa. veda expressamente a comercialização de órgãos do corpo humano. (E quando está inconsciente? Família : pietatis causa). art. com redação da Lei n.essencial à pessoa. indica a filiação. de 1979.código civil em vigor).609 Nota: pelo art. 1. 15 do Código Civil: prerrogativa de recusar a submeter-se a um tratamento perigoso.601) filho havido da mulher casada: legítimo ou adulterino (CC. Natureza Jurídica: (CC. acrescentava o parágrafo 9º no artigo 129 do Código Penal (p. 47. art. (Limongi França. § 4º. é atribuído por ocasião de seu assento de nascimento. Serve durante a vida e após a morte. Adquire-se pela adoção: CC. 19 => recebe a mesma proteção que o nome Aspectos: aspecto individual (privado) = CC. Do Tratamento Médico: Art. 58 da Lei nº 6. Pseudônimo: CC.é essencial e representa uma herança que se transmite de pai a filho. Ferrara e Ruggiero). O art. art. § 5º ECA (o nome completo) Reconhecimento de filhos havidos fora do casamento: CC.565. arts. 1. art. 1. é . art.627. 199. art.608). 56 da lei dos Registros Públicos (Lei n. 53 : Inseminação homóloga (do marido). arts.909-A. Após a morte: se tiver por objetivo fins científicos ou altruísticos.708/98. 16 a 19. 11) => direito da personalidade. Segundo o art. Inseminação Artificial: Código de Ética Médica – Art.015/73. art. a estirpe. art. É adquirido pela mulher ou pelo marido através do casamento (escolha) – CC. Pode ser o do pai. 2) Prenome . Problemas: presunção pater is est quem justae nuptiae demonstrant (CC. se identifica e se reconhece uma pessoa no seio familiar e na comunidade. 1. 16/17). art. CF. exercitável erga omnes e cujo objeto é inestimável. 9. 56 a 58 e CC.

JURÍDICA: TITULAR DE DIREITO: HOMEM RELAÇÕES JURÍDICAS SEM A PARTICIPAÇÃO DIRETA DO HOMEM (suj. Art. não transmitia. art. formas gerais de negativa do nome ou seu mau uso (jornal etc). Atualmente: árabes. b) mudança em caso de exposição ao ridículo (arts 55. d) mudança pelo prenome de uso (jurisprudência – RT. Ex. Estrangeiros: tradução ou adaptação do nome ao português (Lei nº 6. Nota: em relação a filhos havidos fora do matrimônio.560/92 determina a obrigatoriedade do escrivão do registro civil em remeter ao juiz os dados sobre o suposto pai. etc.815/80. 3) agnome (circunstancial): é o sinal que distingue pessoas da mesma família. III e 115) DAS PESSOAS JURÍDICAS – CC. 8. Mutabilidade: o art. 56 e 110 LRP). 109 LRP).807/99) Nota: Em qualquer caso. Neto. 59/60 da Lei Registros públicos proíbe o lançamento do nome do pai na certidão de nascimento. filho de jacó. Dr etc. tais como: Sobrinho. os arts. art. Sr.. c) tradução de nomes estrangeiros (jurisprudência). Portanto. HISTÓRICO: Entre os gregos: único e individual. russos. desde que não exponha o filho ao ridículo (LRP. par. Propositura do tema: NÃO HÁ DIREITO SEM SUJEITO LEI PROTEÇÃO AOS INTERSSES HUMANOS REL. Prerrogativas do titular em reivindicá-lo: Investigação de paternidade. 43. Hebreus: individualizados e conhecidos pelo nome do genitor – José Bar-Jacó = José. requerimento ao juiz corregedor (Há entendimento divergente que acata a alteração administrativa). 55). 58 da Lei dos Registros Públicos (com redação da Lei n. admitindo a substituição por "apelidos públicos notórios" Também permite a modificação por: a) retificação em caso de erro gráfico evidente (110 da LRP). 9. a mutabilidade a exceção. NOTA: A imutabilidade é a regra. e) no primeiro ano após a maioridade civil. não o patronímico (art. Pode ser escolhido livremente pelos pais. 40 s.708/98) dispõe que o prenome é definitivo. Júnior. a Lei n. f) por ameaça ou coação decorrente de colaboração na apuração de crime (Lei 9. ativo/passivo = instituições) Situação cotidiana: . 537:75). sem expressa autorização deste. Nota: axiônimo (circunstancial): é a designação que se dá à forma cortês de tratamento. único e. a imutabilidade não é absoluta.imutável.

Entes: CONSTITUÍDOS PELA UNIÃO DE INDIVÍDUOS DIVERSAS – NÃO SE CONFUNDEM Personalidades jurídicas: A Lei atribui personalidade: NOMEM JURIS : PESSOA JURÍDICA/MORAL/COLETIVA Pessoas Jurídicas: ENTIDADES QUE A LEI EMPRESTA PERSONALIDADE. 44. art. art. art. 2) Fundações CC. CC. 45 CC. FUNDACIONAIS Natureza Jurídica: Há dois grupos: teorias da ficção e teorias da realidade. 45): a) do contrato social da sociedade empresa: na Junta Comercial. 114 s). 44) Pela estrutura: a) CORPORAÇÃO (UNIVERSITAS PERSONARUM): elemento subjacente é o homem. 967 e 982. 8. art. PERSONALIDADE JURÍD. se compõem pela reunião de pessoas – associações e sociedades. fundações => escritura pública ou testamento (CC. 15/16 da Lei n. único. b) estatutos e atos constitutivos das demais pessoas jurídicas de direito privado: Cartório de Registro Civil das Pessoas Jurídicas (CC. 45): seguradoras. 62: (públicas e particulares/fins externos) Requisitos para existência legal: INSCRIÇÃO DO ATO CONSTITUTIVO NO (Elemento jurídico/formal) REGISTRO PÚBLICO . Autorização: além do registro. DIR/OBRIGAÇÕES CIVIL. b) FUNDAÇÃO ( UNIVERSITAS BONORUM): elemento subjacente é um patrimônio destinado a um fim certo – fundações. 57). Escopo da lei: PROTEÇÃO AOS INTERESSES HUMANOS Origem: SUPRIMENTO DA DEFICIÊNCIA HUMANA (empresa de vulto) FINS: ECONÔMICOS / RECREATIVOS / CULTURAIS / RELIG. sociedades (simples ou empresárias – antigas sociedades civis e comerciais) => contrato social. Registro (CC. c) sociedade simples de advogados: na OAB (arts. há pessoas jurídicas que necessitam de autorização do Poder Executivo para funcionar (art. Classificação das pessoas jurídicas: PELA ESTRUTURA OU ATUAÇÃO (CC. 1. b) direito privado: corporações e fundações. art. CAPAZES DE SEREM SUJ. AUTORIZAÇÃO PARA FUNCIONAR . art. 62).art. Pela órbita de atuação: a) direito público externo (nações) / interno (União). art.906/94). instituições financeiras. Distinção: 1) Corporações a) associações = sem fins lucrativos (CC. b) sociedades = agrupamento de pessoas c/ fins lucrativos (simples (engenheiros)/empresárias). 114 LRP/art. Atos Constitutivos: associações (sem fins lucrativos) => estatuto. par. administradoras de consórcios etc. SERES QUE ATUAM NA VIDA JURÍDICA. DIVERSA DOS INDIVÍDUOS.150/ LRP. art.

