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2 - Os Lusíadas - Proposição, Invocação e Dedicatória

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Breve análise da Proposição, Invocação e Dedicatória d' Os Lusíadas de Luís de Camões e exercícios para consolidação de conhecimentos.
Breve análise da Proposição, Invocação e Dedicatória d' Os Lusíadas de Luís de Camões e exercícios para consolidação de conhecimentos.

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Published by: Maria Filomena Ruivo Ferreira on Jan 07, 2010
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Canto I Proposição

Síntese
Na proposição, o poeta pretende exaltar: - “As armas e os barões assinalados”, ou seja, todos aqueles homens cheios de coragem que descobriram, “por mares nunca dantes navegados”, novas terras, indo mais longe do que aquilo que alguém podia esperar de seres não divinos, “Mais do que prometia a força humana”. - “Daqueles Reis que foram dilatando”, ou seja, os reis que contribuíram para que a fé cristã se espalhasse por terras que foram sendo descobertas, alargando assim o Império Português. - “E aqueles que por obras valerosas”, ou seja, todos os que são dignos de serem recordados pelos feitos heróicos cometidos em favor da pátria e que, por isso, nem mesmo a morte os pode votar ao esquecimento, “Se vão da lei da Morte libertando” pois foram imortalizados. Para tal compara os feitos dos portugueses aos de Ulisses, herói da Odisseia de Homero e aos de Eneias, o troiano que, na Eneida de Virgílio, chegou ao Lácio e fundou Roma. A proposição funciona como uma apresentação geral da obra, é uma síntese daquilo que o poeta se propõe fazer. Propor significa precisamente apresentar, expor, anunciar, mostrar. O poeta mostra aquilo que pretende ao escrever a epopeia: “Cantando espalharei por toda a parte”. O verbo cantar tem aqui o sinónimo de exaltar, enaltecer ou celebrar. Através da poesia, se tiver talento para isso, tornarei conhecidos em todo o mundo ↓ os homens ilustres que fundaram o império português do Oriente ↓ os reis, de D. João I a D. Manuel, que expandiram a fé cristã e o império português ↓ todos os portugueses dignos de admiração pelos seus feitos.

Análise Exercícios:
1. Camões refere alguns heróis da Antiguidade que são muito famosos. Identifica-os associando as expressões à respectiva figura: a) “sábio grego” Aquiles, herói da “Ilíada” de Homero Eneias, herói da “Eneida” de Virgílio b) “troiano” Ulisses, herói da “Odisseia” de Homero

2. Relê os versos: “E aqueles que por obras valerosas Se vão da lei da Morte libertando”. 2.1. Explica, seleccionando a resposta correcta, o sentido dos versos. a) Os que por terem realizado grandes obras se tornam imortais, ou seja, conhecidos para sempre. b) Os que por terem desenvolvido grandes obras se tornam imortais, isto é, jamais morrem. 3. Atenta nas seguintes formas verbais da 3ª estrofe e indica, associando à coluna da direita, o tempo verbal em que se encontram. “cessem” “cale-se” “cesse” Pretérito Imperfeito do Conjuntivo Imperativo Presente do Conjuntivo

Apesar de estarem no Presente do Conjuntivo, as três formas transmitem a ideia de ordem (Imperativo). Para o poeta, os feitos dos outros heróis até agora venerados não têm comparação com os dos portugueses que merecem, por isso, ser dignificados – “Que outro valor mais alto se alevanta”.

A nível da estrutura interna, a obra apresenta quatro planos narrativos que orientam a acção: - Plano da Viagem: refere-se à narração da viagem de Lisboa até à Índia, com a partida de Belém, a paragem em Melinde e a chegada a Calecut.

- Plano da História: refere-se aos momentos em que se apresentam factos da História de Portugal. - Plano dos Deuses: também chamado mitológico pela intervenção dos deuses na acção, facilitando e complicando a viagem. - Plano do Poeta: refere-se às considerações pessoais que o poeta tece e que deveriam ser em número reduzido. 4. Os quatro planos narrativos que orientam a acção estão presentes desde o início. Associa o plano ao verso correspondente. a) Plano da Viagem b) Plano da História c) Plano dos Deuses d) Plano do Poeta “Cantando espalharei por toda a parte” “A quem Neptuno e Marte sempre obedeceram” “Daqueles Reis que foram dilatando” “Por mares nunca dantes navegados”

5. Relê com atenção a terceira estrofe e repara na expressão “peito ilustre Lusitano”. Explica a metonímia presente nessa expressão, seleccionando o respectivo significado. a) os povos ibéricos b) os alemães c) o ilustre povo Lusitano

A metonímia é a substituição de uma palavra por outra com a qual ela está intimamente relacionada. Por exemplo, na frase “Vamos ler Camões” há uma metonímia, porque de facto o que vamos ler é uma obra de Camões. “A metonímia é uma figura de estilo do nível semântico que consiste em designar uma realidade por meio de outra realidade relacionada com a primeira, por contiguidade ou proximidade.” Exemplo (Ferreira de Castro, Emigrantes): "Borges interrompeu, com voz triste e céptica: – É difícil... É muito difícil... Quase ninguém lê. O país é analfabeto." (o país: as pessoas do país).»

