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ANÁLISE DE ÁGUA

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ANÁLISE DE ÁGUA

Amostra de água da Lagoa da Pampulha

Objetivos
‡ Verificar se há a presença de bactérias heterotróficas e de coliformes totais e fecais na amostra de água coletada ‡ Observar se o local da amostra pode servir para a utilização geral e se a água está em condições de consumo.

Introdução
Importância da análise de água ‡ Adequar a legislação específica de cada uso requerido ‡ Prevenir danos à saúde humana ‡ Prevenir danos ao meio ambiente.

Lagos
Distribuição dos microrganismos no ambiente aquático ‡ Zona litorânea ‡ Zona limnética ‡ Zona profunda ‡ Zona bêntica

Coleta de amostra de água
‡ Frasco coletor de plástico ‡ Transporte da amostra: 4ºC a 10ºC ‡ Tempo ideal para início da análise: 6 horas (máximo 24 horas)

Normas técnicas e limites para avaliação da qualidade da água
Definições: ‡ Água potável ‡ Sistema de abastecimento de água para consumo humano ‡ Solução alternativa de abastecimento de água para consumo humano

‡ Controle da qualidade da água para consumo humano ‡ Coliformes totais ‡ Coliformes termotolerantes ‡ Escherichia coli ‡ Contagem de bactérias heterotróficas

Padrão de Potabilidade
Padrão microbiológico de potabilidade da água para consumo humano PARÂMETRO Água para consumo humano(2) Escherichia coli ou coliformes termotolerantes(3) Água na saída do tratamento Coliformes totais Escherichia coli ou coliformes termotolerantes(3) Coliformes totais Ausência em 100ml Ausência em 100ml Água tratada no sistema de distribuição (reservatórios e rede) Ausência em 100ml VMP(1)

Sistemas que analisam 40 ou mais amostras por mês: Ausência em 100ml em 95% das amostras examinadas no mês; Sistemas que analisam menos de 40 amostras por mês: Apenas uma amostra poderá apresentar mensalmente Resultado positivo em 100ml

NOTAS: (1) valor máximo permitido. (2) água para consumo humano em toda e qualquer situação, incluindo fontes individuais como poços, minas, nascentes, dentre outras. (3) a detecção de Escherichia coli deve ser preferencialmente adotada.

Padrão de Balneabilidade
Balneabilidade é a qualidade das águas destinadas à recreação de contato primário, sendo este entendido como um contato direto e prolongado com a água (natação, mergulho, esqui-aquático, etc), onde a esquipossibilidade de ingerir quantidades apreciáveis de água é elevada.

Águas doces são classificadas em: 1. 2. 3. 4. 5. Classe especial Classe 1 Classe 2 Classe 3 Classe 4

Categorias de Balneabilidade
As águas, sejam doces, salobras ou salinas, podem ser classificadas como: PRÓPRIAS e IMPRÓPRIAS
- Próprias podem ser classificadas em: ‡ Excelente: Quando 80% ou mais de amostras, coletadas em um mesmo ponto, em 5 semanas consecutivas, apresentarem no máximo 200 bactérias Escherichia Coli. ‡ Muito Boa: Quando 80% ou mais das amostras, coletadas em um mesmo ponto, em 5 semanas consecutivas, apresentarem no máximo 400 bactérias escherichia coli.

‡ Satisfatória: Quando 80% ou mais das amostras, coletadas em um mesmo ponto, em 5 semanas consecutivas, apresentarem no máximo 800 bactérias escherichia coli. ‡ Imprópria: Quando não se enquadra nas categorias acima ou o valor na última amostragem for superior a 2.000 bactérias escherichia coli.

Metodologia

Determinação de coliformes em Água
Tubos Múltiplos
Presuntivos ‡10 mL da amostra em 10 mL de caldo lactosado duplo, 5 tubos. ‡Diluições consecutivas em caldo lactosado simples a partir de 1 mL da amostra para 9 do caldo, 1 mL da primeira diluição para 9 do caldo, etc. ‡Inoculação em estufa a 35°C+/- 0,5°C de 24 a 48 horas. Indica coliforme quando apresenta crescimento e fermentação. Confirmativos ‡Transferência de alíquotas dos testes que deram indicação de coliformes anteriormente para caldo lactosado verde brilhante bile. ‡Inoculação em estufa a 35°C+/- 0,5°C de 24 a 48 horas. Positivo para coliformes totais quando apresenta crescimento e fermentação.

Diferenciação de coliformes fecais (termotolerantes)
‡ São inoculados em caldo EC (E. coli) alíquotas (E. coli) dos testes positivos para coliformes totais, que fermentarão a lactose presente neste caldo. ‡ A temperatura de incubação é de 44,5°C +/- 0,2°C 44,5° +/- 0,2° em banho-maria, com agitação e temperatura banhoconstantes. Devem ficar em incubação de 24 a 48 horas.

