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PEDAGOGIA DA ALEGRIA

É um hino à alegria, convida o educador a fazer alegria através da educação,


criar uma escola dos sonhos, uma escola saltitante, mas, nem por isso menos séria,
é impossível conceber que aqui se possa estar defendendo a falta de seriedade,
cada profissão possui características próprias, e educadores e educadoras lidam
com a formação de seres humanos e trabalham com os aspectos cognitivos e
afetivos, o que exige uma diversificação de atitudes para atender às diferentes
demandas escolares e sociais. Na área educativa, dizem, é fundamental aprender a
“ler”, mas é preciso levar em conta também as necessidades dos alunos, as
emoções que estão inseridas em nosso meio, e para isso nada melhor do que a
empatia, tentando entender o que a outra pessoa está sentindo, e assim,
compreender melhor suas atitudes. O esforço digno de riso está em fazer de um
estilo, de um procedimento algo que ele não é, e que ninguém naquele momento
espera que ele seja ou se faça assim. Um poema transformado em paródia, versos
sendo alongados, fábulas tradicionais dramatizadas com linguagem que não a da
tragédia – tudo imprevisto e inesperado. Aí a comicidade: imitar pessoas não
ressaltando seus maus hábitos, vícios ou vergonha. Dentro de uma sala de aula,
não é difícil encontrar as emoções negativas, que são basicamente três: raiva, medo
e tristeza, nos alunos, assim como em um grupo de professores não é difícil
perceber tais emoções, sendo assim, acredito que os maiores problemas no
relacionamento humano são causados pela falta de controle emocional. Quando o
professor não sabe lidar com seus próprios sentimentos, dificilmente conseguirá lidar
com os sentimentos de seus alunos, principalmente diante de tantas atitudes que os
aborrecem devido a um comportamento indesejado no momento da aula, como a
indisciplina, o deboche, as conversas paralelas, o desinteresse pelo conteúdo que
está sendo trabalhado. A tarefa da liberdade, a tarefa da libertação, a história como
possibilidade, a compreensão do corpo consciente e cheio de vida, uma aula alegre,
correta na metodologia mas com risos e espontaneidade, isso tudo exige
necessariamente uma pedagogia da alegria.
1- Qual a condição humana do homem contemporâneo? O século XXI é um
tempo de uma sociedade pautada no lúdico? Ou na concorrência, na
incerteza?
O homem contemporâneo encontra à sua presença muitos instrumentos de
comunicação, informação, tecnologia e desenvolvimento que acabam por tornarem-
se -se temas imperativos em meio a uma conjuntura que almeja satisfazer a
produtividade satisfatória aos moldes exigidos pelo sistema capitalista, então o
homem contemporâneo é fruto do próprio processo filosófico e científico moderno,
por vezes apontado como chave da boa convivência democrática mas que também
acaba por se constituir num impasse intelectual e prático e depende por tudo que
realize seu desejo capitalista.
As configurações do mundo global, com o advento do século XXI, têm
delimitado novos modelos de conduta por parte dos diversos segmentos sociais,
contudo, na necessidade da implantação efetiva de ações com caráter educativo, os
professores preocupados com as problemáticas da condição humana na busca por
maior inclusão social, já que a globalização, em seu lado negativista cria em nossas
crianças o afastamento da infantilidade, acredito que a sociedade sim, é pautada no
lúdico, tanto na educação interdisciplinar como na conduta ética da moralidade do
brinquedo, cujas peças são os próprios habitantes dessa sociedade, na educação, a
criança aprende então a interagir com o ambiente afastando-se cada vez mais, e
para melhor, da escola jesuística, porem, como sociedade é termo genérico, nesta
generalidade encontramos também a incerteza e a concorrência, sem os dois
extremos não há educação, como educar sem incertezas e sem concorrências? O
lúdico faz parte do ser humano desde seu surgimento, seja sociedade certa ou
incerta, concorrente ou estática, o lúdico é a ferramenta que faz o futuro cidadão
interagir com esses conflitos e parâmetros da existência .

2– Como podemos definir a Pedagogia da Alegria?


R: Acredito seja possível definir a Pedagogia da Alegria como pedagogia da
sensibilidade, a emoção que homem, é-lhe natural, somos alegres porque a
sensibilidade já está em nós, mas o grau de sensibilidade varia de indivíduo a
indivíduo, e num mesmo indivíduo sofre graduação de intensidade de acordo com o
fato, o momento, as pessoas envolvidas, cada um de nós possui diversificadas
experiências de sentimentos, crianças alegres têm melhor desempenho do que
crianças tristes, não há sequer a necessidade de estudos para que se comprove tal
fato. O atraso no desenvolvimento das capacidades cognitivas está relacionado com
a falta de estímulo e enriquecimento na capacidade de aprender. Quanto mais
diversificadas as experiências, melhor desenvolvimento cognitivo e emocional,
emocionar-se com a alegria do outro, sentir afeto por alguém, são estados sensíveis
do ser, manifestações de sensibilidade, floração dos sentimentos. A Pedagogia da
Alegria portanto, pode ser definida como a pedagogia da realidade, de tratar a
criança como ser puro, tirar-lhe os conceitos contaminantes da sociedade capitalista
e devolver-lhes a liberdade de aprender com alegria, com vontade e com prazer.

