Fonte: Revista Nova Escola - www.novaescola.com.

br (junh/jul 2008)

A chave do ensino
Didáticas específicas de cada disciplina tornam mais claro o que e como ensinar. NOVA ESCOLA reuniu o melhor dos estudos recentes em 30 atividades essenciais para quem leciona do 1º ao 5º ano Por: Amanda Polato, Beatriz Santomauro e Rodrigo Ratier - Revista Nova Escola - junho de 2008 Esta reportagem trata de um tema que está transformando a Educação. Uma inovação silenciosa, mas de alcance duradouro, que pode beneficiar muito seu trabalho: estudos que se debruçam sobre a arte de ensinar, investigando as maneiras mais eficazes de ajudar a garotada a compreender os conteúdos. São investigações de conceitos e teorias de Arte, Ciências, Educação Física, Geografia, História, Língua Portuguesa e Matemática. Chamadas de didáticas específicas, enfocam as dificuldades próprias de cada área – afinal, quem disse que o jeito de explicar frações serve também para levar a meninada a ler? Essas pesquisas se baseiam no dia-a-dia da sala de aula. “Com meus alunos de Pedagogia, procuro cada vez mais discutir as circunstâncias peculiares que eles vivenciam com as crianças”, afirma Carmem Lúcia Enterer, que leciona Didática e Práticas Educativas na Universidade Federal de Minas Gerais. As perguntas que nascem da prática vão muito além do “como ensinar?”. O que a turma já sabe sobre o tema a ser tratado? Quais os efeitos esperados de minha atuação? E o principal: o que ensinar – e como as crianças vão aprender esse conteúdo? Em busca da aprendizagem Currículos e conteúdos precisam encaminhar o estudante rumo à aprendizagem. “Para que ele seja capaz de buscar o conhecimento, é importante que desenvolva habilidades de leitura, interpretação, estudo independente e pesquisa”, diz Maria Inês Marcondes, especialista em formação e prática pedagógica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Como forma de contribuir para o avanço da atividade docente, NOVA ESCOLA coletou práticas de ensino e aprendizagem indispensáveis do 1º ao 5º ano. São situações didáticas essenciais que conjugam conteúdos e formas de ensino que levam as crianças a construir os esquemas de conhecimento necessários para a compreensão (leia no quadro na página ao lado a relação completa). Elas não funcionam de forma isolada, mas são úteis como parte de atividades permanentes, seqüências didáticas ou projetos. O conjunto de 30 atividades foi elaborado com a colaboração de 10 pesquisadores e profissionais de formação continuada. Como as práticas selecionadas já fazem parte do cotidiano de diversos educadores, dez deles demonstram como as aplicam. Para todas as disciplinas há planos de aula – oito deles na revista e mais de 42 no site www.novaescola.org.br. A sugestão é encarar este material não como um manual de receitas, mas como um ponto de partida a ser adaptado a sua realidade e confrontado com sua expe-riência. Esses procedimentos vão ajudá-lo a refletir sobre a prática, o que é essencial para o aprimoramento profissional.

Arte
Olhar criativo Estimular a imaginação, despertar a sensibilidade, ampliar horizontes e deixar a criança experimentar são formas de ensinar a disciplina O conteúdo de Arte é dividido em quatro linguagens, artes visuais, música, dança e teatro, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais. Na prática, a primeira é priorizada e as demais perdem espaço por falta de tempo e de estrutura ou por deficiência na formação dos professores. Isso não significa que eles dominem o ensino da pintura, do desenho e da escultura, mas o fato de estarem mais presentes no dia-a-dia facilita a abordagem. Para Rosa Iavelberg, diretora do Centro Universitário Maria Antonia, em São Paulo, o ambiente é determinante para a aprendizagem nessa área (veja as situações didáticas a seguir): “A sala de aula deve ter o clima

lápis de cor. explica ela. Isso significa promover uma leitura criativa dando informações sobre as imagens sem se antecipar às colocações da garotada – esse é o momento de pensar e sentir. explica Rosa Iavelberg. onde leciona para o 2º ano. reconhecendo as marcas pessoais dos autores.Durante todo o ano em classe e em visitas a exposições. Quando propor . nuances. de formas geométricas. Tempo estimado Uma aula. tecido.Leitura de reproduções levadas para a sala de aula e de originais em exposições. cores. descobrindo diferentes combinações. • 3ª Etapa Organize uma mostra com três pinturas de cada aluno. Utilizar o trabalho de artistas consagrados permite que o aluno se inspire no que já foi feito e então produza. leitura e produção escrita. argila). texturas e cores”.Espaço e tempo de experimentação e criação. na leitura de imagens na sala de aula e em tarefas para a casa. suportes e ferramentas. Fala. na capital paulista. imprimindo suas marcas subjetivas e expressando idéias e percepções (leia o quadro ao lado).Expressão de idéias diante de criações artísticas e com intermediação do educador por meio de discussões. como biografias de artistas.A interpretar as obras conforme sua sensibilidade e seu conhecimento do assunto. Quanto menor a autonomia da turma. tesoura. lápis.de um ateliê para que se possa criar”. • 2ª Etapa Selecione algumas produções para analisar coletivamente.Semanalmente. a freqüência das oficinas e o tempo de duração. Trocando experiências com os colegas e criando. Para isso devem ser deixados à disposição diversos materiais (pincéis. percebendo que significados assumem para si e em diferentes culturas. canetas. Já os exercícios que desenvolvem conteúdos são os que tratam. leitura e escrita sobre Arte O que é . Proponha que todos compartilhem escolhas e resultados. cola. Vale estimular o contato com textos de diversos gêneros. críticas de arte e entrevistas com profissionais – o que pode ser feito em parceria com a disciplina de Língua Portuguesa. Peça que façam textos explicando os passos das produções. Um exemplo de atividade: apresentar a Mona Lisa. barbante. Percurso de criação pessoal O que é . com isso.A reconhecer conteúdos e conceitos relativos ao universo da arte. Quando propor . Os visitantes podem ser guiados pelos próprios autores. 1.Durante o ano todo. os alunos inventam misturas.A expressar idéias sobre a leitura da arte por escrito ou oralmente e. 2. revistas. Oriente-os a retomar a criação. Material necessário Giz de cera. por exemplo). giz de cera. Atividade permanente . papel. a intenção é desenvolver a capacidade de escrita e leitura dos que começam a se alfabetizar e expandir o universo de interpretação de todos. Interpretação de imagens O que é . “Em recortes. Quando propor . A artista plástica Maria de Fátima Junqueira Pereira dispõe desse recurso na Escola de Aplicação da Universidade de São Paulo (USP). Anos 1º ao 5º.A fazer um trabalho de autoria. Conforme eles ganhem autonomia. avaliar o que está produzindo.Semanalmente. de Leonardo da Vinci. Quando propor . tintas. participando do processo com interferências pontuais. pinturas ou colagens. Deixe cada aluno livre para aprofundar as pesquisas em relação a meios. O que a criança aprende . Uma possibilidade de trabalho é notar os tons do cinza usando um mesmo lápis grafite. O que a criança aprende . e subtrair o rosto para que a criança invente outro. sombras e luz. por exemplo. Nas séries iniciais. O educador orienta a criação. “As poéticas visuais devem ser colocadas como uma situação de aprendizagem por meio da resolução de problemas e da descoberta ao mesmo tempo”.Ateliê Objetivo • Desenvolver o processo criador. Produção O que é . O que a criança aprende . O que a criança aprende . maior a participação do professor no direcionamento das tarefas.Realização de exercícios criativos tendo como base obras ou conteúdos de arte. Avaliação . Desenvolvimento • 1ª Etapa Organize numa bancada materiais para modalidades já conhecidas pela turma (desenho ou colagem. sempre que forem programadas visitas a exposições. eles percebem que há diversas maneiras de trabalhar os materiais. 3. e observa no trabalho pronto as singularidades da produção e a familiaridade com o universo da arte. Varie o material a cada proposta. É necessário criar situações de contato com a arte indicando o significado da pintura ou do desenho no contexto em que foram produzidos e incentivando a busca do sentido deles nos dias de hoje. aumente a variedade de materiais. Cada aluno pode escolher o modo como vai utilizá-los e se produzirá sozinho ou em grupo. Pendure os trabalhos em varais. Conteúdo • Percurso de criação. fita crepe. palitos. 4. papéis.

