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INTRODUÇÃO

A Academia Militar é uma instituição de Ensino Superior criada pelo decreto nº

62/2003, de 24 de Dezembro, do Conselho de Ministros, cuja vocação é de desenvolver actividades de ensino, de investigação e de apoio à comunidade com a finalidade essencial de formar oficiais destinados aos Quadros Permanentes das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), capazes de fazer face às exigências do Combate moderno inter-armas em toda sua dimensão no actual contexto do acelerado

desenvolvimento técnico científico. Ela inspira-se na epopeia libertadora dos jovens de 25 de Setembro de 1964 e nas tradições históricas de Kongwa, Nachingueiwa e da Escola Militar ―Marechal Samora Machel‖, cumprindo desta forma um dos ensinamentos do seu patrono: ―Só aprendendo se pode dirigir e dirigir significa aprender sempre‖. Para o cumprimento cabal desses ditames exige-se dos docentes e estudantes algum direccionamento formal na apresentação dos trabalhos académicos e de graduação.

Para elaboração desse guião tomou-se como base de estudo e debate os modelos assumidos pelas Instituições do Ensino Superior Públicas e privadas como UEM, UP, além das normas da American Psychological Association (APA) e ABNT. O grupo de docentes comissionado para elaborar este guião entendeu que o guião vai assessorar de forma adequada os docentes e os estudantes no processo de Ensino-Apremdizagem em geral e especificamente aos finalista nos Trabalhos de Investigação Aplicada (TIA).

O trabalho está dividido em três grandes partes. A primeira trata-se de aspectos Pré-

Textuais, corpo do trabalho e partes Pós-Textuais. A segunda parte aborda a generalidade de alguns elementos da estrutura de trabalho e a última trata-se de referências bibliográficas e citações. Participaram na elaboração deste guião cinco oficiais afectos na Academia Militar

nomeadamente:

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Doutorando Pedro Marcelino, Chefe de serviços de administração escolar Doutorando José Greia, Docente Metodologia e Investigação Cientifica Doutorando António Luís Gonzaga, docente de Geografia Militar e Geopolítica Doutorando Artur Juma, docente de Recursos Humanos Doutorando Celestino Pedro Mutereda Dias, docente de Instrução Militar Geral

Nampula, ----- de Agosto de 2011

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Elementos Pré-Textuais 1

Os elementos pré-textuais são os que antecedem o texto, contendo as informações que

identificam o trabalho.

CAPA

Elemento obrigatório onde constam os dados de identificação:

Nome da Instituição

Nome do autor

Título do trabalho

Local

Ano

Formatação

- Fonte: Times New Roman ou Arial ;

- Tamanho : 12 negrito, centralizado, espaçamento entrelinhas 1,5.

- Nome da Instituição, do autor e o título do trabalho devem estar em caixa alta

1 Gonçalves, Bento (2009). Manual de formação de trabalhos.: Instituto federal de ed. Ciência e Tecnilogia. Rio Grande do Sul Campus Bentos Gon,calves.

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3cmACADEMIA MILITAR ―MARECHAL SAMORA MACHEL‖ AUTOR TÍTULO DO TRABALHO Subtítulo (se houver) Cidade Ano 2cm

ACADEMIA MILITAR ―MARECHAL SAMORA MACHEL‖

AUTOR

TÍTULO DO TRABALHO Subtítulo (se houver)

Cidade

Ano

ACADEMIA MILITAR ―MARECHAL SAMORA MACHEL‖ AUTOR TÍTULO DO TRABALHO Subtítulo (se houver) Cidade Ano 2cm 2cm

2cm

2cm3cm ACADEMIA MILITAR ―MARECHAL SAMORA MACHEL‖ AUTOR TÍTULO DO TRABALHO Subtítulo (se houver) Cidade Ano 2cm

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Formatação; Times New Roman/Arial, tamanho 12, negrito centralizado, espaçamento

entre linhas 1,5, descrição e orientador. AUTOR TÍTULO DO TRABALHO Subtítulo (se houver) 8cm Trabalho
entre linhas 1,5, descrição e orientador.
AUTOR
TÍTULO DO TRABALHO
Subtítulo (se houver)
8cm
Trabalho de conclusão do curso
Para a obtenção do grau de licenciatura
Em ciências militares na especialidade de
…. Submetido a AMMSM
Orientado: Professor/Tutor
Local (cidade)
Ano
militares na especialidade de …. Submetido a AMMSM Orientado: Professor/Tutor Local (cidade) Ano Folha do Rosto

Folha do Rosto

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SUMÁRIO/ ÍNDICE Elemento obrigatório. O sumário é a enumeração das principais divisões, secções e outras partes do trabalho, seguido das páginas das respectivas folhas onde consta a matéria indicada. Formatação Título: todo em caixa alta, sem numeração, centralizado na página, negrito e com dois espaços de 1.5 entre as linhas. Os títulos das secções devem apresentar a mesma ordem em que estão dispostos no trabalho. Os elementos pré-textuais não devem figurar no sumário.

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SUMÁRIO 2 Espaços de 1.5 1. INTRODUÇÃO ------------------------------------------------------------------08 1.1
SUMÁRIO
2 Espaços de 1.5
1. INTRODUÇÃO ------------------------------------------------------------------08
1.1 Justificativa ---------------------------------------------------------------------09
1.2 Objectivos -----------------------------------------------------------------------10
1.3 Hipóteses -----------------------------------------------------------------------11
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA -------------------------------------------12
2.1 Ecossistemas -----------------------------------------------------------------17
2.2 Agropecuária -----------------------------------------------------------------22
3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS -------------------------------23
3.1 Tipos de pesquisa -----------------------------------------------------------24
3.2 Métodos ----------------------------------------------------------------------25
4. ANALISE E INTERPRETAÇÃO DE DADOS -------------------------120
4.1 Conclusões------------------------------------------------------------------180
4.2 Recomendações ----------------------------------------------------------182
REFERÊNCIAS ------------------------------------------------------------------183
APNDICES -----------------------------------------------------------------------184
ANEXOS---------------------------------------------------------------------------185

Modelo de sumário

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É importante referir que a partir do sumário até ao resumo a paginação é feita em

algarismos romanos ( i,ii,iii

)

enquanto

que,

da

introdução

até

conclusões/recomendações é feita em algarismos arábicos ( 1,2,3

)

Errata (Opcional) Lista de erros, com as devidas correcções e indicação das páginas e, quando possível das linhas em que os mesmos aparecem. Deve ser impressa numa folha sob o cabeçalho ―Errata‖.

Dedicatória (Opcional) Texto geralmente curto, no qual o autor presta homenagem ou dedica o seu trabalho a alguém. Agradecimento (opcional) Tabelas, Quadros, Gráficos (Opcionais), conforme a orientação do professor e/ou orientador. Quer dizer os elementos pré-textuais podem ser:

Capa Folha de rosto Errata

Capa Folha de rosto Errata
Capa Folha de rosto Errata

(obrigatório)

(obrigatório)

(opcional)

Folha de aprovação (obrigatório)

Dedicatória

(opcional)

Agradecimentos

(opcional)

Epígrafe

(opcional)

Resumo e Abstract

(obrigatório)

Sumário

(obrigatório)

Listas de ilustrações, abreviaturas e siglas, símbolos

(opcional)

Nota: Resumo (obrigatório)

O resumo reflecte toda a pesquisa de forma sumária, mas de forma clara, concisa, não

tendo mais de 250 palavras caso de monografia de graduação e 500 de dissertação e tese.

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Deve dar ênfase os aspectos como: tema, objectivo, métodos e técnicas usados para lidar com o problema, o resultado e as conclusões do trabalho (ver página 34)

1. As Etapas da Pesquisa 2

A pesquisa é um procedimento reflexivo e crítico de busca de respostas para problemas

ainda não solucionados. O planeamento e a execução de uma pesquisa fazem parte de um processo sistematizado que compreende etapas que podem ser detalhadas da seguinte forma:

1)Escolha do tema; 2) Formulação do problema; 3) Justificativa; 4) Determinação de objectivos; 5) Formulação das Hipóteses; 6) Revisão da Literatura 7) Procedimentos Metodológicos; 8) Colecta de dados; 9) Tabulação de dados; 10) Análise e discussão dos resultados; 11) Conclusão da análise dos resultados. 12) Referências Bibliográficas 13) Anexos / Apêndices

1. 2 Escolha do Tema

Nesta etapa você deverá responder à pergunta: ―O que pretendo abordar?‖ O tema é um aspecto ou uma área de interesse de um assunto que se deseja provar ou desenvolver. Escolher um tema significa eleger uma parcela delimitada de um assunto, estabelecendo limites ou restrições para o desenvolvimento da pesquisa pretendida. A definição do tema pode surgir com base na sua observação do quotidiano, na vida profissional, em programas de pesquisa, em contacto e relacionamento com especialistas, no feedback de pesquisas já realizadas e em estudo da literatura especializada (BARROS; LEHFELD, 1999). A

2 Silva, Edna Lúcia da.(2001). Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação.3. ed. rev. Actual. Florianópolis: Laboratório de Ensino a Distância da UFSC,

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escolha do tema de uma pesquisa, em um Curso de Pós-Graduação, está relacionada à linha de pesquisa à qual você está vinculado ou à linha de seu orientador. Você deverá levar em conta, para a escolha do tema, sua actualidade e relevância, seu conhecimento a respeito, sua preferência e sua aptidão pessoal para lidar com o tema escolhido. Definido isso, você irá levantar e analisar a literatura já publicada sobre o tema.

1.3 Delimitação

É imperioso estabelecer as balizas do estudo

a) Espacial (local do tema / problema e o da pesquisa)

b) Temporal (tempo em que ocorre o problema)

c) Teórica (teoria de referência)

Deve-se explicar e / ou justificar devidamente os pontos descritos acima.

