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Hemorragia subaracnoidea
Por Elias A. Giraldo , MD, MS, California University of Science and Medicine School of Medicine
FATOS RÁPIDOS

Uma hemorragia subaracnoidea consiste numa hemorragia dentro do espaço subaracnoideo compreendido entre a camada
interna (pia-máter) e a camada intermediária (aracnoide) dos tecidos que envolvem o cérebro (meninges).

A causa mais comum é a ruptura de uma dilatação (aneurisma) em uma artéria.

A ruptura costuma provocar uma cefaleia repentina e intensa, seguida de uma perda de consciência de curta duração.

A tomografia computadorizada ou imagem por ressonância magnética e, por vezes, uma punção lombar e angiografia são feitas para
confirmar o diagnóstico.

Os medicamentos são usados para aliviar a cefaleia e para controlar a pressão arterial, e a cirurgia é feita para interromper o
sangramento.

(Consulte também Considerações gerais sobre o acidente vascular cerebral e Considerações gerais sobre o acidente vascular cerebral
hemorrágico).
A hemorragia subaracnoidea é um quadro potencialmente fatal que pode resultar rapidamente em deficiências graves e permanentes. É o
único tipo de acidente vascular cerebral que é mais frequente entre as mulheres do que entre os homens.
Erupções e rupturas: Causas do acidente vascular cerebral hemorrágico

Quando os vasos sanguíneos do cérebro estão fracos, anormais ou sob pressão incomum, um acidente vascular cerebral hemorrágico
pode ocorrer. No acidente vascular cerebral hemorrágico, pode ocorrer sangramento dentro do cérebro, como uma hemorragia
intracerebral. Ou pode ocorrer sangramento entre a camada interior e média do tecido que cobre o cérebro (no espaço subaracnoide),
como uma hemorragia subaracnoidea.

Causas
A hemorragia subaracnoidea geralmente resulta de traumatismos cranianos. No entanto, a hemorragia subaracnoidea devido a uma lesão na
cabeça que provoca sintomas diferentes é diagnosticada e tratada diferentemente, e não é considerada um acidente vascular cerebral.
Hemorragia subaracnoidea é considerada um acidente vascular cerebral só quando ocorre espontaneamente, isto é, quando a hemorragia não
resulta de forças externas, tal como um acidente ou de uma queda. Uma hemorragia espontânea geralmente resulta de:
Ruptura súbita de um aneurisma em uma artéria do cérebro

Aneurismas são dilatações em uma área enfraquecida da parede de uma artéria. Aneurismas ocorrem tipicamente onde uma artéria se
ramifica. Os aneurismas podem estar presentes no nascimento (congênitos) ou podem se desenvolver mais tarde, depois de anos de pressão
alta enfraquecer as paredes das artérias. A maioria dos episódios de hemorragia subaracnoidea espontânea resulta de aneurismas congênitos.
Aneurismas em uma artéria cerebral podem ser uma característica familiar. Cerca de 6 a 20% dos aneurismas cerebrais podem resultar de um
defeito hereditário na parede de uma artéria.
A hemorragia resultante de ruptura de um aneurisma pode ocorrer em qualquer idade, sendo, contudo, mais comum entre pessoas com 40 a
65 anos de idade.
Menos comumente, a hemorragia subaracnoidea resulta de ruptura de uma conexão anormal entre artérias e veias (malformação
arteriovenosa) no cérebro ou em torno dele. A malformação arteriovenosa pode ser congênita, mas só é identificada quando surgem os
sintomas. A hemorragia subaracnoidea também pode resultar de distúrbios hemorrágicos.
Raramente, um coágulo sanguíneo se forma em uma válvula cardíaca infectada e viaja (tornando-se um êmbolo) para uma artéria que supre o
cérebro, provocando inflamação da artéria. A artéria pode, então, enfraquecer e se romper.
Sintomas
Antes de romper, um aneurisma geralmente não causa nenhum sintoma. No entanto, ele pode causar sintomas se:
Exercer pressão em um nervo (muitas vezes o nervo que controla o movimento ocular, causando visão dupla)

