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Índice

Introdução........................................................................................................................................1

Objectivos........................................................................................................................................1

Objectivo Geral................................................................................................................................1

Metodologia.....................................................................................................................................1

HISTORIOGRAFIA CRISTA.........................................................................................................2

Características da Historiografia Medieval.....................................................................................3

Representantes da Historiografia Medieval.....................................................................................3

Limitações da Historiografia Cristã Medieval.................................................................................3

Historiografia do Renascimento......................................................................................................4

Contexto histórico do renascimento................................................................................................4

Características da Historiografia renascentista................................................................................4

Principais Representantes da Historiografia do Renascimento.......................................................4

Conclusão........................................................................................................................................6

Bibliografia......................................................................................................................................7

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Introdução
O principal objectivo deste trabalho é analisar a historiografia cristã através de suas múltiplas
definições conceituais e concepções teóricas.

Pode ser definida como o conjunto de obras concernentes a um assunto histórico, como por
exemplo a produção histórica de uma época. Quando se diz historiografia moçambicana refere-se
as obras escritas sobre a história de Moçambique, por autores nacionais ou estrangeiros. A
historiografia inclui tudo quanto foi escrito para proporcionar informações sobre o passado
humano como testemunho. Integram esta literatura os relatos autobiográficos e memoristas desde
que sejam referentes a aspectos da vida social mais amplos do que os estritamente pessoais.

A história oral também ocupa um lugar, tanto quando este conceito designa as tradições
históricas transmitidas oralmente, nos povos sem escrita, como quando se refere ao registo
escrito ou por gravação de depoimentos orais de autores ou testemunhas de acontecimentos
históricos.

O cerne deste trabalho é a análise sucinta da historiografia crista, suas características,


representantes; compreender a historiografia de renascimento, também suas características e
representantes, utilizando como ferramenta de pesquisa, as disciplinas estudadas no período, suas
aplicações.

Objectivos

Objectivo Geral
 Compreender a historiografia crista e historiografia de renascimento, suas características
e representantes.

Metodologia
Para a realização do trabalho foi usada a revisão bibliográfica que consiste em estudo
sistematizado com base em material publicado em livros e consulta de sites na internet.

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HISTORIOGRAFIA CRISTA
Trata-se de uma historiografia cristã, em que o Cristo é o enfoque principal. O cristianismo
nasceu na Judeia (Palestina), região que fazia parte e era dominada pelo império romano. Os
judeus devido a opressão submetida pelos Assírios, Persas, Gregos, Medos e Romanos
acreditavam na vinda do Messias anunciado pelos profetas que os devia libertar da opressão dos
povos estrangeiros a que estavam sujeitos e restauraria o trono de David restabelecendo no
mundo o governo de Jeová, único Deus que havia revelado ao povo de Israel mediante Moisés.

Com a queda império romano do ocidente, um novo contexto histórico irá surgir, caracterizado
pela destituição da economia urbana e comercial e o regresso a uma economia essencialmente
agrícola e de subsistência, da qual resultará fatalmente o isolamento das populações.

Foi uma época da regressão em vez duma expansão: as populações refluem novamente aos
campos. As cidades arruínam-se, as rotas comerciais encurtam-se e acabam em muitos casos por
desaparecendo.

O contacto e o intercâmbio de produtos e de ideias entre as comunidades ou povos diferentes


(diferentes na língua, na raça, nos costumes, nas crenças, nas técnicas, na cultura) que tinham
estado até aí, deixaram de ser possíveis.

Numa sociedade em que a actividade económica predominante era a agricultura, não há dúvidas
de que a mão-de-obra servil está sujeita a uma corporação sacerdotal que a explorava em nome
da divindade.

No tempo do imperador romano Tibério César, nasceu Jesus que genealogicamente pertencia a
linhagem de David. Com cerca 30 anos começa a pregar e operar milagres por toda a palestina
que mereceu admiração e que mais tarde é acompanhado por discípulos nos meios humildes do
povo Judeu. Dizendo-se o Messias o enviado de Deus, Jesus anunciava a boa nova: todos os
homens são iguais perante Deus e podem obter a vida eterna. Esta mensagem era profundamente
revolucionária na época.

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Características da Historiografia Medieval
 Os historiadores cristãos ignoravam os autores clássicos, com algumas excepções, como
Salústio, que trazia em sua obra a retórica moralizante, utilizada pelos cristãos; e
Suetónio, como modelo para a produção de biografias.
 Os historiadores cristãos, era necessário inserir a história universal na perspectiva
religiosa, a cristã.
 A Historiografia Cristã não busca a explicações para os fenómenos históricos na
sociedade, nas causas naturais ou nas acções dos indivíduos, mas em um determinismo
divino, que já possui planejado o curso da História.
 É uma história onde toda a acção humana no tempo é impelida pelos dignos de Deus, o
que fez da sabedoria da História sabedoria divina;
 É uma história apologética, visto que prevê o fim do homem e do mundo, tomando assim
o carácter apocalíptico;
 É uma história repetitiva e cíclica;
 É uma história de poucas críticas de documentos, sem profundeza pela veracidade dos
factos, nem com a reconstituição fidedigna da história da humanidade.

Representantes da Historiografia Medieval


Teve a sua origem com Eusébio de Cesareira: Bernard Guenée, inclui o desenvolvimento de
ciências auxiliares; Filipe de Side, criou a outra linha para a produção historiográfica
eclesiástica; Rufina traduziu a história eclesiástica da língua grega para a latina; Georgio de
tours; Beda; Santo agostinho;

Limitações da Historiografia Cristã Medieval


A vida da idade média esteve fortemente influenciada pela igreja católica que difundiu o
cristianismo como forma de pensamento dominante entre a classe erudita e o povo, o que
impediu a livre pesquisa provocando assim um forte retrocesso a história e de mais ciências.

