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Infra-estrutura Urbana

Prof. Tatiana Ghisi


Infra-estrutura Urbana
• A evolução da cidade corresponde a modificações quantitativas e
qualitativas na gama de atividades urbanas e, consequentemente, surge a
necessidade de adaptação tanto dos espaços necessários a essas
atividades, como da acessibilidade desses espaços, e da própria infra-
estrutura que a eles serve.

• O crescimento físico da cidade, resultante do seu crescimento econômico


e demográfico, se traduz numa expansão da área urbana através de
loteamentos, conjuntos habitacionais, indústrias, diversos equipamentos
urbanos, e/ou em adensamento, que se processa nas áreas já urbanizadas
e construídas, muitas vezes resultando em renovações urbanas, quando
construções existentes são substituídas por outras, mais adequadas às
novas atividades pretendidas, em locais dos quais são expulsas as
atividades anteriores.
Infra-estrutura Urbana
Assim, a localização das atividades urbanas procura levar em consideração:

a) A necessidade efetiva de espaços adaptados a essas atividades. Para tanto, podem ser aproveitados espaços vagos
em edificações existentes, criados espaços através de reformas ou da construção de edificações novas em terrenos
vazios em áreas obtidas pela destruição ou remoção das edificações existentes;

b) A acessibilidade desses espaços, ou seja, a facilidade de deslocamento de pessoas ou cargas entre eles e outros
locais de interesse na cidade e na região. Isto é de fundamental importância, pois uma atividade não se desenvolve
isolada na cidade: ela se inter-relaciona com uma série de outras atividades, e sem essas ligações ela não consegue
subsistir. Para tanto, as vias devem apresentar uma capacidade disponível para os veículos utilizados em função da
nova atividade. No caso de transporte público (coletivo), as linhas devem possuir uma capacidade ociosa ou permitir o
seu reforço nos períodos necessários. No caso de transporte por automóvel particular, há necessidade também de
espaços para o estacionamento dos veículos junto às origens e destinos das viagens;

c) Similarmente, os subsistemas de infra-estrutura, tanto na rede de distribuição, como ainda nos equipamentos de
produção ou tratamento, devem apresentar possibilidades de utilização de capacidade ociosa ou de sua ampliação, de
forma a evitar sobrecargas que impeçam a manutenção dos padrões de atendimento previstos;

d) No caso de áreas residenciais, devem ser consideradas também as necessidades quanto a equipamentos sociais
urbanos: creches, clubes sociais, centros de ações sociais, centro médico, hospitais, centros culturais, escolas, entre
outros.
1. Histórico
• POVOS ANDINOS - INCAS
1. Histórico
• POVOS ANDINOS - INCAS
1. Histórico
• POVOS ANDINOS - INCAS
1. Histórico
• BABILÔNIA/MESOPOTÂMIA
O início do processo de formação da
Mesopotâmia se deu há cerca de oito mil anos.
Vilas isoladas começaram a construir redes
locais de valas e canais de irrigação com o uso
de madeira e betume e, com o aumento da
produtividade agrícola, passaram a outros
níveis de desenvolvimento. É possível que a
primeira cidade, Uruk, surgiu na verdade em
3.500 a.C, ao sul da região que hoje pertence
ao Iraque (CLARK, 2013). Podemos demarcar o
território Mesopotâmico como a região
existente entre o rio Tigres e Eufrates, onde
hoje se localizam o Iraque e parte do território
Sírio, ainda que outros autores também
indiquem o oeste do Irã e o sudeste da Turquia
como possíveis áreas de domínio
mesopotâmico (MAYS, 2010).
1. Histórico
• BABILÔNIA/MESOPOTÂMIA

