P. 1
RESUMO E QUESTÕES IMPERIALISMO Prof. Marco Aurelio Gondim [www.marcoaurelio.tk]

RESUMO E QUESTÕES IMPERIALISMO Prof. Marco Aurelio Gondim [www.marcoaurelio.tk]

4.75

|Views: 121.442|Likes:
Publicado porMarcoAurélioGondim
Resumo e questões de vestibular sobre o Imperialismo. Prof. Marco Aurélio Gondim [www.marcoaurelio.tk]
Resumo e questões de vestibular sobre o Imperialismo. Prof. Marco Aurélio Gondim [www.marcoaurelio.tk]

More info:

Published by: MarcoAurélioGondim on Apr 09, 2010
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

04/27/2015

pdf

text

original

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.

tk

- IMPERIALISMO RESUMO E QUESTÕES DE VESTIBULARES 1. Imperialismo (1870-1914), uma definição: É o movimento do grande capital financeiro europeu em busca de novos mercados tanto na Ásia, África e na América Latina. Os Estados europeus eram o grande instrumento desse movimento, em que em alguns casos, houve ocupação militar e em outros, apenas entrada de capitais. O Imperialismo teve a sua arrancada com a crise e superprodução de 1873, que leva o grande capital europeu a buscar novos mercados, matérias-primas e escoadouros para o excesso de capital na Europa. Não é à toa que a presença das empresas é maior que a dos governos nas colônias imperialistas. 2. O Imperialismo na África: . Quadro geral da África antes do Imperialismo: O continente é diverso antes das incursões européias. Na região mediterrânea, existia o grande e decadente Império turco-otomano. Outras regiões litorâneas da África foram colonizadas desde os tempos do velho colonialismo, como Angola e África do Sul. Mas a maior parte da África não tinha qualquer dominação estrangeira, tendo a sua lógica geopolítica e social própria. . Justificativa ideológica do Imperialismo: Os países europeus davam várias desculpas para legitimar e explicar a invasão dessas regiões. As principais eram: a missão civilizatória feita por povos civilizados sobre os povos bárbaros, a divisão das riquezas materiais do mundo, a evangelização cristã de povos que não conheciam a verdadeira religião e a superioridade racial dos povos brancos sobre os povos preto e amarelo. . A divisão da África: Na colonização da África, feita antes da asiática, apenas os povos europeus participaram. Os principais certamente eram Inglaterra e França, que dominavam a maior parte do continente. A Alemanha, também importante, chegou atrasada na corrida imperialista, por isso, não conseguiu muitos e bons territórios. Portugal e Itália foram convidados pela Inglaterra a participar da corrida para que a França não dominasse regiões muito vastas e para constituírem estados-tampões entre territórios britânicos e franceses, grandes rivais na corrida imperialista. . Rivalidades entre europeus na conquista: Apesar do constante diálogo, dos estadostampões e dos congressos – como o de Berlim em 1885 que tentava resolver os problemas na dominação na África subsaariana –, houve uma série de pontos de confronto entre os europeus na África e na Ásia também, o que constitui a principal causa da Primeira Grande Guerra. Alguns deles são: a Inglaterra desejava construir uma ferrovia ligando a sua colônia do Egito à África do Sul, o que era barrado pela Alemanha; a França queria construir uma ferrovia cortando todo o Saara, o que foi barrado pela Inglaterra que dominava o Egito e o Sudão; França e Inglaterra brigavam pelo controle do canal de Suez e pelo controle do Egito e do Sudão. 3. Consequências e resistências à dominação: . Consequências da dominação para os africanos: Os povos da África foram deslocados de suas terras para dar lugar a minas e plantations exportadoras, onde ainda tinham que trabalhar em condições lastimáveis e, muitas vezes, em regimes compulsórios. A produção de alimentos em todo o continente foi completamente desorganizada, dando início aos sérios problemas de fome que remetem às fomes vividas hoje em dia. Os europeus ainda cobravam impostos em dinheiro dos africanos em economias não1

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

monetárias, obrigando os africanos a trabalharem, muitas vezes para os europeus, para poderem pagar os impostos. As culturas africanas foram consideradas inferiores e cultura e línguas européias foram impostas aos povos dominados. Havia, ainda, em muitas regiões um sistema de discriminação racial, o apartheid – como na África do Sul – que considerava os africanos seres humanos de segunda classe. . Resistências e revoltas: Em todo o continente, durante e depois da ocupação, explodiram revoltas e movimentos de resistência contra a invasão e as medidas colonizatórias. Houve revoltas à própria chegada dos europeus como a revolta zulu no Sul da África ou revoltas acontecidas depois da instalação dos europeus, como a sudanesa e a etíope, que conseguiram criar por determinados períodos países livres do jugo europeu. 4. O Imperialismo na América Latina: Além da África e da Ásia, onde houve colonização com invasão militar, houve também presença imperialista na América Latina, só que sem uso de forças militares. Eram exportações de capitais para esta região, que transformavam aquelas economias em dependentes das economias européias. As economias latino-americanas eram especializadas na produção e exportação de artigos primários e importavam produtos industrializados e capitais europeus, sob a forma de empréstimos, construção de ferrovias, telégrafos etc. O Imperialismo na Ásia 1. Parâmetros do Imperialismo na Ásia: Assim como na África, o Imperialismo na Ásia tinha o mesmo motivo e objetivo. Era o extravasamento dos grandes capitais saturados do mercado europeu. Diferentemente da dominação econômica na América Latina na mesma época, aquela dominação na Ásia acontecia muitas vezes acompanhada de dominação político-militar. Mais do que a África -que não tinha um grande mercado consumidor, mas sim muitas matérias-primas –, a Ásia era o principal objetivo da expansão européia, já que lá havia um grande mercado consumidor, com uma população muito grande e economias mais complexas do que as africanas. 2. A presença na Ásia: . Os países imperialistas na Ásia: As principais potências européias que se encontravam na África estavam também presentes na Ásia, como Inglaterra, França, Bélgica e Alemanha. Mas outras potências também estavam lá: é o caso da Holanda, que desde tempos do antigo colonialismo, domina a Indonésia; o Japão, que a partir da Guerra russo-japonesa de 1905 inicia a sua expansão imperialista; os EUA, que chegaram atrasados no Imperialismo em 1898 e só tinham territórios na Ásia; e ainda a Rússia, que exercia uma dominação que não se caracterizava muito bem como imperialista. . Japão: Na primeira metade do XIX, a impressão que se tinha era que o Japão poderia ser mais uma futura colônia imperialista dos europeus na Ásia. Sua sociedade era feudal e o país era em geral mais atrasado do que a China. Os norte-americanos fizeram uma forte intimidação no país, fazendo os chamados acordos desiguais de comércio. A partir de 1868, inicia-se o fim do feudalismo no país com a unificação do país sob a liderança do imperador, que inicia um processo de modernização do país, é a chamada Era Meiji – era iluminada. As reformas que visam a ocidentalização incluem uma reforma monetária, militar, o envio de jovens japoneses aos centros de estudo do Ocidente e um 2

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

incentivo muito forte à educação e à industrialização. O Japão se moderniza e industrializa-se, ficando imune à dominação ocidental. Em 1904-5, o Japão vence a guerra contra a Rússia e passa a dominar a Coréia e o Sul da Manchúria, na China, dando início à sua expansão imperialista. . Imperialismo norte-americano: Desde as primeiras décadas do século XIX, os EUA mostravam interesse pela região do Pacífico. Acabaram sendo os principais responsáveis pela não divisão da China em protetorados, deixando-a livre para a penetração de qualquer país. A partir da vitória na guerra contra a Espanha em 1898, os EUA passam a dominar as Filipinas, tendo então uma forte penetração na Ásia. . Imperialismo russo: A dominação russa na Ásia é bem anterior a das outras nações européias. A dominação russa na China, no Afeganistão, Coréia, Pérsia não caracterizam o Imperialismo praticado pelos outros países. A Rússia era um país mais atrasado e não tinha capitais para exportar para outras regiões, ela mesmo era um escoadouro dos capitais da Europa Ocidental, principalmente o capital francês. Trata-se, portanto, de um Imperialismo menos sofisticado que os exercidos por Inglaterra, França, EUA e outros. . A Índia: A dominação inglesa na Ásia tem como principal colônia o continente indiano. Era essa na verdade, a principal colônia inglesa. Os ingleses para dominar essa vasta região, antes dominada pelo frágil Império Mogol, aliando-se aos chefes locais. A dominação não foi feita de uma vez, mas foi fruto de um longo processo. A agricultura no país, que antes era muito bem organizada, com alto grau de produtividade, foi desorganizada pelos colonizadores ingleses, com a introdução, por exemplo, de plantações de ópio com produção voltada para a China. Deram-se, por isso, as grandes crises de fome no país. . A China: Antes da chegada dos europeus, os chineses viviam sob jugo da dinastia estrangeira Manchu. O fato de o país viver sob o domínio de uma dinastia estrangeira explica em grande parte a fragilidade do país à dominação estrangeira. O Sul do país, onde estão Macau, Cantão e Hong Kong sempre foi ma região mais aberta aos ocidentais, os quais os chineses em geral desprezavam, achando-os inferiores à cultura chinesa. A abertura do país se dá à força com as duas guerras do ópio, que opuseram o Império Celestial à Inglaterra. A primeira (1839-42), com vitória inglesa, obriga os chineses a abrir os portos ao Ocidente e doar Hong Kong para os ingleses por algo como 150 anos. O país deve pagar uma indenização de guerra e os ingleses detêm o controle das exportações e importações locais. A partir disso, todos os países ocidentais vão investir e exportar produtos para a China. Há a construção de várias ferrovias, que desorganizam o espaço chinês, destruindo a agricultura de alguns lugares. Várias são as revoltas contra os ocidentais e a dinastia estrangeira. QUESTÕES DE VESTIBULARES PRIMEIRO BLOCO DE QUESTÕES (UFAM) - Universidade Federal do Amazonas - Questão 1: Ocorrida na década de sessenta do Século XIX, tem sido tradicionalmente apontada como um momento revolucionário em que a sociedade japonesa rompe com seu passado feudal e avança para o desenvolvimento capitalista: A - A Guerra Sino-Soviética. 3

