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 A anatomia interna da mama é composta por: lobos, lóbulos, ducto, ampola, tecido adiposo
 A anatomia interna da mama é composta por: lobos, lóbulos, ducto, ampola, tecido adiposo
 A anatomia interna da mama é composta por:
lobos, lóbulos, ducto, ampola, tecido adiposo e
ligamento de Cooper. A anatomia externa da
mama é composta por: mamilo, aréola, prega
inframamária e processo axilar.
 A mama está localizada
entre a 2 ª costela e a
6ª costela, na borda
lateral do esterno até a
axila e anterior aos
músculos peitorais.

18/10/2012

Há décadas, a mamografia tem sido a única recomendação regular para detecção de câncer de
Há décadas, a mamografia tem sido a única
recomendação regular para detecção de câncer de
mama. Independente do nível de risco, mulheres
com mais de 40 anos devem fazer mamografia
(exame que utiliza raios-X para examinar a
mama) pelo menos uma vez ao ano.
Mas em março de 2007, duas fontes
distintas divulgaram informações
recomendando que a ressonância magnética,
técnica de visualização magnética, seja utilizada
como procedimento para detecção de câncer de
mama para determinadas mulheres.
As aplicações da Ressonância Magnética (IRM) das mamas têm atualmente 2 indicações principais:  Avaliação
As aplicações da Ressonância Magnética
(IRM) das mamas têm atualmente 2 indicações
principais:
 Avaliação de Implantes Mamários
 Avaliação dos Tumores de Mama
 Cateter de Swan-Ganz e qualquer outro cateter com eletrodos ou dispositivo eletrônico  Clipes
 Cateter de Swan-Ganz e qualquer outro cateter com eletrodos ou dispositivo eletrônico
 Clipes de aneurisma cerebral ferromagnéticos (antes de 1995 todos são). Não pode realizar RM os
modelos em aço inox 17-7PH e 405
 Desfibrilador implantável
 Fios guias intravasculares
 Fios metálicos de localização pré-cirúrgica mamária (exceto aqueles especificamente compatíveis)
 Fixadores ortopédicos externos metálicos não-removíveis
 Halos cranianos
 Implantes dentários magnéticos
 Marcapasso (cardíaco e outros)
 Monitor de PIC (pressão intracraniana)
 Neuroestimuladores e moduladores (espinhais/medulares, intestinais, vesicais e outros)
 Prótese coclear metálica, implantes otológicos e aparelhos auditivos não removíveis
 Próteses internas ortopédicas em pacientes anestesiados, com rebaixamento do nível de consciência,
ou conscientes com perda de sensibilidade no local da prótese
 não existe radiação envolvida como no caso da mamografia.  não requer que a
 não existe radiação envolvida como no caso da mamografia.
 não requer que a mama seja manipulada, sendo assim
menos desconfortável que a mamografia.
 a
ressonância
magnética
pode
detectar
muito
mais
alterações do que uma mamografia.
 exibe mais planos de imagens do que a mamografia, criando
um panorama muito mais detalhado que revela até mesmo
sutis diferenças na densidade da mama que podem ser
indicadores de câncer.
 Mas a maior vantagem da ressonância magnética também
pode ser a maior desvantagem desse exame. Ela detecta
quase tudo. Se algo parecer estranho, a ressonância
magnética vai revelar.

