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Índice

1. Introdução

 

2

2. Evolução histórica das embalagens

2

3. O mercado de embalagens no Brasil

4

3.1. Panorama geral sobre o segmento

4

3.2. Tendências e inovações no mercado de embalagens

5

3.2.1. Embalagem funcional

 

5

3.2.2. Embalagens práticas

6

3.2.3. Porções individuais

6

3.2.4. Preocupação com o consumidor idoso

6

3.2.5. Embalagens ativas e “inteligentes”

6

4. O papel da embalagem junto aos produtos

7

4.1. A importância da embalagem para os produtos

7

4.2. Finalidades de utilização no setor alimentício

9

4.3. Requisitos básicos para embalagens alimentícias

9

5. Classificação das embalagens

 

10

5.1. Embalagem primária

10

5.2. Embalagem secundária

10

5.3. Embalagem terciária (auxiliar)

10

6. Caracterização dos principais materiais utilizados

10

6.1.

Tipos de embalagens

10

6.1.1. O metal como material de embalagem

10

6.1.2. O vidro como material de embalagem

11

6.1.3. O

plástico como material de embalagem

12

6.1.4. O papel e o papelão como materiais para embalagens

13

6.1.5. Embalagens flexíveis para alimentos

13

7. O perigo das substâncias contaminantes em embalagens

13

7.1.

A atual preocupação com o Bisfenol

13

8. Projeto de embalagens

 

14

8.1. Desenvolvimento e projeção da embalagem

14

8.2. Enfoque sistêmico para embalagens alimentícias

15

8.2.1. Grupo estética

 

16

8.2.2. Grupo conveniência

16

8.2.3. Grupo

informações

essenciais

16

8.2.4. Grupo informações promocionais

16

8.2.5. Grupo informações educativas

16

9. Marketing em embalagens alimentícias

17

9.1. A importância do marketing na escolha do consumidor

17

9.2. A influência das cores nas embalagens

17

9.3. Formas e design de embalagens

18

9.5.

Variáveis que interferem na escolha dos produtos

19

10.

Legislação para embalagens alimentícias - ANVISA

20

10.1.

Leis específicas

20

10.1.1.

Lei nº 9.832

20

10.2.

Resoluções

20

11.

Conclusão

23

Referências

23

1.

Introdução

As embalagens, cada vez mais, assumem papel de extrema importância no dia-a-dia dos consumidores. Em especial as embalagens de produtos alimentícios, que por estarem em contato direto com os mesmos, transmitem uma primeira impressão sobre o seu conteúdo. Com o decorrer dos anos e devido à forte necessidade imposta através dos efeitos da globalização, a embalagem deixou apenas de ser um item do produto. Nos “tempos modernos”, esta se tornou tão importante quanto o próprio produto. É partir da embalagem que o consumidor terá a primeira impressão sobre a mercadoria que pretende adquirir. Evidentemente, não basta apenas oferecer uma boa embalagem se o produto não tiver qualidade. Porém, a embalagem atua hoje como uma ferramenta de marketing indispensável. No âmbito técnico, pesquisas constantes demonstram o potencial das embalagens e seus efeitos perante os alimentos. Neste caso, não só com a função de acondicioná-los para colocá-los a disposição dos consumidores, mas também no que se refere a suas propriedades e características sensoriais de uma maneira geral. A embalagem evolui porque o consumidor também evoluiu. Conseqüentemente, novas tendências foram criadas e o mercado deste segmento expandiu-se, demonstrando um potencial cada vez maior. No setor alimentício, as embalagens dão vida aos produtos. Neste caso, tanto ao assumir o seu papel técnico junto como também o mercadológico. Ambos, por sua vez, são fundamentais e se complementam na função da promoção das vendas.

2. Evolução histórica das embalagens

As primeiras “embalagens" surgiram há mais de 10 mil anos. Na época, as mesmas serviam como simples recipientes para beber ou estocar quaisquer produtos. Esses primeiros recipientes eram utilizados em estado natural. Ou seja, sem qualquer tipo de beneficiamento. Com o tempo, porém, melhores embalagens passaram a ser obtidas a partir da habilidade manual do homem. Tigelas de madeira, cestas de fibras naturais, bolsas de peles de animais e potes de barro, entre outros ancestrais dos modernos invólucros e vasilhames, fizeram parte de uma segunda geração de formas e técnicas de embalagem. A primeira matéria-prima usada em maior escala para a produção de embalagens foi o vidro. Por volta do primeiro século depois de Cristo, os artesãos sírios descobriram que o vidro fundido poderia ser soprado para produzir utensílios de diversos formatos, tamanhos e

espessuras. Essa técnica permitia a produção em massa de recipientes de vários formatos e tamanhos. Embora o uso de metais como cobre, ferro e estanho, tenha surgido na mesma época que a cerâmica de barro, foi somente nos tempos modernos que eles começaram a ter um papel importante para a produção de embalagem. No início do Século XIX, os ingleses utilizavam as latas de estanho. Desta forma, os enlatados de alimentos começaram a aparecer por volta de 1830. As latas de estanho e aço, por sua vez, difundiram-se durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto, o crescimento da demanda elevou o preço da folha-de-flandres, impondo aos produtores de latas a busca de uma matéria-prima substituta. Neste caso, o alumínio. A cerveja foi o primeiro produto a ser comercializado em latas de alumínio. Após a Segunda Guerra Mundial, a vida urbana conheceu novos elementos. Um deles foi o supermercado. A conseqüência disso foi o surgimento de inúmeras inovações na produção de embalagens. As novas embalagens deveriam permitir que os produtos alimentares fossem transportados dos locais de produção para os centros consumidores, mantendo-se estáveis por longos períodos de estocagem. As embalagens de papel e papelão atenderam a esses requisitos. Elas podiam conter quantidades previamente pesadas de vários tipos de produtos, eram fáceis de estocar, transportar e empilhar, além de higiênicas. É também do imediato pós-guerra o aparecimento de um novo material para embalagens, o plástico. As resinas plásticas, como polietileno, poliester, entre outras, ampliaram o uso dos invólucros transparentes, iniciado na década de 20 com o celofane. A utilização do plástico permitiu uma oferta de embalagens numa infinidade de formatos e tamanhos. Além da busca constante de materiais, a indústria de embalagem passou a combinar matérias-primas. As embalagens compostas reuniam características e propriedades encontradas em cada matéria-prima. É o caso das caixas de cartão, que ao receberem uma camada de resina plástica, tornam-se impermeáveis e podem ser utilizadas para embalar líquidos (sucos, leite). No Brasil, até o ano de 1945, poucos produtos eram comercializados pré-acondicionados. Na indústria de alimentos, os principais eram o café torrado e moído, o açúcar refinado, o extrato de tomate, o leite em garrafa, o óleo de semente de algodão e o vinagre. Quase todos os produtos de primeira necessidade eram vendidos a granel, pesados no balcão e embrulhados em papel tipo manilha ou embalados em sacos de papel. Além de alimentos, alguns outros produtos eram vendidos já embalados. São os casos, por exemplo, dos cigarros, cerveja, cera para assoalho, criolina, os inseticidas líquidos e produtos de