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

B - A Ascensão Togugawa. C - A Restauração Meiji. D - A Batalha de Sekigahara. E - A Revolução do Xogunato. (UFRGS) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Questão 2: Assinale a alternativa correta em relação à expansão imperialista observada entre meados do século XIX e a Primeira Guerra Mundial. A - A Inglaterra foi o maior império da época, possuindo colônias, domínios e protetorados em vários continentes. B - Os norte-americanos, mesmo apoiados pela Doutrina Monroe, não souberam estabelecer áreas de influência no restante da América. C - A África permanecia como protetorado de Portugal e da Espanha. D - A França, após cerca de meia década de lutas, reconheceu a sua derrota em Saigon e no Camboja. E - O Japão aliou-se à China e à Coreia para tentar resistir às potencias europeias. (UFAM) - Universidade Federal do Amazonas - Questão 3: “Big-Stick” foi o termo que consagrou uma importante fase da política externa norte-americana, marcada pelo constante intervencionismo armado nos países da América Latina e visando assegurar interesses econômicos e comerciais dos Estados Unidos na região. Sua implementação está associada à presidência de: A - Harry Truman (1945-1953) B - Teodore Roosevelt (1901-1909) C - Franklin Delano Roosevelt (1933-1945) D - John Kennedy (1960-1963) E - Herbert Hoover (1929-1932) (UEPG/PR) - Universidade Estadual de Ponta Grossa - Questão 4: Nos finais do século XIX e início do XX, houve uma grande expansão colonial européia. Produto do capitalismo monopolista e financeiro, este processo motivou os países industrializados a penetrar, controlar e dominar vastas regiões do mundo através, dentre outros, do comércio de matérias-primas, alimentos e bens manufaturados. Sobre o imperialismo desse período, assinale o que for correto. 1 - Necessitava dominar regiões fornecedoras de mão-de-obra barata e matéria-prima para as indústrias européias. 2 - Buscava mercados externos para o escoamento do excedente dos produtos industriais. 4 - Desejava, através de práticas colonialistas, promover o intercâmbio cultural e a utilizar as riquezas encontradas em prol dos países "atrasados". 8 - Estava inserido nos pressupostos do mercantilismo, que buscava a acumulação de metais preciosos e o comércio das especiarias. 16 - Justificava suas práticas através de uma concepção de ciência que legitimava a superioridade da civilização européia. (UFTM/MG) Universidade Federal do Triângulo Mineiro - Questão 5: Comparando-se o colonialismo iniciado no século XVI com o neocolonialismo dos séculos XIX e XX, é correto afirmar que: A - O primeiro centrou-se na colonização da África e da Ásia pelos países ibéricos, enquanto o segundo teve a América como principal área de domínio das potências européias. 4

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

B - Ambos foram justificados ideologicamente pela necessidade de expansão do catolicismo por meio da catequese dos nativos que habitavam os continentes atingidos. C - O primeiro visava ao fornecimento de metais preciosos e produtos tropicais, já o segundo buscava conquistar mercados, áreas de investimento e matérias-primas estratégicas. D - Ambos se desenvolveram no contexto do capitalismo industrial, mas com funções diferentes: o primeiro abastecia de matérias-primas a Europa e o segundo consumia seus excedentes. E - O primeiro baseou-se no liberalismo econômico, porém o segundo adotou princípios da política mercantilista, por exemplo, o monopólio e o metalismo. (UFAM) - Universidade Federal do Amazonas - Questão 6: No final do século XIX, a disputa por mercados travada pelas principais nações industriais resultou na adoção de novas práticas de conquista colonial, direcionadas prioritariamente para a África e a Ásia. Qual dos eventos abaixo não está associado a esta faceta da corrida imperialista? A - A Guerra dos Bôeres. B - A Guerra do Ópio. C - A Rebelião de Tupac Amaru. D - A Revolta dos Boxers. E - A Guerra Sino-Japonesa. (UFSC/SC) - Universidade Federal de Santa Catarina - Questão 7: “A verdade e o amor sempre venceram. Houve tiranos e assassinos e eles pareciam invencíveis. Mas, no final, sempre caem. Pense nisso... sempre...”. (Mahatma Gandhi) Sobre o domínio inglês na Índia, é correto afirmar que: 1 - os britânicos se intalaram na Índia a partir do século XVI, abrindo postos comerciais através da Cia. das Índias Orientais que, no início do século XIX, controlava o comércio e substituía antigos hábitos culturais por novos; 2 - os indianos eram tratados como iguais pelos britânicos, que valorizavam a cultura destes, considerando-a superior à européia; 4 - uma das estratégias de manutenção do controle sobre a Índia foi colocá-la sob administração direta da Coroa Britânica; 8 - a Coroa Britânica promoveu a construção de estradas de ferro, o que favoreceu muito as indústrias artesanais indianas; 16 - Mahatma Gandhi defendia a resistência ao domínio britânico de forma pacífica, através do boicote a produtos ingleses e do não pagamento de impostos. (UFSC/SC) - Universidade Federal de Santa Catarina - Questão 8: "As raças superiores têm um direito perante as raças inferiores. Há para elas um direito porque há um dever para elas. As raças superiores têm o dever de civilizar as inferiores (...) Vós podeis negar, qualquer um pode negar que há mais justiça, mais ordem e moral, mais equidade, mais virtudes sociais na África do Norte desde que a França a conquistou?" Julis Ferry discursando no parlamento francês, em 28 de julho de 1885.

5

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

MESGRAVIS, Laima. A colonização da África. São Paulo: Atual, 1994, p. 32. Sobre o fenômeno a que se refere o texto e a foto acima, é correto afirmar que: 1 - a exploração colonial não destruía as indústrias domésticas dos territórios ocupados, pois a mentalidade capitalista estimulava a poupança e a formação das classes médias nacionais; 2 - nessa época, difundiu-se a idéia de que a capacidade de direção e organização, além do desenvolvimento científico e tecnológico, tornava os europeus superiores aos demais povos do mundo, o que lhes dava o direito à conquista de povos supostamente atrasados; 4 - embora a intenção declarada pelos colonizadores fosse a de civilizar os atrasados povos africano e asiático, o resultado do imperialismo foi a escravidão, a tortura e a morte de milhões de nativos; 8 - as colônias impulsionavam as indústrias metropolitanas e eram fundamentais para o grande desenvolvimento do comércio internacional; 16 - missionários católicos e protestantes acompanharam a ocupação dos novos territórios colonizados, mas raramente se dedicavam à conversão dos povos nativos, atuando principalmente entre os próprios colonizadores. (PUC-RIO) - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - Questão 9: Assinale a alternativa correta a respeito da expansão imperialista na Ásia e na África, na segunda metade do século XIX: A - Ela derivou da necessidade de substituir os mercados dos novos países americanos, uma vez que a constituição de Estados Nacionais foi acompanhada de políticas protecionistas. B - Ela foi motivada pela busca de novas fontes de matérias-primas e de novos mercados consumidores, fundamentais para a expansão capitalista dos países europeus. C - Ela foi consequência direta da formação do Segundo Império alemão e da ampliação de suas rivalidades em relação ao governo da França. D - Ela atendeu, primordialmente, às necessidades da expansão demográfica em diversos países europeus, decorrente de políticas médicas preventivas e programas de saneamento básico. E - Ela viabilizou a integração econômica mundial, favorecendo a circulação de riquezas, tecnologia e conhecimentos entre povos e regiões envolvidos. (UFES) - Universidade Federal do Espírito Santo - Questão 10: Considere a notícia abaixo: Oito anos depois do fim do apartheid, seis em cada dez negros na África do Sul ainda estão abaixo da linha de pobreza. A taxa de desemprego entre eles é quase cinco vezes maior que a observada entre os brancos [...] (Os emergentes. Veja. São Paulo. nº 1764-54, 14-8-2002) Há aproximadamente uma década, chegou ao fim, na África do Sul, a segregação oficial do povo negro com a ampliação da democracia política, ainda que permaneçam, na atualidade, efeitos do apartheid. A luta contra a dominação da minoria branca envolveu, desde o final do século XIX, diversos movimentos de luta pelos direitos dos oprimidos. 6

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

Sobre tais movimentos, pode-se afirmar que: I. alguns líderes negros fundaram o Congresso Nacional Africano (CNA), cujas estratégias de mobilização não obtiveram grande repercussão junto à população negra do país; II. o Partido Nacional foi criado pelos afrikaaners (brancos descendentes de holandeses) após o processo de autonomia da África do Sul, tendo conseguido erradicar o apartheid e fazer valer sua hegemonia; III. a renovação do movimento contra o regime do apartheid veio com a fundação da Liga da Juventude do CNA por jovens militantes como Nélson Mandela e Walter Sisulu; IV. após a forte repressão aos movimentos de luta por direitos na África do Sul e a clandestinidade do CNA, Mandela foi preso e condenado à prisão perpétua, sendo libertado quase trinta anos depois; V. com a libertação dos ativistas negros, ocorreu um golpe militar, liderado pelo CNA, que suprimiu o apartheid e o domínio branco na África do Sul, colocando no poder Nélson Mandela, mediante o uso da força. A alternativa correta é: A - I, II e V B - II, III e IV C - III, IV e V D - I, III e IV E - I, IV e V (PUC-MG) - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Questão 11: Analise com atenção a tabela a seguir:

Investimentos dos Principais Países Capitalistas no Exterior (em porcentagem) (Fonte: H. Magdoff, L’Age del’Imperialisme, p. 56.) A contextualização histórica dos dados apresentados pela tabela permite concluir que: A - apesar de seu visível declínio, a Grã-Bretanha continuava a ser um dos mais importantes investidores no mercado internacional até os anos sessenta; B - após a Primeira Grande Guerra, a França tornou-se uma grande potência e, como resultado, assegurou a sua posição no cenário financeiro internacional; C - sob o governo nazista, a Alemanha conseguiu recuperar sua economia e aumentar sua participação nos investimentos internacionais de forma significativa; D - no início do século XX, a economia dos EUA crescia, aceleradamente, e seus investimentos no exterior equiparavam-se aos realizados pelas potências européias. (UERJ) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Questão 12: Quase todos os dias temos a possibilidade de ler um longo artigo sobre a "nova África" e sua habilidade para "jogar novo sangue nas artérias do comércio há muito bloqueadas pela esclerose da corrupção", sem uma só menção aos aspectos sociais da questão. (...) Sabemos, entretanto, que a realidade é menos rósea, que é possível falar de pelo menos duas 7

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

Áfricas (a pobre e menos pobre) e que a potência da imagem nos lembra quase todo dia que nem tudo que reluz é ouro. (Jornal do Brasil, 11 out. 1998) Apesar da apregoada "renascença africana", os conflitos continuam dominando o panorama daquele continente, que assistiu, em 1996, a confrontos em 14 dos seus 53 países. Essa violência marcante pode ser explicada por motivos que remontam ao processo de colonização européia no século XIX. Um desses motivos é: A - o rompimento da ordem tradicional tribal, em função dos interesses econômicos europeus; B - a composição de uma elite local educada na Europa, em oposição a uma burguesia comercial nativa; C - o desenvolvimento de diversos setores produtivos, em detrimento de uma economia de base primária; D - difusão de um ideal pan-africano, em virtude da atuação de intelectuais africanos diplomados em universidades estrangeiras. (FUVEST/SP) - Fundação Universitária para o Vestibular - Questão 13:

(Tarzan, foto de 1931) Os personagens acima, difundidos pelo cinema em todo o mundo, representam: A - o modelo de "bom selvagem", segundo a teoria do filósofo J. Jacques Rousseau; B - o protótipo da mestiçagem defendido pelas teorias do nazifascismo; C - o ideal de beleza e de preservação ambiental difundidos pela ideologia do "american way of life"; D - a superioridade do "homem branco", segundo os defensores da expansão "civilizatória ocidental"; E - um valor estético permanente no mundo ocidental, criado pela cultura grega, a partir do mito de Ulisses e Penélope. (UESC/BA) - Universidade Estadual de Santa Cruz - Questão 14:

8

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

(Veja, p. 56) A análise do quadro e os conhecimentos sobre a situação de pobreza de países na África, Ásia e América Latina permitem afirmar: A - Na América Latina, a fome concentra-se nos países que formam o denominado Cone Sul. B - No continente africano, os índices de pobreza e fome decorrem do avanço da epidemia de AIDS. C - No continente asiático, registra-se o maior índice de pobreza em países colocados sob a dominação japonesa. D - Nos três continentes, os países indicados passam por uma fase de reorganização interna e de tranquilidade política. E - No mundo atual, a pobreza e a fome concentram-se em áreas que estiveram na esfera de dominação imperialista européia e norte-americana. (FGV/RJ) - Fundação Getúlio Vargas Rio - Questão 15: "Até os descobrimentos de Pasteur, a medicina européia só obtém sucessos limitados e enfrenta desconfiança indígena. Na Argélia, por exemplo, ela tinha pretendido jogar o papel de vetor da civilização, capaz de transformar o homem e sua mentalidade. Imaginava-se então que a ciência resolveria todos os problemas de saúde, que a população árabe seria fascinada pelo sucesso; o médico iria triunfar onde o militar o padre tinham fracassado. De fato, certos remédios eram eficazes, o quinino sobretudo, vitorioso contra numerosas febres e, até mesmo, algumas vezes, contra a malária. Seu sucesso foi indubitável no seio das populações árabes, assim como o das gotas contra os diferentes tipos de oftalmias, perigosamente presentes no país. Aceitam-se também as lições de higiene. Porém, os árabes resistem à vacinação contra varíola. Por um lado, assim como as populações rurais da metrópole, eles desconfiam dessa injeção, nova técnica que é o oposto à técnica da sangria; no entanto, enquanto na França temia-se que a matéria animal, proveniente da vaca, tivesse efeitos perversos, os árabes resistiam por não querer que o "sangue" europeu se misturasse ao deles. (...) Após o triunfo dos partidários de Pasteur, no final do século XIX, a medicina muda realmente nas colônias. (...) Doravante, com os descobrimentos bacteriológicos de Koch, de Pasteur ou de Yersin, o combate se 9

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

efetua com a Natureza, com ela só, e vitória esperada será necessariamente uma vitória para colonização. Daí em diante, resolver um problema médico transforma em banal e fácil a solução de um problema social – pelo menos é o que se acredita. Essas crenças explicam, em parte, as rivalidades entre os Instituts Pasteur, os Lister Instituts e outras instituições científicas, as quais reforçam as rivalidades imperialistas." (Marc Ferro. Histoire des colonisations. Des conquêtes aux indépendances XIII e XX siècle. Paris: Éditions du Seuil, 1994.) No texto acima, analisam-se alguns dos desdobramentos do processo colonial europeu na Ásia e na África, no decorrer do século XX. Considere as afirmativas a seguir, respeito desse texto: I. nele está claramente determinado o papel que a ciência médica jogou nas estratégias imperialistas de dominação; II. nele estão explícitas as concepções de superioridade racial que justificaram, aos olhos da civilização européia, o direito e o dever de colonizar; III. nele percebe-se claramente o papel do colonialismo como um elemento criador de desequilíbrios e atraso nas nações colonizadas; IV. nele é evidente a intenção do autor de mostrar a preocupação dos colonizadores em preservar e valorizar a cultura dos povos colonizados. Assinale: A - se somente a afirmativa I estiver correta; B - se somente as afirmativas II e IV estiverem corretas; C - se somente as afirmativas III e IV estiverem corretas; D - se somente as afirmativas I, II e III estiverem corretas; E - se todas as afirmativas estiverem corretas. (UP/PR) - Universidade Positivo - Questão 16: Assinale a afirmação incorreta sobre as seguintes transformações ocorridas no século XIX: A - O ano de 1848 ficou conhecido como “Primavera dos Povos”. B - A Unificação da Itália teve em Camilo di Cavour e Garibaldi suas figuras mais expressivas. C - A “Comuna de Paris” foi uma experiência liberal-anárquica semelhante à ocorrida na Espanha na época de Carlos V. D - Bismarck destacou-se no processo de Unificação da Alemanha. E - Uma das consequências da Revolução Industrial foi a formação da classe operária. (UEPG/PR) - Universidade Estadual de Ponta Grossa - Questão 17: Movimento que representou a primeira revolução proletária e o primeiro ensaio de ditadura do proletariado. Mesmo sendo duramente reprimido e derrotado, desferiu o primeiro golpe no capitalismo. Trata-se do (a): A - Revolução Russa; B - Movimento Cartista; C - Revolução Mexicana; D - Comuna de Paris; E - Primavera de Praga. (UFRRJ/RJ) - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - Questão 18: A expansão imperialista das potências européias sobre o continente africano, entre a segunda metade do século XIX e o início do século XX, alterou as estruturas das várias nações e territórios nos quais se manifestou. Sobre o imperialismo europeu na África, nesse contexto, é correto afirmar que: 10

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

A - justificou sua dominação na ideologia que defendia a ação européia como uma missão civilizadora capaz de conduzir os povos do continente a melhores condições de vida sob a tutela européia; B - buscou a integração econômica das áreas dominadas como produtoras de manufaturados e exportadoras de capitais excedentes que atendessem às demandas de consumo geradas pela expansão demográfica européia; C - Instituiu a dominação política e territorial sobre as áreas litorâneas e as antigas feitorias coloniais, tendo em vista o desenvolvimento do rico comércio das rotas marítimas da África oriental; D - promoveu os conflitos culturais no continente, ao privilegiar as culturas tradicionais nas funções administrativas locais em detrimento das etnias europeizadas; E - fortaleceu as lideranças tribais e o provincianismo como forma de controle social dos contingentes demográficos nativos majoritários frente aos europeus. (PUC-RIO) - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - Questão 19: "Julgamos propícia esta ocasião para afirmar, como um princípio que afeta os direitos e interesses dos Estados Unidos, que os continentes americanos, em virtude da condição livre e independente que adquiriram e conservam, não podem mais ser considerados, no futuro, como suscetíveis de colonização por nenhuma potência européia [...]" (Mensagem do Presidente dos EUA, James Monroe, ao Congresso, 1823) A Doutrina Monroe visava a contestar uma possível intervenção e recolonização, nas Américas, pelos governos da Europa da Santa Aliança. Assinale a alternativa que identifica uma ação ou deliberação do governo americano, nos últimos dois séculos, que melhor expressa o princípio acima: A - A declaração nacionalista de Abraão Lincoln, durante a Guerra de Secessão, conclamando a reunião dos estados do Sul aos estados do Norte. B - A defesa dos 14 Pontos, proposta pelo Presidente Wilson, ao fim da Primeira Guerra Mundial, resguardando o continente americano para a influência dos EUA. C - A defesa da neutralidade do continente americano, no início da Segunda Guerra Mundial, proclamando a solidariedade continental em caso de agressão externa. D - A criação de um programa de investimentos para a América Latina, a "Aliança para o Progresso", tendo em vista a contenção do socialismo, após a Revolução Cubana. E - A convocação do Presidente Bush para os países americanos se solidarizarem com os EUA, após os ataques às "torres gêmeas", em 11 de setembro de 2001. (UFF/RJ) - Universidade Federal Fluminense - Questão 20: O final do século XIX anunciou o início do avanço da cultura capitalista por todo o mundo, exatamente no momento em que, na esfera econômica, observavam-se o desemprego e uma crise de subconsumo. Assinale a opção que apresenta uma das características principais desse avanço: A - Exportação da crise social motivada pela grande oferta de emprego, favorecendo a presença dos valores europeus na África, Ásia e América Latina e modernizando a vida urbana. B - Penetração intensa dos valores europeus nas regiões da África, Ásia e América Latina, visível no desenvolvimento urbano dos principais mercados consumidores dessas áreas, que buscavam seguir o modelo de Paris – a mais famosa capital do século XIX. C - Decadência das políticas escravistas e do domínio oligárquico na África, Ásia e América Latina, abrindo caminho para a aculturação, com o apoio das elites empreendedoras dessas regiões e levando à modernização das cidades.

11

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

D - Formulação de políticas assistenciais para as regiões da África, Ásia e América Latina, implementando modos de vida europeus nas grandes cidades já dominadas por interesses americanos e transformando-as em centros dessas ações. E - Criação de instituições financeiras resultantes de associações monopolistas, que não concentravam seus lucros permitindo novos investimentos na África, Ásia e América Latina. (UFSC/SC) - Universidade Federal de Santa Catarina - Questão 21: A expansão das potências imperialistas, no século XIX, direcionada principalmente à Ásia e à África, teve como principais objetivos: 1 - assimilação de padrões culturais das civilizações primitivas da Ásia e da África; 2 - conquista de pontos estratégicos para o estabelecimento de bases militares; 4 - necessidade de escoamento da mão-de-obra excedente, devido ao aumento da população; 8 - investimento, pela alta burguesia industrial, do capital disponível; 16 - procura de consumidores de manufaturas e de produtores de matérias-primas. (UMC/SP) - Universidade de Mogi das Cruzes - Questão 22: Correlacione as duas colunas: 01) Os franceses exerceram protetorado sobre esta região africana. 02) A Etiópia sofreu tentativas de ocupação, mal-sucedidas em 1889, e foi submetida em 1935 por essa nação européia. 03) Os ingleses tomaram essa antiga nação africana, depois da abertura do Canal de Suez. 04) Os ingleses dominaram essa região, que era ocupada por descendentes de holandeses. 05) Responsabilidade na liderança contra a pressão inglesa que existia desde a Guerra do Ópio. ( ) Sul da África ( ) Argélia ( ) Boxers, na China ( ) Itália ( ) Egito A alternativa certa corresponde à seguinte numeração (obedecendo ao sentido de cima para baixo): A-4–1–5–3–2 B-3–1–4–2–5 C-3–2–4–1–5 D-1–5–4–2–3 E-4–1–5–2–3 (PUC-SP) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - Questão 23: A respeito da Guerra dos Bôeres (1899-1902), sabemos que: A - foi uma guerra travada entre a França e a Alemanha pela conquista de Marrocos; B - resultou das pretensões italianas de obter a Eritréia e a região da Somália, que lhe foram negadas pela Inglaterra; C - teve como consequência a conquista do Camerun (hoje República dos Camarões) pela Alemanha; D - originou-se das rivalidades franco-belgas a respeito da posse da região do Congo; E - foi uma guerra empreendida pela Inglaterra contra colonizadores de origem holandesa, a fim de obter as regiões do Transvaal e Orange, no sul da África. 12

