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Para que a energia potencial contida na molécula de glucose possa ser disponibilizada, a molécula deve sofrer oxidação (a CO 2 e H 2 O).

transporte da molécula de glucose para o interior das células

glicólise (glucose 2 moléculas de piruvato)

oxidação do piruvato (produção de acetil CoA)

ciclo de Krebs (ou ciclo dos ácidos tricarboxílicos ou ciclo do ácido cítrico ocorre a oxidação da molécula de acetil Coa produzindo-se ATP, NADH e FADH 2 )

cadeia transportadora de electrões (que utiliza as moléculas de FADH 2 e NADH obtidas nos passos anteriores; produção de ATPs pela ATP sintetase)

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CICLO DE KREBS

(ou ciclo do ácido cítrico ou ciclo dos ácidos tricarboxílicos)

CICLO DE KREBS (ou ciclo do ácido cítrico ou ciclo dos ácidos tricarboxílicos) 282

282

Na

descarboxilação oxidativa (esta reacção ocorre na matriz mitocondrial por acção de um complexo multienzimático associado à membrana interna da mitocôndria) na presença de CoA, ácido lipóico e pirofosfato de tiamina (TPP) forma-se Acetil CoA

uma

presença

de

O 2 ,

o

ácido

pirúvico

sofre

entra no ciclo de Krebs

O 2 , o ácido pirúvico sofre entra no ciclo de Krebs Nota: o acetil CoA

Nota: o acetil CoA pode também ser proveniente da oxidação dos AG

Piruvato + CoA + NAD + acetil CoA + CO 2 + NADH

A molécula de acetil CoA serve de “elo de ligação” entre a glicólise e o ciclo de Krebs

O complexo enzimático envolvido nesta reacção denomina-se piruvato desidrogenase, do qual fazem parte 3 enzimas associadas de forma não covalente

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Complexo enzimático piruvato desidrogenase Complexo multienzimático contém 3 enzimas associadas de forma não

Complexo enzimático piruvato desidrogenase

Complexo multienzimático contém 3 enzimas associadas de forma não covalente:

E-1: piruvato desidrogenase: catalisa a reacção de descarboxilação do ácido pirúvico a acetaldeído; coenzima: pirofosfato de tiamina; Mg 2+ é cofactor da reacção

pirofosfato de tiamina; Mg 2 + é cofactor da reacção E-2: Dihidrolipoil transacetilase : contém uma

E-2: Dihidrolipoil transacetilase:

contém uma ligação ao ácido lipóico; utiliza CoA como substrato ocorre a transferência do grupo acetil para a CoA

E-3: Dihidrolipoil desidrogenase:

é uma flavoproteína; NAD + como substrato; ocorre a regeneração da forma oxidada do ácido lipóico

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Coenzimas

Coenzimas vitamina B 1 Nota: o pirofosfato de tiamina (TPP) é um cofactor importante do complexo

vitamina B 1

Nota: o pirofosfato de tiamina (TPP) é um cofactor importante do complexo da desidrogenase do piruvato, sendo que esta é uma enzima crítica no metabolismo da glucose. A tiamina (vitamina B1) não é sintetisada pelo organismo e deve ser adquirida na dieta. A deficiência em tiamina pode levar a distúrbios como é o caso do béri-béri.

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Complexo enzimático piruvato desidrogenase

Complexo enzimático piruvato desidrogenase A cinase é activada por: Regulação do complexo enzimático : efectuada

A cinase é activada por:

Regulação do complexo enzimático:

efectuada através de uma proteína-cinase e uma fosfatase

através de uma proteína-cinase e uma fosfatase Fosforila a enzima: forma inactiva desfosforila a enzima:
através de uma proteína-cinase e uma fosfatase Fosforila a enzima: forma inactiva desfosforila a enzima:

Fosforila a enzima:

forma inactiva

desfosforila a enzima:

forma activa

- quocientes elevados ATP/ADP e acetil CoA/CoA (regulação pelo produto final) - por um baixo quociente NAD + /NADH

A cinase é inactivada por:

- elevadas quantidades de piruvato

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Regulação da desidrogenase do piruvato

