Você está na página 1de 26

Sumário

BLOCO 01. ....................................................................................................................................................................... 2


INTENSIVÃO POLÍCIA FEDERAL RITMO DE EDITAL ABERTO ...................................................................... 2
Auxílio ao Aluno: ......................................................................................................................................................... 2
O AlfaCon oferece tudo o que você precisa nesse aspecto. ...................................................................................... 2
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS APLICÁVEIS AO DIREITO PENAL .............................................................. 3
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 ................................................................................................................... 3
DECRETO-LEI No 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940 ...................................................................................... 5
CÓDIGO PENAL BRASILEIRO ................................................................................................................................. 5
PARTE GERAL............................................................................................................................................................ 5
TÍTULO I ...................................................................................................................................................................... 5
DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL ............................................................................................................................. 5
TÍTULO II: DO CRIME (TEORIA DO CRIME) ........................................................................................................ 7
DO CRIME ............................................................................................................................................................... 7
Descriminantes putativas (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)....................................................................... 9
Erro determinado por terceiro (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984) ............................................................... 9
Erro sobre a pessoa (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)................................................................................ 9
ERRO DE TIPO ........................................................................................................................................................ 9
ERRO DE PROIBIÇÃO ......................................................................................................................................... 10
EXCLUDENTES DE CULPABILIDADE ............................................................................................................. 10
MUITO IMPORTANTE!!!!!!!!! ............................................................................................................................. 10
TEORIA FINALISTA ............................................................................................................................................ 10
CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES ............................................................................................................................ 11
TÍTULO III - DA IMPUTABILIDADE PENAL ....................................................................................................... 12
Inimputáveis ............................................................................................................................................................ 12
TÍTULO IV - DO CONCURSO DE PESSOAS ......................................................................................................... 12
Teorias sobre o concurso de pessoas:...................................................................................................................... 12
CONCURSO DE CRIMES ......................................................................................................................................... 13
Concurso material ................................................................................................................................................... 13
Concurso formal ...................................................................................................................................................... 13
Crime continuado .................................................................................................................................................... 13
EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE ............................................................................................................................ 13
EXERCÍCIOS – CESPE - C.P.B. – PARTE GERAL ............................................................................................ 14
BLOCO 01.
INTENSIVÃO POLÍCIA FEDERAL RITMO DE EDITAL
ABERTO
1ª Semana: 07/05 a 12/05

 Disciplina: Direito Penal Geral e Especial


 Professor: Norberto F. Jr
 Horário: 19h15 até 21h (formato Intensivão Gratuito) e 19h15 até 22h45 (formato Curso Superintensivo
PF)
 Para conferir dias, horário das 13 semanas, disciplinas e professores clique: GRADE DE AULAS

INTENSIVÃO POLÍCIA FEDERAL GRATUITO e, CURSO SUPERINTENSIVO PF confira as


diferenças:

INTENSIVÃO POLÍCIA FEDERAL - CURSO GRATUITO:

1)Como funciona o INTENSIVÃO POLÍCIA FEDERAL - CURSO GRATUITO?


Aulas transmitidas do CURSO SUPERINTENSIVO PF AO VIVO direto da turma AVANÇADA do Presencial: de
segunda a sexta - das 19h15 até 21h.

2)Qual a diferença entre INTENSIVÃO POLÍCIA FEDERAL - CURSO GRATUITO e CURSO


SUPERINTENSIVO PF?
São as mesmas aulas, o mesmo conteúdo, a mesma grade. No formato GRATUITO, a transmissão é interrompida
21 horas e não fica disponível para visualização posterior.

3)No formato GRATUITO, tenho acesso ao material?


Sim, o aluno poderá baixar o arquivo em PDF para acompanhamento da aula até 21 horas. O material completo da
aula está disponível somente para alunos que adquirirem o CURSO SUPERINTENSIVO PF

4)Ficará disponível para visualização posterior?


No formato GRATUITO, não. Somente alunos que adquirirem o CURSO INTENSIVO PF terão acesso ao
conteúdo posteriormente.

Auxílio ao Aluno:
O AlfaCon oferece tudo o que você precisa nesse aspecto.
Descontos e compras: Envie mensagem de whats: (45)99962-7904 (45)99856-2827 (45)99977-
0121 (45)99146-2194;

Dúvidas, sugestões, apontamentos, reclamações: envie e-mail para


atendimento@alfaconcursos.com.br

Para saber sobre cursos, eventos, aulas gratuitas: alfaconcursos.com.br – Cadastre-se e


receba informações via e-mail. No site você encontra Eventos e Cursos Gratuitos e mais de 2000
cursos online divididos por carreiras: Policiais, Tribunais, Administrativas, Fiscais e Militares. Você
também conhecerá nosso material didático de altíssima qualidade, produzido pela Editora AlfaCon.
Sobre editais, novidades, e concursos: blog.alfaconcursos.com.br – Em nosso blog de
notícias você fica por dentro das novidades no mundo dos concursos.

Facebook: AlfaCon Concursos Públicos – Nossa página no facebook informa diariamente


sobre eventos, aulões, revisões, e atividades do AlfaCon.

YouTube: AlfaCon Concursos Públicos – O maior canal de educação do Brasil. Temos mais
de 2 mil vídeos com aulas, eventos, conteúdo e muita informação. Tudo isso disponibilizado
gratuitamente.

Instagram: @alfaconcursos – Usamos essa mídia social para divulgação de dicas, eventos e
notícias rápidas.

Envie uma mensagem de WhatsApp AGORA para um dos números abaixo, e


descubra o que temos para VOCÊ!

