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Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL

Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL DE SANTO AMARO Técnico em Logística

MANUTENÇÃO DE FROTA

Anna Flávia Stutz

Francielly de Souza

Marina Aquino

Ronaldo Luis

São Paulo

2011

Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO ESCOLA TÉCNICA ESTADUAL DE SANTO AMARO Técnico em Logística

MANUTENÇÃO DE FROTA

Anna Flávia Stutz

Francielly de Souza

Marina Aquino

Ronaldo Luis

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Técnico em Logística da Escola Técnica Estadual Santo Amaro, como requisito parcial para a obtenção do diploma de nível técnico.

ORIENTADORA: SILVIA PUTRINI

São Paulo

2011

TERMO DE APROVAÇÃO

ANNA FLÁVIA STUTZ FRANCIELLY DE SOUZA LUCIANA RIBEIRO MARINA AQUINO RONALDO LUIS

MANUTENÇÃO DE FROTA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência para obtenção do Título de Técnico em Logística à Escola Técnica de Santo Amaro – na Área de Logística, sob a orientação da Professora Silvia Putrini e aprovado pela seguinte banca examinadora:

DEDICATÓRIA

Dedicamos este Trabalho de Conclusão de Curso aos professores, em especial ao Danhiel Marcolino e à Silvia Pultrini, nossa orientadora. E também aos nossos pais pela compreensão e ajuda na realização deste trabalho.

AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus, pois sem Ele não conseguiríamos realizar este trabalho, nos dando forças para concluir.

Aos nossos familiares, que sempre nos incentivaram a continuar persistindo e acreditando em nossa capacidade, e sempre nos deram apoio quando necessário.

A Silvia Pultrini, nossa professora orientadora que nos deu base para elaborarmos e construirmos este projeto, e que sempre que preciso nos guiou, quando tivemos dúvidas, para elaboração deste trabalho.

E a empresa FM Transportes que nos forneceu os dados necessários para realizarmos e concluirmos o trabalho.

EPÍGRAFE

“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar.” (William Shakespeare)

RESUMO

O presente trabalho tem por objetivo desenvolver e implantar um sistema de manutenção preventiva na empresa FM transportes. Atualmente, é inadmissível imaginar que seja possível gerenciar uma frota sem haver um sistema de manutenção freqüente que gere meios de se atingir metas, buscando a redução de custos logísticos.

Para fundamentar o projeto, foram realizadas pesquisas exploratórias e causais, para que assim haja um bom desenvolvimento no tema trabalhado.

Primeiramente, introduzimos o transporte rodoviário, onde tem como principal fundamento no projeto. Em seguida será apresentada uma proposta de implantação de um sistema de manutenção à empresa FM transportes, demonstrando a escassez da mesma. A idéia consiste em mostrar a tal empresa como é crucial obter uma freqüência de idas a oficina, levando em consideração alguns aspectos básicos que buscam aumentar a vida útil de um veículo.

A partir do sistema que foi implantado à frota da FM transporte, contendo todas as tarefas necessárias para que haja um bom desempenho do veículo, isso conseqüentemente levou a um melhoramento na produtividade de toda a frota.

Posteriormente, apresentar-se-á a aplicação do sistema de manutenção através de um estudo de caso em uma empresa de transporte express. Este estudo de caso contém a descrição minuciosa do realizado em cada tarefa, esclarecendo e ampliando a compreensão do leitor diante do sistema.

Palavras- chaves: Manutenção Preventiva; Frota; Empresa; Redução de Custos Logísticos.

ABSTRACT

SUMÁRIO

1. Introdução

Para Bowersox & Closs (1996), a rede logística oferece a estrutura básica sobre a qual as operações logísticas são efetuadas. É imprescindível, portanto, que a rede logística esteja bem estruturada para que as operações logísticas possam conferir à empresa vantagem competitiva.

Para muitas empresas o transporte representa o elemento mais importante do custo logístico, podendo o frete absorver segundo Ballou (1995), até 2 / 3 do custo logístico é entre 7% e 10% do preço final dos produtos.

O

objetivo

do

sistema

de

transporte

é

compatibilizar

menores

prazos

de

movimentação do produto, qualidade do serviço prestado e preço do frete.

A realidade tem mostrado que muitos empresários consideram um item dispendioso e não produtivo a manutenção preventiva, colocando-a, assim, em segundo plano.

Mas

trabalhar

com

essa

visão

traz

resultados

negativos

que

são

notados,

principalmente,

com

o

aumento

dos

custos

da

frota.

Esses

aumentos

são

resultantes,

justamente,

dos

problemas

originados

pela

falta

de

manutenção

adequada.

Em geral, essa atividade é reduzida ou até cortada, para diminuir custos, criando inicialmente a ilusão de que os lucros aumentaram. Mas esse efeito é passageiro, pois os custos voltam a subir a partir do momento que os reparos começarem a aparecer.

O presente trabalho analisará o sistema da frota da linha Express da empresa FM Transportes, onde apresentaremos soluções para a falta de manutenção de seus veículos.

2. Evolução Logística no Brasil

Desde o início, no século III a.C., na Grécia, conceituavam que Logística é a arte de calcular (aritmética aplicada). Há milhares de anos, o conceito tem tudo haver com o principal propósito da Logística, nos conceitos atuais (redução de custo sem perdas de eficiência no atendimento e qualidade do produto).

No início do século XVII, na França, foi introduzido pela primeira vez no mundo, o conceito logístico na guerra, em função dos crescentes problemas operacionais, criando assim a patente de General de Lógis (do verbo francês lôger, que significa alojar). “Parte da arte da guerra que trata do planejamento e organização do alojamento, equipamento, transporte de tropas, produção, distribuição, manutenção e transporte de material bélico e de outras atividades não combatentes relacionadas (definições do Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa Caldas Aulete)”.