Técnica do substrato definido
‡ Utilização do MUG e do ONPG. ‡ Diferenciação través da enzima beta glicoronidase. ‡ Amarelo: Apenas Coliformes. ‡ Quando positivo para E. coli, é produzido coli, um composto fosforecente de brilho azul quiando iluminado com luz ultra-violeta. ultra-

Contagem padronizada de bactérias heterotróficas em água
‡ Utilização do meio de cultura PCA (ágar para contagem de colônias) com técnica de semeadura pourpour-plate. Diluições seriadas em água peptonada são feitas anteriormente e 1 mL de cada diluição é inoculado na placa. ‡ Incubar as placas a 35°C +/- 0,5°C por 48 horas. 35° +/- 0,5° ‡ Fazer o cálculo das densidades das bactérias.

Ensaio completo
‡ Inocular em placas E.A.M (eosina azul de metileno) os resultados positivos obtidos em caldo E.C. Incubar a 35°C 35° +/- 0,5°C de 24 a 48 horas. +/- 0,5° ‡ Utilizar o método de estrias. ‡ Resultados positivos Típicos: nucleadas, pequenas, com ou sem brilho metálico esverdeado. ‡ Resultados positivos Atípicos: rosas, grandes, tendendo à união, mucóides opacas e sem núcleo ‡ Resultados negativos: quaisquer outros crescimentos.

Confirmação, Ensaio IMVC
‡ Inocular colônias isoladas em: VM/VP para teste de vermelho de metila. VM/VP para teste de voges proskauer. SIM semi sólido para teste de sulfeto, indol e motilidade. CITRATO, para confirmar a utilização de citrato como única fonte de carbono.

Resultados e discussão

Contagem Padronizada de Bactérias Heterotróficas em água
Placa /Diluição Placa 1 10-6 Placa 2 10-6 Placa 3 10-5 Placa 4 10-5 Controle negativo Volume de amostra 1 mL Número de colônias 2 CaracterísCaracterísticas
Difusas (Spreader) ± cremosas e leitosas 1 colônia difusa (spreader) ± cremosas e leitosas Cremosas e leitosas Amarelas, cremosas e regulares Amarela, cremosa e regular

UFC/ml

Média

2 x 10-6 2 x 10-6 2 x 10-6

1 mL

2

1 mL 1 mL _

2 2 1

2 x 10-5 2 x 10-5 2 x 10-5 _ _

Cálculos

Determinação de coliformes em água - Teste presuntivo ‡ Técnica dos tubos múltiplos (NMP)
5 tubos de CLD (caldo lactosado duplo) 5 tubos de CLS (caldo lactosado simples) 5 tubos de CLS (caldo lactosado simples) 10 mL de amostra em cada tubo 1 mL de amostra em cada tubo 0,1 mL de amostra em cada tubo Número de tubos positivos 5

5

5

NMP/100 mL = 1600 (5-5-5)

Determinação da presença do grupo coliforme total em água ± Teste confirmativo ±
Série 1 CVBBS 2 CVBBS 3 CVBBS Volume inóculo 10 mL 1 mL 0,1 mL Leitura 4* 5 5

NOTA: *Como observou-se que para os demais volume inóculos os 5 tubos foram positivos, podese concluir que houve erro do operador e um tubo de CVBBS de volume inóculo de 10 mL não foi inoculado, pressupondo, então que se obteria 5 tubos positivos também para esse volume.

NMP/100 mL = 1600 (5-5-5)

Enumeração de Coliforme termotolerante (fecal) na amostra de água
Série 1 CEC 2 CEC 3 CEC Volume inóculo 10 mL 1 mL 0,1 mL Leitura 3 (em 4)* 3 0

NOTA: Em decorrência do erro de operação mencionado anteriormente

NMP/100 mL = 27 (4-3-0, pois não havia a sequência 3-3-0 e notou-se um erro no preparo do CVBBS)

Método enzimático Sistema Cromogênico: Técnica do Substrato definido
‡ A amostra adquiriu uma cor amarelada e quando houve emissão de luz UV, observouobservou-se fluorescência azul, confirmando a presença de E. coli.

MUG Confirma E. coli

Ensaio Completo

Conclusão
‡ Pequeno número de bactérias heterotróficas; ‡ Número enorme de E. coli na água (1600/100mL) ‡ Número relativamente pequeno de coliformes fecais (27/100mL)

‡ A água da Lagoa da Pampulha possui contaminação de origem fecal; ‡ De acordo com a lei, é imprópria para ingestão humana e é própria (satisfatória) para a utilização geral.

Referências Bibliográficas:
‡ ‡ ‡ Balneabilidade. Acessado em: 26/09/10. Disponível em: http://www.jurere.com.br/sae/balneabilidade.htm Potabilidade. Acessado em: 26/09/10. Disponível em: http://www.jurere.com.br/sae/potabilidade.htm PELCZAR, Michael Joseph e outros. Microbiologia: Conceitos e aplicações, vol 2, 2. ed. Traduzido por Sueli Fumie Yamada. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 1997. Água. Acessado em 28/09/10. Disponível em: http://www.aquanalise.com.br/agua.php

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