Inibição por produtos (NADH e Acetil CoA)

do piruvato Inibição por produtos (NADH e Acetil CoA) regulada por modificação covalente (cinase e fosfatase)

regulada por modificação covalente (cinase e fosfatase)

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Acetil CoA:

- elo entre a glicólise e o ciclo de Krebs

- composto inicial de síntese de lípidos

Acetil CoA: - elo entre a glicólise e o ciclo de Krebs - composto inicial de

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Conversão do acetil CoA em 2 moléculas de CO 2 e transferência de 8 protões para os aceitadores NAD + e FAD.

moléculas de CO 2 e transferência de 8 protões para os aceitadores NAD + e FAD.
moléculas de CO 2 e transferência de 8 protões para os aceitadores NAD + e FAD.

No Citosol

moléculas de CO 2 e transferência de 8 protões para os aceitadores NAD + e FAD.

Na Mitocôndria

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Mitocôndria

- - -
-
-
-

descarboxilação oxidativa do piruvato,

Ciclo de Krebs,

Oxidação de AG

Fosforilação oxidativa

Permeável

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Reacções do Ciclo de Krebs

1. Síntese do Citrato

Trata-se de uma reacção de condensação. Ocorre a transferência do grupo acetilo (2 C) da acetil CoA para o ácido oxaloacético (4 C) formando-se ácido cítrico (6 C) e libertando-se a CoA; a reacção é exergónica devido à quebra da ligação tioéster altamente energética. A reacção é catalisada pela sintase do citrato e é considerada irreversível. Pode ser inibida por elevadas quantidades de ATP; o NADH e o succinil CoA (produtos do ciclo de Krebs) são inibidores da enzima citrato sintase.

CoA ( p r o d u t o s d o c i c l

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2. Reacção da Aconitase:

Esta enzima catalisa uma reacção de isomerização (consistindo na remoção e nova adição de água (H + OH) mas agora numa diferente posição).

de água (H + OH) mas agora numa diferente posição). Álcool 3º Álcool 2º 3. Reacção
de água (H + OH) mas agora numa diferente posição). Álcool 3º Álcool 2º 3. Reacção

Álcool 3º

Álcool 2º

3. Reacção da citrato desidrogenase:

Esta enzima apresenta duas isoformas, uma que apresenta como coenzima NAD + e outra NADP + (aceitadores de electrões).

NAD + e outra NADP + (aceitadores de electrões). O descarboxilação oxidativa. isocitrato sofre uma 292

O

descarboxilação oxidativa.

isocitrato

sofre

uma

292

ReacçãoReacção 3:3:

• Desidrogenase do isocitrato

• Isocitrato + NAD+ → α-cetoglutarato + CO2 + NADH;

• Isocitrato + NAD+ → α -cetoglutarato + CO2 + NADH; • Isocitrato desidrogenase: • Enzima

• Isocitrato desidrogenase:

• Enzima que catalisa a descarboxilação oxidativa do isocitrato para formar o α-cetoglutarato, CO 2 e um NADH;

• Activada por ADP;

• Inibida pelo ATP e NADH;

• Reacção Irreversível;

NADH; • Activada por ADP; • Inibida pelo ATP e NADH ; • Reacção Irreversível; 02-01-2008

02-01-2008

Ciclo de Krebs

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293

4. Reacção da desidrogenase do α-cetoglutarato:

Consiste num complexo enzimático algo similar ao complexo da desidrogenase do piruvato. Nesta reacção o NAD + funciona como aceitador de electrões. Ocorre a 2ª descarboxilação oxidativa

de electrões. Ocorre a 2ª descarboxilação oxidativa Coenzimas: TPP Ácido lipóico FAD Mg 2 + é
de electrões. Ocorre a 2ª descarboxilação oxidativa Coenzimas: TPP Ácido lipóico FAD Mg 2 + é

Coenzimas:

TPP Ácido lipóico FAD Mg 2+ é cofactor

Ver acetato seguinte (grupo 5)

5. Reacção da succinil CoA sintetase:

seguinte (grupo 5) 5. Reacção da succinil CoA sintetase: A sucinil-CoA contém uma ligação tioéster muito

A sucinil-CoA contém uma ligação tioéster muito energética (à semelhança do que acontece na molécula de acetil-CoA). A hidrólise desta ligação, permite a formação de uma ligação fosfoéster a um fosfato inorgânico gerando-se uma molécula de GTP. Este pode depois ser utilizado na formação de ATP.