Um dos primeiros homens da história a utilizar bem as estratégias da Logística foi Alexandre, o Grande, que com um exército de 35.000 homens, chegava á abater os exércitos inimigos de até 60.000 homens, perdendo apenas 110 homens, usando as estratégias Logísticas. Esse trouxe inspirações para outros heróis da história como Napoleão, Luiz XIV, entre outros, que fez da Logística uma estratégia de guerra. Só no início do século XIX, a Logística foi reconhecida do ponto de vista acadêmico, passando a ser estudada como ferramenta estratégica e introduzida nas organizações, após algumas modificações, do conceito original, (arte de guerra).

No Brasil, a Logística surgiu no início da década de 80, logo após a explosão da Tecnologia da Informação. Surgiram algumas entidades dando enfoque a Logística como: ASBRAS (Associação Brasileira de Supermercados), ASLOG (Associação Brasileira de Logística), IMAM (Instituto de Movimentação e Armazenagem), entre outras, que tinha a difícil missão de disseminar este novo conceito, voltado para as organizações. Segundo a ASLOG, o conceito de Logística já definido como, o “Processo de planejar, implementar e controlar eficientemente, ao custo correto, o fluxo e armazenagem de matéria-prima, estoque durante a produção e produtos acabados, desde do ponto de origem até o consumidor final, visando atender os requisitos do cliente.”

Quanto ao seu processo de evolução até os dias atuais, podemos relatar:

Na década de 80, apenas com o foco nas metodologias e modais de

transportar, e armazenar. Na década de 90, começaram a se fazer cálculos, pois daí iniciou o

conhecimento científico, estudos das relações, dispersões, movimentos etc., com foco em Administração de Matérias, Distribuição, Movimentação e Armazenagem de Matérias. Hoje muito mais complexo e amplo, com foco em Controle, Planejamento, Tecnologia da Informação, Finanças e Serviço ao Cliente.

Todas essas evoluções, aliadas ao processo de globalização, trouxeram novos desafios para as organizações, que é a competitividade no mercado globalizado. Daí surge a necessidade de se produzir e distribuir a custos mais adequados, sem perda

de eficiências e qualidades do produto. A nova realidade exigiu uma mudança de comportamento nas organizações, chegando a fusão de algumas, como foi o caso da AmBev (Companhia de Bebidas das Américas) que juntou as três principais marcas de cervejas do mercado, e tudo isso só foi possível mediante ao estudo de viabilidade Logística, fazendo assim com que as três marcas fossem produzidas em unidade fabris únicas espalhadas pelo Brasil, utilizando as mesmas tecnologias e mão-de-obra, este processo levou ao fechamento de algumas unidades fabris e uma seleção natural da mão-de-obra. Isso valeu o posicionamento entre as três maiores do mundo, tirando do ranking empresas tradicionais do Sistema Pilsen.

A tecnologia tem um papel fundamental na evolução Logística, com o surgimento dos ERP´s (Enterprise Resource Planning ou Planejamento dos Recursos do Negócio) - esse trata da integração dos departamentos das organizações, facilitando assim o controle e planejamento; WMS´s (Warehouse Management Systems ou Sistemas de Gerenciamento de Armazém) - utilizado para controlar e otimizar a movimentação de mercadorias; Os sistemas de Rastreamentos (tecnologia embarcada) - utilizado para rastrear as unidades móveis de diversos tipos modais; Roterizadores – utilizados para otimizar as rotas, proporcionando a menor dispersão de tempo e quilometragem possível; Etiquetas RFID (Radiofrequency Identification Data ou Identificação Via Radiofrequência) – conhecido também como etiquetas inteligentes, utilizado para comunicação e identificação de produtos, via rádio frequência, bem como a separação de mercadorias por comando de voz, que utiliza a tecnologia RFID; RFDC - Radiofrequency Data Collection ou Coleta de Dados por Radiofrequência; entre outros, esses três últimos com ajuda da microeletrônica que desde 1968 a USP (Universidade de São Paulo) vem desenvolvendo pesquisa para o avanço tecnológico.

Essas tecnologias melhoraram bastante as relações entre fornecedores e empresas varejistas distribuidores e atacadistas, tornando possível interface na comunicação de dados, a ponto dos fornecedores controlarem on-line (tempo real) a necessidade do mercado, através do monitoramento dos estoques. Aliado as ferramentas de marketing de relacionamento que tem como finalidade principal controlar o consumo de cada cliente final, a exemplo da utilizada pelo grupo Wall Mart (Bom Club), pode se chegar a variadas características de consumo de um determinado mercado. Hoje podemos arriscar a afirmação de que a Logística está bem servida de tecnologias no Brasil.

O ponto ainda vulnerável na Logística é o capital humano, que apesar do conceito, relativamente novo no Brasil, em função do pouco tempo, foi menos desenvolvido, que as tecnologias. As organizações chegam a ponto de ruptura do desenvolvimento por falta destes profissionais.

Somente ao final da década de 90 surgiram as graduações e especializações e até mesmo os cursos de aperfeiçoamentos na área especifica. Ainda hoje são mais utilizadas as experiências práticas que o conhecimento cientifico, o que não é suficiente para atender o mercado competitivo e exigente que busca sempre a excelência e a eficácia no atendimento, essa mão-de-obra, busca o conhecimento e especialização neste novo conceito, o que facilitará bastante em função da experiência prática, mas a existência de entidades para esse fim ainda não é suficiente e fica limitado aos grandes centros. Uma boa novidade foi a alteração

da grade curricular de ensino de algumas graduações voltado para gestão de negócios, que possibilitou a inclusão da matéria de Logística.

Enfim, a Logística por ser uma unidade de “despesas” é ainda a principal iniciativa de redução de custo de uma organização. Não se pode pensar em otimização dos recursos (produtividade), redução de custo, sem que não se pense em Logística antes. Daí a necessidade de aliar conhecimento, habilidade e atitude ao capital humano.