18/10/2012

 Diferenciar lesões benignas das malignas  Rastreamento em mama densa de pacientes com alto
 Diferenciar lesões benignas das malignas
 Rastreamento em mama densa de pacientes
com alto risco de
 Avaliação da extensão do câncer de mama.
 Acompanhamento após cirurgia conservadora
da mama e radioterapia para câncer de mama
 Necessidade de utilização de contraste endovenoso  Alto custo  Claustrofobia  Utilização de
 Necessidade de utilização de contraste endovenoso
 Alto custo
 Claustrofobia
 Utilização de dispositivos de metal incompatíveis com a RM (alguns clips
de aneurisma, marca-passo, implantes metálicos)
 Inexistência de protocolo e técnica consensuais
 Pouca disponibilidade de sistemas de biópsia compatíveis com o magneto
(maior limitação).
 Apesar das suas inúmeras vantagens, não é capaz de substituir os
exames padrões para diagnóstico e “screening” do câncer de mama
(exame físico, mamografia, PAAF ou biópsia).
 O uso do contraste paramagnético no estudo por RM das mamas mostrou-se importante na
 O uso do contraste paramagnético no estudo
por RM das mamas mostrou-se importante na
detecção e caracterização do câncer de mama.
O uso intravenoso do contraste que passa do
espaço extravascular e se acumula em tecidos
com rica vascularização aumentou a
sensibilidade e especificidade na investigação
de
patologias.
Os
meios
de
contraste
mais
comumente
utilizados em RM têm como base o gadolínio.
 Diversos tipos de bobinas para estudo específico das mamas têm sido utilizados, como as
 Diversos tipos de bobinas para estudo específico
das mamas têm sido utilizados, como as bobinas
de superfície e as bobinas de sinergia ("phased-
array multicoils"). Em relação ao "design", estas
podem ser unilaterais ou bilaterais. Na experiência
pessoal de Orel e Schnall a "performance" da
bobinas de sinergia bilateral é superior à das
bobinas de superfície

18/10/2012

 A paciente é posicionada geralmente em decúbito ventral, com as mamas pendentes e encaixadas
 A paciente é posicionada geralmente em decúbito
ventral, com as mamas pendentes e encaixadas
numa bobina (receptor de sinal). A cama vai
avançando em direção ao magneto aberto,
permanecendo a paciente nesta posição por cerca
de 20-40 minutos para a aquisição das imagens.
 Não existe consenso em relação ao melhor plano de aquisição para o estudo por
 Não existe consenso em relação ao melhor plano de
aquisição para o estudo por RM de mama. Ao realizar o
estudo de uma única mama qualquer plano de aquisição
pode ser utilizado, embora o plano sagital seja o mais
frequentemente empregado. O exame bilateral é mais
frequentemente realizado nos planos axial ou corona
Nas últimas duas décadas, a ressonância magnética mamária teve excepcional aprimoramento técnico através da
Nas últimas duas décadas, a ressonância
magnética mamária teve excepcional aprimoramento
técnico através da introdução de contrastes
paramagnéticos, avanços nas bobinas de superfície,
novos protocolos de realização de exames e aparelhos
de alto campo. Para o diagnóstico mamário é
utilizada de duas formas: com e sem contraste.
PROTOCOLO I: Ressonância Magnética de Mama (Implante) Indicação: Avaliação de implantes Contraste: Não
PROTOCOLO I:
Ressonância Magnética de Mama (Implante)
Indicação:
Avaliação de implantes
Contraste:
Não
Protocolo:
Implante
Seqüência:
3 plane
Sag T2 WS Esq
Sag T2 WS Dir
Ax T2 WS Esq
Ax T2 WS Dir
Sag IR WS Esq
Sag IR WS Dir
8. Ax IR WS Esq
9. Ax IR WS Dir
10. Sag T2 FatSat Esq
11. Sag T2 FatSat Dir