com. 8. 7. coordenadora do Colégio Miró. além de muita leitura. Uma folha de papel flutua? E se a amassarmos em forma de esfera? Quando propor . em Salvador. a turma sugere alguns e é desafiada. “A transposição da ciência acadêmica para a escola amplia a visão do cotidiano”. Ed. Consultoria Marisa Szpigel. ele indica a consulta a textos científicos. 6. Quando propor . Rosa Iavelberg. elaborar hipóteses e organizar dados (leia o quadro abaixo).br Bibliografia Coleção Mestres das Artes. pesquisa e leitura é insuficiente para a aprendizagem.. 220. vários autores. Artmed.Compreendendo o que lê. 0800-17-2002. por exemplo. O que a criança aprende . • Perceber a importância dos fungos e das bactérias na decomposição. desenhos e textos.O professor cria uma oportunidade que gere dúvidas sobre um tema. Ao estudarem o desenvolvimento das plantas. tel. além do livro didático. SP. Um experimento sem observação.Além de conteúdos tradicionais.com. 19 reais Para Gostar de Aprender Arte. 128 págs. Ed.Participe com apoio técnico individualizado. Observação O que é . O que a criança aprende . 32 págs. as crianças podem ver que crescem. Av. em Presidente Castelo Branco. Se é preciso entender quais materiais flutuam. A atividade deve instigar perguntas e a elaboração de hipóteses. termos da área e características da linguagem. o ensino de Ciências deve propor situaçõesproblema e trabalhos que gerem reflexão. selecionadora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10. Conteúdos . A atividade não é produtiva se for atrelada apenas à coleta de dados. Devem-se discutir conceitos. jornais e internet. os alunos vêem o impacto de sua atuação na comunidade e no ambiente. aprofunda conhecimentos e informações sobre os conteúdos. a manipular experimentos e a resolver problemas. ampliam os conhecimentos sobre questões dessa área Em um mundo em que o desenvolvimento científico está por toda parte. indicando caminhos e debatendo resultados. a observar fenômenos. Uma proposta: a turma faz uma experiência em que sal é dissolvido em água e o professor apresenta uma questão – todo sólido se dissolve em água? – a ser resolvida com base em fontes confiáveis. a experimentação e a reflexão. Depois de todos revelarem suas concepções em conversas. tel. 0800-703-3444. travessa 11. O que a criança aprende . a trabalhar com obras de caráter científico e a ter maior autonomia na aprendizagem. permitam participação ativa e tenham relação com o dia-a-dia.Em todas as aulas. zaszpigel@uol. Rosa Iavelberg. 25 reais Desenho Cultivado da Criança. Por isso a importância de direcionar o olhar delas. Moderna. 112 págs. a professora da 3ª série Rozinei Forquezato participou de projeto sobre compostagem que contempla quatro situações didáticas essenciais (veja a seguir). Além de aprenderem conteúdos. 5. (11) 3091-3503 Marisa Szpigel. São Paulo. diz Cândida Muzzio.br Rosa Iavelberg. No Centro Educacional de Ensino de 1º Grau.Observação de alimentos Objetivos • Observar o processo de decomposição de alimentos. 05508-040.Investigação para relacionar o saber científico ao da garotada. marcando a diferença entre as linguagens. tel. É importante articular atividades.Análise de um experimento com a mediação do educador.Sempre que houver uma investigação desenvolvida em aula. Seqüência didática .Além dos conteúdos relacionados. Ed.Além dos conteúdos relacionados. Zouk.Busca por respostas para a resolução de problemas em livros. (51) 3024-7554. O experimento não pode só demonstrar conhecimentos já apresentados. Quer saber mais? Contatos Escola de Aplicação da USP. Experimentação O que é ... rosaiavelberg@uol.Sempre que for preciso buscar informações. e não apenas supor que sejam conhecidos. Como está a cépala (a proteção que encobre o botão da flor)? Aberta ou fechada? E depois de uma semana? Quando propor .Sempre que o conteúdo puder incluir experimentação. Pesquisa em textos O que é . a 470 de Florianópolis. da Universidade. Quando propor . tel. 39 reais Ciências Sim à curiosidade A observação de fenômenos. Leitura e escrita sobre Ciências O que é . O que a criança aprende . mas nem sempre se atêm aos detalhes. • Discutir formas de conservação. É essencial apresentar fontes variadas. revistas.