(45)99962-7904 (45)99856-2827 (45)99977-0121 (45)99146-2194

PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS APLICÁVEIS AO DIREITO


PENAL
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
TÍTULO II - Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I - DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se
aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida,
à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (Princípio
da Isonomia ou da Igualdade)
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
(Proibição da prática de Tortura – Lei nº 9.455/97)
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre
exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de
culto e a suas liturgias; (Atentado aos referidos direitos afigura-se crime de Abuso de
Autoridade – Lei nº 4.898/65)
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção
filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos
imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; (Atentado aos
referidos direitos afigura-se crime de Abuso de Autoridade – Lei nº 4.898/65)
XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem
consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; (Atentado ao referido
direito afigura-se crime de Abuso de Autoridade – Lei nº 4.898/65)
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados
e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses
e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução
processual penal; (Vide Lei nº 9.296, de 1996); (Atentado ao referido direito afigura-se
crime de Abuso de Autoridade – Lei nº 4.898/65)
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as
qualificações profissionais que a lei estabelecer; (Atentado ao referido direito afigura-se
crime de Abuso de Autoridade – Lei nº 4.898/65)
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer
pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; (Atentado
ao referido direito afigura-se crime de Abuso de Autoridade – Lei nº 4.898/65)
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público,
independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente
convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade
competente; (Atentado ao referido direito afigura-se crime de Abuso de Autoridade – Lei
nº 4.898/65)
XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter
paramilitar; (Atentado ao referido direito afigura-se crime de Abuso de Autoridade – Lei
nº 4.898/65)
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade
ou abuso de poder; (Vide direito de REPRESENTAÇÃO – Lei nº 4.898/65 – Abuso de
Autoridade)
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;
(Princípio da Inafastabilidade do Poder Judiciário)
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der a lei,
assegurados:
a) a plenitude de defesa;
b) o sigilo das votações;
c) a soberania dos veredictos;
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;
(Instituição do Tribunal do Júri para julgamento dos crimes dolosos contra a vida:
HOMICÍDIO; INFANTICÍDIO; AUXÍLIO, INSTIGAÇÃO, INDUZIMENTO AO
SUICÍDIO e ABORTO)
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação
legal; (Princípio da Legalidade; Princípio da Anterioridade da Lei; Princípio da
Reserva Legal)
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu; (Princípio da
Irretroatividade da Lei Penal)
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades
fundamentais; (Proteção dos Direitos e Liberdades Fundamentais)
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena
de reclusão, nos termos da lei; (Vide Lei de Preconceito Racial – Lei nº 7.716/89)
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a
prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os
definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e
os que, podendo evitá-los, se omitirem; (Vide Lei dos Crimes Hediondos – Lei nº
8.072/90)
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou
militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; (Proteção à Ordem
Constitucional e ao Estado Democrático de Direito)
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar
o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos
sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido;
(Princípio da Pessoalidade ou Incontagiabilidade ou Intransmissibilidade da Penal)
XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes:
a) privação ou restrição da liberdade;
b) perda de bens;
c) multa;
d) prestação social alternativa;
e) suspensão ou interdição de direitos;
(Princípio da Individualização das Penas)
XLVII - não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;
b) de caráter perpétuo;
c) de trabalhos forçados;
d) de banimento;
e) cruéis;
(Espécies de Penas Inaplicáveis no Direito)
XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza
do delito, a idade e o sexo do apenado;
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; (Direitos
Humanos Fundamentais e Execução da Pena)
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus
filhos durante o período de amamentação; (Direito ao Aleitamento Materno)
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum,
praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;
LII - não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião;
(Hipóteses Legais para Extradição)

DECRETO-LEI No 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940


CÓDIGO PENAL BRASILEIRO
PARTE GERAL
TÍTULO I
DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE OU DA ANTERIORIDADE DA LEI OU DA RESERVA LEGAL
Anterioridade da Lei
Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

A LEI PENAL NO TEMPO. PRINCÍPIO DA IRRETROATIVIDADE ―IN PEJUS‖ DA LEI


PENAL
Lei penal no tempo (ABOLITIO CRIMINIS)
Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em
virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. (Redação dada pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984)

LEIS EXCEPCIONAIS E TEMPORÁRIAS (PRINCÍPIO DA ULTRATIVIDADE)


Lei excepcional ou temporária (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 3º - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as
circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência. (Redação dada
pela Lei nº 7.209, de 1984)
Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o
momento do resultado. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)

A LEI PENAL NO ESPAÇO


Territorialidade
Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito
internacional, ao crime cometido no território nacional. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)

Lugar do crime (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984) (TEORIA DA UBIQUIDADE)
Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em
parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado. (Redação dada pela Lei nº
7.209, de 1984)

Extraterritorialidade (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)


Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: (Redação dada pela Lei nº
7.209, de 1984)

I - os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)


a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de
Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo
Poder Público; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil; (Incluído pela Lei nº 7.209,
de 1984)

II - os crimes: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)


a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir; (Incluído pela Lei nº 7.209, de
1984)
b) praticados por brasileiro; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando
em território estrangeiro e aí não sejam julgados. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 1º - Nos casos do inciso I, o agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou
condenado no estrangeiro.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes
condições: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
a) entrar o agente no território nacional; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; (Incluído pela
Lei nº 7.209, de 1984)
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; (Incluído pela Lei nº
7.209, de 1984)
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a
punibilidade, segundo a lei mais favorável. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 3º - A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do
Brasil, se, reunidas as condições previstas no parágrafo anterior: (Incluído pela Lei nº 7.209, de
1984)
a) não foi pedida ou foi negada a extradição; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
b) houve requisição do Ministro da Justiça. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)

Pena cumprida no estrangeiro (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)


Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando
diversas, ou nela é computada, quando idênticas. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Eficácia de sentença estrangeira (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)


Art. 9º - A sentença estrangeira, quando a aplicação da lei brasileira produz na espécie as mesmas
conseqüências, pode ser homologada no Brasil para: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - obrigar o condenado à reparação do dano, a restituições e a outros efeitos civis; (Incluído pela Lei
nº 7.209, de 11.7.1984)
II - sujeitá-lo a medida de segurança.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - A homologação depende: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
a) para os efeitos previstos no inciso I, de pedido da parte interessada; (Incluído pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
b) para os outros efeitos, da existência de tratado de extradição com o país de cuja autoridade
judiciária emanou a sentença, ou, na falta de tratado, de requisição do Ministro da Justiça. (Incluído
pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Contagem de prazo
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 10 - O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos
pelo calendário comum. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
• No direito penal o dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses
e os anos pelo calendário comum.

Frações não computáveis da pena(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)


Art. 11 - Desprezam-se, nas penas privativas de liberdade e nas restritivas de direitos, as frações de
dia, e, na pena de multa, as frações de cruzeiro. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Legislação especial (Incluída pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 12 - As regras gerais deste Código aplicam-se aos fatos incriminados por lei especial, se esta não
dispuser de modo diverso. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

TÍTULO II: DO CRIME (TEORIA DO CRIME)


(Arts. 13/25 – C.P.B. – PARTE GERAL)

DO CRIME
Relação de causalidade (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu
causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. (Redação
dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
• A doutrina define o crime sendo como sendo o FATO TÍPICO e ANTIJURÍDICO (Teoria
Bipartite). Para que exista o crime, portanto, basta que haja um fato típico e antijurídico. Para
aplicação da pena porém, é necessário que o fato, além de típico e antijurídico, seja também
culpável, isto é, reprovável.
• O fato típico é composto pela ação ou omissão do ser humano; chama-se TIPO a descrição
feita pela lei da conduta proibida; TIPICIDADE é a correlação da conduta com o que foi descrito no
tipo; ANTIJURIDICIDADE ou ILICITUDE significa que o fato para ser crime, além de típico, deve
ser também ilícito, contrário ao direito.
• Para a Teoria Tripartite, o crime seria FATO TÍPICO+ANTIJURÍDICO+CULPÁVEL. O
direito penal brasileiro adotou a Teoria Normativa Pura ou Teoria da Culpabilidade correspondente
aos ensinamentos da Escola Finalista (para a qual aquilo que interessa na análise do crime é a
intenção do agente e não o resultado advindo da conduta criminosa). Dolo e culpa migram da
culpabilidade para o tipo, através da conduta. E o conteúdo da culpabilidade, assim esvaziada, passa
a ser apenas a censurabilidade, cujos requisitos são a consciência potencial da ilicitude e a
exigibilidade de conduta diversa.

