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Roteiro de Aulas Penal

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DISCIPLINA - DIREITO PENAL ROTEIRO PARA AS AULAS

1- Noções fundamentais. Finalidade do direito. Valoração jurídica dos bens. Sanção ao descumprimento de regras sociais. 2 - Conceito - É o conjunto de normas jurídicas que regulam o poder punitivo do Estado, tendo em vista os fatos de natureza criminal e as medidas aplicáveis a quem os pratica. ou É o conjunto de normas que ligam ao crime, como fato, a pena como conseqüência, e disciplinam também as relações jurídicas daí derivadas, para estabelecer a aplicabilidade das medidas de segurança e a tutela do direito de liberdade em face do poder punitivo do Estado. A ciência do direito classifica-se entre as chamadas ciências culturais, conforme a classificação que provém da Filosófica dos Valores, segundo a qual cumpre distinguir entre realidade e valor, entre ser e dever ser, entre natureza e cultura. A CIÊNCIA DO DIREITO PENAL também chamada de Dogmática Jurídico-Penal, é a disciplina que estuda o conteúdo daquelas disposições que, na ordem jurídica, constituem o Direito Penal. A ciência do direito penal não se distingue das disciplinas jurídicas que estudam os outros ramos do direito, senão pelas naturezas das normas que lhe constituem o objeto, podendo afirmar-se que, realmente, existe uma só ciência do direito, bem como um único método de pesquisa e reconstrução lógica. A ciência do direito penal é ciência teórica, no sentido de visar a escopo cognoscitivo, mas é também ciência prática, no sentido de fornecer aos juristas os elementos necessários à aplicação da lei, atendendo-se aos fins da ordem jurídica. Política criminal: É a atividade que tem por fim a pesquisa dos meios mais adequados para o controle da criminalidade, valendo-se dos resultados que proporciona a Criminologia, inclusive através da análise e crítica do sistema punitivo vigente.

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A política criminal não é ciência, mas apenas técnica, aproximando-se das disciplinas políticas, que são disciplinas de meios e fins. É no campo da Política Criminal (e não no da Dogmática Jurídico – Penal) que o jurista discute e critica a oportunidade ou a conveniência de medidas ou soluções propostas ou existentes no direito vigente, sendo este o terreno em que se defrontam as diversas correntes de opinião. Política criminal é hoje a denominação empregada pela ONU para designar o critério orientador da legislação bem como os projetos e programas tendentes a mais ampla prevenção do crime e controle da criminalidade. A política criminal é parte da política social, devendo estar integrada nos planos nacionais de desenvolvimento. Uma política criminal moderna, em conseqüência, orienta-se no sentido da descriminalização e da desjudicialização, ou seja, no sentido de contrair ao máximo o sistema punitivo do Estado, dele retirando todas as condutas anti-sociais que podem ser reprimidas e controladas sem o emprego de sanções criminais. Trata-se de reduzir ao mínimo instrumento penal, procurando-se recorrer a outros meios de controle social. Criminologia: é a ciência que estuda o crime como fato social, o delinqüente e a delinqüência, bem como, em geral, o surgimento das normas de comportamento social e a conduta que as viola ou delas se desvia e o processo de reação social. A Criminologia, como se vê, não se limita ao estudo do crime como realidade fenomênica, cabendo-lhe, de forma mais ampla, o estudo da conduta desviante que constitui fato anti-social grave (p.ex., prostituição, homossexualismo, alcoolismo, etc). 3 - Caracteres – a) Direito público, b) Ciência cultural normativa, c) valorativa, d) finalista, e) sancionador. 4 - Conteúdo - envolve o estudo do crime, da pena e do delinqüente, que são os seus elementos fundamentais, precedidos de uma parte introdutiva. 5 - Direito penal objetivo e Direito penal subjetivo. Direito penal comum e Direito penal especial. Direito penal material e Direito penal formal. 6 - Relações com outros ramos do direito. Direito Penal e outros ramos do ordenamento jurídico: delimitação. Direito Constitucional: 1) O Direito Penal funda-se na Constituição; 2) A Constituição contém disposições de Direito penal que determinam, em parte, o conteúdo das normas a aplicação do

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penais; 3) O sistema de Direito penal deve se harmonizar com as liberdades, as garantias e os direitos estabelecidos pela lei fundamental; 4) O Direito Constitucional estabelece as condições sob as quais o Estado assume o papel sancionador. Essas limitações, segundo a doutrina, são de duas classes: a) formais: referentes aos aspectos exteriores; b) relativas ao seu conteúdo. Direito Processual Penal: é através do processo penal que o direito penal se realiza. (Nulla poena sine judicio). Direito de Execução Penal: é o conjunto de princípios e de regras que disciplinam a execução das penas e das medidas de segurança, bem como a situação jurídica dos presos e dos internados. Essa nova disciplina mantém uma relação de complementaridade com o Direito Penal na medida em que este fixa as linhas fundantes da execução e declara a existência de direitos do preso e do internado (arts. 38 e 99, CPB). Pode-se afirmar que, em várias formas de relação jurídica entre o presidiário e o Estado, as normas penais têm uma natureza fundamental, enquanto as normas de execução penal têm um caráter complementar. Direito Civil: Determinados conceitos relativos a bens, interesses e situações jurídicas como posse, propriedade, casamento, família, parentesco são comuns aos dois ramos jurídicos e o Direito Penal deles se utiliza para a elaboração de suas normas (exs. Art. 155; Art. 166, § 1º, II; Art. 235; Art. 236 e Art. 244). Direito Administrativo: Crimes contra a Administração Pública (arts. 312 a 359). Crimes de responsabilidade (Lei nº 1079/50; dec. Lei nº 201/67; Lei nº 7.106/83); nos crimes de improbidade (Lei nº 8.429/92); crimes de licitações (Lei nº 8.666/93). Direito Tributário: Art. 334, CPB. Lei 8.137/90. Direito do Trabalho: Crimes contra a organização do trabalho (arts. 197/207, CPB). Direito Internacional Público: A importância da matéria é demonstrada pela existência do Direito Penal Internacional e pelo Direito Internacional Penal. Direito Penal Internacional: conjunto de disposições penais de interesse de dois ou mais países em seus respectivos territórios. Ex. extraterritorialidade da lei penal, eficácia da sentença estrangeira, extradição. Direito Internacional Penal: complexo de normas penais visando à repressão das infrações que constituem violações do Direito Internacional. A luta contra a criminalidade organizada com ramificações transnacionais (narcotráfico, terrorismo, tráfico de mulheres, lavagem de dinheiro, etc..), é um dos objetivos do direito internacional penal, que também cria figuras típicas (genocídio, os crimes de guerra, crimes

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contra a paz, etc.), e cria tribunais internacionais, como ocorreu com o Tribunal Militar Internacional de Nuremberg.

7 – Síntese histórica do pensamento jurídico-penal. A história da pena é a história da humanidade: é possível reconhecer a existência da pena como um fato histórico primitivo. Origens místicas e religiosas: A visão mágica e contraditória do homem e do mundo era alimentada pelos totens e tabus que estavam presentes nas mais diversas formas da pena retributiva. Os totens podem assumir as mais diversas formas de animais, vegetais ou qualquer objeto considerado como ancestral ou símbolo de uma coletividade (clã, tribo), sendo, assim, protetor dela e objeto de tabus e deveres particulares. Nas sociedades primitivas, o tabu era a proibição aos profanos de se relacionar com pessoas, objetos ou lugares determinados, ou dele se aproximarem, em virtude do caráter sagrado dessas pessoas, objetos e lugares e cuja violação acarretava ao culpado ou a seu grupo o castigo da divindade. A perda da paz e a vingança de sangue: Nas sociedades de estrutura familiar que precederam a fundação do Estado (comunidades que têm o sangue como base) existiram duas espécies de pena – a) a punição do membro da tribo que na intimidade se fez culpado para com ela ou os seus membros individualmente considerados – a pena se caracteriza como perda da paz, sob as suas mais variadas formas, sendo o condenado exposto a forças hostis da natureza e dos animais; b) a punição do estranho que invadiu o círculo de poder e da vontade do grupo ou de algum dos seus integrantes. É a vingança de sangue, exercida de tribo contra tribo até a destruição de uma das partes envolvidas ou até que a luta cessasse pelo esgotamento das forças de ambas. Em um e outro caso a pena revela traços acentuadamente religiosos (caráter sacro) e como a paz está sob a proteção dos deuses, a vingança tem o seu fundamento no preceito divino. Um direito penal do terror e do martírio: os homens, piores que as feras, a pretexto de punir os malefícios, cometeram crimes mais repreensíveis, que os que pretenderam reprimir. Deram o exemplo de crueldade, da violação dos direitos individuais, e dos de propriedade.

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A evolução das penas primitivas: a idéia da pena como instituição de garantia foi obtendo disciplina através da evolução política da comunidade (clã, grupo, cidade, Estado) e o reconhecimento da autoridade de um chefe a quem era deferido o poder de punir em nome dos súditos. Busca-se a proporcionalidade da pena pelo talião e pela composição. A expulsão da comunidade é substituída pela morte, mutilação, banimento temporário ou a perda de bens. A privação e a restrição da liberdade não existiam nas práticas antigas como expressões autônomas de sanção, embora o encerro e outras modalidades de isolamento fossem impostas por diversas razões. A prisão se aplicava no interesse de assegurar a execução das penas corporais, especialmente a de morte, além de servir para a colheita de prova mediante tortura. O talião: A pena de talião consistia em impor ao delinqüente um sofrimento igual ao que produzira com sua ação. A composição: consistia em um meio de conciliação entre o ofensor e o ofendido ou seus familiares, pela prestação pecuniária como forma de reparar o dano (dinheiro da paz). A pena pública: constitui o último estágio no desenvolvimento da história das sanções criminais. A História registra que somente através de um demorado processo de evolução o Estado consegue acabar com as guerras entre as famílias e para tanto contribuiu o sistema da composição como força apaziguadora. Porém, o Estado que limita o poder individual ou familiar de castigar e que restringe a vingança para regular as composições em determinado período de seu desenvolvimento, acaba substituindo-as por um novo sistema repressivo. Surge então a pena de natureza aflitiva e com caráter de expiação visando à exemplaridade. É o tempo em que o Poder Público assume a titularidade exclusiva da reação contra o delito e passa a exercer o chamado ius puniendi, o direito subjetivo de punir, com as mais variadas formas de sanção. AS REFORMAS DO ILUMINISMO 1-Tendências humanitárias: o iluminismo abriu, pela primeira vez na história das ciências políticas e sociais, um grande e vigoroso debate sobre a pena de morte, largamente utilizada pelas legislações penais. O pensamento racionalista do Direito Natural fomentou grandes

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discussões a respeito da natureza e dos fins das penas que deveriam ser “estrita e evidentemente necessárias” (art. 8º Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789). Obra mais importante desse período histórico foi “Dei delitti e delle pene” (Dos delitos e das penas), escrito por Cesare Bonesana, o Marques de Beccaria, publicado em 1764. Beccaria desenvolveu as mais variadas frentes de crítica ao sistema criminal daquele tempo, como, por exemplo: a) b) c) injusta; d) analisa as origens das penas e do direito de punir, sustentando que a moral política não pode proporcionar nenhuma vantagem durável se não estiver baseada sobre sentimentos indeléveis do coração do homem; e) f) advoga a moderação das penas opondo-se vigorosamente à pena de morte e as demais condena a tortura como meio para obter confissões e sustenta a necessidade da lei formas de sanções cruéis; estabelecer, com precisão, quais seriam os indícios que poderiam justificar a prisão de uma pessoas acusada de um delito; g) h) reprova o costume de se pôr a cabeça a prêmio, i.e., de oferecer recompensa para a reivindica a necessidade de uma classificação de delitos e a descriminalização de captura do criminoso; vários deles. A obra de Jonh Howard. Visitou, pesquisou e analisou as prisões de diversos países, divulgando o resultado dessas suas pesquisas em livro que se tornou um dos clássicos do Direito Penitenciário Mundial: “The State of the Prisons in England na Walles”. As infectas prisões européias, sem luz, sem ar, com sua população enferma, mal-alimentada e despojada de seus direitos naturais, mereceram vigorosa denúncia do filantropo inglês. Após criticar o mundo condenado dos cárceres de seu tempo, o imortal humanista fixou essas bases para remediá-los: a) higiene e alimentação; b) disciplina diversificada para os presos provisórios e os condenados; c) educação moral e religiosa; d) trabalho; e) sistema celular mais humanizado. denuncia o uso da lei em favor de minorias autoritárias; sustenta a idéia da proporcionalidade entre os delitos e as penas; prega a necessidade de clareza das leis e rejeita o pretexto adotado por muitos

magistrados de que era preciso “consultar o espírito da lei”, visando aplicá-la de forma

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8 - História do Direito Penal Brasileiro. I – As Ordenações Afonsinas. Ao tempo da descoberta do Brasil, o regime jurídico dos portugueses era fundado nas Ordenações Afonsinas (de D. Afonso V), promulgadas em 1446, além de textos do Direito Romano, do Direito Canônico e do direito costumeiro. O livro V daquelas Ordenações tratava do Direito Penal e do Direito Processual Penal constituindo um vasto acervo de incongruências e maldades. Muitas praticas punitivas já eram incompatíveis com determinados progressos daquele tempo. II – As Ordenações Manuelinas. O Livro V tratava do Direito Penal e Direito Processual Penal. III – As leis extravagantes. Depois das ordenações manuelinas foram divulgadas várias leis, decretos, alvarás, cartasrégias, resoluções, provisões, assentos da Casa de Suplicação, regimentos, estatutos, instruções, avisos e portarias que foram compilados por determinação de D. Henrique. Não alteraram fundamentalmente o sistema penal anterior, que mantinha as suas características opressoras e violentas. A prisão continuava a ser prevista como um meio para obrigar ao pagamento de dívidas (natureza coercitiva) e também como expressão coercitiva, com fixação em tempo certo: dez, vinte, trinta dias ou dois meses. Evoluindo no quadro da execução, as leis extravagantes continham muitas regras sobre o cumprimento da pena privativa de liberdade. IV – As Ordenações Filipinas. Não se distinguiam das Manuelinas. Foi sob a inspiração e o comando desse direito penal do terror que se processaram e condenaram os mártires do inesquecível episódio da Inconfidência Mineira. O PERÍODO IMPERIAL O Código Criminal do Império. (1830) Penas: a) morte; b) galés; c) prisão com trabalho; d) prisão simples; e) banimento; f) degredo; g) desterro; h) multa; i) suspensão do emprego; j) perda do emprego; k) açoites (abolida em 1886). PERÍODOS REPUBLICANOS

O Direito Penal somente poderá punir aquele que tenha praticado um fato típico e ilícito. Espécies de penas privativas de liberdade: a) prisão celular. h) multa. como venham a lhe garantir as condições existenciais mínimas para uma vida saudável. um complexo de direitos e deveres fundamentais. 5º. CF.213/32).Principio da legalidade (ou da reserva legal) e da anterioridade. A terceira república O Código Penal de 1940. III. que assegurem a pessoa tanto contra todo e qualquer ato de cunho degradante e desumano. implicando.209 e 7. Art. c) prisão com trabalho obrigatório.714/98. A segunda república A consolidação das leis penais. . 5º. II . PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO DIREITO PENAL I – Princípio da dignidade da pessoa humana. A reforma da parte geral As leis 7. A elaboração de normas incriminadoras é função exclusiva da lei. LVII. além de propiciar e promover sua participação ativa e co-responsável nos destinos da própria existência e da vida em comunhão com os demais seres humanos. O Código Penal de 1969. 22. d) prisão disciplinar. CF.8 A primeira república O Código Penal de 1890. A lei deve definir com precisão e de forma cristalina a conduta proibida. Art.210/84. f) interdição. CF. neste sentido. A lei 9. b) reclusão. Art. 1º. Artigo 1º. g) suspensão e perda do emprego público. Dignidade da pessoa humana é a qualidade intrínseca e distintiva reconhecida em cada ser humano que o faz merecedor do mesmo respeito e consideração por parte do Estado e da comunidade. e) banimento. III – Princípio da culpabilidade. com ou sem inabilitação para o exercício de outro. (Dec. XXXIX. CPB.

VI – Princípio da pessoalidade e da individualização da pena. de relações sociais conflitivas valoradas positivamente na sociedade democrática. . O princípio da fragmentaridade: é conseqüência dos princípios da intervenção mínima e da reserva legal. a sua criminalização é inadequada e não recomendável. Se outras formas de sanção ou outros meios de controle social revelarem-se suficientes para a tutela desse bem. e somente quando tais meios se mostrarem insuficientes à tutela de determinado bem jurídico justificar-se-á a utilização daquele meio repressivo de controle social. Caráter fragmentário do Direito Penal significa que o Direito penal não deve sancionar todas as condutas lesivas dos bens jurídicos. XLV. mas tão-somente aquelas condutas mais graves e perigosas praticadas contra bens mais relevantes. O Direito penal pode e deve ser conceituado como um conjunto normativo destinado a tutela de bens jurídicos. uma vez que se ocupa somente de uma parte dos bens jurídicos protegidos pela ordem jurídica. O Direito penal deve proteger apenas valores imprescindíveis para a sociedade. orienta e limita o poder incriminador do Estado. V – Princípio da intervenção mínima e da fragmentaridade. Não compete ao Direito Penal tutelar valores puramente morais. decorrendo daí o seu caráter fragmentário. Antes de se recorrer ao Direito penal deve-se esgotar todos os meios extrapenais de controle social. Se para o restabelecimento da ordem jurídica violada forem suficientes medidas civis ou administrativas. também conhecido como ultima ratio. CF. O princípio da intervenção mínima. 5º. Não se admite a responsabilidade penal objetiva.9 Culpabilidade como fundamento e limite da pena. IV – Princípio da exclusiva proteção de bens jurídicos. O Direito Penal limita-se a castigar as ações mais graves praticadas contra os bens jurídicos mais importantes. O princípio constitucional da pessoalidade da pena é um gênero de garantia do qual a individualização é uma espécie. são estas que devem ser empregadas e não as penais. preconizando que a criminalização de uma conduta só é legítima se constituir meio necessário para a proteção de determinado bem jurídico. A sanção penal não pode ser aplicada ou executada contra quem não seja o autor ou partícipe do fato punível. Princípio da pessoalidade (personalidade da pena): Art. éticos ou religiosos. isto é.

A pena deve ser proporcional ao crime. a proibição da pena de morte. Quanto mais grave o crime. LXIII. XLVIII. A vedação constitucional da tortura e de tratamento desumano ou degradante a qualquer pessoa (art. 5º. de banimento e das penas cruéis (art. XLIX e L) e ainda normas disciplinadoras da prisão processual (art. VII – Princípio da proporcionalidade. o Direito penal somente tipifica condutas que tenham certa relevância social. O Direito Penal não deve preocupar-se com bagatelas. LXIV. abstrato (legislador) e concreto (judicial). XLVII). VIII – Princípio da humanidade. de trabalhos forçados. devendo a atividade fiscalizadora do juiz ser suplementar e. XI – Princípio do ne bis in idem. LXI. de clara atuação abusiva do legislador na criação do tipo. em casos extremos. CPB). 5º. Críticas: a) costume não revoga lei. mais severa deve ser a reprimenda. da prisão perpétua. a despeito de ser considerado criminoso pela lei. LXV e LXVI). não afrontar o sentimento social de justiça (aquilo que a sociedade tem por justo) não pode ser considerado criminoso. X – Princípio da insignificância (ou bagatela). Por esta teoria. pois é inconcebível que o legislador tenha imaginado inserir em um tipo penal condutas totalmente inofensivas ou incapazes de lesar o interesse protegido. entre a gravidade do injusto penal e a pena aplicada. III).10 Princípio da individualização da pena (art. Art. Na relação entre crime e pena deve existir um equilíbrio. Todo comportamento que. b) não pode o juiz substituir-se ao legislador e dar por revogada uma lei incriminadora em plena vigência. 5º. XLVI. do mesmo modo que não podem ser admitidos tipos incriminadores que descrevam condutas incapazes de lesar o bem jurídico. 59. 5º. . É inconstitucional a criação de um tipo ou a cominação de alguma pena que atente desnecessariamente contra a incolumidade física ou moral de alguém. o respeito e proteção à figura do preso (art. LXII. 5º. IX – Princípio da adequação social. A tipicidade penal exige um mínimo de lesividade ao bem jurídico protegido. impõem ao legislador e ao intérprete mecanismos de controle de tipos legais. CF. sob pena de afronta ao princípio constitucional da separação dos poderes.

complementares ou explicativas (arts. espécies. 142. 184 do CPB e art.convencimento geral da necessidade jurídica da conduta repetida). Fontes de produção ou material e fontes de conhecimento ou formais. Ainda podem ser gerais ou locais. Integração da norma penal: critério de admissão. Formas de procedimento interpretativo. Da norma penal em branco (cega ou aberta). Classificação.art. 33.). Ex.constância e uniformidade do comportamento e subjetivo . 181 etc). 121. 4º. 33 da lei 11. 217. 140. 9 . 129. 237. As lacunas da lei penal. II) Os princípios gerais do direito. II) não incriminadoras: a) permissivas (arts. Fonte formais mediatas. comuns ou especiais. b) imperatividade. 128. 10 a 12. elementos (objetivo . 178. 140 § 1º. exclusividade. 5º. Binding e a norma penal. I) O costume . Caracteres das normas penais – a) abstrata e impessoal.conceito (conjunto de normas de comportamento a que pessoas obedecem de maneira uniforme e constante pela convicção de sua obrigatoriedade .11 Princípio da proibição da dupla valoração. 28 § 1º. completas e incompletas. Ninguém pode ser punido duas vezes pelo mesmo fato. 150 § 3º. arts 268. 327 etc.343/06. A integração da norma penal. Da lei ou norma penal: fonte formal imediata. Direito Penal e Direito de exceção.Fontes do Direito Penal. Implica também a impossibilidade de valorar duas vezes o mesmo fato pra aumentar ou diminuir a pena. A técnica legislativa do Direito Penal. 7º. d) . 171 CPB). Lei 8137/90 (crimes contra a ordem econômica). 20 a 27. 139. 156 § 2º. Classificação das normas penais – I) incriminadoras (arts. XII – Princípio da segurança jurídica. 219 e 273 do CPB). c) generalidade. b) finais. Conceito. 269.

Interpretações progressiva e analógica . 272. 141. 171. 121. Necessidade de interpretar as leis. 291.se de hipótese de interpretação extensiva. 140 § 1º. 249 §2º do CPB). (finalidade . Critérios de aplicação da interpretação restritiva (lex plus scripsit minus voluit) e extensiva (lex minus scripsit. b) doutrinária ou judicial. Espécies de interpretação – I) II) III) Quanto ao sujeito: a) autêntica (contextual e posterior . 357 etc. II considerada lei nova?). . 26 e 155 do CPB. 240 § 4º. O estudo levará ao resultado extensivo ou restritivo. 28. Conceito. I.consiste na indagação da vontade ou intenção objetivada na lei). c) Extensiva (art. II.12 I) A eqüidade (é a perfeita correspondência jurídica e ética das normas às circunstâncias do caso concreto a que estas se aplicam . § 2º.a lei posterior é Quanto aos meios: a) gramatical. Natureza da interpretação (vontade da lei ou do legislador?). literal ou sintática. 61. plus voluit). 176 § único. caput.espécies de interpretação extensiva. V. 28. III) A jurisprudência (a repetição constante de decisões no mesmo sentido em casos idênticos). Trata . Na dúvida após todos os meios interpretativos o "in dubio pro reo". Intérprete: é o mediador entre o texto da lei e a realidade. em que a própria lei determina que se estenda o seu conteúdo. II.Interpretação da lei penal.arts. Definição .É permitida toda vez que uma cláusula genérica se segue a uma fórmula casuística. 180 § 5º. CPB e 26 CPB). 10 . b) Restritiva (art. II) A doutrina. Interpretação analógica . b) lógica ou teleológica Quanto ao resultado: a) Declarativa (art. devendo entender-se que aquela só compreende os casos análogos aos mencionados por esta. 257. 130 CPB. art. Interpretação progressiva (adaptativa ou evolutiva) arts. IV) Os tratados e Convenções.arts. 235 CPB). II CPB).

ib idem legis dispositio. LXVII.Princípio da legalidade e a anterioridade da lei. DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE I . . 4º LICC). Analogia. suplemento analógico. XXXV.onde existe a mesma razão de decidir o mesmo deve ser o direito). A questão da terminologia.Aspecto político. III . mas o intérprete assim o faz suprindo a lacuna. interpretação extensiva e interpretação analógica. IV . Teoria da tipicidade . Espécies de analogia: analogia legal. Fundamento (ratio legis . É forma de auto integração da lei penal. Conceito e natureza jurídica. Analogia = integração analógica. Reside na vontade da lei. II .Analogia (art. Artigo 1º CPB. LIV. Consiste em aplicar a uma hipótese não prevista em lei. CPB e atentado violento ao pudor).tipo e fato típico. a disposição relativa a um caso semelhante. 128 II CPB). (ex. XXXIX. 11 . Contém dois princípios: da legalidade e da anterioridade. Na interpretação analógica a vontade da norma pretende abranger os casos semelhantes aos por ela regulados. 155. Na analogia ocorre o inverso: não é pretensão da lei aplicar o seu conceito aos casos análogos. analogia in malam partem (arts. DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. CF. V . Requisitos e operação mental. Artigo 5º.Fundamentos. Ubi eadem legis ratio.13 Diferença entre interpretação analógica e analogia. 198. 128. II. § 1º CPB). aplicação analógica. Não se estendem às normas penais não incriminadoras.Exceção e reações ao princípio legalista. analogia jurídica. analogia in bonam partem (art.Histórico. art. ÂMBITO DE EFICÁCIA DA LEI PENAL Noções introdutórias. tanto que silencia a respeito. 293 e 289.

atividade da lex mitior). 5º. CF. II . Regra geral. art.a lei nova suprime normas incriminadoras anteriormente existentes (abolitio criminis).trazem no seu próprio texto o término de sua vigência . .Conflitos de leis penais no tempo : princípios que regem a matéria. 1º LICC) Revogação . a) . III . entrando em vigência. decorrente do princípio nullum crimen.a lei nova modifica o regime anterior. b) .atividade da lex gravior).Abolitio criminis. 2º CPB. Leis temporárias e excepcionais .auto revogação.Nascimento e revogação da lei penal.a lei nova modifica o regime anterior. ÂMBITO DE EFICÁCIA TEMPORAL DA LEI PENAL Da eficácia da lei penal no tempo I .extingue a lei. Sanção .atividade da lei mais benigna.rogação) ou parcialmente (derrogação).Hipóteses de conflitos de leis penais no tempo.a lei nova incrimina fatos antes considerados lícitos (novatio legis incriminadora) c) . Publicação .14 Eficácia da lei penal em relação: a) ao tempo.dela deriva a obrigatoriedade (ou eficácia) da lei. Promulgação .confere existência à lei e proclama a sua executoriedade.dá à lei integração formal e substancial. b) ao espaço e às c) funções exercidas por certas e determinadas pessoas. (art. agravando a situação do sujeito (novatio legis in pejus) d) . (Não extra . Pode ser expressa ou tácita. beneficiando o sujeito (novatio legis in mellius) Art. Conflitos que regem os conflitos de direito intertemporal : Irretroatividade da lei mais severa. total (ab . nulla poena sine praevia lege: irretroatividade da lei penal. novatio legis ou lei supressiva de incriminação : a lei nova suprime normas incriminadoras. (Extra . XXXVI e XL. Retroatividade e ultra .(art. 2º LICC). Princípio "tempus regit actum". IV .

Combinação de leis.Lei intermediária. I a VIII do CC) IX . (art. e não seus dados secundários. antes considerado infração.Apuração da maior benignidade da lei (penal e extrapenal). 237 CPB e art.exclui todos os efeitos jurídicos penais do comportamento. c ). (art. 2º CPB e art. perseguição criminal) e) . X . CF. VII . d) .fundamento. podem ser consideradas leis penais. LICC.Competência para aplicação da lei mais benéfica. CPB). 107. VIII . art.efeitos e forma de aplicação . .Novatio legis in mellius : a lei nova modifica o regime anterior. que modifiquem a figura típica. de qualquer forma. art. (Persecutio criminis = persecução. § único do CPB). as disposições complementares da norma penal em branco. Vigora o princípio Tempus regit actum.Para efeito de retroatividade benéfica. pode ser considerado lex mitior.15 a) . Fundamento . § 3º. 5º. quer restringindo o campo do jus puniendi ou dos jus punitionis. (art. b) . XL.exemplos. 2º. V . agravando a situação do sujeito. beneficiando o sujeito. Regra geral : toda norma que amplie o âmbito da licitude penal. Há extinção do jus puniendi in concreto e do jus punitionis. e 197 da LEP. quer estendendo o do jus libertatis. 183.Nullum crimen sine praevia lege. A comparação deve ser realizada em concreto. arts. 2º. I.Novatio legis in pejus : a lei nova modifica o regime anterior.Natureza jurídica. quando elas alteram as características abstratas da norma penal.conceito. XI . VI . 66. Norma penal em branco .Novatio legis incriminadora : a lei nova incrimina fatos anteriormente considerados lícitos.

atividade das leis temporárias e excepcionais. b . 3º CPB. . que irá regular a situação.se a lei ao tempo da atividade ou a que em vigor por ocasião do resultado. como também para fixar a imputabilidade do sujeito. ou qualquer outro meio fraudulento. Aplica . teoria do resultado e mista.atividade. Ex.tempo do crime é o do momento da prática da conduta.Fundamento. A questão deve ser resolvida sob o prisma da tipicidade e não do direito intertemporal. anistia etc. o resultado acontece sob a vigência de outra. 269 CPB. Relevante é a questão que se levanta quando praticada a conduta sob a vigência de uma lei. prescrição. TEORIAS Principais : teoria da atividade.atividade. A referência temporal é elementar da norma ou condição de maior punibilidade.Ultra . art. 171.Eficácia das leis penais temporárias e excepcionais. DO TEMPO DO CRIME Conceito . Aplica . c . art. art.É importante a fixação do momento em que o crime se considera praticado para a perfeita identificação da lei a ser aplicada ao caso. e não quando importe a mera modificação de circunstância que.16 XII .se a lei vigente quando o agente induz ou mantém alguém em erro. mediante artifício ou ardil. na realidade. Só tem influência a variação da norma complementar na lei penal em branco (carecedora de complemento) quando importe em real modificação da figura abstrata do Direito Penal.Normas penais em branco e direito intertemporal. Ultra . XIII . Razão da ultra .Conceito. deixa subsistente a norma. a . Teoria da atividade .

concurso aparente de normas.se aparente porque só seria real se a ordem jurídica não resolvesse a questão. Na verdade não há conflito ou concurso de disposições penais. Crime continuado. mas exclusividade de aplicação de uma norma. Princípios para a solução dos conflitos aparentes de normas. Ex. O código penal adotou a teoria da atividade. encontrando solução aparente em duas ou mais disposições. concurso ideal impróprio e concurso impróprio de normas. (art. Medidas de segurança e direito intertemporal. Aplicação da teoria da atividade a várias espécies de infrações. Diz .tempo do crime é o do momento da produção do resultado. Crimes de estado. Em algumas hipóteses surge dúvida no intérprete com respeito a qual norma deve ser aplicada ao caso. CONFLITO APARENTE DE NORMAS. Concurso de crimes. Concurso (formal e material) de crimes e concorrência de normas. art. Tempo do crime é tanto o dos atos de execução como o do resultado morte. concorrência imprópria. concurso fictício de leis. Conceito . Surge o que se denomina conflito aparente de normas penais. ficando excluída outra em que também se enquadra. art. 121.A ordem jurídica é constituída de maneira ordenada e harmônica. e não o da prática dos atos executórios. Ex. 4º CPB). conflito aparente de disposições penais. São três : . concurso aparente de normas coexistentes.tempo do crime é tanto o da ação quanto o do resultado. Teoria mista (ou da ubiqüidade) . Em princípio há duas ou mais normas incriminadoras descrevendo o mesmo fato.17 Teoria do resultado (do evento ou do efeito) . Questões. II) Pluralidade de normas identificando o mesmo fato como delituoso. Crime permanente. Tempo do crime é o do resultado morte. 121. Pressupostos da concorrência (aparente) de normas: I) Unidade de fato.

126.se á subsidiária. tácita ou implícita. que é a que descreve um grau mais avançado dessa violação. 147 e 146 CPB. de forma que esta exclui a simultânea punição da primeira.quando a norma. uma diminuição ou aumento de severidade. de natureza objetiva ou subjetiva. Princípio da consunção : crime progressivo. ficando absorvida pela lei primária. expressamente. A prevalência da norma especial sobre a geral se estabelece pela comparação das definições abstratas contidas nas normas. arts. de maior gravidade punitiva.quando uma figura típica funciona como elementar ou circunstância legal específica de outra. . § 1º.18 Princípio da especialidade. Diz . 135 e 121. § único. denominados especializantes. quando possui em sua definição legal todos os elementos típicos desta. as elementares de um tipo penal estão contidas em outro. Exs. único. Arts.diz . a sua aplicação à não ocorrência da infração principal. arts. A adequação típica deve ser tentada primeiramente com respeito á norma primária. Arts. Princípio da subsidiariedade. é absorvida por esta. crime complexo e progressão criminosa. de forma que a infração definida pela subsidiária. apresentando. em seu próprio texto. subordina a sua aplicação à não aplicação de outra. Implícita . Exs. Não sendo possível passa . geral. por isso. 163 e 155. Nesse caso. No conflito é aplicada a norma especial. e mais alguns. arts. A norma subsidiária é de menor amplitude que a primária. I.se implícita porque a norma subsidiária não determina. 146 e arts. de menor gravidade que a da principal. par. de maior gravidade punitiva. 213. A subsidiariedade pode ser : expressa ou explícita. latrocínio e homicídio. (Princípio da alternatividade. Furto simples e privilegiado.se que uma norma penal incriminadora é especial em relação a outra. § 4º CPB. infanticídio e homicídio. Ex.) Princípio da especialidade . A figura típica subsidiária está contida na principal (ameaça e constrangimento ilegal . 21. § 4º CPB. 150. Princípio da consunção.há relação de primariedade e subsidiariedade entre normas quando descrevem graus de violação do mesmo bem jurídico. 132 com 129 e 121 do CPB. 158. Descreve um grau menor de violação do bem jurídico. 147 e 146). 29 e 46 da LCP. art. 129 § 3º e 121 CPB. arts. 163. Princípio da subsidiariedade .arts. como elementares mesmo ou circunstâncias qualificadoras. Expressa . caput.

de parte a todo (consunção de fatos anteriores e posteriores). de fração a inteiro. pela qual o sujeito passou até lesar o bem jurídico da figura típica de maior punibilidade. . Nesses casos. Há progressão criminosa quando um tipo. não é aplicada a norma que descreve o comportamento menos grave. de meio a fim. 129 e 121. mas de minus a plus. ou a conduta anterior ou posterior. é excluída pela norma a este relativa. CPB). para alcançar um resultado. Crime consuntivo é o que absorve o de menor gravidade (consunto).se : a) b) c) d) de auxílio a conduta direta (partícipe . de parte a todo.19 Princípio da consunção . O autor desenvolve fases sucessivas. que se distingue do crime progressivo. cada uma constituindo um tipo de infração. Exs.ocorre a relação consuntiva ou de absorção. então. Progressão criminosa .quando a lei considera como elemento ou circunstância do tipo legal fatos que. A consunção pode produzir . Do fato antecedente não punível. podem ser classificadas em três grupos : Da progressão criminosa em sentido estrito. cometida com a mesma finalidade prática atinente àquele crime. quando um fato definido por uma norma incriminadora é meio necessário ou normal fase de preparação ou execução de outro crime. 101. Crime complexo . Essas são hipóteses de progressão criminosa.existe quando o sujeito. de minus a plus (crimes progressivos). constituem crimes (art. 148 e 149. Nesses casos. o princípio de que o maior absorve o menor.As condutas absorvíveis na relação consuntiva. O comportamento descrito pela norma consuntiva constitui a fase mais avançada na concretização da lesão ao bem jurídico. Crime progressivo . já realizado. bem como quando constitui conduta anterior ou posterior do agente. a normal fase de preparação ou execução de outro crime. ainda se concretiza através da prática sucessiva de outra figura típica em que se encontra implicada. de meio a fim (crimes complexos). Os fatos não se apresentam em relação de espécie e gênero. por si mesmos. arts.se. a norma incriminadora que descreve o meio necessário. Do fato sucessivo não punível. passa por uma conduta inicial que produz um evento menos grave que aquele. de conteúdo a continente. aplicando .autor).

EFICÁCIA DA LEI PENAL NO ESPAÇO I . Ex.Princípio da territorialidade. Os Princípios. O antefato torna . 65 LCP e 140 do CPB. a vontade de cometer a infração de maior gravidade. desde o início. É de direito público interno. arts. Postfactum impunível . sucessivamente. como modalidades de um mesmo crime. Exige . Princípio da alternatividade . Diferença com o Direito Internacional Penal. Questão da delimitação espacial do âmbito de eficácia da legislação penal. Sob o aspecto subjetivo do sujeito.se ofensa ao mesmo bem jurídico do mesmo sujeito. Direito Penal Internacional. 122 CPB e 12 da lei 6368/76. Antefactum não punível . Unidade de fato : simples e complexa. no mesmo iter criminis.se um indiferente penal.20 O crime progressivo pressupõe um só fato. Ocorre nos crimes de ação múltipla ou conteúdo variado. Ex. subtração e venda do produto do crime. Art. resolve ele cometer a infração mais grave. na progressão criminosa a intenção inicial é praticar o delito menor. art. existe no crime progressivo. cometidos de forma continuada. territorial exclusivo ou absoluto. e disso para deste tirar proveito. para utilização de um fato antecedente e mais grave.Direito Penal Internacional. A primeira é consumida pela segunda. a progressão criminosa uma pluralidade de fatos. Ex.Só é aplicável uma vez a norma penal que prevê vários fatos alternativamente.quando uma conduta menos grave precede a uma mais grave como meio necessário ou normal fase de realização. Princípios : I . Ocorre a progressão criminosa em sentido estrito quando a hipótese que seria um crime progressivo se desvincula no tempo. . e só depois é que. homicídio e lesão corporal. mas sem causar outra ofensa. Ex.quando um fato posterior menos grave é praticado contra o mesmo bem jurídico e do mesmo sujeito. ainda que os ditos fatos forem praticados pelo mesmo sujeito. 25 LCP e 155 CPB.

Se pertencer aos dois Estados .Real ou de proteção .21 II . sujeito á soberania do Estado. da eficácia de normas de outros países. 3º .Princípio da justiça penal universal. 7º. 4º . I. (inclusive navios e aeronaves públicos ou em serviço público).Princípio da representação. Se pertence a um dos Estados a fronteira passará pela margem oposta.art. 7º. universal. marítimo ou aéreo. a. da jurisdição mundial. c. É o espaço terrestre. quer seja compreendido entre os limites que o separam dos Estados vizinhos ou do mar livre.se em : princípio da nacionalidade ou personalidade ativa e princípio da nacionalidade ou personalidade passiva. Conceito de território.a lei brasileira aplica . 7º.compreende o espaço dentro do qual o Estado exerce a sua soberania. Território material (natural ou geográfico) . da repressão universal e da universalidade do direito de punir.Nacionalidade ativa . Rio internacional como limite entre países.espaço delimitado por fronteiras.Princípio da nacionalidade ou da personalidade. 1º . V . limites fixados por rios.art.art. II.cumeada ou divisor das águas.art. e § 3º. ou não. da universalidade da justiça cosmopolita. 7º. 5º .são os que separam os territórios de dois ou mais países.art. II. Exceção .há permissão.duas soluções : a) a divisa pode . b.Representação . 2º . real ou de proteção.regra.são os que passam pelo território de dois ou mais países).Princípio da defesa. ou sucessivos (interiores) .Justiça universal . Critérios para definir os limites de dois territórios : limites fixados por montanhas . Território jurídico . em certos casos. Rios nacionais e internacionais (simultâneos (contínuos) .Territorialidade . Regra geral . Princípios adotados pelo Código Penal.se no espaço territorial brasileiro. quer esteja destacado do corpo territorial principal. Princípio da territorialidade. II. IV. 5º . Divide . III .

art. O limite num lago ou numa lagoa. b-) Teoria do resultado. Mar territorial . O nosso código adotou a teoria da ubiqüidade. O mar territorial. § 2º CPB) Quanto ao domínio aéreo . Assim.22 passar por uma linha determinada pela eqüidistância das margens. que separa dois ou mais Estados (Canadá e Estados Unidos). TEORIAS. cada qual exercerá a soberania sobre ele. 2º.art. art. CPB. 5º. por banharem as costas de um Estado. também faz parte do território. c-) Teoria da ubiqüidade. É o mar litoral. Art. c-) da soberania até a altura dos prédios mais elevados do país subjacente. Se o rio é comum aos dois países. Três teorias principais : a-) Teoria da atividade ou da ação. Lei 8617/93. (locus comimissi delicti). medidas a partir do baixa-mar do litoral continental e insular brasileiro. Navios e aeronaves públicos e privados. 5º. linha mediana do leito do rio. Navios estrangeiros em águas territoriais brasileiras. que deve fazer parte do território dos Estados. em regra. (art. b-) da absoluta soberania do país subjacente . § 1º. . Se for sucessivo cada Estado exercerá sua soberania sobre o trecho de seu território.o mar territorial brasileiro abrange uma faixa de 12 milhas marítimas de largura. ou marginal. 6º CPB.águas marítimas que.adotada pela legislação brasileira . lei 8617/93. art. 1º . é determinado pela linha da meia distância entre as margens. constituem fronteiras naturais. adotada como referência nas cartas náuticas brasileiras. LUGAR DO CRIME. b) a divisa pode passar por uma linha que acompanhe a de maior profundidade da corrente (talvegue). do efeito ou do evento . 70 CPP.há três teorias : a-) da absoluta liberdade do ar. mista ou da unidade. Daí a necessidade de sua delimitação. os crimes praticados em águas territoriais de um Estado são considerados cometidos em seu território.

EFICÁCIA DA SENTENÇA PENAL ESTRANGEIRA. "a". adotou o princípio da territorialidade temperada. EXTRATERRITORIALIDADE. I. "a" a "d" do CPB).art. O CP. A extraterritorialidade excepcional da lei penal brasileira pode ser : condicionada e incondicionada. O art. "c" e § 3º. no art. 2º da LCP. 9º CPB. estabelecidas nos §§ 2º e 3º : art. 8º CPB. tocando nosso território. Concurso de pessoas. 7º. §§ 1º e 2º CPP. A regra "non bis in idem". 70. As condições devem coexistir. Competência nos crimes à distância . Mesmo que o fato seja punido no estrangeiro. Crime conexo. 7º prevê hipóteses nas quais a lei brasileira tem aplicação a crimes praticados em território estrangeiro. 8º CPB. 7º. É a extraterritorialidade da lei penal brasileira. "b". incidir todas ao mesmo tempo. Condicionada . 5º.23 Crimes a distância. Crime cometidos no estrangeiro sofrem a eficácia da lei nacional. Sendo o crime um todo indivisível. em virtude dos crimes ofenderem bens jurídicos de capital importância. afetando interesses relevantes do Estado. Incondicionada .submetida a condições. Crimes de espaço mínimo e de espaço máximo. Crime continuado. II. Tal rigor é atenuado pelo disposto no art. Crime complexo. Crime permanente. Contravenções. Art. Diversidade qualitativa e quantitativa da pena. art. (art.quando a sua aplicação não se subordinar a qualquer requisito. permitindo a aplicação da lei penal estrangeira a delitos total ou parcialmente praticados em nosso território. basta que uma de suas características se tenha realizado em território nacional para a solução do problema dos crimes à distância. EFICÁCIA DA LEI PENAL EM RELAÇÃO A PESSOAS QUE EXERCEM . incide a lei penal nacional. Crime habitual. quando assim determinarem tratados ou convenções celebrados entre o Brasil e outros Estados. Art.

excluindo os Chefes de Estado e representantes dos governos estrangeiros da jurisdição criminal dos países onde se encontram acreditados. A não aplicação da sanção decorre da exclusão da jurisdição penal. 86 CF. Presidente da república . Os componentes da família do representante e os funcionários do corpo diplomático também gozam dessa imunidade. Os soberanos das monarquias constitucionais são invioláveis.se a regime criminal especial. 5º CPB .espaço de tempo.sujeita . não no sentido do princípio da extraterritorialidade. não pessoais. Os lugares em que se exercem os serviços da embaixada são invioláveis.ressalva a inaplicabilidade de nossa lei em virtudes de tratados. mas em função da imunidade dos representantes.constitui prerrogativa processual. caput. Material . Originam . Formal . Privilégios por força dos quais determinadas pessoas se subtraem à eficácia da jurisdição criminal do Estado. . e outros que as sujeitam a regras particulares nas ações penais. 5º. por isso não se constituem em exceções ao princípio da igualdade.se do direito internacional. CF. DISPOSIÇÕES FINAIS DO TÍTULO I DA PARTE GERAL Contagem de prazo. dependendo de preceito constitucional. art. entre dois termos: o inicial e o final.constitui causa funcional de isenção de pena. Art. Chefes de governo. Art. fixo e determinado.24 DETERMINADAS FUNÇÕES PÚBLICAS Introdução. Imunidades parlamentares. convenções e regras de direito internacional. Imunidades diplomáticas. Os representantes diplomáticos ficam sujeitos á eficácia da lei penal do Estado a que pertencem. Prazo . São privilégios funcionais.

Infração. designando. ANÁLISE E CARACTERES DO CRIME SOB O ASPECTO FORMAL.Conceito de crime. Conduta humana. do ponto de vista da lei. Material . dies ad quem). Formalmente conceitua . Crime é sinônimo de delito. Frações não computáveis da pena.Caracteres do crime sob o aspecto formal. Materialmente. § 1º CPPB. Legislação especial. também. O prazo se desenvolve entre dois termos : o termo inicial (termo a quo.Crime é a violação de um bem penalmente protegido. delito e contravenção. 798. 12 CPB. Art. a ocasião de início do prazo. que é termo genérico.Termos. Art. o conceito de crime visa aos bens protegidos pela lei penal. I .25 Termo é o instante (momento) determinado no tempo : fixa o momento da prática de um ato. Forma e material. positiva ou negativa (ação ou omissão). Art.Crime e contravenção. III . 11 CPB.Crime é fato típico e antijurídico.se o crime sob o aspecto da técnica jurídica. dies a quo) e o termo final (termo ad quem. Formal . TEORIA GERAL DO CRIME CONCEITO DE CRIME I . II . abrangendo crime. . Art. 10 CPB.

sob o aspecto formal : 1º) o fato típico. A conduta descrita em norma penal incriminadora será ilícita ou antijurídica quando não for expressamente declarada lícita.é a relação de contrariedade entre o fato típico e o ordenamento jurídico. 2º) a antijuridicidade. a antijuridicidade e a culpabilidade. II . Elementos do fato típico : Conduta humana dolosa ou culposa. Resultado (salvo nos crimes de mera conduta) Nexo de causalidade entre a conduta e o resultado (salvo nos crimes Enquadramento do fato material (conduta.tipicidade. . são características.O fato típico. Culpabilidade . portanto não há crime pela falta de um requisito genérico. em virtude da ocorrência de uma causa de exclusão de antijuridicidade. exige .se ainda que o agente seja culpável (culpabilidade é o juízo de reprovação social) Portanto. requisitos do crime. Fato típico é o comportamento humano (positivo ou negativo) que provoca um resultado (em regra) e é previsto na lei como infração.26 Somente o fato típico (o fato que se amolda ao conjunto de elementos descritivos do crime contido na lei). Fato antijurídico (contrário ao direito) Para a aplicação da pena. Presente a causa de exclusão o fato é típico. resultado e nexo) a uma de mera conduta e formais) norma penal incriminadora . não basta a tipicidade e antijuridicidade. é penalmente relevante. mas não antijurídico. A tipicidade e a antijuridicidade dizem respeito ao fato. A reprovação recai sobre aquele que poderia e deveria agir conforme a lei e não o fez. expressando assim uma contradição com a vontade da norma. Antijuridicidade .é a reprovação da ordem jurídica em face de estar ligado o homem a um fato típico e antijurídico.

têm a função de aumentar ou diminuir as suas conseqüências jurídicas. As causas de extinção da punibilidade. Requisitos específicos : são as elementares ou elementos.Punibilidade. Ex. . Requisitos específicos : matar alguém. os crimes. de efeitos jurídicos involuntários . IV . em regra. São indispensáveis. salvo a anistia e a abolitio criminis. não afetam os requisitos do crime.Requisitos. Requisitos genéricos do crime : fato típico e antijuridicidade. Diferença entre circunstância e elementar.Crime e ilícito civil. Circunstâncias .de efeitos jurídicos voluntários . As várias formas pelas quais os requisitos genéricos se manifestam nas diversas figuras delituosas. civil e penal) Portanto. os atos ilícitos. mas somente excluem a possibilidade de aplicação da sanção. não são atos jurídicos. Ações humanas . elementares e circunstâncias do crime. É uma conseqüência jurídica do crime. Crime de homicídio.fatos jurídicos naturais e ações humanas. III . É a possibilidade jurídica de ser imposta a sanção ao sujeito culpável que praticou um fato típico e antijurídico. Requisitos genéricos .são os atos jurídicos. mas fatos jurídicos. Crime e ilícito administrativo.fato típico e a antijuridicidade. Não é requisito do crime. São requisitos porque faltando um deles não há a figura delituosa.são determinados dados que agregados à figura típica fundamental. a pena. Efeitos da ausência de elementar : atipicidade absoluta e atipicidade relativa. V . Como está situado o crime no sistema geral do direito ? Fatos comuns.27 A culpabilidade ao sujeito que praticou o fato típico e antijurídico. (de natureza administrativa. VI . Fatos jurídicos . funcionando como condição de imposição da pena.O crime na teoria geral do direito.são os atos ilícitos.

28 DO SUJEITO ATIVO DO CRIME I . Arts. sentenciado. Homem e pessoa jurídica nos crimes ambientais.se titular de direitos ou obrigações no campo do Direito Penal. arts. 3º e 21 a 24. § 5º e 225.criminoso ou delinqüente. II . É quem pratica o fato na norma penal incriminadora. Teoria da ficção e da realidade ou organicista. Crime próprio. Conceituação de pessoa jurídica. acusado. Entes inanimados e animais não possuem capacidade penal.Da capacidade penal das pessoas jurídicas. IV . Ocorre quando não há a qualidade de pessoa humana viva e quando a lei penal não se aplique a determinada classe de pessoas. Agente. III . § 3º CF e Lei de proteção ambiental nº 9605/98. Crime comum.Terminologia na lei.obrigação de não impedir a imposição da pena e direito de não ser punido além dos limites estabelecidos na sanção. Crime de mão própria. .Da incapacidade penal.Da capacidade especial do sujeito ativo. II . 173. III . Capacidade e imputabilidade. É o conjunto das condições exigidas para que um sujeito possa tornar . denunciado.Direitos e obrigações do sujeito ativo.Conceito. detento ou recluso. . condenado. preso. réu. Sob o ponto de vista biopsíquico . DA CAPACIDADE PENAL. indiciado. I .Conceito.

titular do interesse penalmente tutelado. 142. constante. DO SUJEITO PASSIVO DO CRIME I .lo incriminadora. I.quando há lesão de interesse exclusivo do Estado. Concurso de agentes.Conceito.reclama determinada posição jurídica ou de fato do agente para a sua configuração. . a coletividade e o Estado. motim de presos.Sujeito passivo material junto a outro sujeito passivo material. Para identifica . mediato . II . Crime de mão própria ou de atuação pessoal . ou pessoa qualificada (intranei). Crime próprio . Ex. . Ex. por isso chamado de sujeito ativo qualificado. É o titular do interesse cuja ofensa constitui a essência do crime. imediato .Sujeito passivo genérico. V .Da capacidade penal especial em face das normas permissivas. Arts.aqueles nos quais os sujeitos passivos materiais são coletividades destituídas de personalidade jurídica. mediato . material. Exige uma especial capacidade penal do sujeito ativo.Estado.Espécies. 289) é preciso indagar qual o interesse protegido pela lei penal . .Sujeito passivo junto a outro sujeito passivo que personifica a Autoridade ou a função do Estado. formal.pode ser praticado por qualquer pessoa imputável. III. eventual.(art.são os que somente podem ser praticados pelo autor em pessoa. o público ou a sociedade.todo crime. 181.Estado como sujeito passivo. III . que pode ser o homem. formal. a pessoa jurídica. Ex.Sujeito passivo único . . Crimes vagos . 128. I e III.29 Crime comum . Sujeito passivo particular. como a família. crime de moeda falsa. Sujeito passivo genérico. crime de resistência.

23. DO TÍTULO DO DELITO I .Espécies.30 IV .Conceito. difamação e injúria.Importância do título do delito. III . pessoa jurídica. Encontrado na indicação marginal da figura típica fundamental.quando a incriminação se refere a um gênero de fatos. É a denominação jurídica do crime.homicídio. Feto (arts. Pessoa jurídica . Animais e coisas inanimadas (arts. Ex. § 2º.Conceito. tendo por conseqüência direito ao ressarcimento. o morto.crimes contra a honra. patrimonial ou não.Espécies. 211. enquanto o sujeito passivo é o titular do interesse jurídico violado. 30 CPB. Auto acusação falsa. 212). art. Prejudicado é qualquer pessoa a quem o crime haja causado um prejuízo. II . Incapaz. 138. Objeto jurídico . II . Auto lesão.prevê a pessoa jurídica como sujeito passivo de crime de calunia. que pressupõe todos os seus elementos. que também tem esse direito. VI . Genérico . o feto. 124 a 126). Lei 5250/67. . É aquilo contra que se dirige a conduta humana que o constitui.crime contra a vida.Sujeito passivo e prejudicado pelo crime. os quais recebem títulos particulares (título específico).Incapaz.é o bem ou interesse que a norma penal tutela. 163 do CPB e 64 da LCP). I . DO OBJETO DO DELITO.Suicídio. I . Danificação de coisa própria. título genérico . V . matar alguém. 155. título específico . Art. Objeto material . os animais e coisas inanimadas.é a pessoa ou a coisa sobre que recai a conduta do sujeito ativo. Morto (arts.

Crimes hediondos.31 CLASSIFICAÇÃO DAS INFRAÇÕES PENAIS. Crimes de forma livre e de forma vinculada. Crimes de dano e de perigo. Crime falho. privilegiados e qualificados. Crimes materiais. permanentes e instantâneos de efeitos permanentes. Crime continuado.é o nome da infração. I . Crimes simples e complexos.A classificação bipartida. Crimes de ação múltipla ou de conteúdo variado. DO FATO TÍPICO . Crimes simples. II . Crimes unissubsistentes e plurissubsistentes. Crimes instantâneos. Crimes de mão própria ou de atuação pessoal. DA QUALIFICAÇÃO LEGAL E DOUTRINÁRIA DOS CRIMES I . Crimes de dupla subjetividade passiva. Crime habitual e profissional. Crimes principais e acessórios.crimes e contravenções.Qualificação criminal da infração e do fato. Crimes comuns e próprios. lesão corporal. Crimes comissivos e omissivos.Qualificação doutrinária . formais e de mera conduta. Infrações . Qualificação do fato . Ex. Qualificação da infração .é o nome que recebe a modalidade a que pertence o fato : crime ou contravenção. moeda falsa. Crime exaurido. Crime progressivo. Crimes de concurso necessário. Diferença entre crime e contravenção.é o nome dado ao fato delituoso pela doutrina. injúria.

Atos instintivos. A simples cogitação não interessa ao Direito Penal. Resultado (crimes materiais).Elementos do fato típico. Conduta (ação ou omissão). Conduta = movimento (ação) ou abstenção de movimento corporal .32 I .conduta +resultado + nexo de causalidade. Naturalista. Características : a) b) c) d) (omissão). A conduta humana deve ser voluntária. Sonambulismo. Hipnose. Conduta é a ação ou omissão humana consciente e dirigida a determinada finalidade. características e elementos. A conduta é manifestação da vontade e não se confunde com o ato.Conceito. Crime sob o aspecto formal analítico. Caso fortuito. Fato atípico. Elementos da conduta : um ato de vontade dirigido a uma finalidade e atuação positiva ou negativa dessa vontade por meio de um fazer ou não fazer. Tipicidade. III .definição. Fato material . Nexo de causalidade (crimes materiais). DA CONDUTA I . A conduta é comportamento humano.Ausência de conduta. II . Força maior. Coação irresistível (moral e física). II . A vontade (dolo) abrange : o objetivo pretendido pelo sujeito. Social e Finalista. os meios usados na execução e as conseqüências secundárias da prática. Fato típico .Teorias da conduta. Atos reflexos.Introdução.

É conceituada como uma modificação no mundo exterior físico. Naturalística . propondo. Basta a relação natural de causa e efeito entre a conduta e o resultado para a existência do crime.se de um comportamento praticado no meio social. Omissão. (art. isto é. Teoria social da ação.Formas de conduta : ação e omissão. não importando qual. tratando . É a que se manifesta por intermédio de um movimento corpóreo tendente a uma finalidade. O finalismo e o crime culposo. que impõe um determinado comportamento. Naturalística e normativa.33 Teoria naturalista ou causal da ação. É um acontecimento finalista e não simplesmente causal. Diante disso. Assim. 13. perceptível do ponto de vista material. uma simples produção do resultado. mediante o emprego de forças físicas. O conceito de ação. sensorialmente. Teoria finalista da ação. ação nada mais é que a causação de um resultado. A finalidade (atividade finalista da ação). O que lhe dá esse atributo é a norma. IV . A ação é uma atividade final humana. Ação (comissão). A omissão por si mesma não tem relevância jurídica. questionado pelos requisitos do Direito e não pelas leis da natureza. A finalidade é elemento inseparável da conduta. A ação é considerada um puro fator de causalidade. dessa forma.omissão é uma forma de comportamento que pode ser apreciada pelos sentidos. deve ser valorado por padrões sociais. Normativa . sem que seja preciso evocar a norma penal. desprovida de qualquer finalidade. . objetivos de distinta índole. consciente dos efeitos causais do acontecimento. § 2º CP).se em que o homem. Dolo e culpa importam apenas para o exame da culpabilidade. Teorias.a omissão não é um simples não fazer. mas não fazer alguma coisa. pode prever as conseqüências de sua conduta. Essa só teria função de atribuir a ela relevância em face do direito. baseia . ação é a realização de um resultado socialmente relevante.

é a concorrência de mais de uma causa na produção do resultado. III . Art. sem atinência à ilicitude do fato ou à reprovação social que ele mereça (culpabilidade) II .Introdução ao tema. DO RESULTADO I . Nexo de causalidade objetivo e Nexo de causalidade normativo (dolo ou culpa). IV .Teorias. Fisiológico. Estão excluídos os crimes de forma vinculada.Há crime sem resultado ? IV .Teoria da equivalência dos antecedentes causais (Teoria da "conditio sine qua non"). Estabelece quando o resultado é imputável ao sujeito. II . Jurídica ou normativa.é o que determina a existência de uma coisa.Conceito.34 Formas. Psicológico.Em que consiste o resultado. . 13 CPB. Nos crimes que exigem resultado. A conduta omissiva dá lugar a duas formas de crimes: Crimes omissivos próprios ou puros Crimes omissivos impróprios ou comissivos por omissão. É a condição que concorre para a produção do resultado com preponderância sobre a conduta do sujeito. Concausa . Causa . DA RELAÇÃO DE CAUSALIDADE I . Resultado é a modificação do mundo exterior provocada pelo comportamento humano voluntário.Da causalidade na omissão. III . Físico.Aplicação da teoria da equivalência dos antecedentes. Naturalística.

como . Concomitantes e Supervenientes. não sendo uma decorrência normal e esperada. uma vez que atua como se por si só tivesse produzido o resultado. Espécies: Preexistentes. no entanto.é aquela que. Rompe totalmente o nexo causal e o agente só responde pelos atos até então praticados.se na linha normal de desdobramento causal da conduta. Espécies de causas. o resultado. mas entre este e a conduta que o sujeito estava juridicamente obrigado a realizar e se omitiu. atuam exatamente no instante em que a ação é realizada.não têm qualquer relação com a conduta e produzem o resultado independentemente desta.se da conduta. Espécies: Preexistentes . Tem relação com a conduta apenas porque dela se originou. Não tem. ao contrário.é aquela que refoge ao desdobramento causal da conduta. contudo. Causa relativamente independente . por si só. Concomitantes . nenhuma relação com a conduta. Não exclui o nexo causal. Não se situa dentro da linha de desdobramento causal da conduta. Na hipótese das causas supervenientes relativamente independentes. de maneira que com ou sem a ação o resultado ocorreria do mesmo jeito. integra o como parte fundamental. o legislador adotou outra teoria.se como se por si só tivesse produzido o resultado. insere .não se origina da conduta e comporta . 13 § 2º CP .atuam após a conduta. mas é independente. Pela teoria da equivalência dos antecedentes há manutenção do nexo causal. Causa independente . mas porque não o impediu realizando a conduta a que estava obrigado.se como se por si só tivesse produzido o resultado. de modo que a conduta está indissoluvelmente ligada ao resultado naturalístico.35 Não se fala em nexo causal objetivo nos crimes omissivos.existem antes de a conduta ser praticada e atuam independentemente de seu cometimento.origina . originando . A estrutura da conduta omissiva é essencialmente normativa. Supervenientes . A causalidade não é formulada em face de uma relação entre a omissão e o resultado. não naturalística.se da conduta e comporta . produzindo. Causa absolutamente independente . Art. Ele responde pelo resultado não porque o causou com a omissão. por coincidência. portanto.teoria da omissão normativa. V . não sendo uma decorrência normal e esperada.Da superveniência causal. Causa dependente . Duas espécies : causa absolutamente independente e causa relativamente independente.regulamenta a relação de causalidade normativa nos delitos comissivos por omissão (omissivos impróprios) .

Com exceção das causas supervenientes tenha concorrido para ele com dolo ou culpa. Ex. § 2º. como existe nexo causal. (quando responderá o agente pela tentativa). determina a ruptura do nexo causal. Risco permitido (pela ordem jurídica): é todo aquele decorrente da utilização de bens. desobedecendo às regras. O perigo de um dano é inerente a toda atividade humana.. ainda que de forma normal. e sim o resultado (ou evento) jurídico. que corresponde à afetação jurídica: lesão ou perigo de lesão do bem penalmente tutelado. envolve-se em acidente de trânsito com vitima. É possível que o sujeito. a menos que não . Automóveis. como uma ultrapassagem perigosa. aviões. faz manobra irregular. permitido. ainda que o evento jurídico seja relevante. pois o art. Nos demais casos de independência relativa (causas anteriores e concomitantes) fica mantido o nexo causal. o agente responderá pelo resultado. i. Exs. o objeto jurídico. aplicando . Risco permitido e risco proibido. independente da doutrina da causalidade objetiva e material. navios.se a regra geral da equivalência dos antecedentes. TEORIA DA IMPUTAÇÃO OBJETVA É uma teoria limitadora e complemento do nexo de causalidade objetiva. Falta a imputação objetiva da conduta. mas dos valores que o Direito Penal pretende proteger. Não se encontra no campo dos fatos. Nesse caso o comportamento deve ser considerado atípico. Quem dirige um automóvel de acordo com as normas legais oferece a si próprio e a terceiros um risco tolerado. a da condicionalidade adequada. próprio da doutrina causal clássica e do fato típico. venha objetivamente dar causa a objetivamente dar causa a um resultado naturalístico danoso que integre a descrição de um crime.36 exceção. realizando o que a doutrina denomina “infração do dever objetivo de cuidado”. Imputação objetiva significa atribuir a alguém a realização de uma conduta criadora de um risco relevante e juridicamente proibido e a produção de um resultado jurídico. realizando uma conduta acobertada pelo risco permitido. É uma teoria autônoma. Se conduto. pondo em destaque não o resultado naturalístico. armas de fogo. Conseqüência das causas relativamente independentes : não rompem o nexo causal. dirigindo normalmente. qual seja. cuja regulação e construção é permitida pelo ordenamento jurídico. 13.e. Uma mulher.

em tese. Imputação objetiva da conduta e do resultado. etc. à tipicidade da conduta. em linha de princípio. direção em estado de embriaguez. Assim.37 desrespeito a sinal vermelho de cruzamento. A imputação objetiva não se relaciona com presunção de dolo e culpa e sim com o nexo normativo entre a conduta e o resultado jurídico (lesão ou perigo de lesão jurídica). i. . Âmbito de aplicação. há: a) imputação objetiva da conduta. realizando uma conduta produtora de um risco desaprovado. produz um risco proibido (desvalor da ação).. Trata-se de atribuir juridicamente a alguém a realização de uma conduta criadora de um risco proibido ou de haver provocado um resultado jurídico. c) O instituto procura resolver temas referentes à conduta e ao resultado. o princípio de confiança e a proibição de regresso. Esse perigo desaprovado conduz. em que se incluem os conceitos e critérios do risco tolerado. há imputação objetiva da conduta e do resultado jurídico.. b) extensiva (ou ampliativa). Duas teorias: a) restritiva. de crime doloso ou culposo. causa um acidente com morte de terceiro. Significa que não há um risco proibido para os crimes dolosos e outro para os culposos. no trânsito. concernente a criação de um risco proibido tipicamente relevante. diante da adoção da terceira posição. da criação do risco proibido. se o autor. A imputação objetiva refere-se à “imputação objetiva da conduta” ou à “imputação objetiva do resultado” ? Três orientações: a) Cuida-se de imputação objetiva da conduta causadora do risco proibido.. A maioria da doutrina emprega a expressão nos dois sentidos. Assim.e. b) Imputação objetiva significa atribuição de um resultado a quem realizou uma ação. imputação objetiva da conduta e do resultado. adotando a terceira corrente. seja a hipótese. O perigo é o mesmo para todos os tipos de infrações penais.

A imputação objetiva da conduta e do resultado jurídico deve ser apreciada depois do nexo de causalidade material. e b) atipicidade do resultado (diante da inexistência da imputação objetiva). o nexo causal e a tipicidade. i. podemos falar em: a) atipicidade da conduta (em face da ausência da imputação objetiva). b) resultado material. à tipicidade. quando relevante. A tipicidade constitui uma qualidade do fato material e não propriamente um elemento do fato típico. A imputação objetiva constitui elemento normativo do tipo. . Acatada a tese de que a ausência de imputação objetiva afasta a tipicidade. assim. o fato típico. Daí a importância da conceituação de risco permitido e proibido. a imputação objetiva exige verificar se: a) a conduta criou ao bem (jurídico) um risco juridicamente desaprovado e relevante. qual seja. a conduta dolosa ou culposa. Nos delitos sem resultado (formais e de mera conduta). produzido um resultado (também jurídico) que corresponda à sua realização. o segundo. b) o perigo realizou-se no resultado jurídico. seja o crime doloso ou culposo. nos delitos materiais. d) imputação objetiva.38 b) imputação objetiva do resultado jurídico (imputação objetiva em sentido estrito).e. Requer-se. que o autor tenha realizado uma conduta criadora de um risco penalmente relevante e juridicamente proibido a um objeto jurídico e. como entende a doutrina tradicional. Os tipos penais incriminadores passam a conter um elemento normativo. passa a conter: a) conduta voluntária ou culposa. nos delitos materiais não são suficientes para compor o fato típico. referente à realização do perigo típico.. Em face disso. a existência do fato típico fica condicionada à imputação objetiva da conduta criadora de risco juridicamente reprovado e relevante a interesses jurídicos. Assim. c) nexo de causalidade objetiva. Requisitos de aplicação da imputação objetiva. c) o alcance (âmbito) do tipo incriminador abrange o gênero de resultado jurídico produzido. a imputação objetiva: sem ela a conduta e o resultado são atípicos. transformação do risco em resultado jurídico. o resultado. Presente a causalidade material. Natureza jurídica e posição sistemática. O primeiro conduz à atipicidade. concretização ou materialização. como condição complementar.

