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0 Autor: Sergio Alfredo Macore - 846458829

Índice
INTRODUCAO .............................................................................................................................. 1
1. CONTRATO DE LOCACAO ................................................................................................ 2
2.Pinhora de estabelecimento comercial ......................................................................................... 5
3.Função e conceito de título de crédito ......................................................................................... 6
4. Características gerais dos títulos de crédito ................................................................................ 6
4.1 Títulos impróprios ................................................................................................................. 7
4.2 Tipologia ............................................................................................................................... 7
5. Critério do modo de circulação ................................................................................................... 8
5.1 Títulos ao portador ................................................................................................................ 8
5.2 Títulos à ordem...................................................................................................................... 8
5.3 Títulos nominativos ............................................................................................................... 8
6. Critério da natureza da entidade emitente ................................................................................... 9
7.Principais títulos de crédito.......................................................................................................... 9
7.1 A letra .................................................................................................................................... 9
7.4 A letra em branco ou incompleta ........................................................................................ 10
7.5 O aceite ................................................................................................................................ 11
8. Endosso ..................................................................................................................................... 11
8.1 Endosso por procuração ...................................................................................................... 12
8.2 Endosso em garantia............................................................................................................ 12
8.4 Vencimento e pagamento da letra ....................................................................................... 13
8.5 Protesto ................................................................................................................................ 13
9. TIPOS DE SOCIEDADES COMERCIAIS. ............................................................................ 14
10.Tipos de sociedades comerciais ............................................................................................... 14
10.1 Sociedades anónimas......................................................................................................... 14
10.2 Sociedades em comandita ................................................................................................. 15
10.3 Sociedade de capital e Indústria ........................................................................................ 15
11. A personalidade jurídica ......................................................................................................... 15
Conclusao...................................................................................................................................... 16

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Referencia bibliografia.................................................................................................................. 17

INTRODUÇÃO

No atual cenário econômico tomado pelo processo da globalização e pelos avanços tecnológicos,
é importante destacar a crescente influência e participação da empresa, estando, ela, sem dúvida,
no centro da economia moderna, constituindo a célula fundamental de todo o desenvolvimento
empresarial. A Lei nº 10.406, promulgada em 10 de janeiro de 2002, entrou em vigor a partir de
11 de Janeiro de 2003, trouxe mudanças em vários pontos do ordenamento jurídico relativo a
atos civis em território brasileiro.

O diploma tem por característica a unificação do direito privado brasileiro, uma vez que abrange,
além de matéria de ordem civil propriamente dita, matéria de direito comercial. Revoga
expressamente a Lei nº 3.071/16 (Código Civil) e a Parte Primeira da Lei nº 556, de 1850
(Código Comercial), que versa sobre o "Comércio em Geral".

Foi batizada "Do Direito da Empresa" a parte que estipula as normas relativas ao comércio.
Com a atualização da nomenclatura e adoção expressa da teoria da empresa, realidade fática
indiscutível após a evolução das relações comerciais, os dispositivos do Livro II da Lei nº
10.406/02 corrigem a rota da matéria jurídica comercial, em substituição ao entendimento
vigente na época do Império, calcado no Code de Commerce da França, onde vigorou a teoria
dos atos de comércio. Configurada nos artigos 632 e 633 do Código

A partir da prevalência desta teoria entre os doutrinadores, a figura do comerciante passa a ser
melhor traduzida pela palavra empresário.

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1. CONTRATO DE LOCACAO
O contrato de locação é um dos mais importantes e também um dos mais utilizados na órbita
contratual. Talvez por isso desperte tanta controvérsia e mereça a atenção de tantos estudiosos do
Direito, e até mesmo atenção especial do legislador, que designou uma lei especial para esse tipo
de contrato.

A lei que disciplina as locações residenciais e comerciais urbanas no Brasil é a lei 8.245 de 18
de outubro de 1991, que foi elaborada com a forte intenção de regular principalmente as relações
locatícias no na contratação, no período de uso e nos desenlaces, que até então eram muito mais
difíceis de ocorrerem de forma amigável.

