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O ABSOLUTISMO: ENTRE

A HISTORIOGRAFIA E O
ENSINO DE HISTÓRIA NA
EDUCAÇÃO BÁSICA.

Luiz Adriano
Luiz Santos
A ANÁLISE: O ESTADO
ABSOLUTISTA PELA ÓTICA
DO LIVRO DIDÁTICO.
INTRODUÇÃO
Este trabalho se configura em duas fases:
explicação da estrutura dos conteúdos do livro
didático através do livro História nos dias de
hoje, do 7º da Editora Leya, aprovados no
PNLD 2014-2016 correlacionados com alguns
aspectos teóricos estudados na disciplina Tópicos
Especiais em História do Mundo Moderno II – O
Império português entre o modelo político
medieval e o modelo dos novos estados
territoriais.
OBJETIVOS
1. Analisar a forma como os conteúdos de
história são estruturados no livro didático;
2. Evidenciar suas características didático-
pedagógicas.
3. Apresentar algumas ideias sobre O
ABSOLUTISMO presentes nos conteúdos da
disciplina Tópicos Especiais em História do
Mundo Moderno, rastreando um possível
conceito de absolutismo na historiografia e no
livro didático.
MATERIAIS DIDÁTICOS:
CONCEPÇÕES E USOS
Material didático “São mediadores do processo de
aquisição do conhecimento [...] facilitadores da
apreensão de conceitos” (BITTENCOURT, 2012,
p. 296).
MATERIAIS DIDÁTICOS:
CONCEPÇÕES E USOS
Livro didático é, portanto, um artefato impresso
em papel, que veicula imagens e textos em formato
linear e sequencial, planejado, organizado e
produzido especificamente para uso em situações
didáticas, envolvendo predominantemente alunos e
professores, e que tem a função de transmitir
saberes circunscritos a uma disciplina escolar
(FREITAS, 2004, p.14)
MATERIAIS DIDÁTICOS:
CONCEPÇÕES E USOS
mediar aquisição do
conhecimento e
facilitar a apreensão
de conceitos
MATERIAIS DIDÁTICOS:
CONCEPÇÕES E USOS

1. artefato impresso em papel,


2. imagens e textos,
3. linear e sequencial,
4. planejado,
5. uso em situações didáticas,
6. função de transmitir conteúdos
de uma disciplina escolar.(

PROFESSOR ALUNO
CRITÉRIOS DO PNLD
PRINCIPAIS CRÍTICAS
PRINCIPAIS CRÍTICAS

1. Instrumento a serviço da ideologia e da


perpetuação de um “ensino tradicional”
2. Deficiências de conteúdo;
3. Lacunas e erros conceituais;
4. Erros informativos.
CRÍTICAS POSITIVAS
PRINCIPAIS CRÍTICAS

1. Transformações nos aspectos formais,


2. Maior dinâmica nos uso pelos professores;
3. Instrumento de ensino oficial que contempla
o maior número de alunos da educação
básica.
PERMANÊNCIAS E MUDANÇAS
PERMANÊNCIAS E MUDANÇAS
MAIOR PERMANÊNCIA
1. Divisões consagradas da história escolar e acadêmica: da Antiguidade a
Id. Contemporânea e manutenção dos fatos históricos consagrados
(nós explicativos) “Descobrimento, Independência do Brasil, etc.

MAIOR MUDANÇA
1. Criação da denominada história integrada que junta conteúdos da
história do Brasil, da América e Geral e, aparente organização
sincrônica do tempo.
2. Liberdade do professor na realização de suas tarefas, na escolha de
textos e documentos a serem utilizados.
3. Na reconstrução dos conteúdos utilizados.