Presidente Castelo Branco. potes. Avaliação Compare as hipóteses iniciais com os resultados. • 4ª Etapa Para sistematizar os conteúdos observados. afirma Marcelo Barros da Silva. o maracatu. tomate e banana com bolor. Neste ano. participem”. tel. –. ratificar ou retificar as hipóteses iniciais. formador de professores e consultor de programas em Educação Física. Retome as hipóteses da aula anterior e proponha questões relacionadas a condições ambientais. com a possibilidade de comentá-las e analisá-las. 0800-115-152. Quando propor . Jussara Ladeia de Andrade. R. de São Paulo. discuta o que se comprovou e o que foi refutado. em Presidente Castelo Branco. lápis preto. inclusive os que têm deficiência física. tomate. a turma interpreta o que vê. Material necessário Pão. afirma Marcos Garcia Neira. SC. 89745-970. a apresentações de dança e às Olimpíadas é uma forma de apresentar diferentes manifestações de cultura corporal. que lecionam para turmas de 1ª a 4ª série na rede municipal de Vitória. SC. Ed. régua. Ática. • 2ª Etapa Crie um momento de observação levando para a sala uma amostra de pão. é preciso discutir a história e a inserção de cada um deles na sociedade atual”. 34. .• Decomposição da matéria. Com o suporte do conteúdo aprendido.Ao ter contato com atividades físicas – por meio de vídeos.90 reais Educação Física Ação refletida Práticas corporais precisam vir embaladas por pesquisas sobre o significado cultural que possuem e debates para incluir toda a turma Na contramão da ditadura dos esportes coletivos com bola. banana. folhas brancas. Quer saber mais? Contato Centro Educacional de Ensino de 1º Grau. do Centro Educacional de Ensino de 1º Grau. contrastando as informações com a prática. borracha. tel. Por isso. características e transformações. Pensando assim. Anos 1º ao 5º. Leitura de práticas corporais O que é . • Registro escrito. Assistir a partidas de futebol. apresentações ao vivo etc. Alberto Ernesto Lang. acompanha e registra a transformação diariamente em fichas. pratos descartáveis. Consultoria Marisete Dal Bello e Rozinei Forquezato. É uma maneira de aplicar os princípios que devem nortear a disciplina (veja a seguir). Marluza Secchin Malacarne e Iara Francisca Croce Tedesco. Identifique conhecimentos prévios e auxilie a turma na elaboração de hipóteses. lápis de cor. Desenvolvimento • 1ª Etapa Converse com os estudantes sobre circunstâncias em que os alimentos se estragam.Antes do início de uma nova prática e sempre que a turma for espectadora de alguma atividade física. Nélio Bizzo. 9. escolhido para ser tratado pelos estudantes da EMEF Éber Louzada Zippinotti. água. explica Jussara. •¦ 3ª Etapa Cada um leva uma amostra de um alimento. Tempo estimado Quatro aulas. (49) 3457-1217 Bibliografia Ciências: Fácil ou Difícil?. coordenador do Grupo de Pesquisas em Educação Física da Universidade de São Paulo. O objetivo é fazer com que meninos e meninas. • Pesquisa. a tendência dos currículos modernos é tornar a Educação Física mais reflexiva. organizam cursos temáticos. “De tempos em tempos o jogo é interrompido para o grupo se manifestar e propor modificações nas regras. o hiphop e a inserção do negro em diversos esportes – como o futebol. “A perspectiva é atender todos e ajudar a respeitar a multiculturalidade e a diversidade de práticas corporais”. livros e canetas. que permite vivenciar e discutir a capoeira.. 144 págs. 29. peça que os alunos pesquisem em livros explicações para a decomposição. • Observação. “Todo movimento é carregado de sentido. O estudo tem como objetivo ampliar. o tema é a cultura afro-brasileira. É necessário comparar com outros alimentos em bom estado de conservação.

Em uma apresentação de hip-hop. 29060-490. 39. de aprendizagem etc. das condições sociais e da cultura de cada grupo nas práticas corporais..90 reais Pedagogia da Cultura Corporal: Crítica e Alternativas. A classe rediscute as regras para perceber que a adaptação faz parte da história dos esportes – modalidades como o futebol de salão ou o de areia nasceram assim. professoras de Educação Física da rede municipal de Vitória.) e introduza o futebol em miniquadras.Após a parte prática. ela passa a valorizá-la. Ed. dança. (11) 3141-1033. é possível perguntar: todo mundo está conseguindo participar? Pode ser melhor se fizermos rodas menores? É essencial intervir para garantir que. Coloque dois gols a cada meia quadra e estimule a garotada a criar regras. (11) 3665-9900. • Conhecer e recriar as regras da modalidade. 29 reais Geografia .br Marcos Garcia Neira. Desenvolvimento • 1ª Etapa Pergunte quantas formas de futebol a meninada conhece. todos estejam inseridos. 232 págs. Anos 1º ao 5º. Observe se houve exclusão e incentive modificações para que todos joguem. debates. O aluno lê e realiza pesquisas e entrevistas sobre o movimento corporal. O que a criança aprende . Vitória. pontuando que.. Atividades práticas O que é .O papel da história. 11.com. R. jabubrinquedos@terra. Peça uma pesquisa com entrevistas: mães ou avós jogavam? E funcionários mais idosos? Discuta os resultados. Atente para a evolução de cada um no jogo e verifique a atuação dos menos participativos: veja se tiveram o direito a voz para expor problemas. Percebe ainda a ligação entre o movimento e as condições históricas. Material necessário Bolas. tel. Cengage Learning. Natalina Daher Carneiro. sociais e culturais que o originaram.O que a criança aprende . espaciais.Futebol para todos Objetivos • Compreender o futebol como forma de expressão de grupos sociais.Semanalmente. mulheres. tel. a seu modo. Seqüência didática . mgneira@usp. Conteúdos • História do futebol no Brasil. Também é a hora de questionar alguns rótulos: ginástica rítmica é coisa só de menina? Quando propor .br Bibliografia Ensino de Educação Física. O que a criança aprende . Quando propor . 815. • Preconceito de gênero.A parte reflexiva das aulas. com a adaptação da manifestação corporal às necessidades materiais. Proponha uma alternativa: o futebol de mãos dadas. muitos não podiam praticá-lo: negros.Brincadeira. esportes ou ginástica. quando todos já tiveram a oportunidade de vivenciar as diferentes atividades. O ideal é apresentar ao longo do ano letivo um conjunto diversificado de exercícios para que as habilidades do grupo sejam contempladas – em vez de privilegiar apenas os “bons no esporte”. Phorte. por exemplo. 10. Em uma brincadeira de roda. pessoas com deficiência. ES. é possível identificar as semelhanças com outros ritmos afro e analisar as mudanças que a cultura de massa introduziu na manifestação. Jogos. etnia e classe social. de praia etc. por exemplo. e Marcos Garcia Neira. Marluza Malacarne e Iara Tedesco. • Vivenciar jogos com a bola no pé. seminários e produções escritas. Quer saber mais? Contatos EMEF Éber Louzada Zippinotti. esportes e brincadeiras também estimulam o raciocínio estratégico e de códigos de comunicação. 296 págs.Conhecendo mais sobre a cultura corporal de um grupo. tel. a prática do movimento ajuda na criação de regras de convivência para que todos participem (leia o quadro acima). • 2ª Etapa Recrie a história do futebol no Brasil. • 3ª Etapa Apresente fotos com variações da modalidade (de salão. Marcos Garcia Neira. Consultoria Jussara de Andrade. Aprofundamento dos conhecimentos O que é . Vale pedir os resultados em painéis fotográficos. Tempo estimado 12 aulas. Ed. no passado.Além da função lúdica. Avaliação Observe as contribuições nas reflexões em grupo e a participação nas aulas práticas. (27) 3235-1082 Marcelo Barros da Silva. • Jogos com bola. da Universidade de São Paulo. Marcos Garcia Neira e Mario Luiz Ferrari Nunes.