Também existe no Código Civil de 2002, artigos que se referem a locação de coisas, entretanto, a
lei especial prevalece sobre a lei geral, mesmo que editada anteriormente, e quando não existe
impedimento de que seja incorporada, minimamente aos conceitos dos novos comandos legais.
Aliás, bem prescreve assim o artigo 2.036 do novel Código Civil.

Na seara da locação imobiliária cabe destaque a não cumulação de garantias na contratação bem
como os imóveis que são atingidos pelo dispositivo regulatório. Com isto o legislador quis inibir
a prática perniciosa de alguns locadores, que obrigavam o pretendente à locatário na
apresentação de excesso de garantia, inclusive diversificada. Exigiam, por exemplo, que fosse
efetuada caução de determinado valor, além da garantia oferecida de fiadores garantidores, o que
hoje é terminantemente proibido pela Lei 8245/91, conforme abaixo:

Art.º 37 Código Civil. No contrato de locação, pode o locador exigir do locatário as seguintes
modalidades de garantia:

 Caução;
 Fiança;
 Seguro de fiança locatícia;
 Cessão fiduciária de quotas de fundo de investimento.

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Parágrafo único. É vedada, sob pena de nulidade, mais de uma das modalidades de garantia num
mesmo contrato de locação.
No que se refere a caução em dinheiro fica estabelecido que a quantia de caução não pode
ultrapassar o montante de 3 (três) meses do aluguel vigente, que deve ser depositado em
caderneta de poupança, revertendo em favor do locatário, quando ao final do contrato.
Tem havido incremento de seguro fiança na locação imobiliária, o que onera em praticamente
mais um aluguel por ano, custos a serem enfrentados pelo locatário, que tem em contrapartida a
desnecessidade de passar por alguns constrangimentos na tentativa de obtenção de fiador
proprietário que possa garantir a locação.
O artigo 17 do código civil veda a estipulação do aluguel em moeda estrangeira ou a sua
vinculação a moeda estrangeira ou salário mínimo e o artigo 43 do código civil define na
condição de contravenção penal a eventual exigência de mais uma modalidade garantia num
mesmo contrato de locação, ou a cobrança antecipada de aluguel, salvo a hipótese do artigo 42
do mesmo código na locação por temporada.
No que tange aos imóveis que são objecto da lei 8245/91, não se incluem àqueles ressalvados no
Parágrafo Único do artigo 1º, conforme abaixo descrito. Isto porque são ordenados pelo Código
Civil e legislação própria. Para melhor compreensão, transcreve-se a abrangência das leis e suas
aplicabilidades:
Art. 1º A locação de imóvel urbano regula - se pelo disposto nesta lei: (8.245/91)
Parágrafo único. Continuam regulados pelo Código Civil e pelas leis especiais:
a) As locações:
 De imóveis de propriedade da União, dos Estados e dos Municípios, de suas autarquias e
fundações públicas;
 De vagas autônomas de garagem ou de espaços para estacionamento de veículos;
 De espaços destinados à publicidade;
 Em apart-hotéis, hotéis - residência ou equiparados, assim considerados aqueles que
prestam serviços regulares a seus usuários e como tais sejam autorizados a funcionar; o
arrendamento mercantil, em qualquer de suas modalidades.

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O sentido de resguardar os contratantes, que poderão se utilizar de formas diferenciadas do


direito, para estipular a contratação, tendo o cuidado especifico de evitar que a locação se
transforme em locação residencial comum:

Art.º 48 CC Considera - se locação para temporada aquela destinada à residência temporária do


locatário, para prática de lazer, realização de cursos, tratamento de saúde, feitura de obras em seu
imóvel, e outros fatos que decorrem tão-somente de determinado tempo, e contratada por prazo
não superior a noventa dias, esteja ou não mobiliado o imóvel.

