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ALTERAÇÕES

DO VOLUME
DE LÍQUIDO
AMNIÓTICO

Profª Ms. Adriana Manganiello


FISIOLOGIA
• Início da gestação: origem materna
• Início do 2º trimestre: origem fetal
• Produção
Pele fetal
Urina fetal (1.200 ml/dia)
Fluido pulmonar (400 ml/dia)
• Reabsorção
Deglutição fetal (500 a 1.000 ml/dia)
Via transmembranosa - o líquido passa pelas
membranas para a circulação materna (10
ml/dia)
Via intramembranosa - o líquido passa para o
feto através dos vasos da placenta (200 a
500 ml/dia)
FUNÇÕES
• Manter temperatura
• Proteção contra traumas mecânicos
• Evita compressão do cordão
• Desenvolvimento fetal
• Movimentação fetal
VOLUME
VOLUME
• Aumento progressivo até 32 semanas
• 32 a 39 semanas em torno de 700 a 800
ml
• Após o termo há diminuição gradual
• 42 semanas em torno de 400 ml
AVALIAÇÃO CLÍNICA
• Oligoidramnio
Menor volume uterino
Facilidade para reconhecer partes fetais
Sensibilidade uterina excessiva à palpação
Redução da MF e/ou mal-estar com MF
 Desacelerações variáveis
Perda líquido via vaginal
AVALIAÇÃO CLÍNICA
• Poliidrâmnio
Maior volume uterino
Pele do abdome distendida, lisa e brilhante
Dificuldade para reconhecer partes fetais
Dificuldade para auscultar BCF
Dispnéia
AVALIAÇÃO ULTRA-
SONOGRÁFICA
• Técnica do maior
bolsão de líquido
amniótico

• Índice de líquido
amniótico
CLASSIFICAÇÃO DO VOLUME DE
LÍQUIDO AMNIÓTICO
Maior bolsão de LA Índice de LA
• < 1 cm: oligoidramnio grave • < 3 cm: oligoidramnio grave

• < 2 cm: oligoidramnio • < 5 cm: oligoidramnio

• 2-3 cm: reduzido • 5-8 cm: reduzido

• 3-8 cm: normal • 8-18 cm: normal

• 8-12 cm: poliidrâmnio leve • 18-25 cm: aumentado

• 12-16 cm: poliidrâmnio • > 25 cm: poliidrâmnio


moderado

• > 16 cm: poliidrâmnio grave


OLIGOIDRAMNIO

• Volume de líquido
amniótico abaixo
de 300 a 400 ml

• Ocorre em 0,5 a
5,5% das
gestações
CAUSAS
• Fetais (CIUR, malformações do trato
geniturinário)
• Maternas (Síndrome hipertensiva,
hipovolemia, medicamentos –
indometacina e captopril)
• Placentárias (Insuficiência placentária)
• Outros (RPMO, gestação prolongada e
causas idiopáticas)
MORBIDADE
• Hipoplasia pulmonar (50% em Ig 19 sem)
• Deformidades (pólo cefálico, fácies de
Potter e extremidades)
• Malformações renais (em geral
incompatíveis com a vida)
• Compressão funicular
• Óbito perinatal
Fácies de Potter
CONDUTA
• A conduta no oligoâmnio depende da sua
etiologia, da maturidade e da vitalidade
fetal.
Resolutiva – quando há maturidade fetal
Conservadora – corticóide e avaliação da
vitalidade fetal
Aborto terapêutico ou conduta expectante –
malformações incompatíveis com a vida
extra-uterina
• Amnioinfusão

Melhorar a análise da anatomia fetal (USG)


Evitar compressão funicular (intraparto)
Fluidificar o mecônio
Melhorar a movimentação fetal
Prevenir deformidades e hipoplasia pulmonar
POLIIDRÂMNIO

• Volume amniótico
acima de 2.000 ml

• Ocorre em 0,4 a
1,5% das gestações
CAUSAS
• Fetais (obstruções gastrintestinais,
anomalias do SNC e cromossômicas)
• Maternas (Diabetes mellitus,
isoimunização Rh)
• Placentárias (Síndrome de transfusão
feto-fetal)
• Outros (causas idiopáticas)
MORBIDADE
• Maiores taxas de morbidade e mortalidade
fetal
• Desconforto respiratório materno
• Trabalho de parto prematuro
• Amniorrexe prematura
• Apresentação fetal anômala
• Prolapso de membros ou cordão
• Descolamento prematuro de palcenta
• Atonia uterina e hemorragia pós-parto
CONDUTA
• Expectante – até início do TP ou rotura de
membranas
• Tratamento – em caso de dispnéia, dor
abdominal ou dificuldade de deambulação
Amniorredução
Medicamentoso (indometacina – diminui o
fluxo sanguíneo renal, diminuindo a produção
de urina)