Invocação
E vós, Tágides minhas, pois criado Tendes em mi um novo engenho ardente, Se sempre, em verso humilde, celebrado Foi de mi vosso rio alegremente, Dai-me agora um som alto e sublimado, Um estilo grandíloco e corrente, Por que de vossas águas Febo ordene Que não tenham enveja às de Hipocrene . Dai-me uma fúria grande e sonorosa, E não de agreste avena ou frauta ruda , Mas de tuba canora e belicosa, Que o peito acende e a cor ao gesto muda. Dai-me igual canto aos feitos da famosa Gente vossa, que a Marte tanto ajuda; Que se espalhe e se cante no Universo, Se tão sublime preço cabe em verso. Invocar significa apelar, pedir, suplicar. Nestas estrofes, Camões dirige-se às Tágides, as ninfas do Tejo, pedindo-lhe que o ajudem a cantar os feitos dos portugueses de uma forma sublime: “Dai-me agora um som alto e sublimado, Um estilo grandíloco e corrente,” Tratando-se de um pedido, a Invocação assume a forma de discurso persuasivo, onde predomina a função apelativa da linguagem e as marcas características desse tipo de discurso – o vocativo e os verbos no modo imperativo - determinam a estrutura do texto: E vós, Tágides minhas, (...) Dai-me (...) Dai-me (...) Dai-me (...)

Tágides

Apóstrofe A apóstrofe consiste na interpelação ou invocação de alguém ou de alguma coisa personificada, por meio de um vocativo.

Anáfora

A Anáfora é uma figura de estilo que consiste em repetir a mesma palavra Repara: para invocar as ninfas, no princípio de várias frases ou versos. Camões utiliza o vocativo. A forma verbal “Dai-me” (modo O vocativo pode estar presente imperativo) surge repetido três vezes no numa frase quando se pretende chamar ou início do verso: trata-se da figura de estilo invocar alguém, utilizando-se para isso anáfora. um nome ou expressão equivalente. O vocativo na frase é móvel, pois pode surgir no princípio, no meio ou no fim, mas está destacado por vírgulas.

O poeta pede às Tágides o estilo elevado que a epopeia e a grandiosidade do assunto requerem; o " som alto e sublimado ", exigido pelo " novo engenho ardente " que as ninfas colocaram nele. Como poeta experiente que é, sabe que a tarefa a que agora se propôs exige um estilo e uma linguagem de grau superior, por isso estabelece ao longo destas duas estâncias um confronto entre a poesia lírica, há muito por ele cultivada, e a poesia épica, a que agora se abalança.

POESIA LÍRICA verso humilde agreste avena frauta ruda

POESIA ÉPICA novo engenho ardente som alto e sublimado estilo grandíloco e corrente fúria grande e sonorosa tuba canora e belicosa

Esse confronto serve-lhe para marcar a superioridade relativa da poesia épica sobre a lírica.

Camões e as Tágides

Dedicatória
6 E vós, ó bem nascida segurança Da Lusitana antiga liberdade, E não menos certíssima esperança De aumento da pequena Cristandade; Vós, ó novo temor da Maura lança, Maravilha fatal da nossa idade, Dada ao mundo por Deus, que todo o mande, Para do mundo a Deus dar parte grande; 7 Vós, tenro e novo ramo florescente De uma árvore de Cristo mais amada Que nenhuma nascida no Ocidente, Cesária ou Cristianíssima chamada; (Vede-o no vosso escudo, que presente Vos amostra a vitória já passada, Na qual vos deu por armas, e deixou As que Ele para si na Cruz tomou) 8 Vós, poderoso Rei, cujo alto Império O Sol, logo em nascendo, vê primeiro; Vê-o também no meio do Hemisfério, E quando desce o deixa derradeiro; Vós, que esperamos jugo e vitupério Do torpe Ismaelita cavaleiro, Do Turco oriental, e do Gentio, Que inda bebe o licor do santo rio; 9 Inclinai por um pouco a majestade, Que nesse tenro gesto vos contemplo, Que já se mostra qual na inteira idade, Quando subindo ireis ao eterno templo; Os olhos da real benignidade Ponde no chão: vereis um novo exemplo De amor dos pátrios feitos valerosos, Em versos divulgado numerosos. 10 Vereis amor da pátria, não movido De prémio vil, mas alto e quase eterno: Que não é prémio vil ser conhecido Por um pregão do ninho meu paterno. Ouvi: vereis o nome engrandecido Daqueles de quem sois senhor superno, E julgareis qual é mais excelente, Se ser do mundo Rei, se de tal gente.