1.4 Formulação do Problema

Nesta etapa reflecte-se sobre o problema que se pretende resolver na pesquisa, se é realmente um problema e se vale a pena tentar encontrar uma solução para ele. A pesquisa científica depende da formulação adequada do problema, isto porque objectiva buscar sua solução

1.4.1 O que é um problema de pesquisa?

Na acepção científica, ―problema é qualquer questão não solvida e que é objecto de

discussão, em qualquer domínio do conhecimento‖ (Gil, 1999, p.49). Problema, para Kerlinger (1980, p.35), ―é uma questão que mostra uma situação necessitada de

discussão, investigação, decisão ou solução‖. Simplificando, problema é uma questão que

a pesquisa pretende responder. Todo o processo de pesquisa irá girar em torno de sua solução.

1.4.2 A escolha do problema de pesquisa

Muitos factores determinam a escolha de um problema de pesquisa. Para Rudio (2000), o

pesquisador, neste momento, deve fazer as seguintes perguntas:

o problema é original? o problema é relevante? ainda que seja ―interessante‖, é adequado para mim? tenho possibilidades reais para executar tal pesquisa? existem recursos financeiros que viabilizarão a execução do projecto?

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terei tempo suficiente para investigar tal questão?

existe a bibliografia relativo ao problema?

O

problema sinaliza o foco do que se vai pesquisar. Aspectos a considerar na escolha do

foco:

a relevância do problema : o problema será relevante em termos científicos

a

relevância do problema: o problema será relevante em termos científicos

quando propiciar conhecimentos novos à área de estudo e, em termos práticos, a

relevância refere-se aos benefícios que sua solução trará para a humanidade, país, área de conhecimento, etc.;

oportunidade de pesquisa : escolhe-se determinado problema considerando a possibilidade de obter prestígio ou

oportunidade de pesquisa: escolhe-se determinado problema considerando a possibilidade de obter prestígio ou financiamento.

a

1.4.3 Formulação do problema de pesquisa Na literatura da área de metodologia científica podem-se encontrar muitas recomendações a respeito da formulação do problema de pesquisa. Gil (1999) considera que as recomendações não devem ser rígidas e devem ser observadas como parâmetros para facilitar a formulação de problemas. Veja algumas dessas recomendações:

a) o problema deve ser formulado como pergunta, para facilitar a identificação do que se

deseja pesquisar;

b) o problema tem que ter dimensão viável: deve ser restrito para permitir a sua viabilidade. O problema formulado de forma ampla poderá tornar inviável a realização da pesquisa;

c) o problema deve ter clareza: os termos adoptados devem ser definidos para esclarecer

os significados com que estão sendo usados na pesquisa;

d) o problema deve ser preciso: além de definir os termos é necessário que sua aplicação

esteja delimitada. Para melhor entendimento de como deve ser formulado um problema de pesquisa, observe os exemplos abaixo (Martins, 1994):

Tema: Recursos Humanos Titulo: Perfil ocupacional Problema: Qual é o perfil ocupacional dos docentes da AM?

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Tema: Finanças

Titulo: Comportamento dos fornecedores

Problema: Quais os comportamentos dos fornecedores de víveres na AM?

Tema: Organizações

Titulo: Cultura organizacional

Problema: Qual é a relação entre cultura organizacional e o desempenho funcional dos

trabalhadores do centro de recrutamento de Nampula?

Tema: Recursos Humanos

Titulo: Incentivos e desempenhos

Problema: Qual é a relação entre incentivos salariais e desempenho dos trabalhadores

civis nas FADM?.

1.5 JUSTIFICATIVA

Nesta etapa reflecte-se sobre ―o porquê‖ da realização da pesquisa procurando identificar

as razões da escolha do tema e sua importância. Pergunte-se a si mesmo: o tema é

relevante e, se é, por quê? Quais os pontos positivos que se percebem na abordagem

proposta? Que vantagens e benefícios que se pressupõem que sua pesquisa irá

proporcionar? A justificativa deverá convencer quem for ler o projecto, com relação à

importância e à relevância da pesquisa proposta.

A justificativa é pessoal, deveria ter, no máximo, duas páginas e não inclui citações. ( Richardson, 1999:57 ).

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1.6 Determinação dos Objectivos: GERAL e ESPECIFICOS Toda pesquisa deve ter um objectivo determinado para saber o que se vai procurar e o que se pretende alcançar. Respondem às perguntas: por quê ? Para quê ? Para quem ? O objectivo torna explícito o problema, aumentando os conhecimentos sobre determinado assunto. Nessa etapa, explicam-se os objectivos gerais e específicos a serem utilizados durante a investigação. Esses deverão ser extraídos directamente dos problemas levantados na pesquisa. Os Objectivos podem ser Gerais e Específicos. Gerais: definem, de modo geral, o que se pretende alcançar com a realização da pesquisa. Específicos: definem etapas que devem ser cumpridas para alcançar o objectivo geral.

Nesta etapa pensar-se-á a respeito de sua intenção ao propor a pesquisa. Deverá sintetizar o que pretende alcançar com a pesquisa. Os objectivos devem estar coerentes com o problema proposto e a justificativa. O objectivo geral será a síntese do que se pretende alcançar, e os objectivos específicos explicitarão os detalhes e serão um desdobramento do objectivo geral. Os objectivos informarão quais os resultados que pretende alcançar ou qual a contribuição que sua pesquisa irá efectivamente proporcionar. Os enunciados dos objectivos devem começar com um verbo no infinitivo e este verbo deve indicar uma acção passível de mensuração. Como exemplos de verbos usados na formulação dos objectivos, podem-se citar:

determinar estágio cognitivo de conhecimento: os verbos apontar, arrolar, definir, enunciar, inscrever, registar, relatar, repetir, sublinhar e nomear;

discutir,

esclarecer, examinar, explicar, expressar, identificar, localizar, traduzir e transcrever; determinar estágio cognitivo de aplicação: os verbos aplicar, demonstrar, empregar, ilustrar, interpretar, inventariar, manipular, praticar, traçar e usar;

determinar

estágio

cognitivo

de compreensão:

os

verbos descrever,

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determinar estágio cognitivo de análise: os verbos analisar, classificar, comparar, constatar, criticar, debater, diferenciar, distinguir, examinar, provar, investigar e experimentar; determinar estágio cognitivo de síntese: os verbos articular, compor, constituir, coordenar, reunir, organizar e esquematizar; Determinar estágio cognitivo de avaliação: os verbos apreciar, avaliar, eliminar, escolher, estimar, julgar, preferir, seleccionar, validar e valorizar.

1.7 Formulação de Hipóteses/ Questões de Pesquisa

1.7.1 O que são hipóteses

- São as proposições testáveis que podem vir a ser a solução do problema;

- São respostas antecipadas a solução do problema.

-Soluções tentativas, previamente seleccionadas do problema de pesquisa.

-― Em muitos casos, as hipóteses são palpites que o investigador possui sobre a existência de relações entre variáveis‖(Verma e Besrd, (1981:184) Apoud Bell ( 1997:35). Um mesmo problema pode ter muitas hipóteses, que são soluções possíveis para a sua resolução. As hipóteses orientarão o planeamento dos procedimentos metodológicos necessários à execução da sua pesquisa. O processo de pesquisa estará voltado para a

procura de evidências que comprovem, sustentem ou refutem a afirmativa feita na hipótese. A hipótese define até aonde você quer chegar e, por isso, será a directriz de todo

o processo de investigação. A hipótese é sempre uma afirmação, uma resposta

possível ao problema proposto. As hipóteses podem estar explícitas ou implícitas na pesquisa. Quando analisados os instrumentos adoptados para a colecta de dados, é possível reconhecer as hipóteses subjacentes (implícitas) que conduziram a pesquisa (Gil, 1991). Metodologia da Pesquisa e Elaboração de Dissertação Para Luna (1997), a formulação de hipóteses é quase inevitável, para quem é estudioso da área que pesquisa. Geralmente, com base em análises do conhecimento disponível, o pesquisador acaba ―apostando‖ naquilo que pode surgir como resultado de sua pesquisa. Uma vez formulado o problema, é proposta uma resposta suposta, provável e provisória (hipótese), que seria o que ele acha plausível como solução do problema.

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1.7.2 Características das hipóteses

Muitos autores já determinaram as características ou critérios necessários para a validade das hipóteses. Lakatos e Marconi (1991) listaram onze (11) características já indicadas na literatura. São elas:

Consistência lógica: o enunciado das hipóteses não pode ter contradições e deve ter compatibilidade com o corpo de conhecimentos científicos;

Verificabilidade: devem ser passíveis de verificação;

Simplicidade: devem ser parcimoniosas evitando enunciados complexos;

Relevância: devem ter poder preditivo e/ou explicativo;

Apoio teórico: devem ser baseadas em teoria para ter maior probabilidade de apresentar genuína contribuição ao conhecimento científico;

Especificidade: devem indicar as operações e previsões a que elas devem ser expostas;

Plausibilidade e clareza: devem propor algo admissível e que o enunciado possibilite o seu entendimento; profundidade, fertilidade e originalidade: devem especificar os mecanismos aos quais obedecem para alcançar níveis mais profundos da realidade, favorecer o maior número de deduções e expressar uma solução nova para o problema.