Destinação dos bens: pessoa jurídica com fins lucrativos/lucro = sócios – art.art. 135 do CTN. 62. QUANDO SE RECORRE À FICÇÃO DA PESSOA JURÍDICA PARA ENGANAR CREDORES. 2) civilista: teoria da culpa => ônus da prova cabia à vítima (art. 1. contratual e extracontratual. 12. art.preexistente) . . d) natural (morte do sócio). 61 sem fins lucrativos = estatutos / deliberação dos sócios / estabelecimento público congênere / Faz. 186 e 932.criador da fundação. 15 CC/16): 2) publicista: teoria objetiva => cabe inversão do ônus se provar culpa exclusiva da vítima ((CC. art. 43). Instituidor . 61 Das Fundações: CC. III. 1. Cumpridos certos requisitos.Existência de fato: (elemento material .078/90. Em vigor: Código de Proteção e Defesa do Consumidor – lei 8. Fundação é uma organização que gira em torno de um patrimônio.substrato da idéia de fundação. 28 Jurisprudência anterior: aplicação do art. art. Fases: 1) da irresponsabilidade. FUGIR À INCIDÊNCIA DA LEI OU PARA PROTEGER ATO DESONESTO: DEVE O JUIZ DESCONSIDERAR A PERSONALIDADE JURÍDICA PARA CONSIDERAR SEUS COMPONENTES PESSOAS FÍSICAS – CC. por analogia. . b) formal/jurídico Capacidade e Representação: Com o registro adquire personalidade. 45). art. Desprezo da Personalidade Jurídica: “Disregard theory” ou “Disregard of the legal entity” (Ocultar as pessoas dos sócios = holding – vantagens nos impostos. a lei atribui personalidade a esse acervo de bens = capacidade para ser titular de direitos/obrigações.comparação com nascituro (CC. pessoa que faz a dotação de bens livres e especifica a finalidade a que se destina. Este patrimônio destina-se a certa finalidade determinada pelo instituidor. Responsabilidade das pessoas jurídicas: órbita civil. art. na transmissão causa mortis) Abusos praticados. c) administrativa (descumprimento obrigação imposta na autorização).034). Concepção ideal da pessoa jurídica: a) elemento material. Vinculação obrigacional: O ato do representante vincula a pessoa jurídica enquanto atuar dentro dos poderes conferidos. Elementos de Constituição: patrimônio e fim. VII. 50. capacidade para ser titular de direitos. ART. arts. isto é. art. e) judicial (ingresso em juízo por algum sócio: balanço patromonial).033 => a) convencional (deliberação dos sócios. art. 389 / extracontratual: CC. b) legal (motivo determinando por lei . Responsabilidade: contratual: CC. Representação da sociedade de fato: CPC. Pública – art. Extinção das pessoas jurídicas: CC.

202). 69): 1) vencido o prazo de sua existência. art. art. CIVIL – TEORIA GERAL DAS OBRIGAÇÕES (Professor: Antonio Carlos) INTRODUÇÃO: Divisão do direito: dois grandes ramos: direitos não patrimoniais. art. art. 1. Lei n. 6. art. Distrito Federal ou União). par. ou na omissão. crivo do MP e autorização judicial. 63. aplica-se por analogia o art. Fases: 1) ato de dotação ou instituição (reserva de bens livres – art.822 CC (bem vago destinado ao Município. Extinção: a fundação terá sua extinção em decorrência de dois casos (CC. arts. 2) torna nociva (ilícita) ao interesse público. único). 1. à liberdade. 62).). único). art. 69 CC. impossível ou inútil sua finalidade. e direitos patrimoniais. .fim destinado => acomodado à lei e à ordem social (CC. art. que se divide em direitos reais e obrigacionais.201 e 1. c) aprovação da autoridade competente. Impugnação: dez dias (CC. No Brasil: forma solene p/ criação = escritura pública/testamento . 64). 1. objeto e não sujeito de direito. Nota: não havendo outra com a mesma finalidade. 1. art. Nota: há controvérsias pois alguns julgados entendem necessária a intervenção do MP nos feitos que as envolvem. de valor econômico. CPC. Patrimônio: terá o destino dado pelo instituidor. LRP. único. 2) elaboração dos estatutos (direta ou própria / fiduciária) => CC. à honra.203. Polêmica: patrimônio = bens – universitas bonorum. par. art.203). CPC art. Inalienabilidade dos bens: relativa e não absoluta: necessidade comprovada.435/77: dispõe sobre as entidades de previdência privada. 65/67 e 69. 65 e par. cf. art. 67 => condições: a) deliberação da maioria dos administradores. 68. ao nome etc. 62. Visa o bem da pessoa natural. sob fiscalização do Ministério da Previdência e Assistência Social. no ato constitutivo. 4) registro (Registro Civil das Pessoas Jurídicas) Promotoria de Justiça das Fundações: órgão do MP incumbido de fiscalizar as fundações em SP. 155. b) respeito à finalidade original. Uma vez destacado o patrimônio da fundação nem o instituidor pode revogar o ato (CC. que se referem à pessoa humana (à vida. ROTEIRO DE AULAS DE DIR. Modificação do estatuto: CC.Formalização : escritura pública ou testamento. CPC. 3) aprovação dos estatutos (encaminhados ao MP – CC. vai para outra instituição de fins idênticos/semelhantes.

que é o devedor. dividir os trabalhos contando com a especialização de cada um.). Para satisfazer essas necessidades o homem precisa partilhar as tarefas. direta e imediatamente. Dir. mas somente nos casos expressos em lei (desapropriação. Introdução: A pessoa humana. o direito mantém um vínculo direto entre o sujeito ativo e a coisa. Estímulo/valor: para que nos sintamos impulsionados a contrair uma obrigação haverá sempre um estímulo gerado por um valor. ao passo que os obrigacionais podem resultar da vontade das partes . E ao mesmo tempo em que o estímulo nos impulsiona a obter algo. partes (elemento subjetivo) e objeto da prestação (elemento objetivo). seqüela) e o jus praeferendi (dir. de preferência). os pessoais exigem o cumprimento de uma obrigação. Essas convenções estabelecem um vínculo entre as partes. Do equilíbrio entre o estímulo e a limitação psíquica que sofremos nasce a noção essencial de obrigação (perfil do homem equilibrado). reais: integram o Direito das Coisas. pessoais ou de crédito.Dir. obrigando-se a cumprir uma prestação (exemplo). conta com a cooperação dos outros homens para prover as suas necessidades. prescindindo na existência do sujeito passivo e conferindo ao titular o jus persequendi (dir. b) quanto ao sujeito: nos reais o sujeito passivo é indeterminado (erga onmes). usucapião etc. depois outros contratos vieram possibilitar ao ser humano a obtenção de número cada vez maior de utilidades. das Obrigações: obrigacionais. fazer ou não fazer alguma coisa (objeto). tendo número limitado e regulado por ela (numerus clausus) (CC art. cada vez mais exigida nessa evolução geral. podendo ser exercido contra todos (erga omnes). que confere ao credor o direito de exigir do devedor uma determinada prestação. Três são os elementos essenciais que se extraem do conceito: vínculo jurídico. sem necessidade da existência de um sujeito passivo. A troca. nos pessoais ou obrigacionais o sujeito é determinado ou determinável. ser essencialmente social. À medida que evolui o meio social. já o exercício da ação no direito pessoal deve ser dirigida somente contra quem figura na relação jurídica como pólo passivo. c) quanto à duração: os reais são perpétuos. d) quanto à formação: os reais só podem ser criados pela lei. intermediária. enquanto o exercício dos direitos pessoais exige uma figura passiva. dependente das relações sociais. enquanto os pessoais são transitórios e se extinguem pelo cumprimento da obrigação ou pela prescrição/decadência. o qual limita sua natural liberdade. leva-nos a limitar nossa liberdade (compra/pagamento). . Princípios diferenciadores: a) quanto ao objeto: os reais incidem sobre uma coisa. 1. f) quanto à ação: o titular do direito real exerce seu direito de ação contra quem quer que detenha a coisa. em favor de outrem (sujeito ativo). a compra e venda. Conceito: É o vínculo de direito pelo qual alguém (sujeito passivo) se propõe a dar. não se extinguindo pelo não-uso.225). e) quanto ao exercício: nos reais o exercício se dá diretamente sobre a coisa. multiplicam-se as necessidades humanas em razão do reclamo de conforto pelo indivíduo (exemplo). sendo ilimitado o número de contratos inominados (numerus apertus).

