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Farmacodinâmica II

Farmacodinâmica II

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O iodeto que conseguimos na dieta esta presente na corrente sangüínea em forma de

íons. Quem faz a captura é a célula através de um cotransportador de Na/I. O

cotransportador captura os íons o leva-os para dentro da célula.

Uma vez dentro da célula ele tem que tirar a carga negativa do Iodeto [( redução doa

elétros ) ( oxidação retira elétrons)]. Ocorre, portanto, uma reação de oxidação do

Iodeto. Quem oxida é a enzima Tireoperoxidase na presença do substrato H2O2. A

partir desta reação o iodo entra no colóide.

Iodação da Tireoglobulina e da Tirosina

O iodo está no colóide na forma molecular o complexo H2O2 + tireoperoxidase faz

com que o iodo se ligue a 1 molécula de Tirosina ( aa. )

I

Se apenas 1 Iodo se ligar a Tirosina e se ligar a Tireoglobulina forma-se a

Monoiodotironina ( MIT ) .

Quando se liga 2 mol de Iodo a uma mesma Tirosina forma-se a Diiodotirosina ( DIT ).

DIT

DIT

DIT

MIT

MIT

MIT

MIT

TG

I

NH2

COOH

CH

OH

I

I

Uma vez que ocorre a Iodação ocorre a Endocitose ou seja a célula engloba

este complexo e tudo o que estava no lúmen entra na célula.

Após este estágio a primeira coisa que ocorre é quebrar este complexo, que

serão quebrados pelos lisossomos ( digere ), estes quebram toda a

tireoglobulina.

Lisando a Tireoglobulina sobra MIT e DIT.

Quando estes se ligam fica (MIT E DIT) e forma o T3.

Quando se ligam 2 DIT forma o T4 ou a Tetraiodotiroidina.

Os MIT e DIT que sobram através da ação de enzimas o iodo é restaurado na

forma de I-

. Após, o T3 e T4 vão para a corrente sangüínea.

O T3 que entra na célula tem ação imediata. O T4 que entra na célula não tem

ação, para que ele passe a ter ação ele precisa perder um iodo ( ocorre

desoidação ) e ele passa a se T3 passando assim a ter ação, ou seja o T4 é uma

reserva.

Os T3 e T4 formados saem para corrente sangüínea por transporte ativo.

Resumo

A célula faz a oxidação e cai no lúmen I oxidado.

O próximo passo é a Iodação do Iodo ( o Resídeos de Tirosina a Tireoglobulina ).

Obs: Iodação também pode ser chamada de Organificação.

O iodo uma vez oxidado encontra resíduos de aas. ( Tirosina e Tireoglobulina ) este Iodo se

acopla a Tirosina e este conjunto ( Iodo ligado a Tirosina ) se acopla a Tireoglobulina, ou seja,

uma Tirosina e Iodo se ligam ( organificam) e depois se ligam a tireoglobulina.

Se apenas 1 Iodo se ligar a Tirosina e se ligar a Tireoglobulina forma-se a Monoiodotironina (

MIT ) .

Quando se liga 2 mol de Iodo a uma mesma Tirosina forma-se a Diiodotirosina ( DIT ).

Quando acumula muito T3 e T4 ocorre o processo de feed back na Hipófise e esta não produz

mais TSH.

Patologias que envolvem a Tireóide

Hipertireoidismo

Doença de Graves ou Bócio Tóxico.

Doença de Graves ou Bócio Toxico

É uma doença auto-imune que ocorre quando os próprios anticorpos reconhecem parte do

órgão ou todo o órgão como “non self”.

Este anticorpo é um anticorpo tireoestimulante estimula a tiróide a produzir T3 e T4 ou seja

tem a mesma função do TSH.

Sintomas:

Exoftalmia

Hiperatividade

Taquicardia

Emagrecimento

Aumento de Apetite

Aumento da temperatura da pele

Aumento da sudorese

Bócio Nodular Toxico ( câncer )

Como aumenta o tamanho das células aumenta-se a produção de T3 e T4. Produz mais acinos

O tratamento é cirurgico.

