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MINISTÉRIO DA AGRICULTURA,

PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
MAPA
TÉCNICO DE LABORATÓRIO

LÍNGUA PORTUGUESA
Fonologia: conceito, encontros vocálicos, dígrafos, ortoépia, divisão silábica, prosódia-acentuação e ortogra-
fia; .............................................................................................................................................................. 8
Morfologia: estrutura e formação das palavras, classes de palavras; ..........................................................20
Sintaxe: termos da oração, período composto, conceito e classificação das orações, concordância verbal e
nominal, regência verbal e nominal, crase e pontuação; .............................................................................36
Semântica: a significação das palavras no texto; ........................................................................................18
Interpretação de texto. ................................................................................................................................ 1

RACIOCÍNIO LÓGICO
Princípio da Regressão ou Reversão. Lógica Dedutiva, Argumentativa e Quantitativa. Lógica matemática
qualitativa, Sequências Lógicas envolvendo Números, Letras e Figuras. ..................................................... 1
Geometria básica. ......................................................................................................................................42
Álgebra básica e sistemas lineares. ............................................................................................................47
Calendários. ...............................................................................................................................................58
Numeração. ...............................................................................................................................................59
Razões Especiais. .....................................................................................................................................60
Análise Combinatória e Probabilidade. .......................................................................................................69
Progressões Aritmética e Geométrica. .......................................................................................................65
Conjuntos; as relações de pertinência, inclusão e igualdade; operações entre conjuntos, união, interseção e
diferença. ...................................................................................................................................................84
Comparações. ...........................................................................................................................................86

CONHECIMENTOS DE INFORMÁTICA
Conceitos básicos do hardware e periféricos de um microcomputador. Browsers Internet Explorer, Firefox.
Ferramentas e aplicações de informática. Ambientes Windows. Correio eletrônico. ..................................... 1
Procedimento para a realização de cópia de segurança (backup). .............................................................. 6
Microsoft Office - Word e Excel. Conceitos de organização de arquivos e métodos de acesso. Conceitos e
tecnologias. Noções de Informática: Sistema operacional Windows XP e Windows 7. Microsoft Office: Word
2007, Excel 2007, Power Point 2007 e Microsoft Outlook 2007. .................................................................33
Conceitos e tecnologias relacionados à Internet e a Correio Eletrônico. Internet Explorer 8. Conceitos bási-
cos de segurança da informação. ...............................................................................................................65

CONHECIMENTOS GERAIS
Domínio de tópicos relevantes de diversas áreas, tais como: política, economia, sociedade, educação, tec-
nologia, energia, relações internacionais, desenvolvimento sustentável, segurança, artes e literatura e suas
vinculações históricas, a nível regional, nacional e internacional. ....................................................Pp 1 a 33

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Química Geral e Inorgânica: ligações químicas. Ácidos e Bases. Química descritiva dos elementos repre-
sentativos; conceito de solução, solvente e soluto, molaridade; preparo de soluções e diluições, conceito de
pH e tampão. Química analítica: química analítica qualitativa e quantitativa, análise gravimética, análise
volumétrica, tratamento estatístico de dados, fundamentos de espectroscopia, técnicas espectroscópicas

Técnico de Laboratório - MAPA


(espectroscopia de infravemelho, absorção atômica, emissão atômica, fotometria de chama), técnicas cro-
matograficas (cromatografia em camada delgada, cromatografia gasosa, cromatografia líquida de alta efici-
ência), espectrometria de massas; Noções de técnicas utilizadas nas análises de alimentos e insumos agro-
pecuarios; .................................................................................................................................................... 1

Microbiologia: noções de virologia, bacteriologia e micologia; Desenvolvimento microbiano: medidas de


crescimento microbiano, curva de crescimento microbiano, condições ideais de crescimento microbiano.
Meios de cultura: classificação, funções e preparação; Indicadores biológicos; Controle dos microrganismos:
métodos físicos de controle: calor seco, calor úmido, pasteurização, radiações, filtração; ...........................49

Técnicas de diagnóstico de doenças causadas por bactérias: ELISA, Fixação do Complemento, Reação em
Cadeia da Polimerase. Validação de métodos de análises e noções de estatística básica; .........................69

Técnicas gerais de laboratório: conhecimento, organização, manutenção e utilização de vidraria e equipa-


mentos; ......................................................................................................................................................80

Princípios de Biossegurança: níveis de biossegurança laboratorial, equipamentos de segurança (barreiras


primárias) e instalações laboratoriais (barreiras secundárias). Noções de práticas laboratoriais adequa-
das........................................................................................................................................................86

Qualidade da água em laboratórios: tipos de água reagente utilizados em laboratório; métodos de purifica-
ção da água: ionização, destilação, carvão ativado, filtração, osmose reversa. ......................................... 107

Noções sobre gerenciamento de resíduos gerados nas atividades analíticas: manuseio, identificação, acon-
dicionamento, transporte e descarte; Métodos químicos e físicos de desinfecção e esterilização de materiais
para uso em ensaios laboratoriais; Métodos biológicos utilizados em análises de materiais de propagação
vegetal. .................................................................................................................................................... 116

Lei Federal nº 8.027, de 12 de abril de 1990 – Código de Ética dos Servidores Públicos. .......................... 161

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época em que o autor viveu. Se não houver esta visão global dos momen-

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tos literários e dos escritores, a interpretação pode ficar comprometida. Aqui
não se podem dispensar as dicas que aparecem na referência bibliográfica
da fonte e na identificação do autor.
Fonologia: conceito, encontros vocálicos, dígrafos, or- A última fase da interpretação concentra-se nas perguntas e opções de
toépia, divisão silábica, prosódia-acentuação e ortogra- resposta. Aqui são fundamentais marcações de palavras como não, exce-
fia; Morfologia: estrutura e formação das palavras, clas- to, errada, respectivamente etc. que fazem diferença na escolha adequa-
ses de palavras; da. Muitas vezes, em interpretação, trabalha-se com o conceito do "mais
Sintaxe: termos da oração, período composto, conceito adequado", isto é, o que responde melhor ao questionamento proposto. Por
e classificação das orações, concordância verbal e isso, uma resposta pode estar certa para responder à pergunta, mas não
nominal, regência verbal e nominal, crase e pontuação; ser a adotada como gabarito pela banca examinadora por haver uma outra
Semântica: a significação das palavras no texto; alternativa mais completa.
Interpretação de texto.
Ainda cabe ressaltar que algumas questões apresentam um fragmento
do texto transcrito para ser a base de análise. Nunca deixe de retornar ao
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS texto, mesmo que aparentemente pareça ser perda de tempo. A descontex-
tualização de palavras ou frases, certas vezes, são também um recurso
Os concursos apresentam questões interpretativas que têm por finali- para instaurar a dúvida no candidato. Leia a frase anterior e a posterior para
dade a identificação de um leitor autônomo. Portanto, o candidato deve ter ideia do sentido global proposto pelo autor, desta maneira a resposta
compreender os níveis estruturais da língua por meio da lógica, além de será mais consciente e segura.
necessitar de um bom léxico internalizado.
Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de
As frases produzem significados diferentes de acordo com o contexto texto. Para isso, devemos observar o seguinte:
em que estão inseridas. Torna-se, assim, necessário sempre fazer um
confronto entre todas as partes que compõem o texto.
01. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
Além disso, é fundamental apreender as informações apresentadas por 02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá
trás do texto e as inferências a que ele remete. Este procedimento justifica- até o fim, ininterruptamente;
se por um texto ser sempre produto de uma postura ideológica do autor 03. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo monos
diante de uma temática qualquer. umas três vezes ou mais;
04. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
Denotação e Conotação 05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
Sabe-se que não há associação necessária entre significante (expres- 06. Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
são gráfica, palavra) e significado, por esta ligação representar uma con- 07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compre-
venção. É baseado neste conceito de signo linguístico (significante + signi- ensão;
ficado) que se constroem as noções de denotação e conotação. 08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto cor-
respondente;
O sentido denotativo das palavras é aquele encontrado nos dicionários, 09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
o chamado sentido verdadeiro, real. Já o uso conotativo das palavras é a 10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta,
atribuição de um sentido figurado, fantasioso e que, para sua compreensão, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que
depende do contexto. Sendo assim, estabelece-se, numa determinada aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se
construção frasal, uma nova relação entre significante e significado. perguntou e o que se pediu;
11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais
Os textos literários exploram bastante as construções de base conota- exata ou a mais completa;
tiva, numa tentativa de extrapolar o espaço do texto e provocar reações 12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de
diferenciadas em seus leitores. lógica objetiva;
13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
Ainda com base no signo linguístico, encontra-se o conceito de polis- 14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta,
semia (que tem muitas significações). Algumas palavras, dependendo do mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
contexto, assumem múltiplos significados, como, por exemplo, a palavra 15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a
ponto: ponto de ônibus, ponto de vista, ponto final, ponto de cruz ... Neste resposta;
caso, não se está atribuindo um sentido fantasioso à palavra ponto, e sim 16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor,
ampliando sua significação através de expressões que lhe completem e definindo o tema e a mensagem;
esclareçam o sentido. 17. O autor defende ideias e você deve percebê-las;
18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantís-
Como Ler e Entender Bem um Texto simos na interpretação do texto.
Basicamente, deve-se alcançar a dois níveis de leitura: a informativa e Ex.: Ele morreu de fome.
de reconhecimento e a interpretativa. A primeira deve ser feita de maneira de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização
cautelosa por ser o primeiro contato com o novo texto. Desta leitura, extra- do fato (= morte de "ele").
em-se informações sobre o conteúdo abordado e prepara-se o próximo Ex.: Ele morreu faminto.
nível de leitura. Durante a interpretação propriamente dita, cabe destacar faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava
palavras-chave, passagens importantes, bem como usar uma palavra para quando morreu.;
resumir a ideia central de cada parágrafo. Este tipo de procedimento aguça 19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idei-
a memória visual, favorecendo o entendimento. as estão coordenadas entre si;
20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza
Não se pode desconsiderar que, embora a interpretação seja subjetiva, de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado. Eraldo
há limites. A preocupação deve ser a captação da essência do texto, a fim Cunegundes
de responder às interpretações que a banca considerou como pertinentes.
ELEMENTOS CONSTITUTIVOS
No caso de textos literários, é preciso conhecer a ligação daquele texto TEXTO NARRATIVO
com outras formas de cultura, outros textos e manifestações de arte da • As personagens: São as pessoas, ou seres, viventes ou não, for-

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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
ças naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desenrolar aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser caracteri-
dos fatos. zado por :
- visão “por detrás” : o narrador conhece tudo o que diz respeito às
Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central, o herói ou personagens e à história, tendo uma visão panorâmica dos acon-
heroína, personagem principal da história. tecimentos e a narração é feita em 3a pessoa.
- visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o centro da narra-
O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos designos do prota- tiva que é feito em 1a pessoa.
gonista, chama-se antagonista, e é com ele que a personagem principal - visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas o que vê,
contracena em primeiro plano. aquilo que é observável exteriormente no comportamento da per-
sonagem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narra-
As personagens secundárias, que são chamadas também de compar- dor é um observador e a narrativa é feita em 3a pessoa.
sas, são os figurantes de influencia menor, indireta, não decisiva na narra- • Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente tem de a-
ção. presentar um foco narrativo, isto é, o ponto de vista através do qual
a história está sendo contada. Como já vimos, a narração é feita
O narrador que está a contar a história também é uma personagem, em 1a pessoa ou 3a pessoa.
pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor impor-
tância, ou ainda uma pessoa estranha à história. Formas de apresentação da fala das personagens
Como já sabemos, nas histórias, as personagens agem e falam. Há
Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de perso- três maneiras de comunicar as falas das personagens.
nagem: as planas: que são definidas por um traço característico, elas não
alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e • Discurso Direto: É a representação da fala das personagens atra-
tendem à caricatura; as redondas: são mais complexas tendo uma dimen- vés do diálogo.
são psicológica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reações Exemplo:
perante os acontecimentos. “Zé Lins continuou: carnaval é festa do povo. O povo é dono da
verdade. Vem a polícia e começa a falar em ordem pública. No carna-
• Sequência dos fatos (enredo): Enredo é a sequência dos fatos, a val a cidade é do povo e de ninguém mais”.
trama dos acontecimentos e das ações dos personagens. No enredo po-
demos distinguir, com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios No discurso direto é frequente o uso dos verbo de locução ou descendi:
progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a complicação, o climax, o dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar, mandar, replicar e etc.; e de
desenlace ou desfecho. travessões. Porém, quando as falas das personagens são curtas ou rápidas
os verbos de locução podem ser omitidos.
Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o ambiente,
as personagens e certas circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre, • Discurso Indireto: Consiste em o narrador transmitir, com suas
na maioria das vezes, principalmente nos textos literários mais recentes, a próprias palavras, o pensamento ou a fala das personagens. E-
história começa a ser narrada no meio dos acontecimentos (“in média”), ou xemplo:
seja, no estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de inte- “Zé Lins levantou um brinde: lembrou os dias triste e passa-
resses entre as personagens. dos, os meus primeiros passos em liberdade, a fraternidade
que nos reunia naquele momento, a minha literatura e os me-
O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio de maior ten- nos sombrios por vir”.
são do conflito entre as personagens centrais, desencadeando o desfecho,
ou seja, a conclusão da história com a resolução dos conflitos. • Discurso Indireto Livre: Ocorre quando a fala da personagem se
• Os fatos: São os acontecimentos de que as personagens partici- mistura à fala do narrador, ou seja, ao fluxo normal da narração.
pam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o gê- Exemplo:
nero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano “Os trabalhadores passavam para os partidos, conversando
constitui uma crônica, o relato de um drama social é um romance alto. Quando me viram, sem chapéu, de pijama, por aqueles
social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fato central, lugares, deram-me bons-dias desconfiados. Talvez pensassem
que estabelece o caráter do texto, e há os fatos secundários, rela- que estivesse doido. Como poderia andar um homem àquela
cionados ao principal. hora , sem fazer nada de cabeça no tempo, um branco de pés
• Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem em diversos lu- no chão como eles? Só sendo doido mesmo”.
gares, ou mesmo em um só lugar. O texto narrativo precisa conter (José Lins do Rego)
informações sobre o espaço, onde os fatos acontecem. Muitas ve-
zes, principalmente nos textos literários, essas informações são TEXTO DESCRITIVO
extensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos textos Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos mais carac-
narrativo. terísticos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc.
• Tempo: Os fatos que compõem a narrativa desenvolvem-se num
determinado tempo, que consiste na identificação do momento, As perspectivas que o observador tem do objeto são muito importantes,
dia, mês, ano ou época em que ocorre o fato. A temporalidade sa- tanto na descrição literária quanto na descrição técnica. É esta atitude que
lienta as relações passado/presente/futuro do texto, essas relações vai determinar a ordem na enumeração dos traços característicos para que
podem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos fatos, o leitor possa combinar suas impressões isoladas formando uma imagem
ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes de um fa- unificada.
to que aconteceu depois.
Uma boa descrição vai apresentando o objeto progressivamente, vari-
O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronológico é o tempo ando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco a
material em que se desenrola à ação, isto é, aquele que é medido pela pouco.
natureza ou pelo relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões
fixos, porque é aquele que ocorre no interior da personagem, depende da Podemos encontrar distinções entre uma descrição literária e outra téc-
sua percepção da realidade, da duração de um dado acontecimento no seu nica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas:
espírito. • Descrição Literária: A finalidade maior da descrição literária é
transmitir a impressão que a coisa vista desperta em nossa mente
• Narrador: observador e personagem: O narrador, como já dis- através do sentidos. Daí decorrem dois tipos de descrição: a subje-
semos, é a personagem que está a contar a história. A posição em tiva, que reflete o estado de espírito do observador, suas preferên-
que se coloca o narrador para contar a história constitui o foco, o cias, assim ele descreve o que quer e o que pensa ver e não o

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que vê realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo objeti- com argumentos convincentes e verdadeiros, e com exemplos claros. Deve
vo, fenomênico, ela é exata e dimensional. também conter contra-argumentos, de forma a não permitir a meio da
• Descrição de Personagem: É utilizada para caracterização das leitura que o leitor os faça. Por fim, deve ser concluído com um parágrafo
personagens, pela acumulação de traços físicos e psicológicos, que responda ao primeiro parágrafo, ou simplesmente com a ideia chave da
pela enumeração de seus hábitos, gestos, aptidões e temperamen- opinião.
to, com a finalidade de situar personagens no contexto cultural, so-
Geralmente apresenta uma estrutura organizada em três partes:
cial e econômico .
a introdução, na qual é apresentada a ideia principal ou tese;
• Descrição de Paisagem: Neste tipo de descrição, geralmente o
o desenvolvimento, que fundamenta ou desenvolve a ideia principal; e
observador abrange de uma só vez a globalidade do panorama,
a conclusão. Os argumentos utilizados para fundamentar a tese podem ser
para depois aos poucos, em ordem de proximidade, abranger as
de diferentes tipos: exemplos, comparação, dados históricos, dados
partes mais típicas desse todo.
estatístico, pesquisas, causas socioeconômicas ou culturais, depoimentos -
• Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes dos interiores, dos enfim tudo o que possa demonstrar o ponto de vista defendido pelo autor
ambientes em que ocorrem as ações, tentando dar ao leitor uma tem consistência. A conclusão pode apresentar uma possível
visualização das suas particularidades, de seus traços distintivos e solução/proposta ou uma síntese. Deve utilizar título que chame a atenção
típicos. do leitor e utilizar variedade padrão de língua.
• Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição movimentada,
que se desenvolve progressivamente no tempo. É a descrição de A linguagem normalmente é impessoal e objetiva.
um incêndio, de uma briga, de um naufrágio.
O roteiro da persuasão para o texto argumentativo:
• Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das características ge-
rais da literatura, com a distinção de que nela se utiliza um vocabu- Na introdução, no desenvolvimento e na conclusão do texto argumen-
lário mais preciso, salientando-se com exatidão os pormenores. É tativo espera-se que o redator o leitor de seu ponto de vista. Alguns recur-
predominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer sos podem contribuir para que a defesa da tese seja concluída com suces-
convencendo. Pode aplicar-se a objetos, a aparelhos ou mecanis- so. Abaixo veremos algumas formas de introduzir um parágrafo argumenta-
mos, a fenômenos, a fatos, a lugares, a eventos e etc. tivo:

TEXTO DISSERTATIVO • Declaração inicial: É uma forma de apresentar com assertivi-


Dissertar significa discutir, expor, interpretar ideias. A dissertação cons- dade e segurança a tese.
ta de uma série de juízos a respeito de um determinado assunto ou ques- ‘ A aprovação das Cotas para negros vem reparar uma divida moral e
tão, e pressupõe um exame critico do assunto sobre o qual se vai escrever um dano social. Oferecer oportunidade igual de ingresso no Ensino Superi-
com clareza, coerência e objetividade. or ao negro por meio de políticas afirmativas é uma forma de admitir a
diferença social marcante na sociedade e de igualar o acesso ao mercado
A dissertação pode ser argumentativa - na qual o autor tenta persuadir de trabalho.’
o leitor a respeito dos seus pontos de vista ou simplesmente, ter como
finalidade dar a conhecer ou explicar certo modo de ver qualquer questão. • Interrogação: Cria-se com a interrogação uma relação próxima
com o leitor que, curioso, busca no texto resposta as perguntas feitas na
A linguagem usada é a referencial, centrada na mensagem, enfatizan- introdução.
do o contexto.
‘ Por que nos orgulhamos da nossa falta de consciência coletiva? Por
que ainda insistimos em agir como ‘espertos’ individualistas?’
Quanto à forma, ela pode ser tripartida em :
• Introdução: Em poucas linhas coloca ao leitor os dados funda- • Citação ou alusão: Esse recurso garante à defesa da tese cará-
mentais do assunto que está tratando. É a enunciação direta e ob- ter de autoridade e confere credibilidade ao discurso argumentativo, pois
jetiva da definição do ponto de vista do autor. se apoia nas palavras e pensamentos de outrem que goza de prestigio.
• Desenvolvimento: Constitui o corpo do texto, onde as ideias colo-
cadas na introdução serão definidas com os dados mais relevan- ‘ As pessoas chegam ao ponto de uma criança morrer e os pais não
tes. Todo desenvolvimento deve estruturar-se em blocos de ideias chorarem mais, trazerem a criança, jogarem num bolo de mortos, virarem
articuladas entre si, de forma que a sucessão deles resulte num as costas e irem embora’. O comentário do fotógrafo Sebastião Salgado
conjunto coerente e unitário que se encaixa na introdução e de- sobre o que presenciou na Ruanda é um chamado à consciência públi-
sencadeia a conclusão. ca.’’
• Conclusão: É o fenômeno do texto, marcado pela síntese da ideia • Exemplificação: O processo narrativo ou descritivo da exempli-
central. Na conclusão o autor reforça sua opinião, retomando a in- ficação pode conferir à argumentação leveza a cumplicidade. Porém,
trodução e os fatos resumidos do desenvolvimento do texto. Para deve-se tomar cuidado para que esse recurso seja breve e não interfira
haver maior entendimento dos procedimentos que podem ocorrer no processo persuasivo.
em um dissertação, cabe fazermos a distinção entre fatos, hipótese
e opinião. ‘ Noite de quarta-feira nos Jardins, bairro paulistano de classe média.
- Fato: É o acontecimento ou coisa cuja veracidade e reconhecida; é Restaurante da moda, frequentado por jovens bem-nascidos, sofre o se-
a obra ou ação que realmente se praticou. gundo ‘arrastão’ do mês. Clientes e funcionários são assaltados e amea-
- Hipótese: É a suposição feita acerca de uma coisa possível ou çados de morte. O cotidiano violento de São Paulo se faz presente.’’
não, e de que se tiram diversas conclusões; é uma afirmação so-
bre o desconhecido, feita com base no que já é conhecido. • Roteiro: A antecipação do que se pretende dizer pode funcionar
- Opinião: Opinar é julgar ou inserir expressões de aprovação ou como encaminhamento de leitura da tese.
desaprovação pessoal diante de acontecimentos, pessoas e obje- ‘ Busca-se com essa exposição analisar o descaso da sociedade em
tos descritos, é um parecer particular, um sentimento que se tem a relação às coletas seletivas de lixo e a incompetência das prefeituras.’’
respeito de algo.
• Enumeração: Contribui para que o redator analise os dados e
O TEXTO ARGUMENTATIVO exponha seus pontos de vista com mais exatidão.

Um texto argumentativo tem como objetivo convencer alguém das ‘ Pesquisa realizada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Pau-
nossas ideias. Deve ser claro e ter riqueza lexical, podendo tratar qualquer lo aponta que as maiores vítimas do abuso sexual são as crianças meno-
tema ou assunto. res de 12 anos. Elas representam 43% dos 1.926 casos de violência se-
xual atendidos pelo Programa Bem-Me-Quer, do Hospital Pérola Bying-
É constituído por um primeiro parágrafo curto, que deixe a ideia no ar, ton.’’
depois o desenvolvimento deve referir a opinião da pessoa que o escreve,

Língua Portuguesa 3 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
• Causa e consequência: Garantem a coesão e a concatenação 2º parágrafo: Há o desenvolvimento da tese com fundamentos ar-
das ideias ao longo do parágrafo, além de conferir caráter lógico ao pro- gumentativos;
cesso argumentativo. “O paradoxo acontece porque, de certa forma, o avanço tem um preço
‘ No final de março, o Estado divulgou índices vergonhosos do Idesp a se pagar. As indústrias, por exemplo, que são costumeiramente ligadas
– indicador desenvolvido pela Secretaria Estadual de Educação para ava- ao progresso, emitem quantidades exorbitantes de CO2 (carbono), respon-
liar a qualidade do ensino (…). O péssimo resultado é apenas conse- sáveis pelo prejuízo causado à Camada de Ozônio e, por conseguinte,
quência de como está baixa a qualidade do ensino público. As causas problemas ambientais que afetam a população.
são várias, mas certamente entre elas está a falta de respeito do Estado Mas, se a tecnologia significa conhecimento, nesse caso, não vemos
que, próximo do fim do 1º bimestre, ainda não enviou apostilas para al- contrastes com o meio-ambiente. Estamos numa época em que preservar
gumas escolas estaduais de Rio Preto. os ecossistemas do planeta é mais do que avanço, é uma questão de
• Síntese: Reforça a tese defendida, uma vez que fecha o texto continuidade das espécies animais e vegetais, incluindo-se principalmente
com a retomada de tudo o que foi exposto ao longo da argumentação. nós, humanos. As pesquisas acontecem a todo o momento e, dessa forma,
Recurso seguro e convincente para arrematar o processo discursivo. podemos considerá-las parceiras na busca por soluções a essa problemáti-
ca.”
‘ Quanto a Lei Geral da Copa, aprovou-se um texto que não é o ideal,
mas sustenta os requisitos da Fifa para o evento. 3º parágrafo: A conclusão é desenvolvida com uma proposta de
intervenção relacionada à tese.
O aspecto mais polêmico era a venda de bebidas alcoólicas nos es-
tádios. A lei eliminou o veto federal, mas não exclui que os organizadores “O desenvolvimento de projetos científicos que visem a amenizar os
precisem negociar a permissão em alguns Estados, como São Paulo.’’ transtornos causados à Terra é plenamente possível e real. A era tecnoló-
gica precisa atuar a serviço do bem-estar, da qualidade de vida, muito mais
• Proposta: Revela autonomia critica do produtor do texto e ga- do que em favor de um conforto momentâneo. Nessas circunstâncias não
rante mais credibilidade ao processo argumentativo. existe contraste algum, pelo contrário, há uma relação direta que poderá se
transformar na salvação do mundo.
‘ Recolher de forma digna e justa os usuários de crack que buscam
ajuda, oferecer tratamento humano é dever do Estado. Não faz sentido Portanto, as universidades e instituições de pesquisas em geral preci-
isolar para fora dos olhos da sociedade uma chaga que pertence a to- sam agir rapidamente na elaboração de pacotes científicos com vistas a
dos.’’ Mundograduado.org combater os resultados caóticos da falta de conscientização humana. Nada
melhor do que a ciência para direcionar formas práticas de amenizarmos a
Modelo de Dissertação-Argumentativa “ferida” que tomou conta do nosso Planeta Azul.” Profª Francinete
Meio-ambiente e tecnologia: não há contraste, há solução
A ideia principal e as secundárias
Uma das maiores preocupações do século XXI é a preservação ambi-
Para treinarmos a redação de pequenos parágrafos narrativos, vamos
ental, fator que envolve o futuro do planeta e, consequentemente, a sobre-
nos colocar no papel de narradores, isto é, vamos contar fatos com base na
vivência humana. Contraditoriamente, esses problemas da natureza, quan-
organização das ideias.
do analisados, são equivocadamente colocados em oposição à tecnologia.
Leia o trecho abaixo:
O paradoxo acontece porque, de certa forma, o avanço tem um preço a
se pagar. As indústrias, por exemplo, que são costumeiramente ligadas ao Meu primo já havia chegado à metade da perigosa ponte de ferro
progresso, emitem quantidades exorbitantes de CO2 (carbono), responsá- quando, de repente, um trem saiu da curva, a cem metros da ponte. Com
veis pelo prejuízo causado à Camada de Ozônio e, por conseguinte, pro- isso, ele não teve tempo de correr para a frente ou para trás, mas, demons-
blemas ambientais que afetam a população. trando grande presença de espírito, agachou-se, segurou, com as mãos,
um dos dormentes e deixou o corpo pendurado.
Mas, se a tecnologia significa conhecimento, nesse caso, não vemos
contrastes com o meio-ambiente. Estamos numa época em que preservar Como você deve ter observado, nesse parágrafo, o narrador conta-nos
os ecossistemas do planeta é mais do que avanço, é uma questão de um fato acontecido com seu primo. É, pois, um parágrafo narrativo. Anali-
continuidade das espécies animais e vegetais, incluindo-se principalmente semos, agora, o parágrafo quanto à estrutura.
nós, humanos. As pesquisas acontecem a todo o momento e, dessa forma,
podemos considerá-las parceiras na busca por soluções a essa problemáti- As ideias foram organizadas da seguinte maneira:
ca. Ideia principal:
O desenvolvimento de projetos científicos que visem a amenizar os Meu primo já havia chegado à metade da perigosa ponte de ferro
transtornos causados à Terra é plenamente possível e real. A era tecnoló- quando, de repente, um trem saiu da curva, a cem metros da ponte.
gica precisa atuar a serviço do bem-estar, da qualidade de vida, muito mais
do que em favor de um conforto momentâneo. Nessas circunstâncias não Ideias secundárias:
existe contraste algum, pelo contrário, há uma relação direta que poderá se Com isso, ele não teve tempo de correr para a frente ou para trás, mas,
transformar na salvação do mundo. demonstrando grande presença de espírito, agachou-se, segurou, com as
Portanto, as universidades e instituições de pesquisas em geral preci- mãos, um dos dormentes e deixou o corpo pendurado.
sam agir rapidamente na elaboração de pacotes científicos com vistas a A ideia principal, como você pode observar, refere-se a uma ação peri-
combater os resultados caóticos da falta de conscientização humana. Nada gosa, agravada pelo aparecimento de um trem. As ideias secundárias
melhor do que a ciência para direcionar formas práticas de amenizarmos a complementam a ideia principal, mostrando como o primo do narrador
“ferida” que tomou conta do nosso Planeta Azul. conseguiu sair-se da perigosa situação em que se encontrava.
Nesse modelo, didaticamente, podemos perceber a estrutura textual Os parágrafos devem conter apenas uma ideia principal acompanhado
dissertativa assim organizada: de ideias secundárias. Entretanto, é muito comum encontrarmos, em pará-
1º parágrafo: Introdução com apresentação da tese a ser defendi- grafos pequenos, apenas a ideia principal. Veja o exemplo:
da; O dia amanhecera lindo na Fazenda Santo Inácio.
“Uma das maiores preocupações do século XXI é a preservação ambi- Os dois filhos do sr. Soares, administrador da fazenda, resolveram a-
ental, fator que envolve o futuro do planeta e, consequentemente, a sobre- proveitar o bom tempo. Pegaram um animal, montaram e seguiram conten-
vivência humana. Contraditoriamente, esses problemas da natureza, quan- tes pelos campos, levando um farto lanche, preparado pela mãe.
do analisados, são equivocadamente colocados em oposição à tecnologia.”
Nesse trecho, há dois parágrafos.

Língua Portuguesa 4 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
No primeiro, só há uma ideia desenvolvida, que corresponde à ideia rães
principal do parágrafo: O dia amanhecera lindo na Fazenda Santo Inácio.
No livro de Elisa Guimarães, A Articulação do Texto, a autora procura
No segundo, já podemos perceber a relação ideia principal + ideias esclarecer as dúvidas referentes à formação e à compreensão de um texto
secundárias. Observe: e do seu contexto.
Ideia principal:
Formado por unidades coordenadas, ou seja, interligadas entre si, o
Os dois filhos do sr. Soares, administrador da fazenda, resolveram a- texto constitui, portanto, uma unidade comunicativa para os membros de
proveitar o bom tempo. uma comunidade; nele, existe um conjunto de fatores indispensáveis para a
Ideia secundárias: sua construção, como “as intenções do falante (emissor), o jogo de ima-
gens conceituais, mentais que o emissor e destinatário executam.”(Manuel
Pegaram um animal, montaram e seguiram contentes pelos campos, P. Ribeiro, 2004, p.397). Somado à isso, um texto não pode existir de forma
levando um farto lanche, preparado pela mãe. única e sozinha, pois depende dos outros tanto sintaticamente quanto
semanticamente para que haja um entendimento e uma compreensão
Agora que já vimos alguns exemplos, você deve estar se perguntando:
deste. Dentro de um texto, as partes que o formam se integram e se expli-
“Afinal, de que tamanho é o parágrafo?”
cam de forma recíproca.
Bem, o que podemos responder é que não há como apontar um pa-
drão, no que se refere ao tamanho ou extensão do parágrafo. Completando o processo de formação de um texto, a autora nos escla-
rece que a economia de linguagem facilita a compreensão dele, sendo
Há exemplos em que se veem parágrafos muito pequenos; outros, em indispensável uma ligação entre as partes, mesmo havendo um corte de
que são maiores e outros, ainda, muito extensos. trechos considerados não essenciais.
Também não há como dizer o que é certo ou errado em termos da ex-
tensão do parágrafo, pois o que é importante mesmo, é a organização das Quando o tema é a “situação comunicativa” (p.7), a autora nos esclare-
ideias. No entanto, é sempre útil observar o que diz o dito popular – “nem ce a relação texto X contexto, onde um é essencial para esclarecermos o
oito, nem oitenta…”. outro, utilizando-se de palavras que recebem diferentes significados con-
forme são inseridas em um determinado contexto; nos levando ao entendi-
Assim como não é aconselhável escrevermos um texto, usando apenas mento de que não podemos considerar isoladamente os seus conceitos e
parágrafos muito curtos, também não é aconselhável empregarmos os sim analisá-los de acordo com o contexto semântico ao qual está inserida.
muito longos.
Essas observações são muito úteis para quem está iniciando os traba- Segundo Elisa Guimarães, o sentido da palavra texto estende-se a
lhos de redação. Com o tempo, a prática dirá quando e como usar parágra- uma enorme vastidão, podendo designar “um enunciado qualquer, oral ou
fos – pequenos, grandes ou muito grandes. escrito, longo ou breve, antigo ou moderno” (p.14) e ao contrário do que
muitos podem pensar, um texto pode ser caracterizado como um fragmen-
Até aqui, vimos que o parágrafo apresenta em sua estrutura, uma ideia to, uma frase, um verbo ect e não apenas na reunião destes com mais
principal e outras secundárias. Isso não significa, no entanto, que sempre a algumas outras formas de enunciação; procurando sempre uma objetivida-
ideia principal apareça no início do parágrafo. Há casos em que a ideia de para que a sua compreensão seja feita de forma fácil e clara.
secundária inicia o parágrafo, sendo seguida pela ideia principal. Veja o
exemplo: Esta economia textual facilita no caminho de transmissão entre o enun-
ciador e o receptor do texto que procura condensar as informações recebi-
As estacas da cabana tremiam fortemente, e duas ou três vezes, o solo
das a fim de se deter ao “núcleo informativo” (p.17), este sim, primordial a
estremeceu violentamente sob meus pés. Logo percebi que se tratava de
qualquer informação.
um terremoto.
Observe que a ideia mais importante está contida na frase: “Logo per- A autora também apresenta diversas formas de classificação do discur-
cebi que se tratava de um terremoto”, que aparece no final do parágrafo. so e do texto, porém, detenhamo-nos na divisão de texto informativo e de
As outras frases (ou ideias) apenas explicam ou comprovam a afirmação: um texto literário ou ficcional.
“as estacas tremiam fortemente, e duas ou três vezes, o solo estremeceu
violentamente sob meus pés” e estas estão localizadas no início do pará- Analisando um texto, é possível percebermos que a repetição de um
grafo. nome/lexema, nos induz à lembrar de fatos já abordados, estimula a nossa
biblioteca mental e a informa da importância de tal nome, que dentro de um
Então, a respeito da estrutura do parágrafo, concluímos que as ideias contexto qualquer, ou seja que não fosse de um texto informacional, seria
podem organizar-se da seguinte maneira: apenas caracterizado como uma redundância desnecessária. Essa repeti-
Ideia principal + ideias secundárias ção é normalmente dada através de sinônimos ou “sinônimos perfeitos”
(p.30) que permitem a permutação destes nomes durante o texto sem que o
ou sentido original e desejado seja modificado.
Ideias secundárias + ideia principal
Esta relação semântica presente nos textos ocorre devido às interpre-
É importante frisar, também, que a ideia principal e as ideias se- tações feitas da realidade pelo interlocutor, que utiliza a chamada “semânti-
cundárias não são ideias diferentes e, por isso, não podem ser separadas ca referencial” (p.31) para causar esta busca mental no receptor através de
em parágrafos diferentes. Ao selecionarmos as ideias secundárias deve- palavras semanticamente semelhantes à que fora enunciada, porém, existe
mos verificar as que realmente interessam ao desenvolvimento da ideia ainda o que a autora denominou de “inexistência de sinônimo perfeito”
principal e mantê-las juntas no mesmo parágrafo. Com isso, estaremos (p.30) que são sinônimos porém quando posto em substituição um ao outro
evitando e repetição de palavras e assegurando a sua clareza. É importan- não geram uma coerência adequada ao entendimento.
te, ao termos várias ideias secundárias, que sejam identificadas aquelas
que realmente se relacionam à ideia principal. Esse cuidado é de grande Nesta relação de substituição por sinônimos, devemos ter cautela
valia ao se redigir parágrafos sobre qualquer assunto. quando formos usar os “hiperônimos” (p.32), ou até mesmo a “hiponímia”
(p.32) onde substitui-se a parte pelo todo, pois neste emaranhado de subs-
tituições pode-se causar desajustes e o resultado final não fazer com que a
ESTRUTURAÇÃO E ARTICULAÇÃO DO TEXTO imagem mental do leitor seja ativada de forma corretamente, e outra assimi-
lação, errônea, pode ser utilizada.
Resenha Critica de Articulação do Texto
Amanda Alves Martins Seguindo ainda neste linear das substituições, existem ainda as “nomi-
Resenha Crítica do livro A Articulação do Texto, da autora Elisa Guima- nações” e a “elipse”, onde na primeira, o sentido inicialmente expresso por

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um verbo é substituído por um nome, ou seja, um substantivo; e, enquanto
na segunda, ou seja, na elipse, o substituto é nulo e marcado pela flexão No geral, o que diz respeito ao livro A Articulação do Texto de Elisa
verbal; como podemos perceber no seguinte exemplo retirado do livro de Guimarães, ele nos trás um grande número de informações e novos concei-
Elisa Guimarães: tos em relação à produção e compreensão textual, no entanto, essa grande
“Louve-se nos mineiros, em primeiro lugar, a sua presença suave. Mil leva de informações muitas vezes se tornam confusas e acabam por des-
deles não causam o incômodo de dez cearenses. prenderem-se uma das outras, quebrando a linearidade de todo o texto e
dificultando o entendimento teórico.
__Não grita, ___ não empurram< ___ não seguram o braço da gente,
___ não impõem suas opiniões. Para os importunos inventaram eles uma A REFERENCIAÇÃO / OS REFERENTES / COERÊNCIA E COESÃO
palavra maravilhosamente definidora e que traduz bem a sua antipatia para
essa casta de gente (...)” (Rachel de Queiroz. Mineiros. In: Cem crônicas A fala e também o texto escrito constituem-se não apenas numa se-
escolhidas. Rio de Janeiros, José Olympio, 1958, p.82). quência de palavras ou de frases. A sucessão de coisas ditas ou escritas
forma uma cadeia que vai muito além da simples sequencialidade: há um
Porém é preciso especificar que para que haja a elipse o termo elíptico entrelaçamento significativo que aproxima as partes formadoras do texto
deve estar perfeitamente claro no contexto. Este conceito e os demais já falado ou escrito. Os mecanismos linguísticos que estabelecem a conectivi-
ditos anteriormente são primordiais para a compreensão e produção textu- dade e a retomada e garantem a coesão são os referentes textuais. Cada
al, uma vez que contribuem para a economia de linguagem, fator de grande uma das coisas ditas estabelece relações de sentido e significado tanto
valor para tais feitos. com os elementos que a antecedem como com os que a sucedem, constru-
indo uma cadeia textual significativa. Essa coesão, que dá unidade ao
Ao abordar os conceitos de coesão e coerência, a autora procura pri- texto, vai sendo construída e se evidencia pelo emprego de diferentes
meiramente retomar a noção de que a construção do texto é feita através procedimentos, tanto no campo do léxico, como no da gramática. (Não
de “referentes linguísticos” (p.38) que geram um conjunto de frases que irão esqueçamos que, num texto, não existem ou não deveriam existir elemen-
constituir uma “microestrutura do texto” (p.38) que se articula com a estrutu- tos dispensáveis. Os elementos constitutivos vão construindo o texto, e são
ra semântica geral. Porém, a dificuldade de se separar a coesão da coe- as articulações entre vocábulos, entre as partes de uma oração, entre as
rência está no fato daquela está inserida nesta, formando uma linha de orações e entre os parágrafos que determinam a referenciação, os contatos
raciocínio de fácil compreensão, no entanto, quando ocorre uma incoerên- e conexões e estabelecem sentido ao todo.)
cia textual, decorrente da incompatibilidade e não exatidão do que foi
escrito, o leitor também é capaz de entender devido a sua fácil compreen- Atenção especial concentram os procedimentos que garantem ao texto
são apesar da má articulação do texto. coesão e coerência. São esses procedimentos que desenvolvem a dinâ-
mica articuladora e garantem a progressão textual.
A coerência de um texto não é dada apenas pela boa interligação entre
as suas frases, mas também porque entre estas existe a influência da A coesão é a manifestação linguística da coerência e se realiza nas
coerência textual, o que nos ajuda a concluir que a coesão, na verdade, é relações entre elementos sucessivos (artigos, pronomes adjetivos, adjetivos
efeito da coerência. Como observamos em Nova Gramática Aplicada da em relação aos substantivos; formas verbais em relação aos sujeitos;
Língua Portuguesa de Manoel P. Ribeiro (2004, 14ed): tempos verbais nas relações espaço-temporais constitutivas do texto etc.),
na organização de períodos, de parágrafos, das partes do todo, como
A coesão e a coerência trazem a característica de promover a inter- formadoras de uma cadeia de sentido capaz de apresentar e desenvolver
relação semântica entre os elementos do discurso, respondendo pelo que um tema ou as unidades de um texto. Construída com os mecanismos
chamamos de conectividade textual. “A coerência diz respeito ao nexo gramaticais e lexicais, confere unidade formal ao texto.
entre os conceitos; e a coesão, à expressão desse nexo no plano linguísti- 1. Considere-se, inicialmente, a coesão apoiada no léxico. Ela pode
co” (VAL, Maria das Graças Costa. Redação e textualidade, 1991, p.7) dar-se pela reiteração, pela substituição e pela associação.
É garantida com o emprego de:
No capítulo que diz respeito às noções de estrutura, Elisa Guimarães, • enlaces semânticos de frases por meio da repetição. A mensa-
busca ressaltar o nível sintático representado pelas coordenações e subor- gem-tema do texto apoiada na conexão de elementos léxicos su-
dinações que fixam relações de “equivalência” ou “hierarquia” respectiva- cessivos pode dar-se por simples iteração (repetição). Cabe, nesse
mente. caso, fazer-se a diferenciação entre a simples redundância resul-
Um fato importante dentro do livro A Articulação do Texto, é o valor atribuí- tado da pobreza de vocabulário e o emprego de repetições como
do às estruturas integrantes do texto, como o título, o parágrafo, as inter e recurso estilístico, com intenção articulatória. Ex.: “As contas do
intrapartes, o início e o fim e também, as superestruturas. patrão eram diferentes, arranjadas a tinta e contra o vaqueiro, mas
Fabiano sabia que elas estavam erradas e o patrão queria enganá-
O título funciona como estratégica de articulação do texto podendo de- lo.Enganava.” Vidas secas, p. 143);
sempenhar papéis que resumam os seus pontos primordiais, como tam- • substituição léxica, que se dá tanto pelo emprego de sinônimos
bém, podem ser desvendados no decorrer da leitura do texto. como de palavras quase sinônimas. Considerem-se aqui além
das palavras sinônimas, aquelas resultantes de famílias ideológi-
Os parágrafos esquematizam o raciocínio do escritos, como enuncia cas e do campo associativo, como, por exemplo, esvoaçar, revoar,
Othon Moacir Garcia: voar;
“O parágrafo facilita ao escritor a tarefa de isolar e depois ajustar con-
• hipônimos (relações de um termo específico com um termo de
venientemente as ideias principais da sua composição, permitindo ao leitor
sentido geral, ex.: gato, felino) e hiperônimos (relações de um
acompanhar-lhes o desenvolvimento nos seus diferentes estágios”.
termo de sentido mais amplo com outros de sentido mais específi-
co, ex.: felino, gato);
É bom relembrar, que dentro do parágrafo encontraremos o chamado
tópico frasal, que resumirá a principal ideia do parágrafo no qual esta • nominalizações (quando um fato, uma ocorrência, aparece em
inserido; e também encontraremos, segundo a autora, dez diferentes tipos forma de verbo e, mais adiante, reaparece como substantivo, ex.:
de parágrafo, cada qual com um ponto de vista específico. consertar, o conserto; viajar, a viagem). É preciso distinguir-se en-
tre nominalização estrita e. generalizações (ex.: o cão < o animal)
No que diz respeito ao tópico Inicio e fim, Elisa Guimarães preferiu a- e especificações (ex.: planta > árvore > palmeira);
bordá-los de forma mútua já que um é consequência ou decorrência do • substitutos universais (ex.: João trabalha muito. Também o faço.
outro; ficando a organização da narrativa com uma forma de estrutura O verbo fazer em substituição ao verbo trabalhar);
clássica e seguindo uma linha sequencial já esperada pelo leitor, onde o • enunciados que estabelecem a recapitulação da ideia global.
início alimenta a esperança de como virá a ser o texto, enquanto que o fim Ex.: O curral deserto, o chiqueiro das cabras arruinado e também
exercer uma função de dar um destaque maior ao fechamento do texto, o deserto, a casa do vaqueiro fechada, tudo anunciava abandono
que também, alimenta a imaginação tanto do leito, quanto do próprio autor. (Vidas Secas, p.11). Esse enunciado é chamado de anáfora con-

Língua Portuguesa 6 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
ceptual. Todo um enunciado anterior e a ideia global que ele refere Ingressei na Faculdade depois de ter-me casado.
são retomados por outro enunciado que os resume e/ou interpreta.
Com esse recurso, evitam-se as repetições e faz-se o discurso a- É possível observar que os articuladores relacionam os argumentos di-
vançar, mantendo-se sua unidade. ferentemente. Podemos, inclusive, agrupá-los, conforme a relação que
2. A coesão apoiada na gramática dá-se no uso de: estabelecem.
• certos pronomes (pessoais, adjetivos ou substantivos). Destacam-
se aqui os pronomes pessoais de terceira pessoa, empregados Relações de:
como substitutos de elementos anteriormente presentes no texto, adição: os conectores articula sequencialmente frases cujos conteúdos
diferentemente dos pronomes de 1ª e 2ª pessoa que se referem à se adicionam a favor de uma mesma conclusão: e, também, não
pessoa que fala e com quem esta fala. só...como também, tanto...como, além de, além disso, ainda, nem.
• certos advérbios e expressões adverbiais;
Na maioria dos casos, as frases somadas não são permutáveis, isto é,
• artigos;
a ordem em que ocorrem os fatos descritos deve ser respeitada.
• conjunções;
• numerais; Ele entrou, dirigiu-se à escrivaninha e sentou-se.
• elipses. A elipse se justifica quando, ao remeter a um enunciado alternância: os conteúdos alternativos das frases são articulados por
anterior, a palavra elidida é facilmente identificável (Ex.: O jovem conectores como ou, ora...ora, seja...seja. O articulador ou pode expres-
recolheu-se cedo. ... Sabia que ia necessitar de todas as suas for- sar inclusão ou exclusão.
ças. O termo o jovem deixa de ser repetido e, assim, estabelece a
relação entre as duas orações.). É a própria ausência do termo que Ele não sabe se conclui o curso ou abandona a Faculdade.
marca a inter-relação. A identificação pode dar-se com o próprio
enunciado, como no exemplo anterior, ou com elementos extraver- oposição: os conectores articulam sequencialmente frases cujos con-
bais, exteriores ao enunciado. Vejam-se os avisos em lugares pú- teúdos se opõem. São articuladores de oposição: mas, porém, todavia,
blicos (ex.: Perigo!) e as frases exclamativas, que remetem a uma entretanto, no entanto, não obstante, embora, apesar de (que), ainda
situação não-verbal. Nesse caso, a articulação se dá entre texto e que, se bem que, mesmo que, etc.
contexto (extratextual);
• as concordâncias; O candidato foi aprovado, mas não fez a matrícula.
• a correlação entre os tempos verbais. condicionalidade: essa relação é expressa pela combinação de duas
proposições: uma introduzida pelo articulador se ou caso e outra por então
Os dêiticos exercem, por excelência, essa função de progressão textu- (consequente), que pode vir implícito. Estabelece-se uma relação entre o
al, dada sua característica: são elementos que não significam, apenas antecedente e o consequente, isto é, sendo o antecedente verdadeiro ou
indicam, remetem aos componentes da situação comunicativa. Já os com- possível, o consequente também o será.
ponentes concentram em si a significação. Referem os participantes do ato
de comunicação, o momento e o lugar da enunciação. Na relação de condicionalidade, estabelece-se, muitas vezes, uma
condição hipotética, isto é,, cria-se na proposição introduzida pelo articula-
Elisa Guimarães ensina a respeito dos dêiticos: dor se/caso uma hipótese que condicionará o que será dito na proposição
Os pronomes pessoais e as desinências verbais indicam os participan- seguinte. Em geral, a proposição situa-se num tempo futuro.
tes do ato do discurso. Os pronomes demonstrativos, certas locuções
prepositivas e adverbiais, bem como os advérbios de tempo, referenciam o Caso tenha férias, (então) viajarei para Buenos Aires.
momento da enunciação, podendo indicar simultaneidade, anterioridade ou
posterioridade. Assim: este, agora, hoje, neste momento (presente); ulti- causalidade: é expressa pela combinação de duas proposições, uma
mamente, recentemente, ontem, há alguns dias, antes de (pretérito); de das quais encerra a causa que acarreta a consequência expressa na outra.
agora em diante, no próximo ano, depois de (futuro). Tal relação pode ser veiculada de diferentes formas:

Maria da Graça Costa Val lembra que “esses recursos expressam rela- Passei no vestibular porque estudei muito
ções não só entre os elementos no interior de uma frase, mas também visto que
entre frases e sequências de frases dentro de um texto”. já que
uma vez que
Não só a coesão explícita possibilita a compreensão de um texto. Mui- _________________ _____________________
tas vezes a comunicação se faz por meio de uma coesão implícita, apoia- consequência causa
da no conhecimento mútuo anterior que os participantes do processo
comunicativo têm da língua.
Estudei tanto que passei no vestibular.
A ligação lógica das ideias Estudei muito por isso passei no vestibular
Uma das características do texto é a organização sequencial dos ele- _________________ ____________________
mentos linguísticos que o compõem, isto é, as relações de sentido que se causa consequência
estabelecem entre as frases e os parágrafos que compõem um texto,
fazendo com que a interpretação de um elemento linguístico qualquer seja
dependente da de outro(s). Os principais fatores que determinam esse Como estudei passei no vestibular
encadeamento lógico são: a articulação, a referência, a substituição voca- Por ter estudado muito passei no vestibular
bular e a elipse. ___________________ ___________________
causa consequência
ARTICULAÇÃO
Os articuladores (também chamados nexos ou conectores) são conjun- finalidade: uma das proposições do período explicita o(s) meio(s) para
ções, advérbios e preposições responsáveis pela ligação entre si dos fatos se atingir determinado fim expresso na outra. Os articuladores principais
denotados num texto, Eles exprimem os diferentes tipos de interdependên- são: para, afim de, para que.
cia de sentido das frases no processo de sequencialização textual. As
ideias ou proposições podem se relacionar indicando causa, consequência, Utilizo o automóvel a fim de facilitar minha vida.
finalidade, etc.
conformidade: essa relação expressa-se por meio de duas proposi-
Ingressei na Faculdade a fim de ascender socialmente. ções, em que se mostra a conformidade de conteúdo de uma delas em
Ingressei na Faculdade porque pretendo ser biólogo. relação a algo afirmado na outra.

Língua Portuguesa 7 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
discurso. A linguagem é um ato intencional, o indivíduo faz escolhas quan-
O aluno realizou a prova conforme o professor solicitara. do se pronuncia oralmente ou quando escreve. Para dar suporte a essas
segundo escolhas, de modo a fazer com que suas opiniões sejam aceitas ou respei-
consoante tadas, é fundamental lançar mão dos operadores que estabelecem ligações
como (espécies de costuras) entre os diferentes elementos do discurso.
de acordo com a solicitação...

temporalidade: é a relação por meio da qual se localizam no tempo


Fonologia
Fonologia é o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro de um
ações, eventos ou estados de coisas do mundo real, expressas por meio de
idioma. Ao estudar a maneira como os fones (sons) se organizam dentro de
duas proposições.
uma língua, classifica-os em unidades capazes de distinguir significados,
Quando
chamadas fonemas.
Mal
Logo que terminei o colégio, matriculei-me aqui. Fonologia é o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro de um
Assim que idioma, do ponto de vista de sua função no sistema de comunicação lin-
Depois que guística. Esta é uma área muito relacionada com a Fonética, mas as duas
No momento em que têm focos de estudo diferentes. Enquanto a Fonética estuda a natureza
Nem bem física da produção e da percepção dos sons da fala (chamados de fones), a
Fonologia preocupa-se com a maneira como eles se organizam dentro de
a) concomitância de fatos: Enquanto todos se divertiam, ele estu- uma língua, classificando-os em unidades capazes de distinguir significa-
dava com afinco. dos, chamadas fonemas.
Existe aqui uma simultaneidade entre os fatos descritos em cada
uma das proposições. /f/ e /v/ são exemplos de unidades distintivas do Português. É o que
b) um tempo progressivo: podemos observar num par mínimo como faca/vaca, pois o que garante a
À proporção que os alunos terminavam a prova, iam se retirando. diferenciação entre essas duas palavras é a permutação entre os dois
fonemas referidos. Unidades como [d] e [d͡ ], por sua vez, não fazem distin-
• bar enchia de frequentadores à medida que a noite caía. ção entre palavras no português, embora sejam diferentes sob a ótica da
Fonética.
Conclusão: um enunciado introduzido por articuladores como portan-
to, logo, pois, então, por conseguinte, estabelece uma conclusão em Por exemplo, em quase todas as variedades do português no Brasil, o
relação a algo dito no enunciado anterior: fonema /d/ é pronunciado de maneiras diferentes, dependendo de sua
posição relativa a outros sons: diante de [i], é realizado como [d͡ ], ao passo
Assistiu a todas as aulas e realizou com êxito todos os exercícios. Por- que, diante de outras vogais, é pronunciado como [d] (cf. a diferença na
tanto tem condições de se sair bem na prova. pronúncia do primeiro som das palavras dívidaedúvida). Por não haver
contraste entre as duas formas de pronúncia, a Fonologia não concebe os
É importante salientar que os articuladores conclusivos não se limitam dois sons como fonemas distintos; entende-os como uma unidade do ponto
a articular frases. Eles podem articular parágrafos, capítulos. de vista funcional e examina as condições sob as quais se dá a alternância
entre eles.
Comparação: é estabelecida por articuladores : tanto (tão)...como,
Além disso, a Fonologia também estuda outros tópicos, como
tanto (tal)...como, tão ...quanto, mais ....(do) que, menos ....(do) que,
a estrutura silábica, o acento e a entonação.
assim como.
Ele é tão competente quanto Alberto.
CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS
Explicação ou justificativa: os articuladores do tipo pois, que, por-
que introduzem uma justificativa ou explicação a algo já anteriormente
VOGAIS
referido.
a, e, i, o, u
A E I O U
Não se preocupe que eu voltarei
pois
SEMIVOGAIS
porque
Só há duas semivogais: i e u, quando se incorporam à vogal numa
mesma sílaba da palavra, formando um ditongo ou tritongo. Exs.: cai-ça-ra, te-
As pausas
sou-ro, Pa-ra-guai.
Os articuladores são, muitas vezes, substituídos por “pausas” (marca-
das por dois pontos, vírgula, ponto final na escrita). Que podem assinalar
CONSOANTES
tipos de relações diferentes.
B Cb,
D c,
F Gd,Hf,J g,K h,
L j,
M l,N m,
K Pn,Rp,Sq,T r,
V s,
X t,
Z v,
Y x,
Wz
Compramos tudo pela manhã: à tarde pretendemos viajar. (causalida-
de)
ENCONTROS VOCÁLICOS
Não fique triste. As coisas se resolverão. (justificativa)
A sequência de duas ou três vogais em uma palavra, damos o nome de
Ela estava bastante tranquila eu tinha os nervos à flor da pele. ( oposi-
encontro vocálico.
ção)
Ex.: cooperativa
Não estive presente à cerimônia. Não posso descrevê-la. (conclusão)
http://www.seaac.com.br/
Três são os encontros vocálicos: ditongo, tritongo, hiato
A análise de expressões referenciais é fundamental na interpretação do
DITONGO
discurso. A identificação de expressões correferentes é importante em
É a combinação de uma vogal + uma semivogal ou vice-versa.
diversas aplicações de Processamento da Linguagem Natural. Expressões
Dividem-se em:
referenciais podem ser usadas para introduzir entidades em um discurso ou
- orais: pai, fui
podem fazer referência a entidades já mencionadas,podendo fazer uso de
- nasais: mãe, bem, pão
redução lexical.
- decrescentes: (vogal + semivogal) – meu, riu, dói
- crescentes: (semivogal + vogal) – pátria, vácuo
Interpretar e produzir textos de qualidade são tarefas muito importantes
na formação do aluno. Para realizá-las de modo satisfatório, é essencial
TRITONGO (semivogal + vogal + semivogal)
saber identificar e utilizar os operadores sequenciais e argumentativos do

Língua Portuguesa 8 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Ex.: Pa-ra-guai, U-ru-guai, Ja-ce-guai, sa-guão, quão, iguais, mínguam Podemos citar como exemplos de cacoépia:

HIATO - “guspe” em vez de cuspe.


Ê o encontro de duas vogais que se pronunciam separadamente, em du- - “adevogado” em vez de advogado.
as diferentes emissões de voz. - “estrupo” em vez de estupro.
Ex.: fa-ís-ca, sa-ú-de, do-er, a-or-ta, po-di-a, ci-ú-me, po-ei-ra, cru-el, ju-í- - “cardeneta” em vez de caderneta.
zo - “peneu” em vez de pneu.
- “abóbra” em vez de abóbora.
SÍLABA - “prostar” em vez de prostrar.
Dá-se o nome de sílaba ao fonema ou grupo de fonemas pronunciados
numa só emissão de voz. A prosódia trata da correta acentuação tônica das palavras. Cometer
erro de prosódia é transformar uma palavra paroxítona em oxítona, ou
Quanto ao número de sílabas, o vocábulo classifica-se em: uma proparoxítona em paroxítona etc.
• Monossílabo - possui uma só sílaba: pá, mel, fé, sol.
• Dissílabo - possui duas sílabas: ca-sa, me-sa, pom-bo. - “rúbrica” em vez de rubrica.
• Trissílabo - possui três sílabas: Cam-pi-nas, ci-da-de, a-tle-ta. - “sútil” em vez de sutil.
• Polissílabo - possui mais de três sílabas: es-co-la-ri-da-de, hos-pi-ta- - “côndor” em vez de condor.
li-da-de. Por Marina Cabral

TONICIDADE
Nas palavras com mais de uma sílaba, sempre existe uma sílaba que se
pronuncia com mais força do que as outras: é a sílaba tônica. ORTOGRAFIA OFICIAL
Exs.: em lá-gri-ma, a sílaba tônica é lá; em ca-der-no, der; em A-ma-pá,
pá. As dificuldades para a ortografia devem-se ao fato de que há fonemas
que podem ser representados por mais de uma letra, o que não é feito de
Considerando-se a posição da sílaba tônica, classificam-se as palavras modo arbitrário, mas fundamentado na história da língua.
em:
• Oxítonas - quando a tônica é a última sílaba: Pa-ra-ná, sa-bor, do- Eis algumas observações úteis:
mi-nó.
• Paroxítonas - quando a tônica é a penúltima sílaba: már-tir, ca-rá- DISTINÇÃO ENTRE J E G
ter, a-má-vel, qua-dro. 1. Escrevem-se com J:
• Proparoxítonas - quando a tônica é a antepenúltima sílaba: ú-mi-do, a) As palavras de origem árabe, africana ou ameríndia: canjica. cafajeste,
cá-li-ce, ' sô-fre-go, pês-se-go, lá-gri-ma. canjerê, pajé, etc.
b) As palavras derivadas de outras que já têm j: laranjal (laranja), enrije-
ENCONTROS CONSONANTAIS cer, (rijo), anjinho (anjo), granjear (granja), etc.
É a sequência de dois ou mais fonemas consonânticos num vocábulo. c) As formas dos verbos que têm o infinitivo em JAR. despejar: despejei,
Ex.: atleta, brado, creme, digno etc.
despeje; arranjar: arranjei, arranje; viajar: viajei, viajeis.
d) O final AJE: laje, traje, ultraje, etc.
DÍGRAFOS
São duas letras que representam um só fonema, sendo uma grafia com- e) Algumas formas dos verbos terminados em GER e GIR, os quais
posta para um som simples. mudam o G em J antes de A e O: reger: rejo, reja; dirigir: dirijo, dirija.