3. A Logística e o Transporte

O transporte representa o elemento mais importante do custo logístico na maioria as empresas e tem papel fundamental na prestação do Serviço ao Cliente. Do ponto de vista de custos, Nazário (In: Fleury et al., 2000:126) afirma que o transporte representa, em média, cerca de 60 % das despesas logísticas. Ele pode variar entre 4% e 25% do faturamento bruto, e em muitos casos supera o lucro operacional. Dessa forma, iniciativas como a intermodalidade (integração de vários modais de transporte) e o surgimento de operadores logísticos, ou seja, de prestadores de serviços logísticos integrados, apresentam relevante importância para redução dos custos de transporte, pois geram economia de escala ao compartilhar sua capacidade e seus recursos de movimentação com vários clientes.

4. Transportes no Brasil

Até a década de 1950, a economia brasileira se fundava na exportação de produtos primários, e com isso o sistema de transportes limitou-se ao transporte fluvial e ferroviário. Com a aceleração do processo industrial na segunda metade do século XX, a política para o setor concentrou os recursos no setor rodoviário, com prejuízo para as ferrovias, especialmente na área da indústria pesada e extração mineral. Como resultado, o setor rodoviário, o mais caro depois do aéreo, movimentava no final do século mais de sessenta por cento das cargas.

As primeiras medidas concretas para a formação de um sistema de transportes no Brasil só foram estabelecidas em 1934. Desde a criação da primeira estrada de ferro até 1946 os esquemas viários de âmbito nacional foram montados tendo por base as ferrovias, complementados pelas vias fluviais e a malha rodoviária. Esses conceitos começaram a ser modificados a partir de então, especialmente pela profunda mudança que se operou na economia brasileira, e a ênfase passou para o setor rodoviário.

A crise econômica da década de 1980 e uma nova orientação política tiveram como conseqüência uma queda expressiva na destinação de verbas públicas para os transportes.

4. Transportes no Brasil Até a década de 1950, a economia brasileira se fundava na exportação

4.1. Transporte Rodoviário

As primeiras rodovias brasileiras datam do século XIX, mas a ampliação da malha rodoviária ocorreu no governo Vargas, com a criação do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) em 1937 e, mais tarde, com a implantação da indústria automobilística, na segunda metade da década de 1950, a aceleração do processo de industrialização e a mudança da capital federal para Brasília. A partir daí a rede rodoviária se ampliou de forma notável e se tornou a principal via de escoamento de carga e passageiros. Na década de 1980, o crescimento acelerado deu lugar à estagnação. A perda de receitas, com a extinção, em 1988, do imposto sobre lubrificantes e combustíveis líquidos e do imposto sobre serviços de transporte rodoviário, impediu a ampliação da rede e sua manutenção. Como resultado, em fins do século XX a precária rede rodoviária respondia por 65% do transporte de cargas e 92% do de passageiros.

4.1. Transporte Rodoviário As primeiras rodovias brasileiras datam do século XIX, mas a ampliação da malha

4.2. Tipos de Veículos

‘‘O transporte de carga é exercido predominante com veículos rodoviários denominados caminhões e carretas, sendo que ambos podem ter características especiais e tomarem outras denominações’’ (Keedi, 2003 p 101). De acordo com Rodrigues (2003), os veículos utilizados no transporte rodoviário são classificados por sua capacidade de carga, quantidade e distância entre eixos. • Caminhão plataforma: Transporte de contêineres e cargas de grande volume ou peso unitário.

Caminhão baú: Sua carroceria possui uma estrutura semelhante a dos contêineres, que protegem das intempéries toda a carga transportada.

Caminhão caçamba: Transporte de cargas a granel, este veiculo descarrega suas mercadorias por gravidade, pela basculação da caçamba.

Caminhão aberto: Transporte de mercadorias não perecíveis e pequenos volumes. Em caso de chuva são cobertos com lonas encerados.

Caminhão refrigerado: Transporte de gêneros perecíveis. Semelhante ao caminhão baú, possui mecanismos próprios para a refrigeração e manutenção da temperatura no compartimento de carga.

Caminhão tanque: Sua carroceria é um reservatório dividido em tanques, destinado ao transporte de derivados de petróleo e outros líquidos a granel.

Caminhão graneleiro ou silo: Possui carroceria adequada para transporte de granéis sólidos. Descarregam por gravidade, através de portinholas que se abrem.

Caminhões especiais:

• Rebaixados e reforçados: Para o transporte de carga pesada: (carreta heavy);

• Possuir guindaste sobre a carroceria (munk);

• Cegonhas, projetadas para o transporte de automóveis;

• Semi-reboques: Carrocerias, de diversos tipos e tamanhos, sem propulsão própria, para acoplamento a caminhões-trator ou cavalo mecânico, formando os conjuntos articulados, conhecidos como carretas.

Conforme Keedi (2003), suas capacidades de transporte dependem de sua força de tração, tamanho, bem como quantidade de eixos. O peso do veículo em si é denominado de tara enquanto sua capacidade de carga é a sua lotação, no inglês payload, sendo que somados representam o peso bruto total do veículo.

4.3. As transportadoras

Para Bowersox e Closs (2001) as transportadoras, como intermediarias, têm uma perspectiva um pouco diferente. Ela tem como objetivo aumentar sua receita bruta mediante a transação, ao mesmo tempo minimizando os custos necessários para concluir a operação. A transportadora sempre cobra a taxa mais alta aceitável pelo embargador ou destinatário, e minimiza o custo de mão de obra, combustível e desgaste do veículo necessário para movimentar a carga. (Bowersox e Closs, 2001 pag. 281)

4.4. O transporte de carga no código civil

O novo Código civil disciplina o transporte de carga, destacando-se que o transportador poderá exigir que o remetente lhe entregue, devidamente assinado, a relação discriminada das coisas a serem transportadas. Caso ocorrer informações inexatas ou falsa descrição no documento, será o transportador indenizado pelo prejuízo que sofrer.