1.7.3 Classificações das Hipóteses

O problema, sendo uma dificuldade sentida, compreendida e definida, necessita de uma

resposta ―provável, suposta e provisória‖, que é a hipótese. Para Lakatos e Marconi

(1991, p.104) a principal resposta é denominada de hipótese básica e esta pode ser complementada por outras denominadas de hipóteses secundárias. Hipótese Básica é a afirmação escolhida por você como a principal resposta ao problema proposto. A Hipótese básica pode adquirir diferentes formas, tais como:

―afirma, em dada situação, a presença ou ausência de certos fenómenos;

―afirma, em dada situação, a presença ou ausência de certos fenómenos;

se refere à natureza ou características de dados fenómenos, em uma situação específica;

se

refere à natureza ou características de dados fenómenos, em uma situação específica;

aponta a existência ou não de determinadas relações entre fenómenos;

aponta a existência ou não de determinadas relações entre fenómenos;

prevê variação concomitante, directa ou inversa, entre fenómenos, etc‖. Hipóteses Secundárias São afirmações

prevê variação concomitante, directa ou inversa, entre fenómenos, etc‖. Hipóteses Secundárias São afirmações complementares e significam outras possibilidades de resposta para o problema. Podem:

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―abarcar em detalhes o que a hipótese básica afirma em geral;

Englobar aspectos não-especificados na hipótese básica;

Indicar relações deduzidas da primeira;

Decompor em pormenores a afirmação geral;

Apontar outras relações possíveis de serem encontradas, etc‖.

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Tipos de Hipóteses Existem dois tipos de hipóteses:

a) quanto ao número de variáveis e a relação entre elas.

b) quanto a natureza das hipóteses.

Quanto ao número de variáveis e a relação entre elas

com uma variável a). Os camponeses não se interessam pela política Variável : interesse pela política. Indicadores : a). Os camponeses não se interessam pela política Variável: interesse pela política. Indicadores: ( não vão ao voto, recenseamento, negam os cargo políticos etc) b). Menos de 30% das raparigas concluem o EP2 no campo Variável: Conclusão de estudos. Indicadores ( efectivos das turmas, desistências, casamentos prematuros e outros ) c). A renda mensal dos trabalhadores domésticos em Moçambique é de três vezes inferior que salário mínimo. Variável: renda mensal Indicadores ( despesas mensais, oferta e procura)

com duas ou mais variáveis e uma relação de associaçãomensal Indicadores ( despesas mensais, oferta e procura) • As mulheres são mais conservadores que os

As mulheres são mais conservadores que os homens Variáveis: sexo e conservadorismo Tipo de relação: superioridade Indicadores ( fidelidade, moralidade, educação da família etc)

Os alunos que apresentam bom aproveitamento em Matemática também os apresentam na Física. Variáveis: aproveitamento escolar em matemática e física tipo relação: igualdade Indicadores (boas notas, despensas aos exames, aprovações, etc)

a participação política dos idosos é menor que a participação dos jovens Variáveis: idade e participação política Tipo de relação: inferioridade

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18 com duas ou mais variáveis e uma relação de dependência a) O êxodo rural é

com duas ou mais variáveis e uma relação de dependência a) O êxodo rural é influenciado pelas condições da urbe Variável dependente: O êxodo rural Variável independente: condições da urbe

Indicadores ( muita mão de obra activa na zona de imigração, formigueiro juvenil, banditismo, prostituição infantil, etc.)

Quanto a natureza das hipóteses 3

- Hipótese de pesquisa;

- Hipótese de nulidade;

- Hipótese estatística;

- Hipótese estatística de diferença;

- Hipótese estatística de associação;

- Hipótese estatística de estimação do ponto.

Hipótese de pesquisa; As hipóteses formuladas com base em marco referencial que o pesquisador elabora denomina-se hipótese de pesquisa ou hipótese de trabalho. Geralmente o pesquisador acredita que suas hipóteses são verdadeiras, à medida que derivam de uma teoria adequada. Como se sabe, as hipóteses são afirmações que devem ser testadas empiricamente. O teste significa submeter a hipótese a confirmação ou rejeição. Por exemplo, para testar a hipótese “ a renda mensal média dos operários da EDM é de três salários mínimos dos funcionários do Estado”, pode-se escolher uma amostra representativa dos trabalhadores da EDM, trabalhar com dados estatísticos do censo ou secretaria da direcção de trabalho. Se a análise dos dados indicar que a renda média está próxima dos três salários mínimos, confirma-se a hipótese. Se a renda média for muito mais alta ou mais baixa, a hipótese é rejeitada.

3 Richardson, Roberto Jarry (1999). Pesquisa social: métodos e técnicas. SP: Atlas

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Hipótese de nulidade Em certo sentido, as hipóteses de nulidade são o inverso das hipóteses de pesquisa. Servem para rejeitar ou negar as colocações de hipóteses de pesquisa. Exemplo, “ a renda mensal média dos operários da EDM não é de três salários mínimos dos funcionários do Estado”. Portanto, se afirma a situação contraria da hipótese de pesquisa.

Hipótese estatística São hipóteses de pesquisa formuladas em termos estatísticos, o que permite que sejam testadas utilizando as diversas técnicas disponíveis. Neste tipo de hipótese, a informação sobre pessoas ou coisas é reduzida a termos quantitativos.

Hipótese estatística de diferença As hipóteses estatísticas de diferenças médias, aplicáveis a variáveis intervalares entre dois grupos X1 e X2.

Hipótese estatística de associação As hipóteses estatísticas de associação especificam a relação entre duas ou mais variáveis. Por exemplo, um pesquisador pode estar interessado em comparar a relação entre anos de escolaridade e renda ou entre nível de aspirações e êxito profissional.

Hipótese estatística de estimação do ponto As hipóteses de estimação de ponto são aquelas em que o pesquisador preestabelece o valor de alguma característica de amostra ou população. Por exemplo, baseado em informações disponíveis, estima que o salário mensal médio dos trabalhadores agrícolas de tabaco em Tete é inferior a 2000 Meticais. O salário estimado é confrontado com o salário mensal de uma amostra de trabalhadores agrícolas de tabaco para verificar a adequação da estimação.

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1.7.4 Como formular as hipóteses O processo de formulação de hipóteses é de natureza criativa e requer experiência na área. Gil (1991) analisou a literatura referente à descoberta científica e concluiu que na formulação de hipóteses podem-se usar as seguintes fontes:

- Observação;

- Resultados de outras pesquisas;

- Teorias;

- Intuição. As hipóteses devem ser conceitualmente claras, específicas, empíricas e compreensíveis, isto é, não devem incluir conceitos complexos que dificultem a compreensão. Além disso, os conceitos empregados devem ser precisos, rigorosos e previamente definidos para evitar ambiguidades:

Exemplo de hipótese ambígua:

O desaquecimento da economia leva as empresas a desenvolverem políticas de contenção de pessoal. Exemplo de hipótese clara

A queda da produção industrial contribui para o desemprego. Nota: A diferença entre hipótese e questão de pesquisa é essencialmente de forma, isto é, Hipótese é normalmente uma afirmação enquanto que questão é uma pergunta

Exemplo de hipótese: A queda da produção industrial contribui para o desemprego. Exemplo de questão: Até que ponto a queda da produção industrial contribui para o desemprego?

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2.Revisão da Literatura Uma das etapas mais importantes de um projecto de pesquisa é a revisão de literatura. A revisão

de literatura refere-se à fundamentação teórica a ser adoptada para tratar o tema e o problema de pesquisa. Por meio da análise da literatura publicada traça-se um quadro teórico e faz-se a estruturação conceitual que dará sustentação ao desenvolvimento da pesquisa. A revisão de literatura resulta do processo de levantamento e análise do que já foi publicado sobre o tema e o problema de pesquisa escolhido. Permite um mapeamento de quem já escreveu e o que já foi escrito sobre o tema e/ou problema da pesquisa. Conforme Luna (1997), a revisão de literatura em um trabalho de pesquisa pode ser realizada com os seguintes objetivos:

Determinação do “estado da arte”: o pesquisador procura mostrar através da literatura

já publicada o que já sabe sobre o tema, quais as lacunas existentes e onde se encontram os principais entraves teóricos ou metodológicos;

Revisão teórica: insere-se o problema de pesquisa dentro de um quadro de referência teórica para explicá-lo. Geralmente acontece quando o problema em estudo é gerado por uma teoria, ou quando não é gerado ou explicado por uma teoria particular, mas por várias;

Revisão empírica: procura explicar como o problema vem sendo pesquisado do ponto de vista metodológico procurando responder: quais os procedimentos normalmente empregados no estudo desse problema? Que factores vêm afectando os resultados? Que propostas têm sido feitas para explicá-los ou controlá-los? Que procedimentos vêm sendo empregados para analisar os resultados? Há relatos de manutenção e generalização dos resultados obtidos? Do que elas dependem?

Revisão histórica: busca recuperar a evolução de um conceito, tema, abordagem ou

outros aspectos fazendo a inserção dessa evolução dentro de um quadro teórico de referência que explique os factores determinantes e as implicações das mudanças. Para elaborar uma revisão de literatura é recomendável que se adopte a metodologia de pesquisa

bibliográfica. Pesquisa Bibliográfica é aquela baseada na análise da literatura já publicada em forma de livros, revistas, publicações avulsas, imprensa escrita e electronicamente, disponibilizada na Internet. A revisão de literatura/pesquisa bibliográfica contribuirá para:

a) Obter informações sobre a situação actual do tema ou problema pesquisado;

b) Conhecer publicações existentes sobre o tema e os aspectos que já foram abordados;

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c)

Verificar as opiniões similares e diferentes a respeito do tema ou de aspectos relacionados ao tema ou ao problema de pesquisa.

Nenhuma pesquisa hoje parte da estaca Zero. Mesmo que exploratória, isto é, de avaliação de uma situação concreta desconhecida, em um dado local, alguém ou um grupo, em algum lugar, já deve ter feito pesquisas iguais ou semelhantes, ou mesmo complementares de certos aspectos da pesquisa pretendida. Uma procura de tais fontes, documentais ou bibliográficas, torna-se imprescindível para não duplicação de esforços, a não ―descoberta‖ de factos ou ideias já expressas.

