fenômeno conhecido como alodinia. sensação. contém fibras parassimpáticas que se originam das raízes ventrais de S2 a S4.UnB/CESPE – MS CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS Julgue os itens a seguir acerca da fisiopatologia e do tratamento da dor. O diagnóstico dessa síndrome é confirmado quando ocorre alívio da sintomatologia dolorosa. o tratamento da dor deve respeitar a escada analgésica: inicia-se o tratamento com analgésicos comuns até chegar ao uso de opioides fortes. 58 59 60 61 62 A indicação de bloqueio do gânglio de Gasser. geram dor. como consequência. a decrescente. Em paciente com quadro de claudicação neurogênica intermitente. Os receptores nociceptivos são sensibilizados pela ação de substâncias químicas. formado pela confluência da cadeia simpática lombar e dos ramos do plexo aórtico. a associação de medicações adjuvantes. IL6. percepção e avaliação à reação (resposta). o médico deve fazer o diagnóstico diferencial entre estenose do canal lombar e cervical com o quadro de esclerose múltipla. contudo. É igualmente recomendada para dor prostática e síndrome miofascial. A serotonina é liberada pelas plaquetas e pelos mastócitos durante a lesão tecidual. Prevê. o fator de crescimento nervoso e o monofosfato-cíclico de adenosina (AMPc). inervado por uma raiz anterior do nervo espinhal. modulação. Os exames complementares pouco ajudam. atua de modo variável nos neurônios sensitivos e aumenta o limiar dos aferentes primários aos estímulos nociceptivos. Nas metástases que ocorrem no esqueleto. e cada faceta é inervada por ramificações originárias de dois nervos. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Ao exame físico. os íons potássio. ao agirem sobre fibras aferentes de baixo limiar. A via de condução da dor aguda está relacionada ao trato neoespinotalâmico. que deve ser realizado em pacientes que apresentam dor facial severa. quando já há comprometimento das funções urinária e fecal. o paciente refere dor à extensão lombar e à palpação facetária. rubor e tumor. para dor pélvica. julgue os itens a seguir. julgue os itens subsequentes. Nessa situação. O bloqueio do plexo celíaco é indicado para dor abdominal. tem aumentado gradualmente. O sinal de Lasegue está geralmente presente. ação na dor facial crônica associada a disfunção da articulação temporomandibular. o aparecimento de síndrome da cauda equina é indicação absoluta para cirurgia de urgência. o leucotrieno. As facetas são inervadas pelo ramo articular da divisão primária posterior do nervo facetário e recebem também ramos do nível acima. enquanto estímulos nocivos resultam em resposta dolorosa aumentada. a histamina. É liberada no corno dorsal da medula e estimula os neurônios nociceptivos de segunda ordem. Ela é liberada pelos terminais periféricos de fibras A-* e contribui para os mecanismos de inflamação neurogênica local. distúrbio da marcha e um quadro misto de mielopatia e radiculopatia nas extremidades superiores e inferiores. a maior incidência está na coluna vertebral (40%). A dor referida é de menor intensidade e mais difusa. interleucinas (IL1 $. incluindo vasodilatação. locus cerúleos e núcleos reticulares gigantocelular e paragigantocelular — e serotoninérgicas. Sensibilização central é o estado em que a excitabilidade do corno dorsal está aumentada e. julgue os itens seguintes. Na dor crônica. também. para dor perineal. A substância P é um neuropeptídeo composto por 11 aminoácidos e sintetizado pelos aferentes nociceptivos. a substância P (SP). Seu bloqueio pode ser eficaz no tratamento de dores pélvicas de origem oncológica. sua resposta ao estímulo sensorial é facilitada. originárias principalmente do núcleo magno da rafe. além de terminações de aferentes A-* de baixo limiar. os tumores de bacia e os de costela. condução. ao trato paleoespinotalâmico. os radicais ácidos. com história de dor lombar baixa. Seu diagnóstico é eminentemente clínico. memória e perpetuação da dor. em amplitude e duração. Com relação às síndromes dolorosas vertebrais. –1– Cargo: Médico – Especialidade 14: Clínica da Dor . não tem. na dor aguda pósoperatória. profundo. 65 66 67 É uma das maiores causas de lombalgia crônica baixa. O sistema endógeno de controle da dor depende da ativação de fibras descendentes dopaminérgicas — originárias do núcleo parabraquial. estímulos de baixa intensidade. 71 72 73 Em pacientes com lombociatalgia devida à hérnia discal lombar. tromboxana. a chamada hiperalgesia. Cada ramo do nervo espinhal inerva duas facetas. Esclerótomo é definido como tecido somático. prolongada. A injeção de toxina botulínica tipo A é um tratamento para hiperidrose axilar primária e prevenção da migrânea. sendo o processo transverso o local de eleição. Os bloqueios nervosos simpáticos são indicados para pacientes que apresentem dores que tenham um componente simpático e dores causadas por insuficiência vascular e visceral. O trauma na região facetária produz sinovite aguda. Seguem-se. calor. enquanto a via da dor crônica. Acerca dos mecanismos de sensibilização. presentes no ambiente tecidual. após o bloqueio anestésico facetário. é preconizada a forma crescente. O plexo hipogástrico inferior. IL8). Pode ser confundida com a dor oriunda de coxoartrose do quadril. o fator de necrose tumoral. a serotonina. as prostaglandinas. julgue os itens que se seguem. destacam-se a acetilcolina. o fator de ativação plaquetário. difusa. a bradicinina. A dor esclerotômica caracteriza-se por ser profunda. e o bloqueio intratecal em sela. que são sensibilizadas pelo processo inflamatório. podendo começar debaixo das nádegas e se apresentar na face posterior da coxa ou na face posterior ou lateral da perna. 51 Com relação à síndrome facetária. 63 64 52 53 54 55 56 57 Os eventos do fenômeno doloroso acontecem na seguinte sequência: estímulo (liberação de substâncias químicas pelas células lesadas). entre outros. na ordem de incidência. surda. mal localizada. que respondem à sensibilização central. dependendo da intensidade da dor. 68 69 70 Com relação aos bloqueios analgésicos e neurolíticos. denominadas algiogênicas. o bloqueio do plexo hipogástrico superior. Entre elas. Os receptores sensitivos podem ser classificados como terminações nervosas livres das fibras A-* e C e terminações nociceptivas.