de caráter transitório. Vínculo jurídico débito/obrigação = vínculo espiritual ou pessoal responsabilidade = vínculo material 3) O objeto da obrigação (elemento objetivo): é sempre uma conduta humana (dar. ocorre o inadimplemento. B. adquiriu o direito de exigir de nós essa ação ou emissão”. o que faz surgir a responsabilidade.Definição de Clóvis Beviláqua: “obrigação é a relação transitória de direito. o direito de exigir judicialmente o cumprimento da obrigação. que nos constrange a dar. o vínculo jurídico (relação jurídica) e o objeto. pois une o devedor ao credor e exige que este cumpra pontualmente a obrigação assumida. O Mercador de Veneza – W. Se forem incapazes serão representados ou assistidos. Uma pode existir sem a outra (malgrado divergências doutrinárias – W. isto é.). do contrato etc. . Obrigação/responsabilidade: Não se confundem os dois institutos. por ato nosso ou de alguém conosco juridicamente relacionado. não pode ser responsabilizado.). não pode ser condenado a cumprir a obrigação. garantindo-lhe o adimplemento através de seu patrimônio”. positiva ou negativa. devida pelo primeiro ao segundo. em proveito de alguém que. Conflito doutrinário: o elemento responsabilidade (integra ou não o âmago do conceito do instituto?). Nascimento/inadimplemento: a obrigação surge de várias fontes (da lei. submetendo à satisfação os bens do devedor (CC. inclusive as sociedades de fato. já o caso do fiador.C. de 326 a. fazer ou não fazer) e chama-se prestação ou objeto imediato. chamado vínculo material. 391) (Teoria dualista). Já o objeto mediato da obrigação é o próprio objeto da prestação. ou em virtude da lei. art. estabelecida entre devedor e credor e cujo objeto consiste numa prestação pessoal econômica. Quando não cumprida. a responsabilidade só vai surgir se o devedor não cumprir sua obrigação. 2) O vínculo jurídico (relação jurídica): resulta de diversas fontes e sujeita o devedor a determinada prestação em favor do credor que. vem acompanhada de uma sanção patrimonial (Ex. 1) Os sujeitos da obrigação (elemento subjetivo): tanto ativo como passivo pode ser pessoa natural ou jurídica de qualquer natureza. Elementos constitutivos da obrigação: as partes – sujeito ativo ou credor e sujeito passivo ou devedor. É dividido em débito (obrigação). que se descobre formulando a pergunta: dar. doação ao melhor aluno). chamado de vínculo espiritual ou pessoal. que confere ao credor. e responsabilidade. pois o devedor. nesses casos. se não cumprida. devendo ser cumprida livre e espontaneamente. pode ser utilizado como exemplo de responsabilidade sem obrigação. não satisfeito. A responsabilidade é conseqüência jurídica patrimonial do descumprimento da relação obrigacional. Há de ser determinado ou determinável (Ex. pois é responsável pelo pagamento do débito somente na hipótese de descumprimento da obrigação assumida pelo afiançado (locatário). Definição de Washington de Barros Monteiro: “obrigação é a relação jurídica. Shakespeare – período das legis actio: escravidão/venda/morte até o advento da Lex Poetelia. em regra economicamente apreciável. Monteiro): As dívidas prescritas e as de jogo (obrigações naturais) constituem exemplo de obrigação sem responsabilidade. fazer ou não fazer alguma coisa.

art. 243 – “a coisa incerta será indicada. . O elemento obrigacional é fornecido pelo conteúdo dessa obrigação. Exceção: dolo. o proprietário poderá liberar-se da obrigação se se despir da condição de proprietário (venda do bem).fazer. será jurídica quando a prestação for proibida por lei. Economicamente apreciável: obrigações jurídicas. mas sem conteúdo patrimonial. 104). no caso. sendo um acessório do direito real cuja execução prende-se ao aspecto obrigacional. pois apresentam características de não serem judicialmente exigíveis. ao menos. dívidas de jogo ou aposta (CC. poderá variar de acordo com a variação da propriedade ou da posse sobre a coisa (ônus sobre veículo). Ex. que pagou.. mas cumprida espontaneamente aquela. e a responsabilidade. mas uma vez cumpridas espontaneamente pelo devedor. a moral e os bons costumes (CC. determinado ou determinável e suscetível de apreciação econômica. A impossibilidade pode ser física ou jurídica: será física quando ultrapassar as forças humanas. não se tratando de mera dificuldade da prestação. Impossibilidade física jurídica Determinado ou determinável: CC. Obrigações reais propter rem (em razão de. surge o dever de responsabilidade patrimonial. coloca a legislação à disposição do credor os meios necessários para exigir do devedor a garantia patrimonial face ao inadimplemento obrigacional. nesse tipo de obrigação. Já as obrigações naturais são obrigações incompletas. pagamento do condomínio etc. o pagamento será tido por válido e o devedor. gorjetas. ou obrigação. enquanto que o elemento real se realça na vinculação do proprietário como sujeito passivo da obrigação. pelo gênero e quantidade” (contrato de safra futura). Ex. É o que a doutrina chama de obrigação real. caracterizado o débito (obrigação) e deixando o devedor de cumpri-lo. atingir a todos indistintamente. embora não se reduza à moral. perdida por menor ou interdito. art. e absoluta. Possível: Nula será a obrigação se o objeto for ilícito ou impossível. art. Assim. Trata-se. Objeto da obrigação imediato = conduta humana da prestação (dar. Há. Assim. na obrigação natural. de obrigações relacionadas com a coisa (res). como a alienação de herança de pessoa viva. fazer. não há mecanismo para a repetição. uma inspiração moral.. uma particularização do princípio erga omnes do direito real. como o dever de fidelidade entre os cônjuges e outros do direito de família. Contudo. Embora ligadas à coisa. Esta é a chamada obrigação perfeita ou civil. que é dever de consciência. corretagens etc. são excluídas das obrigações. 104). Distinção entre obrigação natural e obrigação civil: na obrigação natural não existe o poder coativo imposto na obrigação civil. por causa de): Há situações nas quais o proprietário ou possuidor é por vezes sujeito de obrigações apenas porque é proprietário ou possuidor e qualquer pessoa que o suceda assumirá essa obrigação. Dívida prescrita. possível. ou não fazer o quê? O objeto da obrigação há de ser lícito (CC. 814). art. essas obrigações não se desvinculam totalmente do direito pessoal e de seus princípios. não poderá repeti-lo.) mediato = objeto da prestação ( o quê?) Lícito: não contraria a lei. Deve ser ainda real. Obrigações naturais: vimos que a estrutura da obrigação apresenta-se sob dois aspectos principais: o débito. a pessoa do devedor. isto é. isto é. direito de vizinhança – construção e conservação do muro limítrofe.

a injúria. alguém sem procuração assume a defesa de um . 882. de acordo com as regras de direito. resolver-se em perdas e danos. ganhando eficácia que transcende o direito pessoal. mesmo desaparecendo a coisa. roubo. ao valor deste. ficando ao devedor a possibilidade de realizá-la espontaneamente. Difere da obrigação real porque naquele a responsabilidade é limitada ao bem onerado. Ex. o contrato de locação registrado (Art. (soluti retenti = retenção do pagamento) Fontes das Obrigações: Fonte da obrigação é o seu elemento gerador. art. no entanto. Obrigações de meio e de resultado ou fim: são de meio as obrigações que o devedor cumpre integralmente quando presta seus serviços com diligência e escrupulosamente. Delito: é fonte da obrigação porque o sujeito que intencionalmente causa dano a outra fica obrigado a repará-lo. 8. Outro fator diferenciador é que o ônus real se apresenta sempre como obrigação positiva. No contrato de locação. de Gaio. gestão de negócio (CC. Obrigações com Eficácia Real: O direito real só pode ser criado pela lei. sem limite. em última instância. à cominação. art. a segunda resulta do Direito Natural e navega no âmbito moral. Contrato: é fonte de obrigação porque pactua a avença entre as partes e faz gerar um liame (vínculo) entre elas de modo que uma ou ambas se comprometem a realizar uma prestação. dispondo ao seu titular o direito de requerer adjudicação compulsória. de Justiniano. quem descumprir o contrato arcará com o pagamento de multa. permanecendo no nível da consciência. 861 s. desaparecendo o objeto. Buscar a fonte da obrigação é descobrir as razões pelas quais alguém se torna credor ou devedor de outrem. Ex. mas que representa um procedimento em muito parecido com a relação convencional. restringindo o direito do titular de direito real. desaparece o ônus. Assim por exemplo. Ex. Compra e venda – entrega da coisa e pagamento do preço. que não provém de acordo de vontade. tem natureza acessória acompanhando sempre um contrato principal. a obrigação permanece. art. pagamento de dívida prescrita – CC. Ex.245/91) que permite o locatário a oposição à terceiro na preferência na aquisição. Obrigações civis e naturais: a primeira resulta do Direito Civil e está estruturada de tal forma que o credor tem a seu dispor os meios necessários para exigir o cumprimento da obrigação que pode. Já no direito romano buscava-se essa indagação e a resposta era obtida nas Institutas. na qual o jurisconsulto afirma que a obrigação surge do delito ou do contrato. Quase-contrato: é figura que surge para justificar o aparecimento de obrigações advindas de atos humanos lícitos. médico. Obrigações com cláusula penal: (moratória / compensatória) diz respeito à multa. advogado etc. Ex. o delito. vêm enumeradas quatro fontes das obrigações: o contrato. o quase-contrato e o quase-delito..Ônus Reais: É qualquer gravame que recai sobre uma coisa. O compromisso de compra e venda registrado carrega os mesmos benefícios. pagamento de dívida de jogo – CC. nossa legislação.) Ex. independentemente do resultado final. enquanto a obrigação real pode surgir como obrigação negativa. à pena. O credor não dispõe de meios para exigir seu cumprimento em caso de inadimplência. 814. são aqueles atos ou fatos que lhe deu origem. enquanto na obrigação real (propter rem) o devedor responde com seu patrimônio em geral. traz exemplos de relações contratuais que podem ser registradas no cartório imobiliário. São de resultado ou de fim as obrigações assumidas com garantia do resultado contratado. um dever moral. 33 da Lei n. Nas Institutas. Ex.

