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PRÁTICA

DE
ESCRITÓRIO
”CRIMINAL”

Núcleo de Prática Jurídica

Ernesto dos Santos


ERNESTO DOS SANTOS

I - POSSÍVEIS SITUAÇÕES: CLIENTE

A) receia a instauração do processo;


B) foi citado para se defender em processo;
C) o acusado se encontra preso provisoriamente
D) foi condenado em processo.

II - RESPECTIVA ATUAÇÃO PROFISSIONAL

HIPÓTESE "A" : orientação (consulta)

HIPÓTESE "B" : intenso empenho (!). Demonstrar a improcedência


(total ou parcial) da denúncia.
* defesa prévia
* alegações finais
* contrariedades ao libelo (priv. Júri).

HIPÓTESE "C" : Tipos de prisão provisórias:


* Prisão temporária (Lei 7960/89 e art. 2°, parágrafo 3° Lei
8.072/90)
* Prisão em flagrante ( art. 302, I,II, III e IV do CPP).
* Prisão Preventiva (art. 312 do CPP)
* Prisão de sentença condenatória não transitada em julgado ( art.
594 do CPP e Lei 8072/90).
* Prisão sentença de pronúncia ( art.408, paragrafo 2° do CPP)
Remédios: * fiança (art. 322 e 323, CPP)
* relaxamento de prisão (art. 5°, inciso LXV, CF/88)
* liberdade provisória (art. 310, parágrafo único, do CPP)
* "habeas-corpus" (art. 647 e ss do CPP e art. 5°, inciso LXVIII,
CF/88)

HIPÓTESE "D" : * suspensão condicional da pena (art. 77 e ss do


CP, art. 696 e ss do CPP e art. 156 e ss da LEP n° 7210/84)
* progressão de regime (art. 112 e ss da LEP)
* livramento condicional (art. 83 e ss do CP, art. 710 e ss do CPP
e art. 131 e ss da LEP)
* saídas temporárias (art. 122 e ss da LEP)
* permissão de saída (art. 120 e ss da LEP)
* prisão domiciliar ( art. 117 da LEP)
* remição (art. 126 da LEP)

PLANO DE AULA N° 01 - FASE POLICIAL


DO INQUÉRITO POLICIAL (Artigo 4° a 23 do CPP)
- Finalidade: O inquérito policial é instaurado pela autoridade
policial, de ofício ou mediante requisição (*), a fim de apurar
preliminarmente os fatos e provas inerentes ao fato criminoso.
- Características: inquisitivo (não respeita o contraditório);
escrito (art. 9°, CPP); sigiloso (cfe. a necessidade, art. 20,
CPP); indisponível (a autoridade policial não pode deixar de
instaurar, nem mandar arquivar).
- Iniciativa: deve ser provocada por meio de 1) requisição do Juiz
ou Promotor de Justiça; 2) representação (em caso de ação penal
pública condicionada; 3) queixa-crime (em caso de ação penal
privada); notícia-crime, requerimento para abertura de inquérito
(forma escrita) ou mero comunicado verbal, em casos de ação penal
pública incondicionada.
- Procedimento: são reduzidas a termo as declarações (vítima,
testemunhas/informantes e indiciado) e produzidas as provas
periciais, além de quaisquer outras diligências que venham a
esclarecer a verdade dos fatos. Ex.: apreensão instrumentos, etc.
(vide art. 6°, CPP).

- O inquérito policial não é imprescindível ao oferecimento de


denúncia ou queixa, desde que existam informações suficientes.

DO AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE (Art. 301 e ss. do CPP)


- O art. 302, CPP aponta as circunstâncias que caracterizam o
estado de flagrância.
- Procedimento: o preso é apresentado à autoridade policial que
lavrará o auto que conterá os depoimentos do condutor, das
testemunhas e, por fim, do(s) acusado(s), seguindo-se as provas
técnicas e/ou periciais, termos diversos (apreensão, entrega,
reconhecimento, etc). (art. 304 do CPP). A falta de testemunhas
não impossibilita a prisão em flagrante, desde que existam duas
pessoas que testemunhem a apresentação do preso à autoridade, as
quais assinarão juntamente com o condutor.
- Observações: a) caso o indiciado seja menor de vinte e um anos,
deverá ser assistido por curador (art. 15, CPP); b) atentar para
o prazo decadencial de seis meses em se tratando de ação penal
privada, a contar do conhecimento da autoria do crime; c) eventual
vício não caracteriza nulidade porque o IP não se trata de
rigoroso ato processual, norma esta invertida quando tenha
justificado a prisão do indiciado (flagrante).