um agonista "-2-adrenérgico. A clonidina. 84 83 A morfina é um analgésico opioide potente. 90 81 A capsaicina. hipotensão e bradicardia dose-dependentes. É considerada uma droga de primeira linha no controle da dor neuropática em pacientes oncológicos e debilitados. como normalmente deveria. age por meio do estímulo de receptor próprio nos terminais sensitivos primários. O uso desse opioide é contraindicado na analgesia pósoperatória de pacientes portadores de insuficiência renal. possui ação analgésica por meio da ativação das vias inibitórias descendentes noradrenérgicas. 88 89 Acerca do uso da capsaicina no tratamento da dor. O fenômeno de hipersensibilização.º neurônio sensitivo. braço. reduzindo a dor pósoperatória residual. aumento da agregação plaquetária. anormal. de ação não seletiva. tórax e escápula. localizados nos corpos de 1. julgue os itens seguintes. 80 Preparações tópicas contendo capsaicina. 82 75 Uma característica da neuralgia do glossofaríngeo. substância de uso tópico. é o fato de o estímulo da atividade vagal provocar bradicardia e hipotensão na crise de dor. na distribuição de um ou mais ramos do nervo trigêmeo. com dificuldade de abdução do braço e flexão do bíceps (nervo musculocutâneo) e ausência do reflexo tricipital. descritas algumas vezes como se fossem de natureza elétrica. como aumento da atividade simpática. podem ser efetivas em condições dolorosas envolvendo disfunção das fibras não mielinizadas. Cefaleia em salvas ou cluster. a ativação desses canais de sódio voltagem-dependente pelo glutamato. Seu mecanismo de ação consiste no aumento da liberação do ácido glutâmico graças ao desvio do metabolismo desse neurotransmissor para a síntese de GABA. –2– Cargo: Médico – Especialidade 14: Clínica da Dor . que suprimem as descargas ectópicas e estabilizam as membranas neuronais. 87 79 A gabapentina é amplamente utilizada no controle das dores neuropáticas. mas revela-se como persistente. julgue os itens subsequentes. Seu uso espinhal potencializa o efeito analgésico dos opioides. Com base nas síndromes dolorosas crônicas. neuralgia mais frequente no segmento craniocervical. A dor aguda pós-operatória gera consequências deletérias ao paciente. 85 lancinantes. neuralgia do laríngeo superior. cujos metabólitos ativos (morfina 6-glicuronídeo e morfina 3-glicuronídeo) são eliminados integralmente pelos rins. A morfina é a droga de escolha. A cetamina. abscessos tonsilares. julgue os itens que se seguem. Esses hiperfenômenos são causados pela ação do glutamato sobre os receptores AMPA. caracteriza-se por sensações agudas. modula a hiperalgesia nociceptiva induzida. que corresponde a 10% dos casos de algias craniocervicais.UnB/CESPE – MS Considerando as algias craniocervicais. O anestesiologista tem papel fundamental no controle da dor pósoperatória. julgue os itens a seguir. 76 77 A neuralgia do trigêmeo. As técnicas analgésicas mais eficazes incluem a associação de bloqueios anestésicos préoperatórios com doses generosas de analgésicos opioides. complicações cardiopulmonares e baixa satisfação do paciente. Arritmias cardíacas. depleção maciça de substância P e destruição do terminal sensitivo periférico. observa-se dor na face externa de ombro. quando utilizada no intraoperatório. utilizada em associação com opioides na analgesia pré-emptiva. Os efeitos colaterais mais importantes da clonidina são sedação. carcinoma nasofaríngeo e síndrome de Eagle fazem parte do diagnóstico diferencial da neuralgia do trigêmeo. demoram poucos segundos e são entremeados por intervalos indolores. de forma não competitiva. dor neuropática. induzido por alterações nos mecanismos de modulação de dor da medula espinhal. A cetamina. em uso isolado. podendo causar assistolia com síncope. 74 Nas síndromes radiculares cervicais C4-C5. com consequente entrada maciça de cálcio intracelular. uma neurotoxina de ação seletiva e irreversível em nociceptores. com meia-vida de duração em torno de 3 horas. grandemente absorvida pela via oral. além de fraqueza do deltoide. A carbamazepina é eficaz em 95% dos pacientes com verdadeira neuralgia do trigêmeo. hipertrofia prostática sintomática ou não e glaucoma de ângulo aberto são contraindicações ao uso de antidepressivos tricíclicos. De acordo com os mecanismos fisiopatológicos. é agravado em alguns pacientes e não regride. do supraespinhoso e do infraespinhoso. 78 86 A primeira escolha para o tratamento farmacológico da neuralgia do trigêmeo são as drogas anticonvulsivantes. É uma droga cujo metabolismo é hepático e eliminação renal. é uma droga antagonista do receptor NMDA. a farmacologia e o tratamento da dor pós-operatória. o uso de anti-inflamatórios não hormonais diminui a demanda do uso de opioides. O conceito de analgesia pré-emptiva consiste no controle da dor crônica tão logo ela se instale. no controle da dor secundária à plexopatia actínica. 91 A sintomatologia dolorosa é extremamente frequente nos pacientes portadores de neoplasia. e bloqueia. Na analgesia pós-operatória. Os ataques são breves.