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

(AMAM/RJ) - Academia Militar das Agulhas Negras - Questão 24: Os países industrializados, a partir do século XIX, voltaram suas atenções para a África e a Ásia, visando estabelecer áreas coloniais próprias. Sobre o neocolonialismo, assinale a alternativa INCORRETA: A - As potências industrializadas justificavam o domínio sobre outros povos como missão civilizadora, isto é, obrigação de difundir o progresso pelo mundo. B - A garantia de fornecimento de matérias-primas para a indústria (ferro, carvão, petróleo) constituía-se no objetivo econômico do neocolonialismo. C - A França iniciou suas conquistas coloniais pela Argélia (norte da África), utilizando tropas da chamada Legião Estrangeira. D - A principal área de dominação do neocolonialismo europeu foi a América do Sul. E - A dominação que os países europeus estabeleceram sobre o continente africano, no século XIX, é conhecida como Partilha Sul. (UFSC/SC) - Universidade Federal de Santa Catarina - Questão 25: No final do século XIX e início do século XX, como consequência do capitalismo monopolista e financeiro, dá-se a expansão imperialista. Dentre os objetivos essenciais desse imperialismo, temos: 1 - desejo da Alemanha, da Inglaterra e de outros países de se apoderarem de áreas afroasiáticas, com o objetivo de aprofundarem ainda mais os laços de amizade entre potências européias; 2 - busca de mercados externos para onde pudessem as potências européias escoar excedente de seus produtos industrializados, a fim de evitar o problema da superprodução; 4 - necessidade de dominar áreas para a colocação de capitais disponíveis, e cujo investimento lucrativo era limitado, na Europa; 8 - interesse em utilizar, em benefício do progresso da humanidade, as riquezas inexploradas em territórios das sociedades “atrasadas”; 16 - necessidade de dominar regiões que pudessem não só fornecer matéria-prima para as indústrias européias como também mão-de-obra a preços mais baratos do que aqueles pagos aos trabalhadores europeus. (UFPR) - Universidade Federal do Paraná - Questão 26: “No tempo em que vivemos e na crise que atravessam todas as indústrias européias, a fundação de uma colônia é a criação de uma válvula de escape.” (Jules Ferry, colonialista francês). Some as corretas: 1 - Uma das preocupações fundamentais dos colonizadores era propiciar o desenvolvimento integrado das suas colônias. 2 - A expansão imperialista da Europa traduziu-se não só pela conquista de colônias, mas também pelo investimento de capitais em países independentes. 4 - A corrida colonial visava conquistar mercados para as metrópoles. 8 - Entre as justificativas européias para as conquistas coloniais, havia também aquelas de ordem religiosa (converter os “pagãos”) e de ordem cultural (era “dever” da Europa levar sua civilização para os povos que consideravam “atrasados”). 16 - A expansão européia à conquista de novas colônias deu-se sobretudo na África e na Àsia. (UFSC/SC) - Universidade Federal de Santa Catarina - Questão 27: Sobre o neocolonialismo praticado pela Europa, no século XIX, é correto afirmar que houve: I. ênfase no domínio político e escasso controle econômico; 13

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

II. investimentos no setor de infra-estrutura, como construções de estradas de ferro e aparelhamento dos portos; III. procura de produtos tropicais, escravos e metais preciosos; IV. busca de matérias-primas, como ferro e carvão. Das proposições, está(ão) correta(s): A - apenas I; B - apenas I e II; C - apenas II e IV; D - apenas III e IV; E - I, II, III e IV. (UNESP/SP) - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Questão 28: Ao final do século passado, a dominação e a espoliação assumiram características novas nas áreas partilhadas e neocolonizadas. A crença no progresso, o darwinismo social e a pretensa superioridade do homem branco marcavam o auge da hegemonia européia. Assinale a alternativa que encerra, no plano ideológico, certo esforço para justificar interesses imperialistas: A - A humilhação sofrida pela China, durante um século e meio, é algo inimaginável para os ocidentais. B - A civilização deve ser imposta aos países e raças onde ela não pode nascer espontaneamente. C - A invasão de tecidos de algodão do Lancashire desferiu sério golpe no artesanato indiano. D - A diplomacia do canhão e do fuzil, a ação dos missionários e dos viajantes naturalistas contribuíram para quebrar a resistência cultural das populações africanas, asiáticas e latino-americanas. E - O mapa das comunicações nos ensina: as estradas de ferro colocavam os portos das áreas colonizadas em contato com o mundo exterior. (PUC/CAMP) - Pontifícia Universidade Católica de Campinas - Questão 29: Expansão Neocolonialista do século XIX foi acelerada essencialmente: A - pela disputa de mercados consumidores para produtos industrializados e investimentos de capitais em novos projetos, além da busca de matérias-primas; B - pelo crescimento incontrolado da população européia, gerando a necessidade migração para a África e a Ásia; C - pela necessidade de irradiar a superioridade da cultura européia pelo mundo; D - pelo desenvolvimento do capitalismo comercial e das práticas do mercantilismo; E - pela distribuição igualitária dos monopólios de capitais e pelo decréscimo produção industrial. A de de

da

(CESGRANRIO/RJ) - Fundação CESGRANRIO - Questão 30: A Guerra do Ópio (1840-1842) teve como uma de suas consequências: A - a maior penetração do imperialismo inglês na China; B - fechamento dos portos da China ao comércio ocidental; C - a eliminação da influência colonialista francesa na China; D - a queda do sistema de mandarinato na China; E - a instituição de um governo republicano na China. (FMTM/MG) - Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro - Questão 31: “Revolta popular chinesa de 1900, visando à expulsão dos estrangeiros, mas que foi reprimida

14

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

por uma expedição envolvendo as potências colonialistas, interessadas em explorar o mercado asiático.” O conteúdo do texto aplica-se à: A - Insurreição dos Boxers; B - Revolta dos Cipaios; C - Revolta do Meiji; D - Guerra Sino-Japonesa; E - Guerra dos Bôeres. (FEPAR/PR) - Faculdade Evangélica do Paraná - Questão 32: A conquista da Ásia e da África durante a segunda metade do século XIX, pelas principais potências imperialistas, NÃO teve como características: A - a busca de matérias-primas, a aplicação de capitais excedentes, a procura de novos mercados para os manufaturados; B - a conquista dos mercados chineses, o que levou a Inglaterra e outras potências a imporem tratados desiguais ao governo imperial, auferindo com isso grandes vantagens mercantis; C - a reação à dominação estrangeira se fez sentir através de movimentos, como a Revolta dos Taipings e a Revolta dos Boxers na China; D - a justificativa para a dominação dessas áreas se baseava na idéia de superioridade do europeu sobre as raças; E - a restrição a movimentos migratórios europeus em direção às áreas coloniais, a fim de evitar o encarecimento da mão-de-obra na Europa. (UNEB/BA) - Universidade do Estado da Bahia - Questão 33: Longe dos olhos do público, os grandes trustes e cartéis travavam uma luta de vida ou morte pelo controle dos mercados consumidores ou produtores de matérias-primas. Essa luta, quando não ameaçava diretamente a paz, perturbava a vida de diversos países. A ascensão japonesa e a norte-americana trouxeram muitas dificuldades para os grandes grupos econômicos europeus, os quais, pressionados pela concorrência de novas potências, intensificaram a disputa interna européia, envolvendo, principalmente, Inglaterra, França e Alemanha. A Europa perdia cada vez mais auto-suficiência. Para resolver esse problema, a saída encontrada pelos países europeus foi a partilha da África e da Ásia em áreas coloniais e a conquista de mercados nos países independentes da América Latina. (...) (Cáceres, p. 335) A análise do texto, associada aos conhecimentos sobre imperialismo e descolonização, permite afirmar: A - A ação concreta do imperialismo europeu esteve centrada em práticas e em métodos unificados para as áreas da América Latina, da África e da Ásia. B - As potências imperialistas européias, ao lado do Japão e dos Estados Unidos, atuaram de modo a possibilitar uma melhor distribuição de renda no continente asiático. C - A descolonização da América Latina ocorreu simultaneamente à da Ásia, possibilitando a independência política dos países dessas regiões. D - As disputas imperialistas, na África, intensificaram a fragilidade da estrutura econômica, desarticulando o processo produtivo do continente. E - A perda de auto-suficiência da Europa, registrada no texto, foi superada, no período entre guerras, devido à ação dos Estados ditatoriais. (UNEB/BA) - Universidade do Estado da Bahia - Questão 34: Longe dos olhos do público, os grandes trustes e cartéis travavam uma luta de vida ou morte pelo controle dos mercados consumidores ou produtores de matérias-primas. Essa luta, quando não ameaçava diretamente a paz, perturbava a vida de diversos países. A ascensão japonesa 15

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

e a norte-americana trouxeram muitas dificuldades para os grandes grupos econômicos europeus, os quais, pressionados pela concorrência de novas potências, intensificaram a disputa interna européia, envolvendo, principalmente, Inglaterra, França e Alemanha. A Europa perdia cada vez mais auto-suficiência. Para resolver esse problema, a saída encontrada pelos países europeus foi a partilha da África e da Ásia em áreas coloniais e a conquista de mercados nos países independentes da América Latina. (...) (Cáceres, p. 335) O texto refere-se ao momento histórico em que predominava: A - o método metalista; B - a livre concorrência; C - a teoria mercantilista; D - a prática monopolista; E - o liberalismo econômico. (UFRGS) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Questão 35: Na primeira metade do século XIX, a Ásia Oriental era um importante mercado consumidor de produtos europeus e fonte de fornecimento de matérias-primas. Tal expansão imperialista foi concretiza da mediante o estabelecimento de tratados comerciais, pressão política e expedições armadas. Considere as afirmações abaixo sobre as relações da Inglaterra com a Ásia. I. A dominação na Índia ganhou amplitude e despertou a reação armada conhecida como Guerra dos Cipaios, ocorrida entre 1857 e 1859. II. Na China, a destruição de um carregamento inglês de ópio em 1840 foi seguida de uma expedição naval que, após bombardear Nanquim, impôs um tratado pelo qual a Inglaterra obteve, entre outras vantagens, o controle de Hong Kong e a abertura de vários portos ao comércio. III. Os ingleses controlavam várias regiões próximas da China e da Índia, como a Birmânia, o Tibete e o Afeganistão, dominando do Mar Vermelho ao Oceano Índico. IV. Após 1860, o domínio inglês na China ficou seriamente abalado devido à eclosão de movimentos contestatórios de inspiração religiosa e tradicionalista, como a Revolta dos Karidjitas, o movimento dos Taipings e a Rebelião dos Boxers. Quais estão corretas? A - Apenas I. B - Apenas IV. C - Apenas I, II e III. D - Apenas II, III e IV. E - I, II, III e IV. (UNIRIO/RJ) - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - Questão 36: "Foi essa consciência de nossa superioridade inata que nos permitiu conquistar a Índia. Por mais educado e inteligente que seja um indígena, por mais valente que ele se manifeste e seja qual for a posição que possamos atribuir-lhe, penso que jamais ele será igual a um oficial britânico." (Lord Kitchener, in: PANIKKAR, K. M., A Dominação Ocidental na Ásia. Tradução de Nemésio Salles, Rio de Janeiro: Saga, 1965, p. 160.) A expansão imperialista européia sobre o continente asiático, ao longo do século XIX e o início do século XX, atingiu uma de suas principais expressões na dominação britânica sobre duas das mais antigas civilizações da Ásia: a China e a Índia. Marque a opção abaixo que apresenta uma característica correta da dominação imperialista inglesa sobre a China ou a Índia.

