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O MUNDO SAÍDO DA GUERRA

Um homem que conhecer a guerra nunca poderá


declarar outra…
Os que as desencadeiam não têm ligações nem
amor…
É, decerto, um modo de eles se vingarem da felicidade
dos outros.
Há um ano, quando parti, julgava que algures havia
uma explicação para o afrontamento dos que se
detestam…
Hoje, tenho a certeza de que só haverá vencidos.
Episódio da história de Boris e Tatiana do filme “ Les Uns e Les Autres”(1981)
1945 - Os Custos da guerra:
ØMilhões de
mortos quer
militares
quer civis;

ØMilhões de
mutilados de
guerra.
1945 - Os Custos da guerra:
Elevadas destruições e
prejuízos materiais com:
ØCidades inteiras arrasadas;
ØVias de comunicação
destruídas;
ØInfra-estruturas destruídas;
ØDesorganização total;
Hiroxima, após o lançamento
da bomba atómica
ØRecursos destruídos e
poluídos;
ØContaminação radioativa;
ØFalta de alimentos.
1945 - Os Custos da guerra:
GENOCÍDIO E O extermínio em
HOLOCAUSTO massa dos judeus
pelos Nazis:
q Morte de Cerca de 6
milhões de judeus;

q Morte de cerca de 4
milhões de ciganos,
polacos, russos,
deficientes,
homossexuais em
Fotografia tirada pelas tropas aliadas num nome da pureza da
campo de concentração alemão raça ariana.
O MUNDO EM 1945
§ Fim da 2ª Guerra Mundial:
ú A Europa empobrecida e dependente,
ú Duas potências se prefiguram:
  URSS, pela força do exército vermelho e
imensidão e riqueza do seu território;
  EUA, a sua reafirmação como 1ª potência mundial.

§ 1942-1945: Várias cimeiras para delinear


estratégias de guerra e depois para preparar
a paz.
AS CIMEIRAS DA PAZ
1945: ainda a guerra decorria:
§ Fevereiro – Conferência de Ialta (Crimeia,Ucrânia)
ú Os 3 grandes reúnem-se ( Churchill- Reino Unido,
Estaline-URSS e Roosevelt-EUA) para
estabelecerem as regras de organização da nova
ordem internacional do segundo pós-guerra;
ú A cimeira decorreu num clima de cooperação,
cordialidade e confiança.

ú Completar com os pontos acordados constantes na p.13

Tarefa 1: Analisar os documentos 2 e 3


AS CIMEIRAS DA PAZ
1945: ainda a guerra decorria:

§ Julho – Conferência de Potsdam (Alemanha)


ú Os 3 grandes voltam a reunir ( Churchill- Reino Unido,
Estaline-URSS e Truman-EUA) para consolidar os
alicerces da paz;
ú A cimeira decorreu num clima de alguma tensão entre
Estaline e os outros líderes: prefigurava-se a divisão do
mundo em duas zonas de influência;
ú Não conseguiram chegar a acordos importantes,
apenas reafirmaram o que tinham estabelecido em Ialta.

ú Completar com os pontos acordados constantes na p.14

Tarefa 2: Analisar os documentos 4 e 5 (mapa) p.14 e 15.


AS CIMEIRAS DA PAZ
Com o fim da guerra: Muitas questões ficaram pendentes:
ú Grandes transformações no mapa político da
Europa;
ú O novo quadro geopolítico europeu só foi aprovado
na sua generalidade em 1947, nos Tratados de
Paris (Analisar o mapa 6 da p.16 e ler o documento)
ú Começa a formar-se a “Cortina de Ferro” (W.
Churchill, 1946) com a expansão do comunismo na
Europa;
ú Todos os países libertados pelo exército vermelho
resvalaram para o comunismo entre 1946 e 1948;
ú A Europa dividida entre dois polos de influência: O
mundo capitalista e o mundo comunista.
A ONU
§ Ideais que presidiram à sua fundação: (doc.7 pág.17):
Universalidade, humanismo, igualdade, respeito, tolerância,
progresso, cooperação, liberdade, fraternidade, harmonia,
justiça, união. (os ideais do iluminismo)
§ Fundação: Ideia de F. Roosevelt, projeto aprovado na
Conferência de Teerão (1943), ratificado em Ialta. Fundada com
a redacção e aprovação da Carta das Nações Unidas, na
Conferência de S. Francisco entre
25 de Abril e 26 de Junho de 1945.
A carta foi assinada por 51 países
e a ONU foi criada a 24 de Outubro
de 1945. Desde 1952, tem sede em
Nova Iorque.
§ Objetivos ou propósitos:
ú Preservar a paz, resolvendo os conflitos à sua nascença
com recurso a uma intensa negociação diplomática e
fiscalizando o respeito pelos tratados internacionais;
ú Promover a colaboração entre os povos do mundo,
desenvolvendo relações de amizade baseadas na
igualdade e no direito à autodeterminação;
ú Desenvolver a cooperação internacional em todos os
domínios (económico, social e cultural), tentando
colmatar desequilíbrios e debelando fatores que levem a
conflitos;
ú Promover a defesa dos Direitos
Humanos em todo o mundo e
funcionar como centro
harmonizador.
Estrutura da organização: (Analisar organigrama da pág.19)
Ø Assembleia Geral;