A construção dos canais artificiais, além de garantir a irrigação, também serviam para o transporte. No entanto,
para garantir a navegabilidade dos canais, era necessário aumentar os diques e, consequentemente, aumentava-
se também os riscos de que uma falha impedisse a navegação e afetasse a produção agrícola. Não existem
registros sobre a forma como os canais eram projetados. No entanto, Kang (1973) desenvolveu uma
representação do possível funcionamento de um canal e dos sistemas de Irrigação O nível de sofisticação que os
mesopotâmicos desenvolveram em relação à irrigação é também observado nas soluções sanitárias. Existem
evidências de que, já em 6500 a.C., Habuba Kebira, uma cidade de curta existência, foi uma das primeiras cidades
a exibir um plano “urbano” com vias hierarquizadas e uma rede de drenagem com descarte de águas residuais
(VALLET, 1996).
1. Histórico
• Derinkuyu /Turquia
1. Histórico
• Derinkuyu /Turquia
Destaca-se na infra-estrutura
Edificações em vários pavimentos
Rede viária com objetivos bem planejados
Centralidade urbana
Muralhas
1. Histórico
• GRÉCIA
Aristóteles (séc.IV) - teórico do urbanismo: separação de água potável
das de "uso comum"; zoneamento da cidade; traçado reto de ruas
Desenvolveram uma verdadeira legislação de uso e controle do espaço
urbano. Sistema de limpeza dos espaços públicos.
Funcionários fiscalizavam as atividades e supervisionavam o
recolhimento de lixo - moradores e comerciantes participavam da
limpeza das latrinas públicas, esgotos, passeios e calçadas.
Obra mais importante: Farol de Alexandria (280 a.C) - espelhos
metálicos refletiam a luz de um fogo criando um feixe de luz que
permita vê-lo a mais de 50 km de distância.
1. Histórico
• GRÉCIA
1. Histórico
• IMPÉRIO ROMANO
Destaques:
Estradas
Aquedutos
Rede de esgotos
Crescimento populacional - cresceu de 1,5% da pop. mundial para 25% do
Séc. III a.C. ao Séc. I d.C
1. Histórico
IMPÉRIO ROMANO
• Os romanos também optaram por localizar suas cidades ao longo dos rios,
córregos ou próximos a nascentes. Obter água limpa e despejar os resíduos era
relativamente fácil enquanto a cidade não atingia determinado tamanho. Com o
crescimento populacional, no entanto, se fazia necessária uma rede de
infraestrutura capaz de sustentar a população crescente das cidades romanas.
• Em relação à água, os romanos se especializaram na construção de grandiosos
sistemas de abastecimento, cujo símbolo fundamental são os aquedutos. Eram
utilizados para abastecer locais em que a utilização da água era necessária tanto
para irrigação quanto consumo humano, o que indica que sua construção visava
garantir melhor qualidade de vida aos seus habitantes. Outros exemplos de
infraestrutura que merecem ser citados são os sifões, as cisternas, as fontes
públicas, piscinas e casas de banho.
• Um dos últimos elementos que merece destaque é a abordagem diferenciada dos
romanos em relação às vias de circulação das suas cidades. Na configuração das
suas principais vias, os romanos designaram dois eixos perpendiculares: o cardo,
indo de norte a sul e, decumannus, indo de leste a oeste. Vale lembrar também
que determinadas vias foram projetadas e reconfiguradas de forma a bloquear
tanto as indesejadas correntes de ar frio como as de ar quente (MUMFORD, 1961)
1. Histórico
• Roma (sistema viário)
1. Histórico
• Roma (sistema viário)
1. Histórico
• Roma (redes sanitárias)
• O abastecimento de água trouxe a preocupação pela
eliminação dos líquidos residuais, e há indícios que
egípcios, babilônios, assírios e fenícios tinham redes de
esgoto; mas a primeira rede claramente organizada que
se conhece é a de Roma, composta de uma série de
ramais que se uniam até formar uma coletora mestra,
que, com um desenho relativamente similar ao dos
aquedutos levava para longe da cidade as águas
servidas.
1. Histórico
• Rede sanitárias (Aquedutos romanos)
• Germanos:
utilizavam a
madeira para fazer
a tubulação das
águas
A adaptação de cada uma
das redes de serviços às
disponibilidades locais de
materiais e mão-de-obra é
uma restrição econômica
que hoje nem sempre é
levada em consideração
1. Histórico
• Rede sanitárias (Aquedutos romanos)
1. Histórico
• Rede sanitárias (Aquedutos romanos)
1. Histórico
• Rede sanitárias (chafariz)
Para as classes ricas, a
água vinha através de
tubulações privadas, para
as demais existiam as
fontes públicas.
1. Histórico
• Rede sanitárias (complúvio)
Em Pompéia, cada casa
tinha abastecimento de
água por captação da
chuva através de uma
abertura no telhado da
sala que servia para
armazená-la num
receptáculo chamado de
complúvio.
O sistema se completava
com uma tubulação que
levava água limpa da rua
para a residência e outra,
de esgoto.
1. Histórico
• Idade Média
• As pessoas mais ricas fogem das cidadese constroem seus castelos nos seus domínio,
para onde levam seus escravos e servos
• Os artesãos, sem ter para onde ir, constroem depressa muralhas na parte mais elevada
das cidades promovendo uma violenta contração do espaço urbano
• Inicialmente as ruas se convertem em verdadeiros lamaçais onde se misturam os esgoros
e as águas das chuvas
1. Histórico
• Idade Média
1. Histórico
• Idade Média
1. Histórico
• Idade Média - Bagdá
1. Histórico
• Idade Média – Reino árabe na Europa
1. Histórico
• Idade Média – Paris
1. Histórico
• Peste Negra (1348)
Destaques:
Ruralização das cidades
Pessoas ricas fogem dos centros e constroem seus castelos nos seus domínios
As ruas se convertem em lamaçais (água de chuvas e esgotos)
Essa realidade segue até o séc. XIV
1. Histórico
• RENASCIMENTO
Decadência do feudalismo - retomada do comércio -
povoamento das cidades - novas cidades no Séc. XIV -
surgimento do capitalismo - firmes e fortes mudanças na
sociedade. Séc. XV e XVI - População da Europa volta a
crescer lentamente: de 95 milhões a 130 milhões.
Lembranças da Peste Negra - limitações na densidade
populacional para que a infra-estrutura possa suportar.
1. Histórico
• LONDRES
Primeira rede de águas para combate à
incêndios no final do Séc. XVII

