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NAESZM032-17SA


Biomateriais
Aula 5
Biomateriais poliméricos
3° Quadrimestre 2018

Profa. Mathilde Champeau

CENTRO DE ENGENHARIA, MODELAGEM E CIÊNCIAS SOCIAIS


APLICADAS
 Objetivos:

◦ Conhecer as vantagens e desvantagens dos biomateriais


poliméricos sinteticos não-biodegradaveis e degradaveis, os
polímeros naturais e os hidrogeis.

◦ Conhecer as grandes classes de biomateriais poliméricos


assim como as suas respectivas vantagens e desvantagens ⇒
saber escolher um biomat. poliméricos para uma dada
aplicação

◦ Saber quais são as aplicações mais comuns dos biomateriais


poliméricos
 Capitulo 2 - Ratner,B.D., Hoffman, A.S.,Schoen, F.J.,Lemons,J.E.
Biomaterials Science: Introduction to Materials in Medicine. 3ª ed.
Academic Press. 2013.

 Capitulo 4 - Oréfice, R.L., Pereira, M.M., Mansur,H.S., Biomateriais:


Fundamentos & Aplicações,1ª Ed. Cultura Medica. 2006

 Nair et al., Biodegradable polymers as biomaterials, Prog. Polym. Sci.


32 (2007) 762-798
Vantagens e desv. Lembrete Pol sinteticos não biode. Pol sinteticos biod Pol naturais Hidrogeis
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode. Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode. Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Vantagens Alguns conceitos


importantes

 Desvantagens

Ideias?
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode. Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Comparação das propriedades mecânicas (modulo de elasticidade e resistência


mecânica) dos polímeros, tecidos vivos, compósitos, cerâmicas e metais

Ideias?
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode. Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

Valvula cardiaca
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

O que vocês precisam saber sobre a estrutura dos polímeros


• Distribuição de massa molar MM Evolução das propriedades com a massa molar

Massa Molar Numérica Média (Mn)

Ni: número de moléculas do tipo i


Mi: massa molar da molécula do tipo i

Massa Molar Ponderal Média (Mw)


emaranhamentos
Baixa MM Alta MM

Com MM↗ → solubilidade ↘ e resistência mecânica ↗


O que vocês precisam saber sobre a estrutura dos polímeros
Massa Molar (MM) Conformação das cadeias Configuração das cadeias
e distribuição poliméricas poliméricas
da Massa Molar Arranjo de átomos e substituentes Organização dos atomos ao longo
trazidos pela rotação em torno das da cadeia. Determinada durante a
ligações. polimerização.
Massa molar numérica media Mn
Não afeita a distância entre A configuração pode apenas ser
Massa molar ponderal media Mw
átomos (C-C : 1.54 A) e modificada atraves a quebra das
Polidispersidade DPn
ângulo (109 °) ligações covalentes.
=f(polimerização)
a) Aleatório ou enovelado a) Cabeça-cabeça ou cabeça-
Ocorre na fase amorfa, em cauda
→Impacta as propriedades
solução ou no estado fundido
físico-química
b) Zig-zag planar
Cabeça-cauda Cabeça-cabeça
No estado sólido, principalmente nas
fases cristalinas, cadeias lineares sem b) Cis-trans isomeria (dos dienos)
grupos laterais volumosos podem adquirir Impacta a capacidade
uma conformação em zig-zag com os a cristalizar
atomos da cadeia principal num mesmo
plano

c) Tacticidade
c) Helicoidal Isotáctico= todos os
Polímeros com tacticidade grupos no mesmo plano
regular e grupos laterais Sindiotáctico = alternado
volumosos Atáctico= aleatório
O que vocês precisam saber sobre a estrutura dos polímeros

• Tipos de Ligações Químicas

•Ligações químicas primárias (intramoleculares)