Há os seguintes dígrafos: 2. Escrevem-se com G:


1) Os terminados em h, representados pelos grupos ch, lh, nh. a) O final dos substantivos AGEM, IGEM, UGEM: coragem, vertigem,
Exs.: chave, malha, ninho. ferrugem, etc.
2) Os constituídos de letras dobradas, representados pelos grupos rr e b) Exceções: pajem, lambujem. Os finais: ÁGIO, ÉGIO, ÓGIO e ÍGIO:
ss. estágio, egrégio, relógio refúgio, prodígio, etc.
Exs. : carro, pássaro. c) Os verbos em GER e GIR: fugir, mugir, fingir.
3) Os grupos gu, qu, sc, sç, xc, xs.
Exs.: guerra, quilo, nascer, cresça, exceto, exsurgir. DISTINÇÃO ENTRE S E Z
4) As vogais nasais em que a nasalidade é indicada por m ou n, encer- 1. Escrevem-se com S:
rando a sílaba em uma palavra. a) O sufixo OSO: cremoso (creme + oso), leitoso, vaidoso, etc.
Exs.: pom-ba, cam-po, on-de, can-to, man-to. b) O sufixo ÊS e a forma feminina ESA, formadores dos adjetivos pátrios
ou que indicam profissão, título honorífico, posição social, etc.: portu-
NOTAÇÕES LÉXICAS guês – portuguesa, camponês – camponesa, marquês – marquesa,
São certos sinais gráficos que se juntam às letras, geralmente para lhes burguês – burguesa, montês, pedrês, princesa, etc.
dar um valor fonético especial e permitir a correta pronúncia das palavras. c) O sufixo ISA. sacerdotisa, poetisa, diaconisa, etc.
d) Os finais ASE, ESE, ISE e OSE, na grande maioria se o vocábulo for
São os seguintes: erudito ou de aplicação científica, não haverá dúvida, hipótese, exege-
1) o acento agudo – indica vogal tônica aberta: pé, avó, lágrimas; se análise, trombose, etc.
2) o acento circunflexo – indica vogal tônica fechada: avô, mês, ânco- e) As palavras nas quais o S aparece depois de ditongos: coisa, Neusa,
ra; causa.
3) o acento grave – sinal indicador de crase: ir à cidade; f) O sufixo ISAR dos verbos referentes a substantivos cujo radical termina
4) o til – indica vogal nasal: lã, ímã; em S: pesquisar (pesquisa), analisar (análise), avisar (aviso), etc.
5) a cedilha – dá ao c o som de ss: moça, laço, açude; g) Quando for possível a correlação ND - NS: escandir: escansão; preten-
6) o apóstrofo – indica supressão de vogal: mãe-d’água, pau-d’alho; der: pretensão; repreender: repreensão, etc.
o hífen – une palavras, prefixos, etc.: arcos-íris, peço-lhe, ex-aluno.
A ortoépia trata da pronúncia correta das palavras. Quando as palavras 2. Escrevem-se em Z.
são pronunciadas incorretamente, comete-se cacoépia. a) O sufixo IZAR, de origem grega, nos verbos e nas palavras que têm o
É comum encontrarmos erros de ortoépia na linguagem popular, mais mesmo radical. Civilizar: civilização, civilizado; organizar: organização,
descuidada e com tendência natural para a simplificação. organizado; realizar: realização, realizado, etc.
b) Os sufixos EZ e EZA formadores de substantivos abstratos derivados

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de adjetivos limpidez (limpo), pobreza (pobre), rigidez (rijo), etc. Falar e escrever bem, de modo que se atenda ao padrão formal da lingua-
c) Os derivados em -ZAL, -ZEIRO, -ZINHO e –ZITO: cafezal, cinzeiro, gem: eis um pressuposto do qual devemos nos valer mediante nossa
chapeuzinho, cãozito, etc. postura enquanto usuários do sistema linguístico. Contudo, tal situação não
parece assim tão simples, haja vista que alguns contratempos sempre
DISTINÇÃO ENTRE X E CH: tendem a surgir. Um deles diz respeito a questões ortográficas no mo-
mento de empregar esta ou aquela palavra.
1. Escrevem-se com X
Nesse sentido nunca é demais mencionar que o emprego correto de um
a) Os vocábulos em que o X é o precedido de ditongo: faixa, caixote,
determinado vocábulo está intimamente ligado a pressupostos semânticos,
feixe, etc.
visto que cada vocábulo carrega consigo uma marca significativa de senti-
c) Maioria das palavras iniciadas por ME: mexerico, mexer, mexerica, etc.
do. Assim, mesmo que palavras se apresentem semelhantes em temos
d) EXCEÇÃO: recauchutar (mais seus derivados) e caucho (espécie de
sonoros, bem como nos aspectos gráficos, traduzem significados distintos,
árvore que produz o látex).
aos quais devemos nos manter sempre vigilantes, no intuito de fazermos
e) Observação: palavras como "enchente, encharcar, enchiqueirar, en-
bom uso da nossa língua sempre que a situação assim o exigir.
chapelar, enchumaçar", embora se iniciem pela sílaba "en", são grafa-
Pois bem, partindo dessa premissa, ocupemo-nos em conhecer as caracte-
das com "ch", porque são palavras formadas por prefixação, ou seja,
rísticas que nutrem algumas expressões que rotineiramente utilizamos.
pelo prefixo en + o radical de palavras que tenham o ch (enchente, en-
Entre elas, destacamos:
cher e seus derivados: prefixo en + radical de cheio; encharcar: en +
radical de charco; enchiqueirar: en + radical de chiqueiro; enchapelar:
Mas e mais
en + radical de chapéu; enchumaçar: en + radical de chumaço).
A palavra “mas” atua como uma conjunção coordenada adversativa, de-
vendo ser utilizada em situações que indicam oposição, sentido contrário.
2. Escrevem-se com CH:
Vejamos, pois:
a) charque, chiste, chicória, chimarrão, ficha, cochicho, cochichar, estre-
Esforcei-me bastante, mas não obtive o resultado necessário.
buchar, fantoche, flecha, inchar, pechincha, pechinchar, penacho, sal-
Já o vocábulo “mais” se classifica como pronome indefinido ou advérbio de
sicha, broche, arrocho, apetrecho, bochecha, brecha, chuchu, cachim-
intensidade, opondo-se, geralmente, a “menos”. Observemos:
bo, comichão, chope, chute, debochar, fachada, fechar, linchar, mochi-
Ele escolheu a camiseta mais cara da loja.
la, piche, pichar, tchau.
b) Existem vários casos de palavras homófonas, isto é, palavras que
Onde e aonde
possuem a mesma pronúncia, mas a grafia diferente. Nelas, a grafia se
“Aonde” resulta da combinação entre “a + onde”, indicando movimento para
distingue pelo contraste entre o x e o ch.
algum lugar. É usada com verbos que também expressem tal aspecto (o de
Exemplos:
movimento). Assim, vejamos:
• brocha (pequeno prego)
Aonde você vai com tanta pressa?
• broxa (pincel para caiação de paredes)
“Onde” indica permanência, lugar em que se passa algo ou que se está.
• chá (planta para preparo de bebida)
Portanto, torna-se aplicável a verbos que também denotem essa caracterís-
• xá (título do antigo soberano do Irã)
tica (estado ou permanência). Vejamos o exemplo:
• chalé (casa campestre de estilo suíço)
Onde mesmo você mora?
• xale (cobertura para os ombros)
• chácara (propriedade rural)
Que e quê
• xácara (narrativa popular em versos)
O “que” pode assumir distintas funções sintáticas e morfológicas, entre elas
• cheque (ordem de pagamento)
a de pronome, conjunção e partícula expletiva de realce:
• xeque (jogada do xadrez)
Convém que você chegue logo. Nesse caso, o vocábulo em questão atua
• cocho (vasilha para alimentar animais)
como uma conjunção integrante.
• coxo (capenga, imperfeito)
Já o “quê”, monossílabo tônico, atua como interjeição e como substantivo,
em se tratando de funções morfossintáticas:
DISTINÇÃO ENTRE S, SS, Ç E C
Ela tem um quê de mistério.
Observe o quadro das correlações:
Correlações Exemplos
Mal e mau
t-c ato - ação; infrator - infração; Marte - marcial
ter-tenção abster - abstenção; ater - atenção; conter - contenção, deter “Mal” pode atuar com substantivo, relativo a alguma doença; advérbio,
- detenção; reter - retenção denotando erradamente, irregularmente; e como conjunção, indicando
rg - rs aspergir - aspersão; imergir - imersão; submergir - submer- tempo. De acordo com o sentido, tal expressão sempre se opõe a bem:
rt - rs são; Como ela se comportou mal durante a palestra. (Ela poderia ter se compor-
pel - puls inverter - inversão; divertir - diversão tado bem)
corr - curs impelir - impulsão; expelir - expulsão; repelir - repulsão “Mau” opõe-se a bom, ocupando a função de adjetivo:
sent - sens correr - curso - cursivo - discurso; excursão - incursão Pedro é um mau aluno. (Assim como ele poderia ser um bom aluno)
ced - cess sentir - senso, sensível, consenso
ceder - cessão - conceder - concessão; interceder - inter-
gred - gress cessão. Ao encontro de / de encontro a
exceder - excessivo (exceto exceção) “Ao encontro de” significa ser favorável, aproximar-se de algo:
prim - press agredir - agressão - agressivo; progredir - progressão - Suas ideias vão ao encontro das minhas. (São favoráveis)
tir - ssão progresso - progressivo “De encontro a” denota oposição a algo, choque, colisão:
imprimir - impressão; oprimir - opressão; reprimir - repres- O carro foi de encontro ao poste.
são.
admitir - admissão; discutir - discussão, permitir - permissão. Afim e a fim
(re)percutir - (re)percussão
“Afim” indica semelhança, relacionando-se com a ideia relativa à afinidade:
Na faculdade estudamos disciplinas afins.
PALAVRAS COM CERTAS DIFICULDADES “A fim” indica ideia de finalidade:
Estudo a fim de que possa obter boas notas.
Mas ou mais: dúvidas de ortografia
A par e ao par
Publicado por: Vânia Maria do Nascimento Duarte “A par” indica o sentido voltado para “ciente, estar informado acerca de
algo”:
Mais ou mais? Onde ou aonde? Essas e outras expressões geralmente são Ele não estava a par de todos os acontecimentos.
alvo de questionamentos por parte dos usuários da língua. “Ao par” representa uma expressão que indica igualdade, equivalência ente
valores financeiros:

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Algumas moedas estrangeiras estão ao par. Quando for a junção da preposição por + pronome relativo que, possuirá o
significado de “pelo qual” e poderá ter as flexões: pela qual, pelos quais,
Demais e de mais pelas quais.
“Demais” pode atuar como advérbio de intensidade, denotando o sentido de Exemplo: Sei bem por que motivo permaneci neste lugar. (pelo qual)
“muito”:
A vítima gritava demais após o acidente. Por quê
Tal palavra pode também representar um pronome indefinido, equivalendo- Quando vier antes de um ponto, seja final, interrogativo, exclamação, o por
se “aos outros, aos restantes”: quê deverá vir acentuado e continuará com o significado de “por qual
Não se importe com o que falam os demais. motivo”, “por qual razão”.
“De mais” se opõe a de menos, fazendo referência a um substantivo ou a Exemplos: Vocês não comeram tudo? Por quê?
um pronome: Andar cinco quilômetros, por quê? Vamos de carro.
Ele não falou nada de mais.
Porque
Senão e se não É conjunção causal ou explicativa, com valor aproximado de “pois”, “uma
“Senão” tem sentido equivalente a “caso contrário” ou a “não ser”: vez que”, “para que”.
É bom que se apresse, senão poderá chegar atrasado. Exemplos: Não fui ao cinema porque tenho que estudar para a prova. (pois)
“Se não” se emprega a orações subordinadas condicionais, equivalendo-se Não vá fazer intrigas porque prejudicará você mesmo. (uma vez que)
a “caso não”: Porquê
Se não chover iremos ao passeio. É substantivo e tem significado de “o motivo”, “a razão”. Vem acompanha-
do de artigo, pronome, adjetivo ou numeral.
Na medida em que e à medida que Exemplos: O porquê de não estar conversando é porque quero estar con-
“Na medida em que” expressa uma relação de causa, equivalendo-se a centrada. (motivo)
“porque”, “uma vez que” e “já que”: Diga-me um porquê para não fazer o que devo. (uma razão)
Na medida em que passava o tempo, a saudade ia ficando cada vez mais Por Sabrina Vilarinho
apertada.
“À medida que” indica a ideia relativa à proporção, desenvolvimento grada- FORMAS VARIANTES
tivo: Existem palavras que apresentam duas grafias. Nesse caso, qualquer
À medida que iam aumentando os gritos, as pessoas se aglomeravam uma delas é considerada correta. Eis alguns exemplos.
ainda mais. aluguel ou aluguer hem? ou hein?
alpartaca, alpercata ou alpargata imundície ou imundícia
Nenhum e nem um amídala ou amígdala infarto ou enfarte
“Nenhum” representa o oposto de algum: assobiar ou assoviar laje ou lajem
Nenhum aluno fez a pesquisa. assobio ou assovio lantejoula ou lentejoula
“Nem um” equivale a nem sequer um: azaléa ou azaleia nenê ou nenen
Nem uma garota ganhará o prêmio, quem dirá todas as competidoras. bêbado ou bêbedo nhambu, inhambu ou nambu
bílis ou bile quatorze ou catorze
Dia a dia e dia-a-dia (antes da nova reforma ortográfica grafado com cãibra ou cãimbra surripiar ou surrupiar
hífen): carroçaria ou carroceria taramela ou tramela
Antes do novo acordo ortográfico, a expressão “dia-a-dia”, cujo sentido chimpanzé ou chipanzé relampejar, relampear, relampeguear
fazia referência ao cotidiano, era grafada com hífen. Porém, depois de debulhar ou desbulhar ou relampar
instaurado, passou a ser utilizada sem dele, ou seja: fleugma ou fleuma porcentagem ou percentagem
O dia a dia dos estudantes tem sido bastante conturbado.
Já “dia a dia”, sem hífen mesmo antes da nova reforma, atua como uma
locução adverbial referente a “todos os dias” e permaneceu sem nenhuma EMPREGO DE MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS
alteração, ou seja:
Ela vem se mostrando mais competente dia a dia. Escrevem-se com letra inicial maiúscula:
1) a primeira palavra de período ou citação.
Fim-de-semana e fim de semana Diz um provérbio árabe: "A agulha veste os outros e vive nua."
A expressão “fim-de-semana”, grafada com hífen antes do novo acordo, faz No início dos versos que não abrem período é facultativo o uso da
referência a “descanso”, diversão, lazer. Com o advento da nova reforma letra maiúscula.
ortográfica, alguns compostos que apresentam elementos de ligação, como 2) substantivos próprios (antropônimos, alcunhas, topônimos, nomes
é o caso de “fim de semana”, não são mais escritos com hífen. Portanto, o sagrados, mitológicos, astronômicos): José, Tiradentes, Brasil,
correto é: Amazônia, Campinas, Deus, Maria Santíssima, Tupã, Minerva, Via-
Como foi seu fim de semana? Láctea, Marte, Cruzeiro do Sul, etc.
“Fim de semana” também possui outra acepção semântica (significado), O deus pagão, os deuses pagãos, a deusa Juno.
relativa ao final da semana propriamente dito, aquele que começou no 3) nomes de épocas históricas, datas e fatos importantes, festas
domingo e agora termina no sábado. Assim, mesmo com a nova reforma religiosas: Idade Média, Renascença, Centenário da Independência
ortográfica, nada mudou no tocante à ortografia: do Brasil, a Páscoa, o Natal, o Dia das Mães, etc.
Viajo todo fim de semana. 4) nomes de altos cargos e dignidades: Papa, Presidente da República,
Vânia Maria do Nascimento Duarte etc.
5) nomes de altos conceitos religiosos ou políticos: Igreja, Nação,
O uso dos porquês
Estado, Pátria, União, República, etc.
O uso dos porquês é um assunto muito discutido e traz muitas dúvidas. 6) nomes de ruas, praças, edifícios, estabelecimentos, agremiações,
Com a análise a seguir, pretendemos esclarecer o emprego dos porquês órgãos públicos, etc.:
para que não haja mais imprecisão a respeito desse assunto. Rua do 0uvidor, Praça da Paz, Academia Brasileira de Letras, Banco
do Brasil, Teatro Municipal, Colégio Santista, etc.
Por que 7) nomes de artes, ciências, títulos de produções artísticas, literárias e
O por que tem dois empregos diferenciados: científicas, títulos de jornais e revistas: Medicina, Arquitetura, Os
Quando for a junção da preposição por + pronome interrogativo ou indefini- Lusíadas, 0 Guarani, Dicionário Geográfico Brasileiro, Correio da
do que, possuirá o significado de “por qual razão” ou “por qual motivo”: Manhã, Manchete, etc.
Exemplos: Por que você não vai ao cinema? (por qual razão) 8) expressões de tratamento: Vossa Excelência, Sr. Presidente,
Não sei por que não quero ir. (por qual motivo) Excelentíssimo Senhor Ministro, Senhor Diretor, etc.

Língua Portuguesa 11 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
9) nomes dos pontos cardeais, quando designam regiões: Os povos do 1. Acentuam-se as oxítonas terminadas em “A”, “E”, “O”, seguidas ou não
Oriente, o falar do Norte. de “S”, inclusive as formas verbais quando seguidas
Mas: Corri o país de norte a sul. O Sol nasce a leste.
de “LO(s)” ou “LA(s)”. Também recebem acento as oxítonas terminadas
10) nomes comuns, quando personificados ou individuados: o Amor, o
Ódio, a Morte, o Jabuti (nas fábulas), etc. em ditongos abertos, como “ÉI”, “ÉU”, “ÓI”, seguidos ou não de “S”

Escrevem-se com letra inicial minúscula: Ex.


1) nomes de meses, de festas pagãs ou populares, nomes gentílicos,
nomes próprios tornados comuns: maia, bacanais, carnaval,
ingleses, ave-maria, um havana, etc. Chá Mês nós
2) os nomes a que se referem os itens 4 e 5 acima, quando Gás Sapé cipó
empregados em sentido geral: Dará Café avós
São Pedro foi o primeiro papa. Todos amam sua pátria. Pará Vocês compôs
3) nomes comuns antepostos a nomes próprios geográficos: o rio vatapá pontapés só
Amazonas, a baía de Guanabara, o pico da Neblina, etc. Aliás português robô
4) palavras, depois de dois pontos, não se tratando de citação direta:
dá-lo vê-lo avó
"Qual deles: o hortelão ou o advogado?" (Machado de Assis)
"Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, incenso, recuperá-los Conhecê-los pô-los
mirra." (Manuel Bandeira) guardá-la Fé compô-los
réis (moeda) Véu dói
méis céu mói
ORTOGRAFIA OFICIAL
pastéis Chapéus anzóis
Novo Acordo Ortográfico
ninguém parabéns Jerusalém
O Novo Acordo Ortográfico visa simplificar as regras ortográficas Resumindo:
da Língua Portuguesa e aumentar o prestígio social da língua no cenário
internacional. Sua implementação no Brasil segue os seguintes parâmetros: Só não acentuamos oxítonas terminadas em “I” ou “U”, a não ser que seja
2009 – vigência ainda não obrigatória, 2010 a 2012 – adaptação completa
um caso de hiato. Por exemplo: as palavras “baú”, “aí”, “Esaú” e “atraí-lo”
dos livros didáticos às novas regras; e a partir de 2013 – vigência obrigató-
ria em todo o território nacional. Cabe lembrar que esse “Novo Acordo são acentuadas porque as vogais “i” e “u” estão tônicas nestas palavras.
Ortográfico” já se encontrava assinado desde 1990 por oito países que
falam a língua portuguesa, inclusive pelo Brasil, mas só agora é que teve 2. Acentuamos as palavras paroxítonas quando terminadas em:
sua implementação.
É equívoco afirmar que este acordo visa uniformizar a língua, já que uma
língua não existe apenas em função de sua ortografia. Vale lembrar que a • L – afável, fácil, cônsul, desejável, ágil, incrível.
ortografia é apenas um aspecto superficial da escrita da língua, e que as • N – pólen, abdômen, sêmen, abdômen.
diferenças entre o Português falado nos diversos países lusófonos subsisti- • R – câncer, caráter, néctar, repórter.
rão em questões referentes à pronúncia, vocabulário e gramática. Uma • X – tórax, látex, ônix, fênix.
língua muda em função de seus falantes e do tempo, não por meio de Leis • PS – fórceps, Quéops, bíceps.
ou Acordos.
• Ã(S) – ímã, órfãs, ímãs, Bálcãs.
• ÃO(S) – órgão, bênção, sótão, órfão.
A queixa de muitos estudantes e usuários da língua escrita é que, depois
• I(S) – júri, táxi, lápis, grátis, oásis, miosótis.
de internalizada uma regra, é difícil “desaprendê-la”. Então, cabe aqui uma
dica: quando se tiver uma dúvida sobre a escrita de alguma palavra, o ideal • ON(S) – náilon, próton, elétrons, cânon.
é consultar o Novo Acordo (tenha um sempre em fácil acesso) ou, na • UM(S) – álbum, fórum, médium, álbuns.
melhor das hipóteses, use um sinônimo para referir-se a tal palavra. • US – ânus, bônus, vírus, Vênus.

Mostraremos nessa série de artigos o Novo Acordo de uma maneira des- Também acentuamos as paroxítonas terminadas em ditongos crescentes
complicada, apontando como é que fica estabelecido de hoje em diante a (semivogal+vogal):
Ortografia Oficial do Português falado no Brasil.
Névoa, infância, tênue, calvície, série, polícia, residência, férias, lírio.
3. Todas as proparoxítonas são acentuadas.
Alfabeto Ex. México, música, mágico, lâmpada, pálido, pálido, sândalo, crisântemo,
A influência do inglês no nosso idioma agora é oficial. Há muito tempo as público, pároco, proparoxítona.
letras “k”, “w” e “y” faziam parte do nosso idioma, isto não é nenhu- QUANTO À CLASSIFICAÇÃO DOS ENCONTROS VOCÁLICOS
ma novidade. Elas já apareciam em unidades de medidas, nomes próprios
4. Acentuamos as vogais “I” e “U” dos hiatos, quando:
e palavras importadas do idioma inglês, como:
km – quilômetro,
kg – quilograma • Formarem sílabas sozinhos ou com “S”
Show, Shakespeare, Byron, Newton, dentre outros.
Trema Ex. Ju-í-zo, Lu-ís, ca-fe-í-na, ra-í-zes, sa-í-da, e-go-ís-ta.
Não se usa mais o trema em palavras do português. Quem digita muito IMPORTANTE
textos científicos no computador sabe o quanto dava trabalho escrever Por que não acentuamos “ba-i-nha”, “fei-u-ra”, “ru-im”, “ca-ir”, “Ra-ul”, se
linguística, frequência. Ele só vai permanecer em nomes próprios e seus todos são “i” e “u” tônicas, portanto hiatos?
derivados, de origem estrangeira. Por exemplo, Gisele Bündchen não vai
Porque o “i” tônico de “bainha” vem seguido de NH. O “u” e o “i” tônicos de
deixar de usar o trema em seu nome, pois é de origem alemã. (neste caso,
o “ü” lê-se “i”) “ruim”, “cair” e “Raul” formam sílabas com “m”, “r” e “l” respectivamente.
Essas consoantes já soam forte por natureza, tornando naturalmente a
sílaba “tônica”, sem precisar de acento que reforce isso.
ACENTUAÇÃO GRÁFICA 5. Trema
Quanto À Posição Da Sílaba Tônica

Língua Portuguesa 12 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Não se usa mais o trema em palavras da língua portuguesa. Ele só vai Deem releem
permanecer em nomes próprios e seus derivados, de origem estrangeira, Leem descreem
como Bündchen, Müller, mülleriano (neste caso, o “ü” lê-se “i”) Voo perdoo
6. Acento Diferencial enjoo
O acento diferencial permanece nas palavras: Outras dicas
pôde (passado), pode (presente) Há muito tempo a palavra “coco” – fruto do coqueiro – deixou de ser acen-
pôr (verbo), por (preposição) tuada. Entretanto, muitos alunos insistem em colocar o acento: “Quero
Nas formas verbais, cuja finalidade é determinar se a 3ª pessoa do verbo beber água de côco”.
está no singular ou plural: Quem recebe acento é “cocô” – palavra popularmente usada para se referir
SINGULAR PLURAL a excremento.
Ele tem Eles têm Então, a menos se que queira beber água de fezes, é melhor parar de
colocar acento em coco.
Ele vem Eles vêm
Para verificar praticamente a necessidade de acentuação gráfica, utilize o
Essa regra se aplica a todos os verbos derivados de “ter” e “vir”, como: critério das oposições:
conter, manter, intervir, deter, sobrevir, reter, etc. Imagem armazém
Paroxítonas terminadas em “M” não levam acento, mas as oxítonas SIM.
Novo Acordo Ortográfico Descomplicado Jovens provéns
Trema Paroxítonas terminadas em “ENS” não levam acento, mas as oxítonas
Não se usa mais o trema, salvo em nomes próprios e seus derivados. levam.
Acento diferencial Útil sutil
Não é preciso usar o acento diferencial para distinguir: Paroxítonas terminadas em “L” têm acento, mas as oxítonas não levam
porque o “L”, o “R” e o “Z” deixam a sílaba em que se encontram natural-
mente forte, não é preciso um acento para reforçar isso.
1. Para (verbo) de para (preposição)
É por isso que: as palavras “rapaz, coração, Nobel, capataz, pastel, bom-
bom; verbos no infinitivo (terminam em –ar, -er, -ir) doar, prover, consu-
“Esse carro velho para em toda esquina”. mir são oxítonas e não precisam de acento. Quando terminarem do mesmo
“Estarei voltando para casa daqui a uma hora”. jeito e forem paroxítonas, então vão precisar de acento.

1. Pela, pelo (verbo pelar) de pela, pelo (preposição + artigo) e pelo (subs- Uso do Hífen
tantivo)
Novo Acordo Ortográfico Descomplicado (Parte V) – Uso do Hífen
2. Polo (substantivo) de polo (combinação antiga e popular de por e lo).
3. pera (fruta) de pera (preposição arcaica). Tem se discutido muito a respeito do Novo Acordo Ortográfico e a grande
queixa entre os que usam a Língua Portuguesa em sua modalidade escrita
A pronúncia ou categoria gramatical dessas palavras dar-se-á mediante o tem gerado em torno do seguinte questionamento: “por que mudar uma
contexto. coisa que a gente demorou um tempão para aprender?” Bom, para quem já
Acento agudo dominava a antiga ortografia, realmente essa mudança foi uma chateação.
Ditongos abertos “ei”, “oi” Quem saiu se beneficiando foram os que estão começando agora a adquirir
Não se usa mais acento nos ditongos ABERTOS “ei”, “oi” quando estiverem o código escrito, como os alunos do Ensino Fundamental I.
na penúltima sílaba. Se você tem dificuldades em memorizar regras, é inútil estudar o Novo
He-roi-co ji-boi-a Acordo comparando “o antes e o depois”, feito revista de propaganda de
As-sem-blei-a i-dei-a cosméticos. O ideal é que as mudanças sejam compreendidas e gravadas
Pa-ra-noi-co joi-a na memória: para isso, é preciso colocá-las em prática.
OBS. Só vamos acentuar essas letras quando vierem na última sílaba e se Não precisa mais quebrar a cabeça: “uso hífen ou não”?
o som delas estiverem aberto. Regra Geral
Céu véu A letra “H” é uma letra sem personalidade, sem som. Em “Helena”, não
Dói herói tem som; em “Hollywood”, tem som de “R”. Portanto, não deve aparecer
Chapéu beleléu encostado em prefixos:
Rei, dei, comeu, foi (som fechado – sem acento)
Não se recebem mais acento agudo as vogais tônicas “I” e “U” quando
• pré-história
forem paroxítonas (penúltima sílaba forte) e precedidas de ditongo.
• anti-higiênico
feiura baiuca
• sub-hepático
cheiinho saiinha
• super-homem
boiuno
Não devemos mais acentuar o “U” tônico os verbos dos grupos “GUE/GUI”
e “QUE/QUI”. Por isso, esses verbos serão grafados da seguinte maneira: Então, letras IGUAIS, SEPARA. Letras DIFERENTES, JUNTA.
Averiguo (leia-se a-ve-ri-gu-o, pois o “U” tem som forte) Anti-inflamatório neoliberalismo
Arguo apazigue Supra-auricular extraoficial
Enxague arguem Arqui-inimigo semicírculo
Delinguo sub-bibliotecário superintendente
Acento Circunflexo Quanto ao “R” e o “S”, se o prefixo terminar em vogal, a consoante deverá
Não se acentuam mais as vogais dobradas “EE” e “OO”. ser dobrada:
Creem veem suprarrenal (supra+renal) ultrassonografia (ultra+sonografia)

Língua Portuguesa 13 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
minissaia antisséptico É equívoco afirmar que este acordo visa uniformizar a língua, já que
contrarregra megassaia uma língua não existe apenas em função de sua ortografia. Vale lembrar
que a ortografia é apenas um aspecto superficial da escrita da língua, e que
Entretanto, se o prefixo terminar em consoante, não se unem de jeito
as diferenças entre o Português falado nos diversos países lusófonos
nenhum. subsistirão em questões referentes à pronúncia, vocabulário e gramática.
Uma língua muda em função de seus falantes e do tempo, não por meio de
• Sub-reino Leis ou Acordos.
• ab-rogar
• sob-roda A queixa de muitos estudantes e usuários da língua escrita é que, de-
pois de internalizada uma regra, é difícil “desaprendê-la”. Então, cabe aqui
uma dica: quando se tiver uma dúvida sobre a escrita de alguma palavra, o
ATENÇÃO! ideal é consultar o Novo Acordo (tenha um sempre em fácil acesso) ou, na
Quando dois “R” ou “S” se encontrarem, permanece a regra geral: letras melhor das hipóteses, use um sinônimo para referir-se a tal palavra.
iguais, SEPARA.
super-requintado super-realista Mostraremos nessa série de artigos o Novo Acordo de uma maneira
inter-resistente descomplicada, apontando como é que fica estabelecido de hoje em diante
a Ortografia Oficial do Português falado no Brasil.
CONTINUAMOS A USAR O HÍFEN
Diante dos prefixos “ex-, sota-, soto-, vice- e vizo-“: Alfabeto
Ex-diretor, Ex-hospedeira, Sota-piloto, Soto-mestre, Vice-presidente , A influência do inglês no nosso idioma agora é oficial. Há muito tempo
Vizo-rei as letras “k”, “w” e “y” faziam parte do nosso idioma, isto não é nenhuma
Diante de “pós-, pré- e pró-“, quando TEM SOM FORTE E ACENTO. novidade. Elas já apareciam em unidades de medidas, nomes próprios e
pós-tônico, pré-escolar, pré-natal, pró-labore palavras importadas do idioma inglês, como:
km – quilômetro,
pró-africano, pró-europeu, pós-graduação
kg – quilograma
Diante de “pan-, circum-, quando juntos de vogais. Show, Shakespeare, Byron, Newton, dentre outros.
Pan-americano, circum-escola
OBS. “Circunferência” – é junto, pois está diante da consoante “F”. Trema
NOTA: Veja como fica estranha a pronúncia se não usarmos o hífen: Não se usa mais o trema em palavras do português. Quem digita muito
Exesposa, sotapiloto, panamericano, vicesuplente, circumescola. textos científicos no computador sabe o quanto dava trabalho escrever
ATENÇÃO! linguística, frequência. Ele só vai permanecer em nomes próprios e seus
derivados, de origem estrangeira. Por exemplo, Gisele Bündchen não vai
Não se usa o hífen diante de “CO-, RE-, PRE” (SEM ACENTO) deixar de usar o trema em seu nome, pois é de origem alemã. (neste caso,
Coordenar reedição preestabelecer o “ü” lê-se “i”)
Coordenação refazer preexistir
Coordenador reescrever prever QUANTO À POSIÇÃO DA SÍLABA TÔNICA
Coobrigar relembrar
Cooperação reutilização 1. Acentuam-se as oxítonas terminadas em “A”, “E”, “O”, seguidas ou
Cooperativa reelaborar não de “S”, inclusive as formas verbais quando seguidas de “LO(s)” ou
O ideal para memorizar essas regras, lembre-se, é conhecer e usar pelo “LA(s)”. Também recebem acento as oxítonas terminadas em ditongos
menos uma palavra de cada prefixo. Quando bater a dúvida numa palavra, abertos, como “ÉI”, “ÉU”, “ÓI”, seguidos ou não de “S”
compare-a à palavra que você já sabe e escreva-a duas vezes: numa você
usa o hífen, na outra não. Qual a certa? Confie na sua memória! Uma delas Ex.
vai te parecer mais familiar.
REGRA GERAL (Resumindo) Chá Mês nós
Gás Sapé cipó
Letras iguais, separa com hífen(-).
Letras diferentes, junta. Dará Café avós
O “H” não tem personalidade. Separa (-). Pará Vocês compôs
O “R” e o “S”, quando estão perto das vogais, são dobrados. Mas não se vatapá pontapés só
juntam com consoantes. Aliás português robô
http://www.infoescola.com/portugues/novo-acordo-ortografico- dá-lo vê-lo avó
descomplicado-parte-i/
recuperá-los Conhecê-los pô-los
guardá-la Fé compô-los
ACENTUAÇÃO GRÁFICA - resumo
réis (moeda) Véu dói
ORTOGRAFIA OFICIAL méis céu mói
Por Paula Perin dos Santos pastéis Chapéus anzóis
ninguém parabéns Jerusalém
O Novo Acordo Ortográfico visa simplificar as regras ortográficas da
Língua Portuguesa e aumentar o prestígio social da língua no cenário
internacional. Sua implementação no Brasil segue os seguintes parâmetros: Resumindo:
2009 – vigência ainda não obrigatória, 2010 a 2012 – adaptação completa
dos livros didáticos às novas regras; e a partir de 2013 – vigência obrigató- Só não acentuamos oxítonas terminadas em “I” ou “U”, a não ser que
ria em todo o território nacional. Cabe lembrar que esse “Novo Acordo seja um caso de hiato. Por exemplo: as palavras “baú”, “aí”, “Esaú” e “atraí-
Ortográfico” já se encontrava assinado desde 1990 por oito países que lo” são acentuadas porque as semivogais “i” e “u” estão tônicas nestas
falam a língua portuguesa, inclusive pelo Brasil, mas só agora é que teve palavras.
sua implementação.

Língua Portuguesa 14 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2. Acentuamos as palavras paroxítonas quando terminadas em: d) 20
e) 21
• L – afável, fácil, cônsul, desejável, ágil, incrível.
2. A regra atual para acentuação no português do Brasil manda acentuar
• N – pólen, abdômen, sêmen, abdômen. todos os ditongos abertos “éu”, “éi”, “ói” (como ‘assembleia’, ‘céu’ ou ‘dói’).
• R – câncer, caráter, néctar, repórter. Pelo novo acordo, palavras desse tipo passam a ser escritas:
• X – tórax, látex, ônix, fênix. a) Assembléia, dói, céu
• PS – fórceps, Quéops, bíceps. b) Assembléia, doi, ceu
• Ã(S) – ímã, órfãs, ímãs, Bálcãs. c) Assembléia, dói, ceu
d) Assembleia, dói, céu
• ÃO(S) – órgão, bênção, sótão, órfão.
e) Assembleia, doi, céu
• I(S) – júri, táxi, lápis, grátis, oásis, miosótis.
• ON(S) – náilon, próton, elétrons, cânon. 3. Pela nova regra, apenas uma dessas palavras pode ser assinalada com
• UM(S) – álbum, fórum, médium, álbuns. acento circunflexo. Qual delas?
• US – ânus, bônus, vírus, Vênus. a) Vôo
b) Crêem
c) Enjôo
Também acentuamos as paroxítonas terminadas em ditongos crescen-
d) Pôde
tes (semivogal+vogal):
e) Lêem
Névoa, infância, tênue, calvície, série, polícia, residência, férias, lírio.

3. Todas as proparoxítonas são acentuadas. 4. Qual das alternativas abaixo apresenta todas as palavras grafadas
Ex. México, música, mágico, lâmpada, pálido, pálido, sândalo, crisân- corretamente:
temo, público, pároco, proparoxítona. a) bússola, império, platéia, cajú, Panamá
b) bussola, imperio, plateia, caju, Panama
QUANTO À CLASSIFICAÇÃO DOS ENCONTROS VOCÁLICOS c) bússola, imperio, plateia, caju, Panamá
d) bússola, império, plateia, caju, Panamá
e) bussola, imperio, plateia, cajú, Panamá
4. Acentuamos as vogais “I” e “U” dos hiatos, quando:

• Formarem sílabas sozinhos ou com “S” 5. De acordo com as novas regras para o hífen, passarão a ser corretas as
grafias:
Ex. Ju-í-zo, Lu-ís, ca-fe-í-na, ra-í-zes, sa-í-da, e-go-ís-ta. a) Coautor, antissocial e micro-ondas
b) Co-autor, anti-social e micro-ondas
IMPORTANTE c) Coautor, antissocial e microondas
Por que não acentuamos “ba-i-nha”, “fei-u-ra”, “ru-im”, “ca-ir”, “Ra-ul”, d) Co-autor, antissocial e micro-ondas
se todos são “i” e “u” tônicas, portanto hiatos? e) Coautor, anti-social e microondas

Porque o “i” tônico de “bainha” vem seguido de NH. O “u” e o “i” tônicos 6. Qual das frases abaixo está redigida de acordo com a nova ortografia?
de “ruim”, “cair” e “Raul” formam sílabas com “m”, “r” e “l” respectivamente. a) É preciso ter autoestima e autocontrole para coordenar o projeto de
Essas consoantes já soam forte por natureza, tornando naturalmente a infraestrutura recém-aprovado,
sílaba “tônica”, sem precisar de acento que reforce isso. ainda muito polêmico e com ajustes a fazer.
b) É preciso ter auto-estima e autocontrole para coordenar o projeto de
5. Trema infra-estrutura recém-aprovado,
Não se usa mais o trema em palavras da língua portuguesa. Ele só vai ainda muito polemico e com ajustes a fazer.
permanecer em nomes próprios e seus derivados, de origem estrangeira, c) É preciso ter auto-estima e autocontrole para co-ordenar o projeto de
como Bündchen, Müller, mülleriano (neste caso, o “ü” lê-se “i”) infraestrutura recémaprovado,
ainda muito polêmico e com ajustes a fazer.
6. Acento Diferencial d) É preciso ter auto-estima e auto-controle para coordenar o projeto de
infra-estrutura recém-aprovado,
O acento diferencial permanece nas palavras: ainda muito polemico e com ajustes a fazer.
pôde (passado), pode (presente) e) É preciso ter auto-estima e auto-controle para co-ordenar o projeto de
pôr (verbo), por (preposição) infraestrutura recém-aprovado,
Nas formas verbais, cuja finalidade é determinar se a 3ª pessoa do ainda muito polêmico e com ajústes a fazer.
verbo está no singular ou plural:
7. Em quais das alternativas abaixo há apenas palavras grafadas de acordo
com a nova ortografia da língua portuguesa?
SINGULAR PLURAL a) Pára-choque, ultrassonografia, relêem, União Européia, inconseqüen-
Ele tem Eles têm te, arquirrival, saúde
b) Para-choque, ultrassonografia, releem, União Europeia, inconsequen-
Ele vem Eles vêm
te, arquirrival, saude
c) Para-choque, ultrassonografia, releem, União Europeia, inconsequen-
Essa regra se aplica a todos os verbos derivados de “ter” e “vir”, como: te, arquirrival, saúde
conter, manter, intervir, deter, sobrevir, reter, etc. d) Parachoque, ultra-sonografia, releem, União Européia, inconsequente,
arqui-rival, saúde
EXERCÍCIOS e) Pára-choque, ultra-sonografia, relêem, União Européia, inconsequen-
te, arqui-rival, saúde
1. Com o novo acordo, quantas letras passa a ter o alfabeto da língua
portuguesa? Respostas:
a) 23 1. b
b) 26 2. d
c) 28 3. d
4. d

Língua Portuguesa 15 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
5. a e-clip-se Is-ra-el
6. a mag-nó-lia
7. c
SINAIS DE PONTUAÇÃO
DIVISÃO SILÁBICA
Pontuação é o conjunto de sinais gráficos que indica na escrita as
Não se separam as letras que formam os dígrafos CH, NH, LH, QU, pausas da linguagem oral.
GU.
1- chave: cha-ve PONTO
aquele: a-que-le
O ponto é empregado em geral para indicar o final de uma frase decla-
palha: pa-lha
rativa. Ao término de um texto, o ponto é conhecido como final. Nos casos
manhã: ma-nhã
comuns ele é chamado de simples.
guizo: gui-zo
Também é usado nas abreviaturas: Sr. (Senhor), d.C. (depois de Cris-
Não se separam as letras dos encontros consonantais que apresentam to), a.C. (antes de Cristo), E.V. (Érico Veríssimo).
a seguinte formação: consoante + L ou consoante + R
2- emblema: em-ble-ma abraço: a-bra-ço
reclamar: re-cla-mar recrutar: re-cru-tar PONTO DE INTERROGAÇÃO
flagelo: fla-ge-lo drama: dra-ma É usado para indicar pergunta direta.
globo: glo-bo fraco: fra-co Onde está seu irmão?
implicar: im-pli-car agrado: a-gra-do
atleta: a-tle-ta atraso: a-tra-so Às vezes, pode combinar-se com o ponto de exclamação.
prato: pra-to A mim ?! Que ideia!

Separam-se as letras dos dígrafos RR, SS, SC, SÇ, XC. PONTO DE EXCLAMAÇÃO
3- correr: cor-rer desçam: des-çam É usado depois das interjeições, locuções ou frases exclamativas.
passar: pas-sar exceto: ex-ce-to Céus! Que injustiça! Oh! Meus amores! Que bela vitória!
fascinar: fas-ci-nar Ó jovens! Lutemos!

Não se separam as letras que representam um ditongo.


VÍRGULA
4- mistério: mis-té-rio herdeiro: her-dei-ro
A vírgula deve ser empregada toda vez que houver uma pequena pau-
cárie: cá-rie
sa na fala. Emprega-se a vírgula:
• Nas datas e nos endereços:
Separam-se as letras que representam um hiato.
São Paulo, 17 de setembro de 1989.
5- saúde: sa-ú-de cruel: cru-el
Largo do Paissandu, 128.
rainha: ra-i-nha enjoo: en-jo-o
• No vocativo e no aposto:
Meninos, prestem atenção!
Não se separam as letras que representam um tritongo.
Termópilas, o meu amigo, é escritor.
6- Paraguai: Pa-ra-guai
• Nos termos independentes entre si:
saguão: sa-guão
O cinema, o teatro, a praia e a música são as suas diversões.
• Com certas expressões explicativas como: isto é, por exemplo. Neste
Consoante não seguida de vogal, no interior da palavra, fica na sílaba
caso é usado o duplo emprego da vírgula:
que a antecede.
Ontem teve início a maior festa da minha cidade, isto é, a festa da pa-
7- torna: tor-na núpcias: núp-cias
droeira.
técnica: téc-ni-ca submeter: sub-me-ter
• Após alguns adjuntos adverbiais:
absoluto: ab-so-lu-to perspicaz: pers-pi-caz
No dia seguinte, viajamos para o litoral.
• Com certas conjunções. Neste caso também é usado o duplo emprego
Consoante não seguida de vogal, no início da palavra, junta-se à sílaba
da vírgula:
que a segue
Isso, entretanto, não foi suficiente para agradar o diretor.
8- pneumático: pneu-má-ti-co
• Após a primeira parte de um provérbio.
gnomo: gno-mo
O que os olhos não vêem, o coração não sente.
psicologia: psi-co-lo-gia
• Em alguns casos de termos oclusos:
Eu gostava de maçã, de pêra e de abacate.
No grupo BL, às vezes cada consoante é pronunciada separadamente,
mantendo sua autonomia fonética. Nesse caso, tais consoantes ficam em
sílabas separadas. RETICÊNCIAS
9- sublingual: sub-lin-gual • São usadas para indicar suspensão ou interrupção do pensamento.
sublinhar: sub-li-nhar Não me disseste que era teu pai que ...
sublocar: sub-lo-car • Para realçar uma palavra ou expressão.
Hoje em dia, mulher casa com "pão" e passa fome...
Preste atenção nas seguintes palavras: • Para indicar ironia, malícia ou qualquer outro sentimento.
trei-no so-cie-da-de Aqui jaz minha mulher. Agora ela repousa, e eu também...
gai-o-la ba-lei-a
des-mai-a-do im-bui-a PONTO E VÍRGULA
ra-diou-vin-te ca-o-lho • Separar orações coordenadas de certa extensão ou que mantém
te-a-tro co-e-lho alguma simetria entre si.
du-e-lo ví-a-mos "Depois, lracema quebrou a flecha homicida; deu a haste ao desconhe-
a-mné-sia gno-mo cido, guardando consigo a ponta farpada. "
co-lhei-ta quei-jo • Para separar orações coordenadas já marcadas por vírgula ou no seu
pneu-mo-ni-a fe-é-ri-co interior.
dig-no e-nig-ma Eu, apressadamente, queria chamar Socorro; o motorista, porém, mais

Língua Portuguesa 16 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
calmo, resolveu o problema sozinho.
COLCHETES [ ]
DOIS PONTOS Os colchetes são muito empregados na linguagem científica.
• Enunciar a fala dos personagens:
Ele retrucou: Não vês por onde pisas?
• Para indicar uma citação alheia: ASTERISCO
Ouvia-se, no meio da confusão, a voz da central de informações de O asterisco é muito empregado para chamar a atenção do leitor para
passageiros do voo das nove: “queiram dirigir-se ao portão de embar- alguma nota (observação).
que".
• Para explicar ou desenvolver melhor uma palavra ou expressão anteri- BARRA
or: A barra é muito empregada nas abreviações das datas e em algumas
Desastre em Roma: dois trens colidiram frontalmente. abreviaturas.
• Enumeração após os apostos:
Como três tipos de alimento: vegetais, carnes e amido.
CRASE
TRAVESSÃO
Marca, nos diálogos, a mudança de interlocutor, ou serve para isolar Crase é a fusão da preposição A com outro A.
palavras ou frases Fomos a a feira ontem = Fomos à feira ontem.
– "Quais são os símbolos da pátria?
– Que pátria? EMPREGO DA CRASE
– Da nossa pátria, ora bolas!" (P. M Campos). • em locuções adverbiais:
– "Mesmo com o tempo revoltoso - chovia, parava, chovia, parava outra à vezes, às pressas, à toa...
vez. • em locuções prepositivas:
– a claridade devia ser suficiente p'ra mulher ter avistado mais alguma em frente à, à procura de...
coisa". (M. Palmério). • em locuções conjuntivas:
• Usa-se para separar orações do tipo: à medida que, à proporção que...
– Avante!- Gritou o general. • pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo, a,
– A lua foi alcançada, afinal - cantava o poeta. as
Fui ontem àquele restaurante.
Usa-se também para ligar palavras ou grupo de palavras que formam Falamos apenas àquelas pessoas que estavam no salão:
uma cadeia de frase: Refiro-me àquilo e não a isto.
• A estrada de ferro Santos – Jundiaí.
• A ponte Rio – Niterói. A CRASE É FACULTATIVA
• A linha aérea São Paulo – Porto Alegre. • diante de pronomes possessivos femininos:
Entreguei o livro a(à) sua secretária .
ASPAS • diante de substantivos próprios femininos:
São usadas para: Dei o livro à(a) Sônia.
• Indicar citações textuais de outra autoria.
"A bomba não tem endereço certo." (G. Meireles) CASOS ESPECIAIS DO USO DA CRASE
• Para indicar palavras ou expressões alheias ao idioma em que se • Antes dos nomes de localidades, quando tais nomes admitirem o artigo
expressa o autor: estrangeirismo, gírias, arcaismo, formas populares: A:
Há quem goste de “jazz-band”. Viajaremos à Colômbia.
Não achei nada "legal" aquela aula de inglês. (Observe: A Colômbia é bela - Venho da Colômbia)
• Para enfatizar palavras ou expressões: • Nem todos os nomes de localidades aceitam o artigo: Curitiba, Brasília,
Apesar de todo esforço, achei-a “irreconhecível" naquela noite. Fortaleza, Goiás, Ilhéus, Pelotas, Porto Alegre, São Paulo, Madri, Ve-
• Títulos de obras literárias ou artísticas, jornais, revistas, etc. neza, etc.
"Fogo Morto" é uma obra-prima do regionalismo brasileiro. Viajaremos a Curitiba.
• Em casos de ironia: (Observe: Curitiba é uma bela cidade - Venho de Curitiba).
A "inteligência" dela me sensibiliza profundamente. • Haverá crase se o substantivo vier acompanhado de adjunto que o
Veja como ele é “educado" - cuspiu no chão. modifique.
Ela se referiu à saudosa Lisboa.
Vou à Curitiba dos meus sonhos.
PARÊNTESES • Antes de numeral, seguido da palavra "hora", mesmo subentendida:
Empregamos os parênteses: Às 8 e 15 o despertador soou.
• Nas indicações bibliográficas. • Antes de substantivo, quando se puder subentender as palavras “mo-
"Sede assim qualquer coisa. da” ou "maneira":
serena, isenta, fiel". Aos domingos, trajava-se à inglesa.
(Meireles, Cecília, "Flor de Poemas"). Cortavam-se os cabelos à Príncipe Danilo.
• Nas indicações cênicas dos textos teatrais: • Antes da palavra casa, se estiver determinada:
"Mãos ao alto! (João automaticamente levanta as mãos, com os olhos Referia-se à Casa Gebara.
fora das órbitas. Amália se volta)". • Não há crase quando a palavra "casa" se refere ao próprio lar.
(G. Figueiredo) Não tive tempo de ir a casa apanhar os papéis. (Venho de casa).
• Quando se intercala num texto uma ideia ou indicação acessória: • Antes da palavra "terra", se esta não for antônima de bordo.
"E a jovem (ela tem dezenove anos) poderia mordê-Io, morrendo de Voltou à terra onde nascera.
fome." Chegamos à terra dos nossos ancestrais.
(C. Lispector) Mas:
• Para isolar orações intercaladas: Os marinheiros vieram a terra.
"Estou certo que eu (se lhe ponho O comandante desceu a terra.
Minha mão na testa alçada) • Se a preposição ATÉ vier seguida de palavra feminina que aceite o
Sou eu para ela." artigo, poderá ou não ocorrer a crase, indiferentemente:
(M. Bandeira) Vou até a (á ) chácara.

Língua Portuguesa 17 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Cheguei até a(à) muralha de significado que se tenha, têm-se diferentes semânticas. A semântica
• A QUE - À QUE formal, a semântica da enunciação ou argumentativa e a semântica
Se, com antecedente masculino ocorrer AO QUE, com o feminino cognitiva, fenômeno, mas com conceitos e enfoques diferentes.
ocorrerá crase:
Houve um palpite anterior ao que você deu. Na língua portuguesa, o significado das palavras leva em
Houve uma sugestão anterior à que você deu. consideração:
Se, com antecedente masculino, ocorrer A QUE, com o feminino não Sinonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais
ocorrerá crase. que apresentam significados iguais ou semelhantes, ou seja, os sinônimos:
Não gostei do filme a que você se referia. Exemplos: Cômico - engraçado / Débil - fraco, frágil / Distante - afastado,
Não gostei da peça a que você se referia. remoto.
O mesmo fenômeno de crase (preposição A) - pronome demonstrativo
A que ocorre antes do QUE (pronome relativo), pode ocorrer antes do Antonímia: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais
de: que apresentam significados diferentes, contrários, isto é, os antônimos:
Meu palpite é igual ao de todos Exemplos: Economizar - gastar / Bem - mal / Bom - ruim.
Minha opinião é igual à de todos. Homonímia: É a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de
possuírem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonológica,
NÃO OCORRE CRASE ou seja, os homônimos:
• antes de nomes masculinos:
As homônimas podem ser:
Andei a pé.
Andamos a cavalo.  Homógrafas: palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia.
• antes de verbos: Exemplos: gosto (substantivo) - gosto / (1ª pessoa singular presente
Ela começa a chorar. indicativo do verbo gostar) / conserto (substantivo) - conserto (1ª pessoa
Cheguei a escrever um poema. singular presente indicativo do verbo consertar);
• em expressões formadas por palavras repetidas:
Estamos cara a cara.  Homófonas: palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita.
• antes de pronomes de tratamento, exceto senhora, senhorita e dona: Exemplos: cela (substantivo) - sela (verbo) / cessão (substantivo) - sessão
Dirigiu-se a V. Sa com aspereza. (substantivo) / cerrar (verbo) - serrar ( verbo);
Escrevi a Vossa Excelência.  Perfeitas: palavras iguais na pronúncia e na escrita. Exemplos:
Dirigiu-se gentilmente à senhora. cura (verbo) - cura (substantivo) / verão (verbo) - verão (substantivo) / cedo
• quando um A (sem o S de plural) preceder um nome plural: (verbo) - cedo (advérbio);
Não falo a pessoas estranhas.
Jamais vamos a festas.  Paronímia: É a relação que se estabelece entre duas ou mais
palavras que possuem significados diferentes, mas são muito parecidas na
SINÔNIMOS, ANTÔNIMOS E PARÔNIMOS. SENTIDO PRÓPRIO pronúncia e na escrita, isto é, os parônimos: Exemplos: cavaleiro -
E FIGURADO DAS PALAVRAS. cavalheiro / absolver - absorver / comprimento - cumprimento/ aura
(atmosfera) - áurea (dourada)/ conjectura (suposição) - conjuntura (situação
decorrente dos acontecimentos)/ descriminar (desculpabilizar) - discriminar
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS (diferenciar)/ desfolhar (tirar ou perder as folhas) - folhear (passar as folhas
de uma publicação)/ despercebido (não notado) - desapercebido
(desacautelado)/ geminada (duplicada) - germinada (que germinou)/ mugir
Semântica (soltar mugidos) - mungir (ordenhar)/ percursor (que percorre) - precursor
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. (que antecipa os outros)/ sobrescrever (endereçar) - subscrever (aprovar,
assinar)/ veicular (transmitir) - vincular (ligar) / descrição - discrição /
onicolor - unicolor.
 Polissemia: É a propriedade que uma mesma palavra tem de
apresentar vários significados. Exemplos: Ele ocupa um alto posto na
empresa. / Abasteci meu carro no posto da esquina. / Os convites eram de
graça. / Os fiéis agradecem a graça recebida.
 Homonímia: Identidade fonética entre formas de significados e
origem completamente distintos. Exemplos: São(Presente do verbo ser) -
São (santo)
Conotação e Denotação:
 Conotação é o uso da palavra com um significado diferente do
original, criado pelo contexto. Exemplos: Você tem um coração de pedra.
Semântica (do grego σηµαντικός, sēmantiká, plural neutro  Denotação é o uso da palavra com o seu sentido original.
de sēmantikós, derivado de sema, sinal), é o estudo do significado. Incide Exemplos: Pedra é um corpo duro e sólido, da natureza das rochas.
sobre a relação entre significantes, tais
como palavras, frases, sinais e símbolos, e o que eles representam, a Sinônimo
sua denotação.
Sinônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado idêntico
A semântica linguística estuda o significado usado por seres humanos ou muito semelhante à outra. Exemplos: carro e automóvel, cão e cachorro.
para se expressar através da linguagem. Outras formas de semântica O conhecimento e o uso dos sinônimos é importante para que se evitem
incluem a semântica nas linguagens de programação, lógica formal, repetições desnecessárias na construção de textos, evitando que se tornem
e semiótica. enfadonhos.
A semântica contrapõe-se com frequência à sintaxe, caso em que a Eufemismo
primeira se ocupa do que algo significa, enquanto a segunda se debruça Alguns sinônimos são também utilizados para minimizar o impacto,
sobre as estruturas ou padrões formais do modo como esse algo normalmente negativo, de algumas palavras (figura de linguagem
é expresso(por exemplo, escritos ou falados). Dependendo da concepção conhecida como eufemismo).

Língua Portuguesa 18 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Exemplos:
• gordo - obeso Homógrafo
• morrer - falecer Homógrafos são palavras iguais ou parecidas na escrita e diferentes na
pronúncia.
Sinônimos Perfeitos e Imperfeitos Exemplos
Os sinônimos podem ser perfeitos ou imperfeitos. • rego (subst.) e rego (verbo);
Sinônimos Perfeitos • colher (verbo) e colher (subst.);
Se o significado é idêntico. • jogo (subst.) e jogo (verbo);
Exemplos: • Sede: lugar e Sede: avidez;
• avaro – avarento, • Seca: pôr a secar e Seca: falta de água.
• léxico – vocabulário, Homófono
• falecer – morrer, Palavras homófonas são palavras de pronúncias iguais. Existem dois
• escarradeira – cuspideira, tipos de palavras homófonas, que são:
• língua – idioma • Homófonas heterográficas
• catorze - quatorze • Homófonas homográficas
Homófonas heterográficas
Sinônimos Imperfeitos Como o nome já diz, são palavras homófonas (iguais na pronúncia), mas
Se os signIficados são próximos, porém não idênticos. heterográficas (diferentes na escrita).
Exemplos: córrego – riacho, belo – formoso Exemplos
cozer / coser;
Antônimo cozido / cosido;
Antônimo é o nome que se dá à palavra que tenha significado contrário censo / senso
(também oposto ou inverso) à outra. consertar / concertar
O emprego de antônimos na construção de frases pode ser um recurso conselho / concelho
estilístico que confere ao trecho empregado uma forma mais erudita ou que paço / passo
chame atenção do leitor ou do ouvinte. noz / nós
Palavra Antônimo hera / era
ouve / houve
aberto fechado voz / vós
alto baixo cem / sem
bem mal acento / assento
Homófonas homográficas
bom mau
Como o nome já diz, são palavras homófonas (iguais na pronúncia), e
bonito feio homográficas (iguais na escrita).
demais de menos Exemplos
doce salgado Ele janta (verbo) / A janta está pronta (substantivo); No caso,
janta é inexistente na língua portuguesa por enquanto, já que
forte fraco deriva do substantivo jantar, e está classificado como
gordo magro neologismo.
salgado insosso Eu passeio pela rua (verbo) / O passeio que fizemos foi bonito
(substantivo).
amor ódio
seco molhado Parônimo
grosso fino Parônimo é uma palavra que apresenta sentido diferente e forma
semelhante a outra, que provoca, com alguma frequência, confusão. Essas
duro mole
palavras apresentam grafia e pronúncia parecida, mas com significados
doce amargo diferentes.
grande pequeno O parônimos pode ser também palavras homófonas, ou seja, a
soberba humildade pronúncia de palavras parônimas pode ser a mesma.Palavras parônimas
são aquelas que têm grafia e pronúncia parecida.
louvar censurar Exemplos
bendizer maldizer Veja alguns exemplos de palavras parônimas:
ativo inativo acender. verbo - ascender. subir
acento. inflexão tônica - assento. dispositivo para sentar-se
simpático antipático
cartola. chapéu alto - quartola. pequena pipa
progredir regredir comprimento. extensão - cumprimento. saudação
rápido lento coro (cantores) - couro (pele de animal)
sair entrar deferimento. concessão - diferimento. adiamento
delatar. denunciar - dilatar. retardar, estender
sozinho acompanhado descrição. representação - discrição. reserva
concórdia discórdia descriminar. inocentar - discriminar. distinguir
pesado leve despensa. compartimento - dispensa. desobriga
destratar. insultar - distratar. desfazer(contrato)
quente frio
emergir. vir à tona - imergir. mergulhar
presente ausente eminência. altura, excelência - iminência. proximidade de ocorrência
escuro claro emitir. lançar fora de si - imitir. fazer entrar
inveja admiração enfestar. dobrar ao meio - infestar. assolar
enformar. meter em fôrma - informar. avisar
entender. compreender - intender. exercer vigilância
lenimento. suavizante - linimento. medicamento para fricções

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migrar. mudar de um local para outro - emigrar. deixar um país para Na Língua Portuguesa, em função da estruturação e origem das pala-
morar em outro - imigrar. entrar num país vindo de outro vras encontramos a seguinte divisão:
peão. que anda a pé - pião. espécie de brinquedo
recrear. divertir - recriar. criar de novo • palavras primitivas - não derivam de outras (casa, flor)
se. pronome átono, conjugação - si. espécie de brinquedo
• palavras derivadas - derivam de outras (casebre, florzinha)
vadear. passar o vau - vadiar. passar vida ociosa
venoso. relativo a veias - vinoso. que produz vinho • palavras simples - só possuem um radical (couve, flor)
vez. ocasião, momento - vês. verbo ver na 2ª pessoa do singular
• palavras compostas - possuem mais de um radical (couve-flor,
DENOTAÇAO E CONOTAÇAO aguardente)
Para a formação das palavras portuguesas, é necessário o conheci-
A denotação é a propriedade que possui uma palavra de limitar-se a
mento dos seguintes processos de formação:
seu próprio conceito, de trazer apenas o seu significado primitivo, original.
Composição - processo em que ocorre a junção de dois ou mais radi-
A conotação é a propriedade que possui uma palavra de ampliar-se cais. São dois tipos de composição.
no seu campo semântico, dentro de um contexto, podendo causar várias
interpretações. • justaposição: quando não ocorre a alteração fonética (girassol,
sexta-feira);
Observe os exemplos
Denotação • aglutinação: quando ocorre a alteração fonética, com perda de e-
As estrelas do céu. Vesti-me de verde. O fogo do isqueiro. lementos (pernalta, de perna + alta).
Derivação - processo em que a palavra primitiva (1º radical) sofre o a-
Conotação créscimo de afixos. São cinco tipos de derivação.
As estrelas do cinema.
O jardim vestiu-se de flores • prefixal: acréscimo de prefixo à palavra primitiva (in-útil);
O fogo da paixão
• sufixal: acréscimo de sufixo à palavra primitiva (clara-mente);
SENTIDO PRÓPRIO E SENTIDO FIGURADO • parassintética ou parassíntese: acréscimo simultâneo de prefixo
e sufixo, à palavra primitiva (em + lata + ado). Esse processo é responsável
As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou no sentido pela formação de verbos, de base substantiva ou adjetiva;
figurado:
Construí um muro de pedra - sentido próprio • regressiva: redução da palavra primitiva. Nesse processo forma-se
Maria tem um coração de pedra – sentido figurado. substantivos abstratos por derivação regressiva de formas verbais (ajuda /
A água pingava lentamente – sentido próprio. de ajudar);
• imprópria: é a alteração da classe gramatical da palavra primitiva
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS. ("o jantar" - de verbo para substantivo, "é um judas" - de substantivo próprio
a comum).
As palavras, em Língua Portuguesa, podem ser decompostas em vários
elementos chamados elementos mórficos ou elementos de estrutura das Além desses processos, a língua portuguesa também possui outros
palavras. processos para formação de palavras, como:
• Hibridismo: são palavras compostas, ou derivadas, constituídas
Exs.: por elementos originários de línguas diferentes (automóvel e monóculo,
cinzeiro = cinza + eiro grego e latim / sociologia, bígamo, bicicleta, latim e grego / alcalóide, alco-
endoidecer = en + doido + ecer ômetro, árabe e grego / caiporismo: tupi e grego / bananal - africano e latino
predizer = pre + dizer / sambódromo - africano e grego / burocracia - francês e grego);
Os principais elementos móficos são : • Onomatopeia: reprodução imitativa de sons (pingue-pingue, zun-
zum, miau);
RADICAL
É o elemento mórfico em que está a ideia principal da palavra. • Abreviação vocabular: redução da palavra até o limite de sua
Exs.: amarelecer = amarelo + ecer compreensão (metrô, moto, pneu, extra, dr., obs.)
enterrar = en + terra + ar
• Siglas: a formação de siglas utiliza as letras iniciais de uma se-
pronome = pro + nome
quência de palavras (Academia Brasileira de Letras - ABL). A partir de
siglas, formam-se outras palavras também (aidético, petista)
PREFIXO
É o elemento mórfico que vem antes do radical. • Neologismo: nome dado ao processo de criação de novas pala-
Exs.: anti - herói in - feliz vras, ou para palavras que adquirem um novo significado. pciconcursos

SUFIXO
É o elemento mórfico que vem depois do radical. EMPREGO DAS CLASSES DE PALAVRAS: SUBSTANTIVO,
Exs.: med - onho cear – ense ADJETIVO, NUMERAL, PRONOME, VERBO, ADVÉRBIO, PRE-
POSIÇÃO, CONJUNÇÃO (CLASSIFICAÇÃO E SENTIDO QUE
IMPRIMEM ÀS RELAÇÕES ENTRE AS ORAÇÕES).
FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
SUBSTANTIVOS
As palavras estão em constante processo de evolução, o que torna a
língua um fenômeno vivo que acompanha o homem. Por isso alguns vocá-
bulos caem em desuso (arcaísmos), enquanto outros nascem (neologis- Substantivo é a palavra variável em gênero, número e grau, que dá no-
mos) e outros mudam de significado com o passar do tempo. me aos seres em geral.

São, portanto, substantivos.


Língua Portuguesa 20 A Opção Certa Para a Sua Realização
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a) os nomes de coisas, pessoas, animais e lugares: livro, cadeira, cachorra, constelação - de estrelas
Valéria, Talita, Humberto, Paris, Roma, Descalvado. corja - de vadios
b) os nomes de ações, estados ou qualidades, tomados como seres: traba- elenco - de artistas
lho, corrida, tristeza beleza altura. enxame - de abelhas
enxoval - de roupas
CLASSIFICAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS esquadra - de navios de guerra
a) COMUM - quando designa genericamente qualquer elemento da espécie: esquadrilha - de aviões
rio, cidade, pais, menino, aluno falange - de soldados, de anjos
b) PRÓPRIO - quando designa especificamente um determinado elemento. farândola - de maltrapilhos
Os substantivos próprios são sempre grafados com inicial maiúscula: To- fato - de cabras
cantins, Porto Alegre, Brasil, Martini, Nair. fauna - de animais de uma região
c) CONCRETO - quando designa os seres de existência real ou não, pro- feixe - de lenha, de raios luminosos
priamente ditos, tais como: coisas, pessoas, animais, lugares, etc. Verifi- flora - de vegetais de uma região
que que é sempre possível visualizar em nossa mente o substantivo con- frota - de navios mercantes, de táxis, de ônibus
creto, mesmo que ele não possua existência real: casa, cadeira, caneta, girândola - de fogos de artifício
fada, bruxa, saci. horda - de invasores, de selvagens, de bárbaros
d) ABSTRATO - quando designa as coisas que não existem por si, isto é, só junta - de bois, médicos, de examinadores
existem em nossa consciência, como fruto de uma abstração, sendo, júri - de jurados
pois, impossível visualizá-lo como um ser. Os substantivos abstratos vão, legião - de anjos, de soldados, de demônios
portanto, designar ações, estados ou qualidades, tomados como seres: malta - de desordeiros
trabalho, corrida, estudo, altura, largura, beleza. manada - de bois, de elefantes
Os substantivos abstratos, via de regra, são derivados de verbos ou adje- matilha - de cães de caça
tivos ninhada - de pintos
trabalhar - trabalho nuvem - de gafanhotos, de fumaça
correr - corrida panapaná - de borboletas
alto - altura pelotão - de soldados
belo - beleza penca - de bananas, de chaves
pinacoteca - de pinturas
FORMAÇÃO DOS SUBSTANTIVOS plantel - de animais de raça, de atletas
a) PRIMITIVO: quando não provém de outra palavra existente na língua quadrilha - de ladrões, de bandidos
portuguesa: flor, pedra, ferro, casa, jornal. ramalhete - de flores
b) DERIVADO: quando provem de outra palavra da língua portuguesa: réstia - de alhos, de cebolas
florista, pedreiro, ferreiro, casebre, jornaleiro. récua - de animais de carga
c) SIMPLES: quando é formado por um só radical: água, pé, couve, ódio, romanceiro - de poesias populares
tempo, sol. resma - de papel
d) COMPOSTO: quando é formado por mais de um radical: água-de- revoada - de pássaros
colônia, pé-de-moleque, couve-flor, amor-perfeito, girassol. súcia - de pessoas desonestas
vara - de porcos
vocabulário - de palavras
COLETIVOS
Coletivo é o substantivo que, mesmo sendo singular, designa um grupo
FLEXÃO DOS SUBSTANTIVOS
de seres da mesma espécie.
Como já assinalamos, os substantivos variam de gênero, número e
grau.
Veja alguns coletivos que merecem destaque:
alavão - de ovelhas leiteiras
alcateia - de lobos Gênero
álbum - de fotografias, de selos Em Português, o substantivo pode ser do gênero masculino ou femini-
antologia - de trechos literários escolhidos no: o lápis, o caderno, a borracha, a caneta.
armada - de navios de guerra
armento - de gado grande (búfalo, elefantes, etc) Podemos classificar os substantivos em:
arquipélago - de ilhas a) SUBSTANTIVOS BIFORMES, são os que apresentam duas formas, uma
assembleia - de parlamentares, de membros de associações para o masculino, outra para o feminino:
atilho - de espigas de milho aluno/aluna homem/mulher
atlas - de cartas geográficas, de mapas menino /menina carneiro/ovelha
banca - de examinadores Quando a mudança de gênero não é marcada pela desinência, mas
bandeira - de garimpeiros, de exploradores de minérios pela alteração do radical, o substantivo denomina-se heterônimo:
bando - de aves, de pessoal em geral padrinho/madrinha bode/cabra
cabido - de cônegos cavaleiro/amazona pai/mãe
cacho - de uvas, de bananas
cáfila - de camelos b) SUBSTANTIVOS UNIFORMES: são os que apresentam uma única
cambada - de ladrões, de caranguejos, de chaves forma, tanto para o masculino como para o feminino. Subdividem-se
cancioneiro - de poemas, de canções em:
caravana - de viajantes 1. Substantivos epicenos: são substantivos uniformes, que designam
cardume - de peixes animais: onça, jacaré, tigre, borboleta, foca.
clero - de sacerdotes Caso se queira fazer a distinção entre o masculino e o feminino, deve-
colmeia - de abelhas mos acrescentar as palavras macho ou fêmea: onça macho, jacaré fê-
concílio - de bispos mea
conclave - de cardeais em reunião para eleger o papa 2. Substantivos comuns de dois gêneros: são substantivos uniformes que
congregação - de professores, de religiosos designam pessoas. Neste caso, a diferença de gênero é feita pelo arti-
congresso - de parlamentares, de cientistas go, ou outro determinante qualquer: o artista, a artista, o estudante, a
conselho - de ministros estudante, este dentista.
consistório - de cardeais sob a presidência do papa 3. Substantivos sobrecomuns: são substantivos uniformes que designam

Língua Portuguesa 21 A Opção Certa Para a Sua Realização


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pessoas. Neste caso, a diferença de gênero não é especificada por ar- cãs condolências
tigos ou outros determinantes, que serão invariáveis: a criança, o côn- confins exéquias
juge, a pessoa, a criatura. férias fezes
Caso se queira especificar o gênero, procede-se assim: núpcias óculos
uma criança do sexo masculino / o cônjuge do sexo feminino. olheiras pêsames
viveres copas, espadas, ouros e paus (naipes)
AIguns substantivos que apresentam problema quanto ao Gênero:
Plural dos Nomes Compostos
São masculinos São femininos
o anátema o grama (unidade de peso) a abusão a derme 1. Somente o último elemento varia:
o telefonema o dó (pena, compaixão) a aluvião a omoplata
o teorema o ágape a análise a usucapião
a) nos compostos grafados sem hífen: aguardente, aguardentes; clara-
o trema o caudal a cal a bacanal boia, claraboias; malmequer, malmequeres; vaivém, vaivéns;
o edema o champanha a cataplasma a líbido b) nos compostos com os prefixos grão, grã e bel: grão-mestre, grão-
o eclipse o alvará a dinamite a sentinela mestres; grã-cruz, grã-cruzes; bel-prazer, bel-prazeres;
o lança-perfume o formicida a comichão a hélice
o fibroma o guaraná a aguardente c) nos compostos de verbo ou palavra invariável seguida de substantivo
o estratagema o plasma ou adjetivo: beija-flor, beija-flores; quebra-sol, quebra-sóis; guarda-
o proclama o clã comida, guarda-comidas; vice-reitor, vice-reitores; sempre-viva, sem-
pre-vivas. Nos compostos de palavras repetidas mela-mela, mela-
Mudança de Gênero com mudança de sentido melas; recoreco, recorecos; tique-tique, tique-tiques)
Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam de sentido.
2. Somente o primeiro elemento é flexionado:
Veja alguns exemplos: a) nos compostos ligados por preposição: copo-de-leite, copos-de-leite;
o cabeça (o chefe, o líder) a cabeça (parte do corpo) pinho-de-riga, pinhos-de-riga; pé-de-meia, pés-de-meia; burro-sem-
o capital (dinheiro, bens) a capital (cidade principal) rabo, burros-sem-rabo;
o rádio (aparelho receptor) a rádio (estação transmissora) b) nos compostos de dois substantivos, o segundo indicando finalidade
o moral (ânimo) a moral (parte da Filosofia, conclusão)
ou limitando a significação do primeiro: pombo-correio, pombos-
o lotação (veículo) a lotação (capacidade)
o lente (o professor) a lente (vidro de aumento) correio; navio-escola, navios-escola; peixe-espada, peixes-espada;
banana-maçã, bananas-maçã.
A tendência moderna é de pluralizar os dois elementos: pombos-
Plural dos Nomes Simples
correios, homens-rãs, navios-escolas, etc.
1. Aos substantivos terminados em vogal ou ditongo acrescenta-se S: casa,
casas; pai, pais; imã, imãs; mãe, mães.
3. Ambos os elementos são flexionados:
2. Os substantivos terminados em ÃO formam o plural em:
a) nos compostos de substantivo + substantivo: couve-flor, couves-
a) ÕES (a maioria deles e todos os aumentativos): balcão, balcões; coração,
flores; redator-chefe, redatores-chefes; carta-compromisso, cartas-
corações; grandalhão, grandalhões.
compromissos.
b) ÃES (um pequeno número): cão, cães; capitão, capitães; guardião,
b) nos compostos de substantivo + adjetivo (ou vice-versa): amor-
guardiães.
perfeito, amores-perfeitos; gentil-homem, gentis-homens; cara-pálida,
c) ÃOS (todos os paroxítonos e um pequeno número de oxítonos): cristão,
caras-pálidas.
cristãos; irmão, irmãos; órfão, órfãos; sótão, sótãos.
São invariáveis:
Muitos substantivos com esta terminação apresentam mais de uma forma
a) os compostos de verbo + advérbio: o fala-pouco, os fala-pouco; o pi-
de plural: aldeão, aldeãos ou aldeães; charlatão, charlatões ou charlatães;
sa-mansinho, os pisa-mansinho; o cola-tudo, os cola-tudo;
ermitão, ermitãos ou ermitães; tabelião, tabeliões ou tabeliães, etc.
b) as expressões substantivas: o chove-não-molha, os chove-não-
molha; o não-bebe-nem-desocupa-o-copo, os não-bebe-nem-
3. Os substantivos terminados em M mudam o M para NS. armazém,
desocupa-o-copo;
armazéns; harém, haréns; jejum, jejuns.
c) os compostos de verbos antônimos: o leva-e-traz, os leva-e-traz; o
4. Aos substantivos terminados em R, Z e N acrescenta-se-lhes ES: lar,
perde-ganha, os perde-ganha.
lares; xadrez, xadrezes; abdômen, abdomens (ou abdômenes); hífen, hí-
Obs: Alguns compostos admitem mais de um plural, como é o caso
fens (ou hífenes).
por exemplo, de: fruta-pão, fruta-pães ou frutas-pães; guarda-
Obs: caráter, caracteres; Lúcifer, Lúciferes; cânon, cânones.
marinha, guarda-marinhas ou guardas-marinhas; padre-nosso, pa-
5. Os substantivos terminados em AL, EL, OL e UL o l por is: animal, ani-
dres-nossos ou padre-nossos; salvo-conduto, salvos-condutos ou
mais; papel, papéis; anzol, anzóis; paul, pauis.
salvo-condutos; xeque-mate, xeques-mates ou xeques-mate.
Obs.: mal, males; real (moeda), reais; cônsul, cônsules.
6. Os substantivos paroxítonos terminados em IL fazem o plural em: fóssil,
Adjetivos Compostos
fósseis; réptil, répteis.
Nos adjetivos compostos, apenas o último elemento se flexiona.
Os substantivos oxítonos terminados em IL mudam o l para S: barril, bar-
Ex.:histórico-geográfico, histórico-geográficos; latino-americanos, latino-
ris; fuzil, fuzis; projétil, projéteis.
americanos; cívico-militar, cívico-militares.
7. Os substantivos terminados em S são invariáveis, quando paroxítonos: o
1) Os adjetivos compostos referentes a cores são invariáveis, quando o
pires, os pires; o lápis, os lápis. Quando oxítonas ou monossílabos tôni-
segundo elemento é um substantivo: lentes verde-garrafa, tecidos
cos, junta-se-lhes ES, retira-se o acento gráfico, português, portugueses;
amarelo-ouro, paredes azul-piscina.
burguês, burgueses; mês, meses; ás, ases.
2) No adjetivo composto surdo-mudo, os dois elementos variam: sur-
São invariáveis: o cais, os cais; o xis, os xis. São invariáveis, também, os
dos-mudos > surdas-mudas.
substantivos terminados em X com valor de KS: o tórax, os tórax; o ônix,
3) O composto azul-marinho é invariável: gravatas azul-marinho.
os ônix.
8. Os diminutivos em ZINHO e ZITO fazem o plural flexionando-se o subs-
tantivo primitivo e o sufixo, suprimindo-se, porém, o S do substantivo pri- Graus do substantivo
mitivo: coração, coraçõezinhos; papelzinho, papeizinhos; cãozinho, cãezi- Dois são os graus do substantivo - o aumentativo e o diminutivo, os quais
tos. podem ser: sintéticos ou analíticos.