11 Ouvi, que não vereis com vãs façanhas, Fantásticas, fingidas, mentirosas, Louvar os vossos, como nas estranhas Musas, de engrandecer-se desejosas: As verdadeiras vossas são tamanhas, Que excedem as sonhadas, fabulosas; Que excedem Rodamonte, e o vão Rugeiro, E Orlando, inda que fora verdadeiro, 12 Por estes vos darei um Nuno fero, Que fez ao Rei e ao Reino tal serviço, Um Egas, e um D. Fuas, que de Homero A cítara para eles só cobiço. Pois pelos doze Pares dar-vos quero Os doze de Inglaterra, e o seu Magriço; Dou-vos também aquele ilustre Gama, Que para si de Eneias toma a fama. 13 Pois se a troco de Carlos, Rei de França, Ou de César, quereis igual memória, Vede o primeiro Afonso, cuja lança Escura faz qualquer estranha glória; E aquele que a seu Reino a segurança Deixou com a grande e próspera vitória; Outro Joane, invicto cavaleiro, O quarto e quinto Afonsos, e o terceiro. 14 Nem deixarão meus versos esquecidos Aqueles que nos Reinos lá da Aurora Fizeram, só por armas tão subidos, Vossa bandeira sempre vencedora: Um Pacheco fortíssimo, e os temidos Almeidas, por quem sempre o Tejo chora; Albuquerque terríbil, Castro forte, E outros em quem poder não teve a morte. 15 E enquanto eu estes canto, e a vós não posso, Sublime Rei, que não me atrevo a tanto, Tomai as rédeas vós do Reino vosso: Dareis matéria a nunca ouvido canto. Comecem a sentir o peso grosso (Que pelo mundo todo faça espanto) De exércitos e feitos singulares, De África as terras, e do Oriente os mares,

16 Em vós os olhos tem o Mouro frio, Em quem vê seu exício afigurado; Só com vos ver o bárbaro Gentio Mostra o pescoço ao jugo já inclinado; Tethys todo o cerúleo senhorio Tem para vós por dote aparelhado; Que afeiçoada ao gesto belo e tenro, Deseja de comprar-vos para genro. 17 Em vós se vêm da olímpica morada Dos dois avós as almas cá famosas, Uma na paz angélica dourada, Outra pelas batalhas sanguinosas; Em vós esperam ver-se renovada Sua memória e obras valerosas; E lá vos tem lugar, no fim da idade, No templo da suprema Eternidade. 18 Mas enquanto este tempo passa lento De regerdes os povos, que o desejam, Dai vós favor ao novo atrevimento, Para que estes meus versos vossos sejam; E vereis ir cortando o salso argento Os vossos Argonautas, por que vejam Que são vistos de vós no mar irado, E costumai-vos já a ser invocado.

A dedicatória é uma parte facultativa da estrutura da epopeia. Camões inclui-a n’ Os Lusíadas ao dedicar a sua obra ao rei D. Sebastião. Nessa altura, D. Sebastião era ainda muito jovem e por isso era visto como a esperança da pátria portuguesa na continuação da difusão da fé e do império. D. Sebastião, rei de Portugal de 1568 a 1578, foi o penúltimo rei antes do domínio espanhol (1580-1640). O seu prematuro desaparecimento numa manhã de nevoeiro na batalha de Alcácer Quibir deu origem ao mito sebastianista, um sentimento muito português, que nasceu de uma lenda e que tem povoado o imaginário colectivo do nosso povo, ao longo dos séculos.