16

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

A - Na Índia, a extinção do sistema religioso de castas favoreceu a inclusão dos indianos na sociedade inglesa, porque foram utilizados como mão-de-obra barata no parque industrial da Inglaterra. B - Na China, a vitória militar dos ingleses sobre os exércitos imperiais chineses na Guerra do Ópio (1841) determinou a instalação do monopólio da Inglaterra sobre o comércio chinês de especiarias com o Ocidente. C - Na Índia, a dominação britânica provocou a destruição da economia tradicional voltada para a subsistência e sustentada por manufaturas têxteis incapazes de concorrer com a produção inglesa de tecidos de algodão. D - Na China, a hegemonia política e econômica inglesa impediu a atuação de outras potências imperialistas porque isolou o território chinês pelo Tratado de Pequim (1860). E - Na Índia, uma alta burocracia de indianos exercia a administração das áreas conquistadas para reduzir os custos elevados gerados pelos gastos militares com dominação imperialista. (USP) - Universidade de São Paulo - Questão 37: Com a publicação do livro do economista inglês Hobson, Imperialismo, um estudo, em 1902, difundiu-se o significado moderno da expressão "imperialismo", que passou a ser entendido como: A - um esforço despendido pelas economias centrais, no sentido de promover as economias periféricas; B - a condição prévia e necessária ao incremento do desenvolvimento industrial nos países capitalistas; C - um acordo entre as potências capitalistas, visando dividir, de forma pacífica, os mercados mundiais; D - a expansão econômica e política em escala mundial das economias capitalistas na fase monopolista; E - o "fardo do homem branco", um empreendimento europeu, procurando expandir a civilização na África. (UNICAP/PE) - Universidade Católica de Pernambuco - Questão 38: O imperialismo surge com o desenvolvimento do capitalismo industrial, que queria ampliar sua dominação econômica no mundo. Para conseguir seus objetivos, impôs um novo colonialismo, isto é, instalou colônias e protetorados. A - Começou entre os países industrializados a corrida pela partilha imperialista da Ásia, África, Austrália e América. B - No regime capitalista, as colônias e os protetorados funcionam como setores econômicos complementares, à medida que alimentam a economia capitalista internacional. C - São áreas de investimento de capital internacional. D - Os países industrializados iniciam a corrida pela partilha imperialista apenas da África e da América. E - São fontes fornecedoras de matérias-primas, de alimentos e consumidoras de produtos industrializados. (UESC/BA) - Universidade Estadual de Santa Cruz - Questão 39: "No século XVII, os tecidos leves de algodão representavam 60% a 70% das exportações indianas. Com a industrialização, a Inglaterra produziu máquinas 350 vezes mais rápida do que um operário indiano. Graças à posição dominante, a Inglaterra pôde introduzir livremente seus tecidos na Índia. O resultado foi que, em menos de um século, a indústria dos algodões indianos havia praticamente desaparecido." 17

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

(Ferro. In: Vicentino, p. 337) A análise do texto e da relação entre Revolução Industrial, capitalismo e imperialismo permitem afirmar: A - A Índia enfrentou a concorrência inglesa, porque dispunha de um maior número de operários. B - Os tecidos ingleses, de pior qualidade que os indianos, pagavam altos impostos de circulação em âmbito local. C - O imperialismo inglês, na Índia, baseou-se nos princípios da cooperação e do respeito às tradições do artesanato local. D - A produção de tecidos foi desarticulada, porque os seus responsáveis desistiram da ajuda inglesa para a aquisição de máquinas modernas. E - A "posição dominante" da Inglaterra decorrida do poder econômico oriundo do capitalismo industrial e do poder político e militar, decorrente do imperialismo. (UFF/RJ) - Universidade Federal Fluminense - Questão 40: A expansão imperialista sobre os territórios asiáticos e africanos no decorrer do século XIX foi, antes de tudo, um ato de conquista. A partir desta afirmativa, identifique a opção que indica a nação européia expansionista, a região colonizada e o movimento de resistência possíveis de inter-relacionar-se corretamente: A - França – Argélia – Guerra dos Boxers; B - Inglaterra – Índia – Revolta dos Cipaios; C - Inglaterra – Sudão – Revolta dos Boers; D - Portugal – Angola – MPLA; E - Alemanha – China – Movimento Taiping. (PUC-MG) - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - Questão 41: A expansão imperialista, observada no decorrer da segunda metade do século XIX e da primeira metade do século subsequente, apresentou como elementos constitutivos, EXCETO: A - a partilha territorial do mundo entre as principais potências capitalistas, constituindo vastos impérios coloniais; B - a crescente importância adquirida pela exportação de capitais, através de investimentos realizados e financiamentos concedidos; C - a formação de grandes conglomerados financeiros e industriais, que passaram a controlar setores mais importantes da economia; D - a difusão, no nível planetário, do conhecimento tecnológico e do progresso material, integrando diferentes povos e culturas. (FUVEST/SP) - Fundação Universitária para o Vestibular - Questão 42: Na segunda metade do século XIX, em face do avanço do Ocidente na Ásia, a China: A - tornou-se, como a Índia, uma colônia, com a única diferença de ser dominada por várias potências e não apenas pela Inglaterra; B - reagiu, como o Japão, realizando, ao mesmo tempo, um processo de restauração imperial e de modernização econômica; C - manteve, finalmente, seu estatuto de Império Celestial, mas ao preço de enormes perdas e concessões às potências ocidentais; D - conseguiu fechar-se ao Ocidente graças à Rebelião Taiping, depois de derrotada pela Inglaterra na Guerra do Ópio; E - resistiu vitoriosamente a todas as agressões do Ocidente até Pequim ser saqueada durante a Guerra dos Boxers. 18

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

(UFPE) - Universidade Federal de Pernambuco - Questão 43: O imperialismo e o neocolonialismo foram práticas do capitalismo em que grandes grupos monopolizaram a economia e necessitaram de novos mercados que pudessem consumir a enorme quantidade de mercadorias produzidas. Acerca dessa questão, analise as afirmações abaixo. A - A necessidade de mercados é comum a todas as potência industriais. Todavia, tais potências limitam seus próprios mercados aos concorrentes, ficando livre o acesso ao mundo periférico, do qual fazem parte a América Latina, a Ásia e a África. B - Entre o final do século XIX e o início do século XX, o capital acumulado pelas potências industriais impôs uma disputa por novos mercados como forma de socializar a riqueza acumulada. C - Os países industrializados, ao dominarem os mercados da América Latina, Ásia e África, vendiam ou arrendavam aos países desses continentes transporte ferroviário, iluminação pública e máquinas. D - O Imperialismo possibilitou uma maior integração entre as nações, o que permitiu uma convivência harmoniosa e respeitosa por décadas. Algumas vezes surgiram alguns conflitos que foram resolvidos pela via diplomática. E - Foi por meio do Imperialismo que as nações industrializadas controlaram os mercados dos países não industrializados. Esse processo aguçou os níveis de pobreza em todas essas nações. GABARITO: questão 1: C - questão 2: A - questão 3: B - questão 4: 19 - questão 5: C questão 6: C - questão 7: 21 - questão 8: 14 - questão 9: B - questão 10: D - questão 11: A - questão 12: A - questão 13: D - questão 14: E - questão 15: A - questão 16: C questão 17: D - questão 18: A - questão 19: C - questão 20: B - questão 21: 30 - questão 22: E - questão 23: E - questão 24: D - questão 25: 22 - questão 26: 30 - questão 27: C questão 28: B - questão 29: A - questão 30: A - questão 31: A - questão 32: E - questão 33: D - questão 34: D - questão 35: C - questão 36: C - questão 37: D - questão 38: A, B, C, E - questão 39: E - questão 40: B - questão 41: D - questão 42: C - questão 43: A, C, E SEGUNDO BLOCO DE QUESTÕES Neste bloco, algumas questões foram retiradas porque não faziam parte deste conteúdo, mas não foram retiradas do gabarito. UFGO/PS Após a crise da sociedade liberal, no final do século XIX, a economia capitalista reorganiza-se e inicia um novo estágio de crescimento. As potências industriais, sobretudo os EUA e as nações européias ocidentais, iniciam uma expansão de caráter global, que fica conhecida na História como corrida imperialista. Esse surto expansionista termina por dividir política, econômica e geograficamente os continentes asiático, africano e americano. Sobre o capitalismo imperialista, julgue as alternativas colocando certo ou errado. ( ) nessa fase da economia capitalista, a empresa individual tende a ser substituída pelas sociedades anônimas que administram conglomerados transnacionais ou multinacionais: o Estado volta a intervir na economia, recriando o protecionismo, e o mercado passa a ser dominado por oligopólios. ( ) os países europeus de industrialização tardia (Itália e Alemanha) chegam atrasados à partilha colonial e procuram, por meio do comércio, da diplomacia ou da guerra aberta, um espaço no mundo já dividido entre as grandes potências.

