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Planos de aula / Língua Portuguesa / 8º ano / Análise linguística/Semiótica

Articuladores textuais no gênero resumo: coesão referencial


Por: Ana Carolina Alecrim Benzoni / 24 de Janeiro de 2019

Código: LPO8_05SQA07

Sobre o Plano

Este plano de aula foi produzido pelo Time de Autores NOVA ESCOLA
Professor-autor: Ana Carolina Alecrim Benzoni
Mentor: Débora Souza
Especialista: Isabel Fernandes

Título da aula: Articuladores textuais no gênero resumo: coesão referencial

Finalidade da aula: Reconhecer os elementos de coesão referencial e analisar sua função na construção de sentidos em resumo na área de ciências humanas

Ano: 8º ano do Ensino Fundamental

Gênero: Resumo

Objeto(s) do conhecimento: Morfossintaxe/ Semântica / Fono-ortografia

Prática de linguagem: Análise Linguística /Semiótica

Habilidade(s) da BNCC: EF08LP13/ EF08LP14 / EF08LP04.

Sobre esta aula: esta é 7ª aula de uma sequência de 15 planos de aula com foco no gênero Resumo e no campo de atuação das práticas de estudo e pesquisa. A aula faz parte do módulo de Análise linguística/semiótica.

Materiais necessários: Computador, projetor, caderno, lápis, borracha e cópias das atividades.

O texto analisado nesta aula é um resumo da área de história. Para garantir uma boa condição de análise dos elementos coesivos propostos para essa aula, é interessante que seja feita uma leitura prévia com os alunos. Essa leitura
antecipada poderá contar, se possível, com a presença do professor de história, a fim de que o conhecimento histórico abordado no texto seja compreendido pelos alunos.

Para acessar o texto na íntegra, clique aqui.

Informações sobre o gênero: O resumo reúne e apresenta, de maneira concisa, coerente e frequentemente seletiva as informações básicas de outro texto (texto de origem). Ademais, trata-se de sintetizar o texto de origem
preservando integralmente suas ideias. Convém salientar que o texto de origem pode ter diferentes gêneros, a saber: filmes, livros, artigos, monografias ou outros gêneros textuais.

Dificuldades antecipadas: Percepção dos alunos sobre os sentidos dos usos de pronomes referenciais no contexto textual.

Referências sobre o assunto :

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Plano de aula

Articuladores textuais no gênero resumo: coesão referencial

FÁVERO, Leonor Lopes. Coesão e Coerência Textuais. 11.ed. São Paulo : Ática, 2009.(Princípios).

INSTITUTO NET CLARO. Resumo: conheça algumas estratégias. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=8sZmLtMRz4g>. Acesso em: 16 jan. 2019.

KOCH, Ingedore G. Villaça & TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Texto e Coerência. 2ª. Ed. São Paulo: Cortez, 1993.
LEITE, M. O Resumo. São Paulo: Paulistana, 2006.

MACHADO, A.; LOUSADA, E.; ABREU-TARDELLI, L. Resumo. São Paulo: Parábola, 2004.

ROJO, R.; BARBOSA, J. Como se organizam os gêneros. In: ____. Hipermodernidade, multiletramentos e gêneros discursivos . São Paulo: Parábola, 2015.

Materiais complementares

Documento
Atividade para impressão - leitura prévia - LPO8_05SQA07
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/jue28y2jkg2jDHSV8pXnssTMWM5Q7vDXwEaEUHR56kETEDVEyauqm3KayEC7/atividade-para-impressao-leitura-previa-lpo8-05sqa07.pdf

Documento
Atividade para impressão - texto grifado - LPO8_05SQA07
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/XCWxJTVYePKUq9sEWpyGrYUVmQ4TCZCU2HCzm3kVtRnAyfdKpR8aqJz2Cv35/atividade-para-impressao-texto-grifado-lpo8-05sqa07.pdf

Documento
Atividade para impressão - tabela - LPO8_05SQA07
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/j5kue3sHvRaQdzhNBS4wFMPpCWe3RYGCktG7KMQpBaq7twJEGH76XHSdDcvQ/atividade-para-impressao-tabela-lpo8-05sqa07.pdf

