PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.

: CARLOS BARROS ________________________

MATERIAL DIDÁTICO DE

PRÁTICA PROCESSUAL PENAL

PROF.: CARLOS BARROS

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PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.: CARLOS BARROS ________________________

ORIENTAÇÕES PARA FORMATAÇÃO E ELABORAÇÃO DA PEÇA
- Endereçamento: Optamos por fazê-lo abreviado. Justiça Estadual: Exmo. Sr. Dr. Juiz [variações] Ex.: “Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da __ Vara Criminal da Capital - __” “Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da Vara Criminal da Comarca de __ - __” “Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da __ Vara Criminal da Comarca de __ - __” “Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da Vara Única da Comarca de __ - __” “Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da __ Vara da Comarca de __ - __” Justiça Federal: Exmo. Sr. Dr. Juiz Federal [variações] Ex.: “Exmo. Sr. Dr. Juiz Federal da __ Vara da Seção Judiciária de __” “Exmo. Sr. Dr. Juiz Federal da __ Vara da Subseção Judiciária de __” - Espaço entre o endereçamento e a o cabeçalho: 8 linhas - O espaço do parágrafo deverá ser definido pelo aluno, mas deverá ser repetido por toda a peça. - Qualificação: Nome da parte em letras maiúsculas. Respectivos dados qualificativos constando, nesta ordem, “nacionalidade, estado civil, profissão, portador do RG nº … SSP/PE, inscrito no CPF/MF sob o nº …, residente e domiciliado no endereço …” - Indicação da representação: “por seu procurador infra-assinado, constituído nos termos do instrumento de mandato em anexo (Doc. 01), com sede profissional no (endereço)...” - Nome da peça: o aluno deverá escolher entre indicar o nome da peça em texto corrido (na mesma linha, portanto) ou pular uma linha e escrever o nomem juris da peça e, em seguida, pular outra linha e continuar o período: Ex.: “... vem propor QUEIXA-CRIME contra...” “... vem propor QUEIXA-CRIME contra...” Ex.: “... vem requerer lhe seja concedida LIBERDADE PROVISÓRIA, com fundamento no art. 310, parágrafo único, do CPP...” “... vem requerer lhe seja concedida LIBERDADE PROVISÓRIA, com fundamento no art. 310, parágrafo único, do CPP...” - Com fundamento (com base, com amparo, com arrimo, com esteio etc.) nos arts. ... 2

Ou

Ou

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- Parte final do intróito: “... pelos fatos e fundamento jurídicos que passa a expor:”, “... expondo o seguinte:”, “... pelos seguintes motivos:” etc. - Divisão e numeração da peça: se a petição for dividida em capítulos (fatos, fundamentos, pedidos etc.), os títulos dos capítulos serão numerados; se não for, cada parágrafo será numerado: Obs.: - O último algarismo da numeração deverá ser alinhado com o último algarismo da numeração acima. Assim, todos os parágrafos começarão na mesma margem. - Entre os parágrafos, deve existir o espaço de uma linha.

- Pedidos: “Diante do exposto, requer...”, “Ante o acima exposto, vem respeitosamente, requerer...” etc. - Fecho: O local e a data são o da redação da peça. “Nestes Termos, P. Deferimento. (local), (data). (1 linha) Advogado… OAB/(UF)…” “Nestes Termos, P. Deferimento. Recife, 03 de agosto de 2010. (1 linha) Advogado… OAB/PE…”

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1º PONTO INQUÉRITO POLICIAL

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5º. por seu turno. uma vez instaurado o inquérito. Escrito (art. não é litigante. que a Súmula Vinculante 14 do STF estabelece o seguinte: “É direito do defensor. o entendimento em vigor é no sentido de que não existe contraditório nem ampla defesa no inquérito policial .: CARLOS BARROS ________________________ INQUÉRITO POLICIAL • TEORIA (REVISÃO) 1 – CONCEITO O inquérito policial é um procedimento administrativo. do CPP): tudo o que for apurado durante as investigações deve ser reduzido a termos. do CPP): A teor do art. por força do art. pois. porque importante. da CF). portanto. Saliente-se. já que a finalidade do inquérito policial é fornecer ao titular da ação penal elementos para oferecê-la. “a autoridade policial não poderá mandar arquivar os autos do inquérito”. 17 do CPP. § 5º. § 1º e § 4º. aos quais. em regra. 17. também. de um caráter inquisitivo. não se confunde com o “processo administrativo” previsto no art. atuando. XIV. do CPP): diferentemente do que ocorre com os autos da ação penal. Assim. observe-se que. da Lei 8. portanto. que a polícia judiciária é formada pelas polícias civil e federal. se permite ao público em geral o acesso. A polícia administrativa. o advogado tem direito a consultar os autos do inquérito independentemente de procuração. ainda que 5 . após a ocorrência do crime. sendo um procedimento administrativo. é a polícia militar. O indiciado não está sendo acusado. a qual possui um caráter preventivo. antes da ocorrência do crime (vide art. da CF). 7º. digam respeito ao exercício do direito de defesa”. Saliente-se. nesse ponto. da CF.906/94. com o fornecimento dos elementos probatórios colhidos ao longo das investigações acerca do fato. Sigiloso (art. No ponto. 2 – FINALIDADE O inquérito policial tem por finalidade viabilizar o exercício da ação penal pelo seu respectivo titular. 144. que o inquérito policial. 20. não se permite o acesso de qualquer pessoa do povo aos autos do inquérito policial.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. Entretanto. os quais irão formar a opinio delicti do acusador. Registre-se. ou seja. as quais possuem um caráter repressivo. no interesse do representado. já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária. 144. mas sim objeto de investigação. LV. com o objetivo de investigá-lo (vide art. conduzido pela polícia judiciária. ter acesso amplo aos elementos de prova que. 9º. nem mesmo ao indiciado. se for decretado o sigilo das investigações. por oportuno. e compreende um conjunto de diligências que visam apurar a existência de um crime (prova da materialidade do crime) e suas circunstâncias. 3 – CARACTERÍSTICAS Inquisitorial: sendo inquisitório. Indisponível (art. bem como determinar os seus agentes (apurar os indícios suficientes de autoria). revestindo-se ele. atuando. o advogado só terá acesso aos autos se devidamente habilitado por meio de procuração. em razão do que não há falar em ampla defesa e contraditório no curso do aludido procedimento policial.

Frise-se. que se falar em incompetência de procedimento investigatório conduzido por delegacia que não é dotada de “atribuição” segundo a divisão administrativa estabelecida pelo órgão ao qual está subordinada hierarquicamente: 1 RANGEL. daí porque o correto é falar em “atribuição” de determinado órgão policial. saliente-se que o inquérito policial é presidido pelas autoridades da polícia judiciária (art. A divisão que se faz entre os órgãos policiais é meramente administrativa. não está atrelada a nenhuma forma previamente determinada. no qual existe uma delegacia de polícia responsável por atuar naquela circunscrição. Oficialidade: o inquérito policial deve ser realizado por um órgão oficial. apara apuração do fato criminoso. o inquérito policial apenas poderá ser instaurado mediante manifestação de vontade do ofendido ou de quem tenha legitimidade para representá-lo.. pelos delegados federais e da polícia civil.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.: CARLOS BARROS ________________________ o Delegado entenda que o fato é atípico. 89.1. com o objetivo de facilitar o trabalho desenvolvido pela polícia. ratione loci (pelo lugar da consumação da infração) Fixação da Atribuição ratione materiae (pela natureza do crime) 4. da CF). observe-se que o art. e não em “competência”. nos termos do §1º. ao iniciar uma investigação. Caso se trate de delito afeto ação penal privada ao a ação penal pública condicionada. que. mas que os dispositivos adiante elencados e comentados denotam que não há. ou seja. art. dentro dos limites estabelecidos em lei. 6 . realmente. Paulo. 10.. Discricionário: conforme leciona Paulo Rangel1. sendo o procedimento investigatório completamente válido. não é arbitrariedade. portanto. também. do CPP. ser apurado pela delegacia situada no bairro “y”). Tem a liberdade de agir. devendo ser presidido pela autoridade policial (delegado de polícia civil ou delegado federal). não está ele sujeito às regras atinentes à competência jurisdicional. Assim. Igual entendimento deverá ser lançado na hipótese de um crime ocorrido no bairro “x”. 144.) Ou seja. deverá ir até o fim das investigações e remeter os autos para a justiça. Direito processual penal. o inquérito policial deve ser instaurado de ofício. § 1º e § 4º. “a autoridade policial. p. Rio de Janeiro: Lumen Juris. não há que se falar em incompetência de procedimento investigatório conduzido por delegacia que não é dotada de “atribuição” segundo a divisão administrativa estabelecida pelo órgão ao qual está subordinada hierarquicamente (caso um homicídio seja apurado por uma delegacia de bairro e não pela Delegacia de Homicídios não haverá qualquer nulidade. Discricionariedade. (. não há imposição legal desta ou daquela forma para apurar o fato em questão”. sendo o inquérito policial um procedimento informativo préprocessual e não um ato de jurisdição. Oficiosidade (obrigatoriedade): em se tratando crime afeto a ação penal pública incondicionada. 4 – ATRIBUIÇÃO (“COMPETÊNCIA”) Inicialmente. 4º do CPP limita as atividades da polícia judiciária ao “território de suas circunscrições”. qual seja a polícia judiciária. Ratione Loci Corroborando o quanto exposto no parágrafo anterior.

O que pode ocorrer é a invalidade do ato policial em si. se basear em outros elementos de provas que não tenham sido colhidos em um inquérito policial. . 27 do CPP . por evidente. . pois. Não há falar em vício ou relaxamento de prisão por inquérito policial presidido por autoridade “incompetente”.: CARLOS BARROS ________________________ . 39. pois. 46. melhor dizendo. do CPP 7 . do CPP . deixam isso bastante claro. até que compareça a autoridade competente. o MP poderá se basear no de prisão em flagrante anulado para propor a ação penal.Art. § 1º. não se submete ela à competência jurisdicional ratione loci. Pode o titular da ação penal. nos inquéritos a que esteja processando. sobre qualquer fato que ocorra em sua presença.Art. nesse caso. como já se disse. 22 do CPP: dispõe que “no Distrito Federal e nas comarcas em que houver mais de uma circunscrição policial. do CPP: se o local da prisão não tem Autoridade Policial. apresenta-se o preso à do lugar mais próximo Porque oportuno. . Os dispositivos abaixo. para propô-la.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. ante os argumentos lançados no tópico acima. não há que se falar em nulidade de inquérito realizado por delegacia que não seja administrativamente dotada de atribuição para a apuração de determinado delito. ordenar diligências em circunscrição de outra.Art. independentemente de precatórias ou requisições. das delegacias especializadas (Delegacias de Homicídios.Art. 290 do CPP: dispõe que a atribuição para a lavratura do auto de prisão em flagrante é da autoridade do lugar em que se efetivou a prisão. 308.Art. não obstante a disposição sobre a “competência”. a exemplo da prisão em flagrante. não perdendo as peças de informação nele produzidas.). inclusive. a autoridade com exercício em uma delas poderá. saliente-se que. ou. 5 – VÍCIOS Sendo o inquérito policial mero ato informativo e não ato de jurisdição. noutra circunscrição”. § 5º. por evidente. o valor probatório. 6 – DISPENSABILIDADE A prévia existência de um inquérito policial não é fundamental à propositura da ação penal. Roubos e Furtos etc. Ratione Materiae Trata-se.Art. Estelionato. entende-se que a falta de atribuição destas não invalida os seus atos. devendo os atos subseqüentes ser praticados pela autoridade do local em que o crime se consumou. Aqui. e bem assim providenciará. 12 do CPP . Atente-se que. que será relaxada. sobre a atribuição das autoridades policiais. os vícios nele existentes não afetam a ação penal. ainda que se trate de prisão em flagrante.2. não exercendo a Polícia atividade jurisdicional. a não ser que se trate de prova ilícita.Art. nesse ponto. todavia. 4.

