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V.

3 - N0 2
Abr/Mai/Jun 2009
ISSN 1981-2922

Periodontia e Prótese
Diagnóstico, planejamento e soluções em perfeita sincronia

Nesta edição
• Caderno Científico - Periodontia
• Caderno Científico - Cariologia
• Guia de Produtos de Higiene
Bucal para uso Domiciliar
[ Editorial ]

Em sintonia com o mercado

Em seu terceiro ano de existência, a revista PerioNews está se tornando referên-


cia de milhares de especialistas em todo o Brasil, recebendo o reconhecimento da
comunidade científica. E começa também a ganhar autonomia própria para tra-
zer, além de artigos científicos e informação de qualidade aos cirurgiões-dentistas,
produtos e serviços para obtenção de melhores resultados individuais relativos à
saúde periodontal.

Indexada nas bases de dados BBO e Lilacs, sendo Qualis B4 - Odontologia, a Perio-
News iniciou 2009 inovando mais uma vez, com a inclusão de uma nova seção na
revista: o Guia de Produtos de Higiene Bucal para uso Domiciliar. Organizado em
categorias, esse Guia tem como objetivo apresentar os produtos existentes e, as-
sim, auxiliar o cirurgião-dentista a indicar a melhor alternativa, seja para a profilaxia,
seja para o tratamento de pacientes em seu consultório.

Com a missão de prevenir e tratar a perda de suporte dentário causada por doen-
ças periodontais, a Periodontia é uma especialidade que se renova a cada dia para
manter o paciente em estado de saúde permanente. E nesse trabalho de preven-
ção, tratamento e manutenção, o cirurgião-dentista tem, hoje, à disposição, uma
gama ampla de itens que o auxiliam nessas tarefas. Itens esses que deixaram há
muito tempo de ser apenas de uso cosmético para se tornarem cada vez mais de
uso terapêutico e específicos para cada caso.

Além disso, a velocidade com que essas novidades chegam ao mercado nem sem-
pre é acompanhada pelos profissionais, que precisam e devem estar atualizados
com as novas evidências científicas. Assim, o Guia de Produtos de Higiene Bucal
para uso Domiciliar, que a PerioNews divulga, a cada edição, e que também está
disponível no site da revista, quer tornar mais acessível esse conhecimento aos pro-
fissionais da Periodontia e da Cariologia.

Visite o nosso site e leia a revista.

Boa atualização!

Prof. Dr. Antonio Wilson Sallum


Editor científico

Revista PerioNews 2009;3(2):89 89


[ Ponto de vista ]

Relação Periodontia/Prótese Dentária

A Periodontia, como especialidade da Odontologia, sempre teve como


principal objetivo a prevenção e o tratamento das doenças periodontais, desde os

primórdios de sua história até os dias atuais. Verificamos, assim, grandes avanços

em conhecimentos científicos na área, principalmente as mais requintadas técnicas

cirúrgicas, como as regenerativas com emprego de membranas e biomateriais, até

chegar aos dias de hoje com muito mais recursos, fazendo com que a Periodontia
Eduardo Gomes Seabra
se integrasse cada vez mais com outras áreas da Odontologia.

Apesar da relação com as demais especialidades odontológicas, podemos cons-

tatar a grande afinidade que a Periodontia tem com a Odontologia Restauradora (Dentística e Prótese Dentária),

duas áreas nas quais atuo (Periodontia e Prótese), podendo assim testemunhar o quanto é difícil separar estas duas

áreas de conhecimento.

Um trabalho restaurador, seja ele uma simples restauração ou uma reabilitação protética, só obterá sucesso tanto

na parte funcional quanto na parte estética se forem bem observados os tecidos periodontais. Mesmo levando-se

em consideração os princípios biológicos das nossas restaurações, como terminações cervicais, contornos vestibu-

lares, linguais e proximais (pontos de contatos), estes sempre precisam estar de acordo com os níveis e contornos

das margens gengivais (localização correta dos zênites), com a forma e a preservação das gengivas interproximais

(papila preenchendo toda área interproximal) e com o estabelecimento de um sulcogengival saudável, ou seja,

uma gengiva sem qualquer sinal de inflamação. Estas são condições essenciais para o sucesso de qualquer proce-

dimento restaurador e, portanto, a razão maior para que um bom conhecimento da Periodontia seja imprescindível

para os especialistas das duas áreas

Somente respeitando estes requisitos é que teremos sucesso em nossos trabalhos restauradores. Se apenas as res-

taurações estiverem bem feitas (bom contorno, boa terminação cervical, bom polimento, boa coloração do mate-

rial restaurador), sem a presença dos requisitos referentes aos tecidos periodontais, nem a estética ficará boa, uma

vez que gengiva saudável é um fator fundamental para a estética de qualquer trabalho restaurador.

Portanto, no meu ponto de vista, os especialistas destas duas áreas devem conhecer muito bem os conteúdos da

Periodontia e da Prótese Dentária, como se fossem uma única especialidade da Odontologia.

Eduardo Gomes Seabra é especialista em Periodontia - USP e Prótese Dentária - UFRN; Mestre em Reabilitação Oral – Periodontia
- Bauru-USP; Doutor em Odontologia – Periodontia - Bauru-USP; Professor Associado II da Disciplina de Periodontia - UFRN.

Revista PerioNews 2009;3(2):91 91


89] EDITORIAL
Em sintonia com o mercado

91] PONTO DE VISTA


EDITOR CIENTÍFICO
Prof. Dr. Antonio Wilson Sallum (FOP-Unicamp/SP)
Relação Periodontia/
(awsallum@terra.com.br) Prótese Dentária
CONSELHO CIENTÍFICO
Profs. Drs. Álvaro Francisco Bosco (Unesp-Araçatuba/SP), Arthur Be-
Eduardo Gomes Seabra
lém Novaes Júnior (Forp - USP/SP), Benedicto Egbert Corrêa de Toledo
(Unifeb/SP), Cassiano Kuchenbecker Rösing (UFRGS/RS), Carlos Alberto
Dotto (Unicid/SP), Daiane Cristina Peruzzo (FOP-Unicamp/SP), Eduardo
Gomes Seabra (UFRN/RN), Eduardo Muniz Barretto Tinoco (Uerj-Uni-
granrio/RJ), Eduardo Saba Chujfi (SLMandic/SP), Elcio Marcantonio
94] PERIODONTIA E ESPECIALIDADES
Jr. (Unesp-Araraquara/SP), Enilson Antonio Sallum (FOP-Unicamp/ A Prótese em parceria
SP), Euloir Passanezi (FOB-USP/SP), Fernanda Vieira Ribeiro (FOP-
Unicamp/SP), Francisco Pustiglioni (Fousp/SP), Francisco Humberto com a Periodontia
Nociti Jr. (FOP-Unicamp/SP), Getúlio da Rocha Nogueira Filho (EBMSP/
BA), Henrique Cruz Pereira (Unig/RJ), José Eduardo Cezar Sampaio
(Unesp/SP), José Eustáquio da Costa (UFMG/MG), José Roberto Cor-
telli (Unitau/SP), Luis Antonio P. Alves de Lima (USP/SP), Magda Feres
(UnG/SP), Márcio Fernando de Moraes Grisi (Forp-USP/SP), Marcio 100] CADERNO CIENTÍFICO
Zaffalon Casati (FOP-Unicamp/SP), Renato de Vasconcelos Alves (FOP-
UPE/PE), Ricardo Guimarães Fischer (Uerj-RJ), Rui Vicente Oppermann
Trabalhos originais e inéditos
(UFRGS/RS), Sérgio Luís da Silva Pereira (Unifor/CE), Sônia Groisman
(UFRJ/RJ), Urbino da Rocha Tunes (EBMSP/BA), Valdir Gouveia Garcia
em Periodontia e Cariologia
(Unesp-Araçatuba/SP), Vinicius Augusto Tramontina (PUC/Paraná),
Wilson Roberto Sendyk (Unisa/SP), Wilson Trevisan Jr. (Aonp/PR)

PerioNews
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149] GUIA DE PRODUTOS
Guia de produtos de higiene
Editor executivo: Haroldo J. Vieira (haroldo@vmcom.com.br)
Editora e jornalista responsável: Cecilia Felippe Nery - MTb 15.685
(cecilia_nery@vmcom.com.br)
bucal para uso domiciliar
Editora assistente - Caderno científico/Revisora: Ana Lúcia Zanini Luz
(analucia@vmcom.com.br)
Assistente de redação: Vivian Arais
Diretora de arte: Miriam Ribalta 165] NORMAS DE PUBLICAÇÃO
Assistentes de arte: Cristina Sigaud e Eduardo Kabello
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Como enviar seus trabalhos
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Todos os artigos assinados são de inteira responsabilidade
LILACS - Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências
dos respectivos autores.
da Saúde
ISSN 1981-2922

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CADERNO CIENTÍFICO

ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLES

100] Utilização das proteínas derivadas da matriz


do esmalte em lesões de bifurcação Classe II
119] Peeling gengival - apresentação de duas
técnicas
proximais Gingival peeling - presentation of two techniques
Enamel matrix derivative proteins in the treatment Maike Paulino da Silva, Tatiane Oliveira Sirotto, Daniel
of proximal Class II furcation involvements - Sanches Ferrari, Ana Beatriz Piazza Queiroz, Poliana
case report Mendes Duarte
Renato Corrêa Viana Casarin, Érica Del Peloso Ribeiro,
Daniela da Silva Feitosa*, Francisco Humberto Nociti
Júnior, Antônio Wilson Sallum, Enílson Antônio Sallum,
124] O retalho posicionado coronalmente
como uma técnica previsível
Márcio Zaffalon Casati The coronally positioned flap as a predictable
technique. A case report

107] Revisão comparativa de terapias com


enxertos autógenos e alógenos com osso
Michel Reis Messora, Flávia Aparecida Chaves Furla-
neto, Tatiana Miranda Deliberador, Maria José Hitomi
fresco congelado Nagata, Alvaro Francisco Bosco, Valdir Gouveia Garcia
Comparative analysis of therapies with autogenous
grafts and allogenous grafts with frozen fresh Enxerto de tecido conjuntivo subepitelial: uma
human bone
131] alternativa em cirurgia plástica periodontal
Renata Magalhães Cyrino, Eugênio José Pereira Lages, Subepithelial connective tissue graft: a alternative
Elizabeth Maria Bastos Lages, Fernando de Oliveira in periodontal plastic surgical - Case report
Costa Lucas Amaral Fontanari, Márcia Regina Rodrigues,
Emilia Irma Scremin, Marisa Shizuko Ikeda Kitano, José
Aspectos técnicos do tracionamento para Eduardo Cezar Sampaio, Wilson Trevisan Júnior
113] recuperação das distâncias biológicas
Technical aspects of forced eruption for biological Estudo in vitro da capacidade de remoção de
width reestablishment: literature review
138] tecido cariado pelo Carisolv e Papacárie
Flávio Roberto Guerra Seabra, Eduardo Gomes Seabra Hability of removal carious tissue with Carisol
and Papacarie: an in vitro study
Monique Guerra, Senda Charone, Helio Henrique
Rodrigues Sampaio, Nadia Magalhães Moraes,
Sonia Groisman

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A Prótese em parceria
com a Periodontia
NA EDIÇÃO PASSADA DEMOS INÍCIO A UMA SÉRIE DE MATÉRIAS
SOBRE A INTEGRAÇÃO ENTRE AS VÁRIAS ESPECIALIDADES DA

ODONTOLOGIA, TRATANDO, INICIALMENTE, DA RELAÇÃO ENTRE A


PERIODONTIA E A IMPLANTODONTIA. DANDO PROSSEGUIMENTO
À SÉRIE, NESTA EDIÇÃO ABORDAREMOS UM DOS ASSUNTOS

MAIS DISCUTIDOS DA ODONTOLOGIA ATUAL: A INTEGRAÇÃO DA

PERIODONTIA COM A PRÓTESE.

Por Cecilia Felippe Nery

Além desses, Grisi lembra que o exame radiográ-


fico periapical completo, com 14 radiografias periapi-
cais e duas ou quatro radiografias interproximais, deve
ser obrigatoriamente realizado. “Em casos especiais, ra-
diografias panorâmicas e tomografias auxiliam o diag-
Num tratamento com Prótese, é fundamental nóstico e o planejamento em situações que envolvam
que os princípios biológicos estejam presentes em to- tratamentos associados a implantes. Se houver sinal de
dos os procedimentos. Assim, antes de se iniciar a res- doença periodontal, a mesma deve ser eliminada por
tauração, é imprescindível que a doença periodontal meio de um tratamento periodontal efetivo. Não se
seja tratada e eliminada com sucesso, e que os procedi- concebe, à luz dos conhecimentos atuais, a reabilitação
mentos realizados posteriormente, durante a execução protética de um paciente sem um absoluto controle da
da prótese, estejam de acordo com a biologia dos te- saúde periodontal”, esclarece.
cidos periodontais. Daí a importância de uma parceria Já César Arita, mestre e doutor em Reabilitação
efetiva entre a Periodontia e a Prótese. Oral e Especialista em Prótese Dentária e em Desordem
É fato consumado entre os profissionais da Odon- Temporomandibular e Dor Orofacial, destaca que, além
tologia que antes de iniciar qualquer terapia, o exame da parte de sintomatologia relacionada com a musculatu-
clínico periodontal é de fundamental importância para ra mastigatória e articulação temporomandibular, outro
os pacientes que vão ser submetidos a tratamento ponto forte a ser relacionado é sobre o comportamento
protético-periodontal. “Há necessidade de um exame dos tecidos periodontais: dor e sangramento durante a
completo, avaliando todos os parâmetros clínicos, cha- escovação. “A homeostase da cavidade oral é um dos ob-
mados de indicadores clínicos de doença periodontal, jetivos de uma reabilitação oral e, para os procedimentos
como presença de sangramento a sondagem na mar- protéticos, a parte periodontal adequada é condição sine
gem gengival e no fundo das bolsas periodontais, pre- qua non para poder iniciar os procedimentos de preparo,
sença de bolsas periodontais: avaliadas em seis áreas de provisionalização e moldagem”, ressalta.
cada dente, três na vestibular e três na lingual ou palati- A sequência didática empregada por Arita nos
na, presença de recessões gengivais e, principalmente, cursos é a mesma utilizada em sua clínica voltada à Rea-
o nível clínico de inserção”, informa Marcio Fernando de bilitação Oral, Odontologia Estética e Implantes: 1. Ade-
Moraes Grisi, professor associado e livre docente do De- quação neuromuscular; 2. Adequação do meio bucal;
partamento de CTBMF e Periodontia da Faculdade de 3. Adequação oclusal; e 4. Check-list estético. “Na etapa
Odontologia de Ribeirão Preto (USP). de adequação do meio bucal , vemos a parte da saúde

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[ Periodontia e especialidades ]

é algo que demanda tempos de estudo e experiência


profissional, principalmente quando envolvem diferen-
tes especialidades”, acrescenta.
Portanto, é incontestável que o exame periodon-
tal deva fazer parte da avaliação geral de um paciente
que irá ser submetido a um tratamento protético. “Em
César Arita condições de normalidade, o complexo gengival, cons-
tituído de gengiva marginal, papilar e inserida, é com-
posto por um tecido colágeno denso, revestido por um
tecido epitelial que assume características diferentes de
periodontal, nível de escovação, risco de cárie e halitose; espessura e de ceratinização, dependendo de sua loca-
de maneira que se constitui em um alicerce forte para o lização”, explica Bosco.
sucesso do tratamento reabilitador”, assegura. Conforme ele, ainda, certas características perio-
Claudio Luiz Sendyk, doutor e mestre pela USP, e dontais são geneticamente determinadas, sofrendo va-
especialista em Prótese e Dentística e professor do De- riações em função do tamanho, disposição e perfil dos
partamento de Prótese da Fousp, destaca também que dentes, bem como por fenômenos fisiológicos dados
os pontos importantes para a anamnese de um paciente à região, durante toda a vida. “Os tecidos periodontais
a ser submetido ao tratamento com próteses são: ava- podem, portanto, assumir situações distintas, variando
liação do sistema estomatognático, avaliação do estado desde uma gengiva ceratinizada espessa e larga sobre
das ATMs, oclusão e seus planos; correta avaliação dos um tecido ósseo espesso, o qual suporta bem as agres-
elementos dentais que serão utilizados como pilares da sões da mastigação e da escovação a uma gengiva fina e
prótese, avaliação endodôntica, periodontal e eixos de estreita, revestindo uma tábua óssea fina ou até mesmo
inclinação que dificultem a inserção da prótese; ava- inexistente, com fortes tendências à recessão gengival
liação da altura de coroa clínica e área axial preparada quando associada a um inadequado controle de placa
para obter uma correta retenção. bacteriana e/ou presença de traumatismos locais. Nes-
“O exame clínico periodontal é crítico, pois ele te caso, o preparo, a moldagem e a colocação de uma
nos permite avaliar as condições de suporte dos ele- prótese subgengival contribuem para o aumento no
mentos retentores da prótese em si. Por exemplo, quan- aparecimento destas alterações periodontais. Este com-
tidade óssea, sulcogengivais profundos com presença plexo gengival tem papel fundamental não somente de
de bolsa periodontal, presença de placas bacterianas revestimento dos tecidos periodontais de suporte, as-
calcificadas (tártaros), presença de nichos de retenção sim como tem a função de separar, por meio do epitélio
bacteriana, perfil de emergência de coroas que podem juncional, o meio externo do meio interno. Consideran-
ser anatomicamente modificados pela prótese, mobili- do-se a fragilidade deste epitélio juncional, de aproxi-
dade dental, defeitos ósseos periodontais ou peri-im- madamente 1 mm de extensão, o qual constitui o fundo
plantares e altura do rebordo na área edêntula, que será do sulcogengival, cuidados devem ser tomados na sua
ocupada pelos pônticos.”, especifica Sendyk. preservação durante um processo de reabilitação por
Por outro lado, além da coleta de dados relevan- meio de próteses e/ou restaurações, principalmente
tes para que o clínico possa estabelecer um diagnóstico das colocadas intrassulculares”, complementa Bosco.
e prognóstico preliminar mais preciso, deve-se também
ser levado em conta os anseios do paciente. “É de suma PROCEDIMENTOS PRÉVIOS
importância termos pleno conhecimento daquilo que o Nos casos de diagnóstico de alguma patologia
paciente quer e qual o valor que ele dá aos seus dentes, periodontal, os periodontistas devem realizar o trata-
cabendo ao profissional, neste momento, explicar de- mento na etapa de adequação do meio bucal, como
talhadamente os caminhos a serem percorridos, moti- ensina Sendyk: “havendo alguma patologia periodon-
vando-o ao tratamento”, afirma Álvaro Bosco, professor tal, esta deverá ser tratada logo de início, para poste-
adjunto da Disciplina de Periodontia da Faculdade de riormente começarmos o tratamento protético reabi-
Odontologia de Araçatuba (Unesp). “É sabido que a arte litador. Nunca depois de terminada a prótese, pois as
de diagnosticar problemas e estabelecer prognóstico consequências seriam desastrosas”, garante.

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Grisi lembra ainda que o tratamento consiste em
uma primeira fase, que seria o controle e/ou eliminação
da infecção periodontal, envolvendo: 1. Orientações de
limpeza dental para controle da placa bacteriana (uso
correto de escovas dentais, fio ou fita dental e meios au-
xiliares para limpeza interproximal); 2. Procedimentos
de raspagens supra e subgengival, para eliminação dos
patógenos periodontais e as alterações das superfícies Claudio Luiz Sendyk
radiculares; 3. Eliminação de fatores retentivos de placa,
envolvendo a colocação de trabalhos provisórios e/ou
próteses alternativas. vas de recuperação plástica periodontal ainda podem ser
“A segunda fase envolve o tratamento de sequelas feitas neste caso. Contudo, esta condição de tratamento
deixadas pelas doenças periodontais, por meio de cirur- deveria ser aplicada a trabalhos protéticos recém-coloca-
gias de eliminação de bolsas, cirurgias para o aumento de dos, que apresentem boas qualidades de adaptação, cor
coroa clínica, expondo as margens cervicais dos preparos e contorno. A técnica de enxerto de tecido conjuntivo su-
e recuperando as distâncias biológicas e, finalmente, as bepitelial tem sido indicada como uma boa opção para
chamadas técnicas regenerativas, que visam a regenera- esta modalidade de tratamento”, explana.
ção dos tecidos periodontais, isto é, a formação de osso, Se porventura, já em etapa de provisionalização e
cemento e ligação periodontal”, orienta Grisi. moldagem (etapas de adequação oclusal e check-list esté-
De fato, todo paciente a ser submetido a um trata- tico) for constatado recidiva ou instalação de alguma pato-
mento reabilitador deve passar por uma rigorosa avalia- logia periodontal, Arita reitera que o paciente deva voltar
ção periodontal de profundidade de sondagem, índices ao periodontista para instituição de terapia periodontal in-
de placa bacteriana e presença de sangramento gengi- dicada. “Outra condição necessária é a saúde gengival para
val à sondagem, como enumera Bosco: “uma vez diag- a realização de moldagens e confecção de próteses defini-
nosticada a presença de alguma patologia periodontal, tivas. A etapa de provisionalização é de fundamental im-
dentro do planejamento geral, esta seria tratada inicial- portância terapêutica, uma vez que os contornos e as ade-
mente por meio dos procedimentos básicos da terapia quações dos contornos radiculares e perfil de emergência
relacionada a causa, dando ênfase aos cuidados com a podem ser melhor trabalhados na região de RAI com os
higiene bucal. Em seguida, reavaliando o paciente, se for procedimentos adequados. A verificação das margens das
necessário, deve-se realizar a redução da profundidade restaurações, por meio do desenho da margem formada
de sondagem por meio dos procedimentos cirúrgicos re- pelo cimento provisório (ao sacar a prótese na consulta
generativos ou ressectivos de osteotomia e osteoplastia, posterior) ou por teste com silicones de cor escura – tipo
devolvendo o contorno periodontal perdido pela doença Fit-checker – é sempre recomendada para uma melhor
periodontal. Nos casos em que a estética é envolvida, na adequação do perfil de emergência e contorno cervical.
presença de recessões gengivais ou de um tecido gengi- Outro detalhe imprescindível é o polimento e selamento
val fino, as técnicas cirúrgicas de recobrimento ou mesmo das microporosidades inerentes à resina quimicamente
simplesmente para o aumento da espessura da gengiva, ativada utilizada no reembasamento dos provisórios. Após
devem ser empregadas, garantindo um sucesso dura- refinado polimento, este selamento pode ser feito com
douro das próteses. Quando tratados com procedimen- cera da cor do dente ou parafina aquecida com gotejador
tos de cirurgia plástica periodontal, nestes casos, deve-se de PKT e retirado o excesso; ou com resinas líquida especí-
aguardar o tempo necessário para a cicatrização e matu- ficas para esta função”, indica.
ração dos tecidos periodontais, incluindo o fenômeno de
creeping attachment, que pode ocorrer até mesmo após ESPAÇO BIOLÓGICO
um ano. Quando estes cuidados com o tratamento pe- Outro ponto importante no tratamento é o respei-
riodontal não forem tomados previamente à colocação to às estruturas periodontais para o equilíbrio biológico
das próteses, problemas como os que comprometam a dos tecidos dentais e periodontais. “A situação biologi-
estética podem ocorrer. Mas, embora expectativas de su- camente ideal seria a de manter o término dos preparos
cesso total não devam ser passadas ao paciente, tentati- supragengivalmente, sendo que em situações estéticas,

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[ Periodontia e especialidades ]

0,5 mm a 0,8 mm abaixo da margem gengival, na região


correspondente ao epitélio sulcular oral sem atingir ou
invadir o epitélio juncional. As principais alterações perio-
dontais ocorrem quando invadimos de forma indiscrimi-
nada a área do epitélio juncional, levando a alterações pe-
riodontais permanentes e irreversíveis. Vale lembrar que o
preparo das margens cervicais deve respeitar as diferenças
entre as fases proximais e as fases livres”, acentua Grisi. Marcio Fernando de Moraes Grisi
Para Bosco, o respeito ao espaço biológico (uni-
dade dentogengival), compreendida pela inserção con-
juntiva supracrestal e coronalmente pelo epitélio jun- facilmente determinar o término preciso do preparo, re-
cional, é considerado fundamental na preservação da produzir os limites pela moldagem em verificar a adap-
saúde periodontal durante o preparo de uma prótese tação da restauração e da mais fácil eliminação de resí-
intrassulcular. “Quando este espaço é violado teremos duos de cimentação da prótese. Por parte do paciente,
como consequência uma resposta inflamatória que re- se torna mais fácil o controle do biofilme pelos meios de
sulta em alterações passageiras ou permanentes destes higienização preconizados”, frisa.
tecidos, representados, clinicamente, pela formação de Sendyk lembra que o respeito ao espaço biológi-
bolsas gengivais, edema e vermelhidão da gengiva com co é um dos fatores que define o sucesso do tratamento.
tendência a sangramento ao mais leve toque, dores, al- “Quando invadimos este espaço teremos algumas conse-
terações funcionais e estéticas. Uma vez não restabele- quências, como perdas ósseas marginais, gengivite margi-
cida, mais tarde poderá aparecer lesões do periodonto nal, sangramento, retração ou recessão gengival, dificul-
de inserção, representadas por perda óssea e formação dades protéticas como adaptação marginal, moldagem,
de bolsa periodontal. Estas manifestações serão mais ou entre outros. Os términos da prótese deveriam estar supra
menos intensas, dependendo de se tratar de um perio- ou em nível gengival, porém se for preciso invadir o sul-
donto fino ou espesso. Quando o espaço biológico é in- cogengival, esta deveria ser de no máximo 1,0 mm para
vadido nas faces livres dos dentes (vestibular ou lingual) subgengival em sulcogengivais sadios”, confirma.
é possível que ocorra uma reabsorção da tábua óssea Por outro lado Arita diz que o posicionamento de
e pode ser seguida de uma recessão dos tecidos perio- margens do preparo, assim como o tipo de terminação
dontais, principalmente se ele for fino. Desta maneira, são ainda pontos de discussão e estão basicamente rela-
podemos ter uma “autocorreção” do espaço biológico, cionados com o material restaurador a ser utilizado, ne-
porém de forma totalmente imprevisível e, na maioria cessidade estética e altura do preparo para retenção/re-
das vezes, com consequências estéticas. Portanto, o sistência. “Antigamente se considerava três localizações
espaço biológico deve ser respeitado ou recriado, por das margens – supragengival, ao nível gengival e sub-
meio de procedimentos cirúrgicos de retalhos associa- gengival. Com esta bonita simbiose Periodontia-Prótese
dos à osteotomia, ou pela extrusão forçada do dente, e conscientização de sua importância clínica, os concei-
associada ou não por correção cirúrgica, em que existe tos mecânicos deram lugar a conceitos biológicos para a
um risco de comprometimento estético”, justifica. localização das margens do preparo, de forma que a lo-
Diante dessa constatação, Bosco ressalta que os calização das margens, em função da dinâmica biológica
limites dos preparos protéticos cervicais têm de ser res- do sulcogengival e do epitélio juncional começaram a ser
peitados, levando-se em conta alguns fatores inerentes posicionada intrassulcularmente e não mais subgengival
aos tecidos periodontais, tais como: profundidade do (que não respeitava o epitélio juncional e, consequen-
sulcogengival corretamente determinada, suscetibi- temente, o espaço biológico). Atualmente, o momento
lidade do paciente à cárie ou a doença periodontal e é muito bom na Reabilitação Oral e na Odontologia Es-
envolvimento estético. Quando é exigido o preparo in- tética, pois nota-se um fortalecimento na relação com a
trassulcular este não deve, idealmente, ser estendido a Periodontia. Com a evolução dos materiais restauradores
mais de 0,5 mm a 1 mm abaixo da borda gengival. É de estéticos, uma série de paradigmas estão sendo quebra-
consenso que para a saúde do periodonto, o preparo dos e mudanças estão acontecendo a todo momento.
supragengival capacita ao profissional melhor e mais Um exemplo clássico são os novos materiais livres de

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metal e que permitem a passagem de luz e o aproveita-
mento da cor do substrato dental remanescente para a
composição da parte estética. Como a cimentação destes
novos materiais estéticos (exemplo: dissilicato de lítio) é
feita por meio de procedimentos adesivos e cimentos
resinosos, a localização das margens preferencialmente
se dá em esmalte e, às vezes, em posição supragengival.
Álvaro Bosco
Além disso, o controle de umidade durante a cimentação
é de vital importância na longevidade destes trabalhos,
de forma que cuidados maiores são exigidos junto a esta
unidade biológica importantíssima que é o sulcogengi- modificando a forma dos tecidos dentais, porém estas
val e o espaço biológico”, declara. análises só podem ser feitas e realizadas quando o con-
trole absoluto da infecção periodontal for obtida”.
TECIDOS MOLES Segundo Arita, o protesista deve saber a diferen-
Toda vez que é preparada a superfície dentária ça entre os biótipos gengivais – espesso ou delgado e
no espaço do sulcogengival, a gengiva é submetida a o que eles representam na hora da preparação dentá-
agressões, não somente pelo ato operatório, mas tam- ria e moldagem. As diferentes respostas que cada tipo
bém pelo tipo de material a ser colocado em íntimo de periodonto manifesta frente aos traumas mecânicos
contato com os tecidos e por favorecer o acúmulo de devem ser sempre lembrados ao começar os procedi-
placa bacteriana. “Portanto, na presença de restaura- mentos de preparos e provisionalização. “Além de todo
ções intrassulculares, se a gengiva for fina, um procedi- enfoque na fase de adequação do meio bucal, o uso de
mento cirúrgico para aumentar a faixa e a espessura da pontas apropriadas e canetas contra-ângulo multiplica-
gengiva ceratinizada pode ser indicado. Nestes casos, o doras 1:5 em micromotor no lugar de alta rotação darão
cirurgião-dentista lança mão das várias técnicas dispo- melhor controle ao protesista do término das margens
níveis de cirurgias plásticas periodontais, inclusive pro- do seu preparo. Eu uso e recomendo, em meus cursos,
movendo associações das mesmas para a obtenção de durante a fase de preparo, o cuidadoso afastamento
melhor estética e resultados previsíveis”, revela Bosco. com fios 000 inseridos com instrumentais específicos e
De acordo com Sendyk, deve-se inicialmente tra- muito delicados e o acabamento de margem com cor-
balhar em tecidos moles previamente tratados, isto é, sau- tantes manuais específicos. Ciente da diferença do sulco
dáveis, sem a presença de doença periodontal. “Os cuida- histológico e do sulco clínico, depende muito da delica-
dos e as precauções residem no fato de não machucá-los deza do operador, o uso de lupas/microscópios darão
durante as manobras protéticas. Tais como, afastamento melhor performance ao clínico. Outro detalhe, já citado
gengival para as impressões, perfil de emergência com anteriormente, é a atenção ao perfil de emergência e
bossas cervicais exageradas, invasão de espaço biológi- cuidados com a área de RAI”, considera.
co, falta de remoção do cimento provisório ou definitivo,
e demais fatores iatrogênicos causados por imperícia ou PROCEDIMENTOS PREVENTIVOS
desleixo profissional. A melhor estética será obtida pela A fim de prevenir o aparecimento das doenças
manutenção da saúde destes tecidos onde não ocorrerá periodontais após a colocação de próteses, alguns pro-
retração ou mesmo recessão gengival após anos de uso”. cedimentos devem ser realizados pelos profissionais.
Para Grisi, os princípios biológicos de preparo Conforme Sendyk, do ponto de vista protético, deve-se
de coroas só podem ser conseguidos se o profissional diminuir os perfis de emergência das coroas protéticas,
estiver trabalhando em um periodonto sadio, livre de abrir as ameias de forma que facilite a higienização,
inflamações e alterações de forma e contorno. “Os prin- eliminar as áreas de retenção de placa bacteriana nos
cípios de estética dos tecidos periodontais devem estar elementos dentais preparados supragengivais ou ao
em harmonia com os princípios estéticos dos tecidos nível (sem invadir espaço biológico). “Devemos realizar
dentais. Muitos procedimentos protéticos periodontais manutenção e controle periódicos destas próteses e do
podem ser realizados buscando esta harmonia, ora mo- periodonto em geral. Os controles clínicos a cada qua-
dificando a forma e o contorno dos tecidos moles, ora tro meses servem de prevenção para que aumentemos

98 Revista PerioNews 2009;3(2):94-9


[ Periodontia e especialidades ]

a longevidade do tratamento, tanto protético quanto gia de resultados e fortemente embasados em evidências
periodontal”, aconselha. científicas. Não podemos deixar de frisar a importância em
Bosco afirma que o reconhecimento das estru- incentivar os clínicos a não se esquecerem dos conceitos
turas normais do periodonto, devolver a normalidade de pério-prótese – fundamentais nos planejamentos pro-
quando foram afetadas pela doença e o respeito a estas téticos antes dos implantes – e que serviram de alicerce a
estruturas, são princípios fundamentais para prevenir o nossa geração de reabilitadores orais. Estes conceitos mar-
aparecimento de alterações periodontais indesejáveis caram época com os ensinamentos do professor Waldyr A.
após a colocação de próteses. “Embora seja do conhe- Janson, a quem faço minhas reverências pelo seu trabalho
cimento que a doença periodontal tem manifestações e agradeço publicamente pelos seus ensinamentos e con-
diferentes dependente da suscetibilidade individual, é selhos. Outro detalhe imprescindível é a conscientização
inegável que a placa bacteriana sempre estará presen- dos profissionais para a etapa de adequação do meio bu-
te na junção dentogengival para que a gengivite e, na cal antes e depois da substituição dos elementos dentários
sequência, a periodontite sejam instaladas. Portanto, por implantes osseointegrados”, destaca.
independentemente do indivíduo ter ou não recebido As medidas preventivas, segundo Grisi, devem ser
tratamento protético, uma vez que ele teve problemas iniciadas antes da reabilitação oral do paciente. Medidas
periodontais, a instituição de uma terapia periodontal de de conscientização e motivação e mudanças comporta-
suporte deve fazer parte de sua vida para que ele tenha mentais quanto aos cuidados bucais são fundamentais
longevidade de sua saúde periodontal pós-tratamento. para o sucesso do tratamento protético periodontal.
Isto exige uma remoção de todos os depósitos supra e “Orientações e treinamentos específicos para um efetivo
subgengivais e um reforço dos controles de higiene bu- controle de placa devem ser exaustivamente reforçados
cal por meio do uso de escovas, fio dental e enxaguató- pelo profissional, antes, durante e logo após o término da
rios a serem realizados pelo próprio paciente, já que a re- fase ativa do tratamento. Uma das ações de fundamen-
colonização irá ocorrer, levando a uma reinfestação dos tal importância para a manutenção da saúde periodon-
nichos ecológicos. Numerosos estudos têm demonstra- tal do paciente é a conscientização da necessidade de
do que ocorre menor perda de inserção e menor perda Terapia Periodontal de Suporte, ou seja, manutenções
de dentes quando os pacientes mantém, com intervalos periodontais periódicas e regulares. O periodontista é
regulares, a terapia periodontal de suporte quando com- um profissional treinado para estas ações, que tem su-
parados com os pacientes que são vistos com menor fre- porte consistente na literatura internacional. Esta cons-
quência ou deixam de ser acompanhados. A frequência cientização da necessidade de manutenções periodon-
de rechamadas pode ser ampliada ou encurtada, depen- tais periódicas deve ser amplamente divulgada também
dendo da capacidade do paciente em manter o contro- para os profissionais de outras especialidades que não a
le da placa bacteriana e das condições preliminares as de Periodontia, pois a longevidade de um trabalho proté-
quais o paciente foi tratado. Nos casos onde o paciente tico periodontal está em relação direta com a efetividade
foi, anteriormente, portador de uma gengivite, ele pode de programas de Terapia Periodontal de Suporte que o
ser chamado a cada seis meses ou mais. Já os pacientes paciente efetivamente participa”, frisa.
que experimentaram uma periodontite com perda de in- Conforme ele, o tema Prótese e Periodontia ain-
serção devem ser chamados em menor tempo, assim, de- da vem ocupando a literatura internacional há décadas.
vendo ser levado em consideração os critérios de agressi- “Os princípios biológicos estão fortemente ancorados
vidade da doença periodontal, a suscetibilidade à cárie e em evidências científicas muito bem fundamentadas,
a efetividade, por parte do paciente, no controle da placa porém o que se vê ainda hoje é a necessidade de que
bacteriana”, assegura. estes conceitos sejam divulgados de forma mais efetiva
Já Arita lembra a manutenção da homeostase do para a comunidade de cirurgiões-dentistas, para que as
meio bucal por meio do controle rigoroso do biofilme jun- reabilitações de nossos pacientes possam ser mantidas
to ao periodontista. “Retornos também com o protesista por um longo tempo, evitando reincidivas constantes de
devem ser agendados para controle oclusal. Outro detalhe doenças periodontais e cáries, levando à necessidade de
bastante importante é o controle da qualidade/quantida- sucessivos retratamentos protético-periodontais que, in-
de de saliva do paciente e saburra lingual. Como clínicos e felizmente, se mal conduzidos, ainda são os responsáveis
formadores de opinião, devemos exercer uma Odontolo- por um alto índice de perda dental”, conclui.