Ø Secretariado Geral;

Ø Conselho de Segurança;

Ø Conselho de Tutela;

Ø Tribunal Internacional de Justiça;

Ø Conselho Económico e Social com as suas instituições


especializadas (organismos, agências e comissões)

Tarefa: sintetize as principais funções dos órgãos

da ONU
António Guterres é o
seu 9º secretário geral,
desde 1 janeiro 2017.
Ban Ki-moon, o seu
antecessor
Ver os restantes, bem como
as suas nacionalidades na p.
18 do manual

ú A ONU conta com a colaboração


das ONGs para tentar resolver
problemas originados no
subdesenvolvimento e para promover
a dignidade humana.

ú Os capacetes azuis ajudam a manter


a paz em zonas de eventual conflito.
A ONU E A DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS
Ø O impacto da 2ª Guerra e das atrocidades do Holocausto
nazi, fizeram com que a ONU assumisse uma feição
mais humanista na salvaguarda dos Direitos Humanos
para que tal não se voltasse a repetir;
Ø Em 1948 aprovou a Declaração Universal dos Direitos
do Homem, baseada na Declaração da Independência
Americana (1776) e na Declaração dos Direitos do
Homem e do cidadão aprovada pela Assembleia
Constituinte francesa em 1789;
Ø Esta declaração ultrapassa as suas antecessoras porque
não se limita a definir os direitos e liberdades
fundamentais, mas também atribui uma grande
importância às questões económicas e sociais,
consideradas imprescindíveis e uma vida humana digna
e verdadeiramente livre.
BALANÇO DA AÇÃO DA ONU NA ATUALIDADE
Hoje agrega 193 países e continua a tentar cumprir os
seus objetivos através dos seus embaixadores e
forças militarizadas (capacetes azuis):

ú Defesa dos povos ameaçados ou ocupados;


ú Reconstrução e manutenção da paz em zonas de
conflito (impedindo o seu alastramento);
ú Apoio em situações de catástrofes naturais e de
doenças;
ú Reforço de regimes democráticos com apoio /
fiscalização de eleições.

A sua acção continua a ser meritória e o mundo não


seria o mesmo sem a intervenção da ONU.
Mas… a sua acção tem ficado aquém das expectativas, pois
não tem conseguido evitar a eclosão e prolongamento de
conflitos regionais ou por vezes, tem assumido posições
ambíguas e até demagógicas, por isso tem sido alvo de
algum descrédito.

Por quê a sua ineficácia?


§ O peso da máquina burocrática e a delicadeza dos
problemas (receio de se intrometer nos assuntos internos
dos Estados, chocando com o direito à autodeterminação);
§ O facto da aprovação das resoluções depender do acordo
de membros que têm assento permanente no Conselho de
Segurança (EUA, Reino Unido, França, URSS e China),
por isso, nem sempre é fácil conseguir acordos, embora
tenha sido mais fácil consegui-los a partir do
desmoronamento do bloco soviético.
A RECONSTRUÇÃO DO 2º PÓS-GUERRA
Síntese:
A nível político:
§ A definição de áreas de influência: as Conferências de
paz e o esboço de um novo quadro geopolítico (o
bipolarismo);
§ A criação da ONU: Objetivos, estrutura,
funcionamento e defesa dos direitos humanos;
§ A 1ª Vaga de descolonização: conjuntura favorável

A nível económico:
§ As novas regras da economia internacional - a
cooperação económica – criação de instituições
importantes para garantir a cooperação e a ajuda
mútua;
A RECONSTRUÇÃO DO 2º PÓS-GUERRA
Os acordos de Bretton Woods (New Hampshire , EUA) em Julho de
1944.
§Objetivo: Estruturar a situação monetária e financeira internacional
no 2º pós-guerra, evitando os nacionalismos económicos e as
flutuações monetárias anteriores.
§Criação do Sistema Monetário Internacional ou Sistema Bretton
Woods assente no dólar americano como moeda padrão (Gold
Exchange Standard) - Os EUA tinham as maiores reservas de ouro
e tornaram-se assim os líderes da nova ordem económica do pós-
guerra, tentando evitar o ciclo vicioso da desvalorização monetária
dos anos 20 e 30.
§Para operacionalizar o sistema, na mesma cimeira (1944), criaram-
se duas instituições importantes:
ú O FMI (Fundo Monetário Internacional)
ú O BIRD (Banco Internacional para a Reconstrução e
Desenvolvimento – Banco Mundial)
A RECONSTRUÇÃO DO 2º PÓS-GUERRA
§Em 1947, foi criado O GATT (Acordo Geral de Tarifas e Comércio),
atualmente OMC (Organização Mundial do Comércio), na
Conferência Internacional de Genebra entre 23 países, contando
hoje com cerca de 110 países aderentes.
§A ideia de espaço económico alargado, com abertura mútua das
fronteiras entre países, deu origem na Europa ao BENELUX (União
aduaneira), criado em Março de 1947 pelo protocolo de Haia e
considerado o embrião da CEE.

