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Prefeitura Municipal de Guarulhos - São Paulo

GUARULHOS-SP
Educador Físico

Volume I

AB022-19-A
Todos os direitos autorais desta obra são protegidos pela Lei nº 9.610, de 19/12/1998.
Proibida a reprodução, total ou parcialmente, sem autorização prévia expressa por escrito da editora e do autor. Se você
conhece algum caso de “pirataria” de nossos materiais, denuncie pelo sac@novaconcursos.com.br.

OBRA

Prefeitura Municipal de Guarulhos - São Paulo

Educador Físico

Edital de Abertura N° 03/2019-SGE01

AUTORES
Língua Portuguesa - Profª Zenaide Auxiliadora Pachegas Branco
Noções de Informática - Profº Ovidio Lopes da Cruz Netto
Política de Saúde - Profª Ana Luisa M. da Costa Lacida
Conhecimentos Específicos - Profº Ronaldo Sena

PRODUÇÃO EDITORIAL/REVISÃO
Elaine Cristina
Érica Duarte
Leando Filho
Karina Fávaro

DIAGRAMAÇÃO
Elaine Cristina
Thais Regis
Danna Silva

CAPA
Joel Ferreira dos Santos

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SUMÁRIO
LÍNGUA PORTUGUESA

Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários)................................................................................ 01


Sinônimos e antônimos........................................................................................................................................................................................ 04
Sentido próprio e figurado das palavras........................................................................................................................................................ 04
Pontuação.................................................................................................................................................................................................................. 48
Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, artigo, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção:
emprego e sentido que imprimem às relações que estabelecem.......................................................................................................... 06
Concordância verbal e nominal......................................................................................................................................................................... 51
Regência verbal e nominal.................................................................................................................................................................................. 57
Colocação pronominal......................................................................................................................................................................................... 50
Crase............................................................................................................................................................................................................................ 62

NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Sistema Operacional: Windows/Linux: conceito de pastas, diretórios, arquivos e atalhos, área de trabalho, área
de transferência, manipulação de arquivos e pastas, uso dos menus, programas e aplicativos, interação com o
conjunto de aplicativos................................................................................................................................................................................... 01
ThunderBird/Webmail – Correio Eletrônico: uso de correio eletrônico, preparo e envio de mensagens, anexação de
arquivos..................................................................................................................................................................................................................... 42
Mozilla Firefox/Google Chrome – Internet: Navegação Internet, conceitos de URL, links, sites, busca e impressão de
páginas....................................................................................................................................................................................................................... 42

POLÍTICA DE SAÚDE

Diretrizes e bases da implantação do SUS....................................................................................................................................................... 01


Constituição da República Federativa do Brasil: Saúde; Constituição Federal: Título VIII – Da Ordem Social, Cap. II - Da
Seguridade Social..................................................................................................................................................................................................... 05
Organização da Atenção Básica no Sistema Único de Saúde.......................................................................................................................... 08
Epidemiologia, história natural e prevenção de doenças............................................................................................................................. 31
Reforma Sanitária e Modelos Assistenciais de Saúde – Vigilância em Saúde.............................................................................................. 40
Indicadores de nível de saúde da população................................................................................................................................................. 46
Políticas de descentralização e atenção primária à Saúde............................................................................................................................. 51
Doenças de notificação compulsória no Estado de São Paulo........................................................................................................................ 65
Doenças de notificação compulsória Estadual e Nacional............................................................................................................................. 65
Calendário Nacional de Vacinação...................................................................................................................................................................... 82
Leis Federais n.º 8.080/1990 e n.º 8.142/1990................................................................................................................................................ 84
Decreto Federal n.º 7.508/2011.......................................................................................................................................................................... 94
ÍNDICE

LÍNGUA PORTUGUESA
Interpretação de texto: verbal e não verbal. .................................................................................................................................................. 01
Sinônimos, antônimos e parônimos. Sentido próprio e figurado das palavras............................................................................... 04
Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção (emprego e sen-
tido que imprimem às relações que estabelecem). Vozes verbais: ativa e passiva. ....................................................................... 06
Pontuação. .................................................................................................................................................................................................................. 48
Colocação pronominal. .......................................................................................................................................................................................... 50
Concordância verbal e nominal. ......................................................................................................................................................................... 51
Regência verbal e nominal. .................................................................................................................................................................................. 57
Crase. ............................................................................................................................................................................................................................. 62
É sugerido pelo autor que...
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO: VERBAL E De acordo com o texto, é correta ou errada a afirma-
NÃO VERBAL. ção...
O narrador afirma...

3. Erros de interpretação
INTERPRETAÇÃO TEXTUAL  Extrapolação (“viagem”) = ocorre quando se sai
do contexto, acrescentando ideias que não estão
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e rela- no texto, quer por conhecimento prévio do tema
cionadas entre si, formando um todo significativo capaz quer pela imaginação.
de produzir interação comunicativa (capacidade de codi-  Redução = é o oposto da extrapolação. Dá-se
ficar e decodificar). atenção apenas a um aspecto (esquecendo que
Contexto – um texto é constituído por diversas frases. um texto é um conjunto de ideias), o que pode ser
Em cada uma delas, há uma informação que se liga com insuficiente para o entendimento do tema desen-
a anterior e/ou com a posterior, criando condições para volvido.
a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa in-  Contradição = às vezes o texto apresenta ideias
terligação dá-se o nome de contexto. O relacionamento contrárias às do candidato, fazendo-o tirar con-
entre as frases é tão grande que, se uma frase for retirada clusões equivocadas e, consequentemente, errar a
de seu contexto original e analisada separadamente, po- questão.
derá ter um significado diferente daquele inicial.
Intertexto - comumente, os textos apresentam refe- Observação:
rências diretas ou indiretas a outros autores através de Muitos pensam que existem a ótica do escritor e a
citações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. ótica do leitor. Pode ser que existam, mas em uma prova
Interpretação de texto - o objetivo da interpretação de concurso, o que deve ser levado em consideração é o
de um texto é a identificação de sua ideia principal. A que o autor diz e nada mais.
partir daí, localizam-se as ideias secundárias (ou fun-
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
damentações), as argumentações (ou explicações), que
relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre
levam ao esclarecimento das questões apresentadas na
si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de
prova. um pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um
pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o
Normalmente, em uma prova, o candidato deve: que se vai dizer e o que já foi dito.
 Identificar os elementos fundamentais de uma
argumentação, de um processo, de uma época São muitos os erros de coesão no dia a dia e, entre
(neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, eles, está o mau uso do pronome relativo e do prono-
os quais definem o tempo). me oblíquo átono. Este depende da regência do verbo;
 Comparar as relações de semelhança ou de dife- aquele, do seu antecedente. Não se pode esquecer tam-
renças entre as situações do texto. bém de que os pronomes relativos têm, cada um, valor
 Comentar/relacionar o conteúdo apresentado semântico, por isso a necessidade de adequação ao an-
com uma realidade. tecedente.
 Resumir as ideias centrais e/ou secundárias. Os pronomes relativos são muito importantes na in-
 Parafrasear = reescrever o texto com outras pa- terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
lavras. coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que
existe um pronome relativo adequado a cada circunstân-
1. Condições básicas para interpretar cia, a saber:
que (neutro) - relaciona-se com qualquer anteceden-
Fazem-se necessários: conhecimento histórico-literá- te, mas depende das condições da frase.
rio (escolas e gêneros literários, estrutura do texto), lei- qual (neutro) idem ao anterior.
tura e prática; conhecimento gramatical, estilístico (qua- quem (pessoa)
lidades do texto) e semântico; capacidade de observação cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois
e de síntese; capacidade de raciocínio. o objeto possuído.
como (modo)
2. Interpretar/Compreender onde (lugar)
quando (tempo)
quanto (montante)
Interpretar significa:
LÍNGUA PORTUGUESA

Exemplo:
Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir.
Falou tudo QUANTO queria (correto)
Através do texto, infere-se que... Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
É possível deduzir que... aparecer o demonstrativo O).
O autor permite concluir que...
Qual é a intenção do autor ao afirmar que...
Compreender significa
Entendimento, atenção ao que realmente está escrito.
O texto diz que...

1
4. Dicas para melhorar a interpretação de textos
EXERCÍCIOS COMENTADOS
 Leia todo o texto, procurando ter uma visão geral
do assunto. Se ele for longo, não desista! Há muitos
candidatos na disputa, portanto, quanto mais infor- 1. (PCJ-MT – Delegado Substituto – Superior – Ces-
mação você absorver com a leitura, mais chances pe – 2017)
terá de resolver as questões.
 Se encontrar palavras desconhecidas, não inter- Texto CG1A1AAA
rompa a leitura.
 Leia o texto, pelo menos, duas vezes – ou quantas A valorização do direito à vida digna preserva as duas
forem necessárias. faces do homem: a do indivíduo e a do ser político; a
 Procure fazer inferências, deduções (chegar a uma do ser em si e a do ser com o outro. O homem é inteiro
conclusão). em sua dimensão plural e faz-se único em sua condição
 Volte ao texto quantas vezes precisar. social. Igual em sua humanidade, o homem desiguala-se,
 Não permita que prevaleçam suas ideias sobre singulariza-se em sua individualidade. O direito é o ins-
as do autor. trumento da fraternização racional e rigorosa.
 Fragmente o texto (parágrafos, partes) para me- O direito à vida é a substância em torno da qual todos os
lhor compreensão. direitos se conjugam, se desdobram, se somam para que
 Verifique, com atenção e cuidado, o enunciado o sistema fique mais e mais próximo da ideia concretizá-
de cada questão. vel de justiça social.
 O autor defende ideias e você deve percebê-las. Mais valeria que a vida atravessasse as páginas da Lei
 Observe as relações interparágrafos. Um parágra- Maior a se traduzir em palavras que fossem apenas a re-
fo geralmente mantém com outro uma relação de velação da justiça. Quando os descaminhos não condu-
continuação, conclusão ou falsa oposição. Identifi- zirem a isso, competirá ao homem transformar a lei na
que muito bem essas relações. vida mais digna para que a convivência política seja mais
 Sublinhe, em cada parágrafo, o tópico frasal, ou fecunda e humana.
seja, a ideia mais importante. Cármen Lúcia Antunes Rocha. Comentário ao artigo 3.º.
 Nos enunciados, grife palavras como “correto” In: 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Hu-
ou “incorreto”, evitando, assim, uma confusão manos 1948-1998: conquistas e desafios. Brasília: OAB,
na hora da resposta – o que vale não somente para Comissão Nacional de Direitos Humanos, 1998, p. 50-1
Interpretação de Texto, mas para todas as demais (com adaptações).
questões!
 Se o foco do enunciado for o tema ou a ideia prin- Compreende-se do texto CG1A1AAA que o ser humano
cipal, leia com atenção a introdução e/ou a con- tem direito
clusão.
 Olhe com especial atenção os pronomes relativos, a) de agir de forma autônoma, em nome da lei da sobre-
pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, vivência das espécies.
etc., chamados vocábulos relatores, porque reme- b) de ignorar o direito do outro se isso lhe for necessário
tem a outros vocábulos do texto. para defender seus interesses.
c) de demandar ao sistema judicial a concretização de
SITES seus direitos.
http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/por- d) à institucionalização do seu direito em detrimento dos
tugues/como-interpretar-textos direitos de outros.
http://portuguesemfoco.com/pf/09-dicas-para-me- e) a uma vida plena e adequada, direito esse que está na
lhorar-a-interpretacao-de-textos-em-provas essência de todos os direitos.
http://www.portuguesnarede.com/2014/03/dicas-pa-
ra-voce-interpretar-melhor-um.html Resposta: Letra E. O ser humano tem direito a uma
http://vestibular.uol.com.br/cursinho/questoes/ques- vida digna, adequada, para que consiga gozar de seus
tao-117-portugues.htm direitos – saúde, educação, segurança – e exercer seus
deveres plenamente, como prescrevem todos os di-
reitos: (...) O direito à vida é a substância em torno da
qual todos os direitos se conjugam (...).

2. (PCJ-MT – Delegado Substituto – Superior – Ces-


LÍNGUA PORTUGUESA

pe – 2017)

Texto CG1A1BBB

Segundo o parágrafo único do art. 1.º da Constituição


da República Federativa do Brasil, “Todo o poder emana
do povo, que o exerce por meio de representantes elei-
tos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” Em

2
virtude desse comando, afirma-se que o poder dos juízes nessas situações corriqueiras que classificamos os nossos
emana do povo e em seu nome é exercido. A forma de textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição
sua investidura é legitimada pela compatibilidade com as e Dissertação.
regras do Estado de direito e eles são, assim, autênticos
agentes do poder popular, que o Estado polariza e exer- 1. As tipologias textuais se caracterizam pelos
ce. Na Itália, isso é constantemente lembrado, porque aspectos de ordem linguística
toda sentença é dedicada (intestata) ao povo italiano, em
nome do qual é pronunciada. Os tipos textuais designam uma sequência definida
Cândido Rangel Dinamarco. A instrumentalidade do pro- pela natureza linguística de sua composição. São obser-
cesso. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1987, p. 195 (com vados aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, rela-
adaptações). ções logicas. Os tipos textuais são o narrativo, descritivo,
Conforme as ideias do texto CG1A1BBB, argumentativo/dissertativo, injuntivo e expositivo.
a) o Poder Judiciário brasileiro desempenha seu papel A) Textos narrativos – constituem-se de verbos de
com fundamento no princípio da soberania popular. ação demarcados no tempo do universo narrado,
b) os magistrados do Brasil deveriam ser escolhidos pelo como também de advérbios, como é o caso de an-
voto popular, como ocorre com os representantes dos tes, agora, depois, entre outros: Ela entrava em seu
demais poderes. carro quando ele apareceu. Depois de muita conver-
c) os magistrados italianos, ao contrário dos brasileiros, sa, resolveram...
exercem o poder que lhes é conferido em nome de B) Textos descritivos – como o próprio nome indica,
seus nacionais. descrevem características tanto físicas quanto psi-
d) há incompatibilidade entre o autogoverno da magis- cológicas acerca de um determinado indivíduo ou
tratura e o sistema democrático. objeto. Os tempos verbais aparecem demarcados
e) os magistrados brasileiros exercem o poder consti- no presente ou no pretérito imperfeito: “Tinha os
tucional que lhes é atribuído em nome do governo cabelos mais negros como a asa da graúna...”
federal. C) Textos expositivos – Têm por finalidade explicar
um assunto ou uma determinada situação que se
Resposta: Letra A. A questão deve ser respondida se- almeje desenvolvê-la, enfatizando acerca das ra-
zões de ela acontecer, como em: O cadastramento
gundo o texto: (...) “Todo o poder emana do povo, que
irá se prorrogar até o dia 02 de dezembro, portanto,
o exerce por meio de representantes eleitos ou direta-
não se esqueça de fazê-lo, sob pena de perder o be-
mente, nos termos desta Constituição.” Em virtude des-
nefício.
se comando, afirma-se que o poder dos juízes emana
D) Textos injuntivos (instrucional) – Trata-se de
do povo e em seu nome é exercido (...).
uma modalidade na qual as ações são prescritas de
forma sequencial, utilizando-se de verbos expres-
3. (PCJ-MT – DELEGADO SUBSTITUTO – SUPERIOR sos no imperativo, infinitivo ou futuro do presente:
– CESPE – 2017 – ADAPTADA) No texto CG1A1BBB, o Misture todos os ingrediente e bata no liquidificador
vocábulo ‘emana’ foi empregado com o sentido de até criar uma massa homogênea.
E) Textos argumentativos (dissertativo) – Demar-
a) trata. cam-se pelo predomínio de operadores argumen-
b) provém. tativos, revelados por uma carga ideológica cons-
c) manifesta. tituída de argumentos e contra-argumentos que
d) pertence. justificam a posição assumida acerca de um deter-
e) cabe. minado assunto: A mulher do mundo contemporâ-
neo luta cada vez mais para conquistar seu espaço
Resposta: Letra B. Dentro do contexto, “emana” tem no mercado de trabalho, o que significa que os gê-
o sentido de “provém”. neros estão em complementação, não em disputa.
TIPOLOGIA E GÊNERO TEXTUAL
2. Gêneros Textuais
A todo o momento nos deparamos com vários tex-
tos, sejam eles verbais ou não verbais. Em todos há a São os textos materializados que encontramos em
presença do discurso, isto é, a ideia intrínseca, a essência nosso cotidiano; tais textos apresentam características
daquilo que está sendo transmitido entre os interlocuto- sócio-comunicativas definidas por seu estilo, função,
res. Estes interlocutores são as peças principais em um composição, conteúdo e canal. Como exemplos, temos:
diálogo ou em um texto escrito. receita culinária, e-mail, reportagem, monografia, poema,
É de fundamental importância sabermos classificar os editorial, piada, debate, agenda, inquérito policial, fórum,
LÍNGUA PORTUGUESA

textos com os quais travamos convivência no nosso dia a blog, etc.


dia. Para isso, precisamos saber que existem tipos textuais A escolha de um determinado gênero discursivo de-
e gêneros textuais.
pende, em grande parte, da situação de produção, ou
Comumente relatamos sobre um acontecimento, um
seja, a finalidade do texto a ser produzido, quem são
fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa
os locutores e os interlocutores, o meio disponível para
opinião sobre determinado assunto, descrevemos algum
veicular o texto, etc.
lugar que visitamos, fazemos um retrato verbal sobre al-
guém que acabamos de conhecer ou ver. É exatamente

3
Os gêneros discursivos geralmente estão ligados a Observação:
esferas de circulação. Assim, na esfera jornalística, por A antonímia pode se originar de um prefixo de sen-
exemplo, são comuns gêneros como notícias, reporta- tido oposto ou negativo: bendizer e maldizer; simpático
gens, editoriais, entrevistas e outros; na esfera de divul- e antipático; progredir e regredir; concórdia e discórdia;
gação científica são comuns gêneros como verbete de ativo e inativo; esperar e desesperar; comunista e antico-
dicionário ou de enciclopédia, artigo ou ensaio científico, munista; simétrico e assimétrico.
seminário, conferência.
3. Homônimos e Parônimos
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Homônimos = palavras que possuem a mesma gra-
Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – fia ou a mesma pronúncia, mas significados diferentes.
São Paulo: Saraiva, 2010. Podem ser
Português – Literatura, Produção de Textos & Gra-
mática – volume único / Samira Yousseff Campedelli, A) Homógrafas: são palavras iguais na escrita e dife-
Jésus Barbosa Souza. – 3.ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2002. rentes na pronúncia:
rego (subst.) e rego (verbo); colher (verbo) e colher
SITE (subst.); jogo (subst.) e jogo (verbo); denúncia (subst.) e de-
http://www.brasilescola.com/redacao/tipologia-tex- nuncia (verbo); providência (subst.) e providencia (verbo).
tual.htm
B) Homófonas: são palavras iguais na pronúncia e
Observação: Não foram encontradas questões diferentes na escrita:
abrangendo tal conteúdo. acender (atear) e ascender (subir); concertar (harmoni-
zar) e consertar (reparar); cela (compartimento) e sela (ar-
reio); censo (recenseamento) e senso ( juízo); paço (palácio)
e passo (andar).
SINÔNIMOS, ANTÔNIMOS E PARÔNIMOS.
SENTIDO PRÓPRIO E FIGURADO DAS PALA- C) Homógrafas e homófonas simultaneamente (ou
VRAS. perfeitas): São palavras iguais na escrita e na pronúncia:
caminho (subst.) e caminho (verbo); cedo (verbo) e
cedo (adv.); livre (adj.) e livre (verbo).
SIGNIFICADO DAS PALAVRAS
Parônimos = palavras com sentidos diferentes, po-
Semântica é o estudo da significação das palavras e rém de formas relativamente próximas. São palavras pa-
das suas mudanças de significação através do tempo ou recidas na escrita e na pronúncia: cesta (receptáculo de
em determinada época. A maior importância está em dis- vime; cesta de basquete/esporte) e sesta (descanso após
tinguir sinônimos e antônimos (sinonímia / antonímia) e o almoço), eminente (ilustre) e iminente (que está para
homônimos e parônimos (homonímia / paronímia). ocorrer), osso (substantivo) e ouço (verbo), sede (subs-
tantivo e/ou verbo “ser” no imperativo) e cede (verbo),
1. Sinônimos comprimento (medida) e cumprimento (saudação), autuar
(processar) e atuar (agir), infligir (aplicar pena) e infringir
São palavras de sentido igual ou aproximado: alfa- (violar), deferir (atender a) e diferir (divergir), suar (trans-
beto - abecedário; brado, grito - clamor; extinguir, apagar pirar) e soar (emitir som), aprender (conhecer) e apreen-
- abolir. der (assimilar; apropriar-se de), tráfico (comércio ilegal) e
Duas palavras são totalmente sinônimas quando são tráfego (relativo a movimento, trânsito), mandato (procu-
substituíveis, uma pela outra, em qualquer contexto (cara ração) e mandado (ordem), emergir (subir à superfície) e
e rosto, por exemplo); são parcialmente sinônimas quan- imergir (mergulhar, afundar).
do, ocasionalmente, podem ser substituídas, uma pela
outra, em deteminado enunciado (aguadar e esperar). 4. Hiperonímia e Hiponímia

Observação: Hipônimos e hiperônimos são palavras que perten-


A contribuição greco-latina é responsável pela exis- cem a um mesmo campo semântico (de sentido), sendo
tência de numerosos pares de sinônimos: adversário e o hipônimo uma palavra de sentido mais específico; o
antagonista; translúcido e diáfano; semicírculo e hemici- hiperônimo, mais abrangente.
O hiperônimo impõe as suas propriedades ao hipô-
clo; contraveneno e antídoto; moral e ética; colóquio e diá-
nimo, criando, assim, uma relação de dependência se-
logo; transformação e metamorfose; oposição e antítese.
mântica. Por exemplo: Veículos está numa relação de hi-
LÍNGUA PORTUGUESA

peronímia com carros, já que veículos é uma palavra de


2. Antônimos significado genérico, incluindo motos, ônibus, caminhões.
Veículos é um hiperônimo de carros.
São palavras que se opõem através de seu significa- Um hiperônimo pode substituir seus hipônimos em
do: ordem - anarquia; soberba - humildade; louvar - cen- quaisquer contextos, mas o oposto não é possível. A utili-
surar; mal - bem. zação correta dos hiperônimos, ao redigir um texto, evita
a repetição desnecessária de termos.

4
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Você é o meu sol!
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Minha vida é um mar de tristezas.
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Você tem um coração de pedra!
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010. #FicaDica
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. Procure associar Denotação com Dicionário:
XIMENES, Sérgio. Minidicionário Ediouro da Lìngua trata-se de definição literal, quando o termo
Portuguesa – 2.ª ed. reform. – São Paulo: Ediouro, 2000. é utilizado com o sentido que consta no di-
cionário.
SITE
http://www.coladaweb.com/portugues/sinonimos,-
-antonimos,-homonimos-e-paronimos REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
Exemplos de variação no significado das palavras: reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Os domadores conseguiram enjaular a fera. (sentido Paulo: Saraiva, 2010.
literal)
Ele ficou uma fera quando soube da notícia. (sentido SITE
figurado) http://www.normaculta.com.br/conotacao-e-denota-
Aquela aluna é fera na matemática. (sentido figurado) cao/
As variações nos significados das palavras ocasionam
o sentido denotativo (denotação) e o sentido conotativo POLISSEMIA
(conotação) das palavras.
Polissemia é a propriedade de uma palavra adquirir
A) Denotação multiplicidade de sentidos, que só se explicam dentro de
Uma palavra é usada no sentido denotativo quando um contexto. Trata-se, realmente, de uma única palavra,
apresenta seu significado original, independentemente mas que abarca um grande número de significados den-
do contexto em que aparece. Refere-se ao seu significado tro de seu próprio campo semântico.
mais objetivo e comum, aquele imediatamente reconhe- Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo per-
cido e muitas vezes associado ao primeiro significado que cebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de
aparece nos dicionários, sendo o significado mais literal algo. Possibilidades de várias interpretações levando-
da palavra. -se em consideração as situações de aplicabilidade. Há
A denotação tem como finalidade informar o receptor uma infinidade de exemplos em que podemos verificar a
da mensagem de forma clara e objetiva, assumindo um ocorrência da polissemia:
caráter prático. É utilizada em textos informativos, como O rapaz é um tremendo gato.
jornais, regulamentos, manuais de instrução, bulas de O gato do vizinho é peralta.
medicamentos, textos científicos, entre outros. A palavra Precisei fazer um gato para que a energia voltasse.
“pau”, por exemplo, em seu sentido denotativo é apenas Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua
um pedaço de madeira. Outros exemplos: sobrevivência
O elefante é um mamífero. O passarinho foi atingido no bico.
As estrelas deixam o céu mais bonito!
Nas expressões polissêmicas rede de deitar, rede de
B) Conotação computadores e rede elétrica, por exemplo, temos em co-
Uma palavra é usada no sentido conotativo quando mum a palavra “rede”, que dá às expressões o sentido de
apresenta diferentes significados, sujeitos a diferentes “entrelaçamento”. Outro exemplo é a palavra “xadrez”,
interpretações, dependendo do contexto em que esteja que pode ser utilizada representando “tecido”, “prisão”
inserida, referindo-se a sentidos, associações e ideias que ou “jogo” – o sentido comum entre todas as expressões
vão além do sentido original da palavra, ampliando sua é o formato quadriculado que têm.
significação mediante a circunstância em que a mesma
é utilizada, assumindo um sentido figurado e simbólico. 1. Polissemia e homonímia
Como no exemplo da palavra “pau”: em seu sentido co-
notativo ela pode significar castigo (dar-lhe um pau), re- A confusão entre polissemia e homonímia é bastante
LÍNGUA PORTUGUESA

provação (tomei pau no concurso). comum. Quando a mesma palavra apresenta vários sig-
A conotação tem como finalidade provocar sentimen- nificados, estamos na presença da polissemia. Por outro
tos no receptor da mensagem, através da expressividade lado, quando duas ou mais palavras com origens e sig-
e afetividade que transmite. É utilizada principalmente nificados distintos têm a mesma grafia e fonologia, temos
numa linguagem poética e na literatura, mas também uma homonímia.
ocorre em conversas cotidianas, em letras de música, em A palavra “manga” é um caso de homonímia. Ela
anúncios publicitários, entre outros. Exemplos: pode significar uma fruta ou uma parte de uma camisa.
Não é polissemia porque os diferentes significados para

5
a palavra “manga” têm origens diferentes. “Letra” é uma
palavra polissêmica: pode significar o elemento básico
do alfabeto, o texto de uma canção ou a caligrafia de um EXERCÍCIO COMENTADO
determinado indivíduo. Neste caso, os diferentes signifi-
1. (SUSAM-AM – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO –
cados estão interligados porque remetem para o mesmo
FGV – 2014) “o país teve de recorrer a um programa de
conceito, o da escrita.
racionamento”. Assinale a opção que apresenta a forma
de reescrever esse segmento, que altera o seu sentido
2. Polissemia e ambiguidade
original.
Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto
a) O Brasil foi obrigado a recorrer a um programa de
na interpretação. Na língua portuguesa, um enunciado
racionamento.
pode ser ambíguo, ou seja, apresentar mais de uma in-
b) O país teve como recurso recorrer a um programa
terpretação. Esta ambiguidade pode ocorrer devido à
de racionamento.
colocação específica de uma palavra (por exemplo, um
c) O Brasil foi levado a recorrer a um programa de racio-
advérbio) em uma frase. Vejamos a seguinte frase:
namento.
Pessoas que têm uma alimentação equilibrada fre-
d) O país obrigou-se a recorrer a um programa de racio-
quentemente são felizes.
namento.
Neste caso podem existir duas interpretações dife-
e) O Brasil optou por um programa de racionamento.
rentes:
As pessoas têm alimentação equilibrada porque são
felizes ou são felizes porque têm uma alimentação equi- Resposta: Letra E. “o país teve de recorrer a um pro-
librada. grama de racionamento”. Assinale a opção que apre-
De igual forma, quando uma palavra é polissêmica, senta a forma de reescrever esse segmento, QUE
ela pode induzir uma pessoa a fazer mais do que uma ALTERA O SEU SENTIDO ORIGINAL.
interpretação. Para fazer a interpretação correta é muito Em “a”: O Brasil foi obrigado a recorrer a um progra-
importante saber qual o contexto em que a frase é pro- ma de racionamento = mesmo sentido.
ferida. Em “b”: O país teve como recurso recorrer a um pro-
Muitas vezes, a disposição das palavras na construção grama de racionamento = mesmo sentido.
do enunciado pode gerar ambiguidade ou, até mesmo, Em “c”: O Brasil foi levado a recorrer a um programa
comicidade. Repare na figura abaixo: de racionamento = mesmo sentido.
Em “d”: O país obrigou-se a recorrer a um programa
de racionamento = mesmo sentido.
Em “e”: O Brasil optou por um programa de raciona-
mento = mudança de sentido (segundo o enunciado,
o país não teve outra opção a não ser recorrer. Na al-
ternativa, provavelmente havia outras opções, e o país
escolheu a de “recorrer”).

CLASSES DE PALAVRAS: SUBSTANTIVO,


ADJETIVO, NUMERAL, PRONOME, VERBO,
ADVÉRBIO, PREPOSIÇÃO E CONJUNÇÃO
(EMPREGO E SENTIDO QUE IMPRIMEM
(http://www.humorbabaca.com/fotos/diversas/corto- ÀS RELAÇÕES QUE ESTABELECEM). VOZES
-cabelo-e-pinto. Acesso em 15/9/2014). VERBAIS: ATIVA E PASSIVA.
Poderíamos corrigir o cartaz de inúmeras maneiras,
mas duas seriam: ADJETIVO
Corte e coloração capilar
É a palavra que expressa uma qualidade ou caracte-
ou
rística do ser e se relaciona com o substantivo, concor-
Faço corte e pintura capilar
dando com este em gênero e número.
As praias brasileiras estão poluídas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Praias = substantivo; brasileiras/poluídas = adjetivos
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce- (plural e feminino, pois concordam com “praias”).
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010. 1. Locução adjetiva
LÍNGUA PORTUGUESA

SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa


Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Locução = reunião de palavras. Sempre que são ne-
cessárias duas ou mais palavras para falar sobre a mes-
SITE ma coisa, tem-se locução. Às vezes, uma preposição +
http://www.brasilescola.com/gramatica/polissemia. substantivo tem o mesmo valor de um adjetivo: é a Locu-
htm ção Adjetiva (expressão que equivale a um adjetivo). Por
exemplo: aves da noite (aves noturnas), paixão sem freio
(paixão desenfreada).

6
Observe outros exemplos:

de águia aquilino
de aluno discente
de anjo angelical
de ano anual
de aranha aracnídeo
de boi bovino
de cabelo capilar
de cabra caprino
de campo campestre ou rural
de chuva pluvial
de criança pueril
de dedo digital
de estômago estomacal ou gástrico
de falcão falconídeo
de farinha farináceo
de fera ferino
de ferro férreo
de fogo ígneo
de garganta gutural
de gelo glacial
de guerra bélico
de homem viril ou humano
de ilha insular
de inverno hibernal ou invernal
de lago lacustre
de leão leonino
de lebre l eporino
de lua lunar ou selênico
de madeira lígneo
de mestre magistral
de ouro áureo
de paixão passional
de pâncreas pancreático
de porco suíno ou porcino
dos quadris ciático
de rio fluvial
de sonho onírico
LÍNGUA PORTUGUESA

de velhosenil
de vento eólico
de vidro vítreo ou hialino
de virilha inguinal
de visão óptico ou ótico

7
Observação:
Nem toda locução adjetiva possui um adjetivo correspondente, com o mesmo significado: Vi as alunas da 5ª série.
/ O muro de tijolos caiu.

2 Morfossintaxe do Adjetivo (Função Sintática):

O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuando
como adjunto adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).

3 Adjetivo Pátrio (ou gentílico)

Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe alguns deles:

Estados e cidades brasileiras:

Alagoas alagoano
Amapá amapaense
Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré
Belo Horizonte belo-horizontino
Brasília brasiliense
Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense

4 Adjetivo Pátrio Composto

Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita.
Observe alguns exemplos:

África afro- / Cultura afro-americana


Alemanha germano- ou teuto-/Competições teuto-inglesas
América américo- / Companhia américo-africana
Bélgica belgo- / Acampamentos belgo-franceses
China sino- / Acordos sino-japoneses
Espanha hispano- / Mercado hispano-português
Europa euro- / Negociações euro-americanas
França franco- ou galo- / Reuniões franco-italianas
Grécia greco- / Filmes greco-romanos
Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros

5 Flexão dos adjetivos

O adjetivo varia em gênero, número e grau.


LÍNGUA PORTUGUESA

6. Gênero dos Adjetivos

Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos
substantivos, classificam-se em:
A) Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e outra para o feminino: ativo e ativa, mau e má.
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino somente o último elemento: o moço norte-americano,
a moça norte-americana.

8
Exceção: surdo-mudo e surda-muda. atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais caracte-
B) Uniformes - têm uma só forma tanto para o mas- rísticas atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser
culino como para o feminino: homem feliz e mulher feliz. de igualdade, de superioridade ou de inferioridade.
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade
feminino: conflito político-social e desavença político-social. No comparativo de igualdade, o segundo termo da
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto
7 Número dos Adjetivos ou quão.

A) Plural dos adjetivos simples Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de Su-
Os adjetivos simples se flexionam no plural de acordo perioridade
com as regras estabelecidas para a flexão numérica Sílvia é menos alta que Tiago. = Comparativo de In-
dos substantivos simples: mau e maus, feliz e feli- ferioridade
zes, ruim e ruins, boa e boas.
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de
função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São
palavra que estiver qualificando um elemento for, eles: bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/supe-
originalmente, um substantivo, ela manterá sua rior, grande/maior, baixo/inferior.
forma primitiva. Exemplo: a palavra cinza é, origi-
nalmente, um substantivo; porém, se estiver qua- Observe que:
lificando um elemento, funcionará como adjetivo.  As formas menor e pior são comparativos de su-
Ficará, então, invariável. Logo: camisas cinza, ternos perioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais
cinza. mau, respectivamente.
Motos vinho (mas: motos verdes)  Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
Paredes musgo (mas: paredes brancas). (melhor, pior, maior e menor), porém, em compa-
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos). rações feitas entre duas qualidades de um mesmo
elemento, deve-se usar as formas analíticas mais
bom, mais mau,mais grande e mais pequeno. Por
B) Adjetivo Composto
exemplo:
É aquele formado por dois ou mais elementos. Nor-
malmente, esses elementos são ligados por hífen.
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois
Apenas o último elemento concorda com o subs-
elementos.
tantivo a que se refere; os demais ficam na forma
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de
masculina, singular. Caso um dos elementos que
duas qualidades de um mesmo elemento.
formam o adjetivo composto seja um substantivo
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de In-
adjetivado, todo o adjetivo composto ficará invari- ferioridade
ável. Por exemplo: a palavra “rosa” é, originalmen- Sou menos passivo (do) que tolerante.
te, um substantivo, porém, se estiver qualificando
um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se B) Superlativo
ligue a outra palavra por hífen, formará um adjeti- O superlativo expressa qualidades num grau muito
vo composto; como é um substantivo adjetivado, elevado ou em grau máximo. Pode ser absoluto ou
o adjetivo composto inteiro ficará invariável. Veja: relativo e apresenta as seguintes modalidades:
Camisas rosa-claro. B.1 Superlativo Absoluto: ocorre quando a quali-
Ternos rosa-claro. dade de um ser é intensificada, sem relação com
Olhos verde-claros. outros seres. Apresenta-se nas formas:
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.  Analítica: a intensificação é feita com o auxílio de
Telhados marrom-café e paredes verde-claras. palavras que dão ideia de intensidade (advérbios).
Por exemplo: O concurseiro é muito esforçado.
Observação:  Sintética: nessa, há o acréscimo de sufixos. Por
Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer ad- exemplo: O concurseiro é esforçadíssimo.
jetivo composto iniciado por “cor-de-...” são sempre inva- Observe alguns superlativos sintéticos:
riáveis: roupas azul-marinho, tecidos azul-celeste, vestidos
cor-de-rosa.
benéfico - beneficentíssimo
O adjetivo composto surdo-mudo tem os dois elemen-
tos flexionados: crianças surdas-mudas. bom - boníssimo ou ótimo
comum - comuníssimo
LÍNGUA PORTUGUESA

8 Grau do Adjetivo
cruel - crudelíssimo
Os adjetivos se flexionam em grau para indicar a inten- difícil - dificílimo
sidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo:
doce - dulcíssimo
o comparativo e o superlativo.
fácil - facílimo
A) Comparativo fiel - fidelíssimo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica

9
B.2 Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade 1. Flexão do Advérbio
de um ser é intensificada em relação a um conjun-
to de seres. Essa relação pode ser: Os advérbios são palavras invariáveis, isto é, não apre-
 De Superioridade: Essa matéria é a mais fácil de sentam variação em gênero e número. Alguns advérbios,
todas. porém, admitem a variação em grau. Observe:
 De Inferioridade: Essa matéria é a menos fácil de
todas. A) Grau Comparativo
Forma-se o comparativo do advérbio do mesmo modo
O superlativo absoluto analítico é expresso por meio que o comparativo do adjetivo:
dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente,  de igualdade: tão + advérbio + quanto (como): Re-
antepostos ao adjetivo. nato fala tão alto quanto João.
O superlativo absoluto sintético se apresenta sob  de inferioridade: menos + advérbio + que (do
duas formas: uma erudita - de origem latina – e outra que): Renato fala menos alto do que João.
popular - de origem vernácula. A forma erudita é cons-  de superioridade:
tituída pelo radical do adjetivo latino + um dos sufixos A.1 Analítico: mais + advérbio + que (do que): Renato
-íssimo, -imo ou érrimo: fidelíssimo, facílimo, paupérrimo; fala mais alto do que João.
a popular é constituída do radical do adjetivo português A.2 Sintético: melhor ou pior que (do que): Renato fala
+ o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo. melhor que João.
Os adjetivos terminados em –io fazem o superlativo
com dois “ii”: frio – friíssimo, sério – seriíssimo; os termi- B) Grau Superlativo
nados em –eio, com apenas um “i”: feio - feíssimo, cheio O superlativo pode ser analítico ou sintético:
– cheíssimo. B.1 Analítico: acompanhado de outro advérbio: Renato
fala muito alto.
muito = advérbio de intensidade / alto = advérbio de
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
modo
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
B.2 Sintético: formado com sufixos: Renato fala altís-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
simo.
Paulo: Saraiva, 2010.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Observação:
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
As formas diminutivas (cedinho, pertinho, etc.) são co-
Português: novas palavras: literatura, gramática, re-
muns na língua popular.
dação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. Maria mora pertinho daqui. (muito perto)
A criança levantou cedinho. (muito cedo)
SITE
http://www.sopor tugues.com.br/secoes/morf/ 2. Classificação dos Advérbios
morf32.php
De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio
ADVÉRBIO pode ser de:
A) Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá,
Compare estes exemplos: atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto,
O ônibus chegou. aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures, defronte,
O ônibus chegou ontem. nenhures, adentro, afora, alhures, nenhures, aquém,
embaixo, externamente, à distância, à distância de,
Advérbio é uma palavra invariável que modifica o de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, ao
sentido do verbo (acrescentando-lhe circunstâncias de lado, em volta.
tempo, de modo, de lugar, de intensidade), do adjetivo e B) Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora,
do próprio advérbio. amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente,
Estudei bastante. = modificando o verbo estudei antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora,
Ele canta muito bem! = intensificando outro advérbio sempre, já, enfim, afinal, amiúde, breve, constante-
(bem) mente, entrementes, imediatamente, primeiramente,
Ela tem os olhos muito claros. = relação com um ad- provisoriamente, sucessivamente, às vezes, à tarde, à
jetivo (claros) noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
Quando modifica um verbo, o advérbio pode acres- quando em quando, a qualquer momento, de tempos
centar ideia de: em tempos, em breve, hoje em dia.
Tempo: Ela chegou tarde. C) Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, depres-
LÍNGUA PORTUGUESA

Lugar: Ele mora aqui. sa, acinte, debalde, devagar, às pressas, às claras, às
Modo: Eles agiram mal. cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, des-
Negação: Ela não saiu de casa. se jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a
Dúvida: Talvez ele volte. frente, lado a lado, a pé, de cor, em vão e a maior parte
dos que terminam em “-mente”: calmamente, triste-
mente, propositadamente, pacientemente, amorosa-
mente, docemente, escandalosamente, bondosamente,
generosamente.

10
D) Afirmação: sim, certamente, realmente, decerto, efe- 4. Advérbios Interrogativos
tivamente, certo, decididamente, deveras, indubitavel-
mente. São as palavras: onde? aonde? donde? quando? como?
E) Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum, por quê? nas interrogações diretas ou indiretas, referen-
de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum. tes às circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa.
F) Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, provavel- Veja:
mente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem
sabe.
Interrogação Direta Interrogação Indireta
G) Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em exces-
so, bastante, mais, menos, demasiado, quanto, quão, Como aprendeu? Perguntei como aprendeu.
tanto, assaz, que (equivale a quão), tudo, nada, todo, Onde mora? Indaguei onde morava.
quase, de todo, de muito, por completo, extremamen-
te, intensamente, grandemente, bem (quando aplica- Por que choras? Não sei por que choras.
do a propriedades graduáveis). Aonde vai? Perguntei aonde ia.
H) Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão, so-
Donde vens? Pergunto donde vens.
mente, simplesmente, só, unicamente. Por exemplo:
Brando, o vento apenas move a copa das árvores. Quando voltas? Pergunto quando voltas.
I) Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, tam-
bém. Por exemplo: O indivíduo também amadurece 5. Locução Adverbial
durante a adolescência.
J) Ordem: depois, primeiramente, ultimamente. Por Quando há duas ou mais palavras que exercem fun-
exemplo: Primeiramente, eu gostaria de agradecer ção de advérbio, temos a locução adverbial, que pode
aos meus amigos por comparecerem à festa. expressar as mesmas noções dos advérbios. Iniciam or-
dinariamente por uma preposição. Veja:
Saiba que: A) lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto,
Para se exprimir o limite de possibilidade, antepõe-se para dentro, por aqui, etc.
ao advérbio “o mais” ou “o menos”. Por exemplo: Ficarei B) afirmação: por certo, sem dúvida, etc.
o mais longe que puder daquele garoto. Voltarei o menos C) modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão,
tarde possível. em geral, frente a frente, etc.
Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente,
em geral sufixamos apenas o último: O aluno respondeu D) tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde,
calma e respeitosamente. hoje em dia, nunca mais, etc.
A locução adverbial e o advérbio modificam o verbo,
3. Distinção entre Advérbio e Pronome Indefinido o adjetivo e outro advérbio:
Chegou muito cedo. (advérbio)
Há palavras como muito, bastante, que podem apare- Joana é muito bela. (adjetivo)
cer como advérbio e como pronome indefinido. De repente correram para a rua. (verbo)
Advérbio: refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro
advérbio e não sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muito. Usam-se, de preferência, as formas mais bem e mais
Pronome Indefinido: relaciona-se a um substantivo e mal antes de adjetivos ou de verbos no particípio:
sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muitos quilômetros. Essa matéria é mais bem interessante que aquela.
Nosso aluno foi o mais bem colocado no concurso!
O numeral “primeiro”, ao modificar o verbo, é advér-
#FicaDica bio: Cheguei primeiro.
Como saber se a palavra bastante é advér-
bio (não varia, não se flexiona) ou pronome Quanto a sua função sintática: o advérbio e a locução
indefinido (varia, sofre flexão)? Se der, na fra- adverbial desempenham na oração a função de adjunto
se, para substituir o “bastante” por “muito”, adverbial, classificando-se de acordo com as circunstân-
estamos diante de um advérbio; se der para cias que acrescentam ao verbo, ao adjetivo ou ao advér-
substituir por “muitos” (ou muitas), é um pro- bio. Exemplo:
nome. Veja: Meio cansada, a candidata saiu da sala. = adjunto
1. Estudei bastante para o concurso. (estudei adverbial de intensidade (ligado ao adjetivo “cansada”)
muito, pois “muitos” não dá!) = advérbio Trovejou muito ontem. = adjunto adverbial de inten-
2. Estudei bastantes capítulos para o concurso. sidade e de tempo, respectivamente.
LÍNGUA PORTUGUESA

(estudei muitos capítulos) = pronome indefi-


nido REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, re-
dação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

11
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa 2. Há casos em que o artigo definido não pode ser
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. usado:
Antes de nomes de cidade (topônimo) e de pessoas
SITE conhecidas: O professor visitará Roma.
http://www.sopor tugues.com.br/secoes/morf/
morf75.php Mas, se o nome apresentar um caracterizador, a pre-
sença do artigo será obrigatória: O professor visitará a
ARTIGO bela Roma.

O artigo integra as dez classes gramaticais, definindo- Antes de pronomes de tratamento: Vossa Senhoria
-se como o termo variável que serve para individualizar sairá agora?
ou generalizar o substantivo, indicando, também, o gê- Exceção: O senhor vai à festa?
nero (masculino/feminino) e o número (singular/plural).
Os artigos se subdividem em definidos (“o” e as va- Após o pronome relativo “cujo” e suas variações: Esse
riações “a”[as] e [os]) e indefinidos (“um” e as variações é o concurso cujas provas foram anuladas?/ Este é o can-
“uma”[s] e “uns]).
didato cuja nota foi a mais alta.
A) Artigos definidos – São usados para indicar seres
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
determinados, expressos de forma individual: O
concurseiro estuda muito. Os concurseiros estudam Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
muito. reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
B) Artigos indefinidos – usados para indicar seres de Paulo: Saraiva, 2010.
modo vago, impreciso: Uma candidata foi aprova- Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
da! Umas candidatas foram aprovadas! ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.SAC-
CONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi.
30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
1. Circunstâncias em que os artigos se manifestam: Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do Paulo: Saraiva, 2010.
numeral “ambos”: Ambos os concursos cobrarão tal con-
teúdo. SITE
Nomes próprios indicativos de lugar (ou topônimos) http://www.brasilescola.com/gramatica/artigo.htm
admitem o uso do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de
Janeiro, Veneza, A Bahia... CONJUNÇÃO
Quando indicado no singular, o artigo definido pode
indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem. Além da preposição, há outra palavra também inva-
riável que, na frase, é usada como elemento de ligação:
No caso de nomes próprios personativos, denotando a conjunção. Ela serve para ligar duas orações ou duas
a ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso palavras de mesma função em uma oração:
do artigo: Marcela é a mais extrovertida das irmãs. / O O concurso será realizado nas cidades de Campinas e
Pedro é o xodó da família. São Paulo.
No caso de os nomes próprios personativos estarem A prova não será fácil, por isso estou estudando muito.
no plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias,
os Incas, Os Astecas...
1. Morfossintaxe da Conjunção
Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a)
As conjunções, a exemplo das preposições, não exer-
para conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (do
artigo), o pronome assume a noção de “qualquer”. cem propriamente uma função sintática: são conectivos.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
Toda classe possui alunos interessados e desinteressa- 2. Classificação da Conjunção
dos. (qualquer classe)
De acordo com o tipo de relação que estabelecem,
Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é fa- as conjunções podem ser classificadas em coordenati-
cultativo: Preparei o meu curso. Preparei meu curso. vas e subordinativas. No primeiro caso, os elementos
A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ligados pela conjunção podem ser isolados um do outro.
LÍNGUA PORTUGUESA

ideia de aproximação numérica: O máximo que ele deve Esse isolamento, no entanto, não acarreta perda da uni-
ter é uns vinte anos. dade de sentido que cada um dos elementos possui. Já
O artigo também é usado para substantivar palavras no segundo caso, cada um dos elementos ligados pela
pertencentes a outras classes gramaticais: Não sei o por- conjunção depende da existência do outro. Veja:
quê de tudo isso. / O bem vence o mal. Estudei muito, mas ainda não compreendi o conteúdo.
Podemos separá-las por ponto:
Estudei muito. Ainda não compreendi o conteúdo.

12
Temos acima um exemplo de conjunção (e, conse- As conjunções subordinativas subdividem-se em in-
quentemente, orações coordenadas) coordenativa – tegrantes e adverbiais:
“mas”. Já em:
Espero que eu seja aprovada no concurso! Integrantes - Indicam que a oração subordinada por
Não conseguimos separar uma oração da outra, pois elas introduzida completa ou integra o sentido da prin-
a segunda “completa” o sentido da primeira (da oração cipal. Introduzem orações que equivalem a substantivos,
principal): Espero o quê? Ser aprovada. Nesse período te- ou seja, as orações subordinadas substantivas. São elas:
mos uma oração subordinada substantiva objetiva direta que, se.
(ela exerce a função de objeto direto do verbo da oração Quero que você volte. (Quero sua volta)
principal).
Adverbiais - Indicam que a oração subordinada exer-
3. Conjunções Coordenativas ce a função de adjunto adverbial da principal. De acordo
com a circunstância que expressam, classificam-se em:
São aquelas que ligam orações de sentido completo
e independente ou termos da oração que têm a mesma A) Causais: introduzem uma oração que é causa da
função gramatical. Subdividem-se em: ocorrência da oração principal. São elas: porque,
A) Aditivas: ligam orações ou palavras, expressando que, como (= porque, no início da frase), pois que,
ideia de acréscimo ou adição. São elas: e, nem (= e visto que, uma vez que, porquanto, já que, desde
não), não só... mas também, não só... como também, que, etc.
bem como, não só... mas ainda. Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios.
A sua pesquisa é clara e objetiva.
Não só dança, mas também canta.
B) Concessivas: introduzem uma oração que expres-
B) Adversativas: ligam duas orações ou palavras, ex- sa ideia contrária à da principal, sem, no entanto,
pressando ideia de contraste ou compensação. São impedir sua realização. São elas: embora, ainda
elas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por
entanto, não obstante. mais que, posto que, conquanto, etc.
Tentei chegar mais cedo, porém não consegui. Embora fosse tarde, fomos visitá-lo.

C) Alternativas: ligam orações ou palavras, expressan- C) Condicionais: introduzem uma oração que indica
do ideia de alternância ou escolha, indicando fatos a hipótese ou a condição para ocorrência da prin-
que se realizam separadamente. São elas: ou, ou... cipal. São elas: se, caso, contanto que, salvo se, a
ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, talvez... não ser que, desde que, a menos que, sem que, etc.
talvez. Se precisar de minha ajuda, telefone-me.
Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário.

D) Conclusivas: ligam a oração anterior a uma oração


que expressa ideia de conclusão ou consequência. #FicaDica
São elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por Você deve ter percebido que a conjunção con-
conseguinte, por isso, assim. dicional “se” também é conjunção integrante.
A diferença é clara ao ler as orações que são
Marta estava bem preparada para o teste, portanto introduzidas por ela. Acima, ela nos dá a ideia
não ficou nervosa. da condição para que recebamos um telefo-
Você nos ajudou muito; terá, pois, nossa gratidão. nema (se for preciso ajuda). Já na oração: Não
sei se farei o concurso. Não há ideia de
E) Explicativas: ligam a oração anterior a uma oração condição alguma, há? Outra coisa: o verbo da
que a explica, que justifica a ideia nela contida. São oração principal (sei) pede complemento (ob-
elas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto. jeto direto, já que “quem não sabe, não sabe
Não demore, que o filme já vai começar. algo”). Portanto, a oração em destaque exerce
Falei muito, pois não gosto do silêncio! a função de objeto direto da oração principal,
sendo classificada como oração subordinada
4. Conjunções Subordinativas substantiva objetiva direta.
São aquelas que ligam duas orações, sendo uma delas
LÍNGUA PORTUGUESA

dependente da outra. A oração dependente, introduzida


pelas conjunções subordinativas, recebe o nome de ora- D) Conformativas: introduzem uma oração que expri-
ção subordinada. Veja o exemplo: O baile já tinha começa- me a conformidade de um fato com outro. São elas:
do quando ela chegou. conforme, como (= conforme), segundo, consoante,
O baile já tinha começado: oração principal etc.
quando: conjunção subordinativa (adverbial tempo- O passeio ocorreu como havíamos planejado.
ral)
ela chegou: oração subordinada

13
E) Finais: introduzem uma oração que expressa a fi- INTERJEIÇÃO
nalidade ou o objetivo com que se realiza a oração
principal. São elas: para que, a fim de que, que, por- Interjeição é a palavra invariável que exprime emo-
que (= para que), que, etc. ções, sensações, estados de espírito. É um recurso da lin-
Toque o sinal para que todos entrem no salão. guagem afetiva, em que não há uma ideia organizada de
maneira lógica, como são as sentenças da língua, mas
F) Proporcionais: introduzem uma oração que ex- sim a manifestação de um suspiro, um estado da alma
pressa um fato relacionado proporcionalmente decorrente de uma situação particular, um momento ou
à ocorrência do expresso na principal. São elas: à um contexto específico. Exemplos:
medida que, à proporção que, ao passo que e as Ah, como eu queria voltar a ser criança!
combinações quanto mais... (mais), quanto menos... ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
(menos), quanto menos... (mais), quanto menos... Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
(menos), etc. hum: expressão de um pensamento súbito = inter-
O preço fica mais caro à medida que os produtos escas- jeição
seiam.
O significado das interjeições está vinculado à ma-
Observação: neira como elas são proferidas. O tom da fala é que dita
São incorretas as locuções proporcionais à medida em o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto
que, na medida que e na medida em que. em que for utilizada. Exemplos:
Psiu!
G) Temporais: introduzem uma oração que acrescen- contexto: alguém pronunciando esta expressão na
ta uma circunstância de tempo ao fato expresso na rua; significado da interjeição (sugestão): “Estou te cha-
oração principal. São elas: quando, enquanto, antes mando! Ei, espere!”
que, depois que, logo que, todas as vezes que, desde Psiu!
que, sempre que, assim que, agora que, mal (= assim contexto: alguém pronunciando em um hospital; sig-
que), etc. nificado da interjeição (sugestão): “Por favor, faça silên-
A briga começou assim que saímos da festa. cio!”

H) Comparativas: introduzem uma oração que ex- Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
pressa ideia de comparação com referência à ora- puxa: interjeição; tom da fala: euforia
ção principal. São elas: como, assim como, tal como,
como se, (tão)... como, tanto como, tanto quanto, do Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (com- puxa: interjeição; tom da fala: decepção
binado com menos ou mais), etc.
O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem. As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
A) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo ale-
I) Consecutivas: introduzem uma oração que expres- gria, tristeza, dor, etc.: Ah, deve ser muito interes-
sa a consequência da principal. São elas: de sorte sante!
que, de modo que, sem que (= que não), de forma B) Sintetizar uma frase apelativa: Cuidado! Saia da
que, de jeito que, que (tendo como antecedente na minha frente.
oração principal uma palavra como tal, tão, cada,
tanto, tamanho), etc. As interjeições podem ser formadas por:
Estudou tanto durante a noite que dormiu na hora do  simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô
exame.
 palavras: Oba! Olá! Claro!
 grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu
Deus! Ora bolas!
FIQUE ATENTO!
Muitas conjunções não têm classificação úni- 1. Classificação das Interjeições
ca, imutável, devendo, portanto, ser classifica-
das de acordo com o sentido que apresentam Comumente, as interjeições expressam sentido de:
no contexto (destaque da Zê!). A) Advertência: Cuidado! Devagar! Calma! Sentido!
Atenção! Olha! Alerta!
B) Afugentamento: Fora! Passa! Rua!
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS C) Alegria ou Satisfação: Oh! Ah! Eh! Oba! Viva!
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa D) Alívio: Arre! Uf! Ufa! Ah!
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. E) Animação ou Estímulo: Vamos! Força! Coragem!
LÍNGUA PORTUGUESA

Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce- Ânimo! Adiante!


reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São F) Aplauso ou Aprovação: Bravo! Bis! Apoiado! Viva!
Paulo: Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- G) Concordância: Claro! Sim! Pois não! Tá!
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. H) Repulsa ou Desaprovação: Credo! Ih! Francamen-
te! Essa não! Chega! Basta!
SITE I) Desejo ou Intenção: Pudera! Tomara! Oxalá! Quei-
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf84. ra Deus!
php

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J) Desculpa: Perdão! NUMERAL
K) Dor ou Tristeza: Ai! Ui! Ai de mim! Que pena!
L) Dúvida ou Incredulidade: Que nada! Qual o quê! Numeral é a palavra variável que indica quantidade nu-
M) Espanto ou Admiração: Oh! Ah! Uai! Puxa! Céus! mérica ou ordem; expressa a quantidade exata de pessoas
Quê! Caramba! Opa! Nossa! Hein? Cruz! Putz! ou coisas ou o lugar que elas ocupam numa determinada
N) Impaciência ou Contrariedade: Hum! Raios! sequência.
Puxa! Pô! Ora! Os numerais traduzem, em palavras, o que os números
O) Pedido de Auxílio: Socorro! Aqui! Piedade! indicam em relação aos seres. Assim, quando a expressão é
P) Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve! colocada em números (1, 1.º, 1/3, etc.) não se trata de nume-
Viva! Olá! Alô! Tchau! Psiu! Socorro! Valha-me, rais, mas sim de algarismos.
Deus! Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a
Q) Silêncio: Psiu! Silêncio! ideia expressa pelos números, existem mais algumas pala-
R) Terror ou Medo: Credo! Cruzes! Minha nossa! vras consideradas numerais porque denotam quantidade,
Saiba que: proporção ou ordenação. São alguns exemplos: década, dú-
As interjeições são palavras invariáveis, isto é, não zia, par, ambos(as), novena.
sofrem variação em gênero, número e grau como os no-
mes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e 1. Classificação dos Numerais
voz como os verbos. No entanto, em uso específico, al-
gumas interjeições sofrem variação em grau. Não se tra- A) Cardinais: indicam quantidade exata ou determina-
ta de um processo natural desta classe de palavra, mas da de seres: um, dois, cem mil, etc. Alguns cardinais
tão só uma variação que a linguagem afetiva permite. têm sentido coletivo, como por exemplo: século, par,
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho. dúzia, década, bimestre.
B) Ordinais: indicam a ordem, a posição que alguém ou
2. Locução Interjetiva
alguma coisa ocupa numa determinada sequência:
primeiro, segundo, centésimo, etc.
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
expressão com sentido de interjeição: Ora bolas!, Virgem
Maria!, Meu Deus!, Ó de casa!, Ai de mim!, Graças a Deus! #FicaDica
Toda frase mais ou menos breve dita em tom excla-
mativo torna-se uma locução interjetiva, dispensando As palavras anterior, posterior, último, antepe-
análise dos termos que a compõem: Macacos me mor- núltimo, final e penúltimo também indicam
dam!, Valha-me Deus!, Quem me dera! posição dos seres, mas são classificadas como
1. As interjeições são como frases resumidas, sinté- adjetivos, não ordinais.
ticas. Por exemplo: Ué! (= Eu não esperava por
essa!) / Perdão! (= Peço-lhe que me desculpe)
2. Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é
o seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras C) Fracionários: indicam parte de uma quantidade, ou
classes gramaticais podem aparecer como inter- seja, uma divisão dos seres: meio, terço, dois quintos,
jeições. Por exemplo: Viva! Basta! (Verbos) / Fora! etc.
Francamente! (Advérbios) D) Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação
3. A interjeição pode ser considerada uma “palavra- dos seres, indicando quantas vezes a quantidade foi
-frase” porque sozinha pode constituir uma men- aumentada: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
sagem. Por exemplo: Socorro! Ajudem-me! Silên-
cio! Fique quieto! 2. Flexão dos numerais
4. Há, também, as interjeições onomatopaicas ou
imitativas, que exprimem ruídos e vozes. Por Os numerais cardinais que variam em gênero são um/
exemplo: Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! Catapim- uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/du-
ba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc. zentas em diante: trezentos/trezentas, quatrocentos/quatro-
5. Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” centas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam
com a sua homônima “oh!”, que exprime admira- em número: milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais
ção, alegria, tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois são invariáveis.
do “oh!” exclamativo e não a fazemos depois do Os numerais ordinais variam em gênero e número:
“ó” vocativo. Por exemplo: “Ó natureza! ó mãe pie-
dosa e pura!” (Olavo Bilac)
primeiro segundo milésimo
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS primeira segunda milésima
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
LÍNGUA PORTUGUESA

coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. primeiros segundos milésimos
Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática primeiras segundas milésimas
– volume único / Samira Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa
Souza. – 3. Ed. – São Paulo: Saraiva, 2002.
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando
SITE
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf89. atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do es-
php forço e conseguiram o triplo de produção.

15
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses triplas
do medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas
terças partes.

Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de
sentido. É o que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda divisão de futebol)

3. Emprego e Leitura dos Numerais

Os numerais são escritos em conjunto de três algarismos, contados da direita para a esquerda, em forma de cente-
nas, dezenas e unidades, tendo cada conjunto uma separação através de ponto ou espaço correspondente a um ponto:
8.234.456 ou 8 234 456.
Em sentido figurado, usa-se o numeral para indicar exagero intencional, constituindo a figura de linguagem conhe-
cida como hipérbole: Já li esse texto mil vezes.
No português contemporâneo, não se usa a conjunção “e” após “mil”, seguido de centena: Nasci em mil novecentos
e noventa e dois.
Seu salário será de mil quinhentos e cinquenta reais.

Mas, se a centena começa por “zero” ou termina por dois zeros, usa-se o “e”: Seu salário será de mil e quinhentos
reais. (R$1.500,00)
Gastamos mil e quarenta reais. (R$1.040,00)

Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até
décimo e, a partir daí, os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo;

Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)

Se o numeral aparece antes do substantivo, será lido como ordinal: XXX Feira do Bordado. (trigésima)

#FicaDica
Ordinal lembra ordem. Memorize assim, por associação. Ficará mais fácil!

Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
Ambos/ambas = numeral dual, porque sempre se refere a dois seres. Significam “um e outro”, “os dois” (ou “uma
e outra”, “as duas”) e são largamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência. Sua uti-
lização exige a presença do artigo posposto: Ambos os concursos realizarão suas provas no mesmo dia. O artigo só é
dispensado caso haja um pronome demonstrativo: Ambos esses ministros falarão à imprensa.
LÍNGUA PORTUGUESA

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Quadro de alguns numerais

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto
sete sétimo sétuplo sétimo
oito oitavo óctuplo oitavo
nove nono nônuplo nono
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos
catorze décimo quarto - catorze avos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos
dezessete décimo sétimo - dezessete avos
dezoito décimo oitavo - dezoito avos
dezenove décimo nono - dezenove avos
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos
quarenta quadragésimo - quarenta avos
cinqüenta quinquagésimo - cinquenta avos
sessenta sexagésimo - sessenta avos
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
noventa nonagésimo - noventa avos
cem centésimo cêntuplo centésimo
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
setecentos septingentésimo - septingentésimo
oitocentos octingentésimo - octingentésimo
novecentos nongentésimo
LÍNGUA PORTUGUESA

ou noningentésimo - nongentésimo
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo
bilhão bilionésimo - bilionésimo

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

SITE
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf40.php

PREPOSIÇÃO

Preposição é uma palavra invariável que serve para ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, nor-
malmente há uma subordinação do segundo termo em relação ao primeiro. As preposições são muito importantes na
estrutura da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores semânticos indispensáveis para a compreen-
são do texto.

1. Tipos de Preposição

A) Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente como preposições: a, ante, perante, após, até, com,
contra, de, desde, em, entre, para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
B) Preposições acidentais: palavras de outras classes gramaticais que podem atuar como preposições, ou seja,
formadas por uma derivação imprópria: como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.
C) Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo como uma preposição, sendo que a última palavra é uma
(preposição): abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, em cima de, embaixo de, em
frente a, ao redor de, graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por trás de.

A preposição é invariável e, no entanto, pode unir-se a outras palavras e, assim, estabelecer concordância em gêne-
ro ou em número. Exemplo: por + o = pelo / por + a = pela.
Essa concordância não é característica da preposição, mas das palavras às quais ela se une.
Esse processo de junção de uma preposição com outra palavra pode se dar a partir dos processos de:
 Combinação: união da preposição “a” com o artigo “o”(s), ou com o advérbio “onde”: ao, aonde, aos. Os vocá-
bulos não sofrem alteração.
 Contração: união de uma preposição com outra palavra, ocorrendo perda ou transformação de fonema: de + o
= do, em + a = na, per + os = pelos, de + aquele = daquele, em + isso = nisso.
 Crase: é a fusão de vogais idênticas: à (“a” preposição + “a” artigo), àquilo (“a” preposição + 1.ª vogal do pro-
nome “aquilo”).

#FicaDica
O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso o
“a” seja um artigo, virá precedendo um substantivo, servindo para determiná-lo como um substantivo
singular e feminino: A matéria que estudei é fácil!

Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
Irei à festa sozinha.
Entregamos a flor à professora! = o primeiro “a” é artigo; o segundo, preposição.
Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/ou a função de um substantivo: Nós trouxemos a apos-
tila. = Nós a trouxemos.