PLANO DE AULA N° 02 - DENÚNCIA


DAS TÉCNICAS DE ELABORAÇÃO :
Atender as disposições do artigo 41 do CPP, ora complementadas com
algumas orientações traçadas por Hugo Nigro Mazzilli (in.: MANUAL
DO PROMOTOR DE JUSTIÇA, 2.ed. São Paulo: Saraiva, 1991, p. 591). A
saber:

1) Encaminhamento ao Juízo Competente


(Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal
da Comarca de Teixeira de Freitas - )

2) Introdução
(O Representante do Ministério Público, no uso de suas atribuições
institucionais, com base no incluso Inquérito Policial n° 000/95,
vem apresentar DENÚNCIA contra FULANO DE TAL ( ... qualificação do
acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo
...), pela prática do seguinte fato delituoso) :)

3) Desenvolvimento
(... exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstân
cias ... a classificação do crime)
3.1.) Fazer a imputação do fato, objetiva e diretamente;
(Citardia, horário, local, lugar, conduta ilícita e o malefício
provocado, nome vítima. Indicar prova da materialidade - laudo de
fls.)
3.2.) Adequar expressamente os elementos de tipicidade indicados
na lei ao caso concreto;
3.3.) Apontar, quando possível, os motivos, a maneira de execução
e as circunstâncias em que se desenvolveu a ação criminosa
(especificamente para cada denunciado);
3.4.) Fazer a capitulação dos fatos narrados ao artigo da lei
penal violado, inclusive acerca de eventual co-autoria, concurso
de delitos, tentativa, circunstâncias agravantes e qualificadoras.

4) Conclusão
Encerramento com requerimento final de condenação, além de outras
providências inerentes à prova (... e, quando necessário, o rol de
testemunhas).
(Isto posto, requer seja recebida a presente Denúncia, bem como
citado o denunciado para comparecer ao interrogatório e acompanhar
todo processo, apresentando a defesa que tiver, até que ao final
seja condenado às penalidades legais pela prática do crime citado.
Requer, ainda, sejam certificados os antecedentes criminais do
denunciado e inquiridas as testemunhas abaixo arroladas, onde deve
ser incluída a vítima como informante) Local, data e
assinatura/Promotor de Justiça.
PLANO DE AULA N° 03 - FASE JUDICIAL I - AÇÃO PENAL

CLASSIFICAÇÃO E TITULARIDADE (DIREITO DE AGIR):


- Ação Penal Pública (art. 24, CPP). Divide-se em:

Ação Penal Pública Incondicionada (Atuação de ofício. Não há


qualquer referência no tipo penal)
Ação Penal Pública Condicionada (Consta advertência inscrita no
tipo penal "Somente se procede mediante representação")

- Ação Penal Privada. Divide-se em:

Ação Penal Privada (exclusiva) (Deve ser promovida pelo ofendido


ou seu representante legal. Consta a expressão no tipo penal:
"Somente se procede mediante queixa")
Ação Penal Privada Subsidiária da Pública (Art. 5°, inc. LIX da
CF/88. Caberá quando o MP não oferecer denúncia no prazo legal,
estabelecido pelo artigo 46, CPP, ou seja, 05 dias se réu preso e
15 dias se reú solto.

ROTEIROS PROCEDIMENTAIS

- Divide-se em PROCESSO COMUM (quando não há regra especial - art.


394 a 405 e 498 a 502, CPP) e PROCESSO ESPECIAL (quando a lei prevê
um rito especial - art. 503 a 555 do CPP, ex.: falimentares, de
responsabilidade, propriedade industrial).