Adequação típica de subordinação mediata (ampliada ou por extensão).Noção introdutória. age para diminuir a intensidade do risco de dano.Análise e elementos do tipo.é o conjunto dos elementos descritivos do crime contidos na lei penal. b) não há imputação objetiva do resultado quando o sujeito atua com o fim de diminuir o risco de maior dano ao bem jurídico: ele causa um dano menor ao objeto jurídico para evitar-lhe um mal maior. IV .O tipo legal e o fato concreto. TEORIA DO TIPO I . II . Tipo . c) há imputação objetiva quando a conduta do sujeito aumenta o risco já existente ou ultrapassa os limites do risco juridicamente tolerado. Ao contrário.Da adequação típica : formas. d) Não há imputação objetiva quando o resultado se encontra fora do âmbito de proteção da norma violada pelo sujeito. II .39 Princípios: a) a imputação objetiva fica excluída em face de ausência de risco juridicamente reprovável e relevante. A imputação objetiva exige um relacionamento direto entre o dever infringido pelo autor e o resultado produzido.Conceito e importância do tipo. III . Introdução ao tema. TEORIA DA TIPICIDADE I . III .O caráter indiciário da antijuridicidade.Tipicidade e antijuridicidade. Parte da doutrina considera : . Não cria nem aumenta o perigo juridicamente reprovável à objetividade protegida. Adequação típica de subordinação imediata.

documento. 246. funcionário) ou extrajurídico (mulher honesta. Daí que a tipicidade penal não se reduz à tipicidade legal (isto é. 202. etc. e sim de um amontoado caprichoso de normas arbitrariamente reunidas. decoro .quando a descrição legal só contém elementos objetivos. formando uma ordem normativa. Subjetivos . 156. sem as formalidades legais). Isto significa que a . mas permanece junto com outras normas também proibitivas. 153. onde não se concebe que uma norma proíba o que outra ordena ou aquela que outra fomenta. 299. 233. não furtarás”. (forma de execução. isto é. 178. 177. chamado “bem jurídico”. além de elementos objetivos. (sem justa causa.referentes ao aspecto material do fato. indevidamente. (tipicidade anormal). 297. dignidade. Podem apresentar . mulher honesta. possui elementos atinentes à antijuridicidade e ao estado anímico do agente. considerada isoladamente. arts.se sob a forma de franca referência ao injusto (indevidamente. 288 etc.) Arts. lugar. 134.noções que só podem ser compreendidas espiritualmente. à adequação à formulação legal). 174. Normativos . podem incluir-se na sua proibição. de modo algum. ao contrário das objetivas que podem ser compreendidas materialmente). moléstia). Os finalistas não concordam com essa classificação. arts. Tipicidade conglobante O tipo legal é a manifestação de uma norma que é gerada para tutelar uma relação de um sujeito com um ente. mas que. Os elementos do tipo podem ser : Objetivos .concernentes ao estado anímico ou psicológico do agente. para a sua ocorrência. 173. dignidade. e sim que deva evidenciar uma verdadeira proibição com relevância penal. um juízo de valor dentro do próprio campo da tipicidade. 155.quando a definição. São componentes que exigem. sob a forma de termos jurídicos (documento. 219. fazendo parte de um universo ordenado de normas. 234. função pública. função pública. fraudulentamente. A norma proibitiva que dá lugar ao tipo (e que permanece anteposta a ele: “não matarás”. 155. 150. § 1º. 274. quando considerada conglobadamente. decoro. São também chamados descritivos.) não está isolada.40 Tipo normal . § 1º. 244. sem justa causa. 154. saúde. Se isso fosse admitido.referentes em regra à antijuridicidade. (tipicidade normal) Tipo anormal . para o que é necessário que esteja proibida à luz da consideração conglobada da norma. não se poderia falar de “ordem normativa”. tempo. Pois bem: pode ocorrer o fenômeno da fórmula legal aparente abarcar hipóteses que são alcançadas pela norma proibitiva. 248. etc.

a subsunção do fato à fórmula legal). Devem estar correlacionados o tipo legal (p. apesar da tipicidade legal. configura-se uma atipicidade conglobante. a análise de todo o conjunto de normas que venha a tratar de determinado bem jurídico (tipicidade conglobante) pode reduzir a amplitude do tipo legal. igualmente. 23. por estar fora da ingerência do Estado. assim não é.41 tipicidade penal implica a tipicidade legal corrigida pela tipicidade conglobante. III. quem deixa de cumprir com um dever jurídico é punido. Nesses exemplos as condutas são atípicas. violação à norma proibitiva que não pode ser vista isoladamente. patrimônio). corrigindo-o. Quem não quer agir justificadamente pode não fazelo. realizadas dentro dos padrões de excelência médica que orientam o exercício da arte médica. Por outro lado.). e d)quando uma norma parece proibir condutas cuja realização garantem outras normas. por efeito da correção exercida pela consideração conglobada da norma sobre a tipicidade penal. mas simplesmente lhe dá uma permissão. do CP. art. o crime de lesão corporal.ex. c) quando uma norma parece proibir o que outra norma exclui do âmbito de proibição. 1º). que surge da consideração isolada da tipicidade legal. que pode reduzir o âmbito de proibição aparente. não furtrás) e o bem jurídico tutelado (vida. não havendo que se cogitar da incidência da causa de exclusão da ilicitude do exercício regular de direito (CP art. de acordo com o art. primeira parte. etc. embora um bom número de autores considere que se trata de uma causa de justificação. a norma proibitiva que lhe dá fundamento (não matarás. O cumprimento do dever jurídico: o “estrito cumprimento de dever legal” é um caso em que “não há crime”. para existir tipicidade penal é indispensável haver não só a tipicidade legal (ou seja. A consideração conglobante da norma anteposta ao tipo pode revelar que uma conduta abarcada pelo tipo legal. na realidade não está proibida. . Nessa concepçãp. porque as causas de justificação são geradas a partir de um preceito permissivo. Em outras palavras. A afirmação de que o cumprimento de um dever jurídico é uma causa de atipicidade penal. porque o direito lhe ordena que aja desta forma. ocorrem quando: a) uma norma ordena o que outra parece proibir (cumprimento de dever jurídico). posto que inserida em todo um conjunto de normas dos diversos ramos do Direito). a atipicidade da conduta do médico nas intervenções cirúrgicas com fim terapêutico. o crime de furto. desde que respeitadas as regras do jogo (há o art. 129 do CP ao lado de todo o ordenamento desportivo fomentando o esporte). b)quando uma norma parece proibir o que outra fomenta. 23. De modo que nos jogos oficialmente regulamentados há atipicidade das lesões culposas desportivas. mas também a tipicidade conglobante (isto é. porque o direito não lhe ordena que assim o faça. e sempre a favor da liberdade em razão da garantia da reserva legal (CP. proibindo as condutas que a perturbam. Os principais casos em que. enquanto no cumprimento de um dever jurídico há somente uma norma preceptiva (uma ordem). II) que pressupõe fato típico.

A insignificância da afetação exclui a tipicidade. no entanto. nem a subtração de um palito de fósforo da caixa que encontramos no escritório vizinho configura um furto. apenas a limitando. ainda que. A afetação do bem jurídico pode ocorrer de duas formas: de dano ou lesão e de perigo. por mais que possa ser considerado uma ofensa à integridade corporal (art. Se a norma tem sua razão de ser na tutela de um bem jurídico. portanto. não pode incluir em seu âmbito de proibição as condutas que não afetam o bem jurídico. etc. arrancar um fio de cabelo. O princípio da insignificância: As afetações de bens jurídicos exigidas pela tipicidade penal requerem sempre alguma gravidade. à norma em particular. A afetação do bem jurídico como requisito indispensável da tipicidade conglobante. posto que nem toda afetação mínima do bem jurídico é capaz de configurar a afetação requerida pela tipicidade penal. Isto só pode ser estabelecido na tipicidade conglobante. Conseqüentemente. e. Embora se trate de um conceito que nos proporciona um claro instrumento de interpretação do tipo legal. DO TIPO DO CRIME DOLOSO I . caput. para que uma conduta seja penalmente típica é necessário que tenha afetado o bem jurídico. . ou que o oficial de justiça que seqüestra uma coisa móvel. pode acontecer que o tipo legal tenha se configurado. Essas condutas são diretamente atípicas. tem um sentido. CP). comete uma privação ilegal de liberdade justificada. mas só pode ser estabelecida através da consideração conglobada da norma: toda a ordem normativa persegue uma finalidade. ou que o médico que cumpre com o dever de denunciar uma doença infecciosa comete uma violação de segredo profissional justificada. o que não pode ser estabelecido à simples luz de sua consideração isolada. ainda que se trate de uma coisa móvel totalmente alheia. A insignificância só pode surgir à luz da finalidade geral que dá sentido à ordem normativa. é justo reconhecer. o bem jurídico não tenha sido atingido. se trate de casos excepcionais. que é a garantia jurídica para possibilitar uma coexistência que evite a guerra civil (a guerra de todos contra todos). mas não pertence à tipicidade legal. não resulta numa afetação do bem jurídico típico de lesões. comete um furto justificado.42 impede a afirmação absurda de concluir que o policial que detém um suspeito. Ex.Introdução. e que nos indica que essas hipóteses estão excluídas de seu âmbito de proibição. Dano e perigo: A afetação do bem jurídico é um requisito da tipicidade penal. e. 129.

Elementos do dolo. O CPB adotou a teoria da vontade.nos crimes de mera conduta é suficiente que o sujeito tenha a representação e a vontade de realizá .dolo é a previsão do resultado. Art.momento volitivo.Conceito . Consciência da relação causal objetiva entre a conduta e o resultado . VI . Natureza . conforme a doutrina clássica.é preciso que o agente tenha a representação do fato (consciência do fato) e a vontade de causar o resultado. É suficiente que o resultado seja previsto pelo sujeito. Teoria do assentimento .requer a previsão ou representação do resultado como certo. não exigindo que o sujeito queira produzi . 18. 18. Art. I. I.43 Dolo .elemento subjetivo do tipo.pela teoria finalista o dolo (natural) corresponde à simples vontade de concretizar os elementos objetivos do tipo. .momento intelectual. Integra a conduta. II . provável ou possível.lo. as conseqüências secundárias que necessariamente estão vinculadas com o emprego dos meios.é a vontade de concretizar as características objetivas do tipo. CPB.Espécies de dolo. os meios que emprega para isso.Teorias do dolo. V . Teoria da vontade . 21 CPB .integrante da culpabilidade. não portando a consciência da ilicitude (normativo) .subsiste o dolo quando o sujeito atua sem a consciência da ilicitude do fato.la) . O dolo abrange : o objetivo que o sujeito pretende alcançar.Dolo natural . o dolo possui os seguintes elementos : Consciência da conduta e do resultado típico.é elemento subjetivo (implícito) do tipo. art. Teoria da representação . Vontade de realizar a conduta e produzir o resultado (Nos crimes materiais e formais . Presentes os requisitos da consciência e da vontade. III . IV .

dolo alternativo e dolo eventual. Conduta humana voluntária de fazer ou não fazer. Análise da culpabilidade : decorre da previsibilidade subjetiva. Previsibilidade objetiva. Previsibilidade . VII .Dolo e pena. (art. constitui elemento do tipo. negligência ou imperícia.é a possibilidade de ser antevisto o resultado. Dolo eventual . 18. Previsibilidade objetiva . nas circunstâncias em que o sujeito realizou a conduta. ns condições em que o sujeito se encontrava. O cuidado necessário deve ser objetivamente previsível. como elemento do tipo. pois que normativa e não psicológica. CPB).teoria positiva do consentimento. A culpa. temos a reprovabilidade da conduta. III . insuficiente. Culpabilidade do crime doloso = crime culposo. dolo indireto ou indeterminado . II . A imprevisibilidade objetiva exclui a tipicidade. Ausência de previsão. A tipicidade constitui indício de antijuridicidade. 121. I. § 3º. ilicitude e culpabilidade. . Inobservância do cuidado objetivo manifestada através da imprudência. a culpabilidade.é de se exigir a diligência necessária objetiva quando o resultado produzido era previsível para um homem comum.Previsibilidade objetiva e subjetiva. dolo geral (erro sucessivo). Conceito de dolo indireto e eventual do art.44 dolo direto ou determinado. Quando o resultado era previsível para o sujeito.cuidado objetivo. dolo genérico e específico.Estrutura do tipo.Elementos do fato típico culposo. É típica a conduta que deixou de observar o cuidado necessário objetivamente previsível. Inobservância do dever de diligência . dolo normativo e dolo natural. dolo de dano e dolo de perigo. na doutrina finalista da ação. TEORIA DO CRIME CULPOSO I .

II . Imperícia . O CRIME PRETERDOLOSO I . Culpa consciente e inconsciente . IV . Art.Concorrência e compensação de culpas.Graus de culpa. leve e levíssima. 14.é a prática de um fato perigoso. Culpa própria e imprópria. grave.Crime exaurido. 18.Conceito.caminho do crime) O exaurimento é acontecimento posterior à consumação. concussão. VI .Crimes preterdolosos ou preterintencionais. Negligência .45 Resultado involuntário.Imprudência . V . corrupção passiva. II . . I. Ex.Art. art. A consumação encerra o processo executivo (iter criminis .Espécies de culpa. CPB.é a ausência de precaução ou indiferença em relação ao ato realizado. § único do CPB. VIII .Nexo subjetivo e normativo.Excepcionalidade do crime culposo . DO CRIME CONSUMADO I . Nexo de causalidade. 19 CPB. Tipicidade. VII .é a falta de aptidão para o exercício de arte ou profissão.

Art.Teorias : Subjetiva ou voluntarista. (art. CPB) . Crime qualificado pelo resultado. Crime omissivo impróprio ou comissivo por omissão. 14. Objetiva Não consumação do crime por circunstâncias alheias à vontade do agente. CPB). Crime culposo.Natureza jurídica. Constitui . Crime de mera conduta.há ato executório quando a conduta do agente ataca o bem jurídico.Necessária a distinção entre começo de execução do crime e começo de execução da ação típica. É um dos casos de adequação típica de subordinação mediata.Atos preparatórios e executórios : distinção baseada em dois critérios : Critério material . pela interferência de circunstâncias alheias à vontade do sujeito : tentativa perfeita ou crime falho e tentativa imperfeita. Teoria objetiva individual (Damásio) .Elementos.se em norma de ampliação temporal da figura típica. Crime material."Iter criminis". É o conjunto de fases pelas quais passa o delito. consumação.Conceito. II . V . Crime formal. 14. Crime omissivo próprio.existe ato de execução quando o comportamento do agente dá início à realização do tipo. São suas etapas : cogitação.desistência voluntária e arrependimento eficaz (art. II. que não se consuma por circunstâncias alheias à vontade do agente. III . Critério formal . É a execução iniciada de um crime. 15. atos preparatórios. CPB.A consumação nas várias espécies de crimes. Crime permanente. DA TENTATIVA I . execução. A fase executiva pode ser interrompida : pela vontade do sujeito . Início (típico) de execução do crime. Sintomática. II. . IV .46 III .

15 CPB. art. Ex.causas de exclusão da adequação típica ampliada.Infrações que não admitem tentativa. Culpa imprópria. Retiram a tipicidade dos atos somente com referência ao crime cuja execução o sujeito iniciou. sem a diminuição legal.tentativa qualificada. DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA E ARREPENDIMENTO EFICAZ. V . só é possível nos crimes materiais e formais. habituais. 14.47 IV . É a vontade do agente que fornece o elemento subjetivo final para a configuração da tentativa. . só ocorre antes do sujeito esgotar o processo executivo (tentativa imperfeita ou inacabada). VI . "Salvo disposição em contrário" (art. desenvolve nova atividade impedindo a produção do resultado. Tanto uma como outra devem ser voluntárias. Teorias : subjetiva e objetiva. Arrependimento eficaz : quando o sujeito tendo já ultimado o processo de execução do crime. crimes de atentado. permanentes de forma exclusivamente omissiva.Aplicação da pena. pois é ela que especifica a figura típica a que se encontram ligados os atos executórios. § único. respondendo o sujeito pelos atos já praticados se penalmente relevantes . Exceção : crime omissivo impróprio. preterdolosos ou preterintencionais. É o dolo direto ou eventual (o mesmo do crime consumado). que a lei pune somente quando ocorre o resultado.Elemento subjetivo. Desistência voluntária : consiste numa abstenção de atividade. Crime culposo e tentativa. (TENTATIVA QUALIFICADA OU ABANDONADA) Art. CPB) = quando à tentativa é aplicada a mesma pena do crime consumado. unissubsistentes. 352 CPB. Natureza jurídica . Crimes : culposos. não se exigindo a espontaneidade. omissivos próprios.

quando uma condição acidental do próprio objeto material neutraliza a eficiência do meio usado pelo agente. II . INADEQUADA) I . 16 CPB. 78. art. pela sua própria natureza é absolutamente incapaz de produzir o resultado. Ineficácia relativa do objeto .48 DO ARREPENDIMENTO POSTERIOR I . art.Natureza jurídica. vem a ausentar . Causa obrigatória de diminuição da pena. Art. 81. 65. ERRO DE TIPO I . INIDÔNEA-TENT. § 3º.Conceito. Delito impossível por ineficácia absoluta do meio . I. Ambas precisam ser absolutas. .Não há tentativa por ausência de tipicidade.Relevância da reparação do dano.quando o meio empregado pelo agente. b. IV . presente o objeto material na fase inicial da conduta. 94.quando. art. II. torna impossível a produção do resultado visado pelo agente. 17 CPB . Art.se no instante do ataque.Requisitos.TENT. Delito impossível por impropriedade absoluta do objeto . 83. DO CRIME IMPOSSÍVEL.Conceito. IV. III .Conceito. II. 312. quando. art. (QUASE CRIME . Ineficácia relativa do meio . III. art. Art.Exemplos. art.quando inexiste o objeto material sobre o qual deveria recair a conduta. 91. este não ocorre por circunstâncias acidentais. A ineficácia do meio e a impropriedade do objeto são desconhecidas do agente. § 2º. ou quando pela sua situação ou condição. não obstante eficaz à produção do resultado. II . Teoria objetiva temperada. Sendo relativas haverá tentativa.

Erro de tipo e erro de proibição. XI . Erro espontâneo. O erro do sujeito pode incidir sobre os pressupostos de fato da causa de justificação (erro de tipo) ou os limites da excludente da ilicitude.art. 20 § 3º CPB. Ordem não manifestamente ilegal. VI . Descriminantes putativas derivadas de erro de tipo .plenamente justificáveis pela circunstâncias . IX . X .49 III .Erro de tipo essencial. Conceito.erro vencível ou invencível. Erro provocado. VIII .Provocação dolosa e culposa. justificável. supondo. em face disso. IV . Erro provocado .causas excludentes da culpabilidade putativas. Obediência hierárquica putativa.art.Diferenças entre erro de tipo e erro de proibição. . Resultado diverso do pretendido (aberratio criminis) . Ordem ilegal e erro de tipo . 74 CPB. Essencial e acidental. Conceito . 1ª parte do CPB). Posição do provocador e do provocado.art. Erro invencível (escusável. § 1º. injustificável) VII .Erro provocado por terceiro. V .Erro acidental. Erro na execução (aberractio ictus) .Formas. 20. 22.Descriminantes putativas. inculpável) Erro vencível (inescusável.Erro de tipo e delito putativo por erro de tipo. Art. ANTIJURIDICIDADE (ILICITUDE OU INJUSTO) I . Ordem manifestamente ilegal. 73 CPB. Art. 20.Conceito. 23. Erro sobre o objeto (error in objecto) Erro sobre a pessoa (error in persona) .art. a licitude do fato (erro de proibição). 24 e 25 CPB.estrito cumprimento de dever legal putativo. Coação moral irresistível putativa (art. 1ª parte CPB.Efeitos do erro de tipo essencial. Causas de inculpabilidade putativas . Ordem ilegal. Relação com o erro de fato e o erro de direito. § 2º CPB.

exs. IV . Excludentes da antijuridicidade na Parte Especial. Inexistência do dever legal de arrostar o perigo.Considerações gerais.derivado de erro. com a ordem jurídica. O Estado de necessidade pode ser desdobrado em: Situação de perigo (situação de necessidade) Conduta lesiva (fato necessário). Um perigo atual. II . 128. Excesso doloso ou consciente.50 É a contradição do fato. Excesso nas justificativas. I e 142 CPB. 24 e 25 do CPB. Antijuridicidade subjetiva. 23. V . Requisitos da situação de perigo.Antijuridicidade formal (tipo penal) e antijuridicidade material (antijuridicidade). Causas supralegais de exclusão da antijuridicidade. ESTADO DE NECESSIDADE I .Terminologia. Requisitos objetivos e subjetivos de justificação.Conceito e natureza jurídica. Antijuridicidade objetiva. eventualmente adequado ao modelo legal. Arts. Ameaça a direito próprio ou de terceiro. .Caráter objetivo da antijuridicidade. constituindo a lesão de um interesse protegido.Causas de exclusão da antijuridicidade. Antijuridicidade. Situação de perigo não provocada voluntariamente pelo sujeito. arts. III . Exemplos. injusto e ilicitude. Excesso não intencional ou inconsciente .Requisitos. II . III . Art. 24 CPB.

24) e putativo (arts. Conhecimento da situação de fato justificante.Excesso .real (art. IV . a direito próprio ou de terceiro. Inevitabilidade do comportamento lesivo. Imprescindível a moderação. V . Considerando: A titularidade do interesse protegido . VI . § 1º. Natureza jurídica: causa de exclusão da ilicitude. Inexigibilidade de sacrifício do interesse ameaçado. 23. . uso moderado de tais meios. § 2º do CPB.agressivo e defensivo. O aspecto subjetivo do agente . O terceiro que sofre a ofensa necessária . O provocador não pode invocar a legítima defesa. Agressão de inimputáveis: a injustiça da agressão deve ser aferida de forma objetiva.próprio e de terceiro. Requisitos: agressão injusta.Formas do Estado de necessidade. Agressão: é a conduta humana que ataca um bem jurídico.51 Requisitos do fato necessário. LEGÍTIMA DEFESA Conceito: Causa de exclusão da ilicitude que consiste em repelir injusta agressão. art. II e 25 do CPB. independentemente da capacidade do agente. Arts. 1º parte e 21 caput CPB).Causa de diminuição de pena. Excesso doloso e não intencional (erro). 24. atual ou iminente. 20. usando moderadamente dos meios necessários. Provocação do agente: Segundo a intensidade e conforme as circunstâncias pode ou não ser uma agressão. Injusta: é a contrária ao ordenamento jurídico. conhecimento da situação justificante. a direito próprio ou alheio. repulsa com os meios necessários. atual ou iminente.é a desnecessária intensificação da conduta inicialmente justificada. a não ser quanto ao excesso por parte de quem foi provocado.

Atual. Na legítima defesa a solução é diversa por se tratar de agressão injusta. Legítima defesa real contra legítima defesa subjetiva. São os eficazes e suficientes para repelir a agressão. legítima defesa real contra exercício regular de direito. Legítima defesa real contra legítima defesa culposa (legítima defesa putativa por erro de tipo evitável). Legítima defesa putativa contra legítima defesa putativa. Agressão futura. Não é permitido no Estado de Necessidade. legítima defesa real contra estado de necessidade real.: uso de arma de fogo ao invés de pedaço de pau. Meios necessários: são os menos lesivos colocados à disposição do agente no momento em que sofre a agressão. Desde que haja proporcionalidade entre a lesão e a repulsa qualquer bem tutelado pelo ordenamento jurídico admite a legítima defesa. Contra legítima defesa putativa. deve ser realizada somente quando inevitável. Agressão passada. Hipóteses de cabimento de legítima defesa real: Contra a agressão injusta de inimputável. Agressão atual ou iminente.legítima defesa própria e de terceiro. Desnecessidade do meio : caracteriza o excesso doloso. pois que ausente a injustiça da agressão: legítima defesa real contra legítima defesa real. O sujeito pode optar entre o comodismo da fuga ou permanecer e defender . Deve haver a proporcionalidade entre a ofensa e a intensidade da repulsa.52 "Commodus discessus”: O sacrifício do bem. culposo ou exculpante (sem dolo ou culpa). Contra agressão acobertada por qualquer outra causa de exclusão da culpabilidade. embora seja a saída mais cômoda para a defesa. Hipóteses de não cabimento da legítima defesa. ex. Agressão a direito próprio ou de terceiro . Legítima defesa putativa contra legítima defesa real (só é possível na legítima defesa putativa de terceiro). Iminente. legítima defesa real contra estrito cumprimento do dever legal.se de acordo com as exigências legais. .

los. Neste. a agressão só pode ser praticada por pessoa humana. Neste. há um conflito entre dois bens jurídicos expostos a perigo. Neste. naquela. Culposo ou inconsciente : por culpa estrito senso . seja no modo imoderado de utilizá . o direito sofre uma agressão atual ou iminente. Alguns conceitos : Legítima defesa sucessiva : é a repulsa contra o excesso. mesmo tendo consciência de sua desproporcionalidade. Legítima defesa putativa : é a errônea suposição da existência da legítima defesa por erro de tipo ou de proibição. Exculpante : excesso derivado de erro de tipo inevitável-escusável (legítima defesa subjetiva). os requisitos das descriminantes deixam de existir. a título de culpa. que exclui dolo e culpa. o sujeito se desvia da inicial defesa legítima. Diferenças entre legítima defesa e estado de necessidade. naquela. O fato é objetivamente ilícito. Legítima defesa subjetiva : é o excesso derivado de erro de tipo escusável. Conseqüência : o agente responderá pelo resultado produzido.erro de tipo evitável. deve . Conhecimento da situação justificante : não caracteriza a legítima defesa se presentes os requisitos legais (objetivos) o agente desconhecia a situação. atua com imoderação.53 Moderação : é o emprego dos meios necessários dentro do limite razoável para conter a agressão. Espécies de excesso : Doloso ou consciente : ocorre quando o agente. Aberratio ictus e legítima defesa. devendo o agente responder pelas desnecessárias lesões causadas ao bem jurídico ofendido.responderá pelo resultado a título de dolo. uma repulsa a ataque. Presente o excesso. emprega meio que sabe ser desnecessário ou. Excesso : é a intensificação desnecessária de uma ação inicialmente justificada. Imoderação : afastada a moderação. o perigo pode ou não advir da conduta humana. seja nas escolhas dos meios. inescusável. .se indagar se houve excesso. naquela. Conseqüência . ao se defender de uma injusta agressão. o bem jurídico é exposto a perigo.

54 Neste. somente contra o agressor. a conduta pode ser dirigida contra terceiro inocente. Alcance . perito. Dever legal : compreende toda e qualquer obrigação direta ou indiretamente derivada de lei. II e 146. Coexistência entre estado de necessidade e legítima defesa. 5º II CF. 2ª parte CPB. art. que agem por ordem da lei.qualquer pessoa pode exercitar um direito subjetivo ou uma faculdade previstos em lei (penal ou extra penal).se aos funcionários ou agentes públicos. EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO Conceito e Natureza jurídica . sem excluir o particular que exerce função pública (jurado. . III. O cumprimento deve ser estritamente dentro da lei. Arts.lei 4898/65 . Conhecimento da situação justificante.ou crimes previstos no código penal. a agressão não precisa ser injusta. 1ª parte CPB. Alcance da excludente : dirige .causa de exclusão da ilicitude que consiste no exercício de uma prerrogativa conferida pelo ordenamento jurídico. mesário da justiça eleitoral etc. 23. § 3º CPB. Neste.) Conhecimento da situação justificante. caracterizada como fato típico. Os excessos cometidos poderão constituir crime de abuso de autoridade . naquela. III. por outro lado. penal ou extrapenal. Intervenções médicas e cirúrgicas e violência desportiva. art. O exercício de um direito nunca é antijurídico. Art. a legítima defesa. 23. Significado da expressão direito : empregada em sentido amplo. ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL Conceito e natureza jurídica : Causa de exclusão da ilicitude que consiste na realização de um fato típico. por força do desempenho de uma obrigação imposta por lei. abrangendo todas as formas de direito subjetivo. só existe se houver injusta agressão. 142.

Concurso Necessário e Eventual .. . c-) de condutas contrapostas: as condutas são praticadas uma contra as outras. co-autoria. causa de exclusão da ilicitude. concurso de agentes. Mas nada impede que várias se unam para essa prática. 155. bigamia. outro arromba a porta e outro se apodera do bem.. existem duas teorias: restritiva: (critério formal .ex. P. crimes plurissubjetivos (necessário): devem ser praticados por uma pluralidade de agentes. concurso de delinqüentes. co-participação. crime de rixa. . participação. isto é. denomina-se concurso de pessoas.. quadrilha. 29 Autoria: autor é o sujeito que executa a conduta descrita no tipo penal.Espécies de crimes quanto ao concurso de pessoas: crimes monossubjetivos (eventual): podem ser praticados por uma única pessoa. ex. visando a produção de um resultado. pois todos praticam condutas típicas e por isso.55 Ofendículos : são aparatos facilmente perceptíveis destinados à defesa da propriedade e de qualquer outro bem jurídico. DO CONCURSO DE AGENTES – PESSOAS – artigo 29 do Código Penal Introdução: em regra. Ex. encontrando-se no resultado. crime de adultério e bigamia.. 129 etc. subtrai.objetivo / adotada pelo Código Penal) autor é aquele que realiza a conduta típica. Ex. Defesa mecânica predisposta : aparatos ocultos com a mesma finalidade que os ofendículos. etc. no furto um pode ficar vigiando. As condutas se manifestam na mesma direção e no mesmo plano. desnecessária a aplicação do artigo 29. aplica-se a regra do artigo 29 do CP. Consentimento do ofendido : irrelevante penal. Ex. Nessa hipótese. Nos crimes plurissubjetivos. uma só pessoa pratica delitos. Os crimes plurissubjetivos podem ser: a-) de condutas paralelas: as condutas se auxiliam mutuamente. ofende. P. art. não há necessidade da norma de extensão do art. b-) de condutas convergentes: as condutas tendem a se encontrar e desse encontro. quadrilha. colaborando na execução. havendo a atuação de mais de uma pessoa. 121. Sobre a autoria. no todo ou em parte. adultério. aquele que mata. surge o resultado. Autor é quem realiza diretamente a ação típica. rixa. etc. causa de exclusão da tipicidade. Nessa hipótese. codelinqüência. etc. Ex.

sejam materiais. I. Pela teoria do domínio do fato (critério objetivo-subjetivo). Ele tem o domínio da conduta. formais. Formas de autoria e de concurso de pessoas em face da teoria do domínio do fato: co-autoria e participação. possuindo assim. CPB). Na teoria do domínio do fato. Constitui tese restritiva. apenas cooperando. Agindo no exercício desse controle.autoria (direta e parcial ou funcional). É quem dá causa ao evento. age sozinho. (art. domina finalisticamente o decurso do crime e decide sobre a sua prática. domínio do fato : (critério objetivo-subjetivo)autor é todo aquele que detém o controle final da produção do resultado. A teoria do domínio do fato só é aplicável aos crimes dolosos. que não tem o domínio do fato. Formas de autoria por esta teoria : autoria propriamente dita. Nos culposos. distingue-se do partícipe. não havendo indutor. induzindo. b) autoria intelectual. mediante qualquer conduta. É uma teoria que se assenta em princípios relacionados à conduta e não ao resultado. etc. constituindo 0 crime produto de sua criatividade. incitando. autor é quem tem o controle final do fato. c) autoria mediata. É aquele que causa modificação no mundo exterior. deixando de observar o cuidado objetivo necessário. como na restritiva. 62.56 extensiva: (critério material-objetivo)autor é também todo aquele que concorre de qualquer modo para o crime. d) co-autoria (reunião de autorias). produz um resultado típico. inexiste distinção entre autoria e participação: é autor todo aquele que. . interrupção e circunstâncias. o autor ou executor realiza materialmente a conduta típica (executor material individual). autoria intelectual. instigador ou auxiliar. ou de mera conduta. autoria mediata. a autoria abrange: a) autoria propriamente dita (autoria direta individual e imediata). aplicando critério objetivo subjetivo. co . o domínio completo de todas as ações até a eclosão do evento pretendido. e não somente aquele que realiza uma conduta típica. Na autoria intelectual o sujeito planeja a ação delituosa. Na autoria propriamente dita (autoria direta individual e imediata).

um pode ameaçar e segurar a vítima. Na participação a pessoa colabora para a conduta do autor com a prática de uma ação que. conjugam esforços no sentido da produção do mesmo efeito. Os cooperadores. não seja típica a conduta perante verbo. de qualquer modo concorre para que o autor o realize. participação: os partícipes apenas concorrem para que o autor. Esta ação (conduta) passa a ser penalmente relevante quando o autor.. desde que esteja abarcada pela vontade comum de cometimento do fato. . Assim. Trata-se do chamado “domínio funcional do fato”. iniciam ao menos a execução do crime. que constitui forma de autoria. O sujeito que. um ameaça e o outro subtrai. assim denominado porque alude à repartição de atividades (funções) entre os sujeitos. o “sujeito de trás”. Na co-autoria parcial ou funcional há divisão de tarefas executórias do delito. podendo a ele ser atribuída a “propriedade” do crime. Todos os agentes realizam a conduta principal. uma pessoa. de modo que o evento se apresenta como produto das várias atividades. e b) parcial ou funcional. Ele possui o domínio da vontade do executor. Ambos praticaram os atos executórios descritos no tipo. ou co-autores. Não é necessário que todos realizem os atos executivos do crime. no estupro. Formas de Concurso de Pessoas co-autoria: as várias pessoas praticam os atos executórios descritos no tipo. conscientemente. no último caso. ou os co-autores. enquanto outro mantém com a mesma conjunção carnal. A co-autoria pode ser: a) direta. p. Não há necessidade que todos tenham o mesmo comportamento. Cada um dos integrantes possui o domínio da realização do fato conjuntamente com outro ou outros autores. em si mesma. a ação ou omissão que configura o delito. o co-autor realiza o verbo típico ou concretiza parte da descrição do crime. Na co-autoria direta todos os sujeitos realizam a conduta típica. realizem a conduta principal. não é penalmente relevante. Na co-autoria (reunião de autorias). ainda que. chamado de “instrumento”.57 Na autoria mediata.ex. É a prática comunitária do crime. pois no roubo. não praticando atos executórios do crime. juntamente com outras pessoas. Será co-autor aquele que executa. serve-se de outrem para praticar o fato. com os quais tem plano comum de distribuição de atividades.

O partícipe age sobre a vontade do autor. É preciso que o agente contribua para o resultado. há casos em que o Código Penal adotou a teoria pluralística. praticando um crime próprio. As formas de participação podem ser: moral: é o induzimento ou a instigação. Há unidade de crimes e pluralidade de agentes. praticam o mesmo crime. Induzir é criar a idéia. A cada um dos participantes corresponde uma conduta própria. . revelar o segredo do cofre). Natureza Jurídica do Concurso de Pessoas – Concurso de agentes Na co-autoria e participação há um ou vários crimes? Existem três teorias a respeito. Se a participação for posterior à consumação pode caracterizar crime autônomo. mas pratica uma atividade que contribui para a realização do delito. segurar a vítima.). instigador. fazendo nascer neste a idéia da prática do crime ou encorajando a idéia já existente. execução e consumação). um elemento psicológico próprio. O crime. o próprio § 2º do artigo 29. teoria unitária ou monista (monística) adotada pelo CP: todos os que concorrem para um crime (co-autores ou partícipes). Há um só crime para os autores e outro para os partícipes.. teoria dualista: os autores respondem por um delito e os partícipes por outro. instigar é reforçar a vontade do autor. os artigos 348 e 349 do Código Penal. teoria pluralística: cada um dos participantes pratica um delito. de acordo com sua vontade. de acordo com a intenção do sujeito. do CP ressalva a divisão de responsabilidades. como p. em que a conduta do partícipe constitui outro crime. de modo determinante na resolução do autor.58 O partícipe não comete a conduta descrita pelo preceito primário da norma. autônomo. um resultado próprio. sendo todos autores ou co-autores do crime. Através do auxílio. ainda quando tenha sido praticado em concurso de várias pessoas permanece único e indivisível. A participação pode ocorrer em qualquer das fases do “iter criminis” (cogitação. pratica uma ação distinta. Há então um crime do autor e outro do partícipe. com o apoio material (emprestar a arma. O cúmplice contribui para o crime prestando auxílio ao autor ou partícipe. Há um delito único entre os autores e outro delito único entre os partícipes. preparação. Ocorre uma pluralidade de pessoas e de crimes. ex. cúmplice. concluindo-se que cada um responde por delito próprio. Exceções à teoria monista: apesar do Código ter adotado a teoria monista. material: é a cumplicidade. etc. sendo ambos descritos pelas normas como delitos autônomos.. Assim. Não se distingue entre as várias categorias de pessoas (autor. partícipe. Cada agente.

a conduta do último que apenas vigiou seria atípica. Teoria da Acessoriedade (adotada pelo CP): a participação é uma atividade secundária em relação a uma atividade principal. É que. tornando-se típicas por força da adequação. mas de uma relação real. em que o crime. A única forma de se enquadrar a conduta deste indivíduo. o Código abandonou a teoria monista. em alguns casos específicos. caso não houvesse o 126. Quatro ladrões pretendem praticar um furto. A participação é acessória à um fato principal. Portanto. o agente seria partícipe do 124. a gestante seria partícipe do 126. Consumada a subtração. já que ele. praticando ou não fatos típicos. Todos. E.ex. abrangendo ela não somente os fatos definidos no preceito primário da norma. em qualquer momento concorrerm para a realização do crime. É evidente que existe diferença entre autor e partícipe. de fato. Tem apoio na “teoria da equivalência dos antecedentes”. nada subtraiu. CP. . Obs: Na participação há condutas típicas e condutas inicialmente atípicas que se tornam típicas por força da regra do artigo 29.59 Além disso. P. participação é uma norma de extensão pessoal e espacial da figura típica. subtraem para si mesmos diversos objetos de valor. A figura do primeiro existe em razão do tipo a que se amolda a usa conduta. não sendo puníveis por si mesmo. por isso. é através da norma de extensão espacial e pessoal. 124. Todos respondem indistintamente. Ex. comum a todos e a cada um dos agentes. Teoria Causal: não há diferença entre agentes principais e secundários.124/126 – caso não houvesse o art. mas também aqueles que. e de lá. arts. O outro fica do lado de fora cuidando para que ninguém se aproxime. Através do art. praticada pelo autor. é um fato único e. as condutas participativas são atípicas. todos conseguem fugir. como conseqüência de uma atividade comum. Os atos de participação não integram elemento algum de realização da figura típica. Não se cuida de uma relação pessoal. 2ª parte. Natureza Jurídica da Participação A participação constitui conduta acessória de outra principal? Temos duas teorias. isoladamente. Dependem da realização da figura principal. O segundo só enquadra o comportamento no tipo penal por força da regra de ampliação prevista no artigo 29. 29 há ampliação espacial e pessoal da figura típica. Três entram na residência escolhida. 317/333 e 342/343. Se inexistisse a norma de extensão. serão responsabilizados pelo resultado. como ocorre na teoria acessória.

não basta que a conduta do partícipe aceda a um comportamento principal que constitua apenas “fato típico” . respondendo o partícipe também pelas agravantes e atenuantes do autor ou coa autores. É a adotada pelo Código Penal. não se admite a autoria mediata nos crimes de mão própria (falso testemunho) e nos crimes culposos.acessoriedade mínima -. o que não se pode admitir. para a punibilidade da participação. culpável. Isto porque.60 A lei não proíbe apenas o homem de matar ou furtar. A norma proíbe todos os atos de cooperação na prática do ilícito penal. por erro ou inimputabilidade de outrem. conseqüentemente do fato. Assim. sendo desnecessário que ele seja culpável. A autoria mediata exige a existência de uma pluralidade de pessoas. E. O dono do armazém entrega veneno no lugar de açúcar para a empregada.ex. O médico entrega uma injeção com veneno ao invés de medicamento para que a enfermeira ministre. Na autoria mediata ocorre o abuso do homem não-livre. mas também que se pratique fatos tendentes a matar ou a furtar. P.acessoriedade extrema -. somente quem possui o domínio do fato pode abusar de alguém para a sua realização. Contudo. Isto porque. é preciso que este pratique um fato típico e antijurídico (ilícito). caso ou autor principal não seja culpável. O traficante se utiliza de um menor inimputável para a consumação do delito. caso o autor principal cometa um fato típico. antijurídico. o partícipe não poderá ser responsabilizado. Também. não havendo a mesma quando o agente se utiliza de um animal ou de um instrumento para a prática do delito. Aquele detém o domínio da ação e. não havendo a necessidade de ser considerado culpável. mas não antijurídico (legítima defesa). Autoria Mediata (indireta – mediador): não se confunde com participação. Assim. Acessoriedade Limitada: para que o partícipe responda com o autor. antijurídico e culpável . o partícipe também não responderia pelo delito. basta que o fato seja típico e antijurídico. o autor mediato seria o idealizador do crime. utiliza-o para a prática da conduta típica. sendo o único responsável pela prática criminosa. Também. Hiperacessoriedade . não se pode exigir que o comportamento principal constitua um fato típico. O domínio do fato pertence exclusivamente ao autor (mediato) e não ao executor (autor imediato).fato típico. Pode resultar de: . Ocorre a autoria mediata quando alguém.

pois o “autor imediato” não tem consciência da prática delitiva. para que ocorra um furto. cada pessoa contribui com seu tipo de conduta. objetiva (nexo causal) e subjetiva (nexo psicológico). empregada que para se vingar do patrão deixa a porta aberta. cria o vínculo do concurso de pessoas e sujeita os agentes à responsabilidade pelas conseqüências da ação. Ex. da qual o autor mediato se serve. induzir um doente mental a praticar um crime. Incabível a autoria mediata nos crimes de mão própria e nos crimes culposos. A conduta deve efetivamente contribuir para o resultado. a consciência e querer que a sua conduta contribua para o resultado final. quando o agente induz alguém a matar um inocente. Deve haver entre os participantes a consciência de que cooperam em uma ação comum. o agente não praticou crime algum. Se a conduta não tem relevância para o resultado final. d) erro de tipo invencível (escusável). na qual o executor pratica o fato com a vontade submissa à do coato. onde cada uma das condutas dos participantes deve contribuir para o delito. visando à realização do fim comum. Somente a adesão voluntária. Entretanto: desnecessário o acordo prévio de vontades. sem que o ladrão saiba de sua conduta. o ladrão não sabia que estava sendo ajudado pela empregada. Somente em relação ao partícipe é necessário que haja o elemento subjetivo da participação. ou seja. fazendoo crer que estava em legítima defesa. Requisitos do Concurso de Pessoas pluralidade de condutas relevantes: é necessário que cada uma das pessoas pratiquem atos principais (típicos) ou acessórios (não típicos). liame subjetivo (psicológico) entre os agentes: é imprescindível a conjugação de vontades. c) obediência hierárquica. relevância causal das condutas: é o liame objetivo. . desnecessário que o autor saiba da ajuda do partícipe: no exemplo anterior. Importante: na autoria mediata não há concurso de pessoas. Assim. necessária a homogeneidade de elemento subjetivo-normativo. pois não se admite a participação dolosa em crime culposo e vice-versa. mas assim age para que o subordinado pratique os atos típicos. b) coação moral irresistível.61 a) ausência de capacidade penal da pessoa. Este elemento pode faltar ao autor principal. quando o autor da ordem sabe que esta é ilegal. Ex. autor e partícipe devem ter o mesmo elemento subjetivo (dolo) ou normativo (culpa). bastando que um adira à vontade do outro. à atividade criminosa de outrem.

mas que ocorre em face do comportamento de um só deles. B age com tal violência que produz a morte de C. 29. Havendo a desclassificação do delito para um.62 P. todos os agentes respondem pelo mesmo tipo de crime. Autoria colateral . as penas podem ser distintas. o qual responderá por homicídio consumado e B. haverá para todos. havendo distinção entre autor e partícipe. a que todos visam. Entrega arma para B. Participação de menor importância: a parte final do artigo 29 “caput”.ex. Ambos atiram contra C. A responde por homicídio doloso e B por homicídio culposo. Caso houvesse este vínculo. ambos responderiam pelo crime consumado. Isso significa que o crime é único. O médico. vindo este a falecer em virtude dos disparos de A. cada um deve ser castigado de acordo com sua culpa. o § 1º do citado artigo traz uma causa obrigatória (apesar da expressão “pode”) de redução de pena. por culpa. do art. Punibilidade no Concurso de Pessoas: a regra é que todos respondem pelo mesmo delito (teoria monista).ex. diz “na medida de sua culpabilidade”. Cooperação dolosamente distinta – art. pela tentativa. apesar de todos terem praticado um único crime. há a exceção do § 2º. pois o “poder” do juiz fica restrito ao “quantum” a ser reduzido. isto é. B. Esse dispositivo consagra o princípio constitucional da individualização da pena. mas a culpabilidade é individual. Por isso. ambos responderiam por tentativa de homicídio. não havendo participação. Os agentes. em face da co-autoria. realizam atos convergentes à produção do resultado. Homogeneidade de infração para todos (identidade de fato): na verdade é conseqüência do concurso de pessoas. responde pelo crime menos grave. para B ausente era o vínculo subjetivo. P. ex.ex. se o resultado mais grave . Contudo. ou seja. o sujeito A determina B a espancar C. deseja matar C. A e B se colocam de emboscada para matarem C. fazendo-o supor que a mesma estava descarregada. O médico responde culposamente e a enfermeira dolosamente. e ausente o vínculo subjetivo. Isto porque. P. desconhecendo cada um a conduta do outro. P.ocorre quando inexistente o vínculo subjetivo entre os participantes. 29 do CP. A. por culpa. § 2º: se o partícipe quis praticar um crime menos grave daquele que o autor praticou. Há na hipótese o denominado desvio subjetivo entre os sujeitos. Obs: caso não ficasse apurado quem dera causa à morte de C. Entretanto. entrega veneno para a enfermeira que percebe o engano e mesmo assim ministra a substância. Entretanto. dispara a arma.

§ 1º). o furto praticado durante o repouso noturno. Para distinguirmos as circunstâncias das elementares. há associação de delinqüentes. São elementos que. a ela se integram e funcionam para moderar a qualidade e quantidade da pena. estamos em face de uma circunstância. Sem uma delas. embora não querido. não havendo a desclassificação para outro. Obs: o concurso de pessoas pode ser uma qualificadora do delito em virtude da maior facilidade para a execução do crime e a conseqüente diminuição do risco do agente. 30 Código Penal – Concurso e circunstância do crime. coisa. elementar : componente essencial da figura típica. em determinados delitos. o crime de furto desaparece. excluindo-se determinado elemento. Assim.63 era previsível ao partícipe. acidental. Ex. De outra sorte se o homicídio é cometido por motivo de relevante valor social e moral (art. ex. 2º) quando. móvel. para si ou para outrem. embora não essenciais à infração penal. As circunstâncias podem ser: . é previsto e aceito pelo partícipe. IV) e roubo (157. pois o correto seria que o mesmo fosse processado –desde que o resultado fosse previsível. § 2º. Esta solução é estranha. § 4º. a figura de funcionário público traduz-se em uma elementar dos crimes. se retirarmos a qualidade de funcionário público do artigo 319 (prevaricação). P. estamos em face de uma elementar. aumentada até a metade (artigo 29. temos dois princípios: 1º) quando diante da figura típica. sem que o crime seja excluído. furto (155. o crime desaparece ou surge outro. A falta de previsibilidade quanto ao crime mais grave. última parte). excluí a responsabilidade do partícipe no ilícito que resultara exclusivamente da vontade do praticante da ação típica. como por exemplo no caso do constrangimento ilegal (146. circunstância: dado acessório. são elementares: subtrair. não surgindo outro. Obs: quando o crime mais grave. É um dado eventual que pode existir ou não. a lei reforça a garantia penal quando. responde por este ilícito a título de dolo eventual. Elementares e Circunstâncias – art. terá a pena do crime menos grave. no crime de furto. o crime continua sendo o mesmo. Comunicabilidade e Incomunicabilidade de Condições. mas jamais influir na figura típica. que agregado à figura típica. não desaparece o crime considerado.por lesão corporal seguida de morte e não por lesão corporal leve com a pena agravada até a metade. se retirarmos a qualidade de funcionário público do autor crime previsto no artigo 312 (peculato) estaremos diante da figura da apropriação indébita (artigo 168). § 2º). o delito desaparece não surgindo outra infração penal. tem a função de aumentar ou diminuir a pena. violação de domicílio (150. § 1º). Também. 121. excluindo-se certo dado. sem o qual esta desaparece ou se transforma em outra figura típica. § 1º) e retirarmos esta circunstância. Ex.

salvo se possuía conhecimento da mesma. Qualquer elemento que integre o fato típico fundamental comunica-se aos concorrentes. A (reincidente) induz B (primário) a cometer um furto. 288 e 286 do Código Penal) e portanto. não responde pela qualificadora da asfixia se o mandado praticar o crime através deste meio. puníveis. P. exceto se este as desconhecia. 15 CP. persistindo os outros. P. sem ser elementar). reincidência. parentesco. Obs: como a lei determina que não se comunica as circunstâncias de caráter pessoal. modo de execução. § único. Participação e Arrependimento: pode ocorrer que iniciado o “iter”. Não se comunicam entre os agentes. se o mandante determina que A seja morto. que não é funcionário público. etc.ex. Entretanto. em alguns crimes essas condutas são típicas (art. profissão. A funcionário público comete o crime de peculato auxiliado por B. etc. as circunstâncias objetivas (ligadas ao fato) comunicam-se ao partícipe. um dos participantes desista de continuar na conduta delituosa. A elementar (funcionário público) comunica-se à B. A não irá responder pela qualificadora. as elementares (objetivas ou pessoal) comunicam-se ao partícipe. são impuníveis. A agravante do 61. . qualidade da vítima. Outro: A participa de um crime cometido por B. Regras do artigo 30 do CP. Daí a ressalva do artigo 31 do CP. A manda B matar C. Cada sujeito responde de acordo com as suas condições. Para a prática B emprega asfixia. subjetivas (pessoais): dizem respeito ao agente e não ao fato. P. É imprescindível que o partícipe conheça a qualidade pessoal do autor. As circunstâncias objetivas só alcançam o partícipe se. a determinação ou induzimento (criar a idéia do crime). desde que do conhecimento do agente. não se comunicam. modo. Portanto. exceto se este as desconhecia.ex. lugar. P. a contrario sensu. a instigação (reforço da idéia criminosa) ou o auxílio (ajuda material) não ingressarem na fase de execução.ex. Ex. dizem respeito ao fato e não ao agente. Esta causa de diminuição não se estende à A.64 objetivas (reais ou materiais): que se relacionam com os meios e modos de se praticar o crime: tempo. estando este nas condições do artigo 26. sem haver praticado o fato que as constitui. determina que são comunicáveis as de caráter objetivo. O fato é impunível face a regra do art. I não se estende à B. houverem integrado o dolo ou a culpa. a) o arrependido é o autor principal ou é o partícipe que impede aquele de iniciar a execução do crime. Participação Impunível – art. 31 Código Penal. menoridade.concurso e execução do crime: se o ajuste (acordo). as circunstâncias subjetivas (ligadas ao agente.ex.

A será punível desde que seu induzimento possua eficiência. dever jurídico do partícipe em opor-se à prática do crime. já que haveria participação por ação. sem conhecer o induzimento anterior. já estivesse firmemente disposto a cometer o homicídio. A induz B a matar C. ex.. A induz B a induzir C a matar D. o agente D. Após. Só seria beneficiado se o arrependimento fosse eficaz. Caso B. P. mas não consegue evitar a execução do crime pelo autor. responder por outro (art. se um médico e um particular não comunicam a doença. como na hipótese de instigar a não pagar. P. Participação sucessiva: ocorre quando presente o induzimento ocorrer outro induzimento para a prática do mesmo fato. também induz B a matar C. Entretanto. cada um responde pelo crime. D. São os casos de induzimento de induzimento. não é possível a co-autoria: se duas ou mais pessoas não agem como era devido. Responde pelo delito. como no caso da empregada que não fecha a porta para que ocorra o furto. 15 CP). é preciso: nexo entre a omissão do partícipe e o delito cometido pelo autor. c) o partícipe se arrepende. podendo entretanto. mandado de mandado. Se o induzimento de D foi eficiente. não responderá. pelo induzimento de A.65 b) ambos se arrependem e param no meio da execução do crime. também responderá pelo delito. ex. Não respondem pelo delito. Concurso de Pessoas nos Crimes Omissivos crimes omissivos próprios (puros): não é possível a participação por omissão: se alguém sabe que um terceiro não paga pensão e nada faz. Obs: a desistência voluntária e o arrependimento eficaz são circunstâncias comunicáveis. P. vínculo subjetivo. crimes omissivos impróprios: aqueles em que o agente busca um resultado pela omisssão. por ação pode ser partícipe. isoladamente. Para que ocorra a participação por omissão. pois contribuiu voluntariamente para o crime. só o médico responde. Participação da participação: é punível desde que possua eficiência causal. O partícipe induz o autor a praticar um crime e depois o auxilia.ex. Admite a participação por omissão. o mesmo responderá pelo homicídio. Após a conduta assessorando a principal ocorre outra. Se o particular instigar o médico a não comunicar. . etc. não responde pelo delito de abandono material.

P. ou seja. sem que um saiba da ação do outro. etc. Multidão delinqüente: Afastada a hipótese de quadrilha ou bando é possível o cometimento de um crime por uma multidão.. Existente um vínculo psicológico entre duas pessoas na prática da conduta. que em regra não caracteriza qualquer crime. Autoria Colateral Incerta: ocorre quando inexiste o vínculo subjetivo entre as partes. não se descobrindo quem matou “C”. c) ambos serão condenados por homicídio tentado? É a solução mais razoável. Obs: Não existe participação culposa em crime doloso ou participação dolosa em crime culposo. são condutas típicas dos crimes culposos. roubo. sem que uma possuísse conhecimento da conduta da outra. a pena deverá ser agravada nos termos do artigo 62. estará ocorrendo a conivência ou participação negativa. O Concurso de Pessoas nos Crimes Culposos: é admissível a co-autoria mas não a participação.. dano. para os líderes.. tendo suas penas atenuadas de conformidade com o artigo 65. depredação.66 Inexistindo o dever de agir. saque. instigado por seu colega ao lado e. Deve haver homogeneidade do elemento subjetivo. É que todos realizam a conduta típica. desta conduta resulta um evento danoso. O motorista que dirige em velocidade incompatível. O ato de instigar a não tomar cuidado. “e”). . b) ambos serão absolvidos? Não pois houve um evento morte querido. Não devemos confundir isto com concorrência de culpas. Ex. salvo nas hipóteses em que o dever geral obriga a ação (socorro aos necessitados). Na hipótese. dois empregados que atiram uma tábua de um andaime. temos a chamada autoria colateral certa. etc. concorrem elas para o resultado lesivo se obrarem com culpa em sentido estrito. ainda que não em relação ao resultado. temos a chamada autoria colateral incerta. como nos linchamentos. a conduta imprudente. Contudo. Responderão todos os agentes por homicídio. Duas pessoas buscam um mesmo resultado. a correr. que ocorre quando o evento é produzido por culpa de duas pessoas. Entretanto. qual é a solução? a) ambos respondem por homicídio consumado? Não.ex. “A” e “B” atiram na direção de “C” para matá-lo. sem conhecer a intenção do outro.. III. atingindo outra pessoa. pois um estará sendo punido além de sua conduta. inciso I. . Descobrindo-se quem matou “C”. Duas pessoas que preparam uma fogueira e causam um incêndio culposamente. como no caso do delito de omissão de socorro. pois abstrai-se do fato o resultado morte e ambos são punidos pela tentativa.

capacidade de ser culpável. é pressuposto da culpabilidade.culpa (inconsciente) não é psicológica. é normativa .Gradualidade da culpabilidade . II . ou sem que tenha ficado demonstrada sua culpabilidade.infração do dever objetivo de cuidado. Um conceito normativo e um conceito psíquico (dolo) não podem ser espécies de um denominador comum. Para Damásio a culpabilidade não é requisito do crime. Rixa qualificada (art. CPB). Imputabilidade. CONCEITO DE CULPABILIDADE I . Ela funciona como condição da resposta penal. É o vínculo psicológico que une o autor ao resultado produzido. I . 5º. Culpabilidade é a responsabilidade do autor pelo ilícito que realizou. com fundamento no simples nexo de causalidade material. III . que apresenta duas facetas : fato típico e ilicitude. teoria psicológica . II .67 CULPABILIDADE A posição da culpabilidade em face da estrutura do crime. representado pelo dolo.O CPB e os requisitos do crime.art. . isto é. a relação subjetiva entre o autor e o fato. Casos na legislação penal brasileira : actio libera in causa na embriaguez (art.normativa e teoria normativa pura.apesar do nexo psicológico entre o autor e o resultado. 137. não há culpabilidade. 28.Introdução.ocorrência de causas que excluem ou diminuem a responsabilidade penal .sujeição de alguém á imposição de pena sem que tenha agido com dolo ou culpa. Teoria psicológica .Teorias da culpabilidade : teoria psicológica. II.dolo e culpa como espécies de culpabilidade. Três sentidos ao conceito de culpabilidade : fundamento da pena. elemento da determinação ou medição da pena e conceito contrário à responsabilidade objetiva.A culpabilidade como pressuposto (fundamento) da pena. Críticas : 1 . par.Responsabilidade penal objetiva .2 . único CPB) . LVII CF.

passando a constituir seus elementos. A culpabilidade é normativa. DA IMPUTABILIDADE I . . É um juízo de valoração a respeito do agente. exigibilidade de obediência ao direito.difere . Dolo e culpa deixam de ser espécies de culpabilidade. ou seja. Há uma reprovação.68 Teoria psicologico-normativa . Culpabilidade é reprovabilidade. que se condiciona à existência de certos elementos : imputabilidade (não como pressuposto. Pode existir dolo sem que haja culpabilidade (causas de exculpação). É. e nela se concentram somente aquelas circunstâncias que condicionam a reprovabilidade da conduta contrária ao Direito. exigibilidade de outra conduta (o poder agir de outro modo). Punição do criminoso habitual ou por tendência. como culpabilidade. sem. reprovabilidade. Dolo psicológico (vontade e consciência) e normativo (consciência da ilicitude). Toda culpabilidade é culpabilidade de vontade. A conduta também precisa ser censurável. sobre o agente autor de um fato típico e ilícito. aquilo a respeito do qual pode algo voluntariamente. Culpabilidade é tanto um determinado conteúdo quanto também um juízo de valor sobre esse conteúdo : é.se da anterior quanto às descriminantes putativas. Críticas : Real consciência da antijuridicidade.Características do finalismo. mas como elemento).Relaciona . somente se pode reprovar ao agente. pois. III . elemento psicológico normativo . . Culpabilidade é a reprovação pessoal que se faz contra o autor pela realização de um fato contrário ao Direito. ao mesmo tempo. Culpabilidade é reprovabilidade da configuração da vontade.dolo (com consciência da ilicitude) e culpa. no entanto. uma relação psicológica e um juízo de reprovação. que recai sobre o sujeito.dolo normativo e reprovabilidade (exigibilidade de conduta diversa). uma censura. Circunstâncias anormais afastam a reprovabilidade.se com a teoria finalista da ação. possibilidade de conhecimento da ilicitude do fato. Elementos da culpabilidade normativa pura : imputabilidade. afastar-lhe o dolo e a culpa.Conceito. Teoria limitada da culpabilidade . Teoria normativa pura da culpabilidade (extrema ou estrita). embora houvesse podido atuar de modo diferente de como fez.

Actio libera in causa. Teoria limitada da culpabilidade.caso de erro de proibição invencível. Arts. sendo. 26 e 27 do CPB. 103 e 112 do ECA. isto é. Sem a imputabilidade entende . no momento da prática do fato o sujeito não possui capacidade de entender e de querer.Causas de exclusão da imputabilidade. 228 CF. pois. § 1º CPB.Introdução. Teoria da imputabilidade moral. Arts. mas cometida no instante em que o sujeito se encontra em estado de inimputabilidade. 101. caput e 28. A ausência de conhecimento da proibição exclui a culpabilidade . Para que uma ação contrária ao Direito possa ser reprovada ao autor.se que o sujeito carece de liberdade e de faculdade para comportar . 26. portanto. DA EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA I . acrescentando que somente os dois momentos conjuntamente constituem. com o que não é capaz de culpabilidade.Imputabilidade e responsabilidade.se de outro modo.Fundamento da imputabilidade. São casos de conduta livremente desejada. IV . será necessário que conheça ou possa conhecer as circunstâncias que pertencem ao tipo e à ilicitude. III .69 Imputabilidade penal é o conjunto de condições pessoais que dão ao agente capacidade para lhe ser juridicamente imputada a prática de um fato punível. a capacidade de compreensão do injusto e a determinação da vontade conforme essa compreensão. isto é. Art. . A capacidade de culpabilidade apresenta dois momentos específicos : um intelectual e outro de vontade. Teoria extrema do dolo.Introdução. Teorias. Teoria limitada do dolo. II . V . inculpável. Arts. a capacidade de culpabilidade. POTENCIAL CONSCIÊNCIA DA ILICITUDE I . Houve liberdade originária mas não liberdade atual (instante o cometimento do fato). Teoria extrema da culpabilidade.

Trata . Coação moral irresistível. XXXIX.Teoria das circunstâncias concomitantes de Frank. capaz de culpabilidade. legalidade (art. e cujo fim é evitar novos delitos. 5º. XLVI) : privação ou restrição de liberdade. 5º. CF). proporcionalidade.70 É a exigibilidade de obediência ao Direito. como retribuição de seu ato ilícito. Conceito atual de culpabilidade : juízo de reprovação dirigido ao autor por não haver obrado de acordo com o Direito. III . A lei adotará as seguintes penas (art.se da possibilidade concreta do autor. XLV CF . ao autor de uma infração (penal). prestação social alternativa. Na Constituição Federal. XLV.Conceito. pecuniárias e privativas e restritivas de direitos.Efeito da inexigibilidade de conduta diversa. quando lhe era exigível uma conduta em tal sentido. perda de bens (art. Caracteres da pena : personalíssima (art. II .preventiva. XLV. Finalidade . Apresenta a característica de retribuição.Classificação. personalidade (art. Doutrinária. suspensão ou interdição de direitos.exceção ao princípio da personalidade). 5º.se em : privativas de liberdade. de poder adotar sua decisão de acordo com o conhecimento do injusto. Prevenção : geral e especial. fins e caracteres. no sentido de certeza de sua aplicação. As penas são : corporais. restritivas de direitos e pecuniárias. CF). DAS PENAS I . privativas de liberdade. consistente na diminuição de um bem jurídico. na reforma penal de 1984 (lei 7209/84) passou a apresentar natureza mista : é retributiva e preventiva (art. . CF). mediante ação penal. A inexigibilidade afasta a culpabilidade. De acordo com o CPB as penas classificam . inderrogabilidade. A pena. restritivas de liberdade. Pena é a sanção aflitiva imposta pelo Estado. multa. II . 59 CP). de ameaça de um mal contra o autor de uma infração penal. 5º. 5º.

semi-aberto e aberto. Reclusão e Detenção. 1º LEP. caput. Art. ou à devolução do produto do ilícito praticado. prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas. à seqüência de execução no concurso material (art. 112.Sentença condenatória com trânsito em julgado . 83 CPB. arts. Art. 34. São penas restritivas de direitos : prestação pecuniária. 69. com os acréscimos legais.três espécies de regimes penitenciários : Regimes fechado. XLIX e L. As penas privativas de liberdade são duas (art. 5º.art. art. CPB). O de Filadélfia. Há três. §§ 1º a 4º CPB. perda de bens e valores. Penas proibidas pela CF . caput). § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou. (Incluído pela Lei nº 10. art. 35 CPB. LEP.Processo de execução. o de Alburn e o inglês ou progressivo. § 2º CPB e art. XLVIII. incs. 5º. DAS PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE I .art.2003) Regras também aplicáveis ao regime semi aberto . Prisão simples . 33.763. interdição temporária de direitos e limitação de fim de semana.71 As penas privativas de liberdade são : reclusão e detenção. à incapacidade para o exercício do pátrio . § 2º e 40. Reclusão e detenção. Sistemas penitenciários. de 12. XLVII. 82/86 LEP e art. 33 CPB .11. 33. Arts. Ação Penal . 33. Diferenças entre reclusão e detenção : Quanto à espécie de regime. Estágios a serem cumpridos pelo condenado que inicia o cumprimento da pena no regime fechado : art.Regimes penitenciários. estabelecimento penal de execução.LCP.

42 CPB. 82.art. 36. Lei 9455/97.Regras do regime semi aberto. CPB . Art. Arts. 34. § 1º.ver Celso Delmanto . caput. 28 a 37 e 40 a 43 da LEP. VI . 92. VIII .arts. Arts. § 7º.Direitos e trabalho do preso. à fiança (art. 34. Arts. XLIX CF. Arts.8º. 1º.Detração penal. VII . CPP). . Arts.Regras do regime aberto. 2º. 87 e 112 LEP. art. § 1º e 83. Arts. CPB. e à prisão preventiva (art. § 2º da LEP. 99/101 e 183 LEP. 72). 97. 59 do CPB e 110 LEP. à medida de segurança (art. CPB. III . § 2º e 112 LEP. art. II .pg. Art. § 1º.Superveniência de doença mental. CP e 8º LEP.art. I. CPB). Arts. É o cômputo na pena privativa de liberdade e na medida de segurança (prestação de serviço à comunidade e limitação de fim de semana) do tempo de prisão provisória ou administrativa e o de internação em hospital ou manicômio. art. 118 LEP. caput. (art. Art. Art. Efeito da regressão e requisitos . 5º.Regime especial. II. Art. 50/52 LEP. 38 e 39 CPB. 10. caput. Início do cumprimento da pena (forma progressiva de execução) . 33. Lei 9034/95. 37 CPB e art.72 poder (art. 35. 323. Lei 8072/90. IV .Regras de regime fechado. 41. Art. arts. caput). 117 LEP. 91 e 92 da LEP. Prisão albergue domiciliar . I e II CPP). 33. Arts. 313. CPB. 93/95 e 113/115 LEP. V .

§ 1º. constituída pela . 43. medidas alternativas e medidas não privativas de liberdade. 11. I. abatimento. 180 da LEP. Também é possível a detração quando a pena em relação à qual se pretende seja ela observada advém de crime cometido antes do delito em decorrência do qual o réu ficou preso provisoriamente IX . prisão decorrente de sentença condenatória recorrível (art. substitutivos penais.proibição de exercício de cargo.prisão em flagrante (arts. V. com as alterações da lei 9714/98. Exs. 126 a 130 LEP.art.Alternativas penais. CPB. DAS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO I . 45. 43. CPB). IV e V são restritivas da liberdade do condenado. as dos incs. penas alternativas. I. II. Penas restritivas de direitos (melhor seria "penas alternativas). 43. 43. suspensão condicional do processo. medidas alternativas. LEP.são sanções de natureza criminal diversas da prisão como a multa. CPB). Art. passou a prever que são penas alternativas. prisão preventiva (arts. 408 CPP). sursis.73 Prisão provisória . Das penas previstas no art. Remição = resgate. prestação de serviço à comunidade e as interdições temporárias de direitos. Remissão . Penas alternativas . prisão temporária (Lei 7960/89). bem . medidas não privativas de liberdade . CPP). substitutivos penais. O CP. prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas (arts. 311 a 316 CPP). a interdição temporária de direitos (art. algumas delas restritivas de direitos : prestação pecuniária (art.301/310 CPP). desconto. Para aplicação do princípio da detração penal deve existir nexo de causalidade entre a prisão provisória e a pena privativa de liberdade. prisão determinada por sentença decorrente de pronúncia (art. parte final. perda de bens e valores (art. função ou atividade pública. 393. 43. 43 CPB. 45.perdão. também é dessa natureza a conversão disciplinada no art. 157 LEP).são meios de que se vale o legislador visando impedir que ao autor de uma infração penal venha a ser aplicada medida de segurança ou pena privativa de liberdade. IV e 46 CPB). perdão judicial.arts. § 3º. Pertencem ao gênero das alternativas penais. Alternativas penais. fiança.Remição .

§ 2º. CPB. III . LEP). CPB). . 58. II. Reincidência . 44 ? V . no qual as penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade. Sistema vicariante . III. art. Arts. 47. 44. São autônomas. CPB). § 2º. 180/184 da LEP. de licença ou autorização do Poder Público (art. 44. O § 2º do art. prestação inominada (art.art. caput. Conversão facultativa . § 5º (compatibilidade entre as duas penas) CPB.Condições. § único.Conversão da pena alternativa em privativa de liberdade. 151. 44. CPB. limitação de fim de semana (arts. Conversão obrigatória . 45. Não constitui obstáculo à imposição das penas alternativas (art.. § 3º. 44. I. CPB). CPB). 51 CPB). § 2º e 58. CPB). CPB. Art. 47. substitutivas. Reincidência específica.74 como de mandato eletivo (art. I. CPB). VI e 48. (Transcrever quadro de requisitos). proibição de freqüentar determinados lugares (art. 43 a 48.art.é o sistema das penas substitutivas. Penas alternativas (restritivas) previstas nos arts. 44. 43. CPB). II . 60 foi tacitamente revogado pelo § 2º do art. Só se dá a conversão após sentença condenatória irrecorrível. §§ 4º e 5º (incompatibilidade entre as duas penas) CPB. IV .art. proibição de exercício e profissão. suspensão de autorização ou de habilitação para dirigir veículo (art. Não alcança a multa. 44. I a III do CPB. CPB). IV. § 2º. Arts. 44. 47. observado os requisitos do art. atividade ou ofício que dependam de habilitação especial. 64.Natureza das penas restritivas de direitos. que é pena pecuniária (art. 47.Multa substitutiva : condenação a pena igual ou inferior a um ano. multa (art. obrigatórias e de execução condicional (art.

se descumprida injustificadamente poderá ser convertida em pena privativa de liberdade (art. 92. Critérios de cominação.75 VI . ou a entidades públicas ou privadas com fim social. 154 e 155 LEP. Art. não poderá ser convertida em pena privativa de liberdade.se sempre ao Estado. 45. de um importância correspondente no mínimo de dez e no máximo de trezentos e sessenta dias-multa.Interdições temporárias de direitos. 56 e 57 CPB. § 3º CPB. Diferença entre prestação pecuniária e multa : A prestação pecuniária destina . DA PENA DE MULTA Natureza . A fixação dever ser feita pelo juiz. 46 CPB. a) b) c) d) Parte alíquota do patrimônio do agente. § 2º CPB. Art.a pena de multa é uma modalidade de pena patrimonial que consiste no pagamento por parte do sentenciado. 45. 5º.art. Art. Art. Fixação da pena de multa. § 4º CPB).Prestação de serviço à comunidade.Perda de bens e valores. 47 CPB. XLVI. VIII . I.Prestação pecuniária e prestação inominada. em face da atual redação do art. Art. Art. 149 e 150 da LEP. § 1º do CPB. I e 45. a seus dependentes. Prestação pecuniária . Prestação inominada . VII . e se não paga. renda. CPB. a um fundo penitenciário. 49 CPB. calculado de modo a corresponder a um trigésimo do salário mínimo vigente à época do fato. 44. dia-multa. . Arts. CF. A pena de multa destina .se à vítima. IX . cominação abstrata da multa. Arts. 43.arts. 51 CPB. Arts.