Superveniência de causa independente (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)


§ 1º - A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só,
produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou. (Incluído pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

O crime também pode ser definido como sendo:


CRIME= CONDUTA+(NEXO CAUSAL OU RELAÇÃO DE CAUSALIDADE OU RELAÇÃO
DE CAUSA E EFEITO)+RESULTADO. Sempre que ocorrer a incidência de uma
SUPERVENIÊNCIA DE CAUSA INDEPENDENTE o sujeito ativo do crime não poderá ser
responsabilizado pelo resultado, pois não foi ele o seu causador. Por exemplo ―A‖ desferiu um soco
em ―B‖ e este foi socorrido ao hospital por uma ambulância, a qual por sua vez choca-se contra um
poste de iluminação causando a morte de todos os ocupantes. Ora, ―B‖ não poderá ser
responsabilizado pela morte de ―A‖, pois quando muito causou tão somente nele lesões corporais de
natureza leve.

• A conduta daqueles que deveria agir e nada fizeram são denominadas de OMISSÃO
IMPRÓPRIA OU CONDUTAS COMISSIVAS POR OMISSÃO.
• Lembre-se: ninguém está obrigado a sacrificar sua vida por ninguém, pois ela se traduz no
maior bem jurídico do seu humano. O homem é um animal racional até determinado momento, pois
o instinto de sobrevivência, em muitos casos, supera a razão humana.
Art. 14 - Diz-se o crime: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Crime consumado (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - consumado, quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal; (Incluído pela Lei
nº 7.209, de 11.7.1984)
Tentativa (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do
agente. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Pena de tentativa (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente ao
crime consumado, diminuída de um a dois terços.(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
• Importante lembrar que na tentativa o sujeito ativo do crime desiste de praticar a ação
criminosa contra sua vontade; em verdade ele é impedido de prosseguir em seu intento,
• Não se admite a ―tentativa‖ para crimes culposos e para as contravenções penais.
Desistência voluntária e arrependimento eficaz (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o
resultado se produza, só responde pelos atos já praticados.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
• Podemos imaginar que na desistência voluntária o sujeito ativo do crime sofre uma espécie de
―crise de consciência‖ e desiste de praticar a ação delituosa, contudo ele responderá pelos atos
criminosos que porventura tenha praticado até o ato de sua desistência.
Arrependimento posterior (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 16 - Nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou
restituída a coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena
será reduzida de um a dois terços. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
• Frisamos: só tem validade para delitos perpetrados sem violência ou grave ameaça.

Agravação pelo resultado (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)


Art. 19 - Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver
causado ao menos culposamente. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Erro sobre elementos do tipo (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite
a punição por crime culposo, se previsto em lei. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)

Descriminantes putativas (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)


§ 1º - É isento de pena quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe
situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o
erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo.(Redação dada pela Lei nº 7.209,
de 11.7.1984)
Erro determinado por terceiro (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 2º - Responde pelo crime o terceiro que determina o erro. (Redação dada pela Lei nº 7.209,
de 11.7.1984)

Erro sobre a pessoa (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)


§ 3º - O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. Não se
consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da pessoa contra
quem o agente queria praticar o crime. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Erro sobre a ilicitude do fato (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

ERRO DE TIPO
O erro de tipo ocorre quando o agente labora em erro sobre algum elemento do tipo, quer seja
esse elemento fático ou normativo. O erro de tipo pode referir-se a uma situação de fato(atirar
numa pessoa, pensando tratar-se de uma figura de cera) ou a um aspecto normativo (que
exige uma avaliação de seu alcance, com as expressões ‗ato obsceno‘)
ERRO DE PROIBIÇÃO
O sujeito ativo da conduta pratica um ato pensando fazer uma coisa certe. Exemplo: um
caçador no estado do Amamzonas mata um mico-leão-dourado para seu jantar,
desconhecendo que o animal está em fase de extinção.

EXCLUDENTES DE CULPABILIDADE
Não haverá crime se o sujeito ativo da conduta agiu sob uma coação moral irresistível ou a
uma obediência hierárquica desde que a ordem seja aparentemente legal.
Exclusão de ilicitude (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
I - em estado de necessidade; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - em legítima defesa;(Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.(Incluído pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Excesso punível (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo excesso
doloso ou culposo. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Estado de necessidade
Art. 24 - Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual,
que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio,
cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir-se. (Redação dada pela Lei nº 7.209,
de 11.7.1984)
§ 1º - Não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo.
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
§ 2º - Embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá ser
reduzida de um a dois terços. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Legítima defesa
Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários,
repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. (Redação dada pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984)
• EXCLUDENTES DE CRIMINALIDADE OU DE ANTIJURIDICIDADE OU DE
ILICITUDE OU DESCRIMINANTES: não haverá crimes quando o agente age amparado
nessas circunstâncias, as quais deverão ser submetidas ao crivo do poder judiciário.

MUITO IMPORTANTE!!!!!!!!!
TEORIA FINALISTA
Consideramos este tópico de suma importância para efetiva aplicabilidade do conteúdo
assimilado na PARTE GERAL na interpretação da PARTE ESPECIAL do C.P.B.. Para
identificar-se qual crime foi praticado pelo sujeito ativo da conduta não basta fixarmos nossa
análise no resultado obtido (Ex.: Se X atirou em Y e a vítima veio a morrer após uma semana,
precisamos buscar compreender qual teria sido a intenção do criminoso pois, se ele queria
MATAR a vítima e conseguiu seu intento o CRIME SERÁ HOMICÍDIO; contudo se a
intenção dele era lesionar a vítima e esta veio a morrer posteriormente o crime será LESÃO
CORPORAL SEGUIDA DE MORTE.