Revista PerioNews 2009;3(2):94-9 99


relato de caso clínico

Utilização das proteínas derivadas


da matriz do esmalte em lesões
de bifurcação Classe II proximais
Enamel matrix derivative proteins in the treatment
of proximal Class II furcation involvements - case report

Renato Corrêa Viana Casarin*, Érica Del Peloso Ribeiro*, Daniela da Silva Feitosa*, Francisco Humberto
Nociti Júnior**, Antônio Wilson Sallum**, Enílson Antônio Sallum**, Márcio Zaffalon Casati**

RESUMO
O tratamento das lesões de bifurcação proximais esmalte. Foi selecionado um paciente de 49 anos,
de molares superiores ainda representa um desa- apresentando uma lesão de furca Classe II distal no
fio clínico, visto que estas lesões apresentam uma elemento 26. Após o descolamento e debridamento
resposta inferior aos tratamentos não cirúrgico e ultrassônico, foram aplicados um gel de Edta 24% e,
regenerativo quando comparadas a furcas livres. A após lavagem, as proteínas derivadas da matriz do
baixa previsibilidade do tratamento dessas lesões esmalte. Após 12 meses, pôde-se observar uma re-
se deve a características específicas da região que dução na profundidade de sondagem, ausência de
dificultam o acesso para higienização pelo pacien- sangramento e ganho no nível clínico de inserção
te, acesso para raspagem e também adaptação das horizontal, mostrando que essas proteínas podem
membranas para regeneração. Nesse contexto, ser uma alternativa no tratamento dessas lesões.
o presente relato de caso pretende mostrar uma Unitermos - Regeneração periodontal; Proteínas
alternativa para o tratamento dessas lesões, com derivadas da matriz do esmalte; Lesões de bifurca-
a utilização das proteínas derivadas da matriz do ção proximais.

ABSTRACT
Proximal furcation involvements of upper molars still tooth 26 was selected. After reflection of the flaps and
represents a clinical challenge, since these lesions ultra-sonic debridement, a 24% EDTA gel was applied
have presented an inferior response to non-surgical for 2 minutes, and, after a thorough rinsing, the
and regenerative therapy when compared to buccal enamel matrix proteins were applied. Twelve month
furcation lesions. The unpredictable results are due to later, a probing depth reduction, absence of bleeding
specific characteristics of the region which difficult the on probing and a horizontal clinical attachment level
access to debridement, daily oral care by patient and gain could be seen. It suggested that those proteins
membrane adaptation. In this context, the present case could be considered as an alternative to the treatment
report shows an alternative to the treatment of these of these lesions.
lesions, using the enamel matrix derivative proteins. Key Words - Periodontal regeneration; Enamel matrix
A 49-woman presenting a distal class II furcation on derivative proteins; Proximal furcation involvements.

* Doutorandos em Periodontia, Departamento de Prótese e Periodontia, Faculdade de Odontologia de Piracicaba – Unicamp.


** Professores de Periodontia, Departamento de Prótese e Periodontia, Faculdade de Odontologia de Piracicaba – Unicamp.

100 Revista PerioNews 2009;3(2):100-4


[ Periodontia ]

INTRODUÇÃO da formação da matriz e da mineralização, estimula


a liberação de fatores de crescimento, diminuindo a
O tratamento de lesões de bifurcação proximais concentração de metaloproteinases e bloqueando a
de molares superiores é ainda um desafio ao periodon- via de maturação dos osteoclastos. Promove também
tista. Esse tipo de lesão apresenta uma resposta pior uma redução na microbiota patogênica local, crian-
ao tratamento periodontal do que bifurcações livres do, assim, um ambiente favorável para a regeneração
mandibulares e maxilares1. Além disso, mesmo técnicas periodontal10-17.
regenerativas, como a Regeneração Tecidual Guiada, Em furcas mandibulares as proteínas derivadas
mostraram resultados clínicos semelhantes aos conse- da matriz do esmalte aplicadas de forma isolada, ou
guidos com acesso cirúrgico para raspagem e alisamen- seja, sem a presença de membranas, mostraram ganho
to radicular isolado2-4. Segundo esses estudos, a baixa ósseo semelhante à RTG18-19 e o potencial dessas proteí-
resposta ao tratamento regenerativo com membranas nas em promover a regeneração periodontal em defei-
se deve às características anatômicas específicas dessa tos de bifurcação.
região, as quais poderiam interferir na qualidade do re- Assim, diante da baixa previsibilidade dos trata-
paro tecidual. mentos já propostos para lesões de bifurcação proxi-
Dentre esses fatores, a dificuldade de visualiza- mais e dos promissores resultados clínicos da utilização
ção da região e de acesso para debridamento mecânico das proteínas derivadas da matriz do esmalte em defei-
limitam a remoção do biofilme e do cálculo na região tos periodontais infraósseos e furcas livres, o presente
inter-radicular e podem, consequentemente, reduzir o trabalho pretende mostrar o resultado clínico da utili-
efeito do tratamento periodontal. Além disso, a posição zação das proteínas derivadas da matriz do esmalte em
mais posterior no arco e a localização interproximal da uma lesão de bifurcação proximal Classe II.
furca aumentam a dificuldade de higienização pelos pa-
cientes, o que é responsável por uma resposta negativa RELATO DE CASO CLÍNICO
dos tratamentos periodontais, seja não cirúrgico ou re-
generativo1-4. A paciente HA, 49 anos, apresentou-se à Clínica
Estudos clínicos que utilizaram membranas no de Pós-graduação da Faculdade de Odontologia de Pi-
espaço interproximal a fim de promover a regeneração racicaba procurando por tratamento periodontal. No
dos tecidos também relataram a dificuldade de adap- exame clínico, foi diagnosticada a presença de perio-
tação dos retalhos sobre a membrana, assim como a dontite crônica generalizada, com presença de lesão de
exposição precoce dessa no pós-operatório recente. bifurcação proximal (distal) no elemento 26. A princípio,
Esses fatores reduzem a efetividade da RTG em lesões realizou-se a terapia inicial, que consistiu em profilaxia,
de bifurcação mandibulares e poderiam ser fatores limi- remoção de cálculo supragengival e retentores de biofil-
tantes do sucesso da RTG para lesões proximais2-6. Des- me e orientação de higiene bucal. Após a terapia inicial,
sa forma, o tratamento das lesões proximais com outras foi realizada raspagem e alisamento radicular subgengi-
opções terapêuticas poderia guiar o clínico na escolha val de todos os sítios com profundidade de sondagem
de um protocolo de tratamento mais adequado para o >3 mm. A paciente iniciou uma terapia de suporte, com
restabelecimento da saúde periodontal. consultas mensais de acompanhamento, por um perío-
Nesse contexto, o uso das proteínas derivadas do de seis meses.
da matriz do esmalte (EMD) poderia ser uma opção Após esse período, uma reavaliação da paciente
terapêutica, considerando os bons resultados conse- foi realizada e a presença da lesão de bifurcação proxi-
guidos no tratamento regenerativo periodontal. Es- mal no elemento 26 novamente verificada, com profun-
sas têm a capacidade de mimetizar os eventos que didade de sondagem de 6 mm e sangramento à sonda-
ocorrem durante a cementogênese inicial, nos quais gem. Além disso, a avaliação do componente horizontal
as EMD, secretadas pela bainha epitelial de Hertwig, da lesão medido com sondas modificadas (Neumar/
induzem a formação do cemento acelular e conse- São Paulo, Brasil) mostrou uma perda de inserção de
quente formação do ligamento periodontal e osso al- 8 mm (Figura 1). Dessa forma, a terapia regenerativa
veolar, além de reduzir a proliferação das células epi- com proteínas derivadas da matriz do esmalte foi indi-
teliais7-9. Além disso, as EMDs promovem um aumento cada como opção terapêutica.

Revista PerioNews 2009;3(2):100-4 101


Casarin RCV • Ribeiro EDP • Feitosa DS • Nociti Júnior FH • Sallum AW • Sallum EA • Casati MZ

Figura 1 Figura 2
Aspecto inicial do elemento 26, que apresentava Acesso cirúrgico após retalhos totais
lesão de furca distal grau II. Notar a inflamação e debridamento da região da furca.
gengival presente na região interproximal em questão.

Figura 3 Figura 4
Aplicação por dois minutos do gel de Após a remoção do gel de Edta,
Edta 24% (seta), que foi abundantemente aplicação do gel contendo as proteínas
lavado com soro fisiológico estéril. derivadas da matriz do esmalte (seta).

Foi realizada anestesia infiltrativa da região com 4. Os retalhos foram então suturados com pontos de
lidocaína a 2% com adrenalina 1:100.000 (DFL, Jacare- colchoeiro modificado (Figura 5).
paguá/RJ). Retalhos de espessura total com extensão A paciente recebeu uma terapia medicamentosa
adequada para acesso à região de bifurcação foram ele- com dipirona sódica 500 mg a cada quatro horas, por
vados, e a área foi instrumentada com o uso de aparelho dois dias, para controle da dor pós-operatória, e controle
ultrassônico (Cavitron – Dentsply, Tulsa/OK, EUA) e pon- químico do biofilme com bochecho de digluconato de
tas específicas para área de bifurcação (KFS328, Hu-Frie- clorexidina 0,12% por um mês, para controle do biofilme.
dy/Chicago, EUA) e curetas Gracey (Hu-Friedy/Chicago, A sutura foi removida após dez dias e a paciente acompa-
EUA), Figura 2. Foi então aplicado o Edta a 24% (PrefGel, nhada, com consultas mensais para controle do biofilme
Straumann/Basel, Suíça), com uma seringa, e mantido e reforço na instrução de higiene bucal (Figuras 6 e 7).
no sítio por dois minutos, conforme as orientação do Após o acompanhamento de 12 meses (Figura
fabricante (Figura 3). Após esse período, a região foi la- 8), a paciente apresentava uma redução da profundi-
vada abundantemente com solução fisiológica estéril e dade de sondagem de 3 mm e ocorrência de discreta
seca com gaze estéril. Com o sítio seco, livre de sangue e recessão gengival (1 mm). Além disso, o nível clínico
saliva, foram aplicadas as proteínas derivadas da matriz horizontal medido com as sondas modificadas mostrou
do esmalte (Emdogain, Straumann/Basel, Suíça), Figura um ganho de 4 mm de inserção.

102 Revista PerioNews 2009;3(2):100-4


[ Periodontia ]

Figura 5 Figura 6
Aspecto pós-cirúrgico imediato. Aspecto clínico do acompanhamento de um mês.

Figura 7 Figura 8
Aspecto clínico após seis meses Ausência de bolsa profunda e sinais de
de acompanhamento clínico. inflamação após 12 meses de acompanhamento.

DISCUSSÃO mular a proliferação e produção de proteínas e fibras


colágenas e estimular células fibroblásticas do ligamen-
Lesões de bifurcação proximais apresentam uma to a produzir hialuronidase e proteoglicanas, substân-
resposta imprevisível ao tratamento não cirúrgico1 e cias presentes na matriz do ligamento periodontal10,20,
também ao tratamento regenerativo com RTG2-4. Além além de estimular a liberação de diferentes fatores de
disso, ainda não está estabelecido o melhor protocolo crescimento (FGF2, TGFß, IGF), diminuir a concentração
de tratamento para essas lesões, as quais, consequente- de MMP111,14, promover uma maior formação de vasos
mente, são consideradas um desafio ao periodontista. sanguíneos e apresentar um potencial antibacteriano
Dessa forma, o presente relato de caso utilizou as proteí- sobre periodontopatógenos13,17. Essas situações celula-
nas derivadas da matriz do esmalte como alternativa de res e moleculares promovem uma melhor cicatrização
tratamento para esse tipo de lesão de bifurcação. Após dos tecidos, acelerando a formação de um tecido orga-
seis meses de acompanhamento, pode-se observar a nizado, facilitando a regeneração periodontal na região
ocorrência de ganho de inserção horizontal e redução inter-radicular.
da profundidade de sondagem. No presente caso clínico, a utilização dessas pro-
As proteínas derivadas da matriz do esmalte já teínas resultou em um ganho de inserção horizontal de
mostraram a capacidade de criar um ambiente favorá- 4 mm e redução de 3 mm de profundidade de sonda-
vel à regeneração dos tecidos periodontais. Estudos in gem. Esses valores são semelhantes aos obtidos com
vitro mostram que as EMDs possuem uma grande quan- a utilização dessas proteínas em lesões mandibulares
tidade de efeitos sobre as células indiferenciadas, o que livres (ganho ósseo de 2,88 mm e uma redução na pro-
pode promover uma melhor cicatrização dos tecidos. fundidade de sondagem de 3,5 mm)18,21. Vale ressaltar
Além disso, estas proteínas são ainda capazes de esti- que as EMDs são capazes de promover a regeneração

Revista PerioNews 2009;3(2):100-4 103


Casarin RCV • Ribeiro EDP • Feitosa DS • Nociti Júnior FH • Sallum AW • Sallum EA • Casati MZ

periodontal mesmo sem a utilização de membranas. CONCLUSÃO


Essa capacidade se deve as propriedades físicas favo-
ráveis (agregação e viscosidade em pH fisiológico), que Baseado no presente relato de caso, o uso das
permitem a ação efetiva das proteínas no sítio por um proteínas derivadas da matriz do esmalte pode ser uma
período de quatro semanas20. Considerando ainda a fa- alternativa para o tratamento das lesões de bifurcações
cilidade de aplicação, as EMDs podem representar um proximais Classe II.
potencial de uso em regiões de difícil acesso, como as
lesões de bifurcações proximais. Recebido em: jun/2008
Aprovado em: fev/2009
Assim, através desse relato de caso, pode-se ve-
rificar que os resultados clínicos da utilização das pro- Endereço para correspondência:
Márcio Zaffalon Casati
teínas derivadas da matriz do esmalte em lesões de Unicamp - Depto de Prótese/Periodontia
bifurcações proximais do presente estudo foram pro- Av. Limeira, 901 - Areião
missores; contudo, estudos clínicos controlados devem 13414-903 - Piracicaba - SP
Tel.: (19) 2106-5298
ser realizados para a verificação do real benefício adicio- casati@fop.unicamp.br
nal conseguido com o uso dessas proteínas.

REFERÊNCIAS
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104 Revista PerioNews 2009;3(2):100-4


revisão da literatura [ Periodontia ]

Revisão comparativa de terapias


com enxertos autógenos e alógenos
com osso fresco congelado
Comparative analysis of therapies with autogenous grafts
and allogenous grafts with frozen fresh human bone

Renata Magalhães Cyrino*, Eugênio José Pereira Lages**,


Elizabeth Maria Bastos Lages***, Fernando de Oliveira Costa****

RESUMO
Na Odontologia, os enxertos autógenos envolvem téc- Tissue Bank (AATB). A normalização dos bancos de ossos
nicas cirúrgicas que podem apresentar grande previsibi- é fundamental, pois toda a fase de processamento, des-
lidade. Já consagrados pela literatura, são considerados de a captação até a distribuição, determina sua seguran-
o padrão ouro. Têm o objetivo de reparar a anatomia ça para uso: o congelamento reduz o potencial antigêni-
local, possibilitando a reabilitação bucal com implantes co; a seleção do material, testes sorológicos e análise do
e, assim, reconstituir a estética e a função. Porém, a ne- doador determinam um tecido saudável livre de micro-
cessidade de uma área doadora os torna mais comple- organismos. Assim, os homoenxertos, por apresentarem
xos e com maior risco de morbidade. Para os enxertos uma menor complexidade cirúrgica, menor risco de
alógenos (homoenxertos ou enxertos com osso fresco morbidade e por estarem apresentando resultados pro-
congelado), o tecido doado advém de um banco de os- missores para cirurgias pré-implantológicas, merecem
sos que é responsável pela captação, processamento, mais pesquisas para que sua previsibilidade e segurança
análise, conservação e distribuição dos tecidos. Os ban- sejam também consagradas.
cos de tecidos são regulamentados pelo Ministério da Unitermos - Enxerto autógeno; Enxerto alógeno; Ho-
Saúde e seguem orientações da American Association moenxerto; Osso fresco congelado; Banco de ossos.

ABSTRACT
In Odontology, the therapies with grafting are surgical roles of bone are very important because the processing
techniques that represent foreseability and safety with the stage from entrapment to distribution determine its
aim of becoming the bone tissue able to oral rehabilitation safety for use: the freezing reduces antigenic response
with implants. The autogenous grafts are consecrated by potencial; the material selection, serological exams and
literature and they are considered gold standard but the donor analysis determine a healthy tissue free from
necessity of a donor site make them more complex and microorganisms. Therefore, the homografts that represent
with more risk of morbidity. For the allografts (homografts a minor surgical complexity, less risk of morbidity and
or grafts with frozen fresh human bone) the donate tissue show promising results for pre-implantological surgeries
comes from a bone bank that is responsible for entrapment, deserve more researches for their foreseability and safety
processing, analysis, maintenance and distribution of to become consecrated, as well.
the tissues. The tissue bank is regulated (controlled) by Key Words - Autogenous graft; Allogenous graft; Homograft;
Ministério da Saúde and follows the guidance of AATB. The Fozen fresh human; Bone bank.

* Especialista em Periodontia pela Abomg; Mestranda em Periodontia pela FO-UFMG.


** Professor de Periodontia da Abomg; Doutorando em Periodontia pela FO-UFMG.
*** Professora Doutora de Ortodontia da FO/UFMG.
**** Professor Doutor de Periodontia da FO/UFMG.

Revista PerioNews 2009;3(2):107-11 107


Cyrino RM • Lages EJP • Lages EMB • Costa FO

INTRODUÇÃO do enxerto7. Outros pesquisadores também mostraram


que o congelamento reduz a capacidade antigênica do
Com o advento da Odontologia moderna, veio a osso ao mesmo tempo em que a propriedade de os-
necessidade de restituir ao paciente, portador do eden- teoindução é preservada8-9.
tulismo total ou parcial, funções importantes como a Oficialmente, no Brasil, um projeto piloto deu
fonética, contorno, estética e conforto bucal. Enfim, início à implantação de um banco de ossos no País. O
restabelecer a saúde, independente da lesão que foi Ministério da Saúde recebeu a proposta através da co-
preestabelecida, tais como atrofia, lesões malignas, ordenadoria de transplantes e representantes do Minis-
edentulismo, dentre outras. Para a reabilitação com im- tério da Saúde e do Conselho Federal de Odontologia
plantes, é necessária a presença de remanescente ósseo e iniciaram os estudos para regulamentação do trans-
adequado em volume, altura e largura, de modo que os plante de tecido ósseo na Odontologia brasileira, até
implantes sejam instalados sem lesar ou atingir estru- que finalmente essa autorização foi aprovada10.
turas anatômicas importantes. Nas terapias de enxertia,
muitos materiais têm obtido espaço clínico e acadêmi- Enxerto autógeno
co, como o tradicional e viável enxerto autógeno, já con- Os enxertos autógenos podem ser classificados
sagrado, os substitutivos ósseos, materiais xenógenos quanto à sua natureza morfológica como: cortical, cór-
e aloplásticos e, ainda, os alógenos, como o osso seco ticoesponjoso e esponjoso; estas distinções histofisioló-
congelado desmineralizado (DFDBA) ou osso seco con- gicas e estruturais demonstram características clínicas
gelado (FDBA), ambos liofilizados. Mais recentemente, diferentes11.
o osso fresco congelado, proveniente dos bancos de Quanto às áreas doadoras, pode-se separá-las
ossos, tem sido utilizado como alternativa para o osso em intra e extrabucais. As áreas doadoras determinarão
autógeno em Odontologia. muitos aspectos no procedimento de enxertia como a
Os homoenxertos frescos congelados já são uti- necessidade de internação hospitalar e recuperação do
lizados na Ortopedia para reconstrução de defeitos na paciente no pós-operatório. Dentre as áreas intrabucais
coluna vertebral, reconstruções articulares, pseudoar- cita-se: ramo ascendente da mandíbula, processo co-
troses, artroplastias e reconstruções extensas de pacien- ronoide, túber da maxila, pilar canino, parede anterior
tes oncológicos, portadores de osteomielites e tumores do seio maxilar, espinha nasal, tórus mandibular e tórus
ósseos com índices de sucesso animadores1. maxilar12-14. A doação de tecido ósseo autógeno extra-
Neste sentido, o implante de osso homólogo e bucal pode vir da crista ilíaca, tíbia, crânio e, em menor
sua regeneração é uma tendência atual na área de en- proporção, da costela e fíbula12.
genharia dos tecidos2. O aspecto mais relevante para determinar uma
Este trabalho tem como objetivo uma análise das área doadora é a eleição de uma zona adequada, que
reconstruções ósseas com as terapias de enxertia com suprirá o montante de tecido ósseo necessário para cor-
homoenxerto fresco congelado e autoenxertos. reção do defeito. Uma maior proximidade com a área a
ser operada também é um fator importante, evitando
REVISÃO DA LITERATURA trabalhar em hemiarcos ou arcos diferentes, o que de-
mandaria em maior desconforto para o paciente13.
Os enxertos ósseos começaram a ser estudados São três os mecanismos biológicos básicos que
no século 19, com as propriedades osteogênicas do formam o princípio da incorporação dos enxertos ós-
osso e do periósteo3. Desde a década de 1940 há utili- seos autógenos: osteocondução, osteoindução e oste-
zação do uso de enxertos ósseos de banco de tecidos. ogênese15-17.
Assim, alguns pesquisadores, observando que a liofili- Nos enxertos autógenos, o mecanismo de cresci-
zação não preservava as propriedades de osteoindu- mento ósseo inicia-se com o transplante das células vi-
ção, estudaram a manutenção do periósteo preservado vas; estas células sobrevivem nos três ou quatro primei-
a frio, concluindo sobre a viabilidade das propriedades ros dias por meio do suprimento vascular circundante
osteogênicas4-6. Estudos demonstraram que o uso de ao enxerto12.
osso congelado tinha raras complicações, pois as tem- A origem embrionária do enxerto e o processo
peraturas de congelamento reduzem a antigenicidade de ossificação da área doadora, em alguns estudos,

108 Revista PerioNews 2009;3(2):107-11


[ Periodontia ]

têm sugerido ser uma característica importante para


previsibilidade dos enxertos. Acredita-se que o osso A neoformação óssea, padrão
intramembranoso seja mais vascularizado que o osso esperado após a terapia com enxertos,
endocondral, e por tal característica, os intramembra-
nosos seriam mais indicados para trabalhos com enxer-
ocorre somente em áreas que foram
tia. Há ainda um experimento que sugere que a origem devidamente vascularizadas. Portanto,
embrionária isoladamente não é fator importante para conclui-se que a vascularização é vital
o sucesso dos enxertos18. A semelhança bioquímica do
para o sucesso dos enxertos ósseos.
protocolágeno do doador com o receptor justificaria a
hipótese de que os enxertos originários do ectomesên- Sabendo-se que as células ósseas
quima, como da mandíbula, têm um potencial melhor sobrevivem por um período de
de incorporação na região maxilofacial16. 24 horas de isquemia no enxerto, uma
A neoformação óssea, padrão esperado após
a terapia com enxertos, ocorre somente em áreas que
boa parte do bloco, em especial a parte
foram devidamente vascularizadas. Portanto, conclui-se mais interna, fica sem nutrição, não
que a vascularização é vital para o sucesso dos enxertos permanecendo vital após um dia. Há uma
ósseos. Sabendo-se que as células ósseas sobrevivem
grande discussão na literatura sobre o
por um período de 24 horas de isquemia no enxerto,
uma boa parte do bloco, em especial a parte mais inter- índice de revascularização dos enxertos,
na, fica sem nutrição, não permanecendo vital após um entretanto, parece ser consenso que
dia. Há uma grande discussão na literatura sobre o índi- a parte esponjosa do enxerto recebe
ce de revascularização dos enxertos, entretanto, parece
ser consenso que a parte esponjosa do enxerto recebe
a maior revascularização18.
a maior revascularização18.
As reaberturas dos enxertos autógenos variam em
quatro meses para maxila19 e de cinco a seis meses para regulamentados pelo Ministério da Saúde23 e seguem
mandíbula12, podendo ainda realizar-se a segunda fase as orientações da American Association Tissue Bank24.
cirúrgica com três meses para os enxertos intrabucais20. Esta é uma organização norte-americana que traz nor-
O enxerto extrabucal, retirado da crista ilíaca, mas sobre a obtenção, processamento e esterilização
obrigatoriamente necessita da internação hospitalar do dos enxertos ósseos, garantindo assim o controle de
paciente e anestesia geral no processo cirúrgico20-21, o qualidade e segurança25.
que demanda em aumento do gasto operacional para o A doação do tecido ósseo é gratuita e beneficen-
paciente, além dos riscos infecciosos inerentes aos pro- te, sendo possível apenas com autorização dos familia-
cessos hospitalares. res do doador, regulamentada nas Leis nos 9.434/97 e
É inegável o sucesso dos enxertos autógenos; 10.211/(01)26.
entretanto, faz-se necessário pensar nas injúrias que po- No Banco de Ossos da Escola Paulista de Medi-
dem ocorrer com as áreas doadoras, como problemas cina, a exclusão de prováveis doadores é determinada
vasculares, injúrias neurológicas e grande morbidade para aqueles em que se detectaram doenças como Aids,
cirúrgica22. hepatite, sífilis, tuberculose, micoses ósseas ou doenças
metastáticas, pacientes com evidências de doenças sis-
Enxerto alógeno – osso fresco congelado têmicas ou localizadas nos ossos e tecidos moles, víti-
Enxerto alógeno (aloenxerto) ou enxerto homó- mas de morte por envenenamento, grandes queimados
geno (homoenxerto) é o enxerto no qual o tecido do ou pacientes com respiração assistida por mais de 72
doador é da mesma espécie do receptor, advindo atra- horas, ingerindo substâncias tóxicas23.
vés de um banco de ossos3. As etapas do processamento do tecido para
Os bancos de ossos, por sua vez, são departa- transplante têm a capacidade de reduzir o potencial da
mentos responsáveis pela captação, processamento, resposta antigênica, fazer a seleção criteriosa do doador
análise, conservação e distribuição dos tecidos ósseos, com testes sorológicos adequados e passar pelos proto-

Revista PerioNews 2009;3(2):107-11 109


Cyrino RM • Lages EJP • Lages EMB • Costa FO

colos de remoção de células da medula óssea. Estudos uma das grandes discussões sobre usar ou não enxertos
após o processamento dos enxertos comprovam que alógenos trata-se do potencial antigênico. Há pratica-
eles possuem uma alta quantidade de colágeno e con- mente uma unanimidade que descreve que o proces-
teúdo mineral, estando livre de bactérias e vírus, incluin- samento dos homoenxertos, principalmente a fase de
do hepatites B e C, antígeno e anticorpo do HIV27-28. congelamento, normalmente variável próximo dos 80ºC
A análise de cirurgias de enxerto alógeno, com negativos, reduz o potencial antigênico propiciando
osso proveniente do Banco de Tecidos Músculo Esque- melhor aceitação pelo receptor. O congelamento reduz
léticos do Hospital das Clínicas da Universidade do Pa- o potencial antigênico, mas pode não torná-lo comple-
raná, mostra que não há reação antigênica no uso de tamente seguro15. Para outros pesquisadores, as etapas
enxertia homóloga congelada, o que justifica o não uso de processamento e congelamento trazem segurança
de imunossupressores4. para utilização dos enxertos alógenos4,7-9, 23, 27-28.
A utilização de homoenxertos frescos e conge- Outro aspecto importante que poderia limitar
lados ou enxertos alógenos tem sido aumentada con- ou impedir a utilização dos homoenxertos congelados
siderando-se alguns aspectos, como a morbidade que é a possibilidade de contaminação por doenças prove-
os autoenxertos causam na sua obtenção, quantidade nientes do material transplantado. Entretanto, estudos
insuficiente de tecido em crianças, nos casos de recons- mostraram que o processamento e suas diversas fases
trução pós-ressecção de tumores; ou mesmo a falta de excluem tais riscos de infecções como HIV, hepatites B e
enxerto necessária para preenchimento de grandes de- C, dentre outras23,27-28.
feitos ósseos23, A capacidade osteogênica dos homoenxertos
A indicação dos homoenxertos para a reabilitação também foi relatada por pesquisadores15; entretanto, os
com implantes atende a todo grau de atrofia dos maxila- potenciais de osteoindução e osteocondução são mais
res, pois os bancos de ossos disponibilizam os homoen- comumente relatados23. Os enxertos alógenos frescos
xertos em formatos de croutons, moídos, em blocos ou congelados possuem capacidade osteocondutora29.
em forma de anel corticoesponjoso, possibilitando que Além do trauma cirúrgico, poucas células perma-
o tecido seja modelado para atender a todo o tipo de necem viáveis no bloco autógeno enxertado compro-
defeito ósseo. Seu custo está relacionado com a neces- metendo a osteogênese. Desta forma, prevalecem os
sidade do processamento a que o tecido ósseo deva ser processos de osteoindução e osteocondução respon-
submetido antes de estar apto à doação, pois conforme sáveis pela incorporação do enxerto ao leito receptor,
já citamos, a doação em si não pode ter ônus10. tanto para autoenxertos quanto aloenxertos17.
As avaliações para reaberturas dos homoenxer- Alguns autores relataram que a capacidade os-
tos mostraram que, após um período de quatro a seis teogênica é propriedade exclusiva dos enxertos autó-
meses, houve formação e organização tecidual óssea genos12,14. Tanto os enxertos autógenos quanto alóge-
adequada, com pouca contração e alta resistência con- nos possuem propriedades osteocondutoras15,17.
tra torque, ideal para instalação dos implantes27, 29, po- Um fator considerado importante para o suces-
dendo estender o prazo da segunda fase cirúrgica para so da enxertia é a sua revascularização. Sugere-se que
sete meses ou mais, de forma que a densidade óssea enxertos de origem intramembranosa seriam mais rapi-
seja compatível com osso tipo II ou III, propiciando a es- damente revascularizados18. Esta melhor incorporação
tabilidade inicial dos implantes mais favorável30. também pode ser explicada pela compatibilidade bio-
química com o leito receptor, por se tratarem de tecidos
DISCUSSÃO com a mesma origem embrionária. Contudo, existem
questionamentos na literatura, pois a característica fí-
A morbidade cirúrgica e os riscos de complica- sica dos enxertos parece ser preponderante à origem
ções diversas nas áreas doadoras são uma das maiores embrionária14,18.
desvantagens do uso de enxertos autógenos22,27, além O tempo de reparação tecidual para os enxertos
da necessidade de internação hospitalar e anestesia ge- autógenos foi descrito baseando-se no tipo de defeito da
ral nos casos de enxertos extrabucais20- 21. área receptora e no tamanho do enxerto da área doado-
Alternativas para o enxerto autógeno têm sido ra. As evidências sugerem que as reaberturas poderiam
sugeridas como o transplante homólogo2. Entretanto, ocorrer com aproximadamente quatro meses19 ou até

110 Revista PerioNews 2009;3(2):107-11


[ Periodontia ]

mesmo três meses20 e com relatos de sucesso. deve ser realizada após avaliação integral do paciente.
Nos enxertos alógenos, o tempo de reabertura Expor de forma objetiva as opções de tratamento dis-
após a incorporação do transplante é de quatro a seis poníveis, passos cirúrgicos, riscos e custos dos enxertos
meses4,27,29 ou mesmo sete meses ou mais, para que é de extrema importância para que o paciente tenha
ocorra uma maior maturação do tecido ósseo30. consciência do tratamento que está sendo ofertado e
assim obter a capacidade de avaliar junto ao profissio-
CONCLUSÃO nal a terapia mais adequada para o seu caso.