• O FMI, O BIRD
• e a OMC integram a ONU como instituições especializadas.

Tarefa: Sintetizar informação a partir das fontes 20 e 21 para especificar as funções, objetivos e
formas de funcionamento do FMI, BIRD e GATT.
A 1ª VAGA DE DESCOLONIZAÇÃO (P.22)
CONJUNTURA FAVORÁVEL PARA A DESCOLONIZAÇÃO:
Ø Defesa do direito à autodeterminação e à independência e
de outros direitos humanos pela ONU;
Ø Formação de movimentos autonomistas contra a
exploração económica por parte dos colonizadores,
devido à tomada de consciência da injustiça da
dominação europeia e da luta pela liberdade e democracia;
Ø Perda de prestígio das potências coloniais europeias,
arruinadas pela guerra;
Ø Ascensão dos partidos de esquerda na Europa que
influenciaram o surgimento de movimentos
anticolonialistas europeus;
Ø Intensificação dos processos de descolonização devido à
pressão das duas superpotências com interesse em
exercer a sua influência em várias partes do mundo.
OS MOVIMENTOS DE INDEPENDÊNCIA:
Os processos de descolonização tomaram duas formas:
Ø A via negociada: Ex. a Índia com Mahatma Gandhi que
incentivava as populações a desobedecerem às
autoridades europeias e conseguiu a independência da
Índia em 1947; a negociação em alguns países africanos,
através de acordos económicos com os antigos
colonizadores.
Ø O recurso à violência: o conflito de guerrilha em alguns
países africanos e na Indochina.

Ø Distribuição geográfica dos 1ºs movimentos de


descolonização: Continente asiático: Médio Oriente; Índia,
Ceilão, Birmânia, Malásia, Indonésia, Indochina.

Tarefa: Responder às questões da pág. 24


A CONSOLIDAÇÃO DO BIPOLARISMO
ØOs receios de Churchill em
1946 “ A cortina de ferro”;

ØCriação do Kominform em
1947 – Sovietização dos
países de leste;

ØAs duas superpotências


assumem o antagonismo dos
dois blocos em 1947 e vão
criando mecanismos de
resposta e afrontamento
mútuo:
ØA Doutrina Truman VS
A Doutriana Jdanov
(Analisar a fonte 16 da p. 28)

Caricatura alemã de 1947


O ANTAGONISMO DOS DOIS BLOCOS POLÍTICO-ECONÓMICOS

Antagonismo na influência económica


BLOCO CAPITALISTA - EUA

No 2º pós-guerra

BLOCO COMUNISTA - URSS


Doutrina Truman Doutrina Jdanov

Plano Marshall Plano Molotov


(1947) (1949)

OECE (OCDE) COMECON


(Organização Europeia (Conselho de
de Cooperação Assistência
económica) Económica Mútua)

Ver mapa 20 da p. 31

Tarefa: A partir da análise e interpretação das fontes 16, 17 , 18 e 19,


clarifique em que consistiu cada um destes mecanismos de afrontamento
político-económico, sempre numa lógica de antagonismo entre os dois blocos.
O ANTAGONISMO BIPOLAR: A GUERRA FRIA (1947 – 1985/89)
1947: Bipolarismo ideológico e de influência económica

Bloco ocidental Bloco de leste

Liderado pelos EUA Liderado pela URSS

Defendiam um regime Defendiam um regime


político democrático – socialista de centralismo
liberal democrático
Uma economia coletivizada
Uma economia inspirada e planificada
no modelo capitalista
Alianças e mecanismos de
Alianças e mecanismos de influência ideológica e
influência ideológica e económica: Doutrina
económica: Doutrina Jdanov, Kominform, Plano
Truman, Plano Marshall, Molotov, COMECON (1949)
OECE e a partir de 1950 a
CECA e de 1957 (CEE).
A GUERRA FRIA: O 1º CONFLITO ENTRE OS DOIS BLOCOS:
A Questão Alemã.
§ 1945: Divisão da Alemanha em 4 zonas de influência (Ver
mapa da p. 33), assim como a cidade de Berlim;
§ 1947: a consolidação da oposição entre os dois blocos político-
económicos;
§ 1948-1949- Bloqueio terrestre à cidade de Berlim pelos
Soviéticos - Ponte aérea para abastecer Berlim Oeste pelos
Aliados (EUA, Inglaterra e França), Maio de 1949-
restabelecimento das normais vias de comunicação entre Berlim
ocidental e a RFA;
§ Divisão da Alemanha em dois estados: RFA e RDA;
§ 1961 – Inicia-se a construção do muro de Berlim que dividiu a
cidade em duas partes e que se manteve até 1989 e funcionou
como símbolo da divisão do mundo. (ver ppt. Berlim PE)

Foi o 1º conflito da Guerra Fria entre as duas superpotências – O


mundo temeu um novo conflito armado: Corrida aos armamentos
e formação de Alianças Político-Militares.
O ANTAGONISMO BIPOLAR: A GUERRA FRIA (1947 – 1985/89)
1949: Bipolarismo com alianças político - militares