CLASSIFICAÇÃO DOS CRIMES


1 – CRIMES PRÓPRIOS – são os que exigem do agente uma determinada qualidade, como a
de mãe, no infanticídio.
2 – CRIMES DE MÃO PRÓPRIA – são o que tem de ser praticados pessoalmente pelo
agente, como no crime de falo testemunho.
3 – CRIMES DE AÇÃO MÚLTIPLA OU CONTEÚDO VARIADO – referem-se aos tipos
alternativos ou mistos em que e descrevem duas ou mais conduta, como por exemplo auxílio,
instigação, induzimento ao suicídio.
4 – CRIMES HABITUAIS - são o que exigem habitualidade, com reiteração seguida da
conduta, como por exemplo no crime de exercício ilegal da medicina.
5 – CRIME FALHO OU TENTATIVA PERFEITA – é aquele em que o agente pratica todos
os atos necessários para o resultado, mas este acaba não ocorrendo.
6 – CRIMES PLURISUBJETIVOS – são os de concurso necessário de agentes como no
crime de associação criminosa.
7 – CRIMES PROGRESSIVOS – são aqueles cujas etapas anteriores também constituem
crime, como no homicídio em relação às lesões corporais, que são por este absorvidas.
8 – CRIME EXAURIDO – é o já consumado nos termos da lei, com desdobramentos
posteriores, que não mais alteram o fato típico, como por exemplo na obtenção do resgate no
crime de extorsão mediante sequetro.
9 – CRIME COMPLEXO – é o que contém em si duas ou mais figuras penais, como o roubo,
composto pelo furto mais ameaça ou violência a pessoa.
10 – CRIME VAGO (INDEFINIDO) – é aquele em que o sujeito passivo é uma coletividade
sem personalidade jurídica, como a família, o público ou a sociedade, como por exemplo no
delito de atos obscenos.
11 – CRIMES UNISSUBSISTENTES – são os que na prática costumam ser realizados com
um só ato, como na injúria verbal.
12 – CRIMES PLURISSUBSISTENTES – são os que costumam realizar-se através de vários
atos, como ocorre no delito de redução à condição análoga à de ecravo.
13 – CRIME FUNCIONAL – é o crime praticado por funcionário público, desde que o fato
tenha relação com sua função.
14 – CRIME MATERIAIS OU DE RESULTADO – é aquele em que o tipo penal descreve
um determinado resultado, destacado da conduta, que deve ocorrer para que se considere o
crime consumado, como no caso do homicídio que exigem que um indivíduo entre em óbito.
15 – CRIMES FORMAIS – é aquele que descreve um resultado, o qual não necessita
necessariamente ocorrer para que haja consumação, como ocorre no delito de ameaça.
16 – CRIMES DE MERA CONDUTA (PURAMENTE FORMAIS) – o tipo penal não
descreve nenhum resultado naturalístico da ação. São também chamados de CRIMES DE
PERIGO ABSTRATO OU PREUMIDO, como por exemplo no ilícito de ato obsceno.
17 – CRIMES DE RESPONSABILIDADE – são aqueles que somente podem ser praticados
por certos agentes públicos detentores do poder político da nação (vide a ex-presidente Dilma
Roussef)
18 – CRIMES DE BAGATELA – são crimes em que o juiz, ao examinar a fixação da pena
conclui que ela, ainda que mínima, seria inteiramente desproporcional ao fato.
19 – CRIMES VAGOS – são aqueles em que o sujeito passivo é uma coletividade sem
personalidade jurídica, como por exemplo a família,, o público ou a sociedade.
Lembrando que em nossas aulas anteriores já fizemos explanação sobre outros modais de
crimes tais como: dolo eventual, culpa consciente, crime impossível, preterdoloso etc.

TÍTULO III - DA IMPUTABILIDADE PENAL


Inimputáveis
Art. 26 - É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental
incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz de
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.

Redução de pena
Parágrafo único - A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em virtude de
perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou retardado não era
inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com
esse entendimento.
Menores de dezoito anos
Emoção e paixão
Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal:
A emoção ou a paixão;
Embriaguez

TÍTULO IV - DO CONCURSO DE PESSOAS


Requisitos para o concurso de pessoas:
Para que se possa concluir pelo concurso de pessoas, será preciso verificar a presença dos
seguintes requisitos:
a) pluralidade de agentes e de condutas
b) relevância causal de cada conduta
c) liame subjetivo entre os agentes
d) identidade de infração penal

Teorias sobre o concurso de pessoas:


Com a finalidade de distinguir e apontar a infração penal cometida por cada um dos seus
participantes (autores e partícipes), surgiram três teorias que estão a merecer destaque:
a) Teoria pluralista
b) Teoria dualista
c) Teoria monista

CONCURSO DE CRIMES

Concurso material
Art. 69 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes,
idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja
incorrido. No caso de aplicação cumulativa de penas de reclusão e de detenção, executa-se primeiro
aquela. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Concurso formal
Art. 70 - Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes,
idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais, somente uma delas, mas
aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas aplicam-se, entretanto,
cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios
autônomos, consoante o disposto no artigo anterior.(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
Crime continuado
Art. 71 - Quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes
da mesma espécie e, pelas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes,
devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro, aplica-se-lhe a pena de um só dos
crimes, se idênticas, ou a mais grave, se diversas, aumentada, em qualquer caso, de um sexto a dois
terços. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
TÍTULO VIII
DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE

Extinção da punibilidade

Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

I - pela morte do agente;

II - pela anistia, graça ou indulto;

III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso;

IV - pela prescrição, decadência ou perempção;

V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação privada;

VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite;

VII - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005)

VIII - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005)


IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei.

EXERCÍCIOS – CESPE - C.P.B. – PARTE GERAL


1. Provas: CESPE - 2018 - PC-MA - Escrivão de Polícia
A imputabilidade é definida como a necessidade de que a conduta reprovável se encaixe no modelo
descrito na lei penal vigente no momento da ação ou da omissão.
( ) CERTO
( ) ERRADO

2. Provas: CESPE - 2018 - PC-MA - Investigador de Polícia (ADAPTADA)


O princípio da legalidade compreende a obediência às formas e aos procedimentos exigidos na
criação da lei penal e, principalmente, na elaboração de seu conteúdo normativo.
( ) CERTO
( ) ERRADO

3. Provas: CESPE - 2018 - PC-MA - Investigador de Polícia (ADAPTADA)


A prática de crime em decorrência de coação moral irresistível configura excludente de
antijuridicidade.
( ) CERTO
( ) ERRADO

4. Provas: CESPE - 2018 - PC-MA - Investigador de Polícia


Em determinada noite, Pedro arrombou a porta de um centro comercial e subtraiu vários itens de
vestuário de oito lojas, de diferentes proprietários. Nessa situação hipotética, se descoberta a conduta
de Pedro, ele deverá responder pelos furtos como crime continuado.

( ) CERTO
( ) ERRADO

5. Provas: CESPE - 2018 - PC-MA - Investigador de Polícia (ADAPTADA)


Durante o cumprimento de um mandado de prisão a determinado indivíduo, este atirou em um
investigador policial, o qual, revidando, atingiu fatalmente o agressor. Nessa situação hipotética, a
conduta do investigador configura
estrito cumprimento do dever legal.

( ) CERTO
( ) ERRADO

6. Provas: CESPE - 2018 - PC-MA - Escrivão de Polícia (ADAPTADA)


A aplicação do princípio da retroatividade benéfica da lei penal ocorre quando, ao tempo da conduta,
o fato é típico e lei posterior provoca a migração do conteúdo criminoso para outro tipo penal.
( ) CERTO
( ) ERRADO

7. Provas: CESPE - 2018 - STM - Analista Judiciário


Preenchidos os requisitos legais, a coação irresistível e a obediência hierárquica são causas
excludentes de culpabilidade daquele que recebeu ordem para cometer o fato, mantendo-se punível o
autor da coação ou da ordem.
( ) CERTO
( ) ERRADO

8. Provas: CESPE - 2018 - PC-MA - Escrivão de Polícia – (ADAPTADA)


O Código Penal estabelece como hipótese de qualificação do homicídio o cometimento do ato com
emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que
possa resultar perigo comum. Esse dispositivo legal é exemplo de interpretação analógica.
( ) CERTO
( ) ERRADO

9. Provas: CESPE - 2018 - PC-MA - Escrivão de Polícia (ADAPTADA)


Pune-se a tentativa no crime de induzimento a suicídio sem resultado lesivo.
( ) CERTO
( ) ERRADO