Substantivos só usados no plural Analítico


afazeres anais Utiliza-se um adjetivo que indique o aumento ou a diminuição do tama-
arredores belas-artes
Língua Portuguesa 22 A Opção Certa Para a Sua Realização
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nho: boca pequena, prédio imenso, livro grande. camisa rosa camisas rosa
b) Adjetivos compostos
Sintético Como regra geral, nos adjetivos compostos somente o último ele-
mento varia, tanto em gênero quanto em número:
Constrói-se com o auxílio de sufixos nominais aqui apresentados.
acordos sócio-político-econômico
acordos sócio-político-econômicos
Principais sufixos aumentativos causa sócio-político-econômica
AÇA, AÇO, ALHÃO, ANZIL, ÃO, ARÉU, ARRA, ARRÃO, ASTRO, ÁZIO, causas sócio-político-econômicas
acordo luso-franco-brasileiro
ORRA, AZ, UÇA. Ex.: A barcaça, ricaço, grandalhão, corpanzil, caldeirão,
acordo luso-franco-brasileiros
povaréu, bocarra, homenzarrão, poetastro, copázio, cabeçorra, lobaz, dentu- lente côncavo-convexa
ça. lentes côncavo-convexas
camisa verde-clara
Principais Sufixos Diminutivos camisas verde-claras
ACHO, CHULO, EBRE, ECO, EJO, ELA, ETE, ETO, ICO, TIM, ZINHO, sapato marrom-escuro
sapatos marrom-escuros
ISCO, ITO, OLA, OTE, UCHO, ULO, ÚNCULO, ULA, USCO. Exs.: lobacho,
Observações:
montículo, casebre, livresco, arejo, viela, vagonete, poemeto, burrico, flautim, 1) Se o último elemento for substantivo, o adjetivo composto fica invariável:
pratinho, florzinha, chuvisco, rapazito, bandeirola, saiote, papelucho, glóbulo, camisa verde-abacate camisas verde-abacate
homúncula, apícula, velhusco. sapato marrom-café sapatos marrom-café
blusa amarelo-ouro blusas amarelo-ouro
2) Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam invariáveis:
Observações: blusa azul-marinho blusas azul-marinho
• Alguns aumentativos e diminutivos, em determinados contextos, adqui- camisa azul-celeste camisas azul-celeste
rem valor pejorativo: medicastro, poetastro, velhusco, mulherzinha, etc. 3) No adjetivo composto (como já vimos) surdo-mudo, ambos os elementos
Outros associam o valor aumentativo ao coletivo: povaréu, fogaréu, etc. variam:
• É usual o emprego dos sufixos diminutivos dando às palavras valor afe- menino surdo-mudo meninos surdos-mudos
tivo: Joãozinho, amorzinho, etc. menina surda-muda meninas surdas-mudas
• Há casos em que o sufixo aumentativo ou diminutivo é meramente for-
mal, pois não dão à palavra nenhum daqueles dois sentidos: cartaz, Graus do Adjetivo
ferrão, papelão, cartão, folhinha, etc. As variações de intensidade significativa dos adjetivos podem ser ex-
• Muitos adjetivos flexionam-se para indicar os graus aumentativo e di- pressas em dois graus:
minutivo, quase sempre de maneira afetiva: bonitinho, grandinho, bon- - o comparativo
zinho, pequenito. - o superlativo

Apresentamos alguns substantivos heterônimos ou desconexos. Em lu- Comparativo


gar de indicarem o gênero pela flexão ou pelo artigo, apresentam radicais
Ao compararmos a qualidade de um ser com a de outro, ou com uma
diferentes para designar o sexo:
outra qualidade que o próprio ser possui, podemos concluir que ela é igual,
bode - cabra genro - nora
superior ou inferior. Daí os três tipos de comparativo:
burro - besta padre - madre
- Comparativo de igualdade:
carneiro - ovelha padrasto - madrasta
O espelho é tão valioso como (ou quanto) o vitral.
cão - cadela padrinho - madrinha
Pedro é tão saudável como (ou quanto) inteligente.
cavalheiro - dama pai - mãe
- Comparativo de superioridade:
compadre - comadre veado - cerva
O aço é mais resistente que (ou do que) o ferro.
frade - freira zangão - abelha
Este automóvel é mais confortável que (ou do que) econômico.
frei – soror etc.
- Comparativo de inferioridade:
A prata é menos valiosa que (ou do que) o ouro.
ADJETIVOS Este automóvel é menos econômico que (ou do que) confortável.

Ao expressarmos uma qualidade no seu mais elevado grau de intensi-


FLEXÃO DOS ADJETIVOS
dade, usamos o superlativo, que pode ser absoluto ou relativo:
- Superlativo absoluto
Gênero
Neste caso não comparamos a qualidade com a de outro ser:
Quanto ao gênero, o adjetivo pode ser:
Esta cidade é poluidíssima.
a) Uniforme: quando apresenta uma única forma para os dois gêne-
Esta cidade é muito poluída.
ros: homem inteligente - mulher inteligente; homem simples - mu-
- Superlativo relativo
lher simples; aluno feliz - aluna feliz.
Consideramos o elevado grau de uma qualidade, relacionando-a a
b) Biforme: quando apresenta duas formas: uma para o masculino, ou-
outros seres:
tra para o feminino: homem simpático / mulher simpática / homem
Este rio é o mais poluído de todos.
alto / mulher alta / aluno estudioso / aluna estudiosa
Este rio é o menos poluído de todos.
Observação: no que se refere ao gênero, a flexão dos adjetivos é se-
Observe que o superlativo absoluto pode ser sintético ou analítico:
melhante a dos substantivos.
- Analítico: expresso com o auxílio de um advérbio de intensidade -
muito trabalhador, excessivamente frágil, etc.
Número - Sintético: expresso por uma só palavra (adjetivo + sufixo) – anti-
a) Adjetivo simples quíssimo: cristianíssimo, sapientíssimo, etc.
Os adjetivos simples formam o plural da mesma maneira que os
substantivos simples: Os adjetivos: bom, mau, grande e pequeno possuem, para o compara-
pessoa honesta pessoas honestas tivo e o superlativo, as seguintes formas especiais:
regra fácil regras fáceis NORMAL COM. SUP. SUPERLATIVO
homem feliz homens felizes ABSOLUTO
Observação: os substantivos empregados como adjetivos ficam in- RELATIVO
variáveis: bom melhor ótimo
blusa vinho blusas vinho melhor

Língua Portuguesa 23 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
mau pior péssimo Montevidéu - montevideano Natal - natalense
pior Normândia - normando Nova lguaçu - iguaçuano
grande maior máximo Pequim - pequinês Pisa - pisano
maior Porto - portuense Póvoa do Varzim - poveiro
pequeno menor mínimo Quito - quitenho Rio de Janeiro (Est.) - fluminense
menor Santiago - santiaguense Rio de Janeiro (cid.) - carioca
São Paulo (Est.) - paulista Rio Grande do Norte - potiguar
Eis, para consulta, alguns superlativos absolutos sintéticos: São Paulo (cid.) - paulistano Salvador – salvadorenho, soteropolitano
acre - acérrimo ágil - agílimo Terra do Fogo - fueguino Toledo - toledano
agradável - agradabilíssimo agudo - acutíssimo Três Corações - tricordiano Rio Grande do Sul - gaúcho
amargo - amaríssimo amável - amabilíssimo Tripoli - tripolitano Varsóvia - varsoviano
amigo - amicíssimo antigo - antiquíssimo Veneza - veneziano Vitória - vitoriense
áspero - aspérrimo atroz - atrocíssimo
audaz - audacíssimo benéfico - beneficentíssimo Locuções Adjetivas
benévolo - benevolentíssimo capaz - capacíssimo As expressões de valor adjetivo, formadas de preposições mais subs-
célebre - celebérrimo cristão - cristianíssimo tantivos, chamam-se LOCUÇÕES ADJETIVAS. Estas, geralmente, podem
cruel - crudelíssimo doce - dulcíssimo ser substituídas por um adjetivo correspondente.
eficaz - eficacíssimo feroz - ferocíssimo
fiel - fidelíssimo frágil - fragilíssimo PRONOMES
frio - frigidíssimo humilde - humílimo (humildíssimo)
incrível - incredibilíssimo inimigo - inimicíssimo
Pronome é a palavra variável em gênero, número e pessoa, que repre-
íntegro - integérrimo jovem - juveníssimo
senta ou acompanha o substantivo, indicando-o como pessoa do discurso.
livre - libérrimo magnífico - magnificentíssimo
Quando o pronome representa o substantivo, dizemos tratar-se de pronome
magro - macérrimo maléfico - maleficentíssimo
substantivo.
manso - mansuetíssimo miúdo - minutíssimo
• Ele chegou. (ele)
negro - nigérrimo (negríssimo) nobre - nobilíssimo
• Convidei-o. (o)
pessoal - personalíssimo pobre - paupérrimo (pobríssimo)
possível - possibilíssimo preguiçoso - pigérrimo
Quando o pronome vem determinando o substantivo, restringindo a ex-
próspero - prospérrimo provável - probabilíssimo
tensão de seu significado, dizemos tratar-se de pronome adjetivo.
público - publicíssimo pudico - pudicíssimo
• Esta casa é antiga. (esta)
sábio - sapientíssimo sagrado - sacratíssimo
• Meu livro é antigo. (meu)
salubre - salubérrimo sensível - sensibilíssimo
simples – simplicíssimo tenro - tenerissimo
Classificação dos Pronomes
terrível - terribilíssimo tétrico - tetérrimo
Há, em Português, seis espécies de pronomes:
velho - vetérrimo visível - visibilíssimo
• pessoais: eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas e as formas oblíquas
voraz - voracíssimo vulnerável - vuInerabilíssimo
de tratamento:
• possessivos: meu, teu, seu, nosso, vosso, seu e flexões;
Adjetivos Gentílicos e Pátrios
• demonstrativos: este, esse, aquele e flexões; isto, isso, aquilo;
Argélia – argelino Bagdá - bagdali
• relativos: o qual, cujo, quanto e flexões; que, quem, onde;
Bizâncio - bizantino Bogotá - bogotano
• indefinidos: algum, nenhum, todo, outro, muito, certo, pouco, vá-
Bóston - bostoniano Braga - bracarense
rios, tanto quanto, qualquer e flexões; alguém, ninguém, tudo, ou-
Bragança - bragantino Brasília - brasiliense
trem, nada, cada, algo.
Bucareste - bucarestino, - Buenos Aires - portenho, buenairense
• interrogativos: que, quem, qual, quanto, empregados em frases in-
bucarestense Campos - campista
terrogativas.
Cairo - cairota Caracas - caraquenho
Canaã - cananeu Ceilão - cingalês
PRONOMES PESSOAIS
Catalunha - catalão Chipre - cipriota
Pronomes pessoais são aqueles que representam as pessoas do dis-
Chicago - chicaguense Córdova - cordovês
curso:
Coimbra - coimbrão, conim- Creta - cretense
1ª pessoa: quem fala, o emissor.
bricense Cuiabá - cuiabano
Eu sai (eu)
Córsega - corso EI Salvador - salvadorenho
Nós saímos (nós)
Croácia - croata Espírito Santo - espírito-santense,
Convidaram-me (me)
Egito - egípcio capixaba
Convidaram-nos (nós)
Equador - equatoriano Évora - eborense
2ª pessoa: com quem se fala, o receptor.
Filipinas - filipino Finlândia - finlandês
Tu saíste (tu)
Florianópolis - florianopolitano Formosa - formosano
Vós saístes (vós)
Fortaleza - fortalezense Foz do lguaçu - iguaçuense
Convidaram-te (te)
Gabão - gabonês Galiza - galego
Convidaram-vos (vós)
Genebra - genebrino Gibraltar - gibraltarino
3ª pessoa: de que ou de quem se fala, o referente.
Goiânia - goianense Granada - granadino
Ele saiu (ele)
Groenlândia - groenlandês Guatemala - guatemalteco
Eles sairam (eles)
Guiné - guinéu, guineense Haiti - haitiano
Convidei-o (o)
Himalaia - himalaico Honduras - hondurenho
Convidei-os (os)
Hungria - húngaro, magiar Ilhéus - ilheense
Iraque - iraquiano Jerusalém - hierosolimita
Os pronomes pessoais são os seguintes:
João Pessoa - pessoense Juiz de Fora - juiz-forense
La Paz - pacense, pacenho Lima - limenho
Macapá - macapaense Macau - macaense NÚMERO PESSOA CASO RETO CASO OBLÍQUO
Maceió - maceioense Madagáscar - malgaxe singular 1ª eu me, mim, comigo
2ª tu te, ti, contigo
Madri - madrileno Manaus - manauense 3ª ele, ela se, si, consigo, o, a, lhe
Marajó - marajoara Minho - minhoto plural 1ª nós nós, conosco
Moçambique - moçambicano Mônaco - monegasco 2ª vós vós, convosco

Língua Portuguesa 24 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
3ª eles, elas se, si, consigo, os, as, lhes Observe que nos exemplos que seguem não há erro algum, pois os
pronomes SE, SI, CONSIGO, foram empregados como reflexivos:
PRONOMES DE TRATAMENTO Ele feriu-se
Na categoria dos pronomes pessoais, incluem-se os pronomes de tra- Cada um faça por si mesmo a redação
tamento. Referem-se à pessoa a quem se fala, embora a concordância O professor trouxe as provas consigo
deva ser feita com a terceira pessoa. Convém notar que, exceção feita a
você, esses pronomes são empregados no tratamento cerimonioso. 6. Os pronomes oblíquos CONOSCO e CONVOSCO são utilizados
normalmente em sua forma sintética. Caso haja palavra de reforço, tais
Veja, a seguir, alguns desses pronomes: pronomes devem ser substituídos pela forma analítica:
PRONOME ABREV. EMPREGO Queriam falar conosco = Queriam falar com nós dois
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques Queriam conversar convosco = Queriam conversar com vós próprios.
Vossa Eminência V .Ema cardeais
Vossa Excelência V.Exa altas autoridades em geral Vossa 7. Os pronomes oblíquos podem aparecer combinados entre si. As com-
Magnificência V. Mag a reitores de universidades binações possíveis são as seguintes:
Vossa Reverendíssima V. Revma sacerdotes em geral me+o=mo me + os = mos
Vossa Santidade V.S. papas
te+o=to te + os = tos
Vossa Senhoria V.Sa funcionários graduados
Vossa Majestade V.M. reis, imperadores lhe+o=lho lhe + os = lhos
nos + o = no-lo nos + os = no-los
São também pronomes de tratamento: o senhor, a senhora, você, vo- vos + o = vo-lo vos + os = vo-los
cês. lhes + o = lho lhes + os = lhos

A combinação também é possível com os pronomes oblíquos femininos


EMPREGO DOS PRONOMES PESSOAIS a, as.
1. Os pronomes pessoais do caso reto (EU, TU, ELE/ELA, NÓS, VÓS, me+a=ma me + as = mas
ELES/ELAS) devem ser empregados na função sintática de sujeito. te+a=ta te + as = tas
Considera-se errado seu emprego como complemento: - Você pagou o livro ao livreiro?
Convidaram ELE para a festa (errado) - Sim, paguei-LHO.
Receberam NÓS com atenção (errado)
EU cheguei atrasado (certo) Verifique que a forma combinada LHO resulta da fusão de LHE (que
ELE compareceu à festa (certo) representa o livreiro) com O (que representa o livro).
2. Na função de complemento, usam-se os pronomes oblíquos e não os
pronomes retos: 8. As formas oblíquas O, A, OS, AS são sempre empregadas como
Convidei ELE (errado) complemento de verbos transitivos diretos, ao passo que as formas
Chamaram NÓS (errado) LHE, LHES são empregadas como complemento de verbos transitivos
Convidei-o. (certo) indiretos:
Chamaram-NOS. (certo) O menino convidou-a. (V.T.D )
3. Os pronomes retos (exceto EU e TU), quando antecipados de preposi- O filho obedece-lhe. (V.T. l )
ção, passam a funcionar como oblíquos. Neste caso, considera-se cor-
reto seu emprego como complemento: Consideram-se erradas construções em que o pronome O (e flexões)
Informaram a ELE os reais motivos. aparece como complemento de verbos transitivos indiretos, assim como as
Emprestaram a NÓS os livros. construções em que o nome LHE (LHES) aparece como complemento de
Eles gostam muito de NÓS. verbos transitivos diretos:
4. As formas EU e TU só podem funcionar como sujeito. Considera-se Eu lhe vi ontem. (errado)
errado seu emprego como complemento: Nunca o obedeci. (errado)
Nunca houve desentendimento entre eu e tu. (errado) Eu o vi ontem. (certo)
Nunca houve desentendimento entre mim e ti. (certo) Nunca lhe obedeci. (certo)

Como regra prática, podemos propor o seguinte: quando precedidas de 9. Há pouquíssimos casos em que o pronome oblíquo pode funcionar
preposição, não se usam as formas retas EU e TU, mas as formas oblíquas como sujeito. Isto ocorre com os verbos: deixar, fazer, ouvir, mandar,
MIM e TI: sentir, ver, seguidos de infinitivo. O nome oblíquo será sujeito desse in-
Ninguém irá sem EU. (errado) finitivo:
Nunca houve discussões entre EU e TU. (errado) Deixei-o sair.
Ninguém irá sem MIM. (certo) Vi-o chegar.
Nunca houve discussões entre MIM e TI. (certo) Sofia deixou-se estar à janela.

Há, no entanto, um caso em que se empregam as formas retas EU e É fácil perceber a função do sujeito dos pronomes oblíquos, desenvol-
TU mesmo precedidas por preposição: quando essas formas funcionam vendo as orações reduzidas de infinitivo:
como sujeito de um verbo no infinitivo. Deixei-o sair = Deixei que ele saísse.
Deram o livro para EU ler (ler: sujeito) 10. Não se considera errada a repetição de pronomes oblíquos:
Deram o livro para TU leres (leres: sujeito) A mim, ninguém me engana.
A ti tocou-te a máquina mercante.
Verifique que, neste caso, o emprego das formas retas EU e TU é obri-
gatório, na medida em que tais pronomes exercem a função sintática de Nesses casos, a repetição do pronome oblíquo não constitui pleonas-
sujeito. mo vicioso e sim ênfase.
5. Os pronomes oblíquos SE, SI, CONSIGO devem ser empregados
somente como reflexivos. Considera-se errada qualquer construção em 11. Muitas vezes os pronomes oblíquos equivalem a pronomes possessivo,
que os referidos pronomes não sejam reflexivos: exercendo função sintática de adjunto adnominal:
Querida, gosto muito de SI. (errado) Roubaram-me o livro = Roubaram meu livro.
Preciso muito falar CONSIGO. (errado) Não escutei-lhe os conselhos = Não escutei os seus conselhos.
Querida, gosto muito de você. (certo)
Preciso muito falar com você. (certo) 12. As formas plurais NÓS e VÓS podem ser empregadas para representar
uma única pessoa (singular), adquirindo valor cerimonioso ou de mo-

Língua Portuguesa 25 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
déstia:
Nós - disse o prefeito - procuramos resolver o problema das enchentes. Mesóclise
Vós sois minha salvação, meu Deus! Usa-se o pronome no interior das formas verbais do futuro do presente
e do futuro do pretérito do indicativo, desde que estes verbos não estejam
13. Os pronomes de tratamento devem vir precedidos de VOSSA, quando precedidos de palavras que reclamem a próclise.
nos dirigimos à pessoa representada pelo pronome, e por SUA, quando Lembrar-me-ei de alguns belos dias em Paris.
falamos dessa pessoa: Dir-se-ia vir do oco da terra.
Ao encontrar o governador, perguntou-lhe:
Vossa Excelência já aprovou os projetos? Mas:
Sua Excelência, o governador, deverá estar presente na inauguração. Não me lembrarei de alguns belos dias em Paris.
Jamais se diria vir do oco da terra.
14. VOCÊ e os demais pronomes de tratamento (VOSSA MAJESTADE, Com essas formas verbais a ênclise é inadmissível:
VOSSA ALTEZA) embora se refiram à pessoa com quem falamos (2ª Lembrarei-me (!?)
pessoa, portanto), do ponto de vista gramatical, comportam-se como Diria-se (!?)
pronomes de terceira pessoa:
Você trouxe seus documentos?
O Pronome Átono nas Locuções Verbais
Vossa Excelência não precisa incomodar-se com seus problemas.
1. Auxiliar + infinitivo ou gerúndio - o pronome pode vir proclítico ou
enclítico ao auxiliar, ou depois do verbo principal.
COLOCAÇÃO DE PRONOMES Podemos contar-lhe o ocorrido.
Em relação ao verbo, os pronomes átonos (ME, TE, SE, LHE, O, A, Podemos-lhe contar o ocorrido.
NÓS, VÓS, LHES, OS, AS) podem ocupar três posições: Não lhes podemos contar o ocorrido.
1. Antes do verbo - próclise O menino foi-se descontraindo.
Eu te observo há dias. O menino foi descontraindo-se.
2. Depois do verbo - ênclise O menino não se foi descontraindo.
Observo-te há dias. 2. Auxiliar + particípio passado - o pronome deve vir enclítico ou proclítico
3. No interior do verbo - mesóclise ao auxiliar, mas nunca enclítico ao particípio.
Observar-te-ei sempre. "Outro mérito do positivismo em relação a mim foi ter-me levado a Des-
cartes ."
Ênclise Tenho-me levantado cedo.
Na linguagem culta, a colocação que pode ser considerada normal é a Não me tenho levantado cedo.
ênclise: o pronome depois do verbo, funcionando como seu complemento
direto ou indireto. O uso do pronome átono solto entre o auxiliar e o infinitivo, ou entre o
O pai esperava-o na estação agitada. auxiliar e o gerúndio, já está generalizado, mesmo na linguagem culta.
Expliquei-lhe o motivo das férias. Outro aspecto evidente, sobretudo na linguagem coloquial e popular, é o da
colocação do pronome no início da oração, o que se deve evitar na lingua-
Ainda na linguagem culta, em escritos formais e de estilo cuidadoso, a gem escrita.
ênclise é a colocação recomendada nos seguintes casos:
1. Quando o verbo iniciar a oração:
PRONOMES POSSESSIVOS
Voltei-me em seguida para o céu límpido.
Os pronomes possessivos referem-se às pessoas do discurso, atribu-
2. Quando o verbo iniciar a oração principal precedida de pausa:
indo-lhes a posse de alguma coisa.
Como eu achasse muito breve, explicou-se.
3. Com o imperativo afirmativo:
Quando digo, por exemplo, “meu livro”, a palavra “meu” informa que o
Companheiros, escutai-me.
livro pertence a 1ª pessoa (eu)
4. Com o infinitivo impessoal:
A menina não entendera que engorda-las seria apressar-lhes um
Eis as formas dos pronomes possessivos:
destino na mesa.
1ª pessoa singular: MEU, MINHA, MEUS, MINHAS.
5. Com o gerúndio, não precedido da preposição EM:
2ª pessoa singular: TEU, TUA, TEUS, TUAS.
E saltou, chamando-me pelo nome, conversou comigo.
3ª pessoa singular: SEU, SUA, SEUS, SUAS.
6. Com o verbo que inicia a coordenada assindética.
1ª pessoa plural: NOSSO, NOSSA, NOSSOS, NOSSAS.
A velha amiga trouxe um lenço, pediu-me uma pequena moeda de meio
2ª pessoa plural: VOSSO, VOSSA, VOSSOS, VOSSAS.
franco.
3ª pessoa plural: SEU, SUA, SEUS, SUAS.
Próclise
Os possessivos SEU(S), SUA(S) tanto podem referir-se à 3ª pessoa
Na linguagem culta, a próclise é recomendada:
(seu pai = o pai dele), como à 2ª pessoa do discurso (seu pai = o pai de
1. Quando o verbo estiver precedido de pronomes relativos, indefinidos,
você).
interrogativos e conjunções.
As crianças que me serviram durante anos eram bichos.
Por isso, toda vez que os ditos possessivos derem margem a ambigui-
Tudo me parecia que ia ser comida de avião.
dade, devem ser substituídos pelas expressões dele(s), dela(s).
Quem lhe ensinou esses modos?
Ex.:Você bem sabe que eu não sigo a opinião dele.
Quem os ouvia, não os amou.
A opinião dela era que Camilo devia tornar à casa deles.
Que lhes importa a eles a recompensa?
Eles batizaram com o nome delas as águas deste rio.
Emília tinha quatorze anos quando a vi pela primeira vez.
2. Nas orações optativas (que exprimem desejo):
Os possessivos devem ser usados com critério. Substituí-los pelos pro-
Papai do céu o abençoe.
nomes oblíquos comunica á frase desenvoltura e elegância.
A terra lhes seja leve.
Crispim Soares beijou-lhes as mãos agradecido (em vez de: beijou as
3. Com o gerúndio precedido da preposição EM:
suas mãos).
Em se animando, começa a contagiar-nos.
Não me respeitava a adolescência.
Bromil era o suco em se tratando de combater a tosse.
A repulsa estampava-se-lhe nos músculos da face.
4. Com advérbios pronunciados juntamente com o verbo, sem que haja
O vento vindo do mar acariciava-lhe os cabelos.
pausa entre eles.
Aquela voz sempre lhe comunicava vida nova.
Além da ideia de posse, podem ainda os pronomes exprimir:
Antes, falava-se tão-somente na aguardente da terra.

Língua Portuguesa 26 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
1. Cálculo aproximado, estimativa: b) Para indicar o que está na 2ª pessoa ou que a abrange fisicamente:
Ele poderá ter seus quarenta e cinco anos Esse teu coração me traiu.
2. Familiaridade ou ironia, aludindo-se á personagem de uma história Essa alma traz inúmeros pecados.
O nosso homem não se deu por vencido. Quantos vivem nesse pais?
Chama-se Falcão o meu homem c) Para indicar o que se encontra distante de nós, ou aquilo de que dese-
3. O mesmo que os indefinidos certo, algum jamos distância:
Eu cá tenho minhas dúvidas O povo já não confia nesses políticos.
Cornélio teve suas horas amargas Não quero mais pensar nisso.
4. Afetividade, cortesia d) Para indicar aquilo que já foi mencionado pela 2ª pessoa:
Como vai, meu menino? Nessa tua pergunta muita matreirice se esconde.
Não os culpo, minha boa senhora, não os culpo O que você quer dizer com isso?
e) Para indicar tempo passado, não muito próximo do momento em que
No plural usam-se os possessivos substantivados no sentido de paren- falamos:
tes de família. Um dia desses estive em Porto Alegre.
É assim que um moço deve zelar o nome dos seus? Comi naquele restaurante dia desses.
Podem os possessivos ser modificados por um advérbio de intensida- f) Para indicar aquilo que já mencionamos:
de. Fugir aos problemas? Isso não é do meu feitio.
Levaria a mão ao colar de pérolas, com aquele gesto tão seu, quando Ainda hei de conseguir o que desejo, e esse dia não está muito distan-
não sabia o que dizer. te.
3. AQUELE (e variações) e AQUILO usam-se:
PRONOMES DEMONSTRATIVOS a) Para indicar o que está longe das duas primeiras pessoas e refere-se á
3ª.
São aqueles que determinam, no tempo ou no espaço, a posição da
Aquele documento que lá está é teu?
coisa designada em relação à pessoa gramatical.
Aquilo que eles carregam pesa 5 kg.
b) Para indicar tempo passado mais ou menos distante.
Quando digo “este livro”, estou afirmando que o livro se encontra perto
Naquele instante estava preocupado.
de mim a pessoa que fala. Por outro lado, “esse livro” indica que o livro está
Daquele instante em diante modifiquei-me.
longe da pessoa que fala e próximo da que ouve; “aquele livro” indica que o
Usamos, ainda, aquela semana, aquele mês, aquele ano, aquele
livro está longe de ambas as pessoas.
século, para exprimir que o tempo já decorreu.
4. Quando se faz referência a duas pessoas ou coisas já mencionadas,
Os pronomes demonstrativos são estes: usa-se este (ou variações) para a última pessoa ou coisa e aquele (ou
ESTE (e variações), isto = 1ª pessoa variações) para a primeira:
ESSE (e variações), isso = 2ª pessoa Ao conversar com lsabel e Luís, notei que este se encontrava nervoso
AQUELE (e variações), próprio (e variações) e aquela tranquila.
MESMO (e variações), próprio (e variações) 5. Os pronomes demonstrativos, quando regidos pela preposição DE,
SEMELHANTE (e variação), tal (e variação) pospostos a substantivos, usam-se apenas no plural:
Você teria coragem de proferir um palavrão desses, Rose?
Emprego dos Demonstrativos Com um frio destes não se pode sair de casa.
1. ESTE (e variações) e ISTO usam-se: Nunca vi uma coisa daquelas.
a) Para indicar o que está próximo ou junto da 1ª pessoa (aquela que 6. MESMO e PRÓPRIO variam em gênero e número quando têm caráter
fala). reforçativo:
Este documento que tenho nas mãos não é meu. Zilma mesma (ou própria) costura seus vestidos.
Isto que carregamos pesa 5 kg. Luís e Luísa mesmos (ou próprios) arrumam suas camas.
b) Para indicar o que está em nós ou o que nos abrange fisicamente: 7. O (e variações) é pronome demonstrativo quando equivale a AQUILO,
Este coração não pode me trair. ISSO ou AQUELE (e variações).
Esta alma não traz pecados. Nem tudo (aquilo) que reluz é ouro.
Tudo se fez por este país.. O (aquele) que tem muitos vícios tem muitos mestres.
c) Para indicar o momento em que falamos: Das meninas, Jeni a (aquela) que mais sobressaiu nos exames.
Neste instante estou tranquilo. A sorte é mulher e bem o (isso) demonstra de fato, ela não ama os
Deste minuto em diante vou modificar-me. homens superiores.
d) Para indicar tempo vindouro ou mesmo passado, mas próximo do 8. NISTO, em início de frase, significa ENTÃO, no mesmo instante:
momento em que falamos: A menina ia cair, nisto, o pai a segurou
Esta noite (= a noite vindoura) vou a um baile. 9. Tal é pronome demonstrativo quando tomado na acepção DE ESTE,
Esta noite (= a noite que passou) não dormi bem. ISTO, ESSE, ISSO, AQUELE, AQUILO.
Um dia destes estive em Porto Alegre. Tal era a situação do país.
e) Para indicar que o período de tempo é mais ou menos extenso e no Não disse tal.
qual se inclui o momento em que falamos: Tal não pôde comparecer.
Nesta semana não choveu.
Neste mês a inflação foi maior. Pronome adjetivo quando acompanha substantivo ou pronome (atitu-
Este ano será bom para nós. des tais merecem cadeia, esses tais merecem cadeia), quando acompanha
Este século terminará breve. QUE, formando a expressão que tal? (? que lhe parece?) em frases como
f) Para indicar aquilo de que estamos tratando: Que tal minha filha? Que tais minhas filhas? e quando correlativo DE QUAL
Este assunto já foi discutido ontem. ou OUTRO TAL:
Tudo isto que estou dizendo já é velho. Suas manias eram tais quais as minhas.
g) Para indicar aquilo que vamos mencionar: A mãe era tal quais as filhas.
Só posso lhe dizer isto: nada somos. Os filhos são tais qual o pai.
Os tipos de artigo são estes: definidos e indefinidos. Tal pai, tal filho.
2. ESSE (e variações) e ISSO usam-se: É pronome substantivo em frases como:
a) Para indicar o que está próximo ou junto da 2ª pessoa (aquela com Não encontrarei tal (= tal coisa).
quem se fala): Não creio em tal (= tal coisa)
Esse documento que tens na mão é teu?
Isso que carregas pesa 5 kg. PRONOMES RELATIVOS

Língua Portuguesa 27 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Veja este exemplo: Quantos vêm?
Armando comprou a casa QUE lhe convinha. Quantas irmãs tens?

A palavra que representa o nome casa, relacionando-se com o termo


casa é um pronome relativo. VERBO

PRONOMES RELATIVOS são palavras que representam nomes já re- CONCEITO


feridos, com os quais estão relacionados. Daí denominarem-se relativos. “As palavras em destaque no texto abaixo exprimem ações, situando-
A palavra que o pronome relativo representa chama-se antecedente. as no tempo.
No exemplo dado, o antecedente é casa. Queixei-me de baratas. Uma senhora ouviu-me a queixa. Deu-me a re-
Outros exemplos de pronomes relativos: ceita de como matá-las. Que misturasse em partes iguais açúcar, farinha e
Sejamos gratos a Deus, a quem tudo devemos. gesso. A farinha e o açúcar as atrairiam, o gesso esturricaria dentro elas.
O lugar onde paramos era deserto. Assim fiz. Morreram.”
Traga tudo quanto lhe pertence. (Clarice Lispector)
Leve tantos ingressos quantos quiser.
Posso saber o motivo por que (ou pelo qual) desistiu do concurso? Essas palavras são verbos. O verbo também pode exprimir:
a) Estado:
Eis o quadro dos pronomes relativos: Não sou alegre nem sou triste.
Sou poeta.
VARIÁVEIS INVARIÁVEIS b) Mudança de estado:
Masculino Feminino Meu avô foi buscar ouro.
o qual a qual quem Mas o ouro virou terra.
os quais as quais c) Fenômeno:
cujo cujos cuja cujas que Chove. O céu dorme.
quanto quanta quantas onde
quantos VERBO é a palavra variável que exprime ação, estado, mudança de
estado e fenômeno, situando-se no tempo.
Observações:
1. O pronome relativo QUEM só se aplica a pessoas, tem antecedente, FLEXÕES
vem sempre antecedido de preposição, e equivale a O QUAL. O verbo é a classe de palavras que apresenta o maior número de fle-
O médico de quem falo é meu conterrâneo. xões na língua portuguesa. Graças a isso, uma forma verbal pode trazer em
2. Os pronomes CUJO, CUJA significam do qual, da qual, e precedem si diversas informações. A forma CANTÁVAMOS, por exemplo, indica:
sempre um substantivo sem artigo. • a ação de cantar.
Qual será o animal cujo nome a autora não quis revelar? • a pessoa gramatical que pratica essa ação (nós).
3. QUANTO(s) e QUANTA(s) são pronomes relativos quando precedidos • o número gramatical (plural).
de um dos pronomes indefinidos tudo, tanto(s), tanta(s), todos, todas. • o tempo em que tal ação ocorreu (pretérito).
Tenho tudo quanto quero. • o modo como é encarada a ação: um fato realmente acontecido no
Leve tantos quantos precisar. passado (indicativo).
Nenhum ovo, de todos quantos levei, se quebrou. • que o sujeito pratica a ação (voz ativa).
4. ONDE, como pronome relativo, tem sempre antecedente e equivale a
EM QUE. Portanto, o verbo flexiona-se em número, pessoa, modo, tempo e voz.
A casa onde (= em que) moro foi de meu avô. 1. NÚMERO: o verbo admite singular e plural:
O menino olhou para o animal com olhos alegres. (singular).
Os meninos olharam para o animal com olhos alegres. (plural).
PRONOMES INDEFINIDOS 2. PESSOA: servem de sujeito ao verbo as três pessoas gramaticais:
Estes pronomes se referem à 3ª pessoa do discurso, designando-a de 1ª pessoa: aquela que fala. Pode ser
modo vago, impreciso, indeterminado. a) do singular - corresponde ao pronome pessoal EU. Ex.: Eu adormeço.
1. São pronomes indefinidos substantivos: ALGO, ALGUÉM, FULANO, b) do plural - corresponde ao pronome pessoal NÓS. Ex.: Nós adorme-
SICRANO, BELTRANO, NADA, NINGUÉM, OUTREM, QUEM, TUDO cemos.
Exemplos: 2ª pessoa: aquela que ouve. Pode ser
Algo o incomoda? a) do singular - corresponde ao pronome pessoal TU. Ex.:Tu adormeces.
Acreditam em tudo o que fulano diz ou sicrano escreve. b) do plural - corresponde ao pronome pessoal VÓS. Ex.:Vós adormeceis.
Não faças a outrem o que não queres que te façam. 3ª pessoa: aquela de quem se fala. Pode ser
Quem avisa amigo é. a) do singular - corresponde aos pronomes pessoais ELE, ELA. Ex.: Ela
Encontrei quem me pode ajudar. adormece.
Ele gosta de quem o elogia. b) do plural - corresponde aos pronomes pessoas ELES, ELAS. Ex.: Eles
2. São pronomes indefinidos adjetivos: CADA, CERTO, CERTOS, CERTA adormecem.
CERTAS. 3. MODO: é a propriedade que tem o verbo de indicar a atitude do falante
Cada povo tem seus costumes. em relação ao fato que comunica. Há três modos em português.
Certas pessoas exercem várias profissões. a) indicativo: a atitude do falante é de certeza diante do fato.
Certo dia apareceu em casa um repórter famoso. A cachorra Baleia corria na frente.
b) subjuntivo: a atitude do falante é de dúvida diante do fato.
PRONOMES INTERROGATIVOS Talvez a cachorra Baleia corra na frente .
Aparecem em frases interrogativas. Como os indefinidos, referem-se de c) imperativo: o fato é enunciado como uma ordem, um conselho, um
modo impreciso à 3ª pessoa do discurso. pedido
Exemplos: Corra na frente, Baleia.
Que há? 4. TEMPO: é a propriedade que tem o verbo de localizar o fato no tempo,
Que dia é hoje? em relação ao momento em que se fala. Os três tempos básicos são:
Reagir contra quê? a) presente: a ação ocorre no momento em que se fala:
Por que motivo não veio? Fecho os olhos, agito a cabeça.
Quem foi? b) pretérito (passado): a ação transcorreu num momento anterior àquele
Qual será? em que se fala:

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Fechei os olhos, agitei a cabeça. Havia o céu, havia a terra, muita gente e mais Anica com seus olhos
c) futuro: a ação poderá ocorrer após o momento em que se fala: claros.
Fecharei os olhos, agitarei a cabeça. c) FAZER, indicando tempo decorrido ou fenômeno meteorológico.
O pretérito e o futuro admitem subdivisões, o que não ocorre com o Fazia dois anos que eu estava casado.
presente. Faz muito frio nesta região?

Veja o esquema dos tempos simples em português: O VERBO HAVER (empregado impessoalmente)
Presente (falo)
O verbo haver é impessoal - sendo, portanto, usado invariavelmente na
INDICATIVO Pretérito perfeito ( falei)
3ª pessoa do singular - quando significa:
Imperfeito (falava)
1) EXISTIR
Mais- que-perfeito (falara)
Há pessoas que nos querem bem.
Futuro do presente (falarei)
Criaturas infalíveis nunca houve nem haverá.
do pretérito (falaria)
Brigavam à toa, sem que houvesse motivos sérios.
Presente (fale)
Livros, havia-os de sobra; o que faltava eram leitores.
SUBJUNTIVO Pretérito imperfeito (falasse)
2) ACONTECER, SUCEDER
Futuro (falar)
Houve casos difíceis na minha profissão de médico.
Não haja desavenças entre vós.
Há ainda três formas que não exprimem exatamente o tempo em que
Naquele presídio havia frequentes rebeliões de presos.
se dá o fato expresso. São as formas nominais, que completam o esquema
3) DECORRER, FAZER, com referência ao tempo passado:
dos tempos simples.
Há meses que não o vejo.
Infinitivo impessoal (falar)
Haverá nove dias que ele nos visitou.
Pessoal (falar eu, falares tu, etc.)
Havia já duas semanas que Marcos não trabalhava.
FORMAS NOMINAIS Gerúndio (falando)
O fato aconteceu há cerca de oito meses.
Particípio (falado)
Quando pode ser substituído por FAZIA, o verbo HAVER concorda no
5. VOZ: o sujeito do verbo pode ser:
pretérito imperfeito, e não no presente:
a) agente do fato expresso.
Havia (e não HÁ) meses que a escola estava fechada.
O carroceiro disse um palavrão.
Morávamos ali havia (e não HÁ) dois anos.
(sujeito agente)
Ela conseguira emprego havia (e não HÁ) pouco tempo.
O verbo está na voz ativa.
Havia (e não HÁ) muito tempo que a policia o procurava.
b) paciente do fato expresso:
4) REALIZAR-SE
Um palavrão foi dito pelo carroceiro.
Houve festas e jogos.
(sujeito paciente)
Se não chovesse, teria havido outros espetáculos.
O verbo está na voz passiva.
Todas as noites havia ensaios das escolas de samba.
c) agente e paciente do fato expresso:
5) Ser possível, existir possibilidade ou motivo (em frases negativas e
O carroceiro machucou-se.
seguido de infinitivo):
(sujeito agente e paciente)
Em pontos de ciência não há transigir.
O verbo está na voz reflexiva.
Não há contê-lo, então, no ímpeto.
6. FORMAS RIZOTÔNICAS E ARRIZOTÔNICAS: dá-se o nome de
Não havia descrer na sinceridade de ambos.
rizotônica à forma verbal cujo acento tônico está no radical.
Mas olha, Tomásia, que não há fiar nestas afeiçõezinhas.
Falo - Estudam.
E não houve convencê-lo do contrário.
Dá-se o nome de arrizotônica à forma verbal cujo acento tônico está
Não havia por que ficar ali a recriminar-se.
fora do radical.
Falamos - Estudarei.
Como impessoal o verbo HAVER forma ainda a locução adverbial de
7. CLASSIFICACÃO DOS VERBOS: os verbos classificam-se em:
há muito (= desde muito tempo, há muito tempo):
a) regulares - são aqueles que possuem as desinências normais de sua
De há muito que esta árvore não dá frutos.
conjugação e cuja flexão não provoca alterações no radical: canto -
De há muito não o vejo.
cantei - cantarei – cantava - cantasse.
b) irregulares - são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou
O verbo HAVER transmite a sua impessoalidade aos verbos que com
nas desinências: faço - fiz - farei - fizesse.
ele formam locução, os quais, por isso, permanecem invariáveis na 3ª
c) defectivos - são aqueles que não apresentam conjugação completa,
pessoa do singular:
como por exemplo, os verbos falir, abolir e os verbos que indicam fe-
Vai haver eleições em outubro.
nômenos naturais, como CHOVER, TROVEJAR, etc.
Começou a haver reclamações.
d) abundantes - são aqueles que possuem mais de uma forma com o
Não pode haver umas sem as outras.
mesmo valor. Geralmente, essa característica ocorre no particípio: ma-
Parecia haver mais curiosos do que interessados.
tado - morto - enxugado - enxuto.
Mas haveria outros defeitos, devia haver outros.
e) anômalos - são aqueles que incluem mais de um radical em sua conju-
gação.
A expressão correta é HAJA VISTA, e não HAJA VISTO. Pode ser
verbo ser: sou - fui
construída de três modos:
verbo ir: vou - ia
Hajam vista os livros desse autor.
Haja vista os livros desse autor.
QUANTO À EXISTÊNCIA OU NÃO DO SUJEITO Haja vista aos livros desse autor.
1. Pessoais: são aqueles que se referem a qualquer sujeito implícito ou
explícito. Quase todos os verbos são pessoais. CONVERSÃO DA VOZ ATIVA NA PASSIVA
O Nino apareceu na porta.
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar substancialmente o
2. Impessoais: são aqueles que não se referem a qualquer sujeito implíci-
sentido da frase.
to ou explícito. São utilizados sempre na 3ª pessoa. São impessoais:
Exemplo:
a) verbos que indicam fenômenos meteorológicos: chover, nevar, ventar,
Gutenberg inventou a imprensa. (voz ativa)
etc.
A imprensa foi inventada por Gutenberg. (voz passiva)
Garoava na madrugada roxa.
b) HAVER, no sentido de existir, ocorrer, acontecer:
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o sujeito da ativa
Houve um espetáculo ontem.
passará a agente da passiva e o verbo assumirá a forma passiva, conser-
Há alunos na sala.

Língua Portuguesa 29 A Opção Certa Para a Sua Realização


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vando o mesmo tempo. - um desejo, uma vontade:
Que eles estudem, este é o desejo dos pais e dos professores.
Outros exemplos: b) Pretérito Imperfeito
Os calores intensos provocam as chuvas. Emprega-se o pretérito imperfeito do subjuntivo para indicar uma
As chuvas são provocadas pelos calores intensos. hipótese, uma condição.
Eu o acompanharei. Se eu estudasse, a história seria outra.
Ele será acompanhado por mim. Nós combinamos que se chovesse não haveria jogo.
Todos te louvariam. e) Pretérito Perfeito
Serias louvado por todos. Emprega-se o pretérito perfeito composto do subjuntivo para apontar
Prejudicaram-me. um fato passado, mas incerto, hipotético, duvidoso (que são, afinal, as
Fui prejudicado. características do modo subjuntivo).
Condenar-te-iam. Que tenha estudado bastante é o que espero.
Serias condenado. d) Pretérito Mais-Que-Perfeito - Emprega-se o pretérito mais-que-perfeito
do subjuntivo para indicar um fato passado em relação a outro fato
EMPREGO DOS TEMPOS VERBAIS passado, sempre de acordo com as regras típicas do modo subjuntivo:
a) Presente Se não tivéssemos saído da sala, teríamos terminado a prova tranqui-
Emprega-se o presente do indicativo para assinalar: lamente.
- um fato que ocorre no momento em que se fala. e) Futuro
Eles estudam silenciosamente. Emprega-se o futuro do subjuntivo para indicar um fato futuro já conclu-
Eles estão estudando silenciosamente. ído em relação a outro fato futuro.
- uma ação habitual. Quando eu voltar, saberei o que fazer.
Corra todas as manhãs.
- uma verdade universal (ou tida como tal): VERBOS IRREGULARES
O homem é mortal.
A mulher ama ou odeia, não há outra alternativa. DAR
- fatos já passados. Usa-se o presente em lugar do pretérito para dar Presente do indicativo dou, dás, dá, damos, dais, dão
maior realce à narrativa. Pretérito perfeito dei, deste, deu, demos, destes, deram
Em 1748, Montesquieu publica a obra "O Espírito das Leis". Pretérito mais-que-perfeito dera, deras, dera, déramos, déreis, deram
É o chamado presente histórico ou narrativo. Presente do subjuntivo dê, dês, dê, demos, deis, dêem
Imperfeito do subjuntivo desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem
- fatos futuros não muito distantes, ou mesmo incertos:
Futuro do subjuntivo der, deres, der, dermos, derdes, derem
Amanhã vou à escola.
Qualquer dia eu te telefono. MOBILIAR
b) Pretérito Imperfeito Presente do indicativo mobilio, mobílias, mobília, mobiliamos, mobiliais, mobiliam
Emprega-se o pretérito imperfeito do indicativo para designar: Presente do subjuntivo mobilie, mobilies, mobílie, mobiliemos, mobilieis, mobiliem
- um fato passado contínuo, habitual, permanente: Imperativo mobília, mobilie, mobiliemos, mobiliai, mobiliem
Ele andava à toa.
Nós vendíamos sempre fiado. AGUAR
Presente do indicativo águo, águas, água, aguamos, aguais, águam
- um fato passado, mas de incerta localização no tempo. É o que ocorre
Pretérito perfeito aguei, aguaste, aguou, aguamos, aguastes, aguaram
por exemplo, no inicio das fábulas, lendas, histórias infantis. Presente do subjuntivo águe, agues, ague, aguemos, agueis, águem
Era uma vez...
- um fato presente em relação a outro fato passado. MAGOAR
Eu lia quando ele chegou. Presente do indicativo magoo, magoas, magoa, magoamos, magoais, magoam
c) Pretérito Perfeito Pretérito perfeito magoei, magoaste, magoou, magoamos, magoastes, magoa-
Emprega-se o pretérito perfeito do indicativo para referir um fato já ram
ocorrido, concluído. Presente do subjuntivo magoe, magoes, magoe, magoemos, magoeis, magoem
Conjugam-se como magoar, abençoar, abotoar, caçoar, voar e perdoar
Estudei a noite inteira.
Usa-se a forma composta para indicar uma ação que se prolonga até o APIEDAR-SE
momento presente. Presente do indicativo: apiado-me, apiadas-te, apiada-se, apiedamo-nos, apiedais-
Tenho estudado todas as noites. vos, apiadam-se
d) Pretérito mais-que-perfeito Presente do subjuntivo apiade-me, apiades-te, apiade-se, apiedemo-nos, apiedei-
Chama-se mais-que-perfeito porque indica uma ação passada em vos, apiedem-se
relação a outro fato passado (ou seja, é o passado do passado): Nas formas rizotônicas, o E do radical é substituído por A
A bola já ultrapassara a linha quando o jogador a alcançou.
MOSCAR
e) Futuro do Presente
Presente do indicativo musco, muscas, musca, moscamos, moscais, muscam
Emprega-se o futuro do presente do indicativo para apontar um fato Presente do subjuntivo musque, musques, musque, mosquemos, mosqueis, mus-
futuro em relação ao momento em que se fala. quem
Irei à escola. Nas formas rizotônicas, o O do radical é substituído por U
f) Futuro do Pretérito
Emprega-se o futuro do pretérito do indicativo para assinalar: RESFOLEGAR
- um fato futuro, em relação a outro fato passado. Presente do indicativo resfolgo, resfolgas, resfolga, resfolegamos, resfolegais,
- Eu jogaria se não tivesse chovido. resfolgam
Presente do subjuntivo resfolgue, resfolgues, resfolgue, resfoleguemos, resfolegueis,
- um fato futuro, mas duvidoso, incerto.
resfolguem
- Seria realmente agradável ter de sair? Nas formas rizotônicas, o E do radical desaparece
Um fato presente: nesse caso, o futuro do pretérito indica polidez e às
vezes, ironia. NOMEAR
- Daria para fazer silêncio?! Presente da indicativo nomeio, nomeias, nomeia, nomeamos, nomeais, nomeiam
Pretérito imperfeito nomeava, nomeavas, nomeava, nomeávamos, nomeáveis,
Modo Subjuntivo nomeavam
a) Presente Pretérito perfeito nomeei, nomeaste, nomeou, nomeamos, nomeastes, nomea-
ram
Emprega-se o presente do subjuntivo para mostrar:
Presente do subjuntivo nomeie, nomeies, nomeie, nomeemos, nomeeis, nomeiem
- um fato presente, mas duvidoso, incerto. Imperativo afirmativo nomeia, nomeie, nomeemos, nomeai, nomeiem
Talvez eles estudem... não sei. Conjugam-se como nomear, cear, hastear, peritear, recear, passear

Língua Portuguesa 30 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
O verbo PODER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no
COPIAR imperativo negativo
Presente do indicativo copio, copias, copia, copiamos, copiais, copiam
Pretérito imperfeito copiei, copiaste, copiou, copiamos, copiastes, copiaram PROVER
Pretérito mais-que-perfeito copiara, copiaras, copiara, copiáramos, copiá- Presente do indicativo provejo, provês, provê, provemos, provedes, provêem
reis, copiaram Pretérito imperfeito provia, provias, provia, províamos, províeis, proviam
Presente do subjuntivo copie, copies, copie, copiemos, copieis, copiem Pretérito perfeito provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram
Imperativo afirmativo copia, copie, copiemos, copiai, copiem Pretérito mais-que-perfeito provera, proveras, provera, provêramos, provê-
reis, proveram
ODIAR Futuro do presente proverei, proverás, proverá, proveremos, provereis, proverão
Presente do indicativo odeio, odeias, odeia, odiamos, odiais, odeiam Futuro do pretérito proveria, proverias, proveria, proveríamos, proveríeis, prove-
Pretérito imperfeito odiava, odiavas, odiava, odiávamos, odiáveis, odiavam riam
Pretérito perfeito odiei, odiaste, odiou, odiamos, odiastes, odiaram Imperativo provê, proveja, provejamos, provede, provejam
Pretérito mais-que-perfeito odiara, odiaras, odiara, odiáramos, odiáreis, Presente do subjuntivo proveja, provejas, proveja, provejamos, provejais. provejam
odiaram Pretérito imperfeito provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis,
Presente do subjuntivo odeie, odeies, odeie, odiemos, odieis, odeiem provessem
Conjugam-se como odiar, mediar, remediar, incendiar, ansiar Futuro prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem
Gerúndio provendo
CABER Particípio provido
Presente do indicativo caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem
Pretérito perfeito coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam QUERER
Pretérito mais-que-perfeito coubera, couberas, coubera, coubéramos, Presente do indicativo quero, queres, quer, queremos, quereis, querem
coubéreis, couberam Pretérito perfeito quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram
Presente do subjuntivo caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam Pretérito mais-que-perfeito quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quisé-
Imperfeito do subjuntivo coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, reis, quiseram
coubessem Presente do subjuntivo queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram
Futuro do subjuntivo couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem Pretérito imperfeito quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos quisésseis,
O verbo CABER não se apresenta conjugado nem no imperativo afirmativo nem no quisessem
imperativo negativo Futuro quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem

CRER REQUERER
Presente do indicativo creio, crês, crê, cremos, credes, crêem Presente do indicativo requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis. requerem
Presente do subjuntivo creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam Pretérito perfeito requeri, requereste, requereu, requeremos, requereste,
Imperativo afirmativo crê, creia, creiamos, crede, creiam requereram
Conjugam-se como crer, ler e descrer Pretérito mais-que-perfeito requerera, requereras, requerera, requereramos,
requerereis, requereram
DIZER Futuro do presente requererei, requererás requererá, requereremos, requerereis,
Presente do indicativo digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem requererão
Pretérito perfeito disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram Futuro do pretérito requereria, requererias, requereria, requereríamos, requere-
Pretérito mais-que-perfeito dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis, ríeis, requereriam
disseram Imperativo requere, requeira, requeiramos, requerer, requeiram
Futuro do presente direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão Presente do subjuntivo requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais,
Futuro do pretérito diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, diriam requeiram
Presente do subjuntivo diga, digas, diga, digamos, digais, digam Pretérito Imperfeito requeresse, requeresses, requeresse, requerêssemos,
Pretérito imperfeito dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, requerêsseis, requeressem,
dissesse Futuro requerer, requereres, requerer, requerermos, requererdes,
Futuro disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem requerem
Particípio dito Gerúndio requerendo
Conjugam-se como dizer, bendizer, desdizer, predizer, maldizer Particípio requerido
O verbo REQUERER não se conjuga como querer.
FAZER
Presente do indicativo faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem REAVER
Pretérito perfeito fiz, fizeste, fez, fizemos fizestes, fizeram Presente do indicativo reavemos, reaveis
Pretérito mais-que-perfeito fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram Pretérito perfeito reouve, reouveste, reouve, reouvemos, reouvestes, reouve-
Futuro do presente farei, farás, fará, faremos, fareis, farão ram
Futuro do pretérito faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam Pretérito mais-que-perfeito reouvera, reouveras, reouvera, reouvéramos, reouvéreis,
Imperativo afirmativo faze, faça, façamos, fazei, façam reouveram
Presente do subjuntivo faça, faças, faça, façamos, façais, façam Pretérito imperf. do subjuntivo reouvesse, reouvesses, reouvesse, reouvéssemos, reou-
Imperfeito do subjuntivo fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, vésseis, reouvessem
fizessem Futuro reouver, reouveres, reouver, reouvermos, reouverdes,
Futuro do subjuntivo fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem reouverem
Conjugam-se como fazer, desfazer, refazer satisfazer O verbo REAVER conjuga-se como haver, mas só nas formas em que esse apresen-
ta a letra v
PERDER
Presente do indicativo perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem SABER
Presente do subjuntivo perca, percas, perca, percamos, percais. percam Presente do indicativo sei, sabes, sabe, sabemos, sabeis, sabem
Imperativo afirmativo perde, perca, percamos, perdei, percam Pretérito perfeito soube, soubeste, soube, soubemos, soubestes, souberam
Pretérito mais-que-perfeito soubera, souberas, soubera, soubéramos,
PODER soubéreis, souberam
Presente do Indicativo posso, podes, pode, podemos, podeis, podem Pretérito imperfeito sabia, sabias, sabia, sabíamos, sabíeis, sabiam
Pretérito Imperfeito podia, podias, podia, podíamos, podíeis, podiam Presente do subjuntivo soubesse, soubesses, soubesse, soubéssemos, soubésseis,
Pretérito perfeito pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam soubessem
Pretérito mais-que-perfeito pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, Futuro souber, souberes, souber, soubermos, souberdes, souberem
puderam
Presente do subjuntivo possa, possas, possa, possamos, possais, possam VALER
Pretérito imperfeito pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, Presente do indicativo valho, vales, vale, valemos, valeis, valem
pudessem Presente do subjuntivo valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham
Futuro puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem Imperativo afirmativo vale, valha, valhamos, valei, valham
Infinitivo pessoal pode, poderes, poder, podermos, poderdes, poderem
Gerúndio podendo TRAZER
Particípio podido Presente do indicativo trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem

Língua Portuguesa 31 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Pretérito imperfeito trazia, trazias, trazia, trazíamos, trazíeis, traziam Presente do indicativo minto, mentes, mente, mentimos, mentis, mentem
Pretérito perfeito trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram Presente do subjuntivo minta, mintas, minta, mintamos, mintais, mintam
Pretérito mais-que-perfeito trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, Imperativo mente, minta, mintamos, menti, mintam
trouxéreis, trouxeram Conjugam-se como MENTIR: sentir, cerzir, competir, consentir, pressentir.
Futuro do presente trarei, trarás, trará, traremos, trareis, trarão
Futuro do pretérito traria, trarias, traria, traríamos, traríeis, trariam FUGIR
Imperativo traze, traga, tragamos, trazei, tragam Presente do indicativo fujo, foges, foge, fugimos, fugis, fogem
Presente do subjuntivo traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam Imperativo foge, fuja, fujamos, fugi, fujam
Pretérito imperfeito trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, Presente do subjuntivo fuja, fujas, fuja, fujamos, fujais, fujam
trouxessem
Futuro trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxe- IR
rem Presente do indicativo vou, vais, vai, vamos, ides, vão
Infinitivo pessoal trazer, trazeres, trazer, trazermos, trazerdes, trazerem Pretérito imperfeito ia, ias, ia, íamos, íeis, iam
Gerúndio trazendo Pretérito perfeito fui, foste, foi, fomos, fostes, foram
Particípio trazido Pretérito mais-que-perfeito fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram
Futuro do presente irei, irás, irá, iremos, ireis, irão
VER Futuro do pretérito iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam
Presente do indicativo vejo, vês, vê, vemos, vedes, vêem Imperativo afirmativo vai, vá, vamos, ide, vão
Pretérito perfeito vi, viste, viu, vimos, vistes, viram Imperativo negativo não vão, não vá, não vamos, não vades, não vão
Pretérito mais-que-perfeito vira, viras, vira, viramos, vireis, viram Presente do subjuntivo vá, vás, vá, vamos, vades, vão
Imperativo afirmativo vê, veja, vejamos, vede vós, vejam vocês Pretérito imperfeito fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem
Presente do subjuntivo veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam Futuro for, fores, for, formos, fordes, forem
Pretérito imperfeito visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem Infinitivo pessoal ir, ires, ir, irmos, irdes, irem
Futuro vir, vires, vir, virmos, virdes, virem Gerúndio indo
Particípio visto Particípio ido

ABOLIR OUVIR
Presente do indicativo aboles, abole abolimos, abolis, abolem Presente do indicativo ouço, ouves, ouve, ouvimos, ouvis, ouvem
Pretérito imperfeito abolia, abolias, abolia, abolíamos, abolíeis, aboliam Presente do subjuntivo ouça, ouças, ouça, ouçamos, ouçais, ouçam
Pretérito perfeito aboli, aboliste, aboliu, abolimos, abolistes, aboliram Imperativo ouve, ouça, ouçamos, ouvi, ouçam
Pretérito mais-que-perfeito abolira, aboliras, abolira, abolíramos, abolíreis, Particípio ouvido
aboliram
Futuro do presente abolirei, abolirás, abolirá, aboliremos, abolireis, abolirão PEDIR
Futuro do pretérito aboliria, abolirias, aboliria, aboliríamos, aboliríeis, aboliriam Presente do indicativo peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem
Presente do subjuntivo não há Pretérito perfeito pedi, pediste, pediu, pedimos, pedistes, pediram
Presente imperfeito abolisse, abolisses, abolisse, abolíssemos, abolísseis, Presente do subjuntivo peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam
abolissem Imperativo pede, peça, peçamos, pedi, peçam
Futuro abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem Conjugam-se como pedir: medir, despedir, impedir, expedir
Imperativo afirmativo abole, aboli
Imperativo negativo não há POLIR
Infinitivo pessoal abolir, abolires, abolir, abolirmos, abolirdes, abolirem Presente do indicativo pulo, pules, pule, polimos, polis, pulem
Infinitivo impessoal abolir Presente do subjuntivo pula, pulas, pula, pulamos, pulais, pulam
Gerúndio abolindo Imperativo pule, pula, pulamos, poli, pulam
Particípio abolido
O verbo ABOLIR é conjugado só nas formas em que depois do L do radical há E ou I. REMIR
Presente do indicativo redimo, redimes, redime, redimimos, redimis, redimem
AGREDIR Presente do subjuntivo redima, redimas, redima, redimamos, redimais, redimam
Presente do indicativo agrido, agrides, agride, agredimos, agredis, agridem
Presente do subjuntivo agrida, agridas, agrida, agridamos, agridais, agridam RIR
Imperativo agride, agrida, agridamos, agredi, agridam Presente do indicativo rio, ris, ri, rimos, rides, riem
Nas formas rizotônicas, o verbo AGREDIR apresenta o E do radical substituído por I. Pretérito imperfeito ria, rias, ria, riamos, ríeis, riam
Pretérito perfeito ri, riste, riu, rimos, ristes, riram
COBRIR Pretérito mais-que-perfeito rira, riras, rira, ríramos, rireis, riram
Presente do indicativo cubro, cobres, cobre, cobrimos, cobris, cobrem Futuro do presente rirei, rirás, rirá, riremos, rireis, rirão
Presente do subjuntivo cubra, cubras, cubra, cubramos, cubrais, cubram Futuro do pretérito riria, ririas, riria, riríamos, riríeis, ririam
Imperativo cobre, cubra, cubramos, cobri, cubram Imperativo afirmativo ri, ria, riamos, ride, riam
Particípio coberto Presente do subjuntivo ria, rias, ria, riamos, riais, riam
Conjugam-se como COBRIR, dormir, tossir, descobrir, engolir Pretérito imperfeito risse, risses, risse, ríssemos, rísseis, rissem
Futuro rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem
FALIR Infinitivo pessoal rir, rires, rir, rirmos, rirdes, rirem
Presente do indicativo falimos, falis Gerúndio rindo
Pretérito imperfeito falia, falias, falia, falíamos, falíeis, faliam Particípio rido
Pretérito mais-que-perfeito falira, faliras, falira, falíramos, falireis, faliram Conjuga-se como rir: sorrir
Pretérito perfeito fali, faliste, faliu, falimos, falistes, faliram
Futuro do presente falirei, falirás, falirá, faliremos, falireis, falirão VIR
Futuro do pretérito faliria, falirias, faliria, faliríamos, faliríeis, faliriam Presente do indicativo venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm
Presente do subjuntivo não há Pretérito imperfeito vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham
Pretérito imperfeito falisse, falisses, falisse, falíssemos, falísseis, falissem Pretérito perfeito vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram
Futuro falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem Pretérito mais-que-perfeito viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram
Imperativo afirmativo fali (vós) Futuro do presente virei, virás, virá, viremos, vireis, virão
Imperativo negativo não há Futuro do pretérito viria, virias, viria, viríamos, viríeis, viriam
Infinitivo pessoal falir, falires, falir, falirmos, falirdes, falirem Imperativo afirmativo vem, venha, venhamos, vinde, venham
Gerúndio falindo Presente do subjuntivo venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham
Particípio falido Pretérito imperfeito viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem
Futuro vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem
FERIR Infinitivo pessoal vir, vires, vir, virmos, virdes, virem
Presente do indicativo firo, feres, fere, ferimos, feris, ferem Gerúndio vindo
Presente do subjuntivo fira, firas, fira, firamos, firais, firam Particípio vindo
Conjugam-se como FERIR: competir, vestir, inserir e seus derivados. Conjugam-se como vir: intervir, advir, convir, provir, sobrevir

MENTIR SUMIR

Língua Portuguesa 32 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Presente do indicativo sumo, somes, some, sumimos, sumis, somem Exemplos:
Presente do subjuntivo suma, sumas, suma, sumamos, sumais, sumam Silvia comprou dois livros.
Imperativo some, suma, sumamos, sumi, sumam Antônio marcou o primeiro gol.
Conjugam-se como SUMIR: subir, acudir, bulir, escapulir, fugir, consumir, cuspir
Na semana seguinte, o anel custará o dobro do preço.
O galinheiro ocupava um quarto da quintal.
ADVÉRBIO

Advérbio é a palavra que modifica a verbo, o adjetivo ou o próprio ad-


vérbio, exprimindo uma circunstância. QUADRO BÁSICO DOS NUMERAIS
Os advérbios dividem-se em:
1) LUGAR: aqui, cá, lá, acolá, ali, aí, aquém, além, algures, alhures, Algarismos Numerais
nenhures, atrás, fora, dentro, perto, longe, adiante, diante, onde, avan- Roma- Arábi- Cardinais Ordinais Multiplica- Fracionários
te, através, defronte, aonde, etc. nos cos tivos
2) TEMPO: hoje, amanhã, depois, antes, agora, anteontem, sempre, I 1 um primeiro simples -
nunca, já, cedo, logo, tarde, ora, afinal, outrora, então, amiúde, breve, II 2 dois segundo duplo meio
brevemente, entrementes, raramente, imediatamente, etc. dobro
3) MODO: bem, mal, assim, depressa, devagar, como, debalde, pior, III 3 três terceiro tríplice terço
melhor, suavemente, tenazmente, comumente, etc. IV 4 quatro quarto quádruplo quarto
4) ITENSIDADE: muito, pouco, assaz, mais, menos, tão, bastante, dema- V 5 cinco quinto quíntuplo quinto
siado, meio, completamente, profundamente, quanto, quão, tanto, bem, VI 6 seis sexto sêxtuplo sexto
mal, quase, apenas, etc. VII 7 sete sétimo sétuplo sétimo
5) AFIRMAÇÃO: sim, deveras, certamente, realmente, efefivamente, etc. VIII 8 oito oitavo óctuplo oitavo
6) NEGAÇÃO: não. IX 9 nove nono nônuplo nono
7) DÚVIDA: talvez, acaso, porventura, possivelmente, quiçá, decerto, X 10 dez décimo décuplo décimo
provavelmente, etc. XI 11 onze décimo onze avos
primeiro
Há Muitas Locuções Adverbiais XII 12 doze décimo doze avos
1) DE LUGAR: à esquerda, à direita, à tona, à distância, à frente, à entra- segundo
da, à saída, ao lado, ao fundo, ao longo, de fora, de lado, etc. XIII 13 treze décimo treze avos
2) TEMPO: em breve, nunca mais, hoje em dia, de tarde, à tarde, à noite, terceiro
às ave-marias, ao entardecer, de manhã, de noite, por ora, por fim, de XIV 14 quatorze décimo quatorze
repente, de vez em quando, de longe em longe, etc. quarto avos
3) MODO: à vontade, à toa, ao léu, ao acaso, a contento, a esmo, de bom XV 15 quinze décimo quinze avos
grado, de cor, de mansinho, de chofre, a rigor, de preferência, em ge- quinto
ral, a cada passo, às avessas, ao invés, às claras, a pique, a olhos vis-
XVI 16 dezesseis décimo dezesseis
tos, de propósito, de súbito, por um triz, etc.
sexto avos
4) MEIO OU INSTRUMENTO: a pau, a pé, a cavalo, a martelo, a máqui-
XVII 17 dezessete décimo dezessete
na, a tinta, a paulada, a mão, a facadas, a picareta, etc.
sétimo avos
5) AFIRMAÇÃO: na verdade, de fato, de certo, etc.
6) NEGAÇAO: de modo algum, de modo nenhum, em hipótese alguma, XVIII 18 dezoito décimo dezoito avos
etc. oitavo
7) DÚVIDA: por certo, quem sabe, com certeza, etc. XIX 19 dezenove décimo nono dezenove
avos
Advérbios Interrogativos XX 20 vinte vigésimo vinte avos
Onde?, aonde?, donde?, quando?, porque?, como? XXX 30 trinta trigésimo trinta avos
XL 40 quarenta quadragé- quarenta
Palavras Denotativas simo avos
Certas palavras, por não se poderem enquadrar entre os advérbios, te- L 50 cinquenta quinquagé- cinquenta
rão classificação à parte. São palavras que denotam exclusão, inclusão, simo avos
situação, designação, realce, retificação, afetividade, etc. LX 60 sessenta sexagésimo sessenta
1) DE EXCLUSÃO - só, salvo, apenas, senão, etc. avos
2) DE INCLUSÃO - também, até, mesmo, inclusive, etc. LXX 70 setenta septuagési- setenta avos
3) DE SITUAÇÃO - mas, então, agora, afinal, etc. mo
4) DE DESIGNAÇÃO - eis. LXXX 80 oitenta octogésimo oitenta avos
5) DE RETIFICAÇÃO - aliás, isto é, ou melhor, ou antes, etc. XC 90 noventa nonagésimo noventa
6) DE REALCE - cá, lá, sã, é que, ainda, mas, etc. avos
Você lá sabe o que está dizendo, homem... C 100 cem centésimo centésimo
Mas que olhos lindos! CC 200 duzentos ducentésimo ducentésimo
Veja só que maravilha! CCC 300 trezentos trecentésimo trecentésimo
CD 400 quatrocen- quadringen- quadringen-
NUMERAL tos tésimo tésimo
D 500 quinhen- quingenté- quingenté-
tos simo simo
Numeral é a palavra que indica quantidade, ordem, múltiplo ou fração.
DC 600 seiscentos sexcentési- sexcentési-
mo mo
O numeral classifica-se em:
DCC 700 setecen- septingenté- septingenté-
- cardinal - quando indica quantidade.
tos simo simo
- ordinal - quando indica ordem.
DCCC 800 oitocentos octingenté- octingenté-
- multiplicativo - quando indica multiplicação.
simo simo
- fracionário - quando indica fracionamento.
CM 900 novecen- nongentési- nongentési-

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tos mo mo 2) CAUSAIS: porque, já que, visto que, que, pois, porquanto, etc.
M 1000 mil milésimo milésimo 3) COMPARATIVAS: como, assim como, tal qual, tal como, mais que, etc.
4) CONFORMATIVAS: segundo, conforme, consoante, como, etc.
Emprego do Numeral 5) CONCESSIVAS: embora, ainda que, mesmo que, posto que, se bem que,
Na sucessão de papas, reis, príncipes, anos, séculos, capítulos, etc. etc.
empregam-se de 1 a 10 os ordinais. 6) INTEGRANTES: que, se, etc.
João Paulo I I (segundo) ano lll (ano terceiro) 7) FINAIS: para que, a fim de que, que, etc.
Luis X (décimo) ano I (primeiro) 8) CONSECUTIVAS: tal... qual, tão... que, tamanho... que, de sorte que, de
Pio lX (nono) século lV (quarto) forma que, de modo que, etc.
9) PROPORCIONAIS: à proporção que, à medida que, quanto... tanto mais,
De 11 em diante, empregam-se os cardinais: etc.
Leão Xlll (treze) ano Xl (onze) 10) TEMPORAIS: quando, enquanto, logo que, depois que, etc.
Pio Xll (doze) século XVI (dezesseis)
Luis XV (quinze) capitulo XX (vinte) VALOR LÓGICO E SINTÁTICO DAS CONJUNÇÕES
Se o numeral aparece antes, é lido como ordinal.
XX Salão do Automóvel (vigésimo) Examinemos estes exemplos:
VI Festival da Canção (sexto) 1º) Tristeza e alegria não moram juntas.
lV Bienal do Livro (quarta) 2º) Os livros ensinam e divertem.
XVI capítulo da telenovela (décimo sexto) 3º) Saímos de casa quando amanhecia.