do art. 8 – NOTITIA CRIMINIS Dá-se o nome de notitia criminis ao conhecimento espontâneo ou provocado. caso corroboradas por outros elementos de provas produzidos durante o curso do processo. a teor do art. as provas produzidas no inquérito policial não poderão servir de base exclusiva para a decisão condenatória. 5º. 155 do CPP.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. quando terá havido contraditório e ampla defesa. levadas em consideração apenas quando aliadas a outros elementos de provas produzidos na instrução criminal. de um fato aparentemente delituoso. por jornais etc. 8 . 5º. da Justiça. juntamente com as provas judiciais. flagrante requisição do Juiz. mas um valor relativo. I. do CPP. c) A REQUERIMENTO do ofendido ou representante legal (art. CPP) – Obs. Nos crimes de Ação Penal Pública INCONDICIONADA: a) De ofício (art. MP ou Min.: cfr. eis que não são produzidos sob a égide do contraditório e da ampla defesa. poderão ser atraídas na sentença como fundamento. II. 5º. as provas do inquérito policial devem ser corroboradas e. § 2º e § 1º. CPP) – delatio criminis é a comunicação feita por qualquer do povo acerca da infração penal. inc. portanto. § 3º. por parte da autoridade policial. NOTITIA CRIMINS DE COGNIÇÃO DIRETA INDIRETA COERCITIVA Delegado toma conhecimento do fato investigando. independentemente de provocação (portaria). 5º.1. Assim. Assim. e) Em face de prisão em flagrante. do CPP): a autoridade policial tem a obrigação de instaurar. CPP). inc. d) Em face de delatio criminis (art. Comunicação Prisão da vítima. b) Por REQUISIÇÃO da Autoridade Judiciária ou do MP (art.: CARLOS BARROS ________________________ 7 – VALOR PROBATÓRIO Os elementos colhidos no inquérito policial têm valor probatório. 5º. delatio em 9 – INSTAURAÇÃO DO INQUÉRITO POLICIAL 9. II.

Em nosso entendimento.2. § 3º. 9. De qualquer sorte. 21 do CPP trata-se de dispositivo inconstitucional. a requisição do MP deve ser acompanhada da requisição do Ministro da Justiça (ex. Providências iniciais e Desenvolvimento – (arts. d) Auto de Prisão em Flagrante – OBS. § 5º. do CPP).3. esse dispositivo foi revogado em face do art. LXII e LXII. 10 – PEÇAS INAUGURAIS / PROVIDÊNCIAS INICIAIS / DESENVOLVIMENTO 10. d) requisição do MP ou da Autoridade Judiciária (ação penal pública incondicionada e. do CP). Peças inaugurais: a) portaria (ex officio – ação penal pública incondicionada). ante as provas colhidas no inquérito policial. ou requisição do Ministro da Justiça (ação penal pública condicionada) 10. IV. do CPP) 11 – INCOMUNICABILIDADE O art. 21 do CPP estabelece a hipótese em que o preso ficaria incomunicável.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. quando a representação se dirigir às referidas autoridades. Nos crimes de Ação Penal PRIVADA: a) requerimento do ofendido ou do representante legal (art. 12 – INDICIAMENTO Indiciado é a pessoa que. Nos crimes de Ação Penal Pública CONDICIONADA: a) Mediante representação do ofendido ou representante legal (art. c) Requisição da Autoridade Judiciária ou do MP – OBS. mesmo no estado de defesa. oferecer denúncia ou requisitar diligências à polícia. 145. III. “é vedada a incomunicabilidade do preso” (Vide Art. é o autor da infração penal. desde logo. da CF. b) Mediante requisição do Ministro da Justiça – A requisição ministerial deve ser encaminhada ao Chefe do MP o qual poderá. Todavia. 5º.2.: art. II e § 4º. ação penal pública condicionada).: CARLOS BARROS ________________________ 9. 9 . No último caso. 5º. do CPP). ao advogado não se impõe a incomunicabilidade (Art. 6º e 7º. b) auto de prisão em flagrante. na convicção da autoridade policial. 5º. Estatuto da Advocacia). o art. c) requerimento do ofendido ou representante legal (ação penal pública condicionada ação penal privada). inc. § único. 136. haverá o registro na folha de antecedentes do indiciado e a realização de sua qualificação e do seu interrogatório. conforme entendimento majoritário.1. 7º. e) representação do ofendido ou representante legal. o qual dispõe que. Por ocasião do indiciamento.. CF).

Prazos Especiais . o prazo é o do art. .343/06 . 17 do CPP. o qual apenas requer o arquivamento. segunda parte. § 1º.30 dias se o investigado estiver PRESO. caput.Prazos na Lei de Drogas – Art.010/66: . ouvido o MP. 13. 10 .PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. esteja PRESO ou SOLTO o investigado. da Lei 5. CPP) A Autoridade Policial. 13. 10.Prazo nos crimes de competência da Justiça Federal – Art. 13. 66. . Regra: Art. mas sim lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). ou seja. todavia. .Caso o investigado esteja SOLTO.15 dias se o investigado estiver PRESO (prorrogáveis por mais 15). não será instaurado inquérito policial. no relatório. mediante pedido justificado da autoridade policial.Em qualquer dessas hipóteses. Relatório (Art.Indiciado preso preventivamente ou em decorrência de flagrante: 10 dias (improrrogável). os prazos podem ser DUPLICADOS pelo Juiz. 10. 30 (prorrogável) . 15 – CRIMES DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO Segundo a Lei 9.3.521/51: .4. da Lei 1.10 dias.Caso o investigado esteja SOLTO. Forma de contagem – o prazo material (decadencial). 14 – ARQUIVAMENTO A Autoridade Policial não pode determinar o arquivamento do inquérito. em se tratando de infração de menor potencial ofensivo.2.Prazos nos Crimes Contra a Economia Popular e Saúde Pública – Art. . 51. caput. o prazo é de 90 dias. 10.Indiciado solto: 30 dias (prorrogável).: CARLOS BARROS ________________________ 13 – CONCLUSÃO DO INQUÉRITO / PRAZOS PARA A CONCLUSÃO / FORMA DE CONTAGEM DO PRAZO / RELATÓRIO 13. tampouco o Ministério Público. 10. e não processual. tampouco fazer apreciação de culpabilidade ou antijuridicidade. . não poderá lançar juízo de valor.099/95. ficando tal ato por conta do Juiz.1. § 1º. do CPP. da Lei 11. do CPP . a teor do art.

domiciliada na __________. pelo recebimento dos pagamentos e conseqüente emissão dos recibos) e setor operacional (responsável pela operacionalização de cada evento – garçons. buscavam informações acerca dos preparativos dos eventos que haviam contratado há alguns meses. portadora do RG nº _________.. pondo à disposição do mercado consumidor os serviços de aluguel de salão de festas e de buffett. Nesse caso. [U3] Comentário: Note-se que não há problema nenhum em uma pessoa jurídica requerer a instauração do inquérito policial. 06. profissão. 01. setor financeiro (responsável pela assinatura dos contratos. . apresentar NOTITIA CRIMINIS . . documento de identidade. nacionalidade. Registre-se. estado civil. e 02 . dizendo-se suas clientes. faxineiras etc.). documentos que comprovassem o fechamento das tais festas ou dos respectivos pagamentos. Ao serem comunicadas sobre a não localização de documentos que comprovassem a contratação dos serviços. as referidas pessoas informaram à representante legal da noticiante que tudo teria sido fechado dentro da empresa diretamente com a sua gerente. . o endereçamento seria da seguinte forma: “ILMO. ainda. que seria lançada de seguinte forma: “nacionalidade. registre-se que a noticiante é uma empresa atuante no ramo de produção de eventos. DELEGADO FEDERAL DA ____”. 5º. “NOTÍCIA CRIME”. que o seu organograma é divido em gerência (responsável pela coordenação dos trabalhos). Pois bem. SR. requerendo seja instaurado o competente inquérito policial. 07. a qualificação dela.: CARLOS BARROS ________________________ • PRÁTICA (PEÇAS) Modelo – Notícia crime (requerimento de instauração de inquérito policial) ILMO. cozinheiros. a qual teria assinado os contratos. pode se requerer. pessoa jurídica de direito privado. 11 . SR. DELEGADO DE POLÍCIA DE POLÍCIA CIVIL DA ___ DELEGACIA POLÍCIA DE ___ . II. [U5] Comentário: Procuração outorgada ao advogado. CASA DE RECEPÇÕES LTDA. a representante legal da noticiante buscou informações sobre os serviços supostamente contratados. todavia. 04.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. a fim de apurar os fatos delituosos adiante aduzidos: 02. (Deixar espaço de 8 oito linhas) [U1] Comentário: Caso se tratasse de crime de competência federal. Ocorreu que. ou. que não localizou. ou seja. a noticiante começou a ser surpreendida com a procura de algumas pessoas que.. vai ser lançada de forma distinta da qualificação de uma pessoa física. [U6] Comentário: Também pode ser escrito em português. [U4] Comentário: Deve ser juntado o contrato social da empresa e eventuais alterações. [U2] Comentário: Se a questão não fornecer elementos para a qualificação das “partes”. eles não deverão ser criados pelo elaborador da peça. do CPP. por intermédio de seu advogado infra-assinado (Docs. com fundamento no art. em meados de julho de 2010. a “INSTAURAÇÃO DE INQUÉRITO POLICIAL”. 05. endereço” etc. DR. Inicialmente. recebido os pagamentos e emitido os competentes recibos. estado civil. doravante denominada noticiada. com sede na -------------------------------. diretamente. a fim de comprovar a legitimidade de representação. ). junto a quaisquer dos setores da empresa. inscrita no CNPJ sob o nº --------------------------------. A fim de responder aos questionamentos dos supostos clientes. seguranças. setor de vendas (responsável pelo atendimento aos clientes e pelas vendas dos serviços). por evidente. em desfavor de OTAVIANA PEREIRA. DR. ainda. inscrita no CPF sob o nº _________. 03. 01 . sendo certo. de nome Otaviana Pereira.

