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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

LICENCIATURAS

A INCLUSÃO DE ALUNOS PÚBLICO ALVO DA EDUCAÇÃO


ESPECIAL NO ENSINO REGULAR

Nova Friburgo
2018
A INCLUSÃO DE ALUNOS PÚBLICO ALVO DA EDUCAÇÃO
ESPECIAL NO ENSINO REGULAR

Trabalho de Produção Textual apresentado à


Universidade Norte do Paraná - UNOPAR, como
requisito parcial para a obtenção de média bimestral nas
disciplinas de Educação Inclusiva LIBRAS – Língua
Brasileira de Sinais Homem, Cultura e Cidadania
Educação e Tecnologias Práticas Pedagógicas:
Identidade Docente.

Orientador: Profª. Mariana Scalco Marangoni Rodrigues


e Profº Marlon Silva de Oliveira.

Nova Friburgo
2018
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO...........................................................................................................4
2 DESENVOLVIMENTO...............................................................................................5
2.1 A ESCOLA NA PARTICIPAÇÃO DO CURRÍCULO INCLUSIVO.........................5
2.2 LEIS E DECRETOS QUE RESPALDAM A INCLUSÃO........................................6
2.3 ATUAÇÃO DOS PROFESSORES E DA EQUIPE ESCOLAR..............................7
2.4 IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA: PRESENÇA E ACOMPANHAMENTO..................8
3 CONCLUSÃO............................................................................................................9
REFERÊNCIAS........................................................................................................10
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1 INTRODUÇÃO

A Educação Inclusiva é uma proposta que vem mobilizando nações


na busca pela excelência no ensino. Ela tem por finalidade alcançar uma educação
boa qualidade sem desconsiderar, porém as especificidades do educando.
(MENDES, 2015).
A educação de forma geral, tem seu avanço obtém sua em 1988,
com a promulgação da Constituição Brasileira na qual atribui-se ao Governo a
responsabilidade por garantir o acesso de todos ao ensino, o que antes não
acontecia. (MUTO et al, 2016). Assegurar a todos a igualdade de condições para o
acesso e a permanência na escola, sem qualquer tipo de discriminação, é um
princípio que está em nossa Constituição desde 1988. (EDUCAÇÃO, 2004).
Já em 2003, o Ministério da Educação, por meio da Secretaria de
Educação Especial, assume o compromisso de apoiar os estados e municípios na
sua tarefa de fazer com que as escolas brasileiras se tornem inclusivas,
democráticas e de qualidade, afim de torna-las mais acessíveis para as pessoas que
possuíssem algum tipo de dificuldade e deficiência. (EDUCAÇÃO, 2004).
A Política Nacional de Educação Especial, é o documento legislativo
mais atual, a na Perspectiva Inclusiva. Ela implementa e reconhece a ação política,
cultural, social e pedagógica como movimento mundial pela inclusão no qual
defende o direito de todos os alunos estarem aprendendo e participando juntos,
considerando a igualdade e diferença como valores indissociáveis (BRASIL, 2008).
O presente trabalho, irá ser elaborado em torno da Situação
Geradora de Aprendizagem (SGA) e da situação-problema, com o tema: A inclusão
com transtorno do espectro do autismo no ensino regular, respondendo os pontos
específicos a fim de discernir sobre a situação encontrada. Irão ser feitas as leituras
dos textos propostos e a elaboração um texto com fundamentação teórica, seguindo
as instruções apresentadas.
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2 DESENVOLVIMENTO

