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Inclusão da Pessoa com Deficiência Intelectual Escola, Família e

Sociedade.

O termo inclusão na educação especial se refere a integração das pessoas


com as mais diversas deficiências na sociedade como um todo, na educação, saúde
e direitos civis.

A Constituição Federal assegura que é dever da família, da sociedade e do


Estado assegurar o direito à educação além de colocar as pessoas a salvo de toda
forma de negligência e discriminação. Diz também que o Estado obedecerá ao
preceito de facilitar o “acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação de
preconceitos e obstáculos arquitetônicos (art. 227, § 1º, II).

No ambiente escolar, a inclusão da criança e adolescente com deficiência


intelectual é um tanto desafiador, pois o que se entende por D.I requer mais estudos,
esforços e dedicação redobrada por parte dos profissionais da escola.

As crianças com transtornos neurológicos possuem atrasos em suas fases de


desenvolvimento, pois elas ainda não estão capacitadas a decifrar a linguagem
social que a cerca. E a escola tem como o papel inserir estes alunos no mesmo
ambiente que os demais, assegurando de usufruir todos os seus direitos.

O que diz respeito a inclusão intelectual, cabe a escola desenvolver novos


parâmetros curriculares e propostas pedagógicas que englobem as necessidades
destes alunos, através de cursos de capacitação, formação acadêmica e inovações
tecnológicas que atualmente tem sido de suma importância para evolução de todos.

Em famílias que são formadas por algum membro com deficiência intelectual
o desafio não está só quando se é criança em período escolar, na fase adulta, onde
o cuidado e acolhimento continuam a ser significativos, incluir em sociedade tem
sido cada vez mais difícil, pois ainda existe o preconceito o olhar capacitistas.

Segundo Sassaki (1999) o processo de efetivação da inclusão vem crescendo


gradativamente, seu pensamento consiste enquanto mais sistemas comuns da
sociedade adotarem a inclusão, mais cedo se completará a construção de uma
verdadeira sociedade para todos – a sociedade inclusiva” (SASSAKI, 1999, p. 42).
Sendo assim nossa sociedade precisa cada vez mais quebrar paradigmas e mudar o
seu pensamento quanto a inclusão social, excluindo a segregação obtendo de fato
um convívio inclusivo.

De fato, a luta contra o preconceito e de ser aceito nas áreas sociais, começa
também nos próprios lares, há ainda abandonos e descaso por parte das famílias
dos deficientes, estes ficam sujeitos a desemparo e acabam se tornando um “peso”
em suas constituições familiares.

No Brasil percebemos este ocorrido em muitas famílias carentes e de baixa


renda, que por falta de orientação e opção acabam rejeitando as condições destas
pessoas, resultando em isolamento e privação dos seus direitos.

Por isso como sociedade em prol da inclusão em sua totalidade não basta
requerer leis e mais decretos, é preciso desmistificar a capacidade de qualquer
indivíduo e sua funcionabilidade, pois todo ser é capaz de ser instruído de acordo
com suas limitações e restrições.
REFERÊNCIAS:

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 4.ed. São Paulo: Saraiva,


1990

SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão. Construindo uma sociedade para todos. Rio
de Janeiro: WVA, 1999.

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