Higiene urbana restrita a pavimentação


das ruas Séc. XVI - Séc. XVIII
Primeiras bombas hidráulicas movidas a
vapor para abastecimento das fontes
espalhadas nas cidades.
Londres já usava esse sistema de bomba
para captar água no Rio Tâmisa.
1. Histórico
• LISBOA

Lisboa pós-terremoto do Séc. XVIII - reconstruida com tubulações cloacais


ligadas à residências - capital mais avançada.

Volta-se ao cenário do Império Romano no que diz respeito à infra-estrutura:


pavimentação
abastecimento de água
esgoto sanitário

Séc. XVI - redes de água e esgoto feitas em madeira

Séc. XVIII - Londres - tubulações em ferro fundido

Conservação e recriação do Império Inca: abastecimento de água, chafarizes,


tubulações em alvenaria (cal+gesso+ovos)
1. Histórico
• Fins do século XIX (redes de energia)
1. Histórico
• Revolução Industrial
TRANSFORMAÇÃO URBANA
1. Histórico
• Revolução Industrial
• Malha urbana desordenada
• Ausência de condições higiênicas
• Surtos de cóleras (1830)
• Primeiras normas urbanísticas (1832)
1. Histórico
• Revolução Industrial
• Os bairros operários eram serviços por uma fonte que
ficava geralmente no centro do bairro e recebia água
com frequencia de uma hora a cada dia
• As classes com maior poder aquisitivo tinha água
disponível no pavimento térreo e os empregados
carregavam para os andares superiores.
1. Histórico
• Transformações urbanas: Paris - Haussmann (1853)