Outro aspecto a ser ressaltado está relacionado com as obrigações do transportador, ou seja, este conduzirá a carga ao seu destino, tomando todas as cautelas necessárias para mantê-la em bom estado e entregá-la no prazo ajustado ou previsto. A responsabilidade do transportador se limita ao valor constante do conhecimento e começa no momento em que ele, ou seus prepostos recebem a coisa e termina quando é entregue ao destinatário ou depositada em juízo, se aquele não for encontrado.

  • 4.5. O Frete

“Esse documento tem função de contrato de transporte assim como recibo de carga e até mesmo um titulo de crédito.” (Silva, 2004 p 58). O frete geralmente é negociado em forma de cotação. As transportadoras baseadas na distância e no custo operacional formam seus preços. O frete pode ser CIF ou FOB. Afirma Bowersox e Closs (2001) que o temo FOB e a sigla de free on bord (carga livre de despesa a bordo), na prática significa que o frete e as responsabilidades da carga como seguro e riscos, são de titularidade do comprador ou destinatário. Ainda segundo este autor já o termo frete CIF destino, a titularidade da carga não passa para o comprador até que a entrega seja feita. O remetente é responsável pelo frete e pela titularidade da carga até sua entrega.

  • 4.6. Gestão de Frotas

O termo "Gestão de Frotas" representa a atividade de reger, administrar ou gerenciar um conjunto de veículos pertencentes a uma mesma empresa. Essa tarefa tem uma abrangência bastante ampla e envolve diferentes serviços, como dimensionamento, especificação de equipamentos, roteirização, custos, manutenção e renovação de veículos, entre outros.

  • 4.7. Importância da Gestão de Frota Para as Empresas

Tendo em vista que no Brasil o transporte de cargas opera em um mercado altamente concorrencial, a eficiência na gestão de frotas torna-se um fator decisivo para o crescimento e, até mesmo, para a sobrevivência das empresas.

Para o caso das empresas de carga própria, a má gestão pode implicar custos elevados no transporte, por conseqüência, comprometer o relacionamento comercial com boa parte dos cientes.

O transporte de passageiros, por sua vez, é operado sob regime tarifário, havendo, por parte dos Órgãos Concedente, um intenso controle sobre custos e operação das frotas. Nos valores das tarifas estão embutidos rígidos parâmetros de consumo e de desempenho, de modo que o lucro da empresa vai depender fundamentalmente da gestão adequada de seus veículos.

5. Flash Log.

A Flash Log. é uma empresa de assessoria logística, atende além de seus clientes diretos, operadores logísticos, empresas de logística de distribuição, agentes de cargas aéreas e prestadores de serviços de transporte em geral.

Constituída em 2010 teve um grande crescimento baseado na experiência em logística dos seus gestores e na dedicação em atender aos seus clientes com excelência. É uma empresa sólida que valoriza a eficiência, a agilidade, a ética, desenvolvimento constante de seus colaboradores e processos garantindo a qualidade total dos serviços prestados a seus clientes.

Somos uma entidade focada na geração de conhecimento na área de logística através da divulgação de informações do segmento, da realização de projetos em empresas.

A Flash

Log.

foi

idealizado

para

atender

a

todos aqueles que buscam

desenvolvimento profissional na área de logística.

 

5.1.

Missão:

"Promover o conhecimento da Logística Globalizada, através da informação teórica e prática em todos os segmentos, levando o profissional e a empresa à obtenção de uma melhor desempenho no mercado atual, com qualidade, agilidade, eficiência e idoneidade".

5.2.

Visão:

Tornar-se uma empresa referencial em excelência nos serviços prestados no segmento de assessoria logística a nível nacional.

5.3.

Valores:

 

Compromisso:

Comprometimento com os objetivos dos clientes e da empresa.

Qualidade:

Busca pela excelência em todos os processos, com atenção aos detalhes.

Inovação:

Encantar o cliente através de idéias criativas e inovadoras.

Ética:

Trabalho com respeito e transparência em todas as relações.

Segurança:

Conquista da confiança através do cumprimento dos acordos firmados.

5.4. Logotipo da empresa

Segurança: Conquista da confiança através do cumprimento dos acordos firmados. 5.4. Logotipo da empresa

6. A FM Transportes

  • 6.1. Fundação, Missão e Visão:

Fundada em 29 de setembro de 2006, por Felipe Gonçalves, a FM Transportes Rápidos surgiu a partir da necessidade de se criar uma empresa onde oferecesse suporte com qualidade e eficiência aos clientes e colaboradores tratados com dignidade e respeito.

Felipe antes da FM foi motoboy por 06 anos, onde adquiriu experiência no ramo. Durante esse período duas questões o incomodavam, a primeira era que poucas empresas ofereciam serviços de forma rápida, seus funcionários não eram valorizados e, a outra, era a insatisfação de diversos clientes, pois faltava eficiência na prestação de serviço.

A idéia da FM é totalmente oposta, procura manter o ambiente de trabalho com dinamismo e valoriza os colaboradores como eles merecem. Estão em atividade a quase 05 anos e sua visão é de ser uma empresa de nível nacional, atuando não só no transporte com motociclistas mas sim em todos os tipos de transportes e logística.

A FM ao longo do tempo vem desenvolvendo e aperfeiçoando soluções com tecnologia e mão de obra qualificada para atender as necessidades de seus clientes, colocando inteiramente à sua disposição uma equipe de profissionais treinados e altamente capacitados, oferecendo atendimento personalizado, direcionando horários, e utilizando versatilidade, agilidade e dinâmica de nossos profissionais.

  • 6.2. Informações sobre a FM Transportes:

A FM Transportes presta serviço aos seus clientes 24 horas por dia, tendo cerca de 460 clientes cadastrados. Atendendo pessoas físicas e jurídicas, em São Paulo, Grande São Paulo, Interior e Litoral. Sendo ela, assegurada pela Porto Seguros. A empresa é localizada na Avenida do Rio Bonito, Nº 1.204 – Interlagos – São Paulo/SP, CEP: 04776-000. Telefones para contato: (11) 5523-2256 ou (11) 5524-7275

  • 6.3. Frotas da FM Transportes

A empresa possui o total de 80 veículos, sendo eles:

Próprios: 02 Caminhões e 04 Fiorinos. Terceirizados: 60 Motos, 06 Fiorinos, 04 Kombis e 04 Caminhões.