Quando se trata do primeiro dia do mês, deve-se dar preferência ao No primeiro exemplo, a palavra E liga duas palavras da mesma oração: é
emprego do ordinal. uma conjunção.
Hoje é primeiro de setembro
Não é aconselhável iniciar período com algarismos No segundo a terceiro exemplos, as palavras E e QUANDO estão ligando
16 anos tinha Patrícia = Dezesseis anos tinha Patrícia orações: são também conjunções.

A título de brevidade, usamos constantemente os cardinais pelos ordi- Conjunção é uma palavra invariável que liga orações ou palavras da
nais. Ex.: casa vinte e um (= a vigésima primeira casa), página trinta e dois mesma oração.
(= a trigésima segunda página). Os cardinais um e dois não variam nesse
caso porque está subentendida a palavra número. Casa número vinte e um, No 2º exemplo, a conjunção liga as orações sem fazer que uma dependa
página número trinta e dois. Por isso, deve-se dizer e escrever também: a da outra, sem que a segunda complete o sentido da primeira: por isso, a
folha vinte e um, a folha trinta e dois. Na linguagem forense, vemos o conjunção E é coordenativa.
numeral flexionado: a folhas vinte e uma a folhas trinta e duas.
No 3º exemplo, a conjunção liga duas orações que se completam uma à
outra e faz com que a segunda dependa da primeira: por isso, a conjunção
ARTIGO QUANDO é subordinativa.

Artigo é uma palavra que antepomos aos substantivos para determiná- As conjunções, portanto, dividem-se em coordenativas e subordinativas.
los. Indica-lhes, ao mesmo tempo, o gênero e o número.
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
Dividem-se em As conjunções coordenativas podem ser:
• definidos: O, A, OS, AS 1) Aditivas, que dão ideia de adição, acrescentamento: e, nem, mas
• indefinidos: UM, UMA, UNS, UMAS. também, mas ainda, senão também, como também, bem como.
Os definidos determinam os substantivos de modo preciso, particular. O agricultor colheu o trigo e o vendeu.
Viajei com o médico. (Um médico referido, conhecido, determinado). Não aprovo nem permitirei essas coisas.
Os livros não só instruem mas também divertem.
Os indefinidos determinam os substantivos de modo vago, impreciso, As abelhas não apenas produzem mel e cera mas ainda polinizam
geral. as flores.
Viajei com um médico. (Um médico não referido, desconhecido, inde- 2) Adversativas, que exprimem oposição, contraste, ressalva, com-
terminado). pensação: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, sendo, ao
passo que, antes (= pelo contrário), no entanto, não obstante, ape-
lsoladamente, os artigos são palavras de todo vazias de sentido. sar disso, em todo caso.
Querem ter dinheiro, mas não trabalham.
Ela não era bonita, contudo cativava pela simpatia.
CONJUNÇÃO Não vemos a planta crescer, no entanto, ela cresce.
A culpa não a atribuo a vós, senão a ele.
Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações. O professor não proíbe, antes estimula as perguntas em aula.
O exército do rei parecia invencível, não obstante, foi derrotado.
Coniunções Coordenativas Você já sabe bastante, porém deve estudar mais.
1) ADITIVAS: e, nem, também, mas, também, etc. Eu sou pobre, ao passo que ele é rico.
2) ADVERSATIVAS: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, Hoje não atendo, em todo caso, entre.
senão, no entanto, etc. 3) Alternativas, que exprimem alternativa, alternância ou, ou ... ou,
3) ALTERNATIVAS: ou, ou.., ou, ora... ora, já... já, quer, quer, ora ... ora, já ... já, quer ... quer, etc.
etc. Os sequestradores deviam render-se ou seriam mortos.
4) CONCLUSIVAS. logo, pois, portanto, por conseguinte, por Ou você estuda ou arruma um emprego.
consequência. Ora triste, ora alegre, a vida segue o seu ritmo.
5) EXPLICATIVAS: isto é, por exemplo, a saber, que, porque, Quer reagisse, quer se calasse, sempre acabava apanhando.
pois, etc. "Já chora, já se ri, já se enfurece."
(Luís de Camões)
Conjunções Subordinativas 4) Conclusivas, que iniciam uma conclusão: logo, portanto, por con-
1) CONDICIONAIS: se, caso, salvo se, contanto que, uma vez que, etc. seguinte, pois (posposto ao verbo), por isso.

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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
As árvores balançam, logo está ventando. Falou com uma calma que todos ficaram atônitos.
Você é o proprietário do carro, portanto é o responsável. Ontem estive doente, de sorte que (ou de modo que) não saí.
O mal é irremediável; deves, pois, conformar-te. Não podem ver um cachorro na rua sem que o persigam.
5) Explicativas, que precedem uma explicação, um motivo: que, por- Não podem ver um brinquedo que não o queiram comprar.
que, porquanto, pois (anteposto ao verbo). 7) Finais: para que, a fim de que, que (= para que).
Não solte balões, que (ou porque, ou pois, ou porquanto) podem Afastou-se depressa para que não o víssemos.
causar incêndios. Falei-lhe com bons termos, a fim de que não se ofendesse.
Choveu durante a noite, porque as ruas estão molhadas. Fiz-lhe sinal que se calasse.
8) Proporcionais: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto
Observação: A conjunção A pode apresentar-se com sentido adversa- mais... (tanto mais), quanto mais... (tanto menos), quanto menos... (tan-
tivo: to mais), quanto mais... (mais), (tanto)... quanto.
Sofrem duras privações a [= mas] não se queixam. À medida que se vive, mais se aprende.
"Quis dizer mais alguma coisa a não pôde." À proporção que subíamos, o ar ia ficando mais leve.
(Jorge Amado) Quanto mais as cidades crescem, mais problemas vão tendo.
Os soldados respondiam, à medida que eram chamados.
Conjunções subordinativas
As conjunções subordinativas ligam duas orações, subordinando uma à Observação:
outra. Com exceção das integrantes, essas conjunções iniciam orações que São incorretas as locuções proporcionais à medida em que, na medida
traduzem circunstâncias (causa, comparação, concessão, condição ou que e na medida em que. A forma correta é à medida que:
hipótese, conformidade, consequência, finalidade, proporção, tempo). "À medida que os anos passam, as minhas possibilidades diminuem."
Abrangem as seguintes classes: (Maria José de Queirós)
1) Causais: porque, que, pois, como, porquanto, visto que, visto como, já
que, uma vez que, desde que. 9) Temporais: quando, enquanto, logo que, mal (= logo que), sempre
O tambor soa porque é oco. (porque é oco: causa; o tambor soa: que, assim que, desde que, antes que, depois que, até que, agora que,
efeito). etc.
Como estivesse de luto, não nos recebeu. Venha quando você quiser.
Desde que é impossível, não insistirei. Não fale enquanto come.
2) Comparativas: como, (tal) qual, tal a qual, assim como, (tal) como, (tão Ela me reconheceu, mal lhe dirigi a palavra.
ou tanto) como, (mais) que ou do que, (menos) que ou do que, (tanto) Desde que o mundo existe, sempre houve guerras.
quanto, que nem, feito (= como, do mesmo modo que), o mesmo que Agora que o tempo esquentou, podemos ir à praia.
(= como). "Ninguém o arredava dali, até que eu voltasse." (Carlos Povina Caval-
Ele era arrastado pela vida como uma folha pelo vento. cânti)
O exército avançava pela planície qual uma serpente imensa. 10) Integrantes: que, se.
"Os cães, tal qual os homens, podem participar das três categorias." Sabemos que a vida é breve.
(Paulo Mendes Campos) Veja se falta alguma coisa.
"Sou o mesmo que um cisco em minha própria casa."
(Antônio Olavo Pereira) Observação:
"E pia tal a qual a caça procurada." Em frases como Sairás sem que te vejam, Morreu sem que ninguém o
(Amadeu de Queirós) chorasse, consideramos sem que conjunção subordinativa modal. A NGB,
"Por que ficou me olhando assim feito boba?" porém, não consigna esta espécie de conjunção.
(Carlos Drummond de Andrade)
Os pedestres se cruzavam pelas ruas que nem formigas apressadas. Locuções conjuntivas: no entanto, visto que, desde que, se bem que,
Nada nos anima tanto como (ou quanto) um elogio sincero. por mais que, ainda quando, à medida que, logo que, a rim de que, etc.
Os governantes realizam menos do que prometem.
3) Concessivas: embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, ainda Muitas conjunções não têm classificação única, imutável, devendo, por-
quando, mesmo quando, posto que, por mais que, por muito que, por tanto, ser classificadas de acordo com o sentido que apresentam no contex-
menos que, se bem que, em que (pese), nem que, dado que, sem que to. Assim, a conjunção que pode ser:
(= embora não). 1) Aditiva (= e):
Célia vestia-se bem, embora fosse pobre. Esfrega que esfrega, mas a nódoa não sai.
A vida tem um sentido, por mais absurda que possa parecer. A nós que não a eles, compete fazê-lo.
Beba, nem que seja um pouco. 2) Explicativa (= pois, porque):
Dez minutos que fossem, para mim, seria muito tempo. Apressemo-nos, que chove.
Fez tudo direito, sem que eu lhe ensinasse. 3) Integrante:
Em que pese à autoridade deste cientista, não podemos aceitar suas Diga-lhe que não irei.
afirmações. 4) Consecutiva:
Não sei dirigir, e, dado que soubesse, não dirigiria de noite. Tanto se esforçou que conseguiu vencer.
4) Condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, sem que Não vão a uma festa que não voltem cansados.
(= se não), a não ser que, a menos que, dado que. Onde estavas, que não te vi?
Ficaremos sentidos, se você não vier. 5) Comparativa (= do que, como):
Comprarei o quadro, desde que não seja caro. A luz é mais veloz que o som.
Não sairás daqui sem que antes me confesses tudo. Ficou vermelho que nem brasa.
"Eleutério decidiu logo dormir repimpadamente sobre a areia, a menos 6) Concessiva (= embora, ainda que):
que os mosquitos se opusessem." Alguns minutos que fossem, ainda assim seria muito tempo.
(Ferreira de Castro) Beba, um pouco que seja.
5) Conformativas: como, conforme, segundo, consoante. As coisas não 7) Temporal (= depois que, logo que):
são como (ou conforme) dizem. Chegados que fomos, dirigimo-nos ao hotel.
"Digo essas coisas por alto, segundo as ouvi narrar." 8) Final (= pare que):
(Machado de Assis) Vendo-me à janela, fez sinal que descesse.
6) Consecutivas: que (precedido dos termos intensivos tal, tão, tanto, 9) Causal (= porque, visto que):
tamanho, às vezes subentendidos), de sorte que, de modo que, de "Velho que sou, apenas conheço as flores do meu tempo." (Vivaldo
forma que, de maneira que, sem que, que (não). Coaraci)
Minha mão tremia tanto que mal podia escrever. A locução conjuntiva sem que, pode ser, conforme a frase:

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APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
1) Concessiva: Nós lhe dávamos roupa a comida, sem que ele pe- Fui à livraria ontem e comprei um livro.
disse. (sem que = embora não)
2) Condicional: Ninguém será bom cientista, sem que estude muito. TERMOS ESSENCIAIS DA ORAÇÃO
(sem que = se não,caso não) São dois os termos essenciais da oração:
3) Consecutiva: Não vão a uma festa sem que voltem cansados.
(sem que = que não) SUJEITO
4) Modal: Sairás sem que te vejam. (sem que = de modo que não)
Sujeito é o ser ou termo sobre o qual se diz alguma coisa.
Conjunção é a palavra que une duas ou mais orações.
Os bandeirantes capturavam os índios. (sujeito = bandeirantes)

PREPOSIÇÃO O sujeito pode ser :


- simples: quando tem um só núcleo
Preposições são palavras que estabelecem um vínculo entre dois ter- As rosas têm espinhos. (sujeito: as rosas;
mos de uma oração. O primeiro, um subordinante ou antecedente, e o núcleo: rosas)
segundo, um subordinado ou consequente. - composto: quando tem mais de um núcleo
O burro e o cavalo saíram em disparada.
Exemplos: (suj: o burro e o cavalo; núcleo burro, cavalo)
Chegaram a Porto Alegre. - oculto: ou elíptico ou implícito na desinência verbal
Discorda de você. Chegaste com certo atraso. (suj.: oculto: tu)
Fui até a esquina. - indeterminado: quando não se indica o agente da ação verbal
Casa de Paulo. Come-se bem naquele restaurante.
- Inexistente: quando a oração não tem sujeito
Preposições Essenciais e Acidentais Choveu ontem.
As preposições essenciais são: A, ANTE, APÓS, ATÉ, COM, CONTRA, Há plantas venenosas.
DE, DESDE, EM, ENTRE, PARA, PERANTE, POR, SEM, SOB, SOBRE e
ATRÁS.
PREDICADO
Predicado é o termo da oração que declara alguma coisa do sujeito.
Certas palavras ora aparecem como preposições, ora pertencem a ou- O predicado classifica-se em:
tras classes, sendo chamadas, por isso, de preposições acidentais: afora, 1. Nominal: é aquele que se constitui de verbo de ligação mais predicativo
conforme, consoante, durante, exceto, fora, mediante, não obstante, salvo, do sujeito.
segundo, senão, tirante, visto, etc. Nosso colega está doente.
Principais verbos de ligação: SER, ESTAR, PARECER,
PERMANECER, etc.
INTERJEIÇÃO Predicativo do sujeito é o termo que ajuda o verbo de ligação a
comunicar estado ou qualidade do sujeito.
Interjeição é a palavra que comunica emoção. As interjeições podem Nosso colega está doente.
ser: A moça permaneceu sentada.
- alegria: ahl oh! oba! eh! 2. Predicado verbal é aquele que se constitui de verbo intransitivo ou
- animação: coragem! avante! eia! transitivo.
- admiração: puxa! ih! oh! nossa! O avião sobrevoou a praia.
- aplauso: bravo! viva! bis! Verbo intransitivo é aquele que não necessita de complemento.
- desejo: tomara! oxalá! O sabiá voou alto.
- dor: aí! ui! Verbo transitivo é aquele que necessita de complemento.
- silêncio: psiu! silêncio! • Transitivo direto: é o verbo que necessita de complemento sem auxílio
- suspensão: alto! basta! de proposição.
Minha equipe venceu a partida.
LOCUÇÃO INTERJETIVA é a conjunto de palavras que têm o mesmo • Transitivo indireto: é o verbo que necessita de complemento com
valor de uma interjeição. auxílio de preposição.
Minha Nossa Senhora! Puxa vida! Deus me livre! Raios te partam! Ele precisa de um esparadrapo.
Meu Deus! Que maravilha! Ora bolas! Ai de mim! • Transitivo direto e indireto (bitransitivo) é o verbo que necessita ao
mesmo tempo de complemento sem auxílio de preposição e de
complemento com auxilio de preposição.
SINTAXE DA ORAÇÃO E DO PERÍODO Damos uma simples colaboração a vocês.
3. Predicado verbo nominal: é aquele que se constitui de verbo
FRASE intransitivo mais predicativo do sujeito ou de verbo transitivo mais
Frase é um conjunto de palavras que têm sentido completo. predicativo do sujeito.
O tempo está nublado. Os rapazes voltaram vitoriosos.
Socorro! • Predicativo do sujeito: é o termo que, no predicado verbo-nominal,
Que calor! ajuda o verbo intransitivo a comunicar estado ou qualidade do sujeito.
Ele morreu rico.
ORAÇÃO • Predicativo do objeto é o termo que, que no predicado verbo-nominal,
Oração é a frase que apresenta verbo ou locução verbal. ajuda o verbo transitivo a comunicar estado ou qualidade do objeto
A fanfarra desfilou na avenida. direto ou indireto.
As festas juninas estão chegando. Elegemos o nosso candidato vereador.

PERÍODO TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO


Período é a frase estruturada em oração ou orações. Chama-se termos integrantes da oração os que completam a
O período pode ser: significação transitiva dos verbos e dos nomes. São indispensáveis à
• simples - aquele constituído por uma só oração (oração absoluta). compreensão do enunciado.
Fui à livraria ontem.
• composto - quando constituído por mais de uma oração. 1. OBJETO DIRETO

Língua Portuguesa 36 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Objeto direto é o termo da oração que completa o sentido do verbo Apresenta orações independentes.
transitivo direto. Ex.: Mamãe comprou PEIXE. (Fui à cidade), (comprei alguns remédios) (e voltei cedo.)

2. OBJETO INDIRETO Período composto por subordinação


Objeto indireto é o termo da oração que completa o sentido do verbo Apresenta orações dependentes.
transitivo indireto. (É bom) (que você estude.)
As crianças precisam de CARINHO.
Período composto por coordenação e subordinação
3. COMPLEMENTO NOMINAL Apresenta tanto orações dependentes como independentes. Este
Complemento nominal é o termo da oração que completa o sentido de período é também conhecido como misto.
um nome com auxílio de preposição. Esse nome pode ser representado por (Ele disse) (que viria logo,) (mas não pôde.)
um substantivo, por um adjetivo ou por um advérbio.
Toda criança tem amor aos pais. - AMOR (substantivo) ORAÇÃO COORDENADA
O menino estava cheio de vontade. - CHEIO (adjetivo) Oração coordenada é aquela que é independente.
Nós agíamos favoravelmente às discussões. - FAVORAVELMENTE
(advérbio). As orações coordenadas podem ser:
- Sindética:
4. AGENTE DA PASSIVA Aquela que é independente e é introduzida por uma conjunção
Agente da passiva é o termo da oração que pratica a ação do verbo na coordenativa.
voz passiva. Viajo amanhã, mas volto logo.
A mãe é amada PELO FILHO. - Assindética:
O cantor foi aplaudido PELA MULTIDÃO. Aquela que é independente e aparece separada por uma vírgula ou
Os melhores alunos foram premiados PELA DIREÇÃO. ponto e vírgula.
Chegou, olhou, partiu.
TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO A oração coordenada sindética pode ser:
TERMOS ACESSÓRIOS são os que desempenham na oração uma
função secundária, limitando o sentido dos substantivos ou exprimindo 1. ADITIVA:
alguma circunstância. Expressa adição, sequência de pensamento. (e, nem = e não), mas,
também:
São termos acessórios da oração: Ele falava E EU FICAVA OUVINDO.
1. ADJUNTO ADNOMINAL Meus atiradores nem fumam NEM BEBEM.
Adjunto adnominal é o termo que caracteriza ou determina os A doença vem a cavalo E VOLTA A PÉ.
substantivos. Pode ser expresso:
• pelos adjetivos: água fresca, 2. ADVERSATIVA:
• pelos artigos: o mundo, as ruas Ligam orações, dando-lhes uma ideia de compensação ou de contraste
• pelos pronomes adjetivos: nosso tio, muitas coisas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, senão, no entanto, etc).
• pelos numerais : três garotos; sexto ano A espada vence MAS NÃO CONVENCE.
• pelas locuções adjetivas: casa do rei; homem sem escrúpulos O tambor faz um grande barulho, MAS É VAZIO POR DENTRO.
Apressou-se, CONTUDO NÃO CHEGOU A TEMPO.
2. ADJUNTO ADVERBIAL
Adjunto adverbial é o termo que exprime uma circunstância (de tempo, 3. ALTERNATIVAS:
lugar, modo etc.), modificando o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Ligam palavras ou orações de sentido separado, uma excluindo a outra
Cheguei cedo. (ou, ou...ou, já...já, ora...ora, quer...quer, etc).
José reside em São Paulo. Mudou o natal OU MUDEI EU?
“OU SE CALÇA A LUVA e não se põe o anel,
3. APOSTO OU SE PÕE O ANEL e não se calça a luva!”
Aposto é uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, (C. Meireles)
desenvolve ou resume outro termo da oração.
Dr. João, cirurgião-dentista, 4. CONCLUSIVAS:
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve. Ligam uma oração a outra que exprime conclusão (LOGO, POIS,
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. PORTANTO, POR CONSEGUINTE, POR ISTO, ASSIM, DE MODO QUE,
4. VOCATIVO etc).
Vocativo é o termo (nome, título, apelido) usado para chamar ou Ele está mal de notas; LOGO, SERÁ REPROVADO.
interpelar alguém ou alguma coisa. Vives mentindo; LOGO, NÃO MERECES FÉ.
Tem compaixão de nós, ó Cristo.
Professor, o sinal tocou. 5. EXPLICATIVAS:
Rapazes, a prova é na próxima semana. Ligam a uma oração, geralmente com o verbo no imperativo, outro que
a explica, dando um motivo (pois, porque, portanto, que, etc.)
PERÍODO COMPOSTO - PERÍODO SIMPLES Alegra-te, POIS A QUI ESTOU. Não mintas, PORQUE É PIOR.
Anda depressa, QUE A PROVA É ÀS 8 HORAS.
No período simples há apenas uma oração, a qual se diz absoluta.
Fui ao cinema. ORAÇÃO INTERCALADA OU INTERFERENTE
O pássaro voou. É aquela que vem entre os termos de uma outra oração.
O réu, DISSERAM OS JORNAIS, foi absolvido.
PERÍODO COMPOSTO
No período composto há mais de uma oração. A oração intercalada ou interferente aparece com os verbos:
(Não sabem) (que nos calores do verão a terra dorme) (e os homens CONTINUAR, DIZER, EXCLAMAR, FALAR etc.
folgam.)
ORAÇÃO PRINCIPAL
Período composto por coordenação Oração principal é a mais importante do período e não é introduzida

Língua Portuguesa 37 A Opção Certa Para a Sua Realização


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por um conectivo. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
ELES DISSERAM que voltarão logo. Oração subordinada adverbial é aquela que tem o valor e a função de
ELE AFIRMOU que não virá. um advérbio.
PEDI que tivessem calma. (= Pedi calma)
As orações subordinadas adverbiais classificam-se em:
ORAÇÃO SUBORDINADA 1) CAUSAIS: exprimem causa, motivo, razão:
Oração subordinada é a oração dependente que normalmente é Desprezam-me, POR ISSO QUE SOU POBRE.
introduzida por um conectivo subordinativo. Note que a oração principal O tambor soa PORQUE É OCO.
nem sempre é a primeira do período.
Quando ele voltar, eu saio de férias. 2) COMPARATIVAS: representam o segundo termo de uma
Oração principal: EU SAIO DE FÉRIAS comparação.
Oração subordinada: QUANDO ELE VOLTAR O som é menos veloz QUE A LUZ.
Parou perplexo COMO SE ESPERASSE UM GUIA.
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA
Oração subordinada substantiva é aquela que tem o valor e a função 3) CONCESSIVAS: exprimem um fato que se concede, que se admite:
de um substantivo. POR MAIS QUE GRITASSE, não me ouviram.
Por terem as funções do substantivo, as orações subordinadas Os louvores, PEQUENOS QUE SEJAM, são ouvidos com agrado.
substantivas classificam-se em: CHOVESSE OU FIZESSE SOL, o Major não faltava.

4) CONDICIONAIS: exprimem condição, hipótese:


1) SUBJETIVA (sujeito)
SE O CONHECESSES, não o condenarias.
Convém que você estude mais.
Que diria o pai SE SOUBESSE DISSO?
Importa que saibas isso bem. .
É necessário que você colabore. (SUA COLABORAÇÃO) é necessária.
5) CONFORMATIVAS: exprimem acordo ou conformidade de um fato
com outro:
2) OBJETIVA DIRETA (objeto direto) Fiz tudo COMO ME DISSERAM.
Desejo QUE VENHAM TODOS. Vim hoje, CONFORME LHE PROMETI.
Pergunto QUEM ESTÁ AI.
6) CONSECUTIVAS: exprimem uma consequência, um resultado:
3) OBJETIVA INDIRETA (objeto indireto) A fumaça era tanta QUE EU MAL PODIA ABRIR OS OLHOS.
Aconselho-o A QUE TRABALHE MAIS. Bebia QUE ERA UMA LÁSTIMA!
Tudo dependerá DE QUE SEJAS CONSTANTE. Tenho medo disso QUE ME PÉLO!
Daremos o prêmio A QUEM O MERECER. 7) FINAIS: exprimem finalidade, objeto:
Fiz-lhe sinal QUE SE CALASSE.
4) COMPLETIVA NOMINAL Aproximei-me A FIM DE QUE ME OUVISSE MELHOR.
Complemento nominal.
Ser grato A QUEM TE ENSINA. 8) PROPORCIONAIS: denotam proporcionalidade:
Sou favorável A QUE O PRENDAM. À MEDIDA QUE SE VIVE, mais se aprende.
QUANTO MAIOR FOR A ALTURA, maior será o tombo.
5) PREDICATIVA (predicativo)
Seu receio era QUE CHOVESSE. = Seu receio era (A CHUVA) 9) TEMPORAIS: indicam o tempo em que se realiza o fato expresso na
Minha esperança era QUE ELE DESISTISSE. oração principal:
Não sou QUEM VOCÊ PENSA. ENQUANTO FOI RICO todos o procuravam.
QUANDO OS TIRANOS CAEM, os povos se levantam.
6) APOSITIVAS (servem de aposto)
10) MODAIS: exprimem modo, maneira:
Só desejo uma coisa: QUE VIVAM FELIZES = (A SUA FELICIDADE)
Entrou na sala SEM QUE NOS CUMPRIMENTASSE.
Só lhe peço isto: HONRE O NOSSO NOME.
Aqui viverás em paz, SEM QUE NINGUÉM TE INCOMODE.
7) AGENTE DA PASSIVA ORAÇÕES REDUZIDAS
O quadro foi comprado POR QUEM O FEZ = (PELO SEU AUTOR) Oração reduzida é aquela que tem o verbo numa das formas nominais:
A obra foi apreciada POR QUANTOS A VIRAM. gerúndio, infinitivo e particípio.

ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS Exemplos:


Oração subordinada adjetiva é aquela que tem o valor e a função de • Penso ESTAR PREPARADO = Penso QUE ESTOU PREPARADO.
um adjetivo. • Dizem TER ESTADO LÁ = Dizem QUE ESTIVERAM LÁ.
Há dois tipos de orações subordinadas adjetivas: • FAZENDO ASSIM, conseguirás = SE FIZERES ASSIM,
conseguirás.
1) EXPLICATIVAS: • É bom FICARMOS ATENTOS. = É bom QUE FIQUEMOS
Explicam ou esclarecem, à maneira de aposto, o termo antecedente, ATENTOS.
atribuindo-lhe uma qualidade que lhe é inerente ou acrescentando-lhe uma • AO SABER DISSO, entristeceu-se = QUANDO SOUBE DISSO,
informação. entristeceu-se.
Deus, QUE É NOSSO PAI, nos salvará. • É interesse ESTUDARES MAIS.= É interessante QUE ESTUDES
Ele, QUE NASCEU RICO, acabou na miséria. MAIS.
• SAINDO DAQUI, procure-me. = QUANDO SAIR DAQUI, procure-
2) RESTRITIVAS: me.
Restringem ou limitam a significação do termo antecedente, sendo
indispensáveis ao sentido da frase: CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
Pedra QUE ROLA não cria limo.
As pessoas A QUE A GENTE SE DIRIGE sorriem. CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
Ele, QUE SEMPRE NOS INCENTIVOU, não está mais aqui. Concordância é o processo sintático no qual uma palavra determinante

Língua Portuguesa 38 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
se adapta a uma palavra determinada, por meio de suas flexões. O menino chegou. Os meninos chegaram.
2) Sujeito representado por nome coletivo deixa o verbo no singular.
Principais Casos de Concordância Nominal O pessoal ainda não chegou.
1) O artigo, o adjetivo, o pronome relativo e o numeral concordam em A turma não gostou disso.
gênero e número com o substantivo. Um bando de pássaros pousou na árvore.
As primeiras alunas da classe foram passear no zoológico. 3) Se o núcleo do sujeito é um nome terminado em S, o verbo só irá ao
2) O adjetivo ligado a substantivos do mesmo gênero e número vão plural se tal núcleo vier acompanhado de artigo no plural.
normalmente para o plural. Os Estados Unidos são um grande país.
Pai e filho estudiosos ganharam o prêmio. Os Lusíadas imortalizaram Camões.
3) O adjetivo ligado a substantivos de gêneros e número diferentes vai Os Alpes vivem cobertos de neve.
para o masculino plural. Em qualquer outra circunstância, o verbo ficará no singular.
Alunos e alunas estudiosos ganharam vários prêmios. Flores já não leva acento.
4) O adjetivo posposto concorda em gênero com o substantivo mais O Amazonas deságua no Atlântico.
próximo: Campos foi a primeira cidade na América do Sul a ter luz elétrica.
Trouxe livros e revista especializada. 4) Coletivos primitivos (indicam uma parte do todo) seguidos de nome
5) O adjetivo anteposto pode concordar com o substantivo mais próxi- no plural deixam o verbo no singular ou levam-no ao plural, indiferen-
mo. temente.
Dedico esta música à querida tia e sobrinhos. A maioria das crianças recebeu, (ou receberam) prêmios.
6) O adjetivo que funciona como predicativo do sujeito concorda com o A maior parte dos brasileiros votou (ou votaram).
sujeito. 5) O verbo transitivo direto ao lado do pronome SE concorda com o
Meus amigos estão atrapalhados. sujeito paciente.
7) O pronome de tratamento que funciona como sujeito pede o predica- Vende-se um apartamento.
tivo no gênero da pessoa a quem se refere. Vendem-se alguns apartamentos.
Sua excelência, o Governador, foi compreensivo. 6) O pronome SE como símbolo de indeterminação do sujeito leva o
8) Os substantivos acompanhados de numerais precedidos de artigo verbo para a 3ª pessoa do singular.
vão para o singular ou para o plural. Precisa-se de funcionários.
Já estudei o primeiro e o segundo livro (livros). 7) A expressão UM E OUTRO pede o substantivo que a acompanha no
9) Os substantivos acompanhados de numerais em que o primeiro vier singular e o verbo no singular ou no plural.
precedido de artigo e o segundo não vão para o plural. Um e outro texto me satisfaz. (ou satisfazem)
Já estudei o primeiro e segundo livros. 8) A expressão UM DOS QUE pede o verbo no singular ou no plural.
10) O substantivo anteposto aos numerais vai para o plural. Ele é um dos autores que viajou (viajaram) para o Sul.
Já li os capítulos primeiro e segundo do novo livro. 9) A expressão MAIS DE UM pede o verbo no singular.
11) As palavras: MESMO, PRÓPRIO e SÓ concordam com o nome a Mais de um jurado fez justiça à minha música.
que se referem. 10) As palavras: TUDO, NADA, ALGUÉM, ALGO, NINGUÉM, quando
Ela mesma veio até aqui. empregadas como sujeito e derem ideia de síntese, pedem o verbo
Eles chegaram sós. no singular.
Eles próprios escreveram. As casas, as fábricas, as ruas, tudo parecia poluição.
12) A palavra OBRIGADO concorda com o nome a que se refere. 11) Os verbos DAR, BATER e SOAR, indicando hora, acompanham o
Muito obrigado. (masculino singular) sujeito.
Muito obrigada. (feminino singular). Deu uma hora.
13) A palavra MEIO concorda com o substantivo quando é adjetivo e fica Deram três horas.
invariável quando é advérbio. Bateram cinco horas.
Quero meio quilo de café. Naquele relógio já soaram duas horas.
Minha mãe está meio exausta. 12) A partícula expletiva ou de realce É QUE é invariável e o verbo da
É meio-dia e meia. (hora) frase em que é empregada concorda normalmente com o sujeito.
14) As palavras ANEXO, INCLUSO e JUNTO concordam com o substan- Ela é que faz as bolas.
tivo a que se referem. Eu é que escrevo os programas.
Trouxe anexas as fotografias que você me pediu. 13) O verbo concorda com o pronome antecedente quando o sujeito é
A expressão em anexo é invariável. um pronome relativo.
Trouxe em anexo estas fotos. Ele, que chegou atrasado, fez a melhor prova.
15) Os adjetivos ALTO, BARATO, CONFUSO, FALSO, etc, que substitu- Fui eu que fiz a lição
em advérbios em MENTE, permanecem invariáveis. Quando a LIÇÃO é pronome relativo, há várias construções possí-
Vocês falaram alto demais. veis.
O combustível custava barato. • que: Fui eu que fiz a lição.
Você leu confuso. • quem: Fui eu quem fez a lição.
Ela jura falso. • o que: Fui eu o que fez a lição.

16) CARO, BASTANTE, LONGE, se advérbios, não variam, se adjetivos, 14) Verbos impessoais - como não possuem sujeito, deixam o verbo na
sofrem variação normalmente. terceira pessoa do singular. Acompanhados de auxiliar, transmitem a
Esses pneus custam caro. este sua impessoalidade.
Conversei bastante com eles. Chove a cântaros. Ventou muito ontem.
Conversei com bastantes pessoas. Deve haver muitas pessoas na fila. Pode haver brigas e discussões.
Estas crianças moram longe.
Conheci longes terras. CONCORDÂNCIA DOS VERBOS SER E PARECER

CONCORDÂNCIA VERBAL 1) Nos predicados nominais, com o sujeito representado por um dos
pronomes TUDO, NADA, ISTO, ISSO, AQUILO, os verbos SER e PA-
CASOS GERAIS RECER concordam com o predicativo.
Tudo são esperanças.
Aquilo parecem ilusões.
Aquilo é ilusão.
1) O verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.

Língua Portuguesa 39 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2) Nas orações iniciadas por pronomes interrogativos, o verbo SER con- O médico assistiu o doente.
corda sempre com o nome ou pronome que vier depois. • PRESENCIAR, ESTAR PRESENTE - objeto direto
Que são florestas equatoriais? Assistimos a um belo espetáculo.
Quem eram aqueles homens? • SER-LHE PERMITIDO - objeto indireto
Assiste-lhe o direito.
3) Nas indicações de horas, datas, distâncias, a concordância se fará com
a expressão numérica. 8. ATENDER - dar atenção
São oito horas. Atendi ao pedido do aluno.
Hoje são 19 de setembro. • CONSIDERAR, ACOLHER COM ATENÇÃO - objeto direto
De Botafogo ao Leblon são oito quilômetros. Atenderam o freguês com simpatia.

4) Com o predicado nominal indicando suficiência ou falta, o verbo SER 9. QUERER - desejar, querer, possuir - objeto direto
fica no singular. A moça queria um vestido novo.
Três batalhões é muito pouco. • GOSTAR DE, ESTIMAR, PREZAR - objeto indireto
Trinta milhões de dólares é muito dinheiro. O professor queria muito a seus alunos.

5) Quando o sujeito é pessoa, o verbo SER fica no singular. 10. VISAR - almejar, desejar - objeto indireto
Maria era as flores da casa. Todos visamos a um futuro melhor.
O homem é cinzas. • APONTAR, MIRAR - objeto direto
O artilheiro visou a meta quando fez o gol.
6) Quando o sujeito é constituído de verbos no infinitivo, o verbo SER • pör o sinal de visto - objeto direto
concorda com o predicativo. O gerente visou todos os cheques que entraram naquele dia.
Dançar e cantar é a sua atividade.
Estudar e trabalhar são as minhas atividades. 11. OBEDECER e DESOBEDECER - constrói-se com objeto indireto
Devemos obedecer aos superiores.
7) Quando o sujeito ou o predicativo for pronome pessoal, o verbo SER Desobedeceram às leis do trânsito.
concorda com o pronome.
A ciência, mestres, sois vós. 12. MORAR, RESIDIR, SITUAR-SE, ESTABELECER-SE
Em minha turma, o líder sou eu. • exigem na sua regência a preposição EM
O armazém está situado na Farrapos.
8) Quando o verbo PARECER estiver seguido de outro verbo no infinitivo, Ele estabeleceu-se na Avenida São João.
apenas um deles deve ser flexionado.
Os meninos parecem gostar dos brinquedos. 13. PROCEDER - no sentido de "ter fundamento" é intransitivo.
Os meninos parece gostarem dos brinquedos. Essas tuas justificativas não procedem.
• no sentido de originar-se, descender, derivar, proceder, constrói-se
REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL com a preposição DE.
Algumas palavras da Língua Portuguesa procedem do tupi-guarani
• no sentido de dar início, realizar, é construído com a preposição A.
Regência é o processo sintático no qual um termo depende gramati- O secretário procedeu à leitura da carta.
calmente do outro.
14. ESQUECER E LEMBRAR
A regência nominal trata dos complementos dos nomes (substantivos e • quando não forem pronominais, constrói-se com objeto direto:
adjetivos). Esqueci o nome desta aluna.
Lembrei o recado, assim que o vi.
Exemplos: • quando forem pronominais, constrói-se com objeto indireto:
Esqueceram-se da reunião de hoje.
- acesso: A = aproximação - AMOR: A, DE, PARA, PARA COM Lembrei-me da sua fisionomia.
EM = promoção - aversão: A, EM, PARA, POR
PARA = passagem 15. Verbos que exigem objeto direto para coisa e indireto para pessoa.
• perdoar - Perdoei as ofensas aos inimigos.
A regência verbal trata dos complementos do verbo. • pagar - Pago o 13° aos professores.
• dar - Daremos esmolas ao pobre.
• emprestar - Emprestei dinheiro ao colega.
ALGUNS VERBOS E SUA REGÊNCIA CORRETA
• ensinar - Ensino a tabuada aos alunos.
1. ASPIRAR - atrair para os pulmões (transitivo direto)
• agradecer - Agradeço as graças a Deus.
• pretender (transitivo indireto)
• pedir - Pedi um favor ao colega.
No sítio, aspiro o ar puro da montanha.
Nossa equipe aspira ao troféu de campeã.
16. IMPLICAR - no sentido de acarretar, resultar, exige objeto direto:
2. OBEDECER - transitivo indireto
O amor implica renúncia.
Devemos obedecer aos sinais de trânsito.
• no sentido de antipatizar, ter má vontade, constrói-se com a preposição
3. PAGAR - transitivo direto e indireto
COM:
Já paguei um jantar a você.
O professor implicava com os alunos
4. PERDOAR - transitivo direto e indireto.
• no sentido de envolver-se, comprometer-se, constrói-se com a preposi-
Já perdoei aos meus inimigos as ofensas.
ção EM:
5. PREFERIR - (= gostar mais de) transitivo direto e indireto
Implicou-se na briga e saiu ferido
Prefiro Comunicação à Matemática.
17. IR - quando indica tempo definido, determinado, requer a preposição A:
6. INFORMAR - transitivo direto e indireto.
Ele foi a São Paulo para resolver negócios.
Informei-lhe o problema.
quando indica tempo indefinido, indeterminado, requer PARA:
Depois de aposentado, irá definitivamente para o Mato Grosso.
7. ASSISTIR - morar, residir:
Assisto em Porto Alegre.
18. CUSTAR - Empregado com o sentido de ser difícil, não tem pessoa
• amparar, socorrer, objeto direto

Língua Portuguesa 40 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
como sujeito: Nas questões de números 08 e 09, assinale a alternativa cujas pala-
O sujeito será sempre "a coisa difícil", e ele só poderá aparecer na 3ª vras completam, correta e respectivamente, as frases dadas.
pessoa do singular, acompanhada do pronome oblíquo. Quem sente di-
ficuldade, será objeto indireto. 08. Os pesquisadores trataram de avaliar visão público financiamento
Custou-me confiar nele novamente. estatal ciência e tecnologia.
Custar-te-á aceitá-la como nora. (A) à ... sobre o ... do ... para
(B) a ... ao ... do ... para
PROVA SIMULADA (C) à ... do ... sobre o ... a
(D) à ... ao ... sobre o ... à
01. Assinale a alternativa correta quanto ao uso e à grafia das palavras. (E) a ... do ... sobre o ... à
(A) Na atual conjetura, nada mais se pode fazer.
(B) O chefe deferia da opinião dos subordinados. 09. Quanto perfil desejado, com vistas qualidade dos candidatos, a
(C) O processo foi julgado em segunda estância. franqueadora procura ser muito mais criteriosa ao contratá-los, pois
(D) O problema passou despercebido na votação. eles devem estar aptos comercializar seus produtos.
(E) Os criminosos espiariam suas culpas no exílio. (A) ao ... a ... à
(B) àquele ... à ... à
02. A alternativa correta quanto ao uso dos verbos é: (C) àquele...à ... a
(A) Quando ele vir suas notas, ficará muito feliz. (D) ao ... à ... à
(B) Ele reaveu, logo, os bens que havia perdido. (E) àquele ... a ... a
(C) A colega não se contera diante da situação.
(D) Se ele ver você na rua, não ficará contente. 10. Assinale a alternativa gramaticalmente correta de acordo com a
(E) Quando você vir estudar, traga seus livros. norma culta.
(A) Bancos de dados científicos terão seu alcance ampliado. E isso
03. O particípio verbal está corretamente empregado em: trarão grandes benefícios às pesquisas.
(A) Não estaríamos salvados sem a ajuda dos barcos. (B) Fazem vários anos que essa empresa constrói parques, colaborando
(B) Os garis tinham chego às ruas às dezessete horas. com o meio ambiente.
(C) O criminoso foi pego na noite seguinte à do crime. (C) Laboratórios de análise clínica tem investido em institutos, desenvol-
(D) O rapaz já tinha abrido as portas quando chegamos. vendo projetos na área médica.
(E) A faxineira tinha refazido a limpeza da casa toda. (D) Havia algumas estatísticas auspiciosas e outras preocupantes apre-
sentadas pelos economistas.
04. Assinale a alternativa que dá continuidade ao texto abaixo, em (E) Os efeitos nocivos aos recifes de corais surge para quem vive no
conformidade com a norma culta. litoral ou aproveitam férias ali.
Nem só de beleza vive a madrepérola ou nácar. Essa substância do
interior da concha de moluscos reúne outras características interes- 11. A frase correta de acordo com o padrão culto é:
santes, como resistência e flexibilidade. (A) Não vejo mal no Presidente emitir medidas de emergência devido às
(A) Se puder ser moldada, daria ótimo material para a confecção de chuvas.
componentes para a indústria. (B) Antes de estes requisitos serem cumpridos, não receberemos recla-
(B) Se pudesse ser moldada, dá ótimo material para a confecção de mações.
componentes para a indústria. (C) Para mim construir um país mais justo, preciso de maior apoio à
(C) Se pode ser moldada, dá ótimo material para a confecção de com- cultura.
ponentes para a indústria. (D) Apesar do advogado ter defendido o réu, este não foi poupado da
(D) Se puder ser moldada, dava ótimo material para a confecção de culpa.
componentes para a indústria. (E) Faltam conferir três pacotes da mercadoria.
(E) Se pudesse ser moldada, daria ótimo material para a confecção de
componentes para a indústria. 12. A maior parte das empresas de franquia pretende expandir os negó-
cios das empresas de franquia pelo contato direto com os possíveis
05. O uso indiscriminado do gerúndio tem-se constituído num problema investidores, por meio de entrevistas. Esse contato para fins de sele-
para a expressão culta da língua. Indique a única alternativa em que ção não só permite às empresas avaliar os investidores com relação
ele está empregado conforme o padrão culto. aos negócios, mas também identificar o perfil desejado dos investido-
(A) Após aquele treinamento, a corretora está falando muito bem. res.
(B) Nós vamos estar analisando seus dados cadastrais ainda hoje. (Texto adaptado)
(C) Não haverá demora, o senhor pode estar aguardando na linha. Para eliminar as repetições, os pronomes apropriados para substituir
(D) No próximo sábado, procuraremos estar liberando o seu carro. as expressões: das empresas de franquia, às empresas, os investi-
(E) Breve, queremos estar entregando as chaves de sua nova casa. dores e dos investidores, no texto, são, respectivamente:
(A) seus ... lhes ... los ... lhes
06. De acordo com a norma culta, a concordância nominal e verbal está (B) delas ... a elas ... lhes ... deles
correta em: (C) seus ... nas ... los ... deles
(A) As características do solo são as mais variadas possível. (D) delas ... a elas ... lhes ... seu
(B) A olhos vistos Lúcia envelhecia mais do que rapidamente. (E) seus ... lhes ... eles ... neles
(C) Envio-lhe, em anexos, a declaração de bens solicitada.
(D) Ela parecia meia confusa ao dar aquelas explicações. 13. Assinale a alternativa em que se colocam os pronomes de acordo
(E) Qualquer que sejam as dúvidas, procure saná-las logo. com o padrão culto.
(A) Quando possível, transmitirei-lhes mais informações.
07. Assinale a alternativa em que se respeitam as normas cultas de (B) Estas ordens, espero que cumpram-se religiosamente.
flexão de grau. (C) O diálogo a que me propus ontem, continua válido.
(A) Nas situações críticas, protegia o colega de quem era amiquíssimo. (D) Sua decisão não causou-lhe a felicidade esperada.
(B) Mesmo sendo o Canadá friosíssimo, optou por permanecer lá duran- (E) Me transmita as novidades quando chegar de Paris.
te as férias.
(C) No salto, sem concorrentes, seu desempenho era melhor de todos. 14. O pronome oblíquo representa a combinação das funções de objeto
(D) Diante dos problemas, ansiava por um resultado mais bom que ruim. direto e indireto em:
(E) Comprou uns copos baratos, de cristal, da mais malíssima qualidade. (A) Apresentou-se agora uma boa ocasião.
(B) A lição, vou fazê-la ainda hoje mesmo.

Língua Portuguesa 41 A Opção Certa Para a Sua Realização


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(C) Atribuímos-lhes agora uma pesada tarefa. III. os dois quê(s) introduzem orações adverbiais;
(D) A conta, deixamo-la para ser revisada. IV. de registro é um adjunto adnominal de livro.
(E) Essa história, contar-lha-ei assim que puder. Está correto o contido apenas em
(A) II e IV.
15. Desejava o diploma, por isso lutou para obtê-lo. (B) III e IV.
Substituindo-se as formas verbais de desejar, lutar e obter pelos (C) I, II e III.
respectivos substantivos a elas correspondentes, a frase correta é: (D) I, II e IV.
(A) O desejo do diploma levou-o a lutar por sua obtenção. (E) I, III e IV.
(B) O desejo do diploma levou-o à luta em obtê-lo.
(C) O desejo do diploma levou-o à luta pela sua obtenção. 21. O Meretíssimo Juiz da 1.ª Vara Cível devia providenciar a leitura do
(D) Desejoso do diploma foi à luta pela sua obtenção. acórdão, e ainda não o fez. Analise os itens relativos a esse trecho:
(E) Desejoso do diploma foi lutar por obtê-lo. I. as palavras Meretíssimo e Cível estão incorretamente grafadas;
II. ainda é um adjunto adverbial que exclui a possibilidade da leitura
16. Ao Senhor Diretor de Relações Públicas da Secretaria de Educação pelo Juiz;
do Estado de São Paulo. Face à proximidade da data de inauguração III. o e foi usado para indicar oposição, com valor adversativo equivalen-
de nosso Teatro Educativo, por ordem de , Doutor XXX, Digníssimo te ao da palavra mas;
Secretário da Educação do Estado de YYY, solicitamos a máxima IV. em ainda não o fez, o o equivale a isso, significando leitura do acór-
urgência na antecipação do envio dos primeiros convites para o Ex- dão, e fez adquire o respectivo sentido de devia providenciar.
celentíssimo Senhor Governador do Estado de São Paulo, o Reve- Está correto o contido apenas em
rendíssimo Cardeal da Arquidiocese de São Paulo e os Reitores das (A) II e IV.
Universidades Paulistas, para que essas autoridades possam se (B) III e IV.
programar e participar do referido evento. (C) I, II e III.
Atenciosamente, (D) I, III e IV.
ZZZ (E) II, III e IV.
Assistente de Gabinete.
De acordo com os cargos das diferentes autoridades, as lacunas 22. O rapaz era campeão de tênis. O nome do rapaz saiu nos jornais.
são correta e adequadamente preenchidas, respectivamente, por Ao transformar os dois períodos simples num único período compos-
(A) Ilustríssimo ... Sua Excelência ... Magníficos to, a alternativa correta é:
(B) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Magníficos (A) O rapaz cujo nome saiu nos jornais era campeão de tênis.
(C) Ilustríssimo ... Vossa Excelência ... Excelentíssimos (B) O rapaz que o nome saiu nos jornais era campeão de tênis.
(D) Excelentíssimo ... Sua Senhoria ... Excelentíssimos (C) O rapaz era campeão de tênis, já que seu nome saiu nos jornais.
(E) Ilustríssimo ... Vossa Senhoria ... Digníssimos (D) O nome do rapaz onde era campeão de tênis saiu nos jornais.
(E) O nome do rapaz que saiu nos jornais era campeão de tênis.
17. Assinale a alternativa em que, de acordo com a norma culta, se
respeitam as regras de pontuação. 23. O jardineiro daquele vizinho cuidadoso podou, ontem, os enfraqueci-
(A) Por sinal, o próprio Senhor Governador, na última entrevista, revelou, dos galhos da velha árvore.
que temos uma arrecadação bem maior que a prevista. Assinale a alternativa correta para interrogar, respectivamente, sobre
(B) Indagamos, sabendo que a resposta é obvia: que se deve a uma o adjunto adnominal de jardineiro e o objeto direto de podar.
sociedade inerte diante do desrespeito à sua própria lei? Nada. (A) Quem podou? e Quando podou?
(C) O cidadão, foi preso em flagrante e, interrogado pela Autoridade (B) Qual jardineiro? e Galhos de quê?
Policial, confessou sua participação no referido furto. (C) Que jardineiro? e Podou o quê?
(D) Quer-nos parecer, todavia, que a melhor solução, no caso deste (D) Que vizinho? e Que galhos?
funcionário, seja aquela sugerida, pela própria chefia. (E) Quando podou? e Podou o quê?
(E) Impunha-se, pois, a recuperação dos documentos: as certidões
negativas, de débitos e os extratos, bancários solicitados. 24. O público observava a agitação dos lanterninhas da plateia.
Sem pontuação e sem entonação, a frase acima tem duas possibili-
18. O termo oração, entendido como uma construção com sujeito e dades de leitura. Elimina-se essa ambiguidade pelo estabelecimento
predicado que formam um período simples, se aplica, adequadamen- correto das relações entre seus termos e pela sua adequada pontua-
te, apenas a: ção em:
(A) Amanhã, tempo instável, sujeito a chuvas esparsas no litoral. (A) O público da plateia, observava a agitação dos lanterninhas.
(B) O vigia abandonou a guarita, assim que cumpriu seu período. (B) O público observava a agitação da plateia, dos lanterninhas.
(C) O passeio foi adiado para julho, por não ser época de chuvas. (C) O público observava a agitação, dos lanterninhas da plateia.
(D) Muito riso, pouco siso – provérbio apropriado à falta de juízo. (D) Da plateia o público, observava a agitação dos lanterninhas.
(E) Os concorrentes à vaga de carteiro submeteram-se a exames. (E) Da plateia, o público observava a agitação dos lanterninhas.

Leia o período para responder às questões de números 19 e 20. 25. Felizmente, ninguém se machucou.
Lentamente, o navio foi se afastando da costa.
O livro de registro do processo que você procurava era o que estava Considere:
sobre o balcão. I. felizmente completa o sentido do verbo machucar;
II. felizmente e lentamente classificam-se como adjuntos adverbiais de
19. No período, os pronomes o e que, na respectiva sequência, remetem modo;
a III. felizmente se refere ao modo como o falante se coloca diante do
(A) processo e livro. fato;
(B) livro do processo. IV. lentamente especifica a forma de o navio se afastar;
(C) processos e processo. V. felizmente e lentamente são caracterizadores de substantivos.
(D) livro de registro. Está correto o contido apenas em
(E) registro e processo. (A) I, II e III.
(B) I, II e IV.
20. Analise as proposições de números I a IV com base no período (C) I, III e IV.
acima: (D) II, III e IV.
I. há, no período, duas orações; (E) III, IV e V.
II. o livro de registro do processo era o, é a oração principal;

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26. O segmento adequado para ampliar a frase – Ele comprou o carro..., ples.
indicando concessão, é: Veja, ed. 1735
(A) para poder trabalhar fora.
(B) como havia programado. 31. O título dado ao texto se justifica porque:
(C) assim que recebeu o prêmio. A) a miséria abrange grande parte de nossa população;
(D) porque conseguiu um desconto. B) a miséria é culpa da classe dominante;
(E) apesar do preço muito elevado. C) todos os governantes colaboraram para a miséria comum;
D) a miséria deveria ser preocupação de todos nós;
27. É importante que todos participem da reunião. E) um mal tão intenso atinge indistintamente a todos.
O segmento que todos participem da reunião, em relação a
É importante, é uma oração subordinada 32. A primeira pergunta - ''Como entender a resistência da miséria no
(A) adjetiva com valor restritivo. Brasil, uma chaga social que remonta aos primórdios da coloniza-
(B) substantiva com a função de sujeito. ção?'':
(C) substantiva com a função de objeto direto. A) tem sua resposta dada no último parágrafo;
(D) adverbial com valor condicional. B) representa o tema central de todo o texto;
(E) substantiva com a função de predicativo. C) é só uma motivação para a leitura do texto;
D) é uma pergunta retórica, à qual não cabe resposta;
28. Ele realizou o trabalho como seu chefe o orientou. A relação estabe- E) é uma das perguntas do texto que ficam sem resposta.
lecida pelo termo como é de
(A) comparatividade. 33. Após a leitura do texto, só NÃO se pode dizer da miséria no Brasil
(B) adição. que ela:
(C) conformidade. A) é culpa dos governos recentes, apesar de seu trabalho produtivo em
(D) explicação. outras áreas;
(E) consequência. B) tem manifestações violentas, como a criminalidade nas grandes
cidades;
29. A região alvo da expansão das empresas, _____, das redes de C) atinge milhões de habitantes, embora alguns deles não apareçam
franquias, é a Sudeste, ______ as demais regiões também serão para a classe dominante;
contempladas em diferentes proporções; haverá, ______, planos di- D) é de difícil compreensão, já que sua presença não se coaduna com a
versificados de acordo com as possibilidades de investimento dos de outros indicadores sociais;
possíveis franqueados. E) tem razões históricas e se mantém em níveis estáveis nas últimas
A alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas e décadas.
relaciona corretamente as ideias do texto, é:
(A) digo ... portanto ... mas 34. O melhor resumo das sete primeiras linhas do texto é:
(B) como ... pois ... mas A) Entender a miséria no Brasil é impossível, já que todos os outros
(C) ou seja ... embora ... pois indicadores sociais melhoraram;
(D) ou seja ... mas ... portanto B) Desde os primórdios da colonização a miséria existe no Brasil e se
(E) isto é ... mas ... como mantém onipresente;
C) A miséria no Brasil tem fundo histórico e foi alimentada por governos
30. Assim que as empresas concluírem o processo de seleção dos incompetentes;
investidores, os locais das futuras lojas de franquia serão divulgados. D) Embora os indicadores sociais mostrem progresso em muitas áreas,
A alternativa correta para substituir Assim que as empresas concluí- a miséria ainda atinge uma pequena parte de nosso povo;
rem o processo de seleção dos investidores por uma oração reduzi- E) Todos os indicadores sociais melhoraram exceto o indicador da
da, sem alterar o sentido da frase, é: miséria que leva à criminalidade.
(A) Porque concluindo o processo de seleção dos investidores ...
(B) Concluído o processo de seleção dos investidores ... 35. As marcas de progresso em nosso país são dadas com apoio na
(C) Depois que concluíssem o processo de seleção dos investidores ... quantidade, exceto:
(D) Se concluído do processo de seleção dos investidores... A) frequência escolar;
(E) Quando tiverem concluído o processo de seleção dos investidores ... B) liderança diplomática;
C) mortalidade infantil;
A MISÉRIA É DE TODOS NÓS D) analfabetismo;
Como entender a resistência da miséria no Brasil, uma chaga social E) desempenho econômico.
que remonta aos primórdios da colonização? No decorrer das últimas
décadas, enquanto a miséria se mantinha mais ou menos do mesmo tama- 36. ''No campo diplomático, começa a exercitar seus músculos.''; com
nho, todos os indicadores sociais brasileiros melhoraram. Há mais crianças essa frase, o jornalista quer dizer que o Brasil:
em idade escolar frequentando aulas atualmente do que em qualquer outro A) já está suficientemente forte para começar a exercer sua liderança
período da nossa história. As taxas de analfabetismo e mortalidade infantil na América Latina;
também são as menores desde que se passou a registrá-las nacionalmen- B) já mostra que é mais forte que seus países vizinhos;
te. O Brasil figura entre as dez nações de economia mais forte do mundo. C) está iniciando seu trabalho diplomático a fim de marcar presença no
No campo diplomático, começa a exercitar seus músculos. Vem firmando cenário exterior;
uma inconteste liderança política regional na América Latina, ao mesmo D) pretende mostrar ao mundo e aos países vizinhos que já é suficien-
tempo que atrai a simpatia do Terceiro Mundo por ter se tornado um forte temente forte para tornar-se líder;
oponente das injustas políticas de comércio dos países ricos. E) ainda é inexperiente no trato com a política exterior.
Apesar de todos esses avanços, a miséria resiste. 37. Segundo o texto, ''A miséria é onipresente'' embora:
Embora em algumas de suas ocorrências, especialmente na zona rural, A) apareça algumas vezes nas grandes cidades;
esteja confinada a bolsões invisíveis aos olhos dos brasileiros mais bem B) se manifeste de formas distintas;
posicionados na escala social, a miséria é onipresente. Nas grandes cida- C) esteja escondida dos olhos de alguns;
des, com aterrorizante frequência, ela atravessa o fosso social profundo e D) seja combatida pelas autoridades;
se manifesta de forma violenta. A mais assustadora dessas manifestações E) se torne mais disseminada e cruel.
é a criminalidade, que, se não tem na pobreza sua única causa, certamente
em razão dela se tornou mais disseminada e cruel. Explicar a resistência da 38. ''...não é uma empreitada simples'' equivale a dizer que é uma em-
pobreza extrema entre milhões de habitantes não é uma empreitada sim- preitada complexa; o item em que essa equivalência é feita de forma

Língua Portuguesa 43 A Opção Certa Para a Sua Realização


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INCORRETA é: A) registro de fatos históricos em ordem cronológica;
A) não é uma preocupação geral = é uma preocupação superficial; B) pequeno texto descritivo geralmente baseado em fatos do cotidiano;
B) não é uma pessoa apática = é uma pessoa dinâmica; C) seção ou coluna de jornal sobre tema especializado;
C) não é uma questão vital = é uma questão desimportante; D) texto narrativo de pequena extensão, de conteúdo e estrutura bas-
D) não é um problema universal = é um problema particular; tante variados;
E) não é uma cópia ampliada = é uma cópia reduzida. E) pequeno conto com comentários, sobre temas atuais.