com). Silvia Cristina Reis Costa Oliveira. tabelas. Conteúdo • Cartografia. explica Sueli Furlan. Atividades com imagens e mapas O que é . • Identificar os pontos de referência. conversar com pessoas. que leciona para a 3ª série na UEB Professora Luzenir Mata Roma.Uma vez por semana. propõe a confecção de representações cartográficas do bairro e do trajeto até a escola. Desenvolvimento • 1ª Etapa . legendas que mostram relevo ou temperaturas. diferentemente de um texto. coletar informações e registrar. 13. assim como os mapas. ensine formas de registro e de coleta de dados. gráficos e desenhos. como fotografias comuns. além de aplicar conceitos cartográficos.A ler para buscar informações. não importando o idioma. Antes das saídas. Os mapas podem passar informações diversas. estudar. conhecendo mapas de verdade e localizando. como pontos de referência.Atividades em que a garotada tem contato com textos de diversos gêneros (informativos e literários). das mudanças nos arredores de uma avenida que passa a ser centro financeiro aos conflitos entre a necessidade de preservação da natureza e do uso de seus recursos. O que a criança aprende . Entrevistas e pesquisas prévias e posteriores são essenciais. tanto por meio da leitura quanto da produção escrita. mas também a interpretação de fatos e a relação entre eles A Geografia estuda a organização da sociedade e da natureza. Isso abrange a História e a organização e as intervenções sociais.Saída organizada para pesquisa.A desenvolver o raciocínio espacial e a compreender informações contidas em mapas e gráficos. valores e referências espaciais e trajetórias do grupo social a que os alunos pertencem são referências ricas”. compreender e construir um olhar aguçado para os fenômenos geográficos. as crianças ganharam repertório. confrontar opiniões e incrementar o repertório de informações. A turma deve ser chamada a observar. registrar. Anos 4º e 5º. vivências. no do Brasil.google. aéreas ou de satélite. Por meio da disciplina é possível compreender transformações e movimentos em diferentes âmbitos. a produção do espaço e a interação entre esses elementos. Os objetivos devem ser conhecer ou aprofundar um assunto.A desenvolver a percepção para ler a paisagem. Quando propor . ajudam na compreensão do espaço e apuram a noção de localização (leia o quadro ao lado). saber como um autor encara determinado problema. lugar e território. • Aprender diferentes representações cartográficas do bairro. devem ser lidas do mesmo modo como se lêem textos: para obter informações. descrever. Quando propor . 12. Os trabalhos de campo podem se dar em locais do entorno da escola e em outras áreas do município ou da região.Elaborar. Essas formas representam fenômenos. Trabalho de campo O que é . como os de paisagem. Já as fotografias apresentam vários planos e registram a memória coletiva de uma sociedade. tomar notas. O que a criança aprende . Material necessário Croquis (desenhos. em São Luís. “Para estudar o bairro como lugar. 14. Quando propor . uma espécie de quadro-negro para a Geografia. Ao ir para fora da escola.Pensar o mundo As aulas de Geografia devem incentivar não só a observação do espaço. as imagens complementam informações e normalmente chamam ainda mais atenção do que os textos.Da casa à escola Objetivos • Desenvolver a percepção visual do entorno da escola. regiões. Há conceitos básicos que ajudam nesse entendimento. Além disso. fotos do bairro (aéreas e de satélite) conseguidas no Google Earth (earth. Porém. têm a qualidade de adotar convenções universais que são entendidas por diversas culturas. Pensando nisso. Antes disso.Em todas as aulas da disciplina. comparar e analisar cenas do cotidiano que possam exemplificar esses conteúdos (veja a seguir). O mapa é a base. leia e busque dados que podem ajudá-lo durante a visita. por exemplo. Os dois tipos. ler e interpretar a linguagem dos símbolos gráficos. conhecer alguma temática ou fazer comparações. O que a criança aprende . escalas que indicam distâncias. Leitura e escrita sobre Geografia O que é . mapas. formular perguntas e comunicar idéias levando em conta seus objetivos e o interlocutor. Seqüência didática . tipos de vegetação e atividades econômicas. a turma é aproximada do objeto de estudo e encaminhada para uma análise do que está sendo visto. O importante é o observador entender os lugares. esboços de plantas) de propagandas de apartamentos. selecionadora do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10.Sempre que for possível e necessário entrar em contato com o objeto de estudo. pesquisar. Tempo estimado Quatro aulas.