3. Procedimentos Metodológicos 4 Há uma discussão na ciência a respeito das palavras: metodologia e método. Elas são largamente utilizados como sinónimo, embora muitos autores acreditem que seja importante destacar a diferença entre as duas. Uns entendem o método como um processo, e a metodologia como o estudo de um ou vários métodos. Interessante observar a etimologia destas palavras. Ambas as palavras derivam do mesmo radical do Grego, méthodos = caminho para chegar a um fim e logia = estudo de. Em ciências sociais existem métodos gerais e especificos:

3.1 Métodos Gerais das Ciências Sociais de (Abordagem) Dedutivo, Indutivo, Hipotético-dedutivo, Dialéctico e fenomenológico 5 . a) Método Dedutivo - é o método que parte do geral e, a seguir, desce ao particular. Parte de princípios reconhecidos como verdadeiros e induscutíveis e possibilita chegar a conclusões de maneira puramente formal, isto é, em virtude unicamente de sua lógica. O protótipo do raciocínio dedutivo é o silogismo, que, a partir de duas proposições chamadas premissas, retira uma terceira, nelas logicamente implicadas, chamada conclusão. Por exemplo:

5 GIL, António Carlos Métodos e Técnicas de Pesquisa Social (1994:31-33).

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Todo homem é mortal (premissa maior) Almeida é homem (premissa menor) Almeida é mortal ( conclusão)

b) Método Indutivo - procede inversamente. Parte do particular e coloca a

generalização como um produto posterior do trabalho de colecta de dados particulares. De acordo com o raciocínio dedutivo, a generalização não deve ser buscada aprioristicamente, mas constatada a partir da observação de um número de casos concretos suficientemente confirmadores da suposta realidade

c) Método hipotético-dedutivo Quando os conhecimentos disponíveis sobre

determinado assunto são insuficientes para a explicação de um fenómeno, surge uma inquietação o problema. Para tentar explicar a dificuldade expressa no problema, são formuladas conjecturas ou hipóteses. Das hipóteses formuladas, deduzem-se consequências que deverão ser testadas ou falseadas. Falsear significa tentar tornar falsas as consequências deduzidas das hipóteses. Enquanto no método dedutivo procura-se a todo custo confirmar a hipótese, no método hipotético-dedutivo ao contrário, procura-se evidências empíricas para confirmá-la.

d) Método Dialéctico - como lógica do pensamento, ligando todos os fenómenos ( acontecimentos anteriores, presentes, os possíveis no futuro, etc). É o método de investigação da realidade

Os princípios da abordagem dialéctica residem no seguinte 6 :

- princípio da unidade e luta dos contrários

- princípio da transformação das mudanças quantitativas em qualitativas

- princípio da negação da negação

6 GIL, António Carlos Métodos e Técnicas de Pesquisa Social (1994:34-36).

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e) Método Fenomenológico - consiste em mostrar o que é dado e em esclarecer este dado. Orientado totalmente para o objecto. Interessa-se por aquilo que é, e não o que estará por detrás disto ou daquilo. Não é dedutivo nem empírico. Não explica mediante leis nem deduz a partir de princípios, mas considera imediatamente o que está presente consciência objecto.

3.2 Métodos Específicos das Ciências Sociais (Procedimentos) experimental, observacional, comparativo, estatístico, clínico, estudo de caso, histórico, funcionalista, estruturalista e outros.

3.3 Tipos ou níveis de Pesquisa a) Pesquisas Exploratórias Estas pesquisas têm como objectivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vista a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses. O objectivo principal é o aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições. O levantamento bibliográfico, entrevistas a pessoas experimentadas no caso, análise de exemplos constituem aspectos fundamentais deste tipo de pesquisa.

b) Pesquisa Bibliográfica

É desenvolvida a partir de material já elaborado, constituído principalmente de livros e

artigos científicos

c) Colecta Documental

A recolha de dados restrita a documentos, escritos ou não, constituindo o que se

denomina de fontes primárias. Estas podem ser recolhidas no momento em que o facto ou fenómeno ocorre, ou depois. Fontes de Documentos:

- Arquivos Públicos (Municipais, Provinciais, Nacionais), que contêm: documentos oficiais, publicações parlamentares, documentos jurídicos,

e outros.

que contêm: documentos oficiais, publicações parlamentares, documentos jurídicos, e outros. - Arquivos Particulares

- Arquivos Particulares

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(domicílios particulares, instituições de ordem pública e/ou privada

particulares, instituições de ordem pública e/ou privada Fontes Estatísticos Característica da população (idade,

Fontes Estatísticos Característica da população (idade, sexo, raça, escolaridade, profissão, religião, estado civil, renda etc) - Factores que influenciam o tamanho da população (fertilidade, nascimentos, mortes, doenças, suicídios, emigração, imigração, Distribuição da população (habitat rural e urbano, densidade demográfica e outros)

- Factores económicos, Moradia, Meios de comunicação etc

d) Pesquisas Descritivas

Têm como objectivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenómeno ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis; exemplo: estudar as características de um grupo; sua distribuição por idade, sexo, procedência, nível de escolaridade, estado de saúde física e mental e outros aspectos.

e) Pesquisas Explicativas

. O fundamental deste tipo de pesquisa é identificar os factores que condicionam a ocorrência dos fenómenos e explicar as razões, o porquê das coisas. Nesta etapa você irá definir onde e como será realizada a pesquisa. Definirá o tipo de pesquisa, métodos a empregar, a população (universo da pesquisa), a amostragem, os instrumentos de colecta de dados e a forma como pretende tabular e analisar seus dados. População (ou universo da pesquisa) é a totalidade de indivíduos que possuem as mesmas características definidas para um determinado estudo.

3.4 Amostra é parte da população ou do universo, seleccionada de acordo com uma regra ou plano. A amostra pode ser probabilística e não-probabilística.

Amostras não-probabilísticas podem ser:

amostras acidentais: compostas por acaso, com pessoas que vão aparecendo; : compostas por acaso, com pessoas que vão aparecendo;

amostras por quotas: diversos elementos constantes da população/universo, na mesma proporção;

amostras intencionais: escolhidos casos para a amostra

constantes da população/universo, na mesma proporção; amostras intencionais : escolhidos casos para a amostra
constantes da população/universo, na mesma proporção; amostras intencionais : escolhidos casos para a amostra

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que representem o ―bom julgamento‖ da população/ universo.

Amostras probabilísticas são compostas por sorteio e podem ser:

amostras casuais simples/ aleatórias: cada elemento da população

tem oportunidade igual de ser incluído na amostra;

amostras casuais estratificadas: cada estrato, definido

previamente, estará representado na amostra;

amostras por agrupamento: reunião de amostras representativas de uma população.

3.5 A definição do instrumento de colecta de dados dependerá dos objectivos que se pretende alcançar com a pesquisa e do universo a ser investigado. Os instrumentos de colecta de dados tradicionais são:

Observação: quando se utilizam os sentidos na obtenção de dados de determinados aspectos da realidade. A observação pode ser:

observação assistemática: não tem planeamento e controle previamente elaborados; observação sistemática: tem planeamento, realiza-se em condições controladas para responder aos propósitos preestabelecidos; observação não-participante: o pesquisador presencia o fato, mas não participa; observação individual: realizada por um pesquisador; observação em equipe: feita por um grupo de pessoas; observação na vida real: registro de dados à medida que ocorrem; observação em laboratório: onde tudo é controlado.

Entrevista: é a obtenção de informações de um entrevistado, sobre determinado assunto ou problema. A : é a obtenção de informações de um entrevistado, sobre determinado assunto ou problema. A entrevista pode ser:

padronizada ou estruturada: roteiro previamente es- tabelecido; despadronizada ou não-estruturada: não existe rigidez de roteiro. Podem-se explorar mais amplamente algumas questões.

Questionário: é uma série ordenada de perguntas que devem ser respondidas por escrito pelo informante. O questionário deve ser objetivo, limitado em extensão e

que devem ser respondidas por escrito pelo informante. O questionário deve ser objetivo, limitado em extensão
que devem ser respondidas por escrito pelo informante. O questionário deve ser objetivo, limitado em extensão

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estar acompanhado de instruções As instruções devem esclarecer o propósito de sua aplicação, ressaltar a impor- tância da colaboração do informante e facilitar o preenchimento. As perguntas do questionário podem ser:

abertas: ―Qual é a sua opinião?‖; fechadas: duas escolhas: sim ou não; de múltiplas escolhas: fechadas com uma série de respostas possíveis. Young e Lundberg (apud Pessoa, 1998) fizeram uma série de recomendações úteis à construção de um questionário. Entre elas destacam-se:

- o questionário deverá ser construído em blocos temáticos obedecendo a uma ordem lógica na elaboração das perguntas;

- a redacção das perguntas deverá ser feita em linguagem compreensível ao informante. A linguagem deverá ser acessível ao entendimento da média da população estudada. A formulação das perguntas deverá evitar a possibilidade de interpretação dúbia, sugerir ou induzir a resposta;

- cada pergunta deverá focar apenas uma questão para ser analisada pelo informante;

o questionário deverá conter apenas as perguntas relacionadas aos objectivos da pesquisa. Devem ser evitadas perguntas que, de antemão, já se sabe que não serão respondidas com honestidade. Formulário: é uma colecção de questões e anotadas por um entrevistador numa situação face a face com a outra pessoa (o informante). O instrumento de colecta de dados escolhido deverá proporcionar uma interacção efectiva entre você, o informante e a pesquisa que está sendo realizada. Para facilitar o processo de tabulação de dados por meio de suportes computacionais, as questões e suas respostas devem ser previamente codificadas. A colecta de dados estará relacionada com o problema, a hipótese ou os pressupostos da pesquisa e objectiva obter elementos para que os objectivos propostos na pesquisa possam ser alcançados. Neste estágio você escolhe também as possíveis formas de tabulação e apresentação de dados e os meios (os métodos estatísticos, os instrumentos manuais ou computacionais) que serão usados para facilitar a interpretação e análise dos dados. Metodologia da Pesquisa e

-

ou computacionais) que serão usados para facilitar a interpretação e análise dos dados. Metodologia da Pesquisa

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Coleta de Dados Nesta etapa você fará a pesquisa de campo propriamente dita. Para obter êxito neste processo, duas qualidades são fundamentais: a paciência e a persistência. 3.6 Tabulação e Apresentação dos Dados Nesta etapa você poderá lançar mão de recursos manuais ou computacionais para organizar os dados obtidos na pesquisa de campo. Actualmente, com o advento da informática, é natural que você escolha os recursos computacionais para dar suporte à elaboração de índices e cálculos estatísticos, tabelas, quadros e gráficos.

