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1.

A mãe que deixa de amamentar o filho, causando-lhe a morte, comete


um crime

(a) omissivo impróprio.


(b) comissivo.
(c) omissivo puro.
(d) plurisubjetivo.
(e) formal.

COMENTÁRIOS
O crime omissivo próprio é o que descreve a simples omissão de quem
tinha o dever de agir, em outras palavras, o agente não faz o que a norma
manda (omissão de socorro). No crime omissivo impróprio, o agente deve
ter um atuar concreto para impedir o resultado que ele devia e podia
evitar. CRIME PLURISSUBJETIVO E MULTITUDINÁRIO.

2. Jonas e José celebraram um pacto de morte. Jonas ministrou veneno a


José e José ministrou veneno a Jonas. José veio a falecer, mas Jonas
sobreviveu. Nesse caso, Jonas

(a) não responderá por nenhum delito, por falta de tipicidade.


(b) responderá por homicídio consumado.
(c) responderá por auxílio a suicídio.
(d) responderá por instigação a suicídio.
(e) responderá por induzimento a suicídio.

COMENTÁRIOS
Segue o mesmo raciocínio da roleta russa. Ocorre o induzimento quando o
agente incita (cria a idéia); ocorre a instigação quando o agente estimula a
idéia já existente (“dá corda”) e ocorre o auxílio quando há uma efetiva
ajuda material.

3. (PGE/RS) Dentro de um supermercado, uma mulher é vista, por dois


vigias, escondendo um artigo na bolsa. É por eles seguida e acompanhada
discretamente até a caixa, passando sem pagar o bem, sempre escondido
em sua bolsa. Ao tentar sair do estabelecimento, é interceptada pelos dois
vigias, que já a estavam esperando na porta, e é por eles revistada e
detida. Diante disso,
(A) denunciada e processada por tentativa de furto, a mulher poderá ser
absolvida, já que a jurisprudência dos tribunais tem admitido a
ocorrência, em tais casos, de crime impossível ou tentativa
inadequada, por impropriedade absoluta do objeto.
(B) denunciada por furto consumado, a mulher será condenada.
(C) a mulher não poderá ser denunciada por furto tentado, já que sua conduta
não passou de ato preparatório impunível.
(D) a mulher não poderá ser processada criminalmente, pois se trata de caso
de desistência voluntária.
(E) nenhuma das afirmações é correta.

COMENTÁRIOS
O crime impossível é aquele que há a absoluta ineficácia do meio ou
impropriedade do objeto (art. 17). Súmula 145 do STF que “não há crime
quando a preparação do flagrante pela polícia torna impossível sua
consumação.” O entendimento atual é que vale quando, ainda não
cometido o crime, o agente o comete por provocação direta ou indireta da
autoridade, OU avisada, a autoridade age para interferir no cometimento
do crime pelo delinqüente.

(Perito PF/1997) A culpabilidade:

4. É pressuposto da pena; Certo


COMENTÁRIOS
De acordo com a teoria dominante, encabeçada por Damásio E. de Jesus,
é pressuposto da pena. Autores como Luiz Flavio Gomes admite como
elemento integrante do crime.
5. Tem como elementos a potencial consciência da ilicitude, exigibilidade de
conduta diversa e o nexo de causalidade; Errado
COMENTÁRIOS
O nexo de causalidade faz parte do liame entre crime e ação, não faz parte
da culpabilidade.
6. É excluída, quando a ação é praticada no estrito cumprimento do dever legal;
Errado
COMENTÁRIOS
O estrito cumprimento do dever legal exclui a antijuridicidade (ou
ilicitude), art. 23 do CP.
7. Caracteriza-se, de acordo com a teoria normativa, quando o agente, por
imperícia, produz resultado penalmente relevante; Errado
COMENTÁRIOS
A teoria normativa retira da culpabilidade o conceito de dolo ou culpa,
retirando-o para a tipicidade.
8. Pode ser conceituado como um juízo de censura que se faz ao autor do fato
típico e antijurídico. Certo
COMENTÁRIOS
Exigibilidade de conduta diversa.

(Delegado PF/97) De acordo com a lei n. 9.296/96, que regulamentou o inc. XII,
parte final, do art. 5º, da Constituição Federal:

9. Poderá o juiz autorizar a interceptação de comunicações telefônicas, de


qualquer natureza, para instruir ação relativa a direito de família. Errado.
COMENTÁRIOS
O art. 1º estabelece que apenas em prova de investigação criminal ou
instrução processual penal, além de somente ser admitido em crimes
apenados com reclusão.