Deixar vazar pequenas quantidades de sangue, causando cefaleia, que normalmente é distinta das cefaleias anteriores

Os sinais de alerta precoce antes de uma grande ruptura podem ser:


Visão dupla

Uma cefaleia súbita e intensa e se distingue das cefaleias anteriores

Esses sinais de alerta de hemorragia subaracnoidea podem surgir no espaço de alguns minutos a algumas semanas antes da ruptura. As
pessoas devem informar ao médico imediatamente qualquer cefaleia incomum.
Quando um aneurisma grande se rompe, ele causa os seguintes sintomas:
Cefaleia, que pode ser extraordinariamente súbita e grave (às vezes chamada de uma cefaleia trovão)

Dor facial ou no olho

Visão dupla

Visão embaçada

Rigidez da nuca

Perda de consciência

A cefaleia súbita e intensa causada por uma ruptura atinge seu pico em poucos segundos. Ela é muitas vezes descrita como a pior das dores de
cabeça já sentidas. A cefaleia é muitas vezes seguida por uma breve perda de consciência. Algumas pessoas morrem antes de chegar ao
hospital. Algumas pessoas permanecem em coma ou inconscientes. Outras acordam, se sentem confusas e sonolentas. Elas também podem
ficar inquietas. No espaço de algumas horas ou mesmo minutos, a pessoa pode voltar a sentir-se sonolenta e confusa. Elas podem ficar sem
resposta e ter dificuldade para despertar.
Dentro de 24 horas, sangue e líquido cefalorraquidiano ao redor do cérebro irritam as camadas de tecido que revestem o cérebro (meninges),
causando rigidez no pescoço, bem como cefaleias contínuas, muitas vezes com vômitos, tonturas e dor lombar.
É frequente ocorrerem flutuações persistentes na frequência cardíaca e na frequência respiratória, por vezes acompanhadas de convulsões.
Deficiências graves podem se desenvolver e se tornar permanentes em minutos ou horas. Febre, cefaleias contínuas e confusão são comuns
durante os primeiros 5 a 10 dias.
Uma hemorragia subaracnoidea pode causar outros problemas (complicações) sérios, como:
Hidrocefalia: Dentro de 24 horas, o sangue a partir de uma hemorragia subaracnoidea pode coagular. O sangue coagulado pode
impedir a drenagem normal do líquido que envolve o cérebro (líquido cefalorraquidiano). Como resultado, o sangue se acumula no
interior do cérebro, aumentando a pressão dentro do crânio. A hidrocefalia pode contribuir para sintomas como cefaleias, sonolência,
confusão, náuseas e vômitos, podendo aumentar o risco de coma e morte.

Vasoespasmo: O vasoespasmo é uma contração súbita (espasmo) dos vasos sanguíneos. Ocorre em cerca de 25% das pessoas,
geralmente cerca de 3 a 10 dias após a hemorragia. Os vasoespasmos limitam o fluxo sanguíneo ao cérebro. Em seguida, os tecidos
cerebrais podem não receber oxigênio suficiente e podem morrer, como no acidente vascular cerebral isquêmico. Um vasoespasmo
pode causar sintomas semelhantes aos do acidente vascular cerebral isquêmico, tais como fragilidade ou perda da sensibilidade de um
lado do corpo, dificuldade em usar ou compreender linguagem, tontura e falta de coordenação.

Uma segunda ruptura: Às vezes, um aneurisma se rompe pela segunda vez, geralmente no intervalo de uma semana e com resultados
catastróficos.