39. ''...enquanto a miséria se mantinha...''; colocando-se o verbo desse 42 O texto começa com os tempos verbais no pretérito imperfeito -
segmento do texto no futuro do subjuntivo, a forma correta seria: vinha, faltavam - e, depois, ocorre a mudança para o pretérito perfei-
A) mantiver; B) manter; C)manterá; D)manteria; to - olhei, vi etc.; essa mudança marca a passagem:
E) mantenha. A) do passado para o presente;
B) da descrição para a narração;
40. A forma de infinitivo que aparece substantivada nos segmentos C) do impessoal para o pessoal;
abaixo é: D) do geral para o específico;
A) ''Como entender a resistência da miséria...''; E) do positivo para o negativo.
B) ''No decorrer das últimas décadas...'';
C) ''...desde que se passou a registrá-las...''; 43 ''...olhei para o lado e vi, junto à parede, antes da esquina, ALGO que
D) ''...começa a exercitar seus músculos.''; me pareceu uma trouxa de roupa...''; o uso do termo destacado se
E) ''...por ter se tornado um forte oponente...''. deve a que:
A) o autor pretende comparar o menino a uma coisa;
PROTESTO TÍMIDO B) o cronista antecipa a visão do menor abandonado como um traste
Ainda há pouco eu vinha para casa a pé, feliz da minha vida e faltavam inútil;
dez minutos para a meia-noite. Perto da Praça General Osório, olhei para o C) a situação do fato não permite a perfeita identificação do menino;
lado e vi, junto à parede, antes da esquina, algo que me pareceu uma D) esse pronome indefinido tem valor pejorativo;
trouxa de roupa, um saco de lixo. Alguns passos mais e pude ver que era E) o emprego desse pronome ocorre em relação a coisas ou a pesso-
um menino. as.

Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais. Deitado de lado, bra- 44 ''Ainda há pouco eu vinha para casa a pé,...''; veja as quatro frases a
ços dobrados como dois gravetos, as mãos protegendo a cabeça. Tinha os seguir:
gambitos também encolhidos e enfiados dentro da camisa de meia esbura- I- Daqui há pouco vou sair.
cada, para se defender contra o frio da noite. Estava dormindo, como podia I- Está no Rio há duas semanas.
estar morto. Outros, como eu, iam passando, sem tomar conhecimento de III - Não almoço há cerca de três dias.
sua existência. Não era um ser humano, era um bicho, um saco de lixo IV - Estamos há cerca de três dias de nosso destino.
mesmo, um traste inútil, abandonado sobre a calçada. Um menor abando- As frases que apresentam corretamente o emprego do verbo haver
nado. são:
A) I - II
Quem nunca viu um menor abandonado? A cinco passos, na casa de B) I - III
sucos de frutas, vários casais de jovens tomavam sucos de frutas, alguns C) II - IV
mastigavam sanduíches. Além, na esquina da praça, o carro da radiopatru- D) I - IV
lha estacionado, dois boinas-pretas conversando do lado de fora. Ninguém E) II - III
tomava conhecimento da existência do menino.
45 O comentário correto sobre os elementos do primeiro parágrafo do
Segundo as estatísticas, como ele existem nada menos que 25 milhões texto é:
no Brasil, que se pode fazer? Qual seria a reação do menino se eu o acor- A) o cronista situa no tempo e no espaço os acontecimentos abordados
dasse para lhe dar todo o dinheiro que trazia no bolso? Resolveria o seu na crônica;
problema? O problema do menor abandonado? A injustiça social? B) o cronista sofre uma limitação psicológica ao ver o menino
(....) C) a semelhança entre o menino abandonado e uma trouxa de roupa é
a sujeira;
Vinte e cinco milhões de menores - um dado abstrato, que a imagina- D) a localização do fato perto da meia-noite não tem importância para o
ção não alcança. Um menino sem pai nem mãe, sem o que comer nem texto;
onde dormir - isto é um menor abandonado. Para entender, só mesmo E) os fatos abordados nesse parágrafo já justificam o título da crônica.
imaginando meu filho largado no mundo aos seis, oito ou dez anos de
idade, sem ter para onde ir nem para quem apelar. Imagino que ele venha a
ser um desses que se esgueiram como ratos em torno aos botequins e 46 Boinas-pretas é um substantivo composto que faz o plural da mesma
lanchonetes e nos importunam cutucando-nos de leve - gesto que nos forma que:
desperta mal contida irritação - para nos pedir um trocado. Não temos A) salvo-conduto;
disposição sequer para olhá-lo e simplesmente o atendemos (ou não) para B) abaixo-assinado;
nos livrarmos depressa de sua incômoda presença. Com o sentimento que C) salário-família;
sufocamos no coração, escreveríamos toda a obra de Dickens. Mas esta- D) banana-prata;
mos em pleno século XX, vivendo a era do progresso para o Brasil, con- E) alto-falante.
quistando um futuro melhor para os nossos filhos. Até lá, que o menor
abandonado não chateie, isto é problema para o juizado de menores. 47 A descrição do menino abandonado é feita no segundo parágrafo do
Mesmo porque são todos delinquentes, pivetes na escola do crime, cedo texto; o que NÃO se pode dizer do processo empregado para isso é
terminarão na cadeia ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte. que o autor:
A) se utiliza de comparações depreciativas;
Pode ser. Mas a verdade é que hoje eu vi meu filho dormindo na rua, B) lança mão de vocábulo animalizador;
exposto ao frio da noite, e além de nada ter feito por ele, ainda o confundi C) centraliza sua atenção nos aspectos físicos do menino;
com um monte de lixo. D) mostra precisão em todos os dados fornecidos;
Fernando Sabino E) usa grande número de termos adjetivadores.

41 Uma crônica, como a que você acaba de ler, tem como melhor 48 ''Estava dormindo, como podia estar morto''; esse segmento do texto
definição: significa que:

Língua Portuguesa 44 A Opção Certa Para a Sua Realização


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A) a aparência do menino não permitia saber se dormia ou estava e) a ciência não é moral nem imoral; é amoral.
morto;
B) a posição do menino era idêntica à de um morto; 6. Assinale a frase com sujeito indeterminado:
C) para os transeuntes, não fazia diferença estar o menino dormindo ou a) consertam-se relógios;
morto; b) falaram na sessão todos os oradores inscritos;
D) não havia diferença, para a descrição feita, se o menino estava c) disseram que o Concurso não será fácil;
dormindo ou morto; d) os beija-flores pairam no ar e sugam o pólen das flores;
E) o cronista não sabia sobre a real situação do menino. e) construíram-se muitas estradas no interior do Brasil.

49 Alguns textos, como este, trazem referências de outros momentos 7. Assinale a única frase com verbo de ligação:
históricos de nosso país; o segmento do texto em que isso ocorre é: a) continuamos em silêncio durante muito tempo;
A) ''Perto da Praça General Osório, olhei para o lado e vi...''; b) apesar da chuva, fiquei no meu posto;
B) ''...ou crivados de balas pelo Esquadrão da Morte''; c) vivi em Itabira alguns anos;
C) ''...escreveríamos toda a obra de Dickens''; d) andei longes terras à procura de solução;
D) ''...isto é problema para o juizado de menores''; e) permanecemos no colégio a manhã inteira.
E) ''Escurinho, de seus seis ou sete anos, não mais''.
8. Assinale a opção em que o termo grifado NÃO apresenta o valor circuns-
50 ''... era um bicho...''; a figura de linguagem presente neste segmento tancial indicado entre parênteses:
do texto é uma: a) “ia pelo corredor que o velho José Paulino fizera” (lugar);
A) metonímia; b) “no outro dia não voltou mais para trabalhar” (tempo) ;
B) comparação ou símile; c) “o mestre estremeceu com a palavra do homem” (instrumento) ;
C) metáfora; d) “faria alpercatas fortes para romper a terra dura das caatingas” (fim);
D) prosopopeia; e) “lá para fora José Passarinho cantava baixinho” (modo).
E) personificação.
9. Assinale a opção em que a preposição de manifesta o mesmo valor que
RESPOSTAS – PROVA I apresenta em “ (....) e corou da alusão que havia em suas palavras.”
01. D 11. B 21. B 31. D 41. D a) as crianças sorriam de frio;
02. A 12. A 22. A 32. B 42. B b) vieram hoje de Recife;
03. C 13. C 23. C 33. A 43. C c) tinha no dedo um anel de ouro;
04. E 14. E 24. E 34. A 44. E d) sempre trabalhei de noite;
05. A 15. C 25. D 35. B 45. A e) alimentava-se apenas de pão e água.
06. B 16. A 26. E 36. C 46. A
07. D 17. B 27. B 37. C 47. D 10. Assinale a opção em que a preposição de exprime a mesma ideia que
08. E 18. E 28. C 38. A 48. C possui em “... a cair de fome.”
09. C 19. D 29. D 39. A 49. B a) de tanto chorar, os seus olhos ficaram inchados;
10. D 20. A 30. B 40. B 50. C b) de noite todos os gatos são pardos;
c) chegaram hoje cedo de Pernambuco;
PROVA SIMULADA II d) devemos nutrir o espírito de boas leituras;
e) carregava no bolso um relógio de ouro.
1. O elemento grifado está corretamente classificado, EXCETO em:
a) o filme é impróprio para menores; (complemento nominal) 11. Assinale o item em que o verbo deve ir obrigatoriamente para a 3ª
b) ignoro onde estão seus conhecimentos; (adjunto adverbial de lugar) pessoa do plural:
c) deve-se ser tolerante com o próximo; (adjunto adnominal) a) vive-se bem no Nordeste;
d) em teu pensamento, serei apenas lembrança; (predicativo do sujeito) b) necessita-se de datilógrafos;
e) há acontecimentos em minha vida de que não gosto. (objeto indireto) c) procura-se secretárias estenógrafas;
d) admite-se secretária bilíngüe;
2. Todas as alternativas contêm predicado nominal, EXCETO em: e) dispõe-se de incentivos estrangeiros.
a) a casa, de longe, parecia um monstro;
b) aquele amor deixava-o insensível: 12. Na passagem “. . . um cego que me puxava as orelhas...”, o prono-
c) ultimamente andava muito nervoso; me me indica posse (por isso podendo ser analisado como adjunto adno-
d) fique certo: eu não sou você; minal). Da mesma forma ocorre com o pronome grifado em:
e) o tempo está chuvoso, sombrio. a) tenho-lhe ódio;
b) escuto-lhe a voz;
3. Assinale a única frase com predicado nominal: c) ela me tratava bem;
a) os alunos permaneceram em sala; d) este é o presente que me deste;
b) estavam todos na praça assistindo ao concerto; e) não lhe quero mal.
c) o tempo parece que vai melhorar;
d) o menino continuou a leitura; 13. Assinale o item em que o elemento sublinhando não é adjunto adverbi-
e) infelizmente, o professor continua doente. al:
a) ele sempre agiu comigo às direitas;
4. Assinale a frase com predicado verbal: b) esta noite haverá jogo no Maracanã;
a) o colega acusou-o de covarde; c) tremiam de frio as pobres crianças;
b) gostei do passeio marítimo; d) colhemos bastantes exemplos em Castro Alves;
c) o professor entrou preocupado em sala; e) as árvores se conhecem pelos frutos.
d) os amigos ficaram surpresos com sua reação;
e) estavas com saudades de teus irmãos. 14. Assinale o item em que o elemento sublinhado não é agente da passi-
va:
5. Assinale a opção com predicado verbo-nominal: a) Desejaria que os exercícios fossem feitos por todos;
a) os alunos estudiosos normalmente são aprovados; b) eras amado de teus pais:
b) todos ficaram estáticos diante da paisagem; c) foi oferecido um prêmio ao melhor aluno da turma;
c) o espetáculo está anunciado há cerca de dois meses; d) a América teria sido descoberta pelos “vikings”?
d) nunca o julgamos de tal atitude; e) fui reprovado por quem não esperava.

Língua Portuguesa 45 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
15. Assinale o único item em que o elemento sublinhado não é aposto: 16. A
a) só desejo uma coisa que vocês sejam aprovados; 17. E
b) nada impedia seus planos: tristeza, dores, sofrimentos; 18. D
c) Rui Barbosa, a Águia de Haia, elevou bem alto o nome do Brasil; 19. E
d) ele conseguiu ser aprovado, o que alegrou muito a seus pais; 20. E
e) entre políticos não se perdoam duas coisas: a neutralidade e a aposta- 21. C
sia.
___________________________________
16. Assinale o item em que o elemento sublinhado não é vocativo:
a) “eu, que a pobreza dos meus pobres cantos / dei aos heróis...”(C.Alves); ___________________________________
b) “estavas, linda Inês, posta em sossego . . . “ (Camões);
c) “ó tu, que tens de humano o gesto e o peito . . . .“ (Camões);
___________________________________
d) “boa noite ! - formosa Consuelo ! . . . “ (C. Alves); ___________________________________
e) “Deus, ó Deus, onde estás que não respondes?”
___________________________________
17. Assinale o item em que o termo sublinhado não é complemento nomi- _______________________________________________________
nal:
a) a invenção da imprensa abriu novos horizontes ao homem; _______________________________________________________
b) todos estamos confiantes em tua vitória;
_______________________________________________________
c) gorou minha ida à Bahia;
d) algumas tribos foram hostis aos portugueses; _______________________________________________________
e) a obediência dos cidadãos às leis é um imperativo social.
_______________________________________________________
18. Assinale a opção em que o termo sublinhado desempenha função _______________________________________________________
sintática distinta da dos demais, em relação aos textos:
a) imagens vilíssimas da servidão; _______________________________________________________
b) espetáculos de extrema miséria; _______________________________________________________
c) legiões de homens;
d) reverberações de prata polida; _______________________________________________________
e) as folhas das árvores.
_______________________________________________________
19. Assinale a opção em que as preposições POR e COM exprimem as _______________________________________________________
mesmas ideias que possuem em: POR displicência, machucou-se COM a
faca. _______________________________________________________
a) por hoje, eu diria com vocês: basta; _______________________________________________________
b) por mais que estude, não é aprovado com destaque;
c) por caminhos estranhos, andava a maluca com fome; _______________________________________________________
d) por nosso esforço, conseguimos a aprovação com méritos;
_______________________________________________________
e) por ironia do destino, o policial matou-se com sua arma.
_______________________________________________________
20. Assinale a única opção que não se completa adequadamente com a
preposição entre parênteses. _______________________________________________________
a) O caminho ______ onde vamos é muito; (por) _______________________________________________________
b) caminharemos _____ o mar; (até)
c) falava-se ______ a reforma eleitoral; (sobre) _______________________________________________________
d) casa _____ cujo teto morávamos; (sob) _______________________________________________________
e) o aluno ______ que todos maltratavam era meu amigo. (a)
_______________________________________________________
21. Assinale a alternativa que contém um objeto indireto.
_______________________________________________________
a) o bom filho é obediente aos pais; _______________________________________________________
b) a festa decepcionou a todos;
c) o bom filho obedece aos pais; _______________________________________________________
d) os pais são obedecidos pelo bom filho; _______________________________________________________
e) a obediência aos pais é dever do bom filho.
_______________________________________________________
GABARITO
_______________________________________________________
1. C
2. B _______________________________________________________
3. E
4. B _______________________________________________________
5. D ______________________________________________________
6. C
7. A _______________________________________________________
8. C _______________________________________________________
9. A
10. A _______________________________________________________
11. C
12. B
_______________________________________________________
13. D _______________________________________________________
14. C
15. E _______________________________________________________

Língua Portuguesa 46 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

No problema acima, a pessoa gastou em dinheiro (– R$


RACIOCÍNIO LÓGICO 10,00), ou seja, houve uma perda. Pelo princípio da regres-
são, iremos supor que ele recuperará o dinheiro, para que
Princípio da Regressão ou Reversão. Lógica Dedutiva,
possamos chegar à situação inicial (+ R$ 10,00). Posterior-
Argumentativa e Quantitativa. Lógica matemática quali- mente, ele gasta metade do seu capital (÷2). Para voltarmos
tativa, Sequências Lógicas envolvendo Números, Le- a situação inicial devemos multiplicar por 2 o valor em dinhei-
tras e Figuras. ro que ele possuía. Logo, 2 × R $10,00 = R$ 20,00.Aprimore
Geometria básica.
Álgebra básica e sistemas lineares.
Método dedutivo é a modalidade de raciocínio lógico que
Calendários. faz uso da dedução para obter uma conclusão a respeito de
Numeração. determinada(s)premissa(s).
Razões Especiais.
Análise Combinatória e Probabilidade. A indução normalmente se contrasta à dedução.
Progressões Aritmética e Geométrica.
Conjuntos; as relações de pertinência, inclusão e igual- Essencialmente, os raciocínios dedutivos se caracterizam
dade; operações entre conjuntos, união, interseção e por apresentar conclusões que devem, necessariamente, ser
diferença. verdadeiras caso todas as premissas sejam verdadeiras se o
Comparações. raciocínio respeitar uma forma lógica válida.

Partindo de princípios reconhecidos como verdadeiros


Princípio da regressão (premissa maior), o pesquisador estabelece relações com
uma segunda proposição(premissa menor) para, a partir de
Este princípio tem como objetivo resolver determinados pro- raciocínio lógico, chegar à verdade daquilo que propõe (con-
blemas de forma não algébrica, mas utilizando uma técnica clusão).
baseada em raciocínio lógico, conhecida comoprincípio da
regressão ou reversão.
ARGUMENTO
Esta técnica consiste em determinar um valor inicial pedido Um argumento pode ser definido como uma afirmação acompanhada
pelo problema a partir de um valor final dado. Utiliza-se para de justificativa (argumento retórico) ou como uma justaposição de duas
resolução dos problemas as operações matemáticas básicas afirmações opostas, argumento e contra-argumento (argumento
com suas respectivas reversões. dialógico)1 .
Na lógica, um argumento é um conjunto de uma ou mais sentenças
Fundamento da regressão declarativas, também conhecidas como proposições, ou ainda, premissas,
acompanhadas de uma outra frase declarativa conhecida
Utilizando as quatro operações fundamentais, podemos obter como conclusão.
uma construção quantitativa lógica fundamentada no princípio
da regressão, cujo objetivo é obter o valor inicial do problema Um argumento dedutivo afirma que a verdade de uma conclusão é
proposto através da operação inversa. uma consequência lógica das premissas que a antecedem.
Um argumento indutivo afirma que a verdade da conclusão é apenas
apoiada pelas premissas.
Toda premissa, assim como toda conclusão, pode ser apenas
verdadeira ou falsa; nunca pode ser ambígua.
Em funçao disso, as frases que apresentam um argumento são
referidas como sendo verdadeiras ou falsas, e em consequência, são
válidas ou são inválidas.
Alguns autores referem-se à conclusão das premissas usando os
Veja o exemplo abaixo: termos declaração, frase, afirmação ou proposição.
A razão para a preocupação com a verdade é ontológica quanto ao
1 – Uma pessoa gasta metade do seu capital mais R$ 10,00, significado dos termos (proposições) em particular. Seja qual termo for
ficando sem capital algum. Quanto ela possuía inicialmente? utilizado, toda premissa, bem como a conclusão, deve ser capaz de ser
apenas verdadeira ou falsa e nada mais: elas devem
Solução: ser truthbearers ("portadores de verdade", em português).
Argumentos formais e argumentos informais
Argumentos informais são estudados na lógica informal. São
apresentados em linguagem comum e se destinam a ser o nosso discurso
diário. Argumentos Formais são estudados na lógica formal (historicamente
chamada lógica simbólica, mais comumente referida como lógica
matemática) e são expressos em uma linguagem formal. Lógica informal
pode chamar a atenção para o estudo daargumentação, que
enfatiza implicação, lógica formal e de inferência.
Argumentos dedutivos
O argumento dedutivo é uma forma de raciocínio que geralmente parte
de uma verdade universal e chega a uma verdade menos universal ou
singular. Esta forma de raciocínio é válida quando suas premissas, sendo
verdadeiras, fornecem provas evidentes para sua conclusão. Sua
característica principal é a necessidade, uma vez que nós admitimos como
verdadeira as premissas teremos que admitir a conclusão como

Raciocínio Lógico 1 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
verdadeira, pois a conclusão decorre necessariamente das premissas. Exemplos
Dessa forma, o argumento deve ser considerado válido. “Um raciocínio Alguns gregos são lógicos e alguns lógicos são chatos, por isso,
dedutivo é válido quando suas premissas, se verdadeiras, fornecem provas alguns gregos são chatos. Este argumento é inválido porque todos os
convincentes para sua conclusão, isto é, quando as premissas e a chatos lógicos poderiam ser romanos!
conclusão estão de tal modo relacionados que é absolutamente impossível
as premissas serem verdadeiras se a conclusão tampouco for verdadeira” Ou estamos todos condenados ou todos nós somos salvos, não
(COPI, 1978, p.35). Geralmente os argumentos dedutivos são estéreis, somos todos salvos por isso estamos todos condenados. Argumento
uma vez que eles não apresentam nenhum conhecimento novo. Como válido,pois as premissas implicam a conclusão. (Lembre-se que não
dissemos, a conclusão já está contida nas premissas. A conclusão nunca significa que a conclusão tem de ser verdadeira, apenas se as
vai além das premissas. Mesmo que a ciência não faça tanto uso da premissas são verdadeiras e, talvez, eles não são, talvez algumas
dedução em suas descobertas, exceto a matemática, ela continua sendo o pessoas são salvas e algumas pessoas são condenadas, e talvez
modelo de rigor dentro da lógica. Note que em todos os argumentos alguns nem salvos nem condenados!)
dedutivos a conclusão já está contida nas premissas. Argumentos podem ser invalidados por uma variedade de razões.
Existem padrões bem estabelecidos de raciocínio que tornam argumentos
1) Só há movimento no carro se houver combustível. que os seguem inválidos; esses padrões são conhecidos
O carro está em movimento. como falácias lógicas.
Logo, há combustível no carro. Solidez de um argumento
Um argumento sólido é um argumento válido com as premissas
2) Tudo que respira é um ser vivo.
verdadeiras. Um argumento sólido pode ser válido e, tendo ambas as
A planta respira.
premissas verdadeiras, deve seguir uma conclusão verdadeira.
Logo, a planta é um ser vivo.
Argumentos indutivos
3) O som não se propaga no vácuo. Lógica indutiva é o processo de raciocínio em que as premissas de um
Na lua há vácuo. argumento se baseiam na conclusão, mas não implicam nela. Indução é
Logo, não há som na lua. uma forma de raciocínio que faz generalizações baseadas em casos
individuais.
4) Só há fogo se houver oxigênio
Na lua não há oxigênio. Indução matemática não deve ser incorretamente interpretada como
Logo, na lua não pode haver fogo. uma forma de raciocínio indutivo, que é considerado não-rigoroso em
matemática. Apesar do nome, a indução matemática é uma forma de
5) P=Q raciocínio dedutivo e é totalmente rigorosa.
Q=R Nos argumentos indutivos as premissas dão alguma evidência para a
Logo, P=R conclusão. Um bom argumento indutivo terá uma conclusão altamente
provável. Neste caso, é bem provável que a conclusão realizar-se-á ou
Validade será válida. Diz-se então que as premissas poderão ser falsas ou
verdadeiras e as conclusões poderão ser válidas ou não válidas. Segundo
Argumentos tanto podem ser válidos ou inválidos. Se um argumento é John Stuart Mill, existem algumas regras que se aplicam aos argumentos
válido, e a sua premissa é verdadeira, a conclusão deve ser verdadeira: um indutivos, que são: O método da concordância, o método da diferença, e o
argumento válido não pode ter premissa verdadeira e uma conclusão falsa. método das variações concomitantes.
A validade de um argumento depende, porém, da real veracidade ou Argumentação convincente
falsidade das suas premissas e e de sua conclusões. No entanto, apenas o
argumento possui uma forma lógica. A validade de um argumento não é Um argumento é convincente se e somente se a veracidade das
uma garantia da verdade da sua conclusão. Um argumento válido pode ter premissas tornar verdade a provável conclusão (isto é, o argumento é
premissas falsas e uma conclusão falsa. forte), e as premissas do argumento são, de fato, verdadeiras. Exemplo:

A Lógica visa descobrir as formas válidas, ou seja, as formas que fazer


argumentos válidos. Uma Forma de Argumento é válida se e somente Nada Saberei se nada tentar.
se todos os seus argumentos são válidos. Uma vez que a validade de um
argumento depende da sua forma, um argumento pode ser demonstrado
Falácias e não argumentos
como inválido, mostrando que a sua forma é inválida, e isso pode ser feito,
dando um outro argumento da mesma forma que tenha premissas Uma falácia é um argumento inválido que parece válido, ou um
verdadeiras mas uma falsa conclusão. Na lógica informal este argumento é argumento válido com premissas "disfarçadas". Em primeiro Lugar, as
chamado de contador. conclusões devem ser declarações, capazes de serem verdadeiras ou
falsas. Em segundo lugar não é necessário afirmar que a conclusão resulta
A forma de argumento pode ser demonstrada através da utilização de
das premissas. As palavras, “por isso”, “porque”, “normalmente” e
símbolos. Para cada forma de argumento, existe um forma de declaração
“consequentemente” separam as premissas a partir da conclusão de um
correspondente, chamado deCorrespondente Condicional. Uma forma de
argumento, mas isto não é necessariamente assim. Exemplo: “Sócrates é
argumento é válida Se e somente se o seu correspondente condicional é
um homem e todos os homens são mortais, logo, Sócrates é mortal”. Isso é
uma verdade lógica. A declaração é uma forma lógica de verdade, se é
claramente um argumento, já que é evidente que a afirmação de que
verdade sob todas as interpretações. Uma forma de declaração pode ser
Sócrates é mortal decorre das declarações anteriores. No entanto: “eu
mostrada como sendo uma lógica de verdade por um ou outro argumento,
estava com sede e, por isso, eu bebi” não é um argumento, apesar de sua
que mostra se tratar de uma tautologia por meio de uma prova.
aparência. Ele não está reivindicando que eu bebi por causa da sede, eu
O correspondente condicional de um argumento válido é poderia ter bebido por algum outro motivo.
necessariamente uma verdade (verdadeiro em todos os mundos possíveis)
Argumentos elípticos
e, por isso, se poderia dizer que a conclusão decorre necessariamente das
premissas, ou resulta de uma necessidade lógica. A conclusão de um Muitas vezes um argumento não é válido, porque existe uma premissa
argumento válido não precisa ser verdadeira, pois depende de saber se que necessita de algo mais para torná-lo válido. Alguns escritores, muitas
suas premissas são verdadeiras.Tal conclusão não precisa ser uma vezes, deixam de fora uma premissa estritamente necessária no seu
verdade: se fosse assim, seria independente das premissas. Exemplo: conjunto de premissas se ela é amplamente aceita e o escritor não
Todos os gregos são humanos e todos os seres humanos são mortais, pretende indicar o óbvio. Exemplo: Ferro é um metal, por isso, ele irá
portanto, todos os gregos são mortais. Argumento válido, pois se as expandir quando aquecido. (premissa descartada: todos os metais se
premissas são verdadeiras a conclusão deve ser verdadeira. expandem quando aquecidos). Por outro lado, um argumento

Raciocínio Lógico 2 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
aparentemente válido pode ser encontrado pela falta de uma premissa - Nova teoria científica
um "pressuposto oculto" - o que se descartou pode mostrar uma falha no A ciência é bàsicamente a combinação do raciocínio lógico bom com o
raciocínio. Exemplo: Uma testemunha fundamentada diz “Ninguém saiu conhecimento prático bom de fenômenos naturais reais. Todos os seres
pela porta da frente, exceto o pastor, por isso, o assassino deve ter saído humanos fazem algum raciocínio lógico e têm algum conhecimento prático
pela porta dos fundos”. (hipótese que o pastor não era o assassino). de alguns fenômenos naturais reais, mas na maior parte têm que combinar
Retórica, dialética e diálogos argumentativos ciência com sobrevivência. Alguns povos puderam devotar muito de seu
Considerando que os argumentos são formais (como se encontram em tempo ao raciocínio e/ou a ganhar o conhecimento melhor da natureza e
um livro ou em um artigo de investigação), os diálogos argumentativos são com isso nos legaram contribuições pequenas ou grandes ao desenvolvi-
dinâmicos. Servem como um registro publicado de justificação para uma mento da ciência. http://wwwracimate.blogspot.com.br/
afirmação. Argumentos podem também ser interativos tendo como Em lógica, pode-se distinguir três tipos de raciocínio lógico: dedução,
interlocutor a relação simétrica. As premissas são discutidas, bem como a indução e abdução. Dada uma premissa, uma conclusão, e u-
validade das inferências intermediárias. ma regra segundo a qual apremissa implica a conclusão, eles podem ser
A retórica é a técnica de convencer o interlocutor através da oratória, explicados da seguinte forma:
ou outros meios de comunicação. Classicamente, o discurso no qual se Dedução corresponde a determinar a conclusão. Utiliza-se da regra e
aplica a retórica é verbal, mas há também — e com muita relevância — o sua premissa para chegar a uma conclusão. Exemplo: "Quando chove, a
discurso escrito e o discurso visual. grama fica molhada. Choveu hoje. Portanto, a grama está molhada." É
Dialética significa controvérsia, ou seja, a troca de argumentos e comum associar os matemáticos com este tipo de raciocínio.
contra-argumentos defendendo proposições. O resultado do exercício Indução é determinar a regra. É aprender a regra a partir de diversos
poderá não ser pura e simplesmente arefutação de um dos tópicos exemplos de como a conclusão segue da premissa. Exemplo: "A grama
relevantes do ponto de vista, mas uma síntese ou combinação das ficou molhada todas as vezes em que choveu. Então, se chover amanhã, a
afirmações opostas ou, pelo menos, uma transformação qualitativa na grama ficará molhada." É comum associar os cientistas com este estilo de
direção do diálogo. raciocínio.
Argumentos em várias disciplinas Abdução significa determinar a premissa. Usa-se a conclusão e
As declarações são apresentadas como argumentos em todas as a regra para defender que a premissa poderia explicar a conclusão. Exem-
disciplinas e em todas as esferas da vida. A Lógica está preocupada com o plo: "Quando chove, a grama fica molhada. A grama está molhada, então
que consititui um argumento e quais são as formas de argumentos válidos pode ter chovido." Associa-se este tipo de raciocínio
em todas as interpretações e, portanto, em todas as disciplinas. Não aos diagnosticistas e detetives.
existem diferentes formas válidas de argumento, em disciplinas diferentes.
Argumentos matemáticos Lógica Matemática
A base de verdade matemática tem sido objeto de um longo debate. Imagine que você foi convocado a participar de um júri em
Frege procurou demonstrar, em particular, que as verdades aritméticas um processo criminal e o advogado de defesa apresenta os
podem ser obtidas a partir de lógicas puramente axiomáticas e, por seguintes argumentos:
conseguinte, são, no final, lógicas de verdades. Se um argumento pode ser “Se meu cliente fosse culpado, a faca estaria na gaveta.
expresso sob a forma de frases em Lógica Simbólica, então ele pode ser Ou a faca não estava na gaveta ou José da Silva viu a faca.
testado através da aplicação de provas. Este tem sido realizado Se a faca não estava lá no dia 10 de outubro, segue que José
usando Axioma de Peano. Seja como for, um argumento em Matemática, da Silva não viu a faca. Além disso, se a faca estava lá no dia
como em qualquer outra disciplina, pode ser considerado válido apenas no 10 de outubro, então a faca estava na gaveta e o martelo
caso de poder ser demonstrado que é de uma forma tal que não possa ter estava no celeiro. Mas todos sabemos que o martelo não
verdadeiras premissas e uma falsa conclusão. estava no celeiro. Portanto, senhoras e senhores do júri, meu
Argumentos políticos cliente é inocente.
Um argumento político é um exemplo de uma argumentação lógica Pergunta: O argumento do advogado esta correto? Como
aplicada a política. Argumentos Políticos são utilizados por acadêmicos, você deveria votar o destino do réu?
meios de comunicação social, candidatos a cargos políticos e funcionários E mais fácil responder a essa pergunta reescrevendo o
públicos. Argumentos políticos também são utilizados por cidadãos comuns argumento com a notação de lógica formal, que retira todo o
em interações de comentar e compreender sobre os acontecimentos palavrório que causa confusão e permite que nos concentre-
políticos. mos na argumentação subjacente.
Raciocínio lógico-quantitativo é a conta matemática que é A lógica formal fornece as bases para o método de pensar
possível fazer de cabeça geralmente são problemas organizado e cuidadoso que caracteriza qualquer atividade
matemáticos básicos que a gente resolve só de olhar. racional.
Conceito de raciocínio lógico "Lógica: Coerência de raciocínio, de ideias. Modo de ra-
Raciocínio Lógico ciocinar peculiar a alguém, ou a um grupo. Sequencia coe-
rente, regular e necessária de acontecimentos, de coisas."
Ao procurarmos a solução de um problema quando dispomos de da-
(dicionário Aurélio), portanto podemos dizer que a Lógica e a
dos como um ponto de partida e temos um objetivo a estimularmos, mas
ciência do raciocínio.
não sabemos como chegar a esse objetivo temos um problema. Se sou-
béssemos não haveria problema. 1. PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS EM LÓGICA MATE-
MÁTICA
É necessário, portanto, que comece por explorar as possibilidades, por
experimentar hipóteses, voltar atrás num caminho e tentar outro. É preciso 1.1 CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
buscar idéias que se conformem à natureza do problema, rejeitar aqueles Partindo-se do contexto histórico, a lógica enquanto ciên-
que não se ajustam a estrutura total da questão e organizar-se. cia do raciocínio pode ser subdividida em duas grandes cor-
Mesmo assim, é impossível ter certeza de que escolheu o melhor ca- rentes, quais sejam: Lógica Clássica e Lógica Formal.
minho. O pensamento tende a ir e vir quando se trata de resolver proble- Enquanto Lógica Clássica esta fundamentada em proces-
mas difíceis. sos não matemáticos, processos não analíticos, sendo que
Mas se depois de examinarmos os dados chegamos a uma conclusão suas verdades advêm de entidades filosóficas. Pode-se dizer
que aceitamos como certa concluímos que estivemos raciocinando. que a Lógica Clássica tem um caráter intuitivo.
Se a conclusão decorre dos dados, o raciocínio é dito lógico.

Raciocínio Lógico 3 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Enquanto Lógica Formal, a qual encerra dentre outras 2.1 CONSIDERAÇÕES SOBRE O SISTEMA DICOTÔ-
tendências a Lógica Matemática, esta baseada em métodos e MICO OU BIVALENTE:
técnicas matemáticas. A Lógica Matemática constitui em termos gerais um sis-
A Lógica matemática, ou a Lógica Simbólica ou Lógica tema científico de raciocínio, que se baseia em estados biva-
Algorítmica é caracterizada pela axiomatização, pelo simbo- lentes, ou seja, é um sistema dicotômico onde a quaisquer de
lismo e pelo formalismo. Tem seu desenvolvimento na ins- suas entidades pode-se predicar a “verdade” ou a “falsidade”,
tância dos símbolos e passam a analisar o raciocínio segun- sendo estados mutuamente excludentes. Desta forma a partir
do operações e ralações de cálculo específico. de seus axiomas fundamentais e do sistema bivalente esta-
1.2 CÁLCULO PROPOSICIONAL E CÁLCULO DOS belecido desenvolver-se-á um método analítico de raciocínio
PREDICADOS: que objetiva analisar a validade do processo informal a partir
das denominadas primeiras verdades, “primícias”.
A Lógica Matemática é fundamentada pelo cálculo propo-
sicional (ou cálculo dos enunciados, ou cálculo sentencial) e 2.2 DEFINIÇÃO E NOTAÇÃO DE PROPOSIÇÕES NO
pelo cálculo dos predicados. No cálculo sentencial têm-se as CÁLCULO PROPOSICIONAL:
entidades mínimas de análise (proposições ou enunciados) Na linguagem falada ou escrita quatro são os tipos fun-
como elementos geradores. No cálculo dos predicados os damentais de sentenças; quais sejam as imperativas, as
elementos de análise correspondem às chamadas funções exclamativas, interrogativas e as declarativas (afirmativas ou
proposicionais. negativas); tendo em vista que em lógica matemática tem-se
No primeiro caso não se analisa a relação íntima entre o apenas dois estados de verdade, esta tem por objeto de
nome e o predicado da estrutura em análise. Sendo oposto análise as denominadas sentenças declarativas, afirmativas,
no segundo caso. de sentido completo e não elípticas (não ambíguas).

Os símbolos têm significado e usos específicos no cálculo Desta forma toda sentença declarativa, afirmativa de sen-
proposicional. tido completo que expressão um determinado pensamento
são denominado predicados ou enunciados, as quais de
1.2.1 PROPOSIÇÃO, DECLARAÇÃO acordo com o universo relacional onde se encontram é sem-
É todo o conjunto de palavras ou símbolos que exprimem pre possível predicar-se “verdade” ou a “falsidade”.
um pensamento de sentido completo para a qual se associa São exemplos de proposições em lógica:
apenas um dos dois atributos verdadeiro ou falso.
“A filosofia é a lógica dos contrários”
São exemplos de proposições:
“Bananas solitárias são aves volares se e somente se, um
Quatro e maior que cinco. logaritmo vermelho é um abacate feliz”.
Ana e inteligente. “Se todo homem inteligente é uma flor, então flores racio-
São Paulo e uma cidade da região sudeste. nais são homens solitários”.
Existe vida humana em Marte. No cálculo proposicional o que dever ser considerado é a
forma do enunciado e não o significado que esta alcança no
A lua é um satélite da Terra
mundo real.
Recife é capital de Pernambuco
Portanto os exemplos acima permitem afirmar que o nú-
mero de nomes e/ou predicados que constituem as senten-
Exemplos de não proposições: ças declarativas, afirmativas de sentido completo dão origem
às denominadas proposições simples ou proposições com-
Como vai você? postas.
Como isso pode acontecer! 2.3 CARACTERIZAÇÃO, DEFINIÇÃO E NOTAÇÃO DAS
1.3 PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS: PROPOSIÇÕES SIMPLES:
A Lógica Matemática constitui um sistema científico regido Uma proposição simples ou um átomo ou ainda uma pro-
por três leis principais, consideradas princípios fundamentais: posição atômica, constituem a unidade mínima de análise do
cálculo sentencial e corresponde a uma estrutura tal em que
 Princípio da não-contradição: uma proposição não
não existe nenhuma outra proposição como parte integrante
pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
de si próprio. Tais estruturas serão designadas pelas letras
 Princípio do terceiro excluído: toda preposição ou é latinas minúsculas tais como:
verdadeira ou é falsa, isto é, verifica-se sempre um destes
p, q, r, s, u, v, w, p1, p2. . . ¸pn...
casos e nunca um terceiro.
As quais são denominadas letras proposicionais ou variá-
veis enunciativas. Desta forma, pra se indicar que a letra
Neste sistema de raciocínio tem-se estabelecido tão so- proposicional p designa a sentença: “A Matemática é atributo
mente dois “estados de verdade”, isto é, a “verdade” e a “não da lógica”, adota-se a seguinte notação:
verdade”. Portanto a Lógica Matemática é um sistema biva-
p: A matemática é atributo da lógica.
lente ou dicotômico, onde os dois estados de verdade servem
para caracterizar todas as situações possíveis sendo mutua- Observe que a estrutura: “A matemática não é atributo da
mente excludentes (isto é, a ocorrência da primeira exclui a lógica” não corresponde a uma proposição simples, pois
existência da segunda). possui como parte integrante de si outra proposição.
Portanto de uma forma geral pode-se dizer que qualquer 2.4 CARACTERIZAÇÃO, DEFINIÇÃO E NOTAÇÃO DE
entidade (proposição ou enunciado) em Lógica Matemática PROPOSIÇÒES COMPOSTAS:
apresenta apenas dois “estados de verdade” ou será corres- Uma proposição composta, ou uma fórmula proposicional
pondente a “verdade” ou correspondente a “falsidade” não ou uma molécula ou ainda uma proposição molecular é uma
admitindo quaisquer outras hipóteses e nem tão pouco a sentença declarativa, afirmativa, de sentido completo consti-
ocorrência dos dois estados de verdade simultaneamente. tuída de pelo menos um nome ou pelo menos um predicado
2. PROPOSIÇÕES OU ENUNCIADOS - FUNDAMENTA- ou ainda negativa, isto é, são todas as sentenças que possu-
ÇÃO DO CÁLCULO PROPOSICIONAL em como parte integrante de si própria pelo menos uma outra
proposição.

Raciocínio Lógico 4 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
As proposições compostas serão designadas pelas letras indicar o valor lógico ou valor verdadeiro desta fórmula pro-
latinas maiúsculas tais como: posicional adotar-se-á as notações:
P, Q, R, S, U, V, W, P1, P2. . . Pn... V [ P ( p, q, r,..., p1,..., pn)] = V ou V [ P ( p, q, r,..., p1,...,
Considere as proposições simples: pn)] = F

p: A filosofia é arte É oportuno salientar-se que a lógica matemática não cabe


a obrigação de decidir se uma dada proposição é verdade ou
q: A dialética é ciência. falsidade, isto é, compete aos respectivos especialistas das
Seja, portanto, a proposição composta “A filosofia é arte correspondentes áreas de conhecimento. Contudo a lógica
embora a dialética é a ciência”. tem por obrigação estruturar métodos ou procedimentos de
decisão que permita, num tempo finito, a decisão sobre os
Para se indicar que a dada sentença é designada pela le- valores lógicos de fórmulas proposicionais constituídas de n
tra proposicional P, sendo constituída de p e q componentes
proposições e m raciocínios (sobre o ponto de vista da anali-
adota-se a notação P (p, q): A filosofia é arte embora a dialé-
ticidade de tais processos). A de se observar também, que
tica é a ciência.
validade em lógica matemática corresponde, tão somente a
Observe que uma fórmula proposicional pode ser constitu- avaliação de argumentos dedutivos ou de inferência de ar-
ída de outras fórmulas proposicionais. Além do mais uma gumentos, não tendo sentido associar validade ou legitimida-
letra proposicional pode designar uma única proposição, quer de a proposições ou enunciados.
seja simples ou composta, contudo uma dada proposição
De forma resumida, a validade esta associada à coerên-
pode ser qualificada por quaisquer das letras proposicionais
cia ou a consistência do raciocínio analítico.
num dado universo.
2.6 CARACTERIZAÇÃO, DEFINIÇÃO, NOTAÇÃO DE
Sejam as proposições:
CONECTIVOS LÓGICOS:
p: A lógica condiciona a Matemática
(ou conectivos proposicionais)
q: A dialética fundamenta o pensamento ambíguo.
Vejam os exemplos:
P (p, q): A lógica condiciona a Matemática, mas a dialéti-
“A matemática é a juventude da lógica e a lógica é a ma-
ca fundamenta o pensamento ambíguo.
turidade da matemática”
Q (p, q): A lógica condiciona a Matemática e/ou a dialéti-
“A matemática é a juventude da lógica ou a lógica é a ma-
ca fundamenta o pensamento ambíguo.
turidade da matemática”
Sejam ainda proposições compostas: “A matemática é a juventude da lógica ou a lógica é a ma-
S (P, Q): Se a lógica condiciona a Matemática mas a dia- turidade da matemática e não ambos”
lética fundamente o pensamento ambíguo, então a Lógica “Se a matemática é a juventude da lógica, então a lógica
condiciona a matemática e/ou a dialética fundamente o pen-
é a maturidade da matemática”.
samento ambíguo.
“A matemática é a juventude da lógica se, e somente se,
De forma simbólica tem-se que;
a lógica é a maturidade da matemática”.
P (p, q): p mas q
“Não é fato que a matemática é a juventude da lógica”
Q (p, q): p e/ou q
Designamos as proposições simples:
S (P, Q):Se p mas q, então p e/ou q
p: A matemática é a juventude da lógica
Observe que: S (P, Q) é análoga a S (p, q).
q: A lógica é a maturidade da matemática
2.5 VERDADE E VALIDADE:
Tem-se que:
(Valor lógico ou valor verdade das proposições)
P (p, q): p e q.
Partindo-se do fato de que a lógica matemática é um sis- Q (p, q): p ou q.
tema científico de raciocínios, bivalentes e dicotômicos, em
que existem apenas dois “estados de verdade” capazes de R (p, q): p ou q, e não ambos.
gerar todos os resultados possíveis, a “verdade” corresponde S (p, q): Se p, então q.
a afirmações do fato enquanto tal, sendo a “falsidade” a con-
tradição ou a negação do fato enquanto tal. Assim a verdade W (p, q): p se, e somente se q.
ou a falsidade, corresponde respectivamente ao “verdadeiro” P1 (p): não p
ou “falso”, segundo o referencial teórico que institui as deter- Observe que as fórmulas proposicionais ou proposições
minadas entidades “proposições” ou “enunciados”, de um compostas anteriormente apresentadas foram obtidas a partir
dado universo relacional. de duas proposições simples quaisquer, unidas pelo conjunto
Em resumo, a verdade é a afirmação do fato e a falsidade de palavras, quando utilizadas para estabelecer a conexão
é a negação do fato estabelecido. entre duas ou mais proposições (simples ou compostas), são
denominadas conectivos lógicos ou conectivos proposicio-
nais, os quais definem classes de fórmulas proposicionais
Dada uma proposição simples qualquer, designar, por e- específicas.
xemplo, pela letra proposicional p, tem-se pelos princípios
Prof.a Paula Francis Benevides
fundamentais que tal proposição será a verdade (V) ou a
falsidade (F) não se admitindo outra hipótese, e, nem tão Símbolos
pouco a ocorrência dos dois estados simultaneamente, por-
tanto, para denotar tais situações, adotar-se-á a simboliza-
ção: ∼ não
V ( p ) = V (valor lógico de p é igual à verdade) ou V ( p )
=F. ∧ e
Considere uma proposição composta P, constituída das
proposições simples p, q, r,...., p1,...., pn componentes. Para

Raciocínio Lógico 5 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
são válidos e outros não e ensina-nos a argumentar correc-
∨ ou tamente. E isto é fundamental para a filosofia.
O que é um argumento?
→ se ... então Um argumento é um conjunto de proposições que utiliza-
mos para justificar (provar, dar razão, suportar) algo. A pro-
↔ se e somente se posição que queremos justificar tem o nome de conclusão; as
proposições que pretendem apoiar a conclusão ou a justifi-
cam têm o nome de premissas.
| tal que
Supõe que queres pedir aos teus pais um aumento da
"mesada". Como justificas este aumento? Recorrendo a ra-
⇒ implica zões, não é? Dirás qualquer coisa como:

⇔ equivalente Os preços no bar da escola subiram;


como eu lancho no bar da escola, o lanche
fica me mais caro. Portanto, preciso de um
∃ existe aumento da "mesada".

existe um e somente Temos aqui um argumento, cuja conclusão é: "preciso de


∃| um aumento da 'mesada'". E como justificas esta conclusão?
um Com a subida dos preços no bar da escola e com o facto de
lanchares no bar. Então, estas são as premissas do teu ar-
qualquer que seja gumento, são as razões que utilizas para defender a conclu-
∀ são.

Este exemplo permite-nos esclarecer outro aspecto dos


Valor lógi- argumentos, que é o seguinte: embora um argumento seja
Símbolo Expressão
co um conjunto de proposições, nem todos os conjuntos de
proposições são argumentos. Por exemplo, o seguinte con-
Negação ,¬,~ não, é falso, não é verdade que junto de proposições não é um argumento:
ou '
Conjunção e, mas , também, além disso Eu lancho no bar da escola, mas o João não.
A Joana come pipocas no cinema.
Disjunção ou O Rui foi ao museu.
Condicional se...então, implica, logo, somente se
Neste caso, não temos um argumento, porque não há ne-
Bi- ...se, e somente se...; ...é condição nhuma pretensão de justificar uma proposição com base nas
condicional necessária que ... outras. Nem há nenhuma pretensão de apresentar um con-
junto de proposições com alguma relação entre si. Há apenas
uma sequência de afirmações. E um argumento é, como já
ALGUMAS NOÇÕES DE LÓGICA vimos, um conjunto de proposições em que se pretende que
uma delas seja sustentada ou justificada pelas outras — o
António Aníbal Padrão
que não acontece no exemplo anterior.
Introdução
Todas as disciplinas têm um objecto de estudo. O objeto Um argumento pode ter uma ou mais premissas, mas só
de estudo de uma disciplina é aquilo que essa disciplina es- pode ter uma conclusão.
tuda. Então, qual é o objecto de estudo da lógica? O que é
que a lógica estuda? A lógica estuda e sistematiza a validade Exemplos de argumentos com uma só premissa:
ou invalidade da argumentação. Também se diz que estuda
inferências ou raciocínios. Podes considerar que argumentos, Exemplo 1
inferências e raciocínios são termos equivalentes.
Premissa: Todos os portugueses são europeus.
Muito bem, a lógica estuda argumentos. Mas qual é o in-
Conclusão: Logo, alguns europeus são portugueses.
teresse disso para a filosofia? Bem, tenho de te lembrar que
a argumentação é o coração da filosofia. Em filosofia temos a
liberdade de defender as nossas ideias, mas temos de sus- Exemplo 2
tentar o que defendemos com bons argumentos e, é claro,
também temos de aceitar discutir os nossos argumentos. Premissa: O João e o José são alunos do 11.º ano.
Conclusão: Logo, o João é aluno do 11.º ano.
Os argumentos constituem um dos três elementos cen-
trais da filosofia. Os outros dois são os problemas e as teori- Exemplos de argumentos com duas premissas:
as. Com efeito, ao longo dos séculos, os filósofos têm procu-
rado resolver problemas, criando teorias que se apoiam em Exemplo 1
argumentos.
Premissa 1: Se o João é um aluno do 11.º ano, então es-
Estás a ver por que é que o estudo dos argumentos é im- tuda filosofia.
portante, isto é, por que é que a lógica é importante. É impor- Premissa 2: O João é um aluno do 11.º ano.
tante, porque nos ajuda a distinguir os argumentos válidos Conclusão: Logo, o João estuda filosofia.
dos inválidos, permite-nos compreender por que razão uns

Raciocínio Lógico 6 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Exemplo 2 jam premissas ou conclusões de argumentos. Por exemplo,
se eu disser:
Premissa 1: Se não houvesse vida para além da morte,
então a vida não faria sentido. Depois de se separar do dono, o cão nunca mais foi o
Premissa 2: Mas a vida faz sentido. mesmo. Então, um dia ele partiu e nunca mais foi visto.
Conclusão: Logo, há vida para além da morte. Admitindo que não morreu, onde estará?

Exemplo 3: O que se segue à palavra "Então" não é conclusão de ne-


nhum argumento, e o que segue a "Admitindo que" não é
Premissa 1: Todos os minhotos são portugueses. premissa, pois nem sequer tenho aqui um argumento. Por
Premissa 2: Todos os portugueses são europeus. isso, embora seja útil, deves usar a informação do quadro de
Conclusão: Todos os minhotos são europeus. indicadores de premissa e de conclusão criticamente e não
de forma automática.
É claro que a maior parte das vezes os argumentos Proposições e frases
não se apresentam nesta forma. Repara, por exemplo, no
argumento de Kant a favor do valor objectivo da felicida- Um argumento é um conjunto de proposições. Quer as
de, tal como é apresentado por Aires Almeida et al. premissas quer a conclusão de um argumento são proposi-
(2003b) no site de apoio ao manual A Arte de Pensar: ções. Mas o que é uma proposição?

"De um ponto de vista imparcial, cada pessoa é um fim Uma proposição é o pensamento que uma frase
em si. Mas se cada pessoa é um fim em si, a felicidade de declarativa exprime literalmente.
cada pessoa tem valor de um ponto de vista imparcial e
não apenas do ponto de vista de cada pessoa. Dado que Não deves confundir proposições com frases. Uma frase
cada pessoa é realmente um fim em si, podemos concluir é uma entidade linguística, é a unidade gramatical mínima de
que a felicidade tem valor de um ponto de vista imparcial." sentido. Por exemplo, o conjunto de palavras "Braga é uma"
não é uma frase. Mas o conjunto de palavras "Braga é uma
Neste argumento, a conclusão está claramente identifica- cidade" é uma frase, pois já se apresenta com sentido grama-
da ("podemos concluir que..."), mas nem sempre isto aconte- tical.
ce. Contudo, há certas expressões que nos ajudam a perce-
ber qual é a conclusão do argumento e quais são as premis- Há vários tipos de frases: declarativas, interrogativas, im-
sas. Repara, no argumento anterior, na expressão "dado perativas e exclamativas. Mas só as frases declarativas ex-
que". Esta expressão é um indicador de premissa: ficamos a primem proposições. Uma frase só exprime uma proposição
saber que o que se segue a esta expressão é uma premissa quando o que ela afirma tem valor de verdade.
do argumento. Também há indicadores de conclusão: dois
dos mais utilizados são "logo" e "portanto". Por exemplo, as seguintes frases não exprimem proposi-
ções, porque não têm valor de verdade, isto é, não são ver-
Um indicador é um articulador do discurso, é uma palavra dadeiras nem falsas:
ou expressão que utilizamos para introduzir uma razão (uma
premissa) ou uma conclusão. O quadro seguinte apresenta 1. Que horas são?
alguns indicadores de premissa e de conclusão: 2. Traz o livro.
3. Prometo ir contigo ao cinema.
4. Quem me dera gostar de Matemática.
Indicadores de premis- Indicadores de conclu-
sa são Mas as frases seguintes exprimem proposições, porque
têm valor de verdade, isto é, são verdadeiras ou falsas, ainda
que, acerca de algumas, não saibamos, neste momento, se
pois por isso são verdadeiras ou falsas:
porque por conseguinte
dado que implica que 1. Braga é a capital de Portugal.
como foi dito logo 2. Braga é uma cidade minhota.
visto que portanto 3. A neve é branca.
devido a então 4. Há seres extraterrestres inteligentes.
a razão é que daí que
admitindo que segue-se que A frase 1 é falsa, a 2 e a 3 são verdadeiras. E a 4? Bem,
sabendo-se que pode-se inferir que não sabemos qual é o seu valor de verdade, não sabemos se
assumindo que consequentemente é verdadeira ou falsa, mas sabemos que tem de ser verdadei-
ra ou falsa. Por isso, também exprime uma proposição.

É claro que nem sempre as premissas e a conclusão são Uma proposição é uma entidade abstracta, é o pensa-
precedidas por indicadores. Por exemplo, no argumento: mento que uma frase declarativa exprime literalmente. Ora,
um mesmo pensamento pode ser expresso por diferentes
O Mourinho é treinador de futebol e ganha mais de 100000 frases. Por isso, a mesma proposição pode ser expressa por
euros por mês. Portanto, há treinadores de futebol que ga- diferentes frases. Por exemplo, as frases "O governo demitiu
nham mais de 100000 euros por mês. o presidente da TAP" e "O presidente da TAP foi demitido
pelo governo" exprimem a mesma proposição. As frases
A conclusão é precedida do indicador "Portanto", mas as seguintes também exprimem a mesma proposição: "A neve é
premissas não têm nenhum indicador. branca" e "Snow is white".

Por outro lado, aqueles indicadores (palavras e expres-


sões) podem aparecer em frases sem que essas frases se-

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Ambiguidade e vagueza Este argumento é válido, pois é impossível que a pre-
missa seja verdadeira e a conclusão falsa. Ao contrário do
Para além de podermos ter a mesma proposição expres- argumento que envolve o Mourinho, neste não podemos
sa por diferentes frases, também pode acontecer que a imaginar nenhuma circunstância em que a premissa seja
mesma frase exprima mais do que uma proposição. Neste verdadeira e a conclusão falsa. Podes imaginar o caso em
caso dizemos que a frase é ambígua. A frase "Em cada dez que o João não é aluno do 11.º ano. Bem, isto significa
minutos, um homem português pega numa mulher ao colo" é que a conclusão é falsa, mas a premissa também é falsa.
ambígua, porque exprime mais do que uma proposição: tanto
pode querer dizer que existe um homem português (sempre o
mesmo) que, em cada dez minutos, pega numa mulher ao Repara, agora, no seguinte argumento:
colo, como pode querer dizer que, em cada dez minutos, um
homem português (diferente) pega numa mulher ao colo (a Premissa 1: Todos os números primos são pares.
sua). Premissa 2: Nove é um número primo.
Conclusão: Logo, nove é um número par.
Por vezes, deparamo-nos com frases que não sabemos
com exactidão o que significam. São as frases vagas. Uma Este argumento é válido, apesar de quer as premissas
frase vaga é uma frase que dá origem a casos de fronteira quer a conclusão serem falsas. Continua a aplicar-se a noção
indecidíveis. Por exemplo, "O professor de Filosofia é calvo" é de validade dedutiva anteriormente apresentada: é impossí-
uma frase vaga, porque não sabemos a partir de quantos vel que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa.
cabelos é que podemos considerar que alguém é calvo. Qui- A validade de um argumento dedutivo depende da conexão
nhentos? Cem? Dez? Outro exemplo de frase vaga é o se- lógica entre as premissas e a conclusão do argumento e não
guinte: "Muitos alunos tiveram negativa no teste de Filosofia". do valor de verdade das proposições que constituem o argu-
Muitos, mas quantos? Dez? Vinte? Em filosofia devemos mento. Como vês, a validade é uma propriedade diferente da
evitar as frases vagas, pois, se não comunicarmos com exac- verdade. A verdade é uma propriedade das proposições que
tidão o nosso pensamento, como é que podemos esperar que constituem os argumentos (mas não dos argumentos) e a
os outros nos compreendam? validade é uma propriedade dos argumentos (mas não das
proposições).
Validade e verdade
A verdade é uma propriedade das proposições. A valida- Então, repara que podemos ter:
de é uma propriedade dos argumentos. É incorrecto falar em
proposições válidas. As proposições não são válidas nem Argumentos válidos, com premissas verdadeiras e conclu-
inválidas. As proposições só podem ser verdadeiras ou fal- são verdadeira;
sas. Também é incorrecto dizer que os argumentos são ver-
dadeiros ou que são falsos. Os argumentos não são verda- Argumentos válidos, com premissas falsas e conclusão fal-
deiros nem falsos. Os argumentos dizem-se válidos ou inváli- sa;
dos.
Argumentos válidos, com premissas falsas e conclusão
Quando é que um argumento é válido? Por agora, referirei verdadeira;
apenas a validade dedutiva. Diz-se que um argumento dedu-
tivo é válido quando é impossível que as suas premissas Argumentos inválidos, com premissas verdadeiras e con-
sejam verdadeiras e a conclusão falsa. Repara que, para um clusão verdadeira;
argumento ser válido, não basta que as premissas e a con-
clusão sejam verdadeiras. É preciso que seja impossível que Argumentos inválidos, com premissas verdadeiras e con-
sendo as premissas verdadeiras, a conclusão seja falsa. clusão falsa;

Considera o seguinte argumento: Argumentos inválidos, com premissas falsas e conclusão


falsa; e
Premissa 1: Alguns treinadores de futebol ganham mais
de 100000 euros por mês. Argumentos inválidos, com premissas falsas e conclusão
Premissa 2: O Mourinho é um treinador de futebol. verdadeira.
Conclusão: Logo, o Mourinho ganha mais de 100000
euros por mês.
Mas não podemos ter:
Neste momento (Julho de 2004), em que o Mourinho é
Argumentos válidos, com premissas verdadeiras e conclu-
treinador do Chelsea e os jornais nos informam que ganha
são falsa.
muito acima de 100000 euros por mês, este argumento tem
premissas verdadeiras e conclusão verdadeira e, contudo,
não é válido. Não é válido, porque não é impossível que as Como podes determinar se um argumento dedutivo é vá-
premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa. Podemos lido? Podes seguir esta regra:
perfeitamente imaginar uma circunstância em que o Mourinho
ganhasse menos de 100000 euros por mês (por exemplo, o Mesmo que as premissas do argumento não sejam verda-
Mourinho como treinador de um clube do campeonato regio- deiras, imagina que são verdadeiras. Consegues imaginar
nal de futebol, a ganhar 1000 euros por mês), e, neste caso, alguma circunstância em que, considerando as premissas
a conclusão já seria falsa, apesar de as premissas serem verdadeiras, a conclusão é falsa? Se sim, então o argumento
verdadeiras. Portanto, o argumento é inválido. não é válido. Se não, então o argumento é válido.

Considera, agora, o seguinte argumento, anteriormente Lembra-te: num argumento válido, se as premissas forem
apresentado: verdadeiras, a conclusão não pode ser falsa.

Premissa: O João e o José são alunos do 11.º ano.


Conclusão: Logo, o João é aluno do 11.º ano.

Raciocínio Lógico 8 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Argumentos sólidos e argumentos bons O que temos aqui? O seguinte argumento:
Em filosofia não é suficiente termos argumentos válidos,
pois, como viste, podemos ter argumentos válidos com con- Preciso de um aumento da "mesada".
clusão falsa (se pelo menos uma das premissas for falsa). Logo, preciso de um aumento da "mesada".
Em filosofia pretendemos chegar a conclusões verdadeiras.
Por isso, precisamos de argumentos sólidos. Afinal, querias justificar o aumento da "mesada" (conclu-
são) e não conseguiste dar nenhuma razão plausível para
Um argumento sólido é um argumento válido esse aumento. Limitaste-te a dizer "Porque sim", ou seja,
com premissas verdadeiras. "Preciso de um aumento da 'mesada', porque preciso de um
aumento da 'mesada'". Como vês, trata-se de um argumento
muito mau, pois com um argumento deste tipo não conse-
Um argumento sólido não pode ter conclusão falsa, pois, gues persuadir ninguém.
por definição, é válido e tem premissas verdadeiras; ora, a
validade exclui a possibilidade de se ter premissas verdadei-
ras e conclusão falsa. Mas não penses que só os argumentos em que a conclu-
são repete a premissa é que são maus. Um argumento é mau
(ou fraco) se as premissas não forem mais plausíveis do que
O seguinte argumento é válido, mas não é sólido: a conclusão. É o que acontece com o seguinte argumento:
Todos os minhotos são alentejanos. Se a vida não faz sentido, então Deus não
Todos os bracarenses são minhotos. existe.
Logo, todos os bracarenses são alenteja- Mas Deus existe.
nos. Logo, a vida faz sentido.
Este argumento não é sólido, porque a primeira premissa Este argumento é válido, mas não é um bom argumento,
é falsa (os minhotos não são alentejanos). E é porque tem porque as premissas não são menos discutíveis do que a
uma premissa falsa que a conclusão é falsa, apesar de o conclusão.
argumento ser válido.
Para que um argumento seja bom (ou forte), as premissas
O seguinte argumento é sólido (é válido e tem premissas têm de ser mais plausíveis do que a conclusão, como acon-
verdadeiras): tece no seguinte exemplo:
Todos os minhotos são portugueses. Se não se aumentarem os níveis de exigência de estudo e de
Todos os bracarenses são minhotos. trabalho dos alunos no ensino básico, então os alunos conti-
Logo, todos os bracarenses são portugue- nuarão a enfrentar dificuldades quando chegarem ao ensino
ses. secundário.
Também podemos ter argumentos sólidos deste tipo: Ora, não se aumentaram os níveis de exigência de estudo e
de trabalho dos alunos no ensino básico.
Sócrates era grego.
Logo, Sócrates era grego. Logo, os alunos continuarão a enfrentar dificuldades quando
chegarem ao ensino secundário.
(É claro que me estou a referir ao Sócrates, filósofo grego
e mestre de Platão, e não ao Sócrates, candidato a secretário Este argumento pode ser considerado bom (ou forte),
geral do Partido Socialista. Por isso, a premissa e a conclu- porque, além de ser válido, tem premissas menos discutíveis
são são verdadeiras.) do que a conclusão.
Este argumento é sólido, porque tem premissa verdadeira As noções de lógica que acabei de apresentar são ele-
e é impossível que, sendo a premissa verdadeira, a conclu- mentares, é certo, mas, se as dominares, ajudar-te-ão a fazer
são seja falsa. É sólido, mas não é um bom argumento, por- um melhor trabalho na disciplina de Filosofia e, porventura,
que a conclusão se limita a repetir a premissa. noutras.
Um argumento bom (ou forte) é um argumento válido per-
Proposições simples e compostas
suasivo (persuasivo, do ponto de vista racional).
As proposições simples ou atômicas são assim caracteri-
Fica agora claro por que é que o argumento "Sócrates era
zadas por apresentarem apenas uma idéia. São indicadas
grego; logo, Sócrates era grego", apesar de sólido, não é um
pelas letras minúsculas: p, q, r, s, t...
bom argumento: a razão que apresentamos a favor da con-
clusão não é mais plausível do que a conclusão e, por isso, o
argumento não é persuasivo. As proposições compostas ou moleculares são assim ca-
racterizadas por apresentarem mais de uma proposição co-
nectadas pelos conectivos lógicos. São indicadas pelas letras
Talvez recorras a argumentos deste tipo, isto é, argumen-
maiúsculas: P, Q, R, S, T...
tos que não são bons (apesar de sólidos), mais vezes do que
imaginas. Com certeza, já viveste situações semelhantes a
esta: Obs: A notação Q(r, s, t), por exemplo, está indicando que
a proposição composta Q é formada pelas proposições sim-
ples r, s e t.
— Pai, preciso de um aumento da "mesa-
da". Exemplo:
— Porquê? Proposições simples:
— Porque sim. p: O número 24 é múltiplo de 3.
q: Brasília é a capital do Brasil.

Raciocínio Lógico 9 A Opção Certa Para a Sua Realização


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r: 8 + 1 = 3 . 3 Silogismo é o raciocínio composto de três proposições,
s: O número 7 é ímpar dispostas de tal maneira que a terceira, chamada conclusão,
t: O número 17 é primo deriva logicamente das duas primeiras, chamadas premissas.
Proposições compostas
P: O número 24 é divisível por 3 e 12 é o dobro de 24. Todo silogismo regular contém, portanto, três proposi-
Q: A raiz quadrada de 16 é 4 e 24 é múltiplo de 3. ções nas quais três termos são comparados, dois a dois.
R(s, t): O número 7 é ímpar e o número 17 é primo. Exemplo: toda a virtude é louvável; ora, a caridade é uma
virtude; logo, a caridade é louvável (1).
Noções de Lógica
Sérgio Biagi Gregório 5. SOFISMA

1. CONCEITO DE LÓGICA Sofisma é um raciocínio falso que se apresenta com apa-


rência de verdadeiro. Todo erro provém de um raciocínio
Lógica é a ciência das leis ideais do pensamento e a arte ilegítimo, portanto, de um sofisma.
de aplicá-los à pesquisa e à demonstração da verdade.
O erro pode derivar de duas espécies de causas:
Diz-se que a lógica é uma ciência porque constitui um das palavras que o exprimem ou das idéias que o constitu-
sistema de conhecimentos certos, baseados em princípios em. No primeiro, os sofismas de palavras ou verbais; no
universais. Formulando as leis ideais do bem pensar, a lógica segundo, os sofismas de idéias ou intelectuais.
se apresenta como ciência normativa, uma vez que seu obje-
to não é definir o que é, mas o que deve ser, isto é, Exemplo de sofisma verbal: usar mesma palavra com
as normas do pensamento correto. duplo sentido; tomar a figura pela realidade.

