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MANUAL DE PROJETO MPA-2000-020-1001 0


PROCEDIMENTO FOLHA
Manual de Projetos Analíticos 1 de 26
CAPÍTULO
Métodos Gerais Analíticos
TÓPICO
Cálculos Analíticos de Vasos de Pressão

CENPES MPS-2000-020-1001.doc

TODOS OS COMENTÁRIOS, SUGESTÕES E CORREÇÕES AO PRESENTE PROCEDIMENTO DEVEM


SER ENCAMINHADOS AO CENPES/COMEN

ÍNDICE DE REVISÕES

REV DESCRIÇÃO E/OU FOLHAS ATINGIDAS

0 EMISSÃO ORIGINAL

ORIGINAL REV. A REV. B REV. C REV. D REV. E REV. F REV. G REV. H


DATA 28/07/2006
PROJETO CENPES
EXECUÇÃO COMEN
VERIFICAÇÃO RUI
APROVAÇÃO JOYCE
AS INFORMAÇÕES DESTE DOCUMENTO SÃO PROPRIEDADE DA PETROBRAS, SENDO PROIBIDA A UTILIZAÇÃO FORA DA SUA FINALIDADE.
FORMULÁRIO PADRONIZADO PELA NORMA N-381 – REV. F.
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Métodos Gerais Analíticos
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Cálculos Analíticos de Vasos de Pressão

ÍNDICE

1. OBJETIVO E ESCOPO 3
2. COMENTÁRIOS AO DOCUMENTO 3
3. REFERÊNCIAS E BIBLIOGRAFIA 3
4. DEFINIÇÕES 3
5. INTRODUÇÃO 4
5.1 Considerações iniciais 4
5.2 Relação do comprimento e do diâmetro do vaso 5
6. VELOCIDADE DE PROJETO 5
7. CÁLCULO DA VELOCIDADE DAS GOTAS NA SEPARAÇÃO 6
7.1 Modelos 6
7.2 Modelo: gotas como partículas sólidas 6
7.3 Modelo: gotas como partículas líquidas 9
8. CÁLCULO DAS SEÇÕES DE VASOS 9
8.1 Seções de um vaso 9
8.2 Função de espaçamento 10
8.3 Função de retenção 10
8.4 Função de separação 11
9. CÁLCULO DE VASOS VERTICAIS 11
9.1 Seções de um vaso vertical 11
9.2 Função de espaçamento 12
9.3 Função de retenção 12
9.4 Função de separação 12
9.5 Injeção de gás ou vapor na fase líquida 14
10. CRITÉRIOS DE PROJETO PARA VASOS VERTICAIS 15
10.1 Vaso acumulador ou separador líquido – vapor, sem “demister” 15
10.2 Vaso separador, sem “demister”, com presença eventual de líquido 16
10.3 Vaso acumulador ou separador líquido - vapor, com intertravamento 16
10.4 Vaso separador líquido - vapor com “demister” 17
10.5 Vaso de sucção de compressor, carga com presença de líquido 17
10.6 Vaso de sucção de compressor, carga com presença eventual de líquido 18
10.7 Outros internos de vasos verticais 19
11. CÁLCULO DE VASOS HORIZONTAIS 19
11.1 Seções de um vaso horizontal 19
11.2 Função de espaçamento 19
11.3 Função de retenção 20
11.4 Função de separação 22
11.5 Bota de separação 24
12. CRITÉRIOS DE PROJETO PARA VASOS HORIZONTAIS 25
12.1 Vaso separador líquido – vapor sem “demister” 25
12.2 Vaso separador líquido – vapor com “demister” 26
12.3 Vaso acumulador 27
12.4 Vaso separador vapor - líquido leve - líquido pesado 27
12.5 Vaso separador vapor - líquido leve - líquido pesado com bota 28
12.6 Internos de vasos horizontais 29
13. OTIMIZAÇÃO DO PESO DO VASO 31
14. BOCAIS 34
14.1 Bocais de processo 34
14.2 Outros bocais 35

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1. OBJETIVO E ESCOPO

1.1 Este manual tem por objetivo apresentar os métodos de cálculos analíticos para vasos comuns, com
funções de retenção e separação de vapor - líquido e líquido - líquido.

1.2 Este manual se destina aos engenheiros envolvidos nas atividades de projeto de processo de
equipamentos da Engenharia Básica.

1.3 Este manual possui caráter dinâmico, ficando sujeito a revisões a qualquer tempo, de acordo com o
surgimento de novos comentários.

2. COMENTÁRIOS AO DOCUMENTO

Este manual reúne informações disponíveis na Engenharia Básica sobre cálculos analíticos
de vasos com objetivo de uniformizar métodos e critérios usados correntemente nesta
atividade pelos engenheiros das gerências envolvidas.

3. REFERÊNCIAS E BIBLIOGRAFIA

Kellogg, Material recebido durante a transferência de tecnologia de amônia.

Robert H. Perry et alii., Chemical Engineers’ Handbook, McGraw-Hill, 6ª edição, páginas 5.63 a 5.65
(Velocidade das gotas na sedimentação ou desprendimento entre duas fases líquidas).

Souders, M. Jr & G.G. Brown, Design of Fractionating Columns, Industrial and Engineering
Chemistry, 26(1), 98-103 , 1934

4. DEFINIÇÕES

Caso de projeto
É o conjunto de dados que caracteriza a operação de uma unidade de processo em estado
estacionário. O conjunto de dados é gerado por uma simulação do processo com condições
preestabelecidas, geralmente correspondendo ao processamento de uma determinada carga para
obtenção de um produto ou um conjunto de produtos.

Caso normal de projeto


É o caso de projeto que corresponde às condições mais freqüentes de operação, também designadas
de condições normais de operação.

Caso alternativo de projeto


As condições alternativas de projeto são fornecidas quando não há certeza que o caso normal de
projeto impõe requisitos mais severos ao sistema que o caso alternativo.

Pressão normal de operação


É a pressão do caso mais freqüente de operação. A pressão normal é obtida a partir do balanço de
massa e energia em estado estacionário correspondente ao caso normal de projeto.

Pressões máxima e mínima de operação


São pressões manométricas de operação que desviam da pressão normal. Tais desvios incluem as
operações de partida e parada, operações alternativas (casos alternativos de operação), requisitos de
controle, flexibilidade operacional e previsões de distúrbios nas condições de operação.
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Pressão de projeto
Pressão manométrica, interna ou externa, correspondente ao par mais severo de temperatura e
pressão, a ser usada no projeto mecânico do vaso.

Temperatura normal de operação


Temperatura do fluido do caso mais freqüente de operação. A temperatura normal é obtida a partir do
balanço de massa e energia em estado estacionário correspondente ao caso normal de projeto.

Temperaturas máxima e mínima de operação


São temperaturas de operação do fluido de processo que desviam da temperatura normal de
operação. Tais desvios incluem as operações de partida e parada, despressurizações, operações
alternativas (casos alternativos de operação), requisitos de controle, flexibilidade operacional e
previsões de distúrbios nas condições de operação.

Temperatura de projeto
Temperatura do fluido representando a condição mais severa dos pares temperatura e pressão
possíveis de ocorrer. Esta temperatura é usada no projeto mecânico do vaso.

Vazão normal
É a vazão do caso mais freqüente de operação. A vazão normal é obtida do balanço de massa e
energia em estado estacionário correspondente ao caso normal de projeto.