Bloco ocidental Bloco de leste

Formação da OTAN ou NATO (1949) 1955 - Formação


– Tratado do Atlântico Norte – a do Pacto de
Aliança militar mais importante do
Varsóvia, como
pós-guerra que incluiu 12 países
resposta à Nato e
fundadores. (fonte 23, pp.38)
1949 -1959 - Formação de várias a todo o sistema
alianças com outras zonas do de alianças do
mundo a fim de formar uma espécie Bloco ocidental.
de cerco à URSS: – OEA (América);
ANZUS (Pacífico); OTASE (Sudeste
asiático); CENTO (Médio Oriente);
1959 - Cerca de ¾ do mundo ficou
sob a influência do bloco ocidental
através de uma rede de tratados
estratégicos.
-ver fonte 24 da p. 39
A GUERRA FRIA: Outros conflitos que fizeram o mundo temer
com a possibilidade de um novo conflito mundial
§ 1950-1953 - Guerra da Coreia – A Coreia ficou dividida
pelo paralelo 38º entre Coreia do Norte Comunista e
Coreia do Sul pró - liberal;
§ 1961-1973 – Guerra do Vietname (Unificação do Vietname
sob o poder do Vietname do Norte - Comunista) –
Relembrar descolonização da Indochina;
§ 1962/63 – A Crise de Cuba – Os Mísseis soviéticos numa
base cubana – Bloqueio económico americano a Cuba.

Todos estes conflitos, fizeram aumentar o medo de


uma nova guerra, principalmente a Guerra da Coreia e
a Crise de Cuba
A GUERRA FRIA: formas de afrontamento entre os Blocos

Agressivas Oposição extremada


formas de deliberadamente em
propaganda situações de decisão
ideológica internacional

Exibição de
potencial Intervenção e
militar cada fomento de
vez mais conflitos
sofisticado localizados

Competição/boicote
Intensa acção de em termos de
espionagem avanços científicos:
mútua: CIA e ex. descoberta e
KGB viagens ao espaço
O MUNDO CAPITALISTA: A política económica e
social das Democracias Ocidentais
A ascensão do Socialismo Reformista e o Estado-Providência
( Ler doc. 25 A e B e ver conceitos pp 40 e 41)
§ O Socialismo Reformista: teve origem nas concepções
revisionistas de Bernstein (séc. XIX) que defende a construção
da Sociedade socialista através de processos reformistas e
democráticos, rejeitando a via revolucionária do Marxismo.
§ Após a crise dos anos 30, influenciou o New Deal nos EUA e
os governos das Frentes populares em França ou até em
Espanha.
(Relembrar o Intervencionismo da parte I e como este
intervencionismo se aplicou no New Deal dos EUA e no
Governo da Frente Popular em França ou em Espanha)
§ Após a 2ª Guerra Mundial, foi implantado em vários países
europeus e assume-se como A Social Democracia,
convergindo com as ideias da Democracia Cristã (que
também surge no pós-guerra).
O MUNDO CAPITALISTA: A política económica
e social das Democracias Ocidentais
No 2º Pós-guerra: O conceito de Democracia adquiriu, no
mundo ocidental, um novo significado: para além do respeito
pelas liberdades individuais, pelo Sufrágio universal e pelo
multipartidarismo, considerou-se que o Estado deveria
assegurar o bem estar dos cidadãos e a justiça social, através
de uma forte intervenção, controlando setores - chave da
economia e adotando políticas fiscais que favoreçam uma
melhor distribuição da riqueza, dando proteção social a todos os
cidadãos, ou seja o Estado deveria transformar-se no Estado -
Providência ou “Estado - Social”, contra os excessos do
capitalismo que tinha dado maus resultados nos anos 30.
Esta grande orientação norteou duas correntes politicas
europeias no pós-guerra, como alternativas aos velhos partidos
liberais, conotados com os excessos do capitalismo.
§ A Social Democracia e a Democracia Cristã
O MUNDO CAPITALISTA: A política económica
e social das Democracias Ocidentais
O ESTADO – PROVIDÊNCIA – Foi instituído nos anos 30
nos EUA com o New Deal e na França, como resposta à
crise, ganhou um novo impulso após a 2ª Guerra Mundial
nos países europeus e aproveitando os financiamentos
americanos. O Reino Unido foi pioneiro com o “Welfare
State” (O Estado do bem estar), onde cada cidadão tem
asseguradas as suas necessidades básicas do “Berço ao
Túmulo”; (Doc. 27 A pág. 42)