4. Resultados (análise e discussão) Descrevem analiticamente os dados levantados, por uma exposição sobre o que foi observado e desenvolvido na pesquisa. A descrição pode ter o apoio de recursos

estatísticos, tabelas e gráficos, elaborados no decorrer da tabulação dos dados. Na análise

e discussão, os resultados estabelecem as relações entre os dados obtidos, o problema da

pesquisa e o embasamento teórico dado na revisão da literatura. Os resultados podem estar divididos por tópicos com títulos logicamente formulados. Conclusão Apresenta a síntese interpretativa dos principais argumentos usados, onde será mostrados os objectivos foram atingidos e se a(s) hipótese(s) foi(foram) confirmada(s) ou rejeitada(s). Deve constar da conclusão uma recapitulação sintetizada dos capítulos e a autocrítica, onde você fará um balanço dos resultados obtidos pela pesquisa. Andrade (1995) ressalta que a conclusão deve ser ―breve, exacta e convincente‖.

Recomendações (sugestões)

- diz o que foi constatado

- na base da constatação elabora-se sugestão

- explica-se a finalidade das sugestões

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ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS Referências Apresentar a bibliografia citada é obrigatório, pois todo o trabalho científico é fundamentado em uma pesquisa bibliográfica. Todas as publicações utilizadas no decorrer do texto deverão estar listadas de acordo com as normas da APA. Se necessário, as referências poderão ser organizadas por grau de autoridade (obras citadas, consultadas e indicadas).

Apêndice

Aparece no final do trabalho (opcional). Apêndice, é um texto ou documento elaborado pelo próprio autor, a fim de complementar sua argumentação, sem prejuízo da unidade nuclear do trabalho. A Metodologia da Pesquisa e Elaboração de Dissertação apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos. Exemplo APÊNDICE A APÊNDICE B

Anexo Aparece no final do trabalho (opcional). Anexo, texto ou documento, não elaborado pelo autor, que serve de fundamentação, comprovação e ilustração. Os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos. Exemplo ANEXO A ANEXO B

Glossário Nem sempre usual nas dissertações e teses, consiste em uma lista de palavras ou expressões técnicas que precisam ser definidas para o entendimento do texto.

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O PROJETO DE PESQUISA

O esquema para elaboração de um projecto de pesquisa não é único e não existem regras

fixas para sua elaboração. No projecto de pesquisa você mostrará o que pretende fazer; que diferença a pesquisa trará para a área a qual pertence, para a universidade, para o país

e para o mundo; como está planejada a execução; quanto tempo levará para a sua

execução e quais as pessoas e os investimentos necessários à viabilização da

pesquisa proposta (BARROS; LEHFELD, 1999). Um esquema clássico de apresentação

de projecto de pesquisa deverá conter:

INTRODUÇÃO (O que se vai fazer? e ―por quê‖?) Neste capítulo serão apresentados o tema de pesquisa, o problema a ser pesquisado e a justificativa. Contextualize, abordando o tema de forma a identificar os motivos ou o contexto no qual o problema ou a(s) questão(ões) de pesquisa foram identificados. Permita que se tenha uma visualização situacional do problema. Restrinja sua abordagem apresentando a(s) questão(ões) que fizeram você propor esta pesquisa. Indique as hipóteses ou os pressupostos que estão guiando a execução da pesquisa. Hipóteses ou pressupostos são respostas provisórias para as questões colocadas acima. Arrole os argumentos que indiquem que sua pesquisa é significativa, importante e/ou relevante. Indique os resultados esperados com a elaboração da pesquisa.

OBJETIVOS (para quê?) Neste item deverá ser indicado claramente o que você deseja fazer, o que pretende alcançar. Os objectivos podem ser:

OBJETIVO GERAL Indique de forma genérica qual o objectivo a ser alcançado. Metodologia da Pesquisa e Elaboração de Dissertação 89 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Detalhe o objectivo geral mostrando o que pretende alcançar com a pesquisa. Torne operacional o objectivo geral indicando exactamente o que será realizado em sua pesquisa. REVISÃO DE LITERATURA (O que já foi escrito sobre o tema?)

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Neste capítulo você realizará uma análise comentada do que já foi escrito sobre o tema de sua pesquisa procurando mostrar os pontos de vista convergentes e divergentes dos autores. Procure mostrar os enfoques recebidos pelo tema na literatura publicada (em livros e periódicos) e disponibilizada na internet.

METODOLOGIA (como? onde? com que?) Neste capítulo você mostrará como será executada a pesquisa e o desenho metodológico que se pretende adoptar: será do tipo quantitativa, qualitativa, descritiva, explicativa ou exploratória. Será um levantamento, um estudo de caso, uma pesquisa experimental, etc. Defina em que população (universo) será aplicada a pesquisa. Explique como será seleccionada a amostra e o quanto esta corresponde percentualmente em relação à população estudada. Indique como pretende colectar os dados e que instrumentos de pesquisa pretende usar: observação, questionário, formulário, entrevistas. Elabore o instrumento de pesquisa e anexe ao projecto. Indique como irá tabular os dados e como tais dados serão analisados. Indique os passos de desenvolvimento do modelo ou produto se a dissertação ou tese estiver direccionada para tal finalidade. A denominação Metodologia poderia ser substituída por Procedimentos Metodológicos ou Materiais e Métodos CRONOGRAMA (quando? em quanto tempo?) Neste capítulo você identificará cada etapa da pesquisa: Elaboração do projecto, Colecta de Dados, Tabulação e Análise de dados, Elaboração do Relatório Final. Apresente um cronograma estimando o tempo necessário para executar cada uma das etapas. ORÇAMENTO (quanto vai custar?) Neste capítulo você elaborará um orçamento com a estimativa dos investimentos necessários, isto é, que tornem viável a realização da pesquisa. Faça um quadro mostrando as Rubricas: Material de Consumo (papel A4, disquetes, cartuchos para impressora, etc.); Outros Serviços e Encargos (fotocópias, transporte, alimentação, etc.); Material Permanente (equipamentos, móveis, etc.). Arrole quantidades e valores em Meticais (MT). Apresente um somatório com o valor global.

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REFERÊNCIAS (que materiais foram citados?)

Neste capítulo você irá arrolar as referências bibliográficas, de acordo com as Normas da

Associação Americana de Psicologia (APA). Faça a referência dos documentos

de onde você extraiu as citações feitas na revisão da literatura

ANEXO (s) / APENDICE (s)

Neste capítulo você irá anexar cópias do instrumento de colecta de dados que se pretenderá usar (por exemplo, questionário, formulário, roteiro de entrevista) e outros documentos citados como prova no texto.

Nota: diferença entre Tema e Titulo

tema é algo mais abrangente e consiste na tese a ser defendida no próprio texto.

Já o título é algo mais sintético, é como se fosse afunilando o assunto que será posteriormente discutido. O importante é sabermos que: do tema é que se extrai o título, haja vista que o mesmo é um elemento-base, fonte norteadora para os demais passos.

Elaboração e Apresentação do Relatório de Pesquisa

(Monografia/dissertação/tese)

Elaborar e apresentar um relatório de pesquisa. Um trabalho científico é um texto escrito

para apresentar os resultados de uma pesquisa.

A dissertação de mestrado e a tese de doutorado são trabalhos científicos. As diferenças

entre elas não se resumem à extensão do trabalho, mas se referem ao nível da abordagem.

Da tese de doutorado os cursos exigem da pesquisa realizada uma contribuição original, e

da dissertação de mestrado as exigências nesse aspecto são menores. A dissertação de

mestrado representa o primeiro passo de inserção do pesquisador no mundo da ciência.

Para Salvador (1978), a contribuição que se espera da dissertação é a sistematização dos

conhecimentos; a contribuição que se deseja da tese é uma nova descoberta ou uma nova

consideração de um tema velho: uma real contribuição para o progresso da ciência.

