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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Liberdade de Agir do Homem

Xavier Victor Júnior - 708183600

Curso: Licenciatura em Ensino de Português


Disciplina: Ética Social
Ano de frequência: 3º Ano

Chimoio, Abril de 2020


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Aspectos  Introdução 0.5
Estrutura organizacionais  Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(indicação clara do 1.0
problema)
Introdução
 Descrição dos objectivos 1.0

 Metodologia adequada
ao objecto do trabalho 2.0

 Articulação e domínio
Conteúdo do discurso académico
(expressão escrita
Análise e 2.0
cuidada, coerência /
discussão coesão textual)
 Revisão bibliográfica
nacional e internacionais 2.0
relevantes na área de
estudo
 Exploração de dados 2.0
Conclusão  Contributos teóricos
práticos 2.0

Aspectos Paginação, tipo e tamanho


gerais Formatação de letra, parágrafo, 1.0
espaçamento entre linhas
Normas APA
Referências 6ª edição em  Rigor e coerência das
Bibliográficas citações e citações/referências 4.0
bibliografia bibliográficas

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Recomendações de melhoria

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Índice
1. Introdução...............................................................................................................................1
1.1. Objectivos do trabalho.........................................................................................................2
1.1.1. Objectivo geral..................................................................................................................2
1.1.2. Objectivos específicos......................................................................................................2
1.2. Metodologia do trabalho......................................................................................................2
2.Liberdade de agir;....................................................................................................................3
3.Principais soluções da liberdade..............................................................................................3
3.1.O determinismo duro............................................................................................................4
3.2.O Determinismo Meigo........................................................................................................4
3.3.O Auto – Determinismo........................................................................................................4
3.4.As soluções indeterministas..................................................................................................4
4. Liberdade, segundo a escolástica............................................................................................4
5. Leis gerais que governam a natureza e suas implicações da liberdade do agir do homem....4
5.1.Poder.....................................................................................................................................4
5.2.Abuso de autoridade.............................................................................................................5
5.3.Abuso de poder económico...................................................................................................5
5.4.Assédio moral no trabalho....................................................................................................5
5.5. O assédio sexual...................................................................................................................5
5.6. Coerção................................................................................................................................5
5.7.A violência verbal.................................................................................................................6
6. Conclusões..............................................................................................................................7
Referências Bibliográficas..........................................................................................................8

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1. Introdução

A ética social é definida como sendo teoria normativa relacionada com a conduta e os costumes
humanos ou conjunto de normas de conduta que deverão ser postas em prática dentro duma
sociedade ou meio social. Entretanto, o presente trabalho ira abordar conteúdos ligados a
liberdade, o agir do Homem onde debruçarei sobre Liberdade de agir, Principais soluções da
liberdade, Liberdade, segundo a escolástica, Leis gerais que governam a natureza e suas
implicações que traz para a humanidade e Como se chama as implicações da liberdade do agir do
homem que consiste na insinuação da ameaça ou hostilidade do subordinado com, fundamento
no sexismo.

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1.1. Objectivos do trabalho

1.1.1. Objectivo geral


 Conhecer vários aspectos ligados a Liberdade de agir do homem.

1.1.2. Objectivos específicos


 Definir as principais soluções da liberdade.
 Ter noções sobre as implicações da liberdade de agir do Homem.
 Interpretar os princípios de determinismo da liberdade.

1.2. Metodologia do trabalho


Para a realização do presente trabalho o proponente fez valer o uso do método da consulta
bibliográfica, baseado em leituras de obras científicas, manuais e outros documentos relevantes
já publicados. E em termos didácticos recorreu ao método de trabalho independente.