Diagnóstico
Tomografia computadorizada ou imagem por ressonância magnética

Angiografia

Se as pessoas sofrem de cefaleia súbita e intensa que atinge o pico em questão de segundos ou se é acompanhada por perda de consciência,
confusão ou por quaisquer sintomas sugestivos de um acidente vascular cerebral, elas devem ser levadas imediatamente para o hospital. Os
exames para detectar uma hemorragia subaracnoidea são realizados o quanto antes. Em seguida, o tratamento pode ser iniciado o mais cedo
possível.
Tomografia computadorizada (TC) é realizada assim que possível para verificar se há sangramento. Imagem por ressonância magnética (RM)
também pode detectar hemorragia, mas pode não estar disponível imediatamente.
É feita uma punção lombar se a TC for inconclusiva ou não estiver disponível. Ela pode detectar qualquer traço de sangue no líquido que rodeia
o cérebro e a medula espinhal (líquido cefalorraquidiano). A punção lombar não é feita se os médicos suspeitarem que a pressão dentro do
crânio é elevada o suficiente para tornar arriscado fazer uma punção lombar.
A angiografia cerebral é feita o mais breve possível para confirmar o diagnóstico e identificar o local do aneurisma ou da malformação
arteriovenosa que causa o sangramento. A angiografia por ressonância magnética ou angiografia por TC pode ser usada em seu lugar. Para a
angiografia cerebral, um tubo fino e flexível (cateter) é inserido numa artéria, geralmente na virilha, e deslizado através da aorta até uma
artéria do pescoço. Em seguida, uma substância que pode ser vista em radiografias (agente de contraste radiopaco) é injetada para delinear a
artéria. A angiografia cerebral é mais invasiva que a angiografia por ressonância magnética ou angiografia por TC; porém, ela fornece mais
informações. No entanto, como a angiografia por TC é menos invasiva, ela substituiu amplamente a angiografia cerebral.

Prognóstico
Cerca de 35% das pessoas com hemorragia subaracnoidea decorrente de ruptura de aneurisma morrem antes de chegar ao hospital. Outras
15% morrem em poucas semanas porque o aneurisma começa a sangrar novamente. A cirurgia para tratar o aneurisma pode reduzir o risco de
que ele volte a sangrar. Sem tratamento, as pessoas que sobreviverem por seis meses terão 3% de chance de sofrer outra ruptura a cada ano.
O prognóstico é melhor quando a causa é uma malformação arteriovenosa.
Por vezes, a hemorragia é provocada por um pequeno defeito que não é detectável por meio de uma angiografia cerebral, porque já foi selado
de forma espontânea. Nesses casos, o prognóstico é muito bom.
Muitas pessoas recuperam a maior parte ou a totalidade das funções físicas e mentais depois de uma hemorragia subaracnoidea. No entanto,
muitas pessoas continuam a apresentar sintomas como fraqueza, paralisia, perda de sensação em um lado do corpo ou dificuldade de usar e
entender a linguagem, não obstante o tratamento imediato.

Tratamento
Medicamentos para aliviar a cefaleia

Medidas para tratar ou prevenir complicações

Um procedimento para tratar aneurismas

A pessoa que pode ter sofrido uma hemorragia subaracnoidea deve ser imediatamente hospitalizada. Quando possível, elas são transportadas
para um centro especializado em tratar acidentes vasculares cerebrais. Repouso sem esforço é essencial.
Anticoagulantes (tais como a heparina e varfarina) e antiplaquetários (tais como aspirina) não são indicados, porque eles pioram o
sangramento.
Medicamentos para aliviar a dor (analgésicos) do tipo opiáceos (mas não ácido acetilsalicílico ou outros medicamentos anti-inflamatórios não
esteroides, que podem piorar o sangramento) para controlar as cefaleias intensas. Os laxantes são administrados para evitar esforço durante
as evacuações. Esse esforço exerce pressão nos vasos sanguíneos do interior do crânio e aumenta o risco de ruptura de uma artéria
enfraquecida.
Nimodipino, um bloqueador dos canais de cálcio, geralmente é administrado por via oral para prevenir vasoespasmo e subsequente acidente
vascular cerebral isquêmico. Os médicos tomam medidas (como administrar medicamentos e ajustar a quantidade de líquido intravenoso
administrado) para manter a pressão arterial em níveis baixos o suficiente para evitar mais hemorragia e alta o suficiente para manter o fluxo
de sangue para as partes danificadas do cérebro.
A hipertensão arterial é tratada somente se estiver muito alta.
Ocasionalmente, uma peça de tubo de plástico (shunt) pode ser colocada no cérebro para drenar o líquido cefalorraquidiano. Este
procedimento alivia a pressão e impede a hidrocefalia.