Hipotireoidismo

Sintomas : - Letargia
---- - Voz arrastada
---- - Aumento de Peso
---- - Sensibilidade ao Frio
------------ - Diminuição de Apetite

Tireoidite de Hashimoto – doença auto-imune. Anticorpo destrutivo. É crônica

o organismo produz um anticorpo destrutivo Anti-tireóide que destroi o acino.

Bócio simples – Causado pela deficiência de ingestão de Iodo.

Característica : A

Tireioide aumenta de tamanho para tentar compensar. Quando se faz uso de

iodo a tireóide volta gradativamente ao tamanho normal.

Mecanismo

A tireóide tenta aumentar o seu tamanho para captar mais Iodo, ou seja provoca

uma hiperplasia. Quando inicia a ingestão de Iodo a hiperplasia regride.

Fármacos para Hipertireoidismo

Iodo Radioativo I131

Para tratamento de hipertireoidismo, a medida que perde seus prótons emite raios β e γ .

Os raios β são altamente nocivos e lesionam o organismo. Ao serem administrado e

transportados até o acino vai haver a liberação de raios β e γ os raios β interagem

destruindo o tecido tireoidiano reduzindo consideravalmente o tamanho da glândula, com

conseqüente diminuição da liberação de T3 e T4.

Efeito colateral - Hipotireoidismo durante os primeiros 2 meses , precisa-se administrar T3 e

T4 até voltarem aos níveis normais.

Tioureleno

Carbinazol

Motinazol

Propiltouracil ( Ex: Triac )

Mecanismo de Ação

Inibem a oxidação do iodo através da inibição enzimática ( tireoperoxidase ) e redução da

iodação da tirosina na tireoglobulina.

O propiltiuracil além destes ainda retarda o processo de deseiodação nas célula periféricas.

Estes medicamentos começam a ter efeito após 2 a 3 semanas devido ao T4 globulina.

1)Célula capta I-

2)Na célula pela ação de enzima + H2O2 ocorre oxidação bloqueando a retirada do

elétron.

3)Bloqueia a iodação porque:

a-bloqueia oxidação logo bloqueia iodação

Obs: Metimozol / Carbimazol

- Resultado não imediato o resultado ocorre entre 2 a 3 semanas porque tem muito T4 livre

na corrente sangüínea . Logo o resultado é a longo prazo.

Fármacos para Hipotireoidismo

Só terapia de reposição de Iodo. Se for Hashimoto cirurgia.

2a

Aula

Dia 26-02-2007-

Fármacos Anticoagulantes

-Inibem o processo de coagulação plaquetária

-Quem regula é a Hemostasia sangüínea

Hemostasia = controle que interrompe o fluxo hemorrágico

Pode ocorrer processo de hemostasia fora deste processo que irá formar as doenças

trobolíticas, ou seja a hemostasia fora do processo hemorrágico é uma patologia chamado

de processo de trombose.

A hemostasia é controlada por alguns fatores independente do nível da lesão ocorre os

eventos abaixo na seqüência:-

1)

Vasoconstrição

2)

Agregação plaquetária

3)

Formação de fibrina ( o mais importante )

Hemostasia = evento fisiológico

Trombose = evento patológico ( diferente de coágulo porque ocorre “in vivo”)

Sempre que se tem uma lesão ocorrem os efeitos 1o

); 2o

); 3o
)

Depois que a fibrina se forma é que ocorre a coagulação

Alguns testes mostram isto e os principais deles é o TP ( tempo de protombina) e o TTPA

( tempo de tromboplastina parcial )

Cascata de Coagulação

Fatores de Coagulação = Temos enzimas circulantes na forma inativa, que não catalizam

reações, e são chamadas de Zimógenos.

Estes zimógenos na coagulação recebem o nome de fatores, logo cada fator na verdade são

enzimas.

Por exemplo, na Via Intrínseca ou Via de Contato vai se iniciar quando o sangue entra em

contato com algo artificial, ou seja por ex. “in vitro”.

A via Extrínseca ocorre “in vivo”.