DO FATO. 60 CPB ("principalmente") . 60. É o que deixa claro o art.MÍNIMO . Quando a quantidade máxima possível revelar-se ineficaz diante da situação econômica do réu.ESPECIAL . II . . o valor. MAIOR .360 XS O VALOR DO MAIOR DIA-MULTA X 3. VALOR DO TEMPO DIA MULTA ART 49 § 1º DO FATO.49). a pedido do condenado e atendida quando indicada pelas circunstâncias. duas operações sucessivas. III .Deve ser paga no prazo máximo de dez dias após o trânsito em julgado da decisão condenatória. etc. dano sofrido pela vítima. Depois. que deve situar-se entre um mínimo de dez e um máximo de trezentos e sessenta dias-multa. Conversão. 49 § 1º CPB). a avidez do infrator. 49). OU A MULTA MÁXIMA X 3 (ART. II .360 XS O VALOR DO MAIOR DIA-MULTA (ART. a quantidade em questão pode ser aumentada até o triplo. nem ultrapassar a cinco vezes o mesmo salário (art.situação econômica do réu. Por primeiro.É admissível o pagamento em parcelas. § 1º). As agravantes e atenuantes não têm aplicação na pena pecuniária. que não pode ser inferior a um trigésimo do maior saláriomínimo mensal vigente. já que a norma incriminadora não fixa a quantidade e o valor do dia-multa. o proveito obtido ou a ser obtido com o crime. Em seguida.MÁXIMO . I . ART.10 XS O VALOR DO MENOR DIA MULTA (ART. a fixação da quantidade.1/30 DO MAIOR SALÁRIO MÍNIMO VIGENTE AO LIMITES DA PENA DE MULTA SEJA. O pagamento da pena de multa obedece a quatro critérios básicos : I .5 XS O MAIOR SALÁRIO MÍNIMO VIGENTE AO TEMPO MENOR . Revogação. 60 em seu § 1º. 58 CPB Pagamento.76 Art.

as penas ligam . as medidas de segurança são indeterminadas. V . as medidas de segurança. Pressupostos de aplicação. e as medidas de segurança não podem ser aplicadas aos absolutamente imputáveis.as penas têm natureza retributiva-preventiva. Conceito de periculosidade . cessando com o desaparecimento da periculosidade do sujeito. (Art.se ao sujeito pelo juízo da culpabilidade (reprovação social). 50 § 2º CPB).é a potência. ao contrário da juízo da culpabilidade. a aptidão ou a idoneidade que um homem tem para converter . DAS MEDIDAS DE SEGURANÇA Introdução.as penas são proporcionais à gravidade da infração.Pode ser exigida mediante desconto no vencimento ou salário do condenado.77 III . desde que aplicada isoladamente ou então cumulativamente com a restritiva de direito ou ainda se houver suspensão condicional da pena. pelo juízo da periculosidade. A execução não se procede mais nos termos dos arts.as penas são fixas. que se projeta sobre o passado. § 1º CPB . 164 e segs.as penas são aplicáveis aos imputáveis e aos semi-responsáveis.se em causa de ações danosas. As medidas de segurança diferem das penas nos seguintes pontos : I . A verificação da periculosidade se faz por intermédio de um juízo sobre o futuro.a prática de fato descrito como crime. 50. IV . A aplicação de medida de segurança pressupõe : I . II .penas e medida de segurança. Sanção penal . III . 168 LEP) IV .se na periculosidade do sujeito. Art.O desconto não pode atingir o necessário ao sustento do próprio condenado ou de sua família. 51 CPB. as medidas de segurança são preventivas. a proporcionalidade das medidas de segurança fundamenta . a capacidade.art. . (art. da LEP.

97 CPB). § único) cuida-se de periculosidade real. independentemente da periculosidade real do sujeito. II . 171 e segs. Sistema vicariante. permitindo a graduação da pena. Imposição de medida de segurança ao inimputável.arts. Periculosidade real e presumida. Colocam .a periculosidade do sujeito. art. Espécies. I.quando ela deve ser verificada pelo juiz. Tratando . . 96. II. 98 CPB). 107 CPB. 97 caput e 26 caput do CPB.se entre o crime e a pena.a lei a presume. 96. Arts. 26.Circunstâncias e elementares do crime. O CPB presume a periculosidade dos inimputáveis (art. Definição e diferença. antijurídico e o sujeito culpado. § único CPB). Direitos do internado. art. Presumida . 26. 99 CPB. §§ 1º ao 4º CPB. § único do CPB . 97. CPB). Execução .se de agente semi responsável (art. Sistema do duplo binário . Detentiva (art. CPB) e restritiva (art. DAS CIRCUNSTÂNCIAS I .Posição das circunstâncias na teoria do crime e da sanção penal. Art. Art. da LEP.pena reduzida ou medida de segurança (art. 26.aplicação cumulativa e sucessiva de pena e medida de segurança.78 II . No caso dos semiresponsáveis (art. 96. Extinção da punibilidade. é necessário que o fato seja típico. Real . art. § único CPB.

Comportamento da vítima. que se subdividem em : gerais comuns ou genéricas. concomitantes e supervenientes.arts.Circunstâncias agravantes.auxiliam o juiz na verificação da culpabilidade do sujeito. Sob outro aspecto podem ser classificadas em : 1º) circunstâncias judiciais (art. exceto quando a pena base for fixada no máximo.são aquelas que escapam à especificação legal e que servem de meios diretivos para o juiz aplicar a sanção penal. IX. Culpabilidade do agente. 65 CPB. causas de aumento e de diminuição da pena. especiais ou específicas.art. Denominam .Circunstâncias judiciais. atenuantes . como os motivos determinantes. São de aplicação obrigatória. 2º) legais. IV . Antecedentes do agente . CPP. § 1º CPB. Conduta social. . IX. 61 e 62 CPB. são aplicáveis somente aos delitos dolosos.arts. Salvo a reincidência. Art. tempo. Circunstâncias subjetivas ou pessoais .79 III .art. 61 e 62 CPB. ocasião. Conseqüências do crime. 26. que podem ser : qualificadoras. 6º.são as que se relacionam com os modos e meios de realização da infração penal. que são : agravantes (circunstâncias qualificativas) . 6º. lugar.são as que só dizem respeito à pessoa do agente. Personalidade . As circunstâncias ainda podem ser : antecedentes.se judiciais porque seu reconhecimento é deixado ao poder discricionário do juiz. V . Personalidade do agente . § único e 60.conjunto de qualidades morais do agente. causas de aumento e de diminuição da pena . sem qualquer relação com a materialidade do crime. Circunstâncias do crime . suas condições ou qualidades pessoais e relações com o ofendido (vítima).art. Arts.Classificação. 59 CPB . Motivos determinantes do crime. 59 caput). objeto material e qualidades da vítima. Circunstâncias objetivas ou reais . CPP.

181. (b) (c) O código permite o emprego de interpretação analógica. Relações de coabitação. (j) ausência de solidariedade humana. CPB - Quando as circunstâncias constituem ou qualificam o crime ou funcionam como escusa absolutória (art. Motivo fútil. enfermo ou mulher grávida. Meio cruel. Velho. Conseqüêncial. de hierarquia eclesiástica etc. 61. Mulher grávida. . CPB. Teleológica. 61. ministério ou profissão. e) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas. Dissimulação.741. (g) abuso de poder ou violação de dever. a. Para que incidam as circunstâncias agravantes do art. I e II do CPB). c.indica o exercício ilegítimo da autoridade no campo privado.II. f. l e d (meio cruel). (a) Conexão. caput. (d) meio empregado pelo agente na prática do crime. Art. ou com violência contra a mulher na forma da lei específica. (l) embriaguez preordenada. 61. II. Traição : material ou moral. Enfermo. Emboscada. de 2006) f) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo. b. Relações domésticas. de ofício. é necessário que o agente conheça os fatos ou elementos que as constituem. como relações de tutela. (e) relações entre o agente e a vítima. (h) Criança. Interpretação analógica. Meio de que podia resultar perigo comum. e. Meio insidioso. de coabitação ou de hospitalidade. (f) abuso de autoridade . Acontecendo o perigo comum .80 Art. Hospitalidade. Motivo torpe. i e j.340. h. de 2003) (i) vítima sob a proteção da autoridade. Ocasional. e g. II. (Redação dada pela Lei nº 10.concurso formal. Subjetivas as dos incisos I (reincidência) e II. São objetivas . g) contra criança. d (salvo o meio cruel). ofício. (Incluído pela Lei nº 11. maior de 60 (sessenta) anos. curatela.

III. Art. III . 170 e 171. Induzimento.Conceito. I. extinção da pena.Eficácia temporal da condenação anterior para efeito da reincidência. Multa.relação hierárquica. II . 7º LCP.Coação resistível (art. Art.Paga ou promessa de recompensa. Ajuste prévio e submissão de vontade. CPB . 77.81 Circunstâncias agravantes no concurso de pessoas. § 1º CPB. início do período de prova do sursis ou do livramento condicional sem revogação. 63 CPB. c) ou irresistível (autoria mediata). Formas : real e ficta.o mandante responderá pelo crime praticado pelo coagido e por constrangimento ilegal. 117. I. Sursis. Autoridade pública ou privada. Conceito de criminoso primário e de criminoso tecnicamente primário.autoria intelectual . Sistemas : da perpetuidade. 83. Art. I. II . 62 CPB. I . Prática de infração penal após sentença condenatória com trânsito em julgado por crime anterior. III .cumprimento da pena. caput. Art. § 2º. 110. . A questão da prova. REINCIDÊNCIA I . 67. 64.não caracteriza o simples conselho.Instigação ou determinação a pessoa subordinada . 155. Perdão judicial. IV . Extinção da punibilidade. II. Art. da temporariedade (reincidência infraqüinqüenal) e misto. VI. IV . Induzir. 120 CPB. Coação irresistível .Pressuposto.Efeitos : arts.65. 61. física ou moral.

Art. 121 § 1º CPB . dominado). 64. Para a atenuante basta que tenha praticado o fato inspirado por tal motivo. VI . violência moral = grave ameaça . IV .física (vis absoluta ) e moral (vis compulsiva ). Outra circunstância relevante. VI . VII .Coação resistível e cumprimento de ordem.homicídio privilegiado. O impulso é irresistível. Arrependimento atenuante. 66 CPB.Evitar ou minorar eficientemente as conseqüências do crime. CPB. Ordem de autoridade superior = legal .exclui a tipicidade . art. O impulso é resistível. art. . I . 15 e 16 do CPB. Provocação injusta. Coação = violência . Impelido (impulsionado. 121 § 1º CPB. 8º LCP.se irresistível exclui a culpabilidade. Influência.Multidão em tumulto.Confissão espontânea. Violenta emoção. O valor social ou moral exerce papel preponderante na determinação da vontade do sujeito.autoria mediata. Logo após.Desconhecimento da lei art.82 V . II. III . se resistível é circunstância atenuante (desde que capaz de diminuir a capacidade de resistência). O grau de eficiência é menor. não manifestamente ilegal = exclui a culpabilidade. manifestamente ilegal = circunstância atenuante. V . CIRCUNSTÂNCIAS ATENUANTES Artigos 65 e 66 do CPB.Menor de 21 anos e maior de 70 anos. Domínio. arts.Motivo de relevante valor social ou moral. 21 CPB. Diferenças. violência física = força bruta . Art.estrito cumprimento de dever legal.Comunicável ou incomunicável. Circunstância atenuante inominada. Qualquer ato injusto.Crimes militares e puramente políticos. II . Art.

2º parte e 74. 157. 24. § 2º. § único. § 1º etc. Opiniões de Roberto Lyra e de Nelson Hungria. Diferença está na fixação da pena base. 262. 157. II . 29. 60. Frações da pena privativa de liberdade . § 1º.art. As causas de diminuição são obrigatórias ou facultativas. As causas de aumento são obrigatórias.Fixação da pena. etc. 122. 28.§§ 1º e 4º. § 1º. 163. Art.Mecanismo da imposição das penas. I a III do CPB. 70. 121. 59. Circunstâncias qualificadoras. §§ 4º e 7º.Juízo da culpabilidade como fundamento da imposição da pena. arts. 11 do CPB. 53 a 58 do CPB. Exceção . 127. Art. 68 CPB.. § 2º. de acordo com a determinação do código.Cominação das penas. § 1º CPB.art. IV . 26. 73. § único. .Fases da fixação da pena privativa de liberdade. III . parte final. Culpabilidade e periculosidade. Princípio da individualização da pena e motivação obrigatória da individualização na sentença. Arts. 155. 60. § 2º. caput. DA COMINAÇÃO E APLICAÇÃO DA PENA I . § 1º. 150. § único. 129. Causas de aumento de pena na parte especial = arts. Causas de aumento na parte geral = arts.83 Causas de aumento e de diminuição da pena. § 3º. 342.. § 2º. § 2º. 14. §§ 1º e 2º. V . 121. 295. § único.

I a III. furto noturno continuado. A da parte especial primeiro. Sursis . motivos determinantes. prevalecendo . 44.Circunstâncias subjetivas. Causa da parte geral e causa da parte especial . Ex. Circunstâncias equivalentes se neutralizam.Tentativa de furto simples. Crime de incêndio .aplica uma e as outras funcionam como circunstância genérica.Tentativa de homicídio privilegiado contra a esposa. Concurso de qualificadoras .crimes culposos. 68. . 68 CPB. 33 CPB. CONCURSO DE CAUSAS DE AUMENTO E DE DIMINUIÇÃO. 2º . Exemplos de fixação da pena privativa de liberdade. reincidência. Fixação da pena base. mediante paga.art. Qualquer pena pode ser substituída se presentes as condições . 250. 1ª parte CPB. 44 CPB . Fixação do regime inicial após a fixação da pena definitiva . 3º . Predominância .arts.menoridade (18 a 21 anos). personalidade do agente. Art. art. b . CONCURSO DE CIRCUNSTÃNCIAS AGRAVANTES E ATENUANTES Art.se de relações domésticas. de 19 anos. Pena igual ou inferior a um ano e não superior a quatro anos. § único. 1º . 4º . 77 CPB e no caso de impossibilidade da substituição por prestação de serviço à comunidade e limitação de fim de semana.84 a .Substituição da pena. se prevista a hipótese ou circunstância judicial.crimes dolosos. pratica crime de calúnia.art. CPB.art.as duas devem ser aplicadas. 59 CPB. Ex.Agente. § 1º e 258. circunstâncias subjetivas e circunstâncias objetivas. Causas da parte geral .devem ser aplicadas.Lesão corporal leve por motivo fútil. art. Causas da parte especial. 67 CPB . CONCURSO DE QUALIFICADORAS Art.

posteriormente confessando a autoria. Concurso aparente de normas. o proveito obtido ou a ser obtido com o crime. Em todos os crimes o mínimo é de 10 e o máximo de 360 (X3) dias multa. Outros secundários : dano sofrido pela vítima. . DO CONCURSO DE CRIMES I . 75 e 76.Introdução. 60 CPB. 69 a 72. § 1º. e 49. Na quantidade de dias multa (arts. Art. a avidez. 60. 60 .crime doloso. ( 1800 salários mínimos X 3 ) Substituição da pena privativa de liberdade por multa . 11 CPB. Portanto correto seria dizer concurso de penas e não concurso de crimes. 49. § 1º CPB. 6º .5400 salários mínimos.Posição da matéria. sendo tratada nos arts. no título das penas e no capítulo que se refere à aplicação da pena. ganância do infrator.1/3 do salário mínimo (10 dias multa X 1/30 do salário mínimo) Máximo da pena de multa . Concurso de crimes. Concurso de agentes.Crime de roubo próprio com emprego de arma em ocasião de incêndio.1800 salários mínimos ( 360 dias multa X 5 salários mínimos ) Máximo especial .Limites da pena de multa. Possibilidade da cumulação.85 5º .se em conta as circunstâncias judiciais e as causas de aumento e de diminuição e para o valor de cada dia multa verifica. caput e 59 CPB) leva . Multa principal e Multa substitutiva ou vicariante. (art. Mínimo da pena de multa .art. Frações de dia multa . caput. Art. II . 60 caput). FIXAÇÃO DA PENA DE MULTA Não há mínimo e máximo de pena de multa cominada na parte especial. Art. 58 CPB .Tentativa de furto durante o período de repouso noturno. No CPB a questão pertence à teoria geral da pena. Fixação do valor do dia multa .se a situação econômica do réu ao tempo da sentença.pena superior e pena inferior a um ano .arts.principalmente a situação econômica.

69.Sistemas sobre a graduação da pena. caput e 70. Entre crimes . 69. Espécies . 70. concurso formal perfeito . O concurso de crimes ou de penas pode ser : material (art. § 1º.previstos no mesmo tipo penal. culposos. Ação/omissão = conduta. .86 III . Sistema da absorção.Concurso formal ou ideal. com um tiro duas pessoas são atingidas. § 2º. caput. V . estupro e homicídio para assegurar impunidade. 70. Crimes heterogêneos .art.art. IV . comissivos ou omissivos. Ex. 2ª parte CPB.art. 70) e crime continuado (art. formal (Art. 70. Requisitos. Ex. VI . caput. 69. CPB. Conceito . 2ª parte).crimes diversos. dolosos e culposos.Concurso material homogêneo . furto e estupro. Sistema da exasperação da pena (arts.Espécies de concurso. Art. Conceito -art. Sistema da responsabilidade única e da pena progressiva única. concurso formal imperfeito .previstos em tipos diversos. 70 e 71). 2ª parte. a testemunha.crimes idênticos. Art. 1ª parte. acidente de trânsito com mortes e/ou lesões corporais. caput. 75 CPB. Sistema do cúmulo material (arts. Crimes homogêneos . Sistema da acumulação jurídica. 69 CPB. Exs. caput. 69).dolosos. homicídio contra A e contra B. furto e estupro.as penas são cumuladas. Art. CPB. consumados ou tentados. culposos. caput.Concurso material ou real. Espécies : concurso formal homogêneo. Aplicação da pena . 69. 71). Concurso material heterogêneo . Ex. concurso formal heterogêneo. Art.

A pena decorrente do concurso formal não pode ser superior a que resultaria do concurso material. pluralidade de crimes. o ato de vontade do agente. mesmo se fracionando na execução. embora o sejam externamente.1/6. caput. contudo a questão subjetiva deve ser apreciada na aplicação da pena (art. 2ª parte). Unidade e autonomia de desígnios. caput. uma ou outra aumentada de 1/6 até a metade. . O CPB adotou a teoria objetiva. a ação é única. porque só o resultado relacionado com o querer criminoso vem integrar a sua conduta. mas vários.1/2. O agente deve ter em vista um só fim. Art. 2ª parte.87 Teoria subjetiva : unidade de conduta. 04 . tendo consciência e vontade em relação a cada um deles. prevê uma causa de diminuição e uma causa de aumento de pena. e 74.1/4. 03 . 70.1/5. 70. podem ser muitos os seus efeitos antijurídicos. arts. Teoria objetiva : unidade de conduta. Á unidade do comportamento externo deve corresponder a unidade interna da vontade. Desígnio autônomo : os vários eventos não são um só perante a consciência e a vontade. agente que mata dolosamente duas pessoas com um só tiro. O que resulta decisivo é realmente o elemento psíquico. 2ª parte. Se este impulso volitivo é um só. Ex. Aumento variável de acordo com o número de crimes : 02 . considerados isoladamente. Não deve haver para os vários crimes desígnios autônomos. Exs. Uma só das penas idênticas ou a mais grave. 73. homicídio e lesão leve. estupro para a satisfação sexual e transmitir doença venérea. 06 ou mais . Há unidade de conduta e autonomia de desígnios ( dirigidos à morte das duas pessoas). unidade de desígnio. O art. mas a aplicação da pena segue a regra do cúmulo material : as penas são somadas. Exs.Ex. caput. Aplicação da pena. motorista que em um acidente causa a morte de duas pessoas ou morte e lesão corporal. 05 1/3. Unidade de desígnio : as diversas ações ou omissões se apresentam à consciência do sujeito como um fato único. Ex. Ocorre autonomia de desígnios quando o sujeito pretende praticar não só um crime. Contaminado de moléstia venérea o agente pratica um estupro. ( Cúmulo material benéfico). É concurso formal. 70. pluralidade de crimes. Pode haver concurso formal entre crime doloso e outro culposo.

aumentada de um sexto a dois terços. Duas teorias. § único) Bem jurídico pessoal.aumento de um sexto até o triplo. O CPB aceitou a teoria puramente objetiva.se uma só. Crimes da mesma espécie. Conexão temporal . Definição. subjetivo . Prevê um causa de diminuição e uma de aumento da pena. caput) e qualificado (§ único). Para Damásio o que diferencia o concurso material do crime continuado é a existência do elemento subjetivo do agente.crimes cometidos em período inferior a um mês.unidade de desígnio. considerando as circunstâncias objetivas.88 VII . Homogeneidade das circunstâncias. Aplicação da pena. Conceito : art. Numa noite furto de vários escritório de um mesmo edifício. Unidade de desígnio. aplica .se a mais grave. O crime continuado pode ser : simples (art. caput.se das mesmas relações e oportunidades ou com a utilização de ocasiões nascidas da primitiva situação. funcionário que em várias situações furta o patrão. . Tipo qualificado . Teoria objetivo-subjetiva : requisitos objetivos + requisito Teoria puramente objetiva : dispensa a unidade de ideação ( requisito subjetivo) e deduz o conceito de condutas continuadas dos elementos exteriores da homogeneidade. (art. Conexão espacial . Aumento de acordo com o número de crimes.crimes cometidos em cidades próximas. Continuação.Crime continuado. com o aumento de um sexto a dois terços. Pluralidade de crimes da mesma espécie. Circunstâncias objetivas homogêneas + necessidade dos delitos terem sido praticados pelo sujeito aproveitando . aplica . 71. 71. Requisitos : Pluralidade de condutas. É imprescindível que o infrator tenha agido num único contexto ou em situações que se repetem ao longo de uma relação que se prolongue no tempo. 71. penas diversas. Ex. Tipo simples : penas idênticas.condição de tempo .

desafoga o Poder Judiciário. 71. com violência ou grave ameaça à pessoa. O tempo de cumprimento da pena não pode ultrapassar 30 anos.Concurso de crime e contravenção. crimes dolosos. evita os efeitos criminógenos da prisão. e não pode ser superior a que resultaria do concurso material.Aplicação da multa. I. Lei 9099/95. IX . cuidando . 98. Art. Dificilmente o juiz decidirá pelo nexo de continuidade sem verificar o elemento subjetivo do agente.Generalidades. VIII . 76 CPB.importante forma de despenalizar sem descriminalizar. Art. A circunstância de os delitos componentes atingirem bens jurídicos pessoais não impede a continuação. 62 Lei 9099/95. Conciliação judicial : transação penal. SUSPENSÃO CONDICIONAL DA EXECUÇÃO DA PENA. Objetiva a reparação dos danos e prejuízos sofridos pela vítima. Art. X . Persecutio criminis.Limite das penas. CONCILIAÇÃO JUDICIAL : TRANSAÇÃO PENAL. I . Art.Competência dos Juizados Especiais Criminais. LIVRAMENTO CONDICIONAL.se de interesses jurídicos pessoais.vítimas diversas. Aumento até o triplo. Um dos requisitos é a identidade do ofendido. .89 O CPB adotou a teoria objetiva a respeito do crime continuado. é mis econômica. art. 75 CPB. Art. SUSPENSÃO DO PROCESSO. CF. 72 CPB. § único . Transação penal . II .

conseqüentemente. Competência.90 Jurisdição. tratando . Tecnicamente assistida .se de ação pública o Ministério Público poderá transigir . complexidade ou circunstâncias do caso : avaliação compete ao Ministério Público (arts. Lei 9099/95). V . por crime. Competência da Justiça Federal . 75 Lei 9099/95). VI . à pena de prisão. Jurisdição Criminal. relação dialética entre parte e mediador.Procedimento da conciliação penal. § 2º. exclusiva do acusado.Lei 10259/01 (Período de vacatio legis). quando se tratar de infração de menor potencial ofensivo. Formal . Competência em razão do local (art. Ministério Público e Juiz devem manifestar .Requisitos de admissibilidade da transação. Causas modificadoras da competência : Procedimentos especiais.proposição da aplicação imediata de pena alternativa restritiva de direito ou multa . Lei 9099/95 : Infração de menor potencial ofensivo. Na audiência preliminar : Esclarecimento judicial sobre a possibilidade de composição dos danos e de transação penal (arts. . composição somente dos danos civis .a autodisciplina e o senso de responsabilidade exigem o comprometimento moral e emocional do autor. Impossibilidade de transação "ex officio" . Personalíssima .deve ser formalizada na presença de defensor.a decisão final é personalíssima e voluntária. III . prognose favorável da necessidade e suficiência da transação penal. Competência funcional. não ter sido beneficiado.se fundamentadamente para deixar de concedê la. ausência de citação pessoal . § único e 69. 60 e 61 Lei 9099/95). 72 e 73 da Lei 9099/95). Voluntária. §§ 2º e 3º Lei 9099/95). caput. nos termos desta lei. IV . Para o Ministério Público trata . 76.respeitado o princípio da reserva legal (art. 61 e 76. 63 Lei 9099/95). nos últimos cinco anos. Satisfeitas as três condições a transação penal é um direito público subjetivo do autor do fato.Princípio da presunção da inocência. 66.se de disponibilidade temperada ou regrada.Características da transação penal. Lei 9099/95. ausência de condenação irrecorrível. inviabilizada a composição dos danos (art.arts. 77. Competência em razão da matéria (arts. com a aplicação de pena restritiva ou multa. Arts.conseqüências (art. 74 Lei 9099/95).

Requisitos objetivos : natureza e quantidade da pena (arts. Pressupostos ou requisitos (levando em conta a pessoa do réu. não há conversão do benefício em pena de prisão. §§ 4º e 5º CPB e arts. irretocáveis . § 1º e 44 CPB). Requisitos especiais : pena mínima cominada igual ou inferior a um ano concessão baseada na necessidade e suficiência e rigor no exame das causas de revogação para a prevenção geral.Requisitos ou pressupostos necessários. o fato e suas circunstâncias). A pena restritiva de direito imposta em decorrência da transação penal poderá ser convertida em privativa de liberdade (art.comuns ao sursis (art.Vantagens e desvantagens : transação penal e suspensão condicional do processo. 77 CPB). a sentença não constitui titulo executivo.art. 86 Lei 9099/95. 89 lei 9099/95). Requisitos especiais . Suspensão condicional do processo. sofre sanção penal. 77 e 80 CPB). VII . não há aplicação da sanção pena. 64. VIII . I . Art.Introdução.criados pela Lei 9099/95. São os estabelecidos para o sursis (art. Requisitos gerais . Exclusão dos crimes de ação de exclusiva iniciativa privada. § 1º. 181 a 184 da LEP). 44. é mais favorável na aplicação apenas de multa. (art. Requisitos gerais. Transação penal : o acusado assume a culpa. que não tenha sido condenado irrecorrivelmente por outro crime (doloso ou culposo) . I e 63. que o acusado não esteja sendo processado por crime. 78. não há obrigação de reparar o dano. prognose de não voltar a delinqüir : benefício destinado àquele de mínima culpabilidade. a reparação do dano é requisito indispensável. II . que poderá ser convertida em prisão. 79 Lei 9099/95). Os dois institutos objetivam evitar o encarceramento. 89. Suspensão do processo : não há culpa.Conseqüências do descumprimento de penas alternativas.91 Na audiência de instrução e julgamento (art. Requisitos subjetivos : não reincidência em crime doloso. Inaplicabilidade de penas restritivas de direitos.

I a IV. Impossibilidade de suspensão do processo ex officio.92 antecedentes. § 1º. ao oferecer a denúncia. 156 e segs. II . III . de imposição obrigatória .Extinção da punibilidade. bem como de relevantes motivos e favoráveis circunstâncias.Introdução. de boa índole a personalidade. § 7º. § 4º.art. 89. Lei 9099/95.Sistemas.Causas de revogação da suspensão do processo. 89. Toda vez que a pena cominada não for superior a um ano ou se tratar de contravenção penal o Ministério Público. Causas de revogação facultativa . Presentes os requisitos a suspensão condicional do processo constitui . Lei 9099/95. Condições legais e judiciais. 89. art.se em direito público subjetivo do acusado.la. Causa interruptiva da prescrição . deverá fundamentar porque deixou de propô .Condições necessárias para a suspensão do processo.Período de prova .§ 6º. lei 9099/95. Arts. VI . 107 CPB e 89. § 3º. Arts. DA SUSPENSÃO CONDICIONAL DA EXECUÇÃO DA PENA SURSIS I . da LEP. § 5º da Lei 9099/95. 89. Cabimento do habeas corpus. 89. Causas de revogação obrigatória . 157 LEP. em que o beneficiário tem o processo suspenso e durante o qual deverá cumprir as condições que lhe forem impostas. V . . entre dois a quatro anos. Lei 9099/95 e art. IV . de imposição facultativa .art.lapso temporal. Arts. 77 a 82 do CPB.art. Condições judiciais. Condições legais.art. § 2º lei 9099/95.

II e III. I. Objetivos . 77. Quantidade da pena .Formas. 77 CPB. Qualidade da pena. Extinção da punibilidade em relação ao crime anterior. Art. Art. 64.art. e § 2º. 77. Antecedentes judiciais não ser reincidente em crime doloso. art. II. Se o condenado cumpriu integralmente as condições do sursis ? Vindo a praticar outro crime poderá obter a medida penal ? Durante o sursis permanecem suspensos os direitos políticos . 78. 91 CPB. I.permanece para efeito de impedir o sursis.art. caput. São abrangidos pelo sursis ? Art. 77. . § 1º CPB. III . etário e humanitário. 77. Art.art. III.art. 77. anistia.art.antecedentes pessoais e qualidades pessoais do réu . CF. Efeitos secundários da condenação. Depois da sentença condenatória transitada em julgado . CPB. 81. Exceções : abolitio criminis. do CPB. 11 da LCP. 77. I do CPB e da multa antecedente. CPB. do CPB. IV . § 2ª parte CPB. Art.93 Sistema anglo-americano . art.Requisitos.Sursis. A extinção da punibilidade pela prescrição retroativa em relação ao crime anterior impede o sursis ? Se foi concedido o perdão judicial ? art. Antes da sentença condenatória transitada em julgado. e art. Sursis especial . III e 44 do CPB. 15. 1ª parte CPB. Sursis simples . § 2º.art. art.quantidade e qualidade da pena . Sursis humanitário .Europeu Continental . 120 CPB. 80 do CPB. Sursis etário . Subjetivos . II.Sursis simples. § 2º CPB. 64. Anterior condenação à multa.Probation system Sistema belga-francês .Art. 77.

11. §§ 1º e 2º. Art. Espécies : especial ou simples . (art. § único. § 3º CPB).Introdução. CPB).Prorrogação e extinção da pena .94 Requisitos do sursis especial : não reincidência em crime doloso. 78. art. Requisitos objetivos : Art. CPB. § 2º CPB. É o lapso temporal no qual o condenado deve cumprir determinadas condições sob pena de revogação da medida e cumprimento da pena privativa de liberdade. VI . humanitário e na LCP. 81 e 161 da LEP).art.cumprimento de metade da pena. IV e V. I a III. Objetivos . . A sentença que concede. 131 e segs. Remição da pena . 128 da LEP. da LEP. § 1º.inciso III. 83. circunstância judiciais favoráveis (art. reparação do dano.Período de prova e condições. caput e incisos I. II . da LCP. DO LIVRAMENTO CONDICIONAL I . 83 a 90 do CPB. ordinário ou qualificado . 79 CPB). facultativas (art. 81. 81. CPB e art. As causas da revogação do sursis são : obrigatórias (art. São condições legais (art.la ou prorrogar até o máximo o período de prova. I e II CPB. 161 LEP). 82. denega ou revoga o sursis não faz coisa julgada. § 2º. do CPB. CPB. 78. 83. V . etário. Na revogação facultativa o juiz tem a opção de revogá . II. salvo justa causa. CPB). Arts.Pressupostos. Arts.cumprimento de um terço da pena.art. VII . Efeito da revogação. Sursis simples. judiciais (art. 81. Subjetivos . 81.Revogação. 83.art. Art.

VI . VII . CPB). II. I. 141 da LEP.requisitos : cumprimento de mais de dois terços da pena e não reincidência específica nos delitos previstos do dispositivo. 86. II. 86. do CPB) e legais (arts. Art. 86 e 87. 86. §§ 1º e 2º. 2º. I. V .Causas de revogação obrigatória do livramento condicional. Art. CPB. 142 da LEP. CPB). 87. As causas de revogação do livramento condicional são : judiciais (art. 87. CPB). 86. parte final e 88 do CPB e art. do CPB. 84 e 88 do CPB e art. IV e art. 132. Art. Crime cometido antes do período de prova (art.art. CPB) e facultativas (art. Art. 88.Revogação. CPB. V. Art.arts. 131. Os fatos de revogação devem ocorrer durante o período de prova.Concessão do livramento condicional e período de prova. I e II.o sentenciado tem de cumprir a pena que se encontrava com execução . Art. a)Efeitos da revogação do livramento condicional em face de condenação irrecorrível pela prática de infração penal anterior ao período de prova (crime ou contravenção) .95 Art. Arts.Causas de revogação facultativa do livramento condicional. CPB . IV . 141 e 142 da LEP. 137 e 139 da LEP. 84 CPB. 91. parte final. As causas de revogação ainda podem ser : obrigatórias (art. do CPB. b)durante a vigência do período de prova . 1ª parte. 83. 83. CPB. ou c)em face de descumprimento das condições impostas na sentença . 87. III. III . 86. Crime cometido durante a vigência do livramento condicional (Art. 83. 87 CPB). Arts. § 1º da lei 8072/90. Requisitos subjetivos : art.Efeitos da revogação do livramento condicional.

Art. .Efeitos penais secundários. 89 do CPB. a) revogação facultativa ou obrigatória do sursis anteriormente concedido. ou. 145 e 146 da LEP. ao término do período de prova o juiz pode declarar a extinção da punibilidade ? EFEITOS DA CONDENAÇÃO I .Efeitos extrapenais. e) a interrupção da prescrição da pretensão executória quando caracterizar a reincidência. Entre as conseqüências de natureza extrapenal há efeitos civis. não é computado na pena o tempo em que esteve solto.Efeitos penais.Prorrogação do período de prova. Respondendo o liberado por crime cometido antes da vigência da medida. administrativos.Extinção da pena. II . medida de segurança para os semi-imputáveis. Produz a condenação como efeitos secundários conseqüências de natureza penal ou extrapenal. a revogação da reabilitação. VIII . g) a inscrição do nome do condenado no rol dos culpados. III . quando tratar de reincidente. políticos e trabalhistas.96 suspensa. Arts. eventualmente. não pode mais ser favorecido por novo livramento condicional em relação a essa pena. Produz a condenação como efeito principal a imposição de penas para os imputáveis. d) o aumento do prazo da prescrição da pretensão executória quando caracteriza a reincidência. Art. b) a revogação facultativa ou obrigatória do livramento condicional. IX . 90 do CPB. Condenação = ato através do qual o juiz impõe uma sanção penal ao sujeito ativo de uma infração. f) impedimento do reconhecimento de crimes privilegiados. c) a caracterização da reincidência pelo crime posterior.

CPP . V. Art. II. Lesão corporal dolosa ou culposa (art.fato atípico.arts. 1545/1548 CC. III. CPP . V . 91. I. Político (art.1538). II. Art. 386. As indenizações por atos ilícitos estão reguladas no Código civil. 26. 159 CC. I e III. 386. 386.Absolvição por inexistir prova de ter o réu concorrido para a infração penal (arts.para o STF é condenatória.97 Espécies : Civis (art. Art. 63 e 64 do CPP). Art."in dubio pro reo". CPC).Absolvição por não constituir o fato infração penal . Sendo pobre o titular à reparação do dano (art. Art. Administrativos ( art. Sentença condenatória = sentença meramente declaratória no tocante à indenização civil. 67. I. As sentenças que reconhecem a prescrição da pretensão e as de homologação da composição e da transação penal (lei 9099/95) também não são condenatórias.Efeitos da sentença absolutória. CPP . "Actio civilis ex delicto" Art. Art. do CPB). 584. Art. 92.Reparação ex delicto. CPB. Art.Absolvição por estar provada a inexistência do fato . caput.condenatória a sentença que substitui a pena por medida de segurança. . Inexistindo sentença condenatória irrecorrível (arts. Sentença concessiva do perdão judicial . 160 CC. 386. IV . CPP). CPB). 1525 CC. Homicídio (art. Art. A sentença que julga o agente inimputável (art. do CPP). do CPB). CPB) é absolutória (art. Art. 1537). 68 CPP). 92. 5º. 63 do CPP. 1525 CC e 66 CPP). II. 26. 386. 1525 CC e 66. V e X da CF. 92. (art. Art. I e II. 152 CC. Art. CPP . final do CPP. III. 66 e 67 CPP. Trabalhista (justa causa para a rescisão do contrato de trabalho). Para o STJ (Súmula 18) é declaratória de extinção da punibilidade. I. IV. 65 CPP. Arts. § único CPB . Tem a natureza de título executório (art. 91. Arts. Art. 386 do CPP.Absolvição por não haver prova da existência do fato .

do CPB. § 2º lei 6368/76. mas sim sobre instrumentos (instrumenta sceleris) e produtos (producta sceleris) do crime e de qualquer bem ou valor (pretium sceleris) que constitua proveito auferido pelo agente com a prática do fato criminoso. em que resulte do crime incompatibilidade com o exercício do pátrio poder. 92.independe de ação penal. 65 CPP.Absolvição por existir circunstância que exclua o crime ou isente o réu de pena. CPP . 6º. tutela ou curatela. V. Só se efetivará o confisco previsto no art. I e II do CC.seqüestro dos bens imóveis adquiridos pelo indiciado com os proventos da infração. VI . tutela. Não incide sobre bens particulares do sujeito. II. Art. II e 45 do CPB) Art. 243 da CF. A CF. curatela ou abuso de autoridade de seu titular. 160. Art. (art. 21. art. 123 CPP) ou não reclamados os bens ou valores e não for aplicada a pena restritiva de direitos da perda de bens e valores do condenado. XLVI.Confisco. § único. CPB). A absolvição criminal com base em excludente da culpabilidade não impede a ação civil de reparação do dano. b. § 1º CPB. A perda dos instrumentos e do produto do crime é automática. VII . É efeito da condenação. lei 6368/76. no art. Sentença absolutória decorrente do reconhecimento de causa excludente de ilicitude que não exclui a actio civilis ex delicto : a) arts. CPB). § 2º. . 23 CPB e Arts. CPB na hipótese de permanecer ignorado o dono (art. É a perda de bens do particular em favor do Estado após o trânsito em julgado da sentença condenatória. o prevê como pena. 43. 5º. II. Arts. Art. 22. 118 e 120 CPP). Art. b) art. 386. 40. É efeito específico e deve ser declarada motivadamente na sentença. 91. apenas de ação expropriatória. (Arts.Incapacidade para o exercício do pátrio poder. 34. Confisco e apreensão (arts. 122/124 CPP. 27 e 28. Previsto como pena restritiva de direito (arts. (art. decorrendo do trânsito em julgado da sentença como efeito da condenação. Pode ser excluída pela reabilitação. 1519 e 1520 do CC. Deve ser reservada para os casos de maior gravidade. (lei 8257/92) . É requisito a condenação por crime. II.98 Art. Art. Não se constitui em pena. Também sem caráter penal a perda de bens ou valores no caso de enriquecimento ilícito dos agentes públicos (lei 8429/92). 1540 CC. 94. Não é necessário que conste expressamente da decisão. 125 CPP . 92.

(art. caput. Art.Condições. 92). Art. Tem a finalidade de conferir ao reabilitado um boletim de antecedentes criminais sem anotações. Também deve ser motivada pelo juiz na sentença.Art. CPB. 92. I. caput. § 5º. CPB. a e b. CPB. IX . CPB. 312 a 326 CPB. I.art. Art. b. Negado o requerido .se de causa suspensiva de alguns efeitos secundários. art. CPB. 47. § único. Art. 94. CPB diferença. da condenação (art. IV. caput. 202 LEP. parte final). I. CPB.Art. 94.Efeitos trabalhistas.lo motivadamente na sentença. Pode ser atingida pela reabilitação. III. Art. Art. III. 55. 15. 1º. I. § 2º. do CPB.§ único. Não rescinde a condenação . 327 CPB. 47.Conceito e efeitos.art. diferença. Efeitos específicos. I. específicos. a. Art. Trata .Art. I. 92. O juiz deve declará . 1º efeito administrativo . CF. REABILITAÇÃO I . do CPB. Arts. É a reintegração do condenado no exercício dos direitos atingidos pela sentença.99 VIII . VI. CPB. Art.efeito automático da condenação. IV. 2º efeito administrativo . Revogação da reabilitação . DA PERSECUÇÃO PENAL DA AÇÃO PENAL .Efeitos administrativos e políticos. II . CPB = arts. 64. 95 CPB. lei 9455/97 . 92. 92. 93. 92. 92. Art. Efeito político .

IV . 100. Retratação da representação : art. caput.(arts. Art. do CPP. O quê é representação ? Quem poderá exercer esse direito ? Arts. caput. § 3º. 100. § 2º. § 1º CPB. 2ª figura. § único CPB) . CPP e art. 145 e 161. . III . Contagem do prazo : art. O quê a denúncia deve conter : art. 7º. Art. 38 CPP). CF. Ação penal privada personalíssima. 100. 5º.Conceito. Considerando o objeto jurídico do delito e o interesse do sujeito passivo em movimentar a máquina judiciária no sentido de aplicar o Direito Penal objetivo ao fato cometido pelo agente. Como saber qual o tipo de ação penal ? Regra geral . 1ª parte do CPB e 24. CPP. 100. Ação penal privada (arts. caput. 30 CPP. 140.24. 30 CPP). 798. Ofendido doente mental ou com interesses colidentes com o representante legal : Art. Prazo decadencial no concurso de crimes. caput. 24. § 3º CPB. 102 CPB. Prazo para o exercício do direito de representação : art. 154 CPB) e requisição do ministro da justiça (art. Art. Promovida por denúncia do MP. Art. 29 e 46 do CPP. Natureza jurídica da representação : É condição de procedibilidade da ação penal pública. 24. CPB. Art. caput e 39 CPP. Prazo decadencial. Ação penal privada subsidiária da pública (arts. 33 CPP. I. 100. § 1º. Prazo para oferecimento : Art. 46. Não exercício do direito de representação no prazo legal : Arts. CPB e 24. (Art. b.art. caput. Ofendido morre ou declarado ausente : Art. Art. 1ª parte do CPP) Ação penal pública condicionada : representação (art. Inexistência de representante legal.Ação penal privada. § 1º. LIX CF). 41 CPP. 2ª parte.Ação penal pública. § 3º CPB. 107.Classificação. 103. 103 CPB e 38 CPP. CPB. Art.100 I . CPB e art. caput. § 2º. 129. II . § 1º CPP. Ação penal pública incondicionada. 2ª parte. 119 CPB). 100. 145. CPP. IV. 10.Arts. CPB. 100.

Prazo para oferecimento : Art. 5º. Não exercício do direito de queixa ou de representação no prazo legal : Arts. Art. parte final). iniciada a ação penal mediante denúncia ou queixa.Ação penal no crime complexo. 34 CPP. V . 53. 236. caput. § 4º CPB. CPP. Ação penal privada subsidiária da pública : art. § 3º. Concursos formal. Formal ou processual. 240. Conteúdo da queixa .Ação penal no concurso de crimes. A imunidade parlamentar pode ser : Material.se através de queixa. Art. 103. Art. 103. 38 CPP. 103 CPB. caput. Inicia . A licença constitui condição de prosseguibilidade e não procedibilidade. § 5º CPP. CF). (Novo Código Civil). 2ª figura. 2º e 3º. § 2º CPB. a ação penal só pode prosseguir em face de licença da Câmara ou do Senado (§ 1º. CPB. Diferença : art. 27. IV. CPB e art. § 1º. 107. Ofendido morre ou é declarado ausente por decisão judicial : Art. § 2º do CPB.art. Art. 101 CPB. art. Art. 41 CPP. Quanto aos referidos crimes. 100. CPB e art. 38 CPP. CPB. §§ 1º. VII . Art. final. CPP. 100. material e crimes conexos. § único. 33 CPP. § único e art. CPB. 339 CPB. Exceções : crimes de ação privada personalíssima : art. A expressão "salvo disposição em contrário" dos arts. Art. 103 do CP e 38 CPP. 101 e 100. salvo flagrante de crime inafiançável. Art. CF. por medida de utilidade pública : Os deputados e senadores : quanto aos delitos aos quais não se aplica a causa funcional de exclusão de pena não podem ser presos. 236. § 1º. 240. desde a expedição do diploma até a inauguração da legislatura seguinte (art. Sentido amplo. Deputados estaduais : art. A imunidade parlamentar formal ou relativa constitui prerrogativas processuais. .38. VI . Obrigatório o litisconsórcio. Ofendido menor de 18 anos. 24. Exemplos. final. Crime complexo : Sentido estrito. Denunciação caluniosa.Imunidade parlamentar formal ou processual. Arts.101 Ofendido maior de 18 anos e menor de 21.

CPB. § 2º. 7º.Conceito de punibilidade. 1ª parte. 108 CPB. 312. d.Causas extintivas da punibilidade. Art. III . Relevante para a reincidência e outros efeitos da sentença condenatória irrecorrível. CPB. VIII .Condições objetivas de punibilidade. § 2º. CPB. . II . VI . Art. Exemplificativa. Art.Escusas absolutórias. 181. V . § 2º. As causas extintivas da punibilidade têm efeito ex tunc ou ex nunc. CPB. não obstante a culpabilidade do sujeito. Hipóteses do art. Regra geral : só alcançam o direito de punir do Estado. Exs. 107 do CPB. 90 CPB.102 DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE I .Momento de ocorrência das causas extintivas da punibilidade. São causas que fazem com que a um fato típico e antijurídico. Art. Art. 82 CPB. Regra geral : ocorrendo após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória haverá a reincidência. CPB. Subsistem o crime com todos os seu requisitos e a sentença condenatória irrecorrível. b e c. Art. 348. Exceção : abolitio criminis e anistia : apagam o fato praticado pelo agente e rescindem a sentença condenatória irrecorrível.7º. não se associe pena alguma por razões de utilidade pública. CPB. IV .Imunidade parlamentar material. É norma exaustiva ou enumerativa (exemplificativa) ?. § 3º. § 2º. 240. Art. Situam se na parte especial do CPB. art. Art.Efeitos da extinção da punibilidade. I e II. VII . 107 CPB.Análise do art. Duas exceções : abolitio criminis e anistia.

CPB. 59 CPB. Art.. I . Art. art. 142. Vereadores : art. Art. CPB. CF. § único. CPB.103 A imunidade parlamentar pode ser : material.Extensão. CPB. caput. 107. 120 CPB. CPB. CPB. 107. IV . CF. V . § 1º. calúnia.Conceito e elenco. § 5º CPB. Art. 129. CPB. IX . § 3º. É o instituto pelo qual o juiz não obstante comprovada a prática da infração penal pelo sujeito culpado. 107. III.Distinções. CF. IX. V. Inviolabilidade quanto aos delitos de opinião : incitamento a crime. III . deixa de aplica a pena em face de justificadas circunstâncias.Abolitio Criminis. Art.Natureza jurídica. Arts. Exs. 176. apologia de crime ou criminoso. 180.Introdução. Perdão do ofendido. § 8º. difamação e injúria. 53. A sentença que concede o perdão judicial é condenatória ou absolutória ? É condenatória para Damásio. I. formal ou processual.Natureza jurídica da sentença concessiva. Art. Art. 29. VI. 27. II . III. Imunidade material. vilipêndio oral a culto religioso. parte final CPB. Súmula 18 do STJ : é declaratória da extinção da punibilidade. 121. Escusas absolutórias. DA MORTE DO AGENTE I . Art. etc. Deputados estaduais : art. 105/107. Art. Constitui causa funcional de exclusão ou isenção de pena. Art. . PERDÃO JUDICIAL.

Anistia especial. II . II . 21. 62 CPP. Art. Art. XII. Anistia condicionada e Indulto condicionado. Quem pode conceder a anistia : arts. Art. graça e indulto. CF. Pode ser recusada ? Estende . parcial ou restrita. Refere . 739 CPP. . Art. Distinção entre graça e indulto. GRAÇA E INDULTO I . É o esquecimento jurídico de uma ou mais infrações penais. para apaziguar os ânimos. Arts. A anistia é lei penal e depois de concedida não pode ser revogada.Graça e indulto. § único. etc. CF.Anistia.se a fatos ou pessoas ? Quais os seus efeitos ? Rescinde a sentença penal condenatória ? Impede a execução da sentença condenatória para efeito de reparação do dano ? Formas de anistia : própria. XLII e Lei 8072/90. 89 CPP. Art. 188 e 189 LEP. III.104 A responsabilidade penal é personalíssima. 107. DA ANISTIA. Art.Prova. 5º. Crimes hediondos. geral ou plena. Na LEP é tratada como indulto individual.execução da indulgência soberana. CPB. rescinde a condenação e extingue totalmente a punibilidade. LEP . 187 e segs. XVII e 48. 84. condicionada. Entre anistia e indulto e graça. III . Anistia comum.se a pena de multa ? Diferenças entre anistia (exclui o crime. CF. imprópria. acalmar as paixões sociais. § único (delegação). 96. CPB. A CF não menciona a graça. 5º. Deve ser concedida em casos excepcionais.Introdução. Quem concede a graça e o indulto : Art. Art. Arts. incondicionada. Certidão de óbito falsa. XXXVI e XL. Entre anistia e abolitio criminis. VIII.

104.Conceito de renúncia do direito de queixa. 157. Morte da vítima. Art. A graça e o indulto podem ser : plenos. indulto e crimes hediondos. 104.art. III . caput. CPB e art. § único. 104. II . Dupla subjetividade passiva e renúncia de uma das vítimas. CPB. 29 CPP). RENÚNCIA E PERDÃO I . A graça e o indulto pressupõem sentença condenatória irrecorrível ? Quais os efeitos da graça e do indulto ? Impedem a execução da sentença condenatória no juízo cível para efeito de reparação do dano ? O indulto se estende à pena de multa ? Art. § único. CPB. § 2º. 103 do CPB. caput. V. 48 e 49 CPP. 31 CPP ? Art. Arts. 107. IV . 104 CPB. Art. . Cabimento na ação penal privada subsidiária da pública. 2ª parte. 50 CPP) e tácita (art. 104. 192 LEP. 34 do CPP e Art. Exclusão de um dos autores indica renúncia tácita ? Art. § único. 1ª parte. CPB. 1860 de 13/04/96 . Art.105 Exemplo de indulto : Dec.não beneficiou os autores do crime de roubo . Art. II e III. É a abdicação do ofendido ou de seu representante legal do direito de promover a ação penal. 1ª parte. Podem ser recusados ? Graça. Concurso de pessoas. 49 CPP.(Art. 50. Renúncia expressa (art. A renúncia do cônjuge importa a renúncia das outras pessoas enumeradas no art. Art. Indenização do dano causado pelo crime e renúncia tácita ? Art.Conceito de perdão aceito como causa de extinção da punibilidade. § único.Formas de renúncia. Lei 9099/95. parciais.Oportunidade da renúncia. 74. CPB). CPP.

III.106 Perdão é o ato pelo qual. Art. Diferença : Perdão do ofendido e Perdão judicial. 2ª figura.Titularidade da concessão do perdão. do CPB. Art. CPB. Arts. Art. V . IV.Oportunidade do perdão. CPB. § 1º.art. Ofendido menor de 18 anos.Decadência do direito de queixa e de representação. 1ª figura. 106. CPB. VI . iniciada a ação penal privada. caput. o ofendido ou seu representante legal desiste de seu prosseguimento. Decadência . § 2º.Arts. 50 e 56 CPP. 52. 3ª figura. 106. do CPB : processual . CPB. caput. CPP). 2ª figura. extraprocessual.Formas do perdão.Aceitação do perdão. VIII . .art. CPB. CPB. CPP. Art.art. 52 e 54 CPP. CPB. 2ª figura.arts. Art. Aceitação do perdão . 105. CPB. CPB. I e III. 58. Art. 106. 56 e 58 do CPP e art. Art. 106. 103.Efeitos do perdão aceito no concurso de pessoas. CPB. CPP) e tácita. e § único. CPB. 50. caput.é a perda do direito de ação do ofendido em face do decurso do tempo. (Novo Código Civil). Art. 51. art. 53 CPP. DECADÊNCIA E PEREMPÇÃO I . Art. Art.querelado menor de 21 anos e maior de 18 anos .106. Decadência na ação penal privada e na ação penal pública condicionada. Motivo da exigência da aceitação do perdão. Art. expressa (art. e § 1º. 59. V. VII . caput. 106. Não cabe na ação penal privada subsidiária da pública.art. CPP. IX . A aceitação pode ser : processual (expressa ou tácita. 107. caput. 106. II. caput. 107. expresso . 106. e tácito . extraprocessual . 106.

Cabe após o início da ação penal privada. extinguir. Eles oferecem queixa. 107. Ação penal privada subsidiária da pública. Antes. Ex. Só é possível na ação penal exclusivamente privada. É a perda do direito de demandar o querelado pelo mesmo crime em face da inércia do querelante. a decadência ou a renúncia. II .se em conta a data da publicação da sentença. Leva .Casos de perempção da ação penal. Súmula 594 do STF. 60. 143 CPB . Querelante e querelado. Diferença entre decadência e prescrição.possível em todos os crimes contra a honra. IV . Antes da sentença . VI. Arts. Art. Arts. IV. diante do que o Estado perde o direito de punir. pôr termo a alguma coisa. Art.Titularidade do direito de queixa ou de representação e decadência. 3ª figura. Art. Art.Casos. 236 e 240 CPB. . 107. 60.107 Não se aplica à requisição do Ministro da Justiça. III . CPP. RETRATAÇÃO DO AGENTE I . Perempção deriva de perimir. CPB. caput. rapto consensual com restituição da vítima (15 anos). Precisa ser cabal. não se tratando de decisão irrecorrível. Art.Conceito. tem incidência a prescrição.antes do juiz proferir sentença. Exemplo inverso. CPB. II . Deve ser rejeitada pela prescrição. 26 da Lei 5250/67 . Novo Código Civil.Perempção da ação penal. Art. 103 CPB. CPP.somente possível na ação penal privada. Art. 34 e 38 CPP. que conta o crime aos pais quando completa 20 anos.

Pretensão punitiva e pretensão executória. 1ª figura.(Revogado pela Lei nº 11.108 Art. Daí falar-se em : prescrição da pretensão punitiva (art. Prescrever . V . 110 CPB).Só é possível até a sentença final do procedimento em que foi praticado o falso testemunho. qualificadora. § 3º CPB . II . 5º.Prescrição da pretensão punitiva. de 2005) DA PRESCRIÇÃO I .106.simples.Imprescritibilidade. 109 CPB) e prescrição da pretensão executória (art.(Revogado pela Lei nº 11. CASAMENTO SUBSEQÜENTE VII .Conceito e natureza jurídica. Art. IV. Efeitos da incidência anterior ou posterior ao trânsito em julgado da condenação. 342. 109 CPB. XLIV CF. XLII CF e Lei 7716/89. causa de aumento ou diminuição de pena. de 2005) VIII . Exemplos. Pena abstrata (cominada) . IV . Prescrição penal é a perda da pretensão punitiva ou pretensão executória do Estado pelo decurso do tempo sem o seu exercício. Prescrição é a perda de um direito em face de seu não exercício dentro de certo prazo.106. do CPB. .Prescrição da pretensão punitiva e prescrição da pretensão executória. 5º. Art. Art.ficar sem efeito um direito por ter decorrido certo prazo legal. Art. O decurso do tempo incide sobre as duas formas de pretensão. III . 107.

§ 1º. alcançando os termos iniciais. 61 CPP. Quando a situação não mais pode ser alterada em prejuízo da defesa. Efeitos do reconhecimento da prescrição da pretensão executória nos termos do art.Prescrição da pretensão executória. mas a pena em concreto.. Reconhecida a prescrição da pretensão punitiva. caput. Art. CPP. Ex. A pena será mantida ou reduzida. Art. CPB. CPB. final. 109. Art. Essa nova capitulação deve ser considerada para o fim de ser declarada extinta a punibilidade em face da pena abstrata (04 anos.Prescrição superveniente à sentença condenatória. Desclassificada a infração penal para outra de menor gravidade. Redução da pena pela graça e indulto. caput e art. CPP.109 As circunstâncias agravantes e atenuantes não influem no prazo prescricional. Art. Não corre a prescrição da pretensão executória durante o período de prova do sursis e do livramento condicional. II. Condenado reincidente . VII . denúncia por tentativa de homicídio em 1973. 110. CPB e arts. Art. Exemplos. deve ser decretada a extinção da punibilidade nos termos do art. 119 CPB. CPB. caput. 91.e. a imposta pelo juiz na sentença. I. CPB. caput. A partir da publicação da sentença condenatória começa a correr o prazo prescricional regulado pela pena concreta. 109. II. Primeira exceção : caso em que apesar de tratar .art. 110. 110.art. 115 CPB. CPB. I. CPB. Em 1978 na fase da pronúncia o Juiz desclassifica o crime para lesão corporal leve. 337 CPP. Art.se da prescrição da pretensão punitiva. Art. A sentença condenatória deve reconhecer a reincidência. i. 110. Art. contados a partir da data do recebimento da denúncia). VI . caput. a decisão tem efeito retroativo. 63 e 67. Regra geral : antes do trânsito em julgado da sentença final o prazo prescricional deve ser considerado em face da pena máxima cominada. não é a pena em abstrato que regula o prazo. 336 e § do CPP. 67. 112. 110. §§ 1º e 2º do CPB. Concurso de crimes . Art. Exemplos. § único. 110. . 119 CPB. CPB e art. Exceção : art. Concurso de crimes : art.

art. 119 CPB.c.art. formais.a prescrição tem início na data da prática do último ato delituoso.Crime permanente. § único. 336. 148 CPB. CPP. de mera conduta. 114 CPB. Multa . Sentença publicada em 10/05/82.art.Termos iniciais da prescrição da pretensão punitiva. Multa e penas restritivas de direitos. Art. art. 111 CPB. Consumação nos crimes materiais. IX . Art.se a teoria do resultado. Arts. aplicada ou que resta a cumprir . Na prescrição adota . Natureza jurídica. Princípios. . (pretensão punitiva ou executória) Art. Mesmo assim apenas quando provido. 110. Também não impede a aplicação se provido não altere o prazo prescricional. omissivos. É contada da data da publicação da sentença até a data do acórdão do tribunal. disciplinado pelo art.110 É forma de prescrição da pretensão punitiva que rescinde a própria sentença condenatória. É inaplicável ao concurso de crimes. Ex. 109. 119 CPB.quando é a única cominada. Somente impede a prescrição superveniente ou intercorrente o recurso da acusação que visa à agravação da pena privativa de liberdade. Contagem do prazo prescricional. Ex. Tem por fundamento o princípio da pena justa. 109 e 111 CPB. III .Exceção ao princípio do tempo do crime. CPB.Espécies de penas e prescrição. culposos. Constitui forma de prescrição da pretensão punitiva. (2ª exceção) Art. Sentença transita em julgado para a acusação. dois anos após o recebimento da denúncia. preterdolosos.Prescrição retroativa. X . §§ 1º e 2º c. 03 meses após a data do fato.Tentativa. Crime habitual . II . Condenado por três meses de detenção. VIII . Denúncia recebida em 04/04/80. I . A prescrição retroativa está discriminada no § 2º. 118 CPB. Crime continuado .

diz respeito apenas ao art. II . 235 e 299. . Diferença entre causa suspensiva e interruptiva. CPB. § único . Revogação do livramento condicional por em virtude de sentença irrecorrível pela prática de crime anterior à sua vigência. V. seis meses de pena para cumprir. final. XV . CF . Art. II .art.porque não pode ser extraditado. 109. Art.Termos iniciais da prescrição da prescrição da pretensão executória. 10 CPB. IV.Multa. Ex.Prescrição no caso de evasão do condenado ou de revogação do livramento condicional. Aplicável aos prazos prescricionais dos arts. O art. Contagem do prazo . 41 e 42 CPB. Art. faltando um ano para o término do período de prova.Art.Cumprimento de pena no estrangeiro . art.Arts. I .111 IV .Redução dos prazos de prescrição em face da idade do sujeito.Questão prejudicial . O aumento da reincidência não se aplica à multa.Cumprimento de pena no Brasil. 10 CPB. preso foge. XI . I.arts. § único e 117. 235. 115 CPB. 241 e 242 CPB. 112. Art. I . 113 CPB. 110. Ex. § 2º. II . 115 CPB. XIII .Crimes de bigamia e de falsificação ou de alteração de assentamento de registro civil (arts. CPB. 116 CPB. 112 CPB.Arts. Arts. II. 112. 144 CTN. II e 88. 1ª parte e art. última figura e art. 109 CPB. 110. 118 CPB. 114 CPB : Cinco casos de prescrição da pretensão punitiva e executória da multa. 109. XII . Art. 86. VI CPB. 110 e 113 CPB.Causas suspensivas ou impeditivas da prescrição. Arts. 92 a 94 CPP. CPB. § único). Art. 53. caput. Art. CPB Inexiste prescrição da pretensão executória penal da multa. Art. 109. § 2º. Art. Contagem do prazo : art. XIV .mais dois casos : Art.

O curso da prescrição interrompe-se: (Redação dada pela Lei nº 7. V . a interrupção da prescrição produz efeitos relativamente a todos os autores do crime. 117 .pelo início ou continuação do cumprimento da pena.pela decisão confirmatória da pronúncia. Nos crimes conexos. Causas interruptivas da prescrição Art.1996) VI .Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo.7. de 11.1984) IV .7.209. de 1º.7. XVI . estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles.209.596. Art. 366 CPP.268. Lei 9099/95. (Redação dada pela Lei nº 7.112 Mais três causas suspensivas da prescrição : Art.pela publicação da sentença ou acórdão condenatórios recorríveis.7.1984) . § 6º. (Redação dada pela Lei nº 7. de 11. 89.209.268.209. 368 CPP. de 11.1996) § 1º .1984) I .209. (Redação dada pela Lei nº 9. de 11. (Redação dada pela Lei nº 9. (Redação dada pela Lei nº 11.7. (Redação dada pela Lei nº 7.pelo recebimento da denúncia ou da queixa.4.Causas interruptivas da prescrição. Art.pela reincidência. de 2007). (Redação dada pela Lei nº 7. que sejam objeto do mesmo processo.1984) IV . de 11.1984) III . Art. (Redação dada pela Lei nº 7.7. de 11.4.209.pela sentença condenatória recorrível.1984) II .pela pronúncia. 117 CPB. de 1º.

todo o prazo começa a correr. "d" da CF) .1984) II . novamente.209.Capítulos e Seções. Parte Geral . de 11.prescrição interrompida pela prática de novo crime. caput.se refere a um gênero de fatos. Títulos (explicar a diferença entre título genérico.Art. caput r inciso XXXVIII. V .Interrompida a prescrição. Normas penais em sentido amplo e em sentido estrito. Consentimento do ofendido. Requisitos. No caso de sentença condenatório e acórdão confirmatório. 5º. Parte Geral e Parte Especial do Código Penal. Acórdão condenatório : réu absolvido em 1º grau e condenado pelo tribunal.7. Leva em conta a natureza e a importância do objeto jurídico.início do cumprimento da pena e fuga do condenado. complementares ou explicativas). Só interrompe o prazo prescricional a condenação recorrível. Proteção penal da pessoa humana e jurídica . do dia da interrupção.nomen juris . salvo a hipótese do inciso V deste artigo. (Redação dada pela Lei nº 7.113 § 2º . Parte Especial . Interrupção condicionada a efetiva condenação do réu.explicação. 408.Sentença que concede o perdão judicial. Multa paga em prestações. Crimes contra a vida. É inaplicável à prescrição da pretensão punitiva Súmula 120 do STJ. os quais recebem títulos particulares e título específico . Classificação legal dos crimes em espécie. Efeitos (causa excludente da tipicidade e causa excludente da ilicitude da conduta). Normas penais incriminadoras e nâo incriminadoras (permissivas. VI . em decisão não unânime e por isso sujeita a embargos infringentes.que pressupõe todos os seus elementos).explicação. . IV . CPP.art.é a denominação jurídica do crime .Reincidência .

Participação em suicídio.simples ou fundamentais. norma penal permissiva . Tortura .( que resultam dos motivos determinantes. Duas ou mais qualificadoras. da forma e da conexão com outro crime ). Espécies de dolo no homicídio : direto ou determinado. São também chamados descritivos. Conceito. no que concerne á forma de execução. 65. direta ou indiretamente. 3 . qualificadas e privilegiadas. lugar etc. simples.dolosos e culposos.lei 9455/97. Elemento subjetivo e normativo do tipo (dolo e culpa). III. Homicídio e crime hediondo (lei 8072/90). Causa de aumento da pena em face da idade da vítima. O tipo do homicídio doloso : conceito e elementos. de dano. Homicídio qualificado pela idade da vítima) do delito e qualificação doutrinária (crime comum. Formas típicas (quanto ao aspecto objetivo . Morte. Infanticídio. CPB. Crime de forma livre. Art.Homicídio. indireto ou indeterminado (alternativo e eventual). Consumação e tentativa (perfeita-crime falho e imperfeita. "a" e "c".doloso e culposo. quanto ao aspecto subjetivo/normativo . Homicídio. Homicídio e nexo de causalidade.§ 5º) e objetividade jurídica. . tempo. instantâneo e de forma livre) Elementos objetivos do tipo (são os que se referem á materialidade da infração penal. Pode ser cometido por omissão ou comissão. dos meios. Homicídio privilegiado. Relevância causal da omissão. (diferença entre objeto jurídico e objeto material) Sujeitos (ativo e passivo-genocídio e crime contra a segurança nacional. Lei 9434/97. Homicídio qualificado. Aborto. material ou moralmente.114 Classificação dos crimes contra a vida. Morte. Homicídio qualificado-privilegiado. material. tentativa qualificada). Quanto ao elemento subjetivo . Admite qualquer forma de execução.

que apenas exclui a aplicação de seus efeitos principais (aplicação das penas e medidas de segurança). Conduta da própria vítima. IX. CPB). (Redação dada pela Lei nº 10. Prevalece hoje a orientação de que a sentença é declaratória da extinção da punibilidade. a pena é aumentada de 1/3 (um terço). mas é ato que contraria o ordenamento jurídico. Tipos de culpa : própria e imprópria.Não constitui ilícito penal. Exige o tipo a morte ou lesão corporal de natureza grave. 302 CTB). arte ou ofício. 121. Constituem elementares do tipo.art. Pena e ação penal. 121. Para Damásio e o STF é condenatória a sentença que concede o perdão judicial. 4. 122 CPB) 2. não gerando efeito condenatório (súmula 18 do STJ). § 5º CPB. Sendo doloso o homicídio. ou foge para evitar prisão em flagrante. subsistindo suas conseqüências reflexas ou secundárias. ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima. se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão. 107. Direito à vida. de 2003) Homicídio culposo na direção de veículo automotor (art. § 3º CPB). O legislador leva em conta o ato da vítima que destrói a própria vida ou cause lesão corporal de natureza grave. Homicídio culposo qualificado( § 4º. . . §3º. 1ª parte). 3.115 Homicídio culposo (art. Introdução. Natureza jurídica da morte e das lesões corporais de natureza grave. do CPB) Criminosa é a conduta de participar em suicídio (art. a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos.146. entre as quais se incluem a responsabilidade pelas custas.741. (art. Objetividade jurídica. PARTICIPAÇÃO EM SUICÍDIO. Suicídio . não procura diminuir as conseqüências do seu ato. o lançamento do nome do réu no rol dos culpados etc. Perdão judicial (art. Aumento de pena § 4o No homicídio culposo. 1. consciente e inconsciente. II.

Crime de conduta múltipla e de conteúdo variado. no sentido de que a vítima venha a destruir a própria vida.induzimento e instigação. Consumação e tentativa. 10.Introdução. É necessário que seja determinada. É o dolo.com a morte ou lesão corporal de natureza grave.homicídio (autoria mediata). 6. salvo a de resistência nula. Necessidade de a vítima ter capacidade de resistência.se. Delito material. 5. Menoridade da vítima. comum. de dano. Participação material .qualquer pessoa.116 Vítima de resistência nula será homicídio (autoria mediata). simples e plurisubsistente. Sujeito ativo . de conteúdo variado ou alternativo. Exige . 11. contido no cunho de seriedade que o sujeito imprime ao seu comportamento. Hipóteses várias. INFANTICÍDIO I .auxílio. 9. Roleta russa. .qualquer pessoa. Motivo egoístico. instigar ou auxiliar a vítima a suicidar . Participação moral . Ato material praticado pela própria vítima. de ação livre. Vítima forçada à conduta através de violência ou grave ameaça . Pacto de morte. comissivo. vontade livre e consciente de induzir. 7. Figuras típicas qualificadas. principal. Elementos objetivos do tipo. Qualificação doutrinária. Elemento subjetivo do tipo. Sujeitos do delito. instantâneo. 8. Sujeito passivo . Não há tentativa.se ainda. Redução de capacidade de resistência da vítima. o elemento subjetivo do injusto. Pena e ação penal. Resultado diverso do pretendido. Consumação . a) b) c) 12.

homicídio. Dolo.Elemento típico temporal.Infanticídio e aborto.motivo de honra. É perturbação da saúde mental. O fato para ser qualificado como infanticídio deve ser praticado durante o parto ou logo após.Sujeitos do crime. Estado puerperal que não causa perturbação psicológica alguma na mulher . VI . "Logo após" . expulsão do nascente.Critérios de conceituação legal do infanticídio. Tempo como elementar ou circunstância.honra e estado puerperal. misto .art. VIII . Estado puerperal como doença mental . 26. conjunto das perturbações psicológicas e físicas sofridas pela mulher em face do fenômeno do parto.. Não constitui forma típica privilegiada de homicídio. § único do CPB.dilatação.só a mãe. expulsão da placenta. Sujeito passivo . 26.enquanto perdura o estado puerperal. Crime próprio. Fisiopsicológico . .Exclusão da culpabilidade.Infanticídio com a pena atenuada. Fases do parto .Influência do estado puerperal. VII .Objetividade jurídica. Sujeito ativo . ( antes é aborto). caput. 26 e seu parágrafo Infanticídio. CPB. II . Direito à vida do neonato e do nascente.Elemento subjetivo do tipo. IV . Psicológico . .neonato ou nascente. Deve existir nexo causal entre o estado puerperal e a morte do nascente ou neonato. III .art.117 Artigo 123 do CPB. mas delito autônomo com denominação jurídica própria. V .estado puerperal. Estado puerperal e perturbação da saúde mental . Estado puerperal como simples influência psíquica fora dos casos do art.

sendo possível a tentativa. .Pena e ação penal. A matéria deve ser analisada diante das determinações dos artigos 29.a mãe e o terceiro matam.se entre os fatos dos participantes. 61.interrupção espontânea da gravidez.Questões várias. c .a mãe mata a criança com a participação acessória do terceiro. caput. artigos 61. instantâneo.o terceiro mata a criança. simples. É possível o concurso de pessoas.delito de forma livre. e 30 do CPB. ABORTO I . comunicam . criminoso.118 IX . X . Podem ocorrer três hipóteses : a . com a participação acessória da mãe. Meios diretos e indiretos. (art.Meios de execução. II. XI . XIII . Formas de aborto . e. material. acidental. de forma livre e plurisubsistente. Influência do estado puerperal e parentesco são elementares do tipo.Conceito. principal. comissivo ou omissivo impróprio. legal ou permitido. É a interrupção da gravidez com a conseqüente morte do feto (produto da concepção).Consumação e tentativa. portanto. comissivos e omissivos. b . É crime material. Consumação . Delito próprio. O correto seria abortamento. XII . h.Qualificação doutrinária. Natural . II. XIV . . 30 CPB).com a morte do nascente ou neonato.natural. Qualquer meio de execução . de dano. que indica a conduta de abortar e não aborto que significa o produto da concepção cuja gravidez foi interrompida.concurso de pessoas.

