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Prática Processual Penal – Professor Heitor Oliveira Müller

REVOGAÇÃO, RELAXAMENTO E LIBERDADE PROVISÓRIA

2. Relaxamento de prisão em flagrante

Observações Preliminares sobre a peça: A peça em tela é utilizada quando a prisão em


flagrante possui ilegalidade. Há uma prisão em flagrante ilegal, contendo vícios ou
irregularidades, tal como flagrante preparado, provocado dentre outras hipóteses.

Fundamentos Legais: O relaxamento de prisão em flagrante tem amparo de nossa Carta


Política, em seu artigo 5º, inciso LXV e art. 310, I do CPP.

Endereçamento: Deve ser a peça endereçada ao juiz competente para receber a


comunicação da prisão em flagrante imposta, em regra, o juiz de uma Vara Criminal ou
do Júri, de acordo com as regras de competência.

Denominação do postulante: O indivíduo que ingressa – via procurador – com o pedido


de Relaxamento de Prisão em Flagrante recebe a denominação de REQUERENTE. Pode
promover o pedido o advogado, representando o indiciado.

Prazo: Com a modificação do Código realizada pela Lei n. 12.403/2011, a prisão em


flagrante só deve persistir até o recebimento do auto pelo juiz competente. Isso porque
com a posse de referido auto, o juiz deve: i) relaxar a prisão ilegal; ii) converter a prisão
em flagrante em preventiva, quando presentes os requisitos constantes do art. 312 do
Código, e se revelarem inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares diversas da
prisão; ou iii) conceder liberdade provisória com ou sem fiança. Assim, só se torna
possível requerer o relaxamento da prisão em flagrante enquanto o juiz não se
manifestar, pois, de outra forma, o indivíduo estará em liberdade ou preso sob a prisão
preventiva.

Hipótese: Essa peça é utilizada em casos em que haja prisão em flagrante ilegal, ou seja,
quando o auto e prisão em flagrante possuir irregularidades, como no caso em que a
pessoa após cometer algum crime se apresenta espontaneamente e é presa em flagrante
delito, ou então quando não é realizada a entrega de nota de culpa no prazo de 24 horas,
após a prisão.

Forma: Compõe-se de uma única peça, onde serão demonstradas as máculas existentes
no auto de prisão em flagrante. Não se discute o mérito da causa.

Pedido: O pedido é o de relaxamento da prisão em flagrante imposta ao indiciado,


requerendo-se, ainda, a expedição do alvará de soltura em seu favor.

Processamento: O pedido de relaxamento vai ser decidido de imediato pelo juiz, sem a
necessidade de se ouvir o Ministério Público, que terá ciência após a decisão do
magistrado. Deferida a soltura, o juiz ordenará a expedição incontinenti do alvará e o
indiciado será restituído à sua liberdade plena, ou seja, sem condições impostas pelo
juízo. O relaxamento é a invalidação da prisão.
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Observações imprescindíveis: Caberá relaxamento de prisão em flagrante, em casos de


prisão ilegal, ou seja, o auto de prisão em flagrante conterá vícios, como no caso do
flagrante preparado, ou quando não é expedida e entregue ao indiciado sua nota de
culpa, dentre outros. A ilegalidade da prisão é imprescindível. A diferença desta peça para
com a liberdade provisória é que no relaxamento o auto de prisão em flagrante a prisão
é ilegal, já na liberdade provisória a prisão é legal, porém o preso possui os requisitos
inerentes a concessão de tal liberdade.