toucador, perfumaria e dentifrícios. Depois da Segunda Guerra Mundial, o processo de industrialização viabilizou a substituição de importações, impulsionando assim a demanda por embalagens ao consumidor. Vários setores reagiram as essas novas necessidades. Com a implantação da Companhia Siderúrgica Nacional, no início dos anos 1940, foi possível fornecer às indústrias de produtos alimentícios embalagens metálicas de folha-de-flandres. A partir dos anos 1960, houve um crescimento da produção de embalagens plásticas. Dos anos 1970 até os dias atuais, a indústria brasileira de embalagem vem acompanhando as tendências mundiais, produzindo embalagens com características cada vez mais especiais. Alguns exemplos estão voltados para o uso em fornos de microondas, tampas removíveis manualmente, proteção contra luz e calor, evidência de violação, entre outras.

3. O mercado de embalagens no Brasil

3.1. Panorama geral sobre o segmento

No Brasil, a industrialização e o desenvolvimento da embalagem têm possibilitado a redução da perda de alimentos e o aproveitamento de subprodutos industriais. Também tem contribuído significativamente no aumento da segurança alimentar e na popularização de produtos antes restritos a algumas parcelas da sociedade. Entretanto, ainda se perde muito alimento por falta de embalagens adequadas em nosso país. A perda de produtos por falha ou pelo não uso da embalagem correta traz conseqüências negativas para o meio ambiente, muitas vezes maiores do que o custo ambiental da fabricação e disposição final de uma embalagem adequada. No mercado atual, a embalagens vem sendo considerada como o maior veículo de venda e de construção da marca e da identidade de um produto. A mesma, de um modo geral, é considerada como o primeiro contato do consumidor com o produto, sendo assim fundamentais para a escolha e a compra. Alguns especialistas no assunto consideram que uma embalagem corresponde a um comercial de cinco minutos na gôndola do supermercado. Além disso, se considerarmos que a grande maioria dos produtos não aparece em comerciais de qualquer espécie, a embalagem cresce em importância. A embalagem e os rótulos ajudam as empresas a se comunicarem com os consumidores, bem como fornecer proteção, armazenagem e conveniência. A necessidade e expectativa dos consumidores passaram a ser consideradas como fatores de sucesso dos negócios. Por isso, é fundamental que as empresas do segmento se empenhem ao máximo

para entender, respeitar e satisfazer as aspirações dos mesmos. Observando-se o mercado, constata-se um forte trabalho de posicionamento dos produtos de consumo, utilizando principalmente a embalagem e a marca como seus principais diferenciadores. Com o aumento considerável da competitividade entre as indústrias, a embalagem assume uma importância cada vez maior. As tecnologias são desenvolvidas todos os dias no mundo todo. Neste caso, tanto para facilitar o processo produtivo, como principalmente para dar ao produto uma imagem mais atraente. Isso fez com que o conhecimento se tornasse fundamental para a concorrência e a manutenção no mercado.

3.2. Tendências e inovações no mercado de embalagens

Atualmente, muitas das exigências determinadas pelo mercado consumidor têm sido atendidas através de alterações no conceito das embalagens. Neste sentido, durante o processo de desenvolvimento das embalagens, é essencial combinar conveniência e praticidade, combinado a um impacto visual atraente e integrado ao cenário do ponto de venda. É importante ressaltar que simples mudanças nos hábitos dos consumidores e nas decisões de compras provocam grandes abalos no mercado de embalagens.

A habilidade das empresas em perceber essas mudanças torna-se cada vez mais

importante e necessária. Nos mercados atuais, podemos observar algumas tendências de crescimento. Estas, por sua vez, deverão ser consideradas durante os projetos de desenvolvimento das embalagens, tais como a preocupação com o meio ambiente, emprego do sistema "abre e fecha", utilização de materiais que possam ser utilizados tanto no freezer quanto no microondas, adequação das porções aos anseios do consumidor e, finalmente, a conveniência, principalmente aos idosos.

3.2.1. Embalagem funcional

A exigência do consumidor é por embalagens mais funcionais. O intuito é obter

informações claras e objetivas sobre o conteúdo das embalagens, detalhes sobre a fabricação do produto, formas de manipulação da embalagem, fechamento e re-fechamento, visando assim uma correta conservação do alimento. Sistemas de fácil abertura de tampas metálicas para latas e frascos de vidro são alguns exemplos da tentativa de se criar embalagens funcionais para o acondicionamento de alimentos. Com isso, é possível evitar a contaminação, bem como possibilitar uma melhor conservação, prolongando-se assim a possibilidade de consumo deste produto.

O consumidor está valorizando aspectos relacionados a uma vida saudável. Desta forma, cresce a importância de tecnologias de produção e acondicionamento que visam à produção de alimentos mais saudáveis, reduzindo alterações de qualidade e aumentando a vida útil dos alimentos frescos. Muitas vezes, dentro de uma só família, cada membro se alimenta em um horário diferente, preparando a sua própria refeição. Num âmbito geral, o mercado de embalagens precisa adaptar-se a essas características, pois o mesmo é responsável pela decisão de compra do consumidor.

3.2.2. Embalagens práticas

As embalagens práticas estão ligadas ao fato de que os consumidores demonstram, cada vez mais, a necessidade por produtos convenientes e de preparo fácil. Devido à falta de tempo oriunda da rotina diária, o consumidor busca produtos que agilizem sua vida. Os consumidores estão se importando com a facilidade de abrir o produto e ter a praticidade de conseguir retampá-lo, por exemplo. O fato de o produto poder ser re-tampado prolonga seu shelf-life (vida de prateleira) e permite que seja consumido aos poucos, representando uma economia significativa aos consumidores.