2. Relações semânticas (= de sentido) estabelecidas por meio das preposições:

Destino = Irei a Salvador.


Modo = Saiu aos prantos.
LÍNGUA PORTUGUESA

Lugar = Sempre a seu lado.


Assunto = Falemos sobre futebol.
Tempo = Chegarei em instantes.
Causa = Chorei de saudade.
Fim ou finalidade = Vim para ficar.
Instrumento = Escreveu a lápis.
Posse = Vi as roupas da mamãe.
Autoria = livro de Machado de Assis

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Companhia = Estarei com ele amanhã. Substantivo Comum é aquele que designa os seres de
Matéria = copo de cristal. uma mesma espécie de forma genérica: cidade, menino,
Meio = passeio de barco. homem, mulher, país, cachorro.
Origem = Nós somos do Nordeste. Estamos voando para Barcelona.
Conteúdo = frascos de perfume.
Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso. O substantivo Barcelona designa apenas um ser da
Preço = Essa roupa sai por cinquenta reais. espécie cidade. Barcelona é um substantivo próprio –
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de
Quanto à preposição “trás”: não se usa senão nas forma particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
locuções adverbiais (para trás ou por trás) e na locução
prepositiva por trás de. B) Substantivos Concretos e Abstratos
B.1 Substantivo Concreto: é aquele que designa o
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ser que existe, independentemente de outros seres.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Observação:
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce- Os substantivos concretos designam seres do mundo
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São real e do mundo imaginário.
Paulo: Saraiva, 2010. Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra,
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- Brasília.
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantas-
ma.
SITE
http://www.infoescola.com/portugues/preposicao/ B.2 Substantivo Abstrato: é aquele que designa se-
res que dependem de outros para se manifestarem ou
SUBSTANTIVO existirem. Por exemplo: a beleza não existe por si só,
não pode ser observada. Só podemos observar a beleza
Substantivo é a classe gramatical de palavras variá- numa pessoa ou coisa que seja bela. A beleza depende
veis, as quais denominam todos os seres que existem, de outro ser para se manifestar. Portanto, a palavra bele-
sejam reais ou imaginários. Além de objetos, pessoas e za é um substantivo abstrato.
fenômenos, os substantivos também nomeiam: Os substantivos abstratos designam estados, quali-
 lugares: Alemanha, Portugal dades, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem
 sentimentos: amor, saudade ser abstraídos, e sem os quais não podem existir: vida
 estados: alegria, tristeza (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade
 qualidades: honestidade, sinceridade (sentimento).
 ações: corrida, pescaria
 Substantivos Coletivos
1. Morfossintaxe do substantivo Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha,
outra abelha, mais outra abelha.
Nas orações, geralmente o substantivo exerce fun- Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
ções diretamente relacionadas com o verbo: atua como Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto di-
reto ou indireto) e do agente da passiva, podendo, ainda, Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi ne-
funcionar como núcleo do complemento nominal ou do cessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha,
aposto, como núcleo do predicativo do sujeito, do obje- mais outra abelha. No segundo caso, utilizaram-se duas
to ou como núcleo do vocativo. Também encontramos palavras no plural. No terceiro, empregou-se um subs-
substantivos como núcleos de adjuntos adnominais e de tantivo no singular (enxame) para designar um conjunto
adjuntos adverbiais - quando essas funções são desem- de seres da mesma espécie (abelhas).
penhadas por grupos de palavras. O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que,
2. Classificação dos Substantivos mesmo estando no singular, designa um conjunto de se-
res da mesma espécie.
A) Substantivos Comuns e Próprios
Observe a definição: Substantivo coletivo Conjunto de:
LÍNGUA PORTUGUESA

Cidade: s.f. 1. Povoação maior que vila, com muitas


casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, assembleia pessoas reunidas
toda a sede de município é cidade). 2. O centro de uma alcateia lobos
cidade (em oposição aos bairros). acervo livros
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas
e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada antologia trechos literários selecionados
cidade. Isso significa que a palavra cidade é um substan- arquipélago ilhas
tivo comum.

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banda músicos tropa muares, soldados
bando desordeiros ou malfeitores turma estudantes, trabalhadores
banca examinadores vara porcos
batalhão soldados
3. Formação dos Substantivos
cardume peixes
caravana viajantes peregrinos A) Substantivos Simples e Compostos
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a
cacho frutas terra.
cancioneiro canções, poesias líricas O substantivo chuva é formado por um único ele-
colmeia abelhas mento ou radical. É um substantivo simples.
A.1 Substantivo Simples: é aquele formado por um
concílio bispos único elemento.
congresso parlamentares, cientistas Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja
agora: O substantivo guarda-chuva é formado por dois
elenco atores de uma peça ou filme elementos (guarda + chuva). Esse substantivo é compos-
esquadra navios de guerra to.
enxoval roupas A.2 Substantivo Composto: é aquele formado por
dois ou mais elementos. Outros exemplos: beija-
falange soldados, anjos -flor, passatempo.
fauna animais de uma região
B) Substantivos Primitivos e Derivados
feixe lenha, capim B.1 Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva
flora vegetais de uma região de nenhuma outra palavra da própria língua por-
frota navios mercantes, ônibus tuguesa.
B.2 Substantivo Derivado: é aquele que se origi-
girândola fogos de artifício na de outra palavra. O substantivo limoeiro, por
horda bandidos, invasores exemplo, é derivado, pois se originou a partir da
palavra limão.
junta médicos, bois, credores, exa-
minadores 4. Flexão dos substantivos
júri jurados
legião soldados, anjos, demônios O substantivo é uma classe variável. A palavra é variá-
vel quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por
leva presos, recrutas exemplo, pode sofrer variações para indicar:
malta malfeitores ou desordeiros Plural: meninos / Feminino: menina / Aumentativo:
meninão / Diminutivo: menininho
manada búfalos, bois, elefantes, A) Flexão de Gênero
matilha cães de raça Gênero é um princípio puramente linguístico, não de-
vendo ser confundido com “sexo”. O gênero diz respeito
molho chaves, verduras
a todos os substantivos de nossa língua, quer se refiram
multidão pessoas em geral a seres animais providos de sexo, quer designem apenas
nuvem insetos (gafanhotos, mosqui- “coisas”: o gato/a gata; o banco, a casa.
tos, etc.) Na língua portuguesa, há dois gêneros: masculino e
feminino. Pertencem ao gênero masculino os substanti-
penca bananas, chaves vos que podem vir precedidos dos artigos o, os, um, uns.
pinacoteca pinturas, quadros Veja estes títulos de filmes:
O velho e o mar
quadrilha ladrões, bandidos Um Natal inesquecível
ramalhete flores Os reis da praia
rebanho ovelhas
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que
repertório peças teatrais, obras musicais podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
LÍNGUA PORTUGUESA

réstia alhos ou cebolas A história sem fim


Uma cidade sem passado
romanceiro poesias narrativas As tartarugas ninjas
revoada pássaros
5. Substantivos Biformes e Substantivos Unifor-
sínodo párocos mes
talha lenha

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1. Substantivos Biformes (= duas formas): apresen- 7. Formação do Feminino dos Substantivos Uni-
tam uma forma para cada gênero: gato – gata, ho- formes
mem – mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
2. Substantivos Uniformes: apresentam uma única Epicenos:
forma, que serve tanto para o masculino quanto Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
para o feminino. Classificam-se em:
A) Epicenos: referentes a animais. A distinção de sexo Não é possível saber o sexo do jacaré em questão.
se faz mediante a utilização das palavras “macho” Isso ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma
e “fêmea”: a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré forma para indicar o masculino e o feminino.
macho e o jacaré fêmea. Alguns nomes de animais apresentam uma só for-
B) Sobrecomuns: substantivos uniformes referentes ma para designar os dois sexos. Esses substantivos são
a pessoas de ambos os sexos: a criança, a teste- chamados de epicenos. No caso dos epicenos, quando
munha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, o in- houver a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se
divíduo. palavras macho e fêmea.
C) Comuns de Dois ou Comum de Dois Gêneros: A cobra macho picou o marinheiro.
indicam o sexo das pessoas por meio do artigo: o A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
colega e a colega, o doente e a doente, o artista e
a artista. 8. Sobrecomuns:

Substantivos de origem grega terminados em ema Entregue as crianças à natureza.


ou oma são masculinos: o fonema, o poema, o sistema, o
sintoma, o teorema. A palavra crianças se refere tanto a seres do sexo
masculino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso,
 Existem certos substantivos que, variando de nem o artigo nem um possível adjetivo permitem iden-
gênero, variam em seu significado: tificar o sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja:
o águia (vigarista) e a águia (ave; perspicaz); o cabeça A criança chorona chamava-se João.
(líder) e a cabeça (parte do corpo); o capital (dinheiro) e A criança chorona chamava-se Maria.
a capital (cidade); o coma (sono mórbido) e a coma (ca-
beleira, juba); o lente (professor) e a lente (vidro de au- Outros substantivos sobrecomuns:
mento); o moral (estado de espírito) e a moral (ética; con- a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma
clusão); o praça (soldado raso) e a praça (área pública); boa criatura.
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora). o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de
Marcela faleceu
6. Formação do Feminino dos Substantivos Bifor-
mes 9. Comuns de Dois Gêneros:

Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
- aluna.
 Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher?
ao masculino: freguês - freguesa É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma
 Substantivos terminados em -ão: fazem o femini- vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme.
no de três formas: A distinção de gênero pode ser feita através da análi-
1. troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa se do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o subs-
2. troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã tantivo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante;
3. troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona um jovem - uma jovem; artista famoso - artista famosa;
Exceções: barão – baronesa, ladrão - ladra, sultão - repórter francês - repórter francesa.
sultana A palavra personagem é usada indistintamente nos
dois gêneros. Entre os escritores modernos nota-se
 Substantivos terminados em -or: acentuada preferência pelo masculino: O menino desco-
acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora briu nas nuvens os personagens dos contos de carochinha.
troca-se -or por -triz: = imperador – imperatriz Com referência à mulher, deve-se preferir o feminino:
O problema está nas mulheres de mais idade, que não
 Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa: aceitam a personagem.
cônsul - consulesa / abade - abadessa / poeta - Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo
poetisa / duque - duquesa / conde - condessa / pro- fotográfico Ana Belmonte.
LÍNGUA PORTUGUESA

feta - profetisa
 Substantivos que formam o feminino trocando o Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó
-e final por -a: elefante - elefanta )pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o
 Substantivos que têm radicais diferentes no mas- maracajá, o clã, o herpes, o pijama, o suéter, o soprano, o
culino e no feminino: bode – cabra / boi - vaca proclama, o pernoite, o púbis.
 Substantivos que formam o feminino de maneira Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata,
especial, isto é, não seguem nenhuma das regras a cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a
anteriores: czar – czarina, réu - ré libido, a cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa).

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São geralmente masculinos os substantivos de ori- Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural
gem grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilo- pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz - raízes.
grama, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o
telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema, Atenção:
o eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o tra- O plural de caráter é caracteres.
coma, o hematoma.
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc. Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-
-se no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quintais;
Gênero dos Nomes de Cidades - Com raras exce- caracol – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e males,
ções, nomes de cidades são femininos: A histórica Ouro cônsul e cônsules.
Preto. / A dinâmica São Paulo. / A acolhedora Porto Ale- Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de
gre. / Uma Londres imensa e triste. duas maneiras:
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. 1. Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
2. Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
10. Gênero e Significação Observação:
A palavra réptil pode formar seu plural de duas ma-
Muitos substantivos, como já mencionado anterior- neiras: répteis ou reptis (pouco usada).
mente, têm uma significação no masculino e outra no fe-
minino. Observe: o baliza (soldado que à frente da tropa, Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de
indica os movimentos que se deve realizar em conjunto; o duas maneiras:
que vai à frente de um bloco carnavalesco, manejando um 1. Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o
bastão), a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses
ou proibição de trânsito), o cabeça (chefe), a cabeça (par- 2. Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam in-
te do corpo), o cisma (separação religiosa, dissidência), a variáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
cisma (ato de cismar, desconfiança), o cinza (a cor cinzen-
Os substantivos terminados em “ão” fazem o plural
ta), a cinza (resíduos de combustão), o capital (dinheiro),
de três maneiras.
a capital (cidade), o coma (perda dos sentidos), a coma
1. substituindo o -ão por -ões: ação - ações
(cabeleira), o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro),
2. substituindo o -ão por -ães: cão - cães
a coral (cobra venenosa), o crisma (óleo sagrado, usado
3. substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
na administração da crisma e de outros sacramentos), a
crisma (sacramento da confirmação), o cura (pároco), a
Observação:
cura (ato de curar), o estepe (pneu sobressalente), a estepe
Muitos substantivos terminados em “ão” apresentam
(vasta planície de vegetação), o guia (pessoa que guia ou- dois – e até três – plurais:
tras), a guia (documento, pena grande das asas das aves),
o grama (unidade de peso), a grama (relva), o caixa (fun- aldeão – aldeões/aldeães/aldeãos
cionário da caixa), a caixa (recipiente, setor de pagamen- ancião – anciões/anciães/anciãos
tos), o lente (professor), a lente (vidro de aumento), o mo- charlatão – charlatões/charlatães
ral (ânimo), a moral (honestidade, bons costumes, ética), corrimão – corrimãos/corrimões
o nascente (lado onde nasce o Sol), a nascente (a fonte), guardião – guardiões/guardiães
o maria-fumaça (trem como locomotiva a vapor), maria- vilão – vilãos/vilões/vilães
-fumaça (locomotiva movida a vapor), o pala (poncho), a
pala (parte anterior do boné ou quepe, anteparo), o rádio Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis:
(aparelho receptor), a rádio (emissora), o voga (remador), o látex - os látex.
a voga (moda).
12. Plural dos Substantivos Compostos
B) Flexão de Número do Substantivo
A formação do plural dos substantivos compostos
Em português, há dois números gramaticais: o singu- depende da forma como são grafados, do tipo de pa-
lar, que indica um ser ou um grupo de seres, e o plural, lavras que formam o composto e da relação que esta-
que indica mais de um ser ou grupo de seres. A caracte- belecem entre si. Aqueles que são grafados sem hífen
rística do plural é o “s” final. comportam-se como os substantivos simples: aguar-
dente/aguardentes, girassol/girassóis, pontapé/pontapés,
11. Plural dos Substantivos Simples malmequer/malmequeres.
LÍNGUA PORTUGUESA

O plural dos substantivos compostos cujos elementos


Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas
“n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã – e discussões. Algumas orientações são dadas a seguir:
ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural).
Exceção: cânon - cânones.

Os substantivos terminados em “m” fazem o plural


em “ns”: homem - homens.

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A) Flexionam-se os dois elementos, quando forma- 15. Plural dos Diminutivos
dos de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” fi-
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-per- nal e acrescenta-se o sufixo diminutivo.
feitos
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-ho- pãe(s) + zinhos = pãezinhos
mens
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras animai(s) + zinhos = animaizinhos
botõe(s) + zinhos = botõezinhos
B) Flexiona-se somente o segundo elemento,
quando formados de: chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas farói(s) + zinhos = faroizinhos
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e tren(s) + zinhos = trenzinhos
alto-falantes
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco- colhere(s) + zinhas = colherezinhas
-recos flore(s) + zinhas = florezinhas

C) Flexiona-se somente o primeiro elemento, mão(s) + zinhas = mãozinhas


quando formados de: papéi(s) + zinhos = papeizinhos
substantivo + preposição clara + substantivo = água- nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
-de-colônia e águas-de-colônia
substantivo + preposição oculta + substantivo = ca- funi(s) + zinhos = funizinhos
valo-vapor e cavalos-vapor túnei(s) + zinhos = tuneizinhos
substantivo + substantivo que funciona como deter-
minante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o pai(s) + zinhos = paizinhos
tipo do termo anterior: palavra-chave - palavras-chave, pé(s) + zinhos = pezinhos
bomba-relógio - bombas-relógio, homem-rã - homens-rã, pé(s) + zitos = pezitos
peixe-espada - peixes-espada.
16. Plural dos Nomes Próprios Personativos
D) Permanecem invariáveis, quando formados de:
verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas
verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os
sempre que a terminação preste-se à flexão.
saca-rolhas
Os Napoleões também são derrotados.
As Raquéis e Esteres.
13. Casos Especiais
17. Plural dos Substantivos Estrangeiros
o louva-a-deus e os louva-a-deus
o bem-te-vi e os bem-te-vis Substantivos ainda não aportuguesados devem ser es-
critos como na língua original, acrescentando-se “s” (ex-
o bem-me-quer e os bem-me-queres ceto quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os shorts,
o joão-ninguém e os joões-ninguém. os jazz.
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de
14. Plural das Palavras Substantivadas acordo com as regras de nossa língua: os clubes, os cho-
pes, os jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons,
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras os réquiens.
classes gramaticais usadas como substantivo apresen- Observe o exemplo:
tam, no plural, as flexões próprias dos substantivos. Este jogador faz gols toda vez que joga.
Pese bem os prós e os contras. O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
O aluno errou na prova dos noves.
Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.

Observação:
Numerais substantivados terminados em “s” ou “z”
não variam no plural: Nas provas mensais consegui muitos
LÍNGUA PORTUGUESA

seis e alguns dez.

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18. Plural com Mudança de Timbre Analítico = substantivo acompanhado de um adjeti-
vo que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Certos substantivos formam o plural com mudança Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo in-
de timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um dicador de diminuição. Por exemplo: casinha.
fato fonético chamado metafonia (plural metafônico).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Singular Plural
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
corpo (ô) corpos (ó) Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
esforço esforços reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
fogo fogos CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
forno fornos Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição –
fosso fossos São Paulo: Saraiva, 2002.
imposto impostos
SITE
olho olhos
http://www.sopor tugues.com.br/secoes/morf/
osso (ô) ossos (ó) morf12.php
ovo ovos
PRONOME
poço poços
porto portos Pronome é a palavra variável que substitui ou acom-
panha um substantivo (nome), qualificando-o de alguma
posto postos forma.
tijolo tijolos O homem julga que é superior à natureza, por isso o
homem destrói a natureza...
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bol- Utilizando pronomes, teremos: O homem julga que é
sos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, superior à natureza, por isso ele a destrói...
etc. Ficou melhor, sem a repetição desnecessária de ter-
mos (homem e natureza).
Observação:
Distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de Grande parte dos pronomes não possuem significa-
molho (ó) = feixe (molho de lenha). dos fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação
dentro de um contexto, o qual nos permite recuperar a
Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o referência exata daquilo que está sendo colocado por
norte, o leste, o oeste, a fé, etc. meio dos pronomes no ato da comunicação. Com ex-
ceção dos pronomes interrogativos e indefinidos, os de-
Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsames, mais pronomes têm por função principal apontar para as
as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes. pessoas do discurso ou a elas se relacionar, indicando-
Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do -lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude
singular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probida- dessa característica, os pronomes apresentam uma for-
de, bom nome) e honras (homenagem, títulos). ma específica para cada pessoa do discurso.
Usamos, às vezes, os substantivos no singular, mas Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada.
com sentido de plural: [minha/eu: pronomes de 1.ª pessoa = aquele que fala]
Aqui morreu muito negro. Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada?
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas [tua/tu: pronomes de 2.ª pessoa = aquele a quem se
improvisadas. fala]
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada.
C) Flexão de Grau do Substantivo [dela/ela: pronomes de 3.ª pessoa = aquele de quem
se fala]
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir
as variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
1. Grau Normal - Indica um ser de tamanho conside- Em termos morfológicos, os pronomes são palavras
rado normal. Por exemplo: casa variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em nú-
LÍNGUA PORTUGUESA

2. Grau Aumentativo - Indica o aumento do tama- mero (singular ou plural). Assim, espera-se que a refe-
nho do ser. Classifica-se em: rência através do pronome seja coerente em termos de
Analítico = o substantivo é acompanhado de um ad- gênero e número (fenômeno da concordância) com o
jetivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande. seu objeto, mesmo quando este se apresenta ausente no
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo in- enunciado.
dicador de aumento. Por exemplo: casarão. Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da
3. Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tama- nossa escola neste ano.
nho do ser. Pode ser: [nossa: pronome que qualifica “escola” = concordân-

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cia adequada] marca o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o
[neste: pronome que determina “ano” = concordân- complemento da oração. Os pronomes oblíquos sofrem
cia adequada] variação de acordo com a acentuação tônica que pos-
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = con- suem, podendo ser átonos ou tônicos.
cordância inadequada]
2. Pronome Oblíquo Átono
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos,
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. São chamados átonos os pronomes oblíquos que não
são precedidos de preposição. Possuem acentuação tô-
1. Pronomes Pessoais nica fraca: Ele me deu um presente.

São aqueles que substituem os substantivos, indican- Lista dos pronomes oblíquos átonos
do diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou 1.ª pessoa do singular (eu): me
escreve assume os pronomes “eu” ou “nós”; usa-se os 2.ª pessoa do singular (tu): te
pronomes “tu”, “vós”, “você” ou “vocês” para designar a 3.ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
quem se dirige, e “ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer 1.ª pessoa do plural (nós): nos
referência à pessoa ou às pessoas de quem se fala. 2.ª pessoa do plural (vós): vos
Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun- 3.ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto
ou do caso oblíquo.
FIQUE ATENTO!
A) Pronome Reto Os pronomes o, os, a, as assumem formas es-
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sen- peciais depois de certas terminações verbais:
tença, exerce a função de sujeito: Nós lhe ofertamos 1. Quando o verbo termina em -z, -s ou -r,
flores. o pronome assume a forma lo, los, la ou las,
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gê- ao mesmo tempo que a terminação verbal é
nero (apenas na 3.ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a suprimida. Por exemplo:
principal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. fiz + o = fi-lo
Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é assim con- fazeis + o = fazei-lo
figurado: dizer + a = dizê-la

1.ª pessoa do singular: eu 2. Quando o verbo termina em som nasal, o


2.ª pessoa do singular: tu pronome assume as formas no, nos, na, nas.
3.ª pessoa do singular: ele, ela Por exemplo:
1.ª pessoa do plural: nós viram + o: viram-no
2.ª pessoa do plural: vós repõe + os = repõe-nos
3.ª pessoa do plural: eles, elas retém + a: retém-na
tem + as = tem-nas
Esses pronomes não costumam ser usados como
complementos verbais na língua-padrão. Frases como
“Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu B.2 Pronome Oblíquo Tônico
até aqui”- comuns na língua oral cotidiana - devem ser
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedi-
evitadas na língua formal escrita ou falada. Na língua for- dos por preposições, em geral as preposições a, para, de
mal, devem ser usados os pronomes oblíquos correspon- e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a
dentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram- função de objeto indireto da oração. Possuem acentua-
-me até aqui”. ção tônica forte.
Lista dos pronomes oblíquos tônicos:
Frequentemente observamos a omissão do pronome 1.ª pessoa do singular (eu): mim, comigo
reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias 2.ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
formas verbais marcam, através de suas desinências, as 3.ª pessoa do singular (ele, ela): si, consigo, ele, ela
pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto: Fizemos 1.ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
boa viagem. (Nós) 2.ª pessoa do plural (vós): vós, convosco
B) Pronome Oblíquo 3.ª pessoa do plural (eles, elas): si, consigo, eles, elas
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na
Observe que as únicas formas próprias do pronome
LÍNGUA PORTUGUESA

sentença, exerce a função de complemento verbal


tônico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti).
(objeto direto ou indireto): Ofertaram-nos flores. (ob- As demais repetem a forma do pronome pessoal do caso
jeto indireto) reto.
As preposições essenciais introduzem sempre prono-
Observação: mes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso
O pronome oblíquo é uma forma variante do prono- reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso da
me pessoal do caso reto. Essa variação indica a função língua formal, os pronomes costumam ser usados desta
diversa que eles desempenham na oração: pronome reto forma:

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Não há mais nada entre mim e ti.
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. #FicaDica
Não há nenhuma acusação contra mim.
Não vá sem mim. O pronome é reflexivo quando se refere à
mesma pessoa do pronome subjetivo (sujei-
Há construções em que a preposição, apesar de surgir to): Eu me arrumei e saí.
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma ora- É pronome recíproco quando indica reci-
ção cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo procidade de ação: Nós nos amamos. / Olha-
pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um prono- mo-nos calados.
me, deverá ser do caso reto. O “se” pode ser usado como palavra expleti-
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar. va ou partícula de realce, sem ser rigorosa-
Não vá sem eu mandar. mente necessária e sem função sintática: Os
exploradores riam-se de suas tentativas. / Será
A frase: “Foi fácil para mim resolver aquela questão!” que eles se foram?
está correta, já que “para mim” é complemento de “fácil”.
A ordem direta seria: Resolver aquela questão foi fácil para
mim! C) Pronomes de Tratamento
A combinação da preposição “com” e alguns prono- São pronomes utilizados no tratamento formal, ceri-
mes originou as formas especiais comigo, contigo, consi- monioso. Apesar de indicarem nosso interlocutor (por-
go, conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos tanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira
frequentemente exercem a função de adjunto adverbial pessoa. Alguns exemplos:
de companhia: Ele carregava o documento consigo. Vossa Alteza (V. A.) = príncipes, duques
A preposição “até” exige as formas oblíquas tônicas: Vossa Eminência (V. E.ma) = cardeais
Ela veio até mim, mas nada falou. Vossa Reverendíssima (V. Ver.ma) = sacerdotes e reli-
Mas, se “até” for palavra denotativa (com o sentido de giosos em geral
inclusão), usaremos as formas retas: Todos foram bem na Vossa Excelência (V. Ex.ª) = oficiais de patente supe-
prova, até eu! (= inclusive eu) rior à de coronel, senadores, deputados, embaixadores,
As formas “conosco” e “convosco” são substituídas professores de curso superior, ministros de Estado e de
por “com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais Tribunais, governadores, secretários de Estado, presidente
são reforçados por palavras como outros, mesmos, pró- da República (sempre por extenso)
prios, todos, ambos ou algum numeral. Vossa Magnificência (V. Mag.ª) = reitores de universi-
Você terá de viajar com nós todos. dades
Estávamos com vós outros quando chegaram as más Vossa Majestade (V. M.) = reis, rainhas e imperadores
notícias. Vossa Senhoria (V. S.a) = comerciantes em geral, ofi-
Ele disse que iria com nós três. ciais até a patente de coronel, chefes de seção e funcio-
nários de igual categoria
3. Pronome Reflexivo Vossa Meretíssima (sempre por extenso) = para juízes
de direito
São pronomes pessoais oblíquos que, embora fun- Vossa Santidade (sempre por extenso) = tratamento
cerimonioso
cionem como objetos direto ou indireto, referem-se ao
Vossa Onipotência (sempre por extenso) = Deus
sujeito da oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe
Também são pronomes de tratamento o senhor, a se-
a ação expressa pelo verbo.
nhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são em-
Lista dos pronomes reflexivos:
pregados no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”,
1.ª pessoa do singular (eu): me, mim = Eu não me lem- no tratamento familiar. Você e vocês são largamente em-
bro disso. pregados no português do Brasil; em algumas regiões, a
forma tu é de uso frequente; em outras, pouco emprega-
2.ª pessoa do singular (tu): te, ti = Conhece a ti mesmo. da. Já a forma vós tem uso restrito à linguagem litúrgica,
ultraformal ou literária.
3.ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo = Gui-
lherme já se preparou. Observações:
Ela deu a si um presente.
Antônio conversou consigo mesmo. 1. Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes de
tratamento que possuem “Vossa(s)” são emprega-
LÍNGUA PORTUGUESA

1.ª pessoa do plural (nós): nos = Lavamo-nos no rio. dos em relação à pessoa com quem falamos: Es-
2.ª pessoa do plural (vós): vos = Vós vos beneficiastes pero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este
com esta conquista. encontro.
3.ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo = Eles se 2. Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito
conheceram. / Elas deram a si um dia de folga. da pessoa: Todos os membros da C.P.I. afirmaram
que Sua Excelência, o Senhor Presidente da Repúbli-
ca, agiu com propriedade.

26
3. Os pronomes de tratamento representam uma for- 2. Os pronomes possessivos nem sempre indicam
ma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlo- posse. Podem ter outros empregos, como:
cutores. Ao tratarmos um deputado por Vossa Ex- A) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha.
celência, por exemplo, estamos nos endereçando à B) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40
excelência que esse deputado supostamente tem anos.
para poder ocupar o cargo que ocupa. C) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa
4. Embora os pronomes de tratamento dirijam-se à tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
2.ª pessoa, toda a concordância deve ser feita 3. Em frases onde se usam pronomes de tratamento,
com a 3.ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes
o pronome possessivo fica na 3.ª pessoa: Vossa Ex-
possessivos e os pronomes oblíquos empregados
celência trouxe sua mensagem?
em relação a eles devem ficar na 3.ª pessoa.
4. Referindo-se a mais de um substantivo, o posses-
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas pro-
messas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhe- sivo concorda com o mais próximo: Trouxe-me
cidos. seus livros e anotações.
5. Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos 5. Em algumas construções, os pronomes pessoais
ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, oblíquos átonos assumem valor de possessivo:
ao longo do texto, a pessoa do tratamento esco- Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus pas-
lhida inicialmente. Assim, por exemplo, se começa- sos)
mos a chamar alguém de “você”, não poderemos 6. O adjetivo “respectivo” equivale a “devido, seu, pró-
usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, ver- prio”, por isso não se deve usar “seus” ao utilizá-lo,
bo na terceira pessoa. para que não ocorra redundância: Coloque tudo
nos respectivos lugares.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
teus cabelos. (errado) 5. Pronomes Demonstrativos

Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos São utilizados para explicitar a posição de certa pa-
seus cabelos. (correto) = terceira pessoa do singular lavra em relação a outras ou ao contexto. Essa relação
pode ser de espaço, de tempo ou em relação ao dis-
ou
curso.
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
teus cabelos. (correto) = segunda pessoa do singular A) Em relação ao espaço:
Este(s), esta(s) e isto = indicam o que está perto da
4. Pronomes Possessivos pessoa que fala:
Este material é meu.
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo Esse(s), essa(s) e isso = indicam o que está perto da
(coisa possuída). pessoa com quem se fala:
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1.ª pessoa do Esse material em sua carteira é seu?
singular)
Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam o que está
NÚMERO PESSOA PRONOME distante tanto da pessoa que fala como da pessoa com
quem se fala:
singular primeira meu(s), minha(s) Aquele material não é nosso.
singular segunda teu(s), tua(s) Vejam aquele prédio!
singular terceira seu(s), sua(s)
B) Em relação ao tempo:
plural primeira nosso(s), nossa(s) Este(s), esta(s) e isto = indicam o tempo presente em
plural segunda vosso(s), vossa(s) relação à pessoa que fala:
plural terceira seu(s), sua(s) Esta manhã farei a prova do concurso!

Note que: Esse(s), essa(s) e isso = indicam o tempo passado, po-


A forma do possessivo depende da pessoa gramatical rém relativamente próximo à época em que se situa a
a que se refere; o gênero e o número concordam com o pessoa que fala:
LÍNGUA PORTUGUESA

objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua contribuição Essa noite dormi mal; só pensava no concurso!
naquele momento difícil. Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam um afasta-
mento no tempo, referido de modo vago ou como tem-
Observações: po remoto:
1. A forma “seu” não é um possessivo quando resul- Naquele tempo, os professores eram valorizados.
tar da alteração fonética da palavra senhor: Muito
obrigado, seu José.

27
C) Em relação ao falado ou escrito (ou ao que se te, desta, disso, nisso, no, etc: Não acreditei no que
falará ou escreverá): estava vendo. (no = naquilo)
Este(s), esta(s) e isto = empregados quando se quer fa-
zer referência a alguma coisa sobre a qual ainda se falará: 6. Pronomes Indefinidos
Serão estes os conteúdos da prova: análise sintática, or-
tografia, concordância. São palavras que se referem à 3.ª pessoa do discur-
so, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando
Esse(s), essa(s) e isso = utilizados quando se pretende quantidade indeterminada.
fazer referência a alguma coisa sobre a qual já se falou: Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
-plantadas.
Sua aprovação no concurso, isso é o que mais deseja-
mos! Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pes-
soa de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de
Este e aquele são empregados quando se quer fazer forma imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar
referência a termos já mencionados; aquele se refere ao um ser humano que seguramente existe, mas cuja iden-
termo referido em primeiro lugar e este para o referido tidade é desconhecida ou não se quer revelar. Classifi-
por último: cam-se em:

Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Pau- A) Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o
lo; este está mais bem colocado que aquele. (= este [São lugar do ser ou da quantidade aproximada de se-
Paulo], aquele [Palmeiras]) res na frase. São eles: algo, alguém, fulano, sicrano,
beltrano, nada, ninguém, outrem, quem, tudo.
ou Algo o incomoda?
Quem avisa amigo é.
Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Pau-
lo; aquele está mais bem colocado que este. (= este [São B) Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um
Paulo], aquele [Palmeiras]) ser expresso na frase, conferindo-lhe a noção de
quantidade aproximada. São eles: cada, certo(s),
Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
certa(s).
invariáveis, observe:
Cada povo tem seus costumes.
Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aque-
Certas pessoas exercem várias profissões.
la(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
Note que:
Também aparecem como pronomes demonstrativos:
Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora pro-
 o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” nomes indefinidos adjetivos:
e puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, mui-
aquilo. tos), demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, ne-
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.) nhuns, nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s),
Essa rua não é a que te indiquei. (não é aquela que te qualquer, quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal,
indiquei.) tais, tanto(s), tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s),
vários, várias.
 mesmo(s), mesma(s), próprio(s), própria(s): Menos palavras e mais ações.
variam em gênero quando têm caráter reforçativo: Alguns se contentam pouco.
Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
Eu mesma refiz os exercícios. Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va-
Elas mesmas fizeram isso. riáveis e invariáveis. Observe:
Eles próprios cozinharam.  Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco,
Os próprios alunos resolveram o problema. vário, tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda,
 semelhante(s): Não tenha semelhante atitude. muita, pouca, vária, tanta, outra, quanta, qualquer,
 tal, tais: Tal absurdo eu não cometeria. quaisquer*, alguns, nenhuns, todos, muitos, poucos,
vários, tantos, outros, quantos, algumas, nenhumas,
todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quan-
tas.
1. Em frases como: O referido deputado e o Dr. Alcides  Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo,
LÍNGUA PORTUGUESA

eram amigos íntimos; aquele casado, solteiro este. nada, algo, cada.
(ou então: este solteiro, aquele casado) - este se re- *Qualquer é composto de qual + quer (do verbo que-
fere à pessoa mencionada em último lugar; aquele, rer), por isso seu plural é quaisquer (única palavra cujo
à mencionada em primeiro lugar. plural é feito em seu interior).
2. O pronome demonstrativo tal pode ter conotação Todo e toda no singular e junto de artigo significa in-
irônica: A menina foi a tal que ameaçou o professor? teiro; sem artigo, equivale a qualquer ou a todas as:
3. Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em Toda a cidade está enfeitada. (= a cidade inteira)
com pronome demonstrativo: àquele, àquela, des- Toda cidade está enfeitada. (= todas as cidades)

28
Trabalho todo o dia. (= o dia inteiro) Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas
Trabalho todo dia. (= todos os dias) dúvidas? (com preposições de duas ou mais sílabas utili-
za-se o qual / a qual)
São locuções pronominais indefinidas: cada qual,
cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem quer O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que,
(que), seja quem for, seja qual for, todo aquele (que), tal e se refere a uma oração: Não chegou a ser padre, mas
qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma deixou de ser poeta, que era a sua vocação natural.
ou outra, etc. O pronome “cujo”: exprime posse; não concorda com
Cada um escolheu o vinho desejado. o seu antecedente (o ser possuidor), mas com o conse-
quente (o ser possuído, com o qual concorda em gêne-
7. Pronomes Relativos ro e número); não se usa artigo depois deste pronome;
“cujo” equivale a do qual, da qual, dos quais, das quais.
São aqueles que representam nomes já mencionados Existem pessoas cujas ações são nobres.
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem (antecedente) (consequente)
as orações subordinadas adjetivas.
O racismo é um sistema que afirma a superioridade de Se o verbo exigir preposição, esta virá antes do pro-
um grupo racial sobre outros. nome: O autor, a cujo livro você se referiu, está aqui! (re-
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre ou- feriu-se a)
tros = oração subordinada adjetiva).
“Quanto” é pronome relativo quando tem por ante-
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sis- cedente um pronome indefinido: tanto (ou variações) e
tema” e introduz uma oração subordinada. Diz-se que tudo:
a palavra “sistema” é antecedente do pronome relativo Emprestei tantos quantos foram neces-
que. sários.
O antecedente do pronome relativo pode ser o pro- (antecedente)
nome demonstrativo o, a, os, as. Ele fez tudo quanto ha-
Não sei o que você está querendo dizer. via falado.
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem (antecedente)
expresso.
Quem casa, quer casa.
O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre
precedido de preposição.
Observe:
É um professor a quem mui-
Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os
to devemos.
quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas,
(preposição)
quantas.
Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
“Onde”, como pronome relativo, sempre possui ante-
Note que: cedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar: A
O pronome “que” é o relativo de mais largo empre- casa onde morava foi assaltada.
go, sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser
substituído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou
seu antecedente for um substantivo. em que: Sinto saudades da época em que (quando) morá-
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual) vamos no exterior.
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (=
a qual) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as pa-
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os lavras:
quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (=  como (= pelo qual) – desde que precedida das
as quais) palavras modo, maneira ou forma:
Não me parece correto o modo como você agiu sema-
O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente na passada.
pronomes relativos, por isso são utilizados didaticamen-
te para verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde”  quando (= em que) – desde que tenha como
(que podem ter várias classificações) são pronomes rela- antecedente um nome que dê ideia de tempo:
tivos. Todos eles são usados com referência à pessoa ou Bons eram os tempos quando podíamos jogar video-
LÍNGUA PORTUGUESA

coisa por motivo de clareza ou depois de determinadas game.


preposições: Regressando de São Paulo, visitei o sítio de
minha tia, o qual me deixou encantado. O uso de “que”, Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
neste caso, geraria ambiguidade. Veja: Regressando de numa só frase.
São Paulo, visitei o sítio de minha tia, que me deixou en- O futebol é um esporte. / O povo gosta muito deste
cantado (quem me deixou encantado: o sítio ou minha esporte.
tia?). = O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.

29
Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de #FicaDica
gente que conversava, (que) ria, observava.
Pronome Oblíquo é aquele que exerce a fun-
8. Pronomes Interrogativos ção de complemento verbal (objeto). Por isso,
memorize:
São usados na formulação de perguntas, sejam elas OBlíquo = OBjeto!
diretas ou indiretas. Assim como os pronomes indefini-
dos, referem-se à 3.ª pessoa do discurso de modo im-
preciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual (e Embora na linguagem falada a colocação dos prono-
variações), quanto (e variações). mes não seja rigorosamente seguida, algumas normas
Com quem andas? devem ser observadas na linguagem escrita.
Qual seu nome?
Diz-me com quem andas, que te direi quem és. Próclise = É a colocação pronominal antes do verbo.
A próclise é usada:
O pronome pessoal é do caso reto quando tem fun-
ção de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso  Quando o verbo estiver precedido de palavras
oblíquo quando desempenha função de complemento. que atraem o pronome para antes do verbo. São elas:
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. A) Palavras de sentido negativo: não, nunca, ninguém,
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia jamais, etc.: Não se desespere!
lhe ajudar. B) Advérbios: Agora se negam a depor.
C) Conjunções subordinativas: Espero que me expli-
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” quem tudo!
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao D) Pronomes relativos: Venceu o concurseiro que se
caso reto. Já na segunda oração, o pronome “lhe” exerce esforçou.
função de complemento (objeto), ou seja, caso oblíquo. E) Pronomes indefinidos: Poucos te deram a oportu-
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discur- nidade.
so. O pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta F) Pronomes demonstrativos: Isso me magoa muito.
para a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não
sabia se devia ajudar... Ajudar quem? Você (lhe).  Orações iniciadas por palavras interrogativas:
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou Quem lhe disse isso?
tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição,  Orações iniciadas por palavras exclamativas:
diferentemente dos segundos, que são sempre precedi- Quanto se ofendem!
dos de preposição.  Orações que exprimem desejo (orações optativas):
A) Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o Que Deus o ajude.
que eu estava fazendo.  A próclise é obrigatória quando se utiliza o pro-
B) Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para nome reto ou sujeito expresso: Eu lhe entregarei o
mim o que eu estava fazendo. material amanhã. / Tu sabes cantar?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Mesóclise = É a colocação pronominal no meio do


SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa verbo. A mesóclise é usada:
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce- Quando o verbo estiver no futuro do presente ou fu-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São turo do pretérito, contanto que esses verbos não estejam
Paulo: Saraiva, 2010. precedidos de palavras que exijam a próclise. Exemplos:
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento em
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000. prol da paz no mundo.
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura, Repare que o pronome está “no meio” do verbo “rea-
Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira lizará”: realizar – SE – á. Se houvesse na oração alguma
Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição – palavra que justificasse o uso da próclise, esta prevalece-
São Paulo: Saraiva, 2002. ria. Veja: Não se realizará...
Não fossem os meus compromissos, acompanhar-te-ia
SITE nessa viagem.
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.
(com presença de palavra que justifique o uso de pró-
LÍNGUA PORTUGUESA

php
clise: Não fossem os meus compromissos, EU te acompa-
nharia nessa viagem).
9. Colocação Pronominal
Ênclise = É a colocação pronominal depois do verbo.
Colocação Pronominal trata da correta colocação dos
A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não
pronomes oblíquos átonos na frase.
forem possíveis:
 Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo:
Quando eu avisar, silenciem-se todos.

30
 Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal: http://www.portugues.com.br/gramatica/colocacao-
Não era minha intenção machucá-la. -pronominal-.html
 Quando o verbo iniciar a oração. (até porque não
se inicia período com pronome oblíquo). Observação: Não foram encontradas questões
Vou-me embora agora mesmo. abrangendo tal conteúdo.
Levanto-me às 6h.
 Quando houver pausa antes do verbo: Se eu passo VERBO
no concurso, mudo-me hoje mesmo!
 Quando o verbo estiver no gerúndio: Recusou a Verbo é a palavra que se flexiona em pessoa, número,
proposta fazendo-se de desentendida. tempo e modo. A estes tipos de flexão verbal dá-se o
nome de conjugação (por isso também se diz que verbo
10. Colocação pronominal nas locuções verbais é a palavra que pode ser conjugada). Pode indicar, entre
outros processos: ação (amarrar), estado (sou), fenôme-
 Após verbo no particípio = pronome depois do no (choverá); ocorrência (nascer); desejo (querer).
verbo auxiliar (e não depois do particípio):
Tenho me deliciado com a leitura! 1. Estrutura das Formas Verbais
Eu tenho me deliciado com a leitura!
Eu me tenho deliciado com a leitura! Do ponto de vista estrutural, o verbo pode apresentar
 Não convém usar hífen nos tempos compostos e os seguintes elementos:
nas locuções verbais: A) Radical: é a parte invariável, que expressa o signi-
Vamos nos unir! ficado essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-
Iremos nos manifestar. -ava; fal-am. (radical fal-)
 Quando há um fator para próclise nos tempos B) Tema: é o radical seguido da vogal temática que
compostos ou locuções verbais: opção pelo uso indica a conjugação a que pertence o verbo. Por
do pronome oblíquo “solto” entre os verbos = Não exemplo: fala-r. São três as conjugações:
vamos nos preocupar (e não: “não nos vamos preo- 1.ª - Vogal Temática - A - (falar), 2.ª - Vogal Temática -
cupar”). E - (vender), 3.ª - Vogal Temática - I - (partir).
C) Desinência modo-temporal: é o elemento que
11. Emprego de o, a, os, as designa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo:
falávamos (indica o pretérito imperfeito do indicati-
 Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral, vo) / falasse ( indica o pretérito imperfeito do
os pronomes: o, a, os, as não se alteram. subjuntivo)
Chame-o agora. D) Desinência número-pessoal: é o elemento que
Deixei-a mais tranquila. designa a pessoa do discurso (1.ª, 2.ª ou 3.ª) e o
 Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoan- número (singular ou plural):
tes finais alteram-se para lo, la, los, las. Exemplos: falamos (indica a 1.ª pessoa do plural.) / falavam
(Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho. (indica a 3.ª pessoa do plural.)
(Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa.
 Em verbos terminados em ditongos nasais (am,
em, ão, õe), os pronomes o, a, os, as alteram-se FIQUE ATENTO!
para no, na, nos, nas. O verbo pôr, assim como seus derivados
Chamem-no agora. (compor, repor, depor), pertencem à 2.ª conju-
Põe-na sobre a mesa. gação, pois a forma arcaica do verbo pôr era
poer. A vogal “e”, apesar de haver desapareci-
do do infinitivo, revela-se em algumas formas
#FicaDica do verbo: põe, pões, põem, etc.

Dica da Zê!
Próclise – pró lembra pré; pré é prefixo que 2. Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
significa “antes”! Pronome antes do verbo!
Ênclise – “en” lembra, pelo “som”, /Ənd/ (end, Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura
em Inglês – que significa “fim, final!). Pronome dos verbos com o conceito de acentuação tônica, perce-
depois do verbo! bemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acen-
Mesóclise – pronome oblíquo no Meio do to tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, amo,
verbo por exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico
LÍNGUA PORTUGUESA

não cai no radical, mas sim na terminação verbal (fora do


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS radical): opinei, aprenderão, amaríamos.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce-
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
SITE

31
3. Classificação dos Verbos

Classificam-se em:
A) Regulares: são aqueles que apresentam o radical inalterado durante a conjugação e desinências idênticas às de
todos os verbos regulares da mesma conjugação. Por exemplo: comparemos os verbos “cantar” e “falar”, conju-
gados no presente do Modo Indicativo:

canto falo
cantas falas
canta falas
cantamos falamos
cantais falais
cantam falam

#FicaDica
Observe que, retirando os radicais, as desinências modo-temporal e número-pessoal mantiveram-se
idênticas. Tente fazer com outro verbo e perceberá que se repetirá o fato (desde que o verbo seja da
primeira conjugação e regular!). Faça com o verbo “andar”, por exemplo. Substitua o radical “cant” e
coloque o “and” (radical do verbo andar). Viu? Fácil!

B) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alterações no radical ou nas desinências: faço, fiz, farei, fizesse.

Observação:
Alguns verbos sofrem alteração no radical apenas para que seja mantida a sonoridade. É o caso de: corrigir/corrijo,
fingir/finjo, tocar/toquei, por exemplo. Tais alterações não caracterizam irregularidade, porque o fonema permanece
inalterado.

C) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação completa. Os principais são adequar, precaver, compu-
tar, reaver, abolir, falir.
D) Impessoais: são os verbos que não têm sujeito e, normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os
principais verbos impessoais são:

1. Haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se ou fazer (em orações temporais).
Havia muitos candidatos no dia da prova. (Havia = Existiam)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá debates hoje. (Haverá = Realizar-se-ão)
Viajei a Madri há muitos anos. (há = faz)

2. Fazer, ser e estar (quando indicam tempo)


Faz invernos rigorosos na Europa.
Era primavera quando o conheci.
Estava frio naquele dia.

3. Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, ama-
nhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci cansado”, usa-se o verbo “amanhecer” em sentido
figurado. Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado, deixa de ser impessoal para ser pessoal,
ou seja, terá conjugação completa.
Amanheci cansado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
LÍNGUA PORTUGUESA

Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)

4. O verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo: Já passa das seis.

5. Os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição “de”, indicando suficiência:


Basta de tolices.
Chega de promessas.

32
6. Os verbos estar e ficar em orações como “Está bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal”, sem referência
a sujeito expresso anteriormente (por exemplo: “ele está mal”). Podemos, nesse caso, classificar o sujeito como
hipotético, tornando-se, tais verbos, pessoais.
7. O verbo dar + para da língua popular, equivalente de “ser possível”. Por exemplo:
Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uma apostila?

E) Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
São unipessoais os verbos constar, convir, ser (= preciso, necessário) e todos os que indicam vozes de animais
(cacarejar, cricrilar, miar, latir, piar).

Os verbos unipessoais podem ser usados como verbos pessoais na linguagem figurada:
Teu irmão amadureceu bastante.
O que é que aquela garota está cacarejando?
Principais verbos unipessoais:

 Cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser (preciso, necessário):


Cumpre estudarmos bastante. (Sujeito: estudarmos bastante)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova)

 Fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da conjunção que.
Faz dez anos que viajei à Europa. (Sujeito: que viajei à Europa)
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não a vejo. (Sujeito: que não a vejo)

F) Abundantes: são aqueles que possuem duas ou mais formas equivalentes, geralmente no particípio, em que,
além das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas (particípio irregular).
O particípio regular (terminado em “–do”) é utilizado na voz ativa, ou seja, com os verbos ter e haver; o irregular é
empregado na voz passiva, ou seja, com os verbos ser, ficar e estar. Observe:

Infinitivo Particípio Regular Particípio Irregular


Aceitar Aceitado Aceito
Acender Acendido Aceso
Anexar Anexado Anexo
Benzer Benzido Bento
Corrigir Corrigido Correto
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
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Limpar Limpado Limpo
Matar Matado Morto
Misturar Misturado Misto
Morrer Morrido Morto
Murchar Murchado Murcho
Pegar Pegado Pego
LÍNGUA PORTUGUESA

Romper Rompido Roto


Soltar Soltado Solto
Suspender Suspendido Suspenso
Tingir Tingido Tinto
Vagar Vagado Vago

33
FIQUE ATENTO!
Estes verbos e seus derivados possuem, apenas, o particípio irregular: abrir/aberto, cobrir/coberto, dizer/
dito, escrever/escrito, pôr/posto, ver/visto, vir/vindo.

G) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Existem apenas dois: ser (sou, sois,
fui) e ir (fui, ia, vades).
H) Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo prin-
cipal (aquele que exprime a ideia fundamental, mais importante), quando acompanhado de verbo auxiliar, é
expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Vou espantar todos!
(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora!


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Observação:
Os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

4. Conjugação dos Verbos Auxiliares

4.1. SER - Modo Indicativo

Presente Pret.Perfeito Pret. Imp. Pret.mais-que-perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito


sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam

4.2. SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

4.3. SER - Modo Imperativo

Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
LÍNGUA PORTUGUESA

sede vós não sejais vós


sejam vocês não sejam vocês

34
4.4. SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles
4.5. ESTAR - Modo Indicativo

Presente Pret. perf. Pret. Imp. Pret.mais-q-perf. Fut.doPres. Fut.do Preté.


estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

4.6. ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

4.7. ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

4.8. HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Pret.Mais-Q-Perf. Fut.do Pres. Fut.doPreté.


LÍNGUA PORTUGUESA

hei houve havia houvera haverei haveria


hás houveste havias houveras haverás haverias
há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

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4.9. HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


ja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

4.10. HAVER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


haver haver havendo havido
haveres
haver
havermos
haverdes
Haverem

4.11. TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Preté.mais-q-perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

4.12. TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
Tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

I) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na
mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já
LÍNGUA PORTUGUESA

implícita no próprio sentido do verbo (pronominais essenciais). Veja:


 Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos:
abster-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a refle-
xibilidade já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.

A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela
mesma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula
integrante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço

36
da ideia reflexiva expressa pelo radical do próprio verbo. Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respec-
tivos pronomes):
Eu me arrependo, Tu te arrependes, Ele se arrepende, Nós nos arrependemos, Vós vos arrependeis, Eles se arrependem.

 Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto re-
presentado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele
mesmo. Em geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os
pronomes mencionados, formando o que se chama voz reflexiva. Por exemplo: A garota se penteava.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode ser exercida também sobre outra pessoa: A garota penteou-
-me.

Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
sintática.
Há verbos que também são acompanhados de pronomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente prono-
minais - são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à
do sujeito, exercem funções sintáticas. Por exemplo:
Eu me feri. = Eu (sujeito) – 1.ª pessoa do singular; me (objeto direto) – 1.ª pessoa do singular.

5. Modos Verbais

Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo verbo na expressão de um fato certo, real, verdadeiro.
Existem três modos:
A) Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu estudo para o concurso.
B) Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: Talvez eu estude amanhã.
C) Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estude, colega!

6. Formas Nominais

Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas que podem exercer funções de nomes (substantivo, adje-
tivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas nominais. Observe:
A) Infinitivo
A.1 Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de subs-
tantivo. Por exemplo:
Viver é lutar. (= vida é luta)
É indispensável combater a corrupção. (= combate à)
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente (forma simples) ou no passado (forma composta). Por exem-
plo:
É preciso ler este livro.
Era preciso ter lido este livro.

A.2 Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na 1.ª e 3.ª pessoas do singular, não
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira:
2.ª pessoa do singular: Radical + ES = teres (tu)
1.ª pessoa do plural: Radical + MOS = termos (nós)
2.ª pessoa do plural: Radical + DES = terdes (vós)
3.ª pessoa do plural: Radical + EM = terem (eles)
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.

B) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou advérbio. Por exemplo:


Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de advérbio)
Água fervendo, pele ardendo. (função de adjetivo)

Na forma simples (1), o gerúndio expressa uma ação em curso; na forma composta (2), uma ação concluída:
Trabalhando (1), aprenderás o valor do dinheiro.
Tendo trabalhado (2), aprendeu o valor do dinheiro.
LÍNGUA PORTUGUESA

Quando o gerúndio é vício de linguagem (gerundismo), ou seja, uso exagerado e inadequado do gerúndio:
1. Enquanto você vai ao mercado, vou estar jogando futebol.
2. – Sim, senhora! Vou estar verificando!
Em 1, a locução “vou estar” + gerúndio é adequada, pois transmite a ideia de uma ação que ocorre no momento da
outra; em 2, essa ideia não ocorre, já que a locução verbal “vou estar verificando” refere-se a um futuro em andamento,
exigindo, no caso, a construção “verificarei” ou “vou verificar”.

37
C) Particípio: quando não é empregado na formação dos tempos compostos, o particípio indica, geralmente, o re-
sultado de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau. Por exemplo: Terminados os exames,
os candidatos saíram.
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação temporal, assume verdadeiramente a função
de adjetivo. Por exemplo: Ela é a aluna escolhida pela turma.

(Ziraldo)

8. Tempos Verbais

Tomando-se como referência o momento em que se fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos
tempos.

A) Tempos do Modo Indicativo


Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste colégio.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual, mas que não foi completamente
terminado: Ele estudava as lições quando foi interrompido.
Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado: Ele
estudou as lições ontem à noite.
Pretérito-mais-que-perfeito - Expressa um fato ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já estudara as lições
quando os amigos chegaram. (forma simples).
Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual: Ele
estudará as lições amanhã.
Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode ocorrer posteriormente a um determinado fato passado: Se ele
pudesse, estudaria um pouco mais.

B) Tempos do Modo Subjuntivo


Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual: É conveniente que estudes para o exame.
Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele vencesse
o jogo.
Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando ele vier
à loja, levará as encomendas.

FIQUE ATENTO!
Há casos em que formas verbais de um determinado tempo podem ser utilizadas para indicar outro.
Em 1500, Pedro Álvares Cabral descobre o Brasil.
descobre = forma do presente indicando passado ( = descobrira/descobriu)

No próximo final de semana, faço a prova!


faço = forma do presente indicando futuro ( = farei)
LÍNGUA PORTUGUESA

38
TABELAS DAS CONJUGAÇÕES VERBAIS
1. Modo Indicativo
1.1. Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M
1.2. Pretérito Perfeito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM
1.3. Pretérito mais-que-perfeito

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal
1.ª/2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M
1.4. Pretérito Imperfeito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3ª. conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
LÍNGUA PORTUGUESA

cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS


cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

39
1.5. Futuro do Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

1.6. Futuro do Pretérito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

1.7. Presente do Subjuntivo

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1.ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2.ª e 3.ª conjugação).

1.ª conjug. 2.ª conjug. 3.ª conju. Desinên. pessoal Des. temporal Des.temporal
1.ª conj. 2.ª/3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

1.8. Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de
número e pessoa correspondente.

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desin. pessoal
LÍNGUA PORTUGUESA

1.ª /2.ª e 3.ª conj.


CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø

40
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

1.9. Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de
número e pessoa correspondente.

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des. temporal Desin. pessoal
1.ª /2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM partiREM R EM

C) Modo Imperativo

1. Imperativo Afirmativo

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2.ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo


Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

2. Imperativo Negativo

Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo

Que eu cante ---


Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
LÍNGUA PORTUGUESA

Que nós cantemos Não cantemos nós


Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles

41
 No modo imperativo não faz sentido usar na 3.ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem,
pedido ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
 O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

3. Infinitivo Pessoal

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM

 O verbo parecer admite duas construções:


Elas parecem gostar de você. (forma uma locução verbal)
Elas parece gostarem de você. (verbo com sujeito oracional, correspondendo à construção: parece gostarem de você).

 O verbo pegar possui dois particípios (regular e irregular):


Elvis tinha pegado minhas apostilas.
Minhas apostilas foram pegas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

SITE
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf54.php

VOZES DO VERBO

Dá-se o nome de voz à maneira como se apresenta a ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito, indicando
se este é paciente ou agente da ação. Importante lembrar que voz verbal não é flexão, mas aspecto verbal. São três as
vozes verbais:

A) Ativa = quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação expressa pelo verbo:
Ele fez o trabalho.
sujeito agente ação objeto (paciente)
B) Passiva = quando o sujeito é paciente, recebendo a ação expressa pelo verbo:
O trabalho foi feito por ele.
sujeito paciente ação agente da passiva

C) Reflexiva = quando o sujeito é, ao mesmo tempo, agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação:
O menino feriu-se.

#FicaDica
LÍNGUA PORTUGUESA

Não confundir o emprego reflexivo do verbo com a noção de reciprocidade:


Os lutadores feriram-se. (um ao outro)
Nós nos amamos. (um ama o outro)

42
1. Formação da Voz Passiva Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva;
o sujeito da ativa passará a agente da passiva, e o verbo
A voz passiva pode ser formada por dois processos: ativo assumirá a forma passiva, conservando o mesmo
analítico e sintético. tempo.
A) Voz Passiva Analítica = Constrói-se da seguinte Os mestres têm constantemente aconselhado os alu-
maneira: nos.
Verbo SER + particípio do verbo principal. Por exem- Os alunos têm sido constantemente aconselhados pe-
plo: los mestres.
A escola será pintada pelos alunos. (na ativa teríamos: Eu o acompanharei.
os alunos pintarão a escola) Ele será acompanhado por mim.
O trabalho é feito por ele. (na ativa: ele faz o trabalho)
Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não
Observações: haverá complemento agente na passiva. Por exemplo:
 O agente da passiva geralmente é acompanhado Prejudicaram-me. / Fui prejudicado.
da preposição por, mas pode ocorrer a construção Com os verbos neutros (nascer, viver, morrer, dormir,
com a preposição de. Por exemplo: A casa ficou cer- acordar, sonhar, etc.) não há voz ativa, passiva ou refle-
cada de soldados. xiva, porque o sujeito não pode ser visto como agente,
 Pode acontecer de o agente da passiva não estar paciente ou agente paciente.
explícito na frase: A exposição será aberta amanhã.
 A variação temporal é indicada pelo verbo auxi- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
liar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
transformação das frases seguintes: Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português linguagens: volume 2 / Wiliam Roberto Ce-
Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do Indicativo) reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
O trabalho foi feito por ele. (verbo ser no pretérito per- Paulo: Saraiva, 2010.
feito do Indicativo, assim como o verbo principal da voz Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-
ativa) ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

Ele faz o trabalho. (presente do indicativo) SITE


O trabalho é feito por ele. (ser no presente do indica- http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf54.
tivo) php

Ele fará o trabalho. (futuro do presente)


O trabalho será feito por ele. (futuro do presente) EXERCÍCIOS COMENTADOS
 Nas frases com locuções verbais, o verbo SER as-
1. (TST – Técnico Judiciário – Área Administrativa –
sume o mesmo tempo e modo do verbo principal
FCC – 2012) As vitórias no jogo interior talvez não acres-
da voz ativa. Observe a transformação da frase se-
centem novos troféus, mas elas trazem recompensas
guinte: valiosas, [...] que contribuem de forma significativa para
O vento ia levando as folhas. (gerúndio) nosso sucesso posterior, tanto na quadra como fora dela.
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio) Mantêm-se adequados o emprego de tempos e modos
B) Voz Passiva Sintética = A voz passiva sintética - verbais e a correlação entre eles, ao se substituírem os
ou pronominal - constrói-se com o verbo na 3.ª pessoa, elementos sublinhados na frase acima, na ordem dada,
seguido do pronome apassivador “se”. Por exemplo: por:
Abriram-se as inscrições para o concurso.
Destruiu-se o velho prédio da escola. a) tivessem acrescentado − trariam − contribuírem
b) acrescentassem − têm trazido − contribuírem
Observação: c) tinham acrescentado − trarão − contribuiriam
O agente não costuma vir expresso na voz passiva d) acrescentariam − trariam− contribuíram
sintética. e) tenham acrescentado − trouxeram − Contribuíram

1.1 Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva Resposta: Letra E.


Questão que envolve correlação verbal. Realizando as
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar alterações solicitadas, segue como ficariam (em des-
LÍNGUA PORTUGUESA

substancialmente o sentido da frase. taque):


O concurseiro comprou a apostila. (Voz Ativa) Em “a”: tivessem acrescentado – trariam − contribui-
Sujeito da Ativa objeto Direto riam
Em “b”: acrescentassem – trariam − contribuiriam
A apostila foi comprada pelo concurseiro. Em “c”: tinham acrescentado – trouxeram − contri-
(Voz Passiva) buíram
Sujeito da Passiva Agente da Passi- Em “d”: acrescentassem – trariam − contribuíram
va Em “e”: tenham acrescentado – trouxeram − Contri-

43
buíram = correta Temos um verbo na voz ativa, então teremos dois
2. (TST – Analista Judiciário – Área Apoio Especia- na passiva (auxiliar + o verbo da oração da ativa, no
lizado – Especialidade Medicina do Trabalho – FCC mesmo tempo verbal, forma particípio): A musa nun-
– 2012) Está inadequado o emprego do elemento subli- ca era alcançada por ela. O verbo “alcançava” está no
nhado na seguinte frase: pretérito imperfeito, por isso o auxiliar tem que estar
também (é = presente, foi = pretérito perfeito, era =
a) Sou ateu e peço que me deem tratamento similar ao imperfeito, fora = mais que perfeito, será = futuro do
que dispenso aos homens religiosos. presente, seria = futuro do pretérito).
b) A intolerância religiosa baseia-se em preconceitos de
que deveriam desviar-se todos os homens verdadeira- 5. (TST – Analista Judiciário – Área Apoio Especia-
mente virtuosos. lizado – Especialidade Medicina do Trabalho – FCC
c) A tolerância é uma virtude na qual não podem prescin- – 2012) Aos poucos, contudo, fui chegando à constatação
dir os que se dizem homens de fé. de que todo perfil de rede social é um retrato ideal de nós
d) O ateu desperta a ira dos fanáticos, a despeito de nada mesmos.
fazer que possa injuriá-los ou desrespeitá-los. Mantendo-se a correção e a lógica, sem que outra al-
e) Respeito os homens de fé, a menos que deixem de fazer teração seja feita na frase, o elemento grifado pode ser
o mesmo com aqueles que não a têm. substituído por:

Resposta: Letra C. a) ademais.