• Ligações covalentes
• Ligações químicas secundárias (intermoleculares)
• Ligações de hidrogênio (H – F,O,N)
• Interações do tipo dipolo-dipolo
• Forças de dispersão (dipolos induzidos): dipolos
instantâneos

Átomos do esqueleto: C, O, N, S, Si
O que vocês precisam saber sobre a estrutura dos polímeros
• Das cadeias poliméricas:

Linear Ramificada com Ligações cruzadas em Rede


Polietileno de alta densidade Epóxi, PU (meros tridimensionais e
Polietileno de baixa Elastômeros/borrachas polímeros com muitas ligações cruzadas)
(PEAD), PVC, poliestireno, nylon
densidade(PEBD)

• Homopolímeros e copolímeros:
• Homopolímero: polímero composto por apenas um tipo de mero.
• Copolímeros: polímero composto por mais de um tipo de mero.

• Copolímeros estatísticos, alternados, em bloco, graftizados


As 3 classes de polímeros
• Relacionado ao comportamento termomecânico
•Termoplásticos: polímeros capazes de serem repetidamente aquecidos/amolecidos e
resfriados/endurecidos. São recicláveis. Foco da disciplina
◦ Estrutura molecular: linear ou ramificada
◦ Exemplos: PE, PP, PA, PET...

•Elastômeros (borrachas): polímeros que exibem alta elasticidade na temperatura de


uso, são conformáveis apenas antes da vulcanização ESZM013-17
◦ Estrutura molecular: poucas ligações cruzadas Tecnologia de elastômeros
◦ Exemplos: borracha natural, silicone.

•Termorrígidos: polímeros que são conformáveis plasticamente apenas em um estágio


intermediário de sua fabricação e tornam-se duros, insolúveis e infusíveis.
◦ Estrutura molecular: altamente reticulada
◦ Exemplos: epóxi, poliéster insaturado .

Temperaturas de Transição nos Polímeros
• a) Temperatura de transição vítrea Tg
• Temperatura média de uma gama de temperatura, onde no aquecimento, as cadeias
da fase amorfa adquirem mobilidade (mudança da conformação das cadeias)
• Transição termodinâmica de 2a ordem: afeta as variáveis termodinâmicas secundárias
(capacidade calorífica e coeficiente de expansão térmica)

• b) Temperatura de fusão Tm
• Valor médio da temperatura na qual, durante o aquecimento, desaparecem as regiões
cristalinas → fusão dos cristalitos
• Energia do sistema é maior do que a energia das interações intermoleculares na fase
cristalina
• Transição termodinâmica de 1era ordem: afeta variáveis como volume especifico,
entalpia, etc...
• Apenas os termoplásticos semicristalinos têm uma Tm
Temperaturas de Transição nos Polímeros
• Fatores que afetam a Tg e Tm:
• Fatores que resultam no aumento da rigidez ou das interação intermoleculares→ Tg e Tm↗
• Massa Molar ↗ → numero de extremidade de cadeia↘ → volume livre ↘ → Tg ↗
• Interação intermolecular ↗ → mobilidade ↘ → Tg e Tm↗
• ex: PP Tg=-10 ° C e Tm=130 ° C , PVA: Tg=70 ° C e Tm=200 ° C

• Rigidez da cadeia principal ↗ → mobilidade ↘ → Tg e Tm↗


• ex: aumenta com grupos fenil PET. C-O mais flexível que C-C: PE: Tm=135 ° C e PEO: Tm=66 ° C

• Tacticidade
• PMMA isotáctico: Tg=45 ° C PMMA sindiotático: Tg=150 ° C

• Configuração cis-trans: mobilidade trans< cis → Tg trans<cis

• Grupos laterais:
• Cadeias lineares que agem como ramificações → volume livre ↗ → Tg ↘
• Grupos substituintes: volume do grupo → rigidez ↗ → Tg e Tm↗
• ex: PE: Tg = -100 °C PS: Tg=90 ° C
n

• Densidade de ligações cruzadas, adição de plastificante, copolímeros...