setores específicos com essas funções. que se viu compelida a indenizar tais pessoas em. 03 a 10). RG. .) 3 – Qualificação (nome. 11. insculpido no art. b) Seja ouvida a representante legal da noticiante. endereço etc. tendo sido constatado que os cheques foram depositados na conta pessoal da noticiada. 09. bem como que todos os contratos e recibos foram por ela assinados clandestinamente. d) Seja a noticiada..PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.) 12 . 10. diga-se. pelo menos.. como dito acima. eis que não competia à noticiada nem a venda de serviços. (Local). Atendendo à solicitação. ao final do inquérito. Deferimento. requerer. 171 do CP. (data). Em face desses elementos de prova.) 2 – Qualificação (nome. causou estranheza à representante legal da noticiante. indiciada. a qual deverá ser notificada no endereço da empresa. bem como que fossem requeridas as microfilmagens dos cheques que a ela foram entregues. RG. [U7] Comentário: Caso haja a necessidade de realização de outras diligências. endereço etc. tampouco o recebimento de valores e a emissão de recibos. metade dos danos financeiros que lhes foram causados pelo ato da referida ex-funcionária da empresa. Ante o exposto e em face dos documentos anexos. requer-se que: a) Seja instaurado Inquérito Policial para apuração dos fatos acima narrados. c) Sejam intimadas e ouvidas as testemunhas indicadas no rol abaixo. P. Tal fato. Nestes Termos. percebe-se que a noticiada articulou um ardil com o objetivo de obter vantagem ilícita (o que foi conseguido). endereço etc. tendo solicitado aos supostos clientes que eles lhe entregassem aqueles documentos assinados pela noticiada.: CARLOS BARROS ________________________ 08.. Advogado(a). na empresa. de modo que restou configurado o crime de estelionato.. nem a assinatura de contratos. haja vista que há. RG. OAB. Diante disso. Rol de testemunhas 1 – Qualificação (nome. engodo esse que causou prejuízo aos supostos clientes e à própria noticiante. a representante legal da noticiante buscou apurar os fatos. os supostos clientes voltaram à empresa dias depois e entregaram os documentos acima referidos (Docs. 12.

: CARLOS BARROS ________________________ 2º PONTO PRISÃO CAUTELAR E LIBERDADE PROVISÓRIA 13 .PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.

ainda. Registre-se que há quem entenda (a exemplo de Tourinho Filho. d) prisão cautelar. contra a qual não cabe mais recurso. bem como por autoridade judiciária competente nas hipóteses previstas no art. 2007. não mais caiba qualquer tipo de recurso. 319 do CPP. a contrariu senso. do CPP). in Código de Processo Penal Comentado. mediante clausura. ou seja. que é sinônimo de provisória ou processual 2 – PRISÃO CAUTELAR 2.1. 5º. 216) que estão expungidas do ordenamento pátrio as prisões administrativas.3. Conceito A prisão cautelar. Quatro são as espécies de prisão sem pena identificadas pela doutrina. por meio do recolhimento da pessoa humana ao cárcere. Prisão sem pena Já a prisão sem pena é a que. Esse tipo de prisão. sido reconhecido culpado pelo cometimento de um delito. mediante sentença judicial irrecorrível. Conceito de prisão Prisão é a supressão. em face do preceituado nos incisos LXI e LXII. não decorre de sentença penal condenatória irrecorrível.815/80. da CF). definidos em lei”.2. mas sim impedir que o mesmo venha a perpetrar novos delitos ou. p. 2003. repita-se. também denominada de provisória ou processual. e Capez. adiante especificamente abordada).: CARLOS BARROS ________________________ PRISÃO CAUTELAR • TEORIA (REVISÃO) 1 . que sua conduta 14 . é aquela que ocorre antes do trânsito em julgado da sentença penal. portanto. Esse conceito abrange tanto a chamada prisão pena quanto a prisão sem pena (na qual se inclui a prisão processual. do art.INTRODUÇÃO 1. a saber: a) prisão civil (decretada pelo juízo cível no caso de devedor de alimentos). Prisão pena Prisão pena é aquela que decorre de uma sentença penal condenatória que transitou em julgado. 1. 787/789.1. b) prisão administrativa (decretada por Ministro do STF nas hipóteses previstas na Lei 6. ou seja.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. c) prisão disciplinar (determinada por autoridade militar competente “nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. 5º. 1. a teor do inciso LXI. do art. in Curso de Processo Penal. p. Em outras palavras: é a prisão a ser imposta contra o indivíduo que tiver. não objetivando a punição do indivíduo. somente será concretizada quando da execução da sentença penal condenatória contra a qual. a privação da liberdade individual de ir e vir.

nem sempre é imputada ao indiciado ou ao réu. 3: Não implica em antecipação da pena.. caso o investigado ou réu se furte à aplicação da lei penal. a prisão cautela. 301 a 310 do CPP).: CARLOS BARROS ________________________ interfira na apuração dos fatos (óbices à persecutio criminis) ou na própria aplicação da sanção penal. O fumus boni iuris (ou fumus comissi delicti) traduz-se no binômio prova de existência do crime e indícios suficientes de autoria. a preventiva e a temporária. já é bom.960/89). citando a lição de Aury Lopes Jr. que tem como espécies a prisão em flagrante. Aury. Espécies de prisão processual a) Prisão em flagrante (arts. Nesse caso. é o gênero. que há provas do cometimento do delito.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. RANGEL. “mister se faz que haja um perigo na liberdade do réu a justificar sua prisão e não perigo na demora na prestação jurisdicional. pois bom direito pode ser para condenar ou absolver o acusado. Pressupostos da prisão processual A prisão provisória apenas será imposta quando. apud. que é sinônimo de prisão provisória e prisão processual. 2: Medida de EXCEÇÃO.2. no caso concreto. b) Prisão preventiva (arts. Rio de Janeiro: Lumen Júris. 11ª ed. também denominados pela moderna doutrina processual penal de fumus comissi delicti e periculum libertatis2. Obs. não havendo razão para ‘puni-lo’ pela demora do Estado em cumprir com seu papel na persecução penal. 311 a 316 do CPP). devemos mostrar que há perigo social se o réu permanecer em liberdade. por si só. Obs. Direito. Até porque a demora na investigação preliminar. bem como para o curso do processo e. prova da materialidade fumus boni iuris ou comissi delicti PRESSUPOSTOS indícios de autoria necessidade periculum in mora ou libertatis urgência 2 Conforme exposto por Paulo Rangel. 560/561). 2006. p. Direito processual penal. Da mesma forma que a fumaça deve ser do cometimento do delito e não do bom direito. ou no curso do processo. Obs.3. quais sejam o fumus boni iuris e o periculum in mora. A fumaça é da prática do crime e não do bom direito. 15 . ainda. Obs. a autorizar a prisão preventiva. ou ainda. O periculum in mora (ou periculum libertatis) traduz-se no binômio necessidade e urgência. 4: Não afronta o princípio da presunção de inocência. 1: Natureza CAUTELAR. Paulo.. preexistirem seus pressupostos. a autorizar a prisão temporária. incluindo aqui o conceito de direito justo” (LOPES JR. 2. 2. Como se percebe. para declarar extinta a punibilidade. c) Prisão temporária (Lei 7.

respeitadas as restrições relativas à inviolabilidade de domicílio (art.Prisão em flagrante: Qualquer dia. do CPP –“à exceção do flagrante delito. Regra: necessidade de ordem escrita e fundamentada emanada de autoridade judiciária competente. não for permitida a entrada do executor da prisão na casa? Cercar a casa e prender ao amanhecer (art.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. CPP). exceção: flagrante (desnecessidade de tais formalidades).3. CPP). sendo noite. arrombar a casa e prender. o Se o dono da casa permitir? Pode. 384. Dia e Hora para a execução da prisão: . e mediante ordem escrita e fundamentada da autoridade competente”. 16 . o Qual o procedimento a ser adotado ao amanhecer? A) Sendo a casa da pessoa a ser presa. o dono da casa não entregar a pessoa a ser presa? Convocar duas testemunhas. 293. 293. 330. Art. único. do CP) ou o de desobediência (art. caso ela não se entregue. hora e local. 282. quando configurado 3. e parág. do CP)? NÃO. 293. Art. Formalidades atinentes às prisões em geral a) Local. claro (art. resta configurado o crime de favorecimento (art. B) Sendo a casa de terceiro. intimar o dono da casa para entregar a pessoa a ser presa (art. LXI.Prisão mediante mandado: Qualquer dia. CPP) o Sendo noite. inclusive à noite – exceção à inviolabilidade de domicílio. . 283. 293. durante o dia. da CF) o Se for noite e o preso estiver no seu domicílio ou no de alguém? Não pode invadir para prender (art. CPP). salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. 5º. CPP / art. definidos em lei”. 293.1. o Se. caso o dono da casa não permita a entrada dos executores da prisão. 5º. hora e local. observando as formalidades legas (vide art. a prisão não poderá efetuar-se senão em virtude de pronúncia ou nos casos determinados em lei. XI. da CF –“ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. REGRA: Emanada de autoridade judiciária competente Ordem Escrita e Fundamentada Hipóteses previstas em lei EXCEÇÃO: Independe de ordem judicial Flagrante Pode ser efetuada pela polícia ou por qualquer do povo. arrombar a casa e prender. CPP). o Se.: CARLOS BARROS ________________________ 3 – DISPOSIÇÕES GERAIS 3.

5º. pois uma delas servirá de recibo de entrega ao preso (art. da CF: “Ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a liberdade provisória. do CPP). 292 do CPP). . 287 do CPP). . da CF: “O preso será informado de seus direitos. c) Expedição de duas vias do mandado. do art. e) Prisão por precatória – incompetência para atuar em outra jurisdição (art. da CF: “O preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial”. da CF: “A prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária”. 5º. com ou sem fiança”. em tal local h) Uso da força (art.inciso LXVI. do art.: CARLOS BARROS ________________________ b) formalidades do mandado (art.inciso LXIII. da CF: “A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada”. 5º. do art. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. 4 – REGRAMENTOS CONSTITUCIONAIS RELACIONADOS À PRISÃO PROCESSUAL . do art. do art. ou inform. d) Não necessidade de exibição do mandado em caso de crime inafiançável.inciso LXII. 285 do CPP) – indicação da fundamentação / indicação da autoridade que determinou / dados do preso. f) Pedido por telegrama – urgência (parágrafo único. i) Prisão especial (art. em caso de perseguição – apresentação do preso à autoridade de polícia do local da efetivação da prisão (art.inciso LXV. 286. há pouco. . do art.inciso LXI.. que o procur. . 295 do CPP). 289 do CPP). caso em que o preso deverá ser apresentado ao juiz (art. definidos em lei”. entre os quais o de permanecer calado. . 290 do CPP). por ind. 289 do CPP). do art. 5º. 5º.inciso LXIV. ainda que o perda de vista * fica sabendo.Configuração da perseguição: § 1º. da CF: “Ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. . passou. g) Prisão em outra comarca. sendo-lhes assegurada a assistência da família e de advogado”. do art. conf. 17 .PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. 5º. 290 do CPP * avista o procurado e vai ao seu encalço sem interrupção.