Vazão mínima e máxima


São vazões que desviam da vazão normal de operação. Tais desvios incluem as operações normais
de partida e parada, requisitos de controle, flexibilidade operacional e previsões de distúrbios nas
condições de operação.

5. INTRODUÇÃO

5.1 Considerações iniciais

O dimensionamento de um vaso consiste em determinar seu diâmetro, seu comprimento,


definir os internos, quando houver, dimensionar e posicionar os bocais, para atender às
funções especificadas.

Os vasos de processo cobertos por este manual são os chamados vasos de processo comuns, vasos
verticais ou horizontais usados para os seguintes serviços:

- Prover tempo de residência ao processo


- Separação vapor - líquido
- Separação vapor - líquido leve - líquido pesado
- Separação líquido leve - líquido pesado

Não fazem parte deste manual vasos com funções especiais como dessalgadoras, “scrubbers” e
outros vasos que utilizam tecnologias específicas.

Não existem critérios claros para a escolha entre posições horizontal e vertical de um vaso. De um
modo geral a escolha de um vaso vertical ou horizontal pode ser guiada pelas seguintes
considerações:

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a. para grandes vazões de vapor e baixas vazões de líquido é mais vantajosa a colocação do
vaso na posição vertical pois toda a seção transversal do vaso é utilizada para o
escoamento do vapor;

b. para vazões razoáveis de líquido, em serviços de separação, deve-se dar preferência à


posição horizontal pois essa posição facilita a separação das fases presentes;

c. o espaço disponível para a instalação do vaso (“lay-out”) pode ser determinante na escolha
da posição do vaso.

d. o custo da suportação deve ser levado em consideração. O custo da suportação de vasos


horizontais tende a ser menor que o de vasos verticais.

É prática corrente utilizar vasos verticais em serviços de separação vapor - líquido na sucção de
compressores, vasos de coleta de sistemas de alívio e vasos de condensado.

Vasos de topo de torres em serviços de separação vapor - líquido e vapor - líquido leve - líquido
pesado, vasos de acúmulo e vasos de carga costumam ser horizontais.

5.2 Relação do comprimento e do diâmetro do vaso

A fixação da melhor relação comprimento entre tangentes / diâmetro, resulta de uma análise
econômica para a determinação do valor ótimo.

A experiência mostra que a relação ótima (a que leva ao peso mínimo que corresponde
aproximadamente ao menor custo), de um modo geral, encontra-se na faixa 1,5 a 5.

Um valor mais acurado pode ser obtido levando-se em consideração a pressão de projeto
do vaso, que ainda assim fornece relações aproximadas:

Tabela 1 - Relação comprimento entre tangentes / diâmetro de um vaso

Pressão de Projeto do Vaso Relação


comprimento/diâmetro
xo de 3,5 kgf/cm2 man. (50 psig) 2a3
e 3,5 kgf/cm2 man. (50 psig) e 42 kgf/cm2 man. (600 psig) 3a4
a de 42 kgf/cm2 man. (600 psig) 4a5

6. VELOCIDADE DE PROJETO

A velocidade do vapor usada no dimensionamento de vasos, denominada velocidade de projeto é


calculada a partir da velocidade crítica calculada pela equação de Souders & Brown:

ρL
vC = K × −1 (1)
ρG

onde,

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vC - velocidade crítica (m/s)


K = 0,048 (m/s)
ρ L − massa específica do líquido (kg/m3)
ρG − massa específica do vapor (kg/m3)

v P = f × vC (2)

onde

v P − velocidade de projeto (m/s)


f − fator que varia de acordo com o serviço do vaso. Para alguns serviços comuns o fator f tem os
seguintes valores:

Tabela 2 - Fator f para o cálculo da velocidade de projeto

Tipos de Vasos f
Vasos Verticais sem “demister” na sucção de compressor 0,8
Vasos Verticais com “demister” na sucção de compressor 0,8 a 2,2
Vasos Horizontais sem “demister” 1,7
Vasos Horizontais com “demister” 0,8 a 2,2
Vasos de geração de vapor com “demister” 1,3

7. CÁLCULO DA VELOCIDADE DAS GOTAS NA SEPARAÇÃO

7.1 Modelos

A velocidade das gotas de sedimentação ou desprendimento pode ser calculada


considerando dois modelos para representar o processo de separação.

O primeiro modelo considera as gotas como partículas sólidas. Este modelo não leva em conta a
circulação do líquido dentro da gota, mas no caso de razão de viscosidades das fases líquidas maior
que 50 ou no caso de gotas muito pequenas, isto é para número de Reynolds menor que 10, o
modelo fornece aproximação satisfatória. O cálculo apresenta resultados conservativos, visto que a
velocidade de sedimentação ou desprendimento de gotas líquidas é maior que de partículas sólidas.

O segundo modelo considera as gotas líquidas e usa a correlação de Hu & Kintner. A correlação é
somente válida para líquidos de viscosidade menor que 1 cP e tensão interfacial entre 25 e 45
dyn/cm.

A velocidade de sedimentação ou de desprendimento é limitada a uma velocidade máxima que é um


dos parâmetros que fazem parte dos critérios de projeto do vaso. Geralmente é estabelecido o valor
de 0,00423 m/s (10 in/min), que é adotado no projeto do vaso nos casos em que a velocidade
calculada exceder este valor.

7.2 Modelo: gotas como partículas sólidas

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Supondo que as gotas sejam partículas esféricas rígidas, as suas velocidades podem ser calculadas
pela equação:

4 × g × Dg × ρ g − ρ
vg = (3)
3× ρ×C

onde,
v g − velocidade da gota (m/s)
g − aceleração da gravidade (m/s2)
D g − diâmetro da gota (m)
ρ g − massa específica da fase dispersa (kg/m3)
ρ − massa específica da fase contínua (kg/m3)
C − coeficiente de arraste, função do número de Reynolds

Dg × ρ × v g
Re = (4)
μ
onde,
μ − é a viscosidade da fase contínua (Pa.s)

O cálculo do coeficiente de arraste depende do número de Reynolds, conforme as seguintes faixas:

- para Re < 0,1 - Lei de Stokes - equações 5 e 6


- para 0,1 < Re < 1000 - Regime intermediário - equações 3 e 7 Essas equações não
apresentam solução algébrica.
- para 1000 < Re < 350.000 - Lei de Newton - equação 8
- para Re > 1.000.000 - Regime Superior equações 9 e 10

Lei de Stokes:

24
C= (5)
Re
A equação (3) assume a forma de:

g × D g2 × ρ g − ρ
vg = (6)
18 × μ

Regime intermediário:

C=
24
Re
(
× 1 + 0 ,14 × Re 0 ,7 ) (7)

Lei de Newton

g × Dg × ρ g − ρ
v g = 1,73 × (8)
ρ

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Regime superior

8 × 10 4
C = 0,19 − (9)
Re
A equação da velocidade da gota resulta em:

2,4 × 10 5 × μ + 5,76 × 1010 × μ 2 + 9,12 × g × ρ × D g3 × ρ g − ρ


vg = (10)
1,14 × ρ × D g

Após o cálculo da velocidade de sedimentação ou de desprendimento é necessário verificar se o


número de Reynolds está dentro da faixa correspondente à fórmula usada para o cálculo executado,
validando assim o resultado.