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ReacçãoReacção 4:4:

• Desidrogenase do α-cetoglutarato :

α-cetoglutarato + NAD+ + CoA succinil-CoA + NADH + CO 2 ;

+ NAD+ + CoA → succinil-CoA + NADH + CO 2 ; • α -cetoglutarato desidrogenase:

α-cetoglutarato desidrogenase:

– Converte α-cetoglutarato em succinil-CoA e CO2 pela acção do complexo do α-cetoglutarato desidrogenase; o NAD+ serve como receptor de electrões. A energia de oxidação do α-cetoglutarato é conservada na formação da ligação éster do sucinil-CoA;

– Inibida por ATP, NADH elevado e Succinil- coA elevado;

– Reacção Irreversível;

– Inibida por ATP, NADH elevado e Succinil- coA elevado; – Reacção Irreversível; Ciclo de Krebs

Ciclo de Krebs

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6. Reacção da succinato desidrogenase:

Ocorre a oxidação do succinato a fumarato pela enzima succinato desidrogenase. Esta é uma flavoproteína pois apresenta o FAD + como grupo prostético (que pode ser reduzido a FADH 2 ). Esta é a única enzima do ciclo de Krebs que se encontra firmemente ligada à membrana interna da mitocôndria (cadeia transp. ēs). Nota: o malonato tem uma estrutura similar ao succinato funcionando como um inibidor enzimático competitivo.

s). Nota: o malonato tem uma estrutura sim ilar ao succinato funcionando como um inibidor enzimático

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7. Reacção da Fumarase:

Ocorre a reacção de hidratação do fumarato formando-se malato. Esta enzima é altamente específica (apresenta estereoespecificidade).

é altamente específica (apresenta estereoespecificidade). 8. Reacção da L-Malato desidrogenase: Ocorre uma reacção
é altamente específica (apresenta estereoespecificidade). 8. Reacção da L-Malato desidrogenase: Ocorre uma reacção

8. Reacção da L-Malato desidrogenase:

Ocorre uma reacção de oxidação (do malato a oxaloacetato); esta enzima apresenta o NAD como coenzima. O produto formado é rapidamente gasto na etapa seguinte e por isso o equilibrio da reacção tende a favorecer o sentido directo da reacção. Repare que esta reacção é fortemente endergónica, porém encontra-se acoplada à reacção mais exergónica que é a condensação do acetil CoA com o ácido oxaloacético.

encontra-se acoplada à reacção mais exergónica que é a condensação do acetil CoA com o ácido

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Input: unidades com 2C Output: 2 CO 2 , 1 GTP, 8 electrões

Input : unidades com 2C Output : 2 CO 2 , 1 GTP, 8 electrões 299

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os 2 grupos acetil (2C) formados pelo complexo enzimático piruvato desidrogenase entram no ciclo de Krebs e 2 moléculas de CO 2 são formadas; logo constata-se que ocorre a oxidação completa de 2 C durante o ciclo; a energia libertada nesta oxidação é conservada através da redução de 3 NAD + , 1 FAD e da síntese de uma molécula de GTP (que pode depois ser convertida a ATP)

O CO 2 formado pode ser utilizado em várias sínteses (carboxilações, ureia, etc) ou pode ser eliminado pelos pulmões.

formado pode ser utilizado em várias sínteses (carboxilações, ureia, etc) ou pode ser eliminado pelos pulmões.

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A regulação do ciclo efectua-se a nível de 3 reacções irreversíveis; De uma forma geral ocorre a activação alostérica pelo ADP e NAD + e a inibição pelo ATP e NADH.

De uma forma geral ocorre a activação alostérica pelo ADP e NAD + e a inibição

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A natureza do ciclo de Krebs: Diz-se que esta via tem carácter anfibólico: intervém nas reacções catabólicas (para obtenção de energia), mas também em reacções anabólicas (através da formação de intermediários em reacções de biossíntese)

mas também em reacções anabólicas (através da formação de intermediários em reacções de biossíntese) 302

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Biossíntese e ciclo de Krebs

Biossíntese e ciclo de Krebs 303

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