Características das reformas urbanas:


Rede viária: vias retas; paralelepípedos;
Transporte ferroviário interno e externo às cidades (bondes)
Ventilação e oxigenação: parques, praças e boulevards
Zoneamento: bairros operários
Abastecimento de água potável e esgoto em todos os bairros
Concreto na construção de esgotos.
1. Histórico
• Revolução Industrial
• 1878 – primeiro vaso sanitário (water-closed)
1. Histórico
• Revolução Industrial
1. Histórico
• Revolução Industrial
1. Histórico
• 1812 – Inglaterra: 1° rede de gás iluminação pública e a
residencial fogão a gás
• 1821 – Nova Iorque: perfuração do primeiro poço de gás
natural (tubulação de madeira)
• 1860 – São Paulo: iluminação da Praça da Sé – lampiões a gás
• Fim do séc. XIX: redes de energia elétrica
1. Histórico
• Revolução Industrial (Redes de energia
elétrica) - EUA
• Introdução da energia elétrica para dentro das
residências
• Substituição nos meios de transporte
• Lâmpada incandescente / motor elétrico
• Verticalização das edificações (elevador/aço)
1. Histórico
• Revolução Industrial (Redes de energia
elétrica) – EUA
1. Histórico
• SÉCULO XXI – FUTURO
Inovações tecnológicas
1. Histórico
• SÉCULO XXI – FUTURO
Inovações tecnológicas
1. Histórico
• SÉCULO XXI – FUTURO
Inovações tecnológicas
Infra-estrutura Urbana
• Cidade feita para as pessoas!!!!
Infra-estrutura Urbana
Edifícios verdes
Infra-estrutura Urbana
Revitalizações – High Line
Infra-estrutura Urbana
Revitalizações - Seul
Infra-estrutura Urbana
Revitalizações - Seul
Infra-estrutura Urbana
Revitalizações - BH
Infra-estrutura Urbana
Revitalizações - Seul
Infra-estrutura Urbana
Revitalizações - Boston
Infra-estrutura Urbana
Revitalizações - Pontuais
Infra-estrutura Urbana
Sistemas de Infraestrutura Urbana
Infra-estrutura Urbana
Infra-estrutura Urbana
Sistema Viário
Infra-estrutura Urbana
Sistema Sanitário
Infra-estrutura Urbana
Sistema Sanitário
Infra-estrutura Urbana
Sistema Energético
2. Conceituação
• Evolução da cidade necessidade de
adaptação
– Adaptação de espaços;
– Acessibilidade;
– Subsistemsa de infra-estrutura/Equipamentos de
produção ou tratamento;
– Equipamentos sociais urbanos;
2. Conceituação
Qual é a definição de infraestrutura urbana?

Primeiramente, não existe uma única definição que a contemple. Ou


seja, diferentes autores a definem de forma diferente, englobando
mais ou menos elementos. No entanto, o entendimento de que a
infraestrutura corresponde à base, ao sustentáculo, que dá suporte a
existência e funcionamento da cidade, é o que une os diferentes
conceitos. Se buscarmos compreender o seu significado a partir da
origem do termo, podemos ver que a palavra “infraestrutura” se
formou a partir da combinação de “inferus” e “structura”, que do latim
significa “a estrutura inferior/que está abaixo”. Ressaltamos, porém,
que a palavra “inferior” aqui não se refere à sua localização, mas sim à
sua natureza enquanto base de sustentação para as diferentes
atividades urbanas.
A infraestrutura urbana é o conjunto dos sistemas sociotécnicos incorporados ao meio
urbano para o qual oferecem serviços fundamentais para o seu funcionamento, como
energia, água, comunicações ou transporte. Em tempo, os sistemas sociotécnicos são
os grupos dos diferentes elementos que interagem entre si, formando um todo,
incluindo tanto os componentes sociais (como as instituições, os valores culturais e
tradições) quanto os técnicos (ou seja, os sistemas de tratamento de esgoto e a rede
de transmissão de energia, por exemplo) (TRISTI, 1981).