2.1 A ESCOLA NA PARTICIPAÇÃO DO CURRÍCULO INCLUSIVO

O SGA diz propõem que: “Paulo é um aluno de 8 anos, com


transtorno do espectro do autismo (transtorno global do desenvolvimento), que não
fala e fica isolado na sala de aula. A mãe de Paulo, Ana, parou de trabalhar fora de
casa para se dedicar aos cuidados com o filho. E mesmo quando Paulo está na
escola, à mãe precisa ficar em alerta, pois se Paulo fizer alguma necessidade na
fralda, a escola liga para Ana ir até lá. Um dia, Ana estava no mercado e foi às
pressas de moto táxi para trocá-lo. Quando chegou, Paulo estava todo molhado,
sentado na carteira, quieto e sozinho.”
Inicialmente, uma escola inclusiva implica em mudança de atitude
diante das diferenças individuais com vista à efetivação do trabalho na diversidade e
com o propósito de remover todos os tipos de barreiras que impedem o acesso à
aprendizagem e à participação plena da vida em sociedade (MUTO et al, 2016).
A direção de uma escola tem um papel fundamental na condução da
prática educacional, tendo por horizonte os princípios, objetivos e metas
estabelecidos no projeto político-pedagógico. A ela cabe promover a mobilização dos
professores e funcionários e a constituição do grupo enquanto uma equipe que
trabalhe cooperativa e eficientemente. (MENDES, 2015).
A direção de uma escola também faz parte deste desenvolvimento,
precisando ser dinâmica, comprometida e motivadora para a participação de todos.
É de grande importância que saiba delegar poderes e estimular a autonomia,
valorizando a atuação e a produção de cada um. Necessita ser uma figura presente,
ponto de referência da personalidade e missão da escola, além de ser respeitosa
nas relações interpessoais, inclusive nas ocasiões em que tem que promover
ajustes no percurso de cada agente. (MUTO et al, 2016).
De um modo geral, a escola, deve apresentar uma atenção integral
à criança. Além disso, como citado, deverá também, ter um planejamento específico
para as pessoas que apresentam algum tipo de deficiência de modo que eles se
mantenham incorporado com toda a turma, diferentemente do aconteceu com Paulo,
que por sua vez, estava sozinho sem nenhuma atenção. Desta forma, a criança
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acaba tendo ainda mais dificuldades de socialização integração social.


Um papel fundamental e não menos importante da direção é exercer
liderança na comunidade. Trazer as famílias e demais setores da comunidade para
dentro da escola, pois, contar com a participação da família e da comunidade,
fortalece a segurança e faz com que a escola caminhe na direção de cumprir com
sua missão e persiga nos seus diferentes objetivos. (EDUCAÇÃO, 2004).

2.2 LEIS E DECRETOS QUE RESPALDAM A INCLUSÃO

As crianças que possuem necessidades especiais, podem ter como


respaldo de normas e regras para a aplicação da educação e conceptualizações de
família e suas implicações.
Ao longo dos anos, essa realidade veio se modificando para melhor.
Surgiram leis e decretos que respaldassem os alunos com deficiência a ter o acesso
às escolas, como direito fundamental e também da acessibilidade das pessoas com
deficiência e muito mais.
As principais leis regulamentadoras de acordo com Gil (2017) são:

 Declaração Mundial de Educação para Todos, de 1990;


 Estatuto da Criança e do adolescente, de 1990;
 Íntegra da Declaração de Salamanca, de 1994, sobre princípios, políticas e
práticas na área das necessidades educacionais especiais;
 Capítulo da LDB sobre a Educação Especial, de 1996;
 Decreto nº. 3.298, de 1999 – Regulamenta a Lei no 7.853, dispõe sobre a
Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência;
 Resolução nº 2 – Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na
Educação Básica;
 Lei nº 10.172, de 2001 – Aprova o Plano Nacional de Educação que
estabelece vinte e oito objetivos e metas para a Educação das pessoas com
necessidades educacionais especiais;
 Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, de 2008 – Lançado pela
Secretaria Especial dos Direitos Humanos, pelo Ministério da Educação, pelo
Ministério da Justiça e pela UNESCO. Objetiva, dentre as suas ações,
fomentar, no currículo da Educação Básica, as temáticas relativas às pessoas
com deficiência e desenvolver ações afirmativas que possibilitem inclusão,
acesso e permanência na Educação Superior.
 Decreto nº 6.094/07 – Estabelece dentre as diretrizes do Compromisso Todos
pela Educação a garantia do acesso e permanência no ensino regular e o
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atendimento às necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo


a inclusão educacional nas escolas públicas
 Decreto nº 7.612, de 2011 – Institui o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa
com Deficiência - Plano Viver sem Limite;
 Decreto nº 7.611, de 2011 – Dispõe sobre o atendimento educacional
especializado
Lei nº 12.764 – Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa
com Transtorno do Espectro Autista; e altera o § 3º do art. 98 da Lei nº 8.112,
de 11 de dezembro de 1990;
 Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação
Inclusiva.