Contexto. Oriente-os a anotar as observações. faz perguntas e registra tudo com anotações. Eles não tomam as datas como indicação temporal. O que a criança aprende Que as obras de conteúdo histórico possuem organização temporal e contemplam as relações entre os acontecimentos. como a de temporalidade: de que forma se dá a organização dos fatos. MA.com. Avaliação Pergunte se os pontos de referência mencionados podem ser vistos na foto aérea e na de satélite. Tudo é antigamente”. Uma alternativa: comparar informações sobre um mesmo fato ou tema em diferentes fontes bibliográficas. como temporalidade e sucessão dos acontecimentos. em Salvador. dependendo do sujeito que escreve. Uma outra abordagem torna a disciplina mais dinâmica. “Com esses procedimentos. do ponto de vista de quem conta a história e a recriação dela com base em outros personagens e outras concepções. (98) 3241-5789 Bibliografia A Geografia na Sala de Aula. São Paulo. R. que são utilizados posteriormente para consulta. (11) 6104-4528 Sueli Furlan. (11) 3832-5838. • 4ª Etapa Distribua fotos aéreas e de satélite da rua da escola e do bairro.br. escrevendo um texto descritivo com nomes de ruas e pontos de referência. Desperte a atenção para os nomes das principais ruas e outros pontos de referência (prédios comerciais e outros locais conhecidos). de forma incorporada aos conteúdos. presente e futuro e a simultaneidade de eventos (veja a seguir). está no centro do ensino As aulas de História já foram reduzidas à memorização de datas e acontecimentos passados. Leitura de mapas geográficos e históricos O que é . A turma lê.Peça que cada aluno observe o trajeto entre a casa e a escola. • 2ª Etapa Distribua croquis de propagandas e questione: o que é um croqui? Quais são os elementos usados para fazê-lo? Como desenhá-lo? • 3ª Etapa Peça que passem as informações do texto para outra linguagem: a do desenho. Ela considera questões sociais e atua na aprendizagem de noções essenciais do pensamento histórico. da Pedreira. 15. localiza as informações mais importantes – com orientação dos professores –. resumos e fichamentos. reforça o ensino de leitura e escrita de textos informativos. questionando as diferentes representações cartográficas. Compare os croquis confeccionados e as fotos. professora de Geografia da EMEF Cleómenes Campos. a divisão entre passado. debate.O professor distingue nos textos funções. professora da 4ª série.br UEB Professora Luzenir Mata Roma.A identificação. os alunos têm maior compreensão dos conteúdos e adquirem comportamento leitor”. tel. Quando propor Sempre que se trabalhar com relato histórico (narrativas). 16. 65099-070. Bartholomeu C. Uma delas é identificar e utilizar os tempos verbais adequados. “Para os que estão nas séries iniciais. Quer saber mais? Contatos EMEF Cleómenes Campos. guia para professores História Leitura do passado A aprendizagem das principais noções do pensamento histórico. Quando propor Em todas as aulas. estilos.. Considerando o problema. 268. explicando que elas são nossa real localização vista no plano aéreo. suelifurlan@uol. Uma delas é a comparação de mapas de diferentes épocas com os da atualidade. Ana Fani Alessandri Carlos. 24 reais Internet Em viagemdoconhecimento. o passado é uma coisa só. Trabalho com sujeitos históricos e perspectivas O que é . São Luís. de São Paulo. . Bueno. tel. 17. em São Paulo. Assim como nos croquis distribuídos. Leitura e escrita sobre História O que é . os de causalidade e os de contextualização. SP. R. 144 págs. Ed. Quando propor Em todas as aulas. Consultoria Silmara Maria Cruz Paiva. o Colégio São Paulo. avalia Dulcinéia Neves Guimarães.Atividades para localizar transformações históricas no espaço. 05089-090. devem constar informações para localizar o leitor. tel. O que a criança aprende Que. os marcadores temporais. A complexidade dos textos lidos deve aumentar ano a ano. Solicite que a turma identifique o trajeto e os pontos citados nos desenhos. em fontes documentais. argumentos e pontos de vista e propõe leitura e atividades (leia o quadro acima). As dificuldades aparecem quando os pequenos lidam com textos históricos. existem várias versões sobre um fato e que os diferentes registros são fontes de informação para conhecer o passado. diz Daniel Vieira Helene.com. e sim a apresentação dos fatos no texto: o que vem antes ocorreu antes. formador de professores.

aprofundar as discussões. Seqüência didática .. Revista Recreio. (71) 2107-4600 Bibliografia Aprendendo História e Geografia. tel. São Paulo. 639. Material necessário Reportagem Descobrimento do Brasil. R. Conteúdos • Leitura de textos expositivos. Elvira de Oliveira (ed. introduzindo. 628. 40 págs. simultaneidade. (11) 3097-0523 Colégio São Paulo. Eugênio de Medeiros. De acordo com o ano. fazendo grifos. • Escrita em contexto de estudo.Leitura sobre o descobrimento do Brasil Objetivos • Aprender procedimentos de leitura e escrita para o estudo de um conteúdo em textos expositivos. vol. 272 págs. Quando propor Em todas as aulas. a questão da intencionalidade na produção de fotos ou pinturas. anterioridade e posteridade e relação entre momentos da história local.Estudo com fotografias. R. Deixe a turma perguntar e falar sobre o que já sabe. A tarefa é selecionar as informações pedidas. tel. 18. Leia em voz alta sem fazer pausas e estimule os comentários. Quando propor Em todas as aulas. 05425-001. Tempo estimado Quatro aulas. em São Paulo. 0800-115-152. É interessante trabalhar com diferentes linhas do mesmo período para discutir a simultaneidade de acontecimentos. Consultoria Patrícia Diaz. Luís Portela da Silva. 3. todos podem aprender.O que a criança aprende A noção de espacialidade. Representação gráfica do tempo O que é . anotações e marcas nas laterais.90 reais Descobrimento do Brasil (Coleção De Olho no Mundo). de determinados recortes históricos. Quer saber mais? Contatos Centro de Educação e Documentação para a Ação Comunitária. Salvador. “O ambiente escolar deve ser pensado para propiciar inúmeras interações com a língua escrita”. . • 3ª Etapa Levante questões: como eram os mapas da época? Por que Portugal foi pioneiro nas navegações? Divida os alunos em grupos e entregue a cada um deles um dos quatro textos da reportagem Descobrimento do Brasil. Sempre que possível. Anos 4º e 5º. regional e nacional. O que a criança aprende Noções de tempo cronológico. Ed. 41815-290. a garotada passa por experiências enriquecedoras. Análise de imagens O que é . de forma incorporada aos temas estudados. construindo hipóteses e pesquisando sobre o contexto em que foram feitas. é interessante comparar essa produção histórica com situações atuais.). SP. O que a criança aprende A identificar visualmente mudanças no tempo e a investigar como era determinada época com base em imagens.Elaboração de linhas do tempo. localizando a História no espaço e percebendo que existe mudança tanto no tempo quanto no espaço. A seleção dos fatos deve permitir ao estudante localizar sua vida na linha.importante? O que escrevem? Avalie as dificuldades e verifique o que precisa ser ensinado. como ler sem saber ler e escrever sem saber escrever Cada criança chega à escola em uma fase da alfabetização – o nível de compreensão depende das possibilidades prévias de contato com o mundo da escrita. Ática. Ed. • 2ª Etapa Distribua o texto informativo sobre a chegada dos portugueses à América. Ana Teberosky e César Coll. 19. Apesar de uma classe ter alunos em estágios diferentes de conhecimento. e texto informativo sobre o descobrimento que seja mais complexo que os dos livros didáticos. Leia novamente parando para que haja o confronto de interpretações. causalidade. Avaliação Observe os procedimentos dos estudantes. duração. O que sublinham? Como decidem O que é . da revista Recreio. Abril (edição esgotada) Língua Portuguesa Mais do que letras Até dominar a leitura e a escrita. propagandas e desenhos de diferentes épocas. Desenvolvimento • 1ª Etapa Proponha uma discussão sobre o descobrimento do Brasil.. BA. tel. com escala. do Centro de Educação e Documentação para a Ação Comunitária. por exemplo. 80.