A lógica é também uma arte porque, ao mesmo tempo Exemplo de sofisma intelectual: tomar por essencial o
que define os princípios universais do pensamento, estabele- que é apenas acidental; tomar por causa um simples ante-
ce as regras práticas para o conhecimento da verdade (1). cedente ou mera circunstância acidental (3).

2. EXTENSÃO E COMPREENSÃO DOS CONCEITOS


Lógica De Primeira Ordem
Ao examinarmos um conceito, em termos lógicos, deve-
mos considerar a sua extensão e a sua compreensão. A linguagem da lógica proposicional não é adequada para
representar relações entre objetos. Por exemplo, se fôsse-
Vejamos, por exemplo, o conceito homem. mos usar uma linguagem proposicional para representar
"João é pai de Maria e José é pai de João" usaríamos duas
A extensão desse conceito refere-se a todo o conjunto de letras sentenciais diferentes para expressar idéias semelhan-
indivíduos aos quais se possa aplicar a designação homem. tes (por exemplo, P para simbolizar "João é pai de Maria "e Q
para simbolizar "José é pai de João" ) e não estaríamos cap-
A compreensão do conceito homem refere-se ao conjun- tando com esta representação o fato de que as duas frases
to de qualidades que um indivíduo deve possuir para ser falam sobre a mesma relação de parentesco entre João e
designado pelo termo homem: animal, vertebrado, mamífero, Maria e entre José e João. Outro exemplo do limite do poder
bípede, racional. de expressão da linguagem proposicional, é sua incapacida-
de de representar instâncias de um propriedade geral. Por
Esta última qualidade é aquela que efetivamente distingue exemplo, se quiséssemos representar em linguagem proposi-
o homem dentre os demais seres vivos (2). cional "Qualquer objeto é igual a si mesmo " e "3 é igual a 3",
usaríamos letras sentenciais distintas para representar cada
3. JUÍZO E O RACIOCÍNIO uma das frases, sem captar que a segunda frase é uma ins-
tância particular da primeira. Da mesma forma, se por algum
Entende-se por juízo qualquer tipo de afirmação ou nega- processo de dedução chegássemos à conclusão que um
ção entre duas idéias ou dois conceitos. Ao afirmarmos, por indivíduo arbitrário de um universo tem uma certa proprieda-
exemplo, que “este livro é de filosofia”, acabamos de for- de, seria razoável querermos concluir que esta propriedade
mular um juízo. vale para qualquer indivíduo do universo. Porém, usando
uma linguagem proposicional para expressar "um indivíduo
O enunciado verbal de um juízo é denomina- arbitrário de um universo tem uma certa propriedade " e "esta
do proposição ou premissa. propriedade vale para qualquer indivíduo do universo" usarí-
amos dois símbolos proposicionais distintos e não teríamos
Raciocínio - é o processo mental que consiste em coor- como concluir o segundo do primeiro.
denar dois ou mais juízos antecedentes, em busca de um
juízo novo, denominado conclusão ou inferência. A linguagem de primeira ordem vai captar relações entre
indivíduos de um mesmo universo de discurso e a lógica de
Vejamos um exemplo típico de raciocínio: primeira ordem vai permitir concluir particularizações de uma
1ª) premissa - o ser humano é racional; propriedade geral dos indivíduos de um universo de discurso,
2ª) premissa - você é um ser humano; assim como derivar generalizações a partir de fatos que va-
conclusão - logo, você é racional. lem para um indivíduo arbitrário do universo de discurso.
Para ter tal poder de expressão, a linguagem de primeira
O enunciado de um raciocínio através da linguagem fala- ordem vai usar um arsenal de símbolos mais sofisticado do
da ou escrita é chamado de argumento. Argumentar signifi- que o da linguagem proposicional.
ca, portanto, expressar verbalmente um raciocínio (2).
Considere a sentença "Todo objeto é igual a si mesmo".
4. SILOGISMO
Esta sentença fala de uma propriedade (a de ser igual a si
mesmo) que vale para todos os indivíduos de um universo de
discurso, sem identificar os objetos deste universo.

Raciocínio Lógico 10 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Sistemas que vão além dessas duas distinções
Considere agora a sentença "Existem números naturais (verdadeiro e falso) são conhecidos como lógicas não-
que são pares". aristotélicas, ou lógica de vários valores (ou então lógicas
polivaluadas, ou ainda polivalentes).
Esta sentença fala de um propriedade (a de ser par) que
vale para alguns (pelo menos um dos) indivíduos do universo No início do século 20, Jan Łukasiewicz investigou a
dos números naturais, sem, no entanto, falar no número" 0" extensão dos tradicionais valores verdadeiro/falso para incluir
ou "2" ou "4",etc em particular. um terceiro valor, "possível".

Para expressar propriedades gerais (que valem para to- Lógicas como a lógica difusa foram então desenvolvidas
dos os indivíduos) ou existenciais (que valem para alguns com um número infinito de "graus de verdade",
indivíduos) de um universo são utilizados os quantificadores representados, por exemplo, por um número real entre 0 e 1.
∀ (universal) e ∃ (existencial), respectivamente. Estes quanti- Probabilidade bayesiana pode ser interpretada como um
ficadores virão sempre seguidos de um símbolo de variável, sistema de lógica onde probabilidade é o valor verdade
captando, desta forma, a idéia de estarem simbolizando as subjetivo.
palavras "para qualquer" e "para algum".
O principal objetivo será a investigação da validade de
Considere as sentenças: ARGUMENTOS: conjunto de enunciados dos quais um é a
"Sócrates é homem" CONCLUSÃO e os demais PREMISSAS. Os argumentos
"Todo aluno do departamento de Ciência da Computação estão tradicionalmente divididos em DEDUTIVOS e INDUTI-
estuda lógica" VOS.

A primeira frase fala de uma propriedade (ser homem) de ARGUMENTO DEDUTIVO: é válido quando suas premis-
um indivíduo distinguido ("Sócrates") de um domínio de dis- sas, se verdadeiras, a conclusão é também verdadeira.
curso. A segunda frase fala sobre objetos distiguidos "depar- Premissa : "Todo homem é mortal."
tamento de Ciência da Computação" e "lógica". Tais objetos Premissa : "João é homem."
poderão ser representados usando os símbolos , soc para Conclusão : "João é mortal."
"Sócrates", cc para "departamento de Ciência da Computa-
ção", lg para "lógica".Tais símbolos são chamados de símbo- ARGUMENTO INDUTIVO: a verdade das premissas não
los de constantes. basta para assegurar a verdade da conclusão.
Premissa : "É comum após a chuva ficar nublado."
As propriedades "ser aluno de ", "estuda" relacionam ob- Premissa : "Está chovendo."
jetos do universo de discurso considerado, isto é, "ser aluno Conclusão: "Ficará nublado."
de " relaciona os indivíduos de uma universidade com os
seus departamentos, "estuda" relaciona os indivíduos de As premissas e a conclusão de um argumento, formula-
uma universidade com as matérias. Para representar tais das em uma linguagem estruturada, permitem que o argu-
relações serão usados símbolos de predicados (ou relações). mento possa ter uma análise lógica apropriada para a verifi-
Nos exemplos citados podemos usar Estuda e Aluno que cação de sua validade. Tais técnicas de análise serão trata-
são símbolos de relação binária. As relações unárias expres- das no decorrer deste roteiro.
sam propriedades dos indivíduos do universo (por exemplo
"ser par","ser homem"). A relação "ser igual a" é tratata de OS SÍMBOLOS DA LINGUAGEM DO CÁLCULO PRO-
forma especial, sendo representada pelo símbolo de igualda- POSICIONAL
de ≈. • VARIÁVEIS PROPOSICIONAIS: letras latinas minús-
culas p,q,r,s,.... para indicar as proposições (fórmulas
Desta forma podemos simbolizar as sentenças considera- atômicas) .
das nos exemplos da seguinte forma:
- "Todo mundo é igual a si mesmo " por ∀x x≈x; Exemplos: A lua é quadrada: p
- "Existem números naturais que são pares" por A neve é branca : q
∃xPar(x);
- "Sócrates é homem" por Homem(soc); • CONECTIVOS LÓGICOS: As fórmulas atômicas po-
- "Todo aluno do departamento de Ciência da Computa- dem ser combinadas entre si e, para representar tais
ção estuda lógica" por∀x(Aluno(x,cc) →Estuda (x,lg)). combinações usaremos os conectivos lógicos:
∧: e , ∨: ou , → : se...então , ↔ : se e somente se , ∼: não
Já vimos como representar objetos do domínio através de
constantes.Uma outra maneira de representá-los é atravez do Exemplos:
uso de símbolos de função. • A lua é quadrada e a neve é branca. : p ∧ q (p e q são cha-
mados conjuntos)
Por exemplo podemos representar os números naturais • A lua é quadrada ou a neve é branca. : p ∨ q ( p e q são
"1", "2", "3", etc através do uso de símbolo de função, diga- chamados disjuntos)
mos, suc, que vai gerar nomes para os números naturais "1", • Se a lua é quadrada então a neve é branca. : p → q (p é o
"2", "3", etc. a partir da constante 0, e. g., "1" vai ser denotado antecedente e q o conseqüente)
por suc(0), "3" vai ser denotado por suc(suc(suc(0))), etc. • A lua é quadrada se e somente se a neve é branca. : p ↔ q
Seqüências de símbolos tais como suc(0) e suc(suc(suc(0))) • A lua não é quadrada. : ∼p
são chamadas termos.
• SÍMBOLOS AUXILIARES: ( ), parênteses que servem
Assim, a frase "Todo número natural diferente de zero é para denotar o "alcance" dos conectivos;
sucessor de um número natural" pode ser simbolizada por
∀x(¬x≈0 →∃ysuc(y)≈x). Fonte: UFRJ Exemplos:
• Se a lua é quadrada e a neve é branca então a lua
Lógica De Vários Valores não é quadrada.: ((p ∧ q) → ∼ p)
• A lua não é quadrada se e somente se a neve é

Raciocínio Lógico 11 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
branca.: ((∼
∼ p) ↔q)) Temas comuns em paradoxos incluem auto-referências
diretas e indiretas, infinitudes, definições circulares e
• DEFINIÇÃO DE FÓRMULA : confusão nos níveis de raciocínio.
1. Toda fórmula atômica é uma fórmula.
2. Se A e B são fórmulas então (A ∨ B), (A ∧ B), (A → B), W. V. Quine (1962) distingüe três classes de paradoxos:
(A ↔ B) e (∼
∼ A) também são fórmulas. Os paradoxos verídicos produzem um resultado que
3. São fórmulas apenas as obtidas por 1. e 2. . parece absurdo embora seja demonstravelmente
verdadeiro. Assim, o paradoxo do aniversário de
Com o mesmo conectivo adotaremos a convenção pela Frederic na opereta The Pirates of Penzance
direita. estabelece o fato surpreendente de que uma pessoa
pode ter mais do que N anos em seu N-ésimo
Exemplo: a fórmula p ∨ q ∧ ∼ r → p → ∼ q deve ser entendida aniversário. Da mesma forma, o teorema da
como (((p ∨ q) ∧ (∼
∼ r)) → ( p → (∼
∼ q))) impossibilidade de Arrow envolve o comportamento de
sistemas de votação que é surpreendente mas, ainda
assim, verdadeiro.
Paradoxo Os paradoxos falsídicos estabelecem um resultado que
O frasco com auto-fluxo de Robert Boyle preenche a si
não somente parece falso como também o é
próprio neste diagrama, mas máquinas de moto contínuo não
demonstravelmente – há uma falácia da demonstração
existem.
pretendida. As várias provas inválidas (e.g., que 1 = 2)
são exemplos clássicos, geralmente dependendo de
Um paradoxo é uma declaração aparentemente
uma divisão por zero despercebida. Outro exemplo é o
verdadeira que leva a uma contradição lógica, ou a uma
paradoxo do cavalo.
situação que contradiz a intuição comum. Em termos simples,
Um paradoxo que não pertence a nenhuma das classes
um paradoxo é "o oposto do que alguém pensa ser a
acima pode ser uma antinomia, uma declaração que
verdade". A identificação de um paradoxo baseado em
chega a um resultado auto-contraditório aplicando
conceitos aparentemente simples e racionais tem, por vezes,
apropriadamente meios aceitáveis de raciocínio. Por
auxiliado significativamente o progresso da ciência, filosofia e
exemplo, o paradoxo de Grelling-Nelson aponta
matemática.
problemas genuínos na nossa compreensão das
idéias de verdade e descrição.
A etimologia da palavra paradoxo pode ser traçada a
textos que remontam à aurora da Renascença, um período
de acelerado pensamento científico na Europa e Ásia que Proposição
começou por volta do ano de 1500. As primeiras formas da
palavra tiveram por base a palavra latina paradoxum, mas Segundo Quine, toda proposição é uma frase mas nem
também são encontradas em textos em grego como toda frase é uma proposição; uma frase é uma proposição
paradoxon (entretanto, o Latim é fortemente derivado do apenas quando admite um dos dois valores lógicos: Falso
alfabeto grego e, além do mais, o Português é também (F)ou Verdadeiro (V). Exemplos:
derivado do Latim romano, com a adição das letras "J" e "U"). Frases que não são proposições
A palavra é composta do prefixo para-, que quer dizer Pare!
"contrário a", "alterado" ou "oposto de", conjungada com o Quer uma xícara de café?
sufixo nominal doxa, que quer dizer "opinião". Compare com Eu não estou bem certo se esta cor me agrada
ortodoxia e heterodoxo. Frases que são proposições
A lua é o único satélite do planeta terra (V)
Na filosofia moral, o paradoxo tem um papel central nos A cidade de Salvador é a capital do estado do Amazonas
debates sobre ética. Por exemplo, a admoestação ética para (F)
"amar o seu próximo" não apenas contrasta, mas está em O numero 712 é ímpar (F)
contradição com um "próximo" armado tentando ativamente Raiz quadrada de dois é um número irracional (V)
matar você: se ele é bem sucedido, você não será capaz de
amá-lo. Mas atacá-lo preemptivamente ou restringi-lo não é Composição de Proposições
usualmente entendido como algo amoroso. Isso pode ser É possível construir proposições a partir de proposições já
considerado um dilema ético. Outro exemplo é o conflito entre existentes. Este processo é conhecido por Composição de
a injunção contra roubar e o cuidado para com a família que Proposições. Suponha que tenhamos duas proposições,
depende do roubo para sobreviver. A = "Maria tem 23 anos"
B = "Maria é menor"
Deve ser notado que muitos paradoxos dependem de
uma suposição essencial: que a linguagem (falada, visual ou Pela legislação corrente de um país fictício, uma pessoa é
matemática) modela de forma acurada a realidade que considerada de menor idade caso tenha menos que 18 anos,
descreve. Em física quântica, muitos comportamentos o que faz com que a proposição B seja F, na interpretação da
paradoxais podem ser observados (o princípio da incerteza proposição A ser V. Vamos a alguns exemplos:
de Heisenberg, por exemplo) e alguns já foram atribuídos "Maria não tem 23 anos" (nãoA)
ocasionalmente às limitações inerentes da linguagem e dos "Maria não é menor"(não(B))
modelos científicos. Alfred Korzybski, que fundou o estudo da "Maria tem 23 anos" e "Maria é menor" (A e B)
Semântica Geral, resume o conceito simplesmente "Maria tem 23 anos" ou "Maria é menor" (A ou B)
declarando que, "O mapa não é o território". Um exemplo "Maria não tem 23 anos" e "Maria é menor" (não(A) e B)
comum das limitações da linguagem são algumas formas do "Maria não tem 23 anos" ou "Maria é menor" (não(A) ou
verbo "ser". "Ser" não é definido claramente (a área de B)
estudos filosóficos chamada ontologia ainda não produziu um "Maria tem 23 anos" ou "Maria não é menor" (A ou
significado concreto) e assim se uma declaração incluir "ser" não(B))
com um elemento essencial, ela pode estar sujeita a "Maria tem 23 anos" e "Maria não é menor" (A e não(B))
paradoxos. Se "Maria tem 23 anos" então "Maria é menor" (A => B)
Se "Maria não tem 23 anos" então "Maria é menor"
Tipos de paradoxos (não(A) => B)
"Maria não tem 23 anos" e "Maria é menor" (não(A) e B)

Raciocínio Lógico 12 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
"Maria tem 18 anos" é equivalente a "Maria não é menor" p: Oscar é prudente;
(C <=> não(B)) q: Mário é engenheiro;
r: Maria é morena.
Note que, para compor proposições usou-se os símbolos
não (negação), e (conjunção), ou (disjunção), => (implica- Composta ou Molecular - é a proposição formada pela
ção) e, finalmente, <=> (equivalência). São os chamados combinação de duas ou mais proposições. São habitualmen-
conectivos lógicos. Note, também, que usou-se um símbolo te designadas por letras maiúsculas P, Q, R, S ..., também
para representar uma proposição: C representa a proposição denominadas letras proposicionais.
Maria tem 18 anos. Assim, não(B) representa Maria não é
menor, uma vez que B representa Maria é menor. Exemplo:
p : Walter é engenheiro E Pedro é estudante;
Algumas Leis Fundamentais q : Mauro é dedicado OU Pedro é trabalhador;
r : SE Flávio é estudioso ENTÃO será aprovado.
Um proposição é falsa (F) ou
Lei do Meio Excluido Observação: As proposições compostas são também
verdadeira (V): não há meio
termo. denominadas fórmulas proposicionais ou apenas fórmulas.
Quando interessa destacar que uma proposição composta P
Uma proposição não pode ser, é formada pela combinação de proposições simples, escreve-
Lei da Contradição
simultaneamente, V e F. se: P ( p, q, r ...);
O valor lógico (V ou F) de uma Conectivos - são palavras que se usam para formar no-
proposição composta é unica- vas proposições a partir de outras.
Lei da Funcionalidade mente determinada pelos valo-
res lógicos de suas proposições Exemplo:
constituintes. P: 6 é par E 8 é cubo perfeito;
Q: NÃO vai chover;
PROPOSIÇÕES E CONECTIVOS R: SE Mauro é médico, ENTÃO sabe biologia;
Proposição - é todo o conjunto de palavras ou símbolos S: o triângulo ABC é isósceles OU equilátero;
que exprimem um pensamento de sentido completo, isto é, T: o triângulo ABC é equilátero SE E SOMENTE SE é e-
afirmam fatos ou exprimem juízos que formamos a respeito quilátero.
de determinados entes.
São conectivos usuais em lógica Matemática as palavras
Exemplo: que estão grifadas, isto é "e", "ou", "não", "se ... então", "... se
a) a lua é um satélite da Terra; e somente se ..."
b) O sol é amarelo;
c) Brasília é a capital do Brasil. VERDADES E MENTIRAS
Este item trata de questões em que algumas personagens
Princípios Adotados como Regras Fundamentais do mentem e outras falam a verdade. Trata-se de descobrir qual
Pensamento, na Lógica Matemática é o fato correto a partir das afirmações que forem feitas por
• Princípio da não contradição - uma proposição não eles, evidentemente, sem conhecer quem fala verdade ou
pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo. quem fala mentira.
• Princípio do terceiro excluído - toda proposição ou é Também não há uma teoria a respeito. A aprendizagem das
verdadeira ou é falsa, isto é, verifica-se sempre um soluções de questões desse tipo depende apenas de treina-
destes casos e nunca um terceiro. mento.
Um dos métodos para resolver questões desse tipo consiste
Valores Lógicos das Proposições em considerar uma das afirmações verdadeira e, em segui-
Chama-se valor lógico de uma proposição a verdade se a da, verificar se as demais são ou não consistentes com ela.
proposição é verdadeira e a falsidade se a proposição é falsa. Isto significa verificar se há ou não contradição nas demais
Valor Lógico Símbolo de Designação afirmações.
Verdade V
Exemplo 1 - (Fiscal Trabalho 98 ESAF) - Um crime foi
Falsidade F cometido por uma e apenas uma pessoa de um grupo de
cinco suspeitos: Armando, Celso, Edu, Juarez e Tarso. Per-
Toda proposição tem um e um só dos valores V, F (de guntados
acordo os dois princípios supracitados). sobre quem era o culpado, cada um deles respondeu:
Armando: "Sou inocente"
Exemplo: Celso: "Edu é o culpado"
a) o mercúrio é mais pesado que a água; valor lógico da Edu: "Tarso é o culpado"
proposição: verdade (V) Juarez: "Armando disse a verdade"
b) o sol gira em torno da Terra; valor lógico da proposi- Tarso: "Celso mentiu"
ção: falsidade (F) Sabendo-se que apenas um dos suspeitos mentiu e que
todos os outros disseram a verdade, pode-se concluir que o
TIPOS DE PROPOSIÇÃO culpado é:
Simples ou Atômicas - é a proposição que não contém a) Armando b) Celso c) Edu d) Juarez e)
nenhuma outra proposição como parte integrante de si mes- Tarso
ma. As proposições simples são geralmente designadas por
letras minúsculas p, q, r, s ..., chamadas letras proposicio- Vamos considerar que Armando foi quem mentiu.
nais. Neste caso ele é o culpado. Isto contradiz às palavras de
Celso, pois se Armando mente, Celso teria dito uma verdade.
Observação: Pode ser usada qualquer letra do alfabeto Teríamos então dois culpados: Armando e Tarso. Portanto,
minúsculo para representar uma proposição simples. Armando não mente.
Passemos agora a considerar Celso o mentiroso.
Exemplo: Isto é consistente. Pois, como já foi dito, Armando diz a ver-

Raciocínio Lógico 13 A Opção Certa Para a Sua Realização


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dade . Edu é inocente (Celso mente). Edu diz a verdade. a) Sandra, Teresa, Regina.
Juarez também disse uma verdade. Tarso também foi verda- b) Sandra, Regina, Teresa.
deiro. Portanto, o culpado é Tarso. Resposta: letra (e) c) Regina, Sandra, Teresa.
d) Teresa, Regina, Sandra.
Exemplo 2 - (CVM 2000 ESAF) - Cinco colegas foram a um e) Teresa, Sandra, Regina.
parque de diversões e um deles entrou sem pagar. Apanha- Solução:
dos por um funcionário do parque, que queria saber qual Temos dois fatos a considerar:
deles entrou sem pagar, ao serem interpelados: 1 – O marido de Teresa disse a verdade.
– “Não fui eu, nem o Manuel”, disse Marcos. 2 – O marido de Sandra mentiu.
– “Foi o Manuel ou a Maria”, disse Mário.
– “Foi a Mara”, disse Manuel. Todos os três fazem afirmações sobre a esposa de Marcos.
– “O Mário está mentindo”, disse Mara. Ora, somente um estará dizendo a verdade.
– “Foi a Mara ou o Marcos”, disse Maria. Temos então:
Sabendo-se que um e somente um dos cinco colegas mentiu,
conclui-se logicamente que quem entrou sem pagar foi: 1ª hipótese: Nestor fala a verdade. A esposa de Marcos é
a) Mário b) Marcos c) Mara d) Manuel e) Maria Teresa. Mas como o único a falar a verdade é Nestor, sua
esposa deveria ser Tereza.
Façamos como no item anterior. Portanto, Nestor não fala a verdade.
Hipótese 1: Marcos é o mentiroso. Se Marcos é o mentiro-
2ª hipótese: Luís fala a verdade. A esposa dele seria a
so, então um dos dois entrou sem pagar. Mas como Manuel
Teresa, pois o marido de Teresa fala a verdade. Marcos es-
deve dizer a verdade (só um mente), Mara entrou sem pagar.
tando mentindo, a esposa de Marcos, não é Sandra e nem
Assim, seriam dois a entrar sem pagar Mara e Marcos ou
Teresa. É Regina. O que confirma a veracidade da afirmação
Mara e Manuel. Conclusão Marcos fala a verdade.
de Luís. A esposa de Nestor será então Sandra. A esposa de
Hipótese 2: Mário é o mentiroso. Nesse caso, nem Maria e
Luís é Teresa. A esposa de Marcos é Regina. A esposa de
nem Manuel teria entrado sem pagar. Pois quando se usa o
Nestor é Sandra.
ou, será verdade desde que um deles seja verdadeiro. Estão
Isto permite afirmar que a opção (d) está correta.
eliminados Marcos, Manuel e Maria, de acordo com a verda-
de de Marcos. Seria então Mara pois Manuel não seria menti- Mas, vejamos se existe outra possibilidade, tentando a tercei-
roso. Mara teria dito a verdade pois, de acordo com a hipóte- ra hipótese.
se somente Mário é o mentiroso. Como Maria também não 3ª hipótese: Marcos fala a verdade. Isto é impossível, pois,
seria a mentirosa, nem Mara nem Marcos teria entrado sem se ele estivesse falando a verdade, sua esposa seria Teresa
pagar. e não Sandra.
Portanto: Marcos, Manuel, Mario e Maria são os que pagaram A única hipótese possível é a segunda. O que confirma a
a entrada e Mara a que não pagou. resposta. Letra (d).
Mas e se houver outra possibilidade? Devemos então tentar
outras hipóteses. Exemplo 4 - (MPU 2004/ESAF) Uma empresa produz an-
Hipótese 3: Manuel é o mentiroso. Como Marcos fala a dróides de dois tipos: os de tipo V, que sempre dizem a ver-
verdade, não foi ele (Marcos) e nem o Manuel. Como Mário dade, e os de tipo M, que sempre mentem. Dr. Turing, um
também fala a verdade, um dos dois Manuel ou Maria entrou especialista em Inteligência Artificial, está examinando um
sem pagar. Mas Marcos pagou. Então Maria entrou sem grupo de cinco andróides – rotulados de Alfa, Beta, Gama,
pagar. Maria também diz a verdade, Não teria pago a entra- Delta e Épsilon –, fabricados por essa empresa, para deter-
da, Marcos ou Mara. Mas, outra vez, Marcos pagou. Então minar quantos entre os cinco são do tipo V.
Mara não pagou a entrada. Ele pergunta a Alfa: “Você é do tipo M?” Alfa responde, mas
Temos duas pessoas que entraram sem pagar: Maria e Mara. Dr. Turing, distraído, não ouve a resposta.
Isto é falso, pois somente uma pessoa não pagou a entrada. Os andróides restantes fazem, então, as seguintes declara-
Hipótese 4: Mara é a mentirosa. Não foi Marcos e nem ções:
Manuel, segundo a afirmação de Marcos que é verdadeiro. Beta: “Alfa respondeu que sim”.
Como não pode ter sido o Manuel, pela fala de Mário, teria Gama: “Beta está mentindo”.
sido Maria. Mas segundo Manuel, teria sido Mara. Novamen- Delta: “Gama está mentindo”.
te dois mentirosos. Hipótese que não pode ser aceita pois Épsilon: “Alfa é do tipo M”.
teriam duas pessoas entrado sem pagar. Mesmo sem ter prestado atenção à resposta de Alfa, Dr.
Hipótese 5: Maria é a mentirosa. Se Maria é mentirosa, Turing pôde, então, concluir corretamente que o número de
Mário não poderia estar mentido. Então Mara estaria falando andróides do tipo V, naquele grupo, era igual a
mentira. Seriam então, pelo menos, duas mentirosas. Maria e a) 1. b) 2. c) 3. d) 4.
Mara. e) 5.
A única hipótese que satisfaz as condições do problema é a
de número dois, da qual se conclui que Mara é a pessoa que Solução:
não pagou a entrada. Assim, a resposta é: letra (c). Vejamos as informações:
(1) Os andróides do tipo M sempre mentem.
Exemplo 3 - (Fiscal Trabalho 98) Três amigos – Luís, Mar- (2) Os andróides do tipo V sempre falam a verdade.
cos e Nestor – são casados com Teresa, Regina e Sandra Sendo feita a pergunta, “você mente”, a resposta só poderia
(não necessariamente nesta ordem). Perguntados sobre os ser uma: NÃO. Pois, o mentiroso iria negar dizendo NÃO e o
nomes das respectivas esposas, os três fizeram as seguintes verdadeiro também iria negar dizendo NÃO.
declarações: Como a resposta tinha que ser NÃO e Beta disse que alfa
Nestor: "Marcos é casado com Teresa" respondeu SIM, Beta está mentindo.
Luís: "Nestor está mentindo, pois a esposa de Marcos é Como Gama disse Beta está mentindo, então Gama disse a
Regina" verdade.
Marcos: "Nestor e Luís mentiram, pois a minha esposa é Como Delta disse que Gama está mentindo, Delta é um
Sandra" mentiroso.
Sabendo-se que o marido de Sandra mentiu e que o marido Restam agora Alfa e Épsilon.
de Teresa disse a verdade, segue-se que as esposas de Épsilon disse que Alfa é do tipo M. Isto é Alfa é mentiroso.
Luís, Marcos e Nestor são, respectivamente: Das duas uma: (1) se Épsilon fala a verdade, ele é do tipo V e

Raciocínio Lógico 14 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Alfa é do tipo M; (2) se Épsilon é do tipo M ele mente. Então A lógica formal preocupa-se com a correção formal do
Alfa é do tipo V. Assim, um dos dois é do tipo V. pensamento. Para esse campo de estudos da lógica, o con-
Portanto, além do andróide Gama tem mais um andróide do teúdo ou a matéria do raciocínio tem uma importância relati-
tipo V. São então, dois andróides do tipo V. Resposta: letra va. A preocupação sempre será com a sua forma. A forma é
(b) Aula 8 - internet respeitada quando se preenchem as exigências de coerência
interna, mesmo que as conclusões possam ser absurdas do
ponto de vista material (conteúdo). Nem sempre um raciocí-
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO nio formalmente correto corresponde àquilo que chamamos
de realidade dos fatos.
1. Introdução
No entanto, o erro não está no seu aspecto formal e, sim,
Desde suas origens na Grécia Antiga, especialmente de na sua matéria. Por exemplo, partindo das premissas que
Aristóteles (384-322 a.C.) em diante, a lógica tornou-se um (1) todos os brasileiros são europeus
dos campos mais férteis do pensamento humano, particular- e que
mente da filosofia. Em sua longa história e nas múltiplas (2) Pedro é brasileiro,
modalidades em que se desenvolveu, sempre foi bem claro formalmente, chegar-se-á à conclusão lógica que
seu objetivo: fornecer subsídios para a produção de um bom (3) Pedro é europeu.
raciocínio.
Materialmente, este é um raciocínio falso porque a experi-
Por raciocínio, entende-se tanto uma atividade mental ência nos diz que a premissa é falsa.
quanto o produto dessa atividade. Esse, por sua vez, pode
ser analisado sob muitos ângulos: o psicólogo poderá estudar No entanto, formalmente, é um raciocínio válido, porque a
o papel das emoções sobre um determinado raciocínio; o conclusão é adequada às premissas. É nesse sentido que se
sociólogo considerará as influências do meio; o criminólogo costuma dizer que o computador é falho, já que, na maioria
levará em conta as circunstâncias que o favoreceram na dos casos, processaformalmente informações nele previa-
prática de um ato criminoso etc. Apesar de todas estas pos- mente inseridas, mas não tem a capacidade de verificar o
sibilidades, o raciocínio é estudado de modo muito especial valor empírico de tais informações.
no âmbito da lógica. Para ela, pouco importam os contextos
psicológico, econômico, político, religioso, ideológico, jurídico Já, a lógica material preocupa-se com a aplicação das o-
ou de qualquer outra esfera que constituam o “ambiente do perações do pensamento à realidade, de acordo com a natu-
raciocínio”. reza ou matéria do objeto em questão. Nesse caso, interessa
que o raciocínio não só seja formalmente correto, mas que
Ao lógico, não interessa se o raciocínio teve esta ou aque- também respeite a matéria, ou seja, que o seu conteúdocor-
la motivação, se respeita ou não a moral social, se teve influ- responda à natureza do objeto a que se refere. Neste caso,
ências das emoções ou não, se está de acordo com uma trata-se da correspondência entrepensamento e realidade.
doutrina religiosa ou não, se foi produzido por uma pessoa
embriagada ou sóbria. Ele considera a sua forma. Ao consi- Assim sendo, do ponto de vista lógico, costuma-se falar de
derar a forma, ele investiga a coerência do raciocínio, as dois tipos de verdade: a verdade formal e a verdade material.
relações entre as premissas e a conclusão, em suma, sua A verdade formal diz respeito, somente e tão-somente, à
obediência a algumas regras apropriadas ao modo como foi forma do discurso; já a verdade material tem a ver com a
formulado etc. forma do discurso e as suas relações com a matéria ou o
conteúdo do próprio discurso. Se houver coerência, no pri-
Apenas a título de ilustração, seguem-se algumas defini- meiro caso, e coerência e correspondência, no segundo, tem-
ções e outras referências à lógica: se a verdade.

“A arte que dirige o próprio ato da razão, ou seja, nos per- Em seu conjunto, a lógica investiga as regras adequadas à
mite chegar com ordem, facilmente e sem erro, ao próprio ato produção de um raciocínio válido, por meio do qual visa-se à
da razão – o raciocínio” (Jacques Maritain). consecução da verdade, seja ela formal ou material. Relacio-
nando a lógica com a prática, pode-se dizer que é importante
“A lógica é o estudo dos métodos e princípios usados para que se obtenha não somente uma verdade formal, mas, tam-
distinguir o raciocínio correto do incorreto” (Irving Copi). bém, uma verdade que corresponda à experiência. Que seja,
portanto, materialmente válida. A conexão entre os princípios
“A lógica investiga o pensamento não como ele é, mas formais da lógica e o conteúdo de seus raciocínios pode ser
como deve ser” (Edmundo D. Nascimento). denominada de “lógica informal”. Trata-se de uma lógica
aplicada ao plano existencial, à vida quotidiana.
“A princípio, a lógica não tem compromissos. No entanto,
sua história demonstra o poder que a mesma possui quando 1.2. Raciocínio e Argumentação
bem dominada e dirigida a um propósito determinado, como o
fizeram os sofistas, a escolástica, o pensamento científico Três são as principais operações do intelecto humano: a
ocidental e, mais recentemente, a informática” (Bastos; Kel- simples apreensão, os juízos e o raciocínio.
ler).
A simples apreensão consiste na captação direta (através
1.1. Lógica formal e Lógica material dos sentidos, da intuição racional, da imaginação etc) de uma
realidade sobre a qual forma-se uma idéia ou conceito (p. ex.,
Desde Aristóteles, seu primeiro grande organizador, os es- de um objeto material, ideal, sobrenatural etc) que, por sua
tudos da lógica orientaram-se em duas direções principais: a vez, recebe uma denominação (as palavras ou termos, p.
da lógica formal, também chamada de “lógica menor” e a da
lógica material, também conhecida como “lógica maior”. ex.: “mesa”, “três” e “arcanjo”).

Raciocínio Lógico 15 A Opção Certa Para a Sua Realização


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O juízo é ato pelo qual os conceitos ou idéias são ligadas As frases declaratórias ou assertivas podem ser combina-
ou separadas dando origem à emissão de um “julgamento” das de modo a levarem a conclusões conseqüentes, constitu-
(falso ou verdadeiro) sobre a realidade, mediante proposições indo raciocínios válidos. Veja-se o exemplo:
orais ou escritas. Por exemplo: “Há três arcanjos sobre a
mesa da sala” (1) Não há crime sem uma lei que o defina;

O raciocínio, por fim, consiste no “arranjo” intelectual dos (2) não há uma lei que defina matar ET’s como crime;
juízos ou proposições, ordenando adequadamente os conte-
údos da consciência. No raciocínio, parte-se de premissas (3) logo, não é crime matar ET’s.
para se chegar a conclusões que devem ser adequadas.
Procedendo dessa forma, adquirem-se conhecimentos novos
Ao serem ligadas estas assertivas, na mente do interlocu-
e defende-se ou aprofunda-se o que já se conhece. Para
tor, vão sendo criadas as condições lógicas adequadas à
tanto, a cada passo, é preciso preencher os requisitos da
conclusão do raciocínio. Esse processo, que muitas vezes
coerência e do rigor. Por exemplo: “Se os três arcanjos estão
permite que a conclusão seja antecipada sem que ainda
sobre a mesa da sala, não estão sobre a mesa da varanda”
sejam emitidas todas as proposições do raciocínio, chamase
inferência. O ponto de partida de um raciocínio (as premis-
Quando os raciocínios são organizados com técnica e arte sas) deve levar a conclusões óbvias.
e expostos de forma tal a convencer a platéia, o leitor ou
qualquer interlocutor tem-se a argumentação. Assim, a ativi-
1.4. Termo e Conceito
dade argumentativa envolve o interesse da persuasão. Ar-
gumentar é o núcleo principal da retórica, considerada a arte
de convencer mediante o discurso. Para que a validade de um raciocínio seja preservada, é
fundamental que se respeite uma exigência básica: as pala-
vras empregadas na sua construção não podem sofrer modi-
Partindo do pressuposto de que as pessoas pensam aquilo
ficações de significado. Observe-se o exemplo:
que querem, de acordo com as circunstâncias da vida e as
decisões pessoais (subjetividade), um argumento conseguirá Os jaguares são quadrúpedes;
atingir mais facilmente a meta da persuasão caso as idéias Meu carro é um Jaguar
propostas se assentem em boas razões, capazes de mexer logo, meu carro é um quadrúpede.
com as convicções daquele a quem se tenta convencer. Mui-
tas vezes, julga-se que estão sendo usadas como bom argu- O termo “jaguar” sofreu uma alteração de significado ao
mento opiniões que, na verdade, não passam de preconcei- longo do raciocínio, por isso, não tem validade.
tos pessoais, de modismos, de egoísmo ou de outras formas
de desconhecimento. Mesmo assim, a habilidade no argu- Quando pensamos e comunicamos os nossos pensamen-
mentar, associada à desatenção ou à ignorância de quem tos aos outros, empregamos palavras tais como “animal”,
ouve, acaba, muitas vezes, por lograr a persuasão. “lei”, “mulher rica”, “crime”, “cadeira”, “furto” etc. Do ponto de
vista da lógica, tais palavras são classificadas como termos,
Pode-se, então, falar de dois tipos de argumentação: boa que são palavras acompanhadas de conceitos. Assim sendo,
ou má, consistente/sólida ou inconsistente/frágil, lógica ou o termo é o signo lingüístico, falado ou escrito, referido a um
ilógica, coerente ou incoerente, válida ou não-válida, fraca ou conceito, que é o ato mental correspondente ao signo.
forte etc.
Desse modo, quando se emprega, por exemplo, o termo
De qualquer modo, argumentar não implica, necessaria- “mulher rica”, tende-se a pensar no conjunto das mulheres às
mente, manter-se num plano distante da existência humana, quais se aplica esse conceito, procurando apreender uma
desprezando sentimentos e motivações pessoais. Pode-se nota característica comum a todos os elementos do conjunto,
argumentar bem sem, necessariamente, descartar as emo- de acordo com a ‘intencionalidade’ presente no ato mental.
ções, como no caso de convencer o aluno a se esforçar nos Como resultado, a expressão “mulher rica” pode ser tratada
estudos diante da perspectiva de férias mais tranqüilas. En- como dois termos: pode ser uma pessoa do sexo feminino
fim, argumentar corretamente (sem armar ciladas para o cujos bens materiais ou financeiros estão acima da média ou
interlocutor) é apresentar boas razões para o debate, susten- aquela cuja trajetória existencial destaca-se pela bondade,
tar adequadamente um diálogo, promovendo a dinamização virtude, afetividade e equilíbrio.
do pensamento. Tudo isso pressupõe um clima democrático.
Para que não se obstrua a coerência do raciocínio, é pre-
1.3. Inferência Lógica ciso que fique bem claro, em função do contexto ou de uma
manifestação de quem emite o juízo, o significado dos termos
empregados no discurso.
Cabe à lógica a tarefa de indicar os caminhos para um ra-
ciocínio válido, visando à verdade.
1.5. Princípios lógicos
Contudo, só faz sentido falar de verdade ou falsidade
quando entram em jogo asserções nas quais se declara algo, Existem alguns princípios tidos como conditio sine qua non
emitindo-se um juízo de realidade. Existem, então, dois tipos para que a coerência do raciocínio, em absoluto, possa ocor-
de frases: as assertivas e as não assertivas, que também rer. Podem ser entendidos como princípios que se referem
podem ser chamadas de proposições ou juízos. tanto à realidade das coisas (plano ontológico), quanto ao
pensamento (plano lógico), ou seja, se as coisas em geral
devem respeitar tais princípios, assim também o pensamento
Nas frases assertivas afirma-se algo, como nos exemplos:
deve respeitá-los. São eles:
“a raiz quadrada de 9 é 3” ou “o sol brilha à noite”. Já, nas
frases não assertivas, não entram em jogo o falso e o verda-
deiro, e, por isso, elas não têm “valor de verdade”. É o caso a) Princípio da identidade, pelo qual se delimita a reali-
das interrogações ou das frases que expressam estados dade de um ser. Trata-se de conceituar logicamente qual é a
emocionais difusos, valores vivenciados subjetivamente ou identidade de algo a que se está fazendo referência. Uma vez
ordens. A frase “toque a bola”, por exemplo, não é falsa nem conceituada uma certa coisa, seu conceito deve manter-se ao
verdadeira, por não se tratar de uma asserção (juízo). longo do raciocínio. Por exemplo, se estou falando de um

Raciocínio Lógico 16 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
homem chamado Pedro, não posso estar me referindo a ciocínio analógico, compara-se uma situação já conhecida
Antônio. com uma situação desconhecida ou parcialmente conhecida,
aplicando a elas as informações previamente obtidas quando
b) Princípio da não-contradição. Se algo é aquilo que é, da vivência direta ou indireta da situação-referência.
não pode ser outra coisa, sob o mesmo aspecto e ao mesmo
tempo. Por exemplo, se o brasileiro João está doente agora, Normalmente, aquilo que é familiar é usado como ponto de
não está são, ainda que, daqui a pouco possa vir a curar-se, apoio na formação do conhecimento, por isso, a analogia é
embora, enquanto João, ele seja brasileiro, doente ou são; c) um dos meios mais comuns de inferência. Se, por um lado, é
Princípio da exclusão do terceiro termo. Entre o falso e o fonte de conhecimentos do dia-a-dia, por outro, também tem
verdadeiro não há meio termo, ou é falso ou é verdadeiro. Ou servido de inspiração para muitos gênios das ciências e das
está chovendo ou não está, não é possível um terceiro termo: artes, como nos casos de Arquimedes na banheira (lei do
está meio chovendo ou coisa parecida. empuxo), de Galileu na catedral de Pisa (lei do pêndulo) ou
de Newton sob a macieira (lei da gravitação universal). No
A lógica clássica e a lógica matemática aceitam os três entanto, também é uma forma de raciocínio em que se come-
princípios como suas pedras angulares, no entanto, mais tem muitos erros. Tal acontece porque é difícil estabelecer-
recentemente, Lukasiewicz e outros pensadores desenvolve- lhe regras rígidas. A distância entre a genialidade e a falha
ram sistemas lógicos sem o princípio do terceiro excluído, grosseira é muito pequena. No caso dos raciocínios analógi-
admitindo valor lógico não somente ao falso e ao verdadeiro, cos, não se trata propriamente de considerá-los válidos ou
como também ao indeterminado. não-válidos, mas de verificar se são fracos ou fortes. Segun-
do Copi, deles somente se exige “que tenham alguma proba-
2. Argumentação e Tipos de Raciocínio bilidade” (Introdução à lógica, p. 314).
A força de uma analogia depende, basicamente, de três
Conforme vimos, a argumentação é o modo como é ex- aspectos:
posto um raciocínio, na tentativa de convencer alguém de a) os elementos comparados devem ser verdadeiros e im-
alguma coisa. Quem argumenta, por sua vez, pode fazer uso portantes;
de diversos tipos de raciocínio. Às vezes, são empregados b) o número de elementos semelhantes entre uma situa-
raciocínios aceitáveis do ponto de vista lógico, já, em outras ção e outra deve ser significativo;
ocasiões, pode-se apelar para raciocínios fracos ou inválidos c) não devem existir divergências marcantes na compara-
sob o mesmo ponto de vista. É bastante comum que raciocí- ção.
nios desse tipo sejam usados para convencer e logrem o
efeito desejado, explorando a incapacidade momentânea ou No raciocínio analógico, comparam-se duas situações, ca-
persistente de quem está sendo persuadido de avaliar o valor sos, objetos etc. semelhantes e tiram-se as conclusões ade-
lógico do raciocínio empregado na argumentação. quadas. Na ilustração, tal como a carroça, o carro a motor é
um meio de transporte que necessita de um condutor. Este,
tanto num caso quanto no outro, precisa ser dotado de bom
Um bom raciocínio, capaz de resistir a críticas, precisa ser
senso e de boa técnica para desempenhar adequadamente
dotado de duas características fundamentais: ter premissas
seu papel.
aceitáveis e ser desenvolvido conforme as normas apropria-
das. Dos raciocínios mais empregados na argumentação,
merecem ser citados a analogia, a indução e a dedução. Dos Aplicação das regras acima a exemplos:
três, o primeiro é o menos preciso, ainda que um meio bas-
tante poderoso de convencimento, sendo bastante usado a) Os elementos comparados devem ser verdadeiros e re-
pela filosofia, pelo senso comum e, particularmente, nos levantes, não imaginários ou insignificantes.tc
discursos jurídico e religioso; o segundo é amplamente em-
pregado pela ciência e, também, pelo senso comum e, por "a) Os elementos comparados devem ser verdadeiros e re-
fim, a dedução é tida por alguns como o único raciocínio levantes, não imaginários ou insignificantes."
autenticamente lógico, por isso, o verdadeiro objeto da lógica
formal. Analogia forte - Ana Maria sempre teve bom gosto ao
comprar suas roupas, logo, terá bom gosto ao comprar as
A maior ou menor valorização de um ou de outro tipo de roupas de sua filha.
raciocínio dependerá do objeto a que se aplica, do modo
como é desenvolvido ou, ainda, da perspectiva adotada na Analogia fraca - João usa terno, sapato de cromo e per-
abordagem da natureza e do alcance do conhecimento. fume francês e é um bom advogado;

Às vezes, um determinado tipo de raciocínio não é ade- Antônio usa terno, sapato de cromo e perfume francês; lo-
quadamente empregado. Vejam-se os seguintes exemplos: o go, deve ser um bom advogado.
médico alemão Ludwig Büchner (1824-1899) apresentou
como argumento contra a existência da alma o fato de esta b) O número de aspectos semelhantes entre uma situação
nunca ter sido encontrada nas diversas dissecações do corpo e outra deve ser significativo.tc "b) O número de aspectos
humano; o astronauta russo Gagarin (1934-1968) afirmou semelhantes entre uma situação e outra deve ser significati-
que Deus não existe pois “esteve lá em cima” e não o encon- vo."
trou. Nesses exemplos fica bem claro que o raciocínio induti-
vo, baseado na observação empírica, não é o mais adequado
Analogia forte - A Terra é um planeta com atmosfera,
para os objetos em questão, já que a alma e Deus são de
com clima ameno e tem água; em Marte, tal como na Terra,
ordem metafísica, não física.
houve atmosfera, clima ameno e água; na Terra existe vida,
logo, tal como na Terra, em Marte deve ter havido algum tipo
2.1. Raciocínio analógico de vida.

Se raciocinar é passar do desconhecido ao conhecido, é Analogia fraca - T. Edison dormia entre 3 e 4 horas por
partir do que se sabe em direção àquilo que não se sabe, a noite e foi um gênio inventor; eu dormirei durante 3 1/2 horas
analogia (aná = segundo, de acordo + lógon = razão) é um por noite e, por isso, também serei um gênio inventor.
dos caminhos mais comuns para que isso aconteça. No ra-
Raciocínio Lógico 17 A Opção Certa Para a Sua Realização
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c) Não devem existir divergências marcantes na compara- Ainda que alguns autores considerem a analogia como
ção.tc "c) Não devem existir divergências marcantes na com- uma variação do raciocínio indutivo, esse último tem uma
paração.." base mais ampla de sustentação. A indução consiste em
partir de uma série de casos particulares e chegar a uma
Analogia forte - A pescaria em rios não é proveitosa por conclusão de cunho geral. Nele, está pressuposta a possibili-
ocasião de tormentas e tempestades; dade da coleta de dados ou da observação de muitos fatos e,
na maioria dos casos, também da verificação experimental.
a pescaria marinha não está tendo sucesso porque troveja Como dificilmente são investigados todos os casos possíveis,
muito. acaba-se aplicando o princípio das probabilidades.

Analogia fraca - Os operários suíços que recebem o salá- Assim sendo, as verdades do raciocínio indutivo depen-
rio mínimo vivem bem; a maioria dos operários brasileiros, tal dem das probabilidades sugeridas pelo número de casos
como os operários suíços, também recebe um salário míni- observados e pelas evidências fornecidas por estes. A enu-
mo; logo, a maioria dos operários brasileiros também vive meração de casos deve ser realizada com rigor e a conexão
bem, como os suíços. entre estes deve ser feita com critérios rigorosos para que
sejam indicadores da validade das generalizações contidas
nas conclusões.
Pode-se notar que, no caso da analogia, não basta consi-
derar a forma de raciocínio, é muito importante que se avalie
o seu conteúdo. Por isso, esse tipo de raciocínio não é admi- O esquema principal do raciocínio indutivo é o seguinte:
tido pela lógica formal. Se as premissas forem verdadeiras, a B é A e é X;
conclusão não o será necessariamente, mas possivelmente, C é A e também é X;
isto caso cumpram-se as exigências acima. D é A e também é X;
E é A e também é X;
Tal ocorre porque, apesar de existir uma estrutura geral do logo, todos os A são X
raciocínio analógico, não existem regras claras e precisas No raciocínio indutivo, da observação de muitos casos par-
que, uma vez observadas, levariam a uma conclusão neces- ticulares, chega-se a uma conclusão de cunho geral.
sariamente válida. Aplicando o modelo:
A jararaca é uma cobra e não voa;
O esquema básico do raciocínio analógico é: A caninana é uma cobra e também não voa;
A urutu é uma cobra e também não voa;
A é N, L, Y, X; A cascavel é uma cobra e também não voa;
B, tal como A, é N, L, Y, X; logo, as cobras não voam.
A é, também, Z
logo, B, tal como A, é também Z. Contudo,
Se, do ponto de vista da lógica formal, o raciocínio analó-
Ao sair de casa, João viu um gato preto e, logo a seguir,
gico é precário, ele é muito importante na formulação de
caiu e quebrou o braço. Maria viu o mesmo gato e, alguns
hipóteses científicas e de teses jurídicas ou filosóficas. Con-
minutos depois, foi assaltada. Antonio também viu o mesmo
tudo, as hipóteses científicas oriundas de um raciocínio ana-
gato e, ao sair do estacionamento, bateu com o carro. Logo,
lógico necessitam de uma avaliação posterior, mediante pro-
ver um gato preto traz azar.
cedimentos indutivos ou dedutivos.
Os exemplos acima sugerem, sob o ponto de vista do valor
Observe-se o seguinte exemplo: John Holland, físico e pro-
lógico, dois tipos de indução: a indução fraca e a indução
fessor de ciência da computação da Universidade de Michi-
forte. É forte quando não há boas probabilidades de que um
gan, lançou a hipótese (1995) de se verificar, no campo da
caso particular discorde da generalização obtida das premis-
computação, uma situação semelhante à que ocorre no da
sas: a conclusão “nenhuma cobra voa” tem grande probalida-
genética. Assim como na natureza espécies diferentes po-
de de ser válida. Já, no caso do “gato preto”, não parece
dem ser cruzadas para obter o chamado melhoramento gené-
haver sustentabilidade da conclusão, por se tratar de mera
tico - um indivíduo mais adaptado ao ambiente -, na informá-
coincidência, tratando-se de uma indução fraca. Além disso,
tica, também o cruzamento de programas pode contribuir
há casos em que
para montar um programa mais adequado para resolver um
determinado problema. “Se quisermos obter uma rosa mais
bonita e perfumada, teremos que cruzar duas espécies: uma uma simples análise das premissas é suficiente para de-
com forte perfume e outra que seja bela” diz Holland. “Para tectar a sua fraqueza.
resolver um problema, fazemos o mesmo. Pegamos um pro-
grama que dê conta de uma parte do problema e cruzamos Vejam-se os exemplos das conclusões que pretendem ser
com outro programa que solucione outra parte. Entre as vá- aplicadas ao comportamento da totalidade dos membros de
rias soluções possíveis, selecionam-se aquelas que parecem um grupo ou de uma classe tendo como modelo o comporta-
mais adequadas. Esse processo se repete por várias gera- mento de alguns de seus componentes:
ções - sempre selecionando o melhor programa - até obter o 1. Adriana é mulher e dirige mal;
descendente que mais se adapta à questão. É, portanto, Ana Maria é mulher e dirige mal;
semelhante ao processo de seleção natural, em que só so- Mônica é mulher e dirige mal;
brevivem os mais aptos”. (Entrevista ao JB, 19/10/95, 1º cad., Carla é mulher e dirige mal;
p. 12). logo, todas as mulheres dirigem mal.
2. Antônio Carlos é político e é corrupto;
Nesse exemplo, fica bem clara a necessidade da averi- Fernando é político e é corrupto;
guação indutiva das conclusões extraídas desse tipo de ra- Paulo é político e é corrupto;
ciocínio para, só depois, serem confirmadas ou não. Estevão é político e é corrupto;
logo, todos os políticos são corruptos.
2.2. Raciocínio Indutivo - do particular ao geral
A avaliação da suficiência ou não dos elementos não é ta-
refa simples, havendo muitos exemplos na história do conhe-

Raciocínio Lógico 18 A Opção Certa Para a Sua Realização


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cimento indicadores dos riscos das conclusões por indução. moralizar o nosso país, a corrupção parece recrudescer,
Basta que um caso contrarie os exemplos até então colhidos apresenta novos tentáculos, se disfarça de modos sempre
para que caia por terra uma “verdade” por ela sustentada. Um novos, encontrando-se maneiras inusitadas de ludibriar a
exemplo famoso é o da cor dos cisnes. Antes da descoberta nação.
da Austrália, onde foram encontrados cisnes pretos, acredita-
va-se que todos os cisnes fossem brancos porque todos os - Sentia-me totalmente tranqüilo quanto ao meu amigo,
até então observados eram brancos. Ao ser visto o primeiro pois, até então, os seus atos sempre foram pautados pelo
cisne preto, uma certeza de séculos caiu por terra. respeito às leis e à dignidade de seus pares. Assim, enquanto
alguns insinuavam a suaculpa, eu continuava seguro de sua
2.2.1. Procedimentos indutivos inocência.

Apesar das muitas críticas de que é passível o raciocínio Tanto no primeiro quanto no segundo exemplos está sen-
indutivo, este é um dos recursos mais empregados pelas do empregando o método indutivo porque o argumento prin-
ciências para tirar as suas conclusões. Há dois procedimen- cipal está sustentado pela observação de muitos casos ou
tos principais de desenvolvimento e aplicação desse tipo de fatos particulares que, por sua vez, fundamentam a conclu-
raciocínio: o da indução por enumeração incompleta suficien- são. No primeiro caso, a constatação de que diversas tentati-
te e o da indução por enumeração completa. vas de erradicar a corrupção mostraram-se infrutíferas con-
duzem à conclusão da impossibilidade de sua superação,
a. Indução por enumeração incompleta suficiente enquanto que, no segundo exemplo, da observação do com-
portamento do amigo infere-se sua inocência.
Nesse procedimento, os elementos enumerados são tidos
como suficientes para serem tiradas determinadas conclu- Analogia, indução e probabilidade
sões. É o caso do exemplo das cobras, no qual, apesar de
não poderem ser conferidos todos os elementos (cobras) em Nos raciocínios analógico e indutivo, apesar de boas
particular, os que foram enumerados são representativos do chances do contrário, há sempre a possibilidade do erro. Isso
todo e suficientes para a generalização (“todas as cobras...”) ocorre porque se está lidando com probabilidades e estas
não são sinônimas de certezas.
b. Indução por enumeração completa
Há três tipos principais de probabilidades: a matemática, a
Costuma-se também classificar como indutivo o raciocínio moral e a natural.
baseado na enumeração completa.
a) A probabilidade matemática é aquela na qual, partin-
Ainda que alguns a classifiquem como tautologia, ela ocor- do-se dos casos numerados, é possível calcular, sob forma
re quando: de fração, a possibilidade de algo ocorrer – na fração, o de-
nominador representa os casos possíveis e o numerador o
b.a. todos os casos são verificados e contabilizados; número de casos favoráveis. Por exemplo, no caso de um
sorteio usando uma moeda, a probabilidade de dar cara é de
50% e a de dar coroa também é de 50%.
b.b. todas as partes de um conjunto são enumeradas.
b) A probabilidade moral é a relativa a fatos humanos
Exemplos correspondentes às duas formas de indução por
destituídos de caráter matemático. É o caso da possibilidade
enumeração completa:
de um comportamento criminoso ou virtuoso, de uma reação
alegre ou triste etc.
b.a. todas as ocorrências de dengue foram investigadas e
em cada uma delas foi constatada uma característica própria
Exemplos: considerando seu comportamento pregresso, é
desse estado de morbidez: fortes dores de cabeça; obteve-
provável que Pedro não tenha cometido o crime, contudo...
se, por conseguinte, a conclusão segura de que a dor de
Conhecendo-se a meiguice de Maria, é provável que ela o
cabeça é um dos sintomas da dengue.
receba bem, mas...
b.b. contam-se ou conferem-se todos as peças do jogo de
c) A probabilidade natural é a relativa a fenômenos natu-
xadrez: ao final da contagem, constata-se que são 32 peças.
rais dos quais nem todas as possibilidades são conhecidas. A
previsão meteorológica é um exemplo particular de probali-
Nesses raciocínios, tem-se uma conclusão segura, poden- dade natural. A teoria do caos assenta-se na tese da imprevi-
do-se classificá-los como formas de indução forte, mesmo sibilidade relativa e da descrição apenas parcial de alguns
que se revelem pouco criativos em termos de pesquisa cientí- eventos naturais.
fica.
Por lidarem com probabilidades, a indução e a analogia
O raciocínio indutivo nem sempre aparece estruturado nos são passíveis de conclusões inexatas.
moldes acima citados. Às vezes, percebe-se o seu uso pela
maneira como o conteúdo (a matéria) fica exposta ou orde-
Assim sendo, deve-se ter um relativo cuidado com as suas
nada. Observem-se os exemplos:
conclusões. Elas expressam muito bem a necessidade hu-
mana de explicar e prever os acontecimentos e as coisas,
- Não parece haver grandes esperanças em se erradicar a contudo, também revelam as limitações humanas no que diz
corrupção do cenário político brasileiro. respeito à construção do conhecimento.

Depois da série de protestos realizados pela população, 2.3. Raciocínio dedutivo - do geral ao particular
depois das provas apresentadas nas CPI’s, depois do vexa-
me sofrido por alguns políticos denunciados pela imprensa,
O raciocínio dedutivo, conforme a convicção de muitos es-
depois do escárnio popular em festividades como o carnaval
tudiosos da lógica, é aquele no qual são superadas as defici-
e depois de tanta insistência de muitos sobre necessidade de
ências da analogia e da indução.

Raciocínio Lógico 19 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
No raciocínio dedutivo, inversamente ao indutivo, parte-se O termo “gata” tem dois significados, portanto, há quatro
do geral e vai-se ao particular. As inferências ocorrem a partir termos ao invés de três.
do progressivo avanço de uma premissa de cunho geral, para
se chegar a uma conclusão tão ou menos ampla que a pre- 2) Os termos da conclusão nunca podem ser mais exten-
missa. O silogismo é o melhor exemplo desse tipo de raciocí- sos que os termos das premissas.
nio: Exemplo de formulação correta:
Termo Maior: Todas as onças são ferozes.
Premissa maior: Todos os homens são mamíferos. univer- Termo Médio: Nikita é uma onça.
sal Termo Menor: Nikita é feroz.
Premissa menor: Pedro é homem.
Exemplo de formulação incorreta:
Conclusão: Logo, Pedro é mamífero. Particular Termo Maior: Antônio e José são poetas.
No raciocínio dedutivo, de uma premissa de cunho geral Termo Médio: Antônio e José são surfistas.
podem-se tirar conclusões de cunho particular. Termo Menor: Todos os surfistas são poetas.
Aristóteles refere-se à dedução como “a inferência na qual, “Antonio e José” é um termo menos extenso que “todos os
colocadas certas coisas, outra diferente se lhe segue neces- surfistas”.
sariamente, somente pelo fato de terem sido postas”. Uma
vez posto que todos os homens são mamíferos e que Pedro 3) O predicado do termo médio não pode entrar na conclu-
é homem, há de se inferir, necessariamente, que Pedro é um são.
mamífero. De certo modo, a conclusão já está presente nas Exemplo de formulação correta:
premissas, basta observar algumas regras e inferir a conclu- Termo Maior: Todos os homens podem infringir a lei.
são. Termo Médio: Pedro é homem.
Termo Menor: Pedro pode infringir a lei.
2.3.1. Construção do Silogismo Exemplo de formulação incorreta:
Termo Maior: Todos os homens podem infringir a lei.
Termo Médio: Pedro é homem.
A estrutura básica do silogismo (sýn/com + lógos/razão)
Termo Menor: Pedro ou é homem (?) ou pode infringir a
consiste na determinação de uma premissa maior (ponto de
lei.
partida), de uma premissa menor (termo médio) e de uma
A ocorrência do termo médio “homem” na conclusão é ino-
conclusão, inferida a partir da premissa menor. Em outras
portuna.
palavras, o silogismo sai de uma premissa maior, progride
através da premissa menor e infere, necessariamente, uma
4) O termo médio deve ser tomado ao menos uma vez em
conclusão adequada.
sua extensão universal.
Exemplo de formulação correta:
Eis um exemplo de silogismo: Termo Maior: Todos os homens são dotados de habilida-
Todos os atos que ferem a lei são puníveis Premissa Maior des.
A concussão é um ato que fere a lei Premissa Menor Termo Médio: Pedro é homem.
Logo, a concussão é punível Conclusão Termo Menor: Pedro é dotado de habilidades.
Exemplo de formulação incorreta:
O silogismo estrutura-se por premissas. No âmbito da lógi- Termo Maior: Alguns homens são sábios.
ca, as premissas são chamadas de proposições que, por sua Termo Médio: Ora os ignorantes são homens
vez, são a expressão oral ou gráfica de frases assertivas ou Termo Menor: Logo, os ignorantes são sábios
juízos. O termo é uma palavra ou um conjunto de palavras O predicado “homens” do termo médio não é universal,
que exprime um conceito. Os termos de um silogismo são mas particular.
necessariamente três: maior, médio e menor. O termo maior
é aquele cuja extensão é maior (normalmente, é o predicado 2.3.1.1.2. Regras das Premissas
da conclusão); o termo médio é o que serve de intermediário 5) De duas premissas negativas, nada se conclui.
ou de conexão entre os outros dois termos (não figura na Exemplo de formulação incorreta:
conclusão) e o termo menor é o de menor extensão (normal- Premissa Maior: Nenhum gato é mamífero
mente, é o sujeito da conclusão). No exemplo acima, punível Premissa Menor: Lulu não é um gato.
é o termo maior, ato que fere a lei é o termo médio e concus- Conclusão: (?).
são é o menor. 6) De duas premissas afirmativas, não se tira uma conclu-
são negativa.
2.3.1.1. As Regras do Silogismo Exemplo de formulação incorreta:
Premissa Maior: Todos os bens morais devem ser deseja-
Oito são as regras que fazem do silogismo um raciocínio dos.
perfeitamente lógico. As quatro primeiras dizem respeito às Premissa Menor: Ajudar ao próximo é um bem moral.
relações entre os termos e as demais dizem respeito às rela- Conclusão: Ajudar ao próximo não (?) deve ser desejado.
ções entre as premissas. São elas: 7) A conclusão segue sempre a premissa mais fraca. A
premissa mais fraca é sempre a de caráter negativo.
2.3.1.1.1. Regras dos Termos Exemplo de formulação incorreta:
Premissa Maior: As aves são animais que voam.
1) Qualquer silogismo possui somente três termos: maior, Premissa Menor: Alguns animais não são aves.
médio e menor. Conclusão: Alguns animais não voam.
Exemplo de formulação correta: Exemplo de formulação incorreta:
Termo Maior: Todos os gatos são mamíferos. Premissa Maior: As aves são animais que voam.
Termo Médio: Mimi é um gato. Premissa Menor: Alguns animais não são aves.
Termo Menor: Mimi é um mamífero. Conclusão: Alguns animais voam.
Exemplo de formulação incorreta: 8) De duas premissas particulares nada se conclui.
Termo Maior: Toda gata(1) é quadrúpede. Exemplo de formulação incorreta:
Termo Médio: Maria é uma gata(2). Premissa Maior: Mimi é um gato.
Termo Menor: Maria é quadrúpede. Premissa Menor: Um gato foi covarde.
Conclusão: (?)