Recebido em: jul/2008


Essa revisão da literatura nos fornece evidências
Aprovado em: mar/2009
científicas de que o osso homólogo pode ser indica-
do como opção para as terapias de enxertia óssea nos Endereço para correspondência:
Renata Magalhães Cyrino
maxilares, com o objetivo de permitir a realização de Av. Augusto de Lima, 655 - Sala 1.015 - Centro
implantes. 30190-000 - Belo Horizonte - MG
Tel.: (31) 3271-0191
A decisão sobre qual terapia enxertiva seguir,
renata@renatacyrino.com

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Revista PerioNews 2009;3(2):107-11 111


revisão da literatura [ Periodontia ]

Aspectos técnicos do
tracionamento para recuperação
das distâncias biológicas
Technical aspects of forced eruption for biological
width reestablishment: literature review

Flávio Roberto Guerra Seabra*, Eduardo Gomes Seabra**

RESUMO
A invasão das distâncias biológicas representa um resultados de um dos procedimentos utilizados para
dos mais frequentes fatores etiológicos secundários este fim: o tracionamento coronal. Com base nos tra-
da doença periodontal. A evolução de processos balhos analisados, conclui-se que a. A técnica carece
cariosos ou localização subgengival de traços de de uma maior padronização de procedimentos de
fraturas dentárias frequentemente leva o cirur- movimentação dentária e tempo de contenção; b.
gião-dentista a realizar um procedimento restau- Que o procedimento de fibrotomia não fornece van-
rador/reabilitador dentro dos limites do epitélio tagem adicional; e c. Que é frequente a dificuldade
juncional ou da inserção conjuntiva. Nestes casos, de resolução estética, mesmo nos casos considera-
procedimentos de recuperação das distâncias bio- dos como sucesso, devido à redução da dimensão
lógicas se fazem necessários. Este trabalho tem por mesiodistal decorrente da conicidade das raízes.
objetivo discutir, por meio de uma revisão da litera- Unitermos - Extrusão Ortodôntica; Movimentação
tura e apresentação de casos clínicos, a técnica e os dentária; Periodonto.

ABSTRACT
The invasion of the biological width represents one of the results of one of the procedures used for this end
the most frequent secondary etiologic factors of the that is the forced orthodontic extrision. We conclude
periodontal disease. The evolution of carious processes that the technique lacks of a bigger standardization
or subgingival localization of traces of dental fractures of procedures of dental movement and time of
frequently obligate the dentists carry out restoration splinting, that the fibrotomia procedure does not
procedures within the limits of the junctional epithelium supply additional advantage and that the difficulty
or the connective insertion. In these cases, procedures of aesthetic resolution is frequent, even in considered
of recovery of the biological width are necessary. This success cases due to reduction of the mesial-distal
work aims, through a revision of literature restricted dimension of the roots.
to clinical cases published with photographs and well Key Words - Orthodontic extrusion; Tooth movement;
described clinical history, to argue the technique and Periodontium.

* Professor Doutor da Disciplina de Periodontia e do Mestrado em Clínicas Odontológicas da Universidade Potiguar.


** Professor Doutor da Disciplina de Periodontia e do Mestrado de Periodontia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Revista PerioNews 2009;3(2):113-8 113


Seabra FRG • Seabra EG

INTRODUÇÃO E PROPOSIÇÃO REVISÃO DA LITERATURA

A necessidade do respeito às distâncias bioló- A extrusão dentária é indicada para tratamento


gicas por parte dos cirurgiões-dentistas no momen- de dentes com invasão do terço cervical da raiz que se
to dos preparos restauradores/reabilitadores é uma estenda de 0 mm a 4 mm abaixo da crista óssea, como
das verdades científicas mais estabelecidas dentro da nos casos de fraturas horizontais e oblíquas, destruição
Odontologia1- 4. por cárie, reabsorções externas e internas, perfurações
No entanto, eventualmente o clínico se depara iatrogênicas, extração lenta de um dente e correção de
com situações onde o preparo restaurador/protético defeitos infraósseos isolados2-4. Por outro lado, está con-
deve ser levado até estas áreas, comprometendo as traindicada quando o remanescente radicular for insu-
distâncias biológicas. Nestas situações, um procedi- ficiente para atingir a proporção 1:1 coroa/raiz, quando
mento de recuperação das distâncias biológicas se faz houver complicações periodontais e quando o espaço
necessário1-7. para a extrusão for insuficiente2,4.
A recuperação das distâncias biológicas pode Esta revisão avaliou casos publicados na literatu-
ser feita por procedimentos cirúrgicos como a osteoto- ra nacional, que corresponderam aos requisitos de te-
mia ou por procedimentos não cirúrgicos como o tra- rem uma boa descrição da indicação do tracionamento,
cionamento coronal, também chamado de extrusão da técnica de ortodontia empregada, da utilização ou
forçada4. não de fibrotomia, do tempo de contenção, aliado a um
A osteotomia representa uma modalidade de conjunto de fotografias e radiografias que permitissem
recuperação das distâncias biológicas de mais fácil a avaliação dos resultados do tracionamento em rela-
execução e de resultados mais rápidos e previsíveis ção à migração coronal da margem gengival (indicando
que o tracionamento coronal. No entanto, a osteoto- necessidade ou não de cirurgia corretiva pós-traciona-
mia resulta em aumento da coroa clínica do dente em mento) e à proporção coroa-raiz final. Apenas 11 casos
questão, aumento este não acompanhado adequa- clínicos, em sete publicações, preencheram os pré-re-
damente pelos dentes adjacentes ou contralaterais quisitos estabelecidos e foram, deste modo, incluídos
correspondentes2. Por esse motivo, quando o procedi- nesta revisão.
mento de recuperação das distâncias biológicas deve Caso 1: paciente de 23 anos, submeteu-se ao exame
ser executado em uma área onde a manutenção da radiográfico. Após o procedimento foi constatado que
estética é requerida, a osteotomia tem uma série de o elemento dentário 11 apresentou tratamento endo-
limitações para a sua realização4. dôntico satisfatório e remanescente ao nível cervical.
Nestes casos, está indicada a realização de uma Foi confeccionado o preparo e a coroa provisória em
técnica que recupere as distâncias biológicas compro- acrílico com pino de estoque. A técnica de traciona-
metidas, mas que não resulte em aumento da coroa mento usada foi com placa oclusal prensada a vácuo
clínica para que o dente em questão permaneça har- com botões ortodônticos colados na face vestibular e
moniosamente com as mesmas dimensões dos seus palatina do dente. A placa foi recortada na região do
vizinhos e adjacentes. Então, se realiza o procedimento 11 na vestibular e palatina, deixando apenas o terço
de tracionamento coronal, conhecido também como incisal para apoiar o elástico. Realizou-se o desgaste de
tração coronal, extrusão forçada ou simplesmente tra- 1 mm na incisal da coroa provisória, reposicionando a
cionamento2. placa e colocando-se um elástico passando do botão
Este trabalho tem por objetivo, por meio de uma vestibular para o palatino sendo utilizada então uma
revisão da literatura, discutir alguns requisitos e aspec- força de 20 g a 30 g. A troca do elástico foi feita a cada
tos técnicos do tracionamento ortodôntico para recu- 24 horas pelo paciente e semanalmente um controle
peração das distâncias biológicas, assim como listar as clínico e radiográfico seguido de novo desgaste de
técnicas utilizadas e suas variáveis buscando determi- 1 mm na borda incisal foi realizado. No período de qua-
nar possíveis particularidades de cada técnica que re- tro semanas conseguiu-se um movimento extrusivo
sultem em facilitação e otimização do resultado reabi- de 3 mm. Para contenção fez-se o uso de uma esplinta-
litador final. gem com resina fotopolimerizável por um período de
quatro semanas1.

114 Revista PerioNews 2009;3(2):113-8


[ Periodontia ]

Caso 2: paciente de nhados nos elementos dentá-


49 anos, apresentando rios 33, 34 e 36, enquanto que
A osteotomia representa uma
uma perfuração en- no elemento 35 o braquete foi
dodôntica iatrogênica modalidade de recuperação das colado mais cervicalmente.
na distal do elemento distâncias biológicas de mais fácil Utilizou-se um fio ortodôntico
dentário 24. Uma co- execução e de resultados mais rápidos com certa tensão no elemento
roa provisória foi con- em questão, e a cada 15 dias
e previsíveis que o tracionamento
feccionada com pino o paciente retornava para ser
rosqueável no interior coronal. No entanto, a osteotomia realizada a fibrotomia e a ativa-
do canal e foi reali- resulta em aumento da coroa clínica ção do aparelho. Após quatro
zado movimento ex- meses de contenção, foi feito
do dente em questão, aumento este
trusivo lento, para que o término final do preparo do
houvesse neoformação não acompanhado adequadamente dente e a colocação de uma co-
óssea na região da cris- pelos dentes adjacentes ou roa metaloplástica cimentada
ta alveolar. O paciente contralaterais correspondentes . 2 definitivamente3.
usou o elástico por um Caso 5: paciente de 25 anos
período de 15 semanas, apresentava uma trepanação
até mesmo durante a na região cervical apicalmen-
alimentação, trocando o elástico a cada 24 horas. Depois te a crista óssea alveolar do elemento 11. Colaram-se
usou uma contenção fixa por um período de dois meses. braquetes alinhados nos elementos vizinhos e no dente
A extrusão obtida foi de aproximadamente 5 mm. No em questão foi colado um braquete mais cervicalmen-
quadragésimo dia após o final da movimentação, ainda te. Utilizou-se um fio ortodôntico com uma certa tensão
no período de contenção, foi realizada a intervenção ci- no elemento 11 e de 15 em 15 dias se fazia a ativação
rúrgica para o nivelamento ósseo e exposição da perfu- e fibrotomia. Com aproximadamente quatro meses de
ração. Depois da total cicatrização da área e constatação contenção foi feita a complementação protética com
de saúde e estabilidade dos tecidos periapicais com con- uma faceta laminada de cerâmica3.
trole radiográfico, quatro meses após o final do traciona- Caso 6: paciente com 13 anos, apresentava fratura den-
mento, a contenção foi removida e o dente devidamente tária horizontal no nível cervical com invasão do espaço
2
restaurado com coroa metalocerâmica . biológico do elemento 21. Foi feito o tratamento endo-
Caso 3: paciente de 35 anos com perfuração iatrogêni- dôntico e a cimentação definitiva de um núcleo metálico
ca na região cervical da raiz do elemento dentário 12. fundido no interior do canal e de um coroa temporária
Para o tracionamento utilizou-se uma placa de mordida no elemento 21. Colaram-se braquetes nos elementos
de acrílico com um botão ortodôntico colado na face dentários 12, 11 e 21. Fez-se uso de um fio ortodôntico
vestibular e outro na palatina do elemento em questão, com ativação bem próximo do dente em questão. Na
passando um elástico entre eles e sobre a face incisal ativação também era realizada a fibrotomia, e ao final
placa. O tracionamento foi realizado num período de do tratamento observou-se o ganho de espaço com a
três semanas, através de desgastes controlados na face exposição da fratura3.
incisal da coroa provisória, conseguindo uma extrusão Caso 7: paciente com dez anos, apresentava no ele-
de aproximadamente 5 mm. A contenção foi feita com mento dentário 21 um traço de fratura, invadindo o
resina composta unindo o dente aos adjacentes por um espaço biológico. Foram colados braquetes nos dentes
período de três meses. Após esse período o paciente 11, 12, 21 e 22. No 21 a colagem foi propositadamente
foi submetido à cirurgia. Após a cicatrização o dente foi mais para a cervical do elemento. Um segmento de fio
preparado e restaurado com coroa de porcelana resta- calibre 0,19 x 0,25 foi adaptado e utilizou-se um elás-
belecendo a estética e função do elemento2. tico em cadeia com aproximadamente 150 g de força.
Caso 4: o paciente apresentava cárie extensa no ele- Com uma semana de uso atingiu-se a extrusão deseja-
mento 35 que se estendia apicalmente à crista óssea. O da. A contenção, então, foi feita por um período de três
dente recebeu um núcleo metálico com coroa provisória meses. Ao final da erupção forçada, observou-se que a
cimentada definitivamente. Foram colados braquetes ali- margem gengival e o periodonto de sustentação acom-

Revista PerioNews 2009;3(2):113-8 115


Seabra FRG • Seabra EG

panharam o movimento de extrusão. A remodelação do lógico. Foi confeccionado um gancho com fio de aço,
arcabouço ósseo foi realizada através de osteotomia e reembasado no interior do canal com resina Duralay e
osteoplastia4. cimentado com cimento de fosfato de zinco. Foi confec-
Caso 8: paciente do sexo masculino, 20 anos, apresen- cionado um aparelho ortodôntico removível com um
tava fraturas nos elementos 11 e 12 causadas por um gancho incluído na resina e um guia com fio 0,9 mm po-
acidente automobilístico e indicou-se a extração do 11 e sicionado alguns milímetros distante do gancho cimen-
extrusão ortodôntica do 12. Foi realizado o tratamento tado no canal do dente e fixado no aparelho removível
endodôntico no elemento 12, que recebeu um núcleo com um elástico 1/8” de diâmetro engatado no gancho
construído com fio ortodôntico com um gancho e resi- do dente e no gancho do aparelho removível passando
na acrílica cimentado com cimento de fosfato de zinco. por cima do guia. Foram realizadas semanalmente fibro-
Colou-se braquetes nos elementos 13, 14, 21 e 22, que tomias com incisões intrassulculares abrangendo toda a
foi confeccionado com arco retangular degrau vertical circunferência do dente, seccionando o epitélio juncio-
com um “V bend” para estabilizar a ligadura elástica. As nal e a inserção conjuntiva supraóssea com uma lâmina
ativações foram feitas por 60 dias, com intervalos de 15 de bisturi número 15 e posterior raspagem da superfí-
dias entre as sessões. A força utilizada foi de 25 g a 30 g, cie radicular acima da crista óssea. Após dois meses de
e a quantidade de extrusão foi baseada na proporção tracionamento, foi obtido 3 mm de extrusão, sendo o
coroa/raiz 1:1, realizada até a exposição do limite cer- suficiente para restabelecimento do espaço biológico.
vical da raiz. Para reabilitação foi indicada uma prótese A margem gengival ficou em harmonia com as margens
fixa tendo como elementos-suporte o 13, 12 e o 21. Para dos demais dentes6.
a estabilização foi confeccionado um arco retangular Casos 10 e 11: paciente de 21 anos apresentando co-
passivo mantendo o dente na posição desejada por um roa provisória no elemento 11 e extensa restauração de
período de 60 dias realizando as avaliações radiográfi- resina composta no elemento 21. Ambos com extensa
cas com 30 e 60 dias após o término do período ativo5. lesão cariosa comprometendo o espaço biológico ti-
Caso 9: paciente de 31 anos, com prótese fixa no ele- veram de ser tracionados. Foi confeccionado um arco
mento 13, recebeu, após ser removido, juntamente com vestibular com facetas estéticas, e um arco lingual para
tecido cariado, o novo preparo do remanescente feito realizar o tracionamento. Foi cimentado um pino em
com margens subgengivais e invasão do espaço bio- cada elemento com cimento de fosfato de zinco, centra-

QUADRO 1 - DESCRIÇÃO COMPARATIVA DAS TÉCNICAS E RESULTADOS DOS TRACIONAMENTOS OBSERVADOS


Tempo de Migração da
Casos clínicos Dente TE Aparelhagem Fibrot. Contenção Prop. 1:1 Final
movimentação Margem Gengival
Caso 11 11 Sim Placa oclusal 4 semanas Sim 4 semanas ? ?
2
Caso 2 24 Sim Fixa 15 semanas Não Definitiva Sim Não
Caso 32 12 Sim Placa oclusal 3 semanas Não 3 meses Sim Não
Caso 43 35 Sim Fixa ? Sim 4 meses Sim Sim
3
Caso 5 11 Sim Fixa ? Sim 4 meses Sim ?
3
Caso 6 21 Sim Fixa ? Sim 4 meses Sim ?
Caso 74 21 Sim Fixa 1 semana Não 3 meses Sim ?
Caso 85 12 Sim Fixa 2 meses Não Definitiva Não ?
6
Caso 9 13 Sim Removível 2 meses Sim ? Não Sim
7
Caso 10 11 Sim Removível 1 semana Não 8 semanas Sim Sim
Caso 117 21 Sim Removível 1 semana Não 8 semanas Sim Sim
TE = Tratamento endodôntico prévio.
Fibrot. = Fibrotomia.
Prop. 1:1 final = Proporção coroa:raiz de pelo menos 1:1 ao final do tracionamento.
? = Dados não fornecidos pelo autor.

116 Revista PerioNews 2009;3(2):113-8


[ Periodontia ]

lizados e com ganchos nas extremidades para prender móveis ou placas oclusais. Todas as técnicas descritas
a borracha ortodôntica ao arco lingual. Após a extrusão, alcançaram o objetivo final desejado.
foi realizada a cirurgia periodontal devolvendo o con- Um grande variação foi encontrada em relação
torno ósseo e gengival. O período de total reparação ao tempo total de movimentação, o qual variou de uma
cirúrgica foi o mesmo tempo da contenção7. semana até 60 dias. Nesse aspecto, foi constatado, por
Uma descrição comparativa das técnicas obser- meio das análises das fotografias publicadas nos tra-
vadas na literatura pesquisada pode ser mais facilmente balhos pesquisados, que o tempo de movimentação
visualizada no Quadro 1. variou principalmente de acordo com a quantidade ne-
cessária de extrusão do referido dente.
DISCUSSÃO A contenção, necessária para que o dente não so-
fra nova intrusão após o tracionamento, foi determinada
O tracionamento ortodôntico para fins de recu- pela maioria dos autores pesquisados através da consta-
peração das distâncias biológicas é indicado sempre tação radiográfica da formação de uma nova lâmina dura.
que a cirurgia realizada para este fim possa resultar em Os tempos de contenção mais utilizados foram entre dois
comprometimento estético2,4. A análise da literatura meses e quatro meses2-4,7. No caso 2, o autor relata que
mostra que outros tipos de indicações, como manuten- a contenção foi de dois meses. Porém, pode ser visto na
ção da integridade óssea de dentes vizinhos, são obser- fotografia publicada que a restauração final consistiu de
vados, já que dentes sem envolvimento estético, como uma prótese parcial fixa metalocerâmica com uma solda
pré-molares, foram submetidos a tal procedimento em entre os elementos 24 e o 26, de forma que fica caracte-
alguns estudos3. rizada uma contenção definitiva2. O mesmo tipo de con-
A recuperação das distâncias biológicas por tenção definitiva foi relatada no caso 85.
tracionamento representa um aumento no tempo de A fibrotomia, procedimento de incisão periódi-
tratamento em relação ao uso da osteotomia para o ca das fibras gengivais idealizado para evitar a neces-
mesmo fim, pois o menor tempo total de tratamento sidade de cirurgia corretiva pós-tracionamento foi rea-
encontrado na literatura pesquisada (incluindo movi- lizada por alguns trabalhos3,6 em quatro casos. Destes,
mentação, contenção e cicatrização pós-cirurgia corre- em apenas um não houve migração da margem gengi-
tiva) foi de 17 semanas (uma semana de movimentação, val, tendo sido desnecessário o procedimento cirúrgico
oito semanas de contenção e oito semanas de cicatriza- pós-tracionamento6. Portanto, a fibrotomia, apesar de
ção pós-cirurgia corretiva)7, ao passo que a osteotomia ter algum respaldo na literatura1,3,6, não se mostrou na
resulta apenas na necessidade de espera do tempo de presente revisão um procedimento capaz de evitar pre-
cicatrização de 60 dias e, ainda assim, apenas em áreas visivelmente a necessidade de correção cirúrgica após o
estéticas onde o preparo protético definitivo deverá ser tracionamento. Considerando que o presente trabalho
dentro do sulco gengival histológico2. é uma revisão da literatura de casos clínicos publicados,
A necessidade prévia de tratamento endodôn- novos estudos clínicos controlados são necessários para
tico permanece controversa2. No entanto, considera- atestar a efetividade do procedimento de fibrotomia.
se que a movimentação em direção coronal tem o A principal contraindicação do tracionamento
potencial de romper o feixe vasculonervoso que en- é a criação de uma proporção coroa-raiz desfavorável,
tra pelo forâmen apical o que resultaria em necrose com a coroa maior que a raiz. A proporção considera-
pulpar4. Além disso, o próprio desgaste da coroa do da limite é a de 1:1, com coroa no máximo do mesmo
dente, necessário durante ou após o tracionamento, tamanho da porção de raiz que permanecerá inserida
dependendo da técnica empregada, poderia resultar dentro do osso. No entanto, dos 11 casos analisados,
em exposição pulpar2, 4. Por estes dois motivos, e pelo apenas seis eram publicadas as radiografias finais2-3,6-7,
fato de que todos os dentes de todos os casos levan- e destes apenas quatro demonstraram ter proporção
tados nesta revisão terem sofrido tratamento endo- coroa-raiz favorável3,6-7, outros dois casos apresenta-
dôntico prévio, recomenda-se a continuidade desse ram proporção desfavorável e cinco não publicaram
procedimento. as radiografias finais. Isso significa que situações onde
Não houve diferença detectável nos resultados se terá a coroa maior que a raiz ao final do tratamento
causados pelo uso de aparelhagens ortodônticas fixas, não devem contraindicar o procedimento e sim obrigar

Revista PerioNews 2009;3(2):113-8 117


Seabra FRG • Seabra EG

a maiores estudos da força oclusal a que aquele den- 17 semanas, pois devem ser considerados os tempos
te especificamente será submetido após a restauração de movimentação, de contenção, e da cicatrização
final, inclusive considerando a possibilidade de deixar após a cirurgia corretiva.
o dente com contenção definitiva por uma ponte fixa, • O tempo ideal de contenção não está definido. O pe-
como no caso 82,5. ríodo mínimo utilizado foi de quatro semanas e os
Devido ao formato cônico das raízes dos dentes mais utilizados foram entre dois e quatro meses. No
anteriores, que são mais frequentemente submetidos a entanto, a contenção não deve ser removida antes da
procedimentos de tracionamento (nove casos), é espe- constatação radiográfica da formação de nova lâmi-
rada uma redução da dimensão mesiodistal que dificul- na dura no ápice do dente tracionado com espessura
ta a resolução estética do caso, uma vez que os espaços uniforme do espaço periodontal.
interproximais ficam mais abertos, prejudicando inclu- • A fibrotomia não impede previsivelmente a migração
sive a formação adequada de papila gengival, havendo da margem gengival durante a movimentação.
a necessidade de correção da anatomia por meio do • A proporção coroa-raiz de 1:1 nem sempre foi con-
próprio procedimento restaurador previamente plane- seguida não tendo contraindicado alguns dos tra-
jado, seja de dentística ou de prótese fixa. Nestes arti- tamentos com o uso do tracionamento; no entanto,
gos revisados, esse efeito foi constatado em cinco ca- em casos com proporção mais desfavoráveis deve-se
sos, três não apresentaram e outros três não publicaram considerar a utilização de contenção definitiva com
imagem final para que se pudesse ser feito este tipo de próteses fixas unidas aos dentes vizinhos.
avaliação. • A redução mesiodistal da porção cervical da coroa
clínica foi uma consequência comum, dificultando a
CONCLUSÃO resolução estética da reabilitação e esse é um ponto
que deve ser levado em consideração já no planeja-
• Não existe padronização na técnica de tracionamen- mento, antes de se iniciar o tracionamento.
to para recuperação das distâncias biológicas.
Recebido em: abr/2008
• O tempo de tracionamento varia de acordo com a
Aprovado em: fev/2009
técnica utilizada e, principalmente, com a quantidade
de movimentação necessária. Endereço para correspondência:
Flávio Roberto Guerra Seabra
• Ao se planejar um procedimento de recuperação das Av. Amintas Barros, 3.678 - Bloco 2 - Apto. 201 - Lagoa Nova
distâncias biológicas por tracionamento não se deve 59075-250 - Natal - RN
Tel.: (84) 8817-0026
esperar uma duração total de tratamento menor que
flavioseabra@unp.br

REFERÊNCIAS
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Ortodon Ortop Facial 2001;6(31):52-5. 5. Silva FA, Silva WAB, Valezin AA, Landulpho AB. Extrusão ortodôntica
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Ortodon Ortop Facial 2002;7(4):85-105. clínica: relato de caso clínico. Arq Ciênc Saúde Unipar 2001;5(1).
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Como auxiliar no restabelecimento do espaço biológico. Rev Assoc finalidade protética. Prót Clín Lab 2003;4(5):111-6.
Paul Cir Dent 1997;51(6):555-9.

118 Revista PerioNews 2009;3(2):113-8


relato de caso clínico [ Periodontia ]

Peeling gengival - apresentação


de duas técnicas
Gingival peeling - presentation of two techniques

Maike Paulino da Silva*, Tatiane Oliveira Sirotto*, Daniel Sanches Ferrari*,


Ana Beatriz Piazza Queiroz**, Poliana Mendes Duarte***

RESUMO
A pigmentação melânica gengival é um processo foram descritas para a remoção das pigmentações
fisiológico da gengiva que ocorre como resultado do epitélio gengival. O objetivo do presente estudo
de uma deposição excessiva de melanina, produzi- é apresentar duas técnicas para remoção de pig-
da pelos melanócitos presentes na lâmina basal do mentação melânica (peeling gengival), sendo elas
epitélio gengival. Esta pigmentação possui aspecto a técnica convencional com lâmina de bisturi e a
simétrico e persistente e pode comprometer a esté- técnica com ultrassom e pontas diamantadas, além
tica, especialmente em indivíduos que apresentam de discutir os resultados clínicos, vantagens e des-
linha alta do sorriso (sorriso gengival). Uma vez que vantagens de cada uma delas.
a coloração gengival é um dos aspectos impor- Unitermos - Estética periodontal; Cirurgia plástica
tantes na estética de um sorriso, diversas técnicas periodontal; Pigmentação gengival.

ABSTRACT
Gingival melanin pigmentation is a result of an order to remove gingival melanin pigmentation.
excessive deposition of the melanin, produced by The aim of the present study is to describe two
melanocytes present in the basal layer of the oral techniques for gingival melanin pigmentation
epithelium. This pigmentation has symmetric and correction: conventional technique with blade and
persistent form and can jeopardize the dental the technique with ultra-sound and diamond tip,
esthetic, especially in patients with high smile line discussing their clinical outcome, advantages and
(gummy smile). Since the color of the gingival tissues disadvantages.
is one of the most important aspects of dental Key Words - Esthetic periodontal; Periodontal plastic
esthetic, many techniques have been developed in surgery; Gingival pigmentation.

* Mestres em Odontologia - Área de Periodontia, Centro de Pós-graduação, Pesquisa - UnG - Universidade de Guarulhos/SP.
** Mestre em Ciências da Saúde pela Unifesp - Escola Paulista de Medicina.
*** Doutora em Clínicas Odontológicas - Área de Periodontia; Professora Adjunta do curso de Pós-graduação em Odontologia, Área de Periodontia, Centro de Pós-graduação, Pesquisa - UnG
- Universidade de Guarulhos/SP.

Revista PerioNews 2009;3(2):119-23 119


Silva MP • Sirotto TO • Ferrari DS • Queiroz ABP • Duarte PM

INTRODUÇÃO geralmente, aspecto simétrico com intensidade e dis-


tribuição variando de acordo com a atividade celular
Com o aumento da procura pela estética em local4. É importante salientar que a pigmentação melâ-
Odontologia, o estabelecimento de terapias seguras, nica gengival pode acometer todos os grupos étnicos
previsíveis, minimamente invasivas e com alto padrão e não apresenta predileção por gênero4-5.
estético vem desafiando clínicos e pesquisadores. Di- Algumas técnicas foram sugeridas para a remo-
versos tratamentos estéticos já foram amplamente ção da pigmentação melânica, entre elas abrasão epite-
difundidos na dentística restauradora, em destaque o lial6-7, enxertos gengivais autógenos8, gengivectomia9,
clareamento dental e as facetas de porcelanas1. Porém, criocirurgia10-11, laserterapia12-13 e mais recentemente en-
em alguns casos, somente os procedimentos realizados xertos de matriz dérmica acelular14. Assim, o objetivo do
pela dentística não conseguem promover a harmonia presente relato de caso é demonstrar e discutir as van-
do sorriso, necessitando de uma interação interdisci- tagens e desvantagens de duas técnicas para remoção
plinar para um resultado mais favorável. Neste con- de pigmentação gengival: técnica convencional (lâmina
texto, a contribuição da Periodontia para um sorriso de bisturi) e técnica com ponta diamantada acoplada a
estético cresceu significantemente nas últimas déca- um aparelho de ultrassom.
das, destacando-se as gengivoplastias, recobrimentos Uma vez que a estética está em ascensão na clí-
radiculares e aumento de rebordo; todos eles com o nica odontológica é importante conhecer o papel da
objetivo de melhorar a forma e o contorno do tecido Periodontia nas correções dos problemas de coloração
gengival2. gengival. Ambas as técnicas descritas neste trabalho
Para a obtenção de uma estética gengival ade- são de fácil execução clínica e podem contribuir bastan-
quada muitos parâmetros devem ser considerados te para a estética do sorriso.
pelo cirurgião-dentista. Primeiramente, é de suma
importância observar a ausência de infecção (saúde RELATO DE CASO CLÍNICO
gengival) antes de qualquer tratamento estético. Em
seguida, fatores anatômicos como textura, espessura, Indivíduo do gênero feminino, 20 anos, caucasia-
forma, contorno e coloração devem ser avaliados jun- na, sem comprometimento sistêmico e periodontal, pro-
tamente com os anseios do paciente por estética. As curou a clínica odontológica da Universidade Guarulhos
alterações de coloração dos tecidos gengivais podem (UnG) com queixa em relação ao tecido gengival escu-
ter etiologias fisiológicas, não-fisiológicas ou patológi- recido na região anterior superior, que comprometia a
cas3, comprometendo a estética do sorriso, principal- estética do sorriso. Ao exame clínico foi diagnosticada
mente em indivíduos com linha de sorriso alta. Dentre pigmentação melânica bilateral simétrica envolvendo
essas alterações, a pigmentação melânica fisiológica é as papilas interdentais, tecidos gengivais livres e inseri-
a mais frequente, sendo resultado da deposição exces- dos nas regiões vestibulares anterior superior e inferior
siva de melanina, que é produzida pelos melanócitos (Figura 1). Uma vez que foi observada uma assimetria
presentes na lâmina basal do epitélio4. Apresentam, de altura gengival entre os dentes 12 e 22, foi realizada,
primeiramente, uma gengivoplastia pela técnica do bi-
sel externo no dente 12 (Figura 2).

