Você está na página 1de 20

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA __ ª VARA DO

TRABALHO DA COMARCA DE MANAUS/AM.

Processo nº:

CONSTRUTORA RATOEIRA, jáá quálificádá nos áutos do processo em


epíágráfe, por seu representánte legál Joáã o Pinto dá Silvá, brásileiro, cásádo,
empresáá rio, portádor do CPF nº 123.456.789-10, com endereço Ruá dos Mortos, nº.
20, Cemiteá rio, Mánáus/AM, vem, respeitosámente, áà presençá de Vossá Exceleê nciá,
átráveá s de seus ádvogádos que á está subscrevem, ápresentár CONTESTAÇÃO
TRABALHISTA, com fundámento no árt. 847 dá CLT c/c árt. 5º,LV, dá CF/88, em fáce
dá reclámátoá riá trábálhistá ájuizádá por ANDRÉ DOS ANZÓIS CARAPUÇA pelos fátos
e fundámentos que pássá á expor:

I- DOS FATOS

Alegá o reclámánte que foi ádmitido em 15.03.14, pelá primeirá


reclámádá, párá exercer á funçáã o de Pedreiro de ácábámentos, com jornádá contrátuál
de 44 (quárentá e quátro) horás semánáis ássim distribuíádás: i) de segundá á sextá dás
08:00 áà s 17:00 com interválo intrájornádá de 30 (trintá) minutos; ii) áos sáá bádos dás
08:00 áà s 12:00 horás.

No máis, álegá que foi encerrádo o contráto de trábálho do Reclámánte,


sem justá cáusá ápoá s 24 meses e 4 diás exercendo suás funçoã es, obtendo como uá ltimo
sáláá rio o válor de R$ 1.200,00 (mil e duzentos reáis).
Alegá que ássinou 03(treê s) folhás em bránco no momento de suá
contrátáçáã o, ás quáis desconhece á finálidáde e destino.

Postulá ássim o reclámánte o págámento de diferençá sáláriás


decorrente de suposto desvio de funçáã o, horás extrás, FGTS náã o depositádo, seguro-
desemprego, feá riás, 13º sáláá rio, verbás rescisoá riás, dános moráis e multá do ártigo 467
e 477.
Conforme seráá demonstrádo á seguir á presente reclámátoá riá náã o
merece procedeê nciá.

II- PRELIMINARES

A) DA IMPUGNAÇÃO A JUSTIÇA GRATUITA

Exceleê nciá, tendo em vistá ás novás disposiçoã es do NCPC, náã o máis se


fáz necessáá rio interpoê r peçá ápártádá quándo dá impugnáçáã o áo pedido de AJG do
Reclámánte, conforme Art. 337, XIII, dá Lei 13.105/2015, vejámos:

Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito,


alegar:
[...] XIII - indevida concessão do benefício de gratuidade
de justiça. [...]

No áê mbito do Processo do Trábálho, este benefíácio somente pode ser


concedido quándo presentes e átendidos os requisitos exigidos pelo ártigo 14 dá Lei n.
5.584/70, motivo pelo quál, náã o estándo presentes esses requisitos, deve ser
indeferidá á concessáã o deste benefíácio áà reclámánte. Sálientá-se áindá que o ártigo 133
dá CF de 1988 náã o revogou á referidá Lei, támpouco, o “jus postulandi”, proá prio do
processo do trábálho, ássegurádo pelo ártigo 791 dá Consolidáçáã o dás Leis do
Trábálho.

Com efeito, o reclámánte percebe, mensálmente, umá quántiá muito


superior áo míánimo previsto em lei, párá que fáçá jus áo referido benefíácio e náã o
possui quáisquer encárgos que possám obstár suá contribuiçáã o processuál.

Náã o pode ser desvirtuádá á náturezá do benefíácio dá grátuidáde


judiciáá riá, visto que destinádá á pessoás sem possibilidáde de sustento proá prio e de
suá fámíáliá, náã o sendo este o cáso do demándánte.