3.2.3. Porções individuais

A nova estrutura familiar, com redução no número de pessoas em casa e a tendência a morar-se sozinho motivam essa nova tendência. Além disso, o ritmo de trabalho intenso faz com que as pessoas dediquem cada vez menos tempo às refeições, levando a um aumento pela procura por alimentos industrializados e embalados em porções individuais.

3.2.4. Preocupação com o consumidor idoso

As embalagens devem considerar as necessidades da população idosa. Aspectos importantes, neste caso, estão relacionados à facilidade de abertura e a legibilidade do rótulo do produto. Para satisfazer esta última necessidade, a indústria estipula um tamanho mínimo permitido de letra. É desejável também que as cores utilizadas permita a máxima legibilidade.

3.2.5. Embalagens ativas e “inteligentes”

As embalagens ativas têm várias funções adicionais em relação às embalagens passivas, que são limitadas a proteger os alimentos de condições externas. As embalagens ativas alteram as condições do produto, aumentando sua vida de prateleira, segurança e

qualidade, bem como mantendo e melhorando suas características sensoriais. O próprio nome já significa a importância e a função deste tipo de embalagem, que é justamente a de participar ativamente junto ao produto. Cabe a ela não somente acondicionar o produto para disponibilizá-lo ao consumidor, mas também interferir diretamente em suas propriedades de uma maneira geral. Em países como Estados Unidos, Japão e Austrália, o conceito de embalagens ativas está sendo aplicado com sucesso. Na Europa, o desenvolvimento e a aplicação deste tipo de embalagem ainda são limitados. Neste caso, devido a motivos como restrições de legislação, resistência do consumidor e maior necessidade de conhecimento sobre a efetividade aos impactos econômico e ambiental. No Brasil, o desenvolvimento envolvendo embalagens ativas ainda está em nível laboratorial. As embalagens ativas e inteligentes apresentam grande potencial de aplicação no mercado de alimentos. Seu principal intuito é garantir a qualidade e a segurança de produtos.

A aplicação de embalagens ativas ou “inteligentes” é possível em diversos alimentos, tendo

como objetivo diferentes finalidades. O estudo aprofundado dos alimentos e das embalagens é necessário para identificar uma combinação favorável entre esses. A definição de uma legislação pertinente e específica às embalagens ativas e inteligentes é importante para regulamentar o uso destas tecnologias, bem como para informar ao consumidor sobre a sua aplicação segura. As embalagens ativas, num âmbito geral, são componentes de um sistema complexo de embalagens. A combinação de tecnologias básicas de processamento e de embalagens ativas e inteligentes é essencial. Com isso, a tendência natural estará voltada para uma maior segurança dos alimentos e o aumento da vida de prateleira dos produtos acondicionados.

4. O papel da embalagem junto aos produtos

4.1. A importância da embalagem para os produtos

Vivemos em um mundo onde os produtos embalados predominam. Praticamente, todos os produtos vendidos são embalados, seja na sua forma final, nas fases intermediárias de fabricação e também no transporte. Dentro deste contexto, a importância da embalagem

está se tornando cada vez mais significativa. Ela contribui tanto para a diminuição das perdas

de produtos primários, quanto para a preservação do padrão de vida do homem moderno.

As embalagens apresentam uma ampla variedade de formas, modelos e materiais. As mesmas fazem parte de nossa vida diária de diversas maneiras, algumas reconhecidas

facilmente, outras de influência bem sutil. Todas, porém, proporcionando benefícios que justificam a sua existência. O produto e a embalagem estão tão inter-relacionados que não podem ser considerados um sem o outro. O produto não pode ser planejado separado da embalagem, que por sua vez, deve ser definida com base na engenharia, marketing, comunicação, legislação, economia e inovação. Aprimoramentos na conveniência de uso, aparência, possibilidade de reaproveitamento, volume, peso, portabilidade e características de novos materiais são itens que promovem a modificação da embalagem de forma a adequá-la ao processamento moderno, reciclagem de lixo e estilo de vida. Para a maioria dos produtos alimentícios, fatores como design, forma e a função da embalagem podem ser quase tão importantes quanto o seu conteúdo. Os padrões gráficos de uma embalagem moldam a personalidade dos produtos. Em outras palavras, a embalagem faz a propaganda do produto.

É importante que as embalagens sejam projetadas de modo a enviar uma mensagem

clara e facilmente reprodutível na mídia visual. Os atrativos visuais da embalagem acabam tornando-se uma espécie de "vendedor silencioso". Percebe-se, deste modo, a importância da embalagem no mercado consumidor. A globalização mercadológica promove uma oferta cada vez maior de produtos, na mesma proporção da exigência da qualidade.

À medida que aumentam as exigências de qualidade de produtos, cresce igualmente a

necessidade de idealizar embalagens mais adequadas, convenientes e competitivas. A embalagem está assumindo valores e funções diferenciadas a cada dia. Inicialmente, ela foi criada para proteger e transportar produtos. Porém, nos dias de hoje, está se tornando cada vez mais importante, incorporando comunicações, aumentando o tempo de vida do produto e

proporcionando conveniência e conforto para o dia-a-dia dos consumidores.

A embalagem não é um produto final em si. No entanto, trata-se de um componente do

produto que é adquirido e utilizado diretamente pelo consumidor. Sua função é tornar compreensível o conteúdo e viabilizar a compra. Ela agrega valor ao produto e interfere na qualidade percebida, formando assim o conceito sobre o fabricante, elevando ou rebaixando a imagem da marca oferecida. O produto e a embalagem estão se tornando tão inter- relacionados que já não é mais possível considerar um sem o outro. Sendo assim, podemos dizer que a venda de um determinado produto depende quase que exclusivamente de como a sua embalagem se mostra ao consumidor. A embalagem é um elemento importante no auto-serviço para a empresa. Ou seja, ela vende por si só. Se um cliente construir uma imagem positiva da embalagem, ele agregará valor ao produto. Como conseqüência disso, ele comprará mais vezes os referidos produtos.

4.2.

Finalidades de utilização no setor alimentício

No setor de alimentação, a embalagem tem a função de conter o produto, assim como promover um meio adequado para servi-lo. De uma maneira geral, as principais finalidades das embalagens de alimentos são as seguintes:

- Proteger o produto de possíveis contaminações, perdas, danos ou degradações;

- Facilitar e assegurar o transporte e a distribuição dos produtos;

- Identificar o conteúdo quanto à espécie e quantidade;

- Identificar o fabricante e o padrão de qualidade do produto;

- Chamar a atenção e induzir o consumidor a adquirir o produto;

- Instruir o consumidor sobre a utilização correta e adequada do produto.