A partir dessa definição, podemos entender que uma escola ou um hospital se


constituem como serviços fundamentais para o funcionamento de uma cidade.

No entanto, nessa disciplina nosso enfoque é dado somente ao que chamaremos de


infraestrutura primária, ou seja, os sistemas que oferecem serviços básicos sobre o
qual a cidade é construída. Uma escola ou um hospital são considerados como
infraestrutura secundária (FULMER, 2009), uma vez que são abastecidos e suportados
pelos sistemas primários e oferecem serviços mais elaborados, como saúde, educação,
cultura, segurança etc.
2. Conceituação
• A expressão infraestrutura urbana designa os
serviços ou obras públicas que fazem parte de
um ambiente urbano
• Infra-estrutura urbana pode ser conceituada
como um sistema técnico de equipamentos e
serviços necessários ao desenvolvimento das
funções urbanas.
• Características técnicas
As características técnicas se referem aos elementos técnicos e às tecnologias existentes responsáveis pelo funcionamento de cada infraestrutura (energia,
transporte etc.). Correspondem tanto ao conhecimento científico aplicado quanto à sua existência material. Nesse último caso, ainda é possível fazer uma
distinção entre os elementos nodais (estações de tratamento, transformadores) e lineares (cabeamentos, tubulações e ruas).

• Características sociais e econômicas


Os sistemas de infraestrutura têm impacto significativo sobre a sociedade. Dois elementos se fazem necessários: a garantia de acesso igualitário e a
qualidade do serviço nas diferentes localidades de uma cidade. Tipicamente, as comunidades menos privilegiadas em termos econômicos são também as
que têm menos acesso às redes de infraestrutura ou ficam sujeitas a pior qualidade dos serviços prestados.
No aspecto econômico, toda infraestrutura envolve um custo, seja ele relacionado à sua construção, manutenção, operação ou aprimoramento. De forma
geral, a implantação de um sistema de infraestrutura denota grande investimento de capital, muitas vezes por meio de recursos públicos. Uma vez
investido, esses gastos não são recuperados. No entanto, uma vez estabelecidos, os custos adicionais relacionados ao seu uso são consideravelmente
baixos. Portanto, é racional que a infraestrutura já existente seja utilizada ao máximo ao invés de se construir segunda, implicando em novos e altos custos
para o investidor. Isso ajuda a explicar porque determinados serviços são oferecidos apenas por uma companhia.

• Características ambientais
Se referem à interação dos sistemas de infraestrutura com o meio natural. Ou melhor, dizem respeito aos impactos positivos ou negativos que os sistemas
possuem no meio ambiente. Dentre os impactos negativos destacamos a emissão de CO2 e poluentes, movimentações de terra, deslocamento de
comunidades, enchentes, desflorestamento etc. (WORLD BANK, 2007). Em geral, toda infraestrutura urbana impacta negativamente o meio ambiente. No
entanto, é possível encontrar projetos que tentam minimizar os impactos ou oferecer uma contribuição positiva ao meio ambiente. Destacamos os sistemas
de infraestrutura verde, o tratamento de esgoto, a criação de redes inteligentes e, até certo ponto, a geração de energias limpas (solar e fotovoltaica, por
exemplo).