18/10/2012

 Ressonância Magnética Mamária sem Contraste Tem indicação específica, com elevada sensibilidade, para
 Ressonância Magnética Mamária sem Contraste
Tem indicação específica, com elevada
sensibilidade, para avaliação complementar de
implantes mamários e suas complicações.
 Ressonância Magnética Mamária com Contraste
É utilizada de forma complementar na detecção,
avaliação e estadiamento do carcinoma de mama.
Series opcionais: 3 plane Sag T1 FAT SAT Sag FSE T1 FAT SAT Sag IR
Series opcionais:
3 plane
Sag T1 FAT SAT
Sag FSE T1 FAT SAT
Sag IR Silicon SAT (CSF)
Documentacões:
Todas as séries devem ser documentadas, sempre
que possível formatar 24 imagens por filme.
Observações:
Muitas mulheres possuem implantes e muitas vezes
o objetivo do exame não é a avaliação deles. Como o
protocolo necessário para o estudo dos implantes é longo,
ele só será feito quando o pedido medico e / ou a paciente
indicar que o exame é para avaliação dos implantes.
Portanto, se houverem dúvidas no pedido medico, o
responsável pelo console deve entrevistar a paciente
PROTOCOLO II: Ressonância Magnética de Mama (lesões) Indicação: Todas as indicações, exceto quando o estudo
PROTOCOLO II:
Ressonância Magnética de Mama (lesões)
Indicação:
Todas as indicações, exceto quando o estudo for para avaliação de
implantes tais como: Controle de lesões detectadas pela RM Avaliação de
achados mamográficos, clínicos e / ou ultrassonográficos. Rastreamento do
câncer de mama Estadiamento locoregional em mulheres com diagnóstico
atual de câncer de mama.Controle de quimioterapia neoadjuvante Pesquisa de
carcinoma oculto nas mamas.Avaliação de recidiva tumoral em mulheres
tratadas de câncer de mama.Doença de Paget Leito de mastectomia
Contraste:
Sim
Protocolo:
Lesões
Seqüência:
BILATERAL:
3 plane
Asset.Cal
Sag T2 Dir
Sag T2 Esq
Vibrant
Axial 3D T1 tardio
PROTOCOLO III: Ressonância Magnética de Mama (Implante+lesão) Indicação: Utilizada quando o pedido médico e /
PROTOCOLO III:
Ressonância Magnética de Mama (Implante+lesão)
Indicação:
Utilizada quando o pedido médico e / ou a paciente
indicar que a exame tem como objetivo avaliar os implantes e:
Controlar de lesões detectadas pela RM Avaliar de achados
mamográficos, clínicos e / ou ultrassonográficos. Rastrear do
câncer de mama Estadiamento locoregional em mulheres com
diagnóstico atual de câncer de mama.Controlar de
quimioterapia neoadjuvante, Pesquisar de carcinoma oculto nas
mamas.Avaliar de recidiva tumoral em mulheres tratadas de
câncer de mama.Doença de Paget, Leito de mastectomia.
Contraste:
Sim
Protocolo:
Implante+lesão

18/10/2012

Documentações: Após a aquisição das imagens deve ser realizada a subtração da série pós contraste
Documentações:
Após a aquisição das imagens deve ser realizada a subtração da série
pós contraste e pré contraste. As séries ponderadas em T2, T1 pré e pós
contraste e a subtração devem ser documentadas. As imagens obtidas em T1
pré e pós contraste e a subtração devem ser documentadas em espelho e
sempre que possível com filme formatado para 24 imagens. A segunda série
pós contraste é a série documentada e utilizada para subtração. Não é
necessário documentar a série axial tardia.
Observações:
Quando a paciente possuir implantes, mas o exame não tiver como
objetivo a avaliação dos implantes (ver observações no protocolo implante)
deve – se realizar apenas o protocolo com contraste.
Seqüência: 3 plane Sag T2 WS Esq Sag T2 WS Dir Ax T2 WS Esq
Seqüência:
3 plane
Sag T2 WS Esq
Sag T2 WS Dir
Ax T2 WS Esq
Ax T2 WS Dir
Sag IR WS Esq
Sag IR WS Dir
Ax IR WS Esq
Ax IR WS Dir
Sag T2 FatSat Esq
Sag T2 FatSat Dir
Vibrant
Axial 3D T1 tardio
Documentações:
Ver documentação do implante no protocolo implante e das séries com contraste no
protocolo lesões.
Observações:
Este protocolo deve ser uma exceção em mulheres com implantes, pois na maioria
dos casos o exame é indicado para avaliar ou os implantes ou lesões. Portanto, deve ser
restrito para situações em que o pedido medico ou a paciente indicar que o objetivo do
exame é avaliar os implantes e o parênquima mamário.
 Existem dois principais parâmetros que podem ser levados em consideração na interpretação das imagens.
 Existem dois principais parâmetros que podem
ser levados em consideração na interpretação
das imagens. São eles: aspectos morfológicos
das lesões e características da cinética do realce
após a administração do contraste.
O carcinoma ductal infiltrativo é identificado como imagem geralmente espiculada, irregular, com intensidade de sinal
O carcinoma ductal
infiltrativo é identificado como
imagem geralmente espiculada,
irregular, com intensidade de sinal
semelhante ao tecido fibroglandular
em T1, com realce intenso e
clareamento após o contraste. Realces
segmentares e ductais também podem
ser caracterizados, geralmente em
direção à papila (Figura 1).