Os Estados Europeus do pós-2ª Guerra, desenvolveram as


conceções Keynesianas, assumindo uma clara intervenção
como:
§ Equilibradores e reguladores da economia e
§Promotores da justiça social.
O MUNDO CAPITALISTA: A política económica
e social das Democracias Ocidentais
O ESTADO – PROVIDÊNCIA: O Estado como Equilibrador
e regulador da Economia:
§O Estado constitui-se como uma grande empresa
empregadora – O Estado patrão - concorrendo com os
privados na criação de postos de trabalho:
úPromove e financia grandes obras públicas;
úAumenta os quadros da administração pública e do aparelho militar;
úAssume importantes participações no setor privado, aplicando aí
grande parte dos seus recursos orçamentais.
§O Estado como autoridade reguladora do mercado:
úNacionaliza setores vitais da economia;
úControla a produção industrial privada, estabelece horários de
trabalho, fixa níveis salariais, supervisiona as taxas de juro , de câmbio
e as regras de funcionamento dos mercados financeiros;
úDefine políticas fiscais, a fim de recolher impostos para se financiar.
O MUNDO CAPITALISTA: A política económica
e social das Democracias Ocidentais
O ESTADO – PROVIDÊNCIA: O Estado como promotor
da justiça social:
§ O Estado como redistribuidor da riqueza nacional,
recolhendo os impostos e promovendo a qualidade de
vida dos cidadãos:
ú Fornece subsídios de desemprego, doença, invalidez,
velhice;
ú Garante serviços públicos de educação, saúde e
habitação;
ú Garante apoio às famílias com abonos de família,
subsídios de aleitamento, casamento, óbito e férias;
ú Institui um salário mínimo de sobrevivência para os
mais carenciados.
(Comparar com o New Deal)
AS TRANSFORMAÇÕES DO MUNDO
CONTEMPORÂNEO
O DINAMISMO DOS PAÍSES CAPITALISTAS:
Ø A prosperidade económica: “trinta gloriosos”.
- Características: págs. 43, 44 e 45.

A sociedade de consumo: “vivo, logo compro” (doc. 33, c)

- A publicidade e as vendas a crédito.

- O consumismo torna-se o emblema das economias


capitalistas da 2.ª metade do século XX.
AS TRANSFORMAÇÕES DO MUNDO
CONTEMPORÂNEO
A EXPANSÃO DO MUNDO COMUNISTA: pág. 48/49
ú Forte influência da URSS
ú Várias experiências comunistas:
  Países da Europa de Leste (aliados da URSS);
Domínio soviético (modelo único e rígido).
Utilização da força para anular qualquer foco de
protesto contra o excessivo domínio da URSS
(“Primavera de Praga”, po
  O comunismo jugoslavo: Marechal Tito;
  O comunismo cubano: Fidel Castro;
  Coreia do Norte, Vietname, etc.
AS TRANSFORMAÇÕES DO MUNDO
CONTEMPORÂNEO
A DESINTEGRAÇÃO DO MUNDO COMUNISTA:
  A abertura da URSS – a “ perestroika” de
Mikail Gorbatchev;
  O desaparecimento das democracias
populares e o abandono do Comunismo pelos
países de leste;
  A queda do Muro de Berlim em 1989: a
reunificação alemã;

  O FIM DA URSS : OS EUA tornam-se a única


superpotência
Fora da Europa, o único país em que a implantação do regime comunista se ficou a dever à intervenção direta da URSSfoi a Coreia. Entre 1950 e 1953 desenrolou-se, na Coreia, uma guerra
civil entre o norte, a República Popular da Coreia, comunista, apoiada pela URSSe o sul, a República Democrática da Coreia, capitalista, sustentada pelos Estados Unidos. O final da guerra não
unificou o país, tornando-se mais uma das questões por resolver da GuerraFria.

Nos restantes casos, o triunfo do partido comunista ficou a dever-se a movimentos revolucionários nacionais que contaram, no entanto, com o incentivo ou o apoio declarado da URSS.

Tal é o caso da China, onde, em outubro de 1949, Mao Tsé-Tung proclamou a instauração de uma República Popular. Apesar de, posteriormente, se ter afastado da URSS, a China seguiu,
nos primeiros anos do regime comunista, o modelo político e económico do socialismorusso.

o AméricaLatina

O ponto fulcral da expansão comunista na América Latina foi Cuba, onde, um grupo de revolucionários, sob o comando de Fidel Castro e do Che Guevara. A influência soviética em Cuba
confirma-se quando, em 1962, aviões americanos obtêm provas fotográficas da instalação, na ilha, de mísseis russos de médio alcance, capazes de atingir o território americano.

A exigência firme de retirada dos mísseis, feita pelo presidente Kennedy, coloca o mundo perante a eminência de uma guerra nuclear entre as duas superpotências. Fruto do seu
alinhamento com o bloco soviético, Cuba desempenhará também um papel ativo na proliferação do comunismo.

o África

A adoção de regimes sociais coincidiu com a 2ª vaga de descolonizações.

* Opções e Realizações da economia de direção central

Após a 2ª Guerra Mundial, a planificação da economia nos regimes socialistas propiciou uma recuperação rápida dos prejuízos causados pelo esforço de guerra. Os planos quinquenais
apostavam, sobretudo, na indústria pesada (siderurgia) e nas infraestruturas. A URSSe os países de modelo soviético registaram um crescimento industrial tão significativo que ascenderam à 2ª
posição da indústria mundial.