Documento
Resolução de atividade - tabela - LPO8_05SQA07
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/TXnE6ERVN22TauU6u9GAjCbfp9kCj7MhUayQbR2RK7XSBvh8UEbDCDpEtmmu/resolucao-de-atividade-tabela-lpo8-05sqa07.pdf

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Plano de aula

Articuladores textuais no gênero resumo: coesão referencial

Slide 1 Sobre este plano

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Plano de aula

Articuladores textuais no gênero resumo: coesão referencial

Este slide não deve ser apresentado para os alunos,


ele apenas resume o conteúdo da aula para que
você, professor, possa se planejar.
Sobre esta aula: esta é 7ª aula de uma sequência de
15 planos de aula com foco no gênero Resumo e no
campo de atuação das práticas de estudo e
pesquisa. A aula faz parte do módulo de Análise
linguística/semiótica.
Materiais necessários: Computador, projetor,
caderno, lápis, borracha e cópias das atividades.
O texto analisado nesta aula é um resumo da área
de história. Para garantir uma boa condição de
análise dos elementos coesivos propostos para essa
aula, é interessante que seja feita uma leitura
prévia com os alunos. Essa leitura antecipada
poderá contar, se possível, com a presença do
professor de história, a fim de que o conhecimento
histórico abordado no texto seja compreendido
pelos alunos.
Para acessar o texto na íntegra, clique aqui.
Informações sobre o gênero: O resumo reúne e
apresenta, de maneira concisa, coerente e
frequentemente seletiva as informações básicas de
outro texto (texto de origem). Ademais, trata-se
de sintetizar o texto de origem preservando
integralmente suas ideias. Convém salientar que o
texto de origem pode ter diferentes gêneros, a
saber: filmes, livros, artigos, monografias ou
outros gêneros textuais.
Dificuldades antecipadas : Percepção dos alunos
sobre os sentidos dos usos de pronomes
referenciais no contexto textual.
Referências sobre o assunto:
FÁVERO, Leonor Lopes. Coesão e Coerência
Textuais. 11.ed. São Paulo : Ática, 2009.
(Princípios).
INSTITUTO NET CLARO. Resumo: conheça
algumas estratégias. Disponível em:
<https://www.youtube.com/watch?
v=8sZmLtMRz4g>. Acesso em: 16 jan. 2019.
KOCH, Ingedore G. Villaça & TRAVAGLIA, Luiz
Carlos. Texto e Coerência. 2ª. Ed. São Paulo:
Cortez, 1993.
LEITE, M. O Resumo. São Paulo: Paulistana, 2006.
MACHADO, A.; LOUSADA, E.; ABREU-TARDELLI, L.
Resumo. São Paulo: Parábola, 2004.
ROJO, R.; BARBOSA, J. Como se organizam os
gêneros. In: ____. Hipermodernidade,
multiletramentos e gêneros discursivos. São
Paulo: Parábola, 2015.
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Slide 2 Tema da aula


Tempo sugerido : 1 minutos
Orientações:
Projete o slide e diga aos alunos que, nas próximas
aulas, o trabalho será analisar o entrelaçamento de
ideias em um resumo. Na introdução da aula,
próximo slide, será feito um levantamento dos
conhecimentos prévios dos alunos.
Material complementar
Para acessar o resumo na íntegra, clique aqui.
O texto-fonte do resumo pode ser encontrado no
link:
http://www.scielo.br/pdf/rsocp/v25n62/0104-
4478-rsocp-25-62-0063.pdf - acesso em
13/01/2018.