Quanto à estrutura física do trabalho científico você adoptará o modelo abaixo

O relatório de pesquisa (dissertação ou tese) deve conter:

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Elementos Pré-Textuais Capa Folha de rosto Errata Folha de aprovação Dedicatória Agradecimentos Resumo e Abstract Sumário Listas de ilustrações, abreviaturas e siglas, símbolos Elementos Textuais Introdução Revisão de Literatura Metodologia Resultados (Análise e Discussão) Conclusão Elementos Complementares e Pós-Textuais Referências Apêndice Anexo Glossário

(Análise e Discussão) Conclusão Elementos Complementares e Pós-Textuais Referências Apêndice Anexo Glossário
(Análise e Discussão) Conclusão Elementos Complementares e Pós-Textuais Referências Apêndice Anexo Glossário
(Análise e Discussão) Conclusão Elementos Complementares e Pós-Textuais Referências Apêndice Anexo Glossário
(Análise e Discussão) Conclusão Elementos Complementares e Pós-Textuais Referências Apêndice Anexo Glossário
(Análise e Discussão) Conclusão Elementos Complementares e Pós-Textuais Referências Apêndice Anexo Glossário
(Análise e Discussão) Conclusão Elementos Complementares e Pós-Textuais Referências Apêndice Anexo Glossário
(Análise e Discussão) Conclusão Elementos Complementares e Pós-Textuais Referências Apêndice Anexo Glossário
(Análise e Discussão) Conclusão Elementos Complementares e Pós-Textuais Referências Apêndice Anexo Glossário
(Análise e Discussão) Conclusão Elementos Complementares e Pós-Textuais Referências Apêndice Anexo Glossário
(Análise e Discussão) Conclusão Elementos Complementares e Pós-Textuais Referências Apêndice Anexo Glossário
(Análise e Discussão) Conclusão Elementos Complementares e Pós-Textuais Referências Apêndice Anexo Glossário
(Análise e Discussão) Conclusão Elementos Complementares e Pós-Textuais Referências Apêndice Anexo Glossário

(obrigatório)

(obrigatório)

(opcional)

(obrigatório)

(opcional)

(opcional)

(obrigatório)

(obrigatório)

(opcional)

(obrigatório)

(opcional)

(opcional)

(opcional)

ELEMENTOS TEXTUAIS Quanto à organização dos elementos textuais (texto propriamente dito) do relatório da pesquisa, não existe uma única maneira de realiza-la, seja o texto uma tese ou uma dissertação. Há nomenclaturas que diferem de autor para autor, de instituição para instituição. Porém há pontos em comum, que indicam que tais relatórios de pesquisa devem possuir os itens a seguir. Introdução

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Mostra claramente o propósito e o alcance do relatório. Indica as razões da escolha do tema. Apresenta o problema e as hipóteses que conduziram a sua realização. Lista os objectivos da pesquisa. Revisão da Literatura Mostra, por meio da compilação crítica e retrospectiva de várias publicações, o estágio de desenvolvimento do tema da pesquisa (Azevedo, 1998) e estabelece um referencial teórico para dar suporte ao desenvolvimento o trabalho.

Metodologia (Procedimentos Metodológicos ou Materiais e Métodos) Deve:

fornecer o detalhe da pesquisa. Caso o leitor queira reproduzir a pesquisa, ele terá como seguir os passos adoptados;

esclarecer os caminhos que foram percorridos para chegar aos objectivos propostos;

apresentar todas as especificações técnicas materiais e dos equipamentos empregados;

indicar como foi seleccionada a amostra e o percentual em relação à população estudada;

apontar os instrumentos de pesquisa utilizados (questionário, entrevista, etc.);

mostrar como os dados foram tratados e como foram analisados.

Resultados (análise e discussão) Descrevem analiticamente os dados levantados, por uma exposição sobre o que foi observado e desenvolvido na pesquisa. A descrição pode ter o apoio de recursos estatísticos, tabelas e gráficos, elaborados no decorrer da tabulação dos dados. Na análise e discussão, os resultados estabelecem as relações entre os dados obtidos, o problema da pesquisa e o embasamento teórico dado na revisão da literatura. Os resultados podem estar divididos por tópicos com títulos logicamente formulados.

Conclusão Apresenta a síntese interpretativa dos principais argumentos usados, onde será mostrado se os objectivos foram atingidos e se a(s) hipótese(s) foi(foram) confirmada(s) ou

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rejeitada(s). Deve constar da conclusão uma recapitulação sintetizada dos capítulos e a autocrítica, onde você fará um balanço dos resultados obtidos pela pesquisa. Andrade (1995) ressalta que a conclusão deve ser ―breve, exacta e convincente‖.

ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS Referências Apresentar a bibliografia citada é obrigatório, pois todo o trabalho científico é fundamentado em uma pesquisa bibliográfica. Todas as publicações utilizadas no decorrer do texto deverão estar listadas. Se necessário, as referências poderão ser organizadas por grau de autoridade (obras citadas, consultadas e indicadas). Apêndice Aparece no final do trabalho (opcional). Apêndice, um texto ou documento elaborado pelo próprio autor, a fim de complementar sua argumentação, sem prejuízo da unidade nuclear do trabalho. Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos (Silva, Lúcia da, (2001:95). Exemplo APÊNDICE A APÊNDICE B Anexo Aparece no final do trabalho (opcional). Anexo, um texto ou documento, não elaborado pelo autor, que serve de fundamentação, comprovação e ilustração. Os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos (Silva, Lúcia da, (2001:95) Exemplo ANEXO A ANEXO B Glossário - Nem sempre usual nas dissertações e teses, consiste em uma lista de palavras ou expressões técnicas que precisam ser definidas para o entendimento do texto.

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Como Elaborar Artigos para Publicação 7 ?

INTRODUÇÃO Os artigos são elaborados e submetidos à avaliação em publicações periódicas da área. Publicações periódicas, segundo o Macrotesauros em Ciência da Informação (1982, p.47), são ―publicações que aparecem em intervalos regulares, com conteúdos e autores variados que registram conhecimentos atualizados e garantem aos autores prioridade intelectual nos resultados de pesquisa‖. No sistema de comunicação na ciência, o periódico é considerado a fonte primária mais importante para a comunidade científica. Por intermédio do periódico científico, a pesquisa é formalizada, o conhecimento torna-se público e se promove a comunicação entre os cientistas. Comparado ao livro é um canal ágil, rápido na disseminação de novos conhecimentos. Para Herschman (1970), a importância do periódico no sistema de comunicação na ciência deve-se a três funções básicas: a) função memória; b) função de disseminação; c) função social. A função memória lhe é conferida quando representa o instrumento de registo oficial e público da ciência; a função de disseminação quando se constitui em instrumento de difusão de informações; e a função social quando confere prestígio e recompensa aos autores, membros de comités editoriais e editores.

O QUE É UM ARTIGO 8 ?

É um ―texto com autoria declarada, que apresenta e discute ideias, métodos, processos,

técnicas e resultados nas diversas áreas do conhecimento‖. TIPOS DE ARTIGOS artigo original: quando apresenta temas ou abordagens próprias. Geralmente relata resultados de pesquisa e é chamado em alguns periódicos de artigo científico. artigo de revisão: quando resume, analisa e discute informações já publicadas. Geralmente é resultado de pesquisa

QUAL A ESTRUTURA RECOMENDADA PARA OS ARTIGOS?

7 Edna Lucia da Silva. (20010). Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertacao.3.ed.Florianopolis:Laboratorio de ensino a distanciada UFSC

8 Associação Brasileira de Normas Técnicas (1994, p.1)

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Elementos pré-textuais Título: o artigo dever ter um título que expresse seu conteúdo. Autoria: o artigo deve indicar o(s) nome(s) do(s) autor(es) acompanhado de suas qualificações na área de conhecimento do artigo. Resumo: parágrafo que sintetiza os objectivos do autor ao escrever o texto, a metodologia e as conclusões alcançadas. Portanto resumo é a apresentação condensada dos pontos relevantes de um texto. No resumo você deve ressaltar de forma clara e sintética a natureza e o objectivo do trabalho, o método que foi empregado, os resultados e as conclusões mais importantes, seu valor e originalidade. O conteúdo de um resumo deve contemplar o assunto ou os assuntos tratados de forma sucinta, o objectivo do trabalho, o método ou os métodos empregados, como o tema foi abordado e suas conclusões. A extensão recomendada, para os resumos informativos é a seguinte 9 :

Monografias e artigos = até 250 palavras; Notas e comunicações breves = até 100 palavras; Relatórios e teses = até 500 palavras. Palavras-chave: termos escolhidos para indicar o conteúdo do artigo. Pode ser usado vocabulário livre ou controlado. Elementos textuais Texto: composto basicamente de três partes: Introdução, Desenvolvimento e Conclusão. Se for divido em Sessões, deverá seguir o Sistema de Numeração Progressiva A Introdução expõe o objectivo do autor, a finalidade do artigo e a metodologia usada na sua elaboração.

O Desenvolvimento mostra os tópicos abordados para atingir o objectivo proposto. Nos

artigos originais, quando relatam resultados de pesquisa, o desenvolvimento mostra a análise e a discussão dos resultados.

A Conclusão sintetiza os resultados obtidos e destaca a reflexão conclusiva do autor.

São considerados elementos de apoio ao texto notas, citações, quadros, fórmulas e

ilustrações.

9 Edna Lucia da Silva. (20010). Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertacao.3.ed.Florianopolis:Laboratorio de ensinoa distanciada UFSC

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Elementos pós-textuais Apêndice: documento que complementa o artigo. Anexo: documento que serve de ilustração, comprovação ou fundamentação. Nota Editorial: currículo do autor, endereço para contacto, agradecimentos e data de entrega dos originais. Observações É necessário que o artigo agregue valor à área de estudo, apresente uma aplicação ou ideias novas. As frases devem ser curtas e fáceis de serem compreendidas.

Tese: proposi,cão elaborada com base em investigação original a ser defendida em público, vale pela real contribui,cão que ela oferece ao conhecimento do tema escolhido. Visa a obtenção do grau académico de doutor. Dissertação: trabalho de pesquisa sobre o qual será examinado o candidato e que deverá revelar domínio do tema proposto e capacidade de investigação.Visa a obtenção do grau de mestre Monografia: o tratamento escrito de um tema específico com o escopo de apresentar uma contribuição relevante ou original e pessoal à ciência. Pode ser apresentada no final do curso de graduação.

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Referências Bibliográficas 10

Quando se elabora um trabalho de pesquisa, existe a necessidade de fazer citações e referências bibliográficas. Existem normas internacionais e nacionais, que deverão ser respeitadas, de modo a haver uma uniformidade e melhor compreensão do que é referenciado.

Este guião segue as regras da APA American Psychological Association (Associação Americana de Psicologia) 11 .

No final de um trabalho escolar, deveremos apresentar sempre a listagem de obras consultadas (livros, periódico, documentos electrónicos…) a que chamamos:

bibliografia, referências ou referências bibliográficas.

Esta listagem deve ser colocada por ordem alfabética. Deve, seguidamente ser ordenada cronologicamente. A primeira linha da referência do documento aparece normalmente; às seguintes é escolhido o parágrafo pendente, que é um avanço de 1,25 cm.