Figura 1 Figura 2
Pigmentação melânica bilateral simétrica Aspecto do dente 12 após realização da gengivoplastia.
nas regiões vestibular anterior superior e inferior.

120 Revista PerioNews 2009;3(2):119-23


[ Periodontia ]

Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Dentus, Instituto Bionnovation Biomedical). O aparelho
Universidade Guarulhos (UnG) e assinado o Termo de utilizado apresentava uma frequência de até 31.000 Hz
Consentimento Livre e Esclarecido pela paciente, o tra- e foi ajustado previamente em uma potência de 70%.
tamento proposto para as pigmentações foi o peeling Durante todo procedimento, a ponta exerceu contato
gengival. Na região esquerda foi realizada a remoção da com leve pressão e movimentos circulares contra o teci-
pigmentação por uma técnica convencional com lâmi- do gengival, sob constante irrigação com soro fisiológi-
na de bisturi e na direita utilizou-se uma ponta diaman- co (Figura 3). Os movimentos foram realizados até a ve-
tada acoplada ao ultrassom. rificação visual da completa remoção dos pigmentos de
Primeiramente, foi realizada assepsia externa melanina (Figura 4). Nesta região, devido à observação
com gluconato de clorexidina 2% e interna com glu- de uma exposição mais superficial do tecido conjuntivo,
conato de clorexina 0,12%. Para a realização de ambas a área não foi protegida com cimento cirúrgico.
as técnicas, a área operada foi anestesiada pela técnica
infiltrativa (cloridrato de mepivacaína a 2% com epine- Técnica convencional
frina 1:100.000). Para o pós-operatório foram prescritos Na região esquerda, a despigmentação foi exe-
bochechos com gluconato de clorexidina 0,12%, duas cutada com uma lâmina de bisturi 15C. Pequenas inci-
vezes ao dia, por um minuto, durante sete dias e anal- sões foram realizadas com a lâmina posicionada parale-
gésico (dipirona sódica 500 mg, de quatro em quatro la ou perpendicularmente ao longo eixo do dente até a
horas, em caso de dor). remoção total dos pigmentos melânicos visíveis (Figura
5). Durante todo o procedimento, a região foi irrigada
Técnica com ponta diamantada e ultrassom com soro fisiológico. Uma vez que a exposição do tecido
A região direita foi submetida à remoção da pig- conjuntivo por essa técnica foi mais nítida em relação
mentação melânica com aparelho de ultrassom (CV- à técnica com o ultrassom, esta área foi protegida com
Dent100, Instituto Bionnovation Biomedical) ao qual cimento cirúrgico fotopolimerizável (Caulk Barricaid,
foi acoplada uma ponta tronco-cônica diamantada (CV- Dentsply) conforme instruções do fabricante (Figura 6).

Figura 3 Figura 4
Remoção da pigmentação melânica por meio da Aspecto da região tratada com as pontas diamantadas.
ponta diamantada acoplada ao ultrassom.

Figura 5 Figura 6
Aspecto da região após remoção das pigmentações por Área tratada com lâmina de bisturi coberta
ambas as técnicas. com cimento cirúrgico fotopolimerizável.

Revista PerioNews 2009;3(2):119-23 121


Silva MP • Sirotto TO • Ferrari DS • Queiroz ABP • Duarte PM

Figura 7 Figura 8
Pós-operatório de 20 dias após a despigmentação. Aspecto final da área despigmentada em dez dias após a segunda
Observar presença de remanescentes de pigmentos sessão de aplicação do ultrassom. Observe leve remanescente na
na área tratada com ultrassom. região tratada com bisturi (distal dente 22).

A Figura 7 ilustra os resultados obtidos em 20 dias tecido conjuntivo. Tal exposição conjuntiva associada
após a realização do peeling gengival. Uma vez que a re- ao trauma dos vasos sanguíneos pela lâmina resultou
gião tratada com ultrassom apresentou recorrência de na presença de mais sangramento. Por outro lado, o pa-
pigmentos, os mesmos procedimentos da técnica das drão de despigmentação obtido por essa técnica, pro-
pontas diamantadas acopladas ao ultrassom descritos vavelmente devido a seu caráter invasivo, foi mais efeti-
acima foram repetidos após 30 dias da sessão inicial para vo após uma única sessão. O uso da lâmina, minimizou
obtenção de um resultado mais harmônico (Figura 8). a presença de recorrência das pigmentações e, conse-
quentemente, a necessidade de um segundo momento
DISCUSSÃO operatório. Finalmente, essa técnica convencional apre-
senta baixo custo, sendo necessário apenas uma lâmina
Os procedimentos estéticos em Odontologia de bisturi de boa qualidade.
vêm ocupando cada vez mais espaço na clínica diária. Embora os aparelhos de ultrassom sejam utili-
Neste contexto, o peeling gengival é um procedimento zados predominantemente para remoção de cálculo
periodontal simples, capaz de ser executado não so- dental, o mesmo pode ser empregado para diversas ou-
mente pelo especialista, mas também pelo clínico geral tras finalidades odontológicas. As pontas diamantadas
e que pode contribuir bastante para a estética de um acopladas à aparelhos de ultrassom têm sido propostas
sorriso. para realização do peeling gengival. No presente caso
Embora o peeling gengival não seja indicado para clínico, foi observado que essa esta técnica promove
toda e qualquer pigmentação melânica, a melanoplastia uma esfoliação ou descamação superficial do epitélio
(técnica para remoção da pigmentação de melanina) é gengival com mínimo sangramento. A menor quantida-
capaz de clarear visivelmente o tecido gengival em casos de de sangramento induzida pela mesma pode ser atri-
de manchas localizadas ou generalizadas. Como descrito buída à exposição superficial do tecido conjuntivo e à
anteriormente, diversas técnicas já foram propostas para capacidade do ultrassom em estimular a agregação pla-
a correção de colorações gengivais e cada uma deles quetária15-16. É importante notar que para uma remoção
apresenta peculiaridades no manuseio, além de vanta- total dos pigmentos foram necessárias duas sessões de
gens e desvantagens6-14. No presente relato de caso, fo- aplicação de ultrassom. O resultado obtido pelo peeling
ram escolhidas duas técnicas de fácil execução: técnica com ultrassom em duas sessões foi levemente superior
convencional com lâmina de bisturi e técnica com ponta à lâmina em sessão única. Entretanto, o paciente já es-
diamantada acoplada à um aparelho de ultrassom. tava satisfeito com o resultado e não foi realizada sessão
No lado esquerdo, foi necessário um tempo ope- adicional na área tratada com bisturi.
ratório curto para remoção de toda pigmentação por É importante destacar que tanto a técnica con-
meio da técnica convencional. Entretanto, o controle da vencional quanto a técnica com o ultrassom foram efe-
lâmina de bisturi para remoção apenas do tecido pig- tivas para promover um resultado favorável com signi-
mentado requer bastante habilidade e, inevitavelmen- ficante redução da pigmentação melânica em relação
te, ocorre exposição de uma camada mais profunda de ao aspecto inicial, além de um bom reparo tecidual.

122 Revista PerioNews 2009;3(2):119-23


[ Periodontia ]

Vale ainda salientar que existem relatos na literatura de mentação melânica. De maneira geral, o peeling gengi-
repigmentações de áreas previamente submetidas ao val é um procedimento com objetivo estético de fácil
peeling e, por esse motivo, o paciente deve ser informa- execução e acessível ao clínico geral.
do sobre possíveis recorrências após esses procedimen-
Recebido em: ago/2008
tos17-18. Finalmente, resultados conclusivos da superio-
Aprovado em: mar/2009
ridade de uma técnica em relação à outra devem ser
obtidos apenas mediante estudos clínicos controlados Endereço para correspondência:
Poliana Mendes Duarte
longitudinais. Rua Nilo Peçanha, 81 - Prédio U - 6o andar
07011-040 - Guarulhos - SP
Tel.: (11) 2464-1769
CONCLUSÃO
pduarte@ung.br/ poliduarte@yahoo.com

Ambas as técnicas foram efetivas para promover


um resultado favorável com reduções visuais da pig-

REFERÊNCIAS
1. Magne P, Belser U. Bonded porcelain restorations in the anterior the gingiva. A case report. J Clin Periodontol 1987;14:614-7.
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Revista PerioNews 2009;3(2):119-23 123


relato de caso clínico

O retalho posicionado coronalmente


como uma técnica previsível
The coronally positioned flap as a predictable technique. A case report

Michel Reis Messora*, Flávia Aparecida Chaves Furlaneto*, Tatiana Miranda Deliberador*,
Maria José Hitomi Nagata**, Alvaro Francisco Bosco**, Valdir Gouveia Garcia***

RESUMO
Diversos procedimentos mucogengivais têm sido utiliza- vais múltiplas. A porcentagem média de recobrimento
dos para o tratamento de defeitos de recessão gengival. radicular obtida foi de 73,5%. Em uma avaliação aos 20
A escolha de uma determinada técnica deve levar em meses pós-operatórios, o sucesso do tratamento realiza-
consideração não apenas a eficiência do procedimento do pôde ser confirmado pela ausência de sangramento
e a previsibilidade de resultados, mas também seguran- à sondagem ou bolsas periodontais, pela satisfatória co-
ça, conforto e satisfação do paciente com o resultado es- loração e contorno dos tecidos gengivais e pela resolu-
tético final. O propósito deste artigo foi relatar um caso ção da hiperestesia dentinária.
no qual a técnica do retalho posicionado coronalmente Unitermos - Recessão gengival; Retalhos cirúrgicos;
foi simples e efetiva no tratamento de recessões gengi- Terapia.

ABSTRACT
Several mucogingival procedures have been used for the coronally positioned flap. The mean percentage
the treatment of gingival recession. The choice of a of root coverage obtained was 73.5%. At 20 months
technique should take into consideration not only the post-operative, the success of the treatment could be
efficacy of the procedure and predictability of the results confirmed by the absence of bleeding on probing and
but also the safety, comfort and satisfaction of the periodontal pockets, the satisfactory coloration and
patient with the final esthetics. The purpose of this paper contour of the gingival tissues, and the resolution of the
was to report on a case with multiple gingival recessions dentin hypersensitivity.
successfully treated by a simple and efficient technique: Key Words - Gingival recession; Surgical flaps; Therapy.

INTRODUÇÃO gia clínica3. Outros fatores, como sensibilidade radicular,


cáries radiculares e discrepâncias na margem gengival,
O objetivo final da terapia periodontal consiste que prejudicam o adequado controle de placa bacteria-
não apenas na cura da doença periodontal progressiva, na, também justificam o uso de terapias mucogengivais
mas também na restituição das partes do aparato de para o recobrimento radicular4.
inserção que foram destruídas pela doença, devolven- De fato, diversos procedimentos mucogengivais,
do ao paciente a função e a estética1. Umas das con- tais como enxertos pediculados posicionados coronal ou
sequências da doença periodontal crônica associa- lateralmente, retalhos rotacionados, enxertos de tecido
da à placa é a recessão gengival. Este tipo de defeito livre epitelizados, enxertos de tecido conjuntivo e a apli-
periodontal consiste na localização apical da margem cação de princípios relacionados à Regeneração Tecidual
gengival em relação à junção cemento-esmalte2, com- Guiada (RTG) têm sido utilizados para restabelecer a ar-
prometendo a estética e a função do paciente. Assim, o quitetura gengival comprometida e recobrir a superfície
recobrimento radicular de recessões gengivais tornou- radicular desnuda. Uma comparação global dos resul-
se uma das maiores partes do tratamento periodontal tados obtidos com estes procedimentos é dificultada
atual, especialmente porque a estética periodontal é pelo fato de, comparativamente, poucos estudos terem
um aspecto cada vez mais importante na Periodontolo- se apresentado com resultados clínicos bem documen-

* Doutores em Periodontia, Faculdade de Odontologia do Campus de Araçatuba - Unesp.


** Professores Adjuntos do Departamento de Cirurgia e Clínica Integrada - Disciplina de Periodontia - Faculdade de Odontologia do Campus de Araçatuba - Unesp.
*** Professor Titular do Departamento de Cirurgia e Clínica Integrada - Disciplina de Periodontia - Faculdade de Odontologia do Campus de Araçatuba - Unesp.

124 Revista PerioNews 2009;3(2):124-8


[ Periodontia ]

tados4 ou com um longo período de proservação2. se a presença de recessões gengivais múltiplas e adja-
O procedimento de recobrimento radicular usan- centes, Classe I8, com profundidades de 3 mm, 2 mm,
do um enxerto de tecido mole livre obtido do palato foi 2 mm e 4 mm nos dentes 13, 14, 15 e 16, respectivamen-
demonstrado primeiramente em 19855. Apesar dos bons te (Figura 1). Também foi observada a presença de placa
resultados obtidos, a morbidade do paciente e problemas bacteriana, sangramento à sondagem e bolsas perio-
na coloração e contorno do enxerto foram fatores que con- dontais com profundidades de 2 mm. A faixa de gengiva
duziram ao desenvolvimento de técnicas alternativas. Al- ceratinizada inserida presente era ampla e pigmentada
guns autores6 propuseram a técnica do enxerto de tecido por manchas melânicas. Radiograficamente, a altura
conjuntivo subepitelial. Uma diminuição da morbidade da óssea interproximal apresentava-se normal. No exame
área doadora, bem como um aumento no suprimento san- clínico da hemiarcada superior esquerda, constatou-se a
guíneo do enxerto no leito receptor tornaram esta técnica normalidade da posição do tecido gengival (Figura 2). A
preferida pelos periodontistas. Entretanto, no tratamento escovação traumátca, associada ao processo inflamató-
de múltiplos dentes, a obtenção de uma quantidade sufi- rio causado por placa bacteriana, foram, então, aponta-
ciente de tecido é um fator que dificulta o procedimento. dos como os prováveis fatores etiológicos das recessões
Em alguns casos, é necessário obter tecido de ambos os gengivais presentes na hemiarcada superior direita.
lados do palato, o que aumenta a morbidade do pacien- Foi instituída a terapia periodontal inicial associada
te, o tempo de cirurgia e as chances de complicações à causa, com procedimentos que incluíram a instrução de
hemorrágicas3. Desse modo, pesquisadores7 utilizaram o higiene bucal e raspagem e alisamento radicular (RAR).
retalho posicionado coronalmente para o tratamento de Na reavaliação da terapia associada à causa, após 40 dias,
recessões gengivais Classe I8, com profundidades entre observou-se diminuição da inflamação nos tecidos gengi-
2,5 mm e 4 mm e 3 mm de tecido ceratinizado. Uma com- vais, bem como melhora na habilidade manual da pacien-
pleta cobertura radicular foi obtida em 84% dos sítios. te para a realização da escovação dentária. Entretanto, a hi-
Uma taxa de 98% de sucesso com o uso desta técnica perestesia dentinária nas regiões cervicais dos elementos
também foi relatada9. dentários que apresentavam recessões gengivais ainda
Uma revisão dos estudos dos tratamentos para era relatada pela paciente. Diante deste quadro, optou-se
recobrimento radicular mostra que coberturas radicu- pela intervenção cirúrgica para tentativa de recobrimento
lares em torno de 70% a 80% são resultados comuns, radicular total dos dentes envolvidos.
o que conduz ao raciocínio de que não existe uma di- O procedimento cirúrgico teve início com a antis-
ferença clara na efetividade das técnicas propostas10. sepsia externa, com polivinil-pirrolidona-iodo (PVPI) (Rio-
Então, outros fatores, como a facilidade de execução da deine tópico, Indústria Farmacêutica Rioquímica Ltda,
técnica cirúrgica, o conforto e a satisfação do paciente São José do Rio Preto/SP) e antissepsia interna, com so-
quanto à estética final obtida devem ser levados em lução de digluconato de clorexidina a 0,12% (Periogard,
consideração na escolha de um procedimento para re- Colgate-Palmolive Ind. e Com. Ltda, São Bernardo do
cobrimento radicular. Campo/SP), durante um minuto. Foi realizada a aneste-
O objetivo deste artigo é relatar um caso, com sia local, com cloridrato de mepivacaína a 2% com epi-
acompanhamento de 20 meses pós-operatórios, no nefrina 1:100.000 (DFL Indústria e Comércio Ltda, Rio de
qual a técnica do retalho posicionado coronalmente foi Janeiro/RJ), por meio do bloqueio dos nervos alveolar
utilizada, com sucesso, para o tratamento de recessões superior posterior e médio direitos, além do nervo palati-
gengivais múltiplas. no direito. Com uma lâmina de bisturi no 15C (Surgiblade,
Miami/FL, EUA) acoplada em um cabo de bisturi Bard-Pa-
RELATO DE CASO CLÍNICO rker, foi realizada uma incisão intrassulcular estendendo-
se da distal do dente 12 até a mesial do 17. Duas incisões
Paciente do gênero feminino, 30 anos, compa- relaxantes verticais vestibulares foram então feitas ultra-
receu à Clínica de Periodontia da Faculdade de Odon- passando a junção mucogengival, nos limites mesial e
tologia do Campus de Araçatuba da Universidade distal da incisão intrassulcular. Um retalho de espessura
Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, quei- total foi levantado até a junção mucogengival e, após a
xando-se de “sensibilidade nos dentes do lado direito incisão do periósteo, um retalho de espessura parcial foi
superior da boca”. Durante o exame clínico, constatou- dissecado apicalmente (Figura 3).

Revista PerioNews 2009;3(2):124-8 125


Messora MR • Furlaneto FAC • Deliberador TM • Nagata MJH • Bosco AF • Garcia VG

Figura 1 Figura 2
Recessões gengivais consecutivas Classe8 Tecido gengival em posição normal
na hemiarcada superior direita. na hemiarcada superior esquerda.

Figura 4
Figura 3
Sutura do retalho posicionado coronalmente.
Elevação do retalho para
o seu posicionamento coronário.

aos cuidados pós-operatório, os quais incluíram a pres-


crição de analgésicos (enquanto houvesse dor) e de bo-
chechos com solução de digluconato de clorexidina a
0,12%, a cada 12 horas, durante sete dias. As suturas e
o cimento cirúrgico foram removidos aos sete dias pós-
operatórios e a paciente permaneceu sob supervisão
profissional para o controle da higiene bucal.
Aos 45 dias pós-operatório, a paciente relatou a
Figura 5 total resolução da hiperestesia dentinária. Aos 20 me-
Aspecto clínico da hemiarcada superior direita, ses pós-operatório, os tecidos periodontais dos den-
20 meses após o procedimento cirúrgico.
tes que apresentavam recessão gengival no exame
clínico inicial mostravam-se com coloração, textura
As superfícies radiculares expostas foram raspadas e contorno normais (Figura 5), não sendo constatada
e alisadas, e o aplainamento dos degraus e irregularida- a presença de bolsas periodontais ou sangramento à
des existentes foi realizado com uma broca tronco-cônica sondagem. As porcentagens de recobrimento radicu-
multilaminada. A seguir, o condicionamento radicular foi lar obtidas, considerando-se a profundidade das re-
realizado com solução de hidrocloreto de tetraciclina (Te- cessões gengivais no pré e pós-operatório, foram em
traciclina, Laboratório Teuto Brasileiro Ltda, Anápolis/ GO), torno de 83%, 75%, 75% e 62% para os dentes 13, 14,
na concentração de 10 mg/ml, durante quatro minutos11, 15 e 16, respectivamente.
seguido de irrigação com solução fisiológica por um mi-
nuto. O retalho foi posicionado coronalmente, sem tensão, DISCUSSÃO
recobrindo as superfícies radiculares expostas. As suturas
foram realizadas por meio de pontos simples nas papilas Em cirurgia plástica periodontal, a escolha da
gengivais e nas duas incisões verticais laterais (Figura 4). técnica deveria levar em consideração quatro princípios
A paciente recebeu, então, orientações quanto fundamentais: sucesso, reprodutibilidade, ausência de

126 Revista PerioNews 2009;3(2):124-8


[ Periodontia ]

morbidade e economia10. De fato, no presente caso clí- a estabilidade da margem dos tecidos posicionados co-
nico, estes princípios conduziram à seleção da técnica do ronalmente, observada durante 20 meses pós-operató-
retalho posicionado coronalmente (RPC) em um único rio, somente foi possível com a modificação da técnica de
estágio para o tratamento das recessões gengivais múlti- escovação dental executada pela paciente.
plas apresentadas pela paciente. Entre os procedimentos No presente caso clínico, a efetividade da técnica
cirúrgicos usados para recobrimento radicular, o enxerto do RPC foi demonstrada não somente pelo alto percen-
de tecido conjuntivo subepitelial é considerado o “pa- tual de recobrimento das recessões gengivais, mas tam-
drão-ouro”. Entretanto, o RPC é uma técnica mais sim- bém pela ausência de bolsas periodontais, ganho de in-
ples, efetiva e evita a necessidade de um segundo sítio serção clínica e ausência de sangramento à sondagem no
cirúrgico doador, reduzindo a morbidade pós-operatória período pós-operatório, o que reflete a saúde dos tecidos
do paciente quando comparado com o enxerto de teci- periodontais dos elementos dentais tratados. Contudo, o
do conjuntivo subepitelial12. A escolha do RPC para este tipo de cicatrização obtida entre o enxerto pediculado e
caso foi, sobretudo, fundamentada em estudos7,13 que as superfícies radiculares envolvidas não pode ser iden-
demonstraram um percentual médio de recobrimento tificado, uma vez que nenhuma avaliação histológica foi
radicular superior a 90% quando recessões gengivais realizada. Os procedimentos de cirurgia plástica perio-
Classe I8 foram tratadas com a técnica do RPC. Além dis- dontal geralmente resultam em cobertura radicular sem
so, nesses estudos não foi observada nenhuma diferença um significante aumento no aparato de inserção1. Tem
significativa no índice de recobrimento radicular quando sido demonstrado que recessões gengivais tratadas com
as recessões gengivais foram tratadas com a técnica do enxertos pediculados cicatrizam com um epitélio juncio-
RPC ou com o enxerto de tecido conjuntivo subepitelial. nal longo interposto entre a superfície radicular e o en-
No presente caso clínico, a porcentagem média xerto pediculado em estudos realizados em animais18 e
de recobrimento radicular obtida foi de 73,5%, variando em humanos19. A regeneração periodontal (formação de
de 62% a 83% quando a taxa de recobrimento radicular novo cemento, osso e ligamento periodontal) tem sido
de cada elemento dental envolvido foi individualmente observada apenas na porção mais apical da lesão20. Neste
considerada. Estes valores são corroborados por outros contexto, a preparação da superfície radicular, visando à
estudos, que demonstraram que o índice de recobri- obtenção de uma superfície biologicamente compatível
mento radicular variou de 56,1%9 a 98,8%14 com o uso com as células do periodonto21, é primordial para a re-
do RPC. Uma porcentagem média de recobrimento generação dos tecidos perdidos. No presente caso, esta
radicular semelhante à obtida no presente caso clí- preparação foi feita com tratamentos mecânico e quími-
nico foi relatada em outros estudos15-16. Esses autores co. A raspagem e o alisamento radiculares foram realiza-
demonstraram que os defeitos de recessão gengival dos para eliminar cálculo e cemento necrótico e conta-
Classe I8 tratados com a técnica do RPC apresentaram minado. Quanto ao tratamento químico das raízes com
um índice de recobrimento em torno de 71%. solução de hidrocloreto de tetraciclina, embora nenhum
Os diferentes percentuais de recobrimento radi- efeito clínico significativo destes agentes no aumento da
cular observados nos estudos que utilizaram a técnica do porcentagem de recobrimento radicular tenha sido de-
RPC podem ser explicados pelas variações na morfologia monstrado11,22, o seu uso pode ser justificado como uma
dos defeitos10, na localização das recessões14, na técnica forma de remover o smear-layer resultante da instrumen-
cirúrgica propriamente dita7 ou na atenção do paciente tação mecânica10.
para com os cuidados pós-operatórios13. Em relação a “É interessante observar, no presente caso clínico,
esses últimos, técnicas adequadas de escovação dental um aumento na altura do tecido gengival ceratinizado
são fundamentais para minimizar o trauma pós-cirúrgico no período pós-operatório. Este é um achado comum
aos tecidos moles posicionados. No presente caso, uma após a técnica do RPC e pode ser explicado por diversos
técnica traumática de escovação foi, inclusive, um dos fa- eventos que ocorrem durante a cicatrização e matura-
tores responsáveis pelo aparecimento das recessões gen- ção do tecido posicionado cirurgicamente. A formação
givais na hemiarcada superior direita. De fato, a literatura de tecido de granulação proveniente do ligamento pe-
mostra que a escovação traumática é o principal fator riodontal formará um tecido conjuntivo semelhante ao
etiológico para o aparecimento de recessões gengivais da gengiva e com potencial para induzir a ceratinização
em pacientes jovens17. Portanto, no caso clínico relatado, do epitélio de proteção23. Um segundo fator a conside-

Revista PerioNews 2009;3(2):124-8 127


Messora MR • Furlaneto FAC • Deliberador TM • Nagata MJH • Bosco AF • Garcia VG

rar é a tendência da linha mucogengival de retornar no- te, pela correção dos hábitos traumáticos de escovação
vamente a sua posição geneticamente definida após o dentária. Os resultados do presente caso clínico corrobo-
seu deslocamento coronário com a técnica do RPC24”. ram os achados anteriores13, pois os tecidos posicionados
Embora um aumento na altura da gengiva cerati- pela técnica do RPC mantiveram-se estáveis e saudáveis
nizada seja observado com a técnica do RPC, alguns es- durante quase dois anos do pós-operatório.
tudos mostraram uma diminuição na espessura da mes-
ma em decorrência deste procedimento25. Esta condição CONCLUSÃO
poderia comprometer a estabilidade, a longo prazo, das
margens de tecido mole posicionadas. Assim, poder-se- Considerando-se a literatura pertinente e o caso
ia conjecturar que um aumento na espessura gengival, clínico apresentado, pode-se concluir que a técnica do
através da associação da técnica do RPC ao enxerto de RPC é um tratamento simples, previsível e eficiente para
tecido conjuntivo subepitelial, poderia levar a resulta- defeitos de recessão gengival Classe I8. Sua manutenção
dos mais estáveis ao longo dos anos. Entretanto, foi de- a longo prazo depende de uma adequada técnica de es-
monstrado que os defeitos de recessão tratados com covação dental.
RPC associado ao enxerto de tecido conjuntivo subepi- Recebido em: set/2008
telial e aqueles tratados apenas com a técnica do RPC Aprovado em: mar/2009
não apresentaram diferenças na estabilidade da margem Endereço para correspondência:
gengival durante dois anos de acompanhamento13. Esses Michel Reis Messora
autores enfatizaram que a manutenção da estabilidade Av. Campos Elíseos, 416
37466-000 - Itamonte - MG
dos tecidos moles poderia ser garantida, não pelo tipo Tel.: (35) 3363-1415
de procedimento cirúrgico realizado, mas, principalmen- michel_messora@terra.com.br

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128 Revista PerioNews 2009;3(2):124-8


relato de caso clínico [ Periodontia ]

Enxerto de tecido conjuntivo


subepitelial: uma alternativa
em cirurgia plástica periodontal
Subepithelial connective tissue graft: a alternative
in periodontal plastic surgical - Case report

Lucas Amaral Fontanari*, Márcia Regina Rodrigues**, Emilia Irma Scremin***,


Marisa Shizuko Ikeda Kitano***, José Eduardo Cezar Sampaio****, Wilson Trevisan Júnior*****

RESUMO
As recessões teciduais quando presentes têm repercus- para recobrimento radicular. Este procedimento tem
são no conforto do paciente por possibilitar a ocorrência a vantagem da nutrição sanguínea dupla do enxerto,
de hiperestesia (sensibilidade) dentinária e no compro- vindo do tecido conjuntivo adjacente ao periósteo do
metimento estético pela alteração do contorno gengi- leito receptor, e do retalho posicionado coronariamen-
val. O sucesso do tratamento das recessões baseia-se no te, reduzindo a morbidade do enxerto e favorecendo a
conhecimento de sua etiologia e na avaliação da previsi- estética.
bilidade das técnicas cirúrgicas que visam o recobrimen- Unitermos - Enxerto conjuntivo subepitelial; Recobri-
to radicular. Os autores relataram um caso clínico de en- mento radicular; Recessão tecidual; Cirurgia plástica
xerto de tecido conjuntivo subepitelial como alternativa periodontal.

ABSTRACT
When gingival recessions take place, they have effects in root coverage. These procedures have the advantage
the patient’s satisfaction for possibility occur of dentin of duo blood nutrition of graft, of connective tissue
sensibility and esthetic compromise for alteration adjacent to periosteum of the receptor bed, and
gingival profile. The success of treatment of gingival coronally positioned flap, reducing the risk of loss of
recession to be based on knowledge of etiology and the graft, besides giving the benefit of the postoperative
evaluation of results of the surgical technique that esthetic.
aimed at root coverage. The authors report a clinic case Key Words - Subepithelial connective tissue graft; Root
of subepithelial connective tissue graft as alternative to coverage; Tissue recession; Periodontal plastic surgical.

INTRODUÇÃO divididas em quatro classes: Classe I – A recessão não


atinge a linha mucogengival e não apresenta perda de
As recessões teciduais podem ser definidas como tecido interdentário; Classe II – A recessão atinge ou
um deslocamento da margem gengival em direção à ultrapassa a linha mucogengival, sem perda de tecido
junção mucogengival expondo a superfície radicular e interdentário; Classe III – Há perda de tecido ósseo in-
representam uma condição comum na Periodontia. Po- terdentário e o tecido gengival proximal está apical à
dem ocorrer em áreas isoladas ou múltiplas na cavidade junção cemento-esmalte e coronário a recessão; e Clas-
bucal, com diferentes graus de extensão1. se IV – Há perda de tecido interdentário e o tecido gen-
Clinicamente as recessões gengivais podem ser gival proximal está ao nível da base da recessão1.

*Mestrando em Periodontia, Faculdade de Odontologia de Araraquara – Unesp/SP.


**Mestre em Odontologia Restauradora, Universidade Norte do Paraná – Unopar.
***Especialista em Periodontia – Associação Odontológica do Norte do Paraná.
****Professor Adjunto da Disciplina de Periodontia – Faculdade de Odontologia de Araraquara – Unesp/SP.
*****Professor Associado da Disciplina de Periodontia – Universidade Estadual de Londrina – UEL.

