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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Processo da fotossíntese

Equines Alfredo Guerra Caetano - 708191438

Curso: Licenciatura em Ensino de


Biologia
Disciplina: Experiência Laboratorial II
Ano de Frequência: 2º Ano

Nampula, outubro, 2020


Folha de feedback

Categoria Indicadores Padrões Pontuaçã Nota


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máxima tutor

Capa 0.5

Índice 0.5
Aspectos
Introdução 0.5
Estrutura Organizacion
ais
Discussão 0.5

Concussão 0.5

Bibliografia 0.5
Contextualização
2.0
(indicação clara do
Introdução problema)
Descrição dos objectivos 1.0
Metodologia adequada ao
2.0
objecto do trabalho
Articulação e domínio do
discurso académico
3.0
(expressão escrita cuidada,
coerência/coesão textual).
Conteúdo
Análise e
discussão Revisão bibliográfica
nacional e internacional 2.0
relevante na área de
estudo

2.5
Exploração dos dados
Contributos teóricos e
Conclusão 2.0
práticos
Paginação, tipo e tamanho
Aspectos
Formatação de letras, parágrafos, 1.0
Gerais
espaçamentos entre linhas
Normas APA
Referências Rigor r coerência das
6ª edição em
Bibliográfic citações/referências 2.0
citações e
as bibliográficas
bibliografia
Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor
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Índice
Introdução..........................................................................................................................3

Fotossíntese em Plantas.....................................................................................................4

Estrutura das folhas vegetais.............................................................................................5

Processo de fotossíntese (passo a passo)...........................................................................5

O Ciclo Calvin...................................................................................................................7

Experiencia........................................................................................................................9

Objetivos............................................................................................................................9

Materiais..........................................................................................................................10

Procedimentos.................................................................................................................10

Conclusão........................................................................................................................11

Referências Bibliografias................................................................................................12

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Introdução
De acordo com [CITATION Ama09 \p 243 \l 2070 ] a fotossíntese “é um processo pelo
qual as plantas sintetizam substancias orgânicas a partir da água e de gás carbónico atmosférico”.
A fotossíntese é um dos mais importantes fenómenos da biologia, e tem importância não
só para as plantas, mas para todos os seres vivos da terra. A constante purificação do ar
atmosférico, dele retirado o dióxido de carbono e a ele devolvendo oxigénio livre, garante a nossa
respiração.
Tradicionalmente o processo da fotossíntese, têm sido agrupadas em duas etapas interligadas: a
primeira, fotoquímica ou fase clara, em que há participação da energia luminosa; a segunda,
química ou fase escura, na qual não há participação direta da energia luminosa. É objectivo deste
trabalho descrever os processos da fotossíntese.
A metodologia utilizada neste trabalho foi a pesquisa das referências bibliográficas

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Fotossíntese em Plantas
Há numerosas espécies de plantas em todo o mundo. Alguns adaptaram-se às condições
do deserto, enquanto outros adaptaram-se aos climas frios. Há também plantas que só poderiam
sobreviver em áreas frias e húmidas com luz solar adequada. Estas diferenças nas condições
climáticas e nos ecossistemas resultaram em diferentes tipos de fotossíntese nas plantas. Os três
tipos de fotossíntese são C3, C4 e cam fotossíntese.
As plantas realizam a fotossíntese porque geram os alimentos e energia de que
necessitam para o crescimento e a respiração celular. É importante notar que nem todas
as plantas são fotossintetizantes. Alguns são parasitas e simplesmente ligam-se a outras
plantas e alimentam se delas.
Figura: processo da fotossíntese

Fonte: internet

Para que as plantas realizem a fotossíntese, necessitam de energia leve do sol,


água e dióxido de carbono. A água é absorvida do solo para as células das raízes. A
água passa do sistema radiação vaso de xilema no caule até chegar às folhas. O dióxido
de carbono é absorvido da atmosfera através dos poros das folhas chamadas estomas. As
folhas também contêm cloroplastos que contêm clorofila. A energia do sol é capturada
pela clorofila.
As folhas são essenciais para o bem-estar das plantas. A maioria das reações
envolvidas no processo de fotossíntese ocorrem nas folhas. O diagrama abaixo mostra a
secção transversal de uma folha de planta típica.

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Estrutura das folhas vegetais
 A folha de plantas típica inclui o seguinte:
 Epiderme superior e inferior – a epiderme superior é a camada externa das
células que controla a quantidade de água que se perde através da transpiração.
 Stomata – estes são poros (buracos) nas folhas que são responsáveis pela troca
de gases entre as folhas da planta e a atmosfera. O dióxido de carbono é
absorvido pela atmosfera e o oxigénio é libertado.
 Mesophyll – estas são células fotossintéticas (parenchyma) que estão localizadas
entre a epiderme superior e inferior. Estas células contêm os cloroplastos.
 Pacote vascular – estes são tecidos que fazem parte do sistema de transporte da
planta. Os feixes vasculares consistem em embarcações de xilema e de foles que
transportam água, minerais dissolvidos e alimentos de e para as folhas.