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2. Liberdade de agir;
A liberdade neste caso faz parte do elemento fundamental da análise em Ética Social pois,
contribui no agir Humano, no facto ético – através da capacidade individual da avaliação dos
seus actos (Bom /Maus) e por ser algo de livre vontade perante esta liberdade no agir. Os
filósofos antigos não reflectiram sobre o conceito da Liberdade, porque sempre consideraram
que todas as coisas estão sujeitas ao Divino. Para o Homem está isento das suas
responsabilidades, quer dizer o Homem está livre, ou seja, é um ser que goza de Liberdade.
Para Rousseau (1999), a liberdade é inalienável e, por tal afirmação, a proposta essencial é a de
“encontrar uma forma de associação que defenda e proteja com toda a força comum a pessoa e
os bens de cada associado e, através de cada um, mesmo se unindo a todos, só obedece a si
mesmo e continue tão livre quanto antes”.

3. Principais soluções da liberdade


 Determinista: As correntes filosóficas negam que o homem seja livre. Não é livre por
razões intrínsecas da natureza do homem e extrínsecas do próprio homem;

 Determinismo Extrínseco Metodológico: Nega que o homem seja livre por razões de
mitos, costumes, hábitos, fados ou tudo que faz parte dos mitos;

 Determinismo Extrínseco Teológico: Defende que o homem não está livre por razões
Teológicas (Deus) ou devido o problema de Omnipotência, Omnisciência e Omnipresença;

 Determinismo intrínseco Fisiológico - Lambros vê nos movimentos da vontade simples


reacção e, estas reacções estão determinadas por combinações químicas e os tecidos
humanos;

 Determinismo Intrínseca Sociológico: (Marcuse) Defende que o agir humano é


determinado pelas pressões que a sociedade humana exerce sobre o individuo e pela sua
estrutura sobre o individuo;

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 Determinismo Intrínseco Psicológico: (Leibnitzi/Freud) Defendem que a acção da
vontade do homem é determinada pelo intelecto e pelos seus conhecimentos. Em relação a
Liberdade dizem que os instintos é que comandam o homem a liberdade de agir;

 Determinismo Intrínseco Metafísico (S.Pinoza/Schopenhauer), consideram a vontade


humana um momento e um modo da vontade suprema e da substância Divina;

 Determinismo Intrínseco Politico: (Maquivel/Hobbis), a vontade humana depende da


vontade do soberano ou das classes governantes.

As soluções deterministas sobre a liberdade do agir do Homem dão ênfase as forçam que se
encontram fora do dele. Sendo assim, estas forças não dão liberdade ao homem. Quando admite-
se o determinismo Teológico incentiva-se a Predeterminação que é a capacidade de Deus saber
tudo sobre as decisões livres do Homem sem impedir a sua liberdade. A Predestinação considera
Deus como a causa para a escolha dos actos livres.

3.1. O determinismo duro


Não admite a liberdade do homem pois, olha para aquilo que ocorre no mundo relacionando-o
com a casualidade física. Admite que a escolha livre não é livre, mas sim ignorância, porque o
indivíduo não sabe as causas que lhe levam a esta escolha.

3.2. O Determinismo Meigo


Diz que o homem está livre da compulsão-coerção e a decisão da escolha do seu agir vem do
interior e atraído pelo meio.

3.3. O Auto – Determinismo


Diz que nada acontece sem causa necessária ou livre, estas causas são as que determinam a
liberdade de acção do indivíduo.

3.4. As soluções indeterministas


Afirmam que o homem é totalmente livre, é um ser que conhece e pode avaliar a escolha dos
actos éticos. Sempre procura conhecer o ser/saber se “É” ou “Não é” livre.

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4. Liberdade, segundo a escolástica.
A Escolástica definiu a Liberdade como (Immunita a coactional= Ausência de constrangimento).
Estes constrangimentos podem ser de ordem física, moral, política, social e psicológicos, que são
denominados como tipos de Liberdade.

5. Leis gerais que governam a natureza e suas implicações da liberdade do agir do homem

5.1. Poder
O poder pode ser entendido como sendo exercido desde às formas mais subtis, até aos níveis
mais explícitos e comummente identificáveis ao outrem, pelo facto de ser livre no agir,
geralmente é uma tarefa de simples identificação da acção ética - Bom, do Indivíduos forte sobre
os indivíduos fracos para manter ordem social. “ Liberdade é Poder”.
“Poder-se-ia, a propósito do que ficou acima, acrescentar à aquisição do estado civil a liberdade
moral, única a tornar o homem verdadeiramente senhor de si mesmo, porque o impulso do puro
apetite é escravidão, e a obediência à lei que se estatuiu a si mesma é liberdade" (Rousseau,
1999a, p. 77-78).