Temperaturas de Transição nos Polímeros

• c) Temperatura de cristalização Tc
• Temperatura na qual, durante o resfriamento, um numero grande de cadeias se
organiza permitindo a formação de uma estrutura ordenada (cristalitos ou lamelas)
Tc
Estado semi- resfriamento Estado fundido
cristalino (amorfo)
aquecimento

Tm
•Cristalização pode ser:
• isotérmica: a temperatura é baixada rapidamente até Tc e mantida constante durante a
cristalização
• ou dinâmica: a temperatura é reduzida continuamente e a cristalização ocorre no mesmo
tempo
Polímeros semicristalinos: a estrutura cristalina
•Fase desorganizada = fase amorfa
•Fase organizada regularmente e repetitivamente = fase cristalina (segmentos
alinhados em um arranjo tridimensional em escala nanometrica)

•Grau de cristalinidade χc = A fracção mássica (%) das moléculas


ordenadas no polímero
•Maioria das propriedades físicas, mecânicas, termodinâmicas de
polímeros semicristalinos é dependente do grau de
cristalinidade e da morfologia das regiões cristalinas.

•Grau de cristalinidade χc 
 densidade, rigidez, estabilidade química, modulo elástico, resistência a abrasão, Tm,
Tg de alguns polímeros (PMMA)...

 resistência ao impacto, tensão a ruptura, transparência óptica, coeficiente de


expansão térmica, permeabilidade a gás, solubilidade ...
Polímeros semicristalinos: a estrutura cristalina

Modelos de morfologia de polimeros semicristalinos

• Polímeros semicristalinos são constituídos de pequenos cristalitos (10 nm)


dispersos em uma matriz amorfa.

Cristalitos: constituídos de
segmentos moleculares de
diferentes cadeias, alinhadas
umas às outras.
Polímeros semicristalinos: a cristalização a
partir do fundido
A cristalização depende:
da capacidade do polímero de cristalizar (a)
+
das condições de processamento durante a conformação (b)
• (a) Fatores relativos a estrutura molecular que aumentam o grau de cristalinidade:
• Forças intermoleculares↑ (ex: interações H no Nylon)
Tm (°C) ρ Tensão a
• Presença de ramificações↓ (g/cm3) ruptura (Mpa)
PEBD 110 0,92 24

• Presença de grupos ou átomos laterais volumosos ↓ PEAD >130 ~0,95 43


• ex: PE: χc ~ 80 % PS: amorfo

n
• Copolimerização n

• Copo aleatórios: não cristalizam(ex: PE alto : χc e PP médio : χc mas copo aleatório EPDM amorfo; copo alternados: podem cristalizar facilmente

• Flexibilidade da cadeia principal ↓


• rigidez↗ → facilita o empacotamento porque mesmo no estado solido as cadeias são mantidas paralelas entre si, o que é favorável para a
cristalização. Porem, cristalização pode ser lenta!
poli(etileno adipato)

Ligação C-O confere flexibilidade à cadeia: amorfo Grupo parafenileno confere rigidez: semicristalino
• Tacticidade
• Iso e sindiotáctico têm uma estrutura regular e podem, geralmente cristalizar. Os atácticos têm uma estrutura irregular e não podem cristalizar.
Polímeros semicristalinos: a cristalização a
partir do fundido

• (b) Fatores relativos a condições de processamento durante a conformação:


• Deformação do fundido devido ao fluxo (orientação das cadeias)
• Taxa de resfriamento 𝑑𝑇
𝑑𝑡
• Efeito da pressão
• Outros dependendo da técnica de processamento (velocidade de injeção

• Um gradient de T ao longo da solidificação vai resultar na formação de um gradiente no


perfil da morfologia
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode. Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Biopolímeros : Macromoleculas (inclusive proteínas,


ácidos nucleicos e polissacarídeos) produzidas por
organismos vivos.