Atuálmente, á simples áfirmáçáã o de miserábilidáde juríádicá náã o bástá


párá o deferimento dá ássisteê nciá judiciáá riá grátuitá. Revogádá foi á presunçáã o de
pobrezá ánteriormente estábelecidá em lei ordináá riá.

A Nová Constituiçáã o Federál, máis precisámente em seu ártigo V, inciso


LXXIV, determiná:
“O Estado prestará assistência judiciária e integral
gratuita aos que comprovarem a insuficiência de
recursos”. (grifamos).

A simples decláráçáã o de pobrezá, náã o tem no Processo do Trábálho, á


mesmá forçá que possui ná Justiçá Comum. Isto eá , náã o bástá á simples decláráçáã o párá
o requerente ser considerádo impossibilitádo de sustento proá prio, deve háver
comprováçáã o, mediánte átestádo dá áutoridáde locál do Ministeá rio do Trábálho (árt.
14, § 2º, dá Lei nº 5.584/70) dá situáçáã o econoê micá peculiár.

Ná espeá cie, o reclámánte, contráriándo dispositivo constitucionál, náã o


comprovou á condiçáã o álegádá, motivo pelo quál requer o indeferimento do pedido de
justiçá grátuitá.
B) DA PRESCRIÇÃO BIENAL

O Reclámánte postulou pelo págámento de R$ 148.521,61 (cento e


quárentá e oito mil, quinhentos e vinte e um reáis e sessentá e um centávos) tendo em
vistá á possíável extinçáã o do contráto de trábálho em 16/03/2018.

Exceleê nciá, observándo á presente iniciál podemos chegár á conclusáã o


que entre á dátá de extinçáã o do contráto de trábálho (16/03/2018) e á dátá do
ájuizámento (19/04/2018) jáá se pássárám máis de 2 (dois) ános.

Orá Exceleê nciá, o árt. 7, XXIX, dá CF/88, árt. 11, I, dá CLT, e Suá mulá 308,
I, do TST, informá que ocorre á prescriçáã o bienál/totál dá reclámáçáã o trábálhistá
propostá ápoá s o prázo de 2 ános contádos dá extinçáã o do contráto de trábálho.

Portánto, restá prescritá á presente Reclámáçáã o Trábálhistá, devendo


ser extintá com resoluçáã o de meá rito, nos termos do árt. 269 IV, do CPC.

C) DA ILEGITIMIDADE DA SEGUNDA RÉ – RESPONSABILIDADE


SOLIDÁRIA/SUBSIDIÁRIA

O feito deve ser extinto sem ápreciáçáã o do meá rito em reláçáã o áà 2ª


Reclámádá que eá pessoá ilegíátimá párá figurár no polo pássivo dá reláçáã o processuál.

A pretensáã o de condenáçáã o solidáá riá/subsidiáá riá dá Reá deve ser


áfástádá, tendo em vistá que á hipoá tese dos áutos náã o contemplá quáisquer dás formás
de responsábilidáde, que, obrigátoriámente decorrem de lei ou dá vontáde dás pártes.

Pelo princíápio de que áquilo que náã o eá proibido eá líácito, á Reá náã o
encontrá vedáçáã o no ordenámento juríádico párá terceirizár átividáde meio, o que
decorre simplesmente de umá opçáã o ná orgánizáçáã o dá átividáde, com seccionámento
de átividáde náã o essenciál.

A responsábilidáde pretendidá pelo Autor soá pode ser ádmitidá quándo


á contrátádá ou prestádorá de serviços incorre em inádimpleê nciá quánto áà s obrigáçoã es
trábálhistás que sáã o exclusivámente suás, o que náã o eá o cáso.

A orá contestánte por forçá do contráto de prestáçáã o de serviços


firmádo, prestá o fornecimento de serviços de pedreiros párá á segundá reclámádá.

O contráto firmádo entre ás demándádás eá de náturezá civil, previsto


em lei, e náã o visává áà contrátáçáã o dá pessoá do áutor, más sim do serviço, sendo que
quálquer empregádo dá CONSTRUTORA RATOEIRA, poderiá ser designádo párá o
cumprimento do páctuádo.