Processo de fotossíntese (passo a passo)


As reações dependentes da luz e o Ciclo Calvin são os dois principais estágios
da fotossíntese nas plantas.
Reações dependentes da luz
A primeira fase da fotossíntese são as reações dependentes da luz.
Estas reações ocorrem na membrana tilacoide dentro do cloroplasto. Durante esta fase, a
energia luminosa é convertida em ATP (energia química) e NADPH (redução de

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potência).

Reações dependentes da luz


A luz é absorvida por dois Fotosistemas chamados Fotossistema I (PSI) e
Fotossistema II (PSII). 
Estes complexos proteicos contêm moléculas de clorofila de colheita de luz e
pigmentos acessórios chamados complexos de antenas. Os fotosistemas também estão
equipados com centros de reação (RC). Estes são complexos de proteínas e pigmentos
que são responsáveis pela conversão de energia. As moléculas de clorofila do PSI
absorvem a luz com um comprimento de onda de pico de 700nm e são chamadas
moléculas P700. As moléculas de clorofila do PSII absorvem a luz com um comprimento
de onda de pico de 68Onm e são chamadas moléculas P68O.
As reações dependentes da luz começam no PSII.
 Um fotão de luz é absorvido por uma molécula de clorofila P680 no complexo
de colheita de luz do PSII.

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 A energia gerada a partir da luz é passada de uma molécula de clorofila P680
para outra até chegar ao centro de reação (RC) do PSII.
 No RC está um par de moléculas de clorofila P680. Um eletrão nas moléculas de
clorofila torna-se excitado como resultado de um nível mais elevado de energia.
O eletrão excitado torna-se instável e é libertado. Outro eletrão é libertado após a
captura de outro fotão de luz pelo complexo de colheita de luz e a transferência
de energia para o centro de reação.
 Os eletrões são transportados numa cadeia de complexos proteicos e
transportadores móveis chamados uma cadeia de transporte de eletrões (ETC). A
Plastoquinona é a transportadora móvel que transporta os eletrões do centro de
reação do PSII para o Complexo Citocromo b6f, como mostra o diagrama
acima.
 Os eletrões perdidos do PSII são substituídos por dividir a água com a luz num
processo chamado Fotólises. A água é usada como dador de eletrões na
fotossíntese oxigenaria e é dividida em eletrões (e -), iões de hidrogénio (H+,
protões) e oxigénio (O2). Os iões de hidrogénio e o oxigénio são libertados no
lúmen da tilacoide. O oxigénio é mais tarde libertado para a atmosfera como um
subproduto da fotossíntese.
 Enquanto os eletrões passam pelo ETC via Plastoquinona, os iões de hidrogénio
(protões) do estroma também são transferidos e libertados no lúmen da tilacoide.
Isto resulta numa maior concentração de iões de hidrogénio (gradiente de
protões) no lúmen.
 Como resultado do gradiente de protões no lúmen, os iões de hidrogénio são
transferidos para ATP sintaxe e fornecem a energia necessária para combinar
ADP e Pi para produzir ATP.
 Citocromo b6f transfere os eletrões para Plastocianina, que depois os transporta
para o Fotossistema I. 
Os eletrões já chegaram à PSI.
 Voltam a receber energia, mas desta vez a partir da luz absorvida pelas
moléculas de clorofila P700.
 Os eletrões são transferidos para o transportador móvel, a ferredoxina.
 São depois transportados para a reductase ferredixina NADP (FNR), que é o
aceitador final de eletrões. Neste ponto, os eletrões e um II de hidrogénio são
combinados com NADP+ para produzir NADPH.

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 Os eletrões perdidos da PSI são substituídos por eletrões do PSII através da
cadeia de transporte de eletrões.
Resumo das reações dependentes da luz
Fluxo de Eletrões
Fotossistema II — > complexo b6-f —> Fotossistema I —-> NADP reduzido
Papel da Fotólise
 Utiliza a luz para dividir a água no seguinte:
 Eletrões – doados ao PSII para substituir eletrões perdidos
 Iões de hidrogénio – transportados para a ATP sintaxe para fornecer energia para
a produção de ATP
 Oxigénio – libertado para a atmosfera como um subproduto
Produtos
 ATP – energia química
 NADPH – redução da potência/dador de eletrões
Animação de Reações dependentes da luz

O Ciclo Calvin
A segunda fase da fotossíntese é o Ciclo Calvin. Estas reações ocorrem no
estroma do cloroplasto. A energia do ATP e dos eletrões do NADPH são usados para
converter dióxido de carbono em glicose e outros produtos.