Revista PerioNews 2009;3(2):131-5 131


Fontanari LA • Rodrigues MR • Scremin EI • Kitano MSI • Sampaio JEC • Trevisan Júnior W

Diversos agentes etiológicos são apontados Periodontia da Associação Odontológica Norte do Para-
como responsáveis pelo desenvolvimento das reces- ná/Londrina. Sua queixa principal eram recessões locali-
sões, tais como escovação traumática, mal posicio- zadas nos dentes 23 e 24. Além do incômodo estético, a
namento dos dentes, doença periodontal, inserção paciente relatava sensibilidade dentinária ocasional.
anormal de freios e bridas, trauma oclusal, restaura- No exame clínico, a área foi sondada deixando cla-
ções em contato com a gengiva, coroas provisórias mal ra a inexistência de profundidade de sondagem maior do
adaptadas, extração de dentes, movimentação orto- que 2 mm nos dentes em questão e nos dentes adjacen-
dôntica, predisposição genética, fatores iatrogênicos e tes. As recessões foram classificadas como Classe I1, ten-
deiscências ósseas2. Uma análise mais profunda destes do 4 mm de comprimento e 5 mm de largura para ambos
agentes mostra que a maioria deles possui uma carac- os dentes. A perda de inserção clínica, portanto, era de
terística em comum: a inflamação gengival. Um estudo 6 mm em cada um dos elementos. Não havia inserção
sobre a patogênese da recessão gengival3 verificou que anormal de bridas e a profundidade de vestíbulo não era
a reação inflamatória provoca uma desorganização do muito extensa. Constatou-se ainda, a existência de boa
tecido conjuntivo gengival e a projeção das cristas dos quantidade de gengiva ceratinizada e inserida, pela evi-
epitélios oral, sulcular e juncional. Desta forma, há um denciação com solução de Schiller (Figuras 1 e 2).
comprometimento da nutrição gengival que acaba se O exame radiográfico periapical confirmou a au-
descamando e levando ao surgimento da recessão. sência de perda óssea interproximal e a integridade das
Quanto à doença periodontal, as recessões teci- cristas ósseas (Figura 2).
duais podem contribuir como fator modificador local Após a realização destes exames foi indicada a
para a sua instalação e progressão, devido à presença técnica de enxerto de tecido conjuntivo subepitelial.
de alteração do contorno gengival normal de arco côn- Antes dos procedimentos cirúrgicos foi realizada instru-
cavo regular, contribuindo para o acúmulo de biofilme ção de higiene bucal por meio de um controle de biofil-
bacteriano. A exposição da superfície radicular à cavida- me dental mais adequado.
de bucal leva a um maior desconforto do paciente devi- A antissepsia foi realizada com digluconato de
do à sensibilidade dentinária e a uma maior chance de clorexidina a 0,12 %. Após anestesia infiltrativa com me-
desenvolver lesões de cárie e erosões radiculares4. pivacaína a 2% com adrenalina foi realizado um retalho
Este trabalho tem como objetivo discutir o en- parcial, raspagem e alisamento radicular. Na técnica
xerto de tecido conjuntivo subepitelial quanto as suas cirúrgica escolhida5, foi feita uma incisão intrassulcular
indicações, limitações, vantagens e desvantagens por com lâmina número 15c, na altura da linha amelo-ce-
meio da apresentação de um caso clínico. mentária dos elementos 22 a 25. Posteriormente, foi re-
movido o epitélio das papilas coronariamente até o seu
RELATO DE CASO CLÍNICO ápice (Figura 4).
Com o leito receptor preparado, foi obtido o en-
Paciente VPHC, 38 anos, gênero feminino, leuco- xerto de tecido conjuntivo subepitelial do palato, por
derma, não fumante, sistemicamente saudável, procurou meio de uma abertura única, com uma incisão linear
atendimento na clínica do curso de Especialização em perpendicular ao dente e, em seguida, uma incisão pa-

Figura 1 Figura 2
Visualização inicial. Evidenciação com solução de Schiller, verificando
boa quantidade de gengiva ceratinizada e inserida.

132 Revista PerioNews 2009;3(2):131-5


[ Periodontia ]

ralela a superfície óssea, aprofundado-a até a altura de movidas sete dias após a cirurgia (Figura 9). O controle
enxerto desejada. Incisões complementares foram usa- da área por meio de tomadas fotográficas foi realizado
das na distal, na mesial e na base do tecido para remo- semanalmente no primeiro mês, em 14 dias (Figura 10),
vê-lo por completo do leito doador. 21 dias (Figura 11) e 30 dias (Figura 12).
Após o posicionamento do enxerto no leito re- Posteriormente, o controle foi de 60 dias (Figura
ceptor, realizaram-se suturas com fio absorvível (Vycril 13), 120 dias (Figura 14), 270 dias (Figura 15) e 360 dias
5-0) e compressão sobre o mesmo para que a camada (Figura 16) em que se percebe um aumento de gengiva
de coágulo entre o e enxerto e o leito fosse a menor inserida e um bom recobrimento radicular, com signifi-
possível (Figuras 5 e 6). cante melhora estética.
Com o enxerto fixado, o retalho rebatido foi po-
sicionado e suturado coronalmente, até a altura das DISCUSSÃO
papilas desepitelizadas, com suturas interrompidas
simples circunferencial. Duas suturas adicionais em Em 1985, foi apresentada a técnica de enxerto
forma de “X” foram realizadas nos elementos 23 e 24 de tecido conjuntivo subepitelial6 para recobrimento
com o objetivo de comprimir o retalho rebatido contra radicular no tratamento de recessões em áreas isoladas
o leito, de tracionar e de recobrir ao máximo o tecido ou múltiplas. O sucesso da técnica foi atribuído ao du-
enxertado. Foi feita uma sutura horizontal perióstica plo suprimento sanguíneo para a nutrição do enxerto,
sobre toda a extensão da área cirúrgica, no intuito de proveniente do conjuntivo-periósteo e do conjuntivo-
imobilizar os movimentos labiais, em função de a pro- retalho. Para a Academia Americana de Periodontia, o
fundidade de vestíbulo não ser muito extensa (Figura enxerto de tecido conjuntivo subepitelial é a técnica
7). A área doadora também foi suturada, utilizando-se de escolha, por ser menos invasiva na região palatina
fio de sutura Vycril 5.0 (Figura 8). (quando comparada à técnica de enxerto livre), possibi-
No pós-operatório foi orientada a utilização de litar melhores resultados estéticos e apresentar mínimo
digluconato de clorexidina a 0,12 % por dez dias e anal- desconforto pós-operatório. A previsibilidade da téc-
gésico em caso de dor persistente. As suturas foram re- nica é muito grande, o que a coloca como de primeira

Figura 3
Raios-x inicial confirmando
a ausência de perda óssea Figura 4
interproximal. Leito receptor preparado.

Figura 5 Figura 6
Enxerto posicionado. Sutura do enxerto.

Revista PerioNews 2009;3(2):131-5 133


Fontanari LA • Rodrigues MR • Scremin EI • Kitano MSI • Sampaio JEC • Trevisan Júnior W

Figura 7 Figura 8
Suturas do retalho posicionado coronalmente. Área doadora suturada.

Figura 9 Figura 10
Pós-operatório de sete dias. Após 14 dias.

Figura 11 Figura 12
Após 21 dias. Após 30 dias.

Figura 13 Figura 14
Após 60 dias. Após 120 dias.

134 Revista PerioNews 2009;3(2):131-5


[ Periodontia ]

Figura 15 Figura 16
Após 270 dias. Após 360 dias.

eleição para se obterem bons resultados estéticos7-8. pessura do enxerto, o que pode resultar em alterações
As indicações do enxerto de tecido conjuntivo estéticas15-17.
subepitelial são variadas, obtendo frequente sucesso te-
rapêutico em tratamento de recessões isoladas ou múlti- CONCLUSÃO
plas, correção do volume de papilas e de deformidades
do rebordo desdentado, criação e/ou aumento da quan- O excelente resultado clínico obtido no presente
tidade de mucosa ceratinizada6,9-12. Esse tipo de enxerto caso pode ser atribuído às vantagens da técnica de en-
tem sido indicado também para melhorar a perspectiva xerto conjuntivo subepitelial, principalmente, pelo du-
em recobrimento radicular associado a procedimentos plo suprimento sanguíneo para a nutrição do enxerto e
restauradores, abrasões ou cáries dentárias13. grande previsibilidade de recobrimento radicular.
O enxerto de tecido conjuntivo subepitelial apre-
Recebido em: out/2008
senta algumas desvantagens, tais como: necessidade
Aprovado em: mar/2009
da colocação de uma quantidade de tecido maior que a
requerida para a área, devido a contração que o mesmo Endereço para correspondência:
Lucas Amaral Fontanari
sofre desde o ato cirúrgico até a incorporação funcional Av. Feijó, 1.256 - Centro
ao leito receptor14, e dificuldade de padronização da es- 14801-140 - Araraquara - SP
Tel.: (16) 3114-1366
lucasfontanari@yahoo.com.br

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Revista PerioNews 2009;3(2):131-5 135


revisão da literatura

Estudo in vitro da capacidade


de remoção de tecido cariado
pelo Carisolv e Papacárie
Hability of removal carious tissue with
Carisol and Papacarie: an in vitro study

Monique Guerra*, Senda Charone**, Helio Henrique Rodrigues Sampaio***,


Nadia Magalhães Moraes****, Sonia Groisman****

RESUMO
Os métodos de remoção de cárie sempre tiveram cia da remoção químico-mecânica dos dois géis, foi
repercussão na Odontologia. Neste contexto, a realizado um estudo in vitro comparativo, com 20
remoção químico-mecânica da cárie ressoou po- corpos-de-prova. Os resultados mostraram a pre-
sitivamente para cirurgiões-dentistas e pacientes. servação de estrutura dental sadia pelo Papacárie e
Materiais como o Papacárie e Carisolv superaram pelo Carisolv. Novos estudos deverão ocorrer para
inconveniências relativas ao incômodo de brocas, ratificar estes resultados.
motores, anestesia e a excisão dispensável de teci- Unitermos - Cárie dentária; Remoção químico-me-
do sadio. Em virtude de necessário estudo da eficá- cânica; Remoção mecânica; Papacárie; Carisolv.

ABSTRACT
The methods of removal carious tissue had As the two products seams to be efficient this study
always played an important hole in dentistry. The aimed to compare in vitro the efficacy of carisolv and
mechanic-chemical removal of carious tissue had papacarie in 20 proofs corps.Tthe results shown that
being well accepted by dentists and patients. both are effective and there is necessary more studies
Materials like carisol and papacarie seems to in this .
be better than the use of rotative instruments, Key Words - Dental caries; Mechanic-chemical
anesthetize and extra removal of the dentin tissue. removal; Papacaire; Carisolv.

* Mestranda da Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro - FO-Uerj.


** Especialista em Odontologia Social e Preventiva FO-Uerj e Especialista e Mestre em Odontopediatria pela Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro - FO-Uerj
*** Professor Adjunto da Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro - FO-Uerj.
**** Professora Adjunta do Departamento de Odontologia Social e Preventiva da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.
***** Professora Adjunta do Departamento de Odontologia Social e Preventiva e Coordenadora do curso de Especialização em Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia da Universidade
Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.

138 Revista PerioNews 2009;3(2):138-47


[ Cariologia ]

INTRODUÇÃO Remoção químico-mecânica da cárie


A remoção químico-mecânica da cárie é a alter-
Apesar de todo o enfoque preventivo da nativa às tradicionais brocas, mais estudadas ultima-
Odontologia moderna, a cárie dental continua sendo mente5-6. Como uma possível alternativa de tratamento
uma realidade marcante, principalmente em países têm sido desenvolvidas às técnicas convencionais de
em desenvolvimento. A doença cárie causa um dese- remoção de tecido cariado e os métodos químico-me-
quilíbrio do processo desremineralização, resultando cânicos 6.
na saída de íons do tecido dentário com consequen- Há anos, o preparo químico-mecânico dos con-
te destruição deste e a formação da lesão cariosa1. O dutos radiculares com hipoclorito de sódio tem sido
atual enfoque da intervenção minimamente invasiva aplicado. A ideia da utilização deste produto na concen-
busca a remoção de tecido cariado ser o mais con- tração de 5% mais tarde foi empregada sobre a dentina
servador possível, removendo somente o tecido in- cariada, resultando na dissolução do tecido cariado6-7.
fectado, amolecido e irreversivelmente infectado. Vários sistemas para remoção químico-mecâni-
Partindo-se deste princípio, novos materiais são de- ca da cárie foram lançados, sendo o primeiro deles o
senvolvidos e pesquisas feitas no sentido de diminuir Caridex, em 1985. Este sistema utilizava um produto à
ao máximo o desgaste de tecido sadio, bem como di- base de aminoácidos que trabalhava em pH altamente
minuir o incômodo causado pelo tratamento restau- alcalino, onde ácido N-monocloro-DL-2-aminobutírico
rador convencional. (NMAB) na remoção de dentina cariada6,8. Porém, este
O intuito deste trabalho foi observar in vitro a ca- produto apresentou problemas que incluem a ineficácia
pacidade de remoção de tecido cariado pelo gel Papa- na remoção do tecido cariado, curto tempo de duração
cárie em comparação ao gel Carisolv. Para isso, optou-se da solução empregada, necessidade do uso de instru-
pela medição da dureza da dentina remanescente atra- mentos rotatórios na dentina cariada cronificada, alto
vés de teste de cavidade com sonda de ponta romba custo, curto prazo de validade, necessidade de grande
e comparação na medição da dureza da dentina sadia, volume de solução e técnica difícil, já que necessita de
cariada e a remanescente através de microdurômetro. aquecimento (equipamento volumoso e pesado). Por
possuir inúmeras deficiências, resultando num maior
REVISÃO DA LITERATURA número de desvantagens do que benefícios, este pro-
duto foi abandonado6-7.
As pesquisas de novos materiais e técnicas odon-
tológicas vêm sendo aperfeiçoadas, de modo a executar Carisolv
procedimentos minimamente invasivos conservadores, Pesquisadores suecos desenvolveram o sistema
visando o conforto do paciente e à preservação de es- Carisolv que apresenta um mecanismo de ação apa-
trutura dental sadia2. rentemente similar ao seu antecessor. Porém, a grande
Autores3 relataram que os sistemas de remoção diferença na composição do novo gel encontra-se na
de cárie e preparação cavitária têm passado por fortes incorporação de três aminoácidos (ácido glutâmico,
pressões, nos últimos tempos, com o intuito de desen- leucina e lisina) ao invés de apenas um, o que causa a
volver procedimentos que sejam minimamente invasi- redução do potencial tóxico do hipoclorito de sódio,
vos e que aumentem o conforto do paciente. permitindo sua adição em maiores concentrações. Esta
Estudos4 compararam diferentes métodos de propriedade possibilita um aumento da velocidade na
remoção de tecido cariado, notou-se que a remoção dissolução do tecido cariado2,6-7. Este produto é apre-
mecânica com auxílio de evidenciadores de cárie acar- sentado na forma de gel. É composto por uma solução
reta maior remoção de tecido cariado em comparação transparente de hipoclorito de sódio a 0,5%, com um
com os métodos visual e tátil. Quando analisada a re- gel de coloração vermelho-transparente, composto por
moção químico-mecânica, o autor observou que parte ácido glutâmico, leucina, lisina, cloreto de sódio, eritro-
da dentina afetada foi removida pelo Carisolv, mas ao sina, água destilada e hidróxido de sódio6-7. O composto
microscópio eletrônico de varredura, era evidente a final obtido é uma solução de cor avermelhada, concen-
contaminação bacteriana e ausência de prolongamen- tração de 0,25% de hipoclorito de sódio, pH 11 e capaz
tos odontoblásticos. de permanecer ativa por 20 a 30 minutos7.

Revista PerioNews 2009;3(2):138-47 139


Guerra M• Charone S • Sampaio HHR • Moraes NM • Groisman S

De acordo com o fabricante, o gel preparado deve


ser colocado sobre a cavidade aberta pela própria lesão Quando o Carisolv gel é aplicado
ou com o auxílio de instrumentos rotatórios, quando o sobre a superfície cariada do dente,
acesso é insuficiente. Após 30 segundos, utilizam-se os
instrumentos manuais de ponta ativa, sem corte, para a
ações ocorrem sobre a estrutura
remoção de tecido cariado, já amolecido pela ação do colágena. Os três aminoácidos são
gel, executando-se movimentos leves de varredura. O diferentemente carregados e devido
gel contaminado fica turvo, devendo ser descartado
à sua atração eletrostática dirigem-se
com o auxílio de bolinhas de algodão. A repetição desse
procedimento é aconselhada até que o gel não conte- para diferentes áreas de proteínas do
nha mais debris e obtenha-se uma superfície dental de tecido cariado. Por serem bastante
consistência firme2,5. seletivos, resultados químicos deste
Autores9 compararam o sistema Carisolv com
brocas e obteve resultados parecidos com os encontra-
processo demonstraram a degradação
dos por outros estudos3, nos quais obteve eficiência na da porção desmineralizada da cárie e a
remoção de tecido cariado nos dois métodos, a broca inatividade sobre o tecido sadio5.
demorando menos tempo na remoção de tecido caria-
do e o incômodo álgico menor no uso do Carisolv.
Quando avaliada microscopicamente, estudos Suas indicações são cáries coronárias com lesões
mostram a presença de bactérias através de corte his- abertas e acessíveis, lesões cariosas que requeiram ins-
tológico, na junção amelodentinária na maior parte das trumentação mecânica para permitir o acesso, cáries se-
amostras analisadas10. Este estudo também demons- cundárias que se estendam sob materiais de obturação,
trou que a simples aplicação do gel não seria suficien- lesões próximas à polpa e cáries radiculares5.
te na remoção do smear layer, ao contrário de relatos Sendo um método silencioso e que geralmente
sobre o sistema Caridex, necessitando da aplicação de não requer anestesia, é bem indicado para pacientes
ácido fosfórico para a obtenção de uma dentina sem pediátricos e odontofóbicos. Pode ser utilizado para o
smear layer e com exposição das fibras colágenas. Estu- tratamento de lesões de cárie radicular, as quais são ex-
dos10 compararam cinco métodos de remoção de tecido tremamente sensíveis, e cáries profundas com diagnós-
cariado; observou que o gel, embora mais lento que as tico preciso de vitalidade pulpar2,13.
outras técnicas, foi seletivo para a remoção apenas do As vantagens desse sistema são: preservação do
tecido cariado, atendendo ao princípio da preservação tecido dentário, não afetando a dentina sadia; restaura-
da estrutura dentária sadia11. Também observaram que ções mínimas porque apenas remove a dentina cariada,
este gel produz uma superfície cavitária sem uma de é frequentemente indolor, reduz o uso de brocas e anes-
smear layer extensa e com túbulos abertos. Característi- tesia, é um método simples e eficiente, não requer in-
ca de superfície para a utilização de materiais adesivos. vestimento em equipamento específico, entre outros5-6.
Ao fazer cultura da dentina remanescente após Porém, como todo método de trabalho, o Cari-
escavação, confirmou-se a larga redução do número solv apresenta desvantagens, dentre as quais são cita-
de bactérias remanescentes quando este gel químico é das pelo fabricante a necessidade de manutenção sob
aplicado no tecido cariado. O autor atribui o resultado refrigeração e pouca durabilidade do produto depois
ao efeito antibacteriano da cloramina12. de aberto. Além disso, sendo um método de remoção
Quando o Carisolv gel é aplicado sobre a super- químico-mecânico na cárie, maior tempo de trabalho,
fície cariada do dente, ações ocorrem sobre a estrutura comparado ao sistema convencional2-3,11 .
colágena. Os três aminoácidos são diferentemente car-
regados e devido à sua atração eletrostática dirigem-se Papacárie
para diferentes áreas de proteínas do tecido cariado. Por O Papacárie, como foi denominado, alia as pro-
serem bastante seletivos, resultados químicos deste pro- priedades de seletividade, eficácia na remoção da cárie,
cesso demonstraram a degradação da porção desmine- não necessitando de anestesia aliado ao baixo custo1.
ralizada da cárie e a inatividade sobre o tecido sadio5. Composto por papaína, cloramina, azul de toluidina,

140 Revista PerioNews 2009;3(2):138-47


[ Cariologia ]

sais e espessante, o Papacárie é uma nova alternativa Comparado ao método convencional, o sistema
na remoção de tecido cariado1,8. É um produto nacional, Papacárie é significativamente menos doloroso, sendo
patenteado, registrado e aprovado pela Anvisa. que os pacientes relatores de alguma sintomatologia,
Inicialmente usava o corante verde de malaquita, sempre a fizeram como baixa8.
mas depois, reportando a literatura, chegou-se a con- Como observado em estudos12, o efeito antibac-
clusão de que um corante como o azul de toluidina que teriano da cloramina do Carisolv parece ter sido eficaz
é altamente efetivo contra EGM, quando irradiado pela sobre o tecido cariado. Por ser um produto que também
luz laser, seria o ideal8. contém cloramina, espera-se que o Papacárie obtenha
A papaína é uma enzima extraída do látex das o mesmo resultado quando cultivada a dentina rema-
folhas e frutos do mamão verde adulto, Carica papaya, nescente após a aplicação do produto.
a qual é uma endoproteína semelhante à pepsina hu-
mana e, ainda, com atividade bactericida, bacteriostá- MATERIAL E MÉTODOS
tica e anti-inflamatória. Ela é uma enzima proteolítica
que interage com o colágeno parcialmente degradado Foram selecionados 20 dentes humanos, caria-
do tecido necrosado da lesão da cárie provocando um dos, extraídos por motivos periodontais na Faculdade
amolecimento adicional deste tecido. Esta ação proteo- de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Ja-
lítica dá-se apenas no tecido necrosado da lesão da cá- neiro. Para a inclusão na pesquisa, foram selecionados
rie, pois os tecidos sadios contém a alfa-1-anti-tripsina, somente dentes permanentes com cárie ativa, sem en-
uma antiprotesase que impede a ação de enzimas pro- volvimento endodôntico, com tecido sadio para com-
teotíticas. Assim, a dentina não necrosada, com possibi- paração, com cavidades onde fosse possível a penetra-
lidade de regenerar-se, é preservada pelo gel8. ção dos géis Papacárie e Carisolv e acesso da cureta ao
A cloramina, presente no gel, atua promovendo local cariado. Os dentes estudados não pertenciam a
a clorinação do colágeno da dentina cariada, atuando grupo específico da população, sendo usados dentes
apenas na porção necrosada do tecido. Ela é um com- de pessoas de idades, sexos, cores, classes e grupos
posto formado por cloro e amônia, possui proprieda- sociais diferentes. Os dentes foram separados em dois
des bactericidas e desinfetantes. È largamente utilizada grupos distintos para a montagem de corpos-de-prova
como solução irrigante de canais radiculares e na remo- que sofreriam observações diferentes.
ção químico-mecânica da cárie8. Para a montagem dos corpos-de-prova os den-
Assim, os componentes do produto visam ação tes foram radiografados. Em seguida, foram incluídos
sinérgica da papaína e da cloramina no amolecimento em godiva plastificada dentro de tubo de PVC do tipo
da porção necrosada do tecido cariado, facilitando a sua luva. Procedeu-se ao lixamento do corpo-de-prova em
retirada e preservando dentina sadia, no qual o produto máquina do tipo politriz, sob água corrente, com lixa
não age8,15. d’água de granulação 150 e 600, até que a dentina ca-
A ação do gel é no rompimento das fibrilas de co- riada fosse exposta e ficasse num nível mais superficial
lágeno da dentina cariada, preservando intacta a denti- possível, sem que a área atingida pela cárie fosse des-
na sadia, que não sofre essa ação14. A papaína age como gastada pela lixa. O material foi mantido sob soro fisio-
debridante anti-inflamatório, não danificando o tecido lógico após o polimento.
sadio, acelerando o processo cicatricial8. Procedeu-se ao primeiro teste de dureza: o do
Suas indicações são a remoção das cáries radi- tecido cariado. Para a medição da dureza usou-se um
culares, cáries profundas e cáries em crianças. Elimina Microdurômetro (Buchler, modelo Micromet 2003), per-
a dentina cariada preservando o tecido sadio sem a tencente ao Laboratório de ensaios mecânicos da SE-4,
utilização de anestesia local e o uso de instrumentos seção de Engenharia Mecânica e de Materiais do Institu-
rotatórios8,14. Em cavidades profundas, reduz o risco de to Militar de Engenharia, com penetrador do tipo Knoop,
exposição pulpar. A sua utilização não necessita de kits com capacidade de 10-1000 gF, devidamente calibrado
instrumentais próprios da marca Papacárie, podendo pelo Sistema de Qualidade de Ciências Mecânicas do
ser utilizada cureta de dentina do lado oposto (sem cor- IME, equipamento de leitura digital e conversão direta
te), de maneira que apenas a dentina amolecida e o gel das diagonais para dureza. Seguiu-se a norma que pede
sejam retirados e a dentina tenha sido preservada8,14. o mínimo de cinco penetrações. A carga utilizada foi de

Revista PerioNews 2009;3(2):138-47 141


Guerra M • Charone S • Sampaio HHR • Moraes NM • Groisman S

TABELA 1 - TESTE DE DUREZA COM MICRODURÔMETRO – OBSERVAÇÃO DO DESEMPENHO DO GEL PAPACÁRIE


Dureza da dentina cariada Dureza da dentina do local afetado pela cárie
Corpo-de-prova Dureza da dentina sadia (em HK)
(em HK) após uso do gel Papacárie (em HK)
34,2 Não mensurável* 5,4
33,8 Não mensurável* 4,9
1 57,1 Não mensurável* 3,3
24,4 Não mensurável* 6,7
50,0 Não mensurável* 5,4
Média 39,9 - 5,1
Desvio Padrão ±13,3 - ±1,2
123,8 Não mensurável* 2,4
148,0 Não mensurável* 2,8
2 158,1 Não mensurável* 3,7
148,0 Não mensurável* 3,1
138,9 Não mensurável* 3,7
Média 143,4 - 3,1
Desvio Padrão ±12,9 - ±0,6
48,7 Não mensurável* 8,5
49,7 Não mensurável* 7,3
3 41,4 Não mensurável* 8,1
43,9 Não mensurável* 7,1
44,5 Não mensurável* 7,3
Média 45,6 - 7,7
Desvio Padrão ±3,5 - ±0,6
74,5 Não mensurável* 2,3
93,5 Não mensurável* 2,3
4 82,2 Não mensurável* 3,1
83,0 Não mensurável* 2,2
100,1 Não mensurável* 1,8
Média 86,7 - 2,4
Desvio Padrão ±10,1 - ±0,5
32,5 Não mensurável* 6,0
31,6 Não mensurável* 4,6
5 34,4 Não mensurável* 3,7
37,8 Não mensurável* 4,2
35,3 Não mensurável* 5,8
Média 34,3 - 4,9
Desvio Padrão ±2,4 - ±1,0
25,0 Não mensurável* 7,2
32,7 Não mensurável* 2,3
6 28,1 Não mensurável* 5,7
30,6 Não mensurável* 3,6
24,1 Não mensurável* 4,2
Média 28,1 - 4,6
Desvio Padrão ±3,6 - ±1,9
37,6 Não mensurável* 8,2
51,6 Não mensurável* 8,2
7 41,1 Não mensurável* 8,4
60,2 Não mensurável* 7,5
59,5 Não mensurável* 8,2
Média 50,0 - 8,1
Desvio Padrão ±10,4 - ±0,4

142 Revista PerioNews 2009;3(2):138-47


[ Cariologia ]

43,1 Não mensurável* 13,3


32,7 Não mensurável* 10,2
8 35,6 Não mensurável* 12,5
40,1 Não mensurável* 11,1
36,5 Não mensurável* 13,0
Média 37,6 - 12,0
Desvio Padrão ±4,1 - ±1,3
46,8 Não mensurável* 7,1
39,0 Não mensurável* 6,8
9 47,5 Não mensurável* 3,2
42,7 Não mensurável* 6,7
46,5 Não mensurável* 7,9
Média 44,5 - 6,3
Desvio Padrão ±3,6 - ±1,8
35,8 Não mensurável* 7,0
46,3 Não mensurável* 9,8
10 42,8 Não mensurável* 11,4
41,0 Não mensurável* 20,2
42,0 Não mensurável* 16,4
Média 41,6 - 13,0
Desvio Padrão ±3,8 - ±5,3
*= O microdurômetro utilizado possuía uma força mínima maior do que a força máxima suportada pelo tecido cariado, não sendo possível a realização da medição.

10 gramas e o tempo de cinco segundos. A objetiva utili- O outro teste feito na cavidade foi o teste de ca-
zada na focalização da penetração foi de 40 vezes e ocu- vidade comum ao clínico. Após a ação do gel químico,
lar de dez vezes. A unidade obtida foi a Knoop (HK). utilizou-se uma sonda exploradora no 5 de ponta romba
Após a medição da dureza do tecido cariado, estes da marca Duflex sobre a dentina remanescente a fim de
foram divididos em dois grupos de dez corpos-de-prova. verificar a dureza e a presença de tecido amolecido. Os
Então foram submetidos à ação do Papacárie e do Cari- resultados foram tabulados.
solv, conforme orientação do fabricante e o grupo que Os corpos-de-prova, durante todas as fases do
faziam parte. Ocorreu a aplicação do gel, sobre os dez trabalho, desde a recepção dos dentes aos testes foram
corpos-de-prova designados para tal gel, com espera de mantidos hidratados em soro fisiológico estéril. Todos os
30-40 segundos, manipulação da cavidade com a porção testes foram realizados pelo mesmo examinador.
contrária de uma cureta de dentina no 17 da marca Gol-
gran, no caso do gel Papacárie. O material retirado era RESULTADOS
resultante da ação do gel, e não do corte da cureta. Foi
repetido o processo até que fosse obtida uma cavidade A utilização do microdurômetro sobre o tecido
de aspecto vítreo e o gel não fosse retirado turvo. A cavi- cariado não possuiu a efetividade desejada, pois a me-
dade foi limpa com bolinha de algodão e água até a reti- nor força que o aparelho poderia empregar era maior
rada do produto. Para os corpos-de-prova submetidos ao do que a maior força suportável pelo tecido cariado ati-
gel Carisolv foram utilizadas as curetas indicadas pelo fa- vo. Este resultado já era esperado devido às particulari-
bricante do produto sendo o material aplicado conforme dades da cárie aguda.
orientação do fabricante, feitas tantas aplicações quanto O aparelho foi utilizado nas duas técnicas de re-
necessárias até a obtenção de um gel não turvo. moção de cárie. Quando aplicado sobre o tecido rema-
Em seguida foi realizado o teste de dureza na nescente, após o uso do gel Papacárie, foi observada uma
dentina remanescente, utilizando-se o mesmo micro- baixa dureza se comparada ao tecido sadio. Este resulta-
durômetro do tecido cariado. O tecido sadio também do poderia ser explicado pela preservação da camada de
sofreu o mesmo teste de dureza através do mesmo ins- dentina passível de remineralização, não necrótica. Como
trumento. o Papacárie é seletivo para tecido necrosado. O tecido

Revista PerioNews 2009;3(2):138-47 143


Guerra M • Charone S • Sampaio HHR • Moraes NM • Groisman S

TABELA 2 - TESTE DE DUREZA COM MICRODURÔMETRO – OBSERVAÇÃO DO DESEMPENHO DA REMOÇÃO QUÍMICO-MECÂNICA


Dureza da dentina sadia Dureza da dentina do local afetado pela cárie
Corpo-de-prova Dureza da dentina cariada (em HK)
(em HK) após aplicação do Carisolv®
53,8 Não mensurável* 7,4
62,5 Não mensurável* 6,7
11 38,3 Não mensurável* 7,3
81,8 Não mensurável* 6,2
48,7 Não mensurável* 6,7
Média 57,02 - 6,86
Desvio Padrão ±16,39 - ±0,49
45,2 Não mensurável* 5,8
36,4 Não mensurável* 12,5
12 62,0 Não mensurável* 8,0
59,0 Não mensurável* 12,1
30,1 Não mensurável* 5,8
Média 46,54 - 8,84
Desvio Padrão ±13,87 - ±3,29
46,6 Não mensurável* 15,6
47,5 Não mensurável* 14,8
13 82,6 Não mensurável* 13,5
27,1 Não mensurável* 16,7
35,6 Não mensurável* 17,6
Média 47,88 - 15,64
Desvio Padrão ±21,15 - ±1,6
30,4 Não mensurável* 16,2
29,9 Não mensurável* 21,7
14 39,0 Não mensurável* 21,8
21,0 Não mensurável* 21,8
28,0 Não mensurável* 23,7
Média 29,66 - 21,04
Desvio Padrão ±6,43 - ±2,83
40,6 Não mensurável* 27,9
63,5 Não mensurável* 19,7
15 41,5 Não mensurável* 11,9
43,1 Não mensurável* 13,6
56,0 Não mensurável* 27,8
Média 48,94 - 20,18
Desvio Padrão ±10,26 - ±7,58
70,5 Não mensurável* 8,2
41,0 Não mensurável* 13,3
16 32,3 Não mensurável* 10,2
31,0 Não mensurável* 7,8
41,5 Não mensurável* 7,3
Média 43,26 - 9,36
Desvio Padrão ±15,97 - ±2,46
59,5 Não mensurável* 6,4
26,5 Não mensurável* 4,4
17 20,1 Não mensurável* 8,1
31,8 Não mensurável* 4,4
29,4 Não mensurável* 4,6
Média 33,46 - 5,58
Desvio Padrão ±15,20 - ±1,64

144 Revista PerioNews 2009;3(2):138-47


[ Cariologia ]

41,7 Não mensurável* 9,1


60,4 Não mensurável* 9,3
18 73,8 Não mensurável* 8,9
47,3 Não mensurável* 6,7
63,5 Não mensurável* 11,2
Média 57,34 - 9,04
Desvio Padrão ±12,88 - ±1,60
37,9 Não mensurável*
46,1 Não mensurável*
19 65,8 Não mensurável*
58,3 Não mensurável*
26,8 Não mensurável*
Média 46,98 -
Desvio Padrão ±15,59 - ±
Não mensurável*
Não mensurável*
20 Não mensurável*
Não mensurável*
Não mensurável*
Média -
Desvio Padrão ± - ±
*= O microdurômetro utilizado possuía uma força mínima maior do que a força máxima suportada pelo tecido cariado, não sendo possível a realização da medição.