- Contenção (refere-se à capacidade da embalagem em conter o produto, servindo

recipiente). A embalagem deverá considerar as prováveis conseqüências de um acondicionamento inadequado.

como

4.3. Requisitos básicos para embalagens alimentícias

Alguns requisitos importantes também devem ser observados nas embalagens alimentícias, sendo estes fundamentais para o próprio produto e relevantes aos olhos dos consumidores no momento da compra, tais como:

- Não ser tóxica e ser compatível com o produto;

- Dar proteção sanitária;

- Dar proteção contra a passagem de umidade, ar e luz;

- Ter resistência a impactos;

- Ter boa aparência e dar boa impressão;

- Facilidade de abertura;

- Limitações de peso, forma e tamanho;

- Transparência;

- Facilidade de eliminação (problemas de poluição);

- Baixo preço (aspecto relacionado ao custo).

5.

Classificação das embalagens

5.1. Embalagem primária

Trata-se da embalagem que se mantém em contato direto com o produto, protegendo-o integralmente. É responsável, na maioria das vezes, pela sua conservação e acondicionamento. Em produtos alimentícios, podemos citar como exemplo as caixas de leite, as latas de óleo de soja, as garrafas de bebidas, os potes de vidro para molhos, massas e doces, entre outros.

5.2. Embalagem secundária

É a embalagem destinada a conter uma ou várias embalagens primárias. Por isso,

torna-se responsável pela proteção físico-mecânica do produto durante a sua distribuição.

5.3. Embalagem terciária (auxiliar)

A embalagem terciária tem como função agrupar várias embalagens primárias ou

secundárias para o transporte. Como exemplos, temos a caixa de papelão canelado ou a grade plástica utilizada para acondicionar garrafas de bebidas.

6. Caracterização dos principais materiais utilizados

6.1. Tipos de embalagens

Os vários tipos de embalagens podem ser assim agrupados:

- recipientes metálicos rígidos (lata, tambor de aço inoxidável, alumínio);

- recipientes metálicos flexíveis (alumínio, folhas de aço);

- vidro (pote, garrafa);

- plásticos rígidos e semi-rígidos;

- plásticos flexíveis;

- barricas e caixas de papelão e embalagens de madeira;

- papéis flexíveis;

- larninados e multifoliados.

6.1.1. O metal como material de embalagem

A lata é uma embalagem rígida, constituída tradicionalmente de uma folha-de-

flandres. Em alguns casos, dependendo do produto que a mesma esteja acondicionando, pode

conter também uma camada de verniz, justamente com o intuito de conceder maior proteção

ao conteúdo. A folha-de-flandres é um laminado de aço com baixo teor de carbono, revestido nas duas faces com estanho comercialmente puro. O aço usado para folha-de-flandres é de baixo teor de carbono. Sua composição geralmente está compreendida na faixa de 0,06 a 0,15%, teores que dão ao aço boas propriedades de dutilidade. Isto é, capacidade de deformar em estampagem sem se romper.

O aço, quanto à sua composição química, é classificado em quatro tipos principais: L,

MR, MS e MC. O aço tipo L é um aço de baixo teor de fósforo e metais residuais. É indicado para produtos altamente corrosivos como cerejas, ameixas secas em xarope, entre outros. O aço tipo MS é similar ao tipo L, porém com um teor maior de cobre, sendo recomendado para produtos considerados ácidos. O aço tipo MR tem um teor de fósforo maior que o tipo L, sendo empregado para produtos medianamente ácidos, tais como sucos cítricos, pêra, pêssego, abacaxi, entre outros. O aço tipo MC é refosforizado, com o objetivo de dar maior rigidez às

latas.

Além das tradicionais latas de folha-de-flandres, são exemplos de embalagens metálicas os tambores de aço e os laminados de alumínio. Inicialmente, o uso principal das latas para embalagem era a preservação de alimentos. Porém atualmente, tais embalagens assumem outras importâncias. Uma delas está relacionada ao aumento do tempo de venda do conteúdo e a possibilidade de resistir à pressão mecânica durante a sua movimentação nos canais de distribuição. Além disso, as embalagens metálicas são infinitamente recicláveis, fator que se caracteriza como algo de grande importância no quesito “ecologicamente correto”.

6.1.2. O vidro como material de embalagem

O vidro é um material à base de sílica, contendo quantidades pequenas de outros

materiais, tais como boro, soda, cal e óxidos metálicos. O vidro é conhecido desde 1.600 A.C.

Na época, o mesmo era fabricado a partir do aquecimento de uma mistura de areia e cinzas de algas marinhas. Entre as principais vantagens do uso do vidro como recipiente de alimentos, temos:

- não é atacado pelos componentes do alimento;

- atrai pelo aspecto (apetitoso, visibilidade do conteúdo);

- inspira confiança pelo fato de dar visibilidade ao produto.

O vidro tem grande virtude o fato de, até certo ponto, "promover vendas". Neste caso, devido ao fato dos clientes terem a oportunidade de verem o que estão comprando. Normalmente, o consumidor vai ao supermercado para comprar produtos previstos. Porém, em muitos casos, acabam por fazer compras impulsivas. Ou seja, compras não planejadas e decididas na ocasião. E é justamente este tipo de compra que caracteriza a preferência pelos produtos que chamam a atenção, provocando o desejo de compra. A embalagem de vidro, portanto, destaca-se perante as demais neste sentido. Alguns inconvenientes, no entanto, limitam de certa forma o uso desse material. Os mais comuns são peso excessivo, preço mais elevado, índice de quebra elevado, dificuldades de manipulação e a pouca resistência a altas temperaturas. O fechamento da embalagem de vidro, na maioria dos casos, é feito com o uso de coroas metálicas, tampas e rolhas, variando de acordo com as características do produto nela contido. O fechamento emético, por sua vez, é conseguido com o auxilio de arruelas de borracha, cortiça, gomas, plásticos, entre outros itens utilizados pelas indústrias do segmento de embalagens. A embalagem de vidro, independente de seu formato ou do produto que estiver destinada a conter, é constituída de três partes fundamentais: o gargalo, o corpo e o fundo. O gargalo é a parte do recipiente de vidro para fixação da tampa ou fechamento. O corpo é a porção mais larga do recipiente. Trata-se da parte que, na fabricação, é feita no "molde" do corpo. O fundo do recipiente é feito na parte da "chapa base" do molde do recipiente.

