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O Curso de Gestão e Prática de Sala de Aula surgiu de uma parceria

com a Fundação Lemann1. Um dos objetivos dessa fundação é


contribuir para melhorar a qualidade da educação pública brasileira,
para que todos os alunos possam receber uma educação de
qualidade.

O tema que
abordaremos neste curso surgiu do desenvolvimento de um programa
de formação continuada para professores e gestores de redes
públicas, que apresentou um impacto significativo nas rotinas
escolares devido a seu teor prático e com foco no processo de
aprendizagem.
A Fundação Lemann, em parceria com a UNOPAR, reconhecendo o
potencial dos conteúdos desenvolvidos, adaptou esse programa em
um curso.

Essa parceria é marcada pela iniciativa de duas grandes empresas


que são reconhecidamente ícones quando o assunto é apoiar ideias
inovadoras, não medindo esforços para investir em pesquisa de alto
nível e desenvolvimento de programas educacionais. Foi assim que
nasceu o Curso de Gestão e Prática de Sala de Aula, da iniciativa de
pessoas valorosas e que fazem a diferença na educação do nosso
país.

Proporcionar uma reflexão sobre o planejamento e o uso da


metodologia de observação de sala de aula como uma estratégia
formativa e na organização de uma cultura escolar de altas
expectativas de aprendizagem e melhor uso do tempo, por meio da
formação de professores em gestão da sala de aula.
Claudia Zuppini Dalcorso – É formada em
Pedagogia, com especialização em Ensino Fundamental pela
FEUSP/USP e em Gestão Escolar pela UFABC FEUSP/USP e mestre em
Educação pela PUC-SP, pela linha de pesquisa de formação de
professores. Tem 26 anos de experiência em educação como
professora na Educação Infantil e no Ensino Fundamental e como
diretora de escola. Atuou na assessoria de planejamento na
Secretaria de Educação de Diadema como consultora educacional em
vários projetos voltados para a gestão escolar e a formação de
professores, formando parcerias com Conselho Britânico, Microsoft e
o Instituto Crescer. Foi professora no curso de pós-graduação para
gestores escolares na Universidade Anhembi-Morumbi e atualmente é
professora no curso de Pedagogia na PUC/SP. Em 2007, recebeu o
"Prêmio Escola Nota 10" concedido pela Fundação Victor Civita, da
Revista Nova Escola/Editora Abril, na sua primeira edição para
gestores. É consultora educacional da Fundação Lemann, no
Programa de Técnicas Didáticas, e sócio-fundadora da Elos
Educacional.
Silvana Tamassia é formada em Pedagogia, com especialização em
Psicopedagogia e Educação Infantil pela UNIA e mestre em Educação
pela PUC-SP, pela linha de pesquisa de formação de professores. Tem
20 anos de experiência na área da educação, a maioria deles
dedicados à docência no Ensino Fundamental, atuando também
como coordenadora em escola pública. Foi professora em cursos de
pós-graduação na Universidade Anhembi Morumbi e na UNIA e no
curso de Pedagogia na UNIESP e na PUC-SP.

1
A Fundação Lemann é uma organização sem fins lucrativos, criada
em 2002 pelo empresário brasileiro Jorge Paulo Lemann

ENSINO E APRENDIZAGEM
Palavras-chave: ensino e aprendizagem; alinhamento construtivo.
Resumo da Unidade:
Nesta unidade, vamos refletir sobre a definição de ensino e
aprendizagem, bem como conhecer a concepção de alguns
educadores sobre o assunto, a teoria do alinhamento construtivo de
John Biggs e a Taxonomia SOLO.

(a) aluno(a)!

iniciar esta unidade fazendo uma reflexão sobre os termos: ensino


dizagem. Você já parou para pensar sobre o significado desses termos?
procuramos no dicionário, temos os seguintes resultados: ensino como a forma
ica normal de transmitir conhecimentos e o aprendizado como ficar sabendo,
na memória ou tomar conhecimento 2.
possamos fazer uma relação direta em que o professor ensina e o aluno
...

Ou não? Você entende que o ensino é um processo e a aprendizagem


é outro? Como você entende esses processos? Pense nisso!
Tic...tac....tic...tac...tic...tac...
Na tirinha a seguir, Cebolinha diz para o Cascão que ensinou o
Floquinho a assobiar. Percebendo que Floquinho não
assobiava, Cebolinha diz que ensinou, mas isso não significa que ele
aprendeu.
O que você acha sobre isso? É possível alguém ensinar e o outro não
aprender? Então, necessariamente, o ensino não está diretamente
associado à aprendizagem?
Acho que teremos que aprofundar um pouco mais esse assunto.

2
http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?
lingua=portugues-portugues&palavra=aprender

Enquanto refletimos sobre esses conceitos, vamos assistir ao vídeo:


Ensino e Aprendizagem "Teaching Teaching & Understanding
Understanding"3, que poderá ser acessado pelos links a seguir:
Parte 1:
https://www.youtube.com/watch?v=hxnVRp7YB8k
Parte 2:
https://www.youtube.com/watch?v=8qGg79yzbK8
Parte 3:
https://www.youtube.com/watch?v=8-Sk85VN0go

Durante o vídeo, você deverá fazer algumas pausas para reflexão.

1ª pausa: aos 4 minutos


da primeira parte.
1 Qual a diferença entre os alunos Susan e Robert?
Susan e Robert são alunos diferentes, cada um tem objetivos
diversos. Eles representarão um estereótipo do aluno bom e do aluno
mau, para que possamos fazer uma análise sobre suas posturas
enquanto estudantes.
Sabemos que os alunos são diferentes. Cada um possui a sua
história, cultura, família e está inserido em um contexto. Tudo isso
deve ser levado em consideração quando pensamos sobre o ensino e
também como engajá-los no processo de aprendizagem.

2ª pausa: ainda na 1ª parte aos 4’55’’.


2 Qual foi a mudança no perfil dos alunos ocorrida nos últimos
anos?
O perfil dos alunos mudou nos últimos anos: há mais alunos advindos
de famílias com baixo grau de instrução, com menos preparação para
a vida escolar e acadêmica, necessitando de mais apoio da escola.
Com o surgimento das novas leis que asseguram o direito à
educação, cada vez mais conseguimos atender à universalização da
Educação Básica, fazendo com que toda a população esteja na escola,
não apenas uma classe privilegiada.
Não é difícil encontrarmos escolas que tenham uma cultura escolar
consolidada de estereotipar alunos (bons e maus) e só se trabalhar
com os mais “fáceis”, abandonando os mais difíceis.
"Vindas de universos culturais diferentes, as crianças sabem coisas
diferentes... Isso traz a necessidade de que a educação escolar
dessas crianças garanta oportunidades de aprendizagem similares
àqueles que as de classe médio “mamam” em casa, com o leite
materno" (Weisz, p. 49).

3ª pausa: aos 7’56’’ na


1ª parte
3 Quais são os três tipos de professor apresentados no filme?
Os 3 níveis de professores são:
a) Primeiro: é descrito de forma óbvia com o carimbo de que
diferencia os alunos e ensina somente para os que “querem
aprender”.
b) Segundo: é um tipo menos fácil de delimitar. Ele é um professor
animador de auditório, que está interessado em prender a atenção do
aluno, mas não necessariamente em saber se eles aprenderam de
fato o conteúdo. Não basta apenas engajar o aluno, a atividade não
pode ser apenas divertida, ela dele ser capaz de fazer com que o
aluno aprenda.
c) Terceiro: é o professor ideal. Planeja bem a aula e o curso,
explicita os objetivos, é claro em relação ao que os alunos devem
fazer e organiza a aula alinhada com esses objetivos. Esse professor
está interessado em fazer com que seus alunos sejam capazes de
atingir os níveis mais altos da taxonomia SOLO, que será explicada
nos minutos seguintes.

3
Esse filme é um curta-metragem inspirado no livro “Ensino para a
aprendizagem de qualidade na Universidade”, escrito por John
Biggs. Foi produzido na Universidade de Aarhus, Dinamarca, em
2006.

4ª pausa: aos 3’14’’ da


2ª parte
4 O filme apresenta a taxonomia SOLO (Estrutura de Observação de
Resultados de Aprendizagem), que nos ajuda a observar os diferentes
níveis de aprendizagem.
Estrutura de Observação de Resultados de Aprendizagem.
1) Pré-estrutural: informações desconectadas, que não fazem sentido
(não compreende).
2) Uniestrutural: apenas um aspecto relevante (segue um raciocínio
simples);
3) Multiestrutural: percebe vários aspectos relevantes e
independentes (consegue listar vários aspectos).
4) Nível relacional: aspectos integrados sob uma estrutura (explica
causas, relaciona, justifica).
5) Nível abstrato: aspectos generalizados em um novo domínio
(elabora hipóteses, reflete, teoriza).

Clique no título a seguir:

Essa taxonomia auxilia o professor e os sistemas de ensino no


acompanhamento e na mensuração de como está o nível de
qualidade do ensino oferecido aos estudantes.

5ª pausa: aos 2’30’’ da 3ª parte


5O que podemos entender sobre um curso alinhado?

Johns Biggs alerta-nos em sua teoria sobre a necessidade do


professor anunciar claramente os objetivos que deseja alcançar com
seus alunos, assim ficará claro para todos quais são as intenções de
aprendizado. Também indica a necessidade de determinar qual será a
atividade avaliativa que será desenvolvida para saber se os objetivos
anunciados inicialmente foram alcançados e, finalmente, explica que
é importante desenvolver atividades para que a aprendizagem ocorra
da melhor forma possível.

Clique nas SETAS para NAVEGAR:

QUER SABER MAIS SOBRE A TAXONOMIA SOLO, ACESSE


O LINK:
http://spiem.pt/DOCS/ATAS_ENCONTROS/2002/2002_15_MJMCeia.p
df

Aplicando esse conceito em uma situação concreta que vivenciamos


no Brasil, vamos comparar os resultados que nossos alunos
alcançaram no PISA, relacionando-os aos níveis da Taxonomia SOLO.
Observe o gráfico a seguir:
Distribuição nos níveis de proficiência em leitura no PISA 2009
(Brasil, Chile e OCDE)
Fazendo a leitura do gráfico, podemos perguntar: quantos alunos
chegam no nível máximo no Brasil?

- Abaixo do nível 2 do PISA se refere à categoria Solo modelos 1 e


2, como no exemplo apresentado no filme com a frase: “ahn..”e “a
vaca da leite”.
- O Solo modelo 3 refere-se aos níveis 2 e 3 do PISA, a frase usada
no exemplo foi: “A vaca nos dá leite e quando abatidas nos dão
gordura, carne, ossos e couro.”
- O Solo modelo 4 refere-se ao nível 4 ou acima do PISA. O exemplo
citado no filme foi: “A diferença entre uma vaca Angus e uma vaca
Jersey é que a Jersey produz mais leite e é bem menor”.
Como fazer com que nossos alunos atinjam os níveis 4 e 5 da
taxonomia SOLO? Como fazer com que eles consigam relacionar e
integrar as partes a um todo coerente, como faz o rapaz que dá o
exemplo no filme (“A vaca nos dá leite e quando abatidas nos dão
gordura, carne, ossos e couro.”); ou até mesmo generalizar a mesma
estrutura para além da informação dada e/ou produzir novas
hipóteses, como faz a Susan no filme (“A diferença entre uma vaca
Angus e uma vaca Jersey é que a Jersey produz mais leite e é bem
menor”.)?
Acreditamos que um currículo claro e rigoroso e uma aula bem
planejada e bem executada podem ajudar nossos alunos a chegarem
lá.
Entretanto, como planejar e dar uma boa aula?
De acordo com o filme, uma boa aula é aquela que consegue produzir
um alinhamento construtivo entre suas partes.
Esse filme nos oferece uma base para compreender o que um
professor precisa fazer para garantir que todos os alunos aprendam o
que o professor pretende, na perspectiva da teoria do alinhamento
construtivo.
A mensagem final é que a escola não pode desprezar essas
diferenças e deve encontrar a melhor maneira de ensinar. O segredo
está no fortalecimento de uma cultura acadêmica, com
comportamentos e desempenhos esperados claramente definidos e
garantidos no detalhe e no dia a dia.

Conceituando o Ensino e a Aprendizagem


Ainda refletindo sobre o processo de ensino e aprendizagem, vamos
nos aprofundar nesta discussão dialogando com alguns autores.
A seguir, apresentamos um quadro comparativo entre dois
reconhecidos autores na área de educação sobre o tema:

CLIQUE NO NOME DOS AUTORES


Tanto Libâneo como Masetto distinguem os processos de ensino e
aprendizagem interligando os dois como complementares.
Libâneo destaca o ensino como uma atividade organizada para
alcançar resultados, enquanto Masetto coloca o professor no papel de
mediador desse processo, que planeja as melhores estratégias para
que o aluno desenvolva a sua aprendizagem.
Veja essa tirinha:

Qual é a melhor forma para ensinar para o Calvin? Será que a


professora está pensando nisso ao preparar as aulas?
O que você acha sobre isso? É necessário adaptar nossa maneira de
ensinar às diferentes formas de aprender?
Quando fala sobre aprendizagem, Libâneo destaca a importância de o
professor compreender como seu aluno aprende e faz uma
diferenciação entre aprendizagem casual e aprendizagem organizada.

Para complementar essa discussão, trazemos a contribuição da Telma


Weisz, que explica que o processo de aprendizagem não corresponde
ao processo de ensino como tantos imaginam.
"Não existe um processo único de ensino-
aprendizagem. São dois processos distintos:
- o de ensino – desenvolvido pelo professor;
- o de aprendizagem – desenvolvido pelo aluno.
São dois processos que se comunicam, mas não se
confundem:
- sujeito do processo de ensino – professor;
- sujeito do processo de aprendizagem – aluno.
O processo de ensino deve dialogar com o de aprendizagem. O
professor precisa conhecer o caminho da aprendizagem que o aluno
está percorrendo para identificar as atividades que permitem a ele
avançar em seu conhecimento" (WEISZ, 2002, p. 120).

Diante dessas explicações, podemos perceber que esses três


autores conversam entre si sobre os processos de ensino e
aprendizagem.
Com isso, frisamos a importância de distinguir esses processos para
que possamos estar atentos a suas peculiaridades e assim tornar
nossas aulas mais eficientes.
Vamos retomar o que assistimos no vídeo sobre o alinhamento
construtivo, que é uma forma de educação baseada em resultados
que focalizam o ensino, o aprendizado e a avaliação. Diante disso, se
nos perguntassem: como é que o ensino pode ajudar os alunos a
obter os resultados intencionados de aprendizagem formulados pelo
professor? Diríamos: ensinando sobre esses resultados. Em um
ensino alinhado construtivamente, fazemos com que o aluno pratique
o verbo que está descrito no resultado.
Vejamos a figura a seguir:
Figura: Alinhamento Construtivo

Fonte: As autoras

Alinhar o planejamento de uma aula significa primeiro pensar no


objetivo da aula ou, conforme a teoria estudada, pensar no resultado
intencionado do aprendizado. É preciso, para isso, planejar uma
atividade de verificação que mensure se os objetivos, ao final da
aula, foram alcançados. Quando falamos em atividade de verificação
não nos referimos a uma avaliação formal, como estamos
acostumados a vivenciar, mas a uma atividade que seja possível
perceber se ao final da aula os objetivos foram alcançados. Depois
disso, o professor pode realizar atividades que os alunos aprendam o
que se pretende ensinar.

Após entrar no ALINHAMENTO CONSTRUTIVO clique sobre


o NÚMERO para acompanhar o conteúdo:

Vamos analisar agora um exemplo de aula organizada de acordo com


o planejamento através do alinhamento construtivo.
Imaginemos uma sala de aula do 4º ano do Ensino Fundamental I
que tem como objetivo curricular para determinado assunto:
reconhecer diferentes registros gráficos como recurso para expressar
ideias, descobrir formas de resolução de problemas e comunicar
estratégias de resultados.
Para uma aula de 1h20’, precisamos, a partir desse objetivo geral,
definir um objetivo específico. A partir disso, podemos planejar a aula
da seguinte maneira:
Figura: Planejamento da Aula

CLIQUE SOBRE OS NÚMEROS 1, 2 E 3.

Veja, o objetivo é organizar dados em uma tabela. A atividade será


verificar se os alunos conseguem organizar os dados em uma tabela.
Simples, não é? Nem tanto assim. Ainda vivenciamos situações em
que o professor organiza suas aulas a partir de atividades, usando o
livro didático ou pegando uma dica com um colega sem antes pensar
no objetivo da aula e se a atividade atende ao objetivo. Somente
depois ele refletirá sobre como as atividades podem colaborar com o
aprendizado dos alunos. Se você ministra aulas, talvez já tenha
passado por isso. O que queremos destacar nesta unidade é o quanto
planejar uma aula partindo de um objetivo bem definido pode fazer
toda a diferença entre uma aula de sucesso e uma aula comum.

Agora, assista ao vídeo explicativo sobre o alinhamento construtivo.

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Concluindo, nesta unidade fizemos uma reflexão sobre os conceitos


de ensino e aprendizagem e constatamos que esses são processos
distintos que se complementam. Analisando as especificidades de
cada processo, compreendemos que é possível desenvolver um
ensino mais eficiente no favorecimento de uma aprendizagem
significativa.
Neste estudo, também conhecemos a teoria do alinhamento
construtivo, que oferece uma forma prática de como tornar o
planejamento da aula coerente e focado na aprendizagem.
Agora, responda às questões avaliativas para verificação de sua
aprendizagem.
Bibliografia:

ANASTASIOU, Léa das G. C.; ALVES, Leonir P. Processos de


Ensinagem na Universidade. Santa Catarina: Univille, 2010.
CEIA, Mario José Miranda. A taxonomia SOLO e os níveis de Van
Hiele. s/d.
LEMOV, Doug. Aula Nota 10: 49 técnicas para ser um professor
campeão de audiência. São Paulo: Da Boa Prosa, 2011.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1992.
MASETTO, Marcos T. O professor na hora da verdade: a prática
docente no ensino superior. São Paulo: Avercamp, 2010.
WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São
Paulo: Ática: 2002.

Filme: Ensino e Aprendiazagem


Parte 1:
https://www.youtube.com/watch?v=hxnVRp7YB8k
Parte 2:
https://www.youtube.com/watch?v=8qGg79yzbK8

Parte 3:
https://www.youtube.com/watch?v=8-Sk85VN0go

Anexos:
- Resumo modelo da Taxonomia SOLO
(2013_Webaula01_Unidade01_Anexo01_ResumoModeloTaxonomiaSO
LO)
- PPT explicando os exemplos de taxionomia SOLO apresentados no
Filme: "Teaching Teaching & Understanding Understanding"
(2013_Webaula01_Unidade01_Anexo02_ModeloIlustrativoTaxonomia
SOLO)

Webaula 2
Cultura e Clima Escolar

Palavras-chave: cultura e clima escolar


Objetivo:
- Refletir sobre o conceito de cultura e clima escolar.
- Conhecer a experiência de Susan Szachowicz diretora da escola
Brockton High School em Massachussets e identificar aspectos da
mudança de cultura para modificar seus índices de desempenho na
avaliação de aprendizagem.
- Conhecer 4 técnicas: Rotina de entrada, Faça agora, Tempo de
espera e Todo mundo escreve.
Resumo da Unidade:
Nesta unidade vamos refletir sobre cultura e clima escolar e como
podemos entender estes aspectos na rotina da escola para promover
a qualidade na educação.

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Prezados alunos e alunas,


Nesta webaula vamos refletir sobre cultura e clima escolar e como
isso se constitui na rotina da escola.
Vamos começar a nossa conversa pensando em algumas questões
presentes na rotina escolar:
1 – Na sua escola todos trabalham motivados?
2 – Há trabalho em equipe entre os professores?
3 – O ambiente escolar é agradável e organizado?
4 – Há um clima presente e persistente sobre a busca de estratégias
para o fortalecimento da aprendizagem dos alunos?
Se a resposta para essas questões forem positivas faça uma
observação atenciosa e veja quais os elementos da rotina escolar que
propicia um clima escolar agradável.
Caso sejam negativas será necessário entender como a cultura e o
clima escolar constituem-se como determinantes na qualidade da
aprendizagem da escola.
Sabemos que as escolas possuem uma estrutura física muito comum
que podem ser reconhecidas mesmo estando em países diferentes e
em tempos anteriores, como retratados por Julian Germain em seu
livro intitulado Classroom portraits, 2001-2012, no qual percorreu o
mundo de 2004 a 2012 fotografando salas de aula de 19 países. Ele
afirma que encontrou muitas similaridades nesses diversos lugares:
“Você pode ir a qualquer país do mundo e, se ver uma escola, vai
reconhecer essa construção como uma escola”.

Acesse o link abaixo e veja algumas destas


fotos: http://killingbirdswithstones.com/2012/10/18/look-julian-
germain-classroom-portraits/julian-germain-classroom-portraits-
england-wolsingham-year-12-english/

Porém, ainda que com tantas semelhanças, há as diferenças. Cada


escola tem características próprias que marcam sua identidade. E
essas características se constituem pelos elementos materiais, ideais
e sociais, como nomeados por Tescarolo (2005).
Os elementos materiais se referem à estrutura física, à organização
dos espaços, aos recursos e equipamentos, ao número de turmas,
entre outros. Os ideais são os princípios e valores da escola,
explicitados no projeto pedagógico e que se materializam no
currículo. Já os elementos sociais dizem respeito às relações entre
alunos, professores, funcionários e familiares, ao tipo de gestão
exercida pela direção e equipe técnica, e também aos processos de
comunicação que permeiam a interlocução entre esses atores.
A escola é um sistema complexo, uma rede de interação contínua
entre todos esses elementos citados anteriormente, que podem ser
mais ou menos visíveis. Um interfere no outro, pois há uma
interdependência entre eles. Trata-se de um sistema aberto, em
constante troca com fatores externos, tais como localização
geográfica, equipamentos disponíveis, comunidade do entorno, bem
como acontecimentos imprevisíveis que podem gerar novas
demandas.
A dinâmica entre todos esses aspectos expressa a cultura de uma
escola, cultura esta constituída historicamente, passível de
transformações. Isso porque cada contexto se caracteriza como um
constructo social, com suas especificidades culturais, econômicas e
históricas, válidas para este tempo e espaço, podendo ser
constantemente revisitado e ressignificado.
E essa rede de movimentos ganha expressão por meio de um aspecto
fundamental: o clima.

O CLIMA COMO EXPRESSÃO DA CULTURA DA ESCOLA


Clima organizacional diz respeito a um “ethos”, uma atmosfera, que
se percebe nas interações e atitudes dos integrantes de uma equipe
de trabalho. São elementos intangíveis e objetivos que permeiam o
ambiente, que não podem ser analisados isoladamente, mas em
conjunto. O clima determina e é determinado pelo grau de
motivação, de satisfação e de desempenho dos integrantes de uma
equipe de trabalho, em relação a diferentes aspectos da cultura ou
realidade da organização.
Quando adentramos uma escola, logo percebemos o tipo do clima
predominante. Brunet (1992) cita as seguintes variáveis que
intervêm na composição do clima organizacional e afetam os
indivíduos, os grupos e a própria organização:
• Comportamentais – englobam atitudes, personalidades e
capacidades individuais, bem como a estrutura, coesão, as normas e
os papéis do grupo.
• Estruturais – compreendem medidas de controle, níveis
hierárquicos, tamanho da organização e de seus departamentos,
graus de centralização de decisões, currículo escolar.
• Relativas aos processos – dizem respeito à liderança,
comunicação, resolução de conflitos, sistemas de elaboração dos
projetos educativos.
“Cultura é o conjunto das práticas, das técnicas, dos símbolos e dos
valores que se transmite por meio das gerações e garante a
reprodução de um estado de coexistência social” (BRAVO, 2011, p.
54).

No cotidiano escolar, percebemos esses elementos em ação, podendo


levar a uma maior ou menor autonomia individual, a uma
comunicação mais ou menos fluida, a um trabalho mais ou menos
cooperativo. Dessa forma, o clima pode ser mais aberto ou fechado.
Clima fechado é aquele qualificado pelos integrantes da equipe
escolar como sendo autocrático, rígido, constrangedor, em que os
indivíduos não são considerados, nem consultados. Já o clima aberto
implica a existência de participação, de modo que o indivíduo se
percebe reconhecido, valorizado e se sente partícipe de uma
estratégia coletiva de desenvolvimento do seu potencial.
Os estudos demonstram que, quanto mais uma organização funcionar
no nível participativo do grupo, melhores serão as relações entre o
gestor e a equipe e melhores os resultados da organização.
No campo da educação, estudos mostram que o clima escolar
caracterizado por um ambiente alegre, estimulante e desafiador, em
que haja uma relação de confiança e menos conflitos, contribui
positivamente para a aprendizagem dos alunos.
PASSE O MOUSE SOBRE CADA SETA:

Agora vamos assistir a um vídeo que servirá de exemplo de como a


motivação, a persistência por um ideal fez a mudança cultural de
uma escola para atingir o sucesso.
Veja a entrevista que a Fundação Lemann fez com a diretora Susan
Szachowicz diretora da escola Brockton High School em
Massachussets, no qual vai contar as reformas implementadas em
sua escola e de como melhorou os resultados de aprendizagem dos
seus alunos, tornando-se uma escola de referência nos EUA.