TABELA 3 - TESTE DE CAVIDADE – DUREZA COM SONDA DE PONTA


ROMBA viável, porém descalcificado, foi preservado, gerando
Corpo-de-prova Positivo Negativo uma dureza menor nos resultados expostos na Tabela 1.
1 - X As durezas encontradas em todas as amostras de
2 - X tecido sadio apresentaram comportamento bastante
3 - X parecido. Em geral, as durezas encontradas em denti-
4 - X na remanescente giravam em torno de 7 HK. Durezas
5 - X muito diferentes das médias de cada dente podem cor-
6 - X responder às áreas de dentina esclerótica. Áreas muito
7 - X
macias correspondem a locais onde houve uma maior
8 - X
descalcificação, porém as fibras colágenas foram pre-
9 - X
10 - X
servadas durante a remoção do tecido necrosado.
11 - X Quando se verificam os resultados obtidos com
12 - X a utilização do gel Carisolv, vide Tabela 2, os valores en-
13 - X contrados após a aplicação da técnica são muito pró-
14 - X ximos dos valores do gel Papacárie. Este dado sugere
15 - X a remoção de tecido desmineralizado e preservação
16 - X de tecido sadio, que não sofreu influência do processo
17 - X carioso.
18 - X
Quando submetidos a teste de cavidade com
19 - X
sonda, os resultados encontrados indicaram a total re-
20 - X
moção de tecido cariado em todos os corpos-de- prova
analisados. Um mesmo examinador friccionou a sonda
sobre o local de aplicação do gel químico com pressão

Revista PerioNews 2009;3(2):138-47 145


Guerra M • Charone S • Sampaio HHR • Moraes NM • Groisman S

constante, a fim de diminuir possíveis erros humanos. remoção de tecido cariado através de processo me-
Desta forma, os resultados obtidos sobre as cavidades cânico simples e uso de curetas é bastante eficaz, po-
analisadas mostraram-se negativos. Estes resultados rém não seletivo quanto ao tecido não mineralizado
confirmam a remoção de cárie, através de um teste pu- a ser preservado.
ramente clínico, comum ao consultório odontológico. Ao observar a dureza obtida através do micro-
Os resultados seguem na Tabela 3. durômetro, pode-se perceber que a dentina remanes-
O corpo-de-prova 20 foi perdido. E o corpo-de- cente possui um grau de dureza bem maior quando
prova 19 apresentou problemas durante a medição da comparada à cariada, que não pode ser medida se-
dentina remanescente. Não sendo possível obter a mi- guindo-se a norma neste aparelho. Em contrapartida,
crodureza da mesma. quando a dureza do tecido remanescente é comparada
com dentina sadia, nota-se uma diferença substancial
DISCUSSÃO dos valores Knoop. Este dado já era esperado, pois as
especificações dos produtos analisados indicavam a re-
A comparação de diversos métodos de remoção moção total da dentina infectada, necrosada, e sua ação
da cárie vem elucidar as vantagens e desvantagens de seletiva sobre a cárie. Por se tratar de uma dentina vital,
seu emprego. Assim, o conhecimento das propriedades passível de remineralização, os produtos não tiveram
de cada técnica é de extrema importância para a Odon- ação sobre ela. Assim, devido à sua perda mineral, o te-
tologia moderna. cido remanescente rico em colágeno passa a exibir uma
Neste estudo, a observação da dureza do teci- dureza menor que a da dentina que não sofreu esse
do remanescente após a aplicação do Papacárie e do processo de desmineralização.
Carisolv veio mostrar a possibilidade de preservação A observação de dentina sadia com durezas di-
deste tecido. A literatura já nos diz que o fato do teci- ferentes pode ser explicada pela idade do dente, grau
do dentinário apresentar-se clinicamente amolecido de calcificação sofrido e distância da câmara pulpar, por
não significa que esteja contaminado por bactérias, o exemplo. Por isso, aumenta-se a faixa de resultados ti-
que lhe permite sofrer processo de remineralização. dos como o de dentina sadia. Porém, estes dados cos-
Portanto, por ser tecido sadio, com capacidade de tumam ficar na faixa acima de 20 knoop. Dados entre
resposta, não deveria ser removido durante os proce- 10 knoop e 20 knoop têm, como possível explicação, a
dimentos operatórios em cavidades dentinárias. Da pouca mineralização dental.
mesma forma, a literatura sempre demonstrou que a Quando submetidos ao teste de cavidade com
sonda exploradora, os corpos-de-prova mostraram-se
com tecido de dureza compatível com os sadios. Este
teste veio para confirmar os dados obtidos no primeiro
Quando submetidos ao teste de teste. Este teste é o mais comumente utilizado na clínica
cavidade com sonda exploradora, os odontológica como indicador da presença de cárie ou
não. A utilização de uma sonda de ponta romba segue a
corpos-de-prova mostraram-se com visão atual da Odontologia conservadora.
tecido de dureza compatível com os É comum a observação de coloração diferente
sadios. Este teste veio para confirmar da dentina remanescente ao processo carioso. Ape-
sar do tom diferente da dentina remanescente nos
os dados obtidos no primeiro teste.
corpos-de-prova, não é evidente a necessidade de re-
Este teste é o mais comumente movê-la, afinal, a camada restante pode ser resultado
utilizado na clínica odontológica da dentina esclerótica, produzida naturalmente pelo
como indicador da presença de cárie indivíduo. A lembrança deste princípio recorda a via-
bilidade de dentinas com coloração mais acastanhada,
ou não. A utilização de uma sonda de porém saudáveis.
ponta romba segue a visão atual da Quando se comparam os resultados obtidos
Odontologia conservadora. nesta pesquisa com os resultados de pesquisas com o
gel Carisolv, observa-se semelhante capacidade de re-

146 Revista PerioNews 2009;3(2):138-47


[ Cariologia ]

moção de tecido cariado. Desta forma, a utilização do Por ter um custo inferior ao Carisolv, o gel Papa-
produto nacional parece ter uma relação custo-benefí- cárie demonstra uma grande vantagem em sua utiliza-
cio bem maior que o importado, pois o Papacárie cus- ção, já que este estudo demonstrou uma capacidade
ta cerca de 10% do valor do produto sueco. A técnica bastante parecida quanto à capacidade de remoção de
também apresenta como vantagem a utilização de ins- tecido cariado.
trumentais, colheres de dentina, do tratamento restau- Este estudo vem confirmar a importância da
rador atraumático, medida de saúde coletiva já aplicada preservação da dentina desmineralizada, porém não
no País. Esta observação torna-se pertinente, principal- necrosada, na condução do tratamento restaurador. E
mente quando se planeja utilizar a remoção químico- revalidar o enfoque preventivo e de preservação máxi-
mecânica em saúde coletiva. ma de estrutura saudável da Odontologia moderna.
Na utilização somente do processo mecânico, Novos estudos devem ser conduzidos para ob-
apesar de mais rápido, observa-se a retirada desneces- servar a microestrutura do tecido remanescente e a
sária de dentina passível de remineralização. Esta técni- viabilidade de bactérias no mesmo. Observações em
ca é mais barata, já que dispensa o uso do gel químico, microscópio eletrônico de varredura e estudos micro-
porém demanda maior exaustão do profissional. biológicos devem ser conduzidos sobre as amostras já
submetidas ao teste de dureza a fim de ratificar os resul-
CONCLUSÃO tados encontrados.

Recebido em: out/2008


Diante dos dados levantados, e com base na lite-
Aprovado em: jan/2009
ratura descrita, conclui-se que o Papacárie, apesar de ser
um produto novo no mercado, e necessitar de mais estu- Endereço para correspondência:
Sonia Groisman
dos sobre a sua utilização e consequências para o tecido Rua Viúva Lacerda, 246/112 - Humaitá
dental, vem-se mostrando vantajoso no tratamento de 22261-050 - Rio de Janeiro - RJ
sonia@dentistas.com.br
lesões cariosas em dentina. Ele pode representar uma
alternativa de tratamento na clínica diária, barateando
o custo e aumentando a preservação dental.

REFERÊNCIAS
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1997. 475p Rev. APCD 2003; 57(2):148-51.
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remoção química e mecânica do tecido cariado - Relato de caso chemo-mechanical removal of primary root caries in vivo Caries
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and safety of a new method for chemo-mechanical removal of caries removal system (Carisolv™) on dentin topography of non-
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da dentina cariada com o sistema carisolv™ - caso clínico com um Res 2003;37: 206-11.
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Fundamentos e técnicas de tratamento da cárie em dentina. São por meio do gel papacárie®. RGO 2004;52(5):385-8.
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mechamical methods Caries Res 2001;35:384-9.

Revista PerioNews 2009;3(2):138-47 147


Guia de produtos de higiene
bucal para uso domiciliar

Revista PerioNews 2009;3(2):149-64 149


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flavor, xylitol, titanium dioxide, triclosan, calcium diso- lauril sulfate, aroma, alcohol. Contém: monoflúorfosfato a partir de 6 meses).
dium edta, aroma). de sódio – 1.450 ppm de flúor) – Uso diário (a partir de
• Gel Dental Bitufo Cocoricó s/ flúor morango (xilitol e 6 anos). Close Up
triclosan – sorbitol, glycerin, sodium saccharin, peg-8, • Creme Dental Condor Menta Ice (ingrediente ativo: • Extra Whitening – tira manchas deixadas por café, ci-
methylparaben, propylparaben, alcohol, cellulose gum, sodium monoflúorophosphate. Ingredientes: glycerin, sor- garros, refrigerantes e alimentos ricos em corantes. É um
xanthan gum, aqua, hydratedsílica, sodium lauryl sulfate, bitol, calcium carbonate, sodium silicate, aqua, sodium eficiente agente de limpeza e de polimento no processo
flavor, xylitol, titanium dioxide, triclosan, calcium diso- saccharin, methylparaben, carboxymethyl celulose, de escovação, sem causar dano ao esmalte. Seus dentes
dium edta, aroma). sodium lauril sulfate, aroma, alcohol. Contém: monoflu- mais brancos em apenas 2 semanas.
• Gel Dental Bitufo Cocoricó c/ flúor morango (xilitol orfosfato de sódio – 1.500 ppm de flúor) – Uso diário • Triple (duplo cálcio + flúor bioativo) – protege os den-
e flúor – sorbitol, glycerin, sodium saccharin, peg-8, (a partir de 6 anos). tes por até 12 horas contra o ataque das cáries nas 3
cellulose gum, aqua, hydratedsílica, sodium lauryl sulfate, • Creme Dental Condor Hortelã Fresh (ingrediente ativo: áreas dos dentes: superior, base e entre os dentes. Close
xylitol, ci 16035, sodium flúoride, aroma). sodium monoflúorophosphate. ingredientes: glycerin, sorbitol, up Triple 12hs de proteção contra as cáries.
• Gel dental Bitufo Maxi Control 100 g (clorexidina calcium carbonate, sodium silicate, aqua, sodium saccharin, • Active Gel (active clean septibucal) – refrescância e
0,12% – sorbitol, glycerin, sodium saccharin, peg-8, methylparaben, carboxymethyl celulose, sodium lauril sulfate, dentes mais brancos após 4 semanas de uso.
cellulose gum, aqua, hydratedsílica, sodium lauryl sulfate, aroma, alcohol. Contém: monofluorfosfato de sódio – 1.500 • Liquifresh – ação antisséptica. Pode ser utilizado de
xylitol, ci 16035, sodium flúoride, aroma). ppm de flúor) – Uso diário (a partir de 6 anos). duas formas: como gel dental para escovar os dentes:
é só colocar o gel diretamente na escova, não necessita

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[ Guia de Produtos ]

molhar; ou como refrescante bucal: basta pingar gotas do e vitamina E) – anticárie, placa bacteriana, hipersensibi- pacientes o conforto e o alívio dos efeitos mais graves da
produto na boca e bochechar com água (sem engolir). lidade dos dentes e antitártaro. boca seca. Auxilia na redução das bactérias associadas à
• Double Fresh – ação antibacteriana e refrescância de • Ultra Action Branqueador Gel (flúor ativo, fórmula bran- placa e mau hálito.
um enxaguatório bucal. queadora, sabor mentol) – dentes mais brancos.
• Whitening Xperience – dentes mais brancos e refres- • Ultra Action Teen High School Musical gel (flúor ativo) Oral B
cância. – anticárie. • Creme Dental Dentes Sensíveis (menos abrasivo, con-
• Ultra Action Gel para crianças 90 g (flúor ativo, gel com tém flúor, sabor menta) – hipersensibilidade dentinária
Daudt estrelinhas brilhantes, sabor tutti-frutti) – anticárie. e anticárie.
• Odontis-Rx Sensiblock (monoflúorfosfato de sódio) • Ultra Action Kids gel 50 g (flúor ativo e sabores tut-
– Creme dental de uso diário desenvolvido para controle ti-frutti, bublle gum, morango mágico e banana mix) Pharmakin
e prevenção da hipersensibilidade dentinária. – anticárie. • Gingikin B5 Pasta Dentifrícia 90 g (triclosan, citrato de
• Odontis-Rx Pro 40+ (monoflúorfosfato de sódio) – • Gel Dental Bonibay 0 a 3 anos (sem flúor e corantes, zinco, provitamina b5, fluoreto de sódio e xilitol) – pre-
Creme dental de uso diário desenvolvido para uso adulto com xylitol, óleo de camomila natural e tampa flip top) venção da gengivite, placa bacteriana e cárie.
e sênior para prevenção e controle da hipersensibilidade – proteção contra as cáries, anti-inflamatório e antis- • Orthokin Pasta Dentifrícia 90 g (digluconato de clorexi-
dentinária e prevenção da gengivite. séptico. dina, acetato de zinco, fluoreto de sódio) – manutenção
• Odontis-Rx Ortho (monoflúorfosfato de sódio) Creme em tratamentos de ortodontia; auxilia na prevenção da
dental de uso diário desenvolvido para usuários de apa- Laboratório Gross – Divisão Lacer gengivite e na prevenção da cárie dentária.
relhos ortodônticos para prevenção das cáries e da gen- • Gengilacer Creme Dental (triclosan/zinco, flúor e eno- • Flúorkin Biflúor 250 Menta Forte – pasta 90 g (fluoreto
givite, formando uma proteção natural sobre os dentes. xolona) – combate a gengivite, mantém a saúde gengival de sódio) – prevenção da cárie e da erosão ácida
• Malvatrikids Baby (xilitol) – Gel dental sem flúor e com e controla o biofilme. • KIN Dentifício Branqueador Progressivo – Pasta Den-
xilitol indicado para prevenção das cáries de crianças de • Perioxidin Gel Bioadesivo (clorexidina a 0,2%) trifícia 95 g – (bicarbonato de sódio micropulverizado)
até 4 anos de idade, sem risco de fluorose. – doença periodontal localizada, pós-operatório, – branqueador.
• Malvatrikids F (flúor e xilitol) – Gel dental com 500 implantes, pacientes com necessidades especiais, • FlúorKIN Infantil pasta 60 g Morango (500 ppm de
ppm de flúor indicado para prevenção das cáries e remi- lesões aftosas recorrentes. flúor) – cuidados com dentes de leite (crianças de 2 a 5
neralizador do esmalte de crianças de 4 a 7 anos. • Sensilacer Gel Dental (nitrato de potássio a 5%, flúor e anos de idade).
• Noplak Max Gel (clorexidina 0,20% e cetilpiridínio) – Gel xilitol) – hipersensibilidade dentinária. • Orthokin Dentifício líquido 100 ml – tripla ação: pro-
dental para higiene oral indicado como coadjuvante no con- tege os dentes, as gengivas e os aparelhos.
trole da placa bacteriana e na prevenção da gengivite. Laclede • Cariax Dentes Sensíveis pasta dentrifícia 90 g (nitrato
• Malvatricin Gel (tirotricina 0,25 mg/g; quinosol 6,2 • First Teeth Baby Toothpaste - Combo Pack (enzimas de potásio 5%; fluoreto de sódio) – endurece o esmalte
mg/g; fluoreto de sódio 2,2mg/g) – Indicado para alívio antibacterianas do leite para proporcionar a mais natural do dente e obstrui as túbulos dentinários.
das afecções da boca, prevenção das cáries e aftas. proteção para os dentes e gengiva do bebê. Não possui • Cariax Gengivas Pasta dentifrícia 90 g (clorexidina
sacarina nem corantes. Sem FlUoreto, seguro em caso de 0,12% e fluoreto de sódio 0,22%) combate a formação
Fórmula & Ação ingestão) – Indicada para criança de 3 meses a 2 anos excessiva de placa bacteriana, prevenção das cáries e no
• Angelform (glicerina, sorbitol, carboximetilcelulose, de idade (Infa-Dent); Indicada para criança acima de 3 controle da halitose.
silicato de sódio, metilparabeno, aroma não cariogênico meses (Creme Dental). • FlúorKin Júnior Gel 95 g (800 ppm de flúor) – cárie
tutti-frutti, corante alimentar, veículo qsp) – Na limpeza • FirstTeeth Baby Toothpaste Creme Dental para bebê, dentária.
dos dentes dos bebês e crianças em idade onde exista a tubo com 40 g enzimas antibacterianas do leite para • Fixoflúor gel 30 ml (fluoreto de sódio e triclosan) – pre-
possibilidade de ingestão de gel dental fluoretado. proporcionar a mais natural proteção para os dentes e venção da cárie dentária, dessensibilização dos dentes e
• Cleanform Gel 0,12% (digluconato de clorhexidine) gengiva do bebê. Não possui sacarina nem corantes. redução da placa bacteriana.
– placa bacteriana, infecções bucais e processos infla- Sem Fluoreto, seguro em caso de ingestão – Indicada
matórios da gengiva. para crianças acima de 3 meses. Suavetex
• Eviform Gel Dental (eritrosina) – evidenciação da placa • Biotène Gel Toothpaste, tubo com 125 g (complexo • Creme Dental Contente Plus (flúor e carbonato de cál-
bacteriana. sistema de enzimas bioativas: glicose oxidase, lactope- cio) – combate as cáries, a placa bacteriana e o tártaro.
• Whiteform (peróxido de carbamida, nitrato de potássio roxidase e lisozima, que ajudam a proteger os dentes e • Creme Dental Contente Power (flúor e carbonato de
e íon de flúor) – clareador dental. gengivas. possui xilitol. ausência de corante, sacarina e cálcio - aroma menta) – tripla ação e frescor apurado
lauril sulfato de sódio {LSS}) – Cuidar da saúde bucal por mais tempo.
Laboratório Boniquet do Brasil ajudando a fortalecer o sistema de defesa natural da • Creme Dental Contente Nature (flúor, extrato de açaí,
• Ultra Action Menta (flúor ativo e cálcio) – anticárie saliva, proporcionando aos pacientes o conforto e alívio extrato de romã e extrato de limão) – anticárie, protege
• Ultra Action Eucalipto Herbal Própolis e Camomila (flúor dos efeitos mais graves da boca seca. Auxilia na redução as gengivas contra inflamações, ação antisséptica e adis-
ativo e cálcio) – contra bactérias e inflamações. das bactérias associadas à placa e mau hálito. tringente e sensação de frescor.
• Ultra Action Multi (triclosan e refrescante sabor de hor- • Biotène Toothpaste, tubo com 125 g (complexo sis- • Creme Dental Contente Branqueador (micropartículas
telã) – ação anticárie, antiplaca e antitártaro. tema de enzimas bioativas: glicose oxidase, lactopero- de polimento) – combate o tártaro e a placa bacteriana e
• Bonisense Original (flúor e citrato de potássio) – anti- xidase e lisozima, que ajudam a proteger os dentes e devolve a cor natural dos dentes.
cárie e hipersensibilidade dos dentes. gengivas. possui xilitol. apresenta baixa abrasividade, • Creme Dental Contente Sensitive (nitrato de potássio) – con-
• Bonisense Fresh (flúor, triclosan e citrato de potássio) – ausência de corante, sacarina e lauril sulfato de sódio trola e previne gradativamente a sensibilidade dos dentes.
anticárie, placa bacteriana e hipersensibilidade dos dentes. {LSS}) – Cuidar da saúde bucal ajudando a fortalecer o • Creme Dental Contente Kids em três apresentações:
• Bonisense Complete (flúor, triclosan, citrato de potássio sistema de defesa natural da saliva, proporcionando aos tutti-frutti, uva e morango (baixo índice de abrasividade,

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com quantidade ideal de flúor e sabor de frutas) – prote- moplástica, elastômero, nylon âncoras metálicas). • Escova Dental Finest (idem) – dentes sensíveis.
ção contra as cáries. • Escova Dental Bitufo Luminus Plus MA (idem). • Escova Dental Axis (idem) – ortodôntico.
• Gel Dental Contente (aromas naturais da menta) – há- • Escova Dental Bitufo Luminus Plus ME (idem). • Escova Dental Maxil (idem) – adulto.
lito com sensação de refrescância e limpeza. • Escova Dental Bitufo Triple Action MA (idem). • Escova Dental Avantix (idem) – adulto.
• Escova Dental Bitufo Triple Action ME (idem). • Escova Dental Bambinos (idem) - infantil de 2 a 4
Trihydal • Escova Dental Bitufo Cocoricó acima de 5 anos Brasil anos.
Trihydal, Creme Dental (cloramina-T) – Sangramentos (idem). • Escova Dental Kids (idem) – infantil de 5 a 7 anos.
e inflamações, hipersensibilidade, gengitives, halitoses • Escova Bitufo Ben 10 com protetor (idem). • Escova Dental Flyer (idem) – juvenil , também disponí-
rebeldes, periondontites, placas bacterianas, infecções, • Escova Bitufo Ben 10 com suporte (idem). vel em versão para uso ortodôntico.
cáries, estomatites e aftas e higiene. • Escova Dental Massageadora Cocoricó (silicone atóxico). • Escova Dental Fun (cerdas de nylon, âncora metálica,
resina termoplástica e pigmento) – juvenil
Weleda Colgate • Escova Dental Trip (idem) – ideal para levar a todo
• Gel Dental Infantil (glicerina, água {aqua}, sílica, algi- • Colgate Professional Extra Clean – desenvolvida com lugar, pois cabe em qualquer bolso ou pasta.
na, calendula officinalis, foeniculum vulgare {erva doce}, base na recomendação dos dentistas, a Colgate Profes- • Escova Dental Denture (idem) – para limpeza de apa-
mentha viridis {menta}, esculina, limoneno {a partir de sional Extra Clean conta com cabeça compacta, cerdas relho ortodôntico móvel e dentadura.
óleos essenciais naturais}) – Proteção natural para o retas e extramacias e limpador de língua. • Baby Dent – Escova Dental Massageadora (borracha
dente de leite infantil - sem flúor ou qualquer aditivo • Colgate Twister Fresh Cabeça Compacta – a escova de silicone líquida) – para bebês a partir de 6 meses.
sintético. tem cerdas que “avisam” a hora de trocar o produto. Tem • Escova Dental Medic (cerdas de nylon, âncora metáli-
cabo emborrachado, além de design arrojado e anatômi- ca, resina termoplástica e pigmento) – adulto.
Escova Dental Manual co para facilitar o manuseio no momento da escovação. • Escova Dental Bass (idem) – adulto.
Assim como as demais variantes da linha Colgate Twister • Escova Dental Júnior (idem) – infantil a partir de 4
Bitufo Fresh, a versão com cabeça compacta foi desenvolvida anos.
• Escova Dental Bitufo Dry (resina termoplástica, pig- para tornar a escovação ainda mais eficiente e traz uma • Escova Dental Plus (idem) – adulto.
mento, nylon âncoras metálicas) ponta limpadora – cerdas elevadas na frente da cabeça • Escova Dental Dinossauros (idem) – Infantil a partir de
• Escova Dental Bitufo dois tufos MA (resina termoplás- que ajudam a limpar os dentes do fundo – e cabo an- 4 anos.
tica, pigmento, nylon, cyanoacrilato) gulado, facilitando o alcance nas áreas mais difíceis da
• Escova Dental Bitufo dois tufos EM (idem) escovação. Outro diferencial é o seu limpador de língua, DentalClean
• Escova Dental Bitufo intertufo cilíndrica (resina termo- localizado na parte posterior da cabeça, que remove as • Pós-cirúrgica (cerdas ultramacias Du Pont) – higiene deli-
plástica, pigmento, nylon âncoras metálicas). bactérias causadoras do mau hálito, promovendo hálito cada em dentes e gengivas com grau de sensibilidade.
• Escova Dental Bitufo Intertufo Cônica (idem). fresco. • Nova 30A (cabo bi componente).
• Escova Dental Bitufo Ortodôntica 22 (idem). • Escova Colgate 360º Original – promove uma limpeza
• Escova Dental Bitufo Ortodôntica 32 (idem). mais completa com as cerdas multifuncionais, cerdas EdelWhite
• Escova Dental Bitufo Duplação (idem). polidoras e limpador de língua e bochecha, removendo • EW-ST2 Unitufo – Ideal especialmente para pessoas
• Escova Dental Bitufo Day & Trip (idem). mais bactérias. com dentes tortos, fissuras profundas e aparelhos orto-
• Escova Bitufo Interdental c/2 refis (idem). • Escova Colgate 360º Sensitive – traz as cerdas po- dônticos.
• Escova Dental Bitufo Pós-cirúrgica (idem). lidoras de borracha e o exclusivo limpador de línguas • EW-K2D Kid's soft speZial (cabo de resinas termo-
• Escova Dental Bitufo Infantil (idem). e bochechas, com o benefício das cerdas extramacias, plásticas e polipropileno {santoprene}, cerdas de Konex,
• Escova Dental Bitufo 22 EM (idem). que são mais suaves com as gengivas e com as raízes pigmentos, âncora metálica) – ideal para usar desde o
• Escova Dental Bitufo 22 MA (idem). expostas dos dentes. Estudos clínicos demonstram que surgimento do primeiro dente até os 10 anos de idade.
• Escova Dental Bitufo 28 EM (idem). as cerdas extramacias da Colgate 360º Sensitive são • EW-ATD Soft Acu+Tension (idem) – ideal para pessoas
• Escova Dental Bitufo 28 MA (idem). 48% mais suaves do que as das escovas tradicionais, que fazem muita pressão nos dentes ao escová-los, para
• Escova Dental Bitufo 28 ME (idem). reduzindo o desgaste na superfície exposta das raízes dentes sensíveis, gengivas fracas ou problemas de abrasão.
• Escova Dental Bitufo 32 EM (idem). dos dentes, além de remover 38% mais placa bacteriana • EW-SD Soft Flosserbrush (idem) – ideal para limpeza
• Escova Dental Bitufo 32 MA (idem). que uma escova manual de cerdas planas. de dentes sensíveis e gengivas irritadas.
• Escova Dental Bitufo 32 ME (idem). • Nova Colgate 360º Deep Clean – a nova Colgate 360º • EW-QW Whitening Médium (idem) – ideal para a re-
• Escova Dental Bitufo 37 EM (idem). Deep Clean possui cerdas superfinas com pontas azuis, moção de manchas e da placa bacteriana (cerdas clare-
• Escova Dental Bitufo 37 MA (idem). que limpam entre os dentes e abaixo da linha da gengiva. adoras Pedex com íons-F que são altamente eficientes).
• Escova Dental Bitufo 37 ME (idem). Oferece vários benefícios para manter a boca saudável, • EW-SN Medium Allround (idem) – ideal para a limpeza
• Escova Dental Bitufo Baby Care Cocoricó (idem). pois ajuda a limpar os dentes, língua, bochechas e gen- diária de dentes saudáveis.
• Escova Dental Bitufo Baby Care 1° Dentinho (idem). giva, e remove a placa bacteriana, manchas e bactérias
• Escova Dental Bitufo Luminus ME (resina termoplásti- causadoras do mau hálito. Johnson & Johnson
ca, elastômero, nylon âncoras metálicas). • Johnson & Johnson Reach Access (cabeça grande 40
• Escova Dental Bitufo Flex MA (idem). Condor - cerdas: macia e média; resinas termoplásticas, pigmen-
• Escova Dental Bitufo Flex ME (idem). • Style – Escova Dental Sônica (borracha termoplástica, tos e âncora metálica) – uso adulto. Cerdas frontais: tufo
• Escova Dental Bitufo Máxima MA (idem). cerdas de nylon, âncora metálica, resina termoplástica e frontal para a limpeza dos dentes posteriores. Cerdas in-
• Escova Dental Bitufo Máxima ME (idem). pigmento) – adulto. ternas onduladas: atuam na remoção da placa bacteriana
• Escova Dental Bitufo Cocoricó 2 a 5 anos (resina ter- • Escova Dental Evolution (idem) – adulto. nos espaços interproximais. Cerdas externas com corte

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convexo: limpam o sulco gengival com suavidade. Cabo


• Johnson & Johnson Reach Professional (cabeça pe- na 40, macia e média. resinas termosplásticas, pigmen-
emborrachado: a distribuição da porção de borracha no
quena 30 - cerdas: extramacia e macia; cabeça grande tos e âncora metálica) – uso adulto. Cabeça pequena:
cabo facilita o manuseio, proporcionando um maior con-
40 - cerdas: macia, média e dupla-ação) – uso adulto. atinge os lugares mais difíceis da boca. Cabo angulado:
trole durante a escovação.
Maior concentração de cerdas: a área encerdada ocupa facilita a limpeza dos dentes de trás. Cerdas em dois
• Johnson & Johnson Reach Comfort Clean (cabeça
praticamente toda a sua cabeça, o que resulta em uma níveis: as cerdas internas limpam os dentes, enquanto as
grande 40 - cerdas: média e macia; resinas termoplásti-
textura ideal uma eficiente remoção da placa bacteriana. cerdas externas mais macias limpam suavemente entre
cas, pigmentos e âncora metálica) – uso adulto. Exclusiva
Cerdas em um único nível: os tufos de cerdas estão dis- a gengiva e os dentes.
cabeça emborrachada: permite maior suavidade durante
postos em forma reta e as pontas são arredondadas para • Johnson & Johnson Reach Zoodent (cabeça peque-
a escovação. Formato da cabeça diferenciado e tufo fron-
limpar os dentes e a linha gengival suavemente. Cerdas na e cerdas macias. resinas termoplásticas, pigmentos
tal de cerdas: excelente poder de limpeza, principalmente
Timer: indicam o momento de trocar a escova (em geral, e âncora metálica) – uso infantil. Cabeça pequena e
nos lugares mais difíceis, como os dentes do fundo e a
após 3 meses de uso). Cabeça e cantos arredondados: anatômica: alcança todos os cantos da boca; cerdas
parte de trás dos dentes da frente. Cabo emborrachado
não machucam a boca nem a gengiva. Cabo sextavado: macias e arredondadas: limpam os dentes e a gengiva
de design ergonômico: facilita o manuseio durante a es-
facilita o posicionamento da escova a 45 graus em rela- delicadamente. Cabo ergonômico: formato exclusivo e
covação, além de tornar a escova mais moderna.
ção a linha gengival, técnica de escovação mais indicada uma empunhadura larga para melhorar a segurança e o
• Johnson & Johnson Reach Cuidado Total (cabeça
pelos dentistas; Pescoço angulado: o seu design permi- controle das crianças durante a escovação.
pequena, 30. Cerdas macias; resinas termoplásticas,
te uma melhor escovação dente a dente, pois facilita o • Johnson & Johnson TEK (cerdas: macia/média/dura.
pigmento, âncora metálica) uso adulto. Auxilia na preven-
acesso a cada ponto das superfícies dentárias, vestibular resinas termoplásticas, pigmentos e âncora metálica) – uso
ção e combate ao mau hálito. Remove a placa dental de
e lingual. "Grip" antiderrapante: maior firmeza e segu- adulto. Cabeça ovalada e pequena, que se encaixa melhor
todas as áreas dos dentes. Alcança os espaços entre os
rança na escovação. nos lugares de difícil acesso sem machucar a gengiva,
dentes. Alcança os espaços abaixo da linha da gengiva.
• Johnson & Johnson Reach Professional Extreme (ca- pescoço fino, cerdas arredondadas em um único nível,
Alcançam os dentes do fundo. Desenvolvida em parceria
beça pequena 30; cerdas macias. polipropileno, elastô- que são mais macias e duráveis. Limpam melhor entre a
com dentistas.
mero termoplástico, pigmentos e âncora metálica) – uso gengiva e os dentes, cabo longo e anatômico que permite
• Johnson & Johnson Reach Essencial (cabeça 30
adulto. Higiene bucal completa, correta e segura. uma escovação mais confortável e segura. Produto onde a
pequena cerdas média e macia; resinas termoplásticas,
• Johnson & Johnson Reach Ultra Clean (cabeça peque- relação custo/benefício é bem avaliada.
pigmentos e âncora metálica) – uso adulto. Cabeça Pe-
quena: atinge os lugares mais difíceis da boca. Cabo
angulado: facilita a limpeza dos dentes de trás. Cerdas
em dois níveis: as cerdas internas limpam os dentes,
enquanto as cerdas externas mais macias limpam suave-
mente entre a gengiva e os dentes. Selo ABO (Associação
Brasileira de Odontologia), que atesta a qualidade.
• Johnson & Johnson Reach Essencial Jr. (cabeça pe-
quena e cerdas macias; resinas termoplásticas, pigmen-
tos e âncora metálica) – uso adulto. Cabeça pequena
com cantos arredondados: limpar melhor os dentes
posteriores. Cerdas macias e arredondadas: limpar os
dentes com suavidade e sem machucar a gengiva. Cabo
sextavado: induz a escovação a 45 graus, técnica mais
eficaz para a remoção da placa subgengival.
• Johnson & Johnson Reach Magic Grip (pequena ma-
cia, resinas termoplásticas, pigmentose âncora metálica)
foi especialmente desenvolvida para motivar as crianças
a escovarem corretamente os dentes.
• Johnson & Johnson Reach Max (cabeça pequena 30
- cerdas: macia. resinas termopláticas, pigmentos e ân-
cora metálica) – uso adulto. Cerdas frontais: tufo frontal
para a limpeza dos dentes posteriores. Cerdas internas
em dois níveis: as cerdas internas mais altas facilitam a
limpeza dos espaços interproximais e os tufos centrais
atuam na limpeza da superfície dos dentes. Cerdas ex-
ternas de borracha: proporcionam um contato suave na
gengiva. Cabo emborrachado: a distribuição da porção de
borracha no cabo facilita o manuseio, proporcionando um
maior controle durante a escovação.
• Johnson & Johnson Reach Powerpuff Girls (Cabeça
pequena/cerdas macias; resinas termoplásticas, pigmen-
to, âncora metálica) – uso infantil.