E-mail: <a href=felipe@fmtransportes.net ou contato@fmtransportes.net 6.3. Frotas da FM Transportes A empresa possui o total de 80 veículos, sendo eles: Próprios: 02 Caminhões e 04 Fiorinos. Terceirizados: 60 Motos, 06 Fiorinos, 04 Kombis e 04 Caminhões. Caminhão Fiorino " id="pdf-obj-21-13" src="pdf-obj-21-13.jpg">

Caminhão

E-mail: <a href=felipe@fmtransportes.net ou contato@fmtransportes.net 6.3. Frotas da FM Transportes A empresa possui o total de 80 veículos, sendo eles: Próprios: 02 Caminhões e 04 Fiorinos. Terceirizados: 60 Motos, 06 Fiorinos, 04 Kombis e 04 Caminhões. Caminhão Fiorino " id="pdf-obj-21-17" src="pdf-obj-21-17.jpg">

Fiorino

Kombi 6.4. Funcionários da FM Transportes Todos os funcionários são contratados pela CLT conforme a legislação

Kombi

6.4. Funcionários da FM Transportes

Todos os funcionários são contratados pela CLT conforme a legislação vigente, obedecendo as determinações do sindicato da categoria, SindMotos. A empresa oferece aos seus funcionários convênio médico, convênio odontológico, cesta básica e seguro de vida. Além dos benefícios básicos é oferecida premiação mensal aos funcionários por divulgarem a empresa aos clientes externos.

6.5 Tipos de Serviços Oferecidos:

  • 1. Serviços de malote diário;

  • 2. Entrega de presentes e brindes;

  • 3. Coleta e entrega de material de publicidade;

  • 4. Coleta e entrega de livros e revistas;

  • 5. Transporte de equipamentos eletro eletrônicos; e

  • 6. Transporte de cargas em geral.

6.6. Modalidades de Contratação de Serviços:

  • 2. Sistema Fixo: a empresa contrata a FM Transporte que disponibiliza um utilitário com funcionário fixo e exclusivo na empresa, que fica à disposição o dia todo, e paga mensalidade conforme estabelecido em contrato.

  • 3. Sistema Personalizado: a empresa contrata a FM Transportes para atender às suas necessidades específicas da operação, que não são atendidas pelas categorias acima; e podem ser combinadas com outros serviços prestados pela FM Transportes, utilizando o sistema de Motoboy ou o sistema Porta a Porta.

  • 6.7. Segurança no Transporte

Como já dito anteriormente, a FM transportes é assegurada pela Porto Seguros.

Para realizar o percurso de entrega com rapidez há a utilização do GPS, uma das tecnologias mais utilizadas atualmente nos veículos. Porém, o aparelho só está presente nos caminhões. Além disso, todos os funcionários obtêm um Nextel, para que assim estejam sempre prontos para passar alguma informação quando necessário.

  • 6.8. Frete

Por ser uma transportadora que presta serviços aos seus clientes, a FM transportes trabalha com o sistema CIF, ou seja, o cliente é responsável pelo valor do frete. Assim, ressaltando que a empresa soma o valor de frete junto ao valor da prestação do serviço, dando enfim, um único valor.

  • 6.9. FM Transportes e a Globalização

Algumas das características da globalização, referente ao transporte, é a terceirização, a renovação tecnológica constante, que exige investimentos permanentes, a adoção de métodos administrativos rigorosos, criando um cenário no qual o pequeno operador econômico pode até sobreviver, mas só à base de muito trabalho, arrojo e atenção ao que está acontecendo à sua volta, para não ficar para trás. E a FM Transportes está de acordo com tudo o que esta listado acima. Há 06 anos no mercado a empresa já se mostrou bem competente em seus serviços e a cada entrega se garante mais no mercado.

Para se manter firme em sua jornada rumo a ser a melhor no seu ramo de atividade, a FM Transportes cuida para que haja cada vez mais clientes satisfeitos. Mas para que isso aconteça é necessário ter um sistema de informação muito bem organizado e um bom esclarecimento aos seus empregados de como funciona esse sistema. E

a empresa conta com tudo isso, suas entregas são todas computadas e gerenciadas pela pessoa especializada que atua gerenciando todo o seu funcionamento além de passar aos motoristas tudo que eles precisam para chegar ao local de entrega.

Mas não é só isso, a FM Transportes visa uma maior abrangência em relação ao cuidado com seus funcionários criando métodos inovadores de estímulo para eles, para que estes não se sintam infelizes em relação ao trabalho. Cada funcionário recebe atenção antes, durante e depois da entrega que a este foi estipulada.

O dono da empresa, Felipe Gonçalves diz que “Com humildade e perseverança todos conseguem chegar aos seus objetivos e, se cada um der o seu melhor, com certeza esses objetivos não demoraram a serem alcançados”.

Com diferenciação a empresa tem certeza que em pouco tempo será vista no mercado como modelo de eficiência e inovação para outras empresas que possam estar começando no ramo de transporte rápido.

Mesmo com isso, o Felipe não pode deixar esquecer-se de algumas coisas importantes em relação aos bens que fazem realmente a FM Transportes funcionar, seus veículos. Não basta ter excelentes ferramentas de sistema de informação para que sua empresa funcione tem também de haver um cuidado especial com seus veículos e é isso que este projeto irá mostrar.

6.9. Nível Hierárquico da FM Transportes:

6.9. Nível Hierárquico da FM Transportes:

7. Tributos

A empresa FM Transporte opta pela utilização do simples nacional para a sua tributação de impostos, por ser uma micro-empresa e ter um faturamento inferior a R$240.000,00 por ano. O Simples Nacional é a forma mais simples para o arrecadamento de impostos.