- Crimes de competência do juízo singular, punidos com reclusão -


Processo Comum/Ordinário:
Inquérito Policial / Denúncia / Recebimento da Denúncia pelo Juiz
/ Citação do acusado / Interrogatório (art. 188, CPP)/ Defesa
Prévia (3 dias, devendo arrolar testemunhas - art. 395, CPP) -
Inquirição testemunhas (até 8), ouvidas em primeiro lugar as de
acusação / Prazo para diligências (24h - art. 499, CPP) /
Alegações Finais (3 dias - acusação/defesa) / Sentença.

- Crimes de competência do juízo singular, punidos com detenção -


Processo Sumário (art. 539 do CPP):
Idem até ... Interrogatório (art. 188, CPP)/ Defesa Prévia (3
dias, devendo arrolar testemunhas e requerer diligências - art.
395 e 538, CPP) / Após sanadas as nulidades e procedidas as
diligências, será realizada Audiência de Julgamento = Inquirição
testemunhas (até 5/Sumário dos crimes e até 3/Contravenções),
ouvidas em primeiro lugar as de acusação, e, em seguida,
alegações finais orais (prazo de 20 minutos, prorrog. por mais
10) / Sentença (imediatamente ou em 5 dias).
PLANO DE AULA N° 04 - PRISÃO
OBSERVAÇÃO PRELIMINAR: Nesta oportunidade serão analisadas as
formas de prisão processual ou provisória, as quais ocorrem no
curso do processo, excluindo-se por ora a prisão decorrente de
sentença penal condenatória (fase de execução da pena - vide Plano
de Aula n° 06)

ESPÉCIES DE PRISÃO PROVISÓRIA:


1) PRISÃO EM FLAGRANTE (vide Plano de Aula n° 01)
Previsão legal: art. 301 a 310, CPP
Caracterização: art. 302, incisos I a IV, CPP
2) PRISÃO PREVENTIVA (ordem escrita e fundamentada)
Previsão legal: art. 311 a 316, CPP
Requisitos : art. 312, CPP
3) PRISÃO TEMPORÁRIA (fase Inquérito Policial)
Previsão legal: Lei n° 7.960/89
Observação : Sobre Crimes Hediondos, ver Lei n° 8.072/90
4) PRISÃO DECORRENTE DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA RECORRÍVEL
Previsão legal: art. 393, I, CPP
5) PRISÃO POR PRONÚNCIA
Previsão legal: art. 282 e 408, §1°, CPP

GARANTIAS CONSTITUCIONAIS: Artigo 5°, incisos: LV (contraditório e


ampla defesa); LIV (ninguém será privado da liberdade ... sem o
devido processo legal); LVII (princípio da inocência); LXI
(ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita
e fundamentada de autoridade judiciária competente ...); LXVI
(ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei
admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança);

REMÉDIOS JURÍDICOS:
1) FIANÇA - ao Delegado - art. 322, CPP (infração punida
com detenção ou prisão simples) e ao Juiz - art. 323, CPP
(infração punida com reclusão c/ pena mínima até 2 anos,
inclusive, observados os demais requisitos). Se réu pobre, vide
art. 350, CPP.
2) RELAXAMENTO DE PRISÃO (art. 5° LXI, CF/88) - quando houver
nulidade de ato ou qualquer ilegalidade.
3) LIBERDADE PROVISÓRIA - 3.1) (art. 310, Parág. Único c/c 312,
CPP): quando caracterizada alguma das excludentes de ilicitude
(art. 23, CP) ou inexistentes os motivos da prisão preventiva
(art. 312, CPP); 3.2) COM OU SEM FIANÇA (art. 321, incisos I e II,
CPP)
4) "HABEAS-CORPUS" (art. 5°, LXVIII, CF/88 e art. 647 e ss, CPP):
restrição à liberdade de locomoção (ou ameaça), por ilegalidade ou
abuso de poder.
PLANO DE AULA N° 05 - FASE JUDICIAL II - EXECUÇÃO DA PENA
Após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, tem
início a fase denominada "execução da pena", regulada pela lei
supra. Neste período, diversos são os benefícios que podem ser
requeridos em favor do preso, conforme segue:

1) ALVARÁ DE SOLTURA: deve ser requerido quando findar o prazo de


duração da reprimenda ou extinguir a punibilidade (causas
elencadas no art. 107 do CP). Art. 109, LEP
2) DETRAÇÃO PENAL: considera-se o tempo de prisão provisória
cumprido no curso do processo que deve ser incluído no cômputo do
tempo cumprido pelo sentenciado. Art. 42, CP e art. 111, LEP.
3) LIVRAMENTO CONDICIONAL: é uma forma progressiva de execução,
obedecidos os requisitos objetivos (pena superior 2 anos,
cumprimento de 1/3 se primário e 1/2 se reincidente, sendo 2/3 se
crime hediondo) e subjetivos (bons antecedentes, comportamento
carcerário, aptidão para o trabalho e próprio sustento, etc.).
Art. 83 e ss do CP, art. 710 e ss do CPP e art. 131 e ss da LEP.
4) PROGRESSÃO DE REGIME: identicamente, prevê requisitos de ordem
objetiva (lapso temporal de 1/6 de cumprimento da pena) e
subjetiva (comportamento carcerário). Art. 112 e ss. da LEP.
5) REMIÇÃO DE PENA: instituto pelo qual o condenado vem a
remir parte da pena através do trabalho, sendo que a contagem
é feita à razão de um dia por três trabalhados. Art. 126,
LEP.
6) SAÍDA TEMPORÁRIA: sem escolta, até cinco vezes ao ano, por
período de até sete dias, em casos de regimes semi-aberto ou
aberto. Art. 122 e ss. da LEP
7) PERMISSÃO DE SAÍDA: por justo motivo, em qualquer regime,
com escolta, pelo tempo necessário. Art. 120 e ss. da LEP
8) PRISÃO DOMICILIAR: recolhimento em residência particular
sendo condenado em regime aberto nas condições do art. 117,
LEP.
9) SUSPENÇÃO CONDICIONAL DA PENA: benefício que permite a não
execução da pena privativa de liberdade (não superior a dois
anos), se obedecidos todos os requisitos do art. 77 e ss. do
CP, art. 696 e ss do CPP, e, art. 156 e ss da LEP.

OBSERVAÇÕES: 1) Cada pedido é autuado em separado, apenso aos


autos principais; 2) O requerente não precisa ser habilitado
em Direito; 3) Procedimento: petição / parecer ministerial /
decisão; 4) Legislação básica: 7.210, de 11/07/84.

MODELO DE ALEGAÇÕES FINAIS – ROTEIRO DE PESQUISA


EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ...... VARA
CRIMINAL DA COMARCA DE ..........................

FULANO DE TAL, já qualificado nos autos do


Processo Crime n. .........., que lhe move a Justiça Pública,
através de seu (sua) procurador (a), ou seu defensor dativo, abaixo
assinado, apresentar no tríduo legal,

ALEGAÇÕES FINAIS ( DE DEFESA ), com fundamento


no artigo 500 do Código de Processo Penal, pelos fatos e
fundamentos que passa a expor:

PRELIMINARMENTE

Na parte preliminar, antes de abordar o mérito


da causa, dois podem ser os motivos da argumentação da defesa:
pedido de anulação do processo, no todo ou em parte e pedido de
reconhecimento de causa de extinção de punibilidade.

* Arguir as nulidades : art. 564 do CPP.


- incompetência, suspeição ou suborno do juízo,
- ilegitimidade de parte
- inciso III do art. 564 do CPP

a) O pedido de anulação do feito deve ser efetivado mediante


a exposição da matéria fática que determinou a
irregularidade, apreciação de suas consequencias e seu
enquadramento na lei.
* momento de arguição: art. 571 do CPP, inciso II e III.
b) O pedido de reconhecimento de causa de extinção de
punibilidade deve ser, do mesmo modo, discutido e separado,
mediante tantos itens quantos forem os motivos. (art. 107 do
C.P.)