 Polímeros utilizados como biomateriais

IUPAC. Compendium of Chemical Terminology, 2nd ed. (the "Gold Book")


Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode. Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Degradação: refere-se a processos químicos que afetam as propriedades e,


consequentemente, a funcionalidade de um material.
◦ Depende de:
 Estrutura química,

 Grau de cristalinidade,

 Aditivação

 Processamento (esterilização),

 Condição de aplicação.

 Biodegradação: via processos biológicos. Biorreabsorvíveis.


Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode. Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 A biocompatibilidade de polímeros envolve 4 fenômenos:


1- Processo de concentração de biomoléculas à superfície do material (adsorção), logo após a implantação

ex: adsorção de proteínas na superfície → influência do carácter hidrofóbico-hidrofílico

2- Resposta local do tecido à presença do biomaterial (observada na forma de reação inflamatória e


imunológica)

ex: PE, PET, Silicone: reação inflamatória inicial e depois encapsulamento do material por
uma camada fibrosa

3- Efeito do ambiente corpóreo no material (por exemple: processo de degradação do polímero)

4- Resposta do corpo como um todo à presença do biomaterial (percebida através do aparecimento de


tumores, alergias, infecções generalizadas...)
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode. Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Poliolefinas:
◦ Polietileno (PE)
◦ Polipropileno (PP)
◦ Os seus copolímeros
polietileno
 São termoplásticos,
 Diferentes estruturas→ diferentes cristalinidade → diferentes propriedades

UHMWPE
Boa tenacidade a fratura, coeficiente de fricção baixo, alta resistência a impacto, baixa densidade
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode. Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Poliolefinas:
 UHMWPE: massa molar altíssima, cadeias lineares longas → pode atingir
elevada cristalinidade → propriedades mecânicas altas
ex: utilização em substituição de articulação, cúpula acetabular
• Problema encontrado com UHMWPE em aplicação para articulação artificial :
produção de partículas de desgaste na superfície de deslizamento → acelera a
perda do implante
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode. Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Poliolefinas:
 Nova geração de UHMWPE para articulação artificial para aumentar a
resistência ao desgaste
 As regiões amorfas do UHMWPE podem ser reticuladas utilizando radiação Gama
(raios γ) durante a esterilização em ausência de oxigênio → resistência ao desgaste ↗
 Grau de cristalinidade ↗ (entre 39 % e 75%) submetendo o PE a T>250 °C e P alta →
resistência ao desgaste ↗
 Adição de vitamina E para evitar oxidação → resistência a formação de fissura ↗
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Poliolefinas:
◦ Polipropileno (PP): boa resistência química, boa resistência a tração
◦ Utilizado em reparo de hérnia (mesh)
◦ Fios de suturas não absorvíveis
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Poli(tetraflúor etileno) - PTFE:


 Nome comercial: Teflon
 Hidrofóbico
 Excelente lubricidade
 Baixo coeficiente de fricção → Originalmente empregado para cúpula
acetabular das prósteses de quadril → FALHOU: desgaste e inflamação causada
pelas partículas criadas

Enxerto vascular cateteres


Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Poli( eter eter cetona) –PEEK


 Excelente resistência a abrasão
 Elevada resistência mecânica (tração, flexão e impacto)
 Resistência química (solventes org e inorg, hidrólise e radiação)
 Elevada resistência a T (200 °C)
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Policloreto de vinila –PVC


 Alta resistencia a abrasão

Qual é o maior problema


com o PVC?

 fabricação e aplicação requer estabilizadores (para processamento) e


plastificantes (ftalates)

In vitro toxicidade

Toxicidade
dos aditivos
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Polidimetilsiloxano -(silicone)
 Cadeias: Si-O : alta flexibilidade  elastomero
 Hidrofóbico, baixa tensão superficial (utilizado para recobrimento)
 Estabilidade química
 Durabilidade
 Não contem aditivos

Implantes para reenchimento (ex: mamário)