I . 3 – tempo da perseguição / prisão antes de 24 h? Ver art. Obs. II – acaba de cometê-la. pode-se conceituar a prisão em flagrante como sendo uma modalidade de prisão cautelar realizada no instante da ocorrência do crime ou mesmo após sua conclusão. armas. armas. Exemplo: depois de furtar um apartamento.” a) Flagrante próprio ou perfeito (art. imperfeito ou quase flagrante (art.ESTÁ COMETENDO Art. § 1º. Situações flagranciais previstas no CPP O CPP prevê algumas situações flagranciais. do CPP): O agente. nestes termos: “Art. 302. com instrumentos. § 1º. em situações que configurem estado de flagrância 5. IV – é encontrado. I e II. do CPP Aut. é ENCONTRADO com objetos. c) Flagrante presumido (art. 1 – caracterização da perseguição = art. I e II. 302. Conceito A expressão flagrante vem do latim flagrare. LOGO DEPOIS do fato delituoso. Sujeitos ativos do flagrante Qualquer pessoa do povo PODE Art. que está ardendo. 290. é encontrado com os objetos subtraídos. 302. inicia-se uma perseguição ININTERRUPTA até a prisão do mesmo. logo após. 2 – diferente de investigação. o ladrão não consegue se evadir e se esconde na garagem do prédio. 18 . Inc. IV. CPP. quando. LOGO APÓS. do CPP): Em seguida ao fato delituoso. que quer dizer aquilo que está queimando. Neste sentido. pelo ofendido ou por qualquer pessoa.: CARLOS BARROS ________________________ 5 – PRISÃO EM FLAGRANTE 5. papéis ou instrumentos em situação que faça presumir ser ele o autor da infração. Policial e seus agentes DEVEM 5. em situação que faça presumir ser autor da infração.3.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. 302 do CPP Inc.ACABOU DE COMETER b) Flagrante impróprio. pela autoridade. logo depois. do CPP. quando.2. logo depois. 301. objetos ou papéis que faça presumir ser autor da infração. Considera-se em flagrante delito quem: I – está cometendo a infração penal. o agente põe-se em fuga. pois. Obs. 302. Obs. II .1. CPP): O agente é surpreendido no momento em que está cometendo o delito ou no instante em que acabou de cometer. 290. III – é perseguido.

Situações flagranciais previstas na legislação especial e vislumbradas pela doutrina e jurisprudência a) Flagrante preparado ou provocado INDUZIMENTO para cometimento do crime somente para prender Atuação em SENTIDO OPOSTO.034/95) (Art.: CARLOS BARROS ________________________ 5. da Lei 11. b) Flagrante esperado Toma conhecimento que o crime vai acontecer e aguarda o momento para prender PRISÃO LEGAL c) Flagrante forjado FORJAMENTO DE PROVAS DE CRIME PRISÃO ILEGAL d) Flagrante retardado ou diferido Crime Organizado e de Tóxicos AÇÃO CONTROLADA (Art. da Lei 9.343/06) PRISÃO LEGAL e) Flagrante nos crimes permanentes Ver art.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.4. para EVITAR O RESULTADO IMPOSSIBILIDADE DE CONSUMAÇÃO (Crime impossível. 53. do CPP 19 . 2º. segundo doutrina e jurisprudência – art. 17 do CP) PRISÃO ILEGAL SÚMULA 145 do STF – “Não há crime quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação”. 303. II.

5. LXII. 317 do CPP: “a apresentação espontânea do acusado não impedirá a decretação da prisão preventiva nos casos previstos em lei”. porém.: CARLOS BARROS ________________________ f) Flagrante nos crimes habituais Segundo entendimento majoritário da doutrina. 306 do CPP). nas infrações comuns. 5º. 5. § 2º.7. do art. 86. do art. 53 e 27. 33 da Lei 4. da CF). 5º. § 3º. LXII. 2: recusa do autuado a assinar (art. não está sujeito a prisão. os pressupostos da prisão cautelar. Apresentação espontânea X flagrante Interpretação a contrario sensu do art. não estarão presentes. 304. 20 . g) Flagrante nos crimes afetos s ação penal privada e ação penal pública condicionada Apenas podem ser concretizadas após a manifestação de vontade da vítima ou de quem tenha legitimidade para representá-la. Autoridade competente para a lavratura do flagrante a) Autoridade Policial (art. 307 do CPP) c) Membros do Congresso (Súmula 397 do STF) d) Agentes Florestais (art. CPP) Obs. a priori. impedirá a prisão em flagrante.6. 306 do CPP).PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. do CPP) Obs. não cabe prisão em flagrante em face de crime habitual. 304 do CPP). c) Remessa dos autos do flagrante em 24 ao juiz e. da CF) . 1: falta de testemunhas (art. por último.771/65) 5. 308. da CF.somente em flagrante por crime inafiançável .deve ser apresentado à respectiva casa b) Presidente da República (art. 304. interrogatório do autuado (art. § 3º. d) Entrega em 24 h da nota de culpa ao autuado (§ 2º.8. Ademais.enquanto não sobrevier sentença condenatória. se o autuado não tiver defensor particular. Formalidades a) Oitivas do condutor e das testemunhas e. 304 do CPP) b) Autoridade Judiciária (art. 306. Exemplo: Art. Flagrante e situações especiais a) Membros do Congresso Nacional (arts. CPP) Obs. b) Imediata comunicação à família do autuado e ao juiz (art. 284 do CP. e art. o qual poderá permanecer em silêncio (art. caso o individuo se apresente espontaneamente à autoridade policial. CPP) 5. à Defensoria (§ 1º. 3: ausência de autoridade (art.5. da CF) .

Autoridade competente para a lavratura do flagrante É uma medida cautelar de constrição à liberdade do indiciado ou réu. da Lei. 343/06) .Sendo prestado socorro à vítima.: Comunicação da prisão ao Procurador Geral de Justiça e) Diplomatas Estrangeiros . 311 do CPP.Nesses casos. a prisão preventiva é decretada apenas pelo juiz. promulgada no Brasil por meio do Dec. representar e decretar Conforme estabelece o art.Ver a situação descrita no mencionado dispositivo 6 – PRISÃO PREVENTIVA 6.Flagrante em crime inafiançável.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.4.2 .Não se impõe qualquer prisão (art.A prerrogativa se estende aos familiares (art. 6.: CARLOS BARROS ________________________ c) Magistrados (art. 29). § 2º. Legitimidade para requerer.Convenção de Viena.3.Ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente para o julgamento. 311 do CPP. II. Obs. não se impõe prisão em flagrante h) Infrações de Menor Potencial Ofensivo (parág. de 1963. a decretação da prisão preventiva será cabível em qualquwer fase do inquérito policial e do processo. da Lei 9. Natureza jurídica: cautelar. o art.1 .Flagrante em crime inafiançável. da Lei 8.: Comunicação da prisão ao Presidente do Tribunal ao qual esteja vinculado d) Membros do MP (art. único. 56. ou mediante representação da autoridade policial. 21 . Momentos nos quais a decretação é cabível A teor do art. respeitados os requisitos estabelecidos em lei. 6.99/95) . o qual pode atuar de ofício ou em face de requerimento do Ministério Público ou do querelante. 69. até antes do trânsito em julgado da sentença penal.1 . . 40. Obs. d. não se impõe prisão em flagrante g) Posse de Droga para USO PESSOAL (art. por razões de necessidade. 37).Ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente para o julgamento. c. da Lei Complementar 35/79) c. 6.2.503/97) .1. 48. III.2 . 33. . da Lei 9.435/65 f) Crimes de Trânsito (art.625/93) d. 301.

sendo válido para o trablaho. Pressupostos e fundamentos Art. Crimes e Hipóteses que admitem a medida ART. não fornecer ou não indicar os elementos para esclarecê-la III – se o agente tiver sido condenado por outro crime doloso. do Código Penal (período de 5 anos após a extinção da pena) IV – se o crime envolver violência doméstica/familiar contra a mulher. 312 do CPP fumus boni iuris ou . mediante ocupação ilícita”. habitualmente.6. 313.para assegurar a aplicação da lei penal 6. I.7. ressalvado o disposto no art.5. CPP Crimes DOLOSOS: I – punidos com reclusão II – punidos com detenção quando o agente é: a) vadio3. Tourinho Filho leciona: “Cremos que o legislador fez com base no art. em sentença transitado em julgado. nos termos da Lei nº 11. b) havendo dúvida sobre a sua identidade.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. ou. à ociosidade. 64. 22 . para garantir a execução das medidas protetivas de urgência 3 No tocante ao conceito de “vadio”. Abordagem crítica acerca dos fundamentos da preventiva Garantia da ORDEM PÚBLICA clamor social gravidade do delito perigosidade do agente sensação de impunidade descrédito da justiça proteção do agente 6. sem ter renda que lhe assegure meios bastantes de subsistência.garantia da ordem econômica .prova da materialidade .indício de autoria . 59 da Lei das Contravenções Penais: é o que se entrega. ou prover a própria subsistência.340/06 (Lei Maria da Penha).: CARLOS BARROS ________________________ 6.conveniência criminal da instrução periculum libertatis .garantia da ordem pública fumus comissi delicti periculum in mora ou .

408. 314. do CPP (alterado) Art. 413.quando se tratar de contravenção penal.11.Art. § 3º. .12. 492.8. 6. Apresentação espontânea Não impede a decretação da preventiva.Art. verificar a falta de motivo para que subsista a prisão. . do CPP Art.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. d. devendo ela pautarse pelo critério da razoabilidade. 236 do Código Eleitoral (prisão do eleitor 5 dias antes e 48 horas depois do pleito). 93. bem como poderá decretá-la novamente se sobrevierem razões que a justifiquem. o juiz poderá revogar a preventiva se. 387.9. do CPP . do CPP PRONÚNCIA Art. 23. 6. a teor do art.Art.10. 317 do CPP. Prazo (?) A lei não estabelece prazo específico para a duração da preventiva. 6. ou seja.13. I.: Súmula 9. 24 e 25 do CPB. Prisão preventiva na sentença condenatória e na decisão de pronúncia SENTENÇA CONDENATÓRIA Art. da CF 6. Hipóteses de inadmissibilidade . do STJ 6. IX. do CPP Obs. 23 . do CPP – quando existir nos autos elementos convincentes quanto à circunstância de o agente ter agido acobertado por uma das excludentes de ilicitude.: CARLOS BARROS ________________________ 6. do CPP (revogado) Art. Fundamentação . parágrafo único. 594. Revogação e redecretação A teor do art. no curso do processo. 316 do CPP. nas hipóteses dos arts.Art. 315.