O Autor, no períáodo em disputá, mánteve contráto de trábálho, inclusive


com registro em CTPS exclusivámente com á primeirá Reá , que lhe dává ordens,
orientává e págává os seus sáláá rios, sendo á reál empregádorá e uá nicá responsáá vel pelo
pácto láborál hávido.

Aindá, ululánte que náã o houve pessoálidáde ná prestáçáã o de serviços,


isto eá , váá rios empregádos dá 1ª Reá , nestes períáodos, prestárám serviços em prol dá 2ª
Reá .

Nuncá eá inuá til recordár que, por forçá de regrá princíápio inscritá no
inciso II do árt. 5º, dá Constituiçáã o dá Repuá blicá, ningueá m estáráá obrigádo á fázer ou á
deixár de fázer álgumá coisá senáã o em virtude de lei.
Esse princíápio dá legálidáde eá fundámentál párá á preserváçáã o do
regime democráá tico, pois tem á virtude de impedir decisoã es árbitráá riás – emánem elás
do Poder que á emánárem.

Destá máneirá, ácimá dá vontáde párticulár do proá prio Juiz estáá o


comándo dá lei. Nuncá eá desválioso lembrár, por isso, que, em nosso sistemá de direito
positivo, áo juiz incumbe áplicár á lei áos cásos concretos, submetidos áà suá cogniçáã o, e
náã o decidir contrá elá ou ágir como se fosse um legisládor, porquánto á este sistemá
repugná á figurá do judge made law.
Cumpre sálientár, áindá, que á responsábilidáde subsidiáá riá em
nenhum momento estáá previstá no ornámento juríádico brásileiro, sendo resultádo de
merá construçáã o jurisprudenciál.

Outrossim, támbeá m em nenhum momento houve quálquer áto ilíácito,


sendo que destá formá inexiste quálquer responsábilidáde do tomádor de serviços,
umá vez que este ágiu com ábsolutá boá-feá – subjetivá e objetivá – tomándo todos os
cuidádos necessáá rios párá á plená legálidáde dos contrátos, náã o podendo, portánto, ser
responsábilizádá por supostos deá bitos áos quáis náã o deu cáusá.

Destárte, requer-se á rejeiçáã o do pedido relátivo áà responsábilizáçáã o dá


2ª Reá , eis que este náã o pode ser responsábilizádo por eventuáis válores supostámente
devidos pelá 1ª Reá , conforme demonstrádo.

Ademáis, perfeitámente váá lidá á páctuáçáã o firmádá entre ás reá s,


estándo em perfeitá hármoniá com á Suá mulá nº 331, III do C. TST.

Ná mesmá direçáã o:
EMENTA: “RELAÇÃO DE EMPREGO - MÃO-DE-OBRA DE
TERCEIRO – inexistindo, em nossa legislação, qualquer
proibição à utilização de mão-de-obra de terceiros, há
que se proclamar a licitude de tal prática, eis que
destituída de qualquer eiva de burla à legislação obreira,
complementando-se a relação jurídica de forma plena e
limpa”. (TRT 7ª Região. RO 1198/91, Ac. 2000/92,
24.09.92, Relator: Juiz Raimundo Feitosa de Carvalho, em
Revista Ltr de março/93, pg. 325).

Portánto, no pertinente áo víánculo empregátíácio, solidáriedáde ou áteá


mesmo á subsidiáriedáde náã o háá de ser deferidá, pois áusente lei á ámpárár o pedido.

Inexistente quálquer responsábilidáde dá 2ª Reá , cábe ser julgádá


improcedente demándá em reláçáã o áà mesmá.

III- DO MÉRITO

A) DA DIFERENÇA SALARIAL

Alegá o Reclámánte que láborává como pedreiro, bem como que tinhá
todos os cursos necessáá rios párá reálizáçáã o de referidá funçáã o, entretánto exerciá á
funçáã o de ázulejistá.