O gel é um elastômero de silicone ligeiramente
reticulado que está inchado com fluido PDMS

enxertos vasculares
Tubos flexíveis
Juntas de dedos
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Polidimetilsiloxano -(silicone)

Exemplo de
diferentes resposta do
hospedeiro ao mesmo
material

Formação de uma capsula


fibrosa no redor de implante
mamaria
Ophtalmologic applications
glaucoma valves
Resíduos de óleo de silicone (PDMS de
Intraocular lenses
baixa MM) câncer e doenças do tecido
conjuntivo
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Poliacrilatos:
 a-Poli(metil metacrilato) PMMA
 Hidrofóbico
 Transparente
 Amorfo
 Estabilidade química
 Estado vítreo a Tcorpo
 Nome comercial: Plexiglas
Cimento ósseo

Lente intraocular
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Poliacrilatos:
 a-Poli(metil metacrilato) PMMA

Cimento ósseo de PMMA contem:


monômero líquido MMA + pó de PMMA parcialmente polimerizado +
iniciador da polimerização + ativador da polimerização + radiopacifier
(visível aos raios X, ex: sulfato de bário ou o óxido de zircônio) +
copolímero para modificar a reologia  polimeriza em 10 min

Quais são as desvantagens?

Toxicidade dos
Resíduos de monômeros, polimerização exotérmica, implant loosening monomeros e
control da T

Biomecânica: detritos do implante provocam inflamação, osteolysis...


Falha meca: fratura sob fadiga

Como melhorar?
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Poliacrilatos:
 a-Poli(metil metacrilato) PMMA

Biomecânica: detritos do implante provocam inflamação, osteolysis...


Falha meca: fratura sob fadiga

Como melhorar?

↗ resistência mecânica do cimento de PMMA e fixação:


- PMMA + vidro cerâmico bioativo
- PMMA + HA

Ou outro cimento a base de poliacrilato com maior ductilidade


Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 b-Poli(metacrilato de 2-hidroxietila) PHEMA


 Hidrofílico
 Estado vítreo a Tcorpo quando seco
 Hidratado = hidrogel
 lentes de contato gelatinosas
 lentes intraoculares

Lente intraocular
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Polioxido de etileno ou Polioxido glicol PEO ou PEG


 Hidrofílico
 Estado vítreo a Tcorpo quando seco
 Hidratado = hidrogel
 lentes de contato gelatinosas
 lentes intraoculares

Lente intraocular
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

Capitulo 2.7 Ratner

 Polímeros biodegradáveis apresentam uma redução da MM em contato


com o ambiente do corpo.

Agentes biológicos que podem causar a Espécies moleculares: agua


degradação: (hidrolise), íons, radicais livres...
células, microrganismos, enzimas
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

Capitulo 2.7 Ratner

 Algumas aplicações de curta duração de polímeros biodegradáveis


Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

Capitulo 2.7 Ratner

 Poliesteres

Poli(ácido láctico) Poli(ácido glicólico) Poli(ɛ-caprolactona)


(PLA) (PGA) (PCL)

Polidioxanona (PPD) Poli(hidróxi butirato) (PHB)

+ copolímeros e blendas dos mesmos

Outros poliésteres são biestáveis (não são bioabsorvidos) = PC, PET


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Capitulo 2.7 Ratner

 Poliesteres

Poli(ácido láctico) Poli(ácido glicólico)


(PLA) (PGA)
Exemplo para mostrar a influência da estrutura química sobre a biodegradabilidade:
Qual desses dois polímero é mais susceptível a hidrolise?