Inc.) ou. do art. da Lei nº 7. 7. Previsão legal: Lei 7. eis que a lei não traz essas previsões. § 4º).2. I. 1º.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. 2º. Natureza jurídica: cautelar 7. a prisão temporária preventiva é decretada apenas pelo juiz. representar e decretar Conforme estabelece o art. 1º periculum libertatis Inc.. do § 1º. 7.quando imprescindível para as investigações policiais. sempre. III. II e III.072/90 – art. defende que deve haver. do art.: CARLOS BARROS ________________________ 7 – PRISÃO TEMPORÁRIA 7. 1º fumus comissi delicti Inc. a decisão do juiz há de ser fundamentada.6.. Conceito Espécie de prisão provisória com prazo de duração preestabelecido. 1º e parágrafo único.houver fundadas razões. Hipóteses de cabimento Art. outra corrente pensa que deve haver a conjugação dos três. de autoria ou participação do indiciado em um dos crimes elencados no inciso III. da Lei 8. 2º da Lei 7.960. do art.960/89. ainda.) (.3. da mesma lei) No ponto. registre-se que a grande discussão gira em torno da necessidade ou não da conjugação dos três requisitos representados pelos incisos I. uma terceira corrente. b) há fundadas razões pertinentes à autoria ou participação. 2º. II. de acordo com elementos probatórios legítimos. da Lei 7.quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade. tampouco o querelante tem legitimidade para requerê-la. do art.072/90.960/89 7.1. que é francamente majoritária. Note-se que o juiz não pode decretar a prisão temporária de ofício. 1º Em qualquer caso. do art. da Lei 7. III ou com o inc.960/89 I . Legitimidade para requerer. em um dos crimes HEDIONDOS (vide Art. a conjunção do inc.5.. em face de requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial. Parte dos autores acha que basta a ocorrência de quaisquer dos incisos. e § 4º. II . c) é imprescindível às investigações policiais.960/89 (. I. III . 7. demonstrando que: a) há prova da materialidade do fato. finalmente. 24 .. 1º. entendimento com o qual concordamos. indicados no inciso III. bem como nos crimes hediondos e equiparados (vide Lei 8. 1º e parágrafo único. ou com o inc. Momento no qual a decretação é cabível: apenas durante o inquérito policial.4. II. destinada a viabilizar as investigações acerca de delitos de especial gravidade. e art.

em caso de extrema e comprovada necessidade (art. Procedimento a ser adotado ao final do prazo Imediata soltura do preso pela Autoridade Policial. 2º. em caso de extrema e comprovada necessidade (art.8.960/89).PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. independentemente de ordem judicial ou de expedição de alvará de soltura. 2º. da Lei 7.072/90).960/89). 25 . prorrogáveis por + 30 (trinta). § 3º. 2º. Prazos a) Nos crimes comuns: 5 (cinco) dias. § 7º. da Lei 7. salvo se já decretada a sua preventiva (art.7.: CARLOS BARROS ________________________ 7. prorrogáveis por + 5 (cinco). 7. b) Nos crimes hediondos e equiparados: 30 (trinta) dias. da Lei 8.

310.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. . . 2: ver art. 2. Obs. 221 do CPP: . sendo a custódia cautelar uma medida excepcional. isolada.2. O relaxamento de prisão é cabível quando se tratar de uma prisão ILEGAL. funciona como uma espécie de contracautela. Liberdade provisória independentemente de fiança e com vinculação Ver art. 1. A propósito. a que não for. da Lei 9.no caso de infração. apenas cabível quando presentes um dos fundamentos da prisão preventiva. parágrafo único. registre-se que a regra é o cidadão responder ao processo em liberdade. 1: ver art.1. cumulativa ou alternativamente.: CARLOS BARROS ________________________ LIBERDADE PROVISÓRIA • TEORIA (REVISÃO) 1 – INTRODUÇÃO 1. a incidência dos fundamentos da preventiva 26 . do CPP: . isolada.Verificação de que não há. Obs. por meio do qual lhe é permitido responder ao processo em liberdade.1. cominada pena privativa de liberdade.099/95. Caso em que o réu se livra solto Ver art.2.quando o máximo da pena privativa de liberdade. no caso concreto. Conceito É um benefício conferido ao cidadão autuado em flagrante delito. 309 do CPP: o próprio delegado deverá liberar o cidadão. A revogação de prisão é cabível quando não mais subsistirem os motivos que ensejaram a prisão cautelar do cidadão.Verificação de que o agente agiu sob o manto de uma excludente de ilicitude. 69. O instituto em comento. portanto. não exceder a três meses. 2 – LIBERDADE PROVISÓRIA INDEPENDENTEMENTE DE FIANÇA 2. relaxamento de prisão e revogação de prisão A liberdade provisória é cabível em casos de prisão em prisão em flagrante LEGAL. cumulativa ou alternativamente cominada. Distinção entre liberdade provisória. desde que contra si não subsistam nenhum dos fundamentos autorizadores da prisão preventiva. caput e parágrafo único.

o cidadão pode ser beneficiado com o direito de responder ao processo em liberdade (mesmo sem precisar pagar fiança). caput ou parágrafo único.: Ver art. sob pena de revogação do benefício. desde que não estejam presentes os fundamentos da preventiva. 310 do CPP.Nos demais casos. § 2º.3. mesmo em casos de crimes graves. quem tem legitimidade para conceder a liberdade provisória é o Juiz. do CPP. 323 e 324 do CPP. o parecer do MP. caso absolvido. Registre-se que. terá o direito de levantá-la. do CPP. A liberdade provisória mediante fiança. em face do comando insculpido no parágrafo único do art. após a prestação da caução. já que. portanto. A teor desse dispositivo. o qual deverá colher.Na Constituição Federal: . 2. Obs. Saliente-se. 330 do CPP c) Legitimidade para a concessão . uma garantia real. e mesmo que se trate de crime inafiançável. . d) Hipóteses de (não) cabimento Ver arts.Pela autoridade policial . 310.: CARLOS BARROS ________________________ Observe-se que. No caso da liberdade provisória mediante fiança. resta mais do que claro que a regra é o cidadão responder ao processo em liberdade. Obs.Pela autoridade judiciária . 333 do CPP. nesse caso. a garantia real é destinada a fazer com que o afiançado cumpra as obrigações processuais que lhe foram impostas por ocasião da concessão do benefício. Liberdade provisória mediante fiança a) Conceito de fiança e de liberdade provisória mediante a sua prestação Fiança é uma caução. 325. a teor do art. estará obrigado a comparecer a todos os atos do processo quando intimado. Obs. percebe-se que. 322 do CPP. XLII (crime de racismo) 27 . previamente. 5º. I. os quais devem ser analisados a contrario senso para que se saiba quando caberá fiança. responder ao processo em liberdade. também. que o cidadão beneficiado com a liberdade provisória com base no art. b) Objeto da fiança: ver art.Infrações punidas com detenção e prisão simples – ver art.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.Art.: Súmula 81 do STJ e) Previsões de inafiançabilidade . como o homicídio ou o estupro. garante ao acusado o direito de.: o Juiz deve conceder a fiança independentemente de prévia manifestação do MP.

XLIV (ação de grupos armados. XLIII (crime hediondo. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e terrorismo) . 340. 343 do CPP) i) Cassação da fiança (arts. 7º da Lei 9. 338 e 339 do CPP) j) Necessidade de reforço da fiança (art.072/90 (crimes hediondos e equiparados) . contra a ordem constitucional e o Estado Democrático) .034/95 (quando o agente tiver intensa e efetiva participação em organização criminosa). 341 do CPP) h) Efeitos do quebramento da fiança (art. da Lei 8. 2º.Art.: CARLOS BARROS ________________________ .Art. .Na legislação especial: .PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. 337 do CPP) m) Valor da fiança (arts.Ver art. II. 31 da Lei 7. 327 e 328 do CPP) g) Quebramento da fiança (art. civis ou militares. 5º. tortura. parágrafo único.492/86 f) Obrigações do afiançado (arts.Art. 325 e 326 do CPP) 28 . 340 do CPP) l) Fiança declarada sem efeito (art.Art. do CPP e art. 5º.

. 02 . ele possui trabalho certo e residência fixa (Docs. ou processo) nº xxxxxxxxxxxxxxxxxxx . Entretanto. caso o flagrante já tenha sido distribuído para alguma Vara ou mesmo para o plantão judiciário (que é a hipótese atraída nesta petição). basta uma simples leitura do Auto de Prisão em Flagrante e de toda documentação ora acostada para se verificar que o requerente faz jus ao benefício da liberdade provisória. se posto em liberdade. [U10] Comentário: Se a questão não fornecer elementos para a qualificação das “partes”. 06. até porque se trata de um cidadão primário e possuidor de bons antecedentes (Doc. transcrevendo. documento de identidade. caso o requerente já esteja qualificado nos autos do procedimento. [U16] Comentário: Documento comprobatório de que o requerente tem trabalho certo (cópia de CTPS. DR. [U17] Comentário: Caso o elaborador da peça entender necessária a menção de doutrina ou jurisprudência favorável ao pleito. . entre vírgulas e parênteses. além do requerente ser primário e portador de bons antecedentes. 04. ressalte-se que. vem requerer lhe seja concedida LIBERDADE PROVISÓRIA. Por oportuno. que assim estabelece:”. do CPP. nada impede que o autuado. em liberdade. deverão ser lançados na peça todos os seus dados qualificativos. quando “foi dada voz de prisão ao autuado ele não esboçou nenhuma reação” . [U9] Comentário: Observe-se que. do CPP . não há o menor indicativo de que. com uma eventual evasão. atualmente. “( qualificação)”. o que afasta. . qualquer idéia de que possa o mesmo vir a prejudicar o bom andamento do processo ou a aplicação da lei penal. por meio de seu advogado. 310. 01. não criá-los. nessa hipótese. caso libertado. já qualificado nos autos do procedimento policial em epígrafe . E. Afinal. como relatado pelo próprio condutor do flagrante.: CARLOS BARROS ________________________ • PRÁTICA (PEÇAS) 1º Modelo – Liberdade provisória independentemente do pagamento de fiança EXMO. [U12] Comentário: Procuração outorgada ao advogado. poderá fazê-lo. eles não deverão ser criados pelo elaborador da peça. No dia __/__/__. Em suma: no caso em apreço. 310. estando. ). não há sinais de que o requerente frustrará a aplicação da lei penal. em terceiro lugar. Ocorre que. certamente o procedimento já terá número.. em seguida. bastaria continuar a oração dizendo “. porque não existe qualquer indício de que. JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ___ .PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. de igual sorte. não se fazendo necessário. Na peça em análise. com fundamento no art. o requerente foi autuado em flagrante delito sob a acusação de infração ao art. . caso o flagrante ainda não tenha sido distribuído. ressalte-se que. o requerente inviabilizará as diligências encetadas pela polícia ou a colheita dos elementos de convicção por ocasião da instrução. por exemplo) e que tem residência fixa (cópia de conta de luz ou água. endereço” etc. SR. pelos seguintes motivos: 02. 312 do CPP. o endereçamento seria da seguinte forma: “EXMO. 01 . 07. o qual deverá ser indicado. pelo que não há falar em “conveniência da instrução criminal”. até porque inoportuna nessa fase. se já existir ação penal. [U14] Comentário: Folha de antecedentes criminais – NADA CONSTA.: se a questão não mencionar a existência de documentos. eis que o caso em foco se amolda perfeitamente à hipótese prevista no parágrafo único. porque. [U15] Comentário: Se presentes nos autos elementos favoráveis à concessão do pleito. . caso o Juízo não tenha conhecimento de sua qualificação. [U11] Comentário: Observe-se que. 121 do CP. por intermédio de seu advogado infra-assinado (Doc.. 03. 08.. distribua para quaisquer das varas competentes o pedido de liberdade provisória instruído com a cópia do auto de prisão em flagrante. da seguinte forma: “nacionalidade. JOSÉ DA SILVA. representará ameaça à ordem pública. Obs. para dar mais ênfase ao seu direito. entenda importante transcrever o artigo de lei no qual sei pleito se sustenta. ). (Deixar espaço de 8 oito linhas) Procedimento (ou inquérito policial. recolhido no presídio ___. 29 [U8] Comentário: Caso se tratasse de crime de competência federal. SR. [U13] Comentário: Caso o elaborador da peça. indicar o número do procedimento policial. consoante se constata do Auto de Prisão em Flagrante que constitui os presentes autos. 03 e 04 . insculpidos no art. DR. não será necessário qualificá-lo novamente. o dispositivo. . 05. o qual deverá lançar a palavra. simplesmente. mencioná-los. a expressão a ser utilizada nesse ponto é “processo”. até porque. ). JUIZ FEDERAL DA ____ VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ____”. em primeiro lugar. poderá lançá-las aqui. o requerente. de qualquer forma. não há a menor incidência dos fundamentos autorizadores da prisão preventiva. Todavia. do art. Em segundo lugar. por exemplo). parágrafo único. “(qualificação)”. ou. estado civil. definitivamente. Ademais. independentemente de análise de mérito.