6.1.3. O plástico como material de embalagem

Os plásticos foram introduzidos na fabricação de embalagens no pós-guerra. Englobam, entre outros materiais, os filmes, sacos, tubos, engradados e frascos. As embalagens de plástico são leves e podem ser moldadas em diversos formatos, de acordo com as características dos produtos. Para a fabricação de embalagens destinadas a contenção de produtos do segmento alimentício, os principais tipos de plásticos utilizados são os seguintes:

Polipropileno (PP): O Polipropileno é muito utilizado para moldar tampas, pequenos frascos, rótulos para garrafas de refrigerante, potes de margarina, entre outros;

Polietileno tereftalado (PET): O PET é utilizado principalmente para a produção de frascos de refrigerantes e águas minerais.

Polietileno de alta densidade (PEAD): O PEAD, na forma sem pigmentos, é usado em frascos de laticínios, água mineral e sucos de frutas.

6.1.4.

O papel e o papelão como materiais para embalagens

Neste grupo estão, encontram-se os sacos e papéis de embrulho, bem como outras formas simples e baratas de embalagens. Englobam também as caixas e cartuchos de papelão liso e as caixas de papelão ondulado, utilizadas como embalagem por todos os segmentos da indústria de transformação. As embalagens de papel e de papelão podem ser moldadas em vários formatos, são relativamente leves e ocupam pouco espaço de armazenamento. Como não são resistentes à água, várias técnicas foram desenvolvidas para modificar o material. Papéis encerados são comumente usados para embalar alimentos. Caixas de cartão se tornam resistentes à água através de camadas de polietileno. O sucesso destas embalagens tem atraído cada vez mais segmentos dentro do setor alimentício, como por exemplo, o de leites, sucos e iogurtes para beber. O papel e o papelão são matérias-primas 100% biodegradáveis e recicláveis, fator esse de extrema importância em relação a quesitos ambientais.

6.1.5. Embalagens flexíveis para alimentos

As embalagens flexíveis são aquelas obtidas pelo uso de materiais flexíveis, conforme

o próprio nome diz. O papel foi à primeira embalagem flexível comercial, tendo sido seguido

pelo celofane, plásticos e folhas metálicas. Na escolha do material flexível para embalagem, é preciso levar em consideração alguns aspectos, tais como: custo, permeabilidade ao vapor-d'água, permeabilidade aos gases (especialmente oxigênio e gás carbônico), resistência, claridade, aparência, termossoldabilidade, encolhimento, resistência química, odor, faixa de temperatura de trabalho, imprimibilidade, toxicidade, disponibilidade, compatibilidade, maquinalidade e resistência.

7. O perigo das substâncias contaminantes em embalagens

7.1. A atual preocupação com o Bisfenol

O Bisfenol A é uma espécie de resina encontrada na maioria das embalagens plásticas

e nas latas de alumínio. A substância em questão é considerada nociva a saúde, já que seu contato direto com os alimentos pode contaminar os mesmos, e conseqüentemente, os seus consumidores.

Nos Estados Unidos e em alguns países do continente europeu, grande parte das indústrias de embalagens já não utiliza mais o Bisfenol em sua composição. Em outros países, metas estão sendo estabelecidas para que a substância seja definitivamente inutilizada na fabricação de embalagens. De acordo com pesquisadores, o Bisfenol pode trazer conseqüências graves aos seres humanos, estando relacionado ao surgimento de doenças como o câncer de mama e de próstata, diabetes, obesidade, entre outras. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária é responsável pelo combate ao uso do Bisfenol na composição das embalagens alimentícias. Como medida, a ANVISA deve exigir que os fabricantes informem a presença do Bisfenol em seus respectivos produtos comercializados, alertando assim a população sobre os seus riscos e conseqüências.

8. Projeto de embalagens

8.1. Desenvolvimento e projeção da embalagem

O projeto da embalagem deve ser desenvolvido paralelamente ao projeto do produto. Em certos casos, o grau de dificuldade no processo de desenvolvimento da embalagem é superior ao do próprio produto. Desta forma, a embalagem acaba por constituir-se como um maior diferencial junto ao produto comercializado. As características das embalagens, naturalmente, são definidas pela empresa fabricante do produto. No entanto, é muito comum que a fabricação das mesmas seja realizada por outra empresa (terceirizada ou até mesmo contratada). As características em questão dizem respeito à definição de elementos de design, tais como forma, cor e informações do rótulo do produto. Essas, por sua vez, consideradas fundamentais na decisão de compra do consumidor. Para o desenvolvimento dos requisitos de design nas embalagens, as empresas alimentícias recebem o auxílio de agências de marketing especializadas, contratadas especialmente para esta exercer esta finalidade. A embalagem representa o elemento que posiciona o produto para enfrentar a concorrência. Também tem a função de estabelecer segmentos de consumidores e reforçar a imagem da marca e da empresa junto ao mercado. A embalagem simboliza o produto e luta por atenção na prateleira dos supermercados e até mesmo nos armários das casas. Trata-se do fator que visa buscar a diferença entre um conjunto de produtos de uma mesma categoria, dentro do contexto de percepção do próprio consumidor. As cadeias de distribuição procuram cada vez mais acompanhar e impulsionar as transformações que vem ocorrendo nos mercados consumidores. Os supermercados, por

exemplo, preferem as embalagens com caráter inovador, pois acreditam que as mesmas possuem forte influência no fator vendas. Já para os distribuidores, a adoção de embalagens inovadoras é fundamental para a manutenção do status do produto junto ao consumidor, mantendo sua popularidade e uma imagem positiva em todos os sentidos. É importante ressaltar que o formato e as dimensões da embalagem devem ser planejados de acordo com a sua exposição na prateleira, bem como sua posterior acomodação nas sacolas de compra e no armazenamento por parte do consumidor. A embalagem também precisa se adequar ao produto, e vice-versa. Para obter destaque perante a concorrência e atrair o interesse do cliente no ato da compra, as embalagens precisam prezar por características funcionais. Ou seja, devem oferecer facilidades na abertura, fechamento e descarte, bem como fornecer instruções relacionadas ao consumo adequado do produto. O intuito é promover uma relação direta com o cliente. A preocupação ambiental também representa uma etapa importante no desenvolvimento da embalagem. Isso porque embalagens consideradas “ecologicamente corretas” podem ser utilizadas como uma espécie de ferramenta mercadológica, constituindo assim um valioso instrumento de marketing. Nos projetos de embalagens alimentícias, os atributos estéticos são fundamentais, tendo em vista que o principal objetivo, neste caso, é propiciar um impacto visual significativo no consumidor. Dentro da moderna visão empresarial, a embalagem deixou de ser apenas um custo adicional de produção. A mesma passou a ser vista como um investimento, ou seja, uma forma de diferenciação e agregação de valor aos produtos comercializados. Ao menos no quesito “aparência”, a forte concorrência estabelecida no mercado faz com que a diferença entre os produtos do segmento alimentício se torne cada vez menor. Neste caso, o intuito é visualizar a embalagem como um fator de diferenciação. É fundamental que a embalagem convença o consumidor de que vale a pena comprar determinado produto. Para alguns produtos, o design da embalagem pode ser quase tão importante quanto o seu conteúdo. A aparência da embalagem afeta a maneira pela qual os consumidores percebem o produto, sua qualidade, seu valor e suas particularidades.