Revista PerioNews 2009;3(2):149-64 153


Oral-B • Escova KIN Pós-cirúrgica – pacientes pós-cirurgia oral; {tufo com aprox. 700 filamentos}) – possui um tufo único
• Pulsar (cerdas MicroPulse, emborrachadas e exclusiva limpeza e eficácia superior. e compacto com filamentos curtos. Indicada para limpeza
ação pulsante). • Escova KIN Extra-suave – pacientes com gengivite; de aparelhos ortodônticos fixos, próteses unitárias ou pon-
• CrossAction Vitalizer (cerdas cruzadas, cerdas de bor- proporciona escovação eficaz e segura. tes, linha gengival e dentes de difícil acesso na dentição
racha nas laterais da escova, cerdas Cross Action, cerdas • Escova KIN Suave – pacientes com hipersensibilidade mista; pescoço longo que permite atingir áreas de difícil
Indicator e massageadores macios de borracha) – capaz dentária; máxima eficácia e suavidade na higiene bucal. acesso; tufo com aproximadamente 700 filamentos.
de proporcionar gengivas mais saudáveis e dentes mais • Escova KIN Média – máxima eficácia e suavidade na • Implante Orto, macia (cabo: polipropileno; cerdas: po-
brancos. higiene bucal. liamida) – possui duas fileiras de cerdas com filamentos
• Exceed (cabeça 40, cerdas cruzadas e indicator e po- que facilitam a limpeza de aparelhos ortodônticos fixos,
wer tip) – remove 90% mais placas bacterianas. Rhada pinos de implantes e sulcos oclusais; pescoço longo que
• Advantage Ártica – limpa e ajuda a clarear os dentes. • Escova Dental Adulta Macia Aleg Master Pluss – com permite atingir áreas de difícil acesso; pescoço da escova
• Advantage Plus cabo ergonômico para maior firmeza na escovação, cer- pode ser angulável em água quente (um minuto) propor-
• Indicator Plus – sinaliza o momento da troca da es- das de nylon com pontas arredondadas. cionando maior conforto durante a escovação.
cova; o cabo emborrachado permite maior controle e • Escova Dental Adulta Média Aleg Master Pluss • Supreme, macia (cabo: polipropileno, elastômero ter-
manuseio. – idem. moplástico; cerdas: tereftalato de polietileno) – possui
• Vision – Cerdas Indicator: sinalizam o momento da tro- • Escova Dental Adulta Macia – Aleg Wave – idem. filamentos em dois níveis; o mais longo e mais fino
ca da escova. Cabo Comfort Grip: permite maior controle • Escova Dental Adulta Média – Aleg Wave - idem. permite a limpeza entre os dentes e da linha gengival,
e manuseio. Cerdas Triple Fan: penetram profundamente • Dr. Axell Escova Dental Adulta Macia - idem. enquanto o mais curto limpa de forma eficiente o restante
entre os dentes. • Dr. Axell Escova Dental Adulta Média - idem. da superfície dos dentes; cabo com área anatômica de
• Classic – contém cerdas com formato concavo que • Dr. Axell Escova Dental Infantil Macia - idem. posicionamento do dedo, que permite maior conforto na
permitem uma limpeza mais completa. empunhadura da escova; pescoço da escova pode ser
• Portátil – fácil e prática de guardar e transportar. Ideal Suavetex angulável em água quente (um minuto) proporcionando
para pessoas que trabalham, estudam ou viajam e ne- • Contente Soft – cabeça arredondada, pescoço afilado, maior conforto durante a escovação.
cessitam de uma escova dental portátil para escovar os cabo anatômico. • Denture, regular (cabo: polipropileno; cerdas: poliami-
dentes após as refeições. • Contente Clean – cabeça arredondada, cerdas com da) – possui filamentos longos e potentes. Indicada para
• Ortodôntica – para usuários de aparelhos ortodônticos, dupla ação (limpa e massageia), pescoço afilado. limpeza de próteses fixas e removíveis; melhor empunha-
pois proporciona uma limpeza efetiva da lateral dos den- • Contente Super – cabeça arredondada, cerdas com dura da escova pode ser conseguida com a angulação do
tes e dos aparelhos. dupla ação (limpa e massageia), cabo anatômico e em- pescoço da escova para trás; pescoço da escova pode ser
• Ultramacia/Sensitive – para pessoas que possuem borrachado. angulável em água quente (um minuto) proporcionando
dentes e gengivas sensíveis e necessitam de uma esco- • Contente Massage – cerdas macias de borracha mas- maior conforto durante a escovação.
vação mais suave no dia-a-dia. sageadora estimulam a circulação; cerdas de nylon com
• Sulcus – proporciona limpeza efetiva do sulco gengi- pontas arredondadas e polidas, não machucam a gengi- Laclede
val e de aparelhos ortodônticos, sendo também indicada va; cabo emborrachado. • Escova de Dente Biotène Supersoft – com cerdas
para gengivas sensíveis ou inflamadas. extramacias especialmente recomendada para pessoas
TePe com irritação e ou sensibilidade gengival.
Pharmakin • Special care baby-compacta, ultramacia (cabo: polipropi- • Infa-Dent Escova Dental Massageadora – escova os
• Escova Kin Júnior – Blister (cabo anatômico, cabeça leno; cerdas: poliamida - aprox. 9000 filamentos {filamentos primeiros dentinhos e massageia a gengiva do bebê esti-
pequena e filmanetos tynes) – eficaz para eliminar a extramamente macios com 0,06 mm de diâmetro}) Indicada mulando o hábito da higiene bucal; Indicada para criança
placa dental. para uso em áreas de tecidos orais delicados, dentes sen- de 3 meses a 2 anos de idade.
• Escova kit viagem com pasta dentifrícia 8 g (ergonô- síveis, xerostomias e após cirurgias orais. Pode ser usada
mica com textura antideslizante, sistema de travamento também para motivação da escovação em bebês; cabeça Lactona do Brasil
do cabo, cabeça desenhada, sistema de ventilação para com formato triangular e compacta, que permite limpeza dos • Escovas de dentes série IQ - extramacia, macia e média
ótima conservação da escova, filamentos polidos e arre- dentes posteriores com maior conforto; pescoço longo que (cabo longo e ergométrico, cabeça pequena com cerdas
dondados) – uso diário, especialmente para viagens, no permite atingir áreas de difícil acesso; pescoço da escova compactas, cerdas de nylon, cabeça arredondada e polida)
trabalho ou na escola. pode ser angulável em água quente (um minuto) proporcio- – para uso após cirurgia dental e gengiva sensível.
• Escova KIN Ortodôntica Gravada (com gravação in- nando maior conforto durante a escovação. • Escova de dentes M 38 extramacia (cabo largo e ca-
vertida e efeito “lente de aumento”) – pacientes com • Gentle Care, ultramacia (cabo: polipropileno; cerdas: beça redonda, cerdas de nylon, cabeça arredondada e
aparelho ortodôntico fixo. poliamida) – indicada para uso em áreas de tecidos orais polida) – usada após cirurgia bucal, gengivas sensíveis.
• Escova KIN Pós-cirúrgica Gravada (idem) pacientes delicados, dentes sensíveis, xerostomias e após cirurgias • Escova de dentes M 39 macia e M 40 média (idem).
pós-cirurgia oral ou em tratamento. orais. Pode ser usada também para motivação da esco- • Escova de dentes M 41 dura (idem) – usada para
• Escova KIN Extra-suave Gravada (idem) – pacientes vação em bebês; cabeça com formato triangular e com- remoção de placa dentária e limpeza de dentaduras.
com gengivite. pacta, que permite limpeza dos dentes posteriores com • Escova de dentes M 31 macia (cabo extralongo e cabe-
• Escova KIN Suave gravada (idem) – pacientes com maior conforto; pescoço longo que permite atingir áreas ça pequena e arredondada, cerdas de nylon) .
hipersensibilidade dentária. de difícil acesso; pescoço da escova pode ser angulável • Escova de dentes série ortodôntica (cabo pequeno, um
• Escova KIN Média gravada (idem). em água quente (um minuto) proporcionando maior con- tufo de cerdas com cabeça pequena e cabo longo, cer-
• Escova KIN Ortodôntica – para usuários de aparelho forto durante a escovação. das de nylon) – para crianças e adultos com aparelhos
ortodôntico fixo; limpeza e eficácia superior. • Sole, regular (cabo: polipropileno; cerdas: poliamida ortodônticos.

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• Escovas de dentes infantis (cabo longo, afilado e largo polietileno, pigmentos, fio revestido) – a melhor forma de entre os dentes; aparelhos ortodônticos; próteses fixas
nas extremidades, cabeça compacta, pequena e redonda, limpar os espaços dentais. ou unitárias.
cerdas de nylon redondas e polidas, copo com sucção • EW-ID5SS Escova Interdental 0.5/2.40 mm (idem) – a • Interdental Rosa – 0,4 mm, macia (idem) – limpeza
para manter a escova em pé) – para crianças de 3 anos melhor forma de limpar os espaços dentais. entre os dentes; aparelhos ortodônticos, próteses fixas ou
e acima. • EW-ID5S Escova Interdental 0.6/3.00 mm (idem) – a unitárias.
• Escova de dentes série Toby Fruit (cabo pequeno com melhor forma de limpar os espaços dentais. • Interdental Roxa - 1,1 mm, macia (idem) – limpeza
cerdas estreitas, cerdas de nylon, cabeça redonda e poli- • EW-IDM Escova Interdental 0.7/4.00 mm (idem) – a entre os dentes; aparelhos ortodônticos; próteses fixas
da) – para crianças de 3 anos e acima. melhor forma de limpar os espaços dentais. ou unitárias.
• Escova de dentes M 30 macia – infantil (cabo longo • EW-IDL Escova Interdental 0.8/5.00 mm (idem) – a • Interdental Vermelha - 0,5 mm, extramacia (idem)
com pescoço estreito, cerdas de nylon, cabeça redonda e melhor forma de limpar os espaços dentais. – limpeza entre os dentes; aparelhos ortodônticos; próte-
polida) – para crianças acima de 6 anos. ses fixas ou unitárias.
Oral B • Interdental Azul - 0,6 mm extramacia (idem) – limpe-
Escova Interdental • Escova End Tufted Cônica – complementar ao uso da za entre os dentes; aparelhos ortodônticos; próteses fixas
escova dental regular para áreas de difícil acesso, tais ou unitárias.
Bitufo como: aparelhos ortodônticos, pontes fixas e espaços • Interdental Amarela - 0,7 mm extramacia (idem) –
• Escova Bitufo interdental HB UF (resina termoplástica, interdentais estreitos. limpeza entre os dentes; aparelhos ortodônticos; próteses
pigmento, nylon, fio de aço). • Set Interdental com 2 refis – para quem possui apa- fixas ou unitárias.
• Escova Bitufo interdental HB EF (idem). relhos ortodônticos, pontes, coroas, implantes ou amplos • Interdental Laranja – 0,44 mm, macia (idem) – limpeza
• Escova Bitufo interdental HB F (idem). espaços interdentais. Pode ser utilizada com o refil cô- entre os dentes; aparelhos ortodônticos, próteses fixas ou
• Escova Bitufo interdental HB ME (idem). nico ou cilíndrico. unitárias.
• Escova Bitufo interdental HB GR (idem). • Interdental Compacta – em modelo compacto, indicada • Interdental Verde - 0,8 mm, extramacia (idem) – lim-
• Escova Bitufo interdental HB conica (idem). para quem possui aparelhos ortodônticos, pontes, coroas, peza entre os dentes; aparelhos ortodônticos; próteses
implantes ou amplos espaços interdentais. fixas ou unitárias.
Colgate • Refil para Escovas Interdentais – contém 6 unidades. • Interdental Roxa - 1,1 mm, extramacia (idem) – limpe-
Novas escovas Colgate Total Interdental – oferecem mais Disponível nas versões cônica e cilíndrica. za entre os dentes; aparelhos ortodônticos; próteses fixas
praticidade e higiene, com nova apresentação. De fácil ou unitárias.
manuseio, possuem cerdas de seção triangular (Tri-Pro- Lactona do Brasil • Escova Interspace - cabo + pontas, regular (poliamida,
xi) que promovem maior eficácia na limpeza interdental. • Escova Interdental (cabo longo com cerdas macias polipropileno, pigmentos) – limpeza entre os dentes; apa-
Contribuem efetivamente para a redução da placa bac- e filamentos polidos de nylon) – apresentada em sete relhos ortodônticos; próteses fixas ou unitárias; dentição
teriana, minimizando o risco de cárie dentária e doen- estilos: xx-pequeno curto, xx-pequeno longo, x-peque- mista.
ças gengivais, e estão disponíveis em três variações de no, pequeno, médio, grande/médio e grande – para o • Escova Interspace - cabo + pontas, macia (idem)
tamanho (2mm, 4mm e 5mm). Possuem desempenho consumidor. – limpeza entre os dentes; aparelhos ortodônticos; próte-
superior em comparação com escovas no formato redon- • Escova Interdental (idem) – apresentada em nove ta- ses fixas ou unitárias; dentição mista.
do convencional. manhos: xx-pequeno curto, xx-pequeno longo, x-peque- • Escova Interspace - cabo + pontas, extramacia (idem)
no, pequeno, médio, grande/médio, grande, x-grande e – limpeza entre os dentes; aparelhos ortodônticos; próte-
Condor xx-grande – para dentistas e higienistas. ses fixas ou unitárias; dentição mista.
• Escova Interdental Cônica Ultrafina (cabo plástico e • Escova Interdental 27BB (cabo em acrílico, escova pe-
capa {plástico ABS}. Arame de aço inoxidável. Filamen- quena com tufo única nas duas extremidades) – limpeza Escova elétrica
tos de nylon contendo óxido de alumínio branco abrasivo) de áreas de difícil acesso. Desenhada especialmente para
– para aparelho ortodôntico, pontes fixas e espaço inter- dentes irregulares, limpeza de aparelhos e implantes. Colgate
dental muito grande. • Escova Periodental com refil (cabo longo, com adapta- • Colgate Motion Multi-Action – já consagrada por sua
• Escova Interdental Cônica (idem) – para aparelho orto- dor de escova espiral). eficiência na limpeza da boca devido à sua frequência de
dôntico, pontes fixas e espaço interdental muito grande. • Palitos Interdentais (feitos de pequenos pedaços de 10 mil oscilações por minuto, a escova elétrica Colgate
• Escova Interdental Cilíndrica (idem) – para aparelho orto- madeira polida, sabor menta) – para remoção de placa. Motion Multi-Action tem design mais ergonômico e fácil
dôntico, pontes fixas e espaço interdental muito grande. de usar. Apresenta cabo com duplo componente – em-
TePe borrachado – é mais leve e fina, deixando assim a escova
DentalClean • Interdental Vermelha - 0,5 mm, macia (poliamida, poli- mais confortável e fácil de manusear. A escova elétrica
• Escova Interdental Dentalclean (possui fio de aço re- propileno, pigmentos - fio flexível de aço inoxidável reves- também conta com pescoço angulado e removível, com
vestido com uma fina camada plástica; formato cilíndri- tido com fina camada plástica) – limpeza entre os dentes; ótima relação custo-benefício. Apresenta duas cabeças
co) – limpeza entre os dentes ou para quem usa prótese aparelhos ortodônticos; próteses fixas ou unitárias. oscilatórias redondas: a primeira ponta para limpar pro-
ou aparelho dentário. • Interdental Azul - 0,6 mm, macia (idem) – limpeza fundamente entre os dentes e ao redor das gengivas e a
Tamanhos: 0,4 mm (rosa); 0,5 (vermelha); 0,6 (azul). entre os dentes; aparelhos ortodônticos; próteses fixas segunda, para remover suavemente a placa bacteriana e
Composição: polietileno, pigmentos, cerdas de nylon, fio ou unitárias. dar brilho aos dentes.
de aço (fio flexível de aço inoxidável). • Interdental Amarela - 0,7 mm, macia (idem) – limpeza • Escova elétrica Colgate 360º Sonic Power – Combina
entre os dentes; aparelhos ortodônticos; próteses fixas vibrações sônicas e cerdas multinível na remoção de
EdelWhite ou unitárias. mais placa bacteriana. Possui cabo emborrachado e ana-
• EW-ID5SSS Escova Interdental 0.45/2.00 mm (nylon, • Interdental Verde - 0,8 mm, macia (idem) – limpeza tômico, cerdas polidoras que facilitam a limpeza entre os

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dentes e o exclusivo limpador de língua da linha Colgate mercado brasileiro que auxilia no processo de clarea- tais. Também indicada para pessoas impossibilitadas de
360º. A escova elétrica Colgate 360º Sonic Power está mento dentário. Complementa o tratamento odontológico escovar os dentes.
disponível em quatro cores (verde, azul, rosa e laranja). de branqueamento dos dentes, graças a um agente ativo • Noplak Max Solução (clorexidina 0,12%, cetilpiridínio e
que ajuda a combater o amarelamento, além dos benefí- flúor) – solução para bochecho de ação antisséptica de am-
Condor cios característicos dos produtos da marca – elimina os plo espectro para auxílio no controle da placa bacteriana e na
Suprema – Escova Dental Elétrica (borracha termoplásti- germes que causam a gengivite, a placa bacteriana e o prevenção da gengivite e de outros problemas periodontais.
ca, cerdas de nylon, âncora metálica, resina termoplásti- mau hálito. Com sabor menta, deve ser utilizado por 4
ca e pigmento) – adulto. semanas, com o enxágue da boca 2 vezes ao dia (pela DentalClean
manhã e à noite), durante 1 minuto, antes e após escovar • Clinexidin (poloxamer 407, metilparabeno, digluconato
Oral B os dentes. de clorexidine, sorbitol, aspartame, ci 42090, aroma e
• Escova Elétrica Oral-B CrossAction Power – cerdas ma- • Colgate Plax Ice – alia a megarefrescância aos benefí- água) – protege a flora e a mucosa bucal, não contém
nuais combinada com movimento oscilatório para uma cios característicos dos enxaguatórios da marca: garante álcool e é indicado para reduzir os germes que causam a
limpeza mais completa e profunda. 12 horas de proteção e hálito fresco e mata os germes que placa bacteriana, a gengivite e o mau hálito.
• Escova Elétrica Oral-B CrossAction Whitening – limpa causam a gengivite, placa bacteriana e o mau hálito. • H2AH Hortelã (225 ppm de flúor na forma de fluoreto
e ajuda a clarear os dentes, proporcionando um sorriso • Colgate Plax Sem Álcool – excelente opção para quem de sódio, poloxamer 407, metilparabeno, sucralose, sor-
naturalmente branco. deseja proteção sem o ardor excessivo causado pelo ál- bitol, fosfato de sódio, álcooll, ácido cítrico, triclosan, CI
• Escova Elétrica a pilha Braun Oral-B D4 – remove mais cool. O produto ajuda a reduzir a cárie em até 71% e a 19140, CI 73015, CI 42090, aroma, água e glicerina)
placa bacteriana que qualquer escova manual. Funciona formação da placa, protegendo e limpando onde a escova – hálito fresco e agradável prolongado.
à pilha e é fácil de transportar. Possui refis que podem não alcança. • Garfield (225 ppm de flúor na forma de sódium flu-
ser substituídos e capa de segurança para proteção e • Novo Colgate PerioGard Sem Álcool – tem a mesma oride, polaxamer 407, metilparabeno, sucralose, sorbitol,
higiene de sua boca. eficácia comprovada da versão tradicional, não provocar triclosan, extrato de calendula, fosfato de sódio, aroma,
ardor, ajuda mais na redução da gengivite do que a ver- acido cítrico, água, glicerina. Contém fluoreto de sódio)
Techline são com álcool. É uma solução à base de Gluconato de – desenvolvido especialmente para crianças, protege os
• Escova Dental à pilha – uso adulto Modelo /EDA-01. Clorhexidina a 0,12%, que tem ação segura no combate dentes e evita a formação de cáries.
• Escova Dental à pilha – uso infantil Modelo/EDI-02. aos germes que causam a gengivite e a progressão de • H2AH Extratos Naturais (225 ppm de flúor na forma
doenças periodontais. Protege por 8 horas com somente de fluoreto de sódio, poloxamer 407, metilparabeno, su-
Waterpik 30 segundos de bochecho, auxilia na redução da placa cralose, álcool, triclosan, extrato de calêndula, própolis,
• Escova Dental Sônica DeLuxe DT-400 – limpeza dos bacteriana e mau hálito. Os produtos da marca são indi- CI 19140, CI 73015, CI 42090, aroma, água, glicerina,
dentes, gengiva, língua e boca de um modelo geral. cados tanto para uso em consultório (antes e depois de fosfato de sódio, ácido cítrico. contém fluoreto de sódio)
• Escova Dental Sônica Standard DT-300 – limpeza dos procedimentos cirúrgicos, para reduzir a disseminação de – combate os germes que causam mau hálito, placa e
dentes, gengiva, língua e boca de um modelo geral. micro-organismos), quanto doméstico, como item auxiliar gengivite; eficaz contra as cáries.
no tratamento da inflamação gengival. • H2AH (225ppm de flúor na forma de fluoreto de sódio,
Enxaguatório bucal / colutório poloxamer 407, metilparabeno, sucralose, sorbitol, fosfato
Condor de sódio, álcool, ácido cítrico, triclosan, CI 42090, aroma,
Aché Laboratórios Farmacêuticos S/A • Antisséptico Bucal Condor Menta e Canela (ingrediente água e glicerina) – combate os germes que causam mau
• Flogoral Colutório sabor menta / laranja (benzidamina) ativo: sodium flúoride {225 ppm flúoride íon}, cetylpyri- hálito, placa e gengivite; eficaz contra as cáries.
– anestésico, analgésico e anti-inflamatório. dinium cloride {CCP}. Outros: sodium benzoate, poly-
sorbate 20, sodium saccharin, sorbitol, ci 42090, aroma, Fórmula & Ação
Bitufo aqua) – uso diário (a partir de 6 anos). • Antisséptico Bucal (cloreto de cetilpiridineo) – como
• Antisséptico Bitufo Perio Therapy 300 ml (aqua, alco- • Antisséptico Bucal Condor Hortelã Fresh (ingrediente enxaguatório bucal antisséptico. Elimina as bactérias
hol, sorbitol, methylparaben, sodium saccharin, sodium ativo: sodium flúoride {225 ppm flúoride íon}, cetylpyri- causadoras do mau hálito, gengivite e placa bacteriana,
lauroyl sarcosinate, flavor, ci 42090, chlorhexidine diglu- dinium cloride {CCP}. Outros: sodium benzoate, polysor- deixando o hálito agradável.
conate 0,12%). bate 20, sodium saccharin, sorbitol, ci 19140, ci 42051, • Cleanform Enxaguatório Bucal a 0,12% (clorhexidine)
• Antisséptico Bitufo s/ alcool menta extraforte 300 ml aroma, aqua) – uso diário (a partir de 6 anos). – placa bacteriana, infecções bucais e processos infla-
(sorbitol, sodium saccharin, triclosan, sodium benzoate, peg • Antisséptico Bucal Condor Júnior Morango (ingrediente matórios da gengiva.
40 hydrogenatedcastor oil, sodium lauryl sulfate, propylene ativo: sodium flúoride {225 ppm flúoride íon}, cetylpyri- • Cleanform Enxaguatório Bucal a 0,12% fluoreto
glycolci 42090, aqua, aroma, sodium flúoride). dinium cloride {CCP}. Outros: sodium benzoate, poly- (clorhexidine, 0,12% flúoretado) – placa bacteriana,
• Antisséptico Bitufo s/ alcool menta suave 300 ml (sor- sorbate 20, sodium saccharin, sorbitol, ci 16035, aroma, infecções bucais e processos inflamatórios da gengiva;
bitol, sodium saccharin, triclosan, sodium benzoate, peg aqua) – uso diário (a partir de 6 anos). ação dessensibilizante e anticárie.
40 hydrogenatedcastor oil, sodium lauryl sulfate, propylene • Cleanform Enxaguatórios Bucais (digluconato de
glycolci 16035, ci 17200, aqua, aroma, sodium flúoride). Daudt clorhexidine, fluoreto de sódio) – sem álcool e incolor
• Antisséptico Bitufo Perio Therapy 1l (aqua, alcohol, sorbitol, • Malvatrikids Júnior (flúor e xilitol) – enxaguatório bucal – placa bacteriana, infecções bucais e processos infla-
methylparaben, sodium saccharin, sodium lauroyl sarcosinate, indicado para complementar a higiene bucal diária de matórios da gengiva.
flavor, ci 42090, chlorhexidine digluconate 0,12%). crianças maiores de 6 anos. • Cleanform enxaguatório Bucal a 0,2% flúoretado (di-
• Noplak (clorexidina 0,12%) – solução para bochecho gluconato de clorhexidine) – placa bacteriana, infecções
Colgate indicada como auxiliar no controle da placa bacteriana na bucais e processos inflamatórios da gengiva.
• Colgate Plax Whitening – é o primeiro enxaguante do prevenção da gengivite e de outros problemas periodon- • Cleanform Enxaguatório Bucal a 0,2% fluoretado