do art. Hoje. por intermédio de seu advogado infra-assinado (Doc. REQUER seja concedida LIBERDADE PROVISÓRIA ao requerente. 01 . 03. . inc. 2º Modelo – Liberdade provisória mediante fiança EXMO. Nestes Termos. indicar o número do procedimento policial. 5º. caso o flagrante ainda não tenha sido distribuído (que é a hipótese atraída nesta petição). solteiro. expedindo-se. [U19] Comentário: Observe-se que. brasileiro. professor. Abraão 30 [U18] Comentário: Caso se tratasse de crime de competência federal. P. portador do RG nº 6055540 – SSP/PE. 310. que todas as condições admonitórias estabelecidas serão integralmente cumpridas. de logo. deixando-se assente. por meio de seu advogado. residente e domiciliado na Rua Diogo Pinto. JUIZ FEDERAL DA ____ VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ____”.045. [U22] Comentário: Procuração outorgada ao advogado. nessa hipótese. o qual deverá lançar a palavra.509. professor. entre vírgulas e parênteses. pelos motivos a seguir expostos: 02. e JACKSON FERREIRA. dia __/__/__. Todavia. por volta das 02:50 horas.674-01. não se fazendo necessário. ). nada impede que o autuado. vem requerer lhe seja concedida LIBERDADE PROVISÓRIA.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. sob a acusação de violação ao art. verbis: “quando abordaram dois homens em uma motocicleta de placa KKZ 4364 – PE... residente e domiciliado na Rua Desembargador José Figueroa. (Deixar espaço de 8 oito linhas) .. 20.PE . para que possa o mesmo responder ao processo em liberdade. Conforme se percebe. da Carta Magna.: CARLOS BARROS ________________________ 08. Recife . se já existir ação penal. brasileiro. SR. Boa Viagem. documento de identidade. os requerentes foram autuados em flagrante delito pelos Policiais Militares lotados no 30º BPM. filho de Reginaldo Ferreira e Maria João Ferreira. a fim de verificar inicialmente se conduziam arma de fogo e não foi constatado após a abordagem e assim solicitou a identificação dos mesmos e apenas o Sr. 01 e 02). caso o flagrante já tenha sido distribuído para alguma Vara ou mesmo para o plantão judiciário.PE.. 333 do CPB (corrupção ativa). Por oportuno. DR. não resta dúvida de que o requerente é merecedor de ser favorecido com a concessão da liberdade provisória.. do CPP. distribua para quaisquer das varas competentes o pedido de liberdade provisória instruído com a cópia do auto de prisão em flagrante. por conseguinte. Assim. (data) ADVOGADO. 01. certamente o procedimento já terá número. inocorrendo as hipóteses que autorizam a prisão preventiva. Entretanto. (local). “( qualificação)”. não será necessário qualificá-lo novamente. [U21] Comentário: Caso o requerente já esteja qualificado nos autos do procedimento. o suposto fato delituosos teria consistido nisto. SR. “(qualificação)”. 30. Segundo relatou o condutor do flagrante. filho de José Mendes Soares e Josefa Rosa da Soledade Soares. MIGUEL SOARES. OAB. estado civil. endereço” etc. Deferimento. eles não deverão ser criados pelo elaborador da peça. LXVI. o qual deverá ser indicado. JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ___ . DR. como cediço. caso o Juízo não tenha conhecimento de sua qualificação. solteiro. portador do RG nº 7355534 e inscrito no CPF sob o nº 077.964-83. com base no parágrafo único. simplesmente. deverão ser lançados na peça todos os seus dados qualificativos. consoante se verifica da cópias do Auto de Prisão em Flagrante e da Nota de Culpa anexas (Docs. ou. tal benefício é direito subjetivo processual do acusado. com fundamento no art. [U20] Comentário: Se a questão não fornecer elementos para a qualificação das “partes”. Boa Viagem. eis que. 09. . MEDIANTE FIANÇA. ressalte-se que. Recife . a expressão a ser utilizada nesse ponto é “processo”. o competente ALVARÁ DE SOLTURA. inscrito no CPF sob o nº 027. da seguinte forma: “nacionalidade. . o endereçamento seria da seguinte forma: “EXMO.

em face do comando do comando do art. Obs.”. . REQUER que. por serem primários e possuidores de bons antecedentes. 06. seja expedido o competente ÁLVARA DE SOLTURA. por exemplo). porque não se fazem presentes os motivos que autorizam a decretação da prisão preventiva (art. vejamos: a) A pena mínima cominada ao delito previsto no art. II. CPP). Diante de todo o exposto. CPP). 03 e 04). 324. possuidores de residência fixa (Docs. CPP). estando. tampouco foi cometido com violência ou grave ameaça a quem quer que seja (art. não criá-los. até porque são primários e possuidores de bons antecedentes. que. Pois bem. CPP). juntamente com os infratores e nesse momento os dois senhores ofereceram a importância de R$ 10. sendo certo. que os requerentes não respondem a nenhum outro processo. independentemente de prévia ouvida do MP. sendo.. II. dentro do permissivo legal (art. não são eles vadios. 07.00 (dez Reais) a fim de que o depoente esquecesse o ocorrido.) Que devido a infração cometida a motocicleta seria conduzida ao posto do BPRV. 323. Senão. MEDIANTE FIANÇA. Observe-se. IV. 59 e 60 da LCP (art. os requerentes jamais cumpririam pena de reclusão. seja concedida a LIBERDADE PROVISÓRIA aos requerentes. 323. consoante se constata das folhas de antecedentes criminais anexas (Docs. e uma vez satisfeitas as exigências legais. ainda. 323 e 324 do CPP e o caso em concreto. 31 [U24] Comentário: Caso o elaborador da peça não queira fazer o cotejo entre cada hipótese prevista nos arts. b) Não se trata de acusação cometimento das contravenções insculpidas nos arts. 333 do CPP. [U25] Comentário: Argumento complementar. CPP). 333 do CPB é de reclusão de 2 (anos) anos. f) Não houve quebra de fiança anterior. contudo. por fim. . poderá se restringir a afirmar. 323. i) E.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. I. d) De igual sorte. 323. claramente. c) Os requerentes nunca foram condenados anteriormente (art. e principalmente. 44 do CPB. conforme estabelece o art. e) O suposto crime não causou clamor público. que não a incidência daquelas circunstâncias no caso. na hipótese vertente os requerentes são merecedores de responder ao inquérito e à subseqüente ação penal. g) Também não se trata de prisão civil. Independentemente de exame de mérito. CPP). em liberdade provisória. que. CPP). 324. III. 05 e 06) . mediante fiança. 323. mesmo que os requerentes venham a ser processados e ao final do processo condenados (o que só se admite para efeito de argumentação.. V. 324. pelo que.. disciplinar ou administrativa (art. (art. 04. . . saliente-se que. [U23] Comentário: Documentos comprobatórios de que os requerentes têm residência fixa (cópia de conta de luz ou água. assim. IV. repita-se. 324. a manutenção de suas prisões revela temerária. até porque o procedimento está se iniciando (art. 05. genericamente. por evidente). vê-se. quanto mais ficar claro para o julgador que o postulante faz jus ao benefício.: se a questão não mencionar a existência de documentos. CPP). CPP). mas fácil será do pleito ser deferido. I. III. h) Os requerentes não se encontram no gozo de suspensão condicional da pena ou livramento condicional (art. também por isso. 08. Ademais.: CARLOS BARROS ________________________ apresentou documentos e que Clayton que conduzia a motocicleta não apresentou documentos (.. se vier a ocorrer.

[U29] Comentário: Caso o requerente já esteja qualificado nos autos do procedimento. 32 [U31] Comentário: Caso o elaborador da peça vislumbre algum outro argumento favorável. P. Deferimento. (Deixar espaço de 8 oito linhas) Procedimento (ou inquérito policial. não há negar. Todavia. 302 do CPP. o qual deverá ser indicado. ou processo) nº xxxxxxxxxxxxxxxxxxx . lançar na petição. a incidência das hipóteses previstas nos incisos I e II do art. distribua para quaisquer das varas competentes o pedido de liberdade provisória instruído com a cópia do auto de prisão em flagrante. 155 do CP (furto). (local). no caso. documento de identidade. basta uma simples leitura dos autos para se constatar que a prisão imposta ao requerente se afigura manifestamente ilegal.. JOÃO BATISTA. . o furto do veículo de propriedade da vítima teria ocorrido às 06:00 h da data acima indicada. deverão ser lançados na peça todos os seus dados qualificativos. afora o demasiado lapso temporal entre o fato e a prisão. 05. . simplesmente. JUIZ FEDERAL DA ____ VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ____”. pelos seguintes motivos: 02. ou. a concretização da prisão do requerente ocorreu apenas às 23:00 h do mesmo dia. não restaram configuradas quaisquer das situações flagranciais desenhadas no art. 302 do CPP. 03. estando. que. eis que. DR..PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. tanto que não há qualquer informação nesse sentido no auto de prisão em flagrante. ressalte-se que. já qualificado nos autos do procedimento policial em epígrafe . nada impede que o autuado. caso o flagrante ainda não tenha sido distribuído. certamente o procedimento já terá número. papéis ou instrumentos que fizessem presumir ser ele o autor da infração penal. Por outro lado. a incidência das hipóteses descritas nos incisos III e IV do art. No dia __/__/__. OAB. 5º. a expressão a ser utilizada nesse ponto é “processo”. 302 do CPP ou previstas na legislação especial. atualmente. “( qualificação)”.: CARLOS BARROS ________________________ Nestes Termos. [U26] Comentário: Caso se tratasse de crime de competência federal. muito tempo depois da consumação do fato delituoso.. (data). [U28] Comentário: Se a questão não fornecer elementos para a qualificação das “partes”. o requerente foi autuado em flagrante delito sob a acusação de infração ao art. [U27] Comentário: Observe-se que. por meio de seu advogado.. logo depois do fato. contudo. SR. DR. LXV. não se fazendo necessário. a prisão imposta ao requerente se afigura manifestamente ILEGAL. da seguinte forma: “nacionalidade. o requerente não foi perseguido logo após a ocorrência do delito (até porque não cometeu crime nenhum. 01 . 04.. por intermédio de seu advogado infra-assinado (Doc. [U30] Comentário: Procuração outorgada ao advogado. ADVOGADO. tampouco foi encontrado. com quaisquer objetos. endereço” etc. SR. Entretanto. vem requerer RELAXAMENTO DE PRISÃO. se já existir ação penal. . Assim. 3º Modelo – Relaxamento de prisão em flagrante EXMO. desse modo. registre-se). da CF. JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ___ . o que afasta. restando afastada. todavia. ). recolhido no presídio ___. caso o Juízo não tenha conhecimento de sua qualificação. com fundamento no art. estado civil. ou seja. nessa hipótese. segundo consta do auto de prisão em flagrante em apreço. eles não deverão ser criados pelo elaborador da peça. portanto. 01. Ocorre. devendo ser relaxado. Afinal de contas. Por oportuno. 06. armas. conforme se constata do Auto de Prisão em Flagrante que compõe os presentes autos. . caso o flagrante já tenha sido distribuído para alguma Vara ou mesmo para o plantão judiciário (que é a hipótese atraída nesta petição). não será necessário qualificá-lo novamente. indicar o número do procedimento policial. terminantemente. o endereçamento seria da seguinte forma: “EXMO.