5.2. Abuso de autoridade


Constitui-se abuso quando uma autoridade, no uso de suas funções, pratica qualquer atentado
contra a liberdade de locomoção, a inviolabilidade do domicílio, a liberdade de consciência e de
crença, o livre exercício do culto religioso, a liberdade de associação, os direitos e garantias
legais assegurados ao exercício de certas actividades sociais. O abuso de autoridade leva o autor
há sanção civil e penal, com base na lei e mediante os costumes desta sociedade. Segundo
Tragtenberg (1974, p. 188), “a racionalização não conduz necessariamente à burocratização, pois
a primeira se processa num regime fundado na exploração, e a burocratização é um sistema de
dominação”.

5.3. Abuso de poder económico


Segundo alguns analistas sociais consideram o abuso do poder económico, o principal gerador de
injustiça social. Constitui abuso do poder económico, toda forma de actividade na eliminação da
concorrência entre companhias, empresas, associações, etc., no domínio dos mercados para o
aumento arbitrário dos lucros.

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5.4. Assédio moral no trabalho
“ O assédio moral no ambiente de trabalho é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a
situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho
e no exercício de suas funções. Este tipo de assédio é mais comum em relações hierárquicas
autoritárias e desiguais, em que predominam condutas negativas - Maus, relações desumanas e
antiéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigidas a um ou mais subordinados,
desestabilizando a vítima em relação ao ambiente de trabalho e à organização.” O assédio pode
ser de várias formas, mais todas enquadram-se nas condutas Mau e que se pressupõem a
liberdade do agir perante excesso de poder.

5.5. O assédio sexual


É um tipo de coerção de carácter sexual praticada por uma pessoa em posição hierárquica
superior em relação a um subordinado, normalmente em local de trabalho ou ambiente
académico. O assédio sexual caracteriza-se por alguma ameaça, insinuação de ameaça ou
hostilidade contra o subordinado, com fundamento em sexismo. Fromm (1980) analisa as
contribuições de Freud sobre os determinantes sociais e chega à conclusão de que um dos
aspectos que influenciam significativamente as atitudes humanas é os seus impulsos
inconscientes.

5.6. Coerção
É o acto de induzir, pressionar ou compelir alguém a fazer algo pela força, intimidação ou
ameaça.
5.7. A violência verbal
Consiste nas expressões deliberadamente transgressores e agressivos, apresentado pelos certos
indivíduos nos limites do espaço interpessoal.
Para Marx (2001, p. 19-20). Essa afirmação remete a aceitar que a origem das determinações
passa pela existência e pela organização material existente.
Submeter os indivíduos à escassez material ou aos limites de uma vida socialmente digna pode
levá-los a uma série de acções consideradas inapropriadas por aqueles que detêm maior sorte.

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6. Conclusões
Os antropólogos que também se debruçam no estudo dos povos e seus costumes, defendem que o
homem é um ser dotado de vontade (Homo Voleus) O que equivale a dizer Homem livre, homem
dedicado. Esta concepção antropológica procura atribuir qualidade que se encontram em todo o
Homem – “ vontade é a base do Homem” e “ a vontade do homem deve ser livre”.
O querer ou vontade é forma de inclinação, é uma maneira de ser e estar, tendência de apetites.
Qualquer inclinação para o Bem, neste caso, ao relacionarmos com a ética social constata-se que
o Bem é o objecto, algo que sustenta, que provoca, que estimula a inclinação do agir do homem
dentro da sociedade, um agir perante a liberdade do seu conhecimento e consciência.

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Referências Bibliográficas

 Fromm, E. (1980). Análise do Homem. 11ªed. Rio de Janeiro: Zebar Editores.


 Marx, K. (2001). A ideologia alemã. São Paulo: Martins fontes.

 Rousseau, J. (1999a). Contrato social. São Paulo: Editora Nova Cultural.