• Características territoriais
De forma geral, os sistemas de infraestrutura não se limitam aos limites territoriais e políticos de uma cidade, um estado e até mesmo de um país. Um
mesmo rio pode ser utilizado para abastecer cidades em diferentes localidades, o esgoto despejado por uma cidade pode poluir o rio utilizado por outras
cidades, e uma usina de geração de energia pode abastecer diferentes países. Esses exemplos mostram que existe uma necessidade de coordenação em
diferentes níveis para garantir a interconectividade, operabilidade e gestão eficiente dos sistemas.Com o desenvolvimento das cidades e das tecnologias, a
infraestrutura urbana cresceu em termos de complexidade e alcance. Como sistema, a infraestrutura é subdividida em subsistemas segundo diferentes
critérios de classificação. Mascaró e Yoshinaga (2005) sugerem a utilização de dois modos de classificação dos subsistemas a partir da sua (i) função e (ii)
localização. Outros autores oferecem modelos diferentes de classificação, como critérios econômicos (HANSEN, 1965) e redes (BIEHL, 1991).
2. Conceituação
• Sistema de infra-estrutura composto
por subsistema

• Um subsistema de abastecimento de água de uma cidade,


por exemplo, possui uma dimensão física, constituída por
equipamentos de captação, reservatórios, estações de
tratamento e rede de distribuição. Por outro lado, esse
mesmo subsistema também expressa a prestação de um
serviço, que é constituído de atividades de operação e
manutenção, medição de consumo e cobrança de tarifas,
controle da qualidade da água e atendimento ao público,
entre outros.
3. Classificação
• REDE VIÁRIA
• REDE DE DRENAGEM PLUVIAL
• REDE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
• REDE DE ESGOTO SANITÁRIO
• REDE DE ENERGIA ELÉTRICA
• REDE DE GÁS COMBUSTÍVEL
• REDE DE COMUNICAÇÕES (telefone, TV, televisão,
correio pneumático - menos importância)
3. Classificação
• Classificação segundo a função
(finalidade/objetivo) das redes
– Sistema viário: redes de circulação e rede de
drenagem pluvial;
– Sistema sanitário: rede de abastecimento de água
potável e rede de esgoto;
– Sistema energético: rede de energia elétrica e
rede de gás;
– Sistemas de comunicações: telefone, tv, etc.
3. Classificação
• Subsistema de transporte (ou viário)
O objetivo do subsistema viário é permitir o deslocamento de
pessoas e mercadorias, além de garantir o acesso dos
cidadãos à educação, lazer, trabalho, supermercados e outros
serviços essenciais (NAÇÕES UNIDAS, 2012). Para isso, esse
sistema é composto de diversos elementos físicos adaptados
aos diferentes modos de transporte. Ruas, avenidas, pontes,
trilhos de trem e metrô, ciclovias e ciclofaixas, e outros
compõem o subsistema. Mascaró e Yoshinaga (2005) apontam
que esse é o subsistema mais caro para implantação em um
processo de urbanização e o que apresenta maior dificuldade
para expansão em função do aumento da demanda.
3. Classificação
• Subsistema de água e águas residuais
Corresponde ao subsistema responsável pelo abastecimento de água
potável, coleta e tratamento de águas residuais. Entendemos por água
residual (ou esgoto) a água, que é afetada pela utilização em
atividades domésticas, industriais, comerciais e/ou agrícolas. Devemos
também considerar o manejo de águas pluviais como pertencente a
esse subsistema.
O abastecimento de água é geralmente conectado a uma fonte de
água como um rio, um lago ou uma represa, que, após tratamento, é
destinado ao uso humano em diversas atividades. A rede de águas
residuais, por sua vez, coleta a água utilizada e, em um cenário ideal, a
transporta até as estações de tratamento, onde é tratada e devolvida
ao sistema.
3. Classificação
• Subsistema de energia
O subsistema de energia é responsável pelo
abastecimento de energia para a cidade. Pode ser
separada em duas redes: a de eletricidade e a de gás
(MASCARÓ; YOSHINAGA, 2005). Tradicionalmente, a
geração de energia elétrica é realizada fora dos limites da
área urbanizada e em grande escala. Atualmente, a partir
do desenvolvimento de novas tecnologias, percebemos
um aumento na geração local de energia com o uso de
painéis fotovoltaicos, por exemplo.
3. Classificação
• Subsistema de resíduos sólidos
Corresponde ao conjunto de elementos responsáveis pela
coleta, tratamento e disposição final dos resíduos sólidos
gerados na cidade a partir das diferentes atividades.
Comumente, a coleta, seletiva ou não, é realizada por
caminhões e transportada até os aterros, usinas de
tratamento e/ou triagem de resíduos. Em seguida, a
destinação adequada é feita visando sua reutilização,
compostagem, recuperação, aproveitamento energético e
aterros sanitários (BRASIL, 2010).
3. Classificação
• Subsistema de informação e comunicação
As redes de informação e comunicação são
responsáveis, principalmente, por oferecer acesso
aos serviços de telefonia e internet. Fazem parte do
subsistema os dutos, condutores, torres, servidores,
entre outros (ANATEL, 2012), além das centrais e
servidores. Trata-se de um sistema relativamente
novo se comparado aos outros sistemas, mas com
alto desenvolvimento tecnológico e importância
econômica para as cidades.
3. Classificação
• Localização (sistema espacial de rede de
infraestrutura)
– Nível aéreo: rede de telefone, tv e elétrica;
– Nível da superfície do terreno: rede viária;
– Nível subterrâneo: rede de drenagem pluvial, rede
de esgoto sanitário, etc.
3. Classificação
• Princípios de funcionamento
– Redes que não dependem da força da gravidade:
redes de eletricidade e gás;
– Redes que dependem parcialmente da força da
gravidade (funcionam sob pressão): rede de
abastecimento de água potável;
– Redes que dependem da força da gravidade: redes
de esgoto, drenagem pluvial e de pavimentação;
4. Sistemas de Infraestrutura
• Sistema viário
• É o mais caro – 50% do custo total
• Ocupa entre 20 a 25% do solo urbano
• Dificuldade de aumentar a capacidade
• O sistema que possui mais vínculo com
o usuário
4. Sistemas de Infraestrutura
• Sistema viário
4. Sistemas de Infraestrutura
• Sistema sanitário
• Em condições normais, 80% do volume de água que chega pela
rede de abastecimento de água deve ser evacuado como esgoto.
• A rede de abastecimento de água trabalha sob pressão; a de
esgoto pela força da gravidade.