Para facilitar o entendimento, vamos propor algumas pausas para


refletir sobre alguns aspectos importantes do vídeo.

Acesse o link:
https://www.youtube.com/watch?v=A2Bof_oeJx8
Nesta primeira pausa vamos destacar o que a entrevistadora
observou de princípio.

Ela observou o uniforme da diretora com o nome da escola e todo um


clima que destacava o orgulho de pertencimento àquela instituição.
Susan, a diretora, comenta que há 10 anos atrás não seria possível
perceber isso.
O que você acha que aconteceu para que fosse possível reverter esse
quadro?
Vamos continuar assistindo para sabermos mais desta história.

Até este momento Susan


nos conta algumas atitudes práticas que aconteceram e que foram
importantes para uma mudança cultural.
Você se lembra de quais foram?
Uma delas está relacionada ao esforço de todos os professores e
funcionários em chamar todos os alunos pelo nome, fazendo com
que se sentissem importantes para aquelas pessoas e se sentindo na
obrigação de não desapontá-las. Outro esforço grande foi o de não
deixar que um comportamento desrespeitoso de um aluno fosse
tratado no mesmo tom, funcionários e professores eram orientados a
terem paciência e respeito aos alunos. São os adultos, profissionais
deste espaço, que precisam servir como modelo de bom
comportamento. Não adianta se exigir aquilo que não é oferecido.
Não esqueçam, estamos em uma escola de adolescentes com 4000
alunos!
E a outra mudança de atitude foi a dos professores em deixarem
as portas das salas abertas e as janelas também, pois não tinham
o que esconder, lá estava ocorrendo aprendizagem. Por isso, tinham
orgulho em receber observadores da própria escola ou de fora que
tivessem interesse em saber do trabalho ali desenvolvido.

Susan nos conta como sua


atitude positiva foi determinante para conquistar o sucesso, mas não
somente isso, o trabalho persistente e a colaboração de um trabalho
em equipe foram essenciais para os bons resultados.

Vejamos até aqui quais posturas Susan aplicou em sua rotina escolar
que possibilitou mudanças de atitudes consistentes para uma cultura
escolar de altas expectativas em relação à aprendizagem dos alunos:
• As decisões eram compartilhadas.
• Manteve o bom humor.
• Não se contentava com os resultados insuficientes, sempre buscava
o melhor.
• Acreditava que não era de ideias geniais que precisava e sim de
persistência em um trabalho árduo.
• Destaca-se pela sua tenacidade e não por brilhantismo.

Então chegamos ao final do vídeo, com


esse belo exemplo de tenacidade, e trabalho árduo para que os
alunos desta escola melhorassem o seus desempenhos escolares, ali
tínhamos pessoas que acreditavam nisso.
E você? Acha que é possível revertermos situações de péssimas
condições escolares para escolas exemplares como a do vídeo?
Pois bem, espero que esteja percebendo como a cultura estabelecida
no ambiente escolar influencia a sua qualidade.
O que queremos neste curso é que percebam a importância do
desenvolvimento de uma cultura escolar que conduza e sustente a
excelência, como nos diz Doug Lemov em seu livro Aula Nota 10, que
concentre-se na construção de uma cultura que faça da sala de aula
um lugar onde os alunos estudem bastante, aprendam hábitos de
trabalho intelectual e se esforcem ao máximo.
Para isso ele destaca 5 aspectos importantes a serem considerados:
Estes princípios têm sinergia entre si. Precisam usar todos, mesmo
que um em maior ênfase que outros. Um professor que só
use controle e não use disciplina, por exemplo, vai produzir alunos que jamais
aprenderão a fazer coisas por conta própria e precisarão sempre de orientação para agir.

Para saber mais sobre estes aspectos leia as páginas 165


a 171 do livroAula Nota 10, acessando o link ao lado:

Agora vamos conhecer algumas técnicas que se utilizadas


corretamente, atentando-se aos detalhes, poderão fazer a diferença
na mudança da cultura escolar.
A importância das rotinas

“Criar uma forte cultura escolar inclui a criação de


rotinas positivas com as quais os alunos se envolvam naturalmente.
O estabelecimento de rotinas eficazes sinaliza que você está
preparado, sabe o que esperar e tem altos padrões. Elas imprimem
um tom de ordem na classe, reduzem o comportamento indisciplinar
e engajam os alunos para conquistarem as tarefas em equipe.” Doug
Lemov

Marcas de boas rotinas


Boas rotinas são consistentes e eficientes. Elas minimizam
interrupções e maximizam o tempo de instrução abrangendo todas
estas características: rapidez, pouca narração, bom planejamento,
sem interrupções e propriedade compartilhada.
Crie rotinas automáticas rígidas
Veja maneiras práticas para estabelecer rotinas de forma mais
automáticas:

1 - Investindo no começo
No início dos trabalhos, com o grupo de alunos, o professor deve
investir em momentos de entendimento das rotinas, no início pode
parecer perda de tempo, porém quando as rotinas estiverem
internalizadas haverá maior agilidade nas dinâmicas da aula.

2 – Enumerando as etapas
Especialmente para alunos mais novos, o professor deve dividir a
rotina em etapas que podem ser ensinadas separadamente.

3 – Exemplificando e descreva:
O professor deverá mostrar aos alunos como a rotina e as etapas são
organizadas. Ele pode caminhar pela classe, exemplificado como os
alunos devem agir ou pedindo que eles mostrem uns aos outros como
agir corretamente enquanto o professor avalia o que os alunos estão
fazendo bem.

4 – Simulando a prática
O professor deve praticar antes de maneira simplificada,
demonstrando aos alunos como acontecerá a rotina.
5 – Transferindo a propriedade
O professor deve dar a chance aos alunos de ter uma apropriação
cada vez maior do processo, ou deixá-los comandar a rotina.

6 – Mantendo o padrão de eficiência


Uma vez que a classe tenha dominado uma rotina, o professor deve
praticar e reafirmar as expectativas regularmente para deixá-la em
forma o ano todo.

Exercitando
Reflita sobre como você cria suas rotinas. Como você percebe que
algum problema que está acontecendo na sua dinâmica de aula está
relacionado com a organização da rotina?
Você já vivenciou alguma aula em que o professor tivesse a
preocupação de explicar a rotina das aulas?
Você acha que isto é importante para obter melhores resultados na
aula?

Conhecendo a técnica: Rotina de entrada

O material a ser usado na aula deve ser distribuído na entrada para


evitar a perda de tempo.
Esta técnica trata de criar o hábito da
eficiência, da produtividade e do bom estudo bem no começo da aula,
depois da saudação e enquanto os alunos se sentam.
Quando os alunos chegam à sala de aula, o professor já está com
todo o material da aula preparado, os alunos já sabem onde sentar e
o que fazer. A repetição desta forma de começar a aula, por todos os
professores, propicia uma cultura de que a escola é um lugar de
produção intelectual.

Exercitando
Observe uma rotina de entrada e pense nas seguintes questões:
1 – Como as escolhas do professor observado refletiram uma boa
execução da técnica Rotina de entrada?
2 – Houve algum momento ou orientação confusa?
3 – Como as orientações poderiam ser aprimoradas?
4 – O que foi mais útil na observação desta Rotina de entrada?
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Rotina de entrada
O professor possui uma rotina de entrada, com o objetivo de demonstrar
necessidade de se estabelecer um clima adequado para os estudos, logo ap
os alunos se sentam.
Os alunos otimizam o momento de organização de materiais, sabendo o
Os alunos sabem onde devem se sentar.
A rotina é sempre a mesma evitando a improvisação.

Conhecendo a técnica: Faça Agora

Conteúdo ensinado deve ser objeto de revisão pelo comando de um


exercício diário
Esta técnica destaca a importância do professor preparar
uma breve atividade que estará esperando pelos alunos nas carteiras,
no início da aula, ou escrito na lousa antes que eles entrassem na
sala, dando a sensação de valorização de cada minuto da aula.
Assim, eles estarão estudando mesmo antes do professor iniciar a
aula.
Para que essa técnica seja eficaz, é necessário atender quatro
critérios fundamentais para garantir concentração, eficiência e
eficácia:

O que deve ser verificado na realização da técnica:

Faça agora
Os alunos sabem o que tem para fazer logo que chegam à sala de aula.
A atividade inicial possibilita o autogerenciamento, utilizando no máximo
A atividade inicial é uma prévia da aula do dia ou uma revisão da aula an

Conhecendo a técnica: Tempo de espera

Três a cinco segundos de tempo de espera depois da pergunta fazem


a diferença entre respostas imediatas e impulsivas e respostas com
reflexão.

Tempo de espera são alguns


minutos que você pode acrescentar ao terminar de fazer a pergunta e
antes de ouvir a resposta. O tempo dado é um fator crítico para
determinar a qualidade das respostas e o número de alunos que
participam.
O tempo de espera narrado ensina os alunos a tirarem total proveito
da técnica. Esse tempo os orienta sobre o que fazer enquanto o
professor espera. Narrar e esperar (de três a cinco segundos ou até
mais) aumenta a probabilidade de acontecerem coisas importantes,
como:

Veja abaixo os vídeos de um exemplo do uso da técnica:


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O que deve ser verificado na realização da técnica:

Tempo de espera
O professor, ao fazer uma questão, espera um momento, para que os alu
responder.
O professor, enquanto faz uma pausa para aguardar as respostas, faz uma
alunos o que espera da resposta.

Conhecendo a técnica: Todo mundo escreve

Ponha seus alunos na trilha do argumento rigoroso, dando a eles a


oportunidade de pensar primeiro por escrito, antes de discutir. Como
diz a autora Joan Didion, “escrevo para saber o que penso”.

Nesta técnica o professor pede aos


alunos que se preparem para argumentar e debater de forma mais
rigorosa, pondo, por um breve período, suas ideias no papel.
Veja 6 vantagens no uso desta técnica:
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Todo mundo escreve


O professor solicita aos alunos, que antes de um debate, sobre o tema da a
argumentos e opiniões.
É possível observar que após o uso da técnica, a qualidade do debate em
Veja os vídeos abaixo, de um exemplo do uso da técnica:

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Nesta unidade discutimos sobre a cultura escolar que é constituída


por características próprias que marcam sua identidade.
Essas características são constituídas por elementos materiais, ideais,
sociais e fatores externos.
Também vimos que a cultura escolar é influenciada pelo clima
escolar, que diz respeito a um “ethos”, uma atmosfera, que se
percebe nas interações e atitudes dos integrantes de uma equipe de
trabalho.
Podemos assistir a entrevista de Susan Szachowicz diretora da
escola Brockton High School em Massachussets que demonstrou
como foi possível mudar a cultura da sua escola.
Por fim, conhecemos 4 técnicas que se usadas corretamente
colaboram na melhoria de uma cultura escolar de alto rigor
acadêmico.
Não esqueça que no livro temos mais técnicas que poderão ser
consultadas.
Agora faça a avaliação desta unidade.
Bom trabalho!

BRITO, R.L.G.L. Escola: cultura, clima e formação de professores. In:


ALONSO, M. e QUELUZ (Org.) O trabalho docente: teoria & prática.
São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.
BRUNET, L. Clima de trabalho e eficácia da escola. In: NÓVOA, A.
(coord.) As organizações escolares em análise. Lisboa:
Publicações Dom Quixote. 1992.
LEMOV, Doug. Aula Nota 10: 49 técnicas para ser um professor
campeão de audiência. Tradução de Leda Beck, consultoria e revisão
técnica: Guiomar Namo de Mello e Paula Louzano. São Paulo: Da Boa
Prosa: Fundação Lemann, 2011.
____________. Aula Nota 10: Guia prático: exercícios para atingir
proficiência nas 49 técnicas e maximizar o aprendizado; tradução
Leda Beck; consultoria e revisão técnica: Guiomar Namo de Mello e
Paula Louzano. São Paulo: Da Boa Prosa: 2013.

WEBAULA 4

Didática do Questionamento
Palavras-chave: Boas perguntas. Técnicas didáticas.

Objetivo:

• Conhecer objetivos para fazer perguntas em aulas


produtivas.

• Conhecer técnicas para fazer perguntas para qualquer


objetivo a ser desenvolvido.

• Iniciar os estudos sobre como estruturar boas aulas


conhecendo técnicas em que a responsabilidade pelo
conhecimento e pela capacidade de aplicá-lo é gradualmente
transferida do professor para o aluno.

Resumo des Webaula:

Iniciaremos o último módulo do curso Gestão e Prática na


sala de aula, que está dividido em duas unidades. Nesta
primeira unidade vamos conversar sobre a importância de
planejarmos boas perguntas para o aprendizado dos alunos.

Também vamos começar a pensar em formas de estruturar


boas aulas usando algumas técnicas em que a
responsabilidade pelo conhecimento e pela capacidade de
aplicá-lo é gradualmente transferida do professor para o
aluno.

Na próxima webaula daremos continuidade a este tema.

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Prezados alunos e alunas,


Desde a antiguidade os homens buscam o conhecimento
através dos questionamentos que faziam pela observação da
natureza, das manifestações do mundo ao seu redor.
Foram essas inquietações, essas perguntas que fizeram com
que a humanidade avançasse cada vez mais no
conhecimento.
Grandes filósofos desenvolveram estruturas de pensamentos
para atingirem o ápice do conhecimento todas focadas no
questionamento sobre seu objeto de estudo.
A maiêutica, por exemplo, criada por Sócrates no século IV
a.C., segue uma linha da filosofia que busca a verdade dentro
do Homem, através de questões simples, inseridas dentro de
um contexto determinado, o aluno seria indagado pelo seu
tutor até chegar à luz de ideias complexas.
Um exemplo deste método é possível ser observado no
diálogo platônico Menon; nele Sócrates orienta um escravo
sem instrução até torná-lo capaz de elaborar o teorema de
Pitágoras. Apesar da intenção de Sócrates ser provar para
Mênon a natureza inatista do ser humano, que não nos
interessa no momento, vale analisarmos um pequeno trecho
para observarmos o desencadeamento das perguntas:
Esta é uma belíssima obra que recomendamos a você que
leia, e se já leu releia agora atento às sequências de
questionamentos feitas por Sócrates.

Bem, o que tudo isso tem a ver com o nosso tema?


Já percorremos 3 módulos de estudo, e sempre nos referimos
ao trabalho do professor em sala de aula: como ele pode
fazer um bom planejamento, como pode utilizar técnicas para
engajar seus alunos, ter altas expectativas em relação à
aprendizagem e em como saber aproveitar todos os
momentos para trabalhar as habilidades de leitura. Neste
módulo vamos conversar sobre uma das funções mais
complexas do trabalho do professor.
COMO FAZER BOAS PERGUNTAS?
Antes de entrarmos efetivamente no tema, vamos ver um
vídeo que fala sobre a importância das perguntas para a
humanidade. Acesse o link.

https://www.youtube.com/watch?v=s_gsZ-FnrM4

Como você viu no vídeo,


não são as respostas que movem o mundo, são as
perguntas.
E saber fazer perguntas estratégicas é o cerne do trabalho
docente. Perguntas bem estruturadas colaboram para que os
alunos consigam compreender conceitos complexos, ao serem
feitas em blocos que permitam uma progressão de cada parte
que constitui este conceito.
Questionar é a arte de sequenciar perguntas.
Lemov (2011) diz que o questionamento em sequência é,
portanto, a construção de degraus. Se cada degrau produz
uma elevação firme torna-se fácil de gerenciar; se a estrutura
organizadora é sólida, a escada é capaz de elevar os alunos a
qualquer altura.

OBJETIVOS PARA FAZER PERGUNTAS EM AULAS


PRODUTIVAS
Podemos ter cinco objetivos diferentes para fazer perguntas:
1 – ORIENTAR OS ALUNOS PARA QUE COMPREENDAM
UM ASSUNTO NOVO
A meta é construir o conhecimento e o domínio sobre um
determinado conceito ou habilidade sistematicamente pré-
planejada (o objetivo da aula), o que é geralmente feito
partindo de uma ideia simples e antecipando os pontos nos
quais os alunos podem vir a ter dificuldade.

Exemplo:

Vamos imaginar uma turma do 4º ano do Ensino


Fundamental que irá iniciar um tema novo na disciplina de
ciências: O Efeito Estufa.

Professora: Você estudou sobre a combinação de gases


envoltos no planeta Terra, como o gás carbônico e o oxigênio,
certo?

Sabendo que o oxigênio é o ar que respiramos o que


aconteceria se tivéssemos um aumento do gás carbônico na
atmosfera terrestre?

2 – ESTIMULAR OS ALUNOS A REALIZAR A MAIOR


PARTE DO RACIOCÍNIO
Este objetivo é usado quando o professor supõe que os
alunos já têm um conhecimento anterior, que começaram a
dominar, a finalidade é fazer com que eles reconheçam essa
informação e se apropriem dela por meio de estímulos para
que realizem a maior parte do trabalho.
Exemplo:

Professora: Bruna: Quais as causas possíveis do aumento do


gás carbônico na atmosfera do nosso planeta?

Fernando: Deixe a resposta da Bruna mais completa.

João: Sugira uma maneira de resolvermos este problema.

3 – CORRIGIR UM ERRO
O aluno dá uma resposta errada e o professor aproveita para
dividir o conceito original em partes menores, adicionando
compreensão por meio de mais perguntas, com o intuito de
propiciar o domínio do conceito original. Este tipo de
questionamento tende a ser uma sequência de perguntas
reativas e mais curtas.

Exemplo:

João diz que uma maneira de resolvermos o problema da


grande quantidade de emissão de gás carbônico na atmosfera
do planeta é estudarmos sobre o assunto. A professora diz:
Estudar é muito importante, mas não resolve o problema.
Precisamos apontar ações concretas. O que precisaria ser
feito? Qual é o maior agente produtor de gás carbônico? O
que são os combustíveis fósseis? Quem os utiliza?

4 – PUXAR MAIS OS ALUNOS


O professor reage a um aluno que aparenta ter domínio sobre
um determinado conteúdo – que responde corretamente a
uma pergunta ou a uma série delas – propondo que ele
aplique o conceito em um nível de dificuldade maior ou em
um contexto diferente, de forma a testar a solidez da
resposta correta e favorecer a ampliação do conhecimento do
aluno. Este tipo de técnica também envolve sequências de
perguntas reativas e mais curtas.

Exemplo:

Professora: Quais são as consequências da elevação da


temperatura da Terra?

Bruna: O derretimento das calotas polares.

Professora: Muito bem, e o que acontece com os oceanos?

Bruna: Seu nível vai aumentando ano a ano.

Professora: E como isso reflete na formação das cidades


litorâneas?

5 – VERIFICAR O ENTENDIMENTO
A professora utiliza o questionamento para testar o domínio
dos alunos sobre determinado assunto, escolhendo uma
pergunta estratégica para saber quanto eles aprenderam
daquilo que ela ensinou.
Esta pergunta pode ser feita oralmente ou por escrito,
checando rapidamente estes resultados para que possa dar
continuidade ao assunto.
Exemplo:

Professora: Muito bem. Antes de continuar vamos ver o que


aprenderam, certo?

Qual é o gás que aquece a atmosfera do Planeta Terra?


--------
O tipo de questionamento do professor pode ter mais do que
uma das intenções citadas. O importante é que as perguntas
possam estimular os alunos a desenvolverem o conceito ou
habilidade que se quer desenvolver e também que possam
engajá-los na aula.
Agora vamos ver algumas regras gerais para planejar as
perguntas de forma eficaz, independentemente do seu
objetivo.

REGRAS GERAIS PARA FAZER BOAS PERGUNTAS


INDEPENDENTES DO OBJETIVO
Conhecendo a técnica: Uma de cada vez
Fazer perguntas sequenciadas uma de cada vez.
Muitas vezes, no entusiasmo da aula, fazemos muitas
questões de uma vez só, mas há uma regra básica para um
bom questionador e esta é fazer uma pergunta de cada vez.
Esta técnica ajuda os alunos a se concentrarem para que
desenvolvam uma ideia por vez e ajuda você mesmo a se
concentrar para fazer perguntas com um propósito claro em
mente, e não apenas para provocar uma discussão solta sem
um foco.
Exemplo:
Imaginemos que a professora está lendo o texto “O Conto de
Escola” de Machado de Assis e pergunte ao seu aluno:
Qual era o nome do professor e quem era o seu filho?
Explique a relação estabelecida entre eles no ambiente
escolar?

Esta é uma pergunta composta de três


perguntas, tendo duas intenções diferentes, a primeira e a
segunda querem identificar tanto o professor como o seu
filho e a terceira já tem a intenção de inferir sobre uma
relação estabelecida entre os dois personagens.
A pergunta feita desta maneira é sugestiva para que o aluno
responda uma ou outra, a menos que o professor esteja
muito atento para que isso não aconteça.
Normalmente o aluno escolherá o que é mais fácil para
responder. A pergunta dupla basicamente transfere para o
acaso uma decisão importante de ensino: qual pergunta
deverá responder.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Uma de cada vez

O professor faz uma pergunta de cada vez, claramente respeitando a seq


ideias.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 257 a


259 acessando o link ao lado:

Conhecendo a técnica: Do simples ao complexo


Fazer perguntas gradativas do simples ao complexo.
Fazer perguntas do simples ao complexo é envolver os alunos
em um raciocínio sobre determinado assunto de forma
concisa e concreta em um primeiro momento para depois
aprofundar e ampliar as questões.
“No processo de responder perguntas mais concisas e
focadas, os alunos começam a ativar a memória sobre fatos e
detalhes relevantes para embasar sua opinião. Assim eles
têm tempo para desenvolver e refletir sobre suas ideias,
transformando-as em conhecimentos significativos, antes de
serem chamados para compartilhá-las em público. Com isso,
aumentam as chances de eles responderem a questões mais
amplas e profundas, levando em conta evidências e
demonstrando maior compreensão do assunto. Além disso,
devido ao êxito da resposta inicial mais simples, desenvolvem
maior confiança e adquirem mais vontade de se arriscar nas
perguntas seguintes” (LEMOV, 2011).

Por exemplo:
Você pode no momento de fazer a compreensão de um texto,
fazer questões que avaliem e priorizem as informações:
Bloco 1 de perguntas
• Qual foi o evento mais importante do texto?
• Qual foi a informação que mais nos ajudou a
compreender o personagem principal?
• Quais são as características do vilão apresentadas pelo
texto?
• Quais foram os eventos mais importantes deste período
da história e o que lhe diz sobre os valores das pessoas
da época?
E depois disso, você pode fazer questões que
permitam aplicação das ideias dos alunos de maneira mais
ampla:

Bloco 2 de perguntas
• Como você compararia o comportamento do
personagem principal com o do vilão?
• Quais características históricas você considera que
perpetuam até os dias de hoje?
Veja, no primeiro bloco de questões você proporcionou para o
aluno que ele refletisse sobre qual foi o evento principal do
texto, de quais são as características do personagem principal
e do vilão e sobre o contexto histórico da narração.
Agora no segundo bloco você pode propiciar que o aluno seja
capaz de aprofundar sua reflexão sendo capaz deaplicar
suas constatações em outras situações, como comparando
os dois personagens e analisando as características históricas
antigas e atuais.
Perceba que para o aluno conseguir realizar o segundo bloco
de questões ele necessita de um nível maior de conhecimento
sobre o assunto e fazendo as perguntas desta maneira você
contribui para que ele construa seu raciocínio.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Do simples ao complexo

O professor faz as perguntas em uma progressão do simples para o comple

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 259 a


260 acessando o link ao lado:
Conhecendo a técnica: Ipsis litteris
Ao fazer uma pergunta, enquanto aguarda a resposta do
aluno, o professor deve refazer a pergunta da mesma
maneira, ipsis litteris.
Essa regra orienta para que, sendo necessário refazer uma
pergunta, o professor deva fazê-la da mesma forma, para
evitar que o aluno que se propôs a responder a questão fique
confuso em relação à pergunta inicial.
Mesmo uma pequena mudança na sintaxe pode forçar o aluno
a revisar a sintaxe da sua resposta, deixando-o confuso ou
distraído.
Exemplo:
Professor: Qual é o assunto do diálogo que lemos? E depois
repete dizendo: Sobre o que as personagens estão falando?
Esta regra está relacionada no momento da formulação da
pergunta da primeira vez, não significa que o professor não
possa mudar a forma de perguntar para facilitar o
entendimento após a primeira vez que perguntou e não teve
êxito.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Ipsis litteris

O professor, ao fazer uma questão aos alunos, enquanto aguarda, para


responder, a refaz mantendo, ipsis litteris, a pergunta original.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 260 a


261 acessando o link ao lado:

Conhecendo a técnica: Claro e conciso


Fazer perguntas com rigor, mas também claras e concisas.
Ao fazer questões para os alunos, você precisa se certificar
que o fato deles não acertarem alguma delas não seja por ela
estar mal formulada, por isso ela deve ser clara e concisa.
Há cinco maneiras para deixar suas perguntas mais claras e
concisas:
O que deve ser verificado na realização da técnica:
Claro e conciso

O professor faz questões claras e concisas.