Figura 2: Ciclo de Calvin-Berson

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Fonte: [CITATION Lop16 \p 314 \l 2070 ]

 Uma molécula de dióxido de carbono é combinada com uma molécula de


Bisfosfato de Ribulose (RuBP). É importante notar que o RuBP é uma molécula
de 5 carbonos. Quando é combinado com CO2, a reação produz um
intermediário instável de 6 carbonos.
 O instável intermediário de 6 carbonos rapidamente se decompõe para formar
duas moléculas de 3 carbono conhecidas como 3 fosfoglicélicato (PGA).
 As duas moléculas de 3-fosfoglicélicato recebem energia do ATP e produzem
duas moléculas de 1,3-bisfosfoglicerate (BPGA). Um eletrão do NADPH é
combinado com cada molécula de 1,3 bisfosfoglicera para produzir duas
moléculas de Gliceraldeído 3 fosfato (G3P).
São necessárias duas moléculas de 3 fosfato de glifosado para fazer uma
molécula de glicose.

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O próximo passo importante no ciclo é regenerar o RuBP. O problema é que não
há G3P suficiente. Só fizemos o ciclo uma vez com uma molécula de CO2 e uma
molécula de RuBP. Apenas duas moléculas de G3P foram produzidas. Ainda
precisamos de mais dez moléculas de G3P para o ciclo continuar.
Se olhar de novo para a equação da fotossíntese, notará que são necessárias seis
moléculas de dióxido de carbono (6CO2) para o processo de fotossíntese.
Estas seis moléculas de CO2 devem ser utilizadas para produzir doze G3Ps. Isto
significa que os passos acima teriam de ser repetidos mais cinco vezes para produzir dez
moléculas adicionais de G3P.
Duas moléculas de G3P serão usadas para produzir glicose e as outras dez serão
usadas para a regeneração do RuBP.

Experiencia

Objetivos
 Identificar os elementos necessários para realização da fotossíntese.
 Reconhecer o processo fotossintético, relacionando-o com os diferentes seres
vivos.
 Relacionar a energia luminosa à fotossíntese.
Comentário introdutório
A fotossíntese é um processo realizado pelos vegetais, que necessitam de gás
carbônico, água e energia solar, produzindo glicose (alimento para o vegetal) e oxigênio
(que é liberado para a atmosfera). A energia solar é absorvida pelos cloroplastos, devido
a seu pigmento verde (clorofila), ocorrendo assim uma série de reações químicas.
A fotossíntese - principal processo autotrófico - é realizada pelos seres clorofilados,
representados por plantas, alguns protistas, bactérias fotossintetizantes e cianobactérias.
Com exceção das bactérias fotossintetizantes, os demais seres usam na fotossíntese o
gás carbônico (CO2) e a água (H2O), formando carboidrato e gás oxigênio (O2), o qual é
liberado para o meio. Por liberar gás oxigênio, esse tipo de fotossíntese é chamado
fotossíntese oxigena.

Materiais
 3 caixas de sapato
 Copos plásticos (para o plantio do feijão)

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 Algodão
 Água (para umedecer o algodão)
 Grãos de feijão

Procedimentos
 realizar o plantio dos grãos de feijão no algodão e anotar o seu crescimento, sua
cor e seu desenvolvimento, desde o plantio até um determinado ponto.
 Após o crescimento do feijão, o professor deve preparar caixas de sapatos e
colocar em cada uma um pé de feijão. As caixas deverão ser: a) uma totalmente
fechada; b) outra com um círculo na lateral, a fim de evidenciar o fototropismo;
e c) outra totalmente aberta. Com este experimento, os alunos perceberão as
diferenças entre as plantas que recebem a luz solar e as que estão privadas dessa
luz. Vale lembrar que a única variação deverá ser a luz; portanto, todas as caixas
deverão receber água e estar uma do lado da outra, por exemplo.
 Após uma semana, os alunos deverão abrir as caixas fechadas e observar os fatos
ocorridos. Deverão descrevê-los, citar suas hipóteses e relatá-las em seus
cadernos.

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Conclusão
Neste Trabalho (exame) abordamos sobre o processo da fotossíntese, especificamente a
demostração da ocorrência da fotossíntese nas folhas, na qual conclui-se que A fotossíntese é um
dos mais importantes fenómenos da biologia, e tem importância não só para as plantas, mas para
todos os seres vivos da terra. a constante purificação do ar atmosférico, dele retirado o dióxido de
carbono e a ele devolvendo oxigénio livre, garante a nossa respiração.

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Referências Bibliografias
Amabis, J. M., & Martho, G. R. (2009). Biologia os Estudos Organicos (3ª ed.). São
Paulo: Moderna.

Lopes, S., & Rosso, S. (2016). Bio (3ª ed., Vol. I). São Paulo: Saraiva.

Raven, P. H., Evert, R. E., & Eichhorn, S. E. (2011). Biologia Vegetal.

Módulo de Experiencias Laboratorial II da Universidade Católica de Moçambique

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