Auto aborto.Objetividade jurídica e qualificação doutrinária.qualquer pessoa. aborto provocado por terceiro com o consentimento da gestante (art. 126). instantâneo.produto da concepção. aborto qualificado (art. IV .artigos 124 a 127. A sua morte como decorrência da interrupção da gravidez. 127). Objeto da tutela penal é a vida do feto. Os objetos materiais confundem . Legal ou consentido . de forma livre (qualquer meio. V . III .aborto terapêutico.vida do feto. aborto provocado pela gestante ou com o seu consentimento (art. .119 Acidental .geralmente em conseqüência de traumatismo.gestante.Figuras típicas. Sujeito ativo .feto e gestante. físico. ação ou omissão. Sujeito passivo . CPB . Aborto provocado por terceiro.direito à vida. 125).duas formas de aborto legal : aborto necessário ou terapêutico e aborto sentimental ou humanitário (artigo 128) Criminoso . de dano. (óvulo fecundado. aborto social ou econômico. Crime material.Elementos objetivos do tipo. Auto aborto . Aborto provocado por terceiro .se com os sujeitos passivos.se prova de vida do sujeito passivo imediato. material ou moral) O auto aborto é delito próprio.Sujeitos do delito e objetos materiais. mecânico. 128).dupla subjetividade passiva . Exige . cujo titular é o feto. embrião ou feto). vida e incolumidade física e psíquica da gestante. II . aborto eugenésico ou eugênico. Sujeito ativo .124). químico. Sujeito passivo . deve ser resultado direto dos meios abortivos. aborto legal (art. O crime é de forma livre. aborto provocado por terceiro sem o consentimento da gestante (art.

proveniente do aborto e dos meios empregados na provocação do aborto. Artigo 125 do CPB. Artigo 127 CPB. (art. par.trata . elétricos. mercúrio). VI . O consentimento deve perdurar durante toda a conduta. de natureza preterdolosa ou preterintencional. artigos 124. obs. (art.Consumação e tentativa. único. Aborto qualificado pelo resultado (art. Dolo. Tentativa. Formas típica : simples e qualificada. VII . par. Qualquer meio idôneo. Participação 1ª e 2ª partes.se para o tipo do art. único. . físicos. 24 CPB).Aborto qualificado.exceção pluralísitca da teoria unitária ou monística.Aborto consensual. Sujeito ativo . e psíquicos. Os mecânicos podem ser diretos e indiretos. Meios : químicos (fósforo. X .120 Núcleo dos tipos é o verbo provocar. 2ª parte e 126 . o aborto atinge o momento consumativo com a produção do resultado morte do feto. XI . VIII . Crime material. Consenso irrelevante . Concurso de pessoas.elemento subjetivo do tipo. Dissentimento real ou presumido. Sujeitos passivos . É exigida a capacidade da gestante para consentir. 127 CP). térmicos. 126. CPB).Auto . direto e eventual. Artigo 126 do CPB. (art.se de bens jurídicos indisponíveis.caso em que o fato desloca . 126. IX .gestante e feto.Aborto provocado sem o consentimento da gestante. Artigo 124 do CPB. 26. em conseqüência da interrupção da gravidez. que podem ser mecânicos. Auto aborto terapêutico ou sentimental.o terceiro (qualquer pessoa). caput . 125).aborto. Resultado qualificador.

§§ 1º. lesão corporal culposa : simples . XIII .mulher grávida. caput. IV . Com relação a certos crimes. Objetividade jurídica .Conceito . unisubjetivo.art.§§ 1º. I (aborto necessário) e II (aborto sentimental ou humanitário).). Crime de forma livre. III . de dano.§ 6º. Causas de exclusão da antijuridicidade. LESÕES CORPORAIS I . Art.Qualificação doutrinária. § 7º . plurisubsistente. 129 e parágrafos do CPB.Pena e ação penal. Perdão judicial . estupro. Qualquer pessoa. roubo. XII . Figuras típicas permissivas.§ 8 º. constitui delito consunto (lesão corporal e homicídio . Art. IV e 2º.Aborto legal.Sujeitos do crime. Artigo 128.Figuras típicas. naqueles onde a violência física é meio de execução (constrangimento ilegal. instantâneo. Crime comum. atentado violento ao pudor) ou qualificadora (dano com violência à pessoa. descrita no art. . lesão corporal simples . qualificada . favorecimento da prostituição com violência física contra a vítima etc. 2º e 3º. II .crime progressivo) ou subsidiário.121 Formas qualificadas aplicadas apenas aos artigos 125 e 126.com a incriminação o estatuto penal visa proteger a integridade física e fisiopsíquica de pessoa humana.§ 7º. extorsão. É crime material. lesão corporal privilegiada .É a ofensa à integridade corporal ou à saúde de outrem. V . 129.§§ 4º e 5º. mediação para servir à lascívia de outrem com violência real. 129.menor de 14 anos de idade. 129. lesão corporal qualificada .

(Redação dada pela Lei nº 11. aumenta-se a pena em 1/3 (um terço).340. ou. de 2004) § 11.Questões várias. cônjuge ou companheiro.arts. VIII .Lesão corporal de natureza leve. § 1º e 131 CPB. ou com quem conviva ou tenha convivido. VII . de 3 (três) meses a 3 (três) anos.122 Violência Doméstica (Incluído pela Lei nº 10. CPB). . Impunível.Elemento subjetivo e normativo do tipo. de 2006) V .886. culpa ( §§ 6º e 7º) e preterdolo(§§ 1º. Nos casos previstos nos §§ 1o a 3o deste artigo. ainda. de 2006) Pena . a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência. 21. IX . VI . descendente. Lesão corporal e perigo para a vida ou a saúde de outrem (art. de 2006) § 10. 171.886.Momento consumativo e tentativa.detenção. Dolo (caput). § 2º.340. Lesão corporal e coação para impedir o suicídio (art. de coabitação ou de hospitalidade: (Redação dada pela Lei nº 11. Tentativa de lesão corporal como crime autônomo . Art. V CPB. 2º e 3º). II. se as circunstâncias são as indicadas no § 9o deste artigo. prevalecendo-se o agente das relações domésticas. de 2004) § 9o Se a lesão for praticada contra ascendente. irmão. Lesão corporal e estrito cumprimento do dever legal. Lesão corporal e omissão. (Incluído pela Lei nº 10. § 3º. 132 CPB). (Incluído pela Lei nº 11. 146. Lesão corporal e dor. Na hipótese do § 9o deste artigo. Consiste em constranger a integridade corporal ou a saúde física ou mental de outrem.Auto lesão. 130.340. Lesão corporal e vias de fato (art.Elementos objetivos do tipo. LCP). X . Lesão corporal e exercício regular de direito.

braço.Ocupações habituais por mais de trinta dias . Em regra são crimes qualificados pelo resultado de natureza preterdolosa ou preterintencional.Perigo de vida. sentido ou função. §§ 1ºe 2º. Sentido lato . Sentidos .123 XI . .é a diminuição da capacidade funcional. É perigo concreto. Sentido estrito .aceleração (antecipação) de parto. Permanência . Função . ( a perda de um órgão duplo).não é perpetuidade. vem a ser expulso antes do período determinado para o nascimento. perigo de vida. Se houver dolo quanto ao resultado . 129. Basta ser duradoura. III e IV permitem também a punição a título de dolo.visão. Circunstâncias qualificadoras. tato e audição.qualificação doutrinária). Art. Membros superiores . olfato.debilidade permanente de membro. Membros inferiores .art. Ocorre quando o feto. Inciso IV . São circunstâncias de natureza subjetiva. perna e pé. Preterdolo e morte da vítima .Lesões corporais graves em sentido estrito. 129.art. Inciso I .coxa. Figuras típicas : incapacidade para as ocupações habituais por mais de trinta dias (31 dias ou mais). Inciso II . paladar.tentativa de homicídio. Necessita ser investigado e comprovado por perícia. XII . Exame de corpo de delito. debilidade permanente de membro sentido ou função.Lesões corporais de natureza grave. 129. aceleração de parto. § 3º CPB. O disposto nos incisos I.qualquer ocupação lícita. 129. antebraço e mão. Inciso III . em virtude da lesão corporal produzida na vítima.art. § 2º (gravíssima . O êxito letal deve ser provável e não simplesmente possível. Debilidade . § 1º CPB.é a atividade de um órgão.

§ 2º.se o disposto no § 5º. qualquer espécie de trabalho. Inciso IV . 88.Incurabilidade absoluta e relativa. 127 CPB.Aborto . CRIMES DE PERICLITAÇÃO DA VIDA Generalidades. Estão descritos nos arts. XV . I. Inciso III . XIV . Inciso II .Perda ou inutilização de membro.Lesão corporal seguida de morte. de forma permanente e grave. permanente. Inutilização é a inaptidão do órgão à sua função específica.Causa de aumento de pena em face da idade da vítima. Refere .Pena e ação penal. § 1º e 131 CPB ( constituem tentativa de lesão corporal) .é o dano estético de certa monta.§ 5º.Perda é a ablação do membro ou órgão.Enfermidade incurável . Ao caput aplica . ( §§ 4º e 5º) Só aplicável aos §§ 1º. Lei 9099/95.resultado preterdoloso. II.art. São crimes subsidiários. 130. XVI .se o trabalho genérico. 2º e 3º . sentido ou função . visível. É deformidade irreparável em si mesma ou incurável por meios comuns. 303 CTB.Deformidade permanente . 129. 130 a 136 do CP.Lesão corporal culposa. Diferença .Lesões corporais privilegiadas. Lesão leve e culposa . deve ser considerada permanente. Sempre que não se possa fixar o limite temporal da incapacidade.se a tudo que desfigure uma pessoa. V e art.art. XVIII . irreparável e capaz de causar impressão vexatória. XIX . Inciso I .arts. Considera . XVII . Inciso V .Perdão judicial. Reciprocidade de lesões leves .Lesões corporais gravíssimas. Princípio da especialidade .Permanência = duradoura. Art.Incapacidade permanente para o trabalho .124 XIII .

individual e comum (ou coletivo). Crimes formais com dolo de dano . § 1º . "caput".arts. Há demonstração do perigo. Doença venérea produzindo perigo de vida = sujeito sabia que estava contaminado e assumiu o risco da contaminação . Saúde física da pessoa humana. PERIGO DE CONTÁGIO VENÉREO. Perigo concreto é o que deve ser provado caso por caso. Exposição ao contágio. Contágio venéreo = lesão corporal. Perigo abstrato é o presumido. CPB.dolo de perigo. Quanto a quantidade do perigo . Perigo comum ou coletivo é o que atinge número indeterminado de pessoas. Há presunção do perigo. Art.crime formal com dolo de dano. Formas de perigo : abstrato.125 Elemento subjetivo dos crimes de periclitação da vida e da saúde . 130. .lesão corporal seguida de perigo de vida. Pode ocorrer através de relações sexuais ou qualquer ato de libidinagem. Perigo individual é o que atinge pessoa determinada. 130. Figuras típicas. § 1º e 131 CPB. Diferença entre dolo de perigo e dolo de dano. direto ou eventual. três figuras típicas. 130. É delito de perigo.deve haver probabilidade de dano e não simples possibilidade. Conceito e objetividade jurídica. concreto. Art. advindo da simples prática da conduta positiva ou negativa.

contaminação. simples. Elementos objetivos do tipo. § 1º descreve um crime formal. Expor alguém = homens e mulheres. Sujeitos do crime. não deveria agir. instantâneo. no entanto. Crime de perigo abstrato. mas não tem certeza de sua infecção e. Consumação e tentativa. art. Sabe . "Caput" . 130. . Qualificação doutrinária.126 Consentimento do ofendido.dolo de perigo direto ou eventual. § 1º CPB. O dolo eventual pode configurar-se no sabe e no deve saber.doenças venéreas definidas em portaria médica. A dúvida pode ser quanto a estar contaminado (deve saber) ou natureza a natureza contagiosa da doença (sabe que está contaminado). e . comum.colocar em perigo. Elemento subjetivo do tipo. § 1º . Expor . Norma penal em branco .o agente tem plena consciência do seu estado (dolo direto e eventual) Deve saber .dolo direto de dano. O tipo penal exige o contato corpóreo entre o sujeito ativo e passivo. Na dúvida. expondo alguém a perigo. quiçá. Figura típica qualificada. mantém relação sexual sem tomar qualquer precaução. Ato libidinoso é qualquer um que sirva para satisfazer o instinto da libido. comissivo e de forma vinculada. É possível a tentativa.o agente percebe alguns sinais de doença venérea. Com a prática das relações sexuais ou dos atos de libidinagem.

268 CPB). 2º e 3º CPB. tuberculose. Consuma . Consumação e tentativa.qualquer pessoa contaminada de moléstia grave. só é admissível o dolo direto de dano. difteria. PERIGO DE CONTÁGIO DE MOLÉSTIA GRAVE. Conceito e objetividade jurídica. de que resulta epidemia (arts.. O legislador protege a vida e a saúde da pessoa humana. 129.se com a prática do ato capaz de produzir o contágio.qualquer pessoa. varíola. Qualificação doutrinária. lesão corporal seguida de morte. Sujeitos do crime. Os meios para o contágio podem ser diretos e indiretos. É delito formal com dolo de dano (crime de consumação antecipada). grave e contagiosa. simples. AIDS. plurissubsistente. 131 CPB..127 Art.dolo e o fim especial de agir . homicídio consumado ou tentado..) É norma penal em branco. comissivo. Elementos objetivos do tipo. Moléstia poliomielite.lesão corporal leve e grave. . Elementos subjetivos do tipo.com o fim de. Contágio venéreo . Sujeito passivo . Art. homicídio culposo. com dolo de dano. 131. Crime formal..(febre amarela. Dois elementos . 267. Sujeito ativo . §§ 1º. de forma livre e instantâneo. comum.

imediato.com a produção do perigo concreto. Homicídio culposo. Expor = colocar a vítima em perigo de dano. É necessário que o perigo iminente atinja pessoa certa e determinada. Elementos objetivos do tipo. é admissível. PERIGO PARA A VIDA OU SAÚDE DE OUTREM Conceito e objetividade jurídica. Pena e ação penal. simples. Perigo direto é o que ocorre em relação a pessoa certa e determinada. Art. Exposição . Na forma comissiva é possível a tentativa. Sujeitos ativo e passivo . Lesão corporal leve. Crime subsidiário (expresso) de outras infrações de perigo e de dano. . Dolo de perigo .128 Se o ato tendente ao contágio for único não é admissível a tentativa. Perigo concreto . Consumação . Crime de perigo concreto. Qualificação doutrinária. instantâneo.ação ou omissão. Se. Sujeitos do crime. 132 CPB. de forma livre e subsidiário. O legislador protege o direito à vida e à saúde da pessoa humana.direto ou eventual. Elemento subjetivo do tipo. embora de difícil ocorrência. Consumação e tentativa. Perigo iminente é o presente. comissivo ou omissivo. são exigidos vários atos.qualquer pessoa. Tentativa de homicídio. porém.deve ser demonstrado.

Cuidado é a assistência eventual. de perigo. Qualificação doutrinária e sujeitos do delito Crime próprio. não pode por si mesma defender . ABANDONO DE INCAPAZ Conceito e objetividade jurídica. 132. Art. Incapacidade = corporal ou mental.129 Na modalidade omissiva é impossível. que define o crime de exposição ou abandono de recém nascido. Inexistindo a vinculação . 134) Abandonar = o sujeito deixa a vítima sem assistência no lugar de costume. Causa de aumento de pena. guarda. Autoridade é o poder de uma pessoa sobre outra. uniofensivo ou simples. Abandonar e expor (art. exige especial vinculação entre os sujeitos ativo e passivo. . No conflito aparente de normas representa o tipo fundamental com relação ao art. Especial relação de assistência. plurissubsistente. Como crime próprio. vigilância e autoridade. Guarda é a assistência duradoura. contrato ou de certos fatos lícitos ou ilícitos. que pode advir de lei ( de direito público ou privado). protegendo a sua incolumidade física. Elementos objetivos do tipo. podendo ser de direito público ou de direito privado. 134. Vigilância é a assistência acauteladora. unisubjetivo. O tipo penal prevê o vínculo sob a forma de cuidado. Exposição = a vítima é levada para lugar diferente em que lhe é prestada assistência. durável ou temporária. 135 CPB. Pena e ação penal.se. 133 CPB. especial. Objeto jurídico é o interesse do Estado tutelar a segurança da pessoa humana. Art. que.art. diante de determinadas circunstâncias. § único CPB.

Para a qualificadora o local precisa ser habitualmente e relativamente solitário. III – se a vítima é maior de 60 (sessenta) anos (Incluído pela Lei nº 10. Objetividade jurídica . 133 . 134 CPB. Arts. . 19 CPB. Sujeito ativo só pode ser a mãe que concebeu extra matrimonium e o pai adulterino ou incestuoso.o abandono abrange a exposição. Figuras típicas qualificadas. Elemento subjetivo do tipo.741. assim considerado até o momento da queda do cordão umbilical. que portanto deve ser provado) para o sujeito passivo. desde que resulte o perigo concreto. tipo privilegiado em relação ao crime do art. . Local absolutamente solitário = meio de execução de homicídio.art. direto ou eventual. Sujeito passivo do delito é o recém nascido. Consuma .130 Art. Art. EXPOSIÇÃO OU ABANDONO DE RECÉM NASCIDO Introdução. §§ 1º. Consumação e tentativa. Conceito. de 2003) Pena e ação penal. Imprescindível a separação física entre os sujeitos do crime e a ocorrência de perigo ( concreto. 2º e 3º CPB.local solitário. É admissível a tentativa. 133. 133.vida e saúde da pessoa humana. É crime de perigo concreto. objetividade jurídica e qualificação doutrinária. Sujeitos do delito.se com o abandono. Lugar ermo . Dolo de perigo.

A concepção ilegítima pode representar desonra tanto para a mulher casada quanto para a viúva. concepção. Abandonar . Ocultação da desonra é elementar do tipo.quer dizer omitir à vítima a assistência devida. "para ocultar desonra própria".é a de natureza sexual. Art.art. Art.131 Elementos objetivos do tipo. "Honoris causa".possível na hipótese de exposição.significa remover a vítima para local diverso daquele em que lhe é prestada assistência. Tentativa . Honra . Consuma . 134. Expor . A elementar ocultação à publicidade que o produto da concepção produziria. A elementar desonra se refere à situação sexual do sujeito ativo. Momento consumativo e tentativa. 30 CPB. - Privilégio . Concurso de pessoas. Figuras típicas qualificadas. §§ 1º e 2º CPB. Elementos objetivos do tipo.se o delito com a criação do perigo concreto causado pela exposição ou abandono.intolerância social) e honra Preservação da dignidade X pretensão de preservação da vida do produto da Aborto ou abandono do recém nascido (para a preservação da honra) subjetiva ( dignidade).de natureza psicológica e restritiva. . são dois : dolo de perigo e o fim ulterior. reprovação social sofrida pela mulher que concebe foram do casamento. conflito psíquico entre a honra objetiva (reputação . 19 CPB. a boa fama e a reputação que goza o autor ou a autora pela sua conduta de decência e bons costumes. .

VIII . Arts. V . IV . 135 CPB. II . § único CPB. . Art. MAUS . 302 e 303 do CTB. pessoa ferida. Sujeito passivo . 136 CPB. criança extraviada. Art. I . de perigo abstrato ou concreto.criança abandonada. Possibilidade de escolha entre uma e outra.consumação e tentativa.dever de pedir ajuda à autoridade. Assistência genérica mediata .qualquer pessoa.existente no dever de prestação imediata de socorro.se no momento da omissão. 135. Sujeito ativo . Art. Sem risco pessoal. Consuma .exige vinculação jurídica especial entre os sujeitos. .Elemento subjetivo do tipo. Delito omissivo próprio. Assistência genérica imediata .Conceito e objetividade jurídica. Dever específico de solidariedade .Pena e ação penal. OMISSÃO DE SOCORRO I .Qualificação doutrinária.132 Pena e ação penal. A norma penal protege a incolumidade pessoal.Dever genérico de solidariedade. em que ocorre o perigo concreto ou presumido. pessoa inválida. VI .Figuras típicas qualificadas pelo resultado. conforme o caso. Por meio da imposição penal do dever de solidariedade (obrigação jurídica genérica) o legislador protege a vida e a incolumidade da pessoa.TRATOS.impossível. e eventualmente permanente. VII .Conceito e objetividade jurídica. É o dolo de perigo. Tentativa .Elementos objetivos do tipo. pessoa em grave e iminente perigo. subsidiário (arts. direto e eventual. 121 § 4º e 129 § 7º). instantâneo.Sujeitos do delito. III .

com a exposição do sujeito passivo ao perigo de dano. VI . Sujeito ativo . Consumação . da cumplicidade correspectiva .Conceito.Consumação e tentativa. Privação de cuidados indispensáveis . comissivo ou omissivo.Elementos objetivos do tipo. tratamento ou custódia. guarda ou vigilância de outra. Abuso de meios de correção e disciplina. Crime próprio.Figuras típicas.Pena e ação penal. IX .admissível nas modalidades comissivas. em conseqüência das condutas descritas no tipo. 137 CPB. e de perigo concreto. plurissubsistente. simples. 136 §§ 1º e 2º.somente as pessoas legalmente qualificadas. Art. de ação múltipla ou de conteúdo variado. Arts. III . VII .os participantes sofrem pena que constitui a média entre a pena do autor e a sanção imposta ao partícipe. Sujeito passivo . Dolo de perigo.133 II . ensino.Elemento subjetivo do tipo. Formas de execução do crime.Figuras típicas qualificadas.Qualificação doutrinária. Crime próprio. permanente na privação de alimentos ou cuidados. instantâneo nas outras hipóteses. IV .somente aquelas pessoas que se encontram sob a autoridade.todos os participantes respondem pela morte ou lesão corporal.Sujeitos do delito. para fins de educação. VIII .crime permanente. Tentativa . art.crime permanente Trabalho excessivo ou inadequado. Art. DA RIXA I . 136 §§ 1º e 2º. Três sistemas a respeito da punição da rixa quando resulta morte ou lesão corporal : da solidariedade absoluta . . Privação relativa de alimentos . 232 e 233 do ECA. (Lei 8069/90) V .

Consuma .Elementos objetivos do tipo. A participação pode iniciar durante a rixa e cessar antes do seu término. Crime de concurso necessário (plurissubjetivo ou coletivo) de condutas contrapostas. NO caso de morte com autoria definida o homicida responderá pelo crime de homicídio em concurso material com a rixa qualificada. instante em que há a produção do resultado. IV . enquanto os demais rixosos pelo crime de rixa qualificada. Vida e a saúde física e mental da pessoa humana.a rixa é punida por si mesma. comissivo e plurissubsistente. Meios .material e moral. . . Situação de quem intervém para separar os contendores. Motivo . simples.irrelevante.134 da autonomia . de perigo abstrato.se com a prática de vias de fato ou violências recíprocas. III . de forma típica livre. Participar .Momento consumativo e tentativa. Efeitos na hipótese de lesão grave ou morte.Sujeitos do delito. Por via indireta a ordem pública. II .Objetividade jurídica. Participação . Rixa de improviso e proposital.tomar parte. No mínimo três. Lesão leve e tentativa de homicídio não qualificam a rixa. VI . independentemente da morte ou da lesão corporal produzida em algum dos participantes ou em terceiro. colaborar. Sujeitos ativo e passivo . Participação na rixa e participação no crime de rixa.é o critério adotado pelo CPB. V . instantâneo.qualquer pessoa.Qualificação doutrinária. contribuir. que é o perigo abstrato de dano.vias de fato. violências materiais (arremesso de objetos).

Dolo de perigo. intelectuais. intelectuais. não impedindo que o sujeito responda por rixa qualificada. II . CRIMES CONTRA A HONRA I .conjunto de atributos morais. III .objetiva . X . subjetiva . que o fazem merecedor de apreço no convívio social. VIII .Honra . Crimes formais.Qualificação doutrinária. Só alcança os resultados produzidos durante a rixa. no tocante a seus atributos físicos. morais. 138 a 141 CPB . Responsabilidade penal objetiva.135 Tentativa .interesse jurídico disponível. difamação e injúria. honra decoro . Art.é a reputação. IX .conjunto de atributos morais do cidadão. IV . Calúnia.Pena e ação penal. Arts. 137 § único. intelectuais e demais dotes do cidadão.Figuras típicas qualificadas.Elemento subjetivo do tipo. físicos. É possível. etc. Semelhanças e diferenças.é o sentimento de cada um a respeito de seus atributos físicos.honra .é o conjunto de atributos físicos e intelectuais da pessoa.possível na rixa proposital. VII . aquilo que os outros pensam a respeito do cidadão.Rixa e legítima defesa. .Elenco dos crimes contra a honra. morais da pessoa humana.Objetividade jurídica. honra dignidade . Honra .

138. verbal.qualquer pessoa. III. III .136 V . 23. da Câmara dos Deputados. 53 § 1º.Núcleos do tipo.Elemento subjetivo do tipo.Meios de execução .palavras escrita. Imputar.desonrados.art.5250/67. A ofensa deve ser dirigida a pessoa certa e determinada. Imunidade diplomática e parlamentar.Consentimento do ofendido. lei de proteção ambiental . no cunho de seriedade que imprime à conduta. § 1º e 29 VI CF.Conceito e objetividade jurídica.9605/98). II . IX . Sujeito ativo . Arts. doentes mentais. VII . § 3º CP. VI . Presidentes da República. 27. Dolo de dano e o cunho de seriedade que se imprime á conduta. Sujeito passivo .Imunidade parlamentar.Elemento subjetivo do tipo. CALÚNIA I . Dolo de dano. defender. . direto ou eventual e o elemento subjetivo do injusto. menores de 18 anos. do Senado. 53. Crime de calúnia com imputação verdadeira . honra objetiva (reputação). Falsidade . Art. criticar. morto (art.falsamente. § 2º CP). que se expressa na direção. 138 CP. 138.sobre o fato e autoria. pessoa jurídica ( lei de imprensa . gracejar e corrigir.Elemento normativo do tipo .Sujeitos do delito.dolo direto apenas. gestos e símbolos. No § 1º . VIII . Narrar. IV . propalar ( relato verbal) e divulgar (narrar algum fato por qualquer meio). retorsão. art.

comum. Honra objetiva . 138. Quando terceiro toma conhecimento da calúnia. 138.regra geral . § 2º CP.Fato definido como crime. Admite a tentativa a calúnia por escrito. Onde o CP admite a prova da verdade (exceção da verdade) permite a liberdade de censura. Exceção .Propalação e divulgação .art. .difamação. VII . Exceção . 139. XII .art. Injúria .Qualificação doutrinária.art.Formas de calúnia. DIFAMAÇÃO I . Calúnia .Liberdade de censura e exceção da verdade. simples.137 V . X .Pena. unissubsistente ou plurissubsistente. art. IX .art.Conceito e objetividade jurídica.reputação.não admite. 138. instantâneo. VIII . equívoca ou explícita e reflexa. VI . Difamação . § 3º CP. Crime formal. inequívoca ou explícita. Definição de exceção da verdade. § único CP.não admite. XI . imputação de contravenção .Momento consumativo e tentativa.regra geral é admitida. § 1º CP.139. comissivo.

qualquer pessoa. respeitabilidade e consideração que merecemos e que é lesado formas de ofensa . IV .formas de ofensa .Conduta típica .sentimento próprio a respeito dos atributos físicos. simples.estúpido.Momento consumativo e tentativa. O fato ofensivo à reputação pode ser falso ou verdadeiro. § único CP. II CP) II . Crime formal.Qualificação doutrinária. morais e intelectuais de cada um. Art. exceto na hipótese de funcionário público ofendido no exercício de suas funções. 331 e 141. comissivo.se do desacato (arts. Quando um terceiro toma conhecimento da imputação ofensiva á reputação da vítima. III . VIII .ladrão. Honra subjetiva . Sujeitos ativo e passivo . ignorante.Pena. V . INJÚRIA I . art. 140.imputar = atribuir. comum.dignidade e decoro .Sujeitos do delito. Não é admitida a prova da verdade. analfabeto.Exceção da verdade. VI . instantâneo. Decoro é decência. pederasta. . Diferencia . cafajeste.Qualificação doutrinária. VII . estelionatário.138 II . III .elementos subjetivos do tipo.Elementos subjetivos do tipo.Conceito e objetividade jurídica. 139. Dignidade é o juízo que a pessoa tem da própria honra . plurissubsistente ou unissubsistente.

Momento consumativo e tentativa. Art.Perdão judicial.741. art. III .se quando o ofendido toma conhecimento da imputação de qualidade negativa. IV . § 3o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça.Pena. 1º.Pedido de explicação em juízo.Figuras típicas qualificadas. instantâneo. art. arts.Retratação. simples. plurissubsistente ou unissubsistente. 145. art.Causas especiais de exclusão de antijuridicidade. 2º e 26 da Lei 7170/83 Lei de imprensa . V . comissivo. Consuma . IV .Injúria qualificada. etnia. 140 § 1º CP.5250/67. CPB. VI . arts 143 e 107 VI CP.Ação penal.741. cor. DISPOSIÇÕES COMUNS DOS CRIMES CONTRA A HONRA I . Querelado .139 Crime formal. de 2003) VIII . V . de forma livre. origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10. IV – contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência. comum. religião.Injúria real.apenas na ação penal privada. 144 CP. de 2003) II . Art.possível na forma escrita. 142 CP. . Tentativa . 141 CPB. (Incluído pela Lei nº 10. exceto no caso de injúria. VII .

e mediante representação do ofendido. XVII. É crime contra a Segurança Nacional (art. VI.033. XI. I . CF . bem como no caso do § 3o do art. Lei 7170/83) atentar contra a liberdade individual dos Presidentes da República.IX. desde que não infrinja disposição legal. 213. 213. 161.arts. no sentido de o cidadão fazer o que bem entenda. Liberdade de autodeterminação . da Câmara dos Deputados. II e 219 CPB. Crime subsidiário . 157. 146/154 Considerações sobre a expressão liberdade em seus diversos aspectos. 157. 214. 5º. 140 deste Código. . DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE PESSOAL Constrangimento ilegal.com capacidade de autodeterminação = liberdade de vontade. 159. Procede-se mediante requisição do Ministro da Justiça. de 2009) DOS CRIMES CONTRA A PESSOA CAPÍTULO VI . II . 159. 28. 141 deste Código. 158. XVI. XV. XII.qualquer pessoa.Princípio da legalidade " Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei". Incisos IV.Sujeitos do delito. XIII. Sujeito ativo .Figuras típicas. 158. 146 CPB.liberdade jurídica = faculdade de realizar condutas de acordo com a própria vontade do sujeito. São crimes subsidiários .Conceito e objetividade jurídica. 214 CPB.arts. II. (Redação dada pela Lei nº 12. Objetividade jurídica dos crimes contra a liberdade individual . Art. do Senado Federal. Art.DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE INDIVIDUAL ARTS.140 Parágrafo único. III . no caso do inciso I do caput do art. no caso do inciso II do mesmo artigo. Sujeito passivo .liberdade física e psíquica.

ex. VI . exigir que beba aguardente). 345 CPB. Ato imoral e ato ilegal. Interpretação analógica. Pretensão (imposição) ilegítima do sujeito ativo = não tenha direito de exigir da vítima o comportamento almejado. VIII . Não precisa ser injusta. 345 CPB. lesão. verossímil.art. Abrange a ciência da ilegitimidade da pretensão e o nexo de causalidade entre o constrangimento e a conduta do sujeito passivo. coagir. V .Elementos objetivos do tipo. deixar de passar numa determinada rua. mas deve ser grave (morte.). relativa ( não é proibida a pretensão do comportamento ativo ou passivo da vítima. .lo. prejuízo financeiro etc. física = força bruta. Ilegitimidade = absoluta ( o sujeito não tem faculdade alguma de impor à vítima o comportamento ativo ou passivo. Pretensão legítima . Possibilidade de o comportamento ser exigido judicialmente . ex. 66 LCP. X . subsidiário.prenunciação da prática de um mal dirigido a alguém. art. obrigar. Crime material. IX .art. VII . indireta ou mediata = empregada sobre ou terceira pessoa vinculada ao ofendido. iminente e inevitável. certo. Elemento subjetivo do tipo = conduta realizada pelo agente com o fim de que a vítima não faça o que a lei permite ou faça o que ela não determina.141 III .Norma penal explicativa.Qualificação doutrinária. ex.própria = força física. Ameaça .Figuras típicas qualificadas. moral = grave ameaça.Elementos subjetivos do tipo. direta ou imediata = contra a vítima. imprópria = emprego de qualquer outro meio. Constranger = compelir.Causas especiais de exclusão da tipicidade.Momento consumativo e tentativa. porém não tem o sujeito direito de empregar violência ou grave ameaça para consegui . pagamento de dívida proveniente de jogo). Dolo. instantâneo. Violência .

Sujeitos do delito.prenunciar. III . Ameaça : direta.Qualificação doutrinária. . Crime subsidiário.não há delito.com capacidade de entendimento.não há crime.Crime contra a Segurança Nacional. Ameaçar Presidentes da República.Elementos objetivos do tipo. II .Tribunais . indireta. subsidiário. Ameaçar . econômico ou moral. Art. Sujeito passivo .Conceito e objetividade jurídica. Meios de execução . a tranqüilidade espiritual. 147 CPB.Pena e ação penal. implícita. consistente num dano físico. condicional.entendimento atual dos Tribunais. Tribunais . Exigência de prenúncio de mal a ser executado no futuro . Dolo. escrito. Paz de espírito. Mal justo (protestar título ou demitir empregado relapso) . Câmara dos Deputados e do STF . Senado Federal. V .qualquer pessoa. explícita. Estado de embriaguez .exigência de ânimo calmo e refletido. Ameaça.Momento consumativo e tentativa. I . Ameaça em ato e ameaça de mal futuro. Sujeito ativo . VI . IV . Mal injusto e grave. gesto ou qualquer outro meio simbólico.palavra.142 XI . Crime formal.Elemento subjetivo do tipo.

(Redação dada pela Lei nº 11. IV .106. (Seqüestro e Cárcere privado) São crimes materiais e permanentes.qualquer pessoa.se a privação da liberdade dura mais de quinze dias. . Seqüestro ou Cárcere privado. Consentimento do sujeito passivo.Consumação e tentativa. cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60 (sessenta) anos. I . Sujeito passivo .vontade de privar a vítima de sua liberdade de locomoção. Liberdade de ir e vir. Duas formas de execução : detenção e retenção. III .Qualificação doutrinária.Elementos objetivos do tipo. Dolo . Seqüestro ou Cárcere privado.qualquer pessoa.106. Sujeito ativo . de 2005) II . omissão.Pena e ação penal. III . (Incluído pela Lei nº 11. Crime subsidiário . (Incluído pela Lei nº 11. de 2005) II . de 2005) V – se o crime é praticado com fins libidinosos. Crime contra a Segurança Nacional.Conceito e objetividade jurídica.arts.se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital. Art.106. descendente. V . 148 CPB.Elemento subjetivo do tipo. IV – se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito) anos.143 VII . I – se a vítima é ascendente. Crime contra a Segurança Nacional. VI .Sujeitos do delito. 149 e 159 CPB.

de 11.2003) II – mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador. 149 CPB.12.144 VII . com o fim de retê-lo no local de trabalho.803. Redução a condição análoga a de escravo.803. Art. e multa. Elemento subjetivo do tipo.reclusão.803.2003) § 2o A pena é aumentada de metade.803. VIII . Reduzir alguém a condição análoga à de escravo.2003) I – cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador.2003) § 1o Nas mesmas penas incorre quem: (Incluído pela Lei nº 10.12.803.12. (Incluído pela Lei nº 10. (Incluído pela Lei nº 10.2003) Pena .12.2003) Sujeitos do delito.Figuras típicas qualificadas.803. Art. com o fim de retê-lo no local de trabalho. religião ou origem. se o crime é cometido: (Incluído pela Lei nº 10. (Redação dada pela Lei nº 10. Plágio é a sujeição de uma pessoa ao domínio de outra.803. cor. quer restringindo.2003) II – por motivo de preconceito de raça. além da pena correspondente à violência. de 11. de 11.12.12.12. Ativo e passivo .Pena e ação penal. sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto: (Redação dada pela Lei nº 10.12. quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva. de dois a oito anos. (Incluído pela Lei nº 10.2003) I – contra criança ou adolescente. 149.qualquer pessoa. de 11. . de 11. de 11. de 11.803. (Incluído pela Lei nº 10. quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho. etnia. Conceito e objetividade jurídica. de 11. por qualquer meio.

Elementos objetivos do tipo. Ativo e passivo . Conceito de domicílio.dissentimento pode ser expresso ou tácito. Qualificação doutrinária.qualquer pessoa.dissentimento é presumido. o lugar onde alguém mora. O dissentimento tácito resulta de fatos anteriores. Tutela . Entrada ou permanência astuciosa ou clandestina .145 Dolo. Crime comum. § 4º CPB. comissivo. . Sujeitos do delito. É a casa. Entrada ou permanência franca . Conceito de casa. Podem ser . Art. Consumação e tentativa. 150 CPB. que demonstram claramente a intenção de o titular não admitir a entrada do sujeito. Tem maior amplitude que o conceito de direito civil. Entrada e permanência com dissentimento do dono. seja permanente.regime de igualdade e de subordinação. simples. Sujeito passivo .se o direito ao sossego. no local de habitação. o barraco. astuciosas ou clandestinas. Conceito e objetividade jurídica. permanente. Núcleos . Violação de domicílio.francas. O objeto jurídico é a tranqüilidade doméstica. Art. transitório ou eventual.entrar e permanecer. Pena e ação penal. material e de forma livre. 150.

I – Conceito e objetividade jurídica. Art. enquanto o dissentimento tácito é demonstrado por intermédio de fatos concretos. Momento consumativo e tentativa.º 6. Pena e ação penal. Crime consunto . CRIMES CONTRA A INVIOLABILIDADE DE CORRESPONDÊNCIA I – Generalidades. Qualificação doutrinária. ao qual serve como meio de execução ou normal fase de realização. 5º. Está protegida a liberdade de comunicação do pensamento. da liberdade individual de manifestação do pensamento através da . Causas especiais de exclusão da antijuridicidade. CPB. que deve abranger o elemento normativo. 40. Elemento subjetivo do tipo. Figuras típicas qualificadas. Garantia correspondência. XII. 150. Art.538/78. pode ser permanente e instantâneo. a falta de vontade anuente do titular é deduzida daquilo que normalmente acontece. §§ 1º e 2º. Art. 150.146 No dissentimento presumido. caput. de formulação típica alternativa (de ação múltipla ou de conteúdo variado). CF. 153 e 154 CPB: São figuras típicas anormais e subsidiárias. Arts. de maior gravidade objetiva. Art.no conflito aparente de normas fica absorvido por outro. § 3º CPB. lei n. Violação de correspondência. Crime de mera conduta. Dolo.

. 10. VIII – Momento consumativo e tentativa. 47.Art. 40. lei n.170/83. instantâneo. Erro de tipo. IV – Elementos objetivos do tipo.538/78. de dupla subjetividade passiva. Devassar. VII – Qualificação doutrinária. Crime comum. simples. Sujeito ativo – qualquer pessoa com exceção do destinatário e do remetente. Dolo.538/78. Arts. 231.538/78. CC.º 6. III – Sujeitos do delito. O marido pode ler a carta dirigida à mulher? Art. Art. V – Elemento subjetivo do tipo. § 1º. Deve ser fechada. Indevidamente. Sujeito passivo – dupla subjetividade passiva – destinatário e remetente. Pode ser particular ou oficial. Art. VI – Elemento normativo do tipo. comissivo e de mera conduta. A devassa é devida nos casos de estado de necessidade e exercício regular de direito. Conceito . 43 e 48 da lei 6. I – Conceito e objetividade jurídica. Deve ser atual e Ter destinatário específico. II – Correspondência.º 6. 40.º 6.147 Espionagem – arts. lei n. É protegida a correspondência independentemente da violação do segredo. Sonegação ou destruição de correspondência. II. IX – Pena e ação penal. 13 e 14 da lei 7.538/78. lei n.

Arts. II – Sujeitos do delito. § 1º. Art.º 9. Transmissão ou divulgação indevida do conteúdo da correspondência. CPB.538/78. Com a divulgação. lei n.148 É crime autônomo. VI – Interceptação de conversação telefônica. Transmitir. Violação de comunicação telegráfica. II – Sujeitos do delito. Dolo + elemento subjetivo do tipo = para sonega – la ou destruí – la.296/96 – autorização judicial como causa de exclusão da tipicidade. O CP protege a manifestação de pensamento transmitida por intermédio de correspondência. Apossar – se. 43 e 48 da lei 6. Crime formal. VI – Pena e ação penal. II. III – Conduto típica. V – Momento consumativo e tentativa. Art. Utilização abusiva de comunicação telegráfica ou telefônica. Destruir. V – Momento consumativo e tentativa. Sonegar. transmissão ou utilização abusiva. 1º. Dolo. 40. IV – Elementos subjetivo e normativo do tipo. 151. Crime material. Utilizar. I – Conceito e objetividade jurídica. IV – Elementos subjetivos do tipo. . Correspondência alheia aberta ou fechada. radioelétrica ou telefônica. Divulgar. III – Conduta.

Primeira parte do tipo – qualquer pessoa. Havendo consentimento de um dos sujeitos passivos. da CF e arts. CPB. Mensagem transmitida via modem ou internet = tomar conhecimento. É um tipo aberto. Tratando – se de mensagem ou documento transmitidos via modem ou internet.149 Art. vê – la ou captá – la. subsiste o delito. Não é necessária a divulgação. Da lei 9. Condutas típicas. Momento consumativo. É possível. 5º. 10. lei 9. Delegado e agente da concessionária de serviço público (art. VII – Pena e ação penal. Complemento está no art. Dolo + fim diverso do estabelecido pela lei (investigação criminal ou prova em processo penal). O crime consuma – se com a simples interceptação. No instante em que o sujeito está iniciando a gravação da conversação ou começa a ouvi – la. Tentativa. Elemento normativo do tipo. Sujeito ativo. Liberdade da comunicação telefônica. Exceto interceptação de comunicação telefônica. lê – la. Segunda parte – Juiz. Interceptar = ouvir a conversação ou gravá – la. . quando principia capta – los ou deles toma conhecimento.296/96. Objetividade jurídica. Crime de dupla subjetividade passiva. Elementos subjetivos do tipo. Interlocutores. Promotor.296/96). Havendo exclui a tipicidade. 1º e segs. XII. 151. Crime de mera conduta. Qualificação doutrinária. Revogou a parte final do art. Ação penal – é pública incondicionada.º 9. § 1º. 7º. II.296/96 – tipo legal com elementos normativos. Ausência de autorização judicial. lei n. Sujeitos passivos.

Pode ser causado ao destinatário. Art. Art. 151. lei n. Revelar. III – Disposições comuns. Correspondência comercial. I – Conceito e objetividade jurídica. CPB. Está protegida a liberdade de comunicação de pensamento transmitida por intermédio de correspondência comercial. Suprimir. Art.º 4. Elemento normativo – sem observância do disposto nesta lei e nos regulamentos. 43. Sonegar. Art. É necessário que o sujeito cometa o fato abusando da função específica que exerce. Disposições comuns. lei 6. III – Conduta. Sujeito passivo – é a pessoa jurídica (estabelecimento comercial). Impedir – interromper por qualquer meio a comunicação.117/62.538/78. § 2º. 40.150 Impedimento de comunicação. Dolo + abusar. 151. Sujeito ativo – crime próprio. . I – Impedimento de comunicação.º 6. II – Sujeitos do delito.538/78. Art. Desviar. A conduta deve ser indevida ou abusiva. Subtrair. III. Dano – econômico ou moral. CPB (revogado) = art. IV – Elemento subjetivo do tipo.. ao emitente ou a um terceiro. 152. da lei n. CPB. CPB. 151. Art. § 1º. § 4º. § 3º. II – Instalação ou utilização de estação de aparelho radioelétrico. instalação ou utilização de estação de aparelho radioelétrico. 70.

325 e 326 CPB. A objetividade jurídica é o resguardo de fatos da vida cujo conhecimento pode causar dano a terceiro. Sujeito passivo – outrem – é quem pode sofrer dano em conseqüência da conduta do sujeito. II – Sujeitos do delito. Correspondência confidencial. Documento público – art. Sem justa causa. VI – Momento consumativo e tentativa. Art. pela sua natureza. . Divulgar. I – Conceito e objetividade jurídica. Proteção do segredo de forma secundária – arts.151 V – Momento consumativo e tentativa. VI – Pena e ação penal. IV – Elemento subjetivo do tipo. Não é protegida a confidência oral e não necessária. Crimes contra a inviolabilidade dos segredos. Documento particular. etc. Ativo – crime próprio (detentor ou destinatário do segredo). V – Qualificação doutrinária. Pode ser o remetente. Conduzem à atipicidade da conduta. Dolo. 325 CPB. ( é a que contém um segredo. consistente no fato que. III – Elementos objetivos e normativos do tipo. defesa de direito ou interesse legítimo. Divulgação de segredo. Exemplos de justa causa: consentimento do interessado. o destinatário ou terceiro qualquer. Crime formal. comprovação de crime ou sua autoria. comunicação ao judiciário de crime de ação pública. 153 CPB. deve ficar coberto do conhecimento de terceiro). dever de testemunhar em juízo.

§ 2º. Elemento subjetivo – dolo. Sujeito passivo. Profissão. Sujeito passivo – é quem pode sofrer prejuízo em razão da revelação. poderão ocorrer três hipóteses: arts.. Ministério. Elemento normativo – sem justa causa. no tocante às informações sigilosas da Previdência Social. III – Elementos objetivos do tipo. Norma penal em branco. CPB ou fato atípico. independentemente de produção de dano. Momento consumativo – quando o sujeito narra o segredo a um número indeterminado de pessoas. Exige – se o nexo de causalidade entre a ciência do segredo e o exercício das atividades enumeradas. 154 CPB. Sujeito ativo. § 1º . Visa a proteção do segredo em relação à Administração Pública. Art. Função. Tratando – se de atividade pública (crime cometido por funcionário público). particularmente. e. . 326. V – Elemento subjetivo do tipo. Revelar. IV – Qualificação doutrinária. VIII – Pena e ação penal. I – Conceito e objetividade jurídica.A. Violação de segredo profissional. 325. Dolo. Crime próprio. O crime de violação de segredo profissional diz respeito à atividade privada. II – Sujeitos do delito. formal. § 1º e § 1º A.152 VII – Violação de sigilo funcional de sistemas de informações. Sujeitos ativos são os confidentes necessários. Ofício.

III .furto qualificado.É a subtração de coisa alheia móvel com o fim de assenhoreamento definitivo. Caput . Quando o segredo é revelado a terceiro.153 VI – Elemento normativo do tipo. Posse . VIII – Momento consumativo e tentativa.Sujeitos do delito. 168 CPB. Sem justa causa. estado de necessidade e exercício regular de direito. de coisa de pequeno valor. . 269 CPB. §§ 1º. I . IX – Pena e ação penal. mínimo. II .Figuras típicas. 4º e 5º . 346 CPB.Conceito e objetividade jurídica. Art.furto simples. Art. 155 CPB .Objeto material. gozo e disposição dos bens.furto privilegiado. art. Art. Deve ser injusto. e mediata da propriedade. Não há tipicidade: consentimento do ofendido. § 2º . Proteção imediata da posse(legítima). VII – Dano. Propriedade .é a exteriorização desses direitos. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO Furto. IV . abrangendo a detenção.conjunto dos direitos inerentes ao uso.

Furto de uso.154 É a coisa móvel com valor econômico. X . 345 CPB.consistente na vontade de subtrair coisa móvel alheia . Coisa alheia. Res desperdita (art. XI . à noite. 148. O furto atinge a consumação no momento em que o objeto material é retirado da esfera de posse e disponibilidade do sujeito passivo. VIII . (valor de afeição) Arts. É atípico em face do CP vigente. ainda que este não obtenha a posse tranqüila. . Res nullius. VI .Furto noturno. Art. IX . ingressando na livre disponibilidade do autor.Elemento normativo do tipo. que seus habitantes estejam repousando no momento da subtração.Elementos subjetivos do tipo. Crime material. Parte da jurisprudência exige dois requisitos : que o fato da subtração seja praticado em casa habitada. Não é imprescindível o deslocamento do objeto material. retirar. instantâneo.Momento consumativo e tentativa. Res derelicta. § único. É possível a tentativa. Apossamento direto e indireto. Art. É a subtração de coisa infungível para fim de uso momentâneo (elemento subjetivo) e pronta restituição (elemento objetivo).que indica o fim de assenhoreamento definitivo."para si ou para outrem" . 155 § 1º CPB. VII . as pessoas se recolhem para descansar. Repouso noturno . II.tirar. Subtrair . 169. 211 e 249 CPB.Qualificação doutrinária.Conduta. CPB).mais o especial fim de agir . Dolo . V .é o período em que.

é a propriedade comum. Art. mediante contrato. Dois requisitos : criminoso primário. Sujeito passivo . Pequeno valor . 155. XVI .é a universalidade de bens como objeto de sucessão universal. 155.Furto privilegiado ou mínimo. 155. se obrigam a combinar seus esforços ou bens para a consecução de fim comum. XV . A multa .155 Outra corrente : é suficiente que a subtração ocorra durante o período noturno. XIV . Art. 60 CPB. § 4º. XIII . Crime próprio. § 3º CPB.inferior ao salário mínimo vigente ao tempo da prática do fato. CPB. Condomínio .é a reunião de duas ou mais pessoas que.art. . Furto de coisa comum. Art. I . XII . O bem jurídico é o patrimônio. em casa habitada ou não. § 5º.Furto qualificado. Art. coisa de pequeno valor. 155. CPB. Furto consumado ou tentado.que detém legitimamente a coisa. 156 CPB. 181 e 182 CPB. Sociedade . Art. Herança . exercida por dois ou mais indivíduos simultaneamente. Só é aplicável ao furto simples. § 2º CPB.Furto de energia. durante o repouso dos moradores ou não.Conceito e objetividade jurídica.Pena e ação penal.Sujeitos do delito.Furto qualificado de veículo automotor. Arts. II .

§ 2º CPB.Conceito e objetividade jurídica. .Objetos materiais. VI .pode ser mais de um. Art. que seu valor não exceda a quota a que tem direito o sujeito.Pena e ação penal.156 III .Sujeitos do delito. IV .qualquer pessoa. de forma livre. A violência pode ser : própria. moral. "Trombada".diferença. comissivo e instantâneo. Pessoa humana e coisa móvel. Art.Qualificação doutrinária. V .diferença.roubo próprio e impróprio. Roubo próprio e impróprio .O CP protege a posse. e § 1º . 156. II . Crime complexo = furto + ameaça + constrangimento ilegal + lesão corporal (leve e grave) . caput. imediata. Sujeito ativo .Momento consumativo e tentativa. saúde e liberdade individual. Roubo. III . simples. VII . física.Elementos subjetivos do tipo. Crime próprio. a propriedade. Dois requisitos : que a coisa comum seja fungível. plurissubsistente. mediata.Meios de execução.Causa especial de exclusão da antijuridicidade. IV . integridade física. Roubo e furto qualificado . imprópria. 157. Sujeito passivo . I .

seqüestro como meio de execução do roubo ou contra a ação policial. impede a vítima de opor reação à conduta do sujeito (STF e STJ). Princípio da tipicidade ." VI . .Roubo circunstanciado (próprio e impróprio).Elementos subjetivos do tipo. 157.violência ou grave ameaça .meio especial capaz de causar temor que Art.uso efetivo e idoneidade ofensiva. - Concurso de duas ou mais pessoas.instante em que o sujeito emprega violência contra pessoa ou grave ameaça. Roubo impróprio .arma de brinquedo não é arma. ainda que não haja posse tranqüila. VII . Vítima em serviço de transportes de valores conhecendo o sujeito tal circunstância. Roubo de veículo automotor. Arma de brinquedo para roubo e outro crime. § 2º CPB Arma .exige outro elemento subjetivo previsto na expressão "a fim de assegurar. Crime material. A circunstância tem conteúdo subjetivo . Admite a tentativa Roubo impróprio . Lei 9437/97.STF (há entendimento do TACrimSP no sentido contrário). plurissubsistente.quando o sujeito consegue retirar o objeto material da esfera de disponibilidade da vítima.157 V . Roubo impróprio . Não admite a tentativa . Concurso de causas de aumento de pena : o juiz aplica uma.logo depois de subtraída a coisa. II. Arma de brinquedo .Qualificação doutrinária. Restrição de liberdade do sujeito passivo .. funcionando as demais como circunstâncias agravantes genéricas ou judiciais. Roubo próprio .. de forma livre. de dano.divergência jurisprudencial a respeito da tipicidade. 10.Consumação e tentativa. Art. Roubo próprio . § 1º. complexo. instantâneo.Dolo + elemento subjetivo "para si ou para outrem" (=exigência de intenção de posse definitiva). VIII .

157.próprio e impróprio . § 2º não é aplicado ao § 3º. . 181 e 182). Violência ou grave ameaça. 70 CPB. Subtração de bens de várias pessoas e violência ou grave ameaça contra uma .Roubo.latrocínio ( Crime hediondo . Súmula 610 do STF.concurso formal ou material. Extorsão.art.158 Privação da liberdade após a subtração .um roubo. § 3º. num só contexto. de componentes de uma só família.latrocínio consumado(STF e TJSP). I . Art. § único CPB.latrocínio tentado (STF e TJSP). 158. Objetividade jurídica principal . homicídio consumado e subtração tentada . CPB) Lesão corporal de natureza grave .morte (dolosa ou culposa) para subtrair bens da vítima. Continuação nos crimes de roubo .dois crimes .pena agravada de metade quando a vítima se encontra nas condições do art. XI . IX .Concurso de crimes. CPB. Hipóteses . X . no mesmo contexto. homicídio tentado e subtração tentada .inviolabilidade do patrimônio.latrocínio tentado (RTJ 61/321).homicídio consumado e subtração consumada . Latrocínio .latrocínio consumado (STF e TJSP).roubo doloso e lesão dolosa ou culposa (preterdolo). Subtração de bens de uma pessoa e violência ou grave ameaça contra várias .qualificado pelo resultado. Morte .Pena e ação penal (arts.um roubo Roubo de bens.art. com multiplicidade de violações possessórias concurso formal . contra várias pessoas. homicídio tentado e subtração consumada . 224 do CPB ). (art. 71.Conceito e objetividade jurídica.

146 CPB. VII . com o comportamento da vítima. Deixar de fazer alguma coisa . 345 CPB. Dolo + elemento subjetivo do tipo (finalidade de obtenção de vantagem econômica"com o intuito de"). Consuma . Súmula 96 do STJ.ex. Devida vantagem econômica . Fazer algo . mediante ameaça de morte.159 Objetividade jurídica secundária (crime complexo) .Art. II .art. Vantagem moral .vida.obtenção de indevida vantagem econômica. tranqüilidade de espírito e liberdade pessoal.compelir. III . VIII .Elemento normativo do tipo. permitir que o credor rasgue o título de crédito. É admissível a tentativa.Consumação e tentativa.comportamento da vítima. VI . integridade física.Elementos subjetivos do tipo. 345 CPB. faz com que a vítima deixe certa importância em determinado local.Meios de execução. IV . Crime formal. Violência física e moral.ex. o sujeito.Conduta. deixar de cobrar uma dívida. Verbo constranger . Diferença com o roubo . sem o qual o fato constitui o crime de constrangimento ilegal. forçar. V . Tolerar que faça algo . Diferença com o constrangimento ilegal . Se devida o crime será art.Sujeitos do delito. .Figuras típicas qualificadas.Qualificação doutrinária. coagir. IX .se com a conduta típica imediatamente anterior à produção do resultado visado pelo sujeito. entregar ao agente certa quantia. Indevida. ou seja.ex.

923. 148 CPB. se resulta lesão corporal grave ou morte. VII . EXTORSÃO MEDIANTE SEQÜESTRO I . complexo. Crime permanente. Condição : fato que o sujeito pretende que a vítima pratique a fim de libertar o sujeito passivo. a pena é de reclusão. de 6 (seis) a 12 (doze) anos. Resultado morte . CPB. "Condição ou preço do resgate" .vantagem devida/indevida e econômica/não econômica. §§ 2o e 3o. VIII . IV . "Qualquer vantagem" . aplicam-se as penas previstas no art. Preço : é o valor dado pelo autor a fim de que libere o ofendido.Conduta. 158 §§ 1º e 2º. . (Incluído pela Lei nº 11.Pena e ação penal. e essa condição é necessária para a obtenção da vantagem econômica.Consumação e tentativa. Art. mediata .160 Art. respectivamente. V . Seqüestro ou cárcere privado.Conceito e objetividade jurídica.Sujeitos do delito. Dolo + elemento subjetivo no tipo ( "com o fim de obter para si ou para outrem") art.Tipos circunstanciados. 159 CPB. de 2009) X .liberdade de locomoção II . VI . § 3o Se o crime é cometido mediante a restrição da liberdade da vítima.Elementos subjetivos do tipo.Resultado. III .inviolabilidade do patrimônio. formal e hediondo.crime hediondo.Qualificação doutrinária. além da multa. Objetividade jurídica imediata . 159.

§§ 1º e 2º CPB. § 3º . § 1o Se o seqüestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas. Objetividade jurídica .Figuras típicas qualificadas pelo resultado.90 libertação da vítima. Requisito : efetiva IV .7. § 2º . CPP) potencialmente capaz de dar causa a procedimento criminal. Situação angustiosa do ofendido da qual o sujeito ativo abusa.propriedade e a liberdade de autodeterminação. Resultados dolosos ou culposos. de 2003) § 4º . bando ou quadrilha (art. (no seqüestrado).mais de 24 horas.Delação premiada . de 25.741.072.impor. 232 e segs. 129. Exigir . III . ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha. 160 CPB – tipo especial de extorsão.Sujeitos do delito. lei 1. Documento (arts. . EXTORSÃO INDIRETA. Art. V . 9º da lei 8072/90. se o seqüestrado é menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos. forçar. seqüestrado menor de 18 anos (maior de 14 anos). (Redação dada pela Lei nº 10.Qualificação doutrinária. II . 288 CPB).se do fato resulta morte. I .a vítima entrega o documento. “a”. X . Vide Lei nº 8.161 § 1º . art.Conceito e objetividade jurídica.Pena e ação penal.521/51. Formal e material.art. 29 CPB : co-autores e partícipes.art.Consumação e tentativa. IX .se do fato resulta lesão corporal de natureza grave . 4º. Art.Elementos objetivos do tipo. obrigar. e receber (aceitar) .

Pratica o crime apenas o vizinho contíguo da vítima (proprietária ou possuidora). madeira. VII . 161 CPB. arrancar. DA USURPAÇÃO. transferir de lugar.Pena e ação penal.162 VI . ferro. total ou parcialmente. Proteção imediata à posse e indireta à propriedade. Sujeito passivo – proprietário ou legítimo possuidor. A supressão ou deslocamento deve causar confusão e dificuldade de monta para a restauração da linha de divisa. V – Elemento subjetivo do tipo. Apor novo marco – fato atípico. Alteração de limites. furto. Inexistente o elemento subjetivo – dano. Deslocar – mudar. III – Sujeitos do delito. ou fraude processual (art. Concurso – a denunciação caluniosa é post factum não punível.Elementos subjetivos do tipo. Tapume – cerca de arame. Suprimir – destruir. muro. queimar. cimento. . Dolo + vontade de assumir a posse do imóvel lindeiro. Capítulo III – o legislador protege a posse e propriedade das coisas imóveis. exercício arbitrário das próprias razões. Limite – linha que separa os imóveis. Sujeito ativo – é crime próprio. dolo + elemento subjetivo do tipo ( abusando da situação de alguém ). Marco – sinal de pedra. vala. IV – Elementos objetivos do tipo. 347 CPB). II – Conceito e objetividade jurídica. I – Generalidades. Art.

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VI – Consumação e tentativa. Com a supressão ou deslocamento. Crime formal. É possível a tentativa. VII – Concurso. Havendo violência – concurso material. O esbulho possessório absorve este crime. VIII – Pena e ação penal. Art. 161, § 3º, CPB. Usurpação de águas. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 161, § 1º, I, CPB. Posse e propriedade sobre águas particulares ou comuns. São consideradas imóveis quando parte líquida do solo (art. 43, I, CC). II – Sujeitos do delito. III – Elementos objetivos do tipo. Desviar ( mudar o leito da água fluente ou estagnada); Represar (conter, acumular ou reter com obstáculos), as águas para que não sigam seu curso natural. O bem imóvel protegido é a massa líquida (águas em estado natural). Águas alheias – são as que não pertencem ao agente e também as águas comuns. IV – Elemento subjetivo do tipo. Dolo + o fim de obter benefício próprio ou alheio. Sem o elemento objetivo poderá ocorrer dano, alteração de limites ou exercício arbitrário das próprias razões. V – Consumação e tentativa. Com o desvio ou represamento. VI – Concurso e distinção.

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Havendo violência há concurso material – Art. 161, § 2º, CPB. VII – Penas e ação penal. Art. 161, § 3º, CPB. Esbulho possessório. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 502 CC – turbação e esbulho – autorizam a reação imediata. Art. 161, § 1º, II, CPB. II – Sujeitos do delito. III – Elementos objetivos do tipo. Invadir – entrar, penetrar, ingressar. Conduta com violência – vias de fato, lesão corporal ou homicídio. Conduta com grave ameaça. Conduta em concurso com mais três pessoas – o invasor e mais três no mínimo. Objeto material – terreno, edifício (particulares ou públicos, rurais ou urbanos). IV – Elemento subjetivo do tipo. Dolo + fim de esbulho possessório (vontade do agente de assumir a posse, ainda que parcial, com a exclusão do sujeito passivo). Inexistente o elemento subjetivo – violação de domicílio ou mero ilícito civil. Invasão considerada turbação não caracteriza crime de esbulho. V – Consumação e tentativa. Com a invasão com o fim de esbulho possessório. Crime formal. VI – Distinção. Esbulho possessório e exercício arbitrário das próprias razões. Imóvel objeto de financiamento do SFH – art. 1º, lei 5.741/71. VII – Concurso. Com violência – art. 161, § 2º, CPB.

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VIII – Ação penal. Art. 161, § 3º, CPB. Supressão ou alteração de marcas em animais. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 162 CPB – é espécie de usurpação. Protege –se a propriedade dos semoventes, considerados às vezes como imóveis por acepção intelectual no Direito Civil (art. 43, III, CC), e como móveis para o direito penal. II – Sujeitos do delito. III – Elementos objetivos do tipo. Suprimir. Alterar. Marcar animal desmarcado – fato atípico. Objeto material – marca (letras, desenhos); sinal (argolas na orelha, focinho). Gado – animal de grande porte. Rebanho – animal de pequeno porte. O animal deve estar em gado ou rebanho e não isolado. IV – Elemento normativo do tipo. Alheio. Indevidamente. V – Elemento subjetivo do tipo. Dolo + vontade de estabelecer dúvida a respeito da propriedade dos animais a fim de facilitar a apropriação. VI – Consumação e tentativa. VII – Concurso. Furto e apropriação indébita – absorvem o crime do art. 162 CPB. DANO I - Conceito e objetividade jurídica. art. 163 CPB. É delito subsidiário - art. 161; art. 155, § 4º, I, CPB.

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O CP tutela a propriedade de coisas móveis e imóveis. II - Sujeitos do delito. III - Elementos objetivos do tipo. Destruir - desfazer, demolir. O objeto material deixa de existir em sua individualidade. Inutilização - a coisa perde a finalidade a que se destinava. Deterioração - o objeto material perde parte de sua utilidade específica. Pode ser cometido por meio de ação ou omissão; por meios mediatos ou imediatos. Lei 9605/98 - arts. 50, 63 e 65. Art. 346 CPB. IV - Elemento subjetivo do tipo. Dolo. Dano culposo é atípico (art. 18, § único, CPB). É preciso a finalidade de causar prejuízo à vítima (animus nocendi)? V - Qualificação doutrinária. Crime material, simples, subsidiário, instantâneo, comissivo/omissivo e de forma livre. VI - Consumação e tentativa. VII - Figuras típicas qualificadas. Art. 163, § único, CPB. Pelo modo de execução - I e II. (arts. 129, 250 e 251 CPB) Pela qualidade da coisa - III. (art. 38, lei 9605/98). Pelos motivos - IV, 1ª parte. Pela gravidade objetiva do prejuízo da vítima - IV, 2ª parte. VIII - Pena e ação penal. Introdução ou abandono de animais em propriedade alheia. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 164 CPB.

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II – Sujeitos do delito. III – Elementos objetivos do tipo. Introduzir. Deixar. Animais – expressão empregada como gênero. Basta um animal. IV – Elemento normativo do tipo. Sem consentimento de quem de direito. V – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. Com a finalidade de causar dano – art. 163 CPB. VI – Qualificação doutrinária. Crime material, de dano, simples, comum, instantâneo, comissivo ou omissivo. VII – Consumação e tentativa. Com a danificação total ou parcial da propriedade alheia, com prejuízo patrimonial. Não é possível a tentativa. VIII – Pena e ação penal. Art. 167 CPB.

Dano em coisa de valor artístico, arqueológico ou histórico. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 165 CPB. Art. 216 CF. Art. 62, lei 9.605/98. Competente para determinar o tombamento – Diretor do Serviço e do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Processo de registro – regulado pelo Dec. Lei 25/37. Objetividade jurídica – inviolabilidade do patrimônio histórico, arqueológico ou histórico nacional.

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II – Sujeitos do delito. Sujeito passivo – O Estado, titular do tombamento. Em segundo lugar o proprietário, se particular a coisa. III – Elementos objetivos do tipo. Destruir, Inutilizar. Deteriorar. Coisa tombada. Tombar – inventariar, arrolar. Art. 163, § único, III, CPB. IV – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. V – Qualificação doutrinária. Crime comum, simples, de dano, material, comissivo ou omissivo, de forma livre e instantâneo. VI – Consumação e tentativa. VII – Pena e ação penal. Art. 167 CPB. Alteração de local especialmente protegido. I – Conceito e objetividade jurídica. Revogado pelo artigo 63 da lei 9.605/98. Há proteção dos sítios e paisagens que mereçam proteção legal. II – Sujeitos do delito. Sujeito ativo – qualquer pessoa, inclusive o proprietário. Sujeito passivo – O Estado e o proprietário tratando – se de coisa particular. III – Elementos objetivos do tipo. Alterar. IV – Elemento subjetivo do tipo.

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A proteção é dada por intermédio de tombamento pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, ou por classificação feita pelo Ministério da Agricultura. V – Elemento normativo do tipo. Sem licença da autoridade competente. VI – Qualificação doutrinária. Crime simples, comum, comissivo e instantâneo. VII – Consumação e tentativa. VIII – Pena e ação penal. Art. 167 CPB. APROPRIAÇÃO INDÉBITA I - Conceito e objetividade jurídica. Art. 168, caput, CPB. Característica fundamental - abuso de confiança. O CP protege o direito patrimonial. II - Sujeitos do delito. Funcionário público - peculato (art. 312 CPB). Em todas as hipóteses de apropriação indébita existe relação obrigacional entre duas pessoas, de modo que sujeito ativo é quem tinha a posse ou detenção. Sujeito passivo é a outra pessoa da relação obrigacional que sofre o prejuízo. III - Elementos objetivos do tipo. Apropriar - se : fazer sua a coisa alheia. Classificação : apropriação indébita propriamente dita e negativa de restituição. É necessário que o sujeito ativo esteja na posse ou detenção da coisa alheia móvel. Arts. 1196, 1197 CC - posse direta e posse indireta. Art. 1198 CC - detenção. Posse direta - sempre desvigiada : interessada e não interessada.