3– Qual a importância da alegria na escola? Na sociedade? Para o ser humano?


Alegria é a comunicação do bem estar, na escola sem alegria, que transforma
a experiência educativa em algo puramente técnico é amesquinhar o que há de
mais fundamentalmente humano no exercício educativo, a alegria é capaz de
emprestar ao ser humano uma dimensão muito mais ampla e solidária, sua
importância é tão grande como a capacidade de aprender, mas não se descolam da
história, do lugar, do contexto, pode puxar e conduzir a criança para iluminar o
futuro e mantendo o principio humano
Na sociedade, como vivemos nestes últimos anos num mundo sombrio, cheio
de incertezas, bastando atentarmos para o semblante das pessoas em qualquer
lugar do mundo e vamos notar uma tristeza estampada nos seus rostos. Mesmo que
alguns procurem exteriorizar uma certa alegria, no seu interior nota-se um quê de
tristeza. Em muitos casos, um dos motivos para essa depressão é que um alguém
que lhe é caro está desempregado ou algo lhe falta, o poder psicológica da alegria
esta em função da importância tanto da vida como nas forças centrais da realização
humana, a importância da alegria tanto na sociedade como no ser humano, já que a
sociedade é composta por seres humanos é tão fundamental como a felicidade, não
encontra eco maior nem na ciência nem na teologia, mas pode ser realçada e
realizadas pela sensibilidade à flor da pele, a alegria é capaz de emprestar ao ser
humano dimensão muito mais ampla e solidária instituindo uma convivência alegre,
prazerosa, feliz, democrática, participativa e autônoma.
4– Quais são as situações em que constatamos a alegria na educação, e em
quais situações constatamos a negação da alegria, ludicidade na educação?
Desenvolva.
Aprender é uma aventura de superação de nossas falhas, quanto mais os
alunos enfrentam dificuldades mais a Escola deve ser um local que lhes traga outras
coisas. Essa alegria não pode ser uma alegria que os desvie da luta, mas eles
precisam ter o estímulo do prazer. A alegria deve ser prioridade para aqueles que
sofrem mais fora da Escola; a escola pública, muito mais do que a particular precisa
adotar urgentemente a Pedagogia Lúdica, As atividades lúdicas não são uma
novidade no processo educacional, o homem medieval brincava porque acreditava
vivamente na maravilhosa sentença que associa a Sabedoria divina à obra da
Criação, os mais sábios mestres dirigiam-se a seus alunos de modo informal e
lúdico, a medida que uma civilização vai se tornando mais complexa e vai se
ampliando e revestindo-se de formas mais variadas e que as técnicas de produção,
na educação contemporânea, a alegria está em toda a escola, basta que esta seja
mais amiga, companheira, bonita, alegre e prazerosa
A alegria , está sendo construída e permanentemente reconstruída com base
na ousadia, na criatividade, na vontade, no desejo e na ação política de pessoas
comprometidas com a educação do presente e do futuro, sujeitos concretos e
históricos que desafiam o imobilismo, que não se conformam diante do descaso com
a coisa pública, que buscam sem cessar repensar as suas próprias práticas e que
são conscientes e críticos na sua cotidianeidade. A escola investe na educação
permanente e continuada, consubstanciada numa política de formação voltada para
a práxis dos docentes e dos demais, porem todos necessitam de educação durante
toda a vida, não só o professor, nem só a direção escolar ou as equipes técnicas e
pedagógicas, a alegria está no trabalho dos mestres, na lição de casa, nas aulas de
geografia, matemática e história, basta procurar, há a alegria no bom
relacionamento entre professor e aluno, entre a inclusão de todos, nas aulas de
educação física e nas provas de ciências, o aluno que aprende, com alegria, se
alegra quando alcança as suas boas notas, alegrando o professor, continuando o
crescente da cidadania.
Onde não encontramos alegria e negação da ludicidade? Naquela escola
tradicionalista, que trata do ensino como coisa pública, numa escola que não possui
recursos humanos, numa escola não-cidadã, numa escola que não é includente, nos
professores de exclusão, naqueles que não ficam atentos a novas experiências, não
permitindo-se avaliar e refletir sobre seus êxitos e avanços, como também sobre os
seus eventuais fracassos e recuos. Encontramos a negação da ludicidade na falta
de interação, na frustração do professor público, naquele mestre que culpa ao aluno
pelo seu fracasso, na disciplina rígida dos mosteiros e calabouços, felizmente já são
raros, já que é muito difícil trabalhar com alguém que se sente obrigado a
comparecer e que não sinta prazer em estar presente. Certamente existem muitas
obrigações a serem cumpridas e limites que devem ser estabelecidos dentro de uma
instituição escolar, mas num processo de formação, no qual se pretende orientar
para o exercício da cidadania, é muito melhor trabalhar na perspectiva da “satisfação
e co-responsabilidade do que com a idéia de que somos todos obrigados a realizar e
a participar do projeto frio e insensível da escola triste.