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(digluconato de clorhexidine, fluoreto de sódio) – placa • Listerine Antisséptico bucal Defesa dos Dentes e Gengivas, a combater bactérias causadoras da placa e mau hálito.
bacteriana, infecções bucais e processos inflamatórios da 250 ml; 500 ml. (timol 0,064%, eucaliptol 0,092%, salicilato
gengiva; ação dessensibilizante e anticárie. de metila 0,06% e mentol 0,042%, fluoreto de sódio 0,022% Pharmakin
• Enxaguatório Bucal Pré-moldagem/Enxaguatório bucal {100ppm de flúor}. Excipiente: água purificada, solução de • Orthokin Enxaguatório Bucal, 2l (para portadores de
pré-moldagem com flúor (álcool etílico, irgasan dp 300, sorbitol, álcool 21,6%, poloxamer 407, ácido benzóico, aroma aparelhos ortodônticos) – tripla ação: protege o dente, as
aroma não cariogênico de menta, edulcorante, corante e de menta, sacrina sódica, benzoato de sódio N-propanol, co- gengivas e os aparelhos.
água deionizada. A versão flúor contém fluoreto de sódio rante amarelo #10 e corante verde # 3) – uso adulto. Não • Periokin Enxaguatório Bucal, 250 ml (digluconato de clo-
0,05%) – para limpar e desengordurar os dentes antes da administrar o produto em menores de 12 anos. Não engolir. rexidina) – previne gengivite, placa bacteriana e manuten-
moldagem. Elimina a mucina e melhora a fidelidade da Manter fora do alcance de crianças. ção dos tratamentos periodontais e peri-implantares.
moldagem. Também tem ação antisséptica e anticárie. • Listerine Antisséptico Bucal Original, 250 ml (timol • Gingikin B5 Enxague Bucal, 250 ml (Triclosan, Lactato
• Eviform Concentrado (eritrosina) – evidenciação da 0,064%, eucaliptol 0,092%, salicilato de metila 0,06% de zinco, Provitamina B5 e Xilitol) – controle da placa,
placa bacteriana. e mentol 0,042%. Excipiente: água, álcool 26,9%, po- prevenção da gengivite e manutenção e prioteção da
• Eviform solução para bochecos (eritrosina) – eviden- loxamer 407, ácido benzóico, benzoato de sódio, corante gengiva.
ciação da placa bacteriana. caramelo) – uso adulto. Não administrar o produto em • Periokin Gel – antisséptico dental (digluconato de clore-
• Fluoreto de sódio 0,05% (fluoreto de sódio) – anticárie menores de 12 anos. Não engolir. Manter fora do alcance xidina) – prevenção da gengivite e da placa bacteriana.
e dessensibilizante. de crianças; mata os germes que causam o mau hálito, • Orthokin Enxaguatório Bucal, 250 ml – tripla ação:
• NDP (fosfato de dexametasona, paraclorofenol, polieti- a placa bacteriana e a gengivite. protege os dentes, as gengivas e os aparelhos.
lenoglicol 400) – curativo intracanal. • Listerine Antisséptico Bucal Tartar Control, 250 ml; 500 • Cariax Dentes Sensíveis Enxaguatório Bucal, 250
ml; 1000 ml (timol 0,064%, eucaliptol 0,092%, salicilato ml (nitrato de potássio 5% e fluoreto de sódio 0,05%)
Johnson & Johnson de metila 0,06% e mentol 0,042%. Excipiente: água pu- – ação sinérgica, promovendo ação dessensibilizante e
• Johnson & Johnson Reach Antisséptico Bucal Cool Mint, rificada, solução de sorbitol, álcool 21,6%, poloxamer 407, obstrução dos túbulos dentinários.
frasco com 250 ml (água desmineralizada, sucralose, saca- ácido benzóico, sacarina sódica, cloreto de zinco, aroma de • Cariax Gengivas Enxaguatório Bucal, 250 ml (diglo-
rina, álcool etílico, poloxamer 407, glicerina, aroma de menta, menta, benzoato de sódio N-propanol e corante FD&C azul cunato de clorexidina 0,12%, fluoreto de sódio 0,05%
metilparabeno, fosfato de sódio dibásico, fosfato de sódio mo- #1) – uso adulto. Não administrar o produto em menores e 0% de álcool) – controla a placa bacteriana, reduz a
nobásico, propilparabeno, corante azul fd&c nº 1. ingredientes de 12 anos. Não engolir. Manter fora do alcance de crian- inflamação e elimina o sangramento gengival com ações
ativos: fluoreto de sódio, - 0,05% ou 226 ppm de flúor ativo. ças; mata os germes que causam o mau hálito, a placa bactericidas.
cloreto de cetilpiridínio {CPC}, 0,05%) – uso adulto. bacteriana e a gengivite Seu sabor forte de menta assegura • Cariax Gengivas Enxaguatório Buca,l 2l (diglocunato
• Johnson & Johnson Reach Solução Dental Flúoretada hálito puro e oferece agradável sensação de refrescância. de clorexidina 0,12%, fluoreto de sódio 0,05% e 0% de
Menta, frasco com 250 ml (água desmineralizada, álcool • Listerine Freshburst Antisséptico Bucal, 250 ml (timol álcool) – tratamento das afecções gengivais.
etílico, sucralose, poloxamer 407, glicerina, aroma de menta, 0,064%, eucaliptol 0,092%, salicilato de metila 0,06% • FlúorKin Júnior Enxágüe Bucal, 250 ml (fluoreto de
metilparabeno, fosfato de sódio dibásico, fosfato de sódio e mentol 0,042%. Excipiente: água, solução de sorbitol, sódio) – cárie dentária.
monobásico, propilparabeno, corante azul fd&c nº1, corante álcool 21,6%, poloxamer 407, ácido benzóico, essência • PerioKIN Gel – Antisséptico dental (Clorexidina 20%)
amarelo alimento 4. ingredientes ativos: fluoreto de sódio, de menta, sacarina sódica, benzoato de sódio e corante – tratamentos pós-cirúrgicos, extração, implantes, raspa-
- 0,05% ou 226 ppm de flúor ativo) – uso adulto. amarelo # 10 e corante verde #3) – uso adulto. Não gem, próteses, ortodontia tratamento de canal.
• Johnson & Johnson Reach Infantil – Zoodent, frasco com administrar o produto em menores de 12 anos. Não en-
250 ml (água desmineralizada, sucralose, glicerina, poloxa- golir; mata os germes que causam o mau hálito, a placa Laboratório Gross – Divisão Lacer
mer 407, metilparabeno, aroma de tutti-frutti, fosfato de sódio bacteriana e a gengivite. • Perioxidin Enxaguatório Bucal (clorexidina a 0,12% e
monobásico, cloreto de cetilpiridínio, fosfato de sódio dibásico, • Listerine Vanilla Mint Antisséptico bucal, 250 ml; 500 xilitol) – periodontite, pré e pós-operatórios e pacientes
ácido cítrico, propilparabeno, corante vermelho dc 33. ingre- ml. (thymol 0,064%, eucalyptol 0,092%, methyl salicylate sob tratamento quimioterápico ou radioterápico.
dientes ativos: fluoreto de sódio, - 0,05% ou 226 ppm de 0,066% menthol 0,042%. Excipientes: aqua, sorbitol, alco- • Gengilacer Enxaguatório Bucal (triclosan/zinco, xilitol
flúor ativo) – uso infantil e adulto. hol 21,6%, poloxamer 407, benzoic acid, menthe piperita e vitamina E).
• Listerine Antisséptico Bucal Cuidado Total –250 ml; 500 oil, mentha viridis oil, propylene glycol alginate, sucralose,
ml. (Thymol, Eucalyptol, Methyl Salicilate, Menthol, Aqua, sodium benzoate, aroma, CI 42090, CI 15985.) – uso adul- Laclede
Alcohol, Sorbitol, Poloxamer 407, Aroma, Benzoic Acid, Zinc to. Não administrar o produto em menores de 12 anos. Não • Biotène Mouthwash, frasco com 59 e 240 ml (com-
Chloride, Sucralose, Sodium Saccharin, Sodium Benzoate, engolir. Manter fora do alcance de crianças; suave. plexo sistema de enzimas bioativas: glicose oxidase, lac-
Sodium Fluoride, CI16035 e CI42090. Contém Sodium • Listerine Whitening, 236 ml; 473 ml. (água, álcool (8%), toperoxidase e lisozima e lactoferrina) – cuida da saúde
Fluoride 0,022% {100 ppm de flúor}) – Uso adulto. Não peróxido de hidrogênio, fosfato de sódio, poloxâmero 407, bucal ajudando a fortalecer o sistema de defesa natural
administrar o produto em menores de 12 anos. Não engolir. lauril sulfato de sódio, citrato de sódio, aroma de menta, da saliva, proporcionando aos pacientes o conforto e
Seis benefícios para uma higiene bucal completa: 1. Man- mentol, eucaliptol, sacarina sódica, sucralose.) – uso adul- alívio dos efeitos mais graves da boca seca. Auxilia na
tém as gengivas protegidas contra os germes causadores to. Não administrar o produto em menores de 12 anos. redução das bactérias associadas à placa e mau hálito.
da gengivite; 2. Fortalece os dentes, protegendo-os contra Não engolir. Manter fora do alcance de crianças; é um
as cáries; 3. Mantém o branco natural dos seus dentes, branqueador em forma de enxaguatório. Portanto, não deve Suavetex
inibindo a formação do tártaro; 4. Garante até 24 horas de substituir o uso do antisséptico bucal. • Antisséptico Bucal em três apresentações: Plus, Power
proteção contínua para um hálito fresco*; 5. Mata até 99% – extraforte e Fresh – hortelã (xilitol, fluoreto de sódio,
dos germes**; e 6. Reduz a placa bacteriana.(* Quando Oral-B cloreto de cetilpiridino, sem álcool) – combate as cáries,
usado duas vezes ao dia; ** Que causam a placa, a gengi- • Antisséptico Bucal OralB (flúor, agentes bactericidas, sem previne a formação da placa bacteriana e auxilia na re-
vite e o mau hálito). álcool, sabores menta e hortelã) – previne as cáries e ajuda mineralização do esmalte dentário.

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[ Guia de Produtos ]

cera microcristalina, aroma de menta, corante CI 74160 • Johnson & Johnson Reach, Fio Expansion Plus Extra
Fio dental
e CI 74260). Uso adulto. Vai além da remoção da placa Fino. Estojo com 50 m de fio dental. (polipropileno entrela-
bacteriana. Tem uma exclusiva fórmula Freshmint, por isso çado, corante azul CI 74160, cera microcristalina e aroma
Bitufo
possui muito mais sabor que outros fios, dando uma sen- de menta). Uso adulto. Possui exclusiva tecnologia de
• Fio Way Bitufo (resina termoplástica, pigmento).
sação de frescor similar ao creme dental. O fio também entrelaçamento que promove a expansão do fio ao entrar
• Fio Dental Bitufo 20 m, 75 m, 100 m e 150 m (para-
possui a tecnologia de entrelaçamento Expansion Plus, que em contato com a superfície interproximal dos dentes, pro-
ffin, paraffinum liquidum, polypropylene, menthol).
promove a expansão do fio ao entrar em contato com a movendo remoção de até 40% a mais da placa bacteriana,
superfície interproximal dos dentes, promovendo remoção com um agradável sabor menta. O fio dental Expansion
Colgate
de até 40% a mais da placa bacteriana. Plus Extra Fino foi especialmente desenvolvido para atingir
• Fio dental Colgate 50 m Menta – conta com varian-
• Johnson & Johnson Reach. Fio clean Paste Whitening. os espaços estreitos entre os dentes, por possuir um for-
te de sabor menta, ideal para as pessoas que buscam
Estojo com 40 m de fio dental. (polipropileno entrelaçado, mato mais fino que os outros fios.
produtos com sabor refrescante, um dos atributos mais
cera microcristalina, aroma, sílica, sacarina sódica). Uso • Johnson & Johnson Reach, Fio Dental Infantil – Zoodent.
valorizados por quem compra fios e fitas dentais, já que
adulto. Vai além da remoção da placa bacteriana. Tem uma Estojo com 40 metros de fio. (resina termoplástica, cera
proporcionam a sensação de uma limpeza mais duradou-
exclusiva fórmula Freshmint, por isso possui muito mais microcristalina, essência, corante azul CI 74160 e corante
ra. O fio Colgate 50 m é de polipropileno encerado, que
sabor que outros fios, dando uma sensação de frescor si- vermelho CI 15850). Uso Infantil. Feito com resina termo-
confere ao produto maior resistência.
milar ao creme dental. O fio também possui a tecnologia de plástica, que resiste ao desfiamento, deslizando suave-
• Fita dental Colgate Total (PTFE - politetrafluoretileno) -
entrelaçamento Expansion Plus, que promove a expansão mente. Possui agradável sabor/aroma tutti-frutti.
proporciona mais refrescância, desliza fácil e não desfia.
do fio ao entrar em contato com a superfície interproximal • Johnson & Johnson Reach, Fita Dental Expansion Plus.
Disponível também no sabor menta, com as cores azul e
dos dentes, promovendo remoção de até 40% a mais da Estojo com 50 metros de fita. (polipropileno entrelaçado).
verde.
placa bacteriana. O Clean Paste Whitening possui sílica, Uso adulto. A fita dental tem maior área de ação entre
substância removedora de manchas, ajudando a clarear os os dentes, com material que resiste ao desfiamento, des-
Condor
espaços entre os dentes. lizando suavemente. É mais flexível e proporciona maior
• Fio Dental Condor Tradicional (fio de polypropyilene,
• Johnson & Johnson Reach, Fio Clean Paste Tartar Control. maciez na gengiva.
microcrystaline wax, beeswax, sorbitan stearate, polysor-
Estojo com 40 m de fio dental. (polipropileno entrelaçado, • Johnson & Johnson Fio Dental TEK – 100 m. Esto-
bate 60, dimethicone) – uso diário.
cera microcristalina, pirosfato tetrasódico, aroma, sacarina jo com 100 metros. (polipropileno entrelaçado, cera e
• Fio Dental Condor Menta Ice (fio de polypropyilene,
sódica e CI 74160). Uso adulto. Vai além da remoção da essência). Uso adulto. Fio com resina termoplástica e
microcrystaline wax, beeswax, sorbitan stearate, poly-
placa bacteriana. Tem uma exclusiva fórmula Freshmint, por refrescante sabor mentol. Desliza suavemente entre os
sorbate 60, sodium sacharin, aroma, aqua, dimethicone)
isso possui muito mais sabor que outros fios, dando uma dentes sem machucar as gengivas.
– uso diário.
sensação de frescor similar ao creme dental. O fio também
• Fio Dental Condor Júnior (fio de polypropyilene, micro-
crystaline wax, beeswax, sorbitan stearate, polysorbate
possui a tecnologia de entrelaçamento Expansion Plus, que OralB
promove a expansão do fio ao entrar em contato com a • SATÏNfloss & SATINtape – banhados por cera, suave
60, sodium sacharin, aroma, aqua) – uso diário.
superfície interproximal dos dentes, promovendo remoção de para as gengivas e com total resistência ao desfiamento e
até 40% a mais da placa bacteriana. O Clean Paste Tartar rompimento. Agradável sensação de frescor e alto poder
EdelWhite
Control contém Pirosfato Tetrasódico, um ingrediente ativo na remoção da placa bacteriana.
• EW-PL70 Fita Dental Encerada (polietileno, cera micro-
que ajuda a inibir a formação do cálculo (tártaro). • Fio Dental Essential Floss – Maior resistência ao rompi-
cristalina, polyester, essência) – ideal para fácil acesso e
• Johnson & Johnson Reach, Fio Expansion Plus Regular. mento e desfiamento, facilidade de inserção e deslizamento
máxima remoção de placa e resíduos alimentares entre
Estojo com 50 m de fio dental. (polipropileno entrelaçado, entre os dentes e suavidade para as gengivas e dedos.
os dentes.
cera microcristalina, aroma de citros, ácido cítrico, corante • Fio Dental Oral-B Super Floss – Especialmente de-
• EW-EF25 Fio Dental Expanding Floss (idem) – ideal
amarelo {CI 18792} e corante verde {CI 74260}). Uso senvolvido para remoção eficaz da placa bacteriana em
para a limpeza até mesmo dos espaços maiores entre
adulto. Possui exclusiva tecnologia de entrelaçamento que pessoas com aparelhos ortodônticos, coroas, pontes ou
os dentes, deslizando e expandindo para a remoção das
promove a expansão do fio ao entrar em contato com a implantes.
placas e os residuos alimentares
superfície interproximal dos dentes, promovendo remoção
Higimaster de até 40% a mais da placa bacteriana. Rhada
• Johnson & Johnson Reach, Fio Expansion Plus Citrus. • Fio Dental Dr. Axell 100 m – proporciona suavidade na
• Fio Dental 50 m – tampa mais higiênica.
Estojo com 40 m de fio dental. (idem). Uso adulto. Pos- limpeza, prevenindo a gengivite, formação de tártaro, de
sui exclusiva tecnologia de entrelaçamento que promove placas, mau hálito e cárie.
Johnson & Johnson
a expansão do fio ao entrar em contato com a superfície • Fio Dental Aleg 100 m – com aroma de menta, pro-
• Johnson & Johnson Reach. Fio Cuidado Total. Estojo com
interproximal dos dentes, promovendo remoção de até 40% porciona suavidade na limpeza, prevenindo a gengivite,
40 m de fio dental (fio de polipropileno, cera microcristalina
a mais da placa bacteriana, com um agradável sabor cítrico. formação de tártaro, de placas, mau hálito e cárie.
e aroma de menta, CI 15850, CI 74160). Uso adulto. Remo-
• Johnson & Johnson Reach, Fio Expansion Plus Menta.
ve até 40% a mais de placa dental; auxilia na remoção da
placa dental acumulada nos lugares mais difíceis de sua
Estojo com 50 m de fio dental. (polipropileno entrelaçado, Suavetex
corante verde CI 74260, cera microcristalina e aroma • Fio Dental 50 m e 10 m – preserva os dentes limpos
boca; auxilia na prevenção de doenças gengivais; resistente
de mentol). Uso adulto. Possui exclusiva tecnologia de e saudáveis.
ao desfiamento; sabor refrescante e duradouro; expande
entrelaçamento que promove a expansão do fio ao entrar
em contato com os dentes.
• Johnson & Johnson Reach. Fio Clean Paste Original.
em contato com a superfície interproximal dos dentes, Lactona do Brasil
promovendo remoção de até 40% a mais da placa bac- • Fio Dental 100 m (levemente encerado, com flúor, sa-
Estojo com 40 m de fio dental (polipropileno entrelaçado,
teriana, com um agradável sabor menta. bor mental, cor azulada) – interdental.

Revista PerioNews 2009;3(2):149-64 161


Fio dental elétrico Pharmakin
Bitufo
• Spray Bucal Bitufo Menta Blister (óleo de melaleuca). • Kin hidrat spray 40 ml (tiocianato de potássio, cloreto
Waterpik de potássio, cloreto de sódio, cloreto de cálcio, cloreto de
• Spray bucal Bitufo Blue Sparks Blister (óleo de mela-
• Flosser FL-220 (a Pilha; bastão anatômico e design magnésio, dihidrogenofosfato de potássio, xilitol, sacarina
leuca).
compacto). sódica, nipasept sódico, 2- bromo-2-nitropopano-1,3-
• Spray bucal Bitufo Red Fresh Com Roma Blister (óleo
de melaleuca). diol, mentol, aroma, ácido cítrico, óleo de rícino hidro-
Limpador de língua genado, PEG 40, água purificada) – alivia os problemas
Dokmos Cosméticos ocasionados pela redução de fluxo salivar (xerostomia);
DentalClean restabelece o equilíbrio salivar; hidrata e refresca a cavi-
• Aromatizante Bucal Beija Bem Mentha.
• Limpador de língua Pratic Plus – remove a saburra dade bucal; previne o aparecimento de afecções bucais
• Aromatizante Bucal Beija Bem Morango e Canela.
lingual e a placa bacteriana combatendo o mau hálito e oriundas da redução do fluxo salivar.
• Peppermint – óleo essencial de mentha piperita.
a incidência de ânsia.
• Ideal Perio com Limpador de Língua (cabeça 30 e Capa protetora
Kolbe
cerdas Du Pont com pontas arredondadas) – escovação
• Breath Alert é um medidor de hálito portátil (tem o ta-
delicada para gengivas sensíveis. Bitufo
manho de um isqueiro e utiliza 2 Pilhas AAA "Palito")
– detecta e mede os compostos sulfurados voláteis e gases • Bitufo Protector (resina termoplástica e pigmento).
EdelWhite • Protetor de Cerdas Ben 10 (resina termoplástica e
hidrocarbonetos, presentes na boca, que causam o mau
• EW-TC3 Limpador de Língua (polietileno, pigmentos) pigmento).
hálito e mensura os resultados em 4 estágios: os estagio 1
– ideal para a limpeza diária da língua mantendo o hálito
e o 2 não são hálito perceptíveis no nariz humano, os 3 e
puro e fresco. Condor
4 são halitose em menor e maior grau, o Breath Alert vem
com o manual traduzido para o Português. • Capa Protetora (resina termoplástica e pigmento)
Higimaster – protetor de cerdas.
• HigiLíngua – limpador de língua.
Laboratório Boniquet
• Aromatizante Bucal Bonicaps (cápsulas de revestimen- Palito de dente
Kolbe
to fino e gelatinoso, isentas de açúcar e com aroma de
• Limpador de Língua (poliestireno pigmentado, material EdelWhite
menta) – refrescar o hálito.
reciclável atóxico ou aço cirúrgico autoclavável) – adulto EW-FS24 Palito de Dente Flexi-Brush Stics (revestido
e pediátrico; remove a saburra lingual formada por bac- com xylitol e fluoreto de sódio) – ideal para garantir uma
Pharmakin
térias, restos de alimentos e células epiteliais descamadas limpeza completa e segura dos espaços entre os dentes
• Kin Halitose spray 40 ml (peróxido de carbamida)
da mucosa oral que causam mau hálito, cáries, doenças durante o dia.
– prevenção e tratamento da halitose, coadjuvante no
periodontais, infecções de gengiva e garganta etc.
tratamento das afecções periodontais e manutenção de
uma ótima saúde bucodental. Limpeza de aparelhos
Rhada
de Ortodontia removíveis
• Limpador de Língua Aleg – remover a saburra lingual,
Umidificadores de boca seca
placa bacteriana causadora do mau hálito, localizada no
Pharmakin
fundo da língua.
Laclede • Kin Orthonet Limpador Diário e Kin Orthonet Desincrus-
• Biotène Oral Balance - Gel Umidificante Oral, tubo com trante Semanal (agentes desincrustantes, poder bacte-
TePe
42 g e 9 ml (complexo sistema de enzimas bioativas: gli- ricida e fungicida) – limpeza profunda sem danificar o
• Raspador de Língua, Unidade em blister (polipropileno,
cose oxidase, lactoperoxidase e lisozima, mais lactoferrina) aparelho.
corantes) – limpeza da língua; reduzir o mau hálito re-
– Saliva substituta de longa duração para o alívio da boca
movendo as bactérias da língua.
seca. Lubrificante oral especialmente formulado para man- Luva
ter a boca úmida por até 6 horas. Alivia e ajuda a proteger
Produtos para dentaduras
a mucosa oral contra irritações, coceiras, e sensação de MAM Brasil
queimação. Contém o sistema de enzimas Biotène que • Luva de cuidado oral MAM.
Laclede
ajuda a inibir o crescimento de bactérias patogênicas.
• Biotène Boca Seca – adesivo para dentadura, tubo com
• Biotène Oral Balance Umidificada de Boca Seca Líquido, Massageador de gengiva
68 g (enzimas naturais, glicose oxidase, lactoperoxidase e
frasco com 45 ml (amino-ácidos {AA}, proteínas do leite,
lisozima, mais lactoferrina, de ação antimicrobiana) – para
ácidos graxos essenciais {AGE}, mais um sistema enzimá- MAM Brasil
o ajuste da prótese total em pacientes com boca seca.
tico antimicrobiano natural: lisozima, lactoperoxidase e lac- • Massageador de gengiva MAM.
toferrina) – umidificante de boca seca líquido desenvolvido
Produtos para hálito para proporcionar a umidade, o alívio rápido e a proteção Mordedores
aos que sofrem com a boca seca, durante todo o dia e à
Amway do Brasil noite. Contém agentes umidificantes, AGE, AA, e proteínas MAM Brasil
• Glister Spray Refrescante Bucal. do leite que recriam a proteção natural encontrada na boca. • Meu primeiro mordedor MAM.
• Glister Spray Rrefrescante Bucal, 9 g. As enzimas bioativas mantêm a microbiota oral saudável e • Mordedor Brush MAM.
equilibrada inibindo odores bucais. • Multi mordedor MAM.
• Mordedor Twister MAM.
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[ Guia de Produtos ]

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Os trabalhos enviados que não seguirem rigorosamente as Normas de Publicação
serão devolvidos automaticamente. A revista PerioNews adota em suas normas de publicação
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apenas o texto do trabalho deve estar no formato DOC dereço, telefones e e-mails). Editora Assistente – Caderno Científico
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1. OBJETIVO autores do trabalho analisado. 3. APRESENTAÇÃO
A revista PerioNews, de periodicidade trimestral, 2.7. O trabalho deverá ser entregue juntamente com o 3.1. Estrutura
destina-se à publicação de trabalhos inéditos de Termo de Cessão de Direitos Autorais, assinado pelo(s) 3.1.1. Trabalhos científicos (pesquisas, artigos e te-
pesquisa aplicada, eminentemente clínicos, bem autor(es) ou pelo autor responsável. ses) – Deverão conter título em português, nome(s)
como artigos de atualização, relatos de casos clíni- 2.7.1. Modelo de Termo de Cessão de Direitos Autorais do(s) autor(es), titulação do(s) autor(es), resumo,
cos e revisão de literatura nas áreas de Periodontia e [Local e data] unitermos, introdução e/ou revisão da literatura,
Cariologia e de especialidades multidisciplinares que Eu (nós), [nome(s) do(s) autor(es)], autor(es) proposição, material(ais) e método(s), resultados,
compreendam ambas. do trabalho intitulado [título do trabalho], o qual discussão, conclusão, título em inglês, resumo em
submeto(emos) à apreciação da revista PerioNews inglês (abstract), unitermos em inglês (key words)
2. NORMAS para nela ser publicado, declaro(amos) concordar, e referências bibliográficas.
2.1. Os trabalhos enviados para publicação devem ser por meio deste suficiente instrumento, que os direi- Limites máximos: texto com, no máximo, 35.000 carac-
inéditos, não sendo permitida a sua apresentação si- tos autorais referentes ao citado trabalho tornem-se teres (com espaço), 4 tabelas ou quadros, 4 gráficos e
multânea em outro periódico. propriedade exclusiva da revista PerioNews a partir 16 figuras/imagens.
2.2. Os trabalhos deverão ser enviados exclusivamente da data de sua submissão, sendo vedada qualquer re- 3.1.2. Revisão da literatura – Deverão conter título em
via correio, gravados em CD, em formato DOC ou RTF produção, total ou parcial, em qualquer outra parte ou português, nome(s) do(s) autor(es), titulação do(s)
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papel, com informações para contato (endereço, tele- prévia e necessária autorização seja solicitada e obtida sição, revisão da literatura, discussão, conclusão, título
fone e e-mail do autor responsável). junto à revista PerioNews. No caso de não-aceitação em inglês, resumo em inglês (abstract), unitermos em
2.2.1. O CD deve estar com a identificação do autor para publicação, essa cessão de direitos autorais será inglês (key words) e referências bibliográficas.
responsável, em sua face não gravável, com etiqueta automaticamente revogada após a devolução definitiva Limites máximos: texto com, no máximo, 25.000 carac-
ou caneta retroprojetor (própria para escrever na su- do citado trabalho, mediante o recebimento, por parte teres (com espaço), 4 tabelas ou quadros, 4 gráficos
perfície do CD). do autor, de ofício específico para esse fim. e 16 figuras.
2.3. O material enviado, uma vez publicado o trabalho, [Data/assinatura(s)] 3.1.3. Relato de caso(s) clínico(s) – Deverão conter título
não será devolvido. 2.8. As informações contidas nos trabalhos enviados são em português, nome(s) do(s) autor(es), titulação do(s)
2.4. A revista PerioNews reserva todos os direitos au- de responsabilidade única e exclusiva de seus autores. autor(es), resumo, unitermos, introdução e/ou proposi-
torais do trabalho publicado. 2.9. Os trabalhos desenvolvidos em instituições oficiais ção, relato do(s) caso(s) clínico(s), discussão, conclu-
2.5. A revista PerioNews receberá para publicação de ensino e/ou pesquisa deverão conter no texto refe- são, título em inglês, resumo em inglês (abstract), uniter-
trabalhos redigidos em português. rências à aprovação pelo Comitê de Ética. mos em inglês (key words) e referências bibliográficas.
2.6. A revista PerioNews submeterá os originais à 2.10. Os trabalhos que se referirem a relato de caso clíni- Limites máximos: texto com, no máximo, 18.000 carac-
apreciação do Conselho Científico, que decidirá sobre co com identificação do paciente deverão conter o Termo teres (com espaço), 2 tabelas ou quadros, 2 gráficos

Revista PerioNews 2009;3(2):165-6 165


e 32 figuras. “1. Lorato DC. Influence of a composite resin restora- of desinfection of dentinal tubules infected whith ente-
3.2. Formatação de página: tion on the gengival. Prosthet Dent 1992;28:402-4. rococcus faecalis. Braz Dent J 1997,8(2):67- 72. [On-
a. Margens superior e inferior: 2,5 cm 2. Bergstrom J, Preber H. Tobaco use as a risk factor. line] Available from Internet <http://www.forp.usp.br/
b. Margens esquerda e direita: 3 cm J Periodontal 1994;65:545-50. bdj/t0182.html>. [cited 30-6-1998]. ISSN 0103-6440.
c. Tamanho do papel: carta 3. Meyer DH, Fives-Taylor PM. Oral pathogens: from
d. Alinhamento do texto: justificado dental plaque to cardiace disease. Cure opin microbial; 5. TABELAS OU QUADROS
e. Recuo especial da primeira linha dos parágrafos: 1998:88-95.” 5.1. Devem constar sob as denominações “Tabela” ou
1,25 cm 4.5.1. Nas publicações com até seis autores, citam-se “Quadro” no arquivo eletrônico e ser numerados em
f. Espaçamento entre linhas: 1,5 linhas todos. algarismos arábicos.
g. Controle de linhas órfãs/viúvas: desabilitado 4.5.2. Nas publicações com sete ou mais autores, citam-se 5.2. A legenda deve acompanhar a tabela ou o quadro
h. As páginas devem ser numeradas os seis primeiros e, em seguida, a expressão latina et al. e ser posicionada abaixo destes ou indicada de forma
3.3. Formatação de texto: 4.6. Deve-se evitar a citação de comunicações pesso- clara e objetiva no texto ou em documento anexo.
a. Tipo de fonte: times new roman ais, trabalhos em andamento e os não publicados; caso 5.3. Devem ser auto-explicativos e, obrigatoriamente, ci-
b. Tamanho da fonte: 12 seja estritamente necessária sua citação, as informa- tados no corpo do texto na ordem de sua numeração.
c. Título em português: máximo de 90 caracteres ções não devem ser incluídas na lista de referências, 5.4. Sinais ou siglas apresentados devem estar traduzi-
d. Titulação do(s) autor(es): citar até 2 títulos principais mas citadas em notas de rodapé. dos em nota colocada abaixo do corpo da tabela/qua-
e. Resumos em português e inglês: máximo de 250 4.7. Exemplos dro ou em sua legenda.
palavras cada 4.7.1. Livro:
f. Unitermos e key words: máximo de cinco. Consultar Brånemark P-I, Hansson BO, Adell R, Breine U, Linds- 6. FIGURAS/IMAGENS
Descritores em Ciências da Saúde – Bireme (www. trom J, Hallen O, et al. Osseointegrated implants in the 6.1. Devem constar sob a denominação “Figura” e ser
bireme.br/decs/) treatment of the edentulous jaw. Experience form a 10- numeradas com algarismos arábicos.
3.4 Citações de referências bibliográficas year period. Scan J Plastic Rec Surg 1977;16:1-13. 6.2. A(s) legenda(s) deve(m) ser fornecida(s) em ar-
a. No texto, seguir o Sistema Numérico de Citação, 4.7.2. Capítulo de livro: quivo ou folha impressa à parte.
no qual somente os números índices das referências, Baron, R. Mechanics and regulation on ostoclastic boné 6.3. Devem, obrigatoriamente, ser citadas no corpo do
na forma sobrescrita, são indicados no texto. resorption. In: Norton, LA, Burstone CJ. The biology of texto na ordem de sua numeração.
b. Números seqüenciais devem ser separados por hífen tooth movement. Florida: CRC, 1989. p 269-73. 6.4. Sinais ou siglas devem estar traduzidos em sua
(exemplo: 4-6); números aleatórios devem ser separa- 4.7.3. Editor(es) ou compilador(es) como autor(es): legenda.
dos por vírgula (exemplo: 7,12,21). Brånemark P-I, Oliveira MF, editors. Craniofacial pros- 6.5. Na apresentação de imagens e texto, deve-se evi-
c. Não citar os nomes dos autores e o ano de theses: anaplastology and osseointegration. Illinois: tar o uso de iniciais, nome e número de registro de pa-
publicação. Exemplos: Quintessence;1997. cientes. O paciente não poderá ser identificado ou estar
Errado: “Bergstrom J, Preber H2 (1994)...” 4.7.4. Organização ou sociedade como autor: reconhecível em fotografias, a menos que expresse por
Correto: “Vários autores1-3 avaliaram que a saúde geral Clinical Research Associates. Glass ionomer-resin: sta- escrito o seu consentimento, o qual deve acompanhar
e local do paciente é necessária para o sucesso do te of art. Clin Res Assoc Newsletter 1993;17:1-2. o trabalho enviado.
tratamento”; “Outros autores4,7,15 concordam...” 4.7.5. Artigo de periódico: 6.6. Devem possuir boa qualidade técnica e artística,
Diacov NL, Sá JR. Absenteísmo odontológico. Rev utilizando o recurso de resolução máxima do equipa-
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Odont Unesp 1988;17(1/2):183-9. mento/câmera fotográfica.
4.1. Quantidade máxima de 30 referências bibliográfi- 4.7.6. Artigo sem indicação de autor: 6.7. Devem ser enviadas gravadas em CD, com reso-
cas por trabalho. Fracture strenght of human teeth with cavity prepara- lução mínima de 300dpi, nos formatos TIF ou JPG e
4.2. A exatidão das referências bibliográficas é de res- tions. J Prosth Dent 1980;43(4):419-22. largura mínima de 10 cm.
ponsabilidade única e exclusiva dos autores. 4.7.7. Resumo: 6.8. Não devem, em hipótese alguma, ser enviadas in-
4.3. A apresentação das referências bibliográficas deve Steet TC. Marginal adaptation of composite restoration corporadas a arquivos de programas de apresentação
seguir a normatização do estilo Vancouver, conforme with and without flowable liner [resumo] J Dent Res (PowerPoint), editores de texto (Word for Windows) ou
orientações fornecidas pelo International Committee of 2000;79:1002. planilhas eletrônicas (Excel).
Medical Journal Editors (www.icmje.org) no “Uniform 4.7.8. Artigo citado por outros autores apud:
Requirements for Manuscripts Submitted to Biomedical Sognnaes RF. A behavioral courses in dental scho- 7. GRÁFICOS
Journals”. ol. J Dent Educ 1977;41:735-37 apud Dent Abstr 7.1. Devem constar sob a denominação “Gráfico”, nu-
4.4. Os títulos de periódicos devem ser abreviados de 1978;23(8):408-9. merados com algarismos arábicos e fornecidos, prefe-
acordo com o “List of Journals Indexed in Index Me- 4.7.9. Dissertação e tese: rencialmente, em arquivo à parte, com largura mínima
dicus” (www.nlm.nih.gov/tsd/serials/lji.html) e impres- Molina SMG. Avaliação do desenvolvimento físico de de 10 cm.
sos sem negrito, itálico ou grifo/sublinhado. pré-escolares de Piracicaba, SP. [Tese de Doutorado]. 7.2. A legenda deve acompanhar o gráfico e ser posi-
4.5. As referências devem ser numeradas em ordem Campinas: Universidade Estadual de Campinas;1997. cionada abaixo deste.
de entrada no texto pelos sobrenomes dos autores, 4.7.10. Trabalho apresentado em evento: 7.3. Devem ser, obrigatoriamente, citados no corpo do
que devem ser seguidos pelos seus prenomes abrevia- Buser D. Estética em implantes de um ponto de vista texto, na ordem de sua numeração.
dos, sem ponto ou vírgula. A vírgula só deve ser usada cirúrgico. In: 3º Congresso Internacional de Osseoin- 7.4. Sinais ou siglas apresentados devem estar traduzi-
entre os nomes dos diferentes autores. Incluir ano, vo- tegração: 2002; APCD - São Paulo. Anais. São Paulo: dos em sua legenda.
lume, número (fascículo) e páginas do artigo logo após EVM; 2002. p 18. 7.5. As grandezas demonstradas na forma de barra,
o título do periódico. 4.7.11. Artigo em periódico on-line/internet: setor, curva ou outra forma gráfica devem vir acompa-
Exemplo: Tanriverdi et al. Na in vitro test model for investigation nhadas dos respectivos valores numéricos para permi-
tir sua reprodução com precisão.
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