O que a criança aprende . “Aprendi que a leitura para a classe é uma delas e faço isso diariamente. 24. As cinco situações didáticas de Língua Portuguesa estão descritas em duas fases.Os usos e as funções da escrita. Para auxiliá-lo na tarefa de facilitar o ingresso da meninada no universo da linguagem escrita. passando da forma oral para a escrita. Eles lêem uns para os outros e indicam títulos a amigos. o docente tem à disposição algumas atividades consagradas. Leitura para aprender a ler (na alfabetização inicial) O que é . a produção deve ser revisada. Quando propor . é importante identificar em que fase cada aluno está e escolher atividades adequadas para a turma. O que a criança aprende . é possível antecipar o que pode estar escrito e confirmar por meio do conhecimento das letras iniciais ou finais. aprender a buscar informações e a ler para estudar. Também é imprescindível garantir a qualidade do material à disposição da meninada. 20.Em dias alternados aos de atividades de escrita. Durante a leitura.Os pequenos ditam um texto. O que a criança aprende . afirma Cintia Dante de Queiroz Minelli.A tentativa de ler listas ou textos conhecidos de memória (poemas. Sabendo o que está escrito (nomes de frutas.O crescimento da autonomia. a 160 quilômetros de São Paulo. O que a criança aprende .A turma forma uma roda. Quando propor . utilizando lápis e papel ou letras móveis.A usar procedimentos de escritor: planejar o que escrever. Ela se familiariza com a linguagem e os elementos dos livros (que contam histórias). o propósito e o gênero. Além de contos de fadas. por exemplo) e textos informativos mais complexos. Escrita para aprender a escrever (na alfabetização inicial) O que é . Leitura para a classe (na continuidade) O que é . Nas séries seguintes. da ortografia e da separação entre as palavras. na zona rural de Mogi Mirim.Várias vezes por semana. ela explica. O que a criança aprende . O papel do professor é mediar interações.A compreender textos mais desafiadores.Diariamente. a representar graficamente o que necessita redigir e a definir quantas e quais letras usar. Produção textual (na continuidade) O que é . as características que distinguem os gêneros e as diferenças entre o oral e o escrito. especialista em Psicologia Escolar e uma das maiores autoridades em alfabetização no Brasil. frutas e brinquedos).A tentativa de escrever o que se conhece de memória (como poemas. vê o progresso de seus alunos da 4ª série. Quando propor . Quando propor .O funcionamento do sistema de escrita. Quando propor . com o aperfeiçoamento da letra cursiva. por exemplo). nas situações de revisão ou práticas de ortografia. Quando propor . “Percebo que mesmo os que não têm o hábito de ler ficam interessados quando vêem o colega com um livro ou contando uma história curiosa”. revisa e cuida da apresentação final. alfabetização inicial e continuidade (veja a seguir). e o professor escreve no quadro. sempre que houver uso da escrita. a garotada aprofunda conhecimentos sobre diferentes gêneros de texto e ganha maior autonomia na produção e na leitura. dos jornais (que trazem notícias) e dos textos instrucionais (que incluem regras de jogos ou receitas culinárias). Comunicação oral (na alfabetização inicial) . Além disso. O objetivo é que a turma construa uma compreensão coletiva de cada obra. reler e revisar. subtítulos ou imagens e apontando O que é . 23. Sento-me em roda com a turma. canções e trava-línguas). a 600 quilômetros de Curitiba. Maria Ussifati. fazer rascunhos. regras de jogos etc. A conclusão da alfabetização inicial ocorre após os dois primeiros anos de escolaridade. ela pode localizar e selecionar informações apoiando-se em títulos. Quando propor . O que a criança aprende . Ao fim da atividade.As regras e normas da escrita-padrão. assim. Leitura para a classe (na alfabetização inicial) O que é .Características de textos mais difíceis e de diferentes gêneros (leia o quadro na página 57). entre outras formas (leia o quadro abaixo). Produção textual (na alfabetização inicial) O que é . mostro um livro. Como o nível de leitura e escrita varia dentro de uma classe.A organizar as idéias principais de um texto conhecido e a modificar a linguagem. O que a criança aprende . O estudante pode entrar em contato com diferentes gêneros para saber quando e como usá-los e. O aluno define o leitor. valem notícias que tratem de algum assunto de interesse de crianças. Escrita para aprender a escrever(na continuidade) O que é . e o professor lê em voz alta textos literários.Leitura de livros literários mais longos (podem ser selecionados capítulos inteiros. O que a criança aprende .A seqüência da prática da escrita.A reescrita e a produção de textos com autonomia crescente. de Umuarama. A educadora incentiva a escrita utilizando letras móveis ou lápis: “É para que as crianças descubram que tudo o que falam pode ser escrito”. da EM Tempo Integral.Diariamente. canções e trava-línguas) ou listas (de nomes. Podem ser feitas perguntas para provocar participações e estruturar a escrita.A refletir sobre o sistema de escrita. da EMEB Professor Bráulio José Valentim. 21. Os gêneros devem variar para que o repertório se amplie. jornalísticos. ela compreende como acionar as primeiras estratégias de leitura.Diariamente.Em dias alternados aos de atividades de escrita. Leitura para aprender a ler (na continuidade) O que é .afirma Telma Weisz.Em dias alternados aos de atividades de leitura. Eles ficam com o controle do que se escreve e acompanham como isso é feito. 22. falo sobre o autor e leio por cerca de 15 minutos”. Quando propor .Diariamente.interessante.