As perguntas começam com um pronome interrogativo.
As perguntas são descritas no máximo até duas frases.
Quando a pergunta é mais complexa, o professor a escreve de man
exatamente.
Ao fazer uma pergunta, o professor parte do pressuposto de que os
respondê-la.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 261 a


262 acessando o link ao lado:
Para saber mais, assista o vídeo com a aplicação desta
técnica.

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em seu browser, faça o download clicando aqui ou ative
o mesmo.

Conhecendo a técnica: Estoque de perguntas


Ao planejar a aula, planejar também as possíveis perguntas
que poderão contribuir para o desenvolvimento dos conceitos
e habilidades que serão desenvolvidos.
Um bom planejamento de aula deve considerar as perguntas
que serão elaboradas durante ela.
Vejamos uma aula de ortografia pensando no uso do SS e
do Ç.
• Quais palavras usam o SS?
• Quais usam Ç?
• Em que posição o SS nunca pode ser utilizado?
• Em que posição o Ç nunca pode ser utilizado?
• Quando o SS é utilizado?
• A palavra “delicioso” se escreve com SS ou C?
• A palavra “calça” se escreve com SS ou Ç?
• A palavra “assobio” se escreve com SS ou Ç?
• E o Ç, quando é utilizado?
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Estoque de perguntas

O professor planeja, antecipadamente, as perguntas que irá fazer duran


Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 262 a
263 acessando o link ao lado:

Conhecendo a técnica: Taxa de acerto


Quando a turma chega ao 100% de acerto é hora de
aprofundar mais as questões, mas quando menos de 70% da
turma não acerta é necessário rever o planejamento.
Esta regra está relacionada à atenção que o professor deve
ter sobre a sua expectativa em relação aos acertos dos
alunos. Quando chegar aos 100% é hora de fazer questões
mais difíceis, permitindo aos alunos testar a verdadeira
extensão do conhecimento e manter o rigor adequado. Ao
mesmo tempo que se a taxa de acerto estiver abaixo de 70%
demonstra que o professor deve rever seu trabalho.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Taxa de acerto

Quando o professor atinge 100% de acertos, nas questões que formu


alunos, ele inicia com questões mais difíceis.

Para saber mais leia a técnica


inteira na página 263 a acessando
o linkao lado:
Nossa quanta informação!
Você conseguiu entender tudo até aqui?
Sabe quais são os objetivos que um professor tem quando faz
perguntas em sua sala de aula?
Sabe quais foram as técnicas apresentadas que servem para
fazer perguntas atendendo a qualquer objetivo?
Então, vamos fazer uma breve revisão.

Encontre no caça palavras o nome das seis técnicas


abordadas sobre como fazer perguntas:

ESTRUTURAR BOAS AULAS


Agora que já entendemos como fazer boas perguntas para os
nossos alunos, vamos iniciar (pois daremos continuidade na
próxima unidade) os estudos sobre como estruturar da
melhor forma as nossas aulas.
Vamos falar agora sobre como estruturar boas aulas, que
seriam as aulas em que a responsabilidade pelo conhecimento
e pela capacidade de aplicá-lo é gradualmente transferida do
professor para o aluno.
Doug Lemov (2011), em seu livro, faz essa divisão em três
etapas:

A progressão começa com a etapa “Eu”, em que o professor


passa adiante, da maneira mais direta possível, o
conhecimento e as aplicações deste conhecimento. Na etapa
“Nós”, o professor inicialmente pede ajuda a seus alunos em
alguns momentos estratégicos e depois, gradualmente,
permite que eles resolvam problemas interferindo cada vez
menos na atividade. Na etapa “Vocês”, ele dá aos alunos
várias oportunidades de praticar sozinhos.
Pode parecer óbvio que o professor deva ser o mediador do
conhecimento, mas o que se pode observar em várias salas
de aula são vários alunos trabalhando sozinhos sem que
tenham condições cognitivas para isso ainda, ou aulas
centradas em explanações do professor sem interação com os
alunos. O que temos que entender que este é um processo
que deve ser equilibrado e o professor deve estar atento no
tempo que cada etapa deve durar.
Não deve ser uma questão de extremos, de um lado a
instrução centrada somente no professor ou apenas na
atividade independente do aluno. É preciso entender como
evoluir de um para outro.
O importante para que isso ocorra é não apenas a maneira e
a sequência em que o trabalho cognitivo é apresentado aos
alunos, mas também a velocidade com o qual o trabalho
cognitivo lhes é entregue. O professor precisa verificar com
frequência o nível de compreensão do conceito trabalhado
que seus alunos estão alcançando.

Vamos ver uma visão geral das técnicas que envolvem estes
três processos que serão trabalhados na próxima unidade:
Como você pode observar, estas técnicas levarão
progressivamente ao que se espera do aluno: que ele
desenvolva as habilidades esperadas, tornando-se capaz de
realizar autonomamente as atividades propostas, sendo
provocado pelo professor a avançar cada vez mais.

Ideias principais desta webaula


Nesta webaula falamos sobre como formular perguntas, a
importância de pensar nelas no momento do nosso
planejamento e de como isso pode contribuir com o
desenvolvimento cognitivo dos nossos alunos.
Você já havia pensado nisso?
Pois é, vamos continuar falando sobre isso na unidade 2 com
o tema: estruturar aulas.
Agora faça a avaliação desta webaula.
Bom trabalho!

LEMOV, Doug. Aula Nota 10: 49 técnicas para ser um


professor campeão de audiência. Tradução de Leda Beck,
consultoria e revisão técnica: Guiomar Namo de Mello e Paula
Louzano. São Paulo: Da Boa Prosa: Fundação Lemann, 2011.
____________. Aula Nota 10: Guia prático: exercícios para
atingir proficiência nas 49 técnicas e maximizar o
aprendizado; tradução Leda Beck; consultoria e revisão
técnica: Guiomar Namo de Mello e Paula Louzano. São Paulo:
Da Boa Prosa: 2013.
MARCONDES, Danilo. Textos básicos de filosofia: dos pré-
socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000.
écnicas de planejamento

RESUMO DA ATIVIDADE
Nesta webaula vamos refletir sobre a importância do uso de técnicas
didáticas no planejamento de aulas e conheceremos algumas técnicas
de planejamento.
No momento em que nos focamos sobre a melhor forma de ensinar
começamos a pensar em formas diferenciadas para promover um
ensino mais eficaz e significativo, daí o uso de técnicas didáticas para
que possam nos orientar em ações mais assertivas nos tornando
profissionais mais competentes.

O uso de técnicas são instrumentos que nos auxiliam no


desenvolvimento de aulas mais focadas nos objetivos propostos.
Masetto (2010) afirma que devemos estar atentos a três aspectos para
que sejam eficientes:
 Não é possível
atingir os
objetivos
usando apenas
uma ou duas
técnicas, é
preciso
conhecer
diferentes
técnicas para
que sejam
adaptadas a
cada objetivo.
 Uma mesma
técnica pode
servir para um
grupo, mas não
funcionar com
outro. Por isso é
preciso
conhecer várias
técnicas que
podem ser
usadas para
trabalhar com o
mesmo objetivo,
favorecendo o
ajuste a cada
grupo.
 É necessário
propor
claramente os
objetivos a
serem
alcançados.

Portanto, um dos pontos principais para o uso de técnicas é ter


clareza sobre onde se pretende chegar naquele momento da aula, isto
é, os objetivos que norteiam a aula devem estar claros para os alunos
e para o professor.

Escolhemos o livro Aula Nota 10: 49 técnicas para ser um professor


campeão de audiência de Doug Lemov , para estudarmos algumas
1

técnicas didáticas.
Doug Lemov observou centenas de horas de filmagem de salas de
aulas, durante 5 anos, a partir de vídeos feitos por ele ou enviados por
colaboradores e criou uma tipologia de técnicas sobre a prática de
professores excelentes, a partir destas observações.

O conteúdo apresentado no livro parte de alguns princípios


educacionais básicos como os seguintes:
 A escola pode e deve ampliar as oportunidades para os alunos
mais pobres.
 Tudo em uma escola – inclusive o uso do tempo – deve estar a
serviço do aprendizado do aluno.
 A qualidade do professor não é dom, intuição ou inspiração, é
fruto do uso contínuo de técnicas e estratégias adequadas.

Para ele, uma técnica é uma coisa que você pode dizer ou fazer de
forma específica, e para que funcione melhor devemos considerar
alguns aspectos:
 Ensinar com base nos objetivos curriculares.
 Usar dados, examinando resultados de avaliações para
embasar sua prática em sala de aula.
 Planejar cuidadosamente as aulas pensando no tempo de cada
atividade e nas perguntas que poderão ser feitas previamente.
 Selecionar conteúdos com alto rigor acadêmico, desafiando os
alunos para além da experiência deles.

Isso significa que para sua aula ser mais eficiente e consiga atingir
todos os alunos você deverá:
1
Doug Lemov foi professor e atualmente é diretor de uma rede de
escolas conveniadas que atendem alunos de baixa renda nos Estados
Unidos (Uncommon Schools).

Então, o que temos neste esse livro é um conjunto de técnicas


observadas na ação de excelentes professores que se estudadas e
aplicadas podem ajudar muito o docente no seu cotidiano.
Ensinar com base nos objetivos curriculares
A respeito da articulação do planejamento da aula com os objetivos
curriculares, vale ressaltar a sua importância, pois a aula não surge do
nada ou de um querer individual ela deve estar vinculada aos
parâmetros nacionais, aos planos de redes de ensino estaduais ou
municipais e por último à proposta pedagógica de cada escola.
O professor que já possui a competência de articulação do
seu plano com o projeto pedagógico da sua unidade escolar e
o mesmo com a sua rede de ensino, terá mais chances de
realizar um planejamento eficaz para a sua sala de aula, pois
ele estará alinhado com o que se espera que cada aluno
aprenda naquele ano/série.
O primeiro passo é saber quais são as necessidades da sua
turma e para tal é preciso diagnosticar os saberes que já
possuem para decidir de onde deve partir. Escolher a
metodologia e os recursos adequados para o desenvolvimento
da sua aula, bem como dominar o conteúdo a ser
desenvolvido, também é essencial para uma boa aula.

Sendo assim, já é possível observar quantos processos


importantes são essenciais para a elaboração de um bom
planejamento.
Processos do planejamento:
Usar dados, examinando resultados de avaliações para
embasar sua prática em sala de aula.

O uso de dados oriundos das avaliações


realizadas em sala de aula é essencial para que o professor
saiba com certeza por onde deve ir. Vamos nos aprofundar
sobre esse assunto nas próximas unidades, nas quais
abordaremos técnicas que colaboram para que o professor
faça avaliações rápidas e ao final de cada aula,
proporcionando um feedback eficiente sobre a aprendizagem
dos alunos daquele aula.

Planejar cuidadosamente as aulas pensando no tempo


de cada atividade e nas perguntas que poderão ser
feitas previamente

O tempo
da aula é um bem precioso que o professor tem a seu favor
no avanço da aprendizagem, nenhum minuto pode ser
desperdiçado em situações em que não estejam aprendendo
aquilo que foi planejado.

Selecionar conteúdos com alto rigor acadêmico,


desafiando os alunos para além da experiência deles
Ter altas expectativas em relação a
aprendizagem dos alunos é uma premissa importante para
termos sucesso. Quanto mais o professor acredita na
capacidade dos alunos de aprender aquele conteúdo, maior a
chance de sucesso dos alunos nesta tarefa. Várias pesquisas
realizadas apontam para isso. Acesse o link abaixo e leia com
atenção:
http://www.fundacaolemann.org.br/uploads/clippings
/serie_aula_nota_10.pdf

Muito bem, depois de tomarmos todos esses cuidados vamos às


técnicas que o livro Aula Nota 10 nos indica como essenciais para
construção de um bom planejamento.

Conhecendo a técnica: comece pelo fim

Fala sobre a necessidade de se construir um planejamento que


comece pelo objetivo que o professor quer atingir ao final da aula,
para depois pensar em uma maneira de verificar se os alunos
realmente aprenderam o que se pretendia para a aula e em seguida a
sequência de atividades que favoreça a aprendizagem dos alunos.
O que esta sequência difere do que estamos acostumados a fazer?
Em geral, costumamos partir de uma atividade que planejamos para
uma aula e depois pensamos para que ela serve. A técnica se chama
comece pelo fim, pois ela inverte esta lógica: começamos pensando
no objetivo da aula, ou seja, o que queremos que os alunos aprendam
e só depois pensamos em quais atividades serão desenvolvidas para
alcançar este objetivo. Fala sobre a necessidade de se construir um
planejamento que comece pelo objetivo que o professor quer atingir
ao final da aula, para depois pensar em uma maneira de verificar se
os alunos realmente aprenderam o que se pretendia para a aula e em
seguida a sequência de atividades que favoreça a aprendizagem dos
alunos.
Opa! Espere aí! Acho que já falamos sobre isso? Você se lembra?
Tic...tac...tic...tac...tic...tac...
Isso mesmo! Aqui vamos retomar o conceito do alinhamento
construtivo

O único critério que determina o sucesso de uma atividade não é se


você consegue realizá-la ou se as pessoas parecem ter vontade de
participar, mas sim se você atingiu um objetivo que possa ser
avaliado. Em vez de pensar em uma atividade (“Vamos ler o livro O Sol
É paraTodos”), definir seu objetivo força você a se perguntar o que os
alunos vão ganhar com a leitura (LEMOV, 2011, p. 76).

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 75 a 76 acessando


olink ao lado:

Assista também um vídeo explicativo acessando o link:


https://www.youtube.com/watch?v=JjRqUFX96NI

Vamos ver uma sugestão prática usando esta técnica:

CENÁRIO:
O professor de 5º ano do Ensino Fundamental tem um grande
desafio: fazer com que seus alunos tenham um bom
desempenho nas avaliações nacionais, que já estão próximas,
um desses desafios é desenvolver a competência leitora para
que sejam capazes de interpretar o texto lido.
Para conseguir atingir suas metas, o professor deve planejar
suas ações com antecedência, uma das sugestões é o uso da
técnica Comece pelo fim, que consiste em iniciar o
planejamento elaborando os objetivos que quer atingir, para
depois pensar como poderá avaliar se esses objetivos forem
alcançados e por último na atividade.

PLANEJAMENTO
OBJETIVOS:
- Ler autonomamente diferentes textos dos gêneros previstos
para o ciclo.
AVALIAÇÃO:
- Avaliar se os alunos atingiram as competências e
habilidades de procedimento de leitura.
- Registre os avanços dos alunos na ficha abaixo:

ATIVIDADES:
- uso da biblioteca semanalmente;
- promover leitura em voz alta todo início da aula;
- fazer leituras, pedindo para que cada aluno leia um trecho;
- fazer perguntas baseadas em evidências (fazer perguntas
cujas respostas devem se referir a fatos ou eventos que
estejam explícitos no texto).
EXERCITANDO
Elabore um planejamento de uma aula de um conteúdo a sua
escolha seguindo a lógica do Comece pelo fim.

O que deve ser verificado na realização da técnica:

Conhecendo a técnica: Quatro critérios


Essa técnica classifica quatro critérios a considerar ao
elaborar o seu objetivo. São eles: viabilidade, se é possível
realizar no tempo previsto em uma aula; mensurável, quando
é possível verificar a aprendizagem do objetivo no final da
aula; definidor,quando é ele que define a aula e não as
atividades que serão dadas; e prioritário, quando o objetivo é
realmente importante para o aprendizado dos alunos com
base na proposta política pedagógica da escola.

Para saber mais leia a técnica


inteira nas páginas 78 a 81
acessando olink ao lado:
Veja também um vídeo explicativo acessando o link:
https://www.youtube.com/watch?v=-RKhjkrSVP8
Vamos ver uma sugestão prática usando esta técnica:
Cenário:
O professor não consegue analisar se os objetivos elaborados
estão de acordo com a Técnica Quatro Critérios, então fará
uma análise dos objetivos elaborados, para um determinado
período de tempo, com base nos quatro critérios:
Exemplo de um objetivo para uma aula de geografia no 6º ano do Ensino
Fundamental.

OBJETIVOS VIÁVEL MENSURÁVEL PRIORITÁRIO


Este objetivo faz pa
É possível É possível avaliar se
de um objetivo maio
Identificar dados atingir os alunos conseguiram
que se refere ao
sobre a população esse identificar dados sobre
currículo da escola n
em representações objetivo a população em
área de geografia so
e mapas em uma representações e
o estudo da populaç
aula. mapas. COMO?
brasileira.

Exercitando
Escolha um objetivo de aula de alguma disciplina descreva-o
e faça a análise para ver se ele atende aos Quatro
Critérios.

Escolha um objetivo de aula de alguma disciplina descreva-o


e faça a análise para ver se ele atende aos Quatro Critérios.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Quatro critérios
Os objetivos são viáveis sendo possível ser realizado em uma
aula.
Os objetivos são mensuráveis de forma que seja possível ser
medido após o término da aula.
Os objetivos são definidores guiando a atividade e não o contrário
quando a atividade é que guia o objetivo.
Os objetivos são prioritários, pois concentra-se no que é mais
importante para ser aprendido.

Conhecendo a técnica: Deixe claro


Essa técnica consiste em mostrar de forma clara aos alunos o
que se espera que eles aprendam naquela aula. Esses
objetivos devem ser comunicados aos alunos no início da aula
e, preferencialmente, estar escrito em local visível para todos.

Para saber mais leia a técnica


inteira nas páginas 81 a 82
acessando olink ao lado:

Veja também um vídeo explicativo acessando o link:


https://www.youtube.com/watch?v=4u-Jn9WFc4w
Vamos ver uma sugestão prática usando esta técnica:
Cenário:
Em toda aula o professor deve adquirir o hábito de anotar no
canto da lousa, os objetivos que desejam alcançar ao final
dela, isto é, usar a técnica Deixe Claro.
Exemplo de uma aula de história para o 4º ano do Ensino
Fundamental sobre a formação de cidades no território
brasileiro.
Objetivo da aula
Reconhecer os motivos que ocasionam o desenvolvimento de
uma cidade.
Exercitando
Faça uma leitura atenciosa sobre como formular objetivos
baseados na taxonomia de Bloom.
CLIQUE NO ÍCONE ABAIXO

O que deve ser verificado na realização da técnica:

Deixe claro
Os objetivos da aula estão anotados em algum lugar visível da
sala de aula.
Os objetivos estão escritos em uma linguagem possível de ser
entendida pelos alunos.
Ao final da aula, o professor conseguiu trabalhar todos os
objetivos.

Conhecendo a técnica: O caminho mais curto


Essa técnica destaca a necessidade de escolhermos as
estratégias ou atividades que levem os alunos ao aprendizado
de forma mais rápida e eficiente. Não é a estratégia mais
simples, mas a mais eficaz, que leva o aluno a alcançar o
objetivo mais rapidamente.
Para saber mais leia a técnica
inteira nas páginas 82 a 83
acessando olink ao lado:

Veja também um vídeo explicativo acessando o link:


https://www.youtube.com/watch?v=AZye9hyOyV0
Vamos ver uma sugestão prática usando esta técnica:

Cenário:
Ao planejar uma aula, depois de ter elaborado os objetivos e
como os mesmos serão avaliados (Comece pelo fim), o
professor pensou nas atividades mais eficientes para atingir
seus objetivos, que serão melhores e mais rápidas.

Como exemplo, pensando em uma atividade eficaz para


atingir o objetivo de história do 2º ano do Ensino Médio
sobre: A construção da democracia brasileira. Ao planejar
uma aula, depois de ter elaborado os objetivos e como os
mesmos serão avaliados (Comece pelo fim), o professor
pensou nas atividades mais eficientes para atingir seus
objetivos, que serão melhores e mais rápidas.
Este é um tema extenso, poderia pensar em um texto que
conseguisse sintetizar os pontos principais deste contexto,
como o texto de Paula Moura: “A longa luta pelo direito de
voto” .
1

Para saber sobre a técnica do Painel Integrado acesse aqui:


CLIQUE NO ÍCONE ABAIXO

Ainda assim, teria o desafio de fazer com que os alunos


lessem o texto com uma boa compreensão, para tal utilizou a
técnica do painel integrado, seguindo as instruções:
1. Peça para que os alunos façam a leitura antecipadamente.
2. Na sala, forme seis grupos, e peça para que discutam quais
foram os pontos importantes do processo histórico de
construção da democracia no Brasil até chegarmos às atuais
eleições diretas, com o voto secreto e para todos, de acordo
com a autora estudada. Para sintetizarem, divida para cada
grupo um período histórico: Brasil Colônia, Império, República
Velha, Revolução de 30, Ditadura e Nova República.
3. Cada grupo agora, com seu período histórico, deve fazer
uma síntese única do momento histórico, embasado no foco
do processo de construção da democracia, para socializar, em
outras formações de grupo. Para isso todos deverão tê-la por
escrito.
4. Neste primeiro grupo ainda, após o término da síntese,
distribua números de 1 a 6 para cada elemento do grupo.
5. Agora, em uma nova formação de grupos, onde todos os
números 1 ficaram junto, 2 também, e assim por diante, irão
socializar a síntese elaborada na formação do primeiro grupo,
neste momento.
6. Assim, todos terão uma síntese de todos os tópicos do
texto, mais detalhado e discutido envolvendo o tema.
7. O professor irá assistir a
apresentação de um grupo, como observador, pois no grupo
inicial os alunos produziram uma síntese que deveria ser
repetida na segunda formação de grupo, fazendo-se
desnecessária a presença do professor em todos os grupos.
Após, verá se algum ponto não ficou suficientemente
esclarecido e fará uma explanação, amarrando todas as ideias
trabalhadas.
Exercitando
Nas suas atividades de estudo, procure se organizar e fazer
uma lista de prioridades mais eficientes para atingir seus
objetivos. Lembre-se desta técnica: O caminho mais curto,
afinal o seu tempo nunca é suficiente para todas as
demandas, portanto uma boa otimização dele se faz
necessária.

O que deve ser verificado na realização da técnica:

O caminho mais curto


A atividade alcançou o domínio do que está previsto no
objetivo.
A atividade escolhida foi a melhor e a mais rápida para atingir
o objetivo.
Atualidades vestibular 1º semestre (2010, p. 82 a 87).
1

Conhecendo a técnica: Planeje em dobro


Essa técnica afirma a necessidade de se planejar não apenas
o que o professor estará fazendo durante a aula, mas
também o que os alunos estarão fazendo, isto é, planejar o
processo de ensino como também o processo de
aprendizagem. Consiste em mostrar de forma clara aos
alunos o que se espera que eles estejam fazendo em cada
etapa da aula.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 83 a 84


acessando olink ao lado:

Veja também um vídeo explicativo acessando o link:


https://www.youtube.com/watch?v=4I-wp4Oqj8I
Vamos ver uma sugestão prática usando esta técnica:
Cenário:
Ao planejar as atividades da aula, o professor planeja
também quais serão as atividades que os alunos terão que
realizar em cada etapa da aula.
Assim utilizando o exemplo da técnica O caminho mais curto, pode listar as etapas
que serão desenvolvidas pelos alunos, auxiliando no planejamento:

Aula: A construção da democracia brasileira.


O Caminho mais curto Planeje em dob
Pedir para que os alunos façam a leitura
1 antecipadamente, do texto: A longa luta pelo direito do - Leitura do text
voto.
2Na sala, formar seis grupos, e pedir para que discutam - Formar um gru
quais foram os pontos importantes do processo histórico - Destacar os as
de construção da democracia no Brasil até chegarmos às texto, em uma d
atuais eleições diretas, com o voto secreto e para todos, relembrar a leitu
de acordo com a autora estudada. Para sintetizarem,
dividir para cada grupo um período histórico: Brasil - Fazer uma nov
no período histó
Colônia, Império, República Velha, Revolução de 30,
professor.
Ditadura e Nova República.
- Fazer a discuss
Cada grupo agora, com seu período histórico, deverá um consenso no
fazer uma síntese única do momento histórico, síntese deste pe
3 embasado no foco do processo de construção da da construção d
democracia, para socializar, em outras formações de
- Fazer a síntese
grupo.
- Escrever a sínt
Neste primeiro grupo ainda, após o término da síntese, - Pegar o númer
4 distribuir números de 1 a 6 para cada elemento do formar um novo
grupo. dos números.
Agora, em uma nova formação de grupos, onde todos os - No novo grupo
números 1 ficaram junto, 2 também, e assim por diante, histórica, a fala
5
irão socializar a síntese elaborada na formação do síntese produzid
primeiro grupo, neste momento. grupo.
Assim, todos terão uma síntese de todos os tópicos do - Discutir as sínt
6
texto, mais detalhado e discutido envolvendo o tema. dúvidas em grup
Após as apresentações, verificar se algum ponto não - Ficar atento à
7 ficou suficientemente esclarecido e fazer uma professor, fazen
explanação, amarrando todas as ideias trabalhadas. complementem

Exercitando
Planeje uma aula considerando as atividades desenvolvidas
pelo professor alinhadas com as atividades que os alunos
estarão realizando concomitantemente.
O que deve ser verificado na realização da técnica:
O caminho mais curto
O planejamento do professor inclui o que os alunos irão fazer
em cada etapa do processo.