Outro aspecto relevante é quanto à devolução do imóvel, que regra geral não pode ser reavido
pelo locador durante o prazo de duração do contrato, com as exceções previstas na lei acima
referida. O locatário poderá devolver desde que pague proporcionalmente a multa pactuada,
conforme disciplina o artigo 4º da lei comentada. Destaque-se também o artigo 9º. Que define as
situações mais comuns que podem resultar no desfazimento da locação:

Art 9º CC. A locação também poderá ser desfeita:

 Por mútuo acordo;


 Em decorrência da prática de infração legal ou contratual;
 Em decorrência da falta de pagamento do aluguel e demais encargos;
 Para a realização de reparações urgentes determinadas pelo Poder Público, que não
possam ser normalmente executadas com a permanência do locatário no imóvel ou,
podendo, ele se recuse a consenti - las.

Por fim, importante destacar que estes comentários são apenas informativos para uma lei tão
importante na segurança jurídica das locações no país, e que aqui se destacou pontos
considerados relevantes, sem minorar a complexidade de outros artigos e dispositivos contidos
na lei, orquestrada pelo Ilustre jurista Sylvio Capanema, professor de nobre cátedra no ramo
imobiliário e sempre Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que traçou
especiais conformações ao direito civil brasileiro.

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2.Pinhora de estabelecimento comercial

Artigo 862.º-A - Penhora de estabelecimento comercial

1 - A penhora do estabelecimento comercial faz-se por auto, no qual, a requerimento do


exequente, se relacionam os bens que essencialmente o integram; se do estabelecimento fizerem
parte créditos, aplicar-se-á ainda o previsto na presente subsecção.
2 - Quando o entenda conveniente, determinará o juiz a realização de avaliação por perito, tendo
em vista o apuramento do valor do estabelecimento para efeitos de trespasse.
3 - A penhora do estabelecimento comercial não obsta a que possa prosseguir o seu
funcionamento normal, sob gestão do executado, nomeando-se, sempre que necessário, quem a
fiscalize, ao qual se aplicam, com as necessárias adaptações, os preceitos referentes ao
depositário.
4 - Quando, porém, o exequente fundadamente se oponha a que o executado prossiga na gestão
do estabelecimento, designar-se-á administrador, com poderes para proceder à respectiva gestão
ordinária.
5 - Se estiver paralisada ou dever ser suspensa a actividade do estabelecimento penhorado,
designar-se-á depositário para a mera administração dos bens neles compreendidos.
6 - A penhora do direito ao estabelecimento comercial não afecta a penhora anteriormente
realizada sobre bens que o integrem, mas impede a penhora posterior sobre bens neles
compreendidos.
7 - Se estiverem compreendidos no estabelecimento bens ou direitos cuja oneração a lei sujeita a
registo, deve o exequente promovê-lo, nos termos gerais, quando pretenda impedir que sobre eles
possa recair penhora ulterior.

Artigos 677 e 678 DO CPC - Artigo 11 DA LEF . A execução visa à satisfação do crédito do
exequente, que se dará através da constrição de seus bens, se o executado citado não pagar o
débito. A constrição consiste em ato serial do processo executivo objetivando a expropriação de
bens do executado, a fim de satisfazer o direito do credor já reconhecido e representado por título
executivo.

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Necessariamente, deve incidir sobre o patrimônio do devedor, constrangendo "tantos bens


quantos bastem para o pagamento do principal, juros, custas e honorários advocatícios", nos
precisos termos do art.º 659 do Código de Processo Civil. Os bens penhorados têm por escopo
precípuo a satisfação do crédito inadimplido. Observa-se que na acção civil público nº
2008.61.03.005122-8 foi reconhecido a existência do grupo econômico, da qual faz parte o
agravado. A União Federal menciona que as dívidas do grupo somadas chegam a quantia de 1
Bilhão de Dólares.

Depreende-se dos documentos dos autos que há indícios de que os administradores das empresas
que formam o grupo econômico, cometeram fraudes e que os bens encontrados não são
suficientes para saldar tamanha dívida.