Uma indicação para a dimensão das gotas da fase leve de hidrocarbonetos dispersas na fase
pesada, constituída de água ou solução caustica é a seguinte:

- para densidades (20/4) menores que 0,85 o diâmetro da gota é de 0,127 mm (0,005 in) e para
densidades maiores que 0,85 o diâmetro é de 0,089 mm (0,0035 in).

- para cálculos simplificados, é aceitável estender a equação de Stokes para número de Reynolds
menor que 2 e considerar o diâmetro da gota fixo, igual a 0,127 mm. Com estas hipóteses a equação
(6) toma a seguinte forma simplificada:

8,79 × 10 − 9 × ρ g − ρ
vg =
μ (11)
onde,

v g − velocidade de separação (m/s)


ρ g − ρ − diferença de densidades das fases dispersa e contínua (kg/m3)
μ− viscosidade da fase contínua [kg/(m.s)]

A equação em unidades inglesas é a seguinte:

20,8 × ρ g − ρ
vg =
μ (11a)
onde,

v g − velocidade de separação (in/min)


ρ g − ρ − diferença de densidades das fases dispersa e contínua com relação à água a 4ºC
μ − viscosidade da fase contínua (cP)

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Calculada a velocidade de separação, é necessário verificar se o número de Reynolds é inferior a 2


para validar o uso da equação simplificada.

7.3 Modelo: gotas como partículas líquidas

A velocidade de sedimentação ou desprendimento neste modelo é também calculada com a equação


(3) usada para o modelo de partículas sólidas, porém o coeficiente de arraste é determinado pela
correlação de Hu & Kintner.

Re
K( )
C= P 0,15 (12)
We ⋅ P 0,15
onde:
ρ 2 × σ s3
P= (13)
g × μ 4 ×( ρg - ρ )
v g2 × D g × ρ
We = (14)
σs
K (x ) = e {0 ,818166 +0 ,886826×ln( x )+0 ,109293×[ln( x )] }
2
(15)
Re
x − representa
P 0,15
D g − diâmetro da gota (m)
v g − velocidade da gota (m/s)
ρ − densidade da fase contínua (kg/m3)
g − aceleração da gravidade (m/s2)
μ − viscosidade da fase contínua (Pa.s)
ρ g − densidade da fase dispersa (kg/m3)
σ s − tensão interfacial entre as fases líquidas (N/m)

A tensão interfacial pode ser estimada como diferença das tensões superficiais das fases líquidas. A
estimativa é aproximada.

As equações (3), (11), (12), (13) e (14) são resolvidas por cálculo numérico iterativo.

8. CÁLCULO DAS SEÇÕES DE VASOS

8.1 Seções de um vaso

Para efeito de dimensionamento um vaso pode ser dividido em seções, cada uma com uma altura
que pode ser calculada independentemente pelas funções que exerce. Cada seção pode ter até 3
funções:

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- Espaçamento
- Retenção
- Separação

8.2 Função de espaçamento

A função de espaçamento atende a restrições mecânicas para a montagem de bocais e internos, bem
como a distâncias mínimas entre internos para atender a condições de processo. Ela é normalmente
expressa em função de uma altura fixa ou uma proporção do diâmetro do vaso (H/D).

8.3 Função de retenção

A função de retenção só se aplica a seções que contenham líquidos, tendo por finalidade o
amortecimento das variações da vazão, proporcionando tempo para reação do sistema de controle e
principalmente, em caso de perda de alimentação permitindo ao operador providências de ações
necessárias.

Tabela 3 – Tempos de residência

Serviço TR.(min)
1 - Vaso de carga de uma unidade recebendo líquido de outra unidade com 20
casas de controle separadas.
2 - O mesmo de 1 só que com casa de controle comum às duas unidades 15
3 - Vaso de carga de uma unidade recebendo líquido de tancagem “off-site” 15
4 - Vaso de carga para outro vaso ou tanque:
- com bomba ou através de um permutador 5
- sem bomba 3
5 - Carga para forno:
- diâmetro do vaso < 1220 mm 20
- diâmetro do vaso entre 1220 e 1830 mm 15
- diâmetro do vaso > 1830 mm 10
6 - Vaso de topo de torre atuando apenas como acumulador de refluxo 5
7 - Vaso de topo de torre enviando produto para:
- outra torre ou outra unidade 15
- para estocagem 2
8 - Vaso de sucção de compressor 10
9 - Vaso de sucção de compressor recebendo gás de uma torre absorvedora
(usar vazão de circulação de solução pobre) 5
10 – Vaso intermediário entre estágios de compressor 10

A fixação do tempo de residência é influenciado pelo grau de automação da unidade, pela


experiência dos operadores e pelo risco a equipamentos a jusante pela perda de fluxo. Valores
típicos de tempos de residência são apresentados na Tabela 3.

No caso do vaso apresentar 2 serviços distintos, por exemplo: refluxo e produto, calcular os
volumes necessários para atender os tempos de residência de cada serviço e usar o maior
valor. Não usar a soma dos dois volumes.

Os tempos de residência devem ser corrigidos com os fatores dados na Tabela 4 em função
da experiência dos operadores e o grau de automação da planta.

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Tabela 4 – Fatores de correção

Equipe de Operação Fator de Correção Instrumentação Fator de Correção


Experiente 1,0 Bem instrumentada 1,0
Treinado 1,2 Instrumentação Padrão 1,2
Inexperiente 1,5 Mal instrumentada 1,5

8.4 Função de separação

No caso de vasos separadores de vapor - líquido, vapor - líquido leve - líquido pesado ou líquido leve
- líquido pesado, a principal função é a de separação.

No caso de vasos verticais a área de separação é determinada apenas pelo diâmetro.

No caso de vasos horizontais, a seção de separação é função do diâmetro, altura da seção e do


comprimento, sendo determinada por cálculo iterativo que procura harmonizar a influência destas
variáveis.

No caso da separação de vapor - líquido em vasos verticais, o critério limita a velocidade de projeto,
velocidade da fase contínua na seção de vapor que se opõe à queda das gotas.

No caso de vasos horizontais, há dois critérios: limitação da velocidade de projeto, análoga


aos vasos verticais e comparação da velocidade longitudinal da fase contínua com a
velocidade de queda das gotas. No caso de separação líquido leve - líquido pesado, é
usado o critério de velocidade de sedimentação e desprendimento de gotas na fase
contínua leve e pesada.

Uma seção de um vaso pode desempenhar mais que uma função, por exemplo, de separação e
retenção, sendo dimensionada pelo critério que exige dimensões maiores.

O projeto analítico ou a avaliação de um vaso com dimensões determinadas consiste em determinar


se as dimensões das suas seções são suficientes para todas as funções a elas designadas.

Os cálculos para vasos verticais e horizontais são diferentes, mas os princípios básicos são os
mesmos.

9. CÁLCULO DE VASOS VERTICAIS

9.1 Seções de um vaso vertical

Para vasos verticais, a altura das seções está na direção do comprimento do vaso. Com isto, a altura
H de um vaso é a soma das alturas de todas as suas n seções:

n
H= ∑ H (D )
i =1
i (16)

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Onde Hi é a altura da seção i. A altura da seção i é a maior altura entre as calculadas para atender as
funções da seção, que podem ser uma ou mais entre as funções de espaçamento, retenção e
separação.