Conhecendo a técnica: Faça o mapa


Essa técnica chama a atenção para a importância da
organização do ambiente físico da sala em função dos
objetivos da aula propostos. Esta organização implica tanto
na disposição das carteiras quanto no uso dos recursos
disponíveis nos quadros e painéis da sala e que serão úteis
para a aula.
PASSE O MOUSE SOBRE A IMAGEM

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 85 a 88 acessando


olink ao lado:

Veja também um vídeo explicativo acessando o link:


https://www.youtube.com/watch?v=PSgOqKYUp2A
Vamos ver uma sugestão prática usando esta técnica:
Cenário:
Ao planejar suas aulas o professor pensou em quais materiais
poderiam contribuir para melhor envolvimento com o tema.
Por exemplo: Em uma aula de geografia, colocar mapas na
parede é extremamente necessário, porém, não esqueça que
esses materiais devem estar na altura da visão dos seus
alunos.
Para turmas de idades menores, a organização do espaço faz
parte do currículo, pois eles aprendem com a manipulação
desses espaços. Como um cantinho para leitura, por exemplo,
um espaço aconchegante, com vários livros e almofadas, bem
atrativos para uma boa leitura.
Propiciar vários espaços diversificados, na Educação Infantil,
também estimula a aprendizagem e propiciam
experimentação de várias atividades consecutivas, sem
necessariamente a intervenção direta do professor, como por
exemplo, a sala dividida em espaço de leitura, pintura,
brinquedos, jogos educativos, entre outros. Não esqueça que
esta organização deve estar em função dos seus objetivos
para a aula e não apenas para criar uma aparência diferente
na sala.
Exercitando
Visite uma sala de aula e faça uma observação focada na
organização do espaço. Ele atende, da melhor forma, os
objetivos a serem alcançados?
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Faça o mapa
As mesas e cadeiras, da sala de aula, estão dispostas de modo que o professor
consiga percorrer por elas sem nenhum obstáculo?
As paredes possuem elementos que colaboram com a aprendizagem dos alunos?
Todos os possíveis espaços da sala de aula, estão otimizados para o melhor
aproveitamento da aprendizagem dos alunos?
Os espaços da sala de aula, estão organizados harmoniosamente?
Chegamos ao final desta webaula e desta unidade.
Nela destacamos a importância do ensino estar baseada em
diretrizes curriculares, do uso de dados da verificação da
aprendizagem para realinhar o percurso do ensino, o cuidado
com o tempo e com a escolha dos conteúdos.
Conhecemos os estudos realizados pelo autor do livro Aula
Nota 10, Doug Lemov em suas observações de aula e
algumas técnicas de planejamento.
Agora chegou o momento da verificação da sua
aprendizagem.
Bom trabalho!

Referências Bibliográficas
ANASTASIOU, Léa das G.C. e ALVES, Leonir P. Processos de
ensinagem na universidade. Editora: Univille, 2010.
CEIA, Mario José Miranda. A taxonomia SOLO e os níveis
de Van Hiele. s/d
LEMOV, Doug. Aula nota 10: 49 técnicas para ser um
professor campeão de audiência. São Paulo: Da Boa Prosa,
2011.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo, 1992
MASETTO, Marcos T. O professor na hora da verdade: a
prática docente no ensino superior. São Paulo: Avercamp,
2010
WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a
aprendizagem. São Paulo: Ática: 2002.

Anexos:
1 – Texto Taxonomia de Bloom pdf
2 – Técnica Painel Integrado
(2013_Webaula01_Unidade02_Anexo02_PainelIntegrado)

Técnicas de planejamento

RESUMO DA ATIVIDADE
Nesta webaula vamos refletir sobre a importância do uso de técnicas
didáticas no planejamento de aulas e conheceremos algumas técnicas
de planejamento.
No momento em que nos focamos sobre a melhor forma de ensinar
começamos a pensar em formas diferenciadas para promover um
ensino mais eficaz e significativo, daí o uso de técnicas didáticas para
que possam nos orientar em ações mais assertivas nos tornando
profissionais mais competentes.

O uso de técnicas são instrumentos que nos auxiliam no


desenvolvimento de aulas mais focadas nos objetivos propostos.
Masetto (2010) afirma que devemos estar atentos a três aspectos para
que sejam eficientes:
 Não é possível
atingir os
objetivos
usando apenas
uma ou duas
técnicas, é
preciso
conhecer
diferentes
técnicas para
que sejam
adaptadas a
cada objetivo.
 Uma mesma
técnica pode
servir para um
grupo, mas não
funcionar com
outro. Por isso é
preciso
conhecer várias
técnicas que
podem ser
usadas para
trabalhar com o
mesmo objetivo,
favorecendo o
ajuste a cada
grupo.
 É necessário
propor
claramente os
objetivos a
serem
alcançados.

Portanto, um dos pontos principais para o uso de técnicas é ter


clareza sobre onde se pretende chegar naquele momento da aula, isto
é, os objetivos que norteiam a aula devem estar claros para os alunos
e para o professor.

Escolhemos o livro Aula Nota 10: 49 técnicas para ser um professor


campeão de audiência de Doug Lemov , para estudarmos algumas
1

técnicas didáticas.
Doug Lemov observou centenas de horas de filmagem de salas de
aulas, durante 5 anos, a partir de vídeos feitos por ele ou enviados por
colaboradores e criou uma tipologia de técnicas sobre a prática de
professores excelentes, a partir destas observações.

O conteúdo apresentado no livro parte de alguns princípios


educacionais básicos como os seguintes:
 A escola pode e deve ampliar as oportunidades para os alunos
mais pobres.
 Tudo em uma escola – inclusive o uso do tempo – deve estar a
serviço do aprendizado do aluno.
 A qualidade do professor não é dom, intuição ou inspiração, é
fruto do uso contínuo de técnicas e estratégias adequadas.

Para ele, uma técnica é uma coisa que você pode dizer ou fazer de
forma específica, e para que funcione melhor devemos considerar
alguns aspectos:
 Ensinar com base nos objetivos curriculares.
 Usar dados, examinando resultados de avaliações para
embasar sua prática em sala de aula.
 Planejar cuidadosamente as aulas pensando no tempo de cada
atividade e nas perguntas que poderão ser feitas previamente.
 Selecionar conteúdos com alto rigor acadêmico, desafiando os
alunos para além da experiência deles.

Isso significa que para sua aula ser mais eficiente e consiga atingir
todos os alunos você deverá:
1
Doug Lemov foi professor e atualmente é diretor de uma rede de
escolas conveniadas que atendem alunos de baixa renda nos Estados
Unidos (Uncommon Schools).

Então, o que temos neste esse livro é um conjunto de técnicas


observadas na ação de excelentes professores que se estudadas e
aplicadas podem ajudar muito o docente no seu cotidiano.
Ensinar com base nos objetivos curriculares
A respeito da articulação do planejamento da aula com os objetivos
curriculares, vale ressaltar a sua importância, pois a aula não surge do
nada ou de um querer individual ela deve estar vinculada aos
parâmetros nacionais, aos planos de redes de ensino estaduais ou
municipais e por último à proposta pedagógica de cada escola.
O professor que já possui a competência de articulação do
seu plano com o projeto pedagógico da sua unidade escolar e
o mesmo com a sua rede de ensino, terá mais chances de
realizar um planejamento eficaz para a sua sala de aula, pois
ele estará alinhado com o que se espera que cada aluno
aprenda naquele ano/série.
O primeiro passo é saber quais são as necessidades da sua
turma e para tal é preciso diagnosticar os saberes que já
possuem para decidir de onde deve partir. Escolher a
metodologia e os recursos adequados para o desenvolvimento
da sua aula, bem como dominar o conteúdo a ser
desenvolvido, também é essencial para uma boa aula.

Sendo assim, já é possível observar quantos processos


importantes são essenciais para a elaboração de um bom
planejamento.
Processos do planejamento:
Usar dados, examinando resultados de avaliações para
embasar sua prática em sala de aula.

O uso de dados oriundos das avaliações


realizadas em sala de aula é essencial para que o professor
saiba com certeza por onde deve ir. Vamos nos aprofundar
sobre esse assunto nas próximas unidades, nas quais
abordaremos técnicas que colaboram para que o professor
faça avaliações rápidas e ao final de cada aula,
proporcionando um feedback eficiente sobre a aprendizagem
dos alunos daquele aula.

Planejar cuidadosamente as aulas pensando no tempo


de cada atividade e nas perguntas que poderão ser
feitas previamente

O tempo da aula é um bem precioso que o


professor tem a seu favor no avanço da aprendizagem,
nenhum minuto pode ser desperdiçado em situações em que
não estejam aprendendo aquilo que foi planejado.

Selecionar conteúdos com alto rigor acadêmico,


desafiando os alunos para além da experiência deles

Ter altas expectativas em relação a


aprendizagem dos alunos é uma premissa importante para
termos sucesso. Quanto mais o professor acredita na
capacidade dos alunos de aprender aquele conteúdo, maior a
chance de sucesso dos alunos nesta tarefa. Várias pesquisas
realizadas apontam para isso. Acesse o link abaixo e leia com
atenção:
http://www.fundacaolemann.org.br/uploads/clippings
/serie_aula_nota_10.pdf
Muito bem, depois de tomarmos todos esses cuidados vamos às
técnicas que o livro Aula Nota 10 nos indica como essenciais para
construção de um bom planejamento.

Conhecendo a técnica: comece pelo fim

Fala sobre a necessidade de se construir um planejamento que


comece pelo objetivo que o professor quer atingir ao final da aula,
para depois pensar em uma maneira de verificar se os alunos
realmente aprenderam o que se pretendia para a aula e em seguida a
sequência de atividades que favoreça a aprendizagem dos alunos.
O que esta sequência difere do que estamos acostumados a fazer?
Em geral, costumamos partir de uma atividade que planejamos para
uma aula e depois pensamos para que ela serve. A técnica se chama
comece pelo fim, pois ela inverte esta lógica: começamos pensando
no objetivo da aula, ou seja, o que queremos que os alunos aprendam
e só depois pensamos em quais atividades serão desenvolvidas para
alcançar este objetivo. Fala sobre a necessidade de se construir um
planejamento que comece pelo objetivo que o professor quer atingir
ao final da aula, para depois pensar em uma maneira de verificar se
os alunos realmente aprenderam o que se pretendia para a aula e em
seguida a sequência de atividades que favoreça a aprendizagem dos
alunos.
Opa! Espere aí! Acho que já falamos sobre isso? Você se lembra?
Tic...tac...tic...tac...tic...tac...
Isso mesmo! Aqui vamos retomar o conceito do alinhamento
construtivo
O único critério que determina o sucesso de uma atividade não é se
você consegue realizá-la ou se as pessoas parecem ter vontade de
participar, mas sim se você atingiu um objetivo que possa ser
avaliado. Em vez de pensar em uma atividade (“Vamos ler o livro O Sol
É paraTodos”), definir seu objetivo força você a se perguntar o que os
alunos vão ganhar com a leitura (LEMOV, 2011, p. 76).

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 75 a 76 acessando


olink ao lado:

Assista também um vídeo explicativo acessando o link:


https://www.youtube.com/watch?v=JjRqUFX96NI

Vamos ver uma sugestão prática usando esta técnica:

CENÁRIO:
O professor de 5º ano do Ensino Fundamental tem um grande
desafio: fazer com que seus alunos tenham um bom
desempenho nas avaliações nacionais, que já estão próximas,
um desses desafios é desenvolver a competência leitora para
que sejam capazes de interpretar o texto lido.
Para conseguir atingir suas metas, o professor deve planejar
suas ações com antecedência, uma das sugestões é o uso da
técnica Comece pelo fim, que consiste em iniciar o
planejamento elaborando os objetivos que quer atingir, para
depois pensar como poderá avaliar se esses objetivos forem
alcançados e por último na atividade.
PLANEJAMENTO
OBJETIVOS:
- Ler autonomamente diferentes textos dos gêneros previstos
para o ciclo.
AVALIAÇÃO:
- Avaliar se os alunos atingiram as competências e
habilidades de procedimento de leitura.
- Registre os avanços dos alunos na ficha abaixo:

ATIVIDADES:
- uso da biblioteca semanalmente;
- promover leitura em voz alta todo início da aula;
- fazer leituras, pedindo para que cada aluno leia um trecho;
- fazer perguntas baseadas em evidências (fazer perguntas
cujas respostas devem se referir a fatos ou eventos que
estejam explícitos no texto).

EXERCITANDO
Elabore um planejamento de uma aula de um conteúdo a sua
escolha seguindo a lógica do Comece pelo fim.

O que deve ser verificado na realização da técnica:


Conhecendo a técnica: Quatro critérios
Essa técnica classifica quatro critérios a considerar ao
elaborar o seu objetivo. São eles: viabilidade, se é possível
realizar no tempo previsto em uma aula; mensurável, quando
é possível verificar a aprendizagem do objetivo no final da
aula; definidor,quando é ele que define a aula e não as
atividades que serão dadas; e prioritário, quando o objetivo é
realmente importante para o aprendizado dos alunos com
base na proposta política pedagógica da escola.

Para saber mais leia a técnica


inteira nas páginas 78 a 81
acessando olink ao lado:

Veja também um vídeo explicativo acessando o link:


https://www.youtube.com/watch?v=-RKhjkrSVP8
Vamos ver uma sugestão prática usando esta técnica:
Cenário:
O professor não consegue analisar se os objetivos elaborados
estão de acordo com a Técnica Quatro Critérios, então fará
uma análise dos objetivos elaborados, para um determinado
período de tempo, com base nos quatro critérios:
Exemplo de um objetivo para uma aula de geografia no 6º ano do Ensino
Fundamental.

OBJETIVOS VIÁVEL MENSURÁVEL PRIORITÁRIO


Este objetivo faz pa
É possível É possível avaliar se
de um objetivo maio
Identificar dados atingir os alunos conseguiram
que se refere ao
sobre a população esse identificar dados sobre
currículo da escola n
em representações objetivo a população em
área de geografia so
e mapas em uma representações e
o estudo da populaç
aula. mapas. COMO?
brasileira.

Exercitando
Escolha um objetivo de aula de alguma disciplina descreva-o
e faça a análise para ver se ele atende aos Quatro
Critérios.

Escolha um objetivo de aula de alguma disciplina descreva-o


e faça a análise para ver se ele atende aos Quatro Critérios.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Quatro critérios
Os objetivos são viáveis sendo possível ser realizado em uma
aula.
Os objetivos são mensuráveis de forma que seja possível ser
medido após o término da aula.
Os objetivos são definidores guiando a atividade e não o contrário
quando a atividade é que guia o objetivo.
Os objetivos são prioritários, pois concentra-se no que é mais
importante para ser aprendido.

Conhecendo a técnica: Deixe claro


Essa técnica consiste em mostrar de forma clara aos alunos o
que se espera que eles aprendam naquela aula. Esses
objetivos devem ser comunicados aos alunos no início da aula
e, preferencialmente, estar escrito em local visível para todos.
Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 81 a 82
acessando olink ao lado:

Veja também um vídeo explicativo acessando o link:


https://www.youtube.com/watch?v=4u-Jn9WFc4w
Vamos ver uma sugestão prática usando esta técnica:
Cenário:
Em toda aula o professor deve adquirir o hábito de anotar no
canto da lousa, os objetivos que desejam alcançar ao final
dela, isto é, usar a técnica Deixe Claro.
Exemplo de uma aula de história para o 4º ano do Ensino
Fundamental sobre a formação de cidades no território
brasileiro.
Objetivo da aula
Reconhecer os motivos que ocasionam o desenvolvimento de
uma cidade.
Exercitando
Faça uma leitura atenciosa sobre como formular objetivos
baseados na taxonomia de Bloom.
CLIQUE NO ÍCONE ABAIXO

O que deve ser verificado na realização da técnica:

Deixe claro
Os objetivos da aula estão anotados em algum lugar visível da
sala de aula.
Os objetivos estão escritos em uma linguagem possível de ser
entendida pelos alunos.
Ao final da aula, o professor conseguiu trabalhar todos os
objetivos.

Conhecendo a técnica: O caminho mais curto


Essa técnica destaca a necessidade de escolhermos as
estratégias ou atividades que levem os alunos ao aprendizado
de forma mais rápida e eficiente. Não é a estratégia mais
simples, mas a mais eficaz, que leva o aluno a alcançar o
objetivo mais rapidamente.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 82 a 83


acessando olink ao lado:

Veja também um vídeo explicativo acessando o link:


https://www.youtube.com/watch?v=AZye9hyOyV0
Vamos ver uma sugestão prática usando esta técnica:

Cenário:
Ao planejar uma aula, depois de ter elaborado os objetivos e
como os mesmos serão avaliados (Comece pelo fim), o
professor pensou nas atividades mais eficientes para atingir
seus objetivos, que serão melhores e mais rápidas.

Como exemplo, pensando em uma atividade eficaz para


atingir o objetivo de história do 2º ano do Ensino Médio
sobre: A construção da democracia brasileira. Ao planejar
uma aula, depois de ter elaborado os objetivos e como os
mesmos serão avaliados (Comece pelo fim), o professor
pensou nas atividades mais eficientes para atingir seus
objetivos, que serão melhores e mais rápidas.
Este é um tema extenso, poderia pensar em um texto que
conseguisse sintetizar os pontos principais deste contexto,
como o texto de Paula Moura: “A longa luta pelo direito de
voto” .
1

Para saber sobre a técnica do Painel Integrado acesse aqui:


CLIQUE NO ÍCONE ABAIXO

Ainda assim, teria o desafio de fazer com que os alunos


lessem o texto com uma boa compreensão, para tal utilizou a
técnica do painel integrado, seguindo as instruções:
1. Peça para que os alunos façam a leitura antecipadamente.
2. Na sala, forme seis grupos, e peça para que discutam quais
foram os pontos importantes do processo histórico de
construção da democracia no Brasil até chegarmos às atuais
eleições diretas, com o voto secreto e para todos, de acordo
com a autora estudada. Para sintetizarem, divida para cada
grupo um período histórico: Brasil Colônia, Império, República
Velha, Revolução de 30, Ditadura e Nova República.
3. Cada grupo agora, com seu período histórico, deve fazer
uma síntese única do momento histórico, embasado no foco
do processo de construção da democracia, para socializar, em
outras formações de grupo. Para isso todos deverão tê-la por
escrito.
4. Neste primeiro grupo ainda, após o término da síntese,
distribua números de 1 a 6 para cada elemento do grupo.
5. Agora, em uma nova formação de grupos, onde todos os
números 1 ficaram junto, 2 também, e assim por diante, irão
socializar a síntese elaborada na formação do primeiro grupo,
neste momento.
6. Assim, todos terão uma síntese de todos os tópicos do
texto, mais detalhado e discutido envolvendo o tema.

7. O professor irá assistir a


apresentação de um grupo, como observador, pois no grupo
inicial os alunos produziram uma síntese que deveria ser
repetida na segunda formação de grupo, fazendo-se
desnecessária a presença do professor em todos os grupos.
Após, verá se algum ponto não ficou suficientemente
esclarecido e fará uma explanação, amarrando todas as ideias
trabalhadas.
Exercitando
Nas suas atividades de estudo, procure se organizar e fazer
uma lista de prioridades mais eficientes para atingir seus
objetivos. Lembre-se desta técnica: O caminho mais curto,
afinal o seu tempo nunca é suficiente para todas as
demandas, portanto uma boa otimização dele se faz
necessária.

O que deve ser verificado na realização da técnica:

O caminho mais curto


A atividade alcançou o domínio do que está previsto no
objetivo.
A atividade escolhida foi a melhor e a mais rápida para atingir
o objetivo.
Atualidades vestibular 1º semestre (2010, p. 82 a 87).
1

Conhecendo a técnica: Planeje em dobro


Essa técnica afirma a necessidade de se planejar não apenas
o que o professor estará fazendo durante a aula, mas
também o que os alunos estarão fazendo, isto é, planejar o
processo de ensino como também o processo de
aprendizagem. Consiste em mostrar de forma clara aos
alunos o que se espera que eles estejam fazendo em cada
etapa da aula.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 83 a 84


acessando olink ao lado:

Veja também um vídeo explicativo acessando o link:


https://www.youtube.com/watch?v=4I-wp4Oqj8I
Vamos ver uma sugestão prática usando esta técnica:
Cenário:
Ao planejar as atividades da aula, o professor planeja
também quais serão as atividades que os alunos terão que
realizar em cada etapa da aula.
Assim utilizando o exemplo da técnica O caminho mais curto, pode listar as etapas
que serão desenvolvidas pelos alunos, auxiliando no planejamento:

Aula: A construção da democracia brasileira.


O Caminho mais curto Planeje em dob
Pedir para que os alunos façam a leitura
1 antecipadamente, do texto: A longa luta pelo direito do - Leitura do text
voto.
2Na sala, formar seis grupos, e pedir para que discutam - Formar um gru
quais foram os pontos importantes do processo histórico - Destacar os as
de construção da democracia no Brasil até chegarmos às texto, em uma d
atuais eleições diretas, com o voto secreto e para todos,
de acordo com a autora estudada. Para sintetizarem, relembrar a leitu
dividir para cada grupo um período histórico: Brasil - Fazer uma nov
Colônia, Império, República Velha, Revolução de 30, no período histó
Ditadura e Nova República. professor.
- Fazer a discuss
Cada grupo agora, com seu período histórico, deverá um consenso no
fazer uma síntese única do momento histórico, síntese deste pe
3 embasado no foco do processo de construção da da construção d
democracia, para socializar, em outras formações de
- Fazer a síntese
grupo.
- Escrever a sínt
Neste primeiro grupo ainda, após o término da síntese, - Pegar o númer
4 distribuir números de 1 a 6 para cada elemento do formar um novo
grupo. dos números.
Agora, em uma nova formação de grupos, onde todos os - No novo grupo
números 1 ficaram junto, 2 também, e assim por diante, histórica, a fala
5
irão socializar a síntese elaborada na formação do síntese produzid
primeiro grupo, neste momento. grupo.
Assim, todos terão uma síntese de todos os tópicos do - Discutir as sínt
6
texto, mais detalhado e discutido envolvendo o tema. dúvidas em grup
Após as apresentações, verificar se algum ponto não - Ficar atento à
7 ficou suficientemente esclarecido e fazer uma professor, fazen
explanação, amarrando todas as ideias trabalhadas. complementem

Exercitando
Planeje uma aula considerando as atividades desenvolvidas
pelo professor alinhadas com as atividades que os alunos
estarão realizando concomitantemente.
O que deve ser verificado na realização da técnica:
O caminho mais curto
O planejamento do professor inclui o que os alunos irão fazer
em cada etapa do processo.

Conhecendo a técnica: Faça o mapa


Essa técnica chama a atenção para a importância da
organização do ambiente físico da sala em função dos
objetivos da aula propostos. Esta organização implica tanto
na disposição das carteiras quanto no uso dos recursos
disponíveis nos quadros e painéis da sala e que serão úteis
para a aula.
PASSE O MOUSE SOBRE A IMAGEM

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 85 a 88 acessando


olink ao lado:

Veja também um vídeo explicativo acessando o link:


https://www.youtube.com/watch?v=PSgOqKYUp2A
Vamos ver uma sugestão prática usando esta técnica:
Cenário:
Ao planejar suas aulas o professor pensou em quais materiais
poderiam contribuir para melhor envolvimento com o tema.
Por exemplo: Em uma aula de geografia, colocar mapas na
parede é extremamente necessário, porém, não esqueça que
esses materiais devem estar na altura da visão dos seus
alunos.
Para turmas de idades menores, a organização do espaço faz
parte do currículo, pois eles aprendem com a manipulação
desses espaços. Como um cantinho para leitura, por exemplo,
um espaço aconchegante, com vários livros e almofadas, bem
atrativos para uma boa leitura.
Propiciar vários espaços diversificados, na Educação Infantil,
também estimula a aprendizagem e propiciam
experimentação de várias atividades consecutivas, sem
necessariamente a intervenção direta do professor, como por
exemplo, a sala dividida em espaço de leitura, pintura,
brinquedos, jogos educativos, entre outros. Não esqueça que
esta organização deve estar em função dos seus objetivos
para a aula e não apenas para criar uma aparência diferente
na sala.
Exercitando
Visite uma sala de aula e faça uma observação focada na
organização do espaço. Ele atende, da melhor forma, os
objetivos a serem alcançados?
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Faça o mapa
As mesas e cadeiras, da sala de aula, estão dispostas de modo que o professor
consiga percorrer por elas sem nenhum obstáculo?
As paredes possuem elementos que colaboram com a aprendizagem dos alunos?
Todos os possíveis espaços da sala de aula, estão otimizados para o melhor
aproveitamento da aprendizagem dos alunos?
Os espaços da sala de aula, estão organizados harmoniosamente?
Chegamos ao final desta webaula e desta unidade.
Nela destacamos a importância do ensino estar baseada em
diretrizes curriculares, do uso de dados da verificação da
aprendizagem para realinhar o percurso do ensino, o cuidado
com o tempo e com a escolha dos conteúdos.
Conhecemos os estudos realizados pelo autor do livro Aula
Nota 10, Doug Lemov em suas observações de aula e
algumas técnicas de planejamento.
Agora chegou o momento da verificação da sua
aprendizagem.
Bom trabalho!