A legislação processual cumulada com Lei de Execução Fiscal permite, excepcionalmente, a


penhora sobre estabelecimento comercial, industrial ou agrícola, bem como em plantações ou
edifícios em construção. A situação apresentada nos presentes autos demonstra, pelo menos no
juízo de cognição sumária inerente do agravo de instrumento, a excepcionalidade exigida para
que seja constrito o estabelecimento comercial.

3.Função e conceito de título de crédito


Todo o documento necessário para exercer um direito, que é um direito literal, autónomo,
abstracto, que está mencionado nesse próprio documento; verifica a incorporação do direito
nesse título de que somos detentores.
Esse direito que está ínsito nesse título, é designado no nosso sistema por um direito cartolar, há
uma incorporação expressa, uma conexão directa entre tal documento e o direito que se é titular.
O título de crédito, tem uma eficácia que ultrapassa a de mera constituição do direito ao título
adere permanentemente ao direito, de modo tal que aquele é indispensável para que o direito
possa ser exercido e transmitido, ou seja, para que o seu titular possa dispor dele. Os títulos de
crédito são documentos dispositivos.

4. Características gerais dos títulos de crédito


A confiança constitui a base do desempenho dos títulos de crédito.

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Para que essa confiança exista, é essencial que o regime para eles traçado proteja ao máximo os
interesses do titular do direito, do devedor e daqueles que venham a adquiri-los de boa fé. Todos
eles se disporão a aceitar a emissão e transmissão dos títulos se puderem ter absoluta confiança
em que:
 O titular é quem tem o título em seu poder e por isso está habilitado para exercer o direito
nele referido;
 Cada titular poderá com toda a facilidade transmitir esse título, para realizar o valor dele,
sem necessitar de esperar pelo cumprimento da obrigação correspondente ao direito nele
mencionado.
 O teor literal do título correspondente ao direito que ele representa; e
 A posição jurídica do actual detentor do título não poderá ser posta em causa pela
invocação de excepções oponíveis aos anteriores detentores do título

4.1 Títulos impróprios


Habitualmente não são considerados como títulos de crédito certos documentos que, muito
embora tenham, em geral, as mesmas características daquelas todavia se afastam deles no tocante
à sua função jurídico-económica e, por isso, quanto à característica da circulabilidade, sendo
designados como títulos impróprios.
Dentro destes documentos, é usual distinguir ainda duas categorias:
Os títulos de legitimação e os comprovantes de legitimação.
a) Títulos de legitimação, têm por função conferir ao seu possuidor a legitimação (activa) para o
exercício de certos direitos e,consequentemente, também conferem à outra parte a correspectiva
legitimação passiva.
b) Comprovantes de legitimação, conferem igualmente a legitimação activa e passiva
relativamente ao exercício de certos direitos, mas nem sequer têm a possibilidade de circular por
serem intransmissíveis.

4.2 Tipologia
Critério da causa-função, ou do nexo com a relação subjacente consideram-se duas espécies de
títulos:

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São causais os títulos que se destinam a realizar uma típica e única causa-função jurídico-
económica, inerente a um determinado tipo de negócio jurídico subjacente, do qual resultam
direitos cuja transmissão e exercício o título de crédito se destina a viabilizar ou facilitar.

Os títulos abstractos são aqueles que não têm uma causa-função típica, pois são aptos a
representar direitos emergentes de uma pluralidade indefinidamente vasta de causas-funções.
Além disso, estes títulos são independentes da respectiva causa, em princípio, o devedor não
pode invocar contra o portador do título, excepções fundadas na relação subjacente, que é a
causa (mediata) da sua obrigação e do correlativo direito do portador.

5. Critério do modo de circulação


Segundo este critério os títulos podem ser ao portador, à ordem e nominativos.

5.1 Títulos ao portador: não identificam o seu titular e transmitemse por mera tradição manual,
por entrega real do documento (art. 663º CCom): o titular é quem for o detentor do documento.