IV . última figura (depósito judicial). miserável (art. Consuma . 85. CC).Figuras típicas qualificadas. não se aplica o inciso I. 368 CC . VIII . II. 647. Tratando . duas hipóteses podem ocorrer : sujeito ativo funcionário público : art.abrange exclusivamente o depósito necessário miserável.Qualificação doutrinária. 647. . § único. art.depósito necessário . necessário . 586. (direito de retenção). material e comissivo. § único.se em : legal (art.direito de compensação. simples. Crime comum. instantâneo.Momento consumativo e tentativa. 708 CC . 644 e 664. II CC). Portanto. Art. O depósito necessário classifica . coisa móvel alheia. 649 CC). Dolo ab initio . I. VII .art. 312 CPB. Dolo .Elemento normativo do tipo. Arts. V .Elemento subjetivo do tipo. Objeto material : coisa móvel .se de depósito necessário legal.170 Detenção : vigiada e desvigiada. I . 627 CC. CPB. Sujeito ativo particular : art. Arts. Posse ou detenção lícitas. 592 e 645 CC : há transferência de domínio e por isso inexiste crime de apropriação indébita. 647/650 CC. mas exercício regular de direito.arts. (a não ser que seja entregue ao sujeito para transferir a coisa a terceiro). 681. e por equiparação (art. O depósito pode ser : voluntário .a negativa de restituição não constitui crime de apropriação indébita.estelionato. 82 CC.deve ser contemporâneo com a conduta da apropriação.se com o ato de disposição ou negativa de restituição. VI . 168. 168.art.

3 .las (contribuições) nas despesas contábeis ou custos. CPB.descontar a contribuição do pagamento efetuado.171 Tratando . . 9249/95 e 9983/00.se de valores que devem ser transferidos para a Previdência Social ou para o segurado.deixar de repassar.deixar de recolher. (tipo de conduta mista).Crime comissivo de conduta mista. Comportamento ativo (comissivo) : 1 .deixar de pagar. 3 .inciso III (coisa recebida em razão de profissão).inseri .se o patrimônio do Poder Público (Fazenda Pública) que é o titular do crédito (contribuição ) ou do ato de reembolso (benefício). 2 . art. O objeto jurídico tem natureza patrimonial.Figura típica privilegiada.Bem jurídico tutelado. Comportamento omissivo : 1 . Finalidade da lei : proibir as atividades de apropriar . IX . X .Pena e ação penal. Tutela . 2 . III . II . 181 e 182 CPB.receber o reembolso da previdência social. APROPRIAÇÃO INDÉBITA PREVIDENCIÁRIA I .Constituição Federal de 1988 e Leis 7492/86. 4 .se de depósito necessário por equiparação .recolher as contribuições dos contribuintes. 170. arts. 8212/91.

Sujeitos do delito.tomar como próprio. 3 . 168 . Sujeito passivo . salário maternidade. lei 8212/91 .172 O não repasse/recolhimento (contribuição) e o não pagamento (benefício) são meios de realização da conduta típica descrita na lei penal. IV .Art. I. II : Leva . III : Benefício pago pela empresa com ressarcimento futuro do INSS. art. V .Repassar . . VI . Secretaria da Receita Federal.Art. 19 e 33.diretamente à Previdência. lei 8212/91 . 30. 168 . 4 . arts.Art. Assenhorear .prazo convencional."Animus rem sibi habendi". 2 . lei 8212/91 .se .A.Art. I : Deixar de recolher no prazo legal (art. Apropriar .se de coisa alheia móvel de que tem a posse ou a detenção. b e III.Objeto material. apoderar . benefícios = salário família. O valor da contribuição é descontado de terceiro. Recolher . Os valores devem ser repassados mensalmente pelo Tesouro Nacional.A. § 1º.se em conta o acréscimo do preço (quando da venda de algum produto ou serviço ) de valor a título de contribuição previdenciária e o não recolhimento desse valor à Previdência Social. 168 . tornar seu. § 1º. 60.A.Seguridade Social. 1 .se.estatui prazos para arrecadação e recolhimento das contribuições ). Não recolhimento + anterior arrecadação. Estabelecimentos bancários.pagar no banco (o banco arrecada e recolhe). Sujeito ativo .prazo legal.A. 168 . VII . § 1º.É crime próprio. caput : omitir repasse de contribuição já retida (contribuição recolhida de contribuinte).

dolo + animus rem sibi habendi (embutido no verbo apropriar . I e II. Consuma . Art.Inexiste a ato apropriatório. Direito subjetivo do réu primário e de bons antecedentes. O valor da contribuição sempre permaneceu em poder da empresa. para a tipicidade. 337 . Art. Contribuições = certa importância ou valor em dinheiro. É crime omissivo puro. 63 CPB). VIII . Ação fiscal = procedimento administrativo fiscal. CPB.173 Ocorre a dedução da contribuição do salário sem o pagamento do respectivo benefício. X .A.Perdão judicial ou multa.A. CPB .se o crime quando se dá a apropriação daquilo que é devido à Previdência ou daquilo que a Previdência reembolsou e não foi pago a quem de direito.não tem aplicação. 59 do CPB. A confissão é do débito não do crime. e portanto não foi objeto de apropriação.para a opção o juiz leva em conta as circunstâncias do art.ilícito civil. Declaração = art.Extinção da punibilidade. § 1º. Consuma . a . Necessário.se a infração ao final do prazo no qual existia o dever de entregar ao Fisco o tributo contabilizado. CPB. IX . 168 .F. § 3º.Princípio da insignificância (conceito material de crime) . Art. proíbe a prisão por dívida.02 posições : . 337 . o exame da existência do dolo. (art.não é necessário o pagamento. Art.Elemento subjetivo. lei 9249/95 . Só pode haver reembolso do desembolsado.necessidade de ação penal . Perdão ou multa . 168 .A. CPB. Duas posições : a . § 2º . Inexistência do dolo . b . 34.se ). II .violação ínfima do bem tutelado. A C.A.

Apropriação de tesouro. caso fortuito ou força da natureza por si só não constitui o crime.valor = inferior a R$ 5. II . 1266 CC . b . aforamento ou emprazamento. TIPOS ASSEMELHADOS À APROPRIAÇÃO INDÉBITA I . Tesouro : arts. Elemento subjetivo do tipo : dolo deve coexistir com a conduta de apropriação.000. Caso fortuito e força da natureza : causas estranhas à vontade do proprietário. Sujeitos ativo e passivo. ou de última vontade. O CP protege o direito patrimonial.Enfiteuse/aforamento (Art. Classificação : apropriação indébita propriamente dita e negativa de restituição. 169 CPB.36/1998 e Portaria 289/97 do Ministério da Fazenda). do antigo CC: “Dá-se a enfiteuse. caso fortuito ou força da natureza. (encontro casual. 170 CPB. 678. c . Sobre a coisa. valor insignificante reconhecido na sentença.Apropriação de coisa havida por erro.174 atipicidade . Conceito e objetividade jurídica : art. Forma privilegiada : art. CPB. 00. pagando a pessoa. e . quando por ato entre vivos. caso contrário será furto) Art.ocorre quando uma pessoa é tomada por outra. Dolo ab initio = estelionato. 169. que o adquire.rejeição da denúncia.não há lesão jurídico penal à Previdência Social. o proprietário atribui a outrem o domínio útil do imóvel. Elementos objetivos do tipo : Erro (sem qualquer participação dolosa do sujeito ativo) : sobre a pessoa . O erro. 1264 e 1265 CC. Conceito e objetividade jurídica : Art. Pena e ação penal. § único. A conduta ilícita é a posterior apropriação. (Memo/INSS/PG/N. I.

O CP protege a inviolabilidade do patrimônio. 169. Não basta o encontro. Art. 170 CPB. ESTELIONATO Estelionato e outras fraudes.Apropriação de coisa achada. anual. Autoridade competente . no todo ou em parte. 171. III . Estelionato. 1170 CPC. Figura privilegiada . Figura privilegiada. caput. Conceito e objetividade jurídica. A conduta ilícita é a posterior apropriação. Possibilidade de dupla subjetividade passiva e ativa. antigo CC: “Deixa de considerar-se tesoiro o depósito achado. da quota pertencente ao dono do terreno.art. se alguém mostrar que lhe pertence”.Conceito e objetividade jurídica.Sujeitos do delito. ou foro. Art. certo e invariável”). Pena e ação penal.175 assim se constitui enfiteuta. II. I . Sujeito passivo determinado. Elemento subjetivo do tipo. ao senhorio direto uma pensão. Coisa perdida (res derelicta) e coisa abandonada (res nullius). 170 CPB. Art.art. Pena e ação penal. § único. Dolo. CPB. Se indeterminado será crime contra a economia popular. Sujeitos ativo e passivo. . 610. Art. II .

ex. Carro zero km vendido através de anúncio em jornal por preço abaixo da tabela. 16 CPB).Elementos objetivos do tipo. III. 65. intelectualizada. dirigindo . conto do bilhete premiado. reticência maliciosa. Encenação.se à inteligência da vítima e objetivando excitar nela uma paixão. Art. Aplicação em negócio que proporcione grande lucro.Figura típica privilegiada. b) depois do recebimento da denúncia e antes da sentença : (art. CPB). Característica essencial é a fraude: engodo empregado pelo sujeito para induzir ou manter a vítima em erro. obtendo . ou. No caso concreto deve ser levado em consideração o grau de cultura da vítima. Ex.a. não causa prejuízo a ela ou a terceiro. V . Meio executivo apto a enganar.silêncio.Qualificação doutrinária. emoção ou convicção. 171. .é a fraude no sentido imaterial. enganando a vítima.176 III . CPB. Qualquer outro meio fraudulento . Com a obtenção da vontade ilícita em prejuízo alheio. Reparação do dano : a) antes do recebimento da denúncia : causa geral de diminuição de pena (art. Resultado duplo : vantagem ilícita (patrimonial) e prejuízo alheio. § 1º.Momento consumativo e tentativa. c) pode funcionar também como circunstância judicial. d. É crime material. com o fim de obter um indevido proveito patrimonial. não obtém a vantagem ilícita. mentira.art. Ardil . Artifício . pela criação de uma motivação ilusória. Vantagem lícita .é a fraude no sentido material. 345 CPB. IV . Dolo + "para si ou para outrem".Elementos subjetivos do tipo. VII . Erro . VI .é a falsa percepção da realidade. Tentativa : quando o sujeito.

181 e 182 do CPB. recebimento do primeiro aluguel. Momento da aferição do prejuízo .se de tentativa deve ser levado em conta o prejuízo que o sujeito pretendia causar à vítima. IX . CPB.Disposição de coisa alheia como própria.com o intuito de. Inalienabilidade .Alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria. Quando a coisa empenhada fica em poder do devedor .. convencional e testamentária. XI . . recebimento do objeto permutado.Pena e ação penal. XIV .Figura típica qualificada. 171.Fraude na entrega de coisa.consumação do crime. quando a coisa ou ato que assegura o pagamento de uma dívida é dada em penhor. 63 CPB.legal.inferior a um salário mínimo.art. industrial. § 3º.espoliar com fraude.Defraudação de penhor. Coisa . Dissentimento .objeto de ação judicial. VIII . Coisa litigiosa .deve = indica relação jurídica obrigacional entre os sujeitos do delito.Fraude para o recebimento de indenização ou valor de seguro. Tratando . .Fraude no pagamento por meio de cheque. e mercantil. Defraudar . hipoteca ou anticrese.é toda obrigação ou dever pessoal imposto por cláusula contratual ou por disposição legal. privar com dolo. Pequeno valor do prejuízo . Art. Não é necessária a tradição ou matrícula. Elemento normativo . Crime formal . XII .177 Criminoso primário . ônus .elemento do tipo.penhor agrícola. XV . X .móvel ou imóvel. Arts. Consumação : com o recebimento do preço. XIII .

III . 173 CPB.178 Efeitos do pagamento do cheque sem fundos.Elemento subjetivo do tipo. Sujeito passivo . 16 e 65. DUPLICATA SIMULADA I .colocar em circulação.Sujeitos do delito.Elementos objetivos do tipo. Súmula 554 do STF. II .Conceito e objetividade jurídica.Qualificação doutrinária. II . Não compreende o menor emancipado. VIII . Emitir .Sujeitos do delito.é o louco. Art. 172 CPB. alienado ou débil mental. IV . Arts.menor de 18 anos. ABUSO DE INCAPAZES I .Pena e ação penal. Art.Conceito e objetividade jurídica. crime formal e unissubsistente. III. VII .Momento consumativo e tentativa. VI . Fatura e duplicata. CPB. V .Falsidade de livro de registro de duplicatas. privado da capacidade de compreensão e autodeterminação. . b. Alienado mental .

Crime formal. VI . 345 CPB. . 06 figuras típicas. Art. INDUZIMENTO À ESPECULAÇÃO I – Conceito e objetividade jurídica.Qualificação doutrinária. III – Elementos objetivos do tipo. Aposta. Jogo.Momento consumativo e tentativa. se devido será art. IV – Qualificação doutrinária. desde que capaz de produzir efeitos jurídicos.Elementos objetivos do tipo. Art.dinheiro. O elemento subjetivo do tipo sabendo ou devendo saber só se refere ao induzimento à especulação com títulos ou mercadorias. Incluem . objetos de valor (coisas com valor econômico). Proveito . mercadorias e valores. 816 CC – equipara os contratos sobre títulos da bolsa. Dolo + abusar + finalidade de obtenção do proveito próprio ou alheio. Art. caput. VII . V . Ato juridicamente relevante.se com a prática do ato pela vítima. Proveito indevido. também privado de capacidade intelectiva e volitiva. III .é o portador de deficiência psíquica. 814 CC – obrigação natural. Art. IV .se os imbecis e idiotas. Consuma .179 Débil mental .Elementos subjetivos do tipo. 174 CPB. Abuso. CPB. 26. II – Sujeitos do delito.Pena e ação penal. Crime formal.

Crime material. o adquirente ou consumidor (conduta típica genérica). III e IX. Sendo particular art. peso ou número). IV. Saiba ou deva saber que a operação é ruinosa. III – Elementos objetivos do tipo. VII – Pena e ação penal. V – Elemento subjetivo do tipo. vinho de segundo em lugar de vinho de primeira. Art. II – Sujeitos do delito. Dolo. Lei 8. . Inciso I – Não pode ser mercadoria alimentícia ou medicinal – arts. ou quantidade (medida. Crime próprio. IV – Qualificação doutrinária. 7º. 175 CPB. 272 e 273 CPB. Dolo direto e eventual. Consciência de que está abusando do sujeito passivo. Quando o objeto material é entregue ao adquirente ou consumidor que o aceita. Sujeito passivo ganha no jogo ou especulação. Inciso II – palha de café no lugar de café. no exercício de atividade comercial. Conduta realizada com a intenção de obter indevido proveito. FRAUDE NO COMÉRCIO I – Conceito e objetividade jurídica. § 1º .137/90. § 2º. Enganar.fraude no comércio de metais ou pedras preciosas. É possível a tentativa. art. CPB.180 V – Elementos subjetivos do tipo. VI – Momento consumativo e tentativa. VI – Momento consumativo e tentativa. 171. Dolo.

§ 2º. FRAUDE NA FUNDAÇÃO DE SOCIEDADE POR AÇÕES I – Conceito e objetividade jurídica. VIII . do CPB. Art. § único. 2ª parte. caput. . 175. indefinido de pessoas.Crimes expressamente subsidiários. IV . VIII – Pena e ação penal. será crime contra a economia popular – art. Caput e § 1º . V . 177.521/51. III . CPB. Crime material. II – Sujeitos do delito. II . da lei 1.Momento consumativo e tentativa. normalmente pequenos investidores. Se o dano ou perigo de dano atingir um número extenso.Perdão judicial. 177 CPB. Art.Elemento subjetivo do tipo. 176. incisos VI a IX.181 VII – Figura típica qualificada. VI .Pena e ação penal. Art. Art.Elementos subjetivos do tipo. VII .Sujeitos do delito.Qualificação doutrinária.Conceito e objetividade jurídica. OUTRAS FRAUDES I . 3º.

Inciso V: Caução e penhor ilegais.§ 1º e incisos. Art. Todos os crimes são próprios. Inciso I: Fraude sobre as condições econômicas. 30 lei 6404/76: “A companhia não poderá negociar com as próprias ações. Sujeito passivo são os acionistas. Crime próprio. Objetividade jurídica – o patrimônio. IV – Elemento subjetivo do tipo. . V – Consumação e tentativa. Sociedade por ações: sociedades anônimas e sociedade em comandita por ações (lei 6.404/76). Impede que a sociedade se torne credora e fiadora simultaneamente. Crime formal. Crime cometido após a constituição da sociedade. Fraude e abusos na administração de sociedade por ações . Sujeito passivo – acionistas. Elemento subjetivo do tipo: em proveito próprio ou de terceiro. Inciso VI: Distribuição de lucros ou dividendos fictícios. ou de obter empréstimos. Inciso II: Falsa cotação de ações ou títulos. Crime formal. Inciso III: Empréstimo ou uso indevido de bens ou haveres. Dolo. Expediente utilizado para atrair capitais.Crime subsidiário. § 1º .182 Sujeito ativo – fundador. Crime formal. Crime formal. Crime formal. por meio de subscrição. III – Elementos objetivos do tipo. Inciso IV: Compra e venda ilegais de ações. Pode ser que se pretenda a depreciação do valor das ações.

São títulos que podem ser negociados unidos (conferem a plena propriedade) ou separadamente. 2º. O warrant refere – se a posse.102/03: a) a empresa que os emitir não estiver legalmente constituída. Sujeito ativo: qualquer pessoa. b) não houver autorização do governo federal nos casos em que ela é exigida. São os depositários das mercadorias que podem ser negociadas. Empresas de armazéns gerais: as que têm por fim a guarda e a conservação de mercadorias e a emissão de títulos que as representam – conhecimento de depósito e warrant. 1º. O conhecimento de depósito incorpora o direito de propriedade sobre a mercadoria que representa.102/03: disciplina os títulos de crédito conhecimento de depósito ou warrant. Inciso IX: Crime de representante de sociedade estrangeira. exceto quando a lei o permite. Decreto nº 1. 178 CPB. 4º e 20º. em regra o depositário da mercadoria.183 Inciso VII: Aprovação fraudulenta de conta ou parecer. EMISSÃO IRREGULAR DE CONHECIMENTO DE DEPÓSITO OU WARRANT I – Conceito e objetividade jurídica. II – Sujeitos do delito. Sujeito passivo: portador ou endossatário dos títulos. Art. a título de penhor. c) não existirem em depósito as mercadorias ou gêneros especificados nos títulos. 1. III – Elementos objetivos do tipo. . § 2º: Negociação de voto por acionista. Dec. d) mais de um título for emitido para a mesma mercadoria. Patrimônio e fé pública. sobre a mesma mercadoria. Inciso VIII: Crimes do liqüidante. Emitir: colocar em circulação em desacordo com a disposição legal – arts.

§ 2º.Distinção.ação civil em fase de execução ou ação executiva.Consumação e tentativa. Alienar. Dolo . Crime falimentar. Estelionato . Sujeito Passivo.vontade de realizar uma das condutas taxativamente descritas no tipo. RECEPTAÇÃO .Elementos objetivos do tipo. Art. VI . VIII .Ação penal.Elemento subjetivo do tipo. Lei 11. II . Crime formal. FRAUDE À EXECUÇÃO I . IV . Desviar. 171. CPB. II. V .101/05. não se exigindo prejuízo efetivo. 179 CPB. Danificar.Sujeito ativo. V – Consumação e tentativa.184 IV – Elemento subjetivo do tipo: dolo. Consuma –se com a circulação dos títulos. É impossível a tentativa. Simular dívidas. VII . 179.art. Pressuposto indeclinável . 24 CPP. III . Destruir.se ao pagamento da obrigação.Objetividade jurídica. Art. Art. ciente da execução pendente furtando . § único.Conceito.

d. condução (o ato de dirigir um veículo). paga ou recompensa pela prática (arts. pressupõe o recebimento). transportar. Basta que a influência seja idônea e inequívoca.Elementos objetivos do tipo.dar abrigo. Pode existir o crime se o agente descobrindo posteriormente a origem ilícita da coisa a oculta ou influencia para que terceiro a adquira. 180 § 4º CPB. esconderijo. ocultação (o ato de esconder que.Elemento subjetivo do tipo. Sujeito passivo. Receptação imprópria .Receptação qualificada pelo objeto material. III . Prática das condutas com a certeza de que a coisa provém de crime + intuito de obter proveito próprio ou em favor de terceiro (não pode ser o autor do crime pressuposto/anterior). Art.adquirir. IV . Receptação . É crime formal.Conceito. VII . CPB. Receptação própria .objeto produto de crime anterior. conduzir e ocultar.185 I . VIII . 334. receber.transportar. § 6º. normalmente.Consumação e tentativa. Art. ainda que sem efeito. .receptação culposa. Dúvida . Dolo contemporâneo com a conduta. Art.coisa móvel. caput. Receptação própria . desde que idônea e inequívoca para alcançar o objetivo.instrumento do crime. V .influir. 180. Crime permanente . Art.Sujeito ativo. conduzir e ocultar. 349 CPB. Art. CPB. Não caracteriza .coisa produto de crime(direto ou indireto ). II . Receptação imprópria . transporte (transferência da coisa de um lugar para outro).Distinção. Pressuposto . 180. STF .com a influência. É crime acessório.Com a aquisição (transferência da propriedade). § 1º. recebimento (transferência da posse ou detenção). VI . Objeto material . CPB.Objetividade jurídica. 348 e 349).

§ 5º. Art. Condutas acrescidas . O § 6º aplica . encaixar peças.Receptação culposa.Receptação qualificada na atividade comercial ou industrial. montar . São três os indícios objetivos que vinculam a presunção da culpa : natureza da coisa (objeto com o nome do proprietário). § 3º. separar peças de um todo.se com a aquisição ou recebimento. XII .armar. acrescentar ou substituir peças. Art. desproporção entre o valor e o preço. CPB.ato de transferir a propriedade da coisa tendo como contraprestação o preço.Receptação dolosa privilegiada. §§ 1º e 2º. Atividade comercial ou industrial . desmontar . CPB. condição de quem oferece a coisa.ter em depósito . XI . mas mesmo assim a adquire ou recebe.Ação penal. 180. Art. Art.guardar em lugar seguro. § 5º. ter em estoque ou reter em nome próprio ou de outra pessoa. de qualquer forma utilizar .conduta de quem sabe da origem criminosa.desencaixar.exibir.adquirir e receber. Visa coibir a comercialização ilícita de veículos e peças. CPB. aproveitar. Crime próprio.fazer uso. vender . 2ª parte. Consuma . Esses indícios têm valor relativo.Perdão judicial. 1ª parte. 180.montar o que foi desmontado. Elemento subjetivo . Não admite tentativa. CPB. X . Basta a primariedade do agente e a existência de circunstâncias que indiquem a pouca gravidade do fato. (dolo). lucrar.se exclusivamente ao caput. 180. . remontar . Condutas . expor a venda .186 IX . XIII . aprontar para funcionar. empregar com utilidade. Ocultação . mostrar para venda.dolo + deve saber ser produto de crime + proveito próprio ou alheio. 180. Quando há dúvida quanto à origem da coisa.habitualidade.

2003) Pena – detenção.2003) § 1o Se a violação consistir em reprodução total ou parcial. por qualquer meio ou processo.Imunidades absolutas ou materiais: art. do produtor. aluga. sem a expressa autorização dos titulares dos direitos ou de quem os represente. do artista intérprete ou executante. com intuito de lucro.741. adquire.7. (Redação dada pela Lei nº 10. fibra ótica. 181 CPB. de 1º.695. III – se o crime é praticado contra pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. execução ou fonograma. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: (Redação dada pela Lei nº 10. (Incluído pela Lei nº 10. vende. 184. de 1º. original ou cópia de obra intelectual ou fonograma reproduzido com violação do direito de autor.2003) § 2o Na mesma pena do § 1o incorre quem. Natureza idêntica a das causas extintivas da punibilidade. (Incluído pela Lei nº 10. conforme o caso.2003) . 182 CPB. do produtor de fonograma. satélite. do autor.2003) Pena – reclusão. sem autorização expressa. ainda. introduz no País.187 IMUNIDADES NOS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO I – Escusas absolutórias . III – Hipóteses em que não há isenção: art. ou multa.695.695. oculta. sem autorização expressa do autor.7. de 1º. (Redação dada pela Lei nº 10.695. do direito de artista intérprete ou executante ou do direito do produtor de fonograma. interpretação. do artista intérprete ou executante.695. 183 CPB. de 1º. de 1º.7. de 2003) TÍTULO III DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE IMATERIAL Art. direto ou indireto.2003) Pena – reclusão. conforme o caso.695. distribui.7. tem em depósito.2003) § 3o Se a violação consistir no oferecimento ao público. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. ou de quem os represente: (Redação dada pela Lei nº 10. expõe à venda. (Redação dada pela Lei nº 10.7. de obra intelectual. e multa. de 1º. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.7. ondas ou qualquer outro sistema que permita ao usuário realizar a seleção da obra ou produção para recebê-la em um tempo e lugar previamente determinados por quem formula a demanda. com intuito de lucro direto ou indireto.7. e multa. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. aluga original ou cópia de obra intelectual ou fonograma. ou de quem os represente: (Redação dada pela Lei nº 10. II – Imunidades relativas ou processuais: art. ou. de 1º. com o intuito de lucro direto ou indireto.695. mediante cabo.

em conformidade com o previsto na Lei nº 9. nos crimes previstos no caput do art. de 1º. autarquia.(Revogado pela Lei nº 10.610 de 19/02/98 (Lei de direitos autorais) – Consolidou a legislação sobre direitos autorais e os que lhe são conexos. Arts. de 1º. da lei 9. em um só exemplar. A matéria está atualmente regulada pela lei 9.610.2003) III – ação penal pública incondicionada. ( § 3º . sem intuito de lucro direto ou indireto. Capítulos II a IV – revogados. para uso privado do copista. de 1º. 184.7. Capítulo I – Crimes contra a propriedade intelectual. (Incluído pela Lei nº 10. (Incluído pela Lei nº 10. nos crimes previstos nos §§ 1 o e 2o do art. de 19 de fevereiro de 1998. de 1º.2003) IV – ação penal pública condicionada à representação.609 de 19/02/98 – Crimes de violação de direito de autor de programa de computador.695.7. 2 e 3 não se aplica quando se tratar de exceção ou limitação ao direito de autor ou os que lhe são conexos. de 1º. §§ 1º e 2º. (Incluído pela Lei nº 10. de 1º.695. Procede-se mediante: (Redação dada pela Lei nº 10.ação penal privada).2003) II – ação penal pública incondicionada. 184. empresa pública. 184. XXVII. 12 e 16. nos crimes previstos no § 3 o do art. sociedade de economia mista ou fundação instituída pelo Poder Público. nos crimes cometidos em desfavor de entidades de direito público..695.2003) I – queixa. (Incluído pela Lei nº 10.695. de 1º.2003) Usurpação de nome ou pseudônimo alheio Art. Lei 9.7. Art.188 § 4 O disposto nos §§ 1 . Como forma de propriedade possui valor econômico e é suscetível de alienação por seu titular.279 de 14/05/96. (Incluído pela Lei nº 10. e o pessoal inerente à personalidade humana.695.7.7.7. 5º. 186. 185 .695.2003) Art.2003) o o o o Generalidades. A propriedade imaterial possui dois aspectos: o real consistente no domínio do sujeito sobre o objeto.7. CF. nem a cópia de obra intelectual ou fonograma. CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE INTELECTUAL .695.

fonograma ou vídeofonograma. Art. lei 9. livros. I). Direitos autorais – arts. Direito autoral: art. III – Elementos objetivos do tipo. 184: violação de direito autoral. tangível ou intangível. transgredir.610/98: são os direitos do autor e os direitos que lhe são conexos. Direitos conexos – arts. lei 9. 46/48 . Violar – infringir.(Revogado) Objeto jurídico são os direitos autorais. lei 9. Obra intelectual: é qualquer criação do espírito. . Propriedade intelectual – é a propriedade sobre tudo aquilo que corporificando – se no mundo exterior. conhecido ou que se invente no futuro. Direitos patrimoniais – arts. Art. Pertencem ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou (art. de qualquer exteriorizada. 185: Usurpação de nome ou pseudônimo alheio. § 1º . Art. O sujeito ativo lesa direito autoral reproduzindo obra intelectual. Arts. 24 a 45 e 89 a 96 da Lei dos Direitos autorais.610/98.limitações aos direitos autorais. 7º. 28/45. 24/27 (não se transmitem (art. tem sua origem no pensamento humano.Crime qualificado pelo meio de execução utilizado pelo agente. expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte. desenhos. Direitos morais – arts.189 Generalidades. etc. 184 CPB. VIOLAÇÃO DE DIREITO AUTORAL I – Conceito e objetividade jurídica. composições musicais. São os direitos (morais e materiais) do autor e os direitos que lhe são conexos. 90/96. Objeto jurídico é o direito autoral que alguém exerça em relação a obras intelectuais. 1º. 1º. 22. pinturas. 49. coreografias.610/98). Ex.610/98). II – Sujeitos do delito. Obra intelectual – é a criação do espírito. lei 9. (art. Os crimes contra a propriedade intelectual definidos no CPB são dois: Art.

I – Procedimento. VI – Consumação e tentativa. § 1º . § 2º . § 2º: com a realização das condutas descritas. 524/530 CPP. fonograma ou videofonograma produzidos com violação de direito autoral. alugar. introduzir no país. simples e instantâneo. Formal (§§ 1º e 2º). Condutas que devem ter por objeto material original ou cópia de obra intelectual. cassetes). DOS CRIMES CONTRA A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO Generalidades. Título IV CPB. Art. VII – Qualificação doutrinária. VIII – Efeito da condenação. ocultar. trocar. ou de fonograma ou vídeofonograma. adquirir.sem autorização expressa e sem autorização. I – Ação penal. Admite – se a tentativa. Ação penal nos crimes contra a propriedade intelectual. IX – Pena. Arts. expor a venda. Comum. Caput: com a efetiva violação. Dolo. IV – Elementos subjetivos do tipo.190 Fonograma: suporte material de sons (discos. emprestar. CPB. Conduta realizada para fim de comércio. Crime de mera conduta (caput). 186 CPB. Videofonograma: suporte material de imagens e sons (filmes cinematográficos).Vender. 184. § 3º. . Art. V – Elemento normativo do tipo. §§ 1º e 2º + com violação de direito autoral. § 1º: com a reprodução da obra intelectual (no todo ou em parte). ter em depósito.

783 de 28 de junho de 1. foi revogada pela lei de greve. 197 CPB.191 Arts. define as atividades essenciais. Lei 9. É uma forma de constrangimento ilegal. que se refere a greve ou lockout. origem. Profissão – atividade econômica que exige conhecimento especializado. Dolo. II – Sujeitos do delito. Indústria – atividade econômica que visa a transformar matéria-prima em bens de capital ou de consumo. Constranger – compelir. A Lei de Segurança Nacional (Lei 7. Ofício – ocupação econômica sem especialização. I – Conceito e objetividade jurídica. Capítulo “Dos Direitos Sociais” – CF. por motivo de sexo. estado civil. CF. definiu crimes que atentam contra a sua organização.989 – dispõe sobre o exercício de greve. XIII. coagir. IV – Elemento subjetivo do tipo.995 – prevê crimes relacionados com práticas discriminatórias para efeito de acesso a relação de emprego. .170/83) pune crimes contra a organização do trabalho que tenham objetivo político social. ou sua manutenção. ou idade. obrigar. 5º. Lei 7. Arte – ocupação econômica que exige habilidade manual. O tipo penal prevê quatro modalidades de conduta. regula o atendimento das necessidades inadiáveis à comunidade. A segunda parte do inciso II. cor. O CPB buscando tutelar a liberdade de trabalho. situação familiar Atentado contra a liberdade de trabalho. raça.029 de 13 de abril de 1. Art. V – Consumação e tentativa. III – Elementos objetivos do tipo.

II – Sujeitos do delito. Coação para exercer contrato de trabalho. Crimes comuns. VI – Qualificação doutrinária. . Coação para não exercer – art. IV – Elemento subjetivo do tipo. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. Produto agrícola – resultante da agricultura. Produto industrial – resultante de transformação por intermédio da indústria. III – Elementos objetivos do tipo. 8º CF. Matéria prima – é a substância principal e essencial com que se faz alguma coisa. Art. concurso de crimes. Dolo. VII – Pena e ação penal. Art. 146 CPB. 199 CPB. Atentado contra a liberdade de contrato de trabalho e boicotagem violenta. VII – Pena e ação penal. Duas figuras típicas. comum e instantâneo. I – Conceito e objetividade jurídica. Crime material. 198 CPB. Atentado contra a liberdade de associação. V – Consumação e tentativa. Meios de execução – violência e greve ameaça. materiais e instantâneos.192 VI – Qualificação doutrinária. Figura típica mista cumulativa – duas condutas.

b) abandono coletivo de trabalho (greve). contribuir. simples e material. Dolo. seguida de violência ou perturbação da ordem. Paralisação de trabalho. exige-se o concurso de. IV – Elemento subjetivo do tipo. IV – Elemento subjetivo do tipo. Constranger. Com a prática da violência no transcurso da greve ou lockout. Art. VI – Qualificação doutrinária. Participar – tomar parte. Greve – praticada pelos empregados. VI – Qualificação doutrinária. V – Consumação e tentativa. 200 CPB. empregador ou terceira pessoa. Lockout – praticado pelos empregadores. VII – Pena e ação penal. Violência e grave ameaça. A participação pode ser: a) suspensão coletiva de trabalho (lockout). V – Consumação e tentativa. Certo e determinado sindicato ou associação. três empregados. pelo menos. III – Elementos objetivos do tipo. Sujeito ativo – empregado.193 II – Sujeitos do delito. Na hipótese de ser causada pelos empregadores (suspensão coletiva de trabalho). Crime comum. . Dolo. exige – se o concurso de mais de uma pessoa. I – Conceito e objetividade jurídica. instantâneo. Violência – física. II – Sujeitos do delito. contra a pessoa ou contra a coisa. III – Elementos objetivos do tipo. No caso de a paralisação do trabalho ser causada pelos empregados (abandono coletivo de trabalho).

Lockout – greve dos empregadores. VII – Pena e ação penal. 10. de concurso necessário. Abandono coletivo de trabalho – greve dos empregados. II – Sujeitos do delito. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. Art. caput e § 1º CF. comercial e agrícola. I – Conceito e objetividade jurídica. Paralisação de trabalho de interesse coletivo. 201 CPB. Sujeito passivo – coletividade. Sabotagem. Sujeito ativo – empregador ou empregado. Art. . material. VI – Qualificação doutrinária. V – Consumação e tentativa. Dolo – participar e provocar. O dispositivo tutela o princípio da continuidade do serviço público. lei 7. Crime plurissubjetivo. Art. Crime simples. É possível a tentativa. Invasão de estabelecimento industrial. Greve pacífica.783/89 (Lei de greve) – identifica os serviços essenciais. 9º. de concurso necessário e instantâneo. Com a interrupção. 202 CPB. instantâneo e plurissubsistente. Dois crimes: invasão e sabotagem. comum. comum. IV – Elemento subjetivo do tipo. VII – Pena e ação penal. III – Elementos objetivos do tipo.194 Crime material. Greve patronal. Suspensão coletiva de trabalho .

Ocupar: apossar – se indevidamente.195 Objeto jurídico – organização do trabalho. Sujeito ativo – qualquer pessoa. Invasão: duas modalidades de conduta. II – Sujeitos do delito. Objetividade jurídica – legislação trabalhista. tornar impraticável. obstar: não permitir. Art. agindo como o senhor do estabelecimento. VI – Qualificação doutrinária. Sabotagem: duas modalidades de conduta. III – Elementos objetivos do tipo. Crimes comuns pluriofensivos (organização do trabalho e tranqüilidade pessoal. Danificar: destruir. V – Consumação e tentativa. Invasão é crime permanente. I – Conceito e objetividade jurídica. Com a invasão e ocupação. Crime formal. Norma penal em branco. Com o dano ou disposição.empregador). Frustração de direito assegurado por lei trabalhista. (. organização do trabalho e patrimônio). Sujeito passivo – empregador e coletividade. Embaraçar: criar dificuldade. deteriorar. Dispor: aliena como se fosse dono. comercial ou agrícola. . Dissenso do empregador. Dolo + com o fim de impedir. IV – Elementos subjetivos do tipo. 203 CPB. Invadir: entrar à força. Objeto material: estabelecimento industrial. sem autorização. Sabotagem é crime instantâneo. VII – Pena e ação penal.

IV – Elemento subjetivo do tipo. privar. titular do interesse coletivo na nacionalização do trabalho. IX – Pena e ação penal. Fraude. Norma penal em branco. § 1º. VI – Qualificação doutrinária. Frustrar – impedir. 204 do CPB. Em regra o empregador. Art. privar. II – Sujeitos do delito. Violência. Art. V – Consumação e tentativa. 178 § 2º CF. . Sujeito ativo – qualquer pessoa. Frustração de lei sobre a nacionalização do trabalho. III – Elementos objetivos do tipo. simples e material. Direito trabalhista renunciável ou irrenunciável. Frustrar – inutilizar. Dolo. Crime comum. obstar.196 II – Sujeitos do delito. Sujeito passivo – Estado. I – Conceito e objetividade jurídica. Protege – se a mão de obra nacional. VII – Figuras assemelhadas. impedir. VIII – Causa de aumento de pena = § 2º. III – Elementos objetivos do tipo. I e II.

Aliciamento para o fim de emigração. Sujeito passivo – o Estado. Dolo. Interesse do Estado no cumprimento de decisões administrativas relativas às atividades por ele fiscalizadas. Decisão administrativa – órgão competente. 359 CPB IV – Elemento subjetivo do tipo. Crime comum.197 Fraude. VI – Qualificação doutrinária. Violência. Obrigações relativas à nacionalização do trabalho são as constantes de leis trabalhistas. Não é possível a tentativa. simples e material. 205 CPB. Exercício (reiteração) de atividade (trabalho. Decisão judicial – art. Sujeito ativo – a pessoa impedida. . Exercício de atividade com infração de decisão administrativa. III – Elementos objetivos do tipo. IV – Elemento subjetivo do tipo. VII – pena e ação penal. Habitualidade. Crime habitual e próprio. Art. Dolo. V – Consumação e tentativa. VII – Pena e ação penal. II – Sujeitos do delito. profissão) – exige –se habitualidade. I – Conceito e objetividade jurídica. V – Consumação e tentativa. VI – Qualificação doutrinária. I – Conceito e objetividade jurídica.

Dolo + com o fim de . Art. simples. IV – Elementos subjetivos do tipo. IV – Elementos subjetivos do tipo. III – Elementos objetivos do tipo. Aliciamento de trabalhadores de um local para outro do território nacional. Art. VII – Pena e ação penal. Localidade. 207 CPB. Aliciamento – sedução de trabalhadores. seduzir. Objeto jurídico – interesse do Estado na não-migração dos trabalhadores. Crime comum.198 Art. aliciar. Dolo + com o fim de. III – Elementos objetivos do tipo. V – Consumação e tentativa. 206 CPB. formal e de tendência (o crime condiciona a sua existência à intenção do sujeito). II – Sujeitos do delito. Recrutar – atrair. Emigração. II – Sujeitos do delito. Fraude. Objeto jurídico – interesse do Estado na permanência de trabalhadores dentro do país. 231 CPB. I – Conceito e objetividade jurídica. VI – Qualificação doutrinária.

de tal forma que se ofenda a uma pessoa. VII – Condutas equiparadas. Protege – se o sentimento religioso. 208 CPB. instantâneo e de tendência. § 1º. CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO Ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo. IX – Pena e ação penal. convence o sujeito passivo. I – Conceito e objetividade jurídica. Crença religiosa – é a fé. No momento em que o sujeito atrai. III – Escárnio por motivo de religião. TÍTULO V DOS CRIMES CONTRA O SENTIMENTO RELIGIOSO E CONTRA O RESPEITO AOS MORTOS. independentemente da religião escolhida. acreditando em seus mistérios e aceitando os seus ensinamentos . ridicularizar. De forma secundária assegura – se a liberdade de culto. CF.199 V – Consumação e tentativa. 5º. a convicção que a pessoa tem a respeito de uma doutrina religiosa. VIII – Causa de aumento de pena. Três figuras típicas. simples. Zombaria motivada por crença ou pelo exercício de função religiosa. VI – Qualificação doutrinária. Escarnecer – zombar. II – Figuras típicas. VI. Art. § 2º. Art. comum. Crime formal.

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Função religiosa – é a exercida por quem celebra cultos ou participa de organizações religiosas. É a atividade de padres, freiras, rabinos, pastores. O escárnio deve ser público: a zombaria deve ser praticada na presença de várias pessoas ou com a utilização de meios que a divulguem. Exige – se, pois, a publicidade do ato, prescindindo – se da presença do ofendido. A ofensa deve ser dirigida a pessoa determinada e não a grupos religiosos. É preciso que seja formulada contra crente ou ministro em particular. IV – Impedimento ou perturbação de culto religioso. Impedir. Perturbar. Cerimônia – ato solene e regular do culto religioso, realizado com certo aparato, como a missa, a procissão, etc. Prática de culto religioso – exercício de qualquer outro ato ou atividade religiosa, diversa da cerimônia, praticado sem o aparato desta. Ex. a sessão espírita, a oração coletiva. Culto religioso – é aquele protegido pela tutela estatal, ou seja, o que não atenta contra a moral e os bons costumes (art. 5º, VI, CF) e conte com número razoável de adeptos. V – Vilipêndio público de ato ou objeto de culto. Vilipendiar – desprezar, tratar como vil, menoscabar. A ação pode consistir em palavras, atos ou escritos. Exige – se, todavia, a publicidade do vilipêndio, isto é, que seja praticado na presença de várias pessoas. Ato religioso – abrange a cerimônia e a prática religiosas. Objeto de culto religioso – são todos os consagrados ao culto. VI – Sujeitos do crime. VII – Elementos objetivos do tipo. VIII – Elementos subjetivos do tipo. 1ª figura – dolo + fim especial de agir. 2ª figura – dolo. 3ª figura – dolo + fim especial de agir. IX – Qualificação doutrinária. Escarnecer – crime formal. Impedir, perturbar – crime material e eventualmente permanente.

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Vilipêndio – formal ou material. X – Consumação e tentativa. XI – Forma qualificada. Art. 208, § único, CPB.

Capítulo II. Dos crimes contra o respeito aos mortos. Impedimento ou perturbação de cerimônia funerária. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 209 CPB. Tutela – se o sentimento de respeito pelos mortos. II – Sujeitos do crime. III – Elementos objetivos do tipo. Impedir. Perturbar. Enterro – é o transporte do cadáver (no todo ou em parte) para o lugar onde deva ser enterrado, haja ou não acompanhamento ou cortejo. Abrange a transferência de uma sepultura para outra. Cerimônia funerária – é o ato de homenagem ou assistência ao falecido. Envolve o velório, a cremação etc. IV – Elementos subjetivos do tipo. Dolo + finalidade de transgredir o sentimento de respeito devidos aos mortos. V – Qualificação doutrinária. Crime material. VI – Consumação e tentativa. Com o efetivo impedimento ou perturbação de enterro ou cerimônia fúnebre.

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VII – Forma qualificada. Art. 209, § único, CPB. Violência contra o cadáver – arts. 211 ou 212 CPB. VIII – Pena e ação penal. Violação de sepultura. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 210 CPB. Protege – se o sentimento de respeito aos mortos. II – Sujeitos do crime. III – Elementos objetivos do tipo. Violar – devassar, abrir arbitrariamente. Profanar – ultrajar, macular, aviltar. Objeto material: sepultura ou urna funerária. Sepultura – abrange não apenas a cova, mas todo lugar onde o cadáver está enterrado. Compreende o túmulo, os ornamentos, inscrições e objetos ligados permanentemente ligados ao local onde se encontra o cadáver. É preciso, no entanto, que efetivamente estejam presentes os restos mortais de uma pessoa. Urna funerária – é a que guarda partes de um cadáver, seus ossos ou suas cinzas. Para a caracterização do crime não há necessidade de que os restos mortais sejam removidos do local onde se encontram. Basta que, na violação, seja o cadáver exposto ao tempo, alterando – se a sepultura ou urna, de forma a modificar a sua destinação. A profanação compreende qualquer ato de vandalismo contra a sepultura ou urna funerária, com o intuito de zombaria. IV – Elementos subjetivos do tipo. Violação – dolo. Profanação – dolo + especial finalidade. V – Qualificação doutrinária. Crime material. VI – Consumação e tentativa. Tentativa de violação = profanação consumada.

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VII – Concurso de crimes. Arts. 211 e 212 CPB. Art. 210 e 155 em concurso material. VIII – Pena e ação penal. Destruição, subtração ou ocultação de cadáver. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 211 CPB. Tutela – se o sentimento de respeito dedicado aos mortos. II – Sujeitos do crime. III – Elementos objetivos do tipo. Destruir – é fazer com que o cadáver deixe de existir como tal. Subtrair – é tirar o cadáver do local onde se encontra sob a esfera de proteção e vigilância de outrem. Ocultar – é fazer desaparecer, esconder temporariamente um cadáver, sem destruí – lo. Somente pode ocorrer antes do sepultamento. Cadáver – é o corpo humano morto, sem vida, enquanto conservar a aparência humana. O natimorto está abrangido pelo conceito legal de cadáver. As partes de um cadáver também são protegidos pela lei. IV – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. Art. 67 LCP. V – Qualificação doutrinária. Crime material. VI – Consumação e tentativa. VII – Retirada e transplante de partes de cadáver. Lei 9.434/97 (arts. 3º, 4º, 14 a 20).

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VIII – Pena e ação penal. Vilipêndio a cadáver. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. 212 CPB. Sentimento de respeito pelos mortos. II – Sujeitos do crime. III – Elementos objetivos do crime. Vilipendiar – tratar como vil, menoscabar, desprezar, ultrajar, por meio de atos, palavras ou escritos. Exige – se que a ação seja realizada sobre ou junto ao cadáver ou suas cinzas. Cadáver. Cinzas de cadáver. Partes do cadáver também são tuteladas. Também o cadáver exposto para fins de estudos científicos estão abrangidos pela tutela penal. IV – Elementos subjetivos do tipo. Dolo + especial finalidade. V – Qualificação doutrinária. O crime pode ser material ou formal de acordo com a maneira de execução. VI – Consumação e tentativa. VII – Pena e ação penal. TÍTULO VI DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL Considerações gerais. O título VI do Código penal tutela a dignidade sexual, expressão umbilicalmente ligada à liberdade e ao desenvolvimento sexual da pessoa humana. Trata da proteção ao direito individual de qualquer pessoa, da liberdade de escolha do parceiro (a) e do consentimento na prática do ato sexual. A violência nos crimes sexuais atinge a personalidade humana correspondendo a uma invasão da privacidade da vítima, que teve violada sua liberdade sexual.

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I - Objetividade jurídica em geral. A liberdade sexual como emanação de uma das vertentes da dignidade da pessoa humana. II - Classificação dos crimes contra a dignidade sexual. Capítulo I - Dos crimes contra a liberdade sexual. Capítulo II – Dos crimes sexuais contra vulnerável. Capítulo III - Do rapto (revogado). Capítulo IV – Disposições gerais. Capítulo V - Do lenocínio e do tráfico de pessoa para fim de prostituição ou outra forma de exploração sexual. Capítulo VI – Do ultraje público ao pudor. Capítulo VII – Disposições gerais. A modificação operada pela lei 12.015 de 2009. TÍTULO VI DOS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) Estupro Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) Pena - reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) § 1o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 (dezoito) ou maior de 14 (catorze) anos: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) Pena - reclusão, de 8 (oito) a 12 (doze) anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) § 2o Se da conduta resulta morte: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

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Art. 214 - (Revogado pela Lei nº 12.015, de 2009) Violação sexual mediante fraude (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) Art. 215. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima: (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) Parágrafo único. Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se também multa. (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) Art. 216. (Revogado pela Lei nº 12.015, de 2009) Assédio sexual (Incluído pela Lei nº 10.224, de 15 de 2001) Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função." (Incluído pela Lei nº 10.224, de 15 de 2001) Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos. (Incluído pela Lei nº 10.224, de 15 de 2001) Parágrafo único. (VETADO) (Incluído pela Lei nº 10.224, de 15 de 2001) § 2o A pena é aumentada em até um terço se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) CAPÍTULO II DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL (Redação dada pela Lei nº 12.015, de 2009) Sedução Art. 217 - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005) Estupro de vulnerável (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) § 1o Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) § 2o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)

(Incluído pela Lei nº 12.015. o gerente ou o responsável pelo local em que se verifiquem as práticas referidas no caput deste artigo. induzir ou atrair à prostituição ou outra forma de exploração sexual alguém menor de 18 (dezoito) anos ou que. de 2009) Art.quem pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos na situação descrita no caput deste artigo. de 2009) I .015.015.reclusão. Praticar. 218-A. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. de 2009) Corrupção de menores Art.reclusão. de 2009) Art. impedir ou dificultar que a abandone: (Incluído pela Lei nº 12. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. (Incluído pela Lei nº 12.015. de 2009) Pena . de 2009) § 2o Incorre nas mesmas penas: (Incluído pela Lei nº 12. aplica-se também multa.015.o proprietário. (Incluído pela Lei nº 12. de 4 (quatro) a 10 (dez) anos. de 2009) Pena . de 2009) II .” (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12. Submeter. facilitá-la.015. (VETADO).015. de 12 (doze) a 30 (trinta) anos. de 2009) Pena . não tem o necessário discernimento para a prática do ato. (Incluído pela Lei nº 12.015. (Incluído pela Lei nº 12.015.207 § 3 Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave: (Incluído pela Lei nº 12.015. Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem: (Redação dada pela Lei nº 12.015.015.015.015. a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem: (Incluído pela Lei nº 12. 218.(Incluído pela Lei nº 12. de 2009) o .reclusão.015. de 2009) Parágrafo único. de 2009) § 4o Se da conduta resulta morte: (Incluído pela Lei nº 12. ou induzilo a presenciar. de 2009) Pena . de 2009) § 1o Se o crime é praticado com o fim de obter vantagem econômica.015.015. 218-B. por enfermidade ou deficiência mental. na presença de alguém menor de 14 (catorze) anos. conjunção carnal ou outro ato libidinoso.reclusão. (Redação dada pela Lei nº 12. de 10 (dez) a 20 (vinte) anos.reclusão. de 2009) Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente (Incluído pela Lei nº 12. de 2009) Pena . de 2009) Favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável (Incluído pela Lei nº 12.

de 2005) Concurso de rapto e outro crime Art. de 2009) Parágrafo único. A pena é aumentada:(Redação dada pela Lei nº 11.106. de 2005) . 221 . tutor.015.(Revogado pela Lei nº 12. 225.(Revogado pela Lei nº 11. curador.106.(Revogado pela Lei nº 11. 224 . de 2005) Diminuição de pena Art.015. entretanto. preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tem autoridade sobre ela. companheiro.015.106. irmão. tio. procede-se mediante ação penal pública condicionada à representação. de 2005) II – de metade.106.(Revogado pela Lei nº 11.015. (Redação dada pela Lei nº 11. constitui efeito obrigatório da condenação a cassação da licença de localização e de funcionamento do estabelecimento. de 2005) CAPÍTULO IV DISPOSIÇÕES GERAIS Art.(Incluído pela Lei nº 12. de 2009) Ação penal Art. de 2009) Aumento de pena Art. mediante ação penal pública incondicionada se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa vulnerável. cônjuge. 219 . se o agente é ascendente.015.106.(Revogado pela Lei nº 11. de 2005) Rapto consensual Art. de 2009) Art. 220 . (Redação dada pela Lei nº 11.106. Procede-se. (Redação dada pela Lei nº 12. 222 .(Revogado pela Lei nº 12. 223 . 226. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título. de 2009) CAPÍTULO III DO RAPTO o o Rapto violento ou mediante fraude Art.106. se o crime é cometido com o concurso de 2 (duas) ou mais pessoas.208 § 3 Na hipótese do inciso II do § 2 . (Incluído pela Lei nº 12. de 2005) I – de quarta parte. padrasto ou madrasta.

de 3 (três) a 8 (oito) anos. de 2005) Pena . de 2005) CAPÍTULO V DO LENOCÍNIO E DO TRÁFICO DE PESSOA PARA FIM DE PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL (Redação dada pela Lei nº 12. de 2009) § 1o Se o agente é ascendente.reclusão.reclusão.reclusão. aplica-se também multa. além da pena correspondente à violência. facilitá-la. (Redação dada pela Lei nº 12. de dois a oito anos. de 2009) Pena . descendente. de tratamento ou de guarda: (Redação dada pela Lei nº 11. madrasta. impedir ou dificultar que alguém a abandone: (Redação dada pela Lei nº 12. (Redação dada pela Lei nº 12.106. e multa.reclusão.015.209 III .Se o crime.015.015. de 2009) Art. de um a três anos.Se o crime é cometido com o fim de lucro.015. Favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual (Redação dada pela Lei nº 12. irmão.(Revogado pela Lei nº 11. 227 . é cometido com emprego de violência. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. ou se o agente é seu ascendente. § 1o Se a vítima é maior de 14 (catorze) e menor de 18 (dezoito) anos. por lei ou outra forma. de dois a cinco anos. § 3º . companheiro. irmão. além da pena correspondente à violência. 228. preceptor ou empregador da vítima.015. tutor ou curador ou pessoa a quem esteja confiada para fins de educação.Se o crime é cometido com o fim de lucro.Se o crime é cometido com emprego de violência.106.reclusão. de 2009) Pena . proteção ou vigilância: (Redação dada pela Lei nº 12.reclusão. ou se assumiu. de 2009) § 2º .015.Induzir alguém a satisfazer a lascívia de outrem: Pena . grave ameaça ou fraude: Pena . tutor ou curador. § 3º . cônjuge. . Induzir ou atrair alguém à prostituição ou outra forma de exploração sexual. padrasto. de 2009) Mediação para servir a lascívia de outrem Art. grave ameaça ou fraude: Pena . aplica-se também multa. § 2º . enteado. obrigação de cuidado. cônjuge ou companheiro. de quatro a dez anos.

por lei ou outra forma. tendo conhecimento dessa condição. enteado. ou por quem assumiu. de 2009) § 2o A pena é aumentada da metade se: (Redação dada pela Lei nº 12. no território nacional. de alguém que nele venha a exercer a prostituição ou outra forma de exploração sexual. (Redação dada pela Lei nº 12. transferi-la ou alojá-la. de 2009) Pena . § 1o Se a vítima é menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos ou se o crime é cometido por ascendente. tutor ou curador.015. por quem a exerça: Pena . de 2 (dois) a 8 (oito) anos. de 2009) § 1o Incorre na mesma pena aquele que agenciar. (Redação dada pela Lei nº 12.015.015.reclusão. de um a quatro anos. 230 . estabelecimento em que ocorra exploração sexual. e multa. de 2009) Pena . cônjuge. 229.015. 231. e multa. Promover ou facilitar a entrada. (Redação dada pela Lei nº 12. ou a saída de alguém que vá exercê-la no estrangeiro. haja. sem prejuízo da pena correspondente à violência. preceptor ou empregador da vítima. de 3 (três) a 8 (oito) anos. irmão. de 2009) .reclusão. madrasta.015. não tem o necessário discernimento para a prática do ato.015. de 2009) II .a vítima é menor de 18 (dezoito) anos. participando diretamente de seus lucros ou fazendo-se sustentar.Tirar proveito da prostituição alheia. de 2009) Pena . (Redação dada pela Lei nº 12. por enfermidade ou deficiência mental. transportá-la. fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação da vontade da vítima: (Redação dada pela Lei nº 12. obrigação de cuidado. Rufianismo Art. de 3 (três) a 6 (seis) anos.reclusão. de dois a cinco anos. ou não. proteção ou vigilância: (Redação dada pela Lei nº 12.015. de 2009) I . (Incluído pela Lei nº 12.210 Casa de prostituição Art. assim como. intuito de lucro ou mediação direta do proprietário ou gerente: (Redação dada pela Lei nº 12. no todo ou em parte.015.015. aliciar ou comprar a pessoa traficada. companheiro.015.015.(Redação dada pela Lei nº 12.reclusão. e multa. de 2009) Art.a vítima. padrasto. de 2009) Tráfico internacional de pessoa para fim de exploração sexual (Redação dada pela Lei nº 12.015. de 2009) Pena . (Incluído pela Lei nº 12. Manter. de 2009) § 2o Se o crime é cometido mediante violência. por conta própria ou de terceiro.reclusão. grave ameaça.

se o agente é ascendente. vender ou comprar a pessoa traficada.(Incluído pela Lei nº 12. 232 .015. companheiro. aplica-se também multa. Nos crimes previstos neste Título a pena é aumentada: (Incluído pela Lei nº 12. ou (Incluído pela Lei nº 12. ou se assumiu.015. não tem o necessário discernimento para a prática do ato. de 2009) Tráfico interno de pessoa para fim de exploração sexual (Redação dada pela Lei nº 12. aliciar. de 2009) § 2o A pena é aumentada da metade se: (Incluído pela Lei nº 12. de 2009) § 1o Incorre na mesma pena aquele que agenciar.015. irmão. proteção ou vigilância. de 2009) Art.015. (Redação dada pela Lei nº 12. de 2009) . (Incluído pela Lei nº 12. de 2009) CAPÍTULO VII DISPOSIÇÕES GERAIS (Incluído pela Lei nº 12. enteado. de 2009) § 3o Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica. assim como. por lei ou outra forma. tutor ou curador. de 2009) I . (Incluído pela Lei nº 12. transferi-la ou alojá-la.há emprego de violência. padrasto.015. grave ameaça ou fraude.a vítima.015.211 III .se o agente é ascendente. tutor ou curador. de 2009) Art. de 2009) III . de 2009) II . transportá-la. Promover ou facilitar o deslocamento de alguém dentro do território nacional para o exercício da prostituição ou outra forma de exploração sexual: (Redação dada pela Lei nº 12. aplica-se também multa. madrasta.015.a vítima é menor de 18 (dezoito) anos. de 2009) IV . de 2009) Art. cônjuge. cônjuge.015.015. por lei ou outra forma. grave ameaça ou fraude. obrigação de cuidado. tendo conhecimento dessa condição.015. (Incluído pela Lei nº 12. de 2009) IV . 234-A. madrasta. companheiro. de 2009) § 3o Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica. preceptor ou empregador da vítima.há emprego de violência.015. 231-A. ou se assumiu.015.015. ou (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12. de 2 (dois) a 6 (seis) anos.015. por enfermidade ou deficiência mental. de 2009) Pena . de 2009) Aumento de pena (Incluído pela Lei nº 12. irmão. enteado.015.015.reclusão.(Revogado pela Lei nº 12. obrigação de cuidado. padrasto. preceptor ou empregador da vítima. proteção ou vigilância. (Incluído pela Lei nº 12. (Incluído pela Lei nº 12.015.

de 2009) Art. (Incluído pela Lei nº 12. 234-B. 1. Os processos em que se apuram crimes definidos neste Título correrão em segredo de justiça. compelir.015. (Incluído pela Lei nº 12. hoje significando não apenas a conjunção carnal contra a mulher.015.(Incluído pela Lei nº 12. 234-C.015. coagir.de metade.015. CPB. mas também contra o homem. agora. Constranger – forçar. se o agente transmite à vitima doença sexualmente transmissível de que sabe ou deveria saber ser portador. de 2009) CAPÍTULO I DOS CRIMES CONTRA A LIBERDADE SEXUAL ESTUPRO. de 2009) III . Conseqüências imediatas: a) a prática de conjunção carnal seguida de atos libidinosos (sexo anal. b) a gravidez resultante de atos libidinosos diversos da conjunção carnal. de 2009) Art. (Incluído pela Lei nº 12. por exemplo) gerava concurso material dos crimes de estupro e atentado violento ao pudor (JSTF 301/461 e RSTJ 93/384). expressamente. A mudança é benéfica para o acusado devendo retroagir. de 2009) II – (VETADO).015. (VETADO). de 2009) IV . se do crime resultar gravidez.212 I – (VETADO). nos dois modos com violência ou grave ameaça. 128. II. . Nova acepção ao vocábulo estupro. também será.de um sexto até a metade. (Incluído pela Lei nº 12.015. Com a lei 12. CPB. e (Incluído pela Lei nº 12. Artigo 213. 2. e ainda a prática ou permissão da prática de outro ato libidinoso. Conceito e objetividade jurídica.015/09º crime de estupro passou a ser de conduta múltipla ou de conteúdo variado (há entendimento no sentido de que a única conduta é constranger). alcançada pela permissão do aborto sentimental – art. Elementos do tipo. Protege-se a liberdade sexual do homem e da mulher.

irmão. ou injusto (dizer que irá matá-la. cônjuge. com força intimidatória suficiente para anular a capacidade de querer. 3. tutor. Dissenso da vítima – a vítima não quer e não concorda com a realização do ato libidinoso. Qualquer atitude com conteúdo sexual que tenha por finalidade a satisfação da libido.213 Conjunção carnal – é a relação sexual normal. diferente da conjunção carnal. cometendo o crime o agente que para satisfazer a sua lascívia ordena que a vítima explore seu próprio corpo (masturbando-se). Este mal prometido pode ser direto (contra a vítima). indireto (contra terceira pessoa). curador. Ativo – qualquer pessoa. Sujeitos do crime. O meio de execução é a violência ou grave ameaça. Veremos que no estupro de vulnerável até pode ter o consentimento que não deixará de existir o crime (art. o emprego de força física capaz de vencer a resistência da vítima. Por isso o tipo penal assinala “outro” ato libidinoso. ou seja. Contato físico entre os envolvidos: conforme a maioria da doutrina não há necessidade do contato físico entre autor e vítima. tendo em conta as condições físicas e psíquicas de cada vítima. Violência moral: é a grave ameaça (vis compulsiva): age no psíquico da vítima. II). 226. obrigação de cuidado. por lei ou outra forma. Grave ameaça significa um mal superior à própria conjunção carnal ou ato libidinoso diverso. pode ser definido como aquele comportamento sexual. destinado a satisfazer a lascívia. a pena será majorada de metade (art. justo (denunciar crime praticado pela vítima. o apetite sexual. A introdução do pênis na vagina da mulher. padrasto. Passivo – qualquer pessoa (inclusive a prostituta) . e somente cede em virtude da violência física ou da grave ameaça. somente para contemplação. anunciar um segredo íntimo). 217-A. madrasta. companheiro. proteção ou vigilância. execução de dívida vencida). Agente ascendente.. não tendo a vítima outra alternativa que não ceder ao ato sexual. É a violência real (vis absoluta). Ato libidinoso – é gênero do qual é espécie a conjunção carnal. CPB). Assim. Violência física: é a violência material. preceptor ou empregador da vítima ou se assumiu. A grave ameaça deve ser analisada em cada caso.

Se menor de 14 anos o delito será o do art. Dolo. 4. o fato é atípico. 217-A do CP (estupro de vulnerável). Conceito e objetividade jurídica. Artigo 215. 7. ardil. Violação sexual mediante fraude. Artigo 225. Elemento subjetivo. 2. Ação penal. Consumação e tentativa. Liberdade sexual do homem e da mulher. 6. Se no dia do seu aniversário a vítima estiver completando 14 anos e o ato sexual for praticado com violência ou grave ameaça haverá estupro simples. CPB. Revogação do artigo 223. O crime consuma-se com a prática do ato de libidinagem (gênero que abrange a conjunção carnal e inúmeros atos libidinosos). 5. Fraude: artifício. É o estelionato sexual. se o ato foi consentido. não retroagindo para alcançar os fatos passados.214 Tratando-se de vítima menor de 18 anos e maior de 14 anos o crime será qualificado(§ 1º). A pena do tipo básico foi majorada. CPB. . a alteração legislativa é benéfica devendo retroagir para alcançar os fatos pretéritos. A simples vontade de submeter a vítima à prática de relações sexuais completas. Resultados qualificadores. Nesse caso. É possível a tentativa. Envolve os antigos crimes de posse sexual mediante fraude e atentado ao pudor mediante fraude. Há o emprego de meio enganoso para a obtenção da prestação sexual. Elementos do tipo. 224 do CP. abolindo-se a presunção de violência trazida pelo art. 1. CPB. Os §§ 1º e 2º trazem qualificadoras preterdolosas.

Ação penal. P. Tutela-se. caso em que estará configurado o delito de estupro de vulnerável (art. analisando-se.pena aumentada até um terço. Sendo delito plurissubsistente admite a tentativa. CPB). Se presente o fim de obter vantagem econômica: § único – pena cumulativa com multa. Sujeitos do crime. para tanto. não só o meio empregado. É crime pluriofensivo. Elementos objetivos do tipo. uso de psicotrópicos para vencer a resistência da vítima e com ela manter a conjunção carnal. LCP. 225. CPB. CPB. pois poderia configurar o crime de estupro (art. Consuma-se com a prática do ato de libidinagem. Consumação e tentativa. cargo ou função. 4. 3. CPB. Crime próprio. . Sujeito passivo: pessoa subalterna do autor. Menor de 18 anos: § 2º . 2. como também as condições do ofendido. ex. CPB. ou art. que poderão variar conforme o caso concreto. Elemento subjetivo do tipo. 61. 213. É o dolo. ASSÉDIO SEXUAL 1. Artigo 226. principalmente. mas também a liberdade de exercício do trabalho e o direito de não ser discriminada. Conceito e objetividade jurídica. 5. Sujeito ativo: superior hierárquico ou ascendente em relação de emprego. 217-A). A fraude utilizada na execução do crime não pode anular a capacidade de resistência da vítima. Inexistindo a relação entre os sujeitos: art. Art. Art. a liberdade sexual da pessoa humana. 146. 3. É necessário que a fraude seja capaz de iludir alguém.215 A vítima tem a sua vontade iludida e externa o consentimento. Constrangimento: não pode ser por violência física ou grave ameaça. II. 216-A.

CPB. sem condições de oferecer resistência. Ascendência: relação laboral no campo privado. e o artigo 9º. CPB. Consumação e tentativa. 5. Nos dois casos há um vínculo de trabalho. 4. II. da lei 8072/90. Liberdade sexual da pessoa humana menor de 14 anos. CPB. b) o crime é habitual. Ação penal. Elemento subjetivo do tipo. Art. por qualquer outra causa. Sujeitos do crime. . 1. DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL. Sujeito passivo: pessoa com menos de 14 anos ou portadora de enfermidade ou deficiência mental ou incapaz de discernimento para a prática do ato. Sujeito ativo: qualquer pessoa.216 É a insistência inoportuna de alguém em posição privilegiada. 6. que usa dessa vantagem para obter favores sexuais de um subalterno. Quanto a consumação há duas correntes: a) com o constrangimento. com a finalidade especial de obter vantagem ou favorecimento sexual. sendo necessária a prática de reiterados atos constrangedores. Art. 3. É o dolo. Superioridade hierárquica: retrata uma relação laboral no âmbito público. ou que. CPB. Elementos objetivos do tipo. 217-A. 2. Estupro de vulnerável. Conceito e objetividade jurídica. pois é crime formal. Dependendo do posicionamento adotado será ou não possível a tentativa. 225. Capítulo II. Está revogado o artigo 224. Trata-se de crime comum. Art. 226.

CPB.15 de 2009 o lenocínio típico (alcovitaria) estava previsto somente no artigo 227. Consumação e tentativa. inconsciência por doença. Deficiência mental: capacidade intelecto volitiva diminuída (oligofrenia). Antes da lei 12. § 1º). CPB). O agente deve ter consciência de que age em face de uma pessoa vulnerável. Elemento subjetivo do tipo. Esta última hipótese. quando a vítima era adolescente maior de 14 anos (art. acidente. sem condições de oferecer resistência: embriaguez. Art. punido com reclusão de 2 a 5 anos. CPB. 227. Enfermidade mental: doença mental. Consuma-se com a prática do ato de libidinagem. 227. punido com reclusão de 1 a 3 anos em se tratando de vítima adulta (art. . 1. A liberdade sexual da pessoa menor de 14 anos. 5. 6. Resultados preterdolosos: §§ 3º e 4º. reclusão de 2 a 8 anos. pouco importando se a incapacidade foi ou não provocada pelo autor. A mudança é benéfica devendo retroagir para alcançar os fatos pretéritos. 224. Outro ato libidinoso. Qualquer outra causa. com o advento da lei 12015/09 passou a configurar crime autônomo (art. 4. Artigo 218. É possível a tentativa. CPB. Dolo. se não maior de 14 anos. 225. Menor de 14 anos.217 Conjunção carnal. Artigo 20. Ação penal. presumindo-se a violência (art. Incapaz de discernimento para a prática do ato: qualquer outra causa mental que impeça a vítima de entender o significado da prática sexual. CPB. 218. Mediação para servir a lascívia de outrem com pessoa vulnerável. narcotização. 7. reclusão de 2 a 5 anos. caput). Conceito e objetividade jurídica. a).

Consumação e tentativa. Limita-se. CPB. A mediação pressupõe um triângulo constituído pelo sujeito ativo (mediador ou lenão). nesses casos. Observação importante: tratando-se de vítima menor de 14 anos. configura o delito do art. a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem. 217-A). 3. . Sujeito ativo: crime comum. 218-A. como por exemplo. não corrompida. Lascívia: sensualidade. Sujeito passivo: a pessoa menor de 14 anos. Induzir: convencer. 218B. 225. Consuma-se o delito com a prática do ato que importa na satisfação da lascívia de outrem. Dolo. portanto. Art. Elemento subjetivo do tipo. a vítima (pessoa menor de 14 anos induzida a satisfazer a lascívia de outrem) e o “destinatário” da atividade criminosa do primeiro. 4. ainda que haja instigado o mediador. libidinagem. Este (consumidor) não pode ser considerado co-autor do crime. pois. aliciar. não afeita à vida sexual promíscua. persuadir. Deve ser pessoa determinada. às práticas sexuais meramente contemplativas. não pode a satisfação da lascívia consistir em conjunção carnal ou atos libidinosos diversos da cópula normal. Ação penal. luxúria. É possível a tentativa. induzir alguém menor de 14 anos a vestir-se com determinada fantasia para satisfazer a luxúria de alguém. 6. 5. independentemente deste considerar-se satisfeito.218 2. pois a norma exige o fim de satisfazer a lascívia de outrem (e não própria). Induzir menor de 14 anos a vê presenciar conjunção carnal ou outro ato libidinoso. CPB. haverá o crime de estupro de vulnerável (art. Tratando-se de um número indeterminado de pessoas: art. Elementos objetivos do tipo. Sujeitos do crime.

um indiferente penal (fato atípico). 2. II. 3. Art. Elemento subjetivo do tipo. b) induzindo a vítima a presenciar conjunção carnal ou outro ato libidinoso (hipótese em que o agente faz nascer na criança ou no adolescente (menor de 14 anos) a idéia de presenciar ato de libidinagem. CPB. visando. Duas condutas típicas (dois modos de execução): a) praticar. 218-A. haverá estupro de vulnerável (art. Art. . 226. independentemente da concretização do ato de libidinagem. Elementos objetivos do tipo. ativa ou passivamente. pois. 217-A). 5. mas aproveita-se da sua presença para realizar o ato sexual. Conceito e objetividade jurídica. na presença da vítima.015/09 integrou a lacuna. era. desde que menor de 14 anos. satisfazer lascívia própria ou de outrem. Sujeito passivo: qualquer pessoa. Nesta hipótese o agente não interfere na vontade do menor. Na segunda modalidade típica com a ação de induzir a presenciar. Interpretando o artigo 218 do CPB. A liberdade sexual da criança ou adolescente menor de 14 anos. A lei 12. 218-A. caso contrário. Na primeira modalidade típica com a efetiva realização do ato sexual. 4. limitando-se a observar. Observação importante: em nenhum das duas situações a vítima participa do ato sexual. 1. CPB. Dolo + finalidade especial de satisfazer a lascívia própria ou de outrem. conjunção carnal ou outro ato libidinoso (querendo ou aceitando ser observado). Sujeitos do delito. Sujeito ativo: qualquer pessoa. criando o art. em regra. Consumação e tentativa.219 Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente. antes da alteração realizada pela lei 12.015/09 a doutrina observava que induzir vítima não maio de 14 anos a presenciar ato de libidinagem sem deles participar. desse modo.