10. Admitir-se-á interceptação das comunicações telefônicas em relação a


qualquer crime, desde que punível com pena privativa de liberdade de
qualquer natureza. Errado.
COMENTÁRIOS
O mesmo do artigo anterior.

11. Recebida a denúncia e instaurado o processo por crime de ação penal


pública, somente o Ministério Público tem legitimidade para requerer a
interceptação das comunicações ao juiz, o qual, por sua vez, também
poderá determinar tal medida de ofício. Certo
COMENTÁRIOS
Exceção ao princípio do juiz não proceder de ofício. O art. 3º estabelece
que o juiz pode de ofício.

12. A despeito de inexistirem indícios razoáveis de autoria ou participação do


sujeito passivo da interceptação telefônica na infração penal, poderá tal
medida ser determinada se a autoridade policial demonstrar sua
conveniência para o sucesso das investigações. Errado

13. Deferido o pedido de interceptação, a autoridade policial conduzirá os


procedimentos da interceptação, mas deverá dar ciência ao Ministério
Público, que poderá acompanhar sua realização. Certo
COMENTÁRIOS
Art. 6º da Lei.

(Delegado PF/97) Acerca dos elementos constitutivos do crime (tipicidade,


ilicitude e culpabilidade), julgue os itens a seguir.

14. A previsibilidade objetiva do resultado da conduta é elemento da


tipicidade culposa, ao passo que a previsibilidade subjetiva é elemento da
culpabilidade. Certo
COMENTÁRIOS
A previsibilidade objetiva confunde-se com o conceito de culpa
consciente, ao passo que a previsibilidade subjetiva confunde-se com o
conceito de homem médio para inexigibilidade de conduta diversa.

15. O potencial conhecimento da ilicitude do fato, para a teoria normativa,


integra a culpabilidade. Certo
COMENTÁRIOS
A teoria normativa nasceu com a teoria finalista da ação, do Welzel.
Observou que o dolo não pode permanecer dentro do juízo de
culpabilidade, deixando a ação humana sem o seu elemento característico
fundamental, que é a intencionalidade, o finalismo. Ele retirou o conceito
de dolo e culpa para o tipo penal, tirando da culpabilidade.

16. Na culpa consciente, o agente tem a previsão do resultado. Certo

17. Não há concorrência de culpas no Direito Penal. Errado (Certo)

18. O erro de proibição exclui a ilicitude da conduta. Errado


COMENTÁRIOS
O erro de proibição, ou erro sobre a ilicitude do fato, exclui a culpabilidade
e não a ilicitude (ou antijuridicidade) do fato.

(Delegado de Polícia /BA 2001) A prescrição:


19. Não corre enquanto o criminoso estiver fora do país; Errado
COMENTÁRIOS
Aduz o art. 116 que a prescrição não corre enquanto o agente
CUMPRE PENA no estrangeiro.
20. É reduzida da metade quando o agente era menor de 21 anos na época
do delito; Certo
COMENTÁRIOS
Art. 115 do CP estabelecendo redução de metade do prazo prescricional
para os menores de 21 à época do crime ou maior d e70 à data da
sentença.
21. Tem seu curso interrompido pelo oferecimento da denúncia; Errado
COMENTÁRIOS
O art. 117, I prevê causa de interrupção pelo RECEBIMENTO.
Diferença entre interrupção e suspensão: a primeira, começa a contar do
zero, a suspensão, de onde parou.
22. Opera-se em dois anos quando se tratar de crime apenado apenas com
multa; Certo
COMENTÁRIOS
É o texto do art. 114, I do CP, com exceção quando a multa for
alternativa ou cumulativamente cominada ou aplicada, daí prescreve com
a pena de prisão.
23. É contada pela soma das penas, quando o agente pratica vários crimes
em concurso. Errado
COMENTÁRIOS
De acordo com o art. 119, a prescrição incidirá sobre a pena de cada
um isoladamente.

24. (Defensor Público/CE 2002) Quem, na qualidade de funcionário


público, exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber
indevido, pratica:
a) Concussão;
b) Prevaricação;
c) Excesso de exação;
d) Corrupção ativa

COMENTÁRIOS
Diferença entre concussão e excesso de exação (art. 316 e art. 316
pár. Único) é que este é a “exigência de tributo ou contribuição
social que abe ou deveria saber indevido, ou quando devido,
emprega cobrança por meio vexatório ou gravoso,
desautorizado por lei”). Prevaricação é retardar ou deixar de
praticar, indevidamente, ato de ofício ou praticá-lo contra
disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou
sentimento pessoal.