Corrigindo o inadequado: b) conquanto.
Em “a”: Sou ateu e peço que me deem tratamento simi- c) porquanto.
lar ao que dispenso aos homens religiosos. d) entretanto.
Em “b”: A intolerância religiosa baseia-se em preconcei- e) apesar.
tos de que deveriam desviar-se todos os homens ver-
dadeiramente virtuosos. Resposta: Letra D.
Em “c”: A tolerância é uma virtude na qual (de que) não Contudo é uma conjunção adversativa (expressa opo-
podem prescindir os que se dizem homens de fé. sição). A substituição deve utilizar outra de mesma
Em “d”: O ateu desperta a ira dos fanáticos, a despeito classificação, para que se mantenha a ideia do perío-
de nada fazer que possa injuriá-los ou desrespeitá-los. do. A correta é entretanto.
Em “e”: Respeito os homens de fé, a menos que deixem
de fazer o mesmo com aqueles que não a têm. 6. (TST – Analista Judiciário – Área Administrativa
– FCC – 2012) O verbo indicado entre parênteses deverá
3. (TST – Analista Judiciário – Área Apoio Especia- flexionar-se no singular para preencher adequadamente
lizado – Especialidade Medicina do Trabalho – FCC a lacuna da frase:
– 2012)
Transpondo-se para a voz passiva a construção Os ateus a) A nenhuma de nossas escolhas...... (poder) deixar de
despertariam a ira de qualquer fanático, a forma verbal corresponder nossos valores éticos mais rigorosos.
obtida será: b) Não se...... (poupar) os que governam de refletir sobre
o peso de suas mais graves decisões.
a) seria despertada. c) Aos governantes mais responsáveis não...... (ocorrer)
b) teria sido despertada. tomar decisões sem medir suas consequências.
c) despertar-se-á. d) A toda decisão tomada precipitadamente...... (cos-
d) fora despertada. tumar) sobrevir consequências imprevistas e injustas.
e) teriam despertado. e) Diante de uma escolha,...... (ganhar) prioridade, reco-
menda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor
Resposta: Letra A. humana.
Os ateus despertariam a ira de qualquer fanático
Fazendo a transposição para a voz passiva, temos: A ira Resposta: Letra C.
de qualquer fanático seria despertada pelos ateus. Flexões em destaque e sublinhei os termos que esta-
GABARITO OFICIAL: A belecem concordância:
Em “a”: A nenhuma de nossas escolhas podem deixar
4. (TST – Técnico Judiciário – Área Administrativa – de corresponder nossos valores éticos mais rigorosos.
Especialidade Segurança Judiciária – FCC – 2012) Em “b”: Não se poupam os que governam de refletir
...ela nunca alcançava a musa. sobre o peso de suas mais graves decisões.
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma Em “c”: Aos governantes mais responsáveis não ocor-
LÍNGUA PORTUGUESA

verbal resultante será: re tomar decisões sem medir suas consequências. =


Isso não ocorre aos governantes – uma oração exerce
a) alcança-se. a função de sujeito (subjetiva)
b) foi alcançada. Em “d”: A toda decisão tomada precipitadamente cos-
c) fora alcançada. tumam sobrevir consequências imprevistas e injustas.
d) seria alcançada. Em “e”: Diante de uma escolha, ganham prioridade,
e) era alcançada. recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta
Resposta: Letra E. a dor humana.

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7. (TRT 23.ª REGIÃO-MT – Analista Judiciário – Área Resposta: Letra B.
Administrativa – FCC – 2016 ) ... para quem Manoel de Ao trecho: a guardiã desse tipo de acervo, que (o qual)
Barros era comparável a São Francisco de Assis... é muito difícil de ser guardado...
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o da
frase acima está em: 10. (TRT 14.ª REGIÃO-RO e AC – Técnico Judiciário –
FCC – 2016) O marechal organizou o acervo...
a) Dizia-se um “vedor de cinema”... A forma verbal está corretamente transposta para a voz
b) Porque não seria certo ficar pregando moscas no es- passiva em:
paço...
c) Na juventude, apaixonou-se por Arthur Rimbaud e a) estava organizando
Charles Baudelaire. b) tinha organizado
d) Quase meio século separa a estreia de Manoel de Bar- c) organizando-se
ros na literatura... d) foi organizado
e) ... para depois casá-las... e) está organizado

Resposta: Letra A. Resposta: Letra D.


“Era” = verbo “ser” no pretérito imperfeito do Indicati- Temos: sujeito (o marechal), verbo na ativa (organizou)
vo. Procuremos nos itens: e objeto (o acervo). Como há um verbo na ativa, ao
Em “a”: Dizia-se = pretérito imperfeito do Indicativo passarmos para a passiva teremos dois (o auxiliar no
Em “b”: Porque não seria = futuro do pretérito do In- mesmo tempo que o verbo da ativa + o particípio do
dicativo verbo da voz ativa = organizado). O objeto exercerá
Em “c”: Na juventude, apaixonou-se = pretérito perfei- a função de sujeito paciente, e o sujeito da ativa será
to do Indicativo o agente da passiva (ufa!). A frase ficará: O acervo foi
Em “d”: Quase meio século separa = presente do Indi- organizado pelo marechal.
cativo
Em “e”: para depois casá-las = Infinitivo pessoal (casar 11. (TRT 20.ª REGIÃO-SE – TÉCNICO JUDICIÁRIO –
elas)
FCC – 2016) Precisamos de um treinador que nos ajude
a comer...
8. (TRT 20.ª REGIÃO-SE – Analista Judiciário – Área
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o
Administrativa – FCC – 2016 ) Aí conheci o escritor e
sublinhado acima está também sublinhado em:
historiador de sua gente, meu saudoso amigo Alcino Al-
ves Costa. E foi dele que ouvi oralmente a história de Zé
a) [...] assim que conseguissem se virar sem as mães ou
de Julião. Considerando-se a norma-padrão da língua,
ao reescrever-se o trecho acima em um único período, as amas...
o segmento destacado deverá ser antecedido de vírgula b) Não é por acaso que proliferaram os coaches.
e substituído por c) [...] país que transformou a infância numa bilionária in-
dústria de consumo...
a) perante ao qual d) E, mesmo que se esforcem muito [...]
b) de cujo e) Hoje há algo novo nesse cenário.
c) o qual
d) frente à quem Resposta: Letra D.
e) de quem que nos ajude = presente do Subjuntivo
Em “a”: que conseguissem = pretérito do Subjuntivo
Resposta: Letra E. Em “b”: que proliferaram = pretérito perfeito (e tam-
Voltemos ao trecho: ... meu saudoso amigo Alcino Alves bém mais-que-perfeito) do Indicativo
Costa. E foi dele que ouvi oralmente... = a única alter- Em “c”: que transformou = pretérito perfeito do Indi-
nativa que substitui corretamente o trecho destacado é cativo
“de quem ouvi oralmente”. Em “d”: que se esforcem = presente do Subjuntivo
Em “e”: há algo novo nesse cenário = presente do In-
9. (TRT 14.ª REGIÃO-RO e AC – Técnico Judiciário dicativo
– FCC – 2016) “Isto pode despertar a atenção de outras
pessoas que tenham documentos em casa e se disponham 12. (TRT 23.ª REGIÃO-MT – Técnico Judiciário – FCC
a trazer para a Academia, que é a guardiã desse tipo de – 2016) O modelo ainda dominante nas discussões ecoló-
acervo, que é muito difícil de ser guardado em casa, pois o gicas privilegia, em escala, o Estado e o mundo...
tempo destrói e aqui temos a melhor técnica de conserva- Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma
LÍNGUA PORTUGUESA

ção de documentos”, disse Cavalcanti. verbal resultante será:


O termo sublinhado faz referência a
a) é privilegiado.
a) pessoas. b) sendo privilegiadas.
b) acervo. c) são privilegiados.
c) Academia. d) foi privilegiado.
d) tempo. e) são privilegiadas.
e) casa.

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Resposta: Letra C. Um verbo flexionado no mesmo modo que o dos verbos
Há um verbo na ativa, então teremos dois na passiva empregados nessas frases está em destaque em:
(auxiliar + o particípio de “privilegia”) = O Estado e
o mundo são privilegiados pelo modelo ainda domi- a) [...] o acesso rápido e a quantidade de textos fazem
nante. com que o cérebro humano não considere útil gravar
esses dados [...]
13. (TRT 23.ª REGIÃO-MT – Técnico Judiciário – FCC b) Na internet, basta um clique para vasculhar um sem-
– 2016 ) Empregam-se todas as formas verbais de acor- -número de informações.
do com a norma culta na seguinte frase: c) [...] após discar e fazer a ligação, não precisamos mais
dele...
a) Para que se mantesse sua autenticidade, o documento d) Pense rápido: qual o número de telefone da casa em
não poderia receber qualquer tipo de retificação. que morou quando era criança?
b) Os documentos com assinatura digital disporam de e) É o que mostra também uma pesquisa recente condu-
algoritmos de criptografia que os protegeram. zida pela empresa de segurança digital Kaspersky [...]
c) Arquivados eletronicamente, os documentos poderam
contar com a proteção de uma assinatura digital. Resposta: Letra D.
d) Quem se propor a alterar um documento criptogra- Os verbos das frases citadas estão no Modo Imperati-
fado deve saber que comprometerá sua integridade. vo (expressam ordem). Vamos aos itens:
e) Não é possível fazer as alterações que convierem sem Em “a”: ... o acesso rápido e a quantidade de textos
comprometer a integridade dos documentos. fazem = presente do Indicativo
Em “b”: Na internet, basta um clique = presente do
Resposta: Letra E. Indicativo
Em “a”: Para que se mantesse (mantivesse) sua auten- Em “c”: ... após discar e fazer a ligação, não precisamos
ticidade, o documento não poderia receber qualquer = presente do Indicativo
tipo de retificação. Em “d”: Pense rápido: = Imperativo
Em “b”: Os documentos com assinatura digital dispo- Em “e”: É o que mostra também uma pesquisa = pre-
ram (dispuseram) de algoritmos de criptografia que os sente do Indicativo
protegeram.
Em “c”: Arquivados eletronicamente, os documentos 16. (PC-SP – Atendente de Necrotério Policial – Vu-
poderam (puderam) contar com a proteção de uma nesp – 2014) Assinale a alternativa em que a palavra em
assinatura digital. destaque na frase pertence à classe dos adjetivos (pala-
Em “d”: Quem se propor (propuser) a alterar um docu- vra que qualifica um substantivo).
mento criptografado deve saber que comprometerá
sua integridade. a) Existe grande confusão entre os diversos tipos de eu-
Em “e”: Não é possível fazer as alterações que convie- tanásia...
rem sem comprometer a integridade dos documentos b)... o médico ou alguém causa ativamente a morte...
= correta c) prolonga o processo de morrer procurando distanciar
a morte.
14. (TRT 21.ª REGIÃO-RN – Técnico Judiciário – FCC d) Ela é proibida por lei no Brasil,...
– 2017) Sessenta anos de história marcam, assim, a traje- e) E como seria a verdadeira boa morte?
tória da utopia no país.
Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma Resposta: Letra E.
verbal resultante será: Em “a”: Existe grande confusão = substantivo
Em “b”: o médico ou alguém causa ativamente a mor-
a) foram marcados. te = pronome
b) foi marcado. Em “c”: prolonga o processo de morrer procurando
c) são marcados. distanciar a morte = substantivo
d) foi marcada. Em “d”: Ela é proibida por lei no Brasil = substantivo
e) é marcada. Em “e”: E como seria a verdadeira boa morte? = ad-
jetivo
Resposta: Letra E.
Temos um verbo (no tempo presente) na ativa, então 17. (PC-SP – Escrivão de Polícia – Vunesp – 2014) As
teremos dois na passiva (auxiliar [no tempo presente] formas verbais conjugadas no modo imperativo, expres-
+ particípio de “marcam”) = Assim, a trajetória da uto- sando ordem, instrução ou comando, estão destacadas
LÍNGUA PORTUGUESA

pia do país é marcada pelos sessenta anos de história. em

15. (Polícia Militar do Estado de São Paulo – Soldado a) Mas há outros cujas marcas acabam ficando bem ní-
PM 2.ª Classe – Vunesp – 2017) Considere as seguintes tidas na memória: são aqueles donos de qualidades
frases: incomuns.
Primeiro, associe suas memórias com objetos físicos. b) Voltei uns cinquenta minutos depois, cauteloso, e
Segundo, não memorize apenas por repetição. quase não acreditei no que ouvi.
Terceiro, rabisque! c) – Ei rapaz, deixe ligado o microfone, largue isso aí, vá

46
pro estúdio e ponha a rádio no ar. as pessoas mantivessem a atenção voltada para seus
d) Bem, o fato é que eu era o técnico de som do horário, pertences, conservando-os junto ao corpo.
precisava “passar” a transmissão lá para a câmara, e o
locutor não chegava para os textos de abertura, pu- 20. (PC-SP – Atendente de Necrotério Policial – Vu-
blicidade, chamadas. nesp – 2013) Nas frases – Não vou mais à escola!… – e
e) ... estremecíamos quando ele nos chamava para qual- – Hoje estão na moda os métodos audiovisuais. – as pala-
quer coisa, fazendo-nos entrar na sua sala imensa, já vras em destaque expressam, correta e respectivamente,
suando frio e atentos às suas finas e cortantes pala- circunstâncias de
vras.
a) dúvida e modo.
Resposta: Letra C. b) dúvida e tempo.
Aos itens: c) modo e afirmação.
Em “a”: há = presente / acabam = presente / são = d) negação e lugar.
presente e) negação e tempo.
Em “b”: Voltei = pretérito perfeito / acreditei = preté-
rito perfeito Resposta: Letra E.
Em “c”: deixe / largue / vá / ponha = verbos no modo “não” – advérbio de negação / “hoje” – advérbio de
imperativo afirmativo (ordens) tempo.
Em “d”: era = pretérito imperfeito / precisava = preté-
rito imperfeito / chegava = pretérito imperfeito 21. (PC-SP – Escrivão de Polícia – Vunesp – 2013)
Em “e”: fazendo-nos = gerúndio / suando = gerúndio Assinale a alternativa que completa respectivamente as
lacunas, em conformidade com a norma-padrão de con-
18. (PC-SP – Agente de Polícia – Vunesp – 2013) Em jugação verbal.
– O destino me prestava esse pequeno favor: completa- Há quem acredite que alcançará o sucesso profissional
va minha identificação com o resto da humanidade, que quando __________ um diploma de mestrado, mas há
tem sempre para contar uma história de objeto achado; aqueles que _________ de opinião e procuram investir em
– o pronome em destaque retoma a seguinte palavra/ cursos profissionalizantes.
expressão:
a) obtiver … divirgem
a) o resto da humanidade. b) obter … divergem
b) esse pequeno favor. c) obtesse … devirgem
c) minha identificação. d) obter … divirgem
d) O destino. e) obtiver … divergem
e) completava.
Resposta: Letra E.
Resposta: Letra A. Há quem acredite que alcançará o sucesso profissio-
Completava minha identificação com o resto da huma- nal quando obtiver um diploma de mestrado, mas há
nidade, que (a qual) tem sempre para contar uma his- aqueles que divergem de opinião e procuram investir
tória de objeto achado = pronome relativo que retoma em cursos profissionalizantes.
o resto da humanidade.
22. (PC-SP – Auxiliar de Necropsia – Vunesp – 2014)
19. (PC-SP – Agente de Polícia – Vunesp – 2013) Con- Considerando que o adjetivo é uma palavra que modifica
sidere o trecho a seguir. o substantivo, com ele concordando em gênero e núme-
É comum que objetos ____________ esquecidos em locais ro, assinale a alternativa em que a palavra destacada é um
públicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados adjetivo.
se as pessoas __________ a atenção voltada para seus per-
tences, conservando-os junto ao corpo. a) ... um câncer de boca horroroso, ...
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectiva- b) Ele tem dezesseis anos...
mente, as lacunas do texto. c) Eu queria que ele morresse logo, ...
d) ... com a crueldade adicional de dar esperança às fa-
a) sejam ... mantesse mílias.
b) sejam ... mantém e) E o inferno não atinge só os terminais.
c) sejam ... mantivessem
d) seja ... mantivessem Resposta: Letra A.
LÍNGUA PORTUGUESA

e) seja ... mantêm Em “a”: um câncer de boca horroroso = adjetivo


Em “b”: Ele tem dezesseis anos = numeral
Resposta: Letra C. Em “c”: Eu queria que ele morresse logo = advérbio
Completemos as lacunas e depois busquemos o item Em “d”: com a crueldade adicional de dar esperança às
correspondente. A pegadinha aqui é a conjugação do famílias = substantivo
verbo “manter”, no presente do Subjuntivo (mantiver): Em “e”: E o inferno não atinge só os terminais = subs-
É comum que objetos sejam esquecidos em locais pú- tantivo
blicos. Mas muitos transtornos poderiam ser evitados se

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23. (Polícia Civil-SP – Perito Criminal – Vunesp – 2013)  Separa itens de uma enumeração, exposição de
Observe os enunciados: motivos, decreto de lei, etc.
• A Guerra do Vietnã se faz presente até hoje. Ir ao supermercado;
• A probabilidade de um veterano branco ser preso por um Pegar as crianças na escola;
crime violento é significativamente mais alta do que... Caminhada na praia;
Os advérbios em destaque expressam, respectivamente, Reunião com amigos.
circunstâncias de
C) Dois pontos (:)
a) lugar e modo.  Antes de uma citação = Vejamos como Afrânio
b) tempo e intensidade. Coutinho trata este assunto:
c) modo e intensidade.  Antes de um aposto = Três coisas não me agra-
d) tempo e causa. dam: chuva pela manhã, frio à tarde e calor à noite.
e) tempo e modo.  Antes de uma explicação ou esclarecimento: Lá es-
tava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo
Resposta: Letra E. a rotina de sempre.
“Hoje” = tempo; geralmente os advérbios terminados em  Em frases de estilo direto
“-mente” são de modo (= com significância). Maria perguntou:
- Por que você não toma uma decisão?

PONTUAÇÃO. D) Ponto de Exclamação (!)


 Usa-se para indicar entonação de surpresa, cóle-
ra, susto, súplica, etc.: Sim! Claro que eu quero me
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que casar com você!
servem para compor a coesão e a coerência textual, além  Depois de interjeições ou vocativos
de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. Ai! Que susto!
Um texto escrito adquire diferentes significados quando João! Há quanto tempo!
pontuado de formas diversificadas. O uso da pontuação
depende, em certos momentos, da intenção do autor do E) Ponto de Interrogação (?)
discurso. Assim, os sinais de pontuação estão diretamen-  Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
te relacionados ao contexto e ao interlocutor. “- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Aze-
vedo)
1. Principais funções dos sinais de pontuação
F) Reticências (...)
A) Ponto (.)  Indica que palavras foram suprimidas: Comprei lá-
 Indica o término do discurso ou de parte dele, en- pis, canetas, cadernos...
cerrando o período.  Indica interrupção violenta da frase: “- Não... quero
 Usa-se nas abreviaturas: pág. (página), Cia. (Com- dizer... é verdad... Ah!”
panhia). Se a palavra abreviada aparecer em final  Indica interrupções de hesitação ou dúvida: Este
de período, este não receberá outro ponto; neste mal... pega doutor?
caso, o ponto de abreviatura marca, também, o fim  Indica que o sentido vai além do que foi dito: Dei-
de período. Exemplo: Estudei português, matemári- xa, depois, o coração falar...
ca, constitucional, etc. (e não “etc..”)
 Nos títulos e cabeçalhos é opcional o emprego do G) Vírgula (,)
ponto, assim como após o nome do autor de uma
citação: Não se usa vírgula
Haverá eleições em outubro Separando termos que, do ponto de vista sintático,
O culto do vernáculo faz parte do brio cívico. (Napo- ligam-se diretamente entre si:
leão Mendes de Almeida) (ou: Almeida.)
 Os números que identificam o ano não utilizam 1. Entre sujeito e predicado:
ponto nem devem ter espaço a separá-los, bem como os Todos os alunos da sala foram advertidos.
números de CEP: 1975, 2014, 2006, 17600-250. Sujeito predicado

B) Ponto e Vírgula (;) 2. Entre o verbo e seus objetos:


O trabalho custou sacrifício aos
LÍNGUA PORTUGUESA

 Separa várias partes do discurso, que têm a mes- realizadores.


ma importância: “Os pobres dão pelo pão o traba- V.T.D.I. O.D. O.I.
lho; os ricos dão pelo pão a fazenda; os de espíritos
generosos dão pelo pão a vida; os de nenhum espí- Usa-se a vírgula:
rito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
 Separa partes de frases que já estão separadas por 1. Para marcar intercalação:
vírgulas: Alguns quiseram verão, praia e calor; ou- A) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua
tros, montanhas, frio e cobertor. abundância, vem caindo de preço.

48
B) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
produzindo, todavia, altas quantidades de alimen-
tos. EXERCÍCIOS COMENTADOS
C) das expressões explicativas ou corretivas: As indús-
trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto 1. (STJ – Conhecimentos Básicos para o Cargo 1 – Ces-
é, não querem abrir mão dos lucros altos. pe – 2018 – adaptada)

2. Para marcar inversão: Texto CB1A1CCC


A) do adjunto adverbial (colocado no início da ora-
ção): Depois das sete horas, todo o comércio está de As audiências de segunda a sexta-feira muitas vezes re-
portas fechadas. velaram o lado mais sórdido da natureza humana. Eram
B) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos relatos de sofrimento, dor, angústia que se transporta-
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. vam da cadeira das vítimas, testemunhas e réus para mi-
C) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de nha cadeira de juíza. A toga não me blindou daqueles re-
maio de 1982.
latos sofridos, aflitos. As angústias dos que se sentavam
à minha frente, por diversas vezes, me escoltaram até
3. Para separar entre si elementos coordenados
minha casa e passaram a ser companheiras de noites de
(dispostos em enumeração):
insônia. Não havia outra solução a não ser escrever. Era
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e ani- preciso colocar no papel e compartilhar a dor daquelas
mais. pessoas que, mesmo ao fim do processo e com a senten-
ça prolatada, não me deixavam esquecê-las.
4. Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós que- Foram horas, dias, meses, anos de oitivas de mães, filhas,
remos comer pizza; e vocês, churrasco. esposas, namoradas, companheiras, todas tendo em co-
mum a violência no corpo e na alma sofrida dentro de
5. Para isolar: casa. O lar, que deveria ser o lugar mais seguro para es-
A) o aposto: São Paulo, considerada a metrópole bra- sas mulheres, havia se transformado no pior dos mundos.
sileira, possui um trânsito caótico. Quando finalmente chegavam ao Judiciário e se sen-
B) o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem. tavam à minha frente, os relatos se transformavam em
desabafos de uma vida inteira. Era preciso explicar, justi-
Observações: ficar e muitas vezes se culpar por terem sido agredidas.
Considerando-se que “etc.” é abreviatura da expres- A culpa por ter sido vítima, a culpa por ter permitido, a
são latina et coetera, que significa “e outras coisas”, seria culpa por não ter sido boa o suficiente, a culpa por não
dispensável o emprego da vírgula antes dele. Porém, o ter conseguido manter a família. Sempre a culpa.
acordo ortográfico em vigor no Brasil exige que empre- Aquelas mulheres chegavam à Justiça buscando uma for-
guemos etc. predecido de vírgula: Falamos de política, ça externa como se somente nós, juízes, promotores e
futebol, lazer, etc. advogados, pudéssemos não apenas cessar aquele ciclo
As perguntas que denotam surpresa podem ter com- de violência, mas também lhes dar voz para reagir àquela
binados o ponto de interrogação e o de exclamação: violência invisível.
Você falou isso para ela?! Rejane Jungbluth Suxberger. Invisíveis Marias: histórias
além das quatro paredes. Brasília: Trampolim, 2018 (com
Temos, ainda, sinais distintivos: adaptações).
 a barra ( / ) = usada em datas (25/12/2014), sepa-
O trecho “juízes, promotores e advogados” explica o sen-
ração de siglas (IOF/UPC);
tido de “nós”.
 os colchetes ([ ]) = usados em transcrições feitas
pelo narrador ([vide pág. 5]), usado como primeira
( ) CERTO ( ) ERRADO
opção aos parênteses, principalmente na matemá-
tica;
 o asterisco (*) = usado para remeter o leitor a Resposta: Certo. Ao trecho: (...) Aquelas mulheres che-
uma nota de rodapé ou no fim do livro, para subs- gavam à Justiça buscando uma força externa como se
tituir um nome que não se quer mencionar. somente nós, juízes, promotores e advogados, pudésse-
mos não apenas cessar aquele ciclo de violência (...). Os
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS termos entre vírgulas servem para exemplificar quem
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce- são os “nós” citados pela autora ( juízes, promotores,
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São advogados).
LÍNGUA PORTUGUESA

Paulo: Saraiva, 2010.


SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.

SITE
http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/
http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-vir-
gula.htm

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2. (SERES-PE – Agente de Segurança Penitenciária – 3. (Aneel – Técnico Administrativo – cespe – 2010) Vão
Cespe – 2017 – adaptada) surgindo novos sinais do crescente otimismo da indús-
tria com relação ao futuro próximo. Um deles refere-se
Texto 1A1AAA às exportações. “O comércio mundial já está voltando a
se abrir para as empresas”, diz o gerente executivo de
Após o processo de redemocratização, com o fim da di- pesquisas da Confederação Nacional da Indústria (CNI),
tadura militar, em meados da década de 80 do século Renato da Fonseca, para explicar a melhora das expec-
passado, era de se esperar que a democratização das tativas dos industriais com relação ao mercado externo.
instituições tivesse como resultado direto a consolidação Quanto ao mercado interno, as expectativas da indústria
da cidadania — compreendida de modo amplo, abran- não se modificaram. Mas isso não é um mau sinal, pois
gendo as três categorias de direitos: civis, políticos e elas já eram francamente otimistas. Há algum tempo, a
sociais. Sobressaem, porém, problemas que configuram pesquisa da CNI, realizada mensalmente a partir de 2010,
mais desafios para a cidadania brasileira, como a violên- registra grande otimismo da indústria com relação à de-
cia urbana — que ameaça os direitos individuais — e o manda interna. Trata-se de um sentimento generalizado.
desemprego — que ameaça os direitos sociais. Em todos os setores industriais, a expressiva maioria dos
No Brasil, o crime aumentou significantemente a partir entrevistados acredita no aumento das vendas internas.
de 1980, impacto do processo de modernização pelo O Estado de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adapta-
qual o país passou. Isso sugere que o boom do consumo ções).
colocou em circulação bens de alto valor e, consequente-
mente, aumentou as oportunidades para o crime, inclusi- O nome próprio “Renato da Fonseca” está entre vírgulas
por tratar-se de um vocativo.
ve porque a maior mobilidade de pessoas torna o espaço
social mais anônimo, menos supervisionado.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Nesse contexto, justiça criminal passa a ser cada vez mais
dissociada de justiça social e reconstrução da sociedade.
Resposta: Errado. Recorramos ao texto (lembre-se de
O objetivo em relação à criminalidade torna-se bem me- fazer a mesma coisa no dia do seu concurso!): (...) diz o
nos ambicioso: o controle. A prisão ganha mais impor- gerente executivo de pesquisas da Confederação Nacio-
tância na modernidade tardia, porque satisfaz uma dupla nal da Indústria (CNI), Renato da Fonseca, para explicar
necessidade dessa nova cultura: castigo e controle do a melhora das expectativas. O termo em destaque não
risco. Essa postura às vezes proporciona controle, porém está exercendo a função de vocativo, já que não é uti-
não segurança, pois o Estado tem o poder limitado de lizado para evocar, chamar o interlocutor do diálogo.
manter a ordem por meio da polícia, sendo necessário Sua função é de aposto – explicar quem é o gerente
dividir as tarefas de controle com organizações locais e executivo da CNI.
com a comunidade.
Jacqueline Carvalho da Silva. Manutenção da ordem pú- 4. (Caixa Econômica Federal – Médico do Trabalho –
blica e garantia dos direitos individuais: os desafios da cespe – 2014 – adaptada) A correção gramatical do tre-
polícia em sociedades democráticas. In: Revista Brasilei- cho “Entre as bebidas alcoólicas, cervejas e vinhos são as
ra de Segurança Pública. São Paulo, ano 5, 8.ª ed., fev. – mais comuns em todo o mundo” seria prejudicada, caso
mar./2011, p. 84-5 (com adaptações). se inserisse uma vírgula logo após a palavra “vinhos”.

No primeiro parágrafo do texto 1A1AAA, os dois-pontos ( ) CERTO ( ) ERRADO


introduzem
Resposta: Certo. Não se deve colocar vírgula entre
a) uma enumeração das “categorias de direitos”. sujeito e predicado, a não ser que se trate de um apos-
b) resultados da “consolidação da cidadania”. to (1), predicativo do sujeito (2), ou algum termo que
c) um contra-argumento para a ideia de cidadania como requeira estar separado entre pontuações. Exemplo: O
algo “amplo”. Rio de Janeiro, cidade maravilhosa (1), está em festa!
d) uma generalização do termo “direitos”. Os meninos, ansiosos (2), chegaram!
e) objetivos do “processo de redemocratização”.

Resposta: Letra A. Recorramos ao texto (faça isso COLOCAÇÃO PRONOMINAL.


SEMPRE durante seu concurso. O texto é a base para
encontrar as respostas para as questões!): (...) abran-
gendo as três categorias de direitos: civis, políticos e
LÍNGUA PORTUGUESA

sociais. Os dois-pontos introduzem a enumeração dos “Prezado Candidato, o tópico acima foi abordado no
direitos; apresenta-os. decorrer da matéria”

50
Observação:
CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL. Quando a expressão “mais de um” se associar a ver-
bos que exprimem reciprocidade, o plural é obrigatório:
Mais de um colega se ofenderam na discussão. (ofende-
Concordância Verbal e Nominal ram um ao outro)

Os concurseiros estão apreensivos. C) Quando se trata de nomes que só existem no


Concurseiros apreensivos. plural, a concordância deve ser feita levando-se
em conta a ausência ou presença de artigo. Sem
No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra na artigo, o verbo deve ficar no singular; com artigo
terceira pessoa do plural, concordando com o seu su- no plural, o verbo deve ficar o plural.
jeito, os concurseiros. No segundo exemplo, o adjetivo Os Estados Unidos possuem grandes universidades.
“apreensivos” está concordando em gênero (masculino) Estados Unidos possui grandes universidades.
e número (plural) com o substantivo a que se refere: con- Alagoas impressiona pela beleza das praias.
curseiros. Nesses dois exemplos, as flexões de pessoa, As Minas Gerais são inesquecíveis.
número e gênero se correspondem. A correspondência Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira.
de flexão entre dois termos é a concordância, que pode
ser verbal ou nominal. D) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou
indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos,
1. Concordância Verbal muitos, quaisquer, vários) seguido por “de nós” ou
“de vós”, o verbo pode concordar com o primeiro
É a flexão que se faz para que o verbo concorde com pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o
seu sujeito. pronome pessoal.
Quais de nós são / somos capazes?
1.1. Sujeito Simples - Regra Geral Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso?
O sujeito, sendo simples, com ele concordará o verbo Vários de nós propuseram / propusemos sugestões ino-
em número e pessoa. Veja os exemplos: vadoras.
A prova para ambos os cargos será aplicada às 13h.
3.ª p. Singular 3.ª p. Singular Observação:
Veja que a opção por uma ou outra forma indica a
Os candidatos à vaga chegarão às 12h.
inclusão ou a exclusão do emissor. Quando alguém diz
3.ª p. Plural 3.ª p. Plural
ou escreve “Alguns de nós sabíamos de tudo e nada fize-
mos”, ele está se incluindo no grupo dos omissos. Isso
1.1.1. Casos Particulares
não ocorre ao dizer ou escrever “Alguns de nós sabiam de
tudo e nada fizeram”, frase que soa como uma denúncia.
A) Quando o sujeito é formado por uma expressão
Nos casos em que o interrogativo ou indefinido esti-
partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de,
metade de, a maioria de, a maior parte de, grande ver no singular, o verbo ficará no singular.
parte de...) seguida de um substantivo ou pronome Qual de nós é capaz?
no plural, o verbo pode ficar no singular ou no Algum de vós fez isso.
plural.
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia. E) Quando o sujeito é formado por uma expressão
Metade dos candidatos não apresentou / apresenta- que indica porcentagem seguida de substantivo, o
ram proposta. verbo deve concordar com o substantivo.
25% do orçamento do país será destinado à Educação.
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos 85% dos entrevistados não aprovam a administração
dos coletivos, quando especificados: Um bando de vân- do prefeito.
dalos destruiu / destruíram o monumento. 1% do eleitorado aceita a mudança.
1% dos alunos faltaram à prova.
Observação:
Nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a  Quando a expressão que indica porcentagem não
unidade do conjunto; já a forma plural confere destaque é seguida de substantivo, o verbo deve concordar
aos elementos que formam esse conjunto. com o número.
25% querem a mudança.
LÍNGUA PORTUGUESA

B) Quando o sujeito é formado por expressão que 1% conhece o assunto.


indica quantidade aproximada (cerca de, mais de,
menos de, perto de...) seguida de numeral e subs-  Se o número percentual estiver determinado por
tantivo, o verbo concorda com o substantivo. artigo ou pronome adjetivo, a concordância far-se-
Cerca de mil pessoas participaram do concurso. -á com eles:
Perto de quinhentos alunos compareceram à solenidade. Os 30% da produção de soja serão exportados.
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últi- Esses 2% da prova serão questionados.
mas Olimpíadas.

51
F) O pronome “que” não interfere na concordância; 1.2. Sujeito Composto
já o “quem” exige que o verbo fique na 3.ª pessoa
do singular. A) Quando o sujeito é composto e anteposto ao verbo,
Fui eu que paguei a conta. a concordância se faz no plural:
Fomos nós que pintamos o muro. Pai e filho conversavam longamente.
És tu que me fazes ver o sentido da vida. Sujeito
Sou eu quem faz a prova.
Não serão eles quem será aprovado. Pais e filhos devem conversar com frequência.
Sujeito
G) Com a expressão “um dos que”, o verbo deve as-
sumir a forma plural. B) Nos sujeitos compostos formados por pessoas grama-
Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encan- ticais diferentes, a concordância ocorre da seguinte maneira:
taram os poetas. a primeira pessoa do plural (nós) prevalece sobre a segun-
Este candidato é um dos que mais estudaram! da pessoa (vós) que, por sua vez, prevalece sobre a terceira
(eles). Veja:
 Se a expressão for de sentido contrário – nenhum Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão.
dos que, nem um dos que -, não aceita o verbo no Primeira Pessoa do Plural (Nós)
singular:
Nenhum dos que foram aprovados assumirá a vaga. Tu e teus irmãos tomareis a decisão.
Nem uma das que me escreveram mora aqui. Segunda Pessoa do Plural (Vós)

 Quando “um dos que” vem entremeada de subs- Pais e filhos precisam respeitar-se.
tantivo, o verbo pode: Terceira Pessoa do Plural (Eles)
1. ficar no singular – O Tietê é um dos rios que atra-
vessa o Estado de São Paulo. ( já que não há outro Observação:
rio que faça o mesmo). Quando o sujeito é composto, formado por um elemen-
2. ir para o plural – O Tietê é um dos rios que es- to da segunda pessoa (tu) e um da terceira (ele), é possível
empregar o verbo na terceira pessoa do plural (eles): “Tu e
tão poluídos (noção de que existem outros rios na
teus irmãos tomarão a decisão.” – no lugar de “tomaríeis”.
mesma condição).
C) No caso do sujeito composto posposto ao verbo, pas-
H) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o
sa a existir uma nova possibilidade de concordância: em vez
verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural.
de concordar no plural com a totalidade do sujeito, o verbo
Vossa Excelência está cansado?
pode estabelecer concordância com o núcleo do sujeito mais
Vossas Excelências renunciarão? próximo.
Faltaram coragem e competência.
I) A concordância dos verbos bater, dar e soar faz-se Faltou coragem e competência.
de acordo com o numeral. Compareceram todos os candidatos e o banca.
Deu uma hora no relógio da sala. Compareceu o banca e todos os candidatos.
Deram cinco horas no relógio da sala.
Soam dezenove horas no relógio da praça. D) Quando ocorre ideia de reciprocidade, a concordância
Baterão doze horas daqui a pouco. é feita no plural. Observe:
Abraçaram-se vencedor e vencido.
Observação: Ofenderam-se o jogador e o árbitro.
Caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino,
torre, etc., o verbo concordará com esse sujeito. 1.2.1. Casos Particulares
O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas.
Soa quinze horas o relógio da matriz.  Quando o sujeito composto é formado por núcleos
sinônimos ou quase sinônimos, o verbo fica no singular.
J) Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum Descaso e desprezo marca seu comportamento.
sujeito, são usados sempre na 3.ª pessoa do sin- A coragem e o destemor fez dele um herói.
gular. São verbos impessoais: Haver no sentido de
existir; Fazer indicando tempo; Aqueles que indi-  Quando o sujeito composto é formado por núcleos
cam fenômenos da natureza. Exemplos: dispostos em gradação, verbo no singular:
Havia muitas garotas na festa. Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um segundo
LÍNGUA PORTUGUESA

Faz dois meses que não vejo meu pai. me satisfaz.


Chovia ontem à tarde.
 Quando os núcleos do sujeito composto são uni-
dos por “ou” ou “nem”, o verbo deverá ficar no plural, de
acordo com o valor semântico das conjunções:
Drummond ou Bandeira representam a essência da
poesia brasileira.
Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta.

52
Em ambas as orações, as conjunções dão ideia de 1.2.2 Outros Casos
“adição”. Já em:
Juca ou Pedro será contratado. O Verbo e a Palavra “SE”
Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima Olim- Dentre as diversas funções exercidas pelo “se”, há
píada. duas de particular interesse para a concordância verbal:
A) quando é índice de indeterminação do sujeito;
Temos ideia de exclusão, por isso os verbos ficam B) quando é partícula apassivadora.
no singular. Quando índice de indeterminação do sujeito, o “se”
acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos
 Com as expressões “um ou outro” e “nem um e de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na
nem outro”, a concordância costuma ser feita no singular. terceira pessoa do singular:
Um ou outro compareceu à festa. Precisa-se de funcionários.
Nem um nem outro saiu do colégio. Confia-se em teses absurdas.

 Com “um e outro”, o verbo pode ficar no plural Quando pronome apassivador, o “se” acompanha
ou no singular: Um e outro farão/fará a prova. verbos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos e in-
diretos (VTDI) na formação da voz passiva sintética. Nes-
 Quando os núcleos do sujeito são unidos por se caso, o verbo deve concordar com o sujeito da oração.
“com”, o verbo fica no plural. Nesse caso, os núcleos re- Exemplos:
cebem um mesmo grau de importância e a palavra “com” Construiu-se um posto de saúde.
tem sentido muito próximo ao de “e”. Construíram-se novos postos de saúde.
O pai com o filho montaram o brinquedo. Aqui não se cometem equívocos
O governador com o secretariado traçaram os planos Alugam-se casas.
para o próximo semestre.
O professor com o aluno questionaram as regras. #FicaDica

Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se Para saber se o “se” é partícula apassivadora
a ideia é enfatizar o primeiro elemento. ou índice de indeterminação do sujeito, tente
O pai com o filho montou o brinquedo. transformar a frase para a voz passiva. Se a
O governador com o secretariado traçou os planos frase construída for “compreensível”, estare-
para o próximo semestre. mos diante de uma partícula apassivadora;
O professor com o aluno questionou as regras. se não, o “se” será índice de indeterminação.
Veja:
Com o verbo no singular, não se pode falar em sujeito Precisa-se de funcionários qualificados.
composto. O sujeito é simples, uma vez que as expres- Tentemos a voz passiva:
sões “com o filho” e “com o secretariado” são adjuntos Funcionários qualificados são precisados (ou
adverbiais de companhia. Na verdade, é como se hou- precisos)? Não há lógica. Portanto, o “se” des-
vesse uma inversão da ordem. Veja: tacado é índice de indeterminação do sujeito.
“O pai montou o brinquedo com o filho.” Agora:
“O governador traçou os planos para o próximo semes- Vendem-se casas.
tre com o secretariado.” Voz passiva: Casas são vendidas. Construção
“O professor questionou as regras com o aluno.” correta! Então, aqui, o “se” é partícula apassi-
vadora. (Dá para eu passar para a voz passiva.
Casos em que se usa o verbo no singular: Repare em meu destaque. Percebeu seme-
Café com leite é uma delícia! lhança? Agora é só memorizar!)
O frango com quiabo foi receita da vovó.

Quando os núcleos do sujeito são unidos por ex- O Verbo “Ser”


pressões correlativas como: “não só... mas ainda”, “não
somente”..., “não apenas... mas também”, “tanto...quanto”, A concordância verbal dá-se sempre entre o verbo e o
o verbo ficará no plural. sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa concordân-
Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o cia pode ocorrer também entre o verbo e o predicativo
Nordeste. do sujeito.
Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a
LÍNGUA PORTUGUESA

notícia. Quando o sujeito ou o predicativo for:

Quando os elementos de um sujeito composto são A) Nome de pessoa ou pronome pessoal – o verbo
resumidos por um aposto recapitulativo, a concordância SER concorda com a pessoa gramatical:
é feita com esse termo resumidor. Ele é forte, mas não é dois.
Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apatia. Fernando Pessoa era vários poetas.
Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante A esperança dos pais são eles, os filhos.
na vida das pessoas.

53
B) nome de coisa e um estiver no singular e o outro
no plural, o verbo SER concordará, preferencial-
FIQUE ATENTO!
mente, com o que estiver no plural:
Os livros são minha paixão! Com orações desenvolvidas, o verbo PARE-
Minha paixão são os livros! CER fica no singular. Por exemplo: As paredes
parece que têm ouvidos. (Parece que as pare-
Quando o verbo SER indicar des têm ouvidos = oração subordinada subs-
tantiva subjetiva).
 horas e distâncias, concordará com a expressão
numérica:
É uma hora. Concordância Nominal
São quatro horas.
Daqui até a escola é um quilômetro / são dois quilô- A concordância nominal se baseia na relação entre
metros. nomes (substantivo, pronome) e as palavras que a eles se
ligam para caracterizá-los (artigos, adjetivos, pronomes
 datas, concordará com a palavra dia(s), que pode adjetivos, numerais adjetivos e particípios). Lembre-se:
estar expressa ou subentendida: normalmente, o substantivo funciona como núcleo de um
termo da oração, e o adjetivo, como adjunto adnominal.
Hoje é dia 26 de agosto. A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as
Hoje são 26 de agosto. seguintes regras gerais:
A) O adjetivo concorda em gênero e número quando
 Quando o sujeito indicar peso, medida, quantida-
se refere a um único substantivo: As mãos trêmulas
de e for seguido de palavras ou expressões como
denunciavam o que sentia.
pouco, muito, menos de, mais de, etc., o verbo SER
fica no singular:
B) Quando o adjetivo refere-se a vários substantivos,
Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso.
Três metros de tecido é pouco para fazer seu vestido. a concordância pode variar. Podemos sistematizar
Duas semanas de férias é muito para mim. essa flexão nos seguintes casos:

 Quando um dos elementos (sujeito ou predica-  Adjetivo anteposto aos substantivos:


tivo) for pronome pessoal do caso reto, com este O adjetivo concorda em gênero e número com o
concordará o verbo. substantivo mais próximo.
No meu setor, eu sou a única mulher. Encontramos caídas as roupas e os prendedores.
Aqui os adultos somos nós. Encontramos caída a roupa e os prendedores.
Encontramos caído o prendedor e a roupa.
Observação:
Sendo ambos os termos (sujeito e predicativo) repre- Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de pa-
sentados por pronomes pessoais, o verbo concorda com rentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural.
o pronome sujeito. As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar.
Eu não sou ela. Encontrei os divertidos primos e primas na festa.
Ela não é eu.
 Adjetivo posposto aos substantivos:
 Quando o sujeito for uma expressão de sentido O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo
partitivo ou coletivo e o predicativo estiver no plu- ou com todos eles (assumindo a forma masculina
ral, o verbo SER concordará com o predicativo. plural se houver substantivo feminino e masculino).
A grande maioria no protesto eram jovens. A indústria oferece localização e atendimento perfeito.
O resto foram atitudes imaturas. A indústria oferece atendimento e localização perfeita.
A indústria oferece localização e atendimento perfeitos.
O Verbo “Parecer” A indústria oferece atendimento e localização perfeitos.
O verbo parecer, quando é auxiliar em uma locução
verbal (é seguido de infinitivo), admite duas concor-
Observação:
dâncias:
Os dois últimos exemplos apresentam maior clareza,
 Ocorre variação do verbo PARECER e não se fle-
pois indicam que o adjetivo efetivamente se refere aos
xiona o infinitivo: As crianças parecem gostar do
dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi flexionado
LÍNGUA PORTUGUESA

desenho.
no plural masculino, que é o gênero predominante quan-
 A variação do verbo parecer não ocorre e o infini- do há substantivos de gêneros diferentes.
tivo sofre flexão: Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o ad-
As crianças parece gostarem do desenho. jetivo fica no singular ou plural.
(essa frase equivale a: Parece gostarem do desenho A beleza e a inteligência feminina(s).
aas crianças) O carro e o iate novo(s).

54
C) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo: É proibido entrada de crianças.
O adjetivo fica no masculino singular, se o substanti- Em certos momentos, é necessário atenção.
vo não for acompanhado de nenhum modificador: No verão, melancia é bom.
Água é bom para saúde. É preciso cidadania.
O adjetivo concorda com o substantivo, se este for Não é permitido saída pelas portas laterais.
modificado por um artigo ou qualquer outro determina-
tivo: Esta água é boa para saúde.  Quando o sujeito destas expressões estiver deter-
minado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto
D) O adjetivo concorda em gênero e número com os o verbo como o adjetivo concordam com ele.
pronomes pessoais a que se refere: Juliana encon- É proibida a entrada de crianças.
trou-as muito felizes. Esta salada é ótima.
A educação é necessária.
E) Nas expressões formadas por pronome indefinido São precisas várias medidas na educação.
neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposi-
ção DE + adjetivo, este último geralmente é usado Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso -
no masculino singular: Os jovens tinham algo de Quite
misterioso.
F) A palavra “só”, quando equivale a “sozinho”, tem Estas palavras adjetivas concordam em gênero e nú-
função adjetiva e concorda normalmente com o mero com o substantivo ou pronome a que se referem.
nome a que se refere: Seguem anexas as documentações requeridas.
Cristina saiu só.
A menina agradeceu: - Muito obrigada.
Cristina e Débora saíram sós.
Muito obrigadas, disseram as senhoras.
Seguem inclusos os papéis solicitados.
Observação:
Quando a palavra “só” equivale a “somente” ou “ape- Estamos quites com nossos credores.
nas”, tem função adverbial, ficando, portanto, invariável: Bastante - Caro - Barato - Longe
Eles só desejam ganhar presentes.
Estas palavras são invariáveis quando funcionam
como advérbios. Concordam com o nome a que se refe-
#FicaDica rem quando funcionam como adjetivos, pronomes adje-
Substitua o “só” por “apenas” ou “sozinho”. Se tivos, ou numerais.
a frase ficar coerente com o primeiro, trata-se As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio)
de advérbio, portanto, invariável; se houver Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho.
coerência com o segundo, função de adjetivo, (pronome adjetivo)
então varia: Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio)
Ela está só. (ela está sozinha) – adjetivo As casas estão caras. (adjetivo)
Ele está só descansando. (apenas descansan- Achei barato este casaco. (advérbio)
do) - advérbio Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo)
Mas cuidado! Se colocarmos uma vírgula de-
pois de “só”, haverá, novamente, um adjetivo: Meio - Meia
Ele está só, descansando. (ele está sozinho e
descansando) A palavra “meio”, quando empregada como adjetivo,
concorda normalmente com o nome a que se refere: Pedi
meia porção de polentas.
G) Quando um único substantivo é modificado por Quando empregada como advérbio permanece inva-
dois ou mais adjetivos no singular, podem ser usa- riável: A candidata está meio nervosa.
das as construções:
 O substantivo permanece no singular e coloca-se
o artigo antes do último adjetivo: Admiro a cultura #FicaDica
espanhola e a portuguesa. Dá para eu substituir por “um pouco”, assim
 O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo saberei que se trata de um advérbio, não de
antes do adjetivo: Admiro as culturas espanhola e adjetivo: “A candidata está um pouco nervo-
portuguesa. sa”.

1. Casos Particulares
LÍNGUA PORTUGUESA

É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É per- Alerta - Menos


mitido
Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem
 Estas expressões, formadas por um verbo mais sempre invariáveis.
um adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a Os concurseiros estão sempre alerta.
que se referem possuir sentido genérico (não vier Não queira menos matéria!
precedido de artigo).

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS fundamentais; haverá paz estável, uma paz que não te-
Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Ce- nha a guerra como alternativa, somente quando existirem
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São cidadãos não mais apenas deste ou daquele Estado, mas
Paulo: Saraiva, 2010. do mundo.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Norberto Bobbio. A era dos direitos. Trad. Carlos Nelson
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Coutinho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p. 1 (com adapta-
Português: novas palavras: literatura, gramática, reda- ções).
ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
Preservando-se a correção gramatical do texto CB3A2B-
SITE BB, os termos “não há” e “não existem” poderiam ser subs-
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint49. tituídos, respectivamente, por
php a) não existe e não têm.
b) não existe e inexiste.
c) inexiste e não há.
d) inexiste e não acontece.
EXERCÍCIOS COMENTADOS e) não tem e não têm.

Resposta: Letra C.
1. (Polícia Federal – Escrivão de Polícia Federal – Ces- Busquemos o contexto:
pe – 2013) Formas de tratamento como Vossa Excelência - sem direitos humanos reconhecidos e protegidos, não
e Vossa Senhoria, ainda que sejam empregadas sempre há democracia = poderíamos substituir por “não exis-
na segunda pessoa do plural e no feminino, exigem fle- te”, inexiste (verbo “haver” empregado com o sentido
xão verbal de terceira pessoa; além disso, o pronome de “existir”)
possessivo que faz referência ao pronome de tratamento - sem democracia, não existem as condições mínimas
também deve ser o de terceira pessoa, e o adjetivo que para a solução pacífica dos conflitos = sentido de “exis-
remete ao pronome de tratamento deve concordar em tir”. Poderíamos substituir por inexiste, mas no plural, já
gênero e número com a pessoa — e não com o pronome que devemos concordar com “as condições mínimas”.
— a que se refere. A única “troca” adequada seria o verbo “haver” – que
pode ser utilizado com o sentido de “existir”. Teríamos:
( ) CERTO ( ) ERRADO sem direitos humanos reconhecidos e protegidos, ine-
xiste democracia; sem democracia, não há as condições
Resposta: Certo. Afirmações corretas. As concordân- mínimas para a solução pacífica dos conflitos.
cias verbal e nominal ao se utilizar pronome de trata-
mento devem ser na terceira pessoa e concordar em 3. (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comér-
gênero (masculino ou feminino) com a pessoa a quem cio Exterior – Analista Técnico Administrativo – cespe
se dirige: “Vossa Excelência está cansada(o)?” – con- – 2014) Em “Vossa Excelência deve estar satisfeita com os
cordará com quem está se falando: uma mulher ou um resultados das negociações”, o adjetivo estará corretamen-
homem / “Vossa Santidade trouxe seus pertences?” / te empregado se dirigido a ministro de Estado do sexo
“Vossas Senhorias gostariam de um café?”. masculino, pois o termo “satisfeita” deve concordar com
a locução pronominal de tratamento “Vossa Excelência”.
2. (Prefeitura de São Luís-MA – Conhecimentos Bási-
cos Cargos de Técnico Municipal – Nível Médio – Ces- ( ) CERTO ( ) ERRADO
pe – 2017)
Resposta: Errado. Se a pessoa, no caso o ministro, for
do sexo feminino (ministra), o adjetivo está correto;
Texto CB3A2BBB mas, se for do sexo masculino, o adjetivo sofrerá flexão
de gênero: satisfeito. O pronome de tratamento é ape-
O reconhecimento e a proteção dos direitos humanos nas a maneira como tratar a autoridade, não regendo
estão na base das Constituições democráticas modernas. as demais concordâncias.
A paz, por sua vez, é o pressuposto necessário para o re-
conhecimento e a efetiva proteção dos direitos humanos 4. (Abin – Agente Técnico de Inteligência – cespe –
em cada Estado e no sistema internacional. Ao mesmo 2010 – adaptada) (...) Da combinação entre velocidade,
tempo, o processo de democratização do sistema inter- persistência, relevância, precisão e flexibilidade surge a no-
nacional, que é o caminho obrigatório para a busca do ção contemporânea de agilidade, transformada em princi-
ideal da paz perpétua, não pode avançar sem uma gra- pal característica de nosso tempo.
dativa ampliação do reconhecimento e da proteção dos A forma verbal “surge” poderia, sem prejuízo gramatical
LÍNGUA PORTUGUESA

direitos humanos, acima de cada Estado. Direitos huma- para o texto, ser flexionada no plural, para concordar
nos, democracia e paz são três elementos fundamentais com “velocidade, persistência, relevância, precisão e fle-
do mesmo movimento histórico: sem direitos humanos xibilidade”
reconhecidos e protegidos, não há democracia; sem de-
mocracia, não existem as condições mínimas para a so- ( ) CERTO ( ) ERRADO
lução pacífica dos conflitos. Em outras palavras, a demo-
cracia é a sociedade dos cidadãos, e os súditos se tornam Resposta: Errado. O verbo está concordando com o
cidadãos quando lhes são reconhecidos alguns direitos termo “combinação”, por isso deve ficar no singular.

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5. (Tribunal de Contas do Distrito Federal-df – Conhe- A) Verbos Intransitivos
cimentos BÁSICOS – ANALISTA DE ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA – ARQUIVOLOGIA – cespe – 2014 – adapta- Os verbos intransitivos não possuem complemento.
da) (...) Há décadas, países como China e Índia têm envia- É importante, no entanto, destacar alguns detalhes re-
do estudantes para países centrais, com resultados muito lativos aos adjuntos adverbiais que costumam acompa-
positivos.(...) nhá-los.
A forma verbal “Há” poderia ser corretamente substituída
por Fazem. Chegar, Ir
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos ad-
( ) CERTO ( ) ERRADO verbiais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas
para indicar destino ou direção são: a, para.
Resposta: Errado. O verbo “fazer”, quando empre- Fui ao teatro.
gado no sentido de tempo passado, não sofre flexão. Adjunto Adverbial de Lugar
Portanto, sua forma correta seria: “faz décadas”
Ricardo foi para a Espanha.
Adjunto Adverbial de Lugar
REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL.
Comparecer
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL por em ou a.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o
Dá-se o nome de regência à relação de subordina- último jogo.
ção que ocorre entre um verbo (regência verbal) ou um
nome (regência nominal) e seus complementos. B) Verbos Transitivos Diretos
1. Regência Verbal = Termo Regente: VERBO
Os verbos transitivos diretos são complementados
A regência verbal estuda a relação que se estabele-
por objetos diretos. Isso significa que não exigem pre-
ce entre os verbos e os termos que os complementam
posição para o estabelecimento da relação de regência.
(objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (ad-
Ao empregar esses verbos, lembre-se de que os prono-
juntos adverbiais). Há verbos que admitem mais de uma
mes oblíquos o, a, os, as atuam como objetos diretos.
regência, o que corresponde à diversidade de significa-
Esses pronomes podem assumir as formas lo, los, la, las
dos que estes verbos podem adquirir dependendo do
(após formas verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no,
contexto em que forem empregados.
A mãe agrada o filho = agradar significa acariciar, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em sons
contentar. nasais), enquanto lhe e lhes são, quando complementos
A mãe agrada ao filho = agradar significa “causar verbais, objetos indiretos.
agrado ou prazer”, satisfazer. São verbos transitivos diretos, dentre outros: aban-
Conclui-se que “agradar alguém” é diferente de donar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar,
“agradar a alguém”. admirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, au-
xiliar, castigar, condenar, conhecer, conservar, convidar,
O conhecimento do uso adequado das preposições defender, eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, pre-
é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência judicar, prezar, proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver,
verbal (e também nominal). As preposições são capazes visitar.
de modificar completamente o sentido daquilo que está Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente
sendo dito. como o verbo amar:
Cheguei ao metrô. Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Cheguei no metrô. Amo aquela moça. / Amo-a.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no Amam aquele rapaz. / Amam-no.
segundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado. Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la.

A voluntária distribuía leite às crianças. Observação:


A voluntária distribuía leite com as crianças. Os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos
Na primeira frase, o verbo “distribuir” foi emprega- para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos
do como transitivo direto (objeto direto: leite) e indireto adnominais):
LÍNGUA PORTUGUESA

(objeto indireto: às crianças); na segunda, como transiti- Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto)
vo direto (objeto direto: crianças; com as crianças: adjun- Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua car-
to adverbial). reira)
Para estudar a regência verbal, agruparemos os ver- Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau hu-
bos de acordo com sua transitividade. Esta, porém, não é mor)
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de dife-
rentes formas em frases distintas.

57
C) Verbos Transitivos Indiretos Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
Os verbos transitivos indiretos são complementados Paguei minhas contas. / Paguei-as.
por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exi- Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
gem uma preposição para o estabelecimento da relação
de regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de Informar
terceira pessoa que podem atuar como objetos indire- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
tos são o “lhe”, o “lhes”, para substituir pessoas. Não se indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
utilizam os pronomes o, os, a, as como complementos Informe os novos preços aos clientes.
de verbos transitivos indiretos. Com os objetos indiretos Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os no-
que não representam pessoas, usam-se pronomes oblí- vos preços)
quos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos Na utilização de pronomes como complementos, veja
pronomes átonos lhe, lhes. as construções:
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos pre-
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: ços.
Consistir - Tem complemento introduzido pela pre- Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou
posição “em”: A modernidade verdadeira consiste em di- sobre eles)
reitos iguais para todos.
Observação:
Obedecer e Desobedecer - Possuem seus comple- A mesma regência do verbo informar é usada para os
mentos introduzidos pela preposição “a”: seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
Eles desobedeceram às leis do trânsito. Comparar
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite
Responder - Tem complemento introduzido pela as preposições “a” ou “com” para introduzir o comple-
preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para in- mento indireto: Comparei seu comportamento ao (ou com
dicar “a quem” ou “ao que” se responde. o) de uma criança.
Respondi ao meu patrão.
Respondemos às perguntas. Pedir
Respondeu-lhe à altura. Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente
Observação: na forma de oração subordinada substantiva) e indireto
O verbo responder, apesar de transitivo indireto quan- de pessoa.
do exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva Pedi-lhe favores.
analítica: Objeto Indireto Objeto Direto
O questionário foi respondido corretamente.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoria- Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
mente. Objeto Indireto Oração Subordinada Subs-
tantiva Objetiva Direta
Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus comple-
mentos introduzidos pela preposição “com”. A construção “pedir para”, muito comum na lingua-
Antipatizo com aquela apresentadora. gem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na lín-
Simpatizo com os que condenam os políticos que go- gua culta. No entanto, é considerada correta quando a
vernam para uma minoria privilegiada. palavra licença estiver subentendida.
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em
D) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos casa.

Os verbos transitivos diretos e indiretos são acom- Observe que, nesse caso, a preposição “para” intro-
panhados de um objeto direto e um indireto. Merecem duz uma oração subordinada adverbial final reduzida de
destaque, nesse grupo: agradecer, perdoar e pagar. São infinitivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa).
verbos que apresentam objeto direto relacionado a coi-
sas e objeto indireto relacionado a pessoas. Preferir
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto
Agradeço aos ouvintes a audiência. indireto introduzido pela preposição “a”:
Objeto Indireto Objeto Direto Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
LÍNGUA PORTUGUESA

Prefiro trem a ônibus.


Paguei o débito ao cobrador.
Objeto Direto Objeto Indireto Observação:
Na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem
O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil ve-
com particular cuidado: zes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo
Agradeci o presente. / Agradeci-o. prefixo existente no próprio verbo (pre).
Agradeço a você. / Agradeço-lhe.

58
Mudança de Transitividade - Mudança de Signifi- Chamar no sentido de denominar, apelidar pode
cado apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere pre-
dicativo preposicionado ou não.
Há verbos que, de acordo com a mudança de transi- A torcida chamou o jogador mercenário.
tividade, apresentam mudança de significado. O conhe- A torcida chamou ao jogador mercenário.
cimento das diferentes regências desses verbos é um re- A torcida chamou o jogador de mercenário.
curso linguístico muito importante, pois além de permitir A torcida chamou ao jogador de mercenário.
a correta interpretação de passagens escritas, oferece Chamar com o sentido de ter por nome é pronomi-
possibilidades expressivas a quem fala ou escreve. Den- nal: Como você se chama? Eu me chamo Zenaide.
tre os principais, estão:
Custar
Agradar Custar é intransitivo no sentido de ter determinado
Agradar é transitivo direto no sentido de fazer cari- valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adver-
nhos, acariciar, fazer as vontades de. bial: Frutas e verduras não deveriam custar muito.
Sempre agrada o filho quando.
Aquele comerciante agrada os clientes. No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransiti-
vo ou transitivo indireto, tendo como sujeito uma ora-
Agradar é transitivo indireto no sentido de causar ção reduzida de infinitivo.
agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento
introduzido pela preposição “a”. Muito custa viver tão longe da
O cantor não agradou aos presentes. família.
O cantor não lhes agradou. Verbo Intransitivo Oração Subordinada
Substantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo
O antônimo “desagradar” é sempre transitivo indire-
to: O cantor desagradou à plateia. Custou-me (a mim) crer nisso.
Objeto Indireto Oração Subordinada
Aspirar Substantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo
Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, ins-
pirar (o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) A Gramática Normativa condena as construções que
atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por
Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter pessoa: Custei para entender o problema.
como ambição: Aspirávamos a um emprego melhor. (As- = Forma correta: Custou-me entender o problema.
pirávamos a ele)
Como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pes- Implicar
soa, as formas pronominais átonas “lhe” e “lhes” não são Como transitivo direto, esse verbo tem dois senti-
utilizadas, mas, sim, as formas tônicas “a ele(s)”, “a ela(s)”. dos:
Veja o exemplo: Aspiravam a uma existência melhor. (= A) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitu-
Aspiravam a ela) des implicavam um firme propósito.
B) ter como consequência, trazer como consequência,
Assistir acarretar, provocar: Uma ação implica reação.
Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, pres-
tar assistência a, auxiliar. Como transitivo direto e indireto, significa compro-
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. meter, envolver: Implicaram aquele jornalista em ques-
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. tões econômicas.

Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presen- No sentido de antipatizar, ter implicância, é transiti-
ciar, estar presente, caber, pertencer. vo indireto e rege com preposição “com”: Implicava com
Assistimos ao documentário. quem não trabalhasse arduamente.
Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino. Namorar
Sempre tansitivo direto: Luísa namora Carlos há dois
No sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é in- anos.
transitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de
lugar introduzido pela preposição “em”: Assistimos numa Obedecer - Desobedecer
LÍNGUA PORTUGUESA

conturbada cidade. Sempre transitivo indireto:


Todos obedeceram às regras.
Chamar Ninguém desobedece às leis.
Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, so-
licitar a atenção ou a presença de. Quando o objeto é “coisa”, não se utiliza “lhe” nem
Por gentileza, vá chamar a polícia. / Por favor, vá cha- “lhes”: As leis são essas, mas todos desobedecem a elas.
má-la.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.

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Proceder
Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter cabimento, ter fundamento ou comportar-se, agir. Nessa segunda
acepção, vem sempre acompanhado de adjunto adverbial de modo.
As afirmações da testemunha procediam, não havia como refutá-las.
Você procede muito mal.

Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição “de”) e fazer, executar (rege complemento introduzido pela
preposição “a”) é transitivo indireto.
O avião procede de Maceió.
Procedeu-se aos exames.
O delegado procederá ao inquérito.

Querer
Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter vontade de, cobiçar.
Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.

Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, estimar, amar: Quero muito aos meus amigos.

Visar
Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mirar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
O homem visou o alvo.
O gerente não quis visar o cheque.

No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como objetivo é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar público.

Esquecer – Lembrar
Lembrar algo – esquecer algo
Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronominal)

No 1.º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja, exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o livro.
No 2.º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e exigem complemento com a preposição “de”. São, portanto,
transitivos indiretos:
Ele se esqueceu do caderno.
Eu me esqueci da chave.
Eles se esqueceram da prova.
Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.

Há uma construção em que a coisa esquecida ou lembrada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve alteração
de sentido. É uma construção muito rara na língua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos clássicos tanto
brasileiros como portugueses. Machado de Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.
Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
Não lhe lembram os bons momentos da infância? (= momentos é sujeito)
Simpatizar - Antipatizar
São transitivos indiretos e exigem a preposição “com”:
Não simpatizei com os jurados.
Simpatizei com os alunos.

A norma culta exige que os verbos e expressões que dão ideia de movimento sejam usados com a preposição “a”:
Chegamos a São Paulo e fomos direto ao hotel.
Cláudia desceu ao segundo andar.
LÍNGUA PORTUGUESA

Hoje, com esta chuva, ninguém sairá à rua.

2 Regência Nominal

É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse
nome. Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal, é preciso levar em
conta que vários nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de
um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os

60
nomes correspondentes: todos regem complementos introduzidos pela preposição a. Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.

Se uma oração completar o sentido de um nome, ou seja, exercer a função de complemento nominal, ela será com-
pletiva nominal (subordinada substantiva).

Regência de Alguns Nomes

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de

Observação:
Os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a; pa-
ralelamente a; relativa a; relativamente a.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
LÍNGUA PORTUGUESA

Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.