Rede de Rede de
água esgoto
4. Sistemas de Infraestrutura
• Sistema energético * Os chuveiros elétricos são
• Rede de energia; quase uma exclusividade do
• Rede de gás Brasil

• Placas solares
• Placas fotovoltaicas
• Energia eólica
• Energia geotermal: Estes novos sistemas baseiam-se na
circulação de água através de rochas quentes no solo,
produzindo vapor que vai então dar poder a uma turbina. A
tecnologia tradicional recorre à pesquisa de furnas naturais
no solo, onde existem água quente e vapor.
4. Sistemas de Infraestrutura
• Sistema de Comunicação
• Rede de telefone
• Rede de televisão a cabo
• Rede de lógica
5. Custos
• Sistema viário – 45%
• Pavimentação – 73%
• Drenagem – 27%
• Sistema sanitário – 20%
• Água potável – 30%
• Esgoto – 70%
• Sistema energético – 19%
• Energia elétrica – 58%
• Gás encanado – 42%
• Sistema de comunicação – 16%
• Telefonia – 75%
• TV a cabo – 25%
6. Ordenamento/Problemática
6. Ordenamento/Problemática
6. Ordenamento/Problemática
6. Ordenamento/Problemática
6. Ordenamento/Problemática
6. Ordenamento/Problemática
6. Ordenamento/Problemática
6. Ordenamento/Problemática
6. Ordenamento/Problemática
6. Ordenamento/Problemática
6. Ordenamento/Problemática
6. Ordenamento/Problemática