Referências Bibliográficas
ANASTASIOU, Léa das G.C. e ALVES, Leonir P. Processos de
ensinagem na universidade. Editora: Univille, 2010.
CEIA, Mario José Miranda. A taxonomia SOLO e os níveis
de Van Hiele. s/d
LEMOV, Doug. Aula nota 10: 49 técnicas para ser um
professor campeão de audiência. São Paulo: Da Boa Prosa,
2011.
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo, 1992
MASETTO, Marcos T. O professor na hora da verdade: a
prática docente no ensino superior. São Paulo: Avercamp,
2010
WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a
aprendizagem. São Paulo: Ática: 2002.

Anexos:
1 – Texto Taxonomia de Bloom pdf
2 – Técnica Painel Integrado
(2013_Webaula01_Unidade02_Anexo02_PainelIntegrado)

WEBAULA 6
Altas Expectativas

Palavras-chave: altas expectativas, técnicas

Objetivo:
 Refletir sobre a importância de ter altas expectativas em
relação à aprendizagem dos alunos instituindo este princípio (?)
como cultura do ambiente escolar.
Conhecer algumas técnicas que propiciam a prática de altas
expectativas em relação à aprendizagem.

Resumo da Webaula:
Nesta webaula vamos refletir sobre as altas expectativas em
relação à aprendizagem dos alunos e também algumas técnicas
didáticas que propiciam esta prática de altas expectativas,
estabelecendo um alto rigor acadêmico.

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seu browser, faça o download clicando aqui ou ative o mesmo.

Prezados alunos e alunas,


Você já pensou em que medida as expectativas dos professores sobre
os alunos influenciam em seu desempenho de aprendizagem?
Pesquisas sobre a influência de altas expectativas do professor
quanto ao aprendizado dos alunos podem influenciar na
aprendizagem:
 Davidson e Lang - 1960
 Rosenthal e Jacobson – 1968
 Brophy e Good – 1974
 Babad e cols. – 1982
 Bear e cols – 1998
 Neves – 2002
 Martinelli e Sisto – 2001
 Schiavoni, Andreza; Martinelli, Selma de Cássia. Percepção de
alunos sobre as expectativas do professor acerca do seu
desempenho: um estudo comparativo entre alunos com e sem
dificuldades de aprendizagem. Unicamp: Interação em
psicologia, 2005, 9 (2), p. 311-319

Várias pesquisas demonstram como as expectativas que os


professores têm com seus alunos podem influenciar nos
resultados das aprendizagens.
Quanto maior forem suas expectativas maiores são as chances de
sucesso destes alunos.
A mais conhecida de todos foi o Pigmalião na sala de aula: a
expectativa do professor e o desenvolvimento intelectual do aluno,
publicado em 1968 por Robert Rosenthal e Lenore Jacobson.
Nesta pesquisa os autores defendem que as expectativas do
professor afetam não só as realizações escolares dos alunos, como
seu desenvolvimento intelectual. O estudo foi realizado em
dezoito salas de aula cujos professores foram levados a crer, no início
do ano letivo, que determinados alunos seus poderiam apresentar
considerável desenvolvimento no desempenho escolar durante o ano.
As crianças foram submetidas a testes no início do ano letivo, e na
verdade, este grupo considerado de “alto potencial” estava em um
nível de mediano para ruim. Durante o ano letivo e no final foram
realizados outros testes e foi notório o alto desenvolvimento de
aprendizagem deste grupo de alunos selecionados para serem
considerados de alta competência intelectual, muito mais do que o
restante dos alunos. Ainda que a diferença entre este grupo
selecionado e os outros alunos estivesse apenas na cabeça dos
professores, os resultados foram espetaculares.
PASSE O MOUSE SOBRE CADA CAIXA DE TEXTO PARA
AMPLIAR
Você já ouviu falar em profecia autorrealizada?
É exatamente o que esta pesquisa e várias outras têm como objetivo
apresentar.

Quando acreditamos que todos os alunos são


capazes de aprender, nossa crença nos move em ações assertivas e
motivadoras para que os alunos se desempenhem melhor. E,
principalmente, nossas ações como docentes demonstram esta
vontade e fé, e os alunos percebem isso e, na sua maioria, não
desejam decepcionar e se esforçam cada vez mais.
Leia um texto complementar sobre este assunto: Clique Aqui
Para contribuir com a nossa discussão analise esta figura com muita
atenção:
Cada aluno deste quadrinho é nomeado pela professora com algum
adjetivo, um é irrequieto, outro desorganizado, outro desinteressado,
atrasado, tímido, malcriado, entre outros adjetivos pejorativos, e o
único aluno normal qual é?
Isto mesmo, o único aluno normal é o parecido com a professora.
O que você pensa sobre isso? Concorda ou não?
O professor deve agir de forma mais impessoal possível, deixando
claro que suas impressões e subjetividades não influenciem na sua
avaliação do caráter do aluno.
Além disso, suas atitudes devem demonstrar suas altas expectativas
em relação à aprendizagem deles, fortalecendo a cultura escolar de
altas expectativas acadêmicas.
Mas como é possível demonstrar altas expectativas acadêmicas?
Você tem alguma sugestão?
Bem vamos mostrar para você algumas técnicas que colaboram para
o desenvolvimento de uma atitude de fortalecimento de altas
expectativas.

Conhecendo a técnica: Padrão 100%

Há apenas uma porcentagem aceitável de alunos que seguem uma


instrução: 100%.

Menos do que isso e a autoridade do professor fica sujeita a


interpretação, circunstância e motivação.

Esta técnica é uma das mais poderosas apresentadas no livro Aula


Nota 10, ela está intimamente ligada à mudança cultural da unidade
escolar. É a escolha do professor e de todos os segmentos da escola
em que todos os alunos devem ser exigidos em participar, não
tolerando nada diferente disso.
Veja um resumo desta técnica:
 100% é o único percentual aceitável de observância a uma
instrução, desde o início.

 Observância – cumprimento das regras.

 Três princípios para a observância:


- usar a intervenção menos invasiva possível:
* intervenção não verbal;
* correção positiva do grupo;
* correção individual anônima ou privativa;
* correção-relâmpago em público (diga ao aluno como fazer
certo).
Ignorar o mau comportamento faz com que ele persista e, ainda, se
amplie.
- confie na delicadeza firme e calma;
- enfatize a observância que se pode ver:
* maximize a visibilidade (peça coisas que pode ver);
* mostre que está de olho neles;
* não basta fazer o que foi pedido, tem que fazer direito.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Padrão 100%
Todos os alunos, 100%, estão atentos e trabalhando.
O professor utiliza de estratégias para envolver todos os alunos nas ativid

Para saber mais leia a técnica


inteira nas páginas 187 a 197
acessando o link ao lado:

Conhecendo a técnica: O que fazer

Orientação do professor deve ser clara, útil e suficiente para que


qualquer aluno possa segui-la facilmente.
Uma boa parte da desobediência dos alunos, uma parte maior do que
a maioria dos professores imagina, não é causada por desafio à
autoridade, e sim, por desconhecimento: os alunos entendem mal
uma orientação, não sabem como segui-la ou tiveram um breve
momento de distração.
Reconhecer isso significa dar aos alunos uma orientação que ofereça
instruções claras, úteis e suficientes para que qualquer aluno possa
seguir o comando facilmente.
Esta técnica possui quatro características:

O que deve ser verificado na realização da técnica:

O que fazer
O professor enfatiza “o que fazer” e não “o que não fazer”.
O professor diz o que fazer e como fazer.
A orientação do professor é específica, ficando claro para o aluno o que el
A orientação é concreta, envolve tarefas claras que qualquer aluno sabe e
A orientação do professor descreve uma sequência de ações específicas e
A orientação é observável, a descrição da ação é possível de ser observad
Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 198 a
202 acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificado esta técnica vídeo:

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado em


seu browser, faça o download clicando aqui ou ative o mesmo.

Conhecendo a técnica: Voz de comando

A autoridade é sinalizada pelo comando.

Esta técnica consiste em sinalizar consistentemente a autoridade do


professor.
Os 5 princípios da técnica voz de comando são:
 Economia de palavras: menos palavras são mais fortes do que
muitas. Demonstrar economia de palavras mostra que você
está preparado e sabe o quer dizer. Ser prolixo sinaliza
nervosismo, indecisão e falta de seriedade.

 Só fale quando todos estiverem ouvindo: quando precisa que


eles ouçam, suas palavras devem ser muito importantes. Sua
voz não pode competir por atenção.

 Não mude de assunto: quando iniciar uma conversa, evite


mudar o assunto até resolver o tema inicial.

 Linguagem corporal: fale com gestos e não apenas com palavras. Ao dar
instruções não se mova ou faça outras coisas ao mesmo tempo e faça contato
visual direto.

Voz de comando
Na interação com os alunos, o professor, demonstra uma
economia de palavras, mostrando que está preparado e sabe o
que dizer.
Na interação com os alunos, o professor só fala quando todos
estão ouvindo.
O professor não muda de assunto até resolver satisfatoriamente
o tema inicial.
O professor utiliza de linguagem corporal para demonstrar seu
comprometimento com cada pedido que faz.
O professor usa do silêncio quando quer chamar atenção da sala,
demonstrando equilíbrio e calma.
 Poder silencioso: abaixe a voz e faça seus alunos se esforçarem
para ouvi-lo. Tenha equilíbrio e calma.

O que deve ser verificado na realização da técnica:

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 202 a


211 acessando o link ao lado:

Conhecendo a técnica: Umbral

A porta de entrada na sala de aula: espaço de conexão pessoal e de


firmar expectativas.

O momento mais importante para estabelecer expectativas na sua


sala de aula é quando os alunos entram ou, se estão mudando de
uma atividade para outra dentro da sala de aula, quando a aula
começa formalmente. No primeiro minuto, quando os alunos cruzam
o umbral da porta, você precisa lembrá-los das expectativas. É o
momento crucial para estabelecer um bom relacionamento, marcar o
tom e reforçar os primeiros passos em uma rotina que torna
a excelência habitual.
Veja agora elementos básicos desta técnica:
• Ver os dois lados: Fique em uma posição em que consiga ver a
sala e o corredor.
• Controle o fluxo: Posicione-se onde você possa controlar o
máximo possível do movimento da entrada e de saída.
• Aperte a mão!: Isso dá um tom de civilidade e obriga cada aluno a
pausar e fazer contato visual.
• Estabeleça expectativas: Use esta técnica como uma
oportunidade para corrigir os alunos que estejam com dificuldade.
Um lembrete gentil de suas expectativas ajuda muito os alunos com
dificuldades para melhorar.
• Use um tom positivo. Construa uma conexão positiva com os
alunos por meio de comentários breves e personalizados.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Umbral
O professor possui uma maneira de saudar os alunos, ficando no umbral
para recebê-los.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 217 a


220 acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

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Conhecendo a técnica: Capriche nos detalhes

Ordem se conquista nos detalhes.

Esta técnica estabelece que para atingir os melhores padrões, você


tem de criar uma percepção de ordem. Livre-se da bagunça, dessa
forma, você reduz a percepção dos alunos de que tais coisas são
admissíveis.
O professor deve antecipar a criação de regras para que ele ou os
alunos atinjam mais fácil e rápido os objetivos.
Abaixo temos algumas sugestões:
• Para ver as lições de casa limpas e claras, dê aos alunos uma lista
de padrões para a lição e veja os cadernos dos alunos observando
estas exigências.
• Circule pela sala enquanto eles trabalham, fazendo breves
comentários sobre a limpeza e a organização do trabalho.
• Mantenha as transições, de uma atividade para outra, rápidas.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Capriche nos detalhes


A sala de aula encontra-se em ordem - suas paredes e armários.
As carteiras estão organizadas.
Os materiais dos alunos estão arrumados.
As lições dos alunos estão limpas e claras.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 216 a


217 acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificado esta técnica:

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado em


seu browser, faça o download clicando aqui ou ative o mesmo.

Nossa! Quantas informações! Acho que é melhor darmos uma pausa


e fazermos uma revisão de algumas das técnicas trabalhadas até
aqui.
Para isso vamos descontrair um pouco fazendo essa
cruzadinha: CLIQUE AQUI PARA IMPRIMIR
Cinco princípios: economize palavras, fale quando todos estiverem ouvin
1
de assunto, use a linguagem corporal e o poder silencioso.

Todos os alunos, sem exceção devem seguir uma instrução dada pelo p
2
observância não aconteça, a intervenção deve ser rápida e invisível.

A orientação do professor deve ser clara, útil e suficiente para que qualq
3
possa segui-la facilmente.

4 A ordem se conquista nos detalhes.


A porta de entrada na sala de aula: espaço de conexão pessoal e de firm
5
expectativas.
Conseguiu? Foi só para descontrair! Veja as respostas corretas no
final da unidade.

Conhecendo a técnica: Sem escapatória

Uma sequência que começa com um aluno incapaz de responder a


uma pergunta deve terminar, sempre que possível, com esse aluno
respondendo a pergunta.

Esta técnica refere-se à insistência do professor em fazer com que o


aluno que não respondeu a uma questão possa ter outras
oportunidades para fazê-lo. Assim, ele verá que não haverá a
possibilidade do professor aceitar o seu “não sei”, ou “não quero
responder”. Para isso, ao se defrontar com a situação do aluno que
não respondeu a questão, peça para que outro aluno responda e
depois volte para ele responder novamente.
Não tentar é inaceitável.
 Errar primeiro e depois acertar:

• Você dá a resposta e o aluno repete.


• Outro aluno dá a resposta e o primeiro aluno repete.
• Você dá uma pista, o aluno a usa para chegar à resposta.
• Outro aluno dá a pista, o primeiro a usa para chegar à
resposta.
As sequências em que os alunos usam pistas para chegar às
respostas são mais rigorosas do que aquelas em que apenas repetem
as respostas dadas pelos outros, portanto, quando possível é melhor
fazer esta opção.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Sem escapatória
Todos os alunos são chamados para participar da aula.
O aluno que é incapaz de responder uma questão, é envolvido para respon
escapatória.
Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 46 a 52
acessando olink ao lado:

Assista o vídeo exemplificado esta técnica:

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado em


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Conhecendo a técnica: Breves transições

O movimento dos alunos para outros ambientes deve ser feito de


forma rigidamente organizada para não haver perda de tempo de
aula.

Um aspecto fundamental desta técnica é a capacidade do professor


tornar altamente eficaz as rotinas de mudanças, nas quais os alunos
podem executar sem necessidade de muitas explicações por parte do
professor.
Para que isso aconteça o professor deve dedicar parte da sua rotina
para explicar passo a passo a forma mais adequada para realizar
essas transições, tanto se deslocando de um ambiente para o outro
como na organização dos materiais.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Breves transições
A transição de uma atividade para outra é rápida.
Nas transições das atividades a sala mantém a ordem.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 174 a


177 acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificado esta técnica:


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Conhecendo a técnica: Puxe mais

A sequência do aprendizado não acaba com a resposta certa; premie


respostas certas com mais perguntas, que estendem o conhecimento
e testem a confiabilidade das respostas. Essa técnica é especialmente
importante para trabalhar com alunos que têm ritmos diferentes de
aprendizagem.

Esta técnica diz sobre o aprendizado dos alunos que não acaba com
respostas certas. Respostas certas devem ser premiadas com mais
perguntas. O prêmio por um bom desempenho é mais conhecimento.
Puxe mais estimule os alunos a demonstrarem e aplicarem
conhecimento de novas formas. Esta técnica torna a sala dinâmica,
compreensiva e é uma ótima forma de fazer a diferença.
O professor deve evitar a falsa conclusão de que o aluno domina a
matéria sem antes eliminar a possibilidade de uma resposta certa
apenas por coincidência, sorte ou conhecimento parcial.
• pergunte como e por quê.
• peça uma variante da resposta.
• peça uma palavra melhor.
• peça provas.
• peça que integrem competências diferentes.
• peça que apliquem o conhecimento a um caso diferente.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Puxe mais
O professor, diante de uma resposta correta faz mais perguntas para veri
entendimento do aluno.
O professor pergunta ao aluno que respondeu a questão como e por que c
resposta.
O professor pede ao aluno, que respondeu uma questão corretamente, para
que substitua algumas palavras utilizadas por outras, reforçando o signific
O professor pede para que o aluno sustente suas conclusões, reforçando
sustentação de sólidos argumentos.
O professor faz perguntas, integrando conhecimentos novos, aprendidos
O professor pede ao aluno que aplique o novo conhecimento a um caso

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 59 a 65


acessando olink ao lado:

Assista o vídeo exemplificado esta técnica:

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Conhecendo a técnica: De surpresa

Garanta que em sua aula todos os alunos tenham a expectativa de


serem chamados a participar da aula. Por isso convoque para
responder a perguntas mesmo aqueles que não tenham levantado a
mão.

A técnica De surpresa tem os seguintes pontos de destaque:


 Para que todos prestem atenção é importante que todos os
alunos pensem que podem ser chamados a qualquer momento.

 Em vez de apenas um aluno pensar na resposta, todos pensam


na resposta para suas perguntas e você escolhe alguém para
responder.

 Sinaliza ainda que você quer saber o que eles têm a dizer.

 Não deve ser uma ação punitiva.

- é previsível – não é uma medida disciplinar, mas um jeito


de manter os alunos atentos.
- é sistemático – as perguntas são rápidas e impessoais, sem
escolher os alunos cuidadosamente, sendo distribuídas a todo tipo de
aluno.
- é positivo – tem que ser uma pergunta com conteúdo e não
uma “pegadinha”.
- é uma escada – começa com perguntas simples até
complexas.
- nome na hora certa – primeiro elabora a pergunta e depois
chama o aluno, assim todos se preparam para uma resposta.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

De surpresa
O professor chama os alunos para responder perguntas, mesmo aqueles que não tenham levant
Houve uma expectativa, entre os alunos, que todos poderiam ser chamados a responder as qu
professor.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 129 a 144 acessando
o link ao lado:

Conhecendo a técnica: Certo é certo

Estabeleça e exija um padrão de exatidão na sua aula.

Certo é certo trata da diferença entre parcialmente correto e


totalmente correto. A função do professor é estabelecer um padrão
de exatidão nunca inferior a 100%. Há uma alta probabilidade de que
o aluno para de tentar quando ouve a palavra certo (ou sim ou isso
mesmo ou qualquer outra expressão similar). Portanto, há um grande
risco de chamar de certo o que não é completamente certo. Quando
você encerra o assunto e diz ao aluno que ele está certo, ele pode ser
levado a pensar, erradamente, que é capaz de fazer algo que, na
verdade, não é.
Há quatro formas de utilizar a técnica Certo é certo:
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Certo é certo
O professor estabelece um alto padrão do que pode ser considerado totalmente correto nas q
os alunos.
O professor elogia a resposta do aluno, mas não confunde o esforço com o domínio da
matéria,demonstrando sua expectativa de que o aluno avance mais um pouco.
O professor exige que o aluno responda a questão feita e não aceita outra resposta.
O professor não aceita respostas fora de ordem.
O professor exige que as respostas utilizem os termos técnicos.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 59 a 65 acessando


olink ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

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seu browser, faça o download clicando aqui ou ative o mesmo.

Muito bem, chegamos ao final desta webaula, aqui podemos fazer


uma discussão sobre a importância de termos altas expectativas em
relação à aprendizagem dos alunos e que isso deve ser incorporado
na rotina da escola.
Para isso, indicamos 10 técnicas que podem colocar em prática o que
acreditamos ser uma cultura de altas expectativas acadêmicas.
Abaixo fiz um quadro resumo com as ideias principais das 10 técnicas
desta unidade e mais as 4 técnicas da unidade anterior.
Agora chegou a hora de realizarem a atividade de verificação.
Bom trabalho.

TÉCNICA IDEIA-CHAVE

Capriche nos
Ordem se conquista nos detalhes
detalhes

Certo é certo Estabeleça e exija um padrão de exatidão na sua aula.

Garanta que em sua aula todos os alunos tenham a expect


De surpresa chamados a participar da aula. Por isso, convoque para res
perguntas mesmo aqueles que não tenham levantado a mã
Planeje uma atividade para o momento que os alunos entra
Faça Agora
aula, sem que necessite da orientação do professor.

Orientação do professor deve ser clara, útil e suficiente par


O que fazer
aluno possa segui-la facilmente.

Há apenas uma porcentagem aceitável de alunos que segu


instrução: 100%
Padrão 100%
Menos do que isso a autoridade do professor fica sujeita à i
circunstância e motivação.

A sequência do aprendizado não acaba com a resposta cert


Puxe mais respostas certas com mais perguntas, que estendem o con
testem a confiabilidade das respostas.

Rotina de O material a ser usado na aula deve ser distribuído na entr


entrada a perda de tempo.

Uma sequência que começa com um aluno incapaz de resp


Sem
pergunta deve terminar, sempre que possível, com esse alu
escapatória
respondendo a pergunta.

Tempo de Três a cinco segundos de tempo de espera depois da pergu


espera diferença entre respostas imediatas e impulsivas e resposta

Ponha seus alunos na trilha do argumento rigoroso, dando


Todo mundo
oportunidade de pensar primeiro por escrito, antes de discu
escreve
autora Joan Didion, “escrevo para saber o que penso”.

A porta de entrada na sala de aula é um espaço de conexão


Umbral
firmar expectativas.

Voz de
A autoridade é sinalizada pelo comando.
comando
Resposta da cruzadinha:

1 Voz de comando

2 Padrão 100%

3 O que fazer

4 Capriche nos detalhes

5 Umbral

LEMOV, Doug. Aula nota 10: 49 técnicas para ser um professor


campeão de audiência. Tradução de Leda Beck, consultoria e revisão
técnica: Guiomar Namo de Mello e Paula Louzano. São Paulo: Da Boa
Prosa: Fundação Lemann, 2011.
____________. Aula Nota 10: Guia prático: exercícios para atingir
proficiência nas 49 técnicas e maximizar o aprendizado; tradução
Leda Beck; consultoria e revisão técnica: Guiomar Namo de Mello e
Paula Louzano. São Paulo: Da Boa Prosa: 2013.
RASCHE, Vânia Maria Moreira e KUDE, Vera Maria Moreira.
Pigmalião na sala de aula: quinze anos sobre as expectativas do
professor. Cad. Pesqui.[online]. 1986, n.57, pp. 61-70. ISSN 0100-
1574. http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/cp/arquivos/784.p
df (acessado em 29-03-2013)

WEBAULA 7
Técnicas de Leitura

Palavras-chave: Técnicas de leitura.

Objetivo:
- Compreender as habilidades de leitura apresentadas no
livro Aula nota 10.
- Conhecer as técnicas de leitura apresentadas no livro
para serem usadas antes, durante e depois da leitura.
- Conhecer algumas técnicas para ampliar vocabulário,
melhorar a decodificação e a fluência.

Resumo da Webaula:

Nesta webaula vamos aprender diversas técnicas para serem


usadas no planejamento dos momentos de leitura com os
alunos, sendo que a maioria delas pode ser usada em
qualquer faixa etária e em qualquer disciplina.

Prezados alunos e alunas,


Na webaula anterior estudamos sobre a importância da leitura
em todas as disciplinas, da necessidade se ter altas
expectativas neste trabalho com os alunos e em como
engajar os alunos nesta tarefa.
E será que esta é uma tarefa somente do professor de Língua
Portuguesa? A resposta é não!

Muitas vezes, quando conversamos com


professores de diferentes disciplinas, a justificativa para as
dificuldades dos alunos na realização dos exercícios propostos
e nas avaliações é a dificuldade que os alunos apresentam
com relação a leitura. É claro que há problemas de diversas
ordens, possivelmente também com relação ao próprio
conteúdo da disciplina.
Entretanto, se atribuímos à leitura grande parte desse
problema, está na hora de todos se envolverem e planejarem
atividades que favoreçam o desenvolvimento dos alunos com
relação a este conteúdo.
Muitas oportunidades aparecem durante a aula, mas sem
planejar previamente, o professor(a) acaba perdendo-as em
meio à correria do dia a dia e à preocupação de finalizar o seu
conteúdo.
Porém, vale ressaltar aqui que enquanto o aluno não tiver o
domínio da leitura e conseguir apreender o máximo possível
dos textos que lê, ele não poderá absorver o máximo de
todas as outras disciplinas.
Então, vamos entender o que podemos fazer para atender
essa demanda.
Vamos conhecer agora como Lemov (2011) organiza as
diferentes habilidades de leitura, a fim de compreendermos
melhor os diferentes aspectos nelas envolvidos e então
conhecer algumas técnicas que podem auxiliar no
desenvolvimento destas habilidades.