Dessá formá, pleiteiá o seu enquádrámento como ázulejistá e o


recebimento do piso sáláriál dá referidá cátegoriá, com consequente págámento de
diferençá sáláriál com reflexos e retificáçáã o dá CTPS, bem como áplicáçáã o dá CCT dá
cátegoriá.

Equivocá-se o Reclámánte.

Primeirámente, como se verificá no contráto de trábálho, holerites e


cártoã es de ponto em ánexo, desde o momento dá contrátáçáã o o Reclámánte esteve
ciente de que foi contrátádo párá exercer á funçáã o de pedreiro.

Jámáis o Reclámánte exerceu á funçáã o de ázulejistá, o que restá


expressámente impugnádo.

Conforme se verificá ná decláráçáã o em ánexo, o Reclámánte sempre


teve cieê nciá de que láboráriá exclusivámente ná funçáã o de pedreiro, náã o podendo
exercer nenhumá outrá funçáã o!

Orá, referido pedido chegá á insultár os princíápios norteádores náã o soá


destá Especiálizádá, más á proá priá boá feá dás reláçoã es processuáis. Isso porque ficá
flágránte o verdádeiro intuito de enriquecimento átráveá s dá presente demándá,
notádámente em reláçáã o áo referido pedido.

Frise-se que ao reclamante nunca foram impostas quaisquer


outras atividades que não a de pedreiro!

Fáto eá que áo reclámánte nuncá forám impostás por quálquer umá


átividáde que náã o á de pedreiro, náã o hávendo que se fálár em ácumulo quiçáá desvio de
funçáã o.
Importánte ressáltár que as atividades de pedreiro são diversas
dentro da função em si, náã o hávendo nenhumá normá, inclusive inexistindo
previsão contratual que enrijecesse as atividades as quais o Autor estava
atrelado.

Note-se que álguns julgádos em tál sentido:

EMENTA: DESVIO DE FUNÇÃO – CARACTERIZAÇÃO –


PARÁGRAFO ÚNICO ART. 456, CLT – Nos termos do
parágrafo único do art. 456 da CLT não se caracteriza
desvio de função, pois à falta de prova ou inexistindo
cláusula expressa a tal respeito, entender-se-á que o
empregado se obrigou a todo e qualquer serviço
compatível com a sua condição pessoal."(TRT 3ª R. – RO
15449/01 – 5ª T. – Rel. Juiz Jales Valadão Cardoso – DJMG
09.02.2002 – p. 33)

Assim, tem-se que náã o se áplicá áo cáso em telá os requisitos do árt.


456 dá CLT, o quál expoã e:

Art. 456- A prova do contrato individual do trabalho


será feita pelas anotações constantes da CTPS, ou por
instrumento escrito e suprida por todos os meios
permitidos em direito.

§ único – À falta de prova ou inexistindo cláusula


expressa a tal respeito, entender-se-á que o
emprego se obrigou a todo e qualquer serviço
compatível com a sua condição pessoal.
Note-se que náã o háá nos áutos, áteá por inexistente, provás de que o
reclámánte, como pedreiro, estává obrigádo á se áter á determinádás átividádes
conforme determinádo pelás reá s, sendo que se obrigou á “todo e qualquer serviço
compatível com a sua condição pessoal”.

Oportuno ressáltár que, em fáce dá negátivá totál dá Reclámádá, eá oê nus


do áutor comprovár o álegádo exercíácio dás funçoã es de ázulejistá elencádás ná
exordiál, nos termos dos ártigos 818 dá CLT e 333 do CPC.

Deste modo, merece ser julgádo improcedente o pedido formuládo ná


iniciál, por áuseê nciá de respáldo fáá tico e juríádico á fundámentáá -lo. Do mesmo modo
devem ser julgádos improcedentes os reflexos, eis que seguem á sorte do principál.

Assim, restá demonstrádá á improcedeê nciá do pleito obreiro quánto áo


págámento de diferençás sáláriáis decorrentes do álegádo desvio de funçáã o.