9.2 Função de espaçamento

A função de espaçamento atende a requisitos mecânicos, tal como distancias mínimas entre bocais
ou requisitos de processo, tal como altura mínima do topo do vaso para evitar arraste de gotículas.
Os espaçamentos mínimos são definidos nos critérios de projeto para cada tipo de vaso. Podem ser
dados como distâncias absolutas ou proporções dos diâmetros.

H i = H mini (17)

onde H mini é uma altura mínima da seção i dada como um comprimento;

Ou,

H i = ( H / D ) mini × D (18)

onde ( H / D ) mini é a proporção mínima da altura com relação ao diâmetro

9.3 Função de retenção

A função de retenção determina a altura da seção com líquido, pelo volume entre o nível máximo e
mínimo, necessário para atender ao tempo de residência:

4 × Wl × t r
Hi = (19)
π × D2 × ρl

onde,

Wl - vazão mássica de líquido (kg/s)


D − diâmetro do vaso (m)
t r − tempo de residência da seção (s)
ρl − massa específica do líquido (kg/m3)

9.4 Função de separação

O vaso é projetado para a função de separação vapor - líquido limitando a velocidade da fase vapor à
velocidade de projeto calculada pela equação (2).

Wg
Dmin = 2 × (20)
π × v p × ρg

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onde,
Dmin − diâmetro mínimo para separação vapor - líquido (m)
W g − vazão mássica do vapor (kg/s)
v p − velocidade de projeto (m/s)
ρ g − massa específica do gás (kg/m3)

Para determinados tipos de serviço, devido à mudança no fator f quando da determinação


da velocidade de projeto, o diâmetro mínimo para a função de separação vapor - líquido
pode ser reduzido se for introduzido no vaso um separador de névoa (“demister”).

O “demister” é um dispositivo que consiste de um colchão de telas de fios metálicos ou plásticos,


enroladas ou dispostas em camadas, apoiado e preso por grades. Normalmente, são utilizados
“demisters” com espessura de 100 mm (4”) e com massa específica de 144 kg/m3. Para eliminação
de névoas muito finas, são utilizados “demisters” de alta eficiência com espessura de 300 mm e
massa específica de 192 kg/m3.

As gotículas líquidas que se acham em suspensão em uma corrente gasosa, ao passar


através do colchão, devido a sua maior inércia, não se desviam dos fios das telas chocando-
se com a superfície dos mesmos, ficando brevemente retidas.

As gotículas se acumulam e crescem seu peso vence a força do arraste do gás causando
queda.

A eficiência na separação é superior a 99% sob condições normais de operação e a queda


de pressão, para a maioria das aplicações, desprezível. Um “demister” pode remover
gotículas de 3 a 5 microns com eficiência acima de 90%. Na medida que aumenta o
tamanho da gotícula, a eficiência também se eleva. Com tamanho de 8 microns, a eficiência
estará na ordem de 99,9%.

No caso de vasos pequenos, com diâmetro menor que 1000 mm, é necessário considerar a largura
do anel de suporte do “demister”, que diminui a área de passagem do vapor. O diâmetro do vaso será
igual ao diâmetro calculado com a equação (20), correspondente ao diâmetro interno do anel suporte,
acrescido do dobro da largura deste anel (geralmente 50 mm).

No caso de separação líquido - líquido a velocidade de sedimentação das gotas do líquido pesado na
fase leve e desprendimento das gotas do líquido leve na fase pesada, calculadas conforme os
métodos descritos nos itens 7.2 e 7.3 acima, substituem a velocidade de projeto na equação 20.
Cada cálculo fornece um diâmetro e o maior diâmetro deve ser adotado.

No caso de sedimentação de gotas do líquido pesado:

WLL
Dmin = 2 × (21)
π × v g × ρ LL
onde,
Dmin − diâmetro mínimo para separação líquido - líquido (m)
WLL vazão mássica do líquido leve (kg/s)
vg − velocidade de sedimentação da gota do líquido pesado (m/s)
ρ LL − massa específica líquido leve (kg/m3)

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No caso de desprendimento de gotas do líquido leve:

WL
Dmin = 2 × (22)
π × v g × ρL
onde,
Dmin − diâmetro mínimo para separação líquido leve - líquido pesado (m)
W L − vazão mássica do líquido pesado (kg/s)
vg − velocidade de desprendimento da gota do líquido leve (m/s)
ρ L − massa específica líquido pesado (kg/m3)

Se houver na seção de separação líquido leve - líquido pesado do vaso chicana que limita a área de
separação, a equação do diâmetro mínimo, levando em conta a área do segmento do círculo na qual
se processa a separação, toma a forma:

W LL π D 2 × v g × y[(D − d ) / D ]
= (23)
ρ LL 4
onde,
D − diâmetro interno do vaso (m)
d − distância entre a chicana e a parede do vaso (m)
W LL − vazão mássica do líquido leve (kg/s)
vg − velocidade de sedimentação da gota do líquido pesado (m/s)
ρ LL − massa específica líquido leve (kg/m3)
y − relação entre a área do segmento do círculo onde ocorre a separação e a área do circulo da
seção transversal

⎛D−d⎞ 1 ⎡ ⎛ D − d ⎞⎤ ⎛ D−d⎞ ⎛D−d⎞ ⎛ D−d⎞


y⎜ ⎟ = × ⎢arccos⎜1 − 2 × ⎟⎥ − 2 × ⎜1 − 2 × ⎟× ⎜ ⎟ × ⎜1 − ⎟ (24)
⎝ D ⎠ π ⎣ ⎝ D ⎠⎦ ⎝ D ⎠ ⎝ D ⎠ ⎝ D ⎠

9.5 Injeção de gás ou vapor na fase líquida

Há vasos em que se injeta gás ou vapor na fase líquida. O gás injetado infla e aumenta o nível da
seção. O aumento do nível pode ser calculado pela seguinte expressão:

H2
= 1,28 × VG + 1,05 (25)
H1

onde,
VG − velocidade do gás ou vapor (m/s)
H 2 − altura do líquido com injeção de gás ou vapor acima do ponto de injeção
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H 1 − altura do líquido sem injeção de gás ou vapor acima do ponto de injeção


As alturas podem ser expressas em quaisquer unidades, desde que ambas sejam as mesmas.

10. CRITÉRIOS DE PROJETO PARA VASOS VERTICAIS

10.1 Vaso acumulador ou separador líquido – vapor, sem “demister”

Parâmetros de projeto:
Fator para cálculo da velocidade de projeto f = 0,8
Altura mínima do vaso 2150 mm
Distância mínima entre centros de bocais 150 mm
O vaso é dividido em 4 seções com as seguintes alturas mínimas (mm):

Figura 1 - Vaso acumulador ou separador líquido - vapor, sem “demister”

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10.2 Vaso separador, sem “demister”, com presença eventual de líquido

Figura 2 - Vaso separador, sem “demister”, com presença eventual de líquido

Parâmetros de projeto:

Fator para cálculo da velocidade de projeto f = 0,8


Altura mínima do vaso 1800 mm
Distância mínima entre centros de bocais 150 mm
O vaso é dividido em 3 seções com as seguintes alturas mínimas (mm)

10.3 Vaso acumulador ou separador líquido - vapor, com intertravamento

Figura 3 - Vaso acumulador ou separador líquido - vapor, com intertravamento

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10.4 Vaso separador líquido - vapor com “demister”

Parâmetros de projeto:
Fator para cálculo da velocidade de projeto f = 0,8 a 2,2
Altura mínima do vaso 2150 mm
Distância mínima entre centros de bocais 150 mm
O vaso é dividido em 5 seções com as seguintes alturas mínimas (mm):