231 pune-se a exploração sexual da espécie tráfico internacional de pessoas (criança. 241. Ação penal. 231-A. A lei não diferencia o já corrompido daquele que conta com sua moral intacta. Art. CPB. No art. Sujeito passivo: qualquer pessoa nas condições descritas no tipo (homem ou mulher). adolescente.ECA). A pornografia envolvendo crianças e adolescentes foi incriminada no ECA nos arts. visando desta o exercício da prostituição. 1. 244-A. o agente induz a vítima a satisfazer a lascívia de pessoa (s) certa (s) e determinada (s). 6. a de adultos. da lei 8. criou o delito de favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável. Já no crime em análise o agente leva. 2. CPB.015 de 2009. 218. 218B.220 É possível a tentativa nas duas formas. Art. 218-B. Examinar o art. II. 240. do Código Penal. A exploração da prostituição de adultos está tipificada no art. Sujeito ativo: qualquer pessoa. 228 do CP. não configura crime. propicia ou retém a vítima. em regra. . 226. reunindo no art. CPB. Observação: este crime não se confunde com o definido no art. 241-A a 241-D. A exploração da prostituição de crianças e adolescentes está prevista como crime no art.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente. § 1º. ou adulto). Sujeitos do crime. A lei 12. Artigo 225. 218 (mediação para servir a lascívia de outrem). A liberdade sexual de vulnerável. do CPB (revogando o art. consistente em satisfazer a lascívia de pessoa indeterminada. atrai. No art. Favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável. No art. 244-A do ECA). o tráfico interno. 218-B os artigos 244-A do ECA e 228. Conceito e objetividade jurídica.

adolescentes e adultos (oferta). . posse e utilização de material pornográfico. d) tráfico para fins sexuais: movimento clandestino e ilícito de pessoas através de fronteiras nacionais. CPB. para lucro dos aliciadores. muitas vezes. Elementos objetivos do tipo. obviamente. tornar mais difícil) que alguém a abandone. por exploradores sexuais (mercadores). Dolo.. aderindo subjetivamente à sua conduta. não será possível. conforme o caso. organizados. O favorecimento pode ocorrer por ação ou omissão.. 3. Na hipótese do inciso I se menor de 14 anos ou portadora de enfermidade ou deficiência mental o crime será do art. II. propaganda. cinema. distribuição. esta na hipótese em que o agente. etc. em cidades turísticas. facilitá-la (proporcionar meios. Exploração sexual: pode ser definida como uma dominação e abuso do corpo de crianças. revestido do dever jurídico de impedir que a vítima ingresse na prostituição. induzir (inspirar. atrai ou facilitar o seu ingresso. I. atrair (aliciar) a vítima à prostituição ou outra forma de exploração sexual. c) pornografia: produção. e por consumidores de serviços sexuais pagos (demanda). por já se dedicar ao comércio carnal. nada fez. admitindo quatro modalidades: a) prostituição: atividade na qual atos sexuais são negociados em troca de pagamento. com o objetivo de forçar mulheres e adolescentes a entrar em situações sexualmente opressoras e exploradoras.221 A prostituta pode ser vítima deste crime? Quando impedida de deixar a prostituição sim. Seis são as ações nucleares típicas: submeter (sujeitar). em rede de comercialização local e global (mercado). bem articulado. podendo. b) turismo sexual: é o comércio sexual. afastar dificuldades). instigar). dificultar (criar obstáculos. presente também na literatura. exibição. figurar como partícipe o proprietário. traficantes. o gerente ou o responsável pelo local. venda. induzir. de setores excluídos de países de terceiro mundo. impedir (opor-se. envolvendo turistas nacionais e estrangeiros e principalmente mulheres jovens. Elemento subjetivo do tipo. 217-A do CP. não permitir). Entretanto. ou por pais ou responsáveis. compra. 4. não apenas monetário. Condutas equiparadas: § 2º.

6. vez que. CPB. o crime consuma-se no momento em que a vítima delibera por deixar a atividade e o agente obsta esse intento. Consumação e tentativa. Ação penal. Capítulo III (Revogado) Capítulo IV. ainda que não tenha atendido nenhum. colocando-se. de forma constante. deve continuar sendo privada (queixa crime). CPB. para os casos praticados antes da vigência da nova lei. com a reforma. II – pessoa vulnerável. transformando-se em pública incondicionada quando a vítima é: I – menor de 18 anos. A mudança da titularidade da ação penal é . 225. atrair e facilitar consuma-se o delito no momento em que a vítima passa à prostituição.015/09 a ação penal nos crimes sexuais era de iniciativa privada. Disposições gerais. Art. estar-se-ia subtraindo inúmeros institutos extintivos da punibilidade ao acusado.222 § 1º . Antes da lei 12. de acordo com o que estabelecia o caput do art. Ação penal. a regra estabelece que a ação penal é pública condicionada. induzir. É possível a tentativa. 225. Já na modalidade de impedir ou dificultar o abandono da prostituição. Nas modalidades submeter. Agora. Artigo 225. protraindo a consumação durante todo o período de embaraço (crime permanente).intuito de lucro. à disposição dos clientes. Observação: a ação penal. 5. do contrário. Considerações gerais.

Sujeito ativo: qualquer pessoa. . CPB. A prostituta pode ser vítima do crime quando impedida de deixar a prostituição. §§ 1º. A liberdade sexual de pessoa com idade igual ou superior a 18 anos. Elementos objetivos do tipo. A lei não diferencia o já corrompido daquele que conta com sua moral intacta. Quando a inovação é desfavora´vel ao réu não retroage. A exemplo do art. agora. 1. Artigo 228. 2º. Conceito e objetividade jurídica. Artigo 228. a vítima já não é criança ou adolescente. capaz mentalmente. Figuras típicas qualificadas. instigar. no momento do crime. 2. Sujeito passivo: qualquer pessoa com idade igual ou superior a 18 anos. CPB. 228. 3º. seja homem ou mulher. CPB. capaz mentalmente. Sujeitos do crime. mas com reflexos penais diretos) seguirem a mesma orientação jurídica das normas penais. porém. § 1º. o necessário discernimento para a prática do ato. 3. possuindo. Daí a imperiosa necessidade de tais normas (processuais. Induzir: inspirar. CAPÍTULO V DO LENOCÍNIO E DO TRÁFICO DE PESSOA PARA FIM DE PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL Favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual. Art. possuindo. pune-se o favorecimento da prostituição ou tra forma de exploração sexual. 4. o necessário discernimento para a prática do ato. mas conta com reflexos penais imediatos. no momento do crime. 218-B.223 matéria de processo penal.

b) A exploração da prostituição de adultos está tipificada no art. Elemento subjetivo do tipo. Dificultar: criar obstáculos. aderindo subjetivamente à sua conduta. propaganda. com o objetivo de forçar mulheres e adolescentes a entrar em situações sexualmente opressoras e exploradoras. revestido do dever jurídico de impedir que a vítima ingresse na prostituição.). do ECA). 231-A. turismo sexual (comércio sexual. 240. Facilitar: proporcionar meios. admitindo quatro modalidades: prostituição. não apenas monetário. traficantes. bem articulado. É o comercio sexual. etc. nada faz. do CP (revogando o art. d) No art. O favorecimento pode acontecer por ação ou omissão. o tráfico interno. organizados. Fim de lucro . f) a pornografia envolvendo adultos. 241-A a 241-D. muitas vezes. .224 Atrair: aliciar. 244-A. Exploração sexual: dominação e abuso do corpo de crianças. exibição. cinema. em cidades turísticas nacionais. por exploradores sexuais (mercadores). em regra. de setores excluídos de países de terceiro mundo. adolescentes e adultos (oferta). envolvendo turistas nacionais e estrangeiros e principalmente mulheres jovens. adolescente ou adulto). em rede de comercialização local e global (mercado). 241. e por consumidores de serviços sexuais pagos (demanda). 231 pune-se a exploração sexual da espécie tráfico internacional de pessoas (criança.§ 3º. Impedir: opor-se. não é crime. presente também na literatura. pornografia (produção. venda. Prostituição: atividade na qual atos sexuais são negociados em troca de pagamento. compra e utilização de material pornográfico. e tráfico para fins sexuais (movimento clandestino e ilícito de pessoas através de fronteiras nacionais. afastar dificuldades. 5. distribuição. a) A exploração da prostituição de crianças e adolescentes está prevista como crime no art. e) A pornografia envolvendo crianças e adolescentes foi incriminada no ECA nos arts. 218-B. Dolo. ou por pais ou responsáveis. esta na hipótese em que o agente. c) No art. 6. para lucro dos aliciadores. 228 do CP. Confronto.

com o objetivo de forçar mulheres e adolescentes a entrar em situações sexualmente opressoras e exploradoras. protraindo a consumação durante todo o período de embaraço (crime permanente). envolvendo turistas nacionais e estrangeiros e principalmente mulheres jovens. em rede de comercialização local e global (mercado). distribuição. Na modalidade induzir. de setores excluídos de países de terceiro mundo. Manter: sustentar. Pública incondicionada. Ação penal. prover o necessário para que permaneça a atividade. pornografia (produção. traficantes. 1. o crime consuma-se no momento em que a vítima delibera por deixar a atividade e o agente obsta esse intento. A liberdade sexual da pessoa humana. CPB. atrair e facilitar consuma-se o delito no momento em que a vítima passa a se dedicar à prostituição ou outra forma de exploração sexual. Na modalidade de impedir ou dificultar o abandono da exploração sexual. Trata-se de crime habitual. para lucro dos aliciadores. A tentativa parece perfeitamente possível em todas as modalidades. muitas vezes. Exploração sexual: dominação e abuso do corpo de crianças. organizados. em cidades turísticas nacionais. venda.). bem articulado. ainda que não tenha atendido nenhum. 229. e tráfico para fins sexuais (movimento clandestino e ilícito de pessoas através de fronteiras nacionais. 8. colocando-se. conservar. turismo sexual (comércio sexual.225 7. e por consumidores de serviços sexuais pagos (demanda). Consumação e tentativa. Elementos objetivos do tipo. compra e utilização de material pornográfico. etc. Art. Casa de prostituição. ou por pais ou responsáveis. propaganda. admitindo quatro modalidades: prostituição. presente também na literatura. cinema. Conceito e objetividade jurídica. 2. Sujeito ativo: qualquer pessoa. adolescentes e adultos (oferta). à disposição dos clientes. por exploradores sexuais (mercadores). 3. Sujeitos do delito. Sujeito passivo: a pessoa explorada sexualmente. de forma constante. exibição. .

Sujeito ativo: qualquer pessoa. Espécies: a) cafetão: utiliza a coação. A liberdade sexual da pessoa humana. Ação penal pública incondicionada. . A profunda inovação introduzida pela lei 12015/09 foi substituir “casa de prostituição ou lugar destinado a encontro para fins libidinosos” por “estabelecimento em que ocorra a exploração sexual”. 2. A intenção do legislador parece ser punir também hotéis.226 O que está reprovado agora é a exploração. 4. Por ser crime habitual não admite a tentativa. 6. 5. 230. hospedarias e até restaurantes. à exploração sexual. mas qualquer espaço que venha a servir de abrigo habitual para a prática de comportamentos contra a dignidade sexual. Sujeitos do crime. Rufião: pessoa que vive às custas de prostitutas. Conceito e objetividade jurídica. Consumação e tentativa. expressão muito mais pertinente (para o fim da incriminação da conduta). desde que destinados. Dolo. b) cafinflero: atuam pelo poder de sedução ou do amor. Elemento subjetivo do tipo. ou seja. força terror. permitindo abranger não só os prostíbulos. c) comerciante: faz da atividade apenas um comércio. Consuma-se no momento em que fica caracterizada a manutenção do estabelecimento. CPB. habitualmente. 1. Art. Rufianismo. Ação penal. comportamentos que denotem exploração sexual.

É crime habitual.. . por quem a exerça: é o rufianismo passivo.. § 1º. tem sua atividade explorada pelo rufião (ou rufia). Elementos objetivos do tipo. ou em parte. Não é possível a tentativa. grave ameaça. CPB. fraude ou outro meio. Ação penal. vestuário. Art. alimentação. Elemento subjetivo do tipo. 2. Sujeito passivo: a coletividade. se dedicando à prostituição. vivendo às custas da meretriz. Emprego de violência.: § 2º.. Liberdade sexual da pessoa humana. 5. 231. moradia e outros benefícios de que necessita para sua manutenção. 4. Dolo. Duas ações nucleares típicas: a) tirar proveito da prostituição: é o rufianismo ativo. recebendo dinheiro. TRAFICO INTERNACIONAL DE PESSOA PARA FIM DE EXPLORAÇÃO SEXUAL 1. Ação penal pública incondicionada. A consumação ocorrerá com a prática de atos reiterados de obtenção de proveito ou de sustento por parte do rufião. Não praticam o crime. Conceito e objetividade jurídica. no todo. b) fazer-se sustentar. O agente participa indiretamente do proveito da prostituição. embora deles não necessite para seu sustento. O rufião obtém vantagem proveniente diretamente dos lucros auferidos pela prostituta. Elementos objetivos do tipo. Consumação e tentativa. ou dela recebe presentes. 3. § 2º. 6. como também quem.227 d) gigolô: se serve gratuitamente da meretriz.

em rede de comercialização local e global (mercado). em especial de mulheres e crianças (2000). à fraude. A lei 12015/09. Exploração sexual: dominação e abuso do corpo de crianças. sendo irrelevante o consentimento por parte daquele que se submete à ação delituosa. não mais restringindo à prostituição. c) comprar: obter mediante pagamento. organizados. adolescentes e adultos (oferta). f) alojar: por ou guardar. a transferência. ao rapto. d) transportar: conduzir a determinado lugar. é bem jurídico indisponível. instrumento já ratificado pelo Estado brasileiro. muitas vezes. A dignidade sexual. auxiliar. o trabalho ou serviços forçados. b) aliciar: atrair. admitindo quatro modalidades: prostituição. por exploradores sexuais (mercadores). abrangendo toda espécie de exploração sexual. No § 1º: a) agenciar: intermediar. ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre oura para fins de exploração”. alterou a finalidade do crime. servir de agente. o alojamento ou o acolhimento de pessoas. efetuar diretamete. e por consumidores de serviços sexuais pagos (demanda). bem articulado. escravatura ou práticas similares à escravatura. b) Facilitar: ajudar. a exploração da prostituição de outrem ou outras formas de exploração sexual. em cidades turísticas nacionais. adaptando nossa legislação aos documentos internacionais. turismo sexual (comércio sexual. tráfico de pessoas significa: “o recrutamento. e) transferir: mudar de um lugar para outro. ou por pais ou responsáveis. Nesse mesmo Protocolo encontramos a definição de exploração. ao engano. Segundo o “Protocolo adicional à Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional relativo à Prevenção. o transporte.228 Duas são as ações nucleares descritas no caput: a) Promover: executar. tomas as medidas necessárias para prover a entrada ou a ou a saída. Repressão e Punição do Tráfico de Pessoas. a servidão ou a remoção de órgãos”. como sendo “no mínimo. envolvendo turistas nacionais e estrangeiros e . recorrendo à ameaça ou uso da força ou a outras formas de coação.

241-A a 241-D. Sujeitos do delito. 241. pornografia (produção. Elemento subjetivo do tipo. por enfermidade ou deficiência mental. não tiver o necessário discernimento para a prática do ato. irmão. adolescente ou adulto). obrigação de cuidado. No art. 218-B do CP (revogando o art. em regra. e tráfico para fins sexuais (movimento clandestino e ilícito de pessoas através de fronteiras nacionais. não configura crime. No art. compra e utilização de material pornográfico. distribuição. cinema. Dolo + a finalidade especial relacionada à exploração sexual. proteção ou vigilância. 3. Causas de aumento de pena. exibição. § 3º: + finalidade de obtenção de vantagem econômica. 4. d) há emprego de violência. Sujeito passivo: qualquer pessoa. A pornografia envolvendo crianças e adolescentes foi incriminada no ECA. por lei ou outra forma. propaganda. Consumação e tentativa. Obs. 228 do CP. madrasta. A pornografia de adultos. cônjuge. tutor ou curador. A exploração da prostituição de crianças e adolescentes está prevista como crime no art.229 principalmente mulheres jovens. 5. para lucro dos aliciadores. Sujeito ativo: qualquer pessoa. venda. b) a vítima. enteado. presente também na literatura. etc. preceptor ou empregador da vítima. c) se o agente é ascendente.). 231-A pune-se o tráfico interno. ou se assumiu. de setores excluídos de países de terceiro mundo. 240. grave ameaça ou fraude. 6. mais precisamente nos arts. padrasto. . A exploração da prostituição de adultos está tipificado no art. 231 pune-se a exploração sexual da espécie tráfico internacional de pessoas (criança. com o objetivo de forçar mulheres e adolescentes a entrar em situações sexualmente opressoras e exploradoras. a) vítima menor de 18 anos. traficantes. 244-A do ECA). companheiro.

transferir. 3.230 Consumação: para a maior parte da doutrina a consumação se dá com a entrada ou a saída da pessoa do território nacional. ou com seu transporte. Conceito e objetividade jurídica. do CP. comprar. 5. dispensando-se que pratique. Elementos objetivos do tipo. 231-A. É possível a tentativa. transportar. Incisos I a IV: idênticas ao do artigo anterior. § 1º . Consumação e tentativa. A ação penal é pública incondicionada. Sujeito ativo: qualquer pessoa. 1. Causas de aumento de pena. Elemento subjetivo do tipo. vender. 4. Facilitar. Território: art. alojar. sendo estas três últimas modalidades formas permanentes do crime. A liberdade sexual da pessoa humana. 2. aliciar. Fim de obter vantagem econômica: § 3º.condutas equiparadas: agenciar. 6. 5º. Prostituição. Promover. efetivamente. transferência ou alojamento. aliciamento ou compra da pessoa traficada. admitindo flagrante a qualquer tempo. Dolo + fim de exploração sexual. Ação penal. §§ 1º e 2º. algum ato fruto da exploração sexual. 7. Modalidades equiparadas do § 1º: o crime se consuma com o agenciamento. Sujeito passivo: qualquer pessoa. Art. . Sujeitos do delito. Para alguns doutrinadores deve haver o efetivo exercício da prostituição. Tráfico interno de pessoa para fim de exploração sexual.

III . 7. Art.015. É possível a tentativa. 223 e 224. Art. Lugar exposto ao público. (Revogado pela Lei nº 12.praticado com espírito de emulação. Arts. Praticar. Lugar aberto ao público. é aplicável o disposto nos arts. 61 da LCP. O legislador tem por fim proteger o sentimento de moralidade sexual vigente numa sociedade em determinado momento (pudor público). por gracejo. § 1º: com o agenciamento.Elementos objetivos do tipo. compra. Conceito variável no tempo e no espaço. .Elemento subjetivo do tipo. 232 .servindo de desafogo da luxúria do agente. de 2009) Do ultraje público ao pudor. Ato obsceno. Lugar público.(caput).Conceito e objetividade jurídica. Ação penal: pública incondicionada. IV . Dolo.231 Consumação: depende do entendimento que se tenha a respeito do dolo. Ato obsceno. Art. 233 e 234. I . 233 CPB. transferência ou alojamento (três últimas modalidades crime permanente). Ato obsceno real . transporte. V . II . Generalidades.Consumação e tentativa. aliciamento.Nos crimes de que trata este Capítulo. Ato obsceno simulado .Sujeitos do delito.

estampa obscena. Tentativa é inadmissível. . Protege . CPB. Arts. Art. Basta a possibilidade de que tal aconteça. Art. Não é necessário. distribuir. nem que o pudor público seja efetivamente atingido. Escrito ou objeto obsceno. ter sob sua guarda. VII . qualquer objeto obsceno.232 Com a prática do ato que ofende a moralidade pública. IV . de perigo abstrato e instantâneo. Crime comum.se a moralidade pública sexual. desenho obsceno.fim de comercializar.Figuras típicas equiparadas. VI . A tentativa é possível. 234 CPB. III . 240 e 241 do ECA. 234. II . Fazer. § único. que alguém tenha acesso ao material. expor ao público.Elementos objetivos do tipo. Dolo + elemento subjetivo . pintura obscena.Pena e ação penal. Adquirir.Consumação e tentativa. I .Sujeitos do delito.Qualificação doutrinária. Importar. Basta a possibilidade da ofensa ao pudor público. Não é necessário que o ato obsceno seja presenciado por outrem. V .Elementos subjetivos do tipo. Exportar. VI .Conceito e objetividade jurídica. para a consumação. O objeto material pode ser : escrito obsceno. nem que tenha ofendido o pudor dos assistentes.

Art.564 do Código Civil. cada qual com frações diferentes. Corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 (dezoito) anos. com ele praticando infração penal ou induzindo-o a praticá-la: Pena: reclusão.106/05. Alteração no artigo 244-B. do ECA. Sobre a invalidade do casamento ver artigos 1.522 do Código Civil. “Art. LX e 93. § 1º. Incorre nas penas previstas no caput deste artigo quem pratica as condutas ali tipificadas utilizando-se de quaisquer meios eletrônicos. Art. para impedir a violação à intimidade da pessoa. CRIMES CONTRA A FAMÍLIA Generalidades.548 a 1.233 VII . Disposições gerais. inclusive salas de bate-papo da internet. O adultério. 1º da Lei 8072. IX da CF).521 e 1. Capítulo VII. de ação múltipla ou de conteúdo variado e comum. Crime de perigo abstrato. 244-B. 234-A. O Título VII está dividido em quatro capítulos: .Qualificação doutrinária. 234: restrição ao princípio da publicidade: arts. incidindo sobre todos os capítulos do Título VI. § 2º. de 25/07/90. Sobre os impedimentos para o casamento ver artigos 1. Traz duas novas majorantes. As penas previstas no caput deste artigo são aumentadas de 1/3 (um terço) no caso de a infração cometida ou induzida estar incluída no rol do art. está revogado pela lei 11. Aumento de pena. CPB. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. VIII . Artigos 235 a 249 do CPB. 5º.Pena e ação penal. definido no artigo 240.

CC) . 1 – Conceito e objetividade jurídica. se de boa fé. CC) ou anulável (arts. e 1521. não a validade do matrimônio anterior. I a VI. Sujeito passivo – Estado. 1548. O casamento vigente pode ser nulo (arts. 2 – Sujeitos do delito. Capítulo III – Dos crimes contra a assistência familiar. Sujeito ativo – é a pessoa casada. apenas a sociedade conjugal. II. assentada no princípio do casamento monogâmico. Dolo. Bigamia. CPB. Capítulo II – Dos crimes contra o estado de filiação.234 Capítulo I – Dos crimes contra o casamento. 3 – Elementos objetivos do tipo. no que diz respeito à segurança do estado de filiação. excluindo a adequação típica entre o fato e as elementares referentes aos casamentos anterior e posterior. O que se leva em conta é a vigência. Capítulo I – proteção ao casamento monogâmico. 4 – Elemento subjetivo do tipo. Art. 5 – Consumação e tentativa. (§ 1º). A lei penal tutela a ordem jurídica matrimonial. I. 235. tutela e curatela. . Capítulo III – proteção das regras relativas ao dever de assistência mútua entre os familiares. caput. 1550.§ 2º: especial causa de atipicidade. I a VII. Cônjuge do primeiro casamento e o do segundo. Erro de tipo. Existência e vigência de anterior casamento. Capítulo IV – trata dos crimes contra a assistência familiar. Capítulo IV – Dos crimes contra o pátrio poder (poder familiar). Capítulo II – proteção à família. Separação judicial (desquite)– não extingue o casamento. CRIMES CONTRA O CASAMENTO Generalidades. A declaração de nulidade opera retroativamente.

235 Consuma-se no momento em que os nubentes manifestam o consentimento à vontade de casar. CC. O legislador protege a regular formação da família. Publicação dos proclamas e processamento da habilitação – atos preparatórios ou crime de falso. Impedimento é todo obstáculo que a lei estabelece para celebração do casamento. CC. Ocultar. 1521. CC – possibilitam a anulação do casamento. CC. 6 – Qualificação doutrinária. Arts. não ocorrendo o crime em estudo nesses casos. (art. ensejando sanções de outra natureza. Crime instantâneo de efeitos permamentes. não acarretam a nulidade ou anulabilidade do casamento. 1548. 7 – Prescrição. 1514 e 1535. CC – Não podem casar as pessoas casadas: bigamia. Duas condutas. Induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento. Art. CPB. 1521. CPB. 1 – Conceito e objetividade jurídica. II. consideradas relativamente aos requisitos e costumes universalmente aceitos no estado atual da civilização. Art. I a VII. 1556 e 1557. I a VI. Erro essencial – arts. 1550. Art. IV. . CC). Art. 2 – Sujeitos ativo e passivo. É aquele que se refere à pessoa do outro ou sobre suas qualidades essenciais. 1523. Sujeito ativo – qualquer pessoa. 236. Impedimentos – art. CC – determinam a nulidade do casamento. tornando-o nulo ou anulável. Crime bilateral ou de encontro. I a IV. VI. 1521. Art. 8 – Pena e ação penal. CC. É admissível a tentativa. As causas suspensivas previstas no art. Sujeito passivo – Estado e contraente enganado. 111. Induzir. 3 – Elementos objetivos do tipo.

CC). CPB. 07 – Condição de procedibilidade. 08 – Ação penal. VI. É norma pena subsidiária com relação à do art. 1521. com o casamento válido. Art. 237. A tentativa é inadmissível. 31. I a VII. A morte do contraente enganado acarreta a extinção da punibilidade. Art. Sujeito ativo – quem contrai casamento conhecendo a existência de impedimento absolutamente dirimente (art. Sujeito passivo – Estado e cônjuge inocente. Tutela a lei penal a regular constituição da família. CPB. É preciso que o sujeito ativo se case conhecendo a existência de impedimento que lhe cause a nulidade absoluta. 09 – Pena e prescrição. 05 – Qualificação doutrinária. 236. 111. Dolo. não se aplicando o art. 03 – Elementos objetivos do tipo. O crime se consuma no momento da realização do casamento incriminado. Art. Ação penal de iniciativa privada personalíssima. Conhecimento prévio de impedimento. Crime instantâneo e comissivo. 01 – Conceito e objetividade jurídica. . CPB. É norma penal em branco. (§ único – condição de procedibilidade).236 4 – Elemento subjetivo do tipo. 1521. 06 – Consumação e tentativa. I. CC – bigamia. 02 – Sujeitos ativo e passivo. CPP.

Falsamente – fingidamente. Impedimento anterior for casamento – crime de bigamia (princípio da especialidade). para celebração de casamento. 238. Crime formal. Protege-se a regular formação da família. dissimuladamente. Para a caracterização do crime são necessários atos inequívocos do agente no sentido de atribuir-se autoridade. Consuma-se com a realização do casamento. Simulação de autoridade para celebração de casamento. 01 – Conceito e objetividade jurídica. CPB. CPB. Art. 06 – Qualificação doutrinária. 04 – Elemento normativo do tipo.237 O tipo não exige que o agente aja com fraude. Dolo. É norma especial com relação à prevista no art. . 03 – Elementos objetivos do tipo. É crime instantâneo e formal. 06 – Elemento subjetivo do tipo. que não tem. 05 – Qualificação doutrinária. 05 – Consumação e tentativa. 04 – Elemento subjetivo do tipo. A simples omissão pode configurar o delito. É expressamente subsidiária. É possível a tentativa. 328. 02 – Sujeitos ativo e passivo. 07 – Pena e ação penal.

A tentativa será possível quando o ato inequívoco puder ser fracionado. Consuma-se o crime pela simples conduta do agente que pratica ato inequívoco de atribuir-se a falsa autoridade. Simular – representar. É possível a tentativa. Simulação de casamento. Se a simulação do casamento não é realizada mediante engano de outrem a conduta será atípica. fingir. 04 – Elemento subjetivo do tipo. 01 – Conceito e objetividade jurídica. CPB.. 240 . 239. Objeto jurídico é a organização regular da família. 05 – Consumação e tentativa. Consuma-se com a efetiva simulação da cerimônia do casamento. 07 – Consumação e tentativa. Dolo.(Revogado pela Lei nº 11. É dar causa a uma falsa celebração do matrimônio. 02 – Sujeitos ativo e passivo. 03 – Elementos objetivos do tipo. 06 – Pena e ação penal.106. Art.238 Dolo. 08 – Pena e ação penal. de 2005) . Adultério Art. Crime expressamente subsidiário.

provocar. Consuma-se com a inscrição no Registro Civil de nascimento inexistente. Supressão ou Alteração de Direito Inerente ao Estado Civil de recém-nascido. 8 – Pena e ação penal. 6 – Qualificação doutrinária. Originar. 4 – Elemento subjetivo do tipo. Parto suposto. Segurança do estado de filiação. É crime instantâneo de efeitos permanentes.239 CAPÍTULO II DOS CRIMES CONTRA O ESTADO DE FILIAÇÃO Registro de nascimento inexistente. 3 – Elementos objetivos do tipo. 2 – Sujeitos ativo e passivo. 7 – Prescrição. Art. A conduta estará tipificada tanto na hipótese de se declarar nascida uma criança nunca concebida como se declarar nascido um natimorto. mãe e sua prole. Sujeito ativo – qualquer pessoa. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Promover – dar causa. 1 – Conceito e objetividade jurídica. 111. Art. Dolo. CPB. . 5 – Consumação e tentativa. IV. É possível a tentativa. Sujeito passivo – Estado. CPB. 241.

à substituição das crianças. 242. É possível a tentativa. 7 – Tipo privilegiado e perdão judicial. 5 – Qualificação doutrinária. registro. Parto suposto: a ação consiste em atribuir-se a maternidade de filho alheio. b) demais modalidades – qualquer pessoa.240 Art. Estado. § único. Art. 3 – Elementos objetivos do tipo. Dolo. Segurança e certeza do estado de filiação. Consuma-se o delito com a apresentação (parto suposto). pouco importando que em deles seja natimorto. que passará a usufruir o estado que não lhe compete. Registro de filho alheio: exige-se que o sujeito tenha promovido a inscrição no REgistro Civil do nascimento da criança. plurissubsistentes. É indispensável que. 2 – Sujeitos do delito. 243. Alteração e supressão de estado civil de recém nascido a finalidade especial de suprimir direitos inerentes ao estado civil do sujeito passivo. . sobrevenha uma alteração no estado civil de cada uma. Sujeito ativo: a) dar parto alheio como próprio – mulher. CPB. CPB. Sujeito passivo: recém nascido. Suprimir direito inerente ao estado civil de recém nascido: por meio de ocultação. 4 – Elementos subjetivos do tipo. ocultação ou substituição (supressão ou alteração de direito inerente ao estado civil). Basta a não apresentação do menor para assumir os direitos relativos ao seu status familiae. Art. que tem o sentido de troca física dos recém nascidos. 6 – Consumação. 229. A supressão que importa à lei penal é a do estado civil. Não é preciso que o nascimento seja oculto. ECA (Lei 8069/90). Crimes instantâneos. Alteração de direito inerente ao estado civil de recém nascido: o núcleo do tipo é o verbo substituir.

É necessário que o sujeito oculte a verdadeira filiação do menor. em especial aquilo que diz respeito ao direito de filiação. 4 – Elementos subjetivos do tipo. Arts. Sujeito passivo – Estado. 6 – Qualificação doutrinária. . com o fim de prejudicar direito inerente ao estado civil. 2 – Sujeitos do delito. de tendência. 5 – Consumação e tentativa. 7 – Pena e ação penal. ou lhe atribua outra qualquer. 134. se a conhece. Sujeito ativo – qualquer pessoa. Sonegação de estado de filiação. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Art. A ordem jurídica da família. A lei não pune o simples abandono do menor.241 8 – Pena e ação penal. Crime material. mas sim a supressão ou alteração de seu estado civil. 111. 3 – Elementos objetivos do tipo. IV. 243. Deixar – abandonar. Art. criança abandonada. É preciso que o agente oculte ou altere a filiação do sujeito passivo. Não basta o abandono. CPB. Dolo + especial fim de agir consistente na finalidade de prejudicar direito inerente ao estado civil do sujeito passivo. 133. CPB. Consuma-se o crime com o abandono do menor e a ocultação ou falsa atribuição de filiação. CPB. largar. 9 – Prescrição. É possível a tentativa.

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DOS CRIMES CONTRA A ASSISTÊNCIA FAMILIAR Abandono material. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Lei nº 5.478/68 – dispõe sobre a ação de alimentos (arts. 19 e 22).. Lei nº 10.741/03. Não resulta da aplicação do art. 244 a prisão por dívida civil, proibida pela Constituição. A prisão a que alude o dispositivo não é a prisão por dívida civil, mas a resultante de inadimplemento de obrigação alimentar, na forma da lei. Art. 244. Deixar, sem justa causa, de prover a subsistência do cônjuge, ou de filho menor de 18 (dezoito) anos ou inapto para o trabalho, ou de ascendente inválido ou maior de 60 (sessenta) anos, não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada, fixada ou majorada; deixar, sem justa causa, de socorrer descendente ou ascendente, gravemente enfermo: (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003) Art. 244, CPB. Três condutas típicas. É um tipo misto cumulativo – concurso material. 2 – Objetividade jurídica. Proteção do organismo familiar. Procura-se garantir a subsistência e o amparo de seus membros. 3 – Sujeitos do delito. Sujeito ativo – apenas aquele que tem o dever legal de prover a subsistência do sujeito passivo, podendo ser o pai, a mãe, o cônjuge, o descendente, qualquer pessoa que deixa de socorrer ascendente ou descendente gravemente enfermo. Art. 5º, I; 226, § 5º, CF – a mulher tem os mesmos deveres do homem. Art. 1511, CC. Arts. 1565/1568, CC. Art. 1694, CC. Art. 1703, CC. Ordem estabelecida pela civil na obrigação de prestar alimentos: arts. 1696/1698, CC. Arts. 732, 733, e 852, CPC. Sujeito passivo – Estado, e todo aquele que, nos termos da lei penal, pode exigir a prestação do cônjuge ou parente.

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4 – Elementos objetivos do tipo. a) Deixar de prover à subsistência de filho menor de dezoito anos, ou inapto para o trabalho, ou ascendente inválido ou maior de sessenta anos, não lhe proporcionando os recursos necessários. A noção de meios de subsistência é mais restrita do que a de alimentos, no campo do direito privado, restringindo-se às coisa estritamente necessárias para a vida como alimentação, vestuário e habitação. Não inclui, portanto, as despesas de caráter simplesmente alimentar assim como a prestação de educação, diversão, etc. Não se condiciona o crime à decisão ou mesmo instauração de prévia ação de alimentos. b) Falta de pagamento de pensão alimentícia. A infração decorre do não pagamento dos alimentos estipulados pelo juiz, inclusive a pensão alimentícia fixada provisoriamente. É necessário que a recusa no pagamento da pensão esteja positivada com o vencimento dos prazos processuais para adimplemento da obrigação. c) Deixar de socorrer ascendente ou descendente gravemente enfermo. Art. 229, 2ª parte, CF. Art. 1696, CC – o direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos e extensivo a todos os ascendentes. (ascendente inválido, maior de sessenta anos, ascendente gravemente enfermo). Lei 8971/94 – passou a ter direito também a alimentos a companheira comprovada de um homem solteiro, separado judicialmente, divorciado ou viúvo, que com ele viva há mais de cinco anos, ou dele tenha prole, reconhecido igual direito ao companheiro de mulher solteira, separada judicialmente, divorciada ou viúva. Arts. 1723 a 1726, CC – união estável. d) Frustra ou impede o pagamento de pensão. Arts. 133 a 136, CPB. Art. 99, lei 10741/03. 5 – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. 6 – Elemento normativo do tipo. Sem justa causa. (Tipo penal anormal) 7 – Qualificação doutrinária. Crime permanente, omissivo puro. 8 – Consumação e tentativa.

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Crime omissivo puro (ou próprio), consuma-se em qualquer de suas modalidades, com a recusa do sujeito em ministrar à vítima os meios de subsistência necessários, ou em pagar a pensão alimentícia devida (respeitados os prazos processuais existentes para o pagamento). É impossível a tentativa. 9 – Detração penal. Art. 42, CPB. 10 – Pena e ação penal. Entrega de filho menor a pessoa inidônea. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Art. 245, CPB. Protege-se o menor no que diz respeito à sua criação, assistência e educação, que é dever precípuo dos pais. Art. 1566, IV, CC. 2 – Sujeitos ativo e passivo. Sujeitos ativos – pais. No § 2º qualquer pessoa pode ser sujeito ativo. Sujeito passivo – filho menor de dezoito anos. 3 – Elementos objetivos do tipo. Entregar – deixar aos cuidados, sob a vigilância. Inidôneos – jogadores, prostitutas, vadios, ébrios habituais, mendigos, criminosos, etc. Exige-se que o sujeito passivo fique exposto a prejuízos materiais (danos físicos, doenças, males decorrentes de trabalhos excessivos, etc.) ou morais (em ambiente deletério à formação do caráter pela atividade que vai o menor exercer, pelos maus exemplos, etc.) Basta, porém, essa situação de perigo, que se presume diante das qualidades negativas da pessoa a quem foi entregue o menor, não se exigindo a lesão efetiva. § 2º - auxílio para enviar menor ao exterior com o fim de lucro. Art. 239, ECA. 4 – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. Deve saber – dolo eventual.

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5 – Qualificação doutrinária. Crime de perigo abstrato, instantâneo. 6 – Consumação e tentativa. Consuma-se com a entrega do menor ao terceiro, não se exigindo que lhe resulte efetivo prejuízo. É possível a tentativa. 7 – Figura típica qualificada. §§ 1º e 2º. § 2º revogado tacitamente pelo art. 239 do ECA. (Pai e mãe – art. 238, § 1º, ECA.) 8 – Pena e ação penal. Abandono intelectual. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Art. 246, CPB. Art. 208, I, CF. Art. 227, CF. Art. 229, CF. Art. 1634, I, CC. Tutela-se o interesse do Estado na instrução primária das crianças. 2 – Sujeitos ativo e passivo. Sujeitos ativos – pais da criança. (O Código penal refere-se a filho). Sujeito passivo – filho em idade escolar, que vai dos sete ao 14 anos. 3 – Elementos objetivos do tipo. Deixar de prover à instrução primária (de primeiro grau) do filho. Não há crime quando houver justa causa para a omissão. 4 – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. 5 – Elemento normativo do tipo. Tipo penal anormal. Sem justa causa.

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6 – Consumação e tentativa. Consuma-se o crime com a omissão das medidas necessárias para que o filho em idade escolar receba a instrução, e o momento consumativo verifica-se com a decorrência de lapso temporal juridicamente relevante, sem que a ação seja praticada. Não é possível a tentativa (crime omissivo próprio ou puro). 7 – Qualificação doutrinária. Crime omissivo próprio, permanente. 8 – Pena e ação penal. Abandono moral. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Art. 247, CPB. Protege-se a sadia formação moral do menor. 2 – Sujeitos ativo e passivo. Sujeitos ativos não só os pais e tutores, mas também todos os que exerçam poder, autoridade, guarda ou vigilância sobre o menor, como os depositários, preceptores, diretores de internatos, responsáveis por excursões, etc. Sujeito passivo – o menor de 18 anos. 3 – Elementos objetivos do tipo. Permitir – concordar, consentir. Indica conduta passiva. Difere do art. 245 onde a conduta é entregar. Freqüentar – necessidade de que haja reiteração nas visitas aos locais mencionados. Arts. 240 e 241, ECA. Art. 244 – A, ECA. Art. 60, § único, c, LCP. Em todas essas condutas não se exige que a permissão seja dada expressamente, bastando a omissão dolosa do sujeito ativo, ou seja, a sua concordância tácita. Devem os pais impedir essas condutas, solicitando providências às autoridades quando impotentes para coibi-las. Exige-se habitualidade.

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4 – Elementos subjetivos do tipo. Dolo. + para excitar a comiseração pública (inc. IV). 5 – Consumação e tentativa. A consumação pode ocorrer em duas situações diversas, ou seja, quando o sujeito ativo concede a permissão antes dos fatos ou quando tolera que os fatos continuem ocorrendo após tomar conhecimento deles. Se a permissão for dada antes o crime se consuma com a prática pelo menor da conduta que traga perigo a sua formação moral e a tentativa será admissível. Se a permissão for dada depois, o crime será omissivo puro, não admitindo tentativa. O momento consumativo, nesse caso, sra aquele em que ocorrer a permissão. 6 – Qualificação doutrinária. Crime instantâneo, de perigo abstrato. 7 – Pena e ação penal. CRIMES CONTRA O PÁTRIO PODER, TUTELA E CURATELA Generalidades. Pátrio poder: conjunto de direitos e deveres atribuídos aos pais, em relação à pessoa e aos bens dos filhos não emancipados, tendo em vista a proteção deles. Nos termos do novo Código Civil o pátrio poder é agora denominado poder familiar, estando disciplinados em seus arts. 1630 a 1638, CC. Tutela – art. 1728, I, II, CC. Curatela – art. 1767, I a V, CC. Induzimento a fuga, entrega arbitrária ou sonegação de incapazes. 1 – Conceito e objetividade jurídica. É tipo misto cumulativo. Três figuras típicas. A lei penal tutela o poder familiar, a tutela e a curatela. 2 – Sujeitos ativo e passivo.

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Sujeito ativo – qualquer pessoa. Sujeito passivo – pais, tutores, curadores, menores sujeitos ao poder familiar, tutela e curatela. 3 – Elementos objetivos do tipo. Induzir. Art. 249, CPB. Entrega arbitrária: o incapaz é confiado a guarda de pessoa não autorizada a recebe-lo. Sonegação de incapaz: são elementos objetivos do tipo a precedente posse ou detenção lícita do menor ou interdito e a recusa em entrega-lo a quem legitimamente o reclame. Nas três figuras típicas é irrelevante o consentimento do menor ou do interdito. Art. 359, CPB – desobediência a decisão judicial em ação penal. 4 – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. 5 – Elementos normativos do tipo. Sem justa causa. Legitimamente. 6 – Consumação e tentativa. Induzimento – ocorre com a fuga. Entrega arbitrária – no ato da entrega do incapaz. Sonegação – no ato da recusa injustificada em entregar o menor ou interdito a quem legitimamente o reclame. É possível a tentativa nas figuras de induzimento a fuga e entrega arbitrária de incapaz. Na sonegação a tentativa é inadmissível. 7 – Qualificação doutrinária. Crime instantâneo, material – induzimento a fuga. Crime comissivo – entrega arbitrária. Crime omissivo puro e permanente – sonegação de incapaz. 8 – Pena e ação penal. Subtração de incapazes. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Art. 249, CPB.

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É protegida a família com relação à guarda dos menores e interditos. É crime expressamente subsdiário. 2 – Sujeitos ativo e passivo. Sujeito ativo – qualquer pessoa. Sujeitos passivos – são os pais, tutores, curadores, e os próprios incapazes. 3 – Elementos objetivos do tipo. Subtrair. É indispensável que haja um deslocamento espacial do objeto material do delito (menor de dezoito anos ou interdito). É também elemento objetivo do tipo o dissenso dos pais, tutores, curadores ou pessoas que exerçam a guarda do menor de dezoito anos ou interdito em virtude de lei ou decisão judicial. 4 – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. 5 – Consumação e tentativa. Consuma-se mediante a subtração contra a vontade de quem de direito, ou seja, quando o menor ou interdito é retirado da esfera de vigilância e proteção do responsável. É possível a tentativa. 6 – Qualificação doutrinária. É crime instantâneo, comissivo, material. 7 – Perdão judicial. Art. 249, § 2º, CPB. 8 – Pena e ação penal. CRIMES CONTRA A INCOLUMIDADE PÚBLICA GENERALIDADES

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O Código Penal Brasileiro objetivando garantir a segurança de todos os cidadãos, sem limitação e determinação de pessoas, contra danos físicos, morais e patrimoniais, tipificou os crimes contra a incolumidade pública. São crimes que provocam perigo a um número indeterminado de pessoas e, por isso, acarretando intranqüilidade generalizada. A coletividade é o interesse tutelado. Os interesses e bens particulares são protegidos apenas de maneira reflexa. Se do perigo resultante da conduta advier danos aos bens e interesses particulares, o dano, geralmente, funciona como qualificadora do delito-base. CRIMES DE PERIGO COMUM GENERALIDADES Perigo é a probabilidade de lesão de um bem ou interesse tutelado pela lei penal. Espécies: Individual e comum. Presumido e concreto. Dolo de perigo. Direto e eventual. Crimes de perigo comum punidos a título de culpa: incêndio culposo (art. 250, § 2º), explosão culposa (art. 251, § 2º), uso de gás tóxico ou asfixiante (art. 252, § único), desabamento ou desmoronamento culposo (art. 256, § único) e difusão de doença ou praga culposa (art. 259, § único). Art. 258, CPB. Resultados qualificadores nos crimes dolosos e culposos. Incêndio. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Art. 250, CPB. O legislador procura proteger a incolumidade pública, ou seja, a segurança e a tranqüilidade de um número indeterminado de pessoas. 2 – Sujeitos ativo e passivo. Sujeito ativo – qualquer pessoa. Sujeito passivo – a coletividade.

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3 – Elementos objetivos do tipo. Causar – provocar. A conduta deve causar perigo a vida, a integridade física ou ao patrimônio de um número indeterminado de pessoas. Art. 163, CPB. Incêndio para provocar perigo a um número certo de pessoas – art. 132, CPB. 4 – Figuras típicas qualificadas. Art. 250, § 1º, I e II, do CPB. O incêndio qualificado pelo resultado morte ou lesão corporal de natureza grave, seja doloso ou culposo, está previsto no art. 258, do CPB. Diferença: crime preterdoloso e crime qualificado pelo resultado. 5 – Elementos subjetivo e normativo do tipo. Dolo de perigo. Culpa. Preterdolo. Forma dolosa – art 250, caput. Formas qualificadas - § 1º. Forma culposa - § 2º Preterdolo – Incêndio doloso com lesão corporal grave ou morte a título de culpa. Se o resultado estiver abrangido pelo dolo do agente – concurso formal. 6 – Consumação e tentativa. O crime de incêndio consuma-se com a provocação do perigo comum. É possível a tentativa.

7 – Qualificação doutrinária. Crime de perigo concreto, instantâneo e material. 8 – Pena e ação penal. CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA GENERALIDADES

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Aqui o legislador tem por objetivo punir condutas que atentem contra a incolumidade pública, no particular aspecto da saúde do grupo social. Omissão de notificação de doença. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Art. 269, CPB. É lei penal em branco. O legislador busca proteger a incolumidade pública, no aspecto da saúde do grupo social, ameaçada com a omissão do dever legal de notificação de doença à autoridade pública. 2 – Sujeitos do delito. Sujeito ativo – é crime próprio. Sujeito passivo – a coletividade. 3 – Elementos objetivos do tipo. O crime tem como elemento objetivo o fato do médico não comunicar à autoridade competente a doença, cuja notificação é compulsória. Autoridade competente – indicada nas leis e regulamentos. Doenças cuja notificação é compulsória – atos normativos. (Portaria nº 6259 de 30 de outubro de 1975, do Ministério da Saúde). Art. 154, CPB – violação de segredo profissional. 4 – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. 5 – Consumação e tentativa. O crime consuma-se com a não-comunicação da doença à autoridade competente no prazo designado para tanto nos regulamentos ou outros atos normativos que versem sobre a matéria. No caso de não constar de tais atos normativos o prazo dentro do qual a notificação deve ser feita, o crime consuma-se com a prática de ato incompatível com a vontade de fazer a comunicação. Crime omissivo puro – a tentativa é inadmissível.

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6 – Qualificação doutrinária. Crime de perigo abstrato, omissivo puro. 7 – Pena e ação penal. Exercício ilegal da Medicina, Arte dentária ou Farmacêutica. 1 – Conceito e objetividade jurídica. Art. 282, CPB. Objeto jurídico é a incolumidade pública, no particular aspecto da saúde pública. 2 – Sujeitos do delito. Sujeito ativo – sem autorização legal e excedendo-lhes os limites. Sujeito passivo – coletividade. 3 – Elementos objetivos do tipo. Duas condutas: exercer sem autorização legal, e exercer excedendo-lhe os limites. Não basta a habilitação profissional. É preciso ainda o registro do título, diploma ou licença, ou seja, a habilitação legal. Este registro deve ser feito no Serviço Nacional de Fiscalização do Departamento Nacional da Saúde. Exercer profissão significa praticar, reiteradamente, atos próprios da ocupação especializada. Exigese a reiteração de tais atos, de forma a constituir um estilo ou hábito de vida. O exercício pode ser a título oneroso ou gratuito, mas se com o fim de lucro - § único. Exercício das seguintes profissões: médico, dentista ou farmacêutico. Outra profissão – art. 47 da LCP. Exercício ilegal de atividade hemoterápica – Decreto-lei nº 211, de 27-2-1967; art. 5º - tipifica o crime do art. 282, CPB. 4 – Figura típica qualificada. Art. 282, § único, CPB. 5 – Elemento subjetivo do tipo.

9 – Pena e ação penal. Crime de perigo abstrato. dentista ou farmacêutico. 2 – Sujeitos do delito. 7 – Consumação e tentativa. 282 e 283. CPB. Sem autorização legal. 3 – Elementos objetivos do tipo. notícia. Inculcar – recomendar. Anúncio – divulgação. Cura – restabelecimento da saúde física ou psíquica. 1 – Conceito e objetividade jurídica. 6 – Elemento normativo do tipo. O crime consuma-se com a caracterização da habitualidade da prática de atos privativos de médico. 8 – Qualificação doutrinária. A tentativa é inadmissível. É indispensável que o charlatão apregoe a infalibilidade da cura prometida. crime comum e próprio. Meio secreto ou infalível. indicar. Charlatanismo. Sujeito passivo – a coletividade. CPB – diferenças. propor. Arts. exposta a perigo com a conduta. Art.254 Dolo. crime habitual. Fim de lucro . em particular a saúde pública.§ único. e que os meios apregoados sejam ineficazes. Sujeito ativo – qualquer pessoa. 283. Objeto da tutela penal é a incolumidade pública. .

Crime de perigo abstrato. pratica. 284. Curandeirismo – É atividade grosseira de cura. simples. (espiritismo. A prática do ato uma só vez caracteriza o crime. charlatanismo e curandeirismo. Art. 284. Exige-se a habitualidade. comum. Prescrever. . 2 – Sujeitos do delito. Sujeito ativo – qualquer pessoa. 5 – Consumação e tentativa. ministrar. reiteradamente. independentemente de qualquer outro resultado. Exercer o curandeirismo – exercitar. § único. Consuma-se com a inculcação ou anúncio da cura. A lei tutela a saúde pública. Curandeirismo. É crime de perigo abstrato. vago e instantâneo. CPB. Diferenças: exercício ilegal de medicina. umbanda). 1 – Conceito e objetividade jurídica. 4 – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. ou aplicar habitualmente qualquer substância. Art. 7 – Pena e ação penal.255 Não exige habitualidade. 4 – Figura típica qualificada. É possível a tentativa. 6 – Qualificação doutrinária. arte dentária ou farmacêutica. 3 – Elementos objetivos do tipo. CPB. Sujeito passivo – coletividade. por quem não possui nenhum conhecimento de medicina.

Art. O crime consuma-se com a reiteração de atos mencionados nos incs. Cogitação. de forma vinculada e comum.256 5 – Elemento subjetivo do tipo. I a III do art. Arts. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. Punição de atos preparatórios de outros crimes. Consumação. IV. II – Sujeitos do delito. 7 – Qualificação doutrinária. XVI. Atos preparatórios. São crimes de perigo abstrato. habitual. tranqüilidade e segurança da coletividade. 5º. CRIMES CONTRA A PAZ PÚBLICA Generalidades. Art. 8 – Pena e ação penal. Crime de perigo abstrato. Objetividade jurídica – a paz pública. 286 CPB. A tentativa é inadmissível. . 286 a 288 CPB. 248 do CP. Execução. XVII. Dolo. Incitação ao crime. 6 – Consumação e tentativa. 31 do CPB. Paz pública: sentimento de sossego. CF. desde que tais atos se projetem no mundo exterior através de atos sensíveis. Sujeito ativo – qualquer pessoa.

Paz pública. É o dolo. de modo a ser percebida por um número indefinido de pessoas. Incitação à prática de crime de genocídio – art.257 Sujeito passivo – a coletividade. lei 2889/56. 287 CPB. Incitação à prática de crime. Apologia de crime ou criminoso. provocar. simples e vago. 19. IV. Art. VII . por indeterminado número de pessoas. “Incitação indireta”. Não é necessária a individualização da vítima. Crime de perigo abstrato. Consuma – se com a percepção. Apologia de fato definido como crime. Incitação por meio de imprensa – art. Fato criminoso determinado e anteriormente ocorrido à apologia. 23. lei 5250/67. lei 7170/83. VI – Qualificação doutrinária. Não se exige que o crime elogiado já tenha sido reconhecido por sentença irrecorrível. IV – Elemento subjetivo do tipo. . A tentativa é possível.Pena e ação penal. V – Consumação e tentativa. III – Elementos objetivos do tipo. Crime determinado. enaltecer. Núcleo do tipo – verbo incitar. que significa incitar. Admite qualquer meio de execução. 3º. comum. da incitação pública ao crime. exaltar. Incitação à prática de crime contra a Segurança Nacional – art. Fazer apologia significa elogiar. Publicamente. III – Elementos objetivos do tipo. É irrelevante que o crime ao qual foram tais pessoas incitadas não seja praticado.açular. II – Sujeitos do delito. Crime vago. I – Conceito e objetividade jurídica. Publicamente – a incitação deve ser feita em público.

I – Conceito e objetividade jurídica. II – Sujeitos do delito. IV – Elemento subjetivo do tipo. III – Elementos objetivos do tipo. . No mínimo quatro pessoas. Crime de perigo abstrato. por indefinido número de pessoas dos elogios endereçados a crime determinado e anteriormente praticado ou a autor de crime. É possível a tentativa. lei 5250/67. Crime continuado. Quadrilha e bando – expressões sinônimas. Incluem – se os inimputáveis. 288 CPB. instantâneo. lei 7170/83. Sujeito passivo – qualquer pessoa. Art. Exige – se a estabilidade e permanência da associação. Apologia de crime contra a Segurança Nacional – art. de condutas paralelas. Crime de concurso necessário. IV. Consuma – se o crime com a percepção. Paz pública. Não configura a associação momentânea para o fim de cometer delitos.258 A apologia ao sujeito autor do crime anteriormente realizado deve se referir à conduta criminosa deste e não sobre os seus atributos morais e intelectuais. 22. plurissubjetivo. V – Consumação e tentativa. Admite qualquer forma de execução. Associação – é a união de pessoas de forma estável e permanente. § 2º. VI – Qualificação doutrinária. É o dolo. VII – Pena e ação penal. Sujeito ativo – qualquer pessoa que se associe no mínimo a mais três pessoas. vago. 19. Cometido por meio de imprensa – art. Quadrilha ou bando. simples. Os crimes podem ser da mesma espécie ou não. para a consecução de um objetivo comum.

terrorismo e tráfico de entorpecente (arts. A tentativa é inadmissível. Art. Autoridades – Juiz. Não é necessário que todos estejam portando armas. por ser menos gravosa a do art. prática de tortura (lei 9455/97). Arma – própria e imprópria. uma vez que o legislador pune atos preparatórios. Art. A quantidade da diminuição varia de acordo com a maior ou menor contribuição causal do sujeito no desmantelamento do bando. 12 e 13 da Lei 6368/76). Não. devendo ser aplicado. 8º da lei 8072/90. Maior periculosidade e temibilidade dos componentes do bando. Dolo + elemento subjetivo do tipo = para o fim de cometer crimes. Assim. A efetiva associação deve ser demonstrada por atos sensíveis no mundo exterior. Bando para a prática de crime de tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins – art. 14. .259 IV – Elementos subjetivos do tipo. 1º da lei 8072/90). É preciso verificar as circunstâncias do caso concreto. Apenas derrogado quanto a pena. § único. O art. da lei 8072/90. lei 8072/90 – bando formado para cometer crimes hediondos (art. V – Quadrilha organizada para fins criminosos específicos. 288. Delação premiada ou traição benéfica – art. Alcança apenas o crime de quadrilha ou também os praticados pelo bando ? VI – Causa de aumento de pena. 8º. § único. 8º. Art. No momento da associação de mais de três pessoas para a prática de crimes ou no momento em que alguém ingressa na organização criminosa antes organizada. Sim. 8º. lei 8072/90 e art. Distinção. VII – Consumação e tentativa. É necessário que o bando tenha começado a operar. VIII – Quadrilha ou bando e concurso de pessoas. não é necessário que o bando tenha cometido algum crime. 288 CPB – crimes indeterminados. 14 foi revogado? 03 posições. É crime independente dos crimes que venham a ser praticados pela associação. Delegado de Polícia. lei 6368/76. Promotor.

X – Qualificação doutrinária. Distinção entre falsidade material e ideológica. sob o aspecto material. Distinção entre falsificação parcial e alteração. A falsidade pode ser: a)Externa ou material – o vício incide sobre a parte exterior do documento recaindo sobre o elemento físico do papel escrito e verdadeiro. Pode acontecer também que o agente.260 IX – Quadrilha ou bando e concurso de crimes. omissões ou acréscimos. é verdadeiro. Pode dar – se por alteração: o sujeito modifica o documento verdadeiro. etc. números. formal ou ideológica – o vício incide sobre as declarações que o objeto material deveria possuir.emendas. falsa é a idéia que ele contém. Exceção : art. O sujeito modifica as características originais do objeto material por meio de rasuras. O documento. conferindo-lhe um aspecto diferente. II – Sujeitos do delito. crie um outro falso. sobre o conteúdo das idéias. Sujeito ativo – qualquer pessoa. Crime de perigo abstrato. substituição de palavras. Sujeito passivo – Estado (principal). Fé pública. Inexistem rasuras. excluindo parte do seu conteúdo. eventualmente. Pessoa física ou jurídica que vem a sofrer o dano ou a potencialidade de sua ocorrência. XI – Pena e ação penal. Daí também chamar-se falso ideal. de concurso necessário. . Aspecto subjetivo – confiança a priori que os cidadãos depositam na legitimidade dos sinais. permanente e simples. b)Pessoal. 302 CPB. sem tocar no documento original. aos quais o Estado. etc. emendas. venha a receber o objeto material. objetos. Pode ser total ou parcial. DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA PRINCÍPIOS GERAIS. por falsificação: o agente cria um documento antes inexistente. De forma secundária é protegido o patrimônio do sujeito passivo que. documentos. III – Falsidade material ou ideológica.Objetividade jurídica genérica. I . borrões. Aspecto objetivo – autenticidade documental. acrescentando – lhe algo etc. atribui valor probatório. por intermédio da legislação pública ou privada.

Art. V – Elementos subjetivos do tipo. Os crimes são em sua maioria formais. Conceito e objeto jurídico. CPB. IV – Elemento subjetivo do tipo. Figura típica privilegiada. VI – Qualificação doutrinária. Dolo. CPB. Potencialidade de dano. II – Sujeitos do delito. Imitação ou alteração sobre fato juridicamente relevante. caput. Falsidade ideológica – dolo + elemento subjetivo : “com o fim de (art. Elementos objetivos do tipo. Elemento subjetivo do tipo. Imitação da verdade: deve ser idônea. § 2º. Moeda de curso legal no país e deve constituir meio de pagamento. 289. CPB). 289.261 IV – Características dos crimes de falsidade. Sujeitos do delito. 289. Momento consumativo e tentativa. § 1º. Alteração da verdade: para apresentar como verdadeiro o que é falso. Circulação de moeda falsa. Art. 299. VI – Concurso de crimes. . VII – Potencialidade lesiva. CPB : dolo. V – Consumação e tentativa. caput. Falsificar : fabricação ou alteração (devem ser idôneas e ter presente a potencialidade de dano). Crime de ação múltipla. 297. 301. Da moeda falsa. Conceito e objeto jurídico. III – Elementos objetivos do tipo. I – Conceito e objetividade jurídica. 296. Art. Objeto material. Dolo. Caso grosseira pode caracterizar estelionato. CPB. Falsidade material – arts. § 1º e 303.

Consumação e tentativa. papel selado ou qualquer papel de emissão legal destinado à arrecadação de tributo. VII – Penas e ação penal. . III – Elementos objetivos do tipo. Elementos subjetivos do tipo: dolo + conhecimento da falsidade do objeto material + recebido de boa-fé. (Princípio da consunção). Sujeitos do delito.262 Sujeitos do delito.Falsificar. (Redação dada pela Lei nº 11. IV – Elemento subjetivo do tipo. 289. Elementos objetivos do tipo. Elemento subjetivo do tipo. Momento consumativo e tentativa. § 3º. Art. Elementos objetivos do tipo. XI – Penas e ação penal. V – Momento consumativo e tentativa. II – Sujeitos do delito.cautela de penhor. 293 . alvará ou qualquer outro documento relativo a arrecadação de rendas públicas ou a depósito ou caução por que o poder público seja responsável. IV . Falsificação de papéis públicos Art. Sujeitos do delito. de 2004) II . caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito público. Elementos objetivos do tipo. Fabricação ou emissão irregular de moeda. VI – Absorção penal. Conceito e objetividade jurídica. Desvio e circulação antecipada. Elemento subjetivo do tipo. Conceito e objeto jurídico. 291 CPB. Momento consumativo e tentativa. I – Conceito e objetividade jurídica. fabricando-os ou alterando-os: I – selo destinado a controle tributário.035. Petrechos para falsificação de moeda.vale postal. V . III . CPB.talão. recibo.papel de crédito público que não seja moeda de curso legal. guia. Art.

035. depois de conhecer a falsidade ou alteração. § 1o Incorre na mesma pena quem: (Redação dada pela Lei nº 11. cede. 297. porta ou. de 2004) III – importa. (Incluído pela Lei nº 11. CPB. § 5o Equipara-se a atividade comercial. incorre na pena de detenção. empresta. § 3º . nos casos em que a legislação tributária determina a obrigatoriedade de sua aplicação. de 2004) b) sem selo oficial. utiliza em proveito próprio ou alheio. § 4º .035.035. 297 CPB. por Estado ou por Município: Pena .reclusão. (Incluído pela Lei nº 11. de um a quatro anos. troca. guarda. para os fins do inciso III do § 1o. qualquer dos papéis a que se refere o parágrafo anterior. a que se referem este artigo e o seu § 2º. ou multa. vende. carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização: Pena . inclusive o exercido em vias. cede. de dois a oito anos. (Incluído pela Lei nº 11. IV – Conceito de documento. guarda.035. e multa. qualquer dos papéis falsificados ou alterados. guarda. expõe à venda. de 2004) II – importa. troca. com o fim de torná-los novamente utilizáveis. mantém em depósito. exporta. falsificado. em qualquer desses papéis.reclusão.035. produto ou mercadoria: (Incluído pela Lei nº 11. qualquer forma de comércio irregular ou clandestino. de 2004) Falsificação de documento público. Art. passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União. (Incluído pela Lei nº 11. praças ou outros logradouros públicos e em residências. fornece. I – Conceito. Fé pública no tocante aos documentos públicos e aos que lhes são equiparados por força de lei.263 VI . depois de alterado.Incorre na mesma pena quem usa.bilhete. quando legítimos. . fornece ou restitui à circulação selo falsificado destinado a controle tributário. no exercício de atividade comercial ou industrial. II – Objetividade jurídica. III – Sujeitos do delito. § 1º. possui ou detém qualquer dos papéis falsificados a que se refere este artigo.Suprimir. de seis meses a dois anos. exporta. adquire. Art. de qualquer forma. de 2004) § 2º . e multa.035. empresta. adquire. (Incluído pela Lei nº 11. vende. de 2004) a) em que tenha sido aplicado selo que se destine a controle tributário. de 2004) I – usa.035.Quem usa ou restitui à circulação. embora recibo de boa-fé.

264 Em sentido amplo – é o objeto idôneo a servir de prova. que inclui não só o escrito. Alterar. fotocópias e xerocópias autenticadas ou conferidas dos documento originais. cédula de identidade. 3) forma escrita . Necessidade do exame de corpo de delito. VII – Consumação e tentativa.§ 2º. Falsificação total e parcial. no exercício de suas atribuições. certidões. carteira nacional de habilitação. 5) relevância jurídica do escrito – a expressão do pensamento nele contido tenha possibilidade de gerar conseqüências no plano jurídico. havendo alteração dos efeitos jurídicos do documento. 327 CPB). Falsificar. 4) autor identificado. São documento públicos – as cópias autênticas. pois constitui ela parte juridicamente relevante do documento. Sentido estrito – toda peça escrita que condensa graficamente o pensamento de alguém. Outro entendimento – falsa identidade (art. etc. Substituição de fotografia em documento de identidade – segundo a jurisprudência caracteriza o crime de falsificação de documento público. Latíssimo sentido – é a materialização do pensamento humano aplicado às artes. carteira funcional. Instrumento – documento especialmente destinado a servir de meio de prova. mas não é indispensável que se trate de papel. V – Elementos objetivos do tipo. traslados.307 CPB). que significa garantia de fixidez e inalterabilidade. um fragmento de metal. por funcionário público (art. VI – Elemento subjetivo do tipo. O documento falso deve apresentar – se com a aparência de verdadeiro.deve constituir expressão do pensamento. Requisitos: 1) deve ser feito sobre coisa móvel. Documentos públicos equiparados . 7) imitação da verdade – imitatio veritatis – falsificação idônea para iludir um número indeterminado de pessoas. podendo provar um fato ou a realização de algum ato dotado de significação ou relevância jurídica. fundando ou amparando pretensão jurídica ou provando fato juridicamente relevante. . 6) potencialidade de dano material ou moral – possibilidade de prejuízo. Dolo. 2) caráter de autenticidade. às ciências ou às relações do Estado com os indivíduos e dos indivíduos entre si. que possa ser transportada e transportável. Deve ser capaz de iludir o homem médio. Documento público – para os efeitos penais é o documento expedido na forma prescrita em lei. mas também uma pedra.

peculato. § 2º. III – Sujeitos do delito.). independentemente do uso ou qualquer conseqüência ulterior. Falsificação após o furto. d) Há concurso formal de dois crimes – há dois resultados. etc. VIII – Crime praticado por funcionário público.(Súmula 17 do STJ). criando uma obrigação. b) Configura no caso o crime de falso ou uso do documento falso. Hipótese de crime de falso ser praticado para encobrir crime anteriormente praticado (apropriação indébita. seja para atestar qualquer outra manifestação de vontade. b) falsificação como post factum impunível. ou para encobrir outras infrações penais. b) há dois crimes autônomos em concurso material. Falsificação e o uso de documento público ou particular para a prática de outros crimes. 04 posições: a) O estelionato. 298. Duas posições: a)exaurimento de crime anterior ou post factum não punível. Falsificação de documento particular. Crime plurissubsistente. c) Há concurso material entre o falso e o estelionato – há lesão há duas objetividades jurídicas. sem interferência de funcionário público no exercício de suas funções. I – Falso e estelionato. O estelionato é exaurimento do falso. em especial o estelionato. IX – Concurso.265 Consuma – se com a falsificação ou alteração. o patrimônio e a fé pública. I – Conceito. sendo que o falso e o estelionato estão no contexto de uma única conduta causadora de dois resultados. para vender a coisa subtraída: a)concurso material. absorve o falso. O falso é punido mais severamente que o crime de estelionato e portanto não pode ser absorvido por ele. Art. Fé pública – a confiança das pessoas na sua autenticidade. Falsificar e alterar. É controvertida na doutrina a possibilidade da tentativa. crime-fim. II – Objetividade jurídica. . CPB. ainda quando expressivo de ato unilateral. seja para estabelecer um laço jurídico. 297. Art. Documento particular: o que é feito ou assinado por particulares. IV – Tipo objetivo.