PRINCÍPIOS GERAIS Autores NOMES: O nome do autor deve ser referenciado como aparece no documento, mas de forma invertida. Deve referir-se, em primeiro lugar, o último apelido ou o penúltimo, no caso de apelidos compostos ou com relações familiares, seguindo-se a inicial do nome próprio. Ex: Saramago, J. ; Castelo Branco, C. Os nomes espanhóis devem ser referenciados pelo apelido que aparece a seguir ao nome próprio. Ex: García Márquez, G.

10 - American Psychological Association. (2010) Publication manual of the American Psychological Association (6th ed.) Washington, DC:.em: www.apastyle.org

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AUTOR COLECTIVIDADE Instituto Nacional de Estatística DAT A A data de publicação coloca-se, entre parênteses, imediatamente a seguir ao autor. EX.: Oliveira, A. (1986). Coloca-se (s.d.) quando a data é desconhecida. PAGIA (S) DA OBRA CONSULTADA Após colocar os dados anteriormente referidos, caso utilizemos apenas uma ou várias páginas de um documento, podemos referenciá-las do seguinte modo:

Quando se refere a apenas uma página, com a sigla: (p.). EX: Jesus, M. (2009,p.114). Adolescência Problemática. Lisboa: Editorial Verbo. Com duas ou mais páginas, com a sigla: (pp.). EX: Jesus, M. (2009, pp.124-140). Adolescência Problemática Lisboa: Editorial Verbo. Ou então, com uma ou mais páginas, podem optar ainda pela modalidade de não pôr nenhuma sigla, colocando após a data dois pontos e o nº de página. EX: Jesus, M. (2009:119). Adolescência Problemática. Lisboa: Editorial Verbo. Pode citar-se, após a data ou número da referência, a página de onde se transcreveu o trecho. O número de página ou é precedido pela abreviatura de página ou é precedido pelo sinal de dois pontos 12

Ex: Ullman (1967, p. 100) considera que palavra não existe senão pelo contexto. Ou Ullman (1967: 100) considera que palavra não existe senão pelo contexto O problema da selecção de livros é fornecer ao leitor, cujos interesses e capacidades são conhecidos, o livro que se ajusta àqueles interesses e capacidades melhor do que qualquer outro livro (Wellard, 1937, p. 98) Ou O problema da selecção de livros é fornecer ao leitor, cujos interesses e capacidades são conhecidos, o livro que se ajusta àqueles interesses e capacidades melhor do que qualquer outro livro (Wellard, 1937: 98)

12 - Amaral, Wanda do.(1994). Guia para apresentação de teses, dissertações e trabalhos de graduação. UEM. Maputo.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS E CITAÇÕES conforme as normas da APA TITULOS Os títulos reproduzem-se como aparecem no documento, respeitando-se as regras de uso de abreviatura, maiúsculas ou outras. Nas bibliografias ou referências bibliográficas, os títulos das monografias e das publicações em série devem ser em itálico. Quando um documento não tem autor, ou é desconhecido, a referência bibliográfica entra pelo título do documento.

EX: O que fazer em caso de indisciplina. (2010). Nampula: Editorial Presença.

NOTA: Na listagem de referências bibliográficas, o título coloca-se igualmente por ordem alfabética, mas da primeira palavra significativa, o que exclui os artigos definidos e indefinidos. VOLUME Se o documento tiver volume, este deve ser incluído após o título do documento, entre parênteses e com a designação ―Vol.‖, caso se refira apenas a um volume e ―Vols.‖, caso se refira a dois ou mais volumes.

EX: Enciclopédia Editorial Verbo.

Verbo

Luso-Brasileira de Cultura (Vol.

4).

(2005). Lisboa:

LOCAL DE PUBLICACAO E EDITORA O local de publicação do documento deve ser colocado após o título, ou volume (caso este exista); seguidamente, devem ser colocados dois pontos (:) e por último, o nome da Editora. EX: Matos, B. (2008). Estudos Psicológicos do Adolescente. Porto: Porto Editora. Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes Olhão Biblioteca MONOGRAFIAS Livros de um só autor

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Oliveira, A. (1986). Monografia do concelho de Olhão. Faro: Algarve em Foco. Reis, C. (2001). O conhecimento da literatura: introdução aos estudos literários (2ª ed.) Coimbra: Almedina. Livros até cinco autores Cunha, C. e Cintra, L. (1996). Breve gramática do Português contemporâneo. Lisboa: Edições João Sá da Costa. Livros com seis ou mais autores Mateus, M. H. et al. (2003). Gramática da língua portuguesa. Lisboa: Caminho. Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes Olhão Biblioteca NOTA: Quando existirem mais do que seis autores, deve ser colocado o nome do primeiro autor, seguido de et al, que é a abreviatura da expressão latina ―et alli‖ que significa ―outros‖. Autor Colectividade Instituto Nacional de Estatística. (2002). Atlas das cidades e de Portugal: 2002. Lisboa: Autor. NOTA: Sempre que o editor seja o mesmo que o autor, após o local de edição e dos dois pontos, deverá colocar-se ―Autor‖. Capítulo em livro colectivo Pimenta, A. (1983). Viajar na palavra: até onde?. In Stephen Reckert e Y. K. Centeno (Org.), A viagem (entre o real e o imaginário) (pp. 23-43). Lisboa: Arcádia. Volume de livro Pantel, P. (1993). A Antiguidade. In G. Duby e M. Perrot. História das mulheres no Ocidente (Vol. 1). Porto: Afrontamento. Livros do mesmo autor e do mesmo ano Jesus, S. N. (2000a). Insucesso funcional dos alunos. Coimbra: Quarteto Editora. Jesus, S. N. (2000b). Motivação e Formação de Professores. Coimbra: Quarteto Editora.

NOTA: Sempre que um autor tenha escrito dois ou mais livros no mesmo ano, estes devem ser diferenciados através de letras: a, b, c, e assim sucessivamente, de modo a serem diferenciados. É atribuída a primeira letra, consoante a inicial do título da obra.

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PUBLICAÇÕES EM SÉRIE Nas publicações em série: revistas, jornais, periódicos, entre outros; as regras invertem- se ligeiramente, o título deixa de aparecer em itálico e o que aparece agora em itálico é o nome da revista e o número, caso tenha. Nos jornais, para além do ano de publicação, coloca-se também o respectivo dia e mês da publicação, colocando p. ou pp. antes do número de página; deixa de existir o local de publicação e a editora. Artigos científicos Gaspar, T. (2007). Eficiência e equidade nos sistemas europeus de educação e formação. Noesis, 71, pp. 14-15. Artigos não científicos Asteróide próximo da Terra expele meteoritos. (2008, 20 de Novembro). Diário de Notícias, p. 30.

DOCUMENTOS ELECTRÓNICOS Nos documentos electrónicos devem ser colocados, pela mesma ordem e regras os elementos, consoante o tipo de documento; após colocar o título, nas monografias, e o nome do jornal, número e páginas, no caso dos periódicos. Deverá seguidamente colocar- se a expressão: ―acedido em‖ ou ―disponível em‖. Após uma destas expressões, deverá colocar-se a data em que se teve acesso à informação, com a expressão ―em:‖, e por último, deve colar-se o link da página (s) consultada. Autor colectividade Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares. (2010). Guião de pesquisa para o 2.º, 3.º ciclos e secundário. Acedido em 23 de Outubro de 2010 em: http://www.rbe.min- edu.pt/np4/?newsId=126&fileNam e=guiao_2ciclo.pdf Documento com um ou mais autores VandenBos, G., Knapp, S., e Doe, J. (2001). Role of reference elements in the selection of resources by psychology undergraduates. Journal of Bibliographic Research, 5, 117- 123. Acedido em 13 de Outubro de 2001 em: http://jbr.org/articles.html.

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CITAÇÕES

O método empregado pelas Normas APA é autor-data, isto é, o sobrenome do autor e o

ano de publicação (não inclua sufixos como Jr.). O texto deve ser documentado citando o

Todos os autores

citados no texto, e apenas eles, devem estar presentes nas referências com as informações

completas. Este procedimento é obrigatório.

O QUE É UMA CITAÇÃO?

Uma citação consiste no acto ou efeito de citar: transcrever ou mencionar uma parte de

um texto, facto, ou opinião de um autor. COMO FAZER UMA CITAÇÃO? São diversas as formas de fazer citações. Uma citação correcta deve permitir a identificação da fonte e a sua localização, sem qualquer contestação.

O QUE CITAR?

A regra é que todas as ideias específicas, opiniões e factos que não são da autoria de

quem escreve devem ser citadas. Contudo, não deve ser citado tudo o que faz parte do conhecimento comum. Não se deve fazer uma citação em todas as frases, porque isso só significa que não se pensou e que não foram desenvolvidas ideias próprias. Assim sendo, a regra é: ―sempre que é usada informação de outras fontes, essa informação deve ser comentada‖.

autor e a data de publicação dos trabalhos pesquisados e consultados.

COMO CITAR?

O modelo-base das citações no corpo do texto inclui: o último nome do(s) autor(es) e o

ano de publicação. Sempre que se faz uma citação directa do trabalho ou se faz referência a uma passagem específica, deve-se acrescentar o número das páginas. Se o nome do autor aparece no texto, deve ser seguido do ano de publicação entre parênteses curvos. Quando a citação não tem número de página deve-se colocar a sigla (s.p.).

Caso a citação seja de um documento electrónico e este não tenha números de página, deve utilizar-se a abreviatura de parágrafo (para.), seguido do número do parágrafo em que aparece a citação.

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Citação directa

É quando se reproduz as palavras do autor através de uma transcrição. Introduza a citação

com uma frase que apresente o material a ser citado e que inclua o último nome do autor seguido pela data de publicação nos parênteses. Ponha o número de página (precedido por "p") nos parênteses após a citação.