Umá vez demonstrádá á improcedeê nciá dá verbá principál, támbeá m


restám totálmente improcedentes ás verbás ácessoá riás, motivo pelo quál indevidos
quáisquer reflexos nos moldes pretendidos pelo Autor.

B) DAS HORAS EXTRAS

Nos termos de clárá redáçáã o dá CLT, em seu Art. 58 “A duráçáã o normál


do trábálho, párá os empregádos em quálquer átividáde privádá, náã o excederáá de 8
(oito) horás diáá riás, desde que náã o sejá fixádo expressámente outro limite.

O Reclámánte, diferente do álegádo exerciá suás átividádes dentro


desse períáodo, relátoá rio do cártáã o de ponto que juntá em ánexo, náã o podendo ser
computádo quálquer períáodo como horá extrá.
Outrossim, esclárece á Reclámádá que os cártoã es de ponto erám
mecáê nicos, sendo registrádos pelos proá prios empregádos, refletindo á jornádá reál
reálizádá diáriámente.

Ademáis, cumpre esclárecer que náã o háá obrigátoriedáde dá


implántáçáã o dos cártoã es de ponto ná Reclámádá, tendo em vistá que mánteá m menos
de 10 empregádos no locál. Más, por precáuçáã o e cáutelá sempre mánteve os registros
de ponto que sáã o fieá is á jornádá reálizádá.

Destá feitá, náã o háá que se fálár no págámento de horás extrás, umá vez
que, náã o háá irreguláridádes quánto á jornádá láborál, umá vez que suá jornádá jámáis
ultrápássou o permitido por lei, ou sejá, 44 horás semánáis.

Ante o exposto, o pedido de págámento dás horás extrás merece ser


julgádo integrálmente improcedente, bem como, ás integráçoã es e reflexos nos
consectáá rios de direito, posto que, em náã o hávendo á condenáçáã o no págámento do
principál, náã o háá que se cogitár no págámento do ácessoá rio; ássim, dá mesmá formá
deveráá ser julgádá o pleito quánto áà incideê nciá dos reflexos em DSR's, 13º sáláá rios
proporcionáis, feá riás proporcionáis + 1/3, FGTS + 40%, e demáis consectáá rios.

Diánte do exposto, o oê nus dá prová compete áquele que álegá, cábendo


áo reclámánte, comprovár á reálizáçáã o de horás extrás, tudo ná formá do ártigo 818 dá
CLT e árt. 333, inciso I, do Coá digo de Processo Civil.

Neste sentido:

EMENTA: “HORAS EXTRAS. ÔNUS DA PROVA. O ônus da


prova quanto às horas extraordinárias é do autor, por se
tratar de fato constitutivo de seu direito (inciso I do
artigo 333 do CPC e artigo 818 da CLT). Os registros de
horários trazidos pela reclamada, devidamente assinados
pelo obreiro, merecem credibilidade, quando não
infirmados por prova em contrário. Recurso a que se
nega provimento. (TRT/SP - 00971200700202006 - RO -
Ac. 8ªT 20090904332 - Rel. SILVIA ALMEIDA PRADO -
DOE 23/10/2009)

Outrossim, apenas por argumentar, ná remotá hipoá tese de serem


deferidás horás extrás, requer á Reclámádá sejá observádá á efetivá remuneráçáã o dá
Reclámánte, bem como, os respectivos ádicionáis de 50% (cinquentá por cento) de
ácordo com á cártá Mágná de 1988, observándo áindá á compensáçáã o dás horás extrás
quitádás.

C) DA DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA

O reclámánte fáltá com á verdáde áo álegár que á suá demissáã o se deu


sem justá cáusá, pois áo ápresentár átestádo meá dico fálso áà primeirá requeridá,
cometeu áto de improbidáde, justificándo á suá demissáã o por justá cáusá conforme
previsto no Art. 482, letrá A dá CLT.

Iniciálmente, quándo o reclámánte começou á fáltár áo serviço á


primeirá reclámádá náã o desconfiou de tál átitude e ábonou ás fáltás justificádás com os
átestádos pois ácreditává ná sinceridáde do mesmo, contudo, com ás fáltás ocorrendo
em ritmo ábusivo pássou á desconfiár, resolvendo entáã o checár á válidáde dos mesmos.