5.2 Títulos à ordem: mencionam o nome do seu titular, tendo este, para transmitir o título – e,
com ele, o direito cartular –, apenas de nele exarar o endosso (art. 671º CCom): uma declaração
escrita, no verso do título, ordenando ao devedor que cumpra a obrigação para com o
transmissário e/ou manifestando a vontade de transmitir para este o direito incorporado.

5.3 Títulos nominativos: mencionam o nome do seu titular e a sua circulação exige um
formalismo complexo, do qual é exemplo modelar o regime da circulação das acções
nominativas (n.º 3, do artigo 635.º do CCom): para que a sua transmissão seja válida, deve ser
exarada no próprio título, pelo transmitente, uma
declaração de transmissão, bem como nele seja lavrado o pertence, isto é, que no local adequado
seja inserido o nome do novo titular; além disso, é ainda necessário o averbamento do acto no
livro de registo de acções da sociedade emitente.

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6. Critério da natureza da entidade emitente


São títulos públicos aqueles que são emitidos pelo Estado e por outros entes públicos legalmente
habilitados para tanto, aos quais se refere o art. 673º CCom, como “títulos públicos negociáveis”.
São principalmente, os títulos da dívida pública.
Todos os demais títulos de crédito são títulos privados, por as pessoas ou entidades que os
emitem não terem a natureza de entes públicos, ou porque, quando tenham essa natureza, actuam
de forma indiferenciada em relação aos entes privados, colocando-se no mesmo plano de
actuação destes. É o que se passa por exemplo, quando um qualquer organismo ou serviço
público emite cheques para efectuar os seus pagamentos.

7.Principais títulos de crédito

7.1 A letra
É um título de crédito, através do qual o emitente do título – sacador – dá uma ordem de
pagamento – saque – de uma dada quantia, em dadas circunstâncias de tempo e lugar, a um
devedor – sacado – ordem essa a favor de uma terceira pessoa – o tomador.
Como título de crédito é rigorosamente formal, a letra é destinada à circulação, a qual se efectua
através de endosso, sendo portanto, um título à ordem. O tomador poderá, portanto, assumir a
qualidade de endossante,
transmitindo a letra a um endossado, o qual, por sua vez, poderá praticar acto idêntico a favor de
um outro acto endossado e assim por diante.
O principal obrigado em virtude da letra é o aceitante, que assume a obrigação de pagar a quantia
nela mencionada ao portador legitimado por uma série ininterrupta e formalmente correcta de
endossos, ao tempo do vencimento e no local devido.

7.2 A livrança
Menciona uma promessa de pagamento, de uma certa quantia, em dadas condições de tempo e
lugar, pelo seu subscritor ou emitente, a favor do tomador ou de um posterior endossado que for
seu portador legítimo no vencimento.

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A livrança é, também um, título à ordem, transmissível por endosso e, rigorosamente formal,
como se constata pelos requisitos mencionados no art. 778º CCom.

7.3 O cheque
Exprime uma ordem de pagamento de determinada quantia, dada por um sacador a um sacado,
que tem a peculiaridade de ser necessariamente um banqueiro, uma instituição de crédito
habilitada a receber depósitos
de dinheiro mobilizáveis por esta forma, e a favor de uma pessoa denominada tomador, portanto
um meio de pagamento ao próprio depositante ou a terceiro, a realizar pelas forças do depósito
existente na instituição de crédito.

7.4 A letra em branco ou incompleta


A partir de todos os elementos essenciais enumerados, sobre o suporte mecânico da letra, o título
fica completado nos elementos essenciais constitutivos do título letra de câmbio, portanto, esse
instrumento, esse título fica a desempenhar a função para que esse título foi emitido por lei.
É muito frequente na prática a emissão de letras que falta um ou mais dos requisitos do,
conquanto delas conste pelo menos uma assinatura feita com a intenção de contrair uma
obrigação cambiária.
É o que se denomina geralmente de letra em branco para haver uma letra em branco é necessário
que preencha determinados requisitos:
1) Necessário que o instrumento, contenha já a assinatura de um dos obrigados cambiários;
2) Que haja o acordo prévio de preenchimento dos elementos restantes.
A letra em branco é em certo sentido uma letra incompleta, porque não contém no momento da
sua emissão, de todos os elementos que se deve revestir, ao contemplar a letra em branco,
denominava-a de letra incompleta. Ou numa acepção mais restrita, as duas designações,
designam realidades distintas: letra em branco, aquela que tem atrás de si um acordo para o
preenchimento ulterior da letra de formação sucessiva.