SITE
http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php

61
Após a junção da preposição com o artigo (destaca-
dos entre parênteses), temos:
EXERCÍCIO COMENTADO Refiro-me à funcionária antiga, e não àquela contrata-
da recentemente.
1. (Polícia Federal – Agente de Polícia Federal – Cespe
– 2014 – adaptada) O verbo referir, de acordo com sua transitividade,
O uso indevido de drogas constitui, na atualidade, séria classifica-se como transitivo indireto, pois sempre nos
e persistente ameaça à humanidade e à estabilidade das referimos a alguém ou a algo. Houve a fusão da preposi-
estruturas e valores políticos, econômicos, sociais e cultu- ção a + o artigo feminino (à) e com o artigo feminino a +
rais de todos os Estados e sociedades. Suas consequências o pronome demonstrativo aquela (àquela).
infligem considerável prejuízo às nações do mundo intei-
ro, e não são detidas por fronteiras: avançam por todos os Observações importantes:
cantos da sociedade e por todos os espaços geográficos, Alguns recursos servem de ajuda para que possamos
afetando homens e mulheres de diferentes grupos étni- confirmar a ocorrência ou não da crase. Eis alguns:
cos, independentemente de classe social e econômica ou  Substitui-se a palavra feminina por uma masculina
mesmo de idade. Questão de relevância na discussão dos equivalente. Caso ocorra a combinação a + o(s), a
efeitos adversos do uso indevido de drogas é a associação crase está confirmada.
do tráfico de drogas ilícitas e dos crimes conexos — geral- Os dados foram solicitados à diretora.
mente de caráter transnacional — com a criminalidade e Os dados foram solicitados ao diretor.
a violência. Esses fatores ameaçam a soberania nacional e  No caso de nomes próprios geográficos, substi-
afetam a estrutura social e econômica interna, devendo o tui-se o verbo da frase pelo verbo voltar. Caso re-
governo adotar uma postura firme de combate ao tráfico sulte na expressão “voltar da”, há a confirmação da
de drogas, articulando-se internamente e com a socieda- crase.
de, de forma a aperfeiçoar e otimizar seus mecanismos de Faremos uma visita à Bahia.
prevenção e repressão e garantir o envolvimento e a apro-
Faz dois dias que voltamos da Bahia. (crase confirmada)
vação dos cidadãos.
Internet: <www.direitoshumanos.usp.br>.
Não me esqueço da viagem a Roma.
Ao voltar de Roma, relembrarei os belos momentos ja-
Nas linhas 12 e 13, o emprego da preposição “com”, em
mais vividos.
“com a criminalidade e a violência”, deve-se à regência
do vocábulo “conexos”.
Nas situações em que o nome geográfico se apresen-
( ) CERTO ( ) ERRADO tar modificado por um adjunto adnominal, a crase está
confirmada.
Resposta: Errado. Ao texto: (...) Questão de relevância Atendo-me à bela Fortaleza, senti saudades de suas
na discussão dos efeitos adversos do uso indevido de praias.
drogas é a associação do tráfico de drogas ilícitas e dos
crimes conexos — geralmente de caráter transnacional
— com a criminalidade e a violência. #FicaDica
O termo está se referindo à associação – associação
Use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou
do tráfico de drogas e crimes conexos (1) com a crimi-
A volto DE, crase PRA QUÊ?” Exemplo: Vou a
nalidade (2) (associação daquilo [1] com isso [2])
Campinas. = Volto de Campinas. (crase pra
quê?)
CRASE Vou à praia. = Volto da praia. (crase há!)

A crase se caracteriza como a fusão de duas vogais


idênticas, relacionadas ao emprego da preposição “a” Quando o nome de lugar estiver especificado, ocor-
com o artigo feminino a(s), com o “a” inicial referente aos rerá crase. Veja:
pronomes demonstrativos – aquela(s), aquele(s), aquilo Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo
e com o “a” pertencente ao pronome relativo a qual (as que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
quais). Casos estes em que tal fusão encontra-se demar- Irei à Salvador de Jorge Amado.
cada pelo acento grave ( ` ): à(s), àquela, àquele, àquilo,
à qual, às quais. A letra “a” dos pronomes demonstrativos aquele(s),
O uso do acento indicativo de crase está condiciona- aquela(s) e aquilo receberão o acento grave se o termo
LÍNGUA PORTUGUESA

do aos nossos conhecimentos acerca da regência verbal regente exigir complemento regido da preposição “a”.
e nominal, mais precisamente ao termo regente e termo Entregamos a encomenda àquela menina.
regido. Ou seja, o termo regente é o verbo - ou nome - (preposição + pronome demonstrativo)
que exige complemento regido pela preposição “a”, e o
termo regido é aquele que completa o sentido do termo Iremos àquela reunião.
regente, admitindo a anteposição do artigo a(s). (preposição + pronome demonstrativo)
Refiro-me a (a) funcionária antiga, e não a (a)quela
contratada recentemente. Sua história é semelhante às que eu ouvia quando

62
criança. (àquelas que eu ouvia quando criança) Observações:
(preposição + pronome demonstrativo)  Nos casos em que o numeral indicar horas – funcio-
nando como uma locução adverbial feminina – ocor-
A letra “a” que acompanha locuções femininas (adver- rerá crase: Os passageiros partirão às dezenove horas.
biais, prepositivas e conjuntivas) recebem o acento grave:  Diante de numerais ordinais femininos a crase está
 locuções adverbiais: às vezes, à tarde, à noite, às confirmada, visto que estes não podem ser emprega-
pressas, à vontade... dos sem o artigo: As saudações foram direcionadas à
 locuções prepositivas: à frente, à espera de, à pro- primeira aluna da classe.
cura de...  Não ocorrerá crase antes da palavra casa, quando
 locuções conjuntivas: à proporção que, à medida essa não se apresentar determinada: Chegamos todos
que. exaustos a casa.
Entretanto, se vier acompanhada de um adjunto adno-
Cuidado: quando as expressões acima não exercerem minal, a crase estará confirmada: Chegamos todos exaustos
a função de locuções não ocorrerá crase. Repare: à casa de Marcela.
Eu adoro a noite!
Adoro o quê? Adoro quem? O verbo “adoro” requer  Não há crase antes da palavra “terra”, quando essa
objeto direto, no caso, a noite. Aqui, o “a” é artigo, não indicar chão firme: Quando os navegantes regressa-
preposição. ram a terra, já era noite.
Contudo, se o termo estiver precedido por um determi-
Casos passíveis de nota: nante ou referir-se ao planeta Terra, ocorrerá crase.
Paulo viajou rumo à sua terra natal.
 A crase é facultativa diante de nomes próprios fe- O astronauta voltou à Terra.
mininos: Entreguei o caderno a (à) Eliza.
 Também é facultativa diante de pronomes posses-  Não ocorre crase antes de pronomes que requerem
sivos femininos: O diretor fez referência a (à) sua
o uso do artigo.
empresa.
Os livros foram entregues a mim.
 Facultativa em locução prepositiva “até a”: A loja
Dei a ela a merecida recompensa.
ficará aberta até as (às) dezoito horas.
 Constata-se o uso da crase se as locuções prepo-
 Pelo fato de os pronomes de tratamento relativos
sitivas à moda de, à maneira de apresentarem-se
à senhora, senhorita e madame admitirem artigo, o
implícitas, mesmo diante de nomes masculinos:
uso da crase está confirmado no “a” que os antecede,
Tenho compulsão por comprar sapatos à Luis XV. (à
no caso de o termo regente exigir a preposição.
moda de Luís XV)
 Não se efetiva o uso da crase diante da locução Todos os méritos foram conferidos à senhorita Patrícia.
adverbial “a distância”: Na praia de Copacabana,
observamos a queima de fogos a distância.
Entretanto, se o termo vier determinado, teremos uma  Não ocorre crase antes de nome feminino utilizado
locução prepositiva, aí sim, ocorrerá crase: O pedestre foi ar- em sentido genérico ou indeterminado:
remessado à distância de cem metros. Estamos sujeitos a críticas.
 De modo a evitar o duplo sentido – a ambiguidade -, Refiro-me a conversas paralelas.
faz-se necessário o emprego da crase.
Ensino à distância. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Ensino a distância. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sac-
 Em locuções adverbiais formadas por palavras repe- coni. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
tidas, não há ocorrência da crase. Português linguagens: volume 3 / Wiliam Roberto Cereja,
Ela ficou frente a frente com o agressor. Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:
Eu o seguirei passo a passo. Saraiva, 2010.

Casos em que não se admite o emprego da crase: SITE


http://www.portugues.com.br/gramatica/o-uso-cra-
Antes de vocábulos masculinos. se-.html
As produções escritas a lápis não serão corrigidas.
Esta caneta pertence a Pedro.
LÍNGUA PORTUGUESA

Antes de verbos no infinitivo.


Ele estava a cantar.
Começou a chover.

Antes de numeral.
O número de aprovados chegou a cem.
Faremos uma visita a dez países.

63
finido feminino determinando o substantivo “receitas”.
EXERCÍCIOS COMENTADOS ( ) CERTO ( ) ERRADO

1. (Polícia Federal – Agente de Polícia Federal – Cespe Resposta: Certo. Texto: O verdadeiro problema é a di-
– 2014 – adaptada) O acento indicativo de crase em “à ficuldade do setor público de adaptar suas despesas às
humanidade e à estabilidade” é de uso facultativo, razão receitas em queda por causa da crise = quem adapta,
por que sua supressão não prejudicaria a correção gra- adapta algo/alguém A algo/alguém.
matical do texto.
3. (Fnde – Técnico em Financiamento e Execução de
( ) CERTO ( ) ERRADO Programas e Projetos Educacionais – cespe – 2012) O
emprego do sinal indicativo de crase em “adequando os
Resposta: Errado. Retomemos o contexto: (...) O uso objetivos às necessidades” justifica-se pela regência do
indevido de drogas constitui, na atualidade, séria e per- verbo adequar, que exige complemento regido pela pre-
sistente ameaça à humanidade e à estabilidade das es- posição “a”, e pela presença de artigo definido feminino
truturas e valores políticos (...). antes de “necessidades”.
O uso do acento indicativo de crase é obrigatório, já
que os termos “humanidade” e “estabilidade” comple- ( ) CERTO ( ) ERRADO
mentam o nome “ameaça” – “ameaça a quê? a quem?”
= a regência nominal pede preposição. Resposta: Certo. Adequar o quê? – os objetivos (obje-
to direto) – adequar o quê a quê? – a + as (=às) neces-
2. (TCE-PA – Conhecimentos Básicos – AUDITOR DE sidades – objeto indireto. A explicação do enunciado
CONTROLE EXTERNO – EDUCACIONAL – Cespe – está correta.
2016)
4. (Tribunal de Justiça-se – Técnico Judiciário – cespe
Texto CB1A1BBB
– 2014 – adaptada) No trecho “deu início à sua cami-
nhada cósmica”, o emprego do acento grave indicativo
Estranhamente, governos estaduais cujas despesas com
de crase é obrigatório.
o funcionalismo já alcançaram nível preocupante ou que
estouraram o limite de gastos com pessoal fixado pela
( ) CERTO ( ) ERRADO
Lei Complementar n.º 101/2000, denominada Lei de Res-
ponsabilidade Fiscal (LRF), estão elaborando sua própria
legislação destinada a assegurar, como alegam, maior ri- Resposta: Errado. “deu início à sua caminhada cós-
gor na gestão de suas finanças. Querem uma nova lei de mica” – o uso do acento indicativo de crase, neste caso, é
responsabilidade fiscal para, segundo argumentam, for- facultativo (antes de pronome possessivo).
talecer a estrutura legal que protege o dinheiro público
do mau uso por gestores irresponsáveis.
Examinando-se a situação financeira dos estados que
preparam sua versão da lei de responsabilidade fiscal,
fica difícil aceitar a argumentação. Desde maio de 2000,
quando entrou em vigor a LRF, esses estados, como os
demais, estão sujeitos a regras precisas para a gestão do
dinheiro público, para a criação de despesas e, em par-
ticular, para os gastos com pessoal. Por que, tendo des-
cumprido algumas dessas regras, estariam interessados
em torná-las ainda mais rigorosas?
Não foi a lei que não funcionou, mas os responsáveis
pelo dinheiro público que, por alguma razão, não a cum-
priram. De que adiantaria, então, tornar a lei mais rigoro-
sa, se nem nas condições atuais esses responsáveis estão
sendo capazes de cumpri-la? O problema não está na
lei. Mudá-la pode ser o pretexto não para torná-la mais
rigorosa, mas para atribuir-lhe alguma flexibilidade que
a desfigure. O verdadeiro problema é a dificuldade do
LÍNGUA PORTUGUESA

setor público de adaptar suas despesas às receitas em


queda por causa da crise.

Internet: <http://opiniao.estadao.com.br> (com adapta-


ções).

O emprego do acento grave em “às receitas” decorre da


regência do verbo “adaptar” e da presença do artigo de-

64
HORA DE PRATICAR!

1. (MAPA – Auditor Fiscal Federal Agropecuário – Médico Veterinário – Superior – ESAF – 2017) Assinale a opção
que apresenta desvio de grafia da palavra.
A acupuntura é uma terapia da medicina tradicional chinesa que favorece a regularização dos processos fisiológicos do
corpo, no sentido de promover ou recuperar o estado natural de saúde e equilíbrio. Pode ser usada preventivamente (1)
para evitar o desenvolvimento de doenças, como terapia curativa no caso de a doença estar instalada ou como método
paliativo (2) em casos de doenças crônicas de difícil tratamento. Tem também uma ação importante na medicina rejenera-
tiva (3) e na reabilitação. O tratamento de acupuntura consiste na introdução de agulhas filiformes no corpo dos animais.
Em geral são deixadas cerca de 15 a 20 minutos. A colocação das agulhas não é dolorosa para os animais e é possível
observar durante os tratamentos diferentes reações fisiológicas (4), indicadoras de que o tratamento está atingindo o
efeito terapêutico (5) desejado.

Disponível: <http://www.veterinariaholistica.net/acupuntura-fitoterapia-e-homeopatia.html/>. Acesso em 28/11/2017.


(Com adaptações)

a) (1)
b) (2)
c) (3)
d) (4)
e) (5)

2. (TRT – 21.ª Região-RN – Técnico Judiciário – Área Administrativa – Médio – FCC – 2017) Respeitando-se as
normas de redação do Manual da Presidência da República, a frase correta é:

a) Solicito a Vossa Senhoria que verifique a possibilidade de implementação de projeto de treinamento de pessoal para
operar os novos equipamentos gráficos a serem instalados em seu setor.
b) Venho perguntar-lhe, por meio desta, sobre a data em que Vossa Excelência pretende nomear vosso representante
na Comissão Organizadora.
c) Digníssimo Senhor: eu venho por esse comunicado, informar, que será organizado seminário, sobre o uso eficiente
de recursos hídricos, em data ainda a ser definida.

d) Haja visto que o projeto anexo contribue para o desenvolvimento do setor em questão, informamos, por meio deste
Ofício, que será amplamente analisado por especialistas.
e) Neste momento, conforme solicitação enviada à Vossa Senhoria anexo, não se deve adotar medidas que possam
com- prometer vossa realização do projeto mencionado.

3. (TRE-MS – Estágio – Jornalismo – TRE-MS – 2014) Analise as assertivas abaixo:

I. O ladrão era de menor.


II. Não há regra sem exceção.
III. É mais saudável usar menas roupa no calor.
IV. O policial foi à delegacia em compania do meliante.
V. Entre eu e você não existe mais nada.

A opção que apresenta vícios de linguagem é:

a) I e III.
b) I, II e IV.
c) II e IV.
LÍNGUA PORTUGUESA

d) I, III, IV e V.
e) III, IV e V.

4. (TRE-MS – Estágio – Jornalismo – TRE-MS – 2014) De acordo com a nova ortografia, assinale o item em que todas
as palavras estão corretas:

a) autoajuda – anti-inflamatório – extrajudicial.


b) supracitado – semi-novo – telesserviço.

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c) ultrassofisticado – hidro-elétrica – ultra-som.
d) contrarregra – autopista – semi-aberto.
e) contrarrazão – infra-estrutura – coprodutor.

5. (TRE-MS – Estágio – Jornalismo – TRE-MS – 2014) O uso correto do porquê está na opção:

a) Por quê o homem destrói a natureza?


b) Ela chorou por que a humilharam.
c) Você continua implicando comigo porque sou pobre?
d) Ninguém sabe o por quê daquele gesto.
e) Ela me fez isso, porquê?

6. (TJ-PA – Médico Psiquiatra – Superior – VUNESP – 2014)

Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas, de acordo com a norma-padrão da língua
portuguesa, considerando que o termo que preenche a terceira lacuna é empregado para indicar que um evento está
prestes a acontecer

a) anúncio ... A ... Iminente.


b) anuncio ... À ... Iminente.
c) anúncio ... À ... Iminente.
d) anúncio ... A ... Eminente.
e) anuncio ... À ... Eminente.

7. (CEFET-RJ – REVISOR DE TEXTOS – CESGRANRIO – 2014) Observe a grafia das palavras do trecho a seguir.
A macro-história da humanidade mostra que todos encaram os relatos pessoais como uma forma de se manterem vivos.
Desde a idade do domínio do fogo até a era das multicomunicações, os homens tem demonstrado que querem pôr sua
marca no mundo porque se sentem superiores.
A palavra que NÃO está grafada corretamente é

a) macro-história.
b) multicomunicações.
c) tem.
d) pôr.
e) porque.

8. (Liquigás – Profissional Júnior – Ciências Contábeis – cegranrio – 2014) O grupo em que todas as palavras estão
LÍNGUA PORTUGUESA

grafadas de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa é

a) gorjeta, ogeriza, lojista, ferrujem


b) pedágio, ultrage, pagem, angina
c) refújio, agiota, rigidez, rabujento
d) vigência, jenipapo, fuligem, cafajeste
e) sargeta, jengiva, jiló, lambujem

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9. (SIMAE – Agente Administrativo – ASSCON-PP – b) Consultaram o juíz acerca da possibilidade de voltar
2014) Assinale a alternativa que apresenta apenas pala- atraz na suspensão do jogador, mas ele foi categórico
vras escritas de forma incorreta. quanto a impossibilidade de rever sua posição.
c) Vossa Excelência leu o documento que será apresen-
a) Cremoso, coragem, cafajeste, realizar; tado em rede nacional daqui a pouco, pela voz de Sua
b) Caixote, encher, análise, poetisa; Excelência, o Senhor Ministro da Educação?
c) Traje, tanger, portuguesa, sacerdotisa; d) A reportagem sobre fascínoras famosos não foi nada
d) Pagem, mujir, vaidozo, enchergar; positiva para o público jovem que estava presente, de
que se desculparam os idealizadores do programa.
10. (Receita Federal – Auditor Fiscal – ESAF – 2014) e) Estudantes e professores são entusiastas de oferecer
Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou aos jovens ingressantes no curso o compartilhamento
de grafia de palavra inserido na transcrição do texto. de projetos, com que serão também autores.

A Receita Federal nem sempre teve esse (1) nome. Secre- 13. (TRE-MS – Estágio – Jornalismo – TRE-MS – 2014)
taria da Receita Federal é apenas a mais recente denomi- A acentuação correta está na alternativa:
nação da Administração Tributária Brasileira nestes cinco
séculos de existência. Sua criação tornou-se (2) necessária a) eu abençôo – eles crêem – ele argúi.
para modernizar a máquina arrecadadora e fiscalizadora, b) platéia – tuiuiu – instrui-los.
bem como para promover uma maior integração entre o c) ponei – geléia – heroico.
Fisco e os Contribuintes, facilitando o cumprimento ex- d) eles têm – ele intervém – ele constrói.
pontâneo (3) das obrigações tributárias e a solução dos e) lingüiça – feiúra – idéia.
eventuais problemas, bem como o acesso às (4) informa-
ções pessoais privativas de interesse de cada cidadão. O 14. (EBSERH – HUCAM-UFES – Advogado – AOCP –
surgimento da Secretaria da Receita Federal representou 2014) A palavra que está acentuada corretamente é:
um significativo avanço na facilitação do cumprimento
das obrigações tributárias, contribuindo para o aumento a) Históriar.
da arrecadação a partir (5) do final dos anos 60. b) Memórial.
(Adaptado de <http://www.receita.fazenda.gov.br/srf/
c) Métodico.
historico.htm>. Acesso em: 17 mar. 2014.)
d) Própriedade.
e) Artifício.
a) (1).
b) (2).
c) (3).
d) (4).
e) (5).
11. (Estrada de Ferro Campos do Jordão-SP – Analista 15. (prodam-am – assistente – funcab – 2014 – adap-
Ferroviário – Oficinas – Elétrica – IDERH – 2014) Leia tada) Assinale a opção em que o par de palavras foi
as orações a seguir: acentuado segundo a mesma regra.
Minha mãe sempre me aconselha a evitar as _____ compa-
nhias. (mas/más) a) saúde-países
A cauda do vestido da noiva tinha um _________ enorme. b) Etíope-juízes
(cumprimento/comprimento) c) olímpicas-automóvel
Precisamos fazer as compras do mês, pois a _________ está d) vocês-público
vazia. (despensa/dispensa). e) espetáculo-mensurável

Completam, correta e respectivamente, as lacunas acima 16. (Advocacia Geral da União – Técnico em Contabi-
os expostos na alternativa: lidade – idecan – 2014) Os vocábulos “cinquentenário”
e “império” são acentuados devido à mesma justificativa.
a) mas – cumprimento – despensa. O mesmo ocorre com o par de palavras apresentado em
b) más – comprimento – despensa.
c) más – cumprimento – dispensa. a) prêmio e órbita.
d) mas – comprimento – dispensa. b) rápida e tráfego
e) más – comprimento – dispensa. c) satélite e ministério.
d) pública e experiência.
12. (TRT-2ª REGIÃO-SP – Técnico Judiciário - Área Ad- e) sexagenário e próximo.
LÍNGUA PORTUGUESA

ministrativa – Médio – FCC – 2014) Está redigida com


clareza e em consonância com as regras da gramática 17. (Rioprevidência – Especialista em Previdência So-
normativa a seguinte frase: cial – ceperj – 2014) A palavra “conteúdo” recebe acen-
tuação pela mesma razão de:
a) Queremos, ou não, ele será designado para dar a pa-
lavra final sobre a polêmica questão, que, diga-se de a) juízo
passagem, tem feito muitos exitarem em se pronun- b) espírito
ciar. c) jornalístico

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d) mínimo e) econômica – após – propósitos
e) disponíveis
24. (Corpo de Bombeiros Militar-pi – Curso de Forma-
18. (Ministério do Meio Ambiente – icmbio – cespe – ção de Soldados – uespi – 2014) “O evento promove a
2014) A mesma regra de acentuação gráfica se aplica aos saúde de modo integral.” A regra que justifica o acento
vocábulos “Brasília”, “cenário” e “próprio”. gráfico no termo destacado é a mesma que justifica o
acento em:
( ) CERTO ( ) ERRADO
a) “remédio”.
19. (Prefeitura de Balneário Camboriú-sc – Guarda b) “cajú”.
Municipal – fepese – 2014 – adaptada) Assinale a alter- c) “rúbrica”.
nativa em que todas as palavras são oxítonas. d) “fráude”.
e) “baú”.
a) pé, lá, pasta
b) mesa, tábua, régua 25. (TJ-BA – Técnico Judiciário – Área Administrativa
c) livro, prova, caderno – Médio – FGV – 2015)
d) parabéns, até, televisão Texto 3 – “A Lua Cheia entra em sua fase Crescente no
e) óculos, parâmetros, título signo de Gêmeos e vai movimentar tudo o que diz respeito
à sua vida profissional e projetos de carreira. Os próximos
dias serão ótimos para dar andamento a projetos que co-
20. (Advocacia Geral da União – Técnico em Comuni- meçaram há alguns dias ou semanas. Os resultados che-
cação Social – idecan – 2014) Assinale a alternativa em garão rapidamente”.
que a acentuação de todas as palavras está de acordo
com a mesma regra da palavra destacada: “Procuradorias O texto 3 mostra exemplos de emprego correto do “a”
comprovam necessidade de rendimento satisfatório para com acento grave indicativo da crase – “diz respeito à sua
renovação do FIES”. vida profissional”. A frase abaixo em que o emprego do
acento grave da crase é corretamente empregado é:
a) após / pó / paletó
b) moído / juízes / caído a) o texto do horóscopo veio escrito à lápis;
c) história / cárie / tênue b) começaram à chorar assim que leram as previsões;
c) o horóscopo dizia à cada leitora o que devia fazer;
d) álibi / ínterim / político
d) o leitor estava à procura de seu destino;
e) êxito / protótipo / ávido
e) o astrólogo previa o futuro passo à passo
21. (Prefeitura de Brusque-sc – Educador Social – fe-
26. (Prefeitura de Sertãozinho-SP – Farmacêutico –
pese – 2014) Assinale a alternativa em que só palavras
Superior – VUNESP – 2017) O sinal indicativo de crase
paroxítonas estão apresentadas.
está empregado corretamente nas duas ocorrências na
alternativa:
a) facilitada, minha, canta, palmeiras
b) maná, papá, sinhá, canção a) Muitos indivíduos são propensos à associar, inadverti-
c) cá, pé, a, exílio damente, tristeza à depressão.
d) terra, pontapé, murmúrio, aves b) As pessoas não querem estar à mercê do sofrimento,
e) saúde, primogênito, computador, devêssemos por isso almejam à pílula da felicidade.
c) À proporção que a tristeza se intensifica e se prolonga,
22. (Ministério do Desenvolvimento Agrário – Técni- pode-se, à primeira vista, pensar em depressão.
co em Agrimensura – funcab – 2014) A alternativa que d) À rigor, os especialistas não devem receitar remédios
apresenta palavra acentuada por regra diferente das de- às pessoas antes da realização de exames acurados.
mais é: e) Em relação à informação da OMS, conclui-se que exis-
tem 121 milhões de pessoas à serem tratadas de de-
a) dúvidas. pressão.
b) muitíssimos.
c) fábrica. 27. (TRT – 21.ª Região-RN – Técnico Judiciário – Área
d) mínimo. Administrativa – Médio – FCC – 2017) É difícil planejar
e) impossível. uma cidade e resistir à tentação de formular um projeto
de sociedade.
LÍNGUA PORTUGUESA

23. (prodam-am – Assistente de Hardware – funcab O sinal indicativo de crase deverá ser mantido caso o ver-
– 2014) Assinale a alternativa em que todas as palavras bo sublinhado acima seja substituído por:
foram acentuadas segundo a mesma regra.
a) não acatar.
a) indivíduos - atraí(-las) - período b) driblar.
b) saíram – veículo - construído c) controlar.
c) análise – saudável - diálogo d) superar.
d) hotéis – critérios - através e) não sucumbir.

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28. (TRT – 21.ª Região-RN – Técnico Judiciário – Área e) caso o vocábulo minha fosse empregado imediata-
Administrativa – Médio – FCC – 2017) A frase em que mente antes de “produção”, o uso do sinal indicativo
há uso adequado do sinal indicativo de crase encontra-se de crase seria facultativo.
em:
32. (Sabesp-SP – atendente a clientes – Médio – fcc
a) A tendência de recorrer à adaptações aparece com – 2014 – adaptada) No trecho Refiro-me aos livros que
maior força na Hollywood do século 21. foram escritos e publicados, mas estão – talvez para sem-
b) É curioso constatar a rapidez com que o cinema agre- pre – à espera de serem lidos, o uso do acento de crase
gou à máxima. obedece à mesma regra seguida em:
c) A busca pela segurança leva os estúdios à apostarem
em histórias já testadas e aprovadas. a) Acostumou-se àquela situação, já que não sabia como
d) Tal máxima aplica-se perfeitamente à criação de peças evitá-la.
de teatro. b) Informou à paciente que os remédios haviam surtido
e) Há uma massa de escritores presos à contratos fixos efeito.
em alguns estúdios. c) Vou ficar irritada se você não me deixar assistir à no-
vela.
29. (Prefeitura de Marília-SP – Auxiliar de Escrita – d) Acabou se confundindo, após usar à exaustão a velha
Médio – VUNESP – 2017) Assinale a alternativa em que fórmula.
o sinal indicativo de crase está empregado corretamente. e) Comunique às minhas alunas que as provas estão cor-
rigidas.
a) A voluntária aconselhou a remetente à esquecer o
amor de infância. 33. (TRT-AL – Analista Judiciário – Superior – FCC–
b) O carteiro entregou às voluntárias do Clube de Julieta 2014) ... que acompanham as fronteiras ocidentais chi-
uma nova remessa de cartas. nesas...
O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de com-
c) O médico ofereceu à um dos remetentes apoio psico-
plemento que o da frase acima está em:
lógico.
d) As integrantes do Clube levaram horas respondendo
a) A Rota da Seda nunca foi uma rota única...
à diversas cartas.
b) Esses caminhos floresceram durante os primórdios da
e) O Clube sugeriu à algumas consulentes que fizessem
Idade Média.
novas amizades.
c) ... viajavam por cordilheiras...
d) ... até cair em desuso, seis séculos atrás.
e) O maquinista empurra a manopla do acelerador.
30. (prefeitura de são Paulo-sp – técnico em saúde –
34. (CASAL-AL – Administrador De Rede – COPEVE –
laboratório – médio – vunesp – 2014) Reescrevendo-se
UFAL – 2014) Na afirmação abaixo, de Padre Vieira,
o segmento frasal – ... incitá-los a reagir e a enfrentar o
“O trigo não picou os espinhos, antes os espinhos o pica-
desconforto, ... –, de acordo com a regência e o acento
ram a ele... Cuidais que o sermão vos picou a vós” o subs-
indicativo da crase, tem-se:
tantivo “espinhos” tem, respectivamente, função sintática
de,
a) ... incitá-los à reação e ao enfrentamento do descon-
forto, ...
a) objeto direto/objeto direto.
b) ... incitá-los a reação e o enfrentamento do descon-
b) sujeito/objeto direto.
forto, ...
c) objeto direto/sujeito.
c) ... incitá-los à reação e à enfrentamento do descon-
d) objeto direto/objeto indireto.
forto, ...
e) sujeito/objeto indireto.
d) ... incitá-los à reação e o enfrentamento do descon-
forto, ...
35. (CASAL-AL – Administrador De Rede – COPEVE –
e) ... incitá-los a reação e à enfrentamento do descon-
UFAL – 2014) No texto, “Arranca o estatuário uma pedra
forto, ..
dessas montanhas, tosca, bruta, dura, informe; e, depois
que desbastou o mais grosso, toma o maço e cinzel na
31. (CONAB – Contabilidade – Superior – IADES –
mão para começar a formar um homem, primeiro mem-
2014 – adaptada) Considerando o trecho “atualizou os
bro a membro e depois feição por feição.”
dados relativos à produção de grãos no Brasil.” e confor-
me a norma-padrão, assinale a alternativa correta. VIEIRA, P. A. In Sermão do Espírito Santo. Acervo da Aca-
demia Brasileira de Letras
a) a crase foi empregada indevidamente no trecho. A oração sublinhada exerce uma função de
LÍNGUA PORTUGUESA

b) o autor poderia não ter empregado o sinal indicativo


de crase. a) causalidade.
c) se “produção” estivesse antecedida por essa, o uso do b) conclusão.
sinal indicativo de crase continuaria obrigatório. c) oposição.
d) se, no lugar de “relativos”, fosse empregado referen- d) concessão.
tes, o uso do sinal indicativo de crase passaria a ser e) finalidade.
facultativo.

69
36. (EBSERH – HUCAM-UFES – Advogado – Superior 41. (Advocacia-Geral da União – Técnico em Comu-
– AOCP – 2014) Em “Se a ‘cura’ fosse cara, apenas uma nicação Social – idecan – 2014) Acerca das relações
pequena fração da sociedade teria acesso a ela.”, a expres- sintáticas que ocorrem no interior do período a seguir
são em destaque funciona como: “Policiais de Los Angeles tomam facas de criminosos, per-
seguem bêbados na estrada e terminam o dia na delega-
a) objeto direto. cia fazendo seu relatório.”, é correto afirmar que
b) adjunto adnominal.
c) complemento nominal. a) “o dia” é sujeito do verbo “terminar”.
d) sujeito paciente. b) o sujeito do período, Policiais de Los Angeles, é com-
e) objeto indireto. posto.
c) “bêbados” e “criminosos” apresentam-se na função de
37. (EBSERH – HUSM-UFSM-RS – Analista Adminis- sujeito.
trativo – Jornalismo – Superior – AOCP – 2014) d) “facas” possui a mesma função sintática que “bêba-
“Sinta-se ungido pela sorte de recomeçar. Quando seu fi- dos” e “relatório”.
lho crescer, ele irá entender - mais cedo ou mais tarde -...” e) “de criminosos”, “na estrada”, “na delegacia” são ter-
No período acima, a oração destacada: mos que indicam circunstâncias que caracterizam a
ação verbal.
a) estabelece uma relação temporal com a oração que
lhe é subsequente. 42. (TJ-SP – Escrevente Técnico Judiciário – Médio –
b) estabelece uma relação temporal com a oração que a VUNESP – 2015) Leia o texto, para responder às ques-
antecede. tões.
c) estabelece uma relação condicional com a oração que O fim do direito é a paz, o meio de que se serve para
lhe é subsequente. consegui-lo é a luta. Enquanto o direito estiver sujeito
d) estabelece uma relação condicional com a oração que às ameaças da injustiça – e isso perdurará enquanto o
a antecede. mundo for mundo –, ele não poderá prescindir da luta. A
e) estabelece uma relação de finalidade com a oração vida do direito é a luta: luta dos povos, dos governos, das
que lhe é subsequente. classes sociais, dos indivíduos.
Todos os direitos da humanidade foram conquistados
38. (prodam-am – Assistente de Hardware – funcab – pela luta; seus princípios mais importantes tiveram de
2014) O termo destacado em: “As pessoas estão sempre enfrentar os ataques daqueles que a ele se opunham;
muito ATAREFADAS.” exerce a seguinte função sintática: todo e qualquer direito, seja o direito de um povo, seja
o direito do indivíduo, só se afirma por uma disposição
a) objeto direto. ininterrupta para a luta. O direito não é uma simples
b) objeto indireto. ideia, é uma força viva. Por isso a justiça sustenta numa
c) adjunto adverbial. das mãos a balança com que pesa o direito, enquanto na
d) predicativo. outra segura a espada por meio da qual o defende.
e) adjunto adnominal. A espada sem a balança é a força bruta, a balança sem a
espada, a impotência do direito. Uma completa a outra,
39. (trt-13ª região-pb – Técnico Judiciário – Tecnolo- e o verdadeiro estado de direito só pode existir quando
gia da Informação – Médio – fcc – 2014) Ao mesmo a justiça sabe brandir a espada com a mesma habilidade
tempo, as elites renunciaram às ambições passadas... com que manipula a balança.
O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de com- O direito é um trabalho sem tréguas, não só do Poder
plemento que o grifado acima está empregado em: Público, mas de toda a população. A vida do direito nos
oferece, num simples relance de olhos, o espetáculo de
a) Faltam-nos precedentes históricos para... um esforço e de uma luta incessante, como o despendi-
b) Nossos contemporâneos vivem sem esse futuro... do na produção econômica e espiritual. Qualquer pessoa
c) Esse novo espectro comprova a novidade de nossa si- que se veja na contingência de ter de sustentar seu direi-
tuação... to participa dessa tarefa de âmbito nacional e contribui
d) As redes sociais eram atividades de difícil implemen- para a realização da ideia do direito. É verdade que nem
tação... todos enfrentam o mesmo desafio.
e) ... como se imitássemos o padrão de conforto... A vida de milhares de indivíduos desenvolve-se tranqui-
lamente e sem obstáculos dentro dos limites fixados pelo
40. (Cia de Serviços de Urbanização de Guarapuava- direito. Se lhes disséssemos que o direito é a luta, não
-pr – Agente de Trânsito – consulplam – 2014) Quanto nos compreenderiam, pois só veem nele um estado de
LÍNGUA PORTUGUESA

à função que desempenha na sintaxe da oração, o trecho paz e de ordem.


em destaque “Tenho uma dor que passa daqui pra lá e de (Rudolf von Ihering, A luta pelo direito)
lá pra cá” corresponde a:
Assinale a alternativa em que uma das vírgulas foi em-
a) Oração subordinada adjetiva restritiva. pregada para sinalizar a omissão de um verbo, tal como
b) Oração subordinada adjetiva explicativa. ocorre na passagem – A espada sem a balança é a força
c) Adjunto adnominal. bruta, a balança sem a espada, a impotência do direito.
d) Oração subordinada adverbial espacial.

70
a) O direito, no sentido objetivo, compreende os princí- 45. (Correios – Técnico em Segurança do Trabalho Jú-
pios jurídicos manipulados pelo Estado. nior – Médio – IADES – 2017 – adaptada) Quanto às
b) Todavia, não pretendo entrar em minúcias, pois nunca regras de ortografia e de pontuação vigentes, considere
chegaria ao fim. o período “Enquanto lia a carta, as lágrimas rolavam em
c) Do autor exige-se que prove, até o último centavo, o seu rosto numa mistura de amor e saudade.” e assinale a
interesse pecuniário. alternativa correta.
d) É que, conforme já ressaltei várias vezes, a essência do
direito está na ação. a) O uso da vírgula entre as orações é opcional.
e) A cabeça de Jano tem face dupla: a uns volta uma das b) A redação “Enquanto lia a carta, as lágrimas rolavam
faces, aos demais, a outra. em seu rosto por que sentia um misto de amor e sauda-
de.” poderia substituir a original.
43. TJ-BA – Técnico Judiciário – Área Administrativa – c) O uso do hífen seria obrigatório, caso o prefixo re fosse
Médio – FGV – 2015 acrescentado ao vocábulo “lia”.
d) Caso a ordem das orações fosse invertida, o uso da
Texto 2 - “A primeira missão tripulada ao espaço profundo vírgula entre elas poderia ser dispensado.
desde o programa Apollo, da década 1970, com o objetivo e) Assim como o vocábulo “lágrimas”, devem ser acen-
de enviar astronautas a Marte até 2030 está sendo prepa- tuados graficamente rúbrica, filântropo e lúcida.
rada pela Nasa (agência espacial norte-americana). O pri-
meiro passo para a concretização desse desafio será dado 46. (TRE-MS – Estágio – Jornalismo – TRE-MS – 2014)
nesta sexta-feira (5), com o lançamento da cápsula Orion, Verifique a pontuação nas frases abaixo e marque a as-
da base da agência em Cabo Canaveral, na Flórida, nos sertiva correta:
Estados Unidos. O lançamento estava previsto original-
mente para esta quinta-feira (4), mas devido a problemas a) Céus: Que injustiça.
técnicos foi reagendado para as 7h05 (10h05 no horário b) O resultado do placar, não o abateu.
de Brasília).” c) O comércio estava fechado; porém, a farmácia estava
(Ciência, Internet Explorer). em pleno atendimento.
d) Comam bastantes frutas crianças!
“com o lançamento da cápsula Orion, da base da agência e) Comprei abacate, e mamão maduro.
em Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos.”
Os termos sublinhados se encarregam da localização do 47. (SAAE-SP – Fiscal Leiturista – VUNESP – 2014)
lançamento da cápsula referida; o critério para essa loca-
lização também foi seguido no seguinte caso: Os protes-
tos contra as cotas raciais ocorreram:

a) em Brasília, Distrito Federal, na região Centro-Oeste;


b) em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, região Sul;
c) em Pedrinhas, São Luís, Maranhão;
d) em São Paulo, São Paulo, Brasil;
e) em Goiânia, região Centro-Oeste, Brasil.

44. (TRT – 21.ª Região-RN – Técnico Judiciário – Área


Administrativa – Médio – FCC – 2017) Está plenamente
adequada a pontuação do seguinte período:

a) A produção cinematográfica como é sabido, sempre


bebeu na fonte da literatura, mas o cinema declarou-
-se, independente das outras artes há mais de meio
século.
b) Sabe-se que, a produção cinematográfica sempre con-
siderou a literatura como fonte de inspiração, mas o
cinema declarou-se independente das outras artes, há
mais de meio século. Segundo a norma-padrão da língua portuguesa, a pon-
c) Há mais de meio século, o cinema declarou-se inde- tuação está correta em:
pendente das outras artes, embora a produção cine-
matográfica tenha sempre considerado a literatura a) Hagar disse, que não iria.
LÍNGUA PORTUGUESA

como fonte de inspiração. b) Naquela noite os Stevensens prometeram servir, bifes


d) O cinema declarou-se independente, das outras ar- e lagostas, aos vizinhos.
tes, há mais de meio século; porém, sabe-se, que a c) Chegou, o convite dos Stevensens, bife e lagostas: para
produção cinematográfica sempre bebeu na fonte da Hagar e Helga
literatura. d) “Eles são chatos e, nunca param de falar”, disse, Hagar
e) A literatura, sempre serviu de fonte inspiradora do ci- à Helga.
nema, mas este, declarou-se independente das outras e) Helga chegou com o recado: fomos convidados, pelos
artes há mais de meio século − como é sabido. Stevensens, para jantar bifes e lagostas.

71
48. (Prefeitura de Paulista-PE – Recepcionista – UPE- 51. (Emplasa-Sp – Analista Jurídico – Direito – vunesp
NET – 2014) Sobre os SINAIS DE PONTUAÇÃO, observe – 2014) Segundo a norma-padrão da língua portuguesa,
os itens abaixo: a pontuação está correta em:

I. “Calma, gente”. a) Como há suspeita, por parte da família de que João


II. “Que mundo é este que chorar não é “normal”? Goulart tenha sido assassinado; a Comissão da Ver-
III. “Sustentabilidade, paradigma de vida” dade decidiu reabrir a investigação de sua morte, em
IV. “Será que precisa de mais licitações? Haja licitações!” maio deste ano, a pedido da viúva e dos filhos.
V. “E, de repente, aquela rua se tornou um grande lago...” b) Em maio deste ano, a Comissão da Verdade acatou
o pedido da família do ex-presidente João Goulart e
Sobre eles, assinale a alternativa CORRETA. reabriu a investigação da morte deste, visto que, para
a viúva e para os filhos, Jango pode ter sido assassi-
a) No item I, a vírgula isola um aposto. nado.
b) No item II, a interrogação indica uma mensagem in- c) A investigação da morte de João Goulart, foi reaberta,
terrompida. em maio deste ano pela Comissão da Verdade, para
c) No item III, a vírgula isola termos que explicam o seu apuração da causa da morte do ex-presidente uma
antecedente. vez que, para a família, Jango pode ter sido assassi-
d) No item IV, os dois sinais de pontuação, a interrogação nado.
e a exclamação, indicam surpresa. d) A Comissão da Verdade, a pedido da família de João
e) No item V, as vírgulas poderiam ser substituídas, ape- Goulart, reabriu em maio deste ano a investigação de
nas, por um ponto e vírgula após o termo “repente”. sua morte, porque, a hipótese de assassinato não é
descartada, pela viúva e filhos.
49. (Prefeitura de Paulista-PE – Recepcionista – UPE- e) Como a viúva e os filhos do ex-presidente João Gou-
NET – 2014 – adaptada) lart, suspeitando que ele possa ter sido assassinado
“Já vi gente cansada de amor, de trabalho, de política, de pediram a reabertura da investigação de sua morte,
ideais. Jamais conheci alguém sinceramente cansado de à Comissão da Verdade, esta, atendeu o pedido em
dinheiro.” maio deste ano.
(Millôr Fernandes)
52. (Caixa Econômica Federal – Médico do Trabalho –
Sobre as vírgulas existentes no texto, é CORRETO afirmar cespe – 2014 – adaptada) A correção gramatical do tre-
que: cho “Entre as bebidas alcoólicas, cervejas e vinhos são as
mais comuns em todo o mundo” seria prejudicada, caso
a) são facultativas. se inserisse uma vírgula logo após a palavra “vinhos”.
b) isolam apostos.
c) separam elementos de mesma função sintática. ( ) CERTO ( ) ERRADO
d) a terceira é facultativa.
e) separam orações coordenadas assindéticas. 53. (Prefeitura de Arcoverde-PE – Administrador de
Recursos Humanos – CONPASS – 2014) Leia o texto a
50. (Polícia Militar-SP – Oficial Administrativo – Mé- seguir:
dio – vunesp – 2014) A reescrita da frase – Como sem- “Pagar por esse software não é um luxo, mas uma necessi-
pre, a resposta depende de como definimos os termos da dade”. O uso da vírgula justifica-se porque:
pergunta. – está correta, quanto à pontuação, em:
a) estabelece a relação entre uma coordenada assindéti-
a) A resposta como sempre, depende de, como defini- ca e uma conclusiva.
mos os termos da pergunta. b) separar a oração coordenada “não é um luxo” da ad-
b) A resposta, como sempre, depende de como defini- versativa “mas uma necessidade”, em que o verbo está
mos os termos da pergunta. subentendido.
c) A resposta como, sempre, depende de como defini- c) liga a oração principal “Pagar” à coordenada “não é um
mos os termos da pergunta. luxo, mas uma necessidade”.
d) A resposta, como, sempre depende de como defini- d) indica que dois termos da mesma função estão ligados
mos os termos da pergunta. por uma conjunção aditiva.
e) A resposta como sempre, depende de como, defini- e) isola o aposto na segunda oração.
mos os termos da pergunta.
LÍNGUA PORTUGUESA

72
54. (TJ-SP – Escrevente Técnico Judiciário – Médio –
VUNESP – 2017)
Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executi- GABARITO
vos no setor de tecnologia já tinham feito – ele transferiu
sua equipe para um chamado escritório aberto, sem pa- 1 C
redes e divisórias.
Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas ele 2 A
queria que todos estivessem juntos, para se conectarem 3 D
e colaborarem mais facilmente. Mas em pouco tempo fi-
cou claro que Nagele tinha cometido um grande erro. 4 A
Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e os nove 5 C
empregados estavam insatisfeitos, sem falar do próprio 6 A
chefe.
Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para 7 C
o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa para um 8 D
espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio es-
paço, com portas e tudo. 9 D
Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório 10 C
aberto – cerca de 70% dos escritórios nos Estados Uni- 11 B
dos são assim – e até onde se sabe poucos retornaram
ao modelo de espaços tradicionais com salas e portas. 12 C
Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder até 13 D
15% da produtividade, desenvolver problemas graves
de concentração e até ter o dobro de chances de ficar 14 E
doentes em espaços de trabalho abertos – fatores que 15 A
estão contribuindo para uma reação contra esse tipo de 16 B
organização.
Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele 17 A
já ouviu colegas do setor de tecnologia dizerem sentir 18 CERTO
falta do estilo de trabalho do escritório fechado. “Muita
gente concorda – simplesmente não aguentam o escri- 19 D
tório aberto. Nunca se consegue terminar as coisas e é 20 C
preciso levar mais trabalho para casa”, diz ele.
21 A
É improvável que o conceito de escritório aberto caia em
desuso, mas algumas firmas estão seguindo o exemplo 22 E
de Nagele e voltando aos espaços privados. 23 E
Há uma boa razão que explica por que todos adoram um
espaço com quatro paredes e uma porta: foco. A verdade 24 E
é que não conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo 25 C
tempo, e pequenas distrações podem desviar nosso foco
26 C
por até 20 minutos.
Retemos mais informações quando nos sentamos em um 27 E
local fixo, afirma Sally Augustin, psicóloga ambiental e 28 D
design de interiores.
(Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos po- 29 B
dem ser ruins para funcionários.” Disponível em:<w- 30 A
ww1.folha.uol.com.br>. Acesso em: 04.04.2017. Adapta-
31 E
do)
32 D
Iniciando-se a frase – Retemos mais informações quando 33 E
nos sentamos em um local fixo... (último parágrafo) – com
o termo Talvez, indicando condição, a sequência que 34 C
apresenta correlação dos verbos destacados de acordo 35 E
com a norma-padrão será:
36 C
LÍNGUA PORTUGUESA

a) reteríamos ... sentarmos 37 A


b) retínhamos ... sentássemos 38 D
c) reteremos ... sentávamos
d) retivemos ... sentaríamos 39 A
e) retivéssemos ... sentássemos 40 A
41 D

73
42 E ANOTAÇÕES
43 A
44 C
________________________________________________
45 D
46 C _________________________________________________
47 E _________________________________________________
48 C _________________________________________________
49 C
_________________________________________________
50 B
51 B _________________________________________________

52 CERTO _________________________________________________
53 C _________________________________________________
54 E
_________________________________________________

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LÍNGUA PORTUGUESA

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74
ÍNDICE

NOÇÕES DE INFORMÁTICA
Conceitos básicos e modos de utilização de tecnologias, ferramentas, aplicativos e procedimentos de informática: tipos de
computadores, conceitos de hardware e de software, instalação de periféricos...........................................................................................01
Edição de textos, planilhas e apresentações (ambiente Microsoft Office, versões 2010, 2013 e 365)..................................................06
Noções de sistema operacional (ambiente Windows, versões 7, 8 e 10)..........................................................................................................35
Redes de computadores: conceitos básicos, ferramentas, aplicativos e procedimentos de Internet e intranet...............................42
Programas de navegação: Mozilla Firefox e Google Chrome................................................................................................................................42
Programa de correio eletrônico: MS Outlook..............................................................................................................................................................42
Sítios de busca e pesquisa na Internet............................................................................................................................................................................42
Conceitos de organização e de gerenciamento de informações, arquivos, pastas e programas............................................................57
Segurança da informação: procedimentos de segurança.......................................................................................................................................57
Noções de vírus, worms e pragas virtuais.....................................................................................................................................................................59
Aplicativos para segurança (antivírus, firewall, antispyware etc.).........................................................................................................................59
Procedimentos de backup...................................................................................................................................................................................................63
Vamos observar agora, alguns pontos fundamentais
CONCEITOS BÁSICOS E MODOS DE para o entendimento de informática em concursos públicos.
UTILIZAÇÃO DE TECNOLOGIAS, Hardware, são os componentes físicos do computador,
FERRAMENTAS, APLICATIVOS E ou seja, tudo que for tangível, ele é composto pelos peri-
PROCEDIMENTOS DE INFORMÁTICA: féricos, que podem ser de entrada, saída, entrada-saída ou
apenas saída, além da CPU (Unidade Central de Processa-
TIPOS DE COMPUTADORES, CONCEITOS DE
mento)
HARDWARE E DE SOFTWARE, INSTALAÇÃO Software, são os programas que permitem o funciona-
DE PERIFÉRICOS. mento e utilização da máquina (hardware), é a parte lógica
do computador, e pode ser dividido em Sistemas Operacio-
nais, Aplicativos, Utilitários ou Linguagens de Programação.
A Informática é um meio para diversos fins, com isso O primeiro software necessário para o funcionamento
acaba atuando em todas as áreas do conhecimento. A de um computador é o Sistema Operacional (Sistema Ope-
sua utilização passou a ser um diferencial para pessoas racional). Os diferentes programas que você utiliza em um
e empresas, visto que, o controle da informação passou computador (como o Word, Excel, PowerPoint etc) são os
a ser algo fundamental para se obter maior flexibilidade aplicativos. Já os utilitários são os programas que auxiliam
na manutenção do computador, o antivírus é o principal
no mercado de trabalho. Logo, o profissional, que melhor
exemplo, e para finalizar temos as Linguagens de Progra-
integrar sua área de atuação com a informática, atingirá,
mação que são programas que fazem outros programas,
com mais rapidez, os seus objetivos e, consequentemen-
como o JAVA por exemplo.
te, o seu sucesso, por isso em quase todos editais de con-
Importante mencionar que os softwares podem ser li-
cursos públicos temos Informática.
vres ou pagos, no caso do livre, ele possui as seguintes ca-
racterísticas:
• O usuário pode executar o software, para qualquer
#FicaDica uso.
Informática pode ser considerada como • Existe a liberdade de estudar o funcionamento do
significando “informação automática”, ou seja, a programa e de adaptá-lo às suas necessidades.
utilização de métodos e técnicas no tratamento • É permitido redistribuir cópias.
automático da informação. Para tal, é preciso • O usuário tem a liberdade de melhorar o programa
uma ferramenta adequada: O computador.
e de tornar as modificações públicas de modo que a
A palavra informática originou-se da junção de comunidade inteira beneficie da melhoria.
duas outras palavras: informação e automática.
Esse princípio básico descreve o propósito Entre os principais sistemas operacionais pode-se des-
essencial da informática: trabalhar informações tacar o Windows (Microsoft), em suas diferentes versões, o
para atender as necessidades dos usuários de Macintosh (Apple) e o Linux (software livre criado pelo fin-
maneira rápida e eficiente, ou seja, de forma landês Linus Torvalds), que apresenta entre suas versões o
automática e muitas vezes instantânea. Ubuntu, o Linux Educacional, entre outras.
É o principal software do computador, pois possibilita
que todos os demais programas operem.
O que é um computador?
O computador é uma máquina que processa dados,
orientado por um conjunto de instruções e destinado a #FicaDica
produzir resultados completos, com um mínimo de inter-
Android é um Sistema Operacional desenvolvido
venção humana. Entre vários benefícios, podemos citar: pelo Google para funcionar em dispositivos
: grande velocidade no processamento e disponibili- móveis, como Smartphones e Tablets. Sua
zação de informações; distribuição é livre, e qualquer pessoa pode
: precisão no fornecimento das informações; ter acesso ao seu código-fonte e desenvolver
: propicia a redução de custos em várias atividades aplicativos (apps) para funcionar neste Sistema
: próprio para execução de tarefas repetitivas; Operacional.
iOS, é o sistema operacional utilizado pelos
Como ele funciona? aparelhos fabricados pela Apple, como o iPhone
Em informática, e mais especialmente em computado- e o iPad.
res, a organização básica de um sistema será na forma de:
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Conceitos básicos de Hardware (Placa mãe, memó-


rias, processadores (CPU) e disco de armazenamento
HDs, CDs e DVDs)
Os gabinetes são dotados de fontes de alimentação de
energia elétrica, botão de ligar e desligar, botão de reset,
baias para encaixe de drives de DVD, CD, HD, saídas de ven-
tilação e painel traseiro com recortes para encaixe de pla-
cas como placa mãe, placa de som, vídeo, rede, cada vez
Figura 1: Etapas de um processamento de dados. mais com saídas USBs e outras.

1
No fundo do gabinete existe uma placa de metal onde será fixada a placa mãe. Pelos furos nessa placa é possível
verificar se será possível ou não fixar determinada placa mãe em um gabinete, pois eles têm que ser proporcionais aos
furos encontrados na placa mãe para parafusá-la ou encaixá-la no gabinete.

#FicaDica
Placa-mãe, é a placa principal, formada por um conjunto de circuitos integrados (“chip set“) que reconhece e
gerencia o funcionamento dos demais componentes do computador.

Se o processador pode ser considerado o “cérebro” do computador, a placa-mãe (do inglês motherboard) represen-
ta a espinha dorsal, interligando os demais periféricos ao processador.
O disco rígido, do inglês hard disk, também conhecido como HD, serve como unidade de armazenamento perma-
nente, guardando dados e programas.
Ele armazena os dados em discos magnéticos que mantêm a gravação por vários anos, se necessário.
Esses discos giram a uma alta velocidade e tem seus dados gravados ou acessados por um braço móvel composto
por um conjunto de cabeças de leitura capazes de gravar ou acessar os dados em qualquer posição nos discos.
Dessa forma, os computadores digitais (que trabalham com valores discretos) são totalmente binários. Toda infor-
mação introduzida em um computador é convertida para a forma binária, através do emprego de um código qualquer
de armazenamento, como veremos mais adiante.
A menor unidade de informação armazenável em um computador é o algarismo binário ou dígito binário, conheci-
do como bit (contração das palavras inglesas binarydigit). O bit pode ter, então, somente dois valores: 0 e 1.
Evidentemente, com possibilidades tão limitadas, o bit pouco pode representar isoladamente; por essa razão, as
informações manipuladas por um computador são codificadas em grupos ordenados de bits, de modo a terem um
significado útil.
O menor grupo ordenado de bits representando uma informação útil e inteligível para o ser humano é o byte (leia-
-se “baite”).
Como os principais códigos de representação de caracteres utilizam grupos de oito bits por caracter, os conceitos
de byte e caracter tornam-se semelhantes e as palavras, quase sinônimas.
É costume, no mercado, construírem memórias cujo acesso, armazenamento e recuperação de informações são
efetuados byte a byte. Por essa razão, em anúncios de computadores, menciona-se que ele possui “512 mega bytes de
memória”; por exemplo, na realidade, em face desse costume, quase sempre o termo byte é omitido por já subentender
esse valor.
Para entender melhor essas unidades de memórias, veja a imagem abaixo:

Figura 2: Unidade de medida de memórias

Em resumo, a cada degrau que você desce na Figura 3 é só você dividir por 1024 e a cada degrau que você sobe
basta multiplicar por 1024. Vejamos dois exemplos abaixo:
Destacar essa tabela
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Transformar 16422282522 kilobytes em terabytes:


Transformar 4 gigabytes em kilobytes:
16422282522 / 1024 = 16037385,28 megabytes
4 * 1024 = 4096 megabytes
16037385,28 / 1024 = 15661,51 gigabytes
4096 * 1024 = 4194304 kilobytes.
15661,51 / 1024 = 15,29 terabytes.

USB é abreviação de “Universal Serial Bus”. É a porta de entrada mais usada atualmente.
Além de ser usado para a conexão de todo o tipo de dispositivos, ele fornece uma pequena quantidade de energia.
Por isso permite que os conectores USB sejam usados por carregadores, luzes, ventiladores e outros equipamentos.
A fonte de energia do computador ou, em inglês é responsável por converter a voltagem da energia elétrica, que
chega pelas tomadas, em voltagens menores, capazes de ser suportadas pelos componentes do computador.

2
Monitor de vídeo Contém um conjunto de restritos de células de me-
Normalmente um dispositivo que apresenta informa- mória chamados registradores que podem ser lidos e
ções na tela de LCD, como um televisor atual. escritos muito mais rapidamente que em outros dispo-
Outros monitores são sensíveis ao toque (chamados sitivos de memória. Os registradores são unidades de
de touchscreen), onde podemos escolher opções tocan- memória que representam o meio mais caro e rápido de
do em botões virtuais, apresentados na tela. armazenamento de dados. Por isso são usados em pe-
quenas quantidades nos processadores.
Impressora Em relação a sua arquitetura, se destacam os modelos
Muito popular e conhecida por produzir informações RISC (Reduced Instruction Set Computer) e CISC (Com-
impressas em papel. plex Instruction Set Computer). Segundo Carter [s.d.]:
Atualmente existem equipamentos chamados im- ... RISC são arquiteturas de carga-armazenamento,
pressoras multifuncionais, que comportam impressora, enquanto que a maior parte das arquiteturas CISC per-
scanner e fotocopiadoras num só equipamento. mite que outras operações também façam referência à
Pen drive é a mídia portátil mais utilizada pelos usuá- memória.
rios de computadores atualmente. Possuem um clock interno de sincronização que de-
Ele não precisar recarregar energia para manter os fine a velocidade com que o processamento ocorre. Essa
dados armazenados. Isso o torna seguro e estável, ao velocidade é medida em Hertz. Segundo Amigo (2008):
contrário dos antigos disquetes. É utilizado através de Em um computador, a velocidade do clock se refere
uma porta USB (Universal Serial Bus). ao número de pulsos por segundo gerados por um os-
Cartões de memória, são baseados na tecnologia cilador (dispositivo eletrônico que gera sinais), que de-
flash, semelhante ao que ocorre com a memória RAM termina o tempo necessário para o processador executar
do computador, existe uma grande variedade de formato uma instrução. Assim para avaliar a performance de um
desses cartões. processador, medimos a quantidade de pulsos gerados
São muito utilizados principalmente em câmeras em 1 segundo e, para tanto, utilizamos uma unidade de
fotográficas e telefones celulares. Podem ser utilizados
medida de frequência, o Hertz.
também em microcomputadores.

#FicaDica
BIOS é o Basic Input/Output System, ou Sistema
Básico de Entrada e Saída, trata-se de um
mecanismo responsável por algumas atividades
consideradas corriqueiras em um computador,
mas que são de suma importância para o correto
funcionamento de uma máquina.

Se a BIOS para de funcionar, o PC também para! Ao


iniciar o PC, a BIOS faz uma varredura para detectar e
identificar todos os componentes de hardware conecta-
dos à máquina.
Só depois de todo esse processo de identificação é Figura 3: Esquema Processador
que a BIOS passa o controle para o sistema operacional e
o boot acontece de verdade. Na placa mãe são conectados outros tipos de placas,
Diferentemente da memória RAM, as memórias ROM com seus circuitos que recebem e transmite dados para
(Read Only Memory – Memória Somente de Leitura) não desempenhar tarefas como emissão de áudio, conexão à
são voláteis, mantendo os dados gravados após o desli- Internet e a outros computadores e, como não poderia
gamento do computador. faltar, possibilitar a saída de imagens no monitor.
As primeiras ROM não permitiam a regravação de seu Essas placas, muitas vezes, podem ter todo seu hard-
conteúdo. Atualmente, existem variações que possibili- ware reduzido a chips, conectados diretamente na placa
tam a regravação dos dados por meio de equipamentos mãe, utilizando todos os outros recursos necessários, que
especiais. Essas memórias são utilizadas para o armaze- não estão implementados nesses chips, da própria mo-
namento do BIOS. therboard. Geralmente esse fato implica na redução da
O processador que é uma peça de computador que velocidade, mas hoje essa redução é pouco considerada,
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

contém instruções para realizar tarefas lógicas e mate- uma vez que é aceitável para a maioria dos usuários.
máticas. O processador é encaixado na placa mãe atra- No entanto, quando se pretende ter maior potência
vés do socket, ele que processa todas as informações do de som, melhor qualidade e até aceleração gráfica de
computador, sua velocidade é medida em Hertz e os fa- imagens e uma rede mais veloz, a opção escolhida são as
bricantes mais famosos são Intel e AMD. placas off board. Vamos conhecer mais sobre esse termo
O processador do computador (ou CPU – Unidade e sobre as placas de vídeo, som e rede:
Central de Processamento) é uma das partes principais Placas de vídeo são hardwares específicos para traba-
do hardware do computador e é responsável pelos cál- lhar e projetar a imagem exibida no monitor. Essas placas
culos, execução de tarefas e processamento de dados. podem ser onboard, ou seja, com chipset embutido na

3
placa mãe, ou off board, conectadas em slots presentes
na placa mãe. São considerados dispositivos de saída de EXERCÍCIOS COMENTADOS
dados, pois mostram ao usuário, na forma de imagens,
o resultado do processamento de vários outros dados.
Você já deve ter visto placas de vídeo com especi-
ficações 1x, 2x, 8x e assim por diante. Quanto maior o
número, maior será a quantidade de dados que passarão
por segundo por essa placa, o que oferece imagens de
vídeo, por exemplo, com velocidade cada vez mais próxi-
ma da realidade. Além dessa velocidade, existem outros
itens importantes de serem observados em uma placa
de vídeo: aceleração gráfica 3D, resolução, quantidade de
cores e, como não poderíamos esquecer, qual o padrão
de encaixe na placa mãe que ela deverá usar (atualmente
seguem opções de PCI ou AGP). Vamos ver esses itens
um a um:
Placas de som são hardwares específicos para traba-
lhar e projetar a sons, seja em caixas de som, fones de
ouvido ou microfone. Essas placas podem ser onboard,
ou seja, com chipset embutido na placa mãe, ou of-
fboard, conectadas em slots presentes na placa mãe. São
dispositivos de entrada e saída de dados, pois tanto per-
mitem a inclusão de dados (com a entrada da voz pelo
microfone, por exemplo) como a saída de som (através
das caixas de som, por exemplo).
Placas de rede são hardwares específicos para inte-
Considerando a figura acima, que ilustra as propriedades
grar um computador a uma rede, de forma que ele possa
de um dispositivo USB conectado a um computador com
enviar e receber informações. Essas placas podem ser on-
sistema operacional Windows 7, julgue os itens a seguir
board, ou seja, com chipset embutido na placa mãe, ou
offboard, conectadas em slots presentes na placa mãe.
1) Escrivão de Polícia CESPE 2013
As informações na figura mostrada permitem inferir que
#FicaDica o dispositivo USB em questão usa o sistema de arquivo
NTFS, porque o fabricante é Kingston.
Alguns dados importantes a serem observados
em uma placa de rede são: a arquitetura de rede ( ) Certo ( ) Errado
que atende os tipos de cabos de rede suportados
e a taxa de transmissão.
Resposta: Errado - Por padrão os pendrives (de baixa
capacidade) são formatados no sistema de arquivos
Periféricos de computadores FAT, mas a marca do dispositivo ou mesmo a janela
Para entender o suficiente sobre periféricos para con- ilustrada não apresenta informações para afirmar sobre
curso público é importante entender que os periféricos qual sistema de arquivos está sendo utilizado.
são os componentes (hardwares) que estão sempre liga-
dos ao centro dos computadores. 2) Escrivão de Polícia CESPE 2013
Os periféricos são classificados como: Ao se clicar o ícone , será mostrado, no
Dispositivo de Entrada: É responsável em transmitir a Resumo das Funções do Dispositivo, em que porta USB o
informação ao computador. Exemplos: mouse, scanner, dispositivo está conectado.
microfone, teclado, Web Cam, Trackball, Identificador
Biométrico, Touchpad e outros. ( ) Certo ( ) Errado
Dispositivos de Saída: É responsável em receber a in-
formação do computador. Exemplos: Monitor, Impresso- Resposta: Certo - Ao se clicar no ícone citado será de-
ras, Caixa de Som, Ploter, Projector de Vídeo e outros. monstrada uma janela com informações/propriedades
Dispositivo de Entrada e Saída: É responsável em do dispositivo em questão, uma das informações que
transmitir e receber informação ao computador. Exem- aparecem na janela é a porta em que o dispositivo USB
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

plos: Drive de Disquete, HD, CD-R/RW, DVD, Blu-ray, mo- foi/está conectado.
dem, Pen-Drive, Placa de Rede, Monitor Táctil, Dispositivo
de Som e outros. 3) Escrivão de Polícia CESPE 2013
Um clique duplo em fará
#FicaDica que seja disponibilizada uma janela contendo funcionali-
dades para a formatação do dispositivo USB.
Periféricos sempre podem ser classificados em
três tipos: entrada, saída e entrada e saída. ( ) Certo ( ) Errado

4
Resposta: Errado - O Clique duplo para o caso da ilus- Resposta: Errado - O uso dos processadores era algo
tração fará abrir a janela de propriedades do dispositivo. que até um tempo atrás ficava restrito a desktops, no-
A respeito de tipos de computadores e sua arquitetura tebooks e, em uma maior escala, a servidores, mas com
de processador, julgue os itens subsequentes a popularização de smartphones e tablets esse cenário
mudou. Grandes players como Samsung, Apple e NVI-
4) Escrivão de Polícia CESPE 2013 DIA passaram a fabricar seus próprios modelos, conhe-
Diferentemente de um processador de 32 bits, que não cidos como SoCs (System on Chip), que além da CPU
suporta programas feitos para 64 bits, um processador incluem memória RAM, placa de vídeo e muitos outros
de 64 bits é capaz de executar programas de 32 bits e componentes.
de 64 bits.
8) Delegado de Polícia CESPE 2004
( ) Certo ( ) Errado Ao se clicar a opção , será executado um programa
que permitirá a realização de operações de criptografia
Resposta: Certo - Se o programa for especialmente pro- no arquivo para protegê-lo contra leitura indevida.
jetado para a versão de 64 bits do Windows, ele não
funcionará na versão de 32 bits do Windows. (Entretan- ( ) Certo ( ) Errado
to, a maioria dos programas feitos para a versão de 32
bits do Windows funciona com uma versão de 64 bits Resposta: Errado - WinZip é um dos principais progra-
do Windows.) mas para compactar e descompactar arquivos de seu
computador. Perfeito para organizar e economizar es-
5) Escrivão de Polícia CESPE 2013 paço em seu disco rígido.
Um processador moderno de 32 bits pode ter mais de
um núcleo por processador. 9) Delegado de Polícia CESPE 2004
A comunicação entre a CPU e o monitor de vídeo é feita,
( ) Certo ( ) Errado na grande maioria dos casos, pela porta serial.