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Slide 3 Introdução
Tempo sugerido : 10 minutos
Orientações:
Projete o esquema no quadro e questione os alunos
o que eles sabem sobre coesão. O esquema já foi
mostrado na aula 03 desta sequência, retome-o
para que os alunos reflitam sobre o que sabem
sobre coesão.
Ouça as respostas dadas e conduza a conversa para
que todos compreendam que “coesão” é o
mecanismo estrutural que garante a relação de
sentido entre as diversas ideias abordadas em um
texto. Ela está ligada à estrutura do texto.
Acompanhando o esquema, mostre aos alunos que
há diversos elementos que são responsáveis pela
coesão de um texto: pronomes, advérbios,
preposições, conjunções, sinônimos e antônimos.
O propósito da aula não é se estender na teoria
sobre coesão, mas possibilitar aos alunos um
momento em que eles possam direcionar o olhar
para esse aspecto do texto; por isso, não há a
necessidade de aprofundar na explicação sobre os
diferentes tipos de coesão. Caso sua turma precise
de uma explicação aprofundada, considere se há
tempo disponível para isso.

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Articuladores textuais no gênero resumo: coesão referencial

Slide 4 Desenvolvimento

Tempo sugerido : 30 minutos


Orientações:
A atividade deve ser feita individualmente, a fim de
que cada aluno tenha oportunidade de trabalhar
com o texto no seu ritmo.
Entregue aos alunos uma cópia de um trecho do
resumo lido previamente, que apresenta palavras
sublinhadas, e peça para que eles encontrem os
referentes de cada um dos termos sublinhados.
Informe que entendemos por “referente” a palavra
ou expressão que é retomada pelos termos
grifados.
Ao terminarem, peça para que eles confiram com
um colega o quadro e comparem as respostas,
discutindo as divergências, se houver.
Para muitos alunos pode ser dificultoso o trabalho
de retomada do referente, por isso, durante a
atividade, circule pela sala para acompanhá-los
trabalhando e dar o suporte necessário àqueles que
apresentarem mais dificuldade.
Materiais complementares:
Para acessar o texto a ser distribuído aos alunos,
acesse: texto grifado.
Para acessar a tabela a ser distribuída aos alunos,
acesse: tabela para impressão.
Para acessar a resolução da tabela, acesse:
resolução da tabela.

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Slide 5 Desenvolvimento

Orientações:
Projete a as três primeiras linhas da tabela com a
correção e peça para que os alunos confiram suas
respostas.
Pergunte aos alunos se na estrutura “sua principal
contribuição”, o pronome “sua” poderia retomar
“política imperial” e qual seria o sentido atribuído
ao texto com essa hipótese de leitura. Ela seria
válida para esse contexto? Por quê? Espera-se que
os alunos percebam que, nessa nova relação, a
contribuição seria da política imperial, como se
essa política fosse delinear uma alternativa para a
dinâmica do parlamentarismo e não o artigo. Essa
leitura é, portanto, incoerente, já que é o artigo que
estuda a política imperial e apresenta uma
alternativa para o que se sabe sobre o assunto.

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Articuladores textuais no gênero resumo: coesão referencial

Slide 6 Desenvolvimento

Orientações:
Projete o restante da tabela com a correção e peça
para que os alunos confiram suas respostas.
Peça para que eles relacionem “instabilidade
governamental no Segundo Reinado” a outras
expressões presentes no quadro. Eles devem
perceber que “episódios de substituição de
gabinetes” são os fatos relacionados à
“instabilidade governamental”.
Peça para eles levantarem hipótese: Por que há
muitos elementos que retomam “substituição de
gabinetes” e, por consequência, remetem à ideia-
macro de “instabilidade governamental”? Espera-
se que eles percebam que o resumo fala, num
primeiro momento, sobre essa questão, por isso a
retomada de ideias através dos elementos coesivos
é importante.

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Slide 7 Fechamento
Tempo sugerido : 9 minutos
Orientações:
Projete o slide e peça para que os alunos digam o
que eles compreenderam, mediante o que foi
trabalhado em aula.
Ouça a resposta e construa, no quadro, uma frase
única, a partir das considerações dos alunos.
Certifique-se de que eles compreenderam que os
elementos coesivos servem, muitas vezes, para
retomar ideias já ditas anteriormente, garantindo
a manutenção temática do que está sendo dito.
Diga aos alunos que, para a próxima aula, eles
trabalharão com o mesmo texto.