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Enquanto que na letra incompleta, título incompleto, título nulo, que não poderá valer como letra
por falta dos elementos essenciais. sacado pagará se isso não se verificar, é o próprio sacador que
assume essa responsabilidade29

7.5 O aceite (arts. 724º a 732º do CCom )


É a declaração de vontade pela qual o destinatário do saque – sacado– assume a obrigação
cambiária principal, ou seja, a de pagar, à data do vencimento, a quantia mencionada na letra a
quem for o portador legítimo desta (art. 731.º do CCom), passando a designar-se como aceitante.

O aceite é necessariamente escrito e assinado pelo sacado na letra.


Exprime-se pela palavra “aceite” ou outra equivalente, mas considera-se bastante a assinatura do
sacado no rosto ou anverso da letra (artigo 728.º do CCom). Usualmente, o aceite é feito por
assinatura transversal do sacado no lado esquerdo do rosto da letra.
O aceite tem de ser puro e simples (artigo 729.º), não podendo, ser sujeito a qualquer condição
ou aditado de qualquer modificação ao conteúdo da letra, sob pena de se ter como recusado, o
que faculta de imediato ao portador exercer o direito de regresso contra os de mais coobrigados
cambiários. Mas daí não advém a nulidade do aceite, tendo-se o aceitante por obrigado nos
termos da sua declaração. A lei permite, no entanto, que o aceite seja parcial, isto é, restrito a
uma parte da quantia do saque.
Se não for feito o aceite pelo sacado, poderá sê-lo por outra pessoa: é o chamado aceite por
intervenção, que pode ocorrer devido a uma incumbência expressa na própria letra pelo sacador,
um endossante ou um avalista (artigo 728.º do CCom), ou espontaneamente, sem incumbência
(artigo 759.º do CCom).

8. Endosso
O endosso realiza o que alguns chamam “a dinâmica da letra”. Constitui este acto uma nova
ordem de pagamento, dada pelo endossante30[6] ao sacador para que pague a letra, no
vencimento, ao portador, através de uma declaração no verso da letra seguida da assinatura.

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O endosso deve ser puro e simples (artigo 715.º do CCom). Por vezes, limita-se à assinatura do
endossante, constituindo então o chamado endosso em branco (artigo 716.º do CCom). Três
modalidades legítimas de endosso em branco:
a) O endosso que contém a ordem de pagamento, a assinatura do endossante, mas omite o nome
do endossante;
b) O endosso constituído unicamente pela assinatura do endossante no verso da letra ou folha
anexa;
c) Endosso ao portador, fórmula: “pague-se ao portador”.

O Código Comercial prevê que qualquer dos endossantes que tenha pago uma letra pode riscar o
seu endosso e dos endossantes subsequentes (artigo 753.º do CCom).

8.1 Endosso por procuração


Quando o endosso contém a menção – “valor a cobrar” ou “para cobrança” ou “por procuração”
– ou quando o endosso contém qualquer menção que implique um simples mandato, o artigo
721.º do CCom, diz que o portador pode exercer todos os direitos emergentes da letra, mas só
pode endossar na qualidade de procurador. O mandato não se extingue por morte ou por
incapacidade legal que sobrevenha ao mandatário.

8.2 Endosso em garantia


Valor em garantia, valor em penhor, ou quando o endosso contenha qualquer outra expressão que
implique uma caução. O artigo 722.º do CCom, diz que o portador pode exercer todos os direitos
emergentes da letra, mas um endosso que seja feito por ele, só vale como endosso a título de
procuração. Todos os co-obrigados não podem invocar contra o portador, as excepções fundadas
sobre as relações pessoais deles com o endossante, a menos que o portador ao receber a letra
tenha procedido conscientemente em detrimento.