Para crianças que possuem a mesma deficiência, assim como


Paulo, o autismo, há a lei citada anteriormente que é a Lei nº 12.764, na qual institui
a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro
Autista. No artigo Art. 1o , esta Lei institui a Política Nacional de Proteção dos
Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e estabelece diretrizes para
sua consecução. Na citação do § 2o , a pessoa com transtorno do espectro autista
é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais. Em seu Art.
3o diz que: são direitos da pessoa com transtorno do espectro autista: IV - o
acesso: a) à educação e ao ensino profissionalizante;b) à moradia, inclusive à
residência protegida; c) ao mercado de trabalho; d) à previdência social e à
assistência social. Como visto, tais crianças especiais, estão completamente
respaldadas pela lei para obter seu acesso à rede pública e privada de educação.
(BRASIL, 2012).

2.3 ATUAÇÃO DOS PROFESSORES E DA EQUIPE ESCOLAR

Para conseguir ter uma escola inclusiva que tenha um aluno com as
características de Paulo, por exemplo, o currículo deve ser adaptado às necessidade
das crianças, e não o contrário. As escolas deverão, por conseguinte, oferecer
opções curriculares que se adaptem às crianças com habilidades e interesses
diferentes. (MINISTÉRIO, 2006).
Crianças que possuem necessidades especiais deve, ter apoio
instrucional adicional no programa regular de estudo, pois, o princípio norteador é
oferecer a mesma educação, porém, com apoio adicional àqueles que necessitem
uma atenção especial. (MINISTÉRIO, 2006).
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As avaliações devem ser revistas para acompanhar o progresso da


criança, de forma que a avaliação formativa deverá ser incorporada no processo
educacional regular, afim de manter os professores o grau de aprendizagem
alcançada e também identificar as dificuldades encontradas, com intuito de auxiliar
os alunos a superá-las. (MINISTÉRIO, 2006).
Com isso, os professores devem estar também capacitados para dar
suporte tanto à escola, quanto a comunidade às famílias dos alunos que precisarão
de apoio, assim, como Paulo para que ele não se sinta desolado e sem assistência.

2.4 IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA: PRESENÇA E ACOMPANHAMENTO

A presença e acompanhamento da família, na vida de qualquer


criança, é de suma importância para o seu desenvolvimento pleno. Seu papel é de
oferecer-lhe um lugar onde possam desenvolver-se com segurança e aprender a se
relacionar em sociedade. Este esforço torna-se, de fato, mais difícil para as famílias
dos deficientes. Quando isto acontece, se exige de cada membro familiar uma
redefinição de papéis, cobrando-se deles mudanças de atitudes e novos estilos de
vida. A influência da família está no lar e a vida familiar proporcionarem, através de
seu ambiente físico e social, as condições necessárias ao desenvolvimento da
criança. (HOLLERWEGER & CATARINA, 2014).
Hollerweger & Catarina (2014) diz que esse período inicial da vida é
um dos mais importantes para o futuro das crianças com deficiência, pois, é nesse
momento que receberão ajuda para formar atitudes básicas em relação à sua ótica
futura como o otimismo e pessimismo, amor e ódio, crescimento e apatia, segurança
e frustração, alegria e desespero – e ao aprendizado em geral
No caso de Paulo, sua mãe, apesar de toda dificuldade, ainda
consegue prestar assistência para seu acompanhamento quando ainda está ao seu
lado. Desta forma, sua companhia, acaba sendo essencial para que haja uma
melhora em seu comportamento e aprendizado. Além da mãe, toda a família
também deverá apoiar seu desenvolvimento.
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3 CONCLUSÃO

