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Via de Sinalização de glicose para a

liberação de insulina
 Entrada de glicose nas células β-pancreáticas via GLUT 2

 Enzima glicocinase (hexocinase IV) fosforila: glicose – glicose-6-fosfato

 Glicólise e cadeia respiratória produzem ATP

 Moléculas de ATP fecham canais de potássio ATP sensíveis


Via de Sinalização de glicose para a
liberação de insulina
 Despolarização da membrana

 Abertura dos canais de cálcio voltagem-dependentes

 Secreção de grânulos citoplasmáticos (insulina)


Fases de secreção de insulina

 1ª fase - Resposta rápida


 Liberação de grânulos citoplasmáticos armazenados próximos à membrana.
 Inibe a produção hepática de glicose(glicogenólise e gliconeogênese)

 2ª fase – Resposta tardia


 Liberação dos grânulos recém sintetizados
 Mantida enquanto os níveis de glicose no sangue estão elevados
Fisiopatologia da
Diabetes Mellitus tipo 2
Principais Mecanismos Fisiopatológicos

 Resistência à insulina

 Disfunção das células β-pancreáticas

 * Síndrome metabólica (contribui para o aumento do risco de


desenvolvimento de DM 2)
Resistência à insulina

 A resistência à insulina é uma anormalidade metabólica característica de


indivíduos com DM 2. Está relacionada à obesidade, ao sedentarismo e ao
envelhecimento e ao uso de medicamentos.

 Manifesta-se por: redução do transporte e metabolismo da glicose e


comprometimento da supressão do débito hepático de glicose

 Redução do GLUT 4 de 40% em obesos sem DM 2 e 85% em obesos com


DM 2.
Resistência à insulina

 Processo gradual??? – aumento da circunferência abdominal e


obesidade.

 Hiperplasia Hiperinsulinemia

 Nem sempre está relacionada à DM 2


Síndrome Metabólica

 Constelação de distúrbios metabólicos que determinam aumento do risco


de desenvolver DM 2 e doenças cardiovasculares. Inclui:
 Obesidade abdominal (circunferência abdominal superior a 94 cm em homens
e 80 cm em mulheres, respectivamente.
 Distúrbio do metabolismo glicêmico ( hiperglicemia de jejum, intolerância à
glicose ou DM 2 )
 Hipertensão arterial sistêmica ( maior ou igual a 130/85 mmHg)
 Hipertrigliceridemia (superior a 150 mg/dL)
 Nível de HDL baixo ( inferior a 40 mg/dL em homens e 50 mg/dL em mulheres)
Disfunção da célula β-pancreática

Causas

 Exaustão da célula β-pancreática

 Glicotoxicidade

 Lipotoxicidade
Exaustão da célula β-pancreática

A resistência insulínica

Aumento da demanda de insulina

Hiperinsulinemia

Exaustão
Glicotoxicidade

 Essa condição causa:


• Exaustão das células β-pancreáticas
• Redução da massa das células β-pancreáticas por apoptose
• Diminuição da tolerância à glicose
Glicotoxicidade

 Resistência à insulina - Hiperglicemia aguda – Hiperinsulinemia – estresse


oxidativo – redução da primeira fase de reposta de produção de insulina –
liberação de glicose pelo fígado- hiperglicemia crônica – diminuição da
tolerância à glicose – apoptose
Lipotoxicidade

 Obesidade visceral
 O conteúdo de GLUT 4 tem estado reduzido em 40% nas pessoas obesas sem
DM 2 e em 85% nos obesos com DM 2
 Adipócito visceral (hormônios de ação anti-insulínica e adipocina pró-
inflamatória)
 Resistente à insulina
 Liberação de ácidos graxos na circulação – deposição no fígado, músculo
esquelético e pâncreas
Lipotoxicidade

 Aumento da oferta de AGL para o fígado – fígado se torna gorduroso e


resistente à insulina – estimulação de glicogenólise e gliconeogênese

 Acumulação de células adiposas na musculatura esquelética abdominal


via infiltração e circulação

 Deposição de AGL no pâncreas - bloqueio do metabolismo da glicose


nas ilhotas pancreáticas – dessensibilização da célula β-pancreática
Disfunção da célula betapancreática

Manifestações

 Alteração das respostas insulínicas à elevação do nível glicêmico( imagem


respostas insulínicas)
• Resposta precoce inexistente
• Resposta tardia reduzida
 Diminuição da secreção insulina

 Redução da eficiência do processamento de pró-insulina em insulina