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8.3 Pagamento por intervenção


Pode realizar-se em todos os casos em que o portador de uma letra, aceitável, tem o direito de
acção antes do vencimento (artigo 758.º do Código Comercial). Nas hipóteses de recusa total ou
parcial do aceite ou nos casos de falência do sacado (artigo 747.º CCom).
O Código Comercial, admite expressamente, sobre certas condições a figura da letra não
aceitável, isto é, a letra que fica proibida de ser apresentada ao aceite. O artigo 724.º do CCom,
estatui que o sacador pode proibir na própria letra a sua apresentação ao aceite excepto se tratar
de uma letra pagável em domicílio de terceiro, ou de uma letra pagável em localidade diferente
do domicílio do sacado ou de uma letra sacada a termo de vista.

8.4 Vencimento e pagamento da letra


A ordem de pagamento que está inscrita numa letra de câmbio surge desde a sua origem histórica
dessa letra, marcada por uma dilação de vencimento sobre a data da sua emissão.
A lei no artigo 736.º do CCom, diz expressamente que as letras com vencimentos diferentes ou
com vencimentos sucessivos, são nulas

8.5 Protesto
A falta de aceite ou a falta de pagamento devem ser certificadas através do protesto: trata-se de
um acto jurídico declarativo, não negocial, praticado perante um notário, destinado a comprovar
e a dar conhecimento aos intervenientes na cadeia cambiária da falta do aceite ou do pagamento,
bem como a salvaguardar a integridade do direito do portador.
Há dois protestos diferentes:
a) O protesto por falta de aceite: certifica que o sacado se recusou a aceitar a letra que para tal lhe
foi apresentada, ou que apenas a aceitou parcialmente;
b) O protesto por falta de pagamento: comprova que foi recusado o pagamento da letra para tal
apresentada ao sacado e é feito contra este, já que, ao aceitar, se obrigou a pagá-la no vencimento
(artigo 747.º do CCom).

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9. TIPOS DE SOCIEDADES COMERCIAIS.


As sociedades comerciais são a estrutura típica das empresas nas economias de mercado, embora
a empresa possa revestir outras formas jurídicas.
Nos termos do n.º 2, do artigo 82.º do CCom, as sociedades comerciais têm necessariamente por
objecto a prática de actos de comércio e as sociedades que tenham por objecto a prática de actos
de comércio devem revestir um dos tipos previstos no Código. A sociedade comercial é uma
sociedade, obedecendo às características definidoras do art. 980º CC39[2], acrescidas dos
requisitos específicos do art. 83.º CCom.
O artigo 83.º do CCom São sociedades comerciais aquelas que tenham por objecto a prática de
actos de comércio e adoptem o tipo de sociedade em nome colectivo, de sociedade por quotas, de
sociedade anónima, de sociedade em comandita simples ou de sociedade em comandita por
acções. aponta dois elementos específicos do conceito de sociedade commercial

10.Tipos de sociedades comerciais


Nos termos do art. 82º CCom, as sociedades que tenham por objecto o exercício de uma
actividade comercial têm de adoptar um dos tiposprevistos no Código Comerciail. Este prevê
quatro tipos de sociedadescomerciaisa) Sociedades em nome colectivo: são as chamadas
sociedades deresponsabilidade ilimitada, por os sócios poderem responderem pessoalmente com
todo o seu património pelas dívidas da sociedade, depois de esgotado o património desta (artigo
253.º CCom).
b) Sociedades por quotas: são de longe, o tipo societário mais utilizado na prática por
corresponder à estrutura típica da pequena e média empresa. A sua característica principal é a
elasticidade do regime jurídico constituído por grande número de disposições supletivas, que
podem ser afastadas pelos estatutos, ajustando a sociedade às necessidades concretas de cada
empresa, nomeadamente aproximando-a das sociedades de pessoa dificultando ou mesmo
impedindo a transmissão das quotas ou optando por um modelo mais próximo das sociedades de
capitais com livre transmissibilidade das quotas, artigo 283.º do CCom.