18/10/2012

 Artefatos de movimentos respiratórios podem degradar a qualidade das imagens. O posicionamento da paciente
 Artefatos de movimentos respiratórios
podem degradar a qualidade das
imagens. O posicionamento da paciente
em pronação minimiza os efeitos desses
movimentos e reduz possível
claustrofobia, que pode ocorrer em até
5% dos casos.
 Artefatos de batimentos cardíacos
também degradam a qualidade das
imagens e são visualizados como bandas
que acompanham a direção da
codificação de fase da imagem,
principalmente quando se realizam
sequencias no plano axial. Estes artefatos
aumentam após a administração do
contraste
O carcinoma lobular pode ser caracterizado como uma massa irregular e mal delimitada, podendo haver
O carcinoma lobular pode ser caracterizado
como uma massa irregular e mal delimitada,
podendo haver distorção arquitetural associada. O
realce é intenso e acompanha o padrão de qualquer
processo expansivo maligno, com clareamento, ou
ainda, “platô” (Figura 2).
É bastante freqüente o encontro de pequenos focos irregulares de realce semelhantes ao da massa
É bastante freqüente o
encontro de pequenos focos
irregulares de realce semelhantes
ao da massa principal,
caracterizando multifocalidade
e/ou multicentricidade (17) (Figura
3).
Já os fibroadenomas são caracterizados à RM como nódulos arredondados, bem definidos, com contornos lobulados,
Já os fibroadenomas são caracterizados à RM como
nódulos arredondados, bem definidos, com contornos
lobulados, com sinal geralmente hiperintenso em T2,
hipointenso em T1. Após contraste apresentam realce lento e
progressivo, predominantemente periférico e ainda septos
hipointensos no seu interior (15) (Figura 5).

18/10/2012

A RM também pode ser utilizada no acompanhamento da terapia neoadjuvante (QT pré- cirúrgica). Oferece
A RM também pode ser utilizada no
acompanhamento da terapia neoadjuvante (QT pré-
cirúrgica). Oferece informação precisa sobre o
tamanho do tumor e se houve ou não resposta ao
tratamento (8, 22, 23) (Figura 4).
A RMM é indicada na a avaliação dos implantes mamários (próteses). A prótese íntegra apresenta
A RMM é indicada na a avaliação dos implantes mamários
(próteses). A prótese íntegra apresenta contornos geralmente regulares com
dobras radiais que são caracterizadas por imagens lineares hipointensas que
vão até a periferia do invólucro. A rotura intra-capsular é identificada pela
presença de inúmeras imagens lineares hipointensas no centro da prótese,
com aspecto serpiginoso, ou o chamado “sinal do linguine”. É importante
ressaltar que estas imagens lineares não atingem a periferia. Já a rotura extra-
capsular é caracterizada pela presença de descontinuidade da prótese,
material com sinal de silicone livre no parênquima (fora da prótese) (21, 28)
(Figura 6).