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Bem vindos ao início das atividades do Fórum da disciplina de Liderança e Comportamento nas

Organizações.
Há bastante tempo gestores tem percebido que há comportamentos mais produtivos que
outros. Cada um de nós já deve ter notado que há condutas nas organizações que contribuem
mais com os resultados pretendidos do que outros.
Como compreender estes comportamentos? Como influenciá-los? É possível prevê-los?
Estudar o Comportamento Humano é primordial para que possamos tornar nossas
organizações de trabalho, e até mesmo outros espaços dos quais fazemos parte, mais
produtivos e condizentes com os objetivos pretendidos.
Vamos inciar nosso Fórum com um tema que, embora seja bastante citado e usado, precisa ser
compreendido com os recursos que a ciência e seus métodos de obter conhecimentos
sistematizados nos disponibiliza. Cientistas, pesquisadores em diferentes áreas tem voltado
seus esforços para compreender a Motivação.
Pois bem, Motivação...
o que é? Quais conceitos podemos entender como válidos? Existem diferenças entre
motivação e entusiasmo? Podem os gestores "motivar" alguém?

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Segundo Pinder (1998), “ A motivação no trabalho é um conjunto de forças energéticas
que têm origem quer no indivíduo, quer fora dele, e que moldam o comportamento de
trabalho, determinando a sua força, direção, intensidade e duração.”A motivação nada
mais é do que as forças que possibilitam envolvimento do funcionário no exercício do
trabalho, o que afeta seu desempenho e produtividade. Um colaborador motivado dá
o seu melhor e realiza as atividades com entusiasmo, o qual pode ser definido como
"motivação emocional e cognitiva (racional) de um indivíduo, particularmente um
esforço focalizado, intenso, persistente e intencional voltado para os objetivos
relacionados ao trabalho"(McShane,2014).
Ou seja, motivação e entusiasmo estão fortemente relacionados, uma vez que o
entusiasmo é a força motriz da motivação, é intrínseco à pessoa. É o impulso mediante
o qual as forças externas da motivação se concretizam. Quanto mais frequentes, mais
o indivíduo se engaja no trabalho e, consequentemente, seu desempenho tende a
melhorar. Todos têm necessidades, que podem ser aprendidas (McClelland), seja de
realização (tornar-se aquilo que se quer ser), afiliação (relacionar-se com outras
pessoas), poder ou aprendizagem.
Cabe aos gestores, como líderes, tentar motivar e estimular seus funcionários a terem
melhores resultados e a realizarem suas necessidades e impulsos através de
encorajamento, suporte e cordialidade, sem tentar impor uma autoridade ríspida e
inquestionável. Os gestores devem ser flexíveis e amigáveis. Devem dar voz aos
funcionários e aceitar sugestões. Para tanto, é imprescindível que ele tenha relativa
intimidade com seus subordinados, e profundo conhecimento das habilidades e
limitações de cada um, a fim de somente designar atividades que ele saiba seres
possíveis para tal funcionário. Caso contrário, uma frustração pode comprometer sua
auto-estima e prejudicar sua motivação. O gestor deve, pois, conhecer sua equipe e
guiá-la da forma mais eficiente e eficaz possível.