8.2. Enfoque sistêmico para embalagens alimentícias

Alguns estudos propõem um enfoque sistêmico para o desenvolvimento de embalagens alimentícias, com o objetivo de aprimorar suas funções e melhorar o canal de comunicação com os consumidores. A embalagem é constituída por um diversificado número

de informações que a caracterizam. As informações em questão podem ser segmentadas em cinco grupos principais. Todos eles serão apresentados a seguir.

8.2.1. Grupo estética

Trata das informações referentes ao design, apelo visual e expectativas do consumidor. A atração que a embalagem exerce no consumidor representa um apelo promocional. Neste caso, o principal intuito é induzir o consumidor a executar a compra por impulso.

8.2.2. Grupo conveniência

As principais informações deste grupo estão relacionadas à unidade de consumo. Esta, por sua vez, recebe a influência do tipo de constituição familiar e a presença do código de barras. O intuito, neste caso, é proporcionar uma linguagem padronizada, controle de estoque e gerenciamento de preços, bem como permitir a comunicação computadorizada.

8.2.3. Grupo informações essenciais

Envolve itens diretamente relacionados à composição do produto, finalidade de uso, preço, peso, quantidade e validade do produto.

8.2.4. Grupo informações promocionais

Representa a capacidade de comunicação e atração da embalagem. A marca do produto ocupa lugar de destaque. O objetivo é impressionar o consumidor, concorrendo e contribuindo assim para sua posição no mercado. O logotipo da empresa, por exemplo, está ligado as estratégias de marketing que podem reforçar a imagem da mesma perante o mercado consumidor em que está inserida.

8.2.5. Grupo informações educativas

Tais informações não são consideradas obrigatórias nas embalagens. Porém, de certo modo, são até certo ponto desejáveis e importantes. As principais referem-se à reciclagem e a reutilização da embalagem. São importantes também informações correspondentes ao valor nutritivo do produto e a melhor maneira de prepará-lo e/ou consumi-lo, orientando assim os consumidores da melhor e da forma mais clara e objetiva possível.

9.

Marketing em embalagens alimentícias

9.1. A importância do marketing na escolha do consumidor

A embalagem foi criada com a finalidade de proteger, conter e viabilizar o transporte

dos produtos. Entretanto, com o passar do tempo, a embalagem evoluiu de maneira constante. Em conseqüência disso, somaram-se a ela as funções de expor e vender os produtos. Atualmente, a embalagem é uma importante ferramenta do marketing, pois atrai o consumidor por meio do seu visual atraente e comunicativo, principalmente na área

alimentícia. O consumidor encontra nas gôndolas dos supermercados uma ampla variedade de marcas e tipos de embalagens. Devido a isso, a escolha dos produtos, em grande parte, é influenciada pela apresentação da embalagem. No ato do consumo, o que influencia o consumidor à compra são as formas, cores, rótulo e estética do produto. Uma embalagem comunica o significado da marca através de seus diversos componentes simbólicos: cor, modelo, forma, tamanho, materiais físicos e rótulo de informações. Na área alimentícia, o marketing nutricional engloba a diferenciação física do produto, abordagem nutricional e serviços complementares ao consumidor.

É evidente que uma embalagem bem elaborada pode criar valores de conveniência e

promocional. A embalagem tornou-se parte fundamental de um produto, pois pode torná-lo mais versátil e seguro. Além de protegê-lo, deve colaborar para o fortalecimento da imagem,

tendo assim o poder de influenciar o consumidor, interferindo na decisão da compra. Nos produtos de consumo, a embalagem é item obrigatório. Dentro deste contexto, explorar ao máximo o seu potencial é o melhor negócio que uma empresa pode fazer atualmente. Na visão de alguns consumidores, a embalagem representa o produto. A embalagem, na realidade, é o veículo que permite ao produto chegar ao consumidor. As embalagens têm por objetivo valorizar o produto e dar maior credibilidade à marca, despertando a vontade do consumidor a adquirir o determinado produto. Não bastam apenas qualidade e preço acessível. Em qualquer lugar do mundo, as indústrias entendem que a embalagem é parte fundamental na sobrevivência dos produtos comercializados. O consumidor não separa a embalagem de seu conteúdo. Para ele, os dois constituem uma única entidade indivisível

9.2. A influência das cores nas embalagens

Dentro do contexto do marketing em embalagens, é necessário ressaltar a influência exercida pelas cores em relação ao design das mesmas. A cor constitui-se como um elemento

de comunicação entre o produto e o consumidor, justamente pelo fato de provocar um estímulo visual totalmente diferente em relação a outros elementos presentes numa embalagem. De um modo geral, as cores estimulam e direcionam para que tipo de público o produto é destinado. Num mercado cada vez mais competitivo, a publicidade e o design trabalham sempre com o intuito de atender as necessidades dos consumidores. A cor, neste caso, é utilizada com a finalidade de atingir os objetivos de venda dos produtos. Tendo em vista que a embalagem é um dos elementos motivadores da compra, a cor empregada deve estar de acordo com as condições mercadológicas do produto anunciado e ao público alvo. Sendo assim, a cor deve transmitir rapidamente qual é a essência e a finalidade do produto Sem dúvidas, a cor da embalagem é um de seus elementos principais, compondo com a forma e o material todo em si. As cores têm grande capacidade de informar inúmeras informações aos possíveis consumidores, tais como sabor, qualidade e a capacidade do produto de satisfazer várias necessidades psicológicas. Pesquisas comprovaram e documentaram o importante papel que a cor desempenha ao afetar nossos sentidos. Em outras palavras, a cor da embalagem age diretamente no processo de venda dos produtos alimentícios, atraindo, cativando e convencendo o consumidor. Numa embalagem, a cor é o fator que, em primeiro lugar, atinge o olhar e a percepção do comprador. Portanto, é neste sentido que devem se dirigir os primeiros cuidados dentro de um projeto de embalagem. Torna-se, portanto, evidente que a presença da cor na embalagem representa um valor indiscutível. Contudo, pensar em aplicar cor à embalagem é algo que deve vir depois de uma observação intensa do mercado consumidor e das características do produto e outras variáveis.