Para o autor o desenvolvimento destes quatro aspectos são


imprescindíveis para que o aluno tire o máximo de proveito
da leitura, sendo as três primeiras, base para o
desenvolvimento da última: a compreensão.
Para os alunos que ainda não estão alfabetizados, apesar de
não terem condições de desenvolver a decodificação e a
fluência já que ainda não leem autonomamente e dependem
da leitura do adulto para se aproximar dos textos escritos, é
importante já trabalhar com as habilidades de compreensão e
vocabulário. Isto os ajudará na compreensão do que a leitura
representa e permitirá que avancem mais rapidamente
quando estiverem alfabetizados.

Agora, vamos pensar um pouco no trabalho com leitura em


sala de aula com base nessas habilidades apresentadas. Se
você já é professor, pense um pouco nas suas aulas de
leitura, se ainda não é, tente lembrar como eram
desenvolvidas as atividades de leitura.

Agora responda:
• Quantas vezes por semana é ou era trabalhada
sistematicamente a habilidade defluência na aula?
• Quantas vezes por semana é ou era trabalhada
sistematicamente a habilidade devocabulário nas aulas, além
do uso do dicionário?

Quando
dizemos sistematicamente nos referimos às atividades
planejadas especificamente para este fim. Durante a aula,
muitas vezes pedimos que os alunos leiam pequenos trechos
do livro didático, por exemplo, isso não quer dizer que
planejamos uma aula para desenvolver a fluência, apenas
estamos aproveitando uma oportunidade para pedir que os
alunos leiam e, eventualmente, a professora pode chamar a
atenção para algum aspecto ou não.
Ao fazer esta pergunta para professores de escolas públicas,
percebemos que, apesar de vários deles responderem sim,
em geral as atividades propostas não estão planejadas para
desenvolver sistematicamente estas habilidades. E essa não é
uma tarefa fácil. Precisamos estudar muito para planejar boas
situações de leitura para os alunos e levá-los à compreensão
plena do que leem.
Para ajudá-los nesta tarefa, vamos apresentar aqui algumas
técnicas de leitura que foram observadas em diversas salas
de aula até fazerem parte do livro Aula Nota 10 (já citado
anteriormente).
Observe no quadro, todas as possibilidades de trabalho com
cada habilidade para ter uma ideia geral do que é
apresentado no livro antes de seguirmos adiante.
Apesar das técnicas de leitura não fazerem parte das 49
técnicas citadas no título, elas somam mais 24 técnicas que
serão muito importantes para a aplicação das ideias aqui
apresentadas.
Para isso, escolhemos algumas delas para apresentarmos a
vocês. Vamos a elas:
Conhecendo a técnica: Compare, combine e contraste
É a diferença entre palavras semelhantes que cria significado
em um texto.

Esta técnica permite que os alunos percebam


as nuances no significado das palavras levando-os a utilizar
aquela que mais se adéqua ao contexto utilizado.
O professor pode proceder de três maneiras:
• Pedir aos alunos que comparem ou diferenciem duas
palavras.
• Pedir aos alunos que descrevam como combinariam
determinadas palavras.
• Pedir aos alunos para trocar uma palavra por outra
semelhante e ver o que mudou.

Exercitando
Será que você consegue fazer isso agora?
Pense nas palavras MÁXIMO e SUPERIOR: qual a diferença
entre elas? Em que situação usamos uma ou a outra?
Agora assista o vídeo exemplificando esta técnica e veja o
que os alunos disseram sobre estas palavras:

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado


em seu browser, faça o download clicando aqui ou ative
o mesmo.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Compare, combine e contraste


O professor pede aos alunos que comparem e diferenciem palavras con
nuances dos seus significados.
O professor pede aos alunos para trocar uma palavra por outra semelh
que mudou.
O professor pede aos alunos para descreverem como combinariam palavr
vocabulário.

Para saber mais leia a técnica


inteira na página 293 acessando
o link ao lado:

Conhecendo a técnica: De volta às raízes


Aponte as raízes das palavras identificando prefixos e sufixos.

Esta técnica consiste em chamar a


atenção dos alunos para as raízes, prefixos e sufixos e
relacionando com o significado da palavra. O professor pode
solicitar ainda que identifiquem outras palavras com a mesma
raiz.
A ideia é que os alunos possam levar este conhecimento para
outras situações em que tenham dúvidas na grafia das
palavras e possam aplicá-lo ampliando o seu vocabulário.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

De volta às raízes
O professor chama a atenção para sufixos e prefixos, auxiliando os aluno
relação entre a ortografia das mesmas.
O professor aponta as raízes das palavras, de forma que os alunos possam
conhecimento para novas palavras.

Para saber mais leia a técnica


inteira na página 294 acessando
o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado


em seu browser, faça o download clicando aqui ou ative
o mesmo.

Conhecendo a técnica: Use diferentes níveis


As perguntas sobre o texto devem ser feitas com 4 níveis
diferentes: da palavra ou expressão, da frase, do trecho, e do
texto.

Os alunos terão mais sucesso


na discussão de um texto, quanto maior for a sua
compreensão acerca dos significados de palavras e frases.
Para isto, esta técnica sugere que, durante a leitura, o
professor possa ir fazendo perguntas sobre alguns trechos,
palavras ou frases que vão ajudando o aluno a compreender
o todo. Ter clareza sobre o significado de algumas palavras e
expressões do texto pode fazer toda a diferença na
compreensão deste texto.

O que deve ser verificado na realização da técnica:

Use diferentes níveis


As perguntas feitas pelos professores atendem a quatro níveis de sig
palavra ou da expressão; nível da frase; nível do trecho e nível do texto.
O professor procura variar os níveis para não ficar apenas em um deles.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 311 a


312 acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado


em seu browser, faça o download clicando aqui ou ative
o mesmo.
Conhecendo a técnica: Dê nome ao som
Identificar o som que uma determinada letra representa.

Muitas vezes pensamos que só porque os


alunos estão alfabetizados ou porque não somos professores
de Língua Portuguesa, não precisamos ensinar nada aos
alunos sobre o som das letras.
Esta técnica nos mostra que perceber a diferença entre os
sons pode auxiliar significativamente os alunos na
decodificação das mesmas e, consequentemente, na leitura
como um todo.
Para uma língua onde uma mesma letra pode ter tantos sons
de acordo com o contexto em que aparece numa palavra esta
técnica se torna especialmente importante.

Pense por exemplo, na letra X; quantos sons


ela pode ter?
Veja algumas palavras: táXi, caiXa, trouXe... percebeu?
Apesar de que, para alguns, isso possa parecer como algo já
ultrapassado, estamos falando aqui de um trabalho
sistematizado e não apenas de algo que surge num momento
da leitura. A dica é: planeje antes de iniciar a leitura em
possíveis dúvidas que possam surgir na leitura de algumas
palavras que você pode prever. Assim, suas intervenções
serão mais eficientes e pontuais.
O que deve ser verificado na realização da técnica:
Dê nome ao som
O professor identifica o som que uma letra representa na palavra e pede pa
repitam e apliquem.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 287 a


288 acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado


em seu browser, faça o download clicando aqui ou ative
o mesmo.

Conhecendo a técnica: Ensaboe, enxágue e repita


Faça os alunos relerem frequentemente.
Ao solicitarmos que os alunos leiam um texto em voz alta,
muitas vezes percebemos alguns trechos em que a leitura
não tenha sido tão fluente ou, ao contrário, que tenha sido
muito boa.
Esta técnica sugere que solicitemos aos alunos não só que
leiam em voz, mas também que releiam determinados
trechos do texto. Isto pode ser feito por vários motivos:
• Para que o aluno releia de forma melhor uma primeira
leitura que pode ser sido um pouco truncada.

• Para enfatizar alguns aspectos que mereçam destaque ou


comentários.

• Para apreciar uma leitura que tenha sido tão gostosa que
vale a pena ouvir de novo.
O que deve ser verificado na realização da técnica:
Ensaboe, enxágue e repita
O professor pede para os alunos para que releiam para melhorar uma leitur
O professor pede para os alunos para que releiam para enfatizar alguns asp
significado.
O professor pede para os alunos para que releiam para se divertirem com u
muito boa.

Para saber mais leia a técnica inteira na página 300


acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado


em seu browser, faça o download clicando aqui ou ative
o mesmo.

Vamos fazer uma pausa para testarmos os nossos


conhecimentos até aqui. Será que você já compreendeu bem
estas técnicas e a que habilidade elas se referem? Vamos
fazer um teste?
Associe a coluna da direita (habilidades) com a da esquerda
(técnicas) indicando quais técnicas ajudam a melhorar cada
habilidade:

( A ) Fluência ( ) Ensaboe, enxágue e repita


( B ) Vocabulário ( ) Dê nome ao som
( C ) Compreensão ( ) Use diferentes níveis
( D ) Decodificação ( ) Compare, combine e contraste
( ) Dê volta às raízes
Muito bem, como você se saiu? Se ficou em dúvida, volte ao
quadro com as habilidades e técnicas de leitura para se
certificar de que está tudo certo.
Então vamos lá, temos mais algumas sugestões para que
você se torne um ótimo professor e todos os alunos leiam
apreendendo o máximo possível da leitura.

Gabarito do Exercício: A / D / C / B / B

Conhecendo a técnica: Verifique a mecânica


Faça referência explícita à pontuação e peça aos alunos para
demonstrar que entenderam quando leem em voz alta.

Você já reparou como as crianças ou


adultos que estão aprendendo a ler e a escrever ou que se
alfabetizaram recentemente têm uma grande dificuldade para
ler um texto dando sentido a ele?
Muitas vezes isto acontece pelo simples fato de ignorarem os
sinais de pontuação expressos no texto. Fazer as pausas e
entonações que pedem cada sinal ajuda na fluência e no
entendimento do texto, tanto na leitura silenciosa como na
leitura em voz alta, principalmente.
A técnica orienta para que o professor chame a atenção dos
alunos para estes sinais explicando o que eles representam
para que percebam a importância e a necessidade deles no
entendimento de um texto.

Exercitando
Mas, será que estes sinais são realmente importantes? Que
tal fazermos um teste e vermos como um texto pode mudar
totalmente o seu sentido apenas mudando uma vírgula de
lugar?
Veja o que aconteceu quando um homem rico morreu
deixando o testamento sem pontuação.
Um homem rico agonizava em seu leito de morte.
Pressentindo que o fim estava próximo, pediu papel e caneta
e escreveu:

Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais


será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.

Mas morreu antes de fazer a pontuação. Para quem o falecido


deixou a sua fortuna?

Como você pontuaria o texto?


Eram quatro concorrentes. Veja como cada um deles pontuou
para se beneficiar da herança:
1. O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais
será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2. A irmã chegou em seguida e pontuou assim:


Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais
será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3. O padeiro pediu cópia do original e puxou a brasa para


sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho?
Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4. Aí chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido,


fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho?
Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos
pobres.
Autor desconhecido.

Percebeu como a pontuação é importante na hora de ler um


texto? Ela demonstra a intenção do autor ao escrever e ajuda
o leitor a dar a entonação e o entendimento adequados ao
texto.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Verifique a mecânica
O professor, quando lê faz referência explícita à pontuação.
O professor pede aos alunos para que releiam algum trecho atentando-se à
demonstrando entendimento ao lerem em voz alta.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 299 a


300 acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado em


seu browser, faça o download clicando aqui ou ative o mesmo.

Conhecendo a técnica: Trailer

Apresenta ideias e cenas-chave de um texto antes que os


alunos entrem em contato com ele.
Você já deve ter assistido a
vários trailers de filmes, não é mesmo? E para que ele serve?
Em geral, o trailer traz um pequeno resumo do que veremos
no filme, destacando algumas cenas e falas mais marcantes
para chamar a atenção do expectador.
Esta é a ideia desta técnica: chamar a atenção do leitor,
antes de iniciar a leitura, para cenas importantes de modo a
dar mais atenção a elas quando aparecerem na história; isto
também pode aumentar o seu interesse e compreensão do
texto, pois nos aproxima do mesmo, tornando a narrativa
mais familiar.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Trailer
O professor apresenta as ideias e cenas-chave antes que os alunos leiam o
engajá-los na leitura.

Para saber mais leia a técnica


inteira nas páginas 306 a 307
acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:


O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado em
seu browser, faça o download clicando aqui ou ative o mesmo.

Conhecendo a técnica: Foco


Apontar com antecedência ideias, conceitos e temas
fundamentais que os alunos devem procurar ao ler um texto.

Esta técnica deve ser usada antes da


leitura. Ela sugere que o professor indique para o aluno (que
irá ler um texto ou ouvir a leitura em voz alta feita pelo
adulto) qual o foco que deve manter durante esta leitura:
personagens interessantes, ideias mais relevantes etc.
Quando nos tornamos um leitor experiente, vamos
acompanhando a leitura e olhando para cada detalhe que
surge, buscando os mais relevantes ou que mais nos
interessam para compreender o texto.
Entretanto, para leitores iniciantes esta não é uma tarefa
simples, muitas vezes acabam focando em detalhes menos
relevantes e deixam de lado os momentos cruciais da história.
Assim, professores que fazem uso desta técnica colaboram
para que seus alunos sejam mais assertivos durante a leitura,
aprendendo dela tudo que é mais importante.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Foco
O professor aponta, com antecedência, as ideias e cenas-chave, conceitos e
fundamentais que os alunos devem procurar no texto durante a leitura.
Para saber mais leia a técnica
inteira nas páginas 305 a 306
acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado em


seu browser, faça o download clicando aqui ou ative o mesmo.

Conhecendo a técnica: Perguntas baseadas em


evidências
Os melhores professores buscam enfatizar as evidências do
texto.
Durante a leitura do texto, podemos
propor aos alunos questões que irão norteando a sua
pesquisa no texto enquanto o lê. O que esta técnica destaca é
a importância de se fazer perguntas baseadas em evidências.
Ou seja, a pergunta deve levar o aluno a buscar algo concreto
no texto que está lendo e o professor pode avaliar de forma
clara se os alunos entenderam.
Para entender melhor vamos lembrar do texto “A máquina
extraviada” lido na unidade anterior. Pensando na técnica
poderíamos perguntar aos alunos:
- Em que parte do texto fica claro que a máquina é bem
grande e resistente?
Resposta: Quando menciona que podemos ver um funcionário
a qualquer hora do dia, e às vezes também de noite, trepado
lá por cima espanando cada vão, cada engrenagem.
Assista o vídeo exemplificando esta técnica e veja como a
professora elaborou as questões para o desenvolvimento
desta técnica.

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado em


seu browser, faça o download clicando aqui ou ative o mesmo.

O que deve ser verificado na realização da técnica:

Perguntas baseadas em evidências


O professor faz perguntas cujas respostas se referem a fatos ou eventos do
O professor orienta os alunos para que busquem suas respostas em passag
as justifiquem.
Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 312 a
313 acessando o link ao lado:

Conhecendo a técnica: Não espere


Verificar a compreensão da leitura regularmente, antes
mesmo dela terminar.

Esta técnica é utilizada durante a leitura.


Seu objetivo é que o professor vá esclarecendo aos alunos
alguns pontos que podem gerar dúvidas e atrapalhar o
entendimento da leitura.
Assim, ele vai questionando os alunos para saber se estão
entendendo, mesmo antes do texto acabar.
São perguntas rápidas que vão ajudando os alunos a se
situarem no texto. Mas elas devem ser breves para não
truncar a leitura e voltar imediatamente ao texto.
Esse pequeno cuidado ajuda a resolver falhas na
compreensão logo no início, sem deixar que o texto todo seja
lido e ao final boa parte dos alunos não tenham entendido por
desconhecerem algum conceito ou palavra.
Assim como outras, esta técnica pode ser utilizada com
qualquer faixa etária, pois o texto que vamos ler para cada
turma será selecionado de acordo com os seus conhecimentos
prévios, mas ao mesmo tempo, trazendo a ela novos
desafios.
Esta técnica também ajuda a ampliar o vocabulário, objetivo
de muitos professores, mas que nem sempre envolvem ações
concretas para isso.
O que deve ser verificado na realização da técnica:
Não espere
O professor realiza pequenas pausas durante a leitura para verificar a comp
perguntas aos alunos para saber se eles entenderam as passagens lidas em
As perguntas feitas pelo professor são curtas e rápidas.
O professor não permite que a discussão se estenda, voltando rapidamente

Para saber mais leia a técnica


inteira nas páginas 308 a 311
acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado


em seu browser, faça o download clicando aqui ou ative
o mesmo.

Conhecendo a técnica: Resuma


Resumir é importante para processar a informação ao final da
leitura.
Esta técnica é utilizada após a
leitura com o objetivo de auxiliar os alunos a priorizar
informações relevantes, reescrevendo e condensando as
ideias-chave.
Uma boa estratégia é estabelecer um limite de palavras cada
vez menor para “obrigar” os alunos a condensar suas ideias e
buscar apenas as ideias centrais. Para isso, você pode pedir
aos alunos para:
• Reler seu resumo inicial e tentar eliminar todas as palavras
que não sejam extremamente necessárias.

• Priorizar os eventos de cada seção ou capítulo de um livro.


O que deve ser verificado na realização da técnica:

Resuma
O professor solicita que os alunos façam o resumo induzindo-os a priorizar
separando o importante do periférico.
O professor orienta os alunos a reescreverem condensando ideias-chave.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 312 a


314 acessando o link ao lado:

Exercitando
Bem, agora que aprendemos algumas técnicas, vamos pensar
em situações práticas para aplicá-las.
Ao planejar uma aula de leitura precisamos pensar que
técnicas poderiam ser utilizadas antes, durante e depois da
leitura.
Vamos imaginar que iremos trabalhar com os alunos um texto
para ser lido em voz alta em sala de aula. Quais das técnicas
estudadas nesta unidade poderemos usar:
(respostas em vermelho)

Ideias principais da webaula


Nesta webaula conhecemos algumas técnicas para potencializar os momentos de
leitura e o planejamento da mesma.

CNICA IDEIA-CHAVE

mpare, combine, É a diferença entre palavras semelhantes que cria significado em


ntraste um texto.

volta às raízes Aponte as raízes das palavras identificando prefixos e sufixos.

As perguntas sobre o texto devem ser feitas com 4 níve


e diferentes níveis
diferentes: da palavra ou expressão, da frase, do trecho, e do texto
nome ao som Identifique o som que uma determinada letra representa.

saboe, enxágue e
Faça os alunos relerem frequentemente.
pita

Faça referência explícita à pontuação e peça aos alunos par


rifique a mecânica
demonstrar que entenderam quando leem em voz alta.

Apresenta ideias e cenas-chave de um texto antes que os aluno


ailer
entrem em contato com ele.

Apontar com antecedência ideias, conceitos e temas fundamenta


co
que os alunos devem procurar ao ler um texto.

rguntas baseadas
Os melhores professores buscam enfatizar as evidências do texto.
m evidências

Verificar a compreensão da leitura regularmente, antes mesmo del


o espere
terminar.

Resumir é importante para processar a informação ao final da


suma
leitura.

Para ver um resumo de todas as técnicas de


leitura, clique aqui

Se quiser conhecer mais, o livro traz ainda outras técnicas


que poderão ser consultadas.
Agora faça a avaliação desta webaula.
Bom trabalho!

LEMOV, Doug. Aula Nota 10: 49 técnicas para ser um professor campeão de
audiência. Tradução de Leda Beck, consultoria e revisão técnica: Guiomar Namo de
Mello e Paula Louzano. São Paulo: Da Boa Prosa: Fundação Lemann, 2011.
WEBAULA 7
Técnicas de Leitura

Palavras-chave: Técnicas de leitura.

Objetivo:

- Compreender as habilidades de leitura apresentadas no


livro Aula nota 10.
- Conhecer as técnicas de leitura apresentadas no livro
para serem usadas antes, durante e depois da leitura.
- Conhecer algumas técnicas para ampliar vocabulário,
melhorar a decodificação e a fluência.

Resumo da Webaula:

Nesta webaula vamos aprender diversas técnicas para serem


usadas no planejamento dos momentos de leitura com os
alunos, sendo que a maioria delas pode ser usada em
qualquer faixa etária e em qualquer disciplina.

Prezados alunos e alunas,


Na webaula anterior estudamos sobre a importância da leitura
em todas as disciplinas, da necessidade se ter altas
expectativas neste trabalho com os alunos e em como
engajar os alunos nesta tarefa.
E será que esta é uma tarefa somente do professor de Língua
Portuguesa? A resposta é não!
Muitas vezes, quando conversamos com
professores de diferentes disciplinas, a justificativa para as
dificuldades dos alunos na realização dos exercícios propostos
e nas avaliações é a dificuldade que os alunos apresentam
com relação a leitura. É claro que há problemas de diversas
ordens, possivelmente também com relação ao próprio
conteúdo da disciplina.
Entretanto, se atribuímos à leitura grande parte desse
problema, está na hora de todos se envolverem e planejarem
atividades que favoreçam o desenvolvimento dos alunos com
relação a este conteúdo.
Muitas oportunidades aparecem durante a aula, mas sem
planejar previamente, o professor(a) acaba perdendo-as em
meio à correria do dia a dia e à preocupação de finalizar o seu
conteúdo.
Porém, vale ressaltar aqui que enquanto o aluno não tiver o
domínio da leitura e conseguir apreender o máximo possível
dos textos que lê, ele não poderá absorver o máximo de
todas as outras disciplinas.
Então, vamos entender o que podemos fazer para atender
essa demanda.
Vamos conhecer agora como Lemov (2011) organiza as
diferentes habilidades de leitura, a fim de compreendermos
melhor os diferentes aspectos nelas envolvidos e então
conhecer algumas técnicas que podem auxiliar no
desenvolvimento destas habilidades.
Para o autor o desenvolvimento destes quatro aspectos são
imprescindíveis para que o aluno tire o máximo de proveito
da leitura, sendo as três primeiras, base para o
desenvolvimento da última: a compreensão.
Para os alunos que ainda não estão alfabetizados, apesar de
não terem condições de desenvolver a decodificação e a
fluência já que ainda não leem autonomamente e dependem
da leitura do adulto para se aproximar dos textos escritos, é
importante já trabalhar com as habilidades de compreensão e
vocabulário. Isto os ajudará na compreensão do que a leitura
representa e permitirá que avancem mais rapidamente
quando estiverem alfabetizados.

Agora, vamos pensar um pouco no trabalho com leitura em


sala de aula com base nessas habilidades apresentadas. Se
você já é professor, pense um pouco nas suas aulas de
leitura, se ainda não é, tente lembrar como eram
desenvolvidas as atividades de leitura.
Agora responda:
• Quantas vezes por semana é ou era trabalhada
sistematicamente a habilidade defluência na aula?
• Quantas vezes por semana é ou era trabalhada
sistematicamente a habilidade devocabulário nas aulas, além
do uso do dicionário?

Quando
dizemos sistematicamente nos referimos às atividades
planejadas especificamente para este fim. Durante a aula,
muitas vezes pedimos que os alunos leiam pequenos trechos
do livro didático, por exemplo, isso não quer dizer que
planejamos uma aula para desenvolver a fluência, apenas
estamos aproveitando uma oportunidade para pedir que os
alunos leiam e, eventualmente, a professora pode chamar a
atenção para algum aspecto ou não.
Ao fazer esta pergunta para professores de escolas públicas,
percebemos que, apesar de vários deles responderem sim,
em geral as atividades propostas não estão planejadas para
desenvolver sistematicamente estas habilidades. E essa não é
uma tarefa fácil. Precisamos estudar muito para planejar boas
situações de leitura para os alunos e levá-los à compreensão
plena do que leem.
Para ajudá-los nesta tarefa, vamos apresentar aqui algumas
técnicas de leitura que foram observadas em diversas salas
de aula até fazerem parte do livro Aula Nota 10 (já citado
anteriormente).
Observe no quadro, todas as possibilidades de trabalho com
cada habilidade para ter uma ideia geral do que é
apresentado no livro antes de seguirmos adiante.
Apesar das técnicas de leitura não fazerem parte das 49
técnicas citadas no título, elas somam mais 24 técnicas que
serão muito importantes para a aplicação das ideias aqui
apresentadas.
Para isso, escolhemos algumas delas para apresentarmos a
vocês. Vamos a elas:
Conhecendo a técnica: Compare, combine e contraste
É a diferença entre palavras semelhantes que cria significado
em um texto.
Esta técnica permite que os alunos percebam
as nuances no significado das palavras levando-os a utilizar
aquela que mais se adéqua ao contexto utilizado.
O professor pode proceder de três maneiras:
• Pedir aos alunos que comparem ou diferenciem duas
palavras.
• Pedir aos alunos que descrevam como combinariam
determinadas palavras.
• Pedir aos alunos para trocar uma palavra por outra
semelhante e ver o que mudou.

Exercitando
Será que você consegue fazer isso agora?
Pense nas palavras MÁXIMO e SUPERIOR: qual a diferença
entre elas? Em que situação usamos uma ou a outra?
Agora assista o vídeo exemplificando esta técnica e veja o
que os alunos disseram sobre estas palavras:

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado


em seu browser, faça o download clicando aqui ou ative
o mesmo.