Shunt na hidrocefalia

Procedimentos para tratar aneurismas


Nas pessoas com um aneurisma, um procedimento cirúrgico é realizado para isolar, obstruir ou reforçar as paredes da artéria enfraquecida,
reduzindo assim o risco de vir a ocorrer uma hemorragia fatal. Esses procedimentos são difíceis e, independentemente do procedimento
utilizado, o risco de morte é elevado, sobretudo no caso das pessoas que se encontram em estado de estupor ou de coma.
O melhor momento para realizar a cirurgia é, de certo modo, discutível e deve ser estabelecido em função do estado do paciente. A maioria dos
neurocirurgiões recomenda operar dentro de 24 horas após o início dos sintomas, antes do desenvolvimento de hidrocefalia e vasoespasmo.
Se a cirurgia não pode ser feita tão rapidamente, o processo pode ter um atraso de 10 dias, para reduzir os riscos da cirurgia, mas, em seguida,
é provável que o sangramento se repita porque o tempo de espera é mais longo.
Para reparar um aneurisma, utiliza-se um dos procedimentos cirúrgicos a seguir (denominado cirurgia endovascular):
Implantação de espirais endovasculares

Implantação de stent endovascular

Menos comumente, uso de um clipe de metal

A implantação de espirais endovasculares é comumente usada. Ela envolve a inserção de espirais no aneurisma. Para esse procedimento,
um cateter é inserido em uma artéria, geralmente na virilha, e deslizado até a artéria afetada no cérebro. Um agente de contraste é injetado
para permitir ao médico tornar o aneurisma visível em uma radiografia. Em seguida, utiliza-se o cateter para colocar as espirais no aneurisma.
Desse modo, o procedimento não implica a perfuração do crânio. Ao retardar o fluxo de sangue através do aneurisma, a espiral provoca a
formação de coágulos que selam o aneurisma e previne sua ruptura. As espirais endovasculares podem ser inseridas no mesmo momento
indicado para angiografia cerebral, quando o aneurisma é diagnosticado. As espirais são mantidas no lugar permanentemente.
Na implantação de stent endovascular, utiliza-se um cateter para colocar um tubo fabricado em arame (stent) na abertura do aneurisma. O
stent redireciona o fluxo sanguíneo anormal ao redor do aneurisma, prevenindo a entrada de sangue no aneurisma, eliminando, assim, o risco
de ruptura. O stent é mantido no lugar permanentemente.
Menos comumente, um clipe de metal é colocado através do aneurisma. Para esse procedimento, os cirurgiões fazem uma incisão na pele da
cabeça e retiram um pedaço do crânio para que possam ver o aneurisma. O clipe é então posicionado na abertura do aneurisma. Este processo
impede que o sangue entre no aneurisma e elimina o risco de ruptura. O clipe é mantido no lugar permanentemente. A colocação cirúrgica de
um clipe requer muitos pernoites no hospital.
A maioria dos clipes que foram colocados há 15 a 20 anos são afetados pelas forças magnéticas e podem ser deslocados durante exame de
imagem por ressonância magnética (RM). As pessoas que têm esses clipes devem informar o seu médico caso seja considerada a realização de
RM. Clipes mais recentes não são afetados por forças magnéticas.
Última revisão/alteração completa fevereiro 2018 por Elias A. Giraldo, MD, MS

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