verificar a falta de motivo para que subsista”. (Deixar espaço de 8 oito linhas) Processo nº xxxxxxxxxxxxxxxxxxx 01. nos termos do aludido dispositivo legal. com arrimo no art. conforme se vê das fls. por evidente. com a conseqüente expedição de ALVARÁ DE SOLTURA. Denunciado perante esse Juízo sob acusação de infração ao art. documento de identidade. ou. de modo que não mais subsistem os motivos que ensejaram a custódia cautelar do requerente.. o requerente teve contra si decretada prisão preventiva. [U33] Comentário: Caso o requerente já esteja qualificado nos autos do procedimento. da seguinte forma: “nacionalidade. com esteio no art. no correr do processo. [U35] Comentário: Caso o elaborador da peça vislumbre algum outro argumento favorável. SR. estado civil. deverão ser lançados na peça todos os seus dados qualificativos. ROMUALDO SANTOS. Entretanto. já qualificado nos autos do processo em epígrafe. [U34] Comentário: Se já há procuração nos autos. o indigitado exame pericial já foi devidamente realizado. e que. pelos seguintes fundamentos: 02. por intermédio de seu advogado infra-assinado . Nestes Termos. Ante o exposto. 4º Modelo – Revogação de prisão preventiva EXMO. 312 do CPP. 05. Exa. o endereçamento seria da seguinte forma: “EXMO. 04. Ocorre. ___. não será necessário qualificá-lo novamente.. restando afastada. . SR. Deferimento. a incidência do periculum libertatis invocada por esse Juízo por ocasião do decreto de prisão. REQUER a REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA imposta ao requerente. . da Carta Magna. incontinenti. endereço” etc. [U32] Comentário: Caso se tratasse de crime de competência federal. lançar na petição. (local). 33 . LXV. ressalte-se que. OAB. JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ___ ... (data) ADVOGADO.. a sua segregação cautelar (que foi concretizada) se faria necessária porque era conveniente à instrução criminal. nos termos do art. que teria sido utilizado para a perpetração do suposto delito que lhe foi imputado. 316 do CPP. não será necessária a menção ao instrumento de mandato ou indicar a expressão “(Doc. ___ dos autos. DR. JUIZ FEDERAL DA ____ VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE ____”. aliás. sob o argumento de que ele havia articulado uma manobra para inviabilizar a realização de perícia no documento acostado às fls. No ponto. 316 do CPP. como bem sabe V. 5º. estando o respectivo laudo devidamente acostado aos autos. porém. a teor do art. o competente ALVARÁ DE SOLTURA em seu favor. 171 do CP. . que é o caso dos presente autos. P.. DR. REQUER-SE o RELAXAMENTO DA PRISÃO do requerente. 03. xx)”. simplesmente. que.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. “o juiz poderá revogar a prisão preventiva se. com a expedição. caso o Juízo não tenha conhecimento de sua qualificação. portanto. por isso. vem requerer a REVOGAÇÃO DE PRISÃO. Diante do exporto. “( qualificação)”.: CARLOS BARROS ________________________ 07.

PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.. se exerce o direito de ação. adequação e utilidade: . no pólo passivo.: CARLOS BARROS ________________________ Nestes Termos. 3 – PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS São as circunstâncias necessárias para a existência (formação) e o desenvolvimento válido do processo. AÇÃO PENAL • TEORIA (REVISÃO) 1 – CONCEITO É o instrumento por meio do qual. b) Legitimidade de parte: é a pertinência subjetiva da ação (no pólo ativo. 3. em face de uma infração penal. CF). XXXV. o legitimado ativo é o indicado pela lei – MP ou ofendido. (local).. OAB.2. P. de exigir do Estado a prestação da tutela jurisdicional. se consubstancia na aplicação do direito penal ao caso concreto (ver art.1. Deferimento. b) Requisição do Ministro da Justiça – ação penal pública condicionada.1. 5º. dependendo se a ação for pública ou privada.. o autor da infração penal). 2. ou seja. que.utilidade do provimento jurisdicional 2.necessidade de ingressar em juízo . c) Interesse de agir: exprime-se no trinômio necessidade. (data) ADVOGADO. Pressupostos de existência 34 . a) Representação do ofendido (ou do seu representante) – ação penal pública condicionada. 2 – CONDIÇÕES DA AÇÃO São os requisitos essenciais para que se possa exercer o direito de ação.adequação do meio utilizado . Condições específicas ou condições de procedibilidade São condições exigidas pela lei apenas em alguns casos. Condições genéricas a) Possibilidade jurídica do pedido: significa que a conduta descrita dever ser típica.. no processo penal.

1. do CPB. expressamente. 76 da Lei 9. I.: CARLOS BARROS ________________________ a) Partes (autor e réu). 5 – DISPOSITIVOS ATINENTES À AÇÃO PENAL Arts. art. determinar. No silêncio do legislador. Pressupostos de validade a) Competência e imparcialidade do juiz. e art. 4 – CLASSIFICAÇÕES DAS AÇÕES PENAIS Incondicionada Pública Condicionada Ação Penal Privada Propriamente dita Personalíssima Subsidiária da pública Como saber a espécie de ação penal adequada ao caso concreto? Em regra. b) Obrigatoriedade (mitigado pela Transação Penal permitida na Lei 9. 100. 6. Será pública condicionada ou privada quando a lei. 100 a 106 do CP e arts. do CPP). portanto.099/95). da CF. d) Inexistência de coisa julgada ou litispendência (originalidade).PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. 24. c) Pedido (ou demanda) 3.2. b) Jurisdição (órgão constitucionalmente incumbido pela jurisdição). É a regra (vide art.2. a ação penal será pública incondicionada. a ação será pública incondicionada. 6 – AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA 6. Conceito / Titularidade É espécie de ação penal cuja titularidade é do Ministério Público e que independe da manifestação de vontade de quem quer que seja para ser proposta. 35 . 129. 24 a 62 do CPP.099/95 – vide art. b) Capacidade processual. Princípios a) Oficialidade (órgão oficial = MP). c) Capacidade postulatória. § 1º.

Conceito / Titularidade É a espécie de ação penal que. da CF. que o dever ínsito ao referido princípio apenas surgirá para o MP após a formulação da representação por parte do ofendido ou do seu representante legal. ressalte-se que há entendimento no sentido de que esse princípio restou mitigado pela Transação Penal e pela Suspensão Condicional do Processo. 24. b) Titular do direito de representação: . . Ação penal pública condicionada à representação a) Conceito de representação: é a manifestação de vontade do ofendido ou do seu representante legal no sentido de que se mova ação penal contra o seu ofensor. 37. na requisição do Ministro da Justiça. f) Intranscendência.099/95 – ver arts. exige. . ainda. do CPP). do CPP). porém. 24. 39.fundações. do CPP). 100. e art. ou. d) Oficiosidade (atuação ex officio). 129. Observe-se. em caso de morte do ofendido ou quando este for judicialmente declarado ausente (art. § 1º. benefícios permitidos na Lei 9. desde que a ele sejam conferidos poderes especiais (art.1. A lei prevê as hipóteses em que tais condições deverão ser observadas (vide art. no tocante ao princípio da obrigatoriedade. 42 e 576 do CPP. consistente na representação do ofendido ou do seu representante legal. descendente ou irmão. in fine. o prévio cumprimento de determinada condição. 76. para o seu exercício por parte deste.o cônjuge.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. ainda. .o procurador do ofendido ou do representante legal. Porque oportuno.o ofendido. I. desde que representadas por quem os respectivos contratos ou estatutos designarem ou. 7. Princípios São os mesmos aplicáveis à ação penal pública incondicionada. associações ou sociedades legalmente constituídas. 79 e 89 da referida lei. 24. apesar de ser de titularidade do Ministério Público. § 1º. 36 . no silêncio destes. ascendente. dos arts. caso aquele seja menor de 18 anos ou portador de enfermidade mental (art. pelos seus diretores ou sócios gerentes (art. a teor.seu representante legal. 7.3. . respectivamente. do CPP) – Obs. 7 – AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA 7.: CARLOS BARROS ________________________ c) Indisponibilidade: Esse princípio vige tanto no curso da instrução quanto na fase recursal.: ordem. e) Indivisibilidade. ou. art. do CPB. do CPP).2. após a requisição do Ministro da Justiça.