No entanto, a par destas realizações, as economias da direção central (dirigidas pelo Estado o qual abolia a iniciativa privada) evidenciavam fraquezas estruturais que comprometiam a
longo prazo o seu sucesso:

O nível de vida das populações não acompanha esta evolução económica.

o As jornadas de trabalho matem-se excessivas;


o Os salários sobem a um ritmo muito lento e as carências de bens de toda a espécie mantêm-se;
o A agricultura, a construção habitacional, as indústrias de consumo e o setor terciário avançam lentamente.

Nas cidades, que a industrialização fez crescer a um ritmo muito rápido, a população amontoa-se em bairros periféricos. As longas filas de espera para adquirir os bens essenciais tornam-se
uma rotina diária.

* OsbloqueiosEconómicos

Passando o primeiro impulso industrializador, aseconomias planificadas começam a mostrar, de forma mais evidente, assuas debilidades:

o A planificação excessiva entorpece as empresas, que não gozam de autonomia na seleção das produções, do equipamento e dos trabalhadores, na fixação de salários e preços, ou na
escolha de fornecedores e clientes;
o Uma gestão burocrática limita-se a procurar cumprir as quantidades previstas no plano,
sem atender à qualidade dos produtos ou ao potencial de rentabilidade dos equipamentos e da numerosíssima mão-de-obra;

o Nas unidades agrícolas, a falta de investimento, a má organização e o desalento dos camponeses refletem-se de forma severa na produtividade.

Implementou-se, nos anos 60, um conjunto vasto de reformas em praticamente todos os países da Europa Socialista. Oexemplo é dado pela UniãoSoviética.

¨ 1.2.2 A escala armamentista e o início da era espacial

* A escalaarmamentista

Para além dos esforços postos na constituição de alianças internacionais, os 2 blocos procuravam preparar-se para uma eventual guerra, investindo grandes somas na conceção e fabrico de
armamento cada vez mais sofisticado.

Nos primeiros anos do pós-guerra, os Estados Unidos tinham o segredo da bomba atómica, que consideravam a sua melhor defesa. Quando, em Setembro de 1949, os Russos fizeram
explodir a sua primeira bomba atómica, a confiança dos Americanos desmoronou-se.

Em1952 os americanos testavam, no Pacífico, a 1ª bomba de hidrogénio, com uma potência 1000 vezes superior à bomba de Hiroxima.

A corrida ao armamento tinha começado. No ano seguinte, os Russos possuíam também a bomba de hidrogénio e o ciclo reiniciou-se, levando as duas superpotências à produção maciça de
armamento nuclear. O mundo viu também multiplicarem-se as armas ditas convencionais. No fim de 1950, os americanos consideravam obrigatório aumentar, tão depressa quanto possível, a
força aérea, terrestre e naval em geral e a dos aliados num ponto em que não estivessem tão fortemente dependentes de armas nucleares.
Oinvestimento ocidental nas armas convencionais desencadeou, como era de esperar, uma igual estratégia por parte daURSS.

Cada um dos blocos procurava persuadir o outro de que usaria, sem hesitar, o seu potencial atómico em caso de violação das respetivas áreas de influência. O mundo tinha resvalado, nas
palavras de Churchill, para o equilíbrio instável do terror.

* O início da era espacial

Durante a 2ª Guerra Mundial a Alemanha tinha secretamente desenvolvido a tecnologia dos foguetes e criados os primeiros mísseis. Em 1945, os cientistas envolvidos neste projeto emigraram
para a URSSe para os Estados Unidos, onde desempenharam um papel relevante nos respetivos programas espaciais.

A URSScolocou-se à cabeça da conquista do espaço. A desolação dos Americanos, que até aí tinham considerado a URSStecnologicamente inferior, foi grande. Na ânsia de igualarem a proeza
russa, anteciparam o lançamento do seu próprio satélite, mas o foguetão que o impulsionava explodiu e a experiencia foi um fracasso.

Nos anos que se seguiram, a aventura espacial alimentou o orgulho nacional das duas nações.

¨ 1.3. A afirmação de novaspotências


¨ 1.3.1. O rápido crescimento do Japão

* Osfatores de desenvolvimento / O “milagre Japonês”

O “milagre japonês” beneficiou de uma conjuntura favorável. A ocupação americana modernizou as estruturas políticas e sociais do país. Os Estados Unidos disponibilizaram importantes
ajudas financeiras e técnicas que permitiram uma rápida reconstrução económica (através do Plano Dodge); fizeram aprovar a Constituição de 1945; incentivaram o controlo da natalidade e o
acesso ao ensino. Após a vitória de Mao Tsé-Tung na China, em 1949, o Japão passou a ser visto como um precioso aliado do bloco ocidental no Oriente.

Estabilidade política, assegurada pelo Partido Liberal-Democrata no poder desde1955.

A mentalidade japonesa foi também um importante fator de crescimento. Os lucros foram reinvestidos continuamente e os trabalhadores chegavam a doar à empresa os seus pequenos
aumentos de salário para promover a renovação tecnológica.

Esta ligação afectiva entronca na tradição japonesa do trabalho vitalício que transforma o patrão no protector dos seus funcionários, os quais, por sua vez, dedicam uma incondicional lealdade
à empresa.