Figura 4 - Vaso separador líquido - vapor com “demister”

10.5 Vaso de sucção de compressor, carga com presença de líquido

Parâmetros de projeto:
Fator para cálculo da velocidade de projeto f = 2,2
Altura mínima do vaso 2350 mm
Distância mínima entre centros de bocais 150 mm
O vaso é dividido em 5 seções com as seguintes mínimas (mm) dadas na Figura 5 :

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Figura 5 - Vaso de sucção de compressor, carga com presença de líquido

10.6 Vaso de sucção de compressor, carga com presença eventual de líquido

Parâmetros de projeto:
Fator para cálculo da velocidade de projeto f = 0,8 a 2,2
Altura mínima do vaso 1650 mm
Distância mínima entre centros de bocais 150 mm
O vaso é dividido em 5 seções com as seguintes alturas mínimas (mm):

Figura 6 - Vaso de sucção de compressor, carga com presença eventual de líquido

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10.7 Outros internos de vasos verticais

Além do “demister” já descrito no item 9.4 os vasos verticais podem estar munidos de chicanas
defletoras e quebra vórtice.

a) A chicana defletora recebe o impacto do jato da carga e o dirige para o fundo. Sua
função é de evitar o arraste de gotículas pelo vapor e diminuir a turbulência da interface
líquido - vapor, proporcionando um controle de nível mais estável.

b) Todas as saídas contínuas de líquidos são equipadas com quebra vórtice.

11. CÁLCULO DE VASOS HORIZONTAIS

11.1 Seções de um vaso horizontal

No caso de vasos horizontais as alturas das seções de espaçamento, retenção e separação estão na
direção do próprio diâmetro. As alturas das seções de retenção e separação são funções do
diâmetro, comprimento do vaso e da soma das alturas das seções inferiores. As seções de
espaçamento podem ser constantes ou funções do diâmetro do vaso. O diâmetro do vaso por sua
vez é a soma das alturas.

n
D= ∑
i =1
Hi (26)

onde Hi são as alturas das diversas seções com funções de espaçamento, retenção ou separação.

Por esta razão o cálculo do diâmetro e do comprimento de um vaso horizontal é um processo


iterativo; admite-se um diâmetro e calculam-se as diversas seções, variando-se o comprimento para
que a soma das seções resulte no diâmetro.

Se ao calcular uma seção a soma da altura desta seção com as seções inferiores ultrapassar a
dimensão do diâmetro o cálculo deve ser interrompido e um diâmetro maior deve ser testado.

11.2 Função de espaçamento

A função de espaçamento pode ser dada como um valor absoluto ou por proporção do diâmetro:

H i = H mini (27)

onde H mini é uma altura mínima da seção i;

ou

H i = ( H / D ) mini × D (28)

onde ( H / D ) mini é a proporção mínima da altura com relação ao diâmetro

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11.3 Função de retenção

A função de retenção é calculada como volume entre as alturas máxima e mínima da fase contínua
na respectiva seção:

WL × t R
V (H ) - V (H 0 ) = (29)
ρL
onde,
H 0 − altura do início da seção, igual ao somatório da altura das seções inferiores (m)
V (H 0 ) − somatório dos volumes das seções inferiores H 0 (m3)
H − altura da seção (m)
V (H ) − volume da seção, função da altura, do diâmetro e do comprimento do vaso (m)
W L − vazão mássica da fase contínua da seção (kg/s)
t R − tempo de residência (s)
ρ L − massa específica da fase contínua (kg/m3)

A função V (H ) é a soma de 3 parcelas:


V (H ) = VC (H , L , D ) + VT 1 (H , D ) + VT 2 ( H , D ) (30)

onde,

VC − é o volume do costado do vaso (m3)


VT 1 e VT 2 − são os volumes dos tampos (m3)

Se os cálculos forem feitos manualmente, é razoável desprezar o volume dos tampos, pois a escolha
do tipo de tampo é ainda desconhecida ao engenheiro de processo e ao mesmo tempo gera uma
folga de projeto. A equação do volume do costado é:

π × D2 ⎛H⎞
Vc( H ) = × y ⎜ ⎟ × (L − ΔL ) (31)
4 ⎝D⎠
onde,

⎛H⎞
y⎜ ⎟ − relação entre as áreas do segmento do circulo com altura H e da área total da
⎝D⎠
seção transversal do vaso dada por:

⎛H⎞ 1 ⎡ ⎛ 2× H ⎞ ⎛ 2× H ⎞ H ⎛ H ⎞⎤
y ⎜ ⎟ = × ⎢arccos⎜1 ⎟ 2 × ⎜1 ⎟× × ⎜1 - ⎟ ⎥ (32)
⎝ D ⎠ π ⎢⎣ ⎝ D ⎠ ⎝ D ⎠ D ⎝ D ⎠ ⎥⎦

VC − volume da seção considerada (m3)


L − comprimento do vaso entre as linhas de tangência (m)
ΔL − diferença de comprimento que reduz o volume de líquido no vaso devido a chicanas internas,
se existirem (m)

A equação do volume do tampo é:

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VT = K T × Z ( H / D ) × D 3 (33)

onde,
K T − constante que depende do tipo do tampo, conforme a Tabela 5 abaixo:

Tabela 5 – Constante para o cálculo de volume de tampos

Tampo KT
Semi-esférico 0,166667
Elipsoidal ASME 2:1 NAR-21 0,133783
Elipsoidal ASME 2:1 NAR-65 0,129388
Torisférico ASME 10% 0,098966
Torisférico ASME 6% 0,080999
Chapa plana ou flange cego 0,0

Z ( H / D ) é uma a relação do volume de um segmento de círculo do tampo sobre seu volume total
em função da relação da altura da seção dividida pelo diâmetro, que pode ser calculada pelas
seguintes equações:

H
para 0 ≤ ≤ 0 ,5
D
2 3
⎛H⎞ ⎛H⎞ ⎛H⎞
Z ( H / D ) = A1 × ⎜ ⎟ + A2 × ⎜ ⎟ − A3 × ⎜ ⎟ (34)
⎝D⎠ ⎝D⎠ ⎝D⎠

H
para 0 ,5 ≤ ≤1
D
2 3
⎛ H⎞ ⎛ H⎞ ⎛ H⎞
Z ( H / D ) = 1 − A1 × ⎜1 − ⎟ + A2 × ⎜1 − ⎟ − A3 × ⎜1 − ⎟ (35)
⎝ D⎠ ⎝ D⎠ ⎝ D⎠
onde as constantes A1 - A3 são dadas em função do tipo de tampo:

Tabela 6 – Constantes para o cálculo do volume dos tampos

Tampo A1 A2 A3
Semi-esférico 0,0 1,5 1,0
Elipsoidal ASME 2:1 NAR-21 0,0376566736 2,8971483583 1,9449234111
Elipsoidal ASME 2:1 NAR-65 0,02048987049 2,9128692592 1,9076980003
Torisférico ASME 10% 0,02374110901 2,8857250747 1,8664145854
Torisférico ASME 6% 0,0114377056 2,7851066789 1,6159641803
Chapa plana ou flange cego 0,0 0,0 0,0

As constantes acima (exceto para o tampo semi-esférico) foram obtidas por regressão linear com
dados oriundos de integração numérica.