Código Civil: para a legislação civil pátria. art. três são as fontes das obrigações: o contrato. Ex. imediata ou mediata). sem direito à indenização. art. 233 s. na de restituir. manifestada no contrato.interesse alheio – companheiro de viagem. art. ou da vontade humana. Rodrigues: a) obrigações que têm por fonte imediata a vontade humana: são aquelas que provém do contrato e as que decorrem da manifestação unilateral da vontade (promessa de recompensa). mas se assemelha a um contrato de mútuo. Das obrigações de dar: CC. c) obrigações que têm por fonte direta a lei: tais são aquelas previstas em lei. Nota: o artigo 461-A do CPC permite a execução específica da obrigação. comodatário). Pode adquirir os aspectos de entrega de coisa certa ou coisa incerta. um animal específico. Modalidades das Obrigações: 1) Quanto ao objeto: prestação de dar (coisa certa ou incerta). a declaração unilateral da vontade e o ato ilícito. tais como a obrigação de prestar alimentos ou as que advêm da necessidade de reparar o prejuízo causado. b) obrigações que têm por fonte imediata o ato ilícito: são aquelas que se constituem através da ação ou omissão culposa ou dolosa do agente. se a coisa se perder nessas . negligência). Naquela. por intermédio da lei. o credor é o dono da coisa (depositário. o credor não é o dono da coisa. basta a especificação do gênero e quantidade. um caminhão de laranja etc. (A lei sempre será fonte. art. o credor receberá esta da forma em que se encontrar. A relação entre o solvens (quem pagou) e o accipiens (quem recebeu) não é de ordem contratual. ou a repetição do indébito (CC. mas se diferencia pelo idéia de intenção. Parecer de S. 313). nesta. antes de cair na vala comum das perdas e danos. 876). prestação de não fazer. alguém efetua um pagamento por engano: pode requerer de volta. imperícia. Duas são positivas (de dar e de fazer) e uma é negativa (não fazer). causando dano à vítima. desejo). em caso de responsabilidade fixada pela teoria do risco (dano em viagem. pois no delito há a figura do dolo (vontade. há um vínculo jurídico entre as partes em que um se compromete a entregar um objeto (coisa) previamente individualizado e caracterizado. além das fontes indicadas por Justiniano. Se a coisa se deteriorar sem culpa do devedor. o delito e o quase-delito denominam-se atualmente de atos ilícitos (CC. 927). 20 sacas de feijão. pedra pela janela em direção à rua. Quase-delito: é o ato que se aproxima do delito. na declaração unilateral ou na prática de um ato ilícito. Síntese de fonte das obrigações: a obrigação resulta da vontade do Estado. manancial de obrigações. adiciona-se a lei. prestação de fazer e. como uma jóia. uma peça de mobiliário etc. A expectativa do credor é obter aquilo que o agrada por suas qualidades intrínsecas (CC. Nota: a gestão de negócios passou a ser ato unilateral.). Ex. etc. Ex. (obligationes dandi) consiste na efetiva entrega (tradição/transcrição) de alguma coisa pelo devedor ao credor. enquanto que no quase-delito o procedimento nascerá da culpa (imprudência. Obrigação de dar / obrigação de restituir: a diferença está em que na obrigação de dar. A lei: Para Pothier.

art. deterioração é fato que não faz desaparecer a coisa. art. Havendo despesas se resolverá pelos critérios da boa e má-fé (arts. CC. (obrigação de dar) e 239 (obrigação de restituir). 1ª parte e 238. 233 s. Cada uma resultará num efeito diferente. Deterioração c/ culpa do devedor: o credor opta a receber a coisa no estado em que se encontra acrescida a indenização por perdas e danos. havendo culpa do devedor esta se resolverá em perdas e danos. Ex. sem culpa deste. sem direito a indenização. 234. 234/236). art. Ex. 2ª parte (restituir). 235. Animal adquirido que fica prenhe ou dá cria antes da tradição. caso o bem se valorize nas mãos do devedor. CC.). Nota: Princípio res perit domino (a coisa perece para o dono) = não ocorrendo culpa do devedor a coisa perece. Resumo: Perecimento ou deterioração do objeto: a perda (desaparecimento) ou deterioração (desvalorização) do objeto pode ocorrer em duas situações: com culpa do devedor / sem culpa do devedor.216 – quanto aos frutos.214 a 1. ou o credor recebe a coisa no estado em que se encontra. 1.214/1. é o desaparecimento completo da coisa para fins patrimoniais. nenhuma responsabilidade lhe será imposta ou exigida qualquer obrigação. sem que este tenha tido despesa ou trabalho para isso. 1. “A” ia entregar (restituir) um objeto a “B”. que deteriorou-se por sua culpa. Melhoramentos na coisa: deve ser pago pelo credor ao devedor (CC. Na obrigação de restituir o dono (credor) recebe a coisa no estado em que se encontra. Responsabilidade pela perda ou deterioração da coisa: perda. Verificar artigos 1. 234. Em um ou outro caso.216).condições. Da mesma forma. pendentes do credor.219/1. mas tão somente danificá-la de forma a sofrer desvalorização monetária ou mesmo perda da capacidade de utilização. mas sem perdas e danos.222 – quanto às benfeitorias. 240. o credor receberá o bem valorizado sem pagar qualquer indenização. ou a não aceitar a coisa e exigir seu valor em dinheiro acrescido das perdas e danos – CC. art. Nota: pode-se requerer ao juiz a tutela específica da prestação (execução específica). “A” ia entregar (restituir) um objeto a “B”. 2ª parte. Perecimento s/ culpa do devedor: não havendo por parte do devedor qualquer culpa pelo perecimento da coisa. art. que pereceu por sua culpa. b) com culpa: devolve o dinheiro e suporta perdas e danos. “A” ia entregar (restituir) um objeto a “B”. frutos percebidos (colhidos) são do devedor. sempre para o dono. em sentido jurídico. CC. arcará com os prejuízos. Ex. marco fundamental para apuração da responsabilidade é a caracterização da existência ou não de culpa do devedor (CC. resolve-se a compra com a devolução do preço. . art. 461-A do CPC. especificado e conhecido (CC. Ex. Perecimento c/ culpa devedor: o credor recebe o equivalente acrescido de perdas e danos – CC. morre no pasto do vendedor. quando este pereceu sem culpa do devedor. Ex. total ou parcialmente. Obrigação de dar coisa certa: na obrigação de dar coisa certa o bem deverá estar individualizado. a) sem culpa: cavalo adquirido e pago. o filhote será pago ao devedor. Deterioração s/ culpa do devedor: se exaure a relação obrigacional voltando as partes à situação primitiva. segundo o disposto no art. com abatimento do preço na parte perdida do objeto (naquilo que desvalorizou). art. 236 e 240. Resolve-se a obrigação para ambos. art. (Vide artigos 238/241CC). 237).

art. Das Obrigações de Fazer: a obrigação de fazer. Acessórios da coisa: CC. deverá entregar a intermediária. considerando os efeitos em relação às partes. empréstimo de uma égua devolvida com um potro). ainda que incerta. ao credor ou ao devedor? A situação deverá ser resolvida por disposições contratuais. seria tantas sacas de um ou de outro dos citados. de cunho material ou imaterial (intuitu personae) Ex. como a obrigação de dar. do Código Civil: havendo aumento na natureza do tratado (denominado cômodo). 233 em consonância com 237. se especificada na espécie. 6. melhor que lhe fosse exigida a quantidade e a espécie. arroz. sobre a especificação da entrega da coisa incerta (fenômeno da concentração) passa ela a ser de natureza de coisa certa. Nota: o PL n.. se o devedor assume a obrigação de entregar 1 tonelada de milho e esse milho. atribui a uma delas os riscos sofridos (CC. em uma realização pessoal ou não. disciplinando as conseqüências daí advindas. soja. executar uma obra. Remição à coisa certa: após a escolha do devedor. pois este é amplo. Efeitos em relação ao negócio. trigo etc. é de natureza positiva. Da impropriedade legislativa: na coisa incerta. haverá de ser indicada ao menos pelo gênero e quantidade (CC. a quem competirá escolher sua qualidade. mas com o consentimento do credor. milho. obligatio faciendi. Nota: remissão = dó. do Código Civil. nas de dar. determinada. mesmo ocorrendo caso fortuito ou força maior o devedor não poderá alegar a perda ou deterioração da coisa a seu favor – genus non perit. Execução da obrigação de dar coisa certa: na restituição cabe busca e apreensão (móvel) ou reintegração de posse (imóvel). a prestação há de ser in natura. Assim. pode o devedor exigir seu pagamento (aluguel da casa e restituição com linha telefônica. se não for assim. Direito de escolha: enquanto a coisa objeto da obrigação se encontrar de forma genérica. Obrigação de dar coisa incerta: neste tipo de obrigação. Quem responde é o artigo 244 do CC: qualidade “A”. lícita e vantajosa. Assim. o devedor compromete-se a prestar uma atividade qualquer. 389). se o devedor contrata a entrega de cereais. Consiste. Principais problemas: trata o capítulo (obrigações de dar) quase que exclusivamente dos efeitos advindos com a deterioração ou perda do objeto da prestação. isenção de pecados) Perda / deterioração antes da escolha: segundo o artigo 246 do CC. Por ela.960/02 trata da alteração do termo. perdão. a coisa. armazenado se deteriora ou é roubado. volta a ser tratada de conformidade com o artigo 313 s. art. 113 CC. assinar contrato definitivo (ato jurídico). resolvidas em perdas e danos. portanto. Interpretação contratual conforme a “boa-fé” e aos usos do lugar da celebração – art. 356 a 359): um dos meios de extinção da obrigação em que uma coisa é dada por outra. não se desincumbe ele da obrigação de conseguir outro tanto e cumprir a obrigação.*Dação em pagamento: (CC. o cumprimento da obrigação poderá ser em feijão. supletivamente pela lei. quando não. pois a obrigação de dar coisa incerta é transitória (e fugaz). . art. ao seu credor. em vez do gênero. em quantidade de 100 sacas. 243). pintar um quadro. aquela mais específica. quando possível. Assim. decide seu desfazimento ou permanência. “B” e “C”. arts. Assim é especificado no artigo 245 do mesmo diploma legal (ler e comentar).

