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- Estudar o pós-modernismo (Alain Touraine – Critica da Modernidade e/ou David Harvey –

Cultura da Modernidade, a Dialética, a holística, Manuel Castels.

- Estudar e entender o processo que levou a Grécia a desenvolver a filosofia e suas implicações
sociais e históricas.

- Estudar e entender o processo que levou ao Renascentismo e suas implicações sociais e


históricas.

- Estudar e entender o processo que levou ao Iluminismo e suas implicações sociais e


históricas.

- Elaborar uma tese sobre a necessidade de uma nova filosofia social balizada pelo
humanismo, pelo desenvolvimento mental e espiritual.

- Estamos no auge da tecnologia, precisamos resgatar a arte e a filosofia com foco no ser, na
mente e no espirito humano. Libertar a mente humana.

- A dicotomia: existência determina a consciência e a consciência determina a existência. Os


Idealistas e os Materialistas na história.

O Ócio Criativo
Estamos caminhando em direção a uma sociedade fundamentada não mais no trabalho, mas
no tempo vago.

Fazemos menos coisas com a mãos, e sempre mais coisas com o cérebro. E entre as atividades
do cérebro, as mais apreciadas e valorizadas no mercado de trabalho são as atividades
criativas. As atividades repetitivas são delegadas as máquinas.

Quando trabalho, escudo e jogo coincidem, estamos diante daquela síntese exaltante que eu
chamo de “ócio criativo”.

Estamos caminhando atividade física para a atividade intelectual, da atividade intelectual para
a atividade criativa, da atividade criativa ao ócio criativo.

Nestes milhões de anos, desenvolvemos um corpo grande e cabeça pequena. Nos próximos
séculos, provavelmente reduziremos o corpo ao mínimo e expandiremos o cérebro.

Para os gregos, “trabalho” era tudo aquilo que fazia suar, com exceção do esporte. Quem
trabalhava eram os escravos ou cidadãos de 2 classe. As atividades politicas, de estudo, a
poesia, a filosofia, eram ociosas, em suma, expressões mentais, digna somente dos cidadãos
de primeira classe.

Na linha de montagem, os operários movimentavam mãos e pés, mas não usavam a cabeça. A
sociedade pós-industrial oferece a liberdade do corpo e da alma.

Será a sociedade pós-industrial que recupera o gosto pela estética.

As poucas coisas que um filosofo possui lhe bastam, já que ele sabe enriquece-las de
significado.

A civilização grega recusa a tecnologia, ela desencorajada. Tinha sido criada a escravidão, logo,
não havia necessidade de máquinas. Para os homens livres foi um passo a frente, para os
escravos, um passo atrás. Os trezentos mil escravos da Atenas de Péricles, permitiram aos
quarenta mil homens livres escrever e dedicar-se a politica e a arte.

A tecnologia não é um fim em si mesma. Serve para que se viva melhor.

Na falta de escravos, os homens livres voltam a recorrer a tecnologia.

O comercio das indulgencias torna-se central na sociedade cristã e permite uma acumulação
imensa por parte das igrejas. Para gerir essas poupanças desmedidas nasceram bancos com
nomes de santos. E tudo isso preparou o advento da indústria.

Para Aristoteles, tudo aquilo que servia ao bem estar material já tinha sido descoberto,
portanto, tornava-se uma prioridade dedicar-se ao espirito. Bacon inverte este raciocínio e diz:
“Chega de filosofia e poesia, é hora de dedicar-se ao progresso da vida cotidiana”.

A sociedade industrial foi composta por três tipos de mudanças: a descoberta de novas fontes
energéticas, uma nova divisão do trabalho e uma nova organização do poder. E estes três tipos
de mudança trazem consigo uma nova epistemologia, um novo modo de ver o progresso e o
mundo.

Na metade do século XVIII nasce um novo movimento, o racionalismo, que confia na razão
humana para a solução dos problemas, em contraposição a soluções através de um enfoque
emotivo, religioso ou fatalista.

Os enciclopedistas/iluministas decidem coletar o saber num corpus de livros, não para que seja
contemplado ou mesmo utilizado em um sentido apenas intelectual, mas para que seja usado
como fonte de saber técnico.

Depois dos gregos, os iluministas são os maiores cultores do “ócio criativo”.

Jeremy Rifkin, autor de “O Fim do Trabalho”: O trabalho tradicional continuara a diminuir cada
vez mais, e que portanto, teremos cada vez mais tempo livre. O uso do tempo se dará
sobretudo através de ocupações voluntarias. A sociedade do tempo livre estará empenhada
em atividades que não mais produzam riquezas, mas solidariedade.

O único tipo de emprego remunerado que permanecerá disponível com o passar do tempo
será do tipo intelectual criativo.

Eu estaria louco se negasse que existe ainda uma massa numerosa de operários e
trabalhadores manuais. A questão é que eles não encarnam mais problemas universais,
deixaram de ser uma “força revolucionária” e não são mais “centrais’ na estratégia para que se
consiga por fim a exploração.

O trabalho manual não aumenta, e sim, diminui, enquanto o intelectual aumenta.

Nos tempos de Marx, de cada cem dependentes de uma fabrica, 96 eram operário e só 4 eram
executivos. Hoje, num grande numero de empresas, 90 são executivos e só 10 são operários. O
trabalho manual dentro as empresas é sempre mais delegado as máquinas, o que, além de ser
economicamente convergente, reduz o potencial de conflitos.

Cada produto que usamos hoje traz consigo muito menos fadiga humana. Com 14 horas de
trabalho humano, a Fiat fabrica o mesmo produto que, há quinze anos, fabricava em 170
horas.
A confirmação da passagem da sociedade industrial para a pós industrial está na passagem da
produção de bens para a produção de serviços e a crescente importancia da classe de
profissionais liberais e técnicos em relação a classe operaria. O papel central do saber teorico