O que deve ser verificado na realização da técnica:

Compare, combine e contraste


O professor pede aos alunos que comparem e diferenciem palavras concentrando-se n
significados.
O professor pede aos alunos para trocar uma palavra por outra semelhante e discute o que m
O professor pede aos alunos para descreverem como combinariam palavras do vocabulário.
Para saber mais leia a técnica inteira na
página 293 acessando o link ao lado:

Conhecendo a técnica: De volta às raízes


Aponte as raízes das palavras identificando prefixos e sufixos.

Esta técnica consiste em chamar a


atenção dos alunos para as raízes, prefixos e sufixos e
relacionando com o significado da palavra. O professor pode
solicitar ainda que identifiquem outras palavras com a mesma
raiz.
A ideia é que os alunos possam levar este conhecimento para
outras situações em que tenham dúvidas na grafia das
palavras e possam aplicá-lo ampliando o seu vocabulário.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

De volta às raízes
O professor chama a atenção para sufixos e prefixos, auxiliando os alunos a perceberem a rel
das mesmas.
O professor aponta as raízes das palavras, de forma que os alunos possam usar esse conhecimen
palavras.
Para saber mais leia a técnica inteira na
página 294 acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado


em seu browser, faça o download clicando aqui ou ative
o mesmo.

Conhecendo a técnica: Use diferentes níveis


As perguntas sobre o texto devem ser feitas com 4 níveis
diferentes: da palavra ou expressão, da frase, do trecho, e do
texto.

Os alunos terão mais sucesso


na discussão de um texto, quanto maior for a sua
compreensão acerca dos significados de palavras e frases.
Para isto, esta técnica sugere que, durante a leitura, o
professor possa ir fazendo perguntas sobre alguns trechos,
palavras ou frases que vão ajudando o aluno a compreender
o todo. Ter clareza sobre o significado de algumas palavras e
expressões do texto pode fazer toda a diferença na
compreensão deste texto.

O que deve ser verificado na realização da técnica:

Use diferentes níveis


As perguntas feitas pelos professores atendem a quatro níveis de significado: nível da palavra
da frase; nível do trecho e nível do texto.
O professor procura variar os níveis para não ficar apenas em um deles.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 311 a 312 acessando
o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

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em seu browser, faça o download clicando aqui ou ative
o mesmo.

Conhecendo a técnica: Dê nome ao som


Identificar o som que uma determinada letra representa.
Muitas vezes pensamos que só porque os
alunos estão alfabetizados ou porque não somos professores
de Língua Portuguesa, não precisamos ensinar nada aos
alunos sobre o som das letras.
Esta técnica nos mostra que perceber a diferença entre os
sons pode auxiliar significativamente os alunos na
decodificação das mesmas e, consequentemente, na leitura
como um todo.
Para uma língua onde uma mesma letra pode ter tantos sons
de acordo com o contexto em que aparece numa palavra esta
técnica se torna especialmente importante.

Pense por exemplo, na letra X; quantos sons


ela pode ter?
Veja algumas palavras: táXi, caiXa, trouXe... percebeu?
Apesar de que, para alguns, isso possa parecer como algo já
ultrapassado, estamos falando aqui de um trabalho
sistematizado e não apenas de algo que surge num momento
da leitura. A dica é: planeje antes de iniciar a leitura em
possíveis dúvidas que possam surgir na leitura de algumas
palavras que você pode prever. Assim, suas intervenções
serão mais eficientes e pontuais.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Dê nome ao som
O professor identifica o som que uma letra representa na palavra e pede pa
repitam e apliquem.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 287 a


288 acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

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em seu browser, faça o download clicando aqui ou ative
o mesmo.

Conhecendo a técnica: Ensaboe, enxágue e repita


Faça os alunos relerem frequentemente.
Ao solicitarmos que os alunos leiam um texto em voz alta,
muitas vezes percebemos alguns trechos em que a leitura
não tenha sido tão fluente ou, ao contrário, que tenha sido
muito boa.
Esta técnica sugere que solicitemos aos alunos não só que
leiam em voz, mas também que releiam determinados
trechos do texto. Isto pode ser feito por vários motivos:
• Para que o aluno releia de forma melhor uma primeira
leitura que pode ser sido um pouco truncada.

• Para enfatizar alguns aspectos que mereçam destaque ou


comentários.

• Para apreciar uma leitura que tenha sido tão gostosa que
vale a pena ouvir de novo.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Ensaboe, enxágue e repita


O professor pede para os alunos para que releiam para melhorar uma leitur
O professor pede para os alunos para que releiam para enfatizar alguns asp
significado.
O professor pede para os alunos para que releiam para se divertirem com u
muito boa.

Para saber mais leia a técnica inteira na página 300


acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

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em seu browser, faça o download clicando aqui ou ative
o mesmo.

Vamos fazer uma pausa para testarmos os nossos


conhecimentos até aqui. Será que você já compreendeu bem
estas técnicas e a que habilidade elas se referem? Vamos
fazer um teste?
Associe a coluna da direita (habilidades) com a da esquerda
(técnicas) indicando quais técnicas ajudam a melhorar cada
habilidade:

( A ) Fluência ( ) Ensaboe, enxágue e repita


( B ) Vocabulário ( ) Dê nome ao som
( C ) Compreensão ( ) Use diferentes níveis
( D ) Decodificação ( ) Compare, combine e contraste
( ) Dê volta às raízes
Muito bem, como você se saiu? Se ficou em dúvida, volte ao
quadro com as habilidades e técnicas de leitura para se
certificar de que está tudo certo.
Então vamos lá, temos mais algumas sugestões para que
você se torne um ótimo professor e todos os alunos leiam
apreendendo o máximo possível da leitura.

Gabarito do Exercício: A / D / C / B / B

Conhecendo a técnica: Verifique a mecânica


Faça referência explícita à pontuação e peça aos alunos para
demonstrar que entenderam quando leem em voz alta.

Você já reparou como as crianças ou


adultos que estão aprendendo a ler e a escrever ou que se
alfabetizaram recentemente têm uma grande dificuldade para
ler um texto dando sentido a ele?
Muitas vezes isto acontece pelo simples fato de ignorarem os
sinais de pontuação expressos no texto. Fazer as pausas e
entonações que pedem cada sinal ajuda na fluência e no
entendimento do texto, tanto na leitura silenciosa como na
leitura em voz alta, principalmente.
A técnica orienta para que o professor chame a atenção dos
alunos para estes sinais explicando o que eles representam
para que percebam a importância e a necessidade deles no
entendimento de um texto.

Exercitando
Mas, será que estes sinais são realmente importantes? Que
tal fazermos um teste e vermos como um texto pode mudar
totalmente o seu sentido apenas mudando uma vírgula de
lugar?
Veja o que aconteceu quando um homem rico morreu
deixando o testamento sem pontuação.
Um homem rico agonizava em seu leito de morte.
Pressentindo que o fim estava próximo, pediu papel e caneta
e escreveu:

Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais


será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres.

Mas morreu antes de fazer a pontuação. Para quem o falecido


deixou a sua fortuna?

Como você pontuaria o texto?


Eram quatro concorrentes. Veja como cada um deles pontuou
para se beneficiar da herança:
1. O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais
será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

2. A irmã chegou em seguida e pontuou assim:


Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais
será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

3. O padeiro pediu cópia do original e puxou a brasa para


sardinha dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho?
Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

4. Aí chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido,


fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho?
Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos
pobres.
Autor desconhecido.
Percebeu como a pontuação é importante na hora de ler um
texto? Ela demonstra a intenção do autor ao escrever e ajuda
o leitor a dar a entonação e o entendimento adequados ao
texto.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Verifique a mecânica
O professor, quando lê faz referência explícita à pontuação.
O professor pede aos alunos para que releiam algum trecho atentando-se à
demonstrando entendimento ao lerem em voz alta.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 299 a


300 acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

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Conhecendo a técnica: Trailer

Apresenta ideias e cenas-chave de um texto antes que os


alunos entrem em contato com ele.

Você já deve ter assistido a


vários trailers de filmes, não é mesmo? E para que ele
serve? Em geral, o trailer traz um pequeno resumo do que
veremos no filme, destacando algumas cenas e falas mais
marcantes para chamar a atenção do expectador.
Esta é a ideia desta técnica: chamar a atenção do leitor,
antes de iniciar a leitura, para cenas importantes de modo a
dar mais atenção a elas quando aparecerem na história; isto
também pode aumentar o seu interesse e compreensão do
texto, pois nos aproxima do mesmo, tornando a narrativa
mais familiar.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Tra
iler
O
pro
fes
sor
apr
ese
nta
as
idei
as
e
cen
as-
cha
ve
ant
es
qu
e
os
alu
nos
leia
m
o
tex
to
par
a
en
gaj
á-
los
na
leit
ura
.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 306 a


307 acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

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Conhecendo a técnica: Foco


Apontar com antecedência ideias, conceitos e temas
fundamentais que os alunos devem procurar ao ler um texto.

Esta técnica deve ser usada antes da


leitura. Ela sugere que o professor indique para o aluno (que
irá ler um texto ou ouvir a leitura em voz alta feita pelo
adulto) qual o foco que deve manter durante esta leitura:
personagens interessantes, ideias mais relevantes etc.
Quando nos tornamos um leitor experiente, vamos
acompanhando a leitura e olhando para cada detalhe que
surge, buscando os mais relevantes ou que mais nos
interessam para compreender o texto.
Entretanto, para leitores iniciantes esta não é uma tarefa
simples, muitas vezes acabam focando em detalhes menos
relevantes e deixam de lado os momentos cruciais da história.
Assim, professores que fazem uso desta técnica colaboram
para que seus alunos sejam mais assertivos durante a leitura,
aprendendo dela tudo que é mais importante.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Foc
o
O
pro
fes
sor
apo
nta
,
co
m
ant
ece

nci
a,
as
idei
as
e
cen
as-
cha
ve,
con
ceit
os
e
te
ma
s
fun
da
me
nta
is
qu
e
os
alu
nos
dev
em
pro
cur
ar
no
tex
to
dur
ant
ea
leit
ura
.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 305 a


306 acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

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Conhecendo a técnica: Perguntas baseadas em evidências
Os melhores professores buscam enfatizar as evidências do
texto.

Durante a leitura do texto, podemos


propor aos alunos questões que irão norteando a sua
pesquisa no texto enquanto o lê. O que esta técnica destaca é
a importância de se fazer perguntas baseadas em evidências.
Ou seja, a pergunta deve levar o aluno a buscar algo concreto
no texto que está lendo e o professor pode avaliar de forma
clara se os alunos entenderam.
Para entender melhor vamos lembrar do texto “A máquina
extraviada” lido na unidade anterior. Pensando na técnica
poderíamos perguntar aos alunos:
- Em que parte do texto fica claro que a máquina é bem
grande e resistente?
Resposta: Quando menciona que podemos ver um
funcionário a qualquer hora do dia, e às vezes também de
noite, trepado lá por cima espanando cada vão, cada
engrenagem.
Assista o vídeo exemplificando esta técnica e veja como a
professora elaborou as questões para o desenvolvimento
desta técnica.

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O que deve ser verificado na realização da técnica:

Perguntas baseadas em evidências


O professor faz perguntas cujas respostas se referem a fatos
ou eventos do texto.
O professor orienta os alunos para que busquem suas
respostas em passagens do texto que as justifiquem.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 312 a


313 acessando o link ao lado:

Conhecendo a técnica: Não espere


Verificar a compreensão da leitura regularmente, antes
mesmo dela terminar.

Esta técnica é utilizada durante a leitura.


Seu objetivo é que o professor vá esclarecendo aos alunos
alguns pontos que podem gerar dúvidas e atrapalhar o
entendimento da leitura.
Assim, ele vai questionando os alunos para saber se estão
entendendo, mesmo antes do texto acabar.
São perguntas rápidas que vão ajudando os alunos a se
situarem no texto. Mas elas devem ser breves para não
truncar a leitura e voltar imediatamente ao texto.
Esse pequeno cuidado ajuda a resolver falhas na
compreensão logo no início, sem deixar que o texto todo seja
lido e ao final boa parte dos alunos não tenham entendido por
desconhecerem algum conceito ou palavra.
Assim como outras, esta técnica pode ser utilizada com
qualquer faixa etária, pois o texto que vamos ler para cada
turma será selecionado de acordo com os seus conhecimentos
prévios, mas ao mesmo tempo, trazendo a ela novos
desafios.
Esta técnica também ajuda a ampliar o vocabulário, objetivo
de muitos professores, mas que nem sempre envolvem ações
concretas para isso.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

Não espere
O professor realiza pequenas pausas durante a leitura para verificar a comp
perguntas aos alunos para saber se eles entenderam as passagens lidas em
As perguntas feitas pelo professor são curtas e rápidas.
O professor não permite que a discussão se estenda, voltando rapidamente

Para saber mais leia a técnica


inteira nas páginas 308 a 311
acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

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em seu browser, faça o download clicando aqui ou ative
o mesmo.

Conhecendo a técnica: Resuma


Resumir é importante para processar a informação ao final da
leitura.
Esta técnica é utilizada após a
leitura com o objetivo de auxiliar os alunos a priorizar
informações relevantes, reescrevendo e condensando as
ideias-chave.
Uma boa estratégia é estabelecer um limite de palavras cada
vez menor para “obrigar” os alunos a condensar suas ideias e
buscar apenas as ideias centrais. Para isso, você pode pedir
aos alunos para:
• Reler seu resumo inicial e tentar eliminar todas as palavras
que não sejam extremamente necessárias.

• Priorizar os eventos de cada seção ou capítulo de um livro.


O que deve ser verificado na realização da técnica:

Resuma
O professor solicita que os alunos façam o resumo induzindo-os a priorizar
separando o importante do periférico.
O professor orienta os alunos a reescreverem condensando ideias-chave.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 312 a


314 acessando o link ao lado:

Exercitando
Bem, agora que aprendemos algumas técnicas, vamos pensar
em situações práticas para aplicá-las.
Ao planejar uma aula de leitura precisamos pensar que
técnicas poderiam ser utilizadas antes, durante e depois da
leitura.
Vamos imaginar que iremos trabalhar com os alunos um texto
para ser lido em voz alta em sala de aula. Quais das técnicas
estudadas nesta unidade poderemos usar:
(respostas em vermelho)
Ideias principais da webaula
Nesta webaula conhecemos algumas técnicas para potencializar os momentos de
leitura e o planejamento da mesma.

CNICA IDEIA-CHAVE

mpare, combine, É a diferença entre palavras semelhantes que cria significado em


ntraste um texto.

volta às raízes Aponte as raízes das palavras identificando prefixos e sufixos.

As perguntas sobre o texto devem ser feitas com 4 níve


e diferentes níveis
diferentes: da palavra ou expressão, da frase, do trecho, e do texto
nome ao som Identifique o som que uma determinada letra representa.

saboe, enxágue e
Faça os alunos relerem frequentemente.
pita

Faça referência explícita à pontuação e peça aos alunos par


rifique a mecânica
demonstrar que entenderam quando leem em voz alta.

Apresenta ideias e cenas-chave de um texto antes que os aluno


ailer
entrem em contato com ele.

Apontar com antecedência ideias, conceitos e temas fundamenta


co
que os alunos devem procurar ao ler um texto.

rguntas baseadas
Os melhores professores buscam enfatizar as evidências do texto.
m evidências

Verificar a compreensão da leitura regularmente, antes mesmo del


o espere
terminar.

Resumir é importante para processar a informação ao final da


suma
leitura.

Para ver um resumo de todas as técnicas de


leitura, clique aqui

Se quiser conhecer mais, o livro traz ainda outras técnicas


que poderão ser consultadas.
Agora faça a avaliação desta webaula.
Bom trabalho!

LEMOV, Doug. Aula Nota 10: 49 técnicas para ser um professor campeão de
audiência. Tradução de Leda Beck, consultoria e revisão técnica: Guiomar Namo de
Mello e Paula Louzano. São Paulo: Da Boa Prosa: Fundação Lemann, 2011.
WEBAULA 8
Didática do Questionamento

Palavras-chave: Técnicas. Perguntas.

Objetivo:

- Conhecer técnicas que propiciem a transferência do trabalho


cognitivo, gradativamente, do professor para os alunos.

Resumo da Webaula:

Nesta webaula vamos aprender algumas técnicas que


colaborarão com o professor na tarefa de transferir o trabalho
cognitivo dele para os alunos, isto é, estruturar aulas
eficientes que colaborem para a reflexão dos alunos acerca
dos conteúdos trabalhados.

Prezados alunos e alunas,


Estamos na última webaula do nosso curso Gestão e Prática
na Sala de Aula e nela vamos falar sobre como estruturar
boas aulas, já iniciamos esta discussão na unidade 1, lembra-
se?
O que seria, neste curso, estruturar boas aulas? Seria uma
aula em que a responsabilidade pelo conhecimento e pela
capacidade de aplicá-lo é gradualmente transferida do
professor para o aluno.
E que para isso ocorrer transcorreríamos por três etapas:

Na etapa “EU”, o conhecimento estaria mais centrado na mão


do professor, a etapa “NÓS” é intermediária e muito
importante, no qual se faz esta transição do professor para os
alunos e na etapa “VOCÊS” o conhecimento está centrado nos
alunos, no qual exercitarão atividades mais autônomas.
Se você ainda ficou com alguma dúvida sobre esse assunto
volte na unidade 1 e releia o tema.
É importante que você inicie esta unidade entendendo bem o
que estamos chamando de etapas Eu, Nós, Vocês.
Para cada etapa vamos destacar algumas técnicas que
colaboram para que a transição do conhecimento ocorra de
maneira eficiente.

ETAPA EU

Conhecendo a técnica: O gancho


É um curto momento introdutório da aula que diz sobre o que
irão fazer de forma a cativá-los para a aprendizagem.

É um curto momento introdutório, que


captura tudo que há de interessante e envolvente na matéria
e coloca isso bem diante da classe, é uma maneira de inspirar
e engajar os alunos. Um bom gancho é uma introdução curta,
dinâmica e otimista a um assunto específico e abre espaço
para a parte mais instrutiva da aula. Não é necessário um
gancho por aula, só na primeira aula sobre o tópico. Pode ser,
por exemplo: uma história, uma analogia com a vida dos
alunos, um material de suporte, uma mídia - foto, música ou
vídeo, uma descrição do status ou grandiosidade do assunto
ou um desafio.

Vamos pensar em situação de sala de aula em que


podemos usar esta técnica.
O professor de História irá iniciar a unidade de História do
Brasil para o 4 ano do Ensino Fundamental com a seguinte
o

meta:

• Conhecer
como era o Brasil antes da chegada dos portugueses.
Para chamar atenção da turma e engajar todos os alunos na
discussão ele planejou utilizar a imagem do quadro do artista
Oscar Pereira da Silva “Desembarque de Pedro Álvares Cabral
em Porto Seguro em 1500” para que os alunos observem e
anotem as características que considerem importantes, em 5
minutos.
Em seguida, abrir para que os alunos coloquem suas
observações, registrando na lousa. Dar prosseguimento à
aula.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

gancho
ntrodução planejada está de acordo com meta ou tema estabelecido para a aula.
ecurso utilizado foi planejado com antecedência.
professor estabeleceu uma ligação entre o gancho e o restante da aula.
gancho chamou a atenção dos alunos engajando-os na aula.
empo de duração foi adequado, para a proposta.
Para saber mais leia a técnica
inteira nas páginas 93 a 95
acessando olink ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

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o mesmo.

Conhecendo a técnica: Dê nome às etapas


Divida o conceito a ser apreendido em etapas e dê nome a
elas para que seja de fácil memorização.

Esta técnica baseia-se em


ajudar os alunos a aprender habilidades complexas dividindo-
as em etapas mais simples. Para que as etapas sejam
lembradas facilmente, pode-se dar nomes a elas. É
importante tomar cuidado com a quantidade de etapas, pois
as pessoas têm dificuldade para lembrar mais de sete itens
numa sequência. Elas devem ser claras e concretas e podem
ser penduradas nas paredes da classe como lembrete. Para
ajudar a memorização, pode-se criar dispositivos
mnemônicos. Pode-se derivar as regras ou etapas com os
alunos, a partir de uma inquirição bem estruturada. Uma vez
que já conhecem as etapas os alunos podem fazer duas
coisas ao mesmo tempo: preocupar-se com o problema e com
o processo.
Existem quatro componentes chave para quem utiliza
esta técnica:

1 - Identifique as etapas

Ao ensinar o processo, torne transparentes para os


estudantes as habilidades complexas.
2 – Etapas que “pegam”

Uma vez identificadas as etapas, dê-lhes nomes. Este é o


primeiro passo para a memorização.
3 – Devagar e sempre

Faça no momento do planejamento a identificação das etapas


e as sugestões de nomes fáceis de memorização.
4 – Use duas escadarias

Depois que os alunos já sabem as etapas de um conceito eles


podem usar essas mesmas etapas para chegarem próximos a
outros conceitos.

Vamos pensar em situação de sala de aula em que


podemos usar esta técnica.
O professor de Matemática do 5 ano do Ensino Fundamental
o

percebeu que seus alunos ficavam atrapalhados para resolver


problemas. Propôs à turma um problema e foi realizando um
passo a passo através de questões feitas oralmente. Assim,
além de resolver a situação, registrou cada etapa. Então,
colocou num cartaz para que os alunos possam seguir sempre
que necessário.

Ler com muita atenção para entender o que está escrito.

Achar a questão, a pergunta, o que o problema pede.

Pense em situações parecidas.

Identifique a ideia (Adição - juntar, acrescentar, somar,


ganhar; Subtração – tirar, comparar, restar, quanto a mais?
Quanto a menos? Quanto falta? Diferença; Multiplicação –
adição de números iguais, total de possibilidades, total de
elementos dispostos em forma retangular; Divisão – Quantos
cada um terá? Quantos podem ser formados? Quantos
cabem?

Selecionar os dados – o que preciso para resolver. Procurar


no enunciado, na ilustração e solucionar.

Para os alunos lembrarem facilmente, o professor escreveu as


etapas formando um acróstico com o nome de um material
muito utilizado:
Ler
Achar a questão
Pensar
Identificar a ideia
Selecionar dados e solucionar.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

nomes às etapas
arefa dividida em etapas era complexa.
professor identificou ou (re)construiu com os alunos as etapas com clareza.
quantidade de itens era adequada ao conteúdo e para ser memorizada pelos alunos.
etapas foram escritas de forma enxuta e concentrada para facilitar a memorização.
nomes ou dispositivos mnemônicos dados aos nomes das etapas são fáceis de lembrar.
etapas foram fixadas na sala de aula para serem usadas muitas vezes como lembrete.
Para saber mais leia a técnica
inteira nas páginas 95 a 100
acessando olink ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

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Conhecendo a técnica: Quadro=Papel


Peça aos alunos para tomarem nota do conteúdo para
conservarem um registro do próprio conhecimento.

Esta técnica refere-se ao ensino de como


tomar notas da aula do professor.
Os alunos aprendem como ser alunos ao longo de sua
trajetória escolar e um aspecto importante e complexo disto é
aprender a tomar notas e conservar um registro do próprio
conhecimento. Pode-se iniciar com um formulário lacunado
para preencher, acompanhando o professor e,
gradativamente, progredir nas notas tomadas sem orientação
expressa. Pode levar anos até que os alunos façam isto por si
mesmos.

Vamos pensar em uma situação de sala de aula em que


podemos usar esta técnica.
Ao final de uma aula de Ciências para o 6 ano do Ensino
o

Fundamental, cujo objetivo é o conhecimento dos conceitos


ligados à compreensão das cadeias alimentares. O professor
distribui um diagrama a ser preenchido coletivamente na
lousa, enquanto cada aluno vai copiando em sua folha, para o
registro e sistematização dos conceitos fundamentais
discutidos na aula.
O organograma deve ser oferecido a cada aluno somente com
os títulos escritos na cor preta (no exemplo) e num tamanho
maior para poder ser preenchido a mão. A parte escrita (no
modelo, em vermelho) é somente um apoio para o professor
e deve ser redigida coletivamente. Neste momento o
professor deverá realizar intervenções, corrigindo os possíveis
equívocos dos alunos e esclarecendo dúvidas que surgirem.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

adro=Papel
professor planejou uma proposta de registro do conhecimento para realizar com os alunos.
proposta estava de acordo com os conteúdos desenvolvidos.
proposta de registro estava de acordo com o nível de autonomia da turma.
anotações têm relevância para futuras consultas.

Para saber mais leia a técnica


inteira nas páginas 101 a 103
acessando o link ao lado:

Assista o vídeo exemplificando esta técnica:

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Conhecendo a técnica: Circule


Consiste em se mover estrategicamente pela sala durante a
aula.
Consiste em o professor se
mover estrategicamente pela sala durante a aula para
estabelecer proximidade. É necessário romper a barreira,
tomando posse de todo o espaço logo no início da aula e
mostrando que o movimento é o resultado de decisões
pedagógicas e não do comportamento dos alunos. É
imprescindível ter acesso total a qualquer lugar da sala e a
qualquer momento sem ter que interromper a aula. Enquanto
circula deve-se realizar intervenções frequentes, tanto verbais
como não verbais e sempre de forma construtiva,
relacionadas ao comportamento e aos trabalhos dos alunos,
verificando a compreensão dos conteúdos e o engajamento
esperado. O movimento deve ser sistemático, mas de forma
não previsível. Outro ponto importante é estar o tempo
inteiro vendo o que está ocorrendo ao redor para que os
alunos mantenham-se focados.