Inadimplemento da obrigação de fazer – Art. aquelas em que a pessoa do devedor não é relevante para o seu cumprimento. ou exigir perdas e danos. “A” é o único pintor daquela especialidade (impressionista). De uma ou de outra forma perde-se a natureza personalíssima da obrigação em razão da possibilidade de substituição do devedor. 634 s: escolhendo o credor a hipótese de incumbir terceiro à realização da obrigação inadimplida pelo devedor. se o devedor já iniciou a obrigação e a retardou (deve retratar o estado em que se encontra a execução da obrigação e municiar-se de elementos para o processo principal). Nota: CPC. neste caso o devedor se desincumbe da obrigação realizando a tarefa. É a atividade humana. art. Tal matéria vem também regulada nos artigos 632/633 do CPC. embora possa sêlo por terceiro. 2) pela impossibilidade de seu cumprimento. por ordem judicial (tutela específica – CPC. “A” contrata “B” para executar um serviço porque confia nele. Caso de recusa: ato voluntário do devedor. a chamada vistoria ad perpetuam rei memoriam. ela é intuitu personae e seu inadimplemento se dá por ato voluntário do devedor que obsta a realização obrigacional. por ordem judicial. 461). 10. O devedor será responsabilizado pelas perdas e danos (Art. acrescentado pela Lei n. constrangido a fazê-la contra sua vontade. Espécies de obrigação de fazer – Art. . Ex. Já quem se obriga a fazer alguma coisa não pode ser. 461 s. Em ambos os casos a obrigação possui caráter personalíssimo. resolvendo a obrigação em perdas e danos quando não for cumprida. mas o serviço poderia ser realizado por outra pessoa. quer queira.). 247 CC. 247 CC: (coisas fungíveis – art. Declaração judicial supletiva – Arts. Diferença entre obrigações de dar e de fazer: aquele que se compromete a dar alguma coisa pode ser constrangido a entregá-la. de regra. Contudo. 461-A do CPC. Ex. salvo impedimentos justificáveis. ou mandando que outrem a realize. art. 85) a) obrigações infungíveis = intuitu personae = obrigação personalíssima. art. só se desincumbe do compromisso realizando pessoalmente o combinado. CPC – Art. Inclusive ajuizando. Observar a situação da obrigação “intuitu personae”. jurista para dar parecer etc. 639/641 CPC: quando a obrigação se constituir em emissão de declaração de vontade à prática de ato jurídico (assinar escritura definitiva. o art. às custas do devedor. aquela em que a pessoa do devedor é essencial ao credor da prestação avençada. Ex. pintura da parede etc. Substituição a critério do credor – CC. como medida de precaução. Nota: a obrigação infungível deve estar expressa quando não houver outra forma clara de interpretá-la). b) obrigações fungíveis. 249: pode incumbir terceiro na realização do serviço. quer não o devedor.444/02. impõe a possibilidade de exigir a tutela específica da prestação de dar. 247 CC: pode se dar por duas formas: 1) pela recusa do devedor em cumprir o objeto da prestação. ou 2) o credor quer a realização do ato contratado pelo devedor porque ele é o único capaz de realizá-lo dadas as suas qualidades pessoais. atriz para um filme. deverá seguir o procedimento exposto nesses artigos. Ex. duas hipóteses se apresentam: 1) ou o credor pode exigir que o objeto do contrato seja realizado pelo devedor.Quadro: devedor (se compromete) junto ao credor (de prestar) um ato (ação) seu (próprio) ou de terceiro.

Ex. Nota: CPC. art. ao contrário das obrigações de dar e de fazer. sob pena de determinar o juiz que o desfaça às expensas do devedor. Quem se obriga a não fazer e faz. 389 do CC. Perdas e danos: caso o credor não opte pelo desfazimento do ato praticado. III. § 1º. obrigação do artista em não atuar para outro empresário etc.o credor requererá ao juiz.” O juiz poderá impor multa penal. Obs. B) caso haja incorrido em culpa o devedor não se desincumbirá do implemento da obrigação e responderá por perdas e danos. constrói 4 andares.. A questão explicitada pelo artigo 251 CC é de natureza facultas agendi. § 1º. 248: duas situações também se apresentam devendo ser analisada a existência ou não de culpa do devedor: a) se a obrigação não se consuma por fato alheio à vontade deste. 250 CC: Obrigação de não fazer: de aspecto negativo. obrigação do locatário em não sublocar o imóvel. 19. Pode. pois a reposição da coisa ao statu quo ante dependerá da vontade do agente (credor). a própria sentença produzirá os efeitos da declaração negada (adjudicação compulsória). Tutela específica: já adotada no CDC (Lei n. por parte do devedor. 461. Ex.aperfeiçoar doação prometida em separação etc. mesmo exemplo com viagem a outra cidade. o ato não praticado pelo devedor..078/90. sem que tenha cumprido. resolve-se a obrigação voltando as partes à situação anterior. ainda. Já o artigo 643 do CPC deixa dúvidas ao expressar: “ . Caso de impossibilidade no cumprimento obrigacional: CC. Art. transitada a sentença da última ação e vencido o prazo concedido pelo juiz para que o devedor a cumpra. Caso haja prejuízo para uma ou outra das partes. 18. que se obrigara a não publicá-la. Conseqüências do inadimplemento: Art. comete inadimplemento obrigacional. 8.. 251 CC / 642/3 CPC: pode o credor exigir judicialmente o desfazimento do ato. de notícia danosa ao credor. Outros exemplos: locador não pode perturbar o locatário na utilização da coisa locada. ao conceder a tutela específica.. suprindo a recusa ou o retardamento da execução obrigacional. com a completa ausência de culpa sua. arts. pelos meios de comunicação. o juiz. I. Ex. exigir indenização por perdas e danos quando o ato contar com a culpa do devedor. por sentença. que introduziu o art.444/02. 84).). o credor. concerto de piano sofre acidente no trajeto: devolve valor recebido. Impossibilidade do desfazimento: casos como a divulgação. a obligatio non faciendi se consubstancia numa abstenção.. “A” se compromete junto à Municipalidade a construir em seu terreno um prédio de no máximo 3 andares. pode requerer apenas as perdas e danos do devedor. art. 461-A ao CPC. astreintes. com base nos artigos 186 c/c. . I. 35. ninguém poderá reclamar indenização.” . é a obrigação de fazer sob o prisma negativo. Nota: neste caso o juiz funcionará como um terceiro sujeito da relação jurídica contratual que praticará. Nessa situação só restará ao credor a reparação dos danos causados. fixará o prazo para o cumprimento da obrigação. material e moralmente. veio na reforma do CPC ocorrida em maio/02 pela Lei n. 10. com a seguinte redação: “Na ação que tenha por objeto a entrega de coisa. para forçar o cumprimento. perde o avião etc.