19

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

( ) o surto expansionista do grande capital, a partir de 1870, vinculado à chamada Segunda Revolução Industrial, é dinamizado pelo uso de novas fontes de energia. ( ) o término da Primeira Guerra Mundial marca o fim da dominação colonial das potências imperialistas e a libertação dos povos da Ásia e África. 2. UFSE Leia a entrevista de Cecil Rhodes ao jornalista Stead. “A idéia que mais me acode ao espírito é a solução do problema social, a saber: nós (…) devemos, para salvar os 40 milhões de habitantes do Reino Unido de mortífera guerra civil, conquistar novas terras a fim de aí instalarmos o excedente da nossa população, e aí encontrarmos novos mercados para os produtos das nossas fábricas e das nossas minas. (…)” MELLO, Leonel I. A. e COSTA, Luiz C. A. História moderna e contemporânea. São Paulo: Scipione, 1999. O texto identifica fatores, que em seu conjunto, explicaram e impulsionaram a a) expansão marítima e os descobrimentos do século XV. b) corrida expansionista dos países europeus no século XVI. c) colonização inglesa da América do Norte no século VII. d) disputa pela ocupação do litoral africano no século XVIII. e) expansão colonialista e imperialista do século XIX. 3. UFRRJ A revolução Meiji é um evento da história do Japão que determinou: a) o processo de avanço do capitalismo internacional na área da Ásia e o movimento de defesa de um Japão socialista, próximo da experiência da China. b) o movimento de defesa das tradições orientais que propunha a união com a China a fim de fortalecer as áreas orientais contra o imperialismo ocidental. c) divisões internas das elites dirigentes decorrentes das diferentes visões com relação à cultura ocidental – os progressistas, aliados da China, e os conservadores, aliados dos países ocidentais – reconheciam que a manutenção de uma estrutura fragmentada das ilhas limitava o desenvolvimento da agricultura e que a saída era a industrialização. d) a modernização da estrutura econômica japonesa, facilitou a entrada de capital estrangeiro, o processo de urbanização e a alteração de valores, desencadeando a ocidentalização do Japão. e) a defesa da propriedade privada com a eliminação das formas feudais de organização da terra e o incentivo às reformas agrárias vinculadas ao socialismo, bem como a manutenção das tradições, mediante o fechamento das relações com os países ocidentais e o avanço militar sobre o Império Russo. 4. UFRS Sobre o imperialismo do século XIX são feitas as afirmações abaixo: I. Constituiu uma marca do capitalismo em sua etapa monopolista financeira. II. Esteve associado à disputa entre as nações industriais por mercados consumidores. III. Estimulou a política econômica mercantilista dos estados absolutistas. IV. Manteve acesa a crença da superioridade européia em relação aos povos colonizados. V. Contribuiu decisivamente nas rivalidades que geraram a Primeira Guerra Mundial. Quais estão corretas? a) Apenas I, II, III e IV. d) Apenas I, III, IV e V. b) Apenas I, II, IV e V. e) Apenas II, III, IV e V. c) Apenas I, II, III e V. 5. Unicamp-SP Em julho de 1889, um congresso socialista internacional, reunido em Paris, decide que: 20

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

“Será organizada uma grande manifestação internacional com data fixa, de modo que, em todos os países e em todas as cidades, ao mesmo tempo, no mesmo dia marcado, os trabalhadores intimem os poderes públicos a reduzir a jornada de trabalho a oito horas. Adota-se a data de 1ª de maio para a manifestação.” Adaptado de PERROT, Michelle. Os excluídos da história. São Paulo: Paz e Terra, 1988, p. 129. a) Quais as condições de trabalho na indústria em fins do século XIX? b) Explique o porquê do caráter internacional da manifestação operária. c) De que maneira o Estado Novo no Brasil alterou o significado dessa data? 6. UFPE Sobre o período compreendido entre a primeira e segunda guerra mundial assinale a alternativa correta. a) Apesar da vitória alcançada na Primeira Guerra, os países em que as democracias liberais dominavam não conseguiram evitar a crise generalizada diante da desorganização econômica européia. b) Após a 1ª Guerra, a Itália e a Alemanha passaram a viver um período de muito desenvolvimento e fortalecimento da ordem democrática interna. c) O fascismo italiano e o nazismo alemão cresceram com o apoio exclusivo dos militares, já que a burguesia por sua tradição sempre foi defensora das instituições liberais. d) Após a 1ª Guerra, cresceram os discursos em favor da volta à monarquia, associada à Igreja Católica, a quem a população deveria subordinar-se totalmente, para alcançar a ordem e a prosperidade geral. e) Uma das estratégias utilizadas pelo fascismo na Itália, como pelo nazismo na Alemanha, foi a tolerância em relação a todos que lhe faziam oposição. 7. FGV-SP “A idéia que mais me acode ao espírito é a solução do problema social, a saber: nós, os colonizadores, devemos, para salvar os 40 milhões de habitantes do Reino Unido de uma mortífera guerra civil, conquistar novas terras a fim de aí instalarmos o excedente de nossa população, de aí encontrarmos novos mercados para os produtos das nossas fábricas e das nossas minas.” C. Rhodes, 1895 O texto acima expõe a/o: a) única necessidade de novas áreas para o reaquecimento do comércio após as derrotas de 1914. b) problema da crise social e econômica, no Reino Unido, e a opção por uma política imperialista e neocolonial; c) problema da desqualificação da mão-de-obra que leva ao desaquecimento na economia do Reino Unido, provocando uma política de abertura para novos mercados. d) busca por matéria-prima como questão fundamental para solucionar a crise política e social no Reino Unido. e) crise econômica nas colônias que deve receber uma política de incentivos aos assentamentos e à industrialização. 8. UFR-RJ “O Imperialismo é o capitalismo chegado a uma fase de desenvolvimento onde se afirma a dominação dos monopólios e do capital financeiro, onde a exportação dos capitais adquiriu uma importância de primeiro plano, onde começou a partilha do mundo entre os trustes internacionais e onde se pôs a termo a partilha de todo o território do globo, entre as maiores potências capitalistas”. LENIN, V. I. O Imperialismo: fase superior do Capitalismo. São Paulo: Global Editora, 1979. p. 88. 21

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

A partir da definição acima, pode-se atribuir a seguinte característica ao Imperialismo: a) a distribuição igualitária de produção e de capital, dando origem aos monopólios, cujo papel é decisivo na vida econômica. b) o desenvolvimento de pequenas empresas de capital nacional em grande parte dos países. c) a divisão entre o capital bancário e o capital industrial formando o capital financeiro. d) as maiores potências capitalistas, formando rede de apoio financeiro aos países mais pobres. e) a exportação de mercadorias, assim como a exportação de capitais, assumindo grande importância. 9. Univali-SC Desde a Guerra Franco-Prussiana até 1914, houve uma verdadeira corrida armamentista na Europa para sustentar as ambições nacionalistas e imperialistas. As indústrias bélicas aumentaram suas produções, os exércitos cresceram e as marinhas de guerra, especialmente inglesa e alemã, aumentaram suas frotas. Esta política armamentista onerava os governos, provocando reações pacifistas. Em 1899, o Czar Nicolau II organizou a 1ª Conferência de Paz em Haia, sem grandes resultados. O armamentismo não foi contido e preconizou-se a prática do arbitramento para solucionar graves questões. A Paz Armada é historicamente conhecida com a: a) política de tratados e alianças entre as potências européias, caracterizada pela corrida armamentista que antecede ao Primeiro Conflito Mundial. b) política internacional européia que caracterizou as relações entre vencidos e vencedores da I Guerra Mundial, numa forma revanchista de manter a situação geoeconômica e pós-guerra. c) política desenvolvida por Hitler a partir de 1933, apesar do Tratado de Versalhes, que tentava impedir o rearmamento alemão após a I Guerra Mundial. d) frustrada política desenvolvida pela Liga das Nações entre as duas Guerras Mundiais, no sentido de equilibrar os interesses das potências evitando mais conflitos. e) política de guerra fria que passou a caracterizar as relações entre bloco capitalista e o bloco socialista após 1945. 10. UFGO Com o fim da Primeira Guerra Mundial, o liberalismo foi definitivamente questionado. Diante da depressão econômica, do clima de revanchismo e da lembrança traumática das trincheiras, os valores liberais dificilmente podiam se sustentar. O entreguerras assistiu à construção de uma nova ordem não identificada com a democracia liberal. Tal panorama, especialmente visível na Itália e na Alemanha, levou esses países ao encontro do fascismo. Sobre a conjuntura política do período, julgue os itens como certos ou errados. ( ) Depois da marcha sobre Roma, Mussolini foi chamado pelo rei Vítor Emanuel III, em 1922, para integrar o governo. Por sua vez, em 1933, Hitler foi nomeado pelo presidente Hindenburg para o cargo de chanceler. Ambas as lideranças chegaram ao poder em seus países por meio da legalidade. ( ) O culto à personalidade, uma política externa agressiva e o apelo ao esforço nacional eram características do fascismo alemão, mas não do italiano. Ao contrário de Hitler, Mussolini não se empenhava em cultivar a imagem de grande líder nacional. ( ) Os meios de comunicação, nesses países, desfrutavam de considerável liberdade de imprensa, criticando as opções políticas do regime fascista nos programas de rádio e nos jornais. ( ) As anexações territoriais eram importantes para os regimes fascistas, porque, de um lado, contentavam o orgulho nacional e, de outro, significavam possibilidades econômicas infinitas. Tais fatores, dentre outros, explicam a obsessão de Hitler pelo 22

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

espaço vital, e o desejo de Mussolini pelo restabelecimento dos domínios do antigo Império Romano. 11. UFSE Pode-se afirmar que a principal razão do conflito mundial iniciado em 1914 foi a) o choque dos imperialismos, de raízes econômicas, mas que se expressou de forma política e militar. b) a crise econômica que afetou significativamente o campos político e social das nações européias. c) o revanchismo nacionalista, de origem étnica, mas que se expressou através da expansão colonialista. d) o conflito religioso, de raízes políticas, mas que se expressou militarmente pela corrida armamentista. e) a brusca queda do comércio internacional que colocou em evidência a fragilidade do sistema capitalista. 13. Unirio “O mundo está quase todo parcelado, e o que dele resta está sendo dividido, conquistado, colonizado. Penso nas estrelas que vemos à noite, esses vastos mundos que jamais poderemos atingir. Eu anexaria os planetas se pudesse; penso sempre nisso. Entristece-me vê-los tão claramente e ao mesmo tempo tão distantes.” Cecil Rhodes. Esta frase, proferida por um dos grandes incentivadores da expansão imperialista do século XIX, expressa as novas formas de: a) distribuição da riqueza global, norteadas pela manutenção do equilíbrio ecológico entre as nações do hemisfério sul do continente europeu. b) constituição de megablocos econômicos, priorizando as economias periféricas, potencialmente mais desenvolvidas e ricas do que a Europa. c) anexação territorial, objetivando a conquista de terras férteis e importação de mão-deobra imigrante para o centro do capitalismo europeu. d) globalização da economia e da informação, ultrapassando as fronteiras nacionais, suprimindo a intermediação do Estado Nacional. e) cobiça pelos mercados da África e da Ásia, visando à exportação de capitais e ao consumo de produtos industriais dos países europeus. 14. (UFRS) Associe a coluna que apresenta nomes de países diretamente afetados pela Primeira Guerra Mundial, com a coluna que apresenta afirmações relativas ao contexto do confronto. 1. Inglaterra 2. França 3. Iugoslávia 4. Rússia 5. Itália ( ) Seu expansionismo sobre a região dos Bálcãs afetava diretamente os planos da Alemanha em direção a Bagdá. ( ) Adotou uma política revanchista, principalmente devido à perda de territórios – Alsácia e Lorena – para seu vizinho. ( ) Sentiu sua hegemonia ameaçada pela corrida navalista e pelo forte avanço industrial da Alemanha. A alternativa que apresenta a sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é a) 5 – 2 – 1 23

