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MODELO DE AUTO-AVALIAÇÃO DA

BIBLIOTECA ESCOLAR

Workshop Formativo

 Público-alvo : Conselho Pedagógico


Escola E.B. 2,3 Infante D. Fernando
Escola E.B. 2,3 Infante D. Fernando
Escola E.B. 2,3 Infante D. Fernando

Luísa Simões
Pertinência de um Modelo de Avaliação
para a BE/CRE
 O Modelo de Auto-Avaliação da BE num contexto de Mudança e de
Inovação:

 é um instrumento pedagógico e de melhoria contínua da qualidade


 permite avaliar o trabalho da BE e o seu impacto no funcionamento
global da escola e nas aprendizagens dos alunos
 identifica as áreas de sucesso e as que requerem maior investimento
 nalguns casos, determina a necessidade de uma inflexão das práticas,
numa atitude de aprendizagem contínua


Ele indica o caminho, a metodologia e a operacionalização para a
obtenção de QUALIDADE e INOVAÇÃO numa BE do séc. XXI.
O Modelo como instrumento pedagógico
e de melhoria. Conceitos implicados.
 A BE deve:
 ter impacto na aprendizagem e no sucesso educativo dos alunos
 estar associada ao curriculum e aos conteúdos
 ter em conta as prioridades da escola e a adequação da sua acção aos
objectivos e estratégias de ensino-aprendizagem.

 Assim, a Auto-Avaliação centra-se:


 no impacto qualitativo da BE/CRE
 na aferição das mudanças positivas que o seu funcionamento tem nas atitudes,
valores e conhecimento dos utilizadores (eficácia dos serviços)
 num processo pedagógico e regulador, na procura duma melhoria contínua.
Conceitos implicados
 Valor – uma utilização consequente nos vários domínios, capaz de produzir resultados que contribuam efectivamente para os objectivos da
escola.

 Auto-Avaliação – encarada como processo pedagógico e regulador, inerente à gestão e procura duma melhoria contínua do desempenho da BE.

 Áreas nucleares – em que se deve processar o trabalho da/com a BE: elementos determinantes e com impacto positivo no ensino e na
aprendizagem.

 Construtivismo – o sujeito/aluno apresenta-se como construtor do próprio conhecimento.


Conceitos implicados (conclusão)
 Inquiry based Learning – questionamento e inquirição contínuas na
abordagem à realidade e ao conhecimento.

 Modificação global das estruturas sociais – novos métodos de pesquisa e de


trabalho (TIC, redes, ambientes digitais…) que obrigam ao desenvolvimento de
novas literacias e a uma aprendizagem contínua ao longo da vida.

 Necessidade de gerir a mudança – recolha de evidências sistemática,


associadas ao dia-a-dia, como ponto de partida para a melhoria dos
serviços e da qualidade da BE.
Organização estrutural e funcional
 O Modelo organiza-se em quatro Domínios (e num conjunto de indicadores) em
que assenta o trabalho da BE/CRE, cruciais ao seu desenvolvimento e qualidade:

 A. Apoio ao Desenvolvimento Curricular


A.1 Articulação curricular da BE com as estruturas pedagógicas e
os docentes
A.2 Desenvolvimento da literacia da informação

 B.   Leitura e Literacias

 C. Projectos, Parcerias e Actividades Livres e de Abertura à


Comunidade
C.1 Apoio a actividades livres, extra-curriculares e de
enriquecimento curricular
C.2 Projectos e parcerias
Organização estrutural e funcional
(conclusão)
 D. Gestão da Biblioteca Escolar
D.1 Articulação da BE com a Escola/Agrupamento. Acesso e
serviços prestados pela BE
D.2 Condições humanas e materiais para a prestação dos
serviços
D.3 Gestão da colecção/da informação.

 Estes Domínios podem-se agrupar em três Áreas chave:


- Integração na escola e no processo de ensino-aprendizagem
- Acesso. Qualidade da colecção
- Gestão da BE.


Reconhecimento da BE/CRE como um espaço com um conjunto significativo
de recursos e equipamentos e como espaço formativo e de aprendizagem.
Integração/Aplicação à realidade da
escola/biblioteca. Oportunidades e
constrangimentos.

 Integração institucional e programática, de acordo com os objectivos


educacionais e programáticos da escola.

 Desenvolvimento das competências de leitura e de um programa de


Literacia da Informação, integrado no desenvolvimento curricular.

 Articulação com os Departamentos e alunos na planificação e


desenvolvimento de actividades educativas e de aprendizagem.

 Desenvolvimento de estratégias de gestão e de integração da BE na escola


e no desenvolvimento curricular.
Integração/ Aplicação (...)
constrangimentos. (conclusão)

 Recolha de evidências, identificação dos pontos críticos, oportunidades e


constrangimentos, definição de fins e objectivos e sua operacionalização em planos que
realizem os rumos estratégicos possíveis, de melhoria.

 Apresentação e discussão do processo no Conselho Pedagógico.

 Reconhecimento e apropriação do Modelo por parte de todos, sendo um instrumento


agregador e tendo pontos de intersecção com a avaliação da escola.
Gestão participada das mudanças que a
sua aplicação impõe. Níveis de
participação da escola
 O Modelo pressupõe a motivação individual de todos e a liderança forte do
Professor Bibliotecário, o qual deve mobilizar a escola para a necessidade e
implementação da Auto-Avaliação.

 Os resultados da avaliação devem ser:


- partilhados com o Director
                     - divulgados e discutidos nos Órgãos de Gestão Pedagógica.

 Esses resultados obrigam a que:


- se decidam as melhorias através da mobilização de todos
- se organizem políticas coordenadas de planos de acção
Gestão participada das mudanças (...)
Níveis de participação da escola.
(conclusão)
- se analisem estratégias possíveis para uma melhoria de práticas
- se difunda a informação/calendarização do processo e do contributo de
cada um para o referido processo.


A Avaliação da BE/CRE deve ser preparada antecipadamente através de
uma metodologia de sensibilização da comunidade educativa que realce a
necessidade do contributo de cada um e de todos para o êxito da mudança.
Conclusão

A Auto-Avaliação da BE/CRE:

 Permite-nos validar o que fazemos, como fazemos, onde estamos e até


onde queremos ir e, sobretudo, o papel e intervenção, as mais-valias que
acrescentamos à aprendizagem, ao sucesso educativo dos alunos e à escola.

 A informação resultante do processo tem um valor estratégico não só para a


escola, com a qual a BE tem intersecções e links directos, como também para
a tomada de decisões do Programa RBE.

 Constitui a base fulcral da mudança de práticas, as quais têm de salientar o


impacto e o papel da BE na escola.