supre a inércia . Ex. Das Obrigações Alternativas – Art. as obrigações se dividem em simples e compostas (ou complexas). o empreiteiro deve fornecer o material (obrigação de dar).. podendo haver duas ou mais opções. par. Ex. tendo mais de uma prestação a obrigação. resolve-se a obrigação nos moldes determinados pelo artigo 250 do CC.Descumprimento da abstenção sem culpa do devedor: se a prática do ato se der por impossibilidade de abstenção. único: possibilita a reposição da coisa ao statu quo ante sem interferência do Judiciário – manu própria – a exemplo do que ocorre atualmente com a autotutela da posse (legítima defesa (turbação) e desforço pessoal (esbulho) – Art. Posição do art. A situação do vizinho. mas só uma delas é que será realizada). 2) Modalidade da obrigação quanto aos seus elementos: três são os elementos constitutivos da obrigação: os sujeitos (ativo/passivo). o objeto da obrigação é disjuntivo ou alternativo. sem culpa do devedor. todas devem ser cumpridas pelo devedor. por conseqüência. a) Obrigações simples: são aquelas que apresentam apenas um sujeito ativo. caberá ao devedor a escolha. 252 CC: modalidade de obrigação composta pela multiplicidade de objetos. isto é.. A obrigação composta ou complexa por multiplicidade de objetos se classifica em cumulativas ou (conjuntivas) e alternativas ou (disjuntivas). aquelas que se apresentam com pluralidade em um ou dois de seus elementos constitutivos. uma só se aperfeiçoará ou se cumprirá. caracteriza-se pelo poder de liberação com a entrega de apenas um deles. o vínculo jurídico (a relação jurídica) e o objeto. O cumprimento da obrigação só se dará com a efetiva entrega dos dois objetos. b) Obrigações compostas: são.. Duas prestações possíveis. Tal.210 CC). multiplicidade de sujeitos ou de objetos. obrigação de entregar um trator e um cavalo. uma autem in solutione (a obrigação concerne a várias prestações. 251. A lei. Em relação a esses elementos. contrato de seguro => a reparação do dano ou entrega de outro veículo. todos seus elementos são singulares. 1.. que se comprometera a não edificar um muro para não turbar a visão do outro. intimado pelo poder público estará obrigado a descumprir o assumido cometendo o ato. Ex. no caso de silêncio das partes na elaboração do contrato. Direito de escolha (concentração): se outra coisa não se estipulou. O brocardo romano resumia esta obrigação: nas obrigações alternativas “plures sunt in obligatione. isto é. no contrato de empreitada de material e obras. Obrigação composta alternativa (ou disjuntiva): nessa os objetos estão ligados pela conjunção disjuntiva (ou alternativa) “ou”. O cumprimento da obrigação estará aperfeiçoado com a entrega de qualquer dos objetos. Multiplicidade de objetos cumulativas ou conjuntivas (e) alternativas ou disjuntivas (ou) Obrigação composta cumulativa (ou conjuntiva): é aquela em que os objetos apresentam-se ligados pela conjunção “e”. um sujeito passivo e um objeto. Ex. bem como realizar o serviço (obrigação de fazer). Ex.

e . Obrigação facultativa – “sui generis”: derivada da obrigação alternativa. 252. a cada ano poderá modificar (art. 246). é a obrigação simples. Decadência do dir. caso a escolha caiba ao credor. da mesma forma. Características das obrigações alternativas: a) pluralidade de objeto. não se extingue (CC. subsistirá o débito em relação à outra (art. 253) 2) Escolha do credor: art.e estabelece que à parte onerada na obrigação cabe a escolha inclusive por conhecer melhor seu patrimônio. Ex. 253). Ex. se o devedor não a exercitou no prazo marcado”. de escolha: § 1º Devolver-se-á ao credor a opção. 253): concentração do débito na remanescente. dar cavalo da raça “X”. art. entregar um entre 3 bois da raça nelore. b) prestações independentes entre si. o perecimento de um ou alguns dos objetos faz concentrar a obrigação no remanescente. nesse caso. Do prazo da escolha: CPC art. Obrigação de dar coisa incerta: (CC. Com culpa do devedor: 1) Escolha do devedor: concentração do débito (art. c) concede a uma das partes o direito de escolha (concentração) que. art. Vejamos: Obrigação alternativa: circunscrito a objetos determinados. art. 252. o gênero não perece “genus non perit”. no contrato ou na sentença. 571: “nas obrigações alternativas. Impossibilidade de todas as prestações: Escolha do devedor. 2) obrigação do devedor em pagar o valor da prestação que ficou por último + perdas e danos (Art. 1ª parte = opção pela prestação remanescente ou o equivalente em dinheiro da outra prestação + perdas e danos. § 2º). 244). art. não pode este exigir receber parte de uma e parte de outra prestação. em que é devida apenas uma única prestação. Nota: guarda semelhança com a obrigação de dar coisa incerta em razão da escolha. se uma das prestações tornar-se inexeqüível. 243) refere-se a gênero e/ou quantidade. 255. 254). a obrigação concentra-se na prestação eleita e passa a ser regida pela entrega da coisa certa. Impossibilidade superveniente de uma das obrigações: Escolha credor / devedor. Sem culpa do devedor (CC. quando a escolha couber ao devedor (regra – CC. a obrigação. Realizada a escolha. 2ª parte). Sem culpa do devedor (CC. (se morrerem dois a obrigação se torna simples). d) realizada a escolha. Assim. se outro prazo não lhe for determinado em lei. 256): extingue-se a obrigação por falta do objeto Com culpa do devedor 1) escolha do credor entre o valor de qualquer das prestações + perdas e danos (Art. no silêncio fica a cargo do devedor. 255. a obrigação se torna simples. mas são situações diferentes. § 1º). não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação e parte em outra (art. mas se for opção anual. ficando facultado ao devedor. art. este será citado para exercer a opção e a realizar a prestação dentro de dez dias. se perecerem todos a obrigação se extingue.

Introdução: as obrigações podem ser simples. 314 a 263 C. art. Ex. (CC. insolvência do que recebe. descontado o valor do credor remitente. facultativa ou alternativa) ou pluralidade de sujeitos (divisíveis. é in facultate solutionis. 88). Nota: Se se tornar impossível a prestação e resolver-se em perdas e danos. Obrigações solidárias: essa modalidade de obrigação independe da natureza divisível ou indivisível do objeto da prestação porque resulta ela da vontade das partes ou da lei. 829 (fiança) e 1311. 283). Obrigações compostas (ou complexas) por multiplicidade de sujeitos: dividem-se em obrigações divisíveis. único e 1. e solidariedade (de pessoas = sujeito).só a ele. decorre da natureza da coisa. se apresentam unidade de credor. 259 CC: dois ou mais devedores de prestação indivisível. os demais credores a podem exigir por inteiro. a prestação volta a ser divisível. 65) ou pelo modo porque foi instituído pelas partes. exonerar-se mediante o cumprimento de prestação diversa e predeterminada. A prestação devida e prevista era in obligatione. decorre da lei ou da vontade das partes. Ex. a segunda constitui faculdade conferida apenas ao devedor em preferi-la para saldar o débito. de construir) . indivisíveis e solidárias). cada um será obrigado à dívida toda. indivisíveis e solidárias. Aquele que paga sub-roga-se no direito do credor em relação aos demais devedores. vários devedores = cada um estará obrigado à fração de sua dívida. de devedor e de objeto ou complexas. 3) perdão parcial da dívida por um dos credores: o benefício se volta para o devedor. indenizará aquele que não recebeu ou recebeu à menos. mas o devedor só se desobriga: a) se pagar a dívida a todos eles em conjunto. Como a prestação é indivisível. o liame obrigacional estará desfeito. sem culpa do devedor. Efeitos da indivisibilidade: 1) pluralidade de devedores: Art. Regra geral: CC. se forem vários devedores solidários cada um deles responde pela dívida inteira (CC. art. Aquele que recebeu à mais. art. Conceito de prestação indivisível: é indivisível a prestação quando seu objeto é uma coisa insuscetível de divisão por sua própria natureza. arts. 260/261 CC: cada credor poderá exigir a dívida por inteiro. Civil. da impossibilidade de divisão. 257: vários credores = cada um recebe sua parcela da prestação. Pode ser ativa ou passiva. Perecendo por alguma forma a coisa. divisíveis Multiplicidade de sujeitos indivisíveis solidárias objeto pessoas Das obrigações divisíveis e indivisíveis: Art. por disposição da lei (módulo do imóvel rural – ET art. CC. par. É caracterizada pela faculdade de substituição. Ex. a indivisibilidade diz respeito à alteração da substância da coisa. 2) pluralidade de credores: Art. bem como à diminuição sensível de seu valor (jóia). Logo. b) se pagar a um deles mediante caução deste de ratificação ou anuência dos demais. se apresentarem pluralidade de objetos (conjuntiva.312 (dir. Exceções: indivisibilidade (da coisa = objeto).