A lenda sebastianista continua envolta numa rede de incertezas e mitos. Realmente, não é incontestável afirmar que D. Sebastião morreu na batalha de Alcácer Quibir, a 4 de Agosto de 1578, ainda que essa seja a versão mais pacífica. O médico Mário Saraiva, por exemplo, publicou um estudo intitulado Dom Sebastião - Na História e na Lenda, no qual advoga que o rei não morreu nessa data, apoiando-se em documentos, nos quais se vêem escritas frases como esta: «Era um facto que ninguém vira morrer o rei». De acordo com a investigação de Mário Saraiva, D. Sebastião foi batalhar em Alcácer Quibir por ter sido vítima de uma cilada por parte de Espanha, no fito de levarem o jovem rei à morte, o que abriria caminho à dominação filipina em Portugal, a qual acabou por se concretizar. Segundo Mário Saraiva, a corte filipina chegou a intervir no sentido de os portugueses perderem a batalha de Alcácer Quibir, tentando matar D. Sebastião quando este pelejava em Marrocos. A cilada montada por Espanha não resultou e o rei refugiouse num ermitério, após a batalha. Quando se apercebeu que tinha sido destronado, apelou ao Vaticano e fugiu para Vicenza, de onde foi expulso em 16 de Dezembro de 1600. Posteriormente, alojou-se em Nápoles, onde foi acolhido pelo conde de Lemos. De acordo com a investigação de Mário Saraiva, a prova está numa directiva do Papa Urbano VIII, de 20 de Outubro de 1630, onde se pode ler: «Fazemos saber que por parte do nosso filho D. Sebastião, rei de Portugal, nos foram apresentadas pessoalmente no Castelo de Santo Ângelo duas sentenças de Clemente VIII e Paulo V, nossos antecessores (...), em que constava estar justificado largamente ser o próprio rei e nesta conformidade estava sentenciado para lhe largar (o trono) Filipe III, rei de Espanha, ao que (este) não quis nunca satisfazer, pedindo-nos agora (que) tornássemos a examinar os processos (...)»

Sem dúvida uma versão fascinante, que vem pôr em causa as teses que até agora vigoraram.

Metáfora O elogio ao rei está presente em toda a dedicatória, mas é desde logo visível nas primeiras três estrofes, salientando-se as várias metáforas, nomeadamente: “Vós, tenro e novo ramo florescente”, que realça a jovialidade do rei. A metáfora é um recurso estilístico que permite estabelecer uma relação de semelhança sem o uso de elementos específicos de comparação (“como”, “equivalente”, “parecido”, “semelhante”, “igual”).

Aposto O aposto é uma expressão que vem imediatamente a seguir a outra, normalmente entre vírgulas e que surge como uma caracterização ou explicação complementar. A expressão “poderoso rei” exerce a função de aposto, pois surge a seguir ao pronome “Vós”, adicionando-lhe uma informação que o torna mais completo.

Sinédoque Na caracterização de D. Sebastião, o poeta usa frequentemente a sinédoque – figura de estilo em que se troca a palavra que indica o todo de um ser por outra que indica apenas uma parte dele: “Vós, ó novo temor da Maura lança,” Embora só se refira à lança, o poeta pretende designar todo o exército de mouros.

6. Identifica as figuras de estilo presentes nos versos seguintes: a) “E vós, ó bem nascida segurança” b) “Tomai as rédeas vós do Reino vosso:” c) “Aqueles que, nos Reinos lá da Aurora” d) “O Sol, logo em nascendo, vê primeiro” e) “Por um pregão do ninho meu paterno” f) “Que afeiçoada ao gesto belo e tenro” g) “E julgareis qual é mais excelente, Se ser do mundo Rei, se de tal gente.”

(metáfora; personificação; dupla adjectivação; hipérbole; apóstrofe; perífrase;)

Linguagem argumentativa Para além do elogio ao rei, Camões pretende convencê-lo a aceitar o seu canto, por isso recorre a uma linguagem argumentativa, sendo a função de linguagem predominante a apelativa. O poeta recorre a numerosos vocativos, apóstrofes e ao uso frequente do modo imperativo. Há quem considere que o discurso da Dedicatória segue a estrutura própria do género oratório. O poeta chama constantemente a atenção do seu destinatário, D. Sebastião, para o que o poema vai celebrar.

Argumentar é expressar uma convicção, um ponto de vista, que é desenvolvido e explicado de forma a persuadir o ouvinte/leitor. Por isso, é necessário que apresentemos um raciocínio coerente e convincente, baseado na verdade, e que influencie o outro, levando-o a pensar/agir em conformidade com os nossos objectivos. Há três fases na produção de um texto argumentativo: na primeira trabalha-se sobre textos diversos com a intenção de criar um estado de opinião, na segunda, recolhe-se de forma individual informação variada sobre o tema; na terceira realizam-se trabalhos de escrita e aperfeiçoamento textual. O texto argumentativo deve começar por uma introdução que ocupa normalmente um parágrafo; segue-se o desenvolvimento, em parágrafos que contêm os argumentos e os contra-argumentos, seguidos de exemplos; finalmente, uma conclusão, de parágrafo único, que retoma a afirmação inicial provada ou contrariada. Os vários parágrafos devem estar encadeados uns nos outros pelos articuladores (conjunções e locuções coordenativas e subordinativas) do discurso ou conectores lógicos (de causaefeito-consequência, hipótese-solução, etc.).

Bom trabalho! Maria Filomena Ruivo Ferreira Santos

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