1. Regras gerais para a concessão da liberdade provisória

É válido e útil reiterar, desde logo, que a prisão em flagrante, quando realizada de
maneira indevida, por razões intrínsecas (não era hipótese de flagrante) ou extrínsecas
(aspectos formais do auto de prisão em flagrante não observados), não pode subsistir,
merecendo ser relaxada pela autoridade judiciária competente. Logo, não é caso para a
concessão de liberdade provisória.
Por outro lado, quando o juiz decretar a prisão preventiva, se, porventura, cessar
a razão que a determinou, deve o magistrado revogá-la simplesmente, tornando o
indiciado/acusado à situação de liberdade anterior. Também não é caso de concessão de
liberdade provisória.
Concede-se, pois, liberdade provisória quando houver prisão em flagrante válida,
mas o indiciado/acusado não necessitar ficar detido enquanto transcorre o processo. Tal
se dará quando os requisitos para a decretação da prisão preventiva não estiverem
presentes.
A liberdade provisória, com arbitramento de fiança, destina-se aos delitos
considerados afiançáveis (consultar os arts. 323 e 324 do CPP, expondo as situações em
que é vedada a fiança), encontrando-se os valores da fiança no art. 325 do Código de
Processo Penal.
A liberdade provisória, sem arbitramento de fiança, é cabível sempre que os
requisitos da prisão preventiva não estiverem visíveis, sendo válida a situação para
qualquer delito. Exemplo: se alguém for preso em flagrante por estupro (inafiançável, por
se tratar de delito hediondo), pode o juiz determinar a sua soltura, concedendo-lhe
liberdade provisória, sem fiança.
A fiança, após a edição da Lei 12.403/2011, revigorou-se, pois seus valores foram
atualizados. Entretanto, ainda perdura a seguinte contradição: para crimes mais graves
(como, por exemplo, os hediondos e equiparados) não cabe fiança, mas os acusados
podem ser soltos, em liberdade provisória, sem o pagamento de nenhum montante. A
inafiançabilidade, reproduzida no art. 323 do CPP, advém de normas constitucionais,
motivo pelo qual nada há a fazer por parte do legislador ordinário. O erro encontra suas
bases texto da Constituição Federal, tendo em vista que nenhum delito deveria ser
inafiançável; ao contrário, quanto mais grave fosse, maior deveria ser o valor arbitrado
para a concessão da liberdade provisória.
A finalidade da fiança é garantir o vínculo do investigado ou acusado com o
distrito da culpa, impedindo que fuja; afinal, se o fizer, perderá o valor dado em garantia.
Presos pobres não precisam pagar a fiança, cabendo ao juiz dispensá-los, nos
termos do art. 350, caput, do CPP. Quanto às pessoas ricas, pode o magistrado aumentar
os valores estipulados pelo art. 325, I e II, em até mil vezes (art. 325, § 1.º, III, CPP).
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Fixada a fiança, podem ocorrer as seguintes situações: a) reforço da fiança: a.1) a


autoridade recolhe, por engano, valor insuficiente; a.2) há depreciação ou perecimento
dos bens dados em garantia; a.3) faz-se nova classificação do crime. Deve o afiançado
reforçar o valor; se não o fizer, a fiança fica sem efeito; b) cassação da fiança: b.1) quando
não é cabível a sua aplicação; b.2) se nova classificação tornar o crime inafiançável. O
magistrado deve cassar o benefício, decretando a prisão ou impondo outra medida
cautelar; c) quebra da fiança: c.1) o acusado deixa de comparecer em juízo, quando
devidamente intimado para tanto; c.2) pratica ato de obstrução do processo; c.3)
descumpre medida cautelar imposta juntamente com a fiança; c.4) pratica nova infração
penal dolosa. A quebra gera a perda de metade do valor dado em garantia e,
eventualmente, a decretação da prisão; d) perda da fiança: condenado, o réu não se
apresenta para cumprir a pena imposta definitivamente. Perde todo o valor dado em
garantia, expedindo-se mandado de prisão.

Requerimento da defesa para a revogação da prisão preventiva

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____.ª Vara do Júri da Comarca ____.

Processo nº _____.

“N”, qualificado a fls. ____, nos autos do processo-crime que lhe move o
Ministério Público, por seu advogado, vem, respeitosamente, à presença de Vossa
Excelência requerer a REVOGAÇÃO de sua PRISÃO PREVENTIVA, pelos seguintes motivos:

O acusado teve sua custódia cautelar decretada por esse digno juízo sob o
fundamento de estar preparando a sua fuga e que, consequentemente, evitaria a futura
e eventual aplicação da lei penal, consolidada por meio de sentença penal
condenatória.

Não desconhece a defesa que esse é um dos motivos a sustentar a decretação da


prisão preventiva, com base no art. 312 do Código de Processo Penal.

Entretanto, vale destacar que o princípio constitucional da presunção de


inocência, associado ao direito de permanecer em liberdade provisória, configuram o
quadro ideal para a situação do réu.

Constitui pura ilação do órgão acusatório a conclusão de que o acusado pretende


fugir, abandonando o acompanhamento da instrução, simplesmente pelo fato de ter
colocado sua casa à venda e ter saído do anterior emprego. Na realidade, a casa foi
vendida em função de não mais haver ambiente para o réu residir, com sua família,
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naquela vizinhança, local onde igualmente habitava a vítima. Constantes eram as


ameaças que sofria por parte de parentes desta, tanto que chegou a registrar boletim de
ocorrência, quando uma das vidraças da sua casa foi estilhaçada por uma pedra, durante
a madrugada (documento anexo).

Ademais, o acusado simplesmente pretendia trocar de emprego, por razões


salariais, não tendo a oportunidade de comunicar a Vossa Excelência, o que iria fazer em
breve tempo. Porém, diante das dificuldades de conseguir novo posto de trabalho, em
virtude da recessão que assola o País, está atualmente desempregado. Tal situação,
entretanto, não significa que pretende fugir.