A indivisibilidade: a) decorre da natureza do objeto. perda do valor). o devedor. só deve parte. em havendo solidariedade entre devedores. art. pois não se reparte o objeto entre os sucessores. ou porque importa em diminuição do seu valor (perda da substância. na indivisível ocorre a perda de sua natureza e cada co-obrigado só será devedor de quota-parte. Conseqüências da solidariedade nas obrigações complexas: a) se inexiste solidariedade ativa. quantos forem os credores ou os devedores.Das Obrigações Solidárias – CC. que é insuscetível de partilha. pela natureza da prestação. o devedor paga parcialmente a um credor e cai na insolvência. . e) a indivisibilidade não termina pela morte do credor. A solidariedade: a) decorre da vontade das partes ou de disposição legal. b) se o devedor não solidário se tornar insolvente. Exceção: indivisibilidade do objeto. 275: havendo vários devedores. a insolvência de um não prejudica o recebimento junto aos outros. c) Distinção entre obrigações solidárias e indivisíveis: a semelhança está em que. o credor sofre o prejuízo. Solidariedade passiva: CC. Constitui-se em modo de alteração das feições da obrigação promovendo. existindo solidariedade ativa. a reunião ou comunhão de relações jurídicas autônomas. 267: havendo mais de um credor. Solidariedade ativa: CC. d) na indivisibilidade. em uma só. os demais credores nada recebem. cada um poderá exigir do devedor a dívida inteira. o pagamento parcial será rateado. tanto numa quanto noutra a obrigação se mantém indivisa. art. pois cada credor pode exigir a coisa por inteiro e cada um dos co-obrigados respondem pela integralidade da prestação. solidariedade das partes. da vontade das partes. art. 264 s: Conceito: pluralidade de sujeitos ativos ou passivos. Princípio geral: “concursu partes fiunt” – o liame obrigacional se reparte em tantas relações jurídicas autônomas. embora seja obrigado ao todo. b) convertendo-se as prestações em perdas e danos. o credor tem direito de exigir e receber de qualquer um a dívida inteira. c) a indivisibilidade tem por base uma relação jurídica objetiva (relaciona-se com o objeto que integra a prestação).

receber a remissão = perdão. 275): de maior relevo no meio social. Fontes da solidariedade: (art. (é muito rara). individualmente. b) pode escolher sobre qual devedor recairá a obrigação. 275. por ser oriunda da vontade das partes ou da lei. Art. continua a solidariedade. 585. pode. e) a solidariedade cessa. Art. ainda. Art. 129 CC). 277: pagamento parcial ou perdão (remissão) parcial da dívida só atinge o devedor em questão. Vantagens da solidariedade: para o credor de devedores solidários: a) pode reclamar a dívida de mais de um devedor. extingue-se com a morte do credor. 365 – novação) Art. 680. arts. .460. c) a solidariedade funda-se em relação jurídica subjetiva (partes = sujeitos).b) na solidária. aos outros sobra o restante (Ao credor é facultada a cobrança – art. mas o culpado estará obrigado aos outros pelo acréscimo. é aquela que se apresenta entre os devedores. legal: se derivar da vontade do legislador. 1. mas as perdas e danos daí advindas só estará a cargo do devedor culpado. Art. Art. que ficará desobrigado perante os demais. doação – art. e livrar-se da dívida. Todos eles. Art. condição ou obrigação) adicional efetuado entre um dos devedores e o credor não poderá prejudicar os demais se a este pacto não aderiram (CC. único: possibilidade do credor de acionar judicialmente um devedor e aos demais em seguida. por vontade das partes ou por força de lei (acima). todos respondem pelos juros de mora. art. ou por culpa de um devedor. 275: a dívida paga por um apenas dos devedores faz remanescer os demais solidariamente obrigados àquele que honrou o pagamento ao credor. 264 CC): convencional: por vontade expressa das partes no negócio jurídico (contrato. testamento. 388). 281: a expressão “exceção” corresponde a “defesa”. único CC. não solidários. 280: promovida ação contra os devedores solidários. Ex. par. 276: os herdeiros do devedor solidário estão obrigados. reunidos. a pagar a cota parte referente ao seu quinhão hereditário. 278: o pacto (cláusula. cujo crédito será repartido aos herdeiros. a situação persiste. Desvantagem: para o credor no caso de solidariedade de credores: a) qualquer credor pode exigir a dívida toda do devedor. aumentando sua garantia de recebimento. convertendo-se a obrigação em perdas e danos. 154. o que desobrigará das perdas e danos. d) na solidariedade o devedor pode pagar por inteiro porque deve o todo. (Ex. 942. Art. Pode o devedor defender-se quando impossibilitado o cumprimento da obrigação por perda do objeto (sem culpa dos devedores = resolve-se a obrigação). substituem o de cujus na solidariedade perante os demais devedores. par. 279: culpa de um dos devedores solidários pelo inadimplemento da obrigação: permanece para todos a obrigação. Da solidariedade passiva: (CC art.

Par. de um/alguns/todos) .vício do consentimento – CC. Ex. art. Cumulativas/conjuntivas (e) Obrig. Art. sua parte será dividida em partes iguais aos outros devedores. poderá exigir daquele o total da dívida paga. Art. 285: se o benefício da dívida só satisfaz a um devedor e outro a honra. Art. da prestação. inclusive aquele exonerado. um devedor e um objeto. arts. 282: renúncia da solidariedade a cargo do credor. 283: sub-rogação do devedor que satisfaz a dívida toda no direito de exigir dos demais a parte da dívida de cada um. compostas: multiplicidade de sujeitos divisíveis (o que divide é o objeto) indivisíveis (o objeto) solidárias (se dá entre sujeitos) Nota: fala-se da divisibilidade ou não da prestação. art. mas o fato se dá sobre o objeto Obrig. único: se exonerar algum devedor. 272). avalista em nota promissória que paga sozinho a dívida pode exigir do emitente o valor integral. 284: caso caia em insolvência um dos devedores solidários. solidárias (pluralidade de credores) Credores A / B / C / (cada um pode exigir o todo) Solidariedade Ativa objeto (cavalo ou dinheiro) devedor D (O credor que receber o todo indenizará aos demais – CC. solidárias (pluralidade de devedores) Solidariedade Passiva – (CC. Podem ser simples e compostas (ou complexas): Obrigações simples: apenas um credor. temos três espécies de obrigações: 2 positivas = dar (dare) e fazer (facere) / 1 negativa = não fazer (non facere) = alguma coisa. compensação (pessoal): extinção da obrigação = comum a todos. todo obj. dos demais pode cobrar a dívida abatida do valor do exonerado. Art. RESUMO: Segundo o Código Civil. Obrig. 275 e 277) Credor A objeto (cavalo ou dinheiro) devedores B/C/D “A” pode exigir e receber. compostas: multiplicidade de objetos alternativas/disjuntivas (ou) facultativas (sui generis-espécie alt) Obrig. 171). total/parcial.

Capacidade e legitimidade: na relação jurídica. todos os créditos podem ser cedidos. nos casos em que cabe ao juiz decidir sobre a quem pertencerá o crédito. que não participa necessariamente da relação de cessão. do Código Civil. aquele que recebe denomina-se cessionário. Cessão de crédito e novação subjetiva ativa: na primeira. Espécies: a cessão poderá ser total ou parcial. Cessão de crédito e cessão de contrato: na primeira. na segunda. pois o sub-rogado não pode exercer os direitos e ações do credor além dos limites daquilo que desembolsou (CC. Salvo disposição em contrário prevista na primeira parte do art. só se transfere ao cessionário o direito ao crédito. que é substituída por novo crédito pactuado. art. na segunda. 287). I. desempenhando o mesmo papel. Ex. ou quando. O mandatário deverá ter poderes especiais para tanto. por lei: direito de preempção ou preferência (CC. 520). Há também a espécie legal. Pela natureza: relações jurídicas personalíssimas e direito de família. benefícios da gratuidade da justiça (Lei n. art. pois. na venda. como nos casos de partilha causa mortis em que atribui-se o crédito ao herdeiro. há nítida diferença entre ambos. tendo ou não título representativo. transfere-se-o ao arrematante.060/50.TRANSMISSÃO DAS OBRIGAÇÕES Cessão de Crédito – CC. art. 286 do Código Civil. 286 a 298 Conceito: é negócio jurídico bilateral pelo qual o credor transfere seus direitos na relação jurídica obrigacional. desconto bancário. 348). 347. quando onerosa. Cessão de crédito e sub-rogação convencional: na hipótese do art. a cessão de crédito. art. Cessão no pagamento de dívida: neste caso. art. caráter especulativo. a outra pessoa. é denominado devedor ou cedido. transfere-se ao cessionário. o cedente há de ser pessoa capaz e legítima para praticar a alienação. toda a posição contratual do cedente. ficando este totalmente liberado da relação jurídica contratual. além da substituição do credor. Nota: a cessão poderá se caracterizar tanto na alienação onerosa quanto na gratuita. por convenção das partes: pacto de incessibilidade do crédito. com anuência do credor. 10). estando ou não vencidos. tais como os juros e os direitos de garantia (CC. são tratadas de forma idêntica (CC. mas tem que ser notificado dela. a alienação se dá sobre bens corpóreos. 1. caracterizará a dação em pagamento (datio in solutum). pois na cessão o objeto é bem incorpóreo (o crédito). faz-se a transferência do crédito que subsiste original e integralmente com todos os seus acessórios (CC. art. 350). ocorre também a extinção da obrigação anterior. Cessão de crédito e venda: embora a cessão de crédito a título oneroso tenha semelhança com a compra e venda. abrangendo todos os acessórios do crédito. O devedor. aquela . 287). mantém o propósito de lucro. Pode ainda ser judicial. Participantes: aquele que transfere seu crédito é denominado cedente. após a penhora de crédito. Cessão de crédito e sub-rogação legal: também não se confundem. tendo. art. Objeto da cessão: de regra.