BITTENCOURT, Circe Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. 4 ed. São Paulo:
Cortez, 2011.
CAP. 06 REFORMA PROTESTANTE:
INÍCIO DA ÉPOCA MODERNA
“Os interesses de burgueses, reis e nobres, por
vezes contrários ao poderio eclesiástico. A
burguesia via suas práticas econômicas limitadas
pela condenação da usura. Os monarcas desejavam
utilizar a religião como instrumento de
centralização política, o que esbarrava no poder
espiritual. Os nobres, por sua vez, confrontavam-se
com os religiosos a respeito da arrecadação de
tributos e pelo exercício de determinados
privilégios.
pág 114
CAP. 06 REFORMA PROTESTANTE:
INÍCIO DA ÉPOCA MODERNA
“O anglicanismo significou a submissão da Igreja ao
poder do monarca. Em 1534, foi aprovado na
Inglaterra o Ato de Supremacia, que transformava
o rei em chefe supremo da Igreja da Inglaterra,
retirando do Papa de Roma o controle e o poder
sobre os eclesiásticos. pág 120
CAP. 15 A SOCIEDADE NO ANTIGO
REGIME
Comparação da divisão social das Caravelas com a
divisão estamental do Antigo Regime. O debate em
torno da sociedade estamental e dos princípios
jurídicos do Antigo Regime.
“As caravelas que cruzavam os mares [...] como
em pequena sociedade, cada pessoa era
responsável por algumas funções e tarefas. Havia
uma hierarquia, ou seja, uma organização com
vários níveis de poder. Cada indivíduo era classificado
de acordo com um certo grau de importância social,
pág.268
CAP. 15 A SOCIEDADE NO ANTIGO
REGIME
“O comando era entregue a um capitão, um nobre
que recebia do rei a autoridade para comandar a
tripulação. [...] Nas caravelas era comum a
presença de padres e monges. Rezavam as missas
[...] Tinham funções espirituais. [...] Acreditavam
ser soldados de cristo.
CAP. 15 A SOCIEDADE NO ANTIGO
REGIME
• [...] Queriam conquistar almas para a religião
cristã.
• A nobreza e clero não executavam trabalhos
braçais. [...] Entre esses plebeus havia um
pequeno número de pessoas que se destacavam.
Eram os burgueses (comerciantes) e os
letrados. pág. 268
CAP. 15 A SOCIEDADE NO ANTIGO
REGIME
“Durante toda a Idade Moderna, entre os séculos
XV e XVIII, os europeus viveram em um tipo de
sociedade chamada Antigo Regime, dividida em
três grupos sociais, também denominados estados:
clero (primeiro estado), nobreza (segundo estado)
e trabalhadores (terceiro estado). De forma
semelhante à organização da caravela descrita
acima, a sociedade do Antigo Regime estabelecia
privilégios e direitos de acordo com a posição
social de seus membros” pág. 268.
CAP. 15 A SOCIEDADE NO ANTIGO
REGIME
“A tripulação das caravelas refletia, de certo modo,
essa sociedade em que as pessoas não tinham os
mesmos direitos. Um mesmo crime cometido por
um marinheiro e por um fidalgo teria punições
diferentes. O marinheiro, com certeza, seria
punido com muito mais rigor.” pág. 269.
CAP. 15 A SOCIEDADE NO ANTIGO
REGIME
“ [...] Luxo, ostentação e gastos excessivos
compunham a prática corrente entre os setores
dominantes das sociedades do Antigo Regime” [...]
Só o ócio, ou seja, a falta de ocupação era
concebível para as pessoas honradas” pág. 270
[...] Nessa época, o poder estava concentrado nas
mãos dos monarcas. Acreditava-se que a
autoridade havia sido concedida a eles por Deus,
para que comandassem todos os seus súditos. pág
271.
CAP. 15 A SOCIEDADE NO ANTIGO
REGIME
“Nas monarquias católicas, o poder espiritual era
atribuído ao papa, mas muitas das funções
religiosas passaram a ser exercidas pelos monarcas,
como a escolha de bispos e clérigos, o
recolhimento dos dízimos e até mesmo o direito
do Padroado Real, no caso das monarquias
ibéricas.” pág. 272
CAP. 15 A SOCIEDADE NO ANTIGO
REGIME
“Assim, os monarcas passaram a concentrar
poderes religiosos, legislativos, administrativos e
judiciários. Os reis escolhiam seus
colaboradores. Distribuíam rendas e privilégios.
Concediam títulos de nobreza. Definiam sentenças
judiciais. Formulavam leis. Declaravam Guerra a
outros reinos. Detinham um poder quase absoluto
sobre os seus súditos, fossem eles nobres, clérigos
ou trabalhos. Daí o termo Estados
absolutistas.” pág. 272
CAP. 15 A SOCIEDADE NO ANTIGO
REGIME
“Além disso, os Estados absolutistas
desenvolveram exércitos permanentes, tornando-
se verdadeiras máquinas de guerras. Governados
pelos reis e controlados pela nobreza e pelo clero,
esses Estados organizaram esquadras e exércitos
para conquistar e dominar terras na Europa,
América, África e Ásia. A guerra era uma
importante atividade econômica. pág 272
O ABSOLUTISMO.
O REI É O REINO OU O REINO É O
REI?
O QUE É O ABSOLUTISMO ?

O que poderíamos dizer sobre o Estado Absolutista?

1. Verdade ou invenção: mito.

2. Nobreza decadente e burguesia triunfante.

3. Nova nobreza moderna feudal.


OS DOIS CORPOS DO REI. O REI
NUNCA MORRE!
O QUE SE REVERBERA DA
HISTORIOGRAFIA PARA O ENSINO
DE HISTÓRIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
SOBREO ABSOLUTISMO?
LIVRO DIDÁTICO HISTORIOGRAFIA
ANALISADA
O REI: O REI:
1. é a lei; 1. segue as leis;
2. é a religião; 2. oficializa a região;
3. é o governante supremo. 3. governa sobe as concessões a
nova nobreza de cortes, de
ESTADO ABSOLUTISTA: parlamento, de linhagem.
ESTADO ABSOLUTISTA:
1. possui exército permanente;
funcionalismo burguês; 1. exército mercenário (não
2. burocracia estatal. lutam pela “pátria”;
3. O estado absolutista é uma 2. Burocracia estatal;
espécie de máquina 3. o estado absolutista é um
particular da vontade do rei. instrumento político da
4. Burguesia no controle. nobreza;
4. uma máquina de conciliação
entre os caprichos do rei e os
interesses da nova nobreza
feudal moderna.