Raciocínio Lógico 20 A Opção Certa Para a Sua Realização


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http://www.guiadoconcursopublico.com.br/apostilas/24_12 - O grampeador está entre o tinteiro e o relógio.
0.pdf - O violino não é o primeiro objeto e o relógio não é o último.
- O vaso está separado do relógio por dois outros objetos.
QUESTÕES RACIOCÍNIO LÓGICO Qual é a posição do violino?
a) Segunda posição.
1) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) De seu salário de b) Terceira posição.
R$ 408,00 você gastou 2/6 com alimentação, 1/6 com a far- c) Quarta posição.
mácia e 1/6 com material escolar dos filhos. Nesse mês so- d) Quinta posição.
braram __________ para as demais despesas.
a) R$ 166,00 6) Dizer que não é verdade que Pedro é pobre e Alberto é
b) R$ 146,00 alto, é logicamente equivalente a dizer que é verdade que:
c) R$ 156,00 a) Pedro não é pobre ou Alberto não é alto.
d) R$ 136,00 b) Pedro não é pobre e Alberto não é alto.
c) Pedro é pobre ou Alberto não é alto.
2) Há três suspeitos de um crime: o cozinheiro, a governanta d) se Pedro não é pobre, então Alberto é alto.
e o mordomo. Sabe-se que o crime foi efetivamente cometido
por um ou por mais de um deles, já que podem ter agido 7) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Considere ver-
individualmente ou não. Sabe-se, ainda, que: dadeira a declaração: “Se x é par, então y é ímpar”. Com
A) se o cozinheiro é inocente, então a governanta é culpada; base na declaração, é correto concluir que, se:
B) ou o mordomo é culpado ou a governanta é culpada, mas a) x é ímpar, então y é par.
não os dois; b) x é ímpar, então y é ímpar.
C) o mordomo não é inocente. c) y é ímpar, então x é par.
Logo: d) y é par, então x é ímpar.
a) o cozinheiro e o mordomo são os culpados
b) somente o cozinheiro é inocente 8) Se de um ponto P qualquer forem traçados dois segmen-
c) somente a governanta é culpada tos tangentes a uma circunferência, então as medidas dos
d) somente o mordomo é culpado segmentos determinados pelo ponto P e os respectivos pon-
tos de tangência serão iguais. Sabe-se que o raio de um
3) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Um professor de círculo inscrito em um triângulo retângulo mede 1 cm. Se a
lógica encontra-se em viajem em um país distante, habitado hipotenusa desse triângulo for igual a 20 cm, então seu perí-
pelos verdamanos e pelos mentimanos. O que os distingue é metro será igual a:
que os verdamanos sempre dizem a verdade, enquanto os a) 40 cm
mentimanos sempre mentem. Certo dia, o professor depara- b) 35 cm
se com um grupo de cinco habitantes locais. Chamemo-los c) 23 cm
de Alfa, Beta, Gama, Delta e Épsilon. O professor sabe que d) 42 cm
um e apenas um no grupo é verdamano, mas não sabe qual
deles o é. Pergunta, então, a cada um do grupo quem entre 9) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Para cada pes-
eles é verdamano e obtém as seguintes respostas: soa x, sejam f(x) o pai de x e g(x) a mãe de x. A esse respei-
Alfa: "Beta é mentimano" to, assinale a afirmativa FALSA.
Beta: "Gama é mentimano" a) f[f(x)] = avô paterno de x
Gama: "Delta é verdamano" b) g[g(x)] = avó materna de x
Delta: "Épsilon é verdamano" c) f[g(x)] = avô materno de x
Épsilon, afônico, fala tão baixo que o professor não consegue d) f[g(x)] = g[f(x)]
ouvir sua resposta. Mesmo assim, o professor de lógica con-
clui corretamente que o verdamano é: 10) Numa avenida reta há cinco pontos comerciais, todos do
a) Delta mesmo lado da rua. A farmácia fica entre a padaria e o res-
b) Alfa taurante, a padaria fica entre o supermercado e a lotérica e o
c) Gama supermercado fica entre o restaurante e a farmácia. Nessas
d) Beta condições, qual das proposições abaixo é verdadeira?
a) O supermercado fica entre a padaria e a lotérica.
4) Três amigos têm o hábito de almoçar em um certo restau- b) A lotérica fica entre a padaria e o supermercado.
rante no período de segunda à sexta-feira e, em cada um c) Para ir do supermercado à lotérica, passa-se em frente ao
destes dias, pelo menos um deles almoça nesse local. Con- restaurante.
sultados sobre tal hábito, eles fizeram as seguintes afirma- d) A farmácia fica entre o supermercado e a padaria.
ções:
- Antônio: "Não é verdade que vou às terças, quartas ou 11) André é inocente ou Beto é inocente. Se Beto é inocente,
quintas-feiras." então Caio é culpado. Caio é inocente se e somente se Dênis
- Bento: "Não é verdade que vou às quartas ou sextas-feiras." é culpado. Ora, Dênis é culpado. Logo:
- Carlos: "Não é verdade que vou às segundas ou terças- a) Caio e Beto são inocentes
feiras." b) André e Caio são inocentes
Se somente um deles está mentindo, então o dia da semana c) André e Beto são inocentes
em que os três costumam almoçar nesse restaurante é: d) Caio e Dênis são culpados
a) sexta-feira.
b) quinta-feira. 12) Qual das alternativas a seguir melhor representa a afir-
c) quarta-feira. mação: “Para todo fato é necessário um ato gerador”?
d) terça-feira. a) É possível que algum fato não tenha ato gerador.
b) Não é possível que algum fato não tenha ato gerador.
5) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Há cinco objetos c) É necessário que algum fato não tenha ato gerador.
alinhados numa estante: um violino, um grampeador, um d) Não é necessário que todo fato tenha um ato gerador.
vaso, um relógio e um tinteiro. Conhecemos as seguintes
informações quanto à ordem dos objetos: 13) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Marcos que
pesar três maçãs numa balança de dois pratos, mas ele dis-

Raciocínio Lógico 21 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
pões apenas de um bloco de 200 gramas. Observando o c) Se A + B é par, então A é ímpar ou B é par.
equilíbrio na balança, ele percebe que a maçã maior tem o d) A é par, B é ímpar e A + B é par.
mesmo peso que as outras duas maçãs; o bloco e a maçã
menor pesam tanto quanto as outras duas maçãs; a maçã 19) Hoje, a diferença entre as idades de Roberto Carlos e
maior junto com a menor pesam tanto quanto o bloco. Qual é Carlos Roberto é de 15 anos. Qual será a diferença entre as
o peso total das três maçãs? idades quando Roberto Carlos tiver o dobro da idade de Car-
a) 300 gramas. los Roberto?
b) 150 gramas. a) 15 anos;
c) 100 gramas. b) 30 anos;
d) 50 gramas. c) 45 anos;
d) 20 anos;
14) Se João toca piano, então Lucas acorda cedo e Cristina
não consegue estudar. Mas Cristina consegue estudar. Se- 20) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Cinco moças,
gue-se logicamente que: Ana, Beatriz, Carolina, Denise e Eduarda, estão vestindo
a) Lucas acorda cedo. blusas vermelhas ou amarelas. Sabe-se que as moças que
b) Lucas não acorda cedo. vestem blusas vermelhas sempre contam a verdade e as que
c) João toca piano. vestem blusas amarelas sempre mentem. Ana diz que Beatriz
d) João não toca piano. veste blusa vermelha. Beatriz diz que Carolina veste blusa
amarela. Carolina, por sua vez, diz que Denise veste blusa
15) Alice entra em uma sala onde há apenas duas saídas, amarela. Por fim, Denise diz que Beatriz e Eduarda vestem
uma que fica a Leste e outra a Oeste. Uma das saídas leva blusas de cores diferentes. Por fim, Eduarda diz que Ana
ao Paraíso, a outra ao Inferno. Na sala, também há dois ho- veste blusa vermelha. Desse modo, as cores das blusas de
mens, um alto e outro baixo. Um dos homens apenas fala a Ana, Beatriz, Carolina, Denise e Eduarda são, respectiva-
verdade, o outro apenas diz o falso. Então, Alice mantém o mente:
seguinte diálogo com um deles:
- O homem baixo diria que é a saída do Leste que leva ao a) amarela, amarela, vermelha, vermelha e amarela.
Paraíso? - questiona Alice. b) vermelha, vermelha, vermelha, amarela e amarela.
- Sim, o homem baixo diria que é a saída do Leste que levaria c) vermelha, amarela, amarela, amarela e amarela.
ao Paraíso - diz o homem alto. d) amarela, amarela, vermelha, amarela e amarela.
Considerando essa situação, pode-se afirmar que:
a) o homem alto necessariamente disse algo falso, mas a 21) Dizer que "Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista" é,
porta Leste leva ao Paraíso. do ponto de vista lógico, o mesmo que dizer que:
b) o homem alto necessariamente disse a verdade e a porta a) se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista
Leste leva ao Inferno. b) se Paulo é paulista, então Pedro é pedreiro
c) a porta Leste necessariamente leva ao Paraíso, mas não c) se Pedro não é pedreiro, então Paulo é paulista
se pode dizer se o homem alto disse a verdade ou não. d) se Pedro é pedreiro, então Paulo não é paulista
d) a porta Leste necessariamente leva ao Inferno, mas não se
pode dizer se o homem alto disse a verdade ou não. 22) A negação lógica da proposição "O pai de Marcos é per-
nambucano, e a mãe de Marcos é gaúcha" é:
16) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) As irmãs Ilda, a) "O pai de Marcos não é pernambucano, e a mãe de Mar-
Ilma, Isabela e Isadora iriam ser fotografadas juntas por Flá- cos não é gaúcha".
vio. O fotógrafo pediu para que elas se posicionassem lado a b) "O pai de Marcos não é pernambucano, ou a mãe de Mar-
lado da seguinte maneira: cos não é gaúcha".
- do ponto de vista do fotógrafo, Ilda deveria estar mais à c) "O pai de Marcos não é pernambucano, ou a mãe de Mar-
direita do que Isabela; cos é gaúcha".
- Isadora não deveria ficar entre duas irmãs; d) "O pai de Marcos é pernambucano, e a mãe de Marcos
- Ilda não deveria ficar imediatamente ao lado de Isabela, isto não é gaúcha".
é, pelo menos uma irmã deveria estar entre Ilda e Isabela;
- Isabela não deveria ficar imediatamente ao lado de Isadora, 23) Em um orçamento foram acrescidos juros no valor de R$
isto é, pelo menos uma irmã deveria estar entre Isabela e 73,80 a fim de que o mesmo pudesse ser financiado em 5
Isadora. prestações de R$ 278,50. O valor real (inicial) do serviço é
As irmãs se posicionaram conforme as orientações de Flávio, de:
a fotografia foi batida e revelada com sucesso. Assim, na a) R$ 1.318,70
foto, é possível ver que: b) R$ 1.329,70
a) Isabela está entre duas irmãs. c) R$ 976,70
b) Ilda não está entre duas irmãs. d) R$ 1.087,70
c) Ilma não está entre duas irmãs.
d) Ilma está imediatamente ao lado de Ilda. 24) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) De uma chapa
que mede 2 m por 1,5 m o serralheiro separou 2/6 dela para
17) Se 0,036³ , 0 m de óleo tem a massa de 28,8 Kg, pode- cortar quadrados que medem 0,25 m de lado. Com esse
mos concluir que 1 litro desse mesmo óleo tem a massa no pedaço de chapa ele cortou exatamente:
valor de: a) 12 quadrados
a) 4,0 Kg b) 10 quadrados
b) 9,0 Kg c) 20 quadrados
c) 8,0 Kg d) 16 quadrados
d) 1,1 Kg
25) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Esta sequência
18) A negação de "Se A é par e B é ímpar, então A + B é de palavras segue uma lógica:
ímpar" é: - Pá
a) Se A é ímpar e B é par, então A + B é par. - Xale
b) Se A é par e B é ímpar, então A + B é par. - Japeri
Uma quarta palavra que daria continuidade lógica à sequên-

Raciocínio Lógico 22 A Opção Certa Para a Sua Realização


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cia poderia ser: A base das estruturas lógicas é saber o que é verdade
a) Casa. ou mentira (verdadeiro/falso).
b) Anseio.
c) Urubu. Os resultados das proposições SEMPRE tem que dar
d) Café. verdadeiro.

26) A negação da sentença “Todas as mulheres são elegan- Há alguns princípios básicos:
tes” está na alternativa:
a) Nenhuma mulher é elegante.
Contradição: Nenhuma proposição pode ser verdadeira e
b) Todas as mulheres são deselegantes.
falsa ao mesmo tempo.
c) Algumas mulheres são deselegantes.
d) Nenhuma mulher é deselegante.
Terceiro Excluído: Dadas duas proposições lógicas con-
27) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Pedro e Paulo traditórias somente uma delas é verdadeira. Uma proposição
estão em uma sala que possui 10 cadeiras dispostas em uma ou é verdadeira ou é falsa, não há um terceiro valor lógico
fila. O número de diferentes formas pelas quais Pedro e Pau- (“mais ou menos”, meio verdade ou meio mentira).
lo podem escolher seus lugares para sentar, de modo que
fique ao menos uma cadeira vazia entre eles, é igual a: Ex. Estudar é fácil. (o contrário seria: “Estudar é difícil”.
a) 80 Não existe meio termo, ou estudar é fácil ou estudar é difícil).
b) 72
c) 90 Para facilitar a resolução das questões de lógica usam-se
d) 18 os Conectivos Lógicos, que são símbolos que comprovam a
veracidade das informações e unem as proposições uma a
28) MMMNVVNM está para 936 assim como MMNNVMNV outra ou as transformam numa terceira proposição.
está para:
Veja abaixo:
a) 369
(~) “não”: negação
b) 693
(Λ) “e”: conjunção
c) 963
(V) “ou”: disjunção
d) 639
(→) “se...então”: condicional
(↔) “se e somente se”: bicondicional
29) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Uma colher de
Agora, vejamos na prática como funcionam estes conecti-
sopa corresponde a três colheres de chá. Uma pessoa que
vos:
está doente tem que tomar três colheres de sopa de um re-
Temos as seguintes proposições:
médio por dia. No final de uma semana, a quantidade de
O Pão é barato. O Queijo não é bom.
colheres de chá desse remédio que ela terá tomado é de:
A letra P, representa a primeira proposição e a letra Q, a
a) 63;
segunda. Assim, temos:
b) 56;
P: O Pão é barato.
c) 28;
Q: O Queijo não é bom.
d) 21;
NEGAÇÃO (símbolo ~):
30) (QUESTÕES DE RACIOCÍNIO LÓGICO) Para cada pes- Quando usamos a negação de uma proposição inverte-
soa x, sejam f(x) o pai de x e g(x) a mãe de x. A esse respei- mos a afirmação que está sendo dada. Veja os exemplos:
to, assinale a afirmativa FALSA.
a) f[f(x)] = avô paterno de x Ex1. : ~P (não P): O Pão não é barato. (É a negação lógi-
b) g[g(x)] = avó materna de x ca de P)
c) f[g(x)] = avô materno de x
d) f[g(x)] = g[f(x)] ~Q (não Q): O Queijo é bom. (É a negação lógica de Q)
Gabarito
1.D 2.A 3.D 4.B 5.B 6.A 7.D 8.D 9.D 10.D 11.B 12.B 13.A Se uma proposição é verdadeira, quando usamos a nega-
14.D 15.D 16.D 17.C 18.B 19.D 20.D 21.A 22.B 23.A 24.D ção vira falsa.
25.B 26.C 27.B 28.D 29.A 30.D
Postado por cleiton silva Se uma proposição é falsa, quando usamos a negação vi-
ra verdadeira.
ESTRUTURAS LÓGICAS
Regrinha para o conectivo de negação (~):

As questões de Raciocínio Lógico sempre vão ser com-


postas por proposições que provam, dão suporte, dão razão
a algo, ou seja, são afirmações que expressam um pensa- P ~P
mento de sentindo completo. Essas proposições podem ter V F
um sentindo positivo ou negativo.
F V
Exemplo 1: João anda de bicicleta.
CONJUNÇÃO (símbolo Λ):
Exemplo 2: Maria não gosta de banana.
Este conectivo é utilizado para unir duas proposições for-
mando uma terceira. O resultado dessa união somente será
Tanto o exemplo 1 quanto o 2 caracterizam uma afirma- verdadeiro se as duas proposições (P e Q) forem verdadei-
ção/proposição. ras, ou seja, sendo pelo menos uma falsa, o resultado será
FALSO.

Raciocínio Lógico 23 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Ex.2: P Λ Q. (O Pão é barato e o Queijo não é bom.) Λ = Fonte: http://www.concursospublicosonline.com/
“e”
TABELA VERDADE
Regrinha para o conectivo de conjunção (Λ):
Tabela-verdade, tabela de verdade ou tabela veritativa
P Q PΛQ é um tipo de tabela matemática usada em Lógica para
V V V determinar se uma fórmula é válida ou se um sequente é
correto.
V F F
F V F As tabelas-verdade derivam do trabalho de Gottlob Frege,
F F F Charles Peirce e outros da década de 1880, e tomaram a
forma atual em 1922 através dos trabalhos de Emil Post e
DISJUNÇÃO (símbolo V): Ludwig Wittgenstein. A publicação do Tractatus Logico-
Philosophicus, de Wittgenstein, utilizava as mesmas para
classificar funções veritativas em uma série. A vasta
Este conectivo também serve para unir duas proposições.
influência de seu trabalho levou, então, à difusão do uso de
O resultado será verdadeiro se pelo menos uma das proposi-
tabelas-verdade.
ções for verdadeira.
Como construir uma Tabela Verdade
Ex3.: P V Q. (Ou o Pão é barato ou o Queijo não é bom.)
Uma tabela de verdade consiste em:
V = “ou”
1º) Uma linha em que estão contidos todas as
Regrinha para o conectivo de disjunção (V):
subfórmulas de uma fórmula. Por exemplo, a fórmula
¬((A∧ B)→C) tem o seguinte conjuntos de subfórmulas:
P Q PVQ
V V V { ¬((A∋B)→C) , (A∧ B)→C , A∧ B , A , B , C}
V F V
F V V 2º) l linhas em que estão todos possíveis valores que os
termos podem receber e os valores cujas as fórmulas
F F F moleculares tem dados os valores destes termos.

CONDICIONAL (símbolo →) O número destas linhas é l = nt , sendo n o número de


valores que o sistema permite (sempre 2 no caso do Cálculo
Este conectivo dá a ideia de condição para que a outra Proposicional Clássico) e t o número de termos que a fórmula
proposição exista. “P” será condição suficiente para “Q” e “Q” contém. Assim, se uma fórmula contém 2 termos, o número
é condição necessária para “P”. de linhas que expressam a permutações entre estes será 4:
um caso de ambos termos serem verdadeiros (V V), dois
Ex4.: P → Q. (Se o Pão é barato então o Queijo não é casos de apenas um dos termos ser verdadeiro (V F , F V) e
bom.) → = “se...então” um caso no qual ambos termos são falsos (F F). Se a fórmula
contiver 3 termos, o número de linhas que expressam a
Regrinha para o conectivo condicional (→): permutações entre estes será 8: um caso de todos termos
serem verdadeiros (V V V), três casos de apenas dois termos
P Q P→Q serem verdadeiros (V V F , V F V , F V V), três casos de
apenas um dos termos ser verdadeiro (V F F , F V F , F F V)
V V V
e um caso no qual todos termos são falsos (F F F).
V F F
Tabelas das Principais Operações do Cálculo
F V V Proposicional Dei
F F V Negação
BICONDICIONAL (símbolo ↔) A ~A

V F
O resultado dessas proposições será verdadeiro se e so-
mente se as duas forem iguais (as duas verdadeiras ou as F V
duas falsas). “P” será condição suficiente e necessária para
“Q” A negação da proposição "A" é a proposição "~A", de
maneira que se "A" é verdade então "~A" é falsa, e vice-
Ex5.: P ↔ Q. (O Pão é barato se e somente se o Queijo versa.
não é bom.) ↔ = “se e somente se”
Conjunção (E)
Regrinha para o conectivo bicondicional (↔):
A conjunção é verdadeira se e somente se os operandos
P Q P↔Q são verdadeiros

V V V A B A^B
V F F V V V
F V F V F F
F F V F V F
F F F

Raciocínio Lógico 24 A Opção Certa Para a Sua Realização


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Disjunção (OU) Alguns argumentos válidos

A disjunção é falsa se, e somente se ambos os operandos Modus ponens


forem falsos

A B A→B
A B AvB
V V V
V V V
V F F
V F V
F V V
F V V
F F V
F F F
Modus tollens
Condicional (Se... Então) [Implicação]

A conjunção é falsa se, e somente se, o primeiro


operando é verdadeiro e o segundo operando é falso
A B ¬A ¬B A→B
A B A→B V V F F V
V V V V F F V F
V F F F V V F V
F V V F F V V V
F F V

Bicondicional (Se e somente se) [Equivalência]


Silogismo Hipotético
A conjunção é verdadeira se, e somente se, ambos
operandos forem falsos ou ambos verdadeiros

A B A↔B
A B C A→B B→C A→C
V V V
V V V V V V
V F F
V V F V F F
F V F
V F V F V V
F F V
V F F F V F
DISJUNÇÃO EXCLUSIVA (OU... OU XOR) F V V V V V
F V F V F V
A conjunção é verdadeira se, e somente se, apenas um F F V V V V
dos operandos for verdadeiro
F F F V V V
A B A((B
Algumas falácias
V V F
V F V Afirmação do conseqüente
F V V
F F F Se A, então B. (A→B)

Adaga de Quine (NOR) B.

A conjunção é verdadeira se e somente se os operandos Logo, A.


são falsos
A B A→B
A B A((B A↓B V V V
V V V F V F F
V F V F F V V
F V V F F F V
F F F V
Como usar tabelas para verificar a validade de
argumentos
Comutação dos Condicionais
Verifique se a conclusão nunca é falsa quando
as premissas são verdadeiros. Em caso positivo, o A implica B. (A→B)
argumento é válido. Em caso negativo, é inválido.
Logo, B implica A. (B→A)

Raciocínio Lógico 25 A Opção Certa Para a Sua Realização


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A B A→B B→A seu objetivo: fornecer subsídios para a produção de um bom
raciocínio.
V V V V
V F F V Por raciocínio, entende-se tanto uma atividade mental
F V V F quanto o produto dessa atividade. Esse, por sua vez, pode
F F V V ser analisado sob muitos ângulos: o psicólogo poderá estudar
o papel das emoções sobre um determinado raciocínio; o
Fonte: Wikipédia sociólogo considerará as influências do meio; o criminólogo
levará em conta as circunstâncias que o favoreceram na
DIAGRAMAS LÓGICOS prática de um ato criminoso etc. Apesar de todas estas pos-
sibilidades, o raciocínio é estudado de modo muito especial
História no âmbito da lógica. Para ela, pouco importam os contextos
psicológico, econômico, político, religioso, ideológico, jurídico
Para entender os diagramas lógicos vamos dar uma rápi- ou de qualquer outra esfera que constituam o “ambiente do
da passada em sua origem. raciocínio”.
O suíço Leonhard Euler (1707 – 1783) por volta de 1770,
ao escrever cartas a uma princesa da Alemanha, usou os Ao lógico, não interessa se o raciocínio teve esta ou aque-
diagramas ao explicar o significado das quatro proposições la motivação, se respeita ou não a moral social, se teve influ-
categóricas: ências das emoções ou não, se está de acordo com uma
Todo A é B. doutrina religiosa ou não, se foi produzido por uma pessoa
Algum A é B. embriagada ou sóbria. Ele considera a sua forma. Ao consi-
Nenhum A é B. derar a forma, ele investiga a coerência do raciocínio, as
Algum A não é B. relações entre as premissas e a conclusão, em suma, sua
obediência a algumas regras apropriadas ao modo como foi
Mais de 100 anos depois de Euler, o logicista inglês John formulado etc.
Venn (1834 – 1923) aperfeiçoou o emprego dos diagramas,
utilizando sempre círculos. Desta forma, hoje conhecemos Apenas a título de ilustração, seguem-se algumas defini-
como diagramas de Euler/Venn. ções e outras referências à lógica:
Tipos
“A arte que dirige o próprio ato da razão, ou seja, nos
permite chegar com ordem, facilmente e sem erro, ao próprio
Existem três possíveis tipos de relacionamento entre dois
ato da razão – o raciocínio” (Jacques Maritain).
diferentes conjuntos:
“A lógica é o estudo dos métodos e princípios usados pa-
Indica que um con-
ra distinguir o raciocínio correto do incorreto” (Irving Copi).
junto está ompleta-
mente contido no
outro, mas o inverso “A lógica investiga o pensamento não como ele é, mas
não é verdadeiro. como deve ser” (Edmundo D. Nascimento).

“A princípio, a lógica não tem compromissos. No entanto,


sua história demonstra o poder que a mesma possui quando
bem dominada e dirigida a um propósito determinado, como o
Indica que os dois fizeram os sofistas, a escolástica, o pensamento científico
conjuntos tem alguns ocidental e, mais recentemente, a informática” (Bastos; Kel-
elementos em co- ler).
mum, mas não todos.
1.1. Lógica formal e Lógica material

Indica que não exis- Desde Aristóteles, seu primeiro grande organizador, os
tem elementos co- estudos da lógica orientaram-se em duas direções principais:
muns entre os con- a da lógica formal, também chamada de “lógica menor” e a
juntos. da lógica material, também conhecida como “lógica maior”.

A lógica formal preocupa-se com a correção formal do


pensamento. Para esse campo de estudos da lógica, o con-
OBS: CONSIDERE QUE O TAMANHO DOS CÍRCULOS teúdo ou a matéria do raciocínio tem uma importância relati-
NÃO INDICA O TAMANHO RELATIVO DOS CONJUNTOS. va. A preocupação sempre será com a sua forma. A forma é
respeitada quando se preenchem as exigências de coerência
interna, mesmo que as conclusões possam ser absurdas do
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO: ANALOGIAS, ponto de vista material (conteúdo). Nem sempre um raciocí-
INFERÊNCIAS, DEDUÇÕES E CONCLUSÕES. nio formalmente correto corresponde àquilo que chamamos
de realidade dos fatos. No entanto, o erro não está no seu
aspecto formal e, sim, na sua matéria. Por exemplo, partindo
1. Introdução das premissas que

Desde suas origens na Grécia Antiga, especialmente de (1) todos os brasileiros são europeus
Aristóteles (384-322 a.C.) em diante, a lógica tornou-se um e que
dos campos mais férteis do pensamento humano, particular- (2) Pedro é brasileiro,
mente da filosofia. Em sua longa história e nas múltiplas formalmente, chegar-se-á à conclusão lógica que
modalidades em que se desenvolveu, sempre foi bem claro (3) Pedro é europeu.

Raciocínio Lógico 26 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Materialmente, este é um raciocínio falso porque a expe- dade argumentativa envolve o interesse da persuasão. Ar-
riência nos diz que a premissa é falsa. gumentar é o núcleo principal da retórica, considerada a arte
de convencer mediante o discurso.
No entanto, formalmente, é um raciocínio válido, porque a
conclusão é adequada às premissas. É nesse sentido que se Partindo do pressuposto de que as pessoas pensam aqui-
costuma dizer que o computador é falho, já que, na maioria lo que querem, de acordo com as circunstâncias da vida e as
dos casos, processa formalmente informações nele previa- decisões pessoais (subjetividade), um argumento conseguirá
mente inseridas, mas não tem a capacidade de verificar o atingir mais facilmente a meta da persuasão caso as idéias
valor empírico de tais informações. propostas se assentem em boas razões, capazes de mexer
com as convicções daquele a quem se tenta convencer. Mui-
Já, a lógica material preocupa-se com a aplicação das tas vezes, julga-se que estão sendo usadas como bom argu-
operações do pensamento à realidade, de acordo com a mento opiniões que, na verdade, não passam de preconcei-
natureza ou matéria do objeto em questão. Nesse caso, inte- tos pessoais, de modismos, de egoísmo ou de outras formas
ressa que o raciocínio não só seja formalmente correto, mas de desconhecimento. Mesmo assim, a habilidade no argu-
que também respeite a matéria, ou seja, que o seu conteúdo mentar, associada à desatenção ou à ignorância de quem
corresponda à natureza do objeto a que se refere. Neste ouve, acaba, muitas vezes, por lograr a persuasão.
caso, trata-se da correspondência entre pensamento e reali-
dade. Pode-se, então, falar de dois tipos de argumentação: boa
ou má, consistente/sólida ou inconsistente/frágil, lógica ou
Assim sendo, do ponto de vista lógico, costuma-se falar ilógica, coerente ou incoerente, válida ou não-válida, fraca ou
de dois tipos de verdade: a verdade formal e a verdade mate- forte etc.
rial. A verdade formal diz respeito, somente e tão-somente, à
forma do discurso; já a verdade material tem a ver com a De qualquer modo, argumentar não implica, necessaria-
forma do discurso e as suas relações com a matéria ou o mente, manter-se num plano distante da existência humana,
conteúdo do próprio discurso. Se houver coerência, no pri- desprezando sentimentos e motivações pessoais. Pode-se
meiro caso, e coerência e correspondência, no segundo, tem- argumentar bem sem, necessariamente, descartar as emo-
se a verdade. ções, como no caso de convencer o aluno a se esforçar nos
estudos diante da perspectiva de férias mais tranqüilas. En-
Em seu conjunto, a lógica investiga as regras adequadas fim, argumentar corretamente (sem armar ciladas para o
à produção de um raciocínio válido, por meio do qual visa-se interlocutor) é apresentar boas razões para o debate, susten-
à consecução da verdade, seja ela formal ou material. Rela- tar adequadamente um diálogo, promovendo a dinamização
cionando a lógica com a prática, pode-se dizer que é impor- do pensamento. Tudo isso pressupõe um clima democrático.
tante que se obtenha não somente uma verdade formal, mas,
também, uma verdade que corresponda à experiência. Que 1.3. Inferência Lógica
seja, portanto, materialmente válida. A conexão entre os
princípios formais da lógica e o conteúdo de seus raciocínios Cabe à lógica a tarefa de indicar os caminhos para um ra-
pode ser denominada de “lógica informal”. Trata-se de uma ciocínio válido, visando à verdade.
lógica aplicada ao plano existencial, à vida quotidiana.
Contudo, só faz sentido falar de verdade ou falsidade
1.2. Raciocínio e Argumentação quando entram em jogo asserções nas quais se declara algo,
emitindo-se um juízo de realidade. Existem, então, dois tipos
Três são as principais operações do intelecto humano: a de frases: as assertivas e as não assertivas, que também
simples apreensão, os juízos e o raciocínio. podem ser chamadas de proposições ou juízos.

A simples apreensão consiste na captação direta (atra- Nas frases assertivas afirma-se algo, como nos exemplos:
vés dos sentidos, da intuição racional, da imaginação etc) de “a raiz quadrada de 9 é 3” ou “o sol brilha à noite”. Já, nas
uma realidade sobre a qual forma-se uma idéia ou conceito frases não assertivas, não entram em jogo o falso e o verda-
(p. ex., de um objeto material, ideal, sobrenatural etc) que, deiro, e, por isso, elas não têm “valor de verdade”. É o caso
por sua vez, recebe uma denominação (as palavras ou ter- das interrogações ou das frases que expressam estados
mos, p. ex.: “mesa”, “três” e “arcanjo”). emocionais difusos, valores vivenciados subjetivamente ou
ordens. A frase “toque a bola”, por exemplo, não é falsa nem
O juízo é ato pelo qual os conceitos ou idéias são ligadas verdadeira, por não se tratar de uma asserção (juízo).
ou separadas dando origem à emissão de um “julgamento”
(falso ou verdadeiro) sobre a realidade, mediante proposições As frases declaratórias ou assertivas podem ser combina-
orais ou escritas. Por exemplo: “Há três arcanjos sobre a das de modo a levarem a conclusões conseqüentes, constitu-
mesa da sala” indo raciocínios válidos. Veja-se o exemplo:

O raciocínio, por fim, consiste no “arranjo” intelectual dos (1) Não há crime sem uma lei que o defina;
juízos ou proposições, ordenando adequadamente os conte-
údos da consciência. No raciocínio, parte-se de premissas (2) não há uma lei que defina matar ET’s como crime;
para se chegar a conclusões que devem ser adequadas.
Procedendo dessa forma, adquirem-se conhecimentos novos (3) logo, não é crime matar ET’s.
e defende-se ou aprofunda-se o que já se conhece. Para
tanto, a cada passo, é preciso preencher os requisitos da
Ao serem ligadas estas assertivas, na mente do interlocu-
coerência e do rigor. Por exemplo: “Se os três arcanjos estão
tor, vão sendo criadas as condições lógicas adequadas à
sobre a mesa da sala, não estão sobre a mesa da varanda”
conclusão do raciocínio. Esse processo, que muitas vezes
permite que a conclusão seja antecipada sem que ainda
Quando os raciocínios são organizados com técnica e ar- sejam emitidas todas as proposições do raciocínio, chamase
te e expostos de forma tal a convencer a platéia, o leitor ou inferência. O ponto de partida de um raciocínio (as premis-
qualquer interlocutor tem-se a argumentação. Assim, a ativi- sas) deve levar a conclusões óbvias.

Raciocínio Lógico 27 A Opção Certa Para a Sua Realização


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1.4. Termo e Conceito admitindo valor lógico não somente ao falso e ao verdadeiro,
como também ao indeterminado.
Para que a validade de um raciocínio seja preservada, é
fundamental que se respeite uma exigência básica: as pala- 2. Argumentação e Tipos de Raciocínio
vras empregadas na sua construção não podem sofrer modi-
ficações de significado. Observe-se o exemplo: Conforme vimos, a argumentação é o modo como é ex-
Os jaguares são quadrúpedes; posto um raciocínio, na tentativa de convencer alguém de
Meu carro é um Jaguar alguma coisa. Quem argumenta, por sua vez, pode fazer uso
logo, meu carro é um quadrúpede. de diversos tipos de raciocínio. Às vezes, são empregados
raciocínios aceitáveis do ponto de vista lógico, já, em outras
O termo “jaguar” sofreu uma alteração de significado ao ocasiões, pode-se apelar para raciocínios fracos ou inválidos
longo do raciocínio, por isso, não tem validade. sob o mesmo ponto de vista. É bastante comum que raciocí-
nios desse tipo sejam usados para convencer e logrem o
Quando pensamos e comunicamos os nossos pensamen- efeito desejado, explorando a incapacidade momentânea ou
tos aos outros, empregamos palavras tais como “animal”, persistente de quem está sendo persuadido de avaliar o valor
“lei”, “mulher rica”, “crime”, “cadeira”, “furto” etc. Do ponto de lógico do raciocínio empregado na argumentação.
vista da lógica, tais palavras são classificadas como termos,
que são palavras acompanhadas de conceitos. Assim sendo, Um bom raciocínio, capaz de resistir a críticas, precisa ser
o termo é o signo lingüístico, falado ou escrito, referido a um dotado de duas características fundamentais: ter premissas
conceito, que é o ato mental correspondente ao signo. aceitáveis e ser desenvolvido conforme as normas apropria-
das.
Desse modo, quando se emprega, por exemplo, o termo
“mulher rica”, tende-se a pensar no conjunto das mulheres às Dos raciocínios mais empregados na argumentação, me-
quais se aplica esse conceito, procurando apreender uma recem ser citados a analogia, a indução e a dedução. Dos
nota característica comum a todos os elementos do conjunto, três, o primeiro é o menos preciso, ainda que um meio bas-
de acordo com a ‘intencionalidade’ presente no ato mental. tante poderoso de convencimento, sendo bastante usado
Como resultado, a expressão “mulher rica” pode ser tratada pela filosofia, pelo senso comum e, particularmente, nos
como dois termos: pode ser uma pessoa do sexo feminino discursos jurídico e religioso; o segundo é amplamente em-
cujos bens materiais ou financeiros estão acima da média ou pregado pela ciência e, também, pelo senso comum e, por
aquela cuja trajetóriaexistencial destaca-se pela bondade, fim, a dedução é tida por alguns como o único raciocínio
virtude, afetividade e equilíbrio. autenticamente lógico, por isso, o verdadeiro objeto da lógica
formal.
Para que não se obstrua a coerência do raciocínio, é pre-
ciso que fique bem claro, em função do contexto ou de uma A maior ou menor valorização de um ou de outro tipo de
manifestação de quem emite o juízo, o significado dos termos raciocínio dependerá do objeto a que se aplica, do modo
empregados no discurso. como é desenvolvido ou, ainda, da perspectiva adotada na
abordagem da natureza e do alcance do conhecimento.
1.5. Princípios lógicos
Às vezes, um determinado tipo de raciocínio não é ade-
Existem alguns princípios tidos como conditio sine qua quadamente empregado. Vejam-se os seguintes exemplos: o
non para que a coerência do raciocínio, em absoluto, possa médico alemão Ludwig Büchner (1824-1899) apresentou
ocorrer. Podem ser entendidos como princípios que se refe- como argumento contra a existência da alma o fato de esta
rem tanto à realidade das coisas (plano ontológico), quanto nunca ter sido encontrada nas diversas dissecações do corpo
ao pensamento (plano lógico), ou seja, se as coisas em geral humano; o astronauta russo Gagarin (1934-1968) afirmou
devem respeitar tais princípios, assim também o pensamento que Deus não existe pois “esteve lá em cima” e não o encon-
deve respeitá-los. São eles: trou. Nesses exemplos fica bem claro que o raciocínio induti-
vo, baseado na observação empírica, não é o mais adequado
a) Princípio da identidade, pelo qual se delimita a reali- para os objetos em questão, já que a alma e Deus são de
dade de um ser. Trata-se de conceituar logicamente qual é a ordem metafísica, não física.
identidade de algo a que se está fazendo referência. Uma vez
conceituada uma certa coisa, seu conceito deve manter-se ao 2.1. Raciocínio analógico
longo do raciocínio. Por exemplo, se estou falando de um
homem chamado Pedro, não posso estar me referindo a Se raciocinar é passar do desconhecido ao conhecido, é
Antônio. partir do que se sabe em direção àquilo que não se sabe, a
analogia (aná = segundo, de acordo + lógon = razão) é um
b) Princípio da não-contradição. Se algo é aquilo que é, dos caminhos mais comuns para que isso aconteça. No ra-
não pode ser outra coisa, sob o mesmo aspecto e ao mesmo ciocínio analógico, compara-se uma situação já conhecida
tempo. Por exemplo, se o brasileiro João está doente agora, com uma situação desconhecida ou parcialmente conhecida,
não está são, ainda que, daqui a pouco possa vir a curar-se, aplicando a elas as informações previamente obtidas quando
embora, enquanto João, ele seja brasileiro, doente ou são; da vivência direta ou indireta da situação-referência.

c) Princípio da exclusão do terceiro termo. Entre o fal- Normalmente, aquilo que é familiar é usado como ponto
so e o verdadeiro não há meio termo, ou é falso ou é verda- de apoio na formação do conhecimento, por isso, a analogia
deiro. Ou está chovendo ou não está, não é possível um é um dos meios mais comuns de inferência. Se, por um lado,
terceiro termo: está meio chovendo ou coisa parecida. é fonte de conhecimentos do dia-a-dia, por outro, também
tem servido de inspiração para muitos gênios das ciências e
A lógica clássica e a lógica matemática aceitam os três das artes, como nos casos de Arquimedes na banheira (lei do
princípios como suas pedras angulares, no entanto, mais empuxo), de Galileu na catedral de Pisa (lei do pêndulo) ou
recentemente, Lukasiewicz e outros pensadores desenvolve- de Newton sob a macieira (lei da gravitação universal). No
ram sistemas lógicos sem o princípio do terceiro excluído, entanto, também é uma forma de raciocínio em que se come-
tem muitos erros. Tal acontece porque é difícil estabelecer-
Raciocínio Lógico 28 A Opção Certa Para a Sua Realização
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lhe regras rígidas. A distância entre a genialidade e a falha Pode-se notar que, no caso da analogia, não basta consi-
grosseira é muito pequena. No caso dos raciocínios analógi- derar a forma de raciocínio, é muito importante que se avalie
cos, não se trata propriamente de considerá-los válidos ou o seu conteúdo. Por isso, esse tipo de raciocínio não é admi-
não-válidos, mas de verificar se são fracos ou fortes. Segun- tido pela lógica formal. Se as premissas forem verdadeiras, a
do Copi, deles somente se exige “que tenham alguma proba- conclusão não o será necessariamente, mas possivelmente,
bilidade” (Introdução à lógica, p. 314). isto caso cumpram-se as exigências acima.

A força de uma analogia depende, basicamente, de três Tal ocorre porque, apesar de existir uma estrutura geral
aspectos: do raciocínio analógico, não existem regras claras e precisas
que, uma vez observadas, levariam a uma conclusão neces-
a) os elementos comparados devem ser verdadeiros e sariamente válida.
importantes;
b) o número de elementos semelhantes entre uma situa-
ção e outra deve ser significativo; O esquema básico do raciocínio analógico é:
c) não devem existir divergências marcantes na compara- A é N, L, Y, X;
ção. B, tal como A, é N, L, Y, X;
A é, também, Z
No raciocínio analógico, comparam-se duas situações,
casos, objetos etc. semelhantes e tiram-se as conclusões logo, B, tal como A, é também Z.
adequadas. Na ilustração, tal como a carroça, o carro a motor Se, do ponto de vista da lógica formal, o raciocínio analó-
é um meio de transporte que necessita de um condutor. Este, gico é precário, ele é muito importante na formulação de
tanto num caso quanto no outro, precisa ser dotado de bom hipóteses científicas e de teses jurídicas ou filosóficas. Con-
senso e de boa técnica para desempenhar adequadamente tudo, as hipóteses científicas oriundas de um raciocínio ana-
seu papel. lógico necessitam de uma avaliação posterior, mediante pro-
cedimentos indutivos ou dedutivos.
Aplicação das regras acima a exemplos:
Observe-se o seguinte exemplo: John Holland, físico e
a) Os elementos comparados devem ser verdadeiros e re- professor de ciência da computação da Universidade de
levantes, não imaginários ou insignificantes.tc Michigan, lançou a hipótese (1995) de se verificar, no campo
da computação, uma situação semelhante à que ocorre no da
"a) Os elementos comparados devem ser verdadeiros e genética. Assim como na natureza espécies diferentes po-
relevantes, não imaginários ou insignificantes." dem ser cruzadas para obter o chamado melhoramento gené-
tico - um indivíduo mais adaptado ao ambiente -, na informá-
Analogia forte - Ana Maria sempre teve bom gosto ao tica, também o cruzamento de programas pode contribuir
comprar suas roupas, logo, terá bom gosto ao comprar as para montar um programa mais adequado para resolver um
roupas de sua filha. determinado problema. “Se quisermos obter uma rosa mais
bonita e perfumada, teremos que cruzar duas espécies: uma
com forte perfume e outra que seja bela” diz Holland. “Para
Analogia fraca - João usa terno, sapato de cromo e per-
resolver um problema, fazemos o mesmo. Pegamos um pro-
fume francês e é um bom advogado;
grama que dê conta de uma parte do problema e cruzamos
com outro programa que solucione outra parte. Entre as vá-
Antônio usa terno, sapato de cromo e perfume francês; rias soluções possíveis, selecionam-se aquelas que parecem
logo, deve ser um bom advogado. mais adequadas. Esse processo se repete por várias gera-
ções - sempre selecionando o melhor programa - até obter o
b) O número de aspectos semelhantes entre uma situa- descendente que mais se adapta à questão. É, portanto,
ção e outra deve ser significativo.tc "b) O número de aspectos semelhante ao processo de seleção natural, em que só so-
semelhantes entre uma situação e outra deve ser significati- brevivem os mais aptos”. (Entrevista ao JB, 19/10/95, 1º cad.,
vo." p. 12).

Analogia forte - A Terra é um planeta com atmosfera, Nesse exemplo, fica bem clara a necessidade da averi-
com clima ameno e tem água; em Marte, tal como na Terra, guação indutiva das conclusões extraídas desse tipo de ra-
houve atmosfera, clima ameno e água; na Terra existe vida, ciocínio para, só depois, serem confirmadas ou não.
logo, tal como na Terra, em Marte deve ter havido algum tipo
de vida. 2.2. Raciocínio Indutivo - do particular ao geral

Analogia fraca - T. Edison dormia entre 3 e 4 horas por Ainda que alguns autores considerem a analogia como
noite e foi um gênio inventor; eu dormirei durante 3 1/2 horas uma variação do raciocínio indutivo, esse último tem uma
por noite e, por isso, também serei um gênio inventor. base mais ampla de sustentação. A indução consiste em
partir de uma série de casos particulares e chegar a uma
c) Não devem existir divergências marcantes na compa- conclusão de cunho geral. Nele, está pressuposta a possibili-
ração.tc "c) Não devem existir divergências marcantes na dade da coleta de dados ou da observação de muitos fatos e,
comparação.." na maioria dos casos, também da verificação experimental.
Como dificilmente são investigados todos os casos possíveis,
Analogia forte - A pescaria em rios não é proveitosa por acaba-se aplicando o princípio das probabilidades.
ocasião de tormentas e tempestades; a pescaria marinha não
está tendo sucesso porque troveja muito. Assim sendo, as verdades do raciocínio indutivo depen-
dem das probabilidades sugeridas pelo número de casos
Analogia fraca - Os operários suíços que recebem o sa- observados e pelas evidências fornecidas por estes. A enu-
lário mínimo vivem bem; a maioria dos operários brasileiros, meração de casos deve ser realizada com rigor e a conexão
tal como os operários suíços, também recebe um salário entre estes deve ser feita com critérios rigorosos para que
mínimo; logo, a maioria dos operários brasileiros também vive sejam indicadores da validade das generalizações contidas
bem, como os suíços. nas conclusões.

Raciocínio Lógico 29 A Opção Certa Para a Sua Realização


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O esquema principal do raciocínio indutivo é o seguinte: Nesse procedimento, os elementos enumerados são tidos
B é A e é X; como suficientes para serem tiradas determinadas conclu-
C é A e também é X; sões. É o caso do exemplo das cobras, no qual, apesar de
D é A e também é X; não poderem ser conferidos todos os elementos (cobras) em
E é A e também é X; particular, os que foram enumerados são representativos do
logo, todos os A são X todo e suficientes para a generalização (“todas as cobras...”)
No raciocínio indutivo, da observação de muitos casos
particulares, chega-se a uma conclusão de cunho geral. b. Indução por enumeração completa
Aplicando o modelo:
A jararaca é uma cobra e não voa; Costuma-se também classificar como indutivo o raciocínio
A caninana é uma cobra e também não voa; baseado na enumeração completa.
A urutu é uma cobra e também não voa;
A cascavel é uma cobra e também não voa;
Ainda que alguns a classifiquem como tautologia, ela o-
logo, as cobras não voam.
corre quando:
Contudo,
b.a. todos os casos são verificados e contabilizados;
Ao sair de casa, João viu um gato preto e, logo a seguir,
caiu e quebrou o braço. Maria viu o mesmo gato e, alguns b.b. todas as partes de um conjunto são enumeradas.
minutos depois, foi assaltada. Antonio também viu o mesmo
gato e, ao sair do estacionamento, bateu com o carro. Logo, Exemplos correspondentes às duas formas de indução
ver um gato preto traz azar. por enumeração completa:

Os exemplos acima sugerem, sob o ponto de vista do va- b.a. todas as ocorrências de dengue foram investigadas e
lor lógico, dois tipos de indução: a indução fraca e a indução em cada uma delas foi constatada uma característica própria
forte. É forte quando não há boas probabilidades de que um desse estado de morbidez: fortes dores de cabeça; obteve-
caso particular discorde da generalização obtida das premis- se, por conseguinte, a conclusão segura de que a dor de
sas: a conclusão “nenhuma cobra voa” tem grande probalida- cabeça é um dos sintomas da dengue.
de de ser válida. Já, no caso do “gato preto”, não parece
haver sustentabilidade da conclusão, por se tratar de mera b.b. contam-se ou conferem-se todos as peças do jogo de
coincidência, tratando-se de uma indução fraca. Além disso, xadrez: ao final da contagem, constata-se que são 32 peças.
há casos em que uma simples análise das premissas é sufi-
ciente para detectar a sua fraqueza.
Nesses raciocínios, tem-se uma conclusão segura, po-
dendo-se classificá-los como formas de indução forte, mesmo
Vejam-se os exemplos das conclusões que pretendem ser que se revelem pouco criativos em termos de pesquisa cientí-
aplicadas ao comportamento da totalidade dos membros de fica.
um grupo ou de uma classe tendo como modelo o comporta-
mento de alguns de seus componentes:
O raciocínio indutivo nem sempre aparece estruturado
1. Adriana é mulher e dirige mal; nos moldes acima citados. Às vezes, percebe-se o seu uso
Ana Maria é mulher e dirige mal; pela maneira como o conteúdo (a matéria) fica exposta ou
Mônica é mulher e dirige mal; ordenada. Observem-se os exemplos:
Carla é mulher e dirige mal;
logo, todas as mulheres dirigem mal. - Não parece haver grandes esperanças em se erradicar a
2. Antônio Carlos é político e é corrupto; corrupção do cenário político brasileiro.
Fernando é político e é corrupto;
Paulo é político e é corrupto; Depois da série de protestos realizados pela população,
Estevão é político e é corrupto; depois das provas apresentadas nas CPI’s, depois do vexa-
logo, todos os políticos são corruptos. me sofrido por alguns políticos denunciados pela imprensa,
A avaliação da suficiência ou não dos elementos não é ta- depois do escárnio popular em festividades como o carnaval
refa simples, havendo muitos exemplos na história do conhe- e depois de tanta insistência de muitos sobre necessidade de
cimento indicadores dos riscos das conclusões por indução. moralizar o nosso país, a corrupção parece recrudescer,
Basta que um caso contrarie os exemplos até então colhidos apresenta novos tentáculos, se disfarça de modos sempre
para que caia por terra uma “verdade” por ela sustentada. Um novos, encontrando-se maneiras inusitadas de ludibriar a
exemplo famoso é o da cor dos cisnes. Antes da descoberta nação.
da Austrália, onde foram encontrados cisnes pretos, acredita-
va-se que todos os cisnes fossem brancos porque todos os - Sentia-me totalmente tranqüilo quanto ao meu amigo,
até então observados eram brancos. Ao ser visto o primeiro pois, até então, os seus atos sempre foram pautados pelo
cisne preto, uma certeza de séculos caiu por terra. respeito às leis e à dignidade de seus pares. Assim, enquanto
alguns insinuavam a sua culpa, eu continuava seguro de sua
2.2.1. Procedimentos indutivos inocência.

Apesar das muitas críticas de que é passível o raciocínio Tanto no primeiro quanto no segundo exemplos está sen-
indutivo, este é um dos recursos mais empregados pelas do empregando o método indutivo porque o argumento prin-
ciências para tirar as suas conclusões. Há dois procedimen- cipal está sustentado pela observação de muitos casos ou
tos principais de desenvolvimento e aplicação desse tipo de fatos particulares que, por sua vez, fundamentam a conclu-
raciocínio: o da indução por enumeração incompleta suficien- são. No primeiro caso, a constatação de que diversas tentati-
te e o da indução por enumeração completa. vas de erradicar a corrupção mostraram-se infrutíferas con-
duzem à conclusão da impossibilidade de sua superação,
enquanto que, no segundo exemplo, da observação do com-
a. Indução por enumeração incompleta suficiente
portamento do amigo infere-se sua inocência.

Raciocínio Lógico 30 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Analogia, indução e probabilidade sente nas premissas, basta observar algumas regras e inferir
a conclusão.
Nos raciocínios analógico e indutivo, apesar de boas
chances do contrário, há sempre a possibilidade do erro. Isso 2.3.1. Construção do Silogismo
ocorre porque se está lidando com probabilidades e estas
não são sinônimas de certezas. A estrutura básica do silogismo (sýn/com + lógos/razão)
consiste na determinação de uma premissa maior (ponto de
Há três tipos principais de probabilidades: a matemática, a partida), de uma premissa menor (termo médio) e de uma
moral e a natural. conclusão, inferida a partir da premissa menor. Em outras
palavras, o silogismo sai de uma premissa maior, progride
a) A probabilidade matemática é aquela na qual, partin- através da premissa menor e infere, necessariamente, uma
do-se dos casos numerados, é possível calcular, sob forma conclusão adequada.
de fração, a possibilidade de algo ocorrer – na fração, o de-
nominador representa os casos possíveis e o numerador o Eis um exemplo de silogismo:
número de casos favoráveis. Por exemplo, no caso de um
sorteio usando uma moeda, a probabilidade de dar cara é de Todos os atos que ferem a lei são puníveis Premissa Mai-
50% e a de dar coroa também é de 50%. or A concussão é um ato que fere a lei Premissa Menor

b) A probabilidade moral é a relativa a fatos humanos Logo, a concussão é punível Conclusão


destituídos de caráter matemático. É o caso da possibilidade
de um comportamento criminoso ou virtuoso, de uma reação O silogismo estrutura-se por premissas. No âmbito da ló-
alegre ou triste etc. gica, as premissas são chamadas de proposições que, por
sua vez, são a expressão oral ou gráfica de frases assertivas
Exemplos: considerando seu comportamento pregresso, é ou juízos. O termo é uma palavra ou um conjunto de palavras
provável que Pedro não tenha cometido o crime, contudo... que exprime um conceito. Os termos de um silogismo são
Conhecendo-se a meiguice de Maria, é provável que ela o necessariamente três: maior, médio e menor. O termo maior
receba bem, mas... é aquele cuja extensão é maior (normalmente, é o predicado
da conclusão); o termo médio é o que serve de intermediário
c) A probabilidade natural é a relativa a fenômenos na- ou de conexão entre os outros dois termos (não figura na
turais dos quais nem todas as possibilidades são conhecidas. conclusão) e o termo menor é o de menor extensão (normal-
A previsão meteorológica é um exemplo particular de probali- mente, é o sujeito da conclusão). No exemplo acima, punível
dade natural. A teoria do caos assenta-se na tese da imprevi- é o termo maior, ato que fere a lei é o termo médio e concus-
sibilidade relativa e da descrição apenas parcial de alguns são é o menor.
eventos naturais.
2.3.1.1. As Regras do Silogismo
Por lidarem com probabilidades, a indução e a analogia
são passíveis de conclusões inexatas. Oito são as regras que fazem do silogismo um raciocínio
perfeitamente lógico. As quatro primeiras dizem respeito às
Assim sendo, deve-se ter um relativo cuidado com as su- relações entre os termos e as demais dizem respeito às rela-
as conclusões. Elas expressam muito bem a necessidade ções entre as premissas. São elas:
humana de explicar e prever os acontecimentos e as coisas,
contudo, também revelam as limitações humanas no que diz 2.3.1.1.1. Regras dos Termos
respeito à construção do conhecimento.
1) Qualquer silogismo possui somente três termos: maior,
2.3. Raciocínio dedutivo - do geral ao particular médio e menor.
Exemplo de formulação correta:
Termo Maior: Todos os gatos são mamíferos.
O raciocínio dedutivo, conforme a convicção de muitos es- Termo Médio: Mimi é um gato.
tudiosos da lógica, é aquele no qual são superadas as defici- Termo Menor: Mimi é um mamífero.
ências da analogia e da indução. Exemplo de formulação incorreta:
Termo Maior: Toda gata(1) é quadrúpede.
No raciocínio dedutivo, inversamente ao indutivo, parte-se Termo Médio: Maria é uma gata(2).
do geral e vai-se ao particular. As inferências ocorrem a partir Termo Menor: Maria é quadrúpede.
do progressivo avanço de uma premissa de cunho geral, para O termo “gata” tem dois significados, portanto, há quatro
se chegar a uma conclusão tão ou menos ampla que a pre- termos ao invés de três.
missa. O silogismo é o melhor exemplo desse tipo de raciocí-
nio: 2) Os termos da conclusão nunca podem ser mais exten-
Premissa maior: Todos os homens são mamíferos. uni- sos que os termos das premissas.
versal Exemplo de formulação correta:
Premissa menor: Pedro é homem. Termo Maior: Todas as onças são ferozes.
Conclusão: Logo, Pedro é mamífero. Particular Termo Médio: Nikita é uma onça.
No raciocínio dedutivo, de uma premissa de cunho geral Termo Menor: Nikita é feroz.
podem-se tirar conclusões de cunho particular. Exemplo de formulação incorreta:
Termo Maior: Antônio e José são poetas.
Aristóteles refere-se à dedução como “a inferência na Termo Médio: Antônio e José são surfistas.
qual, colocadas certas coisas, outra diferente se lhe segue Termo Menor: Todos os surfistas são poetas.
necessariamente, somente pelo fato de terem sido postas”. “Antonio e José” é um termo menos extenso que “todos
Uma vez posto que todos os homens são mamíferos e que os surfistas”.
Pedro é homem, há de se inferir, necessariamente, que Pe-
dro é um mamífero. De certo modo, a conclusão já está pre- 3) O predicado do termo médio não pode entrar na con-
clusão.

Raciocínio Lógico 31 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Exemplo de formulação correta:
Termo Maior: Todos os homens podem infringir a lei.
Termo Médio: Pedro é homem.
Termo Menor: Pedro pode infringir a lei.
Exemplo de formulação incorreta:
Termo Maior: Todos os homens podem infringir a lei.
Termo Médio: Pedro é homem.
Termo Menor: Pedro ou é homem (?) ou pode infringir a
lei.
A ocorrência do termo médio “homem” na conclusão é i-
noportuna.
4) O termo médio deve ser tomado ao menos uma vez em
sua extensão universal.
Exemplo de formulação correta:
Termo Maior: Todos os homens são dotados de habilida-
des. Assim, se num grupo de pessoas há 43 que dirigem carro, 18
Termo Médio: Pedro é homem. que dirigem moto e 10 que dirigem carro e moto. Baseando-
Termo Menor: Pedro é dotado de habilidades. se nesses dados, e nos diagramas lógicos poderemos saber:
Exemplo de formulação incorreta:
Termo Maior: Alguns homens são sábios. Quantas pessoas têm no grupo ou quantas dirigem somente
Termo Médio: Ora os ignorantes são homens carro ou ainda quantas dirigem somente motos.
Termo Menor: Logo, os ignorantes são sábios Vamos inicialmente montar os diagramas dos conjuntos que
O predicado “homens” do termo médio não é universal, representam os motoristas de motos e motoristas de carros.
mas particular.
Começaremos marcando quantos elementos tem a intersec-
2.3.1.1.2. Regras das Premissas ção e depois completaremos os outros espaços.
5) De duas premissas negativas, nada se conclui.
Exemplo de formulação incorreta:
Premissa Maior: Nenhum gato é mamífero
Premissa Menor: Lulu não é um gato.
Conclusão: (?).
6) De duas premissas afirmativas, não se tira uma conclu-
são negativa.
Exemplo de formulação incorreta:
Premissa Maior: Todos os bens morais devem ser dese-
jados.
Premissa Menor: Ajudar ao próximo é um bem moral.
Conclusão: Ajudar ao próximo não (?) deve ser desejado.
7) A conclusão segue sempre a premissa mais fraca. A
premissa mais fraca é sempre a de caráter negativo. Marcando o valor da intersecção, então iremos subtraindo
Exemplo de formulação incorreta: esse valor da quantidade de elementos dos conjuntos A e B.
Premissa Maior: As aves são animais que voam.
Premissa Menor: Alguns animais não são aves. A partir dos valores reais, é que poderemos responder as
Conclusão: Alguns animais não voam. perguntas feitas.
Exemplo de formulação incorreta:
Premissa Maior: As aves são animais que voam.
Premissa Menor: Alguns animais não são aves.
Conclusão: Alguns animais voam.
8) De duas premissas particulares nada se conclui.
Exemplo de formulação incorreta:
Premissa Maior: Mimi é um gato.
Premissa Menor: Um gato foi covarde.
Conclusão: (?)
Fonte: estudaki.files.wordpress.com/2009/03/logica-
argumentacao.pdf

DIAGRAMAS LÓGICOS
a) Temos no grupo: 8 + 10 + 33 = 51 motoristas.
Prof Msc SANDRO FABIAN FRANCILIO DORNELLES b) Dirigem somente carros 33 motoristas.
c) Dirigem somente motos 8 motoristas.
Introdução No caso de uma pesquisa de opinião sobre a preferência
quanto à leitura de três jornais. A, B e C, foi apresentada a
Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários seguinte tabela:
problemas.

Uma situação que esses diagramas poderão ser usados, é na


determinação da quantidade de elementos que apresentam
uma determinada característica.

Raciocínio Lógico 32 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

Com essa distribuição, poderemos notar que 205 pessoas


lêem apenas o jornal A.
Prof Msc SANDRO FABIAN FRANCILIO DORNELLES
Verificamos que 500 pessoas não lêem o jornal C, pois é a
Para termos os valores reais da pesquisa, vamos inicialmente soma 205 + 30 + 115 + 150.
montar os diagramas que representam cada conjunto. Notamos ainda que 700 pessoas foram entrevistadas, que é
a soma 205 + 30 + 25 + 40 + 115 + 65 + 70 +
A colocação dos valores começará pela intersecção dos três 150.
conjuntos e depois para as intersecções duas a duas e por
último às regiões que representam cada conjunto individual-
mente. EXERCÍCIOS DE CONCURSOS
Diagramas Lógicos
Representaremos esses conjuntos dentro de um retângulo
que indicará o conjunto universo da pesquisa. 1. De um total de 30 agentes administrativos sabe-se que:
I. 18 gostam de cinema
II. 14 gostam de teatro
III. 2 não gostam de cinema, nem de teatro
O número de agentes que gostam de cinema e de teatro
corresponde a:
a) 2
b) 4
c) 6
d) 8

2. De um grupo de N auxiliares técnicos de produção, 44


lêem jornal A, 42 o jornal B e 18 lêem ambos os jornais. sa-
bendo que todo auxiliar deste grupo é leitor de pelo menos
um dos jornais, o número N de auxiliares é:

3. Em uma turma, 45% dos alunos falam inglês e 33% falam


francês. Se 25% dos alunos não falam nenhuma duas lín-
Fora dos diagramas teremos 150 elementos que não são guas, a porcentagem de alunos que falam francês, mas não
leitores de nenhum dos três jornais. falam inglês é de:
Na região I, teremos: 70 - 40 = 30 elementos. a) 3%
Na região II, teremos: 65 - 40 = 25 elementos. b) 15%
Na região III, teremos: 105 - 40 = 65 elementos. c) 27%
Na região IV, teremos: 300 - 40 - 30 - 25 = 205 elementos. d) 30%
Na região V, teremos: 250 - 40 -30 - 65 = 115 elementos. e) 33%
Na região VI, teremos: 200 - 40 - 25 - 65 = 70 elementos.
Dessa forma, o diagrama figura preenchido com os seguintes 4. Realizou-se uma pesquisa e verificou-se que, das pessoas
elementos: consultadas, 200 ouviam a rádio A, 300 ouviam a rádio B, 20
ouviam as duas rádios (A e B) e 220 não ouviam nenhuma
das duas rádios.
Quantas pessoas foram consultadas?
a) 520
b) 560
c) 640
d) 680
e) 700

Raciocínio Lógico 33 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
5. Em uma pesquisa, foram entrevistados 100 telespectado- e) 510
res. 60 assistiam à televisão à noite e 50 assistiam à televi-
são de dia. Quantos assistiam à televisão de dia e de noite? 11. No problema anterior, calcular quantas pessoas compram
a) 5 apenas o produto A; apenas o produto B; apenas o produto
b) 10 C.
c) 15 a) 210;210;250
d) 20 b) 150;150;180
e) 25 c) 100;120;150
d) 120;140;170
6. Em uma pesquisa, foram entrevistadas 200 pessoas. 100 e) n.d.a.
delas iam regularmente ao cinema, 60 iam regularmente ao
teatro e 50 não iam regularmente nem ao cinema nem ao 12. (A_MPU_ESAF_04) Um colégio oferece a seus alunos à
teatro. Quantas prática de um ou mais de um dos seguintes esportes: futebol,
dessas pessoas iam regularmente a ambos? basquete e vôlei. Sabe-se que, no atual semestre,  20 alu-
a) 10 nos praticam vôlei e basquete;
b) 20  60 alunos praticam futebol e 65 praticam basquete;
c) 30  21 alunos não praticam nem futebol nem vôlei;
d) 40  o número de alunos que praticam só futebol é idêntico ao
e) 50 número dos alunos que praticam só vôlei;
 17 alunos praticam futebol e vôlei;
7. (NCNB_02) Uma professora levou alguns alunos ao par-  45 alunos praticam futebol e basquete; 30, entre os 45, não
que de diversões chamado Sonho. Desses alunos: praticam vôlei;
 16 já haviam ido ao parque Sonho, mas nunca andaram de O número total de alunos do colégio, no atual semestre, é
montanha russa. igual a:
 6 já andaram de montanha russa, mas nunca haviam ido a) 93
ao parque Sonho. b) 114
 Ao todo, 20 já andaram de montanha russa. c) 103
 Ao todo, 18 nunca haviam ido ao parque Sonho. d) 110
Pode-se afirmar que a professora levou ao parque Sonho: e) 99
a) 60 alunos
b) 48 alunos 13. (ESAF_97) Uma pesquisa entre 800 consumidores -
c) 42 alunos sendo 400 homens e 400 mulheres- mostrou os seguintes
d) 366alunos resultados:
e) 32 alunos Do total de pessoas entrevistadas:
 500 assinam o jornal X
8. (ICMS_97_VUNESP) Em uma classe, há 20 alunos que  350 têm curso superior
praticam futebol mas não praticam vôlei e há 8 alunos que  250 assinam o jornal X e têm nível superior
praticam vôlei mas não praticam futebol. O total dos que Do total de mulheres entrevistadas:
praticam vôlei é 15.  200 assinam o jornal X
Ao todo, existem 17 alunos que não praticam futebol. O nú-  150 têm curso superior
mero de alunos da classe é:  50 assinam o jornal X e têm nível superior
a) 30
b) 35 O número de homens entrevistados que não assinam o jornal
c) 37 X e não têm curso superior é, portanto, igual a:
d) 42 a) 100
e) 44 b) 200
c) 0
9. Suponhamos que numa equipe de 10 estudantes, 6 usam d) 50
óculos e 8 usam relógio. O numero de estudantes que usa ao e) 25
mesmo tempo, óculos e relógio é:
a) exatamente 6 14. No diagrama abaixo, considere os conjuntos A, B, C e U (
b) exatamente 2 universo ).
c) no mínimo 6
d) no máximo 5
e) no mínimo 4

10. Numa pesquisa de mercado, foram entrevistadas várias


pessoas acerca de suas preferências em relação a 3 produ-
tos: A, B e C. Os resultados da pesquisa indicaram que:
 210 pessoas compram o produto A.
 210 pessoas compram o produto N.
 250 pessoas compram o produto C.
 20 pessoas compram os três produtos.
 100 pessoas não compram nenhum dos 3 produtos.
 60 pessoas compram o produto A e B.
 70 pessoas compram os produtos A eC.
 50 pessoas compram os produtos B e C.
Quantas pessoas foram entrevistadas:
a) 670
b) 970
c) 870
d) 610 A região sombreada corresponde à seguinte operação:  

Raciocínio Lógico 34 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
a) A ∪ B ∪ C
b) (A ∪ B) ∩ C Por meio do princípio fundamental da contagem, podemos
c) A ∩ B∩ C determinar quantas vezes, de modo diferente, um
d) (A ∩ B) ∪ C acontecimento pode ocorrer.