10. Provas: CESPE - 2018 - DPE - PE - Defensor Público (ADAPTADA)


Com relação à tentativa, à desistência voluntária e ao arrependimento, é correto se afirmar que no
arrependimento eficaz, o agente interrompe a execução do crime; na desistência voluntária, o
resultado é impedido após o agente ter praticado todos os atos.
( ) CERTO
( ) ERRADO

11. Provas: CESPE - 2018 - DPE - PE - Defensor Público (ADAPTADA)


Com relação à tentativa, à desistência voluntária e ao arrependimento, é correto se afirmar que o
arrependimento posterior pode ser aplicado aos crimes cometidos com violência ou grave ameaça.
( ) CERTO
( ) ERRADO

12. Provas: CESPE - 2018 - DPE - PE - Defensor Público (ADAPTADA)


Em se tratando de tentativa branca ou incruenta, a vítima não é atingida e não sofre ferimentos; se
tratar-se de tentativa cruenta, a vítima é atingida e é lesionada.
( ) CERTO
( ) ERRADO

13. Provas: CESPE - 2018 - DPE - PE - Defensor Público (ADAPTADA)


A diferença entre a tentativa e a tentativa abandonada é que, no primeiro caso, o agente diz ―eu
consigo, mas não quero" e, no segundo, o agente diz ―eu quero, mas não consigo".
( ) CERTO
( ) ERRADO

14. Provas: CESPE - 2018 - DPE - PE - Defensor Público (ADAPTADA)


A desistência voluntária e a tentativa abandonada são espécies de arrependimento eficaz.
( ) CERTO
( ) ERRADO

15. Provas: CESPE - 2018 - DPE - PE - Defensor Público (ADAPTADA)


Com relação à classificação dos crimes, denomina-se crime plurissubsistente o crime cometido por
vários agentes.
( ) CERTO
( ) ERRADO

16. Provas: CESPE - 2018 - DPE - PE - Defensor Público (ADAPTADA)


Se o sujeito fizer tudo o que está ao seu alcance para a consumação do crime, mas o resultado não
ocorrer por circunstâncias alheias a sua vontade, configura-se crime falho.
( ) CERTO
( ) ERRADO

17. Provas: CESPE - 2018 - DPE - PE - Defensor Público (ADAPTADA)


Havendo, em razão do tipo, dois sujeitos passivos, o crime é denominado vago.
( ) CERTO
( ) ERRADO

18. Provas: CESPE - 2018 - DPE - PE - Defensor Público (ADAPTADA)


Crime habitual cometido com ânimo de lucro é denominado crime a prazo.
( ) CERTO
( ) ERRADO

19. Provas: CESPE - 2018 - DPE - PE - Defensor Público (ADAPTADA)


Crime praticado por intermédio de automóvel é denominado delito de circulação.
( ) CERTO
( ) ERRADO

20. Provas: CESPE - 2018 - STM - Analista Judiciário


A embriaguez acidental, proveniente de força maior ou caso fortuito, exclui a culpabilidade, ainda
que o sujeito ativo possuísse, ao tempo da ação, parcial capacidade de entender o caráter ilícito do
fato que praticou.
( ) CERTO
( ) ERRADO

21. Provas: CESPE - 2018 - PC-MA - Escrivão de Polícia (ADAPTADA)


Determinado policial, ao cumprir um mandado de prisão, teve de usar a força física para conter o
acusado. Após a concretização do ato, o policial continuou a ser fisicamente agressivo, mesmo não
havendo a necessidade. Nessa situação hipotética, o policial excedeu o estrito cumprimento do dever
legal.
( ) CERTO
( ) ERRADO

22. Provas: CESPE - 2018 - DPE - PE - Defensor Público (ADAPTADA)


Com relação à punibilidade e às causas de sua extinção, é correto se afirmar que a morte do agente
extingue todos os efeitos penais, exceto a cobrança da pena de multa e da pena alternativa pecuniária,
que poderão ser cobradas dos herdeiros.
( ) CERTO
( ) ERRADO

23. Provas: CESPE - 2018 - DPE - PE - Defensor Público (ADAPTADA).


O instrumento normativo para instrumentalizar o indulto e a anistia é o decreto presidencial;
enquanto a graça é concedida por lei.
( ) CERTO
( ) ERRADO

24. Provas: CESPE - 2018 - STM - Analista Judiciário


Inexiste, no ordenamento jurídico, a possibilidade de as condições e circunstâncias de caráter pessoal
de um agente se comunicarem com as de outro agente que seja coautor de um crime.
( ) CERTO
( ) ERRADO

25. Provas: CESPE – 2017 JUIZ SUBSTITUTO PR (TJ) – ADAPTADA


Considerando a jurisprudência do STF e do STJ sobre os princípios informativos do direito penal e
da teoria geral da pena, é correto afirmar que a irretroatividade da lei penal mais gravosa é sempre
aplicável, inclusive nos crimes permanentes e nas hipóteses de continuidade delitiva.
( ) CERTO
( ) ERRADO

26. (CESPE – 2018 – PC MA – INVESTIGADOR)


- ADAPTADA
Acerca da aplicação da lei penal e processual no tempo e no espaço e em relação às pessoas,
teríamos que em caso de normas processuais materiais — mistas ou híbridas —, aplica-se a
retroatividade da lei mais benéfica.
( ) CERTO
( ) ERRADO

27. PJC – MT – DELEGADO – CESPE – 2017


José entrou em um ônibus de transporte público e, ameaçando os passageiros com uma arma de fogo,
subtraiu de diversos deles determinadas quantias em dinheiro. Nessa situação hipotética, de acordo
com a jurisprudência dos tribunais superiores, a prática do delito contra vítimas diferentes em um
mesmo contexto e mediante uma só ação configurou concurso material.
( ) CERTO
( ) ERRADO

28. PJC – MT – DELEGADO – CESPE – 2017


A respeito de crimes de mesma espécie, nas mesmas condições de tempo, lugar e forma de execução,
com vínculo subjetivo entre os eventos, teríamos como certo que, considerando a jurisprudência dos
tribunais superiores, a lei penal mais grave aplicar-se-á ao crime continuado ou ao crime permanente,
se a sua vigência for posterior à cessação da continuidade delitiva ou da permanência.
( ) CERTO
( ) ERRADO

29. PJC – MT – DELEGADO – CESPE – 2017


Admite-se a continuidade delitiva entre os crimes de roubo e de latrocínio.
( ) CERTO
( ) ERRADO

30. PJC – MT – DELEGADO – CESPE – 2017


A continuidade delitiva pode ser reconhecida quando se tratar de delitos de mesma espécie ocorridos
em comarcas limítrofes ou próximas.
( ) CERTO
( ) ERRADO

31. Provas: CESPE - 2017 - TRE-PE - Analista Judiciário


Um dos elementos da culpabilidade, a imputabilidade será excluída no caso de o agente atuar sob o
estado de embriaguez completa fortuita.
( ) CERTO
( ) ERRADO