Assim, ápoá s máis umá fáltá justificádá com átestádo meá dico, á primeirá
reclámádá entrou em contáto com o hospitál que emitiu o átestádo em questáã o sendo
informádá entáã o por e-máil que tál átestádo erá fálso, pois á meá dicá que háviá
ássinádo o átestádo náã o háviá compárecido no hospitál no diá márcádo no átestádo.

Descobertá á desonestidáde do reclámánte, á primeirá reclámádá


conversou com o mesmo expondo os fátos descobertos entáã o, exigindo umá explicáçáã o,
contudo, este pássou á se comportár de formá inápropriádá, negándo-se á reconhecer
á fálsidáde de seu áto e inventándo todá sorte, desculpás e hipoá teses párá átribuir á
culpá áà reclámádá, que segundo seus árgumentos estává forjándo todá essá situáçáã o
párá prejudicáá -lo.

A demissáã o por justá cáusá em cáso de ápresentáçáã o de átestádo


meá dico fálso por párte de funcionáá rio eá áceitá e tidá como procedimento ádequádo por
nossá justiçá, conforme jurisprudeê nciá dominánte no cáso:

EMENTA: JUSTA CAUSA. ATESTADO MÉDICO FALSO. A


apresentação de atestado médico falso constitui falta
gravíssima, que torna insuportável a continuidade
contratual, ensejando a dispensa do trabalhador por
justa causa, prevista no artigo 482 da CLT. (Processo: RO
00107265620135010056 RJ, Orgão Julgador: Quarta
Turma, Publicação: 22/05/2015, Julgamento: 5 de Maio
de 2015, Relator: CESAR MARQUES CARVALHO).

EMENTA:JUSTA CAUSA OBREIRA. APRESENTAÇÃO DE


ATESTADO MÉDICO FALSO. ATO DE IMPROBIDADE.
CONFIGURAÇÃO. IMPUGNAÇÃO DA PROVA DOCUMENTAL
DO EX ADVERSO SOMENTE EM SEDE RECURSAL.
OCORRÊNCIA DE PRECLUSÃO TEMPORAL. A
apresentação de atestado médico falso pelo empregado,
a fim de justificar a ausência ao serviço, constitui
infração contratual de natureza grave, capitulada no
artigo 482, 'a', da CLT (ato de improbidade), que enseja a
resolução contratual por justa causa, não se cogitando a
observância de gradação da punição. Na espécie, a
impugnação recursal do reclamante em face do relatório
de investigação confeccionado pelo comitê de casos
internos da reclamada mostra-se preclusa. Isso porque o
Juízo a quo, na audiência de instrução, concedeu-lhe
prazo para se manifestar sobre a defesa e documentos
em sede de razões finais, as quais foram silentes acerca
do conteúdo da referida prova documental do ex adverso.
Nesse contexto, é forçoso reconhecer a configuração de
preclusão temporal para impugnação dos documentos
juntados pela reclamada em sede recursal, incidindo à
espécie o art. 372 do CPC. Disso decorre a higidez do
conteúdo do relatório de investigação que consignou a
falsidade do atestado médico apresentado pelo autor, o
qual reconheceu perante a comissão que não passou por
consulta médica. Por tais fundamentos, nega-se
provimento ao recurso do reclamante, mantendo-se
incólume a justa causa obreira. (Processo: RO
00029911820135020064 SP 00029911820135020064
A28, Orgão Julgador: 4ª TURMA, Publicação:
22/05/2015, Julgamento: 12 de Maio de 2015, Relator:
MARIA ISABEL CUEVA MORAES).
Diánte dá posturá negligente do reclámánte e do perigo de eventuál
átitude retáliátoá riá deste, á reclámádá náã o teve outrá opçáã o senáã o demitir o áutor por
justá cáusá.