Desta feita, não há prova conclusiva de que pretendia subtrair-se à aplicação da


lei penal, motivo pelo qual requer a Vossa Excelência, ouvido o ilustre representante do
Ministério Público, a revogação da sua prisão preventiva, com a expedição do alvará de
soltura, se o acusado já estiver preso, ou de contramandado, caso solto.

Termos em que,
Pede deferimento.

Comarca, data.

______________
Advogado

Observações:
− Embora constitua praxe forense a utilização da expressão “Justiça Pública”, em
verdade, está incorreta. Quem promove a ação penal é o Ministério Público.
Quem aplica a lei ao caso concreto, realizando justiça é o Poder Judiciário. Logo,
não há “Justiça Pública”, como sinônimo de órgão acusatório.
− Se o juiz decreta a prisão preventiva, o caminho da defesa é pedir a revogação.
Não tem o menor sentido solicitar a concessão de liberdade provisória, pois esta
somente é cabível quando há prisão em flagrante.
− Pode-se, neste tópico, mencionar doutrina e jurisprudência aplicáveis.
− Caso o magistrado negue a revogação, cabe a impetração de habeas corpus.

Requerimento da defesa para relaxamento de prisão em flagrante

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____ Vara Criminal da Comarca de


_______________, Estado de _____________,
(pular 2 linhas)
Processo nº __/__
(pular 8 linhas)
________, qualificado nos autos de prisão em flagrante em epígrafe, via de seu
advogado e procurador que esta subscreve (procuração inclusa), vem, mui
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respeitosamente à Douta presença de Vossa Excelência, requerer RELAXAMENTO DE


PRISÃO EM FLAGRANTE, com fulcro no artigo 5º, inciso LXV, da Constituição Federal c/c
o artigo 310, I do CPP, pelos fatos e fundamentos que a seguir aduz:
(pular 1 linha)
DO AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE:
(pular 1 linha)
(especificar os motivos da prisão e os vícios do auto, tudo de acordo com os dados
fornecidos pelo caso sorteado).
Do Direito – Ausência de situação de flagrância (ou Vício formal do flagrante)
(pular 1 linha)
(especificar toda a matéria de direito, jurisprudência, Súmulas etc...)
REQUERIMENTO:
(pular 1 linha)
Diante do exposto, requer seja reconhecida a ilegalidade da prisão, para que se
conceda o relaxamento da prisão em flagrante. Pede, ademais, a expedição de alvará de
soltura em favor do requerente.
Termos em que,
Pede deferimento.
(pular 2 linhas)
Local e data
(pular 2 linhas)
Advogado ______________
O. A. B. / U.F. nº ________

Requerimento para o relaxamento de prisão em flagrante II

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____.ª Vara Criminal da Comarca ____.
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Inquérito Policial nº _______.

“L”(nome completo), (nacionalidade), (estado civil), (profissão), titular de


carteira de identidade Registro Geral n.º ____, inscrito no Cadastro de Pessoas Físicas sob
o n.º ____, domiciliado em (cidade), onde reside (rua, número, bairro), por seu advogado,
vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência requerer o RELAXAMENTO DA
PRISÃO EM FLAGRANTE, com fundamento no art. 5.º, LXV, da Constituição Federal, pelos
seguintes motivos:

O indiciado foi preso em flagrante no dia 17 de dezembro próximo passado, sob


a alegação de estar portando a arma do homicídio que teve como vítima Fulano de Tal.
Estaria configurada a hipótese do art. 302, IV, do Código de Processo Penal, legitimando,
portanto, a detenção sem mandado judicial. Encontra-se detido junto à ____
(delegacia).

Ocorre que, na realidade, inexiste flagrante presumido neste caso. A lei é clara ao
estipular que se considera em flagrante delito quem “é encontrado, logo depois, com
instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração”
(art. 302, IV, CPP, grifo nosso). Ora, a expressão “logo depois” não pode ter a elasticidade
que lhe deu a autoridade policial, fazendo supor que uma semana é período curto e breve
a ponto de justificar a prisão em estado de flagrância.

Por outro lado, a completa ignorância do paradeiro do indiciado, que somente


teria sido localizado por denúncia anônima, bem demonstra que a polícia perdeu seu
rumo, desconfigurando qualquer possibilidade de se tratar de uma relação de
imediatidade entre a prática do fato e a ocorrência da prisão, não havendo nem mesmo
perseguição ou qualquer elemento que justificaria a mantença do estado de flagrância.

Nesse sentido, pode-se mencionar a lição de ____.

Outra não é a posição da jurisprudência: ____.

Em suma, sem pretender ingressar no mérito, analisando se, realmente, foi “L” o
autor do homicídio em questão, ou, se o fez, qual teria sido a justificativa a tanto, pois o
momento é inadequado, busca-se ressaltar a Vossa Excelência a impropriedade da prisão
em flagrante, merecendo ser decretado o seu relaxamento, colocando-se o indiciado em
liberdade.