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

b) 4 – 2 – 1 c) 4 – 3 – 2 d) 5 – 3 – 2 e) 4 – 3 – 1 15.U. F. de São Carlos-SP As relações entre as potências européias, no século XIX, seguiram basicamente os princípios estabelecidos pelo Congresso de Viena. Durante a Primeira Guerra Mundial, o presidente norte-americano Woodrow Wilson apresentou os princípios de uma nova diplomacia, voltada para a) o reconhecimento do equilíbrio de força entre as nações. b) a legitimação internacional da supremacia dos Estados Unidos na América Latina. c) a restauração dos governos europeus derrubados pelas revoluções socialistas. d) o reconhecimento dos direitos legítimos das nacionalidades. e) a defesa dos países americanos contra possíveis intervenções imperialistas. 17.U. Santa Úrsula-RJ O final da 1ª Guerra Mundial (1914-1918) levou a derrota à Alemanha, que se viu obrigada a assinar o Tratado de Versalhes que intensificou a humilhação e o isolamento da Alemanha. Esse tratado determinou que: a) seu território seria drasticamente diminuído mas a Alemanha ficaria livre das pesadas indenizações. b) a Alemanha foi responsabilizada pela guerra e por esse motivo obrigada a pagar aos aliados pesadas indenizações em dinheiro, máquinas e produtos químicos. c) o início da chamada “Guerra Fria” que perdurou até a década de 80, dando margem à formação de várias alianças entre os países vencedores. d) ocorresse uma grande corrida armamentista dos países vencedores da guerra e domínio de outros países (Ásia e África) em busca de matérias-primas. e) a Alemanha, apesar de derrotada, poderia participar da Liga das Nações criada ao término da guerra. 20. UFMT “A primeira guerra mundial, anunciada como a ‘guerra para terminar com as guerras’, deixou fixa a imagem de devastações e morticínios. Perto de treze milhões foram mortos e vinte milhões feridos. As despesas bélicas não apresentam termos de comparação com as das guerras precedentes e as devastações […] alcançam números vertiginosos.” CROUZET, M. História Geral das Civilizações. v. 15. São Paulo: Difel, 1975, p. 45. A respeito do assunto citado no texto, julgue os itens como verdadeiros ou falsos. ( ) Essa guerra pode ser vista como um desdobramento da política imperialista que, basicamente, opôs os vários países europeus uns contra os outros na disputa por áreas de influência dentro e fora da Europa. ( ) Uma das poucas regiões européias a conseguir manter-se neutra foi a Sérvia que, graças a sua localização geográfica, não teve nenhuma relação com esse conflito. ( ) Esse conflito só não foi maior e mais devastador em razão da política de alianças existente entre os países europeus nessa época. ( ) A Alemanha foi considerada a única responsável pelo conflito e, a ela, os países vencedores impuseram duras cláusulas no Tratado de Versalhes. ( ) O Império Russo participou dessa guerra até 1917, quando o advento da revolução bolchevique o obrigou a afastar-se. 22. F. M. Triângulo Mineiro-MG “O continente africano está associado, hoje, a endemias, Aids, miséria, massacre de etnias, tribalismo, ditaduras, guerras civis...” A origem desses problemas na África está: 24

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

a) na partilha do continente no século XIX, pelas potências imperialistas européias, que acentuou rivalidades já existentes. b) no fracasso do processo de industrialização promovido no século XIX, por decisão da Conferência de Berlim. c) na desorganização do rentável tráfico negreiro, que abastecia as colônias americanas, devido à crise do escravismo. d) na disputa entre as superpotências, EUA e URSS, durante a bipolarização entre capitalismo e socialismo. e) nos efeitos devastadores que as duas guerras mundiais causaram no continente, palco de batalhas decisivas. 23.U. F. Uberlândia-MG “Como se explica que um período de tanto progresso pudesse levar o Velho Continente, berço da civilização ocidental, a experimentar novamente a barbárie, como se viu durante a Primeira Guerra Mundial? (...) Em 11 de novembro (1918), terminava a Grande Guerra. Morreram 8 milhões de pessoas, 20 milhões ficaram inválidas, sem falar nos prejuízos econômicos e financeiros que atingiram os países europeus envolvidos diretamente com a guerra”. REZENDE, Antônio Paulo; DIDIER, Maria Thereza. Rumos da História: nossos tempos – O Brasil e o mundo contemporâneo. São Paulo: Atual, 1996. v. 3. Tomando como referência a citação acima e os seus conhecimentos sobre os antecedentes e a eclosão da Primeira Guerra Mundial, podemos afirmar que: I. no campo das artes, a velocidade, a máquina, o movimento, a energia, foram os grandes temas do futurismo no início do século, evocados como símbolos da beleza e da tecnologia da sociedade industrial moderna, provocando, entretanto, mais tarde, grande desilusão por causa da carnificina da guerra. II. o discurso internacionalista do movimento operário, que procurava negar as disputas entre os Estados-nações, fez com que os trabalhadores se recusassem a pegar em armas no início da guerra, tal como se verificou na negativa de participação da Rússia e nos motins liderados pelo Partido Comunista Francês em 1914. III. entre os fatores que levaram as nações européias à guerra estavam as disputas imperialistas por novos territórios, os ideais expansionistas incentivados por teorias raciais e a formação gradual de alianças entre as grandes potências, conhecida como Paz Armada. IV. como resultado da derrota alemã, o Tratado de Versalhes, assinado depois da guerra, pôs fim ao ódio racial e ao clima de revanchismo na Europa, e a Inglaterra garantiu a sua supremacia no capitalismo internacional. Assinale a alternativa correta. a) II e IV são corretas. b) I e IV são corretas. c) II e III são corretas. d) I e III são corretas. 29. UFMA São características do processo de partilha da África pelos países imperialistas europeus em fins do século XIX, EXCETO: a) A formação da Tríplice Aliança (reunindo a Alemanha, a Áustria-Hungria e a Itália) e da Tríplice Entente (formada pela aliança Franco-Russa, Franco-Inglesa e AngloRussa), desencadeando as ações e ocupações no território africano. b) A expansão da penetração francesa na Argélia, resultando em vários conflitos com os interesses ingleses no Egito, com os italianos na Tunísia e também com os interesses alemães no Marrocos.

25

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

c) Na África os setores da produção econômica, como resultante da ação imperialista, passam a ser monopolizados pelos europeus, voltando a economia local para a exportação. d) As “plantations” monocultoras, de propriedade de europeus, mas com o trabalho de africanos, foram altamente destrutivas para as sociedades locais, marcadas que eram pelos baixíssimos salários, racismo, apartheid, etc. e) A Conferência de Berlim de 1884-1885, reunida pelo primeiro-ministro Bismarck, funcionou como um marco decisivo no processo, pois ali se tramou a ocupação efetiva dos territórios africanos pelas potências européias. 30. UnB-DF “A Rússia era até então economicamente desprezível, embora observadores de larga visão já previssem que seus vastos recursos, sua população e seu tamanho iriam, mais cedo ou mais tarde, projetá-la mundialmente. As minas e as manufaturas criadas pelos czares do século XVIII, tendo senhores ou mercadores feudais como empregadores, e servos como operários, estavam declinando lentamente. As novas indústrias — fábricas têxteis domésticas de pequeno porte — somente começaram a apresentar uma expansão realmente digna de nota a partir de 1860.” HOBSBAWM, Eric. A era das revoluções. São Paulo: Paz e Terra, 1994, p. 199 (com adaptações). A partir do texto, julgue os itens abaixo, a respeito do papel desempenhado pela Rússia na história mundial do fim do século XVIII até os dias atuais, colocando certo ou errado. ( ) O atraso econômico da Rússia, quando comparado ao dinamismo econômico da Inglaterra, explica o precário peso geopolítico daquele país no arranjo da balança de poder internacional na Europa da primeira metade do século XIX. ( ) As insurreições e os motins contra o czarismo russo ampliaram-se no final do século XIX e início do século XX, associados à crise do Estado e ao declínio de uma forma de poder que não mais cabia no mundo liberal, além de traduzirem a insatisfação de vários setores sociais daquele país frente aos fracassos econômicos e militares do czar. ( ) A revolução bolchevique de outubro de 1917 foi um marco na história russa, ao encerrar o ciclo de um longo e antigo regime sobrevivente às revoltas liberais que se espraiaram pelo solo europeu desde o final do século XVIII. ( ) A industrialização russa e a projeção de Moscou como o centro de um novo império econômico e político, sob a forma de união de repúblicas — URSS —, foram obra do sistema político e econômico implantado na Rússia a partir de 1917. 31. Unifor-CE Em março de 1933, Roosevelt assume a presidência dos EUA, no apogeu da crise econômico-social, o desemprego atingia mais de um quarto da população ativa... O novo presidente, discursando em sua posse, disse: “O país pede ação, e ação imediata (...). Precisamos agir, e agir com rapidez”. A solução encontrada denominou-se a) New Deal, nova política governamental destinada a revitalizar e preservar o sistema capitalista. b) Fair Deal, política de estabilização dos preços agrícolas com subsídios aos produtos rurais. c) Big Stick, desenvolvido pelo presidente, com o direito de intervenção na América Latina. d) Política de Portas Abertas, na qual reivindicava a liberdade de comércio para todas as nações. 26

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

e) NEP, um misto de princípios socialistas e capitalistas, que dava ao Estado o direito de propriedade sobre os meios de produção. 33. Univali-SC O mundo evoluiu tanto na época contemporânea, que saltam aos olhos o progresso e o desenvolvimento tecnológico. Mas, por que então surgem as guerras? Por exemplo, o que levou o mundo a deflagrar a I Guerra Mundial, com tantos avanços já alcançados? Analisando a I Guerra Mundial (1914-1918), podemos considerar como correto: a) O que causou a I Guerra Mundial foi ambição dos países europeus pela dominação dos continentes subdesenvolvidos, mas repletos de riquezas naturais e mão-de-obra barata, gerando o que se chamou de choque de imperialismos. b) Os Estados Unidos, eternos concorrentes da Inglaterra, brigavam por mercados consumidores. c) A principal causa da I Guerra foi a disputa econômica entre os países socialistas e capitalistas. d) Na I Guerra Mundial foi confirmada a vitória do capitalismo sobre o socialismo. e) A I Guerra Mundial foi causada pela ambição do Nazifascismo. 34. FGV-SP “(…) O cinema, a maior de todas as inovações americanas na área do entertainment, divulgou, mais do que qualquer outro meio, o American way of life, americanizando, primeiro, os Estados Unidos, depois o resto da América (…) por meio de modernos e complexos meios de comunicação de massa. O americanismo mercantilizado. (A. P. Tota. O imperialismo sedutor: a americanização do Brasil na época da segunda guerra.) A partir do texto acima, podemos afirmar que: a) para o autor não há, essencialmente, qualquer relação entre o cinema dos EUA e a imposição de determinado modo de vida às outras nações da América. b) o cinema americano foi, somente, um instrumento na construção de valores e anseios nas Américas Central e do Sul. c) para o autor o cinema americano é um meio, como outro qualquer, de transferência de padrões de consumo e de vida. d) como meio privilegiado na difusão e construção de valores e anseios, o cinema americano primeiramente buscou unificar os EUA e, posteriormente, os demais países americanos. e) para o autor o cinema americano é difusor de valores democráticos e universais desde sua criação. 35. U. F. de São Carlos-SP