QUESTÕES CERTO / ERRADO (CESPE / UNB) Se um evento (ou fato) ocorre em n etapas consecutivas e
independentes, de maneira que o número de possibilidades:
15. (UNB) Numa entrevista realizada pelo Departamento de Na 1a etapa é k1,
Ciências Econômicas da UCG com 50 pessoas, da classe Na 2a etapa é k2,
média de Goiânia, acerca de suas preferências por aplica- Na 33 etapa é k3,
ções de seus excedentes financeiros, obteve-se o seguinte ..........................
resultado: 21 pessoas disseram que aplicam em fundos de
renda fixa; 34 em cadernetas de poupança e 50 não aplicam Na enésima etapa é kn, então o número total de
em nenhuma dasmodalidades. Deste modo, 10 pessoas possibilidades de ocorrer o referido evento é o produto k1, k2,
aplicam nas duas modalidades (obs.: uma mesma pessoa k3 ... kn.
pode aplicar em mais de uma modalidade).
O princípio fundamental da contagem nos diz que sempre
16. (MPU_99UNB) Em exames de sangue realizados em 500 devemos multiplicar os números de opções entre as escolhas
moradores de uma região com péssimas condições sanitárias que podemos fazer. Por exemplo, para montar um computa-
foi constatada a presença de três tipos de vírus: A, B, C . O dor, temos 3 diferentes tipos de monitores, 4 tipos de tecla-
resultado dos exames revelou que o vírus A estava presente dos, 2 tipos de impressora e 3 tipos de "CPU". Para saber o
em 210 moradores; o vírus B, em 230; os vírus A e B, em 80; numero de diferentes possibilidades de computadores que
os vírus A e C, em 90; e os vírus B e C, em 70. Além disso, podem ser montados com essas peças, somente multiplica-
em 5 moradores não foi detectado nenhum dos três vírus e o mos as opções:
numero de moradores infectados pelo vírus C era igual ao 3 x 4 x 2 x 3 = 72
dobro dos infectados apenas pelo vírus B.
Com base nessa situação, julgues os itens abaixo: Então, têm-se 72 possibilidades de configurações diferen-
I. O número de pessoas contaminadas pelo três vírus simul- tes.
taneamente representa 9% do total de
pessoas examinadas. Um problema que ocorre é quando aparece a palavra
II. O número de moradores que apresentam o vírus C é igual "ou", como na questão:
a 230. Quantos pratos diferentes podem ser solicitados por um
III. 345 moradores apresentam somente um dos vírus. cliente de restaurante, tendo disponível 3 tipos de arroz, 2 de
IV. Mais de 140 moradores apresentaram pelo menos, dois feijão, 3 de macarrão, 2 tipos de cervejas e 3 tipos de refrige-
vírus. rante, sendo que o cliente não pode pedir cerveja e refrige-
V. O número de moradores que não foram contaminados rante ao mesmo tempo, e que ele obrigatoriamente tenha de
pelos vírus B e C representa menos de 16% do total de pes- escolher uma opção de cada alimento?
soas examinadas.
A resolução é simples: 3 x 2 x 3 = 18 , somente pela co-
17. Pedro, candidato ao cargo de Escrivão de Polícia Federal, mida. Como o cliente não pode pedir cerveja e refrigerantes
necessitando adquirir livros para se preparar para o concurso, juntos, não podemos multiplicar as opções de refrigerante
utilizou um site de busca da Internet e pesquisou em uma pelas opções de cerveja. O que devemos fazer aqui é apenas
livraria virtual, especializada nas áreas de direito, administra- somar essas possibilidades:
ção e economia, que vende livros nacionais e importados. (3 x 2 x 3) x (2 + 3) = 90
Nessa livraria, alguns livros de direito e todos os de adminis-
tração fazem parte dos produtos nacionais. Alem disso, não Resposta para o problema: existem 90 possibilidades de
há livro nacional disponível de capa dura. Com base nas pratos que podem ser montados com as comidas e bebidas
informações acima é possível que Pedro, em sua pesquisa, disponíveis.
tenha:
I. Encontrado um livro de administração de capa dura. Outro exemplo:
II. Adquirido dessa livraria um livro de economia de capa No sistema brasileiro de placas de carro, cada placa é
flexível. formada por três letras e quatro algarismos. Quantas placas
III. Selecionado para compra um livro nacional de direito de onde o número formado pelos algarismos seja par, podem
capa dura. ser formadas?
IV. Comprado um livro importado de direito de capa flexível.
Primeiro, temos de saber que existem 26 letras. Segundo,
Respostas exercícios: 1-C 2-A 3-A 4-B 5-B para que o numero formado seja par, teremos de limitar o
ultimo algarismo à um numero par. Depois, basta multiplicar.
RESPOSTAS 26 x 26 x 26 = 17.567 -> parte das letras
1.B 11.C 10 x 10 x 10 x 5 = 5.000 -> parte dos algarismos, note que
2.C 12.E na última casa temos apenas 5 possibilidades, pois queremos
3.D 13.A um número par (0, 2 , 4 , 6 , 8).
4.E 14.C
5.B 15.C (certo) Agora é só multiplicar as partes: 17.567 x 5.000 =
6.A 16.C,E,C,C,E 87.835.000
7.B 17.E,C,E,C
8.E Resposta para a questão: existem 87.835.000 placas on-
9.E de a parte dos algarismos formem um número par.
10.D
PRINCÍPIO DA ADIÇÃO
Suponhamos um procedimento executado em k fases. A
PRINCIPIO FUNDAMENTAL DA CONTAGEM fase 1 tem n1 maneiras de ser executada, a fase 2 possui n2

Raciocínio Lógico 35 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
maneiras de ser executada e a fase k tem nk modos de ser Professores: Jorge e Lauro
executada. As fases são excludentes entre si, ou seja, não é
possível que duas ou mais das fases sejam realizadas em 1) (FGV/2005) Em uma gaveta de armário de um quarto es-
conjunto. Logo, todo o procedimento tem n1 + n2 + ... + nk curo há 6 camisetas vermelhas, 10 camisetas brancas e 7
maneiras de ser realizado. camisetas pretas. Qual é o número mínimo de camisetas que
se deve retirar da gaveta, sem que se vejam suas cores, para
Exemplo que:
Deseja-se fazer uma viagem para a cidade A ou para a a) Se tenha certeza de ter retirado duas camisetas
cidade B. Existem 5 caminhos possíveis para a cidade A e 3
possíveis caminhos para a cidade B. Logo, para esta viagem,
de cores diferentes.
existem no total 5 + 3 = 8 caminhos possíveis. b) Se tenha certeza de ter retirado duas camisetas de mesma
cor.
PRINCÍPIO DA MULTIPLICAÇÃO c) Se tenha certeza de ter retirado pelo menos uma camiseta
Suponhamos um procedimento executado em k fases, de cada cor.
concomitantes entre si. A fase 1 tem n1 maneiras de ser 2) (Enem/2004)No Nordeste brasileiro, é comum encontrar-
executada, a fase 2 possui n2 maneiras de ser executada e a mos peças de artesanato constituídas por garrafas preenchi-
fase k tem nk modos de ser executada. A fase 1 poderá ser das com areia de diferentes cores, formando desenhos. Um
seguida da fase 2 até a fase k, uma vez que são artesão deseja fazer peças com areia de cores cinza, azul,
concomitantes. Logo, há n1 . n2 . ... . nk maneiras de verde e amarela, mantendo o mesmo desenho, mas variando
executar o procedimento. as cores da paisagem (casa, palmeira e fundo), conforme a
figura.
Exemplo
Supondo uma viagem para a cidade C, mas para chegar
até lá você deve passar pelas cidades A e B. Da sua cidade
até a cidade A existem 2 caminhos possíveis; da cidade A até
a B existem 4 caminhos disponíveis e da cidade B até a C há
3 rotas possíveis. Portanto, há 2 x 4 x 3 = 24 diferentes
caminhos possíveis de ida da sua cidade até a cidade C.

Os princípios enunciados acima são bastante intuitivos.


Contudo, apresentaremos ainda alguns exemplos um pouco
mais complexos de aplicação.

Quantos números naturais pares de três algarismos


distintos podemos formar?
Inicialmente, devemos observar que não podemos colocar
o zero como primeiro algarismo do número. Como os
números devem ser pares, existem apenas 5 formas de
escrever o último algarismo (0, 2, 4, 6, 8). Contudo, se
colocamos o zero como último algarismo do número, nossas
escolhas para distribuição dos algarismos mudam. Portanto, O fundo pode ser representado nas cores azul ou cinza; a
podemos pensar na construção desse número como um casa, nas cores azul, verde ou amarela; e a palmeira, nas
processo composto de 2 fases excludentes entre si. cores cinza ou verde. Se o fundo não pode ter a mesma cor
nem da casa nem da palmeira, por uma questão de contras-
Fixando o zero como último algarismo do número, temos te, então o número de variações que podem ser obtidas para
as seguintes possibilidades de escrever os demais a paisagem é
algarismos:
1º algarismo: 9 possibilidades (1,2,3,4,5,6,7,8,9)
a) 6. b) 7. c) 8. d) 9. e) 10.
2º algarismo: 8 possibilidades (1,2,3,4,5,6,7,8,9), porém
excluímos a escolha feita para o 1º algarismo;
3º algarismo: 1 possibilidade (fixamos o zero). 3) (UFES/2002) Num aparelho telefônico, as dez teclas nu-
meradas estão dispostas em fileiras horizontais, conforme
Logo, há 9 x 8 x 1 = 72 formas de escrever um número de indica a figura a seguir. Seja N a quantidade de números de
três algarismos distintos tendo o zero como último algarismo. telefone com 8 dígitos, que começam pelo dígito 3 e termi-
nam pelo dígito zero, e, além disso, o 2o e o 3o dígitos são
Sem fixar o zero, temos: da primeira fileira do teclado, o 4o e o 5o dígitos são da se-
3º algarismo: 4 possibilidades (2,4,6,8) gunda fileira, e o 6o e o 7o são da terceira fileira.
1º algarismo: 8 possibilidades (1,2,3,4,5,6,7,8,9),
excluindo a escolha feita para o último algarismo;
2º algarismo: 8 possibilidades (0,1,2,3,4,5,6,7,8,9) , porém
excluindo as escolhas feitas para o primeiro e último
algarismos.

Portanto, temos 8 x 8 x 4 = 256 maneiras de escrever um


número de três algarismos distintos sem zero no último
algarismo.

Ao todo, temos 72 + 256 = 328 formas de escrever o


número.

Exercícios
Princípio Fundamental da Contagem

Raciocínio Lógico 36 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
O valor de N é

a) 27 b) 216 c) 512 d) 729 e) 1.331

4) (UFC/2002) A quantidade de números inteiros, positivos e


ímpares, formados por três algarismos distintos, escolhidos
dentre os algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9, é igual a:

a) 320 b) 332 c) 348 d) 360 e) 384

5)(UFAL/200) Quantos números pares de quatro algarismos


3. Escreva o número que falta.
distintos podem ser formados com os elementos do conjunto
212 179 146 113 ?
A={0,1,2,3,4}?
4. Escreva o número que falta.
a) 60 b) 48 c) 36 d) 24 e) 18

6)(UFPI/2000) Escrevendo-se em ordem decrescente todos


os números de cinco algarismos distintos formados pelos
algarismos 3, 5, 7, 8 e 9, a ordem do número 75389 é:

a) 54 b) 67 c) 66 d) 55 e) 56

7)(UFAL/99) Com os elementos do conjunto {1, 2, 3, 4, 5, 6,


7} formam-se números de 4 algarismos distintos. Quantos
dos números formados NÃO são divisíveis por 5?

a) 15 b) 120 c) 343 d) 720 e) 840 5. Escreva o número que falta.


6 8 10 11 14 14
8)(ITA/2001) Considere os números de 2 a 6 algarismos ?
distintos formados utilizando-se apenas 1, 2, 4, 5, 7 e 8.
Quantos destes números são ímpares e começam com um 6. Escreva, dentro do parêntese, o número que falta.
dígito par? 17 (112) 39
28 ( . . . ) 49
a) 375 b) 465 c) 545 d) 585 e) 625
7 Escreva o número que falta.
7 13 24 45 ?
9)(UNESP/2000) Um turista, em viagem de férias pela Euro-
pa, observou pelo mapa que, para ir da cidade A à cidade B,
8. Escreva o número que falta.
havia três rodovias e duas ferrovias e que, para ir de B até
3 9 3
uma outra cidade, C, havia duas rodovias e duas ferrovias. O
5 7 1
número de percursos diferentes que o turista pode fazer para
7 1 ?
ir de A até C, passando pela cidade B e utilizando rodovia e
trem obrigatoriamente, mas em qualquer ordem, é:
9. Escreva, dentro do parêntese, o número que falta.
234 (333) 567
a) 9. b) 10. c) 12. d) 15. e) 20. 345 (. . .) 678
10)(UECE/99) Quantos números ímpares, cada um com três
algarismos, podem ser formados com os algarismos 2,3,4,6 e 10 Escreva o número que falta.
7, se a repetição de algarismos é permitida?
a) 60 b) 50 c) 40 d) 30

GABARITO:

1) a)11 b)4 c)18 2)B 3)D 4)A 5)A 6)C 7)D 8)D 9)B 10)B

TESTE DE HABILIDADE NUMÉRICA

1. Escreva o número que falta.


18 20 24 32 ?
11- Escreva o número que falta.
4 5 7 11 19 ?
2. Escreva o número que falta.
12. Escreva o número que falta.
6 7 9 13 21 ?

13. Escreva o número que falta.


4 8 6
6 2 4
8 6 ?

Raciocínio Lógico 37 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
14. Escreva o número que falta.
64 48 40 36 34 ? 25 Escreva o número que falta.
4 7 6
15 Escreva, dentro do parêntese, o número que falta. 8 4 8
718 (26) 582 6 5 ?
474 (. . .) 226
RESPOSTAS - TESTE DE HABILIDADE
16. Escreva o número que falta.
NUMËRICA

1 48. (Some 2, 4, 8 e, finalmente 16).

2 24. (No sentido contrário aos ponteiros do relógio, os


números aumentam em 2, 3, 4, 5 e 6).

3 80. (Subtraia 33 de cada número).

4 5. (Os braços para cima se somam e os para baixo se


17 Escreva o número que falta.
subtraem, para obter o número da cabeça).
15 13 12 11 9 9
?
5 18. (Existem duas séries alternadas, uma que aumen-
ta de 4 em 4 e a outra de 3 em 3).
18. Escreva o número que falta.
9 4 1
6 154. (Some os números de fora do parêntese e multi-
6 6 2
plique por 2).
1 9 ?
7 86. (Multiplique o número por dois e subtraia 1, 2, 3 e
19 Escreva o número que falta.
4).
11 12 14 ? 26 42
8 3. (Subtraia os números das duas primeiras colunas e
20. Escreva o número que falta.
divida por 2).
8 5 2
4 2 0
9 333. (Subtraia o número da esquerda do número da
9 6 ?
direita para obter o número inserto no parêntese).
21 Escreva o número que falta.
10 5. (O número da cabeça é igual a semi--soma dos
números dos pés).

11 35. (A série aumenta em 1, 2, 4, 8 e 16 unidades su-


cessivamente).

12 37. (Multiplique cada termo por 2 e subtraia 5 para


obter o seguinte).

13 7. (Os números da terceira coluna são a semi-soma


dos números das outras duas colunas).

14 33. (A série diminui em 16, 8, 4, 2 e 1 sucessivamen-


te).
22 Escreva, dentro do parêntese, o número que falta.
341 (250) 466 15 14. (Some os números de fora do parêntese e divida
282 (. . .) 398 por 50 para obter o número inserto no mesmo).

23 Escreva o número que falta. 16 3. (No sentido dos ponteiros do relógio, multiplique por
3).

17 6. (Existem duas séries alternadas: uma diminui de 3


em 3; a outra de 2 em 2).

18 4. (Cada fileira soma 14).


19 18. (Dobre cada termo e subtraia 10 para obter o se-
guinte).

20 3. (Os números diminuem em saltos iguais, 3 na pri-


meira fileira, 2 na segunda e 3 na terceira).

21 18. (Os números são o dobro de seus opostos diame-


tralmente).

24 Escreva, dentro do parêntese, o número que falta. 22 232. (Subtraia a parte esquerda da parte direita e mul-
12 (336) 14 tiplique o resultado por dois).
15 (. . .) 16

Raciocínio Lógico 38 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
23 21. (Os números aumentam em intervalos de 2, 4, 6 e 6 Assinale a figura que não tem relação com as de-
8). mais.

24 480. (O número inserto no parêntese é o dobro do


produto dos números de fora do mesmo).
25. 2. (A terceira coluna é o dobro da diferença entre a pri-
meira e a segunda).

TESTE DE HABILIDADE VÍSUO-ESPACIAL

1 Assinale a figura que não tem relação com as de- 7 Assinale a figura que não tem relação com as de-
mais. mais.

8 Assinale a figura que não tem relação com as de-


mais.
2 Assinale a figura que não tem relação com as de-
mais.

9 Assinale a figura que não tem relação com as de-


mais.
3 Assinale a figura que não tem relação com as de-
mais.

* Não ter relação no sentido de não conservar as


mesmas relações com as demais, por questão de detalhe,
posição etc.
4 Escolha, dentre as numeradas, a figura que corres-
ponde à incógnita. 10 Assinale a figura que não tem relação com as de-
mais.

11 Assinale a figura que não tem relação com as de-


5 Assinale a figura que não tem relação com as de- mais.
mais.

Raciocínio Lógico 39 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

12 Assinale a figura que não tem relação com as de-


mais.

18 Assinale a figura que não tem relação com as de-


mais.

13 Assinale a figura que não tem relação com as de-


mais.

19. Assinale a figura que não tem relação com as demais.

14 Assinale a figura que não tem relação com as de- 20 Assinale a figura que não tem relação com as de-
mais. mais.

21 Assinale a figura que não tem relação com as de-


mais.

15 Assinale a figura que não tem relação com as de-


mais.

16 Assinale a figura que não tem relação com as de-


mais.

22 Assinale a figura que não tem relação com as de-


mais.

17 Assinale a figura que não tem relação com as de-


mais.

Raciocínio Lógico 40 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

23 Assinale a figura que não tem relação com as de-


mais.

24 Assinale a figura que não tem relação com as de-


mais.

29 Assinale a figura que não tem relação com as de-


mais.

25 Assinale afigura que não tem relação com es de-


mais.
30 Escolha, dentre as figuras numeradas, a que corres-
ponde à incógnita.

26 Assinale a figura que não tem relação com as de-


mais.

RESPOSTAS - TESTE DE HABILIDADE VÍSUO - ES-


PACIAL

1 4. (Todas as outras figuras podem inverterem-se sem


qualquer diferença).

2 3. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo-


rem).

3 4 . (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo-


27 Assinale a figura que não tem relação com as de- rem).
mais.
4 1. (A figura principal gira 180° e o círculo pequeno passa
para o outro lado).

5 1. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo-


rem).

6. 4. (A figura gira 90° cada vez, em sentido contrario aos


ponteiros do relógio, exceto a 4 que gira no sentido dos
mencionados ponteiros).
28 Assinale a figura que não tem relação com as de-
mais. 7 4. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo-
rem).

8 4. (A figura gira 90° cada vez em sentido contrario aos


ponteiros do relógio, exceto o 4 que gira no mesmo senti-
do dos mencionados ponteiros).

Raciocínio Lógico 41 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
9 4. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo- a seta, no sentido contrario).
rem no plano do papel).
BIBLIOGRAFIA
10 2. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo-
rem). Os testes acima foram extraídos da coleção “FAÇA SEU
TESTE”, da EDITORA MESTRE JOU – SÃO PAULO – SP.
11 3. (As outras três figuras são esquemas de urna mão
esquerda; a de n.° 3 é o esquema de urna mão direita).
GEOMETRIA
12 3. (A figura gira 45° cada vez em sentido contrario aos
ponteiros do relógio, porém o sombreado preto avança Áreas
urna posição a mais, exceto em 3, que é, portanto, a figu-
ra que não corresponde as demais). Procedimentos para o cálculo das medidas de uma super-
fície plana. Método para calcular a área do quadrado, do
13 5. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo- losango, do paralelogramo, do triângulo, do retângulo, do
rem). polígono e do círculo geométrico.

14 1. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo- Geometria Plana (formulário) - Fórmula para o cálculo
rem). da área das figuras geométricas. Triângulo, trapézio, parale-
logramo, retângulo, losango, quadrado, círculo e polígono
15 4. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo- regular.
rem).
Ângulos
16 5. (O conjunto completo de 4 círculos gira num ângulo de
90° cada vez. Em 5 os círculos com + e o com x trocaram
suas posições. Em todas as demais figuras o + está na
mesma fileira que o círculo preto).
Lê-se: ângulo
17 6. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo-
rem). AOB e
são lados
18 3. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo-
do ângulo. O
rem).
ponto O é o seu
vértice.
19 2. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo-
rem).
Bissetriz de um ângulo
20 2. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo-
È a semi-reta de origem no
rem).
vértice de um ângulo e que o
divide em dois ângulos congru-
21 5. (1 e 3, e 2 e 4 são duplas que podem se sobreporem
entes.
girando 45°. A figura 5 não pode sobrepor-se porque a
cruz e o circulo interiores ficariam em posição dife-
rente).

22 4. (Os setores preto, branco ou hachur giram em sentido


contrario aos ponteiros do relógio; na figura 4 os setores
Alguns ângulos notáveis
branco e hachur estão em posição diferente).

23 1. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo-


rem).

24 4. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo-


rem).

25 4. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo-


rem).

26 3. (1 e 4 formam urna dupla e o mesmo ocorre com 2 e 5.


Em cada dupla os retângulos preto e hachur alternam
sua posição; a figura 3 tem o sombreado em posição dife-
rente).

27 5. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo-


rem).

28 6. (As outras figuras podem girar até se sobreporem).

29 3. (Todas as outras figuras podem girar até se sobrepo-


rem).

30. (A figura principal gira no sentido dos ponteiros do relógio;

Raciocínio Lógico 42 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Ângulos de duas paralelas cortadas por uma trans- Obs: A medida de um ângulo inscrito é igual à metade da
versal medida do arco correspondente ele.

ÁREAS DE QUADRILÁTEROS E TRIÂNGULOS

Retângulo

S=a.b

Nomenclatura Propriedades
Correspondentes | a e e; b e f; c e g; d e h| Congruentes
Colaterais internos | e e f; d e e| Suplementares Quadrado
Colaterais externos | a e h; d e g| Suplementares
Alternos externos | a e g; b e h| Congruentes
Alternos internos | c e e; d e f| Congruentes
S = a²
ÂNGULOS NA CIRCUNFERÊNCIA

Paralelogramo
S=a.h

Losango
Arco: qualquer uma das duas partes em que uma circun-
ferência fica dividida por dois quaisquer de seus pontos .

Corda: Segmento de reta que une dois pontos quaisquer


de uma circunferência.

Diâmetro: Qualquer corda que passa pelo centro de uma


circunferência.

Ângulo central
Um ângulo é central em relação a uma circunferên-
cia se o seu vértice coincide com o centro da mesma.
- Quando um arco é interceptado por um ângulo central, Trapézio
ele é chamado de arco correspondente ao ângulo.

Triângulo

Ângulo inscrito
É inscrito numa circun-
ferência somente se o seu
vértice é um ponto da cir-
cunferência e cada um de
seus lados contém uma
corda dessa circunferência.

Raciocínio Lógico 43 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Quando o polígono tem todos os lados e ângulos in-
ternos congruentes eles recebem o nome de polígonos regu-
lares.
Quando o polígono não tem nem lados e nem ângulos
congruentes recebe o nome de irregulares.

Para que um polígono seja regular ele tem que assumir


ser: eqüilátero, ter todos os lados congruentes e ser ao mes-
mo tempo eqüiângulo, ter os ângulos congruentes.

Na construção de um polígono é preciso utilizar um trans-


feridor para medir os ângulos corretamente e uma régua para
medir os lados corretamente.
Se conhecermos as medidas a e b de dois lados de um
triângulo e a sua medida α, podemos calcular sua área: POLÍGONOS
É convexo somente se, quaisquer que sejam os pontos x
e y do seu interior, o segmento de reta xy está inteiramente
contido em seu interior.
Polígono convexo Polígono côncavo

Soma dos ângulos internos de um polígono


- A soma dos ângulos internos de um polígono de n lados
Podemos também calcular a área de um triângulo utili- é:
zando o semi-perímetro:

Um ponto I qualquer no inte-


rior do polígono unindo esse
ponto a cada vértice, o polígono
fica decomposto em n triângu-
los,
Classificação dos polígonos

Vamos ressaltar a definição de polígono:


Soma dos ângulos externos de um polígono
Polígono é uma região plana de uma linha poligonal Em qualquer polígono convexo, a soma das medidas
fechada com o conjunto de seus pontos interiores. dos ângulos externos é constante e igual a 360º.

Essas linhas são chamadas de lados e a união delas i1, i2, i3, i4, ... in
é chamada de vértice e a união dos vértices é chamada de são as medidas
diagonal. O único polígono que não possui diagonal é o triân- dos ângulos internos de um
gulo. polígono de n lados.
Dependendo do número de lados de um polígono
ele receberá uma nomenclatura diferente, ( o
menor número de lados para que seja formado
um polígono são três lados) veja abaixo:
3 lados triangulo ou trilátero
4 lados quadrângulo ou quadrilátero Polígono regular
5 lados pentágono ou pentalátero Um polígono regular
6 lados hexagonal ou hexalátero somente se, todos os seus
7 lados heptágono ou heptalátero lados são congruentes e se
8 lados octógono ou octolátero todos os seus ângulos
9 lados eneágono ou enealátero internos são congruentes.
10 lados decágono ou decalátero
11 lados undecágono ou undecalátero
12 lados dodecágono ou dodecalátero QUADRILÁTEROS
15 lados pentadecágono ou pentadecalátero Teorema
20 lados icoságono ou icosalátero A soma das medidas dos quatro ângulos internos de um
quadrilátero qualquer é igual a 360º.
Além de classificar um polígono pelo seu número de la-
dos, podemos também classificá-lo conforme a congruência
de seus lados e ângulos internos.

Raciocínio Lógico 44 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Trapézio LOSANGO
É todo quadrilá-
tero que possui somente É todo paralelogramo
um par, de lados opostos que possui quatro lados
paralelos. congruentes.
AB e CD

QUADRADO
AB e CD são as bases do trapézio
 É todo paralelogramo que é
AC e BD são os lados transversa is retângulo e losango simultâ-
Classificação dos Trapézios neamente, ou seja, seu ângulos
são retos e seu lados são con-
Trapézio escaleno gruentes.
Os lados transversos
têm medidas diferentes
Congruência de triângulos
AD ≠ BC Dois ou mais triângulos são congruentes somente se os
seus lados e ângulos forem ordenados congruentes.

Trapézio isósceles
Os lados transversos
têm medidas iguais.
AD = BC

Trapézio retângulo
Um dos lados transver-
sos é perpendicular as
bases.

Paralelogramos O emprego da congruência de triângulos em demonstra-


É todo quadrilátero que possui os lados opostos respecti- ção
vamente paralelos. Com o auxilio da congruência de triângulos é que se de-
monstra grande parte dos teoremas fundamentais da geome-
tria.
Semelhança de triângulos
Dois triângulos são semelhantes somente se, existe uma
correspondência biunívoca que associa os três vértices de
um dos triângulos aos três vértices do outro, de forma que:
I) lados opostos a vértices correspondentes são propor-
cionais.
II) Ângulos com vértices correspondentes são congruen-
tes.

Paralelogramos Notáveis

RETÂNGULO

É todo paralelogramo
que possui seu ângulos Casos de semelhança de triângulos
retos. Critérios utilizados para que haja semelhança de triângu-
los
1) Caso AA (ângulo, ângulo)Dois triângulos são semelhantes
somente se, têm dois ângulos respectivamente congruen-
tes.

Raciocínio Lógico 45 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

2) Caso LAL (lado, ângulo, lado)Dois triângulos são seme- A soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da
lhantes somente se, têm dois lados, respectivamente, hipotenusa, ou seja,
proporcionais; e são congruentes os ângulos formados
por esses lados. b² + c² = a² (teorema de Pitágoras).

O quadrado da medida de um cateto é igual ao produto da


medida da hipotenusa pela medida da projeção ortogo-
nal desse cateto sobre a hipotenusa, ou seja,

b² = a . m

c² = a . n

O produto das medidas dos catetos é igual ao produto da


hipotenusa pela altura relativa à hipotenusa, ou seja,
3) Caso LLL (lado, lado, lado) Dois triângulos são
semelhantes somente se, têm os três lados, b.c=a.h.
respectivamente, proporcionais.
O quadrado da altura relativa à hipotenusa é igual ao produto
dos segmentos que ela determina na hipotenusa, ou se-
ja,

h² = m . n

Triângulo Equilátero

Num triângulo eqüilátero ABC, cujo lado tem medida a:

AH é altura, mediana e bissetriz relativa ao lado BC;


sua medida h é dada por:
Relações Métricas no triângulo Retângulo

Caso ABC seja um triângulo retângulo em A, traçando-se


a altura AH, relativa à hipotenusa, ficam definidos os seguin-
tes elementos.
Relações Métricas
Triângulo Retângulo
Num triângulo ABC, retângulo em A, indicamos por:
A a medida da hipotenusa BC

B a medida do cateto AC
O baricentro (ponto de intersecção das medianas), o orto-
C a medida do cateto AB centro (ponto de intersecção das retas suportes das alturas),
o incentro (ponto de intersecção das bissetrizes internas) e o
circuncentro(ponto de intersecção das mediatrizes dos lados)
H a medida de AH, altura relativa a BC
coincidem.
M a medida de HC, projeção ortogonal de AC sobre BC
O baricentro divide cada mediana em duas partes tais que
a que contém o vértice é o dobro da outra.
N a medida de BH, projeção ortogonal de AB sobre BC.
Quadrado
Num quadrado, cujo lado tem medida a, a medida d de
uma diagonal é dada por:

Raciocínio Lógico 46 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos

d = a √2

Teorema de Tales
Se um feixe de paralelas determina segmentos congru-
entes sobre uma transversal, então esse feixe determina
segmentos congruentes sobre qualquer outra transversal.
Fonte: http://www.brasilescola.com

ÁLGEBRA - EQUAÇÕES
EXPRESSÕES LITERAIS OU ALGÉBRICAS

IGUALDADES E PROPRIEDADES
São expressões constituídas por números e letras,
unidos por sinais de operações.

2 2
Exemplo: 3a ; –2axy + 4x ; xyz; x + 2 , é o mesmo
3
2 2
que 3.a ; –2.a.x.y + 4.x ; x.y.z; x : 3 + 2, as letras a, x, y
e z representam um número qualquer.
- Um feixe de paralelas separa, sobre duas transversais
quaisquer, segmentos de uma proporcionais aos segmentos
correspondentes na outra.
Chama-se valor numérico de uma expressão algé-
brica quando substituímos as letras pelos respectivos
valores dados:
2
Exemplo: 3x + 2y para x = –1 e y = 2, substituindo
2
os respectivos valores temos, 3.(–1) + 2.2 → 3 . 1+ 4
→ 3 + 4 = 7 é o valor numérico da expressão.

Exercícios
Calcular os valores numéricos das expressões:
1) 3x – 3y para x = 1 e y =3
2) x + 2a para x =–2 e a = 0
2
3) 5x – 2y + a para x =1, y =2 e a =3
Respostas: 1) –6 2) –2 3) 4

Termo algébrico ou monômio: é qualquer número


real, ou produto de números, ou ainda uma expressão
na qual figuram multiplicações de fatores numéricos e
literais.
4
Exemplo: 5x , –2y, 3 x , –4a , 3,–x

Partes do termo algébrico ou monômio.

Exemplo:
sinal (–)
5
–3x ybz 3 coeficiente numérico ou parte numérica
5
x ybz parte literal

Obs.:
1) As letras x, y, z (final do alfabeto) são usadas co-
mo variáveis (valor variável)
2) quando o termo algébrico não vier expresso o co-
eficiente ou parte numérica fica subentendido que
este coeficiente é igual a 1.

Raciocínio Lógico 47 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2 2
3x + 1.x + 2x – 2x + 3a – 4a – 1 + 2 =
3 4 3 4 2
Exemplo: 1) a bx = 1.a bx 2) –abc = –1.a.b.c (3+1)x + (2–2)x + (3–4)a – 1+2 =
2
Termos semelhantes: Dois ou mais termos são se- 4x + 0x – 1.a + 1 =
2
melhantes se possuem as mesmas letras elevadas aos 4x – a + 1
mesmos expoentes e sujeitas às mesmas operações.
Obs.: As regras de eliminação de parênteses são as
Exemplos: mesmas usadas para expressões numéricas no conjunto
3 3 3
1) a bx, –4a bx e 2a bx são termos semelhantes. Z.
3 3 3
2) –x y, +3x y e 8x y são termos semelhantes. Exercícios. Efetuar as operações:
1) 4x + (5a) + (a –3x) + ( x –3a)
2 2 2
Grau de um monômio ou termo algébrico: E a so- 2) 4x – 7x + 6x + 2 + 4x – x + 1
ma dos expoentes da parte literal.
2
Respostas: 1) 2x +3a 2) 9x – 3x + 3
Exemplos:
4 3 4 3 1
1) 2 x y z = 2.x .y .z (somando os expoentes da MULTIPLICAÇÃO DE EXPRESSÕES ALGÉBRICAS
parte literal temos, 4 + 3 + 1 = 8) grau 8.
Multiplicação de dois monômios: Multiplicam-se os
Expressão polinômio: É toda expressão literal coeficientes e após o produto dos coeficientes escre-
constituída por uma soma algébrica de termos ou mo- vem-se as letras em ordem alfabética, dando a cada
nômios. letra o novo expoente igual à soma de todos os expoen-
2 2
tes dessa letra e repetem-se em forma de produto as
Exemplos: 1)2a b – 5x 2)3x + 2b+ 1 letras que não são comuns aos dois monômios.
Polinômios na variável x são expressões polinomiais Exemplos:
com uma só variável x, sem termos semelhantes. 4 3 2 3
1) 2x y z . 3xy z ab = 2.3 .x
4+1 3+2 1+3
. y . z .a.b =
5 5 4
6abx y z
Exemplo: 2 2+1 1 +1
2) –3a bx . 5ab= –3.5. a .b . x = –15a b x
3 2
2
5x + 2x – 3 denominada polinômio na variável x cuja
2 3 n
forma geral é a0 + a1x + a2x + a3x + ... + anx , onde a0, Exercícios: Efetuar as multiplicações.
a1, a2, a3, ..., an são os coeficientes. 2 3 3
1) 2x yz . 4x y z =
3 2 2 2
2) –5abx . 2a b x =
Grau de um polinômio não nulo, é o grau do monô-
mio de maior grau. 5 4
Respostas: 1) 8x y z
2 3
2) –10a b x
3 5

2 4 2
Exemplo: 5a x – 3a x y + 2xy EQUAÇÕES DO 1.º GRAU
Grau 2+1 = 3, grau 4+2+1= 7, grau 1+1= 2, 7 é o
Equação: É o nome dado a toda sentença algébrica
maior grau, logo o grau do polinômio é 7.
que exprime uma relação de igualdade.
Exercícios
Ou ainda: É uma igualdade algébrica que se verifica
1) Dar os graus e os coeficientes dos monômios:
2 somente para determinado valor numérico atribuído à
a)–3x y z grau coefciente__________
7 2 2 variável. Logo, equação é uma igualdade condicional.
b)–a x z grau coeficiente__________
c) xyz grau coeficiente__________
Exemplo: 5 + x = 11
2) Dar o grau dos polinômios: ↓ ↓
0 0
4 2
a) 2x y – 3xy + 2x grau __________ 1 .membro 2 .membro
5 2
b) –2+xyz+2x y grau __________
onde x é a incógnita, variável ou oculta.
Respostas:
1) a) grau 4, coeficiente –3 Resolução de equações
b) grau 11, coeficiente –1
c) grau 3, coeficiente 1 Para resolver uma equação (achar a raiz) seguire-
2) a) grau 5 b) grau 7 mos os princípios gerais que podem ser aplicados numa
igualdade.
CÁLCULO COM EXPRESSÕES LITERAIS Ao transportar um termo de um membro de uma i-
gualdade para outro, sua operação deverá ser invertida.
Adição e Subtração de monômios e expressões poli- Exemplo: 2x + 3 = 8 + x
nômios: eliminam-se os sinais de associações, e redu- fica assim: 2x – x = 8 – 3 = 5 ⇒ x = 5
zem os termos semelhantes.
Note que o x foi para o 1.º membro e o 3 foi para o
Exemplo: 2.º membro com as operações invertidas.
2 2
3x + (2x – 1) – (–3a) + (x – 2x + 2) – (4a) Dizemos que 5 é a solução ou a raiz da equação, di-
2 2
3x + 2x – 1 + 3a + x – 2x + 2 – 4a = zemos ainda que é o conjunto verdade (V).

Raciocínio Lógico 48 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Exercícios 5x + 2y = 18
Resolva as equações : 6x – 2y = 4
1) 3x + 7 = 19 2) 4x +20=0 22
3) 7x – 26 = 3x – 6 11x+ 0=22 ⇒ 11x = 22 ⇒ x = ⇒x=2
11
Substituindo x = 2 na equação I:
Respostas: 1) x = 4 ou V = {4} 5x + 2y = 18
2) x = –5 ou V = {–5} 3) x = 5 ou V = {5} 5 . 2 + 2y = 18
10 + 2y = 18
EQUAÇÕES DO 1.º GRAU COM DUAS VARIÁVEIS 2y = 18 – 10
OU SISTEMA DE EQUAÇÕES LINEARES 2y = 8
y=
8
Resolução por adição.
2
 x+ y=7 -I y =4
Exemplo 1: 
 x − y = 1 - II então V = {(2,4)}

Soma-se membro a membro. Exercícios. Resolver os sistemas de Equação Linear:


2x +0 =8 7 x − y = 20 5 x + y = 7 8 x − 4 y = 28
1)  2)  3) 
2x = 8 5 x + y = 16 8 x − 3 y = 2 2x − 2y = 10
8
x=
2 Respostas: 1) V = {(3,1)} 2) V = {(1,2)} 3) V {(–3,2 )}
x=4
INEQUAÇÕES DO 1.º GRAU
Sabendo que o valor de x é igual 4 substitua este va-
lor em qualquer uma das equações ( I ou II ), Distinguimos as equações das inequações pelo sinal,
Substitui em I fica: na equação temos sinal de igualdade (=) nas inequa-
4+y=7 ⇒ y=7–4 ⇒ y=3 ções são sinais de desigualdade.
> maior que, ≥ maior ou igual, < menor que ,
Se quisermos verificar se está correto, devemos ≤ menor ou igual
substituir os valores encontrados x e y nas equações
x+y=7 x–y=1 Exemplo 1: Determine os números naturais de modo
4 +3 = 7 4–3=1 que 4 + 2x > 12.
4 + 2x > 12
Dizemos que o conjunto verdade: V = {(4, 3)} 2x > 12 – 4
2x + y = 11 - I
Exemplo 2 :  2x > 8 ⇒ x >
8
⇒ x>4
 x + y = 8 - II 2

Note que temos apenas a operação +, portanto de- Exemplo 2: Determine os números inteiros de modo
vemos multiplicar qualquer uma ( I ou II) por –1, esco- que 4 + 2x ≤ 5x + 13
lhendo a II, temos: 4+2x ≤ 5x + 13
2x + y = 11 2x + y = 11 2x – 5x ≤ 13 – 4
 →
–3x ≤ 9 . (–1) ⇒ 3x ≥ – 9, quando multiplicamos por
 x + y = 8 . ( - 1) - x − y = − 8
(-1), invertemos o sinal dê desigualdade ≤ para ≥, fica:
soma-se membro a membro 3x ≥ – 9, onde x ≥
−9
ou x ≥ – 3
2x + y = 11 3
 +
 - x- y =-8 Exercícios. Resolva:
x+0 = 3 1) x – 3 ≥ 1 – x,
x=3 2) 2x + 1 ≤ 6 x –2
3) 3 – x ≤ –1 + x
Agora, substituindo x = 3 na equação II: x + y = 8, fica Respostas: 1) x ≥ 2 2) x ≥ 3/4 3) x ≥ 2
3 + y = 8, portanto y = 5 PRODUTOS NOTÁVEIS
Exemplo 3:
5x + 2y = 18 -Ι 1.º Caso: Quadrado da Soma
 2 2
(a + b) = (a+b). (a+b)= a + ab + ab + b
2
3x - y = 2 - ΙΙ
↓ ↓
2 2
neste exemplo, devemos multiplicar a equação II por 1.º 2.º ⇒ a + 2ab +b
2 (para “desaparecer” a variável y).
Resumindo: “O quadrado da soma é igual ao qua-
5x + 2y = 18 5 x + 2 y = 18
 ⇒ drado do primeiro mais duas vezes o 1.º pelo 2.º mais o
3x - y = 2 .(2) 6 x − 2 y = 4 quadrado do 2.º.
soma-se membro a membro:

Raciocínio Lógico 49 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Exercícios. Resolver os produtos notáveis
2 2 2 2
1)(a+2) 2) (3+2a) 3) (x +3a) Exercícios. Fatorar:
2 2 3 2
1) 4a + 2a 2) 3ax + 6a y 3) 4a + 2a
Respostas: 1.º caso
2 2
1) a + 4a + 4 2) 9 + 12a + 4a Respostas: 1.º caso 1) 2a .(2a + 1)
4 2 2 2
3) x + 6x a + 9a 2) 3a .(x + 2ay) 3) 2a (2a + 1)

2.º Caso : Quadrado da diferença 2.º Caso: Trinômio quadrado perfeito (É a “ope-
2 2 2
(a – b) = (a – b). (a – b) = a – ab – ab - b ração inversa” dos produtos notáveis caso 1)
↓ ↓
2 2
1.º 2.º ⇒ a – 2ab + b Exemplo 1
2 2
a + 2ab + b ⇒ extrair as raízes quadradas do ex-
Resumindo: “O quadrado da diferença é igual ao
quadrado do 1.º menos duas vezes o 1.º pelo 2.º mais o tremo a2 + 2ab + b2 ⇒ a 2 = a e b2 = b e o
2 2 2
quadrado do 2.º. termo do meio é 2.a.b, então a + 2ab + b = (a + b)
(quadrado da soma).
Exercícios. Resolver os produtos notáveis:
2 2 2 2
1) (a – 2) 2) (4 – 3a) 3) (y – 2b) Exemplo 2:
2
4a + 4a + 1 ⇒ extrair as raízes dos extremos
Respostas: 2.º caso
2
1) a – 4a +4 2) 16 – 24a + 9a
2 4a2 + 4a + 1 ⇒ 4a2 = 2a , 1 = 1 e o termo cen-
2 2
4 2
3) y – 4y b + 4b
2 tral é 2.2a.1 = 4a, então 4a + 4a + 1 = (2a + 1)

3.º Caso: Produto da soma pela diferença Exercícios


2 2 2
(a – b) (a + b) = a – ab + ab +b = a – b
2 Fatorar os trinômios (soma)
2 2 2
↓ ↓ ↓ ↓ 1) x + 2xy + y 2) 9a + 6a + 1
2
1.º 2.º 1.º 2.º 3) 16 + 8a + a
2
Resumindo: “O produto da soma pela diferença é Respostas: 2.º caso 1) (x + y)
2 2
igual ao quadrado do 1.º menos o quadrado do 2.º. 2) (3a + 1) 3) (4 + a)

Exercícios. Efetuar os produtos da soma pela dife- Fazendo com trinômio (quadrado da diferença)
2 2
rença: x – 2xy + y , extrair as raízes dos extremos
1) (a – 2) (a + 2) 2) (2a – 3) (2a + 3) x2 = x e y 2 = y, o termo central é –2.x.y, então:
2 2
3) (a – 1) (a + 1) 2 2 2
x – 2xy + y = (x – y)
Respostas: 3.º caso
2 2 Exemplo 3:
1) a – 4 2) 4a – 9 2
4
3) a – 1 16 – 8a + a , extrair as raízes dos extremos
16 = 4 e a2 = a, termo central –2.4.a = –8a,
FATORAÇÃO ALGÉBRICA 2
então: 16 – 8a + a = (4 – a)
2

1.º Caso: Fator Comum Exercícios


Fatorar:
2 2 2 2
Exemplo 1: 1) x – 2xy + y 2) 4 – 4a + a 3) 4a – 8a + 4
2a + 2b: fator comum é o coeficiente 2, fica:
2
2 .(a+b). Note que se fizermos a distributiva voltamos Respostas: 2.º caso 1) (x – y)
2 2
no início (Fator comum e distributiva são “operações 2) (2 – a) 3) (2a – 2)
inversas”)
3.º Caso: (Diferença de dois quadrados) (note que
Exercícios. Fatorar: é um binômio)
1) 5 a + 5 b 2) ab + ax 3) 4ac + 4ab
Exemplo 1
Respostas: 1.º caso
a2 = a e
2 2
1) 5 .(a +b ) 2) a. (b + x) a – b , extrair as raízes dos extremos
3) 4a. (c + b) b2 = b, então fica: a – b = (a + b) . (a – b)
2 2

Exemplo 2:
2 Exemplo 2:
3a + 6a: Fator comum dos coeficientes (3, 6) é 3,
a2
2
porque MDC (3, 6) = 3. 4 – a , extrair as raízes dos extremos 4 = 2,
2
2
= a, fica: (4 – a ) = (2 – a). (2+ a)
O m.d.c. entre: “a e a é “a” (menor expoente), então
2
o fator comum da expressão 3a + 6a é 3a. Dividindo Exercícios. Fatorar:
2
3a : 3a = a e 6 a : 3 a = 2, fica: 3a. (a + 2). 2
1) x – y
2
2) 9 – b
2
3) 16x – 1
2

Raciocínio Lógico 50 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
Só podemos adicionar e subtrair radicais semelhan-
Respostas: 3.º caso 1) (x + y) (x – y) tes.
2) (3 + b) (3 – b) 3) (4x + 1) (4x – 1)
Exemplos:
EQUAÇÕES FRACIONÁRIAS 1) 3 2 − 2 2 + 5 2 = (3 − 2 + 5 ) 2 = 6 2

São Equações cujas variáveis estão no denominador 2) 53 6 − 33 6 + 73 6 = (5 − 3 + 7 )3 6 = 93 6


4 1 3
Ex: = 2, + = 8, note que nos dois exem- Multiplicação e Divisão de Radicais
x x 2x Só podemos multiplicar radicais com mesmo índice e
plos x ≠ 0, pois o denominador deverá ser sempre dife-
usamos a propriedade: n a ⋅ n b = n ab
rente de zero.

Para resolver uma equação fracionária, devemos a- Exemplos


char o m.m.c. dos denominadores e multiplicamos os 1) 2 ⋅ 2 = 2.2 = 4 = 2
dois membros por este m.m.c. e simplificamos, temos 2) 3 ⋅ 4 = 3 . 4 = 12
então uma equação do 1.º grau. 3
1 7 3) 3 ⋅ 3 9 = 3 3 . 9 = 3 27 = 3
Ex: + 3 = , x ≠ 0, m.m.c. = 2x 3
x 2 4) 5 ⋅ 3 4 = 3 5 . 4 = 3 20
1 7 5) 3 ⋅ 5 ⋅ 6 = 3 . 5 . 6 = 90
2x . +3 = . 2x
x 2
2x 14 x Exercícios
+ 6x = , simplificando
x 2
Efetuar as multiplicações
2 + 6x = 7x ⇒ equação do 1.º grau. 1) 3⋅ 8 2) 5⋅ 5 3) 3 6 ⋅ 3 4 ⋅ 3 5

Resolvendo temos: 2 = 7x – 6x Respostas: 1) 24 2) 5 3) 3 120


2 = x ou x = 2 ou V = { 2 }
Para a divisão de radicais usamos a propriedade
Exercícios a
Resolver as equações fracionárias: também com índices iguais = a : b = a:b
b
3 1 3
1) + = x≠0
x 2 2x Exemplos:
1 5
2) + 1 = x≠0
x 2x 18
1) = 18 : 2 = 18 : 2 = 9 = 3
Respostas: Equações: 1) V = {–3} 2) V = { 3 } 2
2
20
RADICAIS 2) = 20 : 10 = 20 : 10 = 2
10
3
15
4 = 2, 1 = 1, 9 = 3, 16 = 4 , etc., são raízes exa- 3) = 3 15 : 3 5 = 3 15 : 5 = 3 3
3
5
tas são números inteiros, portanto são racionais: 2=
1,41421356..., 3 = 1,73205807..., 5 = Exercícios. Efetuar as divisões
2,2360679775..., etc. não são raízes exatas, não são 6 3
16 24
números inteiros. São números irracionais. Do mesmo 1) 2) 3)
3
3 2 6
modo 3 1 = 1, 3 8 = 2 , 3 27 = 3 , 3 64 = 4 ,etc., são
Respostas: 1) 2 2) 2 3) 2
racionais, já 3 9 = 2,080083823052.., 3
20 =
2,714417616595... são irracionais. Simplificação de Radicais

Nomes: n a = b : n = índice; a = radicando = sinal Podemos simplificar radicais, extraindo parte de raí-
da raiz e b = raiz. Dois radicais são semelhantes se o n n
zes exatas usando a propriedade a simplificar índice
índice e o radicando forem iguais. com expoente do radicando.
Exemplos:
Exemplos:
1)Simplificar 12
1) 2, 3 2 , - 2 são semelhantes observe o n = 2
decompor 12 em fatores primos:
“raiz quadrada” pode omitir o índice, ou seja, 2 5 = 5 12 2
2) 53 7 , 3 7 , 23 7 são semelhantes 6 2
2
12 = 22 ⋅ 3 = 22 ⋅ 3 = 2 3
3 3
Operações: Adição e Subtração 1
Raciocínio Lógico 51 A Opção Certa Para a Sua Realização
APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2) Simplificar 32 , decompondo 32 fica: 3
33 2 3
Respostas: 1) 2) 3)
16 18
32 2 4 2 3
16 2
8 2 EQUAÇÕES DO 2.º GRAU
4 2
2 2 Definição: Denomina-se equação de 2.º grau com
32 = 22 ⋅ 22 ⋅ 2 = 2 2 2 ⋅ 2 22 ⋅ 2 = 2 ⋅ 2 ⋅ 2 = 4 2 variável toda equação de forma:
2
ax + bx + c = 0
onde : x é variável e a,b, c ∈ R, com a ≠ 0.
3) Simplificar 3 128 , decompondo fica:
128 2 Exemplos:
64 2 2
3x - 6x + 8 = 0
32 2 2
2x + 8x + 1 = 0
16 2 2
x + 0x – 16 = 0
2
y -y+9 =0
8 2 2
- 3y - 9y+0 = 0
2
5x + 7x - 9 = 0
4 2
2 2 COEFICIENTE DA EQUAÇÃO DO 2.º GRAU
1 Os números a, b, c são chamados de coeficientes da
fica equação do 2.º grau, sendo que:
3 3 3 2
3
128 = 23 ⋅ 23 ⋅ 2 = 23 ⋅ 23 ⋅ 3 2 = 2 ⋅ 2 ⋅ 3 2 = 43 2 • a representa sempre o coeficiente do termo x .
• b representa sempre o coeficiente do termo x.
Exercícios • c é chamado de termo independente ou termo
Simplificar os radicais: constante.
1) 20 2) 50 3) 3 40 Exemplos:
3 2 2
Respostas: 1) 2 5 2) 5 2 3) 2. 5 a)3x + 4x + 1= 0 b) y + 0y + 3 = 0
a =3,b = 4,c = 1 a = 1,b = 0, c = 3
2 2
Racionalização de Radiciação c) – 2x –3x +1 = 0 d) 7y + 3y + 0 = 0
Em uma fração quando o denominador for um radical a = –2, b = –3, c = 1 a = 7, b = 3, c = 0
2
devemos racionalizá-lo. Exemplo: devemos multipli- Exercícios
3 Destaque os coeficientes:
2 2
car o numerador e o denominador pelo mesmo radical 1)3y + 5y + 0 = 0 2)2x – 2x + 1 = 0
2 2
do denominador. 3)5y –2y + 3 = 0 4) 6x + 0x +3 = 0
2 3 2 3 2 3 2 3
⋅ = = =
3 Respostas:
3 3 3⋅3 9
1) a =3, b = 5 e c = 0
2 2 3 2)a = 2, b = –2 e c = 1
e são frações equivalentes. Dizemos que
3 3 3) a = 5, b = –2 e c =3
4) a = 6, b = 0 e c =3
3 é o fator racionalizante.
EQUAÇÕES COMPLETAS E INCOMPLETAS
Exercícios Temos uma equação completa quando os
Racionalizar: coeficientes a , b e c são diferentes de zero.
1 2 3 Exemplos:
1) 2) 3)
5 2 2 2
3x – 2x – 1= 0
2
y – 2y – 3 = 0 São equações completas.
Respostas: 1) 2) 2 3)
5 6
2
5 2 y + 2y + 5 = 0

Quando uma equação é incompleta, b = 0 ou c = 0,


2 costuma-se escrever a equação sem termos de coefici-
Outros exemplos: devemos fazer:
3
2 ente nulo.

23 4 23 4 3 Exemplos:
3
2 22 2 ⋅ 3 22
⋅ = = = = 4 2
3
21 3
22
3
21 ⋅ 22
3
23 2 x – 16 = 0, b = 0 (Não está escrito o termo x)
2
x + 4x = 0, c = 0 (Não está escrito o termo inde-
pendente ou termo constante)
Exercícios. 2
x = 0, b = 0, c = 0 (Não estão escritos
Racionalizar:
o termo x e termo independente)
3
1 3 2
1) 2) 3)
3 3 3 FORMA NORMAL DA EQUAÇÃO DO 2.º GRAU
4 22 3 2
ax + bx + c = 0

Raciocínio Lógico 52 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2
EXERCÍCIOS 2) 2x + x – 3 = 0
2
Escreva as equações na forma normal: 3) 2x – 7x – 15 = 0
2 2 2 2 2
1) 7x + 9x = 3x – 1 2) 5x – 2x = 2x + 2 4) x +3x + 2 = 0
2 2 2
Respostas: 1) 4x + 9x + 1= 0 2) 3x – 2x –2 = 0 5) x – 4x +4 = 0
Respostas
Resolução de Equações Completas 1) V = { 4 , 5)
Para resolver a equação do 2.º Grau, vamos utilizar a −3
fórmula resolutiva ou fórmula de Báscara. 2) V = { 1, }
2 2
A expressão b - 4ac, chamado discriminante de
−3
equação, é representada pela letra grega ∆ (lê-se deita). 3) V = { 5 , }
2
2 4) V = { –1 , –2 }
∆ = b - 4ac logo se ∆ > 0 podemos escrever:
5) V = {2}

−b± ∆ EQUAÇÃO DO 2.º GRAU INCOMPLETA


x= Estudaremos a resolução das equações incompletas
2a 2
do 2.º grau no conjunto R. Equação da forma: ax + bx =
RESUMO 0 onde c = 0
NA RESOLUÇÃO DE EQUAÇÕES DO 2.º GRAU
COMPLETA PODEMOS USAR AS DUAS FORMAS: Exemplo:
2
ou 2
∆ = b - 4ac 2x – 7x = 0 Colocando-se o fator x em evidência
2
−b ± b − 4 a c (menor expoente)
x=
2a −b± ∆
x= x . (2x – 7) = 0 x=0
2a
7
ou 2x – 7 = 0 ⇒ x=
Exemplos: 2
2
a) 2x + 7x + 3 = 0 a = 2, b =7, c = 3
Os números reais 0 e são as raízes da equação
7
2
− b ± b2 − 4 a c − (+ 7 ) ± (7 ) − 4 ⋅ 2 ⋅ 3 2
x= ⇒ x=
2a 2⋅2 S={0;
7
)
− (+ 7 ) ± 49 − 24 − (+ 7 ) ± 25 2
2
x= ⇒x = Equação da forma: ax + c = 0, onde b = 0
4 4
− (+ 7 ) ± 5 −7 + 5 -2 -1 Exemplos
x= ⇒x'= = = 2
4 4 4 2 a) x – 81 = 0
2
−7 − 5 -12 x = 81→transportando-se o termo independente
x"= = =-3 para o 2.º termo.
4 4
−1  x = ± 81 →pela relação fundamental.
S =  , - 3 x=±9 S = { 9; – 9 }
2 
2
b) x +25 = 0
ou 2
2 x = –25
b) 2x +7x + 3 = 0 a = 2, b = 7, c = 3
2
∆ = b – 4.a. c x = ± − 25 , − 25 não representa número real,
2
∆ =7 – 4 . 2 . 3 isto é − 25 ∉ R
∆ = 49 – 24 a equação dada não tem raízes em IR.
∆ = 25 S=φ ou S = { }
− (+ 7 ) ± 25 − (+ 7 ) ± 5
x= ⇒x = c)
2
9x – 81= 0
4 4 2
−7 + 5 -2 -1 9x = 81
⇒ ‘x'= = = e 2 81
4 4 2 x =
−7 − 5 -12 9
2
x"= = =-3 x = 9
4 4
x= ± 9
−1 
S =  , - 3 x=±3
 2  S = { ±3}

Observação: fica ao SEU CRITÉRIO A ESCOLHA Equação da forma: ax = 0 onde b = 0, c = 0


DA FORMULA. A equação incompleta ax = 0 admite uma única
solução x = 0. Exemplo:
EXERCÍCIOS 2
3x = 0
Resolva as equações do 2.º grau completa:
2
1) x – 9x +20 = 0

Raciocínio Lógico 53 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
2 0 b
x = S=x'+x"= −
3 a
2
x =0 c
2 • Representamos o Produto pôr P P = x '⋅x " =
x = + 0 a
S={0} Exemplos:
2
Exercícios Respostas: 1) 9x – 72x +45 = 0 a = 9, b = –72, c = 45.
2
1) 4x – 16 = 0 1) V = { –2, + 2} b (-72) = 72 = 8
2
2) 5x – 125 = 0 2) V = { –5, +5} S=x'+x"= − =-
2 a 9 9
3) 3x + 75x = 0 3) V = { 0, –25}
c 45
P = x '⋅ x " = = =5
Relações entre coeficiente e raízes a 9
2
2
Seja a equação ax + bx + c = 0 ( a ≠ 0), sejam x’ e x” 2) 3x +21x – 24= 0 a = 3, b = 21,c = –24
as raízes dessa equação existem x’ e x” reais dos b (21) = - 21 = −7
S=x'+x"= − =-
coeficientes a, b, c. a 3 3
−b+ ∆ −b− ∆ c + (- 24 ) − 24
x'= e x"= P = x '⋅x " = = = = −8
2a 2a a 3 3
a = 4,
RELAÇÃO: SOMA DAS RAÍZES
2
−b+ ∆ −b − ∆ 3) 4x – 16 = 0 b = 0, (equação incompleta)
x'+ x"= + ⇒ c = –16
2a 2a
b 0
−b+ ∆ −b− ∆ S = x ' + x "= − = = 0
x'+x"= a 4
2a c + (- 16 ) − 16
−2b b P = x '⋅ x " = = = = −4
x'+x"= ⇒ x'+x"= − a 4 4
2a a a = a+1
2
4) ( a+1) x – ( a + 1) x + 2a+ 2 = 0 b = – (a+ 1)
Daí a soma das raízes é igual a -b/a ou seja, x’+ x” = c = 2a+2
-b/a b [- (a + 1)] = a + 1 = 1
b S=x'+x"= − =-
Relação da soma: x ' + x " = − a a +1 a +1
a c 2a + 2 2(a + 1)
P = x'⋅x " = = = =2
a a +1 a +1
RELAÇÃO: PRODUTO DAS RAÍZES
−b+ ∆ −b− ∆ Se a = 1 essas relações podem ser escritas:
x'⋅ x "= ⋅ ⇒
2a 2a b
x'+x"= − x ' + x " = −b
x'⋅x "=
(− b + ∆ )⋅ (− b − ∆ ) 1
4a2 x'⋅x "=
c
x '⋅ x "=c
1
 − b2  − ∆ 2 ( )
 
x'⋅x "=   ⇒ ∆ = b2 − 4 ⋅ a ⋅ c ⇒ Exemplo:
4a 2 2
x –7x+2 = 0 a = 1, b =–7, c = 2
b2 −  b2 − 4ac  S=x'+x"= − =-
b (- 7) = 7
x '⋅ x " =   ⇒ a 1
4a2 c 2
P = x'⋅x " = = = 2
b2 − b2 + 4ac a 1
x'⋅x "= ⇒ EXERCÍCIOS
4a2 Calcule a Soma e Produto
2
4ac c 1) 2x – 12x + 6 = 0
x'⋅x "= ⇒ x '⋅x " = 2
4a2 a 2) x – (a + b)x + ab = 0
2
3) ax + 3ax–- 1 = 0
2
4) x + 3x – 2 = 0
c
Daí o produto das raízes é igual a ou seja:
a Respostas:
c 1) S = 6 e P = 3
x '⋅ x " = ( Relação de produto) 2) S = (a + b) e P = ab
a
−1
3) S = –3 e P =
Sua Representação: a
• Representamos a Soma por S 4) S = –3 e P = –2

Raciocínio Lógico 54 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
APLICAÇÕES DAS RELAÇÕES
2
Se considerarmos a = 1, a expressão procurada é x RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
+ bx + c: pelas relações entre coeficientes e raízes
temos: Um problema de 2.º grau pode ser resolvido por meio
x’ + x”= –b b = – ( x’ + x”) de uma equação ou de um sistema de equações do 2.º
x’ . x” = c c = x’ . x” grau.
2
Daí temos: x + bx + c = 0 Para resolver um problema do segundo grau deve-se
seguir três etapas:
• Estabelecer a equação ou sistema de equações cor-
respondente ao problema (traduzir matemati-
camente), o enunciado do problema para linguagem
simbólica.
• Resolver a equação ou sistema
• Interpretar as raízes ou solução encontradas

REPRESENTAÇÃO Exemplo:
Representando a soma x’ + x” = S Qual é o número cuja soma de seu quadrado com
Representando o produto x’ . x” = P seu dobro é igual a 15?
2
E TEMOS A EQUAÇÃO: x – Sx + P = 0 número procurado : x
2
equação: x + 2x = 15
Exemplos:
a) raízes 3 e – 4 Resolução:
2
S = x’+ x” = 3 + (-4) =3 – 4 = –1 x + 2x –15 = 0
2 2
P = x’ .x” = 3 . (–4) = –12 ∆ =b – 4ac ∆ = (2) – 4 .1.(–15) ∆ = 4 + 60
x – Sx + P = 0 ∆ = 64
2
x + x – 12 = 0 − 2 ± 64 −2 ± 8
x= x=
2 ⋅1 2
b) 0,2 e 0,3
−2 + 8 6
S = x’+ x” =0,2 + 0,3 = 0,5 x'= = =3
P = x . x =0,2 . 0,3 = 0,06 2 2
2
x – Sx + P = 0 −2 − 8 −10
2 x"= = = −5
x – 0,5x + 0,06 = 0 2 2

5 3 Os números são 3 e – 5.
c) e
2 4
5 3 10 + 3 13 Verificação:
2 2
S = x’+ x” = + = = x + 2x –15 = 0 x + 2x –15 = 0
2 4 4 4 2
(3) + 2 (3) – 15 = 0
2
(–5) + 2 (–5) – 15 = 0
5 3 15 9 + 6 – 15 = 0 25 – 10 – 15 = 0
P=x.x= . =
2 4 8 0=0 0=0
2
x – Sx + P = 0 (V) (V)
2 13 15 S = { 3 , –5 }
x – x+ =0
4 8
RESOLVA OS PROBLEMAS DO 2.º GRAU:
d) 4 e – 4
S = x’ +x” = 4 + (–4) = 4 – 4 = 0 1) O quadrado de um número adicionado com o quá-
P = x’ . x” = 4 . (–4) = –16 druplo do mesmo número é igual a 32.
2
x – Sx + P = 0 2) A soma entre o quadrado e o triplo de um mesmo
2
x –16 = 0 número é igual a 10. Determine esse número.
3) O triplo do quadrado de um número mais o próprio
Exercícios número é igual a 30. Determine esse numero.
Componha a equação do 2.º grau cujas raízes são: 4) A soma do quadrado de um número com seu quín-
−4 tuplo é igual a 8 vezes esse número, determine-o.
1) 3 e 2 2) 6 e –5 3) 2 e
5 Respostas:
4) 3 + 5e3– 5 5) 6 e 0 1) 4 e – 8 2) – 5 e 2
3) −10 3 e 3 4) 0 e 3
Respostas:
2 2
1) x – 5x+6= 0 2) x – x – 30 = 0
2 −6 x
3)x – – =0
8
5 5
2 2
4) x – 6x + 4 = 0 5) x – 6x = 0

Raciocínio Lógico 55 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
SISTEMA DE EQUAÇÕES DO 2° GRAU
Como resolver
Para resolver sistemas de equações do 2º grau, é im- Substituindo em I:
portante dominar as técnicas de resolução de sistema
de 1º grau: método da adição e método da substitui-
ção.

Imagine o seguinte problema: dois irmãos possuem


idades cuja soma é 10 e a multiplicação 16. Qual a
idade de cada irmão?

Equacionando:

As idades dos dois irmãos são, respectivamente, de 2


e 8 anos. Testando:
a multiplicação de 2 X 8 = 16 e a soma 2 + 8 = 10.

Outro exemplo
Encontre dois números cuja diferença seja 5 e a soma
dos quadrados seja 13.

Pela primeira equação, que vamos chamar de I:

Substituindo na segunda: Da primeira, que vamos chamar de II:

Logo: Aplicando na segunda:

Usando a fórmula:

De Produtos notáveis:

Logo

Dividindo por 2:

Raciocínio Lógico 56 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
x² + y² = 20
(6 – y)² + y² = 20
(6)² – 2 * 6 * y + (y)² + y² = 20
36 – 12y + y² + y² – 20 = 0
16 – 12y + 2y² = 0
2y² – 12y + 16 = 0 (dividir todos os membros da equaç-
ão por 2)

y² – 6y + 8 = 0

Logo: ∆ = b² – 4ac
∆ = (–6)² – 4 * 1 * 8
∆ = 36 – 32
∆=4

a = 1, b = –6 e c = 8

Substituindo em II:

Determinando os valores de x em relação aos valores


Substituindo em II: de y obtidos:

Para y = 4, temos:
x=6–y
x=6–4
x=2

Par ordenado (2; 4)


Os números são 3 e - 2 ou 2 e - 3.

Para y = 2, temos:
x=6–y
Os sistemas a seguir envolverão equações do 1º e do x=6–2
2º grau, lembrando de que suas representações gráfi- x=4
cas constituem uma reta e uma parábola, respectiva-
mente. Resolver um sistema envolvendo equações Par ordenado (4; 2)
desse modelo requer conhecimentos do método da
substituição de termos. Observe as resoluções comen- S = {(2: 4) e (4; 2)}
tadas a seguir:

Exemplo 1 Exemplo 2

Isolando x ou y na 2ª equação:
x – y = –3
Isolando x ou y na 2ª equação do sistema: x=y–3
x+y=6
x=6–y Substituindo o valor de x na 1ª equação:
Substituindo o valor de x na 1ª equação: x² + 2y² = 18

Raciocínio Lógico 57 A Opção Certa Para a Sua Realização


APOSTILAS OPÇÃO A Sua Melhor Opção em Concursos Públicos
(y – 3)² + 2y² = 18 entre duas ocorrências do nascer do Sol, que corresponde,
y² – 6y + 9 + 2y² – 18 = 0 em média (dia solar médio), a 24 horas.
3y² – 6y – 9 = 0 (dividir todos os membros da equação O mês lunar corresponde ao período de tempo entre
por 3) duas lunações, cujo valor aproximado é de 29,5 dias.
O ano solar é o período de tempo decorrido para
y² – 2y – 3 = 0 completar um ciclo de estações
(primavera, verão, outono e inverno). O ano solar médio tem
∆ = b² – 4ac a duração de aproximadamente 365 dias, 5 horas, 48 minutos
∆ = (–2)² – 4 * 1 * (–3) e 47 segundos (365,2422 dias). Também é conhecido
∆ = 4 + 12 como ano trópico. A cada quatro anos, as horas extra
∆ = 16 acumuladas são reunidas no dia 29 de Fevereiro, formando
o ano bissexto, ou seja, o ano com 366 dias.
a = 1, b = –2 e c = –3 Os calendários antigos baseavam-se em meses lunares
(calendários lunares) ou no ano solar (calendário solar) para
contagem do tempo.
Etimologia
Antes de Júlio César criar, com a ajuda do
astrônomo Sosígenes, o calendário dito juliano, os romanos
tinham meses lunares, que começavam em cada lua nova.
No primeiro dia da lua nova, chamado dia das
calendas (“calendae”), um dos pontífices convocava o povo
no Capitólio para informar as celebrações religiosas daquele
mês. O pontífice mencionava um por um os dias que
transcorreriam até as nonas, repetindo em voz alta a palavra
“calo”, eu chamo.2
A partir do calendário juliano, que não era lunar, as nonas
foram o quinto dia nos meses de trinta dias e o sétimo nos
meses de trinta e um. De “calendae”, os romanos criaram o
adjetivo “calendarius”, relativo às calendas, e o substantivo
“calendarium”, com o qual designavam o livro de contas
Determinando os valores de x em relação aos valores diárias e, mais tarde, o registro de todos os dias do ano.
de y obtidos:
Em nossa língua portuguesa, até o século XIII, a palavra
calendas era empregada, no entanto, para denominar o
Para y = 3, temos: primeiro dia de cada mês e calendário a lista dos dias do ano
x=y–3 com suas correspondentes festividades religiosas. O
x=3–3