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Historiografia do Renascimento
O Renascimento foi um movimento intelectual e de renovação cultural que surgiu na Itália nos
séculos XIV-XV, com uma nova visão do Homem e do Mundo. Este período prolonga-se até ao
século XVIII. É uma época relacionada com o turbulento florescimento da arte e da ciência, com
o despertar do interesse pela cultura da antiguidade clássica greco-romana, em que o homem era
o centro de reflexão do mundo.

Contexto histórico do renascimento


Este período é considerado período de estagnação económica, científica e cultural, não só para a
Europa, como também para o resto do mundo, pelo menos aquelas regiões que estavam em
contacto com a Europa. O que acontece é que tanto a destituição de um sistema que tende a
extinguir-se como a estruturação de um sistema que tende a subsistir o anterior são fenómenos
lentos e irregulares.

Na Europa, é um período de transição do antigo regime, do feudalismo, ao capitalismo. O


feudalismo e o capitalismo coexistiram como formas de oposição entre as classes que defendiam
as estruturas feudais e com eles de identificavam e as classes que de posicionavam de forma
idêntica perante as estruturas capitalistas.

Características da Historiografia renascentista


 A mentalidade dominante é vincadamente humanista e individualista, racional e crítica,
enciclopedista e prática. Exalta-se o livre árbitro, o valor da experiência, o desejo da
glória individual, foi um fenómeno tipicamente urbano que atingiu a elite
economicamente dominante;

 Alarga-se a temática da história;

 Houve maior defesa dos valores clássicos;

 O valor da História traduz-se no papel educativo.

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Principais Representantes da Historiografia do Renascimento
Mas muito pelo contrário, no período compreendido como Renascimento confluíram vários
elementos da cultura cristã florescida na Idade Média, como elementos da cultura clássica
(greco-latina), que passou a ter uma dimensão maior na Europa Ocidental, sobretudo em regiões
de intenso comércio marítimo, como a Itália (ao sul) e a Holanda e os Países Baixos (ao norte),
que também tiveram um intenso desenvolvimento urbano ainda no período medieval.

Para o historiador Thomas Woods, o Renascimento, mais do que uma ruptura total com o
passado medieval, pode ser considerado o auge da Idade Média. Diz ele que “os medievais, tal
como uma das figuras exponenciais do Renascimento, tinham um profundo respeito pela herança
da antiguidade clássica, ainda que não a aceitassem de modo tão acrítico como o fizeram alguns
humanistas: e é na Idade Média que encontramos as origens das técnicas artísticas que viriam a
ser aperfeiçoadas no período seguinte.” (WOODS, Thomas. Como a Igreja Católica Construiu a
Civilização Ocidental. São Paulo: Quadrante, 2008. p. 119)

A confluência entre a cultura clássica e a cultura cristã viu-se expressa na obra de vários autores
do Renascimento, desde artistas como Michelângelo e Leonardo da Vinci até escritores como
Erasmo de Rotterdan, Nicolau de Cusa e Thomas Morus. Uma característica que se tornou,
sim, uma identidade renascentista no âmbito dos estudos intelectuais foi a redescoberta dos
textos clássicos originais, sobretudo os gregos. Filósofos como Aristóteles e Platão eram lidos na
Idade Média por meio de traduções latinas com pouca precisão. Eruditos do Renascimento, como
Leonardo Bruni – tradutor da Política e da Ética a Nicômaco, de Aristóteles –, foram
responsáveis por esse resgate das fontes primárias dos textos gregos e pela feitura de traduções
criteriosas e comentadas.

Dante Alighieri: escritor italiano autor do grande poema "Divina Comédia".

Miguel de Cervantes: autor espanhol da obra "Dom Quixote", uma crítica contundente da
cavalaria medieval.

Luís de Camões: teve destaque na literatura renascentista em Portugal, sendo autor do grande
poema épico "Os Lusíadas".

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Conclusão
Com o presente trabalho chega-se a conclusão que os principais pontos da historiografia cristã:
Rejeição pelos autores clássicos, aproveitando-se apenas destes alguns ensinamentos morais ou
estilo literário; a História universal era vista e estudada sob a perspectiva bíblica; História com
início e fim divinamente determinados; preocupação com os ensinamentos morais e religiosos,
estando a veracidade dos fatos em plano secundário; e Cronologia ligada à liturgia.

Também através deste trabalho, pude perceber que a historiografia cristã torna de novo o ser
Humano como objecto de estudo; há um reaparecimento da herança cultural Grega e Romana e o
tempo do antropocentrismo; Desenvolve as ciências auxiliares da História Epigrafia,
Arqueologia, Numismática, etc. Emergência de uma história Palaciana dominada pela Burguesia
que reclama uma certa autoridade e desenvolvimento da sua própria história; Desenvolvimento
do espírito crítico, analise, comparação e explicação dos factos, conhecimentos a investigar ou
investigados; Nas fontes destacam-se os anais e as biografias, crónicas, Objecto-Homem,
Metodologia-critica aos factos nem sempre é isente, Função educativo e moral através de
exemplos transmitidos a novas gerações

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Bibliografia
I. FONTANA, Josep. A História dos Homens. Bauru, SP, EDUSC. Tradução de Heloísa
Jochims Reichel e Marcelo Fernando da Costa, 2004.

II. Escola.Mmo.Co.Mz/Historia/Historiografia-Crista-Medieval/#Ixzz5b7txaalz.

III. Principais representantes do renascimento/WWW.Jaynus.art.Br.

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