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OS PROBLEMAS DA ESTÉTICA

Em Arte nunca foi fácil definir o conceito da estética. O livro publicado pela editora Martins Fontes traz a reflexão do significado da
estética.

Pareyson afirma que não se pode fazer grandes avanços partindo do estudo da palavra estética, adotado no século XVIII, pela
influência do romantismo alemão que evidencia a relação entre o belo e o sentimento.

Com o surgimento da arte moderna, onde o belo, não era mais objeto da arte e sim no resultado da arte trouxe a reflexão do papel que
a estética desenvolve sobre o expressar.

A maneira com que Pareyson desenvolve o assunto nos traz um claro entendimento de questões que costumam promover diversas
dúvidas, principalmente ao discutir a natureza e o caráter da estética, que, para ele, trata-se de uma reflexão filosófica ou reflexão
empírica, mostrando que a filosofia não traz normas mas raciocínios que surgem da estética.

O autor também aponta dois caminhos diferentes, porém convergentes para se chegar à questão da estética: o primeiro por meio do
filósofo que dedica seu pensamento à arte, e o segundo investigando a própria arte. Portanto, quando da experiência concreta com a
arte surge uma consciência crítica sobre a própria atividade artística, desde que os dois caminhos passem por examinar a própria obra
de arte em si mesma e por um aprofundamento especulativo, como é mais da especificidade da estética.

Relaciona: conteúdo e forma nascem inseparáveis: o conteúdo nasce no próprio ato que nasce a forma e a forma não é mas que
expressão acabada do conteúdo.

Apesar de a obra de arte ser, como enfatiza o pensador, uma obra que aceita valer só como forma - e é essa a sua especificidade - no
entanto ele faz notar que ela não se reduz a ser apenas forma, mas é, ao mesmo tempo, uma forma e um mundo.

A forma é o resultado da formação de uma matéria, matéria formada, e o conteúdo é o modo de formar aquela matéria, o que significa
carregar as inflexões formais de sentidos, conferindo a função e a capacidade de exprimir e de significar a todos os aspectos da obra.
Já não se trata só de inseparabilidade de forma e conteúdo, mas, verdadeiramente, de identidade, pois a própria matéria formada é
conteúdo expresso.

Como modo de formar do artista é sua própria espiritualidade, traduzida em termos operativos e tornada gesto do fazer, assim não é
mais possível separar a consideração dos valores formais da consideração do significado espiritual e vice-versa.

O artista não tem outro modo de exprimir senão o produzir e não diz senão fazendo.

A estética abre a discussão sobre a relação do leitor com a obra, para alcançar por meio da experiência estética conclusões teóricas
universais.

Indubitavelmente, a estética não está preocupada com uma obra específica, mas sim com um conjunto de obras que permitam ao
teórico criar teorias.

Para Luigi Pareyson, estética e teoria da arte também são distintas, uma vez que a teoria desenvolve normas e regras para a arte.

O autor esclarece a diferença entre crítica e poética ao mencionar que a "poética diz respeito à obra por fazer e a crítica avalia a obra
feita: a primeira tem atarefa de regular a produção da arte, e a crítica a de avaliar a obra de arte".

O teórico, de forma didática, sem perda do rigor de sua análise, apresenta-nos uma reflexão complexa e instigante, que traz com
justeza informações relevantes sobre os elementos da poética, da crítica e da estética de uma obra de arte, ao mesmo tempo,
caracterizando-as na sua especificidade.

Conclusão

Apesar de complexo o autor trouxe reflexões importantes sobre a estética, o quanto se destinge de todas áreas. Mostrou que a estética
vai mais fundo e mais além, pois pela sua natureza especulativa (daí ser identificada a filosofia), se propõe a chegar a conclusões mais
universais sobre a arte.

Bibliografia
WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Luigi Pareyson.
Em:< http://pt.wikipedia.org/wiki/Luigi_Pareyson> Acesso em 29 de outubro de 2011.