Resposta: Certo - O processador pode ter mais de um ( ) Certo ( ) Errado


núcleo (CORE), o que gera uma divisão de tarefas, eco-
nomizando energia e gerando menos calor. EX. dual Resposta: Errado - As portas de vídeo mais comuns são:
core (2 núcleos). Os tipos de processador podem ser de VGA, DVI, HDMI
32bits e 64 bits
10) Delegado de Polícia CESPE 2004
6) Escrivão de Polícia CESPE 2013 Alguns tipos de mouse se comunicam com o computa-
Se uma solução de armazenamento embasada em hard dor por meio de porta serial.
drive externo de estado sólido usando USB 2.0 for subs-
tituída por uma solução embasada em cloud storage, ( ) Certo ( ) Errado
ocorrerá melhoria na tolerância a falhas, na redundância
e na acessibilidade, além de conferir independência fren- Resposta: Certo - A interface serial ou porta serial,
te aos provedores de serviços contratados. também conhecida como RS-232 é uma porta de co-
municação utilizada para conectar pendrives, modems,
( ) Certo ( ) Errado mouses, algumas impressoras, scanners e outros equi-
pamentos de hardware. Na interface serial, os bits são
Resposta: Errado - Não há “maior independência frente transferidos em fila, ou seja, um bit de dados de cada
aos provedores de serviço contratados”, pois o acesso vez.
aos dados dependerá do provedor de serviços de nuvem
no qual seus dados ficarão armazenados, qualquer que
seja a nuvem. Independência para mudar de fornece-
dor, quando existente, não implica em dizer que o usu-
ário fica independente do fornecedor que esteja usando
no momento.

Acerca de conceitos de hardware, julgue o item seguinte.


NOÇÕES DE INFORMÁTICA

7) Papiloscopista CESPE 2012


Diferentemente dos computadores pessoais ou PCs tra-
dicionais, que são operados por meio de teclado e mou-
se, os tablets, computadores pessoais portáteis, dispõem
de recurso touchscreen. Outra diferença entre esses dois
tipos de computadores diz respeito ao fato de o tablet
possuir firmwares, em vez de processadores, como o PC.

( ) Certo ( ) Errado

5
EDIÇÃO DE TEXTOS, PLANILHAS E APRESENTAÇÕES (AMBIENTE MICROSOFT OFFICE,
VERSÕES 2010, 2013 E 365).

Word 2010, 2013 e detalhes gerais

Figura 6: Tela do Microsoft Word 2010

As guias foram criadas para serem orientadas por tarefas, já os grupos dentro de cada guia criam subtarefas para as
tarefas, e os botões de comando em cada grupo possui um comando.
As extensões são fundamentais, desde a versão 2007 passou a ser DOCX, mas vamos analisar outras extensões que
podem ser abordadas em questões de concursos na Figura 7.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Figura 7: Extensões de Arquivos ligados ao Word

#FicaDica
As guias envolvem grupos e botões de comando, e são organizadas por tarefa. Os Grupos dentro de
cada guia quebram uma tarefa em subtarefas. Os Botões de comando em cada grupo possuem um co-
mando ou exibem um menu de comandos.

6
Existem guias que vão aparecer apenas quando um determinado objeto aparecer para ser formatado. No exemplo
da imagem, foi selecionada uma figura que pode ser editada com as opções que estiverem nessa guia.

Figura 8: Indicadores de caixa de diálogo

Indicadores de caixa de diálogo – aparecem em alguns grupos para oferecer a abertura rápida da caixa de diálogo
do grupo, contendo mais opções de formatação.
As réguas orientam na criação de tabulações e no ajuste de parágrafos, por exemplo.
Determinam o recuo da primeira linha, o recuo de deslocamento, recuo à esquerda e permitem tabulações esquer-
da, direita, centralizada, decimal e barra.
Para ajustar o recuo da primeira linha, após posicionar o cursor do mouse no parágrafo desejado, basta pressionar
o botão esquerdo do mouse sobre o “Recuo da primeira linha” e arrastá-lo pela régua.
Para ajustar o recuo à direita do documento, basta selecionar o parágrafo ou posicionar o cursor após a linha dese-
jada, pressionar o botão esquerdo do mouse no “Recuo à direita” e arrastá-lo na régua.
Para ajustar o recuo, deslocando o parágrafo da esquerda para a direita, basta selecioná-lo e mover, na régua, como
explicado anteriormente, o “Recuo deslocado”.
Podemos também usar o recurso “Recuo à esquerda”, que move para a esquerda, tanto a primeira linha quanto o
restante do parágrafo selecionado.
Com a régua, podemos criar tabulações, ou seja, determinar onde o cursor do mouse vai parar quando pressionar-
mos a tecla Tab.

Figura 9: Réguas
4. Grupo edição

Permite localizar palavras em um documento, substituir palavras localizadas por outras ou aplicar formatações e
selecionar textos e objetos no documento.
Para localizar uma palavra no texto, basta clicar no ícone Localizar , digitar a palavra na linha do localizar e clicar no
botão Localizar Próxima.
A cada clique será localizada a próxima palavra digitada no texto. Temos também como realçar a palavra que dese-
jamos localizar para facilitar a visualizar da palavra localizada.
Na janela também temos o botão “Mais”. Neste botão, temos, entre outras, as opções:
- Diferenciar maiúscula e minúscula: procura a palavra digitada na forma que foi digitada, ou seja, se foi digitada em
minúscula, será localizada apenas a palavra minúscula e, se foi digitada em maiúscula, será localizada apenas e palavra
maiúscula.
- Localizar palavras inteiras: localiza apenas a palavra exatamente como foi digitada. Por exemplo, se tentarmos
localizar a palavra casa e no texto tiver a palavra casaco, a parte “casa” da palavra casaco será localizada, se essa opção
não estiver marcada. Marcando essa opção, apenas a palavra casa, completa, será localizada.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

- Usar caracteres curinga: com esta opção marcada, usamos caracteres especiais. Por exemplo, é possível usar o
caractere curinga asterisco (*) para procurar uma sequência de caracteres (por exemplo, “t*o” localiza “tristonho” e
“término”).

7
Veja a lista de caracteres que são considerados curinga, retirada do site do Microsoft Office:

Para localizar digite exemplo


Qualquer caractere único ? s?o localiza salvo e sonho.
Qualquer sequência de caracteres * t*o localiza tristonho e término.
<(org) localiza
O início de uma palavra < organizar e organização,
mas não localiza desorganizado.
(do)> localiza medo e cedo, mas não
O final de uma palavra >
localiza domínio.
Um dos caracteres especificados [] v[ie]r localiza vir e ver
[r-t]ã localiza rã e sã.
Qualquer caractere único neste intervalo [-] Os intervalos devem estar em ordem
crescente.
Qualquer caractere único, exceto os caracteres no F[!a-m]rro localiza forro, mas não localiza
[!x-z]
intervalo entre colchetes ferro.
Exatamente n ocorrências do caractere ou expressão ca{2}tinga localiza caatinga, mas não
{n}
anterior catinga.
Pelo menos n ocorrências do caractere ou expressão
{n,} ca{1,}tinga localiza catinga e caatinga.
anterior
De n a m ocorrências do 10{1,3} localiza 10,
{n,m}
caractere ou expressão anterior 100 e 1000.
Uma ou mais ocorrências do caractere ou expressão ca@tinga localiza
@
anterior catinga e caatinga.

O grupo tabela é muito utilizado em editores de texto, como por exemplo a definição de estilos da tabela.

Figura 10: Estilos de Tabela

Fornece estilos predefinidos de tabela, com formatações de cores de células, linhas, colunas, bordas, fontes e de-
mais itens presentes na mesma. Além de escolher um estilo predefinido, podemos alterar a formatação do sombrea-
mento e das bordas da tabela.
Com essa opção, podemos alterar o estilo da borda, a sua espessura, desenhar uma tabela ou apagar partes de uma
tabela criada e alterar a cor da caneta e ainda, clicando no “Escolher entre várias opções de borda”, para exibir a seguinte tela:
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Figura 11: Bordas e sombreamento

8
Na janela Bordas e sombreamento, no campo “Defi- 6. Grupo Links:
nição”, escolhemos como será a borda da nossa tabela:
- Nenhuma: retira a borda; Inserir hyperlink: cria um link para uma página da Web,
- Caixa: contorna a tabela com uma borda tipo caixa; uma imagem, um e – mail. Indicador: cria um indicador para
- Todas: aplica bordas externas e internas na tabe- atribuir um nome a um ponto do texto. Esse indicador pode
la iguais, conforme a seleção que fizermos nos demais se tornar um link dentro do próprio documento.
campos de opção; Referência cruzada: referência tabelas.
- Grade: aplica a borda escolhida nas demais opções Grupo cabeçalho e rodapé:
da janela (como estilo, por exemplo) ao redor da tabela e Insere cabeçal
as bordas internas permanecem iguais. hos, rodapés e números de páginas.
- Estilo: permite escolher um estilo para as bordas
da tabela, uma cor e uma largura. Grupo texto:
- Visualização: através desse recurso, podemos definir
bordas diferentes para uma mesma tabela. Por exemplo,
podemos escolher um estilo e, em visualização, clicar na
borda superior; escolher outro estilo e clicar na borda in-
ferior; e assim colocar em cada borda um tipo diferente
de estilo, com cores e espessuras diferentes, se assim de-
sejarmos.

A guia “Borda da Página”, desta janela, nos traz re-


cursos semelhantes aos que vimos na Guia Bordas. A di-
ferença é que se trata de criar bordas na página de um Figura 13: Grupo Texto
documento e não em uma tabela.
Outra opção diferente nesta guia, é o item Arte. Com 1 – Caixa de texto: insere caixas de texto pré-formata-
ele, podemos decorar nossa página com uma borda que das. As caixas de texto são espaços próprios para inser-
envolve vários tipos de desenhos. ção de textos que podem ser direcionados exatamente
Alguns desses desenhos podem ser formatados onde precisamos. Por exemplo, na figura “Grupo Texto”,
com cores de linhas diferentes, outros, porém não per- os números ao redor da figura, do 1 até o 7, foram adi-
mitem outras formatações a não ser o ajuste da largura. cionados através de caixas de texto.
Podemos aplicar as formatações de bordas da página 2 – Partes rápidas: insere trechos de conteúdos reuti-
no documento todo ou apenas nas sessões que dese- lizáveis, incluindo campos, propriedades de documentos
jarmos, tendo assim um mesmo documento com bordas como autor ou quaisquer fragmentos de texto pré-for-
em uma página, sem bordas em outras ou até mesmo mado.
bordas de página diferentes em um mesmo documento. 3 – Linha de assinatura: insere uma linha que serve
como base para a assinatura de um documento.
5. Grupo Ilustrações: 4 – Data e hora: insere a data e a hora atuais no do-
cumento.
5 – Insere objeto: insere um objeto incorporado.
6 – Capitular: insere uma letra maiúscula grande no
início de cada parágrafo. É uma opção de formatação
decorativa, muito usada principalmente, em livros e re-
vistas. Para inserir a letra capitular, basta clicar no pará-
grafo desejado e depois na opção “Letra Capitular”. Veja
o exemplo:

Neste parágrafo foi inserida a letra capitular

Figura 12: Grupo Ilustrações 7. Guia revisão

1 – Inserir imagem do arquivo: permite inserir no teto 7.1. Grupo revisão de texto
uma imagem que esteja salva no computador ou em ou-
tra mídia, como pendrive ou CD.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

2 – Clip-art: insere no arquivo imagens e figuras


que se encontram na galeria de imagens do Word.
3 – Formas: insere formas básicas como setas, cubos,
elipses e outras.
4 – SmartArt: insere elementos gráficos para co-
municar informações visualmente.
5 – Gráfico: insere gráficos para ilustrar e comparar
dados.
Figura 14: Grupo revisão de texto

9
1 – Pesquisar: abre o painel de tarefas viabilizando
pesquisas em materiais de referência como jornais, enci- #FicaDica
clopédias e serviços de tradução.
2 – Dica de tela de tradução: pausando o cursor sobre Por exemplo, a palavra informática. Se
algumas palavras é possível realizar sua tradução para clicarmos com o botão direito do mouse
outro idioma. sobre ela, um menu suspenso nos será
3 – Definir idioma: define o idioma usado para realizar mostrado, nos dando a opção de escolher
a correção de ortografia e gramática. a palavra informática. Clicando sobre ela, a
4 – Contar palavras: possibilita contar as palavras, os palavra do texto será substituída e o texto
caracteres, parágrafos e linhas de um documento. ficará correto.
5 – Dicionário de sinônimos: oferece a opção de alte-
rar a palavra selecionada por outra de significado igual
ou semelhante. 8. Grupo comentário:
6 – Traduzir: faz a tradução do texto selecionado para
outro idioma. Novo comentário: adiciona um pequeno texto que ser-
7 – Ortografia e gramática: faz a correção ortográfica ve como comentário do texto selecionado, onde é possível
e gramatical do documento. Assim que clicamos na op- realizar exclusão e navegação entre os comentários.
ção “Ortografia e gramática”, a seguinte tela será aberta:
9. Grupo controle:

Figura 16: Grupo controle

1 – Controlar alterações: controla todas as alterações


feitas no documento como formatações, inclusões, ex-
clusões e alterações.
2 – Balões: permite escolher a forma de visualizar as
alterações feitas no documento com balões no próprio
documento ou na margem.
3 – Exibir para revisão: permite escolher a forma de
exibir as alterações aplicadas no documento.
4 – Mostrar marcações: permite escolher o tipo de
marcação a ser exibido ou ocultado no documento.
Figura 15: Verificar ortografia e gramática
5 – Painel de revisão: mostra as revisões em uma tela
separada.
A verificação ortográfica e gramatical do Word, já
busca trechos do texto ou palavras que não se enqua- 10. Grupo alterações:
drem no perfil de seus dicionários ou regras gramaticais
e ortográficas. Na parte de cima da janela “Verificar or-
tografia e gramática”, aparecerá o trecho do texto ou pa-
lavra considerada inadequada. Em baixo, aparecerão as
sugestões. Caso esteja correto e a sugestão do Word não
se aplique, podemos clicar em “Ignorar uma vez”; caso a
regra apresentada esteja incorreta ou não se aplique ao
trecho do texto selecionado, podemos clicar em “Ignorar
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

regra”; caso a sugestão do Word seja adequada, clicamos


em “Alterar” e podemos continuar a verificação de orto-
grafia e gramática clicando no botão “Próxima sentença”.
Se tivermos uma palavra sublinhada em vermelho, Figura 17: Grupo alterações
indicando que o Word a considera incorreta, podemos
apenas clicar com o botão direito do mouse sobre ela e 1 – Rejeitar: rejeita a alteração atual e passa para a
verificar se uma das sugestões propostas se enquadra. próxima alteração proposta.
2 – Anterior: navega até a revisão anterior para que
seja aceita ou rejeitada.

10
3 – Próximo: navega até a próxima revisão para que
possa ser rejeitada ou aceita.
#FicaDica
4 – Aceitar: aceita a alteração atual e continua a nave-
gação para aceitação ou rejeição. Perguntas de intervalos de impressão são
constantes em questões de concurso!
Para imprimir nosso documento, basta clicar no botão
do Office e posicionar o mouse sobre o ícone “Imprimir”.
Este procedimento nos dará as seguintes opções: Word 2013
- Imprimir – onde podemos selecionar uma impresso-
ra, o número de cópias e outras opções de configuração Vejamos abaixo alguns novos itens implementados na
antes de imprimir. plataforma Word 2013:
- Impressão Rápida – envia o documento diretamente Modo de leitura: o usuário que utiliza o software para a
para a impressora configurada como padrão e não abre leitura de documentos perceberá rapidamente a diferença,
opções de configuração. pois seu novo Modo de Leitura conta com um método que
abre o arquivo automaticamente no formato de tela cheia,
- Visualização da Impressão – promove a exibição do ocultando as barras de ferramentas, edição e formatação.
documento na forma como ficará impresso, para que Além de utilizar a setas do teclado (ou o toque do dedo nas
possamos realizar alterações, caso necessário. telas sensíveis ao toque) para a troca e rolagem da página
durante a leitura, basta o usuário dar um duplo clique sobre
uma imagem, tabela ou gráfico e o mesmo será ampliado,
facilitando sua visualização. Como se não bastasse, clicando
com o botão direito do mouse sobre uma palavra desco-
nhecida, é possível ver sua definição através do dicionário
integrado do Word.
Documentos em PDF: agora é possível editar um do-
cumento PDF no Word, sem necessitar recorrer ao Adobe
Acrobat. Em seu novo formato, o Word é capaz de conver-
ter o arquivo em uma extensão padrão e, depois de edita-
do, salvá-lo novamente no formato original. Esta façanha,
contudo, passou a ser de extensa utilização, pois o uso de
arquivos PDF está sendo cada vez mais corriqueiro no am-
biente virtual.
Interação de maneira simplificada: o Word trata normal-
mente a colaboração de outras pessoas na criação de um
documento, ou seja, os comentários realizados neste, como
se cada um fosse um novo tópico. Com o Word 2013 é pos-
sível responder diretamente o comentário de outra pessoa
clicando no ícone de uma folha, presente no campo de lei-
tura do mesmo. Esta interação de usuários, realizada através
dos comentários, aparece em forma de pequenos balões à
margem documento.
Compartilhamento Online: compartilhar seus documen-
tos com diversos usuários e até mesmo enviá-lo por e-mail
tornou-se um grande diferencial da nova plataforma Office
Figura 18: Imprimir 2013. O responsável por esta apresentação online é o Office
Presentation Service, porém, para isso, você precisa estar lo-
As opções que temos antes de imprimir um arquivo gado em uma Conta Microsoft para acessá-lo. Ao terminar
estão exibidas na imagem acima. Podemos escolher a o arquivo, basta clicar em Arquivo / Compartilhar / Apre-
impressora, caso haja mais de uma instalada no compu- sentar Online / Apresentar Online e o mesmo será enviado
tador ou na rede, configurar as propriedades da impres- para a nuvem e, com isso, você irá receber um link onde
sora, podendo estipular se a impressão será em alta qua- poderá compartilhá-lo também por e-mail, permitindo aos
lidade, econômica, tom de cinza, preto e branca, entre demais usuários baixá-lo em formato PDF.
outras opções. Ocultar títulos em um documento: apontado como uma
Escolhemos também o intervalo de páginas, ou seja, dificuldade por grande parte dos usuários, a rolagem e edi-
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

se desejamos imprimir todo o documento, apenas a pá- ção de determinadas partes de um arquivo muito extenso,
gina atual (página em que está o ponto de inserção), ou com vários títulos, acabou de se tornar uma tarefa mais fácil
um intervalo de páginas. Podemos determinar o número e menos desconfortável. O Word 2013 permite ocultar as
de cópias e a forma como as páginas sairão na impres- seções e/ou títulos do documento, bastando os mesmos
são. Por exemplo, se forem duas cópias, determinamos estarem formatados no estilo  Títulos  (pré-definidos pelo
se sairão primeiro todas as páginas de número 1, depois Office). Ao posicionar o mouse sobre o título, é exibida uma
as de número 2, assim por diante, ou se desejamos que espécie de triângulo a sua esquerda, onde, ao ser clicado,
a segunda cópia só saia depois que todas as páginas da o conteúdo referente a ele será ocultado, bastando repe-
primeira forem impressas. tir a ação para o mesmo reaparecer.

11
Enfim, além destas novidades apresentadas existem outras tantas, como um layout totalmente modificado, focado
para a utilização do software em tablets e aparelhos com telas sensíveis ao toque. Esta nova plataforma, também, abre
um amplo leque para a adição de vídeos online e imagens ao documento. Contudo, como forma de assegurar toda esta
relação online de compartilhamento e boas novidades, a Microsoft adotou novos mecanismos de segurança para seus
aplicativos, retornando mais tranquilidade para seus usuários.
O grande trunfo do Office 2013 é sua integração com a nuvem. Do armazenamento de arquivos a redes sociais, os
softwares dessa versão são todos conectados. O ponto de encontro deles é o SkyDrive, o HD na internet da Microsoft. 
A tela de apresentação dos principais programas é ligada ao serviço, oferecendo opções de login, upload e down-
load de arquivos. Isso permite que um arquivo do Word, por exemplo, seja acessado em vários dispositivos com seu
conteúdo sincronizado. Até a página em que o documento foi fechado pode ser registrada. 
Da mesma maneira, é possível realizar trabalhos em conjunto entre vários usuários. Quem não tem o Office instala-
do pode fazer edições na versão online do sistema. Esses e outros contatos podem ser reunidos no Outlook.
As redes sociais também estão disponíveis nos outros programas. É possível fazer buscas de imagens no Bing ou
baixar fotografias do Flickr, por exemplo. Outro serviço de conectividade é o SharePoint, que indica arquivos a serem
acessados e contatos a seguir baseado na atividade do usuário no Office.
O Office 365 é um novo jeito de usar os tão conhecidos softwares do pacote Office da Microsoft. Em vez de comprar
programas como Word, Excel ou PowerPoint, você agora pode fazer uma assinatura e desfrutar desses aplicativos e de
muitos outros no seu computador ou smartphone.
A assinatura ainda traz diversas outras vantagens, como 1 TB de armazenamento na nuvem com o OneDrive, mi-
nutos Skype para fazer ligações para telefones fixos e acesso ao suporte técnico especialista da Microsoft. Tudo isso
pagando uma taxa mensal, o que você já faz para serviços essenciais para o seu dia a dia, como Netflix e Spotify. Porém,
aqui estamos falando da suíte de escritório indispensável para qualquer computador.
Veja abaixo as versões do Office 365

Figura 19: Versões Office 365

14. LibreOffice Writer

O LibreOffice (que se chamava BrOffice) é um software livre e de código aberto que foi desenvolvido tendo como
base o OpenOffice. Pode ser instalado em vários sistemas operacionais (Windows, Linux, Solaris, Unix e Mac OS X), ou
seja, é multiplataforma. Os aplicativos dessa suíte são:
• Writer - editor de texto;
• Calc - planilha eletrônica;
• Impress - editor de apresentações;
• Draw - ferramenta de desenho vetorial;
• Base - gerenciador de banco de dados;
• Math - editor de equações matemáticas.

-  O LibreOffice trabalha com um formato de padrão aberto chamado Open Document Format for Office Appli-
cations (ODF), que é um formato de arquivo baseado na linguagem XML.  Os formatos para Writer, Calc e Impress
utilizam o mesmo “prefixo”, que é “od” de “Open Document”. Dessa forma, o que os diferencia é a última letra. Writer
→ .odt (Open Document Text); Calc → .ods (Open Document Spreadsheet); e Impress → .odp (Open Document Presen-
tations).
Em relação a interface com o usuário, o LibreOffice utiliza o conceito de menus para agrupar as funcionalidades
do aplicativo. Além disso, todos os aplicativos utilizam uma interface semelhante. Veja no exemplo abaixo o aplicativo
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Writer.

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Figura 20: Tela do Libreoffice Writer
 
O LibreOffice permite que o usuário crie tarefas automatizadas que são conhecidas como macros (utilizando a lin-
guagem LibreOffice Basic). 
 O Writer é o editor de texto do LibreOffice e o seu formato de arquivo padrão é o .odt (Open Document Text). As
principais teclas de atalho do Writer são:
Destacar essa tabela devido a recorrência em cair atalhos em concurso

NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Figura 21: Atalhos Word x Writer

13
Excel 2010, 2013 e detalhes gerais

Figura 23: Tela Principal do Excel 2013

Barra de Títulos:
A linha superior da tela é a barra de títulos, que mostra o nome da pasta de trabalho na janela. Ao iniciar o programa
aparece Pasta 1 porque você ainda não atribuiu um nome ao seu arquivo.

Faixa de Opções:
Desde a versão 2007 do Office, os menus e barras de ferramentas foram substituídos pela Faixa de Opções. Os co-
mandos são organizados em uma única caixa, reunidos em guias. Cada guia está relacionada a um tipo de atividade e,
para melhorar a organização, algumas são exibidas somente quando necessário.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Figura 24: Faixa de Opções

14
Barra de Ferramentas de Acesso Rápido:
A Barra de Ferramentas de Acesso Rápido fica posicionada no topo da tela e pode ser configurada com os botões
de sua preferência, tornando o trabalho mais ágil.

Figura 25: Barra de Ferramentas de Acesso Rápido

Adicionando e Removendo Componentes:


Para ocultar ou exibir um botão de comando na barra de ferramentas de acesso rápido podemos clicar com o botão
direito no componente que desejamos adicionar, em qualquer guia. Será exibida uma janela com a opção de Adicionar
à Barra de Ferramentas de Acesso Rápido. Temos ainda outra opção de adicionar ou remover componentes nesta bar-
ra, clicando na seta lateral. Na janela apresentada temos várias opções para personalizar a barra, além da opção Mais
Comandos..., onde temos acesso a todos os comandos do Excel.

Figura 26: Adicionando componentes à Barra de Ferramentas de Acesso Rápido

Para remoção do componente, selecione-o, clique com o botão direito do mouse e escolha Remover da Barra de
Ferramentas de Acesso Rápido.

Barra de Status:
Localizada na parte inferior da tela, a barra de status exibe mensagens, fornece estatísticas e o status de algumas
teclas. Nela encontramos o recurso de Zoom e os botões de “Modos de Exibição”.

Figura 27: Barra de Status


NOÇÕES DE INFORMÁTICA

15
Clicando com o botão direito sobre a barra de status, será exibida a caixa Personalizar barra de status. Nela pode-
mos ativar ou desativar vários componentes de visualização.

Figura 28: Personalizar Barra de Status

Barras de Rolagem: Nos lados direito e inferior da região de texto estão as barras de rolagem. Clique nas setas para
cima ou para baixo para mover a tela verticalmente, ou para a direita e para a esquerda para mover a tela horizontal-
mente, e assim poder visualizar toda a sua planilha.

Planilha de Cálculo: A área quadriculada representa uma planilha de cálculos, na qual você fará a inserção de dados
e fórmulas para colher os resultados desejados.
Uma planilha é formada por linhas, colunas e células. As linhas são numeradas (1, 2, 3, etc.) e as colunas nomeadas
com letras (A, B, C, etc.).
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Figura 29: Planilha de Cálculo

16
Cabeçalho de Coluna: Cada coluna tem um cabeçalho, que contém a letra que a identifica. Ao clicar na letra, toda
a coluna é selecionada.

Figura 30: Seleção de Coluna

Ao dar um clique com o botão direito do mouse sobre o cabeçalho de uma coluna, aparecerá o menu pop-up, onde
as opções deste menu são as seguintes:
-Formatação rápida: a caixa de formatação rápida permite escolher a formatação de fonte e formato de dados, bem
como mesclagem das células (será abordado mais detalhadamente adiante).
-Recortar: copia toda a coluna para a área de transferência, para que possa ser colada em outro local determinado
e, após colada, essa coluna é excluída do local de origem.
-Copiar: copia toda a coluna para a área de transferência, para que possa ser colada em outro local determinado.
-Opções de Colagem: mostra as diversas opções de itens que estão na área de transferência e que tenham sido
recortadas ou copiadas.
-Colar especial: permite definir formatos específicos na colagem de dados, sobretudo copiados de outros aplicativos.
-Inserir: insere uma coluna em branco, exatamente antes da coluna selecionada.
-Excluir: exclui toda a coluna selecionada, inclusive os dados nela contidos e sua formatação.
-Limpar conteúdo: apenas limpa os dados de toda a coluna, mantendo a formatação das células.
-Formatar células: permite escolher entre diversas opções para fazer a formatação das células (tal procedimento
será visto detalhadamente adiante).
-Largura da coluna: permite definir o tamanho da coluna selecionada.
-Ocultar: oculta a coluna selecionada. Muitas vezes uma coluna é utilizada para fazer determinados cálculos, neces-
sários para a totalização geral, mas desnecessários na visualização. Neste caso, utiliza-se esse recurso.
-Re-exibir: reexibe colunas ocultas.

Cabeçalho de Linha: Cada linha tem também um cabeçalho, que contém o número que a identifica. Clicando no
cabeçalho de uma linha, esta ficará selecionada.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Figura 31: Cabeçalho de linha

#FicaDica
Célula: As células, são as combinações entre linha e colunas. Por exemplo, na coluna A, linha 1, temos a
célula A1. Na Caixa de Nome, aparecerá a célula onde se encontra o cursor.

17
Sendo assim, as células são representadas como mostra a tabela:

Figura 32: Representação das Células

Caixa de Nome: Você pode visualizar a célula na qual o cursor está posicionado através da Caixa de Nome, ou, ao
contrário, pode clicar com o mouse nesta caixa e digitar o endereço da célula em que deseja posicionar o cursor. Após
dar um “Enter”, o cursor será automaticamente posicionado na célula desejada.

Guias de Planilhas: Em versões anteriores do Excel, ao abrir uma nova pasta de trabalho no Excel, três planilhas já
eram criadas: Plan1, Plan2 e Plan3. Nesta versão, somente uma planilha é criada, e você poderá criar outras, se necessi-
tar. Para criar nova planilha dentro da pasta de trabalho, clique no sinal + ( ). Para alternar entre as planilhas,
basta clicar sobre a guia, na planilha que deseja trabalhar.
Você verá, no decorrer desta lição, como podemos cruzar dados entre planilhas e até mesmo entre pastas de traba-
lho diferentes, utilizando as guias de planilhas.
Ao posicionar o mouse sobre qualquer uma das planilhas existentes e clicar com o botão direito aparecerá um menu
pop up.

Figura 33: Menu Planilhas

As funções deste menu são as seguintes:


-Inserir: insere uma nova planilha exatamente antes da planilha selecionada.
-Excluir: exclui a planilha selecionada e os dados que ela contém.
-Renomear: renomeia a planilha selecionada.
-Mover ou copiar: você pode mover a planilha para outra posição, ou mesmo criar uma cópia da planilha com todos
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

os dados nela contidos.


-Proteger Planilha: para impedir que, por acidente ou deliberadamente, um usuário altere, mova ou exclua dados
importantes de planilhas ou pastas de trabalho, você pode proteger determinados elementos da planilha (planilha: o
principal documento usado no Excel para armazenar e trabalhar com dados, também chamado planilha eletrônica. Uma
planilha consiste em células organizadas em colunas e linhas; ela é sempre armazenada em uma pasta de trabalho.) ou
da pasta de trabalho, com ou sem senha (senha: uma forma de restringir o acesso a uma pasta de trabalho, planilha ou
parte de uma planilha. As senhas do Excel podem ter até 255 letras, números, espaços e símbolos. É necessário digitar
as letras maiúsculas e minúsculas corretamente ao definir e digitar senhas.). É possível remover a proteção da planilha,
quando necessário.

18
-Exibir código: pode-se criar códigos de programação em VBA (Visual Basic for Aplications) e vincular às guias de
planilhas (trata-se de tópico de programação avançada, que não é o objetivo desta lição, portanto, não será abordado).
-Cor da guia: muda a cor das guias de planilhas.
-Ocultar/Re-exibir: oculta/reexibe uma planilha.
-Selecionar todas as planilhas: cria uma seleção em todas as planilhas para que possam ser configuradas e impressas
juntamente.

Selecionar Tudo: Clicando-se na caixa Selecionar tudo, todas as células da planilha ativa serão selecionadas.

Figura 34: Caixa Selecionar Tudo

Barra de Fórmulas: Na barra de fórmulas são digitadas as fórmulas que efetuarão os cálculos.
A principal função do Excel é facilitar os cálculos com o uso de suas fórmulas. A partir de agora, estudaremos várias
de suas fórmulas. Para iniciar, vamos ter em mente que, para qualquer fórmula que será inserida em uma célula, temos
que ter sinal de “=” no seu início. Esse sinal, oferece uma entrada no Excel que o faz diferenciar textos ou números
comuns de uma fórmula.

Somar: Se tivermos uma sequência de dados numéricos e quisermos realizar a sua soma, temos as seguintes formas
de fazê-lo:

Figura 35: Soma simples

Usamos, nesse exemplo, a fórmula =B2+B3+B4.


Após o sinal de “=” (igual), clicar em uma das células, digitar o sinal de “+” (mais) e continuar essa sequência até o
último valor.
Após a sequência de células a serem somadas, clicar no ícone soma, ou usar as teclas de atalho Alt+=.
A última forma que veremos é a função soma digitada. Vale ressaltar que, para toda função, um início é fundamental:
= nome da função (
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

1 - Sinal de igual.
2 – Nome da função.
3 – Abrir parênteses.

Após essa sequência, o Excel mostrará um pequeno lembrete sobre a função que iremos usar, e nele é possível clicar
e obter ajuda, também. Usaremos, no exemplo a seguir, a função = soma(B2:B4).
Lembre-se, basta colocar a célula que contém o primeiro valor, em seguida os dois pontos (:) e por último a célula
que contém o último valor.

19
Subtrair: A subtração será feita sempre entre dois va- Inteiro: Com essa função podemos obter o valor in-
lores, por isso não precisamos de uma função específica. teiro de uma fração. A função a ser digitada é =int(A2).
Tendo dois valores em células diferentes, podemos Lembramos que A2 é a célula escolhida e varia de acordo
apenas clicar na primeira, digitar o sinal de “-” (menos) com a célula a ser selecionada na planilha trabalhada.
e depois clicar na segunda célula. Usamos na figura a
seguir a fórmula = B2-B3. Arredondar para cima: Com essa função, é possível
arredondar um número com casas decimais para o nú-
Multiplicar: Para realizarmos a multiplicação, proce- mero mais distante de zero.
demos de forma semelhante à subtração. Clicamos no Sua sintaxe é: = ARREDONDAR.PARA.CIMA(núm;núm_
primeiro número, digitamos o sinal de multiplicação que, dígitos)
para o Excel é o “*” asterisco, e depois, clicamos no último Onde:
valor. No próximo exemplo, usaremos a fórmula =B2*B3. Núm: é qualquer número real que se deseja arredondar.
Outra forma de realizar a multiplicação é através da Núm_dígitos: é o número de dígitos para o qual se
seguinte função: deseja arredondar núm.
=mult(B2;c2) multiplica o valor da célula B2 pelo va-
lor da célula C2.

Dividir: Para realizarmos a divisão, procedemos de


forma semelhante à subtração e multiplicação. Clicamos
no primeiro número, digitamos o sinal de divisão que,
para o Excel é a “/” barra, e depois, clicamos no último
valor. No próximo exemplo, usaremos a fórmula =B3/B2.
Figura 37: Início da função arredondar para cima
Máximo: Mostra o maior valor em um intervalo de
células selecionadas. Na figura a seguir, iremos calcular Veja na figura, que quando digitamos a parte inicial
a maior idade digitada no intervalo de células de A2 até da função, o Excel nos mostra que temos que selecio-
A5. A função digitada será = máximo(A2:A5). nar o num, ou seja, a célula que desejamos arredondar
Onde: “= máximo” – é o início da função; (A2:A5) – e, depois do “;” (ponto e vírgula), digitar a quantidade de
refere-se ao endereço dos valores onde você deseja ver dígitos para a qual queremos arredondar.
qual é o maior valor. No caso a resposta seria 10. Na próxima figura, para efeito de entendimento, dei-
xaremos as funções aparentes, e os resultados dispostos
Mínimo: Mostra o menor valor existente em um in- na coluna C:
tervalo de células selecionadas.
Na figura a seguir, calcularemos o menor salário digi- A função Arredondar.para.Baixo segue exatamente o
tado no intervalo de A2 até A5. A função digitada será = mesmo conceito.
mínimo (A2:A5). Resto: Com essa função podemos obter o resto de
Onde: “= mínimo” – é o início da função; (A2:A5) – uma divisão. Sua sintaxe é a seguinte:
refere-se ao endereço dos valores onde você deseja ver = mod (núm;divisor)
qual é o maior valor. No caso a resposta seria R$ 622,00. Onde:
Núm: é o número para o qual desejamos encontrar
Média: A função da média soma os valores de uma o resto.
sequência selecionada e divide pela quantidade de valo- divisor: é o número pelo qual desejamos dividir o
res dessa sequência. número.
Na figura a seguir, foi calculada a média das alturas de
quatro pessoas, usando a função = média (A2:A4)
Foi digitado “= média )”, depois, foram selecionados
os valores das células de A2 até A5. Quando a tecla Enter
for pressionada, o resultado será automaticamente colo-
cado na célula A6.
Todas as funções, quando um de seus itens for altera-
do, recalculam o valor final.
Figura 38: Exemplo de digitação da função MOD
Data: Esta fórmula insere a data automática em uma
planilha. Os valores do exemplo a cima serão, respectivamente:
1,5 e 1.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Valor Absoluto: Com essa função podemos obter o


valor absoluto de um número. O valor absoluto, é o nú-
mero sem o sinal. A sintaxe da função é a seguinte:
=abs(núm)
Onde: aBs(núm)
Figura 36: Exemplo função hoje Núm: é o número real cujo valor absoluto você deseja
obter.
Na célula C1 está sendo mostrado o resultado da fun-
ção =hoje(), que aparece na barra de fórmulas.

20
Figura 39: Exemplo função abs

Dias 360: Retorna o número de dias entre duas datas com base em um ano de 360 dias (doze meses de 30 dias).
Sua sintaxe é:
= DIAS360(data_inicial;data_final)
Onde:
data_inicial = a data de início de contagem.
Data_final = a data a qual quer se chegar.

No exemplo a seguir, vamos ver quantos dias faltam para chegar até a data de 14/06/2018, tendo como data inicial
o dia 05/03/2018. A função utilizada será =dias360(A2;B2)

Figura 40: Exemplo função dias360

Vamos usar a Figura abaixo para explicar as próximas funções (Se, SomaSe, Cont.Se)

NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Figura 41: Exemplo (Se, SomaSe, Cont.se)

Função SE: O SE é uma função condicional, ou seja, verifica SE uma condição é verdadeira ou falsa.
A sintaxe dessa função é a seguinte:
=SE(teste_lógico;“valor_se_verdadeiro”;“valor_se_falso”)
=: Significa a chamada para uma fórmula/função
SE: função SE
teste_lógico: a pergunta a qual se deseja ter resposta

21
“valor_se_verdadeiro”: se a resposta da pergunta for Assim, com o cursor na célula D16, digitamos:
verdadeira, define o resultado “valor_se_falso” se a res- =SOMASE(D3:D10;”masculino”;C3:C10)
posta da pergunta for falsa, define o resultado. MULHERES:
Usando a planilha acima como exemplo, na coluna ‘E’ SE SEXO NO INTERVALO C3 ATÉ C10 FOR FEMINI-
queremos colocar uma mensagem se o funcionário rece- NO, ENTÃO
be um salário igual ou acima do valor mínimo R$ 724,00 SOMA O VALOR DO SALÁRIO MOSTRADO NO IN-
ou abaixo do valor mínimo determinado em R$ 724,00. TERVALO D3 ATÉ D10
Assim, temos a condição: MOSTRA O RESULTADO NA CÉLULA D17
SE VALOR DE C3 FOR MAIOR OU IGUAL a 724, então Traduzindo a condição em variáveis teremos:
ESCREVA “ACIMA”, senão ESCREVA “ABAIXO” MOSTRA O Resultado: será mostrado na célula D17, portanto é
RESULTADO NA CÉLULA E3 onde devemos digitar a fórmula
Traduzindo a condição em variáveis teremos: Intervalo para análise: C3:C10
Resultado: será mostrado na célula C3, portanto é Critério: “FEMININO”
onde devemos digitar a fórmula Intervalo para soma: D3:D10
Teste lógico: C3>=724 Assim, com o cursor na célula D17, digitamos:
Valor_se_verdadeiro: “Acima” =SomaSE(D3:D10;”feminino”;C3:C10)
Valor_se_falso: “Abaixo”
Assim, com o cursor na célula E3, digitamos: Função CONT.SE: O CONT.SE é uma função de con-
=SE(C3>=724;”Acima”;”Abaixo”) tagem condicionada, ou seja, CONTA a quantidade de
registros, SE determinada condição for verdadeira. A sin-
Para cada uma das linhas, podemos copiar e colar as taxe desta função é a seguinte:
fórmulas, e o Excel, inteligentemente, acertará as linhas e =CONT.SE(intervalo;“critérios”)
colunas nas células. Nossas fórmulas ficarão assim: = : significa a chamada para uma fórmula/função
E4 ↑ =SE(C4>=724;”Acima”;”Abaixo”) CONT.SE: chamada para a função CONT.SE
E5 ↑ =SE(C5>=724;”Acima”;”Abaixo”) intervalo: intervalo de células onde será feita a análise
E6 ↑ =SE(C6>=724;”Acima”;”Abaixo”) dos dados
E7 ↑ =SE(C7>=724;”Acima”;”Abaixo”) “critérios”: critérios a serem avaliados nas células do
E8 ↑ =SE(C8>=724;”Acima”;”Abaixo”)
“intervalo”
E9 ↑ =SE(C9>=724;”Acima”;”Abaixo”)
Usando a planilha acima como exemplo, queremos
E10 ↑ =SE(C10>=724;”Acima”;”Abaixo”)
saber quantas pessoas ganham R$ 1.200,00 ou mais, e
mostrar o resultado na célula D14, e quantas ganham
Função SomaSE: A SomaSE é uma função de soma
abaixo de R$1.200,00 e mostrar o resultado na célula
condicionada, ou seja, SOMA os valores, SE determina-
D15. Para isso precisamos criar a seguinte condição:
da condição for verdadeira. A sintaxe desta função é a
seguinte:
=SomaSe(intervalo;“critérios”;intervalo_soma) R$ 1.200,00 ou MAIS:
=Significa a chamada para uma fórmula/função SE SALÁRIO NO INTERVALO C3 ATÉ C10 FOR MAIOR
SomaSe: função SOMASE OU IGUAL A 1.200,00, ENTÃO
intervalo: Intervalo de células onde será feita a análise CONTA REGISTROS NO INTERVALO C3 ATÉ C10
dos dados MOSTRA O RESULTADO NA CÉLULA D14
“critérios”: critérios (sempre entre aspas) a serem ava-
liados a fim de chegar à condição verdadeira Traduzindo a condição em variáveis teremos:
intervalo_soma: Intervalo de células onde será verifi- Resultado: será mostrado na célula D14, portanto é
cada a condição para soma dos valores onde devemos digitar a fórmula
Exemplo: usando a planilha acima, queremos somar Intervalo para análise: C3:C10
os salários de todos os funcionários HOMENS e mostrar Critério: >=1200
o resultado na célula D16. E também queremos somar Assim, com o cursor na célula D14, digitamos:
os salários das funcionárias mulheres e mostrar o resul- =CONT.SE(C3:C10;”>=1200”)
tado na célula D17. Para isso precisamos criar a seguinte MENOS DE R$ 1.200,00:
condição: SE SALÁRIO NO INTERVALO C3 ATÉ C10 FOR ME-
HOMENS: NOR QUE 1200, ENTÃO
SE SEXO NO INTERVALO C3 ATÉ C10 FOR MASCU- CONTA REGISTROS NO INTERVALO C3 ATÉ C10
LINO, ENTÃO MOSTRA O RESULTADO NA CÉLULA D15
SOMA O VALOR DO SALÁRIO MOSTRADO NO
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

INTERVALO D3 ATÉ D10 Traduzindo a condição em variáveis teremos:


MOSTRA O RESULTADO NA CÉLULA D16 Resultado: será mostrado na célula D15, portanto é
onde devemos digitar a fórmula
Traduzindo a condição em variáveis teremos: Intervalo para análise: C3:C10
Resultado: será mostrado na célula D16, portanto é Critério: <1200
onde devemos digitar a fórmula Assim, com o cursor na célula D15, digitamos:
Intervalo para análise: C3:C10 =CONT.SE(C3:C10;”<1200”)
Critério: “MASCULINO”
Intervalo para soma: D3:D10

22
Observações: fique atento com o > (maior) e < (menor), >= (maior ou igual) e <=(menor ou igual). Se tivéssemos
determinado a contagem de valores >1200 (maior que 1200) e <1200 (menor que 1200), o valor =1200 (igual a 1200)
não entraria na contagem.

Formatação de Células: Ao observar a planilha abaixo, fica claro que não é uma planilha bem formatada, vamos
deixar ela de uma maneira mais agradável.

Figura 42: Planilha sem Formatação

Vamos utilizar os 3(três) passos apontados na Figura abaixo:

Figura 43: Formatando a planilha

O primeiro passo é mesclar e centralizar o título, para isso utilizamos o botão Mesclar e Centralizar, entre outras
opções de alinhamento, como centralizar, direção do texto, entre outras.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Figura 44: Formatando a planilha (Passo 1)

23
Em seguida, vamos colocar uma borda no texto digitado, vamos escolher a opção “Todas as bordas”, podemos
mudar o título para negrito, mudar a cor do fundo e/ou de uma fonte, basta selecionar a(s) célula(s) e escolher as for-
matações.

Figura 45: Formatando a planilha (Passo 2)

Para finalizar essa etapa vamos formatar a coluna C para moeda, que é o caso desse exemplo, porém pode ser rea-
lizado vários outros tipos de formatação, como, porcentagem, data, hora, científico, basta clicar no dropbox onde está
escrito geral e escolher.

Figura 46: Formatando a planilha (Passo 3)

O resultado final nos traz uma planilha muito mais agradável e de fácil entendimento:

Figura 47: Planilha Formatada

Ordenando os dados: Você pode digitar os dados em qualquer ordem, pois o Excel possui uma ferramenta muito
útil para ordenar os dados.
Ao clicar neste botão, você tem as opções para classificar de A a Z (ordem crescente), de Z a A (ordem decrescente)
ou classificação personalizada.
Para ordenar seus dados, basta clicar em uma célula da coluna que deseja ordenar, e selecionar a classificação cres-
cente ou decrescente. Mas cuidado! Se você selecionar uma coluna inteira, nas versões mais antigas do Excel, você irá
classificar os dados dessa coluna, mas vai manter os dados das outras colunas onde estão. Ou seja, seus dados ficarão
alterados. Nas versões mais novas, ele fará a pergunta, se deseja expandir a seleção e dessa forma, fazer a classificação
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

dos dados junto com a coluna de origem, ou se deseja manter a seleção e classificar somente a coluna selecionada.

Filtrando os dados: Ainda no botão temos a opção FILTRO. Ao selecionar esse botão, cada uma das colunas da
nossa planilha irá abrir uma seta para fazer a seleção dos dados que desejamos visualizar. Assim, podemos filtrar e
visualizar somente os dados do mês de Janeiro ou então somente os gastos com contas de consumo, por exemplo.

24
Grupo ferramentas de dados:
- Texto para colunas: separa o conteúdo de uma célula do Excel em colunas separadas.
- Remover duplicatas: exclui linhas duplicadas de uma planilha - Validação de dados: permite especificar valores inválidos
para uma planilha. Por exemplo, podemos especificar que a planilha não aceitará receber valores menores que 10.
- Consolidar: combina valores de vários intervalos em um novo intervalo.
- Teste de hipóteses: testa diversos valores para a fórmula na planilha.

Gráficos: Outra forma interessante de analisar os dados é utilizando gráficos. O Excel monta os gráficos rapida-
mente e é muito fácil. Na Guia Inserir da Faixa de Opções, temos diversas opções de gráficos que podem ser utilizados.

Figura 48: Gráficos

Utilizando a planilha da Concessionária Grupo Nova, teremos o seguinte gráfico escolhido

Figura 49: Gráfico de Colunas – 3D


NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Redimensione o gráfico clicando com o mouse nas bordas para aumentar de tamanho. Reposicione o gráfico na
página, clicando nas linhas e arrastando até o local desejado.

#FicaDica
Importante mencionar que o conceito do Excel 365 é o mesmo apontado no Word, ou seja, fazem parte do
Office 365, que podem ser comprados conforme figura 39.

25
LibreOffice Calc

O Calc é o software de planilha eletrônica do LibreOffice e o seu formato de arquivo padrão é o .ods (Open Docu-
ment Spreadsheet).
O Calc trabalha de modo semelhante ao Excel no que se refere ao uso de fórmulas. Ou seja, uma fórmula é iniciada
pelo sinal de igual (=) e seguido por uma sequência de valores, referências a células, operadores e funções.
Algumas diferenças entre o Calc e o Excel:

Para fazer referência a uma interseção no Calc, utiliza-se o sinal de exclamação (!). Por exemplo, “B2:C4!C3:C6” retor-
nará a C3 e C4 (interseção entre os dois intervalos). No Excel, isso é feito usando um espaço em branco (B2:C4 C3:C6).

Figura 50: Exemplo de Operação no Calc

Para fazer referência a uma célula que esteja em outra planilha, na mesma pasta de trabalho, digite “nome_da_pla-
nilha + . + célula. Por exemplo, “Plan2.A1” faz referência a célula A1 da planilha chamada Plan2. No Excel, isso é feito
usando o sinal de exclamação ! (Plan2!A1).

Menus do Calc
Arquivo - contém comandos que se aplicam ao documento inteiro como Abrir, Salvar e Exportar como PDF.
Editar - contém comandos para editar o conteúdo documento como, por exemplo, Desfazer, Localizar e Substituir,
Cortar, Copiar e Colar.
Exibir - contém comandos para controlar a exibição de um documento tais como Zoom, Tela Inteira e Navegador.
Inserir - contém comandos para inserção de novos elementos no documento como células, linhas, colunas, plani-
lhas, gráficos.
Formatar - contém comandos para formatar células selecionadas, objetos e o conteúdo das células no documento.
Ferramentas - contém ferramentas como Ortografia, Atingir meta, Rastrear erro, etc.
Dados - contém comandos para editar os dados de uma planilha. É possível classificar, utilizar filtros, validar, etc.
Janela - contém comandos para manipular e exibir janelas no documento.
Ajuda - permite acessar o sistema de ajuda do LibreOffice.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

26
PowerPoint 2010, 2013 e detalhes gerais

Na tela inicial do PowerPoint, são listadas as últimas apresentações editadas (à esquerda), opção para criar nova
apresentação em branco e ainda, são sugeridos modelos para criação de novas apresentações (ao centro).
Ao selecionar a opção de Apresentação em Branco você será direcionado para a tela principal, composta pelos ele-
mentos básicos apontados na figura abaixo, e descritos nos tópicos a seguir.

Figura 52: Tela Principal do PowerPoint 2013

Barra de Títulos: A linha superior da tela é a barra de títulos, que mostra o nome da apresentação na janela. Ao
iniciar o programa aparece Apresentação 1 porque você ainda não atribuiu um nome ao seu arquivo.

Faixa de Opções: Desde a versão 2007 do Office, os menus e barras de ferramentas foram substituídos pela Faixa de
Opções. Os comandos são organizados em uma única caixa, reunidos em guias. Cada guia está relacionada a um tipo
de atividade e, para melhorar a organização, algumas são exibidas somente quando necessário.

Figura 53: Faixa de Opções

Barra de Ferramentas de Acesso Rápido: A Barra de Ferramentas de Acesso Rápido fica posicionada no topo da
tela e pode ser configurada com os botões de sua preferência, tornando o trabalho mais ágil.

Adicionando e Removendo Componentes: Para ocultar ou exibir um botão de comando na barra de ferramentas
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

de acesso rápido podemos clicar com o botão direito no componente que desejamos adicionar, em qualquer guia. Será
exibida uma janela com a opção de Adicionar à Barra de Ferramentas de Acesso Rápido.

27
Figura 54: Adicionando itens à Barra de Ferramentas de Acesso Rápido

Temos ainda outra opção de adicionar ou remover componentes nesta barra, clicando na seta lateral. É aberto o
menu Personalizar Barra de Ferramentas de Acesso Rápido, que apresenta várias opções para personalizar a barra, além
da opção Mais Comandos..., onde temos acesso a todos os comandos do PowerPoint.
Para remoção do componente, no mesmo menu selecione-o. Se preferir, clique com o botão direito do mouse sobre
o ícone que deseja remover e escolha Remover da Barra de Ferramentas de Acesso Rápido.
Barra de Status: Localizada na parte inferior da tela, a barra de status permite incluir anotações e comentários na
sua apresentação, mensagens, fornece estatísticas e o status de algumas teclas. Nela encontramos o recurso de Zoom
e os botões de ‘Modos de Exibição’.

Figura 55: Barra de Status

Clicando com o botão direito sobre a barra de status, será exibida a caixa Personalizar barra de status. Nela pode-
mos ativar ou desativar vários componentes de visualização.
Durante uma apresentação, os slides do PowerPoint vão sendo projetados no monitor do computador, lembrando
os antigos slides fotográficos.
O apresentador pode inserir anotações, observações importantes, que deverão ser abordadas durante a apresenta-
ção. Estas anotações serão visualizadas somente pelo apresentador quando, durante a apresentação, for selecionado
o Modo de Exibição do Apresentador (basta clicar com o botão direito do mouse e selecionar esta opção durante a
apresentação).

Modelos e Temas Online: Algumas vezes parece impossível iniciar uma apresentação. Você nem mesmo sabe como
começar. Nestas situações pode-se usar os modelos prontos, que fornecem sugestões para que você possa iniciar a
criação de sua apresentação. A versão PowerPoint 2013 traz vários modelos disponíveis online divididos por temas (é
necessário estar conectado à internet).
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Figura 56: Modelos e temas online

28
Para utilizar um modelo pronto, selecione um tema. Em nosso exemplo, vamos selecionar ‘Negócios’. Aparecerão
vários modelos prontos que podem ser utilizados para a criação de sua apresentação, conforme mostra a figura abaixo.

Figura 57: Apresentações Modelo ‘Negócios’

Procure conhecer os modelos, clicando sobre eles. Utilize as barras de rolagem para rolar a tela, visualizar as possi-
bilidades, e possivelmente escolher um modelo, dentre as inúmeras possibilidades fornecidas, para criar apresentações
profissionais com muita agilidade.
Ao escolher um modelo, clique no botão ‘Criar’ e aguarde o download do arquivo. Será criado um novo arquivo
em seu computador, que você poderá salvar onde quiser. A partir daí, basta customizar os dados e utilizá-lo como SUA
APRESENTAÇÃO.
Tanto o layout como o padrão de formatação de fontes, poderão ser alterados em qualquer momento, para atender
às suas necessidades.

Apresentação de Slides:

Antes de começarmos a trabalhar em um novo slide, ou nova apresentação, vamos entender um pouco melhor
como funciona uma apresentação. Escolha um modelo pronto qualquer, faça o download, e inicie a apresentação,
assim:
Na barra ‘Modos de exibição de slides’, localizada na barra de status, clique no botão ‘Modo de Apresentação de
Slides’.
Dê cliques com o mouse para seguir ao próximo slide. Ao clicar na apresentação, são exibidos botões de navegação,
que permitem que você siga para o próximo slide ou volte ao anterior, conforme mostrado abaixo. Além dos botões de
navegação você também conta com outras ferramentas durante sua apresentação.

Figura 58: Botões de Navegação e Outras Ferramentas

Exibição de Slides: Vamos agora começar a personalizar nossa apresentação, tendo como base o modelo criado. Se
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

ainda estiver com uma apresentação aberta, termine a apresentação, retornando à estrutura. Clique, na faixa de opções,
no menu ‘EXIBIÇÃO’.

29
Alternando entre os Modos de Exibição

Modo Normal: No modo de exibição ‘Normal’, você trabalha em um slide de cada vez e pode organizar a estrutura
de todos os slides da apresentação.

Figura 59: Modo de Exibição ‘Normal’.

#FicaDica
Para mover de um slide para outro clique sobre o slide (do lado esquerdo) que deseja visualizar na tela,
ou utilize as teclas ‘PageUp’ e ‘PageDown’.

Modo de Exibição de Estrutura de Tópicos: Este modo de visualização é interessante principalmente durante a
construção do texto da apresentação. Você pode ir digitando o texto do lado esquerdo e o PowerPoint monta os slides
pra você.

Classificação de Slides: Este modo permite ver seus slides em miniatura, para auxiliar na organização e estruturação
de sua apresentação. No modo de classificação de slides, você pode reordenar slides, adicionar transições e efeitos de
animação e definir intervalos de tempo para apresentações eletrônicas de slides.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Figura 60: Classificação de Slides

Para alterar a sequência de exibição de slides, clique no slide e arraste até a posição desejada. Você também pode
ocultar um slide dando um clique com o botão direito do mouse sobre ele e selecionando ‘Ocultar Slide’.

30
Alterando o Design: A utilização destes recursos é muito simples, bastan-
O design de um slide é a apresentação visual do mes- do clicar, no próprio slide, sobre o recurso que deseja
mo, ou seja, as cores nele utilizadas, tipos de fontes, etc. O utilizar.
PowerPoint disponibiliza vários temas prontos para apli- Salve a apresentação atual como ‘Ensino a Distância’
car ao design de sua apresentação. e, sem fechá-la, abra uma nova apresentação. Vamos ver
Para inserir um Tema de design pronto nos slides aces- a utilização dos recursos de Conteúdo.
se a guia ‘Design’ na Faixa de Opções. Clique na seta late- Na guia ‘Início’ da Faixa de Opções, clique na seta la-
ral para visualizar todos os temas existentes. teral da caixa Layout. Será exibida uma janela com várias
Clique no tema desejado, para aplicar ao slide selecio- opções. Selecione o layout ‘Título e conteúdo’.
nado. O tema será aplicado em todos os slides. Aparecerá a caixa de conteúdo no slide como mos-
Variantes -> Cores e Variantes -> Fontes: ainda na trado na figura a seguir. A caixa de conteúdos ao centro
guia ‘Design’ podemos aplicar variações dos temas, al- do slide possui diversas opções de tipo de conteúdo que
terando cores e fontes, criando novos temas de cores.
se pode utilizar.
Clique na seta da caixa ‘Variantes’ para abrir as opções.
As demais ferramentas da ‘Caixa de Conteúdo’ são:
Passe o mouse sobre cada tema para visualizar o efeito na
apresentação. Após encontrar a variação desejada, dê um
• Escolher Elemento Gráfico SmartArt
clique com o mouse para aplicá-la à apresentação.
• Inserir Imagem
• Inserir Imagens Online
• Inserir Vídeo

Explore as opções, utilize os recursos oferecidos para


enriquecer seus conhecimentos e, em consequência,
criar apresentações muito mais interessantes. O funcio-
namento de cada item é semelhante aos já abordados.

Agora é com você!


Exercite: crie diversos slides de conteúdo, procuran-
do utilizar todas as opções oferecidas para cada tipo de
Figura 61: Variantes de Temas de Design conteúdo. Desta forma, você estará aprendendo ainda
mais utilizar os recursos do PowerPoint e do Office.
Variantes -> Efeitos: os efeitos de tema especificam
como os efeitos são aplicados a gráficos SmartArt, formas Animação dos Slides: A animação dos slides é um
e imagens. Clique na seta do botão ‘Efeitos’ para acessar dos últimos passos da criação de uma apresentação.
a galeria de Efeitos. Aplicando o efeito alteramos rapida- Essa é uma etapa importante, pois, apesar dos inúmeros
mente a aparência dos objetos. recursos oferecidos pelo programa, não é aconselhável
exagerar na utilização dos mesmos, pois além de tornar
Layout de Texto: a apresentação cansativa, tira a atenção das pessoas que
O primeiro slide criado em nossa apresentação é um estão assistindo, ao invés de dar foco ao conteúdo da
‘Slide de título’. Nele não deve ser inserido o conteúdo da apresentação, passam a dar foco para as animações.
palestra ou reunião, mas apenas o título e um subtítulo
pois trata-se do slide inicial.
Transições: A transição dos slides nada mais é que
Clique no quadro onde está indicado ‘Clique aqui para
a mudança entre um slide e outro. Você pode escolher
adicionar um título’, e escreva o título de sua apresentação.
entre diversas transições prontas, através da faixa de op-
A apresentação que criaremos será sobre ‘Grupo Nova”.
ções ‘TRANSIÇÕES’. Selecione o primeiro slide da nossa
No quadro onde está indicado ‘Clique aqui para adi-
cionar um subtítulo’ coloque seu nome ou o nome da em- apresentação e clique nesta opção.
presa em que trabalha, ou mesmo um subtítulo ligado ao Escolha uma das transições prontas e veja o que
tema da apresentação. acontece. Explore os diversos tipos de transições, ape-
Formate o texto da forma como desejar, selecionando nas clicando sobre elas e assistindo os efeitos que elas
o tipo da fonte, tamanho, alinhamento, etc., clicando so- produzem. Isso pode ser bastante divertido, mas depen-
bre a ‘Caixa de Texto’ para fazer as formatações. dendo do intuito da apresentação, o exagero pode tor-
Clique no botão novo slide da guia ‘PÁGINA INICIAL’. nar sua apresentação pouco profissional.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Será criado um novo slide com layout diferente do an- Ainda em ‘TRANSIÇÕES’ escolha como será feito o
terior. Isso acontece porque o programa entende que o avanço do slide, se após um tempo pré-definido ou ‘Ao
próximo slide não é mais de título, e sim de conteúdo, e Clicar com o Mouse’, dentro da faixa ‘INTERVALO’. Você
assim sucessivamente para a criação da sua apresentação. também pode aplicar som durante a transição.

Layouts de Conteúdo: Animações: As animações podem ser definidas para


Utilizando os layouts de conteúdo é possível inserir cada caixa de texto dos slides. Ou seja, durante sua
figura ou cliparts, tabelas, gráficos, diagramas ou clipe apresentação você pode optar em ir abrindo o texto
de mídia (que podem ser animações, imagens, sons, etc.). conforme trabalha os assuntos.

31
Neste exemplo, selecionaremos o Slide 3 de nossa apresentação para enriquecer as explicações. Clique um uma
das caixas de texto do slide, e na opção ‘ANIMAÇÕES’ abra o ‘PAINEL DE ANIMAÇÃO’.

Figura 62: Animações

Escolheremos a opção ‘Flutuar para Dentro’, mas você pode explorar as diversas opções e escolher a que mais te
agradar. Clique na opção escolhida. No Painel de Animação, abra todas as animações clicando na seta para baixo.