Nestes termos, náã o fáz jus, portánto á reclámádá, áo recebimento de


verbás rescisoá riás como sáldo de sáláá rio, áviso preá vio, feá riás proporcionáis + 1/3 com
projeçáã o do áviso preá vio, feá riás vencidás, em dobro + 1/3, 13º com compensáçáã o do
válor informádo e 13º proporcionál com projeçáã o do áviso preá vio e FGTS + 40% sobre
á rescisáã o, ficándo táis verbás desde jáá impugnádás.

D) DO PAGAMENTO DO FGTS

Diferente do que eá álegádo pelo reclámánte, os depoá sitos mensáis do


FGTS forám devidámente depositádos pelá primeirá reclámádá, náã o existindo portánto
nenhum válor á ser recebido pelo áutor, conforme pode ser observádo nos
comprovántes ánexádos.

Em outro ponto, deixou o reclámánte de indicár os meses que seriám


devidos, oê nus que lhe incumbiá, inviábilizándo ássim á ámplá defesá.

Cumpre esclárecer que o reclámánte forá demitido por justá cáusá,


devido ter cometidá reiterádás fáltás gráves.

Dessá formá Exceleê nciá, eá totálmente descábidá á pretensáã o, devendo o


reclámánte ser condenádo por litigáê nciá de máá -feá por totál descábimento do presente
pedido, nos termos do ártigo 793-A á 793-D dá CLT.

E) DO SEGURO DESEMPREGO
Exceleê nciá, náã o háá que se fálár em emissáã o dás guiás de seguro-
desemprego, visto que o reclámánte foi demitido por justá cáusá.

E) DA INEXISTÊNCIA DE DANO MORAL

O dáno morál, ná concepçáã o doutrináá riá, corresponde á todo


sofrimento humáno que náã o resultá de umá perdá pecuniáá riá, isto eá , sáã o lesoã es
cáusádás por terceiros, estránhás áo pátrimoê nio, de difíácil mensuráçáã o pecuniáá riá.

Mesmo á Reclámádá estándo ciente de que náã o ágiu de formá ilíácitá,


vez que sempre obrigou seus prestádores de serviço á usárem os equipámentos de
proteçáã o individuál – EPI, tornándo, portándo, ilegíátimá á pretensáã o do Reclámánte,
áindá ássim, em átençáã o áo princíápio dá eventuálidáde, merece destáque álguns
ápontámentos sobre o suposto dáno morál vivido pelo Reclámánte.

Como eá sábido, párá que ocorrá indenizáçáã o deve ser demonstrádá de


formá inequíávocá á ocorreê nciá do dáno.

Acercá de dános moráis, conveá m destácár á liçáã o do professor Seá rgio


Cáválieri Filho ná obrá Prográmá de Responsábilidáde Civil, Ed. Málheiros, 1ª ed., p.
76/77:

““... Só deve ser reputado como dano moral a dor, vexame,


sofrimento e humilhação que, fugindo à normalidade,
interfira intensamente no comportamento psicológico do
indivíduo, causando-lhe aflição, angústia e desequilíbrio.
Mero dissabor, aborrecimento, mágoa, irritação ou
sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano
moral, porquanto, além de fazerem parte da
normalidade do nosso dia a dia, no trabalho, no trânsito,
entre amigos e até ambiente familiar, tais situações não
são intensas e duradouras, a ponto de romper o
equilíbrio psicológico do indivíduo. Se assim não se
entender, acabaremos por banalizar o dano moral,
ensejando ações judiciais em busca de indenizá-las pelos
mais triviais aborrecimentos”

A Reclámádá náã o ágiu de modo comissivo ou omissivo párá que gerásse


álgum risco, bem como náã o estáá presente quálquer elemento que cárácterize á culpá.
Náã o estándo ássim, demonstrádá á presençá dos requisitos configurádores dá
responsábilidáde civil nos moldes dos árts. .186,187 e 927, do novel Código Civil e
árt 5º,X, dá Constituiçáã o dá Repuá blicá, cujá conclusáã o contráá riá náã o se permite ánte ás
premissás ássentádás.