PGA, PLLA e PDLA : monômeros e produtos de degradação são metabólitos fisiológicos


Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Poliesteres

 Ortopedia :fixação de fraturas ( pinos e parafusos);


 Reparos na região craniomaxilofacial (PLGA);
 Liberação controladas de drogas

 Materiais de suturas; poly(lactic-co-glycolic acid)


 Suporte para culturas de células. (PLGA)

Assunto da aula prática


“sistemas de liberação de
Poli(ácido láctico) Poli(ácido glicólico)
fármacos”
(PLA) (PGA)
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

Capitulo 2.7 Ratner

 Grupos mais ou menos propensos a serem hidrolisáveis


Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Poliamida
◦ Mais higroscópicos que os poliolefinas e intumesce em agua → diminui a resistência
a tração e a sua rigidez
◦ Após longo tempo: degradação enzimática
◦ Podem ser classificadas como poliamida: Proteínas altamente repetitivas, como o colágeno
ou a fibroína de seda (proteínas = unidades ligadas por ligações de amida)

Nylon 6,6

Membranas de dialise
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

Capitulo 2.7 Ratner

 Algumas aplicações de curta duração de polímeros


biodegradáveis

Poliésteres sintéticos

Outros Polímeros
sintéticos

Polímeros
naturais
reabsorvíveis
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Vantagens

 Desvantagens
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Polímeros derivados de proteínas e polissacarídeos

 Vantagens

 Desvantagens Imunogenicidade:
capacidade de uma substância desencadear uma resposta
imunitária do organismo
Imunogénio: Quando introduzido no organismo faz com que este
responda, produzindo defesas
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

Capitulo 2.8 Ratner

 Exemplo: o colágeno
 Consistem em três cadeias de proteínas entrelaçadas, estrutura helicoidal
 Pode ser processado em diferentes formatos: arcabouços porosas, geis, filmes...
 Aplicações: sistema de liberação de fármaco, prótese, engenharia tecidual...

Werkmeister et al., Biomedical Materials, 2012, 7(1):012002


Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

Capitulo 2.5 Ratner

 Definição da IUPAC:
 Os géis são polímeros não-fluidos ou redes coloidais que são expandidas por um
fluido.
 No caso do líquido que incha o material sólido é água, o gel é chamado de hidrogel.
 Os hidrogéis são redes poliméricas que podem absorver mais de 90% do seu peso
seco em água, enquanto as ligações cruzadas químicas e físicas das cadeias
poliméricas as tornam insolúveis em água.

 Maciez + capacidade de reter grandes quantidades de água → semelhanças com os


tecidos vivos + boa biocompatibilidade.

 Podem ser não-degradáveis ou degradáveis ou podem se dissolver


Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

Capitulo 2.5 Ratner


Lente de contato
em PHEMA
Transparente mesmo
quando intumescido
Permeável a O2 e ao
fluido lagrimal
Flexível
Resistente a degradação

Tratamento de feridas, queimaduras


Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

Capitulo 2.5 Ratner

• curativos de hidrogéis de polivinilpirrolidona -adesivos


• curativos para queimados, dispositivos para liberação controlada de fármacos e
suporte para proliferação celular
• ótima absorção fluídos
Hidrogel de PVA + PVP
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

Capitulo 2.5 Ratner

Hidrogeis

Reticulação física
(reversível): Reticulação química
Ligações cruzadas = (permanente):
emaranhamento Ligação cruzadas =
Interações 2aria entre covalente entre as
as cadeias (Ligação de cadeias
H, Van der Waals)

Ex: alginate
pH↗
Outros exemplos: gelatina,
polieletrólitos (alginatos)...
Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

Capitulo 2.5 Ratner

 Reticulação química:
 Por exemplo: uso de um cross-linker químico bi ou multi-funcional
que reage com duas ou mais cadeias poliméricas (durante a
polimerização ou depois)

HEMA = monomero EDMA = crosslinker


Vantagens e desv. Lembrete Pol sintéticos não biode Pol sintéticos biode Pol naturais Hidrogeis

 Polímeros mais usados para a preparação de hidrogéis

Assunto da aula prática


“biomateriais poliméricos” -
Temas abordados:
Hidrogeis
Polímeros termoresponsiveis
Dúvidas?

Profa. Mathilde Champeau


Sala 718-1, Bloco A - 7°andar
mathilde.champeau@ufabc.edu.br

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