Figura 63: Abrindo a lista do Painel de Animações

Cada parágrafo de texto pode ser configurado, bastando que você clique no parágrafo desejado e faça a opção
de animação desejada. O parágrafo pode aparecer somente quando você clicar com o mouse, ou juntamente com o
anterior. Pode mantê-lo aberto na tela enquanto outros estão fechados, etc.
Em nosso exemplo, vamos animar da seguinte forma: os textos da caixa de texto do lado esquerdo vão aparecer
juntos após clicar. Os textos da caixa do lado direito permanecem fechados. Ao clicar novamente, os dois parágrafos
aparecerão ao mesmo tempo na tela.
Passo a passo:
Com a caixa de texto do lado esquerdo selecionada, clique em ‘Iniciar ao clicar’ no 1º parágrafo, mostrado no Painel
de Animações;
selecione o 2º parágrafo e selecione ‘Iniciar com anterior’;
selecione a caixa de texto do lado direito e aplique uma animação;
no Painel de Animações clique em ‘Iniciar ao clicar’ no 1º parágrafo da caixa de texto
selecione o 2º parágrafo da caixa de texto e selecione ‘Iniciar com anterior’.

Impress
É o editor de apresentações do LibreOffice e o seu formato de arquivo padrão é o .odp (Open Document Presen-
tations).
- O usuário pode iniciar uma apresentação no Impress de duas formas:
• do primeiro slide (F5) - Menu Apresentação de Slides -> Iniciar do primeiro slide.
• do slide atual (Shift + F5) - Menu Apresentação de Slides -> Iniciar do slide atual.

- Menu do Impress:
• Arquivo - contém comandos que se aplicam ao documento inteiro como Abrir, Salvar e Exportar como PDF;
• Editar - contém comandos para editar o conteúdo documento como, por exemplo, Desfazer, Localizar e Substi-
tuir, Cortar, Copiar e Colar;
• Exibir - contém comandos para controlar a exibição de um documento tais como Zoom, Apresentação de Slides,
Estrutura de tópicos e Navegador;
• Inserir - contém comandos para inserção de novos slides e elementos no documento como figuras, tabelas e
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

hiperlinks;
• Formatar - contém comandos para formatar o layout e o conteúdo dos slides, tais como Modelos de slides,
Layout de slide, Estilos e Formatação, Parágrafo e Caractere;
• Ferramentas - contém ferramentas como Ortografia, Compactar apresentação e Player de mídia;
• Apresentação de Slides - contém comandos para controlar a apresentação de slides e adicionar efeitos em
objetos e na transição de slides.

32
Resposta: CERTO. A opção Inserir, Ilustrações, Imagem
possibilita a inserção de imagens no documento, sejam
EXERCÍCIOS COMENTADOS elas armazenadas no computador, na rede ou na Inter-
net (no 2013 é possível na opção Imagens on-line, no
1. (ESCRIVÃO – DE POLÍCIA – CESPE 2013) Título, as- 2010 não).
sunto, palavras-chave e comentários de um documento
são metadados típicos presentes em um documento pro- 5. (AGENTE – CESPE – 2014) Para criar um documento
duzido por processadores de texto como o BrOffice e o no Word 2013 e enviá-lo para outras pessoas, o usuário
Microsoft Office. deve clicar o menu Inserir e, na lista disponibilizada, sele-
cionar a opção Iniciar Mala Direta.
( ) CERTO ( ) ERRADO
( ) CERTO ( ) ERRADO
Resposta: CERTO. Quando um determinado documento
de texto produzido tanto pelo BrOffice quanto pelo Mi- Resposta: ERRADO. A mala direta é usada para criar
crosoft Office ele fica armazenado em forma de arquivo correspondências em massa que podem ser personali-
em uma memória especificada no momento da gravação zadas para cada destinatário. É possível adicionar ele-
deste. Ao clicar como botão direito do mouse no arquivo mentos individuais a qualquer parte de uma etiqueta,
de texto armazenado e clicar em propriedades é possível carta, envelope, ou e-mail, desde a saudação até o con-
por meio da guia Detalhes perceber os metadados “Títu- teúdo do documento, inclusive imagens. O Word preen-
lo, assunto, palavras-chave e comentários”. che automaticamente os campos com as informações
do destinatário e gera todos os documentos individuais.
2. (PERITO CRIMINAL – CESPE – 2013) Considere que Contudo, não envia um arquivo a outros usuários como
um usuário disponha de um computador apenas com Li- diz a questão.
nux e BrOffice instalados. Nessa situação, para que esse
computador realize a leitura de um arquivo em formato 6. (AGENTE – CESPE – 2014) No Word 2013, ao se se-
de planilha do Microsoft Office Excel, armazenado em um lecionar uma palavra, clicar sobre ela com o botão direito
pendrive formatado com a opção NTFS, será necessária a do mouse e, na lista disponibilizada, selecionar a opção
definir, será mostrado, desde que estejam satisfeitas to-
conversão batch do arquivo, antes de sua leitura com o
das as configurações exigidas, um dicionário contendo
aplicativo instalado, dispensando-se a montagem do sis-
significados da palavra selecionada.
tema de arquivos presente no pendrive.
( ) CERTO ( ) ERRADO
( ) CERTO ( ) ERRADO
Resposta: CERTO. A inclusão do dicionário no botão
Resposta: ERRADO. Um pendrive formatado com o
direito na versão Word 2013 é novidade, mas já é an-
sistema de arquivos NTFS será lido normalmente pelo
tiga no Word pelo comando Shift + F7(dicionário de
Linux, sem necessidade de conversão de qualquer natu- sinônimos).
reza. E o fato do suposto arquivo estar em formato Excel
(xls ou xlsx) é indiferente também, já que o BrOffice é
capaz de abrir ambos os formatos.

3. (PAPILOSCOPISTA – CESPE – 2012) O BrOffice 3, que


reúne, entre outros softwares livres de escritório, o editor
de texto Writer, a planilha eletrônica Calc e o editor de
apresentação Impress, é compatível com as plataformas
computacionais Microsoft Windows, Linux e MacOS-X

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: CERTO. O BrOffice 3 faz parte de um con-


junto de aplicativos para escritório livre multiplataforma
chamado OpenOffice.org.
Distribuída para Microsoft Windows, Unix, Solaris, Linux
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

e Mac OS X, mantida pela Apache Software Foundation.

4. (AGENTE – CESPE – 2014) No Word 2013, a partir de


opção disponível no menu Inserir, é possível inserir em um
documento uma imagem localizada no próprio compu-
tador ou em outros computadores a que o usuário esteja
conectado, seja em rede local, seja na Web.

( ) CERTO ( ) ERRADO

33
9. (DELEGADO DE POLÍCIA – CESPE – 2004) Para en-
contrar todas as ocorrências do termo “Ibama” no docu-
mento em edição, é suficiente realizar o seguinte proce-
dimento: aplicar um clique duplo sobre o referido termo;
clicar sucessivamente o botão .

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: ERRADO. O botão mostrado na questão não


deve ser utilizado para encontrar ocorrências de um de-
terminado termo no documento que se está editando,
tal recurso pode ser conseguido através do botão Loca-
lizar ou do atalho CTRL+L.

Considerando a figura acima, que ilustra uma janela do


Word 2000 contendo parte de um texto extraído e adap-
tado do sítio http://www.funai.gov.br, julgue os itens sub-
sequentes. A figura acima mostra uma janela do Excel 2002 com uma
planilha em processo de edição. Com relação a essa figu-
7. (DELEGADO DE POLÍCIA – CESPE – 2004) Conside- ra e ao Excel 2002, e considerando que apenas a célula
re o seguinte procedimento: selecionar o trecho “Funai, C2 está formatada como negrito, julgue o item abaixo.
(...) Federal”; clicar a opção
Estilo no menu ; na janela decorrente dessa ação, 10. (DELEGADO DE POLÍCIA – CESPE – 2004) É possí-
marcar o campo todas em maiúsculas; clicar OK. Esse vel aplicar negrito às células B2, B3 e B4 por meio da se-
procedimento fará que todas as letras do referido trecho guinte sequência de ações, realizada com o mouse: clicar
fiquem com a fonte maiúscula. a célula C2; clicar ; posicionar o ponteiro sobre o centro
da célula B2; pressionar e manter pressionado o botão
( ) CERTO ( ) ERRADO esquerdo; posicionar o ponteiro no centro da célula B4;
liberar o botão esquerdo.
Resposta: ERRADO. O procedimento correto é: selecio- Em um computador cujo sistema operacional é o Windo-
nar o trecho “Funai, (...) Federal”; clicar a opção FONTE ws XP, ao se clicar, com o botão direito do mouse, o ícone
no menu FORMATAR na janela decorrente dessa ação, , contido na área de trabalho e referente a determi-
marcar o campo Todas em maiúsculas; clicar OK. nado arquivo, foi exibido o menu mostrado na figura ao
lado. A respeito dessa figura e do Windows XP, julgue os
8. (DELEGADO DE POLÍCIA – CESPE – 2004) As infor- itens a seguir.
mações contidas na figura mostrada permitem concluir
que o documento em edição contém duas páginas e,
caso se disponha de uma impressora devidamente ins-
talada e se deseje imprimir apenas a primeira página do
documento, é suficiente realizar as seguintes ações: clicar
a opção Imprimir no menu ; na janela aberta em
decorrência dessa ação, assinalar, no campo apropriado,
que se deseja imprimir a página atual; clicar OK.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: CERTO. A opção para imprimir documentos


assim como para efetuar as devidas configurações da
( ) CERTO ( ) ERRADO
impressão podem ser feitas através do Menu Arquivo
/ Imprimir ou utilizando-se do atalho CTRL+P.
Resposta: CERTO. Com o botão “Pincel” é possível co-
piar toda a formatação de uma célula para outra célu-
la, e o procedimento correto foi descrito na questão.

34
so aleatório) no computador, normalmente 4 GB ou mais.
NOÇÕES DE SISTEMA OPERACIONAL Nesses casos, como um sistema operacional de 64 bits
(AMBIENTE WINDOWS, VERSÕES 7, 8 E 10). pode processar grandes quantidades de memória com
mais eficácia do que um de 32 bits, o sistema de 64 bits
poderá responder melhor ao executar vários programas
ao mesmo tempo e alternar entre eles com frequência”.
Windows Uma maneira prática de usar o Windows 7 (Win 7) é
reinstalá-lo sobre um SO já utilizado na máquina. Nesse
O Windows assim como tudo que envolve a informá- caso, é possível instalar:
tica passa por uma atualização constante, os concursos - Sobre o Windows XP;
públicos em seus editais acabam variando em suas ver- - Uma versão Win 7 32 bits, sobre Windows Vista
sões, por isso vamos abordar de uma maneira geral tanto (Win Vista), também 32 bits;
as versões do Windows quanto do Linux. - Win 7 de 64 bits, sobre Win Vista, 32 bits;
O Windows é um Sistema Operacional, ou seja, é um - Win 7 de 32 bits, sobre Win Vista, 64 bits;
software, um programa de computador desenvolvido por - Win 7 de 64 bits, sobre Win Vista, 64 bits;
programadores através de códigos de programação. Os - Win 7 em um computador e formatar o HD durante
Sistemas Operacionais, assim como os demais softwares, a insta- lação;
são considerados como a parte lógica do computador, - Win 7 em um computador sem SO;
uma parte não palpável, desenvolvida para ser utilizada
apenas quando o computador está em funcionamento. O Antes de iniciar a instalação, devemos verificar qual
Sistema Operacional (SO) é um programa especial, pois é tipo de instalação será feita, encontrar e ter em mãos a
o primeiro a ser instalado na máquina. chave do produto, que é um código que será solicitado
Quando montamos um computador e o ligamos pela durante a instalação.
primeira vez, em sua tela serão mostradas apenas algu- Vamos adotar a opção de instalação com formatação de
mas rotinas presentes nos chipsets da máquina. Para uti- disco rígido, segundo o site oficial da Microsoft Corporation:
lizarmos todos os recursos do computador, com toda a - Ligue o seu computador, de forma que o Windows
qualidade das placas de som, vídeo, rede, acessarmos a seja inicializado normalmente, insira do disco de instala-
Internet e usufruirmos de toda a potencialidade do hard- ção do Windows 7 ou a unidade flash USB e desligue o
ware, temos que instalar o SO. seu computador.
Após sua instalação é possível configurar as placas - Reinicie o computador.
para que alcancem seu melhor desempenho e instalar - Pressione qualquer tecla, quando solicitado a fazer
os demais programas, como os softwares aplicativos e isso, e siga as instruções exibidas.
utilitários. - Na página de Instalação Windows, insira seu idioma
O SO gerencia o uso do hardware pelo software e ge- ou outras preferências e clique em avançar.
rencia os demais programas. - Se a página de Instalação Windows não aparecer e
A diferença entre os Sistemas Operacionais de 32 bits o programa não solicitar que você pressione alguma te-
e 64 bits está na forma em que o processador do com- cla, talvez seja necessário alterar algumas configurações
putador trabalha as informações. O Sistema Operacional do sistema. Para obter mais informações sobre como fa-
de 32 bits tem que ser instalado em um computador que zer isso, consulte. Inicie o seu computador usando um
tenha o processador de 32 bits, assim como o de 64 bits disco de instalação do Windows 7 ou um pen drive USB.
tem que ser instalado em um computador de 64 bits. - Na página Leia os termos de licença, se você acei-
Os Sistemas Operacionais de 64 bits do Windows, se- tar os termos de licença, clique em aceito os termos de
gundo o site oficial da Microsoft, podem utilizar mais me- licença e em avançar.
mória que as versões de 32 bits do Windows. “Isso ajuda - Na página que tipo de instalação você deseja? cli-
a reduzir o tempo despendido na permuta de processos que em Personalizada.
para dentro e para fora da memória, pelo armazenamen- - Na página onde deseja instalar Windows? clique em
to de um número maior desses processos na memória de opções da unidade (avançada).
acesso aleatório (RAM) em vez de fazê-lo no disco rígido. - Clique na partição que você quiser alterar, clique na
Por outro lado, isso pode aumentar o desempenho geral opção de formatação desejada e siga as instruções.
do programa”. - Quando a formatação terminar, clique em avançar.
- Siga as instruções para concluir a instalação do
Windows 7 Windows 7, inclusive a nomenclatura do computador e a
configuração de uma conta do usuário inicial.
Para saber se o Windows é de 32 ou 64 bits, basta:
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

1. Clicar no botão Iniciar , clicar com o botão direito Conceitos de organização e de gerenciamento de in-
em computador e clique em Propriedades. formações; arquivos, pastas e programas.
2. Em sistema, é possível exibir o tipo de sistema.
Pastas – são estruturas digitais criadas para organizar
“Para instalar uma versão de 64 bits do Windows 7, arquivos, ícones ou outras pastas.
você precisará de um processador capaz de executar uma Arquivos – são registros digitais criados e salvos por
versão de 64 bits do Windows. Os benefícios de um siste- meio de programas aplicativos. Por exemplo, quando
ma operacional de 64 bits ficam mais claros quando você abrimos o Microsoft Word, digitamos uma carta e a sal-
tem uma grande quantidade de RAM (memória de aces- vamos no computador, estamos criando um arquivo.

35
Ícones – são imagens representativas associadas a Clicamos duas vezes na pasta “Trabalho” para abrí-la e
programas, arquivos, pastas ou atalhos. agora criaremos mais duas pastas dentro dela:
Atalhos – são ícones que indicam um caminho mais Para criarmos as outras duas pastas, basta repetir o
curto para abrir um programa ou até mesmo um arquivo. procedimento: botão direito, Novo, Pasta.

1. Criação de pastas (diretórios) 2. Área de trabalho:

Figura 67: Área de Trabalho

A figura acima mostra a primeira tela que vemos


quando o Windows 7 é iniciado. A ela damos o nome
Figura 64: Criação de pastas de área de trabalho, pois a ideia original é que ela sir-
va como uma prancheta, onde abriremos nossos livros e
#FicaDica documentos para dar início ou continuidade ao trabalho.
Clicando com o botão direito do mouse em Em especial, na área de trabalho, encontramos a barra
um espaço vazio da área de trabalho ou outro de tarefas, que traz uma série de particularidades, como:
apropriado, podemos encontrar a opção pasta.
Clicando nesta opção com o botão esquerdo
do mouse, temos então uma forma prática de
criar uma pasta. Figura 68: Barra de tarefas

1) Botão Iniciar: é por ele que entramos em contato


com todos os outros programas instalados, programas
que fazem parte do sistema operacional e ambientes de
configuração e trabalho. Com um clique nesse botão,
abrimos uma lista, chamada Menu Iniciar, que contém
opções que nos permitem ver os programas mais aces-
sados, todos os outros programas instalados e os recur-
Figura 65: Criamos aqui uma pasta sos do próprio Windows. Ele funciona como uma via de
chamada “Trabalho”. acesso para todas as opções disponíveis no computador.
Por meio do botão Iniciar, também podemos:
- desligar o computador, procedimento que encerra
o Sistema Operacional corretamente, e desliga efetiva-
mente a máquina;
- colocar o computador em modo de espera, que
reduz o consumo de energia enquanto a máquina estiver
ociosa, ou seja, sem uso. Muito usado nos casos em que
vamos nos ausentar por um breve período de tempo da
frente do computador;
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

- reiniciar o computador, que desliga e liga automa-


ticamente o sistema. Usado após a instalação de alguns
programas que precisam da reinicialização do sistema
para efetivarem sua instalação, durante congelamento
de telas ou travamentos da máquina.
- realizar o logoff, acessando o mesmo sistema com
nome e senha de outro usuário, tendo assim um ambien-
Figura 66: Tela da pasta criada te com características diferentes para cada usuário do
mesmo computador.

36
Nessa janela, é possível configurarmos a data e a
hora, determinarmos qual é o fuso horário da nossa re-
gião e especificar se o relógio do computador está sin-
cronizado automaticamente com um servidor de horário
na Internet. Este relógio é atualizado pela bateria da pla-
ca mãe, que vimos na figura 26. Quando ele começa a
mostrar um horário diferente do que realmente deveria
mostrar, na maioria das vezes, indica que a bateria da
placa mãe deve precisar ser trocada. Esse horário tam-
bém é sincronizado com o mesmo horário do SETUP.
Lixeira: Contém os arquivos e pastas excluídos pelo
usuário. Para excluirmos arquivos, atalhos e pastas, po-
demos clicar com o botão direito do mouse sobre eles e
depois usar a opção “Excluir”. Outra forma é clicar uma
vez sobre o objeto desejado e depois pressionar o botão
delete, no teclado. Esses dois procedimentos enviarão
para lixeira o que foi excluído, sendo possível a restaura-
ção, caso haja necessidade. Para restaurar, por exemplo,
um arquivo enviado para a lixeira, podemos, após abri-la,
restaurar o que desejarmos.

Figura 69: Menu Iniciar – Windows 7

Na figura acima temos o menu Iniciar, acessado com


um clique no botão Iniciar.
2) Ícones de inicialização rápida: São ícones coloca-
dos como atalhos na barra de tarefas para serem acessa-
dos com facilidade.
3) Barra de idiomas: Mostra qual a configuração de
idioma que está sendo usada pelo teclado. Figura 71: Restauração de arquivos
4) Ícones de inicialização/execução: Esses ícones são enviados para a lixeira
configurados para entrar em ação quando o computa-
dor é iniciado. Muitos deles ficam em execução o tempo A restauração de objetos enviados para a lixeira pode
todo no sistema, como é o caso de ícones de programas ser feita com um clique com o botão direito do mouse
sobre o item desejado e depois, outro clique com o es-
antivírus que monitoram constantemente o sistema para
querdo em “Restaurar”. Isso devolverá, automaticamente
verificar se não há invasões ou vírus tentando ser exe-
o arquivo para seu local de origem.
cutados.
5) Propriedades de data e hora: Além de mostrar o
relógio constantemente na sua tela, clicando duas vezes,
com o botão esquerdo do mouse nesse ícone, acessa- #FicaDica
mos as Propriedades de data e hora.
Outra forma de restaurar é usar a opção
“Restaurar este item”, após selecionar o objeto.

Alguns arquivos e pastas, por terem um tamanho


muito grande, são excluídos sem irem antes para a Li-
xeira. Sempre que algo for ser excluído, aparecerá uma
mensagem, ou perguntando se realmente deseja enviar
aquele item para a Lixeira, ou avisando que o que foi se-
lecionado será permanentemente excluído. Outra forma
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

de excluir documentos ou pastas sem que eles fiquem


armazenados na Lixeira é usar as teclas de atalho Shif-
t+Delete.
A barra de tarefas pode ser posicionada nos quatro
cantos da tela para proporcionar melhor visualização de
outras janelas abertas. Para isso, basta pressionar o botão
esquerdo do mouse em um espaço vazio dessa barra e
Figura 70: Propriedades de data e hora com ele pressionado, arrastar a barra até o local desejado
(canto direito, superior, esquerdo ou inferior da tela).

37
Para alterar o local da Barra de Tarefas na tela, temos
que verificar se a opção “Bloquear a barra de tarefas” não
está marcada.

Figura 74: Guia Menu Iniciar e Personalizar Menu


Iniciar

Pela figura acima podemos notar que é possível a


aparência e comportamento de links e menus do menu
Iniciar.

Figura 72: Bloqueio da Barra de Tarefas

Propriedades da barra de tarefas e do menu iniciar:


Por meio do clique com o botão direito do mouse na
barra de tarefas e do esquerdo em “Propriedades”, pode- Figura 21: Barra de Ferramentas
mos acessar a janela “Propriedades da barra de tarefas e
do menu iniciar”. 3. Painel de controle

O Painel de Controle é o local onde podemos alte-


rar configurações do Windows, como aparência, idioma,
configurações de mouse e teclado, entre outras. Com ele
é possível personalizar o computador às necessidades do
usuário.
Para acessar o Painel de Controle, basta clicar no Bo-
tão Iniciar e depois em Painel de Controle. Nele encon-
tramos as seguintes opções:
- Sistema e Segurança: “Exibe e altera o status do sis-
tema e da segurança”, permite a realização de backups e
restauração das configurações do sistema e de arquivos.
Possui ferramentas que permitem a atualização do Siste-
ma Operacional, que exibem a quantidade de memória
RAM instalada no computador e a velocidade do proces-
sador. Oferece ainda, possibilidades de configuração de
Firewall para tornar o computador mais protegido.
- Rede e Internet: mostra o status da rede e possibi-
lita configurações de rede e Internet. É possível também
Figura 73: Propriedades da barra de definir preferências para compartilhamento de arquivos
tarefas e do menu iniciar e computadores.
- Hardware e Sons: é possível adicionar ou remover
Na guia “Barra de Tarefas”, temos, entre outros:
hardwares como impressoras, por exemplo. Também
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

- Bloquear a barra de tarefas – que impede que ela


permite alterar sons do sistema, reproduzir CDs automa-
seja posicionada em outros cantos da tela que não seja o
ticamente, configurar modo de economia de energia e
inferior, ou seja, impede que seja arrastada com o botão
atualizar drives de dispositivos instalados.
esquerdo do mouse pressionado.
- Programas: através desta opção, podemos realizar
- Ocultar automaticamente a barra de tarefas – ocul-
a desinstalação de programas ou recursos do Windows.
ta (esconde) a barra de tarefas para proporcionar maior
- Contas de Usuários e Segurança Familiar: aqui al-
aproveitamento da área da tela pelos programas abertos,
teramos senhas, criamos contas de usuários, determina-
e a exibe quando o mouse é posicionado no canto infe-
rior do monitor. mos configurações de acesso.

38
- Aparência: permite a configuração da aparência da A organização de tela do Windows 8 funciona como
área de trabalho, plano de fundo, proteção de tela, menu o antigo Menu Iniciar e consiste em um mosaico com
iniciar e barra de tarefas. imagens animadas. Cada mosaico representa um aplica-
- Relógio, Idioma e Região: usamos esta opção para tivo que está instalado no computador. Os atalhos dessa
alterar data, hora, fuso horário, idioma, formatação de nú- área de trabalho, que representam aplicativos de versões
meros e moedas. anteriores, ficam com o nome na parte de cima e um pe-
- Facilidade de Acesso: permite adaptarmos o com- queno ícone na parte inferior. Novos mosaicos possuem
putador às necessidades visuais, auditivas e motoras do tamanhos diferentes, cores diferentes e são atualizados
usuário. automaticamente.
A tela pode ser customizada conforme a conveniência
3.1. Computador do usuário. Alguns utilitários não aparecem nessa tela,
mas podem ser encontrados clicando com o botão direi-
to do mouse em um espaço vazio da tela. Se deseja que
#FicaDica um desses aplicativos apareça na sua tela inicial, clique
com o botão direito sobre o ícone e vá para a opção Fixar
Através do “Computador” podemos na Tela Inicial.
consultar e acessar unidades de disco e outros
dispositivos conectados ao nosso computador. 1. Charms Bar

O objetivo do Windows 8 é ter uma tela mais limpa


Para acessá-lo, basta clicar no Botão Iniciar e em Com- e esse recurso possibilita “esconder” algumas configura-
putador. A janela a seguir será aberta: ções e aplicações. É uma barra localizada na lateral que
pode ser acessada colocando o mouse no canto direito e
inferior da tela ou clicando no atalho Tecla do Windows +
C. Essa função substitui a barra de ferramentas presente
no sistema e configurada de acordo com a página em
que você está.
Com a Charm Bar ativada, digite Personalizar na bus-
ca em configurações. Depois escolha a opção tela inicial
e em seguida escolha a cor da tela. O usuário também
pode selecionar desenhos durante a personalização do
papel de parede.

2. Redimensionar as tiles

Figura 76: Computador Na tela esses mosaicos ficam uns maiores que os ou-
tros, mas isso pode ser alterado clicando com o botão
Observe que é possível visualizarmos as unidades de direito na divisão entre eles e optando pela opção menor.
disco, sua capacidade de armazenamento livre e usada. Você pode deixar maior os aplicativos que você quiser
Vemos também informações como o nome do computa- destacar no computador.
dor, a quantidade de memória e o processador instalado
na máquina. 3. Grupos de Aplicativos

Windows 8 Pode-se criar divisões e grupos para unir programas


parecidos. Isso pode ser feito várias vezes e os grupos
É o sistema operacional da Microsoft que substituiu o podem ser renomeados.
Windows 7 em tablets, computadores, notebooks, celula-
res, etc. Ele trouxe diversas mudanças, principalmente no 4. Visualizar as pastas
layout, que acabou surpreendendo milhares de usuários
acostumados com o antigo visual desse sistema. A interface do programas no computador podem ser
A tela inicial completamente alterada foi a mudança vistos de maneira horizontal com painéis dispostos lado
que mais impactou os usuários. Nela encontra-se todas as a lado. Para passar de um painel para outro é necessário
aplicações do computador que ficavam no Menu Iniciar e usar a barra de rolagem que fica no rodapé.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

também é possível visualizar previsão do tempo, cotação


da bolsa, etc. O usuário tem que organizar as pequenas 5. Compartilhar e Receber
miniaturas que aparecem em sua tela inicial para ter aces-
so aos programas que mais utiliza. Comando utilizado para compartilhar conteúdo, en-
Caso você fique perdido no novo sistema ou dentro de viar uma foto, etc. Tecle Windows + C, clique na opção
uma pasta, clique com o botão direito e irá aparecer um Compartilhar e depois escolha qual meio vai usar. Há
painel no rodapé da tela. Caso você esteja utilizando uma também a opção Dispositivo que é usada para receber
das pastas e não encontre algum comando, clique com o e enviar conteúdos de aparelhos conectados ao compu-
botão direito do mouse para que esse painel apareça. tador.

39
6. Alternar Tarefas

Com o atalho Alt + Tab, é possível mudar entre os


programas abertos no desktop e os aplicativos novos do
SO. Com o atalho Windows + Tab é possível abrir uma
lista na lateral esquerda que mostra os aplicativos mo-
dernos.

7. Telas Lado a Lado

Esse sistema operacional não trabalha com o conceito


de janelas, mas o usuário pode usar dois programas ao
mesmo tempo. É indicado para quem precisa acompa-
nhar o Facebook e o Twitter, pois ocupa ¼ da tela do Figura 77: Tela do Windows 10
computador.
O Windows 10 é disponibilizado nas seguintes ver-
8. Visualizar Imagens sões (com destaque para as duas primeiras):
O sistema operacional agora faz com que cada vez
que você clica em uma figura, um programa específico 1. Windows 10
abre e isso pode deixar seu sistema lento. Para alterar
isso é preciso ir em Programas – Programas Default – Se- É a versão de “entrada” do Windows 10, que possui a
lecionar Windows Photo Viewer e marcar a caixa Set this maioria dos recursos do sistema. É voltada para Desktops
Program as Default. e Laptops, incluindo o tablete Microsoft Surface 3.

9. Imagem e Senha 2. Windows 10 Pro

O usuário pode utilizar uma imagem como senha ao Além dos recursos da versão de entrada, fornece pro-
invés de escolher uma senha digitada. Para fazer isso, teção de dados avançada e criptografada com o BitLoc-
acesse a Charm Bar, selecione a opção Settings e logo ker, permite a hospedagem de uma Conexão de Área de
em seguida clique em More PC settings. Acesse a opção Trabalho Remota em um computador, trabalhar com má-
Usuários e depois clique na opção “Criar uma senha com quinas virtuais, e permite o ingresso em um domínio para
imagem”. Em seguida, o computador pedirá para você realizar conexões a uma rede corporativa.
colocar sua senha e redirecionará para uma tela com um
pequeno texto e dando a opção para escolher uma foto. 3. Windows 10 Enterprise
Escolha uma imagem no seu computador e verifique se a
imagem está correta clicando em “Use this Picture”. Você Baseada na versão 10 Pro, é disponibilizada por meio
terá que desenhar três formas em touch ou com o mou- do Licenciamento por Volume, voltado a empresas.
se: uma linha reta, um círculo e um ponto. Depois, finalize
o processo e sua senha estará pronta. Na próxima vez, 4. Windows 10 Education
repita os movimentos para acessar seu computador.
Baseada na versão Enterprise, é destinada a atender
10. Internet Explorer no Windows 8 as necessidades do meio educacional. Também tem seu
método de distribuição baseado através da versão aca-
Se você clicar no quadrinho Internet Explorer da pá- dêmica de licenciamento de volume.
gina inicial, você terá acesso ao software sem a barra de
ferramentas e menus. 5. Windows 10 Mobile

Windows 10 Embora o Windows 10 tente vender seu nome fanta-


sia como um sistema operacional único, os smartphones
O Windows 10 é uma atualização do Windows 8 que com o Windows 10 possuem uma versão específica do
veio para tentar manter o monopólio da Microsoft no sistema operacional compatível com tais dispositivos.
mundo dos Sistemas Operacionais, uma das suas mis-
sões é ficar com um visual mais de smart e touch. 6. Windows 10 Mobile Enterprise
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Projetado para smartphones e tablets do setor cor-


porativo. Também estará disponível através do Licencia-
mento por Volume, oferecendo as mesmas vantagens do
Windows 10 Mobile com funcionalidades direcionadas
para o mercado corporativo.

40
7. Windows 10 IoT Core Resposta: Errado. O comando para a atualização é
“sudo apt-get upgrade”. O comando para instalar pa-
IoT vem da expressão “Internet das Coisas” (Internet cotes é “sudo apt-get install nome_do_pacote”. O co-
of Things). A Microsoft anunciou que haverá edições do mando é “apt-get” e não “aptget”. O comando sudo
Windows 10 baseadas no Enterprise e Mobile Enterprise realmente permite a usuários comuns obter privilégios
destinados a dispositivos como caixas eletrônicos, ter- de outro usuário como o administrador
minais de autoatendimento, máquinas de atendimento
para o varejo e robôs industriais. Essa versão IoT Core 3. (PERITO CRIMINAL – CESPE – 2013) Em computado-
será destinada para dispositivos pequenos e de baixo res com sistema operacional Linux ou Windows, o aumen-
custo. to da memória virtual possibilita a redução do consumo
Para as versões mais populares (10 e 10 Pro), a Micro- de memória RAM em uso, o que permite executar, de for-
soft indica como requisitos básicos dos computadores: ma paralela e distribuída, no computador, uma quantida-
• Processador de 1 Ghz ou superior; de maior de programas.
• 1 GB de RAM (para 32bits); 2GB de RAM (para
64bits); ( ) CERTO ( ) ERRADO
• Até 20GB de espaço disponível em disco rígido;
• Placa de vídeo com resolução de tela de 800×600 Resposta: Errado. O que torna esta alternativa mais
ou maior. eficaz é o uso da memória em um dispositivo alterna-
tivo (para o PC não “travar”), e não uma redução de
consumo de memória RAM em uso, visto que esta op-
EXERCÍCIOS COMENTADOS ção foi projetada para ajudar quando a memória RAM
do PC for insuficiente para a execução de demasiados
1. (ESCRIVÃO DE POLÍCIA – CESPE – 2013) Considere programas.
que o usuário de um computador com sistema opera-
cional Windows 7 tenha permissão de administrador e 4. (PAPILOSCOPISTA – CESPE – 2012) Tanto no siste-
deseje fazer o controle mais preciso da segurança das ma operacional Windows quanto no Linux, cada arquivo,
conexões de rede estabelecidas no e com o seu compu- diretório ou pasta encontra-se em um caminho, podendo
tador. Nessa situação, ele poderá usar o modo de segu- cada pasta ou diretório conter diversos arquivos que são
rança avançado do firewall do Windows para especificar gravados nas unidades de disco nas quais permanecem
precisamente quais aplicativos podem e não podem fa- até serem apagados. Em uma mesma rede é possível haver
zer acesso à rede, bem como quais serviços residentes comunicação e escrita de pastas, diretórios e arquivos en-
podem, ou não, ser externamente acessados. tre máquinas com Windows e máquinas com Linux.

( ) CERTO ( ) ERRADO ( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: Certo. Um firewall (em português: Parede Resposta: Certo. O sistema Linux e o sistema Windows
de fogo) é um dispositivo de uma rede de computa- conseguem compartilhar diretórios/pastas entre si pois
dores que tem por objetivo aplicar uma política de utilizam se do protocolo, o SMB.CIFS.
segurança a um determinado ponto da rede. O fire-
wall pode ser do tipo filtros de pacotes, proxy de apli- 5. (AGENTE ADMINISTRATIVO – CESPE – 2014) No
cações, etc. Os firewalls são geralmente associados a Windows, não há possibilidade de o usuário interagir com
redes TCP/IP. o sistema operacional por meio de uma tela de computa-
Este dispositivo de segurança existe na forma de soft- dor sensível ao toque.
ware e de hardware, a combinação de ambos é cha-
mada tecnicamente de “appliance”. A complexidade ( ) CERTO ( ) ERRADO
de instalação depende do tamanho da rede, da polí-
tica de segurança, da quantidade de regras que con- Resposta: Errado. As versões mais recentes do Windo-
trolam o fluxo de entrada e saída de informações e do ws existe este recurso. Para usá-lo há a necessidade de
grau de segurança desejado. que a tela seja sensível ao toque.

2. (PERITO CRIMINAL – CESPE – 2013) A instalação e 6. (AGENTE – CESPE – 2014) Comparativamente a com-
a atualização de programas na plataforma Linux a serem putadores com outros sistemas operacionais, computado-
efetuadas com o comando aptget, podem ser acionadas res com o sistema Linux apresentam a vantagem de não
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

por meio das opções install e upgrade, respectivamente. perderem dados caso as máquinas sejam desligadas por
Em ambos os casos, é indispensável o uso do comando meio de interrupção do fornecimento de energia elétrica.
sudo, ou equivalente, se o usuário não for administrador
do sistema. ( ) CERTO ( ) ERRADO

( ) CERTO ( ) ERRADO Resposta: Errado. Nenhum sistema operacional pos-


sui a vantagem de não perder dados caso a máquina
seja desligada por meio de interrupção do forneci-
mento de energia elétrica.

41
7. (AGENTE – CESPE – 2014) As rotinas de inicialização GRUB e LILO, utilizadas em diversas distribuições Linux, podem
ser acessadas por uma interface de linha de comando.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: Certo. É possível acessar as rotinas de inicialização GRUB e LILO para realizar a sua configuração, assim
como é possível alterar as opções de inicialização do Windows (em Win+Pause, Configurações Avançadas do Siste-
ma, Propriedades do Sistema, Inicialização e Recuperação).

8. (ESCRIVÃO DE POLÍCIA – CESPE – 2013) Considere que um usuário de login joao_jose esteja usando o Windows
Explorer para navegar no sistema de arquivos de um computador com ambiente Windows 7. Considere ainda que,
enquanto um conjunto de arquivos e pastas é apresentado, o usuário observe, na barra de ferramentas do Windows
Explorer, as seguintes informações: Bibliotecas > Documentos > Projetos. Nessa situação, é mais provável que tais ar-
quivos e pastas estejam contidos no diretório C:\Bibliotecas\Documentos\Projetos que no diretório C:\Users\joao_jose\
Documents\Projetos.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: Errado. O correto é “C:\Users\joao_jose\Documents\Projetos”. Há possibilidade das pastas estarem em


outro diretório, se forem feitas configurações customizadas pelo usuário. Mesmo na configuração em português o
diretório dos documentos do usuário continua sendo nomeado em inglês: “documents”. Portanto, a afirmação de
que o diretório seria “C:\biblioteca\documentos\projetos” não está correta. O item considera o comportamento
padrão do sistema operacional Windows 7, e, portanto, a afirmação não pode ser absoluta, devido à flexibilidade
inerente a este sistema software. A premissa de que a informação fosse apresentada na barra de ferramentas não
compromete o entendimento da questão.”

9. (AGENTE ADMINISTRATIVO – CESPE – 2014) No ambiente Linux, é possível utilizar comandos para copiar arqui-
vos de um diretório para um pen drive.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: Certo. No ambiente Linux, é permitida a execução de vários comandos por meio de um console. O co-
mando “cp” é utilizado para copiar arquivos entre diretórios e arquivos para dispositivos.

10. (DELEGADO DE POLÍCIA – CESPE – 2004) Ao se clicar a opção , será exibida uma janela por meio da
qual se pode verificar diversas propriedades do arquivo, como o seu tamanho e os seus atributos.
Em computadores do tipo PC, a comunicação com periféricos pode ser realizada por meio de diferentes interfaces.
Acerca desse assunto, julgue os seguintes itens.

( ) CERTO ( ) ERRADO
Resposta: Certo. Dentre as diversas opções que podem ser consultadas ao se ativar as propriedades de um arquivo
estão as opções: tamanho e os seus atributos.

REDES DE COMPUTADORES: CONCEITOS BÁSICOS, FERRAMENTAS, APLICATIVOS E


PROCEDIMENTOS DE INTERNET E INTRANET.
PROGRAMAS DE NAVEGAÇÃO: MOZILLA FIREFOX E GOOGLE CHROME.
PROGRAMA DE CORREIO ELETRÔNICO: MS OUTLOOK.
SÍTIOS DE BUSCA E PESQUISA NA INTERNET.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

REDES DE COMPUTADORES

Redes de Computadores refere-se à interligação por meio de um sistema de comunicação baseado em transmis-
sões e protocolos de vários computadores com o objetivo de trocar informações, entre outros recursos. Essa ligação é
chamada de estações de trabalho (nós, pontos ou dispositivos de rede).
Atualmente, existe uma interligação entre computadores espalhados pelo mundo que permite a comunicação en-
tre os indivíduos, quer seja quando eles navegam pela internet ou assiste televisão. Diariamente, é necessário utilizar
recursos como impressoras para imprimir documentos, reuniões através de videoconferência, trocar e-mails, acessar às
redes sociais ou se entreter por meio de jogos, etc.

42
Hoje, não é preciso estar em casa para enviar e-mails, Topologia de Estrela – modelo em que existe um pon-
basta ter um tablet ou smartphone com acesso à inter- to central (concentrador) para a conexão, geralmente um
net nos dispositivos móveis. Apesar de tantas vantagens, hub ou switch;
o crescimento das redes de computadores também tem Topologia de Anel – modelo atualmente utilizado em
seu lado negativo. A cada dia surgem problemas que automação industrial e na década de 1980 pelas redes
prejudicam as relações entre os indivíduos, como pirata- Token Ring da IBM. Nesse caso, todos os computadores
ria, espionagem, phishing - roubos de identidade, assun- são entreligados formando um anel e os dados são pro-
tos polêmicos como racismo, sexo, pornografia, sendo pagados de computador a computador até a máquina de
destacados com mais exaltação, entre outros problemas. origem;
Há muito tempo, o ser humano sentiu a necessida- Topologia de Barramento – modelo utilizado nas pri-
de de compartilhar conhecimento e estabelecer relações meiras conexões feitas pelas redes Ethernet. Refere- se a
com pessoas a distância. Na década de 1960, durante computadores conectados em formato linear, cujo cabea-
a Guerra Fria, as redes de computadores surgiram com mento é feito sequencialmente;
objetivos militares: interconectar os centros de comando Redes de Difusão (Broadcast) – quando as máquinas
dos EUA para com objetivo de proteger e enviar dados. estão interligadas por um mesmo canal através de paco-
tes endereçados (unicast, broadcast e multicast).
1. Alguns tipos de Redes de Computadores
3. Cabos
Antigamente, os computadores eram conectados em
distâncias curtas, sendo conhecidas como redes locais. Os cabos ou cabeamentos fazem parte da estrutura
Mas, com a evolução das redes de computadores, foi ne- física utilizada para conectar computadores em rede, es-
cessário aumentar a distância da troca de informações tando relacionados a largura de banda, a taxa de trans-
entre as pessoas. As redes podem ser classificadas de missão, padrões internacionais, etc. Há vantagens e des-
acordo com sua arquitetura (Arcnet, Ethernet, DSL, Token vantagens para a conexão feita por meio de cabeamento.
ring, etc.), a extensão geográfica (LAN, PAN, MAN, WLAN, Os mais utilizados são:
etc.), a topologia (anel, barramento, estrela, ponto-a- Cabos de Par Trançado – cabos caracterizados por sua
-ponto, etc.) e o meio de transmissão (redes por cabo de
velocidade, pode ser feito sob medida, comprados em lo-
fibra óptica, trançado, via rádio, etc.).
jas de informática ou produzidos pelo usuário;
Veja alguns tipos de redes:
Cabos Coaxiais – cabos que permitem uma distância
Redes Pessoais (Personal Area Networks – PAN) – se
maior na transmissão de dados, apesar de serem flexíveis,
comunicam a 1 metro de distância. Ex.: Redes Bluetooth;
são caros e frágeis. Eles necessitam de barramento ISA,
Redes Locais (Local Area Networks – LAN) – redes em
suporte não encontrado em computadores mais novos;
que a distância varia de 10m a 1km. Pode ser uma sala,
Cabos de Fibra Óptica – cabos complexos, caros e de
um prédio ou um campus de universidade;
Redes Metropolitanas (Metropolitan Area Network – difícil instalação. São velozes e imunes a interferências
MAN) – quando a distância dos equipamentos conec- eletromagnéticas.
tados à uma rede atinge áreas metropolitanas, cerca de
10km. Ex.: TV à cabo;
Redes a Longas Distâncias (Wide Area Network – #FicaDica
WAN) – rede que faz a cobertura de uma grande área Após montar o cabeamento de rede é necessário
geográfica, geralmente, um país, cerca de 100 km; realizar um teste através dos testadores de
Redes Interligadas (Interconexão de WANs) – são re- cabos, adquirido em lojas especializadas.
des espalhadas pelo mundo podendo ser interconecta- Apesar de testar o funcionamento, ele não
das a outras redes, capazes de atingirem distâncias bem detecta se existem ligações incorretas. É preciso
maiores, como um continente ou o planeta. Ex.: Internet; que um técnico veja se os fios dos cabos estão
Rede sem Fio ou Internet sem Fio (Wireless Local Area na posição certa.
Network – WLAN) – rede capaz de conectar dispositivos
eletrônicos próximos, sem a utilização de cabeamento.
Além dessa, existe também a WMAN, uma rede sem fio 4. Sistema de Cabeamento Estruturado
para área metropolitana e WWAN, rede sem fio para
grandes distâncias. Para que essa conexão não prejudique o ambiente de
trabalho, em uma grande empresa, são necessárias várias
2. Topologia de Redes conexões e muitos cabos, sendo necessário o cabeamen-
to estruturado.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Astopologias das redes de computadores são as es- Por meio dele, um técnico irá poupar trabalho e tem-
truturas físicas dos cabos, computadores e componen- po, tanto para fazer a instalação, quanto para a remoção
tes. Existem as topologias físicas, que são mapas que da rede. Ele é feito através das tomadas RJ-45 que pos-
mostram a localização de cada componente da rede que sibilitam que vários conectores possam ser inseridos em
serão tratadas a seguir. e as lógicas, representada pelo um único local, sem a necessidade de serem conectados
modo que os dados trafegam na rede: diretamente no hub.
Topologia Ponto-a-ponto – quando as máquinas es- Além disso, o sistema de cabeamento estruturado
tão interconectadas por pares através de um roteamento possui um painel de conexões, o Patch Panel, onde os
de dados; cabos das tomadas RJ-45 são conectados, sendo um con-

43
centrador de tomadas, favorecendo a manutenção das na década de 60, criaram um projeto que pudesse conec-
redes. Eles são adaptados e construídos para serem inse- tar os computadores de departamentos de pesquisas e
ridos em um rack. bases militares, para que, caso um desses pontos sofres-
Todo esse planejamento deve fazer parte do projeto se algum tipo de ataque, as informações e comunicação
do cabeamento de rede, em que a conexão da rede é não seriam totalmente perdidas, pois estariam salvas em
pensada de forma a realizar a sua expansão. outros pontos estratégicos.
Repetidores: Dispositivo capaz de expandir o cabea- O projeto inicial, chamado ARPANET, usava uma co-
mento de rede. Ele poderá transformar os sinais recebi- nexão a longa distância e possibilitava que as mensagens
dos e enviá-los para outros pontos da rede. Apesar de fossem fragmentadas e endereçadas ao seu computador
serem transmissores de informações para outros pontos, de destino. O percurso entre o emissor e o receptor da
eles também diminuem o desempenho da rede, podendo informação poderia ser realizado por várias rotas, assim,
haver colisões entre os dados à medida que são anexas caso algum ponto no trajeto fosse destruído, os dados
outras máquinas. Esse equipamento, normalmente, en- poderiam seguir por outro caminho garantindo a entre-
contra-se dentro do hub. ga da informação, é importante mencionar que a maior
Hubs: Dispositivos capazes de receber e concentrar to- distância entre um ponto e outro, era de 450 quilôme-
dos os dados da rede e compartilhá-los entre as outras tros. No começo dos anos 80, essa tecnologia rompeu as
estações (máquinas). Nesse momento nenhuma outra
barreiras de distância, passando a interligar e favorecer
máquina consegue enviar um determinado sinal até que
a troca de informações de computadores de universi-
os dados sejam distribuídos completamente. Eles são uti-
dades dos EUA e de outros países, criando assim uma
lizados em redes domésticas e podem ter 8, 16, 24 e 32
portas, variando de acordo com o fabricante. Existem os rede (NET) internacional (INTER), consequentemente seu
Hubs Passivos, Ativos, Inteligentes e Empilháveis. nome passa a ser, INTERNET.
Bridges: É um repetidor inteligente que funciona como A evolução não parava, além de atingir fronteiras
uma ponte. Ele lê e analisa os dados da rede, além de rela- continentais, os computadores pessoais evoluíam em
cionar diferentes arquiteturas. forte escala alcançando forte potencial comercial, a
Switches: Tipo de aparelho semelhante a um hub, mas Internet deixou de conectar apenas computadores de
que funciona como uma ponte: ele envia os dados apenas universidades, passou a conectar empresas e, enfim,
para a máquina que o solicitou. Ele possui muitas portas usuários domésticos. Na década de 90, o Ministério das
de entrada e melhor performance, podendo ser utilizado Comunicações e o Ministério da Ciência e Tecnologia do
para redes maiores. Brasil trouxeram a Internet para os centros acadêmicos
Roteadores: Dispositivo utilizado para conectar redes e comerciais. Essa tecnologia rapidamente foi tomando
e arquiteturas diferentes e de grande porte. Ele funciona conta de todos os setores sociais até atingir a amplitude
como um tipo de ponte na camada de rede do modelo de sua difusão nos tempos atuais.
OSI (Open Systens Interconnection - protocolo de interco- Um marco que é importante frisar é o surgimento
nexão de sistemas abertos para conectar máquinas de di- do WWW que foi a possibilidade da criação da interfa-
ferentes fabricantes), identificando e determinando um IP ce gráfica deixando a internet ainda mais interessante e
para cada computador que se conecta com a rede. vantajosa, pois até então, só era possível a existência de
Sua principal atribuição é ordenar o tráfego de dados textos.
na rede e selecionar o melhor caminho. Existem os rotea- Para garantir a comunicação entre o remetente e o
dores estáticos, capaz de encontrar o menor caminho para destinatário o americano Vinton Gray Cerf, conhecido
tráfego de dados, mesmo se a rede estiver congestionada; como o pai da internet criou os protocolos TCP/IP, que
e os roteadores dinâmicos que encontram caminhos mais são protocolos de comunicação. O TCP – TRANSMIS-
rápidos e menos congestionados para o tráfego. SION CONTROL PROTOCOL (Protocolo de Controle de
Modem: Dispositivo responsável por transformar a Transmissão) e o IP – INTERNET PROTOCOL (Protocolo
onda analógica que será transmitida por meio da linha te-
de Internet) são conjuntos de regras que tornam possí-
lefônica, transformando-a em sinal digital original.
vel tanto a conexão entre os computadores, quanto ao
Servidor: Sistema que oferece serviço para as redes de
entendimento da informação trocada entre eles.
computadores, como por exemplo, envio de arquivos ou
e-mail. Os computadores que acessam determinado ser- A internet funciona o tempo todo enviando e rece-
vidor são conhecidos como clientes. bendo informações, por isso o periférico que permite a
Placa de Rede: Dispositivo que garante a comunicação conexão com a internet chama MODEM, porque que ele
entre os computadores da rede. Cada arquitetura de rede MOdula e DEModula sinais, e essas informações só po-
depende de um tipo de placa específica. As mais utilizadas dem ser trocadas graças aos protocolos TCP/IP.
são as do tipo Ethernet e Token Ring (rede em anel).
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

1. Protocolos Web
Conceitos de tecnologias relacionadas à Internet
e Intranet, busca e pesquisa na Web, mecanismos de Já que estamos falando em protocolos, citaremos
busca na Web. outros que são largamente usados na Internet:
- HTTP (Hypertext Transfer Protocol): Protocolo de
O objetivo inicial da Internet era atender necessida- transferência de Hipertexto, desde 1999 é utilizado para
des militares, facilitando a comunicação. A agência nor- trocar informações na Internet. Quando digitamos um
te-americana ARPA – ADVANCED RESEARCH AND PRO- site, automaticamente é colocado à frente dele o http://
JECTS AGENCY e o Departamento de Defesa americano, Exemplo: http://www.novaconcursos.com.br

44
Onde: - POP (Post Office Protocol): Protocolo de Posto dos
http:// → Faz a solicitação de um arquivo de hipermí- Correios permite, como o seu nome o indica, recuperar
dia para a Internet, ou seja, um arquivo que pode conter o seu correio num servidor distante (o servidor POP). É
texto, som, imagem, filmes e links. necessário para as pessoas não ligadas permanentemen-
- URL (Uniform Resource Locator): Localizador Padrão te à Internet, para poderem consultar os mails recebidos
de recursos, serve para endereçar um recurso na web, offline. Existem duas versões principais deste protocolo,
é como se fosse um apelido, uma maneira mais fácil de o POP2 e o POP3, aos quais são atribuídas respectiva-
acessar um determinado site. mente as portas 109 e 110, funcionando com o auxílio de
Exemplo: http://www.novaconcursos.com.br, onde: comandos textuais radicalmente diferentes, na troca de
e-mails ele é o protocolo de entrada.
Faz a solicitação de um arquivo de - IMAP (Internet Message Access Protocol): É um pro-
http:// tocolo alternativo ao protocolo POP3, que oferece muitas
hiper mídia para a Internet.
mais possibilidades, como, gerir vários acessos simultâ-
Estipula que esse recurso está na neos e várias caixas de correio, além de poder criar mais
rede mundial de computadores critérios de triagem.
www
(veremos mais sobre www em um - SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): É o protocolo
próximo tópico). padrão para envio de e-mails através da Internet. Faz a
É o endereço de domínio. Um validação de destinatários de mensagens. Ele que veri-
endereço de domínio representará fica se o endereço de e-mail do destinatário está corre-
novaconcursos tamente digitado, se é um endereço existente, se a caixa
sua empresa ou seu espaço na
Internet. de mensagens do destinatário está cheia ou se recebeu
sua mensagem, na troca de e-mails ele é o protocolo de
Indica que o servidor onde esse site saída.
está - UDP (User Datagram Protocol): Protocolo que atua
.com
hospedado é de finalidades na camada de transporte dos protocolos (TCP/IP). Permi-
comerciais. te que a aplicação escreva um datagrama encapsulado
.br Indica queo servidor está no Brasil. num pacote IP e transportado ao destino. É muito co-
mum lermos que se trata de um protocolo não confiável,
Encontramos, ainda, variações na URL de um site, isso porque ele não é implementado com regras que ga-
que demonstram a finalidade e organização que o criou, rantam tratamento de erros ou entrega.
como:
.gov - Organização governamental 2. Provedor
.edu - Organização educacional
.org - Organização O provedor é uma empresa prestadora de serviços
.ind - Organização Industrial que oferece acesso à Internet. Para acessar a Internet, é
.net - Organização telecomunicações necessário conectar-se com um computador que já este-
.mil - Organização militar ja na Internet (no caso, o provedor) e esse computador
.pro - Organização de profissões deve permitir que seus usuários também tenham acesso
.eng – Organização de engenheiros a Internet.
E também, do país de origem: No Brasil, a maioria dos provedores está conectada
.it – Itália à Embratel, que por sua vez, está conectada com outros
.pt – Portugal computadores fora do Brasil. Esta conexão chama-se link,
.ar – Argentina que é a conexão física que interliga o provedor de aces-
.cl – Chile so com a Embratel. Neste caso, a Embratel é conhecida
.gr – Grécia como backbone, ou seja, é a “espinha dorsal” da Internet
no Brasil. Pode-se imaginar o backbone como se fosse
Quando vemos apenas a terminação .com, sabemos uma avenida de três pistas e os links como se fossem as
que se trata de um site hospedado em um servidor dos ruas que estão interligadas nesta avenida. Tanto o link
Estados Unidos. como o backbone possui uma velocidade de transmis-
- HTTPS (Hypertext transfer protocol secure): Se- são, ou seja, com qual velocidade ele transmite os dados.
melhante ao HTTP, porém permite que os dados sejam Esta velocidade é dada em bps (bits por segundo).
transmitidos através de uma conexão criptografada e Deve ser feito um contrato com o provedor de acesso,
que se verifique a autenticidade do servidor e do cliente que fornecerá um nome de usuário, uma senha de aces-
so e um endereço eletrônico na Internet.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

através de certificados digitais.


- FTP (File Transfer Protocol): Protocolo de trans-
ferência de arquivo, é o protocolo utilizado para poder 3. Home Page
subir os arquivos para um servidor de internet, seus pro-
gramas mais conhecidos são, o Cute FTP, FileZilla e Lee- Pela definição técnica temos que uma Home Page é
chFTP, ao criar um site, o profissional utiliza um desses um arquivo ASCII (no formato HTML) acessado de com-
programas FTP ou similares e executa a transferência dos putadores rodando um Navegador (Browser), que per-
arquivos criados, o manuseio é semelhante à utilização mite o acesso às informações em um ambiente gráfico
de gerenciadores de arquivo, como o Windows Explorer, e multimídia. Todo em hipertexto, facilitando a busca de
por exemplo. informações dentro das Home Pages.

45
Assim, não demorou muito a surgir um novo concei-
#FicaDica to, que tem interessado um número cada vez maior de
empresas, hospitais, faculdades e outras organizações
O endereço de Home Pages tem o seguinte interessadas em integrar informações e usuários: a intra-
formato: net. Seu advento e disseminação promete operar uma
http://www.endereço.com/página.html revolução tão profunda para a vida organizacional quan-
Por exemplo, a página principal do meu pro- to o aparecimento das primeiras redes locais de compu-
jeto de mestrado: tadores, no final da década de 80.
http://www.youtube.com/canaldoovidio
1. O que é Intranet?

4. Plug-ins O termo “intranet” começou a ser usado em meados


de 1995 por fornecedores de produtos de rede para se
Os plug-ins são programas que expandem a capaci- referirem ao uso dentro das empresas privadas de tecno-
dade do Browser em recursos específicos - permitindo, logias projetadas para a comunicação por computador
por exemplo, que você toque arquivos de som ou veja entre empresas. Em outras palavras, uma intranet con-
filmes em vídeo dentro de uma Home Page. As empresas siste em uma rede privativa de computadores que se ba-
de software vêm desenvolvendo plug-ins a uma veloci- seia nos padrões de comunicação de dados da Internet
dade impressionante. Maiores informações e endereços pública, baseadas na tecnologia usada na Internet (pági-
sobre plug-ins são encontradas na página:
nas HTML, e-mail, FTP, etc.) que vêm, atualmente fazendo
http://www.yahoo.com/Computers_and_Internet/Soft-
muito sucesso. Entre as razões para este sucesso, estão
ware/ Internet/World_Wide_Web/Browsers/Plug_Ins/Indices/
o custo de implantação relativamente baixo e a facilida-
Atualmente existem vários tipos de plug-ins. Abaixo
de de uso propiciada pelos programas de navegação na
temos uma relação de alguns deles:
- 3D e Animação (Arquivos VRML, MPEG, QuickTi- Web, os browsers.
me, etc.).
- Áudio/Vídeo (Arquivos WAV, MID, AVI, etc.). 2. Objetivo de construir uma Intranet
- Visualizadores de Imagens (Arquivos JPG, GIF, BMP,
PCX, etc.). Organizações constroem uma intranet porque ela é
- Negócios e Utilitários. uma ferramenta ágil e competitiva. Poderosa o suficien-
- Apresentações. te para economizar tempo, diminuir as desvantagens da
distância e alavancar sobre o seu maior patrimônio de
INTRANET capital com conhecimentos das operações e produtos da
empresa.
A Intranet ou Internet Corporativa é a implantação de
uma Internet restrita apenas a utilização interna de uma 3. Aplicações da Intranet
empresa. As intranets ou Webs corporativas, são redes
de comunicação internas baseadas na tecnologia usada Já é ponto pacífico que apoiarmos a estrutura de co-
na Internet. Como um jornal editado internamente, e que municações corporativas em uma intranet dá para sim-
pode ser acessado apenas pelos funcionários da empre- plificar o trabalho, pois estamos virtualmente todos na
sa. mesma sala. De qualquer modo, é cedo para se afirmar
A intranet cumpre o papel de conectar entre si filiais onde a intranet vai ser mais efetiva para unir (no sentido
e departamentos, mesclando (com segurança) as suas operacional) os diversos profissionais de uma empresa.
informações particulares dentro da estrutura de comuni- Mas em algumas áreas já se vislumbram benefícios, por
cações da empresa. exemplo:
O grande sucesso da Internet, é particularmente da - Marketing e Vendas - Informações sobre produtos,
World Wide Web (WWW) que influenciou muita coisa na listas de preços, promoções, planejamento de eventos;
evolução da informática nos últimos anos.
- Desenvolvimento de Produtos - OT (Orientação de
Em primeiro lugar, o uso do hipertexto (documentos
Trabalho), planejamentos, listas de responsabilidades de
interligados através de vínculos, ou links) e a enorme fa-
membros das equipes, situações de projetos;
cilidade de se criar, interligar e disponibilizar documentos
- Apoio ao Funcionário - Perguntas e respostas, sis-
multimídia (texto, gráficos, animações, etc.), democrati-
zaram o acesso à informação através de redes de com- temas de melhoria contínua (Sistema de Sugestões), ma-
putadores. Em segundo lugar, criou-se uma gigantesca nuais de qualidade;
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

base de usuários, já familiarizados com conhecimentos - Recursos Humanos - Treinamentos, cursos, aposti-
básicos de informática e de navegação na Internet. Fi- las, políticas da companhia, organograma, oportunida-
nalmente, surgiram muitas ferramentas de software de des de trabalho, programas de desenvolvimento pessoal,
custo zero ou pequeno, que permitem a qualquer orga- benefícios.
nização ou empresa, sem muito esforço, “entrar na rede” Para acessar as informações disponíveis na Web cor-
e começar a acessar e colocar informação. O resultado porativa, o funcionário praticamente não precisa ser trei-
inevitável foi a impressionante explosão na informação nado. Afinal, o esforço de operação desses programas se
disponível na Internet, que segundo consta, está dobran- resume quase somente em clicar nos links que remetem
do de tamanho a cada mês. às novas páginas. No entanto, a simplicidade de uma in-

46
tranet termina aí. Projetar e implantar uma rede desse 5.2. +palavra_chave
tipo é uma tarefa complexa e exige a presença de pro-
fissionais especializados. Essa dificuldade aumenta com Retorna uma busca fazendo uma inclusão forçada de
o tamanho da intranet, sua diversidade de funções e a uma palavra chave nos resultados. De maneira análoga
quantidade de informações nela armazenadas. ao exemplo anterior, se eu fizer uma busca do tipo com-
putação, terei como retorno uma gama mista de resul-
4. A intranet é baseada em quatro conceitos: tados. Caso eu queira filtrar somente os casos em que
ciências aparece, e também no estado de SP, realizo uma
- Conectividade - A base de conexão dos compu- busca do tipo computação + ciência SP.
tadores ligados por meio de uma rede, e que podem
transferir qualquer tipo de informação digital entre si; 5.3. “frase_chave”
- Heterogeneidade - Diferentes tipos de computa-
dores e sistemas operacionais podem ser conectados Retorna uma busca em que existam as ocorrências
de forma transparente; dos termos que estão entre aspas, na ordem e grafia exa-
- Navegação - É possível passar de um documento a tas ao que foi inserido. Assim, se você realizar uma busca
do tipo “como faser” – sim, com a escrita incorreta da
outro por meio de referências ou vínculos de hipertexto,
palavra FAZER, verá resultados em que a frase idêntica
que facilitam o acesso não linear aos documentos;
foi empregada.
- Execução Distribuída - Determinadas tarefas de
acesso ou manipulação na intranet só podem ocorrer
5.4. palavras_chave_01 OR palavra_chave_02
graças à execução de programas aplicativos, que po-
dem estar no servidor, ou nos microcomputadores que Mostra resultado para pelo menos uma das palavras
acessam a rede (também chamados de clientes, daí sur- chave citadas. Faça uma busca por facebook OR msn, por
giu à expressão que caracteriza a arquitetura da intra- exemplo, e terá como resultado de sua busca, páginas
net: cliente-servidor). relevantes sobre pelo menos um dos dois temas - nes-
- A vantagem da intranet é que esses programas são se caso, como as duas palavras chaves são populares, os
ativados através da WWW, permitindo grande flexibili- dois resultados são apresentados em posição de desta-
dade. Determinadas linguagens, como Java, assumiram que.
grande importância no desenvolvimento de softwares
aplicativos que obedeçam aos três conceitos anteriores. 5.5. filetype:tipo

5. Mecanismos de Buscas Retorna as buscas em que o resultado tem o tipo


de extensão especificada. Por exemplo, em uma busca
Pesquisar por algo no Google e não ter como re- filetype:pdf jquery serão exibidos os conteúdos da pa-
torno exatamente o que você queria pode trazer algu- lavra chave jquery que tiverem como extensão .pdf. Os
mas horas de trabalho a mais, não é mesmo? Por mais tipos de extensão podem ser: PDF, HTML ou HTM, XLS,
que os algoritmos de busca sejam sempre revisados e PPT, DOC.
busquem de certa forma “adivinhar” o que se passa em
sua cabeça, lançar mão de alguns artifícios para que sua 5.6. palavra_chave_01 * palavra_chave_02
busca seja otimizada poupará seu tempo e fará com
que você tenha acesso a resultados mais relevantes. Retorna uma “busca combinada”, ou seja, sendo o *
Os mecanismos de buscas contam com operadores um indicador de “qualquer conteúdo”, retorna resultados
para filtro de conteúdo. A maior parte desse filtros, no em que os termos inicial e final aparecem, independente
entanto, pode não interessar a você, caso não seja um do que “esteja entre eles”. Realize uma busca do tipo fa-
cebook * msn e veja o resultado na prática.
praticante de SEO. Contudo, alguns são realmente úteis
e estão listados abaixo. Realize uma busca simples e de-
6. Áudio e Vídeo
pois aplique os filtros para poder ver o quanto os resul-
tados podem ser mais especializados em relação ao que
A popularização da banda larga e dos serviços de
você procura. e-mail com grande capacidade de armazenamento está
aumentando a circulação de vídeos na Internet. O pro-
5.1. -palavra_chave blema é que a profusão de formatos de arquivos pode
tornar a experiência decepcionante.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Retorna uma busca excluindo aquelas em que a pa- A maioria deles depende de um único programa para
lavra chave aparece. Por exemplo, se eu fizer uma busca rodar. Por exemplo, se a extensão é MOV, você vai neces-
por computação, provavelmente encontrarei na relação sitar do QuickTime, da Apple. Outros, além de um player
dos resultados informaçõe sobre “Ciência da computa- de vídeo, necessitam do “codec” apropriado. Acrônimo
ção“. Contudo, se eu fizer uma busca por computação de “COder/DECoder”, codec é uma espécie de comple-
-ciência, os resultados que tem a palavra chave ciência mento que descomprime - e comprime - o arquivo. É o
serão omitidos. caso do MPEG, que roda no Windows Media Player, des-
de que o codec esteja atualizado - em geral, a instalação
é automática.