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A dinâmica política do Império: 
instabilidade, gabinetes e Câmara dos Deputados (1840-1889) 
 
O artigo trata da política imperial no Brasil. Sua principal contribuição é delinear 
compreensão alternativa da dinâmica institucional do “parlamentarismo” da época, 
sugerindo-se a insuficiência da explicação clássica sobre o período. Propõem-se novas 
hipóteses sobre duas questões: (1) a instabilidade governamental no Segundo Reinado 
(1840-1889) e (2) a natureza das relações entre o gabinete e a Câmara dos Deputados 
no período. Quanto à instabilidade governamental (37 gabinetes em quase 50 anos), a 
estratégia de pesquisa consistiu no exame, por meio de literatura produzida via 
cânones diversos e dos anais do Poder Legislativo, de todos os episódios de 
substituição de gabinetes, inclusive os que implicaram alternância partidária, para 
mapear as razões políticas associadas a cada afastamento. Construiu-se uma tipologia 
do fenômeno, ancorada na presença ou ausência de intervenção da Coroa e/ou da 
Câmara dos Deputados nas substituições. O principal resultado alcançado mostra que 
tanto ​a instabilidade dos ministérios c​ omo​ a alternância entre partidos resultou, 
principalmente, de conflitos entre o Executivo e o Legislativo, em especial a Câmara dos 
Deputados. O achado desafia as interpretações clássicas que enfatizam o papel da 
Coroa na substituição dos governos. O conflito entre os gabinetes e a Câmara levou à 
segunda questão, que trata dessa tensão. Explora-se a hipótese de que a introdução de 
regras eleitorais “distritalizadas”, em substituição às listas, no contexto de um arranjo 
institucional “centrífugo”, alterou importantes incentivos, os quais funcionavam como 
esteio “centrípeto” do sistema, para agentes políticos relevantes. A mudança agravou as 
disputas entre ministérios e legislaturas, concorrendo para explicar o fenômeno da 
instabilidade. A hipótese é corroborada por evidências variadas: (1) o acompanhamento 
da tramitação na Câmara de projetos orçamentários, entre 1853 e 1860, em legislaturas 
eleitas por regras diversas, exercício indicador da desigual capacidade de os gabinetes 
aprovarem suas agendas sob diferentes circunstâncias institucionais, confirmando-se o 
enfraquecimento ministerial na passagem das listas para os “distritos”; (2) o menor 
mandato médio dos gabinetes que governaram frente a legislaturas “distritalizadas”; (3) 
associação entre a queda de gabinetes por pressão do Legislativo e a vigência de regras 
eleitorais “distritalizadas”; (4) convergência das fontes e da literatura em enfatizar as 
consequências “centrífugas” da mudança de regime eleitoral. Trilhando essas vias, o 
artigo inova ao propor uma nova interpretação da experiência parlamentarista do 
Segundo Reinado (1840-1889) e ao sugerir a fertilidade, para a Ciência Política, de uma 
agenda de pesquisa que investigue, com as ferramentas analíticas contemporâneas, 
períodos da história brasileira pouco explorados pela disciplina. 
 
Palavras-chave : instabilidade ministerial; Império; Segundo Reinado; relações 
Executivo-Legislativo; regras eleitorais. 
 
FERRAZ, Sérgio Eduardo​. A dinâmica política do Império: instabilidade, gabinetes e 
Câmara dos Deputados (1840-1889).​ Rev. Sociol. Polit.​[online]. 2017, vol.25, n.62, 
pp.63-91. ISSN 1678-9873. h ​ ttp://dx.doi.org/10.1590/1678-987317256203 
A dinâmica política do Império:  
instabilidade, gabinetes e Câmara dos Deputados (1840-1889) 
 