9.3. Formas e design de embalagens

A primeira missão do design é chamar a atenção para a existência da embalagem. Um design de embalagem eficaz é aquele que permite uma boa absorção de olhar e dá ao consumidor um alvo de foco. As formas, por exemplo, possuem certa facilidade de despertar certas emoções. As diferentes formas das embalagens também afetam seu volume aparente. Em muitos casos, se duas embalagens têm o mesmo volume visível, mas com formatos diferentes, a embalagem mais alta das duas parecerá conter uma maior quantidade de produto. A embalagem pode ter inúmeras possibilidades de formas. Pode ser redonda, quadrada, oval, retangular, triangular. O principal, porém, é não esquecer que a forma precisa

estar ligada com a sua funcionalidade e as próprias características do produto acondicionado junto à mesma. A criação da embalagem é diferente de outras peças de comunicação. Trata-se de algo muito mais complexo, pois o designer ou o criador precisa pensar e ter em mente qual público pretende atingir. As formas são de extrema importância, pois foram feitas para proteger, garantir higiene, preservação, e acima de tudo, garantir boas vendas.

9.4. Marketing nutricional

O marketing nutricional é efetuado de diversas formas pelas empresas de produtos alimentícios. Uma das formas mais importantes de marketing nutricional consiste na veiculação de tabelas com informações nutricionais do produto. Ou seja, refere-se à descrição do conteúdo de energia e nutrientes do alimento. Atualmente, com o crescimento da informação e a globalização de um modo geral, existe uma parcela significativa de indivíduos que é extremamente influenciada pelas tabelas nutricional presentes nos rótulos de alimentos. Com isso, o marketing tem empregado de forma bastante enfática os recursos da rotulagem de alimentos, sobretudo quanto ao destaque para possíveis atributos benéficos à saúde.

9.5. Variáveis que interferem na escolha dos produtos

Tendo em vista um aumento constante da competitividade, é necessário um maior conhecimento das variáveis que influenciam o consumidor na escolha de um determinado produto. A estética é uma das variáveis que vem se desenvolvendo de acordo com os avanços tecnológicos da indústria gráfica. Esses avanços estão cada vez mais se tornando uma importante ferramenta na atração dos consumidores. Muitas vezes as pessoas deixam-se influenciar pela beleza física da embalagem, e adquirem o produto sem pensar na necessidade real da compra. Ou seja, acabam agindo simplesmente por impulso. A conveniência é outra variável que retrata a utilidade de alguns elementos pelos consumidores. A praticidade gerada pela embalagem é um importante fator no processo de compra de um produto. Outro fator importante é o preço que o consumidor está disposto a pagar pelo valor agregado gerado pela embalagem. Existem também informações essenciais, que são elementos que constam na embalagem e que o consumidor pode considerar importante. Dentre esses elementos, destaca-se o volume/quantidade. Tais informações, por sua vez, são

consideradas obrigatórias, uma vez que o comprador precisa possuir dados reais para efetuar comparações entre as alternativas existentes no segmento. Outra informação obrigatória é a validade do produto, pois é essencial para que o consumidor possa usufruir-lo de maneira segura e sem preocupações. Pelo fato das exigências dos consumidores estarem cada vez maiores, as embalagens necessitam aprimorar-se de maneira constante. Os recipientes precisam manter a integridade do produto, ou seja, não exercerem influência sobre a composição química do produto, além de possuírem resistência física. A reciclagem pode ser um instrumento importante, uma vez que possibilita a formação de uma imagem positiva do produto em relação aos consumidores. Já as informações promocionais refletem a necessidade de inovação que existe atualmente. Fatores como materiais, formato, cor, figuras, símbolos e o preço podem ocasionar um estímulo a mais no momento de efetuar a compra de um determinado produto alimentício.

10. Legislação para embalagens alimentícias - ANVISA

10.1. Leis específicas

10.1.1. Lei nº 9.832

Emitida pelo congresso nacional em 14 de setembro de 1999, a Lei nº 9.832 proíbe o uso industrial de embalagens metálicas soldadas com liga de chumbo e estanho para acondicionamento de gêneros alimentícios, exceto para produtos secos ou desidratados.

10.2. Resoluções

Resolução RDC nº 20, de 26 de março de 2008

Dispõe sobre o Regulamento Técnico sobre embalagens de polietilenotereftalato (PET) pós-

consumo reciclado grau alimentício (PET-PCR grau alimentício) destinados a entrar em contato com alimentos.

Resolução RDC nº 17, de 17 de março de 2008

Dispõe sobre Regulamento Técnico sobre Lista Positiva de Aditivos para Materiais Plásticos destinados à Elaboração de Embalagens e Equipamentos em Contato com Alimentos.

Resolução RDC nº 20, de 22 de março de 2007

Aprova o "Regulamento Técnico sobre Disposições para Embalagens, Revestimentos,

Utensílios, Tampas e Equipamentos Metálicos em Contato com Alimentos".

Resolução RDC nº 320, de 3 de novembro de 2005

Revoga a Resolução RDC nº 70, de 2 de abril de 2003.

Resolução RDC nº 278, de 22 de setembro de 2005

Aprova as categorias de Alimentos e Embalagens Dispensados e com Obrigatoriedade de Registro.

Resolução RDC nº 52, de 11 de março de 2005

Institui o Grupo de Trabalho, vinculado à Câmara Técnica de Alimentos - CTA, composto por 05 (cinco) membros titulares das instituições abaixo relacionadas, cujas indicações foram baseadas em destacada experiência profissional e notório saber nas áreas de embalagens e equipamentos em contato com alimentos.