32. Provas: CESPE - 2017 - TRE-BA - Analista Judiciário – ADAPTADA


Um indivíduo de dezenove anos de idade, livre, consciente e capaz, dirigiu-se a uma joalheria com a
intenção de praticar furto. Na loja, passou-se por cliente e pediu a uma vendedora para ver algumas
peças. Enquanto via as joias, aproveitando-se de um descuido da vendedora, o indivíduo colocou um
colar de ouro em seu bolso e, em seguida, saiu da loja, sem nada ter comprado. Trinta minutos
depois, ele retornou à loja e devolveu a joia, incentivado por sua mãe. Apesar disso, o gerente,
representando a joalheria, decidiu registrar boletim de ocorrência sobre o fato em uma delegacia de
polícia, e o homem foi indiciado por furto simples. Após o término do inquérito policial, o Ministério
Público denunciou o acusado por furto simples. A denúncia foi recebida pelo juízo competente, com
a determinação da citação do acusado. Nesse caso, é possível o reconhecimento de desistência
voluntária.
( ) CERTO
( ) ERRADO

33. Provas: CESPE - 2017 - TRE-BA - Analista Judiciário (ADAPTADA)


Considera-se inimputável aquele que comete crime antes de completar dezoito anos de idade.
( ) CERTO
( ) ERRADO

34. Provas: CESPE - 2016 - PC-GO - Agente de Polícia Substituto


João, que acabara de completar dezessete anos de idade, levou sua namorada Rafaela, de doze anos e
onze meses de idade, até sua casa. Considerando ser muito jovem para namorar, a garota aproveitou
a oportunidade e terminou o relacionamento com João. Inconformado, João prendeu Rafaela na casa,
ocultou sua localização e forçou-a a ter relações sexuais com ele durante o primeiro de treze meses
em que a manteve em cativeiro. Após várias tentativas frustradas de fuga, um dia antes de completar
quatorze anos de idade, Rafaela, em um momento de deslize de João, conseguiu pegar uma faca e
lutou com o rapaz para, mais uma vez, tentar fugir. Na luta, João tomou a faca de Rafaela e, após
afirmar que, se ela não queria ficar com ele, não ficaria com mais ninguém, desferiu-lhe um golpe de
faca. Rafaela fingiu estar morta e, mesmo ferida, conseguiu escapar e denunciar João, que fugiu após
o crime, mas logo foi encontrado e detido pela polícia. Rafaela, apesar de ter sido devidamente
socorrida, entrou em coma e faleceu após três meses. Nessa situação hipotética, João responderá por
crime de estupro de incapaz, previsto no CP.
( _) CERTO
( ) ERRADO