Desde logo, por cautela, assinala-se não haver motivo algum para a decretação
da prisão preventiva, uma vez que os requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal
não estão presentes. O indiciado é primário, não registra antecedentes, tem endereço
e emprego fixos (documentos de fls. ____) e não deu mostra de que pretenda fugir à
aplicação da lei penal ou que possa perturbar o correto trâmite da ação penal.

Ante o exposto, requer a Vossa Excelência reconheça a ilegalidade da prisão, para


que se conceda o relaxamento da prisão em flagrante. Pede, ademais, após a
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manifestação do ilustre representante do Ministério Público, a expedição de alvará de


soltura em favor do requerente.

Termos em que,
Pede deferimento.

Comarca, data.

_______________
Advogado

Observações:
- Há Comarcas, como São Paulo, que possuem um Departamento ou Vara exclusiva para
Inquéritos Policiais. Assim, o inquérito somente é distribuído para uma Vara Criminal
quando já conta com denúncia ou queixa. O pedido de relaxamento da prisão deve, pois,
ser encaminhado para esse Departamento ou Vara privativa.
- Pede-se o relaxamento da prisão em flagrante quando houver algum vício intrínseco
(não era hipótese de flagrância) ou extrínseco (o auto não foi lavrado como determina a
lei), conforme dispõe o art. 304 do CPP. Do contrário, se a prisão foi corretamente
realizada, pede-se a liberdade provisória.
- Se houver, citar algum trecho de doutrina pertinente. Caso tenha relação com o caso,
pode-se citar algum acórdão, mencionando-se a fonte.
- A jurisprudência tem admitido que, relaxada a prisão, sendo o caso, pode o juiz decretar
a prisão preventiva. Portanto, o advogado pode antecipar-se e narrar ao magistrado que
não há motivo algum para tomar tal medida.
- Quando for viável – e por cautela – pode o advogado pleitear, como pedido subsidiário,
a liberdade provisória, ou seja, caso o juiz entenda válido o auto de prisão em flagrante,
pode analisar a possibilidade de colocar o indiciado em liberdade assim mesmo.

Requerimento de concessão de pedido de liberdade provisória

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ____.ª Vara Criminal da Comarca ____.

Inquérito Policial n.º ____.

“P”(nome completo), (nacionalidade), (estado civil), (profissão), titular de


carteira de identidade Registro Geral n.º ____, inscrito no Cadastro de Pessoas Físicas sob
o n.º ____, domiciliado em (cidade), onde reside (rua, número, bairro), por seu advogado,
vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência requerer a sua LIBERDADE
PROVISÓRIA sem arbitramento de fiança, com fundamento no art. 5.º, LXVI, da
Constituição Federal, pelos seguintes motivos:
Prática Processual Penal – Professor Heitor Oliveira Müller

O indiciado foi preso em flagrante no dia 21 de abril próximo passado, sob a


alegação de ter sido surpreendido desferindo golpes de faca em Beltrano de Tal, por volta
das 22 horas, no interior do bar situado na Rua ____, n.º ____, nesta cidade. A vítima não
teria resistido aos ferimentos e faleceu, motivo pelo qual, quando foi detido, a autuação
se fez com base em homicídio simples.

O auto de prisão em flagrante respeitou os ditames legais e o indiciado encontra-


se no presídio ____ (local).

Entretanto, o indiciado faz jus à concessão da liberdade provisória, sem fiança,


levando-se em consideração o disposto no art. 310, III, do Código de Processo Penal, vez
que ausente qualquer sustentáculo para a decretação da prisão preventiva.

Sem pretender ingressar no mérito, analisando se, realmente, foi ele o autor do
homicídio, ou, se o fez, qual teria sido a justificativa a tanto, pois o momento é
inadequado, busca-se ressaltar a Vossa Excelência a impropriedade da manutenção da
prisão, merecendo o indiciado ser posto imediatamente em liberdade.

Não há motivo algum para a decretação da sua custódia cautelar, uma vez que os
requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal não estão presentes.

O indiciado é primário, não registra antecedentes, tem endereço e emprego fixos


(documentos de fls. ____) e não há evidência alguma de que pretenda fugir à aplicação
da lei penal, de que possa perturbar o correto trâmite da ação penal ou de que possa
colocar em risco a ordem pública.

Nesse sentido, pode-se mencionar a lição de ____. (Doutrina)

Outra não é a posição da jurisprudência: ____.

Ante o exposto, requer a Vossa Excelência, nos termos do art. 310, III, do Código
de Processo Penal, conceder-lhe liberdade provisória, mediante termo de
comparecimento a todos os atos do processo, quando intimado.

Ademais, requer-se seja ouvido o ilustre representante do Ministério Público e


expedindo-se o alvará de soltura.

Termos em que,
Pede deferimento.

Comarca, data.

_______________
Advogado