7.1. Simples Nacional

A Lei Complementar nº 123/2006, instituiu, a partir de 01.07.2007, novo tratamento tributário simplificado, também conhecido como Simples Nacional ou Super Simples.

O Simples Nacional estabelece normas gerais relativas ao tratamento tributário diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de arrecadação, inclusive obrigações acessórias.

Tal regime substituiu, a partir de 01.07.2007, o Simples Federal (Lei 9.317/1996), que foi revogado a partir daquela data.

7.1.1. Definição de Microempresa e de empresa de pequeno porte

Consideram-se microempresas ou empresas de pequeno porte a sociedade empresária, a sociedade simples e o empresário a que se refere o art. 966 do Código Civil, devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que:

I

no

caso

das microempresas, o empresário, a pessoa jurídica, ou

a

ela

equiparada, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$

240.000,00;

 

II – no caso das empresas de pequeno porte, o empresário, a pessoa jurídica, ou a ela equiparada, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta superior a R$ 240.000,00 e igual ou inferior a R$ 2.400.000,00.

7.1.2. Vedações

Determinadas atividades ou formas societárias estão vedadas de adotar o Super Simples – dentre essas vedações, destacam-se:

1) pessoas jurídicas constituídas como cooperativas (exceto as de consumo); 2) empresas cujo capital participe outra pessoa jurídica; 3) pessoas jurídicas cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado de outra pessoa jurídica com fins lucrativos, desde que a receita bruta global ultrapasse o limite R$ 2.400.000,00.

Ficaram fora da vedação ao regime, as empresas de serviços contábeis, que poderão ser optantes pelo Simples Nacional.

Consulte também:

  • 7.1.3. Recolhimento único

O Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, do IRPJ, IPI, CSLL, COFINS, PIS, INSS, ICMS e ISS.

Entretanto, em alguns desses tributos há exceções, pois o recolhimento será realizado de forma distinta, conforme a atividade.

  • 7.1.4. Inscrição

Serão consideradas inscritas no Simples Nacional as microempresas e empresas de pequeno porte regularmente optantes pelo Simples Federal (Lei 9.317/1996), salvo as que estiverem impedidas de optar por alguma vedação imposta pelo novo regime do Simples Nacional.

7.2. Cálculos Tributários da Empresa

A FM Transportes possui um faturamento estimado de R$210.000,00 anualmente. Aplicando o sistema tributário, Simples Nacional, temos:

Com o faturamento anual de 210.000,00, temos:

210.000,00 x 7,27% = 15.267,00

Então, de acordo com o faturamento e a porcentagem achada na tabela do Simples Nacional, a FM Transportes paga em média, R$15.267,00 de impostos.

8. Balanço Patrimonial

Uma das principais atividades realizadas dentro da Gestão Patrimonial com certeza é o fechamento do Balanço Patrimonial. A principal função do balanço patrimonial é fornecer um quadro preciso da contabilidade e situação financeira da empresa em certo período. O balanço patrimonial é considerado uma das principais declarações financeiras de uma empresa e deve ser produzido de maneira precisa e rigorosa, a fim de auxiliar um Controle do Patrimônio eficiente.

9. Giro de Capital

O capital de giro representa o volume de recursos financeiros que a empresa precisa para comprar insumos, pagar salários e outras despesas, com a finalidade de garantir o fluxo de caixa do negócio.

O

capital

de

giro

é

uma

atividade

importante no gerenciamento de uma

transportadora e necessita de controle permanente, pois tem a função de manter os

recursos necessários para o pagamento de contas do dia a dia da empresa.

A necessidade de capital de giro pode aumentar à medida que crescem as vendas a prazo, o prazo de recebimento ou os prazos de pagamentos dados pelos fornecedores. Nesse sentido, o desafio da gestão do capital de giro é auxiliar a

empresa a

manter um montante de

adversos, como:

capital diante da ocorrência de eventos

Queda nas vendas;

Aumento da inadimplência;

Aumento de despesas financeiras e dos custos absorvidos pela empresa, em decorrência das turbulências do mercado;

Despesas com pagamento de indenizações decorrentes da rotatividade da mão-de-obra.

É imprescindível que, no início das atividades, se mantenha disponível todo o capital que entra na empresa, pois este recurso é fundamental para o crescimento e a expansão do negócio. Assim, a empresa poderá alcançar sua auto-sustentação mais rapidamente, reduzindo as necessidades de aporte de capital de giro e agregando maior valor ao novo negócio.

10. CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA

  • 10.1. Definição do problema:

  • 10.2. Falta de Manutenção de Frota

Cerca 76% da frota de caminhões no Brasil tem mais de 10 anos; especialistas americanos recomendam a utilização máxima de 8 anos. A idade média da nossa frota é de 18,8 anos e nas pesquisas realizadas foram constatados veículos com mais de 40 anos de uso. São mais de 800.000 caminhões com mais de 20 anos de uso, quase a metade da frota brasileira de caminhões, estimada em 1.850.000 veículos. A média americana não ultrapassa os 7 anos!

11.METODOLOGIA

De acordo com o estudo realizado sobre o desempenho da frota da FM Transportes, foi feita a seguinte questão:

11.METODOLOGIA De acordo com o estudo realizado sobre o desempenho da frota da FM Transportes, foi

Pela empresa realizar apenas a Manutenção Corretiva e Manutenção Operacional, os veículos têm uma menor produtividade e maior desgaste, assim gerando custos prejudiciais para a própria empresa. Optando assim, por implantar a Manutenção Preventiva, onde a FM transportes terá todo o suporte necessário da FlashLog.

11.1. A importância da manutenção

A manutenção de veículos consiste em procurar manter a frota em boas condições de uso, dentro dos limites econômicos, de forma que sua imobilização seja mínima.