apresenta seminários e realiza entrevistas. Emilia Ferreiro e Ana Teberosky. defendendo pontos de vista. 20 reais Escola. Seqüência didática . dependendo dos projetos e das atividades em desenvolvimento. biagouveia@uol. 39 reais . Ajude os alunos a formar uma linha de raciocínio para contar a história aos demais. Consultoria Ana Flavia Alonço Castanho. Volta ao Mundo em 52 Histórias e Três Príncipes. Apresente a atividade: em três aulas serão lidos contos com histórias sobre outros lugares e épocas. Anhumaí. Av. 13807-001. Comente que os livros do centro da roda têm contos de vários lugares do mundo e que todos podem escolher um exemplar para ler durante a semana e comentar na próxima roda. Material necessário Livros de contos produzidos em diferentes países e épocas. Ed. Peça comentários e compartilhe suas impressões. Martins Fontes).60 reais Três Príncipes. com leitura para a classe em voz alta. Leitura e Produção de Textos. instigue a troca de comentários sobre os contos lidos em casa. dependendo dos projetos e das atividades em desenvolvimento. 300 págs. Ao final. Tempo estimado Três aulas. e do Projeto Dica.com. Avaliação Estimule a análise dos elementos lingüísticos dos contos.A utilizar a linguagem oral com eficiência. Companhia das Letrinhas). intervir sem sair do assunto tratado. • Identificação de elementos que compõem os contos. 96 págs. Companhia das Letrinhas. • Análise das características de textos produzidos em diversos países. Neil Philip. Inicie lendo em voz alta – selecione um texto com assuntos instigantes.Algumas vezes por mês. 64 págs. quem ficar interessado pode ler o mesmo livro. O que a criança aprende . Explique que a intenção é transportá-los para essas realidades. Comunicação oral (na continuidade) O que é . uma nova obra deve ser escolhida. • 2ª Etapa Leia um conto diferente do apresentado na etapa anterior e que desperte a curiosidade e a expectativa das crianças.Preparação e realização de atividades e projetos que incluam a exposição oral.O que é . Ed. Entre as falas dos alunos. John Yeoman. (44) 3906-1078 EMEB Professor Bráulio José Valentim. estabelecendo relações entre eles. Ed. formulando perguntas e adequando sua fala a diferentes situações formais. É interessante incentivar a turma a falar com base em um roteiro e a fazer entrevistas e seminários. Qual é o papel de cada personagem? Onde se passa a história? O que parece mais diferente ou curioso naquele local? Em seguida. Anos 3º e 4º. tel. Quando propor .br EM Tempo Integral.Contos do mundo todo Objetivos • Ampliar o repertório literário.Algumas vezes por mês. Ed. Sugestões: Histórias de Sabedoria e Encantamento (Ed. 87503-070. Ana Maria Kaufman e Maria Elena Rodriguez. R. Investigue o que elas acharam. O que a criança aprende . ouvidos na leitura do professor e comentados pelos colegas. • Fazer com que os estudantes observem características dos contos lidos por eles.. Quer saber mais? Contatos Ana Flavia Alonço Castanho. Assim. Artmed. por exemplo. 44. (11) 3241-3677. Conteúdos • Leitura. 37. anaflaviacastanho@gmail. tel. Companhia das Letrinhas. declama poemas.. 49 reais Histórias de Sabedoria e Encantamento. • 3ª Etapa Obedeça à mesma seqüência das etapas anteriores. Cortez. Mogi Mirim. comentários sobre caracterização de cenários e personagens e empréstimo de publicações. (11) 3707-3500. articulando conteúdos de linguagem verbal e escrita. responder a elas justificando suas respostas e fazer exposições sobre temas estudados. Desenvolvimento • 1ª Etapa Acomode os alunos em roda e disponha diversos livros de contos no centro. 0800703-3444. tel. • Favorecer a troca de experiências de leitura. deixando o fim em aberto.. tel. (19) 3805-1180 Bibliografia Alfabetização em Processo. Hugh Lupton. terras distantes e exóticas. Martins Fontes.. 42 reais Psicogênese da Língua Escrita. 160 págs. 180 págs. relatando acontecimentos. tel. Luiz Pilla. Artmed. Ed. Três Presentes. Quando propor . Ed. 898. formular perguntas.50 reais Volta ao Mundo em 52 Histórias. Emilia Ferreiro. formadora de professores do Projeto Entorno. Umuarama. da Fundação Victor Civita.com Beatriz Gouveia.Atividades em que a garotada narra histórias. SP. Podem ser feitos saraus e apresentações para expor um tema usando roteiros ou cartazes para apoiar a fala. (11) 3611-9616. Três Presentes (Ed. pergunte se o conto era parecido com outro. 3435 (Praça Tamoio)..A participar de situações que requeiram ouvir com atenção. PR.. 144 págs. que mostre.

