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Cancer de próstata revisão

Cancer de próstata revisão

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Published by: Antonio Fernandes Neto on May 12, 2009
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Os tumores da próstata só produzem manifestações clínicas quando a neoplasia atinge
a cápsula Prostática, ou seja quando a doença já se apresenta relativamente avançada. Nas
fases iniciais o tumor só pode ser identificado através de exames clínicos de rotina, o que
justifica a realização de toque retal anual em todo homem com mais de 50 anos de idade
(Sroug e Simon, 1990).

A suspeita do CaP pode ser feita com base nos sintomas clínicos tais com a redução do
fluxo urinário, hematúria, infecção urinária, hemospermia, dores ósseas, uremia, anemia,
perda de peso, adenopatia cervical e inguinal, linfedema de membros inferiores. Estes
sintomas não são específicos do CaP e especialmente em homens com câncer local na próstata
estes sintomas são raros. Entretanto sintomas do tracto urinário são mais freqüentemente
causados por hiperplasia prostática benigna (HPB), a qual é a doença prostática mais comum
no homem. A HPB aumenta com a idade (Berry et al., 1984) e cerca de 80% dos homens
acima do 60 anos tem histologia para HPB e 40 % tem sintomas (Garraway et al., 1991).

Os sintomas mais comum em conseqüência do CaP se devem a comprometimento do
tracto urinário e colo vesical pelo aumento da glândula prostática. Os Sintomas do Tracto
Urinário Baixo (“lower urinary tract symptom - LUTS) estão associados e inclui urgência,
nuctúria, aumento da freqüência e polaciúria. Não existe diferença dos sintomas causados por
CaP ou por hipertrofia benigna da próstata (Garnick, 1993). Embora a hipertrofia prostática
benigna e o CaP causem sintomas similares não existe uma relação direta entre o tamanho da
glândula e os sintomas. Uma glândula aumentada não é preditivo de LUTS, e a presença de
LUTS nem sempre esta associado com aumento da próstata (Abrams, 1994).

Recentemente foi feita uma revisão sistematizada (Young et al., 2000) sobre a seguinte
questão: É maior o risco de CaP em homens com LUTS que em homens assintomáticos? Foi
encontrado em pesquisa realizada na MEDLINE inicialmente 1664 artigos, porem somente
11 estudos forneciam dados relevantes sobre a questão e seis filham falhas por confusão de

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idade. Análise de revisão de 5 artigos incluídos na revisão não encontrou haver evidencias que
sugere que homens com LUTS ou com hipertrofia prostática benigna tem risco aumentado de
câncer de próstata. Dois estudos de uma mesma instituição encontraram uma significante
associação entre hipertrofia prostática benigna e CaP (Armenian et al., 1974), entretanto dois
artigos falharam em encontrar um aumento da taxa de malignidade entre homens submetidos
a prostatectomia por hipertrofia benigna da próstata (Greenwald et al. 1974; Hammarsten et
al., 1994).

Um estudo encontrou associação de LUTS e CaP (Hiatt et al., 1994). A ausência de
uma boa evidencia que suporte a associação de LUTS ou hipertrofia prostática benigna e
câncer da próstata faz pensar que a realização ou a não de teste de rastreamento populacional
deve ser a mesma para homens assintomáticos.

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