Munido de mão-de-obra abundante e barata e de um sistema de ensino abrangente mas altamente competitivo, o Japão lançou-se à tarefa de se transformar na 1ª sociedade de consumo da
Ásia. Oprimeiro desenvolvimento da economia japonesa decorreu entre 1955 e 1961. Neste curto período, a produção industrial praticamente triplicou.
Os setores que, neste período, adquirem maior dinamismo são os da indústria pesada e dos
bens de consumo duradouros. O comércio externo acompanha esta expansão: as exportações
duplicam, assim como as importações.

Depois de um período de estagnação, no início dos anos 60, a economia japonesa conheceu
um 2º surto de crescimento tão possante quanto o anterior.

Entre 1966 e 1971, a produção industrial duplicou e criaram-se 2,3 milhões de novos postos de
trabalho. Além do desenvolvimento dos setores clássicos este surto de crescimento assenta,
sobretudo, em novos setores.

¨ 1.3.2. O Afastamento da China do bloco soviético

Maoísmo: O comunismo chinês foi marcado pela personalidade carismática do seu líder MaoTsé-Tung.
Regime
instalado na
China pelo
Partido
Comunista
Chinês,
chefiado por
Mao Tsé-Tung,
diferenciado
do marxismo-
leninismo, sua
principal fonte
de inspiração,
pela
substituição do
proletariado
pelo
campesinato
enquanto
classe
revolucionária,
e pela
Revolução
Cultural, no
sentido de
acelerar a
construção do
comunismo.

Ao contrário do marxismo tradicional, Mao enfatizava o papel dos camponeses, aos quais
atribuía a liderança revolucionária -> maoísmo.
O maoísmo assumiu como objetivo a revolução total protagonizada pelas massas e não pelas estruturas de Poder, para isso, recorreu a grandes campanhas de natureza ideológica. Mao
lança, em 1957, uma campanha de “retificação” dos erros cometidos pelo Partido, cuja atuação parecia afastar-se das massas.

Esta política foi complementada, em 1958, com o “grande salto em frente”: que tinha por base o fomento da agricultura e a integração dos camponeses em comunas populares lideradas pelo
Partido Comunista Chinês. A prioridade à indústria pesada foi então posta de lado e a ênfase passou para os campos, onde se deviam desenvolver tanto as produções agrícolas como pequenas
industrias locais. No entanto, esta reforma redundou em fracasso (1960), pois os meios técnicos eram reduzidos e os métodos de trabalho utilizados nas oficinas eram antiquados.

Em vez da subserviência a Moscovo, Mao estabeleceu, ele mesmo, os fundamentos doutrinários de um socialismo nacionalista. Criticou o comunismo de Kruchtchev, acusando-o de não
“escutar a opinião das massas”.

Em 1964 o culto a Mao e ao maoísmo foi estimulado através da chamada Revolução Cultural, movimento que pretendia aniquilar todas as manifestações culturais que se afastassem do
modelo socialista de Mao. A propaganda ideológica tinha por base o “livro vermelho” que reunia citações de Mao e que era venerado como detentor da verdade absoluta. A revolução cultural
deu origem a excessos de agitação social que resultaram na humilhação, perseguição e assassínio de muitos cidadãos considerados contrarrevolucionários. Os esforços de Mao foram coroados
de êxito quando, em 1971, o país entra para aONU.

¨ 1.3.3. A ascensão daEuropa

A Europa reconheceu a sua herança cultural comum e a necessidade de se unir para reencontrar a prosperidade económica e, se possível, a sua influência política.

* Da CECAà CEE

O Primeiro passo consistente para a cooperação europeia resultou da Declaração Shumam, que pretendia a cooperação entre a França e a Alemanha no domínio da produção do carvão e do aço.
Desta iniciativa resultou a CECA – Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (Alemanha, França, Itália, Bélgica, Holanda e Luxemburgo). A CECAestabeleceria uma zona conjunta minero- siderurgica
sob a orientação de uma Alta Autoridade supranacional.

Em 1957, surge, finalmente, a Comunidade Económica Europeia – CEE,constituída pelos 6 países referidos. A CEE,cujos fundamentos foram expressos no Tratado de Roma (1957) tinha objetivos
predominantemente económicos:

o Estabelecimento de um mercado comum;


o Aproximação progressiva das políticas económicas;

o Expansão económica contínua e equilibrada;


o Livre prestação de serviços;

o Estabelecimento de uma política comum na área da agricultura, dos transportes e da produção energética – é criada a EURATOM [Comissão Europeia de Energia Atómica – com
um funcionamento independente daCEE]

¨ 1.3.3. A segunda vaga de descolonizações

¨ A política deNão-Alinhamento

* A descolonizaçãoAfricana

O processo de descolonização em África seguiu o sentido norte-sul: primeiramente tornaram- se independentes os países do norte de África e, progressivamente, os países da África Negra
foram reclamando autonomia, onde se organizam também movimentos nacionalistas que encabeçam a luta contra o estado colonizador.