EX: Peixoto (1997,p.56) escreveu que ― o património histórico das nossas cidades converteu-se num recurso importante da promoção local‖ Se a frase que apresenta o material a ser citado não nomear o autor, coloque o último nome do autor, o ano e o número de página entre parênteses após a citação. Use vírgulas entre os itens nos parênteses:

EX: É assim considerado que ― o património histórico das nossas cidades converteu-se num recurso importante da promoção local‖ (Peixoto, 1996, p. 15), Ou (Peixoto,

1996:15).

Citação indirecta

É quando utilizamos apenas as ideias que vêm descritas ao longo de um texto ou de um

livro e não transcrevemos o texto. Inclua o último nome do autor e a data na frase que apresenta o material a ser citado ou nos parênteses que seguem a citação. O número da página não é exigido para uma citação indirecta, mas deve-se incluí-lo se isso ajudar os

leitores a encontrar a passagem ao longo do trabalho fonte. EX: Como refere Santos (1995) o estado português caracteriza-se por…

Citação com dois autores

Nomeie os autores na frase que apresenta o material a ser citado ou entre parênteses, cada vez que citar o trabalho. Nos parênteses, use "e" entre os nomes dos autores; no texto, use "e." EX: Bertrand e Valois (2003) consideram que o paradigma industrial é o que predomina na sociedade ocidental. Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes

EX: O paradigma industrial é o que predomina na sociedade ocidental (Bertrand & Valois,

2003).

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Citações com três a cinco autores

Identifique todos os autores na frase que apresenta o material a ser citado ou entre parênteses na primeira vez que você citar a fonte.

EX: The chimpanzee Nim was raised by researchers who trained him in American Sign Language by molding and guiding his hands (Terrace, Petitto, Sanders, & Bever, 1979). Nas citações seguintes use o nome do primeiro autor seguido por "et al." na frase que apresenta o material a ser citado ou nos parênteses.

EX: Nim was able to string together as many as 16 signs, but their order appeared quite random (Terrace et al., 1979).

Citação com seis ou mais autores

Use apenas o nome do primeiro autor seguido por "et al." na frase ou nos parênteses. EX: The ape language studies have shed light on the language development of children with linguistic handicaps (Savage-Rumbaugh et al., 1993).

Citação com autor colectivo

Se o autor for um órgão governamental ou outra organização corporativa (corporações, associações, grupo de estudos) use o nome da organização na frase que apresenta o material a ser citado ou entre parênteses na primeira vez que citar a fonte.

EX: De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (2010), o número de alunos que abandonaram a escola…

Se a organização tiver uma abreviatura familiar, você pode incluí-la entre parênteses rectos na primeira vez em que citar a fonte e use a abreviatura sozinha nas citações posteriores.

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PRIMEIRA CITAÇÃO

(Instituto Nacional de Estatística [INE], 2010)

CITAÇÕES POSTERIORES

(INE, 2010)

Autor desconhecido

Se o autor for desconhecido, mencione o título do trabalho na frase que apresenta o material a ser citado ou dê as primeiras palavras do título do item da lista de referência (geralmente o título) e o ano. Os títulos dos artigos e os capítulos são colocados entre aspas e os títulos dos livros, periódicos, folhetos ou relatórios em itálico.

EX: Chimpanzees in separate areas of Africa differ in a range of behaviors: in their methods of cracking nuts, for example, or in their grooming rituals. An international team of researchers has concluded that many of the differing behaviors are cultural, not just responses to varying environmental factors ("Chimps", 1999).

Citação secundária ( Citação de Citação)

Quando a citação é acedida através de fontes secundárias, deve indicar-se qual a fonte consultada. EX: Procura-se ter presente que a vida social não só é variada como profunda, tendo ―muitos estratos de significado” (Berger, 1966, citado por Woods, 1996, p. 53).

Citação com autores mesmo apelido e mesma inicial

Sempre que os autores tenham o mesmo apelido e a mesma letra inicial, deve-se colocar o apelido e o nome por ordem directa. EX: O processo de regionalização é complexo (Paulo Santos, 1987). EX: A floresta está em decadência (Pedro Santos, 2003). NOTA: na listagem de referências bibliográficas, deverão seguir-se as restantes normas da APA, excepto que após a inicial do nome, deverá constar o nome entre parênteses rectos. Citação com menos de 40 palavras deve permanecer incorporada no texto entre aspas

interpretada por DiMaggio e Powell (1983, p. 152), como "a luta colectiva

duplas:

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dos membros de uma ocupação para definir as condições e métodos de sua actividade [

e para estabelecer uma base cognitiva e de legitimação para sua autonomia ocupacional".

]

Citação muito longa

Citação acima de 40 palavras deve ser apresentada em nova linha, num

bloco independente, com recuo de 0,3 cm do parágrafo da margem esquerda, sem

aspas, com espaçamento simples entre linhas e a fonte segue o tamanho normal do

texto Times New Roman 12. As linhas subsequentes devem acompanhar o recuo.

Observe o exemplo abaixo:

de modo racional referente a fins, por expectativas quanto ao comportamento de objetos do mundo exterior e de outras pessoas, utilizando estas expectativas como condições ou meios para alcançar fins próprios, ponderados e perseguidos racionalmente, com sucesso; de modo racional referente a valores, pela crença consciente no valor ético, estético, religioso ou qualquer que seja sua interpretação absoluto e inerente a determinado comportamento como tal, independentemente do resultado; de modo afetivo, especialmente emocional, por afetos ou estados emocionais atuais; de modo tradicional, por costume arraigado. (Weber, 1994, p. 15).

Citação com omissão no meio

A indicação de material omitido, alterado ou acrescentado a uma citação faz-se usando

parênteses rectos: Omitir texto:

EX: ―Num sistema de ensino […] é difícil encontrar‖ (Rodrigues, 1999b:198).

Citação com tradução

Se o original de um documento for noutra língua que não a portuguesa, e optarmos por

fazer uma tradução livre do texto, deverá sempre dar-se essa indicação colocando, entre

parênteses curvos a expressão ―tradução nossa‖.

EX: Eram tempos inglórios que decorriam em Inglaterra no século XVI (Banes,

2004, tradução nossa). OU

EX: Segundo Banes (2004) decorriam em Inglaterra tempos inglórios no século XVI

(tradução nossa).

Citação com recurso a comunicações pessoais

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Entrevistas, cartas, memorandos, comunicações electrónicas (mensagens electrónicas/ grupos de discussão) e outras comunicações pessoais devem ser citadas como se segue:

EX: One of Patterson's former aides, who worked with the gorilla Michael, believes that he was capable of joking and lying in sign language (E. Robbins, comunicação pessoal, 4 Janeiro, 2000).

NOTA: As comunicações pessoais não constam nas referências bibliográficas, fazendo- se apenas referência no corpo do texto.

Citação com uso da palavra sic

Sempre que ao realizar uma citação directa, no corpo do texto apareça alguma palavra que esteja escrita de forma incorrecta ou que já não exista mais a morfologia utilizada, deve utilizar-se a expressão ―sic‖ que vem do latim e significa ―é assim‖, ―é desta forma‖. EX: Segundo Marques (1988) era ― inconcebível que alguém nas sociedade (sic) modernas votasse contra a democracia‖ (p.149). Sistema numérico: as citações devem ter uma numeração única e consecutiva, colocadas acima do texto, em expoente, ou entre parênteses. No texto: ― fazendo um relatório com algumas notas de rodapé‖ 13 No texto: segundo McGregor ―fazendo um relatório com algumas notas de rodapé‖( 14 )

13 Bonomo, Robson. Metodologia cientifica : citações e referências Bibliograficas

14 Bonomo, Robson. Metodologia cientifica : citações e referências Bibliograficas

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NOTA FINAL No que respeita às citações, é importante seguir em todo o trabalho uma única norma, de forma coerente. As orientações para referências e citações deste guião estão de acordo com as Normas da APA e utilizam informações obtidas nos seguintes sites:

Referências:

American Psychological Association. (2010) Publication manual of the American Psychological Association (6th ed.) Washington, DC:Autor. Para mais informações consultar o site da APA em www.apastyle.org

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Bibliografia

Amaral Wanda do. (1994) Guia para apresentação de teses, dissertações e trabalhos de graduação. UEM. Maputo.

American

Psychological Association. (2010)

Publication manual of the American

Psychological Association (6th ed.) Washington, DC: em: www.apastyle.or

Azevedo, Carlos A.(1996). Moreira e outro. Metodologia Científica. 3ed. Porto: T. Académicos.

Bell, Judith (1997). Como realizar um projecto de Investigação. Lisboa:Gradiva.

Eco, Umberto (1997). Como se faz uma tese em ciências humanas. 8ed.Lisboa:Presença.

Gil, António Carlos (1994:34-36). Métodos e Técnicas de Pesquisa Social.

Gil, António Carlos (1991). Como elaborar projectos de pesquisa. 3ed.SP:Atlas

_ (1999). Métodos e técnicas de Pesquisa social 5ed. S.P.: ATLAS.

Lakatos, Eva Maria; Marconi (1991). Marina de Andrade. Ciência e conhecimento científico: métodos científicos. Teorias, hipóteses e variáveis. 2.ed. S.P.: Atlas.

_ (1992). Eva Maria; Marconi, Marina de Andrade. Metodologia do Trabalho Científico. 4.ed. S.P.: Atlas.

Marconi, Marina de Andrade e Lakatos, Eva Maria (2002). Técnicas de Pesquisa. 5.ed. SP: Atlas.

Richardson, Roberto Jarry (1999). Pesquisa social: métodos e técnicas. S.P.: Atlas.

Silva, Edna Lúcia da (2001). Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação.3. ed. rev. atual. Florianópolis: Laboratório de Ensino a Distância da UFSC,