Tanto no caso de pedido de anulação do processo quanto no


reconhecimento de causa extintiva de punibilidade, poderão
ser aduzidos comentários doutrinários ou manifestações
jurisprudenciais, REQUERENDO AO FINAL.

RESUMO DOS FATOS (optativo)

Resumo dos fatos que está sendo imputado ao


acusado, negando a autoria ou da forma de como os fatos
aconteceram.

DO MÉRITO

Para haver condenação é indispensável provas


irrefutáveis da materialidade da infração (prova da existência do
crime) e indícios de ter sido o acusado o seu autor (indícios
suficientes de autoria).
* Prova Testemunhal - Falar dos depoimentos,
tanto em fase policial como judicial, que venham a contribuir para
a defesa.
Interessante transcrever o que for importante,
fazendo indicação da página, destacando o que for transcrito
(negrito, itálico etc).

* Prova Pericial (falar da prova pericial se


conveniente para a defesa), se feita por dois peritos, etc

* Prova Documental (documentos juntados aos


autos que venham a contribuir para a absolvição do acusado). Ex.
prova da menoridade do acusado na época dos fatos,

Outras circunstâncias a serem trabalhadas pela


defesa:
I- Causas excludentes de ação (estado de
inconsciência, dolo, culpa)

II- Causas excludentes de tipicidade (quando


não há adequação do fato praticado não se ajustar ao tipo
imputado.) Poderá se verificar e requerer a desclassificação para
outro tipo penal, se interessante para a defesa.
III- Causas excludentes de antijuridicidade (ou
de ilicitude) art. 23 do C.P. - estado de necessidade, legítima
defesa, ...

IV- Causas excludentes de culpabilidade:

- inimputabilidade do art. 26 do C.P., - menoridade (art. 27 do


CP) - embriaguez completa, (art. 21 do CP) - crime impossível
(art. 17 do CP)
- exclusão de dolo por erro sobre os elementos do tipo (art. 20
- isenção de pena por uma discriminante putativa (art. 20, $ 1)
ou por erro determinado por terceiro (art. 20, $ 2 CP)
- isenção de pena por erro sobre a ilicitude do fato (art. 21 CP)
- coação irresistível ou obediência hierárquica ( art. 22

PROVAS

Demonstar ao magistrado que o presente processo


não contém provas suficientes para condenar o acusado e no caso de
dúvida : * Princípio “ IN DUBIO PRO REO “ .

* Em que hipóteses o magistrado absolve o


acusado: (veja art. 386 do CPP):

- estar provada a inexistência do fato


- não houver prova da existência do fato
- não constituir o fato infração penal
- for circunstância que exclua o crime ou isente o réu da pena
(arts. 17, 18, 19, 22 e 24 do CP)
- não existir prova suficiente para a condenação.

DA PRIMARIADE E DOS BONS ANTECEDENTES

Sendo o acusado primário e de bons


antecedentes, demonstre, se ainda não constar nos autos a Certidão
de Antecedentes Criminais.

DA JURISPRUDÊNCIA E DOUTRINA

Fundamentar com doutrina e jurisprudência


pertinentes a defesa, colocando corretamente a fonte.
REQUERIMENTO

* Requerer as preliminares se houverem.


* Se for crime que tenha procedimento pelo Tribunal de Jurí,
atentar para a absolvição súmária, ou impronúncia.
* Requerer a absolvição do acusado e a improcedência da denúncia.
( Atentar para os casos de requerer a desclassificação, como também
para não configurar as qualificadoras, atenuantes, etc)

Ex: Improcedência da denúncia ofertada pelo digníssimo


Representante do Ministério Público, julgando totalmente
improcedente a presente ação penal, absolvendo o acusado Fulano de
Tal, do crime a ele imputado, por se tratar da mais inteira e
lídima JUSTIÇA !

Nestes Termos
Pede Deferimento

Teixeira de Freitas, 02 de janeiro de 2004.