10.1 Sociedades anónimas: são o tipo característico da empresa de maior dimensão, e deverão
ser pelo menos, três accionistas. Os accionistas respondem apenas pela realização das acções de
que

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são titulares, artigo 331.º do CCom.


10.2 Sociedades em comandita: são um tipo misto em que existem sócios de responsabilidade
ilimitada – os comanditados – e os sócios de responsabilidade limitada – os comanditários, de
acordo com o postulado no artigo 270.º do CCom.

10.3 Sociedade de capital e Indústria: são um tipo de sociedade que possui sócios que
contribuem para formação de capital com dinheiro, crédito ou outros bens materiais e que
limitam a sua responsabilidade ao valor da contribuição com que subscreveram para o capital, e
possui também sócios que não contribuem para o mesmo capital, mas apenas ingressam na
sociedade com o seu trabalho, e que estão isentos de qualquer responsabilidade pelas dívidas
sociais.

11. A personalidade jurídica


As sociedades de todos os tipos gozam de personalidade jurídica a partir do registo definitivo
(art. 5º CSC). E gozam dessa personalidade jurídica tanto em relação a terceiros, como em
relação aos próprios sócios.
Assim, é a sociedade que adquire a qualidade de comerciante em consequência do exercício da
actividade social e não os sócios. Por isso, é a sociedade que está sujeita às obrigações impostas
aos comerciantes e não os seus sócios. Além disso, a sociedade pode ter direitos contra os seus
sócios.
Com a constituição da sociedade, os bens com que os sócios entram para esta revertem para o
seu património e os credores pessoais dos sócios apenas poderão penhorar as respectivas
participações sociais a partir do momento em que as sociedades adquirem personalidade jurídica.
Pelo contrário, pelas dívidas da sociedade, apenas responde em princípio o património social.
Contudo, para além das sociedades em nome colectivo, em que os sócios respondem
solidariamente e subsidiariamente pelas dívidas da sociedade, outras situações existem de
transparência da personalidade jurídica.

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16 Autor: Sergio Alfredo Macore - 846458829

Conclusão

Diante do exposto, pode-se notar que os princípios mencionados (da legalidade, moralidade e
impessoalidade ou finalidade) foram claramente aviltados.

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17 Autor: Sergio Alfredo Macore - 846458829

Relevante ao trabalho diz respeito aos princípios constitucionais que produzem efeitos jurídicos,
uma vez que a própria Administração ou o Poder Judiciário pode decretar a invalidade do acto
praticado.

Dessa forma, fica evidenciado que até mesmo os actos discricionários devem sofrer certa
limitação.
De acordo com DI PIETRO (1998), p. 69, existe uma moral administrativa, imposta pelo
Legislativo que condiciona a utilização de qualquer poder jurídico, incluindo o discricionário.

Esses limites servem para permitir que a Administração Pública alcance seus objetivos e coibir o
abuso de poder e conseqüente prática de injustiças por pessoas que se aproveitem de sua
condição de agente público e da confiança que lhes foi depositada.

Referencia bibliografia

Manual de Direito Administrativo, 3˚ Ano, Universidade Catolica de Mocambique, Centro de


Ensino a Distancia.2016

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18 Autor: Sergio Alfredo Macore - 846458829

MAMEDE, Gladston. Direito Empresarial Brasileiro: empresa e atuação empresarial, volume 1.


2. ed. São Paulo: Atlas, 2007. 370 p.

RAMOS, André Luiz Santa Cruz. Curso de Direito Empresarial. Salvador: Editora Podium.
2008, 671 p.
REQUIÃO, Rubens Edmundo. Curso de Direito Comercial. 25. ed. São Paulo: Saraiva, 2007. 2
vols.
SILVA, Bruno Mattos e. Direito de Empresa: teoria da empresa e direito societário. São Paulo:
Atlas, 2007. 533 p.

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