Com o fim de criarem um sentimento de identidade nacional e de fazerem reviver o orgulho perdido, os líderes nacionalistas promovem a revalorização das raízes ancestrais do seu povo, a
sua cultura comum, difundindo a ideia de que ela é tão válida como a civilização dos europeus civilizadores.

A luta pela independência assume, assim, a dupla vertente de uma luta política e de uma luta contra a pobreza e o atraso económico

O processo independentista contou com o apoio da ONU, que, honrando os ideais de igualdade e justiça, se colocou inequivocamente ao lado dos povos dominados. Em 1960, a
Assembleia Geral aprovou a Resolução de 1514 que consagra o direito à autodeterminação dos territórios sob administração estrangeira e condena qualquer ação armada das metrópoles.

* Um Terceiro Mundo

Nas3 décadas que se seguiram ao conflito mundial constituíram-se cerca de 70 novos países na Ásia e na África -> são estes que constituem o Terceiro Mundo.

Um “país de Terceiro Mundo” é aquele onde a população, muito numerosa, é maioritariamente pobre, a tecnologia é atrasada, os cidadãos têm difícil acesso a bens essenciais, a TMI é
elevada e a EMV é mais baixa do que no mundo desenvolvido.

Nascido da descolonização, o Terceiro Mundo permaneceu sob a dependência económica dos países ricos.

Estes países continuaram a explorar, através de grandes companhias, as matérias-primas, minerais e agrícolas do mundo subdesenvolvido, fornecendo-lhe, como no passado, produtos
manufaturados.
Tal situação tem perpetuado o atraso destas regiões: por um lado, os lucros das companhias não são reinvestidos no local; por outro, enquanto o preço dos produtos industriais têm
vindo a subir, o valor das matérias-primas, tem decaído

Considerado um verdadeiro neocolonialismo, tal situação foi, desde logo, denunciada pelas nações do Terceiro Estado, que reivindicaram, sem sucesso, a criação de uma “nova ordem
económica internacional”.

* A política denão-alinhamento

Para além da sua ação económica, social, a expressão do Terceiro Mundo reveste também uma conotação política: os novos países representam a possibilidade de uma terceira via, uma
alternativa relativamente aos blocos capitalista e comunista.

Os países saídos da descolonização cedo se esforçaram por estreitar os laços que os unem e por marcar posição na política internacional. Em 1955 convoca-se uma conferência para definir as
linhas gerais de atuação dos países recém-formados. A conferência, em Bandung, na Indonésia, reuniu 29 delegações afro-asiáticas.

Foi possível adotar um conjunto de princípios que definem as posições políticas do Terceiro Mundo: condenação do colonialismo, rejeição da política dos blocos, apelo à resolução pacífica dos
diferendos internacionais.

A conferência da Bandung teve um efeito notável no processo de descolonização

A mensagem da Bandung foi tomando corpo através de sucessivos encontros internacionais que desembocaram no Movimento dos Não-Alinhados, criado oficialmente na conferência de
Belgrado, empenhando-se no estabelecimento de uma via política alternativa à bipolarização mundial.

¨ 1.4. O termo da prosperidade económica: origens e efeitos

Os“trinta gloriosos” anos de abundância e crescimento económico do mundo capitalista cessaram bruscamente, em 1973

A crise afetou essencialmente os setores siderúrgico, a construção naval e automóvel bem como o têxtil. Muitas empresas fecharam, outras reconverteram a sua produção e o desemprego
subiu em flecha.

Paralelamente a inflação tornou-se galopante. Este fenómeno inédito recebeu o nome de estagflação, termo que aglutina aspalavras estagnação e inflação.

Osfatores dacrise
A interrupção do crescimento económico nos anos 70 deveu-se, sobretudo, à conjugação de 2 fatores: a crise energética e a instabilidade monetária.

Nos finais da década de 60, o petróleo era a fonte de energia básica de que dependiam os países industrializados.

Em 1973, os países do Médio Oriente, membros da OPEP, decidiram subir o preço de venda do petróleo para o quádruplo, numa tentativa de pressionar o Ocidente a desistir de auxiliar Israel na
guerra israelo-palestiniana.

Um outro fator determinante desta depressão económica foi a instabilidade monetária. A excessiva quantidade de moeda posta em circulação pelos Estados Unidos levou o presidente Nixon a
suspender a convertibilidade do dólar em ouro, o que desregulou o sistema monetário internacional. Segundo alguns analistas, foi esta instabilidade monetária, mais do que a crise energética, a
responsável pelo enfraquecimento económico dos anos 70.

* Uma crise relativa

A crise dos anos 70 introduziu um novo ciclo económico que intercala períodos de crescimento e estagnação. Ainda que a um ritmo mais lento, o crescimento económico manteve-se,
alguns setores industriais reconverteram-se, enquanto outros, ligados àsnovas tecnologias conheceram um forte impulso.

Também no aspeto social esta crise não atingiu a dimensão estratégica da Grande Depressão. As estruturas do Estado Providência, reforçadas após o 2º conflito mundial,
cumpriram cabalmente o seu papel, amparando o desemprego e evitando situações de miséria extrema e generalizada.