47
Com os três players de multimídia mais populares - 7. Transferência de arquivos pela internet
Windows Media Player, Real Player e Quicktime -, você
dificilmente encontrará problemas para rodar vídeos, FTP (File Transfer Protocol – Protocolo de Transferên-
tanto offline como por streaming (neste caso, o down- cia de Arquivos) é uma das mais antigas formas de inte-
load e a exibição do vídeo são simultâneos, como na TV ração na Internet. Com ele, você pode enviar e receber
Terra). arquivos para, ou de computadores que se caracterizam
Atualmente, devido à evolução da internet com os como servidores remotos. Voltaremos aqui ao conceito
mais variados tipos de páginas pessoais e redes sociais, de arquivo texto (ASCII – código 7 bits) e arquivos não
há uma grande demanda por programas para trabalhar texto (Binários – código 8 bits). Há uma diferença interes-
com imagens. E, como sempre é esperado, em resposta a sante entre enviar uma mensagem de correio eletrônico
isso, também há no mercado uma ampla gama de ferra- e realizar transferência de um arquivo. A mensagem é
mentas existentes que fazem algum tipo de tratamento sempre transferida como uma informação textual, en-
ou conversão de imagens. quanto a transferência de um arquivo pode ser caracteri-
Porém, muitos destes programas não são o que se zada como textual (ASCII) ou não-textual (binário).
pode chamar de simples e intuitivos, causando confusão Um servidor FTP é um computador que roda um pro-
em seu uso ou na manipulação dos recursos existentes. grama que chamamos de servidor de FTP e, portanto, é
Caso o que você precise seja apenas um programa para capaz de se comunicar com outro computador na Rede
visualizar imagens e aplicar tratamentos e efeitos simples que o esteja acessando através de um cliente FTP.
ou montar apresentações de slides, é sempre bom dar FTP anônimo versus FTP com autenticação existem
uma conferida em alguns aplicativos mais leves e com re- dois tipos de conexão FTP, a primeira, e mais utilizada,
cursos mais enxutos como os visualizadores de imagens. é a conexão anônima, na qual não é preciso possuir um
Abaixo, segue uma seleção de visualizadores, muitos username ou password (senha) no servidor de FTP, bas-
deles trazendo os recursos mais simples, comuns e fáceis tando apenas identificar-se como anonymous (anônimo).
de se utilizar dos editores, para você que não precisa de Neste caso, o que acontece é que, em geral, a árvore
tantos recursos, mas ainda assim gosta de dar um trata- de diretório que se enxerga é uma sub-árvore da árvo-
mento especial para as suas mais variadas imagens. re do sistema. Isto é muito importante, porque garante
O Picasa está com uma versão cheia de inovações que um nível de segurança adequado, evitando que estra-
faz dele um aplicativo completo para visualização de fo- nhos tenham acesso a todas as informações da empresa.
tos e imagens. Além disso, ele possui diversas ferramen- Quando se estabelece uma conexão de “FTP anônimo”,
tas úteis para editar, organizar e gerenciar arquivos de o que acontece em geral é que a conexão é posicionada
imagem do computador. no diretório raiz da árvore de diretórios. Dentre os mais
As ferramentas de edição possuem os métodos mais comuns estão: pub, etc, outgoing e incoming. O segundo
avançados para automatizar o processo de correção de tipo de conexão envolve uma autenticação, e portanto, é
imagens. No caso de olhos vermelhos, por exemplo, o indispensável que o usuário possua um username e uma
programa consegue identificar e corrigir todos os olhos
password que sejam reconhecidas pelo sistema, quer di-
vermelhos da foto automaticamente sem precisar sele-
zer, ter uma conta nesse servidor. Neste caso, ao esta-
cionar um por um. Além disso, é possível cortar, endirei-
belecer uma conexão, o posicionamento é no diretório
tar, adicionar textos, inserir efeitos, e muito mais.
criado para a conta do usuário – diretório home, e dali
Um dos grandes destaques do Picasa é sua poderosa
ele poderá percorrer toda a árvore do sistema, mas só
biblioteca de imagens. Ele possui um sistema inteligen-
escrever e ler arquivos nos quais ele possua.
te de armazenamento capaz de filtrar imagens que con-
Assim como muitas aplicações largamente utilizadas
tenham apenas rostos. Assim você consegue visualizar
hoje em dia, o FTP também teve a sua origem no sistema
apenas as fotos que contém pessoas.
Depois de tudo organizado em seu computador, você operacional UNIX, que foi o grande percursor e respon-
pode escolher diversas opções para salvar e/ou compar- sável pelo sucesso e desenvolvimento da Internet.
tilhar suas fotos e imagens com amigos e parentes. Isso
pode ser feito gravando um CD/DVD ou enviando via 8. Algumas dicas
Web. O programa possui integração com o PicasaWeb, o
qual possibilita enviar um álbum inteiro pela internet em 1. Muitos sites que aceitam FTP anônimo limitam o
poucos segundos. número de conexões simultâneas para evitar uma sobre-
O IrfanView é um visualizador de imagem muito leve carga na máquina. Uma outra limitação possível é a faixa
e com uma interface gráfica simples porém otimizada e de horário de acesso, que muitas vezes é considerada
fácil de utilizar, mesmo para quem não tem familiaridade nobre em horário comercial, e portanto, o FTP anônimo
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

com este tipo de programa. Ele também dispõe de al- é temporariamente desativado.
guns recursos simples de editor. Com ele é possível fazer 2. Uma saída para a situação acima é procurar “sites
operações como copiar e deletar imagens até o efeito espelhos” que tenham o mesmo conteúdo do site sendo
de remoção de olhos vermelhos em fotos. O programa acessado.
oferece alternativas para aplicar efeitos como texturas e 3. Antes de realizar a transferência de qualquer arqui-
alteração de cores em sua imagem por meio de apenas vo verifique se você está usando o modo correto, isto é,
um clique. no caso de arquivos-texto, o modo é ASCII, e no caso de
Além disso sempre é possível a visualização de ima- arquivos binários (.exe, .com, .zip, .wav, etc.), o modo é
gens pelo próprio gerenciador do Windows. binário. Esta prevenção pode evitar perda de tempo.

48
4. Uma coisa interessante pode ser o uso de um ser- • Messenger: envio de mensagens instantâneas.
vidor de FTP em seu computador. Isto pode permitir que • Flickr: partilha de imagens.
um amigo seu consiga acessar o seu computador como • Google+: partilha de conteúdos.
um servidor remoto de FTP, bastando que ele tenha aces- • Tumblr: partilha de pequenas publicações, seme-
so ao número IP, que lhe é atribuído dinamicamente. lhante ao Twitter.

9. Grupos de Discussão e Redes Sociais 10. Vantagens e Desvantagens

São espaços de convivências virtuais em que grupos Existem várias vantagens em fazer parte de redes
de pessoas ou empresas se relacionam por meio do en- sociais e é principalmente por isso que elas tiveram um
vio de mensagens, do compartilhamento de conteúdo, crescimento tão significativo ao longo dos anos.
entre outras ações. Isso porque as redes sociais podem aproximar as pes-
As redes sociais tiveram grande avanço devido a evo- soas. Afinal, elas são uma maneira fácil de manter as re-
lução da internet, cujo boom aconteceu no início do mi- lações e o contato com quem está distante, propiciando,
lênio. Vejamos como esse percurso aconteceu: assim, a possibilidade de interagir em tempo real.
Em 1994 foi lançado o GeoCities, a primeira comuni- As redes também facilitam a relação com quem está
dade que se assemelha a uma rede social. O GeoCities mais perto. Em decorrência da rotina corrida do dia a dia,
que, no entanto, não existe mais, orientava as pessoas nem sempre há tempo para que as pessoas se encontrem
para que elas próprias criassem suas páginas na internet. fisicamente.
Em 1995 surge o The Globe, que dava aos internautas Além disso, as redes sociais oferecem uma forma rá-
a oportunidade de interagir com um grupo de pessoas. pida e eficaz de comunicar algo para um grande número
No mesmo ano, também surge uma plataforma que de pessoas ao mesmo tempo.
permite a interação com antigos colegas da escola, o Podemos citar como exemplo o fato de poder avisar
Classmates. um acontecimento, a preparação de uma manifestação
Já nos anos 2000, surge o Fotolog, uma plataforma ou a mobilização de um grupo para um protesto.
que, desta vez, tinha como foco a publicação de foto- No entanto, em decorrência de alguns perigos, as re-
grafias. des sociais apresentam as suas desvantagens. Uma delas
Em 2002 surge o que é considerada a primeira verda- é a falta de privacidade.
deira rede social, o Friendster. Por esse motivo, o uso das redes sociais tem sido
No ano seguinte, é lançado o LinkedIn, a maior rede cada vez mais discutido, inclusive pela polícia, que alerta
social de caráter profissional do mundo. para algumas precauções.
E em 2004, junto com a maior de todas as redes, o
Facebook, surgem o Orkut e o Flickr. #FicaDica
Há vários tipos de redes sociais. A grande diferença
entre elas é o seu objetivo, os quais podem ser: Por ser algo muito atual, tem caído muitas ques-
• Estabelecimento de contatos pessoais (relações de tões de redes sociais nos concursos atualmente.
amizade ou namoro).
• Networking: partilha e busca de conhecimentos
profissionais e procura emprego ou preenchimento de
vagas.
• Partilha e busca de imagens e vídeos. EXERCÍCIOS COMENTADOS
• Partilha e busca de informações sobre temas va-
riados. 1. (ESCRIVÃO DE POLÍCIA – CESPE – 2013) Se uma
• Divulgação para compra e venda de produtos e impressora estiver compartilhada em uma intranet por
serviços. meio de um endereço IP, então, para se imprimir um ar-
• Jogos, entre outros. quivo nessa impressora, é necessário, por uma questão
de padronização dessa tecnologia de impressão, indicar
Há dezenas de redes sociais. Dentre as mais conheci- no navegador web a seguinte url:
das, destacamos:
, em
• Facebook: interação e expansão de contatos.
• Youtube: partilha de vídeos. que deve estar acessível via rede e
• Whatsapp: envio de mensagens instantâneas e
chamadas de voz. deve ser do tipo PDF.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

• Instagram: partilha de fotos e vídeos.


• Twitter: partilha de pequenas publicações, as quais
são conhecidas como “tweets”. ( ) CERTO ( ) ERRADO
• Pinterest: partilha de ideias de temas variados.
• Skype: telechamada. Resposta: Errado. Pelo comando da questão, esta afir-
• LinkedIn: interação e expansão de contatos profis- ma que somente arquivos no formato PDF, poderiam
sionais. ser impressos, o que torna o item errado, o comando
• Badoo: relacionamentos amorosos. para impressão não verifica o formato do arquivo, tão
• Snapchat: envio de mensagens instantâneas. somente o local onde está o arquivo a ser impresso.

49
2. (ESCRIVÃO DE POLÍCIA – CESPE – 2013) Se, em 3. (ESCRIVÃO DE POLÍCIA – CESPE – 2013) Se o ser-
uma intranet, for disponibilizado um portal de informa- vidor proxy responder na porta 80 e a conexão passar
ções acessível por meio de um navegador, será possível por um firewall de rede, então o firewall deverá permitir
acessar esse portal fazendo-se uso dos protocolos HTTP conexões de saída da estação do usuário com a porta 80
ou HTTPS, ou de ambos, dependendo de como esteja de destino no endereço do proxy.
configurado o servidor do portal.
( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: Certo. E muitas redes LAN o servidor pro-


xy e o firewall estão no mesmo servidor físico/virtual,
porém isso não é uma regra, ou seja, os dois serviços
podem aparecer eventualmente em servidores físicos/
virtuais separados. Para que uma estação de usuário
(que utiliza proxy na porta 80) possa “sair” da rede
LAN para o mundo exterior “WAN” é necessário que
o firewall permita conexões de saída na mesma porta
em que o proxy está respondendo, ou seja, a porta 80.

4. (ESCRIVÃO DE POLÍCIA – CESPE – 2013) A opção


de usar um servidor proxy para a rede local faz que o IE
solicite autenticação em toda conexão de Internet que
for realizada.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Resposta: Errado. Somente é solicitado a autentica-


Com base na figura acima, que ilustra as configurações ção se o servidor assim estiver configurado, do con-
da rede local do navegador Internet Explorer (IE), versão trário nenhuma senha é solicitada, além de que foi de-
9, julgue os próximos itens. finido para a rede Interna e não para acesso à Internet.

( ) CERTO ( ) ERRADO 5. (PERITO CRIMINAL – CESPE – 2013) Considere


que um usuário necessite utilizar diferentes dispositivos
Resposta: Certo. HTTP (Hyper Text Transfer Protocol) computacionais, permanentemente conectados à Inter-
é um protocolo, ou seja, uma determinada regra que net, que utilizem diferentes clientes de e-mail, como o
permite ao seu computador trocar informações com Outlook Express e Mozilla Thunderbird. Nessa situação, o
um servidor que abriga um site. Isso significa que, usuário deverá optar pelo uso do protocolo IMAP (Inter-
uma vez conectados sob esse protocolo, as máquinas net message access protocol), em detrimento do POP3
podem receber e enviar qualquer conteúdo textual – (post office protocol), pois isso permitirá a ele manter o
os códigos que resultam na página acessada pelo na- conjunto de e-mails no servidor remoto ou, alternativa-
vegador. mente, fazer o download das mensagens para o compu-
O problema com o HTTP é que, em redes Wi-Fi ou tador em uso.
outras conexões propícias a phishing (fraude eletrôni-
ca) e hackers, pessoas mal-intencionadas podem atra- ( ) CERTO ( ) ERRADO
vessar o caminho e interceptar os dados transmitidos
com relativa facilidade. Portanto, uma conexão em Resposta: Certo. Em clientes de correios eletrônicos o
HTTP é insegura. padrão é utilizar o Protocolo POP ou POP3 que tem a
Nesse ponto entra o HTTPS (Hyper Text Transfer Pro- função de baixar as mensagens do servidor de e-mail
tocol Secure), que insere uma camada de proteção na para o computador que o programa foi configurado.
transmissão de dados entre seu computador e o ser- Quando o POP é substituído pelo IMAP, essas men-
vidor. Em sites com endereço HTTPS, a comunicação sagens são baixadas para o computador do usuário
é criptografada, aumentando significativamente a se- só que apenas uma cópia delas, deixando no servidor
gurança dos dados. É como se cliente e servidor con- as mensagens originais; quando o acesso é feito por
versassem uma língua que só as duas entendessem, outro computador essas mensagens que estão no ser-
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

dificultando a interceptação das informações. vidor são baixadas para este outro computador, dei-
Para saber se está navegando em um site com crip- xando sempre a original no servidor.
tografia, basta verificar a barra de endereços, na qual
será possível identificar as letras HTTPS e, geralmente, 6. (PAPILOSCOPISTA – CESPE – 2012) Twitter, Orkut,
um símbolo de cadeado que denota segurança. Além Google+ e Facebook são exemplos de redes sociais que
disso, o usuário deverá ver uma bandeira com o nome utilizam o recurso scraps para propiciar o compartilha-
do site, já que a conexão segura também identifica pá- mento de arquivos entre seus usuários
ginas na Internet por meio de seu certificado.
( ) CERTO ( ) ERRADO

50
Resposta: Errado. Scrap é um recado e sua função 10. (DELEGADO DE POLÍCIA – CESPE – 2004) O ar-
principal é enviar mensagens e não o compartilha- mazenamento de informações em arquivos denomina-
mento de arquivos. Ainda que algumas redes permi- dos cookies pode constituir uma vulnerabilidade de um
tam o compartilhamento de fotos e gifs animados, o sistema de segurança instalado em um computador. Para
objetivo não é o compartilhamento de arquivos e nem reduzir essa vulnerabilidade, o IE6 disponibiliza recursos
todas as redes citadas na questão permitem. para impedir que cookies sejam armazenados no com-
putador. Caso o delegado deseje configurar tratamentos
7. (AGENTE ADMINISTRATIVO – CESPE – 2014) Nas referentes a cookies, ele encontrará recursos a partir do
versões recentes do Mozilla Firefox, há um recurso que uso do menu .
mantém o histórico de atualizações instaladas, no qual
são mostrados detalhes como a data da instalação e o ( ) CERTO ( ) ERRADO
usuário que executou a operação.
Resposta: Certo. No navegador Internet Explorer 11, a
( ) CERTO ( ) ERRADO seguinte sequência de ação pode ser usada para fazer
o bloqueio de cookies: Clicar no botão Ferramentas,
Reposta: Errado. Esse recurso existe nas últimas ver- depois em Opções da Internet, ativar guia Privacidade
sões do Firefox, contudo o histórico não contém o e, em Configurações, mover o controle deslizante até
usuário que executou a operação. Este recurso está em cima para bloquear todos os cookies e, em segui-
disponível no menu Firefox – Opções – Avançado – da, clicar em OK.
Atualizações – Histórico de atualizações.
11. (DELEGADO DE POLÍCIA – CESPE – 2004) Caso o
8. (AGENTE ADMINISTRATIVO – CESPE – 2014) No acesso à Internet descrito tenha sido realizado mediante
Internet Explorer 10, por meio da opção Sites Sugeridos, um provedor de Internet acessível por meio de uma co-
o usuário pode registrar os sítios que considera mais im- nexão a uma rede LAN, à qual estava conectado o com-
portantes e recomendá-los aos seus amigos. putador do delegado, é correto concluir que as informa-
ções obtidas pelo delegado transitaram na LAN de modo
( ) CERTO ( ) ERRADO criptografado.
Resposta: Errado. O recurso Sites Sugeridos é um ser- ( ) CERTO ( ) ERRADO
viço online que o Internet Explorer usa para recomen-
dar sítios de que o usuário possa gostar, com base nos Resposta: Errado. Pela barra de endereço se verifica
sítios visitados com frequência. Para acessá-lo, basta que o protocolo utilizado é o HTTP; dessa forma se
clicar o menu Ferramentas-Arquivo- Sites Sugeridos. conclui que não há uma criptografia, se fosse o proto-
colo HTTPS, poderia se aferir que haveria algum tipo
Considere que um delegado de polícia federal, em uma ses-
de criptografia do tipo SSL.
são de uso do Internet Explorer 6 (IE6), obteve a janela ilus-
trada acima, que mostra uma página web do sítio do DPF,
12. (DELEGADO DE POLÍCIA – CESPE – 2004) Por
cujo endereço eletrônico está indicado no campo .
meio do botão , o delegado poderá obter, desde que
A partir dessas informações, julgue os itens de 09 a 12.
disponíveis, informações a respeito das páginas previa-
mente acessadas na sessão de uso do IE6 descrita e de
9. (DELEGADO DE POLÍCIA – CESPE – 2004) O con-
outras sessões de uso desse aplicativo, em seu computa-
teúdo da página acessada pelo delegado, por conter da-
dos importantes à ação do DPF, é constantemente atua- dor. Outro recurso disponibilizado ao se clicar nesse bo-
lizado por seu webmaster. Após o acesso mencionado tão permite ao delegado realizar pesquisa de conteúdo
acima, o delegado desejou verificar se houve alteração nas páginas contidas no diretório histórico do IE6.
desse conteúdo.
Nessa situação, ao clicar no botão , o delegado terá ( ) CERTO ( ) ERRADO
condições de verificar se houve ou não a alteração men-
cionada, independentemente da configuração do IE6, Resposta: Certo. É possível através do botão descrito,
mas desde que haja recursos técnicos e que o IE6 esteja o botão de histórico, que se encontre informações das
em modo online. páginas acessadas anteriormente, e também permite
que se pesquise a respeito de conteúdos nas páginas
( ) CERTO ( ) ERRADO contidas no diretório do IE6.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Resposta: Certo. O botão atualizar (F5) efetua uma Noções básicas de ferramentas e aplicativos de na-
nova consulta ao servidor WEB, recarregando deste vegação e correio eletrônico
modo o arquivo novamente, se houver alterações, es-
tas serão exibidas, caso contrário o arquivo será reexi- Um browser ou navegador é um aplicativo que opera
bido sem alterações. através da internet, interpretando arquivos e sites web
desenvolvidos com frequência em código HTML que
contém informação e conteúdo em hipertexto de todas
as partes do mundo.

51
Navegadores: Navegadores de internet ou browsers Safari: O Safari é o navegador da Apple, é um ótimo
são programas de computador especializados em vi- navegador considerado pelos especialistas e possui uma
sualizar e dar acesso às informações disponibilizadas na interface bem bonita, apesar de ser um navegador da
web, até pouco tempo atrás tínhamos apenas o Internet Apple existem versões para Windows.
Explorer e o Netscape, hoje temos uma série de navega-
dores no mercado, iremos fazer uma breve descrição de
cada um deles, e depois faremos toda a exemplificação
utilizando o Internet Explorer por ser o mais utilizado em
todo o mundo, porém o conceito e usabilidade dos ou-
tros navegadores seguem os mesmos princípios lógicos.
Chrome: O Chrome é o navegador do Google e con-
sequentemente um dos melhores navegadores existen-
tes. Outra vantagem devido ser o navegador da Google
é o mais utilizado no meio, tem uma interface simples Figura 4: Símbolo do Safari
muito fácil de utilizar.
Internet Explorer: O Internet Explorer ou IE é o nave-
gador padrão do Windows. Como o próprio nome diz, é
um programa preparado para explorar a Internet dando
acesso a suas informações. Representado pelo símbolo
do “e” azul, é possível acessá-lo apenas com um duplo
clique em seu símbolo.

Figura 1: Símbolo do Google Chrome

#FicaDica
Ultimamente tem caído perguntas
relacionadas a guia anônima que não deixa
rastro (senhas, auto completar, entre outros),
e é acessado com o atalho CTRL+SHIFT+N Figura 5: Símbolo do Internet Explorer

Mozila Firefox: O Mozila Firefox é outro excelente #FicaDica


navegador ele é gratuito e fácil de utilizar apesar de não Glossário interessante que abordam internet e
ter uma interface tão amigável, porém é um dos navega- correio eletrônico
dores mais rápidas e com maior segurança contra hac- Anti-spam: Ferramenta utilizada para filtro de
kers. mensagens indesejadas.
Browser: Programa utilizado para navegar
na Web, também chamado de navegador.
Exemplo: Mozilla Firefox.
Cliente de e-mail: Software destinado a gerenciar
contas de correio eletrônico, possibilitando
a composição, envio, recebimento, leitura e
arquivamento de mensagens. A seguir, uma
Figura 2: Símbolo do Mozilla Firefox lista de gerenciadores de e-mail (em negrito
os mais conhecidos e utilizados atualmente):
Opera: Usabilidade muito agradável, possui grande Microsoft Office Outlook, Microsoft Outlook
desempenho, porém especialistas em segurança o consi- Express, Mozilla Thunderbird, Eudora,
dera o navegador com menos segurança. Pegasus Mail, Apple Mail (Apple), Kmail (Linux)
e Windows Mail.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Outros pontos importantes de conceitos que podem


ser abordado no seu concurso são:
MIME (Multipurpose Internet Mail Extensions – Exten-
sões multiuso do correio da Internet): Provê mecanismos
Figura 3: Símbolo do Opera para o envio de outros tipo sde informações por e-mail,
como imagens, sons, filmes, entre outros.
MTA (Mail Transfer Agent – Agente de Transferência
de Correio): Termo utilizado para designar os servidores
de Correio Eletrônico.

52
MUA (Mail User Agent – Agente Usuário de Correio): Mecanismos de Buscas
Programas clientes de e-mail, como o Mozilla Thunder-
bird, Microsoft Outlook Express etc. Pesquisar por algo no Google e não ter como retorno
POP3 (Post Office Protocol Version 3 - Protocolo de exatamente o que você queria pode trazer algumas ho-
Agência de Correio “Versão 3”): Protocolo padrão para ras de trabalho a mais, não é mesmo? Por mais que os
receber e-mails. Através do POP, um usuário transfere algoritmos de busca sejam sempre revisados e busquem
para o computador as mensagens armazenada sem sua de certa forma “adivinhar” o que se passa em sua cabe-
caixa postal no servidor. ça, lançar mão de alguns artifícios para que sua busca
SMTP (Simple Mail Transfer Protocol - Protocolo de seja otimizada poupará seu tempo e fará com que você
Transferência Simples de Correio): É um protocolo de en- tenha acesso a resultados mais relevantes.
vio de e-mail apenas. Com ele, não é possível que um Os mecanismos de buscas contam com operadores
usuário descarregue suas mensagens de umservidor. para filtro de conteúdo. A maior parte desse filtros, no
Esse protocolo utiliza a porta 25 do protocolo TCP. entanto, pode não interessar e você, caso não seja um
Spam: Mensagens de correio eletrônico não autori- praticante de SEO. Contudo alguns são realmente úteis
zadas ou não solicitadas pelo destinatário, geralmente e estão listados abaixo. Realize uma busca simples e de-
de conotação publicitária ou obscena, enviadas em larga pois aplique os filtros para poder ver o quanto os re-
escala para uma lista de e-mails, fóruns ou grupos de sultados podem sem mais especializados em relação ao
discussão. que você procura.

Um pouco de história -palavra_chave


Retorna um busca excluindo aquelas em que a pala-
A internet é uma rede de computadores que liga os vra chave aparece. Por exemplo, se eu fizer uma busca
computadores a redor de todo o mundo, mas quando ela por computação, provavelmente encontrarei na relação
começou não era assim, tinham apenas 4 computadores e dos resultados informaçõe sobre “Ciência da computa-
a maior distância entre um e outro era de 450 KM. No fim ção“. Contudo, se eu fizer uma busca por  computação
da década de 60, o Departamento de Defesa norte-ameri- -ciência  , os resultados que tem a palavra chave  ciên-
cano resolveu criar um sistema interligado para trocar in- cia serão omitidos.
formações sobre pesquisas e armamentos que não pudes-
se chegar nas mãos dos soviéticos. Sendo assim, foi criado
+palavra_chave
o projeto Arpanet pela Agência para Projeto de Pesquisa
Retorna uma busca fazendo uma inclusão forçada de
Avançados do Departamento de Defesa dos EUA.
uma palavra chave nos resultados. De maneira análoga
Ao ganhar proporções mundiais, esse tipo de cone-
ao exemplo anterior, se eu fizer uma busca do tipo com-
xão recebeu o nome de internet e até a década de 80
putação, terei como retorna uma gama mista de re-
ficou apenas entre os meios acadêmicos. No Brasil ela
sultados. Caso eu queira filtrar somente os casos em
chegou apenas na década de 90. É na internet que é exe-
que ciências aparece, e também no estado de SP, realizo
cutada a  World Wide Web (www), sistema que contém
uma busca do tipo computação + ciência SP.
milhares de informações (gráficos, vídeos, textos, sons,
etc) que também ficou conhecido como rede mundial.
Tim Berners-Lee na década de 80 começou a criar um “frase_chave”
projeto que pode ser considerado o princípio da World Retorna uma busca em que existam as ocorrências
Wide Web. No início da década de 90 ele já havia elabo- dos termos que estão entre aspas, na ordem e grafia
rado uma nova proposta para o que ficaria conhecido exatas ao que foi inserido. Assim, se você realizar uma
como WWW. Tim falava sobre o uso de hipertexto e a busca do tipo “como faser” – sim, com a escrita incorreta
partir disso surgiu o “http” (em português significa pro- da palavra FAZER, verá resultados em que a frase idênti-
tocolo de transferência de hipertexto). Vinton Cerf tam- ca foi empregada.
bém é um personagem importante e inclusive é conheci-
do por muitos como o pai da internet. palavras_chave_01 OR palavra_chave_02
Mostra resultado para pelo menos uma das pala-
vras chave citadas. Faça uma busca por facebook OR
#FicaDica msn, por exemplo, e terá como resultado de sua bus-
ca, páginas relevantes sobre pelo menos um dos dois
URL: Tudo que é disponível na Web tem seu temas- nesse caso, como as duas palavras chaves são
próprio endereço, chamado URL, ele facilita a populares, os dois resultados são apresentados em po-
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

navegação e possui características específicas


sição de destaque.
como a falta de acentuação gráfica e palavras
maiúsculas. Uma url possui o http (protocolo),
filetype:tipo
www (World Wide Web), o nome da empresa
Retorna as buscas em que o resultado tem o tipo
que representa o site, .com (ex: se for um site
de extensão especificada. Por exemplo, em uma bus-
governamental o final será .gov) e a sigla do
ca  filetype:pdf jquery  serão exibidos os conteúdos da
país de origem daquele site (no Brasil é usado
palavra chave  jquery  que tiverem como extensão  .pdf.
o BR).
Os tipos de extensão podem ser: PDF, HTML ou HTM,
XLS, PPT, DOC

53
palavra_chave_01 * palavra_chave_02 Uma das funcionalidades mais úteis do Outlook para
Retorna uma “busca combinada”, ou seja, sendo o * profissionais que compartilham uma mesma área é o
um indicador de “qualquer conteúdo”, retorna resultados compartilhamento de calendário entre membros de uma
em que os termos inicial e final aparecem, independente mesma equipe.
do que “esteja entre eles”. Realize uma busca do tipo fa- Por isso mesmo é importante que você tenha o co-
cebook * msn e veja o resultado na prática. nhecimento da técnica na hora de fazer uma prova de
concurso que exige os conhecimentos básicos de infor-
Correios Eletrônicos mática, pois por ser uma função bastante utilizada tem
maiores chances de aparecer em uma ou mais questões.
Os correios eletrônicos se dividem em duas formas: O calendário é uma ferramenta bastante interessante
os agentes de usuários e os agentes de transferência de do Outlook que permite que o usuário organize de for-
mensagens. Os agentes usuários são exemplificados pelo ma completa a sua rotina, conseguindo encaixar tarefas,
Mozilla Thunderbird e pelo Outlook. Já os agentes de compromissos e reuniões de maneira organizada por
transferência realizam um processo de envio dos agentes dia, de forma a ter um maior controle das atividades que
usuários e servidores de e-mail. devem ser realizadas durante o seu dia a dia.
Os agentes de transferência usam três protoco- Dessa forma, uma funcionalidade do Outlook permi-
los:  SMTP (Simple Transfer Protocol), POP (Post Office te que você compartilhe em detalhes o seu calendário
Protocol) e IMAP (Internet Message Protocol). O SMTP ou parte dele com quem você desejar, de forma a per-
é usado para transferir mensagens eletrônicas entre os mitir que outra pessoa também tenha acesso a sua roti-
computadores. O POP é muito usado para verificar men- na, o que pode ser uma ótima pedida para profissionais
sagens de servidores de e-mail quando ele se conecta ao dentro de uma mesma equipe, principalmente quando
servidor suas mensagens são levadas do servidor para o um determinado membro entra de férias.
computador local. Pode ser usado por quem usa conexão Para conseguir utilizar essa função basta que você
discada. entre em Calendário na aba indicada como Página Ini-
cial. Feito isso, basta que você clique em Enviar Calen-
Já o IMAP também é um protocolo padrão que per- dário por E-mail, que vai fazer com que uma janela seja
mite acesso a mensagens nos servidores de e-mail. Ele aberta no seu Outlook.
possibilita a leitura de arquivos dos e-mails, mas não per-
Nessa janela é que você vai poder escolher todas
mite que eles sejam baixados. O IMAP é ideal para quem
as informações que vão ser compartilhadas com quem
acessa o e-mail de vários locais diferentes.
você deseja, de forma que o Outlook vai formular um
calendário de forma simples e detalhada de fácil visua-
#FicaDica lização para quem você deseja enviar uma mensagem.
Nos dias de hoje, praticamente todo mundo que
Um e-mail hoje é um dos principais meios de
trabalha dentro de uma empresa tem uma assinatura
comunicação, por exemplo:
própria para deixar os comunicados enviados por e-mail
canaldoovidio@gmail.com
com uma aparência mais profissional.
Onde, canaldoovidio é o usuário o arroba quer
Dessa forma, é considerado um conhecimento básico
dizer na, o gmail é o servidor e o .com é a ti-
saber como criar assinaturas no Outlook, de forma que
pagem.
este conteúdo pode ser cobrado em alguma questão
dentro de um concurso público.
Para editarmos e lermos nossas mensagens eletrô- Por isso mesmo vale a pena inserir o tema dentro de
nicas em um único computador, sem necessariamente seus estudos do conteúdo básico de informática para
estarmos conectados à Internet no momento da criação a sua preparação para concurso. Ao contrário do que
ou leitura do e-mail, podemos usar um programa de cor- muita gente pensa, a verdade é que todo o processo de
reio eletrônico. Existem vários deles. Alguns gratuitos, criar uma assinatura é bastante simples, de forma que
como o Mozilla Thunderbird, outros proprietários como perder pontos por conta dessa questão em específico é
o Outlook Express. Os dois programas, assim como vá- perder pontos à toa.
rios outros que servem à mesma finalidade, têm recursos Para conseguir criar uma assinatura no Outlook basta
similares. Apresentaremos os recursos dos programas de que você entre no menu Arquivo e busque pelo botão
correio eletrônico através do Outlook Express que tam- de Opções. Lá você vai encontrar o botão para E-mail
bém estão presentes no Mozilla Thunderbird. e logo em seguida o botão de Assinaturas, que é onde
Um conhecimento básico que pode tornar o dia a dia você deve clicar. Feito isso, você vai conseguir adicio-
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

com o Outlook muito mais simples é sobre os atalhos nar as suas assinaturas de maneira rápida e prática sem
de teclado para a realização de diversas funções dentro maiores problemas.
do Outlook. Para você começar os seus estudos, anote No Outlook Express podemos preparar uma men-
alguns atalhos simples. Para criar um novo e-mail, basta sagem através do ícone Criar e-mail, demonstrado na
apertar Ctrl + Shift + M e para excluir uma determinada figura acima, ao clicar nessa imagem aparecerá a tela a
mensagem aposte no atalho Ctrl + D. Levando tudo isso seguir:
em consideração inclua os atalhos de teclado na sua ro-
tina de estudos e vá preparado para o concurso com os
principais na cabeça.

54
Figura 6: Tela de Envio de E-mail

#FicaDica
Para: deve ser digitado o endereço eletrônico ou o contato registrado no Outlook do destinatário da
mensagem. Campo obrigatório.
Cc: deve ser digitado o endereço eletrônico ou o contato registrado no Outlook do destinatário que
servirá para ter ciência desse e-mail.
Cco: Igual ao Cc, porém os destinatários ficam ocultos.

Assunto: campo onde será inserida uma breve descrição, podendo reservar-se a uma palavra ou uma frase sobre o
conteúdo da mensagem. É um campo opcional, mas aconselhável, visto que a falta de seu preenchimento pode levar o
destinatário a não dar a devida importância à mensagem ou até mesmo desconsiderá-la.
Corpo da mensagem: logo abaixo da linha assunto, é equivalente à folha onde será digitada a mensagem.
A mensagem, após digitada, pode passar pelas formatações existentes na barra de formatação do Outlook:
Mozilla Thunderbird é um cliente de email e notícias open-source e gratuito criado pela Mozilla Foundation (mesma
criadora do Mozilla Firefox).
Webmail é o nome dado a um cliente de e-mail que não necessita de instalação no computador do usuário, já
que funciona como uma página de internet, bastando o usuário acessar a página do seu provedor de e-mail com seu
login e senha. Desta forma, o usuário ganha mobilidade já que não necessita estar na máquina em que um cliente de
e-mail está instalado para acessar seu e-mail.

#FicaDica
Segmentos do Outlook Express
Painel de Pastas: permite que o usuário salve seus e-mails em pastas específicas e dá a possibilidade de
criar novas pastas;
Painel das Mensagens: onde se concentra a lista de mensagens de determinada pasta e quando se clica
em um dos e-mails o conteúdo é disponibilizado no painel de conteúdo.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Painel de Conteúdo: esse painel é onde irá aparecer o conteúdo das mensagens enviadas.
Painel de Contatos: nesse local se concentram as pessoas que foram cadastradas em sua lista de endereço.

55
c) A segunda mensagem não pode ser transmitida e fica
bloqueada na caixa de saída do remetente, até que a
EXERCÍCIOS COMENTADOS primeira mensagem tenha sido lido pelo destinatário.
d) O destinatário recebeu 2 mensagens, sendo, a primei-
1. (TJ-ES – CBNM1-01 – NÍVEL MÉDIO – CESPE – 2011) ra, sem anexo, e a segunda, com o anexo.
UM PROGRAMA DE CORREIO ELETRÔNICO VIA WEB e) O remetente não recebeu nenhuma das mensagens,
(WEBMAIL) é uma opção viável para usuários que es- pois não é possível transmitir mais de uma mensagem
tejam longe de seu computador pessoal. A partir de com o mesmo assunto e mesmo remetente.
qualquer outro computador no mundo, o usuário pode,
via Internet, acessar a caixa de correio armazenada no Resposta: Letra D.
próprio computador cliente remoto e visualizar eventuais Alternativa “A” está incorreta, pois todas mensagens
novas mensagens. enviadas são armazenadas de forma independente,
novas mensagens com mesmo assunto ou ainda idên-
( ) CERTO ( ) ERRADO ticas a anteriores não influenciam em mensagens já
enviadas.
Resposta: Errado. O programa WebMail irá acessar o Alternativa “B” está incorreta, pois é perfeitamente
servidor de e-mail, e não a máquina dousuário (compu- possível enviar mensagens com mesmo assunto ou
tador cliente remoto). ainda idênticas, sem prejuízo algum de mensagens
anteriores.
2. (ENGENHEIRO CIVIL – VUNESP – 2018) No MS- Alternativa “C” está incorreta, pois Todas as mensa-
-Outlook 2010, em sua configuração padrão, quando uma gens serão enviadas, independentemente do destina-
mensagem está sendo preparada, o usuário pode indicar tário ler as anteriores.
aos destinatários que a mensagem precisa de atenção uti- Alternativa “D” está correta, pois o destinatário rece-
lizando a marca de _________________. Esse recurso pode ser beu 2 mensagens, sendo, a primeira, sem anexo, e a
encontrado no grupo Marcas, da guia Mensagem. segunda, com o anexo.
Assinale a alternativa que apresenta a opção que preenche Alternativa “E” está incorreta, pois é possível enviar
corretamente a lacuna do enunciado. mais de uma mensagem, com mesmo assunto e mes-
mo destinatário.
a) SPAM.
b) Alta Prioridade. 4. (SOLDADO – PM DE 2ª CLASSE – VUNESP – 2017)
c) Baixa Prioridade. João recebeu uma mensagem de correio eletrônico com
d) Assinatura Personalizada. as seguintes características:
e) Arquivo Anexado. De: Pedro
Para: João; Marta
Resposta: Letra B. É possível sinalizar a mensagem Cc: Ricardo; Ana
como sendo de alta prioridade quando se deseja que Usando o Microsoft Outlook 2010, em sua configuração
as pessoas saibam que a mensagem precisa de atenção padrão, ele usou um recurso para responder a mensa-
urgente. Se a mensagem é apenas um informativo ou se
gem que manteve apenas Pedro na lista de destinatários.
está enviando um e-mail sobre um tema que não preci-
Isso significa que João usou a opção:
sa ser priorizado, defina o indicador de baixa prioridade.
A maioria dos clientes de e-mail, os destinatários veem
a) Responder.
um indicador específico na lista de mensagens ou nos
b) Arquivar.
cabeçalhos.
c) Marcar como não lida.
Na faixa de opções, é possível saber quando a priorida-
d) Responder a todos.
de foi definida, pois o botão fica realçado.
e) Marcar como lida
3. (TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP – 2017) Um usuário
preparou uma mensagem de correio eletrônico usando o Resposta: Letra A. Se o João deseja “responder” ao
Microsoft Outlook 2010, em sua configuração padrão, e e-mail recebido de Pedro, e deseja responder apenas
enviou para o destinatário. Porém, algum tempo depois, ao remetente já se pode eliminar as alternativas “B”,
percebeu que esqueceu de anexar um arquivo. Esse mes- “C” e “E” por não terem correspondência com a função
mo usuário preparou, então, uma nova mensagem com o “Resposta”.
mesmo assunto, e enviou para o mesmo destinatário, ago- Tem-se então, apenas duas alternativas, “A” e “D”, mas
ra com o anexo. Assinale a alternativa correta. como o João deseja responder apenas para Pedro ele
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

deve escolher a opção “Responder”, pois se escolhes-


a) A mensagem original, sem o anexo, foi automaticamente se “Responder a todos”, Marta, Ricardo e Ana também
apagada no computador do destinatário e substituída receberiam a mensagem.
pela segunda mensagem, uma vez que ambas têm o
mesmo assunto e são do mesmo remetente.
b) Como as duas mensagens têm o mesmo assunto, a
segunda mensagem não foi transmitida, permanecen-
do no computador do destinatário apenas a primeira
mensagem.

56
5. (AGENTE POLICIAL – VUNESP – 2013)Observe o ar- Ao pressionar o botão F5 do teclado, a página exibida será
gumento de busca que o usuário fará utilizando o Goo-
gle, na ilustração apresentada a seguir. a) imediatamente fechada.
b) enviada para impressão.
c) atualizada.
d) enviada por e-mail.
e) aberta em uma nova aba.

Resposta: Letra C.
a) Imediatamente fechada.
۰ Alt + F4 = fecha todas as guias
۰ Ctrl + F4 = fecha só guia atual
b) Enviada para impressão.
Com base na figura e no que foi digitado, assinale a al- ۰ Ctrl + P
ternativa correta. c) Atualizada.
۰ F5
a) Será pesquisado o conjunto exato de palavras. d) Enviada por e-mail.
b) A pesquisa trará como resultados o que encontrar ۰ CTRL + Enter (MS Outlook)
como antônimo do que foi digitado. e) Aberta em uma nova aba.
c) O conjunto de palavras será excluído dos resultados ۰ Ctrl + T = abre uma nova aba
pesquisados. ۰ Ctrl + N = abre um novo comando
d) A pesquisa trará somente as imagens e vídeos não re-
lacionados ao argumento digitado.
e) Além das palavras digitadas, a pesquisa também trará CONCEITOS DE ORGANIZAÇÃO E DE
os seus sinônimos GERENCIAMENTO DE INFORMAÇÕES,
ARQUIVOS, PASTAS E PROGRAMAS.
Resposta: Letra A. O comando “entre aspas” durante
uma busca, efetua a busca pela ocorrência exata de
tudo que está entre as aspas, agrupado da mesma for- “Prezado Candidato, o tópico acima foi abordado no
ma, desta forma, para esta questão será retornado o decorrer da matéria”
resultado da ocorrência “garota de Ipanema”.
Obs.: As pesquisas com aspas podem excluir resulta-
dos relevantes. Por exemplo, uma pesquisa por “Ale-
xander Bell” excluirá páginas que se referem a Alexan- SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO:
der G. Bell. PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA.

6. (ENGENHEIRO CIVIL – VUNESP – 2018) Considere a


imagem a seguir, extraída do Internet Explorer 11, em sua Segurança da informação: procedimentos de se-
configuração padrão. A página exibida no navegador foi gurança
completamente carregada.
A Segurança da Informação refere-se às proteções
existentes em relação às informações de uma determi-
nada empresa, instituição governamental ou pessoa. Ou
seja, aplica-se tanto às informações corporativas quanto
às pessoais.
Entende-se por informação todo e qualquer conteú-
do ou dado que tenha valor para alguma corporação ou
pessoa. Ela pode estar guardada para uso restrito ou ex-
posta ao público para consulta ou aquisição.

#FicaDica
Antes de proteger, devemos saber:
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

- O que proteger;
- De quem proteger;
- Pontos frágeis;
- Normas a serem seguidas.

57
A Segurança da Informação se refere à proteção exis- - Mecanismos de cifração ou encriptação: Permitem
tente sobre as informações de uma determinada empresa a modificação da informação de forma a torná-la ininteli-
ou pessoa, isto é, aplica-se tanto às informações corpo- gível a terceiros. Utiliza-se para isso, algoritmos determi-
rativas quanto aos pessoais. Entende-se por informação nados e uma chave secreta para, a partir de um conjunto
todo conteúdo ou dado que tenha valor para alguma or- de dados não criptografados, produzir uma sequência de
ganização ou pessoa. Ela pode estar guardada para uso dados criptografados. A operação contrária é a decifração.
restrito ou exibida ao público para consulta ou aquisição. - Assinatura digital: Um conjunto de dados criptogra-
Podem ser estabelecidas métricas (com o uso ou não fados, agregados a um documento do qual são função,
de ferramentas) para definir o nível de segurança que há garantindo a integridade e autenticidade do documento
e, com isto, estabelecer as bases para análise de melho- associado, mas não ao resguardo das informações.
rias ou pioras de situações reais de segurança. A seguran- - Mecanismos de garantia da integridade da infor-
ça de certa informação pode ser influenciada por fatores mação: Usando funções de “Hashing” ou de checagem, é
comportamentais e de uso de quem se utiliza dela, pelo garantida a integridade através de comparação do resul-
ambiente ou infraestrutura que a cerca ou por pessoas tado do teste local com o divulgado pelo autor.
mal-intencionadas que têm o objetivo de furtar, destruir - Mecanismos de controle de acesso: Palavras-chave,
ou modificar tal informação. sistemas biométricos, firewalls, cartões inteligentes.
A tríade CIA (Confidentiality, Integrity and Availability) - Mecanismos de certificação: Atesta a validade de
— Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade — um documento.
representa as principais características que, atualmente, - Integridade: Medida em que um serviço/informa-
orientam a análise, o planejamento e a implementação ção é autêntico, ou seja, está protegido contra a entrada
da segurança para um certo grupo de informações que por intrusos.
se almeja proteger. Outros fatores importantes são a - Honeypot: É uma ferramenta que tem a função
irrevogabilidade e a autenticidade. Com a evolução do proposital de simular falhas de segurança de um siste-
comércio eletrônico e da sociedade da informação, a pri- ma e obter informações sobre o invasor enganando-o,
vacidade é também uma grande preocupação. e fazendo-o pensar que esteja de fato explorando uma
Portanto as características básicas, de acordo com os fraqueza daquele sistema. É uma espécie de armadilha
padrões internacionais (ISO/IEC 17799:2005) são as se- para invasores. O HoneyPot não oferece forma alguma
de proteção.
guintes:
- Protocolos seguros: Uso de protocolos que garan-
- Confidencialidade – especificidade que limita o
tem um grau de segurança e usam alguns dos mecanis-
acesso a informação somente às entidades autênticas,
mos citados.
ou seja, àquelas autorizadas pelo proprietário da infor-
mação.
3. Mecanismos de encriptação
- Integridade – especificidade que assegura que a
informação manipulada mantenha todas as característi-
cas autênticas estabelecidas pelo proprietário da infor- #FicaDica
mação, incluindo controle de mudanças e garantia do
seu ciclo de vida (nascimento, manutenção e destruição). A criptografia vem, originalmente, da fusão
- Disponibilidade – especificidade que assegura que entre duas palavras gregas:
a informação esteja sempre disponível para o uso legíti- • CRIPTO = ocultar, esconder.
mo, ou seja, por aqueles usuários que têm autorização
• GRAFIA= escrever
pelo proprietário da informação.
- Autenticidade – especificidade que assegura que a
informação é proveniente da fonte anunciada e que não
foi alvo de mutações ao longo de um processo. Criptografia é a ciência de escrever em cifra ou em
- Irretratabilidade ou não repúdio – especificidade códigos. Ou seja, é um conjunto de técnicas que tornam
que assegura a incapacidade de negar a autoria em rela- uma mensagem ininteligível, e permite apenas que o
ção a uma transação feita anteriormente. destinatário que saiba a chave de encriptação possa de-
criptar e ler a mensagem com clareza.
2. Mecanismos de segurança Permitem a transformação reversível da informação
O suporte para as orientações de segurança pode ser de forma a torná-la ininteligível a terceiros. Utiliza-se
encontrado em: para isso, algoritmos determinados e uma chave secreta
Controles físicos: são barreiras que limitam o contato para, a partir de um conjunto de dados não encriptados,
ou acesso direto a informação ou a infraestrutura (que produzir uma continuação de dados encriptados. A ope-
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

assegura a existência da informação) que a suporta. ração inversa é a desencriptação.


Controles lógicos: são bloqueios que impedem ou Existem dois tipos de chave: a chave pública e a chave
limitam o acesso à informação, que está em ambiente privada.
controlado, geralmente eletrônico, e que, de outro modo, A chave pública é usada para codificar as informa-
ficaria exibida a alteração não autorizada por elemento ções, e a chave privada é usada para decodificar.
mal-intencionado. Dessa forma, na pública, todos têm acesso, mas para
Existem mecanismos de segurança que sustentam os ‘abrir’ os dados da informação, que aparentemente não
controles lógicos: tem sentido, é preciso da chave privada, que apenas o
emissor e receptor original possui.

58
Hoje, a criptografia pode ser considerada um método
100% seguro, pois, quem a utiliza para enviar e-mails e NOÇÕES DE VÍRUS, WORMS E PRAGAS
proteger seus arquivos, estará protegido contra fraudes e VIRTUAIS. APLICATIVOS PARA SEGURANÇA
tentativas de invasão. (ANTIVÍRUS, FIREWALL, ANTISPYWARE ETC.).
Os termos ‘chave de 64 bits’ e ‘chave de 128 bits’
são usados para expressar o tamanho da chave, ou seja,
quanto mais bits forem utilizados, mais segura será essa
criptografia. Firewall é uma solução de segurança fundamentada
Um exemplo disso é se um algoritmo usa uma cha- em hardware ou software (mais comum) que, a partir de
ve de 8 bits, apenas 256 chaves poderão ser usadas para um conjunto de regras ou instruções, analisa o tráfego
decodificar essa informação, pois 2 elevado a 8 é igual a de rede para determinar quais operações de transmissão
256. Assim, um terceiro pode tentar gerar 256 tentativas ou recepção de dados podem ser realizadas. “Parede de
de combinações e decodificar a mensagem, que mes- fogo”, a tradução literal do nome, já deixa claro que o
mo sendo uma tarefa difícil, não é impossível. Portanto, firewall se enquadra em uma espécie de barreira de defe-
quanto maior o número de bits, maior segurança terá a sa. A sua missão, consiste basicamente em bloquear trá-
criptografia. fego de dados indesejados e liberar acessos desejados.
Existem dois tipos de chaves criptográficas, as chaves Para melhor compreensão, imagine um firewall como
simétricas e as chaves assimétricas sendo a portaria de um condomínio: para entrar, é neces-
Chave Simétrica é um tipo de chave simples, que é sário obedecer a determinadas regras, como se identifi-
usada para a codificação e decodificação. Entre os algo- car, ser esperado por um morador e não portar qualquer
ritmos que usam essa chave, estão: objeto que possa trazer riscos à segurança; para sair, não
- DES (Data Encryption Standard): Faz uso de chaves se pode levar nada que pertença aos condôminos sem a
de 56 bits, que corresponde à aproximadamente 72 quatri- devida autorização.
lhões de combinações. Mesmo sendo um número extrema- Neste sentido, um firewall pode impedir uma série de
mente elevado, em 1997, quebraram esse algoritmo através ações maliciosas: um malware que utiliza determinada
do método de ‘tentativa e erro’, em um desafio na internet. porta para se instalar em um computador sem o usuário
- RC (Ron’s Code ou RivestCipher): É um algoritmo saber, um programa que envia dados sigilosos para a in-
muito utilizado em e-mails e usa chaves de 8 a 1024 bits. ternet, uma tentativa de acesso à rede a partir de compu-
Além disso, ele tem várias versões que diferenciam uma tadores externos não autorizados, entre outros.
das outras pelo tamanho das chaves. Você já sabe que um firewall atua como uma espé-
- EAS (Advanced Encryption Standard): Atualmente é cie de barreira que verifica quais dados podem passar ou
um dos melhores e mais populares algoritmos de cripto-
não. Esta tarefa só pode ser feita mediante o estabeleci-
grafia. É possível definir o tamanho da chave como sendo
mento de políticas, isto é, de regras estabelecidas pelo
de 128 bits, 192 bits ou 256 bits.
usuário.
- IDEA (International Data Encryption Algorithm): É
Em um modo mais restritivo, um firewall pode ser
um algoritmo que usa chaves de 128 bits, parecido com o
configurado para bloquear todo e qualquer tráfego no
DES. Seu ponto forte é a fácil execução de software.
computador ou na rede. O problema é que esta condi-
ção isola este computador ou esta rede, então pode-se
As chaves simétricas não são absolutamente seguras
criar uma regra para que, por exemplo, todo aplicativo
quando referem-se às informações extremamente valio-
sas, principalmente pelo emissor e o receptor precisa- aguarde autorização do usuário ou administrador para
rem ter o conhecimento da mesma chave. Dessa forma, ter seu acesso liberado. Esta autorização poderá inclusive
a transmissão pode não ser segura e o conteúdo pode ser permanente: uma vez dada, os acessos seguintes se-
chegar a terceiros. rão automaticamente permitidos.
Chave Assimétrica utiliza duas chaves: a privada e a Em um modo mais versátil, um firewall pode ser con-
pública. Elas se sintetizam da seguinte forma: a chave figurado para permitir automaticamente o tráfego de de-
pública para codificar e a chave privada para decodificar, terminados tipos de dados, como requisições HTTP (veja
considerando-se que a chave privada é secreta. Entre os mais sobre esse protocolo no ítem 7), e bloquear outras,
algoritmos utilizados, estão: como conexões a serviços de e-mail.
- RSA (Rivest, Shmirand Adleman): É um dos algorit- Perceba, como estes exemplos, tem políticas de um
mos de chave assimétrica mais usados, em que dois nú- firewall que são baseadas, inicialmente, em dois princí-
meros primos (aqueles que só podem ser divididos por 1 pios: todo tráfego é bloqueado, exceto o que está expli-
e por eles mesmos) são multiplicados para obter um ter- citamente autorizado; todo tráfego é permitido, exceto o
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

ceiro valor. Assim, é preciso fazer fatoração, que significa que está explicitamente bloqueado.
descobrir os dois primeiros números a partir do terceiro, Firewalls mais avançados podem ir além, direcionan-
sendo um cálculo difícil. Assim, se números grandes fo- do determinado tipo de tráfego para sistemas de segu-
rem utilizados, será praticamente impossível descobrir o rança internos mais específicos ou oferecendo um refor-
código. A chave privada do RSA são os números que são ço extraem procedimentos de autenticação de usuários,
multiplicados e a chave pública é o valor que será obtido. por exemplo.
- El Gamal: Utiliza-se do ‘logaritmo discreto’, que é O trabalho de um firewall pode ser realizado de várias
um problema matemático que o torna mais seguro. É formas. O que define uma metodologia ou outra são fa-
muito usado em assinaturas digitais. tores como critérios do desenvolvedor, necessidades es-

59
pecíficas do que será protegido, características do siste- A implementação de um proxy não é tarefa fácil, haja
ma operacional que o mantém, estrutura da rede e assim visto a enorme quantidade de serviços e protocolos exis-
por diante. É por isso que podemos encontrar mais de tentes na internet, fazendo com que, dependendo das
um tipo de firewall. A seguir, os mais conhecidos. circunstâncias, este tipo de firewall não consiga ou exija
Filtragem de pacotes (packetfiltering): As primeiras muito trabalho de configuração para bloquear ou autori-
soluções de firewall surgiram na década de 1980 basean- zar determinados acessos.
do-se em filtragem de pacotes de dados (packetfiltering), Proxy transparente: No que diz respeito a limitações,
uma metodologia mais simples e, por isso, mais limitada, é conveniente mencionar uma solução chamada de pro-
embora ofereça um nível de segurança significativo. xy transparente. O proxy “tradicional”, não raramente,
Para compreender, é importante saber que cada pa- exige que determinadas configurações sejam feitas nas
cote possui um cabeçalho com diversas informações a ferramentas que utilizam a rede (por exemplo, um na-
seu respeito, como endereço IP de origem, endereço IP vegador de internet) para que a comunicação aconteça
do destino, tipo de serviço, tamanho, entre outros. O Fi- sem erros. O problema é, dependendo da aplicação, este
rewall então analisa estas informações de acordo com as trabalho de ajuste pode ser inviável ou custoso.
regras estabelecidas para liberar ou não o pacote (seja O proxy transparente surge como uma alternativa
para sair ou para entrar na máquina/rede), podendo tam- para estes casos porque as máquinas que fazem parte
bém executar alguma tarefa relacionada, como registrar da rede não precisam saber de sua existência, dispensan-
o acesso (ou tentativa de) em um arquivo de log. do qualquer configuração específica. Todo acesso é feito
O firewall de aplicação, também conhecido como normalmente do cliente para a rede externa e vice-ver-
proxy de serviços (proxy services) ou apenas proxy é uma sa, mas o proxy transparente consegue interceptá-lo e
solução de segurança que atua como intermediário entre responder adequadamente, como se a comunicação, de
um computador ou uma rede interna e outra rede, exter- fato, fosse direta.
na normalmente, a internet. Geralmente instalados em É válido ressaltar que o proxy transparente também
servidores potentes por precisarem lidar com um grande tem lá suas desvantagens, por exemplo: um proxy «nor-
número de solicitações, firewalls deste tipo são opções
mal» é capaz de barrar uma atividade maliciosa, como
interessantes de segurança porque não permitem a co-
um malware enviando dados de uma máquina para a
municação direta entre origem e destino.
internet; o proxy transparente, por sua vez, pode não
A imagem a seguir ajuda na compreensão do concei-
bloquear este tráfego. Não é difícil entender: para con-
to. Perceba que em vez de a rede interna se comunicar
seguir se comunicar externamente, o malware teria que
diretamente com a internet, há um equipamento entre
ser configurado para usar o proxy «normal» e isso geral-
ambos que cria duas conexões: entre a rede e o proxy; e
mente não acontece; no proxy transparente não há esta
entre o proxy e a internet. Observe:
limitação, portanto, o acesso aconteceria normalmente.

1. Limitações dos firewalls

#FicaDica
Firewalls têm lá suas limitações, sendo que
estas variam conforme o tipo de solução e
a arquitetura utilizada. De fato, firewalls são
recursos de segurança bastante importantes,
mas não são perfeitos em todos os sentidos.

Seguem abaixo algumas dessas limitações:


Figura 91: Proxy - Um firewall pode oferecer a segurança desejada,
mas comprometer o desempenho da rede (ou mesmo de
Perceba que todo o fluxo de dados necessita passar pelo um computador). Esta situação pode gerar mais gastos
proxy. Desta forma, é possível, por exemplo, estabelecer re- para uma ampliação de infraestrutura capaz de superar
gras que impeçam o acesso de determinados endereços o problema;
externos, assim como que proíbam a comunicação entre - A verificação de políticas tem que ser revista pe-
computadores internos e determinados serviços remotos. riodicamente para não prejudicar o funcionamento de
Este controle amplo também possibilita o uso do pro- novos serviços;
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

xy para tarefas complementares: o equipamento pode - Novos serviços ou protocolos podem não ser devi-
registrar o tráfego de dados em um arquivo de log; con- damente tratados por proxies já implementados;
teúdo muito utilizado pode ser guardado em uma espé- - Um firewall pode não ser capaz de impedir uma ati-
cie de cache (uma página Web muito acessada fica guar- vidade maliciosa que se origina e se destina à rede interna;
dada temporariamente no proxy, fazendo com que não - Um firewall pode não ser capaz de identificar
seja necessário requisitá-la no endereço original a todo uma atividade maliciosa que acontece por descuido do
instante, por exemplo); determinados recursos podem usuário - quando este acessa um site falso de um banco
ser liberados apenas mediante autenticação do usuário; ao clicar em um link de uma mensagem de e-mail, por
entre outros. exemplo;

60
- Firewalls precisam ser “vigiados”. Malwares ou ata- Ao pesquisar sobre antivírus para baixar, sempre es-
cantes experientes podem tentar descobrir ou explorar colha os mais famosos, ou conhecidos, pois hackers es-
brechas de segurança em soluções do tipo; tão usando este mercado para enganar pessoas com fal-
- Um firewall não pode interceptar uma conexão que sos softwares, assim, você instala um “antivírus” e deixa
não passa por ele. Se, por exemplo, um usuário acessar seu computador vulnerável aos ataques.
a internet em seu computador a partir de uma conexão E esses falsos softwares estão por toda parte, cuidado
3G (justamente para burlar as restrições da rede, talvez), ao baixar programas de segurança em sites desconheci-
o firewall não conseguirá interferir. dos, e divulgue, para que ninguém seja vítima por falta
de informação.
2. Sistema antivírus Os vírus que se anexam a arquivos infectam também
todos os arquivos que estão sendo ou e serão execu-
Qualquer usuário já foi, ou ainda é vítima dos vírus, tados. Alguns às vezes recontaminam o mesmo arquivo
spywares, trojans, entre muitos outros. Quem que nunca tantas vezes e ele fica tão grande que passa a ocupar um
precisou formatar seu computador? espaço considerável (que é sempre muito precioso) em
Os vírus representam um dos maiores problemas para seu disco. Outros, mais inteligentes, se escondem entre
usuários de computador. Para poder resolver esses pro- os espaços do programa original, para não dar a menor
blemas, as principais desenvolvedoras de softwares cria- pista de sua existência.
ram o principal utilitário para o computador, os antivírus, Cada vírus possui um critério para começar o ataque
que são programas com o propósito de detectar e elimi- propriamente dito, onde os arquivos começam a ser apa-
nar vírus e outros programas prejudiciais antes ou depois gados, o micro começa a travar, documentos que não são
de ingressar no sistema. salvos e várias outras tragédias. Alguns apenas mostram
Os vírus, worms, Trojans, spyware são tipos de pro- mensagens chatas, outros mais elaborados fazem estra-
gramas de software que são implementados sem o con- gos muito grandes.
sentimento (e inclusive conhecimento) do usuário ou Existe uma variedade enorme de softwares antivírus
proprietário de um computador e que cumprem diversas no mercado. Independente de qual você usa, mantenha-
funções nocivas para o sistema. Entre elas, o roubo e per- -o sempre atualizado. Isso porque surgem vírus novos
da de dados, alteração de funcionamento, interrupção todos os dias e seu antivírus precisa saber da existência
do sistema e propagação para outros computadores. deles para proteger seu sistema operacional.
Os antivírus são aplicações de software projetadas A maioria dos softwares antivírus possuem serviços
como medida de proteção e segurança para resguardar de atualização automática. Abaixo há uma lista com os
os dados e o funcionamento de sistemas informáticos antivírus mais conhecidos:
caseiros e empresariais de outras aplicações conhecidas Norton AntiVirus - Symantec - www.symantec.com.br
comumente como vírus ou malware que tem a função de - Possui versão de teste.
alterar, perturbar ou destruir o correto desempenho dos McAfee - McAfee - http://www.mcafee.com.br - Pos-
computadores. sui versão de teste.
Um programa de proteção de vírus tem um funcio- AVG - Grisoft - www.grisoft.com - Possui versão paga
namento comum que com frequência compara o código e outra gratuita para uso não comercial (com menos fun-
de cada arquivo que revisa com uma base de dados de cionalidades).
códigos de vírus já conhecidos e, desta maneira, pode Panda Antivírus - Panda Software - www.pandasoft-
determinar se trata de um elemento prejudicial para o ware.com.br - Possui versão de teste.
sistema. Também pode reconhecer um comportamento É importante frisar que a maioria destes desenvolve-
ou padrão de conduta típica de um vírus. Os antivírus dores possuem ferramentas gratuitas destinadas a re-
podem registrar tanto os arquivos encontrados dentro mover vírus específicos. Geralmente, tais softwares são
do sistema como aqueles que procuram ingressar ou in- criados para combater vírus perigosos ou com alto grau
teragir com o mesmo. de propagação.
Como novos vírus são criados de maneira quase
constante, sempre é preciso manter atualizado o pro-
grama antivírus de maneira de que possa reconhecer as
novas versões maliciosas. Assim, o antivírus pode perma-
necer em execução durante todo tempo que o sistema
informático permaneça ligado, ou registrar um arquivo
ou série de arquivos cada vez que o usuário exija. Nor-
malmente, o antivírus também pode verificar e-mails e
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

sites de entrada e saída visitados.