A solução da equação (28) deve ser encontrada entre H 0 e D . Se a solução não estiver nesta faixa,
o vaso não é suficiente para atender a seção de retenção e o diâmetro deve ser aumentado.

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11.4 Função de separação

a. A função de separação líquido - vapor é analisada sob dois critérios, o da velocidade longitudinal e da
velocidade transversal.

b. O critério da velocidade longitudinal impõe um limite à velocidade da fase vapor na área em


que circula:

W
< vp (36)
ρ g × AS

onde,

W − vazão mássica (kg/s)


ρ g − massa específica do vapor (kg/m3)
AS − área transversal da seção de vapor (m2)
v p − velocidade de projeto que faz parte dos critérios (m/s)

A área da seção transversal é calculada em função do diâmetro e da altura máxima do líquido:

π × D 2 × y[(D − H MAX ) / D ]
AS = (37)
4
onde,

D − diâmetro interno do vaso (m)


[ ]
y (D − H MAX ) / D − é a relações entre a área do segmento de círculo correspondente à seção
acima do nível máximo do líquido de líquido e a área total da seção transversal do vaso, calculada
pela equação (32) dada no item 11.3.

Introduzindo a fórmula da área, a expressão (36) pode ser rearranjada para permitir o cálculo da
altura:

π × D 2 × y[(D − H )MAX / D ] W
= (38)
4 ρ × vp

A equação acima é resolvida por métodos numéricos iterativos, sendo que a solução deve ser
encontrada entre H MAX e D . Se a solução da equação ultrapassar a D , um diâmetro maior deverá
ser admitido e testado.

c. Pelo critério da velocidade transversal, é analisado o movimento da gota da fase líquida na


direção vertical (radial) sob o efeito da gravidade e na direção horizontal (longitudinal), pelo
arraste do vapor. A seção é projetada para que o tempo de residência do vapor, que arrasta
a gota, seja maior que o tempo para que a gota percorra a altura da seção na vertical.

A condição imposta é t R ≥ t S

onde,

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t R − tempo de residência do vapor na seção (s)


t S − tempo de necessário para separação do líquido do vapor (s)
AS × L
tR = (39)
QV
H
tS= (40)
vp

onde,

AS − área transversal da seção destinada ao vapor (m2)


L− comprimento percorrido pelo vapor (m)
QV − vazão volumétrica do vapor (m3/s)
v p − velocidade de projeto do vapor, calculada pela equação (2) (m/s)

Substituindo t R e t S resulta:
AS × L H
≥ (41)
QV vg
d. No caso de separação líquido - liquido é aplicado o critério da velocidade transversal,
similar à separação líquido – vapor, com a diferença do tempo de separação do líquido do
vapor ser substituída pelo tempo de sedimentação da fase pesada e o tempo de
desprendimento da fase leve.

A condição imposta é t R ≥ t S

onde,

t R − tempo de residência da fase contínua na seção (s)


t S − tempo de sedimentação ou desprendimento da fase dispersa (s)
L V V vp × ρ V × ρ
tR = = = × = (42)
v p AS × v p v p W W
H
tS= (43)
vg
onde,

L − comprimento percorrido pela fase contínua (m)


v p − velocidade de projeto da fase contínua (m/s)
V − volume da seção (m3)
AS − área transversal da seção (m2)
ρ − densidade da fase contínua (kg/m3)
W − vazão mássica da fase contínua (kg/s)
H − altura percorrida pela gota na sedimentação ou desprendimento (m)
v g − velocidade de sedimentação ou desprendimento da fase dispersa (m/s)

O cálculo das velocidades de gotas de líquido nas separações líquido leve - líquido pesado é descrito
nos itens 7.2 e 7.3.

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Substituindo t R e t S resulta:

V×ρ H
≥ (44)
W vg

O volume da seção de separação é calculado pela seguinte expressão:

π × D 2 × (L − ΔL ) × [ y (H / D ) − y (H 0 / D )]
V= (45)
4

onde,

D − diâmetro interno do vaso (m)


L − comprimento do vaso (m)
ΔL − é parte do comprimento do vaso onde não ocorre a separação (m)
y (H / D ) e y (H 0 / D ) − relações entre as áreas dos segmentos de círculo correspondentes aos
níveis mínimo e máximo da seção de separação e da área total da seção transversal do vaso,
calculada pela expressão (31) dada no item 11.3.

Introduzindo a fórmula do volume, a expressão (38) pode ser rearranjada para permitir o
cálculo da altura:

H π × D 2 × ρ × (L ΔL ) × [ y (H / D ) y (H 0 / D )]
= (46)
vg 4 ×W

A equação acima é resolvida por métodos numéricos iterativos, sendo que a solução deve ser
encontrada entre H 0 e D . Se a solução da equação ultrapassar a D , um diâmetro maior deverá
ser admitido e testado.

11.5 Bota de separação

O uso de botas de separação depende da faixa de vazão do líquido pesado. Se a vazão for muito grande, a
bota resultaria em dimensões impraticáveis. Se a vazão de água for inferior a 0,034 m3/min (9 GPM) é
recomendado o uso de uma bota. O valor da velocidade mínima de sedimentação na bota faz parte
dos critérios de projeto, sendo fixado em 0,152 m/min (6 in/min).

Se a vazão de água for maior que 0,034 m3/min (9 GPM) é recomendado fazer a separação dentro do
corpo do vaso.

O projeto mecânico do vaso pelo código ASME limita as dimensões das botas aos seguintes valores:

Tabela 7 - Diâmetro máximo da bota

Diâmetro do vaso (mm) Diâmetro máximo da bota (mm)


DV <1500 1/2 diâmetro do vaso - máximo de 500
DV ≥1500 1/2 diâmetro do vaso - máximo de 500

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Caso o diâmetro requerido para bota seja superior a esses valores máximos, escolher vaso de
separação trifásica sem bota.

No caso de baixas vazões de água o diâmetro da bota não deve ser menor que os seguintes
diâmetros mínimos:

Tabela 8 - Diâmetro mínimo da bota

Diâmetro do vaso (mm) Diâmetro mínimo da bota (mm)


DV <1500 300
1500 ≤ DV ≤ 2400 450
DV > 2400 600

O diâmetro da bota é calculado a partir da área calculada com as velocidades de sedimentação ou


desprendimento de gotas da fase pesada ou leve, calculadas nos itens 7.2 e 7.3 considerando-se
como velocidade máxima de 0,00254 m/s (6 in/min), que pode ser aumentada para 0,00423 m/s (10
in/min) no caso em que as dimensões da bota excedem as recomendações do ASME.

O comprimento da bota é calculado pelo tempo de residência do líquido pesado entre os níveis
máximo e mínimo da interface. Para separação de água o tempo de residência é fixado em um valor
entre 2 e 4 minutos. Quando houver controle automático de nível da interface, o comprimento não
deverá ser menor que 350 mm.