Se ficar convencionada a responsabilidade do cedente pela solvência do devedor. se não for notificado.determinada em lei. o devedor haverá de ser notificado dela. acrescido das despesas e correção. art. sob pena de em relação a ele. a cessão que o reivindicante deve fazer ao possuidor de boa-fé que pagou o valor da coisa existente em poder de terceiros etc. citação. 298). a cessão é inexistente para ele. tal risco fica por conta do cessionário. Assunção de Dívida – CC. art. Nota: sendo solidária a obrigação. a aquisição de título à ordem por outra forma que não seja o endosso. o cedente a título oneroso. art. descontada). não se exige forma especial. fica responsabilizado junto ao cessionário pela existência de crédito no momento da transferência. 299. cessão do financiamento da casa própria. tal responsabilidade estará limitada ao que recebeu. Crédito penhorado: por força de lei. naquele momento. Anuência do credor: segundo expressa o art. o cedente não fica responsável ao cessionário pela solvência do devedor. art. mesmo não se responsabilizando. nas gratuitas. art. entre as partes. Oposições ao cessionário: CC. 910). sendo a cessão convencional. 299 a 303 Conceito: novidade legal introduzida no código em vigor. somente se tiver agido de má-fé. é a cessão pro solvendo (CC. Ex. 295 do Código Civil. notificado da cessão não opor. Nota: a cessão de título de crédito é realizada através de endosso (CC. habilitação falimentar etc). as exceções pessoais (compensação. 919). 292). art. Cessão de título ao portador: dispensa notificação por ser realizado por simples tradição manual. produzindo efeitos o pagamento realizado ao primitivo credor (CC. . como exemplo a transmissão dos direitos acessórios do crédito. para ter validade a assunção da dívida deverá contar com a anuência expressa do credor. 288 CC. Notificação do devedor: embora não participe da relação jurídica da cessão. 290). art. Responsabilidade do cedente: segundo o disposto no art. é a cessão pro soluto (CC. 294. não poderá ser cedido pela espécie convencional. não poderá argüi-las contra o cessionário. É também denominado de cessão de débito. todos os co-devedores devem ser notificados (Ex. art. Formas de cessão de crédito: para valer entre terceiros deverá obedecer ao disposto no art. não produzir eficácia (CC. 296). Nota: se o cedido (devedor). único). Solvência do cedido: salvo estipulação em contrário. 297). Cessão onerosa de título nulo ou inexistente: estará o cedente obrigado a ressarcir o cessionário (duplicata “fria” sacada e cedida. art. é negócio jurídico pelo qual o devedor transfere a terceiro sua posição na relação jurídica. pagamento etc) contra o cedente. o silêncio será interpretado como recusa (par. apenas na espécie judicial (CC. tem o efeito de cessão civil (CC.

art. obrigando o credor a receber e dar quitação. ADIMPLEMENTO E EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES Do Pagamento – CC. previsto nos artigos 876/883 CC. Restauração do débito original: caso seja anulada a substituição do devedor. art. art. Quem deve pagar – CC. par. contrato. notificando o credor hipotecário e não obtendo impugnação em trinta dias. Cessão de débito de imóvel hipotecado: fazendo a exceção de que o silêncio induz a recusa do credor. Adimplemento: é o ato jurídico que extingue a obrigação pelo seu cumprimento. 302). 304 – 1) terceiro interessado: como no caso do fiador (responsável pela garantia do cumprimento da obrigação). o silêncio interpretar-se-á como concordância (CC. único). Nota: inexistindo o vínculo jurídico obrigacional poderá evidenciar o surgimento da figura do “pagamento indevido”. c) presença do agente ativo/recebedor . a lei confere prerrogativa de efetuar o pagamento. estará caracterizada a novação subjetiva. Pagamento: é espécie do gênero adimplemento. confusão. art. compensação. Ex. art. . art. este. extinguindo-se a anterior. restaurase o débito original com todas as suas garantias. liberando-o. Art. ao lado da substituição do devedor. 300). Se o terceiro conhecia o vício que impedia a cessão. Cessão de débito e garantias: de regra. Elementos do Pagamento a) vínculo obrigacional justificador. Fim da obrigação: é o seu cumprimento. Nota: o instituto da sub-rogação pode ocorrer por disposição da lei ou convenção das partes.accipiens. 299. sua garantia original também se restaura (CC. por meio do qual se alcança o objeto por ela perseguido e se põe termo à relação jurídica entre devedor e credor. 303). Exceções pessoais: o novo devedor não pode opor ao credor as exceções pessoais que competiam ao devedor originário (apenas as pessoais próprias) (CC. menos aquela dada por terceiro. com a cessão da dívida extinguem-se as garantias originariamente dadas pelo devedor primitivo. no caso da aquisição de imóvel hipotecado em que o adquirente obriga-se a pagar a hipoteca. art. 304 a 307 Nota: o principal interessado na solução da dívida é o solvens (=devedor). tal como a novação. salvo se este consentir em sua manutenção (CC. b) presença do agente passivo/pagador – solvens. na cessão do débito (CC. 301).Transformação em novação subjetiva: se o negócio não permanecer na simples cessão do débito e acarretar a criação de nova obrigação. Efeitos: libera o devedor mas mantém a relação jurídica pelo instituto da sub-rogação: transferência dos direitos do credor para o terceiro que solveu a dívida. 304 s. transação e remissão.

Restrições: a) à pessoa do solvens: ter capacidade e legitimidade. o reembolso só terá lugar na data do vencimento (CC. remissão). extinguindo-a. par.1) terceiro não interessado que paga em nome do devedor: art. art. art. Elemento essencial: anuência do credor que não está obrigado a receber outra coisa. quando feito por quem possua legitimidade para alienar o objeto (a coisa) dada em pagamento. é válido o pagamento. art. 1. art. além de lícito (CC. 304. 305: Efeitos: extingue a obrigação inicial e o solvens tem direito ao reembolso do valor pago (nova relação jurídica). ver CC. 2. par. c) consumo pelo accipiens. tal como a alegação de exceções pessoais oponíveis ao credor (compensação. Nota: o pagamento só terá validade. o solvens só será reembolsado da importância aproveitada pelo devedor. Se o pagamento se der antecipado. . único. b) a boa-fé do accipiens. Efeitos: extingue a obrigação sem surgir vínculo jurídio entre o solvens (terceiro que paga) e o devedor beneficiado porque presume-se ter havido uma liberalidade. ainda que melhor e mais valiosa (CC.3) terceiro não interessado que paga com oposição do devedor: Art. 2.2) terceiro não interessado que paga em seu próprio nome: CC. II). 305. mas não se sub-roga nos direitos do credor em razão da vedação legal o enriquecimento sem causa. em última instância.2) terceiro não interessado: permitido o pagamento sob esta modalidade porque o escopo da lei. b) ao objeto: há de ser idôneo. “Dação em pagamento”: forma de execução ou cumprimento voluntário da obrigação que consiste na entrega de uma coisa (de um bem) em substituição à prestação contratada e devida. é a manutenção da paz e interesse social. 104. 85). 2. neste caso. único). Exceções: a) pagamento feito em coisa fungível (CC. podendo ser recusada pelo credor seu cumprimento por terceiro. Nota. 313). 307 CC. um animus donandi. com possibilidade de ilidir a prestação.368. b) se a recusa for motivada. art. Nota: há que se observar os casos em que a prestação se constitui em obrigação personalíssima ou intuitu personae. O devedor não sofre qualquer prejuízo e o credor recebe a dívida. 306 CC: Efeitos: a) se a oposição é por capricho ou motivo irrelevante. 3) pagamento efetuado por transferência de propriedade: Art. art.

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