Ela é uma medida importante para aumentar a produtividade e reduzir custos para empresa. Além de reparar os equipamentos, a manutenção é responsável por evitar e prevenir novos consertos. Contudo, a realidade tem mostrado que muitos empresários consideram um item dispendioso e não produtivo, colocando-a, assim, em segundo plano.

Mas

trabalhar

com

essa

visão

traz

resultados

negativos

que

são

notados,

principalmente,

com

o

aumento

dos

custos

da

frota.

Esses

aumentos

são

resultantes,

justamente,

dos

problemas

originados

pela

falta

de

manutenção

adequada.

Em geral, essa atividade é reduzida ou até cortada, para diminuir custos, criando inicialmente a ilusão de que os lucros aumentaram. Mas esse efeito é passageiro, pois os custos voltam a subir a partir do momento que os reparos começarem a aparecer. Deixar quebrar para depois reparar – costume de uma parcela de empresários – é o motivo do comprometimento financeiro e até do fechamento de muitas empresas.

Abaixo há uma

demonstração

gráfica

sobre

o

grande

efeito

da

falta

de

Manutenções, principalmente da Manutenção Preventiva.

11.2.

Objetivos da Manutenção de Frotas

Uma boa manutenção de frotas deve ter sempre entre seus objetivos os seguintes:

Conservar os veículos em operação o maior tempo possível, evitando que os carros parados sejam depenados. Lembre-se de que um veículo enguiçado não dá nenhum lucro, pelo contrário.

Prevenir quebrar, reboques, débitos de consertos nas estradas e perda de carga ou serviços, com a manutenção preventiva, a qual evita desperdícios de tempo e problemas que exijam consertos de alto custo.

Seguir o objetivo principal dos programas de qualidade, ou seja, atender as necessidades dos clientes de forma eficiente principalmente cumprindo os horários e prazos determinados e reduzindo ao máximo a perda de mercadorias perecíveis.

Desenvolver boas relações com os empregados com iniciativas e programas, como, por exemplo, manter os veículos limpos e conservados. Isso melhora a imagem da empresa e eleva o moral dos motoristas e empregados.

  • 11.3. Sistema de Manutenção

Os trabalhos de manutenção, para melhor atender as diferentes necessidades e características dos veículos, podem ser divididos em três tipos, os quais são:

Manutenção de Operação;

Manutenção Corretiva;

Manutenção Preventiva.

A importância de se adotas essa divisão está nas vantagens que tal procedimento oferece, como:

Utilização das instalações, dos equipamentos e ferramentas de maneira coordenada;

Maximização no aproveitamento da frota e minimização dos custos por meio de controles específicos;

Conhecimento das condições reais dos veículos e equipamentos, possibilitando melhor avaliação quanto ao desempenho econômico, durabilidade, etc.

11.4.1.

Manutenção de Operação

O bom desempenho do veículo depende dessa manutenção, e o principal responsável por ela é o motorista. Uma condução adequada dará ao caminhão boas condições de conservação, com menos desgastes das peças e maior longevidade do veículo. Para que isso ocorra, é preciso treinar o motorista, a fim de que ele tenha uma condução voltada também para a manutenção. Além de melhor preservar o veículo, os cuidados por ele dispensados trarão benefícios para si mesmo, uma vez que a produção, o seu conforto, bem-estar e etc. dependem das condições do veículo. Quando ele entender essa ideia a manutenção de operação passará a ter o máximo de eficiência.

Entre as tarefas relacionadas com a manutenção de operação, podemos exemplificar as seguintes:

Condução do veículo.

Inspeção constante do veículo, recorrendo-se à oficina quando qualquer irregularidade for notada.

Verificação dos níveis de óleo e água.

Verificação de pneus, bateria e etc.

Limpeza do veículo.

A manutenção de operação deve ser acompanhada por meio de:

Ficha de inspeção diária.

Diário de viagem.

  • 11.4.2. Manutenção Corretiva

Pode-se definir a manutenção corretiva como o conjunto de serviços que devem ser executados para reparar quebras ou avarias nos veículos, depois de acontecidas.

Esse tipo de manutenção deve sempre ser considerado, mesmo quando há uma boa execução das manutenções de operação e preventiva. É bastante comum que peças e conjuntos sofram alguns desgastes não previsto e apresentem defeitos ou quebras. A própria forma de operar o veículo, por parte do condutor, também pode causar desgastes imprevistos. Além disso, o condutor, muitas vezes, não pode escolher as vias boas de tráfego, tendo que se sujeitar a trepidações, principalmente se a freqüência dessas ocorrências for significativa.

A manutenção corretiva, de modo geral, pode ser realizada em poucas horas, desde que o diagnostico do problema seja dado de forma ágil e correta. Tem-se observado que, muitas vezes, as causas que motivaram o defeito levam mais tempo para

serem descobertas do que sanar o próprio defeito. Podem ocorrer também serviços mais demorados e especializados, envolvendo, por exemplo, a remoção ou desmonte do motor, câmbio, diferencial, suspensão e outras partes do veículo.

Contudo deve haver sempre muito cuidado para a perfeita análise do problema, além de zelo e qualidade na execução do serviço. Se não for assim, o veículo pode voltar à oficina com as mesmas deficiências.

A seguir está presente um exemplo do Formulário para o Registro de Manutenção Corretiva.

serem descobertas do que sanar o próprio defeito. Podem ocorrer também serviços mais demorados e especializados,

11.4.3. Manutenção Preventiva

Importância e objetivos

Esse tipo de manutenção é tão importante quando as anteriores. Por mais que o motorista tenha uma boa condução, o uso do veículo vai provocar desgastes e gerar necessidade de regulagens e ajustes, os quais precisam, periodicamente, de uma manutenção preventiva.

Essa manutenção tem como principal objetivo não apenas a melhor conservação do veículo, mas também evitar o seu retorno a oficina por quebras e outros problemas que exigem correções. Se esse serviço for eficiente, a existência de uma oficina própria pode trazer vantagens econômicas para a empresa.

