Você está na página 1de 6

Você está atendendo no Ambulatório da Liga

Acadêmica de Neurologia, em uma linda sexta feira de


sol em Salvador, são 17 horas e você recebe a
paciente:
Juliana, feminino, 28, parda, casada, enfermeira,
natural e procedente de Salvador - BA
QP: Tontura há 15 dias

1) QUAL DEVE SER O PRIMEIRO PASSO PARA A


INVESTIGAÇÃO DA TONTURA?
(Liste pelo menos 4 possíveis etiologias diferentes
para a queixa de Juliana)
Você questionou Juliana sobre como é a natureza da sua
tontura e ela respondeu:
“Quando fico tonta, as coisas giram e ficam rodando em
torno de mim”.
2) O QUE EU PRECISO INVESTIGAR NA ANAMNESE E
EXAME FÍSICO DA PACIENTE PARA DEFINIR SE A
VERTIGEM (ILUSÃO ROTACIONAL DO MOVIMENTO) É
DE ORIGEM CENTRAL OU PERIFÉRICA?
Você questionou tudo que achava relevante para definir se a
vertigem de Juliana é de origem central ou periférica e
obteve a seguinte resposta:
“Há 15 dias apresentei uma tontura do tipo rotatória, quando
deitei-me para lavar o cabelo no salão de beleza. A tontura
durou cerca de 30 segundos, com melhora espontânea.
Porém, durante o episódio, senti-me nauseada mas não
vomitei. Essa tontura se repetiu inúmeras vezes durante
essas semanas, sempre quando tentava pegar algo em
prateleiras elevadas, quando deitava-me para dormir e virava
na cama, preferencialmente para a direita. Sempre com o
mesmo padrão do primeiro episódio. Não usei nenhuma
medicação. Já apresentei quadro semelhante há 02 anos,
que se resolveu. Não apresento plenitude auricular, zumbido,
hipoacusia e cefaleia durante o quadro. No momento, estou
assintomática.”
Em seguida você realizou o interrogatório sistêmico e
os antecedentes pessoais de Juliana:
• INTERROGATÓRIO SISTÊMICO:
• Nega queixas
• ANTECEDENTES PESSOAIS
• AM: nega comorbidades, cirurgias prévias,
alergias, e uso de medicações contínuas. Relata
episódio de TCE leve após queda de escada há
aproximadamente 2 anos.
• AF: Pais vivos em bom estado de saúde. Nega
história de DM, HAS e neoplasias na família
• HV: Nega tabagismo, etilismo e uso de drogas
ilícitas.

3) O QUE VOCÊ JULGA ESSENCIAL AVALIAR NO


EXAME NEUROLÓGICO EM UM PACIENTE COM
QUEIXA DE VERTIGEM?
Você realizou o exame físico geral e não observou
alterações. Quanto ao exame neurológico obteve os
seguintes achados:
• Cognição: atenção e linguagem preservada,
ausência de alteração na memória recente e
remota, gnosia e praxia sem alterações.
• Motricidade: tônus preservado, FM grau 5/5
globalmente ROT ++/IV. Cutâneo plantar em
flexão.
• Sensibilidade: sensibilidade superficial e profunda
sem alterações.
• Equilíbrio, coordenação e marcha: paciente
apresenta tendência a queda para a direita. Ao
deslocar a cabeça para a esquerda, a tendência de
queda é para a frente. Marcha de Unterberguer-
Fukuda com desvio de 50º para a direita.
Eudiadocinética. Leve dismetria bilateral. Marcha
sem alterações
• NC: PIFR, Motricidade ocular extrínseca sem
alterações, pupilas em posição simétrica. RVO
sem alterações. Não observo nistagmo
espontâneo. Teste de Rine: CA> CO, Weber: não
lateraliza. Demais NC sem alterações.
4) BASEADO NOS ACHADOS ANTERIORES, QUAL
O PRÓXIMO TESTE DEVE SER REALIZADO? EM
QUAL O LADO VOCÊ ESPERA ENCONTRAR
ALTERAÇÕES?
Você realizou o teste e obteve o seguinte
resultado:
• Nistagmo vertical e rotatório para a direita com
latência de cerca de 20 segundos para iniciar, em
crescente, durando menos de 30 segundos. Não
observo nistagmo à esquerda

5) Diante da anamnese e exame físico, qual a sua


suspeita diagnóstica para o caso?
(Elabore o diagnóstico Sindrômico, Topográfico e
Etiológico para o caso.)

6) Quais exames complementares necessários


para a confirmação da sua suspeita diagnóstica?

7) Elabore o plano terapêutico para essa paciente