AUMENTOS UTERINOS

Milena Liorci Faculdade Santo Amaro 3o ano

CAUSAS ESPECÍFICAS DE AUMENTO UTERINO: Quando se identifica uma causa, que pode ser de origem miometrial, endometrial ou da cavidade uterina. - Gestação - Útero septado - Adenomiose - Outros tumores benignos ou malignos (acantoma, sarcoma , pólipo endometrial gigante, carcinoma endometrial) CAUSAS INESPECÍFICAS DE AUMENTO UTERINO: Quando não se identifica a causa, verifica-se apenas o aumento uterino, o qual apresenta-se com textura miometrial normal, endométrio e cavidade uterina também normais. - Miohiperplasia - Adenomiose - Miomas uterinos diminutos. - Estímulo hormonal, de origem endógena ou exógena (uma causa exógena muito comum hoje em dia é o excesso de ingesta de carne de frango, que contém muito hormônio feminino). - Pelve-peritonite.
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MIOMAS UTERINOS
Padrão típico no US: - nódulos bem delimitados, hipoecogênicos e densos: - intramural - submucoso - subseroso - áreas de calcificação: periféricas ou grosseiras intra-nódulos Padrão atípico no US: - nódulos heterogêneos: com áreas hipoecogênico, hiperecogênicas ou áreas císticas. - pediculados: - difícil diferenciar de massa extra-uterina. - o diagnóstico diferencial é feito com o Doppler (se for mioma pediculado, observa-se um pedículo vascular “ligando” o útero ao nódulo em questão) MIOMAS ASSOCIADOS À GESTAÇÃO:
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Cresce rápido no 1º trimestre de gestação, podendo sofrer hemorragia. Cresce lento ou regride a partir do 3º trimestre.

são hipervascularizados ao Doppler. SARCOMA - Similares aos miomas Mesmo intra-operatório são confundidos com mioma Suspeita-se de sarcoma quando: . não há sangramento no miométrio. . .Aumento uterino PATOLOGIA: . Regressão acentuada pós parto e amamentação.Forma difusa . .- Reduz a vascularização após a 36ª semana.são nódulos muito grandes e mal delimitados.Dismenorréia . Macroscopicamente: .5 a 22% .Hipermenorragia .Adenomiose : .Acometimento da parede posterior principalmente .Útero aumentado . O diagnóstico até recentemente era exclusivamente cirúrgico.Superfície irregular .50% são associados com mioma SINAIS E SINTOMAS: Em geral são inespecíficos e nem sempre estão presentes. Como se trata de endométrio não proliferativo. A penetração ocorre principalmente na parede posterior do útero. O endométrio ectópico mantém conexão com a mucosa (é uma diverticulose endometrial).Endometriose: .Dores pélvicas .6. ADENOMIOSE: INCIDÊNCIA: .Forma focal FORMA DIFUSA: Nesta patologia há o crescimento difuso do endométrio não proliferativo para dentro do miométrio. .10 a 70% (média de 30%).tem um crescimento muito rápido.Hipertrofia miometrial . Esta forma é sintomática (hipermenorragia).

os quais são mal delimitados. Medem de 5 a 7 mm. Têm aspecto de favo de mel. hipoecogênicos. É assintomático. Novos Sinais: . cólicas). Sinal dos canais. circundados por um halo 5. O diagnóstico diferencial com mioma é difícil. Aumentam ou diminuem de tamanho de acordo com o ciclo mentrual (pois são o sangue menstrual).ultra-som (via transabdominal ou transvaginal) . Útero com tamanho aumentado e com textura normal. múltiplos. 2. que podem simular nódulos de mioma. O endométrio ectópico tem o potencial de malignizar ou hiperplasiar. Micronódulos. São múltiplas linhas hiper ou hipoecogênicas que vão do endométrio em direção a camada externa miometrial.sinal da carapaça Indicam invasão miometrial profunda. Há sangramento durante o ciclo menstrual. não há metrorragia. hipoecogênicos. Áreas císticas. .clínico .RNM (Ressonância Magnética) SINAIS NO ULTRA-SOM: 1.histeroscopia . DIAGNÓSTICO: Invasivo: . São hiperecogênico. O diagnóstico diferencial requer correlação com a clínica (hipermenorragia.histerectomia (patologia) Não invasivo: .sinal dos canais . são irregulares. ou seja. Parede uterina espessada de forma assimétrica (geralmente a parede posterior é maior que a anterior).histerossalpingografia . Macronódulos.FORMA FOCAL: (Adenomioma) Ocorre em 10% dos casos. formando os “cistos de chocolate”.biópsia miometrial . 3. intercalados com áreas hiperecogênicas. 6. Sugerem a origem diverticular da patologia. podem conter calcificações. 4.

7.Nódulos pequenos hipoecóicos com halo hiperecóico .Limites regulares .microcalcificações Mioma: .heterogêneo e sólido .em todas as formas de manifestação geralmente diminutas .miométrio muito heterogêneo .locais prediletos: submucosas ou parede das áreas císticas MIOMA x ADENOMIOMA: Adenomioma: .Útero de tamanho normal ou aumentado .heterogêneo e misto (áreas sólidas e císticas) .áreas mais ou menos nodulares .ocorre em pacientes jovens . Calcificações : .no corte transversal do útero esta área alterada parece um nódulo.nódulos bem delimitados .é uma extensa área de alteração textural que acomete os ¾ internos do miométrio . Sinal da carapaça.Limites regulares .permanece uma fina camada de miométrio preservado na periferia do útero . Características: .Textura normal TIPO II: .macrocalcificações PADRÕES DA ADENOMIOSE NO US: - TIPO I : Difuso TIPO II : Micronodular TIPO III : Hiperecogênico TIPO IV : Coleções TIPO V : Pseudomioma TIPO I: .hipoecogênicos .Útero aumentado . no corte longitudinal observa-se que é “cortado” pelo endométrio (um nódulo verdadeiro “empurra” o endométrio) Outros sinais: 8.

4 apresentaram adenomiose tipo IV – verdadeiro positivo: 100% .Útero aumentado . Falsos negativos: 9 casos: .Útero aumentado .1 do tipo III . foi de 94%. contendo áreas císticas (simulam miomas) Foi realizado um trabalho. O valor de verdadeiros positivos para os tipos II.6 apresentaram adenomiose tipo I – verdadeiro positivo: 46% .Sinal da carapaça . Portanto os tipos II.10 apresentaram adenomiose tipo III – verdadeiro positivo: 90% .Áreas miometriais hiperecogênicas mal delimitadas (principalmente na parede posterior) .TIPO III: .Nódulos miometriais que são mal delimitados.2 apresentaram adenomiose tipo II – verdadeiro positivo: 100% . tendo-se obtido os seguintes resultados: De 23 paciente examinadas: .7 do tipo I . III e IV são os mais diagnosticados no ultra-som .1 do tipo V - sensibilidade = 72% especificidade = 84% VPP = 82% VPN = 75% .Útero aumentado .Limites multilobulados .Sinal dos canais TIPO IV: . III e IV .Contém áreas císticas: - submucosa principalmente na parede posterior com calcificações na parede aumentam ou diminuem de acordo com o ciclo menstrual TIPO V: . sendo que o tipo III é o mais comum. foi de 46%.1 apresentaram adenomiose tipo V – verdadeiro positivo: 50% O valor de verdadeiros positivos para os tipos I e V .

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