Para frotas que operam em condições e locais diferentes, a manutenção preventiva deve ser realizada de forma diferenciada em casa veículo. A periodicidade dessa manutenção será estabelecida em função da quilometragem percorrida ou o número

de horas de uso de cada um dos caminhões. Deve-se também esquematizar, de forma individualizada, a necessidade de troca de peças ou conjuntos, antes que os problemas apareçam.

Ações Preventivas

Esse tipo de manutenção deve atender a serviços como:

Revisão da parte mecânica (substituição de peças ou conjuntos, regulagens, etc.).

Revisão da parte elétrica (verificação dos cabos, contatos, instrumentos de medição, sistemas de iluminação, bateria, dínamo e motor de arranque).

Inspeção de funilaria, pintura e chassi.

Lavagens, lubrificações, troca ou verificação dos níveis de óleo.

Revisão dos equipamentos adicionais do veículo. Nesse caso, a programação da manutenção deverá basear-se na hora trabalhada.

A boa execução da manutenção preventiva vai proporcionar vida mais longa ao veículo, melhor desempenho, maior utilização e redução das horas ociosas.

O serviço deve ser controlado por uma ficha de operação, o que garante mais rapidez, segurança e qualidade para a manutenção preventiva.

Veja a seguir dois tipos de Fichas simples da Manutenção Preventiva:

de horas de uso de cada um dos caminhões. Deve-se também esquematizar, de forma individualizada, a

A ficha acima demonstra a relação dos serviços a serem feitos, assim o motorista e/ou a empresa podem acompanhar a mesma para que haja os retornos à oficina de acordo com a quilometragem marcada no hodômetro

De acordo com essa ficha são determinadas quantas vezes o veículo vai à oficina mensalmente quais

De acordo com essa ficha são determinadas quantas vezes o veículo vai à oficina mensalmente quais as atividades serão realizadas.

Vantagens Advindas da Manutenção Preventiva

As vantagens relacionadas a seguir ressaltam a importância da manutenção preventiva e podem servir como estímulo para que os empresários adotem tais serviços em suas empresas. Podem-se destacar então as seguintes vantagens:

Maior produtividade da oficina.

Melhor qualidade de serviço.

Vida mais longa do veículo.

Melhor desempenho do veículo.

Melhor controle da frota e mais informações para revisões orçamentárias.

Melhor controle de estoque de ecas de reposição.

Melhor controle da vida dos conjuntos, com conseqüente padronização da substituição de peças e conjuntos.

Mais segurança.

12.Aplicação do Método da Flash Log.

11.1. Objetivo

Especificar os planos de manutenção e os respectivos orçamentos para a vida prevista dos equipamentos e dispor dos avisos atualizados das datas devidas para manutenção.

Registrar os quilômetros, abastecimentos de combustível, computar consumos e médias de utilização e fazer projeções de funcionamento. Os registros podem ser automatizados por via de cartões de Frota.

Registrar os custos de manutenção e constituir históricos quantificados, organizados pelas vertentes preventiva, corretivas e de melhoria; os acidentes, avarias aleatórias, etc. são alcançados como trabalhos não manutenção.

Gerar os indicadores técnicos de manutenção - taxa de avarias, tempo médio entre avarias, tempo médio de reparação e disponibilidade – e outros indicadores de controlo de gestão.

Observar e obter análises rápidas a tudo o que acima se especificou com facilidade e com uma apresentação agradável.

12.2. Tabela de Orçamentos

12.3. Melhoria da Frota com a Manutenção

13. Considerações Finais/Conclusão

14. Bibliografia

Revista Indicadores Econômicos FEE, vol. 31, nº 3, novembro de 2003.

www.brasilescola.com.br www.issuu/projetogestor.com.br www.bussolaescolar.com.br http://www.guialog.com.br/Y598.htm

15/04/11 às 14h30min http://www.administradores.com.br/informe-

03/06/11 às 16h15min

06/06/11 às 20h

ambienteaprendiz.bvs.br/ ...Manutencao/.../GA_MN_VE_250_10_Relatorio_V

erificacao_Manutencao_Preventiva_200307.doc

AMIR MATTAR VALENTE; ANTONIO GALVÃO; EUNICE PASSAGLIA; HEITOR

VIEIRA. 2ª EDIÇÃO. EDITORA CENGAGE LEARNING

Anexos

Cronograma 2º Semestre Flash Log Semanas Atividades 1 1 1 1 1 1 1 1 1
Cronograma 2º Semestre Flash Log
Semanas
Atividades
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1
1
1
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1
1
1
1
1
1
2
3
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6
7
8
9
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Introdução a PTCC
x
x
Definição do tema
x
1ºApresentação
x
Pesquisa
x
x
2ºApresentação
x
Desenvolvimento
do Proj.
x
Escolha da
Empresa
x
Visita a Empresa
Pesquisa
Bibliografica
x
x
x
x
Proposta do Prob.
x
Proposta e solução
x
x
Visita a Empresa
Elab. da Pesq. de
Entrega
Revisão dos
Textos
Prep. p/
Apresentação
Elaboração dos
Slides
Apresentação
Final
x
x
x
x
x
x
x
x
x
x
Cronograma 3º Semestre Flash Log Semanas Atividades 1 1 1 1 1 1 1 1 2
Cronograma 3º Semestre Flash Log
Semanas
Atividades
1
1
1
1
1
1
1
1 2 3 4 5 6 7 8 9
0
1
2
3
4
5
6
Organização do Projeto
x
Elaboração do projeto
Questionário para a Fm
Transportes
Reunião na Fm
Transporte
x
x
x
Divisão de Tarefas
Pesquisas Individuais
Reunião do Grupo
Pesquisas Grupo
Pesquisa Bibliografica
Reunião Fm Transporte
Pesquisas Individuais
Organização do Trabalho
Edição do Trabalho
Elaboração dos Slides
1º Apresentação
Apresentação Final
x
x
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x
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x
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x
x
x

Cronograma do 3º Semestre de DTCC 1