27

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

Elementos do texto e das imagens da história em quadrinhos acima permitem-nos identificar: a) a Europa atual, com os massacres étnicos cometidos em inúmeros conflitos localizados, após a dissolução da Iugoslávia. b) o Brasil do início do século XX, quando os imigrantes europeus eram tratados de forma violenta por fazendeiros brasileiros. c) a Europa do século XIX, em plena expansão da Revolução Industrial, com a crescente utilização de máquinas gerando desemprego. d) a Europa de meados do século XX, quando houve perseguição em larga escala de minorias, por parte do governo da Alemanha nazista. e) o Brasil do final do século XIX, quando se multiplicavam as fugas de escravos, às vésperas da Abolição. 36. UFR-RJ “O enriquecimento fácil e rápido era o sonho da maioria dos norte-americanos. O perigoso vírus da especulação contaminava especialmente aqueles que viviam em Nova York, mais próximos da caixinha mágica — a Bolsa de Valores — onde tais maravilhas aconteciam.” SANDRONI, Paulo. O que é recessão. São Paulo: Brasiliense, [s.d.] O clima de euforia contaminou a economia e a população norte-americana durante boa parte da década de 20 do século XX. Um dos fatores responsáveis por essa situação era a) a incapacidade da União Soviética construir, na época, um modelo alternativo ao capitalismo, sucumbindo a frequentes crises econômicas. b) a superação da crise do pós-1ª Guerra Mundial na Europa com a utilização do Plano Marshall do qual os Estados Unidos eram o fiador.

28

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

c) a certeza da ocorrência de uma nova guerra mundial, o que criava condições próprias para o crescimento econômico baseado no “esforço de guerra”. d) a impossibilidade de uma Europa controlada por regimes nazi-facistas de fazer frente à democracia norte-americana. e) o crescimento contínuo da produção industrial americana durante quase toda a década, impulsionado, em especial, pela indústria automobilística. 37. Unifor-CE Dentre os fatores que geraram o imperialismo, na segunda metade do século XIX, identifica-se a a) consolidação dos ideais democráticos baseados nos princípios de soberania nacional e autogoverno dos povos. b) diminuição da população européia que representava uma ameaça à eficácia produtiva de suas indústrias. c) procura de novas regiões que pudessem fornecer matérias-primas e comprar produtos manufaturados dos países industrializados. d) urgência de desenvolver novos mercados produtores de manufaturados nas áreas periféricas da África. e) preocupação inglesa de fortalecer os movimentos populares de libertação nacional das regiões asiáticas. 39. F. M. Itajubá-MG Dois momentos marcantes na História americana, com repercussão em todo o mundo ocidental, foram o “crack” de 1929 e o “New Deal”. A que se referem essas duas expressões, respectivamente? a) Quebra da Bolsa de Nova York e do sistema econômico; plano de restauração elaborado pelo presidente Roosevelt. b) Derrota do Sul, na Guerra de Secessão; nova política do presidente Abraham Lincoln. c) Surgimento do tráfico de drogas; plano de recuperação econômica, do presidente Wilson. d) Entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial; plano de recuperação para a Europa. e) Queda da hegemonia americana; restauração do sul dos Estados Unidos. 40. Uniderp-MS A expansão neocolonialista européia do final do século XIX resultou, entre outras consequências, a) na divisão geopolítica do mundo em dois blocos antagônicos (capitalista e socialista) e na aceleração da corrida armamentista; b) no surgimento do bloco dos países do Terceiro Mundo e no enfraquecimento do papel desempenhado pelo Império japonês na Ordem Mundial até então existente; c) na partilha da Ásia e da África e na intensificação dos conflitos imperialistas que desembocaram na Primeira Guerra Mundial; d) na diminuição da produção industrial das potências do Velho Mundo e na elevação dos índices de desemprego nesse setor da economia; e) na pacificação dos conflitos nacionais e tribais, travados nos países africanos e asiáticos e no surgimento da Organização das Nações Unidas. 44. PUC-SP O período que separou a Primeira Guerra Mundial da Segunda Guerra Mundial caracteriza-se, entre outras coisas, a) pela radicalização política entre esquerda e direita; no primeiro caso, destaca-se a vitória do projeto bolchevique na Revolução Russa, no segundo, a ascensão do nazifascismo em várias partes da Europa.

29

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

b) pelos contrastes econômicos no ocidente, havendo avassaladora crise econômica na Europa e tranquilidade e progresso financeiro contínuo nos Estados Unidos e nos países latino-americanos. c) pela presença de governos democráticos e política exterior de neutralidade e autonomia em toda a América Latina, destacando-se o peronismo na Argentina, o varguismo no Brasil e o cardenismo no México. d) pelos constantes enfrentamentos políticos e armados entre defensores do predomínio militar norte-americano, representado pela OTAN, e os partidários da União Soviética, líder do Pacto de Varsóvia. e) pelas ações intervencionistas desenvolvidas por algumas das potências mundiais, manifestas, por exemplo, na presença francesa e inglesa no norte da África ou na participação norte-americana na Guerra do Vietnã. 45.U. Santa Úrsula-RJ O desemprego, a inflação alta, as greves operárias, o distanciamento entre o povo e os parlamentares fizeram crescer a oposição aos governos liberais. A Itália e a Alemanha pregaram a volta de um Executivo Forte e a total submissão da população. São características fundamentais do nazismo alemão: a) A criação dos sindicatos, festas comemorativas do Dia do Trabalho, frentes de trabalho buscando melhorar a questão do desemprego. b) A hostilidade aos princípios democráticos e igualitários onde todos deveriam “crer, obedecer e combater”. c) A criação do Partido Nacional Fascista com grupos paramilitares (camisas negras) ligadas à Gestapo e repúdio ao socialismo. d) A criação do Partido Nacional Socialista, a questão da purificação da raça alemã (arianismo) e a temida polícia secreta, a Gestapo, e o culto à personalidade. e) o repúdio total a toda e qualquer tentativa de dominar o mundo e negação do Tratado de Versailles. 52. UFMT Recentemente, seguidas crises originadas no Oriente acarretaram consequências nas bolsas de valores de todo o mundo, à semelhança da crise originada em Nova Iorque, em 1929. Os itens a seguir referem-se aos contextos históricos destacados, julgue-os como verdadeiros ou falsos: ( ) Um dos fatores que estimularam a ocorrência da crise econômica em 1929 foi a intervenção mínima do Estado na economia, regra seguida hoje por vários países entre eles o Brasil. ( ) O New Deal decretado por Roosevelt em 1933 foi uma medida paliativa que iniciou a recuperação econômica norte americana, resolvida apenas com a eclosão da II Guerra Mundial. ( ) Tanto a crise econômica de 1929 quanto a recente crise dos mercados financeiros pouco ou nada se relaciona com a onda de desemprego e as falências. ( ) A crise de 1929, tal como a atual, trouxe sérias consequências para o Brasil, impondo uma política de reorganização dos gastos públicos e penalizando a população mais pobre. GABARITO 1. C-C-C-E; 2. E; 3. D; 4. B; 5. a) A expansão industrial pela Europa ao longo do século XIX promoveu, entre outros aspectos, a articulação e a eclosão de movimentos operários que visavam, além do combate ao capitalismo, a melhoria das condições de trabalho, pois, não havia descanso semanal remunerado e férias na maioria das empresas. b) O internacionalismo difundido pelo movimento operário vincula-se ao 30

Org. Prof. Marco Aurélio Gondim www.marcoaurelio.tk

interesse em uma igualdade nas condições de trabalho, envolvendo o universo do operariado. Além disso, esse internacionalismo está associado à idéia de que as sociedades estão divididas em “exploradores” e “explorados” e de que só uma ação envolvendo os “explorados” do mundo poderia ser efetiva na derrubada do capitalismo e no encaminhamento para um mundo igualitário. A referência a esse internacionalismo é encontrada no Manifesto Comunista (1848) de Marx e Engels: “Proletários do mundo, uni-vos”. Outro aspecto vinculado ao internacionalismo do movimento operário referese à ideologia nacionalista dos estados europeus muito difundida no século XIX. As agremiações operárias combatiam o discurso nacionalista por entendê-lo como uma forma de esvaziar a luta entre os “explorados” e “exploradores”, a luta de classes. c) A Era Vargas (1930-1945) significou a passagem de uma economia essencialmente agrária para uma situação nova de diversificação das atividades econômicas, assentada, principalmente, em políticas de industrialização. Nessa passagem, o Estado teve um papel fundamental, pois regulamentou as relações entre capital e trabalho no meio urbano.; 6. A; 7. B; 8. E; 9. A; 10. C-E-E-C; 11.A; 12.B; 13. E; 14.B; 15.D; 16.C; 17.B; 18.C; 19. E; 20.V-F-V-V-V; 21.D; 22.A; 23.D; 24. E; 25.D; 26. a) A Revolução de 1848 na França (no contexto da Primavera dos Povos) e a Comuna de Paris, em 1871, foram movimentos revolucionários em que a classe operária participou de forma efetiva. b) No início do século XX, a Rússia assistiu à industrialização de um país agrário marcado pela baixíssima produtividade. Os novos centros industriais sofriam uma crise de abastecimento de produtos agrícolas, o que elevava os preços e dificultava a vida dos operários que recebiam reduzidos salários. Politicamente, o czarismo respondia às insatisfações populares através de repressão e perseguições. Tais insatisfações alimentaram o surgimento de grupos oposicionistas, entre eles os bolcheviques, que questionavam o modelo capitalista adotado pelo Estado russo. Com a Primeira Guerra Mundial e o consequente agravamento dos problemas de abastecimento, tanto o czarismo quanto o modelo capitalista mergulharam numa grave crise que abriu espaço para a tomada do poder pelos bolcheviques.; 27.C; 28. V-V-V-V-F; 29.A; 30. E-C-C-C; 31.A; 32.C; 33.A; 34.D; 35.D; 36. E; 37.C; 38. F-V-F-V-F; 39.A; 40.C; 41.A; 42.A; 43. 55; 44.A; 45.D; 46.D; 47.D; 48. 58; 49.A; 50.D; 51. 23; 52.V-V-F-V; 53.B

31

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->