35. Provas: CESPE - 2016 - TCE-SC - Auditor Fiscal de Controle Externo


Caracteriza-se o dolo eventual no caso de um caçador que, confiando em sua habilidade de atirador,
dispara contra a caça, mas atinge um companheiro que se encontra próximo ao animal que ele
desejava abater.
( ) Errado
( ) Certo
36. Provas: CESPE - 2016 - TRE-PI - Analista Judiciário (ADAPTADA)
A respeito do concurso de pessoas, em se tratando de peculato, crime próprio de funcionário público,
não é possível a coautoria de um particular, dada a absoluta incomunicabilidade da circunstância
elementar do crime.
( ) CERTO
( ) ERRADO
37. Provas: CESPE - 2016 - PC-GO - Escrivão de Polícia Substituto (ADAPTADA)
Considerando os aspectos legais, doutrinários e jurisprudenciais sobre a infração penal quanto aos
elementos constitutivos, às espécies e aos sujeitos, bem como à ilicitude, às excludentes e ao excesso
punível, à consumação e tentativa e ao concurso de pessoas, teríamos como certo que nos crimes
materiais, a consumação só ocorre ante a produção do resultado naturalístico, enquanto que, nos
crimes formais, este resultado é dispensável.
( ) CERTO
( ) ERRADO
38. Provas: CESPE - 2016 - TCE-SC - Auditor Fiscal de Controle Externo
No Código Penal brasileiro, adota-se a teoria da ubiquidade, conforme a qual o lugar do crime é o da
ação ou da omissão, bem como o lugar onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.
( ) Errado
( ) Certo
39. Provas: CESPE - 2016 - TRE-PI - Analista Judiciário (ADAPTADA)
Conforme o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, não se aplica o princípio da consunção
entre os crimes de falsidade e estelionato, por se tratar de caso de aplicação do concurso formal.
( ) CERTO
( ) ERRADO
40. Provas: CESPE - 2016 - PC-GO - Agente de Polícia Substituto (ADAPTADA)
A respeito da aplicação da lei penal e dos elementos e das causas de exclusão de culpabilidade, é
correto se asseverar que se ordem não manifestamente ilegal for cumprida por subordinado e resultar
em crime, apenas o superior responderá como autor mediato, ficando o subordinado isento por
inexigibilidade de conduta diversa.
( ) CERTO
( ) ERRADO
41. Provas: CESPE - 2016 - PC-GO - Escrivão de Polícia Substituto (ADAPTADA)
Considerando os princípios constitucionais e legais informadores da lei penal, é correto afirmar que
por adotar a teoria da ubiquidade, o CP reputa praticado o crime tanto no momento da conduta
quanto no da produção do resultado.
( ) CERTO
( ) ERRADO
42. Provas: CESPE - 2016 - PC-GO - Escrivão de Polícia Substituto (ADAPTADA)
A lei material penal terá vigência imediata quando for editada por meio de medida provisória,
impactando diretamente a condenação do réu se a denúncia já tiver sido recebida.
( ) CERTO
( ) ERRADO
43. Provas: CESPE - 2016 - PC-GO - Escrivão de Polícia Substituto (ADAPTADA)
Considerando os princípios informativos da retroatividade e ultratividade da lei penal, a lei nova
mais benéfica será aplicada mesmo quando a ação penal tiver sido iniciada antes da sua vigência.
( ) CERTO
( ) ERRADO
44. Provas: CESPE - 2016 - PC-GO - Escrivão de Polícia Substituto (ADAPTADA)
A novatio legis in mellius só poderá ser aplicada ao réu condenado antes do trânsito em julgado da
sentença, pois somente o juiz ou tribunal processante poderá reconhecê-la e aplicá-la.
( ) CERTO
( ) ERRADO
45. Provas: CESPE - 2016 - PC-GO - Escrivão de Polícia Substituto (ADAPTADA)
Ainda que se trate de crime permanente, a novatio legis in pejus não poderá ser aplicada se
efetivamente agravar a situação do réu.
( ) CERTO
( ) ERRADO
46. Provas: CESPE - 2015 - TCE-RN - Assessor Técnico Jurídico
Pelo princípio da irretroatividade da lei penal, não é possível a aplicação de lei posterior a fato
anterior à edição desta. É exceção ao referido princípio a possibilidade de retroatividade da lei penal
benéfica que atenue a pena ou torne atípico o fato, desde que não haja trânsito em julgado da
sentença penal condenatória.
( ) CERTO
( ) ERRADO
47. Provas: CESPE - 2015 - TCE-RN - Assessor Técnico Jurídico
O crime contra a fé pública de autarquia estadual brasileira cometido no território da República
Argentina fica sujeito à lei do Brasil, ainda que o agente seja absolvido naquele país.
( ) CERTO
( ) ERRADO
48. CESPE - 2015 - TRE-GO - Analista Judiciário - Área Judiciária
A revogação expressa de um tipo penal incriminador conduz a abolitio criminis, ainda que seus
elementos passem a integrar outro tipo penal, criado pela norma revogadora.
( ) CERTO
( ) ERRADO
49. Provas: CESPE - 2015 - DPE - PE - Defensor Público
A coação física irresistível configura hipótese jurídico-penal de ausência de conduta, engendrando,
assim, a atipicidade do fato.
( ) CERTO
( ) ERRADO
50. Provas: CESPE - 2015 - MPU – Técnico
O furto de bagatelas não é passível de punição por ser o valor da coisa pequeno ou insignificante,
havendo, nesse caso, exclusão da tipicidade.
( ) CERTO
( ) ERRADO
51. Provas: CESPE - 2015 - TCU - Auditor Federal de Controle Externo
No que diz respeito às causas de exclusão da ilicitude, é possível alegar legítima defesa contra quem
pratica conduta acobertada por uma dirimente de culpabilidade, como, por exemplo, coação moral
irresistível.
( ) CERTO
( ) ERRADO
52. Provas: CESPE - 2015 - TRE-RS - Analista Judiciário – ADAPTADA
Um agente alvejou vítima com disparo e, embora tenha iniciado a execução do ilícito, não exauriu
toda a sua potencialidade lesiva ante a falha da arma de fogo empregada, fugindo do local do crime
em seguida. Nessa situação hipotética, a atitude do agente configura arrependimento eficaz, uma vez
que ele, após ter esgotado todos os meios de que dispunha, evitou que o resultado acontecesse.
( ) CERTO
( ) ERRADO
53. Provas: CESPE - 2015 - AGU - Advogado da União
A legítima defesa é causa de exclusão da ilicitude da conduta, mas não é aplicável caso o agente
tenha tido a possibilidade de fugir da agressão injusta e tenha optado livremente pelo seu
enfrentamento.
( ) CERTO
( ) ERRADO
54. Provas: CESPE - 2015 - TCE-RN - Inspetor de Controle Externo
No concurso de pessoas, o auxílio prestado ao agente, quando não iniciada a execução do crime, é
passível de punição.
( ) CERTO
( ) ERRADO
55. Provas: CESPE - 2015 - AGU - Advogado da União
O direito penal brasileiro não admite a punição de atos meramente preparatórios anteriores à fase
executória de um crime, uma vez que a criminalização de atos anteriores à execução de delito é uma
violação ao princípio da lesividade.
( ) CERTO
( ) ERRADO
56. Provas: CESPE - 2015 - TRE-RS - Analista Judiciário (ADAPTADA)
Em relação à imputabilidade penal, será isento de pena o agente que, por embriaguez habitual, não
for capaz de entender o caráter ilícito do fato.
( ) CERTO
( ) ERRADO
57. Provas: CESPE - 2015 - TRE-RS - Analista Judiciário (ADAPTADA)
Em relação à imputabilidade penal, se a embriaguez acidental for completa, acarretará a
irresponsabilidade penal.
( ) CERTO
( ) ERRADO
58. Provas: CESPE - 2015 - TRE-RS - Analista Judiciário (ADAPTADA)
Em relação à imputabilidade penal, para definir a maioridade penal, a legislação brasileira seguiu o
sistema biopsicológico, ignorando o desenvolvimento mental do menor de dezoito anos de idade.
( ) CERTO
( ) ERRADO
59. Provas: CESPE - 2016 - PC-GO - Escrivão de Polícia Substituto (ADAPTADA)
Considerando os aspectos legais, doutrinários e jurisprudenciais sobre a infração penal quanto aos
elementos constitutivos, às espécies e aos sujeitos, bem como à ilicitude, às excludentes e ao excesso
punível, à consumação e tentativa e ao concurso de pessoas, teríamos que o concurso de agentes na
realização de um crime pressupõe sempre o prévio ajuste de vontades na consecução de um resultado
danoso desejado por todos.
( ) CERTO
( ) ERRADO
60. Provas: CESPE - 2015 - TJ-DF - Analista Judiciário
De acordo com o Código Penal brasileiro, a paixão pode levar a uma privação de sentidos, o que
resulta no abolimento da faculdade de apreciar a criminalidade do fato e de determinar-se de acordo
com essa apreciação.
( ) CERTO
( ) ERRADO
61. Provas: CESPE - 2014 - TCE-PB – Procurador (ADAPTADA)
De acordo com o CP, a respeito de crimes (relação de causalidade; ilicitude e causas de sua exclusão)