Soluções idênticas às do art. 297 CPB. ser capaz de criar obrigação. Documento particular – art. nem mesmo por equiparação como público. A falsidade deve ser idônea e possuir potencialidade lesiva (a declaração falsa ou a omissão deve. 297 CPB. Dolo. Falsidade ideológica. e potencialidade de dano como conseqüência da falsificação. V – Elemento subjetivo do tipo. II – Sujeitos do delito. 298 CPB. caput. VII – Distinção. VI – Consumação e tentativa. inserir e fazer inserir. por si só ou em comparação com outros fatos ou circunstâncias. VIII – Concurso. Documento público – art. prejudicar direito ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante). Para a existência do crime é preciso o documento particular tenha relevância jurídica. 299. Insere – inserção direta e falsidade imediata. III – Elementos objetivos do tipo. Falsidade material e ideológica – arts. a fórmula para definir documentos particulares tem cunho negativo. Omitir – crime omissivo. imitatio veritatis (possibilidade objetiva de enganar o homem médio). Consuma – se com a simples editio falsi. CPB. Como o estelionato tem pena de multa superior. . Protege – se a fé pública no que se refere à autenticidade do documento em seu aspecto substancial. Existência de tentativa é controvertida. ou se obtém por exclusão: é o documento não reconhecível. deve absorver o falso. A falsidade deve recair sobre fato ou circunstância cuja veracidade o documento tem a destinação de provar.266 Como o art. I – Conceito e objetividade jurídica. 03 condutas: omitir declaração. Outra decisão: falsum como post factum impunível. 297 § 2º equipara documentos particulares aos públicos. Art. Falso para dissimular a apropriação indébita – concurso material. 298 e 299 CPB. Faz inserir – inserção indireta e falsidade mediata.

Arts. III – Elementos objetivos do tipo. escrevente de tabelionato. Dolo. Reconhecimento: autêntico. Reconhecer – significa afirmar a veracidade da assinatura ou letra da pessoa e conferir fé ao documento em que ela é aposta. Sujeito ativo – funcionário público que tem a função específica de reconhecimento de firma ou letra (tabelião de notas. V – Elementos subjetivos do tipo. Falso reconhecimento de firma ou letra. VIII – Crime cometido por funcionário público. VII – Falsidade de registro civil.267 Sujeito ativo particular – a existência do delito depende de que tenha o dever jurídico de declarar a verdade. Firma – assinatura. Usuário é o falsário – princípio da consunção. Protege-se a fé pública. Falsidade ideológica e sonegação fiscal. etc. I – Conceito e objetividade jurídica.) (crime próprio). Letra – manuscrito. Art. Assentamentos – lei 6015/73. CPB. IX – Concurso de crimes. VI – Momento consumativo e tentativa. IV – Abuso de folha em branco. . II – Sujeitos do delito. por semelhança e indireto. X – Pena e ação penal. Sujeito passivo – Estado e secundariamente quem sofre a lesão material. IV – Elemento subjetivo do tipo. Falsidade ideológica e estelionato. 241 e 242 do CPB. V – Momento consumativo e tentativa. 300.

I – Conceito e objetividade jurídica. ficando absorvido o de uso (art. Se a mesma pessoa falsifica e usa o objeto material. Atestação ou certificação originária. É possível a tentativa. ou nela em tramitação. certificado de serviço prestado ao Tribunal do júri. Exemplos: atestado de antecedentes para inscrição em concurso público. a outra vantagem também deve ter caráter público. Certidão ou atestado falso. A certidão tem por fundamento um documento guardado na repartição pública. Interpretação analógica: a outra vantagem deve ter a mesma natureza dos fatos mencionados na exemplificação. 301. É crime formal. total ou parcialmente. Protege-se a fé pública. O atestado constitui um testemunho ou depoimento por escrito do funcionário público sobre um fato ou circunstância. . É modalidade típica de falsidade ideológica. 304). VI – Pena e ação penal. no exercício de suas atribuições oficiais. Certificar – convencer da certeza de algo. Só pode ser sujeito ativo o funcionário público no exercício do ofício.268 É crime formal. independentemente de qualquer resultado. Art. o de falsidade. etc. Atestar – provar. ou seja. afirmar alguma coisa em caráter oficial. afirma a verdade de um fato ou circunstância contida em documento público ou transcreve o conteúdo do texto. Atestado – documento que traz em si o testemunho de um fato ou circunstância no exercício das atribuições de quem o emite. como jurado. III – Elementos objetivos do tipo. Certidão – é o documento pelo qual o funcionário. II – Sujeitos do delito. consumando-se com o ato do reconhecimento. também de natureza pública. responde por um só delito. CPB. Sujeito ativo – crime próprio.

301. 9 – Penas e ação penal. 301. não permitam. por qualquer circunstância. Consuma-se no momento em que o atestado falso ou certidão falsa é entregue a terceiro (destinatário ou interessado). § 2º. inclusive o funcionário público expedidor do documento. Há crime ainda que o atestado ou certidão não sejam empregados para o fim desejado ou que. 5 – Elemento normativo do tipo.269 O fato e a circunstância objeto da atestação devem estar relacionados com a pessoa a que são destinados. § 1º. Crime formal. não haverá delito se não constituírem requisitos da obtenção da vantagem de natureza pública pretendida. Conceito: Art. usados. O elemento subjetivo é o dolo + elemento subjetivo do tipo (a conduta é realizada com o fim do documento constituir “prova de fato ou circunstância que habilite alguém a obter” as vantagens de natureza pública descritas na figura típica). Dolo. 8 – Figura típica qualificada. 7 – Falsidade material de atestado ou certidão. É possível a tentativa. O objeto material é certidão ou certificado emitido por funcionário público. 6 – Consumação e tentativa. . Falsidade. Falsidade de atestado médico. É espécie de falsidade material. CPB. Além disso. 4 – Elemento subjetivo do tipo. A consumação ocorre com a efetiva falsificação. É possível a tentativa. CPB. a obtenção da vantagem de natureza pública pretendida. Sujeito ativo – qualquer pessoa. Art. I – Conceito e objetividade jurídica.

etc. Protege-se a fé pública. O médico pode atestar a existência de um fato irreal ou negar a existência de um fato ou circunstâncias reais. CPB. V – Momento consumativo e tentativa. 302. III – Elementos objetivos do tipo.270 Art. É uma forma típica de falsidade ideológica. CPB. 317. Sujeito passivo – Estado e quem sofre o dano. como a morte. Crime próprio. 301. VII – Penas e ação penal. IV – Elemento subjetivo do tipo. Procurou o legislador impedir que o médico forneça atestado falso. Médico falsifica e usa – o uso fica absorvido. materialmente autêntico e ideologicamente falso. O atestado pode ser total ou parcialmente falso e incide sobre fato ou circunstância verdadeiros ou fictícios. II – Sujeitos do delito. É possível a tentativa. por isso. Dolo. causa de uma moléstia. causa da morte. Sujeito ativo – só pode ser praticado por médico. Precisa ser fornecido no exercício da profissão. Consuma-se no momento em que o médico entrega o atestado falso ao interessado. Pode ser também referente a fatos diversos. . Deve sempre incidir sobre algo juridicamente relevante. Basta a intenção de obter o lucro com o fornecimento do atestado falso. O médico fornece (dá) atestado falso. CPB (corrupção passiva). De modo geral cuida-se de atestado de saúde ou de constatação de uma doença. os efeitos de uma doença ou lesão física. O atestado deve ser por escrito. Sendo o médico funcionário público – art. exigindo-se. VI – Tipo qualificado. que seu conteúdo esteja relacionado com o fato que compete ao médico verificar. desde que o atestado habilite o terceiro a obter qualquer vantagem de natureza pública. Sendo o médico um funcionário público – art.

Sujeito ativo – qualquer pessoa. VI – Concurso de crimes. CPB. II – Sujeitos do delito. III – Sujeitos do delito. CPB. 304 CPB. Art. I – Conceito e objetividade jurídica. A destruição exclui o furto. IV – Elementos objetivos do tipo. Uso judicial ou extrajudicial. II – Supressão de documento e outros crimes. eliminar. O crime de dano também é absorvido. sendo o sujeito ativo procurador ou advogado – art. . III – Elementos objetivos do tipo. Supressão de documento. Falsificação e uso. Crime formal. 305. A supressão também absorve a apropriação indébita antecedente. Lei 8137/90. Destruir – extinguir. Art. Exige – se o uso efetivo. IV – Elemento subjetivo do tipo.271 Uso de documento falso. Conduta – fazer uso de documento falso como se fosse verdadeiro. O objeto material deixa de existir. 356. Protege-se a fé pública no que concerne à segurança jurídica dos documentos como meio de prova. A existência do uso depende do falso. Estelionato e uso. Sujeito passivo – Estado e quem sofre o dano efetivo. Tratando-se de documento judicial ou processo. V – Momento consumativo e tentativa. É crime remetido – faz referência a outro (s). I – Conceito e objetividade jurídica.

Identidade. com a presença de manchas. Não há crime quando a conduta visa à cópia autêntica do documento que ainda existe. VI – Consumação e tentativa. ou quando. Dolo + em benefício próprio ou de outrem. 348. A vantagem e o dano podem ser de ordem material ou moral. O benefício e prejuízo visados pelo agente podem ser de ordem material ou moral. II – Subsidiariedade expressa. Dolo mais elemento subjetivo do tipo. Em sentido amplo a supressão abrange a destruição e a ocultação. ocultar ou suprimir o objeto material. para a consumação. Em sentido estrito só existe supressão quando o sujeito subtrai o objeto material impedindo o conhecimento do seu conteúdo ou o seu uso por quem de direito. VII – Penas e ação penal. 347. Falsa identidade. 307 CPB. de que o sujeito otenha o proveito ou cause prejuízo. III – Sujeitos do delito. V – Elementos subjetivos do tipo. O objeto material deve reunir as condições de documento e ser verdadeiro. CPB). Não há necessidade. I – Conceito e objetividade jurídica. Atribuir – se ou atribuir a terceiro falsa identidade. IV – Elementos objetivos do tipo. O documento pode ser público ou particular. não se possa ler a documentação. CPB). Ocultar é esconder. . V – Elementos subjetivos do tipo. riscos. É possível a tentativa.272 Suprimir – fazer desaparecer sem que haja destruição ou escondimento. ou em prejuízo alheio. etc. ou favorecimento pessoal (art. Art. Sendo falso o documento podem ficar caracterizados os crimes de fraude processual (art. O crime consuma-se com a realização das condutas de destruir. É crime formal.

Fé pública. Art. 308 CPB. Sendo funcionário público (§§ 1º e 2º). . São os sinais identificadores do veículo automotor. Uso de documento de identidade alheia. I – Conceito e objetividade jurídica. Duas condutas típicas.273 VI – Elemento normativo do tipo. Sujeito ativo – crime comum. II – Subsidiariedade expressa. III – Sujeitos do delito. II – Autonomia típica. 68. Crime formal. Art. Arts. Art. IV – Objetos materiais. § único da LCP. Objetos materiais – interpretação analógica. Subtipo do crime de falsa identidade. Sujeito passivo – Estado. Trata-se de crime autônomo. VII – Momento consumativo e tentativa. 328 CPB. Art. CPB. independente da receptação do veículo automotor. I – Conceito e objetividade jurídica. Adulteração de sinal identificador de veículo automotor. IV – Elementos objetivos do tipo. 45 e 46 LCP. V – elemento subjetivo do tipo. 311. VIII – Falsa identidade e outras infrações penais. Crime de mera conduta. VI – Momento consumativo e tentativa. Falsidade. V – Sujeitos do delito. III – Objetividade jurídica.

remarcar. Cargo Público.274 VI – Condutas típicas. Emprego público.Função pública. Funcionário público. Pretende o legislador proteger o normal desenvolvimento da máquina administrativa em todos os setores de sua atividade. Classificação: crimes funcionais próprios e crimes funcionais impróprios. III – Crimes funcionais. São os que só podem ser cometidos por aqueles que exercem funções públicas. DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Princípios gerais. IX – Crime funcional (§ 1º). Adulterar. Proíbe –se a conduta ilícita dos agentes do poder público (“intranei”) como a dos particulares (“extranei”). Espécie do gênero crime próprio. VIII – Consumação e tentativa. . no sentido de bem estar e do progresso de toda a sociedade. VII – Elemento subjetivo do tipo. 327 e §§ do CPB. (para os efeitos penais – funcionário público apenas como sujeito ativo). Art. Os crimes contra a Administração Pública estão classificados em três grupos. IV – Conceito de funcionário público. Dolo. Administração Pública (sentido amplo) – conjunto das funções realizadas pelos órgãos do poder público. II – Classificação. X – Penas e ação penal. De forma secundária protege – se também o interesse particular. I – Objetividade jurídica genérica.

327. Para a caracterização de alguém como funcionário público.Elemento subjetivo dos tipos. Executivo ou legislativo. V . sociedade de economia mista. VIII . § 2º. Alteração do § 1º pela lei 9983/00.Causa de aumento de pena. VII . Art. Peculato. atribuições específicas. Dos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral. Emprego público – é o que decorre de serviço temporário com contrato em regime especial ou de acordo com a CLT. Na antiga redação do § 1º existiam duas posições: ampliativa e restritiva.275 Funcionário público – é a pessoa legalmente investida em cargo público. bem como aqueles que trabalham em empresas concessionárias ou permissionárias de serviços típicos da Administração Pública. Dolo (eventual). lei 8666/93. Função pública – é o conjunto de atribuições que o poder público impõe aos seus servidores para a realização de serviços no plano do Poder Judiciário. da lei 8666/93. caput. A posição restritiva deve ser abandonada. fundação pública e serviços sociais autônomos(entidades paraestatais).Funcionário público por equiparação. importa apenas a natureza da função por ele exercida. Se o crime estiver relacionado com licitação pública: art. em número certo e pago pelos cofres da entidade estatal a que está vinculado. Posição recente do STF.Concurso de agentes. Arts. criado por lei. 84. emprego ou função pública em autarquia. § 2º. Será considerado funcionário público o sujeito ativo de crime que exercer cargo. . empresa pública. 29 e 30 do CPB. Crime relacionado com licitação pública praticada por funcionário público: art. com denominação própria. VI . 84. Cargo público – é o lugar instituído no funcionalismo.

peculato culposo. 312. 312.prevê uma causa extintiva de punibilidade e uma causa de diminuição de pena. VI – Consumação e tentativa. Art. § 3º . caput: peculato apropriação – peculato desvio. VIII – elemento normativo do tipo. Núcleo do tipo – verbo subtrair. Art. § 1º. Art. Funcionário público. IX – Peculato-furto. Duas condutas: apropriação e desvio. Peculato apropriação e peculato desvio. Peculato de uso. III – Sujeitos do delito. 315 CPB. restritas à modalidade culposa. 312. Dolo + animus rem sibi habendi = intenção definitiva de não restituir o objeto material e de obter um proveito próprio ou de terceiro. Art. . de natureza moral ou patrimonial. V – Elementos objetivos do tipo. § 2º . IV – Objeto material. Apropriação indébita cometida por funcionário público “ratione officii”. 312. 30 CPB.276 I – Conceito e objetividade jurídica. VII – Elemento subjetivo do tipo. Admite a tentativa. II – Figuras típicas. § 1º . Objeto material fungível e infungível. valendo – se de sua condição perante a Administração Pública. Art. Furto cometido pelo funcionário público. Concorrência: art.fidelidade e probidade dos agentes do poder. Hipóteses do tipo: subtrair ou concorrer para que outrem subtraia. Crime material. Consumação: nos moldes do furto. 312 CPB. Protege – se a Administração Pública no que diz respeito ao interesse patrimonial preservação do erário público – e moral .peculato furto. Art. Ambas exigem posse ou detenção lícita e que tenham sido confiadas ao funcionário em razão do cargo. 312. Elemento subjetivo: dolo + intenção de proveito próprio ou alheio. Desvio em proveito da Administração Pública – art.

II – Elementos objetivos do tipo. 16 CPB. O erro pode incidir sobre: a) a coisa que é entregue ao funcionário. Facilitar a inserção. 65. Alterar. § 2º. . Art. e multa. Reparação do dano. 327. Art. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. III. Art. 327. CPB. c) a obrigação que dá origem à entrega. 313 CPB. Inserir. 313-A. Inserção de dados falsos em sistema de informações. III – Objetividade jurídica. I – Conceito e objetividade jurídica. o funcionário autorizado. CPB.(peculato-estelionato) II – Sujeitos do delito. I – Sujeitos do delito. VI – Forma típica qualificada. V – Consumação e tentativa. Art. 66. Art. com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano: Pena – reclusão. São elementares do tipo: a) a apropriação de dinheiro ou qualquer outro bem. a inserção de dados falsos. Excluir. Dolo. IV – Elemento subjetivo do tipo. b. Inserir ou facilitar. alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública. Art. 312. Art. Art. § 2º. XI – Formas típicas qualificadas. c) seja cometida por funcionário público no exercício do cargo. b) a pessoa a quem se faz a entrega. Peculato mediante erro de outrem.277 X – Peculato culposo. b) que a apropriação tenha origem no erro de alguém. Erro provocado = estelionato. III – Elementos objetivos do tipo. § 2º CPB. VII – Penas e ação penal. O erro deve ser espontâneo.

V – Consumação e tentativa. V – Consumação e tentativa. sonegação ou inutilização de livro ou documento. Com a modificação ou alteração total ou parcial do sistema de informações ou do programa de informática. VI – Crime qualificado. Art. e multa. Dolo. Modificar – substitui por outro. Art. Com a inserção. Parágrafo único. Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações. 314 CPB. Dolo + finalidade de obter vantagem indevida ou finalidade de causar dano. independentemente de haver ou não prejuízo efetivo para a Administração Pública ou terceiro. de 3 (três) meses a 2 (dois) anos. I – Conceito e objetividade jurídica. Modificar ou alterar. alteração ou exclusão. que para a sua consumação independe de prejuízo efetivo para a Administração Pública ou terceiro. Art. 313-B. . I – Sujeitos do delito. 313-B. Sem autorização ou solicitação de autoridade competente. sistema de informações ou programa de informática sem autorização ou solicitação de autoridade competente: Pena – detenção. o funcionário. É crime formal. IV – Elemento subjetivo do tipo. Art. § único CPB. Extravio.Se este ocorrer o crime será qualificado. lei 8137/90. Alterar. IV – Elemento subjetivo do tipo.278 Está protegida a regularidade dos sistemas informatizados ou banco de dados da Administração Pública. As penas são aumentadas de um terço até a metade se da modificação ou alteração resulta dano para a Administração Pública ou para o administrado. É possível a tentativa. II – Elementos objetivos do tipo. 3º. III – Elemento normativo do tipo. É possível a tentativa.

Protege – se a regularidade da atividade administrativa no que diz respeito à aplicação de verbas e rendas públicas. Extraviar. Condutas devem ser realizadas pelo funcionário que guarda os livros ou documentos em razão do ofício. 356 CPB. Sonegar. IV – Conduta típica. Art. III – Objeto material. VI – Elemento subjetivo do tipo. Emprego irregular de verbas ou rendas públicas. 337 CPB. II – Sujeitos do delito. V – Momento consumativo e tentativa. Extravio e sonegação – delito permanente. I – Conceito e objetividade jurídica. VII – Subsidiariedade. Art. 337 CPB. Art. II – Sujeitos do delito. 315 CPB. 327. . VIII – Tipo qualificado. Art. 356 CPB. IX – Pena e ação penal. Art. Tipo de formulação alternativa. 305 CPB. Sonegação – consuma – se o crime no instante em que surge o dever de apresentação. § 2º. CPB. Inutilizar. Art.279 Art.

em o funcionário exigir de outrem. O objeto material é empregado no benefício da própria Administração Pública. § 2º. Ministros. V – Momento consumativo e tentativa. com abuso de autoridade. indevidamente. Emprego irregular de verbas públicas. De forma secundária. I – Conceito e objetividade jurídica. pois. CPB. Presidente da República. contra particular. Concussão. Prefeito Municipal – DL 201/67. protege – se também o patrimônio do particular. VI – Tipo qualificado. Art. IX – Penas e ação penal. . só podendo ser praticado pelo funcionário público que tem o poder de disposição de verbas e rendas públicas. Emprego irregular de rendas públicas. VII – Elemento subjetivo do tipo. É possível a tentativa. Governadores – lei 1079/50. Art. Forma especial de extorsão cometida pelo funcionário público. 316 CPB. A espécie visa proteger o normal desenvolvimento dos encargos funcionais. 327. Verba: especificação quantitativa do custo da execução de um determinado serviço público. IV – Conduta típica. III – Modalidades do tipo. Com a aplicação. que vem a ceder “metus publicae potestatis” (temor de represálias por parte do agente). Rendas: todo dinheiro percebido pela Fazenda Pública. por parte da Administração Pública e na conservação e tutela do decoro desta. VIII – Exclusão da ilicitude.280 Crime próprio. Aplicação diversa da determinada ou não autorizada por lei (orçamentária). uma vantagem. Consiste.

Art. 333. Basta que a vítima sinta o temor que o exercício da autoridade inspira. prevalecendo-se o sujeito da autoridade que possui.281 II – Sujeitos do delito. CPB. Dolo + para si ou para outrem. Indevida. III – Elementos objetivos do tipo. Art. Exigência direta e indireta. explícita e implícita. 3º. § 1º. 317. CPB. lei 8137/90. Art. A vantagem pretendida deve ser indevida. I – Conceito e objetividade jurídica. V – Elementos subjetivos do tipo. Crime formal. A conduta é exigir e não receber. Quando a exigência chega ao conhecimento do sujeito passivo. Art. pois. II. 316. CPB. Excesso de exação. Imprescindível. influindo sobre ela o “metus publicae potestatis”. O funcionário não precisa estar no exercício da função. que o fato seja cometido em razão da função. Basta que proceda em face da função pública. VII – Momento consumativo e tentativa. Exigir. É possível a tentativa – conduta plurissubsistente. 327. VI – Qualificação doutrinária. VIII – tipo qualificado. . IX – Penas e ação penal. para a subsistência da concussão. CPB. § 2º. Art. IV – Elemento normativo do tipo.

especificamente.282 Art. § 1º. Cobrança indevida: tributo inexistente legalmente. II – Figuras do tipo penal. apresentando – se como um processo de repartição de encargos públicos entre os membros da comunidade. com a atribuição funcional ou não de arrecadação de tributos ou contribuições sociais. Taxa: é a contribuição correspondente a um serviço prestado à comunidade. É possível a tentativa. taxas e emolumentos. IV – Elementos normativos do tipo. VI – Consumação e tentativa. a um serviço público. 316. PASEP. já saldado ou devido a menor. Exigência de tributos: impostos. VII – Causa de aumento de pena. Dolo + que sabe (indevido) + deveria saber. Cobrança por meio vexatório ou gravoso (meios não autorizados legalmente). V – Elementos subjetivos do tipo. Contribuições sociais: PIS. Imposto: é uma contribuição geral. do CPB. não tendo correspondência. Emolumentos: são custas. É crime formal. 327. Na segunda o crime atinge a consumação com o emprego do meio vexatório ou gravoso. preços públicos. Que a lei não autoriza. Cobrança vexatória ou gravosa. § 2º. . Exigência indevida de tributo ou contribuição social. II – Sujeitos do delito. Cobrança indevida. Art. VIII – Tipo qualificado. Na primeira modalidade típica o crime se consuma no momento em que a vítima toma conhecimento da exigência. III – Elementos objetivos do tipo. Sujeito ativo – funcionário público. CPB.

Aceitar promessa. Art. Art. II – Sujeitos do delito. É crime material. Solicitação direta ou indireta. Recebimento e aceitação – não é possível. III – Elementos objetivos do tipo. Exceção ao princípio unitário do concurso de pessoas. § 2º. 317. 317. 312 CPB. 3º. I – Conceito e objetividade jurídica. CPB. explícita ou implícita. Art. CPB. Deve haver nexo de causalidade entre a conduta do funcionário e a realização do ato funcional. lei 8137/90. Corrupção passiva. 333 CPB – Corrupção ativa. V – Consumação e tentativa. ainda que fora dela ou antes de seu início. Aplicável somente ao excesso de exação. Tentativa: solicitação – possível na forma escrita. Art. . A corrupção pode ser própria ou imprópria.283 Art. II. Receber. CPB. Objeto material é a vantagem patrimonial ou moral e indevida (elemento normativo do tipo). § 2º. Em razão do exercício da função. Admite a tentativa. Sujeito ativo – funcionário público (co-autoria e participação). A corrupção pode ser antecedente ou subseqüente. Dois elementos subjetivos: dolo + em proveito próprio ou alheio. 316. Crime formal. Crime exaurido – causa de aumento de pena – art. 342. Pode ser destinada ao próprio funcionário ou a terceiro. Passiva – em face do funcionário público corrompido. Consuma – se com o efetivo desvio. caput. Existem duas espécies de corrupção: ativa – quando se tem em vista a figura do corruptor. IV – Elementos subjetivos do tipo. Sujeito passivo – Estado. Art. Dolo + para si ou para outrem. CPB. Solicitar. § 2º.

Caso não tenha esta atribuição – art. II – Sujeitos do delito. Sujeito ativo – funcionário público com o dever de reprimir ou fiscalizar o contrabando ou descaminho. Facilitação de contrabando ou descaminho. VIII – Corrupção passiva própria privilegiada.284 VI – Tipo agravado pela qualidade do autor. III – Conceitos de contrabando e descaminho. CPB. V – Elemento normativo do tipo. 327. 317. 317. VII – Consumação e tentativa. 319 CPB. I – Conceito e objetividade jurídica. ou partícipe deste art. CPB. CPB). Com infração de dever funcional. § 1º. Art. 318. 29. VII – Corrupção passiva própria e imprópria qualificada. CPB. caput. . 334 CPB. § 2º. Art. Trata-se de uma exceção do princípio unitário que rege o concurso de agentes (art. Dolo + consciência de violação do dever funcional. § 2º. Facilitar: ação ed omissão. IX – Penas e ação penal. CPB. IV – Conduta típica. Art. VI – Elementos subjetivos do tipo. Art. Com a conduta comissiva ou omissiva da facilitação.

Desobediência e corrupção passiva. Art. Interesse pessoal – vantagem pretendida pelo funcionário. CPB. Indevidos.285 VIII – Tipo qualificado. simpatia. 319 CPB. III – Elementos objetivos do tipo.. V – Elementos subjetivos do tipo. IX – Penas e ação penal. Consuma-se com a omissão. Retardar ato de ofício. Sentimento – afeto do funcionário para com as pessoas: amizade. Prevaricação. Ato de ofício. Contra expressa disposição de lei. VII – Prevaricação e outros delitos. § 2º. Art. seja moral ou material. Deixar de realizar ato de ofício. II – Sujeitos do delito. VI – Consumação e tentativa. Realizar de maneira ilícita. O funcionário degrada a sua função ao violar o dever de ofício para satisfazer objetivos pessoais.(por isso não é ato de ofício). IV – Elementos normativos do tipo. I – Conceito e objetividade jurídica. . VIII – Penas e ação penal.. ódio. Dolo (com a consciência da ilegalidade da conduta) + para satisfazer interesse ou sentimento pessoal. caridade. retardamento ou realização do ato. 327. vingança.

II – Sujeitos do delito. Infração – penal ou administrativa. 320 CPB. § 2º. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. Prevaricação e corrupção passiva. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público. brandura). Art.286 Art. no que diz respeito ao seu normal desenvolvimento. Duas condutas típicas. V – Consumação e tentativa. que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo: (Incluído pela Lei nº 11. VII – Penas e ação penal. Dolo + por indulgência (clemência. 327. Deixar de responsabilizar. I – Conceito e objetividade jurídica. VI – Tipo qualificado. A incriminação protege a dignidade e a eficiência da máquina administrativa. Advocacia administrativa. . Pena: detenção. III – Elementos objetivos do tipo. de cumprir seu dever de vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico. de rádio ou similar. 319-A. de 2007). Art.466. I – Conceito e objetividade jurídica. Crime omissivo próprio. IV – Elementos subjetivos do tipo. CPB. Condescendência criminosa. A falta deve guardar conexão com o exercício do cargo – “no exercício do cargo”. Não levar o fato ao conhecimento da autoridade competente. tolerância.

da lei 4898/65 revogou o art. Art. 322 do CPB. 321 CPB. Protege-se pois a Administração Pública. Art. tutelando-a da conduta irregular de seus componentes que. VII – Causa de aumento de pena. 322 do CPB. A letra “i” do art. II – Sujeitos do delito. Patrocínio: formal e explícito. (STF) A lei 4898/65 revogou o art. CPB. 321. 322 do CPB. Patrocinar. (TACrimSP). 3º. Houve ou não revogação pela lei 4898/65 ?. VIII – Penas e ação penal. Violência arbitrária. § 2º. Crime contra a ordem tributária – art. Dissimulado. Dolo. de particulares. O Crime pode ser praticado direta ou indiretamente. em razão do cargo. § único – deve abranger a ilegitimidade do interesse. O interesse particular pode ser legítimo ou ilegítimo. VI – Tipo qualificado. . V – Momento consumativo e tentativa. III – Elementos objetivos do tipo. Duas posições: A lei 4898/65 não revogou o art. A lei penal protege o regular funcionamento da administração governamental. § único. lícitos ou ilícitos. 3º. procuram defender interesses alheios ao Estado. Licitação pública – art. lei 8137/90. CPB. IV – Elemento subjetivo do tipo. I – Revogação.287 Art. 91. III. lei 8666/93. 327.

O abandono deve: ser total. Dolo + consciência da ilegitimidade da conduta. . Art. Art. Função pública. 323 CPB. III – Sujeitos do delito. A denominação correta deveria ser “Abandono de cargo”. VI – Consumação e tentativa. III – Elementos objetivos do tipo. 350 CPB. Arts. soro da verdade – art. Violência. Cargo público. Abandonar. Meios hipnóticos. perdurar por tempo razoável.288 II – Conceito e objetividade jurídica. O comportamento proibido consiste em praticar violência no exercício da função ou a pretexto de exerce – la. Lei 4898/65. Abandono de função. V – Elementos subjetivos do tipo. Comportamento abusivo realizado no desempenho da função ou sob a desculpa de exercê-la. VII – Penas e ação penal. II – Sujeitos do delito. acarretar probabilidade de dano ao setor público. 322 CPB. O emprego de violência real deve ser arbitrário. I – Conceito e objetividade jurídica. 284/292 do CPP. juridicamente relevante. IV – Elementos objetivos do tipo.

Art. Após demitido não é mais funcionário público. VIII – Causa de aumento de pena. V – Elemento subjetivo do tipo. III – Elementos objetivos do tipo.289 IV – Elemento normativo do tipo. Dolo (deve abranger a consciência da irregularidade da conduta e da probabilidade de dano à Administração Pública). Faixa de fronteira – lei nº 6634/79 (150 km). 324 CPB. 327. §§ 1º e 2º. 1ª parte – exercício funcional ilegalmente antecipado. Fora dos casos permitidos em lei. Consuma-se o delito com o afastamento do exercício do cargo público por tempo juridicamente relevante. 1ª modalidade: é indispensável que o sujeito já tenha sido nomeado para o cargo público. Crime omissivo próprio. CPB. . O início indevido se dá com a realização de qualquer ato de ofício. IX – Penas e ação penal. 323. CPB. Duas condutas. Art. § 2º. 328 CPB. VII – Figuras típicas qualificadas. I – Conceito e objetividade jurídica. II – Sujeitos do delito. 2ª parte – exercício funcional ilegalmente prolongado. Exercício funcional ilegalmente antecipado ou prolongado. Art. VI – Consumação e tentativa. Art.

I – Conceito e objetividade jurídica. Violação de sigilo funcional. V – Exclusão genérica da ilicitude. IV – Elementos subjetivos do tipo. Art. Aposentadoria compulsória. Não abrange férias ou licença. quitação do serviço militar. o acesso de pessoas não autorizadas a sistemas de informações ou banco de dados da Administração Pública.Nas mesmas penas deste artigo incorre quem: I – permite ou facilita. Dolo + depois de saber oficialmente. remoção. Alteração operada pela lei 9983/00. É preciso que o funcionário tenha conhecimento oficial de sua exoneração. substituição ou suspensão. . II – se utiliza. de dois a seis anos. § 1º . e multa. § 2º. Art. VII – Tipo qualificado. 325. Com a realização do primeiro ato de ofício indevido.Se da ação ou omissão resulta dano à Administração Pública ou a outrem: Pena – reclusão. mediante atribuição. (não é suficiente a presunção de conhecimento). Estado de necessidade. indevidamente. exame médico. VIII – Penas e ação penal. fornecimento e empréstimo de senha ou qualquer outra forma.290 É norma penal em branco: “exigências legais” – Posse. É preciso que ocorra sem autorização. psicotécnico. do acesso restrito. 2ª modalidade: espécie de usurpação de função pública. §§ 1º e 2º do CPB. § 2º . etc. 327. VI – Consumação e tentativa.

que pela sua natureza não deve ser de conhecimento geral. Lei 6453/77 (energia nuclear).291 II – Subsidiariedade expressa. Aposentado. Segredo de interesse particular = art. Art. Basta proporcionar o conhecimento do fato a uma única pessoa. VII – Tipo qualificado. lei 7170/83. 13. 14 e 21. É crime formal. permanecer em sigilo) + de que tem ciência em razão do cargo. § 2º CPB. V – Qualificação doutrinária. Arts. 327. § 1º . III – Sujeitos do delito. 326. O crime é revelar fato que deva permanecer em segredo (é o de interesse público. O conhecimento do segredo por parte do funcionário deve ser em razão do cargo. CPM. O segredo deve ser de interesse público. e . IV – Elementos objetivos do tipo. facilitar-lhe a revelação (revelação indireta) – conduta positiva ou negativa É exigida a possibilidade de dano. sob pena de causar dano ou perigo de dano à Administração Pública). VIII – Fornecimento e empréstimo de senha. por sua natureza. VI – Consumação e tentativa. Estão expostos dois núcleos do tipo: revelar (revelação direta) – conduta positiva. Na revelação por escrito é possível a tentativa. Dolo (abrangendo o conhecimento de que o fato deve. Rt.Procurou proteger-se com o novo dispositivo a regularidade da Administração Pública no que se refere ao sigilo que deve existir quanto aos dados do sistema de informação ou banco de dados dos serviços públicos. 154 CPB. Consuma-se com o ato da revelação do segredo ou de sua facilitação.

§ 2º . I – Conceito e objetividade jurídica. VIII – Penas e ação penal.Se resulta dano à Administração Pública ou a outrem. As penas são cumulativas: detenção. e multa. Violação de sigilo de proposta. dê a terceiro conhecimento do que se contém na proposta. § 1º . lei 8666/93. V – Elemento subjetivo do tipo. Sujeito Passivo – Estado e licitantes eventualmente prejudicados. 94. Dois são os núcleos do tipo: Devassar e proporcionar a terceiro o ensejo do devassamento.292 Sujeito ativo. Incisos I e II – Crimes formais. 84. lei 8666/93 – Conceito de servidor público.” II – Sujeitos do delito. embora seja esse o seu intento. e multa. § 2º. VI – Tipo qualificado. de dois a três anos. VII – Penas e ação penal. IV – Consumação e tentativa. A devassa deve ocorrer antes do término da apresentação das propostas. . Consuma-se no momento em que o funcionário (na devassa) ou o terceiro ( na hipótese do verbo proporcionar) toma conhecimento do conteúdo da proposta. Art. 84. de dois a três anos. III – Elementos objetivos do tipo. Lei 8666/93 – “Devassar o sigilo de proposta apresentada em procedimento licitatório. ou proporcionar a terceiro o ensejo de devassá-lo: Pena – detenção. Art. No verbo devassar não se exige que o funcionário.Servidor público por equiparação. Sujeito ativo .Art. Dolo.

328 CPB. III – Elementos objetivos do tipo. IV – Elemento subjetivo do tipo. 359 CPB. A função pública pode ser de qualquer natureza. Usurpação de função pública. 100 a 108 da lei 8666/93 – A ação penal é pública incondicionada. 45 e 46 da LCP. 99. apoderar-se. II – Sujeitos do delito. Há proteção da Administração Pública contra a conduta de estranhos (extranei). V – Momento consumativo e tentativa. Arts. inclusive por funcionário público. Núcleo do tipo – verbo usurpar: exercer ilegitimamente. DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL Princípios gerais. Art. Art. gratuita ou remunerada. 83 da lei 8666/93. Art. Dolo (com a consciência da ilegitimidade da conduta). Título XI. lei 8666/93. . I – Conceito e objetividade jurídica. É preciso a realização de pelo menos um ato de ofício. Arts. São crimes que podem ser cometidos por qualquer pessoa. indevidamente. tomar.293 Multa: art. Estão definidos nos artigos 328 ao 337 do CPB. VIII – Efeito da condenação. capítulo II – descreve crimes comuns.

A embriaguez exclui o crime de resistência ? Três orientações: a) A embriaguez do agente não exclui o elemento subjetivo do crime de resistência. VII – Penas e ação penal. Legalidade formal e substancial. É elemento do tipo a legalidade do ato funcional. Palavras ultrajantes que não configuram ameaça: art. 330 CPB.294 VI . Vantagem moral ou material – art. Meios empregados: violência física e ameaça.Tipo qualificado. Art. c) Não é qualquer estado de embriaguez que exclui o elemento subjetivo do crime de resistência. O funcionário deve ser competente para a execução do ato funcional. V – Elementos subjetivos do tipo. Resistência passiva: art. CPB. É suficiente a embriaguez. Art. b) A embriaguez do agente exclui o elemento subjetivo do crime de resistência. O dolo desse crime é incompatível com a embriaguez. Exige a exclusão da capacidade intelcto-volitiva.. 329. O ato funcional deve ser contemporâneo à resistência. CPB. IV – Elemento normativo do tipo. Dolo + finalidade de impedir a realização do ato funcional. O Ato deve ser formal e substancialmente legal. 328. não importando a sua intensidade.. II – Sujeitos do delito. I – Conceito e objetividade jurídica. Resistência. exigindo-se que elimine a capacidade intelcto-volitiva do agente. Embriaguez e resistência. 331 CPB. III – Elementos objetivos do tipo. 28. II. . A conduta incriminada é a oposição à execução de ato funcional. § único. caput. Terceiro: auxílio espontâneo ou solicitado pelo funcionário. Legal – informa a natureza do ato funcional.

em número certo e paga pelos cofres públicos. 329. O conceito de funcionário público para o efeito do crime de desobediência é fornecido pelo direito administrativo: é a pessoa legalmente investida em cargo público criado por lei. e ser transmitida diretamente ao destinatário (verbalmente ou por escrito).295 VI – Consumação e tentativa. caso em que pode haver prevaricação. 329. IX – Pena e ação penal. Crime exaurido. II – Sujeitos do delito. Pode ser realizado através de ação ou omissão.. desde que o objeto da ordem não se relacione com as suas funções. § 1º. Deve a ordem emanar de funcionário competente. Art.e. § 1º. Se há impedimento à execução da ordem: art. caput. IV – Elemento normativo do tipo. O crime consuma-se com a violência ou ameaça. Sujeito ativo – qualquer pessoa. § 2º. O comportamento proibido consiste em desobedecer à ordem do funcionário público. III – Elementos objetivos do tipo. I – Conceito e objetividade jurídica. Desobediência. Ameaça por escrito. 329. não cumprir. . Art. VIII – Concurso de crimes. 330 CPB. VII – Tipo qualificado. Art. Art. i. desatender. CPB. Não se aplica a equiparação do § 1º. Tentativa. Deve ser ordem e não pedido. 327. É imprescindível que o destinatário da ordem tenha o dever jurídico de agir ou deixar de agir. É crime formal. inclusive funcionário público. com denominação própria.

desde que seja inferior hierárquico do ofendido. É suficiente que o ofendido tome conhecimento imediato da ofensa. Essencial é a presença do sujeito passivo. emanada de funcionário público competente para dá-la. agredir. 141. II – Sujeitos do delito. VI – Momento consumativo e tentativa. I – Conceito e objetividade jurídica. do CPB. IV – Elemento subjetivo do tipo.296 Consiste na legalidade da ordem. b) b) pode ser. Desacato. V – Elemento subjetivo do tipo. b) ofensa cometida em virtude da função . VII – Cominação de sanção civil ou administrativa.causal. 331 do CPB. desprestigiar o funcionário público. agindo dentro de suas atribuições e com observância das determinações legais. formal e materialmente (forme e conteúdo). A conduta deve ser realizada contra funcionário público no exercício da função ou em razão dela. Duas modalidade de conduta: a) ofensa cometida no exercício da função . Crime de forma livre Crime formal. Desacatar: ofender.ocasional. Depende do conteúdo da ordem. Art. II. III – Elementos objetivos do tipo. c) pode ser sujeito ativo de desacato em qualquer hipótese. a não ser que tenha se despido da qualidade funcional ou o fato tenha sido cometido fora do exercício de suas funções. Na ausência: art. VIII – Penas e ação penal. O funcionário público pode ser sujeito ativo do desacato? Há três posições: a) não pode ser sujeito ativo. . Dolo (abrangendo o conhecimento da ilegalidade da conduta). É preciso que o conteúdo da ordem esteja fundado em lei. humilhar.

CPB. 28. Lesão grave – concurso formal. CPB. É posição minoritária. . Constitui orientação predominante no TACrimSP. Art. É esse elemento subjetivo do tipo. Subsiste a injúria. É a posição predominante nos tribunais. O ânimo calmo constitui requisito do elemento subjetivo do crime de desacato? Há duas orientações: a) O crime de desacato exige ânimo calmo. 28. não exigindo análise de sua capacidade intelecto-volitiva na ocasião do fato. É necessário a apreciação caso por caso. Só há exclusão quando é completa e proveniente de caso fortuito ou força maior: art. I – Conceito e objetividade jurídica. pelo que o estado de exaltação ou cólera não exclui o seu elemento subjetivo do tipo. A embriaguez do agente exclui o elemento subjetivo do tipo do crime de desacato? Há três orientações: a) O crime de desacato exige dolo específico. que distingue o desacato cometido mediante violência física ou moral do crime de resistência. Tráfico de influência. difamação. II. Art. É suficiente que o agente esteja embriagado para que não exista o crime. Art. I. 28. O desacato absorve as infrações de menor gravidade objetiva (princípio da consunção): vias de fato. lesão leve. V – Consumação e tentativa. 332 CPB. b) O desacato não exige ânimo calmo. C) Não é qualquer estado de embriaguez que exclui o elemento subjetivo do crime de desacato. Com o ato ofensivo.. exclui o delito. exigindo-se que elimine a capacidade intelectual e volitiva do sujeito.297 Dolo. Crime formal. 357 CPB – Exploração de prestígio. dirigido à ofensa ao prestígio da função pública. VI – Concurso de crimes. sendo que a embriaguez do agente. Não admite a tentativa por exigir a presença do sujeito passivo. injúria. II – Sujeitos do delito. VII – Pena e ação penal. Art. É posição minoritária. b) O desacato não exige dolo específico. incompatível com esse elemento subjetivo. É posição minoritária. pelo que o estado de embriaguez do agente não exclui o crime. § 1º. sendo que o estado de exaltação ou cólera exclui o seu elemento subjetivo do tipo.

faz crer à vítima. possuir condições de alterar o comportamento daquele. Solicitar. enganosamente. exigir e cobrar – crime formal. Oferecer. Art. 332 subsiste o crime de estelionato. Exigir.298 III – Elementos objetivos do tipo. Pretexto – desculpa. Dolo + para si ou para outrem. III – Elementos objetivos do tipo. Se a vítima não acredita não há crime. Cobrar. O funcionário comete o crime de corrupção passiva. Obter. Obter – crime material. IV – Elementos subjetivos do tipo. Art. § único. Não descaracteriza o crime o descumprimento da promessa. Vantagem (moral ou patrimonial). II – Sujeitos do delito. se realmente há a influência. V – Momento consumativo e tentativa. Se o funcionário é assim considerado para o efeito penal (funcionário do Banco do Estado). Corrupção do funcionário: Contudo. 333 CPB. Estelionato – é absorvido pelo crime de exploração de prestígio. Se falta algum elemento do art. Corrupção ativa. É simulação: “venda de fumaça” – o sujeito alegando ter prestígio junto a funcionário público. e por ela a prática do ato de ofício. Prometer. Solicitar. VI – Causa de aumento de pena. Não é possível a tentativa. é partícipe do crime de corrupção ativa. É possível a tentativa quando a conduta é plurissubsistente. I – Conceito e objetividade jurídica. 332. fundamento. sendo o seu comportamento apenas imoral (crime de corrupção ativa putativo). Se acredita e entrega a vantagem para se beneficiar não comete o crime. .

Bilateralidade. VIII – Tipo qualificado. VII – Corrupção Ativa e outros crimes. A aceitação do funcionário é irrelevante. Crime formal. 316 CPB. § único. VI – Consumação e tentativa. .299 Meios de execução: vários – palavras. escritos. Dolo + para determiná-lo a praticar. Art. 299 Código eleitoral. 317. omite ou pratica o ato de ofício ilegal. Exigência por parte do funcionário – art. lícito. O funcionário retarda. V – Elementos subjetivos do tipo. 333. Dá – se a vantagem para que se faça. gestos etc. regular ou irregular. Objeto material – é a vantagem material ou moral. Art. O crime pode ser realizado por interposta pessoa (intermediário – que será partícipe do crime de corrupção ativa). ilícito. O oferecimento ou a promessa devem ser dirigidos ao funcionário que tem o dever de ofício de realizar ou não o ato objeto do dolo do agente. não porque se fez ou não alguma coisa. Pequenas gratificações ou doações como agradecimento a ato funcional praticado. omitir ou retardar ato de ofício. Para a existência do crime é imprescindível a oferta ou promessa de vantagem (espontâneos). A vantagem deve endereçar-se ao funcionário. Se o oferecimento ou promessa é para que o funcionário não pratique ato ilegal ou que não é de sua competência não há o crime. Está na qualidade da vantagem que deve ser indevida. IV – Elemento normativo do tipo. “Jeitinho” sem oferecimento vantagem ou promessa de vantagem – Art. 343 CPB. administrativo. § 2º CPB. Art. A corrupção ativa depende da passiva ou vice-versa ? Hipóteses de acordo com as condutas do tipo. É necessário que o ato esteja dentro da esfera de atribuições do servidor público. Ato de ofício – judicial.

Funcionário público – art. ou relativa (a mercadoria pode entrar ou sair de nosso território desde que satisfeitos certos requisitos). É contrabando a reintrodução de mercadoria nacional destinada exclusivamente à exportação e de venda proibida entre nós. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. Responsabilidade penal independente da administrativa. No contrabando a proibição pode ser: absoluta (a mercadoria não pode entrar ou sair de nosso território de forma alguma). Arts. III. Importar e exportar. V – Princípio da especialidade. 12 e 14.368/76 (importação de entorpecentes). Duas condutas. 318 CPB. VI – Elemento subjetivo do tipo. 334 CPB. lei n. Art. dizer quais são as mercadorias absoluta e relativamente proibidas. Art.903/45 (mercadoria privilegiada). como complemento da norma penal em branco.300 Ato de ofício legal – crime simples. lei n. . 234 CPB (importação de objeto obsceno). Art.º 7. 169. Tipo de formulação alternativa. Contrabando e descaminho. I. Mercadoria – é a coisa móvel de qualquer natureza.lei 7. III – Elementos objetivos do tipo. Diferença entre contrabando e descaminho. ICMS na importação e Imposto de exportação na exportação. II – Sujeitos do delito. 12 e § 1º. IV – Questão prejudicial. Dec.º 6. Cabe à lei extrapenal. IX – Penas e ação penal.170/83 (importação de material bélico privativo das Forças Armadas). No descaminho a conduta consiste em iludir. Contrabando ou descaminho.

Primeira parte – a conduta é realizada pelo autor do contrabando ou descaminho: princípio da especialidade. Duas hipóteses na receptação de mercadoria objeto de contrabando ou descaminho: se houve dolo – art. 334. “d”. Dec. Se houve culpa – art. § 1º. CPB. lei 4. Art. CPB. Segunda parte: deveriam ser. Art. 180. 334. Se não há atividade comercial ou industrial – art. CPB. Ação desenvolvida no exercício de atividade comercial ou industrial. Verbos típicos: adquirir. Vôos clandestinos. 334. 39. determina a incidência do art. Objeto material: mercadoria de origem estrangeira sem documentação legal ou com documentos falsos. § 1º. Navegação de cabotagem. É norma penal em branco “fora dos casos permitidos em lei”. rt. Zona Franca: Art. “a”. Elementos subjetivos: dolo + em proveito próprio ou alheio. 180. 3º. § 1º. CPB. por expressa disposição legal. § 1º. 8º. equiparada ao contrabando ou descaminho. 178. IX – Tipo qualificado. em tese. 334. “b”. Tabaco estrangeiro: art. “d”. crime de receptação. § 2º. “c”. aos autores de violação de cofres de carga ou containers. CPB. Lei 288/67 – determina como crime de contrabando o fato de efetuar a saída de mercadorias de seus limites. “b”. . Art. Dec. VII – Consumação e tentativa. Art. 334. caput e § 3º. 334. § 3º. Containers: o art. receber e ocultar. 334. § 1º. Art. do CP. CPB – define atividade comercial por equiparação. VIII – Contrabando ou descaminho por assimilação. Princípio da especialidade. CF. Lei 399/68. que trata de fumo de origem estrangeira. § único. CPB.301 Dolo. São condutas normalmente consideradas receptação dolosa. § 1º.906/65. É norma penal em branco. Art. § 3º. sem autorização de quem de direito. 334.

XII – Perdimento de bens. IV – Elementos subjetivos do tipo. 8.666/93. 93 (art. Conceito de funcionário público – art. 95. XI – Extinção da punibilidade. § 1º. 84. Art. Art. Licitação promovida pela administração federal. Fraudar. mediante avisos ou editais. 93 – dolo. 34. fraude ou oferecimento de vantagem. Após sentença condenatória transitada em julgado. Nesse caso. Art. para alienar bens. 93 – crime material. 95 – dolo + intenção de afastar o licitante.666/93). CPB. perturbação ou fraude de concorrência. 2º. 358. . Arts. Licitação – é a disputa ou competição entre interessados que a Administração Pública convoca.302 X – Penas e ação penal. lei 8. lei. Art. 93 e 95 da lei 8. Violência. lei 9249/95. Art. Art. 95 – crime formal. estadual ou municipal.666/93 II – Sujeitos do delito. grave ameaça. Impedimento. I – Conceito e objetividade jurídica. V – Consumação e tentativa. Impedir. adquiri – los ou para a realização de obras ou serviços de interesse social. Ficam excluídas do tipo penal em análise as arrematações ou praças judiciais realizadas por particulares. incide a norma incriminadora do art. 16. Art. III – Elementos objetivos do tipo. CPB. Art. Os tipos descrevem duas modalidades delituosas. Perturbar.

) Objeto material – edital. Inutilizar. lei 8. Objeto material – selo ou sinal empregado para identificar ou cerrar (fechar) qualquer coisa (móvel ou imóvel). Definição de edital. com seu carimbo ou assinatura.666/93. Afixação no lugar de costume ordenada por funcionário competente. § único. lei 8. Violar. etc. Violação ou inutilização de selo ou sinal.303 VI – Concurso de crimes. lacre. Crime omissivo próprio. Inutilização de edital ou sinal.666/93. III – Elementos objetivos do tipo. I – Conceito e objetividade jurídica. Subtipo de crime próprio só pode ser cometido por licitante. Art. Deve possuir atualidade. Requisitos do selo ou sinal: deve ser determinado por lei e originário de funcionário público competente. pinturas. Duas figuras típicas: inutilização de edital. Pena de multa – art. VIII – Penas e ação penal. Pode ser de qualquer natureza: papel. Inutilizar. 95. Deve possuir atualidade. Conspurcar. 336 CPB. Rasgar. Pode ser administrativo ou judicial. (interpretação analógica. chumbo. II – Sujeitos do delito. 99. . VII – Abstenção venal de licitante. Art. “De qualquer forma” – rasuras.

I – Conceito e objetividade jurídica. Artigo acrescentado pela lei 9. Sonegação de contribuição providenciaria. . V – Penas e ação penal. ou seja.983/00. VII – Penas e ação penal. Art. V – Elemento subjetivo do tipo. 314 e 356. Objetos materiais – livros oficiais. Arts. I – Conceito e objetividade jurídica. Necessários que estejam confiados à custódia de funcionário público em razão do ofício. IV – Elementos objetivos do tipo. ou sob a guarda de particular prestando serviço público. Art. documento. Subtração ou inutilização de livro ou documento. 337 CPB. VI – Consumação e tentativa. 305. Dolo. II – Sujeitos do delito. III – Sujeitos do delito. Arts. Subtrair e inutilizar. 337 – A CP. 194 e 195 CF. por força de seu cargo. Crime expressamente subsidiário. Sujeito ativo – o responsável tributário. processo.304 IV – Consumação e tentativa. II – Distinção com outros delitos.

Declarar. CPB. 16. Art. Art.500. CPB. Dolo + intenção de suprimir ou reduzir contribuição providenciaria ou acessório. Art. § 2º. Até R$ 2. VII – Perdão judicial ou aplicação de multa. lei 9.000. Havendo apropriação indébita – art. CF). CPB.500. Reduzir. Suprimir.249/95. É crime material.2002) .305 Sujeito passivo – A Previdência Social (INSS) e secundariamente o segurado que eventualmente vier a ser prejudicado. A contribuição social tem natureza tributária. CAPÍTULO II-A (Incluído pela Lei nº 10. CPB. § 2º.00 até R$ 5. (Termo de início de ação fiscal) Art. de 11. V – Momento consumativo e tentativa. Crime material e omissivo. caput.6. Violação do princípio constitucional da isonomia (art. §§ 3º e 4º. VI – Extinção da punibilidade. IX – Pena e ação penal. 34.A. III – Elementos objetivos do tipo.00 – cabe perdão judicial ou aplicação da multa.467. 168 – A.00 – Princípio da bagatela. CPB. Art. Objeto material – contribuição providenciaria ou qualquer acessório. 337 – A. VIII – Causa especial de diminuição de pena. Acima de R$ 2. Ação fiscal. 5º. Art. 337 – A. § 1º. 168 . Confessar. 337 – A. IV – Elemento subjetivo do tipo.

2002) Art.2002) Art. oferecer ou dar. vantagem ou promessa de vantagem a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público estrangeiro no exercício de suas funções. quem. de 11. 337-B.2002) Pena – reclusão.2002) Parágrafo único.6. de 11. Solicitar. A pena é aumentada de 1/3 (um terço).6.2002) Pena – reclusão. e multa. (Incluído pela Lei nº 10467. Prometer. diretamente ou indiretamente. de 11. ou a terceira pessoa.2002) Parágrafo único. de 11. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. exerce cargo. (Incluído pela Lei nº 10467. A pena é aumentada da metade. ou o pratica infringindo dever funcional. exigir.6. (Incluído pela Lei nº 10467. para si ou para outrem. de 1 (um) a 8 (oito) anos. (Incluído pela Lei nº 10467. (Incluído pela Lei nº 10467.6.6. Equipara-se a funcionário público estrangeiro quem exerce cargo. cobrar ou obter. de 11. pelo Poder Público de país estrangeiro ou em organizações públicas internacionais.6. de 11.306 DOS CRIMES PRATICADOS POR PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTRANGEIRA Corrupção ativa em transação comercial internacional Art. de 11. para os efeitos penais. emprego ou função em empresas controladas. e multa. ainda que transitoriamente ou sem remuneração. em razão da vantagem ou promessa.2002) . de 11.2002) Funcionário público estrangeiro (Incluído pela Lei nº 10467.2002) Parágrafo único. direta ou indiretamente.2002) Tráfico de influência em transação comercial internacional (Incluído pela Lei nº 10467. se. relacionado a transação comercial internacional: (Incluído pela Lei nº 10467. de 11. emprego ou função pública em entidades estatais ou em representações diplomáticas de país estrangeiro. 337-C.6.6. vantagem indevida a funcionário público estrangeiro. o funcionário público estrangeiro retarda ou omite o ato de ofício. omitir ou retardar ato de ofício relacionado à transação comercial internacional: (Incluído pela Lei nº 10467. Considera-se funcionário público estrangeiro.6. 337-D. direta ou indiretamente. se o agente alega ou insinua que a vantagem é também destinada a funcionário estrangeiro. (Incluído pela Lei nº 10467. para determiná-lo a praticar.6. de 11.

I – Conceito e objetividade jurídica. . Juiz – quando evidente a temeridade ou o abuso de poder. Deportação – arts. Denunciação caluniosa. LII. 5º. I – Conceito e objetividade jurídica. 339 CPB. LI. inclusive funcionário público. II – Sujeitos do delito.815/80: Expulsão – arts. Lei 6. Sujeito ativo – qualquer pessoa. Extradição – arts. 57/64. 76/94. Art. IV – Elementos objetivos do tipo.307 DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA. VII – Pena e ação penal. 5º CPB. VI – Elemento subjetivo do tipo. Dolo. 65/75. Juiz de Direito. Reingressar. Delegado de Polícia. material e instantâneo (permanente). V – Momento consumativo e tentativa. (Art. Art. Reingresso de estrangeiro expulso. Art. III – Qualificação doutrinária. Ação penal pública condicionada a representação e privada – quem tem legitimidade para exercer o direito de representação ou de queixa. II – Sujeitos do delito. CF). Crime próprio. 338 CPB.

§§ 1º e 2º. 341 CPB). . Processo Administrativo. Dar causa – provocar. § 4º. lei 8. III – Denunciação caluniosa. Revogado o art. Ação da autoridade causada por conduta espontânea do sujeito. 129. Calúnia (art. Ação de improbidade administrativa – art.429/92 (Lei de improbidade administrativa). originar. 19. Testemunha em depoimento – falso testemunho). VI – Momento consumativo e tentativa. V – Elementos subjetivos do tipo. IV. Imputação – crime ou contravenção . 340 CPB). Art.308 Sujeito passivo – Administração Pública e a pessoa atingida em sua honra pela denunciação caluniosa. Causação direta ou indireta. Imputação – pessoa determinada (que não realizou ou participou do fato). Art. IV – Elementos objetivos do tipo. 25. lei 8. 37. CF. 138 CPB). Com o início das atividades dos órgãos públicos com o fim de esclarecer a denúncia.§ 1º.429/92. Causas excludentes de ilicitude ou extintivas de punibilidade. VII – Tipos qualificado e privilegiado.625/93 (LONMP). ocasionar. e § 1º. Emprego de nome suposto ou anonimato – pena agravada . Inquérito Civil – art. Acusação objetiva e subjetivamente falsa. 339. CPB. CF. VIII – Penas e ação penal. Escusa absolutória. 17.§ 2º. Art. Investigação policial.347/85 (Ação Civil Pública). 8º. Processo judicial (criminal). Dolo + de que o sabe inocente. § 1º. Art. Comunicação falsa de crime (art. Auto – acusação falsa (art. Investigação administrativa – Sindicância Administrativa. de fato que não ocorreu. lei 7.(réu em interrogatório – calúnia. III. lei 8.

Conduta praticada perante autoridade. 340 CPB. Auto-acusação falsa. Atribuir-se. II – Sujeitos do delito. É necessário que se trate de crime inexistente ou cometido por terceiro (a auto acusação deve ser falsa). VI – Penas e ação penal. III – Elementos objetivos do tipo. (não quer dizer diante).309 Comunicação falsa de crime ou de contravenção. . V.Consumação e tentativa. Comunicação falsa. Sujeito ativo – qualquer pessoa (menos aquele que se apresentou como participante do crime anterior). Provocar – da causa. III – Elementos objetivos do tipo. Elementar “outrem” e falsa. Art. Dolo + consciência que tem o agente de que a infração penal não se verificou. Auto calúnia. Art. I – Conceito e objetividade jurídica. II – Sujeitos do delito. Crime. originar. Comunicação + atividade da autoridade (judicial. policial ou administrativa). Contravenção. I – Conceito e objetividade jurídica. 341 CPB. Sujeito passivo – é o Estado. IV – Elementos subjetivos do tipo.

Art. Art. V – Elementos objetivos do tipo. 219 CPP e 330 CPB). formal. 343 CPB. Dolo. No momento em que a autoridade toma conhecimento da auto-acusação. 4º. Art.268/01. contador. IV – Qualificação doutrinária. Diante comissão parlamentar de inquérito – art. Sujeito passivo – Estado. Falso testemunho ou falsa perícia. III – Concurso de agentes. Fazer afirmação falsa. 203. V – Consumação e tentativa. VI – Pena e ação penal. II – Sujeitos do delito. 206.310 IV – Elemento subjetivo do tipo. Autoria mediata. Crime formal (não é necessária a instauração de Inquérito Policial). Falso quanto a qualificação – art. Indiretamente a pessoa prejudicada pela falsidade. 207. Alteração – lei 10. O falso deve referir – se a fato juridicamente relevante (que possa de algum modo influir na decisão judicial). perito. II. 208.579/52. Negar a verdade. Sujeito ativo – testemunha (arts. Participação. I – Conceito e objetividade jurídica. lei 1. Calar a verdade. 208 CPP – Testemunha numerária ou informante: comete o crime de falso testemunho? Perito funcionário público (oficial) – art. Crime de mão própria ou de atuação pessoal. 307 CPB. . Crime instantâneo. tradutor ou intérprete. 342 CPB. próprio e de mão própria. 317 CPB. (perjúrio). Co – autoria. 218. Possível a tentativa quando feita por escrito.

IX . Sentença de primeiro grau. inquérito policial. 342 § 2º CPB. Dolo. contador. Comunicabilidade e incomunicabilidade. Corrupção ativa de testemunha – art. civil. tradutor ou intérprete. X – Retratação. Falso cometido em juízo deprecado. VI. Em que momento pode ser proposta a ação? Corrupção ativa de testemunha. civil em quem for parte entidade da administração pública direta ou indireta. Conduta realizada em processo judicial (criminal. trabalhista). VII – Elemento subjetivo do tipo. juízo arbitral (arts.072 a 1. ou. 343 CPB. Causa extintiva da punibilidade (art. Processo penal – inclui o inquérito policial. 107. VI – Momento consumativo e tentativa. instrução e júri. Depoimento falso em fases sucessivas: Inquérito policial. processo administrativo. Administração pública direta e indireta. Art. . Falso praticado mediante suborno. 70 CPP. perito. Crime de corrupção passiva. Júri. XI – Penas e ação penal. Causa de aumento de pena. 1. Processo anulado. Elemento subjetivo – dolo + com o fim de produzir (basta a potencialidade lesiva). VIII – Causa de aumento de pena.102 CPC) ou inquérito parlamentar. CPB). Condição resolutiva de punibilidade. Art. Falso para não se auto incriminar – inexigilidade de conduta diversa.Falso testemunho ou falsa perícia em processo penal. Com o encerramento do depoimento e entrega do laudo à autoridade.311 Duas teorias a respeito da falsidade: objetiva e subjetiva.

Coação no curso do processo. Crime formal. III – Elementos objetivos do tipo. IX – Penas e ação penal. 344 CPB. VIII – Bilateralidade. Possível a tentativa quando empregado o meio escrito. Com a dação. tradutor ou intérprete. Dolo + para que seja falseada a verdade. oferta ou promessa de vantagem. VII – Qualificação doutrinária. 343 CPB – modificado pela lei 10.268/01. I – Conceito e objetividade jurídica. contador. CPB – perito. § único CPB. V – Consumação e tentativa. 343. 343 CPB – crime se caracteriza mesmo que o destinatário da oferta não a aceite. Art. Perito/intérprete oficiais – art. Art. § único. Art. . Inquérito policial. 333 CPB. Oferecer. Objeto material – dinheiro ou qualquer outra vantagem material ou moral. II – Sujeitos do delito. Art. Prometer. Art. 342.312 I – Conceito e objetividade jurídica. VI – Figura típica qualificada. IV – Elemento subjetivo do tipo. processo judicial (civil ou criminal) ou administrativo em andamento. Dar. II – Sujeitos do delito.

Dolo + para satisfazer pretensão. 345 CPB.. VII – Pena e ação penal. II – Sujeitos do delito. etc. Não se exclui o Inquérito Policial. Exercício arbitrário das próprias razões. Autoridade: Juiz. Ameaça grave: capaz de provocar temor a um homem normal. Defensor Público. Art. VI – Consumação e tentativa. I – Conceito e objetividade jurídica. Dolo + com o fim de favorecer interesse próprio ou alheio. O mal pode ser justo ou injusto. etc. III – Elementos objetivos do tipo. realizando uma ação tendente a satisfazer uma pretensão. Delegado de Polícia. Processo pode ser judicial(civil ou criminal). A conduta consiste em fazer justiça pelas próprias mãos. réu. Crime de forma vinculada – meios de execução: violência e grave ameaça. IV – Elementos subjetivos do tipo. Formal e de forma vinculada. Violência física – contra a pessoa. jurado. V – Qualificação doutrinária.313 III – Elementos objetivos do tipo. perito. . administrativo ou em curso em juízo arbitral. Promotor. É crime de forma livre. Parte: autor. IV – Elementos subjetivos do tipo. intérprete. Outra pessoa: escrivão. embora legítima.

No caso de pretensão ilegítima o sujeito ativo deve supor a sua legitimidade.314 O crime pressupõe uma presunção ligada a um direito que o sujeito tem ou imagina ter (pretensão legítima ou ilegítima). possa ser satisfeita perante o judiciário. Destruir. Coisa móvel ou imóvel. Tirar. em sua essência. II – Sujeitos do delito. (espécie – art. I – Conceito e objetividade jurídica. (dívida prescrita. Art. o que não acontece. Danificar. VII – Pena e ação penal. Posse legítima de terceiro – por decisão judicial ou convenção. desforço imediato). caso contrário. Coisa própria. Suprimir. V – Elemento normativo do tipo. apropriação indébita. VI – Momento consumativo e tentativa. VI – Momento consumativo e tentativa. Subtração ou dano de coisa própria em poder de terceiro. conforme o meio executório responderá por crime de furto. Pretensão: real. O fato será atípico se o agente tem certeza da ilegitimidade da pretensão. 345 CPB). V – Elementos objetivos do tipo. dano. 346 CPB. roubo. . Salvo quando a lei o permite – causa excludente da tipicidade (direito de retenção. É necessário que a pretensão. preço carnal). IV – Elemento normativo do tipo. Crime formal. III – Objeto material. pessoal ou de família. cuja satisfação ou defesa pode ser realizada através do judiciário.

A pena é aplicada em dobro. Não é necessário o início do processo. III – Elementos objetivos do tipo. Favorecimento pessoal.315 Crime material. Dolo. Pendência de processo civil ou administrativo. I – Conceito e objetividade jurídica. V – Elementos subjetivos do tipo. VII – Elemento subjetivo do tipo. Inovação com idoneidade objetiva e subjetiva. Art. É possível a tentativa. VIII – Pena e ação penal. II – Sujeitos do delito. 347 CPB. IV – Fraude no processo penal. VII – Pena e ação penal. Art. supressão de marca em animais). de coisa ou de pessoa. Dolo + finalidade especial. Inovação artificiosa: estado de lugar. 312 CTB. Fraude processual. VI – Consumação e tentativa. É crime subsidiário(falsidade documental. Crime formal. .

Autoridade pública – policial ou judiciária bem como seus agentes. III – Elementos objetivos do tipo. V – Consumação e tentativa. . § 1º. Não ocorre favorecimento pessoal quando em relação ao crime anterior existe causa excludente de ilicitude. Enumeração taxativa. Isto porque o fato anterior deve ser punível na época do auxílio. VI – Favorecimento pessoal privilegiado. 352 CPB. No sentido contrário Celso Delmanto. Sujeito ativo – qualquer pessoa menos o participante do crime anterior. Art. É crime acessório: tem como pressuposto a existência de crime anterior (principal). Auxílio para a fuga – art. Não se exige a sentença condenatória transitada em julgado. Dolo. CPB. O advogado pode cometer este crime. Pais. irmãos adotivos – inexigibilidade de conduta diversa. de extinção de punibilidade. O auxílio pode se dar do cometimento do crime até antes do cumprimento da pena. Quando o favorecido subtraí se à ação da autoridade. IV – Elemento subjetivo do tipo. Art. Contravenção penal anterior – fato atípico. § 2º. Não basta o induzimento e a instigação. 348 CPB. Também não ocorre o crime na falta de condição de procedibilidade nos crimes de ação penal pública condicionada e privada. Escusa penal absolutória. Auxiliar. É conduta comissiva.316 I – Conceito e objetividade jurídica. 348. II – Sujeitos do delito. de inimputabilidade pela menoridade e nos casos de excludente de culpabilidade quando reconhecidos judicialmente. VII – Imunidade penal. de escusa absolutória.

349-A. Dolo + fim especial. Crime formal. Crime acessório: pressupõe um anterior crime principal(ou pressuposto). II – Sujeitos do delito. de 2009). . Não há escusa absolutória. Proveito: vantagem material (produto e preço do crime) e moral. Favorecimento real e receptação. Pena: detenção. de 2009). de 3 (três) meses a 1 (um) ano. auxiliar ou facilitar a entrada de aparelho telefônico de comunicação móvel. sexual. Não se exige a condenação transitada em julgado com relação ao crime anterior.317 Favorecimento real. sem autorização legal. Art. alcançada com a conduta principal. (Incluído pela Lei nº 12. Art. em estabelecimento prisional. intermediar. III – Elementos objetivos do tipo. (Incluído pela Lei nº 12.012. Sujeito ativo – qualquer pessoa menos o participante do crime anterior (aqui excluído espressamente pelo tipo penal).012. VI – Distinção. I – Conceito e objetividade jurídica. IV – Elemento subjetivo do tipo. É indiferente a inimputabilidade do autor do crime anterior. de rádio ou similar. V – Consumação e tentativa. Contra: Celso Delmanto. promover. Ingressar. Favorecimento pessoal e real. 349 CPB. Basta a certeza do crime anterior.

61.455/97. Caput e incisos. 351 CPB.II. Lei 9. Abuso de poder ou abuso de autoridade (art. CPB).653/93 – transporte de presos em compartimento de proporções reduzidas. III – Figuras típicas. caput. 350 CPB. 350 do CPB. II e IV do § único do art.069/90). 234 e 235 ECA (Lei 8. Fuga de pessoa presa ou submetida a medida de segurança. I – Conceito e objetividade jurídica. Sujeito ativo – qualquer pessoa. 348 CPB II – Sujeitos do delito. Art. I – Conceito e objetividade jurídica. Art. Arts. 4º. Damásio e Noronha entendem que continuam em vigor (houve derrogação) os incisos I. IV – Elemento subjetivo do tipo. IV – Lei 8. f e g. 230/232. Art. Tipos qualificados . Tipo simples – art. menos o preso ou internado (mesmo no induzimento ou instigação). lei 4.§§ 1º e 3º.898/65 – o entendimento dominante é no sentido de que houve a revogação (abrogação) do art. II – Sujeitos do delito. Art.318 Exercício arbitrário ou abuso de poder. III – Elementos objetivos do tipo. 350 CPB. . 351. Crime próprio.