Vejamos outros pontos para usarmos nesta técnica:


• Rompa a barreira: é importante mostrar para os alunos
que você tem acesso a todos os lugares da sala de aula, não
deixe que se faça uma barreira entre você e os alunos.
• Acesso total – romper as barreiras não basta. O professor
precisa ter acesso total em sua sala de aula. O professor deve
poder simples e naturalmente colocar-se ao lado de qualquer
aluno e deve poder chegar a qualquer lugar da sala com
facilidade, sem interromper a aula.
• Intervenha quando circular – o momento de circular não
é somente para estar por perto e sim para poder intervir
individualmente nas produções dos alunos, este é um dos
motivos mais importantes da técnica “circule”.
• Mova-se sistematicamente – mover sistematicamente
significa andar pela sala de maneira impessoal, mas
imprevisível, o professor não deve deixar que um aluno note
que ele está indo perto dele somente para garantir que ele
esteja fazendo a atividade e sim porque ele fará isso
naturalmente com todos os alunos.
Vamos pensar em uma situação de sala de aula em que
podemos usar esta técnica.
Aula de Língua Portuguesa do 7 ano do Ensino Fundamental,
o

cuja proposta é a produção de uma notícia policial, a partir de


um conto de mistério.
Conto de mistério

Com a gola do paletó levantada e a aba do chapéu abaixada,


caminhando pelos cantos escuros, era quase impossível a
qualquer pessoa que cruzasse com ele ver seu rosto. No local
combinado, parou e fez o sinal que tinham já estipulado à
guisa de senha. Parou debaixo do poste, acendeu um cigarro
e soltou a fumaça em três baforadas compassadas.
Imediatamente um sujeito mal-encarado, que se encontrava
no café em frente, ajeitou a gravata e cuspiu de banda.

Era aquele. Atravessou cautelosamente a rua, entrou no café


e pediu um guaraná. O outro sorriu e se aproximou:

Siga-me! - foi a ordem dada com voz cava. Deu apenas


um gole no guaraná e saiu. O outro entrou num beco úmido e
mal-iluminado e ele - a uma distância de uns dez a doze
passos - entrou também.

Ali parecia não haver ninguém. O silêncio era sepulcral. Mas o


homem que ia na frente olhou em volta, certificou-se de que
não havia ninguém de tocaia e bateu numa janela. Logo uma
dobradiça gemeu e a porta abriu-se discretamente.

Entraram os dois e deram numa sala pequena e enfumaçada


onde, no centro, via-se uma mesa cheia de pequenos
pacotes. Por trás dela um sujeito de barba crescida, roupas
humildes e ar de agricultor parecia ter medo do que ia fazer.
Não hesitou - porém - quando o homem que entrara na frente
apontou para o que entrara em seguida e disse: "É este".

O que estava por trás da mesa pegou um dos pacotes e


entregou ao que falara. Este passou o pacote para o outro e
perguntou se trouxera o dinheiro. Um aceno de cabeça foi a
resposta. Enfiou a mão no bolso, tirou um bolo de notas e
entregou ao parceiro. Depois virou-se para sair. O que
entrara com ele disse que ficaria ali.

Saiu então sozinho, caminhando rente às paredes do beco.


Quando alcançou uma rua mais clara, assoviou para um táxi
que passava e mandou tocar a toda pressa para determinado
endereço. O motorista obedeceu e, meia hora depois, entrava
em casa a berrar para a mulher:

— Julieta! Ó Julieta... consegui.

A mulher veio lá de dentro enxugando as mãos em um


avental, a sorrir de felicidade. O marido colocou o pacote
sobre a mesa, num ar triunfal. Ela abriu o pacote e verificou
que o marido conseguira mesmo. Ali estava: um quilo de
feijão.

Sérgio Porto - Stanislaw Ponte Preta

Fonte: www.casadobruxo.com.br
O professor apresenta a proposta e após relembrar as
características do gênero textual proposto, pede que os
alunos realizem a leitura individual do conto (já conhecido da
turma e discutido anteriormente) e iniciem a produção em
folha de rascunho.
Esta é uma excelente oportunidade que o professor tem para
circular pela sala, acompanhando o trabalho dos alunos,
realizando importantes intervenções, verificando a
compreensão do conteúdo e estabelecendo o engajamento
esperado. Com os elementos observados durante a aula o
professor terá maior propriedade para decidir como deverá
ocorrer a continuidade da atividade, por exemplo, quais focos
serão os primordiais nas revisões do texto? Quais suportes os
alunos irão necessitar para realizar as revisões com maior
qualidade?
O que deve ser verificado na realização da técnica:

cule
ala de aula estava organizada de forma a propiciar facilmente o acesso do professor a qualquer lugar.
professor moveu-se estrategicamente pela sala durante a aula.
professor moveu-se pela sala como resultado de decisões pedagógicas.
quanto circulava o professor realizou intervenções relacionadas aos trabalhos dos alunos.
quanto circulava o professor realizou intervenções relacionadas ao engajamento esperado.
circular o professor manteve uma posição que possibilitou ver o que ocorre ao redor.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 103 a


106 acessando o link ao lado:

ETAPA “NÓS”

Conhecendo a técnica: Divida em partes


Divida em partes é uma estratégia de reação, deve ser usada
no momento em que a resposta incorreta a uma pergunta
acontece.

Esta técnica deve ser usada no


momento em que ocorre uma resposta incorreta a uma
pergunta, como reação a um erro (ou um chute) do aluno.
Divide-se o conteúdo original em uma série de conceitos
menores e mais simples, então faz-se uma pergunta ou
apresenta-se informações, focando o problema e fazendo com
que o aluno parta de um ponto de entendimento parcial, use
seus conhecimentos anteriores e chegue a uma solução bem-
sucedida. Deve-se dar a menor dica possível e mesmo assim
capacitar o aluno a acertar, levando-o a usar ao máximo o
que ele sabe. Para isto pode-se dar: um exemplo, o contexto,
uma regra, o primeiro passo (ou o que falta) e também
repetir o erro para que o aluno perceba ou eliminar falsas
escolhas.
Vamos ver algumas formas de dividir em partes as
informações para levar o aluno ao entendimento:
• Dê um exemplo: Como se escreve “carro”, com um “r” ou
“rr” . Padaria eu escrevo com um “r” cachorrocom dois “r”.
• Dê o contexto: Na frase: “Mas estava encharcada...” O
que significa a palavra encharcada? Isso acontece quando
tomamos chuva sem um guarda-chuva.
• Dê uma regra: Ao perguntar qual é o adjetivo na frase “ O
trânsito de São Paulo está agitadíssimo”, diga o conceito de
adjetivo: é a classe gramatical que modifica o substantivo
atribuindo-lhes qualidade, estado ou modo de ser.
• Dê o passo que falta: Ao realizar uma divisão com um
algarismo o aluno começou a realizar a operação fazendo a
seguinte questão: Quantas vezes cabe o divisor no dividendo?
Faça questões como: O quociente então é? Teve sobra?
• Volte atrás: Repita a resposta do aluno para que ele
perceba o erro, dando ênfase e entonação para o ponto que
deseja que seja corrigido. Você disse que o número 2
é impar!
• Elimine falsas escolhas: Na frase “O trânsito de São
Paulo está agitadíssimo”, a palavra São Paulo não é um
adjetivo pois é um lugar, então qual será o adjetivo?
Vamos pensar em uma situação em sala de aula em que
podemos usar esta técnica, leia o texto abaixo, pois vamos
usá-lo nas próximas duas técnicas:
A PRINCESA E A ERVILHA

Adaptado do conto de Hans ChristianAndersen

Era uma vez um príncipe


que queria se casar com uma princesa, mas uma princesa de
verdade, de sangue real mesmo. Viajou pelo mundo inteiro à
procura da princesa dos seus sonhos, mas todas as que
encontrava tinham algum defeito. Não é que faltassem
princesas, não: havia de sobra, mas a dificuldade era saber
se realmente eram de sangue real. E o príncipe retornou ao
seu castelo, muito triste e desiludido, pois queria muito casar
com uma princesa de verdade.

Uma noite desabou uma tempestade medonha. Chovia


desabaladamente, com trovoadas, raios, relâmpagos. Um
espetáculo tremendo!

De repente bateram à porta do castelo, e o rei em pessoa foi


atender, pois os criados estavam ocupados enxugando as
salas cujas janelas foram abertas pela tempestade.

Era uma moça, que dizia ser uma princesa. Mas estava
encharcada de tal maneira, os cabelos escorrendo, as roupas
grudadas ao corpo, os sapatos quase desmanchando... que
era difícil acreditar que fosse realmente uma princesa real.

A moça tanto afirmou que era uma princesa que a rainha


pensou numa forma de provar se o que ela dizia era verdade.

Ordenou que sua criada de confiança empilhasse vinte


colchões no quarto de hóspedes e colocou sob eles uma
ervilha. Aquela seria a cama da “princesa”.

A moça estranhou a altura da cama, mas conseguiu, com a


ajuda de uma escada, se deitar.

No dia seguinte, a rainha perguntou como ela havia dormido.

— Oh! Não consegui dormir —


respondeu a moça, — havia algo duro na minha cama, e me
deixou até manchas roxas no corpo! O rei, a rainha e o
príncipe se olharam com surpresa. A moça era realmente uma
princesa! Só mesmo uma princesa verdadeira teria pele tão
sensível para sentir um grão de ervilha sob vinte colchões!!!
O príncipe casou com a princesa, feliz da vida, e a ervilha foi
enviada para um museu, e ainda deve estar por lá...

Acredite se quiser, mas esta história realmente aconteceu!

Fonte: http://www.educacional.com.br/projetos/ef1a4/contos
defadas/princesaervilha.html

Agora vamos pensar em possíveis erros que os alunos


possam ter na interpretação deste texto e as possíveis
questões a serem realizadas usando a técnica Divida em
partes:
O aluno não conseguiu localizar o título do texto. O
professor indica:

1) Localiza-se na parte superior do texto.

2) Começa com letra maiúscula e se destaca dos


demais.
O aluno não entende a palavra: desiludido. O professor
diz:

1) Como é a frase em que se encontra essa palavra?

“triste e desiludido”. Será que desiludido não pode ser


algo parecido com triste?
Quando o professor questiona quem é “ela” na frase:
“No dia seguinte, a rainha perguntou como elahavia
dormido.” O aluno não sabe responder e a professor dá
o contexto:

1) Para quem a rainha mandou arrumar colchões sob uma


ervilha?

2) Quando não queremos repetir o nome de uma moça


várias vezes qual é o pronome que usamos?
O que deve ser verificado na realização da técnica:

vida em partes
professor aproveitou os erros dos alunos para aplicar a técnica.
professor planejou com antecedência os prováveis problemas e as possíveis pistas.
divisão do conteúdo original em partes proporcionou a reflexão por parte do aluno.
luno pode usar ao máximo seus conhecimentos prévios.
escolhas das maneiras de dividir as informações ou tarefas em partes foram adequadas.
maior parte das oportunidades de realizar a técnica, para garantir a aprendizagem, foi utilizada durante a aula

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 103 a


106 acessando o link ao lado:

Conhecendo a técnica: Proporção


Proporção é a porcentagem de trabalho cognitivo que os
alunos fazem durante uma aula.
Consiste em colocar o máximo possível do trabalho cognitivo
- escrever, pensar, analisar, responder, falar - na mão dos
alunos, sendo que a porcentagem disto é chamada de
proporção. Dar aos alunos o máximo de prática e levá-los a
aplicar ao máximo tudo o que sabem para chegar à solução
dos problemas, em vez de assistir o professor resolvendo. É
importante fazer perguntas que permitam aos
alunos aprofundar seu pensamento e analisar novos
conteúdos. Pode-se usar diversos métodos para aumentar a
proporção:
Desembrulhe - dividir as perguntas em partes menores para
mais participações.
Meia ideia - expressar metade da ideia para ser completada
pelo aluno.
E depois? - perguntar como resolver determinada etapa e
depois qual é o próximo passo a seguir.
Finja ignorância - o professor finge que não sabe e o aluno
explica.
Exemplos progressivos - pedir aos alunos outros exemplos
diferentes do primeiro, podendo ser complementados ou
direcionados pelo professor.
Diga em outras palavras ou diga mais - solicitar a um
aluno que responda a mesma pergunta com outras palavras
ou a outro aluno que revise ou melhore a resposta dada.
Como e por quê – realizar estas questões força os alunos a
explicar o raciocínio que utilizaram.
Peça provas – os alunos devem explicar como os fatos
sustentam sua resposta ou reunir provas para sustentar uma
posição dada pelo professor.
Processo em bloco – nas séries mais adiantadas, em
discussões mais abrangentes, o professor pode deixar que
aconteça uma série curta de comentários para somente
depois comentar, mas sem deixar que se perca a direção, o
ritmo e o foco da discussão. Os alunos devem estar
preparados e ter o hábito de participar de debates.
Objetivos de debate – o objetivo é tentar focar o debate
nos pontos mais importantes e rigorosos. Compartilhar o
objetivo do debate com os alunos ajuda a afastar distrações e
tópicos improdutivos, direcionando os alunos de volta à
tarefa. Não se deve soltar um problema a ser resolvido que
exija habilidades que os alunos ainda não tenham
desenvolvido, pois vai gerar muito raciocínio, porém pouco
produtivo. É importante que os alunos recebam doses
crescentes e constantes de trabalho cognitivo, com disciplina
vigilante para tornar o trabalho focado e produtivo.

Agora vejamos um exemplo usando o texto da “Princesa e a ervilha” pensando nas


perguntas que o professor poderia fazer utilizando os tipos de perguntas da técnica
Proporção:

Proporção
Meia ideia:

 O príncipe procurava... / A moça era princesa... Como chegamos a


conclusão?/ A princesa dormiu e no dia seguinte...
Finja ignorância: E agora, diga-me, o que fez o rei? / Por que o prí
encontrava a princesa?
Peça provas:
 Como descobriu que se tratava de uma princesa?/ Quem pode me
que a rainha utilizou para descobrir se a princesa era de verdade?/
Desembrulhe:
 Estava chovendo muito e uma senhora.../ Como começou a história
personagens tem a história?
Como e por quê?
 Como deveria ser a princesa para se casar com o príncipe?/ O que
para descobrir se a princesa era de puro sangue?
Debate:
 Vocês acreditam que esta história realmente aconteceu?/ Vocês acr
princesas fora dos contos de fadas?
E depois?
 O que aconteceu com a princesa no dia seguinte?/ O que aconteceu
depois que ele voltou da viagem?

O que deve ser verificado na realização da técnica:

oporção
professor planejou uma atividade visando o trabalho cognitivo dos alunos.
alunos aplicaram ao máximo os seus conhecimentos para realizar a proposta.
professor utilizou de algum método para forçar os alunos a aprofundar seus pensamentos.
proporção de trabalho cognitivo solicitado aos alunos foi adequada.
alunos estavam focados e produtivos.
professor conduziu bem a discussão ou o trabalho mantendo o ritmo e o foco.

Para saber mais leia a técnica


inteira nas páginas 110 a 116
acessando o link ao lado:

Conhecendo a técnica: Entendeu


Esta técnica é usada para avaliar a aprendizagem dos alunos
para realizar intervenções constantes.
Baseia-se em coletar dados (avaliação
processual) e em realizar intervenções constantes a partir
destas informações. As informações podem ser coletadas por
amostragem e analisadas como um conjunto de dados
estatísticos. Esta amostra deve ser composta por alunos
com históricos de desempenho diferentes.
Quando a maioria dos alunos da amostra responder errado,
deve-se continuar ensinando. Só se deve parar de ensinar
quando as respostas certas à pergunta forem várias em
seguida.
Além disto, é bom certificar-se de que esta pergunta é
mesmo uma medida efetiva daquilo que os alunos precisam
dominar. Através da observação dos registros dos alunos
durante a aula o professor pode levantar ou validar mais
dados, desde que foque esta observação em pontos
específicos e eficientes para o que se precisa saber.
Em qualquer forma de levantamento de dados as perguntas
devem avaliar eficientemente – e não superficialmente – o
domínio do conteúdo. A intervenção a partir dos dados
levantados deve ser imediata, pois assim a eficácia será mais
provável. Quando o domínio dos alunos sobre o conteúdo está
incompleto, deve-se ensinar de novo, podendo: usar uma
abordagem diferente, identificar a etapa problemática,
identificar e explicar os termos difíceis, usar um ritmo mais
lento ou outra ordem, identificar os alunos mais preocupantes
ou usar mais repetições.

Agora vejamos novamente um exemplo prático do uso da técnica com questões


feitas na interpretação do texto “A princesa e a Ervilha”

Entendeu?
A princesa disse que não conseguiu dormir. Por que ela não conseguiu dor
Você compreendeu por que a princesa não conseguiu dormir?
O que a rainha fez para saber se a princesa falava a verdade?
Através de que ação, o príncipe e a rainha descobriram que a moça era um
princesa de sangue real?
Qual era o verdadeiro objetivo do príncipe?
O que aconteceu na noite da tempestade?
O que a rainha fez para provar que ela era uma princesa verdadeira?

O que deve ser verificado na realização da técnica:

tendeu?
professor planeja estratégias de coleta de dados sobre a aprendizagem dos alunos, durante o processo.
stratégia (ou questão) avalia eficientemente o domínio do conteúdo.
professor realiza a análise quantitativa dos dados.
professor realiza a análise qualitativa dos dados.
professor valida os dados através da observação focada dos registros dos alunos durante as aulas.
professor realiza intervenções baseado na coleta e análise dos dados.
professor planeja as intervenções a realizar.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 116 a


123 acessando o link ao lado:

ETAPA “VOCÊS”

Conhecendo a técnica: Mais uma vez


Treinar muitas vezes uma habilidade é a chave para aprender
e ter o máximo de poder cerebral livre para poder aprofundar
ou resolver problemas mais complexos.
Treinar muitas vezes uma habilidade é a chave para aprender
e ter o máximo de poder cerebral livre para poder aprofundar
ou resolver problemas mais complexos. Esta é a técnica para
desenvolver e refinar uma habilidade, e assim poder aplicá-la
de maneira precisa sob quaisquer circunstâncias.
Vamos observar uma situação em sala de aula com o
uso desta técnica:
Uma turma do 1 ciclo do Ensino Fundamental está realizando
o

um trabalho cuja meta é conhecer e saber utilizar o sistema


monetário em situações reais.
A turma começou realizando uma pesquisa sobre a história da
moeda brasileira, que gerou um painel informativo.
Depois eles fizeram um cartaz com as cédulas e moedas
brasileiras atuais e realizaram alguns exercícios para compor
quantidades especificas com diversas cédulas e moedas.
Utilizaram dinheiro de brinquedo.
O professor utilizou, adiante, outras estratégias para que os
alunos fizessem trocas e composição de quantidades com o
dinheiro. Por exemplo:
1) Complete as sentenças, usando o dinheirinho para
realizar as trocas.
a) Posso ter 20 reais com 2 notas de 10 reais ou com
_______ notas de 5 reais.
b) Vou te dar 10 reais. Você prefere 2 notas de 5 ou
________ notas de 2 reais?
c) A vendedora me deu o troco de 2 reais em _______
moedas de 50 centavos.

2) Circule o dinheiro necessário para eu pagar a conta


de luz no valor de R$32,00.

Conforme foram conseguindo realizar com facilidade,


receberam outras propostas com valores maiores, trocas com
diversos valores de notas e moedas e mais adiante situações
problemas com outros elementos e cálculos, que exigiam os
conhecimentos de equivalência entre as cédulas e moedas e
outros conceitos.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

is uma vez
professor planejou uma sequência de atividades adequada ao conteúdo.
professor iniciou ensinando o básico para ser treinado.
professor introduziu desafios mais elaborados nos momentos adequados.
écnica trouxe o desenvolvimento e o refinamento da habilidade.
alunos conquistaram maior autonomia com a prática adquirida.
alunos puderam resolver problemas mais complexos.

Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 123 a


124 acessando o link ao lado:

Conhecendo a técnica: Arremate


É uma curta avaliação realizada ao final da aula e recolhida
pelo professor, para que este possa levantar alguns dados e,
assim, saber quão eficiente foi a sua aula e como pode
melhorar a próxima aula.
É uma curta avaliação realizada ao final da aula e recolhida
pelo professor, para que este possa levantar alguns dados e,
assim, saber quão eficiente foi a sua aula e como pode
melhorar a próxima aula. Deve ser rápido – uma a três
perguntas sobre o conceito central do objetivo da aula,
projetados para gerar dados – perguntas simples
concentradas na parte fundamental do objetivo e levarem a
uma devolutiva aos alunos e o trabalho com os conceitos
relacionados às respostas erradas.
Vamos ver uma situação em sala de aula com o uso
desta técnica:
Uma aula de História para o Ensino Médio, com o objetivo dos
alunos compreenderem a importância da natureza para o
desenvolvimento econômico, científico e cultural do antigo
Egito.
O professor distribui cópias do texto “Planície fértil do rio Nilo
favoreceu civilização egípcia”. Realizam uma leitura
compartilhada, de forma que o professor interrompa quando
achar necessário dar alguma explicação e abrindo para
questionamentos e discussões a cada trecho.
Num segundo momento os alunos estarão realizando, em
duplas, uma síntese do texto, relacionando as principais
informações sobre o desenvolvimento da civilização egípcia
no sitehttp://educacao.uol.com.br/historia/ult1704u98.jhtm -
da Página 3 Pedagogia & Comunicação
Por último os alunos respondem numa folha avulsa e
individualmente à seguinte questão:
“Qual foi a influência da natureza na construção da sociedade
egípcia?”
O professor recolhe as atividades para realizar uma triagem
dos dados.
O que deve ser verificado na realização da técnica:

remate
professor planejou um “Arremate” adequado à meta da aula.
valiação deu a ideia de como os alunos compreenderam o conceito central da aula.
empo para realização foi adequado.
dados foram usados para o planejamento da próxima aula.
professor realizou um feedback aos alunos.

Para saber mais leia a técnica inteira na página 124 acessando o link ao
lado:

Agora assista o vídeo exemplificando esta técnica e veja o


que os alunos disseram sobre estas palavras:

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado


em seu browser, faça o download clicando aqui ou ative
o mesmo.
Conhecendo a técnica: Tome posição
Consiste em levar os alunos a se engajar ativamente nas
ideias ao redor deles, julgando as respostas dos colegas.
Consiste em levar os alunos a se engajar ativamente nas
ideias ao redor deles, julgando as respostas dos colegas.
Ajuda os alunos a processar mais conteúdo e o professor a
verificar o entendimento. Pode ser: usada com a classe toda
ou dirigidas a um só aluno, avaliadoras ou analíticas, verbais
ou sinalizadas por gestos. É preciso cuidado para não deixar o
exercício se tornar superficial. Para isto, pode-se fazer
perguntas adicionais ou pedir aos alunos que defendam ou
expliquem suas posições. É importante que haja um trabalho
cultural para garantir que os alunos se sintam confortáveis ao
expor e discutir seus próprios erros.

Assista o vídeo exemplificando esta técnica e veja como a


professora favoreceu a participação e o engajamento dos
alunos:

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado em


seu browser, faça o download clicando aqui ou ative o mesmo.

O que deve ser verificado na realização da técnica:

me posição
professor planejou o uso da técnica.
proposta contribuiu para a reflexão sobre o conteúdo.
professor pode verificar o entendimento dos alunos.
uve boa participação dos alunos.
alunos estiveram engajados nas ideias.
alunos demonstraram estar confortáveis com a técnica.
Para saber mais leia a técnica inteira nas páginas 125 a
128 acessando o link ao lado:

O Plugin Silverlight está desabilitado ou não foi instalado em


seu browser, faça o download clicando aqui ou ative o mesmo.

Ideias principais da webaula


Nesta webaula falamos sobre como seria uma aula em que a
responsabilidade pelo conhecimento e pela capacidade de
aplicá-lo é gradualmente transferida do professor para o
aluno usando algumas técnicas divididas em três partes “Eu”,
“Nós” e “Vós”.
Assim encerramos o nosso curso Gestão e Prática na Sala de
Aula. Esperamos que tenha aproveitado bem todos os
conhecimentos adquiridos e que sejam úteis para qualificar as
suas aulas.
Agora faça a avaliação desta webaula.
Bom trabalho!

Por favor, acesse o link abaixo e responda ao questionário.


http://goo.gl/forms/7ZumtWiBsd

LEMOV, Doug. Aula nota 10: 49 técnicas para ser um professor campeão de
audiência. Tradução de Leda Beck, consultoria e revisão técnica: Guiomar Namo de
Mello e Paula Louzano. São Paulo: Da Boa Prosa: Fundação Lemann, 2011.

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