Via Intrínseca = Inicio: Fator XII é uma enzima que quando passa a ser ativada é chamada de

XIIa, quando entra em contato com superfície estranha

Via Extrínseca
Aqui usa a via “alternativa”,
não se usa todos os fatores.

Via Intrínseca
Aqui utiliza todos os fatores
sangüíneos para que forme a
coagulação

XIIa

Zimógenos

XII

XIa

XI

IX

IXa

Ativa o
fator

Ativa o
fator

X

Xa

Ativa o fator junto com
Fator VIII + Ca++

+ fosfolipideos

Via Extrínseca

Para ser ativada precisa de
O principal estímulo é a lesão

Logo o sangue “in vivo” coagula mais rapidamente que o sangue “in vitro” pois pula as etapas
iniciais.

Depois que formou a fibrina tem que ter um mecanismo que pare o processo de coagulação.
A trombina também ativa outros fatores: X; IX; VIII; V.
No início o fator XI precisa do Fator XI a., depois da trombina ela também passa a ativar os
fatores IX e também os outros.
Para interromper é necessário para a trombina que é a anti-trombina III ( fisiologicamente ).

Fator VII + Ca++

+ fosfolipideos

Este conjunto ativa
direto o Fator X

X

Xa

Ativa o fator junto com
Fator VIII + Ca++

+ fosfolipideos

Protrombina
( Fator

II )

Trombina

Fibrinogênio

( solúvel =
enzima )

Fibrina

( gelificação = insulúvel )

V + Ca++

+
fosfolipídeos

Enzima anti-trombina
III ( INIBE )

O estímulo é o excesso de trombina. O mecanismo é contínuo, até para cessar, não para
imediatamente

Patogenicidade

Trata-se a:

-Trombose = formação de trombos
Tipos:

1)

Arterial – É a formação de coágulo gerando a fibrina; além de gerar
fibrina, temos uma grande quantidade de plaquetas e de leucócitos, ele é
chamado de Trombo Branco.

2)

Venoso = Possui : Fibrina + Plaquetas + hemáceas chamado de

Trombo Vermelho

O que predispõe a formação de trombos:
-hipertensão
-obesidade
-gravidez
-diabetes
-Exercícios físicos intensos com caimbras ( senta-se e devia-se o ritmo cardíaco, o
sangue pode voltar no sentido oposto )
-Alteração do fluxo sangüíneo
-Desligamento de placas de ateroma
-Aterolcleorose

Hemofilia

Dificuldade de coagulação, os 2 tipos são hereditários:
1)

Clássica – decorretne de uma deficiência do fator VIII

2)

Hemofilia β ou de Chistmas deficiência do fator IX

Anticoagulantes Injetáveis
Heparina

Grande parte vem dos mastócitos ( “in vivo”)

Mecanismo de Ação

Ativa a antitrombina III impedindo que a trombina passe o fibrinogênio a fibrina.
Bloqueia a coagulação tanto pela via Intrínseca como pela via Extrínseca.
É injetável porque tem alto peso molecular , pela via oral não sofre absorção.
A ação é imediata, começou a injetar já aumenta o tempo de coagulação.

Efeito colateral

-Hemorragia, antes do pré-operatório faz-se o TTPA ( tempo de tromboplastina parcial
ativado ). Para reverter o efeito colateral = Droga
Antagonista =
PROTAMINA = Inibe a Heparina faz o antagonismo por competição
que é a antitrombina III, elas competem pela mesma enzima anti-trombina III. A ação
é imediata.
-Outros efeitos colaterais
Hipoaldosterismo – diminui a aldosterona , não se conhece o mecanismo.
Osteoporose – não se conhece o mecanismo.

Anticoagulantes Orais

Warfarin = descoberto por volta de 1930
Durante a depressão nos EUA o gado foi alimentado com trevo doce ao invés de milho,
mas, como o trevo muitas vezes era dado estragado devido a estocagem, o gado começou a
morrer devido a intensa hemorragia. Quando se estudou as causas descobriu-se o princípio
ativo do Warfarin.
Os fatores são glicoproteínas que para serem sintetizados no fígado precisam de
glicoproteínas ( aas ) ( ácido glutâmico ).