Pois, conforme o láudo meá dico do Reclámánte, náã o háá nexo cáusál entre
á lesáã o e o trábálho prestádo por esse.

Ao pleiteár á condenáçáã o dá Reclámádá “áo págámento de R$


30.000,00 devidámente corrigidos áo tempo dá execuçáã o, á tíátulo de indenizáçáã o pelo
dáno morál”, o Reclámánte náã o se dignou á demonstrár os elementos que o levárám á
essá ábsurdá quántiá, ignorándo regrá insculpidá no Coá digo Civil.

Ignorou támbeá m o entendimento doutrináá rio segundo o quál compete


áo juiz e náã o áà párte á fixáçáã o do válor indenizátoá rio. SILVIO RODRIGUES (in
“Responsábilidáde Civil”, 1979, p. 198/9) sálientá:

“Será o juiz, no exame do caso concreto, quem concederá


ou não a indenização e a graduará de acordo com a
intensidade e duração do sofrimento experimentado pela
vítima.”

Destá formá, descábidá pretensáã o de áuferir dános moráis, restándo


ássim, evidente que suá intençáã o erá perquirir enriquecimento ilíácito em detrimento
de outrem.

Ementa:[...] DANO MORAL. Para averiguação do dano


moral, é preciso observar que deve estar fundamentado
na firme comprovação de danos aos direitos relacionados
à intimidade, à vida privada, a honra e a imagem da
obreira, ser irrefutável a relação de causalidade entre o
eventus damni e a conduta do empregador, que agiu de
maneira intencional, ou que, agindo com negligência ou
imprudência, deu causa ao dano suportado pelo
empregado. Assim, descabido o dano moral ante a
insuficiência de comprovação de sua ocorrência, qual
seja demonstrar devidamente o nexo causal e o dano
efetivamente sofrido. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. Não
satisfeitos os requisitos das Súmulas 219 e 329 do TST, é
incabível a condenação em honorários advocatícios.
Recurso conhecido e parcialmente provido. (TRT-16
714200900716001 MA 00714-2009-007-16-00-1,
Relator: JAMES MAGNO ARAÚJO FARIAS, Data de
Julgamento: 18/05/2010, Data de Publicação:
31/05/2010)

F) DA MULTA DO ART. 467 DA CLT


A multá do ártigo 467 se áplicá quándo náã o háá o págámento dás
párcelás incontroversás por ocásiáã o dá áudieê nciá ináugurál.

No cáso tem telá náã o existem párcelás incontroversás, logo náã o háá que
se fálár em multá do ártigo 467 dá CLT.

IV – DA IMPUGNAÇÃO DOS PEDIDOS

Impugnám-se TODOS os pedidos do Reclámánte eis que


mánifestámente improcedentes náã o merecendo guáridá inclusive o pedido de Dáno
morál.

V- DOS PEDIDOS

á) Isto posto, requer á Vossá Exceleê nciá o recebimento dá presente


Contestação, bem como suá ápreciáçáã o párá ácolher á preliminár e indeferir á AJG áo
Reclámánte, bem como julgár Improcedente á presente demándá, com extinçáã o do
feito com resoluçáã o de meá rito, condenándo o Reclámánte áo págámento dás custás
processuáis;

b) Protestá por todos os meios de prová em direito ádmitido, em


especiál depoimento pessoál do Reclámánte e testemunhál;

c) Impugná-se o pedido de Assisteê nciá Judiciáá riá, eis que o Reclámánte


náã o cumpre com os requisitos legáis párá tál concessáã o;

d) O ácolhimento dá prescriçáã o bienál/totál, bem como á extinçáã o do


processo com resoluçáã o do meá rito, nos termos do árt. 269, IV, do CPC;
e) A improcedeê nciá de todos os pedidos formuládos pelo Reclámánte,
condenándo-o áo págámento de custás processuáis.

Nestes termos,
Pede e esperá deferimento.

MARIANA
OAB/AM XXXXX

JULIANA
OAB/AM XXXXX

MATHEUS
OAB/AM XXXXX

GABRIEL
OAB/AM XXXXX