O artigo trata da política imperial no Brasil. ​Sua​ principal contribuição é 
delinear compreensão alternativa da dinâmica institucional do 
“parlamentarismo” da época, sugerindo-se a insuficiência da explicação clássica 
sobre o período. Propõem-se novas hipóteses sobre d ​ uas questões​: (1) a 
instabilidade governamental no Segundo Reinado (1840-1889) e (2) a natureza 
das relações entre o gabinete e a Câmara dos Deputados no período. Quanto à 
instabilidade​ governamental (37 gabinetes em quase 50 anos), a estratégia de 
pesquisa consistiu no exame, por meio de literatura produzida via cânones 
diversos e dos anais do Poder Legislativo, de todos os episódios de substituição 
de gabinetes, inclusive ​os​ que implicaram alternância partidária, para mapear as 
razões políticas associadas a cada afastamento. Construiu-se uma tipologia do 
fenômeno​, ancorada na presença ou ausência de intervenção da Coroa e/ou da 
Câmara dos Deputados nas s​ ubstituições​. O principal resultado alcançado 
mostra que tanto a instabilidade dos ministérios como a alternância entre 
partidos resultou, principalmente, de conflitos entre o Executivo e o Legislativo, 
em especial a Câmara dos Deputados. ​O achado​ desafia as interpretações 
clássicas que enfatizam o papel da Coroa na substituição dos governos. O 
conflito entre os gabinetes e a Câmara levou à​ segunda questão​, que trata ​dessa 
tensão.  
(...) 
 
FERRAZ,  Sérgio  Eduardo​.  A  dinâmica política do Império: instabilidade, gabinetes 
e  Câmara  dos  Deputados  (1840-1889).  Rev.  Sociol.  Polit.​[online].  2017,  vol.25, 
n.62, pp.63-91. ISSN 1678-9873. ​http://dx.doi.org/10.1590/1678-987317256203 
Preencha a tabela com o referente de cada uma das palavras grifadas no 
texto 
 
PALAVRA  REFERENTE 

Sua   

duas questões   

instabilidade   
governamental 

os   

fenômeno   

substituições   

O achado   

segunda questão   

dessa    
 
 
 
Gabarito da tabela com o referente de cada uma das palavras grifadas no texto 
 
PALAVRA  REFERENTE 

Sua  artigo 

duas questões  a instabilidade governamental no Segundo Reinado 


(1840-1889) e (2) a natureza das relações entre o 
gabinete e a Câmara dos Deputados. 

instabilidade  a instabilidade governamental no Segundo Reinado  


governamental 

os  episódios de substituição de gabinetes, 

fenômeno  episódios de substituição de gabinetes, 

O achado  Tanto a instabilidade dos ministérios como a 


alternância entre partidos resultou de conflitos entre 
o Executivo e o Legislativo, em especial a Câmara dos 
Deputados 

segunda questão  a natureza das relações entre o gabinete e a Câmara 


dos Deputados no período 

dessa   conflito entre os gabinetes e a Câmara 


 
 
O artigo trata da política imperial no Brasil. ​Sua​ principal contribuição é delinear 
compreensão alternativa da dinâmica institucional do “parlamentarismo” da época, 
sugerindo-se a insuficiência da explicação clássica sobre o período. Propõem-se novas 
hipóteses sobre d ​ uas questões​: (1) a instabilidade governamental no Segundo Reinado 
(1840-1889) e (2) a natureza das relações entre o gabinete e a Câmara dos Deputados 
no período. Quanto à ​instabilidade​ governamental (37 gabinetes em quase 50 anos), a 
estratégia de pesquisa consistiu no exame, por meio de literatura produzida via 
cânones diversos e dos anais do Poder Legislativo, de todos os episódios de 
substituição de gabinetes, inclusive o ​ s​ que implicaram alternância partidária, para 
mapear as razões políticas associadas a cada afastamento. Construiu-se uma tipologia 
do f​ enômeno​, ancorada na presença ou ausência de intervenção da Coroa e/ou da 
Câmara dos Deputados nas ​substituições.​ O principal resultado alcançado mostra que 
tanto a instabilidade dos ministérios como a alternância entre partidos resultou, 
principalmente, de conflitos entre o Executivo e o Legislativo, em especial a Câmara dos 
Deputados. O ​ achado​ desafia as interpretações clássicas que enfatizam o papel da 
Coroa na substituição dos governos. O conflito entre os gabinetes e a Câmara levou à 
segunda questão​, que trata d ​ essa​ tensão.