145. 39. CPB) . CPP). d) Formas de representação .4.ao Juiz. CPP). começando a fluir exatamente do dia em que se tomar conhecimento da autoria do fato (art.§§ 1º e 2º. § 3º.6 meses.: CARLOS BARROS ________________________ c) Destinatário da representação . . que remeterá ao MP para que denuncie (caso já esteja de posse de elementos de prova suficientes) ou à autoridade policial para que instaure o inquérito (art. a depender do caso.início e forma de contagem: o prazo é decadencial.: pode haver retratação da retratação? g) Não vinculação do MP à representação 7. 141.crimes contra honra praticados contra o Presidente da República (art.2: prazo quando morta a vítima f) Irretratabilidade (art. 145. para que instaure o inquérito (art. c/c o parágrafo único do art.ao Ministério Público. 39. a contar da data do conhecimento da autoria do crime (art. I. Obs.à autoridade policial. 38. CPP). 25 do CPP e art. denunciar (caso já esteja de posse de elementos de prova suficientes) ou remeter à autoridade policial para que instaure o inquérito (art. 39. c/c o parágrafo único do art. 7º. e) Prazo para a representação . Ação penal pública condicionada à requisição do Ministro da Justiça a) Algumas hipóteses: . . 102 do CP) A retratação da representação apenas pode ser feita até antes do oferecimento da denúncia. 10. b.Escrita ou oral (art.crimes contra honra cometidos contra chefe de governo estrangeiro (art. .crime cometido por estrangeiro contra brasileiro.1: prazo para o menor de 18 anos Obs. 39. do CPB) b) Destinatário da requisição: o MP c) Prazo para a requisição: 37 . CPP). do CPP).PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. do CPB) . do CPP) Obs. fora do Brasil (art. 145. que deverá. I.

o direito de iniciar a persecução penal. há certos crimes que atingem de tal maneira a intimidade da vítima que. caso aquele seja menor de 18 anos ou portador de enfermidade mental (art. que se entende que.1. P. desde que não expirado o prazo prescricional.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. Isto porque. ou seja. do CPP). a despeito de transferir para o ofendido o exercício da ação penal contra o infrator. nos casos de ação penal privada. descendente ou irmão. e) Não vinculação: Não vislumbrando prova da materialidade do delito e/ou indícios suficientes de autoria. b) seu representante legal. Justamente por isso. do CPP). ou. 24. ascendente. em detrimento do interesse público de punir este. . o interesse do ofendido em promover ou não a ação penal contra o infrator da norma penal deve prevalecer. o Estado continua titular exclusivo do direito de punir (jus puniendi). caso seja promovida a ação penal. a publicidade do processo certamente ocasionará um mal maior ao ofendido do que a própria impunidade do infrator. em caso de morte do ofendido ou quando este for judicialmente declarado ausente (art.Obs. do CPP). Quer dizer: nos casos de ação penal privada. Titularidade a) o ofendido (art. PRIVADA 7. Ressalte-se que. entende-se que a requisição pode ser feita a qualquer tempo. Fundamento Essa transferência de titularidade se dá pelo fato de que. mas apenas o direito de agir.3.2. 7. 31. § 1º. aliás. o Estado não transfere para o ofendido o direito de punir. 30. c) cônjuge. 2: queixa ou prosseguir. nos casos de ação penal privada. eis que defende. o jus persequendi in juditio. ainda. em nome próprio. em alguns casos. o MP não é obrigado a denunciar.colidirem os interesses do ofendido com os do representante legal (art. a vítima funciona como um substituto processual. Conceito É aquela cuja titularidade para propositura é transferida ao ofendido ou ao seu representante legal pelo Estado.: CARLOS BARROS ________________________ Sendo o CPP omisso nesse ponto. 7 – A. d) Retratação da requisição: Não prevendo o CPP a possibilidade de retratação da requisição (como faz no tocante à representação). detentor exclusivo do direito de punir. 1: ordem. . do CPP) 38 . 33.o ofendido for incapaz e não tiver representante legal.Obs. d) curador especial nomeado pelo Juiz SE: . constatando que o fato é atípico. o interesse do Estado de reprimir o infrator da norma penal. entende-se que a mesma não deve ser admitida. . 7.

contudo. caso o ofendido não tenha conhecimento da identidade de algum dos ofensores.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. que tem a obrigação. mas sim em mera faculdade. configurada estará a renúncia tácita em relação aos ofensores não incluídos. a todos se estenderá”. Observe-se. Princípios a) Oportunidade ou conveniência De acordo com esse princípio. ensejando a perempção. Obs. Ver. 1. Se não o quiser. provocar a atuação do órgão jurisdicional. observa o referido autor que. por qualquer motivo. não poderá prendê-lo em flagrante se o ofendido ou quem legalmente o represente não o permitir. não. poderá o mesmo propor a ação penal 4 5 TOURINHO FILHO. b) Disponibilidade De acordo com o princípio da disponibilidade. poderá fazê-lo”4.4. 451. o ofendido tem a faculdade de escolher se dará ou não prosseguimento à ação penal privada em curso. representando o ofendido. Quer dizer: não há falar em obrigatoriedade do ofendido promover ação penal privada contra o seu ofensor. 28ª ed. caso resolva propor a ação penal privada. Processo penal. Assim. 48. para lavratura do auto de prisão em flagrante. 1. no silêncio destes. desde que representadas por quem os respectivos contratos ou estatutos designarem ou. em relação a um dos autores do crime. que assim estabelece: “a queixa contra qualquer dos autores do crime obrigará ao processo de todos. se o interessado quiser fazer uso de tal direito. e. 60 do CPP. entretanto. Quer dizer: o princípio da oportunidade ou conveniência da ação penal condiciona a propositura da ação ao critério discricionário do titular do direito atingido ou de quem tenha o poder de. em face do princípio da indivisibilidade da ação. Tal comando. para evitar conseqüências outras. Poderá intervir. a propósito. e) as fundações. Processo penal. encontra-se expresso no art. dispor do conteúdo material do processo em andamento. Dar-lhe voz de prisão e levá-lo à Delegacia. não pode o ofendido escolher. 7. do CPP. Fernando da Costa. A propósito. não inclua todos os ofensores na queixa-crime oferecida. do CPP. que não deve. “a renúncia ao exercício do direito de queixa. pelos seus diretores ou sócios gerentes (art.: o MP não pode. de invocar a prestação jurisdicional. isto é. São Paulo: Saraiva. 451. Entretanto. Nisto consiste o princípio da disponibilidade. seja perdoando o querelado. 49. qual irá processar. sendo certo que. 2006. esta deverá ser rejeitada pelo magistrado. deve incluir na mesma todos os ofensores. o Estado. o ofendido tem a faculdade de escolher se propõe ou não a ação penal privada. ao ofendido ou a quem legalmente o represente. Caso o ofendido.: CARLOS BARROS ________________________ Obs. São Paulo: Saraiva. Isto porque.: o curador NÃO está obrigado a oferecer a queixa se entender. Pode o ofendido. c) Indivisibilidade Como visto. “mesmo que a Autoridade Policial surpreenda alguém cometendo um crime da alçada privada. ou. dentre os ofensores. Nas hipóteses de ação penal privada. portanto. por livre escolha. 28ª ed. ainda. propor queixa-crime. que. diferentemente do MP. o ofendido tem a faculdade de promover ou não a ação penal. seja deixando de dar o devido andamento ao processo. TOURINHO FILHO. e o Ministério Público velará pela sua indivisibilidade”. o jus acusationis. p. 37 do CPP). nem mesmo o Estado poderá mover ação penal. 39 . 2006. seja desistindo da ação penal privada. v. conforme lhe seja conveniente. Fernando da Costa. a teor do art. v. “concede ao particular. associações ou sociedades legalmente constituídas. como leciona Tourinho Filho. aliás. p. o direito de acusar. A menos haja permissão do ofendido” 5. o art. nesse caso. em hipótese alguma.

ainda.1) Privada propriamente dita ou exclusivamente privada: é a regra no tocante à ação penal privada. 10ª ed. LIX).Súmula 608 do STF 7. sucessão por morte ou ausência”6. parágrafo único. 5º. É a única exceção à titularidade exclusiva do MP sobre a ação penal pública (art.2) Personalíssima: conforme acentuado por Fernando Capez. o ofendido poderá aditar a queixa ou. d) Espécies d. em caso de morte dele ou quando for judicialmente declarado ausente. b) No caso do crime de induzimento a erro essencial ou ocultação de impedimento: 6 meses. 236. parágrafo único. “SUA TITULARIDADE É ATRIBUÍDA ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE AO OFENDIDO. a queixa não poderá ser exercida. haja vista a incapacidade processual do ofendido (incapacidade de estar em juízo) e a impossibilidade de o direito ser manejado por representante legal ou por curador especial nomeado pelo juiz. p. a contar da data do conhecimento da autoria (art. 1: falecendo o ofendido. quando o MP deixar de fazê-lo no prazo legal. d. 38 do CPP) ou a contar do dia em que se esgotar o prazo do MP para oferecimento da denúncia. Tão logo tome conhecimento da identidade do ofensor não incluído. 2003. 225 do CP . 29 do CPP. por motivo de erro ou impedimento. Resta ao ofendido apenas aguardar a cessação da sua incapacidade.3) Subsidiária da pública: está prevista art. contados a partir do trânsito em julgado da sentença que. É aquela proposta nos crimes de ação penal pública. seja em virtude de pouca idade (menor de 18 anos). 101 do CP .Art. ascendente. que pode se proposta pelo cônjuge. nada há que se fazer a não ser aguardar a extinção da punibilidade dos agentes. do CPB). d. descendente ou irmão do ofendido. 7. anule o casamento (Art. Obs. na hipótese de ação penal privada subsidiária da pública (art. Fernando. Prazo para oferecimento da ação penal privada a) 6 meses. 40 . condicionada ou incondicionada. Obs.6. na ação penal privada personalíssima. São Paulo: Saraiva. a depender do estágio da ação. jamais na hipótese de arquivamento. do CP (crime de induzimento a erro essencial ou ocultação de impedimento).5. sendo o seu exercício vedado até mesmo ao seu representante legal. Observações atinentes aos crimes contra os costumes .PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF. do CPP). ou. não implicando isto em renúncia tácita em relação ao não incluído.Hipótese de ação penal privada personalíssima: art. Trata-se daquela na qual se admite que o representante legal do ofendido a proponha quando este for incapaz. seja em razão de enfermidade mental. 6 CAPEZ. oferecer uma outra queixa contra aquele. inexistindo. Curso de processo penal. 236. 121. Anote-se que a decadência não corre contra ele simplesmente porque está impedido de exercer o direito de que é titular”. 2: “no caso de ofendido incapaz.: CARLOS BARROS ________________________ contra os de identidade conhecida. ainda. Só terá lugar no caso de inércia do MP. .Art. 38.

oferecer denúncia. a partir no primeiro momento em que o ofendido tomou conhecimento da autoria do delito. 31. claro). 6: Perempção (art. o prazo decadencial só começa a correr a partir da data em que qualquer dos sucessores elencados no art. Obs. e não do dia em que ele tomou conhecimento da autoria Obs. e não da cessação da permanência. 4: no caso de crime continuado. tomar conhecimento da autoria. 2: no caso de ofendido menor de 18 anos. 3: no caso de morte ou ausência do ofendido. o prazo será computado isoladamente. já tinha se operado a decadência. o não cumprimento do prazo por parte do particular não acarreta a extinção da punibilidade. o prazo da decadência só começa a ser contado do dia em que ele completar esta idade. exceto se.: CARLOS BARROS ________________________ 7. Obs. a qualquer tempo (antes da prescrição. do CPP). Obs. Observações importantes atinentes aos prazos na ação penal privada Obs. 60. Obs. 1: A instauração do inquérito interrompe o prazo decadencial? NÃO. haja vista que o MP pode. • PRÁTICA (PEÇAS) 1º Modelo – Queixa-Crime 2º Modelo – Procuração em caso de Queixa-Crime 41 . 7: No caso da ação penal privada subsidiária da pública.PRÁTICA PROCESSUAL PENAL PROF.7. 5: no caso de crime permanente. quando a vítima morreu. o prazo será computado a partir do primeiro momento em que o ofendido tomou conhecimento da autoria do delito. Obs. do CPP.

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