Prisão ou medida de segurança legais (formal e substancial). § 3º . . VII – Forma típica culposa. § 4º. violência contra a coisa. Só quando há fuga.mão armada: efetivo uso. 18. VIII – Tipos qualificados. Se o carcereiro liberta o preso errado por engano não há crime. Facilitar. O crime pode ser praticado dentro ou fora do estabelecimento penal. VI – Elemento subjetivo do tipo. Evasão mediante violência contra pessoa. X – Pena e ação penal. Meios de execução: violência física contra a pessoa. Pode ser através de ação ou omissão (presente o dever jurídico de agir – impedir a fuga). IV – Elementos objetivos do tipo. Promover. Com a fuga concretizada. Arrombamento: emprego de força contra coisa que constitui obstáculo à fuga. Internado – submetido a medida de segurança (arts. § único.319 Tipo culposo . IX – Momento consumativo e tentativa. Dolo. § 1º . Prisão e medida de segurança legais. Concurso de pessoas: duas ou mais. Não é possível a tentativa na forma culposa. violência moral (grave ameaça) e fraude. Preso.§ 4º (art. 96 e 98 CPB). Prisão provisória ou definitiva. arma própria e imprópria. V – Elemento normativo do tipo.Crime especial ou próprio. Crime próprio. CPB).

163 CPB. VI – Pena e ação penal. escapar. Linchamento. II – Sujeitos do delito. arrancar. Sujeito ativo – o preso e o submetido a medida de segurança. III – Elementos objetivos do tipo. Legislação hebraica. Art. A tentativa é possível mas equiparada ao crime consumado. tomar a força Dentro ou fora do estabelecimento prisional. Subtrair – se alguém completamente. à esfera de custódia em que legitimamente se encontra. Arrebatamento de preso. Subtrair – se ao fato da restrição da liberdade. 353 CPB. Prisão ou internação ilegais. 352 CPB. fugir. Tentativa equiparada ao crime consumado. 59 CPB. Art. Evadir – se: libertar – se. Dolo. Brasil. Art. Art. com ação própria e voluntária.320 I – Conceito e objetividade jurídica. Sujeitos passivos – Estado e a pessoa submetida à violência física. Com o emprego da violência física contra a pessoa. Arrebatar: tirar. (Prisão e internação legais). III – Elementos objetivos do tipo. V – Momento consumativo e tentativa. IV – Elemento subjetivo do tipo. Lei de Lynch (século XIX). I – Conceito e objetividade jurídica. II – Sujeitos do delito. . Crime pode ser praticado dentro ou fora do estabelecimento prisional ou de internação. Fuga sem violência contra a pessoa ou com emprego de apenas grave ameaça – fato atípico.

Crime próprio. V – Consumação e tentativa. Art. Submetidos a medida de segurança – fato atípico. Necessidade do motim perturbar a ordem e a disciplina da cadeia. Sujeito ativo . Motim de presos. III – Elementos objetivos do tipo. Crime formal. II – Sujeitos do delito. 354 CPB. mediante violências pessoais. Dolo. coletivo ou de concurso necessário. VI – Pena e ação penal. IV – Elementos subjetivos do tipo. I – Conceito e objetividade jurídica. conjunta e violenta. Adolescente(?). é a reunião de várias pessoas. Mínimo de três.Crime plurissubjetivo. etc.321 Preso (não o internado). no mesmo lugar. Sujeitos passivos – Estado e pessoas submetidas à violência. VI – Pena e ação penal. IV – Elemento subjetivo do tipo. em relação a um fim comum. Dolo + a fim de V – Momento consumativo e tentativa. que pode ser justo ou injusto. depredação de instalações. . para uma ação pessoal. O crime consiste na amotinação de presos. Crime cometido dentro ou fora do estabelecimento prisional. no sentido legal. Crime material. Motim.

interesse legítimo. Requisitos: a) prejuízo de interesse. CPB. Tentativa possível na forma típica comissiva. III – Elementos objetivos do tipo. Crime material. 355 CPB. II – Sujeitos do delito. Sujeito ativo – crime próprio. VI – Pena e ação penal. prejudicando o interesse que alguém confiou.322 Patrocínio infiel. Sujeito passivo – o Estado e a pessoa prejudicada pela ação delituosa. c) que haja uma causa judicial (civil ou criminal). Art. em juízo. 355.prejuízo efetivo. § único. A conduta consiste em trair o dever profissional. O consentimento do prejudicado. b) que o patrocínio da causa tenha sido confiado e aceito pelo sujeito. II – Sujeitos do delito. V – Momento consumativo e tentativa. Conduta comissiva ou omissiva (mostrar a outra parte um documento importante ou perder o prazo de um recurso). I – Conceito e objetividade jurídica. I – Conceito e objetividade jurídica. Advogado ou procurador judicial (estagiário. . desde que disponível o interesse defendido em juízo. Patrocínio simultâneo ou tergiversação. IV – Elemento subjetivo do tipo. Art. provisionado inscrito na OAB ou pessoa idônea nos casos em que a lei permite o exercício do mandato judicial a pessoas não formadas). prejuízo material ou moral. Dolo. ao patrocínio do sujeito. exclui a ilicitude.

o advogado defende interesses de parte contrárias. Documento ou objeto de valor probatório (qualquer coisa que demonstre a existência de um fato de relevância jurídica). 356 CPB. . Patrocínio simultâneo – ao mesmo tempo. Art. Crime formal. III – Elementos objetivos do tipo. III – Elementos objetivos do tipo. na mesma causa. Causa e processo. VI – Pena e ação penal. V – Momento consumativo e tentativa. Sonegação de papel ou objeto de valor probatório. O consentimento exclui a ilicitude da conduta. IV – Elemento subjetivo do tipo. provisionado ou cidadão autorizado a exercer o mandato judicial). Dolo. II – Sujeitos do delito. IV – Elemento subjetivo do tipo. patrocinar. Defender – pleitear alguma coisa em favor de alguém. Sujeito ativo – advogado ou procurador judicial. O tipo prevê duas condutas: patrocínio simultâneo e patrocínio sucessivo de partes contrárias (tergiversação). Crime de forma múltipla: inutilizar e deixar de restituir.323 Sujeito ativo – advogado ou procurador judicial (estagiário. Partes contrárias. Dolo. Autos de processo criminal ou cível. Basta que a relação jurídica seja a mesma. I – Conceito e objetividade jurídica. Uma causa pode ter mais de um processo.

Art. Solicitar. Com a solicitação ou recebimento. Inutilização – quando o objeto material perde o se valor probatório total ou parcialmente. 317 e 333 CPB. Dolo. Receber. Sonegação de autos – quando o sujeito.324 V – Momento consumativo e tentativa. Exploração de prestígio. Trata – se na verdade de uma fraude. I – Conceito e objetividade jurídica. II – Sujeitos do delito. VI – Pena e ação penal. O recebimento deve ter por fundamento a desculpa fantasiosa (o pretexto) de que o sujeito vai influenciar as pessoas mencionadas na figura típica. 332 CPB – Tráfico de influência. de acordo com a legislação processual. nega – se a devolvê –los. regularmente intimado. A enumeração das pessoas é taxativa. VI – Qualificação doutrinária. III – Elementos objetivos do tipo. legalmente solicitada a restituição. IV – Elemento subjetivo do tipo. Na sonegação de documento ou objeto – quando o sujeito. Objeto material: dinheiro ou qualquer outra utilidade. Na forma comissiva é possível a tentativa. . 357 CPB. Se efetivamente o dinheiro ou utilidade destina-se às pessoas enumeradas – arts. mentira. deixa de devolvê – lo por lapso temporal juridicamente relevante. Art. V – Momento consumativo e tentativa.

Violência ou fraude em arrematação judicial. VIII – Tipo qualificado. Na Segunda o legislador considerou a tentativa crime consumado. Procurar afastar: com violência. Insinuar. Impedir. grave ameaça. IX – Pena e ação penal. 93 e 95 lei 8. . Perturbar. § único. Afastar.325 Solicitar – crime formal. VII – Tentativa. IV – Elemento subjetivo do tipo. fraude ou oferecimento de vantagem. CPB. V – Consumação e tentativa. 357. perturbação ou fraudação de arrematação judicial. 358 CPB – objeto da tutela penal é apenas a arrematação judicial promovida por particular. grave ameaça ou fraude ou oferecimento de vantagem. III – Elementos objetivos do tipo. Dolo. Art. Receber – crime material. VI – Pena e ação penal. II – Sujeitos do delito. Consuma-se com o efetivo impedimento. Art. É o leilão particular. ou com o emprego de violência.666/93) – objeto da tutela penal é a licitação promovida por entidade de direito público. Fraudar. Art. I – Conceito e objetividade jurídica. 335 CPB (arts. ainda que o competidor não se deixe afastar. Venda em hasta pública é o leilão. É possível a tentativa na primeira hipótese. Alegar.

VI – Pena e ação penal. Quando desobedecidas as penas restritivas de direitos de interdição temporária de direitos (art.10. de que o sujeito estava suspenso ou privado do exercício. DOS CRIMES CONTRA AS FINANÇAS PÚBLICAS Crimes Fiscais Para entendermos os crimes fiscais previstos na Lei n° 10. CPB e art. 45. direito. II. precisamos ter um parâmetro da Lei de Responsabilidade Fiscal n° 101/00. realizar. 359 CPB. § 3º. etc.326 Desobediência à decisão judicial sobre a perda ou suspensão de direito. 47 CPB). outras em efeitos extrapenais da condenação. I – Conceito e objetividade jurídica. Penas acessórias não tratadas na nova parte geral do CPB (lei 7. 181. Dolo. Decisão judicial de natureza penal. Efeitos extrapenais da condenação: art. III – Elementos objetivos do tipo. 359 CPB. LEP). Exercer – desempenhar.209/84). Art. executar.028 de 19. atividade. quer dizer o condenado exerce o direito interditado. Algumas transformaram – se em penas restritivas de direitos. praticar. 92 CPB – aplica-se o art. acontece a conversão em pena privativa de liberdade (art. V – Momento consumativo e tentativa. .. IV – Elemento subjetivo do tipo. autoridade ou múnus e não cumpre a ordem que impôs essas restrições. Sujeito ativo é quem por via de decisão judicial está privado ou suspenso de exercício de função. II – Sujeitos do delito.2000. Com a realização da atividade ou exercício da função.

em substituição a um modo mais convincente de atender às necessidades públicas. é simplesmente inafastável. aqueles fins podem ser atendidos. A estabilização da economia. O texto. deu conseqüências a hipóteses normativas outrora existentes. deixando de ser simples norma desprovida de sanção. de 4 de maio de 2000. habilitando-o a cumprir suas funções essenciais . .Dimensões da responsabilidade na Lei Complementar n°101. necessariamente precisa desenvolver ação no sentido de captar recursos. à luz que efetivamente ilumina. equiparou-se. não tardando muito a perecer”. tema que se atrela à falada (boa) gestão. A Lei de Responsabilidade Fiscal agregou aos seus comandos dispositivos que têm o efeito de impor responsabilidades. E. Se os recursos captados não forem bem geridos ( ou administrados. consolidou e densificou princípios espalhados na ordem jurídica. o Poder Público estará na contingência de ou captar mais recursos ( e terá de impor mais e mais tributos). com isso. para utilizar mal o termo). Daí a importância da questão relativa à gestão fiscal. uma vez que o mantém vivo e em atividade. traduz com extrema simplicidade um fenômeno ainda hoje experimentado. ou não cumprir os fins por ele (Estado) desejados. somente com estes. posto que hoje o conceito de economia mundial. considerado como elemento vital do organismo político. pois. diríamos que o Estado. O dinheiro é. acertadamente. Transportando essa lição para os tempos modernos e atualizando a dicção do ensinamento secular.327 1 . agora sim. é assunto que não interessa apenas internamente. ou o governo mergulhará em fatal atrofia. Se houver deficiência.. nesse particular.. visando cumprir seus fins. Mas não só por isso. escrito há mais de duzentos anos. mas igualmente além-mar. com características sistêmicas. ocorrerá um dos seguintes malefícios: ou o povo ficará sujeito a contínuos saques. A atividade de captação de recursos está condenada naquela parte que a Constituição federal chama de tributária ou bloco tributário constitucional.

359-B e 30 Detenção de 6 meses a Art. Os crimes aqui tratados estão todos catalogados debaixo da rubrica dos crimes contra a administração pública. de 19 de outubro de 2000. Código Penal.028/00: Crimes (título específico ou Código Penal (DL Espécie e Quantum de LRF n° 2848/40) Art. tramitou perante as casa legislativas e foi finalmente aprovado. transformando na Lei n° 10. Em 20 de outubro de 2000. deu nova redação ao art. publicada no DOU. de despesas não Art. art.028/00 Reclusão de 2 a 8 anos Omissis e multa Reclusão de 1 a 2 anos Arts. art. Tal projeto de lei conhecido como PL n° 621. A Lei n° 10. V) n° nomem juris da figura típica Denunciação caluniosa Contratação crédito Inscrição de operação empenhadas em restos a pagar Assunção de obrigação no último Art.359-E § 4°) Reclusão de 1 a 4 anos Arts.028. I.50. Vejamos as condutas penais inseridas no Código Penal pela Lei n° 10. Ou seja. IV) Detenção de 6 meses a Art. de 19 de outubro de 2000. III.359-A pena prevista na Lei 101/00 n° 10. 42 2 anos Reclusão de 1 a 4 anos Art. É o Título XI do Código Penal. 32. 21 e 45 Detenção de 3 meses a Art. A Lei de Responsabilidade Fiscal foi encaminhada ao Congresso Nacional acompanhada do projeto de lei que estabelece as sanções pessoais aqui referidas. 17. § 1°.339 e acrescentou artigos (359A até 359-H) àquele estatuto punitivo. Ordenação de despesa não Art.328 2 – A Lei n° 10. arts.29. 21 e 23. 29. 40.359-F pagar (ver também. 16. as figuras típicas penais referidas são modalidades de infrações que foram incorporadas ao Código Penal.42 (ver 2 anos também.028/00.339 de Art. 42 (ver também. § 1° 1 ano Não cancelamento de restos a Art.359-C ano de mandato ou legislatura autorizada Prestação de garantia graciosa .028.359-D Art.

359-G pessoal no último ano do mandato ou legislatura Oferta pública ou colocação de Art. recebimento antecipado de valores provenientes da venda a termo de bens e serviços. aquisição financiada de bens. III. abertura de crédito. É o que está assentado em nossa jurisprudência. são adotadas as seguintes definições: III . inquérito civil ou ação penal pela prática de crime de responsabilidade. dos elementos objetivos do tipo penal é condição necessária para que se considere aperfeiçoada a conduta.028/00. O Código Penal. a simples comunicação à polícia não enseja a caracterização do delito. sabendo.61 também.”. o requerente ou denunciante. da LRF: “Art.359-H títulos no mercado Reclusão de 1 a 4 anos Art. reformado pela Lei n° 10. inocente o acusado. inclusive com o uso de derivativos financeiros. O conceito de operação de crédito está escrito no artigo 29. emissão e aceite de título. autorizem ou promovam a realização de operação de crédito. da observância aos limites. São tais condutas punidas com reclusão de um a dois anos. Para os efeitos desta Lei Complementar. apenas para exemplificar. por exemplo. foi estabelecida a figura típica penal para a hipótese de investigação sem causa (art. realize ou autorize operação de crédito inobservando limite. quando o montante da dívida consolidada ultrapassa o limite máximo autorizado por lei. V. ainda. condição ou montante estabelecido em lei ou em resolução do Senado. . 359-A) as condutas que ordenem. parágrafo único Reclusão de 1 a 4 anos Art.29. o infrator que dê causa à instauração de investigação administrativa. 21 (ver arts. sem a observância das prescrições da LRF (como é o caso. e 36) Como se verifica. da necessária autorização legislativa.operação de crédito: compromisso financeiro assumido em razão de mútuo. no campo fático. 29. incorrendo nessa mesma pena aquele que ordene. ou. com reclusão de dois a oito anos.329 Aumento de despesa total com Art. O preenchimento. dentre outras). arrendamento mercantil e outras operações assemelhadas. denomina contratação de operação de crédito (no seu art. condições ou montante estabelecido em lei ou resolução do Senado. 339 do CPB). interno ou externo. punindo-se. Assim.

para tanto. valendo consultar. de 1 (um) a 2 (dois) anos. na modalidade detenção.reclusão. com a privação de liberdade. sem prejuízo do cumprimento das exigências dos arts. Incide na mesma pena quem ordena. b. condição ou montante estabelecido em lei ou em resolução do Senado Federal. 359-B). III. interno ou externo. autoriza ou realiza operação de crédito interno ou externo:” (AC) "I – com inobservância de limite. dentre outros os arts. Estabelece. sem prévia autorização legislativa:” (AC) “Pena .deve ser corporificada a partir da leitura da própria Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n° 101. 359-A." (AC) "II – quando o montante da dívida consolidada ultrapassa o limite máximo autorizado por lei. de despesa que não tenha sido previamente empenhada ou que exceda limite estabelecido em lei:" (AC) . o reconhecimento ou a confissão de dívidas pelo ente da Federação. Confira-se a dicção penal: “Art. pelo prazo de seis meses a dois anos.330 Além desses conteúdos. 42 e 55. 15 e 16” (§ 1° do artigo citado).na esfera não-penal . Ordenar. o Código Fiscal prevê condutas equiparadas estabelecendo textualmente que: “considera-se operação a assunção. o Código Penal: "Art. 359-B. autorizar ou realizar operação de crédito." (AC) "Inscrição de despesas não empenhadas em restos a pagar" (AC) Há figura penal para a inscrição de despesas não empenhadas em restos a pagar (art.” (AC) “Parágrafo único. A conduta do administrador . Ordenar ou autorizar a inscrição em restos a pagar. de 4 de maio de 2000).

O relatório conterá: III ." (AC) "Assunção de obrigação no último ano do mandato ou legislatura" (AC) Estabelece a LRF: Art. Art. 55." (AC) . Tribunais de Contas etc.331 "Pena – detenção. nos últimos dois quadrimestres do seu mandato. ou que tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para este efeito. Parágrafo único. A redação do tipo penal vem reforçar a tese: "Art. Uma observação de extrema importância é que a conduta correlata prevista no Código Fiscal não se dirige especificamente ao Poder Executivo. Na determinação da disponibilidade de caixa serão considerados os encargos e despesas compromissadas a pagar até o final do exercício. eis que mandato há tanto ali quanto nos Legislativos.demonstrativos. poderá ocasionar a reclusão do infrator de um a quatro anos. nos dois últimos quadrimestres do último ano do mandato ou legislatura. em afronta à Lei de Responsabilidade Fiscal. caso reste parcela a ser paga no exercício seguinte. Judiciários. 20. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. Ordenar ou autorizar a assunção de obrigação. cuja despesa não possa ser paga no mesmo exercício financeiro ou. das despesas: A assunção de obrigação no último ano de mandato ou legislatura (art. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 359-C. Deve o dispositivo penal ser lido com o art. no último quadrimestre: b) da inscrição em Restos a Pagar. § 4°). 42. É vedado ao titular de Poder ou órgão referido no art. contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele. que não tenha contrapartida suficiente de disponibilidade de caixa:" (AC) "Pena .359C).reclusão. 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal (passando-se pelos artigos 21 e 23.

reclusão. Art. 359-D. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. entre outras. 23. sendo pelo menos um terço no primeiro. § 4o As restrições do § 3o aplicam-se imediatamente se a despesa total com pessoal exceder o limite no primeiro quadrimestre do último ano do mandato dos titulares de Poder ou órgão referidos no art.as exigências dos arts. 169 da Constituição. Eis a conduta penal: “Art. 169 da Constituição. 17. 22. 16 e 17 desta Lei Complementar. Se a despesa total com pessoal. Também é nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão referido no art. É nulo de pleno direito o ato que provoque aumento da despesa com pessoal e não atenda: I . 20. ultrapassar os limites definidos no mesmo artigo. 21 e 45 da Lei de Responsabilidade Fiscal.o limite legal de comprometimento aplicado às despesas com pessoal inativo. e o disposto no inciso XIII do art. as providências previstas nos §§ 3o e 4o do art. do Poder ou órgão referido no art. 20.” (AC) "Prestação de garantia graciosa" (AC) . A ordenação de despesa não autorizada (art. sem prejuízo das medidas previstas no art. 20. o percentual excedente terá de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes. não quer que se gaste mais do que se arrecada. 16. II . 37 e no § 1o do art. Aqui um dos pontos fortes e de grande tensão da Lei Fiscal que. Parágrafo único. 21. adotando-se. já o dissemos. (AC) “Pena .359-D) encontra suas condutas administrativas respectivas nos arts.332 "Ordenação de despesa não autorizada" (AC) Estabelece na LRF: Art. Ordenar despesa não autorizada por lei:”.

adequada com a lei orçamentária anual. fornecimento de bens ou execução de obras. § 2o A estimativa de que trata o inciso I do caput será acompanhada das premissas e metodologia de cálculo utilizadas. § 3o Ressalva-se do disposto neste artigo a despesa considerada irrelevante. não sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercício. Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei. de forma que somadas todas as despesas da mesma espécie. a despesa objeto de dotação específica e suficiente. previstas no programa de trabalho.declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.empenho e licitação de serviços.desapropriação de imóveis urbanos a que se refere o § 3o do art. ou que esteja abrangida por crédito genérico. 16. § 1o Para os fins desta Lei Complementar. considera-se: I . § 4o As normas do caput constituem condição prévia para: I .333 Eis a conduta na LRF: Art.estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subseqüentes. 17. expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa será acompanhado de: I .compatível com o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias. objetivos. Subseção I Da Despesa Obrigatória de Caráter Continuado Art. medida provisória ou ato administrativo normativo . II . prioridades e metas previstos nesses instrumentos e não infrinja qualquer de suas disposições. a despesa que se conforme com as diretrizes. A criação. realizadas e a realizar. 182 da Constituição. nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias. II . II .

4o. 169 da Constituição.334 que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios. conterá as premissas e metodologia de cálculo utilizadas. § 5o A despesa de que trata este artigo não será executada antes da implementação das medidas referidas no § 2o. considera-se aumento permanente de receita o proveniente da elevação de alíquotas. 37 da Constituição. § 6o O disposto no § 1o não se aplica às despesas destinadas ao serviço da dívida nem ao reajustamento de remuneração de pessoal de que trata o inciso X do art. apresentada pelo proponente.as exigências dos arts. o ato será acompanhado de comprovação de que a despesa criada ou aumentada não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo referido no § 1o do art. § 1o Os atos que criarem ou aumentarem despesa de que trata o caput deverão ser instruídos com a estimativa prevista no inciso I do art. devendo seus efeitos financeiros. § 7o Considera-se aumento de despesa a prorrogação daquela criada por prazo determinado. 16 e 17 desta Lei Complementar. sem prejuízo do exame de compatibilidade da despesa com as demais normas do plano plurianual e da lei de diretrizes orçamentárias. ser compensados pelo aumento permanente de receita ou pela redução permanente de despesa. 21. majoração ou criação de tributo ou contribuição. § 3o Para efeito do § 2o. § 4o A comprovação referida no § 2o. .o limite legal de comprometimento aplicado às despesas com pessoal inativo. ampliação da base de cálculo. Art. 16 e demonstrar a origem dos recursos para seu custeio. 37 e no § 1o do art. É nulo de pleno direito o ato que provoque aumento da despesa com pessoal e não atenda: I . nos períodos seguintes. e o disposto no inciso XIII do art. § 2o Para efeito do atendimento do § 1o. II . as quais integrarão o instrumento que a criar ou aumentar.

" (AC) "Não cancelamento de restos a pagar" (AC) Eis o disposto na LRF: Art. até a data do envio do projeto de lei de diretrizes orçamentárias.40). nos termos em que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias. ou seja.335 Parágrafo único. Prestar garantia em operação de crédito sem que tenha sido constituída contragarantia em valor igual ou superior ao valor da garantia prestada. a prestação de garantia. Observado o disposto no § 5o do art. Naquele mesmo estatuto fiscal o está a disciplina legal para a realização de tal operação (art. a lei orçamentária e as de créditos adicionais só incluirão novos projetos após adequadamente atendidos os em andamento e contempladas as despesas de conservação do patrimônio público. 5o. O Poder Executivo de cada ente encaminhará ao Legislativo. em operação de crédito. IV. 359-E. Encontramos no art. são adotadas as seguintes definições: . Art. a prestação de garantia graciosa (art. conforme estabelece o texto respectivo: "Art. 20. na forma da lei:" (AC) "Pena – detenção. relatório com as informações necessárias ao cumprimento do disposto neste artigo. Por isso. 29.359-E). 29. sem a constituição da correspondente contragarantia nos valores previstos em lei. Parágrafo único. ao qual será dada ampla divulgação. Também é nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão referido no art. Para os efeitos desta Lei Complementar. de 3 (três) meses a 1 (um) ano. da Lei de Responsabilidade Fiscal o conceito de concessão de garantia. 45. corresponde a uma sanção de três meses a um ano de detenção.

no caso da União. ou pelos Estados aos Municípios. ou a instituição federal de crédito e fomento para o repasse de recursos externos.concessão de garantia: compromisso de adimplência de obrigação financeira ou contratual assumida por ente da Federação ou entidade a ele vinculada. Seção V Da Garantia e da Contragarantia Art.336 IV . as exigências legais para o recebimento de transferências voluntárias. também os limites e as condições estabelecidos pelo Senado Federal. em valor igual ou superior ao da garantia a ser concedida. II . além do disposto no § 1 o. Os entes poderão conceder garantia em operações de crédito internas ou externas. § 2o No caso de operação de crédito junto a organismo financeiro internacional. a União só prestará garantia a ente que atenda. e à adimplência da entidade que a pleitear relativamente a suas obrigações junto ao garantidor e às entidades por este controladas. observado o seguinte: I . § 3o (VETADO) § 4o (VETADO) § 5o É nula a garantia concedida acima dos limites fixados pelo Senado Federal. § 1o A garantia estará condicionada ao oferecimento de contragarantia. . poderá consistir na vinculação de receitas tributárias diretamente arrecadadas e provenientes de transferências constitucionais.não será exigida contragarantia de órgãos e entidades do próprio ente. 40. § 6o É vedado às entidades da administração indireta. inclusive suas empresas controladas e subsidiárias. conceder garantia. 32 e. observados o disposto neste artigo. ainda que com recursos de fundos. com outorga de poderes ao garantidor para retê-las e empregar o respectivo valor na liquidação da dívida vencida. as normas do art.a contragarantia exigida pela União a Estado ou Município.

instituição financeira a empresa nacional. nem à prestação de contragarantia nas mesmas condições. mas também frente ao art.empresa controlada a subsidiária ou controlada sua.pela União. ambos da Lei Fiscal. de autorizar ou de promover o cancelamento do montante de restos a pagar inscrito em valor superior ao permitido em lei:" (AC) "Pena – detenção. 359-F. § 10. O não-cancelamento de restos a pagar (art. II . a União e os Estados poderão condicionar as transferências constitucionais ao ressarcimento daquele pagamento. que se submeterão às normas aplicáveis às instituições financeiras privadas.42. em decorrência de garantia prestada em operação de crédito. direta e indiretamente.por instituições financeiras estatais. a lei penal . nos termos da lei. quanto às operações de seguro de crédito à exportação. Deixar de ordenar. o o O tema restos a pagar continua sendo um dos assuntos mais importantes no setor administrativo." (AC) "Aumento de despesa total com pessoal no último ano do mandato ou legislatura" (AC) . de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos.do mesmo modo . terá suspenso o acesso a novos créditos ou financiamentos até a total liquidação da mencionada dívida.359-F) está traduzido no Código Penal nos termos seguintes: "Art. § 8o Excetua-se do disposto neste artigo a garantia prestada: I . § 9o Quando honrarem dívida de outro ente.a ele reserva solução igualmente severa. A leitura da figura penal deve ser feita em conjunto não somente com o art. V. II . Recebendo a partir da Lei de Responsabilidade Fiscal tratamento rígido.337 § 7 O disposto no § 6 não se aplica à concessão de garantia por: I . em razão de garantia prestada. 50. na forma de lei federal. de acordo com a legislação pertinente. a empresas de natureza financeira por ela controladas. O ente da Federação cuja dívida tiver sido honrada pela União ou por Estado.

autorizar ou executar ato que acarrete aumento de despesa total com pessoal. a escrituração das contas públicas observará as seguintes: V . deverão ser escrituradas de modo a evidenciar o montante e a variação da dívida pública no período. alcançando igualmente outros existentes no Judiciário. 19 não poderá exceder os seguintes percentuais: I . já está acima descrito. detalhando. Aliás. nos Tribunais de Contas.21 da Lei de Responsabilidade Fiscal (que trata do controle da despesa total com pessoal). O tipo penal é o seguinte: "Art. tem-se como nulo o ato do qual resulte o aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão referido no art. 50. Além de obedecer às demais normas de contabilidade pública. O aumento de despesa total com pessoal no último ano do mandato ou legislatura (art.na esfera federal: . Art. A proibição administrativa está expressa com todas as letras no parágrafo único do art.359-G) passou a ser crime. 20. Ministério Público etc. Vale aqui aquela mesma regra de que mandato não é só do Executivo ou do Legislativo.338 Artigo 42 da LRF. 359-G. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. A repartição dos limites globais do art. Ordenar.20. a natureza e o tipo de credor. pelo menos. nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato ou da legislatura:" (AC) "Pena – reclusão.as operações de crédito. as inscrições em Restos a Pagar e as demais formas de financiamento ou assunção de compromissos junto a terceiros." (AC) "Oferta pública ou colocação de títulos no mercado" (AC) Disposto na LRF: Art. em tal dispositivo.

os limites serão repartidos entre seus órgãos de forma proporcional à média das despesas com pessoal. quando houver. incluído o Tribunal de Contas da União. verificadas nos três exercícios financeiros imediatamente anteriores ao da publicação desta Lei Complementar. incluído o Tribunal de Contas do Estado. verificadas nos três exercícios financeiros imediatamente anteriores ao da publicação desta Lei Complementar. II. em percentual da receita corrente líquida.5% (dois inteiros e cinco décimos por cento) para o Legislativo. c) 40. incluído o Tribunal de Contas do Município. § 1o Nos Poderes Legislativo e Judiciário de cada esfera. III . 21 da Constituição e o art.6% (seis décimos por cento) para o Ministério Público da União.na esfera municipal: a) 6% (seis por cento) para o Legislativo.na esfera estadual: a) 3% (três por cento) para o Legislativo. destacando-se 3% (três por cento) para as despesas com pessoal decorrentes do que dispõem os incisos XIII e XIV do art. II . em percentual da receita corrente líquida.339 a) 2.no Poder Legislativo: a) Federal. b) 54% (cinqüenta e quatro por cento) para o Executivo. repartidos de forma proporcional à média das despesas relativas a cada um destes dispositivos. d) 2% (dois por cento) para o Ministério Público dos Estados. b) 6% (seis por cento) para o Judiciário.o Ministério Público. as respectivas Casas e o Tribunal de Contas da União. c) 49% (quarenta e nove por cento) para o Executivo. .9% (quarenta inteiros e nove décimos por cento) para o Executivo. 31 da Emenda Constitucional no 19. b) 6% (seis por cento) para o Judiciário. d) 0. § 2o Para efeito deste artigo entende-se como órgão: I .

169 da Constituição. 168 da Constituição. respectivamente.028/00. 92 da Constituição. § 4o Nos Estados em que houver Tribunal de Contas dos Municípios. 20. § 6o (VETADO) Art. V e 36. acrescidos e reduzidos em 0.340 b) Estadual. § 3o Os limites para as despesas com pessoal do Poder Judiciário. parágrafo único (todos da LRF).as exigências dos arts.o limite legal de comprometimento aplicado às despesas com pessoal inativo.4% (quatro décimos por cento). 16 e 17 desta Lei Complementar. os tribunais referidos no art. quando houver. A oferta ou colocação de títulos no mercado (art. a Câmara de Vereadores e o Tribunal de Contas do Município. a entrega dos recursos financeiros correspondentes à despesa total com pessoal por Poder e órgão será a resultante da aplicação dos percentuais definidos neste artigo. serão estabelecidos mediante aplicação da regra do § 1o. o Tribunal de Justiça e outros. quando houver. a Câmara Legislativa e o Tribunal de Contas do Distrito Federal. b) Estadual.dentre outros . O art. os percentuais definidos nas alíneas a e c do inciso II do caput serão. c) do Distrito Federal.359-H) é o último tipo penal criado pela Lei n° 10. e o disposto no inciso XIII do art. 21. atraindo .o 29. III . 21 da Constituição. d) Municipal. § 5o Para os fins previstos no art. 61.no Poder Judiciário: a) Federal. ou aqueles fixados na lei de diretrizes orçamentárias. É nulo de pleno direito o ato que provoque aumento da despesa com pessoal e não atenda: I . a cargo da União por força do inciso XIII do art. a Assembléia Legislativa e os Tribunais de Contas. II . é norte para o entendimento da figura penal: . Parágrafo único. 37 e no § 1o do art. Também é nulo de pleno direito o ato de que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo Poder ou órgão referido no art.

ou títulos da dívida de emissão da União para aplicação de recursos próprios. poderão ser oferecidos em caução para garantia de empréstimos. É o que ocorre. por exemplo. O disposto no caput não proíbe instituição financeira controlada de adquirir. com o crime denominado contratação de operação de crédito. conforme definido pelo Ministério da Fazenda. no qual a sanção prevista para as hipóteses tratadas no caput do art. Vimos todas modalidades típicas penais a cuja conduta corresponde privação de liberdade. 359-A é estendida àqueles . autorizar ou promover a oferta pública ou a colocação no mercado financeiro de títulos da dívida pública sem que tenham sido criados por lei ou sem que estejam registrados em sistema centralizado de liquidação e de custódia:" (AC) "Pena – reclusão. 29. contenha agora nove novos tipos. são adotadas as seguintes definições: V . de 1 (um) a 4 (quatro) anos. ou em outras transações previstas em lei. 36. Art. embora o Código Penal. o correto é que as hipóteses abstratas de condutas típicas superam. posto que muitos crimes se desdobram. Para os efeitos desta Lei Complementar. modificado pela Lei n°10. É proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle.341 "Art. em muito. Os títulos da dívida pública. alcançando outras condutas. Em realidade. Ordenar. aquela contagem. na qualidade de beneficiário do empréstimo. 61. títulos da dívida pública para atender investimento de seus clientes. 359-H. desde que devidamente escriturados em sistema centralizado de liquidação e custódia.028/00. Art. Parágrafo único. pelo seu valor econômico. no mercado.refinanciamento da dívida mobiliária: emissão de títulos para pagamento do principal acrescido da atualização monetária." (AC) Artigos da LRF abaixo descrito: Art.

dizemos de modo bem resumido .”). por isso. Os outros são aspectos relativos ao próprio ilícito (exemplo: “sem prévia autorização legislativa”). Esse fato. de 19 de outubro de 2000. autorizar. Basta o amoldamento da conduta ao tipo para que aquela se aperfeiçoe. para caracterizar crime deve ser típico e antijurídico. Na composição do tipo penal. não possui aplicação universal.028. A culpabilidade é pressuposto da pena e se aloca fora do fato. as condutas praticadas antes de tal data são fatos sem a menor significação para o Direito Penal. Um fato.usada pelo legislador . A expressão “incide na mesma pena quem” . É a regra que se extrai do próprio estatuto repressivo (art. Aqui os elementos (componentes) do delito. são todos crimes dolosos. No tocante ao assunto lei penal no tempo pode-se dizer que essa espécie de lei. São crimes que não demandam para a sua consumação a apresentação de resultado naturalístico e. temporal e pessoal. o que ocorreu no dia 20 daquele mesmo mês. O crime . Os primeiros traduzem aquelas condutas corporificadas em núcleos escritos através de verbos que se expressam no presente do indicativo (exemplo: “ordenar. as infrações acima descritas se submetem (com exceção daquela prevista no art. diz que ela entra em vigor na data de sua publicação.revela a procedência de nossa assertiva.. A todo modo. segundo parte da doutrina. encontramos os seus elementos (objetivos e normativos). Os crimes que o Código Penal prevê. é correto afirmar que a eficácia limitada da lei penal deve ser encarada debaixo dos aspectos territorial. Conclusão: . pois a cláusula de vigência da Lei n° 10. um comportamento humano ou uma conduta (positiva ou negativa.. mas junto ao agente. promover. como muitas.é um fato. Se a aplicação é restrita (em termos). 339 do CPB) ao regime do juizado especial criminal (Lei n° 9. Importa-nos o aspecto temporal. Sendo assim.099/95). ação ou omissão) que encontra correspondência numa regra genérica e abstrata (a lei).342 comportamentos referidos nos incisos I e II do parágrafo único deste mesmo artigo. são considerados crimes de mera conduta. parágrafo único CPB).18. relativos às finanças públicas.

o rigor pelo qual caminhou o legislador quando estabeleceu a quantidade de pena para os crimes previstos nessa lei em comento. que quando não ilegais. isso ocorreu e a lei n. esta estará. quando proibida pela norma. estabeleceu-se o clima favorável à promulgação de diploma legal punitivo na esfera criminal. pautados em regras (leis). Não se acreditava que o legislador obrasse com tanto rigor. ao lado do apelo popular. todavia. diante dos fatos presentes. 10. encarcera o agente perigoso. sendo publicada no Diário Oficial da União no dia 20 daquele mesmo mês. vale dizer. na transparência e elevação de propósitos. o que deveria ser procedimento habitual. Isso não significa que pelo simples fato de se ter lei regrando ou coibindo uma conduta.028 veio à luz em 19 de outubro de 2000. Ora. o que certamente está a patrocinar a revolta da nação quando o assunto versa sobre a política e seus atores. que para se proteger. verificou-se dar lugar a procedimentos deploráveis. ao menos imorais. A moderna tendência mundial é reservar a cadeia somente para quem revela periculosidade. porquanto tornou-se necessária a moralização das atividades dos entes públicos.343 Na verdade. clamou-se pela moralização da atividade política e tais medidas vieram por meio de leis. No campo da repressão penal. pelo lastimável caminho da lei. a primeira crítica feita é quanto à severidade do legislador ao cominar pena ao tipo legal. Sabemos todos que a política é extremamente necessária para que possamos viver em sociedade. assoalhada na ética ou mesmo não ocorrerá. . que coroou a Lei de Responsabilidade Fiscal. Nesse quadro. emanadas do legislador. quando regrada. diante da conjuntura vivenciada por todos os brasileiros. com o fim de desestimular condutas que são nocivas ao corpo social ocorre o mesmo. a ponto de atingir a sociedade. ator político. estabelecendo regras e gestões administrativas que objetivem a harmonia na convivência social. pautado na ética. mecanismos de controle social. Essa lei. na honestidade. embora severíssima. O que se precisa é alguma coisa que se antecipe à lei. com o fim da paz social. Mas.

mas jamais com a prisão. . caracterizando crime com punição de até quatro anos de reclusão. objetivando adiar a entrada em vigência da nova lei e argumentam eles que as dívidas já haviam sido contraídas e agora.344 Busca-se incansavelmente formas outras de punir o homem que. independentemente da periculosidade revelada pelo agente. porquanto de dificílima aplicação. prendê-lo. até pela oportunidade. Tal dispositivo provocou uma preocupação generalizada nos administradores públicos. é quanto a punição aos administradores públicos que deixarem. com exceção do caso de trazer um benefício ao acusado. dívidas a seus sucessores. organizada pela Confederação Nacional de Municípios. estabeleceu que é crime contrair dívidas. em especial nos prefeitos. surpreendidos pela nova lei. o legislador somente criou uma bandeira política. que já contraíram dívidas superiores à sua capacidade de saudá-las. uma vez que a pena mais dura sempre está a provocar hesitação no julgador. obrigando-os a deixarem-nas como herança a seus sucessores. talvez demagógica. seus efeitos jurídicos somente poderão ser produzidos a partir dessa data. embora tenha cometido crime. a promiscuidade reinante. não sendo aquele perigoso. no final de seus mandatos. se a nova lei de crimes fiscais. não age para o passado. Outro aspecto que precisa ser abordado. como se o legislador desconhecesse a realidade prisional brasileira. tal somente poderá gerar efeitos para aqueles agentes públicos que assim procederem após a entrada em vigência da nova lei. deixando-as a seu sucessor. que preferiu. nossa precariedade no setor. estariam sujeitos à cadeia. sem dinheiro em caixa para saudá-las. de severidade extrema. a lei penal não retroage. precisa ser punido. Penso que um esclarecimento liminar é oportuno e indispensável. A preocupação é tanta que provocou manifestação de prefeitos em Brasília. sem previsão de recursos para saudá-las. encarcerá-lo. no final do mandato. isto é. Assim. pois embora lei penal possa entrar em vigência. enfim a propalada falência do sistema penitenciário nacional. Assim. Percorreu caminho frontalmente diferente o feitor de leis brasileiro. antes não.

Desses princípios destacamos a irretroatividade da lei penal. Se fora antes. segundo o qual. não haverá crime. optamos pois. . conforme prevê a legislação vigente. Assim. a preocupação dos prefeitos. frustando dessa forma a nação que sente-se. desconhecendo que dificilmente essa pena será imposta. por negligência. durante o jogo.345 Em outras palavras. quando o agente a tenha realizado por culpa. isto é. a conduta em exame somente seria crime se realizada pela modalidade dolosa. deseja o resultado. na ocasião em que ocorrera. Um derradeiro lembrete. não há crime. uma vez que poderíamos estar no plano da imoralidade. caso contrário. não se pode mudar as regras do jogo. é que o eventual agente. mas jamais da ilegalidade penal. o que afastaria o caráter criminoso da conduta. a priori. para que tais regras novas alcancem condutas realizadas no início do jogo. não se admitindo a tipicidade. iludida. Dessa forma. o que pensamos desnecessária e relembramos alguns princípios jurídicos que precisam ser observados quando da análise do texto legal. uma conduta somente pode ser considerada crime se existia lei anterior assim definindo-a. inclusive sobre sua vigência e efeitos. caso condenado por esse crime. quando o agente quer. Seria um contra senso. salvo para benefício do acusado e também o princípio da reserva legal. o crime poderá ter existido. todavia. imperícia ou imprudência. caso não se consiga a prorrogação da entrada em vigência dessa nova lei. Muito ainda se falará sobre essa lei. alardeia tal fato. poderá ainda obter a substituição de sua pena de prisão por uma pena alternativa. esta lei é complexa e prevê muitas condutas. face a substituição possível. o que mais uma vez demonstra o despreparo do legislador que inaugura lei com pena severíssima. pela ausência de previsão legal nesse sentido. à época dos fatos. pelas condutas anteriores é descabida. senão uma armadilha e não é isso que deseja o legislador. muito antes das regras novas existirem. mais uma vez. em comentá-la sob o aspecto de sua severidade extremada. haverá que se apurar se eventual dívida contraída ocorrera antes ou após o dia 20 de outubro de 2000. instaurada a investigação. Se ocorrera após. Ainda assim. pretende.

61). 42. Tipo contravencional. Elementos normativos sob a forma de termos jurídicos: funcionário público (art.941. subjetivos e normativos. Distinção entre crime e contravenção – art. Elementos normativos do tipo contravencional francamente referentes à ilicitude da conduta: sem as formalidades legais (art. Princípio da especialidade (art. Art. 22 e § 1º). Função da tipicidade. Generalidades. 10 CPB. 2º CPB.) “Abolitio Criminis e retroatividade da lei mais benéfica – art. 1º LICPB (Decreto Lei 3. 1º CPB. Elementos do fato típico contravencional. Relação de causalidade. 1º L. I). Infrações penais – crimes (delitos) e contravenções.941. pessoa inexperiente (arts. 45). 29 e 65 LCP. Ausente um desses requisitos não há contravenção. função pública (arts. Contagem de prazo – art. XL. 46 e 66. Tempo da contreavenção – art. Resultado: arts.346 LEI DAS CONTRAVENÇÕES PENAIS DECRETO LEI Nº 3. Parte geral. Tipicidade. Características da contravenção sob o aspecto formal. II). Princípios da legalidade e da anterioridade da lei contravencional (arts. Conceitos material e formal de contravenção. Elementos objetivos: importunar (art. CF e art.688 DE 03 DE OUTUBRO DE 1. 61). 5º. 32).. 31 e 44). Objeto da contravenção. Sujeitos ativo e passivo. 4º CPB.P.914 de 09 de dezembro de 1. na via pública (art. Conceito de fato típico contravencional. Aplicação das regras gerais do Código Penal. 3º CPB. . 12 CPB). : fato típico e ilícito.C. em desacordo com as prescrições legais (art. Formas de conduto contravencional: ação e omissão. Elementos do tipo: objetivos. Elementos normativos do tipo referentes a expressões culturais (extrajurídicos): pudor (art. Leis excepcionais ou temporárias – art.

Culpabilidade como pressuposto da pena. LCP. 23 CPB. 91. Confisco: Art. Elementos da culpabilidade e causas de exclusão. I. Prescrição: arts. IV CPP. CPB. Fundamento da impunidade da tentativa. Comunicação falsa de contravenção: art. 51 LCP e 65 LCP. 4º LCP. 17 CPB. § 1º). Art. Prisão em flagrante: casos em que o contraventor se livra solto: art. 3º LCP. 60). Imputação falsa de contravenção: difamação. Arts. 29 e 31 LCP. 19 CPB. 21 LCP. Fiança: arts.347 Elementos subjetivos do tipo: por motivo de urgência (art. Causas extintivas de punibilidade: arts. 322 e segs. Antijuridicidade ou ilicitude. CPP. Art. 339. lei 2. III. 321 CPP e art. 323. Art. com ele praticando contravenção ou induzindo. 14. II. Culpa na LCP – decorre da própria descrição legal do fato Arts. 59 e 60 LCP (vadiagem e mendicância). 340 CPB. . Contravenção impossível: art. 107 a 120 CPB. 22. Receptação de produto de contravenção: fato atípico.252/54. Não existe na LCP onde não há resultado naturalístico qualificador. Dolo e culpa nas contravenções. 5º e 7º CPB. II. Voluntariedade. 2º LCP. Territorialidade. Causas excludentes da ilicitude: art. Conceito de culpabilidade.a cometê – la. Art. Consentimento da vítima: efeitos.arts. § 2º. 19 LCP e Art.069/90). Momento consumativo: art. Contravenções inafiançáveis: art. Art. Art. 4º LCP. CPB. a. 323. Corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 anos de idade. Preterdolo – art. Denunciação caluniosa de contravenção: art. por ociosidade ou cupidez (art. Legislação aplicável ao menor que comete contravenção: Estatuto da Criança e do adolescente (lei 8. 109 e 110 CPB. Tentativa. CPB. 1º. Art. Dolo e culpa. É objetiva ou material.

Revogado pela lei 9. Prevê caso de perdão judicial. . Aplicação da pena de multa :arts. 5º LCP. 33 CPB). 180 LEP. 29 LCP. Conversão da multa em prisão simples. Fixação de prisão simples: arts. Art. 44 CPB. não subsistindo qualquer efeito condenatório. Regimes aplicáveis às contravenções: semi-aberto e aberto. Art. 51 CPB. 7º LCP.984. Sentença estrangeira (art. Causas de aumento e diminuição.348 Natureza jurídica da xpressão: “não é punível a tentativa de contravenção”.268/96. Conversão: art. 59 e 68 CPB. Concurso de crime e contravenção: art. Art. Arts. 21 CPB. Art. As penas acessórias foram extintas pela reforma de 1. Suspensão condicional da pena de prisão simples. Erro de direito. Prisão simples. 76 CPB. Penas restritivas de direitos: art. 49 e 60 CPB. 8º LCP. 63 e 64 CPB. Limites concretos da pena de multa: arts. Limites das penas. Reincidência. 49 e 60 CPB. Exceção: art. Art. Erro de proibição nas contravenções: art. Súmula 18 STJ: a sentença que o concede é declaratória da extinção da punibilidade. agravantes e atenuantes. 10 LCP. Desistência voluntária e arreopendimento eficaz: não tem aplicação.(art. Trabalho. Art. 9º LCP. Penas principais. 6º LCP. Sistema do dia multa. 9º CPB). Art.

15 LCP – dispositivo revogado pela lei 7. Presunção de periculosidade.209/84. 83 a 90 do CPB. Art. Foram extintas pela lei 7. 26. Quanto à aplicação do sursis. 96 a 99 do CPB. 14 LCP. caput e 97 do CPB. Livramento condicional – arts.349 Art. Dispositivo alterado pela lei 7. 77/82 do CPB. Art. Art. Internação em colônia agrícola ou em instituto de trabalho de reeducação ou de ensino profissional.209/84. 11 da LCP. Art. Contraventor inimputável – arts. 12 LCP.209/84. d) presença de circunstâncias pessoais favoráveis. Requisitos para a aplicação do sursis: a) prisão simples imposta na sentença condenatória não pode ser superior a dois anos. Medidas de segurança. c) o condenado não pode ser reincidente em crime doloso. Penas acessórias. 13 LCP. b) deve ser considerada incabível a substituição da prisão simples por pena restritiva de direitos. Suspensão condicional da execução da pena – arts. 11 LCP. . 12 do CPB e 1º LCP deve ser atendido o disposto no art. 97 CPB. 16 LCP. Arts. 175/179 da LEP – verificação da cessação da periculosidade. Art. Art.984 – arts. Revogado pela reforma de 1. Internação em manicômio judiciário ou em casa de custódia e tratamento. atendendo ao disposto nos arts.

Importar.437/97. 18 LCP apenas armas brancas e munição. Juizados especiais criminais – leis 9. Contravenção de perigo abstrato. art. . Concurso de normas: armas de fogo – art. Vender. É tipo penal alternativo.069/90. Lei 9.437/97. Sujeitos da contravenção. Art. Proteção à pessoa. Art. I. Exportar.099/95 e 10. 18 LCP. 109. 10. Objetividade jurídica. 10 da lei 9. CF – Justiça estadual. Condutas típicas. Fabricar. Sujeito passivo a coletividade. Fabrico. § 1º.350 Ação penal. 17 LCP. Competência: art.259/01. IV. 242 lei 8. comércio ou detenção de armas ou munição. Estatuto da criança e do adolescente. Ter em depósito. Contravenção de ação múltipla ou de conteúdo variado. PARTE ESPECIAL CAPÍTULO I DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES ÀPESSOA. Art. Art.

“sem permissão da autoridade”. Lei 9. Art. Sujeito ativo. o chumbo. 180 CPB). 8º. Art. . Elemento subjetivo do tipo.351 Venda de arma – habitualidade (comércio). 10.170/83. lei 7. Contrabando ou descaminho (Art. 19 LCP. Armas brancas próprias e impróprias. Momento consumativo. Objetividade jurídica. como o projétil.437/97. Contravenção comum. Porte de arma. o cartucho. 334 CPB). VII. CF: competência privativamente à União a autorização e fiscalização da produção e do comércio de material bélico. Munição: é toda matéria com destinação específica de servir para carga e disparo da arma. 12. a cápsula. integridade física e a saúde dos cidadãos. É múltipla: vida. a pólvora . Objetos materiais: armas brancas e munições. Dolo. Receptação dos objetos materiais ou do produto da contravenção: fato atípico (art. Subsidiariedade expressa. Art. Elemento normativo do tipo. Concurso de normas: art. Sujeito passivo.

Arma guardada no interior de bar. h. pela forma com que é conduzida. a: “quando a lei o determina”. segundo a sua natureza e destinação. sprays de gás. art. § 1º.911/35. não se mostra imediato e fácil. Exemplos. Trazer consigo: é necessário que a arma esteja sendo portada de maneira a permitir seu pronto uso. Dolo. Armas brancas para efeito da contravenção: punhal. “fora de casa ou dependência desta”. 41. § 2º. Elemento normativo do tipo. Transporte impunível: só ocorre quando o uso da arma. navalha. faca. Exigência de perícia na arma para a demonstração da potencialidade ofensiva no momento do fato. . 6. Só as armas brancas integram a contravenção. cassetete de ferro revestido de borracha. 5º. Decreto Estadual nº 6. §§ 4º e 5º CPB. machadinha. Porte e transporte. Dec. Presidiário encontrado portando estilete dentro da cadeia: cadeia é sua casa ou residência. peixeira. Porte de arma e legítima defesa.352 O Estado. Arma defeituosa. – o porte fica na dependência de autorização da autoridade. Duas posições. Conduta típica. Proibição de trânsito com arma em locais onde haja aglomeração de pessoas. Armas: próprias e impróprias. Elemento espacial do tipo. estilete.911/35. Comprimento da lâmina de arma branca: 15 cm será vulnerante e considerada arma proibida (art. Elemento subjetivo do tipo. “sem licença da autoridade” – caput. Conceito de casa: art. 150.

traz a arma consigo. independentemente de fiança.437/97. Tipos assemelhados. 20 LCP. Lei 8. cartazes. Conduta típica. Art. Objetividade jurídica. b e c: com o manejo ou apoderamento. fora de casa ou de suas dependências. Liberdade provisória: no caso do § 2º o sujeito de livra solto.(desde que seja fornecida arma branca ao menor). Anunciar. Crime de aborto – arts. § 1º. televisão. Crime de constrangimento ilegal com ameaça por meio de arma: art. etc. § 2º. 124/128 CPB. salvo se vadio (art. 242. 321. § 2º. II. lei 9. 146. Menor de dezoito anos: art. . Sujeitos do delito. § único. CPP).353 Causa de aumento de pena. Direito à vida. a: com a simples omissão. “a”: norma penal em branco. Anúncio de meio abortivo. filmes. Infração de perigo abstrato. CPB. Arma de fogo: art. 10. Meios de execução: imprensa escrita ou falada. Momento consumativo: no instante em que o sujeito.069/90.

Elemento subjetivo do tipo. Conduta típica. Subsidiariedade implícita: as vias de fato são absorvidas pelos crimes em que a violência física funciona como meio de execução expresso: estupro. Dolo. roubo. Vias de fato. etc. Art. Consunção: as vias de fato são absorvidas pelos crimes em que a violência física. consistente em meio ou série de atos capazes de provocar o aborto. Sujeitos do delito. Tipo subsidiário. Elemento subjetivo do tipo. Conceito e objetividade jurídica. 21 LCP. Com a prática de vias de fato. embora não expressa no tipo. Vias de fato e tentativa de lesão corporal. pode funcionar como meio de execução: lesão corporal. homicídio (crimes progressivos em relação à contravenção). Vias de fato e crime de lesão corporal. Momento consumativo: com o simples anúncio. Vias de fato e injúria real. Dolo. . Ação penal. extorsão.354 Conteúdo do anúncio: deve versar sobre processo abortivo. Momento consumativo e tentativa.

lei 9. “Sem observar as prescrições legais.099/95. A lei não exige que seja doente mental. A liberdade pessoal e a segurança social. Omissão na retirada de pacientes: § 2º. salvo se vadio (art. Conceito e objetividade jurídica. Elemento normativo do tipo: “sem as formalidades legais”. 22 LCP.355 Art. § 1º: Elemento normativo: sem as formalidades legais. Indevida custódia de doente mental. Internação de viciados em drogas: lei 6368/76. . Ausência de comunicação à autoridade competente (§ 1º): autoridade competente é o Delegado de Polícia. 322. Conduta típica. Com a saída do doente mental: § 2º. 14 do Decreto nº 24. Internar. Internação irregular em estabelecimento psiquiátrico.559/34 (que dispõe sobre a assistência e proteção de psicopatas). CPP). Conceito e objetividade jurídica. Art. 88. Contravenção própria.559/34. previstas no Decreto nº 24. I e II. Art. Receber (acolher). Momento consumativo: com a internação – caput. Ao término do prazo concedido: § 1º. independentemente de fiança. Liberdade provisória: trata – se de contravenção em que o sujeito se livra solto. Sujeitos da contravenção. Doente mental: incapaz de compreensão e autogoverno. Elemento subjetivo do tipo: Dolo.

ou fraude. Instrumento de emprego usual na prática de furto. Ceder. 22. 321. 24 LCP. Sujeitos das contravenção: qualquer pessoa e o doente mental. II. Elemento subjetivo do tipo. 148 CPB): há violência física. Capítulo II. Gazua: é todo instrumento apto a fazer funcionar fechadura. Proteger a liberdade pessoal e a segurança social. 22. moral. Das contravenções referentes ao patrimônio. Quando se inicia a custódia do doente mental. Elemento normativo do tipo.356 Art. salvo se vadio (art. “Sem autorização de quem de direito”. Subsidiariedade: o art. Momento consumativo. Conceito e objetividade jurídica. Seqüestro ou cárcere privado (art. 23 LCP. cadeado ou aparelho similar. Tratando – se de estabelecimento psiquiátrico aplica –s e o art. Dolo. Conduta típica. 23 é subsidiário em relação ao art. Passivo: a coletividade. Receber e ter sob custódia. . Conduta típica: Fabricar: A norma penal pune o fabrico ilegal. Vender. Liberdade provisória: o sujeito se livra solto. Sujeitos da contravenção: ativo qualquer pessoa. Art. independentemente de fiança. CPP).

Vadio: é o sujeito que pratica a ociosidade com habitualidade. Condenação irrecorrível por crime de furto ou roubo. Ativo: contravenção própria. pé de cabra. 60 LCP) Passivo: a coletividade. Momento consumativo: com a posse do objeto material. gazuas.357 Outros instrumentos: alicate. Sujeitos da contravenção. embora tendo condições de trabalhar. CPB. serra. lima. A enumeração é taxativa. formões. Instrumentos de posse proibida: chaves falsas. pé de cabra. Ilegitimidade da posse: não há contravenção na posse justificada. 59 LCP) Mendigo: é o sujeito que vive de esmolas. Elemento subjetivo do tipo: dolo. Momento consumativo: com o início da fabricação ou com a cessão ou venda do objeto material. não possuindo renda para lhe custear a subsistência. Elemento subjetivo do tipo: dolo. Conduta típica: consiste na posse de instrumentos de uso comum na prática de crime de furto ou roubo. Instrumento empregado usualmente na prática de crime de furto: ou roubo.(art. 25 LCP. chave de fenda. Posse não justificada de instrumento de emprego usual na prática de furto. 60. Conceito e objetividade jurídica. O furto absorve a contravenção. (Art. Multa vicariante: art. . Art. § 2º.

Disparo de arma de fogo. armeiro. A culpa como elemento normativo do tipo: consiste na negligência do sujeito. Violação de lugar ou objeto. Capítulo III.. Conduta típica.. 27 LCP: Dispositivo revogado pela lei 9. CPB. Conceito e objetividade jurídica. Art. etc.. Das contravenções referentes à incolumidade pública. Ativo: contravenção própria. Momento consumativo ou tentativa: com a abertura. 60. que absorve a contravenção. Concurso de pessoas: se o contraventor tem conhecimento de que a abertura da fechadura. 26 LCP. responde pelo crime. mecânico.521/97.(ferreiro. Sujeitos da contravenção.) Passivo: a coletividade. a título de co – autor ou partícipe. Exploração da credulidade pública. Abrir fechadura. presta – se à prática de furto ou roubo. b) comissiva: abertura da fechadura. etc. chaveiro.. Art. (dar acesso. . serralheiro. desobstruir a entrada) Formas típicas: duas condutas – a) omissiva: ausência de diligência no conhecimento da pessoa que solicita a abertura. Multa vicariante: art.358 Concurso de infrações: o furto e o roubo absorvem a contravenção quando cometidos no mesmo contexto de fato. § 2º.

Elemento normativo do tipo: culpa.359 Art. Provocar: dar causa ao desabamento de construção. 30 LCP. Sujeitos do delito. a incolumidade pública ou ao patrimônio de outrem).605/98. § 1º. 256 CPB – há perigo concreto de dano a vida. Conceito e objetividade jurídica. Elemento subjetivo do tipo: dolo. Art. Lei 9. 28 LCP: Caput do dispositivo revogado pela lei 9. Desabamento de construção. Incolumidade pública. III. Art. Passivo: o Estado. Incolumidade pública. Conceito e objetividade jurídica. Perigo de desabamento. Art. Art. Momento consumativo: com o desabamento total ou parcial da construção. 42. Erro no projeto ou execução. Desabar: ruir. Sujeitos da contravenção. 29 – trata – se de contravenção de perigo abstrato. § único: continua em vigor (queima fogo de artifício). Ativo: qualquer pessoa. 29 LCP. Conduta típica. .437/97. Subsidiariedade expressa: é absorvido por crime contra a incolumidade pública (art.

Secundariamente as pessoas vítimas de perigo de dano. Art. Excitação ou irritação de animal (§ único. Omissão de cautela na guarda ou condução de animais. Contravenção de perigo abstrato. Animal de tiro é o que carrega veículos. Elemento subjetivo do tipo: dolo. Momento consumativo: com a simples omissão. Animal perigoso: que pode causar dano a terceiro. . Sujeitos da contravenção. Deixar em liberdade: livre em local público.360 Conduta típica omissiva: comportamento negligente do proprietário ou responsável pela conservação da construção. não tem meios de dominar o animal perigoso. Resultando lesão corporal. “a” – com a sua entrega a terceiro ou abandono. 31 LCP. etc. Estado ruinoso da construção: determinado de acordo com normas administrativas (código de obras). seja ou não feroz. psíquicas. Conduta típica. Momento consumativo. Conceito e objetividade jurídica. Passivo: a coletividade. Ativo: qualquer pessoa. Caput – abandono do animal ou com a simples omissão na cautela. “c”). A incolumidade pública. “b” – com a excitação ou irritação. Cão de guarda: é educado para agressão Pessoa inexperiente: é aquela que pelas suas condições físicas.

(Perigo abstrato). Falta de habilitação para dirigir veículo. Sujeito Passivo – a coletividade. Art. 32 LCP. Embarcação a motor – art. I – Conceito e objetividade jurídica. VI – Momento consumativo. V – Elemento espacial do tipo – águas públicas. . Com o início da condução da embarcação. II – Sujeito ativo – qualquer pessoa. Não admite autoria mediata. I – Conceito e objetividade jurídica. IV – Elemento normativo do tipo – sem a devida habilitação. 32 LCP. 306 CTB. Art. cassada a habilitação. 308 CTB.503/97). Dirigir veículo. Nas outras hipóteses subsiste o art. Contravenção de mão – própria. Objetividade jurídica – a incolumidade pública. 311 CTB. Incolumidade pública. 34 LCP. III – Elemento subjetivo do tipo – dolo. Dirigir veículo com excesso de velocidade nas proximidades de escola. 34 da LCP. Elemento subjetivo (dolo) e normativo (culpa) do tipo. DIREÇÃO PERIGOSA DE VEÍCULO NA VIA PÚBLICA. Embriaguez ao volante – art. no que tange à segurança do trânsito de veículos. Veículo automotor + perigo (concreto)de dano = art. causando perigo de dano – art.361 “c” – com o perigo decorrente da condução perigosa. 309 CTB. 309 CTB (Lei 9. etc – art. Racha – art.

Art. V – Elemento subjetivo do tipo – dolo. 42 LCP. PERTURBAÇÃO DO TRABALHO OU DO SOSSEGO ALHEIOS. Deve realizar – se em via pública. Empinar motocicleta. A paz pública. expondo a segurança alheia a perigo de dano.Gritaria ou algazarra. A do art. Sujeito passivo – a coletividade.362 II – Sujeito ativo – qualquer pessoa. I . DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES À PAZ PÚBLICA. Invadir a preferencial desrespeitando a sinalização. 65 LCP): a Contravenção do artigo 42 perturba o sossego de um número indeterminado de pessoas. I – Conceito e objetividade jurídica. a tranqüilidade de uma pessoa determinada. 65. IV – Elemento espacial do tipo. . “Cavalo de pau. III – Elementos objetivos do tipo. VII – Momento consumativo – com a simples direção perigosa. III – Elementos objetivos do tipo. Sujeito passivo – a coletividade. Ultrapassagem perigosa ou em local inadequado. Dirigir veículo na via pública ou embarcação em águas públicas. Dirigir veículo em zigue-zague. Distinção com Perturbação da tranqüilidade (art. CAPÍTULO IV. II – Sujeito ativo – qualquer pessoa. Dirigir veículo na contramão de direção. VI – Qualificação doutrinária – é contravenção de perigo abstrato.

I – Conceito e objetividade jurídica. IV – Momento consumativo – com o ato de perturbar o trabalho ou sossego alheios. A norma visa a evitar que. Art. Dinheiro – deve ser atualmente válido. I – Conceito e objetividade jurídica. 43 LCP.363 II – Exercício de profissão incômoda ou ruidosa. III – Elementos objetivos do tipo. Art. II – Sujeito ativo – Qualquer pessoa. 45 LCP. Recusa de moeda de curso legal. III – Abuso de instrumentos sonoros. Recusa em receber. DAS CONTRAVENÇÕES REFERENTES À FÉ PÚBLICA. em circulação. venha a cometer crimes contra a fé pública. Simulação da qualidade de funcionário. Sujeito passivo – O Estado. CAPÍTULO V. IV – Provocar ou não impedir barulho etc. fingindo alguém ser funcionário público. Aceitar por valor inferior ao declarado. A validade do curso da moeda. V – Elemento subjetivo do tipo – dolo. . II – Sujeito ativo – qualquer pessoa. Sujeito passivo – o Estado. IV – Momento consumativo e tentativa. Quando da recusa ou da aceitação da moeda por valor inferior..

V – Elemento normativo do tipo – funcionário público. 46 LCP. Art. resguardando – se a fé pública. distintivo ou denominação. com abuso ou sem direito. Contravenção subsidiária. IV – Elemento subjetivo do tipo – dolo. V . 59 LCP. 45 LCP. “regulado por lei”.Momento consumativo – com o ato da simulação. o uniforme. II – Sujeito ativo – Qualquer pessoa. III – Elementos objetivos do tipo. I – Conceito e objetividade jurídica. VII – Momento consumativo. Protege – se a regularidade do uso de uniforme e distintivo de natureza oficial. Vadiagem. Uso ilegítimo de uniforme ou distintivo.364 III – Elemento objetivo do tipo – consiste em simular a qualidade de funcionário. Sujeito passivo – O Estado. Art. . V – Elemento normativo do tipo – “função pública”. I – Conceito e objetividade jurídica. 172 CPM. Usar em público. Uniforme militar – art. VI – Elemento espacial do tipo – em local público ou acessível ao público. Uso de uniforme para fingir – se funcionário público – art. IV – Elemento subjetivo do tipo – dolo. A simulação deve ser capaz de induzir a erro a autoridade ou um número indeterminado de pessoas. Art. 327 CPB.

O legislador considera que a conduta ociosa. um só ato já caracteriza a contravenção. tende à delinqüência.§ único. VII – Extinção da pena . IV – Elemento normativo do tipo. III – Condutas típicas. III – Conduta típica – ociosidade: qualidade de quem se presta a não trabalhar. sendo apto para o trabalho. não possui ocupação. pela sua reiteração. 60 LCP. Os bons costumes. Ilícita. VI – Momento consumativo – quando o comportamento do sujeito. Art. Exige –se habitualidade. nas condições da figura típica.365 Os bons costumes. II – Sujeitos da contravenção. . O tipo não exige a habitualidade. o preguiçoso. IV – Elementos subjetivos do tipo. Vadiagem não é apenas não ter emprego. Dolo + por ociosidade ou cupidez. demonstra ser um estilo de vida (habitualidade). II – Sujeitos da contravenção – Qualquer pessoa e a coletividade. Cupidez: ambição. cobiça. V – Momento consumativo – com a realização do ato de mendigar. não tendo renda para a sua subsistência. V – Ocioso ou vadio – é o que não trabalha. Aquele que. Vadiagem e subsistência mediante ocupação ilícita. Mendicância (REVOGADO) I – Conceito e objetividade jurídica.

Meios executórios – atos. no sentido do pudor. Importunar – perturbar. incomodar. Importunação ofensiva ao pudor. passar as mãos nas nádegas da vítima. I – Conceito e objetividade jurídica. IV – Elemento espacial do tipo – em local público ou acessível ao público. 61 LCP. Art. aborrecer. Arts. 233 e 234 CPB. I – Conceito e objetividade jurídica. Perturbação da tranqüilidade. 65 LCP. franguinha. Molestar – incomodar. II – Sujeitos da contravenção. Art. III – Conduta típica.366 VI – Causas de aumento de pena. A tranqüilidade pessoal. chamar a vítima de biscatinha. VI – Elemento subjetivo do tipo – dolo. Encostar lascivamente me mulher. gostosinha. . III – Conduta típica. II – Sujeitos da contravenção. Os bons costumes. V – Elemento normativo do tipo – pudor. palavras e gestos. VII – Momento consumativo – com a importunação.

Não há prazo para a comunicação. V – Momento consumativo – no instante em que o sujeito passivo é molestado. “ação pública” e “representação”. Omissão de comunicação de crime. Promotor de Justiça. Sujeito passivo – O Estado. V – Momento consumativo. A omissão de comunicação de contravenção é atípica. 66 LCP. Consuma – se com a omissão por tempo juridicamente relevante. “função pública”. II – Sujeito ativo – contravenção própria. desprezível). Art. balançar o portão da residência. CAPÍTULO VIII. Dolo + por acinte (propósito de perturbar) ou motivo reprovável (censurável. atirar pedras no telhado. . O normal funcionamento da Administração Pública. Delegado de Polícia. IV – Autoridades competentes: Juiz de direito. III – Elementos normativos do tipo – “crime”. I – Conceito e objetividade jurídica. Fogos de artifício lançados na direção da residência da vítima.367 Perturbar – atrapalhar. DAS CONTRAVENÇÕES RFERENTES À ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. IV – Elementos subjetivos do tipo. explosão de bomba junina.

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