Resolução - RDC nº 70, de 2 de abril de 2003

Aprovar a inclusão do aditivo HIDROXIBIS[2,4,8,10-TETRAKIS(1,1-DIMETILETIL)-6- HIDROXI-12H-DIBENZO[D,G][1,3,2]DIOXAFOSFOCIN 6-OXIDATO] DE ALUMÍNIO na Lista Positiva de Aditivos para Materiais Plásticos Destinados à Elaboração de Embalagens e Equipamentos Plásticos em Contato com Alimentos.

Resolução - RDC nº 218, de 1º de agosto de 2002

Aprovar o Regulamento Técnico sobre Tripas Sintéticas de Celulose Regenerada em Contato com Alimentos constante do anexo desta Resolução.

Resolução - RDC nº 217, de 1º de agosto de 2002

Aprovar o Regulamento Técnico sobre Películas de Celulose Regenerada em Contato com Alimentos constante do anexo desta Resolução.

Resolução - RDC nº 137, de 10 de maio de 2002

Aprovar a inclusão do aditivo 6-amino-1,3-dimetiluracil na Lista Positiva de Aditivos para Materiais Plásticos Destinados à Elaboração de Embalagens e Equipamentos Plásticos em Contato com Alimentos.

Resolução - RDC nº 130, de 10 de maio de 2002

Substituir no item 2 - Disposições Gerais - da Portaria nº 177/99, de 04 de março de 1999,

publicada no Diário Oficial da União de 08 de março de 1999, o subitem 2.10 pelo seguinte texto.

Resolução - RDC nº 129, de 10 de maio de 2002

Aprovar o Regulamento Técnico sobre Material Celulósico Reciclado, constante do Anexo desta Resolução.

Resolução - RDC nº 233,de 12 de dezembro de 2001

Aprovar a inclusão do aditivo NEODECANOATO DE COBALTO na Lista Positiva de Aditivos para Materiais Plásticos Destinados à Elaboração de Embalagens e Equipamentos Plásticos em Contato com Alimentos.

Resolução - RDC nº 178, de 17 de outubro de 2001

Aprovar a inclusão das substâncias e suas respectivas restrições nas seguintes Listas Positivas para Embalagens e Equipamentos Plásticos em contato com Alimentos.

Resolução - RDC nº 146, de 6 de agosto de 2001

Aprovar o processo de deposição de camada interna de carbono amorfo em garrafas de polietileno tereftalato (PET) virgem via plasma. Estas destinadas a entrar em contato com alimentos dos tipos de I a VI, da temperatura de congelamento à temperatura ambiente por tempo prolongado, e temperatura máxima de processamento do alimento de 121ºC, nas seguintes condições.

Resolução nº 124, de 19 de junho de 2001

Aprovar o Regulamento Técnico sobre Preparados Formadores de Películas a base de Polímeros e/ou Resinas destinados ao revestimento de Alimentos, constante do Anexo desta Resolução.

Resolução nº 123, de 19 de junho de 2001

Aprovar o Regulamento Técnico sobre Embalagens e Equipamentos Elastoméricos em Contato com Alimentos, constante do anexo desta Resolução.

Resolução nº 122, de 19 de junho de 2001

Aprovar o Regulamento Técnico sobre Ceras e Parafinas em Contato com Alimentos, constante do anexo desta Resolução.

Resolução - RDC nº 91, de 11 de maio de 2001(*)

Aprovar o

Regulamento Técnico - Critérios Gerais e Classificação

de Materiais para

Embalagens

e

Equipamentos

em

Contato

com

Alimentos

constante

do

Anexo

desta

Resolução.

Resolução - RDC nº 18, de 12 de janeiro de 2001

Aprovar a inclusão na Lista Positiva de Aditivos para Materiais Plásticos destinados à elaboração de Embalagens e Equipamentos em contato com Alimentos, dos aditivos e suas respectivas restrições.

Resolução - RDC nº 103, de 1 de dezembro de 2000

Aprovar a inclusão na Lista Positiva de Aditivos para Materiais Plásticos destinados à elaboração de Embalagens e Equipamentos em contato com Alimentos.

Resolução nº 23, de 15 de março de 2000

Dispõe sobre O Manual de Procedimentos Básicos para Registro e Dispensa da

Obrigatoriedade de Registro de Produtos Pertinentes à Área de Alimentos.

Resolução nº 105, de 19 de maio de 1999

Aprovar os Regulamentos Técnicos: Disposições Gerais para Embalagens e Equipamentos

Plásticos em contato com Alimentos e seus Anexos.

11. Conclusão

Produto e embalagem, embora façam parte de uma mesma unidade, assumem papéis

cada vez mais distintos. Informações corretas no rótulo da embalagem, aumento no período de

conservação dos alimentos e facilidade de transporte e de uso estão se tornando, cada vez

mais, critérios importantes e indispensáveis na decisão de compra do produto. Isso porque tais

exigências passaram a ser impostas pelo próprio consumidor, que evoluiu juntamente com o

mercado.

O segmento de embalagens alimentícias tem apresentado novas possibilidades

tecnológicas que permitem maximizar a utilização dos materiais, baratear os custos dos

processos e melhorar a apresentação dos produtos nos seus respectivos pontos-de-venda. Por

outro lado, assim como foi citado inúmeras vezes no decorrer deste trabalho, os fatores

estética e apelo emocional continuarão funcionando como vendedores silenciosos e eficientes.

Referências

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<http://www.abre.org.br/apres_setor_historico.php. Acesso em: 23.mai.2011

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<http://www.abre.org.br/apres_setor_embalagem.php <http://www.bocc.ubi.pt/pag/bocc-kraemer-embalagens.pdf Acesso em: 23.mai.2011

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CARACTERIZAÇÃO DOS PRINCIPAIS MATERIAIS UTILIZADOS. DISPONÍVEL EM:

<GAVA, A.J. Embalagens para alimentos. Principais de tecnologia de alimentos. 1. ed. São Paulo: Nobel, 1998. cap. 6, p. 105-120. <http://www.abre.org.br/apres_setor_materia.php Acesso em: 22.mai.2011

O PERIGO DAS SUBSTÂNCIAS CONTAMINANTES EM EMBALAGENS. DISPONÍVEL EM:

<http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2011/04/07/fabricantes-

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PROJETO DE EMBALAGENS. DISPONÍVEL EM:

<NANTES, J.F.D. Projeto de produtos agroindustriais. Gestão Agroindustrial. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2009. cap. 9, p. 620-623. Acesso em: 18.mai.2011

MARKETING EM EMBALAGENS ALIMENTÍCIAS. DISPONÍVEL EM:

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<http://www.anvisa.gov.br Acesso em: 24.mai.2011