12. CRITÉRIOS DE PROJETO PARA VASOS HORIZONTAIS

12.1 Vaso separador líquido – vapor sem “demister”

Parâmetros de projeto:
Fator para cálculo da velocidade de projeto f = 1,7
Diâmetro mínimo: 950 mm
Distância mínima entre centros de bocais: 150 mm
O vaso é dividido em 3 seções com as seguintes alturas mínimas (mm):

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Figura 7 - Vaso separador líquido – vapor sem “demister”

12.2 Vaso separador líquido – vapor com “demister”

Parâmetros de projeto:

Fator para cálculo da velocidade de projeto f = 0,8 a 2,2


Diâmetro mínimo: 1350 mm
Distância mínima entre centros de bocais: 150 mm
O vaso é dividido em 3 seções com as seguintes alturas mínimas (mm):

Figura 8 - Vaso separador líquido – vapor com “demister”

As dimensões do “demister” são calculadas para atender a velocidade de projeto:

QV
A= (47)
VP
2
⎛ 2× d ⎞
a = D × . 1− ⎜ ⎟ (48)
⎝ D ⎠
A
l=
a (49)
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onde,

QV − vazão volumétrica do vapor (m3/s)


V P − velocidade de projeto (m/s)

a − largura do “demister” (m)


d − distância da linha de centro do vaso ao fundo do “demister” (m)
l − comprimento do “demister” (m)
A espessura do “demister” é geralmente de 100 mm (4 in).

12.3 Vaso acumulador

Parâmetros de projeto:

Diâmetro mínimo 950 mm


Distância mínima entre centros de bocais 150 mm
O vaso é dividido em 3 seções com as seguintes alturas mínimas (mm):

Figura 9 - Vaso acumulador

12.4 Vaso separador vapor - líquido leve - líquido pesado

Parâmetros de projeto:

Fator para cálculo da velocidade de projeto f = 1,7


A velocidade máxima de sedimentação vg = 0,00423 m/s (10 in/min)
Diâmetro mínimo 1400 mm
Distância mínima entre centros de bocais 150 mm
O vaso é dividido em 5 seções com as seguintes alturas mínimas (mm)

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Figura 10 - Vaso separador vapor - líquido leve - líquido pesado

Se o vaso estiver equipado com “demister”, então a última seção do vaso segue o arranjo e as
dimensões da Figura 8, isto é a altura mínima da seção passa a ser 700 mm ou 20% do diâmetro,
com um máximo de 50% do diâmetro. Os demais detalhes, incluindo o cálculo da área do “demister”
devem seguir os dados do item 12.2.

12.5 Vaso separador vapor - líquido leve - líquido pesado com bota

Parâmetros de projeto:

Fator para cálculo da velocidade de projeto f = 1,7


A velocidade máxima de sedimentação vg = 0,00423 m/s (10 in/min)
Velocidade máxima na bota vb = 0,152 m/min (6 in/min)
Diâmetro mínimo 1350 mm
Distância mínima entre centros de bocais 150 mm
O vaso é dividido em 3 seções com as seguintes alturas mínimas (mm):

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Figura 11 - Vaso separador vapor - líquido leve - líquido pesado com bota

12.6 Internos de vasos horizontais

Além do “demister” apresentado no item 12.2 os vasos horizontais podem ser equipados com
distribuidores, tubos pescadores (“stand-pipes”) de saída de líquidos, coalescedores, chapas de
sacrifício e quebra vórtices.

Figura 12 – Distribuidor de carga e tubo pescador de saída

a) Os distribuidor de alimentação que alimenta o vaso no seio do líquido evita turbulência do nível de
líquido, permitindo uma medição e controle do nível sem interferência.

Um tipo de distribuidor com rasgos diametralmente opostos é mostrado na Figura 12.

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A área dos rasgos em geral é dimensionada para ser igual ao dobro da área transversal do bocal. Em
caso da vasos de alta pressão recomenda-se usar 4 rasgos com área 4 vezes maior que a área da
seção transversal do bocal.

O comprimento do tubo distribuidor de carga ( L ) no caso de vasos separadores de 2 fases é


determinado pelo diâmetro ( D ) do vaso:

L = D − 150 mm (50)

Para vasos separadores com 3 fases:


L=D−h (51)

Onde h é a altura do tubo pescador de saída do líquido leve, conforme mostrado na figura acima.

b) Os coalescedores são usados nos casos em que existe a necessidade de diminuir o arraste de
água pelo hidrocarboneto. Estes acessórios aumentam o diâmetro das gotas de água dispersas no
hidrocarboneto, o que propicia sua precipitação.

Se um coalescedor aumentar o diâmetro da gota em 3 vezes, a velocidade de sedimentação


aumentará em 9 vezes, diminuindo o tempo de sedimentação.

Figura 13 – Coalescedor

Embora não projetados para esta função, os coalescedores também funcionam como filtros,
partículas sólidas podem se acumular a montante do coalescedor. Recomenda-se prever um dreno
nesta região que permita remover os depósitos.

b) Quando é utilizada alimentação que dirige o fluxo da carga contra o tampo adjacente ao
bocal de entrada, coloca-se um anteparo sobre o qual incide o jato, protegendo o tampo
da erosão e tendo a função de placa de sacrifício.

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Figura 14 – Placa de sacrifício

13. OTIMIZAÇÃO DO PESO DO VASO

O peso do vaso é calculado como soma de três parcelas, peso do costado e peso dos tampos.
P = Pc + Pt1 + Pt 2 (52)
Pc − peso do costado (kg)
Pt − peso dos tampos (kg)

P não é o peso real do vaso, pois não inclui bocais e internos, porém representa a parcela do peso
total que é influenciada pelo comprimento e pelo diâmetro, portanto é justamente a parcela que
interessa minimizar.

Pc é dado por:

Pc = π × D × L × ec × ρ a (53)

onde,
ec − espessura do costado (m)
ρ a − massa específica do aço (kg/m3)

A espessura do costado é calculada pela fórmula do ASME:

Pproj × D
ec = + e sc (54)
2 × σ × e j − 1,2 × Pproj

onde,
ec − espessura do costado (m)
Pproj − pressão de projeto do vaso (Pa)
D − diâmetro interno do vaso (m)
σ − tensão admissível do aço na temperatura de projeto (Pa)
e j − eficiência de junta da solda
e sc − sobreespessura de corrosão (m)

O peso do tampo é calculado:

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At × et × ρ a
Pt = (55)
144

onde,

Pt − peso do tampo (kg)


At − área do tampo (m2)
et − espessura do tampo (m)
ρ a − massa específica do aço (kg/m3)

A área do tampo é dada pela seguinte equação:

At = Fa × D 2 (56)

Onde Fa é uma constante que depende do tipo do tampo:

Tabela 9 – Constante para cálculo da área do tampo

Tampo Fa
Semi-esférico 1,570796
Elipsoidal ASME 2:1 NAR-21 1,103326
Elipsoidal ASME 2:1 NAR-65 1,084205
Torisférico ASME 10% 0,989987
Torisférico ASME 6% 0,930583
Chapa plana ou flange cego 0,785398

A espessura do tampo é dada pela seguinte equação:

K 1 × Pproj × D
et = + e sc (57)
K 2 × σ × e j − K 3 × Pproj

onde,
et − espessura do tampo (m)
Pproj − pressão de projeto do vaso (Pa)
D − diâmetro interno do vaso (m)
σ − tensão admissível do aço na temperatura de projeto (Pa)
e j − eficiência de junta da solda
e sc − sobreespessura de corrosão (m)

Os parâmetros K1, K2 e K3 são dados em função tipo do tampo, conforme a tabela abaixo:

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Tabela 10 – Parâmetros para o cálculo da espessura dos tampos

Tampo K1 K2 K3
Semi-esférico 1,0 4,0 0,4
Elíptico 1,0 2,0 0,2
Torisférico 0,885 1,0 0,1