a cópia.Atividades para trabalhar com reconhecimento das propriedades de formas e volumes. Os percursos pessoais de registro. arredondar e aproximar números. em discussões e exposições em aula. algo está errado.A analisar as propriedades e as características de diversas figuras planas e não-planas e a relacioná-las com outras. revisar. nos debates em grupo. No centro dos estudos aparece a resolução de problemas. corrigir e validar no grupo a solução. decompor. “Os próprios estudantes. a construção de figuras utilizando instrumentos (réguas. Estratégias de cálculo O que é . Muitos dos problemas em que se usa a estimativa são vinculados a questões do dia-a-dia. A escolha entre a calculadora e o algoritmo (conta armada) deve ser intencional. em que se interpreta e produz o registro matemático. Por exemplo: quanto tempo se leva para chegar a algum lugar ou quanta gasolina é necessária. Daniela diz que. 26. autora de livros didáticos. em Paragominas. Ela sempre oferece algum tipo de dificuldade que força a busca de soluções e resulta na produção de conhecimento.Nos primeiros anos de escolaridade.A sistematizar o conhecimento e a socializá-lo. Exploração e reconhecimento de corpos geométricos O que é . Ao estimar resultados. As discussões são momentos importantes para confrontar. em que o professor ou um aluno descreve as características de uma figura e o restante da classe faz a interpretação e a representação somente com essas indicações. Outras atividades que aproximam os conteúdos da Matemática da vida real são o cálculo mental e as estimativas (veja a seguir).Matemática Múltipla escolha Tendo por base a resolução de problemas. e por escrito. o trabalho começa a fazer sentido para todos. esquadros). Essa é a base de todo ensino de Matemática. O debate sobre diferentes formas de resolução está sempre presente na aula de Simone Maria da Silva Corrêa. “Hoje a base das aulas está em levar a turma a construir diversos caminhos para chegar aos resultados”. as atividades devem levar a garotada a debater e criar estratégias para chegar a uma resposta O ensino de Matemática avança apoiado em pesquisas didáticas na área. É necessário ref letir. pesquisadores reforçam a idéia de que a disciplina não pode ser reduzida a um conjunto de procedimentos mecânicos e repetitivos. a quantidade de vértices. de forma vinculada às seqüências didáticas. O professor já tem disponíveis atividades cientificamente reconhecidas em diferentes blocos de conteúdo. O que a criança aprende .Em seqüências didáticas específicas. as diagonais e os lados. Depois são estudadas com mais . analisam a questão e percebem se o resultado a que chegaram está correto.Atividades em que são desenvolvidos caminhos próprios para chegar ao resultado de uma operação. Cada vez mais. No que se refere ao cálculo mental. Quando propor .Situação em que o aluno coloca em jogo os conhecimentos de que dispõe. 27. em várias situações. Também são atividades relacionadas à escrita e à leitura numéricas. a 305 quilômetros de Belém.Regularmente. sempre utilizando argumentos vinculados aos conhecimentos matemáticos (leia o quadro na página 62). e a identificação. A garotada pode fazer estimativas. quando a classe é chamada a resolver desafios e a discutir idéias. O que a criança aprende .Uma vez por semana. 25. atividades de sistematização e como trabalho permanente. Construção. compassos. como o de Números e Operações e o de Geometria e Medidas – aos quais as situações aqui apresentadas estão relacionadas. usando ou não modelos presentes. explicar e discutir o que foi feito. O que a criança aprende . explica Daniela Padovan. tanto o exato quanto o de resultado aproximado. Quando propor . Resolução de problemas O que é . o que estão fazendo”. pela mais eficaz. com a utilização de números. 28. Quando propor . Ela adquire ainda hábitos de reflexão sobre os cálculos e dispõe de meios permanentes de aproximação e controle sobre o que obtém usando técnicas como o algoritmo. discussões e explicações sobre os caminhos encontrados.A construir estratégias pessoais de cálculo e a se decidir. reprodução e identificação de figuras O que é .A utilizar os conhecimentos que possui e a consultar as informações possíveis para resolver novas situações. que aparecem num primeiro momento. questionar e defender possibilidades de resolução. justificar. sinais e símbolos. de forma vinculada às seqüências didáticas. Algumas possibilidades: o ditado. professora de 4ª série da EEIEF Salmonozor Brasil. no enriquecimento do já existente ou no questionamento do anterior. a memória é uma ferramenta importante. de verdade.Trabalho em que são explicitados os procedimentos e as formas de pensamento empregados na resolução de um problema ou uma operação. Isso pode ser feito oralmente. são depois substituídos pela escrita formal dos procedimentos matemáticos.Sempre. produzir uma solução. registrar. relata. o trabalho com grande variedade de formas para conhecer diferenças e semelhanças entre as faces. avalia.se da linguagem matemática. vinculado aos conteúdos vistos em sala. que pode ser feita com jogos de adivinhação. 29. consegue fazer a autocorreção: se a resposta fica muito distante da estimativa. Registros oral e escrito O que é . “É essencial entender a operação e o porquê dos procedimentos adotados”. Eles passam a compreender. Quando propor . Desde o início do primeiro ano. O que a criança aprende . O interessante é que durante esse processo haja registro. apropriando.

tel. círculos e esferas. Primeiro.br EEIEF Salmonozor Brasil. a) Quantos lenços ele vendeu? b) Quantos pacotes Marcos tinha para vender?” Realize a leitura compartilhada. (91) 3729-1460 Bibliografia Didática da Matemática. como metros e horas. depois. Ele levou para vender 384 lenços. Retome na aula seguinte. O que a criança aprende . 270.). Tempo estimado Três aulas. professora da EEIEF Salmonozor Brasil. Eles devem perceber qual é o mais fácil e determinar o que apresenta a melhor adequação. Recolha as respostas para analisar e verificar os meios encontrados para cumprir a tarefa. 30. destacando os principais dados numéricos e as questões a ser respondidas. que organizou em pacotes de 8. vinculando a outras seqüências didáticas. A tarefa é ler e analisar as informações e verificar as possibilidades de resolução pertinentes.profundidade as propriedades de quadrados. Artmed. cubos.Situações de medição efetiva. até das demais disciplinas. Avaliação Faça a tabulação das estratégias usadas na resolução do problema. Medição e comparação de medidas O que é . tel. Se alguém errou.A comparar grandezas da mesma natureza. capacidades. uma vez por semana. Ed. 68626-355. Quando propor . e verifique quais se aproximam da compreensão do algoritmo convencional da multiplicação e da divisão. É necessário relacionar as características de uma figura com as de outras. O que a criança aprende . Questione se a estratégia utilizada foi comum a todos do grupo e se ela levou ao resultado correto. pesos e durações. Entregue a eles as respostas apresentadas pelas duplas para que discutam os caminhos empregados e os resultados. 40 reais . Artmed. em Paragominas. dê orientação para que descubra o que não funcionou durante seu trabalho. Em todas as atividades a turma precisa saber o que será mensurado. apresentando a forma de resolvê-lo que foi selecionada.. instigando os demais a opinar. 0800-703-3444. Paragominas.Explicações matemáticas Conteúdo • Campo multiplicativo. daniela@superig. Presidente Castelo Branco. vinculando ao conteúdo. Anos 4º e 5º. 188 págs. comparação e determinação de comprimentos. 38 reais Ensinar Matemática na Educação Infantil e nas Séries Iniciais. Seqüência didática . PA. Solicite que justifiquem como encontraram o resultado. Pergunte o porquê da escolha. • 2ª Etapa Organize pequenos grupos. • 3ª Etapa Proponha que cada grupo determine qual das estratégias analisadas é a mais eficaz. a utilizar diferentes métodos e sistemas de medição e lidar com eles. Av. Esses resultados serão importantes no planejamento das próximas aulas e na definição das intervenções posteriores. o problema deve ser resolvido individualmente e. Retome as explicações dadas. Cecilia Parra e Irma Saiz (orgs. Quer saber mais? Contatos Daniela Padovan. O trabalho pode começar com o uso de medidas nãoconvencionais e depois passar para as unidades padronizadas. retângulos. Quando propor . e vendeu a 10 reais cada pacote. observando os avanços dos estudantes. Material necessário Cópias do problema e papel sulfite. escolher o instrumento mais adequado e decidir sobre a unidade mais eficiente para expressar o resultado. 258 págs. Mabel Panizza e colaboradores. transformando-as em linguagem matemática.Em média.Em média uma vez por semana.As propriedades das figuras planas e não-planas e a relação entre elas. Peça que alguns alunos exponham à turma as discussões da aula anterior e as conclusões a que chegaram sobre o problema. No fim da feira ele tinha vendido 15 pacotes. Consultoria Simone Maria da Silva Corrêa. discutido em duplas. Desenvolvimento • 1ª Etapa Entregue a cada aluno uma cópia do seguinte problema: “Marcos é camelô e logo cedo armou a barraca na feira.. PA. A partir do 4º ano é possível aprofundar o estudo dos sistemas de mensuração. Ed.com.

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