De fato, ainda existem algumas escolas que não cumprem com o


devido dever de acolher os alunos com necessidades especiais. Muitas, não
apresentam um suporte qualificado para prestar assistência integral de acordo com
cada necessidade do aluno e também, não possuem acesso devidos.
Elas necessitam de mais informações políticas e educacionais diante
de um aluno PAEE. É necessário que a gestão frente a essa nova perspectiva de
acesso à educação para todos, busque modificar suas ações frente a comunicação
com as famílias, sendo essas de alunos PAEE ou não; a escola necessita dar mais
espaço a diálogos entre profissionais da educação ou demais áreas, se necessário,
discutindo novas metodologias de abordar a educação para crianças e jovens, que
torne-se mais atrativas aos alunos e familiares, que seja um ambiente onde
discutam-se progressos e desafios da escolarização de alunos, principalmente
jovens PAEE.
Como citado, Paulo não apresentou o acompanhamento devido. A
inclusão do professor da educação especial na escola pode auxiliar a equipe escolar
a ter um outro olhar diante das demandas dos alunos e das famílias. Uma vez que o
professor na sala de aula comum passa a atentar-se nas necessidades dos alunos e
reconhece uma mudança. Cabe ao professor e toda equipe escolar, estruturar um
currículo especial para pessoas que possuem suas necessidades específicas de
modo fazer com que estas se integrem com a turma,os prefessores e com todos que
participam na estruturação de sua vida.
Os governos devem tomar a iniciativa de promover a cooperação
com os pais, através do estabelecimento de medidas de carácter político e da
publicação de legislação relativa aos respectivos direitos. Deve estimular-se a
elaboração e implementação de programas destinados a promover a educação dos
filhos. Deverão também ser ouvidas, para este fim, as organizações de pessoas com
deficiência.
A família e a comunidade, também são de grande valia para a
inclusão de pessoas especiais no nosso cotidiano,pois, elas são o meio inicial para o
processo de inclusão, sendo responsáveis estruturação de um ambiente favorável
para criação e moradia da criança especial, não fazendo assim, qualquer tipo de
discriminação, falta integração, fazendo dessa forma, sua inserção no meio social
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REFERÊNCIAS

BRASIL. Lei N° 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de


Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; e altera
o § 3o do art. 98 da Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990. 2012.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política


Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.
Inclusão: Rev. Educ. Esp., Brasília, 2008. Ed. Especial. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/revinclusao5.pdf Acesso em: 19 dez.
2017.

EDUCAÇÃO, Ministério. EDUCAÇÃO INCLUSIVA - A ESCOLA. Secretaria de


Educação Especial, 26 p. Brasília, 2004. Disponível em: <
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aescola.pdf > Acesso em: 18 Abr 2018.

GIL, Marta. A legislação federal brasileira e a educação de alunos com deficiência.


Diversa educação inclusiva na prática. Instituto Rodrigos Mendes. São Paulo/SP.
2017. Disponível em: < http://diversa.org.br/artigos/a-legislacao-federal-brasileira-e-
a-educacao-de-alunos-com-deficiencia/ > Acesso em: 22 Abr 2018.

HOLLERWEGER, Silvana; CATARINA, Mirtes Bampi Santa. A importância da


família na aprendizagem da criança especial. Revista de Educação do IDEAL.
ISSN: 1809-6220. Vol. 9 – Nº 19 - Janeiro - Junho 2014.

MENDES, Camélia. Educação inclusiva e inclusão escolar: Algumas


Considerações. Revista Digital Simonsen. 2015. Disponível em:<
www.simonsen.br/.../wp.../Revista-Simonsen_N2-Camelia%20Mendes_Pedagogia.pdf > Acesso
em: 21 Abr 2018.

MINISTÉRIO, Educação. Saberes e práticas da inclusão. Recomendações para


construção de uma escola inclusiva. Secretaria de educação Especial. Brasília –
2006. Disponível em: <
http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/const_escolasinclusivas.pdf > Acesso em:
21 Abr 2018.

MUTO, Jéssica Harume Dias et al. O ALUNO PÚBLICO ALVO DA EDUCAÇÃO


ESPECIAL NO ENSINO MÉDIO: AS RELAÇÕES ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA.
UFSCar. São Carlos – SP, Brasil, 2016. Disponível em: <
https://periodicos.fclar.unesp.br/rpge/article/viewFile/9392/6243> Acesso em: 20 Abr
2018.