Um antivírus pode ser complementado por outros
aplicativos de segurança, como firewalls ou anti-spywa-
res que cumprem funções auxiliares para evitar a entrada
de vírus.
Então, antivírus são os programas criados para man-
ter seu computador seguro, protegendo-o de programas Figura 92: Principais antivírus do mercado atual
maliciosos, com o intuito de estragar, deletar ou roubar
dados de seu computador.

61
2. Tipos de Vírus Os spywares e os keyloggers podem ser identifica-
dos por programas anti-spywares. Porém, algumas des-
Cavalo-de-Tróia: A denominação “Cavalo de Tróia” tas pragas são tão perigosas que alguns antivírus podem
(Trojan Horse) foi atribuída aos programas que permitem ser preparados para identificá-las, como se fossem vírus.
a invasão de um computador alheio com espantosa facili- No caso de hijackers, muitas vezes é necessário usar uma
dade. Nesse caso, o termo é análogo ao famoso artefato ferramenta desenvolvida especialmente para combater
militar fabricado pelos gregos espartanos. Um “amigo” aquela praga. Isso porque os hijackers podem se infiltrar
virtual presenteia o outro com um “presente de grego”, no sistema operacional de uma forma que nem antivírus
que seria um aplicativo qualquer. Quando o leigo o exe- nem anti-spywares conseguem “pegar”.
cuta, o programa atua de forma diferente do que era es- Hoaxes: São boatos espalhados por mensagens de
perado. correio eletrônico, que servem para assustar o usuário de
Ao contrário do que é erroneamente informado na computador. Uma mensagem no e-mail alerta para um
mídia, que classifica o Cavalo de Tróia como um vírus, ele novo vírus totalmente destrutivo que está circulando na
não se reproduz e não tem nenhuma comparação com rede e que infectará o micro do destinatário enquanto a
vírus de computador, sendo que seu objetivo é totalmen- mensagem estiver sendo lida ou quando o usuário clicar
te diverso. Deve-se levar em consideração, também, que em determinada tecla ou link. Quem cria a mensagem
a maioria dos antivírus faz a sua detecção e os classificam hoax normalmente costuma dizer que a informação par-
como tal. A expressão “Trojan” deve ser usada, exclusi- tiu de uma empresa confiável, como IBM e Microsoft, e
vamente, como definição para programas que capturam que tal vírus poderá danificar a máquina do usuário. Des-
dados sem o conhecimento do usuário. O Cavalo de Tróia considere a mensagem.
é um programa que se aloca como um arquivo no com-
putador da vítima. Ele tem o intuito de roubar informa- 3. Política de segurança da Informação
ções como passwords, logins e quaisquer dados, sigilosos
ou não, mantidos no micro da vítima. Quando a máquina Hoje as informações são bens ativos da empresa, ima-
contaminada por um Trojan conectar-se à Internet, pode- gine uma Universidade perdendo todos os dados dos
rá ter todas as informações contidas no HD visualizadas seus alunos, ou até mesmo o tornar públicos, com isso
e capturadas por um intruso qualquer. Estas visitas são pode-se dizer que a informação se tornou o ativo mais
feitas imperceptivelmente. Só quem já esteve dentro de valioso das organizações, podendo ser alvo de uma série
um computador alheio sabe as possibilidades oferecidas. de ameaças com a finalidade de explorar as vulnerabilida-
Worms (vermes) podem ser interpretados como um des e causar prejuízos consideráveis. A informação é en-
tipo de vírus mais inteligente que os demais. A princi- carada, atualmente, como um dos recursos mais impor-
pal diferença entre eles está na forma de propagação: tantes de uma organização, contribuindo decisivamente
os worms podem se propagar rapidamente para outros para a uma maior ou menor competitividade, por isso é
computadores, seja pela Internet, seja por meio de uma necessária a implementação de políticas de segurança da
rede local. Geralmente, a contaminação ocorre de ma- informação que busquem reduzir as chances de fraudes
neira discreta e o usuário só nota o problema quando o ou perda de informações.
computador apresenta alguma anormalidade. O que faz A Política de Segurança da Informação é um docu-
destes vírus inteligentes é a gama de possibilidades de mento que contém um conjunto de normas, métodos e
propagação. O worm pode capturar endereços de e-mail procedimentos, que obrigatoriamente precisam ser co-
em arquivos do usuário, usar serviços de SMTP (sistema municados a todos os funcionários, bem como analisado
de envio de e-mails) próprios ou qualquer outro meio que e revisado criticamente, em intervalos regulares ou quan-
permita a contaminação de computadores (normalmente do mudanças se fizerem necessárias.
milhares) em pouco tempo. Para se elaborar uma Política de Segurança da Infor-
Spywares, keyloggers e hijackers: Apesar de não mação, deve se levar em consideração a NBR ISO/IEC
serem necessariamente vírus, estes três nomes também 27001:2005, que é uma norma de códigos de práticas
representam perigo. Spywares são programas que ficam para a gestão de segurança da informação, na qual po-
«espionando» as atividades dos internautas ou capturam dem ser encontradas as melhores práticas para iniciar, im-
informações sobre eles. Para contaminar um computador, plementar, manter e melhorar a gestão de segurança da
os spywares podem vir embutidos em softwares desco- informação em uma organização.
nhecidos ou serem baixados automaticamente quando o Importante mencionar que conforme a ISO/IEC
internauta visita sites de conteúdo duvidoso. 27002:2005(2005), a informação é um conjunto de dados
Os keyloggers são pequenos aplicativos que podem que representa um ponto de vista, um dado processado é
vir embutidos em vírus, spywares ou softwares suspeitos, o que gera uma informação. Um dado não tem valor an-
destinados a capturar tudo o que é digitado no teclado. O tes de ser processado, a partir do seu processamento, ele
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

objetivo principal, nestes casos, é capturar senhas. passa a ser considerado uma informação, que pode gerar
Hijackers são programas ou scripts que «sequestram» conhecimento, logo, a informação é o conhecimento pro-
navegadores de Internet, principalmente o Internet Explo- duzido como resultado do processamento de dados.
rer. Quando isso ocorre, o hijacker altera a página inicial De fato, com o aumento da concorrência de mercado,
do browser e impede o usuário de mudá-la, exibe pro- tornou-se vital melhorar a capacidade de decisão em to-
pagandas em pop-ups ou janelas novas, instala barras dos os níveis. Como resultado deste significante aumento
de ferramentas no navegador e podem impedir acesso a da interconectividade, a informação está agora exposta
determinados sites (como sites de software antivírus, por a um crescente número e a uma grande variedade de
exemplo). ameaças e vulnerabilidades.

62
Segundo a ABNT NBR ISO/IEC 17799:2005 (2005, p.ix), provável que você não o faça. Para entender mais sobre
“segurança da informação é a proteção da informação de este assunto, devemos primeiro entender os tipos dife-
vários tipos de ameaças para garantir a continuidade do rentes de backup que podem ser criados. Estes são:
negócio, minimizar o risco ao negócio, maximizar o re- • Backups completos;
torno sobre os investimentos e as oportunidades de ne- • Backups incrementais;
gócio, para isso é muito importante a confidencialidade, • Backups diferenciais;
integridade e a disponibilidade, onde: • Backups delta;
A confidencialidade é a garantia de que a informa-
ção é acessível somente por pessoas autorizadas a terem O backup completo é simplesmente fazer a cópia de
acesso (NBR ISO/IEC 27002:2005). Caso a informação todos os arquivos para o diretório de destino (ou para os
seja acessada por uma pessoa não autorizada, intencio- dispositivos de backup correspondentes), independente
nalmente ou não, ocorre a quebra da confidencialidade. de versões anteriores ou de alterações nos arquivos des-
A quebra desse sigilo pode acarretar danos inestimáveis de o último backup. Este tipo de backup é o tradicional
para a empresa ou até mesmo para uma pessoa física. e a primeira ideia que vêm à mente das pessoas quando
Um exemplo simples seria o furto do número e da senha pensam em backup: guardar TODAS as informações. Ou-
do cartão de crédito, ou até mesmo, dados da conta ban- tra característica do backup completo é que ele é o ponto
cária de uma pessoa. de início dos outros métodos citados abaixo. Todos usam
A integridade é a garantia da exatidão e completeza este backup para assinalar as alterações que deverão ser
da informação e dos métodos de processamento (NBR salvas em cada um dos métodos.
ISO/IEC 27002:2005) quando a informação é alterada, Este tipo consiste no backup de todos os arquivos
falsificada ou furtada, ocorre à quebra da integridade. A para a mídia de backup. Conforme mencionado anterior-
integridade é garantida quando se mantém a informação mente, se os dados sendo copiados nunca mudam, cada
no seu formato original. backup completo será igual aos outros. Esta similaridade
A disponibilidade é a garantia de que os usuários ocorre devido ao fato que um backup completo não ve-
autorizados obtenham acesso à informação e aos ati- rifica se o arquivo foi alterado desde o último backup;
vos correspondentes sempre que necessário (NBR ISO/ copia tudo indiscriminadamente para a mídia de backup,
IEC 27002:2005). Quando a informação está indisponí- tendo modificações ou não. Esta é a razão pela qual os
vel para o acesso, ou seja, quando os servidores estão backups completos não são feitos o tempo todo. Todos
inoperantes por conta de ataques e invasões, considera- os arquivos seriam gravados na mídia de backup. Isto sig-
-se um incidente de segurança da informação por quebra nifica que uma grande parte da mídia de backup é usada
de disponibilidade. Mesmo as interrupções involuntárias mesmo que nada tenha sido alterado. Fazer backup de
de sistemas, ou seja, não intencionais, configuram que- 100 gigabytes de dados todas as noites quando talvez
bra de disponibilidade. 10 gigabytes de dados foram alterados não é uma boa
prática; por este motivo os backups incrementais foram
criados.
PROCEDIMENTOS DE BACKUP. Já os backups incrementais primeiro verificam se o
horário de alteração de um arquivo é mais recente que o
horário de seu último backup, por exemplo, já atuei em
Procedimentos de backup uma Instituição, onde todos os backups eram programa-
dos para a quarta-feira.
O Backup ajuda a proteger os dados de exclusão A vantagem principal em usar backups incrementais
acidentais, ou até mesmo de falhas, por exemplo se os é que rodam mais rápido que os backups completos. A
dados originais do disco rígido forem apagados ou subs- principal desvantagem dos backups incrementais é que
tituídos acidentalmente ou se ficarem inacessíveis devido para restaurar um determinado arquivo, pode ser neces-
a um defeito do disco rígido, você poderá restaurar facil- sário procurar em um ou mais backups incrementais até
mente os dados usando a cópia arquivada. encontrar o arquivo. Para restaurar um sistema de ar-
quivo completo, é necessário restaurar o último backup
1. Tipos de Backup completo e todos os backups incrementais subsequen-
tes. Numa tentativa de diminuir a necessidade de procu-
Fazer um backup é simples. Basta copiar os arqui- rar em todos os backups incrementais, foi implementada
vos que você usa para outro lugar e pronto, está feito o uma tática ligeiramente diferente. Esta é conhecida como
backup. Mas e se eu alterar um arquivo? E se eu excluir backup diferencial.
acidentalmente um arquivo? E se o arquivo atual corrom- Os backups diferenciais, também só copiam arquivos
peu? Bem, é aí que a coisa começa a ficar mais legal. É alterados desde o último backup, mas existe uma dife-
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

nessa hora que entram as estratégias de backup. rença, eles mapeiam as alterações em relação ao último
Se você perguntar a alguém que não é familiarizado backup completo, importante mencionar que essa téc-
com backups, a maioria pensará que um backup é so- nica ocasiona o aumento progressivo do tamanho do
mente uma cópia idêntica de todos os dados do com- arquivo.
putador. Em outras palavras, se um backup foi criado na Os backups delta sempre armazenam a diferença en-
noite de terça-feira, e nada mudou no computador du- tre as versões correntes e anteriores dos arquivos, co-
rante o dia todo na quarta-feira, o backup criado na noite meçando a partir de um backup completo e, a partir daí,
de quarta seria idêntico àquele criado na terça. Apesar a cada novo backup são copiados somente os arquivos
de ser possível configurar backups desta maneira, é mais que foram alterados enquanto são criados hardlinks para

63
os arquivos que não foram alterados desde o último ternet), imagine uma empresa que quer ligar suas filiais,
backup. Esta é a técnica utilizada pela Time Machine da esse é um caso clássico, ou também pensando na mo-
Apple e por ferramentas como o rsync. dalidade de trabalho homeoffice, em que o funcionário
pode, da casa dele, acessar todos seus arquivos e softwa-
2. Mídias res específicos da empresa.
A fita foi o primeiro meio de armazenamento de da- A palavra tunelamento é algo normal ao se trabalhar
dos removível amplamente utilizado. Tem os benefícios com VPNs, é como se criasse um túnel para que os dados
de custo baixo e uma capacidade razoavelmente boa de possam ser enviados sem que outros usuários tenham
armazenamento. Entretanto, a fita tem algumas desvan- acesso.
tagens. Ela está sujeita ao desgaste e o acesso aos dados Para criar uma rede VPN não é preciso mais do que
na fita é sequencial por natureza. Estes fatores significam dois (ou mais) computadores conectados à Internet e um
que é necessário manter o registro do uso das fitas (apo- programa de VPN instalado em cada máquina. O proces-
sentá-las ao atingirem o fim de suas vidas úteis) e tam- so para o envio dos dados é o seguinte:
bém que a procura por um arquivo específico nas fitas
pode ser uma tarefa longa. • Os dados são criptografados e encapsulados.
Ultimamente, os drives de disco nunca seriam usados • Algumas informações extras, como o número de
como um meio de backup. No entanto, os preços de ar- IP da máquina remetente, são adicionadas aos da-
mazenamento caíram a um ponto que, em alguns casos, dos que serão enviados para que o computador
usar drives de disco para armazenamento de backup faz receptor possa identificar quem mandou o pacote
sentido. A razão principal para usar drives de disco como de dados.
um meio de backup é a velocidade. Não há um meio de • O pacote contendo todos os dados é enviado por
armazenamento em massa mais rápido. A velocidade meio do “túnel” criado até o computador de des-
pode ser um fator crítico quando a janela de backup do tino.
seu centro de dados é curta e a quantidade de dados a • A máquina receptora irá identificar o computador
serem copiados é grande. remetente por meio das informações anexadas ao
O armazenamento deve ser sempre levado em con- pacote de dados.
sideração, onde o administrador desses backups deve se • Os dados são recebidos e desencapsulados.
preocupar em encontrar um equilíbrio que atenda ade- • Finalmente os dados são descriptografados e ar-
quadamente às necessidades de todos, e também asse- mazenados no computador de destino
gurar que os backups estejam disponíveis para a pior das •
situações. 5. Computação na nuvem (cloud computing)
Após todas as técnicas de backups estarem efetivadas
deve-se garantir os testes para que com o passar do tem- Ao utilizar e acessar arquivos e executar tarefas pela
po não fiquem ilegíveis. internet, o usuário está utilizando o conceito de compu-
tação em nuvens, não há a necessidade de instalar apli-
3. Recomendações para proteger seus backups cativos no seu computador para tudo, pois pode acessar
diferentes serviços online para fazer o que precisa, já que
Fazer backups é uma excelente prática de seguran- os dados não se encontram em um computador específi-
ça básica. Agora lhe damos conselhos simples para que co, mas sim em uma rede, um grande exemplo disso é o
você esteja a salvo no dia em que precisar deles: Google com o Google Docs, Planilhas, e até mesmo por-
1. Tenha seus backups fora do PC, em outro escritório, ta aquivos como o Google Drive, ou de outras empresas
e, se for possível, em algum recipiente à prova de incên- como o One Drive.
dios, como os cofres onde você guarda seus documentos Uma vez devidamente conectado ao serviço online, é
e valores importantes. possível desfrutar suas ferramentas e salvar todo o traba-
2. Faça mais de uma cópia da sua informação e as lho que for feito para acessá-lo depois de qualquer lugar
mantenha em lugares separados. — é justamente por isso que o seu computador estará nas
3. Estabeleça uma idade máxima para seus backups, nuvens, pois você poderá acessar os aplicativos a partir de
é melhor comprimir os arquivos que já sejam muito anti- qualquer computador que tenha acesso à internet.
gos (quase todos os programas de backup contam com
essa opção), assim você não desperdiça espaço útil.
4. Proteja seus backups com uma senha, de maneira #FicaDica
que sua informação fique criptografada o suficiente para Basta pensar que, a partir de uma conexão
que ninguém mais possa acessá-la. Se sua informação é com a internet, você pode acessar um servidor
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

importante para seus entes queridos, implemente algu- capaz de executar o aplicativo desejado, que
ma forma para que eles possam saber a senha se você pode ser desde um processador de textos
não estiver presente. até mesmo um jogo ou um pesado editor
de vídeos. Enquanto os servidores executam
4. VPN um programa ou acessam uma determinada
informação, o seu computador precisa apenas
É o acrônimo de (Virtual Private Network), que signifi- do monitor e dos periféricos para que você
ca Rede Particular Virtual, que define-se como a conexão interaja.
de dois computadores utilizando uma rede pública (In-

64
de arquivos em um único arquivo utilizando um softwa-
re compactador. Só não poderá ser utilizado nessa tarefa
HORA DE PRATICAR! o software: 

1. (LIQUIGÁS 2012 - CESGRANRIO - ASSISTENTE AD- a) 7-Zip.


MINISTRATIVO) Um computador é um equipamento ca- b) WinZip.
paz de processar com rapidez e segurança grande quan- c) CuteFTP.
tidade de informações. d) jZip.
Assim, além dos componentes de hardware, os compu- e) WinRAR.
tadores necessitam de um conjunto de softwares deno-
minado: 6. (MPE-CE 2013 - FCC - Analista Ministerial - Direito)
Sobre manipulação de arquivos no Windows 7 em portu-
a) arquivo de dados. guês, é correto afirmar que,
b) blocos de disco.
c) navegador de internet. a) para mostrar tipos diferentes de informações sobre
d) processador de dados. cada arquivo de uma janela, basta clicar no botão
e) sistemaoperacional. Classificar na barra de ferramentas da janela e escolher
o modo de exibição desejado.
2. (TRT 10ª 2013 - CESPE - ANALISTA JUDICIÁRIO – b) quando você exclui um arquivo do disco rígido, ele
ADMINISTRATIVA) As características básicas da segu- é apagado permanentemente e não pode ser poste-
rança da informação — confidencialidade, integridade e riormente recuperado caso tenha sido excluído por
disponibilidade — não são atributos exclusivos dos siste- engano.
mas computacionais. c) para excluir um arquivo de um pen drive, basta clicar
com o botão direito do mouse sobre ele e selecionar a
( ) CERTO ( ) ERRADO
opção Enviar para a lixeira.
d) se um arquivo for arrastado entre duas pastas que
3. (TRE/CE 2012 - FCC - ANALISTA JUDICIÁRIO – JURÍ-
estão no mesmo disco rígido, ele será compartilhado
DICA) São ações para manter o computador protegido,
entre todos os usuários que possuem acesso a essas
EXCETO:
pastas.
e) se um arquivo for arrastado de uma pasta do disco
a) Evitar o uso de versões de sistemas operacionais ultra-
rígido para uma mídia removível, como um pen drive,
passadas, como Windows 95 ou 98.
ele será copiado.
b) Excluir spams recebidos e não comprar nada anuncia-
do através desses spams.
c) Não utilizar firewall. 7. (SUDECO 2013 - FUNCAB - Contador) No sistema ope-
d) Evitar utilizar perfil de administrador, preferindo sem- racional Linux,o comando que NÃO está relacionado a
pre utilizar um perfil mais restrito. manipulação de arquivos é:
e) Não clicar em links não solicitados, pois links estranhos
muitas vezes são vírus. a) kill
b) cat
4.(Copergás 2016 - FCC – Técnico Operacional Segu- c) rm
rança do Trabalho) A ferramenta Outlook : d) cp
e) ftp
a) é um serviço de e-mail gratuito para gerenciar todos
os e-mails, calendários e contatos de um usuário. 8. (IBGE 2016 - FGV - Analista - Análise de Sistemas
b) 2016 é a versão mais recente, sendo compatível com o - Desenvolvimento de Aplicações - Web Mobile) Um
Windows 10, o Windows 8.1 e o Windows 7. desenvolvedor Android deseja inserir a funcionalidade
c) permite que todas as pessoas possam ver o calendá- de backup em uma aplicação móvel para, de tempos em
rio de um usuário, mas somente aquelas com e-mail tempos, armazenar dados automaticamente. A classe da
Outlook.com podem agendar reuniões e responder a API de Backup (versão 6.0 ou superior) a ser utilizada é a:
convites.
d) funciona apenas em dispositivos com Windows, não a) BkpAgent;
funcionando no iPad, no iPhone, em tablets e em tele- b) BkpHelper;
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

fones com Android. c) BackupManager;


e) versão 2015 oferece acesso gratuito às ferramentas do d) BackupOutputData;
pacote de webmail Office 356 da Microsoft.] e) BackupDataStream.

5. (CRM-PI 2016 - Quadrix – Médico Fiscal) Em um 9. (Prefeitura de Cristiano Otoni 2016 - INAZ do Pará
computador com o sistema operacional Windows insta- - Psicólogo) Realizar cópia de segurança é uma forma
lado, um funcionário deseja enviar 50 arquivos, que jun- de prevenir perda de informações. Qual é o Backup que
tos totalizam 2 MB de tamanho, anexos em um e-mail. só efetua a cópia dos últimos arquivos que foram criados
Para facilitar o envio, resolveu compactar esse conjunto pelo usuário ou sistema?

65
a) Backup incremental 15. (CNJ 2013 - CESPE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - PRO-
b) Backup diferencial GRAMAÇÃO DE SISTEMAS) Acerca dos ambientes Li-
c) Backup completo nux e Windows, julgue os itens seguintes.2No sistema
d) Backup Normal operacional Windows 8, há a possibilidade de integrar-
e) Backup diário -se à denominada nuvem de computadores que fazem
parte da Internet.
10. (CRO-PR 2016 - Quadrix - Auxiliar de Departa-
mento) Como é chamado o backup em que o sistema ( ) CERTO ( ) ERRADO
não é interrompido para sua realização?
16. (FHEMIG 2013 - FCC - TÉCNICO EM INFORMÁ-
a) Backup Incremental. TICA) Alguns programas do computador de Ana estão
b) Cold backup. muito lentos e ela receia que haja um problema com o
c) Hot backup. hardware ou com a memória principal. Muitos de seus
d) Backup diferencial. programas falham subitamente e o carregamento de ar-
e) Backup normal quivos grandes de imagens e vídeos está muito demo-
rado. Além disso, aparece, com frequência, mensagens
11. (DEMAE/GO 2016 - UFG - Agente Administrativo) indicando conflitos em drivers de dispositivos. Como ela
Um funcionário precisa conectar um projetor multimídia utiliza o Windows 7, resolveu executar algumas funções
a um computador. Qual é o padrão de conexão que ele de diagnóstico, que poderão auxiliar a detectar as causas
deve usar? para os problemas e sugerir as soluções adequadas.
Para realizar a verificação da memória e, em seguida do
a) RJ11 hardware, Ana utilizou, respectivamente, as ferramentas:
b) RGB
c) HDMI a) Diagnóstico de memória do Windows e Monitor de
d) PS2 desempenho.
e) RJ45 b) Monitor de recursos de memória e Diagnóstico de
conflitos do Windows.
12. (SABESP 2014 - FCC - Analista de Gestão - Ad- c) Monitor de memória do Windows e Diagnóstico de
ministração) Correspondem, respectivamente, aos ele- desempenho de hardware.
mentos placa de som, editor de texto, modem, editor de d) Mapeamento de Memória do Windows e Mapeamen-
planilha e navegador de internet: to de hardware do Windows.
e) Diagnóstico de memória e desempenho e Diagnóstico
a) software, software, hardware, software e hardware. de hardware do Windows.
b) hardware, software, software, software e hardware.
c) hardware, software, hardware, hardware e software. 17. (TRT 1ª 2013 - FCC - ANALISTA JUDICIÁRIO -
d) software, hardware, hardware, software e software. EXECUÇÃO DE MANDADOS) Beatriz trabalha em um
e) hardware, software, hardware, software e software. escritório de advocacia e utiliza um computador com o
Windows 7 Professional em português. Certo dia notou
13. (DEMAE/GO 2016 - UFG - Agente Administrativo) que o computador em que trabalha parou de se comu-
Um computador à venda em um sítio de comércio ele- nicar com a internet e com outros computadores ligados
trônico possui 3.2 GHz, 8 GB, 2 TB e 6 portas USB. Essa na rede local. Após consultar um técnico, por telefone,
configuração indica que: foi informada que sua placa de rede poderia estar com
problemas e foi orientada a checar o funcionamento do
a) a velocidade do processador é 3.2 GHz. adaptador de rede. Para isso, Beatriz entrou no Painel de
b) a capacidade do disco rígido é 8 GB. Controle, clicou na opção Hardware e Sons e, no grupo
c) a capacidade da memória RAM é 2 TB. Dispositivos e Impressoras, selecionou a opção:
d) a resolução do monitor de vídeo é composta de 6 por-
tas USB. a) Central de redes e compartilhamento.
b) Verificar status do computador.
14. (IF-PA 2016 - FUNRIO - Técnico de Tecnologia da c) Redes e conectividade.
Informação) São dispositivos ou periféricos de entrada d) Gerenciador de dispositivos.
de um computador: e) Exibir o status e as tarefas de rede.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

a) Câmera, Microfone, Projetor e Scanner.


b) Câmera, Mesa Digitalizadora, Microfone e Scanner.
c) Microfone, Modem, Projetor e Scanner.
d) Mesa Digitalizadora, Monitor, Microfone e Projetor.
e) Câmera, Microfone, Modem e Scanner.

66
18. (FHEMIG 2013 - FCC - TÉCNICO EM INFORMÁTI- 22. (TRT 1ª 2013 - FCC - ANALISTA JUDICIÁRIO - EXE-
CA) No console do sistema operacional Linux, alguns CUÇÃO DE MANDADOS) João trabalha no departamen-
comandos permitem executar operações com arquivos e to financeiro de uma grande empresa de vendas no vare-
diretórios do disco. jo e, em certa ocasião, teve a necessidade de enviar a 768
Os comandos utilizados para criar, acessar e remover um clientes inadimplentes uma carta com um texto padrão,
diretório vazio são, respectivamente, na qual deveria mudar apenas o nome do destinatário e
a data em que deveria comparecer à empresa para nego-
a) pwd, mv e rm. ciar suas dívidas. Por se tratar de um número expressivo
b) md, ls e rm. de clientes, João pesquisou recursos no Microsoft Office
c) mkdir, cd e rmdir. 2010, em português, para que pudesse cadastrar apenas
d) cdir, lsdir e erase. os dados dos clientes e as datas em que deveriam com-
e) md, cd e rd. parecer à empresa e automatizar o processo de impres-
são, sem ter que mudar os dados manualmente. Após
19. (TRT 10ª 2013 - CESPE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - imprimir todas as correspondências, João desejava ainda
ADMINISTRATIVA) Acerca dos conceitos de sistema imprimir, também de forma automática, um conjunto de
operacional (ambientes Linux e Windows) e de redes de etiquetas para colar nos envelopes em que as correspon-
computadores, julgue os itens.3Por ser um sistema ope- dências seriam colocadas. Os recursos do Microsoft Offi-
racional aberto, o Linux, comparativamente aos demais ce 2010 que permitem atender às necessidades de João
sistemas operacionais, proporciona maior facilidade de são os recursos
armazenamento de dados em nuvem.
a) para criação de mala direta e etiquetas disponíveis na
( ) CERTO ( ) ERRADO guia Correspondências do Microsoft Word 2010.
b) de automatização de impressão de correspondências
20. (TJ/RR 2012 - CESPE - AGENTE DE PROTEÇÃO) disponíveis na guia Mala Direta do Microsoft Power-
Acerca de organização e gerenciamento de informações, Point 2010.
arquivos, pastas e programas, de segurança da informa- c) de banco de dados disponíveis na guia Correspondên-
ção e de armazenamento de dados na nuvem, julgue os cias do Microsoft Word 2010.
itens subsequentes.1Um arquivo é organizado logica- d) de mala direta e etiquetas disponíveis na guia Inserir
mente em uma sequência de registros, que são mapea- do Microsoft Word 2010.
dos em blocos de discos. Embora esses blocos tenham e) de banco de dados e etiquetas disponíveis na guia
um tamanho fixo determinado pelas propriedades físicas Correspondências do Microsoft Excel 2010.
do disco e pelo sistema operacional, o tamanho do re-
gistro pode variar. 23. (TCE/SP 2012 - FCC - AUXILIAR DE FISCALIZAÇÃO
FINANCEIRA II) No editor de textos Writer do pacote BR
( ) CERTO ( ) ERRADO Office, é possível modificar e criar estilos para utilização
no texto. Dentre as opções de Recuo e Espaçamento para
21. (SERGIPE GÁS S/A 2013 - FCC - ASSISTENTE TÉC- um determinado estilo, é INCORRETO afirmar que é pos-
NICO ADMINISTRATIVO - RH) Paulo utiliza em seu tra- sível alterar um valor para
balho o editor de texto Microsoft Word 2010 (em portu-
guês) para produzir os documentos da empresa. Certo a) recuo da primeira linha.
dia Paulo digitou um documento contendo 7 páginas de b) recuo antes do texto.
texto, porém, precisou imprimir apenas as páginas 1, 3, 5, c) recuo antes do parágrafo.
6 e 7. Para imprimir apenas essas páginas, Paulo clicou no d) espaçamento acima do parágrafo.
Menu Arquivo, na opção Imprimir e, na divisão Configu- e) espaçamento abaixo do parágrafo.
rações, selecionou a opção Imprimir Intervalo Personali-
zado. Em seguida, no campo Páginas, digitou 24. (CNJ 2013 - CESPE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - PRO-
GRAMAÇÃO DE SISTEMAS) A respeito do Excel, para
a) 1,3,5-7 e clicou no botão Imprimir. ordenar, por data, os registros inseridos na planilha, é
b) 1;3-5;7 e clicou na opção enviar para a Impressora. suficiente selecionar a coluna data de entrada, clicar no
c) 1−3,5-7 e clicou no botão Imprimir. menu Dados e, na lista disponibilizada, clicar ordenar
d) 1+3,5;7 e clicou na opção enviar para a Impressora. data.
e) 1,3,5;7 e clicou no botão Imprimir.
( ) CERTO ( ) ERRADO
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

67
25. (TRT 1ª 2013 - FCC - TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA) A planilha abaixo foi criada utilizando-se
o Microsoft Excel 2010 (em português).

A linha 2 mostra uma dívida de R$ 1.000,00 (célula B2) com um Credor A (célula A2) que deve ser paga em 2 meses
(célula D2) com uma taxa de juros de 8% ao mês (célula C2) pelo regime de juros simples. A fórmula correta que deve
ser digitada na célula E2 para calcular o montante que será pago é

a) =(B2+B2)*C2*D2.
b) =B2+B2*C2/D2.
c) =B2*C2*D2.
d) =B2*(1+(C2*D2)).
e) =D2*(1+(B2*C2)).

26. (MINISTÉRIO DA FAZENDA 2012 - ESAF - ASSISTENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO) O BrOffice é uma suíte
para escritório gratuita e de código aberto. Um dos aplicativos da suíte é o Calc, que é um programa de planilha ele-
trônica e assemelha-se ao Excel da Microsoft. O Calc é destinado à criação de planilhas e tabelas, permitindo ao usuá-
rio a inserção de equações matemáticas e auxiliando na elaboração de gráficos de acordo com os dados presentes na
planilha. O Calc utiliza como padrão o formato:

a) XLS.
b) ODF.
c) XLSX.
d) PDF.
e) DOC.

27. (TRT 1ª 2013 - FCC - TÉCNICO JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA) Após ministrar uma palestra sobre Se-
gurança no Trabalho, Iracema comunicou aos funcionários presentes que disponibilizaria os slides referentes à palestra
na intranet da empresa para que todos pudessem ter acesso. Quando acessou a intranet e tentou fazer o upload do
arquivo de slides criado no Microsoft PowerPoint 2010 (em português), recebeu a mensagem do sistema dizendo
que o formato do arquivo era inválido e que deveria converter/salvar o arquivo para o formato PDF e tentar realizar o
procedimento novamente. Para realizar a tarefa sugerida pelo sistema, Iracema

a) clicou no botão Iniciar do Windows, selecionou a opção Todos os programas, selecionou a opção Microsoft Office
2010 e abriu o software Microsoft Office Converter Professional 2010. Em seguida, clicou na guia Arquivo e na op-
ção Converter. Na caixa de diálogo que se abriu, selecionou o arquivo de slides e clicou no botão Converter.
b) abriu o arquivo utilizando o Microsoft PowerPoint 2010, clicou na guia Ferramentas e, em seguida, clicou na opção
Converter. Na caixa de diálogo que se abriu, clicou na caixa de combinação que permite definir o tipo do arquivo e
selecionou a opção PDF. Em seguida, clicou no botão Converter.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

c) abriu a pasta onde o arquivo estava salvo, utilizando os recursos do Microsoft Windows 7, clicou com o botão direito
do mouse sobre o nome do arquivo e selecionou a opção Salvar como PDF.
d) abriu o arquivo utilizando o Microsoft PowerPoint 2010, clicou na guia Arquivo e, em seguida, clicou na opção Salvar
Como. Na caixa de diálogo que se abriu, clicou na caixa de combinação que permite definir o tipo do arquivo e
selecionou a opção PDF. Em seguida, clicou no botão Salvar.
e) baixou da internet um software especializado em fazer a conversão de arquivos do tipo PPTX para PDF, pois verificou
que o PowerPoint 2010 não possui opção para fazer tal conversão.

68
28. (SERGIPE GÁS S/A 2013 - FCC - ADMINISTRADOR) 32. (CEITEC 2012 - FUNRIO - ADMINISTRAÇÃO/CIÊN-
Em um slide em branco de uma apresentação criada uti- CIAS CONTÁBEIS/DIREITO/PREGOEIRO PÚBLICO) Na
lizando-se o Microsoft PowerPoint 2010 (em português), internet o protocolo_________ permite a transferência de
uma das maneiras de acessar alguns dos comandos mais mensagens eletrônicas dos servidores de _________para
importantes é clicando-se com o botão direito do mouse caixa postais nos computadores dos usuários. As lacunas
sobre a área vazia do slide. Dentre as opções presentes se completam adequadamente com as seguintes expres-
nesse menu, estão as que permitem sões:

a) copiar o slide e salvar o slide. a) Ftp/ Ftp.


b) salvar a apresentação e inserir um novo slide. b) Pop3 / Correio Eletrônico.
c) salvar a apresentação e abrir uma apresentação já exis- c) Ping / Web.
tente. d) navegador / Proxy.
d) apresentar o slide em tela cheia e animar objetos pre- e) Gif / de arquivos
sentes no slide.
e) mudar o layout do slide e a formatação do plano de 33. (CASA DA MOEDA 2012 - CESGRANRIO - AS-
fundo do slide. SISTENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO - APOIO AD-
MINISTRATIVO) Em uma rede local, cujas estações de
29. (TRT 11ª 2012 - FCC - ANALISTA JUDICIÁRIO - JU- trabalho usam o sistema operacional Windows XP e en-
DICIÁRIA) Em um slide mestre do BrOffice.org Apresen- dereços IP fixos em suas configurações de conexão, um
tação (Impress), NÃO se trata de um espaço reservado novo host foi instalado e, embora esteja normalmente
que se possa configurar a partir da janela Elementos conectado à rede, não consegue acesso à internet distri-
mestres: buída nessa rede.
Considerando que todas as outras estações da rede
a) Número da página. estão acessando a internet sem dificuldades, um dos
b) Texto do título. motivos que pode estar ocasionando esse problema no
c) Data/hora. novo host é
d) Rodapé.
a) a codificação incorreta do endereço de FTP para o do-
e) Cabeçalho.
mínio registrado na internet.
b) a falta de registro da assinatura digital do host nas
30. (SERGIPE GÁS S/A 2013 - FCC - ASSISTENTE TÉC-
opções da internet.
NICO ADMINISTRATIVO - RH) No Microsoft Internet
c) um erro no Gateway padrão, informado nas proprieda-
Explorer 9 é possível acessar a lista de sites visitados nos
des do Protocolo TCP/IP desse host.
últimos dias e até semanas, exceto aqueles visitados em
d) um erro no cadastramento da conta ou da senha do
modo de navegação privada. Para abrir a opção que per-
próprio host.
mite ter acesso a essa lista, com o navegador aberto, cli-
e) um defeito na porta do switch onde a placa de rede
ca-se na ferramenta cujo desenho é desse host está conectada.
a) uma roda dentada, posicionada no canto superior di- 34. (CASA DA MOEDA 2012 - CESGRANRIO - ASSIS-
reito da janela. TENTE TÉCNICO ADMINISTRATIVO - APOIO ADMI-
b) uma casa, posicionada no canto superior direito da NISTRATIVO) Para conectar sua estação de trabalho a
janela. uma rede local de computadores controlada por um ser-
c) uma estrela, posicionada no canto superior direito da vidor de domínios, o usuário dessa rede deve informar
janela. uma senha e um[a]
d) um cadeado, posicionado no canto inferior direito da
janela. a) endereço de FTP válido para esse domínio.
e) um globo, posicionado à esquerda da barra de ende- b) endereço MAC de rede registrado na máquina cliente.
reços. c) porta válida para a intranet desse domínio.
d) conta cadastrada e autorizada nesse domínio.
31. (CNJ 2013 - CESPE - TÉCNICO JUDICIÁRIO - PRO- e) certificação de navegação segura registrada na intranet.
GRAMAÇÃO DE SISTEMAS) A respeito de redes de
computadores, julgue os itens subsequentes. Lista de
discussão é uma ferramenta de comunicação limitada a 35. (CÂMARA DOS DEPUTADOS 2012 - CESPE - ANA-
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

uma intranet, ao passo que grupo de discussão é uma LISTA LEGISLATIVO - TÉCNICA LEGISLATIVA) Com
ferramenta gerenciável pela Internet que permite a um relação a redes de computadores, julgue os próximos
grupo de pessoas a troca de mensagens via email entre itens.5Uma rede local (LAN — local area network) é ca-
todos os membros do grupo. racterizada por abranger uma área geográfica, em teoria,
ilimitada. O alcance físico dessa rede permite que os da-
( ) CERTO ( ) ERRADO dos trafeguem com taxas acima de 100 Mbps.

( ) CERTO ( ) ERRADO

69
36. (TRT 10ª 2013 - CESPE - ANALISTA JUDICIÁRIO - 40. (MPE/PE 2012 - FCC - ANALISTA MINISTERIAL -
TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO) Com relação à certifi- INFORMÁTICA) Sobre Cavalo de Tróia, é correto afirmar:
cação digital, julgue os itens que se seguem.O certificado
digital revogado deve constar da lista de certificados re- a) Consiste em um conjunto de arquivos .bat que não
vogados, publicada na página de Internet da autoridade necessitam ser explicitamente executados.
certificadora que o emitiu. b) Contém um vírus, por isso, não é possível distinguir as
ações realizadas como consequência da execução do
( ) CERTO ( ) ERRADO Cavalo de Tróia propriamente dito, daquelas relacio-
nadas ao comportamento de um vírus.
37. (TRT 10ª 2013 - CESPE - ANALISTA JUDICIÁRIO - c) Não é necessário que o Cavalo de Tróia seja executado
ADMINISTRATIVA) Acerca de segurança da informação, para que ele se instale em um computador. Cavalos de
julgue os itens a seguir. O vírus de computador é assim Tróia vem anexados a arquivos executáveis enviados
denominado em virtude de diversas analogias poderem por e-mail.
ser feitas entre esse tipo de vírus e os vírus orgânicos. d) Não instala programas no computador, pois seu único
objetivo não é obter o controle sobre o computador,
( ) CERTO ( ) ERRADO mas sim replicar arquivos de propaganda por e-mail.
e) Distingue-se de um vírus ou de um worm por não
38. (MPE/PE 2012 - FCC - TÉCNICO MINISTERIAL - infectar outros arquivos, nem propagar cópias de si
ADMINISTRATIVO) Existem vários tipos de vírus de mesmo automaticamente.
computadores, dentre eles um dos mais comuns são ví-
rus de macros, que:

a) são programas binários executáveis que são baixados


de sites infectados na Internet.
b) podem infectar qualquer programa executável do
computador, permitindo que eles possam apagar ar-
quivos e outras ações nocivas.
c) são programas interpretados embutidos em documen-
tos do MS Office que podem infectar outros docu-
mentos, apagar arquivos e outras ações nocivas.
d) são propagados apenas pela Internet, normalmente
em sites com software pirata.
e) podem ser evitados pelo uso exclusivo de software le-
gal, em um computador com acesso apenas a sites da
Internet com boa reputação.

39. (SABESP 2012 - FCC - ANALISTA DE GESTÃO


I - SISTEMAS) Sobre vírus, considere:
I. Para que um computador seja infectado por um ví-
rus é preciso que um programa previamente infec-
tado seja executado.
II. Existem vírus que procuram permanecer ocultos,
infectando arquivos do disco e executando uma
série de atividades sem o conhecimento do usuá-
rio.
III. Um vírus propagado por e-mail (e-mail borne ví-
rus) sempre é capaz de se propagar automatica-
mente, sem a ação do usuário.
IV. Os vírus não embutem cópias de si mesmo em
outros programas ou arquivos e não necessitam
serem explicitamente executados para se propa-
garem.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

Está correto o que se afirma em

a) II, apenas.
b) I e II, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, II, III e IV.

70
ANOTAÇÕES
GABARITO

1 E ________________________________________________
2 Certo _________________________________________________
3 C
_________________________________________________
4 B
5 C _________________________________________________
6 E _________________________________________________
7 A
_________________________________________________
8 C
9 A _________________________________________________
10 C _________________________________________________
11 C
_________________________________________________
12 E
13 A _________________________________________________
14 C _________________________________________________
15 Certo
_________________________________________________
16 A
17 D _________________________________________________
18 C _________________________________________________
19 Errado
_________________________________________________
20 Certo
21 A _________________________________________________
22 A _________________________________________________
23 C
_________________________________________________
24 Errado
25 D _________________________________________________
26 B _________________________________________________
27 D _________________________________________________
28 E
_________________________________________________
29 B
30 C _________________________________________________
31 Errado _________________________________________________
32 B
_________________________________________________
33 C
34 D _________________________________________________
35 Errado _________________________________________________
36 Certo
_________________________________________________
37 Certo
38 C
NOÇÕES DE INFORMÁTICA

_________________________________________________
39 B _________________________________________________
40 E
_________________________________________________

_________________________________________________

_________________________________________________

_________________________________________________

71
ANOTAÇÕES

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NOÇÕES DE INFORMÁTICA

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72
ÍNDICE

POLÍTICA DE SAÚDE

Diretrizes e bases da implantação do SUS........................................................................................................................................................... 01


Constituição da República Federativa do Brasil: Saúde; Constituição Federal: Título VIII – Da Ordem Social, Cap. II - Da
Seguridade Social......................................................................................................................................................................................................... 05
Organização da Atenção Básica no Sistema Único de Saúde............................................................................................................................ 08
Epidemiologia, história natural e prevenção de doenças............................................................................................................................. 31
Reforma Sanitária e Modelos Assistenciais de Saúde – Vigilância em Saúde............................................................................................... 40
Indicadores de nível de saúde da população...................................................................................................................................................... 46
Políticas de descentralização e atenção primária à Saúde............................................................................................................................. 51
Doenças de notificação compulsória no Estado de São Paulo............................................................................................................................ 65
Doenças de notificação compulsória Estadual e Nacional............................................................................................................................. 65
Calendário Nacional de Vacinação.......................................................................................................................................................................... 82
Leis Federais n.º 8.080/1990 e n.º 8.142/1990.................................................................................................................................................... 84
Decreto Federal n.º 7.508/2011................................................................................................................................................................................ 94
• Universalidade: É a garantia de atenção à saúde, por
DIRETRIZES E BASES DA IMPLANTAÇÃO parte do sistema, a todo e qualquer cidadão (“A
DO SUS saúde é direito de todos e dever do Estado” – Art.
196 da Constituição Federal de 1988).

Com a universalidade, o indivíduo passa a ter direito


PRINCÍPIOS E DIRETRIZES de acesso a todos os serviços públicos de saúde, assim
como aqueles contratados pelo poder público de saúde,
A primeira e maior novidade do Sistema Único de independente de sexo, raça, renda, ocupação ou outras
Saúde é seu conceito de saúde. Esse “conceito ampliado características sociais ou pessoais. Saúde é direito de cida-
de saúde”, resultado de um processo de embates teóri- dania e dever do Governo: Municipal, Estadual e Federal.
cos e políticos, como visto anteriormente, traz consigo • Equidade: O objetivo da equidade é diminuir desi-
um diagnóstico das dificuldades que o setor da saúde gualdades. Mas isso não significa que a equidade
enfrentou historicamente e a certeza de que a reversão seja sinônima de igualdade. Apesar de todos terem
deste quadro extrapolava os limites restritos da noção direito aos serviços, as pessoas não são iguais e
vigente. por isso têm necessidades diferentes. Então, equi-
Encarar saúde apenas como ausência de doenças evi- dade é a garantia a todas as pessoas, em igualdade
denciou um quadro repleto não só das próprias doen- de condições, ao acesso às ações e serviços dos
ças, como de desigualdades, insatisfação dos usuários, diferentes níveis de complexidade do sistema.
exclusão, baixa qualidade e falta de comprometimento
profissional. O que determinará as ações será a prioridade epide-
Para enfrentar essa situação era necessário transfor- miológica e não o favorecimento, investindo mais onde
mar a concepção de saúde, de serviços de saúde e, até a carência é maior. Sendo assim, todos terão as mesmas
mesmo, de sociedade. Uma coisa era se deparar com a condições de acesso, more o cidadão onde morar, sem
necessidade de abrir unidades, contratar profissionais, privilégios e sem barreiras. Todo cidadão é igual perante
comprar medicamentos. Outra tarefa é conceber a aten- o SUS e será atendido conforme suas necessidades até o
ção à saúde como um projeto que iguala saúde com con- limite do que o sistema pode oferecer para todos.
dições de vida. • Integralidade: As ações de promoção, proteção e
Ao lado do conceito ampliado de saúde, o Sistema reabilitação da saúde não podem ser fracionadas, sendo
Único de Saúde traz dois outros conceitos importantes: assim, os serviços de saúde devem reconhecer na prática
o de sistema e a ideia de unicidade. A noção de sistema que: se cada pessoa é um todo indivisível e integrante
significa que não estamos falando de um novo serviço ou de uma comunidade, as ações de promoção, proteção e
órgão público, mas de um conjunto de várias instituições, reabilitação da saúde também não podem ser compar-
dos três níveis de governo e do setor privado contratado timentalizadas, assim como as unidades prestadoras de
e conveniado, que interagem para um fim comum. serviço, com seus diversos graus de complexidade, con-
Na lógica do sistema público, os serviços contratados figuram um sistema capaz de prestar assistência integral.
e conveniados são seguidos dos mesmos princípios e das Ao mesmo tempo, o princípio da integralidade pres-
mesmas normas do serviço público. Os elementos inte- supõe a articulação da saúde com outras políticas públi-
grantes do sistema referem-se, ao mesmo tempo, às ati- cas, como forma de assegurar uma atuação intersetorial
vidades de promoção, proteção e recuperação da saúde. entre as diferentes áreas que tenham repercussão na
Esse sistema é único, ou seja, deve ter a mesma dou- saúde e qualidade de vida dos indivíduos.
trina e a mesma forma de organização em todo país. Para organizar o SUS a partir dos princípios doutriná-
Mas é preciso compreender bem esta ideia de unicida- rios apresentados e considerando-se a ideia de segurida-
de. Em um país com tamanha diversidade cultural, eco- de social e relevância pública existem algumas diretrizes
nômica e social como o Brasil, pensar em organizar um que orientam o processo. Na verdade, trata-se de formas
sistema sem levar em conta essas diferenças seria uma de concretizar o SUS na prática.
temeridade. • Regionalização e hierarquização: Os serviços devem
O que é definido como único na Constituição é um ser organizados em níveis de complexidade tecno-
conjunto de elementos doutrinários e de organização do lógica crescente, dispostos em uma área geográfica
Sistema Único de Saúde, os princípios da universalização, delimitada e com a definição da população a ser
da equidade, da integralidade, da descentralização e da atendida.
participação popular. Esses elementos se relacionam com
as peculiaridades e determinações locais, por meio de Planejados a partir de critérios epidemiológicos, impli-
formas previstas de aproximação de gerência aos cida- ca na capacidade dos serviços em oferecer a uma determi-
dãos, seja com descentralização político-administrativa, nada população todas as modalidades de assistência, bem
POLÍTICA DE SAÚDE

seja por meio do controle social do sistema. como o acesso a todo tipo de tecnologia disponível, possi-
O Sistema Único de Saúde pode, então, ser entendido bilitando alto grau de resolutividade (solução de problemas).
a partir da seguinte imagem: um núcleo comum (único), A rede de serviços, organizada de forma hierarqui-
que concentra os princípios doutrinários, e uma forma zada e regionalizada, permite um conhecimento maior
de organização e operacionalização, os princípios orga- da situação de saúde da população da área delimitada,
nizativos. A construção do SUS norteia-se, baseado nos favorecendo ações de atenção ambulatorial e hospitalar
seus preceitos constitucionais, pelas seguintes doutrinas: em todos os níveis de complexidade.

1
Deve o acesso da população à rede se dar por in- de Saúde (composto por vários segmentos da so-
termédio dos serviços de nível primário de atenção, que ciedade: gestores, usuários, profissionais, entida-
devem estar qualificados para atender e resolver os prin- des de classe, etc.); e, por fim, no âmbito federal,
cipais problemas que demandam os serviços de saúde. as políticas do SUS são negociadas e pactuadas na
Os demais deverão ser referenciados para os serviços de CIT – Comissão Intergestores Tripartite (compos-
maior complexidade tecnológica. Estes caminhos somam ta por representantes do Ministério da Saúde, das
a integralidade da atenção com o controle e a racionali- secretarias municipais de saúde e das secretarias
dade dos gastos no sistema estaduais de saúde).
8 )Os medicamentos básicos são adquiridos pelas
1. Sistemas de Saúde no Brasil secretarias estaduais e municipais de saúde, de-
pendendo do pacto feito na região. A insulina hu-
1)Todos os estados e municípios devem ter conselhos mana e os chamados medicamentos estratégicos
de saúde compostos por representantes dos usuá- - incluídos em programas específicos, como Saúde
rios do SUS, dos prestadores de serviços, dos ges- da Mulher, Tabagismo e Alimentação e Nutrição -
tores e dos profissionais de saúde. Os conselhos são obtidos pelo Ministério da Saúde. Já os medi-
são fiscais da aplicação dos recursos públicos em camentos excepcionais (aqueles considerados de
saúde. alto custo ou para tratamento continuado, como
2)A União é o principal financiador da saúde pública para pós-transplantados, síndromes – como Doen-
no país. Historicamente, metade dos gastos é fei- ça de Gaucher – e insuficiência renal crônica) são
ta pelo governo federal, a outra metade fica por comprados pelas secretarias de saúde e o ressar-
conta dos estados e municípios. A União formula cimento a elas é feito mediante comprovação de
políticas nacionais, mas a implementação é feita entrega ao paciente. Em média, o governo federal
por seus parceiros (estados, municípios, ONGs e repassa 80% do valor dos medicamentos excepcio-
iniciativa privada) nais, dependendo dos preços conseguidos pelas
secretarias de saúde nos processos licitatórios. Os
3)O município é o principal responsável pela saúde
medicamentos para DST/Aids são comprados pelo
pública de sua população. A partir do Pacto pela
ministério e distribuídos para as secretarias de saúde.
Saúde, assinado em 2006, o gestor municipal passa
9)Com o Pacto pela Saúde (2006), os estados e mu-
a assumir imediata ou paulatinamente a plenitude
nicípios poderão receber os recursos federais por
da gestão das ações e serviços de saúde oferecidos
meio de cinco blocos de financiamento:
em seu território.
1 – Atenção Básica;
4)Quando o município não possui todos os serviços
2 – Atenção de Média e Alta Complexidade;
de saúde, ele pactua (negocia e acerta) com as de- 3 – Vigilância em Saúde;
mais cidades de sua região a forma de atendimen- 4 – Assistência Farmacêutica; e
to integral à saúde de sua população. Esse pacto 5 – Gestão do SUS. Antes do pacto, havia mais de 100
também deve passar pela negociação com o ges- formas de repasses de recursos financeiros, o que
tor estadual trazia algumas dificuldades para sua aplicação.
5)O governo estadual implementa políticas nacio-
nais e estaduais, além de organizar o atendimento Há hierarquia no Sistema Único de Saúde entre as
à saúde em seu território.A porta de entrada do unidades da Federação?
sistema de saúde deve ser preferencialmente a A relação entre a União, estados e municípios não
atenção básica (postos de saúde, centros de saúde, possui uma hierarquização. Os entes federados nego-
unidades de Saúde da Família, etc.). A partir desse ciam e entram em acordo sobre ações, serviços, organi-
primeiro atendimento, o cidadão será encaminha- zação do atendimento e outras relações dentro do sis-
do para os outros serviços de maior complexidade tema público de saúde. É o que se chama de pactuação
da saúde pública (hospitais e clínicas especializa- intergestores. Ela pode ocorrer na Comissão Intergestora
das). Bipartite (estados e municípios) ou na Comissão Inter-
6)O sistema público de saúde funciona de forma re- gestora Tripartite (os três entes federados).
ferenciada. Isso ocorre quando o gestor local do
SUS, não dispondo do serviço de que o usuário Qual a responsabilidade financeira do governo fede-
necessita, encaminha-o para outra localidade que ral na área de saúde?
oferece o serviço. Esse encaminhamento e a refe- • A gestão federal da saúde é realizada por meio do
rência de atenção à saúde são pactuados entre os Ministério da Saúde.
municípios • O governo federal é o principal financiador da rede
7 )Não há hierarquia entre União, estados e municí- pública de saúde. Historicamente, o Ministério da
pios, mas há competências para cada um desses Saúde aplica metade de todos os recursos gastos
POLÍTICA DE SAÚDE

três gestores do SUS. No âmbito municipal, as po- no país em saúde pública em todo o Brasil. Estados
líticas são aprovadas pelo CMS – Conselho Munici- e municípios, em geral, contribuem com a outra
pal de Saúde; no âmbito estadual, são negociadas metade dos recursos.
e pactuadas pela CIB – Comissão IntergestoresBi- • O Ministério da Saúde formula políticas nacionais de
partite (composta por representantes das secreta- saúde, mas não realiza as ações. Para a realização
rias municipais de saúde e secretaria estadual de dos projetos, depende de seus parceiros (estados,
saúde) e deliberadas pelo CES – Conselho Estadual municípios, ONGs, fundações, empresas, etc.).

2
• Também tem a função de planejar, criar normas, ava- Quais são as receitas dos estados?
liar e utilizar instrumentos para o controle do SUS. Elas são compostas por:
• Os estados possuem secretarias específicas para a A) Impostos Estaduais: ICMS, IPVA e ITCMD (sobre he-
gestão de saúde. rança e doações).
• O gestor estadual deve aplicar recursos próprios, in- B) Transferências da União: cota-parte do Fundo de
clusive nos municípios, e os repassados pela União. Participação dos Estados (FPE), cota-parte do IPI-
• Além de ser um dos parceiros para a aplicação de -Exportação, transferências da Lei Complementar nº
políticas nacionais de saúde, o estado formula suas 87/96 – Lei Kandir.
próprias políticas de saúde. C) Imposto de Renda Retido na Fonte.
• Ele coordena e planeja o SUS em nível estadual, res- D) Outras Receitas Correntes: receita da dívida ativa de
peitando a normatização federal. impostos e multas, juros de mora e correção mone-
• Os gestores estaduais são responsáveis pela orga- tária de impostos;
nização do atendimento à saúde em seu território.
Para onde vão e como são fiscalizados esses recursos?
Qual a responsabilidade do governo municipal na A Emenda Constitucional nº 29 estabeleceu que de-
área de saúde? veriam ser criados pelos estados, Distrito Federal e mu-
• A estratégia adotada no país reconhece o município nicípios os fundos de saúde e os conselhos de saúde. O
como o principal responsável pela saúde de sua primeiro recebe os recursos locais e os transferidos pela
população. União. O segundo deve acompanhar os gastos e fiscalizar
• A partir do Pacto pela Saúde, de 2006, o gestor as aplicações.
municipal assina um termo de compromisso para
assumir integralmente as ações e serviços de seu O que quer dizer transferências “fundo a fundo”?
território. Com a edição da Emenda Constitucional nº 29, fica cla-
• Os municípios possuem secretarias específicas para ra a exigência de que a utilização dos recursos para a saú-
a gestão de saúde.
de somente será feita por um fundo de saúde. Transferên-
• O gestor municipal deve aplicar recursos próprios e
cias fundo a fundo, portanto, são aquelas realizadas entre
os repassados pela União e pelo estado.
fundos de saúde (ex.: transferência repassada do Fundo
• O município formula suas próprias políticas de saú-
Nacional de Saúde para os fundos estaduais e municipais.
de e também é um dos parceiros para a aplicação
de políticas nacionais e estaduais de saúde.
Quem faz parte dos conselhos de saúde?
• Ele coordena e planeja o SUS em nível municipal,
Os conselhos são instâncias colegiadas (membros têm
respeitando a normatização federal e o planeja-
poderes iguais) e têm uma função deliberativa. Eles são
mento estadual.
• Pode estabelecer parcerias com outros municípios fóruns que garantem a participação da população na fis-
para garantir o atendimento pleno de sua popu- calização e formulação de estratégias da aplicação pública
lação, para procedimentos de complexidade que dos recursos de saúde. Os conselhos são formados por
estejam acima daqueles que pode oferecer. representantes dos usuários do SUS, dos prestadores de
• Em setembro de 2000, foi editada a Emenda Cons- serviços, dos gestores e dos profissionais de saúde.
titucional nº 29.
• O texto assegura a co-participação da União, dos es- Como funciona o atendimento ao SUS?
tados, do Distrito Federal e dos municípios no fi- O sistema de atendimento funciona de modo descen-
nanciamento das ações e serviços de saúde pública. tralizado e hierarquizado.
• A nova legislação estabeleceu limites mínimos de O que quer dizer descentralização?
aplicação em saúde para cada unidade federativa. Significa que a gestão do sistema de saúde passa para
• Mas ela precisa ser regulamentada por projeto de os municípios, com a conseqüente transferência de recur-
lei complementar que já está em debate no Con- sos financeiros pela União, além da cooperação técnica.
gresso Nacional.
Os municípios, então, devem ter todos os serviços de
O novo texto definirá quais tipos de gastos são da saúde?
área de saúde e quais não podem ser considerados gas- Não. A maior parte deles não tem condições de ofertar
tos em saúde. na integralidade os serviços de saúde. Para que o sistema
funcione, é necessário que haja uma estratégia regional
Quanto a União, os estados e municípios devem in- de atendimento (parceria entre estado e municípios) para
vestir? corrigir essas distorções de acesso.
• A Emenda Constitucional nº 29 estabelece que os
POLÍTICA DE SAÚDE

gastos da União devem ser iguais ao do ano ante- Como é feita essa estratégia de atendimento?
rior, corrigidos pela variação nominal do Produto • No Sistema Único de Saúde, há o que se chama de
Interno Bruto (PIB). referencialização. Na estratégia de atendimento,
• Os estados devem garantir 12% de suas receitas para cada tipo de enfermidade há um local de re-
para o financiamento à saúde. ferência para o serviço. A entrada ideal do cidadão
• Já os municípios precisam aplicar pelo menos 15% na rede de saúde é a atenção básica (postos de
de suas receitas. saúde, equipes do Saúde da Família, etc.).

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• Um segundo conceito básico do SUS é a hierarqui- E os convênios? O que são?
zação da rede. O sistema, portanto, entende que Esse tipo de repasse objetiva a realização de ações
deve haver centros de referência para graus de e programas de responsabilidade mútua, de quem dá o
complexidade diferentes de serviços. investimento (concedente) e de quem recebe o dinhei-
ro (convenente). O quanto o segundo vai desembolsar
Quanto mais complexos os serviços, eles são organi- depende de sua capacidade financeira e do cronograma
zados na seguinte seqüência: unidades de saúde, muni- físico-financeiro aprovado. Podem fazer convênios com
cípio, pólo e região. o Ministério da Saúde os órgãos ou entidades federais,
estaduais e do DistritoFederal, as prefeituras municipais,
Como se decide quem vai atender o quê? as entidades filantrópicas, as organizações não-gover-
Os gestores municipais e estaduais verificam quais namentais e outros interessados no financiamento de
instrumentos de atendimento possuem (ambulâncias, projetos específicos na área de saúde. Os repasses por
postos de saúde, hospitais, etc.). Após a análise da poten- convênios significam transferências voluntárias de recur-
cialidade, traçam um plano regional de serviços. O acerto sos financeiros (ao contrário das transferências fundo a
ou pactuação irá garantir que o cidadão tenha acesso a fundo, que são obrigatórias) e representam menos de
todos os tipos de procedimentos de saúde. Na prática, 10% do montante das transferências.
uma pessoa que precisa passar por uma cirurgia, mas o
seu município não possui atendimento hospitalar, será 2. Conceito de Saúde
encaminhada para um hospital de referência em uma ci-
dade vizinha. Segundo a Organização Mundial de Saúde- OMS,
Saúde é um estado de completo bem estar. A OMS é
Os municípios têm pleno poder sobre os recursos? uma agência especializada em saúde, fundada em 7 de
Os municípios são incentivados a assumir integral- abril de 1948 e subordinada à Organização das Nações
mente as ações e serviços de saúde em seu território. Unidas. Sua sede é em Genebra, na Suíça.
Esse princípio do SUS foi fortalecido pelo Pacto pela Saú-
de, acertado pelos três entes federados em 2006. A partir
de então, o município pode assinar um Termo de Com-
promisso de Gestão. Se o termo for aprovado na Comis-
são Bipartite do estado, o gestor municipal passa a ter a
gestão de todos os serviços em seu território. A condição
permite que o município receba os recursos de forma re-
gular e automática para todos os tipos de atendimento
em saúde que ele se comprometeu a fazer.

Há um piso para o recebimento de recursos da aten-


ção básica?
Trata-se do Piso da Atenção Básica (PAB), que é cal-
culado com base no total da população da cidade. Além
desse piso fixo, o repasse pode ser incrementado confor-
me a adesão do município aos programas do governo
federal. São incentivos, por exemplo, dados ao programa
Saúde da Família, no qual cada equipe implementada re-
presenta um acréscimo no repasse federal. As transferên-
cias são realizadas fundo a fundo.

Como são feitos os repasses para os serviços hospita-


lares e ambulatoriais? Saúde é um direito universal e fundamental do ser
A remuneração é feita por serviços produzidos pelas humano, firmado na Declaração Universal dos Direitos
instituições credenciadas no SUS. Elas não precisam ser Humanos e assegurado pela Constituição Federal, que
públicas, mas devem estar cadastradas e credenciadas estabelece a saúde comodireito de todos e dever do
para realizar os procedimentos pelo serviço público de Estado, garantindo mediante políticas sociais e econô-
saúde. O pagamento é feito mediante a apresentação de micas que visem à redução do risco de doença e de ou-
fatura, que tem como base uma tabela do Ministério da tros agravos e ao acesso universal igualitário às ações e
Saúde que especifica quanto vale cada tipo de procedi- aos serviços para sua promoção, proteção e recuperação
mento. (BRASIL, art. 196).1
POLÍTICA DE SAÚDE

Pode-se, então, gastar o quanto se quiser nesse tipo A atual legislação brasileira amplia o conceito de
de procedimento? saúde, considerando-a um resultado de vários fatores
determinantes e condicionantes, como alimentação, mo-
Não. Há um limite para o repasse, o chamado teto radia, saneamento básico, meio ambiente, trabalho, ren-
financeiro. da, educação, transporte, lazer, acesso a bens e serviços
O teto é calculado com base em dados como popula- essenciais. Por isso, as gestões municipais do SUS- em
ção, perfil epidemiológico e estrutura da rede na região. articulação com as demais esferas de governo – devem

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desenvolver ações conjuntas com outros setores gover- - 25% de representantes do governo e prestadores
namentais, como meio ambiente, educação, urbanismo, de serviços, 25% de profissionais de saúde e 50%
dentre outros, que possam contribuir, direta ou indireta- de usuários, atua na formulação e proposição de es-
mente, para a promoção de melhores condições de vida tratégias e no controle da execução das políticas de
e de saúde para população. saúde, inclusive nos aspectos econômicos e finan-
Vigilância Sanitária: Um conjunto de ações capaz de ceiros, cuja decisões serão homologadas pelo chefe
eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de inter- do poder legalmente constituído em cada esfera de
vir nos problemas sanitári