desencadeada aos estímulos táteis na mão. cinesioterapia. Apresentou melhora completa do quadro após intervenção cirúrgica. anestesiologistas.UnB/CESPE – MS Um atleta. fisiatras. 92 95 A eletroacupuntura constitui forma de terapia física. drogas com ação antagonista de receptores NMDA (cetamina). oncologistas. diferenciando-se deste por não incluir atividades de pesquisa e ensino em seu programa regular. acupuntura. provocada por estímulo nocivo. e inibição da aferência nociceptiva por meio da ativação de sistemas supressores de dor segmentares e suprassegmentares. de 33 anos de idade. a acupuntura passou a ser reconhecida como um método eficiente para o controle da dor. intensa. julgue os itens de 94 a 98. é suprimida por acupuntura de alta ou baixa frequência. que trabalham de uma forma colaborativa e interdisciplinar. Após 3 meses do evento. Cargo: Médico – Especialidade 14: Clínica da Dor –3– . radioterapeutas. juntamente com outros profissionais da saúde. Considerando esses mecanismos neurofisiológicos. Refere também dor espontânea. no mesmo dia do evento. O tratamento da síndrome dolorosa regional complexa do tipo I envolve medidas multidisciplinares. psiquiatras. caiu da própria altura e apresentou fratura fechada do antebraço direito durante jogo de futebol. neurocirurgiões. ortopedistas. Nas últimas décadas. a estimulação de uma agulha de acupuntura pode ter efeitos segmentares ou mais ou menos segmentares. queixando-se de alterações térmicas. 96 A eletroacupuntura pode bloquear a aferência dolorosa por pelo menos dois mecanismos: inibição da atividade de neurônios transmissores de dor em nível medular. Com relação ao caso clínico descrito acima. entre eles clínicos. uso de agonistas $ -1-adrenérgicos (guanetidina). segundo mecanismo de comporta. opioides e antidepressivos tricíclicos. 94 100 A equipe multidisciplinar de tratamento de dor crônica é composta por médicos de várias especialidades. osteossíntese. 97 A eletroacupuntura é capaz de produzir analgesia em amplos territórios do organismo. entre elas bloqueios anestésicos seriados do simpático cervical. reumatologistas. que consistiu de fasciotomia e. A dor pós-operatória foi intensa e debilmente controlada. terapeutas ocupacionais. nutricionistas. julgue os itens a seguir. por meio de eletroneuromiografia do membro acometido. devido ao efeito mecânico produzido pela introdução da agulha e ao efeito magnético da passagem da corrente elétrica. Evoluiu rapidamente com edema. fisioterapeutas. graças ao avanço no conhecimento dos mecanismos neurofisiológicos envolvidos na gênese do fenômeno doloroso e da antinocicepção. pele brilhante e fina e aumento do crescimento dos fâneros desse lado. o paciente comparece para avaliação. edema de mão e punho. quimioterapeutas. tipo queimação e alfinetadas. julgue os itens a seguir. O diagnóstico diferencial entre síndrome compartimental e lesão nervosa traumática (axonotimese) deveria ter sido realizado precocemente. dor intensa e cianose no membro acometido. tais como enfermeiros. A palpação do pulso radial revelou-se débil no lado da lesão. no corno posterior da medula espinhal. episódios de palidez intercalados com cianose na mão direita. em seguida. 93 Acerca da clínica da dor. Estudos experimentais em animais comprovaram que a expressão da proteína c-fos. 99 A clínica multidisciplinar de dor em tudo se assemelha a um centro multidisciplinar de dor. psicólogos. assistentes sociais e dentistas. uma vez que a dor patológica de origem somática está sempre confinada em limites segmentares. 98 Dependendo das fibras nervosas e dos centros de modulação envolvidos.

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