O procedimento para calcular o peso mínimo leva em conta as espessuras discretas comerciais e faz
verificações de peso das espessuras vizinhas.

a) Encontra-se Dmin e Dmax usando as proporções recomendadas:

L L
Dmin = Dmax =
(L / D ) max (L / D ) min
b) Supondo que ec e et são contínuos calcula-se o mínimo da função peso entre Dmin e Dmax . O
diâmetro que minimiza a função é chamado D X 0 e a ele correspondem L X 0 , PX 0 . Toma-se na
tabela de chapas disponíveis a espessura imediatamente acima da calculada para D X 0 (toma-se o
maior valor entre as equações (50) e (53) e esta espessura é chamada e1 . A espessura
imediatamente inferior a e1 é chamada e0 .

c) Usando as equações (50) e (53) encontram-se os diâmetros D0 e D1 correspondentes às


espessuras e1 e e0 . Esses são os diâmetros mínimo e máximo, respectivamente, entre os quais
pode-se projetar um vaso com espessura e1. D0 e D1 devem ser ajustados para estarem entre
Dmin e Dmax .

d) Supondo ec = et = e1 , acha-se o mínimo da função peso entre D0 e D1 , sem usar as equações


(50) e (53). O diâmetro que minimiza a função é chamado D X e a ele correspondem L X , PX .

e) Testa-se agora se com espessuras maiores que e1 consegue-se um vaso mais leve. Acha-se e2 ,
que é a espessura comercial disponível imediatamente acima de e1 .

f) Usando as equações (50) e (53) encontram-se os diâmetros D1 e D2 correspondentes às


espessuras e1 e e2 . Esses são os diâmetros mínimo e máximo, respectivamente, entre os quais
pode-se projetar um vaso com espessura e2 . D1 e D2 devem ser ajustados para estarem entre
Dmin e Dmax .

g) Supondo ec = et = e1 , acha-se o mínimo da função peso entre D1 e D2 , sem usar as equações


(50) e (53) O diâmetro que minimiza a função é chamado D X +1 e a ele correspondem L X +1 , PX +1 .

h) Se PX +1 for maior que PX , então não é possível melhorar o projeto do vaso aumentando a
espessura do vaso. Passa-se para o passo (i). Caso contrário, repetem-se os passos (e)-

(g) n vezes até que não se consiga mais reduzir o peso do vaso pelo aumento da espessura. O vaso
ideal neste caso será o de diâmetro D X + N −1 .

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i) Se a primeira tentativa de diminuir o peso do vaso pelo aumento da espessura falhou no passo (h),
verifica-se se é possível diminuir o peso diminuindo a espessura.

j) Toma-se a espessura disponível imediatamente inferior a e0 ( e −1 ).

k) Usando as equações (50) e (53) encontra-se os diâmetros D0 e D−1 , correspondentes às


espessuras e −1 e e0 . Esses são os diâmetros máximo e mínimo, respectivamente, entre os quais
pode-se projetar um vaso com espessura e0. D0 e D−1 , devem ser ajustados para estarem entre
Dmin e Dmax .

l) Supondo ec = et = e0 , determina-se o mínimo da função peso entre D0 e D−1 , sem usar as


equações (50) e (53). O diâmetro que minimiza a função é chamado D X −1 e a ele correspondem
L X −1 , PX −1 .

m) Se PX −1 for maior que PX , então não é possível melhorar o projeto diminuindo a espessura do
vaso. Neste caso o vaso ideal será o de diâmetro D X . Caso contrário, repete-se os passos (j)-(l) n
vezes até que não se consiga mais reduzir o peso do vaso pela redução da espessura. O vaso ideal
neste caso será o de diâmetro D X − n .

14. BOCAIS

14.1 Bocais de processo

De modo geral os bocais de processo de um vaso têm o mesmo diâmetro das linhas. Caso seja
necessário, para estimativa dos diâmetros dos bocais podem ser usados os seguintes critérios:

O bocal de carga é dimensionado para velocidade da mistura de líquido e vapor para velocidade
compreendida entre:

73 ,2 122
<V < (58)
ρ L +V ρ L +V

onde,

V − velocidade da mistura líquido mais vapor no bocal (m/s)


W + WG
ρ L +V = L − massa específica da mistura (kg/m3)
Q L + QG
WL e WG − vazões mássicas do líquido e do gás ou vapor (kg/s)
Q L e QG − vazões volumétricas do líquido e do gás ou vapor (m3/s)

O bocal de saída de vapor é dimensionado admitindo-se velocidade do vapor menor ou igual que 30
m/s.

Os bocais de saída de água ou hidrocarboneto são dimensionados pela velocidade máxima que evita
a vaporização do líquido.
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Vmax = 0 ,35 × 2 × g × H (59)

onde:
Vmax − velocidade máxima (m/s)
g = 9,81 − aceleração da gravidade (m/s2)
H − altura de líquido acima do bocal (m)

Esta equação de velocidade máxima é usada para dimensionamento de bocais de líquidos no ponto
de bolha para evitar a vaporização do líquido no bocal. No entanto também tem sido usada para
líquidos subresfriados como estimativa do diâmetro do bocal.

Todos bocais de saída deverão ser munidos de dispositivos quebra-vórtice.

Os bocais de carga e saída de vapor e líquido deverão ser a distâncias mínimas das linhas de
tangência nos costados dos vasos horizontais para maximizar as funções de separação, quando
presentes.

14.2 Outros bocais

Suspiros, drenos e bocais para purga com vapor são sempre previstos em vasos. Bocais de
esgotamento e purga são previstos, quando a unidade é equipada com os respectivos sistemas.

Suspiros são colocados no ponto mais alto do vaso ou na linha de vapor saindo do mesmo.

Tabela 11 – Bocais auxiliares

Dimensões mínimas dos bocais auxiliares

Volume do Vaso Respiro Dreno Esgotamento Purga com Purga Enchimento


(m3) (“vent”) (“drain”) (“pump out”) vapor (“blowdown”) (“waterfill”)
(“steam out”)
Até 1,4 1” 1” 1” 1” 2” 1”
1,4 - 5,7 1” 1 ½” 1 ½” 1” 3” 1 ½”
5,7 - 17 2” 2” 2” 1” 3” 2”
17 - 177 2” 3” 3” 2” 4” 3”
177 - 220 2” 3” 3” 3” 4” 3”
220 - 420 4” 4” 3” 3” 4” 3”
Acima de 420 6” 4” 3” 3” 4” 3”

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Drenos, bocais para esgotamento e purga que servem para esgotar o líquido e bocais para purga
com vapor são colocados em pontos baixos no vaso ou na linha de saída do líquido mais pesado.

Além dos bocais auxiliares o vaso deve ser provido de bocal para válvula de segurança.
Excepcionalmente o vaso pode ser protegido por válvula de segurança colocada num equipamento a
montante sem possibilidade de bloqueio entre os dois equipamentos.

Deverão ser previstos bocais para instrumentos. Os diâmetros destes bocais e sua localização devem
ser definidos junto com a equipe de engenheiros de instrumentação.

De acordo com a norma Petrobras N-253, vasos com diâmetros acima de 32” deverão ser equipados
com bocas de visita, com as seguintes dimensões:

Tabela 12 – Bocas de visita

Diâmetro de bocas de visita


Diâmetro do Vaso Sem Internos Com Internos
32”- 40” 18” 18”
40”- 6’ 18” 20”
Maior que 6’ 24” 24”

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