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INSTITUTO INDUSTRIAL 1° DE MAIO-MAPUTO

Ficha de Apontamentos
Disciplina: Planificação da Manutenção

Planeamento e Programação de Serviços


Nas instalações industriais, as paradas para manutenção constituem uma preocupação constante para a
programação da produção. Se as paradas não forem previstas, ocorrem vários problemas, tais como:
atrasos no cronograma de fabricação, indisponibilidade da máquina, elevação dos custos etc.
Para evitar esses problemas, as empresas introduziram, em termos administrativos, o planeamento e a
programação da manutenção.
A função planear significa conhecer os trabalhos, os recursos para executá-los e tomar decisões.
A função programar significa determinar pessoal, dia e hora para execução dos trabalhos.
Um plano de manutenção deve responder às seguintes perguntas:
 O quê?
 Como?
 Em quanto tempo?
 Quem?
 Quando?
 Quanto?
As três primeiras perguntas são essenciais para o planeamento e as três últimas, imprescindíveis para a
programação.
O plano de execução deve ser controlado para se obter informações que orientem a tomada de decisões
quanto à equipamentos e equipes de manutenção.
O controle é feito por meio de colecta e tabulação de dados, seguidos de interpretação. É desta forma que
são estabelecidos os padrões ou normas de trabalho.

Quadro de Distribuição do Trabalho (QDT)


Conceito de QDT
Ferramenta que estabelece as tarefas efectuadas dentro de uma determinada área, especificando quanto
tempo é gasto por cada um dos funcionários na actividade total e individualmente. O Quadro de
Distribuição do Trabalho (QDT) serve de:
Instrumento utilizado para analisar a efectividade na realização das actividades e atribuições das unidades
da empresa, visando à distribuição e realização criteriosa, racional e balanceada das tarefas.
Técnica de organização de processos que mede a eficiência de um determinado sector administrativo

Objectivo do Estudo da Distribuição do Trabalho


Analisar a eficiência e a eficácia das actividades de cada orgão, a participação igualitária de todas as
pessoas no sentido de atingir os objectivos e a pertinência das tarefas de cada empregado.

Objectivos do QDT
Identificar as actividades que consomem o tempo de cada um dos funcionários;
Definir quem faz o quê;
Eng. Chambal
Definir quantas horas totais no período (dia/semana/mês) cada funcionário dedica no trabalho;
Definir a actividade mais importante;
Verificar se as pessoas possuem as qualificações e treinamento necessários para o bom desempenho de
suas tarefas;
Identificar superposições de tarefas desenvolvidas;
Detectar sobrecarga ou ociosidade nos postos de Trabalho;

Conceitos que devem ser conhecidos pelo Profissional que irá elaborar um QDT
a) Definir tarefas individuais – definir quem faz o que e com que frequência.
Relacionar, por funcionário, o que faz, com que frequência e quanto tempo gasta no trabalho.

b) Consolidação das actividades


 Grupos de actividades complementares – aquelas que para sua execução precisam da execução prévia
de uma outra. Normalmente a sequência é rígida e pré-estabalecida.
 Grupos de actividades semelhantes.
 Grupos de actividades de mesma natureza – natureza relacionada com o atendimento das principais
necessidades empresariais divididas em grupos: natureza fiscal, jurídica, contábil, financeira.
 Uma vez consolidadas as informações, forma-se o conteúdo do Relatório de Consolidação de
Actividades.

c) Montagem de Quadro de Distribuição do Trabalho – QDT


Devem ser relacionadas todas as actividades desenvolvidas pela área em estudo; esta relação deve
obedecer a ordem decrescente de importância.

d) Análise do QDT
Com relação:
 Tempo: tempo que cada tarefa necessita para a sua execução.
Identificar as tarefas que consomem mais tempo;
Verificar se existe concordância entre os aspectos de gasto de tempo e importância da tarefa;
Identificar se existem tarefas secundárias que recebem uma quantidade considerável de tempo;

NB: Cuidado com tarefas pequenas, que consomem pouco tempo mas que são repetidas n vezes (por
exemplo, atender o telefone).

 Capacitação: relacionado com a perfeita adequação de mão-de-obra empregada nas tarefas e


actividades em análise.
Nível de aproveitamento das aptidões dos funcionários no desempenho das tarefas;
Todos operários receberam treinamento para operar com as máquinas;
Complexidade da tarefa executada está de acordo com o cargo/experiência, titulação de quem o executa;
Se existe a necessidade de treinamento.
 Volume: relacionada à quantidade de trabalho que cada funcionário executa, sua divisão e coerência
na continuidade da execução. Observar:

Eng. Chambal
Existência de tarefas desconexas, provocando problemas de descontinuidade;
Divisão de uma tarefa em passos, cada um executado por um funcionário.

 Custo: o desenvolvimento de qualquer tarefa na organização apresenta um custo, seja de elaboração,


de produção ou de manutenção. Ele inclui material empregado, instalações do prédio, água, luz,
telefone e salários.
Quantidade total de horas disponíveis reais e as que foram usadas.
Nível de evolução do pagamento e horas extras.
Custo versus Retorno

 Racionalização: como fazer melhor e com menos custo a mesma tarefa.


Distribuição física inadequada;
Uso de formulários complexos;
Uso de equipamento com problemas;
Execução de muitas tarefas manuais que poderiam se mecanizadas.

Vantagens
Visão imediata das actividades executadas e de quem as executa;
Facilita análise comparativa da participação de cada integrante no todo;
Aponta imediatamente desequilíbrios na distribuição das tarefas;
Fácil aplicação, entendimento e uso.

Desvantagens
Esquecimento das relações inter - pessoais.

Estrutura Básica para a Montagem de um QDT

O quê? Como? Em quanto tempo? Quem? Quando? Quanto?


Está sendo Está sendo Deve – se gastar Faz? Faz? Dar mais
feito? feito? tempo? atenção?

Eng. Chambal