25. (Juiz/SP 2000) O agente que, ao ver um criminoso passar algemado e


escoltado, bate-lhe acaloradas palmas, pratica:
a) Crime de apologia de criminoso;
b) Delito de incitação ao crime;
c) Contravenção penal de conduta inconveniente;
d) Conduta atípica

COMENTÁRIOS
O crime de apologia ao criminoso não se confunde com a simples
manifestação de solidariedade, defesa ou apreciação favorável, ainda que
veemente, não sendo punível a mera opinião” (H. Fragoso). Se consuma se
houver o elogio, exaltação do crime ou do criminoso. A incitação ao crime
ocorre quando se excita ou provoca a prática do crime. Portar-se
inconvenientemente durante celebridade ou ato oficial, assembléia ou
espetáculo público (art. 40, LCP).

26. (Insp. Pol/RJ 2001) Vestido com roupa de carteiro pertencente a


terceiro, Joaquim, com ânimo de assenhoreamento, toca a campainha da
casa de Maria a pretexto de lhe entregar encomenda e solicita sua carteira
de identidade. Aproveitando-se do momento em que Maria vai buscar o
documento pedido, Joaquim entra na sala e retira a carteira com dinheiro
que estava em cima da mesa. Indique o crime perpetrado por Joaquim:

a) Apropriação indébita qualificada em razão da profissão.


b) Furto mediante destreza;
c) Apropriação indébita;
d) Estelionato;
e) Furto mediante fraude.

COMENTÁRIOS
A diferença entre furto mediante fraude e o estelionato é que no
estelionato a fraude antecede o apossamento da coisa e é a causaa
de sua entrega ao agente pela vítima; esta entrega a coisa iludida. No
furto mediante fraude, esta é empregada para iludir a atenção do
vigilante ou ofendido, que nem percebe que a coisa lhe está sendo
subtraída.

27. (Pol. Civil/Rn – 2002) Assinale a alternativa incorreta:

a) Prevê o princípio da adequação social que sendo o tipo delitivo um


modelo de conduta proibida, não é possível interpreta-lo, em certas
situações aparentes, como se estivesse também alcançando
condutas lícitas, isto é, socialmente aceitas e adequadas;
b) Prevê o princípio da bagatela que a insignificância da afetação
da conduta, aferida através da consideração conglobada da
norma, exclui culpabilidade, por ser imperativo uma efetiva
proporcionalidade entre a gravidade da conduta que se pretende
punir e a drasticidade da intervenção estatal;
c) O Direito Penal, em razão do caráter fragmentários, realiza uma
tutela seletiva do bem jurídico, limitada àquela tipologia agressiva
que se revela dotada de indiscutível relevância quanto à gravidade e
intensidade da ofensa;
d) No Direito Penal proíbe-se a edição de leis retroativas que
fundamentem ou agravem a punibilidade; a edição de leis penais
indeterminadas; e a fundamentação ou agravamento da punibilidade
pelo direito consuetudinário e pela analogia;
e) O Direito Penal proíbe a incriminação de uma atitude interna; de
uma conduta que não exceda o âmbito do próprio autor; de simples
estados ou condições existenciais; e de condutas desviadas que não
afetem qualquer bem jurídico.
COMENTÁRIOS
O princípio da bagatela, para quem adota a teoria da tipicidade
conglobante, exclui a tipicidade da conduta. Para alguns, há a
exclusão da antijuridicidade.

28. (Defensor Público/CE 2002) Os prazos prescricionais:

a) Sofrem redução à metade se o criminoso era ao tempo do crime


menor de vinte e um anos, ou na data do recebimento da denúncia
maior de setenta anos e são aumentados do dobro se o acusado é
reincidente;
b) São reduzidos de um terço se o criminoso era ao tempo do crime
menor de vinte e um anos ou na data da sentença maior de setenta
anos e são aumentados de um terço se o réu é reincidente;
c) São reduzidos da metade se o criminoso era ao tempo do crme
menor de vinte e um anos ou na data da sentença maior de setenta
anos, aumentados da metade se o réu é reincidente;
d) São reduzidos da metade se o criminoso era ao tempo do crime
menor de vinte e um anos, ou na data da sentença maior de
setenta anos e aumentados de um terço se o réu é reincidente.

COMENTÁRIOS
A prescrição é causa legal de extinção da punibilidade.
O art. 110 do Código Penal, que trata da prescrição da pena in concreto estabelece que
aumenta em 1/3 o prazo prescricional se o réu for reincidente. O art. 115 estabelece
redução da metade do prazo prescricional para os menores de 21 anos na data do fato ou
maiores de 70, até a data da sentença.