imputabilidade penal e penas, é correto se afirmar que se a participação do agente delituoso no crime
for de menor importância, a sua pena pode ser reduzida de um sexto a um terço.
( ) CERTO
( ) ERRADO
62. Provas: CESPE - 2014 - TCE-PB – Procurador (ADAPTADA)
Somente nos casos em que o agente praticar o fato em estado de necessidade, em legítima defesa
(ainda que putativa) e em estrito cumprimento do dever legal não se considerará existente o crime.
( ) CERTO
( ) ERRADO
63. Provas: CESPE - 2014 - TCE-PB – Procurador (ADAPTADA)
A inimputabilidade penal, se for devidamente comprovada, resultará sempre em redução da pena, de
um a dois terços, independentemente do crime praticado.
( ) CERTO
( ) ERRADO
64. Provas: CESPE - 2014 - TCE-PB – Procurador (ADAPTADA)
A emoção e a paixão não podem excluir a imputabilidade penal.
( ) CERTO
( ) ERRADO
65. Provas: CESPE - 2014 - TCE-PB – Procurador (ADAPTADA)
O ajuste, a determinação e o auxílio são sempre puníveis, independentemente da natureza do crime
planejado.
( ) CERTO
( ) ERRADO
66. Provas: CESPE - 2009 - Polícia Federal - Agente da Polícia Federal
São elementos do fato típico: conduta, resultado, nexo de causalidade, tipicidade e culpabilidade, de
forma que, ausente qualquer dos elementos, a conduta será atípica para o direito penal, mas poderá
ser valorada pelos outros ramos do direito, podendo configurar, por exemplo, ilícito administrativo.
( ) CERTO
( ) ERRADO
67. Provas: CESPE - 2013 - MPU - Analista
Com base no direito penal brasileiro, julgue os itens a seguir. Considere a seguinte situação
hipotética. Júlio, com intenção de matar Maria, disparou tiros de revólver em sua direção. Socorrida,
Maria foi conduzida, com vida, de ambulância, ao hospital; entretanto, no trajeto, o veículo foi
abalroado pelo caminhão de José, que ultrapassara um sinal vermelho, tendo Maria falecido em razão
do acidente. Nessa situação, Júlio deverá responder por tentativa de homicídio e José, por homicídio
culposo.
( ) CERTO
( ) ERRADO
68. Provas: CESPE - 2013 - TJ-DF - Técnico Judiciário
Em relação à menoridade penal, o Código Penal adotou o critério puramente biológico, considerando
penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos de idade, ainda que cabalmente demonstrado
que entendam o caráter ilícito de seus atos.
( ) CERTO
( ) ERRADO
69. Provas: CESPE - 2013 - TJ-DF - Analista Judiciário
Em 18/2/2011, às 21 horas, na cidade X, João, que planejara detalhadamente toda a empreitada
criminosa, Pedro, Jerônimo e Paulo, de forma livre e consciente, em unidade de desígnios com o
adolescente José, que já havia sido processado por atos infracionais, decidiram subtrair para o grupo
uma geladeira, um fogão, um botijão de gás e um micro-ondas, pertencentes a Lúcia, que não estava
em casa naquele momento. Enquanto João e Pedro permaneceram na rua, dando cobertura à ação
criminosa, Paulo, Jerônimo e José entraram na residência, tendo pulado um pequeno muro e utilizado
grampos para abrir a porta da casa. Antes da subtração dos bens, Jerônimo, arrependido, evadiu-se
do local e chamou a polícia. Ainda assim, Paulo e José se apossaram de todos os bens referidos e
fugiram antes da chegada da polícia. Dias depois, o grupo foi preso, mas os bens não foram
encontrados. Na delegacia, verificou-se que João, Pedro e Paulo já haviam sido condenados
anteriormente pelo crime de estelionato, mas a sentença não havia transitado em julgado e que
Jerônimo tinha sido condenado, em sentença transitada em julgado, por contravenção penal. Com
base na situação hipotética apresentada, julgue o item a seguir:
Jerônimo, por ter desistido voluntariamente da execução do crime, responderá pelo crime de violação
de domicílio, e não pelo delito de furto.
( ) CERTO
( ) ERRADO
70. Provas: CESPE - 2013 - Polícia Federal - Escrivão da Polícia Federal
No que concerne a infração penal, fato típico e seus elementos, formas consumadas e tentadas do
crime, culpabilidade, ilicitude e imputabilidade penal, julgue os itens que se seguem. Considere que
João, maior de dezoito anos de idade, tenha praticado crime de natureza grave, sendo, por
consequência, processado e, ao final, condenado. Considere, ainda, que, no curso da ação penal,
tenha sido constatado pericialmente que João, ao tempo do crime, tinha reduzida a capacidade de
compreensão ou vontade, comprovando-se a sua semi-imputabilidade. Nessa situação, caberá a
imposição cumulativa de pena, reduzida de um terço a dois terços e de medida de segurança.
( ) CERTO
( ) ERRADO
71. Provas: CESPE - 2013 - TJ-DF - Técnico Judiciário
Se determinada pessoa, querendo chegar rapidamente ao aeroporto, oferecer pomposa gorjeta a um
taxista para que este dirija em velocidade acima da permitida e, em razão disso, o taxista atropelar e,
consequentemente, matar uma pessoa, a pessoa que oferecer a gorjeta participará de crime culposo.
( ) CERTO
( ) ERRADO
72. Provas: CESPE - 2013 - Polícia Federal - Escrivão da Polícia Federal
No que concerne a infração penal, fato típico e seus elementos, formas consumadas e tentadas do
crime, culpabilidade, ilicitude e imputabilidade penal, julgue os itens que se seguem. Considere que
Bartolomeu, penalmente capaz e mentalmente são, tenha praticado ato típico e antijurídico, em
estado de absoluta inconsciência, em razão de estar voluntariamente sob a influência de álcool. Nessa
situação, Bartolomeu será apenado normalmente, por força da teoria da actio libera in causa.
( ) CERTO
( ) ERRADO
73. Provas: CESPE - 2013 - PRF - Policial Rodoviário Federal
Em relação ao concurso de pessoas, o CP adota a teoria monista, segundo a qual todos os que
contribuem para a prática de uma mesma infração penal cometem um único crime, distinguindo-se,
entretanto, os autores do delito dos partícipes.
( ) CERTO
( ) ERRADO
74. Provas: CESPE - 2013 - TJ-DF - Técnico Judiciário
Considera-se crime toda ação ou omissão típica, antijurídica e culpável.
( ) CERTO
( ) ERRADO
75. Provas: CESPE - 2013 - PC-BA - Delegado de Polícia
Considere que Joana, penalmente imputável, tenha determinado a Francisco, também imputável, que
desse uma surra em Maria e que Francisco, por questões pessoais, tenha matado Maria. Nessa
situação, Francisco e Joana deverão responder pela prática do delito de homicídio, podendo Joana
beneficiar-se de causa de diminuição de pena.
( ) CERTO
( ) ERRADO
76. Provas: CESPE - 2013 - PC-BA - Escrivão de Polícia
No concurso de pessoas, a caracterização da coautoria fica condicionada, entre outros requisitos, ao
prévio ajuste entre os agentes e à necessidade da prática de idêntico ato executivo e crime.
( ) CERTO
( ) ERRADO
GABARITO
1. ERRADO
2. CERTO
3. ERRADO
4. CERTO
5. ERRADO
6. ERRADO
7. ERRADO
8. CERTO
9. ERRADO
10. ERRADO
11. ERRADO
12. CERTO
13. ERRADO (TENTATIVA ABANDONADA OU QUALIFICADA = DESISTÊNCIA
VOLUNTÁRIA/ARREPENDIMENTO EFICAZ)
14, ERRADO
15. ERRADO (PLURISUBJETIVOS)
16. CERTO
17. ERRADO (DUPLA SUBJETIVIDADE PASSIVA)
18. ERRADO ―Crime a prazo é o que ocorre quando o tipo penal exige, para sua configuração, o
decurso de determinado prazo.
Ex.: modalidade qualificada de lesão corporal (inciso I do § 1º do art. 129 do Código Penal) em que
se exige a incapacidade para a vítima realizar suas ocupações habituais por mais de 30 dias e o crime
de apropriação de coisa achada (inciso II do art. 169 do Código Penal) que só se consuma se o
agente, no prazo de 15 dias, não entregar a coisa achada.‖
19. CERTO ―De fato, a doutrina classifica como sendo crime de circulação aquele em que é
praticado com o emprego de veículo automotor, seja por dolo ou de culpa, com a incidência do CP
ou do CTB (Lei 9.503/1997).‖
COLABORAÇÃO Djus – Prof. Douglas Silva
20. ERRADO
21. CERTO
22. ERRADO
23. ERRADO
24. ERRADO
25. ERRADO
26. CERTO
27. ERRADO
28. ERRADO
29. ERRADO (STJ...TNC)
30. CERTO
31. CERTO
32. ERRADO
33. CERTO
34. ERRADO
35. ERRADO
36. ERRADO
37. CERTO
38. CERTO
39. ERRADO
40. CERTO
41. ERRADO
42. ERRADO
43. CERTO
44. ERRADO
45. ERRADO
46. ERRADO
47. CERTO
48. ERRADO
49. ERRADO
50. ERRADO
51. CERTO
52. ERRADO
53. ERRADO
54. ERRADO
55. ERRADO
56. ERRADO
57. CERTO
58. ERRADO
59. ERRADO
60. ERRADO
61. CERTO
62. ERRADO
63.ERRADO
64. CERTO
65.ERRADO
66. ERRADO
67. CERTO
68. CERTO
69. CERTO
70. ERRADO
71. ERRADO
72. ERRADO