Ernesto dos Santos


ADVOGADO/OAB
MODELO DE “HABEAS-CORPUS” – ROTEIRO DE PESQUISA

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ...... VARA


CRIMINAL DA COMARCA DE ..........................

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO


EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DA BAHIA.

ERNESTO DOS SANTOS , qualificação completa,


OAB/BA n. xxxxx, escritório profissional na rua ..., vem
respeitosamente com base no art. 5º, LXVIII da Constituição Federal,

impetrar uma

ORDEM DE “HABEAS CORPUS”, em favor de

FULANO DE TAL, qualificação completa, ora


recolhido no .... Presídio Público, Penitenciária, por ordem da
autoridade coatora, na pessoa do Dr......, pelos motivos de fato e
de direito que passa a expor:

OBS: É COMUM CHAMAR O ACUSADO (PRESO) DE


PACIENTE, POR SER O “HABEAS CORPUS” O REMÉDIO CONSTITUCIONAL.

DOS FATOS
1. Resumo dos fatos ( Quando, onde, hora da
prisão, quem foi o condutor, foi encaminhado
para qual Distrito Policial)
2. Foi lavrado Auto de Prisão em Flagrante, por
quem, na presença de testemunhas, ou
advogado, foi comunicado a família, houve
agressão física ou moral para forçar uma
confissão.??? É prisão temporária, ou
preventiva?

3. Acusação de estar cometendo qual ilícito


penal?? Tipificação na lei.

4. Desde que data encontra-se preso.

5. Enfim todas as informações necessárias para


elucidamento dos fatos.

DA FUNDAMENTAÇÃO

DISCORRER TODOS OS FATOS E ARTIGOS QUE


FUNDAMENTAM SEU PEDIDO DE “HABEAS-CORPUSÓ

1. CONSTITUIÇÃO FEDERAL

2. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS – PRESUNÇÃO DE


INOCÊNCIA, PRISÃO ILEGAL, DIREITOS DO PRESO,
..

3. COAÇÃO ILEGAL – ART. 648 DO CPC.

4. SITUAÇÃO DE FLAGRANTE. REQUISITOS DO ART.


302 DO CPP. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL.
FLAGRANTE ESPERADO, PREPARADO OU FORJADO.

5.ANULAÇÃO DO FLAGRANTE POR DEFEITO DE SUA


LAVRATURA: autoridade incompetente, falta de condutor ou de duas
testemunhas, falta de assinaturas, flagrante lavrado após as 24
horas, falta de formalidades legais, sendo menor o indidiciado não
foi nomeado curador, sendo o indiciado analfabeto, o auto não foi
assinado por duas testemunhas que lhe tenham ouvido a leitura, além
das que presenciaram a prisão.
6. SE FOR PRISÃO PREVENTIVA- a falta dos
requisitos legais. (art. 312 do CPP)

7. SE FOR PRISÃO TEMPORÁRIA – A falta dos


requisitos previstos na Lei 7.960/89.

7. QUALQUER ILEGALIDADE DEVE SER TRABALHADA DO


HABEAS-CORPUS: ex. excesso de prazo na instrução criminal, recusa
em arbitrar a fiança, exaurimento do prazo sem conclusão do
inquérito policial (CPP, art. 10). Prazo para conclusão de
denúncia de réu preso. Não nomeação de curador ao menor de 21 anos,
não situação de flagrância prevista no art. 302 do CPP.

DO REQUERIMENTO

Concessão da ORDEM DE “HABEAS CORPUS “ para o


fim de cessar a prisão contra JOSÉ DA SILVA, após solicitadas as
informações de praxe à autoridade coatora na pessoa do Dr....
( Delegado de Polícia, Juiz de Direito da Vara..., Comarca) para
que determine ao final a expedição do ALVARÁ DE SOLTURA em favor do
paciente, como medida de direito e Justiça !

Nestes termos
Pede Deferimento

Teixeira de Freitas, ...


De Teixeira de Freitas para Salvador,..

ERNESTO DOS SANTOS


OAB/BA XXXXXX

ROL DE DOCUMENTOS:
Enumere todos os documentos que deverão acompanhar a petição.