Mas, para os fatores X; IX; VII o acido glutâmico precisa sofrer uma γ− carboxilação,
que para ocorrer precisa-se de vitamina K.

O ácido glutâmico após sofrer γ− carboxilação ele passa a se chamar ácido

γ− carboxiglutâmico.

Vitamina K = lipossolúvel ( azeite, verduras )

Para a formação dos fatores X; IX; VII é necessário uma γ− carboxilação no ácido
glutâmico antes do mesmo ligar-se a glicoproteína, esta é mediada pela vitamina K que
passa da sua forma reduzida para a sua forma oxidada e regtorna pela enzima vit K
redutase.
Inicialmente
Ac. Glutâmico = para fatores X; IX; VII

γ−carboxilaçã
o

Ácido γ−carboxiglutâmico.

Vit K
reduzida

Vit. K
oxidada
( perde e-

)

Enzima Vitamina K
redutase

Mecanismo de Ação do Warfarin

Inibe a enzima Vit K redutase promovendo a redução dos fatores de c\oagulação ( X; IX;
VII ).
A ação é mais lenta que a heparina ou seja, não é imediata porque sempre tem ácido

γ− carboxiglutâmico na circulação.

-TP = colhido com citrato que quela o Ca++ - coloca-se depois quantidade elevada de
Ca++, para analisa a resposta ao Warfarin

Efeito Colateral = Hemorragia
Antagonista = Vitamina K – o efeito é lento

Cuidados para o uso:

-Não pode ser utilizado com substâncias que inibem a agregação plaquetária ex AAS –
risco de Hemorragia.
-Warfarin tem alta ligação protéica plasmática. A taxa chega a 98% só 2% fica livre
tem ação . 98% tem ação imediata.
-A AAS também tem afinidade protéico 98% . O cone o deslocamento protéico
quando se inicia com AAS ele desliga ex: mais ou menos 40% e dixa mais alta a taxa
de Warfarin livre exacerbando os seus efeitos colaterais.
-O Warfarin é todo metabolizado no fígado ( CYT P450) 100%. Tem drogas que são
inibidores enzimáticos Ex. Cimitidina, Cimetidina; Metronidazol ( Inibem CYT
P450 ). Logo tem mais Warfarin agindo . Dose ativa e Dose tóxica são mais próximas.
-Tem drogas que são Indutoras enzimáticas : Barbital; Álcool – inibem mais
rapidamente a ação do Warfarin.
-Warfarin tem ação Teratogênicos é arriscado o seu uso nos primeiros 3meses de
gestação e nos últimos 8 meses, atravessa a barreira placentária e tem ação de mal
formação do SNC.

ANESTÉSICOS LOCAIS

Os anestésicos locais começaram a serem estudados em 1860 com a cocaina.
Freud queria pesquisar os efeitos anestésicos tópicos da cocaina ao invés das pesquisas
psicológicas.
Os oftálmicos começaram a estudar os anestésicos depois forma os denteistas.
Depois se percebeu que ela é um anestésico local.
Cocaína aumenta aminas cerebrais Noradrenalina, causando dependência, mas ela não dá
parada cardíaca.
O único anestésico que não causa parada cardíaca, nem respiratório.

Estrutura Geral dos Anestésicos Locais

A amina básica deixa o Pka com 8-9.
Todos anestésicos locais tem caráter básicos
Uma droga uma vez administrada ela fica na forma iônica ou molecular.
O que determina se ela vai ser absorvida é quando ela fica no molecular isto dependendo de
pKa da droga e do Ph do meio,
Logo ela não tem ação via oral.

C

O

O

COOCH3

CH2

CH2

NCH3

Grupo
Hidrofóbico

Grupo Éster

Obs: pode ter amida neste
lugar, o que é melhor pois ela
pode ser quebrada pelas
Esterases o que dá meia vida
( T ½ vida )maior.

Amida básica
( cocaina )

Ela tem que ser administrada em uma região e lá deve ficar mas isto não acontece ela sempre
vai cair na via sistêmica , para diminuir isto aplica-se a droga com vasoconstritor.

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